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PROCESSO SELETIVO PÚBLICO

LIQUIGAS DISTRIBUIDORA S.A.

ASSISTENTE ADMINISTRATIVO I

LÍNGUA PORTUGUESA
Compreensão e interpretação de textos. ............................................................................ 1
Ortografia. ........................................................................................................................... 5
Sintaxe (concordância nominal e verbal, regência verbal e nominal, colocação pronominal,
crase e conjugação de verbos irregulares). ........................................................................ 8
Pontuação........................................................................................................................ . 15
Semântica (sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos). .......................................... 16

MATEMÁTICA
Operações com números racionais. .................................................................................... 1
Regra de três. ................................................................................................................... 23
Porcentagem. ................................................................................................................... 31
Probabilidade básica. ........................................................................................................ 32
Área e perímetros de figuras planas. Problemas. .............................................................. 25

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Noções básicas de: matemática financeira, ...................................................................... 41
compras, ........................................................................................................................... 40
veiculação, circulação e arquivamento de documentos; ..................................................... 1
registro, admissão, movimentação, demissão e pagamento de pessoal, contratações; .... 9
estoque e almoxarifado; .................................................................................................... 29
impostos; .......................................................................................................................... 31
elaboração e acompanhamento de orçamento.................................................................. 32

Assistente Administrativo I – LIQUIGAS

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APOSTILAS OPÇÃO

A Opção Certa Para a Sua Realização


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LÍNGUA PORTUGUESA Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa inter-
pretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
Compreensão e interpretação de textos.
Ortografia. 01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
Sintaxe (concordância nominal e verbal, re- assunto;
gência verbal e nominal, colocação pronomi- 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
nal, crase e conjugação de verbos irregula- 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pe-
res). lo menos umas três vezes ou mais;
Pontuação. 04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
Semântica (sinônimos, antônimos, homônimos 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
e parônimos). autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para
melhor compreensão;
Compreensão e interpretação de textos. 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte)
do texto correspondente;
Uma boa interpretação de texto é importante para o
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
desenvolvimento pessoal e profissional, por isso elabo-
questão;
ramos algumas dicas preciosas para auxiliar você nos
10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...),
seus estudos.
não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exce-
Você tem dificuldades para interpretar um texto? Se a sua to, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às
resposta for sim, não se desespere, você não é o único a vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se
sofrer com esse problema que afeta muitos leitores. pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procu-
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar rar a mais exata ou a mais completa;
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fun-
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O damento de lógica objetiva;
mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma 13. Cuidado com as questões voltadas para dados super-
delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a ficiais;
uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela
entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcio- resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do
nal está relacionado com a dificuldade de decifrar as entreli- texto;
nhas do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras
leitura interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer denuncia a resposta;
analogias e criar inferências. Para que você não sofra mais 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas
com a análise de textos, elaboramos algumas dicas para você pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
seguir e tirar suas dúvidas. 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
Uma interpretação de texto competente depende de inú- 18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são
meros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar importantíssimos na interpretação do texto.
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas Ex.: Ele morreu de fome.
vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa
em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz sufi- na realização do fato (= morte de "ele").
ciente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência e, Ex.: Ele morreu faminto.
por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode apre- faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se
sentar aspectos surpreendentes que não foram observados encontrava quando morreu.;
anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, 19. As orações coordenadas não têm oração principal,
você pode também retirar dele os tópicos frasais presentes apenas as ideias estão coordenadas entre si;
em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão 20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele
do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinan-
estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira do-lhe o significado. Eraldo Cunegundes
aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem
necessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pen- ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
samento defendido, retomando ideias supracitadas ou apre- TEXTO NARRATIVO
sentando novos conceitos. • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes
ou não, forças naturais ou fatores ambientais, que desempe-
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram nham papel no desenrolar dos fatos.
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costu-
mam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supos- Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central,
tamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias o herói ou heroína, personagem principal da história.
do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na
superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos desig-
revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê nos do protagonista, chama-se antagonista, e é com ele que a
com cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se personagem principal contracena em primeiro plano.
um analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que
deve ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que As personagens secundárias, que são chamadas também
fará de nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já de comparsas, são os figurantes de influencia menor, indireta,
conhece nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e não decisiva na narração.
bons estudos! Luana Castro Alves Perez
O narrador que está a contar a história também é uma
personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras

Língua Portuguesa 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
personagens de menor importância, ou ainda uma pessoa centro da narrativa que é feito em 1a pessoa.
estranha à história. - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas
o que vê, aquilo que é observável exteriormente no
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais comportamento da personagem, sem ter acesso a sua
de personagem: as planas: que são definidas por um traço interioridade, neste caso o narrador é um observador e
característico, elas não alteram seu comportamento durante o a narrativa é feita em 3a pessoa.
desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente
redondas: são mais complexas tendo uma dimensão psicoló- tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de
gica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações vista através do qual a história está sendo contada.
perante os acontecimentos. Como já vimos, a narração é feita em 1a pessoa ou 3a
pessoa.
• Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência
dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos per- Formas de apresentação da fala das personagens
sonagens. No enredo podemos distinguir, com maior ou me- Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e
nor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição falam. Há três maneiras de comunicar as falas das persona-
(nem sempre ocorre), a complicação, o clÍmax, o desenlace gens.
ou desfecho.
• Discurso Direto: É a representação da fala das per-
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o sonagens através do diálogo.
ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sem- Exemplo:
pre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmen- “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo
te nos textos literários mais recentes, a história começa a ser é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em
narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no ordem pública. No carnaval a cidade é do povo e de nin-
estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de guém mais”.
interesses entre as personagens.
No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar,
de maior tensão do conflito entre as personagens centrais, mandar, replicar e etc.; e de travessões. Porém, quando as
desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de
com a resolução dos conflitos. locução podem ser omitidos.
• Os fatos: São os acontecimentos de que as persona-
gens participam. Da natureza dos acontecimentos • Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir,
apresentados decorre o gênero do texto. Por exemplo com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala
o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma das personagens. Exemplo:
crônica, o relato de um drama social é um romance “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias tris-
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fa- te e passados, os meus primeiros passos em li-
to central, que estabelece o caráter do texto, e há os berdade, a fraternidade que nos reunia naquele
fatos secundários, relacionados ao principal. momento, a minha literatura e os menos sombrios
• Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em por vir”.
diversos lugares, ou mesmo em um só lugar. O texto
narrativo precisa conter informações sobre o espaço, • Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da per-
onde os fatos acontecem. Muitas vezes, principalmen- sonagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao flu-
te nos textos literários, essas informações são exten- xo normal da narração. Exemplo:
sas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos “Os trabalhadores passavam para os partidos,
textos narrativo. conversando alto. Quando me viram, sem chapéu,
• Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvol- de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-
vem-se num determinado tempo, que consiste na dias desconfiados. Talvez pensassem que estives-
identificação do momento, dia, mês, ano ou época em se doido. Como poderia andar um homem àquela
que ocorre o fato. A temporalidade salienta as relações hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um
passado/presente/futuro do texto, essas relações po- branco de pés no chão como eles? Só sendo doi-
dem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica do mesmo”.
dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos (José Lins do Rego)
diz que antes de um fato que aconteceu depois.
TEXTO DESCRITIVO
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronoló- Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos
gico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, mais característicos de um objeto, de uma pessoa, paisagem,
aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psico- ser e etc.
lógico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele
que ocorre no interior da personagem, depende da sua per- As perspectivas que o observador tem do objeto são mui-
cepção da realidade, da duração de um dado acontecimento to importantes, tanto na descrição literária quanto na descri-
no seu espírito. ção técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na
enumeração dos traços característicos para que o leitor pos-
• Narrador: observador e personagem: O narrador, sa combinar suas impressões isoladas formando uma ima-
como já dissemos, é a personagem que está a contar gem unificada.
a história. A posição em que se coloca o narrador para
contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressi-
de vista da narrativa, e ele pode ser caracterizado por : vamente, variando as partes focalizadas e associando-as ou
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que interligando-as pouco a pouco.
diz respeito às personagens e à história, tendo uma
visão panorâmica dos acontecimentos e a narração é Podemos encontrar distinções entre uma descrição literá-
feita em 3a pessoa. ria e outra técnica. Passaremos a falar um pouco sobre cada
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o uma delas:

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição - Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e
literária é transmitir a impressão que a coisa vista des- reconhecida; é a obra ou ação que realmente se prati-
perta em nossa mente através do sentidos. Daí decor- cou.
rem dois tipos de descrição: a subjetiva, que reflete o - Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa
estado de espírito do observador, suas preferências, possível ou não, e de que se tiram diversas conclu-
assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e sões; é uma afirmação sobre o desconhecido, feita
não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realida- com base no que já é conhecido.
de do mundo objetivo, fenomênico, ela é exata e di- - Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de
mensional. aprovação ou desaprovação pessoal diante de aconte-
• Descrição de Personagem: É utilizada para caracte- cimentos, pessoas e objetos descritos, é um parecer
rização das personagens, pela acumulação de traços particular, um sentimento que se tem a respeito de al-
físicos e psicológicos, pela enumeração de seus hábi- go.
tos, gestos, aptidões e temperamento, com a finalida-
de de situar personagens no contexto cultural, social e O TEXTO ARGUMENTATIVO
econômico .
• Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, ge- Um texto argumentativo tem como objetivo convencer
ralmente o observador abrange de uma só vez a glo- alguém das nossas ideias. Deve ser claro e ter riqueza lexical,
balidade do panorama, para depois aos poucos, em podendo tratar qualquer tema ou assunto.
ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas
É constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a
desse todo.
ideia no ar, depois o desenvolvimento deve referir a opinião
• Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos inte-
da pessoa que o escreve, com argumentos convincentes e
riores, dos ambientes em que ocorrem as ações, ten-
verdadeiros, e com exemplos claros. Deve também conter
tando dar ao leitor uma visualização das suas particu-
contra-argumentos, de forma a não permitir a meio da leitura
laridades, de seus traços distintivos e típicos.
que o leitor os faça. Por fim, deve ser concluído com um
• Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição mo-
parágrafo que responda ao primeiro parágrafo, ou
vimentada, que se desenvolve progressivamente no
simplesmente com a ideia chave da opinião.
tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de
um naufrágio. Geralmente apresenta uma estrutura organizada em três
• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das carac- partes: a introdução, na qual é apresentada a ideia principal
terísticas gerais da literatura, com a distinção de que ou tese; o desenvolvimento, que fundamenta ou desenvolve a
nela se utiliza um vocabulário mais preciso, salientan- ideia principal; e a conclusão. Os argumentos utilizados para
do-se com exatidão os pormenores. É predominante- fundamentar a tese podem ser de diferentes tipos: exemplos,
mente denotativa tendo como objetivo esclarecer con- comparação, dados históricos, dados estatístico, pesquisas,
vencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou causas socioeconômicas ou culturais, depoimentos - enfim
mecanismos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a even- tudo o que possa demonstrar o ponto de vista defendido pelo
tos e etc. autor tem consistência. A conclusão pode apresentar uma
possível solução/proposta ou uma síntese. Deve utilizar título
TEXTO DISSERTATIVO que chame a atenção do leitor e utilizar variedade padrão de
Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dis- língua.
sertação consta de uma série de juízos a respeito de um
A linguagem utilizada normalmente é impessoal e
determinado assunto ou questão, e pressupõe um exame
objetiva.
critico do assunto sobre o qual se vai escrever com clareza,
coerência e objetividade.
COMO INTERPRETAR TEXTOS
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor
tenta persuadir o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portugues
simplesmente, ter como finalidade dar a conhecer ou explicar /como-interpretar-textos
certo modo de ver qualquer questão.
É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensa- preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece
gem, enfatizando o contexto. porque lhes faltam informações específicas a respeito desta
tarefa constante em provas relacionadas a concursos públi-
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em : cos.
• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os da-
Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no
dos fundamentais do assunto que está tratando. É a
momento de responder as questões relacionadas a textos.
enunciação direta e objetiva da definição do ponto de
vista do autor.
TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas
• Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as
entre si, formando um todo significativo capaz de produzir
ideias colocadas na introdução serão definidas com os
INTERAÇÃO COMUNICATIVA (capacidade de CODIFICAR E
dados mais relevantes. Todo desenvolvimento deve
DECODIFICAR).
estruturar-se em blocos de ideias articuladas entre si,
de forma que a sucessão deles resulte num conjunto
CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em
coerente e unitário que se encaixa na introdução e de-
cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se
sencadeia a conclusão.
com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a
• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela sín-
estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interliga-
tese da ideia central. Na conclusão o autor reforça sua
ção dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relaciona-
opinião, retomando a introdução e os fatos resumidos
mento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for
do desenvolvimento do texto. Para haver maior enten-
retirada de seu contexto original e analisada separadamente,
dimento dos procedimentos que podem ocorrer em um
poderá ter um significado diferente daquele inicial.
dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hi-
pótese e opinião.
INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam referên-

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cias diretas ou indiretas a outros autores através de citações. • O texto DIZ que...
Esse tipo de recurso denomina-se INTERTEXTO. • É SUGERIDO pelo autor que...
• De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirma-
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de uma ção...
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia prin- • O narrador AFIRMA...
cipal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que ERROS DE INTERPRETAÇÃO
levem ao esclarecimento das questões apresentadas na pro-
va. É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de
erros de interpretação. Os mais frequentes são:
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:
a) Extrapolação (viagem)
1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que
de uma argumentação, de um processo, de uma época (neste não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema
caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais defi- quer pela imaginação.
nem o tempo).
2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou b) Redução
de diferenças entre as situações do texto. É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um
3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado com aspecto, esquecendo que um texto é um conjunto de ideias, o
uma realidade, opinando a respeito. que pode ser insuficiente para o total do entendimento do
4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundá- tema desenvolvido.
rias em um só parágrafo.
5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras pala- c) Contradição
vras. Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato,
fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemen-
EXEMPLO te, errando a questão.

TÍTULO DO TEXTO OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do escritor e


a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de
"O HOMEM UNIDO ” concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é
o que o AUTOR DIZ e nada mais.
PARÁFRASES
A INTEGRAÇÃO DO MUNDO COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe que rela-
A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE cionam palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em
A UNIÃO DO HOMEM outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um pro-
HOMEM + HOMEM = MUNDO nome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um pronome
A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA) oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer
e o que já foi dito.
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR
OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia
Fazem-se necessários: e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pro-
nome oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literá- aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também
rios, estrutura do texto), leitura e prática; de que os pronomes relativos têm, cada um, valor semântico,
por isso a necessidade de adequação ao antecedente.
b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação
semântico; de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim
OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das palavras) sedo, deve-se levar em consideração que existe um pronome
incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, relativo adequado a cada circunstância, a saber:
sinonímia e antonimia, polissemia, figuras de linguagem, entre
outros. QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER AN-
TECEDENTE. MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA FRA-
c) Capacidade de observação e de síntese e SE.
QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR.
d) Capacidade de raciocínio. QUEM (PESSOA)
CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O POSSUIDOR
INTERPRETAR x COMPREENDER E DEPOIS, O OBJETO POSSUÍDO.
COMO (MODO)
INTERPRETAR SIGNIFICA ONDE (LUGAR)
- EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, QUANDO (TEMPO)
DEDUZIR. QUANTO (MONTANTE)
- TIPOS DE ENUNCIADOS
• Através do texto, INFERE-SE que... EXEMPLO:
• É possível DEDUZIR que...
• O autor permite CONCLUIR que... Falou tudo QUANTO queria (correto)
• Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria apa-
recer o demonstrativo O ).
COMPREENDER SIGNIFICA
- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE • VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clás-
REALMENTE ESTÁ ESCRITO. sicos (BARBARISMO, SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-
- TIPOS DE ENUNCIADOS: a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas,
e, por força desse hábito cometem-se erros graves como:

Língua Portuguesa 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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- “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o risco era de a) ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua ideia
morte. central;
- “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o prono- b) interpretar as palavras desconhecidas através do contexto;
me correto oblíquo átono c) reconhecer os argumentos que dão sustentação a ideia
central;
Dicionário de Interpretação de textos d) identificar as objeções à ideia central;
A - Atenção ao ler o texto é fundamental. e) sublinhar os exemplos que foram empregados como ilus-
tração da ideia central;
B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. f) antes de responder as questões, ler mais de uma vez todo
“Chute” só em último caso. o texto, fazendo o mesmo com as questões e as alternativas;
g) a cada questão, voltar ao texto, não responder “de cabeça”;
C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um h) se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o
contexto indecifrável. Contexto: é o conjunto de ideias que texto;
formam um texto ® o conteúdo. i) se o enunciado pedir a ideia principal, ou tema, estará situ-
ada na introdução, na conclusão, ou no título;
D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto infor- j) se o enunciado pedir a argumentação, esta estará localiza-
ma. da, normalmente, no corpo do texto.

E - Erros de Interpretação: S – Semântica: é a parte da gramática que estuda o signifi-


• Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode per- cado das palavras. É bom estudar: homônimos e parônimos,
mitir que o pensamento voe. denotação e conotação, polissemia, sinônimos e antônimos.
• Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimen- Não esqueça que a mudança de um “i “ para “e” pode mudar
to do contexto e para fixar a ideia principal. Na hora de res- o significado da palavra e do contexto.
ponder lê-se o texto novamente.
• Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz IMINENTE - EMINENTE
se solicitado.
T – Texto: basicamente, é um conjunto de IDEIAS (Assun-
F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a com- to) ORGANIZADAS (Estrutura). (INTRODUÇÃO-
preender o texto e, até, as questões. ARGUMENTAÇÃO-CONCLUSÃO)

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá U – Uma vez, contaram a você que existem a ótica do escri-
texto interpretável. Portanto, estude-a bastante. tor e a ótica do leitor. É MENTIRA! Você deve responder às
questões de acordo com o escritor.
H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêne-
ros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de V – Vícios: esses “errinhos” do cotidiano atrapalham muito
literatura. na interpretação. Não deixe que eles interfiram no seu conhe-
cimento.
I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e princi-
pal objetivo a identificação da ideia principal. • Intertexto: são X – Xerocar os conteúdos, isto é, decorá-los não é o sufici-
as citações que complementam, ou reforçam, o enfoque do ente: é necessário raciocinar.
autor .
Z – Zebra não existe: o que existe é a falta de informação.
J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto. Portanto, informe-se!

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DES- http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portugues


/como-interpretar-textos
CUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas Ortografia.


o contexto informa qual a intenção do autor.
Quando utilizar: S, C, Ç, X, CH, SS, SC...
N – Nexos: são importantíssimos na coesão. Estude os pro-
nomes relativos e as conjunções. Representação do fonema /s/.
O fonema /s/, conforme o caso, representa-se por:
O – Observação: se você não é bom observador, comece a 1) C,Ç:
praticar HOJE, pois essa capacidade está intimamente ligada acetinado, açafrão, almaço, anoitecer, censura, cimento,
à atenção. OBSERVAÇÃO = ATENÇÃO = BOA INTERPRE- dança, contorção, exceção, endereço, Iguaçu, maçarico,
TAÇÃO. maçaroca, maço, maciço, miçanga, muçulmano, paçoca,
pança, pinça, Suíça etc.
P – Parafrasear: é dizer o mesmo que está no texto com 2) S:
outras palavras. É o mais conhecido “pega – ratão“ das pro- ânsia, ansiar, ansioso, ansiedade, cansar, cansado, descan-
vas. sar, descanso, diversão, excursão, farsa, ganso, hortênsia,
pretensão, pretensioso, propensão, remorso, sebo, tenso,
Q – Questões de alternativas ( de “a” a “e” ): devem ser utensílio etc.
todas lidas. Nunca se convença de que a resposta é a letra 3) SS:
“a” . Duvide e leia até a letra “e”, pois a resposta correta pode acesso, acessório, acessível, assar, asseio, assinar, carros-
estar aqui. sel, cassino, concessão, discussão, escassez, escasso, es-
sencial, expressão, fracasso, impressão, massa, massagista,
R – Roteiro de Interpretação missão, necessário, obsessão, opressão, pêssego, procissão,
profissão, ressurreição, sessenta, sossegar, sossego, sub-
Na hora de interpretar um texto, alguns cuidados são neces- missão, sucessivo etc.
sários: 4) SC,SÇ

Língua Portuguesa 5 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
acréscimo, adolescente, ascensão, consciência, consciente, beleza (de belo), franqueza (de franco), pobreza (de pobre),
crescer, cresço, cresça, descer, desço, desça, disciplina, leveza (de leve)
discípulo, discernir, fascinar, fascinante, florescer, imprescin-
dível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, seiscentos, suscetí- Verbos em –isar e –izar
vel, suscetibilidade, suscitar, víscera Escreve-se –isar (com s) quando o radical dos nomes corres-
5) X: pondentes termina em –s. Se o radical não terminar em –s,
aproximar, auxiliar, auxílio, máximo próximo, proximida- grafa-se –izar (com z):
de, trouxe, trouxer, trouxeram etc avisar (aviso+ar) anarquizar (anarquia+izar)
6) XC:
exceção, excedente, exceder, excelência, excelente, excelso, Emprego do x
excêntrico, excepcional, excesso, excessivo, exceto,excitar 1) Esta letra representa os seguintes fonemas:
etc. /ch/ xarope, enxofre, vexame etc;
/cs/ sexo, látex, léxico, tóxico etc;
Emprego de s com valor de z /z/ exame, exílio, êxodo etc;
1) adjetivos com os sufixos –oso, -osa: /ss/ auxílio, máximo, próximo etc;
teimoso, teimosa /s/ sexto, texto, expectativa, extensão etc;
2) adjetivos pátrios com os sufixos –ês, -esa: 2) Não soa nos grupos internos –xce e –xci:
português, portuguesa exceção, exceder, excelente, excelso, excêntrico, excessivo,
3) substantivos e adjetivos terminados em –ês, feminino –esa: excitar etc
burguês, burguesa 3) Grafam-se com x e não s:
4) substantivos com os sufixos gregos –esse, -isa, -ose: expectativa, experiente, expiar (remir, pagar), expirar (morrer),
diocese, poetisa, metamorfose expoente, êxtase, extrair, fênix, têxtil, texto etc
5) verbos derivados de palavras cujo radical termina em –s: 4) Escreve-se x e não ch:
analisar (de análise) a) em geral, depois de ditongo:
6) formas dos verbos pôr e querer e de seus derivados: caixa, baixo, faixa, feixe, frouxo, ameixa, rouxinol, seixo etc
pus, pôs, pusemos, puseram, puser, compôs, compusesse, Excetuam-se: recauchutar e recauchutagem
impuser etc b) geralmente, depois da sílaba inicial em:
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos etc enxada, enxame...
7) os seguintes nomes próprios personativos: Excetuam-se: encharcar (de charco), encher e seus deriva-
Inês, Isabel, Isaura, Luís, Queirós, Resende, Sousa, Teresa, dos (enchente, enchimento, preencher), enchova, enchuma-
Teresinha. çar (de chumaço), enfim, toda vez que se trata do prefixo
en+palavra iniciada por ch.
Emprego da letra z c) em vocábulos de origem indígena ou africana:
1) os derivados em –zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita: abacaxi, xavante, caxambu (dança negra), orixá, xará, maxixe
cafezal, cafezeiro, cafezinho, avezinha, cãozito, avezita etc etc
2) os derivados de palavras cujo radical termina em –z: d) nas seguintes palavras: bexiga, bruxa, coaxar, faxina, pra-
cruzeiro (de cruz), enraizar (de raiz), esvaziar, vazar, vazão xe xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, xampu.
(de vazio) etc
3) os verbos formados com o sufixo –izar e palavras cogna- Emprego do dígrafo ch
tas: Escrevem-se com ch, entre outros, os seguintes vocábulos:
fertilizar, fertilizante, civilizar, civilização etc bucha, charque, chimarrão, chuchu, cochilo, fachada, ficha,
4) substantivos abstratos em –eza, derivados de adjetivos e flecha, mecha, mochila, pechincha, tocha.
denotando qualidade física ou moral:
pobreza (de pobre), limpeza (de limpo), frieza (de frio) etc Consoantes dobradas
5) as seguintes palavras: 1) Nas palavras portuguesas só se duplicam as consoantes c,
azar, azeite, baliza, buzinar, bazar, chafariz, cicatriz, ojeriza, r, s.
prezar, vizinho 2) Escreve-se cc ou cç quando as duas consoantes soam
distintamente:
S ou Z ? convicção, cocção, fricção facção, sucção etc
Sufixos –ês e ez 3) Duplicam-se o r e o s em dois casos:
1) O sufixo –ês (latim –ense) forma adjetivos (às vezes subs- a) Quando, intervocálicos, representam os fonemas /r/ forte e
tantivos) derivados de substantivos concretos: /s/ sibilante, respectivamente:
montês (de monte) montanhês (de montanha) cortês (de carro, ferro, pêssego, missão etc
corte) b) Quando a um elemento de composição terminado em vogal
2) O sufixo –ez forma substantivos abstratos femininos deri- seguir, sem interposição do hífen, palavra começada por r ou
vados de adjetivos: s:
aridez (de árido) acidez (de ácido) rapidez (de rápido) arroxeado, correlação, pressupor, bissemanal, girassol, mi-
Sufixos –esa e –eza nissaia etc.
Escreve-se –esa (com s): http://www.tudosobreconcursos.com/
1) nos seguintes substantivos cognatos de verbos terminados
em –ender:
defesa (defender), presa (prender)... O fonema j:
2) nos substantivos femininos designativos de nobreza: Escreve-se com G e não com J:
baronesa, marquesa, princesa
3) nas formas femininas dos adjetivos terminados em –ês: • as palavras de origem grega ou árabe
burguesa (de burguês)...
Exemplos: tigela, girafa, gesso. estrangeirismo, cuja letra G é
4) nas seguintes palavras femininas:
originária.
framboesa, indefesa, lesa, mesa, sobremesa, obesa, Teresa,
Exemplos: sargento, gim.
tesa, turquesa etc
• as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com poucas
à Escreve-se –eza nos substantivos femininos abstratos deri- exceções)
vados de adjetivos e denotando qualidade, estado, condição:

Língua Portuguesa 6 A Opção Certa Para a Sua Realização


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a surgir. Um deles diz respeito a questões ortográficas no
Exemplos: imagem, vertigem, penugem, bege, foge. momento de empregar esta ou aquela palavra.
Observação Nesse sentido nunca é demais mencionar que o emprego
Exceção: pajem as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio. correto de um determinado vocábulo está intimamente ligado
Exemplos: sufrágio, sortilégio, litígio, relógio, refúgio. a pressupostos semânticos, visto que cada vocábulo carrega
consigo uma marca significativa de sentido. Assim, mesmo
• os verbos terminados em ger e gir. que palavras se apresentem semelhantes em temos sonoros,
bem como nos aspectos gráficos, traduzem significados dis-
Exemplos: eleger, mugir. tintos, aos quais devemos nos manter sempre vigilantes, no
intuito de fazermos bom uso da nossa língua sempre que a
• depois da letra "r" com poucas exceções. situação assim o exigir.
Pois bem, partindo dessa premissa, ocupemo-nos em conhe-
cer as características que nutrem algumas expressões que
Exemplos: emergir, surgir. depois da letra a, desde que não rotineiramente utilizamos. Entre elas, destacamos:
seja radical terminado com j.
Exemplos: ágil, agente. Mas e mais
Escreve-se com J e não com G: A palavra “mas” atua como uma conjunção coordenada ad-
versativa, devendo ser utilizada em situações que indicam
• as palavras de origem latinas oposição, sentido contrário. Vejamos, pois:
Esforcei-me bastante, mas não obtive o resultado necessário.
Exemplos: jeito, majestade, hoje.
Já o vocábulo “mais” se classifica como pronome indefinido
• as palavras de origem árabe, africana ou exótica. ou advérbio de intensidade, opondo-se, geralmente, a “me-
nos”. Observemos:
Ele escolheu a camiseta mais cara da loja.
Exemplos: alforje, jibóia, manjerona.
Onde e aonde
• as palavras terminada com aje. “Aonde” resulta da combinação entre “a + onde”, indicando
movimento para algum lugar. É usada com verbos que tam-
Exemplos: laje, ultraje bém expressem tal aspecto (o de movimento). Assim, veja-
mos:
O fonema ch: Aonde você vai com tanta pressa?
Escreve-se com X e não com CH: “Onde” indica permanência, lugar em que se passa algo ou
que se está. Portanto, torna-se aplicável a verbos que tam-
• as palavras de origem tupi, africana ou exótica. bém denotem essa característica (estado ou permanência).
Vejamos o exemplo:
Onde mesmo você mora?
Exemplo: abacaxi, muxoxo, xucro.
• as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J). Que e quê
O “que” pode assumir distintas funções sintáticas e morfológi-
cas, entre elas a de pronome, conjunção e partícula expletiva
Exemplos: xampu, lagartixa. de realce:
Convém que você chegue logo. Nesse caso, o vocábulo em
• depois de ditongo. Exemplos: frouxo, feixe. depois de en. questão atua como uma conjunção integrante.
Já o “quê”, monossílabo tônico, atua como interjeição e como
Exemplos: enxurrada, enxoval substantivo, em se tratando de funções morfossintáticas:
Observação: Ela tem um quê de mistério.
Exceção: quando a palavra de origem não derive de outra
iniciada com ch - Cheio - (enchente) Mal e mau
“Mal” pode atuar com substantivo, relativo a alguma doença;
Escreve-se com CH e não com X: advérbio, denotando erradamente, irregularmente; e como
conjunção, indicando tempo. De acordo com o sentido, tal
• as palavras de origem estrangeira expressão sempre se opõe a bem:
Exemplos: chave, chumbo, chassi, mochila, espadachim, Como ela se comportou mal durante a palestra. (Ela poderia
chope, sanduíche, salsicha. ter se comportado bem)
“Mau” opõe-se a bom, ocupando a função de adjetivo:
http://www.comoescreve.com/2013/02 Pedro é um mau aluno. (Assim como ele poderia ser um bom
aluno)
PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES
Ao encontro de / de encontro a
Mas ou mais: dúvidas de ortografia “Ao encontro de” significa ser favorável, aproximar-se de algo:
Suas ideias vão ao encontro das minhas. (São favoráveis)
Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte “De encontro a” denota oposição a algo, choque, colisão:
O carro foi de encontro ao poste.
Mais ou mais? Onde ou aonde? Essas e outras expressões
geralmente são alvo de questionamentos por parte dos usuá- Afim e a fim
rios da língua. “Afim” indica semelhança, relacionando-se com a ideia relati-
va à afinidade:
Falar e escrever bem, de modo que se atenda ao padrão Na faculdade estudamos disciplinas afins.
formal da linguagem: eis um pressuposto do qual devemos “A fim” indica ideia de finalidade:
nos valer mediante nossa postura enquanto usuários do sis- Estudo a fim de que possa obter boas notas.
tema linguístico. Contudo, tal situação não parece assim tão
simples, haja vista que alguns contratempos sempre tendem A par e ao par

Língua Portuguesa 7 A Opção Certa Para a Sua Realização


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“A par” indica o sentido voltado para “ciente, estar informado O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz mui-
acerca de algo”: tas dúvidas. Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o
Ele não estava a par de todos os acontecimentos. emprego dos porquês para que não haja mais imprecisão a
“Ao par” representa uma expressão que indica igualdade, respeito desse assunto.
equivalência ente valores financeiros:
Algumas moedas estrangeiras estão ao par. Por que
O por que tem dois empregos diferenciados:
Demais e de mais Quando for a junção da preposição por + pronome interrogati-
“Demais” pode atuar como advérbio de intensidade, denotan- vo ou indefinido que, possuirá o significado de “por qual razão”
do o sentido de “muito”: ou “por qual motivo”:
A vítima gritava demais após o acidente. Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão)
Tal palavra pode também representar um pronome indefinido, Não sei por que não quero ir. (por qual motivo)
equivalendo-se “aos outros, aos restantes”: Quando for a junção da preposição por + pronome relati-
Não se importe com o que falam os demais. vo que, possuirá o significado de “pelo qual” e poderá ter as
“De mais” se opõe a de menos, fazendo referência a um flexões: pela qual, pelos quais, pelas quais.
substantivo ou a um pronome: Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar.
Ele não falou nada de mais. (pelo qual)

Senão e se não Por quê


“Senão” tem sentido equivalente a “caso contrário” ou a “não Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo,
ser”: exclamação, o por quê deverá vir acentuado e continuará
É bom que se apresse, senão poderá chegar atrasado. com o significado de “por qual motivo”, “por qual razão”.
“Se não” se emprega a orações subordinadas condicionais, Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
equivalendo-se a “caso não”: Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Se não chover iremos ao passeio.
Porque
Na medida em que e à medida que É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de
“Na medida em que” expressa uma relação de causa, equiva- “pois”, “uma vez que”, “para que”.
lendo-se a “porque”, “uma vez que” e “já que”: Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para
Na medida em que passava o tempo, a saudade ia ficando a prova. (pois)
cada vez mais apertada. Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma
“À medida que” indica a ideia relativa à proporção, desenvol- vez que)
vimento gradativo: Porquê
À medida que iam aumentando os gritos, as pessoas se É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem
aglomeravam ainda mais. acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque
Nenhum e nem um quero estar concentrada. (motivo)
“Nenhum” representa o oposto de algum: Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
Nenhum aluno fez a pesquisa. Por Sabrina Vilarinho
“Nem um” equivale a nem sequer um:
Nem uma garota ganhará o prêmio, quem dirá todas as com-
petidoras.
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO

Dia a dia e dia-a-dia (antes da nova reforma ortográfica gra- FRASE


fado com hífen): Frase é um conjunto de palavras que têm sentido
Antes do novo acordo ortográfico, a expressão “dia-a-dia”, completo.
cujo sentido fazia referência ao cotidiano, era grafada com O tempo está nublado.
hífen. Porém, depois de instaurado, passou a ser utilizada Socorro!
sem dele, ou seja: Que calor!
O dia a dia dos estudantes tem sido bastante conturbado.
Já “dia a dia”, sem hífen mesmo antes da nova reforma, atua ORAÇÃO
como uma locução adverbial referente a “todos os dias” e Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal.
permaneceu sem nenhuma alteração, ou seja: A fanfarra desfilou na avenida.
Ela vem se mostrando mais competente dia a dia. As festas juninas estão chegando.

Fim-de-semana e fim de semana PERÍODO


A expressão “fim-de-semana”, grafada com hífen antes do Período é a frase estruturada em oração ou orações.
novo acordo, faz referência a “descanso”, diversão, lazer. O período pode ser:
Com o advento da nova reforma ortográfica, alguns compos- • simples - aquele constituído por uma só oração
tos que apresentam elementos de ligação, como é o caso de (oração absoluta).
“fim de semana”, não são mais escritos com hífen. Portanto, o Fui à livraria ontem.
correto é: • composto - quando constituído por mais de uma
Como foi seu fim de semana? oração.
“Fim de semana” também possui outra acepção semântica Fui à livraria ontem e comprei um livro.
(significado), relativa ao final da semana propriamente dito,
aquele que começou no domingo e agora termina no sábado. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
Assim, mesmo com a nova reforma ortográfica, nada mudou São dois os termos essenciais da oração:
no tocante à ortografia:
Viajo todo fim de semana. SUJEITO
Vânia Maria do Nascimento Duarte Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa.
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito =
O uso dos porquês bandeirantes)

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
O sujeito pode ser : 2. OBJETO INDIRETO
- simples: quando tem um só núcleo Objeto indireto é o termo da oração que completa o
As rosas têm espinhos. (sujeito: as sentido do verbo transitivo indireto.
rosas; núcleo: rosas) As crianças precisam de CARINHO.
- composto: quando tem mais de um núcleo
O burro e o cavalo saíram em 3. COMPLEMENTO NOMINAL
disparada. Complemento nominal é o termo da oração que completa
(suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, o sentido de um nome com auxílio de preposição. Esse nome
cavalo) pode ser representado por um substantivo, por um adjetivo ou
- oculto: ou elíptico ou implícito na desinência por um advérbio.
verbal Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo)
Chegaste com certo atraso. (suj.: O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo)
oculto: tu) Nós agíamos favoravelmente às discussões. -
- indeterminado: quando não se indica o agente da FAVORAVELMENTE (advérbio).
ação verbal
Come-se bem naquele restaurante. 4. AGENTE DA PASSIVA
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação
Choveu ontem. do verbo na voz passiva.
Há plantas venenosas. A mãe é amada PELO FILHO.
O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO.
PREDICADO Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO.
Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa
do sujeito. TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO
O predicado classifica-se em: TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na
1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação oração uma função secundária, limitando o sentido dos
mais predicativo do sujeito. substantivos ou exprimindo alguma circunstância.
Nosso colega está doente.
Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER, São termos acessórios da oração:
PERMANECER, etc. 1. ADJUNTO ADNOMINAL
Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina
ligação a comunicar estado ou qualidade do sujeito. os substantivos. Pode ser expresso:
Nosso colega está doente. • pelos adjetivos: água fresca,
A moça permaneceu sentada. • pelos artigos: o mundo, as ruas
2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo • pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas
intransitivo ou transitivo. • pelos numerais : três garotos; sexto ano
O avião sobrevoou a praia. • pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem
Verbo intransitivo é aquele que não necessita de escrúpulos
complemento.
O sabiá voou alto. 2. ADJUNTO ADVERBIAL
Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento. Adjunto adverbial é o termo que exprime uma
• Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento circunstância (de tempo, lugar, modo etc.), modificando o
sem auxílio de proposição. sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio.
Minha equipe venceu a partida. Cheguei cedo.
• Transitivo indireto: é o verbo que necessita de José reside em São Paulo.
complemento com auxílio de preposição.
Ele precisa de um esparadrapo. 3. APOSTO
• Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou
necessita ao mesmo tempo de complemento sem auxílio esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração.
de preposição e de complemento com auxilio de Dr. João, cirurgião-dentista,
preposição. Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Damos uma simples colaboração a vocês. O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de
verbo intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo 4. VOCATIVO
transitivo mais predicativo do sujeito. Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para
Os rapazes voltaram vitoriosos. chamar ou interpelar alguém ou alguma coisa.
• Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo- Tem compaixão de nós, ó Cristo.
nominal, ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou Professor, o sinal tocou.
qualidade do sujeito. Rapazes, a prova é na próxima semana.
Ele morreu rico.
• Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES
verbo-nominal, ajuda o verbo transitivo a comunicar
estado ou qualidade do objeto direto ou indireto. No período simples há apenas uma oração, a qual se diz
Elegemos o nosso candidato vereador. absoluta.
Fui ao cinema.
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO O pássaro voou.
Chama-se termos integrantes da oração os que
completam a significação transitiva dos verbos e dos nomes. PERÍODO COMPOSTO
São indispensáveis à compreensão do enunciado. No período composto há mais de uma oração.
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e
1. OBJETO DIRETO os homens folgam.)
Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido
do verbo transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE.

Língua Portuguesa 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Período composto por coordenação A oração intercalada ou interferente aparece com os
Apresenta orações independentes. verbos: CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
(Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.)
ORAÇÃO PRINCIPAL
Período composto por subordinação Oração principal é a mais importante do período e não é
Apresenta orações dependentes. introduzida por um conectivo.
(É bom) (que você estude.) ELES DISSERAM que voltarão logo.
ELE AFIRMOU que não virá.
Período composto por coordenação e subordinação PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)
Apresenta tanto orações dependentes como
independentes. Este período é também conhecido como ORAÇÃO SUBORDINADA
misto. Oração subordinada é a oração dependente que
(Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.) normalmente é introduzida por um conectivo subordinativo.
Note que a oração principal nem sempre é a primeira do
ORAÇÃO COORDENADA período.
Oração coordenada é aquela que é independente. Quando ele voltar, eu saio de férias.
Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS
As orações coordenadas podem ser: Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR
- Sindética:
Aquela que é independente e é introduzida por uma ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
conjunção coordenativa. Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor
Viajo amanhã, mas volto logo. e a função de um substantivo.
- Assindética: Por terem as funções do substantivo, as orações
Aquela que é independente e aparece separada por uma subordinadas substantivas classificam-se em:
vírgula ou ponto e vírgula.
Chegou, olhou, partiu. 1) SUBJETIVA (sujeito)
A oração coordenada sindética pode ser: Convém que você estude mais.
Importa que saibas isso bem. .
1. ADITIVA: É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO)
Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e é necessária.
não), mas, também:
Ele falava E EU FICAVA OUVINDO. 2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto)
Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM. Desejo QUE VENHAM TODOS.
A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ. Pergunto QUEM ESTÁ AI.

2. ADVERSATIVA: 3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto)


Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS.
de contraste (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE.
senão, no entanto, etc). Daremos o prêmio A QUEM O MERECER.
A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR 4) COMPLETIVA NOMINAL
DENTRO. Complemento nominal.
Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO. Ser grato A QUEM TE ENSINA.
Sou favorável A QUE O PRENDAM.
3. ALTERNATIVAS:
Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma 5) PREDICATIVA (predicativo)
excluindo a outra (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A
etc). CHUVA)
Mudou o natal OU MUDEI EU? Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE.
“OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel, Não sou QUEM VOCÊ PENSA.
OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
(C. Meireles) 6) APOSITIVAS (servem de aposto)
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA
4. CONCLUSIVAS: FELICIDADE)
Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.
POIS, PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO,
ASSIM, DE MODO QUE, etc). 7) AGENTE DA PASSIVA
Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO. O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU
Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ. AUTOR)
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM.
5. EXPLICATIVAS:
Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
imperativo, outro que a explica, dando um motivo (pois, Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a
porque, portanto, que, etc.) função de um adjetivo.
Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas:
PIOR.
Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS. 1) EXPLICATIVAS:
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo
ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE antecedente, atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente
É aquela que vem entre os termos de uma outra oração. ou acrescentando-lhe uma informação.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido. Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará.
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria.

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• FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES
2) RESTRITIVAS: ASSIM, conseguirás.
Restringem ou limitam a significação do termo • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE
antecedente, sendo indispensáveis ao sentido da frase: FIQUEMOS ATENTOS.
Pedra QUE ROLA não cria limo. • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. SOUBE DISSO, entristeceu-se.
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE
aqui. ESTUDES MAIS.
• SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS DAQUI, procure-me.
Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e
a função de um advérbio.
TEORIA DA CORRELAÇÃO REVISITADA
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em:
1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão:
Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE. Ivo da Costa do Rosário (UERJ, UFF e UFRJ)
O tambor soa PORQUE É OCO.
RESUMO
2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de
uma comparação. Pelo menos desde o século passado, verificamos
O som é menos veloz QUE A LUZ. que alguns autores propõem a existência de não apenas
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA. dois processos de estruturação sintática, mas três. Entre
eles, podemos destacar Oiticica (1952), que desenvolveu
3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, a clássica teoria da correlação. Outros autores filiaram-se
que se admite: à proposta do autor, tais como Melo (1978) e mais recen-
POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram. temente Rodrigues (2007). Por outro lado, buscando um
Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com viés diverso, alguns teóricos admitem a existência da
agrado. correlação, desde que associada aos clássicos proces-
CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava. sos de subordinação e coordenação, funcionando apenas
como uma característica secundária. Entre esses autores
4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese: estão Camara Jr. (1981), Bechara (1999), Luft (2000) e
SE O CONHECESSES, não o condenarias. Kury (2003). Nossa proposta visa, portanto, a investigar
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO? essas posturas divergentes e traçar uma proposta de
tratamento mais uniforme para o assunto.
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade
de um fato com outro:
Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI. (Quanto ao estudo da correlação), faço-o agora o mais
completo que posso. Outros, futuramente, com mais la-
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um zer, alargarão as pesquisas, pois, neste assunto, depa-
resultado: ram-nos os autores, floresta inexplorada. (Oiticica,
A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS 1952:02)
OLHOS.
Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Tenho medo disso QUE ME PÉLO! CONSIDERAÇÕES INICIAIS
7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE. É marcante, em nossos compêndios, a polêmica quan-
Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR. to à existência e à caracterização da correlação, entendida
como processo sintático distinto da coordenação e da subor-
8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade: dinação. A maioria dos gramáticos tradicionais, por influência
À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende. da Nomenclatura Gramatical Brasileira, não incluiu em suas
QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo. obras a correlação, apesar de esta apresentar especificidades
bem particulares em relação aos processos mais canônicos
9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato de estruturação sintática.
expresso na oração principal:
ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam. A despeito de a NGB preconizar apenas a existência
QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam. dos processos sintáticos de subordinação e coordenação, no
âmbito do chamado período composto, houve vozes e opini-
10) MODAIS: exprimem modo, maneira: ões dissonantes ao longo do percurso de sua normatização.
Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE. Chediak (1960: 74), consultado acerca do assunto, na época
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE da elaboração da NGB, afirmou: “É lamentável que o Antepro-
INCOMODE. jeto tenha excluído a correlação e a justaposição como pro-
cessos de composição de período”.
ORAÇÕES REDUZIDAS
Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das
formas nominais: gerúndio, infinitivo e particípio. Ainda durante o período de consultas para a elabora-
ção da NGB, Chediak (1960: 213) nos informa que o Depar-
Exemplos: tamento de Letras da Universidade do Rio Grande do Sul, em
• Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU 1958, também requereu a inclusão deste processo de estrutu-
PREPARADO. ração sintática como distinto da subordinação e da coordena-
• Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM ção.
LÁ.

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Camara Jr. (1981: 87) assevera que a correlação “é – processo em que “duas orações são formalmen-
uma construção sintática de duas partes relacionadas entre te interdependentes, relação materializada por meio de ex-
si, de tal sorte que a enunciação de uma, dita prótase, prepa- pressões correlatas”. (cf. Rodrigues, 2007: 231)
ra a enunciação de outra, dita apódose”. A explicitação teóri-
ca do autor admite que a correlação apresenta um arranja- Melo (1978: 152) também considera a correlação co-
mento sintático particular, mas assume posição dissonante da mo um terceiro processo de estruturação sintática, distinto da
de Chediak (1960) ao defender que a correlação não deve ser subordinação e da coordenação. Vejamos:
considerada como um processo de estruturação sintático
distinto, pois ela se estabelece tanto por meio da coordena- (A correlação) é um processo sintático irredutível a qualquer
ção como por meio da subordinação. Concordam com Cama- dos outros dois (subordinação ou coordenação), um processo
ra Jr. (1981) vários teóricos como Bechara (1999), Luft (2000) mais complexo, em que há, de certo modo, interdependência.
e Kury (2003). Nele, dá-se a intensificação de um dos membros da frase, ou
de toda a frase, intensificação que pede um termo.
Carone (2003: 62), à maneira de Camara Jr. (1981),
também prefere considerar as correlativas, bem como as O autor (1978: 152) amplia o escopo da correlação
justapostas, como variantes dos processos de subordinação e que, segundo ele, abarca além
coordenação, entretanto, não presta maiores esclarecimentos das consecutivas e comparativas, também
que sustentem a opção teórica tomada. Vejamos: as equiparativas[1] e alternativas. O autor acrescenta que, na
linguagem oral, a intensificação normalmente expressa por
As relações estabelecidas entre orações podem um advérbio de intensidade (primeira parte da correlação)
apresentar, por vezes, características de realização seria foneticamente realizada por um esforço e alongamento
que as distinguem do usual, o que tem levado al- acentuadamente maiores no produzir a tônica, como
guns gramáticos a ver nisso outros tantos procedi- em: Chovia, que era um desespero!
mentos sintáticos. Trata-se da correlação e da jus-
taposição, variantes formais dos (...) processos (de
subordinação e de coordenação). Castilho (2004: 143) também filia-se às idéias de Oiti-
cica (1952). Na correlação, segundo o autor, a cada elemen-
to gramatical na primeira oração corresponde outro elemento
Azeredo (1979), em concordância com Luft (2000), gramatical na segunda, sem o quê o arranjo sintático seria
também opta por defender a correlação como um subtipo ora inaceitável. Segundo o autor, há quatro tipos de correla-
da subordinação ora da coordenação, funcionando como um ção: aditiva, alternativa, consecutiva e comparativa. As duas
verdadeiro recurso expressivo de ênfase. primeiras, nas obras tradicionais, geralmente são diluídas na
Poucos gramáticos brasileiros, entre os quais José Oiticica, coordenação e as duas últimas, na subordinação, o que não
têm identificado na correlação e na justaposição processos de seria adequado devido às suas particularidades.
estruturação sintática distintos da subordinação e
da coordenação. A maioria entende que aqueles processos Com o autor concorda Módolo (1999), para quem a
servem apenas para materializar certas relações fundamen- correlação é um
talmente coordenativas ou subordinativas. (grifos do autor)
...tipo de conexão sintática de uso relativamente
freqüente, particularmente útil para emprestar vigor
Oiticica (1952), citado por Azeredo (1979), defende a a um raciocínio, aparecendo principalmente nos
idéia de que as orações consecutivas e comparativas devem textos apologéticos e enfáticos, que se destacam
ser consideradas correlatas, diferentemente do que preceitua mais por expressarem opiniões, defenderem posi-
a tradição gramatical brasileira que as considera como subor- ções, angariarem apoio, do que por informarem
dinadas adverbiais. com objetividade os acontecimentos.

O estudo do autor, contido na célebre Teoria da Corre- Segundo análise de Módolo (1999), a tendência a ne-
lação (1952), advoga a existência da correlação como um gar a existência da correlação em um nível paralelo à subor-
mecanismo de estruturação sintática ou procedimento sintáti- dinação e à coordenação advém da herança do paradigma
co em que uma sentença estabelece uma relação de interde- estruturalista, fundado nas dicotomias saussurianas. Filiado
pendência com a outra no nível estrutural. Assim, a distinção ao estruturalismo lingüístico, Camara Jr. (1981) teria optado
entre a correlação e os outros processos de estruturação por defender opinião diversa da de Oiticica (1952) por ser fiel
poderia ser atestada por meio do critério da dependência à disposição binária dos conceitos de Saussure, para quem a
sintática. Teríamos, então, três processos: existência de um terceiro conceito na esfera da descrição
lingüística aniquilaria a opção teórica pelas dicotomias.
a) Subordinação
Rodrigues (2007: 232-233) também advoga a existên-
– processo de hierarquização de estruturas em que as ora- cia da correlação como um processo que se distingue dos
ções são sintaticamente dependentes. (cf. Rodrigues, 2007: demais, por conta das seguintes características:
227);
1º - a correlação apresenta conjunções que vêm aos
pares, cada elemento do par em uma oração;
b) Coordenação
2º - no período composto por correlação, as orações
não podem ter sua ordem invertida, isto é, não apre-
– processo em que as orações são sintaticamen-
sentam a mobilidade posicional típica das subordina-
te independentes uma das outras, caracterizando-se pelo
das adverbiais;
fato de implicarem paralelismo de funções ou valores sintáti-
cos idênticos. (cf. Rodrigues, 2007: 227); 3º - as correlatas não podem ser consideradas parte
constituinte de outra, como ocorre com as substanti-
c) Correlação vas, as adverbiais e as adjetivas.

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Vejamos um pequeno exemplário oferecido por Rodri- ta. Assim, a investigação da questão apresenta-se como
gues, seguido de uma proposta de classificação, oferecida altamente relevante para nossos estudos vernáculos.
pela autora (2007):
(01) Hoje eu trabalho mais do que trabalhava. (Rodri- CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
gues, 2001:57) → Correlação comparativa.
(02) Quanto mais o conheço, tanto mais o admiro. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
(Cunha & Cintra, 2001:593) → Correlação proporcio- Concordância é o processo sintático no qual uma palavra
nal. determinante se adapta a uma palavra determinada, por meio
de suas flexões.
(03) Trabalhou tanto que adoeceu. (Luft, 2000:61)
→ Correlação consecutiva. Principais Casos de Concordância Nominal
1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral
(04) Não só trabalha de dia, senão que estuda à noite.
(Rocha Lima, 1999:261) → Correlação aditiva. concordam em gênero e número com o substantivo.
As primeiras alunas da classe foram passear no zoológi-
(05) Você ou estuda ou trabalha, as duas coisas serão co.
muito difíceis. (Castilho, 2004:143) → Correlação al- 2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e
ternativa. número vão normalmente para o plural.
Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio.
ESTUDOS ATUAIS ACERCA DO ASSUNTO 3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número
diferentes vai para o masculino plural.
Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios.
A defesa da existência da correlação como um pro- 4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o subs-
cesso distinto dos demais parece estar novamente recupe- tantivo mais próximo:
rando espaço nos debates acadêmicos, haja vista as contri- Trouxe livros e revista especializada.
buições de pesquisadores como Módolo (1999), Castilho 5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo
(2004) e Rodrigues (2007). mais próximo.
Dedico esta música à querida tia e sobrinhos.
Entretanto, a questão ainda está por ser pesquisada 6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito
com maior profundidade, haja vista os estudos já realizados à concorda com o sujeito.
nossa disposição terem sido publicados na forma de artigos, o Meus amigos estão atrapalhados.
que irremediavelmente conduz o pesquisador à necessidade 7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito
de uma abordagem bastante sintética para o assunto. pede o predicativo no gênero da pessoa a quem se refe-
re.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo.
Segundo Módolo (1999: 06), Oiticica (1952) propôs
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos
uma perspectiva funcional da teoria da correlação. Por ter
de artigo vão para o singular ou para o plural.
sido publicado na década de 50 do século passado, Módolo
Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros).
(1999) advoga o título de funcionalista avant la lettre para
9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o
Oiticica, por ter sido ele o precursor dos estudos funcionalis-
primeiro vier precedido de artigo e o segundo não vão
tas nessa área da sintaxe, antes mesmo de tais estudos te-
para o plural.
rem florescido no campo da investigação lingüística.
Já estudei o primeiro e segundo livros.
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural.
De fato, um dos pilares do funcionalismo lingüístico é a Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro.
preponderância da função sobre a forma, ou seja, esta estaria 11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com
a serviço daquela. Assim, diante da necessidade de maior o nome a que se referem.
expressividade ou de um tipo de argumentação mais formal Ela mesma veio até aqui.
ou enfática, nos termos de Luft (2000), houve a necessidade Eles chegaram sós.
de criação de um arranjo sintático formal diferente dos já Eles próprios escreveram.
tradicionais esquemas subordinativos ou coordenativos. Ve- 12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se
jamos: refere.
(06) João é rico e feliz. Muito obrigado. (masculino singular)
Muito obrigada. (feminino singular).
(07) João não só é rico como também é feliz. 13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é
adjetivo e fica invariável quando é advérbio.
Os exemplos (06) e (07), semanticamente similares, Quero meio quilo de café.
apresentam arranjos sintáticos diferentes e atendem a neces- Minha mãe está meio exausta.
sidades comunicacionais e pragmáticas distintas. No exemplo É meio-dia e meia. (hora)
(06), a conjunção coordenativa aditiva e simplesmente reúne 14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam
dois termos coordenados entre si, que funcionam como predi- com o substantivo a que se referem.
cativos do sujeito. Por outro lado, no exemplo (07), não po- Trouxe anexas as fotografias que você me pediu.
demos afirmar que há uma simples união de predicativos A expressão em anexo é invariável.
referentes ao sujeito. De certa forma, há uma idéia de grada- Trouxe em anexo estas fotos.
ção enfática crescente do primeiro termo predicativo ao se- 15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc,
gundo, enunciados na superfície da sentença. que substituem advérbios em MENTE, permanecem in-
variáveis.
Vocês falaram alto demais.
Percebemos que os argumentos em defesa da corre- O combustível custava barato.
lação como um terceiro processo de estruturação sintática Você leu confuso.
são bastante contundentes. Entretanto, a maioria dos gramá- Ela jura falso.
ticos prefere não considerá-la como um processo distinto dos
demais, provavelmente por influência da tradição normativis-

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16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias constru-
se adjetivos, sofrem variação normalmente. ções possíveis.
Esses pneus custam caro. • que: Fui eu que fiz a lição.
Conversei bastante com eles. • quem: Fui eu quem fez a lição.
Conversei com bastantes pessoas. • o que: Fui eu o que fez a lição.
Estas crianças moram longe.
Conheci longes terras. 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam
o verbo na terceira pessoa do singular. Acompanhados
CONCORDÂNCIA VERBAL de auxiliar, transmitem a este sua impessoalidade.
Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
CASOS GERAIS Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e
discussões.
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.
O menino chegou. Os meninos chegaram. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no
singular. 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por
O pessoal ainda não chegou. um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO,
A turma não gostou disso. os verbos SER e PARECER concordam com o predicati-
Um bando de pássaros pousou na árvore. vo.
3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o Tudo são esperanças.
verbo só irá ao plural se tal núcleo vier acompanhado de Aquilo parecem ilusões.
artigo no plural. Aquilo é ilusão.
Os Estados Unidos são um grande país.
Os Lusíadas imortalizaram Camões. 2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o
Os Alpes vivem cobertos de neve. verbo SER concorda sempre com o nome ou pronome
Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singu- que vier depois.
lar. Que são florestas equatoriais?
Flores já não leva acento. Quem eram aqueles homens?
O Amazonas deságua no Atlântico.
Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz 3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordân-
elétrica. cia se fará com a expressão numérica.
4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) segui- São oito horas.
dos de nome no plural deixam o verbo no singular ou le- Hoje são 19 de setembro.
vam-no ao plural, indiferentemente. De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros.
A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prê-
mios. 4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o
A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram). verbo SER fica no singular.
5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concor- Três batalhões é muito pouco.
da com o sujeito paciente. Trinta milhões de dólares é muito dinheiro.
Vende-se um apartamento.
Vendem-se alguns apartamentos. 5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular.
6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do Maria era as flores da casa.
sujeito leva o verbo para a 3ª pessoa do singular. O homem é cinzas.
Precisa-se de funcionários.
7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a 6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o
acompanha no singular e o verbo no singular ou no plu- verbo SER concorda com o predicativo.
ral. Dançar e cantar é a sua atividade.
Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem) Estudar e trabalhar são as minhas atividades.
8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou
no plural. 7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o
Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul. verbo SER concorda com o pronome.
9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular. A ciência, mestres, sois vós.
Mais de um jurado fez justiça à minha música. Em minha turma, o líder sou eu.
10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NIN-
GUÉM, quando empregadas como sujeito e derem ideia 8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo
de síntese, pedem o verbo no singular. no infinitivo, apenas um deles deve ser flexionado.
As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição. Os meninos parecem gostar dos brinquedos.
11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, Os meninos parece gostarem dos brinquedos.
acompanham o sujeito.
Deu uma hora. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL
Deram três horas.
Bateram cinco horas. Regência é o processo sintático no qual um termo depen-
Naquele relógio já soaram duas horas. de gramaticalmente do outro.
12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o A regência nominal trata dos complementos dos nomes
verbo da frase em que é empregada concorda normal- (substantivos e adjetivos).
mente com o sujeito.
Ela é que faz as bolas. Exemplos:
Eu é que escrevo os programas. - acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM
13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
o sujeito é um pronome relativo. PARA = passagem
Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
Fui eu que fiz a lição A regência verbal trata dos complementos do verbo.

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• quando forem pronominais, constrói-se com objeto indire-
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA to:
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto) Esqueceram-se da reunião de hoje.
• pretender (transitivo indireto) Lembrei-me da sua fisionomia.
No sítio, aspiro o ar puro da montanha.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã. 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para
2. OBEDECER - transitivo indireto pessoa.
Devemos obedecer aos sinais de trânsito. • perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos.
3. PAGAR - transitivo direto e indireto • pagar - Pago o 13° aos professores.
Já paguei um jantar a você. • dar - Daremos esmolas ao pobre.
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto. • emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas. • ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto • agradecer - Agradeço as graças a Deus.
Prefiro Comunicação à Matemática. • pedir - Pedi um favor ao colega.

6. INFORMAR - transitivo direto e indireto. 16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto
Informei-lhe o problema. direto:
O amor implica renúncia.
7. ASSISTIR - morar, residir: • no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com
Assisto em Porto Alegre. a preposição COM:
• amparar, socorrer, objeto direto O professor implicava com os alunos
O médico assistiu o doente. • no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se
• PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto com a preposição EM:
Assistimos a um belo espetáculo. Implicou-se na briga e saiu ferido
• SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto
Assiste-lhe o direito. 17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a
preposição A:
8. ATENDER - dar atenção Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
Atendi ao pedido do aluno. quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer
• CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto dire- PARA:
to Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato
Atenderam o freguês com simpatia. Grosso.

9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto 18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não
A moça queria um vestido novo. tem pessoa como sujeito:
• GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá
O professor queria muito a seus alunos. aparecer na 3ª pessoa do singular, acompanhada do pro-
nome oblíquo. Quem sente dificuldade, será objeto indire-
10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto to.
Todos visamos a um futuro melhor. Custou-me confiar nele novamente.
• APONTAR, MIRAR - objeto direto Custar-te-á aceitá-la como nora.
O artilheiro visou a meta quando fez o gol.
• pör o sinal de visto - objeto direto SINAIS DE PONTUAÇÃO
O gerente visou todos os cheques que entraram naquele
dia.
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as
11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto pausas da linguagem oral.
indireto
Devemos obedecer aos superiores. PONTO
Desobedeceram às leis do trânsito. O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla-
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos
12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE comuns ele é chamado de simples.
• exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos. Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
Ele estabeleceu-se na Avenida São João. to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).

13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransiti-


PONTO DE INTERROGAÇÃO
vo.
É usado para indicar pergunta direta.
Essas tuas justificativas não procedem.
Onde está seu irmão?
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder,
constrói-se com a preposição DE.
Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do
A mim ?! Que ideia!
tupi-guarani
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a pre-
posição A. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
O secretário procedeu à leitura da carta. É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
14. ESQUECER E LEMBRAR Ó jovens! Lutemos!
• quando não forem pronominais, constrói-se com objeto
direto: VÍRGULA
Esqueci o nome desta aluna. A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-
Lembrei o recado, assim que o vi. sa na fala. Emprega-se a vírgula:

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• Nas datas e nos endereços: • A linha aérea São Paulo – Porto Alegre.
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
Largo do Paissandu, 128. ASPAS
• No vocativo e no aposto:
São usadas para:
Meninos, prestem atenção!
• Indicar citações textuais de outra autoria.
Termópilas, o meu amigo, é escritor.
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles)
• Nos termos independentes entre si:
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares:
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
Há quem goste de “jazz-band”.
caso é usado o duplo emprego da vírgula:
Não achei nada "legal" aquela aula de inglês.
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa-
• Para enfatizar palavras ou expressões:
droeira.
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite.
• Após alguns adjuntos adverbiais:
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc.
No dia seguinte, viajamos para o litoral.
"Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
• Em casos de ironia:
da vírgula:
A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente.
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor.
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão.
• Após a primeira parte de um provérbio.
O que os olhos não veem, o coração não sente.
• Em alguns casos de termos oclusos: PARÊNTESES
Eu gostava de maçã, de pera e de abacate. Empregamos os parênteses:
• Nas indicações bibliográficas.
"Sede assim qualquer coisa.
RETICÊNCIAS
serena, isenta, fiel".
• São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas").
Não me disseste que era teu pai que ...
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais:
• Para realçar uma palavra ou expressão.
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
olhos fora das órbitas. Amália se volta)".
• Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
(G. Figueiredo)
Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória:
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo
PONTO E VÍRGULA de fome."
• Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém (C. Lispector)
alguma simetria entre si. • Para isolar orações intercaladas:
"Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao des- "Estou certo que eu (se lhe ponho
conhecido, guardando consigo a ponta farpada. " Minha mão na testa alçada)
• Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu Sou eu para ela."
interior. (M. Bandeira)
Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais
calmo, resolveu o problema sozinho. COLCHETES [ ]
Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
DOIS PONTOS
• Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas? ASTERISCO
• Para indicar uma citação alheia: O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de alguma nota (observação).
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar-
que". BARRA
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri- A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
or: abreviaturas.
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido. Sinônimos e antônimos.
http://www.soportugues.com.br/secoes/seman/sem
TRAVESSÃO an5.php
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar
palavras ou frases Sinônimos
– "Quais são os símbolos da pátria?
– Que pátria? As palavras que possuem significados próximos são chama-
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos). das sinônimos. Exemplos:
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra casa - lar - moradia - residência
vez. longe - distante
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma delicioso - saboroso
coisa". (M. Palmério). carro - automóvel
• Usa-se para separar orações do tipo:
– Avante!- Gritou o general. Observe que o sentido dessas palavras são próximos, mas
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta. não são exatamente equivalentes. Dificilmente encontraremos
um sinônimo perfeito, uma palavra que signifique exatamente
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam a mesma coisa que outra.
uma cadeia de frase:
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
• A ponte Rio – Niterói.
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Há uma pequena diferença de significado entre palavras si- • Casa e lar
nônimas. Veja que, embora casa e lar sejam sinônimos, fica- • Contraveneno e antídoto
ria estranho se falássemos a seguinte frase:
• Diálogo e colóquio
Comprei um novo lar. • Encontrar e achar
Obs.: o uso de palavras sinônimas pode ser de grande • Enxergar e ver
utilidade nos processos de retomada de elementos que • Extinguir e abolir
inter-relacionam as partes dos textos. • Gostar e estimar
• Importante e relevante
Antônimos • Longe e distante
São palavras que possuem significados opostos, contrários. • Moral e ética
Exemplos: • Oposição e antítese
mal / bem • Percurso e trajeto
ausência / presença • Perguntar e questionar
fraco / forte • Saboroso e delicioso
claro / escuro • Transformação e metamorfose
subir / descer • Translúcido e diáfano
cheio / vazio
possível / impossível Antônimos
Sinônimos e Antônimos Do grego, o termo antônimo corresponde a união das pala-
http://www.todamateria.com.br/sinonimos-e-antonimos/ vras “anti” (algo contrário ou oposto) e “onymia” (nome). A
antonímia é o ramo da semântica que se debruça nos estudos
Os sinônimos e os antônimos designam palavras (substan- sobre as palavras antônimas. Do mesmo modo que os sinô-
tivos, adjetivos, verbos, complementos, etc.), que segundo nimos, os antônimos são utilizados como recursos estilísticos
seu significado, ora se assemelham (sinônimos) e ora são na produção dos textos.
opostas (antônimos). Exemplos de Antônimos
A semântica é o ramo da linguística encarregada de estudar Segue abaixo alguns exemplos de palavras antônimas:
as palavras e seus significados. Para tanto, enfoca nos estu- • Aberto e fechado
dos dos seguintes conceitos: sinônimos, antônimos, parôni- • Alto e baixo
mos e homônimos. • Amor e ódio
• Ativo e inativo
Sinônimos
Do grego, o termo sinônimo (synonymós) é formado pelas • Bendizer e maldizer
palavras “syn” (com); e “onymia” (nome), ou seja, no modo • Bem e mal
literal significa aquele que está com o nome ou mesmo seme- • Bom e mau
lhante a ele. Não obstante, a sinonímia é o ramo da semânti- • Bonito e feio
ca que estuda as palavras sinônimas, ou aquelas que possu- • Certo e errado
em significado ou sentido semelhante, sendo muito utilizadas • Doce e salgado
nas produções dos textos, uma vez que a repetição das pala-
• Duro e mole
vras empobrece o conteúdo.
Tipos de Sinônimos • Escuro e claro
Embora, muito estudiosos da área advogam sobre a inexis- • Forte e fraco
tência de palavras sinônimas (com valor semântico idêntico), • Gordo e magro
posto que para eles, cada palavra possui um significado dis- • Grosso e fino
tinto; de acordo com a aproximação semântica entre as pala- • Grande e pequeno
vras sinônimas, elas são classificadas de duas maneiras: • Inadequada e adequada
Sinônimos Perfeitos: são as palavras que compartilham
significados idênticos, por exemplo: léxico e vocabulário; • Ordem e anarquia
morrer e falecer; após e depois. • Pesado e leve
Sinônimos Imperfeitos: são as palavras que comparti- • Presente e ausente
lham significados semelhantes e não idênticos, por • Progredir e regredir
exemplo: feliz e alegre; cidade e município; córrego e • Quente e frio
riacho. • Rápido e lento
Exemplos de Sinônimos
Segue abaixo alguns exemplos de palavras sinônimas:
• Rico e pobre
• Adversário e antagonista • Rir e chorar
• Adversidade e problema • Sair e entrar
• Alegria e felicidade • Seco e molhado
• Alfabeto e abecedário • Simpático e antipático
• Ancião e idoso • Soberba e humildade
• Apresentar e expor • Sozinho e acompanhado
• Belo e bonito
• Brado e grito PARÔNIMOS E HOMÔNIMOS
• Bruxa e feiticeira
Parônimos: são palavras que apresentam significados diferen-
• Calmo e tranquilo tes embora sejam parecidas na grafia ou na pronúncia.
• Carinho e afeto
• Carro e automóvel “Estória” é a grafia antiga de “história” e essas palavras pos-
suem significados diferentes. Quando dizemos que alguém
• Cão e cachorro
nos contou uma estória, nos referimos a uma exposição ro-

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manceada de fatos imaginários, narrativas, contos ou fábulas; • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo
já quando dizemos que fizemos prova de história, nos referi- subentendida:
mos a dados históricos, que se baseiam em documentos ou Às 8 e 15 o despertador soou.
testemunhas. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as
palavras “moda” ou "maneira":
Ambas as palavras constam no Vocabulário Ortográfico da Aos domingos, trajava-se à inglesa.
Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Porém, Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
atualmente, segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua • Antes da palavra casa, se estiver determinada:
Portuguesa, é recomendável usar a grafia “história” para de- Referia-se à Casa Gebara.
nominar ambos os sentidos. • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio
lar.
Outros exemplos: Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de
Flagrante (evidente) / fragrante (perfumado) casa).
• Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de
Mandado (ordem judicial) / mandato (procuração) bordo.
Inflação (alta dos preços) / infração (violação) Voltou à terra onde nascera.
Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
Eminente (elevado) / iminente (prestes a ocorrer) Mas:
Os marinheiros vieram a terra.
Arrear (pôr arreios) / arriar (descer, cair)
O comandante desceu a terra.
• Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, mas aceite o artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferen-
significados diferentes. temente:
Vou até a (á ) chácara.
Acender (pôr fogo) / ascender (subir) Cheguei até a(à) muralha
Estrato (camada) / extrato (o que se extrai de) • A QUE - À QUE
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o
Bucho (estômago) / buxo (arbusto) feminino ocorrerá crase:
Espiar (observar) / expiar (reparar falta mediante cumprimento Houve um palpite anterior ao que você deu.
de pena) Houve uma sugestão anterior à que você deu.
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o
Tachar (atribuir defeito a) / taxar (fixar taxa) feminino não ocorrerá crase.
Não gostei do filme a que você se referia.
Por Marina Cabral
Não gostei da peça a que você se referia.
CRASE O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome
demonstrativo A que ocorre antes do QUE (pronome rela-
Crase é a fusão da preposição A com outro A. tivo), pode ocorrer antes do de:
Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem. Meu palpite é igual ao de todos
Minha opinião é igual à de todos.
EMPREGO DA CRASE
• em locuções adverbiais: NÃO OCORRE CRASE
à vezes, às pressas, à toa... • antes de nomes masculinos:
• em locuções prepositivas: Andei a pé.
em frente à, à procura de... Andamos a cavalo.
• em locuções conjuntivas: • antes de verbos:
à medida que, à proporção que... Ela começa a chorar.
• pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aque- Cheguei a escrever um poema.
las, aquilo, a, as • em expressões formadas por palavras repetidas:
Fui ontem àquele restaurante. Estamos cara a cara.
Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão: • antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senho-
Refiro-me àquilo e não a isto. rita e dona:
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza.
A CRASE É FACULTATIVA Escrevi a Vossa Excelência.
• diante de pronomes possessivos femininos: Dirigiu-se gentilmente à senhora.
Entreguei o livro a(à) sua secretária . • quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plu-
• diante de substantivos próprios femininos: ral:
Dei o livro à(a) Sônia. Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas.
CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes ad- VERBOS IRREGULARES
mitirem o artigo A:
DAR
Viajaremos à Colômbia.
Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
(Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia) Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
• Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
Curitiba, Brasília, Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
Alegre, São Paulo, Madri, Veneza, etc. Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
Viajaremos a Curitiba. Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
(Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
• Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de ad- MOBILIAR
Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
junto que o modifique.
Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
Ela se referiu à saudosa Lisboa. Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
Vou à Curitiba dos meus sonhos.
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Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis,
AGUAR disseram
Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão
Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam
Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis,
MAGOAR dissesse
Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem
Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, mago- Particípio dito
aram Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer
Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem
APIEDAR-SE Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram
Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais- Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram
vos, apiadam-se Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão
Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei- Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam
vos, apiedem-se Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam
Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis,
MOSCAR fizessem
Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem
Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus- Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer
quem
Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U PERDER
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem
RESFOLEGAR Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam
Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais, Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam
resfolgam
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis, PODER
resfolguem Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem
Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam
NOMEAR Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis,
Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam puderam
Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis, Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam
nomeavam Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis,
Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nome- pudessem
aram Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem
Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem Gerúndio podendo
Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear Particípio podido
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
COPIAR imperativo negativo
Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram PROVER
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá- Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem
reis, copiaram Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam
Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram
Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê-
reis, proveram
ODIAR Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão
Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis,
Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam proveriam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
odiaram Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem provessem
Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo
CABER Particípio provido
Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam QUERER
Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
coubéreis, couberam Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, reis, quiseram
coubessem Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no quisessem
imperativo negativo Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem

CRER REQUERER
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam requereram
Conjugam-se como crer, ler e descrer Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
requerereis, requereram
DIZER Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem requererão
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-

Língua Portuguesa 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


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ríeis, requereriam Imperativo negativo não há
Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem
Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, Infinitivo impessoal abolir
requeiram Gerúndio abolindo
Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos, Particípio abolido
requerêsseis, requeressem, O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou
Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes, I.
requerem
Gerúndio requerendo AGREDIR
Particípio requerido Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem
O verbo REQUERER não se conjuga como querer. Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam
REAVER Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I.
Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve- COBRIR
ram Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem
Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis, Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram
reouveram Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram
Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou- Particípio coberto
vésseis, reouvessem Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir
Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
reouverem FALIR
O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen- Presente do indicativo falimos, falis
ta a letra v Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram
SABER Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão
Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam
Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos, Presente do subjuntivo não há
soubéreis, souberam Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem
Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis, Imperativo afirmativo fali (vós)
soubessem Imperativo negativo não há
Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem
Gerúndio falindo
VALER Particípio falido
Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham FERIR
Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam
TRAZER Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados.
Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam MENTIR
Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam
trouxéreis, trouxeram Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam
Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir.
Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam
Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam FUGIR
Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxés- Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
seis, trouxessem Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam
Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe-
rem IR
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Gerúndio trazendo Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Particípio trazido Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
VER Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Particípio visto Gerúndio indo
Particípio ido
ABOLIR
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem OUVIR
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
aboliram Particípio ouvido
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam PEDIR
Presente do subjuntivo não há Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
abolissem Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
Imperativo afirmativo abole, aboli Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir

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(3) Advérbios
POLIR
Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem - Aqui se tem paz.
Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam - Sempre me dediquei aos estudos.
Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam - Talvez o veja na escola.
REMIR OBS: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de
Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem atrair o pronome.
Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
- Aqui, trabalha-se.
RIR (4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem - Alguém me ligou? (indefinido)
Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam - A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram - Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)
Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
(5) Em frases interrogativas.
Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam - Quanto me cobrará pela tradução?
Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam (6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam - Deus o abençoe!
Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem - Macacos me mordam!
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem - Deus te abençoe, meu filho!
Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem (7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
Gerúndio rindo - Em se plantando tudo dá.
Particípio rido
- Em se tratando de beleza, ele é campeão.
Conjuga-se como rir: sorrir
(8) Com formas verbais proparoxítonas
VIR - Nós o censurávamos.
Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
MESÓCLISE
Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – ama-
Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram rei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu –
Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
amaria, amarias, …)
Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham - Convidar-me-ão para a festa.
Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham - Convidar-me-iam para a festa.
Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Gerúndio vindo - Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.
Particípio vindo
Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir ÊNCLISE

SUMIR
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem - Tornarei-me……. (errada)
Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam - Tinha entregado-nos……….(errada)
Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam
Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
- Entregar-lhe (correta)
Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise)
- Não posso recebê-lo. (correta)
Por Cristiana Gomes Outros casos:
É o estudo da colocação dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, - Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo. - Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), - Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.
no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).
OBS: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa,
Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia. ocorrerá a próclise:
PRÓCLISE - Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
Usamos a próclise nos seguintes casos: - Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.

(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
ninguém, nem, de modo algum. Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio
- Nada me perturba. ou particípio.
- Ninguém se mexeu. AUX + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se
- De modo algum me afastarei daqui. houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.
- Ela nem se importou com meus problemas.
- Havia-lhe contado a verdade.
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, - Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
embora, logo, que.
AUX + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”. pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.
- É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros. Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.

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Gerúndio (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 3 - A expressão “um vazio imen-
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu. so” (3.º parágrafo) refere-se a
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu. (A) candidatos.
(B) pânico.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar (C) eles.
ou depois do verbo principal. (D) reação.
Infinitivo (E) esse campo.
- Não lhe quero dizer o que aconteceu. Leia o texto para responder às próximas 3 questões.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu. No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um levanta-
Gerúndio mento em grandes cidades de 31 países para descobrir como
- Não lhe ia dizendo a verdade. diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A conclu-
- Não ia dizendo-lhe a verdade. são foi que os brasileiros estão entre os povos mais atrasados
– do ponto de vista temporal, bem entendido – do mundo.
QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES: Foram analisadas a velocidade com que as pessoas percor-
rem determinada distância a pé no centro da cidade, o núme-
exercícios de Interpretação de texto ro de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos cor-
reios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois primeiros
Leia o texto para responder às próximas 3 questões. quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lu-
gar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o povo mais
pontual. Já as oito últimas posições no ranking são ocupadas
Sobre os perigos da leitura por países pobres.
Nos tempos em que eu era professor da Unicamp, fui desig- O estudo de Robert Levine associa a administração do tempo
nado presidente da comissão encarregada da seleção dos aos traços culturais de um país. “Nos Estados Unidos, por
candidatos ao doutoramento, o que é um sofrimento. Dizer exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor
esse entra, esse não entra é uma responsabilidade dolorida cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância
da qual não se sai sem sentimentos de culpa. Como, em 20 às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos”,
minutos de conversa, decidir sobre a vida de uma pessoa diz o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por
amedrontada? Mas não havia alternativas. Essa era a regra. exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um
Os candidatos amontoavam-se no corredor recordando o que convidado chegue mais de duas horas depois do combinado
haviam lido da imensa lista de livros cuja leitura era exigida. a uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os brasi-
Aí tive uma ideia que julguei brilhante. Combinei com os meus leiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários
colegas que faríamos a todos os candidatos uma única per- porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o
gunta, a mesma pergunta. Assim, quando o candidato entrava trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte
trêmulo e se esforçando por parecer confiante, eu lhe fazia a público?
pergunta, a mais deliciosa de todas: “Fale-nos sobre aquilo (Veja, 02.12.2009)
que você gostaria de falar!”. [...]
A reação dos candidatos, no entanto, não foi a esperada. (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 4 - De acordo com o texto, os
Aconteceu o oposto: pânico. Foi como se esse campo, aquilo brasileiros são piores do que outros povos em
sobre o que eles gostariam de falar, lhes fosse totalmente (A) eficiência de correios e andar a pé.
desconhecido, um vazio imenso. Papaguear os pensamentos (B) ajuste de relógios e andar a pé.
dos outros, tudo bem. Para isso, eles haviam sido treinados (C) marcar compromissos fora de hora.
durante toda a sua carreira escolar, a partir da infância. Mas (D) criar desculpas para atrasos.
falar sobre os próprios pensamentos – ah, isso não lhes tinha (E) dar satisfações por atrasos.
sido ensinado!
Na verdade, nunca lhes havia passado pela cabeça que al- (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 5 - Pondo foco no processo de
guém pudesse se interessar por aquilo que estavam pensan- coesão textual do 2.º parágrafo, pode-se concluir que Levine
do. Nunca lhes havia passado pela cabeça que os seus pen- é um
samentos pudessem ser importantes. (A) jornalista.
(Rubem Alves, www.cuidardoser.com.br. Adaptado) (B) economista.
(C) cronometrista.
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 1 - De acordo com o texto, os (D) ensaísta.
candidatos (E) psicólogo.
(A) não tinham assimilado suas leituras.
(B) só conheciam o pensamento alheio. (TJ/SP – 2010 – VUNESP) 6 - A expressão chá de cadeira,
(C) tinham projetos de pesquisa deficientes. no texto, tem o significado de
(D) tinham perfeito autocontrole. (A) bebida feita com derivado de pinho.
(E) ficavam em fila, esperando a vez. (B) ausência de convite para dançar.
(C) longa espera para conseguir assento.
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 2 - O autor entende que os candi- (D) ficar sentado esperando o chá.
datos deveriam (E) longa espera em diferentes situações.
(A) ter opiniões próprias.
(B) ler os textos requeridos.
(C) não ter treinamento escolar.
(D) refletir sobre o vazio.
(E) ter mais equilíbrio.

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Leia o texto para responder às próximas 4 questões. (C) a Gillette já cortou, de fato, o contrato com o jogador fran-
cês.
(D) a Fifa reprovou amplamente a atitude antiesportiva de
Thierry Henry.
(E) a situação de Thierry, como garoto-propaganda da Gillet-
te, ficou instável.

(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 9 - A expressão diz que não, no


final do 2.º parágrafo, significa que
(A) a Procter & Gamble nega o rompimento do contrato.
(B) o jogo em que a França se classificou deve ser refeito.
(C) a repercussão na França foi bastante negativa.
(D) a Procter & Gamble é proprietária da Gillette.
(E) os publicitários franceses se opõem a Thierry.

(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 10 - Segundo a revista Forbes,


(A) Thierry deverá perder muito dinheiro daqui para frente.
(B) há três jogadores que faturam mais que Thierry em publi-
cidade.
(C) o jogador francês possui contratos publicitários milioná-
rios.
(D) o ganho de Thierry, somado à publicidade, ultrapassa 28
milhões.
(E) é um absurdo o que o jogador ganha com o futebol e a
Zelosa com sua imagem, a empresa multinacional Gillette publicidade.
retirou a bola da mão, em uma das suas publicidades, do
atacante francês Thierry Henry, garoto-propaganda da marca As 2 questões a seguir baseiam-se no texto abaixo.
com quem tem um contrato de 8,4 milhões de dólares anuais. Em 2008, Nicholas Carr assinou, na revista The Atlantic, o
A jogada previne os efeitos desastrosos para vendas de seus polêmico artigo "Estará o Google nos tornando estúpidos?" O
produtos, depois que o jogador trapaceou, tocando e contro- texto ganhou a capa da revista e, desde sua publicação, en-
lando a bola com a mão, para ajudar no gol que classificou a contra-se entre os mais lidos de seu website. O autor nos
França para a Copa do Mundo de 2010. (...) brinda agora com The Shallows: What the internet is
Na França, onde 8 em cada dez franceses reprovam o gesto doing with our brains, um livro instrutivo e provocativo, que
irregular, Thierry aparece com a mão no bolso. Os publicitá- dosa linguagem fluida com a melhor tradição dos livros de
rios franceses acham que o gato subiu no telhado. A Gillette disseminação científica.
prepara o rompimento do contrato. O serviço de comunicação Novas tecnologias costumam provocar incerteza e medo. As
da gigante Procter & Gamble, proprietária da Gillette, diz que reações mais estridentes nem sempre têm fundamentos cien-
não. tíficos. Curiosamente, no caso da internet, os verdadeiros
Em todo caso, a empresa gostaria que o jogo fosse refeito, fundamentos científicos deveriam, sim, provocar reações
que a trapaça não tivesse acontecido. Na impossibilidade, muito estridentes. Carr mergulha em dezenas de estudos
refez o que está ao seu alcance, sua publicidade. científicos sobre o funcionamento do cérebro humano. Con-
Segundo lista da revista Forbes, Thierry Henry é o terceiro clui que a internet está provocando danos em partes do cére-
jogador de futebol que mais lucra com a publicidade – seus bro que constituem a base do que entendemos como inteli-
contratos somam 28 milhões de dólares anuais. (...) gência, além de nos tornar menos sensíveis a sentimentos
(Veja, 02.11.2009. Adaptado) como compaixão e piedade.
O frenesi hipertextual da internet, com seus múltiplos e inces-
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 7 - A palavra jogada, em – A joga- santes estímulos, adestra nossa habilidade de tomar peque-
da previne os efeitos desastrosos para venda de seus produ- nas decisões. Saltamos textos e imagens, traçando um cami-
tos... – refere-se ao fato de nho errático pelas páginas eletrônicas. No entanto, esse ga-
(A) Thierry Henry ter dado um passe com a mão para o gol da nho se dá à custa da perda da capacidade de alimentar nossa
França. memória de longa duração e estabelecer raciocínios mais
(B) a Gillette ter modificado a publicidade do futebolista fran- sofisticados. Carr menciona a dificuldade que muitos de nós,
cês. depois de anos de exposição à internet, agora experimentam
(C) a Gillete não concordar com que a França dispute a Copa diante de textos mais longos e elaborados: as sensações de
do Mundo. impaciência e de sonolência, com base em estudos científicos
(D) Thierry Henry ganhar 8,4 milhões de dólares anuais com a sobre o impacto da internet no cérebro humano. Segundo o
propaganda. autor, quando navegamos na rede, "entramos em um ambien-
(E) a FIFA não ter cancelado o jogo em que a França se clas- te que promove uma leitura apressada, rasa e distraída, e um
sificou. aprendizado superficial."
A internet converteu-se em uma ferramenta poderosa para a
(TJ/SP – 2010 – VUNESP) 8 - A expressão o gato subiu no transformação do nosso cérebro e, quanto mais a utilizamos,
telhado é parte de uma conhecida anedota em que uma mu- estimulados pela carga gigantesca de informações, imersos
lher, depois de contar abruptamente ao marido que seu gato no mundo virtual, mais nossas mentes são afetadas. E não se
tinha morrido, é advertida de que deveria ter dito isso aos trata apenas de pequenas alterações, mas de mudanças
poucos: primeiramente, que o gato tinha subido no telhado, substanciais físicas e funcionais. Essa dispersão da atenção
depois, que tinha caído e, depois, que tinha morrido. No texto vem à custa da capacidade de concentração e de refle-
em questão, a expressão pode ser interpretada da seguinte xão.(Thomaz Wood Jr. Carta capital, 27 de outubro de 2010,
maneira: p. 72, com adaptações)
(A) foi com a “mão do gato” que Thierry assegurou a classifi-
cação da França.
(B) Thierry era um bom jogador antes de ter agido com má fé.

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(MP/RS – 2010 – FCC) 11 - O assunto do texto está correta- (MP/RS – 2010 – FCC) 13 - Não por acaso oito Estados já
mente resumido em: registram mais mortes por acidentes no trânsito do que por
(A) O uso da internet deveria motivar reações contrárias de homicídios. A afirmativa final do texto surge como
inúmeros especialistas, a exemplo de Nicholas Carr, que (A) constatação baseada no fato de que os brasileiros dese-
procura descobrir as conexões entre raciocínio lógico e estu- jam possuir um carro, mas perdem muito tempo em congesti-
dos científicos sobre o funcionamento do cérebro. onamentos.
(B) O mundo virtual oferecido pela internet propicia o desen- (B) observação irônica quanto aos problemas decorrentes do
volvimento de diversas capacidades cerebrais em todos aque- aumento na utilização de carros, com danos provocados ao
les que se dedicam a essa navegação, ainda pouco estuda- meio ambiente.
das e explicitadas em termos científicos. (C) comprovação de que a compra de um carro é sinônimo de
(C) Segundo Nicholas Carr, o uso frequente da internet pro- status e, por isso, constitui o maior sonho de consumo do
duz alterações no funcionamento do cérebro, pois estimula brasileiro.
leituras superficiais e distraídas, comprometendo a formula- (D) hipótese de que a vida nas cidades menores tem perdido
ção de raciocínios mais sofisticados. qualidade, pois os brasileiros desses municípios passaram a
(D) Usar a internet estimula funções cerebrais, pelas facilida- utilizar seus carros até para percorrer curtas distâncias.
des de percepção e de domínio de assuntos diversificados e (E) conclusão coerente com todo o desenvolvimento, a partir
de formatos diferenciados de textos, que permitem uma leitu- de um título que poderia ser: Carro, problema que se agrava.
ra dinâmica e de acordo com o interesse do usuário.
(E) O novo livro de Nicholas Carr, a ser publicado, desperta a (MP/RS – 2010 – FCC) 14 - As ideias mais importantes conti-
curiosidade do leitor pelo tratamento ficcional que seu autor das no 2o parágrafo constam, com lógica e correção, de:
aplica a situações concretas do funcionamento do cérebro, (A) A facilidade de crédito e a isenção de impostos são al-
trazidas pelo uso disseminado da internet. guns elementos que tem colaborado para a realização do
sonho de ter um carro nas cidades menores, e os brasileiros
(MP/RS – 2010 – FCC) 12 - Curiosamente, no caso da inter- desses municípios passaram a utilizar seus carros para per-
net, os verdadeiros fundamentos científicos deveriam, sim, correr curtas distâncias, além dos congestionamentos e dos
provocar reações muito estridentes. O autor, para embasar a alertas das autoridades sobre os danos provocados ao meio
opinião exposta no 2o parágrafo, ambiente pelo aumento da frota.
(A) se vale da enorme projeção conferida ao pesquisador (B) Cidades menores tiveram suas frotas aumentadas em
antes citado, ironicamente oferecida pela própria internet, em progressão geométrica nos últimos anos em razão da facili-
seu website. dade de crédito e da isenção de impostos, elementos que têm
(B) apoia-se nas conclusões de Nicholas Carr, baseadas colaborado para a aquisição de carros que passaram a ser
em dezenas de estudos científicos sobre o funcionamento do utilizados até mesmo para percorrer curtas distâncias, apesar
cérebro humano. dos congestionamentos e dos alertas das autoridades sobre
(C) condena, desde o início, as novas tecnologias, cujo uso os danos provocados ao meio ambiente.
indiscriminado vemprovocando danos em partes do cérebro. (C) O menor custo de vida em cidades menores, com baixo
(D) considera, como base inicial de constatação a respeito do índice de desemprego e poder aquisitivo mais alto, aumenta-
uso da internet, que ela nos torna menos sensíveis a senti- ram suas frotas em progressão geométrica nos últimos anos,
mentos como compaixão e piedade. com a facilidade de crédito e a isenção de impostos, que são
(E) questiona a ausência de fundamentos científicos que, no alguns dos elementos que têm colaborado para a realização
caso da internet, [...]deveriam, sim, provocar reações muito do sonho dos brasileiros de ter um carro.
estridentes. (D) É nas cidades menores, com custo de vida menos eleva-
do que o das capitais, baixo índice de desemprego e poder
As 2 questões a seguir baseiam-se no texto abaixo. aquisitivo mais alto, que tiveram suas frotas aumentadas em
progressão geométrica nos últimos anos pela facilidade de
Também nas cidades de porte médio, localizadas nas vizi- crédito e a isenção de impostos são alguns dos elementos
nhanças das regiões metropolitanas do Sudeste e do Sul do que tem colaborado para a realização do sonho de ter um
país, as pessoas tendem cada vez mais a optar pelo carro carro.
para seus deslocamentos diários, como mostram dados do (E) Os brasileiros de cidades menores passaram até a percor-
Departamento Nacional de Trânsito. Em consequência, con- rer curtas distâncias com seus carros, pela facilidade de crédi-
gestionamentos, acidentes, poluição e altos custos de manu- to e a isenção de impostos, que são elementos que têm cola-
tenção da malha viária passaram a fazer parte da lista dos borado para a realização do sonho de tê-los, e com custo de
principais problemas desses municípios. vida menos elevado que o das capitais, baixo índice de de-
Cidades menores, com custo de vida menos elevado que o semprego e poder aquisitivo mais alto, tiveram suas frotas
das capitais, baixo índice de desemprego e poder aquisitivo aumentadas em progressão geométrica nos últimos anos.
mais alto, tiveram suas frotas aumentadas em progressão
geométrica nos últimos anos. A facilidade de crédito e a isen- Leia o texto para responder às próximas 4 questões.
ção de impostos são alguns dos elementos que têm colabo- Os eletrônicos “verdes”
rado para a realização do sonho de ter um carro. E os brasi- Vai bem a convivência entre a indústria de eletrônica e aquilo
leiros desses municípios passaram a utilizar seus carros até que é politicamente correto na área ambiental. É seguindo
para percorrer curtas distâncias, mesmo perdendo tempo em essa trilha “verde” que a Motorola anunciou o primeiro celular
congestionamentos e apesar dos alertas das autoridades do mundo feito de garrafas plásticas recicladas. Ele se chama
sobre os danos provocados ao meio ambiente pelo aumento W233 Eco e é também o primeiro telefone com certificado
da frota. CarbonFree, que prevê a compensação do carbono emitido
Além disso, carro continua a ser sinônimo de status para na fabricação e distribuição de um produto. Se um celular
milhões de brasileiros de todas as regiões. A sua necessidade pode ser feito de garrafas, por que não se produz um laptop a
vem muitas vezes em segundo lugar. Há 35,3 milhões de partir do bambu? Essa ideia ganhou corpo com a fabricante
veículos em todo o país, um crescimento de 66% nos últimos taiwanesa Asus: tratase do Eco Book que exibe revestimento
nove anos. Não por acaso oito Estados já registram mais de tiras dessa planta. Computadores “limpos” fazem uma
mortes por acidentes no trânsito do que por homicídios. importante diferença no efeito estufa e para se ter uma noção
(O Estado de S. Paulo, Notas e Informações, A3, 11 de se- do impacto de sua produção e utilização basta olhar o resul-
tembro de 2010, com adaptações) tado de uma pesquisa da empresa americana de consultoria
Gartner Group. Ela revela que a área de TI (tecnologia da

Língua Portuguesa 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


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informação) já é responsável por 2% de todas as emissões de (B) pesquisa acerca do uso de bambu em teclados
dióxido de carbono na atmosfera. de laptops.
Além da pesquisa da Gartner, há um estudo realizado nos (C) descobriu que impressoras cujos cartuchos são de borra
EUA pela Comunidade do Vale do Silício. Ele aponta que a de chá não duram muito.
inovação “verde” permitirá adotar mais máquinas com o (D) responsabiliza a fabricação de celulares pelas emissões
mesmo consumo de energia elétrica e reduzir os custos de de dióxido de carbono no meio ambiente.
orçamento. Russel Hancock, executivo-chefe da Fundação da (E) está de acordo com outras empresas a favor do uso de
Comunidade do Vale do Silício, acredita que as tecnologias materiais recicláveis em eletrônicos.
“verdes” também conquistarão espaço pelo fato de que, atu-
almente, conta pontos junto ao consumidor ter-se uma ima- (CREMESP – 2011 - VUNESP) 19 - No texto, o estudo reali-
gem de empresa sustentável. zado pela Comunidade do Vale do Silício
O estudo da Comunidade chegou às mãos do presidente da (A) é o primeiro passo para a implantação de laptops feitos
Apple, Steve Jobs, e o fez render-se às propostas do “ecolo- com tiras de bambu.
gicamente correto” – ele era duramente criticado porque dava (B) contribuirá para que haja mais lucro nas empresas, com
aval à utilização de mercúrio, altamente prejudicial ao meio redução de custos.
ambiente, na produção de seus iPods e laptops. Preocupado (C) ainda está pesquisando acerca do uso de mercúrio em
em não perder espaço, Jobs lançou a nova linha do Macbook eletrônicos.
Pro com estrutura de vidro e alumínio, tudo reciclável. E a (D) será decisivo para evitar o efeito estufa na atmosfera.
RITI Coffee Printer chegou à sofisticação de criar uma im- (E) permite a criação de uma impressora que funciona com
pressora que, em vez de tinta, se vale de borra de café ou de energia mecânica.
chá no processo de impressão. Basta que se coloque a folha
de papel no local indicado e se despeje a borra de café no Leia o texto para responder à questão a seguir.
cartucho – o equipamento não é ligado em tomada e sua Quanto veneno tem nossa comida?
energia provém de ação mecânica transformada em energia Desde que os pesticidas sintéticos começaram a ser produzi-
elétrica a partir de um gerador. Se pensarmos em quantos dos em larga escala, na década de 1940, há dúvidas sobre o
cafezinhos são tomados diariamente em grandes empresas, perigo para a saúde humana. No campo, em contato direto
dá para satisfazer perfeitamente a demanda da impressora. com agrotóxicos, alguns trabalhadores rurais apresentaram
(Luciana Sgarbi, Revista Época, 22.09.2009. Adaptado) intoxicações sérias. Para avaliar o risco de gente que apenas
consome os alimentos, cientistas costumam fazer testes com
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 15 - Leia o trecho: Vai bem a ratos e cães, alimentados com doses altas desses venenos. A
convivência entre a indústria de eletrônica e aquilo que é partir do resultado desses testes e da análise de alimentos in
politicamente correto na área ambiental. É correto afirmar natura (para determinar o grau de resíduos do pesticida na
que a frase inicial do texto pode ser interpretada como comida), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
(A) a união das empresas Motorola e RITI Coffee Printer para estabelece os valores máximos de uso dos agrotóxicos para
criar um novo celular com fibra de bambu. cada cultura. Esses valores têm sido desrespeitados, segun-
(B) a criação de um equipamento eletrônico com estrutura de do as amostras da Anvisa. Alguns alimentos têm excesso de
vidro que evita a emissão de dióxido de carbono na atmosfe- resíduos, outros têm resíduos de agrotóxicos que nem deve-
ra. riam estar lá. Esses excessos, isoladamente, não são tão
(C) o aumento na venda de celulares feitos com CarbonFree, prejudiciais, porque em geral não ultrapassam os limites que
depois que as empresas nacionais se uniram à fabricante o corpo humano aguenta. O maior problema é que eles se
taiwanesa. somam – ninguém come apenas um tipo de alimen-
(D) o compromisso firmado entre a empresa Apple e consulto- to.(Francine Lima, Revista Época, 09.08.2010)
ria Gartner Group para criar celulares sem o uso de carbono.
(E) a preocupação de algumas empresas em criarem apare- (CREMESP – 2011 - VUNESP) 20 - Com a leitura do texto,
lhos eletrônicos que não agridam o meio ambiente. pode-se afirmar que
(A) segundo testes feitos em animais, os agrotóxicos causam
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 16 - Em – Computadores intoxicações.
“limpos” fazem uma importante diferença no efeito estufa... – (B) a produção em larga escala de pesticidas sintéticos tem
a expressão entre aspas pode ser substituída, sem alterar o ocasionado doenças incuráveis.
sentido no texto, por: (C) as pessoas que ingerem resíduos de agrotóxicos são
(A) com material reciclado. mais propensas a terem doenças de estômago.
(B) feitos com garrafas plásticas. (D) os resíduos de agrotóxicos nos alimentos podem causar
(C) com arquivos de bambu. danos ao organismo.
(D) feitos com materiais retirados da natureza. (E) os cientistas descobriram que os alimentos in natura têm
(E) com teclado feito de alumínio. menos resíduos de agrotóxicos.
http://www.gramatiquice.com.br/2011/02/exercicios-
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 17 - A partir da leitura do interpretacao-de-texto-ii_02.html
texto, pode-se concluir que
(A) as pesquisas na área de TI ainda estão em fase inicial. RESPOSTAS
(B) os consumidores de eletrônicos não se preocupam com o 01. B 11. C
material com que são feitos. 02. A 12. B
(C) atualmente, a indústria de eletrônicos leva em conta o 03. E 13. E
efeito estufa. 04. B 14. B
(D) os laptops feitos com fibra de bambu têm maior durabili- 05. E 15. E
dade. 06. E 16. A
(E) equipamentos ecologicamente corretos não têm um mer- 07. B 17. C
cado de vendas assegurado. 08. E 18. E
09. A 19. B
(CREMESP – 2011 - VUNESP) 18 - O presidente da Apple, 10. C 20. D
Steve Jobs,
(A) preocupa-se com o carbono emitido na fabricação de
produtos eletrônicos.

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sentantes negativos.

Note que este conjunto não possui início nem fim


(ao contrário dos naturais, que possui um início e não
possui fim).

Assim como no conjunto dos naturais, podemos re-


presentar todos os inteiros sem o ZERO com a mesma
CONJUNTOS NUMÉRICOS notação usada para os NATURAIS.
Z* = {..., -2, -1, 1, 2, ...}
Conjuntos numéricos podem ser representados de Em algumas situações, teremos a necessidade de
diversas formas. A forma mais simples é dar um nome representar o conjunto dos números inteiros que NÃO
ao conjunto e expor todos os seus elementos, um ao SÃO NEGATIVOS.
lado do outro, entre os sinais de chaves. Veja o exem-
plo abaixo: Para isso emprega-se o sinal "+" ao lado do símbolo
A = {51, 27, -3} do conjunto (vale a pena lembrar que esta simbologia
representa os números NÃO NEGATIVOS, e não os
Esse conjunto se chama "A" e possui três termos, números POSITIVOS, como muita gente diz). Veja o
que estão listados entre chaves. exemplo abaixo:
Z+ = {0,1, 2, 3, 4, 5, ...}
Os nomes dos conjuntos são sempre letras maiús-
culas. Quando criamos um conjunto, podemos utilizar
qualquer letra. Obs.1: Note que agora sim este conjunto possui um
início. E você pode estar pensando "mas o zero não é
Vamos começar nos primórdios da matemática. positivo". O zero não é positivo nem negativo, zero é
- Se eu pedisse para você contar até 10, o que você NULO.
me diria?
- Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove Ele está contido neste conjunto, pois a simbologia
e dez. do sinalzinho positivo representa todos os números
NÃO NEGATIVOS, e o zero se enquadra nisto.
Pois é, estes números que saem naturalmente de
sua boca quando solicitado, são chamados de números Se quisermos representar somente os positivos (ou
NATURAIS, o qual é representado pela letra . seja, os não negativos sem o zero), escrevemos:
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, ...}
Foi o primeiro conjunto inventado pelos homens, e
tinha como intenção mostrar quantidades. Pois assim teremos apenas os positivos, já que o
*Obs.: Originalmente, o zero não estava incluído zero não é positivo.
neste conjunto, mas pela necessidade de representar
uma quantia nula, definiu-se este número como sendo Ou também podemos representar somente os intei-
pertencente ao conjunto dos Naturais. Portanto: ros NÃO POSITIVOS com:
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...} Z - ={...,- 4, - 3, - 2, -1 , 0}

Obs.2: Como o zero originou-se depois dos outros Obs.: Este conjunto possui final, mas não possui
números e possui algumas propriedades próprias, al- início.
gumas vezes teremos a necessidade de representar o
conjunto dos números naturais sem incluir o zero. Para E também os inteiros negativos (ou seja, os não po-
isso foi definido que o símbolo * (asterisco) empregado sitivos sem o zero):
ao lado do símbolo do conjunto, iria representar a au-
Z*- ={...,- 4, - 3, - 2, -1}
sência do zero. Veja o exemplo abaixo:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Assim:
Estes números foram suficientes para a sociedade
durante algum tempo. Com o passar dos anos, e o Conjunto dos Números Naturais
aumento das "trocas" de mercadorias entre os homens, São todos os números inteiros positivos, incluindo o
foi necessário criar uma representação numérica para zero. É representado pela letra maiúscula N.
as dívidas. Caso queira representar o conjunto dos números natu-
rais não-nulos (excluindo o zero), deve-se colocar um *
Com isso inventou-se os chamados "números nega- ao lado do N:
tivos", e junto com estes números, um novo conjunto: o N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10, ...}
conjunto dos números inteiros, representado pela letra N* = {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11, ...}
.
Conjunto dos Números Inteiros
O conjunto dos números inteiros é formado por to- São todos os números que pertencem ao conjunto
dos os números NATURAIS mais todos os seus repre- dos Naturais mais os seus respectivos opostos (negati-

Matemática 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


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vos). números reais existem infinitos números reais (ou seja,
na reta, entre dois pontos associados a dois números
São representados pela letra Z: reais, existem infinitos pontos).
Z = {... -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
Veja a representação na reta de :
O conjunto dos inteiros possui alguns subconjuntos,
eles são:

- Inteiros não negativos


São todos os números inteiros que não são negati-
vos. Logo percebemos que este conjunto é igual ao
conjunto dos números naturais. Fonte:
http://www.infoescola.com/matematica/conjuntos-
numericos/
É representado por Z+:
Z+ = {0,1,2,3,4,5,6, ...} CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (N)
- Inteiros não positivos ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO
São todos os números inteiros que não são positi-
Veja a operação: 2 + 3 = 5 .
vos. É representado por Z-:
A operação efetuada chama-se adição e é indicada
Z- = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
escrevendo-se o sinal + (lê-se: “mais") entre os núme-
ros.
- Inteiros não negativos e não-nulos
É o conjunto Z+ excluindo o zero. Representa-se es-
Os números 2 e 3 são chamados parcelas. 0 núme-
se subconjunto por Z*+:
ro 5, resultado da operação, é chamado soma.
Z*+ = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
Z*+ = N*
2 → parcela
+ 3 → parcela
- Inteiros não positivos e não nulos 5 → soma
São todos os números do conjunto Z- excluindo o
zero. Representa-se por Z*-. A adição de três ou mais parcelas pode ser efetua-
Z*- = {... -4, -3, -2, -1} da adicionando-se o terceiro número à soma dos dois
primeiros ; o quarto número à soma dos três primeiros
Conjunto dos Números Racionais e assim por diante.
Os números racionais é um conjunto que engloba 3+2+6 =
os números inteiros (Z), números decimais finitos (por 5 + 6 = 11
exemplo, 743,8432) e os números decimais infinitos
periódicos (que repete uma sequência de algarismos Veja agora outra operação: 7 – 3 = 4
da parte decimal infinitamente), como "12,050505...",
são também conhecidas como dízimas periódicas. Quando tiramos um subconjunto de um conjunto,
realizamos a operação de subtração, que indicamos
Os racionais são representados pela letra Q. pelo sinal - .
7 → minuendo
Conjunto dos Números Irracionais –3 → subtraendo
É formado pelos números decimais infinitos não- 4 → resto ou diferença
periódicos. Um bom exemplo de número irracional é o
número PI (resultado da divisão do perímetro de uma
0 minuendo é o conjunto maior, o subtraendo o sub-
circunferência pelo seu diâmetro), que vale 3,14159265
conjunto que se tira e o resto ou diferença o conjunto
.... Atualmente, supercomputadores já conseguiram
que sobra.
calcular bilhões de casas decimais para o PI.
Somando a diferença com o subtraendo obtemos o
Também são irracionais todas as raízes não exatas,
minuendo. Dessa forma tiramos a prova da subtração.
como a raiz quadrada de 2 (1,4142135 ...)
4+3=7
Conjunto dos Números Reais
EXPRESSÕES NUMÉRICAS
É formado por todos os conjuntos citados anterior-
mente (união do conjunto dos racionais com os irracio-
nais). Para calcular o valor de uma expressão numérica
envolvendo adição e subtração, efetuamos essas ope-
Representado pela letra R. rações na ordem em que elas aparecem na expressão.

Representação geométrica de Exemplos: 35 – 18 + 13 =


A cada ponto de uma reta podemos associar um 17 + 13 = 30
único número real, e a cada número real podemos as- Veja outro exemplo: 47 + 35 – 42 – 15 =
sociar um único ponto na reta. 82 – 42 – 15=
Dizemos que o conjunto é denso, pois entre dois 40 – 15 = 25

Matemática 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Solução:
Quando uma expressão numérica contiver os sinais x + 8 = 20
de parênteses ( ), colchetes [ ] e chaves { }, procede- x = 20 – 8
remos do seguinte modo: x = 12
1º Efetuamos as operações indicadas dentro dos
parênteses; 4) Determine o número natural do qual, subtraindo
2º efetuamos as operações indicadas dentro dos 62, obtemos 43.
colchetes; Solução:
3º efetuamos as operações indicadas dentro das x – 62 = 43
chaves. x = 43 + 62
x = 105
1) 35 +[ 80 – (42 + 11) ] =
= 35 + [ 80 – 53] = Para sabermos se o problema está correto é sim-
= 35 + 27 = 62 ples, basta substituir o x pelo valor encontrado e reali-
zarmos a operação. No último exemplo temos:
2) 18 + { 72 – [ 43 + (35 – 28 + 13) ] } = x = 105
= 18 + { 72 – [ 43 + 20 ] } = 105 – 62 = 43
= 18 + { 72 – 63} =
= 18 + 9 = 27 MULTIPLICAÇÃO

CÁLCULO DO VALOR DESCONHECIDO Observe: 4 X 3 =12

Quando pretendemos determinar um número natu- A operação efetuada chama-se multiplicação e é in-
ral em certos tipos de problemas, procedemos do se- dicada escrevendo-se um ponto ou o sinal x entre os
guinte modo: números.
- chamamos o número (desconhecido) de x ou
qualquer outra incógnita ( letra ) Os números 3 e 4 são chamados fatores. O número
- escrevemos a igualdade correspondente 12, resultado da operação, é chamado produto.
- calculamos o seu valor 3 X 4 = 12

Exemplos: 3 fatores
1) Qual o número que, adicionado a 15, é igual a 31? X 4
12 produto
Solução:
Seja x o número desconhecido. A igualdade cor- Por convenção, dizemos que a multiplicação de
respondente será: qualquer número por 1 é igual ao próprio número.
x + 15 = 31
A multiplicação de qualquer número por 0 é igual a 0.
Calculando o valor de x temos:
x + 15 = 31 A multiplicação de três ou mais fatores pode ser efe-
x + 15 – 15 = 31 – 15 tuada multiplicando-se o terceiro número pelo produto
x = 31 – 15 dos dois primeiros; o quarto numero pelo produto dos
x = 16 três primeiros; e assim por diante.
3 x 4 x 2 x 5 =
Na prática , quando um número passa de um lado 12 x 2 x 5
para outro da igualdade ele muda de sinal. 24 x 5 = 120
2) Subtraindo 25 de um certo número obtemos 11. EXPRESSÕES NUMÉRICAS
Qual é esse número?
Sinais de associação
Solução:
O valor das expressões numéricas envolvendo as
Seja x o número desconhecido. A igualdade corres-
operações de adição, subtração e multiplicação é obti-
pondente será:
x – 25 = 11 do do seguinte modo:
x = 11 + 25 - efetuamos as multiplicações
x = 36 - efetuamos as adições e subtrações, na ordem
em que aparecem.
Passamos o número 25 para o outro lado da igual-
1) 3.4 + 5.8– 2.9=
dade e com isso ele mudou de sinal.
=12 + 40 – 18
= 34
3) Qual o número natural que, adicionado a 8, é
igual a 20?
2) 9 . 6 – 4 . 12 + 7 . 2 =
= 54 – 48 + 14 =
= 20

Matemática 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


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PROBLEMAS
Não se esqueça:
Se na expressão ocorrem sinais de parênteses col- 1) Determine um número natural que, multiplica-
chetes e chaves, efetuamos as operações na ordem do por 17, resulte 238.
em que aparecem: X . 17 = 238
1º) as que estão dentro dos parênteses X = 238 : 17
2º) as que estão dentro dos colchetes X = 14
3º) as que estão dentro das chaves. Prova: 14 . 17 = 238

Exemplo: 2) Determine um número natural que, dividido


22 + {12 +[ ( 6 . 8 + 4 . 9 ) – 3 . 7] – 8 . 9 } por 62, resulte 49.
= 22 + { 12 + [ ( 48 + 36 ) – 21] – 72 } = x : 62 = 49
= 22 + { 12 + [ 84 – 21] – 72 } = x = 49 . 62
= 22 + { 12 + 63 – 72 } = x = 3038
= 22 + 3 =
= 25 3) Determine um número natural que, adicionado
a 15, dê como resultado 32
DIVISÃO x + 15 = 32
x = 32 – 15
Observe a operação: 30 : 6 = 5 x =17

Também podemos representar a divisão das se- 4) Quanto devemos adicionar a 112, a fim de ob-
guintes maneiras: termos 186?
x + 112 = 186
30 x = 186 – 112
30 6 ou =5
6 x = 74
0 5
5) Quanto devemos subtrair de 134 para obter-
O dividendo (D) é o número de elementos do con- mos 81?
junto que dividimos o divisor (d) é o número de elemen- 134 – x = 81
tos do subconjunto pelo qual dividimos o dividendo e o – x = 81 – 134
quociente (c) é o número de subconjuntos obtidos com – x = – 53 (multiplicando por –1)
a divisão. x = 53
Prova: 134 – 53 = 81
Essa divisão é exata e é considerada a operação
inversa da multiplicação. 6) Ricardo pensou em um número natural, adici-
SE 30 : 6 = 5, ENTÃO 5 x 6 = 30 onou-lhe 35, subtraiu 18 e obteve 40 no resul-
tado. Qual o número pensado?
observe agora esta outra divisão: x + 35 – 18 = 40
x= 40 – 35 + 18
32 6 x = 23
2 5 Prova: 23 + 35 – 18 = 40
32 = dividendo
6 = divisor 7) Adicionando 1 ao dobro de certo número ob-
5 = quociente temos 7. Qual é esse numero?
2 = resto 2 . x +1 = 7
2x = 7 – 1
Essa divisão não é exata e é chamada divisão apro- 2x = 6
ximada. x =6:2
x =3
ATENÇÃO: O número procurado é 3.
1) Na divisão de números naturais, o quociente é Prova: 2. 3 +1 = 7
sempre menor ou igual ao dividendo.
2) O resto é sempre menor que o divisor. 8) Subtraindo 12 do triplo de certo número obte-
3) O resto não pode ser igual ou maior que o divi- mos 18. Determinar esse número.
sor. 3 . x -12 = 18
4) O resto é sempre da mesma espécie do divi- 3 x = 18 + 12
dendo. Exemplo: dividindo-se laranjas por certo 3 x = 30
número, o resto será laranjas. x = 30 : 3
5) É impossível dividir um número por 0 (zero), x = 10
porque não existe um número que multiplicado
por 0 dê o quociente da divisão. 9) Dividindo 1736 por um número natural, encon-
tramos 56. Qual o valor deste numero natural?

Matemática 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1736 : x = 56 ordem em que aparecem;
1736 = 56 . x - efetuamos as adições e as subtrações, na ordem
56 . x = 1736 em que aparecem;
x. 56 = 1736
x = 1736 : 56 Exemplo 1) 3 .15 + 36 : 9 =
x = 31 = 45 + 4
= 49
10) O dobro de um número é igual a 30. Qual é o Exemplo 2) 18 : 3 . 2 + 8 – 6 . 5 : 10 =
número? = 6 . 2 + 8 – 30 : 10 =
2 . x = 30 = 12 + 8 – 3 =
2x = 30 = 20 – 3
x = 30 : 2 = 17
x = 15
POTENCIAÇÃO
11) O dobro de um número mais 4 é igual a 20.
Qual é o número ? Considere a multiplicação: 2 . 2 . 2 em que os três
2 . x + 4 = 20 fatores são todos iguais a 2.
2 x = 20 – 4
2 x = 16 Esse produto pode ser escrito ou indicado na forma
x = 16 : 2 23 (lê-se: dois elevado à terceira potência), em que o 2
x=8 é o fator que se repete e o 3 corresponde à quantidade
desses fatores.
12) Paulo e José têm juntos 12 lápis. Paulo tem o
dobro dos lápis de José. Quantos lápis tem Assim, escrevemos: 23 = 2 . 2 . 2 = 8 (3 fatores)
cada menino?
José: x A operação realizada chama-se potenciação.
Paulo: 2x O número que se repete chama-se base.
Paulo e José: x + x + x = 12 O número que indica a quantidade de fatores iguais
3x = 12 a base chama-se expoente.
x = 12 : 3 O resultado da operação chama-se potência.
x=4 23 = 8
José: 4 - Paulo: 8 3 expoente

13) A soma de dois números é 28. Um é o triplo base potência


do outro. Quais são esses números?
um número: x Observações:
o outro número: 3x 1) os expoentes 2 e 3 recebem os nomes especi-
x + x + x + x = 28 (os dois números) ais de quadrado e cubo, respectivamente.
4 x = 28 2) As potências de base 0 são iguais a zero. 02 =
x = 28 : 4
0.0=0
x = 7 (um número)
3) As potências de base um são iguais a um.
Exemplos: 13 = 1 . 1 . 1 = 1
3x = 3 . 7 = 21 (o outro número).
Resposta: 7 e 21 15 = 1 . 1 . 1 . 1 . 1 = 1
4) Por convenção, tem-se que:
14) Pedro e Marcelo possuem juntos 30 bolinhas. - a potência de expoente zero é igual a 1 (a0 = 1,
Marcelo tem 6 bolinhas a mais que Pedro. a ≠ 0)
Quantas bolinhas tem cada um? 30 = 1 ; 50 = 1 ; 120 = 1
Pedro: x - a potência de expoente um é igual à base (a1 =
Marcelo: x + 6 a)
x + x + 6 = 30 ( Marcelo e Pedro) 21 = 2 ; 71 = 7 ; 1001 =100
2 x + 6 = 30
2 x = 30 – 6 PROPRIEDADES DAS POTÊNCIAS
2 x = 24
x = 24 : 2 1ª) para multiplicar potências de mesma base,
x = 12 (Pedro) conserva-se a base e adicionam-se os expoen-
Marcelo: x + 6 =12 + 6 =18 tes.
am . an = a m + n
EXPRESSÕES NUMÉRICAS ENVOLVENDO AS Exemplos: 32 . 38 = 32 + 8 = 310
QUATRO OPERAÇÕES 5 . 5 6 = 51+6 = 57
Sinais de associação:
2ª) para dividir potências de mesma base, conser-
O valor das expressões numéricas envolvendo as
va-se a base e subtraem-se os expoentes.
quatro operações é obtido do seguinte modo:
- efetuamos as multiplicações e as divisões, na am : an = am - n
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Exemplos: Respostas:
37 : 33 = 3 7 – 3 = 34 a) 8 b) 11
510 : 58 = 5 10 – 8 = 52 c) 24 d) 60
3ª) para elevar uma potência a um outro expoente, e) 11 f) 76
conserva-se base e multiplicam-se os expoen- g) 12 h) 18
tes. i) 8 j) 21
Exemplo: (32)4 = 32 . 4 = 38
4ª) para elevar um produto a um expoente, eleva- 02) Calcule o valor das expressões:
se cada fator a esse expoente. a) 23 + 32 =
(a. b)m = am . bm b) 3 . 52 – 72 =
c) 2 . 33 – 4. 23 =
d) 53 – 3 . 62 + 22 – 1 =
Exemplos: (4 . 7)3 = 43 . 73 ; (3. 5)2 = 32 . 52
e) (2 + 3)2 + 2 . 34 – 152 : 5 =
RADICIAÇÃO f) 1 + 72 – 3 . 24 + (12 : 4)2 =

Suponha que desejemos determinar um número Respostas:


que, elevado ao quadrado, seja igual a 9. Sendo x esse a) 17 b) 26
número, escrevemos: X2 = 9 c) 22 d) 20
e) 142 f) 11
De acordo com a potenciação, temos que x = 3, ou
seja: 32 = 9 03) Uma indústria de automóveis produz, por dia,
1270 unidades. Se cada veículo comporta 5
pneus, quantos pneus serão utilizados ao final
A operação que se realiza para determinar esse
de 30 dias? (Resposta: 190.500)
número 3 é chamada radiciação, que é a operação
inversa da potenciação.
04) Numa divisão, o divisor é 9,o quociente é 12 e o
resto é 5. Qual é o dividendo? (113)
Indica-se por:
2
9 =3 (lê-se: raiz quadrada de 9 é igual a 3) 05) Numa divisão, o dividendo é 227, o divisor é 15
e o resto é 2. Qual é o quociente? (15)
Daí , escrevemos:
06) Numa divisão, o dividendo é 320, o quociente é
2
9 = 3 ⇔ 32 = 9
45 e o resto é 5. Qual é o divisor? (7)
Na expressão acima, temos que: 07) Num divisão, o dividendo é 625, o divisor é 25 e
- o símbolo chama-se sinal da raiz o quociente é 25. Qual ê o resto? (0)
- o número 2 chama-se índice
- o número 9 chama-se radicando 08) Numa chácara havia galinhas e cabras em igual
- o número 3 chama-se raiz, quantidade. Sabendo-se que o total de pés des-
2
- o símbolo 9 chama-se radical ses animais era 90, qual o número de galinhas?
Resposta: 15 ( 2 pés + 4 pés = 6 pés ; 90 : 6 =
As raízes recebem denominações de acordo com o 15).
índice. Por exemplo:
2 09) O dobro de um número adicionado a 3 é igual a
36 raiz quadrada de 36 13. Calcule o número.(5)
3
125 raiz cúbica de 125
4 10) Subtraindo 12 do quádruplo de um número ob-
81 raiz quarta de 81 temos 60. Qual é esse número (Resp: 18)
5
32 raiz quinta de 32 e assim por diante
11) Num joguinho de "pega-varetas", André e Rena-
No caso da raiz quadrada, convencionou-se não es- to fizeram 235 pontos no total. Renato fez 51
crever o índice 2. pontos a mais que André. Quantos pontos fez
cada um? ( André-92 e Renato-143)
Exemplo : 2 49 = 49 = 7, pois 72 = 49
12) Subtraindo 15 do triplo de um número obtemos
EXERCÍCIOS 39. Qual é o número? (18)

01) Calcule: 13) Distribuo 50 balas, em iguais quantidades, a 3


a) 10 – 10 : 5 = b) 45 : 9 + 6 = amigos. No final sobraram 2. Quantas balas
c) 20 + 40 : 10 = d) 9. 7 – 3 = coube a cada um? (16)
e) 30 : 5 + 5 = f) 6 . 15 – 56 : 4 =
g) 63 : 9 . 2 – 2 = h) 56 – 34 : 17 . 19 = 14) A diferença entre dois números naturais é zero
i) 3 . 15 : 9 + 54 :18 = j) 24 –12 : 4+1. 0 = e a sua soma é 30. Quais são esses números?
(15)

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15) Um aluno ganha 5 pontos por exercício que - duas vezes o número 2.x
acerta e perde 3 pontos por exercício que erra.
Ao final de 50 exercícios tinha 130 pontos. - o número mais 2 x+2
Quantos exercícios acertou? (35) x
- a metade do número
16) Um edifício tem 15 andares; cada andar, 30 sa- 2
las; cada sala, 3 mesas; cada mesa, 2 gavetas; - a soma do dobro com a metade do número
cada gaveta, 1 chave. Quantas chaves diferen- x
tes serão necessárias para abrir todas as gave-
2⋅ x +
2
tas? (2700).
x
- a quarta parte do número
17) Se eu tivesse 3 dúzias de balas a mais do que 4
tenho, daria 5 e ficaria com 100. Quantas balas
tenho realmente? (69) PROBLEMA 1
Vera e Paula têm juntas R$ 1.080,00. Vera tem o
18) A soma de dois números é 428 e a diferença triplo do que tem Paula. Quanto tem cada uma?
entre eles é 34. Qual é o número maior? (231) Solução:
x + 3x = 1080
19) Pensei num número e juntei a ele 5, obtendo 31. 4x= 1080
Qual é o número? (26) x =1080 : 4
x= 270
20) Qual o número que multiplicado por 7 resulta 3 . 270 = 810
56? (8) Resposta: Vera – R$ 810,00 e Paula – R$ 270,00

21) O dobro das balas que possuo mais 10 é 36. PROBLEMA 2


Quantas balas possuo? (13). Paulo foi comprar um computador e uma bicicleta.
Pagou por tudo R$ 5.600,00. Quanto custou cada
22) Raul e Luís pescaram 18 peixinhos. Raul um, sabendo-se que a computador é seis vezes
pescou o dobro de Luís. Quanto pescou cada mais caro que a bicicleta?
um? (Raul-12 e Luís-6) Solução:
x + 6x = 5600
PROBLEMAS 7x = 5600
x = 5600 : 7
Vamos calcular o valor de x nos mais diversos casos: x = 800
6 . 800= 4800
1) x + 4 = 10 R: computador – R$ 4.800,00 e bicicleta R$ 800,00
Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
sa da adição: PROBLEMA 3
x = 10 – 4 Repartir 21 cadernos entre José e suas duas irmãs,
x=6 de modo que cada menina receba o triplo do que
recebe José. Quantos cadernos receberá José?
2) 5x = 20 Solução:
Aplicando a operação inversa da multiplicação, temos: x + 3x + 3x = 21
x = 20 : 5 7x = 21
x=4 x = 21 : 7
x =3
3) x – 5 = 10 Resposta: 3 cadernos
Obtêm-se o valor de x, aplicando a operação inver-
sa da subtração: PROBLEMA 4
x = 10 + 5 Repartir R$ 2.100,00 entre três irmãos de modo que
x =15 o 2º receba o dobro do que recebe o 1º , e o 3º o
dobro do que recebe o 2º. Quanto receberá cada
4) x : 2 = 4 um?
Aplicando a operação inversa da divisão, temos: Solução:
x=4.2 x + 2x + 4x = 2100
x=8 7x = 2100
x = 2100 : 7
COMO ACHAR O VALOR DESCONHECIDO EM UM x = 300
PROBLEMA 300 . 2 = 600
300 . 4 =1200
Resposta: R$ 300,00; R$ 600,00; R$ 1200,00
Usando a letra x para representar um número, po-
demos expressar, em linguagem matemática, fatos e
PROBLEMA 5
sentenças da linguagem corrente referentes a esse
número, observe: A soma das idades de duas pessoas é 40 anos. A
idade de uma é o triplo da idade da outra. Qual a
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idade de cada uma? O conjunto dos números inteiros relativos é formado
Solução: pelos números inteiros positivos, pelo zero e pelos nú-
3x + x = 40 meros inteiros negativos. Também o chamamos de
4x = 40 CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS e o represen-
x = 40 : 4 tamos pela letra Z, isto é:
x = 10 Z = {..., -3, -2, -1, 0, +1, +2, +3, ... }
3 . 10 = 30
Resposta: 10 e 30 anos. O zero não é um número positivo nem negativo. To-
do número positivo é escrito sem o seu sinal positivo.
PROBLEMA 6
A soma das nossas idades é 45 anos. Eu sou 5 Exemplo: + 3 = 3 ; +10 = 10
anos mais velho que você. Quantos anos eu tenho? Então, podemos escrever:
x + x + 5 = 45 Z = {..., -3, -2, -1, 0 , 1, 2, 3, ...}
x + x= 45 – 5
2x = 40 N é um subconjunto de Z.
x = 20
20 + 5 = 25 REPRESENTAÇÃO GEOMÉTRICA
Resposta: 25 anos Cada número inteiro pode ser representado por um
ponto sobre uma reta. Por exemplo:
PROBLEMA 7
Sua bola custou R$ 10,00 menos que a minha.
Quanto pagamos por elas, se ambas custaram R$ ... -3 -2 -1 0 +1 +2 +3 +4 ...
150,00? ... C’ B’ A’ 0 A B C D ...
Solução:
x + x – 10= 150 Ao ponto zero, chamamos origem, corresponde o
2x = 150 + 10 número zero.
2x = 160
x = 160 : 2 Nas representações geométricas, temos à direita do
x = 80 zero os números inteiros positivos, e à esquerda do
80 – 10 = 70 zero, os números inteiros negativos.
Resposta: R$ 70,00 e R$ 80,00
Observando a figura anterior, vemos que cada pon-
PROBLEMA 8 to é a representação geométrica de um número inteiro.
José tem o dobro do que tem Sérgio, e Paulo tanto
quanto os dois anteriores juntos. Quanto tem cada Exemplos:
um, se os três juntos possuem R$ 624,00?  ponto C é a representação geométrica do núme-
Solução: x + 2x + x + 2x = 624 ro +3
6x = 624  ponto B' é a representação geométrica do núme-
x = 624 : 6 ro -2
x = 104
Resposta:S-R$ 104,00; J-R$ 208,00; P- R$ 312,00 ADIÇÃO DE DOIS NÚMEROS INTEIROS
1) A soma de zero com um número inteiro é o pró-
PROBLEMA 9 prio número inteiro: 0 + (-2) = -2
Se eu tivesse 4 rosas a mais do que tenho, poderia 2) A soma de dois números inteiros positivos é um
dar a você 7 rosas e ainda ficaria com 2. Quantas número inteiro positivo igual à soma dos módulos
rosas tenho? dos números dados: (+700) + (+200) = +900
Solução: x+4–7 = 2 3) A soma de dois números inteiros negativos é um
x+4 =7+2 número inteiro negativo igual à soma dos módu-
x+4 =9 los dos números dados: (-2) + (-4) = -6
x =9–4 4) A soma de dois números inteiros de sinais contrá-
x =5 rios é igual à diferença dos módulos, e o sinal é
Resposta: 5 o da parcela de maior módulo: (-800) + (+300) =
-500
CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (Z)
ADIÇÃO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS INTEIROS
Conhecemos o conjunto N dos números naturais: A soma de três ou mais números inteiros é efetuada
N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, .....,} adicionando-se todos os números positivos e todos os
negativos e, em seguida, efetuando-se a soma do nú-
Assim, os números precedidos do sinal + chamam- mero negativo.
se positivos, e os precedidos de - são negativos.
Exemplos: 1) (+6) + (+3) + (-6) + (-5) + (+8) =
Exemplos: (+17) + (-11) = +6
Números inteiros positivos: {+1, +2, +3, +4, ....}
Números inteiros negativos: {-1, -2, -3, -4, ....} 2) (+3) + (-4) + (+2) + (-8) =
(+5) + (-12) = -7

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PROPRIEDADES DA ADIÇÃO - (+3) = -3 +(+1) = +1
A adição de números inteiros possui as seguintes
propriedades: PROPRIEDADE DA SUBTRAÇÃO
A subtração possui uma propriedade.
1ª) FECHAMENTO
A soma de dois números inteiros é sempre um nú- FECHAMENTO: A diferença de dois números intei-
mero inteiro: (-3) + (+6) = + 3 ∈ Z ros é sempre um número inteiro.

2ª) ASSOCIATIVA MULTIPLICAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS


Se a, b, c são números inteiros quaisquer, então: a 1º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS
+ (b + c) = (a + b) + c INTEIROS POSITIVOS

Exemplo:(+3) +[(-4) + (+2)] = [(+3) + (-4)] + (+2) Lembremos que: 3 . 2 = 2 + 2 + 2 = 6


(+3) + (-2) = (-1) + (+2) Exemplo:
+1 = +1 (+3) . (+2) = 3 . (+2) = (+2) + (+2) + (+2) = +6
Logo: (+3) . (+2) = +6
3ª) ELEMENTO NEUTRO
Se a é um número inteiro qualquer, temos: a+ 0 = a Observando essa igualdade, concluímos: na multi-
e0+a=a plicação de números inteiros, temos:
(+) . (+) =+
Isto significa que o zero é elemento neutro para a
adição. 2º CASO: UM FATOR É POSITIVO E O OUTRO É
NEGATIVO
Exemplo: (+2) + 0 = +2 e 0 + (+2) = +2 Exemplos:
1) (+3) . (-4) = 3 . (-4) = (-4) + (-4) + (-4) = -12
4ª) OPOSTO OU SIMÉTRICO ou seja: (+3) . (-4) = -12
Se a é um número inteiro qualquer, existe um único
número oposto ou simétrico representado por (-a), 2) Lembremos que: -(+2) = -2
tal que: (+a) + (-a) = 0 = (-a) + (+a) (-3) . (+5) = - (+3) . (+5) = -(+15) = - 15
ou seja: (-3) . (+5) = -15
Exemplos: (+5) + ( -5) = 0 ( -5) + (+5) = 0
Conclusão: na multiplicação de números inteiros,
5ª) COMUTATIVA temos: ( + ) . ( - ) = - (-).(+)=-
Se a e b são números inteiros, então: Exemplos :
a+b=b+a (+5) . (-10) = -50
(+1) . (-8) = -8
Exemplo: (+4) + (-6) = (-6) + (+4) (-2 ) . (+6 ) = -12
-2 = -2 (-7) . (+1) = -7

SUBTRAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS 3º CASO: OS DOIS FATORES SÃO NÚMEROS IN-


Em certo local, a temperatura passou de -3ºC para TEIROS NEGATIVOS
5ºC, sofrendo, portanto, um aumento de 8ºC, aumento Exemplo: (-3) . (-6) = -(+3) . (-6) = -(-18) = +18
esse que pode ser representado por: (+5) - (-3) = (+5) + isto é: (-3) . (-6) = +18
(+3) = +8
Conclusão: na multiplicação de números inteiros,
Portanto: temos: ( - ) . ( - ) = +
A diferença entre dois números dados numa certa Exemplos: (-4) . (-2) = +8 (-5) . (-4) = +20
ordem é a soma do primeiro com o oposto do segundo.
As regras dos sinais anteriormente vistas podem ser
Exemplos: 1) (+6) - (+2) = (+6) + (-2 ) = +4 resumidas na seguinte:
2) (-8 ) - (-1 ) = (-8 ) + (+1) = -7 (+).(+)=+ (+).(-)=-
3) (-5 ) - (+2) = (-5 ) + (-2 ) = -7 (- ).( -)=+ (-).(+)=-

Na prática, efetuamos diretamente a subtração, eli- Quando um dos fatores é o 0 (zero), o produto é
minando os parênteses igual a 0: (+5) . 0 = 0
- (+4 ) = -4
- ( -4 ) = +4 PRODUTO DE TRÊS OU MAIS NÚMEROS IN-
TEIROS
Observação: Exemplos: 1) (+5 ) . ( -4 ) . (-2 ) . (+3 ) =
Permitindo a eliminação dos parênteses, os sinais (-20) . (-2 ) . (+3 ) =
podem ser resumidos do seguinte modo: (+40) . (+3 ) = +120
(+)=+ +(-)=- 2) (-2 ) . ( -1 ) . (+3 ) . (-2 ) =
- (+)=- - (- )=+ (+2 ) . (+3 ) . (-2 ) =
(+6 ) . (-2 ) = -12
Exemplos: - ( -2) = +2 +(-6 ) = -6

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Podemos concluir que:
- Quando o número de fatores negativos é par, o CONCEITO
produto sempre é positivo. Dividir (+16) por 2 é achar um número que, multipli-
- Quando o número de fatores negativos é ímpar, cado por 2, dê 16.
o produto sempre é negativo. 16 : 2 = ? ⇔ 2 . ( ? ) = 16

PROPRIEDADES DA MULTIPLICAÇÃO O número procurado é 8. Analogamente, temos:


No conjunto Z dos números inteiros são válidas as 1) (+12) : (+3 ) = +4 porque (+4 ) . (+3 ) = +12
seguintes propriedades: 2) (+12) : ( -3 ) = - 4 porque (- 4 ) . ( -3 ) = +12
3) ( -12) : (+3 ) = - 4 porque (- 4 ) . (+3 ) = -12
1ª) FECHAMENTO 4) ( -12) : ( -3 ) = +4 porque (+4 ) . ( -3 ) = -12
Exemplo: (+4 ) . (-2 ) = - 8 ∈ Z
Então o produto de dois números inteiros é inteiro. A divisão de números inteiros só pode ser realizada
quando o quociente é um número inteiro, ou seja,
2ª) ASSOCIATIVA quando o dividendo é múltiplo do divisor.
Exemplo: (+2 ) . (-3 ) . (+4 )
Este cálculo pode ser feito diretamente, mas tam- Portanto, o quociente deve ser um número inteiro.
bém podemos fazê-lo, agrupando os fatores de duas
maneiras: Exemplos:
(+2 ) . [(-3 ) . (+4 )] = [(+2 ) . ( -3 )]. (+4 ) ( -8 ) : (+2 ) = -4
(+2 ) . (-12) = (-6 ) . (+4 ) ( -4 ) : (+3 ) = não é um número inteiro
-24 = -24
Lembramos que a regra dos sinais para a divisão é
De modo geral, temos o seguinte: a mesma que vimos para a multiplicação:
Se a, b, c representam números inteiros quaisquer, (+):(+)=+ (+):( -)=-
então: a . (b . c) = (a . b) . c (- ):( -)=+ ( -):(+)=-

3ª) ELEMENTO NEUTRO Exemplos:


Observe que: ( +8 ) : ( -2 ) = -4 (-10) : ( -5 ) = +2
(+4 ) . (+1 ) = +4 e (+1 ) . (+4 ) = +4 (+1 ) : ( -1 ) = -1 (-12) : (+3 ) = -4

Qualquer que seja o número inteiro a, temos: PROPRIEDADE


a . (+1 ) = a e (+1 ) . a = a Como vimos: (+4 ) : (+3 ) ∉ Z

O número inteiro +1 chama-se neutro para a multi- Portanto, não vale em Z a propriedade do fecha-
plicação. mento para a divisão. Alem disso, também não são
válidas as proposições associativa, comutativa e do
4ª) COMUTATIVA elemento neutro.
Observemos que: (+2). (-4 ) = - 8
e (-4 ) . (+2 ) = - 8 POTENCIAÇÃO DE NÚMEROS INTEIROS
Portanto: (+2 ) . (-4 ) = (-4 ) . (+2 )
CONCEITO
Se a e b são números inteiros quaisquer, então: a . A notação
b = b . a, isto é, a ordem dos fatores não altera o pro- (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 )
duto.

5ª) DISTRIBUTIVA EM RELAÇÃO À ADIÇÃO E À é um produto de três fatores iguais


SUBTRAÇÃO
Observe os exemplos: Analogamente:
(+3 ) . [( -5 ) + (+2 )] = (+3 ) . ( -5 ) + (+3 ) . (+2 ) ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 )
(+4 ) . [( -2 ) - (+8 )] = (+4 ) . ( -2 ) - (+4 ) . (+8 )

Conclusão: é um produto de quatro fatores iguais


Se a, b, c representam números inteiros quaisquer,
temos: Portanto potência é um produto de fatores iguais.
a) a . [b + c] = a . b + a . c
A igualdade acima é conhecida como proprieda- Na potência (+5 )2 = +25, temos:
de distributiva da multiplicação em relação à adi- +5 ---------- base
ção. 2 ---------- expoente
b) a . [b – c] = a . b - a . c +25 ---------- potência
A igualdade acima é conhecida como proprieda-
de distributiva da multiplicação em relação à sub- Observacões :
tração. (+2 ) 1 significa +2, isto é, (+2 )1 = +2
( -3 )1 significa -3, isto é, ( -3 )1 = -3
DIVISÃO DE NÚMEROS INTEIROS

Matemática 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


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CÁLCULOS Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1

O EXPOENTE É PAR Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.


Calcular as potências
1) (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, Observação:
(+2)4 = +16 Não confundir -32 com ( -3 )2, porque -32 significa
2) ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, -( 3 )2 e portanto
(-2 )4 = +16 -32 = -( 3 )2 = -9
enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9
Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16 Logo: -3 2 ≠ ( -3 )2
Então, de modo geral, temos a regra:
CÁLCULOS
Quando o expoente é par, a potência é sempre um
número positivo. O EXPOENTE É PAR
Calcular as potências
Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9 (+2 )4 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +16 isto é, (+2)4
= +16
O EXPOENTE É ÍMPAR ( -2 )4 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = +16 isto é, (-2 )4
Calcular as potências: = +16
1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
isto é, (+2)3 = + 8 Observamos que: (+2)4 = +16 e (-2)4 = +16
2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
ou seja, (-2)3 = -8 Então, de modo geral, temos a regra:
Quando o expoente é par, a potência é sempre um
Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8 número positivo.

Daí, a regra: Outros exemplos: (-1)6 = +1 (+3)2 = +9


Quando o expoente é ímpar, a potência tem o
mesmo sinal da base. O EXPOENTE É ÍMPAR

Exemplos:
Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16 Calcular as potências:
1) (+2 )3 = (+2 ) . (+2 ) . (+2 ) = +8
PROPRIEDADES isto é, (+2)3 = + 8
2) ( -2 )3 = ( -2 ) . ( -2 ) . ( -2 ) = -8
PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE ou seja, (-2)3 = -8
Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10 Observamos que: (+2 )3 = +8 e ( -2 )3 = -8

Para multiplicar potências de mesma base, mante- Daí, a regra:


mos a base e somamos os expoentes. Quando o expoente é ímpar, a potência tem o
mesmo sinal da base.
QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
(+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3 Outros exemplos: (- 3) 3 = - 27 (+2)4 = +16
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4 PROPRIEDADES
Para dividir potências de mesma base em que o ex- PRODUTO DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
poente do dividendo é maior que o expoente do divisor, Exemplos: (+2 )3 . (+2 )2 = (+2 )3+22 = (+2 )5
mantemos a base e subtraímos os expoentes. ( -2 )2 . ( -2 )3 . ( -2 )5 = ( -2 ) 2 + 3 + 5 = ( -2 )10

POTÊNCIA DE POTÊNCIA Para multiplicar potências de mesma base, mante-


[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15 mos a base e somamos os expoentes.
Para calcular uma potência de potência, conserva-
mos a base da primeira potência e multiplicamos os QUOCIENTE DE POTÊNCIAS DE MESMA BASE
expoentes . (+2 ) 5 : (+2 )2 = (+2 )5-2 = (+2 )3
( -2 )7 : ( -2 )3 = ( -2 )7-3 = ( -2 )4
POTÊNCIA DE UM PRODUTO Para dividir potências de mesma base em que o ex-
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4 poente do dividendo é maior que o expoente do divisor,
mantemos a base e subtraímos os expoentes.
Para calcular a potência de um produto, sendo n o
expoente, elevamos cada fator ao expoente n. POTÊNCIA DE POTÊNCIA
[( -4 )3]5 = ( -4 )3 . 5 = ( -4 )15
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO Para calcular uma potência de potência, conserva-
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0 mos a base da primeira potência e multiplicamos os
e (+2 )5 : (+2 )5 = 1 expoentes .

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POTÊNCIA DE UM PRODUTO Um número é divisível por 5 quando o algarismo das
[( -2 ) . (+3 ) . ( -5 )]4 = ( -2 )4 . (+3 )4 . ( -5 )4 unidades é 0 ou 5 (ou quando termina em o ou 5). Ex.: O
Para calcular a potência de um produto, sendo n o número 320 é divisível por 5, pois termina em 0.
expoente, elevamos cada fator ao expoente n.
Um número é divisível por 10 quando o algarismo das
POTÊNCIA DE EXPOENTE ZERO unidades é 0 (ou quando termina em 0). Ex.: O número
(+2 )5 : (+2 )5 = (+2 )5-5 = (+2 )0 500 é divisível por 10, pois termina em 0.
e (+2 )5 : (+2 )5 = 1
Consequentemente: (+2 )0 = 1 ( -4 )0 = 1 NÚMEROS PRIMOS
Qualquer potência de expoente zero é igual a 1.
Um número natural é primo quando é divisível apenas
Observação: Não confundir-32 com (-3)2, porque -32 por dois números distintos: ele próprio e o 1.
significa -( 3 )2 e portanto: -32 = -( 3 )2 = -9
enquanto que: ( -3 )2 = ( -3 ) . ( -3 ) = +9 Exemplos:
Logo: -3 2 ≠ ( -3 )2 • O número 2 é primo, pois é divisível apenas por dois
números diferentes: ele próprio e o 1.
NÚMEROS PARES E ÍMPARES • O número 5 é primo, pois é divisível apenas por dois
números distintos: ele próprio e o 1.
Os pitagóricos estudavam à natureza dos números, e • O número natural que é divisível por mais de dois
baseado nesta natureza criaram sua filosofia e modo de números diferentes é chamado composto.
vida. Vamos definir números pares e ímpares de acordo • O número 4 é composto, pois é divisível por 1, 2, 4.
com a concepção pitagórica: • O número 1 não é primo nem composto, pois é divi-
• par é o número que pode ser dividido em duas par- sível apenas por um número (ele mesmo).
tes iguais, sem que uma unidade fique no meio, e • O número 2 é o único número par primo.
ímpar é aquele que não pode ser dividido em duas
partes iguais, porque sempre há uma unidade no
DECOMPOSIÇÃO EM FATORES PRIMOS
meio
(FATORAÇÃO)
Uma outra caracterização, nos mostra a preocupação Um número composto pode ser escrito sob a forma de
com à natureza dos números: um produto de fatores primos.
• número par é aquele que tanto pode ser dividido
em duas partes iguais como em partes desiguais, Por exemplo, o número 60 pode ser escrito na forma:
mas de forma tal que em nenhuma destas divisões 60 = 2 . 2 . 3 . 5 = 22 . 3 . 5 que é chamada de forma fato-
haja uma mistura da natureza par com a natureza rada.
ímpar, nem da ímpar com a par. Isto tem uma úni-
ca exceção, que é o princípio do par, o número 2, Para escrever um número na forma fatorada, devemos
que não admite a divisão em partes desiguais, por- decompor esse número em fatores primos, procedendo
que ele é formado por duas unidades e, se isto po- do seguinte modo:
de ser dito, do primeiro número par, 2.
Dividimos o número considerado pelo menor número
Para exemplificar o texto acima, considere o número primo possível de modo que a divisão seja exata.
10, que é par, pode ser dividido como a soma de 5 e 5, Dividimos o quociente obtido pelo menor número pri-
mas também como a soma de 7 e 3 (que são ambos mo possível.
ímpares) ou como a soma de 6 e 4 (ambos são pares);
mas nunca como a soma de um número par e outro ím- Dividimos, sucessivamente, cada novo quociente pelo
par. Já o número 11, que é ímpar pode ser escrito como menor número primo possível, até que se obtenha o quo-
soma de 8 e 3, um par e um ímpar. Atualmente, definimos ciente 1.
números pares como sendo o número que ao ser dividido
por dois têm resto zero e números ímpares aqueles que Exemplo:
ao serem divididos por dois têm resto diferente de zero. 60 2
Por exemplo, 12 dividido por 2 têm resto zero, portanto 12
é par. Já o número 13 ao ser dividido por 2 deixa resto 1, 0 30 2
portanto 13 é ímpar.
0 15 3
MÚLTIPLOS E DIVISORES
5 0 5
DIVISIBILIDADE 1
Um número é divisível por 2 quando termina em 0, 2, 4, Portanto: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
6 ou 8. Ex.: O número 74 é divisível por 2, pois termina em
4. Na prática, costuma-se traçar uma barra vertical à di-
reita do número e, à direita dessa barra, escrever os divi-
Um número é divisível por 3 quando a soma dos valo- sores primos; abaixo do número escrevem-se os quocien-
res absolutos dos seus algarismos é um número divisível tes obtidos. A decomposição em fatores primos estará
por 3. Ex.: 123 é divisível por 3, pois 1+2+3 = 6 e 6 é divi- terminada quando o último quociente for igual a 1.
sível por 3
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Exemplo: 1)
60 2 1
30 2 18 2 2
15 3 9 3 3, 6 D(18) = {1, 2 , 3, 6, 9, 18}
5 5 3 3 9, 18
1 1
Logo: 60 = 2 . 2 . 3 . 5
2)
DIVISORES DE UM NÚMERO 1
30 2 2
Consideremos o número 12 e vamos determinar todos 15 3 3, 6
os seus divisores Uma maneira de obter esse resultado é 5 5 5, 10, 15, 30
escrever os números naturais de 1 a 12 e verificar se 1
cada um é ou não divisor de 12, assinalando os divisores.
1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 D(30) = { 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30}
= = = = = ==
Indicando por D(12) (lê-se: "D de 12”) o conjunto dos MÁXIMO DIVISOR COMUM
divisores do número 12, temos:
D (12) = { 1, 2, 3, 4, 6, 12} Recebe o nome de máximo divisor comum de dois ou
mais números o maior dos divisores comuns a esses
Na prática, a maneira mais usada é a seguinte: números.
1º) Decompomos em fatores primos o número consi-
derado. Um método prático para o cálculo do M.D.C. de dois
12 2 números é o chamado método das divisões sucessivas
6 2 (ou algoritmo de Euclides), que consiste das etapas se-
3 3 guintes:
1 1ª) Divide-se o maior dos números pelo menor. Se a
divisão for exata, o M.D.C. entre esses números é
2º) Colocamos um traço vertical ao lado os fatores o menor deles.
primos e, à sua direita e acima, escrevemos o nume- 2ª) Se a divisão não for exata, divide-se o divisor (o
ro 1 que é divisor de todos os números. menor dos dois números) pelo resto obtido na di-
1 visão anterior, e, assim, sucessivamente, até se
12 2 obter resto zero. 0 ultimo divisor, assim determi-
6 2 nado, será o M.D.C. dos números considerados.
3 3
1 Exemplo:
Calcular o M.D.C. (24, 32)
3º) Multiplicamos o fator primo 2 pelo divisor 1 e es-
crevemos o produto obtido na linha correspondente. 32 24 24 8
x1
12 2 2 8 1 0 3
6 2
3 3 Resposta: M.D.C. (24, 32) = 8
1
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM
4º) Multiplicamos, a seguir, cada fator primo pelos
divisores já obtidos, escrevendo os produtos nas Recebe o nome de mínimo múltiplo comum de dois ou
linhas correspondentes, sem repeti-los. mais números o menor dos múltiplos (diferente de zero)
x1 comuns a esses números.
12 2 2
6 2 4 O processo prático para o cálculo do M.M.C de dois ou
3 3 mais números, chamado de decomposição em fatores
1 primos, consiste das seguintes etapas:
1º) Decompõem-se em fatores primos os números
x1 apresentados.
12 2 2 2º) Determina-se o produto entre os fatores primos
6 2 4 comuns e não-comuns com seus maiores expo-
3 3 3, 6, 12 entes. Esse produto é o M.M.C procurado.
1

Os números obtidos à direita dos fatores primos são Exemplos: Calcular o M.M.C (12, 18)
os divisores do número considerado. Portanto:
D(12) = { 1, 2, 4, 3, 6, 12} Decompondo em fatores primos esses números, temos:

Exemplos:
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12 2 18 2 Conclusão: os números inteiros positivos têm, como
6 2 9 3 raiz quadrada, um número positivo, os números inteiros
3 3 3 3 negativos não têm raiz quadrada no conjunto Z dos nú-
1 1 meros inteiros.

12 = 22 . 3 18 = 2 . 32 RADICIAÇÃO
Resposta: M.M.C (12, 18) = 22 . 32 = 36
A raiz n-ésima de um número b é um número a tal que
Observação: Esse processo prático costuma ser sim- an = b.
plificado fazendo-se uma decomposição simultânea dos
números. Para isso, escrevem-se os números, um ao n
b = a ⇒ an = b
lado do outro, separando-os por vírgula, e, à direita da
barra vertical, colocada após o último número, escrevem- 5
se os fatores primos comuns e não-comuns. 0 calculo 32 = 2
estará terminado quando a última linha do dispositivo for
composta somente pelo número 1. O M.M.C dos números 5 índice
apresentados será o produto dos fatores. 32 radicando pois 25 = 32
raiz
Exemplo:
2 radical
Calcular o M.M.C (36, 48, 60)
36, 48, 60 2
3
18, 24, 30 2 Outros exemplos : 8 = 2 pois 2 3 = 8
9, 12, 15 2 3
9, 6, 15 2
− 8 = - 2 pois ( -2 )3 = -8
9, 3, 15 3
3, 1, 5 3 PROPRIEDADES (para a ≥ 0, b ≥ 0)
1, 1 5 5 1ª)
m
an =
m: p
a n: p 15
310 = 3 3 2
1, 1, 1
2ª) n
a⋅b = n a ⋅n b 6 = 2⋅ 3
4 2
Resposta: M.M.C (36, 48, 60) = 2 . 3 . 5 = 720 4
5 5
3ª) n
a:b = n a :n b 4 =
RAÍZ QUADRADA EXATA DE NÚMEROS INTEIROS 16 4
16
n 5
CONCEITO 4ª) ( a)
m
= m an ( x)
3
= 3 x5
Consideremos o seguinte problema: 6
Descobrir os números inteiros cujo quadrado é +25.
5ª)
m n
a = m⋅n a 3 = 12 3
Solução: (+5 )2 = +25 e ( -5 )2 =+25
Resposta: +5 e -5 EXPRESSÕES NUMÉRICAS COM NÚMEROS IN-
TEIROS ENVOLVENDO AS QUATRO OPERAÇÕES
Os números +5 e -5 chamam-se raízes quadradas de Para calcular o valor de uma expressão numérica com
+25. números inteiros, procedemos por etapas.

Outros exemplos: 1ª ETAPA:


Número Raízes quadradas a) efetuamos o que está entre parênteses ( )
+9 + 3 e -3 b) eliminamos os parênteses
+16 + 4 e -4
+1 + 1 e -1 2ª ETAPA:
+64 + 8 e -8 a) efetuamos o que está entre colchetes [ ]
+81 + 9 e -9 b) eliminamos os colchetes
+49 + 7 e -7
+36 +6 e -6 3º ETAPA:
a) efetuamos o que está entre chaves { }
O símbolo 25 significa a raiz quadrada de 25, isto b) eliminamos as chaves
é 25 = +5
Em cada etapa, as operações devem ser efetuadas na
Como 25 = +5 , então: − 25 = −5 seguinte ordem:
Agora, consideremos este problema. 1ª) Potenciação e radiciação na ordem em que apa-
recem.
Qual ou quais os números inteiros cujo quadrado é - 2ª) Multiplicação e divisão na ordem em que apare-
25? cem.
Solução: (+5 )2 = +25 e (-5 )2 = +25 3ª) Adição e subtração na ordem em que aparecem.
Resposta: não existe número inteiro cujo quadrado
seja -25, isto é, − 25 não existe no conjunto Z dos Exemplos:
1) 2 + 7 . (-3 + 4) =
números inteiros. 2 + 7 . (+1) = 2 + 7 = 9
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2 2 × 5 10 10 × 2 20
2) (-1 )3 + (-2 )2 : (+2 ) = ≈ ≈ ≈ ≈ ≈ ⋅⋅⋅
-1+ (+4) : (+2 ) = 3 3 × 5 15 15 × 2 30
-1 + (+2 ) = b) Classe de equivalência. É o conjunto de todas as
-1 + 2 = +1 frações equivalentes a uma fração dada.
3 6 9 12
3) -(-4 +1) – [-(3 +1)] =
, , , ,⋅ ⋅ ⋅ (classe de equivalência da fra-
1 2 3 4
-(-3) - [-4 ] =
+3 + 4 = 7 3
ção: )
1
4) –2( -3 –1)2 +3 . ( -1 – 3)3 + 4
-2 . ( -4 )2 + 3 . ( - 4 )3 + 4 = Agora já podemos definir número racional : número
-2 . (+16) + 3 . (- 64) + 4 = racional é aquele definido por uma classe de equiva-
-32 – 192 + 4 = lência da qual cada fração é um representante.
-212 + 4 = - 208
NÚMERO RACIONAL NATURAL ou NÚMERO
5) (-288) : (-12)2 - (-125) : ( -5 )2 = NATURAL:
(-288) : (+144) - (-125) : (+25) = 0 0
(-2 ) - (- 5 ) = -2 + 5 = +3 0= = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva-
1 2
6) (-10 - 8) : (+6 ) - (-25) : (-2 + 7 ) = lência que representa o mesmo
(-18) : (+6 ) - (-25) : (+5 ) = número racional 0)
-3 - (- 5) = 1 2
1 = = = ⋅⋅⋅ (definido pela classe de equiva-
- 3 + 5 = +2 1 2
lência que representa o mesmo
7) –52 : (+25) - (-4 )2 : 24 - 12 = número racional 1)
-25 : (+25) - (+16) : 16 - 1 = e assim por diante.
-1 - (+1) –1 = -1 -1 –1 = -3
NÚMERO RACIONAL FRACIONÁRIO ou NÚME-
8) 2 . ( -3 )2 + (-40) : (+2)3 - 22 =
RO FRACIONÁRIO:
2 . (+9 ) + (-40) : (+8 ) - 4 =
+18 + (-5) - 4 = 1 2 3
= = = ⋅ ⋅ ⋅ (definido pela classe de equivalên-
+ 18 - 9 = +9 2 4 6
cia que representa o mesmo
CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (Q) número racional 1/2).

Os números racionais são representados por um NOMES DADOS ÀS FRAÇÕES DIVERSAS


a Decimais: quando têm como denominador 10 ou
numeral em forma de fração ou razão, , sendo a e b uma potência de 10
b
5 7
números naturais, com a condição de b ser diferente de , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
zero. 10 100
1. NÚMERO FRACIONARIO. A todo par ordenado
(a, b) de números naturais, sendo b ≠ 0, corresponde b) próprias: aquelas que representam quantidades
a menores do que 1.
um número fracionário .O termo a chama-se nume- 1 3 2
b , , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
rador e o termo b denominador. 2 4 7
2. TODO NÚMERO NATURAL pode ser represen- c) impróprias: as que indicam quantidades iguais ou
tado por uma fração de denominador 1. Logo, é possí- maiores que 1.
vel reunir tanto os números naturais como os fracioná- 5 8 9
rios num único conjunto, denominado conjunto dos , , ,⋅ ⋅ ⋅ etc.
números racionais absolutos, ou simplesmente conjun- 5 1 5
to dos números racionais Q.
d) aparentes: todas as que simbolizam um número
Qual seria a definição de um número racional abso- natural.
luto ou simplesmente racional? A definição depende 20 8
= 5, = 4 , etc.
das seguintes considerações: 4 2
a) O número representado por uma fração não mu-
da de valor quando multiplicamos ou dividimos e) ordinárias: é o nome geral dado a todas as fra-
tanto o numerador como o denominador por um ções, com exceção daquelas que possuem como de-
mesmo número natural, diferente de zero. nominador 10, 102, 103 ...
Exemplos: usando um novo símbolo: ≈
≈ é o símbolo de equivalência para frações

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f) frações iguais: são as que possuem os termos
3 3 8 8
iguais = , = , etc.
4 4 5 5

g) forma mista de uma fração: é o nome dado ao 2


numeral formado por uma parte natural e uma parte 6
 4
fracionária;  2  A parte natural é 2 e a parte fracio- 5
 7
6
4
nária .
7 3
6
h) irredutível: é aquela que não pode ser mais sim-
plificada, por ter seus termos primos entre si.
5 2 3
Indicamos por: − =
3 5 3 6 6 6
, , , etc.
4 12 7
Assim, para adicionar ou subtrair frações de mesmo
denominador, procedemos do seguinte modo:
4. PARA SIMPLIFICAR UMA FRAÇÃO, desde que
 adicionamos ou subtraímos os numeradores e
não possua termos primos entre si, basta dividir os dois
mantemos o denominador comum.
ternos pelo seu divisor comum.
 simplificamos o resultado, sempre que possível.
8 8:4 2
= =
12 12 : 4 3 Exemplos:
3 1 3 +1 4
5. COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES. + = =
Para comparar duas ou mais frações quaisquer pri-
5 5 5 5
meiramente convertemos em frações equivalentes de 4 8 4 + 8 12 4
+ = = =
mesmo denominador. De duas frações que têm o 9 9 9 9 3
mesmo denominador, a maior é a que tem maior nume- 7 3 7−3 4 2
rador. Logo: − = = =
6 8 9 1 2 3 6 6 6 6 3
< < ⇔ < < 2 2 2−2 0
12 12 12 2 3 4 − = = =0
(ordem crescente) 7 7 7 7

De duas frações que têm o mesmo numerador, a Observação: A subtração só pode ser efetuada
maior é a que tem menor denominador. quando o minuendo é maior que o subtraendo, ou igual
7 7 a ele.
Exemplo: >
2 5 2º CASO: Frações com denominadores diferentes:
Neste caso, para adicionar ou subtrair frações com
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES denominadores diferentes, procedemos do seguinte
modo:
ADIÇÃO E SUBTRAÇÃO • Reduzimos as frações ao mesmo denominador.
A soma ou a diferença de duas frações é uma outra • Efetuamos a operação indicada, de acordo com o
fração, cujo calculo recai em um dos dois casos seguin- caso anterior.
tes: • Simplificamos o resultado (quando possível).

1º CASO: Frações com mesmo denominador. Ob- Exemplos:


servemos as figuras seguintes: 1 2 5 3
1) + = 2) + =
3 4 8 6
4 6 15 12
= + = = + =
12 12 24 24
3 2 15 + 12
4+6 = =
6 6 = = 24
5 12
27 9
6 10 5 = =
= = 24 8
3 2 5 12 6
Indicamos por: + =
6 6 6
Observações:
Para adicionar mais de duas frações, reduzimos to-

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das ao mesmo denominador e, em seguida, efetuamos   3 1   2 3 
a operação. 2)5 −  −  − 1 +  =
  2 3   3 4 
Exemplos.   9 2   5 3 
2 7 3 3 5 1 1 = 5 −  −  −  +  =
a) + + = b) + + + =   6 6   3 4 
15 15 15 4 6 8 2
2+7+3  7   20 9 
18 20 3 12 = 5 −  −  +  =
=
15
= = + + + =
24 24 24 24  6   12 12 
12 4 18+ 20+ 3 +12  30 7  29
= = = = = − − =
15 5 24  6 6  12
53 23 29
= = − =
24 6 12
Havendo número misto, devemos transformá-lo em 46 29
fração imprópria: = − =
12 12
Exemplo: 17
=
1 5 1 12
2 + +3 =
3 12 6
7 5 19 NÚMEROS RACIONAIS
+ + =
3 12 6
28 5 38
+ + =
12 12 12
28 + 5 + 38 71
=
12 12

Se a expressão apresenta os sinais de parênteses ( Um círculo foi dividido em duas partes iguais. Dize-
), colchetes [ ] e chaves { }, observamos a mesma mos que uma unidade dividida em duas partes iguais e
ordem : indicamos 1/2.
1º) efetuamos as operações no interior dos parênte- onde: 1 = numerador e 2 = denominador
ses;
2º) as operações no interior dos colchetes;
3º) as operações no interior das chaves.

Exemplos:
2 3 5 4
1) +  −  −  =
3 4 2 2
Um círculo dividido em 3 partes iguais indicamos
 8 9  1
= + − = (das três partes hachuramos 2).
 12 12  2
17 1 Quando o numerador é menor que o denominador
= − = temos uma fração própria. Observe:
12 2
17 6 Observe:
= − =
12 12
11
=
12

Quando o numerador é maior que o denominador


temos uma fração imprópria.

FRAÇÕES EQUIVALENTES

Duas ou mais frações são equivalentes, quando re-


presentam a mesma quantidade.

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3 1 1 3
Ex.: > ou <
4 4 4 4

b) Frações com numeradores iguais


Se duas frações tiverem numeradores iguais, a me-
nor será aquela que tiver maior denominador.
7 7 7 7
Ex.: > ou <
4 5 5 4

c) Frações com numeradores e denominadores


receptivamente diferentes.
1 2 3 Reduzimos ao mesmo denominador e depois com-
Dizemos que: = = paramos. Exemplos:
2 4 6
2 1
> denominadores iguais (ordem decrescente)
- Para obter frações equivalentes, devemos multi- 3 3
plicar ou dividir o numerador por mesmo número dife- 4 4
> numeradores iguais (ordem crescente)
rente de zero. 5 3
1 2 2 1 3 3
Ex: ⋅ = ou . =
2 2 4 2 3 6 SIMPLIFICAÇÃO DE FRAÇÕES

Para simplificar frações devemos dividir o numera- Para simplificar frações devemos dividir o numera-
dor e o denominador, por um mesmo número diferente dor e o denominador por um número diferente de zero.
de zero.
Quando não for mais possível efetuar as divisões,
Quando não for mais possível efetuar as divisões dizemos que a fração é irredutível. Exemplo:
dizemos que a fração é irredutível. 18 : 2 9 : 3 3
= =
12 : 2 6 : 3 2
Exemplo:
18 2 9 3
: = = ⇒ Fração Irredutível ou Sim- Fração irredutível ou simplificada.
12 2 6 6 9 36
plificada Exercícios: Simplificar 1) 2)
12 45
3 4
1 3 Respostas: 1) 2)
Exemplo: e 4 5
3 4
REDUÇÃO DE FRAÇÕES AO MENOR DENOMINA-
Calcular o M.M.C. (3,4): M.M.C.(3,4) = 12
DOR COMUM
1
e
3 (12 : 3 ) ⋅ 1
= e
(12 : 4 ) ⋅ 3 temos: 4 e 9
3 4 12 12 12 12 1 3
Ex.: e
3 4
1 4
A fração é equivalente a .
3 12 Calcular o M.M.C. (3,4) = 12
1
e
3
=
(12 : 3 ) ⋅ 1 e (12 : 4 ) ⋅ 3 temos:
3 9 3 4 12 12
A fração equivalente .
4 12 4 9
e
12 12
Exercícios:
1 4 3
1) Achar três frações equivalentes às seguintes fra- A fração é equivalente a . A fração equiva-
ções: 3 12 4
1 2 9
1) 2) lente .
4 3 12
2 3 4 4 6 8
Respostas: 1) , , 2) , , Exemplo:
8 12 16 6 9 12
2 4
? ⇒ numeradores diferentes e denomina-
COMPARAÇÃO DE FRAÇÕES 3 5
dores diferentes m.m.c.(3, 5) = 15
a) Frações de denominadores iguais.
Se duas frações tem denominadores iguais a maior (15 : 3).2 (15.5).4 10 12
? = < (ordem
será aquela: que tiver maior numerador. 15 15 15 15
crescente)

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Exercícios: Colocar em ordem crescente: 4 2 4 3 12 6
Exemplo: : = . = =
2 2 5 4 5 2 4 5 3 5 2 10 5
1) e 2) e 3) , e
5 3 3 3 6 3 5
Exercícios. Calcular:
2 2 4 5 4 2 8 6  2 3  4 1
Respostas: 1) < 2) < 1) : 2) : 3)  +  :  − 
5 3 3 3 3 9 15 25 5 5 3 3
4 5 3
3) < <
3 6 2 20
Respostas: 1) 6 2) 3) 1
9
OPERAÇÕES COM FRAÇÕES
POTENCIAÇÃO DE FRAÇÕES
1) Adição e Subtração
a) Com denominadores iguais somam-se ou subtra- Eleva o numerador e o denominador ao expoente
em-se os numeradores e conserva-se o denominador dado. Exemplo:
comum. 3
2 23 8
2 5 1 2 + 5 +1 8   = 3 =
Ex: + + = = 3
  3 27
3 3 3 3 3
4 3 4−3 1
− = = Exercícios. Efetuar:
5 5 5 5 2 4 2 3
3  1  4   1
1)   2)   3)   −  
b) Com denominadores diferentes reduz ao mesmo 4 2 3 2
denominador depois soma ou subtrai.
Ex: 9 1 119
1 3 2 Respostas: 1) 2) 3)
1) + + = M.M.C.. (2, 4, 3) = 12 16 16 72
2 4 3
RADICIAÇÃO DE FRAÇÕES
(12 : 2).1 + (12 : 4).3 + (12.3).2 6 + 9 + 8 23
= =
12 12 12 Extrai raiz do numerador e do denominador.
4 2 4 4 2
2) − = M.M.C.. (3,9) = 9 Exemplo: = =
3 9 9 9 3
(9 : 3).4 - (9 : 9).2 12 - 2 10
= =
9 9 9 Exercícios. Efetuar:
2
1 16 9  1
Exercícios. Calcular: 1) 2) 3) + 
9 25 16  2 
2 5 1 5 1 2 1 1
1) + + 2) − 3) + −
7 7 7 6 6 3 4 3
1 4
8 4 2 7 Respostas: 1) 2) 3) 1
Respostas: 1) 2) = 3) 3 5
7 6 3 12

MULTIPLICAÇÃO DE FRAÇÕES
EXERCÍCIOS DE FRAÇÕES

Para multiplicar duas ou mais frações devemos mul- 01 – Com 12 litros de leite, quantas garrafas de 2/3 de litros
tiplicar os numeradores das frações entre si, assim poderão ser cheias ?
como os seus denominadores.
Exemplo: 02 – Coriolano faz um cinto com 3/5 de um metro de couro.
2 3 2 3 6 3 Quantos cintos poderão ser feitos com 18 metros de couro ?
. = x = =
5 4 5 4 20 10 03 – Qual é o número cujos 4/5 equivalem a 108 ?

Exercícios: Calcular: 04 – Distribuíram-se 3 1/2 quilogramas de bombons entre


vários meninos. Cada um recebeu 1/4 de quilograma. Quan-
2 5 2 3 4  1 3  2 1
1) ⋅ 2) ⋅ ⋅ 3)  +  ⋅  −  tos eram os meninos ?
5 4 5 2 3 5 5 3 3
10 5 24 4 4 05 – Para ladrilhar 2/3 de um pátio empregaram-se 5 456
Respostas: 1) = 2) = 3) ladrilhos. Para ladrilhar 5/8 do mesmo pátio, quantos ladrilhos
12 6 30 5 15 seriam necessários ?

DIVISÃO DE FRAÇÕES 06 – Dona Solange pagou R$ 5.960,00 por 4/7 de um terreno.


Quanto pagaria por 4/5 desse terreno?
Para dividir duas frações conserva-se a primeira e
multiplica-se pelo inverso da Segunda.
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07 – Luciano fez uma viagem de 1.210 km, sendo 7/11 de 1/4 , mais R$ 30,00 e a terceira, R$ 160,00. Qual era a quan-
aeroplano; 2/5 do resto, de trem, 3/8 do novo resto, de auto- tia ?
móvel e os demais quilômetros, a cavalo. Calcular quantos
quilômetros percorreu a cavalo ? 29 – Um número é tal que, se de seus 2/3 subtrairmos 1.036,
ficaremos com 4/9 do mesmo. Que número é esse?
08 – A terça parte de um número adicionado a seus 3/5 é
igual a 28. Calcule a metade desse número ? 30 – Das laranjas de uma caixa foram retirados 4/9, depois
3/5 do resto, e ficaram 24 delas. Quantas eram as laranjas ?
09 – Carolina tinha R$ 175,00. Gastou 1/7 de 1/5 dessa im-
portância. Quanto sobrou ? 31 – Marieta tinha R$ 240,00. Gastou um quinto dessa quan-
tia, e, depois, a terça parte do resto. Com quanto ficou ?
10 – Que número é necessário somar a um e três quartos
para se obter cinco e quatro sétimos ? 32 – Repartir R$ 671,00 entre três pessoas de modo que a
primeira seja contemplada com 2/5 do que receber a segunda
11 – A soma de dois números é 850. Um vale 12/5 do outro. e esta, 3/8 do receber a terceira.
Quais são eles ?
33 – Dividir R$ 480,00 por três pessoas, de modo que as
12 – Se dos 2/3 de um número subtrairmos seus 3/7, ficare- partes da primeira e da segunda sejam, respectivamente, 1/3
mos com 45. Qual é o número? e 4/5 da parte a ser recebida pela terceira

13 – A soma de três números é 30. O primeiro corresponde 34 – Argemiro tinha R$ 375,00. Despendeu 2/5, menos R$
aos 2/3 do segundo e este, aos 3/5 do terceiro. Calcular o 6,00; depois a terça parte do resto, mais R$ 18,00. Quanto
produto destes três números. sobrou ?

14 – Se 7/8 de um terreno valem R$ 21.000,00, qual é o valor 35 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A pri-
de 5/48 do mesmo terreno? meira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 12 horas.
Que fração do reservatório encherão em uma hora, as duas
15 – Qual é o número que se da metade subtrairmos 8 uni- juntas ?
dades ficaremos com 1/3 dele mesmo ?
36 – Uma torneira enche um reservatório em 2 horas e outra
16 – Da terça parte de um número subtraindo-se 12, fica-se em 3 horas. Ambas, em que tempo enchê-lo-ão ?
com 1/6 do mesmo número. Que número é esse ?
37 – Uma torneira enche uma cisterna em 1/8 da hora e uma
17 – Qual é o número que retirando 48 unidades de sua me- válvula o esvazia em 1/4 da hora. Abertas, em que tempo o
tade, encontramos a sua oitava parte ? reservatório ficará completamente cheio ?

18 – A diferença entre dois números é 90; um é 3/13 do ou- 38 – Uma torneira enche um depósito d’água em 1/14 da
tro. Calcular os números. hora enquanto uma válvula pode esvaziá-lo em 1/9 da hora.
Trabalhando juntas, em quanto tempo o líquido contido no
19 – A soma de dois números é 345; um é 12/11 do outro. depósito atingirá seus 5/6 ?
Calcule-os.
39 – Um reservatório é alimentado por duas torneiras. A pri-
20 – Seu Áureo tendo gasto 4/7 do dinheiro que possuía, meira pode enchê-lo em 15 horas e a segunda, em 10 horas.
ficou com 1/3 dessa quantia mais R$ 164,00. Quanto tinha o A primeira é conservada aberta durante 2/3 da hora e a se-
velho Áureo? gunda durante 1/2 hora. Que fração do reservatório ficará
cheia ?
21 – Divida R$ 1590,00 em três partes de modo que a primei-
ra seja 3/4 da segunda e esta 4/5 da terceira. 40 – Claudia fez 2/9 de um trabalho em 12 horas e Mariana,
4/7 do resto em 8 horas. Quantas horas levarão para fazer a
22 – Se eu tivesse apenas 1/5 do que tenho, mais R$ 25,00. mesma obra, se trabalharem juntas ?
teria R$ 58,00. Quanto tenho ?
41 – Taninha fez 2/5 de um bordado em 8 horas e Clarisse,
23 – A nona parte do que tenho aumentada de R$ 17,00 é 1/3 do resto em 6 horas. Em quanto tempo poderão concluí-
igual a R$ 32,50. Quanto possuo ? lo, se trabalharem juntas ?

24 – Zé Augusto despendeu o inverso de 8/3 de seu dinheiro 42 – Vó Marieta é capaz de fazer um bordado em 16 horas e
e ficou com a metade mais R$ 4,30. Quanto possuía ? tia Celeste, 5/7 do resto em 15 horas. Em quanto tempo
aprontarão o bordado todo, se operarem juntas ?
25 – Repartir 153 cards em três montes de forma que o pri-
meiro contenha 2/3 do segundo o qual deverá ter 3/4 do ter- 43 – Roberval, um investidor no mercado de capitais, perdeu
ceiro. a quarta parte de um capital. Em outros negócios, ganhou o
quíntuplo de R$ 30.000,00. Sendo a fortuna atual o dobro do
26 – Distribuir 3.717 tijolos por três depósitos de tal maneira capital inicial. Que capital era esse ?
que o primeiro tenha 3/4 do segundo e este 5/6 do terceiro.
44 – Um quitandeiro vendeu ao primeiro freguês 3/5 das
27 – O diretor de um colégio quer distribuir os 105 alunos da melancias que tinha, mais quatro, e ao segundo, 1/3, também
4ª série em três turmas de modo que a 1ª comporte a terça do total. Tendo o primeiro ficado com mais duas dúzias de
parte do efetivo; a 2ª, 6/5 da 1ª, menos 8 estudantes e a 3ª, melancias do que o outro, pergunta-se quantas melancias o
18/17 da 2ª. Quantos alunos haverá em cada turma ? comerciante possuía e com quantas ficou ?

28 – Dividiu-se uma certa quantia entre três pessoas. A pri- 45 – Andréa tem 2/9 do dinheiro necessário para comprar um
meira recebeu 3/5 da quantia, menos R$ 100,00; a segunda, apartamento, e seu marido, 3/11 dessa quantia. Se a essa
importância o casal adicionar R$ 3.500,00 poderão comprar a
Matemática 20 A Opção Certa Para a Sua Realização
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casa própria. Qual é o preço do imóvel ? Quanto tem cada 29) 4.662
um deles ? 30) 108
31) R$ 128,00
46 – Uma torneira enche um reservatório em 6 horas e outra, 32) R$ 66,00 , R$ 165,00 e R$ 440,00
em 2 horas. Ambas, funcionando conjuntamente, em que 33) R$ 75,00 , R$ 180,00 e R$ 225,00
tempo encherão o reservatório ? 34) R$ 136,00
35) 3/20
47 – Uma torneira enche um tanque em duas horas e outra o 36) 1 horas e 12 minutos
esvazia em dez horas. O tanque estando vazio e abrindo-se 37) 1/4 h ou 15 min
as duas torneiras, em que tempo ficará ele completamente 38) 1/6 h ou 10 min
cheio ? 39) 17/180
40) 13 h 30 min
48 – Silvana executa um bordado em nove horas de trabalho 41) 12 h
e Fernanda, em doze horas. Com auxílio de Eliane, apron-
tam-no em quatro horas. Calcular o tempo em que Eliane
faria o mesmo bordado sozinha. 42) h
43) R$ 120.000,00
49 – Alfredo pode pintar uma casa em sete horas de trabalho 44) 75 e 1
e seu irmão, em cinco horas. Juntos, que fração do trabalho 45) R$ 6.930,00, R$ 1.540,00 e R$ 1.890,00
executarão em uma hora ? Em quanto tempo farão todo a 46) 1h 30 min
pintura da casa ? 47) 2 h 30 min
48) 18 horas
50 – Um trem partiu do Rio com um certo número de passa- 49) 12/35 e 2 h 55 min
geiros. Na primeira parada, saltaram 3/7 dos passageiros e 50) 98
na quarta entraram 40 pessoas. Em outras estações saltaram 51) 160 , 100 e 240
5/8 dos passageiros restantes. O trem chegou à estação final 52) 18 maçãs
com 36 passageiros. Com quantos passageiros o trem partiu Por: Professor Luiz Fernando
do Rio ?

51 – Um número vale 8/5 de um segundo ou 2/3 de um ter-


ceiro. Calcular os três números sabendo que sua soma é
NÚMEROS DECIMAIS
igual a 500.
Toda fração com denominador 10, 100, 1000,...etc,
52 – Cuidadosamente, Severina, a empregada dos “Caval- chama-se fração decimal.
cante” arruma uma bela cesta de maçãs. O patriarca ao ver 3 4 7
as maçãs toma para si 1/6 das frutas, sua esposa pega 1/5 Ex: , , , etc
das restantes, o filho mais velho pega para si 1/4 do restante, 10 100 100
o filho do meio e o mais novo pegam, respectivamente 1/3 e
1/2 dos restantes. Quando Severina chega e percebe o cesto Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
praticamente vazio, fica magoada com a gulodice dos patrões 3
e decide pegar para si as 3 frutas restantes. Quantas eram as = três décimos,
maçãs arrumadas originalmente por Severina ? 10
4
= quatro centésimos
Resolução dos exercícios de frações 100
01) 18 garrafas 7
02) 30 cintos = sete milésimos
03) 135
1000
04) 14 meninos
05) 5.115 Escrevendo estas frações na forma decimal temos:
06) R$ 8.344,00 3 4 7
07) 165 km =0,3 = 0,04 = 0,007
10 100 1000
08) 15
09) R$ 170,00
10 3 2/28 Outros exemplos:
11) 600 e 250 34 635 2187
12) 189 1) = 3,4 2) = 6,35 3) =218,7
10 100 10
13) 810
14) R$ 2.500,00
15) 48 Note que a vírgula “caminha” da direita para a es-
16) 72 querda, a quantidade de casas deslocadas é a mesma
17) 128 quantidade de zeros do denominador.
18) 117 e 27
19) 180 e 165 Exercícios. Representar em números decimais:
20) R$ 1.722,00 35 473 430
21) R$ 397,50 , R$ 530,00 e R$ 662,50 1) 2) 3)
22) R$ 165,00 10 100 1000
23) R$ 139,50
24) R$ 34,40 Respostas: 1) 3,5 2) 4,73 3) 0,430
25) 34 , 51 e 68
26) 945, 1260 e 1512
27) 35 , 34 e 36
28) R$ 600,00

Matemática 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


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LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL Respostas: 1) 15,183 2) 629,9
3) 23,4936
Ex.:
DIVISÃO DE NÚMEROS DECIMAIS

Igualamos as casas decimais entre o dividendo e o


divisor e quando o dividendo for menor que o divisor
acrescentamos um zero antes da vírgula no quociente.

Ex.:
a) 3:4
3 |_4_
30 0,75
20
0
b) 4,6:2
4,6 |2,0 = 46 | 20
60 2,3
0
OPERAÇÕES COM NÚMEROS DECIMAIS Obs.: Para transformar qualquer fração em número
decimal basta dividir o numerador pelo denominador.
Adição e Subtração Ex.: 2/5 = 2 |5 , então 2/5=0,4
Coloca-se vírgula sob virgula e somam-se ou sub- 20 0,4
traem-se unidades de mesma ordem. Exemplo 1:
Exercícios
10 + 0,453 + 2,832 1) Transformar as frações em números decimais.
10,000 1 4 1
1) 2) 3)
+ 0,453 5 5 4
2,832 Respostas: 1) 0,2 2) 0,8 3) 0,25
_______
13,285 2) Efetuar as operações:
1) 1,6 : 0,4 2) 25,8 : 0,2
Exemplo 2: 3) 45,6 : 1,23 4) 178 : 4,5-3,4.1/2
47,3 - 9,35 5) 235,6 : 1,2 + 5 . 3/4
47,30
9,35 Respostas: 1) 4 2) 129 3) 35,07
______ 4) 37,855 5) 200,0833....
37,95
Multiplicação de um número decimal por
Exercícios. Efetuar as operações: 10, 100, 1000
1) 0,357 + 4,321 + 31,45
2) 114,37 - 93,4 Para tornar um número decimal 10, 100, 1000.....
3) 83,7 + 0,53 - 15, 3 vezes maior, desloca-se a vírgula para a direita, res-
pectivamente, uma, duas, três, . . . casas decimais.
Respostas: 1) 36,128 2) 20,97 3) 68,93 2,75 x 10 = 27,5 6,50 x 100 = 650
0,125 x 100 = 12,5 2,780 x 1.000 = 2.780
MULTIPLICAÇÃO COM NÚMEROS DECIMAIS
0,060 x 1.000 = 60 0,825 x 1.000 = 825
Multiplicam-se dois números decimais como se fos-
DIVISÃO
sem inteiros e separam-se os resultados a partir da
Para dividir os números decimais, procede-se as-
direita, tantas casas decimais quantos forem os alga-
sim:
rismos decimais dos números dados.
1) iguala-se o número de casas decimais;
2) suprimem-se as vírgulas;
Exemplo: 5,32 x 3,8
3) efetua-se a divisão como se fossem números in-
5,32 → 2 casas,
teiros.
x 3,8→ 1 casa após a virgula
______ Exemplos:
4256
♦ 6 : 0,15 = 6,00 0,15
1596 +
______
000 40
20,216 → 3 casas após a vírgula Igualam – se as casas decimais.
Cortam-se as vírgulas.
Exercícios. Efetuar as operações:
 7,85 : 5 = 7,85 : 5,00 785 : 500 = 1,57
1) 2,41 . 6,3 2) 173,4 . 3,5 + 5 . 4,6
3) 31,2 . 0,753
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Dividindo 785 por 500 obtém-se quociente 1 e resto
285 b) 0,38 - Lê-se: "trinta e oito
centésimos".
Como 285 é menor que 500, acrescenta-se uma
vírgula ao quociente e zeros ao resto c) 0,421 - Lê-se: "quatrocentos
♦ 2 : 4 0,5 e vinte e um
milésimos".
Como 2 não é divisível por 4, coloca-se zero e vír-
gula no quociente e zero no dividendo 2) Um número decimal não muda o seu valor se
♦ 0,35 : 7 = 0,350 7,00 350 : 700 = acrescentarmos ou suprimirmos zeros â direita
0,05 do último algarismo.
Exemplo: 0,5 = 0,50 = 0,500 = 0,5000 " .......
Como 35 não divisível por 700, coloca-se zero e vír-
gula no quociente e um zero no dividendo. Como 350 3) Todo número natural pode ser escrito na forma
não é divisível por 700, acrescenta-se outro zero ao de número decimal, colocando-se a vírgula após
quociente e outro ao dividendo o último algarismo e zero (ou zeros) a sua direita.
Exemplos: 34 = 34,00... 176 = 176,00...
Divisão de um número decimal por 10, 100, 1000

Para tornar um número decimal 10, 100, 1000, .... REGRA DE TRÊS SIMPLES
vezes menor, desloca-se a vírgula para a esquerda,
respectivamente, uma, duas, três, ... casas decimais. REGRA DE TRÊS SIMPLES
Retomando o problema do automóvel, vamos
Exemplos: resolvê-lo com o uso da regra de três de maneira
25,6 : 10 = 2,56 prática.
04 : 10 = 0,4
315,2 : 100 = 3,152 Devemos dispor as grandezas, bem como os valo-
018 : 100 = 0,18 res envolvidos, de modo que possamos reconhecer a
0042,5 : 1.000 = 0,0425 natureza da proporção e escrevê-la.
0015 : 1.000 = 0,015 Assim:

milhar centena dezena Unidade décimo centésimo milésimo Grandeza 1: tempo Grandeza 2: distância
simples
(horas) percorrida
1 000 100 10 1 0,1 0,01 0,001 (km)

6 900
LEITURA DE UM NÚMERO DECIMAL
Procedemos do seguinte modo: 8 x
1º) Lemos a parte inteira (como um número natural).
2º) Lemos a parte decimal (como um número natu- Observe que colocamos na mesma linha valores
ral), acompanhada de uma das palavras: que se correspondem: 6 horas e 900 km; 8 horas e o
- décimos, se houver uma ordem (ou casa) deci- valor desconhecido.
mal
- centésimos, se houver duas ordens decimais; Vamos usar setas indicativas, como fizemos antes,
- milésimos, se houver três ordens decimais. para indicar a natureza da proporção. Se elas estive-
Exemplos: rem no mesmo sentido, as grandezas são diretamente
1) 1,2 Lê-se: "um inteiro e proporcionais; se em sentidos contrários, são inversa-
dois décimos". mente proporcionais.

2) 12,75 Lê-se: "doze inteiros Nesse problema, para estabelecer se as setas têm
e setenta e cinco o mesmo sentido, foi necessário responder à pergunta:
centésimos". "Considerando a mesma velocidade, se aumentarmos
o tempo, aumentará a distância percorrida?" Como a
3) 8,309 Lê-se: "oito inteiros e resposta a essa questão é afirmativa, as grandezas são
trezentos e nove diretamente proporcionais.
milésimos''.
Observações: Já que a proporção é direta, podemos escrever:
1) Quando a parte inteira é zero, apenas a parte de- 6 900
cimal é lida. =
8 x
Exemplos:

a) 0,5 - Lê-se: "cinco


décimos".

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7200 Grandeza 1: Grandeza 2: Grandeza 3:
Então: 6 . x = 8 . 900 ⇒ x = = 1 200 número de máquinas dias número de peças
6

Concluindo, o automóvel percorrerá 1 200 km em 8 10 20 2000


horas.
Vamos analisar outra situação em que usamos a x 6 1680
regra de três.
Um automóvel, com velocidade média de 90 km/h,
percorre um certo espaço durante 8 horas. Qual será o Natureza da proporção: para estabelecer o sentido
das setas é necessário fixar uma das grandezas e
tempo necessário para percorrer o mesmo espaço com
relacioná-la com as outras.
uma velocidade de 60 km/h?
Supondo fixo o número de dias, responda à ques-
Grandeza 1: tempo Grandeza 2: velocidade
tão: "Aumentando o número de máquinas, aumentará o
(horas) (km/h)
número de peças fabricadas?" A resposta a essa ques-
tão é afirmativa. Logo, as grandezas 1 e 3 são direta-
8 90 mente proporcionais.

x 60 Agora, supondo fixo o número de peças, responda à


questão: "Aumentando o número de máquinas, aumen-
A resposta à pergunta "Mantendo o mesmo espaço tará o número de dias necessários para o trabalho?"
percorrido, se aumentarmos a velocidade, o tempo Nesse caso, a resposta é negativa. Logo, as grandezas
aumentará?" é negativa. Vemos, então, que as grande- 1 e 2 são inversamente proporcionais.
zas envolvidas são inversamente proporcionais.
Como a proporção é inversa, será necessário inver- Para se escrever corretamente a proporção, deve-
termos a ordem dos termos de uma das colunas, tor- mos fazer com que as setas fiquem no mesmo sentido,
nando a proporção direta. Assim: invertendo os termos das colunas convenientes. Natu-
ralmente, no nosso exemplo, fica mais fácil inverter a
8 60 coluna da grandeza 2.

x 90 10 6 2000

Escrevendo a proporção, temos:


x 20 1680
8 60 8 ⋅ 90
= ⇒ x= = 12
x 90 60 Agora, vamos escrever a proporção:
10 6 2000
Concluindo, o automóvel percorrerá a mesma = ⋅
distância em 12 horas. x 20 1680
(Lembre-se de que uma grandeza proporcional a
Regra de três simples é um processo prático utilizado duas outras é proporcional ao produto delas.)
para resolver problemas que envolvam pares de 10 12000 10 ⋅ 33600
grandezas direta ou inversamente proporcionais. = ⇒ x= = 28
Essas grandezas formam uma proporção em que se x 33600 12000
conhece três termos e o quarto termo é procurado.
Concluindo, serão necessárias 28 máquinas.
REGRA DE TRÊS COMPOSTA PROVA - Regra de três
Vamos agora utilizar a regra de três para resolver
problemas em que estão envolvidas mais de duas 1. Se 15 operários levam 10 dias para completar um
grandezas proporcionais. Como exemplo, vamos anali- certo trabalho, quantos operários farão esse mesmo
sar o seguinte problema. trabalho em 6 dias.

Numa fábrica, 10 máquinas trabalhando 20 dias 2. Com 100 kg de trigo podemos fabricar 65 kg de fari-
produzem 2 000 peças. Quantas máquinas serão ne- nha. Quantos quilogramas de trigo são necessários
cessárias para se produzir 1 680 peças em 6 dias? para fabricar 162,5 kg de farinha?

3. Pedro comprou 2m de tecido para fazer uma calça.


Como nos problemas anteriores, você deve verificar Quantos metros de tecido seriam necessários para
a natureza da proporção entre as grandezas e escrever que Pedro pudesse fazer 7 calças iguais.
essa proporção. Vamos usar o mesmo modo de dispor
as grandezas e os valores envolvidos. 4. Num campeonato, há 48 pessoas e alimento sufici-
ente para um mês. Retirando-se 16 pessoas para
quantos dias dará a quantidade de alimento?

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5. Cinco pedreiros constróem uma casa em 300 dias.
Quantos dias serão necessários para que 10 pedrei-
Área das figuras planas
ros construam essa mesma casa?

6. Paulo trabalhou 30 dias e recebeu 15 000 reais. Quadrado


Quantos dias terá que trabalhar para receber 20 000 Retângulo
reais?

7. Um carro com velocidade constante de 100 km/h, vai


da cidade A até a cidade B em 3 horas. Quanto
tempo levaria esse mesmo carro para ir de A até B,
se sua velocidade constante fosse 160 km/h?
Triângulo
8. O revestimento de um muro de 16 m de comprimen- Paralelogramo
to e 2,5 m de altura consome 84 kg de reboco pre-
parado. Quantos quilos de reboco serão necessários
para revestir outro muro de 30 m de comprimento e
1,8 m de altura?

9. Mil quilos de ração alimentam 20 vacas durante 30


dias. Quantos quilos de ração são necessários para
alimentar 30 vacas durante 60 dias? Trapézio Losango
10. Um livro tem 150 páginas. Cada página tem 36 linhas
e cada linha, 50 letras. Se quisermos escrever o
mesmo texto em 250 páginas, quantas letras haverá
em cada linha para que cada página tenha 30 li-
nhas?

11. Se 35 operários fazem uma casa em 24 dias, traba-


lhando 8 horas por dia, quantos operários serão ne- Triângulo equilátero
cessários para fazer a mesma obra em 14 dias tra-
balhando 10 horas por dias?

12. Três torneiras enchem uma piscina em 10 horas.


Quantas torneiras seriam necessárias para encher a
mesma piscina em 2 horas?

13. Três operários constróem uma piscina em 10 dias.


Quantos dias levarão 10 operários para construírem
a mesma piscina?
14. Duas máquinas empacotam 100 litros de leite por
dia. Quantas máquinas são necessárias para empa-
cotarem 200 litros de leite em meio dia?
ÁREAS DAS FIGURAS PLANAS - GEOMETRIA BÁ-
15. Numa laje de concreto de 6 cm de espessura foram SICA
gastos 30 sacos de cimento de 40 kg cada. Se a laje HTTP://GUIADOESTUDANTE.ABRIL.COM.BR/ESTU
tivesse apenas 5 cm de espessura, quanto se gasta- DAR/MATEMATICA/AREAS-FIGURAS-PLANAS-
ria de cimento. 677860.SHTML
Área ou superfície de uma figura plana tem a ver com o con-
ceito (primitivo) de sua extensão (bidimensional).
RESPOSTAS
Usamos a área do quadrado de lado unitário como referência
1) 25
de unidade de área, chamando de metro quadrado (m²) sua
2) 250 kg
3) 14m unidade de medida principal.
4) 45 dias
5) 150 dias
6) 40 dias
7) 1h 52 min 30 seg Área do Quadrado
9) 3000 kg
10) 36 linhas
11) 48 operários
12) 15 torneiras
13) 6 dias
14) 8 máquinas
15) 100 Kg

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Área do Retângulo Triângulo Retângulo

Área do Paralelogramo

Triângulo Equilátero

Área do Losango

Fórmula de Heron

Área do Trapézio

Área do Círculo

Triângulos Quaisquer

Área da Coroa Circular

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Área Setor Circular lado elevada ao quadrado ja que a operação é o produto.
Vejamos a seguir algumas fórmulas de área:

Retângulo S = b x h A área é igual a base vezes altura (b =


base e h = altura).

Triângulo S = b x h / 2 , Paralelogramo S = b x h

Losango S = D x d / 2 A área é igual a diagonal maior (D)


vezes a diagonal menor (d) sobre 2.e tantas outras.

Uma importante comparação que devemos observar entre


Perímetro e área e as vezes cometemos alguns enganos, é a
diferença entre Circunferência e Circulo. Quando falamos em
Circunferência estamos falando do contorno ou seja, o com-
Área Segmento Circular primento, já quando falamos de círculo é a superfície então é
área.

Perímetro da circunferência é dado por C = 2 π . r , e a área


do círculo Sc = π . r²

Podemos nos deparar com a seguinte situação: A área ter o


mesmo valor do Perímetro, o que pode ser uma absoluta
coincidência, vamos ver o exemplo.

Um quadrado de lado 4 tem seu perímetro igual a 16m e sua


área igual a 16m², pois calculando o seu perímetro temos P=
ÁREA E PERÍMETRO DE FIGURAS PLANAS 4m + 4m + 4m + 4m , logo P = 16m , e o cálculo de sua área
é dado por S = 4m x 4m , logo S = 16m². Nesse exemplo
Por Gláucio da Silva Freitas verificamos os valores iguais mas maioria das vezes esses
valores são diferentes.
A geometria plana é muitas vezes relacionada como uma
disciplina a parte da matemática, mas devido aos seus pré É importante saber alguns pontos específicos para identificar
requisitos existentes,que englobam noções de estatística, as principais diferenças na hora de por em prática nosso
álgebra e aritmética não podemos de forma alguma fazer seu conhecimento de Perímetro e àrea.
estudo de forma isolada. O nosso presente estudo nos possi-
bilitará enxergar os conceitos primitivos da qual sempre rela- QUESTÕES
cionamos com a geometria plana, que é o cálculo de área e http://exercicios.brasilescola.com/
perimetro.
Questão 1
O primeiro passo que analisamos, nesse caso é o estudo de Um campo de futebol de formato retangular tem 100 metros
figuras geométricas planas, desde as mais simples como: de largura por 70 metros de comprimento. Antes de cada
Quadrado, triângulo, retângulo... até as menos comuns: treino, os jogadores de um time dão cinco voltas e meia cor-
eneágono, decágono, dodecágono, icoságono..., Alguns rendo ao redor do campo. Sendo assim, determine:
desses poligonos são classificados quanto ao seu respectivo a) Quantos metros os jogadores correm ao dar uma volta
número de lados. completa no campo?
b) Quantos metros eles percorrem ao dar as cinco voltas e
meia ao redor do campo?
O cálculo do perímetro de qualquer figura geométrica
c) Se eles repetem essa corrida cinco vezes por semana,
plana é feito pela soma de seus lados, vejamos um dos
quantos metros os jogadores correm em uma semana?
exemplos mais triviais:

Sabemos que o quadrado tem quatro lados, logo o perímetro Resposta Questão 1
do quadrado é dado pela soma desses quatro lados, geral-
mente representamos da seguinte maneira: P = L' + L'' + L''' + a) Vamos calcular o perímetro do campo:
L'''', onde P é o perímetro e L representa cada lado. Na ver-
dade o perímetro trata-se do contorno de uma dada superfí-
2p = 100 + 100 + 70 + 70
cie seja ela uma figura geométrica regular ou não. A unidade
de comprimento utilizada para o cálculo do Perímetro é a 2p = 200 + 140
mesma do que a atribuída ao lado já que estamos realizando 2p = 340 m
a operação soma para obter o perímetro.
Ao dar uma volta completa, os jogadores percorrem
O Cálculo da área já nos exige um pouco mais de conheci- 340 metros.
mento, pois não trata-se do contorno da região, mas sim de
toda sua superfície, para isso devemos conhecer as formulas b) Se ao dar uma volta, os jogadores percorrem 340
que cada uma das figuras geométricas tem para o devido metros, ao dar cinco voltas, eles percorrem 340 * 5 =
cálculo. A área geralmente representamos pela letra S. A 1700 metros. Para cinco voltas e meia, ele vai andar
área do quadrado por exemplo é dada pela seguinte fórmula:
S = l², onde S é a área, e l a medida do lado (O quadrado
os 1700 metros e metade de uma volta (340 : 2 = 170).
possui os quatro lados iguais). A unidade de área como trata- Basta somar 1700 +170: 1870 metros.
se de multiplicação, sempre será a unidade adotada por um

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c) Considerando que os jogadores correm 5 vezes
por semana, se todos os dias eles correm 1870 me-
tros, façamos 1870 * 5 = 9.350. Em uma semana, os
jogadores correm 9.350 metros.

Questão 2
Transformações de unidades: Cada unidade de
comprimento é dez (10) vezes maior que a unidade
Sabendo que o perímetro de um hexágono regular é imediatamente. inferior. Na prática cada mudança de vírgula
48,6 cm. Qual é a medida de cada lado do hexágono? para a direita (ou multiplicação por dez) transforma uma
unidade imediatamente inferior a unidade dada; e cada
Resposta Questão 2 mudança de vírgula para a esquerda (ou divisão por dez)
transforma uma unidade na imediatamente superior.
Um hexágono regular possui seis lados de mesma
medida, e o perímetro é a soma desses lados. Portan- Ex.: 45 Km ⇒ 45 . 1.000 = 45.000 m
to, para saber a medida de cada lado, basta fazer: 500 cm ⇒ 500 ÷ 100 = 5 m
8 Km e 25 m ⇒ 8.000m + 25m = 8.025 m
ou 8,025 Km.
48,6 : 6 = 8,1 cm
Resumo
Cada lado do hexágono mede 8,1 cm.

SISTEMA DE MEDIDAS LEGAIS

A) Unidades de Comprimento
B) Unidades de ÁREA
C) Áreas Planas
D) Unidades de Volume e de Capacidade
E) Volumes dos principais sólidos geométricos Permitido de um polígono: o perímetro de um polígono
F) Unidades de Massa é a soma do comprimento de seus lados.

A) UNIDADES DE COMPRIMENTO

Medidas de comprimento:

Medir significa comparar. Quando se mede um


determinado comprimento, estamos comparando este
comprimento com outro tomado como unidade de medida.
Portanto, notamos que existe um número seguido de um
nome: 4 metros — o número será a medida e o nome será a
unidade de medida.

Podemos medir a página deste livro utilizando um


lápis; nesse caso o lápis foi tomado como unidade de medida
ou seja, ao utilizarmos o lápis para medirmos o comprimento
do livro, estamos verificando quantas vezes o lápis (tomado Perímetro de uma circunferência: Como a abertura do
como medida padrão) caberá nesta página. compasso não se modifica durante o traçado vê-se logo que
os pontos da circunferência distam igualmente do ponto zero
Para haver uma uniformidade nas relações humanas (0).
estabeleceu-se o metro como unidade fundamental de
medida de comprimento; que deu origem ao sistema métrico
decimal, adotado oficialmente no Brasil.

Múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico: Para


escrevermos os múltiplos e sub-múltiplos do sistema métrico
decimal, utilizamos os seguintes prefixos gregos:

KILO significa 1.000 vezes

HECTA significa 100 vezes


DECA significa 10 vezes Elementos de uma circunferência:
DECI significa décima parte
CENTI significa centésima parte
MILI significa milésima parte.

1km = 1.000m 1 m = 10 dm
1hm = 100m e 1 m = 100 cm
1dam = 10m 1 m = 1000 mm

Matemática 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O perímetro da circunferência é calculado multiplican-


do-se 3,14 pela medida do diâmetro.

3,14 . medida do diâmetro = perímetro.

B) UNIDADES DE ÁREA: a ideia de superfície já é


nossa conhecida, é uma noção intuitiva. Ex.: superfície da Perímetro: é a soma dos quatro lados.
mesa, do assoalho que são exemplos de superfícies planas
enquanto que a superfície de uma bola de futebol, é uma Triângulo: a área do triângulo é dada pelo produto da
superfície esférica. base pela altura dividido por dois.
Damos o nome de área ao número que mede uma
superfície numa determinada unidade.

Metro quadrado: é a unidade fundamental de medida


de superfície (superfície de um quadrado que tem 1 m de
lado).
Perímetro – é a soma dos três lados.

Propriedade: Toda unidade de medida de superfície é Trapézio: a área do trapézio é igual ao produto da
100 vezes maior do que a imediatamente inferior. semi-soma das bases, pela altura.

Múltiplos e submúltiplos do metro quadrado:

Múltiplos Submúltiplos
km2: 1.000.000 m2 m2 cm2 : 0,0001 m2
hm2: 10.000 m2 dm2: 0,01 m2
dam2: 100 m2 mm2 : 0,000001m2

1km2 = 1000000 (= 1000 x 1000)m2


1 hm2= 10000 (= 100 x 100)m2
1dam2 =100 (=10x10) m2 Perímetro – é a soma dos quatro lados.

Losango: a área do losango é igual ao semi-produto


Regras Práticas: das suas diagonais.

• para se converter um número medido numa unidade


para a unidade imediatamente superior deve-se
dividi-lo por 100.
• para se converter um número medido numa unidade,
para uma unidade imediatamente inferior, deve-se
multiplicá-lo por 100.

Medidas Agrárias:
Perímetro – á a soma dos quatro lados.
centiare (ca) — é o m2
Área de polígono regular: a área do polígono regular é
are (a) —é o dam2 (100 m2)
igual ao produto da medida do perímetro (p) pela medida do
apotema (a) sobre 2.
hectare (ha) — é o hm2 (10000 m2).

C) ÁREAS PLANAS

Retângulo: a área do retângulo é dada pelo produto da


medida de comprimento pela medida da largura, ou, medida
da base pela medida da altura.

Perímetro – soma de seus lados.


Perímetro: a + a + b + b DUNIDADES DE VOLUME E CAPACIDADE
Quadrado: a área do quadrado é dada pelo produto Unidades de volume: volume de um sólido é a medida
“lado por lado, pois sendo um retângulo de lados iguais, base deste sólido.
= altura = lado.

Matemática 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Chama-se metro cúbico ao volume de um cubo cuja
aresta mede 1 m.

Propriedade: cada unidade de volume é 1.000 vezes


maior que a unidade imediatamente inferior.
Volume do cubo: o cubo é um paralelepipedo
Múltiplos e sub-múltiplos do metro cúbico: retângulo de faces quadradas. Um exemplo comum de cubo,
é o dado.
MÚLTIPIOS SUB-MÚLTIPLOS

km3 ( 1 000 000 000m3) dm3 (0,001 m3)


hm3 ( 1 000 000 m3) cm3 (0,000001m3)
dam (1 000 m )
3 3 mm (0,000 000 001m3)
3

Como se vê:
1 km3 = 1 000 000 000 (1000x1000x1000)m3
1 hm3 = 1000000 (100 x 100 x 100) m3 O volume do cubo é dado pelo produto das medidas
1dam3 = 1000 (10x10x10)m3 de suas três arestas que são iguais.

1m3 =1000 (= 10 x 10 x 10) dm3 V = a. a . a = a3 cubo


1m3 =1000 000 (=100 x 100 x 100) cm3
1m3= 1000000000 ( 1000x 1000x 1000) mm3 Volume do prisma reto: o volume do prisma reto é
dado pelo produto da área da base pela medida da altura.

Unidades de capacidade: litro é a unidade


fundamental de capacidade. Abrevia-se o litro por l.

O litro é o volume equivalente a um decímetro cúbico.

Múltiplos Submúltiplos

hl ( 100 l) dl (0,1 l)
dal ( 10 l) litro l cl (0,01 l)
ml (0,001 l)

Como se vê:
Volume do cilindro: o volume do cilindro é dado pelo
1 hl = 100 l 1 l = 10 dl produto da área da base pela altura.
1 dal = 10 l 1 l = 100 cl
1 l = 1000 ml

VOLUMES DOS PRINCIPAIS SÓLIDOS


GEOMÉTRICOS

Volume do paralelepípedo retângulo: é o mais comum


dos sólidos geométricos. Seu volume é dado pelo produto de
suas três dimensões. F) UNIDADES DE MASSA

— A unidade fundamental para se medir massa de um


corpo (ou a quantidade de matéria que esse corpo possui), é
o kilograma (kg).
— o kg é a massa aproximada de 1 dm3 de água a 4
graus de temperatura.

Matemática 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


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— Múltiplos e sub-múltiplos do kilograma: Sabendo que em cálculos de porcentagem será
necessário utilizar sempre proporções diretas, fica
Múltiplos Submúltiplos claro, então, que qualquer problema dessa natureza
kg (1000g) dg (0,1 g) poderá ser resolvido com regra de três simples.
hg ( 100g) cg (0,01 g)
dag ( 10 g) mg (0,001 g) 3. TAXA PORCENTUAL
Como se vê:
O uso de regra de três simples no cálculo de por-
centagens é um recurso que torna fácil o entendimento
1kg = 1000g 1g = 10 dg do assunto, mas não é o único caminho possível e nem
1 hg = 100 g e 1g= 100 cg sequer o mais prático.
1 dag = 10g 1g = 1000 mg
Para simplificar os cálculos numéricos, é
necessário, inicialmente, dar nomes a alguns termos.
Veremos isso a partir de um exemplo.

Exemplo:
Calcular 20% de 800.
20
Para a água destilada, 1.º acima de zero. Calcular 20%, ou de 800 é dividir 800 em
volume capacidade massa
100
1dm2 1l 1kg 100 partes e tomar 20 dessas partes. Como a
centésima parte de 800 é 8, então 20 dessas partes
Medidas de tempo:
será 160.
Não esquecer:
1dia = 24 horas
1 hora = sessenta minutos Chamamos: 20% de taxa porcentual; 800 de
1 minuto = sessenta segundos principal; 160 de porcentagem.
1 ano = 365 dias
1 mês = 30 dias Temos, portanto:
 Principal: número sobre o qual se vai calcular a
porcentagem.
PORCENTAGEM  Taxa: valor fixo, tomado a partir de cada 100
partes do principal.
1. INTRODUÇÃO
 Porcentagem: número que se obtém somando
Quando você abre o jornal, liga a televisão ou olha
cada uma das 100 partes do principal até
vitrinas, frequentemente se vê às voltas com
conseguir a taxa.
expressões do tipo:
 "O índice de reajuste salarial de março é de
A partir dessas definições, deve ficar claro que, ao
16,19%."
calcularmos uma porcentagem de um principal conhe-
 "O rendimento da caderneta de poupança em
cido, não é necessário utilizar a montagem de uma
fevereiro foi de 18,55%."
regra de três. Basta dividir o principal por 100 e to-
 "A inflação acumulada nos últimos 12 meses foi
marmos tantas destas partes quanto for a taxa. Veja-
de 381,1351%.
mos outro exemplo.
 "Os preços foram reduzidos em até 0,5%."
Exemplo:
Mesmo supondo que essas expressões não sejam
Calcular 32% de 4.000.
completamente desconhecidas para uma pessoa, é
Primeiro dividimos 4 000 por 100 e obtemos 40, que
importante fazermos um estudo organizado do assunto
é a centésima parte de 4 000. Agora, somando 32 par-
porcentagem, uma vez que o seu conhecimento é fer-
tes iguais a 40, obtemos 32 . 40 ou 1 280 que é a res-
ramenta indispensável para a maioria dos problemas
posta para o problema.
relativos à Matemática Comercial.
Observe que dividir o principal por 100 e multiplicar
2. PORCENTAGEM o resultado dessa divisão por 32 é o mesmo que multi-
O estudo da porcentagem é ainda um modo de
comparar números usando a proporção direta. Só que 32
plicar o principal por ou 0,32. Vamos usar esse
uma das razões da proporção é um fração de denomi- 100
nador 100. Vamos deixar isso mais claro: numa situa- raciocínio de agora em diante:
ção em que você tiver de calcular 40% de R$ 300,00, o
seu trabalho será determinar um valor que represente,
em 300, o mesmo que 40 em 100. Isso pode ser resu- PROBABILIDADE
mido na proporção:
40 x ESPAÇO AMOSTRAL E EVENTO
= Suponha que em uma urna existam cinco bolas ver-
100 300 melhas e uma bola branca. Extraindo-se, ao acaso, uma
das bolas, é mais provável que esta seja vermelha. Isto
Então, o valor de x será de R$ 120,00. irão significa que não saia a bola branca, mas que é

Matemática 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


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mais fácil a extração de uma vermelha. Os casos possí-
veis seu seis:

Cinco são favoráveis á extração da bola vermelha. Se A ∩ B = φ , dizemos que os eventos A e B são mu-
Dizemos que a probabilidade da extração de uma bola
tuamente exclusivos, isto é, a ocorrência de um deles eli-
5 1
vermelha é e a da bola branca, . mina a possibilidade de ocorrência do outro.
6 6

Se as bolas da urna fossem todas vermelhas, a ex-


tração de uma vermelha seria certa e de probabilidade
igual a 1. Consequentemente, a extração de uma bola
branca seria impossível e de probabilidade igual a zero.

Espaço amostral:
Dado um fenômeno aleatório, isto é, sujeito ás leis do • Evento complementar – Chama-se evento comple-
acaso, chamamos espaço amostral ao conjunto de todos mentar do evento A àquele formado pelos resulta-
os resultados possíveis de ocorrerem. Vamos indica-lo dos que não são de A. indica-se por A .
pela letra E.

EXEMPLOS:
Lançamento de um dado e observação da face
voltada para cima:
E = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Aplicações
Lançamento de uma moeda e observação da face 1) Considerar o experimento "registrar as faces
voltada para cima : voltadas para cima", em três lançamentos de
E = {C, R}, onde C indica cara e R coroa. uma moeda.
a) Quantos elementos tem o espaço amostral?
Lançamento de duas moedas diferentes e b) Escreva o espaço amostral.
observação das faces voltadas para cima:
E = { (C, C), (C, R), (R, C), (R, R) } Solução:
a) o espaço amostral tem 8 elementos, pois para
Evento: cada lançamento temos duas possibilidades e,
Chama-se evento a qualquer subconjunto do espaço assim: 2 . 2 . 2 = 8.
amostral. Tomemos, por exemplo, o lançamento de um b) E = { (C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R,
dado : R,C), (R, C, R), (C, R, R), (R, R, R) }
• ocorrência do resultado 3: {3}
• ocorrência do resultado par: {2, 4, 6} 2) Descrever o evento "obter pelo menos uma cara
• ocorrência de resultado 1 até 6: E (evento certo) no lançamento de duas moedas".
• ocorrência de resultado maior que 6 : φ (evento
Solução:
impossível)
Cada elemento do evento será representado por um
par ordenado. Indicando o evento pela letra A, temos: A
Como evento é um conjunto, podemos aplicar-lhe as
= {(C,R), (R,C), (C,C)}
operações entre conjuntos apresentadas a seguir.
3) Obter o número de elementos do evento "soma
• União de dois eventos - Dados os eventos A e B,
de pontos maior que 9 no lançamento de dois
chama-se união de A e B ao evento formado pe-
dados".
los resultados de A ou de B, indica-se por A ∪ B.
Solução:
O evento pode ser tomado por pares ordenados com
soma 10, soma 11 ou soma 12. Indicando o evento pela
letra S, temos:
S = { (4,6), (5, 5), (6, 4), (5, 6), (6, 5), (6, 6)} ⇒
⇒ n(S) = 6 elementos
• Intersecção de dois eventos - Dados os eventos
A e B, chama-se intersecção de A e B ao evento 4) Lançando-se um dado duas vezes, obter o nú-
formado pelos resultados de A e de B. Indica-se mero de elementos do evento "número par no
por A ∩ B. primeiro lançamento e soma dos pontos igual a
7".

Matemática 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Solução:
Indicando o evento pela letra B, temos: 5) Jogando-se uma moeda três vezes, qual a
B = { (2, 5), (4, 3), (6, 1)} ⇒ n(B) = 3 elementos probabilidade de se obter cara pelo menos uma
vez?
Exercícios
1) Dois dados são lançados. O número de Solução:
elementos do evento "produto ímpar dos pontos E = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,
obtidos nas faces voltadas para cima" é: C), (R, C, R), (C, R, R), (R. R, R)} ⇒ n(E)= 8
a) 6 b) 9 c) 18 d) 27 e) 30 A = {(C, C, C), (C, C, R), (C, R, C), (R, C, C), (R, R,
C), (R, C, R), (C, R, R) ⇒ n(A) = 7
2) Num grupo de 10 pessoas, seja o evento ''esco- n( A ) 7
lher 3 pessoas sendo que uma determinada este- P( A )= ⇒ P(A) =
n(E ) 8
ja sempre presente na comissão". Qual o número
de elementos desse evento?
a) 120 b) 90 c) 45 d) 36 e) 28 6) (Cesgranrio) Um prédio de três andares, com
dois apartamentos por andar, tem apenas três
3) Lançando três dados, considere o evento "obter apartamentos ocupados. A probabilidade de que
pontos distintos". O número de elementos desse cada um dos três andares tenha exatamente um
evento é: apartamento ocupado é :
a) 216 b) 210 c) 6 d) 30 e) 36 a) 2/5 c) 1/2 e) 2/3
b) 3/5 d) 1/3
4) Uma urna contém 7 bolas brancas, 5 vermelhas
e 2 azuis. De quantas maneiras podemos retirar Solução:
4 bolas dessa urna, não importando a ordem em O número de elementos do espaço amostral é dado
que são retiradas, sem recoloca-las? 6!
por : n(E) = C6,3 = = 20
a) 1 001 d) 6 006 3!3!
14 !
b) 24 024 e) O número de casos favoráveis é dado por n (A) = 2 .
7! 5! 2!
c) 14! 2 . 2 = 8, pois em cada andar temos duas possibilidades
para ocupa-lo. Portanto, a probabilidade pedida é:
PROBABILIDADE n( A ) 8 2
P( A )= = = (alternativa a)
Sendo n(A) o número de elementos do evento A, e n ( E ) 20 5
n(E) o número de elementos do espaço amostral E ( A
⊂ E), a probabilidade de ocorrência do evento A, que se 7) Numa experiência, existem somente duas
indica por P(A), é o número real: possibilidades para o resultado. Se a
1
n( A ) probabilidade de um resultado é , calcular a
P( A )= 3
n(E )
probabilidade do outro, sabendo que eles são
complementares.
OBSERVAÇÕES:
1) Dizemos que n(A) é o número de casos favoráveis Solução:
ao evento A e n(E) o número de casos possíveis. 1
2) Esta definição só vale se todos os elementos do Indicando por A o evento que tem probabilidade ,
3
espaço amostral tiverem a mesma probabilidade.
vamos indicar por A o outro evento. Se eles são
3) A é o complementar do evento A.
complementares, devemos ter:
Propriedades: 1
P(A) + P( A ) = 1 ⇒ + P( A ) = 1 ∴
3

2
P( A ) =
3
Aplicações
4) No lançamento de duas moedas, qual a 8) No lançamento de um dado, qual a probabilidade
probabilidade de obtermos cara em ambas? de obtermos na face voltada para cima um
número primo?
Solução:
Espaço amostral: Solução:
E = {(C, C), (C, R), (R, C), (R,R)} ⇒ n(E).= 4 Espaço amostral : E = {1, 2, 3, 4, 5, 6} ⇒ n(E) = 6
Evento A : A = {2, 3, 5} ⇒ n(A) = 3
Evento A : A = {(C, C)} ⇒ n(A) =1 n( A ) 3 1
n( A ) 1 Assim: P ( A ) = = ⇒ P( A ) =
Assim: P ( A ) = = n(E ) 6 2
n(E ) 4

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9) No lançamento de dois dados, qual a OBSERVAÇÃO:
probabilidade de se obter soma dos pontos igual Se A e B são eventos mutuamente exclusivos, isto é:
a 10? A ∩ B= φ , então, P(A ∪ B) = P(A) + P(B).
Solução:
Considere a tabela, a seguir, indicando a soma dos Aplicações
pontos: 1) Uma urna contém 2 bolas brancas, 3 verdes e 4
A azuis. Retirando-se uma bola da urna, qual a
B 1 2 3 4 5 6 probabilidade de que ela seja branca ou verde?
1 2 3 4 5 6 7
Solução:
2 3 4 5 6 7 8
Número de bolas brancas : n(B) = 2
3 4 5 6 7 8 9
Número de bolas verdes: n(V) = 3
4 5 6 7 8 9 10
Número de bolas azuis: n(A) = 4
5 6 7 8 9 10 11
6 7 8 9 10 11 12 A probabilidade de obtermos uma bola branca ou
uma bola verde é dada por:
Da tabela: n(E) = 36 e n(A) = 3 P( B ∪ V) = P(B) + P(V) - P(B ∩ V)
n( A ) 3 1
Assim: P ( A ) = = =
n ( E ) 36 12 Porém, P(B ∩ V) = 0, pois o evento bola branca e o
evento bola verde são mutuamente exclusivos.
Exercícios
1) Jogamos dois dados. A probabilidade de obtermos Logo: P(B ∪ V) = P(B) + P(V), ou seja:
pontos iguais nos dois é: 2 3 5
P(B ∪ V) = + ⇒ P(B ∪ V ) =
1 1 7 9 9 9
a) c) e)
3 6 36
5 1 2) Jogando-se um dado, qual a probabilidade de se
b) d) obter o número 4 ou um número par?
36 36
Solução:
2) A probabilidade de se obter pelo menos duas O número de elementos do evento número 4 é n(A) =
caras num lançamento de três moedas é; 1.
3 1 1
a) c) e)
8 4 5 O número de elementos do evento número par é n(B)
1 1 = 3.
b) d)
2 3
Observando que n(A ∩ B) = 1, temos:
P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
ADIÇÃO DE PROBABILIDADES
Sendo A e B eventos do mesmo espaço amostral E,
tem-se que: 1 3 1 3 1
⇒ P(A ∪ B) = + − = ∴ P( A ∪ B) =
6 6 6 6 2
P(A ∪ B) = P (A) + P(B) – P(A ∩ B)
3) A probabilidade de que a população atual de um
pais seja de 110 milhões ou mais é de 95%. A
"A probabilidade da união de dois eventos A e B é probabilidade de ser 110 milhões ou menos é
igual á soma das probabilidades de A e B, menos a pro- 8%. Calcular a probabilidade de ser 110 milhões.
babilidade da intersecção de A com B."
Solução:
Temos P(A) = 95% e P(B) = 8%.

A probabilidade de ser 110 milhões é P(A ∩ B).


Observando que P(A ∪ B) = 100%, temos:
P(A U B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ⇒
⇒ 100% = 95% + 8% - P(A ∩ B) ∴
(A ∩ B) = 3%
Justificativa:
Sendo n (A ∪ B) e n (A ∩ B) o número de Exercícios
elementos dos eventos A ∪ B e A ∩ B, temos que: 1) (Cescem) Uma urna contém 20 bolas numeradas
n( A ∪ B) = n(A) +n(B) – n(A ∩ B) ⇒ de 1 a 20. Seja o experimento "retirada de uma
bola" e considere os eventos;
n( A ∪ B) n( A ) n(B) n( A ∩ B) A = a bola retirada possui um número múltiplo de
⇒ = + − ∴
n(E) n(E) n(E) n(E) 2
∴ P(A ∪ B) = P(A) + P(B) – P(A ∩ B) B = a bola retirada possui um número múltiplo de
5

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Então a probabilidade do evento A ∪ B é: PROBABILIDADE CONDICIONAL
13 7 11 Muitas vezes, o fato de sabermos que certo evento
a) c) e) ocorreu modifica a probabilidade que atribuímos a outro
20 10 20
evento. Indicaremos por P(B/A) a probabilidade do even-
4 3
b) d) to B, tendo ocorrido o evento A (probabilidade condicio-
5 5 nal de B em relação a A). Podemos escrever:

2) (Santa casa) Num grupo de 60 pessoas, 10 são n ( A ∩ B)


P(B / A ) =
torcedoras do São Paulo, 5 são torcedoras do n (A)
Palmeiras e as demais são torcedoras do Corin-
thians. Escolhido ao acaso um elemento do gru- Multiplicação de probabilidades:
po, a probabilidade de ele ser torcedor do São A probabilidade da intersecção de dois eventos A e B
Paulo ou do Palmeiras é: é igual ao produto da probabilidade de um deles pela
a) 0,40 c) 0,50 e) n.d.a. probabilidade do outro em relação ao primeiro.
b) 0,25 d) 0,30
Em símbolos:
3) (São Carlos) S é um espaço amostral, A e B
eventos quaisquer em S e P(C) denota a proba- Justificativa:
bilidade associada a um evento genérico C em S. n ( A ∩ B)
Assinale a alternativa correta.
n ( A ∩ B) n(E)
a) P(A ∩ C) = P(A) desde que C contenha A P(B / A ) = ⇒ P(B / A ) = ∴
n (A) n (A)
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)
n(E)
P ( A ∩ B)
b) P(A ∪ B) ≠ P(A) + P(B) – P(A ∩ B) ∴ P(B / A ) =
P (A)
c) P(A ∩ B) < P(B)
d) P(A) + P(B) ≤ 1 P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A)
e) Se P(A) = P(B) então A = B
Analogamente:
4) (Cescem) Num espaço amostral (A; B), as P(A ∩ B) = P(B) . P(A/B)
probabilidades P(A) e P(B) valem
1 2 Eventos independentes:
respectivamente e Assinale qual das Dois eventos A e B são independentes se, e somente
3 3
se: P(A/B) = P(A) ou P(B/A) = P(B)
alternativas seguintes não é verdadeira.
a) A ∪ B = S d) A ∪ B = B Da relação P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), e se A e B
b) A ∪ B = φ e) (A ∩ B) ∪ (A ∪ B) = S forem independentes, temos:

c) A ∩ B = A ∩ B P(A ∩ B) = P(A) . P(B)

5) (PUC) Num grupo, 50 pessoas pertencem a um


clube A, 70 a um clube B, 30 a um clube C, 20 Aplicações:
pertencem aos clubes A e B, 22 aos clubes A e 1) Escolhida uma carta de baralho de 52 cartas e
C, 18 aos clubes B e C e 10 pertencem aos três sabendo-se que esta carta é de ouros, qual a
clubes. Escolhida ao acaso uma das pessoas probabilidade de ser dama?
presentes, a probabilidade de ela:
3 Solução:
a) Pertencer aos três Clubes é ; Um baralho com 52 cartas tem 13 cartas de ouro, 13
5 de copas, 13 de paus e 13 de espadas, tendo uma dama
b) pertencer somente ao clube C é zero; de cada naipe.
c) Pertencer a dois clubes, pelo menos, é 60%;
d) não pertencer ao clube B é 40%; Observe que queremos a probabilidade de a carta
e) n.d.a. ser uma dama de ouros num novo espaço amostral mo-
dificado, que é o das cartas de ouros. Chamando de:
6) (Maringá) Um número é escolhido ao acaso entre • evento A: cartas de ouros
os 20 inteiros, de 1 a 20. A probabilidade de o • evento B: dama
número escolhido ser primo ou quadrado perfeito
• evento A ∩ B : dama de ouros
é:
1 4 3 Temos:
a) c) e)
5 25 5 P(B / A ) =
n ( A ∩ B)
=
1
2 2 n (A) 13
b) d)
25 5

Matemática 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


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_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________
_______________________________________________________

2) Jogam-se um dado e uma moeda. Dê a _______________________________________________________


probabilidade de obtermos cara na moeda e o _______________________________________________________
número 5 no dado.
_______________________________________________________
Solução: _______________________________________________________
Evento A : A = {C} ⇒ n(A) = 1 _______________________________________________________
Evento B : B = { 5 } ⇒ n ( B ) = 1
_______________________________________________________
Sendo A e B eventos independentes, temos: _______________________________________________________
1 1
P(A ∩ B) = P(A) . P(B) ⇒ P(A ∩ B) = ⋅ ∴ _______________________________________________________
2 6
_______________________________________________________
1
P(A ∩ B) = _______________________________________________________
12
_______________________________________________________
3) (Cesgranrio) Um juiz de futebol possui três cartões _______________________________________________________
no bolso. Um é todo amarelo, outro é todo vermelho,
e o terceiro é vermelho de um lado e amarelo do _______________________________________________________
outro. Num determinado lance, o juiz retira, ao _______________________________________________________
acaso, um cartão do bolso e mostra a um jogador. A
probabilidade de a face que o juiz vê ser vermelha e _______________________________________________________
de a outra face, mostrada ao jogador, ser amarela é: _______________________________________________________
1 2 1 2 1
a) b) c) d) e) _______________________________________________________
2 5 5 3 6
_______________________________________________________
Solução: _______________________________________________________
Evento A : cartão com as duas cores _______________________________________________________
Evento B: face para o juiz vermelha e face para o
jogador amarela, tendo saído o cartão de duas cores _______________________________________________________
_______________________________________________________
Temos:
______________________________________________________
1 1
P(A ∩ B) = P(A) . P(B/A), isto é, P(A ∩ B) = ⋅ _______________________________________________________
3 2
1 _______________________________________________________
P(A ∩ B) = (alternativa e)
6 _______________________________________________________
Respostas: _______________________________________________________
Espaço amostral e evento _______________________________________________________
1) b 2) d 3) b 4) a _______________________________________________________

Probabilidade _______________________________________________________
1) c 2) b _______________________________________________________
_______________________________________________________
Adição de probabilidades
1) d 2) b 3) a 4) b 5) b 6) e _______________________________________________________
_______________________________________________________
___________________________________
_______________________________________________________
___________________________________
_______________________________________________________
___________________________________
_______________________________________________________
___________________________________
_______________________________________________________
___________________________________
_______________________________________________________

Matemática 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Uma série de fatos novos, diretamente relacionados com
os progressos da civilização, marcam a arquivologia na
segunda metade do século XX. São eles, entre outros:
Noções básicas de: matemática financeira, compras, adoção de arquitetura moderna e funcional nos prédios de
-veiculação, circulação e arquivamento de documentos; arquivos; uso de microfilmagem de substituição; programas
registro, admissão, movimentação, demissão e de história oral; restauração de documentos pelo emprego de
pagamento de pessoal, contratações; máquinas e material sintético; intervenção dos arquivistas na
estoque e almoxarifado; gestão de papéis administrativos e nos arquivos econômicos,
impostos; pessoais e familiares; aparecimento de depósitos
elaboração e acompanhamento de orçamento. intermediários de arquivos ou centros de pré-arquivamento;
tentativas de aplicar as conquistas da eletrônica ao trabalho
arquivístico.
Veiculação, circulação e arquivamento de O grande problema da arquivologia contemporânea é o
documentos volume de papéis criados e acumulados pelas administrações
e a necessária eliminação de documentos depois de
avaliados. O arquivista desenvolve padrões de avaliação,
ARQUIVOLOGIA elabora planos de descarte, prepara tabelas e listas de
Considerada disciplina, técnica e arte, a arquivologia é material repetitivo de descarte automático. As listas e tabelas
uma ciência auxiliar da história. Fonte de consulta para todos de descarte especificam o período de retenção de
os fins, um arquivo organizado constitui valioso patrimônio e documentos comuns à maioria dos serviços existentes, e
pode documentar o passado de uma nação. tabelas especiais cogitam de cada administração em
particular. O arquivista pode recorrer a especialistas para
Arquivologia é o conjunto de conhecimentos sobre a decidir quanto à destinação dos documentos.
organização de arquivos, tanto no que se refere ao
recolhimento e conservação de documentos, títulos e textos O primeiro tratado moderno de arquivística, de autoria dos
de valor permanente e elaboração dos respectivos holandeses Samuel Muller, Johan Adriaan Feith e Robert
instrumentos de pesquisa, como no que toca à eliminação de Fruin, data de 1898 e intitula-se, em edição brasileira, Manual
peças de valor transitório e controle dos arquivos em de arranjo e descrição de arquivos (1960).©Encyclopaedia
formação. Inclui também as tarefas dos arquivistas. O termo Britannica do Brasil Publicações Ltda.
arquivística pode, de modo geral, ser empregado como CONCEITO
sinônimo de arquivologia.
Arquivos são conjuntos organizados de documentos,
Os arquivos de determinada origem constituem um todo produzidos ou recebidos e preservados por instituições
orgânico denominado fundo, grupo, núcleo ou corpo de públicas ou privadas, ou mesmo pessoas físicas, na
arquivos, no qual se incluem documentos escritos e constância e em decorrência de seus negócios, de suas
iconográficos, como os audiovisuais, discos, fitas magnéticas atividades específicas e no cumprimento de seus objetivos,
e filmes. Começam também a ser objeto da arquivologia os qualquer que seja a informação ou a natureza do documento.
arquivos eletrônicos. Os arquivos econômicos, de empresas
comerciais, bancárias, industriais, desde que se revistam de Os arquivos, portanto, podem ser públicos ou privados.
importância histórica, como ocorre, em alguns casos, com 1. Arquivos públicos: são conjuntos de documentos
papéis de famílias e pessoas ilustres, interessam à
produzidos ou recebidos por órgãos governamentais, em nível
arquivística.
federal, estadual ou municipal, em decorrência de suas
A preocupação dos governos e autoridades em conservar atividades administrativas, judiciárias ou legislativas. Existem
determinados documentos em lugares seguros por motivos de três espécies de arquivos públicos: correntes, temporários e
ordem administrativa, jurídica ou militar, remonta à permanentes:
antiguidade, sobretudo no que diz respeito a títulos de
• Correntes: conjuntos de documentos atuais, em curso,
propriedade. Os eruditos do Renascimento foram os primeiros
que são objeto de consultas e pesquisas frequentes.
a ocupar-se dos arquivos como fonte da história, dando início
aos estudos de diplomática, que levariam à moderna crítica • Temporários: conjunto de documentos oriundos de
histórica. A partir da revolução francesa, os arquivos arquivos correntes que aguardam remoção para depósitos
tornaram-se bem público, proclamando-se o direito do povo temporários.
de acesso aos documentos, cuja preservação foi oficialmente
reconhecida como de responsabilidade do Estado. • Permanentes: são conjuntos de documentos de valor
histórico, científico ou cultural que devem ser preservados
Uma arquivística essencialmente voltada para os diplomas indefinidamente.
medievais surgiu no século XIX, principalmente após a
criação da École des Chartes (Escola das Cartas), que 2. Arquivos privados: são conjuntos de documentos
passaria a formar arquivistas paleógrafos altamente produzidos ou recebidos por instituições não públicas, ou por
qualificados. Em meados do mesmo século lançaram-se as pessoas físicas, devido a suas atividades específicas.
bases da arquivística moderna, com os princípios do respect Assim, o arquivo de uma empresa, por exemplo, reflete
des fonds (todos os documentos originais de uma autoridade sua atividade, seu porte e seus objetivos. Documentos de
administrativa, corporação ou família devem ser mantidos em natureza diversa, colecionados com outros objetivos, não
grupos, separados segundo a natureza das instituições que devem misturar-se com o arquivo principal, já que o
os criaram); da proveniência (os documentos públicos devem tratamento que a eles se deve dar é diferente. Uma empresa.
ser agrupados de acordo com as unidades administrativas imobiliária de porte médio forçosamente terá um arquivo
que os originaram); do respeito à ordem original (o arranjo composto de documentos relativos à atividade que
dado aos documentos pelos órgãos criadores deve ser desenvolve. Haverá contratos de locação, de imóveis
mantido nos arquivos gerais ou de custódia permanente); e residenciais e comerciais; opções de venda de casas,
da centralização (unidade e indivisibilidade dos arquivos apartamentos, terrenos; cartas pedindo informações;
públicos nacionais). contratos de compra e venda; certidões; traslados; anúncios
em jornais; relatórios e vistorias e outros documentos ligados
ao setor. Um catálogo de livros de uma editora, por exemplo,
Conhecimentos Específicos 1 A Opção Certa Para a Sua Realização
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foge ao objetivo dessa empresa e, naturalmente, não deve A difusão da informação de conteúdo técnico e científico,
fazer parte do arquivo principal. Tratando-se, porém, de uma a nova mentalidade que se introduz na administração pública,
empresa ligada à área educacional, a abordagem seria outra, a necessidade de pesquisa constante e sistemática,
pois catálogo de livros é fundamental a sua própria objetivando particularmente a correta tomada de decisão pela
sobrevivência, enquanto certidões, traslados, opções de empresa privada, favoreceram o surgimento de um novo
compra de terrenos e outros documentos próprios do ramo enfoque do arquivo, distante daquele critério eminentemente
imobiliário seriam afastados do arquivo principal. histórico. Como consequência, o conceito de arquivo ampliou-
se de tal forma que sua importância ultrapassou os limites
IMPORTÂNCIA que até há bem pouco tempo existiam. Atualmente, já não se
conseguem restringir e delimitar o campo de atuação e a
A importância dos arquivos é tão evidente que a própria utilidade do arquivo. Sua importância e seu potencial de
Constituição Federal, em seus artigos 215 e 216, determina: crescimento são ilimitados.
“Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos ORGANIZAÇÃO
direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e
apoiará e incentivará a valorização e a difusão das O arquivo precisa ser organizado de forma que
manifestações culturais. proporcione condições de segurança, precisão, simplicidade,
flexibilidade e acesso:
§ 1° O Estado protegerá as manifestações das culturas
populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros •Segurança: o arquivo deve apresentar condições
grupos participantes do processo civilizatório nacional. mínimas de segurança, incluindo-se medidas de prevenção
contra incêndio, extravio, roubo e deterioração. Dependendo
§ 2° A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas da natureza do arquivo, é importante cuidar do sigilo,
de alta significação para os diferentes segmentos étnicos impedindo ou dificultando o livre acesso a documentos
nacionais. confidenciais.
Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens •Precisão: o arquivo deve oferecer garantia de precisão
de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou na consulta a documentos e assegurar a localização de
em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à qualquer documento arquivado, ou de qualquer documento
memória dos diferentes grupos formadores da sociedade que tenha sido dele retirado.
brasileira, nos quais se incluem:
•Simplicidade: o arquivo precisa ser simples e de fácil
I — as formas de expressão; compreensão. As possibilidades de erros são reduzidas em
arquivos simples e funcionais. O número e a variedade de
II — os modos de criar, fazer e viver;
documentos não exigem necessariamente um arquivo
III — as criações científicas, artísticas e tecnológicas; complexo e de difícil entendimento.
IV — as obras, objetos, documentos, edificações e demais •Flexibilidade: o arquivo deve acompanhar o
espaços destinados às manifestações artístico-culturais; desenvolvimento ou crescimento da empresa, ou órgão
público, ajustando-se ao aumento do volume e à
V — os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, complexidade dos documentos a serem arquivados. As
paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico normas de classificação não devem ser muito rígidas, pois
e científico. apenas dificultam a atividade de arquivamento.
§ 1° O Poder Público, com a colaboração da comunidade, •Acesso: o arquivo deve oferecer condições de consulta
promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por imediata, proporcionando pronta localização dos documentos.
meio de inventários, registros, vigilância, tombamento e
desapropriação, e de outras formas de acautelamento e A procura de documentos de todos os tipos aumentou
preservação. muito nos últimos anos, graças principalmente à necessidade
cada vez maior de informações. O arquivo não se reduz
§ 2° Cabem à administração pública, na forma apenas a guardar documentos; significa também uma fonte
da lei, a gestão da documentação governamental inesgotável de informações, que pretende atender a todos e a
todas as questões.
e as providências para franquear sua consulta a
quantos dela necessitem.
ARQUIVOS DE PROSSEGUIMENTO
§ 3° A lei estabelecerá incentivos para a produção e o
conhecimento de bens e valores culturais.
Esses arquivos são muito importantes para a empresa, já
§ 4° Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão que por meio deles se podem acompanhar assuntos
punidos, na forma da lei. pendentes ou que aguardam providências: cartas que
esperam respostas; duplicatas a cobrar; faturas a pagar;
§ 5° Ficam tombados todos os documentos e os sítios
apólices de seguro que devem ser renovadas; lembretes ou
detentores de reminiscências históricas dos antigos
controles para renovação de assinaturas de jornais ou
quilombos.”
revistas; contratos a serem assinados; enfim, inúmeros
No Brasil, o Arquivo Nacional, previsto na Constituição de assuntos que não devem ser simplesmente arquivados e
1824, foi criado em 1836. fatalmente esquecidos. O arquivo de prosseguimento
possibilita à secretária constante follow up.
No passado, a preservação do patrimônio documental era
encarada principalmente por seu valor histórico. Após a Também conhecido como arquivo de andamento, ou de
Segunda Guerra Mundial, começaram a aparecer as follow up, precisa ser organizado convenientemente e, para
primeiras preocupações com uma nova concepção isso, existem métodos tradicionais, como o cronológico e o
arquivística, em que o documento perdia seu exclusivo alfabético, e modernos, como o de jogos de fichas prontas, o
enfoque histórico. Surgiam outros aspectos relevantes, como de equipamentos compactos, próprios para vários tipos de
a racionalização da informação, a eficiência administrativa e a controle, ou os desenvolvidos pela informática.
finalidade prática na tomada de decisões.

Conhecimentos Específicos 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1. Método cronológico: em primeiro lugar, prepara-se um quando colocadas em índices. Quando, porém, guardadas
jogo de doze guias com os nomes dos meses e depois um nos próprios arquivos, devem estar escritas em folhas de
jogo de guias numeradas de•1 a 31, representando os dias papel e inseridas nas respectivas pastas. Por exemplo, um
dos meses. Esse ultimo jogo deve ser disposto apos a guia do fornecedor do Mappin provavelmente terá uma pasta com
mês em curso. À medida que os dias vão passando, deve-se esse nome no arquivo, apesar de a razão social dessa loja de
colocá-los nos mês seguinte. No caso de empresas com departamento ser “Casa Anglo Brasileira S:A.”. Recomenda-
muito movimento de contas a receber e/ou a pagar, inclusive se, nesse caso, que se escreva numa ficha ou folha de papel:
com prazos de 30, 60 ou 90 dias, recomenda-se a utilização
de três jogos de guias numeradas, de modo que o É muito comum encontrar anotações como “Veja
acompanhamento seja trimestral e não mensal, ou, então, também”, indicando que o assunto ou nome possui outras
que se guardem os documentos em pastas separadas até o ligações importantes. Suponha-se uma empresa que se
momento oportuno. dedica principalmente ao comércio exterior. E provável que
ela arquive os conhecimentos aéreos relativos à carga
O método cronológico permite a utilização de pastas ou transportada numa pasta de ‘Carga Aérea”. Entretanto, essas
cartões. Havendo opção pelo uso de pastas, será necessária exportações são efetuadas por uma companhia aérea, por
uma cópia adicional de todos os documentos que exigem exemplo, a VARIG. Nesse caso, recomenda-se que se abra
prosseguimento e que serão colocados nas pastas por ordem uma pasta em nome de VARIG, em que poderão ser
alfabética dos nomes e, em seguida, arquivados após as colocados, por exemplo, os horários dos vôos, inclusive dos
guias que correspondem às datas de acompanhamento. vôos cargueiros, as cidades que ela serve, as conexões
possíveis, as tarifas de carga aérea e outras informações
O emprego de cartões ou fichas elimina a necessidade de pertinentes, e ainda uma observação: Veja também Carga
cópias adicionais dos documentos, porém exige anotações Aérea.
pormenorizadas para que se possa fazer o acompanhamento.
Como nas empresas de grande porte o número de cartões ou Igualmente no caso de siglas, deve-se fazer uma
fichas é imenso, tal fato dificulta sobremaneira o manuseio e, referência cruzada. Assim, pode-se abrir uma pasta para
além disso, aumenta a possibilidade de falhas no Cacex e fazer uma referência para Carteira de Comércio
acompanhamento. Exterior, ou vice-versa. O importante é que a pasta fique com
a forma mais conhecida e mais fácil. Por exemplo, talvez seja
2. Método alfabético: esse método também possibilita o
preferível abrir uma pasta para “Instituto Nacional do Livro” e
uso de pastas ou cartões. As pastas são colocadas em ordem uma referência cruzada para “INL”, para não se fazer
alfabética. Nas margens superiores das pastas, deverão confusão com IML (Instituto Médico Legal).
constar: letra correspondente; números de 1 a 31,
representando os dias do mês; e um indicador móvel que se De um lado, a referência cruzada é muito importante, pois
desloca na pasta, servindo para indicar o dia específico. ajuda e agiliza o funcionamento do arquivo, porém, de outro,
deve-se tomar cuidado e evitar o excesso de referências que
Os documentos são postos nas pastas em ordem acarretam volume muito grande de papéis, congestionando,
alfabética. Em cada pasta, os documentos são colocados em consequentemente, o arquivo.
ordem cronológica e, à medida que os dias vão passando, os
documentos são retirados e o indicador móvel vai-se TRANSFERÊNCIA
deslocando até o fim, dia 31, retornando ao dia 1° no início de
Há documentos que estão sujeitos ao fator tempo, isto é,
um novo mês. há aqueles que têm valor de um ano; outros de dois, três,
A possibilidade de uso de cartões ou fichas também cinco ou mais anos; outros, ainda, possuem valor permanente
existe, embora seja mais trabalhosa, pois exige a anotação de e nunca poderão ser destruídos.
todos os pormenores do documento. Os cartões são Os documentos também podem ser analisados pela
colocados nas pastas alfabéticas respectivas, conforme o frequência de sua utilização: alguns são muito procurados,
modelo descrito, e seu funcionamento também será o mesmo. outros são consultados poucas vezes, ou quase nunca, e
3. Métodos modernos: surgiram com o próprio ainda existem aqueles que, após a conclusão do fato que os
desenvolvimento das empresas e da tecnologia, notadamente criou, não servirão para mais nada.
da informática. Existem, entretanto, métodos que oferecem Com o passar do tempo, observa-se que os arquivos
fichas já preparadas para os diversos controles, como, por ficam sobrecarregados de papéis, dificultando o trabalho e, na
exemplo, de pessoal, de estoque, de contabilidade e outros. maioria dos casos, a tendência é adquirir móveis novos, na
Alguns trazem equipamentos compactos em que as fichas tentativa de se resolver o problema de espaço. Solução muito
ficam visíveis e os dados principais são lançados também na mais lógica, econômica e eficaz é a de eliminar ou destruir o
margem superior das fichas, à vista do manipulador, que não tem mais valor e transferir o que se encontra em
facilitando, assim, o manuseio e a consulta. desuso ou desatualizado para local apropriado. Assim,
O computador trouxe consigo possibilidades ilimitadas que transferência é a operação que visa separar os documentos
podem ser adaptadas a qualquer empresa. As informações que ainda estão em uso, ou são bastante consultados,
necessárias para o correto acompanhamento são fornecidas daqueles que perderam sua utilidade prática, mas não seu
diariamente pelas impressoras, ou por uma tela de terminal valor.
de microcomputador. A grande vantagem da utilização da A transferência pretende:
informática, além da rapidez, é a redução da margem de erro.
• liberar o arquivo de papéis sem utilidade prática atual;
REFERÊNCIAS CRUZADAS
• manter espaço disponível e de fácil manuseio nos
arquivos em uso ou ativos;
A expressão referências cruzadas é largamente usada
pelas pessoas que lidam com arquivos, enquanto entre os • facilitar o trabalho de arquivar, localizar e consultar
bibliotecários a palavra mais empregada é remissão. documentos nos arquivos;
A principal finalidade das referências cruzadas é a de • manter o arquivo em bom estado de conservação,
informar a quem for consultar o arquivo que determinado aumentando sua vida útil; e
assunto ou nome está arquivado em tal pasta. As referências
cruzadas podem vir em pequenas fichas, principalmente

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• reduzir ou eliminar despesas desnecessárias com novos classificados por seu valor em: permanentes - vitais,
equipamentos. permanentes e temporários.
Portanto, as transferências de documentos devem ser • Permanentes - vitais: são documentos que devem ser
cuidadosas e criteriosamente estudadas e planejadas, conservados indefinidamente, pois possuem importância
considerando as diferenças não apenas quanto à frequência vital para a empresa, isto é, sem eles a empresa não tem
do uso ou da consulta, mas também quanto a seu valor. condições de funcionar. Citam-se, entre outros: contratos;
escrituras; estatutos; livros de atas; livros de registros de
Tipos de arquivo ações; cartas - patentes; fórmulas (químicas);
procurações.
No que se refere à frequência do uso ou consulta, existem
três tipos de arquivos: arquivo ativo, arquivo inativo e arquivo • Permanentes: são documentos que devem ser guardados
morto. indefinidamente, porém não têm importância vital. Como
exemplo, podem-se relacionar: rela tórios anuais; registros
Arquivo ativo: mantém arquivados os documentos e de empregados; livros e registros contábeis; recibos de
papéis de uso, consulta e referência constantes e atuais, ou impostos e taxas; avaliações; e outros.
que se encontram em fase de conclusão.
• Temporários: são documentos que têm valor temporário
Arquivo inativo: guarda documentos e papéis que de um, dois, cinco ou mais anos. Recomenda-se a
oferecem menor frequência de uso, consulta ou referência. confecção de um quadro ou tabela, com anotação da
Arquivo morto: armazena documentos de frequência de vigência do documento que, naturalmente, seguirá
uso, consulta ou referência quase nulas. No entanto, não se critérios determinados pela própria empresa. Assim, são
deve considerar este arquivo como um “depósito de lixo”, temporários: recibos; faturas; notas fiscais; contas a
mesmo porque os documentos definidos como inúteis ou receber e a pagar; extratos bancários; apólices de seguro;
imprestáveis devem ser destruídos. O arquivo morto precisa, folhetos; correspondência; memorandos e outros.
inclusive, ser organizado dentro das mesmas técnicas e Os documentos considerados vitais para a empresa, além
regras que prevalecem para o arquivo ativo, pois muitas de serem conservados indefinidamente, devem merecer
vezes serão necessárias a imediata localização e a consulta a cuidados especiais, notadamente de proteção contra
papéis em desuso. incêndios, inundações, furtos, desabamentos e outros
Uma empresa que tenha, por exemplo, 50 anos de eventos. A perda ou destruição de tais documentos pode, em
existência deverá manter em seu arquivo morto o registro de casos extremos, significar até o fracasso total de uma
todos seus antigos empregados, mesmo que entre eles empresa. Existem algumas formas de proteger esses
existam alguns já aposentados ou falecidos. A destruição documentos:
desses registros só será possível ou permitida no caso de se
proceder a uma completa microfilmagem.
• Utilização de cofres a prova de fogo.
Destaque-se que se deve fazer anotação dos documentos
transferidos e, no caso de destruição, registro da data em que • Preparação de cópias adicionais dos documentos e envio
ocorreu a destruição e referência ao conteúdo deles. delas a outros lugares para guarda, como cofres de
bancos, cofres de filiais da empresa, ou escritórios de
Atualização de arquivo advogados.
Existem três tipos de transferências de documentos ou • Microfilmagem de todos os documentos vitais e
papéis de um arquivo para outro: transferências periódicas, conservação dos microfilmes em local seguro.
transferências permanentes e transferências diárias:
A conservação e a proteção desses documentos devem
• Transferências periódicas: as transferências são ser acompanhadas de um registro que especifique o modo, a
efetuadas em intervalos predeterminados, para os data e o local para onde foram encaminhados, de forma que
arquivos inativos ou mortos, dependendo da frequência de possam ser localizados imediatamente.
uso.
CENTRALIZAÇÃO OU DESCENTRALIZAÇÃO?
• Transferências permanentes: são transferências
realizadas em intervalos irregulares, sem qualquer Trata-se de uma questão muito comum, principalmente nas grandes em-
planejamento. Normalmente, acontecem quando o presas. A centralização dos arquivos proporciona vantagens, mas existem
acúmulo de papéis no arquivo ativo é tão grande que desvantagens que naturalmente devem ser conhecidas antes de se tomar
uma decisão sobre o assunto. As principais vantagens da centralização
chega a atrapalhar o bom andamento do serviço. A são as seguintes:
transferência, então, irá acarretar grande perda de tempo,
já que o arquivo inteiro terá de ser analisado. • Eficiência: devido à centralização, tende-se a manter um
especialista em arquivística, o que sem dúvida melhora a
• Transferências diárias: são as mais recomendáveis, eficiência e a rapidez do trabalho em todas suas etapas.
porque mantêm em ordem os arquivos ativos. O trabalho
poderá ser grandemente facilitado se do documento já • Responsabilidade: o cuidado e a proteção de
arquivado constar sua validade ou vencimento, ou documentos melhora muito, pois a responsabilidade se
marcação indicando a data da transferência. Dessa forma, encontra nas mãos de um especialista.
as transferências podem ser feitas no mesmo instante em
• Economia: é grande a economia de equipamento; de
que se arquiva ou se consulta um documento qualquer.
pessoal; de tempo gasto no arquivamento; na localização
Conservação e proteção de documentos e na preparação de cópias adicionais ou referências.
• Uniformidade: proporciona certa padronização ao
Determina-se o valor do documento levando em sistema e métodos de arquivamento, o que não
consideração todas as finalidades que possui e seu tempo de acontecerá se houver inúmeros arquivos departamentais.
vigência, que muitas vezes se subordina a imperativos da lei.
Nesse sentido, pode-se organizar um quadro ou tabela de • Concentração: os documentos são concentrados por
prazos de vigência para os diversos documentos, facilitando assuntos, oferecendo ao consulente visão global. Na
sobremaneira o trabalho do arquivista. Os documentos são

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descentralização, os mesmos assuntos tendem a ficar conservação. O microfilme surgiu como uma das principais
espalhados pelos diversos arquivos. respostas a essa questão.
• Utilização: amplia o uso do equipamento e, O microfilme é um processo de reprodução fotográfica
consequentemente, alonga sua vida útil. reduzida, chegando a quase 95% do documento original. São
várias as vantagens obtidas na microfilmagem de documentos
Há algumas desvantagens na centralização, que que devem ser transferidos do arquivo ativo para o inativo, já
que dificilmente o microfilme será utilizado para arquivos
ativos. As vantagens são:
precisam ser apontadas:
• Economia: os ganhos em espaço, peso e tamanho dos
arquivos chegam a mais de 80% em muitos casos.
• Consulta dificultada: necessidade de locomoção até
o centro de arquivos; tal fato não ocorre com a • Redução do volume: é muito grande a redução do
descentralização, em que o arquivo do departamento se volume de papéis e documentos, o que proporciona
encontra à mão. economia de tempo e mão-de-obra.

• Acúmulo de pessoas: poderá acontecer o acúmulo • Segurança: os microfilmes protegem e conservam os


de pessoas no local onde estão colocados os arquivos, o que documentos vitais da empresa ou órgão público, dos
dificulta a consulta e tumultua o trabalho do arquivista. riscos de eventos, como incêndio, inundação ou furto,
pois, além de representarem cópias adicionais desses
• Perda de tempo: muito tempo perdido na locomoção documentos, são facilmente guardados em cofres
até o arquivo central e espera para poder iniciar a consulta, especiais. -
principalmente se houver muitas pessoas no local.
• Durabilidade: o microfilme reveste-se de grande
• Espaço: necessidade de mais espaço para incluir durabilidade, atingindo até 150 anos.
todos os arquivos, além de mesas e cadeiras para as diversas
consultas. • Reprodução: a microfilmagem oferece condições de
reprodução ilimitada, além de fidelidade, exatidão perfeita
• Dificuldade no sigilo: os arquivos ficam muito dos documentos reproduzidos.
abertos à consulta generalizada, dificultando a manutenção
do sigilo, tão necessário à vida da empresa. • Custo: embora e microfilme possa assustar pelo custo
elevado, é preciso levar em consideração a economia que
• Dispersão: a pasta em que está classificado um proporciona com a redução do espaço, de equipamento e
documento, no momento de uma consulta, pode estar com de pessoal necessário para a manutenção de arquivos
outro consulente, em outro departamento. convencionais, especialmente nas grandes empresas.
As soluções variam de empresa para empresa; o mais • Consulta: a consulta a documentos é imediata e mais
comum, entretanto, é a opção pelo sistema misto, ou seja, fácil, agilizando em muito o serviço. Verifique-se, por
centralização parcial. Em princípio, os documentos vão para o exemplo, a microfilmagem de cheques compensados.
arquivo central; entretanto; documentos específicos que só
interessam a certos departamentos ficam nos arquivos As técnicas modernas de microfilmagem evoluíram muito
desses departamentos. Assim, por exemplo, devem ser nos últimos anos; entretanto, a escolha do produtor dos
arquivados no próprio departamento de vendas a relação de microfilmes deve ser feita de modo que garanta a qualidade e
representantes ou clientes, seus pedidos, reclamações, cor- a durabilidade deles.
respondência de modo geral. A decisão de utilizar a microfilmagem na empresa também
Outro caminho a seguir é o que procura basicamente pode ser auxiliada pela ocorrência de um ou mais dos
centralizar o controle e não o arquivo. Um especialista seguintes fatos:
organiza um arquivo central, onde deverão ser guardados os • necessidade de entregar ou devolver às pessoas os
documentos de interesse geral, inclusive aqueles que são vi- originais dos documentos;
tais e/ou sigilosos, naturalmente tomando-se todas as
precauções. Em seguida, ele deverá planejar os diversos • necessidade de conservar os documentos por mais de
arquivos localizados nos vários departamentos. O cinco anos;
conhecimento da empresa e de seu organograma é • necessidade de conservar os documentos por tempo
fundamental nessa etapa. Seu trabalho, além da indeterminado ou permanentemente;
administração do arquivo central, pressupõe a classificação e
a distribuição diária de documentos aos diversos • necessidade de proteger . os documentos dos riscos de
departamentos. incêndio, inundação ou furto.
Realmente, trata-se de um assunto de solução não muito Em princípio, a organização de um arquivo de microfilmes
fácil, já que existem vantagens e desvantagens em todos os deve seguir o sistema e o método empregados nos arquivos
métodos. O importante é que a empresa decida pelo que for de documentos; o arquivo deve vir acompanhado de índices
mais adequado a suas condições, necessidades e objetivos a que facilitem a pronta localização, bem como deve existir na
curto, médio e longo prazos. empresa aparelho próprio para a leitura dos microfilmes.
MICROFILMAGEM É muito importante, também, considerar o aspecto legal
da microfilmagem. A legislação brasileira determina a guarda
Observa-se na época atual excessivo aumento do número de originais por tempo determinado ou mesmo
de documentos. De um lado, devido à expansão da indefinidamente. A reprodução de um microfilme no formato
administração pública em todos os setores e em todos os do documento exige, para sua validade, que seja autenticado
níveis: federal, estadual e municipal; de outro, graças ao em cartório e à vista do documento original.
desenvolvimento das atividades empresariais e ao rápido
avanço da tecnologia, em todos os setores da economia. Portanto, a microfilmagem não deve ser entendida apenas
como substituidora de documentos originais. Antes de mais
É crescente a indagação de como e quando se deve nada, é preciso encarar o microfilme como cópia adicional de
proceder para reduzir e racionalizar a produção de
documentos e, por consequência, seu arquivamento e
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documento cuja utilidade para a empresa tenha sido estudada • custo mais baixo;
e comprovada.
• fácil manuseio;
EQUIPAMENTOS
• fácil conservação;
Entende-se por equipamento o móvel utilizado para
arquivamento. O conhecimento dos sistemas de • fácil atualização do material arquivado;
equipamento, de suas vantagens e desvantagens, irá facilitar • possibilidade de arquivar muitos documentos em
em muito o serviço do arquivista. Denomina-se sistema de pequeno espaço;
equipamento a maneira como os documentos são colocados
no móvel arquivador. São três os sistemas de equipamento: • consulta rápida e sem necessidade de deslocar
outros documentos.
1. Horizontal: os documentos ficam uns sobre os outros,
em posição horizontal dentro do móvel arquivador. E um São desvantagens do sistema:
sistema antigo, mas que ainda é utilizado em algumas • necessidade de retirar o documento para fazer
repartições públicas, que amarram ou colocam os anotações;
documentos em pacotes. Também pertencem ao sistema
horizontal as mapotecas, muito utilizadas, e os fichários tipo • iluminação deficiente;
kardex, Securit, muito conhecidos e empregados com
• pouca visibilidade dos documentos no interior do
bastante sucesso em inúmeras empresas.
arquivo.
3.Rotativo: os documentos são colocados de modo que
possam girar em torno de um eixo vertical ou horizontal. O
sistema é muito empregado em atividades que requerem
grande quantidade de consultas e necessidade de
informações rápidas.
Fichários
São caixas de diversos tamanhos que guardam fichas ou
cartões, podendo ser de madeira, de aço, de material plástico
ou de acríLico. São largamente utilizados e servem a muitas
finalidades: índices, informações, endereços, relação de
clientes, representantes, fornecedores e outras.
O equipamento deve satisfazer às necessidades da
empresa e dos serviços a que se destina. Alguns requisitos
são:
• adequação às necessidades do serviço;
Móvel “Securit” para arquivo horizontal de mapas, plantas, • obtenção de maior economia de espaço;
heliografias e mapotecas
• facilidade de acesso;
As vantagens do sistema são as seguintes:
• possibilidade de expansão;
• a iluminação é direta;
• resistência e durabilidade;
• as anotações podem ser efetuadas no mesmo local;
• garantia de segurança e conservação de
• as possibilidades de perda de documentos são documentos;
bastante reduzidas.
• aparência e funcionalidade.
As desvantagens são:
Há inúmeros tipos e modelos de equipamentos que
• ocupa muito espaço; podem ser utilizados pelos três sistemas: horizontal, vertical e
• há necessidade de retirar todos os documentos para rotativo. A escolha de um dos sistemas, assim como do
arquivar ou retirar um documento; equipamento propriamente dito, deve seguir os critérios
apontados e outros que são considerados essenciais pela
• a consulta é demorada; empresa ou órgão público e que prevalecem numa boa
• a consulta exige o deslocamento de outros administração.
documentos. 1. Cadeado.
2.Vertical: os documentos permanecem no interior do 2. Suporte regulável.
móvel arquivador em posição vertical. São dois os tipos nesse
sistema: 3. Índice alfabético.

• Frontal. Os documentos são colocados uns atrás 4. Estrutura.


dos outros, com a frente voltada para o arquivista. 5. Dispositivo antiimpacto.
• Lateral. Os documentos são colocados uns ao lado 6. Pés antiderrapantes.
dos outros, com a lateral voltada para o arquivista.
ACESSÓRIOS
Atualmente, com o desenvolvimento da tecnologia e as
exigências do mercado, as pastas ficam suspensas nos
arquivos verticais, por meio de braços metálicos apoiados em Acessórios são materiais que visam auxiliar o
suportes especiais. equipamento. A correta e eficiente utilização dos mesmos
criará condições favoráveis para o andamento do serviço.
São vantagens do sistema:

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A escolha acertada dos acessórios está diretamente inclui-se, principalmente, o método alfabético de
ligada ao sistema e método de classificação e arquivamento arquivamento e suas variações.
empregados, assim como ao conhecimento dos tipos e
modelos existentes no mercado. • Indireto: o arquivo, neste caso, depende de um índice
para ser consultado. O sistema inclui, em especial, o método
Os principais acessórios são: pastas; guias; projeções; numérico de arquivamento e suas variações.
tiras de inserção e notações.
• Semi-indireto: o arquivo pode ser consultado sem o
1. Pastas: são pedaços de cartolina dobrada, que formam auxílio de índices, mas com a utilização de tabelas em forma
uma aresta comum chamada vinco. As pastas servem para de cartão. Neste sistema, encontra-se, por exemplo, o método
agrupar e proteger os documentos comuns a um assunto e, automático, variedade do método alfanumérico.
normalmente, têm dimensões padronizadas. Com relação ao
vinco, as pastas podem ser normais ou sanfonadas, para A opção por um dos sistemas está intimamente
permitir o maior acúmulo de documentos; algumas possuem ligada à empresa, a seu campo de atividade,
divisões internas. No que se refere à projeção, ela poderá ou
não constar da pasta. As pastas suspensas, largamente
porte e objetivos de curto, médio ou longo
usadas nos equipamentos modernos, são semelhantes às prazos. O principal, antes de tudo, é
convencionais, apenas com a particularidade de possuírem compreender o verdadeiro potencial que o
dois braços metálicos ou outro material que se apóia nos
suportes laterais do arquivo.
arquivo representa, considerando-se que é a
memória viva da empresa.
2. Guias: são pedaços de cartolinas do tamanho das
pastas ou mesmo menores, com uma saliência na parte Para ser eficaz, o sistema necessita de métodos que
superior, chamada projeção. As guias servem para dividir as indiquem a maneira de proceder, isto é, o que se deve fazer
pastas ou documentos em grupos. As guias, quanto à para alcançar o fim desejado. Os métodos de arquivamento
projeção, podem ter, ou não, encaixes para as tiras de serão analisados mais adiante.
inserção. Nas guias, as projeções podem vir em posição
SISTEMA DE ARQUIVAMENTO EM ÓRGÃOS
central, em diferentes posições ou, então, formando um jogo
PÚBLICOS
de, por exemplo, duas, três, quatro, cinco ou mais posições. A
diferença das posições possibilita ao arquivista ampla A administração de documentos oficiais pressupõe a existência de um
visibilidade, o que facilita o arquivamento ou a localização de sistema de arquivamento. O conceito de sistema também é válido para os
documentos. órgãos da administração pública, e as três espécies, direto, indireto e
semi-indireto, serão empregadas conforme os critérios estabelecidos
3.Projeções: são saliências colocadas na parte superior previamente.
das pastas ou das guias que recebem as anotações ou
Nas instituições públicas, predomina um modelo de
dizeres pertinentes. Servem para ajudar o arquivista a
sistema de organização de arquivos em que o documento
localizar os assuntos no arquivo. As projeções podem ser de
público é controlado desde sua produção. É conhecido como
papelão, de material plástico ou de aço. Além disso, podem
a “teoria das três idades”, concepção moderna de arquivística,
ser fixas ou adaptáveis. Essas últimas não fazem parte das
em que se distinguem três etapas quanto aos documentos:
pastas ou das guias e podem ser colocadas posteriormente.
• Corrente: os documentos circulam pelos canais
4. Tiras de inserção: papeletas ou rótulos que, após
decisórios, buscando solução ou resposta. São os arquivos
receberem os dizeres ou inscrições correspondentes, deverão
correntes.
ser inseridas nas projeções das pastas ou das guias. Servem
para indicar a finalidade da pasta ou da guia. • Temporária: os documentos apresentam interesse e
são objeto de consultas, embora os assuntos neles contidos
5. Notações: são os dizeres, as inscrições registradas nas
já tenham sido solucionados ou as respostas, obtidas. São os
tiras de inserção e em seguida inseridas nas pastas ou guias.
arquivos temporários.
É fato conhecido que um dos fatores para a excelência
• Permanente: os documentos passam a ter valor
dos arquivos reside na combinação harmoniosa e funcional
cultural e científico. São os arquivos permanentes ou
dos sistemas e métodos de classificação e arquivamento, e
históricos.
dos equipamentos e acessórios.
SISTEMAS E MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO A criação do arquivo temporário, por exemplo,
A opinião de que os arquivos são simples depósitos de
segunda etapa do sistema, foi um grande avanço
papéis ou documentos velhos e inúteis, arquivados por mera e tomou-se peça fundamental dentro do sistema
tradição, apóia-se no fato de que a maioria dos arquivos é mal de arquivamento da administração pública. São
organizada, mal administrada e, portanto, dificulta a
localização imediata das informações desejadas. Mera
inúmeras as vantagens conseguidas: obtenção de
opinião, pois, em verdade, um arquivo moderno, bem mais espaços físicos pela retirada de documentos
estruturado, é um centro atuante de informações, um dos arquivos correntes; redução ao essencial da
instrumento de controle para a atividade administrativa, que
auxilia na correta tomada de decisão.
quantidade de documentos nos arquivos
correntes; redução de pessoal e consequente
Entretanto, para que isso aconteça, é necessário que se decida sobre o
sistema de arquivamento que melhor se ajuste a determinada empresa. economia de custos; controle de quantidade e da
Sistema é um conjunto de princípios interligados, que qualidade dos documentos; melhor manutenção,
orienta o que se deve fazer para atingir um fim específico. uso e supervisão dos arquivos; e melhor critério
São três os sistemas de arquivamento: direto, indireto e semi- de preservação, controle e eliminação de
indireto.
documentos.
• Direto: o arquivo pode ser consultado diretamente,
sem necessidade de recorrer a um índice. Neste sistema, Um sistema de arquivos moderno e bem organizado terá
todas as condições para oferecer subsídios a planos e
decisões da administração pública, seja mostrando as
Conhecimentos Específicos 7 A Opção Certa Para a Sua Realização
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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
relações e planejamento do passado, seja evitando —automático;
duplicidade antieconômica de velhas iniciativas.
automático moderno.
Verifica-se, atualmente, enorme empenho dos órgãos do
governo em desenvolver sistemas de informações altamente Protocolo
sofisticados, em que a informática assumiu posição de grande
relevância. É o registro das deliberações ou das atas de um
MÉTODOS DE ARQUIVAMENTO
congresso ou conferência diplomática. Por
protocolo também se entende o livro em que os
Modernamente, o arquivo de informações tornou-se uma
atividade que pode ser realizada eletronicamente através de
escrivães do juízo registram o que se passa na
computadores. A tarefa da secretária, neste caso, consiste audiência e que no fim desta é assinado pelo
em registrar as informações em programas previa-mente juiz.
estabelecidos. A empresa contrata um especialista em
programação (ou já dispõe dele em seu quadro de De modo geral, significa o livro onde se registram, em
empregados), que deverá preparar um programa segundo as ordem, os documentos apresentados numa repartição ou,
necessidades da secretária. Enganam-se os que acreditam então, os fatos e as decisões ocorridos numa assembleia ou
que o uso do computador dispensa o estudo dos métodos audiência. A principal função do protocolo é autenticar a
tradicionais de classificação de informações. O programador entrega de um documento, ou evidenciar a decisão ou o fato
apenas executará um programa depois de ouvir a secretária que deve ser registrado. Em linguagem diplomática, significa
sobre as reais necessidades do departamento. Assim sendo, a própria deliberação ou resolução que foi registrada na ata
ela deve conhecer os variados métodos de classificação para da reunião respectiva e que acarretou uma espécie de
propor soluções apropriadas. Acrescente-se que o estudo dos convenção entre os participantes da assembleia ou
métodos aqui expostos permite a aquisição de técnicas de congresso.
classificação e simplificação de tarefas. Deixar de aprendê-los Protocolo é a denominação geralmente atribuída a setores
é prejudicial até mesmo para o domínio de um pensamento
encarregados do recebimento, registro, distribuição e
claro e bem estruturado. Além disso, a secretária manipula
movimentação dos documentos em curso; denominação
informações escritas (documentos), internas e externas, que
atribuída ao próprio número de registro dado ao documento;
ela precisa arquivar.
Livro de registro de documentos recebidos e/ou expedidos.
Havendo um sistema de arquivamento já definido, a É de conhecimento comum o grande avanço que a humanidade
empresa ou órgão público deverá decidir qual método de teve nos últimos anos. Dentre tais avanços, incluem-se as áreas que
arquivamento irá empregar. O método estabelece o que é vão desde a política até a tecnológica. Tais avanços contribuíram
preciso fazer para alcançar o fim desejado pelo sistema de para o aumento da produção de documentos. Cabe ressaltar que tal
arquivamento. aumento teve sua importância para a área da arquivística, no sentido
Um plano previamente estabelecido para a colocação e de ter despertado nas pessoas a importância dos arquivos. Entretanto,
guarda de documentos facilita a pesquisa, a coleta de dados, seja por descaso ou mesmo por falta de conhecimento, a acumulação
a busca de informações e proporciona uma correta tomada de de massas documentais desnecessárias foi um problema que foi
decisão. surgindo. Essas massas acabam por inviabilizar que os arquivos
cumpram suas funções fundamentais. Para tentar sanar esse e outros
Os diversos métodos de arquivamento, que através dos problemas, que é recomendável o uso de um sistema de protocolo.
anos foram desenvolvidos em todas as partes do mundo,
podem ser utilizados tanto nas empresas como nos órgãos Dentre os cinco setores distintos das atividades dos
governamentais. Todos são bons e apresentam vantagens e arquivos correntes (Protocolo, Expedição, Arquivamento,
desvantagens. O importante é que a decisão quanto ao Empréstimo e Consulta, Destinação) vamos dar atenção
método leve em consideração o tamanho, a estrutura especial ao Protocolo. É sabido que durante a sua tramitação,
organizacional e os objetivos da empresa ou do órgão os arquivos correntes podem exercer funções de protocolo
público; as pessoas normalmente envolvidas; os serviços (recebimento, registro, distribuição, movimentação e
prestados; as informações comumente solicitadas; e os tipos expedição de documentos), daí a denominação comum de
de documento que devem ser arquivados. alguns órgãos como Protocolo e Arquivo. E é neste ponto
que os problemas têm seu início. Geralmente, as pessoas
São três os principais métodos de arquivamento: que lidam com o recebimento de documentos não sabem, ou
alfabético, numérico e alfanumérico. mesmo não foram orientadas sobre como proceder para o
Esses métodos, por sua vez, formam a base a partir da documento cumpra a sua função na instituição. Para que este
qual se criaram vários outros. problema inicial seja resolvido, a implantação de um sistema
de base de dados, de preferência simples e descentralizado,
Métodos de arquivamento: permitindo que, tão logo cheguem às instituições, os
documentos fossem registrados, pelas devidas pessoas, no
• Método alfabético:
seu próprio setor de trabalho seria uma ótima alternativa. Tal
—específico ou por assunto; ação diminuiria o montante de documentos que chegam as
instituições, cumprem suas funções, mas sequer tiveram sua
—geográfico; tramitação ou destinação registrada.
—mnemônico; Algumas rotinas devem ser adotadas no registro
—variadex. documental, afim de que não se perca o controle, bem como
surjam problemas que facilmente poderiam ser evitados
• Método numérico: (como o preenchimento do campo Assunto, de muita
—simples; importância, mas que na maioria das vezes é feito de forma
errônea). Dentre as recomendações de recebimento e
—dúplex. registro (SENAC. D. N. Técnicas de arquivo e protocolo.
• Método alfanumérico:
—decimal;

Conhecimentos Específicos 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Receber as correspondências, separando as de caráter resolvidos. A própria conscientização dos funcionários, no
oficial da de caráter particular, distribuindo as de caráter sentido de que, se organizados e devidamente registrados, as
particular a seus destinatários. tarefas que necessitam do uso de documentos se tornarão
mais fáceis para todos que venham a executá-las.,
Após essa etapa, os documentos devem seguir seu curso, a fim
proporcionado assim um melhor rendimento de todo o
de cumprirem suas funções. Para que isto ocorra, devem ser
pessoal. Portanto, fica claro que o protocolo pode ser uma
distribuídos e classificados da forma correta, ou seja, chegar ao seu
saída para os problemas mais comuns de tramitação
destinatário Para isto, recomenda-se (SENAC. D. N. Técnicas de
documental, desde que utilizado da forma correta. Do
arquivo e protocolo. contrário, a implantação deste sistema pode ocasionar outros
Separar as correspondências de caráter ostensivo das de problemas, talvez de cunho ainda maior.
caráter sigiloso, encaminhado as de caráter sigiloso aos seus
respectivos destinatários;
Registro, admissão, movimentação,
Tomar conhecimento das correspondências de caráter
ostensivos por meio da leitura, requisitando a existência de demissão e pagamento de pessoal,
antecedentes, se existirem; contratações;
Classificar o documento de acordo com o método da
instituição;, carimbando-o em seguida; Admissão e demissão saiba como funciona
http://www.preventor.com.br/
Elaborar um resumo e encaminhar os documentos ao
protocolo. O processo de admissão e demissão de funcionários é regido
de acordo com as normas da CLT (Consolidação das leis do
Preparar a ficha de protocolo, em duas vias, anexando a trabalho), e envolve algumas obrigações básicas para a
segunda via da ficha ao documento; empresa e também para o próprio funcionário. Os exames de
Rearquivar as fichas de procedência e assunto, agora com admissão e demissão são facultativos apenas para
os dados das fichas de protocolo; empregados domésticos, sendo obrigatório então para todos
outros trabalhadores com carteira registrada. A seguir
Arquivar as fichas de protocolo. algumas informações sobre como funcionam os exames de
admissão e demissão.
A tramitação de um documento dentro de uma instituição
depende diretamente se as etapas anteriores foram feitas da O exame médico admissional é feito no ato da contratação do
forma correta. Se feitas, fica mais fácil, com o auxílio do funcionário, e tem como objetivo garantir para ambas as
protocolo, saber sua exata localização, seus dados principais, partes uma menor possibilidade de não comparecer ao
como data de entrada, setores por que já passou, enfim, trabalho devido a problemas de saúde e a descoberta de
acompanhar o desenrolar de suas funções dentro da determinadas condições físicas que possam impossibilitar que
instituição. Isso agiliza as ações dentro da instituição, as funções sejam exercidas de maneira adequada. Segundo
acelerando assim, processos que anteriormente encontravam o médico Renato Igino dos Sanros, o processo de admissão
dificuldades, como a não localização de documentos, não se deve ser rigoroso quanto ao conhecimento técnico e a
podendo assim, usá-los no sentido de valor probatório, por descrição das necessidades do cargo, que devem também
exemplo. ser detalhista para que não haja distorções no futuro, como
problemas de saúde. Antes da assinatura do contrato, a
Após cumprirem suas respectivas funções, os documentos
empresa irá contratar profissionais de saúde preparados e
devem ter seu destino decidido, seja este a sua eliminação ou
enviará o seu funcionário para as análises, somente após a
recolhimento. É nesta etapa que a expedição de documentos
certificação médica o funcionário poderá ser considerado apto
torna-se importante, pois por meio dela, fica mais fácil fazer
para exercer as suas funções", alerta.
uma avaliação do documento, podendo-se assim decidir de
uma forma mais confiável, o destino do documento. Dentre O exame médico demissional tem o propósito de oferecer
as recomendações com relação a expedição de documentos, garantias para o empregado e o seu antigo empregador, que
destacam-se: no ato da demissão do trabalhador, ele esteja com plenas
condições de encerrar o seu contrato de trabalho para seguir
Receber a correspondência, verificando a falta de anexos
em busca de uma nova oportunidade no mercado de trabalho.
e completando dados;
Igino lembra que o processo de desligamento da empresa
Separar as cópias, expedindo o original; não pode ser traumático e o exame demissional é custeado
pela empresa e deve ser obrigatoriamente agendado até a
Encaminhar as cópias ao Arquivo. data de homologação em uma clínica especializada.
É válido ressaltar que as rotinas acima descritas não Após fazer o exame demissional, a pessoa receberá do
valem como regras, visto que cada instituição possui suas profissional de saúde duas vias do documento ASO (atestado
tipologias documentais, seus métodos de classificação, enfim, de saúde ocupacional), sendo que uma das vias ficará com o
surgem situações diversas. Servem apenas como exemplos empregador, e a outra obrigatoriamente deverá ser entregue
para a elaboração de rotinas em cada instituição. ao antigo funcionário da empresa.
Após a discussão das vantagens de implantação de um Os exames costumam ser rápidos e não envolvem a coleta de
sistema de protocolo, cabe avaliar as desvantagens do uso sangue ou de outros materiais, o trabalhador deverá
deste sistema, se feito de forma errônea. Num primeiro preencher alguns questionários a respeito de como se sente e
momento, deve-se pensar num sistema simples de inserção se adquiriu algumas doença grave durante o tempo de
de dados, que venha a atender as necessidades da empresa. trabalho, e será submetido á exames respiratórios e de
Contudo, é essencial que as pessoas que trabalham pressão.
diretamente com o recebimento e registro de documentos,
recebam um treinamento adequado, para que possam ROTINA DE ADMISSÃO
executar essa tarefa da forma correta, visto que, se feita da
O empregado ao ser admitido deve passar por uma rotina
forma errada, todo o trâmite do documento pode ser
especial junto à empresa. Essa rotina visa atender as normas
comprometido. Deve-se esquecer a ideia de que basta inserir
legais existentes, bem como as normas internas da empresa,
dados e números num sistema, que todos os problemas serão
propiciando o ingresso desse empregado com sucesso.

Conhecimentos Específicos 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Quando a rotina é mal realizada ou não é cumprida, coloca o
o CPF;
empregador e o empregado em situação de risco, podendo
gerar multas ou ainda anulação de atos. o Inscrição no PIS/PASEP;
Dessa forma é importante criar um roteiro dos deveres a o Cópia da Certidão de Nascimento de filhos menores de 14
serem cumpridos, dos documentos a serem legais a serem anos, para o recebimento do salário-família;
realizadas.
o Outros documentos que podem ser solicitados:
Admissão e registro de pessoal – Setor de RH 11. Carta de referência;
http://www.tecnologiaetreinamento.com.br/ 12. Atestado de escolaridade;
O setor de RH está preocupado com a saúde do trabalhador, 13. Fotos;
com o ambiente do trabalho, com a integração das pessoas,
14. Carteira de Habilitação Profissional, expedida por órgão
com a capacitação, o treinamento, com o aprendizado das
pessoas. de classe.
Muitas empresas utilizam no setor de RH, psicólogos,
pedagogos, para acompanhar essas pessoas. O setor de Documentos que não podem ser exigidos na admissão de
pessoal pode ser também diferente de um setor de RH numa
empresa. Ele pode até ser terceirizado, compreendendo todo empregados
um trabalho de escrituração e de apuração do desempenho
da pessoa. o Certidão negativa de processo trabalhista ajuizado;
O setor de pessoal, se terceirizado ou não, está o Certidão negativa da SERASA, do SPC, assemelhados e
comprometido com apuração de ponto, apuração de
frequência, apuração de horas extras, de falta, de emissão de cartórios de protestos;
pagamento, e vários outros procedimentos, necessários ao o Informações sobre antecedentes criminais, se a atividade
controle exigido pela legislação trabalhista.
laboral não guardar relação com algum crime. Caso contrário,
É muito comum numa empresa um setor de RH muito
o pedido de antecedentes criminais fica justificado e pode ser
racional. Uma pessoa é responsável por receber a
documentação e enviar para a contabilidade. Muitos solicitado;
empresários me perguntam se há necessidade de ampliar o Exigência de teste, exame, perícia, laudo, atestado,
esse setor para um departamento de RH. Em alguns
momentos, é importante sim. Porque, além da parte declaração ou qualquer outro procedimento relativo à
burocrática, esse departamento vai se responsabilizar pela esterilização ou a estado de gravidez;
avaliação de desempenho de cada funcionário. Além das
questões burocráticas, ele acompanhará o desenvolvimento o Exame de HIV (AIDS).
de cada funcionário.
Recrutamento de Pessoal Empregados com menos de 1 ano:
=> Perfil do cargo desejado: É imperativo que o papel de
cada profissional esteja bem definido e que sua capacidade o Termo de Rescisão de Contrato;
esteja adequada ao perfil de seu cargo.
o CTPS-Carteira de Trabalho e Previdência Social;
=> Recrutamento: Recrutamento é o processo onde se
executa uma série de procedimentos, visando localizar
o Livro ou Ficha de Registro de Empregados;
possíveis candidatos ao preenchimento de vagas e atraí-los o Aviso Prévio;
para participar dos processos de seleção. Este poderá ser o CD-Comunicado de Dispensa Requerimento do Seguro-
interno ou externo, dependendo da política e das diretrizes da
empresa em relação à contratação de pessoal. desemprego;

DOCUMENTOS PARA ADMISSÃO E DEMISSÃO DE o Extrato do FGTS (nos casos de dispensa pelo
EMPREGADOS empregador);
http://www.condesp.net/2013/04/documentos-para- o Atestado Médico Demissional.
admissao-e-demissao-de.html

Empregados com mais de 1 ano:


• ADMISSÃO
Documentos solicitados para a admissão de empregados
o Termo de Rescisão de Contrato;
o Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS –
o Cheque administrativo nominal ao ex-funcionário – no valor
obrigatória para qualquer emprego, mesmo temporário;
das verbas rescisórias; ou dinheiro, no caso de analfabeto; ou
o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);
depósito bancário.
o Título de eleitor, para maiores de 18 anos;
o CTPS-Carteira de Trabalho e Previdência Social;
o Certificado de Reservista ou alistamento militar, para os
o Livro ou Ficha de Registro de Empregados;
empregados brasileiros de sexo masculino, com idade entre
o Comprovante de Aviso Prévio;
18 e 45 anos;
o CD-Comunicado de Dispensa Requerimento do Seguro-
o Certidão de Nascimento ou Casamento;
desemprego;
o RG;

Conhecimentos Específicos 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
05h00 deve sofrer o acréscimo, integrando o salário para
o Extrato do FGTS (nos casos de dispensa pelo
todos os fins legais.
empregador).
Insalubridade: é um adicional instituído conforme o grau de
o Atestado Médico Demissional; risco existente na empresa e exercido pela função do
o 06 últimas guias do FGTS – GFIP; empregado, podendo variar entre 10% (mínimo), 20% (médio)
e 40% (máximo) sobre salário mínimo. Normalmente é
o GRFP paga. determinado pelo médico do trabalho (PCMSO), com o
o GRs das contribuições sindical, assistencial e confederativa acompanhamento de tabelas do Ministério do Trabalho, após
avaliação das condições de risco que a saúde do empregado
do empregado – referentes ao exercício;
encontra-se exposta, integrando o salário para todos os fins
o Carta de Preposto. legais.
Periculosidade: também é um adicional, porém específicos
Cuidados Especiais na Dispensa para funções de inflamáveis ou explosivos. Sua percentagem
é de 30% sobre o salário base, também acompanhado pelo
médico do trabalho (PCMSO), integrando o salário para todos
Convém lembrar que nos casos em que a rescisão de os fins legais.
contrato se opere nos trinta dias que antecedem a data-base Comissão: pode ser valor ou percentagem.
da categoria, a lei estabelece uma indenização adicional Horas Extras: Hora extra, hora suplementar ou hora
correspondente ao valor de um mês do salário do empregado. extraordinária é todo período de trabalhado excedente à
jornada contratualmente acordada. Assim, podemos admitir
que antes do início, durante o intervalo ou após o fim da
Da mesma forma, é necessário sempre consultar a jornada, estando o empregado exercendo trabalho ou estando
à disposição do empregador, configura-se hora extra.
Convenção Coletiva aplicável, tendo em vista direitos
especiais que podem ser assegurados, tais como situações Descanso Semanal Remunerado: DSR é o valor pago para
horas extras, comissão ou adicionais que ainda não foram
especiais de estabilidade (funcionário em fase de alistamento, computados o descanso. Sua forma de cálculo deve ser
com determinada idade e/ou tempo de serviço, gestantes, interpretada como a somatória dos dias úteis, inclusive o
sábado, dividido pelos domingos e feriados no mês, por
etc.). exemplo (horas extras / 26 * 4 = DSR).
Salário Família: valor fixo devido ao empregado que tiver
ROTINA – FOLHA DE PAGAMENTO dependente menor de 14 (quatorze) anos de idade ou nos
http://www.professortrabalhista.adv.br/rotina_folha_de_ casos específicos determinados pela previdência social. Esse
pagamento.htm valor fixo é fornecido pela Previdência Social, com base no
limite da faixa inicial de 7,65% de contribuição inicial do INSS.
O processo para execução da folha de pagamento tem fator
importante junto ao departamento pessoal, em razão da  Assim como os vencimentos, se destacam nos
riqueza técnica que existe para transformar todas as descontos:
informações do empregado e da empresa num produto final Faltas Dias: são os dias que efetivamente o empregado não
que é a folha de pagamento.
compareceu e não houve nenhuma forma que autorizasse o
A Folha de pagamento, por sua vez, tem função operacional, pagamento. Esses dias são utilizados para dedução da base
contábil e fiscal, devendo ser constituída com base em todas de cálculo do INSS, IRRF e FGTS, também prejudicam no
as ocorrências mensais do empregado. É a descrição dos escalonamento das férias e 13º salário, podendo sofrer o
fatos que envolveram a relação de trabalho, de maneira desconto dos feriados e domingos em razão da falta.
simples e transparente, transformado em fatores numéricos, Atrasos horas: essas horas são as que efetivamente o
através de códigos, quantidade, referências, percentagens e
empregado não compareceu e não houve nenhuma forma
valores, em resultados que formarão a folha de pagamento.
que autorizasse o pagamento. Essas horas são utilizadas
O recibo de pagamento de cada empregado é a parcela que para dedução da base de cálculo do INSS, IRRF e FGTS,
contribuirá com a formação da folha de pagamento. Será ele também pode acarretar o desconto dos feriados e domingos
constituído de vencimentos, descontos, demonstração da em razão do descumprimento da jornada diária.
base de cálculo de INSS, IRRF e FGTS, bem como seus Vale Refeição: é muito comum encontrar empresas que
respectivos descontos, e o seu resultado como valor líquido
forneçam o vale refeição ao empregado, representando tal
que o empregado receberá.
procedimento um benefício concedido pelo empregador, pois
 Podemos admitir que alguns eventos de vencimentos não há lei que obrigue a tal prática, salvo existindo acordo ou
ocorrem com mais frequência: convenção coletiva, seu desconto é limitado por lei a 20% do
valor entregue.
Salário: é o valor fixo ou variável, sua forma de cálculo pode
ser por hora (quantidade de horas por dia vezes os dias Vale Transporte: é um benefício entregue por força de lei, do
trabalhados no mês, acrescidos de DSR), diário (quantidade valor entregue ao empregado, o empregador pode descontar
de dias vezes os dias trabalhados no mês, acrescidos de no máximo 6% do salário base, isso se o valor entregue for
DSR),ou mensal (será o valor acertado para o mês, maior, caso contrário, descontar o valor entregue. Exemplo:
independente da quantidade de dias do mês, já está incluso o salário R$ 600,00, valor gasto com vale transporte R$ 80,00,
DSR). 6% do salário R$ 36,00, valor de desconto R$ 36,00.
Adicional Noturno: percentagem de no mínimo 20% Desconto de DSR: ocorre a perda do descanso semanal
acrescida à jornada de trabalho contratual desempenhada remunerado quando o empregado não cumpre sua jornada de
entre 22h00 e 05h00, considerando o salário base como trabalho integralmente, dessa forma o empregador pode
forma de cálculo. Assim, a proporção de horas entre 22h00 e descontar o domingo ou feriado da semana.

Conhecimentos Específicos 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Adiantamento Salarial: é comum acordos ou normas lidar com as pessoas em suas atividades. Em muitas
coletivas determinarem percentual de adiantamento do organizações, falava-se até pouco tempo em relações
salário, dessa forma será descontado no momento do industriais, em outras organizações, fala-se
pagamento. em administração de recursos humanos, fala-se agora
em administração de pessoas, com uma abordagem que
Contribuição Sindical: é devida pelo empregado a
tende a personalizar e a visualizar as pessoas como seres
contribuição de 01 dia de trabalho no exercício anual de sua humanos, dotados de habilidades e capacidades intelectuais.
atividade, normalmente ocorre o desconto em março de cada No entanto, a tendência que hoje se verifica está voltada para
ano, porém caso não tenha sido descontada deverá ser feita mais além: fala-se agora em administração com as
no mês seguinte à admissão. pessoas. Administrar com as pessoas significa tocar a
Contribuição Previdenciária: todo empregado sofre com a organização juntamente com os colaboradores e parceiros
contribuição compulsória instituída pelo sistema internos que mais entendem dela, dos seus negócios e do
previdenciário do Brasil, segue escalonamento com base na seu futuro. Uma nova visão das pessoas não mais como um
tabela divulgada pela Previdência Social. Sua base de cálculo recurso organizacional, um objeto servil ou mero sujeito
depende do evento que comporá a remuneração. O valor passivo do processo, mas fundamentalmente como um sujeito
descontado é recolhido aos cofres públicos da União, através ativo e provocador das decisões, empreendedor das ações e
da guia GPS, no dia 02 do mês seguinte de referência da criador da inovação dentro das organizações. Mais do que
folha de pagamento. isso, um agente proativo dotado de visão própria e, sobre
tudo, de inteligência, a maior e a mais avançada e sofisticada
Imposto de Renda: desconto compulsório determinado pelo habilidade humana.
Governo sobre o rendimento assalariado, depende do evento
pago no recibo de pagamento; após o desconto, o valor é OS NOVOS DESAFIOS DA GESTÃO DE PESSOAS
recolhido aos cofres públicos da União no terceiro dia útil da
semana seguinte ao pagamento, através da guia DARF. Nunca houve coisa igual. O mundo está mudando com
uma rapidez incrível. E com intensidade cada vez maior. A
Não sendo os descontos provenientes de amparo legal, é mudança sempre existiu na história da humanidade, mas não
importante solicitar a autorização do empregado para com o volume, rapidez e impacto com que ocorre hoje. Vários
participar do beneficio e consequentemente do desconto. fatores contribuem para isso: as mudanças econômicas,
O pagamento do salário deve ser feito até o quinto dia útil do tecnológicas, sociais, culturais, legais, políticas, demográficas
mês seguinte ao vencido. Lembramos que o sábado é e ecológicas que atuam de maneira conjugada e sistêmica,
considerado dia útil para o trabalhador em um campo dinâmico de forças que produz resultados
inimagináveis, trazendo imprevisibilidade e incerteza para as
organizações.
Gestão de Pessoas Dentro desse contexto, uma das áreas empresariais que
Nisce Barbosa mais sofre mudanças é a área de recursos humanos. As
mudanças são tantas e tamanhas que até o nome da área
INTRODUÇÃO está mudando. Em muitas organizações, a denominação
administração de recursos humanos está sendo substituída
por termos como gestão de talentos humanos, gestão de
Falar de gestão de pessoas é falar de gente, de parceiros ou de colaboradores, gestão de capital humano,
mentalidade, de vitalidade, ação e proação. A gestão de administração do capital intelectual e até gestão de pessoas
pessoas é uma das áreas que mais tem sofrido mudanças e ou gestão com pessoas. Diferentes nomes para representar
transformações nos últimos anos. Não apenas nos seus um novo espaço e configuração da área. A história da gestão
aspectos tangíveis e concretos como principalmente nos de pessoas é relativamente recente. Na verdade, tudo
aspectos conceituais e intangíveis. A visão que se tem hoje começou com a Revolução Industrial e veio desaguar em
da área é totalmente diferente de sua tradicional nossos dias com força total.
configuração, quando recebia o nome Administração de
Recursos Humanos (ARH). Muita coisa mudou. A Gestão de O CONTEXTO DA GESTÃO DE PESSOAS
Pessoas tem sido a responsável pela excelência das O contexto da gestão de pessoas é formado por pessoas
organizações bem sucedidas e pelo aporte de capital e organizações. As pessoas passam boa parte de suas vidas
intelectual que simboliza, mais do que tudo, a importância do trabalhando dentro das organizações. De um lado, o trabalho
fator humano em plena Era da Informação. toma considerável tempo das vidas e dos esforços das
Com a globalização dos negócios, o desenvolvimento pessoas, que dele dependem para sua subsistência e
tecnológico, o forte impacto da mudança e o intenso sucesso pessoal. Separar o trabalho da existência das
movimento pela qualidade e produtividade, surge uma pessoas é muito difícil, senão quase impossível, diante da
eloquente constatação na maioria das organizações: o grande importância e do impacto que o trabalho nelas provoca.
diferencial, a principal vantagem competitiva das empresas Assim, as pessoas dependem das organizações nas quais
decorre das pessoas que nelas trabalham. São as pessoas trabalham para atingir seus objetivos pessoais e individuais.
que mantêm e conservam ostatus quo já existente e são elas Crescer na vida e ser bem-sucedido quase sempre significa
– e apenas elas – que geram e fortalecem a inovação e o que crescer dentro das organizações. De outro lado, as
deve vir a ser. São as pessoas que produzem, vendem, organizações dependem direta e irremediavelmente das
servem ao cliente, tomam decisões, lideram, motivam, pessoas para operar, produzir seus bens e serviços, atender
comunicam, supervisionam, gerenciam e dirigem os negócios seus clientes, competir nos mercados e atingir seus objetivos
das empresas. Inclusive dirigem outras pessoas, pois não globais e estratégicos. Na verdade, cada uma das partes
pode haver organizações sem pessoas. No fundo, as depende da outra. Uma relação de mútua dependência na
organizações são conjuntos de pessoas. A maneira pela qual qual há benefícios recíprocos.
as pessoas se comportam, decidem, agem, trabalham, As organizações apresentam uma incrível variedade. Elas
executam, melhoram suas atividades, cuidam dos clientes e podem ser indústrias, comércio, bancos, financeiras,
tocam os negócios das empresas varia em enormes hospitais, universidades, lojas, prestadoras de serviços etc.
dimensões. E essa variação depende, em grande parte, das Podem ser grandes, médias e pequenas quanto ao seu
políticas e diretrizes das organizações a respeito de como tamanho. Podem ser públicas ou privadas quanto a sua

Conhecimentos Específicos 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


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propriedade. Quase tudo de que a sociedade necessita é indispensáveis à adequada gestão dos recursos
produzido pelas organizações. Vivemos em uma sociedade organizacionais. Pessoas como pessoas e não como meros
de organizações, pois nascemos nelas, aprendemos nelas, recursos da organização.
servimo-nos delas, trabalhamos nelas e passamos a maior
parte de nossas vidas dentro delas. As pessoas como ativadores inteligentes de recursos
organizacionais. Como elementos impulsionadores da
Em resumo, as organizações são constituídas de pessoas organização e capazes de dotá-la de inteligência, talento e
e dependem delas para atingir seus objetivos e cumprir suas aprendizagem indispensáveis à sua constante renovação e
missões. E para as pessoas, as organizações constituem o competitividade em um mundo cheio de mudanças e desafios.
meio através do qual elas podem alcançar vários objetivos As pessoas como fonte de impulso próprio que dinamiza a
pessoais. organização e não como agentes passivos, inertes e
estáticos.
CONCEITO DE GESTÃO DE PESSOAS:
As pessoas como parceiros da organização. Capazes
A Gestão de Pessoas é uma área muito sensível à de conduzi-la à excelência e ao sucesso. Como parceiros, as
mentalidade que predomina nas organizações. Ela é pessoas fazem investimentos na organização – como esforço,
contingencial e situacional, pois depende de vários aspectos, dedicação, responsabilidade, comprometimento, riscos etc. –
como a cultura que existe em cada organização, da estrutura na expectativa de colherem retornos desses investimentos –
organizacional adotada, das características do contexto como salários, incentivos financeiros, crescimento
ambiental, do negócio da organização, da tecnologia utilizada, profissional, carreira etc. Qualquer investimento somente se
dos processos internos e de uma infinidade de outras justifica quando traz um retorno razoável. Na medida em que
variáveis importantes. o retorno é bom e sustentável, a tendência certamente será a
As pessoas como parceiras da organização manutenção ou aumento do investimento. Daí, o caráter de
reciprocidade na interação entre pessoas e organizações. E
Nos tempos atuais, as organizações estão ampliando sua também o caráter de atividade e autonomia e não mais de
visão e atuação estratégica. Todo processo produtivo passividade e inércia das pessoas. Pessoas como parceiros
somente se realiza com a participação conjunta de diversos ativos da organização e não como meros sujeitos passivos
parceiros, cada qual contribuindo com algum recurso. dela.
Cada parceiro está disposto a continuar investindo seus OBJETIVOS DA GESTÃO DE PESSOAS
recursos na medida em que obtém retornos e resultados
satisfatórios de seus investimentos. Através desses As pessoas constituem o principal ativo da organização.
resultados a organização pode proporcionar um retorno maiôs Daí, a necessidade de tornar as organizações mais
às contribuições efetuadas pelos parceiros e manter a conscientes e atentas para seus funcionários. As
continuidade do negócio. Geralmente, as organizações organizações bem-sucedidas estão percebendo que apenas
procuram privilegiar os parceiros mais importantes. Os podem crescer, prosperar e manter sua continuidade se forem
acionistas e investidores eram, até pouco tempo, os mais capazes de otimizar o retorno sobre os investimentos de
privilegiados na distribuição e apropriação dos resultados todos os parceiros. Principalmente, o dos empregados.
organizacionais. Esta assimetria está sendo substituída por A Gestão de Pessoas é a função que permite a
uma visão sistêmica e integrada de todos os parceiros do colaboração eficaz das pessoas para alcançar os objetivos
negócio, já que todos eles são indispensáveis para o sucesso organizacionais e individuais.
da empresa.
As pessoas podem aumentar ou reduzir as forças e
Pessoas como recursos ou como parceiros da fraquezas de uma organização dependendo da maneira como
organização? elas são tratadas. Elas podem ser a fonte do sucesso como
Dentro deste contexto, a questão básica é escolher entre podem ser a fonte de problemas. É melhor trata-las como
tratar as pessoas como recursos organizacionais ou como fonte de sucesso.
parceiras da organização. Os empregados podem ser Os objetivos da Gestão de Pessoas são variados. A ARH
tratados como recursos produtivos das organizações: os deve contribuir para a eficácia organizacional através dos
chamados recursos humanos. Como recursos, eles precisam seguintes meios:
ser administrados, o que envolve planejamento, organização, Ajudar a organização a alcançar seus objetivos e realizar
direção e controle de suas atividades, já que são sua missão.
considerados sujeitos passivos da ação organizacional. Daí, a Proporcionar competitividade à organização.
necessidade de administrar os recursos humanos para obter Proporcionar à organização pessoas bem treinadas e bem
deles o máximo rendimento possível. motivadas.
As pessoas devem ser visualizadas como parceiras das Aumentar a auto-atualização e a satisfação das pessoas
organizações. Como tais, elas são fornecedoras de no trabalho.
conhecimentos, habilidades, competências e, sobretudo, o Desenvolver e manter qualidade de vida no trabalho.
mais importante aporte para as organizações: a inteligência Administrar e impulsionar a mudança.
que proporciona decisões racionais e que imprime significado Manter políticas éticas e comportamento socialmente
e rumo aos objetivos globais. Neste sentido, as pessoas responsável.
constituem parte integrante do capital intelectual da A moderna Gestão de Pessoas consiste de várias
organização. As organizações bem-sucedidas se deram conta atividades integradas, como descrição e análise de cargos,
disso e tratam seus funcionários como parceiros do negócio e planejamento de RH, recrutamento, seleção, orientação e
fornecedores de competências e não mais como simples motivação das pessoas, avaliação do desempenho,
empregados contratados. remuneração, treinamento e desenvolvimento, relações
Aspectos fundamentais da moderna Gestão de sindicais, segurança, saúde e bem-estar etc.
Pessoas: O que é Gestão de Pessoas?
As pessoas como seres humanos. Dotados de
No seu trabalho, cada administrador – seja ele um diretor,
personalidade própria e profundamente diferentes entre si, gerente, chefe ou supervisor – desempenha as quatro
com uma história pessoal particular e diferenciada, funções administrativas que constituem o processo
possuidores de conhecimentos, habilidades e competências
Conhecimentos Específicos 13 A Opção Certa Para a Sua Realização
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administrativo, a saber: planejar, organizar, dirigir e controlar. ARH COMO RESPONSABILIDADE DE LINHA E
A ARH procura ajudar o administrador a desempenhar todas FUNÇÃO DE STAFF:
essas funções porque ele não realiza seu trabalho sozinho,
mas através das pessoas que formam sua equipe. É com sua Há um princípio básico em ARH: gerir pessoas é uma
equipe de subordinados que o administrador executa as responsabilidade de linha e uma função de staff. O que
tarefas e alcança metas e objetivos. significa isso? Quem deve gerir as pessoas é o próprio
gerente – ou supervisor ou líder de equipe – ao qual elas
A ARH refere-se às políticas e práticas necessárias para estão subordinadas. Ele tem a responsabilidade linear e direta
administrar o trabalho das pessoas, tais como: pela condução de seus subordinados. Por essa razão, existe
Análise e descrição de cargos e modelagem do trabalho. o princípio da unidade de comando: cada pessoa deve ter
Recrutamento e seleção de pessoal e admissão de apenas um gerente. A contrapartida desse princípio é que
candidatos selecionados. cada gerente é o único e exclusivo chefe dos seus
Orientação e integração de novos funcionários. subordinados. Para que o gerente possa assumir com plena
Administração de cargos e salários. autonomia essa responsabilidade de gerir seu pessoal, ele
Incentivos salariais e benefícios sociais. precisa receber assessoria e consultoria de órgão de ARH,
Avaliação de desempenho das pessoas. que lhe proporciona os meios e serviços de apoio. Assim,
Comunicação aos funcionários. gerir pessoas é uma responsabilidade de cada gerente que
Treinamento e desenvolvimento das pessoas. deve receber orientação do staff a respeito das políticas e
Desenvolvimento organizacional. procedimentos adotados pela organização.
Higiene, segurança e qualidade de vida no trabalho.
Centralização/descentralização das atividades de RH:
Relações com empregados e relações sindicais.
O conceito básico de que administrar pessoas é uma
Essas políticas e práticas podem ser resumidas em seis responsabilidade de linha e uma função de staff é
processos básicos: fundamental. Acontece que as empresas sempre se
Processos de Agregar Pessoas defrontaram com o problema do relativo grau de
Processos de Aplicar Pessoas centralização/descentralização de suas áreas de atividades. E
Processos de Recompensar Pessoas na área de ARH sempre predominou uma forte tendência
Processos de Desenvolver Pessoas para a centralização e concentração na prestação de serviços
Processos de Manter Pessoas para as demais áreas empresariais. A tal ponto que, em
Processos de Monitorar Pessoas muitas empresas, o recrutamento e seleção, a admissão,
-Recrutamento - Modelagem -Remuneração -Treinamento integração, treinamento e desenvolvimento, administração de
-Higiene e -Banco de dados salários e remuneração, administração de benefícios, higiene
-Seleção do trabalho -Benefícios -Desenvolvimento e segurança do trabalho, avaliação do desempenho, eram
segurança -Sistemas de estreitamente concentrados na área de ARH, com pouca
-Avaliação do -Incentivos -Aprendizagem -Qualidade participação gerencial das demais áreas. A tal ponto que o
informações staff é quem tomava as decisões peculiares da linha.
desempenho de vida gerenciais
-Relações com sindicatos A interação entre especialistas de RH e gerentes de
linha:
Todos esses processos estão bastante relacionados entre
si, de tal maneira que se interpenetram e se influenciam As tarefas de ARH mudaram com o tempo. Hoje, elas são
reciprocamente. Cada processo tende a favorecer ou desempenhadas nas organizações por dois grupos de
prejudicar os demais, quando bem ou mal utilizado. executivos: de um lado, os especialistas em RH que atuam
como consultores internos, e de outro, os gerentes de linha
O equilíbrio na condução de todos esses processos é (gerentes, supervisores etc.) que estão envolvidos
fundamental. Quando um processo é falho, ele compromete diretamente nas atividades de RH por serem responsáveis
todos os demais. Além disso, todos esses processos são pela utilização eficaz de seus subordinados. Os gerentes de
desenhados de acordo com as exigências das influências linha utilizam um tempo considerável na gestão de pessoas,
ambientais externas e das influências organizacionais em reuniões, conversas individuais ou grupais, telefonemas,
internas para obter a melhor compatibilização entre si. Ele e-mails, solução de problemas e definição de planos futuros.
deve funcionar como um sistema aberto e interativo. Trata-se
de um modelo de diagnóstico de RH. Conflitos entre linha e staff:

Modelo de diagnóstico de RH: Quando os dois lados – gerentes de linha e especialistas


de RH – tomam decisões sobre as mesmas pessoas,
Processos de RH geralmente ocorrem conflitos. O especialista de staff está
A ESTRUTURA DO ÓRGÃO DE GESTÃO DE preocupado com suas funções básicas de proporcionar
PESSOAS: consultoria, aconselhamento e informação sobre a sua
especialidade. Ele não tem autoridade direta sobre o gerente
Cada divisão aglutina profissionais especializados em de linha. O gerente de linha tem autoridade para tomar as
suas funções específicas. Aparentemente, essa decisões relacionadas com suas operações e seus
especialização traz vantagens pela concentração e integração subordinados. Ocorre que nem sempre existe uma distinção
de profissionais. Entretanto, essas vantagens são toldadas clara entre linha e staff nas organizações. O conflito entre
pela orientação focada nos objetivos específicos de cada especialistas de RH e gerentes de linha é mais crítico quando
função. O resultado é uma tremenda subobjetivação: as decisões exigem um trabalho conjunto em assuntos como
privilegiam-se os objetivos divisionais e departamentais, disciplina, condições de trabalho, transferências, promoções e
enquanto os objetivos empresariais vão para o brejo. Torna- planejamento de pessoal.
se difícil obter a cooperação e a colaboração dos diversos
departamentos em assuntos mais amplos. E, por cima, cada Existem três maneiras para reduzir o conflito entre linha e
órgão funciona como uma entidade organizacional definitiva, staff:
permanente, separada das demais em uma rígida divisão do Demonstrar aos gerentes de linha os benefícios de usar
trabalho global. Uma coleção de feudos. os programas de RH.

Conhecimentos Específicos 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Atribuir responsabilidades por certas decisões de RH AS MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES NO CENÁRIO
exclusivamente aos gerentes de linha, e outras MUNDIAL:
exclusivamente aos especialistas de RH.
Treinar ambos os lados - gerentes de linha e especialistas É a partir da Revolução Industrial que surge o conceito
de RH – em como trabalhar juntos e tomar decisões atual de trabalho. E é no decorrer do século XX que o
conjuntas. trabalho recebeu a configuração que hoje está assumindo.
Podemos visualizar ao longo do século XX três eras
As responsabilidades de ARH dos gerentes de linha: organizacionais distintas: a Era Industrial Clássica, a Era
Lidar com pessoas sempre foi parte integral da Industrial Neoclássica e a Era da Informação.
responsabilidade de linha de cada executivo, desde o
presidente até o mais baixo nível de supervisão. Era da Industrialização Clássica:
Organizações bem-sucedidas definem as seguintes É o período logo após a Revolução Industrial e que se
responsabilidades de linha para os gerentes: estendeu até meados de 1950 envolvendo a primeira metade
Colocar a pessoa certa no lugar certo, isto é, recrutar e do século XX. Sua maior característica foi a intensificação do
selecionar. fenômeno da industrialização em amplitude mundial e o
Integrar e orientar os novos funcionários na equipe. surgimento dos países desenvolvidos ou industrializados.
Treinar e preparar as pessoas para o trabalho.
Avaliar e melhorar o desempenho de cada pessoa no A Teoria Clássica da Administração e o Modelo
cargo ocupado. Burocrático surgiram como a medida exata para as
Ganhar cooperação criativa e desenvolver relações organizações dessa época. O mundo se caracterizava por
agradáveis de trabalho. mudanças vagarosas. O ambiente que envolvia as
Interpretar e aplicar políticas e procedimentos da organizações era conservador e voltado para a manutenção
organização. do status quo. A eficiência era a preocupação básica e para
Controlar os custos trabalhistas. alcança-la eram necessárias medidas de padronização e
Desenvolver as habilidades e competências de cada simplificação, bem como especialização da mão-de-obra para
pessoa. permitir escalas de produção maiores e custos menores. O
Criar e manter elevado moral na equipe. modelo organizacional baseava-se em um desenho
Proteger a saúde e proporcionar condições adequadas de mecanístico típico da lógica do sistema fechado.
trabalho.
Era Industrial Clássica
Em organizações de pequeno porte, os gerentes de linha
assumem todas essas responsabilidades sem qualquer
Desenho mecanístico
assistência interna ou externa. Á medida que a organização
cresce, o trabalho dos gerentes de linha se divide e se Muitos níveis hierárquicos e coordenação centralizada
especializa e eles passam a necessitar de assistência através Departamentalização funcional para assegurar
da consultoria de um staff de RH. A partir daí a ARH torna-se especialização
então uma função especializada de staff. Padrões rígidos de comunicação e cargos definitivos e
A função de staff e a responsabilidade de linha na limitados
Gestão de Pessoas: Pequena capacidade de processamento da informação
Função de staff Cargos individuais especializados com tarefas simples e
repetitivas
Responsabilidade de linha Ênfase na eficiência da produção, no método e na rotina
Adequado para ambiente estável e imutável e tecnologia
Órgão de ARH fixa e permanente
Nenhuma capacidade para mudança e inovação
Gestor de pessoas (Gestores de linha)
-Cuidar das políticas de RH Nesse contexto, a cultura organizacional predominante era
-Prestar assessoria e suporte voltada para o passado e para a conservação das tradições e
-Dar consultoria interna de RH valores tradicionais. As pessoas eram consideradas recurso
-Proporcionar serviços de RH de produção, juntamente com outros recursos organizacionais
-Dar orientação de RH como máquinas, equipamentos e capital, na conjunção típica
-Cuidar da estratégia de RH dos três fatores tradicionais de produção: natureza, capital e
-Cuidar da sua equipe de pessoas trabalho.
-Tomar decisões sobre subordinados
-Executar as ações de RH Era da Industrialização Neoclássica:
-Cumprir metas de RH É o período que se estende entre as décadas de 1950 a
-Alcançar resultados de RH 1990. Teve seu início logo após a Segunda Guerra Mundial,
-Cuidar da tática e operações quando o mundo começou a mudar mais rápida e
intensamente. As transações comerciais passaram da
A GESTÃO DE PESSOAS EM UM AMBIENTE DINÂMICO amplitude local para regional, e de regional para internacional,
E COMPETITIVO tornando-se cada vez mais intensas e menos previsíveis,
acentuando a competição entre as empresas.
A ARH é uma das áreas mais afetadas pelas recentes A Teoria Clássica foi substituída pela Teoria Neoclássica
mudanças que estão acontecendo no mundo moderno. As da Administração e o Modelo Burocrático foi redimensionado
empresas perceberam que as pessoas constituem o elemento pela Teoria Estruturalista. A Teoria das Relações Humanas foi
do seu sistema nervoso que introduz a inteligência nos substituída pela Teoria Comportamental. Ao longo do período,
negócios e a racionalidade nas decisões. Assim, hoje se falda surge a Teoria de Sistemas e no seu final, a Teoria da
em Gestão de Pessoas e não mais em recursos humanos, Contingência. A visão sistêmica e multidisciplinar e o
exatamente para proporcionar essa nova visão das pessoas – relativismo tomam conta da Teoria Administrativa.
não mais como meros funcionários remunerados em função
do tempo disponibilizado para a organização – mas como As organizações tentaram novos modelos estruturais para
parceiros e colaboradores do negócio da empresa. incentivar a inovação e o ajustamento às mutáveis condições
externas. A estrutura matricial, uma espécie de quebra-galhos

Conhecimentos Específicos 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


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para reconfigurar e reavivar a velha tradicional organização dentro das organizações. Ao longo das três eras, a área de
funcional, foi a resposta das organizações. A abordagem ARH passou por três etapas distintas: Relações Industriais,
matricial visava a conjugar a departamentalização funcional Recursos Humanos e Gestão de Pessoas.
com um esquema lateral de estrutura por produtos/serviços, a
Pessoal / relações industriais:
inovação e dinamismo e alcançar maior competitividade.
Era Industrial Neoclássica Na Industrialização Clássica surgem os antigos
departamentos de pessoal e, posteriormente, os
Desenho matricial departamentos de relações industriais. Eram órgãos
destinados a fazer cumprir as exigências legais a respeito do
Desenho híbrido: estrutura funcional acoplada à estrutura emprego e o relacionamento da organização com os
de P/S sindicatos e a coordenação interna com os demais
Coordenação descentralizada sob dupla subordinação: departamentos para enfrentar problemas sindicais de
autoridade funcional e autoridade de projeto (produto/serviço) conteúdo reivindicatório. As pessoas são consideradas
Padrões duplos de interação em cargos mutáveis e apêndice das máquinas e meras fornecedoras de esforço
inovadores físico e muscular, predominando o conceito de mão-de-obra.
Aumento da capacidade de processamento da informação
Cargos adequados para tarefas mais complexas e Recursos Humanos:
inovadoras
Ideal para ambiente instável e mutável e tecnologia Na Industrialização Neoclássica, surgem os
mutável departamentos de recursos humanos que substituem os
Razoável capacidade para mudança e inovação antigos departamentos de relações industriais. Além das
tarefas operacionais e burocráticas, os chamados DRH
Era da Informação: desenvolvem funções operacionais e táticas, como órgãos
prestadores de serviços especializados. Cuidam do
É o período que começou no início da década de 1990. É recrutamento, seleção, treinamento, avaliação, remuneração,
a época em que estamos vivendo atualmente. A principal higiene e segurança do trabalho e de relações trabalhistas e
característica dessa nova era são as mudanças, que se sindicais, com variadas doses de centralização e monopólio
tornaram rápidas, imprevistas, turbulentas e inesperadas. A dessas atividades.
tecnologia da informação – integrando a televisão, o telefone
e o computador – trouxe desdobramento imprevisíveis e Gestão de Pessoas:
transformou o mundo em uma verdadeira aldeia global. A
informação passou a cruzar o planeta em milésimos de Na Era da Informação, surgem as equipes de gestão com
segundos. A tecnologia da informação forneceu as condições pessoas, que substituem os departamentos de recursos
básicas para o surgimento da globalização da economia. A humanos e de gestão de pessoas. As tarefas operacionais e
competitividade tornou-se intensa e complexa entre as burocráticas são transferidas para terceiros através da
organizações. O volátil mercado de capitais passou a migrar terceirização, enquanto as atividades táticas são delegadas
de um continente para outro em segundos à procura de novas aos gerentes de linha em toda a organização, os quais
oportunidades de investimentos, ainda que transitórias. Em passam a ser os gestores de pessoas. As equipes de RH
uma época em que todos dispõem da informação em tempo proporcionam consultoria interna, para que a área possa
real, são mais bem-sucedidas as organizações capazes de assumir atividades estratégicas de orientação global, visando
tomar a informação e transforma-la rapidamente em uma ao futuro e ao destino da organização e seus membros. As
oportunidade de novo produto ou serviço, antes que outras o pessoas – de agentes passivos que são administrados –
façam. O capital financeiro deixou de ser o recurso mais passam a constituir agentes ativos e inteligentes que ajudam
importante, cedendo lugar para o conhecimento. O a administrar os demais recursos organizacionais. As pessoas
conhecimento torna-se básico, e o maior desafio passa a ser passam a ser consideradas como parceiros da organização
a produtividade do conhecimento. Tornar o conhecimento útil que tomam decisões a respeito de suas atividades, cumprem
e produtivo tornou-se a maior responsabilidade gerencial. Na metas e alcançam resultados previamente negociados e que
era da informação, o emprego passou a migrar do setor servem o cliente no sentido de satisfazer suas necessidades
industrial para o setor de serviços, o trabalho manual e expectativas. Na Era da Informação, lidar com as pessoas
substituído pelo trabalho mental, indicando o caminho para deixou de ser um problema e passou a ser a solução para as
uma era da pós-industrialização baseada no conhecimento e organizações. Deixou de ser um desafio e passou a ser a
no setor terciário. vantagem competitiva para as organizações bem-sucedidas.
De uma área fechada, hermética, monopolística e
Desenho orgânico centralizadora que a caracterizavam no passado, a moderna
ARH está se tornando uma área aberta, amigável,
Ênfase em equipes autônomas e não mais em órgãos ou compartilhadora, transparente e descentralizadora.
departamentos
Elevada interdependência entre as redes internas de OS DESAFIOS DO TERCEIRO MILÊNIO
equipes
Organização ágil, maleável, fluida, simples e inovadora O terceiro milênio aponta para mudanças cada vez mais
Intensa interação através de cargos autodefinidos e velozes e intensas no ambiente, nas organizações e nas
mutáveis pessoas. O mundo dos negócios ficou completamente
Cargos flexíveis e adequados a tarefas complexas e diferente, exigente, dinâmico, mutável e incerto. E as pessoas
variadas sentem o impacto dessas influências e necessitam de um
Capacidade expandida de processamento da informação apoio e suporte por parte dos seus líderes e gerentes. E eles
Ênfase na mudança, na criatividade e na inovação requerem, por seu lado, o apoio e suporte da ARH.
Ideal para ambiente mutável e dinâmico e tecnologia de OS NOVOS PAPÉIS DA GESTÃO DE PESSOAS
ponta
Com todas essas mudanças e transformações no mundo,
AS MUDANÇAS E TRANSFORMAÇÕES NA FUNÇÃO a área de RH está passando por profundas mudanças. Nos
DE RH: últimos tempos, a área passou por uma forte transição. Na
As três eras ao longo do século XX – Industrialização verdade, os papéis hoje assumidos pelos profissionais de RH
Clássica e Neoclássica e a era da Informação – trouxeram são múltiplos: eles devem desempenhar papéis operacionais
diferentes abordagens sobre como lidar com as pessoas e ao mesmo tempo estratégicos.

Conhecimentos Específicos 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Os dois eixos da figura definem quatro papéis principais A missão da organização deve ser cultivada pelos
de RH, a saber: dirigentes e ser difundida intensamente entre todos os
funcionários para a conscientização e comprometimento
Administração de estratégias de recursos humanos. Como pessoal de todos em relação ao seu alcance. O cultivo da
RH pode ajudar a impulsionar a estratégia organizacional. missão faz com que todos os membros da organização
Administração da infra-estrutura da empresa. Como RH procurem não apenas servir ao cliente, mas ultrapassar as
pode oferecer uma base de serviços à organização para suas expectativas e encanta-lo. Nas organizações bem
ajuda-la a ser eficiente e eficaz. sucedidas, a formalização da missão é definida pelo nível
institucional, com a ajuda participativa dos níveis intermediário
Administração da contribuição dos funcionários. Como RH e operacional da organização.
pode ajudar no envolvimento e comprometimento dos
funcionários, trasnsformando-os em agente empreendedores, A missão facilita a identificação dos valores que a
parceiros e fornecedores para a organização. organização deve cultivar. Quando todos os funcionários
conhecem a missão e os valores que norteiam seu trabalho,
Administração da transformação e da mudança. Como RH tudo fica mais fácil de entender, de saber qual o seu papel e
pode ajudar na criação de uma organização criativa, como contribuir de maneira eficaz para o sucesso da
renovadora e inovadora. organização.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE GESTÃO DE
PESSOAS VALORES

As organizações não existem no vácuo. E nem funcionam


Valor é uma crença básica sobre o que se pode ou não
ao acaso. Como sistemas abertos, as organizações operam
fazer, sobre o que é ou não importante. As organizações
através de mecanismos de cooperação e de competição com
priorizam certos valores (as pessoas são o ativo mais
outras organizações e lutam contra outras organizações para
importante ou o cliente tem sempre razão) que funciona como
manter seus domínios e mercados. A estratégia
padrões orientadores do comportamento das pessoas. Na
organizacional constitui o mecanismo através do qual a
verdade, os valores definidos por uma organização muitas
organização interage com seu contexto ambiental. A
vezes podem diferir daquilo que os seus dirigentes acreditam
estratégia define o comportamento da organização em um
ou valorizam no seu cotidiano. É o caso da afirmação de que
mundo mutável, dinâmico e competitivo. A estratégia é
as pessoas estão em primeiro lugar na organização, enquanto
condicionada pela missão organizacional, pela visão do futuro
os dirigentes insistem em horários rígidos e enxugamentos à
e pelos objetivos principais da organização. O único
custa do corte de pessoas, o que mostra claramente como os
integrante racional e inteligente da estratégia organizacional é
valores organizacionais são praticados na realidade.
o elemento humano.
A cultura organizacional é importante na definição dos
MISSÃO valores que orientam a organização e seus membros. Os
líderes assumem um papel importante ao criar e sustentar a
cultura organizacional através de suas ações, de seus
As organizações não são criadas a esmo. Elas existem comentários e das visões que adotam. A moderna Gestão de
para fazer alguma coisa. Todas as organizações têm uma Pessoas não pode ficar distanciada da missão da
missão a cumprir. A missão representa a razão da existência organização. Afinal, a missão se realiza e concretiza através
de uma organização. Significa a finalidade ou o motivo pelo das pessoas. São elas que conduzem as atividades e
qual a organização foi criada e para que ela deve servir. Uma garantem o alcance da missão da organização. Para tanto,
definição da missão organizacional deve responder a três torna-se necessário um comportamento missionário dos
perguntas básicas: Quem somos nós? O que fazemos? E por dirigentes e das pessoas que eles lideram: saber cumprir a
que fazemos o que fazemos? A missão envolve os objetivos missão organizacional através do trabalho e da atividade em
essenciais do negócio e sta geralmente focalizada fora da conjunto.
empresa, ou seja, no atendimento a demandas da sociedade,
do mercado ou do cliente. É importante conhecer a missão e VISÃO
os objetivos essenciais de uma organização, porque se as
Além do caráter missionário existe também um caráter
pessoas não sabem por que ela existe e para onde pretende
visionário nas modernas organizações. Visão é a imagem que
ir, elas jamais saberão qual o melhor caminho a seguir.
a organização tem a respeito de si mesma e do seu futuro. É
A missão funciona como o propósito orientador para as o ato de ver a si própria no espaço e no tempo.
atividades da organização e para aglutinar os esforços dos
Em geral, a visão está mais voltada para aquilo que a
seus membros. Cada organização tem a sua missão própria e
organização pretende ser do que como ela realmente é.
específica. A missão deve ser objetiva, clara, possível e,
Muitas organizações colocam a visão como o projeto que elas
sobretudo, impulsionadora e inspiradora. Ela deve refletir um
gostariam de ser dentro de um certo prazo de tempo e qual o
consenso interno de toda a organização e ser facilmente
caminho futuro que pretendem adotar para chegar até lá. O
compreendida pelas pessoas de fora da organização.
termo visão é utilizado para descrever um sentido claro do
A missão deve traduzir a filosofia da organização, que é futuro e a compreensão das ações necessárias para torna-lo
geralmente formulada por seus fundadores ou criadores rapidamente um sucesso.
através de seus comportamentos e ações. Essa filosofia
A visão é importante nas modernas empresas pelo fato de
envolve os valores e crenças centrais, que representam os
que hoje não se controlam mais as pessoas através de regras
princípios básicos da organização que balizam a sua conduta
burocráticas e hierarquia de comando, mas por meio de um
ética, responsabilidade social e suas respostas às
compromisso com a visão e os valores compartilhados.
necessidades do ambiente.
Quando as pessoas conhecem qual a visão pretendida, ficam
A missão deve traduzir a sua filosofia em metas tangíveis sabendo exatamente para onde ir e como ir, sem necessidade
e que orientem a organização para um desempenho de coerção.
excelente. É a missão que define a estratégia organizacional
A visão não deve ser o elemento conservador do status
e indica o caminho a ser seguido pela organização.
quo, mas deve refletir uma postura não-conformista – de não
aceitação complacente – em relação aos atuais resultados da

Conhecimentos Específicos 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


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empresa. Esse inconformismo permanente com o status É um mecanismo de aprendizagem organizacional
quo é que produz a visão organizacional: aquilo que a
empresa pretende ser com a ajuda das pessoas. A estratégia parte dos objetivos estratégicos da missão e
da visão que se pretende realizar e é balizada por dois tipos
A missão e a visão proporcionam os elementos básicos de análise. De um lado, a análise ambiental para verificar e
para a definição dos objetivos globais e a formulação da analisar as oportunidades que devem ser aproveitadas e as
estratégia organizacional. A estratégia organizacional ameaças que devem ser neutralizadas e evitadas. De outro
funciona como o meio para realizar a missão e alcançar os lado, a análise organizacional para verificar e analisar os
objetivos organizacionais decorrentes da visão da empresa. pontos fortes e fracos da empresa.
A estratégia organizacional representa a maneira pela
OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS qual a empresa se comporta perante o ambiente que a
circunda, procurando aproveitar as oportunidades potenciais
Objetivo é um resultado desejado que se pretende do ambiente e neutralizar as ameaças potenciais que rondam
alcançar dentro de um determinado período. Vimos que a os seus negócios. Além disso, a estratégia organizacional tem
visão organizacional se refere a um conjunto de objetivos os seus desdobramentos: ela reflete a maneira pela qual a
desejados pela organização. Daí a denominação de objetivos empresa procura maximizar as suas forças reais e potenciais
organizacionais para diferencia-los dos objetivos individuais e minimizar as suas fraquezas reais e potenciais.
desejados pelas pessoas para alcançar proveitos pessoais.
A estratégia organizacional é um conjunto de manobras
A visão organizacional proporciona o foco no futuro e que se desenvolve em um ambiente competitivo: aproveitar
oferece as bases para a definição dos objetivos as oportunidades externas e esquivar-se das ameaças
organizacionais a serem alcançados. Os objetivos devem ambientais ao mesmo tempo em que se aplica mais
atender simultaneamente a seis critérios, que são: intensamente as forças internas e se corrige as fraquezas
internas.
ser focalizado em um resultado a atingir e não em uma
atividade A estratégia precisa funcionar como um programa global
para a consecução de objetivos organizacionais e deve
ser consistente, ou seja, precisa estar amarrado receber o consenso geral e ser capaz de motivar e envolver
coerentemente a outros objetivos e demais metas da todos os colaboradores da organização. Deve ser
organização amplamente difundida e comunicada para servir como fio
ser específico, isto é, circunscrito e bem definido condutor da ação organizacional.

ser mensurável, ou seja, quantitativo e objetivo A formulação da estratégia organizacional:

ser relacionado com um determinado período, como dia, O que há no ambiente?


semana, mês e número de anos O planejamento estratégico pode focalizar a estabilidade
ser alcançável, isto é, os objetivos devem ser no sentido de assegurar a continuidade do comportamento
perfeitamente possíveis atual, em uma ambiente previsível e estável. Também pode
focalizar a melhora do comportamento para assegurar a
Existem três tipos de objetivos reação adequada a frequentes mudanças em uma ambiente
Objetivos rotineiros. São os objetivos do cotidiano e que mais dinâmico e incerto. Pode ainda focalizar as
contingências no sentido de antecipar-se a eventos que
servem como padrões de desempenho do dia-a-dia.
podem ocorrer no futuro e identificar as ações apropriadas
Objetivos de aperfeiçoamento. São os objetivos que quando eles eventualmente ocorrerem.
servem para melhorar e alavancar os atuais resultados da
Como todo planejamento se subordina a uma filosofia de
organização, no sentido de aperfeiçoar e incrementar aquilo
ação, Ackoff aponta três tipos de filosofia do planejamento
que já existe.
estratégico:
Objetivos inovadores. São os objetivos que incorporam ou
Planejamento conservador. É o planejamento voltado para
agregam algo totalmente novo à organização.
a estabilidade e manutenção da situação existente. As
Não basta ter objetivos rotineiros e de aperfeiçoamento. decisões são tomadas no sentido de obter bons resultados,
Isso é o mínimo. É preciso emplacar objetivos inovadores. mas não necessariamente os melhores possíveis, pois
Assim, a definição dos objetivos globais da organização dificilmente o planejamento procurará fazer mudanças
conduz à formulação da estratégia organizacional. radicais na organização. Sua ênfase é conservar as práticas
vigentes. O planejamento conservador ou defensivo está mais
ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL preocupado em identificar e sanar deficiências e problemas
internos do que em explorar novas oportunidades ambientais.
A estratégia organizacional refere-se ao comportamento Planejamento otimizante. É o planejamento voltado para a
global e integrado da empresa em relação ao ambiente que a adaptabilidade e inovação da organização. As decisões são
circunda. Quase sempre, estratégia significa mudança tomadas no sentido de obter os melhores resultados
organizada. Toda organização precisa ter um padrão de possíveis para a organização, seja minimizando recurso para
comportamento holístico e sistêmico em relação ao mundo de alcançar um determinado desempenho ou objetivo, seja
negócios que a circunda e onde opera. Geralmente, a maximizando o desempenho para melhor utilizar os recursos
estratégia organizacional envolve os seguintes aspectos disponíveis. O planejamento otimizante ou analítico está
fundamentais: baseado em uma preocupação, em melhorar as práticas
vigentes na organização.
É definida pelo nível institucional da organização
Planejamento prospectivo. É o planejamento voltado para
É projetada a longo prazo e define o futuro e o destino da as contingências e para o futuro da organização. As decisões
organização são tomadas no sentido de compatibilizar os diferentes
Envolve a empresa em sua totalidade para obtenção de interesses envolvidos, através de uma composição capaz de
efeitos sinergísticos levar a resultados para o desenvolvimento natural da empresa
e ajusta-la às contingências que surgem no meio do caminho.
Conhecimentos Específicos 18 A Opção Certa Para a Sua Realização
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O planejamento prospectivo ou ofensivo é o contrário do Alternativas de fusão entre o planejamento estratégico e o
planejamento retrospectivo que procura a eliminação das de RH
deficiências localizadas no passado da organização. Sua
base é a aderência ao futuro, no sentido de ajustar-se às As alternativas do planejamento estratégico de RH
novas demandas ambientais e preparar-se para as futuras
contingências. Existem vários modelos de planejamento de RH:
As três orientações do planejamento estratégico: Modelo baseado na procura estimada do produto ou
serviço
Em todos os casos, o planejamento consiste na tomada
antecipada de decisões. Trata-se de decidir agora o que fazer Baseia-se no conceito de que as necessidades de pessoal
antes que ocorra a ação necessária. Não se trata de previsão são uma variável dependente da procura estimada do produto
das decisões que deverão ser tomadas no futuro, mas da ou do serviço. A relação entre as duas variáveis – número de
tomada de decisões que produzirão efeitos e consequências funcionários e procura do produto/serviço – é influenciada por
futuras. variações na produtividade, tecnologia, disponibilidade interna
e externa de recursos financeiros e disponibilidade de
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DE RH pessoas na organização. Qualquer acréscimo de
produtividade decorrente de mudança na tecnologia poderá
trazer uma redução das necessidades de pessoal por unidade
Um dos aspectos mais importantes da estratégia adicional de produto/serviço ou uma redução do preço do
organizacional é a sua amarração com a função de Gestão de produto/serviço, de tal maneira que resulte em um aumento
Pessoas. de vendas e, consequentemente, aumento das necessidades
O planejamento estratégico de RH refere-se à maneira de pessoal. Este modelo está voltado predominantemente
como a função de RH pode contribuir para o alcance dos para o nível operacional da organização. Não considera
objetivos organizacionais e, simultaneamente, favorecer e possíveis fatos imprevistos, como estratégias dos
incentivar o alcance dos objetivos individuais dos concorrentes, situação do mercado de clientes, greves, falta
funcionários. de matéria-prima etc. É extremamente limitado porque se
reduz a aspectos quantitativos: quantas pessoas serão
Os passos no planejamento estratégico de RH: necessárias nos vários postos de trabalho para produzir
determinada quantidade de produto ou serviço oferecido pela
O planejamento estratégico de RH é o processo de
organização.
decisão as respeito dos recursos humanos necessários para
atingir os objetivos organizacionais, dentro de um Modelo baseado em segmentos de cargos
determinado período de tempo. Trata-se de definir
antecipadamente qual a força de trabalho e os talentos Também está restrito ao nível operacional da organização.
humanos necessários para a realização da ação É o modelo de planejamento de pessoal operacional utilizado
organizacional futura. Ocorre que o planejamento de pessoal por empresas de grande porte. O modelo consiste em:
nem sempre é da responsabilidade do órgão de pessoal da Escolher um fator estratégico – como nível de vendas,
organização, apesar de sua importância. volume de produção, plano de expansão – cujas variações
As bases do planejamento de RH são: a demanda de afetam proporcionalmente as necessidades de pessoal.
trabalho e o fornecimento de trabalho. O que é preciso e o Estabelecer os níveis históricos (passado) e futuro para
que é possível são os dois lados da moeda. cada fator estratégico.
As bases do planejamento estratégico de RH: Determinar os níveis históricos da força de trabalho para
cada unidade.
Modelos de Planejamento de RH
Projetar os níveis futuros de força de trabalho para cada
unidade, através da correlação com a projeção dos níveis
O planejamento estratégico de RH pode ser formulado e (históricos e futuros) do fator estratégico correspondente.
desenhado após, isolada ou integradamente, o planejamento
estratégico da empresa. Quando o planejamento estratégico Algumas empresas, como a IBM, preferem calcular suas
de RH é feito após a elaboração do planejamento estratégico necessidades totais de pessoal operacional com base em
da empresa e procura adaptar-se a ele no sentido de projeções relacionadas apenas com certos segmentos de
contribuir para sua implementação, ele recebe o nome de cargos se sua força de trabalho que apresentam variações
planejamento adaptativo de RH. Na outra ponta, quando o maiores. Suas limitações são similares ao modelo baseado na
planejamento estratégico de RH é feito isoladamente pelos procura estimada do produto/serviço.
especialistas da área, sem nenhuma preocupação ou Modelo de substituição de postos-chave
articulação com o planejamento introvertido e auto-orientado
para a função de RH, ele recebe o nome de planejamento É um modelo que recebe os nomes de mapas de
autônomo e isolado de RH. Ambos – planejamento adaptativo substituição ou organogramas de encarreiramento para o
e planejamento autônomo – não funcionam bem pelo fato de planejamento de funcionários. Trata-se de uma representação
não estarem perfeitamente integrados no plano maior. O ideal visual de quem substitui quem na eventualidade de alguma
é o planejamento estratégico de RH integrado ao possível vaga futura dentro da organização. A montagem do
planejamento estratégico da organização. sistema requer um organograma com informações fornecidas
pelo sistema de informação gerencial. Cada retângulo do
Para alcançar todo o seu potencial de realizações, a organograma apresenta o nome do funcionário com algumas
organização precisa ter pessoas adequadas e disponíveis informações para tomada de decisão. Cada funcionário é
para o trabalho a ser realizado. Na prática, isso significa que classificado em três alternativas de promovabilidade:
todos os gerentes devem estar seguros de que os cargos sob
sua responsabilidade estão ocupados por pessoas capazes Funcionário pronto para promoção imediata
de desempenha-los adequadamente. Isso requer um Funcionário que requer maior experiência no cargo atual
cuidadoso planejamento estratégico de RH.
Funcionário com substituto já preparado

Conhecimentos Específicos 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Além disso, o desempenho de cada funcionário é avaliado planejamento de RH para efeito de um diagnóstico mais
da seguinte maneira: profundo das necessidades de aporte humano à organização.
Desempenho excepcional Fatores que Intervêm no Planejamento de RH
Desempenho satisfatório Além dos elementos levados em conta nos vários modelos
de planejamento de RH, existem inúmeros outros fatores
Desempenho regular intervenientes, como o absenteísmo, a rotatividade e a
Desempenho fraco mudança nos requisitos da força de trabalho. Estes fatores
intervenientes provocam fortes alterações no planejamento de
Cada retângulo do organograma de substituição apresenta RH.
o nome e idade do funcionário no segmento superior e, no
segmento inferior, o nome dos possíveis substitutos, co os Absenteísmo
nomes e idades, antecedidos pela classificação de Ter funcionários nem sempre significa tê-los trabalhando
promovabilidade e avaliação do desempenho. Algumas durante todos os momentos do horário de trabalho. As
organizações incluem também programas de preparação e ausências dos empregados ao trabalho provocam certas
desenvolvimento das pessoas para melhorarem sua distorções quando se refere ao volume e disponibilidade da
promovabilidade. força de trabalho.
O desempenho atual é obtido através das avaliações de Absenteísmo ou ausentismo é a frequência e/ou duração
desempenho, opiniões dos demais gerentes, pares e do tempo de trabalho perdido quando os empregados não
subordinados. A promovabilidade futura é baseada no vêm ao trabalho. O absenteísmo constitui a soma dos
desempenho atual e nas estimativas de sucesso futuro nas períodos em que os funcionários se encontram ausentes do
novas oportunidades. Na verdade, esse modelo funciona trabalho, seja por falta, atraso ou a algum motivo
como um plano de carreiras. interveniente.
Modelo baseado no fluxo de pessoal
Para calcular o custo total das ausências, pode-se incluir
É um modelo que mapeia o fluxo das pessoas para todos os dias de trabalho perdidos, por qualquer motivo (dias
dentro, através e para fora da organização. A análise histórica de afastamento por férias, doença, maternidade, acidentes de
do movimento de entradas, saídas, promoções e trabalho e licenças de toda espécie). Ou então calcular as
transferências internas permite uma predição de curto prazo chamadas presenças pobres, que incluem apenas aquelas
das necessidades de pessoal da organização, se não houver ausências que os empregados podem controlar pessoalmente
mudanças no contexto. Trata-se de um modelo vegetativo e (como faltas ou atrasos por motivos particulares,
conservador, de natureza contábil e quantitativa, adequado perfeitamente evitáveis). O índice de absenteísmo pode ser
para organizações estáveis e sem planos de expansão, nas mensal ou anual.
quais a preocupação é apenas preencher as vagas existentes As causas e consequências das ausências foram
e dar continuidade ao cotidiano. intensamente estudadas através de pesquisas que mostram
Modelo de planejamento integrado que o absenteísmo é afetado pela capacidade profissional
das pessoas e pela sua motivação para o trabalho, além de
É um modelo mais amplo e abrangente. Do ponto de vista fatores internos e externos ao trabalho.
de provisão de insumos humanos, o planejamento integrado
leva em conta quatro fatores ou variáveis intervenientes, a As organizações bem-sucedidas estão incentivando a
saber: presença e desestimulando as ausências ao trabalho através
de práticas gerenciais e culturas que privilegiam a
Volume de produção planejado pela organização participação, ao mesmo tempo em que desenvolvem atitudes,
Mudanças tecnológicas dentro da organização que valores e objetivos dos funcionários favoráveis à participação.
alterem a produtividade do pessoal Rotatividade de pessoal
Condições de oferta e procura no mercado e A rotatividade de pessoal é o resultado da saída de alguns
comportamento da clientela funcionários e a entrada de outros para substituí-los no
Planejamento de carreiras dentro da organização trabalho. A cada desligamento quase sempre corresponde a
admissão de um substituto como reposição. Isso significa que
Do ponto de vista do fluxo interno, o planejamento de RH o fluxo de saídas (desligamentos, demissões e
leva em conta a composição mutável da força de trabalho da aposentadorias) deve ser compensado por um fluxo
organização, acompanhando as entradas e saídas de equivalente de entradas (admissões) de pessoas.
pessoas, bem como a sua movimentação dentro da
organização. Existem dois tipos de desligamento: o desligamento por
iniciativa do funcionário e o desligamento por iniciativa da
Na prática, o modelo integrado é um modelo sistêmico e organização.
um pouco mais abrangente de planejamento de pessoal que
permite um diagnóstico razoável para a tomada de decisões A rotatividade não é uma causa, mas o efeito de algumas
sobre a força de trabalho. variáveis externas e internas. Dentre as variáveis externas
estão a situação de oferta e procura do mercado de RH, a
Contudo, a maioria dos modelos anteriormente conjuntura econômica, as oportunidades de empregos no
apresentados funciona como esquemas quantitativos e mercado de trabalho etc. Dentre as variáveis internas estão a
numéricos, tratando as pessoas como ativos tangíveis, política salarial e de benefícios que a organização oferece, o
deixando de lado aspectos intangíveis importantes, como estilo gerencial, as oportunidades de crescimento interno, o
habilidades, conhecimentos, competências, atitudes, desenho dos cargos, o relacionamento humano, as condições
comportamentos, etc. físicas e psicológicas de trabalho. A estrutura e a cultura
organizacional são responsáveis por boa parte dessas
Tratam as pessoas como quantidades que devem ser
variáveis internas.
preservadas na organização sem se importar como elas
deveriam ser caracterizadas em termos de capital humano ou
capital intelectual. A figura da ideia das principais questões de

Conhecimentos Específicos 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O elevado custo da rotatividade deverão orientar o modelo de gestão de pessoas nos
próximos cinco anos são os seguintes:
As informações a respeito dessas variáveis externas e
internas são obtidas através da entrevista de desligamento Nos aspectos considerados de altíssima relevância
feita com os funcionários que se desligam da organização e figuram duas diretrizes:
após a efetivação do desligamento para evitar qualquer Gestão de RH contribuindo com o negócio da
compromisso pessoal. A entrevista de desligamento é empresa. Trata-se de um esforço que já vem sendo aplicado
realizada por um especialista em RH ou gerente de linha e em muitas organizações e é avaliado como de média
abrange os seguintes aspectos: complexidade.
Gestão por competências. Outro esforço em que as
Motivo que determinou o desligamento organizações se encontram menos ajustadas, apesar de ser
Opinião do funcionário a respeito da empresa, do gerente avaliado como de média complexidade.
e dos colegas Nos aspectos considerados muito importantes estão:
Comprometimento das pessoas com os objetivos
Opinião a respeito do cargo, horário de trabalho e organizacionais.
condições de trabalho Gestão do conhecimento. Pouco aplicada e considerada
Opinião a respeito do salário, benefícios sociais e de alta complexidade. Poucos profissionais sabem qual é
oportunidades e progresso exatamente o papel do RH diante do desafio de implementa-
la.
Opinião a respeito do relacionamento humano, moral e Criatividade e inovação contínuas no trabalho.
atitude das pessoas Modelo de gestão múltiplo envolvendo diferentes vínculos
de trabalho (pessoal permanente, pessoal temporário,
Opinião a respeito das oportunidades existentes no
pessoal de terceiros).
mercado de trabalho
Autodesenvolvimento das pessoas.
Todos esses aspectos são registrados em um formulário
AGREGANDO PESSOAS
de entrevista de desligamento para tratamento estatístico das
causas da rotatividade na organização. Os processos de Agregar Pessoas constituem as rotas de
ingresso das pessoas na organização. Representam as
Mudanças nos requisitos da força de trabalho
portas de entrada que são abertas apenas para os candidatos
A força de trabalho de uma organização apresenta capazes de ajustar suas características e competências
variações ao longo do tempo. As organizações vivem em um pessoais com as características predominantes na
contínuo processo de mudança que afeta profundamente as organização. Há um verdadeiro esquema de filtragem: cada
pessoas que nelas trabalham. Fatores condicionantes, como organização codifica as características humanas que são
o mundo em acelerada mudança, o impacto do importantes para o alcance dos objetivos organizacionais e
desenvolvimento tecnológico, as novas formas de para sua cultura interna e passa a escolher aquelas pessoas
organização e configuração empresarial, novos produtos e que a possuem em elevado grau. O processo seletivo nada
serviços e novos processos de trabalho estão modificando mais é do que a busca de adequação entre aquilo que a
profundamente os requisitos da força de trabalho. Com essa organização pretende e aquilo que as pessoas oferecem.
forte mudança, muitos segmentos da força de trabalho estão Contudo, não são apenas as organizações que selecionam.
se tornando deficientes nas novas habilidades e As pessoas também escolhem as organizações onde
competências necessárias para desempenhar as atividades pretendem trabalhar.
requeridas. Os novos ingressantes da força de trabalho não
RECRUTAMENTO DE PESSOAS
estão sendo adequadamente preparados pelas escolas. Os
novos graduados ressentem-se das necessárias habilidades As Organizações escolhem as pessoas que desejam
técnicas, humanas e conceituais. Boa parte não sabe sequer como funcionários e as pessoas escolhem as organizações
lidar com um computador. Essas deficiências em habilidades onde pretendem trabalhar e aplicar seus esforços. Trata-se de
e competências provocam perdas para a organização e uma escolha recíproca que depende de inúmeros fatores e
resultam em trabalho de qualidade inferior, baixa circunstâncias, mas para que essa relação seja possível é
produtividade, aumento nos acidentes de trabalho e necessário que as organizações comuniquem e divulguem as
constantes queixas dos clientes. Além da defasagem em suas oportunidades de trabalho afim de que as pessoas
relação aos concorrentes. Essas perdas podem atingir bilhões saibam como procurá-las e iniciar seu relacionamento. Este é
de reais em cada ano. Para atacar esse problema e começar o papel do Recrutamento: divulgar no mercado as
a corrigir essa deficiência são necessários enormes recursos oportunidades que a organização pretende oferecer para as
das organizações no dimensionamento dos processos de pessoas que possuam determinadas características
agregar, aplicar, recompensar, desenvolver e manter desejadas. Pelo Recrutamento a organização sinaliza, para
pessoas. determinados candidatos, a oferta de oportunidade de
emprego. O Recrutamento funciona como uma ponte entre o
Apreciação Crítica do Planejamento de RH
Mercado de Trabalho e o Mercado de RH.
Modernamente, as organizações estão deixando de lado
O MERCADO DE TRABALHO
aspectos apenas quantitativos para focar e enfatizar os
aspectos qualitativos e intangíveis do capital humano As características do MT influenciam o comportamento
necessário para conduzir a organização ao sucesso em sua das pessoas e, em particular, dos candidatos a emprego.
estratégia organizacional. Isso significa a adoção de modelos Quando o MT está em situação de OFERTA, existe excesso
de gestão de pessoas integrados e estrategicamente de vagas e oportunidades de emprego para os candidatos.
orientados. Para tanto, devem funcionar como elemento de Nestas circunstâncias eles podem escolher e selecionar as
ligação entre as políticas, estruturas, processos e práticas organizações que oferecem as melhores oportunidades e os
operacionais definidos pela organização. A pesquisa melhores salários. Como existem boas oportunidades no MT
conduzida pelo Progep – Programa de Estudos em Gestão de os empregados ficam encorajados a deixar seus atuais
Pessoas da Fundação Instituto de Administração que empregos para tentar melhores oportunidades em outras
congrega professores da faculdade de Economia, organizações. Toda via, quando o MT está em situação de
Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo PROCURA, os mecanismos se invertem.
– FEA-USP – mostra que os princípios mais relevantes que

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FATORES CONDICIONANTES DO MT PRÓS E CONTRAS DO RECRUTAMENTO EXTERNO
O MT é condicionado por inúmeros fatores como: o Enquanto o recrutamento interno aborda um contingente
crescimento econômico, a natureza e qualidade dos postos circunscrito e conhecido de funcionários internos, o
de trabalho, a produtividade, a inserção no mercado recrutamento externo aborda um enorme contingente de
internacional. candidatos que estão espalhados pelo MRH. Seu âmbito de
atuação é imenso e seus sinais nem sempre são recebidos
Na Era da Informação, a mobilidade dos empregados pelos candidatos. Por essa razão, o recrutamento externo
cresceu assustadoramente com a migração do emprego na utiliza várias e diferentes técnicas para influenciar e atrair
indústria para o setor de serviços, do assalariamento legal candidatos. Trata-se de escolher os meios mais adequados
para o ilegal, do emprego industrial metropolitano para o não- para ir até o candidato desejado – onde quer que ele esteja –
metropolitano e o aumento do trabalho autônomo. Em e atraí-lo para a organização.
paralelo, cresceu a exigência de qualificação dos
trabalhadores em todos os setores. Essa mobilidade tende a As organizações bem-sucedidas estão sempre de portas
depreciar rapidamente as habilidades específicas dos abertas para receber candidatos que se apresentam
trabalhadores, o que significa que mesmo os trabalhadores espontaneamente, mesmo que não tenham oportunidades a
mais educados precisam de reciclagem permanente. Além da oferecer no momento. O recrutamento deve ser uma atividade
escala do emprego, também a natureza do trabalho está contínua e ininterrupta.
mudando, exigindo maior velocidade nos processos de
transição dos trabalhadores para a nova situação. Por isso os O curriculum vitae (CV) assume enorme importância no
esforços de formação e requalificação profissional tornam-se recrutamento externo. Funciona como um catálogo, currículo
fundamentais. ou portfólio do candidato. O CV é apresentado em várias
seções: dados pessoais (informações básicas como nome,
O NOVO PERFIL DO EMPREGO idade, endereço e telefone para contatos), objetivos
pretendidos (cargo ou posição desejada), formação escolar
Ao longo da Revolução Industrial, o MT substituiu as (cursos feitos), experiência profissional (empresas onde
fazendas pelas fábricas. Agora, na Revolução da Informação trabalha e trabalhou) e habilidades e qualificações
o MT está se deslocando rapidamente do setor industrial pára profissionais (principais pontos fortes e competências
a economia de serviços. pessoais).
MERCADO DE RH
As principais técnicas de recrutamento externo são:
Se o MT se refere às oportunidades de emprego e vagas Anúncios em jornais e revistas especializadas:
existentes nas empresas, o MRH é o reverso da medalha. Ele
se refere ao conjunto de candidatos a emprego. O MRH se Anúncios em jornais costumam ser uma boa opção para o
refere ao contingente de pessoas que estão dispostas a recrutamento, dependendo do tipo de cargo a ser preenchido.
trabalhar ou que estão trabalhando mas dispostas a buscar Geralmente, supervisores e funcionários de escritório se dão
um outro emprego. O MRH é constituído de pessoas que bem com jornais locais ou regionais. Para empregados
oferecem habilidades, conhecimentos e destrezas. Como todo especializados, jornais mais populares são mais indicados.
mercado, o MRH pode ser segmentado para facilitar sua Quando o cargo for muito específico, pode-se lançar mão de
análise e penetração. revistas especializadas.
O MRH pode se apresentar em situação de oferta ou de A construção do anúncio é importante. Deve-se ter
procura. As características do MRH influenciam sempre em mente como o candidato interpretará e poderá
poderosamente as práticas de RH das organizações que reagir ao anúncio. Especialistas em propaganda salientam
compõem o MT. que o anúncio deve possuir quatro características,
representadas pelas letras AIDA.
Por outro lado, além de influenciar o comportamento das
organizações, as características do MRH também influenciam A primeira é chamar a atenção.
o comportamento das pessoas e, em particular, dos
candidatos. A segunda é desenvolver o interesse.

CONCEITO DE RECRUTAMENTO A terceira é criar o desejo através do aumento do


interesse, ao mencionar aspectos como satisfação no
O Recrutamento corresponde ao processo pelo qual a trabalho, desenvolvimento de carreira, participação nos
organização atrai candidatos no MRH para abastecer seu resultados e outras vantagens.
processo seletivo. Na verdade, o recrutamento funciona como
um processo de comunicação: a organização divulga e Por fim, a ação. O anúncio acima provoca uma ação ou
oferece oportunidades de trabalho ao MRH. Se o providência do candidato, como enviar o se CV pelo correio
recrutamento apenas comunica e divulga, ele não atinge seus ou endereço eletrônico. A internet tem sido a mídia preferida
objetivos básicos. O fundamental é que atraia e traga para o recrutamento externo para muitas organizações.
candidatos para serem selecionados. Agências de recrutamento:
RECRUTAMENTO INTERNO E EXTERNO A organização pode, em vez de ir direto ao MRH, entrar
O recrutamento interno atua sobre os candidatos que em contato com agências de recrutamento para abastecer-se
estão trabalhando dentro da organização para promovê-los ou de candidatos que constam de seus bancos de dados. As
transferi-los para outras atividades mais complexas ou mais agências podem servir de intermediárias para fazer o
motivadoras. O recrutamento externo atua sobre candidatos recrutamento. Existem três tipos de agências de
que estão MRH, portanto fora da organização, para submetê- recrutamento:
los ao seu processo de seleção de pessoal. Um privilegia os Agências operadas pelo governo (federal, estadual ou
atuais funcionários para oferecer-lhes oportunidades municipal).
melhores dentro da organização, enquanto o outro busca
candidatos externos para trazerem experiências e habilidades Agências associadas com organizações não-lucrativas.
não existentes atualmente na organização. Agências particulares ou privadas de recrutamento.
A utilização de agências requer os seguintes cuidados:

Conhecimentos Específicos 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Dar a agência uma descrição completa e acurada do ARH DE HOJE – Compre sua Vaga:
cargo a preencher. A agência precisa compreender
exatamente o cargo a ser preenchido para proporcionar um As agências de recrutamento aumentam sua presença no
conjunto adequado de candidatos. país. Antes, conseguir um emprego dependia da rede de
contatos pessoais, ofertas em jornais, programas de
Especificar à agência quais as ferramentas a utilizar na recolocação patrocinados por empresas ou de um convite
seleção dos candidatos potenciais, como formulários de salvador. Tudo isso continua valendo, mas os profissionais de
emprego, testes e entrevistas, como parte do processo nível superior que querem trocar de emprego ou conseguir
seletivo e os aspectos relevantes para o cargo. trabalho têm a opção de recorrer às consultorias de
recolocação profissional. Esse serviço, conhecido pela
Proporcionar retroação adequada à agência, ou seja, palavra, em inglês, outplacement, é oferecido no país há
quais os candidatos rejeitados e qual a razão da rejeição. uma década. As consultorias especializadas só atendiam
Se possível, desenvolver um relacionamento de longo profissionais encaminhados pelas companhias que ajudavam
prazo com uma ou duas agências. Pode ser vantajoso ex-funcionários a conseguir um novo emprego. Agora,
designar uma pessoa para servir de ligação entre a algumas delas – há cerca de trinta no país – aceitam que o
organização e a agência e coordenar as necessidades futuras candidato as procure diretamente, sem restrição quanto à
de recrutamento. idade, profissão ou experiência.
Existem agências de recrutamento para altos executivos Esses empregos têm um preço. No mínimo, o valor do
(as headhunters) que entrevistam e pré-selecionam os primeiro salário que o profissional receberá depois de
candidatos a posições mais elevadas. contratado.
Contatos com escolas, universidades e agremiações: O curriculum vitae é o primeiro contato da empresa com o
candidato e as agências dão extrema importância a ele. É
A organização pode desenvolver um esquema de contatos uma carta de apresentação. O CV abrirá ou não as portas
intensivos com escolas, universidades, associações de para as entrevistas. Por isso é tão importante. Uma pesquisa
classe, agremiações e centros de integração empresa-escola da DBM mundial de recolocação de executivos mostrou que
para divulgar as oportunidades que está oferecendo ao os responsáveis pela seleção de profissionais das empresas
mercado. Algumas organizações promovem sistematicamente dedicam no máximo 30 segundos à leitura de cada CV. Daí,
palestras e conferências em universidades e escolas, as restrições aos currículos massudos, que detalham a vida
utilizando recursos audiovisuais, como propaganda do candidato do curso primário ao último emprego. O
institucional para divulgar as suas políticas de RH e criar uma documento reflete as mudanças de expectativa das empresas
atitude favorável entre os candidatos em potencial, mesmo em relação aos profissionais: ele precisa produzir resultados
que não haja oportunidades a oferecer a curto prazo. imediatos.
Cartazes ou anúncios em locais visíveis: As informações do currículo devem ser concisas, objetivas
É um sistema de recrutamento de baixo custo e com e ocupar, no máximo, duas páginas. Os dados pessoais, a
razoável rendimento e rapidez. Trata-se de um veículo de área de atuação, a formação acadêmica e o domínio de
recrutamento estático e indicado para cargos simples, como idiomas são indispensáveis. Deve-se mencionar as empresas
operários e funcionários de escritório. Geralmente, é colocado onde trabalhou, cargos ocupados e, uma novidade, os
nas proximidades da organização, em portarias ou locais de resultados alcançados no trabalho. Esta informação fornece
grande movimentação de pessoas, como áreas de ônibus ou um indício da capacidade de proporcionar resultados à
trens. organização.

Apresentação de candidatos por indicação de AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DO RECRUTAMENTO


funcionários: O recrutamento não é uma atividade que possa ser
É outro sistema de recrutamento de baixo custo, alto isolada da estratégia da empresa. Como os negócios mudam
rendimento e efeito relativamente rápido. A organização e surgem novas funções a cada dia, torna-se imprescindível
estimula seus funcionários a apresentarem ou recomendarem contar com pessoas flexíveis, capazes de adaptar-se a essas
candidatos (amigos, vizinhos ou parentes). Dependendo de mudanças constantes.
como o processo é desenvolvido, o funcionário sente-se um A avaliação dos resultados é importante para aferir se o
importante co-responsável pela admissão do candidato. recrutamento está realmente cumprindo a sua função e a que
Consulta aos arquivos de candidatos: custo. No enfoque quantitativo, quanto mais candidatos
influenciar, tanto melhor será o recrutamento. Contudo, no
O arquivo de candidatos é um banco de dados que pode enfoque qualitativo, o mais importante é trazer candidatos que
catalogar os candidatos que se apresentam espontaneamente sejam triados, entrevistados e encaminhados ao processo
ou que não foram considerados em recrutamento anteriores. seletivo. É incrível a proporção entre os candidatos que se
Para não se transformar em um arquivo morto, a organização apresentam e os que são aproveitados para disputar o
deve manter contatos eventuais com os candidatos, afim de processo de seleção.
não perder o interesse e a atratividade. Trata-se do sistema
de recrutamento de menor custo. Quando funciona bem, é O recrutamento não sai barato. Custa tempo e dinheiro.
capaz de promover a apresentação rápida de candidatos. Mas compensa. Recrutar pessoas passou a ser estratégico
para as organizações. Atrair talento é fundamental para o
Banco de dados de candidatos: sucesso organizacional, seja no longo ou no curto prazo.
Em função do não-aproveitamento de candidatos em SELEÇÃO DE PESSOAS
certos recrutamentos, as organizações utilizam um banco de
dados onde são arquivados os CVs para utilização futura em A competitividade organizacional é sinônimo de recursos
novos recrutamentos. Para as agências de recrutamento, o tecnológicos, processos racionais de trabalho, uma adequada
banco de dados constitui seu principal patrimônio. Para as estrutura organizacional, produtos e serviços excelentes e
organizações, um filão de talentos para oferecer novas clientes satisfeitos. Com todas estas ferramentas, a empresa
oportunidades de trabalho. Ao buscar um candidato externo, a estará capacitada para desafiar e vencer a concorrência.
primeira providência será consultar o banco de dados. Certo? Não. Errado! O calcanhar-de-aquiles das organizações
é a qualidade das pessoas que nelas trabalham. São elas que

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proporcionam produtividade, qualidade e competitividade para Modelo de colocação, seleção e classificação de
as organizações. candidatos:
As organizações estão sempre agregando novas pessoas A seleção de pessoal comporta três modelos de
para integrarem seus quadros, seja para substituir tratamento, a saber:
funcionários que se desligaram, seja para ampliar o quadro de
pessoal em épocas de crescimento e expansão. Modelo de colocação;

A seleção de pessoas integra o processo de agregar Modelo de seleção;


pessoas e funciona logo após o recrutamento. Modelo de classificação.
Enquanto o objetivo do recrutamento é abastecer o O modelo de classificação é superior aos modelos de
processo seletivo de sua matéria-prima, o objetivo da seleção colocação e de seleção, pois aproveita os candidatos
é escolher e classificar os candidatos mais adequados às disponíveis, permite maior eficiência do processo seletivo por
necessidades do cargo e da organização. envolver a totalidade de cargos vacantes a serem
preenchidos e proporciona redução dos custos operacionais
O CONCEITO DE SELEÇÃO DE PESSOAS por evitar duplicidade de comparações ou repetição de
despesas com o processo.
Seleção é o processo de escolher o melhor candidato para A identificação das características pessoais do
o cargo; candidato:
Seleção é o processo pelo qual uma organização escolhe Identificar e localizar as características pessoais do
de uma lista de candidatos a pessoa que melhor alcança os candidato é uma questão de sensibilidade. Requer um
critérios de seleção para a posição disponível, considerando razoável conhecimento da natureza humana e das
as atuais condições de mercado; repercussões que a tarefa impõe à pessoa que irá executa-la.
Seleção é a obtenção e uso da informação a respeito de Quase sempre, as características individuais estão
candidatos recrutados externamente para escolher qual deles relacionadas com três aspectos principais:
deverá receber a oferta de emprego.
Execução da tarefa em si: (a tarefa a ser executada
A seleção de pessoas funciona como uma espécie de filtro exige certas características humanas ou aptidões como:
que permite que apenas algumas pessoas possam ingressar atenção concentrada ou aptidão para detalhes, etc);
na organização: aquelas que apresentam características
desejadas pela organização. Interdependência com outras tarefas: (A tarefa a ser
executada depende de outras tarefas para iniciar ou terminar);
Existem duas alternativas para fundamentar o processo
seletivo: o cargo a ser preenchido ou as competências a Interdependência com outras pessoas: (A tarefa a ser
serem preenchidas. Assim, de um lado, o processo seletivo executada exige contatos com pessoas, estejam elas situadas
baseia-se em dados e informações sobre o cargo a ser acima, lateralmente ou abaixo na hierarquia da organização).
preenchido ou, de outro lado, em função das competências As características pessoais quase sempre estão
desejadas pela organização. relacionadas com a tarefa, mas sempre considerando o
Seleção como um processo de comparação: entorno social e as condições tecnológicas existentes
(abordagem sociotécnica).
A melhor maneira de conceituar seleção é representa-la
como uma comparação entre duas variáveis: de um lado, os AS BASES PARA A SELEÇÃO DE PESSOAS
requisitos do cargo a ser preenchido e, de outro lado, o perfil
das características dos candidatos que se apresentam para
disputá-lo. A primeira variável é fornecida pela descrição e A seleção de pessoal é um sistema de comparação e
análise do cargo, enquanto a segunda é obtida por meio de escolha. Para tanto, ele deve necessariamente apoiar-se em
aplicação das técnicas de seleção. A primeira variável será algum padrão ou critério para alcançar uma certa validade na
denominada X e a segunda variável Y. comparação. O padrão ou critério de comparação e escolha
deve ser extraído a partir de informações sobre o cargo a ser
Quando X é maior que Y, dizemos que o candidato não preenchido ou as competências desejadas, e sobre os
atinge as condições ideais para ocupar um determinado cargo candidatos que se apresentam.
e, portanto, é rejeitado para aquele cargo.
Colheita de informações sobre o cargo:
Quando X e Y são iguais, dizemos que o candidato reúne
as condições ideais para tanto e, portanto, é aprovado. Descrição e análise do cargo (constituem o levantamento
dos aspectos intrínsecos (conteúdo do cargo) e extrínsecos
Quando a variável Y for maior do que X, o candidato reúne (requisitos que o cargo exige do seu ocupante) do cargo.
mais do que as condições exigidas pelo cargo e, portanto, Proporcionam informações a respeito dos requisitos e das
torna-se superdotado para aquele cargo. características que o ocupante do cargo deverá possuir para
Seleção como um processo de decisão e escolha: ocupá-lo adequadamente);

Após a comparação entre as características exigidas pelo Técnica dos incidentes críticos (consiste na anotação
cargo e as características oferecidas pelos candidatos, pode sistemática e criteriosa que os gerentes devem fazer a
acontecer que vários destes apresentem condições respeito de todos os fatos e comportamentos dos ocupantes
do cargo considerado que produziram um excelente ou
aproximadamente equivalentes para serem indicados para
ocupar o cargo. O órgão de seleção não pode impor ao órgão péssimo desempenho no trabalho. Visa a localizar as
requisitante a aceitação dos candidatos aprovados no características desejáveis e as indesejáveis que deverão ser
processo de comparação. Pode apenas prestar o serviço investigadas no processo seletivo);
especializado, aplicar as técnicas de seleção e recomendar Requisição de pessoal (constitui uma ordem de serviço
aqueles candidatos que julgar mais adequados ao cargo. No que o gerente emite para solicitar uma pessoa para ocupar
entanto, a decisão final de aceitar ou rejeitar os candidatos é um determinado cargo vacante. Em organizações que não
sempre de responsabilidade do órgão requisitante. existe um sistema estruturado de descrição e análise dos

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cargos, a RP será a única base para todo o processo Quais as necessidades para alcançar essas projeções?
seletivo); Quais são as maiores forças e fraquezas da sua
organização?
Análise do cargo no mercado (quando a organização não Quais são as maiores forças e fraquezas da sua área de
dispõe das informações sobre os requisitos e características atuação?
essenciais ao cargo a ser preenchido, por se tratar de algum
Quais são as maiores forças e fraquezas dos produtos de
cargo novo ou cujo conteúdo esteja fortemente atrelado ao sua organização?
desenvolvimento tecnológico, ele lança mão da pesquisa de Como você poderia identificar sua posição competitiva
mercado). Pode ser usado também para comparar os seus diante dos concorrentes?
cargos com a estrutura dos cargos das empresas bem-
Quais são as maiores forças e fraquezas de seus
sucedidas no mercado (benchmarking); concorrentes?
Hipótese de trabalho (caso nenhuma das alternativas Como você visualiza o futuro de seu mercado?
anteriores possa ser utilizada para obter informações a Você tem planos para novos produtos ou serviços em sua
respeito do cargo a ser preenchido, resta o emprego de uma área?
hipótese de trabalho, ou seja, uma previsão aproximada do O que você poderia falar sobre as pessoas que se
conteúdo do cargo e de sua exigibilidade em relação ao reportam a você?
ocupante com uma simulação inicial). O que você poderia falar sobre as outras pessoas em
posições-chave?
O que você poderia falar a respeito de seus
TÉCNICAS DE SELEÇÃO
subordinados?
Como você definiria a sua filosofia de administração?
A partir das informações sobre o cargo a ser preenchido Quais são as oportunidades para os funcionários
ou das competências a serem agregadas, o passo seguinte é continuarem sua educação?
a escolha das técnicas de seleção para conhecer, comparar e Como você está visualizando a pessoa que preencherá
escolher os candidatos adequados. As técnicas de seleção esse cargo?
são agrupadas em 5 categorias:
Como conduzir entrevistas de seleção:
entrevista;
A entrevista não deve ser improvisada. Ela exige alguns
provas de conhecimento ou capacidade; cuidados preliminares que podem melhorar sua eficiência e
eficácia.
testes psicológicos;
Identifique os objetivos principais da entrevista. Planeje
testes de personalidade; e
antecipadamente, leia a descrição e as especificações do
técnicas de simulação. cargo e a solicitação de emprego do candidato. Obtenha
dados a respeito da situação;
Entrevista de Seleção:
Crie um bom clima para a entrevista. Aplique bastante
Constitui a técnica mais utilizada. O entrevistado se tempo, escolha um local adequado, quieto e mostre interesse;
assemelha a uma caixa-preta a ser desvendada. Aplica-se a
ela determinados estímulos para se verificar as suas reações Conduza a entrevista orientada para os objetivos. Busque
e, com isto, estabelecer as possíveis relações de causa e as informações que precisa com perguntas objetivas;
efeito ou verificar seu comportamento diante de determinadas
Analise e avalie profundamente dois aspectos. O formal
situações.
(experiência, conhecimento, etc) e o comportamental;
Prós e contras:
Evite questões discriminatórias. Focalize todas as
Prós:
questões no cargo visado pelo candidato e avalie as suas
Permite contato face a face com o candidato;
qualificações em relação a este foco;
Proporciona interação direta com o candidato;
Focaliza o candidato como pessoa humana; Responda as questões feitas e às outras que não foram
Permite avaliar como o candidato se comporta e suas feitas;
reações.
Contras: Anote suas impressões imediatamente após a entrevista.
Técnica altamente subjetiva e forte margem de erro e Não confie na memória.
variação; Provas de conhecimentos ou de capacidades:
Nem sempre o candidato se sai bem na entrevista;
Difícil comparar vários candidatos entre si; São instrumentos para avaliar o nível de conhecimento
Exige treinamento do entrevistador; dos candidatos exigidos pelo cargo pretendido. Podem ser:
Exige conhecimento a respeito do cargo e suas
Quanto a forma de aplicação:
características básicas.
O que você deve saber para poder entrevistar candidatos: Provas orais;
Qual é o aspecto mais importante da pessoa que você
pretende admitir? Provas escritas;
Quais os outros aspectos importantes que também Provas de realização;
requerem atenção?
Como o cargo foi desempenhado no passado? Quanto à abrangência:
Por qual razão o cargo está vago? Provas gerais;
Você tem uma descrição escrita do cargo?
Quais são as maiores responsabilidades inerentes ao Provas específicas;
cargo?
Quanto à organização:
Qual a autoridade que você tem sobre o cargo? Como
definir seus objetivos? Provas tradicionais;
Quais são as projeções da organização para os próximos
5 anos? Provas objetivas;

Conhecimentos Específicos 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Testes psicológicos: Melhores investimentos e esforços em treinamento, pela
maior facilidade em aprender as tarefas do cargo e novas
São utilizados como uma medida de desempenho e se atividades trazidas pela inovação;
baseiam em amostras estatísticas de comparação, sendo
aplicados sob condições padronizadas. Os resultados de uma E o incremento do capital humano na organização, o que
pessoa são comparados com padrões de resultados em significa aumento de competências e do capital intelectual.
amostras representativas para obter resultados em percetis.
COMPETÊNCIAS DESEJADAS PELAS
Os testes psicológicos focalizam principalmente as ORGANIZAÇÕES
aptidões, para oferecer um prognóstico futuro do seu
potencial de desenvolvimento. Cada cargo impõe O site da Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade
(www.fpnq.org.br) mostra uma pesquisa feita pela Fundação
determinadas aptidões do ocupante. Elas são anotadas na
ficha profissiográfica do cargo para definir o perfil e as Dom Cabral sobre as Tendências do Desenvolvimento das
características do candidato ideal. A partir daí, determinam-se Empresas no Brasil. Na parte relacionada com Gestão de
quais os testes psicológicos adequados para pesquisar as Pessoas e de competências, a pesquisa mostra que os
aptidões necessárias ao ocupante do cargo. principais atributos que as organizações pesquisadas estão
requerendo às pessoas são:
Testes de personalidade:
Orientação para resultados
Os testes de personalidade revelam certos aspectos das Capacidade de trabalhar em equipe
características superficiais das pessoas, como aqueles Liderança
determinados pelo caráter e aqueles determinados pelo Relacionamento interpessoal
temperamento.Tanto a aplicação quanto a interpretação dos Pensamento sistêmico: visão do todo
testes de personalidade exigem a presença de um psicólogo. Comunicabilidade
Diante de seu custo de aplicação e interpretação, os testes e Empreendedorismo
inventários de personalidade são aplicados em casos Negociação
especiais ou quando o cargo justifique. Geralmente são Capacidade de atrair e reter colaboradores
utilizados em cargos executivos de alto nível. Capacidade de inovar
Percepção de tendências
Técnicas de simulação:
Multifuncionalidade
As técnicas de simulação são essencialmente técnicas de Visão de processos
dinâmica de grupo. São usadas como um complemento do Conhecimento da realidade externa
diagnóstico: além dos resultados das entrevistas e dos testes Garra, ambição
psicológicos, o candidato é submetido a uma situação de Pôr a mão na massa: “carregar o piano”
dramatização de algum evento relacionado ao papel que irá Habilidade de lidar com paradoxos
desempenhar na organização para fornecer uma visão mais Domínio de inglês
realista acerca de seu comportamento no futuro. As técnicas Domínio do espanhol
de simulação são utilizados nos cargos que exijam Quais desses atributos tão procurados pelas empresas
relacionamento interpessoal, como gerência, supervisão, você possui? Em que grau? Como você os utiliza no seu
vendas, compras, contatos com o público etc. As técnicas de trabalho?
simulação devem ser conduzidas por um psicólogo ou
especialista no assunto. MODELAGEM DO TRABALHO
O PROCESSO DE SELEÇÃO DE PESSOAS A maneira como as pessoas trabalham nas organizações
A seleção de pessoas constitui um processo composto de depende basicamente de como seu trabalho foi planejado,
várias etapas ou fases sequenciais pelas quais passam os modelado e organizado. Em suma, como foi feita a
candidatos. Na medida em que são bem-sucedidos, os distribuição das tarefas. A estrutura dos cargos é
candidatos passam para a próxima fase. Nas etapas iniciais, condicionada pelo desenho organizacional em que ela está
ficam as técnicas mais simples, econômicas e mais fáceis, contida. Se a estrutura organizacional é rígida e imutável, os
ficando as técnicas mais caras e sofisticadas para o final. cargos também serão fixos, permanentes e definidos,
fechados, individualizados e delimitados. Se a estrutura é
flexível e adaptável, os cargos também serão maleáveis,
RESULTADOS DO PROCESSO SELETIVO ajustáveis e abertos, com elevado índice de interação com o
ambiente que o circunda.
Apesar do seu custo operacional aparentemente elevado,
o processo seletivo traz importantes resultados para a Cada departamento é formado por um conjunto de cargos.
organização: Para se analisar uma organização deve-se decompor cada
órgão em seus cargos constitutivos. Essa visão tradicional,
Adequação das pessoas ao cargo e satisfação no linear e cartesiana está sendo substituída por uma visão
trabalho; sistêmica e contingencial, que procura mais integrar e juntar
do que separar e fragmentar os cargos.
Rapidez no ajustamento e integração do novo empregado
às novas funções;
CONCEITO DE CARGO
Melhoria gradativa do potencial humano através da
escolha sistemática dos melhores talentos;
As pessoas trabalham nas organizações desempenhando
Estabilidade e permanência das pessoas e redução da um determinado cargo. Em geral, quando se pretende saber o
rotatividade; que uma pessoa faz na organização, pergunta-se qual é o
cargo que desempenha. Com isso, sabemos o que ela faz e
Maior rendimento e produtividade pelo aumento da temos uma ideia da sua importância e do nível hierárquico
capacidade das pessoas; que ocupa. Para a organização, o cargo constitui a base da
Melhoria no nível das relações humanas pela elevação do aplicação das pessoas nas tarefas organizacionais. Para a
moral; pessoa, o cargo constitui uma das maiores fontes de
expectativas e de motivação na organização. Quando as

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
pessoas ingressam na organização, e através de toda a sua Cargos simples e repetitivos tornam-se monótonos e
trajetória profissional, elas sempre são ocupantes de algum chatos;
cargo. Desmotivação pelo trabalho;
Trabalho individualizado e isolado;
O cargo é uma composição de todas as atividades Monopólio da chefia;
desempenhadas por uma pessoa que podem ser englobadas Era da Informação.
em um todo unificado e que figura em certa posição formal do
organograma da empresa. A posição do cargo no Modelo Humanístico:
organograma define seu nível hierárquico, a subordinação, os
subordinados e o departamento onde está localizado. Eles O modelo humanístico é também denominado modelo de
são intencionalmente desenhados, projetados, delineados, relações humanas pelo fato de ter surgido com a experiência
definidos e estabelecidos dentro de uma certa racionalidade: de Hawthorne. Surge os primeiros conceitos sobre liderança,
a busca da eficiência da organização. motivação, comunicações e assuntos relacionados com as
pessoas e sua supervisão. A abordagem humanística
Olhando sob outro prisma, um cargo constitui uma substitui a ênfase antes colocada nas tarefas e na estrutura
unidade da organização e consiste em um conjunto de organizacional pela ênfase colocada nas pessoas e nos
deveres e responsabilidades que o tornam separado e distinto grupos sociais.
dos demais cargos. Na realidade, os cargos constituem os
Modelo Contingencial:
meios pelos quais a empresa aloca e utiliza os seus recursos
humanos para alcançar objetivos organizacionais por meio de Representa a abordagem mais ampla e complexa pelo
determinadas estratégias. Na outra ponta, os cargos fato de considerar 3 variáveis simultaneamente: as pessoas, a
constituem os meios pelos quais as pessoas executam as tarefa e a estrutura da organização. No modelo contingencial,
suas tarefas dentro da organização para alcançar o desenho do cargo não se baseia na presunção de
determinados objetivos individuais. estabilidade e permanência dos objetivos e dos processos
organizacionais, mas, ao contrário, é dinâmico e se baseia na
DESENHO DE CARGOS contínua mudança e revisão do cargo como uma
responsabilidade básica colocada nas mãos do gerente ou de
sua equipe de trabalho. Assim, o modelo contingencial é
O desenho de cargos envolve a especificação do
mutável em decorrência do desenvolvimento pessoal do
conteúdo de cada cargo, dos métodos de trabalho e das
ocupante e do desenvolvimento tecnológico da tarefa. Em um
relações com os demais cargos. Cada cargo exige certas
mundo globalizado e de forte concorrência, em que tudo
competências do seu ocupante para que seja bem
muda, os cargos não podem ser estáticos ou permanentes. A
desempenhado.
organização moderna exige produtividade e qualidade para
Desenhar um cargo significa definir 4 condições básicas: alcançar altos níveis de desempenho pela melhoria contínua
na aplicação dos talentos criativos e da capacidade de
O conjunto de tarefas ou atribuições que o ocupante autodireção e de autocontrole dos seus membros, enquanto
deverá desempenhar (conteúdo do cargo); proporciona oportunidades de satisfação das suas
Como as tarefas ou atribuições deverão ser necessidades individuais.
desempenhadas (métodos e processos de trabalho); O modelo contingencial se baseia em 5 dimensões
A quem o ocupante do cargo deverá se reportar essenciais que todo cargo deve possuir em maior ou menor
(responsabilidade); grau:

Quem o ocupante do cargo deverá supervisionar ou dirigir Variedade;


(autoridade). Autonomia;
Significado das tarefas;
Identidade com a tarefa;
MODELOS DE DESENHO DE CARGOS Retroação.
Essas condições fazem com que o cargo seja impregnado
Existem 3 modelos de desenho de cargos: o clássico, o dos chamados fatores motivacionais ou satisfacientes,
humanístico e o contingencial. permitindo que:
A pessoa utilize várias de suas habilidades e
Modelo Clássico ou tradicional:
competências pessoais na execução das tarefas.
É o desenho de cargos apregoado pelos engenheiros da A pessoa tenha certa autonomia, independência e
Administração Científica no início do século XX. A partir da autodireção na execução das tarefas.
divisão do trabalho e da fragmentação das tarefas definiam os A pessoa faça algo significativo e que tenha um certo
cargos. A eficiência era a preocupação máxima. Os aspectos sentido ou razão de ser.
principais do modelo clássico de desenho de cargos são: A pessoa se sinta pessoalmente responsável pelo
sucesso ou fracasso das tarefas em função dos seus próprios
A pessoa como apêndice da máquina; esforços.
Fragmentação do trabalho; A pessoa perceba e avalie o seu próprio desempenho
Ênfase na eficiência; enquanto executa o trabalho, sem intervenção de terceiros ou
Permanência. da chefia.
O desenho clássico foi projetado para alcançar as
seguintes vantagens: Enriquecimento de Cargos:
Redução de custos (Qualificações mínimas e salários
O desenho contingencial de cargos é dinâmico e privilegia
menores, para facilitar a seleção e reduzir os custos de
a mudança em função do desenvolvimento pessoal do
treinamento);
ocupante. Em outros termos, permite a adaptação do cargo
Padronização das atividades (Homogeneização das
ao potencial de desenvolvimento pessoal do ocupante. Essa
tarefas para facilitar a supervisão permitindo uma amplitude
adaptação contínua é feita pelo enriquecimento de cargos.
administrativa maior);
Enriquecimento de cargos significa a reorganização e
Apoio à tecnologia (Aplicação da linha de montagem para
ampliação do cargo para proporcionar adequação ao
obter melhor rendimento da tecnologia).
ocupante no sentido de aumentar a satisfação intrínseca,
O desenho clássico trouxe desvantagens e limitações:

Conhecimentos Específicos 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
através do acréscimo de variedade, autonomia, significado A avaliação de desempenho é um processo que serve
das tarefas, identidade com as tarefas e retroação. O para julgar ou estimar o valor, a excelência e as qualidades
enriquecimento do cargo pode ser horizontal (adição de novas de uma pessoa e, sobretudo, qual é a sua contribuição para o
responsabilidades do mesmo nível) ou vertical (adição de negócio da organização. É um processo dinâmico que
novas responsabilidades mais elevadas). envolve o avaliado e seu gerente e representa uma técnica de
direção imprescindível na atividade administrativa de hoje. É
O que se espera do enriquecimento de cargos é não um excelente meio pelo qual se localizam problemas de
apenas uma melhoria das condições de trabalho, mas supervisão e gerência, de integração das pessoas à
sobretudo um aumento da produtividade e redução das taxas organização, de adequação da pessoa ao cargo, de
de rotatividade e de absenteísmo do pessoal. localização de possíveis dissonâncias ou carências de
As alternativas para o enriquecimento de cargos: treinamento e, consequentemente, estabelecer os meios e
programas para eliminar ou neutralizar tais problemas. No
Carga vertical fundo a avaliação de desempenho constitui um poderoso
Aumenta a complexidade do cargo meio de resolver problemas de desempenho e melhorar a
qualidade do trabalho e a qualidade de vida dentro das
Atribuir responsabilidades mais elevadas organizações.
Carga horizontal
Por que avaliar o desempenho?
Aumenta a variedade do cargo
Incluir o trabalho anterior Toda pessoa precisa receber retroação a respeito de seu
desempenho para saber como está fazendo seu trabalho.
Incluir o trabalho posterior
Sem essa retroação, as pessoas caminham às cegas.
Para enriquecer um cargo deve-se rearranjar seus Também a organização precisa saber como as pessoas
elementos desempenham as suas atividades para ter uma ideia de suas
potencialidades. As principais razões pelas quais as
Atribuir a outros ou automatizar tarefas simples organizações estão preocupadas em avaliar o desempenho
As abordagens no desenho de cargos: de seus funcionários são:

A íntima relação entre as dimensões profundas do cargo e A avaliação do desempenho proporciona um julgamento
os estados psicológicos críticos produz resultados como: sistemático para fundamentar aumentos salariais, promoções,
elevada motivação para o trabalho, elevada qualidade no transferências e, muitas vezes, demissões de funcionários;
desempenho do trabalho, alta satisfação com o trabalho e Através dela pode-se comunicar aos funcionários como
baixo absenteísmo e rotatividade. A aplicação prática das 5 eles estão indo no seu trabalho, sugerindo quais as
dimensões essenciais e dos 3 estados psicológicos críticos necessidades de mudanças no comportamento, nas atitudes,
pode ser feita através dos 6 conceitos implementadores: habilidades ou conhecimentos;
Tarefas combinadas; A avaliação permite que os subordinados conheçam
Formação de unidades naturais de trabalho; aquilo que o chefe pensa a seu respeito. Ela é amplamente
utilizada pelos gerentes como base para conduzir e
Relações diretas com o cliente ou usuário; aconselhar os subordinados a respeito de seu desempenho.
Carga vertical; A avaliação do desempenho deve proporcionar benefícios
Abertura de canais de retroação; para a organização e para as pessoas. Para tanto, ela precisa
atender às seguintes linhas básicas:
Criação de grupos autônomos.
A avaliação deve cobrir não somente o desempenho
Conceito de análise de cargos: dentro do cargo ocupado, como também o alcance de metas
e objetivos. Desempenho e objetivos devem ser tópicos
Analisar um cargo significa detalhar o que o cargo exige inseparáveis da avaliação do desempenho.
do seu ocupante em termos de conhecimentos, habilidades e
capacidades para que possa desempenhá-lo A avaliação deve enfatizar o indivíduo no cargo e não a
adequadamente. A análise é feita a partir da descrição do impressão a respeito dos hábitos pessoais observados no
cargo. Embora sejam intimamente relacionadas, a diferença é trabalho. A avaliação deve concentrar-se em uma análise
que enquanto a descrição de cargos focaliza o conteúdo do objetiva do desempenho e não em uma avaliação subjetiva de
cargo (o que o ocupante faz, quando faz, como faz, e por que hábitos pessoais. Empenho e desempenho são coisas
faz), a análise de cargos procura determinar quais os distintas.
requisitos físicos e mentais que o ocupante deve possuir, as
responsabilidades que o cargo lhe impõe e as condições em A avaliação deve ser aceita por ambas as partes:
que o trabalho deve ser feito. avaliador e avaliado. Ambos devem estar de acordo que a
avaliação deve trazer algum benefício para a organização e
para o funcionário.
CONCEITO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
A avaliação do desempenho deve ser utilizada para
melhorar a produtividade do indivíduo dentro da organização,
Da mesma forma como os professores avaliam
tornando-o mais bem equipado para produzir com eficácia e
continuamente o desempenho de seus alunos, as
eficiência.
organizações estão preocupadas com o desempenho de seus
funcionários. Os pontos fracos do processo de avaliação do
desempenho são:
A avaliação do desempenho é uma apreciação sistemática
do desempenho de cada pessoa, em função das atividades Quando as pessoas envolvidas na avaliação do
que ela desempenha, das metas e resultados a serem desempenho a percebem como uma situação de recompensa
alcançados e do potencial de desenvolvimento. ou de punição pelo desempenho passado.

Conhecimentos Específicos 28 A Opção Certa Para a Sua Realização


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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Quando a ênfase do processo repousa mais sobre o Em algumas organizações, a avaliação do desempenho é
preenchimento de formulários do que sobre a avaliação crítica atribuída a uma comissão especialmente designada para
e objetiva do desempenho. essa finalidade. A comissão é em geral constituída de
pessoas pertencentes a diversos órgãos ou unidades
Quando as pessoas avaliadas percebem o processo como organizacionais e é formada por membros permanentes
injusto ou tendencioso. A iniquidade prejudica profundamente (presidente da organização, dirigente do RH e o especialista
o processo de avaliação. em avaliação do desempenho) e por membros transitórios
Quando os comentários desfavoráveis do avaliador (gerentes de cada funcionário avaliado).
conduzem a uma reação negativa do avaliado. O órgão de RH:
Quando a avaliação é inócua, isto é, quando está baseada Trata-se de uma alternativa muito comum em
em fatores de avaliação que não conduzem a nada e não organizações mais conservadoras, mas que está sendo
agregam valor a ninguém. abandonada pelo seu caráter centralizador. O RH assume
totalmente a responsabilidade pela avaliação do desempenho
QUEM DEVE AVALIAR O DESEMPENHO? de todas as pessoas da organização.

Auto-avaliação do desempenho: MÉTODOS TRADICIONAIS DE AVALIAÇÃO DO


DESEMPENHO
O ideal seria que cada pessoa avaliasse o seu próprio
desempenho tomando por base alguns referenciais como
critérios a fim de evitar a subjetividade implícita no processo. Há uma variedade de métodos para avaliar o desempenho
humano. Avaliar o desempenho de um grande número de
O gerente: pessoas dentro das organizações utilizando critérios de
Na maior parte das organizações, cabe ao gerente a equidade e de justiça e, ao mesmo tempo, estimulando as
responsabilidade de linha pelo desempenho dos seus pessoas, não é tarefa fácil. Por esta razão, muitas
subordinados e pela constante avaliação e comunicação dos organizações constroem seus próprios sistemas de avaliação
resultados. Nessas organizações, quem avalia o desempenho ajustados às características peculiares do seu pessoal.
do pessoal pe o próprio gerente ou supervisor, com Os métodos tradicionais de avaliação do desempenho
assessoria do órgão de RH que estabelece os meios e os mais utilizado são: escalas gráficas, escolha forçada,
critérios para que a avaliação possa acontecer. Esta linha de pesquisa de campo, incidentes críticos e listas de verificação.
trabalho tem proporcionado maior liberdade e flexibilidade
para que cada gerente seja realmente o gestor do seu
pessoal. ESTOQUE
O indivíduo e o gerente:
Prof. Wendell Léo
Nessa alternativa, o gerente funciona como o elemento de
guia e orientação, enquanto o funcionário avalia o seu Em administração, estoque (português brasileiro) ou existências
(português europeu)
desempenho em função da retroação fornecida pelo gerente. , refere-se às mercadorias, produtos (finais ou
O gerente fornece todos os recursos ao funcionário e cobra inacabados) ou outros elementos na posse de um agente
resultados, enquanto o funcionário fornece o desempenho e económico.1 É usado sobretudo no domínio da logística e da
resultados e cobra recursos do gerente. contabilidade.

A equipe de trabalho: A gestão de estoques é um conceito que está presente em


praticamente todo o tipo de empresas, assim como na vida
Nesta modalidade, é a própria equipe de trabalho que cotidiana das pessoas. Desde o início da sua história que a
avalia o desempenho de cada um de seus membros e humanidade tem usado estoques de variados recursos, de
programa com cada um as providências necessárias para sua modo a suportar o seu desenvolvimento e sobrevivência, tais
melhoria. A equipe se torna responsável pela avaliação do como ferramentas e alimentos.2
desempenho de seus participantes e define seus objetivos e
metas a alcançar. No meio empresarial, se por um lado o excesso de estoques
representa custos operacionais e de oportunidade do capital
A avaliação de 360º: empatado, por outro lado níveis baixos de estoque podem
A avaliação do desempenho é feita de modo circular por originar perdas de economias e custos elevados devido à falta
todos os elementos que mantém alguma interação com o de produtos. Regra geral, não é tarefa fácil encontrar o ponto
avaliado. Participam da avaliação, o chefe, os colegas e ótimo neste trade-off. O alastrar do número de SKU's (Stock
Pares, os subordinados, os clientes internos e externos, os Keeping Units), o aumento diferenciação de produtos, assim
fornecedores, enfim, todas as pessoas ao redor do avaliado, como da competição global, têm dificultado ainda mais essa
em uma abrangência de 360º graus. tarefa

A avaliação para cima:


Natureza dos Estoques
Permite que a equipe avalie seu gerente, como ele Estoque é a composição de materiais - materiais em
proporcionou os meios e os recursos para a equipe alcançar processamento, materiais semi-acabados, materiais
os seus objetivos e como o gerente poderia incrementar a acabados - que não é utilizada em determinado momento na
eficácia da equipe e ajudar a melhorar os seus resultados. A empresa, mas que precisa existir em função de futuras
avaliação para cima permite que o grupo promova necessidades. Assim, o estoque constitui todo o sortimento de
negociações e intercâmbios com o gerente exigindo novas materiais que a empresa possui e utiliza no processo de
abordagens em termos de liderança, motivação e produção de seus produtos/serviços.
comunicação que tornem as relações de trabalho mais livres Os estoques podem ser entendidos ainda, de forma
e eficazes. O comando arbitrário do superior passa a ser generalizada, como certa quantidade de itens mantidos em
substituído por uma nova forma de atuação democrática, disponibilidade constante e renovados, permanentemente,
sugestiva, consultiva e participativa. para produzir lucros e serviços. São lucros provenientes das
A comissão de avaliação do desempenho:
Conhecimentos Específicos 29 A Opção Certa Para a Sua Realização
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vendas e serviços, por permitirem a continuidade do processo receitas (extra-operacional), enquanto os estoques destinados
produtivo das organizações. ao consumo interno constituem-se, tão somente, em
Representam uma necessidade real em qualquer tipo de despesas. Entretanto, esta divisão por si só, pode trazer
organização e, ao mesmo tempo, fonte permanente de dúvidas a partir da definição da natureza de cada um destes
problemas, cuja magnitude é função do porte, da estoques. Se entendermos por produto acabado todo material
complexidade e da natureza das operações da produção, das resultante de um processo qualquer de fabricação, e por
vendas ou dos serviços. matérias-primas todo elemento bruto necessário ao fabrico de
A manutenção dos estoques requer investimentos e gastos alguma coisa, perdendo as suas características físicas
muitas vezes elevados. Evitar sua formação ou, quando originais, mediante o processo de transformação a que foi
muito, tê-los em número reduzido de itens e em quantidades submetido, podemos dizer, por exemplo, que a terra adubada,
mínimas, sem que, em contrapartida, aumente o risco de não o cimento, a areia de fundição preparada com a bentonita, o
ser satisfeita a demanda dos usuários ou dos consumidores melaço e outros produtos que são misturados a ela para dar
em geral, representa um ideal conflitante com a realidade do maior consistência aos moldes que receberão o aço derretido
dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão. para a confecção de peças
A acumulação de estoques em níveis adequados é uma constituem-se em produtos acabados para seus fabricantes, e
necessidade para o normal funcionamento do sistema em matérias-primas para seus consumidores que os utilizarão
produtivo. Em contrapartida, os estoques representam um na fabricação de outros produtos.
enorme investimento financeiro. Deste ponto de vista, os Do mesmo modo, a terra, a argila, o melaço e a areia, em seu
estoques constituem um ativo circulante necessário para que estado natural, podem constituir-se em insumos básicos de
a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de produção ou em produtos acabados, dependendo da
paralisação ou de preocupação. Os estoques representam um finalidade ou do uso destes itens para a empresa. As porcas,
meio de investimento de recursos e podem alcançar uma as arruelas, os parafusos etc., empregados na montagem de
respeitável parcela dos ativos totais da empresa. A um equipamento, por exemplo, são produtos semi-acabados
administração dos estoques apresenta alguns aspectos para o montador, mas, para o fabricante que os vendeu, trata-
financeiros que exigem um estreito relacionamento com a se de produtos-finais.
área de finanças, pois enquanto a Administração de Diante dos exemplos apresentados, surge, naturalmente,
Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos outra classificação: estoques de venda e de consumo interno.
materiais e o abastecimento adequado à produção e a Para uma indústria, os produtos de sua fabricação integrarão
vendas, a área financeira está preocupada com o lucro, a os estoques de venda e, para outra, que os utilizará na
liquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos produção de outro bem, integrarão os estoques de material de
empresariais. consumo. Por sua vez, o estoque de venda pode desdobrar-
A incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo se em estoque de varejo e de atacado. O estoque de
do período de planejamento; da disponibilidade imediata de consumo pode subdividir-se em estoque de material
material nos fornecedores e do cumprimento dos prazos de específico e geral. Este último pode desdobrar-se, ainda, em
entrega; da necessidade de continuidade operacional e da estoque de artigos de escritório, de limpeza e conservação
remuneração do capital investido, são as principais causas etc.
que exigem estoques permanentemente à mão para o pronto Temos assim, diferentes maneiras de se distinguir os
atendimento do consumo interno e/ou das vendas. Isto estoques, considerando a natureza, finalidade, uso ou
mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências aplicação etc. dos materiais que os compõem. O importante,
de capital de giro. todavia, nestas classificações, que procuram mostrar os
É essencial, entretanto, para a compreensão mais nítida dos diferentes tipos de estoque e o que eles representam para
estoques, o conhecimento das principais funções que os cada empresa, é que elas servem de subsídios valiosos para
mesmos desempenham nos mais variados tipos de a (o): configuração de um sistema de material; estruturação
organização, e que conheçamos as suas diferentes espécies. dos almoxarifados; estabelecimento do fluxo de informação
Ter noção clara das diversas naturezas de inventário, dentro do sistema; estabelecimento de uma classificação de
do estudo da Administração de Material, evita distorções no material; política de centralização e descentralização dos
planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que almoxarifados; dimensionamento das áreas de armazenagem;
deve ser dispensado a cada um deles, além de evitar que planejamento na forma de controle físico e contábil.
medidas corretas, aplicadas ao estoque errado, levem a
resultados desastrosos, sobretudo, se considerarmos que, à Funções do Estoque
vezes, consideráveis montantes de recursos estão vinculados As principais funções do estoque são:
a determinadas modalidades de estoque. a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa,
Cada espécie de inventário segue comportamentos próprios e neutralizando os efeitos de:
sofre influências distintas, embora se sujeitando, em regra, - demora ou atraso no fornecimento de materiais;
aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle. - sazonalidade no suprimento;
Assim, por exemplo, os estoques destinados à venda são - riscos de dificuldade no fornecimento.
sensíveis às solicitações impostas pelo mercado e b) Proporcionar economias de escala:
decorrentes das alterações da oferta e procura e da - através da compra ou produção em lotes econômicos;
capacidade de produção, enquanto os destinados ao - pela flexibilidade do processo produtivo;
consumo interno da empresa são influenciados pelas - pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades.
necessidades contínuas da produção, manutenção, das Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do
oficinas e dos demais serviços existentes. processo de compra e venda - no processo de
Já outras naturezas de estoque podem apresentar comercialização em empresas comerciais - e entre as etapas
características bem próprias que, não estão sujeitas a de compra, transformação e venda - no processo de produção
influência alguma. É o caso dos estoques de sucata, não em empresas industrias. Em qualquer ponto do processo
destinada ao reprocessamento ou beneficiamento e formados formado por essas etapas, os estoques desempenham um
de refugos de fabricação ou de materiais obsoletos e papel importante na flexibilidade operacional da empresa.
inservíveis destinados à alienação e outros fins. Em uma Funcionam como amortecedores das entradas e saídas entre
indústria, estes estoques podem vir a formar-se as duas etapas dos processos de comercialização e de
aleatoriamente, ao longo do tempo, caracterizando-se como produção, pois minimizam os efeitos de erros de
contingências de armazenagem. Acabam representando, planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e
mesmo, para algumas organizações, verdadeiras fontes de procura, ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as

Conhecimentos Específicos 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


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interdependências das diversas partes da organização Todos nós somos, capazes de avaliar os transtornos que as
empresarial. questões políticas trazem para o setor de compras, que é
quem dá “oxigênio” ao almoxarifado. No entanto, não
Classificação de Estoques podemos deixar de estabelecer uma conduta, capaz de
Estoques de Matérias-Primas (MPs) defender mesmo que minimamente, a questão de suprir as
Os estoques de MPs constituem os insumos e materiais unidades daquilo que necessitam.
básicos que ingressam no processo produtivo da empresa.
São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços Para que um almoxarifado funcione de forma confiável é
da empresa. necessário que exista acuracidade que é um adjetivo,
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias sinônimo de qualidade e confiabilidade da informação,
Os estoques de materiais em processamento - também “acurado” significa feito ou tratado com muito cuidado, para a
denominados materiais em vias - são constituídos de logística o mesmo possui o seguinte significado; “Grau de
materiais que estão sendo processados ao longo das diversas ausência de erro ou grau de conformidade com o padrão” .
seções que compõem o processo produtivo da empresa. Não Manter corretas as informações sobre saldos em estoque é
estão nem no almoxarifado - por não serem mais MPs iniciais um dos grandes desafios mais ainda quando buscamos
- nem no depósito - por ainda não serem PAs. Mais adiante trabalhar com níveis enxutos e com elevadas frequências de
serão transformadas em PAs. acessos, isto é , mais e mais recebimentos e apanhes, isto
Estoques de Materiais Semi-acabados aumenta o risco da imprecisão nos registros das respectivas
Os estoques de materiais semi-acabados referem-se aos transações.
materiais parcialmente acabados, cujo processamento está A correta gestão de um almoxarifado implica na aplicação de
em algum estágio intermediário de acabamento e que se métodos modernos de gestão de estoques no almoxarifado
encontram também ao longo das diversas seções que que podem auxiliar a empresa, permitindo redução de custos
compõem o processo produtivo. Diferem dos materiais em e melhor realização dos serviços prestados. Desta forma é
processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se importante analisar e repensar qual a melhor forma de gerir
encontram quase acabados, faltando apenas mais algumas seu almoxarifado, além de ter sempre o controle de todos os
etapas do processo produtivo para se transformarem em processos utilizando da TI.
materiais acabados ou em PAs.
Estoques de Materiais Acabados ou Componentes
Os estoques de materiais acabados - também denominados IMPOSTOS
componentes - referem-se a peças isoladas ou componentes
já acabados e prontos para serem anexados ao produto. São, Imposto (do latim imposìtu-, particípio passado de imponère:
na realidade, partes prontas ou montadas que, quando "impor", "pôr como obrigação") é a imposição de um encargo
juntadas, constituirão o PA. financeiro ou outro tributo sobre o contribuinte (pessoa física
Estoques de Produtos Acabados (Pas) ou jurídica) por um estado ou o equivalente funcional de um
Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos e estado a partir da ocorrência de um fato gerador, sendo
acabados, cujo processamento foi completado inteiramente. calculado mediante a aplicação de uma alíquota a uma base
Constituem o estágio final do processo produtivo e já de cálculo de forma que o não pagamento do mesmo acarreta
passaram por todas as fases, como MP, materiais em irremediavelmente sanções civis e penais impostas à
processamento, materiais semi-acabados, materiais entidade ou indivíduo não pagador, sob forma de leis. O
acabados e PAs. imposto é uma das espécies do gênero tributo.
Diferentemente de outros tributos, como taxas e contribuição
de melhoria, é um tributo não vinculado: é devido pelo
ALMOXARIFADO contribuinte independentemente de qualquer contraprestação
por parte do Estado.2 Destina-se a atender às despesas
Por: Amarildo Nogueira gerais da administração, pelo que só pode ser exigido pela
pessoa jurídica de direito público interno que tiver
O almoxarifado é o local responsável pela guarda de competência constitucional para tal.
materiais, de forma organizada e sincronizada para que os
produtos sejam disponibilizados com agilidade sempre que Os impostos são, frequentemente, divididos em diretos e
solicitados. Este local, geralmente na maioria das empresas, indiretos. Os impostos diretos são destinados taxar
é responsável por boa parte do investimento financeiro. diretamente o contribuinte sendo que o principal exemplo
Quando se pensa em almoxarifado, imagina-se um local deste é o imposto de renda e riqueza. Os impostos indiretos,
grande e cheio de objetos, com gente treinada e capacitada entretanto, são repassados ao contribuinte através do markup
executando tarefas integradas e seguras. Mas, nem sempre adicionado ao custo do produto e o reflexo deste é sentido no
essa é a realidade. Muitas vezes, o Almoxarifado transforma- preço final dos produtos. Os impostos indiretos são cobrados
se num local, onde as coisas e as pessoas se perdem, sem em todos os bens adquiridos pelo consumidor.
sequer dar conta do mal que estão fazendo a si e à Em tese, os recursos arrecadados pelos governos são
organização. revertidos para o bem comum, para investimentos e custeio
Lopes, Souza e Moraes (2006) destacam que o almoxarifado de bens e serviços públicos, como saúde, segurança e
é o local responsável pelo recebimento, armazenagem, educação. Mas não há vinculação entre receitas de impostos
expedição e distribuição dos materiais. Pode ser um local e determinada finalidade - ao contrário do que ocorre com as
coberto ou não, com condições climáticas controláveis ou taxas e a contribuição de melhoria, cujas receitas são
não, com alto nível de segurança ou não, tudo dependendo vinculadas à prestação de determinado serviço ou realização
do tipo de material a ser acondicionado e das normas de determinada obra. Embora a lei obrigue os governos a
necessárias para o correto acondicionamento, localização e destinar parcelas mínimas da arrecadação a certos seviços
movimentação. públicos- em especial de educação e saúde-, o pagamento de
impostos não confere ao contribuinte qualquer garantia de
A função maior do almoxarifado é manter uma empresa contrapartida.
sempre abastecidas de seus bens de consumo, ou seja,
fornecer de forma contínua e sem interrupção materiais e A carga tributária como percentagem do Produto interno bruto
matérias-primas para as diversas unidades produtivas e (PIB) em 2008 foi de 38,8% no Brasil, 37% em Portugal,
administrativas da empresa. 40,6% na Alemanha, 5,7% em Angola, 39% no Reino Unido e

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na Holanda, 19,7% em Timor-Leste, 15,3% no Sri Lanka, 28% judiciário. O Brasil adotou o processo misto, onde o Executivo
nos Estados Unidos e 13,4% em Moçambique. elabora o projeto de lei do orçamento, para posterior
encaminhamento ao Legislativo, que o emenda e aprova-o. A
própria Constituição Federal estabelece que cada Poder deve
Orçamento acompanhar e avaliar sua execução financeira, contábil,
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. dentre outras, tendo o Legislativo a competência de exercer o
Controle Externo das coisas públicas.
Orçamento é a parte de um plano financeiro estratégico que
compreende a previsão de receitas e despesas futuras para a A parte do Direito que estuda as leis sobre orçamentos
administração de determinado exercício (período de tempo). públicos é o Direito Fiscal ou Orçamentário, ramificação do
Aplica-se tanto ao setor governamental quanto ao privado, Direito Financeiro.
pessoa jurídica ou física.1 Apesar de ser planejado com mais ou menos cuidado, um
Orçamento empresarial tem como objetivo identificar os orçamento pode ser cumprido à risca, ou com sobras ou com
componentes do planejamento financeiro com a utilização de falta de recursos planejados.
um sistema orçamentário, entendido como um plano Orçamento participativo
abrangendo todo o conjunto das operações anuais de uma
empresa atravês da formalização do desempenho dessas Em algumas cidades do Brasil, foi implementada uma política
funções administrativas gerais.2 inovadora na criação dos orçamentos públicos com a
participação dos cidadãos na escolha das prioridades de
Um orçamento, em contabilidade e finanças, é a expressão investimentos: o Orçamento Participativo. Trata-se de uma
das receitas e despesas de um indivíduo, organização ou consulta popular a respeito do destino dos recursos a serem
governo relativamente a um período de execução (ou investidos durante o ano pelas prefeituras. No entanto,
exercício) determinado, geralmente anual, mas que também geralmente a influência popular é bastante pequena nas
pode ser mensal, trimestral, plurianual, etc. O orçamento decisões.5 6 7
deriva do processo de planejamento da gestão. A
administração de qualquer entidade pública ou privada, com Orçamento empresarial
ou sem fins lucrativos, deve estabelecer objetivos e metas
A maioria das empresas de grande porte e multinacionais têm
para um período determinado, materializados em um plano
entre suas responsabilidades desenvolver orçamentos para
financeiro, isto é, contendo valores em moeda, para o devido
seus períodos de operação. Um orçamento empresarial deve
acompanhamento e avaliação da gestão.
detalhar quais serão as receitas e despesas da companhia
O estudo do orçamento, segundo alguns autores, remonta à dentro de períodos futuros. A elaboração de um orçamento
década de 1920. Na verdade, a gestão organizacional vem deve sempre ser feita com base nas previsões, nunca
tendo saltos de qualidade desde a Revolução Industrial no limitando a sua elaboração ao histórico, aos resultados e
Século XIX. Esta evolução na gestão proporcionou diversas pressupostos passados. A adaptação de uma estratégia deste
técnicas na elaboração dos orçamentos, partindo do tipo, de elaboração de orçamentos exclusivamente com base
orçamento tradicional. Surgiram então o Orçamento de nos pressupostos passados constitui um erro estratégico, cujo
Desempenho, o Sistema de Planejamento, Programação e resultado é invariavelmente o desperdício. Recorrendo a uma
Orçamento (PPBS), o Orçamento Base Zero, o Orçamento- imagem simples, elaborar um orçamento desta forma é como
Programa, o Beyond Budgeting, o Rationalisation des Choix conduzir um carro com os olhos exclusivamente postos no
Budgetaires, dentre outras.3 retrovisor. Um bom exemplo disto mesmo é o orçamento geral
do Estado português, em que se verifica que os gastos dos
Entendem-se por despesa todos os gastos da pessoa ou últimos dois meses do exercício são cerca de dez vezes
organização que podem, inclusive, ser classificados de superiores ao do restante tempo do mesmo, no sentido de
acordo com os fins a que se destinam. Receita é sinônimo cada departamento minimizar o risco de ser alvo de cortes
dos provimentos recebidos, que também podem ser orçamentais no futuro. As empresas que elaborem os seus
classificados basicamente em receitas patrimoniais (relativas orçamentos com base unicamente no seu histórico revelam
a rendas geradas por propriedades), rendas extraordinárias uma tremenda falta de objectivos. Em suma, quem não
(essencialmente oriundas de operações financeiras, como conhece o seu rumo, não tem ventos favoráveis. Uma vez
empréstimos a juros) e rendas tributárias, exclusivas de delineados os objectivos estratégicos, que têm
governos. necessariamente que ser quantificados e pressupõem um
Os orçamentos estatais ou públicos são representações dos consciência plena da situação em que a organização se
diversos gastos de um governo, que envolvem saúde, encontra, ficarão a cargo da diversas áreas operacionais as
educação, transportes, segurança e defesa, essencialmente. iniciativas, regidas pelos planos de actividade. O orçamento,
Uma das principais funções do poder político é definir o resultará precisamente do somatório destes planos de
orçamento a partir das receitas geradas pelos impostos e actividade, sendo que este período é vulgarmente designado
outras formas de arrecadação. Essa atribuição recai tanto por período de consolidação orçamental. Entende-se assim a
sobre o poder executivo quanto sobre o poder legislativo, nas necessidade de haver envolvimento pleno e coordenado de
democracias: o executivo propõe e fiscaliza a execução do toda a organização na elaboração do Orçamento. Em síntese,
orçamento, e o legislativo analisa e aprova-o. No Brasil, a um orçamento é um processo multi cíclico que culmina no
partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, o equilíbrio entre os objectivos estratégicos, as iniciativas e os
Chefe do Poder Executivo possui a competência de iniciar as meios financeiros adequados à execução do mesmo. Um
leis que estabelecerão o Plano Plurianual (PPA), as Leis de orçamento equilibrado pressupõe realismo, no sentido de não
Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o orçamento (LOA). No ser demasiadamente modesto, promovendo a
Brasil, o órgão responsável pela elaboração e desmobilização, nem demasiadamente irreal e inatingível, o
acompanhamento do orçamento público federal é a Secretaria que implica enorme sensibilidade de quem o elabora. De
de Orçamento Federal (SOF), do Ministério do Planejamento, notar que a sensibilidade, enquanto virtude, não consta nos
Orçamento e Gestão (MPOG).4 Em Portugal, esse órgão é a manuais, antes deriva da curva da experiência e da intuição,
Secretaria de Estado do Orçamento, do Ministério das será também decisiva na resolução de problemas resultantes
Finanças. do orçamento, nomeadamente no combate aos vícios
orçamentais e na interpretação de desvios ao mesmo.
A maioria dos estados também prevê mecanismos de Embora não haja nenhum valor percentual previamente fixado
fiscalização do orçamento público por parte do poder

Conhecimentos Específicos 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


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para limitar os desvios orçamentais, eles carecem 4. Planilhas Eletrônicas (cálculos, tabelas etc.);
necessariamente de justificação. Desta forma, um orçamento
é um instrumento de gestão. É um instrumento de 5. Relatório preliminar.
implementação da estratégia da empresa. É um instrumento 4 - Análise da Proposta Orçamentária. A proposta
de motivação, de comunicação e de avaliação. orçamentária (relatório preliminar) é encaminhada aos órgãos
Períodos orçamentários de decisão : (sim) - se aprovada segue p/ implantação ; (não)
- não aprovada retorna para tempo anterior.
Os períodos mais comuns para o levantamento orçamentário
são : Próximos 12 meses (Orçamento Anual), orçando totais 5 - Implantação. Implantação da Proposta Orçamentária para
para cada mês, totalizações por trimestre quarter americano e o próximo exercício; preparação do relatório final.
Business Plan ou Orçamento Plurianual ou de Capital, que Orçamento informatizado
corresponde ao orçamento dos próximos 5 anos.
Empresas de grande porte dispõem de sistemas
No Brasil (ver Administração pública), o ano subsequente ao informatizados que auxiliam o processo de orçamentação,
da aprovação regular do Orçamento Anual (chamado de fazendo rollout, dispondo de workflow para aprovação e
Orçamento - Programa) é denominado de exercício ou inclusive realizando projeções, quando integrados a sistemas
exercício financeiro. Assim, pode-se definir o exercício como de planejamento. Alguns dos sistemas informatizados
o ano em que há a "execução orçamentária". Já o ano de existentes no mercado para essa função são: AllStrategy,
preparação ou de aprovação orçamentária pode ser chamado Tagetik CPM, Gesplan S/A, ProphixAdaytum, Hyperion,
de ano-calendário (como faz a legislação tributária) ou ano Peoplesoft Budgeting EPM, SAPBW-SEM, S2B-ForBudget
civil (se coincidir com 365 dias). M/Legate. Esses softwares são destinados à orçamentação
Conteúdo orçado de empresas de grande porte e são classificados como
softwares de BI - Business Inteligence.8
Os orçamentos anuais podem ser divididos em : Despesas,
Receitas, Investimentos e Caixa, este último também Com o avanço do cloud computing, ou computação na
conhecido pelo nome de Fluxo de Caixa Projetado. Essa nuvem, tem surgido novas opções de softwares para
formatação permite que haja uma integração com as contas planejamento e orçamento, como é o caso do Treasy.
contábeis, facilitando o acompanhamento da "execução Softwares como estes, de fácil utilização e baixo custo tem
orçamentária". Já o Orçamento Plurianual, é mais comum de permitido que pequenas e médias empresas também passem
se dividir em Programas, Projetos e Atividades, como se a realizar seu planejamento e orçamento, confrontando os
utiliza na Contabilidade pública Brasileira. resultados realizados com o que foi planejado e podendo
realizar ajustes de curso a tempo de corrigir desvios para
Como informações adicionais do orçamento de Despesas, atingir os objetivos planejados.
pode-se ter as informações de Ativo Fixo e Posições - o
primeiro indicará a previsão de despesas com depreciação de No acompanhamento da "execução orçamentária" há o
bens no período, e o segundo uma projeção da quantidade de auxílio do ramo da Controladoria, embora esse segmento da
funcionários/cargos alocados por departamento para o atividade contábil necessite trabalhar com os chamados "itens
próximo período, destacando admissões ou demissões. controláveis", deixando de lado os chamados "itens 'não
controláveis", que podem corresponder a diversos elementos
Cenários orçamentários patrimoniais relacionados na Contabilidade.
Um orçamento também é dividido ou classificado por Empresas sem orçamento
cenários, um cenário significa uma versão de conteúdo
orçamentário, portanto cenários diferentes demonstram Uma corrente de financistas mais recente criou a teoria da
"Empresa sem Orçamento", "Budgetless", essas empresas
valores diferentes para a mesma informação a ser orçada. Os
cenários mais comuns são: Exibição de Dados Históricos, seguem a premissa de não efetuarem um orçamento prévio
Cenário Inicial, Revisões, e Cenário Final, este último é a para suas despesas e receitas em um determinado período,
versão aprovada, que será utilizada para acompanhamento sendo assim, estarão susceptíveis a surpresas em seus
orçamentário. controles orçamentários.

Fases orçamentárias Orçamentos para trabalhos

0 - Tempo Zero. Um orçamento empresarial é elaborado em Também se denominam de orçamentos, os preços facultados
fases, o que permite que ao longo do tempo gasto para por empresas, profissionais ou pessoas singulares que
desenvolver um orçamento, todos os níveis da empresa apresentem valores para algum tipo de venda, seja ela
sejam envolvidos neste trabalho. Portanto a fase potenciada por um serviço que se presta ou pela venda de um
orçamentária tem relação direta com o momento no tempo em ou mais produtos. A título de exemplo, temos orçamentos
que o orçamento está sendo desenvolvido. As fases mais para obras que são cada vez mais procurados online, assim
comuns do orçamento são Inicial, Revisões e Final. como outros tipos de pedidos de orçamentos para
variadissimos outros tipos de trabalhos.
1 - Dados. Levantamento dos dados e informações principais:
Referências
Balanço Séries Históricas Informações Físico-contábeis
Outras informações estatísticas 1. Ir para cima ↑ Orcamento
2. Ir para cima ↑ Orçamento Empresarial
2 - Análise do Orçamento. Análise dos Planos Estratégicos, 3. Ir para cima ↑ CONCEITOS DE ORÇAMENTO
Tático e Operacional e das informações coletadas, visando 4. Ir para cima ↑ MANUAL DE INTRODUÇÃO AOS
alcançar as metas da empresa. CONCEITOS ORÇAMENTÁRIOS
5. Ir para cima ↑ O conceito do Orçamento Participativo
3 - Composição do Orçamento. e a possibilidade de implantação na Comissão Mista
Processo de elaboração do Fluxo Orçamentário: de Orçamento
6. Ir para cima ↑ O orçamento participativo e a teoria
1. Histórico das realizações; democracia: um balaço crítico
2. Premissas; 7. Ir para cima ↑ O Orçamento Participativo no Mundo
8. Ir para cima ↑ COMPATIBILIZAÇÃO DE
3. Previsões - estimativas p/ próximo exercício; ORÇAMENTO COM O PLANEJAMENTO DO

Conhecimentos Específicos 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


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PROCESSO DE TRABALHO PARA OBRAS DE financeiras das contábeis é que a administração financeira
EDIFICAÇÕES enfatiza o Fluxo de Caixa, que nada mais é do que, a entrada
e saída de dinheiro, que demonstrará realmente a situação e
capacidade financeira para satisfazer suas obrigações e
Administração financeira adquirir novos ativos (bens ou direitos de curto ou longo
prazo) a fim de atingir as metas da empresa.
A administração financeira é a disciplina que trata dos
assuntos relacionados à administração das finanças de Contudo, os contadores admitem a extrema importância
empresas e organizações. Ela está diretamente ligada a do Fluxo de Caixa, assim como o administrador financeiro se
Economia e a Contabilidade. utiliza do Regime de Competência, mas cada um tem suas
especificidades e maneira de transpassar ou descrever a
Significado situação da empresa, sem menosprezar a importância de
Primeiramente, deve-se compreender e entender o cada atividade já que, uma depende da outra, no que diz
sentido e o significado de finanças que, corresponde ao respeito à circulação de dados e informações necessárias
conjunto de recursos disponíveis circulantes em espécie que para o exercício de cada uma.
serão usados em transações e negócios com transferência e Abordagem
circulação de dinheiro. Sendo que há necessidade de se
analisar a fim de se ter exposto a real situação econômica dos Área de atuação
fundos da empresa, com relação aos seus bens e direitos
garantidos. 1.1 - Área de atuação das finanças: A administração
Analisando-se apuradamente verifica-se que as finanças financeira pode ser divida em áreas de atuação, que podem
fazem parte do cotidiano, no controle dos recursos para ser entendidas como tipos de meios de transações ou
compras e aquisições, tal como no gerenciamento e própria negócios financeiros, são estas:
existência da empresa nas suas respectivas áreas, seja no • Finanças Corporativas
marketing, produção, contabilidade e, principalmente na
administração geral de nível tático, gerencial e estratégico em Abrangem na maioria, relações com cooperações
que se toma dados e informações financeiras para a tomada (sociedades anônimas).
de decisão na condução da empresa.
• Investimentos
A administração financeira é uma ferramenta ou técnica
utilizada para controlar da forma mais eficaz possível, no que São recursos depositados de forma temporária ou
diz respeito à concessão de credito para clientes, permanente em certo negócio ou atividade da empresa, em
planejamento, analise de investimentos e, de meios viáveis que se deve levar em conta os riscos e retornos potenciais
para a obtenção de recursos para financiar operações e ligados ao investimento em um ativo financeiro, o que leva a
atividades da empresa, visando sempre o desenvolvimento, formar, determinar ou definir o preço ou valor agregado de um
evitando gastos desnecessários, desperdícios, observando os ativo financeiro, tal como a melhor composição para os tipos
melhores “caminhos” para a condução financeira da empresa. de ativos financeiros. Os ativos financeiros são classificados
no Balanço Patrimonial em investimentos temporários e em
Tal área administrativa, pode ser considerada como o ativo permanente (ou imobilizado), este último, deve ser
“sangue” ou a gasolina da empresa que possibilita o investido com sabedoria e estratégia haja visto que o que traz
funcionamento de forma correta, sistêmica e sinérgica, mais resultados é se trabalhar com recursos circulantes por
passando o “oxigênio” ou vida para os outros setores, sendo causa do alto índice de liquidez apresentado.
preciso circular constantemente, possibilitando a realização
das atividades necessárias, objetivando o lucro, maximização • Instituições financeiras
dos investimentos, mas acima de tudo, o controle eficaz da
São empresas intimamente ligadas às finanças, onde
entrada e saída de recursos financeiros [falta referência],
analisam os diversos negócios disponíveis no mercado de
podendo ser em forma de investimentos, empréstimos entre
capitais - podendo ser aplicações, investimentos ou
outros, mas sempre visionando a viabilidade dos negócios,
empréstimos, entre outros – determinando qual apresentará
que proporcionem não somente o crescimento mas o
uma posição financeira suficiente à atingir determinados
desenvolvimento e estabilização.
objetivos financeiros, analisados por meio da avaliação dos
É por falta de planejamento e controle financeiro é que riscos e benefícios do empreendimento, certificando-se sua
muitas quebram no terceiro ano de sua existência [falta viabilidade.
referência] , apresentando insuficiência e inexistência de
suporte financeiro para sua organização, sendo • Finanças Internacionais
indiscutivelmente necessárias de informações do Balanço Como o próprio nome supõe, são transações diversas
Patrimonial, no qual se contabiliza estes dados na gestão podendo envolver cooperativas, investimentos ou instituições,
financeira, se analisando detalhadamente para a tomada de mas que serão feitas no exterior, sendo preciso um analista
decisão. financeiro internacional que conheça e compreenda este ramo
Pelo beneficio, que a contabilidade proporciona à gestão de mercado.
financeira e pelo íntimo relacionamento que se tem de Funções Básicas
interdependência é que confunde-se, muitas das vezes, a
compreensão e distinção dessas duas áreas, já que as
mesmas se relacionam proximamente e geralmente se Todas as atividades empresariais envolvem recursos e,
sobrepõem. portanto, devem ser conduzidas para a obtenção de lucro. As
atividades do porte financeiro têm como base de estudo e
É preciso esclarecer que a principal função do contador é análise dados retirados do Balanço Patrimonial, mas
desenvolver e prover dados para mensurar a performance da principalmente do fluxo de caixa da empresa já que daí, é que
empresa, avaliando sua posição financeira perante os se percebe a quantia real de seu disponível circulante para
impostos, contabilizando todo seu patrimônio, elaborando financiamentos e novas atividades. As funções típicas do
suas demonstrações reconhecendo as receitas no momento administrador financeiro são:
em que são incorridos os gastos (este é o chamado Regime
de Competência), mas o que diferencia as atividades • Análise, planejamento e controle financeiro

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Baseia-se em coordenar as atividades e avaliar a arcar com as duas funções de tesouraria e controladoria.
condição financeira da empresa, por meio de relatórios Porém, à medida que a empresa cresce, o funcionamento e
financeiros elaborados a partir dos dados contábeis de gerenciamento das finanças evoluem e se desenvolvem para
resultado, analisar a capacidade de produção, tomar decisões um departamento separado, conectado diretamente ao
estratégicas com relação ao rumo total da empresa, buscar diretor-financeiro, associado à parte contábil da empresa, já
sempre alavancar suas operações, verificar não somente as que esta possibilita as informações para a análise e tomada
contas de resultado por competência, mas a situação do fluxo de decisão. No caso de uma empresa de grande porte que é
de caixa desenvolver e implementar medidas e projetos com imprescindível esta divisão, para não ocorrer confusão e
vistas ao crescimento e fluxos de caixa adequados para se sobrecarga, deste modo, a tesouraria (ou gerência financeira)
obter retorno financeiro tal como oportunidade de aumento cuida da parte específica das finanças em espécie, na
dos investimentos para o alcance das metas da empresa. administração do caixa, planejamento financeiro, captação de
recursos, tomada de decisão de desembolso e despesas de
• Tomada de decisões de investimento capital, assim como o gerenciamento de credito e fundo de
Consiste na decisão da aplicação dos recursos financeiros pensão. Já a controladoria (ou contabilidade) é responsável
em ativos correntes (circulantes) e não correntes (ativo com a contabilidade de finanças e custos, assim como no
realizável a longo prazo e permanente), o administrador gerenciamento de impostos, ou seja, cuida do controle
financeiro estuda a situação na busca de níveis desejáveis de contábil do patrimônio total da empresa.
ativos circulantes , também é ele quem determina quais ativos Áreas de atuação
permanentes devem ser adquiridos e quando os mesmos
devem ser substituídos ou liquidados, busca sempre o
equilíbrio e níveis otimizados entre os ativos correntes e não- Como já foi dito, as finanças estão presentes em todas as
correntes, observa e decide quando investir, como e quanto, áreas de uma empresa, possibilitando o funcionamento,
se valerá a pena adquirir um bem ou direito, e sempre evita sendo extremamente importante a administração e controle
desperdícios e gastos desnecessários ou de riscos eficaz, pois se esta lhe dando com o capital, recursos
irremediável, e ate mesmo a imobilização dos recursos essenciais da organização e com as decisões que indicarão o
correntes, com altíssimos gastos com imóveis e bens que sucesso ou o fracasso, dependendo do que foi decidido,
trarão pouco retorno positivo e muita depreciação no seu deste modo o administrador financeiro pode atuar em
valor, que impossibilitam o funcionamento do fenômeno diversas áreas especificas, em alguns cargos ou funções
imprescindível para a empresa, o 'capital de giro'. como:

• Tomada de decisões de financiamentos • Analista financeiro

Diz respeito à captação de recursos diversos para o Tem como função principal, preparar os planos financeiros
financiamento dos ativos correntes e não correntes, no que e orçamentários, ou seja, através da preparação de
tange a todas as atividades e operações da empresa que demonstrações financeiras e orçamentos diversos, estabelece
necessitam de capital ou de qualquer outro tipo de recurso os planos financeiros de curto e longo prazo para chegar às
que seja necessário para a execução de metas ou planos da metas, analisando e realizando previsões futuras, avaliação
empresa, levando-se sempre em conta a combinação dos de desempenho e o trabalho em conjunto com a
financiamentos a curto e longo prazo com a estrutura de contabilidade.
capital, ou seja não se emprestará mais do que a capacidade • Gerente de orçamento de capital
que a empresa tem para pagar e ser responsável com suas
exigibilidades, seja de curto ou longo prazo. O administrador Neste caso, o responsável é incumbido de avaliar,
financeiro pesquisa fontes de financiamento confiáveis e recomendando ou não as propostas de investimentos em
viáveis, com ênfase no equilíbrio entre juros, benefícios e ativos, pois ele já terá feito um traçado futuro, verificando se
formas de pagamento. É bem verdade que muitas dessas certos investimentos ou transações trarão resultados positivos
decisões são feitas mediante a necessidade e ate ao certo ou negativos no aspecto financeiro.
desespero se for o caso, mas independente da situação de
emergência é necessário uma análise e estudo profundo e • Gerente de projetos de financiamentos
minucioso dos pós e contras a fim de se ter segurança e Em empresas de grande porte, conseguem
respaldo em decisões como esta. financiamentos para investimentos em ativos. Deste modo, o
Gerente de orçamento de capital e o Gerente de projetos de
Função na empresa
financiamentos trabalham juntas, podendo ser feitas num
mesmo setor, dependendo da empresa que, sempre antes de
A administração financeira de uma empresa pode ser fazer um grande investimento de capital, como a aquisição de
realizada por pessoas ou grupos de pessoas que podem ser um imóvel, será preciso avaliar se, o custo inicial está dentro
denominadas como: vice-presidente de finanças (conhecido de sua capacidade de pagamento (gerente de orçamento de
como Chief Financial Officer – CFO) diretor financeiro, capital) e também estabelecer como financiá-lo (gerente de
controller e gerente financeiro, sendo também denominado projetos de financiamentos), comparando alternativas como
simplesmente como administrador financeiro. Sendo que, comprar à vista ou à prazo, ou ainda realizar um leasing,
independente da classificação, tem-se os mesmos objetivos e dependendo de cada situação.
características, obedecendo aos níveis hierárquicos, portanto
conforme ao figura 1.1, o diretor financeiro coordena a as • Gerente de caixa
atividades de tesouraria e controladoria. Mas, é necessário
deixar bem claro que, cada empresa possui e apresenta um Responsável por manter e controlar os saldos diários do
especifico organograma e divisões deste setor, dependendo caixa da empresa, geralmente cuida das atividades de
bastante de seu tamanho. Em empresas pequenas, o cobrança e desembolso do caixa e investimentos em curto
funcionamento, controle e análise das finanças, são feitas prazo.
somente no departamento contábil, até mesmo, por questão • Analista/gerente de crédito
de encurtar custos e evitar exageros de departamentos pelo
fato de seu porte, não existindo necessidade de se dividir um Gerencia as políticas de crédito da empresa, avaliando as
setor que está inter-relacionado e, que dependendo do da solicitações de crédito, extensão, monitoramento e cobrança
capacitação do responsável desse setor poderá muito bem de contas a receber.

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• Gerente de fundos de pensão sistema de preços atua na economia. " - ensina ROBERT W.
JOHNSON in "Administração Financeira", Livraria Pioneira
Em grandes empresas, supervisiona no geral a Editora, 1973, pgs. 21 e 221.
administração de ativos e passivos do fundo de pensão dos
empregados, economizando e investindo o dinheiro para "Uma das possíveis maneiras de se caracterizar a função
atender metas de longo prazo. financeira de uma empresa é categorizar as áreas que
exigem tomada de decisões pelos executivos responsáveis.
Objetivos e compromissos
Isso não nos diz o que esses executivos fazem
especificamente, mas define o tipo de problema com o qual
Todo administrador da área de finanças deve levar em estão envolvidos. " - escreve ANTONIO ZORATTO
conta, os objetivos dos acionistas e donos da empresa, para SANVICENTE (em "Administração Financeiras", Atlas, 3°
daí sim, alcançar seus próprios objetivos, pois conduzindo edição, pg. 151.
bem o negocio, cuidando eficazmente da parte financeira,
consequentemente ocasionará o desenvolvimento e Enfim, cabe ao administrador financeiro cuidar da
prosperidade da empresa, de seus proprietários, sócios, obtenção de recursos financeiros necessários às atividades
colaboradores internos e externos – Stakeholders (grupos de empresariais, bem como da sua utilização pelas diversas
pessoas participantes internas ou externas do negócio da áreas de atuação da organização, Esse administrador, pela
empresa, direta ou indiretamente) - , e logicamente de si importância de sua função, tem seu cargo situado no topo da
próprio no que tange ao retorno financeiro, mas estrutura organizacional da empresa,
principalmente a sua realização como profissional e pessoal.
Podemos verificar que existem diversos objetivos e metas a De conformidade com FLINK e GRUNEWALD (
serem alcançadas nesta área dependendo da situação e "Administração Financeira", LTC e Edit.USP),
necessidade, e de que ponto de vista e posição serão citado por Sanvicente, enumeram-se as seguintes funções
escolhidos estes objetivos. Mas, no geral a administração do administrador financeiro:
financeira serve para manusear da melhor forma possível os
recursos financeiros e tem como objetivo otimizar o máximo a) Análise de registros e informações contábeis. Baseado
que se puder o valor agregado dos produtos e serviços da em informações lançadas na contabilidade, o administrador
empresa a fim de se ter uma posição competitiva mediante a deve fazer suas análises e projeções futuras.
um mercado repleto de concorrência, proporcionando deste
modo, o retorno positivo a tudo o que foi investido para a b) Projeção do movimento de fundos. Essa atividade tem
realização das atividades da mesma, estabelecendo como objetivo aferir o grau de liquidez da empresa e
crescimento financeiro e satisfação aos investidores. Não providenciar, se necessário, recursos complementares para
deixando de mencionar que não há necessidade de se agir cobrir diferenças negativas entre a entrada e a saída de
sem ética profissional ou ilegalmente, agindo de má fé com os recursos em um determinado tempo.
outros e com si mesmo, pois um ambiente em que se trabalha
em cima de mentiras e falsas informações não é propicio ao c) Aplicação de fundos excedentes. o administrador
sucesso e ambiente agradável, pois não haverá verdade, financeiro deverá aplicar os recursos
compromisso, motivação, respeito e lealdade dos que cercam excedentes, obtendo a melhor rentabilidade e a maior
à empresa, deste modo como se conseguir o sucesso? E este liquidez.
é um fator que deve ser refletido, pois de nada vale se
conseguir recursos e capital a partir de mentiras e trabalho d) Fornecimento à alta administração de informações
“sujo”, sofrimento e desilusão dos colaboradores, parceiros e sobre as perspectivas financeiras futuras da empresa. "Estas
agentes internos ou externos que de uma forma ou de outra informações ajudam a tomada de decisões de compra,
são a razão da existência da empresa, e fazem o comercialização de produtos ou serviços, fixação de preços,
empreendimento “caminhar”, faz-se referência desde ao etc., que não são tomadas diretamente pelo administrador
funcionário ou diretor ate o cliente, por isso deve-se ter financeiro, mas possuem aspectos financeiros ou são
responsabilidade e compromisso com todos os tipos de suficientemente amplas e importantes para exigir
atividades, logicamente visionando a lucratividade, mas coordenação entre diversas áreas funcionais, como produção,
jamais decorrentes da dor e prejuízo de outrem, tendo sempre marketing, pessoal, e finanças, "
o compromisso com a responsabilidade e integridade do
próprio nome da empresa, mas é claro que esta, uma opinião e) Elaboração de planos para fontes e usos de fundos, a
ou medida que ainda faz e fará muita contradição e curto e a longo prazos, "levando-se em conta os custos das
disparidades de ideias e concepções, já que muitas das vezes fontes e os lucros possibilitados pelas aplicações. Neste caso,
o “bolso fala muito mais alto”, mas há necessidade de se a principal diretriz de raciocínio é o conjunto dos objetivos
refletir sobre esta situação e apresentar a prática da gerais da empresa, fixados pela alta administração. "
responsabilidade social.
Subdivisões da administração financeira Como bem observa SANVICENTE (cit. pg.19), "as
atribuições (a), (b) e (c) são específicas à administração
• Valor e orçamento de capital financeira, e nessas atividades podemos encontrar o tipo de
• Análise de retorno e risco trabalho no qual o administrador financeiro caracteriza-se
mais por relações de linha com os componentes dos
• Análise da estrutura de capital
departamentos da própria área financeira, organizados para
• Análise de financiamentos de longo prazo executar essas tarefas. Nos outros casos, porém,
• Administração de caixa observamos mais uma tarefa de assessoramento à alta
administração e a outros setores da empresa. "
A Função do Administrador na Gerência Financeira
O Planejamento Financeiro e seus Instrumentos
"O administrador financeiro, ao conseguir recursos e Básicos
distribuí-los em função dos diferentes usos em uma empresa,
funciona como o elo vital no processo de distribuição de ELISEU MARTINS e ALEXANDRE ASSAF NETO
recursos. Veremos que a ação do administrador financeiro ensinam que "O planejamento financeiro de uma empresa é
deverá fazer-se sentir na empresa, da mesma forma que o desenvolvido fundamentalmente através da projeção de suas

Conhecimentos Específicos 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


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demonstrações contábeis, como estimativa mais aproximada Neste caso, os planos de curto prazo ou anuais são
possível da posição econômico-financeira esperada. Quando formalizados através de orçamentas que indicam
se elaboram demonstrativos que forneçam uma visão quantitativamente (em unidades físicas, medidas de tempo,
prospectiva sobre o desempenho geral de uma empresa, as valores monetários, etc. ) e transformam os objetivos mais
várias dificuldades de liquidez ou rentabilidade insuficientes, amplos do plano de longo prazo em objetivos mais imediatos
por exemplo, poderão ser contornadas mediante uma e específicos aos diversos setores da empresa.
antecipação a esses problemas. De forma idêntica, as
decisões financeiras (investimento, financiamento e Além de serem diferenciados quanto à dimensão do prazo
distribuição de dividendos,...) a serem acionadas no futuro para o qual são elaborados, os planos, como formalização do
são mais eficientemente formuladas quando se está de posse processo de planejamento, podem ser projeções ou níveis
de uma visão prospectiva da posição financeira da empresa. desejados de desempenho ou de recursos" (em
"Administração Financeira", Atlas, 3ª ed., pgs. 208 e segs.)
Ênfase especial é dada à projeção das demonstrações
financeiras a longo prazo, onde se evidencia que nunca se Curiosa e ilustrativa a comparação feita por ROBERT
pode trabalhar, mesmo que a preços constantes, sem que se W.JOHNSON: "Façamos pausa por um momento para
estimem taxas futuras de inflação. " (em "Administração verificar onde nos encontramos no processo de planejamento.
Financeira ", Atlas, 1991, pg. 535). O administrador financeiro é como se fosse o capitão de um
navio que deseja traçar sua rota à lnglaterra. Este é o seu
Não é, essencialmente, diferente o pensamento de objetivo. Como vimos, o administrador financeiro tem dois
ANTONIO ZORATTO SANVICENTE ao proclamar que objetivos: liquidez e rentabilidade. Assim como o capitão do
"lndiscutivelmente, o planejamento e o controle, como funções navio precisa saber onde se encontra antes de determinar a
administrativas mais amplas, abrangem o contexto em que os rota para a lnglaterra, também o administrador financeiro
orçamentos são utilizados numa empresa. precisa conhecer sua posição antes de traçar seus planos
para alcançar seus objetivo.... Como veremos, denominam-se
Ao planejar, uma empresa procura formular de maneira orçamentos aos planos formalmente expostos no papel, em
explícita as tarefas a serem cumpridas e prever a obtenção termos numéricos. " (in "Administração Financeira", Livraria
dos recursos necessários para isso, dentro de uma limitação Pioneira Editora, 3ª edição, pg. 107).
especifica de prazo.
Orçamento de Caixa
Portanto, ao falarmos em termos de planos, ou seja,
expressões formais das atividades da empresa e suas Em discorrendo sobre Orçamentos, SANVICENTE anota
subunidades para um período futuro, a própria dimensão que "O orçamento representa a expressão quantitativa, em
temporal já introduz uma distinção entre o planejamento a unidades físicas, medidas de tempo, valores monetários etc.,
longo prazo e o planejamento a curto prazo. dos planos elaborados para o período subsequente, em geral
de doze meses.
No primeiro caso, estamos fazendo referência ao plano
para um período que varia de empresa para empresa de Numa empresa, o orçamento pode ser global, no sentido
acordo com vários fatores, como, por exemplo, a estabilidade de abranger todas as suas unidades e atividades num
relativa do setor em que a empresa atua. (" Administração período. Também é possível que uma empresa faça uso de
Financeira ", Atlas, 3ª edição, pg, 208) orçamentos parciais, ou seja, previsões e programas apenas
para certos aspectos das suas atividades (por exemplo,
Decorrentes do Planejamento Financeiro, temos (1) a vendas por produto, região ou cliente). É evidente que nesse
análise financeira, (2) o planejamento das necessidades de caso a empresa não poderá chegar a projeções da
fundos a curto prazo, (3) o planejamento de lucros e (4) o Demonstração de Resultados e de Balanços, pois não terá
planejamento dos tipos de fundos necessários. feito estimativas para todos os itens que compõem essas
duas peças contábeis. Apesar disso, contudo, a empresa
Interessante o questionamento de ROBERTO W. poderá estar evitando um esforço mais dispendioso com a
JOHNSON: "A análise financeira requer que definamos, elaboração de orçamentos, ao mesmo tempo que planejará
primeiramente nosso ponto de vista, quer como credor a curto controlará formalmente alguns dos aspectos mais importantes
prazo ou a longo prazo, quer como proprietário. de suas operações. " (" Administração Financeira", Atlas, 38,
Frequentemente outras pessoas, além dos proprietários, são pg. 213).
convidadas a investir fundos na empresa. Daí a necessidade
de o administrador financeira analisá-la, também do ponto de O orçamento de caixa corresponde às estimativas de
vista destes terceiros. Apresentam as demonstrações receitas, das despesas e de novos investimentos. Este
financeiras da empresa uma situação tal que encoraje os orçamento pode revelar o nível de recursos financeiros que
credores e investidores atuais a continuarem mantendo seus transitam pela empresa, bem como o padrão das entradas e
recursos na empresa? Será esta situação suficientemente saídas de caixa. Dele decorrem decisões sobre o melhor
boa para atrair novos fundos? Conhecida a situação aproveitamento do caixa da empresa, programando-se, ou
financeira da empresa, que espécie de fundos poderão ser não, novos investimentos para o período seguinte.
procurados? Se uma companhia, por exemplo, já estiver
sobrecarregada de dívidas, será desaconselhável planejar Administração de Disponibilidades
empréstimos adicionais. " (in "Administração Financeira",
Livraria Pioneira Editora, 3ª edição, pg. 77). Os recursos em Caixa ou depositados em Bancos
constituem as "disponibilidades" da empresa. Em uma
O Planejamento a Curto Prazo Economia com inflação tais recursos deverão ser
direcionados para aplicações financeiras de alta liquidez.
Em analisando o Planejamento, controle e uso de
orçamentos, ANTONIO ZORATTO SANVICENTE ensina que As disponibilidades são necessárias para fazer frente às
"o planejamento a curto prazo, cujo resultado deverá ser um defasagens momentâneas entre as saídas e entradas
plano para o primeiro segmento anual do plano de longo motivadas pelas operações da empresa. Para evitar
prazo, decorre dos estudos do ambiente e dos objetivos insuficiência, ou mesmo excesso, de caixa a previsão do fluxo
incluídos no plano inicialmente feito para vários anos futuros. de caixa é de alta relevância para as atividades empresariais.

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Cada investimento específico costuma ser submetido à
Um quadro da previsão do fluxo de caixa poderá indicar aprovação superior através de
novas atitudes por pane da empresa, tais como cobrança um formulário que contém campos para as seguintes
mais efetiva dos créditos, venda de ativos fixos de pouco ou informações:
nenhum uso, contenção de despesas, negociação de novos
prazos para pagamento de matérias-primas, rendas a prazos