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Livro Eletrônico

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Passo Estratégico de Noções de Direito Constitucional p/ MPU (Analista - Especialidade


Direito) 2018

Professores: Equipe Túlio Lages, Murilo Soares, Tulio Lages

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Princípios Fundamentais. Direitos e deveres


individuais e coletivos.
Apresentação .................................................................................................................... 1!
Introdução ........................................................................................................................ 2!
Análise Estatística.............................................................................................................. 2!
Análise das Questões ........................................................................................................ 3!
Orientações de Estudo (Checklist) e Pontos a Destacar .................................................... 14!
Questionário de Revisão .................................................................................................. 51!
Anexo I – Lista de Questões ............................................................................................. 68!
Referências Bibliográficas ................................................................................................ 72!

APRESENTAÇÃO
Ol‡!
Meu nome Ž Tœlio Lages e, com imensa satisfa•‹o, serei o analista de Direito
Constitucional do Passo EstratŽgico!
Para conhecer um pouco sobre mim, segue um resumo da minha experi•ncia
profissional, acad•mica e como concurseiro:

Coordenador e Analista do Passo EstratŽgico - disciplinas: Direito Constitucional e


Administrativo.
Coach do EstratŽgia Concursos.
Auditor do TCU desde 2012, tendo sido aprovado e nomeado para o mesmo cargo nos
concursos de 2011 (14¼ lugar nacional) e 2013 (47¼ lugar nacional).
Ingressei na Administra•‹o Pœblica Federal como tŽcnico do Serpro (38¼ lugar, concurso
de 2005). Em seguida, tomei posse em 2008 como Analista Judici‡rio do Tribunal
Superior do Trabalho (6¼ lugar, concurso de 2007), onde trabalhei atŽ o in’cio de 2012,
quando tomei posse no cargo de Auditor do TCU, que exer•o atualmente.
Aprovado em inœmeros concursos de diversas bancas.
Graduado em Engenharia de Redes de Comunica•‹o (Universidade de Bras’lia).
Graduando em Direito (American College of Brazilian Studies).
P—s-graduado em Auditoria Governamental (Universidade Gama Filho).
P—s-graduando em Direito Pœblico (PUC-Minas).

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Estou extremamente feliz de ter a oportunidade de trabalhar na equipe do ÒPassoÓ,


porque tenho convic•‹o de que nossos relat—rios e simulados proporcionar‹o uma
prepara•‹o DIFERENCIADA aos nossos alunos!

Nosso curso contar‡, ainda, com a (super!) colaboraç‹o do Murilo Soares, que
exerce o cargo de AJAJ no Tribunal Superior do Trabalho e analista de Direito
Processual do Trabalho do Passo EstratŽgico.

...
Ser‡ uma honra ajudar voc•s a alcan•ar a aprova•‹o no concurso para o cargo de
Analista ÐEspecialidade em Direito no MPU, que teve seu œltimo concurso
realizado pela banca Cespe.
Ent‹o, sem mais delongas, vamos ao relat—rio propriamente dito?!

INTRODUÇÃO
Este relat—rio aborda o(s) assunto(s) ÒPrinc’pios Fundamentais; Direitos e
Deveres.Ó
Com base na an‡lise estat’stica (t—pico a seguir), conclu’mos que o assunto possui
import‰ncia MŽdia.
Boa leitura!

ANÁLISE ESTATÍSTICA
Para identificarmos estatisticamente quais assuntos s‹o os mais cobrados pela banca,
classificamos todas as quest›es cobradas em provas de n’vel mŽdio, em concursos da
esfera federal.
Com base na an‡lise estat’stica das assertivas colhidas (por volta de 160), temos o
seguinte resultado para o(s) assunto(s) que ser‡(‹o) tratado(s) neste relat—rio:

% aproximado de cobran•a em
Assunto provas de AJAJ/OJ realizadas
pelo Cespe desde 2015

Princ’pios Fundamentais 2%
Direitos e Deveres
Individuais e Coletivos 6%
Tabela 1
Com base na tabela acima, Ž poss’vel verificar que, no contexto das provas do Cespe
para o cargo de AJAJ/OJ, que o assunto:

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a) ÒPrinc’pios FundamentaisÓ possui import‰ncia mŽdia, j‡ que foi cobrado em 2% das


assertivas.
b) ÒDireitos e DeveresÓ possui import‰ncia alta, j‡ que foi cobrado em 6% das
assertivas....
ƒ importante destacar que os percentuais de cobran•a, para cada tema, podem variar
bastante. Sendo assim, adotaremos a seguinte classifica•‹o quanto ˆ import‰ncia dos
assuntos:

% de Cobran•a Import‰ncia do Assunto

AtŽ 1,9% Baixa a Mediana

De 2% a 5,9% MŽdia
De 6% a 9,9% Alta
10% ou mais Muito Alta
Tabela 2

ANÁLISE DAS QUESTÕES


O objetivo desta se•‹o Ž procurar identificar, por meio de uma amostra de quest›es
de prova, como a banca cobra o(s) assunto(s), de forma a orientar o estudo dos
temas.

1.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Acerca da organiza•‹o dos poderes,


julgue a assertiva a seguir.
A CF adota o sistema de freios e contrapesos ou de controle do poder pelo poder ao
dispor que, embora independentes, os poderes s‹o harm™nicos entre si. O princ’pio
da separa•‹o dos poderes Ž cl‡usula pŽtrea.

GABARITO: CERTO.
ƒ exatamente isso. Os Poderes s‹o independentes e harm™nicos entre si, mas h‡
ado•‹o do sistema de freios e contrapesos (controles rec’procos), no qual, por

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exemplo, h‡ fiscaliza•‹o de um Poder sobre o outro, como ocorre no caso do TCU,


que auxilia no controle externo realizado pelo Congresso Nacional - art. 71, inciso V,
da CF/1988:
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, ser‡ exercido
com o aux’lio do Tribunal de Contas da Uni‹o, ao qual compete:
(...)
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo
capital social a Uni‹o participe, de forma direta ou indireta, nos termos do
tratado constitutivo;

Por outro lado, o princ’pio da separa•‹o dos poderes Ž cl‡usula pŽtrea, conforme
consta no art. 60, ¤ 4¼, inciso III, da CF/1988:
Art. 60. (...)
¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda tendente a
abolir:
(...)
III - a separa•‹o dos Poderes;

2.(Cespe/2015/TRE RS/AJAJ/Adaptada) Acerca de aspectos relacionados ˆ


Constitui•‹o, poder constituinte e princ’pios constitucionais fundamentais, julgue a
assertiva a seguir.
O pluralismo pol’tico, princ’pio constitucional fundamental da CF que assegura a
participa•‹o plural da sociedade, atinge apenas os partidos pol’ticos, n‹o se
estendendo a sindicatos, associa•›es, entidades de classe e organiza•›es em geral.

GABARITO: ERRADO.
O pluralismo pol’tico n‹o Ž restrito ˆ esfera pol’tica, tratando-se, em s’ntese, da
toler‰ncia ˆs ideias divergentes nos mais diversos campos: religioso, filos—fico,
social, etc. Assim, esse princ’pio pode ser estendido a sindicatos, associa•›es,
entidades de classe e organiza•›es em geral.
3.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Acerca do poder constituinte e dos
princ’pios fundamentais da CF, julgue a assertiva a seguir.
Nas rela•›es internacionais, o Brasil rege-se, entre outros princ’pios, pela soberania,
pela dignidade da pessoa humana e pelo pluralismo pol’tico.

GABARITO: ERRADA.
A soberania, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo pol’tico s‹o fundamentos
da Repœblica Federativa do Brasil, n‹o princ’pios que regem o Brasil nas rela•›es
internacionais, nos termos do art. 1¼, incisos I, III e IV, da CF/1988:
Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela uni‹o indissolœvel
dos Estados e Munic’pios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democr‡tico de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;

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(...)
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

4.(Cespe/2010/TRT 21/AJAJ) A Repœblica Federativa do Brasil rege-se, nas


suas rela•›es internacionais, entre outros, pelos princ’pios dos direitos humanos, da
autodetermina•‹o dos povos, da igualdade entre os Estados, da defesa da paz, da
solu•‹o pac’fica dos conflitos, do repœdio ao terrorismo e ao racismo, da coopera•‹o
entre os povos para o progresso da humanidade, do duplo grau de jurisdi•‹o, da
concess‹o de asilo pol’tico e da independ•ncia funcional.

GABARITO: ERRADA.
O duplo grau de jurisdi•‹o n‹o Ž um princ’pio pelo qual o Brasil rege-se, nas suas
rela•›es internacionais. Ademais, o princ’pio "dos direitos humanos" n‹o est‡
previsto no art. 4¼ da CF/1988 - o correto Ž a "preval•ncia dos direitos humanos":
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas rela•›es
internacionais pelos seguintes princ’pios:
I - independ•ncia nacional;
II - preval•ncia dos direitos humanos;
III - autodetermina•‹o dos povos;
IV - n‹o-interven•‹o;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solu•‹o pac’fica dos conflitos;
VIII - repœdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - coopera•‹o entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concess‹o de asilo pol’tico.

5.(Cespe/2013/TRF 1/Oficial de Justi•a) Julgue os itens que se seguem, a


respeito dos princ’pios fundamentais.
Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa constituem fundamentos da
Repœblica Federativa do Brasil.

GABARITO: CERTA.
Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa est‹o previstos como fundamento
da Repœblica Federativa do Brasil, no art. 1¼, inciso IV, da CF/1988:
Art. 1¼ A Repœblica Federativa do Brasil, formada pela uni‹o indissolœvel
dos Estados e Munic’pios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado
Democr‡tico de Direito e tem como fundamentos:
(...)
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

6.(Cespe/2013/TRT 17/Oficial de Justi•a) Julgue os itens que se seguem, a

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respeito dos princ’pios fundamentais.


A Constitui•‹o Federal de 1988 (CF) n‹o prev• expressamente o princ’pio da
concess‹o de asilo pol’tico.

GABARITO: ERRADA.
A concess‹o de asilo pol’tico est‡ prevista expressamente como princ’pio no art. 4¼,
inciso X, da CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas rela•›es
internacionais pelos seguintes princ’pios:
(...)
X - concess‹o de asilo pol’tico.

7.(Cespe/2014/TJ CE/Analista Judici‡rio/Adaptada) Acerca de princ’pios


fundamentais, direitos e garantias fundamentais e aplicabilidade das normas
constitucionais, julgue a assertiva a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla CF,
sempre que empregada, se refere ˆ Constitui•‹o Federal de 1988.
O repœdio ˆ pr‡tica do racismo configura um dos princ’pios que norteia a Repœblica
Federativa do Brasil em suas rela•›es internacionais. Essa pr‡tica constitui crime
inafian•‡vel e imprescrit’vel, e o referido princ’pio Ž considerado norma
constitucional de efic‡cia plena.

GABARITO: CERTA.
O repœdio ao racismo est‡ previsto como princ’pio que norteia a Repœblica
Federativa do Brasil em suas rela•›es internacionais, no art. 4¼, inciso VIII, da
CF/1988:
Art. 4¼ A Repœblica Federativa do Brasil rege-se nas suas rela•›es
internacionais pelos seguintes princ’pios:
(...)
VIII - repœdio ao terrorismo e ao racismo;

O restante da afirmativa n‹o est‡ inserido no objeto de an‡lise deste relat—rio, mas
est‡ correto.
8.(Cespe/2014/TJ CE/Analista Judici‡rio) Acerca de princ’pios fundamentais,
direitos e garantias fundamentais e aplicabilidade das normas constitucionais, julgue
a assertiva a seguir.
Os fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil incluem, entre outros, a
dignidade da pessoa humana, o pluralismo pol’tico e a constru•‹o de uma sociedade
livre, justa e solid‡ria.

GABARITO: ERRADA.
A constru•‹o de uma sociedade livre, justa e solid‡ria Ž um objetivo da Repœblica
Federativa do Brasil, n‹o um fundamento:

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Art. 3¼ Constituem objetivos fundamentais da Repœblica Federativa do


Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solid‡ria;

9.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.


Grava•‹o de conversa telef™nica sem autoriza•‹o judicial, registrada por um dos
interlocutores, Ž considerada prova il’cita, ante o sigilo das comunica•›es
telef™nicas, constitucionalmente assegurado.

GABARITO: ERRADA.
O STF entende que Ž Òinconsistente e fere o senso comum falar-se em viola•‹o do
direito ˆ privacidade quando interlocutor grava di‡logo com sequestradores,
estelionat‡rios ou qualquer tipo de chantagistaÓ (HC 75.338/RJ, Rel. Min. Nelson
Jobim, j. 11.03.98, DJ de 25.09.98), de modo que a grava•‹o telef™nica feita por
um dos interlocutores, ainda que sem autoriza•‹o judicial, Ž considerada prova l’cita
quando se tratar de leg’tima defesa, por exemplo.
10.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
A instaura•‹o de processo administrativo disciplinar contra servidor pœblico para
apura•‹o de irregularidade funcional garante ao servidor o direito de impetrar
habeas corpus para impedir o prosseguimento do processo administrativo.

GABARITO: ERRADA.
O habeas corpus Ž incab’vel contra instaura•‹o de PAD, pois, nesse caso, o direito
de locomo•‹o - bem da vida tutelado pelo habeas corpus - n‹o se encontra
amea•ado. Registramos que o habeas corpus est‡ previsto no art. 5¼, inciso LXVIII,
da CF/1988:
Art. 5¼ (...)
LXVIII - conceder-se-‡ habeas corpus sempre que alguŽm sofrer ou se
achar amea•ado de sofrer viol•ncia ou coa•‹o em sua liberdade de
locomo•‹o, por ilegalidade ou abuso de poder;

11.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.


Em rela•‹o aos direitos pol’ticos, o mandado de seguran•a coletivo e o habeas
corpus s‹o formas de exerc’cio direto da soberania popular, como previsto na CF.

GABARITO: ERRADO.
Nos termos do art. 14 da CF, transcrito a seguir, s‹o formas de exerc’cio direto da
soberania popular o voto mediante plebiscito ou referendo e a iniciativa popular:
Art. 14. A soberania popular ser‡ exercida pelo sufr‡gio universal e pelo
voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei,
mediante:
I - plebiscito;
II - referendo;

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III - iniciativa popular.

O mandado de seguran•a coletivo e o habeas corpus s‹o remŽdios jur’dicos


previstos no art. 5¼, incisos LXVIII e LXX, da CF/1988:
LXVIII - conceder-se-‡ habeas corpus sempre que alguŽm sofrer ou se
achar amea•ado de sofrer viol•ncia ou coa•‹o em sua liberdade de
locomo•‹o, por ilegalidade ou abuso de poder;
LXX - o mandado de seguran•a coletivo pode ser impetrado por:

12.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.


Todos os direitos e as garantias expressos na CF foram expressamente editados
como cl‡usula pŽtrea, constituindo rol taxativo, cuja amplia•‹o depende de edi•‹o
de emendas constitucionais.

GABARITO: ERRADO. ==0==

Apenas os direitos e garantias individuais s‹o cl‡usulas pŽtreas expressamente


previstas no art. 60, ¤ 4¼, da CF/1988:
Art. 60 (...)
¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda tendente a
abolir:
(...)
IV - os direitos e garantias individuais.

Por outro lado, o entendimento majorit‡rio atual Ž de que h‡ cl‡usulas pŽtreas


impl’citas na CF/1988.
13.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
No que se refere aos direitos e garantias fundamentais elencados na CF, os
estrangeiros residentes e n‹o residentes no Brasil equiparam-se aos brasileiros.

GABARITO: ERRADO.
Os estrangeiros n‹o s‹o equiparados aos brasileiros, no que se refere aos direitos e
garantias fundamentais elencados na Lei Maior, porquanto h‡ situa•›es em que h‡
distin•‹o entre eles, como no caso do art. 207 da CF/1988, que permite (faculdade)
que as universidades admitam professores, tŽcnicos e cientistas estrangeiros, na
forma da lei:
Art. 207 (...)
¤ 1¼ ƒ facultado ˆs universidades admitir professores, tŽcnicos e cientistas
estrangeiros, na forma da lei.

Por outro lado, os estrangeiros n‹o podem acessar determinados cargos, nos
termos do art. 12, ¤ 3¼, da CF/1988:
Art. 12 (...)
¤ 3¼ S‹o privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;

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II - de Presidente da C‰mara dos Deputados;


III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplom‡tica;
VI - de oficial das For•as Armadas.
VII - de Ministro de Estado da Defesa

14.(Cespe/2016/TRE MT/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.


Dado o princ’pio da dignidade da pessoa humana, tratado sobre direitos humanos
ratificado pelo Brasil Ž automaticamente internalizado na legisla•‹o p‡tria como
emenda constitucional.

GABARITO: ERRADO.
Para ser equivalente ˆs emendas, o tratado sobre direitos humanos deve passar
pelo procedimento formal de aprova•‹o nas Casas do Congresso previsto no art. 5¼,
¤ 3¼, da CF/1988:
Art. 5¼ (...)
¤ 3¼ Os tratados e conven•›es internacionais sobre direitos humanos que
forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por
tr•s quintos dos votos dos respectivos membros, ser‹o equivalentes ˆs
emendas constitucionais.

15.(Cespe/2016/TRE MT/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.


Em decorr•ncia de aus•ncia de previs‹o constitucional, estrangeiro residente no
pa’s preso pela pol’cia por se envolver em uma briga ap—s assistir a jogo de futebol
em est‡dio n‹o poder‡ impetrar o remŽdio do habeas corpus.

GABARITO: ERRADO.
ƒ entendimento pac’fico da doutrina e da jurisprud•ncia que a legitimidade para
impetra•‹o de habeas corpus Ž universal, ou seja, qualquer pessoa pode ajuizar a
a•‹o em comento, que est‡ prevista no art. 5¼, inciso LXVIII, da CF/1988:
Art. 5¼ (...)
LXVIII - conceder-se-‡ habeas corpus sempre que alguŽm sofrer ou se
achar amea•ado de sofrer viol•ncia ou coa•‹o em sua liberdade de
locomo•‹o, por ilegalidade ou abuso de poder;

16.(Cespe/2008/STF/AJAJ) Com rela•‹o aos direitos e garantias fundamentais,


julgue o item que se segue.
O preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis pelo seu interrogat—rio policial.

GABARITO: CERTO.
Essa afirmativa est‡ de acordo com o art. 5¼, inciso LXIV, da CF/1988:
LXIV - o preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o

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ou por seu interrogat—rio policial;

17.(Cespe/2011/TRE ES/AJAJ) Julgue o item que se segue, relativo aos direitos


e ˆs garantias fundamentais.
Uma associa•‹o j‡ constitu’da somente poder‡ ser compulsoriamente dissolvida
mediante decis‹o judicial transitada em julgado, na hip—tese de ter finalidade il’cita.

GABARITO: CERTO.
As associa•›es somente podem ser dissolvidas compulsoriamente, por decis‹o
judicial, ap—s o tr‰nsito em julgado da aludida decis‹o, conforme previsto no inciso
XIX do art. 5¼ da CF/1988:
XIX - as associa•›es s— poder‹o ser compulsoriamente dissolvidas ou ter
suas atividades suspensas por decis‹o judicial, exigindo-se, no primeiro
caso, o tr‰nsito em julgado;

18.(Cespe/2012/TRE RJ/AJAJ) Julgue o item a seguir, relativo aos direitos


sociais e de nacionalidade previstos na Constitui•‹o Federal de 1988 (CF).
Os efeitos jur’dicos de senten•a transitada em julgado que trate da perda da
nacionalidade brasileira n‹o s‹o personal’ssimos, podendo-se estender, portanto, a
terceiros.

GABARITO: ERRADO.
Pelo princ’pio da intranscend•ncia, as penalidades possuem natureza
personal’ssima, podendo ser estendidas a obriga•‹o de reparar o dano e a
decreta•‹o do perdimento de bens, nos termos da lei, e atŽ o limite do valor da
heran•a. A personalidade n‹o se enquadra nessas exce•›es, de modo que terceiros
n‹o podem ser atingidos pelos efeitos da senten•a de perda de nacionalidade Ð art.
5¼, inciso XLV, da CF/1988:
XLV - nenhuma pena passar‡ da pessoa do condenado, podendo a
obriga•‹o de reparar o dano e a decreta•‹o do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, atŽ o
limite do valor do patrim™nio transferido;

19.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e


garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
Conforme entendimento do STF, o direito fundamental ˆ liberdade de pensamento e
de livre express‹o da atividade intelectual, independentemente de censura, deve ser
interpretado ˆ luz do mandamento constitucional que prev• a preserva•‹o da vida
privada e da imagem da pessoa, de modo a ser exig’vel o consentimento do
interessado no caso de publica•‹o de biografia que possa causar sŽrio agravo ˆ
intimidade.

GABARITO: ERRADA.
No julgamento da ADI n¼ 4.815, em 10/6/2015, o STF concluiu que Ž inexig’vel a
autoriza•‹o prŽvia para publica•‹o de biografias, por se tratar de direito de

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manifesta•‹o do pensamento - art. 5¼, inciso IV, da CF/1988:


IV - Ž livre a manifesta•‹o do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Todavia, como cedi•o, nenhum direito Ž absoluto. Assim, se houver abuso ou


possibilidade de produ•‹o de grave dano ˆ intimidade do indiv’duo, pode haver
restri•›es ˆ publica•‹o de biografia de terceiros.
20.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e
garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
Ao julgar a•‹o direta de inconstitucionalidade em face da Lei de Biosseguran•a, o
STF firmou entendimento acerca do descabimento de pesquisa com cŽlulas-tronco
embrion‡rias, como decorr•ncia do direito ˆ vida.

GABARITO: ERRADA.
O STF, ao julgar a ADI n¼ 3.510, em 29/5/2008, concluiu que Ž constitucional, sem
viola•‹o do direito ˆ vida, a permiss‹o, para fins de pesquisa e terapia, de utiliza•‹o
de cŽlulas-tronco embrion‡rias obtidas de embri›es humanos produzidos por
fertiliza•‹o in vitro e n‹o usados nesse procedimento de reprodu•‹o assistida, desde
que observadas as condi•›es previstas em lei.
21.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e
garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
N‹o cabe habeas corpus para o trancamento de processo por crime de
responsabilidade atribu’do ao presidente da Repœblica, uma vez que as san•›es para
tal espŽcie de infra•‹o s‹o de ’ndole pol’tico-administrativa.

GABARITO: CERTO.
No julgamento do HC 136.067 (julgamento em 8/8/2016), o STF concluiu que o
habeas corpus Ž inadequado para atacar condena•‹o imposta em processo de
impeachment por pr‡tica de crime de responsabilidade, uma vez que as
consequ•ncias jur’dicas dessa decis‹o n‹o acarretam priva•‹o da liberdade do
paciente.
22.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF),
julgue o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
Considere que um indiv’duo tenha sido denunciado por crime contra o patrim™nio h‡
mais de dez anos e que, em raz‹o da quantidade de processos conclusos para
senten•a na vara criminal do munic’pio, ainda n‹o tenha havido senten•a em
rela•‹o ao seu caso. Essa situa•‹o retrata hip—tese de flagrante viola•‹o ao direito
fundamental ˆ dura•‹o razo‡vel do processo, expressamente previsto na CF.

GABARITO: CERTO.
O art. 5¼, inciso LXXVIII, da CF/1988 prev• a todos o direito ˆ razo‡vel dura•‹o do
processo:
LXXVIII a todos, no ‰mbito judicial e administrativo, s‹o assegurados a

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razo‡vel dura•‹o do processo e os meios que garantam a celeridade de sua


tramita•‹o.

Com efeito, a demora para julgamento do caso apresentado na quest‹o representa


viola•‹o desse princ’pio, uma vez que gera, por tempo excessivo (mais de uma
dŽcada), incerteza jur’dica ao denunciado e ˆ sociedade.
23.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF),
julgue o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
A CF admite a pris‹o por d’vida do respons‡vel pelo inadimplemento volunt‡rio e
inescus‡vel de obriga•‹o aliment’cia.

GABARITO: CERTO.
O art. 5¼, inciso LXVII, da CF/1988 prev• a pris‹o civil pelo inadimplemento
volunt‡rio e inescus‡vel de obriga•‹o aliment’cia.
LXVII - n‹o haver‡ pris‹o civil por d’vida, salvo a do respons‡vel pelo
inadimplemento volunt‡rio e inescus‡vel de obriga•‹o aliment’cia e a do
deposit‡rio infiel;

24.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF),


julgue o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
A inviolabilidade do domic’lio abrange qualquer compartimento habitado onde
alguŽm exerce profiss‹o ou atividades pessoais, podendo, por exemplo, ser um
trailer, um barco ou um aposento de habita•‹o coletiva.

GABARITO: CERTO.
O art. 5¼, inciso XI, da CF/1988 estabelece que:
XI - a casa Ž asilo inviol‡vel do indiv’duo, ninguŽm nela podendo penetrar
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o
judicial;

A doutrina e a jurisprud•ncia fazem uma interpreta•‹o extensiva desse dispositivo,


estendendo o conceito de casa a todo compartimento habit‡vel, alcan•ando o
compartimento privado n‹o aberto ao pœblico, no qual o indiv’duo exerce alguma
profiss‹o ou atividade, como os escrit—rios de advocacia, barcos ou trailers.
25.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
Havendo colis‹o entre o direito ˆ intimidade e o direito ˆ liberdade de express‹o,
este deve sempre prevalecer, pois os interesses coletivos devem prevalecer sobre
os individuais.

GABARITO: ERRADO.
Havendo aparente colis‹o entre direitos constitucionais, deve analisar-se o caso
concreto para chegar-se ˆ conclus‹o de qual dos princ’pios prevalecer‡. Para isso,
utiliza-se a tŽcnica de pondera•‹o de princ’pios (do alem‹o Robert Alexy), na qual

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s‹o verificados aspectos como a adequa•‹o, a necessidade e a proporcionalidade


em sentido estrito da maior aplica•‹o de um ou de outro direito, considerando-se
sempre a ideia de unidade da Constitui•‹o e buscando-se a harmoniza•‹o dos
princ’pios e dos direitos constitucionais.
26.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
A garantia constitucional da inviolabilidade do domic’lio abrange apenas im—veis de
uso precipuamente residencial.

GABARITO: ERRADO.
Vejamos o teor do art. 5¼, inciso XI, da CF/1988:
XI - a casa Ž asilo inviol‡vel do indiv’duo, ninguŽm nela podendo penetrar
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o
judicial;

A doutrina interpreta esse dispositivo de forma extensiva, de modo que o conceito


de casa abrangeria o compartimento privado n‹o aberto ao pœblico, no qual o
indiv’duo exerce alguma profiss‹o ou atividade, como os escrit—rios de advocacia ou
de contabilidade, alŽm de barcos ou trailers.
27.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
Por for•a do texto constitucional, mandados judiciais que envolvam a pris‹o de
pessoas somente podem ser cumpridos durante o dia.

GABARITO: ERRADO.
A CF/1988 n‹o veda a pris‹o de pessoas ˆ noite. A banca, ao que parece, tentou
confundir o candidato com a restri•‹o da invas‹o de domic’lio para cumprimento de
determina•‹o judicial, que somente pode ocorrer durante o dia, conforme o inciso
XI do art. 5¼ da CF/1988:
XI - a casa Ž asilo inviol‡vel do indiv’duo, ninguŽm nela podendo penetrar
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o
judicial;

28.(Cespe/2013/STF/AJAJ) Com rela•‹o ao tratamento constitucional dos


direitos e garantias fundamentais, julgue o item subsequente.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), Ž direito do defensor, no
interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, j‡
documentados em procedimento investigat—rio realizado por —rg‹o com
compet•ncia de pol’cia judici‡ria, digam respeito ao exerc’cio do direito de defesa.

GABARITO: CERTO.
Essa quest‹o reproduziu o disposto na Sœmula Vinculante n¼ 14:

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ƒ direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos


elementos de prova que, j‡ documentados em procedimento investigat—rio
realizado por —rg‹o com compet•ncia de pol’cia judici‡ria, digam respeito
ao exerc’cio do direito de defesa.

ƒ importante mencionar que, em regra, o inquŽrito policial Ž sigiloso e inquisit—rio,


ou seja, dispensa a oportunidade de contradit—rio e ampla defesa do investigado.
Todavia, Ž poss’vel que o defensor, no interesse do investigado, tenha acesso ˆs
provas j‡ produzidas, para que seja facilitado o exerc’cio de defesa na fase judicial
do processo.

ORIENTAÇÕES DE ESTUDO (CHECKLIST) E PONTOS A DESTACAR


A ideia desta se•‹o Ž apresentar uma espŽcie de checklist para o estudo da matŽria,
de forma que o candidato n‹o deixe nada importante de fora em sua prepara•‹o.
Assim, se voc• nunca estudou os assuntos ora tratados, recomendamos que ˆ medida
que for lendo seu curso te—rico, concomitantemente observe se prestou a devida
aten•‹o aos pontos elencados aqui no checklist, de forma que o estudo inicial j‡ seja
realizado de maneira bem completa.
Por outro lado, se voc• j‡ estudou os assuntos, pode utilizar o checklist para verificar
se eventualmente n‹o h‡ nenhum ponto que tenha passado despercebido no estudo.
Se isso acontecer, realize o estudo complementar do assunto.
Princ’pios Fundamentais da RFB
1)! Os conceitos e espŽcies de forma de Estado, forma de governo e regime
pol’tico. Conceito de Estado de Direito.
2)! A literalidade dos arts. 1¼ a 4¼ da CF, se atentando para os seguintes fatos:
2.1.! O Brasil ter adotado a repœblica como forma de governo (caput do art.
1¼);
2.2.! O Brasil ter adotado a federa•‹o como forma de Estado, sendo entes
federados a Uni‹o, os estados-membros, os munic’pios e o Distrito
Federal (caput do art. 1¼);
2.3.! O Brasil ter adotado a democracia como regime de governo (caput e
par‡grafo œnico do art. 1¼);
2.4.! O rol dos fundamentos da RFB estabelecidos nos incisos I a V do art. 1¼.
A dignidade da pessoa humana como fundamento da sœmula vinculante
11. A cl‡usula da reserva do poss’vel e a garantida do m’nimo
existencial e sua rela•‹o com a dignidade da pessoa humana (STF, ARE
639.337 AgR).
2.5.! A consagra•‹o do princ’pio da separa•‹o dos poderes pelo art. 2¼,
lembrando que n‹o se trata de uma separa•‹o absoluta, mas flex’vel,
em que os poderes devem cooperar entre si de forma harm™nica, tendo
sido previstos pela CF mecanismos de freios e contrapesos (checks and

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balances), em que cada Poder controla e limita o outro (nas hip—teses


previstas na Constitui•‹o) mas jamais invade sua compet•ncia ou fere
sua independ•ncia e autonomia.
2.6.! O rol dos objetivos fundamentais da RFB estabelecidos nos incisos I a IV
do art. 3¼;
2.7.! O rol dos princ’pios que regem a RFB nas suas rela•›es internacionais
estabelecidos nos incisos I a V do art. 4¼.
Precedente importante:
N‹o h‡ incompatibilidade absoluta entre o instituto do asilo e o da extradi•‹o
passiva, uma vez que o STF n‹o est‡ vinculado ao ju’zo formulado pelo Poder
Executivo na concess‹o do asilo pol’tico, podendo autorizar a extradi•‹o de
estrangeiro mesmo que a ele tenha sido concedido asilo pol’tico previamente1.

3)! Para decorar os princ’pios que regem a RFB nas suas rela•›es internacionais,
apresentamos o seguinte mnem™nico: ÒAInDa N‹o ComPreIReCoSÓ (o ÒaÓ e o ÒmÓ
servem somente para melhor formar o mnem™nico):

¥! A Ð autodetermina•‹o dos povos;


¥! In Ð independ•ncia nacional;
¥! D Ð defesa da paz;
¥! N‹o Ð n‹o interven•‹o;
¥! Co Ð coopera•‹o entres os povos para o
progresso da humanidade;
¥! Pre Ð preval•ncia dos direitos humanos;
¥! I Ð igualdade entre os estados;
¥! Re Ð repœdio ao terrorismo e ao racismo;
¥! Co Ð concess‹o de asilo pol’tico;
¥! S Ð solu•‹o pac’fica dos conflitos.

Por outro lado, para facilitar a memoriza•‹o dos fundamentos da RFB,


apresentamos o (famoso!) mnem™nico: ÒSoCiDiVaPluÓ:

¥! So Ð soberania;
¥! Ci Ð cidadania;
¥! Di Ð dignidade da pessoa humana;
¥! Va Ð valores sociais do trabalho e da livre
iniciativa;
¥! Plu Ð pluralismo pol’tico.


1
STF Ð Ext 524.

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J‡ para facilitar a memoriza•‹o dos objetivos fundamentais da RFB, apresentamos o


seguinte mnem™nico: ÒConGa Erra ProÓ:

¥! Con Ð construir uma sociedade livre, justa e


solid‡ria;
¥! Ga Ð garantir o desenvolvimento nacional;
¥! Erra - erradicar a pobreza e a marginaliza•‹o e
reduzir as desigualdades sociais e regionais;
¥! Pro Ð promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, ra•a, sexo, cor, idade
e quaisquer outras formas de discrimina•‹o.

Direitos e Garantias Fundamentais Ð art. 5¼ da CF: Considera•›es Gerais +


Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Voc• perceber‡ que o estudo completo do art. 5¼ da CF abrange o conhecimento de
uma jurisprud•ncia muito vasta. Primeiramente, foque em compreender e
memorizar a literalidade dos dispositivos constitucionais. Somente depois disso
passe a compreender e memorizar a jurisprud•ncia, na seguinte ordem: 1) sœmulas
vinculantes; 2) sœmulas; 3) demais precedentes.
1.! A exist•ncia de cinco grupos distintos de direitos fundamentais na CF:
direitos individuais e coletivos (art. 5¼), direitos sociais (arts. 6¼ a 11),
direitos de nacionalidade (arts. 12 e 13), direitos pol’ticos (arts. 14 a 16) e
direitos relacionados ˆ exist•ncia, organiza•‹o e participa•‹o dos partidos
pol’ticos (art. 17).
2.! Aplica•‹o imediata das normas definidoras dos direitos e garantias
fundamentais (art. 5¼, ¤ 1¼), diferen•a para o conceito de normas de
aplicabilidade imediata.
3.! A n‹o taxatividade da lista de direitos fundamentais, conforme CF/88, art.
5¼, ¤ 2¼.
4.! Hip—teses de restri•›es e suspens›es tempor‡rias de direitos fundamentais
admitidas constitucionalmente: estado de defesa (art. 136, ¤ 1¼, I), estado
de s’tio (art. 139). Observar quais direitos podem ser afetados em tais
hip—teses. Atentar para a perman•ncia do princ’pio da inafastabilidade de
jurisdi•‹o (art. 5¼, inciso XXXV) mesmo diante de tais cen‡rios de exce•‹o.
5.! A localiza•‹o, na pir‰mide de Kelsen, dos tratados e conven•›es
internacionais incorporados ao ordenamento jur’dico brasileiro, em fun•‹o de
seu conteœdo e de seu rito de aprova•‹o, consoante previsto na CF/88, art.
5¼, ¤¤ 2¼ e 3¼, bem como no entendimento do STF acerca do status
supralegal dos tratados e conven•›es internacionais de direitos humanos
aprovados pelo rito ordin‡rio, (RE 466.343 e RE 349.703). Observar que a
compet•ncia do Presidentes da Repœblica para celebrar tratados e

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conven•›es internacionais (art. 84, VIII) e a do Congresso Nacional para


referend‡-los e aprov‡-los posteriormente (art. 49, inciso I).
6.! A submiss‹o do Brasil ˆ jurisdi•‹o de Tribunal Penal Internacional no caso de
ter manifestado ades‹o a sua cria•‹o (art. 5¼, ¤ 4¼) e o impacto na
soberania do pa’s. Atentar para o fato de que o tribunal necessariamente
deve possuir natureza ÒPENALÓ.
7.! Os estrangeiros e a possibilidade de serem titulares de direitos
fundamentais, mesmo que n‹o residam no pa’s, ao contr‡rio da literalidade
do art. 5¼, caput, conforme consenso doutrin‡rio e jurisprud•ncia do STF
(HC 94.477, HC 94.016). Precedentes importantes:
7.1.! Òo sœdito estrangeiro, mesmo aquele sem domic’lio no Brasil, tem direito a
todas as prerrogativas b‡sicas que lhe assegurem a preserva•‹o do status
libertatis e a observ‰ncia, pelo Poder Pœblico, da cl‡usula constitucional do
due processÓ2.
7.2.! o direito de propriedade Ž garantido ao estrangeiro n‹o residente3.
7.3.! Òa condi•‹o de estrangeiro sem resid•ncia no Pa’s n‹o afasta, por si s—, o
benef’cio da substitui•‹o da penaÓ4.

8.! A possibilidade de que, alŽm das pessoas naturais, as pessoas jur’dicas e o


pr—prio Estado sejam titulares de direitos fundamentais, apesar de
inexist•ncia de previs‹o constitucional expressa no art. 5¼, caput.
Precedentes importantes:
8.1.! A pessoa jur’dica pode sofrer dano moral5.
8.2.! A honra objetiva da pessoa jur’dica pode ser ofendida pelo protesto indevido
de t’tulo cambial, cabendo indeniza•‹o pelo dano extrapatrimonial da’
decorrente6.

9.! Direitos fundamentais b‡sicos (art. 5¼, caput): direito ˆ vida; direito ˆ
liberdade; direito ˆ igualdade; direito ˆ seguran•a; e direito ˆ propriedade.
Precedentes judiciais importantes:
9.1.! n‹o constitui crime a interrup•‹o da gravidez de feto anencŽfalo: a
gestante o direito de submeter-se a antecipa•‹o terap•utica de parto
nessa hip—tese de gravidez, previamente diagnosticada por profissional
habilitado, sem estar compelida a apresentar autoriza•‹o judicial ou
qualquer outra forma de permiss‹o do Estado7.
9.2.! Ž leg’tima e n‹o ofende o direito ˆ vida nem, tampouco, a dignidade da
pessoa humana a realiza•‹o de pesquisas com a utiliza•‹o de cŽlulas-


2
STF - HC 94.016
3
STF Ð RE 33.319/DF.
4
STF Ð HC
5
STJ Ð Sœmula 227.
6
STF Ð STJ, REsp 60.033/MG.
7
STF Ð ADPF 54/DF.

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tronco embrion‡rias obtidas de embri›es humanos produzidos por


fertiliza•‹o in vitro e n‹o utilizados no respectivo procedimento8.
9.3.! ÒInconstitucionalidade da incid•ncia do tipo penal do aborto no caso de
interrup•‹o volunt‡ria da gesta•‹o no primeiro trimestre. (...) A
criminaliza•‹o, nessa hip—tese, viola diversos direitos fundamentais da
mulher, bem como o princ’pio da proporcionalidadeÓ9.

10.! Princ’pio da igualdade (art. 5¼, caput e inciso I): igualdade na lei e perante a
lei. Inexist•ncia de ofensa quando o pr—prio constituinte prev• casos de
tratamento desigual (ex: art. 7¼, XX, art. 12, ¤ 3¼, art. 40, art. 179).
Possibilidade de tratamento diferenciado em raz‹o de grupo social, de sexo,
de profiss‹o, de condi•‹o econ™mica, de idade etc., obedecido o princ’pio da
razoabilidade. Pol’ticas de a•‹o afirmativa. Precedentes judiciais
importantes:
10.1.! ÒO princ’pio da isonomia, que se reveste de auto-aplicabilidade, n‹o Ž
Ð enquanto postulado fundamental de nossa ordem pol’tico-jur’dica Ð
suscet’vel de regulamenta•‹o ou de complementa•‹o normativa. Esse
princ’pio Ð cuja observ‰ncia vincula, incondicionalmente, todas as
manifesta•›es do Poder Pœblico Ð deve ser considerado, em sua
prec’pua fun•‹o de obstar discrimina•›es e de extinguir privilŽgios
(RDA 55/114), sob duplo aspecto: (a) o da igualdade na lei; e (b) o da
igualdade perante a lei. A igualdade na lei Ð que opera numa fase de
generalidade puramente abstrata Ð constitui exig•ncia destinada ao
legislador que, no processo de sua forma•‹o, nela n‹o poder‡ incluir
fatores de discrimina•‹o, respons‡veis pela ruptura da ordem
ison™mica. A igualdade perante a lei, contudo, pressupondo lei j‡
elaborada, traduz imposi•‹o destinada aos demais poderes estatais,
que, na aplica•‹o da norma legal, n‹o poder‹o subordin‡-la a critŽrios
que ensejem tratamento seletivo ou discriminat—rioÓ10.
10.2.! A Lei Maria da Penha Ž constitucional e se coaduna com o princ’pio da
igualdade11.
10.3.! ÒO limite de idade para a inscri•‹o em concurso pœblico s— se legitima
em face do art. 7.¼, XXX, da Constitui•‹o, quando possa ser justificado
pela natureza das atribui•›es do cargo a ser preenchidoÓ12.
10.4.! A reserva de vagas em universidades pœblicas para negros e ’ndios Ž
constitucional, contribuindo para a efetiva•‹o da igualdade material e
mitigando desigualdades ocasionadas por situa•›es hist—ricas
particulares13.
10.5.! ƒ compat’vel com o princ’pio da igualdade programa concessivo de
bolsa de estudos em universidades privadas para alunos de renda


8
STF Ð ADI 3510/DF.
9
STF Ð HC 124.306.
10
STF Ð MI 58.
11
STF Ð ADC 19/DF.
12
STF Ð Sœmula 683.
13
STF Ð ADPF 186/DF, RE 597285/RS.

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familiar de pequena monta, com quotas para negros, pardos, ind’genas


e portadores de necessidades especiais14.
10.6.! Òƒ constitucional a reserva de 20% das vagas oferecidas nos
concursos pœblicos para provimento de cargos efetivos e empregos
pœblicos no ‰mbito da administra•‹o pœblica direta e indireta. ƒ
leg’tima a utiliza•‹o, alŽm da autodeclara•‹o, de critŽrios subsidi‡rios
de heteroidentifica•‹o, desde que respeitada a dignidade da pessoa
humana e garantidos o contradit—rio e a ampla defesaÓ15.
10.7.! A Constitui•‹o de 1988 n‹o pro’be a forma•‹o de fam’lia por pessoas
do mesmo sexo (uni‹o homoafetiva): A CF, quando emprega a
express‹o "fam’lia", Òn‹o limita a forma•‹o desta a casais
heteroafetivos, nem a formalidade cartor‡ria, celebra•‹o civil ou
liturgia religiosaÓ16.
10.8.! ÒO foro especial para a mulher nas a•›es de separa•‹o judicial e de
convers‹o da separa•‹o judicial em div—rcio n‹o ofende o princ’pio da
isonomia entre homens e mulheres ou da igualdade entre os
c™njugesÓ17.
0
10.9.! ÒA ado•‹o de critŽrios diferenciados para o licenciamento dos militares
tempor‡rios, em raz‹o do sexo, n‹o viola o princ’pio da isonomiaÓ18.
10.10.! Òn‹o afronta o princ’pio da isonomia a ado•‹o de critŽrios distintos
para a promo•‹o de integrantes do corpo feminino e masculino da
Aeron‡uticaÓ19.
10.11.! ÒN‹o viola a Constitui•‹o o estabelecimento de remunera•‹o inferior
ao sal‡rio m’nimo para as pra•as prestadoras de servi•o militar
inicialÓ20.
10.12.! ÒN‹o cabe ao Poder Judici‡rio, que n‹o tem fun•‹o legislativa,
aumentar vencimentos de servidores pœblicos sob o fundamento de
isonomiaÓ21.

11.! Princ’pio da legalidade (art. 5¼, inciso II): aplica•‹o a particulares a ao Poder
Pœblico. Diferen•a entre lei e reserva legal. Reserva legal absoluta, relativa,
simples e qualificada.
12.! Veda•‹o ˆ tortura e ao tratamento desumano ou degradante (art. 5¼, inciso
III) Ð precedente importante:
12.1.! ÒS— Ž l’cito o uso de algemas em casos de resist•ncia e de fundado
receio de fuga ou de perigo ˆ integridade f’sica pr—pria ou alheia, por
parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por
escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do


14
STF Ð ADI 3330/DF.
15
STF Ð ADC 41.
16
STF - ADI 4.277 e ADPF 132.
17
STF Ð RE 227.114.
18
STF Ð RE 489.064 ED.
19
STF Ð RE 498.900-AgR.
20
STF Ð Sœmula Vinculante 6.
21
STF Ð Sœmula Vinculante 37.

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agente ou da autoridade e de nulidade da pris‹o ou do ato processual


a que se refere, sem preju’zo da responsabilidade civil do EstadoÓ22.

13.! Liberdade de express‹o, veda•‹o ao anonimato, direito de resposta,


indeniza•‹o por dano material, moral ou ˆ imagem, direito de acesso ˆ
informa•‹o, sigilo da fonte para o exerc’cio profissional (art. 5¼, incisos IV,
V, IX e XIV): Atentar para a inviolabilidade da privacidade e da intimidade
do indiv’duo e veda•‹o ao racismo como limites ˆ liberdade de express‹o.
Observar a inexist•ncia de conflito entre o sigilo da fonte e a veda•‹o ao
anonimato. Precedentes importantes:
13.1.! Fere a liberdade de imprensa e contraria o direito ˆ livre manifesta•‹o do
pensamento inscrita no art. 13 da Conven•‹o Americana dos Direitos
Humanos, tambŽm conhecida como Pacto de San Jose da Costa Rica a
exig•ncia do diploma de jornalismo e do registro profissional no MinistŽrio
do Trabalho como condi•‹o para o exerc’cio da profiss‹o de jornalista. ÒO
jornalismo e a liberdade de express‹o s‹o atividades que est‹o imbricadas
por sua pr—pria natureza e n‹o podem ser pensados e tratados de forma
separadaÓ23.
13.2.! ÒA impossibilidade do estabelecimento de controles estatais sobre a
profiss‹o jornal’stica leva ˆ conclus‹o de que n‹o pode o Estado criar uma
ordem ou um conselho profissional (autarquia) para a fiscaliza•‹o desse
tipo de profiss‹o. O exerc’cio do poder de pol’cia do Estado Ž vedado nesse
campo em que imperam as liberdades de express‹o e de informa•‹oÓ24.
13.3.! ƒ Òinexig’vel o consentimento de pessoa biografada relativamente a obras
biogr‡ficas liter‡rias ou audiovisuais, sendo por igual desnecess‡ria
autoriza•‹o de pessoas retratadas como coadjuvantes (ou de seus
familiares, em caso de pessoas falecidas)Ó25.
13.4.! ƒ vedado o acolhimento de denœncias an™nimas, em raz‹o da veda•‹o ao
anonimato, o que n‹o impede que as dela•›es ap—crifas sirvam de base
para que o Poder Pœblico adote medidas destinadas a esclarecer, em
sum‡ria e prŽvia apura•‹o, a verossimilhan•a das alega•›es que lhe foram
transmitidas26.
13.5.! O Tribunal de Contas da Uni‹o (TCU) n‹o pode manter sigilo quanto ˆ
autoria de denœncia a ele apresentada contra administrador pœblico27.
13.6.! ÒS‹o cumul‡veis as indeniza•›es por dano material e dano moral oriundos
do mesmo fatoÓ28.
13.7.! O direito ˆ liberdade de imprensa assegura ao jornalista o direito de
expender cr’ticas a qualquer pessoa, ainda que em tom ‡spero,
contundente, sarc‡stico, ir™nico ou irreverente, especialmente contra as
autoridades e aparelhos de Estado. Entretanto, esse profissional
responder‡, penal e civilmente, pelos abusos que cometer, sujeitando-se


22
STF Ð Sœmula Vinculante 11.
23
STF Ð RE 511.961.
24
Idem.
25
STF Ð ADI 4815.
26
STF Ð Inq 1957/PR.
27
STF Ð MS 24.405/DF.
28
STJ Ð Sœmula 37.

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ao direito de resposta a que se refere a Constitui•‹o em seu art. 5¼, inciso


V. A liberdade de imprensa Ž plena em todo o tempo, lugar e
circunst‰ncias, tanto em per’odo n‹o-eleitoral, quanto em per’odo de
elei•›es gerais29.
13.8.! A liberdade de manifesta•‹o do pensamento, que representa um dos
fundamentos em que se apoia a pr—pria no•‹o de Estado democr‡tico de
direito, n‹o pode ser restringida pelo exerc’cio ileg’timo da censura
estatal, ainda que praticada em sede jurisdicional30.
13.9.! ÒNem todos os of’cios ou profiss›es podem ser condicionados ao
cumprimento de condi•›es legais para o seu exerc’cio. A regra Ž a
liberdade. Apenas quando houver potencial lesivo na atividade Ž que pode
ser exigida inscri•‹o em conselho de fiscaliza•‹o profissional. A atividade
de mœsico prescinde de controle. Constitui, ademais, manifesta•‹o
art’stica protegida pela garantia da liberdade de express‹oÓ31.
13.10.! ÒMostra-se incompat’vel com o pluralismo de ideias, que legitima a
diverg•ncia de opini›es, a vis‹o daqueles que pretendem negar, aos meios
de comunica•‹o social (e aos seus profissionais), o direito de buscar e de
interpretar as informa•›es, bem assim a prerrogativa de expender as
cr’ticas pertinentes. Arbitr‡ria, desse modo, e inconcili‡vel com a prote•‹o
constitucional da informa•‹o, a repress‹o ˆ cr’tica jornal’stica, pois o
Estado Ð inclusive seus ju’zes e tribunais Ð n‹o disp›e de poder algum
sobre a palavra, sobre as ideias e sobre as convic•›es manifestadas pelos
profissionais da ImprensaÓ32.
13.11.! ÒO sigilo profissional constitucionalmente determinado n‹o exclui a
possibilidade de cumprimento de mandado de busca e apreens‹o em
escrit—rio de advocacia. O local de trabalho do advogado, desde que este
seja investigado, pode ser alvo de busca e apreens‹o, observando-se os
limites impostos pela autoridade judicial. Tratando-se de local onde
existem documentos que dizem respeito a outros sujeitos n‹o
investigados, Ž indispens‡vel a especifica•‹o do ‰mbito de abrang•ncia da
medida, que n‹o poder‡ ser executada sobre a esfera de direitos de n‹o
investigadosÓ33.
13.12.! ƒ inconstitucional qualquer interpreta•‹o do C—digo Penal que possa
ensejar a criminaliza•‹o da defesa da legaliza•‹o das drogas, ou de
qualquer subst‰ncia entorpecente espec’fica, inclusive atravŽs de
manifesta•›es e eventos pœblicos, como a chamada Òmarcha da
maconhaÓ34.
13.13.! A liberdade de express‹o Òn‹o pode abrigar, em sua abrang•ncia,
manifesta•›es de conteœdo imoral que implicam ilicitude penal. O preceito
fundamental de liberdade de express‹o n‹o consagra o direito ˆ incita•‹o
ao racismoÕ, dado que um direito individual n‹o pode constituir-se em


29
STF Ð ADI 4.451 Ð MC Ð REF.
30
STF Ð Rcl 18.566.
31
STF Ð RE 414.426.
32
STF Ð AI 705.630 AgR.
33
STF Ð HC 91.610.
34
STF Ð ADPF 187.

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salvaguarda de condutas il’citas, como sucede com os delitos contra a


honraÓ35.
13.14.! A liberdade de manifesta•‹o do pensamento, que representa um dos
fundamentos em que se apoia a pr—pria no•‹o de Estado democr‡tico de
direito, n‹o pode ser restringida pelo exerc’cio ileg’timo da censura
estatal, ainda que praticada em sede jurisdicional36.
13.15.! ÒEditais de concurso pœblico n‹o podem estabelecer restri•‹o a pessoas
com tatuagem, salvo situa•›es excepcionais em raz‹o de conteœdo que
viole valores constitucionaisÓ37.

14.! Liberdade de cren•a religiosa e convic•‹o pol’tica e filos—fica (art. 5¼, incisos
VI a VIII). Observar que: a) o inciso VI trata de norma de efic‡cia contida;
b) h‡ possibilidade de perda ou suspens‹o de direitos pol’ticos daquele que
se recusa a cumprir obriga•‹o a todos imposta ou presta•‹o alternativa
estabelecida em lei (art. 15, inciso IV); c) os tr•s dispositivos se coadunam
com o fato do Brasil ser um Estado laico, consoante art. 19, inciso I.
15.! Inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das
pessoas (art. 5¼, X). Precedentes importantes:
15.1.! N‹o Ž l’cita a coa•‹o de poss’vel pai para realizar o exame do DNA, sob
pena de ofensa a garantias constitucionais como a preserva•‹o da
dignidade humana, da intimidade, da intangibilidade do corpo humano, do
impŽrio da lei e da inexecu•‹o espec’fica e direta de obriga•‹o de fazer38.
15.2.! O sigilo banc‡rio Ž espŽcie do direito ˆ privacidade, inerente ˆ
personalidade das pessoas, sendo a sua inviolabilidade assegurada pelo
inciso X do art. 5¼ da CF39.
15.3.! O sigilo deve ceder diante do interesse pœblico, do interesse social e do
interesse da justi•a, sendo, portanto, perfeitamente poss’vel, desde que
observados os procedimentos estabelecidos em lei, e respeitado o
princ’pio da razoabilidade, a quebra e/ou transfer•ncia do sigilo
banc‡rio40.
15.4.! Como regra, o MinistŽrio Pœblico e o Tribunal de Contas da Uni‹o n‹o
disp›em de compet•ncia para determinar a quebra do sigilo banc‡rio41.
PorŽm, a inviolabilidade do sigilo banc‡rio pode ser afastada por
determina•‹o de tais —rg‹os, no caso de opera•›es que envolvam recursos
pœblicos42.
15.5.! O poder das comiss›es parlamentares de inquŽrito federais para
determinar a quebra de sigilo banc‡rio outorgado pela Lei Complementar


35
STF Ð HC 82.424.
36
STF Ð Rcl 18.566 Ð MC/SP.
37
STF Ð Re 898.450.
38
STF Ð HC 71.373/RS.
39
STF Ð 219.780/PE.
40
STF Ð RMS 23.002/RJ.
41
STF Ð MS 22.801/DF, RE 22.934/MT. STJ Ð HC 160.646/SP.
42
STF Ð MS 21.729/DF.

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105/2001 Ž extens’vel ˆs CPIs estaduais, com base no art. 58, ¤ 3¼ da


CF43.
15.6.! A viola•‹o da intimidade, da intimidade, da vida privada, da honra e da
imagem ensejar‡ indeniza•‹o, cujo montante dever‡ observar o grau de
reprovabilidade da conduta44.
15.7.! A pessoa jur’dica pode sofrer dano moral45.
15.8.! A honra objetiva da pessoa jur’dica pode ser ofendida pelo protesto
indevido de t’tulo cambial, cabendo indeniza•‹o pelo dano
extrapatrimonial da’ decorrente46.
15.9.! A privacidade dos agentes pol’ticos Ž relativa, uma vez que estes devem ˆ
sociedade as contas da atua•‹o desenvolvida47 O direito se mantŽm, por
outro lado, no que diz respeito a fatos ’ntimos e da vida familiar, embora
nunca naquilo que se refira ˆ sua atividade pœblica48.
15.10.! No caso de servidor pœblico que, no exerc’cio de suas fun•›es, Ž
injustamente ofendido em sua honra e imagem, a indeniza•‹o est‡ sujeita
a uma cl‡usula de modicidade, uma vez que todo agente pœblico est‡ sob
permanente vig’lia da cidadania, de modo que quando o agente estatal n‹o
prima por todas as apar•ncias de legalidade e legitimidade no seu atuar
oficial, atrai contra si mais fortes suspeitas de um comportamento
antijur’dico francamente sindic‡vel pelos cidad‹os49.
15.11.! Òhavendo satisfat—ria fundamenta•‹o judicial a ensejar a quebra do sigilo,
n‹o h‡ viola•‹o a nenhuma cl‡usula pŽtrea constitucionalÓ50.
15.12.! S‹o l’citas Òas provas obtidas por meio de requisi•‹o do MinistŽrio Pœblico
de informa•›es banc‡rias de titularidade de prefeitura municipal para fins
de apurar supostos crimes praticados por agentes pœblicos contra a
Administra•‹o Pœblica51.
15.13.! Os dados banc‡rios somente podem ser usados para os fins da
investiga•‹o que lhes deu origem, n‹o sendo poss’vel seu uso quanto a
terceiros estranhos ˆ causa52.
15.14.! N‹o Ž necess‡ria a oitiva do investigado para a determina•‹o da quebra do
sigilo banc‡rio. Isso porque o princ’pio do contradit—rio n‹o prevalece na
fase inquisitorial53.

16.! Inviolabilidade domiciliar (art. 5¼, XI): observar os requisitos que permitem
a entrada no domicilio, inclusive sem o consentimento do morador. Atentar


43
STF Ð ACO 730/RJ.
44
STF Ð AO 1.390.
45
STJ Ð Sœmula 227.
46
STF Ð STJ, REsp 60.033/MG.
47
STF Ð Inq 2589 MS.
48
STF Ð RE 577785 RJ.
49
STF Ð ADPF 130.
50
STJ - RMS 18445 PE.
51
STJ Ð HC 308.493.
52
STF Ð Inq 923/DF.
53
STF Ð HC 55.447.

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para o conceito de ÒcasaÓ. Precedentes importantes:


16.1.! O conceito de ÒcasaÓ abrange: a) qualquer compartimento habitado; b)
qualquer aposento ocupado de habita•‹o coletiva; e c) qualquer
compartimento privado n‹o aberto ao pœblico, onde alguŽm exerce
profiss‹o ou atividade pessoal54.
16.2.! Ònem a Pol’cia Judici‡ria e nem a administra•‹o tribut‡ria podem,
afrontando direitos assegurados pela Constitui•‹o da Repœblica, invadir
domic’lio alheio com o objetivo de apreender, durante o per’odo diurno, e
sem ordem judicial, quaisquer objetos que possam interessar ao Poder
PœblicoÓ55.
16.3.! ÒA entrada for•ada em domic’lio sem mandado judicial s— Ž l’cita, mesmo
em per’odo noturno, quando amparada em fundadas raz›es, devidamente
justificadas a posteriori, que indiquem que dentro da casa ocorre situa•‹o
de: flagrante delito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal
do agente ou da autoridade e de nulidade dos atos praticadosÓ56.
16.4.! A escuta ambiental n‹o se sujeita aos mesmos limites da busca domiciliar,
sendo v‡lida decis‹o judicial que autoriza o ingresso de autoridade policial
em recinto profissional durante a noite, para o fim de instalar
equipamentos de capta•‹o de sinais —ticos e acœsticos (escuta ambiental)
e de acesso a documentos no ambiente de trabalho do acusado. Isso
porque tal procedimento seria invi‡vel se fosse praticado durante o dia,
mediante apresenta•‹o de mandado judicial57.
16.5.! ÒO sigilo profissional constitucionalmente determinado n‹o exclui a
possibilidade de cumprimento de mandado de busca e apreens‹o em
escrit—rio de advocacia. O local de trabalho do advogado, desde que este
seja investigado, pode ser alvo de busca e apreens‹o, observando-se os
limites impostos pela autoridade judicial. Tratando-se de local onde
existem documentos que dizem respeito a outros sujeitos n‹o
investigados, Ž indispens‡vel a especifica•‹o do ‰mbito de abrang•ncia da
medida, que n‹o poder‡ ser executada sobre a esfera de direitos de n‹o
investigadosÓ58.
16.6.! ÒA CF autoriza a pris‹o em flagrante como exce•‹o ˆ inviolabilidade
domiciliar, prescindindo de mandado judicial, qualquer que seja sua
naturezaÓ59.

17.! Inviolabilidade das correspond•ncias e das comunica•›es (art. 5¼, XII):


atentar para o fato de que n‹o somente as comunica•›es telef™nicas podem
ser excepcionalmente violadas, conforme literalidade do dispositivo, mas
tambŽm as demais formas de comunica•‹o mencionadas, uma vez que n‹o
h‡ direitos garantias fundamentais de car‡ter absoluto. Notar a possibilidade
de restri•‹o desse direito, tambŽm, no estado de defesa e de s’tio (arts.
136, ¤ 1¼ e 139). Atentar para os tr•s requisitos que permitem a


54
STF Ð HC 93.050.
55
STF Ð AP 370-3/DF.
56
STF Ð STF Ð RE 603.616/RO.
57
STF Ð Inq 2.424/RJ.
58
STF Ð HC 91.610.
59
STF Ð RHC 91.189.

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intercepta•‹o das comunica•›es telef™nicas. Observar a diferen•a entre


Òintercepta•‹o telef™nicaÓ, Òescuta telef™nicaÓ e Ògrava•‹o telef™nicaÓ.
Precedentes importantes:
17.1.! ƒ poss’vel, diante de determinadas circunst‰ncias, a intercepta•‹o das
correspond•ncias e comunica•›es telegr‡ficas e de dados sempre que tais
liberdades pœblicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de
salvaguarda de pr‡ticas il’citas60.
17.2.! N‹o Ž admiss’vel intercepta•‹o telef™nica no curso de processo de
extradi•‹o, haja vista que esse processo n‹o possui a finalidade de
viabilizar investiga•‹o criminal nem de instruir processo penal de
condena•‹o instaurados no Brasil61. Inexiste impedimento, por outro lado
que provas obtidas mediante intercepta•‹o telef™nica autorizada pelo
ju’zo competente no curso de instru•‹o processual penal ou de
investiga•‹o criminal sejam utilizadas no futuro para instruir processo de
natureza administrativa62.
17.3.! O dispositivo constitucional que prev• a inviolabilidade das comunica•›es
e das correspond•ncias n‹o impede o acesso aos dados em si mesmo
considerados (por exemplo, dados contidos em um disco r’gido) Ð a
prote•‹o diz respeito ˆ comunica•‹o de tais dados63.
17.4.! ÒŽ v‡lida a prova de um crime descoberta acidentalmente durante a escuta
telef™nica autorizada judicialmente para apura•‹o de crime diversoÓ64.
17.5.! Òdados obtidos em intercepta•‹o de comunica•›es telef™nicas e em
escutas ambientais, judicialmente autorizadas para produ•‹o de prova em
investiga•‹o criminal ou em instru•‹o processual penal, podem ser usados
em procedimento administrativo disciplinar, contra a mesma ou as
mesmas pessoas em rela•‹o ˆs quais foram colhidos, ou contra outros
servidores cujos supostos il’citos teriam despontado ˆ colheita dessa
provaÓ65.
17.6.! ƒ admiss’vel intercepta•‹o telef™nica mesmo em caso de conversa entre
acusado em processo penal e seu defensor, caso haja pr‡tica de delitos no
exerc’cio da profiss‹o, n‹o se podendo invocar o sigilo profissional do
advogado para acobertar para a pr‡tica de atividades il’citas66.
17.7.! Ainda que, nos termos da Lei 9.296/96, as intercepta•›es telef™nicas
devam ser judicialmente autorizadas unicamente para fins de investiga•‹o
de crimes pun’veis com reclus‹o, Ž poss’vel que as provas obtidas em dada
intercepta•‹o sejam utilizadas para a denœncia por outros crimes
eventualmente descobertos em decorr•ncia de tal procedimento
(chamados de Òcrimes achadosÓ), mesmo que pass’veis de pena de
deten•‹o67.


60
STF Ð HC 70.814/SP.
61
STF Ð Eext 1.021.
62
STF Ð Inq 2.725 QO/SP.
63
STF Ð RE 418.416/SC.
64
STF Ð HC 78098/SC.
65
STF Ð Inq 2424.
66
STF Ð HC 96.909/MT.
67
STF Ð HC 83.515/RS.

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17.8.! ÒA prova encontrada, fortuitamente, durante a investiga•‹o criminal Ž


v‡lida, salvo se comprovado v’cio ensejador de sua nulidade. Nulidade da
intercepta•‹o telef™nica determinada por autoridade judicial
68
incompetenteÓ .
17.9.! ÒSuposta ilegalidade decorrente do fato de os policiais, ap—s a pris‹o em
flagrante do corrŽu, terem realizado a an‡lise dos œltimos registros
telef™nicos dos dois aparelhos celulares apreendidos. N‹o ocorr•ncia. N‹o
se confundem comunica•‹o telef™nica e registros telef™nicos, que
recebem, inclusive, prote•‹o jur’dica distinta. N‹o se pode interpretar a
cl‡usula do art. 5¼, XII, da CF, no sentido de prote•‹o aos dados enquanto
registro, dep—sito registral. A prote•‹o constitucional Ž da comunica•‹o de
dados, e n‹o dos dadosÓ69.
17.10.! ÒA grava•‹o de conversa telef™nica feita por um dos interlocutores, sem
conhecimento do outro, quando ausente causa legal de sigilo ou de
reserva da conversa•‹o n‹o Ž considerada prova il’citaÓ70.
17.11.! ÒA Lei Complementar (LC) 105/2001, que permite ˆ Receita Federal
receber dados banc‡rios de contribuintes fornecidos diretamente pelos
bancos, sem prŽvia autoriza•‹o judicial, n‹o resulta em quebra de sigilo
banc‡rio, mas sim em transfer•ncia de sigilo da —rbita banc‡ria para a
fiscal (ambas protegidas contra o acesso de terceiros), para que seja
poss’vel ao Fisco cumprir o art. 145, ¤ 1¼ da CF/88, n‹o havendo ofensa,
portanto, ˆ Constitui•‹o FederalÓ71.
17.12.! Òƒ l’cita a intercepta•‹o telef™nica, determinada em decis‹o judicial
fundamentada, quando necess‡ria, como œnico meio de prova, ˆ apura•‹o
de fato delituoso. (...) ƒ l’cita a prorroga•‹o do prazo legal de autoriza•‹o
para intercepta•‹o telef™nica, ainda que de modo sucessivo, quando o fato
seja complexo e, como tal, exija investiga•‹o diferenciada e cont’nuaÓ72.
17.13.! ÒProva emprestada. (...) Dados obtidos em intercepta•‹o de comunica•›es
telef™nicas e em escutas ambientais, judicialmente autorizadas para
produ•‹o de prova em investiga•‹o criminal ou em instru•‹o processual
penal, podem ser usados em procedimento administrativo disciplinar,
contra a mesma ou as mesmas pessoas em rela•‹o ˆs quais foram
colhidos, ou contra outros servidores cujos supostos il’citos teriam
despontado ˆ colheita dessa provaÓ73.
17.14.! ÒEscuta gravada da comunica•‹o telef™nica com terceiro, que conteria
evid•ncia de quadrilha que integrariam: ilicitude, nas circunst‰ncias, com
rela•‹o a ambos os interlocutores. A hip—tese n‹o configura a grava•‹o da
conversa telef™nica pr—pria por um dos interlocutores Ð cujo uso como
prova o STF, em dadas circunst‰ncias, tem julgado l’cito Ð mas, sim,
escuta e grava•‹o por terceiro de comunica•‹o telef™nica alheia, ainda que
com a ci•ncia ou mesmo a coopera•‹o de um dos interlocutores: essa
œltima, dada a interven•‹o de terceiro, se compreende no ‰mbito da
garantia constitucional do sigilo das comunica•›es telef™nicas e o seu
registro s— se admitir‡ como prova, se realizada mediante prŽvia e regular


68
STF Ð Inq 3.732.
69
STF Ð HC 91.867.
70
STF Ð AI 578.858 AgR.
71
STF Ð RE 601.314.
72
STF Ð Inq 2.424.
73
STF Ð Idem.

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autoriza•‹o judicial. A prova obtida mediante a escuta gravada por


terceiro de conversa telef™nica alheia Ž patentemente il’cita em rela•‹o ao
interlocutor insciente da intromiss‹o indevida, n‹o importando o conteœdo
do di‡logo assim captadoÓ74.
17.15.! ÒSigilo de dados. Atua•‹o fiscalizadora do Banco Central. Afastamento.
Inviabilidade. A atua•‹o fiscalizadora do Banco Central do Brasil n‹o
encerra a possibilidade de, no campo administrativo, alcan•ar dados
banc‡rios de correntistas, afastando o sigilo previsto no inciso XII do art.
5¼ da CFÓ75.
17.16.! Òƒ l’cita a grava•‹o de conversa telef™nica feita por um dos interlocutores,
ou com sua autoriza•‹o, sem ci•ncia do outro, quando h‡ investida
criminosa deste œltimo. ƒ inconsistente e fere o senso comum falar-se em
viola•‹o do direito ˆ privacidade quando interlocutor grava di‡logo com
sequestradores, estelionat‡rios ou qualquer tipo de chantagistaÓ76. No
mesmo sentido: ÒUtiliza•‹o de grava•‹o de conversa telef™nica feita por
terceiro com a autoriza•‹o de um dos interlocutores sem o conhecimento
do outro quando h‡, para essa utiliza•‹o, excludente da antijuridicidade.
Afastada a ilicitude de tal conduta Ð a de, por leg’tima defesa, fazer gravar
e divulgar conversa telef™nica ainda que n‹o haja o conhecimento do
terceiro que est‡ praticando crime Ð, Ž ela, por via de consequ•ncia, l’cita
e, tambŽm consequentemente, essa grava•‹o n‹o pode ser tida como
prova il’cita, para invocar-se o art. 5¼, LVI, da Constitui•‹o, com
fundamento em que houve viola•‹o da intimidade (art. 5¼, X, da Carta
Magna)Ó77.

18.! Liberdade de atividade profissional (art. 5¼, XIII): observar que se trata de
norma de efic‡cia contida. Precedentes importantes:
18.1.! ÒO art. 5¼, XIII, da Constitui•‹o da Repœblica Ž norma de aplica•‹o
imediata e efic‡cia contida que pode ser restringida pela legisla•‹o
infraconstitucional. Inexistindo lei regulamentando o exerc’cio da
atividade profissional dos substitu’dos, Ž livre o seu exerc’cioÓ78.
18.2.! ÒNem todos os of’cios ou profiss›es podem ser condicionados ao
cumprimento de condi•›es legais para o seu exerc’cio. A regra Ž a
liberdade. Apenas quando houver potencial lesivo na atividade Ž que pode
ser exigida inscri•‹o em conselho de fiscaliza•‹o profissional. A atividade
de mœsico prescinde de controle. Constitui, ademais, manifesta•‹o
art’stica protegida pela garantia da liberdade de express‹oÓ79.
18.3.! ÒO jornalismo Ž uma profiss‹o diferenciada por sua estreita vincula•‹o ao
pleno exerc’cio das liberdades de express‹o e de informa•‹o. O jornalismo
Ž a pr—pria manifesta•‹o e difus‹o do pensamento e da informa•‹o de
forma cont’nua, profissional e remunerada. Os jornalistas s‹o aquelas
pessoas que se dedicam profissionalmente ao exerc’cio pleno da liberdade
de express‹o. O jornalismo e a liberdade de express‹o, portanto, s‹o
atividades que est‹o imbricadas por sua pr—pria natureza e n‹o podem ser


74
STF Ð HC 80.949.
75
STF Ð RE 461.366.
76
STF Ð HC 75.338.
77
STF Ð HC 74.678.
78
STF Ð MI 6.113 AgR.
79
STF Ð RE 414.426.

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pensadas e tratadas de forma separada. Isso implica, logicamente, que a


interpreta•‹o do art. 5¼, XIII, da Constitui•‹o, na hip—tese da profiss‹o de
jornalista, se fa•a, impreterivelmente, em conjunto com os preceitos do
art. 5¼, IV, IX, XIV, e do art. 220 da Constitui•‹o, que asseguram as
liberdades de express‹o, de informa•‹o e de comunica•‹o em geral. (...)
No campo da profiss‹o de jornalista, n‹o h‡ espa•o para a regula•‹o
estatal quanto ˆs qualifica•›es profissionais. O art. 5¼, IV, IX, XIV, e o art.
220 n‹o autorizam o controle, por parte do Estado, quanto ao acesso e
exerc’cio da profiss‹o de jornalista. Qualquer tipo de controle desse tipo,
que interfira na liberdade profissional no momento do pr—prio acesso ˆ
atividade jornal’stica, configura, ao fim e ao cabo, controle prŽvio que, em
verdade, caracteriza censura prŽvia das liberdades de express‹o e de
informa•‹o, expressamente vedada pelo art. 5¼, IX, da Constitui•‹o. A
impossibilidade do estabelecimento de controles estatais sobre a profiss‹o
jornal’stica leva ˆ conclus‹o de que n‹o pode o Estado criar uma ordem ou
um conselho profissional (autarquia) para a fiscaliza•‹o desse tipo de
profiss‹o. O exerc’cio do poder de pol’cia do Estado Ž vedado nesse campo
em que imperam as liberdades de express‹o e de informa•‹oÓ80.
18.4.! ÒO Exame de Ordem (...) mostra-se consent‰neo com a CF, que remete ˆs
qualifica•›es previstas em leiÓ81.
18.5.! ÒDescabe condicionar integra•‹o, a quadro societ‡rio, de pessoa jur’dica
de direito privado ao fato de o pretendente estar em dia com as obriga•›es
tribut‡riasÓ82.
18.6.! ÒEm s’ntese, a legisla•‹o local submete o contribuinte ˆ exce•‹o de emitir
notas fiscais individualizadas, quando em dŽbito para com o fisco. Entendo
conflitante com a Carta da Repœblica o procedimento adotado. (...) A lei
estadual contraria, portanto, os textos constitucionais evocados, ou seja, a
garantia do livre exerc’cio do trabalho, of’cio ou profiss‹o Ð inciso XIII do
art. 5¼ da Carta da Repœblica Ð e de qualquer atividade econ™mica Ð
par‡grafo œnico do art. 170 da CFÓ83.
18.7.! Òƒ inadmiss’vel a interdi•‹o de estabelecimento como meio coercitivo para
cobran•a de tributoÓ84.
18.8.! Òƒ inadmiss’vel a apreens‹o de mercadorias como meio coercitivo para
pagamento de tributosÓ85.
18.9.! Òn‹o Ž dado ˆ Fazenda Pœblica obstaculizar o exerc’cio da atividade
empresarial com a imposi•‹o de penalidades no intuito de receber imposto
atraso86.

19.! Direito ao acesso ˆ informa•‹o e ao resguardo do sigilo da fonte de


informa•‹o, quando necess‡rio ao exerc’cio profissional (art. 5¼, XIV): notar que o
resguardo da fonte n‹o conflita com a veda•‹o ao anonimato (inciso IV do art.
5¼).


80
STF Ð RE 511.961.
81
STF Ð RE 603.583.
82
STF Ð RE 207.946.
83
STF Ð RE 413.782.
84
STF Ð Sœmula 70.
85
STF Ð Sœmula 323.
86
STF Ð RE 413.782.

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20.! Liberdade de locomo•‹o (art. 5¼, XV): notar a exig•ncia de Òtempo de pazÓ,
a possiblidade de restri•‹o por meio de lei e, ainda, que a liberdade abrange
tambŽm os bens, n‹o somente as pessoas.
21.! Liberdade de reuni‹o (art. 5¼, XVI): observar os requisitos para o exerc’cio
do direito, bem como a possibilidade de restri•‹o ou atŽ suspens‹o de tal
liberdade no caso de vig•ncia de estado de defesa (CF, art. 136, ¤ 1¼, I, ÒaÓ) ou
de s’tio (CF, art. 139, IV). Atentar para o fato de o mandado de seguran•a ser o
remŽdio constitucional cab’vel para a prote•‹o da liberdade de reuni‹o.
Precedentes importantes:
21.1.! ÒA•‹o direta julgada procedente para dar ao ¤ 2¼ do art. 33 da Lei
11.343/2006 "interpreta•‹o conforme ˆ Constitui•‹o" e dele excluir
qualquer significado que enseje a proibi•‹o de manifesta•›es e debates
pœblicos acerca da descriminaliza•‹o ou legaliza•‹o do uso de drogas ou
de qualquer subst‰ncia que leve o ser humano ao entorpecimento
epis—dico, ou ent‹o viciado, das suas faculdades psicof’sicasÓ87.
21.2.! ÒÕMarcha da MaconhaÕ. Manifesta•‹o leg’tima, por cidad‹os da repœblica,
de duas liberdades individuais revestidas de car‡ter fundamental: o direito
de reuni‹o (liberdade-meio) e o direito ˆ livre express‹o do pensamento
(liberdade-fim). (...) legitimidade, sob perspectiva estritamente
constitucional, de assembleias, reuni›es, marchas, passeatas ou encontros
coletivos realizados em espa•os pœblicos (ou privados) com o objetivo de
obter apoio para oferecimento de projetos de lei, de iniciativa popular, de
criticar modelos normativos em vigor, de exercer o direito de peti•‹o e de
promover atos de proselitismo em favor das posi•›es sustentadas pelos
manifestantes e participantes de reuni‹o. (...) Vincula•‹o de car‡ter
instrumental entre a liberdade de reuni‹o e a liberdade de manifesta•‹o
do pensamento. (...) Debate que n‹o se confunde com incita•‹o ˆ pr‡tica
de delito nem se identifica com apologia de fato criminoso. Discuss‹o que
deve ser realizada de forma racional, com respeito entre interlocutores e
sem possibilidade leg’tima de repress‹o estatal, ainda que as ideias
propostas possam ser consideradas, pela maioria, estranhas,
insuport‡veis, extravagantes, audaciosas ou inaceit‡veis. O sentido de
alteridade do direito ˆ livre express‹o e o respeito ˆs ideias que conflitem
com o pensamento e os valores dominantes no meio socialÓ88.

22.! Direito de associa•‹o (art. 5¼, XVII a XXI): atentar para a) as caracter’sticas
das associa•›es e diferen•as em rela•‹o ˆs reuni›es; b) a independ•ncia de
aquisi•‹o de personalidade jur’dica para a exist•ncia da associa•‹o; c) os
requisitos para a liberdade plena de associa•‹o: finalidade l’cita e veda•‹o ao
car‡ter paramilitar; d) a desnecessidade de autoriza•‹o do poder pœblico para a
cria•‹o das associa•›es e, na forma da lei, de cooperativas (veja que s— Ž prevista
lei nesse œltimo caso); d) a veda•‹o ˆ interfer•ncia estatal no funcionamento das
associa•›es e funda•›es; e) a possibilidade de dissolu•‹o compuls—ria das
associa•›es unicamente por meio de decis‹o judicial transitada em julgado; f) a
possibilidade de suspens‹o das atividades das associa•›es unicamente por meio
de decis‹o judicial (n‹o precisa que haja tr‰nsito em julgado); g) a
impossibilidade que alguŽm seja obrigado a se associar ou a permanecer


87
STF Ð ADI 4.274.
88
STF Ð ADPF 187.

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associado; h) a diferen•a entre representa•‹o processual e substitui•‹o


processual, bem como para a possibilidade de as associa•›es representarem seus
filiados, judicial e extrajudicialmente, desde que haja autoriza•‹o expressa,
lembrando que tal autoriza•‹o n‹o pode ser substitu’da por uma autoriza•‹o
genŽrica prevista em estatuto. Precedentes importantes:
22.1.! ÒCabe enfatizar, neste ponto, que as normas inscritas no art. 5¼, XVII a
XXI, da atual CF, protegem as associa•›es, inclusive as sociedades, da
atua•‹o eventualmente arbitr‡ria do legislador e do administrador, eis que
somente o Poder Judici‡rio, por meio de processo regular, poder‡ decretar
a suspens‹o ou a dissolu•‹o compuls—rias das associa•›es. Mesmo a
atua•‹o judicial encontra uma limita•‹o constitucional: apenas as
associa•›es que persigam fins il’citos poder‹o ser compulsoriamente
dissolvidas ou suspensas. Atos emanados do Executivo ou do Legislativo,
que provoquem a compuls—ria suspens‹o ou dissolu•‹o de associa•›es,
mesmo as que possuam fins il’citos, ser‹o inconstitucionaisÓ89.
22.2.! Òreafirma-se o entendimento da jurisprud•ncia do STF, corroborada pelo
par‡grafo œnico do art. 2¼-A da Lei 9.494/1997, de que a autoriza•‹o a
que se refere o art. 5¼, XXI, deve ser expressa por ato individual do
associado ou por assembleia da entidade, sendo insuficiente a mera
autoriza•‹o genŽrica prevista em cl‡usula estatut‡ria. Todavia, no caso
concreto, a demanda foi proposta com base em autoriza•›es individuais
(n‹o havendo not’cia alguma sobre delibera•‹o assemblear), sendo esses
associados os œnicos beneficiados pela senten•a de proced•ncia e,
consequentemente, apenas eles disp›em de t’tulo jur’dico para promover
a execu•‹oÓ90.
22.3.! ÒA impetra•‹o de mandado de seguran•a coletivo por entidade de classe
em favor dos associados independe da autoriza•‹o destesÓ91.
22.4.! ÒEsta Corte firmou o entendimento segundo o qual o sindicato tem
legitimidade para atuar como substituto processual na defesa de direitos e
interesses coletivos ou individuais homog•neos da categoria que
representa. (...) esta Corte firmou entendimento de que Ž desnecess‡ria a
expressa autoriza•‹o dos sindicalizados para a substitui•‹o processualÓ92.

23.! Direito de propriedade (art. 5¼, XXII e XXIII): observar a) que tal direito Ž
norma de efic‡cia contida; b) a necessidade de atendimento da fun•‹o social; e c)
o atendimento da fun•‹o social por parte da propriedade urbana (art. 182, ¤ 2¼) e
da rural (art. 186).
24.! Desapropria•‹o (art. 5¼, XXIV): observar a) as tr•s hip—teses de
desapropria•‹o (necessidade pœblica, utilidade pœblica ou interesse social); b) a
prŽvia e justa indeniza•‹o em dinheiro como regra geral de indeniza•‹o; e c) as
hip—teses de desapropria•‹o que n‹o se d‹o mediante prŽvia e justa indeniza•‹o
em dinheiro (para fins de reforma agr‡ria Ð art. 184 -, de im—vel urbano n‹o-
edificado que n‹o cumpriu sua fun•‹o social Ð art. 182, ¤ 4¼, III - e confiscat—ria
Ð art. 243).


89
STF Ð ADI 3.045.
90
STF Ð RE 573.232.
91
STF Ð Sœmula 629.
92
STF Ð RE 555.720 AgR.

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25.! Requisi•‹o administrativa (art. 5¼, XXV): observar a) as caracter’sticas da


requisi•‹o administrativa (direito fundamental de titularidade do Estado;
necessidade de perigo pœblico iminente; compulsoriedade para o particular;
gratuidade da cess‹o; indeniza•‹o somente em caso de dano); e b) a
possibilidade de requisi•‹o de bens no estado de s’tio (art. 139, VII).
26.! Garantia da impenhorabilidade da pequena propriedade rural (art. 5¼,
XXVI): observar a) os requisitos para que haja garantia (explora•‹o econ™mica do
bem pela fam’lia e origem na atividade produtiva do dŽbito que causou a
penhora); e b) a previs‹o de reserva legal para defini•‹o de pequena propriedade
rural e para disposi•‹o sobre os meios de financiar o desenvolvimento de tal
propriedade.
27.! Direito do autor (art. 5¼, XXVII e XXVIII): observar que o direito Ž
assegurado ao autor enquanto viver, mas apenas temporariamente aos herdeiros
(limita•‹o temporal fixada em lei).
28.! Direito de propriedade industrial (art. 5¼, XXIX): observar que os autores de
inventos industriais possuem privilŽgio tempor‡rio para sua utiliza•‹o, ao
contr‡rio dos direitos autorais, que s‹o assegurados ao autor de forma vital’cia
(inciso XXVIII).
29.! Direito de heran•a (art. 5¼, XXX e XXXI): atentar para o fato que a) tal
direito n‹o impede a incid•ncia de tributos sobre o valor dos bens transferidos
(imposto sobre transmiss‹o causa mortis Ð art. 155, inciso I); b) no que diz
respeito ˆ sucess‹o de bens de estrangeiros situados no Brasil, entre a lei
brasileira e a lei do pa’s do Òde cujusÓ (falecido), aplica-se a mais favor‡vel ao
c™njuge e aos filhos brasileiros.
30.! Defesa do consumidor (art. 5¼, XXXII): notar a) que se trata de norma de
efic‡cia limitada; b) que a defesa do consumidor Ž tambŽm um princ’pio da ordem
econ™mica (art. 170, V); e c) que o art. 48 do ADCT estipulou prazo para a
elabora•‹o de um c—digo de defesa do consumidor. Precedentes importantes:
30.1.! As normas veiculadas pelo CDC alcan•am as institui•›es financeiras93.
30.2.! ÒAplica-se o C—digo de Defesa do Consumidor nos casos de indeniza•‹o
por danos morais e materiais por m‡ presta•‹o de servi•o em transporte
aŽreoÓ94.

31.! Direito ˆ informa•‹o (art. 5¼, XXXIII): observar que tal direito encontra
limites a) no caso de informa•›es cujo sigilo seja imprescind’vel ˆ seguran•a da
sociedade e do Estado; b) nas informa•›es pessoais protegidas pelo art. 5¼ inciso
X. Atentar para o fato de que o mandado de seguran•a Ž o remŽdio constitucional
apto a tutelar tal direito (e n‹o o habeas data). Precedentes importantes:
31.1.! Òƒ direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos
elementos de prova que, j‡ documentados em procedimento investigat—rio


93
STF Ð ADI 2.591 ED.
94
STF Ð RE 575.803 AgR.

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realizado por —rg‹o com compet•ncia de pol’cia judici‡ria, digam respeito


ao exerc’cio do direito de defesaÓ95.
31.2.! ÒO Verbete 14 da Sœmula Vinculante do Supremo n‹o alcan•a sindic‰ncia
administrativa objetivando elucidar fatos sob o ‰ngulo do cometimento de
infra•‹o administrativaÓ96.
31.3.! ÒAto que indefere acesso a documentos relativos ao pagamento de verbas
pœblicas. (...) A regra geral num Estado Republicano Ž a da total
transpar•ncia no acesso a documentos pœblicos, sendo o sigilo a exce•‹o.
(...) As verbas indenizat—rias para exerc’cio da atividade parlamentar t•m
natureza pœblica, n‹o havendo raz›es de seguran•a ou de intimidade que
justifiquem genericamente seu car‡ter sigilosoÓ97.
31.4.! ÒDireito ˆ informa•‹o de atos estatais, neles embutida a folha de
pagamento de —rg‹os e entidades pœblicas. (...) Caso em que a situa•‹o
espec’fica dos servidores pœblicos Ž regida pela 1» parte do inciso XXXIII
do art. 5¼ da Constitui•‹o. Sua remunera•‹o bruta, cargos e fun•›es por
eles titularizados, —rg‹os de sua formal lota•‹o, tudo Ž constitutivo de
informa•‹o de interesse coletivo ou geral. Expondo-se, portanto, a
divulga•‹o oficial. Sem que a intimidade deles, vida privada e seguran•a
pessoal e familiar se encaixem nas exce•›es de que trata a parte
derradeira do mesmo dispositivo constitucional (inciso XXXIII do art. 5¼),
pois o fato Ž que n‹o est‹o em jogo nem a seguran•a do Estado nem do
conjunto da sociedade. N‹o cabe, no caso, falar de intimidade ou de vida
privada, pois os dados objeto da divulga•‹o em causa dizem respeito a
agentes pœblicos enquanto agentes pœblicos mesmos; ou, na linguagem da
pr—pria Constitui•‹o, agentes estatais agindo "nessa qualidade" (¤ 6¼ do
art. 37). E quanto ˆ seguran•a f’sica ou corporal dos servidores, seja
pessoal, seja familiarmente, claro que ela resultar‡ um tanto ou quanto
fragilizada com a divulga•‹o nominalizada dos dados em debate, mas Ž um
tipo de risco pessoal e familiar que se atenua com a proibi•‹o de se revelar
o endere•o residencial, o CPF e a CI de cada servidor. No mais, Ž o pre•o
que se paga pela op•‹o por uma carreira pœblica no seio de um Estado
republicano. (...) A negativa de preval•ncia do princ’pio da publicidade
administrativa implicaria, no caso, inadmiss’vel situa•‹o de grave les‹o ˆ
ordem pœblicaÓ98.

32.! Direito de peti•‹o (art. 5¼, XXXIV, ÒaÓ): atentar para a) as finalidades do
instrumento da peti•‹o; b) a legitima•‹o universal, a gratuidade e a natureza
n‹o-jurisdicional do direito; c) a diferen•a entre o direito de a•‹o e o direito de
peti•‹o; d) a diferen•a entre direito de peticionar e o de postular em ju’zo; e e) o
fato de que o mandado de seguran•a Ž o remŽdio constitucional apto a tutelar tal
direito (e n‹o o habeas data). Precedentes importantes:
32.1.! Òƒ inconstitucional a exig•ncia de dep—sito ou arrolamento prŽvios de
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativoÓ99.
32.2.! ÒA natureza jur’dica da reclama•‹o n‹o Ž a de um recurso, de uma a•‹o e
nem de um incidente processual. Situa-se ela no ‰mbito do direito


95
STF Ð Sœmula Vinculante 14.
96
STF Ð Rcl 10.771 AgR.
97
STF Ð MS 28.178.
98
STF Ð SS 3.902 AgR-segundo.
99
STF Ð Sœmula Vinculante 21.

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constitucional de peti•‹o previsto no art. 5¼, XXXIV, da CFÓ100.


32.3.! ÒO direito de peti•‹o, fundado no art. 5¼, XXXIV, a, da Constitui•‹o, n‹o
pode ser invocado, genericamente, para exonerar qualquer dos sujeitos
processuais do dever de observar as exig•ncias que condicionam o
exerc’cio do direito de a•‹o, pois, tratando-se de controvŽrsia judicial,
cumpre respeitar os pressupostos e os requisitos fixados pela legisla•‹o
processual comum. A mera invoca•‹o do direito de peti•‹o, por si s—, n‹o
basta para assegurar ˆ parte interessada o acolhimento da pretens‹o que
deduziu em sede recursalÓ101.
32.4.! ÒO direito de peti•‹o qualifica-se como prerrogativa de extra•‹o
constitucional assegurada ˆ generalidade das pessoas pela Carta Pol’tica
(art. 5¼, XXXIV, a). Traduz direito pœblico subjetivo de ’ndole
essencialmente democr‡tica. O direito de peti•‹o, contudo, n‹o assegura,
por si s—, a possibilidade de o interessado Ð que n‹o disp›e de capacidade
postulat—ria Ð ingressar em ju’zo, para, independentemente de advogado,
litigar em nome pr—prio ou como representante de terceirosÓ102.

33.! Direito de certid‹o (art. 5¼, XXXIV, ÒbÓ): atentar para a) as finalidades do
direito; b) a gratuidade direito ˆ obten•‹o de certid›es; e c) o fato de que o
mandado de seguran•a Ž o remŽdio constitucional apto a tutelar tal direito (e n‹o
o habeas data). Precedentes importantes:
33.1.! ÒO direito ˆ certid‹o traduz prerrogativa jur’dica, de extra•‹o
constitucional, destinada a viabilizar, em favor do indiv’duo ou de uma
determinada coletividade (como a dos segurados do sistema de
previd•ncia social), a defesa (individual ou coletiva) de direitos ou o
esclarecimento de situa•›es. A injusta recusa estatal em fornecer
certid›es, n‹o obstante presentes os pressupostos legitimadores dessa
pretens‹o, autorizar‡ a utiliza•‹o de instrumentos processuais adequados,
como o mandado de seguran•a ou a pr—pria a•‹o civil pœblica. O MinistŽrio
Pœblico tem legitimidade ativa para a defesa, em ju’zo, dos direitos e
interesses individuais homog•neos, quando impregnados de relevante
natureza social, como sucede com o direito de peti•‹o e o direito de
obten•‹o de certid‹o em reparti•›es pœblicasÓ103.

34.! Princ’pio da inafastabilidade de jurisdi•‹o (art. 5¼, XXXV): atentar para a) o


conceito e caracter’sticas do princ’pio; b) as situa•›es que fogem ˆ aprecia•‹o
judicial; c) as situa•›es excepcionais em que Ž exigido o prŽvio esgotamento ou,
pelo menos, a utiliza•‹o inicial da via administrativa como condi•‹o para que o
Poder Judici‡rio seja acionado (i. habeas data, conforme STF Ð RHD 22/DF; ii.
controvŽrsias desportivas, conforme art. 217, ¤ 1¼ da CF; iii. reclama•‹o contra o
descumprimento de Sœmula Vinculante pela Administra•‹o Pœblica, conforme Lei
11.417/2006, art. 7, ¤ 1¼; e iv. a•‹o judicial requerendo a concess‹o de benef’cio
previdenci‡rio, conforme STF Ð RE 631.240/MG); d) a inexist•ncia, como regra
geral, da jurisdi•‹o condicionada ou inst‰ncia administrativa de curso for•ado no
Brasil; e) a possibilidade de que o legislador estipule regras para o ingresso do
pleito na esfera jurisdicional; f) a inexist•ncia de garantia de gratuidade universal


100
STF Ð ADI 2.212.
101
STF Ð AI 258.867 AgR.
102
STF Ð AR 1.354 AgR.
103
STF Ð RE 472.489 AgR.

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no acesso aos tribunais; g) a inexist•ncia de obrigatoriedade de duplo grau de


jurisdi•‹o como princ’pio absoluto. Precedentes importantes:
34.1.! Òƒ inconstitucional a exig•ncia de dep—sito prŽvio como requisito de
admissibilidade de a•‹o judicial na qual se pretenda discutir a
exigibilidade de crŽdito tribut‡rioÓ104.
34.2.! ÒViola a garantia constitucional de acesso ˆ jurisdi•‹o a taxa judici‡ria
calculada sem limite sobre o valor da causaÓ105.
34.3.! ƒ compat’vel com a CF e prestigia o princ’pio da economia processual lei
que estabelece que o ajuizamento de a•‹o judicial implica renœncia t‡cita
ˆ via administrativa em que a mesma matŽria Ž discutida106.
34.4.! ÒN‹o h‡ previs‹o constitucional de esgotamento da via administrativa
como condi•‹o da a•‹o que objetiva o reconhecimento de direito
previdenci‡rioÓ107.
34.5.! O duplo grau de jurisdi•‹o n‹o consubstancia princ’pio nem garantia
constitucional (ou seja, n‹o Ž sempre obrigat—rio), uma vez que a pr—pria
CF prev• diversas situa•›es em que o julgamento se dar‡ em inst‰ncia
œnica ordin‡ria108.
34.6.! ÒOs princ’pios constitucionais que garantem o livre acesso ao Poder
Judici‡rio, o contradit—rio e a ampla defesa, n‹o s‹o absolutos e h‹o de
ser exercidos, pelos jurisdicionados, por meio das normas processuais que
regem a matŽria, n‹o se constituindo negativa de presta•‹o jurisdicional e
cerceamento de defesa a inadmiss‹o de recursos quando n‹o observados
os procedimentos estatu’dos nas normas instrumentaisÓ109.
34.7.! "a prova do anterior indeferimento do pedido de informa•‹o de dados
pessoais, ou da omiss‹o em atend•-lo, constitui requisito indispens‡vel
para que se concretize o interesse de agir no habeas data. Sem que se
configure situa•‹o prŽvia de pretens‹o resistida, h‡ car•ncia da a•‹o
constitucional do habeas dataÓ110.
34.8.! ÒA concess‹o de benef’cios previdenci‡rios depende de requerimento do
interessado, n‹o se caracterizando amea•a ou les‹o a direito antes de sua
aprecia•‹o e indeferimento pelo INSS, ou se excedido o prazo legal para
sua an‡lise. ƒ bem de ver, no entanto, que a exig•ncia de prŽvio
requerimento n‹o se confunde com o exaurimento das vias
administrativas. A exig•ncia de prŽvio requerimento administrativo n‹o
deve prevalecer quando o entendimento da administra•‹o for not—ria e
reiteradamente contr‡rio ˆ postula•‹o do segurado. Na hip—tese de
pretens‹o de revis‹o, restabelecimento ou manuten•‹o de benef’cio
anteriormente concedido, considerando que o INSS tem o dever legal de
conceder a presta•‹o mais vantajosa poss’vel, o pedido poder‡ ser
formulado diretamente em ju’zo Ð salvo se depender da an‡lise de matŽria
de fato ainda n‹o levada ao conhecimento da administra•‹o Ð, uma vez


104
STF Ð Sœmula Vinculante 28.
105
STF Ð Sœmula 667.
106
STF Ð RE 233.582/RJ.
107
STF Ð RE 549.238 AgR.
108
STF Ð RHC 79785 RJ.
109
STF Ð Ag.Rg. n¼ 152.676/PR.
110
STF Ð RHD 22/DF.

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que, nesses casos, a conduta do INSS j‡ configura o n‹o acolhimento ao


menos t‡cito da pretens‹oÓ111.

35.! Prote•‹o ao direito adquirido, ˆ coisa julgada e ao ato jur’dico perfeito Ð


garantia da irretroatividade das leis (art. 5¼, XXXVI): atentar para a) o conceito
de direito adquirido e sua diferen•a para a Òexpectativa de direitoÓ; b) o conceito
de coisa julgada; c) conceito de ato jur’dico perfeito; d) o prest’gio ˆ seguran•a
jur’dica conferido pela garantia da irretroatividade das leis; e) a possibilidade
retroatividade de leis mais benŽficas; f) a abrang•ncia do voc‡bulo ÒleiÓ; e g) as
situa•›es nas quais n‹o Ž cab’vel invocar-se direito adquirido (i. normas
constitucionais origin‡rias, ii. mudan•a do padr‹o monet‡rio, iii. cria•‹o ou
aumento de tributos e iv. mudan•a de regime jur’dico estatut‡rio). Precedentes
importantes:
35.1.! ÒA garantia da irretroatividade da lei, prevista no art. 5¼, XXXVI, da
Constitui•‹o da Repœblica, n‹o Ž invoc‡vel pela entidade estatal que a
tenha editadoÓ112.
35.2.! Òo princ’pio insculpido no inciso XXXVI do art. 5¼ da Constitui•‹o n‹o
impede a edi•‹o, pelo Estado, de norma retroativa (lei ou decreto), em
benef’cio do particularÓ113.
35.3.! A veda•‹o constante do inciso XXXVI se refere ao direito/lei
compreendendo qualquer ato da ordem normativa constante do art. 59 da
Constitui•‹o114.
35.4.! O princ’pio do direito adquirido se aplica a todo e qualquer ato normativo
infraconstitucional, sem qualquer distin•‹o entre lei de direito pœblico ou
de direito privado, ou entre lei de ordem pœblica e lei dispositiva115.

36.! Princ’pio do juiz natural (art. 5¼, XXXVII e LIII): atentar para a) o conceito
do princ’pio; b) o impedimento da cria•‹o de ju’zos de exce•‹o ou Òad hocÓ; c) o
alcance do princ’pio, tanto para quem julga, quanto para quem ser‡ julgado; d) o
respeito absoluto respeito ˆs regras objetivas de determina•‹o de compet•ncia
como decorr•ncia desse princ’pio. Precedentes importantes:
36.1.! O julgamento por —rg‹o(s) colegiado(s) integrado(s) por magistrado(s) de
primeiro grau, convocados segundo os requisitos legais, n‹o viola os
princ’pios do juiz natural, do duplo grau de jurisdi•‹o e da ampla
defesa116.

37.! Jœri popular (art. 5¼, XXXVIII): atentar para a) compet•ncia do tribunal do
jœri para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida (al’nea ÒdÓ), que n‹o
alcan•a os detentores de foro especial por prerrogativa de fun•‹o previsto na CF;
b) conceito de plenitude de defesa (al’neas ÒaÓ a ÒcÓ); c) a possibilidade de
recurso em face de decis‹o do tribunal do jœri; d) a possibilidade de amplia•‹o da


111
STF Ð RE 631.240.
112
STF Ð Sœmula 654.
113
STF Ð RExtr, n¼ 184.099/DF.
114
STF Ð ADI 3.1058-DF.
115
STF Ð RE 204.769/RS.
116
STF Ð HC 112151/SP, HC 112151/SP e RE 597133/RS.

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compet•ncia do tribunal do jœri por meio de lei. Precedentes importantes:


37.1.! ÒA compet•ncia constitucional do Tribunal do Jœri prevalece sobre o foro
por prerrogativa de fun•‹o estabelecido exclusivamente pela Constitui•‹o
estadualÓ117.
37.2.! ÒA compet•ncia constitucional do Tribunal do Jœri (art. 5¼, XXXVIII) n‹o
pode ser afastada por lei estadual, nem usurpada por vara criminal
especializada, sendo vedada, ainda, a altera•‹o da forma de sua
composi•‹o, que deve ser definida em lei nacionalÓ118.
37.3.! ÒA compet•ncia para o processo e julgamento de latroc’nio Ž do juiz
singular e n‹o do tribunal do jœriÓ119.
37.4.! Òimplica preju’zo ˆ defesa a manuten•‹o do rŽu algemado na sess‹o de
julgamento do Tribunal do Jœri, resultando o fato na insubsist•ncia do
veredicto condenat—rioÓ120.
37.5.! A soberania dos veredictos n‹o confere ao tribunal do jœri o exerc’cio de
um poder incontrast‡vel e ilimitadoÓ121.
37.6.! ÒA soberania dos veredictos do Tribunal do Jœri n‹o exclui a recorribilidade
de suas decis›es, quando manifestamente contr‡rias ˆ prova dos
autosÓ122.
37.7.! ÒA compet•ncia do Tribunal do Jœri, fixada no art. 50, XXXVIII, ÒdÓ, da
CF/88, quanto ao julgamento de crimes dolosos contra a vida Ž pass’vel de
amplia•‹o pelo legislador ordin‡rioÓ123.

38.! Princ’pios da legalidade penal, da irretroatividade da lei penal e da


retroatividade da lei penal mais favor‡vel (art. 5¼, XXXIX e XL): atentar para a) a
compet•ncia da Uni‹o para legislar sobre Direito Penal, impossibilitando que os
demais entes tipifiquem crimes (art. 22, I); b) a impossibilidade de que medidas
provis—rias definam crimes e cominem penas, em raz‹o do impedimento previsto
no art. 62, ¤ 1¼, I, ÒbÓ; e c) o entendimento doutrin‡rio de que normas penais em
branco n‹o violam o princ’pio da reserva legal. Precedentes importantes:
38.1.! ÒA lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime
permanente, se a sua vig•ncia Ž anterior ˆ cessa•‹o da continuidade ou da
perman•nciaÓ124.
38.2.! N‹o Ž poss’vel a combina•‹o de leis conflitantes no tempo para se extrair
uma regra mais favor‡vel ao rŽu125.

39.! Mandados de criminaliza•‹o (art. 5¼, XLI a XLIV): distinguir bem quais dos
crimes previstos s‹o inafian•‡veis, imprescrit’veis, sujeitos ˆ pena de reclus‹o,


117
STF Ð Sœmula Vinculante 45.
118
STF Ð ADI 4414/AL.
119
STF Ð Sœmula 603.
120
STF Ð HC 91952.
121
STF Ð AgReg. RE 626436 RR.
122
STF Ð HC 73721/RJ.
123
STF Ð HC 101542 SP.
124
STF Ð Sœmula 711.
125
STF Ð HC 98766 MG.

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insuscet’veis de gra•a ou anistia, nos termos dos dispositivos destacados; atentar


para a) a compet•ncia para conceder indulto e comutar penas ser do Presidente
da Repœblica, deleg‡vel aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da Repœblica
e ao Advogado-Geral da Uni‹o (art. 84, XII e par‡grafo œnico); a necessidade de
lei para que seja concedida anistia (art. 48, VIII). Precedentes importantes:
39.1.! O STF decidiu que Òescrever, editar, divulgar e comerciar livros Ôfazendo
apologia de ideias preconceituosas e discriminat—riasÕ contra a
comunidade judaica (Lei 7.716/1989, art. 20, na reda•‹o dada pela Lei
8.081/1990) constitui crime de racismo sujeito ˆs cl‡usulas de
inafian•abilidade e imprescritibilidade (CF, art. 5¼, XLII)Ó, entendendo que
Òn‹o h‡ diferen•as biol—gicas entre os seres humanosÓ, sendo que Òa
divis‹o dos seres humanos em ra•as resulta de um processo de conteœdo
meramente pol’tico-socialÓ, devendo ser compreendido como
discrimina•‹o racial as Òdistin•›es entre os homens por restri•›es ou
prefer•ncias oriundas de ra•a, cor, credo, descend•ncia ou origem
nacional ou Žtnica, inspiradas na pretensa superioridade de um povo sobre
outro, de que s‹o exemplos a xenofobia, ÔnegrofobiaÕ, ÔislamafobiaÕ e o
antissemitismoÓ126.

40.! Princ’pio da intransmissibilidade da pena Ð ou da pessoalidade da pena (art.


5¼, XLV): atentar para a) o conceito do princ’pio; e b) a possibilidade e o limite de
alcance dos sucessores em caso de obriga•‹o de repara•‹o de dano e de
decreta•‹o do perdimento de bens.
41.! Princ’pio da individualiza•‹o da pena (art. 5¼, XLVI): observar que a) a lei
poder‡ criar novas penas, j‡ que trata-se de rol constitucional n‹o-exaustivo; b)
h‡ necessidade de a lei penal considerar as caracter’sticas pessoais do infrator.
Precedentes importantes:
41.1.! ƒ inconstitucional, por afronta ao princ’pio da individualiza•‹o da pena, a
veda•‹o absoluta ˆ progress‹o de regime trazida pela Lei 8.072/1990, que
trata dos crimes hediondos, uma vez que, ao n‹o permitir que se
considerem as particularidades de cada pessoa, sua capacidade de
reintegra•‹o social e esfor•os de ressocializa•‹o, torna in—cua a garantia
constitucional127.
41.2.! ÒPara efeito de progress‹o de regime no cumprimento de pena por crime
hediondo, ou equiparado, o ju’zo da execu•‹o observar‡ a
inconstitucionalidade do art. 2¼ da Lei n¼ 8.072, de 25 de julho de 1990,
sem preju’zo de avaliar se o condenado preenche, ou n‹o, os requisitos
objetivos e subjetivos do benef’cio, podendo determinar, para tal fim, de
modo fundamentado, a realiza•‹o de exame criminol—gicoÓ128.

42.! Penas inaplic‡veis (art. 5¼, XLVII): atentar para a) a possibilidade de pena
de morte em caso de guerra declarada (art. 84, XIX); b) o fato de que a pena de
banimento n‹o se confundir com a expuls‹o de estrangeiro, que Ž admitida no
ordenamento jur’dico brasileiro; e c) as penas admitidas: i. Priva•‹o ou restri•‹o
de liberdade; ii. Perda de bens; iii. Multa; iV. Presta•‹o social alternativa; e v.
Suspens‹o ou interdi•‹o de direitos). Precedentes importantes:


126
STF Ð 82424 RS.
127
STF Ð HC 82.959/SP.
128
STF Ð Sœmula Vinculante 26.

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42.1.! A proibi•‹o de penas de car‡ter perpŽtuo tem aplica•‹o n‹o s— na esfera


penal, mas tambŽm no ‰mbito das san•›es administrativas129.
42.2.! Admite-se a progress‹o de regime de cumprimento da pena ou a aplica•‹o
imediata de regime menos severo nela determinada, antes do tr‰nsito em
julgado da senten•a condenat—ria130.
42.3.! ÒA falta de estabelecimento penal adequado n‹o autoriza a manuten•‹o do
condenado em regime prisional mais gravoso, devendo-se observar, nesta
hip—tese, os par‰metros fixados no Recurso Extraordin‡rio (RE) 641 .320Ó.
Os par‰metros s‹o os seguintes131: ÒOs ju’zes da execu•‹o penal poder‹o
avaliar os estabelecimentos destinados aos regimes semiaberto e aberto,
para qualifica•‹o como adequados a tais regimes. S‹o aceit‡veis
estabelecimentos que n‹o se qualifiquem como 'col™nia agr’cola,
industrial' (regime semiaberto) ou 'casa de albergado ou estabelecimento
adequado' (regime aberto) (art. 33, ¤ 1¼, al’neas "b" e "c"). No entanto,
n‹o dever‡ haver alojamento conjunto de presos dos regimes semiaberto
e aberto com presos do regime fechado. 4. Havendo dŽficit de vagas,
dever‹o ser determinados: (i) a sa’da antecipada de sentenciado no
regime com falta de vagas; (ii) a liberdade eletronicamente monitorada ao
sentenciado que sai antecipadamente ou Ž posto em pris‹o domiciliar por
falta de vagas; (iii) o cumprimento de penas restritivas de direito e/ou
estudo ao sentenciado que progride ao regime aberto. AtŽ que sejam
estruturadas as medidas alternativas propostas, poder‡ ser deferida a
pris‹o domiciliar ao sentenciadoÓ.

43.! Execu•‹o penal individualizada (art. 5¼, XLVIII): atentar que os fatores a
serem considerados para distinguir os estabelecimentos s‹o i. a natureza do
delito, ii. a idade do apenado; e iii. o sexo do apenado.
44.! Garantia do respeito ˆ integridade f’sica e moral dos presos (art. 5¼, XLIX):
observar o objetivo da garantia Ð assegurar que certos direitos fundamentais
permane•am garantidos aos indiv’duos mesmo quando presos. Precedentes
importantes:
44.1.! ÒEm caso de inobserv‰ncia do seu dever espec’fico de prote•‹o previsto no
art. 5¼, inciso XLIX, da Constitui•‹o Federal, o Estado Ž respons‡vel pela
morte de detentoÓ132.
44.2.! Òƒ l’cito ao Judici‡rio impor ˆ administra•‹o pœblica obriga•‹o de fazer,
consistente na promo•‹o de medidas ou na execu•‹o de obras
emergenciais em estabelecimentos prisionais para dar efetividade ao
postulado da dignidade da pessoa humana e assegurar aos detentos o
respeito ˆ sua integridade f’sica e moral, nos termos do que preceitua o
artigo 5 .¼ (inciso XLIX) da Constitui•‹o Federal, n‹o sendo opon’vel ˆ
decis‹o o argumento da reserva do poss’vel nem o princ’pio da separa•‹o
dos PoderesÓ 133.

45.! Garantia de que as presidi‡rias tenham condi•›es de permanecer com seus


filhos durante o per’odo de amamenta•‹o (art. 5¼, L): observar que se trata de


129
STF Ð RE 154.134/SP.
130
STF Ð STF Ð Sœmula 716.
131
STF Ð RE 641.320.
132
STF Ð RE 841.526/RS.
133
STF Ð RE 592.581/RS.

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dupla garantia: ao mesmo tempo em que assegura ˆs m‹es o direito ˆ


amamenta•‹o e ao contato com o filho, permite que a crian•a tenha acesso ao
leite materno.
46.! Extradi•‹o (art. 5¼, LI e LII): atentar para a) a diferen•a entre extradi•‹o
ativa e passiva; b) a veda•‹o absoluta de extradi•‹o de brasileiro nato e a
possiblidade da extradi•‹o de brasileiro naturalizado, diante de determinadas
hip—teses; c) o fato de que, na hip—tese de crime comum, s— Ž poss’vel a
extradi•‹o do brasileiro naturalizado se o crime for cometido antes da
naturaliza•‹o. J‡ na hip—tese de envolvimento em tr‡fico il’cito de entorpecentes,
a extradi•‹o do brasileiro naturalizado pode acontecer mesmo que tal
envolvimento se d• ap—s a naturaliza•‹o. Perceba, assim, que a Constitui•‹o
considera mais reprov‡vel o envolvimento em tr‡fico il’cito de entorpecentes que
a pr‡tica de crime comum, j‡ que no primeiro caso, pode ensejar extradi•‹o
mesmo que o envolvimento ocorra ap—s a naturaliza•‹o; d) a impossibilidade de o
estrangeiro ser extraditado por crime pol’tico ou de opini‹o; e) o fato de que as
regras de extradi•‹o do brasileiro naturalizado s‹o tambŽm aplic‡veis ao
portugu•s equiparado (art. 12, ¤ 1¼); e) a compet•ncia do STF para processar e
julgar o pedido de extradi•‹o feito por Estado estrangeiro Ð ou seja, extradi•›es
passivas (art. 102, I, ÒgÓ); f) a compet•ncia do Presidente da Repœblica para
entregar o extraditando ao Estado requerente (art. 84, VII), e sua vincula•‹o ou
n‹o ˆ decis‹o do STF; g) a compatibilidade entre os institutos do asilo pol’tico
(art. 4¼, X) e da extradi•‹o passiva; e h) conceito de refœgio. Precedentes
importantes:
46.1.! Compete ao STF apreciar e decidir se o crime pelo qual se pede a
extradi•‹o Ž ou n‹o pol’tico134.
46.2.! N‹o h‡ incompatibilidade absoluta entre o instituto do asilo e o da
extradi•‹o passiva, uma vez que o STF n‹o est‡ vinculado ao ju’zo
formulado pelo Poder Executivo na concess‹o do asilo pol’tico, podendo
autorizar a extradi•‹o de estrangeiro mesmo que a ele tenha sido
concedido asilo pol’tico previamente135.
46.3.! A decis‹o administrativa que concede o refœgio n‹o pode obstar, de modo
absoluto e genŽrico, todo e qualquer pedido de extradi•‹o apresentado ao
STF136.
46.4.! A concord‰ncia do extraditando em retornar ao seu pa’s n‹o impede que a
Corte analise, quanto ˆ legalidade e ˆ proced•ncia, o pedido de sua
extradi•‹o, uma vez tendo recebido comunica•‹o por parte do Poder
Executivo137.
46.5.! Caso a pena para o crime seja de car‡ter perpŽtuo, o Estado requerente
dever‡ assumir o compromisso de reduzir essa pena ao limite m‡ximo de
pris‹o toler‡vel pela lei brasileira, qual seja, trinta anos138.


134
STF Ð Ext 615.
135
STF Ð Ext 524.
136
STF Ð Ext 1085.
137
STF Ð Ext 643.
138
STF Ð Ext 855.

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47.! Princ’pio do devido processo legal Ð due processo of law (art. 5¼, LIV):
atentar para a) os aspectos formal e material do devido processo legal; b) o
princ’pio do devido processo legal ser a sede material do princ’pio da
proporcionalidade; c) os tr•s elementos do princ’pio da proporcionalidade
(adequa•‹o, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito); e d) o princ’pio
da proporcionalidade como par‰metro de aferi•‹o da constitucionalidade das leis,
com vistas ao impedimento de imposi•‹o de restri•›es abusivas, desnecess‡rias,
inadequadas e desproporcionais. Precedentes importantes:
47.1.! ÒO exame da garantia constitucional do due process of law permite nela
identificar alguns elementos essenciais ˆ sua pr—pria configura•‹o,
destacando-se, dentre eles, por sua inquestion‡vel import‰ncia, as
seguintes prerrogativas: (a) direito ao processo (garantia de acesso ao
Poder Judici‡rio); (b) direito ˆ cita•‹o e ao conhecimento prŽvio do teor
da acusa•‹o; (c) direito a um julgamento pœblico e cŽlere, sem dila•›es
indevidas; (d) direito ao contradit—rio e ˆ plenitude de defesa (direito ˆ
autodefesa e ˆ defesa tŽcnica); (e) direito de n‹o ser processado e julgado
com base em leis ex post facto; (f) direito ˆ igualdade entre as partes; (g)
direito de n‹o ser processado com fundamento em provas revestidas de
ilicitude; (h) direito ao benef’cio da gratuidade; (i) direito ˆ observ‰ncia
do princ’pio do juiz natural; (j) direito ao sil•ncio (privilŽgio contra a
autoincrimina•‹o); (l) direito ˆ prova; e (m) direito de presen•a e de
"participa•‹o ativa" nos atos de interrogat—rio judicial dos demais
litisconsortes penais passivos, quando existentesÓ139.
47.2.! Òo princ’pio da proporcionalidade visa a inibir e a neutralizar o abuso do
Poder Pœblico no exerc’cio das fun•›es que lhe s‹o inerentes,
notadamente no desempenho de atividade de car‡ter legislativo e
regulamentar. Dentro dessa perspectiva, o postulado em quest‹o,
enquanto categoria fundamental de limita•‹o dos excessos emanados do
Estado, atua como verdadeiro par‰metro de aferi•‹o da pr—pria
constitucionalidade material dos atos estataisÓ140.

48.! Garantias do contradit—rio e da ampla defesa (art. 5¼, LV): atentar para a)
conceito de contradit—rio; b) conceito de ampla defesa; c) o fato de tais garantias
serem corol‡rios do princ’pio do devido processo legal; Precedentes importantes:
48.1.! ÒNos processos perante o TCU asseguram-se o contradit—rio e a ampla
defesa quando da decis‹o puder resultar anula•‹o ou revoga•‹o de ato
administrativo que beneficie o interessado, excetuada a aprecia•‹o da
legalidade do ato de concess‹o inicial de aposentadoria, reforma e
pens‹oÓ141.
48.2.! ÒA falta de defesa tŽcnica por advogado no processo administrativo
disciplinar n‹o ofende a Constitui•‹oÓ142.
48.3.! "ƒ direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos
elementos de prova que, j‡ documentados em procedimento investigat—rio


139
STF Ð HC 94.016.
140
STF Ð MS 1320-9/DF.
141
STF Ð Sœmula Vinculante 3.
142
STF Ð Sœmula Vinculante 5.

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realizado por —rg‹o com compet•ncia de pol’cia judici‡ria, digam respeito


ao exerc’cio do direito de defesa"143.
48.4.! Òƒ inconstitucional a exig•ncia de dep—sito ou arrolamento prŽvios de
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativoÓ144.
48.5.! Òƒ inconstitucional a exig•ncia de dep—sito prŽvio como requisito de
admissibilidade de a•‹o judicial na qual se pretenda discutir a
exigibilidade de crŽdito tribut‡rioÓ145.
48.6.! As garantias da ampla defesa e do contradit—rio n‹o se aplicam na fase do
inquŽrito policial ou civil146.
48.7.! O indiciado possui, mesmo na fase de inquŽrito, o direito a ser assistido
por um advogado, o de n‹o se autoincriminar e o de manter-se em
sil•ncio, dentre outros direitos fundamentais147.
48.8.! ÒO duplo grau n‹o Ž absoluto no ‰mbito jurisdicional. Desse modo, a
previs‹o legal de inst‰ncia œnica no contencioso administrativo n‹o viola o
alegado direito ao mencionado institutoÓ148.
48.9.! ÒAs garantias do contradit—rio e da ampla defesa n‹o s‹o absolutas
quando considerado o car‡ter de urg•ncia do pedido liminar, podendo o
relator despachar a medida antes da oitiva das partes interessadasÓ149.

49.! Veda•‹o ˆs provas il’citas (art. 5¼, LVI): atentar para a) o conceito de
provas ilegais, provas il’citas e provas ileg’timas; b) a compreens‹o da teoria dos
frutos da ‡rvore envenenada; e c) a inaplicabilidade das provas il’citas tanto em
processos judiciais, quanto em administrativos. Precedentes importantes (olhar
tambŽm os precedentes referentes ao art. 5¼, XII):
49.1.! Òƒ indubit‡vel que a prova il’cita, entre n—s, n‹o se reveste da necess‡ria
idoneidade jur’dica como meio de forma•‹o do convencimento do julgador,
raz‹o pela qual deve ser desprezada, ainda que em preju’zo da apura•‹o
da verdade, em prol do ideal maior de um processo justo, condizente com
o respeito devido a direitos e garantias fundamentais da pessoa humana,
valor que se sobreleva, em muito, ao que Ž representado pelo interesse
que tem a sociedade em uma eficaz repress‹o aos delitosÓ150.
49.2.! A simples presen•a de prova il’cita nos autos n‹o invalida,
necessariamente, todo o processo, se nele existirem outras provas, l’citas
e aut™nomas (obtidas sem necessidade dos elementos informativos
revelados pela prova il’cita)151.
49.3.! Òn‹o se aplica a Teoria da çrvore dos Frutos Envenenados quando a prova
considerada como il’cita Ž independente dos demais elementos de


143
STF Ð Sœmula Vinculante 14.
144
STF Ð Sœmula Vinculante 21.
145
STF Ð Sœmula Vinculante 28.
146
STF Ð Re 481.955 AgR.
147
STF Ð HC 82.354.
148
STF Ð RE 794.149 AgR.
149
STF Ð MS 28.417 AgR.
150
STF Ð A•‹o Penal 3073-DF.
151
STF Ð HC 76.231/RJ.

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convic•‹o coligidos nos autos, bastantes para fundamentar a


condena•‹oÓ152.
49.4.! A confiss‹o obtida sob a Žgide de pris‹o ilegal Ž prova il’cita, sendo
inv‡lida a condena•‹o nela fundada153.
49.5.! ƒ l’cita a prova consistente em grava•‹o ambiental realizada por um dos
interlocutores, mesmo sem o conhecimento do outro154.
49.6.! ÒGrava•‹o clandestina de Ôconversa informalÕ do indiciado com policiais.
Ilicitude decorrente Ð quando n‹o da evid•ncia de estar o suspeito, na
ocasi‹o, ilegalmente preso ou da falta de prova id™nea do seu
assentimento ˆ grava•‹o ambiental Ð, de constituir, dita "conversa
informal", modalidade de "interrogat—rio" sub-rept’cio, o qual Ð alŽm de
realizar-se sem as formalidades legais do interrogat—rio no inquŽrito
policial (CPP, art. 6¼, V) Ð, se faz sem que o indiciado seja advertido do
seu direito ao sil•ncio. O privilŽgio contra a autoincrimina•‹o Ð nemo
tenetur se detegere Ð, erigido em garantia fundamental pela Constitui•‹o
(...) importou compelir o inquiridor, na pol’cia ou em ju’zo, ao dever de
advertir o interrogado do seu direito ao sil•ncio: a falta da advert•ncia Ð e
da sua documenta•‹o formal Ð faz il’cita a prova que, contra si mesmo,
forne•a o indiciado ou acusado no interrogat—rio formal e, com mais raz‹o,
em Ôconversa informalÕ gravada, clandestinamente ou n‹oÓ155.
49.7.! ÒIntercepta•›es telef™nicas realizadas em primeiro grau de jurisdi•‹o.
Opera•‹o Vegas. Surgimento de ind’cios do envolvimento de senador da
Repœblica, detentor de prerrogativa de foro, em fatos criminosos em
apura•‹o. Compet•ncia do Supremo Tribunal Federal para processar e
julgar originariamente a causa (...). Necessidade de imediata remessa dos
autos ˆ Corte. N‹o ocorr•ncia. Usurpa•‹o de sua compet•ncia
constitucional configurada. Prosseguimento das investiga•›es em primeiro
grau. Tentativa de arrecadar maiores elementos de informa•‹o por via
obl’qua sem a autoriza•‹o do Supremo Tribunal Federal. Viola•‹o do
princ’pio do juiz natural (...). Opera•‹o Monte Carlo. Surgimento de
ind’cios do envolvimento de detentor de prerrogativa de foro nos fatos em
apura•‹o. Sobrestamento em autos apartados dos elementos arrecadados
em rela•‹o ao referido titular de prerrogativa. Prosseguimento das
dilig•ncias em rela•‹o aos demais investigados. Desmembramento
caraterizado. Viola•‹o de compet•ncia exclusiva da Corte, juiz natural da
causa. Invalidade das intercepta•›es telef™nicas relacionadas ao
recorrente nas opera•›es Vegas e Monte Carlo e das provas diretamente
delas derivadas. Teoria dos frutos da ‡rvore envenenada (fruit of the
poisonous tree)Ó156.
49.8.! ÒFilmagem realizada pela v’tima, em sua pr—pria vaga de garagem, situada
no edif’cio em que reside. Grava•‹o de imagens feita com o objetivo de
identificar o autor de danos praticados contra o patrim™nio da v’tima.
Legitimidade jur’dica desse comportamento do ofendido. Desnecessidade,
em tal hip—tese, de prŽvia autoriza•‹o judicial. Alegada ilicitude da prova


152
STJ Ð APR 20050810047450 DF.
153
STF Ð HC 70.277/MG.
154
STF Ð RE 583.937-GO.
155
STF Ð HC 80.949/RJ.
156
STF Ð RHC 135.683.

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penal. Inocorr•ncia. Validade dos elementos de informa•‹o produzidos,


em seu pr—prio espa•o privado, pela v’tima de atos delituososÓ157.

50.! Princ’pio da presun•‹o da inoc•ncia (art. 5¼, LVII): atentar para o princ’pio
do in dubio pro reo como decorr•ncia da presun•‹o da inoc•ncia. Precedentes
importantes:
50.1.! ÒA execu•‹o provis—ria de ac—rd‹o penal condenat—rio proferido em grau
de apela•‹o, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordin‡rio, n‹o
compromete o princ’pio constitucional da presun•‹o de inoc•nciaÓ158.
Assim, Ž poss’vel que o rŽu condenado em primeira e segunda inst‰ncias,
independentemente do tr‰nsito em julgado da decis‹o, j‡ pode ser
aprisionado para fins de execu•‹o provis—ria da pena159.
50.2.! No julgamento de matŽria criminal, havendo empate na vota•‹o, a decis‹o
beneficiar‡ o rŽu160.
50.3.! Òviola o princ’pio constitucional da presun•‹o de inoc•ncia, previsto no
art. 5¼, LXVII, da CF, a exclus‹o de candidato de concurso pœblico que
responde a inquŽrito ou a•‹o penal sem tr‰nsito em julgado da senten•a
condenat—riaÓ161.
50.4.! N‹o viola o princ’pio da presun•‹o da inoc•ncia a Lei da Ficha Limpa
considerar como ineleg’veis para determinados cargos eletivos os que
forem condenados por qualquer —rg‹o judicial colegiado, por crimes
previstos nessa Leis, mesmo que n‹o haja tr‰nsito em julgado da senten•a
condenat—ria162.
50.5.! O princ’pio da presun•‹o da inoc•ncia impede o lan•amento do nome do
rŽu no rol dos culpados antes do tr‰nsito em julgado da senten•a penal
condenat—ria163.
50.6.! O princ’pio da presun•‹o da inoc•ncia n‹o permite que Òprocessos penais
em curso, inquŽritos policiais em andamento ou atŽ mesmo condena•›es
criminais ainda sujeitas a recurso sejam considerados para caracterizar
maus antecedentes do rŽu, tampouco para justificar a exaspera•‹o da
pena ou denega•‹o de benef’cios que a pr—pria lei estabelece em favor
daqueles que sofrem uma condena•‹o criminalÓ164.

51.! Identifica•‹o criminal do civilmente identificado (art. 5¼, LVIII): observar


que se trata de norma de efic‡cia contida, de modo que a lei pode trazer
hip—teses de identifica•‹o criminal mesmo quando o indiv’duo j‡ foi identificado
civilmente.
52.! A•‹o penal subsidi‡ria da pœblica (art. 5¼, LIX): observar a compet•ncia no
MinistŽrio Pœblico para promover, privativamente, a a•‹o penal pœblica, na forma


157
STF Ð HC 84.203.
158
STF Ð HC 126.292/SP.
159
STF Ð HC 126.292/SP.
160
STF Ð AP 470/MG.
161
STF Ð RE 559.135 AgR.
162
STF Ð ADC 29/DF.
163
STF Ð HC 69.696/SP.
164
STF Ð HC 97.665/RS apud PAULO, 2017, p. 186.

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da lei (art. 129, I) e a possibilidade de a•‹o privada caso aquela n‹o seja
intentada no prazo legal (ou seja, quando h‡ inŽrcia do MinistŽrio Pœblico).
53.! Publicidade dos atos processuais (art. 5¼, LX): observar que a publicidade
dos atos processuais Ž a regra, s— podendo ser restringida por lei em raz‹o de
apenas duas exig•ncias: defesa da intimidade ou interesse social.
54.! Hip—teses constitucionais que possibilitam a pris‹o (art. 5¼, LXI e LXVI):
atentar a) para as hip—teses que dispensam ou n‹o ordem judicial; b) que
qualquer pessoa pode realizar pris‹o em flagrante delito; c) para a possibilidade
de pris‹o administrativa, sem necessidade de prŽvia autoriza•‹o judicial, durante
os estados de defesa e de s’tio (arts. 136, ¤ 1¼ e 139); d) para a impossibilidade
de pris‹o em flagrante do Presidentes da Repœblica (CF, art. 86, ¤ 3¼); e) que os
congressistas e deputados estaduais s— poder‹o ser presos no caso de flagrante
de crime inafian•‡vel (CF, art. 53, ¤ 2¼ c/c art. 27, ¤ 1¼).
55.! Demais direitos dos presos e de acusados (art. 5¼, LXII a LXV): atentar a)
que os dispositivos possuem o objetivo de evitar arbitrariedades e abusos por
parte da autoridade policial de de seus agentes; b) que o direito ˆ n‹o
autoincrimina•‹o (direito de permanecer em sil•ncio e de n‹o produzir provas
contra si mesmo) abrange qualquer pessoa, mesmo n‹o presa, que, na condi•‹o
de indiciada ou de acusado, presta depoimento perante —rg‹os de quaisquer dos
Poderes. Precedentes importantes:
55.1.! ÒS— Ž l’cito o uso de algemas em casos de resist•ncia e de fundado receio
de fuga ou de perigo ˆ integridade f’sica pr—pria ou alheia, por parte do
preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena
de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e
de nulidade da pris‹o ou do ato processual a que se refere, sem preju’zo
da responsabilidade civil do EstadoÓ165.
55.2.! Inclui-se no direito de permanecer em sil•ncio a prerrogativa processual
de o acusado negar, ainda que falsamente, perante a autoridade policial ou
judici‡ria, a pr‡tica da infra•‹o penal166.
55.3.! ÒQualquer pessoa que sofra investiga•›es penais, policiais ou
parlamentares, ostentando, ou n‹o, a condi•‹o formal de indiciado - ainda
que convocada como testemunha (RTJ 163/626 -RTJ 176/805-806) -,
possui, dentre as v‡rias prerrogativas que lhe s‹o constitucionalmente
asseguradas, o direito de permanecer em sil•ncio e de n‹o produzir provas
contra si pr—pria, consoante reconhece a jurisprud•ncia do Supremo
Tribunal Federal (RTJ 141/512, Rel. Min. CELSO DE MELLO).Esse direito,
na realidade, Ž plenamente opon’vel ao Estado, a qualquer de seus
Poderes e aos seus respectivos agentes e —rg‹osÓ167.

56.! Pris‹o civil por d’vida (art. 5¼, LXVII): atentar a) que apesar de a CF
autorizar a pris‹o civil por d’vida do deposit‡rio infiel, esta n‹o Ž mais aplic‡vel no
ordenamento jur’dico brasileiro em raz‹o da ratifica•‹o, pelo Brasil, do Pacto
Internacional dos Direitos Civis e Pol’ticos e da Conven•‹o Americana sobre
Direito humanos Ð Pacto de San JosŽ da Costa Rica Ð observar que n‹o houve

165
STF Ð Sœmula Vinculante 11.
166
STF Ð HC 68929.
167
STJ Ð HC 303915 MS.

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revoga•‹o da norma constitucional pelo tratado internacional, mas sim o


impedimento da legisla•‹o infraconstitucional ordenar tal modalidade de pris‹o
em raz‹o da supralegalidade do tratado; e b) que a œnica hip—tese de pris‹o civil
por d’vida Ž a que ocorre em virtude do inadimplemento volunt‡rio e inescus‡vel
de obriga•‹o aliment’cia. Precedentes importantes:
56.1.! Òƒ il’cita a pris‹o civil do deposit‡rio infiel, qualquer que seja a
modalidade de dep—sitoÓ168.

57.! Assit•ncia jur’dica integral e gratuita (art. 5¼, LXXIV): observar a) que tal
direito s— Ž conferido aos que comprovarem insufici•ncia de recursos; b) que cabe
ˆ Defensoria Pœblica a presta•‹o da assist•ncia jur’dica integral e gratuita (art.
134). Precedentes importantes:
57.1.! O Estado Ž obrigado ao custeio do exame de DNA em favor dos
hipossuficientes, viabilizando o efetivo exerc’cio do direito ˆ assist•ncia
judici‡ria gratuita169.
57.2.! ÒO benefici‡rio da justi•a gratuita, que sucumbe Ž condenado ao
pagamento de custas, que, entretanto, s— lhe ser‹o exigidas, se atŽ cinco
anos contados da decis‹o final, puder satisfaz•-las sem preju’zo do
sustento pr—prio ou da fam’liaÓ170.
57.3.! ÒAo contr‡rio do que ocorre relativamente ˆs pessoas naturais, n‹o basta
a pessoa jur’dica asseverar a insufici•ncia de recursos, devendo
comprovar, isto sim, o fato de se encontrar em situa•‹o inviabilizadora da
assun•‹o dos ™nus decorrentes do ingresso em ju’zoÓ171.

58.! Indeniza•‹o por erro judici‡rio e por manuten•‹o da pris‹o por tempo
superior ao fixado na senten•a (art. 5¼, LXXV): atentar a) que, como regra, a
responsabilidade civil do Estado ocorre no exerc’cio da Administra•‹o Pœblica (de
qualquer dos Poderes), ao contr‡rio das atividades legislativa e jurisdicional, em
que a regra Ž a inexist•ncia de responsabilidade civil do Estado; b) que o erro
judici‡rio aludido diz respeito unicamente ˆ esfera penal; e c) que a
responsabilidade do Estado por manuten•‹o da pris‹o por tempo superior ao
fixado na senten•a n‹o decorre de ato jurisdicional, mas sim de falha na atua•‹o
administrativa
59.! Gratuidade do Registro Civil de Nascimento e da Certid‹o de îbito (art. 5¼,
LXXVI): atentar a) que tal direito s— foi constitucionalmente conferido aos
hipossuficientes, na forma da lei; b) que a lei pode estender esse direito a outros
cidad‹os (n‹o somente pobres); e c) que tal direito s— abrange as certid›es de
nascimento e —bito (e n‹o de casamento, por exemplo). Precedentes importantes:
59.1.! ƒ v‡lida previs‹o legal que estabelece gratuidade do registro do
nascimento, do assento de —bito, bem como da primeira certid‹o
respectiva a todos os cidad‹os (e n‹o s— aos pobres)172.


168
STF Ð Sœmula Vinculante 25.
169
STF Ð ADI 3.394.
170
STF Ð RE 184.841-3 DF.
171
STF Ð Rcl 1.905 ED-AgR.
172
STF Ð ADC 5.

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60.! Princ’pio da celeridade processual (art. 5¼, LXXVIII): observar que tal
princ’pio a) Ž aplic‡vel tanto aos processos judiciais, quanto aos administrativos;
b) busca evitar dila•›es indevidas e demoras excessivas na resolu•‹o de lit’gios
por parte do Estado.

RemŽdios Constitucionais

1.! RemŽdios constitucionais (art. 5¼, incisos LXVIII, LXIX, LXX, LXXI, LXXII,
LXXIII e LXXVII) - observar, para cada um deles:
a) sua finalidade e o bem jur’dico tutelado;
b) seus legitimados ativos e passivos;
c) sua natureza (se c’vel ou penal);
d) se Ž isento de custas;
e) se Ž poss’vel medida liminar;
f) se possui car‡ter preventivo e/ou repressivo;
g) a compet•ncia para seu julgamento;
h) se h‡ necessidade de advogado para impetra•‹o;
i) as situa•›es em que Ž incab’vel;
j) o papel do MinistŽrio Pœblico na a•‹o;
k) se h‡ prazo decadencial ou prescricional.

2.! Habeas corpus (art. 5¼, LXVIII) - atentar:


a) que para ser cab’vel, deve haver pelo menos uma ofensa indireta ao direito
de locomo•‹o;
b) que em caso de estado de defesa (art. 136) ou de estado de s’tio (art.
139), poder‡ haver limita•‹o (e n‹o supress‹o) do habeas corpus;
c) que n‹o caber‡ habeas corpus contra puni•›es disciplinares militares (art.
142, ¤ 2¼);
d) para sua gratuidade a todos, n‹o somente aos reconhecidamente pobres
(art. 5¼, LXXVII).
e) para os seguintes precedentes importantes:
2.1.! ÒO habeas corpus Ž medida id™nea para impugnar decis‹o judicial que
autoriza a quebra de sigilos fiscal e banc‡rio em procedimento criminal,
haja vista a possibilidade destes resultarem em constrangimento ˆ
liberdade do investigadoÓ173.


173
STF Ð AI 573623 QO/RJ.

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2.2.! O habeas corpus pode ser concedido de of’cio pelo juiz174.


2.3.! O —rg‹o competente para julgamento do habeas corpus est‡ desvinculado
ˆ causa de pedir (fundamento do pedido) e aos pedidos formulados Ð o
Judici‡rio pode conceder a medida mesmo que um dado ato ilegal n‹o
tenha sido apontado pelo impetrante175.
2.4.! O habeas corpus n‹o comporta dila•‹o probat—ria, em raz‹o de seu rito
sumar’ssimo prova, sendo necess‡ria prova prŽ-constitu’da do direito
alegado176.
2.5.! Em sede de habeas corpus, o empate na vota•‹o em tribunal resulta em
decis‹o a favor do rŽu177.
2.6.! N‹o Ž necess‡ria a subscri•‹o de advogado nem para impetrar habeas
corpus, nem para interpor de recurso ordin‡rio contra decis‹o proferida
nessa espŽcie de a•‹o178.
2.7.! N‹o Ž cab’vel o habeas corpus:
2.7.1.! em favor de pessoa jur’dica179.
2.7.2.! para impugnar decis›es do STF (Plen‡rios, Turma e atŽ decis›es
monocr‡ticas)180.
2.7.3.! para impugnar determina•‹o de suspens‹o de direitos pol’ticos ou
discutir a condena•‹o imposta em processo de impeachment.
2.7.4.! para impugnar pena em processo administrativo disciplinar ou para
sustar o andamento do correspondente processo administrativo181.
2.7.5.! para impugnar quebra de sigilo banc‡rio, fiscal ou telef™nico, caso
pena privativa de liberdade n‹o seja o poss’vel resultado de tais
medidas.
2.7.6.! para discutir o mŽrito das puni•›es disciplinares militares (mas a
legalidade de tais puni•›es pode ser questionada)182.
2.7.7.! contra decis‹o condenat—ria a pena de multa, ou relativo a
processo em curso por infra•‹o penal a que a pena pecuni‡ria seja
a œnica cominada183.
2.7.8.! contra a imposi•‹o da pena de exclus‹o de militar ou de perda de
patente ou de fun•‹o pœblica184.
2.7.9.! quando j‡ extinta a pena privativa de liberdade185.


174
STF Ð HC 69.172-2/RJ.
175
STF Ð HC 69.421/SP.
176
STF Ð HC 68.397-5/DF.
177
STF Ð HC 111.498/SP.
178
STF Ð HC 84.716/MG.
179
STF Ð HC 92.921/BA.
180
STF Ð HC 10.959/DF.
181
STF Ð HC 100.664/DF.
182
STF Ð HC 70.648/RJ.
183
STF Ð Sœmula 693.
184
STF Ð Sœmula 694.

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2.7.10.!contra omiss‹o de relator de extradi•‹o, se fundado em fato ou


direito estrangeiro cuja prova n‹o constava dos autos, nem foi ele
provocado a respeito186.

3.! Mandados de seguran•a individual e coletivo (art. 5¼, incisos LXIX e LXX) Ð
atentar:
a) que o mandado de seguran•a possui car‡ter residual e Ž cab’vel tanto
contra atos vinculados (ÒilegalidadeÓ), quanto contra atos discricion‡rios
(Òabuso de poderÓ);
b) que o direito violado deve ser l’quido e certo;
c) que a decis‹o concess—ria de medida cautelar est‡ sujeita ao reexame
necess‡rio;
d) que o mandado de seguran•a Ž o remŽdio constitucional que protege o
direito de certid‹o;
e) que no mandado de seguran•a coletivo, a exig•ncia de um ano de
constitui•‹o e funcionamento (al’nea ÒbÓ do inciso LXX) Ž aplic‡vel apenas ˆs
associa•›es;
f) que no mandado de seguran•a coletivo, os legitimados ativos atuam como
substitutos processuais, que n‹o precisam de autoriza•‹o expressa dos
titulares do direito para agir;
g) para a Lei 12.016/2009, com •nfase nos seguintes dispositivos: arts 1¼; 2¼;
3¼, caput; 5¼; 7¼, ¤ 2¼; 14, ¤ 1¼; 20, caput; 21; e 22. N‹o se preocupe em
memorizar eventuais prazos estipulados na lei (exceto os prescricionais ou
decadenciais).
h) para os seguintes precedentes importantes:
3.1.! ÒControvŽrsia sobre matŽria de direito n‹o impede concess‹o de mandado
de seguran•aÓ187.
3.2.! Òƒ constitucional lei que fixa o prazo de decad•ncia para a impetra•‹o de
mandado de seguran•aÓ188.
3.3.! ÒA exist•ncia de recurso administrativo com efeito suspensivo n‹o impede
o uso do mandado de seguran•a contra omiss‹o da autoridadeÓ189.
3.4.! ÒN‹o cabe mandado de seguran•a contra decis‹o judicial com tr‰nsito em
julgadoÓ190.
3.5.! ÒN‹o cabe mandado de seguran•a contra lei em teseÓ191.
3.6.! ÒPraticado o ato por autoridade, no exerc’cio de compet•ncia delegada,


185
STF Ð Sœmula 695.
186
STF Ð Sœmula 692.
187
STF Ð Sœmula 625.
188
STF Ð Sœmula 632.
189
STF Ð Sœmula 429.
190
STF Ð Sœmula 268.
191
STF Ð Sœmula 266.

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contra ela cabe o mandado de seguran•a ou a medida judicialÓ192.


3.7.! ÒPedido de reconsidera•‹o na via administrativa n‹o interrompe o prazo
para o mandado de seguran•aÓ193.
3.8.! ÒN‹o compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de
mandado de seguran•a contra atos de outros tribunaisÓ194.
3.9.! ÒO mandado de seguran•a n‹o Ž substitutivo de a•‹o de cobran•aÓ195.
3.10.! ÒConcess‹o de mandado de seguran•a n‹o produz efeitos patrimoniais em
rela•‹o a per’odo pretŽrito, os quais devem ser reclamados
administrativamente ou pela via judicial pr—priaÓ196.
3.11.! ÒN‹o cabe condena•‹o em honor‡rios de advogado na a•‹o de mandado
de seguran•aÓ197.
3.12.! Os entes da federa•‹o n‹o possuem compet•ncia para impetrar mandado
de seguran•a coletivo em favor dos interesses da sua popula•‹o198.
3.13.! ÒO partido pol’tico n‹o est‡, pois, autorizado a valer-se do mandado de
seguran•a coletivo para, substituindo todos os cidad‹os na defesa de
interesses individuais, impugnar majora•‹o de tributoÓ199.

4.! Mandado de injun•‹o (art. 5¼, inciso LXXI) - atentar:


a) que tal remŽdio Ž aplic‡vel contra a omiss‹o tanto total quanto parcial na
regulamenta•‹o de normas constitucionais de efic‡cia limitada;
b) que para os pressupostos que possibilitam o mandado de injun•‹o;
c) que para as correntes concretista (geral e individual) e n‹o concretista
acerca da efic‡cia da decis‹o em sede de mandado de injun•‹o, bem como
para a corrente adotada pelo STF;
d) que n‹o cabe mandado de injun•‹o se j‡ houver norma regulamentadora
do direito constitucional, mesmo que esta seja defeituosa;
e) que n‹o cabe mandado de injun•‹o se faltar norma regulamentadora de
direito infraconstitucional;
f) que n‹o cabe mandado de injun•‹o diante da falta de regulamenta•‹o dos
efeitos de medida provis—ria ainda n‹o convertida em lei pelo Congresso
Nacional;
g) que n‹o cabe mandado de injun•‹o se n‹o houver obrigatoriedade de
regulamenta•‹o do direito constitucional, mas mera faculdade do legislador;

192
STF Ð Sœmula 510.
193
STF Ð Sœmula 430.
194
STF Ð Sœmula 624.
195
STF Ð Sœmula 269.
196
STF Ð Sœmula 271.
197
STF Ð Sœmula 512.
198
STF Ð MS 21059.
199
STF Ð RE 196.184.

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h) que n‹o Ž cab’vel medida liminar em mandado de injun•‹o200;


i) para a possibilidade de mandado de injun•‹o coletivo, para prote•‹o dos
direitos, as liberdades e as prerrogativas pertencentes, indistintamente, a uma
coletividade indeterminada de pessoas ou determinada por grupo, classe ou
categoria201;
j) para a Lei 13.300/2016, com •nfase nos seguintes dispositivos: arts. 1¼; 2¼;
3¼; 8¼; 9¼; 11; 12; e 13. N‹o se preocupe em memorizar eventuais prazos
estipulados na lei (exceto os prescricionais ou decadenciais).

5.! Habeas data (art. 5¼, inciso LXXII) - atentar:


a) que se trata de a•‹o personal’ssima, n‹o podendo ser utilizado com a
finalidade de acessar informa•›es de terceiros;
b) que n‹o cabe habeas data quando a informa•‹o a ser acessada consta de
bancos de dados de car‡ter privado;
c) que o habeas data s— pode ser impetrado ap—s o indeferimento do pedido
de informa•›es de dados pessoais, ou da omiss‹o em atend•-lo202;
d) que tal a•‹o n‹o se sujeita a decad•ncia ou prescri•‹o;
e) que tal a•‹o possui prioridade sobre todos os atos processuais, com
exce•‹o do habeas corpus e do mandado de seguran•a;
f) para a Lei 9.507/1997, com •nfase nos seguintes dispositivos: arts. 1¼,
par‡grafo œnico; 2¼; 3¼; 4¼; 7¼; 8¼, par‡grafo œnico; e 19, caput). N‹o se
preocupe em memorizar eventuais prazos estipulados na lei (exceto os
prescricionais ou decadenciais).
f) para os seguintes precedentes importantes:
5.1.! Òo habeas data Ž a garantia constitucional adequada para a obten•‹o, pelo
pr—prio contribuinte, dos dados concernentes ao pagamento de tributos
constantes de sistemas informatizados de apoio ˆ arrecada•‹o dos —rg‹os
administra•‹o fazend‡ria dos entes estataisÓ203.
5.2.! O habeas data n‹o Ž o instrumento jur’dico adequado para que se tenha
acesso a autos de processos administrativos204.

6.! A•‹o popular (art. 5¼, inciso LXXIII) Ð atentar:


a) que somente o cidad‹o (pessoa f’sica em pleno gozo dos direitos civis e
pol’ticos) pode impetrar a a•‹o, ou seja, n‹o Ž qualquer pessoa;


200
STF Ð MI-MC 4.060/DF.
201
Lei 13.300/2016, art. 12, par‡grafo œnico.
202
Lei 9.507/1997, art. 8¼.
203
STF Ð RE 673.707/MG.
204
STF Ð HD 90-AgR.

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b) para os diversos papeis poss’veis do MinistŽrio Pœblico na a•‹o;


c) para a inexist•ncia foro por prerrogativa de fun•‹o em a•‹o popular;
d) que se comprovada sua m‡ fŽ, o autor fica obrigado ao pagamento das
custas judiciais e o ™nus da sucumb•ncia;
e) que a senten•a que julgue improcedente a•‹o popular est‡ sujeita ao duplo
grau de jurisdi•‹o obrigat—rio;
f) para a Lei 4.717/1965, com •nfase nos seguintes dispositivos: arts. 1¼; 6¼;
9¼; 19; 20 e 21. N‹o se preocupe em memorizar eventuais prazos estipulados
na lei (exceto os prescricionais ou decadenciais).
f) para os seguintes precedentes importantes:
6.1.! N‹o Ž necess‡ria a comprova•‹o de preju’zo material aos cofres pœblicos
como condi•‹o para a propositura de a•‹o popular205.
6.2.! N‹o cabe a•‹o popular contra atos de conteœdo jurisdicional206.

QUESTIONÁRIO DE REVISÃO
A seguir, apresentamos um question‡rio por meio do qual Ž poss’vel realizar uma
revis‹o dos principais pontos da matŽria. Faremos isso para todos os t—picos do
edital, um pouquinho a cada relat—rio!
ƒ poss’vel utilizar o question‡rio de revis‹o de diversas maneiras. O leitor pode, por
exemplo:
1.! ler cada pergunta e realizar uma autoexplica•‹o mental da resposta;
2.! ler as perguntas e respostas em sequ•ncia, para realizar uma revis‹o mais r‡pida;
3.! eleger algumas perguntas para respond•-las de maneira discursiva.

***Question‡rio - somente perguntas***

Princ’pios Fundamentais da RFB


1)! O que Ž forma de Estado? Qual a adotada pelo Brasil?
2)! A assertiva ÒUni‹o, estados-membros, munic’pios, DF e territ—rios
possuem soberania e comp›em a Repœblica Federativa do BrasilÓ est‡
correta? Justifique.
3)! O que Ž forma de governo? Qual a adotada pelo Brasil?
4)! O que Ž regime pol’tico? Qual o adotado pelo Brasil?


205
STF Ð ARE 824781.
206
STF Ð AO 672-DF.

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5)! O que significa dizer que o Brasil Ž um ÒEstado de DireitoÓ?


6)! O que Ž a cl‡usula da reserva do poss’vel? O que Ž a garantida do m’nimo
existencial? Qual a rela•‹o desses institutos com a dignidade da pessoa
humana?
7)! O que significa dizer que Òos poderes s‹o independentes e harm™nicos
entre siÓ?
8)! O que Ž o mecanismo de freios e contrapesos (checks and balances)?
9)! Quais s‹o as fun•›es t’picas e at’picas de cada um dos poderes?
10)! A cria•‹o do MERCOSUL est‡ alinhada diretamente ˆ qual dispositivo
constitucional previsto no T’tulo I Ð Dos Princ’pios Fundamentais?

Direitos e Garantias Fundamentais Ð art. 5¼ da CF: Considera•›es Gerais +


Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

1)! O rol de Direitos Fundamentais previsto no T’tulo II da CF Ž exaustivo?


2)! O direito ˆ vida abrange apenas a vida extrauterina?
3)! O direito ˆ vida Ž absoluto?
4)! O que determina o princ’pio da igualdade (CF, art. 5¼, inciso I)?
5)! Qual a diferen•a entre Òigualdade na leiÓ e Òigualdade perante a leiÓ?
6)! Qual a diferen•a entre reserva legal absoluta e reserva legal relativa?
7)! Qual a diferen•a entre reserva legal simples e reserva legal qualificada?
8)! A Administra•‹o Pœblica pode realizar presta•‹o religiosa?
9)! A liberdade de express‹o Ž absoluta?
10)! As Comiss›es Parlamentares de InquŽrito (CPIs), instauradas em
qualquer esfera de governo, podem determinar a quebra de sigilo
banc‡rio e fiscal?
11)! Qual o conceito de ÒcasaÓ para fins de aplica•‹o do princ’pio da
inviolabilidade domiciliar (art. 5¼, XI)?
12)! ƒ poss’vel adentrar ˆ casa, sem consentimento do morador, para prestar
socorro, durante a noite?
13)! Quais os requisitos que possibilitam a intercepta•‹o das comunica•›es
telef™nicas?
14)! Todos os of’cios ou profiss›es podem ser condicionadas ao cumprimento
de condi•›es legais para o seu exerc’cio, com base no inciso XIII, art. 5¼
da CF?
15)! ƒ poss’vel a realiza•‹o de ÒMarcha de MaconhaÓ, desde que possua
finalidade pac’fica, ocorra em local aberto ao pœblico, n‹o frustre outra
reuni‹o anteriormente convocada para o mesmo local e seja previamente

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autorizada pela autoridade competente?


16)! Caso a autoridade competente use propriedade particular, no caso de
iminente perigo pœblico, dever‡ indenizar o propriet‡rio?
17)! A pequena propriedade rural trabalhada pela fam’lia pode ser objeto de
penhora para pagamento de dŽbitos estranhos ˆ sua atividade
produtiva?
18)! A CF assegura a compet•ncia do jœri para o julgamento dos crimes
culposos contra a vida e a intimidade, sendo que a vota•‹o deve ser
aberta?
19)! ƒ poss’vel a defini•‹o de crimes por meio de medida provis—ria?
20)! A lei penal pode retroagir, mesmo que acabe prejudicando o rŽu?
21)! Qual a pena a ser aplicada ao crime de racismo?
22)! Quais s‹o os crimes inafian•‡veis e insuscet’veis de gra•a ou anistia, nos
termos da CF?
23)! Quem deve responder pelos crimes hediondos?
24)! Quais as penas vedadas pela CF?
25)! O brasileiro naturalizado pode ser extraditado em caso de crime de furto
cometido ap—s a naturaliza•‹o?
26)! A lei pode prever hip—teses de identifica•‹o criminal mesmo quando o
indiv’duo j‡ foi identificado civilmente?
27)! No caso de flagrante delito, Ž necess‡ria ordem judicial para que seja
efetuada a pris‹o?
28)! O direito ˆ assist•ncia jur’dica gratuita e integral Ž aplic‡vel apenas ˆs
pessoas f’sicas que comprovarem insufici•ncia de recursos?
29)! O que se faz necess‡rio para que os tratados internacionais obtenham
status de emenda constitucional no ordenamento jur’dico brasileiro?
30)! Qual o status dos tratados e conven•›es internacionais de direitos
humanos aprovados pelo rito ordin‡rio?
31)! Qual o status dos tratados e conven•›es internacionais sobre outros
temas que n‹o direitos humanos?
32)! De acordo com art. 5¼, ¤ 1¼, da CF, as normas definidoras dos direitos e
garantias fundamentais possuem aplica•‹o imediata. O que isso
significa?

RemŽdios Constitucionais

1)! Qual o direito protegido pelo habeas corpus?


2)! O habeas corpus possui caracter’stica repressiva ou preventiva?

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3)! Qual a legitimidade ativa do habeas corpus? E a passiva?


4)! O mandado de seguran•a possui natureza civil ou penal?
5)! ƒ poss’vel a concess‹o de medida liminar em mandado de seguran•a?
6)! ƒ cab’vel mandado de seguran•a contra lei?
7)! ƒ cab’vel mandado de seguran•a coletivo para proteger interesses
difusos?
8)! O mandado de injun•‹o coletivo Ž previsto de forma expressa na
Constitui•‹o? Quem s‹o seus legitimados ativos?
9)! Quais os pressupostos para o cabimento do mandado de injun•‹o?
10)! ƒ poss’vel mandado de injun•‹o para suprir falta de norma
regulamentadora infraconstitucional?
11)! De quem Ž a compet•ncia para julgar o mandado de injun•‹o?
12)! Suponha que Fernando tenha o objetivo de conhecer as informa•›es
relativas a ele existentes no banco de dados do Servi•o de Prote•‹o ao
CrŽdito (SPC), uma entidade privada. Considere que tal banco de dados
possua car‡ter pœblico. Fernando poderia, como medida inicial, ingressar
com habeas data no Poder Judici‡rio para atingir seu objetivo?
13)! O que Ž Òcidad‹oÓ para fins de propositura de a•‹o popular?

***Question‡rio: perguntas com respostas***

Princ’pios Fundamentais da RFB

1)! O que Ž forma de Estado? Qual a adotada pelo Brasil?


ƒ a maneira como se d‡ a reparti•‹o territorial do poder pol’tico, de modo que
o Estado pode ser unit‡rio (poder territorialmetne centralizado) ou federal
(poder territoriamalmente descentralizado).
O Brasil adota a forma federativa de Estado: o poder pol’tico foi repartido
constitucionalmente entre os entes federativos (ou seja, houve uma
descentraliza•‹o pol’tica do poder), de forma a dotar-lhes de autonomia e a
permitir sua coexist•ncia em um mesmo territ—rio, formando um todo œnico,
indissolœvel e distinto dos entes que o comp›em. Esse todo Ž justamente a
Repœblica Federativa do Brasil.
AlŽm disso, aprofundando um pouco o assunto, Ž importante lembrar que a
forma federativa de Estado Ž cl‡usula pŽtrea prevista no inciso I, ¤4¼ do art.
60 da CF/88, n‹o sendo poss’vel, assim, que seja deliberada uma PEC
tendente a abolir essa forma de Estado. Relembremos o teor do dispositivo:
¤ 4¼ - N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda tendente a
abolir:
I - a forma federativa de Estado;

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Por fim, destacamos que a express‹o Òuni‹o indissolœvelÓ (caput do art. 1¼ da


CF) corrobora com a ado•‹o da forma federativa pelo Brasil, a qual pro’be os
entes federativos de se desligarem do Estado, ou seja, n‹o possuem direito de
secess‹o Ð esse Ž o chamado Òprinc’pio da indissolubilidade do pacto
federativoÓ.
Aprofundando um pouco o assunto, a proibi•‹o ˆ secess‹o dos entes
federativos n‹o impede, entretanto, que haja cria•‹o, fus‹o, incorpora•‹o,
subdivis‹o, desmembramento e outras mudan•as territoriais de estados-
membros e munic’pios, nas condi•›es expostas nos ¤¤3¼ e 4¼ do art. 18, que
prescrevem o seguinte:
¤ 3¼ Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou
desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou
Territ—rios Federais, mediante aprova•‹o da popula•‹o diretamente
interessada, atravŽs de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei
complementar.
¤ 4¼ A cria•‹o, a incorpora•‹o, a fus‹o e o desmembramento de
Munic’pios, far-se-‹o por lei estadual, dentro do per’odo determinado por
Lei Complementar Federal, e depender‹o de consulta prŽvia, mediante
plebiscito, ˆs popula•›es dos Munic’pios envolvidos, ap—s divulga•‹o dos
Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da
lei.

A partir do teor dos ¤¤ 2¡, 3¼ e 4¼, destacamos que n‹o h‡ previs‹o


constitucional para altera•‹o territorial do DF, ao contr‡rio do previsto para os
estados-membros e munic’pios.
2)! A assertiva ÒUni‹o, estados-membros, munic’pios, DF e territ—rios
possuem soberania e comp›em a Repœblica Federativa do BrasilÓ est‡
correta? Justifique.
N‹o, est‡ duplamente incorreta, uma vez que:
a)! A Repœblica Federativa do Brasil Ž composta por Uni‹o, estados-membros,
Distrito Federal e munic’pios, em raz‹o do caput do art. 1¡ da CF (j‡
transcrito mais acima), refor•ado pelo disposto no caput do art. 18 da
nossa Carta Maior:
Art. 18. A organiza•‹o pol’tico-administrativa da Repœblica Federativa do
Brasil compreende a Uni‹o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios,
todos aut™nomos, nos termos desta Constitui•‹o.

Os Territ—rios n‹o s‹o entes federativos Ð inclusive perceba que n‹o est‹o
inclu’dos nem no caput do art. 1¡, nem no caput do art. 18 Ð mas t‹o
somente parte integrante da Uni‹o, consoante ¤ 2¡ do art. 18 da CF:
¤ 2¼ - Os Territ—rios Federais integram a Uni‹o, e sua cria•‹o,
transforma•‹o em Estado ou reintegra•‹o ao Estado de origem ser‹o
reguladas em lei complementar.

b)! Os entes federativos n‹o possuem soberania, mas sim autonomia. Quem
possui soberania Ž somente a Repœblica Federativa do Brasil!
A soberania Ž caracterizada pela supremacia do Estado sobre os indiv’duos
que formam sua popula•‹o e pela independ•ncia em rela•‹o aos demais
Estados (igualdade, no plano internacional, entre os Estados). J‡ a

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autonomia, conferida aos entes federados pelo caput do art. 18 (Òtodos


aut™nomosÓ, conforme transcrito mais acima) Ž caracterizada pela aus•ncia
de subordina•‹o hier‡rquica entre os entes federativos e pela sua tr’plice
capacidade de autogoverno, auto-organiza•‹o e autolegisla•‹o, e
autoadministra•‹o.
Em resumo, a capacidade de auto-organiza•‹o consiste na prerrogativa de
os entes federados elaborarem suas constitui•›es (ou leis org‰nicas, no
caso do DF e dos munic’pios), j‡ a capacidade de autolegisla•‹o diz respeito
ˆ prerrogativa de os entes editarem suas pr—prias leis. No exerc’cio da
auto-organiza•‹o e da autolegisla•‹o, os entes devem sempre observar os
princ’pios estabelecidos na Constitui•‹o Federal. A capacidade de
autogoverno consiste na compet•ncia dos entes de organizar seus poderes
Executivo, Legislativo e Judici‡rio, que atuar‹o de forma aut™noma, vale
dizer, sem a inger•ncia de outro ente federado, respeitadas as disposi•›es
constantes da CF/88, que j‡ imp›e diversas regras sobre a atua•‹o dos
governos locais. Por œltimo, a capacidade de autoadministra•‹o consiste na
prerrogativa de os entes exercerem suas compet•ncias administrativas,
legislativas e tribut‡rias estabelecidas pela pr—pria CF/88.
Aprofundando um pouco mais esse ponto, importa mencionar que
especificamente a autonomia municipal foi gravada na CF como princ’pio
constitucional sens’vel, que deve ser observada pelo estado-membro, sob
pena de sofrer interven•‹o federal, nos termos do art. 34, inciso VII, al’nea
ÒcÓ, sen‹o vejamos:
Art. 34. A Uni‹o n‹o intervir‡ nos Estados nem no Distrito Federal, exceto
para:
(...)
VII - assegurar a observ‰ncia dos seguintes princ’pios constitucionais:
(...)
c) autonomia municipal;

3)! O que Ž forma de governo? Qual a adotada pelo Brasil?


ƒ a maneira como se d‡ a institui•‹o do poder na sociedade, bem como
ocorrer‡ a rela•‹o entre governantes e governados. As principais formas de
governo s‹o repœblica e monarquia.
Na repœblica, forma de governo fundada na igualdade jur’dica das pessoas, o
governante possui mandato eletivo, representativo, tempor‡rio (h‡ altern‰ncia
de poder) e com responsabilidade.
Na monarquia, o chefe de Estado, como regra, assume seu cargo de maneira
heredit‡ria e por prazo vital’cio.
O Brasil adota a repœblica como forma de governo, em raz‹o do disposto no
caput do art. 1¡ da CF.
Aprofundando um pouco mais esse ponto, o voto peri—dico, que confere
transitoriedade aos mandatos dos governantes na forma republicana de
governo, Ž cl‡usula pŽtrea prevista no art. 60, ¤ 4¼ da CF, conforme se segue:

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¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda tendente a


abolir:
(...)
II - o voto direto, secreto, universal e peri—dico;

4)! O que Ž regime pol’tico? Qual o adotado pelo Brasil?


Fala-se em regime pol’tico (ou regime de governo) para se referir ˆ exist•ncia
ou n‹o de participa•‹o do povo na escolha dos governantes, na elabora•‹o e
controle da execu•‹o das pol’ticas pœblicas e na elabora•‹o das normas a que
o Estado e o pr—prio povo estar‹o sujeitos207.
Assim, na autocracia, n‹o h‡ essa participa•‹o do povo, havendo a imposi•‹o da
vontade do governante ao povo Ð um regime estruturado de cima para baixo. Por
outro lado, na democracia, h‡ a participa•‹o do povo no governo Ð por isso diz-se
que Ž o Ògoverno do povoÓ.
O Brasil adota a democracia como regime de governo, consoante o caput do art. 1¡
da CF, refor•ado pelo par‡grafo œnico do mesmo artigo, ao estabelecer que Òtodo o
poder emana do povoÓ, conforme a seguir:
Par‡grafo œnico. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constitui•‹o.
A democracia brasileira Ž classificada como semidireta (ou participativa), j‡ que
exerce o poder de modo:
b)! Indireto, por meio dos representantes eleitos;
c)! Direto, por meio de plebiscito, referendo, iniciativa popular das leis,
a•‹o popular.
5)! O que significa dizer que o Brasil Ž um ÒEstado de DireitoÓ?
O fato de o Estado ser de Direito, em s’ntese, significa que a atua•‹o dos
governantes, das institui•›es estatais e de todas as pessoas (f’sicas, jur’dicas)
est‡ pautada pelos limites impostos pelas normas jur’dicas (leis em sentido
amplo Ð Constitui•‹o, tratados, leis complementares, leis ordin‡rias, decretos,
portarias, resolu•›es etc.).
O Estado de Direito contrap›e-se ˆ ideia de Estado Absolutista, em que havia
confus‹o entre a Lei e o governante.
Aprofundando um pouco esse ponto, como corol‡rio do Estado de Direito,
temos o princ’pio da legalidade insculpido na CF, art. 5¼, inciso II:
II - ninguŽm ser‡ obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen‹o
em virtude de lei;

6)! O que Ž a cl‡usula da reserva do poss’vel? O que Ž a garantida do


m’nimo existencial? Qual a rela•‹o desses institutos com a dignidade da
pessoa humana?
A reserva do poss’vel Ž a teoria que limita a concretiza•‹o de direitos sociais
previstos na Constitui•‹o ˆ possibilidade econ™mica e or•ament‡ria de sua


207
Paulo, Vicente. 2017, p. 281.

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efetiva realiza•‹o, em raz‹o da escassez dos recursos pœblicos. Por sua vez, o
m’nimo existencial Ž o conjunto de direitos fundamentais que conferem
condi•›es m’nimas de exist•ncia, sem os quais a dignidade da pessoa humana
restaria afrontada.
O STF entende que n‹o Ž poss’vel a opor a reserva do poss’vel frente ao
m’nimo existencial, sob pena de afronta ˆ dignidade da pessoa humana208.
7)! O que significa dizer que Òos poderes s‹o independentes e harm™nicos
entre siÓ?
O princ’pio da independ•ncia e harmonia entre os poderes preceitua que,
apesar de separados e independentes, os poderes devem cooperar entre si de
forma harm™nica. Assim, por exemplo, a independ•ncia dos Poderes n‹o
impede que o Poder Judici‡rio analise a legalidade e constitucionalidade dos
atos dos tr•s Poderes, e, em vislumbrando m‡cula no ato impugnado, afaste
sua aplica•‹o209.
ƒ importante lembrar que o Poder estatal Ž uno e indivis’vel. O art. 2¼ da CF
apenas consagra a divis‹o desse Poder Pol’tico nas tr•s fun•›es estatais
classicamente distingu’veis: a fun•‹o legislativa (ou Poder Legislativo, ou
Parlamento), a fun•‹o executiva (ou fun•‹o administrativa, ou Administra•‹o,
ou Poder Executivo) e a fun•‹o judici‡ria (ou Poder Judici‡rio).
Aprofundando um pouco esse ponto, a separa•‹o dos poderes Ž de tal
import‰ncia para o bom funcionamento do Estado que foi gravada como
cl‡usula pŽtrea na CF, art. 60, ¤4¼, inciso III:
¤ 4¼ N‹o ser‡ objeto de delibera•‹o a proposta de emenda tendente a
abolir:
(...)
III - a separa•‹o dos Poderes;

8)! O que Ž o mecanismo de freios e contrapesos (checks and balances)?


ƒ um sistema em que cada Poder controla e limita o outro (nas hip—teses
previstas na Constitui•‹o) mas jamais invade sua compet•ncia ou fere sua
independ•ncia e autonomia. ƒ o que se chama de Òinterfer•ncia leg’timaÓ de
um Poder em outro.
O mecanismo de freios e contrapesos visa justamente a garantir a harmonia
dos poderes ao limitar sua independ•ncia. Assim, a independ•ncia entre os
poderes n‹o Ž absoluta, da’ porque pode-se dizer que o princ’pio de separa•‹o
de Poderes previsto na CF pode ser caracterizado como flex’vel.
9)! Quais s‹o as fun•›es t’picas e at’picas de cada um dos poderes?
O Poder Legislativo exerce suas fun•›es t’picas (legislar e fiscalizar) ao
elaborar as normas jur’dicas (processo legislativo) e ao realizar a fiscaliza•‹o
sobre a administra•‹o pœblica de todos os Poderes (controle externo). Exerce


208
ARE 639.337 AgR, rel. min. Celso de Mello, j. 23 8 2011, 2» T, DJE de 15 9 2011.
209
STF, AI 640.272-AgR.

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sua fun•‹o at’pica administrativa, por exemplo, ao executar seu or•amento e


nomear seus servidores. Exerce sua fun•‹o at’pica de julgamento, por
exemplo, quando o Senado julga o presidente da Repœblica nos crimes de
responsabilidade; o Poder Executivo exerce sua fun•‹o t’pica (fun•‹o
administrativa), por exemplo, ao planejar e executar as pol’ticas pœblicas, bem
como ao desempenhar atividades de interven•‹o e fomento. Exerce sua fun•‹o
at’pica legislativa ao editar medidas provis—rias e sua fun•‹o at’pica de
julgamento ao decidir, sem jurisdi•‹o (sem definitividade, j‡ que tais decis›es
n‹o fazem coisa julgada material nem formal, podendo, assim, serem
apreciadas pelo Poder Judici‡rio), o contencioso administrativo (lit’gios de
natureza administrativa Ð por exemplo, lit’gios de natureza tribut‡ria entre os
contribuintes e o —rg‹os de administra•‹o fazend‡ria); por fim, o Poder
Judici‡rio exerce sua fun•‹o t’pica (jurisdicional) quando diz, em definitivo, o
Direito nos casos que lhe s‹o submetidos. Exerce sua fun•‹o at’pica
administrativa, por exemplo, ao executar seu or•amento e nomear seus
servidores. Exerce sua fun•‹o at’pica legislativa ao editar resolu•›es e outras
normas aplic‡veis no ‰mbito de seu Poder. Em s’ntese:

Fun•›es T’picas Fun•›es At’picas

Administrar
Poder (governo + mera Legislar e Julgar (sem
Executivo fun•‹o jurisdi•‹o)
administrativa)

Poder Administrar e Julgar


Legislar e Fiscalizar
Legislativo (com jurisdi•‹o)

Poder Julgar (com


Administrar e Legislar
Judici‡rio jurisdi•‹o)

10)! A cria•‹o do MERCOSUL est‡ alinhada diretamente ˆ qual dispositivo


constitucional previsto no T’tulo I Ð Dos Princ’pios Fundamentais?
Est‡ alinhado ao par‡grafo œnico do art. 4¡, que disp›e que
A Repœblica Federativa do Brasil buscar‡ a integra•‹o econ™mica, pol’tica,
social e cultural dos povos da AmŽrica Latina, visando ˆ forma•‹o de uma
comunidade latino-americana de na•›es.

Direitos e Garantias Fundamentais Ð art. 5¼ da CF: Considera•›es Gerais +


Direitos e Deveres Individuais e Coletivos
Direitos e Garantias Fundamentais Ð art. 5¼ da CF: Considera•›es Gerais + Direitos
e Deveres Individuais e Coletivos

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1)! O rol de Direitos Fundamentais previsto no T’tulo II da CF Ž exaustivo?


N‹o, h‡ outros direitos fundamentais espalhados pelo texto constitucional, como
o direito ao meio ambiente (art. 225) e o princ’pio da anterioridade tribut‡ria
(art.150, III, ÒbÓ). AlŽm disso, o Brasil possui um sistema aberto de direitos
fundamentais, j‡ que Ž poss’vel haver outros direitos fundamentais decorrentes
dos princ’pios constitucionais ou da assinatura de tratados internacionais pela
Repœblica Federativa do Brasil, consoante art. 5¼, ¤ 2¼. Logo, n‹o Ž necess‡rio
que, para ser considerado como fundamental, o direito seja constitucionalizado,
basta que o seja em sua ess•ncia, em seu conteœdo (ideia de Òfundamentalidade
materialÓ).
2)! O direito ˆ vida abrange apenas a vida extrauterina?
N‹o, abrange tambŽm a vida intrauterina.
3)! O direito ˆ vida Ž absoluto?
N‹o, Ž relativo, j‡ que a CF admite a possibilidade de pena de morte em caso de guerra
declarada.
4)! O que determina o princ’pio da igualdade (CF, art. 5¼, inciso I)?
Que seja dado tratamento igual aos que est‹o em condi•›es equivalentes e
desigual aos que est‹o em condi•›es diversas, dentro de suas desigualdades.
5)! Qual a diferen•a entre Òigualdade na leiÓ e Òigualdade perante a leiÓ?
A Òigualdade na leiÓ destina-se ao legislador, para que n‹o inclua fatores de
discrimina•‹o que rompam com a ordem ison™mica quando da forma•‹o das
leis. J‡ a Òigualdade perante a leiÓ destina-se aos aplicadores do direito,
pressupondo a lei j‡ elaborada, imp›e que sua aplica•‹o n‹o seja subordinada a
critŽrios que ensejem tratamento seletivo ou discriminat—rio.
6)! Qual a diferen•a entre reserva legal absoluta e reserva legal relativa?
Na reserva legal absoluta, a norma constitucional exige, para sua integral
regulamenta•‹o, a edi•‹o de lei formal, entendida como ato normativo emanado
do Congresso Nacional e elaborado de acordo com o processo legislativo
previsto pela CF. J‡ na reserva legal relativa, apesar de a Constitui•‹o tambŽm
exigir lei formal, permite que tal lei apenas fixe par‰metros de atua•‹o para o
—rg‹o administrativo, que, por sua vez, poder‡ complement‡-la por ato
infralegal, respeitados os limites estabelecidos pela legisla•‹o.
7)! Qual a diferen•a entre reserva legal simples e reserva legal qualificada?
A reserva legal simples exige lei formal para dispor sobre determinada matŽria,
mas n‹o especifica qual o conteœdo ou a finalidade do ato, deixando, portanto,
maior liberdade para o legislador. J‡ a reserva legal qualificada, alŽm de exigir
lei formal para dispor sobre determinada matŽria, j‡ define, previamente, o
conteœdo da lei e a finalidade do ato.
8)! A Administra•‹o Pœblica pode realizar presta•‹o religiosa?
N‹o, em raz‹o do Brasil ser um Estado laico. A assist•ncia religiosa prevista no inciso
VII do art. 5¼ possui car‡ter privado, de incumb•ncia dos representantes habilitados de
cada religi‹o.

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9)! A liberdade de express‹o Ž absoluta?


N‹o, apesar de ser vedada a censura, a liberdade de express‹o Ž limitada por outros
direitos fundamentais, como, por exemplo, a inviolabilidade da privacidade e da
intimidade do indiv’duo.
10)! As Comiss›es Parlamentares de InquŽrito (CPIs), instauradas em
qualquer esfera de governo, podem determinar a quebra de sigilo
banc‡rio e fiscal?
N‹o, somente as CPIs federais e estaduais possuem essa prerrogativa, que Ž
decorrente do disposto no ¤ 3¼ do art. 58, que estabelece que Òas comiss›es
parlamentares de inquŽrito, que ter‹o poderes de investiga•‹o pr—prios das autoridades
judiciaisÓ. Como n‹o h‡ Poder Judici‡rio na esfera municipal, tal prerrogativa n‹o Ž
aplic‡vel ˆs CPIs municipais.
11)! Qual o conceito de ÒcasaÓ para fins de aplica•‹o do princ’pio da
inviolabilidade domiciliar (art. 5¼, XI)?
O conceito de ÒcasaÓ Ž abrangente, englobando a) qualquer compartimento habitado;
b) qualquer aposento ocupado de habita•‹o coletiva; e c) qualquer compartimento
privado n‹o aberto ao pœblico, onde alguŽm exerce profiss‹o ou atividade pessoal.
12)! ƒ poss’vel adentrar ˆ casa, sem consentimento do morador, para
prestar socorro, durante a noite?
Sim, conforme reda•‹o do art. 5¼, XI.
13)! Quais os requisitos que possibilitam a intercepta•‹o das comunica•›es
telef™nicas?
Conforme art. 5¼, inciso XII: a) ordem judicial; b) exist•ncia de investiga•‹o criminal
ou instru•‹o processual penal; c) lei que preveja as hip—teses e a forma em que esta
poder‡ ocorrer.
14)! Todos os of’cios ou profiss›es podem ser condicionadas ao
cumprimento de condi•›es legais para o seu exerc’cio, com base no
inciso XIII, art. 5¼ da CF?
N‹o. Nesse sentido, o STF entende que s— Ž poss’vel exigir-se inscri•‹o em conselho de
fiscaliza•‹o profissional quando houver de potencial lesivo na atividade, sendo
desnecess‡rio o controle da atividade de mœsico, por exemplo. TambŽm no mesmo
sentido, a Suprema Corte considera inconstitucional a exig•ncia de diploma para o
exerc’cio da profiss‹o de jornalista.
15)! ƒ poss’vel a realiza•‹o de ÒMarcha de MaconhaÓ, desde que possua
finalidade pac’fica, ocorra em local aberto ao pœblico, n‹o frustre outra
reuni‹o anteriormente convocada para o mesmo local e seja
previamente autorizada pela autoridade competente?
N‹o h‡ necessidade de autoriza•‹o, mas sim de prŽvio aviso ˆ autoridade competente.
Os demais requisitos est‹o corretos. Vale ressaltar que o STF j‡ considerou v‡lida a
realiza•‹o de tal tipo de reuni‹o, desde que sejam atendidos os requisitos

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constitucionais, e n‹o ocorra a incita•‹o, o incentivo ou o est’mulo ao consumo de


entorpecentes na sua realiza•‹o210.
16)! Caso a autoridade competente use propriedade particular, no caso de
iminente perigo pœblico, dever‡ indenizar o propriet‡rio?
S— se houver dano haver‡ indeniza•‹o ulterior (art. 5¼, XXV).
17)! A pequena propriedade rural trabalhada pela fam’lia pode ser objeto de
penhora para pagamento de dŽbitos estranhos ˆ sua atividade
produtiva?
Sim, conforme leitura do art. 5¼, XXVI.
18)! A CF assegura a compet•ncia do jœri para o julgamento dos crimes
culposos contra a vida e a intimidade, sendo que a vota•‹o deve ser
aberta?
N‹o, a compet•ncia abrange apenas crimes dolosos contra a vida, sendo assegurado o
sigilo das vota•›es, conforme art. 5¼, XXXVIII, al’neas ÒbÓ e ÒdÓ.
19)! ƒ poss’vel a defini•‹o de crimes por meio de medida provis—ria?
N‹o, em raz‹o da veda•‹o prevista no art. 62, ¤ 1¼, I, ÒbÓ.
20)! A lei penal pode retroagir, mesmo que acabe prejudicando o rŽu?
N‹o, s— a poss’vel a retroatividade da lei penal para beneficiar o rŽu (art. 5¼, XL).
21)! Qual a pena a ser aplicada ao crime de racismo?
Pena de reclus‹o (art. 5¼, XLII).
22)! Quais s‹o os crimes inafian•‡veis e insuscet’veis de gra•a ou anistia,
nos termos da CF?
Tortura, tr‡fico il’cito de entorpecentes e drogas afins, terrorismo, e os crimes
hediondos (art. 5¼, XL).
23)! Quem deve responder pelos crimes hediondos?
Os mandantes, os executores e os que, podendo evita-los, se omitirem (art. 5¼, XLIII).
24)! Quais as penas vedadas pela CF?
Conforme art. 5¼, inciso XLVII, s‹o vedadas as penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada;
b) de car‡ter perpŽtuo;
c) de trabalhos for•ados;
d) de banimento;
e) cruŽis.
25)! O brasileiro naturalizado pode ser extraditado em caso de crime de
furto cometido ap—s a naturaliza•‹o?
N‹o, j‡ que no caso de crime comum, a extradi•‹o s— Ž poss’vel caso o crime tenha


210
STF Ð ADPF 187.

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sido praticado antes da naturaliza•‹o (art. 5¼, LI).


26)! A lei pode prever hip—teses de identifica•‹o criminal mesmo quando o
indiv’duo j‡ foi identificado civilmente?
Sim, j‡ que o disposto no art. 5¼, LVIII Ž norma de efic‡cia contida.
27)! No caso de flagrante delito, Ž necess‡ria ordem judicial para que seja
efetuada a pris‹o?
N‹o, esse caso n‹o exige ordem judicial (art. 5¼, LXI).
28)! O direito ˆ assist•ncia jur’dica gratuita e integral Ž aplic‡vel apenas ˆs
pessoas f’sicas que comprovarem insufici•ncia de recursos?
N‹o somente a tais pessoas f’sicas, mas tambŽm ˆs jur’dicas que comprovem
hipossufici•ncia.
29)! O que se faz necess‡rio para que os tratados internacionais obtenham
status de emenda constitucional no ordenamento jur’dico brasileiro?
Devem ser aprovados em cada Casa do Congresso Nacional em dois turnos por
tr•s quintos dos votos dos respectivos membros (art. 5¼, ¤ 3¼).
30)! Qual o status dos tratados e conven•›es internacionais de direitos
humanos aprovados pelo rito ordin‡rio?
Possuem status de norma supralegal211: situam-se hierarquicamente logo abaixo
da Constitui•‹o e acima das demais normas do ordenamento jur’dico, ou seja,
possuem for•a normativa acima das leis, mas abaixo da Carta Magna.
31)! Qual o status dos tratados e conven•›es internacionais sobre outros
temas que n‹o direitos humanos?
Status de lei ordin‡ria.
32)! De acordo com art. 5¼, ¤ 1¼, da CF, as normas definidoras dos direitos e
garantias fundamentais possuem aplica•‹o imediata. O que isso
significa?
Ter aplica•‹o imediata significa que essas normas Òs‹o dotadas de todos os
meios e elementos necess‡rios ˆ sua pronta incid•ncia aos fatos, situa•›es,
condutas ou comportamentos que elas regulamÓ212. ƒ dizer: s‹o aplic‡veis
desde j‡ no limite do poss’vel, atŽ onde haja condi•›es para seu atendimento
por parte das institui•›es Ð inclusive o Poder Judici‡rio n‹o pode deixar de
aplic‡-las, caso provocado em uma situa•‹o concreta nelas garantida.
Por outro lado, Ž importante destacar que n‹o se deve confundir Òaplica•‹o
imediataÓ com a aplicabilidade imediata das normas de efic‡cia plena e
contida.
Isso porque embora grande parcela das normas que definem os direitos e
garantias fundamentais possuam aplicabilidade imediata (notadamente as

211
STF Ð RE 466.343, RE Ð 3149.703, dentre outros.
212
Silva, JosŽ Afonso da. Coment‡rio Contextual ˆ Constitui•‹o, 4. ed. S‹o Paulo: Malheiros, 2007, p.
408 apud Lenza, 2016, p. 266.

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instituidoras de direitos e garantias individuais), h‡ ainda uma outra parcela


que depende de provid•ncias ulteriores (como a edi•‹o de uma lei
integradora) que lhe completem a efic‡cia (como algumas normas que
definem os direitos sociais, culturais e econ™micos), possuindo, portanto,
aplicabilidade indireta.
Mesmo assim, conquanto se diferenciem em sua aplicabilidade, todas as
normas definidoras de direitos e garantias fundamentais continuam tendo
aplica•‹o imediata, nos termos do art. 5¼, ¤ 1¼ da CF.

RemŽdios Constitucionais

1)! Qual o direito protegido pelo habeas corpus?


Direito de locomo•‹o.
2)! O habeas corpus possui caracter’stica repressiva ou preventiva?
O habeas corpus pode ser tanto repressivo (para devolver ao indiv’duo a
liberdade de locomo•‹o que j‡ foi perdida) quanto preventivo (para resguardar
o indiv’duo de uma eventual perda da liberdade de locomo•‹o).
3)! Qual a legitimidade ativa do habeas corpus? E a passiva?
O habeas corpus possui legitimidade universal, podendo ser impetrado por
qualquer pessoa f’sica ou jur’dica, nacional ou estrangeira, ou, ainda, pelo
MinistŽrio Pœblico.
Por sua vez, o legitimado passivo Ž a autoridade coatora, seja ela de car‡ter
pœblico ou um particular.
4)! O mandado de seguran•a possui natureza civil ou penal?
O mandado de seguran•a tem natureza civil, embora possa ser utilizado em
processos penais.
5)! ƒ poss’vel a concess‹o de medida liminar em mandado de seguran•a?
Sim, desde que presentes os requisitos do fumus boni iuris e do periculum in
mora.
Entretanto, h‡ situa•›es previstas na Lei 12.016/2009 (art. 7¼, ¤ 2¼) em que a
medida liminar em sede de mandado de seguran•a Ž absolutamente vedada,
quais sejam:
a) A compensa•‹o de crŽditos tribut‡rios;
b) A entrega de mercadorias e bens provenientes do exterior;
c) A reclassifica•‹o ou equipara•‹o de servidores pœblicos e a concess‹o de
aumento ou a extens‹o de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.
6)! ƒ cab’vel mandado de seguran•a contra lei?
Sim, desde que seja uma lei de efeitos concretos (jamais lei em tese Ð de
car‡ter geral e abstrato).

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7)! ƒ cab’vel mandado de seguran•a coletivo para proteger interesses


difusos?
N‹o, porque tal a•‹o tem car‡ter residual, sendo que os direitos difusos j‡ s‹o
amparados por outros instrumentos processuais, como, por exemplo, a a•‹o
civil pœblica. AlŽm disso, a sumariedade do rito da a•‹o exige prova documental,
algo que os direitos difusos n‹o apresentam de forma incontroversa.
Os direitos, as liberdades e as prerrogativas protegidos por mandado de
injun•‹o coletivo s‹o os pertencentes, indistintamente, a uma coletividade
indeterminada de pessoas ou determinada por grupo, classe ou categoria
(par‡grafo œnico do art. 12 da Lei 13.300/2016).
8)! O mandado de injun•‹o coletivo Ž previsto de forma expressa na
Constitui•‹o? Quem s‹o seus legitimados ativos?
N‹o, o mandado de injun•‹o coletivo passou a ser previsto de forma expressa
na Lei 13.300/2016, embora o STF j‡ reconhecesse sua possibilidade antes
disso, mesmo diante do sil•ncio da CF.
Sobre a legitimidade ativa, o art. 12, I a IV, da referida Lei prev• que o
mandado de injun•‹o coletivo poder ser promovido:
I - pelo MinistŽrio Pœblico, quando a tutela requerida for especialmente
relevante para a defesa da ordem jur’dica, do regime democr‡tico ou dos
interesses sociais ou individuais indispon’veis;
II - por partido pol’tico com representa•‹o no Congresso Nacional, para
assegurar o exerc’cio de direitos, liberdades e prerrogativas de seus
integrantes ou relacionados com a finalidade partid‡ria;
III - por organiza•‹o sindical, entidade de classe ou associa•‹o legalmente
constitu’da e em funcionamento h‡ pelo menos 1 (um) ano, para assegurar
o exerc’cio de direitos, liberdades e prerrogativas em favor da totalidade ou
de parte de seus membros ou associados, na forma de seus estatutos e
desde que pertinentes a suas finalidades, dispensada, para tanto,
autoriza•‹o especial;
IV - pela Defensoria Pœblica, quando a tutela requerida for especialmente
relevante para a promo•‹o dos direitos humanos e a defesa dos direitos
individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5o
da Constitui•‹o Federal.

9)! Quais os pressupostos para o cabimento do mandado de injun•‹o?


S‹o os tr•s pressupostos seguintes:
a) Falta (total ou parcial) de norma que regulamente uma norma constitucional
program‡tica propriamente dita ou que defina princ’pios institutivos ou
organizativos de natureza impositiva Ð ou seja, Ž necess‡ria exist•ncia de um
dever (n‹o uma faculdade) estatal de produzir a norma;
b) Nexo de causalidade entre a omiss‹o do Poder Pœblico e a impossibilidade de
exerc’cio, por parte do impetrante, de um direito, liberdade ou prerrogativa
constitucional (inerentes ˆ nacionalidade, ˆ soberania e ˆ cidadania;
c) O decurso de prazo razo‡vel para elabora•‹o da norma regulamentadora,
sem que tenha sido editada Ð Ž necess‡rio que reste caracterizado o

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retardamento abusivo por parte do Estado.


10)! ƒ poss’vel mandado de injun•‹o para suprir falta de norma
regulamentadora infraconstitucional?
N‹o! O mandado de injun•‹o somente repara falta de regulamenta•‹o de direito
previsto na Constitui•‹o Federal.
11)! De quem Ž a compet•ncia para julgar o mandado de injun•‹o?
Depende de quem for a autoridade inerte. Caso a elabora•‹o da norma
regulamentadora seja atribui•‹o;
a) do Presidente da Repœblica, do Congresso Nacional, da C‰mara dos
Deputados, do Senado Federal, das Mesas de qualquer das Casas Legislativas,
do TCU, de qualquer dos Tribunais Superiores ou do STF, a compet•ncia para
julgamento ser‡ do STF;
b) de —rg‹o, entidade ou autoridade federal, da administra•‹o direta ou indireta,
excetuados os casos de compet•ncia do STF e dos —rg‹os da Justi•a Militar,
Eleitoral, do Trabalho ou Federal, a compet•ncia para julgamento ser‡ do STJ.
12)! Suponha que Fernando tenha o objetivo de conhecer as informa•›es
relativas a ele existentes no banco de dados do Servi•o de Prote•‹o ao
CrŽdito (SPC), uma entidade privada. Considere que tal banco de dados
possua car‡ter pœblico. Fernando poderia, como medida inicial,
ingressar com habeas data no Poder Judici‡rio para atingir seu
objetivo?
N‹o. Embora seja poss’vel que uma entidade privada possua banco de dados de
car‡ter pœblico, o habeas data s— pode ser impetrado ap—s o indeferimento do
pedido de informa•›es de dados pessoais, ou da omiss‹o em atend•-lo213.
Assim, primeiro Fernando deveria solicitar as informa•›es ao SPC e, somente
em caso de negativa ou de omiss‹o da entidade poderia, posteriormente,
ingressar com o habeas data no Judici‡rio.
13)! O que Ž Òcidad‹oÓ para fins de propositura de a•‹o popular?
Cidad‹o Ž a pessoa natural no gozo da capacidade eleitoral ativa, ou seja, um
brasileiro nato ou naturalizado no gozo de seus direitos pol’ticos. Assim, n‹o
podem ajuizar a•‹o popular:
a) pessoa jur’dica;
b) o MinistŽrio Pœblico;
c) os inalistados (os que, mesmo podendo, n‹o se alistaram);
d) os inalist‡veis, a saber:
d1) os menores de 16 anos;
d2) os conscritos, durante o per’odo do servi•o militar obrigat—rio;
d3) os estrangeiros, exceto os portugueses equiparados, conforme previsto

213
Lei 9.507/1997, art. 8¼.

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no art. 12, ¤ 1¼ da CF.

...
Grande abra•o e bons estudos!

ÒA dedica•‹o cont’nua a um objetivo œnico consegue


frequentemente superar o engenho.Ó
(C’cero)

Tœlio Lages

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ANEXO I – LISTA DE QUESTÕES

1.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Acerca da organiza•‹o dos poderes,


julgue a assertiva a seguir.
A CF adota o sistema de freios e contrapesos ou de controle do poder pelo poder ao
dispor que, embora independentes, os poderes s‹o harm™nicos entre si. O princ’pio da
separa•‹o dos poderes Ž cl‡usula pŽtrea.
2.(Cespe/2015/TRE RS/AJAJ/Adaptada) Acerca de aspectos relacionados ˆ
Constitui•‹o, poder constituinte e princ’pios constitucionais fundamentais, julgue a
assertiva a seguir.
O pluralismo pol’tico, princ’pio constitucional fundamental da CF que assegura a
participa•‹o plural da sociedade, atinge apenas os partidos pol’ticos, n‹o se
estendendo a sindicatos, associa•›es, entidades de classe e organiza•›es em geral.
3.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Acerca do poder constituinte e dos
princ’pios fundamentais da CF, julgue a assertiva a seguir.
Nas rela•›es internacionais, o Brasil rege-se, entre outros princ’pios, pela soberania,
pela dignidade da pessoa humana e pelo pluralismo pol’tico.
4.(Cespe/2010/TRT 21/AJAJ) A Repœblica Federativa do Brasil rege-se, nas suas
rela•›es internacionais, entre outros, pelos princ’pios dos direitos humanos, da
autodetermina•‹o dos povos, da igualdade entre os Estados, da defesa da paz, da
solu•‹o pac’fica dos conflitos, do repœdio ao terrorismo e ao racismo, da coopera•‹o
entre os povos para o progresso da humanidade, do duplo grau de jurisdi•‹o, da
concess‹o de asilo pol’tico e da independ•ncia funcional.
5.(Cespe/2013/TRF 1/Oficial de Justi•a) Julgue os itens que se seguem, a
respeito dos princ’pios fundamentais.
Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa constituem fundamentos da
Repœblica Federativa do Brasil.
6.(Cespe/2013/TRT 17/Oficial de Justi•a) Julgue os itens que se seguem, a
respeito dos princ’pios fundamentais.
A Constitui•‹o Federal de 1988 (CF) n‹o prev• expressamente o princ’pio da
concess‹o de asilo pol’tico.
7.(Cespe/2014/TJ CE/Analista Judici‡rio/Adaptada) Acerca de princ’pios
fundamentais, direitos e garantias fundamentais e aplicabilidade das normas
constitucionais, julgue a assertiva a seguir. Nesse sentido, considere que a sigla CF,
sempre que empregada, se refere ˆ Constitui•‹o Federal de 1988.
O repœdio ˆ pr‡tica do racismo configura um dos princ’pios que norteia a Repœblica
Federativa do Brasil em suas rela•›es internacionais. Essa pr‡tica constitui crime
inafian•‡vel e imprescrit’vel, e o referido princ’pio Ž considerado norma constitucional
de efic‡cia plena.
8.(Cespe/2014/TJ CE/Analista Judici‡rio) Acerca de princ’pios fundamentais,

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direitos e garantias fundamentais e aplicabilidade das normas constitucionais, julgue a


assertiva a seguir.
Os fundamentos da Repœblica Federativa do Brasil incluem, entre outros, a dignidade
da pessoa humana, o pluralismo pol’tico e a constru•‹o de uma sociedade livre, justa
e solid‡ria.
9.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
Grava•‹o de conversa telef™nica sem autoriza•‹o judicial, registrada por um dos
interlocutores, Ž considerada prova il’cita, ante o sigilo das comunica•›es telef™nicas,
constitucionalmente assegurado.
10.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
A instaura•‹o de processo administrativo disciplinar contra servidor pœblico para
apura•‹o de irregularidade funcional garante ao servidor o direito de impetrar habeas
corpus para impedir o prosseguimento do processo administrativo.
11.(Cespe/2016/TRE PI/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
Em rela•‹o aos direitos pol’ticos, o mandado de seguran•a coletivo e o habeas corpus
s‹o formas de exerc’cio direto da soberania popular, como previsto na CF.
12.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
Todos os direitos e as garantias expressos na CF foram expressamente editados como
cl‡usula pŽtrea, constituindo rol taxativo, cuja amplia•‹o depende de edi•‹o de
emendas constitucionais.
13.(Cespe/2016/TRT 8/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
No que se refere aos direitos e garantias fundamentais elencados na CF, os
estrangeiros residentes e n‹o residentes no Brasil equiparam-se aos brasileiros.
14.(Cespe/2016/TRE MT/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
Dado o princ’pio da dignidade da pessoa humana, tratado sobre direitos humanos
ratificado pelo Brasil Ž automaticamente internalizado na legisla•‹o p‡tria como
emenda constitucional.
15.(Cespe/2016/TRE MT/AJAJ/Adaptada) Julgue a assertiva a seguir.
Em decorr•ncia de aus•ncia de previs‹o constitucional, estrangeiro residente no pa’s
preso pela pol’cia por se envolver em uma briga ap—s assistir a jogo de futebol em
est‡dio n‹o poder‡ impetrar o remŽdio do habeas corpus.
16.(Cespe/2008/STF/AJAJ) Com rela•‹o aos direitos e garantias fundamentais,
julgue o item que se segue.
O preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis pelo seu interrogat—rio policial.
17.(Cespe/2011/TRE ES/AJAJ) Julgue o item que se segue, relativo aos direitos e
ˆs garantias fundamentais.
Uma associa•‹o j‡ constitu’da somente poder‡ ser compulsoriamente dissolvida
mediante decis‹o judicial transitada em julgado, na hip—tese de ter finalidade il’cita.
18.(Cespe/2012/TRE RJ/AJAJ) Julgue o item a seguir, relativo aos direitos sociais

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e de nacionalidade previstos na Constitui•‹o Federal de 1988 (CF).


Os efeitos jur’dicos de senten•a transitada em julgado que trate da perda da
nacionalidade brasileira n‹o s‹o personal’ssimos, podendo-se estender, portanto, a
terceiros.
19.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e
garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
Conforme entendimento do STF, o direito fundamental ˆ liberdade de pensamento e
de livre express‹o da atividade intelectual, independentemente de censura, deve ser
interpretado ˆ luz do mandamento constitucional que prev• a preserva•‹o da vida
privada e da imagem da pessoa, de modo a ser exig’vel o consentimento do
interessado no caso de publica•‹o de biografia que possa causar sŽrio agravo ˆ
intimidade.
20.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e
garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
Ao julgar a•‹o direta de inconstitucionalidade em face da Lei de Biosseguran•a, o STF
firmou entendimento acerca do descabimento de pesquisa com cŽlulas-tronco
embrion‡rias, como decorr•ncia do direito ˆ vida.
21.(Cespe/2017/TRT 7/AJAJ/Adaptada) Acerca dos princ’pios, direitos e
garantias fundamentais previstos na CF, julgue a assertiva a seguir.
N‹o cabe habeas corpus para o trancamento de processo por crime de
responsabilidade atribu’do ao presidente da Repœblica, uma vez que as san•›es para
tal espŽcie de infra•‹o s‹o de ’ndole pol’tico-administrativa.
22.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF), julgue
o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
Considere que um indiv’duo tenha sido denunciado por crime contra o patrim™nio h‡
mais de dez anos e que, em raz‹o da quantidade de processos conclusos para
senten•a na vara criminal do munic’pio, ainda n‹o tenha havido senten•a em rela•‹o
ao seu caso. Essa situa•‹o retrata hip—tese de flagrante viola•‹o ao direito
fundamental ˆ dura•‹o razo‡vel do processo, expressamente previsto na CF.
23.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF), julgue
o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
A CF admite a pris‹o por d’vida do respons‡vel pelo inadimplemento volunt‡rio e
inescus‡vel de obriga•‹o aliment’cia.
24.(Cespe/2013/TRT 10/AJOJ) Ë luz da Constitui•‹o Federal de 1988 (CF), julgue
o item a seguir, acerca dos direitos fundamentais.
A inviolabilidade do domic’lio abrange qualquer compartimento habitado onde alguŽm
exerce profiss‹o ou atividades pessoais, podendo, por exemplo, ser um trailer, um
barco ou um aposento de habita•‹o coletiva.
25.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
Havendo colis‹o entre o direito ˆ intimidade e o direito ˆ liberdade de express‹o, este
deve sempre prevalecer, pois os interesses coletivos devem prevalecer sobre os

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individuais.
26.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
A garantia constitucional da inviolabilidade do domic’lio abrange apenas im—veis de
uso precipuamente residencial.
27.(Cespe/2004/TRT 10/AJOJ) Acerca do direito constitucional, julgue o item a
seguir.
Por for•a do texto constitucional, mandados judiciais que envolvam a pris‹o de
pessoas somente podem ser cumpridos durante o dia.
28.(Cespe/2013/STF/AJAJ) Com rela•‹o ao tratamento constitucional dos direitos
e garantias fundamentais, julgue o item subsequente.
De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), Ž direito do defensor, no interesse
do representado, ter acesso amplo aos elementos de prova que, j‡ documentados em
procedimento investigat—rio realizado por —rg‹o com compet•ncia de pol’cia judici‡ria,
digam respeito ao exerc’cio do direito de defesa.

GABARITO QUESTÍES OBJETIVAS

1.C 2.E 3.E

4. E 5. C 6.E

7.C 8.E 9.E

10.E 11.E 12.E

13.E 14.E 15.E

16.C 17.C 18.E

19.E 20.E 21.C

22.C 23.C 24.C

25.E 26.E 27.E

28.C

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALEXANDRINO, Marcelo. DIAS, Frederico. PAULO, Vicente. Aulas de direito
constitucional para concursos. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense; S‹o Paulo: MƒTODO,
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Passo Estratégico – CESPE/MPU 72


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