Você está na página 1de 5

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

1ª GERÊNCIA REGIONAL DE ENSINO


ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL MILTON CAMPOS
AUTOR: Milena Carneiro da Cunha Silva

RELATÓRIO DAS AÇÕES VINCULADAS AO PROJETO ” TÔ LIGADO NA LEITURA” 2017

Introdução

Durante o ano letivo vigente, muitas ações foram desenvolvidas na área de Linguagens
Códigos na EEEF Milton Campos, com o objetivo de fortalecer o trabalho com a leitura no
âmbito. Não apenas na disciplina de Língua Portuguesa, mas principalmente nesta e em outras
disciplinas como Artes e Língua Inglesa, os docentes orientados pelos princípios norteadores
do PPP da escola, incluíram desde o início do ano ações que levassem os educandos a vivências
de leitura e produção textual. Algumas destas ações estavam ou não vinculadas a projetos de
intervenção individuais de professores e ao PIP 2017 escola; independente deste intuito, o
trabalho aconteceu de modo eficiente com contribuições para todos os participantes.

Um dos principais objetivos deste trabalho com leitura que foi e está sendo desenvolvido
é o fato é despertar a leitura de fruição e tirar essa imagem preconceituosa de cabeça do aluno
que ler é chato e cansativo.

É importante salientar ainda que o projeto de leitura desenvolvido no E.F.II (6 º a 9º


ano) está vinculado ao projeto individual da professora de Língua Portuguesa da escola e aos
Projetos “Jovem Leitor” (iniciativa SEE/PB) e ao projeto da professora readaptada e auxiliar
de biblioteca, Maria das Neves, “A Minha Escola Também Lê Na Biblioteca”, cujo foco é
fortalecer ações que promovam o interesse de acesso à biblioteca e aos livros.

Descrição das ações desenvolvidas

O trabalho foi desenvolvido com a clientela escolar por cada professor competente do
Ensino Fundamental I, II e com os alunos do AEE. Os alunos foram levados à biblioteca 2 vezes
por semana para lerem livros de sua própria escolha. Cada professor envolvido teve seu método
próprio para pôr em prática.
Os professores levaram os alunos para biblioteca e lá mostraram como funciona a
mesma. Deixou de cada aluno escolhesse seu livro de preferência, como podemos ver abaixo,
os alunos do 6º A, no turno da manhã:

Estando os alunos munidos de seus livros de preferência, os docentes fizeram então


perguntas para fomentar também a oralidade num primeiro momento, como “o que fez você
escolher este livro?”, “Do que você acha que este livro fala?”. Após esse primeiro contato na
biblioteca com os livros, os alunos preencheram uma ficha de leitura sobre os elementos pré-
textuais (autor, título, editora, edição, informações sobre folha de rosto, ISBN, etc.) e textuais
sobre o livro (personagens, resumo, tempo da narrativa, ponto de vista do narrador, prefácio,
etc.). Nesse momento foi explicado cada um dos elementos constitutivos dos livros, sua função
e importância.

Em outro momento, após o preenchimento da ficha, os alunos assistiram a uma


adaptação ao cinema de um livro brasileiro, a fim de mostrar-lhe que as histórias podem mudar
de suporte, mas a história continua sendo tão encantadora quanto. E finalmente, após o
momento do filme, os alunos começaram a ler de fato os livros. Em relação ao Ensino
Fundamental I e AEE, os alunos ainda fizeram atividade de compreensão de texto e pequenas
dinâmicas para ajudar na compreensão dos textos. Houve também o momento da contação de
histórias entre os alunos do E.F. I.

Alunos do 2º ano E.F.I lendo na biblioteca Alunos participando de dinâmica sobre leitura ao ar
livre
Em relação ao Ensino Fundamental II, houve mais dificuldades de se fazer perceber o
trabalho com a leitura de livros especificamente, como algo bom e prazeroso. Sabemos que o
jovem de hoje lê – e muito- mas lê, na grande maioria das vezes, textos relacionado ao mundo
adolescente, não aprofundados, os quais mais se relacionam a questões não relevantes.
Pensando nisso, o trabalho começou com a leitura de textos retirados de revistas, blogs, sites
de entretenimento e redes sociais de modo geral, todos com algum elemento chamativo, para
atrair a atenção.

Logo após, a professora de Língua Portuguesa dividiu os alunos em narradores e


escolheu um aluno e uma aluna para protagonizar a narrativa de ficção, e assim dramatizar a
história de um romance, com direito inclusive a montagem de cenário e figurino. Esse trabalho
durou 4 aulas e todos os alunos participaram e pareceram gostar da proposta, já que envolveu
toda a classe e todas as turmas (cada aluno leu uma parte da história).Nestas aulas, professora
ainda trabalhou os sinais de pontuação, a entonação da voz para leitura da narração e elementos
da narrativa de ficção. Vejamos abaixo fotos ilustrativa desse momento:

Prof. Milena e a turma do 8º ano .Leitura do romance “Virgem e mártir”(1989), de Andrew M. Greeley

Apesar do interesse ter sido despertado através das ações descritas anteriormente,
encontrou-se resistência de alguns alunos, mas 80% dos alunos participaram e leram seus livros.
Dos 80% participantes efetivos 60% leu um pouco mais da metade do livro; 20% não chegou a
metade da leitura e em torno de 15% leu o livro todo, lembrando que há casos omissos e que
não falaram o quanto leram de verdade. Em todo caso, houve participação e leitura da maior
parte dos alunos, o que sem dúvida, foi um marco das histórias de leitura deles e um contributo
para o despertamento da leitura por deleite.
Contação de histórias – Prof. Sandra e o 2º ano
Outro projeto de leitura bem sucedido foi Projeto “Eu Aprendo Lendo”,da prof. Ana
Maria Queiroz(4º ano). Ela trabalhou com origami da cultura japonesa para auxiliar ainda mais
as crianças no processo da aprendizagem. Desta maneira, letras e personagens irão compor o
interior da sala e dos cadernos, com tudo muito colorido, interessante e interdisciplinar. Assim,
a modalidade didática se completa na sua classificação em “querer“, “saber”, “saber fazer” e
“poder”. Foram feitas as contação de histórias de lendas, interpretação de texto e reconto de
história. A adivinhação teve grande participação. Os ditos populares, jogo do complete,
anedotas, cantigas de ninar (relembrar momentos prazerosos da infância e trabalhar com a
memória da tradição) e confecção dos personagens com dobradura de papel oportunizou o fazer
compartilhado, ensinando aos alunos a importância de observar as orientações a serem seguidas.

E mais um projeto inserido nas ações de leitura nesse ano foi Projeto ‘Literatura de
Cordel” (5º ano), da prof. Nadirjane Medeiros Carneiro Nascimento. Foram feitas leitura de
Cordéis, visitas à biblioteca em busca de novas leituras, construção de seus próprios cordéis em
livreto, pinturas com temas e cores de cordel, entre outras tantas atividades foram amplamente
discutidas na escola e fora dela, durante a aplicação do projeto Literatura de cordel, no ano
letivo corrente. Além disso, a escola levou um pouco desse trabalho para o desfile cívico , a fim
de valorizar nossa cultura e escritores.
Outro detalhe que foi incorporado, ainda que tardiamente, ao trabalho foram os
materiais e atividades propostas pelo projeto “Jovem Leitor”. Em abril deste ano, nossa docente
de Língua Portuguesa participou de formação continuada para o projeto mencionado e recebeu
o material de suporte pedagógico próprio do docente, no entanto, o material dos alunos – o qual
é composto por uma maleta de papelão com livros da literatura brasileira e estrangeira, além de
clássicos universais- só chegou à escola na última semana de outubro, o que atrasou o trabalho
com tais livros, não permitindo que o trabalho de leitura destes fosse plenamente desenvolvido.
Por isso, destacamos que foi importante a formação da professora e a chegada do material dos
discentes; porém, o trabalho com o material deste projeto ainda está em andamento.

Resultados e conclusão

Ressaltamos com isso, que tanto a equipe que empreendeu o trabalho, quanto os alunos,
mostraram gostar bastante das ações mencionadas – apesar dos poucos casos de alunos
desinteressados. Sabemos que não é do dia para a noite que alguém vai se tornar um leitor
assíduo e competente usuário de sua língua materna. Mas acreditamos que, com as políticas
públicas de incentivo e investimento na leitura, de formação continuada e atualização dos
docentes, além, claro, do trabalho eficiente dos profissionais que mais lidam com isso, os
professores, alcançamos uma melhora no desempenho dos estudantes, seja na sua capacidade
de leitura, compreensão e interpretação, mas também no estímulo à leitura por prazer, o que
pode ser um começo na trajetória de grandes futuros leitores.

Fontes: Secretaria da escola


Página Oficial da escola no facebook.