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ATIVIDADE PRÁTICA

SUPERVISIONADA

Santana de Parnaíba
2017
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RELATÓRIO DE VISITA TÉCNICA
O mesmo tem como objetivo Avaliação da Disciplina de
APS – ATIVIDADE PRÁTICA
SUPERVISIONADA do grupo do
9° Período de Engenharia Civil.

Santana de Parnaíba
2017

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SUMÁRIO

1. INTRODUCAO.......................................................................................................04

2. OBJETIVO..............................................................................................................05

3. DEFINIÇÃO DE PONTES......................................................................................06

4. CÁLCULOS ...........................................................................................................15

5. FOTOS..................................................................................................................18

6. CONCLUSÂO.........................................................................................................21

7. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS ......................................................................21

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1 - INTRODUÇÃO

O presente Relatório Técnico apresenta às atividades desenvolvidas através


da visita técnica no viaduto na Avenida Governador Mário Covas - Jardim Pignatary -
Carapicuíba/ São Paulo. A visita foi realizada no dia 27/05/2017 e 28/05/2017,
contou com a presença de todas as integrantes do grupo.
O mesmo tem como objetivo apresentar aos leitores o cálculo do momento
fletor máximo, cortante e reação máxima.

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2 - OBJETIVO

Este trabalho tem a função de mostrar como é elaborado o cálculo do


momento fletor máximo, cortante, reação máxima, descrever seus pilares e aparelho
de apoio.

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3 - DEFINIÇÃO DE PONTES

Ponte é uma construção destinada a estabelecer a continuidade de uma via


de qualquer natureza. Nos casos mais comuns, a via é uma rodovia, uma ferrovia,
ou uma passagem para pedestres. O obstáculo a ser transposto pode ser de
natureza diversa, e em função dessa natureza são associadas as seguintes
denominações:

Ponte - quando o obstáculo é constituído de curso de água ou outra superfície


líquida como por exemplo um lago ou braço de mar.

Viaduto - quando o obstáculo é um vale ou uma via.

ACENO HISTÓRICO

Um histórico das pontes, pode ser visto, de forma resumida, a partir dos materiais
empregados na sua construção. Desta forma têm-se, na ordem cronológica,
segundo LEONHARDT (1979), os seguintes tipos de pontes:

Pontes de madeira - a madeira tem sido empregada desde a antiguidade na


construção de pontes, inicialmente com arranjos estruturais bastante simples.
Destaca-se que com este material chegou-se a construir pontes com vãos
consideráveis, como o de uma ponte construída em 1758, sobre o rio Reno, com
118 metros de vão.

Pontes de pedra - a pedra, assim como a madeira, era empregada desde a


antiguidade, na construção de pontes. Os romanos e os chineses já construíam
abóbadas em pedra antes de Cristo. Os romanos chegaram a construir pontes, em
forma de arco semicircular com até 30 metros de vão. Foi grande o número de
pontes em pedra construídas pelos romanos; a maior parte destas desabaram,
principalmente por problemas de fundação ou então foram demolidas por questões
bélicas, mas existem algumas que permanecem até os dias de hoje. Na idade média

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as abóbadas ficaram mais abatidas, chegando a atingir vãos da ordem de 50
metros.

Pontes metálicas - embora as primeiras pontes metálicas tenham surgido no fim do


século XVIII, em ferro fundido, foi a partir da metade do século seguinte, com o
desenvolvimento das ferrovias - que produziam cargas bem mais elevadas que as
que ocorriam até então - é que floresceu o emprego do aço na construção das
pontes. Cabe destacar que já a partir de 1850 construíam-se pontes em treliça com
124 metros de vão.

Pontes de concreto armado - as primeiras pontes em concreto apareceram no


início do século 20. Eram pontes de concreto simples em arco triarticulado, com o
material substituindo a pedra. Embora já se empregasse o concreto armado na
execução do tabuleiro das pontes de concreto simples, foi a partir de 1912 que
começaram a ser construídas as pontes de viga e de pórtico em concreto armado,
com vãos de até 30 metros.

Pontes de concreto protendido - embora as primeiras pontes em concreto


protendido tenham sido feitas a partir de 1938, foi após a Segunda Guerra Mundial
que o concreto protendido começou a ser empregado com grande frequência, por
causa da necessidade de se reconstruir rapidamente um grande número de pontes
destruídas durante a guerra. A partir de então, o desenvolvimento da construção das
pontes se concentrou nos processos construtivos.

Principais elementos componentes das pontes

As pontes em geral são compostas dos seguintes elementos, indicados na figura


1.1.
Superestrutura;
Mesoestrutura;
Iinfraestrutura.

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Figura 1.1 – Elementos componentes de uma ponte

 Superestrutura: A superestrutura vence o vão necessário a ser transposto


pela ponte e recebe diretamente as cargas provenientes do tráfego dos
veículos, transmitindo-as à mesoestrutura. É normalmente denominada de
tabuleiro.

 Mesoestrutura: A mesoestrutura, cuja função é conduzir as cargas da


superestrutura para as fundações, é constituída pelos pilares, travessas e
encontros.

 Infraestrutura: A Infraestrutura, ou fundação, tem a finalidade de receber as


cargas da estrutura, transmitindo as para o solo. Pode ser direta (sapatas) ou
profunda (estacas ou tubulões).

Classificação das pontes


As pontes são geralmente classificadas quanto à finalidade, quanto ao tipo de
material empregado e quanto ao sistema construtivo adotado.

Quanto à finalidade
Quanto à finalidade as pontes podem ser classificadas como:
Rodoviária – obra destinada ao tráfego rodoviário;
Ferroviária – obra destinada ao tráfego ferroviário;
Rodoferroviária – obra destinada ao tráfego misto de veículos e trens;

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Passarela – obra destinada exclusivamente ao tráfego de pedestres;
Aeroviária – obra destinada ao tráfego de aeronaves nos pátios dos aeroportos.

Quanto aos materiais


Quanto aos materiais empregados, as pontes podem ser classificadas como:
Pontes de concreto (armado e/ou protendido);
Pontes metálicas;
Pontes mistas (aço/concreto, aço/madeira, etc.);
Pontes de pedras;
Pontes de madeira.

Quanto ao sistema estrutural


Pontes em laje Pontes cujos tabuleiros são constituídos apenas por laje, sem
qualquer tipo de viga. Trata-se de solução adotada apenas para pequenos vãos (da
ordem de 15m, no máximo). A figura 1.3 mostra a seção transversal de um tabuleiro
em laje.

Figura 1.3 – Seção transversal de tabuleiro de ponte em laje maciça (Fonte:


VITÓRIO, 2002).

Pontes em vigas

Pontes cujo sistema estrutural do tabuleiro é constituído por duas ou mais vigas
longitudinais (vigas principais ou longarinas) e vigas transversais (transversinas).
Neste tipo de estrutura existe uma laje superior na qual situam-se as pistas de
rolamento. Esse tipo de sistema está indicado na figura 1.4

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Figura 1.4 – Seção transversal de tabuleiro em viga (Fonte: VITÓRIO, 2002).

Pontes em tabuleiro celular

Trata-se de tabuleiro formado por duas lajes, uma superior e outra inferior,
interligadas por vigas longitudinais e transversais, conforme a figura 1.5. Esse tipo
de estrutura tem como vantagem a grande rigidez à torção, sendo por isso indicada
para pontes curvas e sobre pilares isolados, ou ainda, quando se dispõe de pequena
altura para as vigas principais. Apresenta, também, vantagem de ordem estética,
sendo particularmente indicada para vigas contínuas de concreto protendido.

Figura 1.5 – Seção transversal de um tabuleiro celular (Fonte: VITÓRIO,


2002).

Pontes em pórticos

Nesses tipos de pontes, os pórticos são formados pela ligação das vigas com
os pilares ou com as paredes dos encontros, caracterizando a continuidade entre
esses elementos em substituição às articulações, conforme a figura 1.6.

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Figura 1.6 – Esquema de pontes em pórticos:
a) biengastados;
b) biarticulados;
c) biarticulados com montantes inclinados
(Fonte: VITÓRIO, 2002).

Pontes em arco

Esse sistema estrutural foi muito utilizado no passado como a única


alternativa viável para vencer grandes vãos, principalmente diante da dificuldade da
execução de apoios intermediários e escoramentos sobre cursos d’água ou vales
profundos.
A predominância dos esforços de compressão com pequena excentricidade e
a exigência de pequenas seções de armações, fizeram do arco a estrutura
adequada para a utilização do concreto armado. Porém, com a evolução do concreto
protendido e das técnicas construtivas que permitiram eliminar os escoramentos, as
pontes em arcos passaram a ser substituídas pelas pontes em vigas retas
protendidas. A figura 1.7 mostra os sistemas mais encontrados para esse tipo de
ponte.

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Figura 1.7 – Pontes em arcos:
a) com tabuleiro superior;
b) com tabuleiro inferior;
c) com tabuleiro intermediário
(Fonte: VITÓRIO, 2002).

Pontes pênseis

As pontes pênseis são constituídas por cabos dispostos parabolicamente e


pendurais verticais conforme a figura 1.8. Não são estruturas apropriadas para
concreto e por isso são executadas geralmente em vigamentos metálicos suspensos
em cabos portantes de aço. Os vigamentos, que podem ser em treliças ou vigas de
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alma cheia, devem ter grande rigidez à flexão e principalmente à torção, de modo a
minimizar os efeitos dos movimentos vibratórios transversais que podem causar
desconforto aos usuários ou mesmo risco à estrutura.
As pontes pênseis se caracterizam por vencerem grandes vãos. Um dos
exemplos mais marcantes é o da Golden Gate, concluída em 1937, em São
Francisco, nos Estados Unidos, cujo vão livre tem 1.200m.
Atualmente, o maior vão livre do mundo em estrutura pênsil pertence à ponte
Akashi-Kaigo, no Japão, cujo comprimento é 1.991m.

Figura 1.8 – Esquema de uma ponte Pênsil:


1 viga metálica;
2 cabo portante;
3 pendurais de suspensão devigamento no cabo portante;
4 torres de apoio do cabo portante
(Fonte: VITÓRIO, 2002).

Pontes Estaiadas

Nas pontes estaiadas o tabuleiro é suspenso através de cabos inclinados


fixados em torres. O tabuleiro, geralmente metálico ou em concreto protendido, deve
ter grande rigidez à torção, de modo a reduzir os movimentos vibratórios causados
pela ação transversal do vento. A figura 1.9 mostra um esquema típico desse tipo de
ponte.
Este tipo de ponte é utilizado para vãos maiores que 200m e são obras
bastante sofisticadas, tanto do ponto de vista do projeto como da construção. Para
tabuleiros em concreto protendido (executado em balanços sucessivos) é possível

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obter boas soluções para vãos de até 600m. Para vãos da ordem de 900m devem
ser utilizados tabuleiros metálicos ou mistos.
Atualmente o maior vão livre do mundo para pontes estaiadas pertence à
ponte da ilha Russky na Rússia, com 1.104m de extensão.

Figura 1.9 – Ponte estaiada com cabos dispostos em leque (Fonte:


VITÓRIO, 2002).

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4 – CÁLCULOS

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5 – FOTOS

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6 – CONCLUSÃO

O desenvolvimento de um projeto estrutural possui uma complexidade muito


elevada e de grande importância, pois ele determina a segurança da obra. O
desenvolvimento do projeto deve ser realizado com calma em todas as etapas.

O presente relatório teve como objetivo demonstrar como é elaborado o


cálculo do momento fletor máximo (este momento provoca esforços de tração nas
fibras externas e compressão nas internas), cortante (este é um esforço que tende a
cisalhar o objeto, quando se é colocado um esforço e a tendência é partir sem
rotação e/ou curvatura) e reação máxima (esforço provocado em sentido contrário
por uma ação) do viaduto da Avenida Governador Mário Covas.

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7 - REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS

file:///C:/Users/Positivo/Desktop/Pontes_Viadutos_Rodoviarios.pdf. Acesso em
19/04/2017
https://pt.slideshare.net/Kadja/apostila-de-pontes-usp-sao-carlos-2009. Acesso em
20/04/2017
http://wwwp.feb.unesp.br/pbastos/pontes/Apost.%20Pontes%20-%20Mounir-
Takeya.pdf. Acesso em 20/04/2017

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