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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Caderno de Questões

Português

Questão 1: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Ortografia - Casos Gerais e Emprego das Letras
Assinale a alternativa em que TODAS as palavras estão escritas corretamente.

a) Anceio / enrigecer/ jaboticaba


b) Acrécimo / enchugar / fulijem
c) Escedente / enchuto / gorgeta
d) Sucetível / extornar / gorgeiam
e) Excursão / inchaço / vertigem
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Questão 2: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Acentuação
Assinale a alternativa cuja palavra destacada deve, obrigatoriamente, ser acentuada.

a) Pediu que utilizasse o dinheiro com parcimonia.


b) Apesar de ter esquecido o dever, a professora decidiu não puni-lo.
c) Não era possível visualizar os micro-organismos a olho nu.
d) Fizeram isso com o intuito de prejudicá-lo.
e) ' É necessário revisar os hífens após a mudança no acordo.
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Questão 3: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Conjugação. Reconhecimento e emprego dos modos e tempos verbais
Caso de Canário

Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

- Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é
diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

- Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

- Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

- Vai, meu bem.

Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É,
esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

- Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe
a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à
cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem
para dentro de si mesmo.

No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

-Ui!

Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

- Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(Carlos Drummond de Andrade, Cadeira de Balanço, 1966, Ed. José Olympio).


Leia o fragmento abaixo retirado do texto.

O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.

Assinale a alternativa cuja locução verbal destacada apresenta tempo equivalente ao do verbo "ficara", na oração acima.

a) O juiz tem estado muito atarefado nessas últimas semanas.


b) Se tivesse chegado mais cedo, encontraria o advogado.
c) Ele teria sido solto, porém cometeu outro delito.
d) Espero que ele tenha trazido os documentos necessários.
e) O advogado de defesa tinha apresentado provas irrefutáveis.

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Questão 4: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Colocação pronominal
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação à colocação pronominal.

a) Não se lembrou de trazer os documentos solicitados.


b) Perdeu seu crachá, agora negam-se a deixá-lo entrar.
c) Se atrasou 30 minutos para a reunião.
d) Soube que acusaram-no sem provas.
e) Fugiu e não entregou-se à polícia.
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Questão 5: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Pontuação (ponto, vírgula, travessão, aspas, parênteses etc)
Caso de Canário

Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

- Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é
diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

- Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

- Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

- Vai, meu bem.

Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É,
esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

- Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe
a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à
cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem
para dentro de si mesmo.

No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

-Ui!

Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

- Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(Carlos Drummond de Andrade, Cadeira de Balanço, 1966, Ed. José Olympio).


Assinale a alternativa em que a pontuação alterada do texto NÃO modifica o sentido da oração e nem prejudica gramaticalmente.

a) "Coube à cozinheira, recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém".
b) "O canário, nem sequer abriu o olho".
c) "Embebeu de éter, a bolinha de algodão( ... )".
d) "Nenhum de nós, teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria".
e) "- Primeiro, tragam-me um vidro de éter e algodão".
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Questão 6: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Regência Nominal e Verbal (casos gerais)
Leia a tirinha abaixo para responder à questão.

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Conforme o segundo quadrinho, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, é correto afirmar que

a) ocorre um erro de regência verbal, o correto seria "Esqueceu-se dos vizinhos?".


b) a regência do verbo "esquecer" está correta, pois este é transitivo indireto.
c) o verbo "esquecer" aceita duas regências, a explicitada e a que utiliza o pronome obliquo "se": "Esqueceu-se dos vizinhos?".
d) ocorre um erro de regência verbal, pois o verbo "esquecer" é sempre transitivo direto.
e) a regência está correta, pois o verbo aceita duas regências "Esqueceu os vizinhos?" e "Esqueceu dos vizinhos?".
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Questão 7: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Crase
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação à ocorrência de crase.

a) Para adentrar ao evento, era necessário vestir-se à caráter.


b) A opinião do juiz foi análoga à que eu dei.
c) Foi condenado à dois anos de prisão.
d) Aplicou o treinamento à toda comissão presente no evento.
e) Era ele o juiz à quem nos reportávamos.
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Questão 8: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Concordância (Verbal e Nominal)
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta em relação à concordância nominal.

a) É expressamente proibido a entrada de pessoas não autorizadas no local.


b) A bebida não está incluso no cardápio.
c) Bastantes pessoas compareceram ao julgamento de uma celebridade hollywoodiana.
d) As fichas cadastrais estão anexo ao restante dos documentos.
e) Elas mesmo optaram por contratar o advogado.
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Questão 9: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017


Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Caso de Canário

Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabo do canário:

- Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é
diferente, ainda não teve tempo de afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.

- Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?

- Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom, vá.

O sogro e a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

- Vai, meu bem.

Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É,
esse está mesmo na última lona e dói ver a lenta agonia de um ser tão precioso, que viveu para cantar.

- Primeiro me tragam um vidro de éter e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegou-o na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe
a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à
cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata de lixo.

Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem
para dentro de si mesmo.

No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

-Ui!

Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da silva, com uma fome danada?

- Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitar, por sua vez.

(Carlos Drummond de Andrade, Cadeira de Balanço, 1966, Ed. José Olympio).


De acordo com o texto, é correto afirmar que

a) o homem ficou aliviado pelo fato do canário ter aparecido vivo no dia seguinte.
b) apesar do pescoço quebrado, no outro dia, o canário apareceu vivo na lata de lixo.
c) o éter curou o canário de sua enfermidade.
d) o homem afeiçoara-se ao bichinho, por isso não queria ter a missão de executá-lo.
e) o canário, na realidade, não estava adoecido.
Esta questão possui comentário do professor no site. www.tecconcursos.com.br/conteudo/questoes/547177

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 3/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Questão 10: INSTITUTO MAIS - Promo Esp (TCE-SP)/TCE-SP/Auxiliar Técnico da Fiscalização/2017
Assunto: Interpretação de Textos (compreensão)
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado
dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semidemência de Quincas
Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal;
porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: - Não tive filhos, não transmiti
a nenhuma mcriatura o legado da nossa miséria.

(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. _27. ed. São Paulo: Atica,1999. p. 176).
De acordo com o fragmento, é possível afirmar que

a) Brás Cubas relembra sua vida, lastimando o fato de ter morrido.


b) tendo trabalhado muito em vida, Brás Cubas vangloria-se por não ter gerado filhos para transmitir o legado da miséria humana.
c) Brás Cubas lastima a perda de seus grandes amigos e o fato de a vida ter-lhe sido tirada antes de quitar seu saldo negativo.
d) Brás Cubas lamenta o fato de que a vida não tenha lhe oferecido nada positivo.
e) Brás Cubas enfatua-se do fato de não ter gerado filhos.
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Questão 11: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Problemas causados pela obesidade são um risco para a
saúde dos jovens

Se estar acima do peso já é um problema para os adultos, imagina para uma criança, que está começando a viver? Segundo especialistas, jovens; obesos ou acima do
peso são cinco vezes mais suscetíveis a permanecerem nesta condição quando adultos.

A endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Sindrome Metabólica (Abeso), aponta algumas doenças que
podem afetar a vida dos jovens acima do peso.

O número de meninos acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 3'1 .0%, respectivamente. Já o número de meninas acima do peso
passou. no mesmo período, de 8,6 para 32%, segundo dados do lnstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGDE.). Diabetes, hipertensão e doenças crônicas ligadas
á obesidade , que antes apareciam só na idade adulta. estão atingindo crianças também. A obesidade depende é a predisposição genética e pode piorar problemas já
existentes. Por exemplo, se a pessoa tem asma, ela terá acessos piores se for obesa. Isso sem contar o bullying que as crianças obesas sofrem", diz diretora .

Watter Taam, pediatra e integrante do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, alerta ainda para outros problemas que a obesidade. pode
acarretar. "O excesso de peso pude provocar alterações ortopédicas, como problemas nos joelhos. por exemplo. Como os obesos suam mais. correm mais risco de
apresentar doenças de pele. Pessoas acima do peso também correm risco de ter apneia do sono•, explica o médico.

Cabe aos pais ficarem atentos e darem bons exemplos para evitar que os filhos .sofram com os problemas provocado:. pela obesidade, ressalta Maria Edna.

Existem várias questões sociais envolvidas também quando falamos de obesidade. Muitas mães· trabalham fora, não têm tempo de preparar uma comida saudável para
os filhos. As crianças ficam mais tempo em casa, porque a violência aumentou, e se tornaram mais sedentárias. Porem, as famílias devem ter consciência do que
compram para dentro de casa. [...]

É possível combater o excesso de peso ainda na infância. explica Taam. "Existem evidências de que o aleitamento materno ajuda a evitar a obesidade. O hábito alimentar
fica estabelecido nos dois primeiros anos de vida. A questão começa a complicar Quando são introduzidos os alimentos. Se a criança não adquire bons hábitos cedo,
depois é difícil mudar. E, se houver uma predisposição genética. a chance de ser um adulto obeso aumenta. A participação da família na alimentação é essencial. Não faz
sentido beber refrigerante na frente do filho e dizer que ele não pode fazer o mesmo porque está de dieta. Atividades físicas que ajudem a gastar energia são
importantes. além de visitas regulares ao médico. A criança não fica obesa de um dia para o outro, é preciso fazer um acompanhamento de seu crescimento e evolução",
recomenda o médico.

(In: http://redeglobo.com/globoeducacao/noticia/2013/08/problemas-causados-pela-obesidade-sao-um-risco-para-saude-dos-jovens-html. Acesso em 25/06/2016).


Dentre as medidas relacionadas no texto para evitar a obesidade infantil, é(são) citada(s)

a) a predisposição genética.
b) alterações ortopédicas.
c) a amamentação.
d) a qualidade do sono
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Questão 12: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Problemas causados pela obesidade são um risco para a
saúde dos jovens

Se estar acima do peso já é um problema para os adultos, imagina para uma criança, que está começando a viver? Segundo especialistas, jovens; obesos ou acima do
peso são cinco vezes mais suscetíveis a permanecerem nesta condição quando adultos.

A endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Sindrome Metabólica (Abeso), aponta algumas doenças que
podem afetar a vida dos jovens acima do peso.

O número de meninos acima do peso mais que dobrou entre 1989 e 2009, passando de 15% para 3'1 .0%, respectivamente. Já o número de meninas acima do peso
passou. no mesmo período, de 8,6 para 32%, segundo dados do lnstituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGDE.). Diabetes, hipertensão e doenças crônicas ligadas
á obesidade , que antes apareciam só na idade adulta. estão atingindo crianças também. A obesidade depende é a predisposição genética e pode piorar problemas já
existentes. Por exemplo, se a pessoa tem asma, ela terá acessos piores se for obesa. Isso sem contar o bullying que as crianças obesas sofrem", diz diretora .

Watter Taam, pediatra e integrante do Comitê de Nutrologia da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro, alerta ainda para outros problemas que a obesidade. pode
acarretar. "O excesso de peso pude provocar alterações ortopédicas, como problemas nos joelhos. por exemplo. Como os obesos suam mais. correm mais risco de
apresentar doenças de pele. Pessoas acima do peso também correm risco de ter apneia do sono•, explica o médico.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 4/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Cabe aos pais ficarem atentos e darem bons exemplos para evitar que os filhos .sofram com os problemas provocado:. pela obesidade, ressalta Maria Edna.

Existem várias questões sociais envolvidas também quando falamos de obesidade. Muitas mães· trabalham fora, não têm tempo de preparar uma comida saudável para
os filhos. As crianças ficam mais tempo em casa, porque a violência aumentou, e se tornaram mais sedentárias. Porem, as famílias devem ter consciência do que
compram para dentro de casa. [...]

É possível combater o excesso de peso ainda na infância. explica Taam. "Existem evidências de que o aleitamento materno ajuda a evitar a obesidade. O hábito alimentar
fica estabelecido nos dois primeiros anos de vida. A questão começa a complicar Quando são introduzidos os alimentos. Se a criança não adquire bons hábitos cedo,
depois é difícil mudar. E, se houver uma predisposição genética. a chance de ser um adulto obeso aumenta. A participação da família na alimentação é essencial. Não faz
sentido beber refrigerante na frente do filho e dizer que ele não pode fazer o mesmo porque está de dieta. Atividades físicas que ajudem a gastar energia são
importantes. além de visitas regulares ao médico. A criança não fica obesa de um dia para o outro, é preciso fazer um acompanhamento de seu crescimento e evolução",
recomenda o médico.

(In: http://redeglobo.com/globoeducacao/noticia/2013/08/problemas-causados-pela-obesidade-sao-um-risco-para-saude-dos-jovens-html. Acesso em 25/06/2016).

Os pais podem reduzir a chance de suas crianças se tomarem obesas. se tomarem atitudes como

a) levar seu filho a um endocrinologista, tão logo atinja a adolescência.


b) consumir apenas alimentos saudáveis na frente dos filhos.
c) conversar com os filhos para se certificar de que estes não são vitimas de bullying.
d) cuidar para que as crianças só se alimentem dentro de casa.
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Questão 13: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa na qual a palavra destacada esteja empregada no sentido figurado.

a) Ana tem medo de todo tipo de fera.


b) Você pretende viajar naquele avião?
c) Sua vizinha.,além de ser rabugenta. é urna jararaca!
d) Aquela cobra foi encontrada no meio do matagal.
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Questão 14: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a oração que apresente ERRO da ott04J1-afü.-1.

a) Quem já foi rei nunca perde a majestade!


b) Que ideia esplêndida a sua!
c) Preciso analizar melhor a situação.
d) A freguesa de meu tio pediu-lhe fiado.
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Questão 15: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa correta quanto ás regras de acentuação gráfica.

a) Encontrou-se uma jibóia dentro daquela floresta.


b) Elas crêem na justiça divina.
c) Espero que eles averiguem o ocorrido.
d) Ele nunca pôde levar a filha para uma viagem ao exterior.
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Questão 16: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa na qual a palavra "porque" exerce a função de substantivo na oração.

a) Por que você não conta toda a verdade?


b) Conte-me por que está tão triste'
c) Não disse nada antes porque queria fazer uma surpresa.
d) Nunca soube o porquê de sua atitude agressiva
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Questão 17: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa correta cuja palavra destacada seja um adjetivo simples e derivado.

a) "No comunicado. o teu pediu desculpas pelo inconveniente, e agradeceu '30S \1isitantes 'pela cooperação e paciência.,,.
b) "A diocese de Roma havia. prometido punir com rigor esse lipo de comportamento que classificou de indigno.
c) "Os infelizes gostam de se unir uns aos outros."
d) "Com maracatu e tango executados ao vivo, o espetáculo multimídia aborda episódios da trajetória sociocultural brasileira e faz um paralelo com a situação
atual."
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Questão 18: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016

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Assunto:
Assinai~ a oração que NÃO contenha numeral.

a) A religiosa pegou seu terço e rezou até o dia raiar.


b) Em junho deste ano, Rafael Nadai foi o quarto colocado no ranking da ATP.
c) Na semana passada a, a rodovia operou em mão dupla.
d) Ambas as irmãs estudaram em colégio público
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Questão 19: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa correta cuja locução destacada tenha valor de advérbio.

a) Deixe de ter esse comportamento de criança!


b) Para chegar ao seu destino, vire à esquerda.
c) O candidato começou a estudar há um ano.
d) Alto lá, cidadão! A área está interditada!
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Questão 20: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a alternativa ,cujo verbo destacado esteja corretamente conjugado no pretérito.

a) Se tivesse dinheiro, compraria aquela casa!


b) Fazermos tudo o que queremos!
c) Quando cheguei ao apartamento, o assaltante já abandonara o local.
d) Tudo ficará mais fácil depois que fizermos as pazes.
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Questão 21: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a oração em que o verbo destacado esteja corretamente conjugado no modo imperalivo.

a) Medis vossas palavras, per favor!


b) Tenhas mais fé em ti mesmo'
c) Não ficais tão desesperados assim!
d) Sê honesto e não te arrependerás!
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Questão 22: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
De acordo com as normas gramaticais, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Gostaria que me desse essa p;,nela para eu fazer a comida. ..


b) Desculpe, mas esse assunto ficou entre eu e ela.
c) Nunca mais diga palavras tão rudes contra mim!
d) Sobre mim e meus amigos há muitas calúnias sendo publicadas.
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Questão 23: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a oração cuja regência da palavra destacada esteja correta.

a) Estou muito curioso por conhecer aquele artista famoso


b) Adriana está farta .com suas investidas amorosas.
c) Os garotos sempre têm muitas dúvidas com a profissão a seguir.
d) Meu amor, estou apaixonado cm você!
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Questão 24: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a. alternativa que contenha um.a oração que esteja de acordo;com as regras de concordância nominal.

a) Cláudio acertou merias questões rio que eu.


b) Denise só bebeu uma taça de vinho e já ficou meia tonta. , ..
c) Estavam assustadas as crianças e os idosos.
d) Acho muito útil esses aparelhos modernos.
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Questão 25: INSTITUTO MAIS - Ana RH (CM Osasco)/CM Osasco/2016


Assunto:
Assinale a oração em que o emprego da crase seja facultativo.

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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
a) A medida que falava, todos o aplaudiam extasiados.
b) O cantor dedicou a música a Helena, sua fã mais fiel.
c) Pediram um favor àquela pessoa influente.
d) Seu estilo à Romero Britto o fizeram conhecido no mundo das artes.
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Questão 26: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.


No que se refere ao novo aluno, mencionado no texto, leia as afirmativas abaixo.

I. Os alunos estranharam a forma como o novo aluno falava, afinal, como a professora admitiu, o Brasil possui várias línguas, além do português.

lI. A. professora, a princípio, teve dificuldade para entender o significado da palavra "pechar''.

IlI. O estranhamento presente na palavra "pechar" reside no fato de que o português foi influenciado pelo espanhol, e por isso, essa palavra até então
desconhecida, foi descoberta pela professora como um estrangeirismo.

É correto o que se afirma em

a) lI, apenas.
b) I e lI, apenas.
c) lI e IlI, apenas.
d) I, II e III.
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Questão 27: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 7/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.


As alternativas abaixo apresentam os verbos destacados no pretérito imperfeito do indicativo, EXCETO, uma. Assinale-a.

a) " ... afinal, todos falavam português ... "


b) " ... variava a pronúncia, mas a língua era uma só ... "
c) " ... E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua ... "
d) " ... Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara ... "
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Questão 28: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos

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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Assinale a alternativa correta que seja um exemplo de aposto.

a) "...No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho" ... "
b) " ... Variava a pronúncia, mas a língua era uma só ... "
c) "... A professora, que já era uma profissional experiente, explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim ... "
d) " ... Afinal, todos falavam português ...
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Questão 29: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Assinale a alternativa correta cujo termo destacado seja um exemplo de conjunção explicativa.

a) "A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim".
b) "No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho", porque era gaúcho" ..
c) "Variava a pronúncia, porém a língua era uma só". -
d) "Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho, no entanto, o entendera".
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Questão 30: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!
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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.


As alternativas abaixo apresentam trechos adaptados do texto. Analise as afirmativas a respeito dos verbos.

I. "O apelido foi instantâneo e, sem que ela esperasse, naquele excepcional dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho"'. O termo destacado
é um verbo na forma nominal do gerúndio.

II. "Variava a pronúncia, porém o idioma é o mesmo. E os alunos não achavam espetacular que num país do tamanho do Brasil todos falassem em consonância a
mesma língua". O termo destacado é um verbo na forma nominal do particípio.

IlI. A professora sorriu, porém arrependeu-se e achou que não era caso para sorrir. O termo destacado é um verbo na forma nominal do infinitivo.

É correto o que se afirma em

a) I e lI, apenas.
b) lI e IlI, apenas.
c) I e IlI, apenas.
d) I, lI e IlI.
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Questão 31: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Na frase: "Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente", usa-se o "porquê" de forma separada, pois

a) a frase é uma pergunta indireta.


b) a frase apresenta uma afirmativa.
c) há uma substantivação do termo.
d) há a presença de uma conjunção integrante.
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Questão 32: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

As- alternativas abaixo apresentam preposições destacadas, EXCETO, uma. Assinale-a.

a) "No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de 'Gaúcho'".
b) "Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado".
c) "E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua".

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 11/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
d) "Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho".
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Questão 33: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

"O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de 'Gaucho"'

O termo destacado pode ser substituído, sem que haja prejuízo semântico, por

a) inevitável. .
b) rápido.
c) controverso.
d) indiscreto.
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Questão 34: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

Assinale a alternativa correta na qual o uso do "que" tenha valor de pronome relativo. -

a) A professora explicou que cada região tinha seu idioma.


b) - Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.
c) A professora sorriu . Depois achou que não era caso para sorrir.
d) Não podia admitir que não o entendera.
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Questão 35: INSTITUTO MAIS - AssA (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/2016


Assunto:
Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com
um sotaque carregado.

- Aí, Gaúcho!
- Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes
assim. Afinal, ~dos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos
falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

- Mas o Gaúcho fala "tu"! - disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

- E fala certo - disse a professora. - Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

- O pai atravessou a sinaleira e pechou_


-O que?
- O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum
hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

- O que foi que ele disse, tia?- quis saber o gordo Jorge.
- Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.
- E o que é isso?
- Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.
- Nós vinha ...
- Nós vínhamos.
- Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que
não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas "pechar" o que era? Bater claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos
dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que
era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!
- Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

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Assinale a alternativa que apresenta ERRO em relação ao uso do "porquê".

a) "Os alunos quiseram entender por que a professora ficou tão alterada".
b) "É preciso que todos entendam o porquê da gravidade do problema".
c) "Não resolveram hoje o problema com a professora por quê?"
d) "Todos aceitaram a situação por que era mais conveniente".
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Questão 36: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

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02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.
Assinale a alternativa que apresenta a definição correta do termo “recenseamento”.

a) Operação administrativa que consiste em determinar o número dos habitantes de um país, de uma cidade, com discriminação de sexo, nacionalidade, profissão
etc.
b) Transcrição de pesquisas realizadas sobre as insatisfações da família brasileira.
c) Reportagem feita com a família para saber sobre a taxa de mortalidade infantil.
d) Pesquisa feita por empresas para saber qual o nível de satisfação das famílias brasileiras em relação aos produtos industrializados.
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Questão 37: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

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Na frase: — O senhor, outra vez?!, a senhora que atende o pesquisador, demonstra

a) admiração com a presença do rapaz, pois ele se deslocou de longe para visitá-la.
b) irritação, pois ele acabou de bater à porta e retorna novamente para incomodá-la.
c) dúvida, uma vez que os sinais de interrogação e exclamação demonstram esse sentimento.
d) desconfiança, pois o moço estava sendo muito insistente em querer informações sobre a família.
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Questão 38: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

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— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Na frase: “A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo”, o narrador, ao dizer que o agente estava obstinado, se refere ao fato de
que ele estava

a) seguindo ordens do governo para poder realizar seu trabalho.


b) sendo inconveniente com os moradores, que não queriam falar.
c) realmente relutante em querer fazer a pesquisa com a família.
d) em dúvida se deveria ou não fazer a pesquisa com os moradores.
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Questão 39: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 17/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Na frase: “O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias", o termo “aonde" está empregado de maneira
correta. Assinale a alternativa na qual os termos “onde” e “aonde" estejam empregados INCORRETAMENTE.

a) Todos sabem aonde os proprietários da casa foram passar o final de semana?


b) Aonde estão todos os que moram na casa?
c) Alguém poderia informar onde ela está?
d) As notícias chegaram aonde ninguém havia pensado.
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Questão 40: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

https://www.tecconcursos.com.br/questoes/cadernos/experimental/7498194/imprimir 18/25
02/10/2018 TEC Concursos - Questões para concursos, provas, editais, simulados.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Assinale a alternativa correta cujo termo destacado seja um exemplo de verbo na forma nominal.

a) “Eu não vim vender, minha senhora."


b) “Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar."
c) “Não vou responder a perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!"
d) “O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções.”
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Questão 41: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

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Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Releia o texto e analise as afirmativas abaixo a respeito da colocação pronominal.

I. Na frase: “O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções”, o pronome destacado refere-se a esposa, uma vez que o
gesto é feita para que ela se cale.
II. Na frase: “O agente explica-lhe tudo com calma”, o pronome destacado se refere ao marido.
III. Na frase: “Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar”, o pronome destacado se refere ao marido.

É correto o que se afirma em

a) I e II, apenas.
b) I, lI e III.
c) III, apenas.
d) II e III, apenas
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Questão 42: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

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E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Assinale a alternativa correta que apresenta a explicação correta sobre o uso do “que” enquanto pronome relativo ou conjunção integrante.

a) “O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?". Nessa frase, o termo destacado . funciona como pronome relativo.
b) “Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel". Nessa frase, o termo destacado se refere a um pronome demonstrativo.
c) “Nao custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso". Nessa frase, o termo destacado funciona como pronome relativo.
d) “Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!” Nessa frase, o termo destacado funciona como pronome relativo, relacionando-se
com o substantivo "marido".
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Questão 43: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

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— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

As alternativas abaixo apresentam preposições essenciais, EXCETO, uma. Assinale-a.

a) “O marido e a mulher fizeram conforme o combinado para ficarem em paz.”


b) "Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?”
c) “O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções.”
d) “Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar."
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Questão 44: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

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— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Assinale a alternativa INCORRETA em relação ao uso da ênclise.

a) Não sabe-se por que os índios são tão maltratados.


b) Devemos respeitá-los porque são os donos dessa terra.
c) Todos querem vê-lo para indagar sobre a atitude do governo contra os índios.
d) Disseram-me que iriam à reunião por que gostariam de saber o motivo da injustiça.
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Questão 45: INSTITUTO MAIS - AnaT (CM S Parnaíba)/CM Sta de Parnaíba/Legislativo/2016


Assunto:
Caso de recenseamento

Carlos Drummond de Andrade

O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.

— Não quero comprar nada.

— Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.

— Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém. Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim?

E fecha-lhe a porta.

Ele bate de novo.

— O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?

— A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas
perguntinhas.

— Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!

A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.

— Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!

— Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele.

(Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o
questionário).

— Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.

— E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada!

— Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.

— Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo!

O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convertice-o de que não é nem camelô nem
policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele
espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.

E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida,
da curiosidade do governo.

— O senhor tem filhos, seu Ediraldo?

— Tenho três, sim senhor.

— Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?

— Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.

— Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?

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— Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.

— Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...

— Isso eu não sei, não me lembro.

E, voltando-se para a cozinha:

— Mulher, sabes o nome da Pipoca?

A mulher aparece confusa.

— Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.

Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.

— Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?

— Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente. Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

Assinale a alternativa correta que apresente um exemplo de conjunção adversativa.

a) No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era qaúcho.
b) — É, pode ser. Mas você viu o cabelo dele?
c) As duas senhoras ficaram admiradas, pois nunca tinham visto um índio com calça jeans.
d) Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
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Gabarito
1) E 2) A 3) E 4) A 5) E 6) A 7) B
8) C 9) A 10) E 11) C 12) B 13) C 14) C
15) D 16) D 17) Anulada 18) A 19) B 20) C 21) D
22) B 23) A 24) C 25) B 26) C 27) D 28) C
29) B 30) C 31) A 32) D 33) B 34) B 35) D
36) A 37) B 38) C 39) B 40) B 41) A 42) C
43) A 44) A 45) B

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