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Manual de

Auriculoterapia
Acupuntura Auricular
Francesa e Chinesa

Alessandra Maria Porto Scavone


2016
Dedicado ao Dr. Raphael Nogier, que me influenciou totalmente a amar essa
maravilhosa terapia. A minha querida amiga Martine Ribes (Sedatelec) que sempre
me motivou a escrever esse livro. Aos meus pais Claudio e Maria Lucia que sempre
me apoiaram com sua firmeza e dedicação, sem me deixar esmaecer em nenhum
momento. À minha filha Natasha, que está sempre ao meu lado, com sua alegria, me
impulsionando. Ao meu marido Fernando, companheiro de todas as horas e meu
norte, que ao conhecer a Auriculoterapia, se tornou um fã incondicional. À minha
grande amiga Keila, que sem a crítica construtiva dela sobre esse livro, ele não seria
esse resultado que eu espero que sirva de apoio no dia-a-dia do trabalho de todo
Auriculoterapeuta.
Sumário

PARTE I
Introdução
Conceito
Breve História da Auriculoterapia

PARTE II
Organização Mundial da Saúde (OMS)
Padronização da Anatomia da Orelha
Padronização da Nomenclatura dos Pontos da Orelha
Sobre os sistemas de localização na orelha
PARTE III
Reflexoterapia
Cartografia Auricular
Pontos Auriculares
Comparação entre a Acupuntura Tradicional Chinesa e a Acupuntura Auricular

PARTE IV
Fundamentos científicos da Acupuntura e da Auriculoterapia
A Neuroanatomia e a Neurofisiologia
A Anatomia da orelha
Projeções e representações
Modos de ação
A Auriculoterapia e o Sistema Nervoso
Relação entre a Acupuntura e o Sistema Nervoso Central
Locais de Ação
Modulação da dor

PARTE V
Indicações
Contraindicações
Materiais
Materiais de estímulo bioenergético
Aspectos a considerar
Reações
Equipamentos elétricos requeridos
Tratamentos Complementares usados com a Auriculoterapia

PARTE VI
Diagnósticos
Relação entre as reações positivas e o tipo de enfermidade
Diagnóstico através da palpação
Diagnóstico através da exploração elétrica
Escalas de valores de dor à exploração palpatória
Classificação das reações positivas na exploração elétrica
Características diagnósticas dos pontos de alta condutibilidade
Regras gerais das reações nos pontos de alta condutividade
Métodos de exploração
Diferenças na exploração das duas orelhas
Diagnóstico através da diferenciação de síndromes
Método de determinação diagnóstica
Medicina Tradicional Chinesa

PARTE VII
O exercício da Auriculoacupuntura
Auriculoterapia ou Acupuntura Auricular?
Acupuntura Auricular
Auriculoterapia
Auriculopuntura
Auriculomedicina
RAC
VAS
Pesquisas avançadas em Auriculomedicina pelo Dr. Nogier
Regiões embriológicas da Orelha identificadas por Paul Nogier
Relação das regiões embriológicas com os nervos periféricos
Frequências características de cada região embriológica

PARTE VIII
Pontos Mestres
Pontos Franceses
Pontos Chineses
Mapas

PARTE IX
Programas de tratamento
Tratamentos em destros e canhotos
Tratamentos sintomáticos
Tratamentos etiológicos
Tratamentos sequenciais
Protocolos

Parte X
Pesquisa Científica de Alessandra Scavone sobre Depressão apresentada no Congresso
Internacional de auriculoterapia, Lyon, França, 2006.

Parte XI
Bibliografia
Referência Bibliográfica
Parte I

INTRODUÇÃO

Este é um manual de Auriculoterapia/Acupuntura Auricular brasileiro que contém os

pontos auriculares descobertos pelos Chineses, os pontos Reflexos Auriculares da

Auriculoterapia descobertos na França pelo trabalho pioneiro do Dr. Paul Nogier e

protocolos de tratamento, resultados de pesquisas e estudos desenvolvidos por mim no

Brasil e, como será visto, apresentado na França, no Congresso Internacional.

Espero que esse livro seja útil e que possa levar conhecimento e compreensão desse

maravilhoso método que é a Auriculoterapia.


CONCEITO

A auriculoterapia é a ativação de zonas do pavilhão auricular, onde um ponto é


reconhecido como anormal ou patológico. Consiste em tratar diferentes afecções com a
ajuda de picadas ou outras estimulações efetuadas sobre o pavilhão da orelha, além do
seu efeito de analgesia. Baseado no conceito de que nas orelhas, uma região ricamente
inervada e amplamente conectada ao sistema nervoso central (SNC), existem pontos
reflexos que correspondem a todos os órgãos e funções do corpo. Ao se estimular esses
pontos, o cérebro recebe impulsos que desencadeiam fenômenos físicos e químicos,
promovendo o reequilíbrio de áreas e funções do corpo. Seu auxilio no tratamento de

diversas patologias é reconhecido em muitos países. Os seguintes trabalhos


exemplificam a eficácia terapêutica, bem como a evolução da técnica nas últimas
décadas: Nogier (1980), Oleson (1980), Durinyan (1980), Borzeix (1981), Bossy
(1983), Senelar (1989), A. de Souza (1994 e 2001), Vulliez (1994), Timochevsky
(1994), Terral e Rabischong (1997, 2003, 2006), Marignan (1998 e 2003), Ikezono
(2000), Magnin(2001), Alimi (2001,2002,2003), Narongpunt (2005), Piquemal (2006),
Scavone (2006), Van Wijk e Ackerman(2006).
Para muitos casos seus efeitos são rápidos, eficientes e são sentidos logo após sua
aplicação, em outros o mesmo acontece após algumas sessões.

A auriculoterapia é um tipo de terapia que tem valor reconhecido pela OMS como
método auxiliar nas terapêuticas, potencializando seus efeitos.
BREVE HISTÓRIA DA AURICULOTERAPIA

Na China antiga ( 475 a.C.), todo o sistema de acupuntura se estruturou sobre o

principal texto médico chinês, o Huang Di Nei Jing, o “Clássico da Medicina Interna do

Imperador Amarelo”, cuja antiguidade se remonta a 2000 anos. Nesse texto, todos os 6

meridianos Yang foram considerados conectados diretamente à orelha, enquanto que os

6 meridianos Yin estão indiretamente conectados à orelha. Esses pontos auriculares

chineses antigos não foram organizados somatotopicamente na cartografia auricular

chinesa, formavam um conjunto de pontos distribuidos aleatoriamente pela orelha. Em

outro texto clássico, o Ling Shu, feito aproximadamente entre 475 e 221 a.C., menciona-

se pela primeira vez uma somatotopia da orelha, estudada mais amplamente pelo

medico chinês Pian Que. Em tempos mais recentes, na época da dinastia Tang, difundiu-

se amplamente o uso da estimulação do pavilhão auricular para controlar o curso das

enfermidades internas.

No Egito antigo, Grécia e Roma (400 a.C.), médicos antigos como Hipócrates, o pai da

Medicina, durante anos de sua estadia no Egito tiveram acesso a esse conhecimento,
como se deduz de algumas de suas publicações. Em seu livro “Sobre a geração” afirma

que “os que sofreram incisões ao lado das orelhas usam, verdadeiramente do coito e

ejaculam, mas a sua ejaculação é pouco abundante, inativa e infecunda.” Em outro livro

“ Dos ares, das águas e dos lugares”, menciona também que a agressividade dos Escitas

poderia estar relacionada com a frequente impotência que constituia uma autêntica

praga no povo. Cita “ Eles se tratam da seguinte forma: no começo do mal, abrem a

veia colocada atrás de uma e outra orelha.” Esta intervenção dedicada a remediar este

problema permitia a realização de um coito normal, mas reduzia o conteúdo

espermático no líquido seminal. No Egito antigo se encontram referências à utilização

do pavilhão auricular com intenções médicas. Um reconhecido egiptólogo, Alexandre

Varilla, afirma que as mulheres que não desejavam ter mais filhos agulhavam um local

do pavilhão da orelha. Há uma antiga obra de arte mostrando uma rainha com uma

agulha na orelha. Igualmente na antiga Grécia, eles tratavam a ciática queimando um

ponto determinado sobre o antihélix da orelha. No livro dedicado às epidemias, refere-

se ao tratamento pela orelha dos estados inflamatórios: “Para as inflamações das partes

inferiores, abrir as veias nas orelhas”. Também Galeno fez uso clínico de anéis
auriculares e outras formas de estimulação de orelha para vários problemas,

particularmente o tratamento de desordens sexuais e menstruais.

Os árabes usavam não somente a cauterização na orelha para o tratamento de ciática,

como também para o tratamento da hipertensão, moléstias abdominais, renais ou de

espalda.

Os antigos chineses praticavam em comum com outros povos como os árabes, ciganos,

hindus e europeus uma técnica que consistia em agulhar um ponto determinado no

lóbulo da orelha para tratar problemas oculares, tais como o olho vermelho, a miopia e

a catarata.

Na Pérsia antiga, após a queda do Império Romano, se conservaram antigos achados

médicos, em que se mencionava um tratamento para ciática pelas cauterizações na

orelha.

Na Europa, na Idade Média (1500), a Companhia Holandesa da Índias Orientais, que

desenvolveu um grande intercâmbio comercial com a China, trouxe os primeiros

conhecimentos sobre a Acupuntura à Europa. Incluida nessas descobertas estava a

Acupuntura Auricular, assim como o desenvolvimento das agulhas hipodérmicas a


partir das agulhas chinesas de acupuntura.

Na Renascença (1700), fatos clínicos esporádicos na Europa discutiam o uso das

cauterizações para aliviar a dor ciática.

No século XVII, um médico português, Zacutus Lusitanus, descreveu a utilização das

cauterizações auriculares no tratamento da neuralgia ciática. Ele afirma: “Hipócrates

recomenda frequentemente em suas obras a secção das veias situadas atrás das orelhas

para curar as dores ciáticas”. Também neste século, Jerônimo Bosch, um pintor , em

seu quadro intitulado “ O jardim das delícias”, nos mostra um diabo que está situado na

orelha, na zona de projeção hormonal, hipofisária e sustentando uma lanceta que marca

na orelha um ponto sobre uma zona específica para aumentar a libido, ponto este que

Nogier chamou de “Ponto de Jerome” ou “Ponto de Bosco”. Este quadro encontra-se no

Museu do Prado em Madrid.


No século XVIII, o anatomista italiano Valsalva, em sua obra “ De aura humana

tractatus” precisa em suas páginas 11 e 12 a região do pavilhão que se cauterizava nas

dores dentárias.

Mais modernamente, em 1810, o Professor Ignaz Colla, de Parma, expõe a observação

de um homem que havia sido picado por uma abelha no nível do antihélix, o que lhe

havia causado uma incapacidade passageira para caminhar de um lado para o outro.

Também relata cauterizações retro-auriculares realizadas, com evidente êxito, por um

companheiro cirurgião seu, Dr. Cecconi, para tratar dores ciáticas.


Em 1850, o “Journal des Connaissances Medico-Chirurgicales” em seu número de

primeiro de maio, publica um conjunto de observações e documentos facilitados pelo

Dr. Lucciani, de Bastia, recomendando a cauterização da orelha como tratamento

radical da ciática. A zona que se estimulava era a raiz do hélix.

Na França Moderna (1951), Dr. Paul Nogier, um neurologista e neurocirurgião de Lyon

(França), observou a ocorrência de uma cicatriz na orelha dos pacientes, devido a uma

cauterização na raiz do antihélix, o qual haviam sido tratados com sucesso por uma

curandeira, de nome Madame Barrin. Quando perguntados por ele, os doentes diziam

ter tido um alívio muito rápido da dor, em poucas horas ou até minutos , o que tornava,

sem sombra de dúvida, a existência de uma relação entre a cauterização da orelha e a

sedação da dor. Nogier pensou então, como muitas vezes uma ciática é a causa de um

bloqueio lombo-sacral, que a cauterização dessa zona no pavilhão atuava ao nível

vertebral, e assim foi como apareceu o antihélix representativo do raquis, porém,

invertido. De tal modo que se tudo estava invertido, o lóbulo corresponderia ao

encéfalo e as extremidades superior e inferior ficariam na parte superior do pavilhão,

lembrando a imagem típica de um feto no útero materno. Então ele desenvolveu o mapa
somatotópico da orelha, baseado no conceito de uma orientação de um feto invertido.

Se expuseram numerosos mecanismos de ordem neurofisiológica que explicavam a

projeção puntiforme dos transtornos periféricos sobre o pavilhão e, inversamente, a

ação recíproca da orelha sobre o corpo. Seu trabalho foi primeiro apresentado na

França, então comunicado a sociedade alemã de acupuntura, e finalmente traduzido na

China. Na verdade, realizou esse trabalho em etapas sucessivas: a descoberta em 1951,

a compilação de fatos anedóticos, a idéia para explicar os fatos, a confrontação dos

fatos de maneira empírica e depois experimental. Nogier sempre foi um apaixonado

pelas pesquisas, mesmo com as limitações da época. Os riscos eram grandes para essa

técnica médica inovadora e alternativa. Porém, ao mesmo tempo, ele dizia que o rigor

deveria dominar a fantasia.


Na China moderna (1960), a Equipe de Pesquisa de Acupuntura Auricular do Exército

de Nanking, verificou a precisão clinica da Orelha Homunculus de Nogier. Eles

empiricamente acessaram esses pontos auriculares com mais de 2000 pacientes

utilizando o “Barefoot Doctors” como parte do Mao Tse Tung.

Nos Estados Unidos (1980), um estudo duplo cego da University of California, Los

Angeles (UCLA) , verificou estatisticamente a precisão do Diagnóstico Auricular. Um

nivel estatístico significante de 75% de precisão foi achado no diagnóstico dos

problemas da dor musculoesquelética de 40 pacientes. Pela evolução de áreas

específicas de temperatura e aumento da atividade elétrica na orelha, áreas do corpo

com alguma disfunção puderam ser corretamente identificadas, enquanto áreas do corpo

livres de patologias foram corretamente identificadas como pontos não patológicos na

orelha. Subsequentemente, a pesquisa da UCLA focou sobre a comparação dos pontos

auriculares Chineses e Franceses, o uso da eletro-acupuntura auricular para dor

crônica de pacientes com medicações do tipo ópio, e a reversibilidade do naloxone na

analgesia dental produzida pela auriculoterapia.


Portanto como podemos comprovar, através da história, a auriculoterapia é uma prática

muito antiga, que tem acompanhado o ser humano em sua busca da cura de patologias e
do alivio da dor, desde a antiguidade, tanto no mundo oriental quanto ocidental.

(Dados do histórico compilados dos livros de Oleson, Rouxeville, Meas, Bossy e


Figuereo)
PARTE II

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)


Reunião da OMS em LYON – 1990
Sob a direção de Olayiwola Akérélé, a OMS desenvolveu um programa relativo às

medicinas tradicionais, para estudar a veracidade das mesmas. Para a auriculoterapia,

uma primeira reunião foi realizada em 1987, em Séoul, a qual participaram Jean Bossy

e Raphael Nogier.

Em seguida, um grupo de trabalho de 40 membros se reuniram ao final de novembro de

1990 em Lyon (França). Encarregados de tentar conciliar os Franceses e Chineses e

normatizar a nomenclatura da acupuntura auricular, esses experts vindos de todos os

continentes ouviram Hiroshi Nakajima (diretor geral da OMS) reconhecer a

paternidade indiscutível de Paul Nogier na descoberta e no desenvolvimento da

auriculoterapia e agradecê-lo, considerando-o como um benfeitor da humanidade.

Desde 1982, a Organização Mundial da Saúde (World Health Organization) coordena

ações a fim de conduzir à um consenso internacional sobre uma linguagem comum em

acupuntura, com o objetivo de facilitar o ensinamento, a pesquisa e a prática clínica,

quer dizer, estabelecer uma nomenclatura padronizada da acupuntura. Esses esforços

consistiram em grupos de trabalho e em diversas consultas regionais convocadas pelo

Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para o Pacífico Oeste e as


reuniões de um Grupo Científico da Organização Mundial da Saúde (Grupo de

Trabalho sobre uma Nomenclatura Padronizada da Acupuntura, Manille, 1982;

Reunião de Consulta Regional por uma Nomenclatura Padrão da Acupuntura, Tokyo,

1984; Segundo Grupo de Trabalho por uma Nomenclatura Padrão em Acupuntura, Hong

Kong, 1985; Terceiro Grupo de Trabalho por uma Nomenclatura Padrão em

Acupuntura, Séoul, 1987; Reunião Cientifica da Organização Mundial da Saúde afim de

adotar uma Nomenclatura Padrão em Acupuntura, Genève, 30 Outubro - 3 Novembro

1989). Ao final dessa última reunião, foi aprovado por unanimidade a proposta de uma

Nomenclatura Padronizada em Acupuntura para uso internacional. Os grandes traços

dessa proposta relacionam-se a utilização da tradução inglesa do nome de cada

meridiano e de um código alfanumérico derivado dos nomes ingleses, a utilização dos

nomes do alfabeto fonético Chinês (Pinyin), assim como os caracteres Han para os

nomes dos pontos e dos meridianos de acupuntura.

Uma das recomendações feitas pelo Grupo Científico da Organização Mundial da

Saúde foi de completar essa padronização da acupuntura pelos pontos de acupuntura da

orelha (ou auriculoterapia) de valor terapêutico reconhecido e cuja localização


anatômica é geralmente aceita. Foi imposta a necessidade de constituir um grupo de

trabalho reunindo os especialistas mundiais no domínio da auriculoacupuntura. A

primeira sessão ocorreu em Lyon em 28, 29 e 30 de novembro de1990. Eis aqui a ata

resumida:

HISTÓRICO

A acupuntura, sistema único de tratamento e de alívio da dor, foi e ainda é


constantemente utilizada desde, aproximadamente, 2500 anos. Apareceu na dinastia de
Zhou (1º milênio a.C.) e sua teoria e prática já estavam bem sistematizadas sobre os
Han anteriores (século II a.C.). Os princípios da acupuntura são imortalizados no Huang
Ti Nei Ching ("Clássico da Medicina Interna" do lmperador Huang Ti), que é
constituido de duas partes, o Su Wen (século II a.C.) e o Ling Shu (século I a.C.). Esses
textos descrevem os doze meridianos de acupuntura e seus pontos de entrada e saída.
No decorrer de sua longa história na China, no Japão e no Extremo-Oriente, a prática

da acupuntura conheceu períodos de declínio; foi tanto rejeitada como também

negligenciada com o advento da medicina ocidental moderna. Entretanto, há quarenta

anos, as autoridades chinesas dão uma grande importância aos Médicos Tradicionais e

à acupuntura em particular. Ao mesmo tempo, no Ocidente, nos interessamos cada vez

mais pelas aplicações terapêuticas da acupuntura, pesquisa e explicação dos seus

modos de ação à luz dos conhecimentos cientificos modernos. No decorrer dos últimos

vinte anos, numerosos novos pontos de acupuntura foram reconhecidos e,

particularmente em auriculoterapia, sob a impulsão e graças aos numerosos trabalhos

tanto clínicos como fundamentais do Doutor Paul NOGIER, médico francês.

Dado o interesse sem precedente que se manifesta pela acupuntura e acupuntura

auricular, essa última técnica, saída da ciência moderna, sendo uma forma de micro-

sistema de acupuntura limitado ao pavilhão da orelha, e agora com a evolução objetiva

dos seus efeitos fisiológicos em termos terapêuticos, tornou-se cada vez mais clara e

indispensável a necessidade de uma nomenclatura internacional. Uma primeira

abordagem frutuosa dessa padronização mundial da acupuntura auricular ("Working


Group Meeting on Auricular Acupuncture Nomenclature”, Lyon, France, 28 - 30

Novembre 1990) foi definida em um padrão que fornece as bases indispensáveis à

todos os trabalhos clinicos ou fundamentais de porte internacional. Veja aqui a ata

resumida do Grupo de Trabalho e a padronização, ainda não completa, que foi adotada.

RECORDAÇÃO DAS METAS E OBJETIVOS QUE GUIARAM ESSE GRUPO DE

TRABALHO:

A meta global foi de propor uma nomenclatura padrão em auriculoacupuntura.

Os objetivos foram:

- elaborar um quadro geral dos progressos realizados pela auriculoacupuntura,

- trazer a termo as discussões e proposições já evocadas por outras reuniões

anteriores concernentes a padronização dos pontos de auriculoacupuntura,

- recomendar e aconselhar as atividades futuras da Organização Mundial da Saúde

concernentes à acupuntura como um todo.

SESSÃO DE ABERTURA E DISCURSOS


Essa reunião foi aberta pelo Doutor Raphaël NOGIER, em seu próprio nome mas

também em nome do Groupe Lyonnais d'Etudes Médicales, autores principais com a

Organização Mundial da Saúde, desse trabalho.

A elocução de boas vindas do Doutor NOGIER foi seguida por um discurso

pronunciado pelo Doutor O. AKERELE, responsável pelo Programa de Estudos dos

Médicos Tradicionais no seio da Organização Mundial da Saúde. Ele particularmente

insistiu sobre a importância não somente de construir uma nomenclatura padrão

internacional em auriculoacupuntura, mas também de promover seu uso de tal modo que

pudesse ser desenvolvido e corrigido à luz da experiência, gradualmente e à medida de

sua utilização.

Os participantes e observadores foram então convidados a apresentar-se. Os oficiais da

reunião foram em seguida designados:

Doutor Raphaël NOGIER: Presidente

Doutor T. TSIANG: Relator oficial

No decorrer da tarde da segunda jornada, o Doutor Hiroshi NAKAJIMA, Diretor Geral


da Organização Mundial da Saúde, veio especialmente do Japão, dirigiu-se ao conjunto

do Grupo de Trabalho. Entre os pontos notáveis que levantou, o Doutor NAKAJIMA

rendeu honras ao papel efetuado pelo Doutor Paul NOGIER no desenvolvimento da

teoria e das aplicações clinicas da auriculoterapia. Ele renovou igualmente o seguro,

feito pela Organização Mundial da Saúde através de seu Programa de Estudos das

Medicinas Tradicionais, de promover e recomendar para uso internacional a utilização

de uma nomenclatura da auriculoacupuntura padronizada, a fim de facilitar o ensino, a

pesquisa e as aplicações clinicas.

Em resposta, o Doutor Paul NOGIER sublinhou algumas mudanças ocorridas durante

sua longa carreira na Medicina, e bem particularmente aos espetaculares avanços

tecnológicos na proteção da saúde, mas também a emergência cada vez mais popular

das medicinas naturais e notadamente, a importância crescente da auriculoterapia e da

auriculomedicina. Ele exprimiu seu perfeito acordo com a necessidade de desenvolver

uma nomenclatura padrão da auriculoterapia e dirigiu os seus agradecimentos pela

contribuição que isso trará no futuro, no reconhecimento dos pontos da orelha e ao

ensinamento e pesquisa, tendo por consequência, certamente, atribuir um papel

crescente da auriculoterapia e da auriculomedicina na proteção eficaz e melhora da


saúde de cada um.

Enfim o Doutor T. TSIANG retraçou o histórico da implicação da Organização Mundial

da Saúde desde 1982 no centro dos esforços para padronizar a nomenclatura da

acupuntura e os sucessos que resultaram desses esforços. O Doutor TSIANG sublinhou

igualmente a intenção do Grupo e a particularidade dos pontos da orelha que não são

encontrados na acupuntura clássica.

Para uma Nomenclatura Padrão em Auriculoterapia

Padronização da Anatomia da Orelha

Referindo-se a padronização da anatomia da orelha, o Grupo de Trabalho estabeleceu

um consenso sobre as áreas anatômicas e propôs a seguinte classificação, que utilisa


um codigo alfabético MA (M derivado de "micro-sistema" e A de "auricular point").
CÓDIGO
ÁREA ANATÔMICA DO PAVILHÃO
ALFABÉTICO
DA ORELHA

MA-HX Hélix 1
MA-SF Fossa escafóide
MA-AH Anthélix 2
MA-TF Fossa triangular
MA-TG Tragus
MA-AT Antitragus
MA-IC Concha inferior
MA-SC Concha superior
MA-LO Lóbulo
MA-IT Incisura intertrágica
MA-PP 2 Zona posterior periférica
MA-PI2 Zona posterior intermediária
MA-PC2 Zona posterior central
MA-PL2 Zona posterior lobular

1: O hélix e o anthélix são mais divididos em muitos segmentos, mas de um comum acordo não nomeados.
2: Após algumas discussões, concordou-se que a face posterior da orelha seria dividida em quatro partes.

Padronização da Nomenclatura dos Pontos da Orelha

Uma nomenclatura padrão foi adotada, com respeito a cada ponto, seguindo os três
critérios fundamentais seguintes:
1 - os pontos devem possuir os nomes comuns de uso internacional,
2 - os pontos devem ter um valor terapêutico bem provado,
3 - a localização desses pontos sobre as áreas auriculares deve ser aceita por todo o
mundo.
Assim, 39 pontos foram discutidos e depois adotados pelo Grupo de Trabalho. Todos
os nomes marcados com um asterisco (*) são pontos de Medicina Tradicional Chinesa,

que não correspondem necessariamente à um local anatômico como é compreendido na


medicina moderna.

A Propósito das Tabelas de Auriculoterapia

O Grupo de Trabalho considerou que os desenhos das tabelas de auriculoterapia


contidos no relatório do terceiro Grupo de Trabalho Regional (boletim da Organização
Mundial da Saúde, 68 (4):425-429, 1990) continha numerosos pontos onde as
localizações precisas ainda permaneciam abertas à discussão. O Grupo por conseguinte
decidiu que essas tabelas não seriam consideradas como referência de localização dos
pontos auriculares, notadamente ao olhar da insuficiente padronização da anatomia de
áreas da orelha.

Trabalhos e projetos posteriores

Durante o curso, emergiram discussões de numerosos pontos de vista divergentes,


concernentes as localizações dos pontos da orelha. Sobre a base dessa livre troca de
idéias e opiniões, o Grupo de Trabalho concordou que seja uma prioridade para as
atividades futuras desenvolver uma cartografia padrão de referência da orelha para sua
utilização em auriculoacupuntura. Essa cartografia padrão deverá responder às
necessidades seguintes:
- Corrigir a ilustração anatômica da orelha,
- Colocar o ponto em uma cartografia apropriada das diferentes zonas anatômicas, à

construir com a ajuda de experts da anatomia e da acupuntura da orelha,


- Ilustrar a projeção dessas zonas,
- Localizar e reconhecer de maneira precisa os pontos, cada vez que isso seja possível.

Recomendações de ordem geral

Devido a importância e a necessidade urgente de desenvolver uma padronização e uma


nomenclatura da auriculoacupuntura aceita internacionalmente para facilitar o
ensinamento, a prática e a pesquisa, o Grupo de Trabalho fez as seguintes
recomendações:
1 – A Organização Mundial da Saúde pede que se considere de maneira urgente a
implementação de um sub-comitê encarregado de estudar uma cartografia anatômica do
pavilhão da orelha, com o objetivo de nomear as zonas e os pontos de
auriculoacupuntura,

2 – A Organização Mundial da Saúde estabelecerá os contatos necessários com as


associações, grupos de pesquisa, instituições, etc... em todo o país, incluindo a
República Popular da China e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que foram
implicadas no ensinamento e na prática da auriculoacupuntura, e faremos uma ação para
resumir e traduzir os trabalhos selecionados dos quais foram os autores. Essa
informação será difundida às Sociedades interessadas, etc... em uma meta de pesquisa,
prática e ensinamento de auriculoacupuntura.
3 - Com a intenção de tornar acessível toda a informação de atualizações concernentes
à auriculoacupuntura, este relatório do Grupo de Trabalho deverá ser editado e

disseminado tão largamente quanto possível às sociedades de acupuntura e de


auriculoacupuntura no mundo inteiro.
Conclusões e perspectivas para o futuro

Eis por conseguinte a primeira padronização de nivel mundial da auriculoacupuntura.


Embora incompleta, é importante que todo trabalho, seja ele fundamental ou clínico,
respeite essa nomenclatura, porque ele dá à todos os pesquisadores e práticos uma

linguagem clara e comum à todos. Muitas escolas tem até o presente ignorado essas
normas, preferem ensinar seu próprio modelo, se bem que seus trabalhos permanecem
inoperacionais.
No futuro, as novas reuniões convocadas pela Organização Mundial da Saúde terão
lugar, não somente para completar essa nomenclatura e clarificar os pontos acima
mencionados, mas também provavelmente concernente às indicações da
auriculoacupuntura.

SOBRE OS SISTEMAS DE LOCALIZAÇ Ã O NA ORELHA (1)

A necessidade de dispor de um sistema de localizaçaõ no pavilhaõ auricular conduziu


muitas escolas à apresentar suas proposições. O Sectograma de Marco Romoli foi
avaliado favoravelmente por 385 colegas. Por este motivo tem a nossa preferência
atual, já que integra o ponto zero, centro geográfico do pavilhaõ auricular.

Uma nova nomenclatura auricular?


David Alimi desenvolve mesmo uma " Argumentaç ão cientı́fica de uma proposiç ão de
Nomenclatura Internacional para a Auriculoterapia proposta à W.F.C.M.S. para
submissão à O.M.S .". Ora, um inı́cio de nomenclatura foi realizado no âmbito da
O.M.S. em 1987, depois em 1990 [1]. Foi o objeto de um acordo com quórum mı́nimo
entre quarenta experts no plano mundial. Surpreende-me que este texto taõ importante
naõ tenha sido citado por David Alimi. Certamente, ele cita Paul Nogier ( ), mas em
nenhum lugar de seu texto li a mı́nima referência aos primeiros textos [2-5] do
reconhecido descobridor da Auriculoterapia, o que permitiria fazer pensar numa atitude
parcial, por omissaõ .
Na França, existe um certo grau de reconhecimento das medicinas alternativas e
complementares. Este fato é a consequência do engajamento do Dr. Jacques Niboyet
( ) [6] e do Prof. Jean Bossy ( ) [7,8]. É sempre elegante naõ omitir o trabalho dos
antigos praticantes, do qual somos beneficiários! As partes da orelha saõ mais ou
menos vastas. Em 1990, o trabalho da O.M.S. constituiu-se na definiçaõ dos códigos
para as áreas: MA-AH para anti-hélice, MA-LO para o lóbulo, MA- PI para o sulco
posterior da anti-hélice, etc. [9]. Esta base consensual mı́nima foi estabelecida no plano
mundial, inclusive pelos chineses. Um trabalho iniciado em conjunto justifica continuar
também em conjunto e naõ de maneira solitária!

Uma utilidade de simples localização?


A inacreditável variabilidade morfológica da orelha impõe encontrar uma forma de
localizaçaõ simples. Diversas escolas propuseram diferentes sistemas. O quadriculado
auricular pode assim se tornar a imagem de seu autor: pode ser mais ou menos claro,
complicado ou simples, útil ou inútil. O sectograma de Romoli foi avaliado; é a
ferramenta que me parece ser a mais adaptada por ser fácil de compreender, prático e
dentro da lógica que governa a auriculoterapia há 50 anos (figura 1) [10, 11].
Figura1 . O Sectograma de Romoli (2003).

Paul Nogier considerava-o como um centro geográfico cômodo para a determinaç ão
precisa [3].
Está situado no nı́vel onde a raiz da hélice se torna um ramo ascendente, no local
preciso onde o relevo se eleva fora da concha... É possı́vel localizá-lo graç as à uma
incisura cartilaginosa que faz uma saliência quando exploramos a região com uma
protuberância transversal ou com a unha [4].
“ A orelha apresenta um ponto central, situado na raiz da hélice. Ele representa o
umbigo e o plexo solar. Chamei-o de ponto zero [5]”.
Mais tarde, ele nos ensina ter observado: Seu papel é realmente singular. Ele
comanda efetivamente toda a orelha e sua energia. Permite isolar certos pontos até
então silenciosos, quando estimulado por inserç ão de agulha ou por corrente
elétrica [5].
René Bourdiol ( ), cita também o ponto zero do pavilhão, que sabemos ser a
projeç ão umbilical e solar [12].
Partir do ponto zero
Em junho de 1987, Paul Nogier nos dizia que na sua opiniaõ o ponto zero representa o
centro de equilı́brio do corpo humano, de seu dinamismo [13].
Alguns de meus alunos de Nantes deram-lhe o nome de " o ponto da Auriculo para os
ignorantes "!
O ponto zero é detalhado, em particular para os alinhamentos, no recente livro de
Marco Romoli [11].
Raios e alinhamentos de pontos
Os raios provenientes do ponto zero
Paul Nogier descreve [3] um sistema geométrico proveniente do ponto zero, que
consideramos como essencial, quarenta anos após a primeira descriçaõ .
Este centro geográfico é igualmente um centro fisiológico, e os raios que se originam
dele podem ser considerados como verdadeiras linhas de força unindo os pontos que os
compõem...
Tudo se passa como se todo o pavilhaõ dependesse deste ponto zero, verdadeira
comporta cuja abertura e fechamento se desencadeariam à vontade sob a influência de
uma picada de agulha ou de uma corrente elétrica.
Os alinhamentos de pontos [14]
René Bourdiol descreveu os alinhamentos de pontos sobre um raio proveniente do
ponto zero, indicando o valor capital do ponto de borda e do ponto zero [12].
Paul Nogier observou que após a picada de um ponto, pode-se detectar, na superfı́cie
do pavilhaõ da orelha, até doze raios fazendo entre eles um ângulo de 30° centrados
sobre este ponto [14]. Na figura 2, o ponto zero emite raios. Considera-se que os pontos
cinza observados sobre os raios saõ secundários ao ponto central branco (o ponto
zero).
Figura 2. Os doze raios à 30°

Os sistemas de localização já descritos [9]


O importante é uma transcriçaõ correta daquilo que é observado. Uma má transcriçaõ é
um viés importante na realizaçaõ dos estudos terapêuticos ou dos estudos
multicêntricos, mas também para anotar corretamente no prontuário de um paciente,
para solicitar o parecer de um colega mais qualificado pela Internet, ou ainda para que
o estudante copie corretamente o esquema do professor.

O sistema de R. A. Durinyan (1983)


Obra do soviético R. A. Durinyan ( ), o que explica seu desconhecimento no mundo
ocidental. Formado de doze setores de 30° provenientes do ponto zero (figura 3),
permite comparar facilmente vários pacientes apresentando a mesma patologia, assim
como identificar o diagnóstico metamérico (músculo, osso, vı́scera, etc.).
Figura 3 . O sistema de R. A. Durinyan.

O sistema de René Kovacs (1983)


É um quadriculado trazendo em abcissas as letras de A à O, e em ordenadas os números
de 1 à 26 (figura 4); trata-se de coordenadas ortogonais (à 90°). Seu interesse essencial
é didático, no papel, pois seu inconveniente maior é naõ se adaptar aos diferentes
formatos de orelha. Isto explica o porque do sistema de Kovacs ( ) ter sido
rapidamente abandonado por Paul Nogier.

As áreas de Terrence Oleson (1990)


Esta cartografia apresenta superfı́cies numeradas de forma variável e adaptando-se aos
relevos do pavilhaõ (figura 5). Detalha áreas essenciais (o muro da concha e outras
áreas ocultas), mas a grande variabilidade de morfologia das orelhas me leva à
considerar esta proposiçaõ mais como uma teoria filosófica muito interessante do que
um auxı́lio médico prático.
Figura 5 . As áreas de Oleson.

O Sectograma de Marco Romoli (1981 - 2003)

Em 1981, Romoli inventa um primeiro Sectograma de vinte setores recobrindo o


pavilhaõ . Em 1986, conhece o sistema de R. A. Durinyan. Estas duas proposições
integram o ponto zero como centro. Mais tarde, M. Romoli apresenta uma nova versaõ
que comporta 40 setores (de 8° à 11°) somente sobre a face lateral (externa) do
pavilhaõ (figura 1).
Romoli avaliou em 2003 o Sectograma junto a 152 colegas em aprendizado: os erros de
transcriçaõ foram em número de 19 (12,5%), sobretudo para a anti-hélice, muito pouco
para o lóbulo.
Romoli fez uma avaliaçaõ de seu Sectograma (SG) [10], de 2004 à 2007. Em 2010, os
152 se tornaram 385 médicos com formaçaõ de auriculoterapia. A utilizaçaõ do SG
permite uma ótima precisaõ de transcriçaõ correta dos pontos (P<0,001) [11].
Por este motivo o Conselho Cientı́fico da Auriculo. Sans Frontières fixou o
Sectograma de Romoli como sistema de trabalho para nossos estudos terapêuticos e
multicêntricos. A única imperfeiçaõ desta ferramenta é o fato das faces posteriores
(mastoı́deas) das orelhas estarem excluı́das. Além do mais, cada setor corresponde à
um nı́vel metamérico. O Prof. Jean Bossy sabia insistir em nos fazer lembrar que um
dermátomo tem como área de influência dois nı́veis acima e abaixo, devido aos inter-
neurônios segmentares!
O ponto zero, que naõ é descrito pelos chineses, é retomado por Romoli. Marca o
inı́cio do enrolamento da hélice, contemporâneo do enrolamento do telencéfalo [12]. Às
vezes ponto fonte, centro geográfico e ponto central do pavilhaõ auricular, este ponto
mestre é o local mais importante!

O Segmentograma de David Alimi (2010)


David Alimi criou o Segmentograma para a sua Nomenclatura (figura 6). Ela
compreende um 1° ábaco que divide o pavilhão auricular em 189 áreas sobre a face
lateral (externa) e um 2° ábaco dividindo o pavilhão em 89 áreas sobre a parte
medial (interna). O conjunto completa um divisor recobrindo a totalidade da
superfı́cie auricular, permitindo estabelecer um Auriculograma preciso.
David Alimi diz basear-se na neurofisiologia. Apresenta sua cartografia como
universal, como
um modelo biomatemático da neuroanatomia cerebral onde os pavilhões são um
holograma.
Seu epicentro é o ponto zero linha (no centro do trago), que seria para ele a
representaçaõ do corpo caloso. Estas duas proposições interrogam, e de modo legı́timo:
o sistema nervoso pode representar a si mesmo na orelha? A cartografia da O.M.S.
(1990) naõ comporta pontos sobre o lóbulo: o Prof. Jean Bossy ( ) refutava a
possibilidade de que o S.N.C. fosse ali representado. É verdade que o cérebro é
interpretativo, e naõ receptor. O tratamento destas áreas sendo eficaz em certos
sintomas e em certas funções, pode-se legitimamente estimar agir naõ diretamente sobre
os órgaõ s nervosos, mas indiretamente sobre seus vasos.
O trago representando as comissuras inter-hemisféricas, onde se situa o corpo caloso,
parece ser somente uma teoria. Em 6 de outubro de 2006, no V Simpósio (do qual eu,
Alessandra Scavone, participei), o Prof. Rabischong se colocou contra esta
interpretaç ão pessoal, este conceito perigoso, esta derrapagem semântica difı́cil de
se propagar .
A experiência nos confirma que o trago é uma espécie de sı́ntese do pavilhaõ auricular;
mas esta constataçaõ é somente fruto da observaçaõ , e portanto uma simples teoria
explicativa!
As respostas a estas duas questões, que apresentamos como plausı́veis no plano
didático, dependem dos competentes pareceres dos Especialistas em Neurologia,
únicos habilitados à confirmá-las ou anulá-las.

Figura 6. O Segmentograma de Alimi.

Em direção à uma nova torre de Babel?

O Segmentograma de Alimi é uma descoberta interessante, um avanço que detalha sem


poder ser unanimidade hoje. Arrisca igualmente engendrar um certo número de outras
proposições bastante legı́timas, tendo por centro:
• O fı́gado para aqueles que consideram primordial este órgaõ , fábrica quı́mica
que produz proteı́nas, gera vários metabolismos e desintoxica nosso corpo,
O pé (e mesmo o olho) para os praticantes da posturologia que tem toda
legitimidade por esta escolha,
O útero para as mulheres (" tota mulier un utero "),
A amı́dala cerebral, que regula nossas emoções e medos relativos ao sistema
lı́mbico,
O intestino delgado ou o pâncreas, cujas insuficiências engendram tantas
disfunções,
O ponto de Bosch, se consideramos que o sexo dirige o mundo,
Ora, o sexo é somente um pequeno detalhe, se posso me expressar assim, pois a
hipófise regula em grande parte as secreções das gônadas,
Etc., etc., etc., em funçaõ das concepções ou das hipóteses de cada um!
Na realidade, o ideal naõ seria uma orelha em três dimensões sobre a qual cada
escola colocaria suas próprias localizações, seu Sectograma ou seu
Segmentograma?... Pode-se sempre sonhar!

Deve-se privilegiar Descartes?


David Alimi apresenta as "coordenadas cartesianas dos pontos de
auriculoterapia". Ora, o adjetivo cartesiano corresponde ao cérebro esquerdo,
aquele da razaõ , mais analı́tico em relaçaõ ao cérebro direito, aquele da
emoçaõ , mais global.
Antonio Damásio, autor de "O Erro de Descartes" [15], mostrou que as emoções
saõ indispensáveis à validade dos nossos raciocı́nios. Demonstra que as
recentes descobertas em neurofisiologia contradizem a oposiçaõ tradicional
entre razaõ e emoçaõ . O importante para nós é que os dois hemisférios cerebrais
tenham juntos um bom funcionamento, a fim de produzir uma consciência correta
(consciência sendo empregada no sentido de um estado do organismo, cujo
objetivo seria a manutençaõ a melhor possı́vel da vida).
Naõ desejando estar implicado num sistema ultrapassado, rejeito as
"coordenadas cartesianas".
As diferentes correntes da Auriculoterapia explicam as diferentes abordagens:
Desconhecida pelos chineses antes das descobertas de Paul Nogier, a
auriculoterapia é praticada no mundo inteiro. Existem duas grandes correntes no
mundo: a auriculo-acupuntura à partir da China, e a acupuntura auricular no
mundo ocidental. Os paı́ses do antigo bloco soviético praticam um misto das
duas técnicas.
Na França, dois grupos se afirmam seguindo o exemplo de Paul Nogier: de um
lado a escola lionesa que agrupa o GLEM e o EIPN (a referência histórica)
recorrendo à medicina experimental, de outro lado o ensino dito unificado
(Faculdades de Medicina de Nantes e de Sfax), Universidade de Medicina
Tradicional Tibetana em Sarnath na Índia, Auriculo. Sans Frontières (que
ensina a auriculoterapia clı́nica utilizando as neurociências).
A Faculdade de Medicina de Paris XIII (Bobigny) afirma ser a herdeira de René
Kovacs. Propõe uma formaçaõ em neurociências aplicada à auriculoterapia.
A potente escola alema,̃ dirigida por Frank Bahr (também aluno de Paul Nogier),
se esforça em estabelecer pontes entre a auriculoterapia ocidental e as
medicinas tradicionais chinesa e indiana.
Em sua abordagem cientı́fica, a Medicina deve muito aos naõ médicos que foram
Claude Bernard e Louis Pasteur, no século XIX. Mas, para a medicina do século XXI,
as teorias e o empirismo saõ considerados como uma aquisiçaõ . A avaliaçaõ das
práticas (nos planos do diagnóstico e dos resultados terapêuticos) associada às
publicações, tornou-se uma necessidade, um modelo necessário. Parece ser bem aceito
que o futuro da auriculoterapia será determinado pelos trabalhos e publicações das
diferentes escolas, e naõ mais através de teorias naõ validadas ou de hipóteses naõ
confirmadas.
É necessário constatar que existem muitas correntes de Auriculoterapia. Portanto, é
perfeitamente lógico que opiniões diferentes se manifestem, e que projetos diferentes se
realizem. Enquanto uma questaõ filosófica conduz geralmente a várias respostas (as
quais podem ser contraditórias), é habitual ter uma linha diretiva na Medicina do século
XXI.
PARTE III

REFLEXOTERAPIA

A reflexoterapia consiste em pesquisar a cura de uma doença pela excitação dos

centros nervosos. A acupuntura sistêmica e a acupuntura auricular entram no campo da

reflexoterapia, portanto, antes de detalharmos sobre a acupuntura auricular, falaremos

sobre a reflexoterapia. A descoberta da reflexologia não pode ser atribuída a nenhuma

cultura específica. Sabe-se que diversos povos utilizaram diferentes formas de trabalho

de estimulo em diversas regiões do corpo. Essa forma de tratamento era conhecida

pelas antigas civilizações. A mais antiga documentação que se tem notícia é

proveniente do Egito. Eles eram grandes estudantes do corpo humano. Isto ficou

registrado pelos artistas da época nas inscrições dos túmulos e nos murais. A

acupuntura surgiu dessa mesma raiz. Há pontos reflexos no corpo todo. Existem
microssistemas como o pavilhão auricular, as plantas dos pés, o crânio e outras regiões

onde esses pontos estão presentes, que podem ser estimulados através de vários meios:

• pelo calor: moxa

• por agulhas: acupuntura e auriculoterapia francesa

• por sementes: acupuntura auricular chinesa

• por massagem: Tui Na (China); massagem Ayurvédica (Índia);

• por pressão: Shiatsu ( Japão)

• por ventosas
CARTOGRAFIA AURICULAR

As cartografias são a representação das informações transmitidas pela via espino-

talâmica (Y. Rouxeville). Um caminho complexo (que está explicado posteriormente),

religa as terminações nervosas da pele e da orelha. A orelha, assim como a pele, é um

espelho dos órgãos (segundo a expressão do Professor Rabischong).

As cartografias descrevem a representação dos órgãos sobre o pavilhão da orelha sob a

forma de pequenas zonas. O ponto a detectar será pesquisado nas suas pequenas zonas.

Diferentes cartografias existem. As zonas correspondentes as distintas partes corporais

em proporções similares: a zona da cabeça ocupando uma grande extensão, os braços e

as pernas ocupando porções menores.

Um certo número de pontos tem uma grande importância: são os pontos mestres.

Cartografias auriculares, de acordo com os trabalhos de Paul Nogier

(1956,1969,1977,1987,1989).

A cartografia do pavilhão auricular foi criada em 1952 pelo Dr. Paul Nogier. Tem

finalidade tanto diagnóstica como terapêutica e veio a criar o corpo da doutrina que
conhecemos como auriculoterapia.

Na cartografia do Dr. Paul Nogier, os órgãos são representados sobre o pavilhão da

orelha por zonas : o tórax e o abdômen na concha, o aparelho locomotor no pavilhão,

os músculos na face posterior. No lóbulo foram descritas as zonas correspondentes às

funções cerebrais. Nessa cartografia encontra-se algo parecido com as estruturas

anatômicas de um embrião humano.


Os folhetos embrionários dão origem aos diferentes tecidos, órgãos, sistemas e

aparelhos do corpo humano. Através de estudos e pesquisas, Nogier associou o

endoderma, o mesoderma e o ectoderma a diferentes partes da orelha externa.

Regiões embriológicas da orelha identificadas por Nogier:

Nogier notou que a orelha é uma de muitas estruturas anatômicas que é composta de

cada um dos 3 primeiros tipos de tecido do desenvolvimento embrionário. Ele teorizou

que cada tipo do tecido embrionário da orelha tem diferentes funções somatotópicas

relacionadas com a área auricular.

a. Tecido mesodérmico (tecido mediano): é representado sobre a hélice, a antihélice, a

fossa escafóide e a fossa triangular, inervados pelo trigêmeo. Essas áreas representam

desordens musculoesqueléticas, dor muscular, inervações somestésicas e tônus

simpático.

b. Tecido endodérmico (tecido profundo): é representado na concha, inervado pelo

pneumogástrico Essa área representa desordens viscerais, dores profundas, inervação

vagal e tônus parassimpático.


c. Tecido ectodérmico (tecido superficial): é representado sobre a parte inferior do

pavilhão, sobre o antitragus e sobre o lóbulo da orelha. Essas áreas representam

desordens de pele, desordens neurológicas e disfunções endócrinas.

Figuras abaixo Dr. Raphael Nogier:


PONTOS AURICULARES
O Dr. Paul Nogier chegou à conclusão que os pontos só poderiam ser percebidos e
detectados quando determinada região ou função do corpo estava de alguma forma
alterada, quando em um experimento em que prendendo o dedo de um voluntário com
um prendedor, após algum tempo apareceu uma grande sensibilidade dolorosa no ponto
do pavilhão auricular correspondente ao dedo preso. Como os pontos auriculares só

existem em situações de alterações patológicas, facilita para que possam ser utilizados
com uma intenção terapêutica, como também diagnóstica, permitindo às vezes aclarar
casos difíceis naqueles pacientes em que existe uma sintomatologia obscura e pouco
definida (Figuereo-2006).
Os órgãos do corpo são representados nas zonas da orelha. No centro de uma zona, um
ponto será particularmente implicado. É uma microestrutura organizada inconstante, isto
é, ele deve ser pesquisado em uma zona preferencial, de acordo com a cartografia, mas
ele pode estar ausente. Não precisa estar obrigatoriamente sobre a orelha homolateral à
afecção, nem sobre a orelha da lateralidade da pessoa. O ponto comporta filetes

nervosos e de vasos (o complexo neurovascular). Pode ser doloroso à pressão.


As características elétricas dos pontos de acupuntura foram estudados nos anos 1950. É

essencialmente à Jacques Niboyet que temos um trabalho de grande valor científico.

Suas descobertas são o suporte de nossos conhecimentos atuais: tanto os pontos de

acupuntura clássica chinesa, como os pontos auriculares tem a propriedade de

apresentar uma resistência elétrica completamente diferente de seu contorno imediato.

No pavilhão da orelha, somente alguns pontos mestres (ponto zero e ponto ômega) são

detectáveis em baixa de impedância em todas as pessoas. A detecção em baixa de

impedância dos pontos dos órgãos acontece nos casos onde o funcionamento desse

órgão está perturbado. Essa descoberta permitiu o desenho dos aparelhos que baseados

na velha lei de OHM permitiam a localização dos pontos ativos com toda precisão.

A manifestação do ponto poderá ser ligado a uma hipóxia e a uma isquemia do órgão

correspondente, consecutivas a uma degradação . O pavilhão é dividido em três

territórios. Os órgãos são representados em função de sua correspondência

embriológica, mas um ponto pode ter uma característica plurifocal, ou seja , um mesmo

ponto pode ser usado para diversos tratamentos.

Dado o tamanho limitado do pavilhão auricular, os pontos tem tamanhos que variam de
0,1 a 0,3 mm. Ao se efetuar a sensibilização desses pontos por agulhas de acupuntura,

essas agulhas criam uma micro-inflamação onde o efeito é transmitido pelo sistema

nervoso cérebro-espinhal e vegetativo; essas ações são moduladas pelo sistema

límbico ( Y. Rouxeville).

A auriculoterapia é um método diagnóstico, pois os pontos auriculares são percebidos

através de diagnóstico visual, palpatório (fica doloroso à palpação) e eletrônico (pois

sofre alterações em suas constantes elétricas). Se esses pontos estiverem alterados,

identifica-se a zona ou função representada no pavilhão da orelha em desequilíbrio.

Portanto, um determinado ponto só aparecerá se o individuo estiver doente. Um

exemplo: se houver uma lesão no joelho, o ponto representado no pavilhão auricular

poderá apresentar alterações que podem ser vistas (ex: vermelhidão), pode ser sentida

por dor a palpação ou ter alterações de resistência elétrica que pode ser localizada por

um aparelho de detecção eletrônico (Ex:Diascope- Sedatelec) e consequentemente

tratado.

Mediante esses estímulos por complexos mecanismos neurológicos e bioquímicos

reflexos, que serão explicados no decorrer deste livro, auxilia-se a modificação dos
padrões em desequilíbrio, chegando à melhora dos transtornos observados no

organismo.

A auriculoterapia nos permite através da técnica de busca dos pontos, descobrir uma

região em forma de rede funcional, isto é, tratando-se uma patologia, identificamos

pontos a serem tratados que não tem correspondência direta com essa patologia, porém

auxilia o doente no tratamento. Encontramos por exemplo em um paciente deprimido,

não somente o ponto antidepressivo, como também o ponto do pulmão, por exemplo. Na

medicina chinesa o órgão pulmão está relacionado com a emoção, tristeza e melancolia.

Também encontramos esta relação na medicina ocidental, pois Psiquiatras Americanos

tem informado que pacientes afetados com depressão melhoram, sem trocar a

medicação, quando o paciente começa a ser tratado com a correspondente estimulação

do ponto do pulmão (Figuereo).


COMPARAÇÃO ENTRE A ACUPUNTURA TRADICIONAL CHINESA E A

ACUPUNTURA AURICULAR

A acupuntura (somatopuntura) é a técnica que consiste em agir sobre pontos precisos do

corpo, às vezes picando-se com finas agulhas, às vezes massageando ou aquecendo

esses locais. A acupuntura praticada na China desde milhares de anos é baseada em

conceitos tradicionais (a regulação do Yin e do Yang, a lei dos cinco elementos, as leis

de circulação de energia, etc.). A acupuntura é uma parte da medicina tradicional

chinesa. Alguns médicos tentam compreender e explicar a acupuntura tradicional

através dos conhecimentos medicos atuais, realizando teses de mestrado e doutorado


para comprovar cientificamente a eficácia da acupuntura, como citado anteriormente. A

auriculoterapia se inscreve de maneira legítima no quadro da acupuntura. Porém a

auriculoterapia não utiliza as mesmas vias que a acupuntura. A auriculoterapia e a

acupuntura entram no campo das reflexoterapias e suas ações acontecem por intermédio

do sistema nervoso. Certas regiões do corpo apresentam uma correspondência com os

órgãos. Além da orelha, também o crânio, o nariz, o rosto, o pé e a mão são regiões

reflexas. Assim, os microssistemas da acupuntura (inclusive a orelha) podem refletir o

estado energético geral e permitir sua regulação. Certos acupunturistas descrevem até

uma correspondência dos meridianos da acupuntura com a orelha (Y. Rouxeville).

O International Council of Medical Acupuncture and Related Techniques (ICMART) é

uma associação que agrupa as sociedades médicas de acupuntura. E nela incluem-se

também a auriculoterapia e a auriculomedicina.

Comparemos agora a acupuntura auricular com a sistêmica:

História: Os sistemas de acupuntura sistêmica e auricular tiveram suas origens

históricas na antiga China. Entretanto, a Acupuntura Sistêmica manteve-se praticamente

inalterada, enquanto a Acupuntura Auricular foi maravilhosamente modificada pelas


descobertas do Dr. Paul Nogier, na França. Muitas pesquisas foram desenvolvidas

desde então no campo da Auriculoterapia e Auriculomedicina.

Meridianos: A Acupuntura Sistêmica é baseada sobre um sistema de 12 meridianos, 6

meridianos Yang e 6 meridianos Yin, que circulam através de ambos lados do corpo,

como linhas de força. A Acupuntura Auricular conecta-se a esses meridianos, mas não

depende deles. A orelha é um micro sistema que afeta o corpo todo. A Escola

Francesa de Auriculoterapia não tem nenhuma relação com as teorias da Medicina

Chinesa. Na auriculoterapia não há essa idéia de energia, como na acupuntura auricular

Chinesa.
Inversão Somatotópica: Na acupuntura somática, os meridianos correm em linhas ao

longo do corpo, com uma lógica anatômica não aparente em relação ao órgão do corpo

representado pelo meridiano. Na acupuntura auricular, há um arranjo de pontos

ordenados, baseados sobre a perspectiva de um Fetus Invertido. As áreas da cabeça são

representadas pelo lóbulo da orelha, o pé fica no topo, e o corpo, entre eles. Como o

mapa somatotópico no cérebro, o homunculus auricular devota uma área

proporcionalmente maior para a cabeça e mão do que para o resto do corpo. O tamanho

da área somatotópica é relacionado com a sua importância funcional. Uma parte do

corpo como a orelha pode representar o corpo todo e isso foi relatado na Teoria

Holográfica, que pode ser aplicada a auriculoterapia tão bem como a reflexologia do

pé (vide teoria holográfica).

Pontos de acupuntura: Esses pontos são áreas anatomicamente definidas na pele. Eles

são estabelecidos em um local fixo e específico na acupuntura somática, e podem ser

sempre detectados. Na acupuntura auricular, entretanto, um ponto de acupuntura pode

ser detectado somente quando há um problema na área correspondente do corpo que

esse ponto representa. Quando as agulhas são bem posicionadas, o paciente deve
experimentar uma sensação chamada de Teh Chi pelas escolas de acupuntura

tradicional. O Teh Chi tem sido definido como uma sensação subjetiva de totalidade,

entorpecimento formigamento e calor com alguns locais doloridos e um sentimento de

distensão ao redor do ponto de acupuntura. Não há um consenso entre os acupunturistas

sobre a necessidade de alcançar o Teh Chi para a acupuntura ser efetiva. Embora isso

não se observe no estimulo dos pontos auriculares, há uma nítida sensação de maciez e

penetração que acompanha a estimulação auricular.

Resistência da Pele: Nas acupunturas sistêmica e auricular, os pontos de acupuntura são

localizados em regiões de baixa resistência da pele, ou em estado inverso, alta

condução da pele. Também nos dois sistemas, quando há uma patologia de algumas

formas no órgão do corpo representado pelo ponto meridiano ou ponto auricular, a

atividade eletrodérmica daquele ponto de acupuntura é ainda maior, e sente-se mais

macio ao tocá-lo.

Representação Ipsilateral: Nas acupunturas somática e auricular, áreas patológicas do

corpo que são unilaterais, são mais fortemente representadas pelos pontos de

acupuntura no mesmo lado do corpo que está patológico, que do lado contralateral do
corpo. No cérebro, representações somatotópicas são registradas contralateralmente.

As representações ipsilaterais do corpo sobre a orelha podem ser devido às projeções

contralaterais, ascendendo da orelha ao cérebro, cruzando de volta para as projeções

descendentes do mesmo lado do corpo. Desse modo, a representação ipsilateral na

orelha deve-se a duas projeções contralaterais, ascendente e descendente da orelha.

Eficácia diagnóstica: A acupuntura auricular provê mais científicamente verificações

de áreas identificáveis de dor ou patologias que a acupuntura sistêmica pois a última

utiliza o diagnóstico pelo pulso e pela língua; no diagnóstico auricular, pode-se

identificar problemas no corpo pela detecção de áreas na orelha que estão

descoloridas, ou pela alta condução da pele, ou até mesmo através do Vascular

Autonomic Signal (VAS), que será explicado na parte sobre Auriculomedicina.

As aproximações dos diferentes tratamentos: As acupunturas do corpo e da orelha

podem ser clinicamente utilizadas para aliviar dor e patologias no corpo através do

uso da massagem, de acupressura, agulhas de acupuntura, eletroacupuntura, estimulação

elétrica transcutânea dos nervos nos pontos de acupuntura e estimulação à laser. As


acupunturas do corpo e da orelha podem ser usadas juntas ou independentemente.

Locais de tratamentos remotos: Os pontos da orelha são localizados a uma certa

distância da área do corpo onde o sintoma está localizado. Isso permite o uso da

Auriculoterapia na área do corpo afetada mesmo que esta esteja muito dolorida para se

tratar localmente. A acupuntura do corpo também utiliza pontos remotos. Muitos pontos

no corpo, entretanto, são localizados diretamente sobre a mesma área do corpo que o

sintoma está.

Problemas clínicos tratados: As acupunturas do corpo e da orelha são utilizadas para

tratar uma variedade de desordens clínicas, incluindo dores de cabeça, dores crônicas

das costas, hipertensão, dismenorréia e desordens dentárias. Problemas relacionados a

vícios tem resultados melhores com a auriculoterapia, como o controle do cigarro e a

desintoxicação de drogas.

Eficácia do tratamento clínico: As acupunturas auricular e sistêmica parecem ser

procedimentos igualmente efetivos, requerendo algumas sessões de 30 minutos de

tratamento , enquanto que os benefícios clínicos duram por dias e semanas. Alguns

pacientes reportam completo alívio da dor com a Auriculoterapia.


Cura: As acupunturas sistêmica e auricular não simplesmente reduzem a experiência de

dor, que é o seu efeito mais imediato, mas também facilitam o processo natural de cura

do corpo. É importante tratar a causa e não somente a representação sintomática do

problema e tanto a acupuntura auricular quanto a acupuntura somática podem tratar a

causa, com mudanças fisiológicas. A Auriculoterapia facilita o mecanismo natural de

auto-regulacão homeostática do corpo. A estimulação de um ponto na orelha pode

diminuir ou aumentar/ativar as funções corporais ou diminuir o processo fisiológico. É

importante dizer que os pacientes tem que passar por uma avaliação de saúde, para não

tratar sintomas que precisam de tratamento tradicional, como no caso de doenças

incuráveis tais como diabetes, tumores e doenças cardíacas. Nesse caso a acupuntura

seria um suporte.

Facilidade na aplicação do tratamento: A acupuntura auricular é de muitas maneiras

mais econômica e conveniente para se usar em clínicas, hospitais e postos de saúde . A

orelha é fácil de se fazer o tratamento enquanto o paciente pode estar sentado numa

cadeira ou deitado em uma maca, em suas próprias roupas.


Parte IV

FUNDAMENTOS CIENTÍFICOS DA ACUPUNTURA E DA AURICULOTERAPIA

A maioria dos cientistas concorda que a acupuntura não age como a hipnose; eles citam
que ela tem aliviado a dor nos animais, que não podem ser hipnotizados. A comunidade

científica agora aceita amplamente que a acupuntura produz mudanças fisiológicas no


corpo humano. Essas mudanças incluem alterações na pressão sanguínea, nas atividades
elétricas cerebrais e no tálamo (uma parte do cérebro que processa os impulsos
nervosos da dor, da temperatura e do tato). Numa conferência, Abass Alavi, diretor de
Medicina Nuclear da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia, apresentou
as imagens resultantes do escaneamento do cérebro dos pacientes agulhados por
acupuntura. "Nós medimos o fluxo cerebral antes e imediatamente após o tratamento por
acupuntura", disse o parceiro de Alavi, David Mozley. "Nós encontramos um aumento

significativo do fluxo sanguíneo para o tálamo após o tratamento... mostrando que a


acupuntura produz efeito sobre o cérebro, particularmente sobre o tálamo, que tem um
papel importante no processamento da informação sensitiva”, acrescentou ele.
Desde 1996, cientistas do mundo todo sentiram a necessidade de investigar o papel da
acupuntura na liberação de outros neuropeptídeos, que não os opióides.
Em uma assembléia de pesquisadores realizada em 1996, nos Estados Unidos, Candace
Pert, professora do departamento de fisiologia e biofísica da Escola de Medicina da
Universidade de Georgetown, disse: “cerca de 70 a 90 neuropeptídeos podem ser os
responsáveis pela transmissão no tratamento da

acupuntura”. "Até agora, o que todo mundo entende é que as endorfinas estão
implicadas” (na acupuntura).

“Não há dúvida quanto a isso", relatou Daniel Bossut, do Departamento de Neurologia


da Universidade de Duke. “Mas os neuropeptídeos têm múltiplas funções e os opióides
não irão ser os únicos responsáveis no tratamento da acupuntura", disse Bossut. "Creio
que uma lição importante a ser observada, é que a acupuntura pode afetar as

serotoninas", segundo o psiquiatra e bioquímico de lipídeos Joseph R. Hibbeln, do


National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism. “Isso é importante para os
psiquiatras porque nós usamos muitas drogas farmacológicas para alterar a serotonina e
tratar as desordens da ansiedade e da depressão", disse Hibbeln. Michel O. Smith,
diretor da Divisão de Abuso de Substâncias do Hospital Lincoln em Bronx, tem usado a
acupuntura por vários anos. Segundo ele, a acupuntura mostra um resultado positivo no
auxílio para a recuperação de viciados em drogas, para continuar com seus programas
de reabilitação. "A acupuntura em si não irá ajudar essas pessoas. Nada por si só irá

ajudar essas pessoas. Mas se você adicionar a acupuntura ao programa, você irá obter
vantagens. Há uma maior taxa de aderência (de viciados no programa). As pessoas são
mais cooperativas e elas entendem mais."
As técnicas de acupuntura e auriculoterapia se baseiam no princípio do reflexo, que é

um princípio universal fisiológico, ou seja, a resposta ordenada do organismo a um

impulso externo ou interno, que será processado pelo Sistema Nervoso Central

(S.N.C.), mas que não se pode reduzir somente à existência de estimulo-reação ou à

existência do moderno conceito de um círculo regulador (recepção de uma informação

através de um receptor, aferências sensitivas em direção a um neurônio, neurônio

eferente e atividade dos efectores). Diferentes tipos de reflexoterapias se realizam

mediante a participação de muitas estruturas do S.N.C., sobre a base de uma análise

integrativa da informação, com a utilização de uma experiência anterior e também com

a consideração de uma motivação sensorial e psíquica. O importante para a

reflexoterapia é saber se as mudanças na função produzidos diretamente pelo influxo da

informação ascendente se produzem sobre a base de mecanismos determinados pela

evolução ao longo do tempo, alcançando-se assim um ótimo nível de atividade. A

reflexoterapia demonstra desta forma um caráter de adaptação. A manutenção da

homeostase é possível mediante informações específicas de um determinado subsistema

( por exemplo, a manutenção da pressão sanguínea sobre a base de sinais aferentes que
procedem de receptores situados na aorta e na carótida), que é um exemplo de

regulação automática. Mas no nível da pressão sanguínea depende da atividade da

totalidade do organismo e se deve adaptar a novas condições ou necessidades. No

mecanismo da homeostase tomam parte não só reflexos automáticos, senão também

vários complexos mecanismos do denominado grupo de reflexos de adaptação. As

reações de um sistema fisiológico se produzem no nível do S.N.C., como conseqüência

dos correspondentes sinais aferentes.

O principio da somatotopia - distribuição de uma correspondência localizadora entre as

zonas nervosas centrais, talâmicas ou corticais, e territórios somáticos, por exemplo,

entre o córtex parietal ascendente, por um lado, e o hemicorpo do lado oposto para as

funções sensitivas (H. Piéron, psicólogo francês, 1881-1964), permite localizar lesões

nervosas de acordo com os sinais periféricos e, mais especificamente em

auriculoacupuntura sendo o conjunto de projeções reflexas no pavilhão auricular e da

viscerotopia - se desprende, segundo a acupuntura e a auriculoacupuntura, de todas as

reações corretas nos correspondentes órgãos internos, partes corporais e sistemas que

estão ligados em primeira linha com um determinado segmento corporal. E tão logo esta
informação chegue ao plano do tronco cerebral, influirá, quase sempre, beneficamente

sobre a regulação humoral e hormonal.

Há aqui também 3 mecanismos básicos que tem valor fundamental para a acupuntura e

a auriculoacupuntura, segundo Victorino Martinez Figuereo:

1- O neural que é o mais importante da periferia.

2- O neuro-humoral, que conduz as mudanças do meio interno, dos fluidos

corporais.

3- O neuro-hormonal, através de uma ação sobre a hipófise e as glândulas de

secreção interna.

FUNDAMENTOS CIENTÍFICOS PARA A AURICULOTERAPIA

A auriculoterapia é um método que mantém uma relação privilegiada com o território

do nervo trigêmeo, relação que compartilha com outros tipos de reflexoterapias e que

foi descrita magistralmente pelo Prof. Jean Bossy na sua obra fundamental, “ Bases

neurobiológicas das reflexoterapias” Masson 1975, do qual tomamos muitos conceitos

dos quais será exposto posteriormente.

O pavilhão da orelha dispõe de uma inervação particularmente densa e variada: V par


craniano – nervo trigêmeo (controle dos movimentos da mastigação -ramo motor-;

percepções sensoriais da face, seios da face e dentes -ramo sensorial-) para o pavilhão

da orelha; X par craniano- nervo pneumogástrico (percepções sensoriais da orelha,

faringe, laringe, tórax e vísceras, inervação das vísceras torácicas e abdominais) para a

concha; nervos cervicais para o lóbulo e a raiz do hélix, assim como o VII par craniano

- nervo facial (controle dos músculos faciais, mímica facial, - ramo motor - ,

percepção gustativa no terço anterior da língua -ramo sensorial-) e o IX par craniano –

nervo glossofaríngeo (percepção gustativa no terço posterior da língua, percepções

sensoriais da faringe, laringe e palato).

A orelha contém relações estreitas e comprometidas com o tronco cerebral. A

convergência neuronal sobre as unidades reticulares e suas ligações com a substância

cinzenta périaquedutal permitem explicar sua importância no domínio da analgesia.

O diagnóstico auricular evoluiu: ele é válido, mas não é infalível.


A imagem por ressonância magnética funcional permitiu notar a correlação de uma
parte do cérebro e de uma zona da orelha. Os trabalhos em teletermografia dinâmica
mostram que a orelha poderia ter um papel termoregulador sobre os órgãos. Os
trabalhos de pesquisa clínica não são mais que convincentes.
A NEUROANATOMIA E A NEUROFISIOLOGIA – Os trabalhos de Jean Bossy
Jean Bossy foi neuroanatomista na Faculdade de medicina Montpellier-Nîmes. Ele

sempre tentou explicar a acupuntura e a auriculoterapia da maneira mais precisa, sob a

luz da neuroanatomia e da neurofisiologia. Ele recebeu o prêmio da Escola

Internacional Paul Nogier (EIPN) em 2000. A seguir será exposto sobre seu trabalho.

A ANATOMIA DA ORELHA
A orelha externa sempre teve um valor estético e uma significação médica importante
nas diferentes culturas, mas seu estudo antropológico deixa ainda numerosos pontos de
interrogação.
No domínio médico, a medicina legal e a antropología são interessantes. Seu interesse
terapêutico ficou marginalizado até o final do século XX. Atualmente, a
auriculoacupuntura, que nós podemos chamar de reflexologia auricular, é largamente
difundida pelo mundo. As localizações dos pontos e zonas reflexas nos fazem pensar

sobre a anatomia da superficie auricular, onde a variabilidade é impressionante, em


relação mais ou menos direta com uma embriologia complexa. Entretanto, essa
inervação cérebro-espinhal e autônoma permite abrir a via para os mecanismos
centrais, explicando seus efeitos assim diversos e às vezes surpreendentes.

Superfície anatômica
A configuração complexa do pavilhão auricular é explicada em parte pela sua origem
embriológica. Apesar da diversidade da morfologia da orelha externa, podemos

estabelecer um esquema aplicável à todas. A orelha ou pavilhão é formada por uma


lâmina de cartilagem elástica (fibrocartilaginosa) de formato irregular, recoberta por
uma fina camada de pele.
Possui várias depressões e elevações, sendo a concha a maior depressão. A margem

elevada da orelha é chamada de hélice ou hélix e, localizada logo abaixo da hélice se


encontra a fossa escafóide, que é uma longa depressão. Abaixo da fossa escafóide se
encontra uma elevação chamada anti-hélice, que termina bifurcada em dois ramos,
encontrando-se uma fossa entre eles, chamada de fossa triangular. O lóbulo é uma
pequena porção de tecido mole que se encontra na região inferior do pavilhão.
Localizados superiormente ao lóbulo, encontram-se o tragus e o anti-tragus, o primeiro
localizado logo na abertura do meato acústico externo e o segundo, logo acima do
lóbulo. A sua face medial está relacionada com a região mastóidea, cujo limite forma o
sulco retro-auricular. Sua face lateral apresenta as seguintes saliências e depressões:
A orelha externa consiste em:
uma cartilagem elástica única,
coberta por fina camada de pele,
penugem,
glândulas sebáceas e sudoríparas,
inervada
vascularizada
o lóbulo da orelha é a única região do pavilhão que não apresenta cartilagem
a orelha externa é formada pelo meato auditivo e pelo pavilhão.
O pavilhão da orelha é formado por várias saliências e depressões:
Concha (concha superior e concha inferior): a saliência mais profunda. É
limitada principalmente pelo anti-hélix e pelo trago.
Raiz do hélix : divide a concha em 2 partes: uma superior e estreita denominada
concha cimba e outra inferior muito mais larga, que é contínua com o conduto
auditivo externo, chamada concha cava.
A margem superior e proeminente da orelha é denominada hélix ou hélice, que
começa na cavidade da concha do pavilhão da orelha e segue circundando o
pavilhão até encontrar o lóbulo.
O lóbulo da orelha é a região inferior do pavilhão auditivo, formada por tecido
gorduroso, fibroso e vasos sanguíneos cobertos por pele.
A saliência mais interna e central da orelha constitui o anti-hélix, que se bifurca
na parte superior formando a cruz superior e a cruz inferior, cuja depressão
formada é denominada fossa triangular.
Entre o hélix e o anti-hélix situa-se a fossa escafóide, região localizada em uma
depressão curvilínea que acompanha o formato do hélix.
O tubérculo auricular é uma proeminência relativamente pequena, localizada na
região superior do hélix.
A proeminência localizada na região anterior da concha, abaixo do hélix, é
denominada trago. Ele se projeta a partir do meato auditivo externo para frente,
protegendo o orifício.
Na concha cava encontra-se o meato acústico ou meato auditivo; na sua região
anterior encontra-se uma estrutura denominada trago; e, posteriormente ao meato
auditivo e à concha cava, encontra-se o antitrago.
antitrago é uma pequena proeminência triangular de pontas abauladas. A fossa
superior do antitrago consiste em uma depressão relativamente pequena que se
forma entre o antitrago e o anti-hélix.
Distribuindo-se, resumidamnente, da seguinte forma:
• lóbulo da orelha – região cefálica e facial.
• Antitrago – cabeça e cérebro
• Trago – laringe, faringe, nariz externo e interno, supra renais, nervo tempoauricular,
etc.
• Anti-hélix – tronco, na cruz inferior do anti-hélix se localiza a região glútea e na cruz
superior os membros inferiores.
• Fossa escafóide – membros superiores.
• Raiz do hélix – diafragma e em torno do hélix distribui-se o aparelho digestório.
• Incisura do intertrago – glândulas endócrinas.
• Concha cimba – pontos da cavidade abdominal.

O pavilhão auricular possui formato oval, com a extremidade maior voltada para cima
e a superfície lateral levemente côncava e inclinada para frente.

Está localizado nos dois lados da cabeça, posteriormente à articulação


têmporomandibular (ATM) e à região parotídea, anterior à região mastóide e abaixo da

temporal. O pavilhão auricular é formado de tecido fibrocartilaginoso, ligamentos,


músculos e tecido adiposo. A parte inferior do pavilhão é rica em vasos sanguíneos,
linfáticos e nervos. Já os terços superiores são formados essencialmente por
cartilagem. O lóbulo da orelha apresenta, na maior parte de sua constituição, tecido

adiposo e conjuntivo. O sistema sanguíneo da orelha é abundante, sendo o suprimento


arterial realizado principalmente através da artéria temporal superficial, auricular
posterior e da carótida externa. As veias acompanham as artérias e possuem a mesma
designação, com exceção da veia jugular posterior que drena as áreas irrigadas pela
artéria carótida.
Os vasos linfáticos da face anterior desembocam nos gânglios linfáticos da parótida e
muitos dos vasos linfáticos da face posterior desembocam em linfonodos
retroauriculares. A inervação do pavilhão auricular é rica. Os nervos motores se

originam do nervo facial e os nervos sensitivos possuem origem dupla. Os ramos do


nervo auriculotemporal vão para a parte anterior do hélix e para o trago e o ramo
auricular do plexo cervical superficial inerva o restante do pavilhão auricular. O
pavilhão auricular apresenta várias depressões e saliências cartilaginosas. Nas partes
mais profundas estão localizados pontos relacionados aos órgãos internos e as partes
salientes apresentam pontos que se relacionam principalmente as estruturas ósseas do
corpo. O estudo anatômico da orelha facilita a localização dos pontos e das áreas
correspondentes.
A NEUROANATOMIA DA ORELHA

Bossy descreveu a inervação sensitiva da orelha. Suas dissecações foram reprisadas

(tese de M. Séouane, Montpellier 1974). Ele identificou a existência de frequentes


variações anatômicas individuais e admitiu a possibilidade da inervação pelo nervo
facial (VII par craniano) e pelo nervo glossofaríngeo (IX par craniano). O pavilhão da
orelha é o único lugar do corpo que dispõe de uma inervação tripla:

- o nervo auriculo-temporal, ramo do trigêmeo (V par craniano) , ortosimpático, no


pavilhão (suporta as representações músculo-esqueléticas) e ramo ascendente do hélix;
- um ramo auricular do pneumogástrico (X par craniano), parasimpático, na concha (
suporta a representação das vísceras);
- o grande nervo auricular (nervos cervicais C1-C2-C3), ortosimpático, no lóbulo
(suporta as localizações ectodérmicas) e a raiz do hélix.
Ademais, a periferia do conduto auricular é inervada pelo VII par craniano (nervo
facial), e o tragus pelo IX par craniano (glossofaríngeo).
Figura Dr. Raphael Nogier
A NEUROFISIOLOGIA NA AURICULOTERAPIA

Bossy sempre insistiu sobre os fenômenos de convergência sobre as unidades neurais

da formação reticular. Ele precisou e detalhou o papel fundamental dessas estruturas

nervosas particulares ao tronco cerebral e ao subcórtex.

A formação reticular é como uma “teia de aranha” religando entre eles diretamente os

centros hipotalâmicos, rinencefálicos e o tronco cerebral. Os nervos do pavilhão

auricular são implicados, a orelha sendo derivações em relação às vias nervosas. A

formação reticular tem uma relação estreita com o tônus, com o sistema vegetativo

(centros respiratórios e circulatórios), assim como com as funções de atenção e de

sono. É uma relação estreita com o núcleo vermelho, o cerebelo, o hipotálamo e o

córtex. A formação reticular bulbar pode explicar as interações somático-auriculares

que se exploram nas técnicas da auriculoacupuntura. Funções da Formação Reticular:

Controle de sono e vigília


Centro respiratório e vasomotor

Controle eferente de sensibilidade

Controle da motricidade somática

Controle neuroendócrino

Controle do sistema nervoso autônomo

A formação reticular tem um papel capital e não específico:

“Não é possível dar uma explicação aos microsistemas da acupuntura, à

auriculopuntura, à partir da organização dos centros primários...Assim é indispensável

se fazer uma chamada aos centros supra segmentários...A formação reticular aparece

como um só centro permitindo se compreender os mecanismos de ação.” (Bossy J.,

Pradal-Prat D., Taillandier J. 1984 - Les microsystèmes de l’acupuncture). O pavilhão

da orelha recolhe as informações periféricas passando pelos nervos cranianos e a

formação reticular. Sobre as unidades reticulares convergem por sua vez os influxos

vindo do corpo e os influxos vindos do pavilhão auricular.

O fenômeno de convergência pode ser compreendido da seguinte maneira. Sobre uma

mesma unidade reticular de influxo proveniente dos órgãos doentes e das zonas
cutâneas da orelha, numerosas informações afastadas umas das outras chegam sobre a

mesma unidade nervosas serão associadas, combinadas e traduzidas em uma

informação única. Esse fenômeno permite explicar duas anomalias aparentes das

cartografias: muitos órgãos podem ter a mesma localização na orelha. Portanto, as

cartografias diferentes não serão obrigatoriamente falsas.

PROJEÇÕES E REPRESENTAÇÕES

É preciso insistir sobre o fato que os pontos ou zonas auriculares não são jamais

projeções, mas representações da inervação de um órgão ou de um território.

Falamos de projeção quando a estimulação de uma estrutura somática ou nervosa

permite evocar todos os potenciais nervosos ao longo da via nervosa que pode atingir o

córtex.

Em contrapartida, dois territorios, A e B, mais ou menos afastados, podem se projetar


sobre a mesma unidade neural, para seguir uma via nervosa central idêntica, e atingir as

mesmas zonas talâmicas ou corticais, evocando-se os potenciais nervosos em cada uma

de suas estruturas. Entretanto, a estimulação de A não pode jamais evocar os potenciais

em B, ou inversamente. Por conseguinte é falso falar de projeção de A em B. Trata-se

somente de uma representação de A em B.

Dada que a supressão completa da inervação cérebro-espinhal e autônoma suprime o

efeito da estimulação do ponto, não pode tratar-se da representação do órgão ou da

região, mas da inervação. Isso é para coroar a necessidade de se ter em conta por um

lado, a densidade da inervação e, por outro lado, para certos órgãos, de uma dupla

representação cérebro-espinhal e autônoma ainda que essas inervações não sejam

coerentes.

Ocorre que dois órgaos diferentes, tendo a mesma inervação segmentar podem ter uma

representação superposta. Assim, um ponto doloroso auricular pode aparecer como o

sinal de disfunção de um território segmentar .

Portanto, assim como na medicina tradicional, um só sinal não é suficiente para o

diagnóstico do paciente, ou seja, não basta encontrar um só ponto doloroso auricular; é


preciso reunir um conjunto de sintomas convergentes.
MODOS DE AÇÃO

Pela auriculoterapia, podemos conseguir diversos efeitos. A agulha cria uma micro-

inflamação onde o efeito é transmitido pelo sistema nervoso cérebro-espinhal e

neurovegetativo; essas ações são moduladas pelo sistema límbico (Y. Rouxeville).

No que concerne ao sistema nervoso, a ação das agulhas compreendem a muitos níveis:

modulação dos neuromediadores e neurotransmissores para melhorar as funções

sinápticas e restaurar os circuitos de informação, vasoregulação pelo neurovegetativo


para normalizar a oxigenação dos órgãos, ação sobre o controle da dor por uma

secreção apropriada de endorfinas (Y. Rouxeville).

Os efeitos bioquímicos são correlacionados ao sistema nervoso. O efeito psíquico nos

pacientes, de maneira geral, é muito bom. Esses efeitos poderão se manifestar sobre as

vísceras, órgãos e vasos, sobre o feedback hormonal, sobre a adaptação ao estresse,

sobre os estados de ânimo e humor.

O essencial é a via nervosa: a reflexoterapia consiste em pesquisar a cura de uma

doença pela excitação dos seus centros nervosos. A excitação dos centros nervosos

pode ser feita à partir da pele do corpo do doente. A acupuntura auricular consiste em

tratar diferentes afecções pela picada ou outras estimulações de pontos determinados

do pavilhão da orelha.

Por isso a necessidade da integridade das vias nervosas para um efeito preciso da

auriculoterapia e as fibras adrenérgicas parecem servir de suporte ao aparecimento dos

pontos de menor resistência. (Bossy)

Para os nervos periféricos: os mediadores das sinapses são a noradrenalina para o

simpático e a acetilcolina para o parasimpático. Reencontramos para as sinapses


centrais mas é preciso acrescentar a importância de dois ácidos: o ácido glutâmico

excitador e o ácido gama amino butírico inibidor ( o GABA). É preciso compreender

que os mecanismos elétricos e químicos são complementares pela transmissão do

influxo nervoso, um modulando o outro.

Os neurônios secretam e liberam os “neurotransmissores” agindo ao nível da sinapse,

dos “neuromoduladores” restantes no sistema nervoso e dos “neurohormônios” agindo à


distância no organismo.
A AURICULOTERAPIA E O SISTEMA NERVOSO

Relação entre a Acupuntura e o Sistema Nervoso Periférico

a. Controle simpático do fluxo sanguíneo: As mudanças morfológicas vistas na orelha

durante o diagnóstico auricular, como uma região esbranquiçada, podem refletir

minuciosamente uma vasoconstrição localizada produzida pelo Sistema Nervoso

Simpático.

b. Controle simpático das glândulas sudoríparas: As mudanças na atividade

eletrodérmica achadas por um detector auricular parecem refletir mudanças localizadas

na condução da pele produzidas pelo Sistema Nervoso Simpático.

c. Controle simpático dos meridianos Yang: Na acupuntura do corpo, a atividade Yang

é relacionada ao excessivo tônus simpático seguido por um estresse agudo ou crônico.

Todos os meridianos Yang tem conexão direta com os pontos de acupuntura auricular.

RELAÇÃO ENTRE A ACUPUNTURA E O SISTEMA NERVOSO CENTRAL

Temos um mapa somatotópico que é um mapa cerebral do corpo existente nos


neurônios, no córtex cerebral, no tálamo e no tronco cerebral (Oleson). Na teoria

holográfica, cada parte do cérebro tem um quadro completo do que é conhecido por

todas as partes do corpo. Essa teoria pode ser extendida aos hologramas somatotópicos

na orelha , pé, mão e olho, todos os quais são as únicas partes do corpo a ter projeções

embriológicas: mesodermo, endodermo e ectodermo. Entretanto, é possível tratar cada

parte do corpo pelo estímulo de uma dessas projeções holográficas na orelha, na mão e

nos pés. Diferentes regiões do corpo são representadas contralateralmente no cérebro,

mas são representadas ipsilateralmente na orelha, porque os nervos que vem dos pontos

reflexos auriculares, são projetados no lado contralateral do cérebro e a área

cerebral projeta contralateralmente de volta para o mesmo lado do corpo onde o

problema está presente, isto é, a informação principal do pavilhão se encontra

geralmente no mesmo lado que a região periférica estimulada. Unicamente em 10% dos

casos corresponde o pavilhão ao lado heterolateral do corpo, quer dizer, o ponto de

correspondência se encontra em sentido contralateral. Por exemplo, o ponto do ombro

na orelha esquerda está neurologicamente projetado no hemisfério direito do cérebro,

onde então a informação se processa e provê a regulação dos mecanismos

homeostáticos para o lado esquerdo do corpo.


LOCAIS DE AÇÃO

De maneira esquemática, sabemos que a orelha age sobre o sistema


nervoso, em particular sobre a substância reticular, o tálamo, o hipotálamo, o
córtex cerebral e o sistema límbico. Todas essas partes são conectadas de
maneira mais ou menos direta. (colocar figura):

a formação reticular e o córtex cerebral vão agir, pelo intermédio da medula

espinhal, sobre as vísceras, os vasos, os músculos e os cabelos;


• o córtex cerebral comanda as reações motoras e as reações viscerais;

o rinencéfalo e o sistema límbico são responsáveis pelo humor e os estados de

ânimo;
• o hipotálamo em dupla com a hipófise, comanda as glândulas endócrinas e o

feedback hormonal. Ele é igualmente implicado no controle da adaptação ao

stress.

Um órgão pode apresentar um problema se está patológico, mas pode igualmente

apresentar um problema sob uma influência externa (um órgão age sobre um outro

órgão). Ao mesmo tempo, é importante lembrar que cada ser humano exprime a sua

patologia, a sua dor à sua maneira.

A grande descoberta de Pischinger (Dr. Alfred Pischinger,1899-1983, pai da


histoquímica), foi constatar que a matriz extracelular forma uma rede não só de
sustentação, mas, também, de comunicação e regulagem sobre todas as células e
funções do organismo, fazendo parte de um sistema então desconhecido, hoje cunhado
como Sistema Fundamental de Regulação ou Sistema Básico de Pischinger. A
classificação de fundamental ou básico vem do fato de ser ele essencial à coordenação

e operacionalidade do organismo, sendo que a matriz extracelular é o maior e único


tecido presente em todas as partes do corpo e em contato direto com todas as células,
com exceção daquelas já sem vida e em vias de eliminação, que se encontram nas
camadas mais superficiais da pele e das mucosas. Além da matriz extracelular, o
Sistema Fundamental de Regulagem engloba ainda o sistema de meridianos, base da
medicina oriental, os vasos sangüíneos e linfáticos, e os terminais nervosos do sistema
autônomo ou vegetativo. Ele é, portanto, o grande mediador das energias bioelétricas e
das funções linfáticas, vasculares e nervosas. As fibras dos tecidos conjuntivos,
estruturadas de modo espiralado têm a forma e funcionam como bobinas, emitindo

freqüência bioelétrica sempre que são forçadas, esticadas, movimentadas. A


permanente harmonização e difusão dos diferentes padrões vibratórios específicos de

cada órgão, tecido, hormônio, enzimas, etc. são de responsabilidade do Sistema


Fundamental de Regulagem. Na unidade funcional do organismo, energia e matéria se
inter-relacionam. O padrão energético (matrix) do que quer que seja inalado ou
ingerido, toque a pele ou seja sintetizado pelo organismo é transmitido a todos os

tecidos, que, ao interagirem, geram novos padrões vibratórios e estruturais de acordo


com a capacidade operacional do Sistema Fundamental de Regulação, assim como das
células, tecidos, órgãos e sistemas. O grau de identificação do corpo com a freqüência
(assinatura bioelétrica) de qualquer substância e sua capacidade de integrá-la é o que
determina a compatibilidade ou incompatibilidade dessa substância com as outras
oscilações bioelétricas próprias às condições do momento daquele organismo – razão
pela qual nada é igualmente positivo para todos nem tampouco a qualquer hora. E é
através do Sistema Fundamental de Regulação que tudo acontece. Esse é apenas um

exemplo do quanto os tecidos conjuntivos fazem parte de um sistema de ordem


superior, pois é dele que, em última instância, depende o equilíbrio homeostático do
organismo.
MODULAÇÃO DA DOR

A reação fisiológica mais extensivamente pesquisada na acupuntura tem sido a


liberação de substâncias no cérebro conhecidas como endorfinas, que pertencem a um

subtipo de neuropeptídeo chamado opióide. Os três opióides são "irmãos" —


endorfinas, encefalinas e dinorfinas — são partes integrais do mecanismo natural de

supressão da dor. A aspirina, a meditação e o exercício auxiliam na liberação de


endorfina. O famoso "runner’s high" (bem-estar do corredor) é o resultado da endorfina
desencadeada pelo exercício. Nestas últimas duas décadas, os resultados dos
experimentos têm confirmado que a acupuntura também estimula as endorfinas a agir,

como Bruce Pomeranz, 1976, do Departamento de Zoologia da Universidade de


Toronto, “O estímulo nociceptivo realizado num ponto de acupuntura promove uma
resposta neuro-humoral do organismo, onde as células secretam substâncias opióides
como as endorfinas e encefalinas que modulam a passagem da mensagem dolorosa;
como resultado se observa um potente efeito analgésico da acupuntura”. Trabalhos
posteriores demonstram a participação de substâncias como as dinorfinas a e b,
prostaglandinas, serotonina e histamina no efeito da acupuntura analgésica. A liberação
acupuntura-opióide foi descoberta logo após a identificação das endorfinas nos anos

70. Desde então as pesquisas sobre acupuntura tem apenas feito avanços incrementais
no entendimento dos seus efeitos no cérebro. Vários trabalhos explicam que a
acupuntura pode bloquear a aferência dolorosa, pelo menos, por dois mecanismos:
1. inibição da atividade de neurônios transmissores de dor ao nível medular, segundo
mecanismo de PIPS,intra-medular;
2. inibição da aferência nociceptiva por meio da ativação de sistemas supressores de
dor segmentares e suprasegmentares, segundo a teoria de controle de portão de Melzac
e Wall, que defendem a idéia de que os sinais nociceptivos transmitidos através das
fibras de diâmetros pequenos, são bloqueados pela acupuntura, que

induz impulsos levados por fibras de nervos grandes (mecanoceptores), no mesmo


segmento da espinha dorsal.

Estudos com circulação cruzada demostram elevação do limiar de dor de animais


tratados e não tratados pela acupuntura. Estes fatos sugerem que um fator humoral deva
estar envolvido na analgesia produzida pela acupuntura.
A esse respeito, foi verificado que a administração de um bloqueador de receptores

morfínicos (naloxona), anula o efeito da acupuntura. Este fato indica a participação das
vias endorfinonérgicas no fenômeno.
Possibilidade confirmada quando se demonstrou que havia aumento da concentração de
endorfinas no líquido cefaloraquidiano de doentes que se submeteram à acupuntura, foi
reforçada ao se verificar que em animais com deficiência genética de receptores
opióides, ou de endorfinas, a aplicação de acupuntura não produz analgesia. Há um
grande interesse na modulação da dor. Os mecanismos centrais de modulação da dor se
fazem via serotoninérgica e adrenérgica.

À seguir será explicado sobre os mecanismos de analgesia endógena para a modulação


da dor:
1) Mecanismos segmentares: teoria do “gate control”, sistema analgésico de
importância local. A estimulação de grande número de fibras aferentes A DELTA após
estímulos tácteis no mesmo segmento ativa interneurônios produtores de encefalinas,
que inibem as fibras C da dor. Virtualmente todas as pessoas conhecem e fazem uso do
"Gate Control", mesmo que de maneira inconsciente.
Quem nunca instintivamente massageou um local onde, em virtude de uma pancada,
estava sentindo dor? A massagem estimula as fibras aferentes A DELTA, que por sua

vez levam a uma analgesia no local dolorido.


2) Estimulação-Produção de Analgesia: sistema inibitório da dor.

a. A estimulação da substância cinzenta periaquedutal reduz a resposta da dor em ratos,

gatos, macacos e humanos. A estimulação da região da substância cinzenta


periaquedural, a substância cinzenta que circunda o terceiro ventrículo e o aqueduto
cerebral, produz uma analgesia profunda e seletiva.
As unidades neuronais, dos canais sensoriais e os neurotransmissores envolvidos no

mecanismo de supressão e a ativação das vias nociceptivas, parecem atuar


conjugadamente. Assim, a ativação dos receptores de morfina no tronco, a estimulação
do tálamo e da substância cinzenta periaquedutal mesencefálica, entre outras estruturas,

podem bloquear os reflexos nociceptivos espinhais, através da excitação das vias


bulbo-espinhais inibitórias.
b. Estimulação periférica dos pontos de acupuntura da orelha pode ativar

perifericamente o sistema inibitório de dor.

3)Os Sistemas de Endorfina e Encefalina: alívios naturais da dor.

a. A endorfina é um neuro-hormônio endógeno (fabricados pelo próprio corpo).


Endorfinas são produzidas pela glândula hipófise e pelo hipotálamo durante exercícios

vigorosos, excitamento e orgasmo. Os efeitos produzidos pela endorfina são


analgésicos e de sensação de bem-estar. O termo "endorfina" consiste em na junção das
palavras "endo" (interno) e "morfina" (analgésico), significando que é uma substância
com propriedades da morfina produzida internamente pelo organismo. Em 1999,
pesquisadores reportaram que a inserção de agulhas de acupuntura em pontos
específicos do corpo engatilharia a produção de endorfinas. Em outro estudo, altos
níveis de endorfinas foram encontrados no fluido cerebroespinhal depois de pacientes
passarem por acupuntura.
b. As encefalinas são neurotransmissores narcóticos secretados pelo encéfalo.

Semelhantes à morfina, elas se ligam a sítios estereoespecíficos de receptores opióides


no cérebro (reagindo com os mesmos receptores neurais do cérebro que a heroína),
aliviando a dor (mecanismo de analgesia) e produzindo uma sensação de euforia.
c. Naxolone é um antagonista opióide que bloqueia a analgesia induzida pela morfina, a
endorfina e também bloqueia a analgesia da acupuntura, tanto na região da substância
cinzenta periaquedutal quanto no núcleo serotoninérgico magno da rafe. Isto indica a
participação das vias endorfinonérgicas no fenômeno.
d. Uma liberação de endorfinas é encontrada no sangue e no fluido cérebro espinhal
(líquor) logo em seguida à estimulação pela acupuntura auricular e acupuntura do

corpo. Um estudo da transmissão do líquido céfalo-raquidiano (LCR) foi realizado em


1972 e publicado em 1974 (Grupo de pesquisa de anestesia por acupuntura, 1974). Este
estudo demonstrou que o efeito da analgesia por acupuntura obtido em um coelho
poderia ser transferido para um outro coelho, não tratado pela acupuntura, através da
transfusão do líquido céfalo raquidiano (LCR). Esta foi a primeira evidência cientifica

que sugeria o mecanismo neuroquímico como mediador da anestesia por acupuntura.


Esse achado desencadeou uma série de estudos para explorar o papel dos
neurotransmissores centrais na mediação da analgesia por acupuntura, entre eles a
serotonina (HAN et al., 1979;XU et al., 1994b).
Para informações mais detalhadas sobre o tema, sugere-se consulta de livros de
neurociências.
Parte V
INDICAÇÕES

O domínio principal da Auriculoacupuntura é representado pelo controle da dor. Não

importa onde está a dor ou a causa da mesma, pode-se sempre obter um alívio ou o

dasaparecimento da dor. Sem dúvida, deveremos manter em nossa mente, a idéia de que

a dor é, antes de mais nada, um sinal de alarme do organismo.

Em consequência e devido a podermos suprimir a dor, poderia originar-se uma

situação de mascaramento da patologia real e obter simplesmente um alívio

sintomático, em vez de realizar um tratamento etiológico, fundamento da

Auriculoacupuntura.

A Auriculoacupuntura, por definição, é uma técnica complementar a qualquer outra

disciplina terapêutica, resultando útil, por exemplo, como complemento da quiropraxia,

da homeopatia, da psicologia, da acupuntura, e mesmo da medicina tradicional, como a

ginecologia, por exemplo ou a odontologia.

Geralmente obtem-se bons resultados com a Auriculoacupuntura para as seguintes


afecções: dores na coluna vertebral, dores musculares de todo tipo; dores de cabeça,

enxaquecas; nevralgias ciáticas; úlceras gástricas, gastrites; transtornos aerofágicos,

diarréias; herpes, eczemas de qualquer etiologia; transtornos vasculares periféricos

(varizes, flebites, etc.) , problemas relacionados à menstruação, entre outros.

Segundo o resultado do dossiê de evolução da Anaes (Agência nationale

d’accreditation et d’evaluation en santé-França) feito de 2000 a 2004, tem-se um bom

resultado nos seguintes tratamentos:

Patologias funcionais uro-genitais: enurese ;

Síndromes de ansiedade/depressão: nas patologias psicóticas, a acupuntura deve ser

considerada como uma terapêutica complementar;

Ajuda na recuperação neuro-motora: recuperação pós acidente vascular cerebral

(AVC); paralisias faciais (para acelerar a recuperação);

Afecções com componente alérgico: asma; rinite;

Patologias funcionais digestivas: náuseas e vômitos (em gravidez, em tratamentos

quimioterápicos, em pós-operatórios);
Dores: como tratamento coadjuvante;

Nas adições: Tabagismo ( no início do tratamento); Alcoolismo (como tratamento

coadjuvante); Toxicomania (como tratamento coadjuvante , exclue-se a heroína);

As pessoas que sofrem das doenças dolorosas agudas ou crônicas (reumatismos,

tendinites,artroses, nevralgias), das doenças de ansiedade (depressões, insônias,

angústias), das intoxicações do tabaco e das alergias respiratórias podem se beneficiar

da auriculoacupuntura.

CONTRAINDICAÇÕES DA AURICULOACUPUNTURA

Muitos pacientes não gostam de agulhas e isso acaba sendo uma barreira ao tratamento,

pois dependendo do limiar de dor dos mesmos, alguns aguentam bem a inserção das

agulhas e outros não. O diagnóstico pode ser feito através de aparelhos, o que não

incomoda em nada, porém quando esse diagnóstico é feito pelo apalpador, o paciente

irá referir dor naquele ponto que está em desequilíbrio, o que também pode ser

incômodo.

Em mulheres grávidas está proibido o ponto útero.


É importante que se observe as normas de higiene e se utilizem materiais descartáveis

de uso único (que é uma norma da vigilância sanitária brasileira).

No verão, o método de colocação de sementes deve ser aplicado com menos

freqüência, devido ao incremento da sudorese e da secreção

sebácea própria do paciente. O período de permanência das sementes no pavilhão

auricular não deve ser extenso.

Se no pavilhão há tumefação, úlceras ou inflamação, não se deve realizar a

auriculoacupuntura no local específico.

Pode ocorrer reação cutânea alérgica ao esparadrapo de óxido de zinco, que se

manifesta com pápulas na zona, prurido, edemas e avermelhamento. Por isso, o

esparadrapo mais indicado é o do tipo micropore, por ser hipoalergênico.


MATERIAL PARA AURICULOACUPUNTURA

- Agulhas semi-permanentes descartáveis;

- Sementes de mostarda selecionadas e com data de validade;


- Cristais
- Stiper para acupuntura auricular

- Pinça do tipo “mosquito”;

- Esparadrapo do tipo micropore, hipoalergênico;

- Placa de acrílico;

- Tesoura sem ponta;

- Algodão;

- Álcool antisséptico a 70%;

- Apalpador calibrado em 250g;


- Luvas de látex ou vinil para procedimentos (descartáveis).
MATERIAIS DE ESTÍMULO BIOENERGÉTICO
Variam de acordo com a sua natureza (quente e frio) e tipo, podendo ser
selecionado desde agulhas, stiper, ou laser a qualquer material esférico de superfície
lisa. As sementes pequenas são de comum escolha em razão do tamanho, que cabe
sobre a área do ponto, e também de sua função fitoterápica. Esferas de ouro, prata,
cristal, ao contrario das sementes de mostarda, são de natureza fria. Em meados da
década de 1990, as pastilhas de silício cristalizado passaram a ser utilizadas na
Europa, chegando ao Brasil nos últimos anos. O Stiper também divide sua utilidade
entre a Acupuntura Sistêmica e a Acupuntura Auricular. Na produção do Stiper, o
silício é aglutinado à celulose vegetal. Para a terapêutica auricular, a pastilha de
stiper é quebrada até ficar com um tamanho adequado ao emprego no pavilhão
auditivo, sendo assim ferramenta de estímulo. Também são empregados aparelhos de
laser.

SEMENTES/CRISTAIS
Este é um método simples, usado na auriculoacupuntura chinesa e muito
desenvolvido nos últimos tempos por suas vantagens operacionais. Ele consiste
na seleção de materiais esféricos, de superfície lisa, que realizam pressão sobre
os pontos auriculares. Esses materiais podem ser cristais, esferinhas imantadas
ou sementes de determinadas plantas. A semente mais usada é a semente de
mostarda. É importante que tenha uma superfície polida e em forma o mais
redonda possível. Esse método foi desenvolvido na China há mais ou menos 25
anos, a partir de experiências obtidas com agulhas auriculares.
As sementes podem ser usadas para tratar crianças, onde o tratamento com

agulhas se torna mais inconveniente. Pacientes imunodeprimidos ou diabéticos


não correm o risco de infecção ao usar esse método.
As sementes colocadas no pavilhão auricular podem permanecer por um período
de 3 a 7 dias, dependendo da enfermidade tratada. No caso das enfermidades

dolorosas, as sementes podem ser retiradas após 3 a 4 dias, com o objetivo de

modificar os pontos escolhidos segundo a necessidade. O tratamento está sujeito


a evolução da enfermidade e as suas características.
Recomenda-se que se a mesma evoluir favoravelmente, os pontos escolhidos
sejam recolocados em torno de 5 ou 7 dias.
Todos os dias o paciente deve estimular as sementes, 3 a 5 vezes, automassageando as

orelhas . Depois de realizado o método de colocação de sementes, o passo mais

importante, é o auto-estimulo, praticado pelo próprio paciente. O estimulo deve ser

realizado com manipulações de pressão sobre a área onde está colocado o esparadrapo

com as sementes, evitando esfregar ou friccionar, fatos que podem mover a semente ou

produzir lesões na pele.

Cinco sessões de tratamento constituem um ciclo e entre cada ciclo de tratamento deve

haver um descanso de uma semana antes de recomeçar. Isto dependerá do tempo de

evolução da enfermidade, assim como da resposta obtida com o tratamento.

AGULHAS

As agulhas semi-permanentes colocadas no pavilhão auricular devem permanecer por

um período de 2 semanas; após esse período, o paciente retira as agulhas de sua

própria orelha e descarta-as. Então o paciente descansa pelo período de uma semana e

observa-se nesse período. Retorna ao consultório para relatar o período e recomeçar o


tratamento e faz-se esse ciclo até obter equilíbrio.

O tratamento está sujeito a evolução da enfermidade e às suas características, assim

como da resposta obtida com o tratamento.

No caso das agulhas, se o paciente relatar uma dor insuportável, pode-se retirar a

agulha especificada, porém, se o paciente relatar dor, mas que seja suportável por ele,

deve-se ficar com as agulhas, pois normalmente o ponto mais dolorido também é o mais

problemático e, portanto, o mais necessitado. No caso das agulhas, não é necessário

massagear a região.

ASPECTOS A CONSIDERAR NO TRATAMENTO COM

AURICULOACUPUNTURA

No caso das mulheres grávidas, a manipulação para o estimulo pelo método de

colocação de sementes deve ser leve, evitando, por todos os meios , qualquer ponto

que promova aborto. Pontos ligados à útero estão proibidos tanto com agulhas, quanto

com sementes e cristais.

Não é conveniente utilizar grande quantidade de sementes ou agulhas no pavilhão

auricular.
Sangramento: eventualmente um vaso sanguíneo pode ser atingido, mas estes
sangramentos não devem ser motivo de preocupação, pois são superficiais e
ocorrem raramente. Em alguns pontos, ocorre a eliminaçao de uma gota de
sangue, que pode significar a existência de uma congestão energética local,
portanto neste caso seria um bom sinal.

Reações da Auriculoterapia (segundo a MTC)


No pavilhão auricular se reúnem fundamentalmente dois sistemas: o sistema nervoso
e o sistema de canais e colaterais. Isto nos oferece a possibilidade de conseguir uma
maior influência sobre os processos mórbidos, favorecendo a recuperação da saúde
através do uso de diferentes métodos terapêuticos como os já descritos. No
transcurso do tratamento, se fazem comuns diferentes reações, que nos mostram a
estreita relação existente entre o pavilhão auricular, o sistema de canais e colaterais
e o sistema nervoso.
Segue algumas das reações mais freqüentes na prática clínica.
Reações do Pavilhão Auricular:
Quando realizamos a auriculoterapia, na maior parte dos casos, o paciente sente uma
sensação dolorosa no pavilhão auricular, sendo menos freqüente os que referem uma
sensação de intumescimento ou distensão entre outras manifestações reflexas. Estas
sensações podem ser consideradas como normas e estão relacionadas com o
fenômeno que se denomina “De Qi” ou a chegada do Qi (energia vital).
O aparecimento de todas estas manifestações servem de grande ajuda ao terapeuta,
posto que lhe reafirma a certeza do ponto escolhido, de seu correto estímulo e da
chegada do Qi. Assinala-nos alem disso que o resultado terapêutico tende a ser
ótimo, se não se obtiver estas manifestações, o resultado terapêutico será duvidoso.
Reações em outras partes do corpo
Depois de realizar a Auriculoterapia podem aparecer diferentes sensações em
regiões do corpo distais ao pavilhão auricular, em geral, estas manifestações são:
sensações de calor ou de conforto, o paciente as percebe nos locais do corpo, que
guardam estreita relação com o processo patológico e, portanto com o ponto
auricular selecionado.
Reação conectiva
Há ocasiões, em que ao tratar um determinado sintoma sem aparente relação com o
primeiro e que não foram objetivo principal do tratamento.
Este fenômeno se deve ao fato de que os pontos auriculares guardam estreita relação
com a fisiologia dos Zang Fu e os canais, desta maneira ao estimular um ponto se
restabelece uma síndrome que é o resultado de uma falha na circulação do Qi e Xue
(sangue) a o nível dos Zang Fu e dos canais e colaterais, o que provoca o
aparecimento de uma série de sintomas sem aparente conexão uns com os outros.
Reação de Retardo
Há ocasiões em que, ainda depois de um ciclo de tratamento, os resultados não são
notáveis ou não há nenhum resultado terapêutico. Isto pode obedecer a várias causas:
Que o paciente tenha uma importante deficiência de Qi e Xue, o que reduz os
recursos com que conta o terapeuta para tratar a enfermidade.
Enfermidade severa e de um longo Período de evolução.
Que a quantidade e intensidade dos estímulos recebidos durante o tratamento sejam
insuficientes.
Em alguns casos, depois de ser mantido o tratamento, o paciente começa a sentir uma
melhora lenta e em pouco tempo uma resposta terapêutica evidente; este efeito é
conhecido como “efeito retardado”. É por isso, que em muitos casos, não se deve
desistir, mesmo depois de realizar várias sessões de tratamento sem sucesso. É
necessário continuar o tratamento durante dois ou tres ciclos mais, ou aumentar o
nível de estímulo do mesmo, para restabelecer a resposta terapêutica e eliminar o
efeito retardo.
Reação Letárgica
Existe uma minoria de pacientes nos quais, ao realizar a exploração dos pontos, não
encontramos correspondência da reação destes, com a esperada pela fisiopatologia
da enfermidade, não mostrando nenhuma reação importante e sua resistência elétrica
sendo muito alta, também, se observa que ao realizar o tratamento nos mesmos não se
nota o “De Qi”. Este tipo de ponto é denominado letárgico, dormido ou insensível.
Quando se realiza o tratamento em pacientes com tais características, os resultados
terapêuticos serão muito escassos; nestes pacientes não é recomendável usar a
Auriculoterapia. É um fenômeno observado muito comumente em pacientes muito
debilitados.
Reações de efeito contrario
Há ocasiões em que ao realizar o tratamento, não só se deixa de obter resultado
terapêutico, como, pelo contrario, aparece um agravamento de sintomatologia. Isto
acontece, sobretudo, para tratar sintomas como a cefaléia, taquicardia, insônia,
hipertensão, etc. Estas características aparecem com mais freqüência em pacientes
que se encontram muito tensos, naqueles onde usamos grande quantidade de pontos,
quando o estímulo é muito forte ou as manipulações não são corretas. Em algumas
ocasiões, este efeito contrario se mantém e, então, o terapeuta pode optar por duas
estratégias: prosseguir o tratamento e observar as reações ou deter o tratamento e
modificá-lo por outro método terapêutico.
Outras reações
Durante a prática da Auriculoterapia, também, podem-se apresentar outros fenômenos
anormais, que ainda que menos freqüentes não podem deixar de ser mencionados.
Entre estes podemos mencionar: as dores no pavilhão auricular depois da colocação
das sementes, cefaléias, sensação de incômodo ao abrir e fechar a boca, sensação de
frialdade nos membros inferiores, intumescimento na metade do corpo, etc. Todos
estes sintomas não são muito freqüentes, porém recomenda-se a imediata retirada das
agulhas.
EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS REQUERIDOS

Os pontos de acupuntura do corpo ou da orelha possuem caracteristicas elétricas

suscetiveis de serem medidas por aparelhos adaptados. O Dr J.E.H. Niboyet mostrou

em sua tese intitulada " A menor resistência à eletricidade das superficies puntiformes e

dos trajetos cutâneos concordantes com os pontos e meridianos - bases da acupuntura "

, que a impedância da pele ao nivel dos pontos de acupuntura é diferente das regiões

vizinhas. Para descobrir os pontos sobre a pele, é necessário utilizar aparelhos capazes

de analisar precisamente essas variações locais de impedâncias cutâneas.


Contudo, uma simples medida de impedância elétrica não é suficiente para localizar um

ponto. Com efeito, de uma parte, a impedância da pele varia muito de uma zona à outra

do corpo e de outra parte, numerosos artefatos podem alterar as medidas e induzir uma

diferença de impedância.

Por essa razão, a Sedatelec (empresa francesa de desenvolvimento e distribuição de

material médico) desenvolveu e patenteou um procedimento de medida original,

permitindo isolar o ponto medido de seu entorno imediato : a detecção diferencial.

Somente essa detecção diferencial pode assegurar uma localização precisa e fiável dos

pontos de acupuntura.

A tomada de medida é realizada por 2 eletrodos coaxiales corrediços exercendo uma

pressão constante sobre a pele. Um sistema eletrônico analisa as medidas em função do

limiar de sensibilidade escolhido.

O aparelho emite um som quando um ponto é detectado.

Esses aparelhos, portáteis, de utilização simples, são utilizados em acupuntura e em

auriculoacupuntura.
A Sedatelec foi a primeira sociedade no mundo a realizar um detector diferencial de

pontos de acupuntura, o Puntoscope. Em seguida foi criado o Diascope e atualmente

esses são os aparelhos de 3ª geração : Servoscope, Agiscop D e Agiscop DT que

dominam o mercado dos detectores de pontos.


TRATAMENTOS COMPLEMENTARES USADOS COM A AURICULOTERAPIA

Os fundamentos da auriculoacupuntura permitem que seja utilizada como uma forma

completa de terapia para diversos distúrbios. Associada à outras terapias, otimiza os

efeitos benéficos dos outros tratamentos. A qualidade de vida do paciente tem sido

levada em conta. É um sistema integrativo multifatorial, com diferentes partes (física,

biológica, social, psicológica, antecedentes, etc) que permitem integrar o paciente no

sistema de tratamentos. A terapêutica comporta a cirurgia, a dietética, os medicamentos,

os métodos físicos, as psicoterapias e as terapêuticas alternativas e complementares, a

homeopatia, a fitoterapia, as reflexoterapias (manipulações, massagens, reflexoterapias

manuais e acupuntura). A utilização de terapêuticas alternativas e complementares é

assim compreendida como uma alternativa e/ou um complemento, se o doente não reage

mais aos tratamentos medicamentosos, se ele não os suporta , ou se os efeitos

medicamentosos possíveis são desproporcionais pelo retorno aos problemas

apresentados. A acupuntura auricular é assim legítima e desejável, em um quadro

definido.
Profissionais que podem aplicar a acupuntura auricular para auxiliar os tratamentos:

1) Médicos: médicos especializados em anestesiologia, cirurgia, ginecologistas e

médicos de família tem utilizado a Auriculoacupuntura para administração da dor

crônica, para o tratamento de entorses agudas, e a redução de efeitos colaterais de

medicamentos alopáticos.

2) Osteopatas: Auriculoacupuntura tem sido utilizada para facilitar a correção da

coluna desalinhada e para reduzir espasmos musculares severos, enquanto também pode

ser utilizada em outros procedimentos para dores.

3)Quiropráticos: Além de ser usada para aliviar a dor crônica, a Auriculoacupuntura

tem sido utilizada para facilitar as manipulações espinhais e o ponto gatilho de

massagem, primeiramente reduzindo a tensão muscular com auriculoacupuntura.

4)Dentistas: A Auriculoacupuntura tem sido utilizada para analgesia dental acionando o

alívio da dor em dentes hipersensíveis ou gengivas , reduzindo a necessidade de

medicamentos analgésicos para perfuração dental ou limpeza dental. Para problemas


crônicos, tais como disfunções têmporo-madibulares (DTM) e dores de cabeça, a

Auriculoacupuntura pode ser combinada com aparelhos e trabalhos oclusais para um

maior sucesso no alívio da dor de cabeça crônica e da dor no pescoço.

5)Psicoterapeutas: psiquiatras e psicólogos tem utilizado a Auriculoacupuntura para a

redução da ansiedade, insônia e uso de drogas e mesmo como um tratamento paralelo,

quando o indivíduo está numa fase de diminuição dos medicamentos, para ajudar na

abstinência dos mesmos.

6)Fisioterapeutas: A Auriculoacupuntura é um poderoso adjunto para TENS

(estimulaçao nervosa transcutânea), tração, ultrassom e exercícios terapêuticos, para o

tratamento da dor nas costas crônica ou aguda.

7) Acupunturistas: Terapeutas que praticam a acupuntura do corpo clássica tem também

utilizado Auriculoacupuntura como um tratamento suplementar, ou como um tratamento

alternativo para a Acupuntura tradicional.


ParteVI

DIAGNÓSTICO

1)Detecção visual das mudanças morfológicas na superfície da orelha:

a-Inflamações agudas: são indicadas por brilho, vermelhidão ou manchas marrons.

b-Inflamações crônicas: são indicadas por áreas esbranquiçadas e algumas

descamações.

c- Lóbulo da orelha com depressão: indica possíveis problemas coronários.

2) Detecção tátil dos pontos reflexos da orelha:


a- Determina áreas de aumento da sensitividade da orelha pela palpação.

b- Checa áreas auriculares com uma pequena sonda ou com a ponta do dedo.

3) Detecção elétrica dos pontos auriculares reflexos:

Para realizar a detecção elétrica dos pontos auriculares reflexos é importante que o

terapeuta:

a- Realize a assepsia da orelha;

b- Utilize a caneta do detector elétrico. Enquanto o terapeuta passa o detector na orelha,

o paciente segura com a mão o metal do mesmo aparelho (como um fio-terra).

c- O aparelho fará então a medição da baixa resistência elétrica e da alta condução da

pele.

Todas as reações positivas encontradas no pavilhão auricular podem aparecer antes da


enfermidade, desaparecer após a cura da enfermidade ou ficar como marca definitiva.
As reações positivas podem modificar suas características e evoluir em uníssono com a
patologia, se modificando à medida que a patologia evolui.

Mudanças de coloração: reações de cor vermelha, cinza escuro, cor parda ou castanho
escuro e cor branca.
Reações de cor vermelha:

vermelho brilhante: enfermidades agudas; recém começadas; episódios dolorosos.

vermelho pálido: enfermidades crônicas ou recidivantes

vermelho escuro: enfermidades intermitentes

Reações de cor cinza escuro: são vinculadas a mal prognóstico.

Exemplo: em um câncer em que podemos ter tanto na área de tumoração como em uma

determinada região correspondente ao ponto.

Reações de cor parda ou castanho escuro: observa-se no curso evolutivo das

enfermidades de caráter crônico; também como reação de seqüela quando a

enfermidade foi sanada. Exemplo: em uma mastectomia, nota-se na área da mama uma

reação de cor parda escura.

Reações de cor branca: normalmente encontra-se em alterações morfológicas em forma

de proeminências, existindo muitas variações dessas alterações de cor branca, que são

observadas nas afecções crônicas. Exemplo: na gastrite crônica ocorre uma área

esbranquiçada na área do estômago. Porém, se no momento da observação o paciente


portador de gastrite acabou de sofrer uma agudização, ocorre no centro dessa área

esbranquiçada difusa a presença de pequenos pontos de cor vermelha.

Mudanças morfológicas: apresentam no curso evolutivo das enfermidades crônicas.

Podemos encontrar várias mudanças morfológicas: - proeminências; edemas;

depressões, elevações puntiformes.

Proeminências em forma de nó. Variam de tamanho, desde o tamanho de um gergelim

até de um feijão. Podem aparecer solitários ou em grupos. As proeminências podem

adquirir formas de: cordão, fatias e pequenos ramos.

Depressões: podem ser observadas em forma de fatia, gomo, sulco,

linha ou ponto. Por exemplo: no zumbido e astigmatismo, podemos observar depressões

em forma de ponto; nas úlceras gástricas: podemos observar depressão em forma de


gomo ou fatias; na cardiopatia, hipoacusia ou extrações dentárias podemos observar

depressões em forma de sulcos.

Proeminências em forma de pontos ou fatias acompanhadas de depressão ou depressão

com bordas irregulares. Comum na ametropia (designação geral para vários defeitos

da visão devidos a uma deficiente focagem das imagens na retina, como miopia,

hipermetropia e astigmatismo).

Porosidades ou irregularidades: na área ou no ponto, comum em doenças

dermatológicas. Asperezas, espessamentos, rugas.

Reações em forma de pápulas: podem aparecer nos pontos ou em áreas auriculares.

Podem ter várias expressões: forma de ponto, forma de vesícula,

proeminência em áreas bem definidas. Dividem-se de acordo com a sua coloração: cor

vermelha, cor branca com bordas vermelhas, mais raro pápulas de cor cinza escuro.
De acordo com a combinação da forma e cor temos:

pápula de superfície plana, de forma variável: prurido;

pápula com pontos de cor branca:colecistolitíase,bronquite,diarréia.

pápula de cor parda escura semelhante pele de galinha: neurodermatite.

pápula alinhada em forma de grão de arroz: arritmias cardíacas e dermatites atópicas.

Reações de descamações: são observadas descamações de cor esbranquiçadas e que

quando raspadas desprendem-se com facilidade. Quando há nas áreas do pulmão ou

alergia, podem significar enfermidades dermatológicas ou dermatite seborréica.

Quando há na região da fossa triangular podem significar afecções ginecológicas de

caráter inflamatório e leucorréias. Quando há no ponto do esôfago e cardia: dispepsia e

diminuição da atividade digestiva. Quando a descamação é observada na zona

correspondente, pode sugerir ictiose (dermatose em que a pele se enche de escamas

semelhantes às dos peixes) ou prurido na zona determinada. Quando observamos a

descamação em todo o pavilhão auricular podemos dizer que o paciente é portador de

uma dermatite seborréica ou de psoríase.


Reações Vasculares:

1-Angiectasias: designação geral das dilatações patológicas dos vasos sanguíneos.

Podem se apresentar em forma de leque ou ramos.

Em forma de leque : ulcera péptica; dores lombares; dores nos membros inferiores.

Em forma de ramos ou segmentos: artralgias, bronquiectasias (dilação dos brônquios).

Quando possuem coloração vermelho brilhante: caráter agudo ou muito doloroso.

Quando possuem coloração violácea brilhante: a enfermidade foi curada ou

recidivou.

2-Teleangectasias: dilatação anormal dos capilares ou das arteríolas em forma de

rede ou de malha. Em geral observam-se no curso de enfermidades inflamatórias de

caráter agudo como: laringofaringite, amigdalite, mastite, etc.


3-Angiectasias interrompidas: em geral, em seu trajeto , observam-se em forma de ramo

que se interrompem em seu centro. Comumente são vistas em pacientes portadores de

cardiopatias isquêmicas ou infarto do miocárdio.

Relação entre as reações positivas e o tipo de enfermidade

Enfermidades Inflamatórias Agudas: Observam-se pontos de cor vermelha. Alguns com

pontos brancos em seu centro, outros com cor escura em sua borda. Em outras ocasiões

apresenta-se com uma angiectasia de cor vermelha brilhante, acompanhado de uma

superfície gordurosa.

Enfermidades crônicas de caráter estrutural: no curso das mesmas apresentam

proeminências e depressões que podem ser em forma de pontos ou fatias de cor branca,

com escassa gordura, oferecendo pouco brilho. Podem estar acompanhado por edemas.

Enfermidades Dermatológicas: nestas afecções, nota-se na pele do ponto auricular a

presença de descamações, pápulas, pregas com asperezas, espessamentos. Podem

apresentar uma cor parda escura.


Enfermidades Neoplásicas: podem ocorrer proeminências em forma de nós ou pontos

de cor cinza na área correspondente.

DIAGNÓSTICO ATRAVÉS DA PALPAÇÃO

Esse método se baseia na estrita relação entre as mudanças morfológicas e o limiar

doloroso, de certas áreas do pavilhão durante o processo patológico.

Assim localizamos áreas ou pontos de maior sensibilidade ou presença de marcas após

exercida a pressão em uma determinada área, que nos oriente no diagnóstico.

Pressão Exploratória:

Utiliza um aparelho de pressão exploratória, denominado apalpador, com 250g de

pressão.

Com o instrumento realizar-se-á a pressão exploratória sobre as áreas ou pontos da

superfície auricular.

Busca-se com isso áreas de maior sensibilidade dolorosa, com o propósito de obter
dados para um diagnóstico.

Além disso, nos indica os pontos a serem utilizados no tratamento.

ESCALA DE VALORES DE DOR A EXPLORAÇÃO PALPATÓRIA

Grau I: paciente refere dor no ponto;

Grau II: paciente refere dor e pisca ou franze as sobrancelhas;

Grau III: paciente geme à exploração e realiza um gesto para evitar ser manipulado ou

não resiste a exploração.

Utilizamos a ponta de um palpador, executando um movimento de rastreamento linear

no pavilhão auricular. Deve-se ficar sempre atento a dor durante a exploração.


Exploração palpatória:

A exploração palpatória deve ser feita na seguinte ordem: porção superior e depois a

inferior, a porção interna e depois a externa, primeiro o lado direito e depois o


esquerdo, antes os órgãos e depois os membros.

Método digital
Este método utiliza as pontas dos dedos para perceber as mudanças morfológicas do
pavilhão auricular, com o objetivo de estabelecer um diagnóstico. Na clínica emprega-
se no diagnóstico das enfermidades crônicas e de caráter estrutural.
Através deste método podemos evidenciar as mudanças morfológicas dos pontos
auriculares como expressão de uma enfermidade.
Essas alterações incluem:

-hiperplasia da cartilagem,

- proeminência do tecido cartilaginoso

-mudanças na dureza da cartilagem,

-sensibilidade dolorosa em certas áreas.

Diagnóstico através das mudanças morfológicas pelo método de palpação digital

LÓBULO DA ORELHA: quando fazemos a exploração digital do lóbulo da orelha

podemos encontrar espessamento ou não deste. Em caso afirmativo haverá presença de

proeminências no lóbulo, por exemplo na peridontite podemos palpar sobre o ponto do

maxilar superior ou inferior uma proeminência em forma de fatia.

ANTITRAGO: nas áreas occipital, vértex e cervical podemos palpar um espessamento

da cartilagem como sinal comum. Por exemplo, quando se palpa uma proeminência em

forma de cordão que vai do antitrago até a altura da anti-hélix, podemos supor que o

paciente tenha neurastenia; se no trajeto médio da parte posterior do antitrago e do hélix

há um espessamento, podemos suspeitar de um distúrbio do sono.


FOSSA ESCAFÓIDEA: se na porção inicial da fossa escafóide palpa-se uma

proeminência em forma de ramo grosso, poderemos, por exemplo, suspeitar de uma

fibrose dos músculos da escápula e ombros.

ANTI-HÉLIX: nessa área é fácil encontrar proeminências e espessamentos da

cartilagem; quando encontramos proeminências em forma de fatias ou hiperplasia da

cartilagem, podemos supor que o paciente tenha afecções ósseas ou tensões do tecido

mole.

CRUZ SUPERIOR DO ANTI-HÉLIX: na presença de hiperplasias de textura dura

podemos supor que o paciente tenha afecções como dores articulares por traumas

externos. Se palparmos uma proeminência em forma de fatia com textura mole,

podemos dizer que o paciente é portador de danos articulares que envolvem o tecido

mole.

CONCHA: quando encontramos alterações morfológicas, estas nos revelam mudanças

patológicas nos órgãos internos, como por exemplo no fígado, vesícula biliar, baço e

estômago. A palpação poderá nos revelar a presença ou não de nós, cordõezinhos e

proeminências em forma de fatias, devemos verificar o grau de dureza e sensibilidade


dolorosa destas, por exemplo, uma forma semelhante à esponja marinha na área do

fígado pode ser que o paciente tenha esteatose hepática. Na área da vesícula biliar se

encontrarmos proeminências em forma de fatia e duras, poderemos pensar em

colecistite.

DIAGNÓSTICO ATRAVÉS DA EXPLORAÇÃO ELÉTRICA

Esse método exploratório utiliza o aparelho elétrico e baseia-se na determinação da

resistência elétrica dos pontos auriculares. São pontos onde diminui a resistência

elétrica de maneira significativa, também denominamos pontos de alta condutividade.

Determinação dos pontos de alta condutividade: diferença entre pontos normais e os de

alta condutibilidade

PONTOS NORMAIS – são aqueles que não guardam relação alguma com estados

patológicos. Quando fazemos a varredura elétrica da orelha não se observa sinal

sonoro significativo, sendo débeis e de baixa freqüência, além disso não acompanhados

de dor a palpação.

PONTOS DE ALTA CONDUTIBILIDADE – Constituem uma manifestação positiva


que expressa sua relação com um estado patológico, mostrando variações significativas

de som. Podem acompanhar de dor a palpação, de mudanças morfológicas e mudanças

de coloração.

CLASSIFICAÇÃO DAS REAÇÕES POSITIVAS NA EXPLORAÇÃO ELÉTRICA

Reação positiva débil – O som parece débil, com tom e freqüência baixos, não se

acompanha de dor a pressão.

Reação positiva – O som aparece com mais rapidez, forte, mas seu tom ainda é baixo.

Não ocorrem variações importantes em sua freqüência, pode estar acompanhado de

dor.

Reação positiva forte – O som aparece com rapidez, acentuado e com variações de tom

desde de freqüências mais baixas até mais altas. Pode estar acompanhado de dor a

pressão.

CARACTERÍSTICAS DIAGNÓSTICAS DOS PONTOS DE ALTA

CONDUTIBILIDADE
Ponto de alta condutibilidade com reação positiva débil: em primeiro lugar nos indica

que a enfermidade é de recente começo e/ou encontra-se em fase de recuperação

parcial ou total. Em segundo lugar, há ocasiões em que o paciente é portador de

afecções de caráter crônico ou com lesão estrutural que se recuperou. Pode-se

encontrar no local marcas reativas que perduram por um longo tempo, apesar de não

haver mais manifestação de enfermidades.

Ponto de alta condutibilidade com reação positiva moderada: esta característica está

presente nas mudanças patológicas orgânicas estabelecidas, por isso refletem no ponto

homólogo do pavilhão auricular. Os pontos com essa reação positiva moderada, fazem

seu aparecimento durante o pleno desenvolvimento da enfermidade e constitui uma

valiosa informação para elaborarmos o diagnóstico.

Ponto de alta condutibilidade com reação positiva forte: este ponto é o epicentro da

enfermidade, mostra a posição principal da patologia no organismo. É o ponto principal

a ser considerado para fazer o diagnóstico e o tratamento.

REGRAS GERAIS DAS REAÇÕES NOS PONTOS DE ALTA CONDUTIVIDADE

Pode haver vários pontos reativos em uma mesma enfermidade ou um ponto reativo ante
muitas enfermidades ou um ponto que reflete o processo de uma enfermidade ou um

ponto de elevada condutividade localizado na área do órgão afetado.

MÉTODO DE EXPLORAÇÃO

Método de exploração de forma linear: através deste método são rastreados todos os

sistemas corporais. É empregado para iniciar o exame diagnóstico, oferecendo

informações sobre as mudanças patológicas.

Pode ser realizado das seguintes formas:

a)Exploração de acordo com a anatomia, realiza-se na seguinte ordem:

1)fossa triangular 2)concha 3) em torno da raiz da Hélix, 4)antitrago 5)incisura do

antitrago 6)trago, 7)lóbulo da orelha 8)anti-hélix 9)cruz superior e inferior da anti

helix, 10) fossa escafóide 11)hélix 12)dorso da orelha

b)Exloração por sistemas e aparelhos: iniciamos pelos órgãos da concha ,depois o

sistema nervoso e face , depois o sitema osteomioarticular.

Diferenças na exploração das duas orelhas


Os órgãos estão dispostos nos pavilhões auriculares como estão dispostos

anatomicamente. O fígado, a vesícula biliar, o apêndice são explorados no pavilhão

direito; o pâncreas, o intestino delgado e grosso, coração e baço são explorados no

pavilhão esquerdo. Pontos como pulmão e os rins são explorados nos dois pavilhões.

DIAGNÓSTICO ATRAVÉS DA DIFERENCIAÇÃO DE SINDROMES:

Feito através da observação, palpação e exploração elétrica, podemos coletar os sinais

e manifestações para elaboração de um diagnóstico.

MÉTODO DE DETERMINAÇÃO DIAGNÓSTICA:

Análise de zonas reativas: a reação positiva da zona do pavilhão auricular

correspondente a enfermidade, podemos localizar as mudanças patológicas na zona

exata do organismo.

Uma enfermidade pode ter vários pontos de reação positiva. Por exemplo, no caso da

neurastenia, podemos ter vários pontos positivos tais como: shenmen, rim, coração e

subcórtex.

Um ponto de reação positiva pode expressar a manifestação de várias enfermidades.


Por exemplo: o ponto do rim pode mostrar reação positiva ante afecções renais

(pielonefrite, prostatite) e também em neurastenia, hepatite, alopecia,hipoacusia, etc.

MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

A teoria do Zang-fu é um importante legado da Medicina Tradicional Chinesa (MTC),

que mantém um admirável meio de leitura da relação mútua dos diferentes órgãos e

vísceras no funcionamento do organismo humano. A auriculoacupuntura chinesa está

influenciada por esses princípios teóricos. Com isso pode-se explicar a presença de um

único ponto de reação positiva frente a numerosas manifestações de diversas

síndromes. Por exemplo, o rim na MTC tem a função de armazenar a energia vital, gerar

a medula óssea e espinhal, exterioriza-se através do ouvido, expressa pela qualidade


do cabelo, controla os líquidos corporais, capta o Qi peitoral, etc. Em enfermidades do

sistema nervoso, urogenital, respiratório, audição, alopecia, lombalgias, nefrites, entre

outros, o ponto do rim mostra-se com reação positiva. Em cardiopatias, pode-se

encontrar reações positivas nos pontos do coração e do intestino delgado.

Em enfermidades dermatológicas pode-se encontrar reações positivas nos pontos do

pulmão e intestino grosso.

Pares de órgãos e vísceras da MTC:

fígado e vesícula biliar: madeira

coração e intestino delgado: fogo

baço e estômago: terra

pulmão e intestino grosso: metal

rim e bexiga: água

Parte VII

O exercício da Auriculoacupuntura

É praticada dentro do quadro legal da acupuntura. Em certos países, a lei reserva a


prática da acupuntura somente aos médicos. Em outros países, seu exercício é

permitido aos médicos e aos paramédicos. A livre prática é tolerada em alguns países.

(Y. Rouxeville)
Auriculoterapia ou acupuntura auricular?
A acupuntura auricular não foi descoberta pelos Chineses, contrariamente à

acupuntura. É a obra do Dr. Paul Nogier , de Lyon, onde a


descoberta foi ralizada em 1952. O trabalho pioneiro desse médico francês é
reconhecido mundialmente.
Raphael Nogier descreveu “a fotopercepção cutânea” e renovou a matéria médica

ensinada pelo seu pai.


Um consenso europeu foi obtido em Lyon, em 5 de outubro de 2006, no V Simpósio
Internacional. Está publicado nos Anais do Congresso Internacional de Acupuntura
Auricular, Lyon, 2006.

A acupuntura auricular
Ela consiste em tratar diferentes afecções pela picada de zonas do pavilhão da orelha.
A agulha pode ser trocada por outros tipos de estimulação (eletricidade, massagem,
campo magnético, laser). Como toda terapêutica, ela é praticada após um diagnóstico

médico. Seu exercício obedece a regras adaptadas de higiene .


A auriculoterapia
É o nome de batismo do método. Foi dado por Paul Nogier ao novo tipo de
tratamento que ele desenvolveu e elaborou: o tratamento de maneira reflexa pelo
pavilhão da orelha. É largamente difundido e partilhado no Ocidente.
Após um periodo de descobertas empíricas, a compreensão do seu modo de ação está
fundamentada.
A auriculopuntura

É o nome atribuido à esse tipo de tratamento por Jean Bossy. Esse termo foi igualmente
utilizado por Nguyen Van Nghi.
Os Chineses desenvolveram bastante a inspeção visual da orelha . Eles utilizaram
também a palpação dolorosa e a verificação elétrica. A escolha dos pontos a tratar é
simples. Pode também ser feita de acordo com as regras da acupuntura tradicional

chinesa aplicadas à orelha.


AURICULOMEDICINA (Nogier,1981)

Foi sobretudo graças ao descobrimento do RAC (Reflexo Auriculo Cardíaco), que mais

tarde foi rebatizado com o nome de VAS (Vascular Autonomic Signal) ou “Reflexo de

Nogier”, como também é conhecido, que se pôde determinar a cartografia auricular e

desenvolver uma nova técnica que é conhecida com o nome de “Auriculomedicina”,

como denominou Nogier, prosseguindo com suas pesquisas.

1)Reflexo auriculo cardíaco ( RAC): Nogier notou em 1966 que a estimulação

mecânica/tátil do pavilhão auricular modificava a qualidade do pulso radial.

Examinando um dia um enfermo, tomando-lhe os pulsos a maneira tradicional chinesa,

observou que ao tocar casualmente a borda do pavilhão da orelha com sua mão, havia

produzido instantâneamente uma mudança na percepção do pulso. Pensou inclusive que

havia descoberto um matiz do pulso que não havia sido descrito pelos autores chineses

e o batizou como pulso YU. Logo se convenceu de que o fenômeno observado era algo

muito mais complexo. Que era um verdadeiro sinal autônomo, um novo reflexo, que por

semelhança com o bem conhecido reflexo óculo-cardíaco, batizou com o nome de


Reflexo Aurículo Cardíaco, pensando que o seu ponto de partida seria o pavilhão

auricular e que o coração teria muito que ver no seu mecanismo de produção. A orelha

então produz um Reflexo Simpático que afeta a atividade periférica do vaso sanguíneo.

Uma onda sistólica cardíaca reflete o muro arteriolar pela estimulação da orelha

externa, produzindo uma onda retrógrada de retorno que estabiliza a onda estacionária

na artéria radial.

2)Vascular Autonomic Signal (V.A.S) : Nogier revisou o nome de RAC para VAS,
porque estudos mais profundos o levaram a conclusão de que o nome não havia sido
bem escolhido: não somente o pavilhão auricular funcionava como “trigger” deste
reflexo, mas qualquer ponto do revestimento cutâneo do corpo era capaz, se se
estimulava convenientemente, de pôr o mecanismo em marcha, que é a chamada reação
cutânea vascular. Relacionou também este reflexo com vias neurovegetativas , como os

trajetos simpáticos periarteriais, cuja interrupção experimental produzia o


desaparecimento do fenômeno.
Figura: Dr. Raphael Nogier

3)Filtros de orelha: Paralelamente a utilização de estimulações elétricas ou pressão


mecânica, os filtros luminosos de frequências e substâncias quimicas em slides foram
postos na superfície da orelha para demonstrar a resposta do V.A.S. e sempre havia
patologia na área correspondente do corpo.
Esse método oferece possibilidades de ajuda ao diagnóstico. Essa técnica muito útil,

oferece um interessante setor de pesquisa. O examinador aprecia as variações do pulso

radial do doente, logo após uma estimulação. A Auriculomedicina é muito utilizada na


Europa.

Pesquisas avançadas em Auriculoterapia pelo Dr.Nogier


A Escola Francesa está associada ao desenvolvimento dos folhetos embrionários na

formação do ser humano.

Os folhetos embrionários dão origem aos diferentes tecidos, órgãos, sistemas,

aparelhos do corpo humano.

Através de estudos e pesquisas, Paul Nogier associou o endoderma, o mesoderma e o

ectoderma a diferentes partes da orelha externa.

1) Regiões embriológicas da Orelha identificadas por Paul Nogier

Dr. Paul Nogier notou que a orelha é uma de muitas estruturas anatômicas que é
composta de tecido de cada um dos 3 primeiros tipos de tecido do desenvolvimento
embrionário. Ele teorizou que cada tipo do tecido embrionário da orelha tem diferentes
funções somatotópicas relacionadas com a área auricular. (vide figuras no capítulo III)

a . Tecido mesodérmico (tecido mediano) é encontrado na antihélice, na fossa


escafóide e na fossa triangular. Essas áreas representam desordens
musculoesqueléticas, dor muscular, inervações somestésicas e tônus simpático.

b. Tecido endodérmico ( tecido profundo) é encontrado na Concha. Essa área


representa desordens viscerais, dores profundas, inervação vagal e tônus
parassimpático.
c. Tecido ectodérmico ( tecido superficial) é encontrado no lóbulo da orelha e

na hélice. Essas áreas representam desordens de pele, desordens neurológicas e


disfunções endócrinas.

2) Relação das Regiões Embriológicas aos Nervos Periféricos


Há tres nervos principais que inervam a orelha humana. Dr. Nogier e Dr. Bourdiol

notaram que áreas específicas inervadas por cada nervo tem uma função somatotópica
similar na orelha como parte do corpo que ela inerva.
confirmar em livros de anatomia
a- Nervo Trigêmeo Somático : inerva o Anti hélice, a região mesodérmica da
orelha.

b- Nervo Vago Autonômico: inerva a Concha, a região endodérmica da orelha.

c- Nervo do Plexo Cervical: inerva o lóbulo da orelha, a região ectodérmica da


orelha.

3) Frequências características de cada região embriológica. A frequência


característica aumenta no local da estimulação e ascende das áreas internas do corpo
para as áreas músculo-esqueléticas, para os nervos periféricos, para áreas cerebrais
mais altas. Utiliza-se o aparelho Girlase (laser) para o estímulo.
Área Auricular Frequência Função

Toda orelha 1 Hz Frequência Universal

Subtragus 2,5 Hz Balanço corporal


Concha 5 Hz Orgãos Internos
Antihélice 10 Hz Corpo musculoesquelético
Antitragus 10 Hz Cabeça musculoesquelética

Fossa Escafóide 10 Hz Braços/ Mãos musculoesquelético


Fossa Triangular 10 Hz Pernas/Pés musculoesquelético
Tragus 20 Hz Corpo caloso
Calda da hélice 40 Hz Corda espinhal
Lóbulo lateral 80 Hz Tronco cerebral
Lóbulo Central e Medial160 Hz Córtex cerebral
Parte VIII
PONTOS MESTRES
Os pontos mestres não tem uma ação particular sobre um órgão. São pequenas zonas
pontuais. São os pontos de comando de uma zona ou de uma parte do pavilhão

auricular. Eles podem agir sobre sintomas gerais ou sobre certas funções. Sua
utilização duplica o efeito em relação a se colocássemos somente o ponto específico do
órgão. Sua importância é tal que foram reagrupados em nove pranchas.
Os principais pontos mestres:

O ponto zero é situado em uma depressão da cartilagem, entre a raiz do hélix e o ramo

ascendente. É o ponto mestre da concha, do parassimpático, do pneumogástrico (X).


Dizemos que ele representa a cicatriz umbilical. Considerado como o ponto principal
para se conhecer e utilizar, ele é também o ponto de referência elétrica. É o ponto de se
colocar no fim da sessão, para se harmonizar tudo.
O ponto zero prime (também conhecido no Brasil como ponto O’), é situado no

meio do sulco prétragal. É o ponto mestre do tragus, das ligações entre as duas orelhas.

Permite fixar uma lateralidade instável. Ele tem sobretudo uma ação anti estresse

essencial.

A zona do nervo Trigêmeo (V1, V2, V3): é linear e situada na borda póstero-inferior

do lóbulo. Permite se agir sobre as patologias nas quais esse nervo é implicado
(nevralgias, acne do rosto).
O ponto do plexo cervical superficial (PCS): é útil nos tratamentos das cervicalgias,

da neuralgia do nervo occiptal maior ou neuralgia de Arnold. Também é eficaz nos

zumbidos.

Pontos mestres muito importantes:


O ponto “shenmen”: é o ponto mestre da zona. Descrito pelos Chineses, ele tem um

duplo efeito: efeito analgésico essencial e uma ação mental equilibrante.

O ponto mestre sensorial: é o ponto mestre do lóbulo situado no seu centro. Tem uma
ação equilibrante dos diversos sentidos ( visão, gustação, olfato) e uma ação de
coordenação das aferências sensitivas.
O ponto maravilhoso: é um ponto que tem uma ação reguladora do estresse (ACTH).

Pode ajudar à normalizar certas hipertensões arteriais de estresse. Situado na

extremidade da raiz do hélix.

O ponto dito de “decussação”: situado sobre o fim do hélix, no eixo da raiz do hélix
passando pelas vértebras C2 e C3. Foi inicialmente denominado “ponto mestre

medular”.
Pontos mestres importantes:

O ponto da alergia: está situado sobre o hélix, no ápice da orelha. Tem uma ação sobre

todas as manifestaçoes alérgicas. Adiante desse ponto, há o ponto “ômega 2” dito


também ponto mestre da mesoderme.
O ponto da reatividade, descrito por Bourdiol: situado perto da região antero-

superior da orelha.

O ponto mestre do tálamo: bem no meio do antitragus. Parece ter um papel na


coordenação das aferências nociceptivas. Foi primeiramente chamado ponto mestre
cerebral.
O ponto de Bosch: situado adiante da fixação superior do tragus, na borda inferior do

ramo ascendente do hélix. É o ponto do clítoris ou do pênis.

Pontos mestres:
O ponto mestre de eliminação: está situado sob o hélix, no ápice da orelha. Ajuda na

eliminação aquosa.

O ponto mestre dos órgãos abdominais: bem no centro da concha superior. Também
denominado “ ponto ômega’ ”. Tem uma ação equilibrante sobre as vísceras
abdominais.
O ponto maxilo-dental: é o ponto da ATM ( articulação têmporo-mandibular), que

permite um alívio.

O ponto ômega: situado na parte ântero-inferior do lóbulo. Tem uma ação sobre as
estruturas cerebrais perturbadas. É o ponto mestre da ectoderme.
Outros pontos mestres:

O ponto mestre de Darwin: situado na entalhadura cartilaginosa do tubérculo de

Darwin. É útil nos problemas de atenção e nos problemas dolorosos dos membros.
O ponto mestre da audição: situado no meio da borda posterior do tragus. Faz parte

dos pontos utilizados para aliviar o zumbido.

O ponto mestre da pele: situado sob o tragus, à poucos milímetros da borda do tragus.
Útil nos tratamentos das doenças da pele ( acne, eczemas).
O ponto mestre das articulações: situado no ponto da articulação occipto-atloidiana.

Ponto interessante para se utilizar nos traumatismos importantes, sobretudo craniano e

raquidiano.

Pontos mestres da face:


O ponto do olho: no meio e na parte inferior do lóbulo, onde normalmente os brincos

são colocados.

O ponto da garganta: na elevação do conduto auditivo. Utilizado para a inflamação


das amígdalas e os problemas da voz (pregas vocais).
O ponto olfativo: na frente do lóbulo, perto da face. Utilizado na coriza espasmódica e

nos problemas olfativos.

A linha dos sons: no sulco sob o antitragus. Utiliza-se essa zona nos zumbidos, ou
mesmo na vertente emocional ligada aos sons (os sons agudos são para a frente e os
sons graves são para trás).
Os pontos ligados à adaptação ao stress
São eficazes no tratamento de múltiplas afecções ligadas ao stress emocional.
Os pontos ligados ao ACTH:
São três: um na frente do tubérculo de Darwin, um atrás do lóbulo e o último na parte
inferior da borda posterior do tragus. Existe também três pontos gerais, de síntese: o
ponto zero prime ou O’ (hipotálamo), o ponto maravilhoso (ACTH), o ponto mestre
sensorial (Cortisol).
Os pontos ligados ao sistema epifisário:
São sobretudo indicados nos casos de patologias graves, fixações, orgânicas.
O ponto epífise1:
Situado fora do pavilhão da orelha, na parte inferior do tragus. Tem um tropismo sob o
sistema nervoso.
O ponto epífise 2:
Situado na parte superior do tragus, abaixo do ponto de Bosch. Tem um tropismo sob os
órgãos derivados da mesoderme.
O ponto epífise 3:
Situado na concha superior, perto do muro da concha. Tem um tropismo sob os órgãos
derivados da endoderme.
O ponto geral da epífise:
Situado no parte posterior do tragus, no mesmo nível do ponto zero prime (O’).
Trataremos este ponto com prudência (frequências, Laser ou imã) para evitar as
reações imtempestivas nos doentes hipereativos.
Os pontos psíquicos
Eles correspondem às situações mentais bem definidas.
O ponto da agressividade:
Situado na parte antero-superior do lóbulo, é particularmente útil nas situações de
tensão emocional (atuais, passadas ou previsíveis) com agressividade. Portanto,
Sempre lembrar de coloca-lo no tratamento do tabagismo.
O ponto da angústia:
Situado na raiz do hélix, entre o ponto zero e o duodeno.Corresponde ao plexo solar.
O ponto do medo:
Situado na extremidade anterior do lóbulo. É o ponto do nervosismo, do medo por
antecipação.
O ponto do luto:
É o ponto ACTH do lóbulo. Ele é indicado nas situações de ruptura ( morte, divórcio,
demissão).
Figuras abaixo Dr. Raphael Nogier:
Os 30 pontos mestres franceses de Nogier:

01 – olho
ponto do psiquismo (fobias), angustia, ansiedade, aprendizagem, balanço
do carro, captor postural, ciático, claustrofobia, depressão, digestivo,
fobias, hidrofobia, medos, oculares, pânico, postura, psiquismo (fobias),
sonhos, sono, tiques, toc (transtorno obcessivo compulsivo), tônus,
problemas vertebrais de origem ocular, vertigem de montanha.
02 - olfativo
afetividade (pelo odor inalado), alergia, asma, emoções, fígado, obstrução
nasal, olfativas memórias (distúrbios psicossomáticos), vias respiratórias,
rinite, sensibilidade, sinusite, tabagismo.

03 – maxilar dentário
ATM (DTM), bexiga, briquismo (apertamento), bruxismo, bursite
(ombro), cabeça dores, problemas na coluna, dentes, foco dentário,
extremidades, gengiva, joelhos (dores articulares), libido, mastigação,
maxilares, membros superiores, nevralgia, odontalgia, postura, raiva.

04- pulmão
angústia, ansiedade, depressão, expectoração, tosse, medo, mucosa,
controle nervoso, sistema nervoso, pele, aparelho respiratório, tristeza

05 – auditivo
afetividade, memória auditiva memória, disturbios auditivos, depressão
auditiva, sensação de “serra do mar” no ouvido, metabolismo celular,
tinidos, zumbidos

06 - estômago
vísceras abdominais, angustia, ansiedade, apetite (emoções), dependência
(compulsão), distúrbios digestivos, emoção, estômago, eructação, fome,
diminuição da sensação de fome antes das refeições, gastrite, indecisão,
metabolismo visceral, refluxo, pensamentos bloqueados, psiquismo,
úlceras.

07 – garganta
afetividade, afonia, dinamismo, ejaculação precoce, energia, equilíbrio da
sexualidade, fadiga, frigidez, distúrbios da garganta, psicossomático,
impotência sexual, infecção, obsessão, orgãos genitais, rouquidão,
tabagismo, tosse.

08- gônadas
afetividade, atividade das gônadas, perturbações das gônadas, azoospermia
(melhora a motilidade), clitóris, dinamismo (fadiga), ejaculação precoce,
problemas de ereção por fundo psíquico, glande, libido, orgãos genitais,
ovários, testículos (varicocele), testosterona, tônus.

09 – pâncreas (orelha esquerda)


afetividade, diabetes, equilíbrio, falta de atenção, função digestiva, sistema
imunológico, obsessão, pancreatite, tônus, tosse seca frequente.

10- coração
Equilíbrio (porém tomar cuidado para não encobrir. Verificar se paciente
foi ao cardiologista antes).

11- vesicular biliar (orelha direita)


alergias alimentares, boca amarga, cansaço, perturbações do caráter,
constipação intestinal, fadiga crônica, fadiga matinal (emocional), fadiga
vespertina, fígado, estado psíquico, vesícula.

12 – retal
bexiga, cóccix, conflitos infantis, garganta, hemorróidas, intestino,
orofaringe, psiquismo

13 – ciático
ciático, lombar, distúrbios oculares.

14- joelho
artroses, atitudes, ATM, audição, autoestima, distúrbios do crescimento,
dificuldades em tomar decisões, entorses, flexibilizar situações, processos
inflamatórios, joelhos (algias e motricidade), libido, problemas nos
ligamentos.
15- rim
Esse ponto, se estimulado, quando o paciente tem pedra nos rins, pode
fazer com que a pedra seja expulsa. O problema é que se a pedra for
grande, causará muita dor e portanto não é desaconselhado, somente em
casos de “areia” é que se pode colocar como forma de eliminação.

16- trigêmeo -
acnes faciais, afetividade, agressividade, distúrbios da ATM, circulação,
distúrbios do comportamento, desejos imperativos sexuais – droga –
álcool, paralisia facial periférica, fadiga, distúrbios hormonais (nas
mulheres), impulsividade, relaxamento mental e muscular, sistema
nervoso, odontalgia, trigêmeo, nervo, dores.

17 – agressividade
agressividade e também o contrário, ou seja, falta de força muscular e/ou
moral, bruxismo, ciúme, cólera, comportamento, fadiga, frigidez, gagueira,
impotência, sensibilidade às infecções, irritabilidade, distúrbio mandibular,
nervosismo, problemas nos órgãos genitais externos e internos, psiquismo,
tiques, tônus.

18 – ponto zero prime ou 0' – corpo caloso


audição, corpo caloso, fotopercepção cutânea, desequilíbrio energético,
genitália externa, impotência, incontinência, distúrbios da lateralidade,
memória, distúrbios do sono, tônus muscular, problemas de “força de
vontade”.

19 – pele
acne, distúrbios alérgicos (fundo emocional), agitação, angústia, queda de
cabelo, comportamento, problemas no couro cabeludo, problemas de pele,
vias respiratórias.

20 – ombro
DTM, motricidade, problemas crônicos nos ombros, ombros caídos,
acúmulo de responsabilidade, sensibilidade.

21 – Ponto Zero
analgesia, compulsividade alimentar, fome, harmonização e equilíbrio dos
pontos, mudez auricular, obesidade, sensibilidade do corpo, ação geral,
sensibilidade do pavilhão (exceto o trago).

22- membros inferiores


distúrbios motores, distúrbios sensitivos.

23 – membros superiores
parte sensitiva

24 – alergia
afetividade, alergias alimentares, alergias epidérmicas, alergias
respiratórias, hipertensão arterial, imunologia, metabolismo celular
25 – darwin
área de imunidade , dores dos membros, sensibilidade.

26 – síntese
metabolismo celular, ação geral, audição, comportamento, motricidade,
distúrbios psíquicos, reações psíquicas, distúrbios sensitivos.

27 – tálamo
centro das dores e emoções, caráter, complexos psíquicos (psiquismo
infantil), dores centrais, emoções, psiquismo, tálamo.

28 – occipital
equilíbrio, memória, sensibilidade motora, distúrbios da sensitividade.

29 – genital
distúrbios sexuais da mulher, frigidez, impotência sexual, incontinência
urinária, libido, menopausa, olhos, órgãos genitais externos, ph vaginal,
tônus genital.

30 – medular – sono
imunidade, medula, sistema nervoso periférico, parassimpático, simpático,
distúrbios do sono.

Figuras abaixo: Dr Raphael Nogier


Principais Pontos Chineses:
Lóbulo
1. Ponto maxilar superior: encontra-se no centro da zona 3 do lóbulo. Função: ponto
empregado no tratamento das odontalgias, que podem incluir as periodontites,
pulpites, etc. Além disso, tratam a artrite, a subluxação da articulação
temporomandibular, neuralgias do trigêmeo, etc.
2. Ponto maxilar inferior: encontra-se no centro da linha superior da zona 3 do lóbulo.
Função: ponto com propriedades terapêuticas iguais ao anterior. Este ponto cobre
uma área maior no lóbulo auricular, o qual permite observar, nesta região, uma área
dental maior, refletida.
3. Ponto olho: encontra-se no centro do lóbulo da orelha. Função – empregado no
tratamento de todas as afecções oftalmológicas como a conjutivite aguda, ametropia,
glaucoma, blefarite, ceratite, etc. Também alivia a ansiedade.
4. Ponto ouvido interno: encontra-se na parte superior e lateral do lóbulo. Função –
empregado no tratamento das afecções correspondentes a esta região do ouvido, as
quais compreendem a hipoacusia, zumbidos, a otite, os estados vertiginosos
causados por alteração vestibulococlear.
6. Mestre cerebral - Função: utilizado no tratamento dos estados de neurastenia e os
transtornos do sono tais como: sono leve de curto tempo de duração e que uma vez
alcançado, o paciente desperta com facilidade, não conseguindo voltar ao mesmo,
pesadelos e sonhos excessivos.

Anti-trago

1. Ponto hipófise: encontra-se no bordo superior do antitrago, próximo à fossa superior


do antitrago. Tratamento das afecções ginecológicas causadas por transtornos do
sistema endócrino, tais como: a amenorréia, menstruações irregulares e impotência;
tratamento das afecções causadas pelos transtornos da hipófise, tais como: nanismo,
adenomas de hipófise; tratamento das enfermidades hemorrágicas, tais como melena,
metrorragia, hemorragia uterina funcional, etc.
2. Área de neurastenia: esta área se encontra no bordo externo do antitrago, por tras dos
pontos occipital e vértex. Função – esta zona é utilizada no tratamento da
neurastenia, dificuldade para conciliar o sono, como requisito na obtenção de uma
maior resposta ao tratamento, este ponto se reforça anterior e posteriormente.
3. Área do subcórtex: encontra-se no lado interno do antitrago, na metade da distância
de uma linha que une os pontos tálamo e ovário. Está dividido em 3 áreas: nervosa,
cardiovascular e digestiva. Função – regular a função do córtex cerebral.
A área nervosa do subcórtex regula a atividade do córtex cerebral mantendo o
equilíbrio da excitação, depressão da mesma, o que permite tratar enfermidades
como a neurastenia, transtorno do sistema neurovegetativo, neuroses e esquizofrenia.
Através da área digestiva do subcórtex podem se tratar todas as afecções do sistema
digestivo, tais como dispepsia, gastrite, úlceras gástricas e duodenais, vômitos,
náuseas, distensão abdominal, diarréias, constipação, enfermidades do fígado e da
vesícula.
Com a área cardiovascular do subcórtex podem ser tratadas enfermidades do sistema
cardiovascular, tais como hipertensão, flebitis, cardiopatias, arritmias, etc.
Incisura intertrágica
1. Ponto endócrino: encontra-se na parte mais baixa da incisura intertrágica, a 0,5mm
para dentro. Utilizado para regular as funções do sistema endócrino, por tanto, trata
as afecções causadas por transtornos do mesmo, tais como disfunção da glândula
tireóide, diabetes mellitus; no tratamento das enfermidades do colágeno (artrite
reumatóide, lupus eritematoso, esclerodermia), além disso, inclui propriedades
imunológicas e antiinflamatórias, motivo pelo qual também se emprega no tratamento
das enfermidades alérgicas e infecciosas como inflamação pélvica ou de outra
índole em nosso organismo; para garantir e controlar uma adequada função digestiva
(absorção-digestão) seu tratamento está dirigido para dispepsias, gastritis atróficas,
etc.; drena a umidade e elimina os líquidos, por isto, emprega-se no tratamento dos
edemas de origem endócrina ou vascular, eczemas e na obesidade.
Trago
1. Ponto supra-renal: encontra-se sobre a metade inferior do lado externo do trago, por
baixo da proeminência central deste. Função – tonificar e ativar as funções das
glándulas supra-renais; tem propriedades antialérgica, antiinfecciosa,
antiinflamatória; para descer a temperatura, causa pela qual emprega-se nas
enfermidades febris; também controla o tônus vasomotor do sistema vascular, motivo
pelo qual está contra-indicado para pacientes com HAS, já que seu emprego pode
elevar a tensão arterial, por esta função de vasoconstrição, utiliza-se no tratamento
das metrorragias, hemorragia uterina disfuncional, melenas epistaxes, etc. Elimina os
estados de rigidez das fibras musculares lisas bronquiais, fato pelo qual se emprega
na asma brônquica, bronquite aguda e qualquer episódio bronquial causado por
rigidez bronquial.
2. Ponto nariz externo: encontra-se sobre a face externa do trago, formando um
triângulo com os pontos supra-renal e ápice do trago. Função – ponto empregado nas
afecções da área do nariz, como as inflamações da área, máculas, acne juvenil,
sinusite e rinite.
3. Ponto fome: encontra-se na metade da distância da linha que conecta o ponto nariz
externo ao ponto supra renal. Função – ponto empregado para regular o apetite, por
isto, é utilizado no tratamento da obesidade. A função desse ponto é regular somente
e não de suprimir uma sensação fisiológica.
4. Ponto sede: encontra-se na metade da distância da linha que une os pontos nariz
externo e ápice do trago. Função – ponto que regula o mecanismo da sede, por isto, é
utilizado no tratamento do diabetes mellitus, na enurese noturna etc. A função desse
ponto é regular somente e não de suprimir uma sensação fisiológica.
Anti-hélix

1. Região cervical: esta zona abrange o primeiro quinto da parte inferior da anti-hélix.
Função – ponto empregado no tratamento das afecções da região cervical de
qualquer etiologia, que inclui as inflamações fibróticas da musculatura da região
cervical, torcicolo, etc.
2. Região torácica: esta região abrange o 2º e o 3º quinto do anti-hélix, de baixo para
cima consecutivamente. Função – similar ao ponto anterior, utiliza-se no tratamento
das afecções da região dorsal, hiperplasia óssea, algias dorsais de etiologia
traumática ou por subluxações.
3. Região lombar: encontra-se sobre o anti-hélix, entre a região sacra e dorsal. Função
– ponto utilizado no tratamento das afecções da coluna lombar, hiperplasia óssea
lombar e as lombalgias de qualquer etiologia.
4. Região sacra: encontra-se na parte superior do anti-hélix justo antes que se separem
a cruz superior e inferior do anti-hélix. Função – ponto empregado no tratamento das
afecções que se apresentam a este nível, sacrolombalgias, disfunções sacrilíacas,
etc.
5. Ponto cóccix: no ponto de união da cruz superior e inferior do anti-hélix. Função –
ponto utilizado no tratamento da coccogodinia.
6.Ponto Calor: eleva a temperatura da pele, beneficia a circulação sanguínea periférica.
Localização: vértice externo da fossa triangular, no anti-hélix. Indicação: regula o calor
no caso de hipertermia ou hipotemia, fogacho.
5. Ponto Abdome: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: região interna do bordo do anti-hélix, na altura lombo-sacral.
Indicação: gastrite, constipação, diarréia, cólica intestinal, dismenorréia,,
flacidez abdominal, ascite, tumor local, herpes-zoster, apendicite,hérnias
abdominais, náuseas, vômitos, úlcera gástrica, obesidade, cólica intestinal,
distensão abdominal, flatulência.
6. Ponto Hipocôndrio: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: entre os pontos Tórax e Abdome. Indicação: hepatite, algia local,
hepatomegalia.
7. Ponto Tórax: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: nível da região torácica do anti-hélix, na mesma altura do vértice
da incisura supratrágica. Indicação: disfunções torácicas, pleurite, hérpes-zoster,
pneumonia, tuberculose pulmonar, enfisema.
8. Ponto Tronco Cerebral: este ponto acalma,tem efeito sedativo e exerce
influência na mente. Localização: borda superior da fossa do intertrago.
Indicação: convulsão, neurose, esquizofrenia, meningite, epilepsia, pânico.
9. Ponto Tireóide: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: entre os pontos Pescoço e Tronco Cerebral. Indicação:
hipotireoidismo, hipertireoidismo, tumor de tireoide, edema de glote, obesidade,
anorexia.
11. Ponto Pescoço: atua na zona correspondente, equilibrando as energias. Localização:
região cervical do anti-hélix, noo bordo anterior. Indicação: torcicolo, parestesia dos
membros superiores, cervico-ombralgia, hipertireoidismo, hipotireoidismo, cefaléia
tensional, edema de glote, espondiloartrose cervical, cervicalgia.

Cruz inferior do hélix


1. Ponto do nervo ciático: encontra-se sobre o terço central da cruz inferior do anti-
hélix. Função- comunicar os canais e desobstruir os colaterais, o que favorece sua
função sedante e analgésica. É um ponto específico no tratamento da ciatalgia.
Quando se realiza este tratamento deve-se colocar o ponto pela parte anterior e
posterior do pavilhão auricular, ficando ambos em oposição direta. Através do
tratamento, pede-se ao paciente que caminhe, observando em seguida, um resultado
notável.
2. Ponto do nervo simpático: encontra-se sobre o terço interno da cruz inferior do anti-
hélix onde esta se insere no lado interno do hélix. Função – regula a função do
sistema neurovegetativo, motivo pelo qual, se usa para tratar todos os transtornos do
mesmo; relaxa os espasmos da musculatura lisa, por isso, pode acalmar as dores dos
órgãos internos, é um ponto importante para tratar dores produzidas por espasmos
gastrointestinais, cálculos renais e das vias urinárias, colecistolitiases, gastritis,
ulceras gástricas e duodenais, asma, etc. Este ponto não deve ser usado na distensão
abdominal; função vasodilatadora, razão pela qual, se usa para tratar a hipertensão,
etc. Regula as secreções internas, por isso, se usa para tratar a hiperhidrose, a
enurese infantil, a dermatite seborréica, a alopécia, para deter a acidez e a
hiperacidez gástrica.
3. Ponto Glúteo: tua na zona correspondente, equilibrando as energias. Localização:
sobre o primeiro terço da cruz inferior do anti-hélix. Indicação: lombociatalgia, algias
da região glútea e sacral.

Cruz superior do hélix


1. Ponto artelhos: encontra-se sobre o bordo externo da cruz superior do anti-hélix, na
parte onde se insere no bordo interno no hélix. Função – utilizado no tratamento das
entorses da articulação dos artelhos, traumas, debilidade vascular das extremidades,
intumescimento, aversão ao frio e nas micoses.
2. Ponto do calcâneo: encontra-se sobre o bordo interno da cruz superior do anti-hélix,
na parte onde se insere no bordo interno do hélix. Função – ponto utilizado para
tratar esporões do calcâneo.
3. Ponto do tornozelo: encontra-se traçando uma linha entre o ponto calcâneo e
articulação do joelho, na metade da distância desta linha. Função – ponto utilizado
no tratamento das mudanças patológicas desta articulação, que compreende entorse
do tornozelo, inflamação da articulação, etc.
4. Ponto da articulação do joelho: encontra-se exatamente no centro da cruz superior do
anti-hélix. Função – trata as afecções desta articulação, por exemplo, artritis da
articulação de diversas etiologias, entorses, traumas e dores em geral.
5. Ponto da articulação do quadril: encontra-se no ponto central da área onde começa a
cruz superior do anti-hélix. Função – emprega-se no tratamento das afecções da
articulação do quadril, dores lombares e do quadril, assim como nas ciatalgias.
6. Ponto Sola: atua na zona correspondente, equilibrando as energias. Localização:
entre os pontos Calcâneo e Artelhos. Indicação: fascite plantar, dores plantares,
queda do arco plantar, esporão do calcâneo.
7. Ponto Gastrocnêmios: atua na zona correspondente, equilibrando as energias, e
libera os espasmos. Localização: na metade da distância entre os pontos
Artelhos e Joelho Externo. Indicação: afecções dos músculos gastrocnêmios,
espasmos, cãibras, fibroses, inflamação e dores reflexas causadas por uma
ciatalgia.
8. Ponto Músculos Quadríceps: atua na zona correspondente, equilibrando as
energias. Localização: equidistante aos pontos Articulação do Quadril e
Articulação do Joelho. Indicação: algia da coxa, alterações funcionais ou
patológicas dos músculos da coxa, ciatalgia.
9. Ponto Prega Poplítea: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: equidistante aos pontos Articulação do Quadril e Shen Men.
Indicação: entorse, algia poplítea, ciatalgia, artrite da articulação.
10. Ponto Joelho Externo: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: na região em que se inicia a cruz superior do anti-hélix, próximo `a fossa
escafeoide. Indicação: algia local, entorse, artrose e artrite da articulação,
condromalácea patelar (joelho de corredor).

Concha superior
1. Ponto rim: localiza-se na pequena cavidade que se forma por baixo da cruz inferior
do anti-hélix, ao mesmo nível do ponto pelve. Função – ponto importante para a
manutenção e conservação do estado de saúde, já que este órgão Zang, é considerado
a base e sustentáculo da atividade vital do homem. Seu emprego fica dirigido aos
estados de astenia e debilidade geral no curso das enfermedades crônicas, o que nos
permite tratar afecções como nefrite, debilidade e dor da região lombar e dos
joelhos, dor do calcâneo, dispepsias, impotência, espermatorréia e irregularidades
menstruais, etc. Controla os ossos. Afecções do sistema nervoso e osteoarticulares,
isto inclui afecções como a neurastenia, transtornos neurovegetativos, artralgias
(cervicalgia, lombalgia), além disso, utiliza-se nos transtornos intelectuais
(coeficiente de inteligência baixo, perda de memória).
O ouvido é a abertura do rim na M.T.C., por isto é utilizado no tratamento do
zumbido e hipoacusia. Controla o metabolismo dos líquidos, comunica e regula as
vias dos líquidos corporais, esta propriedade funcional do ponto nos é útil no
tratamento da anúria e do edema. É contra-indicado para cálculo renal.
2. Ponto da bexiga: localiza-se traçando uma linha desde o ponto próstata até o ponto
rim, no primeiro terço da mesma, ao nível do ponto constipação. Trata as seguintes
enfermidades: polaciúria, disúria, retenção urinária, glomerulonefrite, etc. Armazena
a urina, por isto, é empregado no tratamento da enurese, incontinência urinária, etc.
Este canal possui uma ampla relação com muitas regiões de nosso corpo, dada
extensão de seu trajeto. Por esta razão, é empregado no tratamento da cefaléia
occipital, das lombalgias, das ciatalgias, da neurastenia, da insônia, etc
3. Ponto Fígado: localiza-se no bordo póstero-inferior da concha superior. É utilizado
no tratamento da hepatite crônica, nas sequelas da hepatite, nas afecções das vias
biliares, na gastrite crônica e na distensão abdominal. Controla a drenagem e
dispersão. O canal do fígado percorre o aparelho genital, alcança o hipogástrico e se
estende até a região das axilas, seu canal distinto ascende até o vertex, por este
trajeto se emprega no tratamento das afecções gineco/obstétricas, do aparelho
urogenital, na enurese e nas cefaléias do vértex. Os olhos são a abertura do fígado e
este é nutrido pelo rim, por isto é importante no tratamento das enfermidades dos
olhos e ativa a circulação do sangue e tonifica a energia.
4. Ponto vesícula biliar: localiza-se entre o fígado e o rim, no bordo externo da concha
superior. Favorece a função do fígado, drena a bílis da vesícula, intervém na
regulação da energia, acalma a dor, , é empregado no tratamento de enfermidades
das vias biliares, sabor amargo na boca, distensão e plenitude intercostal, herpes
zoster, etc. Devido ao trajeto do canal da V.B. através do ouvido, com este ponto se
podem tratar as afecções como o zumbido, surdez, enxaqueca, rigidez da nuca, etc.
5. Ponto estômago: encontra-se no ponto onde desaparece a raiz do hélix. Útil no
tratamento da gastrite, úlceras gástricas, espasmos estomacais e transtornos
gastrointestinais, náuseas, vômitos, soluço, regurgitações ácidas, eructações, etc. O
canal entra nos dentes, ascende a través da fronte até alcançar a linha anterior do
nascimento do cabelo, por tanto também: odontalgias, cefaléia frontal, afecções do
S.N. como histeria e depressão.
6. Ponto intestino delgado: encontra-se no bordo superior da raiz do hélix, ao nível do
ponto esôfago. Intervém no processo de absorção, transformação dos alimentos e
nutrientes, provenientes do estômago. Além disso, mobiliza as fezes e detém as
deposições diarréicas. Trata as dispepsias, as diarréias, constipação, distensão
abdominal e transtornos gastrintestinais, etc.
7. Ponto do intestino grosso: encontra-se no bordo superior da raiz do hélix, ao mesmo
nível do ponto boca. Se emprega na enterite, transtornos intestinais, constipação,
distensao abdominal, etc.
8. Ponto Centro da Concha Cimba: também denominado ponto da Área
Periumbilical. Essa definição faz analogia `a região abdominal: o
abdome se localiza no centro, e os órgãos e vísceras abdominais, em sua
região adjacente, assim como se encontram dispostos os pontos
auriculares relacionados aos órgãos e vísceras abdominais dentro da
concha cimba. Localização: centro da concha cimba. Indicação: dores em
geral, analgesia superficial ou profunda (anestesia).
9. Ureter: atua na sua zona correspondente, equilibrando a circulação de Qi
e sangue local. Localização: entre os pontos bexiga e rim, abaixo da cruz
inferior do anti-hélix. Indicação: cálculo renal ou no ureter, distúrbios do
trato urinário.
10. Ponto Próstata: tem atuação sobre a a zona correspondente,
equilibrando a circulação de energia. Localização: ângulo superior e
anterior da concha cimba, na cavidade abaixo da cruz inferior do anti-
hélix. Indicação: prostatite, hiperplasia de próstata, infecção urinária,
espermatorréia, ejaculação precoce, impotência.
11. Ponto Cárdia: tem atuação na sua zona correspondente,
favorecendo a circulação de energia local e beneficiando sua função.
Localização: entre os pontos Esôfago e Estômago, abaixo da raiz do
hélix, na concha cava. Indicação: hérnia de hiato, espasmo esofágico,
distúrbios gastroesofágicos, náuseas, vômitos, sensação de plenitude
torácica, refluxo ácido, regurgitação.
12. Ponto Apêndice: atua sobre a sua zona correspondente,
equilibrando as energias. Exerce influência sobre o sistema imunológico
e sobre o fluxo de energia para os membros inferiores. Localização: entre
os pontos Intestino Delgado e Intestino Grosso, na concha cimba, acima
da raiz do hélix. Indicação: apendicite, paresia dos membros inferiores,
fortalecedor do sistema imunológico, inflamações.
15. Ponto Duodeno: atua na região correspondente ao ponto, equilibrando as energias.
Localização: entre os pontos Estômago e Intestino Delgado, numa linha imaginária
circundando a parte final da raiz do hélix, na concha cimba, acima da raiz do hélix, no
mesmo nível do ponto Cárdia. Indicação: constipação, diarréia, úlcera duodenal,
espasmo da região, duodenite.

Hélix
1. Ponto órgãos genitais externos: encontra-se sobre o hélix, no nível do ponto
simpático. Empregado no tratamento das afecções dos órgãos genitais externos,
como uretritas, prurito genital, impotência, etc.
2. Ponto do Nervo occipital menor: encontra-se no tubérculo auricular, mas por seu
bordo interno. Efeito sedante e analgésico, usado para tratar cefaléia occipital,
neuralgia do Nervo occipital menor e dor do pavilhão auricular. Trata os espasmos
dos vasos sanguíneos, sendo usado nas sequelas de AVC, na arteriosclerose
cerebral, na sensação de parestesia e na cervicalgia.
Fossa escafoide
1. Ponto falanges: localiza-se no extremo superior da fossa escafoides. Empregado no
tratamento de todas as afecções das falanges, que incluem entorses, luxações,
síndrome de Raynaud, hiperhidrose, dermatite, parestesias dos dedos devido a
transtornos radiculares da cervical.
2. Ponto da articulação do punho: localiza-se ao dividir a fossa escafoides em 5 partes
iguais, na união da 1ª parte com a 2ª, de cima para baixo, ao centro da fossa.
Tratamento de todas as afecções do punho, como tenossinovite, síndrome do túnel do
carpo, etc.
3. Ponto cotovelo: localiza-se na terceira das 5 partes em que se dividiu a fossa
escafoides, contando-se de cima para baixo, ao nível do centro da fossa. Trata as
afecções do cotovelo, entorses do cotovelo, epicondilite, traumas, artrite reumatóide,
etc.
4. Ponto articulação do ombro: encontra-se na altura do ponto cervical. Utilizado na
periartrite do ombro e entorse desta região. Os pontos clavícula, ombro e articulação
do ombro são denominados os 3 pontos do ombro e tem uso específico na periartrite
e bursite desta articulação.
Fossa triangular
1. Ponto Shen Men: encontra-se no bordo externo da fossa triangular. Função
analgésica – é usado para tratar cada tipo de enfermidade dolorosa, é um ponto
importante para acalmar a dor; sedante – é usado para acalmar a tosse, a dispnéia, o
prurito, a diarréia, a leucorréia e a vertigem, tem também função hipotensora e
acalma o espírito, é usado, em geral, para tratar as enfermidades do sistema nervoso,
cardiovascular, respiratório e digestivo; antiinflamatório.
2. Ponto genitais internos ou ponto do útero: encontra-se na depressão interna e central
da fossa triangular. Utilizado no tratamento das menstruações irregulares, das
dismenorréias, da amenorréia, das leucorréias, da hemorragia disfuncional uterina,
das endometriosis, das endometritis, da hiperplasia do endométrio e das disfunções
sexuais.
3. Ponto Prega Inguinal: também conhecido como ponto Articulação Coxofemural.
Atua na zona correspondente, equilibrando as energias. Localização: entre os
pontos Pelve e Constipação. Indicação: alterações pélvicas, algias locais.
4. Ponto Hipotensor: ponto diagnóstico e terapêutico para hipertensão arterial.
Localização: extremidade superior e anterior da fossa triangular. Indicação:
hipertensão arterial, cefaléias hipertensivas e tensional, algias na nuca.
5. Ponto Hepatite: atua sobre o fígado e vesícula biliar. Localização: entre os
pontos Shen Men e Hipotensor. Indicação: hepatite, distúrbios da vesícula biliar
e do fígado.
6. Ponto Pelve: atua na zona correspondente, equlibrando as energias. Localização:
vértice interno e posterior da fossa triangular, no ponto de intersecção da cruz
superior inferior do anti-hélix, na sua borda interna. Indicação: inflamações da
pelve, dismenorréia, prostatite, dores do baixo ventre, mioma, endometriose,
infertilidade.
7. Ponto Anexos do Útero: atua na zona correspondente, equilibrando as energias.
Localização: entre os pontos Colo do Útero e Pelve. Indicação: leucorréia,
amenorréia, dismenorréia, metrorragia, menstruação irregular, mioma,
endometriose, infertilidade, ptose uterina.
8. Ponto Colo do Útero: no homem este ponto trata região testicular e prostática.
Atua na zona correspondente, equilibrando as energias. Localização: meio da
porção anterior da fossa triangular. Indicação: inflamação da pelve e útero,
prurido vulvar, cisto ovariano, metrorragia, ejaculação precoce, diminuição de
sêmen, dismenorréia, amenorréia, frigidez, hipertrofia prostática, leucorréia,
endometriose.
9. Ponto Constipação: ponto diagnóstico e terapêutico para constipação, além de ser
indicado para outras doenças do abdome baixo. Localização: sobre a extremidade
inferior e anterior do bordo da fossa triangular. Indicação: constipação, algias
abdominais, flatulência, distensão abdominal, desordens intestinais.

Concha inferior
1. Ponto Coração: encontra-se na depressão situada no centro mesmo da concha
inferior. Atividade funcional ampla, entre as quais se encontram o fortalecimento da
atividade funcional do coração, regular a pressão arterial, pacificar o Coração e com
isto acalmar o espírito. É empregado para tratar afecçoes, tais como: enfermedades
cerebrovasculares, enfermidade de Raynaud, vasculites, has, cardiopatias e
transtornos da conduçao elétrica do Coração. Trata enfermidades do S.N., nas quais
se incluem a neurastenia, transtorno do sono, desordens do sistema neurovegetativo,
neuroses, etc.
2. Ponto pulmão: encontra-se por cima e por baixo do ponto Coração, em ambos os
lados como se envolvesse o mesmo, o ramo inferior do ponto pulmao é o que
coincide com o pulmao do lado da orelha tratada e o ramo que se localiza por cima
do ponto Coração corresponde ao pulmão do lado contrário. Controla a energia,
comanda a respiraçao, é empregado no tratamento de todas as afecçoes do sistema
respiratório tais como: bronquite, asma brônquica, pneumonias, etc. Controla a pele
e os pêlos, estados iniciais de resfriado, rinites, algias musculares, regula uma
adecuada abertura e fechamento dos poros, dermatitis, alopecias e transtornos da
sudaçao. Também: faringites, sinusitis, afonia, perda do sentido do gosto, etc.
3. Ponto do baço: localiza-se no bordo supra-externo da concha cava, na metade da
distância de uma linha traçada desde o ponto estômago até a regiao cervical.
Transtornos do sistema digestivo, diarréias, distensao abdominal, constipaçao,
dispepsias, etc. Afecçoes edematosas como ascites, eczema da pele etc. Mantem o
sangue dentro dos vasos sanguíneos: esta funçao nos permite sua utilizaçao no
tratamento das enfermedades hemorrágicas, metrorragias, hemorragias uterinas de
caráter funcional e outras afecçoes hemorrágicas.
4. Ponto do triplo aquecedor: encontra-se por Baixo do conduto auditivo externo, no
bordo interno do antitrago, na metade da distância entreo bordo inferior do conduto
auditivo e o ponto do subcórtex, na zona onde se UNEM os ramos dos nervos
glossofaríngeo, facial e vago. Regulaçao da energia, acalma a dor, elimina os
líquidos corporais e detém a sede, além disso, desobstrui as articulaçoes,
enfermedades do aparéelo urogenital, do sistema digestivo, distensao abdominal, dor
intercostal, edemas discretos, constipaçao, zumbido, etc.
5. Ponto boca: na parte póstero-superior do conduto auditivo externo, no primeiro terço
que une o conduto auditivo com a regiao onde começa a raiz do hélix. Trata as
afecçoes da cavidade bucal e laringe, laringo-faringite, faringe, úlceras bucais,
glossite, gengivite, gengivorragia e D.T.M. Acalma a tosse, traqueíte aguda e
crônica, restabelece o cansaço, estados de cansaço excessivo onde há perda da força
muscular.
6. Ponto esôfago: imediatamente por Baixo da raiz do hélix ao nível do ponto zero.
Garante o livre deslocamento dos movimentos diafragmáticos, descongestiona a
cavidade torácica, harmoniza o correto funcionamento do esôfago no processo
digestivo, esofagite, opressao torçacica, disfagia, etc.
7. Ponto Brônquios: acalma a tosse. Localização: entre os pontos traquéia e
pulmão superior, e entre os pontos traquéia e pulmão inferior. Indicação:
bronquite, broncopneumonia, enfisema pulmonar, gripe, tosse, asma brônquica.
8. Ponto Traquéia: acalma a tosse, drena a garganta. Localização: vértice das linhas que
ligam os pontos Brônquios e Pulmão superior e Brônquios e Pulmão Inferior.
Indicação: broncopneumonia, traqueíte, afonia, rouquidão.

Raiz do hélix
1. Ponto Diafragma: este ponto tem influência significativa sobre a homeostase
sanguínea, melhorando sua oxigenação e regulando a temperatura. Combate
desarmonias dermatológicas. Localização: raiz do hélix, entre os pontos Reto e
Ouvido Central. Indicação: espasmos diafragmáticos, afecções de pele como
erupções, soluço, tabagismo.

2. Ponto Ouvido Central ou Nervo Vago e ponto Ramo. Ele regula o funcionamento
dos órgãos internos. Localização: na raiz do hélix, entre os pontos Estômago e
Diafragma. Indicação: doenças do sistema digestório como retenção alimentar,
gastrite, distensão abdominal, doenças do sistema cardiovascular como
insuficiência cardíaca, taquicardia.
Cartografia auricular, com pontos chineses e franceses (Dr. Terry
Oleson):
Figuras do Dr. Terry Oleson
Figura Dr. Terry Oleson
Figura Dr. Terry Oleson
Aqui exemplos de como encontrar corretamente os pontos, de acordo com o Dr. Romoli

(Itália):

Tratamento mediante massagem (realizado na MTC)


Na massagem auricular, usam-se manipulações como: pressionar, massagear, sovar,
friccionar, beliscar e pontear. Na auto-massagem do pavilhão auricular utilizam-se as
mãos para realizar distintos tipos de manipulações, levantando, beliscando, etc.
Este método de auto-massagem é muito antigo e difundido na China, sobretudo, por
sua sensibilidade e resultados terapêuticos, alem de ser agradável ao paciente. Com
o mesmo se tratam diferentes tipos de enfermidades como a cefaléia, neurastenia,
hipertensão, etc. , ajudando em cada caso a recuperação do enfermo. Se cada dia, nas
manhãs e nas tardes, realizamos auto-massagem do pavilhão auricular, durante um
tempo prolongado, podemos produzir um estímulo na energia vital, conseguindo
também promover a circulação e a atividade dos canais e colaterais, regular a função
dos Zang Fu, fortalecer o baço, tonificar o rim, vitalizar a mente e ajudar a audição.
Por tudo referido anteriormente, podemos pensar que a auto-massagem é um método
eficaz no tratamento e na profilaxia das enfermidades.
Alguns métodos de massagem no pavilhão auricular:
Massagem de todo o pavilhão
Começamos esfregando as palmas das mãos até que fiquem quentes. Logo realizamos
movimentos de massagem de cima para baixo, com o dedo polegar na face dorsal e o
indicador na ventral, na seguinte ordem: hélice, fossa escafóide, fossa triangular,
anti-hélice, lado interno antitrago, lado interno do trago e lóbulo. Esta manobra se
realiza repetidamente de 5 a 6 vezes ou até o pavilhão ficar quente.
Massagem no Helix da orelha
Este é um método que vem, desde a antiguidade, utilizando-se para a manutenção da
saúde e formando parte de diferentes escolas de Qi Gong. A massagem repetida
sobre o Helix pode tonificar o Qi do rim e evitar a hipoacusia e a surdez, tratando
também os transtornos do sono. Esta manobra de massagem é realizada da seguinte
forma: fechamos a mão em forma de punho (não fortemente mas deixando espaço
entre os dedos), com a polpa do polegar e o bordo externo do dedo indicador,
realizamos massagens sobre o hélix, começando de cima para baixo, várias vezes
seguidas, até que se sinta calor e vasodilatação. Este método pode evitar impotência,
as hemorróidas produzidas por constipação, dor da cintura e pernas, as enfermidades
cervicais, a opressão torácica, a palpitação, as tonturas, as cefaléias, etc. Tem a
função de tonificar a mente, ajudar a audição, clarear a vista, tonificar o rim e
fortalecer a saúde em geral.
Atar e levantar o lóbulo da orelha
Este método também se chama “despregar as duas asas para voar” e se efetua
realizando beliscões, alando e levantando o lóbulo da orelha com ambas mãos,
primeiramente, com força leve, mas aumentando a força pesada aos poucos, durante 3
a 5 minutos. O tratamento pode realizar-se uma vez pela manhã e outra pela tarde.
Esta técnica de massagem pode servir para tratar a cefaléia, o choque, enfermidades
da visão, febre alta nas crianças e é adequado na profilaxia do resfriado comum. Se a
orelha apresentar algum sintoma inflamatório não se deve usar este método.
Parte VIII
PROGRAMAS DE TRATAMENTO

A seguir , serão propostos alguns esquemas de programas de tratamentos que podem ser

realizados com agulhas descartáveis semi-permanentes ou sementes, alguns casos mais

simples, outros mais difíceis. Os pontos e zonas foram propostos em razão de sua

eficácia comprovada. Todos os pontos e zonas apresentados não são obrigatórios de se

tratar em uma mesma sessão. A seleção de pontos se dará pelo controle de pontos

anormais por meio de técnicas de detecção propostas anteriormente: pesquisa do ponto

doloroso à pressão; pesquisa de baixa da resistência pontual; desencadeamento do VAS

(Vascular Autonomic Signal) após iluminação do ponto por luzes ou freqüências.

Essas medidas serão feitas pelo terapeuta em função de sua sensibilidade, segundo sua
experiência, com a ajuda do material que ele dispõe. Os pontos detectados podem ser

controlados de maneira cruzada, por diversos tipos de detecção. Esses conselhos


devem ser compreendidos e analisados individualmente, de acordo com cada paciente e
não como uma receita terapêutica.
É possível também associar à outras terapêuticas, como já citado anteriormente.
Quando diversas terapêuticas são praticadas conjuntamente, a experiência mostra que
elas se potencializam, que geralmente o efeito de uma amplifica o efeito de outra. As
terapêuticas são efetuadas após um diagnóstico. A auriculoacupuntura, sendo uma
terapêutica, será então aplicada em seguida à um diagnóstico. Esses cuidados básicos,
simples de se efetuar, são uma base e não a totalidade do que podemos fazer em

auriculoterapia. Em caso de recaída, deverá ser reavaliado o diagnóstico, as


interferências e as terapêuticas a aplicar. Trata-se de um aperfeiçoamento. Enfim, a

auriculoterapia não pretende poder tratar todas as patologias.


Tratamentos em destros e canhotos

Nos destros, procuraremos os órgãos doentes em prioridade na orelha direita e os

distúrbios psico-emocionais na orelha esquerda.

Orelha direita: pesquisa prioritária (somática); hemicorpo direito; hemiface esquerda;


hemiface direita (crônica).

Orelha esquerda: pesquisa prioritária (psico-emocional); hemicorpo esquerdo;


hemiface direita; hemiface esquerda(crônica).

Um órgão pode ter uma correspondência sobre as duas orelhas. A observação ensina
que um pavilhão auricular tem relações preferenciais com o hemicorpo do mesmo lado
e, em certa medida, com a hemiface oposta (orelha direita-hemicorpo direito-hemiface
esquerda), onde:
patologia do hemicorpo direito no destro: orelha direita;
patologia da hemiface esquerda no destro: orelha direita.

Nos doentes crônicos, observamos frequentemente uma inversão:


patologia crônica do hemicorpo direito no destro: orelha esquerda;
patologia crônica da hemiface esquerda no destro: orelha
esquerda.
Os tratamentos sintomáticos

Nós tratamos o ponto da zona do órgão correspondente à queixa do doente: joelho no

caso de gonalgia, vértebras cervicais no caso de cervicalgias, etc. Essa técnica simples

dá resultados suficientes para casos simples e recentes. Podemos também tratar a zona

de um outro órgão,com correspondência conhecida: a zona da articulaçao tibio-tarsiana

no caso de gonalgia após entorse do quadril, a zona das vértebras toráxicas no caso de

cervicalgia. Os resultados serão mais duráveis.

Os tratamentos etiológicos

Em posturologia, sabemos da importância de um efeito de convergência ocular nas

cervicalgias. Nesse caso, pode ser proposto uma reeducação ortóptica e podemos tratar

como complemento, a orelha na zona dos musculos óculomotores.

No caso de um doente que sofre de problemas funcionais digestivos, ocorridos após

uma cirurgia abdominal, trataremos a orelha na zona de correspondência das cicatrizes,

assim como a própria cicatriz abdominal ( com frequências infravermelhas ou laser ).


Os tratamentos sequenciais

Exceto com uma causa precisa e recente, as dores e outras afecções não são

frequentemente simples, sobretudo após cerca de 1 mês de evolução. É então lógico

procurar uma sequência ordenada, permitindo-se corrigir o conjunto perturbado.

No quadro da dor, procuraremos os diversos locais que podem estar implicados: o

ponto do órgão, o ponto do gânglio simpático, o ponto da medula, o ponto do tálamo, os

pontos do córtex cerebral. No quadro da lombalgia crônica, procuraremos os diversos

pontos na zona lombar, seguindo-se a zona torácico-lombar, seguindo-se as zonas

cervicais e torácicas, afim de tratar os outros lugares do ráquis.


Protocolos de tratamento em Auriculoterapia
Esses são tratamentos sugeridos que somente devem ser tratados os pontos que
estiverem reativos, conforme já explicado anteriormente. É necessário o estudo
constante em Auriculoterapia, pois se trata de equilibrar o paciente.
CIÁTICA

BEXIGA e VESÍCULA BILIAR: para ativar os meridianos e aliviar a dor

RIM: para reforçar os rins e fortalecer a região lombar.

SHENMEN: principal ponto para aliviar a dor.

NERVO CIÁTICO, VERTEBRA LOMBO-SACRA e NÁDEGA: região doente.


LOMBALGIA

RIM: para fortalecer a região lombar

BEXIGA: para ativar os meridianos que passam nessa região


FÍGADO: para nutrir e fortalecer os tendões e músculos.

SHENMEN: principal para tratamento da dor.

CERVICALGIA

VERTEBRA CERVICAL

FÍGADO/RIM: para fortalecer os tendões e ossos

SHENMEN: para aliviar a dor


PONTOS AUXILIARES:

OCCIPITAL: para tonturas

CARDIA: para náuseas e vômitos


TORCICOLO

FÍGADO: nutre os tendões

SHENMEN: ponto principal para aliviar a dor

INTESTINO DELGADO, VESÍCULA BILIAR e BEXIGA: para a ativar os

meridianos que passam na região do pescoço.


GONALGIA

FÍGADO: para nutrir os tendões e ligamentos do joelho

TÁLAMO: ponto para controle da dor

JOELHO: ponto local de dor

RIM: junto do ponto FIGADO nutre e fortalece as estruturas do joelho.


DTM (disfunção têmporo mandibular)

A função da auriculoterapia é promover a analgesia da dor têmporo-mandibular e da

cefaléia, relaxamento muscular dos músculos relacionados a mandíbula, evitando o

bruxismo. Tem efeito ansiolítico e calmante sobre o paciente.

ESTÔMAGO, TRIPLO AQUECEDOR e INTESTINO GROSSO: para ativar os

meridianos

SHENMEN: para tranqüilizar a mente, diminuir o bruxismo e aliviar a dor

OCCIPITAL: usado para tranqüilizar a mente e aliviar a dor projetada ao pescoço


SÍNDROME DO OMBRO DOLOROSO

INTESTINO DELGADO, INTESTINO GROSSO, TRIPLO AQUECEDOR: os

meridianos desses três órgãos se distribuem no ombro. Servem para aliviar a dor.

FIGADO e RIM: nutre os tendões e lubrificam a articulação do ombro.

SHENMEN: principal ponto para aliviar a dor


EPICONDILITE

TRIPLO AQUECEDOR: ativar os meridianos que passam pela região

FÍGADO: nutre os tendões

SHENMEN: para aliviar a dor


CALCANEODINIA

RIM: para nutrir os ossos e aliviar a dor

SHENMEN: ponto principal para aliviar a dor

FÍGADO: nutre os tendões

CALCANHAR: ponto local de dor


ARTRITE REUMÁTICA (doença relacionada a distúrbios dos tecidos colágenos

ligados às articulações)

áreas correspondentes às articulações afetadas.

BAÇO/FÍGADO: para fortalecer o BAÇO , a fim de aliviar o edema.

ENDÓCRINO, GLANDULA ADRENAL, CORRENTE DE VENTO: são usados como

anti-alérgicos e antiinflamatórios.

RIM, TRIPLO AQUECEDOR: induz a diurese e alivia o edema.

SHENMEN: para aliviar a dor.


DISTENSÕES MUSCULARES (torções, estiramentos ou contusões sobre o tecido

muscular, incluindo também tendões, ligamentos ou cápsulas articulares).

Áreas correspondentes a regiões lesadas

SHENMEN: para aliviar a dor

FÍGADO: para nutrir os tendões

BAÇO: para nutrir os músculos

CORAÇÃO: para melhorar a circulação


ESPASMO FACIAL (espasmo paroxístico unilateral dos músculos faciais, de causas

não esclarecidas. Geralmente origina-se no músculo orbicular do olho e gradualmente

vai se espalhando homolateralmente pelos músculos faciais).

BOCHECHA

OLHO

BOCA

INTESTINO GROSSO/ESTÔMAGO: os seus meridianos se distribuem na face. Usa-se

para diminuir o espasmo.

BAÇO: nutre os músculos da face e diminui o espasmo.

TRIPLO AQUECEDOR:- é constituído por ramos dos nervos glosso faríngeo, vago e

facial que inervam o pavilhão auricular. Servem para aliviar os espasmos.

SUB-CORTÉX/SHENMEN/OCIPITAL: para tranqüilizar e acalmar a mente. PONTOS

AUXILIARES: FÍGADO/VESÍCULA BILIAR/ RIM


SISTEMA DIGESTIVO

DISTONIA GASTROINTESTINAL

Sintomas principais: anorexia, arrôto, soluço, náusea, vômitos, sensação de queimor

gástrico, distensão, dor abdominal, diarréia e prisão de ventre.

PONTOS PRINCIPAIS: ESTÔMAGO/DUODENO/ABDÔMEN

PONTOS AUXILIARES: BAÇO: fortalecer o BAÇO e regular o ESTÔMAGO

FÍGADO

SUBCORTÉX: para regular o sistema nervoso central.

ENDÓCRINO: para regular a função endócrina e

gastrointestinal

CARDIA: para vômito

CENTRO DA ORELHA: para soluços

SIMPÁTICO: arrotos ácidos

CENTRO SUPERIOR DA CONCHA: para distensão


abdominal

SHENMEN: tranquilizar
DIARRÉIA CRÔNICA (caracterizada por uma diarréia persistente de um a dois meses

ou mais).

INTESTINO GROSSO

INTESTINO DELGADO

RETO

ABDÔMEN

BAÇO: para deficiência do BAÇO

RIM: para deficiência dos RINS

PONTOS AUXILIARES:

ENDÓCRINO/SUBCORTEX: para regular a função digestiva

SHENMEN /OCCIPITAL: para tranqüilizar a mente


GASTRITE

Consideramos a gastrite um processo inflamatório da mucosa gástrica.

ESTÔMAGO

BAÇO: para fortalecer o BAÇO e o ESTÔMAGO

FÍGADO: para regular o fluxo de QI e aliviar a dor e distensão

SUBCORTEX/ENDÓCRINO: para regular a função digestiva

PONTOS AUXILIARES: TRIPLO AQUECEDOR / ABDÔMEN / CENTRO

SUPERIOR DA CONCHA: para regular o fluxo no aquecedor médio e aliviar a

distensão.
PRISÃO DE VENTRE

INTESTINO GROSSO/ABDÔMEN/RETO: para melhorar o peristaltismo

TRIPLO AQUECEDOR: para fluidificar o fluxo do QI

CENTRO SUPERIOR DA CONCHA: é um ponto clínico efetivo para distúrbios

digestivos.
ÚLCERA GÁSTRICA

Fatores físicos, químicos e fatores emocionais podem levar a uma hipersecreção

clorídrica, corroendo a mucosa gástrica, levando a formação de úlceras.

ESTÔMAGO / DUODENO / ABDOMEN: para aliviar a dor

BAÇO: para fortalecer o BAÇO e ESTÔMAGO

FÍGADO: para aliviar a dor

SIMPÁTICO: para inibir a secreção gástrica

SUBCORTEX: para regular a função cerebral

SHENMEN / OCCIPITAL: para tranqüilizar a mente e aliviar a dor.


VÔMITO

CENTRO da ORELHA (dor ou depressão) , ESTÔMAGO (dor), BAÇO (depressão)

SÃO USADOS OS SEGUINTES PONTOS COM SUAS FUNÇÕES:

CENTRO DA ORELHA: corresponde ao diafragma

SHENMEN
SIMPÁTICO: para aliviar o espasmo dos músculos do estômago

PONTOS AUXILIARES:

GARGANTA / ESÔFAGO: para sensação de bolo no esôfago

BAÇO: para tratar e regular o vômito do estômago, pois está conectado interna e

externamente com o estômago.

FÍGADO: para regular o FÍGADO


TRATAMENTO EMOCIONAL

DEPRESSÃO

A depressão é uma doença que compromete o físico, o humor e, em conseqüência, o

pensamento. A depressão altera como a pessoa vê o mundo, sente a realidade e entende

as coisas. Altera como a pessoa sente as emoções e como manifesta essas emoções.

Altera a disposição e o prazer da pessoa perante a vida. Altera como a pessoa come,

dorme e como ela se relaciona com vida social e afetiva. A depressão, de um modo

geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais

nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o


amor e o sexo, e também a parte física e, sem tratamento, os sintomas podem durar

semanas, meses ou anos. As causas da depressão são múltiplas, sempre somando a pré-

disposição genética e seu passado problemático a fatores ambientais e sociais atuais,

tais como: perda afetiva, estilo de vida, estresse, morte de familiares, menopausa,

perda financeira, idade etc. Em resumo, a depressão é uma doença que se caracteriza

por afetar o estado de humor da pessoa, deixando-a com um predomínio anormal de

tristeza.

Tratamento realizado segundo a pesquisa da Dra. Alessandra Scavone e

apresentado no Congresso Internacional de Auriculoterapia/Acupuntura Auricular,

em Lyon, França, 2006 (vide resumo pesquisa fim do livro).

PONTO SHENMEN: acalma a mente, reduz a aflição e o desespero, alivia a tensão, a

ansiedade e a depressão;

PONTO ACTH: combate a depressão, o desencorajamento, a falta de vontade e o

recuar perante as dificuldades; estimula a alegria, o humor e a animação;

PONTO DO TRIPLO AQUECEDOR: ponto para desordens psicossomáticas, do


sistema cardiovascular, respiratório e digestivo;

PONTO DO FÍGADO: ponto de interesse na atividade emocional;

PONTO OCCIPITAL: promove tranqüilidade emocional;

PONTO MESTRE CEREBRAL: promove autoconfiança, harmonia e faz baixar a

ansiedade e os pensamentos negativos. Alivia os transtornos obsessivos compulsivos;

PONTO PRÉ-FRONTAL CÓRTEX: liberta as dores da aflição, atua no sistema

límbico;

PONTO FRONTAL POSTERIOR


ANSIEDADE

A ansiedade é um sentimento de apreensão desagradável, vago, acompanhado de

sensações físicas como vazio (ou frio) no estômago (ou na espinha), opressão no peito,

palpitações, transpiração, dor de cabeça, ou falta de ar, dentre várias outras.

PONTO SHENMEN: acalma a mente, reduz a aflição e o desespero, alivia a tensão, a

ansiedade e a depressão;

PONTO DO ESTÔMAGO: para atenuar os sintomas de psicossomatização na região do

estômago, comuns no quadro de ansiedade;


PONTO OCCIPITAL: promove tranqüilidade emocional;

PONTO CÉREBRO: para regular a função do sistema nervoso central, estimular a

mente e acalmar o espírito;

PONTO MESTRE CEREBRAL: promove autoconfiança, harmonia e faz baixar a

ansiedade e os pensamentos negativos. Alivia os transtornos obsessivos compulsivos;

PONTO DO ESTRESSE: ponto para tranqüilizar a mente.


ESTRESSE

Quando nosso cérebro, independente de nossa vontade, interpreta alguma situação como

ameaçadora (estressante), todo nosso organismo passa a desenvolver uma série de

alterações denominadas, em seu conjunto, de Síndrome Geral da Adaptação ao

Estresse.

Na primeira etapa dessa situação ocorre uma Reação de Alarme, onde todas as

respostas corporais entram em estado de prontidão geral ou seja, todo organismo é

mobilizado sem envolvimento específico ou exclusivo de algum órgão em particular. É

um estado de alerta geral, tal como se fosse um susto. Se esse Estresse continua por um
período mais longo sobrevém a Segunda fase, chamada de Fase de Adaptação ou

Resistência, a qual acontece quando a tensão se acumula. Nesta fase o corpo começa a

acostumar-se aos estímulos causadores do Estresse e entra num estado de resistência ou

de adaptação. Neste estado a reação de Estresse pode ser canalizada para um órgão

específico ou para um determinado sistema, seja o sistema cardiológico, pele, sistema

muscular, aparelho digestivo, etc. Entretanto, a energia dirigida para adaptação da

pessoa à solicitação estressante não é ilimitada e se o Estresse ainda continuar, o corpo

todo pode entrar na terceira fase, o Estado de Esgotamento, onde haverá queda

acentuada de nossa capacidade adaptativa. A Síndrome Geral de Adaptação consiste,

como vimos, em três fases sucessivas: Reação de Alarme, Fase de Adaptação ou

Resistência e Fase de Exaustão. Sendo que a última, Fase de Exaustão, é atingida

apenas nas situações mais graves e, normalmente, persistentes.

PONTO SHENMEN: acalma a mente, reduz a aflição e o desespero, alivia a tensão, a

ansiedade e a depressão;

PONTO MESTRE CEREBRAL: promove autoconfiança, harmonia e faz baixar a


ansiedade e os pensamentos negativos. Alivia os transtornos obsessivos compulsivos;

PONTO TRANQÜILIZANTE: para tranqüilizar a mente;

PONTO DA GLÂNDULA ADRENAL: regulação da glândula adrenal, que, como

resultado do estresse, ocorre sua desregulação, o que promove alteração da taxa

cardíaca, pressão sangüínea, atividade gastrointestinal, secreção sudorípara, secreção

pancreática e glicêmica e alterações sexuais;

PONTO DO HIPOTÁLAMO: controle do centro das emoções;

PONTO DO ESTRESSE: equilíbrio das disfunções do estresse.


DISTÚRBIOS DO SONO

INSÔNIA

DESORDENS DO SONO I: para melhorar o sono

DESORDENS DO SONO II: para melhorar o sono

PONTO ZERO : equilíbrio geral

SHENMEN: tranqüilizar

OCCIPITAL: para tranqüilizar a mente

CORAÇÃO: para harmonizar a mente

RIM: tonifica o Qi do Rim


TRATAMENTO DOS VICIOS

TABAGISMO

A Nicotina

A substância passa a funcionar como um neurotransmissor. Ao fumar, a nicotina cai na


corrente sanguínea e atinge o sistema nervoso central, acelerando a transmissão dos

impulsos nervosos entre os neurônios. Os neurônios liberam neurotransmissores. Um

dos mais comuns é a acetilcolina, que induz o relaxamento. Cada neurotransmissor tem

o seu receptor ( onde a substância se “encaixa”). A nicotina “engana” o cérebro, liga-se

aos receptores e passa a agir como um neurotransmissor, por exemplo, no lugar da

acetilcolina. A nicotina também ativa o sistema da dopamina, que está associada aos

mecanismos de recompensa do cérebro, causando sensações de prazer.

Fumante ativo e dinâmico

Escolha dos pontos: escolheremos entre os pontos zero à direita e à esquerda, O’ (O

linha) à direita e à esquerda , agressividade à direita, assim como plexo cervical à

direita e Darwin à direita.

Controle e detecção: pressão pontual dolorosa, detecção elétrica, detector frequencial

(frequencias D e/ou G).

Em caso de recaída: ponto da garganta, verificar as zonas do pré-frontal e do sistema

límbico (à direita e à esquerda).


Fumante ansioso

Escolha dos pontos: escolheremos entre os pontos O’ à direita e à esquerda , angústia à

direita e/ou à esquerda, agressividade à direita, hipotálamo à esquerda e/ou à direita,

garganta à direita, ACTH.

Controle e detecção: pressão pontual dolorosa, detecção elétrica,detector frequencial (

frequências D e/ou G)

Em caso de recaída : controlar a zona do pré-frontal e a zona do sistema límbico (à

direita e à esquerda), assim como os pontos de adaptação.

É necessário lembrar que é preciso tratar a ansiedade tanto quanto o tabagismo.

Também podem ser utilizados os seguintes pontos:

BOCA, TRAQUÉIA, PULMÃO: que correspondem às áreas do corpo impregnados

pela nicotina;

FÍGADO, TÓRAX: acalmam o FÍGADO e regulam o fluxo de QI;


SUBCÓRTEX, OCCIPITAL, SHENMEN: tranqüiliza a mente.

A efetividade deste tratamento depende da determinação e da força de vontade do

fumante em realmente querer deixar de fumar.

O paciente deve permanecer por 12 horas sem fumar antes de vir fazer o tratamento,

para “abrir” os pontos relacionados com o tratamento, que entram em disfunção na

síndrome de abstinência.
DROGADIÇÃO

O efeito da auriculoterapia é cientificamente comprovado como um dos melhores

métodos de tratamento de drogadição. A base destes achados clínicos tem sido provada

recentemente por investigações laboratoriais que demonstram que a acupuntura

auricular estimula a liberação de endorfinas e ACTH. A utilização de drogas leva o

individuo à dependência fisiopatológica e psicológica e a auriculoterapia tem sido

eficaz para diminuir a ansiedade e sintomas físicos que apresentam os pacientes

drogados durante a fase de abstinência.

A maioria dos pacientes relatam bem estar quando sob ação do tratamento, com rápida

ação dos pontos sobre o equilíbrio do paciente.


Principio de tratamento: tranqüilizar a mente e estimular o metabolismo.
PULMÃO, INTESTINO GROSSO, RIM: para promover a excreção das toxinas;

ESTÔMAGO, BAÇO: para fortalecer o estômago e o baço, a fim de reforçar o QI;

SUBCÓRTEX: para harmonizar o SNC;

FÍGADO, TÓRAX : para regular o fluxo do QI;

SHENMEN, OCCIPITAL: para tranqüilizar a mente.

Além destes, podem ser usados: hipotálamo, ponto zero, tálamo, endócrino,
controle do stress (glândula adrenal), mestre sensorial, cérebro, libido.
ALCOOLISMO

A terapia auricular pode tranqüilizar a mente e minimizar os efeitos do álcool, como

tremores, suores, alucinações e convulsões.

Princípio de tratamento: regular as funções e tranqüilizar a mente.

A terapia auricular é efetiva somente naquelas pessoas que estão realmente motivadas a

abandonar a bebida.

BOCA, ESTÔMAGO: para inibir a necessidade de álcool

BAÇO, TRIPLO AQUECEDOR: para fortalecer o BAÇO

ENDÓCRINO: para regular a função endócrina

SHENMEN, OCCIPITAL, SUBCÓRTEX: para acalmar a mente

FÍGADO: para fortalecer o FÍGADO, já bastante depauperado pelo consumo do álcool.

Além destes, podem ser usados: ponto da bebida, sede, ponto zero, simpático,
tranqüilizante, mestre cerebral.
AURICULOACUPUNTURA NAS CEFALÉIAS

CEFALÉIAS

As cefaléias mais comuns são: enxaqueca, cefaléia do tipo tensional e cefaléia em

salvas.
SHENMEN: acalma a mente e diminui a dor

FÍGADO: dores de cabeça no topo da cabeça

ESTÔMAGO e TESTA: dores de cabeça na região frontal

OCCIPITAL e BEXIGA: para dores de cabeça occipitais

TEMPORAL e VESICULA BILIAR: dores de cabeça laterais

SUBCÓRTEX: para regular o SNC


DISTURBIOS CARDIOLÓGICOS

HIPERTENSÃO
A hipertensão arterial, mais popularmente chamada de "pressão alta", está relacionada

com a força que o coração tem que fazer para impulsionar o sangue para o corpo todo.

SHENMEN e OCCIPITAL: para tranqüilizar a mente

FOSSA TRIANGULAR SUPERIOR: ponto efetivo para hipertensão

FÍGADO / RIM / CORAÇÃO: para atividade aumentada do YANG do FÍGADO

SUBCÓRTEX e SIMPÁTICO: para aliviar o espasmo dos

vasos.

De acordo com a MTC, está relacionada a problemas mentais. Devido a alimentação

incorreta pode resultar uma deficiência do BAÇO e acumulação de FLEUGMA (se

refere à retenção hídrica no organismo e a qualquer outro desequilíbrio no balanço

hidro-electrolítico) no interior. Principio do tratamento em MTC: aliviar o YANG do

FÍGADO, reforçar os RINS e fortalecer o BAÇO.


AURICULOTERAPIA EM ORL

RINITE ALÉRGICA

PULMÃO: se abre no nariz, é usado para desobstruir o nariz

ENDÓCRINO, GLÂNDULA ADRENAL, CORRENTE DE VENTO: para aliviar a

inflamação e reações alérgicas

ÁPICE DA ORELHA: para aliviar a inflamação e reações alérgicas

No pavilhão auricular observamos pela palpação, dor nos pontos correspondentes ao

NARIZ INTERNO e CORRENTE DE VENTO.


ZUMBIDO

Discernir característica yin/yang.


Zumbido fulminante, barulho maior, perda auditiva súbita: excesso de yang.
Zumbido crônico, barulho menor, perda auditiva gradativa: excesso de yin.
Zumbido: som mais agudo-deficiência funcional do fígado e rins, má circulação de
sangue e energia no coração e rins; som mais grave: calor no fígado, impedindo o
funcionamento sadio dos ouvidos.
Rins: várias funções fisiológicas como armazenar a essência, controlar os líquidos,

receber o Qi, entre outras.


Melhora na essência dos rins: pessoas mais inteligentes,ágeis e enérgicas; insuficiência

da essência dos rins: aparecimento de tontura, zumbido, amnésia e perda de


consciência.
Ouvidos: aberturas dos rins. Essência dos rins suficiente, audição boa; essência dos
rins insuficiente: poderá produzir zumbido, surdez ou diminuição da audição. Nos

idosos geralmente observa-se surdez pela insuficiência de Qi dos rins.


O tratamento de Zumbido usando a auriculoacupuntura consiste em:
​evitar morte das células filiformes auditivas
​aumentar capacidade de funcionamento da concha auricular
​melhorar circulação do sangue
aumentar condutibilidade elétrica da hipoderme. Há uma relação íntima entre os pontos
auriculares tratados e o tecido nervoso. A circulação sanguínea e os nervos desses
pontos refletem diretamente, de graus variados, nos nervos da face. Por meio de

estímulos auriculares através das agulhas, pode-se observar o aumento da variação


eletromagnética da hipoderme auricular
Finalidade: evitar necrose das células do sistema auditivo, regular o funcionamento dos
nervos auditivos, melhorando sintomas do zumbido.
Há respostas satisfatórias quanto à melhor tolerabilidade do paciente em relação ao
zumbido. Se somarmos aos 60% de pacientes que apresentam um efeito benéfico, os
15% a 20% de pacientes que relataram desaparecimento do zumbido, a acupuntura
proporciona um resultado satisfatório no que diz respeito à qualidade de vida dos
pacientes.

A seleção dos pontos em pacientes com zumbido não é fixa para todos os casos, que
devem ser avaliados individualmente. Mas existem pontos em comum, como rins,

intestino delgado, triplo aquecedor, trigêmeo, pontos relacionados com o aparelho


auditivo, além de pontos utilizados para diminuir o grau de ansiedade e irritabilidade e
melhorar os estados depressivos, por meio do aumento da síntese e liberação de
serotonina e o ponto da ATM, caso o paciente relate dores ou seja diagnosticado com

problema de DTM.
Período mínimo de tratamento para zumbido: 4 meses, a cada 15 dias.
AURICULOTERAPIA NOS PROBLEMAS

GINECOLÓGICOS

AMENORRÉIA (ausência de menstruação).

PONTOS:

SUBCÓRTEX, PONTO MÉDIO DO RIM e ENDÓCRINO: para regular a função

endócrina

RIM e BAÇO: para fortalecer a essência

FÍGADO: para regular o fluxo de QI e sangue

GENITAL INTERNO, PELVES e ABDÔMEN: pontos locais.


DISMENORRÉIA (cólica menstrual)

PONTOS:

SHENMEN: acalma a mente e diminui a dor

GENITAL INTERNO: região da dor

ABDÔMEN: região da dor

SUBCÓRTEX: para regular o SNC

ENDÓCRINO: para regular os níveis hormonais

PELVES: região da dor

RIM: nutrir a essência e em conseqüência o SANGUE e o útero

FÍGADO: estimula o fluxo ideal de QI e SANGUE para nutrir melhor o útero.


No pavilhão auricular observamos dor nos pontos do ABDÔMEN, PELVES e

GENITAL INTERNO. Também observamos profunda depressão esbranquiçada sobre

os pontos BAÇO, RINS e ABDÔMEN.


CLIMATÉRIO (sintomas da menopausa)

PONTOS:

GENITAIS INTERNOS: trata os órgãos afetados pela deficiência de hormônios (útero,

ovários, etc.)

RINS: tonifica os RINS, fortalecendo a essência e regula o YANG

FÍGADO: para regular o QI do FÍGADO


ENDÓCRINO, PONTO MÉDIO DO RIM: para regular a função endócrina

SUBCORTEX, SHENMEN: para regular a função nervosa


Distúrbios urinários

ENURESE NOTURNA (perda urinária involuntária durante o sono)

PONTOS:

RINS, BEXIGA, VERTEBRA LOMBOSACRA: para reforçar os RINS e aumentar a

capacidade da bexiga

SUBCÓRTEX e FRONTAL: para regular a função do córtex cerebral

PONTO MÉDIO DO RIM: corresponde à hipófise e tem propriedades antidiuréticas.


Distúrbios Endócrinos

DIABETES MELLITUS

Principio de tratamento: estimular o PÂNCREAS para secretar insulina e diminuir a

glicose do sangue.

PONTOS:

PÂNCREAS e VESICULA BILIAR: para estimular a secreção de insulina

TRIPLO AQUECEDOR: para estimular o nervo vago e melhorar a secreção de insulina

pelo pâncreas

PONTO MÉDIO DO RIM e ENDÓCRINO: para regular a função endócrina

melhorando a secreção de insulina

SUBCÓRTEX: para melhorar a função nervosa


OBESIDADE

Trinta minutos antes de cada refeição, durante três minutos, deve ser feita a estimulação

nos pontos.
PONTOS:

ENDÓCRINO, PONTO MÉDIO DO RIM: regulam as disfunções do sistema endócrino

relacionadas a obesidade;

BAÇO: estimula o Qi do Baço. De acordo com a MTC, a obesidade é causada pela

deficiência do BAÇO;

RIM: para fortalecer o QI do RIM e em conseqüência reforçar o QI do BAÇO que

depende deste e da energia provinda dos alimentos;

TRIPLO AQUECEDOR: melhora a retenção de liquido e desfaz o inchaço;

PULMÃO: a movimentação dos líquidos no interior do corpo depende do bom

funcionamento do QI do PULMÃO e este tem importância no tratamento dos vícios;

INTESTINO GROSSO: tem importância na função do intestino grosso e seu

peristaltismo;

SUBCÓRTEX: para harmonizar as disfunções nervosas;

BOCA: para melhorar a compulsão alimentar;


PONTO DA FOME: controle do apetite;

SHENMEN: tranqüiliza a mente.


Analgesia
Como vimos anteriormente, a auriculoterapia promove uma vasodilatação, isto é,
aumenta-se o aporte de sangue na área correspondente ao estímulo dado na orelha, tanto
no momento quanto depois, por isso é importante que o paciente mantenha os pontos na
orelha, mesmo que a analgesia não seja a esperada, pois o efeito perdurará.
A analgesia pela auriculoterapia não é total, portanto, se o problema do paciente for
mais grave, provavelmente não será tão eficaz em termos da analgesia, porém em
termos do tratamento é um auxílio excelente. Normalmente, logo após a aplicação da
auriculoterapia e de se obter a sensação “De Qi”, continua-se pressionando o ponto
auricular, durante vários segundos. Em geral, ao utilizar um estímulo sobre o pavilhão
da orelha, o paciente pode sentir um ou mais desses sintomas: calor, distensão da zona
imediata e um estímulo migratório que pode fluir para vários lugares do corpo,
tranqüilidade, alivio dos sintomas, relaxamento, sono. A analgesia e a anestesia
encontram no pavilhão auricular uma grande possibilidade de combinações de pontos
para terapia. Alguns pontos são considerados importantes e necessários para a prática
de anestesia e analgesia através da Acupuntura. O ponto Centro da Cimba é prescrito
com frequência juntamente com os pontos auriculares de referência. O ponto Simpático
é sempre utilizado, já que relaxa a musculatura lisa, sendo eficaz para sedação e
supressão da dor, assim como o ponto Shen Men, que também é considerado ponto
analgésico e anestésico. O ponto Shen Men deve ser colocado antes de serem
colocados os outros pontos. Para a analgesia, os pontos de escolha baseiam-se na
seleção de pontos de relação com a região da dor, juntamente aos pontos analgésicos
conhecidos, todos do pavilhão auditivo. Coloca-se os pontos correspondentes à região
correspondente na orelha, faz-se um estímulo forte o suficiente até o ponto em que o
paciente dirá que está sentindo um desconforto também forte nesses pontos. Também
deve-se orientar o paciente para que depois, quando sentir dor, estimular
vigorosamente a orelha.
Técnica diferenciada:
O pavilhão auricular está diretamente ligado ao córtex cerebral e às estruturas nervosas
centrais e periféricas. Através dele, podemos analgesiar ou anestesiar estruturas
corporais, usando os pontos específicos citados:
Analgesia:
Protocolo auricular:
1.Shen Men
2.Rim
3.Simpático
4.Fígado
5.Ápice da Orelha
6.Centro da Concha Cimba
7.Coração
8.Área correspondente à dor
Parte IX

PESQUISA:

A Eficácia da Auriculoterapia no Tratamento da Depressão Nervosa


Scavone A.M.P. (2006) L’efficacité de l’auriculothérapie dans la dépression nerveuse.
Les Actes du Vº Symposium international. Lyon

Trabalho de pesquisa apresentado e publicado no V Simpósio


Internacional de Acupuntura Auricular - Lyon - França – 2006

Actes du Vº Symposium international d’auriculothérapie et d’auriculomédecine. (2006)


GLEM-EIPN-AASF,Lyon

Resumo

Francês
Même si l'acuponcture est utilisée pour traiter une grande variété de
problèmes de santé, son efficacité dans le traitement de la dépression n'a
pas encore été complétement évalué.
Nous avons évalué les effets de l'acuponcture auriculaire avec de petites
aiguilles 1,0mm) auriculaires semi-permanentes appliquées pour 14 jours
pendant six mois ( 9 à 12 séances). Vingt neuf patients ont été stimulés sur
8 points recommandés pour la dépression (ear shenmen, occiput, liver,
ACTH, cicatrice psychique, maître cérébral, triple energizer posterieur
frontal lobe) et vingt sept patients ont reçu un traitement placebo.
L'état émotionnel de l'individu, la pression artérielle, les battements
cardiaques ont été vérifié toutes les semaines et le test d'Hamilton à chaque
trois semaines. Le groupe soigné a présenté une amélioration importante
dans l'échelle de la dépression. La thérapie auriculaire a été efficace en tant
que traitement contre la dépression. Nous recommandons, cependant, que
d'autres études soient faites sur l'efficacité de l'acuponcture dans le
traitement de la dépression nerveuse.

Inglês
Although auriculotherapy is being utilized to treat a variety of important
health problems, its usefulness in depression management has not yet been
fully evaluated.
We investigated the effects of auriculotherapy on the treatment of 56
subjects that received auricular acupuncture with small (1.0 mm) semi-
permanent auricular needles for 14 days during 6 months (9 to 12
sessions). Twenty-nine were stimulated on 8 points recommended for
depression (ear shenmen, occiput, liver, ACTH, pre frontal cortex point,
master cerebral, triple energizer, posterior frontal lobe) and 27 received
placebo treatment.
Subjects' emotional state, blood pressure, heart beats were weekly
evaluated and Hamilton' scale was applied each 3 weeks. Treatment group
had an improvement on depression scale. Auricular acupuncture was
effective as an treatment for depression. Further study of acupuncture's
potential usefulness in depression management is recommended.
Parte X

Biografia:
Formada em Fonoaudiologia (1995)
Ministra cursos e palestras desde 2006 na Europa e América do Sul.
Especialização (2003) em Auriculoterapia pela École Internacional Paul
Nogier- França - EIPN
Especialização em Auriculoterapia – Barcelona –Espanha (2008)
Atua em atendimento clínico em Campinas, São Paulo e Valência (Espanha
Desenvolveu a pesquisa científica " A eficácia da Auriculoterapia nas
depressões nervosas" e apresentou em 2006, no Congresso Internacional de
Auriculoterapia em Lyon - França
II Simpósio Internacional de Auriculoterapia e Auriculomedicina (Natal),
1997, apoiado pela Associação Médica Brasileira de Acupuntura, Sociedade
Médica Brasileira de Acupuntura, Groupe Lyonnais d'Études Medicales,
Universidade Federal do Rio Grande do Norte e École Internationale Paul
Nogier
III Simpósio de Auriculoterapia (São Paulo), 2000.
Auricular Medicine International Research and Training Center - Auricular
Seminar Advanced Class II and Completed Post Graduated Studies/Continu
Educational Units - com Dra. Li-Chun Huang (2002)
IV Simpósio de Auriculoterapia (2002)
Estágio de Auriculomedicina com Dr. Raphael Nogier (2003)
Parte XI

REFERÊNCIA:
Actes du Vº Symposium international d’auriculothérapie et d’auriculomédecine. (2006)
GLEM-EIPN-AASF,Lyon
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6. Report of the working group on auricular acupuncture nomenclature. WHO / TRM /
91.2
Anexo 1
WORKING GROUP ON AURICULAR
ACUPUNCTURE NOMENCLATURE

Lyon, France, 28-30 Novembre 1990


Liste des participants
Participants
Dr. J. Bischko, Head, Ludwig Boltzmann Institute, Vienna, Austria Dr. J. Bossy,
Professor, Montpellier-Nîmes Faculty of Medicine, Nîmes, France Dr. A. de Sousa, 26
rue de la Gabelle, Carouge, Switzerland Dr. J.W.G. Gibb, Herne Bay, Auckland, New
Zealand Dr. J. Gleditsch, President, The German Medical Acupuncture Association,
Munich, Germany Dr. Kang Sung-Keel, Professor, Kyung Hee University, College of
Oriental Medicine, Seoul, Republic of Korea Dr. Li Do Gon, Vice President, Academy
of Traditional Korean Medicine, Taesong District, Pyongyang, Democratic People's
Republic of Korea Dr. Li Wei-Heng, Director-General, China Association of
Acupuncture and Moxibustion, Beijing, People's Republic of China Dr. R. Nogier, 23
rue des Aqueducs, Lyon, France (Chairman) Dr. T. Oleson, Assistant Clinical
Professor, University of California at Los Angeles, School of Medicine, Los Angeles,
CA, United States of America Dr. T. Tsiang, Kew, Victoria, Australia (Rapporteur) Dr.
C.M. Vulliez, President, Lyon Medical Education Group, Lyon, France Dr. N. Watari,
Professor, The First Department of Anatomy, Nagoya University, School of Medicine,
Nagoya, Japan Observateurs: Dr. C. Andrès-Sépré, Besançon, France Dr. F.R. Bahr,
President, German Academy for Acupuncture and Auricular Medicine, Munich,
Germany Mr. A. Bangrazi, President, Paracelso Intitute, Rome, Italy Dr. B. Bricot,
Biotherapy Center, Marseille, France Dr. Cao Guoloang, Institute of Orthopaedics and
Traumatology, Academy of Traditional Chinese Medicine, Beijing, People's Republic
of China Dr. Choi Tae Sop, Chief, Department of Global Traditional Medicine
Research, Academy of Traditional Korean Medicine, Taesong District, Pyongyang,
Democratic People's Republic of Korea Dr. A. Cignolini, Scientific Secretary, Medical
Association for Chinese Medicine in Europe, Milan, Italy Dr. M.K. El Gogary,
President, Acupuncture Society for People's Help, Zamalek, Cairo, Egypt Dr.
J.B.Fournier, Protestant Clinic, Nîmes, France Dr. M. Frimat, Vice President, Lyon
Medical Education Group, Lyon, France Dr. E. Gaisne, Mutualiste Surgical Clinic,
Nantes, France Dr. A. Horvilleur, Lyon, France Mrs I. Loars, Lyon Medical Education
Group, Lyon, France Dr. M. Marignan, Director of Research, Lyon Medical Education
Group, Aubagne, France Dr. V. Martinez Figuereo, President, Medical Education Group
for Auricular Medicine and Acupuncture, Tarrasa, Barcelona, Spain Dr. S.
Maudarbocus, Quatre Bornes, Mauritius Dr. Nguyen Van Nghi, Director, "French
Review of Traditional Chinese Medicine", Marseille, France Dr. J. Niboyet, Marseille
Faculty of Medicine, Marseille, France Mrs F. Petti, Director, Traditional Medicine
Department, Paracelso Institute, Rome, Italy Dr. P.J. Pöntinen, Chief Physician,
Kankaapää Rehabilitation Center, Kankaanpää, Finland Dr. M. Rios, Bogota, Colombia
Dr. Y. Rouxeville, Lorient, France Dr. M Sanchez Araujo, Chairman, Venezuela
Institute of Integral Health and Therapeutics, La Mercedes, Caracas, Venezuela Dr. V.
Schjelderup, Tönsborg, Norway Dr. H. Tiik, Tampere, Finland Dr. K Yamada,
Lecturer, Chuwa School of Oriental Medicine, Inazawa, Japan

(1) ( Yves Rouxeville, MD)


Referê ncias bibliográficas:
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2. Nogier P Le pavillon de l’oreille. Zones et points réflexes. Bulletin de la
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8. Guilloux R De l’exotique au politique : la réception de l’acupuncture Extrême-
Orientale dans le système de soins français (XVII -XX siècles). Tese de Ciências
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Polı́ticas. Instituto de Estudos Polı́ticos, Lyon (2006).
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12. Bourdiol RJ. É léments d’auriculothérapie. Maisonneuve ; Sainte-Ruffine (1980).
13. Rouxeville Y. Índice dos cursos efetuados pelo Dr. Paul Nogier de 27 de fevereiro
de
1981 à 9 de julho de 1994. Pode ser consultado no site www.biblio.auriculo.fr (2009).
14. Rouxeville Y, Méas Y. Panorama de l’auriculothérapie et de l’auriculomédecine.
Springer-Verlag France, Paris (2011).
15. Damasio A. L’erreur de Descartes. Odile Jacob (1995).
16. Lentin J.P. Je pense donc je me trompe. Albin Michel, Paris (1994).

Agradecimentos: ao Dr. Marco Romoli, pelas figuras 1 e 6, publicadas nas páginas 27 e


28 de seu livro “Agopuntura Auricolare”, à Terry Oleson PhD pela reproduçaõ da
figura 5, e ao Dr. David Alimi pela reproduçaõ de seu Segmentograma.

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