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Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional

Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional em Juazeiro do Norte

EDITAL Nº 1, DE 10 DE MAIO DE 2018, DA PROCURADORIA-SECCIONAL DA FAZENDA NACIONAL


DE JUAZEIRO DO NORTE.

O Procurador-Seccional da Fazenda Nacional de Juazeiro do Norte, no uso de suas atribuições, com fundamento no
Decreto nº 87.497/92, Lei nº 11.788/08, Portarias PGFN nº 616, de 17 de junho de 2010 e nº 930, de 28 de novembro de
2013, Portarias nº 313, de 14/09/2007, nº 467, de 31/12/2007 e Orientação Normativa nº 02, de 24/06/2016, todas do
Ministério do Planejamento, Orçamento e Administração (MPOG), comunica a todos os interessados que no período de
21 a 25 de maio de 2018 estarão abertas inscrições para seleção de estagiário de nível superior em Direito para
preenchimento de cadastro de reserva com validade no período especificado neste Edital.

1 - DAS DISPOSIÇÕES GERAIS


1.1 – A seleção será realizada mediante prova escrita.
1.2 - O processo seletivo se destina ao provimento de cadastro de reserva com bolsa-auxílio de R$ 520,00 (quinhentos e
vinte reais), vale-transporte de R$ 6,00 (seis reais) (por dia) e carga horária de 30 (trinta) horas semanais ligada à
Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O cadastro de reserva destina-se, também, a vaga com bolsa-auxílio de R$
1.100,00 (hum mil e cem reais), vale-transporte de R$ 6,00 (seis reais) (por dia), e carga horária de 25 (vinte e cinco) horas
semanais ligada ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.
1.3 - O prazo de validade da seleção será de 1 (um) ano, prorrogável uma única vez, e pelo mesmo período, por ato do
Procurador-Seccional.
1.4 - O candidato convocado deverá, quando da assinatura do termo de assunção das funções de estagiário remunerado,
firmar declaração de que não participa de outro estágio em escritório de advocacia que atue contra a Fazenda Pública
Nacional, judicial ou extrajudicialmente.
1.5 – O contrato de estágio será firmado por intermédio do AGIEL (Agência de Integração Empresa Escola).

2 - DOS REQUISITOS
2.1 - O candidato deverá estar regularmente matriculado no curso de Direito de Instituição de Ensino Superior e ter
obrigatoriamente 100 (cem) créditos cursados/em curso, ou em curso até o final do semestre 2018.1.

3 - DA INSCRIÇÃO
3.1 – A inscrição do candidato implicará o conhecimento e a tácita aceitação das normas e condições estabelecidas neste
Edital, em relação às quais não poderá alegar desconhecimento.
3.2 – O pedido de inscrição será gratuito e efetuado no período de 21 a 25 de maio de 2018, das 08:00 às 12:00 horas e
14:00 às 17:00, na Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional em Juazeiro do Norte (PSFN/JNE), localizada na Rua
José Marrocos, nº 1.500, Santa Tereza, por meio do preenchimento da Ficha de Inscrição, Anexo I, acompanhada de RG,
CPF, documento que comprove o requisito previsto no subitem nº 2.1 (Histórico Escolar ou Declaração da Universidade).
3.3 – Será admitida a inscrição por terceiros, mediante a entrega de procuração do interessado, acompanhada de cópia
legível do documento de identidade do candidato.
3.3.1 - Não há necessidade de reconhecimento de firma na procuração.
3.3.2 – O candidato inscrito por procuração assume total responsabilidade pelas informações prestadas por seu procurador,
arcando com as consequências de eventuais erros de seu representante no preenchimento do Formulário de Pedido de
Inscrição.
3.4 – As informações prestadas no Formulário de Pedido de Inscrição são de inteira responsabilidade do candidato,
dispondo esta Procuradoria-Seccional da Fazenda Nacional do direito de excluir do processo seletivo aquele que o
preencher com dados incorretos, incompletos ou rasurados, bem como se constatado, posteriormente, que os mesmos são
inverídicos, sem prejuízo de demais sanções cabíveis.

4 – DA AVALIAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO
4.1 – A prova escrita será aplicada na data provável de 06 de junho de 2018, quarta-feira, na Subsecção da Ordem dos
Advogados do Brasil em Juazeiro do Norte (Rua Manoel Pires, 555, Lagoa Seca), das 14:00 às 18:00;
4.2 – A prova escrita será composta, respectivamente, de 30 (trinta) questões objetivas, devendo a resposta ser assinalada
entre as opções CERTO ou ERRADO, e 1 (uma) subjetiva – prático-profissional, compondo um único caderno. As provas
poderão ter como objeto quaisquer das matérias listadas no Anexo II.
4.2.1 – Nas questões objetivas, o candidato deverá marcar um, e somente um, dos dois campos da folha de respostas.
4.2.2 – Na questão subjetiva serão avaliados, além do conhecimento sobre o tema, a capacidade de desenvolvimento e o
domínio do vernáculo pelo candidato.
4.2.3 – A prova terá como escore máximo a nota 10 (dez), sendo 6 (seis) pontos atribuídos ao conjunto de questões
objetivas, e 4 (quatro) pontos à questão subjetiva. Será eliminado o candidato que obtiver nota inferior a 5 (cinco) no
somatório total.
4.2.4 – No caso de empate, será considerado mais bem classificado o candidato com maior nota na questão subjetiva;
persistindo o empate, o candidato com maior número de créditos cursados; em caso de novo empate, o mais idoso.
4.2.3 - Os gabaritos preliminares da prova objetiva serão divulgados até as 17h do dia 08 de junho de 2018, e o resultado
preliminar da prova objetiva será divulgado na data provável de 15 de junho de 2018, na sede da PSFN/JNE.
4.2.4 - Os resultados oficiais da prova objetiva e da prova prático-profissional serão divulgados na sede da PSFN/JNE na
data provável de 22 de junho de 2018..
4.2.5. O examinando que desejar interpor recurso contra o resultado preliminar da prova objetiva ou da prova prático-
profissional poderá fazê-lo, das 8h às 12h dos dias 18 e 19 de junho de 2018.
4.2.6. Para recorrer contra o resultado preliminar da prova objetiva ou contra o resultado da prova prático-profissional, o
examinando deverá utilizar exclusivamente, nos prazos previstos nos subitens 4.2.5, o Formulário de Interposição de
Recursos, disponível na sede da PSFN/JNE, e seguir as instruções ali contidas, sob pena de não conhecimento do recurso.
4.3 – O candidato deverá comparecer ao local das provas com antecedência mínima de 30 (trinta) minutos do horário
fixado, munido de caneta esferográfica transparente com tinta azul ou preta e seu documento de identificação com foto,
não sendo permitido o ingresso de candidatos, em hipótese alguma, após o início das provas.
4.3.1 – O candidato deverá assinar a lista de presença identicamente ao seu documento de identidade.
4.3.2 – Após identificado e instalado em sala de provas, o candidato não poderá consultar ou manusear qualquer material
de estudo ou de leitura enquanto aguardar o horário de início das provas.
4.4 – Durante as provas, não será admitida qualquer espécie de consulta ou comunicação entre os candidatos, nem a
utilização de livros, códigos, manuais, impressos ou anotações e agendas eletrônicas ou similares, telefone celular, BIP,
tablet, gravador ou qualquer outro receptor de mensagens.
4.5 – Não haverá prorrogação do tempo de duração ou segunda chamada para as provas.
4.6 – O candidato somente poderá levar seu Caderno de Prova após a 1ª hora do início do exame.
4.7 – Serão submetidas à correção apenas as Folhas definitivas, que serão constituídas pelo gabarito, a ser preenchido pelo
candidato, e por espaço reservado à questão subjetiva. Não haverá espaço destinado exclusivamente à elaboração de
rascunho.
4.8 – Não será permitido o ingresso ou a permanência de pessoas estranhas ao processo seletivo na sala de aplicação das
provas.
4.9 – O candidato que deixar de identificar corretamente sua prova será automaticamente excluído do processo seletivo.
4.10 – A legislação com entrada em vigor após a data de publicação deste Edital, bem como alterações em dispositivos
legais e normativos a ele posteriores, não serão objeto de avaliação nas provas.

5 – DA CONTRATAÇÃO E EXERCÍCIO
5.1 – Os candidatos classificados no processo seletivo exercerão suas atividades na sede da Procuradoria-Seccional da
Fazenda Nacional de Juazeiro do Norte, no endereço já indicado neste Edital.
5.2 - A PSFN/JNE definirá a jornada de atividade de cada estagiário, nos períodos matutino ou vespertino, conforme sua
disponibilidade de equipamentos, instalações e conveniência do serviço;
5.3 – A contratação inicial ocorrerá em observância ao número de vagas assinaladas no subitem 1.2, sendo os demais
candidatos convocados em observância à ordem de classificação e de acordo com o surgimento de novas vagas.
5.4 – Ao tempo da convocação será requisitado o histórico escolar atualizado do candidato aprovado;
5.5. – Não serão contratados os candidatos aprovados que tenham concluído mais de 180 (cento e oitenta) créditos ao
tempo da contratação;
5.6 - A aprovação no concurso não gera direito à contratação.

6 – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS


6.1– Os casos omissos serão resolvidos pela Comissão Organizadora do Concurso.

Juazeiro do Norte, 10 de maio de 2018.

ANTONIO KLEICY DA SILVA BARBOSA JONATHAS MACÊDO SAMPAIO


Procurador-Seccional da Fazenda Nacional Procurador da Fazenda Nacional
ANEXO I

Ficha de Inscrição

Nome: _________________________________________________________________________________
CPF: __________________________ RG: ______________________ Órgão Exp.:_______________
Endereço: ______________________________________________________________________________
CEP: __________________ Bairro: _______________________ Cidade: ____________________ UF:____
Telefone: _________________________________ Celular:____________________________________
E-mail: _________________________________________________________________________________
Instituição onde estuda: ____________________________Total de Créditos cursados/Cursando:__________

DECLARAÇÃO

Declaro, sob as penas da Lei (Código Penal, art. 299), que as informações prestadas são verídicas, e que satisfaço, nesta
data, os requisitos trazidos pelo Edital nº 1/2018, da PSFN de Juazeiro do Norte, que regulamenta o certame, em especial
o listado nos itens nº 1.4 e 2.1 do citado Edital.

Ademais, declaro que tenho pleno conhecimento e concordância com as regras do Edital citado.

Juazeiro do Norte, _____ de maio de 2018.

_______________________________________________________
Assinatura

_____________________________________________________________________________________

Comprovante de Inscrição – Concurso de Estagiário para PSFN-Juazeiro do Norte - nº ______

Nome: ___________________________________________________ RG: ________________________


ANEXO II

Conteúdo Programático

DIREITO CIVIL
1. Das Pessoas. Da Personalidade e da Capacidade; Dos Direitos de Personalidade; Da Ausência; Da Curadoria dos
Bens do Ausente; Da Sucessão Provisória; Da Sucessão Definitiva.
2. Das Pessoas Jurídicas;
3. Do Domicílio;
4. Dos Bens: Das Diferentes Classes de Bens; Lei nº 8.009/90;
5. Dos Fatos Jurídicos: Do Negócio Jurídico; Dos Atos Jurídicos Lícitos; Dos Atos Ilícitos;
6. Da Prescrição e da Decadência;
7. Do Direito das Obrigações: Das Modalidades de Obrigações; Da Transmissão das Obrigações; Do Adimplemento
e Extinção das Obrigações; Do Inadimplemento das Obrigações;
8. Dos Contratos em Geral: Das Várias Espécies de Contratos;
9. Do Direito de Empresa: Do Empresário; Da Sociedade; Do Estabelecimento; Dos Institutos Complementares;
10. Do Direito das Coisas: Da Posse; Dos Direitos Reais: Da Propriedade; Das Servidões; Do Usufruto; Do Penhor,
da Hipoteca e da Anticrese.

DIREITO CONSTITUCIONAL
1. Princípios da Administração Pública;
2. Funções Essenciais à Justiça. Da Advocacia-Geral da União. Da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

DIREITO TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL TRIBUTÁRIO


1. Sistema Tributário Nacional. Limitações constitucionais ao poder de tributar. A repartição de competências na
federação brasileira. Delegação de arrecadação. Legislação sobre o Sistema Tributário Brasileiro. Definição de
tributo. Espécies de tributos. Competência tributária plena. Indelegabilidade da competência. Não-exercício da
competência. Competência residual e extraordinária. Limitações da competência. Princípios da legalidade e da
tipicidade. Proibição de tributos interlocais. Imunidade e isenção. Uniformidade tributária. Imunidade recíproca.
Extensão subjetiva da imunidade.
2. Fontes do Direito Tributário. Conceito de fonte. Fontes formais do Direito Tributário. Legislação Tributária. Lei,
Tratados e Convenções Internacionais. Normas Complementares. Leis Complementares. Vigência da Legislação
Tributária. Aplicação da Legislação Tributária. Interpretação e integração da Legislação Tributária. Tratados
internacionais e legislação interna. A perda de eficácia dos tratados. Os tratados sobre matéria tributária e o artigo
98 do CTN. Vigência do tratado.
3. Obrigação principal e acessória: Fato gerador. Sujeito ativo e sujeito passivo. Capacidade tributária. Domicílio
tributário. Responsabilidade tributária. Solidariedade. Responsabilidade dos sucessores. Responsabilidade por
infrações.
4. Constituição do crédito tributário. Lançamento. Suspensão do crédito tributário. Compensação. Restituição.
Transação. Remissão. Prescrição e decadência. Conversão do depósito em renda. Consignação em pagamento.
Decisão administrativa irreformável e decisão judicial passada em julgado. Restituição do tributo transferido.
Restituição de juros e multas. Correção monetária. Suspensão da exigibilidade do crédito tributário.
5. Processo administrativo tributário e Processo judicial tributário. Execução fiscal. Cautelar fiscal. Mandado de
segurança. Ação de repetição de indébito. Anulatória de débito fiscal. Ação declaratória. Ação de consignação em
pagamento. Administração Tributária. Procedimento Fiscal. Sigilo Fiscal e Prestação de Informações. Dívida
Ativa. Certidões e Cadastro. Meios de impugnação às ações em face da Fazenda Nacional.
6. Espécies Tributárias. Impostos. Taxas e preços públicos. Taxas contratuais e facultativas. Contribuições.
Empréstimos Compulsórios. As limitações constitucionais do empréstimo compulsório na Constituição Federal
de 1988.
7. Impostos federais: impostos sobre o comércio exterior. Imposto sobre produtos industrializados (IPI). Imposto
sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF). Imposto de renda.
Imposto de renda pessoas jurídicas. Imposto de renda pessoas físicas.
8. Contribuições para a Seguridade Social. Contribuição sobre o lucro. O regime da COFINS. CPMF. A CIDE e o
seu regime.
DIREITO PROCESSUAL CIVIL
1. Das Normas Processuais Civis: Das Normas Fundamentais;
2. Da Função Jurisdicional: Da Jurisdição e da Ação; Da Competência Interna;
3. Dos Sujeitos do Processo: Das Partes e dos Procuradores; Do Litisconsórcio; Da Intervenção de Terceiros; Do
Juiz e dos Auxiliares da Justiça; Da Advocacia Pública;
4. Dos Atos Processuais: Da Forma, do Tempo e do Lugar dos Atos Processuais; Da Comunicação dos Atos
Processuais
5. Da Tutela Provisória;
6. Da Formação, da Suspensão e da Extinção do Processo;
7. Do Processo de Conhecimento e do Cumprimento de Sentença: Do Procedimento Comum; Do Cumprimento de
Sentença; Do Procedimento Especial dos Embargos de Terceiro;
8. Do Processo de Execução: Da Execução em Geral; Das Diversas Espécies de Execução; Dos Embargos à
Execução; Da Suspensão e da Extinção do Processo de Execução;
9. Dos Processos Nos Tribunais e dos Meios de Impugnação das Decisões Judiciais: Dos Recursos.
10. Lei de Execução Fiscal (Lei nº 6.830/80);
11. Lei da Cautelar Fiscal (Lei nº 8.397/92).

PORTARIA PGFN/MF Nº 30, DE 17 DE JANEIRO DE 2018 (ANEXO IV)

ANEXO III

CRONOGRAMA DO CERTAME

EVENTO DATA

Publicação do edital 10/05/2018

Período de inscrições 21/05/2018 a 25/05/2018

Aplicação das provas objetiva e prático-profissional 06/06/2018

Divulgação do resultado preliminar, gabarito e espelho de correção 15/06/2018

Prazo para recurso contra o resultado preliminar 18/06/2018 a 19/06/2018

Divulgação do resultado final após análise dos recursos interpostos 22/06/2018


ANEXO IV

Código de Ética da PGFN


PORTARIA PGFN/MF Nº 30, DE 17 DE JANEIRO DE 2018
(Publicada no Boletim de Serviço do Ministério da Fazenda. Ano 79. Número 13. Págs. 4 a 6)

Estabelece o Código de Conduta Profissional dos Agentes Públicos em exercício na Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional, e dá outras providências.

O Procurador-Geral da Fazenda Nacional, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso XIII do art. 82 do Regimento
Interno da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, aprovado pela Portaria MF nº 36, de 24 de janeiro de 2014, o art. 44
do Anexo I do Decreto nº 7.482, de 16 de maio de 2011, e tendo em vista o art. 1º, inciso III do Decreto n° 6.029, de 1o
de fevereiro de 2007, e nos termos do Decreto n° 1.171, de 22 de junho de 1994, resolve:

Art. 1o Instituir o Código de Conduta Profissional dos Agentes Públicos em exercício na Procuradoria-Geral da Fazenda
Nacional (PGFN).
Art. 2º Esta Portaria entra em vigor na data da sua publicação.

ANEXO

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DOS AGENTES PÚBLICOS EM EXERCÍCIO NA PROCURADORIA-GERAL DA


FAZENDA NACIONAL

Art. 1º Para fins deste Código, considera-se agente público todo aquele que, por força de lei, contrato ou qualquer outro
ato jurídico, preste serviços para a PGFN de natureza permanente, temporária, excepcional ou eventual, ainda que sem
remuneração.
Parágrafo único. As disposições previstas neste Código não se aplicam aos Procuradores da Fazenda Nacional, cujas
consultas sobre normas e práticas de conduta relacionadas à Ética Pública deverão ser encaminhadas à Comissão de
Ética da Advocacia-Geral da União – CEAGU.

CAPÍTULO I

DOS PRINCÍPIOS E VALORES ÉTICOS


Art. 2º São valores e preceitos éticos a serem observados pelos agentes públicos da PGFN:
I – a consciência de que representam a Instituição Pública a qual pertencem e que devem empregar os melhores esforços
na execução das tarefas que lhe couberem em decorrência da função pública;
II – atuar com lealdade, cortesia e espírito de colaboração no ambiente de trabalho, seja em relação aos demais agentes
públicos do órgão seja em relação aos administrados em geral;
III – prestigiar, como fundamento da dignidade pessoal, a verdade, a responsabilidade e a justiça das suas ações;
IV – observar os princípios éticos, manter reputação ilibada e respeitar a dignidade da pessoa humana;
V – manter conduta privada compatível com a dignidade da função pública;
VI – abster-se da prática de atos da vida pública e privada que possam repercutir negativamente na imagem da Instituição;
VII – observar, no exercício da função, os princípios norteadores da Administração Pública e dos serviços públicos em
geral; e
VIII – observar as normas legais e regulamentares que tratam do conflito de interesses, em especial a Lei nº 12.813, de
16 de maio de 2013.

CAPÍTULO II

DAS NORMAS GERAIS DE CONDUTA


Art. 3º São condutas a serem observadas pelos agentes públicos em exercício na PGFN:
I – manter conduta adequada com os valores morais, éticos e sociais;
II – esforçar-se para manter um convívio saudável no ambiente de trabalho, zelando pelo respeito múto e valorizando o
espírito de equipe, tendo como norte a dignidade do cargo e a Instituição;
III – tratar com urbanidade e educação os colegas de trabalho, independente do cargo, função ou posição hierárquica;
IV – observar as normas relacionadas ao funcionamento e ao expediente da sua repartição pública;
V – apresentar-se ao local de trabalho com vestimentas condizentes com o exercício da função pública;
VI – zelar pela economia e correta utilização dos recursos materiais e humanos da repartição;
VII – exercer as atribuições do cargo com competência, profissionalismo e dedicação;
VIII – manter-se atualizado das inovações tecnológicas introduzidas no local de trabalho;
IX – participar, sempre que possível, de cursos, treinamentos e capacitações considerados úteis ou necessários ao
aprimoramento técnico-profissional;
X – manifestar-se no exercício do cargo de forma clara, técnica, objetiva, isenta e imparcial, evitando-se a imposição de
convicções meramente pessoais;
XI – acatar as orientações normativas e vinculantes expedidas pelos órgãos competentes, sem prejuízo da oportunidade
de formular consultas objetivando a mudança de entendimento já consolidado;
XII – cumprir os prazos regulamentares ou determinados pela respectiva chefia imediata nos processos/expedientes que
lhe são afetos, salvo impossibilidade oportunamente comunicada;
XIII – representar qualquer irregularidade funcional que tiver conhecimento no exercício do cargo, agindo com boa fé,
responsabilidade e sem qualquer motivação escusa em relação ao denunciado;
XIV – contribuir com o aperfeiçoamento das atividades do órgão;
XV – guardar sigilo sobre dados e informações obtidas em razão do cargo, ainda que afastado para o gozo de licença,
sendo vedada a utilização desses dados/informações em benefício próprio ou de terceiros;
XVI – agir, dentro e fora do ambiente de trabalho, de forma a prevenir eventuais conflitos de interesses, consultando, em
caso de dúvida, a Comissão de Ética Pública competente;
XVII – nas audiências concedidas a particulares, observar as regras contidas no Decreto nº 4.334, de 12 de agosto de
2002; XVIII –zelar pelo bom nome da Instituição perante a sociedade;
XIX – apresentar sugestões visando as melhorias das práticas adotadas no ambiente de trabalho;
XX – respeitar a hierarquia do órgão e cumprir as determinações legais de seus superiores;
XXI – atender as normas de segurança e de prevenção de acidentes; e
XXII – declarar-se formalmente impedido ou suspeito nas hipóteses previstas em lei, como forma de prevenir eventuais
alegações quanto à lisura da sua conduta no trato das questões que lhe são afetas.
Parágrafo único. Para efeitos do inciso XVII deste artigo, exclue-se do conceito de audiência o atendimento aberto ao
público que demande serviços a serem prestados pela PGFN, tais como:
I - o fornecimento de informações relacionadas ao andamento de processos;
II - a entrega de certidões;
III - o fornecimento de cópia de processo e a concessão de vistas de autos; e
IV - outros serviços relacionados à esfera de atuação da Instituição.

DAS CONDUTAS RELACIONADAS À SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO

Art. 4º O agente público deverá observar as normas e orientações relativas à segurança de senhas, sistemas e de
processos/expedientes no âmbito das respectivas unidades da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, reportando à
Chefia imediata qualquer irregularidade que tiver conhecimento no exercício da função pública.
Art. 5º O agente público não deverá divulgar informações sensíveis ou restritas contidas em processos ou sistemas, salvo
quando devidamente autorizado ou quando a divulgação estiver inserida no âmbito de suas competências funcionais.

CAPÍTULO III

DAS CONDUTAS VEDADAS


Art. 6º São condutas vedadas aos agentes públicos em exercício na PGFN:
I – adotar práticas suscetíveis de demonstrar preconceito em todas as suas formas, que possam acarretar pertubação do
ambiente de trabalho ou constrangimento aos demais agentes públicos do órgão;
II – utilizar-se das prerrogativas do cargo ou função em benefício indevido próprio e de terceiros;
III – acessar os sistemas informatizados em atividades particulares ou não devidamente autorizadas;
IV – receber, em razão do cargo ou função, presente, comissão ou vantagem de qualquer espécies, bem como convites
de caráter pessoal para viagens, hospedagens e outros eventos sociais;
V – tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa de qualquer natureza; e
VI – expor-se nas redes sociais ou em mídias alternativas de forma a causar dano à imagem e à reputação da PGFN ou
de seus agentes públicos; e
VII – ministrar, sem estar devidamente autorizado, seminários, palestras, cursos e similares, remunerados ou não, que
possam comprometer o desempenho das suas atribuições funcionais ou a jornada de trabalho definida pelo órgão.
§1º Para efeitos do inciso IV deste artigo, não se consideram presentes os brindes sem valor comercial ou que sejam
distribuídos a título de cortesia, propaganda, divulgação habitual ou por ocasião de eventos especiais ou datas
comemorativas, desde que o valor não ultrapasse R$ 100,00 (cem reais).
§2º A participação do agente público em eventos e atividades custeados por terceiros deverá observar o disposto na
Orientação Normativa Conjunta CGU/CEP Nº 001, de 06 de maio de 2016.

CAPÍTULO IV

DO ATENDIMENTO AO PÚBLICO EM GERAL


Art. 7º Na relação com os administrados, o agente público da PGFN deverá observar o seguinte:
I – atender o cidadão/contribuinte com presteza, urbanidade, cortesia e profissionalismo, fornecendo informações claras
e precisas, bem como esclarecendo as dúvidas que lhe forem apresentadas;
II – agir de forma equilibrada e profissional, prevenindo eventual alegação de abuso de autoridade no exercício do cargo
não se deixando intimidar, contudo, por interferências ou pressões de qualquer espécie;
III – expressar-se, nas comunicações oficiais, inclusive as disponibilizadas em mídia eletrônica ou na internet, de maneira
clara e assertiva, utilizando linguagem apropriada ao contexto, de modo a facilitar a compreensão e respeitar o direito do
cidadão à informação;
IV – evitar interrupções injustificadas do atendimento;
V – abster-se de manifestar opinião pessoal, juízo de valor, ou emitir parecer sobre assuntos diversos aos serviços
demandados; e
VI – orientar o contribuinte/cidadão quando o atendimento necessitar ser realizado em outra unidade ou setor, informando
o órgão ou autoridade competente ao qual deva se dirigir.

CAPÍTULO V

DAS VIOLAÇÕES AO CÓDIGO DE CONDUTA


Art. 8º As condutas dos agentes públicos da PGFN que violem o presente Código serão apuradas, de ofício ou mediante
representação, pela Comissão de Ética Pública competente, nos termos do respectivo regimento interno, podendo, sem
prejuízo de outras sanções cabíveis, resultar em:
I - aplicação da pena de censura ética;
II – recomendação de exoneração do cargo em comissão ou dispensa da função de confiança;
III – recomendação de restituição do agente público à empresa contratada para a prestação de serviço, quando for o caso;
IV – recomendação de retorno do agente público ao órgão ou entidade de origem;
V – recomendação sobre a conduta adequada a ser observada;
VI – rescisão do contrato de estágio profissional ou voluntário; e
VII – celebração de Acordo de Conduta Pessoal e Profissional – ACPP
Parágrafo único. As sanções previstas nos incisos I a IV deste artigo também se aplicam nos casos de inobservância
injustificada das recomendações, orientações e resoluções expedidas pela Comissão de Ética Pública Setorial do
Ministério da Fazenda (CEPS-MF).

CAPÍTULO VI

DAS DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS


Art. 9º Os processos de natureza ética instaurados classificam-se como reservados, obedecendo-se as formalidades
exigidas pelo Decreto nº 6.029, de 1º de fevereiro de 2007.
Art. 10 O agente público da PGFN, ao tomar posse no cargo, assinará termo em que declara conhecer o disposto neste
Código de Conduta, firmando compromisso de bem observá-lo no desempenho de suas atribuições.
Art. 11 O disposto neste Código se aplica, no que couber:
I – aos agentes públicos não integrantes das carreiras específicas do Ministério da Fazenda que se encontrem em
exercício na PGFN;
II – aos estagiários que prestem serviços na PGFN, devendo o agente público responsável pelo estagiário assegurar sua
ciência;
III – aos terceirizados e aos prestadores de serviço na PGFN; e
IV – aos agentes públicos da PGFN em exercício nos demais órgãos da Administração Pública Federal.
Art. 12 As regras contidas no presente Código não excluem aquelas estabelecidas no Código de Ética Profissional do
Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal e no Código de Conduta da Alta Administração Federal, sem prejuízo
da observância das resoluções expedidas pela Comissão de Ética Pública (CEP).
Art. 13 As dúvidas decorrentes da aplicação deste Código e os casos omissos serão dirimidos pela Comissão de Ética
Pública competente.

FABRICIO DA SOLLER