Você está na página 1de 14

PMPR Curitiba, 21 de novembro de 2011

EM
3ª SEÇÃO DIRETRIZ nº 005/2011 – PM/3

DIRETRIZ PARA GERENCIAMENTO DE CRISES

1 FINALIDADE
Estabelecer os procedimentos a serem observados pelos integrantes da Polícia
Militar do Paraná durante o processo de gerenciamento das situações policiais críticas.

2 REFERÊNCIAS

a) Constituição da República Federativa do Brasil;


b) Constituição do Estado do Paraná;
c) Lei n.º 16.575, de 28 set. 10 (Lei de Organização Básica da PMPR);
d) Decreto-Lei n.º 667, de 2 jul. 69, com suas respectivas alterações posteriores;
e) Decreto n.º 3.665, de 20 nov. 00 (Regulamento para Fiscalização de Produtos
Controlados – R-105).
f) Decreto Estadual n.º 1.592, de 18 jul. 03 (Regula o atendimento e solução de
eventos críticos em estabelecimentos prisionais);
g) Protocolo Interinstitucional para Atendimento de Eventos Críticos nas
Unidades de Internação de Adolescentes em Conflito com a Lei.

3 OBJETIVOS

1) Padronizar comportamentos administrativos e operacionais a serem adotados


no gerenciamento das ocorrências críticas no território paranaense;
2) Disciplinar parâmetros comportamentais em situações críticas;
3) Disciplinar o acionamento e o emprego dos grupos especializados no
atendimento de ocorrências críticas;
4) Difundir a doutrina de Gerenciamento de Crises;
5) Regular as ações de Primeira Intervenção em Crises;
6) Criar o canal de comando técnico entre o Comandante do Batalhão de
Operações Especiais (BOPE) e os responsáveis pela Primeira Intervenção da crise.
2

4 ASPECTOS CONCEITUAIS

1) Crise
Crise, no contexto policial, é definida como um evento ou situação crucial, que
exige uma resposta especial da polícia, a fim de assegurar uma solução aceitável.

2) Gerenciamento de Crises (GC)


É o processo eficaz de identificar, obter e aplicar em conformidade com a
legislação vigente, as medidas estratégicas adequadas para a resolução do evento
crucial, a fim de preservar a vida e a integridade física dos envolvidos, a aplicação da
lei e o restabelecimento da ordem pública.

3) Posto de Comando (PC)


É o espaço físico onde ocorre o processo de tomadas de decisões. O local deve
ser reservado, de fácil acesso, não distante do ponto crítico. Deve reunir condições
técnicas para manutenção de rotina de trabalho do Grupo de Decisão.

4) Gerente da Crise
É a mais alta autoridade policial responsável pelo gerenciamento da crise e que
tem poder de decisão sobre as ações, podendo estar presente ou não no teatro de
operações. Ele decide a política de administração da crise e as medidas a adotar para
a solução do evento crítico. Toda e qualquer ação desenvolvida no âmbito do TO
dependerá do consentimento e da aprovação desta autoridade, a qual terá
assessoramento das equipes especializadas.

5) Comandante do Teatro de Operações (Cmt. TO)


É o Oficial da Polícia Militar que administra os recursos e estabelece os
procedimentos operacionais no ponto crítico. Ele poderá acumular a função de Gerente
da Crise, desde que tenha o poder de decidir sobre as ações a serem tomadas a
respeito da crise. No caso de existir a figura do Gerente da Crise (presente no local ou
não), o Comandante do Teatro de Operações deverá se reportar e cumprir as ordens
por ele emanadas.
3

6) Primeira Intervenção em Crises (PIC)


É o conjunto de ações a serem tomadas pelo policial que primeiro se deparar
com uma ocorrência qualificada como crítica. Este policial é tecnicamente chamado de
Primeiro Interventor em Crises. O que ele fizer ou deixar de fazer refletirá no resultado
da crise; positiva ou negativamente.

7) Causador do Evento Crítico (CEC)


De maneira ampla e genérica, é todo aquele indivíduo que dá causa a um
evento crítico, podendo fazê-lo pelas mais variadas motivações.

8) Ponto Crítico
É a denominação dada ao local onde se instalou a crise, ou seja, onde estão
localizados os CEC, seus reféns ou suas vítimas. Em outras palavras, é todo o espaço
físico controlado pelo CEC.

9) Teatro de Operações (TO)


Abrange o ponto crítico, toda a área circundante, as principais vias de acesso,
pontos de dominância, arquitetura das instalações e cobertura vegetal se houver. É o
local onde se desenrola a ação.

10) Assessor de Imprensa


O policial militar encarregado da assessoria de imprensa será o responsável
pelos seguintes procedimentos:
a) Manter a mídia informada sobre o desenrolar do gerenciamento da crise, e
controlar as atividades da imprensa, de forma a não prejudicar o andamento do
processo.
b) Manter-se informado pelo Gerente da Crise, bem como, repassar para a
imprensa somente as informações necessárias.
c) Organizar coletivas de imprensa, com horários previamente determinados,
quando for possível, para repassar a todos os representantes dos mais diversos meios
de comunicação, interessados nos fatos, de uma só vez, o desenrolar da ocorrência,
não fornecendo informações privilegiadas e individualizadas para determinados
repórteres.
4

11) Equipe de Negociação (EN)


É o grupo de policiais especializados em Negociação em Crises que atua num
evento crítico utilizando-se das técnicas e instrumentos pertinentes. Tem como objetivo
a condução da crise para um final aceitável, buscando a rendição pacífica do CEC e a
libertação dos reféns ou das vítimas com suas integridades físicas preservadas,
através de meios persuasivos e de técnicas de barganha. Todos os integrantes devem
ser especialistas na área e ter o treinamento adequado. Idealmente, a Equipe de
Negociação será composta pelos seguintes integrantes: Comandante, Negociador
Principal, Negociador Secundário, Negociador Anotador, Apoio Logístico e Psicólogo.
a) O Comandante da Equipe de Negociação (EN) será a ligação da equipe
com o Gerente da Crise, com o Comandante do Teatro de Operações e com o Grupo
Tático (GT). É o responsável em organizar a equipe, distribuir tarefas e supervisionar
atividades.
b) O Negociador Principal é o responsável em conduzir diretamente o
processo de negociação, através do contato com o CEC.
c) O Negociador Secundário assessorará e auxiliará o Negociador Principal
estando sempre em condições de substituí-lo, além de que, se necessário, exercerá a
função do Negociador Anotador, em casos de necessidade.
d) O Negociador Anotador manterá relatório cronológico da situação,
fornecerá informações novas ao Negociador Principal, assessorará com as
informações já anotadas, manterá e atualizará os Quadros de Situação (QS) do Posto
de Comando e entrevistará reféns ou vítimas liberadas.
e) O policial que tem a missão de Apoio Logístico deverá ter conhecimento
sobre Negociação, para assim saber quais os materiais deverá providenciar e levar à
crise, e, portanto, administrará e operará os materiais e equipamentos da EN e também
será o seu motorista.
f) O Psicólogo é o profissional da área de saúde mental, preferencialmente
policial militar e com treinamento em Gerenciamento de Crises e Negociação, é o
encarregado de avaliar constantemente o estado mental dos Negociadores e do
Causador do Evento Crítico, auxiliando ainda na recomendação da técnica de
negociação e na abordagem adequada para cada caso, ao traçar o perfil psicológico do
CEC. Importante salientar que este integrante da equipe não se envolve diretamente
nas negociações.
g) Sempre que possível, a EN será auxiliada por Agentes de Inteligência
5

(P/2), que devem coletar, processar, analisar e difundir as informações atuais e


oportunas para o Comandante da Equipe de Negociação.

12) Grupo Tático (GT)


Devidamente especializado e treinado em Ações Táticas Especiais, é o grupo que tem
por missão garantir o desfecho da crise com ações que envolvem as alternativas
táticas do uso de técnicas não-letais e de invasão tática ao ponto crítico. Deve utilizar
armas e equipamentos especiais, bem como ações padronizadas para garantir o êxito
da missão. Como exemplo destas ações, citamos a entrega do telefone de arremesso
do Negociador ao CEC, a retirada segura de reféns liberados, a busca pessoal e a
imobilização do CEC durante a rendição, etc.

13) Sniper Policial


É o atirador de precisão, o qual tem a missão de observação e coleta de
informações acerca do ponto crítico e de realizar apoio de fogo aos grupos de assalto
e, em último caso, executar o tiro de comprometimento, executando disparos seletivos
em alvos específicos e mediante autorização do Gerente da Crise. Atua em dupla,
sendo um observador e outro o sniper principal, podendo haver o revezamento nas
funções. O local para posicionamento dos snipers policiais deve ficar a critério dos
próprios atiradores, em consonância com o Comandante do TO, os quais farão a
escolha tendo em vista o ângulo que permita melhores condições de observação e
disparo.

14) Perímetros de Segurança


Para que o processo de gerenciamento seja eficiente, devem ser instalados
perímetros de segurança com recursos humanos e materiais e com finalidades
específicas:
a) Perímetro de Segurança Interno: é o perímetro que circunda o ponto crítico
e tem como objetivo criar uma “zona estéril”, sendo permitindo apenas o acesso de
policiais especialistas integrantes da Equipe de Negociação e do Grupo Tático.
b) Perímetro de Segurança Externo: é o perímetro a ser implementado entre o
perímetro interno e os terceiros em geral (populares, imprensa); essa área será
denominada de “zona tampão” e nela serão instalados o Posto de Comando do GC, o
Posto do Comando Tático e o local para atuação da Equipe de Negociação, além das
demais equipes de apoio.
6

15) Plano de Contingência


Plano elaborado para fazer frente a situações críticas, onde constam os recursos
a serem mobilizados e a forma de utilização, as medidas a serem adotadas no
gerenciamento da crise e os parâmetros a seguir frente a tais situações. O referido
plano de contingência deverá estar alinhado à doutrina de Gerenciamento de Crises.

16) Refém
Entende-se como refém a pessoa que foi tomada pelo CEC para garantir ou
forçar o cumprimento de determinado(s) ato(s). Como principais, citamos a garantia de
vida ou integridade física do CEC, verificadas principalmente nas ocorrências de
roubos frustrados; a obtenção de valores ou bens, observada basicamente nos crimes
de extorsão mediante sequestro; e por fim, a busca de vantagens para o CEC, como a
liberdade após a tentativa do cometimento de um roubo frustrado ou também como a
libertação de compatriotas presos ou ainda, mudanças no sistema de governo com o
intuito de desestabilizá-lo, como ocorre nas ações terroristas. Portanto, o refém pode
ser qualificado como um “objeto de troca” para o CEC, sendo assim, é negociável, ou
então, “trocável” por outro objeto ou pelo cumprimento de uma exigência.
O refém pode ser classificado como tomado ou sequestrado. No primeiro caso
o ponto crítico é conhecido e geralmente o refém é tomado após a prática frustrada de
qualquer crime. No caso do refém sequestrado o ponto crítico (cativeiro) é
desconhecido e este é escolhido e capturado com objetivos financeiros, momento em
que os CEC exigem da família o pagamento de resgate para sua libertação.

17) Vítima
Pessoa envolvida na crise por problemas emocionais, situações de
relacionamento mal resolvidos ou questões de vingança. Nesse caso, e diferentemente
da situação de refém, há o vínculo anterior com o CEC. Esse vínculo pode ser, por
exemplo, das relações de trabalho (entre patrão e empregado), em relações
emocionais (entre marido e esposa, ex-noivos, traição entre amigos), nas relações de
parentesco (pai e filho, atrito entre irmãos), etc. Para o CEC só interessa essa pessoa,
e assim, o risco de morte da vítima é iminente e muito maior do que a do refém.
Pessoas que de fato são o objeto da ação do causador do evento crítico ou então a
causa da crise. Em geral, possui um grande e estreito vínculo emocional com o CEC.
7

18) Arma
Em sentido geral, é todo artefato que tem por finalidade causar dano,
permanente ou não, a seres vivos ou coisas. Portanto, além de armas de fogo e armas
brancas, enquadram-se aqui, para fins desta Diretriz, todo e qualquer material que não
tem essa finalidade, mas que pode ser utilizada pelo CEC como arma e causar danos
físicos, como por exemplo, bastões, foices, furadores de gelo, enxadas, garrafas,
pedaços de vidro, objetos metálicos pontiagudos, pedaços de madeira, etc.

19) Técnicas Não-Letais


É a segunda alternativa a ser considerada pelo gerenciamento da crise. Quando
não houver mais condições de Negociação, o Grupo Tático deve estar pronto para
realizar ações táticas não-letais a fim de neutralizar o risco promovido pelo CEC,
minimizando os danos à sua integridade física. Existem várias técnicas não-letais a
serem utilizadas para a solução de uma crise, entre elas: imobilizações táticas, uso de
agentes lacrimogêneos, uso de munições de impacto controlado (elastômero, anti-
motim, etc.), utilização do taser, jatos d’água, redes, etc. O uso das técnicas não-letais
tem como objetivo alcançar a intimidação psicológica e o efeito dissuasivo no CEC e
deve obrigatoriamente ser utilizada por pessoal especializado (em um evento crítico é o
Grupo Tático).

20) Imobilização Tática


São técnicas para contenção do Causador do Evento Crítico com emprego de
força física e/ou materiais e equipamentos específicos, com o intuito de imobilizá-lo e
neutralizar o risco que ele promove, para si mesmo ou para outrem.

5 EXEMPLOS DE OCORRÊNCIAS CRÍTICAS

a) Roubo frustrado ou outros crimes com tomada de reféns;


b) Extorsão mediante sequestro;
c) Rebelião em estabelecimentos prisionais, cadeias públicas, delegacias ou
unidades de internação de adolescentes;
d) Tentativa de suicídio;
e) Mentalmente perturbados com tomada de vítimas ou reféns;
8

f) Criminosos ou mentalmente perturbados, barricados sem vítimas ou reféns;


g) Movimentos sociais com reféns;
h) Situações envolvendo artefatos explosivos;
i) Ações terroristas (sequestros, atentados, etc.);
j) Tomada de aeronaves;
k) Acidentes de grandes proporções.

6 CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO

1) Todos os órgãos da PMPR e principalmente os de “execução”, deverão tomar


conhecimento e instruir seus elementos subordinados constantemente, quanto à
doutrina contida no bojo desta diretriz e seus anexos;

2) Todos os órgãos da PMPR e principalmente os de “execução”, deverão


manter seus efetivos instruídos e em condições de executar as ações de Primeira
Intervenção em Crises, constantes no Anexo A;

3) Nas Unidades Operacionais a nível de Batalhão e Companhia Independente,


o Gerente da Crise será o Comandante da OPM que tiver responsabilidade territorial
onde está ocorrendo o evento crítico, com exceção dos eventos que trata o Decreto
Estadual n.º 1.592/03, sobre crises em estabelecimentos prisionais;

4) Os “Centro de Operações” e “Salas de Operações” deverão dispor de cópia


desta diretriz, a fim de servir de subsídio para a coordenação e controle, quando do
desenvolvimento do gerenciamento de crises, bem como de planos de contingências
para fazer frente às situações críticas;

5) Os “Centros de Operações”, “Salas de Operações” e “Destacamentos


Policiais Militares deverão informar o Comandante do Batalhão de Operações
Especiais (BOPE), através da Sala de Operações do BOPE, repassando as
informações a respeito da crise instalada, para que este percorra os canais técnicos e
planejamentos necessários, a fim de avaliar a necessidade, possibilidade e a
autorização do deslocamento para o atendimento das crises no interior do Estado, sem
prejuízo às demais informações a nível de UOp e demais canais técnicos.
9

6) Quando a crise instalada se tratar especificamente de tentativa de suicídio


com o CEC armado, deverão ser tomados os seguintes procedimentos:

a) No 1º e 6º CRPM, o Chefe de Operações do CIOSP deverá informar o


Comandante do BOPE para que sejam acionadas as equipes especializadas.

b) Nos demais CRPMs, os “Centros de Operações”, “Salas de Operações” e


“Destacamentos Policiais Militares, deverão informar o Comandante do BOPE – PMPR,
através da Sala de Operações do BOPE, repassando as informações a respeito da
crise instalada, para que este percorra os canais técnicos e planejamentos
necessários, a fim de avaliar a necessidade e a autorização do deslocamento para
atendimento das crises no interior do Estado, sem prejuízo às demais informações a
nível de Uop. e demais canais técnicos.

7) Quando a crise instalada se tratar especificamente de tentativa de suicídio


com o CEC desarmado, deverão ser tomados os seguintes procedimentos:

a) Em Curitiba e Região Metropolitana, o Chefe de Operações do CIOSP


deverá acionar o Corpo de Bombeiros, o qual será o responsável pelo Gerenciamento
da Crise e Comandará o Teatro de Operações, e ainda, contará com apoio técnico-
operacional do GOST e do BOPE no que se fizer necessário, as equipes policiais de
área deverão providenciar a formação e manutenção dos perímetros de segurança do
evento crítico, sob orientação do Comandante do TO.

b) No interior do Estado os “Centros de Operações”, “Salas de Operações” e


“Destacamentos Policiais Militares”, deverão informar a OBM da área mais próxima do
local do evento crítico, a qual assumirá o Gerenciamento da Crise e Comandará o
Teatro de Operações, e ainda, contará com apoio técnico-operacional do GOST e do
BOPE no que se fizer necessário. As equipes policiais de área deverão providenciar a
formação e manutenção dos perímetros de segurança do evento crítico, sob orientação
do Comandante do TO.

8) O “Coordenador do Policiamento da Unidade - CPU”, bem como os


10

Comandantes de Destacamentos Policiais Militares deverão ter em sua pasta de


documentos operacionais cópia desta Diretriz, a qual, quando do advento de uma crise,
o auxiliará na tomada das medidas preliminares.

7 PRESCRIÇÕES DIVERSAS

a) Os Comandantes de CRPMs deverão supervisionar e fiscalizar as OPMs


subordinadas quanto a elaboração dos planos de contingência, voltados às prováveis
situações geradoras de eventos críticos, nas áreas circunscricionais de suas unidades;

b) O Comando do Corpo de Bombeiros instruirá o efetivo BM quanto aos


procedimentos a serem adotados durante o atendimento de ocorrência envolvendo
CEC suicida desarmado;

c) O Comandante do BOPE deverá possuir cópia atualizada dos planos de


contingência das UOp, com a finalidade de agilizar os contatos nos casos de crises
instaladas;

d) Fica revogada a Diretriz n.º 009, de 1º out. 2000 (Diretriz para Administração
de Ocorrências com Reféns).

Cel. QOPM Marcos Teodoro Scheremeta,


Comandante-Geral.

ANEXOS:
“A” - Os 10 passos da Primeira Intervenção em Crises.
“B” - Esquematização do Teatro de Operações.
“C” - Modelo de Relatório do Evento Crítico.

DISTRIBUIÇÃO: Comandante-Geral, Subcomandante-Geral (OPM subordinadas),


Chefe do EM/PMPR, Comandos do 1º ao 6º CRPM (OPM Subordinadas) e CCB (OBM
Subordinadas), SESP e Casa Militar.
11

ANEXO A

OS 10 PASSOS DA PRIMEIRA INTERVENÇÃO EM CRISES

1º - Localizar o ponto exato da crise: o ponto crítico;

2º - Conter a crise, a fim de não deixar que ela se alastre e evitar que mude de local;

3º - Isolar o ponto crítico, não permitindo que o Causador do Evento Crítico (CEC)
faça contato com o mundo externo e vice-versa, além de dar início aos perímetros
de segurança;

4º - Estabelecer contato sem concessões ao CEC;

5º - Solicitar apoio de área, via canais de comando;

6º - Coletar informações acerca dos reféns, vítimas, CEC, armas, prazos, motivações
e detalhes das instalações físicas do ponto crítico;

7º - Diminuir o stress da situação, com o intuito de estabilizá-la;

8º - Permanecer em local seguro, a todo o momento;

9º - Manter terceiros (imprensa, curiosos e familiares) afastados para resguardar


suas vidas;

10º - Acionar o Batalhão de Operações Especiais (Equipe de Negociação, Grupo


Tático e Grupo de Snipers do COE).
12

ANEXO B

ESQUEMATIZAÇÃO DO TEATRO DE OPERAÇÕES

Figura: Esquematização do Teatro de Operações de uma ocorrência de roubo


frustrado com refém tomado, destacando-se a localização ideal dos
Perímetros de Segurança.

Legenda: CEC: Causador do Evento Crítico;


GT: Grupo Tático;
EN: Equipe de Negociação.
13

ANEXO C

MODELO DE RELATÓRIO DO EVENTO CRÍTICO

01. Data do Evento:

02. Horário de início da crise:

03. Localidade:

04. Ponto Crítico:

05. Número de CEC:

06. Tipologia do(s) CEC.

07. Quantidade e qualificação das pessoas tomadas:

08. Breve histórico do evento:

09. Exigências:

10. Duração da crise:

11. Solução da crise:

12. Apreciação do Gerenciamento da crise:

a) Pontos positivos:

b) Pontos negativos:
POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ
ESTADO MAIOR
3ª SEÇÃO

DIRETRIZ nº 005/2011 - PM/3

“DIRETRIZ PARA GERENCIAMENTO DE CRISES”

CURITIBA
2011