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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE MINAS GERAIS

RELATÓRIO DE TERMOFLUIDODINÂMICA - SISTEMAS TÉRMICOS

Professor: Paulo Barbieri

ENGENHARIA MECÂNICA

ALUNOS:
DELWYSON CARVALHO
GUILHERME LEITE
MATHEUS NADER
PEDRO ARAUJO

BELO HORIZONTE
21/09/2018
1) INTRODUÇÃO

O calor flui sempre na direção de maior para menor temperatura e esse processo ocorre de
maneira natural. Para fazer com que o processo de troca de calor ocorra no sentido inverso, ou seja,
para a fonte de menor temperatura para a de maior, é necessária a utilização de um dispositivo
chamado de refrigerador. Refrigeradores são dispositivos cíclicos e os fluidos de trabalho que ele
utiliza são chamados de refrigerantes. Outro dispositivo que transfere calor no sentido inverso ao que
naturalmente ocorreria é a bomba de calor.
As bombas de calor e os refrigeradores têm funcionamento parecido, mas os seus objetivos
são diferentes. O refrigerador tem como objetivo manter um espaço refrigerado a uma temperatura
mais baixa removendo calor do mesmo, esse calor é rejeitado para um de temperatura mais baixa
como consequência do processo. Já as bombas de calor tem como objetivo manter um ambiente
aquecido, absorvendo calor de uma fonte mais fria e fornecendo-o para um meio mais quente

Figura 1: Esquemático do funcionamento da bomba de calor e do refrigerador

Na figura, o 𝑄𝑓 é a magnitude do calor removido da fonte fria a temperatura 𝑇𝑓 , 𝑄𝑞 é a


magnitude do calor rejeitado para a fonte quente a temperatura 𝑇𝑞 e o trabalho necessário para para
que isso ocorra é 𝑊𝑙𝑖𝑞 .
O COP (coeficiente de performance) para os refrigeradores e as bombas de calor é expresso
por:
𝑅𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑑𝑒𝑠𝑒𝑗𝑎𝑑𝑜
𝐶𝑂𝑃 = (1)
𝐸𝑛𝑡𝑟𝑎𝑑𝑎 𝑛𝑒𝑐𝑒𝑠𝑠á𝑟𝑖𝑎

Para o caso dos refrigeradores o 𝐶𝑂𝑃𝑅 é o efeito do resfriamento𝑄𝑓 sobre a entrada de


trabalho 𝑊𝑙𝑖𝑞 , enquanto para as bombas de calor o 𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶 é dado pelo efeito do aquecimento 𝑄𝑞
sobre o trabalho 𝑊𝑙𝑖𝑞 . Essas relações também podem ser expressas na forma de taxas. O 𝐶𝑂𝑃𝑅 e o
𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶 podem ser maiores que 1.

a) O CICLO DE CARNOT REVERSO

O ciclo de Carnot é um ciclo totalmente reversível que tem dois processos isotérmicos
reversíveis e dois isentrópicos. Ele é o ciclo de maior eficiência térmica para determinados limites de
temperatura e serve como padrão de comparação. Como ele é um reversível, todos os seus quatro
processos podem ser revertidos e ao fazer isso, as interações de calor e trabalho também são
revertidas. Os refrigeradores e as bombas de calor são dispositivos que operam no ciclo de Carnot
reverso.
Em um Ciclo de Carnot Reverso quando há uma saturação do refrigerante, ele absorve
uma quantidade de calor 𝑄𝑓 de maneira isotérmica de uma fonte tria de temperatura 𝑇𝑓 . Depois disso,
o refrigerante é comprimido de maneira isentrópica elevando sua temperatura e em seguida ele
perde 𝑄𝑞 de calor para um sumidouro a temperatura 𝑇𝑞 . Por fim, ele se expande novamente e baixa
sua temperatura para a inicial.

Figura 2: Funcionamento de um ciclo de Carnot reverso e gráfico Txs

Os coeficientes de performance dos refrigeradores e das bombas de calor que trabalham


com o Ciclo de Carnot reverso é dado por:
1 1
𝐶𝑂𝑃𝑅/𝐶𝑎𝑟𝑛𝑜𝑡 = (2) 𝐶𝑂𝑃𝐵𝐶/𝐶𝑎𝑟𝑛𝑜𝑡 = (3)
𝑇𝑞 /𝑇𝑓 −1 1−𝑇𝑓 /𝑇𝑞

Os processos isotérmicos são não difíceis de serem atingidos uma vez que a manutenção da
pressão automaticamente mantém a mistura de fases na temperatura de saturação. Há dificuldades
para se realizar o ciclo de carnot na prática, os processos isentrópicos com exatidão uma vez que
exige um compressor que lide com duas fases e uma turbina que expanda o refrigerante com alto
valor de umidade. Esse problema poderia ser resolvido se o refrigerante não trabalhasse na região
de saturação, mas haveria dificuldade em manter as condições isotérmicas. Por esses motivos, o
ciclo de Carnot reverso não pode ser aplicado a dispositivos reais, mas ele serve como padrão de
comparação para os ciclos de refrigeradores e das bombas de calor.

b) CICLO IDEAL COMPRESSÃO A VAPOR

Boa parte das dificuldades encontradas para aplicar o ciclo de Carnot reverso podem ser
eliminadas pela total vaporização dos refrigerante antes dele ser comprimido e pela substituição da
turbina por um dispositivo de estrangulamento. Aos fazer isso obtemos um novo ciclo, o chamado
Ciclo Ideal de Compressão a Vapor e é o mais usado em refrigeradores, sistemas de ar
condicionado e em bombas de calor. Esse ciclo consistem em quatro processos: uma compressão
isentrópica, uma rejeição de calor a pressão constante, uma expansão e uma absorção de calor a
pressão constante.

Figura 3: Ciclo de Compressão de Vapor Ideal

O refrigerante entra no compressor na forma de vapor saturado e é comprimido de forma


isentrópica até a pressão do condensador, nesse processo a temperatura dele aumenta até se tornar
maior que a temperatura da vizinhança. Em seguida, entra no condensador como vapor
superaquecido e sai como líquido saturado tendo como resultado uma rejeição de calor para a
vizinhança, mas nesse ponto a sua temperatura ainda se encontra acima da temperatura da
vizinhança. O refrigerante passa por uma válvula de expansão (ou um tubo capilar) e durante o
processo, a sua temperatura cai e se torna menor que a do espaço a ser refrigerado e, por isso,
recebe calor do mesmo ao passar pelo evaporador refrigerando-o. Por fim ele sai do evaporador
como vapor saturado e entra novamente no compressor, retomando o ciclo.
Podemos observar que o ciclo ideal de compressão a vapor não é um ciclo totalmente
reversível como o de Carnot reverso, o processo de estrangulamento não pode ser revertido. Se
esse dispositivo for substituído por uma turbina isentrópica o refrigerante entraria no evaporador no
estado 4’ e não no 4. Essa troca seria de elevado custo e não justificaria as complexidades
adicionais.
Os dispositivos utilizados neste ciclo trabalham em regime permanente, e as variações de
energia potencial e de energia cinética podem ser desprezadas em relação às componentes de do
trabalho e da transferência de calor. Também podemos considerar que não há trabalho envolvendo o
condensador e o evaporador e o compressor é aproximadamente adiabático. Nesse caso, os COPs
dos refrigeradores de das bombas calor que operam nesse ciclo podem ser dados por:
𝑄𝑓 𝑄𝑞
𝐶𝑂𝑃 𝑅 = (4) 𝐶𝑂𝑃 𝐵𝐶 = (5)
𝑊𝑙𝑖𝑞 𝑊𝑙𝑖𝑞

c) CICLO REAL DE REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR

O ciclo real para refrigeração difere do ideal principalmente pelas irreversibilidades que
ocorrem nos componentes, entre eles podemos citar o atrito do fluido e a transferência de calor na
tubulação para a vizinhança, não apenas no condensador e no evaporador. Há também uma
dificuldade em controlar precisamente o estado que o refrigerante sai do evaporador e entra no
condensador, mas há dispositivos para aquecê-lo na entrada do compressor e garantir que esteja
como vapor saturado.

Figura 4: Ciclo real de refrigeração por compressão de vapor

Por causa das irreversibilidades, há um aumento no volume específico e, por isso, um


aumento na potência necessária no compressor uma vez que o trabalho é proporcional ao volume
específico. Há também efeitos de atrito dentro do compressor, causando variações na entropia
do sistema. A redução na entropia pode ser mais vantajosa que o processo isentrópico, pois o
refrigerante é resfriado durante a compressão.
O processo real também difere do ideal pela inevitável queda de pressão na saída do
condensador e nas linhas e válvula de expansão. Na saída do condensador não é possível ter a
precisão para que o refrigerante saia com líquido saturado, como no caso ideal, e isso não é
desejável quando ele se dirigir para a válvula de expansão. Para evitar esse fenômeno ele é sub-
resfriado por algum dispositivo antes de chegar na válvula. Outro ponto de diferença é que a válvula
e o evaporador se localizam muito próximos entre si para reduzir as quedas de pressão na linha e as
trocas de calor com o meio.

d) CICLO DE COMPRESSÃO DE VAPOR COMO BOMBA DE CALOR

Sistemas de aquecimento tem como grande problema o congelamento em climas úmidos


que atrapalha o processo de transferência de calor. As bombas de calor não são dispositivos muito
usuais nas residências em nosso país devido ao clima tropical.
Apesar do elevado custo de instalação quando comparada a outros sistemas de
aquecimento, elas são mais econômicas a longo prazo. Isso se dá porque a energia mais comum
para as bombas de calor vem do ar atmosférico (água e solo também são comuns). Sistemas que
utilizam água são de acesso mais difícil, mas também apresentam um coeficiente de rendimento
maior. Sistemas que utilizam o solo (geotérmicos) são bastante complicados uma vez que a
tubulação deve ser enterrada uma grande profundidade para garantir que o solo esteja sempre a
mesma temperatura.
Um problema na utilização de bombas de calor é a queda na eficiência dela devido a queda
de temperatura e por isso necessitam um outro sistema de aquecimento auxiliar.
As bombas de calor e refrigeradores têm os mesmos componentes mecânicos e por isso o
mesmo sistema pode ser usado ambas às finalidades (aquecer ou resfriar o ambiente), apenas com
a adição de uma válvula reversível no ciclo.
Figura 5: Máquina operando como bomba de calor e como refrigerador

e) SISTEMAS TÉRMICOS T7082

Figura 6: Bancada de medição de sistemas térmicos


NÚMERO COMPONENTE FUNÇÃO

1 Compressor Utilizado para aumentar a pressão do refrigerante e


consequentemente a sua temperatura. Também é
responsável pela circulação do fluido

2 Reservatório de líquido Tipo de tanque utilizado para armazenar para quando não
estiver em utilização o refrigerante líquido para lidar com
as variações de carga térmica

3 Condensador Retira calor do refrigerante e o transforma de vapor para


líquido (também pode trabalhar como evaporador no fluxo
inverso)

4 Controlador de temperatura Mede a temperatura do ambiente para desligar quando


ele já estiver na temperatura ajustada como a desejada e
religar depois que a temperatura sair da faixa.

5 Amperímetro do compressor Medir a corrente puxada pelo compressor para realizar


trabalho sobre o líquido

6 Válvula de segurança Permite a passagem de fluido somente na direção


indicada

7 Filtro Retira impurezas e umidade do fluido de trabalho. Pode


haver mais de um no sistema

8 Rotâmetro Medir a vazão no qual o fluido está escoando na


tubulação

9 Indicador de umidade/ Visor Verificar a existência de bolhas para verificar se o sistema


do líquido se encontra em regime permanente

10 Válvula de expansão Responsável por aumentar a pressão do fluido e por


automática consequência a sua temperatura

11 Tubo capilar Aumenta a pressão e a temperatura do fluido de trabalho


(um outro tipo de válvula de expansão)

12 Medidor de pressão Medição da pressão na entrada ou saída dos


componentes.

13 Medidor de temperatura Pegar os dados de temperatura depois dos componentes.


14 Válvula de expansão Ocorre o aumento da pressão e da temperatura do fluido.
termostática

15 Termostato/Pressostato Controla a pressão de acionamento e desligamento do


compressor para evitar que este sofra algum dano

16 Evaporador Retira calor do espaço refrigerado e passa para o fluido


de trabalho que evapora (passa de líquido para
gás)(também pode trabalhar como condensador no fluxo
inverso)

17 Acumulador Impede a entrada de refrigerante no estado líquido no


compressor para evitar danos

18 Válvula inversora Inverter o sentido de passagem para fazer com que a


bancada possa trabalhar tanto como refrigerador tanto
como bomba de calor

2) OBJETIVOS

● Compreender o funcionamento de ciclo de refrigeração a vapor;


● Apresentar os principais componentes e sua funções;
● Compreender o funcionamento do ciclo de compressão de vapor como bomba de calor;
● Elaborar um modelo termodinâmico para a análise do ciclo de compressão a vapor,
operando como bomba de calor;
● Elaborar um modelo termodinâmico para análise do ciclo de refrigeração por compressão de
vapor operando como refrigerador.

3) METODOLOGIA

Os primeiros passos para a realização das medidas foram comuns para o ciclo de
refrigeração e de bomba de calor:
● Localizar a chave de energia e certificar que esteja desligada;
● Na chave de modo, certificar que esteja no modo de espera;
● No pressostato ajustar a escala de corte interno e certifique-se de que esteja ajustada para
45 psi e a de corte externo esteja ajustada para 200 psi. Ajuste se for necessário.
Depois que ajustamos esses parâmetros iniciais iniciou-se a realização dos procedimentos para ligar
o sistema como refrigerador
a) Refrigerador
Para utilizar o sistema como refrigerador às válvula de expansão automática (v-5) (elemento
10) foram abertas para liberar o escoamento através do dispositivo de expansão. As demais válvulas
(v-1, v-2, v-3, v-4, v-6) devem permanecer fechadas para que não permita escoamento por elas.
Em seguida, foi realizada uma verificação se as válvulas do reservatório (elemento 2)
estavam fechadas depois que o nível de refrigerante em circulação estava como desejado e a chave
de alimentação principal foi ligada. O visor mostrava a temperatura da sala nas proximidades das
aletas do evaporador. Antes de iniciar o fluxo pelo sistema, é necessário ajustar uma temperatura
para desligar o compressor pressionando o botão ‘SET’ (no elemento 4) de 9°C ( o compressor irá
desligar quando essa temperatura for alcançada). Ao pressionar o botão mais uma vez, ajustar a
temperatura diferencial para 10°C para estabelecer quando o compressor será religado (quando a
temperatura estiver a 19°C). E depois disso, pressione o botão mais uma vez para ajustar o modo de
uso do equipamento (aquecimento/resfriamento) para resfriamento (C1) e por fim pressionar mais
uma vez o ‘SET’ para retornar ao início onde o visor mostra a temperatura ambiente.
Após ajustar todos os parâmetros, verificou-se que as válvulas para o rotâmetro (elemento 8)
estavam abertas para realizar medições de vazão e assim, a chave de seleção foi girada para o
modo cooling e também foram ligados os ventiladores e o compressor.
Esperar até o sistema entrar em regime permanente pela observação da existência de
bolhas no visor de líquido para a realização das medidas de pressão, temperatura, corrente e vazão.

b) Bomba de Calor

No modo de bomba de calor, apenas a válvula 6 deve estar aberta e as demais devem estar
fechadas evitando que o fluxo escoe por elas.
A chave de alimentação principal foi colocada na posição ligada. O visor mostrava a
temperatura da sala nas proximidades das aletas do evaporador. Antes de iniciar o fluxo pelo
sistema, é necessário ajustar uma temperatura para desligar o compressor pressionando o botão
‘SET’ (no elemento 4) de 45°C ( o compressor irá desligar quando essa temperatura for alcançada).
Ao pressionar o botão mais uma vez, ajustar a temperatura diferencial para 10°C para estabelecer
quando o compressor será religado (quando a temperatura estiver 10°C abaixo de 45°C, ou seja,
35°C). E depois disso, pressione o botão mais uma vez para ajustar o modo de uso do equipamento
(aquecimento/resfriamento) para aquecimento (H1) e por fim pressionar mais uma vez o ‘SET’ para
retornar ao início onde o visor mostra a temperatura ambiente.
Depois disso, a chave de seleção foi girada para o mode heating e o ventilador e o
compressor foram ligados. Aguardou-se até que atingisse regime permanente e foram realizadas as
leituras nos medidores.
4) RESULTADO E DISCUSSÕES

a) Refrigeração

Foram registrados as diversas medidas realizadas na bancada experimental T7082, os


dados medidos durante o experimento seguem na tabela abaixo;

Descrição Valor Incerteza

Temperatura ambiente 23,0 ºC ± 0,5 °C

Corrente do compressor 4A ± 0,5 A

Tensão de alimentação do 127V N/A


compressor

Temperatura Sensor 1 (T1) 14,0 °C ± 0,5°C

Pressão Sensor 1 (P1) 3,0 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 2 (T2) 67,0 °C ± 0,5°C

Pressão Sensor 2 (P2) 12,0 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 3 (T3) 41,0 °C ± 0,5°C

Pressão Sensor 3 (P3) 9,5 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 4 (T4) 8,0 °C ± 0,5°C

Pressão Sensor 4 (P4) 3,0 bar ± 0,25 bar

Diâmetro do soprador 116 mm ± 1 mm

Velocidade do ar através do 10,0 m/s ± 0,1 m/s


condensador

Velocidade do ar através do 9,43 m/s ± 0,1 m/s


evaporador

Temperatura do ar no 33,0 °C ± 0,5 °C


Condensador

Temperatura do ar no 14,3 °C ± 0,5 °C


Evaporador
Rotâmetro 30 mm ± 1 mm

Os pontos de medidas dos sensores de temperatura e pressão 1, 2, 3 e 4 estão posicionados


conforme a figura 3.

Figura 7 - Esquema da Prática de Refrigeração

A bancada experimental utiliza o fluido refrigerante R134a para seu funcionamento,


utilizando-se o software EES e os valores de pressão e temperatura dos pontos 1, 2, 3 e 4 é possível
determinar suas propriedades termodinâmicas.

● Propriedades Termodinâmicas:

Figura 8 - Propriedades Termodinâmicas Refrigeração


Para o cálculo das propriedades termodinâmicas, vazão do fluido refrigerante, potência de
compressão, calor rejeitado no condensador, capacidade frigorifica, COP, grau de superaquecimento
e subaquecimento, eficiência isoentrópica do compressor, vazão do ar no condensador e evaporador
e potência elétrica consumida no compressor foram utilizadas as equações mostradas na figura 9;
Figura 9 - Equações de propriedades termodinâmicas EES

b) Bomba de Calor

Foram realizadas diversas medidas na bancada experimental T7082, os dados medidos


durante o experimento seguem na tabela abaixo;

Descrição Valor Incerteza

Temperatura ambiente 28,9 °C ± 0,5 °C

Corrente do compressor 3A ± 0,5 A

Tensão de alimentação do 127V N/A


compressor
Temperatura Sensor 1 (T1) 68 °C ± 1°C

Pressão Sensor 1 (P1) 11,5 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 2 (T2) 27 °C ± 1°C

Pressão Sensor 2 (P2) 1 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 3 (T3) -3 °C ± 1°C

Pressão Sensor 3 (P3) 1 bar ± 0,25 bar

Temperatura Sensor 4 (T4) 41 °C ± 1°C

Pressão Sensor 4 (P4) 12 bar ± 0,25 bar

Diâmetro do soprador 116 mm ± 1 mm

Velocidade do ar através do 10,75 m/s ± 0,05 m/s


condicionador

Velocidade do ar através do 9,8 m/s ± 0,05 m/s


evaporador

Temperatura do ar no 37,3 °C ± 0,5 °C


Condensador

Temperatura do ar no 22,4 °C ± 0,5 °C


Evaporador

Os pontos de medidas dos sensores de temperatura e pressão 1, 2, 3 e 4 estão posicionados


conforme a figura 6.
Figura 10 - Esquema da Prática de Bomba de Calor

● Propriedades Termodinâmicas:

Figura 11 - Propriedades Termodinâmicas Bomba de Calor

Para o cálculo das propriedades termodinâmicas, vazão do fluido refrigerante, potência de


compressão, calor rejeitado no condensador, capacidade frigorifica, COP, grau de superaquecimento
e subaquecimento, eficiência isoentrópica do compressor, vazão do ar no condensador e evaporador
e potência elétrica consumida no compressor foram utilizadas as equações mostradas na figura 12;
Figura 11 – Equação para cálculo das propriedades termodinâmicas

5) CONCLUSÃO

Nos experimentos foi possível verificar o funcionamento dos ciclos termodinâmicos de


refrigeração e bomba de calor, porém a falta do controle do ambiente e leituras pouco precisas
resultaram em valores calculados de eficiência do compressor e de COP de refrigeração fora do
estabelecido teórico.
Pode-se verificar também que existe uma troca de calor entre os dutos do equipamento com
o ambiente que não são previstos nos cálculos teóricos dos ciclos térmicos. Com os experimentos
pode-se entender melhor o funcionamento dos ciclos trocadores de calor
ATIVIDADES PROPOSTAS

a) Apresente duas vantagens e duas desvantagens do uso do tubo capilar em sistemas


de refrigeração.
O tubo capilar é um tubo com diâmetro reduzido para aumentar diminuir a pressão do fluido e
sua temperatura também, suas principais vantagens estão na sua simplicidade, por não apresentar
partes móveis e no seu baixo custo. Entretanto por causa de sua simplicidade, ele apresenta um
diâmetro fixo e por isso têm dificuldade para se ajustar a cargas térmicas e pode ser obstruído por
ocasionais elementos estranhos que não fiquem retidos nos filtros.
b) Descreva o funcionamento da válvula de expansão termostática.
A válvula de expansão termostática soluciona o problema de regulagem de fluxo de
refrigerante, na saída do evaporador em um superaquecimento aproximadamente constante. Quando
o superaquecimento aumenta devido a carga térmica, o fluxo aumenta até que o valor de torne
constante novamente e o inverso ocorre quando a carga térmica diminui). Dessa forma, ela permite
que o evaporador permaneça nas condições de operação

6) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
● Çengel, Y., Boles, M. (1995). TERMODINAMICA. 7th ed. SÃO PAULO: McGRAW-
HILL.
● http://www.maxlabor.com.br/blog/tubo-capilar/ (acesso em 17/04/2018)
● ALEGRIAS,J.G.P; BANDARRA, E.P; MENDONÇA, O.S.H.(2010) Efeito das
dimensões do tubo capilar como elemento de expansão num sistema de refrigeração
doméstico; (ABCM-Associação Brasileira de Engenharia e Ciências Mecânicas)
● http://www.professor.unisinos.br/mhmac/Refrigeracao/CAP3_REF_2015_v1.pdf
(acesso em 17/04/2018)
● http://www.professor.unisinos.br/mhmac/Refrigeracao/disposit_exp.pdf (acesso em
17/04/2018)