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GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DO DISTRITO FEDERAL
DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA

CONTEÚDOS CURRICULARES PARA O


PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PRECOCE

“Educar é um ato de amor”


Paulo Freire

Brasília – DF
1994
GDF –SE – FEDF
DEPARTAMENTO DE PEDAGOGIA

CONTEÚDOS CURRICULARES PARA O


PROGRAMA DE EDUCAÇÃO PRECOCE

BRASÍLIA – DF
1994
APRESENTAÇÃO

COORDENAÇÃO
Departamento de Pedagogia

ELABORAÇÃO
Francisca Roseneide Furtado do Monte
Maria Nazaré Correia

COLABORAÇÃO
Daisy Maria Collet de Araújo Lima
Odercy de Mello Araújo Rondor
Ulisses de Araújo
Professores da Rede Oficial de Ensino que atuam no Programa de Educação Precoce

REVISÃO
Magda Maria de Freitas Querino
Marlene de Oliveira Gotti
Sylvia Regina J. Alves Ferreira

DATILOGRAFIA
Carlos Magno Miranda Netto
Elba Maria Pereira dos Santos Silva
Lilian Damasceno dos Santos
Rosania Aparecida Stoco
INTRODUÇÃO

No sentido de colaborar com as pessoas interessadas em estimulação precoce,


expressão esta que talvez não tenha na língua portuguesa uma tradução adequada (em
espanhol “Estimulacion Temprana”, em inglês “Early Intervention”), elaboramos o
presente conteúdo curricular que engloba sugestões de atividades a serem desenvolvidas
com crianças na faixa etária de zero a três anos.
A idéia básica da “Estimulação Precoce” ou “Estimulação Essencial” se prende
na importância de estimular adequadamente a criança, nos seus primeiros anos de vida,
a fim de assegurar o máximo de desenvolvimento das potencialidades psicomotoras,
cognitivas e sócio-afetivas daquelas que apresentam necessidade de tratamento especial
e as consideradas de “risco”.
Os objetivos e atividades foram didaticamente divididos por áreas de
desenvolvimento para facilitar o manuseio e torná-los mais claros aos interessados,
principalmente aos pais. Não podemos esquecer que o desenvolvimento
neuropsicomotor se realiza de modo harmonioso e integrado. Assim sendo, as atividades
pedagógicas devem envolver todas as áreas de forma sistemática.
No atendimento direto à criança, os educadores devem atuar simultaneamente
em todas as áreas de desenvolvimento, tendo a visão globalizada do indivíduo. no
entanto, o educador deve atuar como agente que facilita a percepção, a sensação e a
discriminação da situação estímulo, provocando o aparecimento de respostas adequadas,
favorecendo, assim, a aprendizagem.
As atividades apresentadas neste conteúdo curricular, indicam idéias e
sugestões adequadas aos objetivos que se propõem a atingir, mas, cabe ao educador
enriquecê-las com sua criatividade.
Se você me toca suave e docemente,
Se olha para mim e sorri,
Se fala comigo e escuta,
Eu crescerei, realmente eu crescerei
(Criança anônima)

“Todas as crianças nasceram para crescer,


Se desenvolver, viver e expressar suas
Necessidades e seus sentimentos”
(Alice Miller)
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO........................................................................................... 3

INTRODUÇÃO................................................................................................ 4

I – DESENVOLVIMENTO MOTOR E PSICOMOTOR.......................... 10


Faixa Etária 0 – 3 meses............................................................................ 10
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 3 – 6 meses............................................................................ 12
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 6 – 9 meses............................................................................ 14
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 9 – 12 meses.......................................................................... 16
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 12 – 15 meses........................................................................ 18
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 15 – 18 meses........................................................................ 20
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 18 – 24 meses........................................................................ 21
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 36 meses........................................................................ 23
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 36 – 48 meses........................................................................ 25
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

II – DESENVOLVIMENTO COGNITIVO..................................................27
Faixa Etária 0 – 3 meses.............................................................................27
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 3 – 6 meses.............................................................................29
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 6 – 9 meses.............................................................................32
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 9 – 12 meses...........................................................................34
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 12 – 18 meses.........................................................................36
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 18 – 24 meses.........................................................................39
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 36 meses.........................................................................42
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 36 – 48 meses.........................................................................46
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

III – DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM........................................49


Faixa Etária 0 – 3 meses.............................................................................49
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 3 – 6 meses.............................................................................51
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 6 – 9 meses.............................................................................53
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 9 – 12 meses...........................................................................54
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 12 – 18 meses.........................................................................56
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 18 – 24 meses.........................................................................58
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 36 meses.........................................................................60
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 36 – 48 meses.........................................................................62
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

IV – DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO........................................64
Faixa Etária 0 – 3 meses.............................................................................64
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 3 – 9 meses.............................................................................65
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 9 – 18 meses...........................................................................66
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 18 – 24 meses.........................................................................68
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 36 meses.........................................................................69
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 36 – 48 meses.........................................................................70
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

V – DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E


HÁBITOS ALIMENTARES........................................................................................72
Faixa Etária 0 – 5 meses.............................................................................72
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 5 – 8 meses.............................................................................73
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 8 – 12 meses...........................................................................74
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 12 – 18 meses.........................................................................75
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 18 – 24 meses.........................................................................76
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 36 meses.........................................................................77
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 36 – 48 meses.........................................................................78
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

VI – DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E


HÁBITOS DE HIGIENE..............................................................................................79
Faixa Etária 0 – 9 meses.............................................................................79
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 9 – 24 meses...........................................................................80
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos
Faixa Etária 24 – 48 meses.........................................................................82
Objetivos
Sugestões de Atividades/Conteúdos

VII – ANEXOS
Anexo 1 – Complementação Curricular para Educação Precoce do
Portador de Deficiência Auditiva.................................................................................84
Anexo 2 – Complementação Curricular para Educação Precoce do
Portador de Deficiência Visual...................................................................................103

VIII – HIDROESTIMULAÇÃO..................................................................113

IX – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................116
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa etária: 0 – 3 meses

Objetivos:
 Desenvolver a coordenação motora global
 Desenvolver a fixação ocular
 Desenvolver o equilíbrio da cabeça
 Desenvolver a capacidade de apreensão voluntária

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a movimentar a cabeça dentro do seu campo visual nas
posições: prono e supino nas seguintes direções: para cima, para baixo, para um lado e
para outro.
 Colocar a criança de bruço e estimular o movimento de pernas preparando para o
caminhar.
 Juntar as mãozinhas, levemente fechadas, aproximando-as da parte central do
corpo.
 Colocar a criança em supino (barriga para cima) e estimular a fixação do olhar no
rosto humano (usar voz suave e mímicas faciais).
 Estimular a criança a seguir com os olhos o movimento lento do rosto humano:
partindo do meio para um lado, voltar ao meio e seguir para o outro lado. Repetir o
exercício com brinquedos diferentes.
 Movimentar uma mini lanterna e de luz fraca, de um lado para o outro e depois de
cima para baixo.
 Colocar objeto na palma da mão da criança.
 Colocar o dedo na palma da mão da criança.
 Colocar a criança em supino para fazer movimentos alternados de levantar
suavemente pernas e braços.
 Colocar, na mão do bebê, objetos pequenos e flexíveis, estimulando-o a pegá-los
(brinquedos de borracha coloridos e sonoros, adequados à criança, esponja, etc. e de
fácil higiene).
 Colocar a criança na posição supino, estimulá-la a acariciar o rosto da mãe ou do
pai e também o seu próprio corpo.
 Colocar a criança na posição supino, incentivá-la a tocar com os pés e as mãos os
brinquedos pendentes com vistas a explorá-los.
 Estimular o bebê a fazer movimentos corporais através de brincadeiras. Ex.: toques
leves associados a cantigas e ou quadrinhas infantis. Variar o exercício com balanços
suaves no corpo da criança.
 Colocar a criança em supino, segurar suas mãos, dando apoio à cabeça e levantá-la
em 5 cm. Voltar à posição deitada, mantendo apoio à cabeça.
 Colocar a criança na posição prono (de bruço) e estimulá-la com objetos sonoros,
fazendo-a levantar a cabeça e girar para os lados.
 Colocar no colo na posição prono e estimulá-la a erguer a cabeça.
 Colocar a criança de bruço sobre a mãe ou o pai de maneira que possa sentir a
vibração de sua voz e posso levantar a cabeça para vê-la (lo).
 Colocar a criança em supino, segurá-la pelas mãos, protegendo sua cabeça e
chamando-a pelo nome, estimulando-a a sentar.
 Colocar a criança em posição prono e estimulá-la a erguer a cabeça cada vez mais
no plano vertical, através de estímulos visuais e/ou sonoros (auxiliando ou não com o
uso do rolo).
 Colocar, na mão do bebê, objetos pequenos como o chocalho e deixar que o leve à
boca.
 Incentivar o uso das mãos e a descoberta dos dedos através de apreensão de objetos
de formas variadas.
 Evitar luvas e mãos presas, quanto mais livre melhor.
 Deixar as mãos da criança soltas para que ela possa livremente movimentá-las e até
levá-las à boca.
 Acostumar a criança a ficar um curto tempo na posição de bruço, até que a criança
demonstre estar incomodada.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 3 – 6 meses

Objetivos:

Desenvolver a distensão corporal, a percepção tátil e o sentimento de segurança

Estimular a criança a virar, rolar e sentar

Desenvolver a apreensão voluntária/palmar

Desenvolver a capacidade visual de acompanhar objeto no plano de 180o

Desenvolver a habilidade de rolar sobre si mesmo

Desenvolver a capacidade de sentar com apoio (momentaneamente)

Desenvolver a capacidade de pegar objetos

Desenvolver a capacidade de sentar sozinho com apoio, tronco ereto

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Colocar a criança sem roupa, em prono, sobre uma bola de bobath não muito cheia,
provocando balanços leves e batidas leves, regulares e suaves na bola; repetir os
exercícios com a criança na posição supino.
 Colocar a criança em posição supino e fazer exercícios lentos e suaves de estender
os braços e abraçar o próprio corpo.
 Distender suavemente as mãos da criança, dando-lhe um brinquedo e deixar que ela
o manipule e olhe.
 Deitar a criança em supino, segurar suas pernas um pouco abaixo da articulação do
joelho, levar seus joelhos alternadamente em direção ao peito e em seguida repetir o
exercício com as duas pernas simultanemante.
 Estimular a criança a pegar brinquedos de diferentes tamanhos e textura. Colocar o
brinquedo na linha média da visão do bebê, facilitando o toque, não impedir que o leve
a boca.
 Colocar a criança em supino e colocar brinquedo(s) ao lado, fora de seu alcance,
estimulando-a a virar-se para pegar.
 Deitar ao lado da criança e depois do outro, conversar e sorrir, encorajando-a a
rolar.
 Colocar a criança em supino, segurá-la pelas mãos, fazendo movimentos de vai-
vem para desenvolver a habilidade de sentar.
 Colocar a criança em supino e conduzir a mão da criança de modo a tocar seu
próprio corpo, cabelo ou roupa.
 Colocar a criança em supino, balançar um brinquedo sonoro, levando-o à altura dos
pés e estimular o bebê a chutá-lo.
 Estimular a criança a seguir lentamente um objeto num arco de 180o, de um lado
para o outro.
 Estimular a criança a levar a mão vazia até a outra que contém o objeto, fazendo-a
passar de uma mão para outra.
 Apresentar brinquedos (móbiles, argolas, etc.) para que a criança olhe-os em
movimento, tente pegá-los e, mais tarde, feche a sua mão neles.
 Dar-lhe objeto na mão, possibilitando que o olhe e o leve à boca.
 Dar dois objetos ao mesmo tempo, estimulando a criança a pegar um em cada mão.
 Passar a criança da posição deitada para a sentada, dando-lhe apoio nas duas mãos e
mantendo suas pernas estiradas.
 Estimular a criança para sentar sozinha, retirando gradativamente o apoio das mãos,
permanecendo, todavia, com os braços em volta dela.
 Colocar a criança em supino, segurar, suavemente, com uma das mãos, as pernas do
bebê para que fiquem esticadas e pôr a outra mão embaixo de sua cabeça, apoiando a
nuca e levantando-a devagar.
 Colocar a criança deitada sobre um lençol, erguer uma das pontas do lençol
suavemente, em plano inclinado, de modo que a criança possa virar-se de um lado para
o outro.
 Colocar a criança em supino, aproximar os pulsos, palmas e dedos da mão,
calcanhares e pés (mão com mão – mão direita com pé direito – mão esquerda com pé
esquerdo – mão direita com pé esquerdo e mão esquerda com pé direito).
 Segurar a criança pelas axilas, estimulá-la a pular, jogando o peso do corpo nos pés.
 Colocar um objeto atrativo à frente da criança para que ela possa estender o braço e
pegá-lo.
 Mostrar um brinquedo para a criança enquanto ela estiver segurando outro.
 Estimular a criança a sacudir um brinquedo sonoro.
 Estimular a criança a segurar a mamadeira com as duas mãos.
 Estimular a criança a rolar da posição prono para a supino e vice-versa, sempre
usando um objeto estimulador.
 Estimular a criança a sentar com apoio de suas próprias mãos.
 Estimular a criança, por meio de brinquedos atraentes, a passar da posição deitada
para a sentada, mantendo suas pernas esticadas e dando-lhe apoio, ora a mão esquerda
ora a mão direita (a mão livre faz apoio no chão para ajudá-la a erguer-se).
 Segurar a criança pelas axilas, estimulando-a a saltar.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 6 – 9 meses

Objetivos:
 Desenvolver a capacidade de arrastar-se
 Desenvolver a capacidade de transferir um objeto de uma mão para outra
 Desenvolver a capacidade de movimentar dois brinquedos simultaneamente
 Desenvolver a capacidade de engatinhar
 Desenvolver a capacidade de engatinhar cruzado
 Desenvolver o esquema corporal
 Desenvolver o equilíbrio estático e dinâmico

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Colocar a criança em prono; apresentar um brinquedo preso por barbante, puxá-lo
para frente, incentivando-a a arrastar-se.
 Colocar a criança em prono, oferecer os braços à criança à altura dos seus olhos,
afastando-se lentamente enquanto ela se aproxima.
 Colocar um objeto na mão da criança e incentivá-la a passar para a outra mão.
 Colocar a criança em prono, usar brinquedos atraentes, colocados a distância para
estimulá-la a pegá-los.
 Colocar a criança num plano inclinado, cabeça mais baixa que os pés, estimular o
arrastar. Pode ser dado um ligeiro apoio nos membros inferiores (pés), favorecendo o
movimento de flexão dos joelhos.
 Dar oportunidade à criança, para brincar livremente com brinquedos interessantes e
estimulá-la a transferi-los de uma mão para outra.
 Dar pequenos objetos (brinquedos) de diferente espessura e estimular que os segure
em uma só mão; oferecer-lhe um terceiro objeto.
 Deixar cair objetos sonoros perto da criança, levando-a a olhá-los.
 Oferecer objetos sonoros como chocalhos e sinetas, para que os bata.
 Dar alimentos sólidos ou semi-sólidos na mão, para que os manipule e os leve à
boca (Ex.: bolacha).
 Colocar um objeto em cada mão da criança, movimentando as mãos em linha
horizontal batendo um objeto no outro.
 Permitir que a criança se arraste no chão tentando alcançar objetos que lhe
interessem.
 Colocar um objeto em cada mão da criança, estimulando-a a levantar as duas mãos
e bater simultaneamente sobre a mesa.
 Colocar dois brinquedos perto da criança e estimulá-la a pegar ora um, ora outro.
 Aproximar o espelho ao rosto da criança para que possa olhar-se, explorar sua
imagem e sorrir a si mesma.
 Levar o pé à sua mãozinha, para que o manipule e o leve à boca.
 Oferecer brinquedos de textura, consistência e tamanhos variados para que possa
chupá-los e mordê-los.
 Deixar a criança sentada sem apoio, durante um certo tempo, procurando fazer com
que deixe a coluna ereta.
 Colocar objetos de seu interesse perto dela, à sua frente e aos lados, levando-a a
pegá-los e voltar a posição anterior, sem perder o equilíbrio.
 Levar a criança a sentar-se, chamá-la e fazer som atrás dela, para que ela possa
olhar, girando o corpo.
 Sentar a criança, fazer pressões leves com a mão nos ombros dela, fazendo-a
inclinar-se para os lados. Isto vai provocar um certo desequilíbrio que deverá levá-la a
buscar apoio no chão (deverá ser feito em ambos os lados).
 Segurar a criança pelo tronco, colocá-la por pouco tempo na posição de pé,
apoiando sua planta do pé no chão.
 Estimular a criança a fazer tentativas de erguer-se, apoiando-se em pessoas ou
objetos.
 Permitir que a criança se arraste no chão tentando alcançar objetos que lhe
interessem.
 Colocar a criança na posição de quatro e balançá-la para frente e para trás.
 Colocar uma toalha de banho sob o abdômen da criança, na posição de engatinhar,
segurar a toalha nas pontas e estimular o engatinhar gradativamente, Deixar a criança
manter o peso do corpo nas mãos e nos joelhos e não na toalha.
 Colocar a criança na posição de engatinhar com apoio, balançá-la para frente,
livremente, usando brinquedos interessantes, estimulando-a a engatinhar.
 Engatinhar na frente da criança, chamando-a pelo nome para perto de você.
 Estimular e dar apoio para que a criança se levante.
 Colocar a criança na posição de pé, com apoio total, isto é, segurando-a pelas
axilas, incliná-la para frente, estimulando-a para que dê alguns passos voluntários.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 9 – 12 meses

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento psicomotor da criança para:
- adquirir equilíbrio postural;
- movimentar-se com certa independência;
- desenvolver a capacidade de engatinhar;
- desenvolver a capacidade de engatinhar padrão cruzado;
- desenvolver a capacidade de transferir objetos de uma mão para outra.
 Desenvolver a capacidade de sentar para engatinhar, engatinhar para sentar-se, etc.
 Desenvolver a capacidade de movimento de pinça.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Repetir as mesmas atividades anteriores (8-9 meses).
 Deixar a criança à vontade para engatinhar livremente.
 Proporcionar espaços maiores para a criança se locomover.
 Brincar com a criança de engatinhar como macaco.
 Engatinhar entre vários objetos, segurando um brinquedo em uma das mãos.
 Sentar, no colo, no chão, numa cadeira, num banco, diante de um espelho, outros.
 Segurar a criança pelas axilas e depois ambas as mãos, ajudá-la a percorrer um
percurso pequeno, estimulando-a a chegar até o local ou objeto que lhe interesse.
 Engatinhar com as mãos e os joelhos, com as mãos e os pés, com a barriga no chão,
subindo e descendo rampas, por debaixo de móveis.
 Desenvolver atividades de rotina e brincadeira, levá-la a passar sozinha da posição
deitada para sentada e após para de pé com apoio e posteriormente sem apoio.
 Colocar a criança de pé, mantendo os joelhos em extensão (apoiados); baixar e
levantar o tronco, com apoio, ora na mão esquerda, ora na mão direita.
 Usar caixas de papelão ou madeira cheias de brinquedos para estimular a criança a
alcançar os brinquedos.
 Estimular a criança a trocar de posição: colocá-la sentada distante e chamá-la para
perto de quem chama.
 Usar brinquedos atraentes para estimular a criança a engatinhar e sentar para
brincar.
 Colocar a criança sentada; segurá-la no quadril (por trás) e balançá-la para frente,
para direita e para esquerda.
 Deixar a criança com os membros superiores livres, estimulando assim as reações
de equilíbrio.
 Sentar a criança num banquinho, de modo que apoie os pés no chão. O adulto fica
sentado por trás da criança, segurando-a apenas por uma das coxas, evitando o apoio
dorsal. Ela vai endireitar as costas, virando-se para um lado e para o outro, em busca de
estimulação visual e auditiva.
 Abaixar em frente à criança, dando-lhe apoio nas duas mãos, estimulando-a a
caminhar.
 Estimular a criança a andar, dando-lhe apoio ora na mão direita, ora na mão
esquerda.
 Colocar cubos ou outros objetos, em um recipiente, derramá-los sobre uma bandeja
ou algo semelhante. Pedir a criança que o imite.
 Entregar um brinquedo para a criança segurar, apoiando-a debaixo do braço, e peça
para ela entregar para outra pessoa, que esteja bem perto.
 Encorajar a criança a empurrar ou puxar carrinho de boneca, etc.
 Colocar contas grandes dentro de um recipiente aberto. Retirar para outro. pedir que
a criança imite.
 Colar um recipiente cheio de contas (ou outros objetos) grandes, sobre uma
bandeja, para que retire uma a uma e as coloque na bandeja.
 Enfiar contas grandes em fio grosso e duro, tipo fio de nylon, formando colar.
 Apresentar um bastão pequeno ou uma colher na frente da criança, para que ela
pegue, e incentivar que ela bata no chão como se fosse num tambor.
 Apresentar dois objetos atrativos, motivando a criança a pegar um com uma mão e
depois, com a outra mão, pegar o outro. Apresentar um terceiro objeto para que ela solte
um e pegue este.
 Colocar diante da criança uma sineta, para que ela a pegue pela haste e a agite.
 Estimular a criança a amassar e rasgar papéis.
 Atirar ou arremessar objetos.
 Fixar uma folha de papel grande (tipo papel madeira) no chão e deixar a criança
rabiscá-la com lápis estaca.
 Dar para a criança revistas e incentivá-la a folheá-las.
 Mostrar a criança figuras conhecidas nos livros, revistas, apontando com o
indicador, estimulando-a a imitar o professor.
 Dar comida ou materiais à criança, para que ela se “meleque” e sinta sua
consistência e efeito nas mãos.
 Brincar com a criança durante o banho, ao trocar de roupa, levando-a a explorar sua
própria barriga, e levar seu pezinho à boca.
 Levar a criança a tocar nas diferentes partes de seu próprio corpo, sempre
nomeando-as.
 Brincar com a criança, de esconder objetos embaixo de um pano, estimulando-a a
achá-los.
 Estimular a criança a empilhar dois cubos (um em cima do outro).
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 12 – 15 meses

Objetivos:
 Desenvolver habilidades de equilíbrio estático e dinâmico
 Desenvolver a coordenação global
 Desenvolver o esquema corporal
 Desenvolver a habilidade de apreensão fina
 Desenvolver a viso-motricidade

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Segurar em apenas uma das mãos da criança, ao andar pela sala de aula.
 Oferecer à criança objetos leves para que ande, empurrando-os.
 Segurar de um lado do bastão e a criança anda, segurando-o do outro lado.
 Conduzir uma das mãos da criança a segurar na parede ou corrimão, enquanto anda.
 Oferecer segurança com os braços abertos em volta da criança, estimulando-a a
permanecer de pé sozinho.
 Estender os braços diante da criança que permanece de pé, estimulando-a a andar
sozinha.
 Variar o exercício anterior, afastando e estimulando a criança a aproximar-se.
 Tirar os sapatos da criança para que ela ande descalça na terra, areia, grama,
cimento.
 Incentivar a criança a subir um ou dois degraus de uma escada, engatinhando.
 Estimular a criança a subir escada, engatinhando.
 Estimular a criança a descer livremente de superfície um pouco elevada (cama,
cadeira, degraus, escorregador), valorizando-a quando conseguir seu objetivo.
 Ajudar a criança a caminhar sozinha, até um objeto de seu interesse, colocando-se
este objeto, cada vez mais distante dela.
 Aceitar as características de sua marcha e suas prováveis quedas.
 Solicitar que a criança aponte alguma parte de seu corpo.
 Pedir que a criança aponte alguma parte de sua própria vestimenta.
 Movimentar a boca, a testa e os olhos para a criança observar.
 Colocar a criança na posição de pé, para que, sentindo a superfície do chão, consiga
ficar ereta.
 Estimulá-la, ajudando-a, a passar sozinha de diversas posições para a posição de pé.
 Estimular a criança a colocar pinos numa tábua perfurada e apropriada para esse
tipo de atividade.
 Dar oportunidade à criança de puxar, empurrar, empilhar, derrubar, esvaziar e
encher recipientes.
 Embrulhar brinquedos e pedir a criança que desembrulhe. A criança gosta muito
deste tipo de atividade (faça na presença da criança e deixe uma parte a vista dela).
 Brincar com a criança com objetos pequenos de formas diferentes, retirando um a
um de um recipiente para outro.
 Oferecer revistas para a criança folhear.
 Colocar bolinhas ou feijão dentro de uma garrafa.
 Jogar, deslizando pelo chão, uma bola para que a criança sentada de frente receba e
repita o movimento.
 Oferecer jogos de encaixe, começando dos mais simples para os mais complexos.
 Oferecer lápis diversos, estimulando que faça rabiscos espontaneamente com os
mesmos.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 15 – 18 meses

Objetivos:
 Desenvolver a motricidade e a coordenação ampla
 Desenvolver o esquema corporal
 Desenvolver as habilidades de marcha
 Desenvolver a habilidade de subir e descer escada
 Desenvolver a coordenação visomotora
 Desenvolver a habilidade de apreensão

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança com jogos e atividades diversas frente ao espelho, ajudando a
criança a adquirir conceitos de si mesma, identificando partes do corpo.
 Brincar com a criança de cambalhota.
 Proporcionar a criança brincadeiras que envolvem jogos, introduzindo argolas por
mãos e braços, pés e pernas, etc.
 Estimular a criança a entrar e sair de caixas, formação de túnel (centopéia) para
passagem através do mesmo.
 Estimular a criança a manter-se de pé só com uma perninha, enquanto segura a mão
de um adulto.
 Estimular a criança a usar o indicador para juntar pequenos objetos.
 Usar caixas de papelão grande, cortar as extremidades de duas ou três, virar de lado
e enfileirá-las para formar um túnel, estimular a criança a passar por dentro. (Bom para
os pais fazerem em casa). Usar para brincar de esconde-esconde, etc.
 Oportunizar às crianças desenvolver a motricidade global através da música, como
também o relaxamento, ouvindo música suave. Não esquecer que a música deve ser
usada no atendimento, desde a mais tenra idade.
 Continuar a estimular a marcha, subir e descer escada, com assistência.
 Estimular a andar entre obstáculos.
 Colocar a criança numa pequena altura, dar-lhe apoio nas duas mãos e estimulá-la a
pular com os dois pés simultaneamente.
 Deixar a criança andar por toda a casa, abrindo e fechando as portas, abrindo e
fechando gavetas.
 Sentar no chão com as pernas afastadas, rolar a bola, utilizando as duas mãos.
 Ficar de pé, segurando a bola. Jogar a bola no chão e pegá-la.
 Chutar a bola.
 Usar carrinhos para serem puxados por corda.
 Estimular a criança a correr descalça, a pegar bola, carrinho, a correr na grama, etc.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 18 – 24 meses

Objetivos:
 Desenvolver a habilidade para correr
 Desenvolver a independência de locomoção
 Desenvolver a coordenação bimanual
 Desenvolver a coordenação visomotora (olho/mão – olho/pé)
 Desenvolver o esquema corporal
 Desenvolver o equilíbrio estático e dinâmico

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Continuar as atividades que estimulam os movimentos amplos. Brincar de
esconder, pegar, apostar corrida, andar entre obstáculos.
 Brincar de pular com os pés juntos com apoio nas duas mãos.
 Colocar a criança sentada em uma cadeira adequada ao seu tamanho, pés apoiados
no chão, fixar o papel na mesa, e estimular o manejo do lápis estaca (nas cores
primárias).
 Favorecer a marcha, a corrida, em ambientes amplos e seguros. Em casos de quedas
pequenas, deixar a criança erguer-se sozinha. Estimular sua independência na habilidade
de locomoção.
 Estimular a habilidade de andar de lado sem apoio.
 Continuar a estimular as habilidades adquiridas como: andar, correr, descer escadas,
etc.
 Levar a criança a brincar de roda como: “Atirei o pau no gato” etc., aproveitando a
música para trabalhar posição de cócora. Não esquecer de adequar a música e a
expressão corporal à idade da criança (compatível).
 Estimular a criança a puxar, empurrar, afastar dois carrinhos, aproximá-los, fazer
bichinhos (plástico), pular. Passar os carrinhos por cima, por baixo, entre distâncias
variadas.
 Suspender, na altura do peito da criança, uma bola de pano ou um balão. Estimular
a criança a: bater com a mão, sempre que a bola/balão balance à sua frente (com uma
mão, com a outra mão, com as duas mãos).
 Estimular a criança a pegar pequenas migalhas, grãos, etc., usando o polegar e o
indicador.
 Estimular a criança a arremessar a bola na postura de pé.
 Suspender uma bola de pano ou de borracha, prendendo-a ao teto de forma que
fique bem perto do chão:
- pedir que a criança chute a bola todas as vezes que ela se aproximar do seu
corpo;
- estimular a criança a chutar com os pés, alternado-os.
 Estimular a criança a colocar no orifício certo, num tabuleiro de formas ou num
quebra-cabeça (círculo, quadrado, triângulo).
 Oferecer brinquedos que funcionem com pinos, parafusos, se necessário dar o
modelo.
 Estimular a criança a executar experiências familiares cotidianas (comer com a
colher, pentear o cabelo da boneca, etc.).
 Propiciar a manipulação de lápis estaca, pintura a dedo, massa para modelar, etc.
 Estimular a criança a fazer encaixe entre si: semicírculo, cubos, pirâmide, trem
desmontável, etc.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 24 – 36 meses

Objetivos:
 Desenvolver a habilidade de caminhar com independência
 Desenvolver a coordenação visomotora
 Desenvolver a coordenação motora dinâmica
 Desenvolver o esquema corporal
 Desenvolver o equilíbrio estático e dinâmico

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a:
- rolar no chão, no colchonete, na grama, etc.;
- subir e descer escadas, rampas (degraus alternados);
- imitar o caminhar dos animais familiares à criança;
- andar rápido, devagar, na ponta dos pés, com o calcanhar, para frente, para trás
com e sem o auxílio da professora;
- andar descalça e calçada (descalça em texturas diferentes);
- pular no mesmo lugar;
- andar de triciclo;
- oferecer oportunidade para praticar e desenvolver atividades. Demonstrar com
exemplo. Depois estimular a criança a tentar imitar;
- chutar bola com o pé;
- atirar a bola com a mão;
 Oferecer blocos lógicos e deixar a criança manusear.
 Incentivar a construir, dando o modelo, fazendo junto com ela, e estimulá-la a fazer
sozinha.
 Colocar cadeiras, brinquedos ou outros objetos e fazer a criança caminhar
desviando dos mesmos.
 Estimular a criança a andar rápido, lento, cadenciado ao ritmo da música, etc.
 Estimular a criança a subir e a descer escada sozinha e sem apoio.
 Estimular a criança a segurar em cadeira sem apoio.
 Correr com a criança, permitindo que ela o faça livremente.
 Brincar com a criança, segurando-a pela mão, de saltar no mesmo lugar.
 Estimular a criança a andar na ponta dos pés.
 Estimular a desenvolver o ritmo através da música.
 Brincar de roda.
 Oferecer brinquedos com pedais (triciclos, carros).
 Colocar cadeiras, brinquedos ou outros objetos e fazer a criança caminhar
desviando-se dos mesmos.
 Estimular a criança a andar rápido, lento, obedecendo ordens para imitar animais.
 Motivar a criança a subir e a descer escadas sozinha e sem apoio, alterando os pés.
 Dar revistas, livros de estorinhas e deixar a criança manusear livremente.
 Estimular a criança a virar as folhas de um álbum, uma a uma.
 Realizar exercícios que estimulam a apreensão correta quanto ao movimento de
pinça (dedos).
 Enfiar e retirar de fio grosso, carretéis, contas, argolas, etc.
 Desenvolver brincadeiras com frascos de plásticos de diversos tamanhos, com
conteúdos para serem retirados e repostos, estimulando o movimento adequado para
rosquear as tampas dos mesmos.
 Rasgar papel colorido (usando os dedos).
 Brincar com massa de modelar.
 Incentivar o encaixe simples (peças grandes).
 Estimular a criança a brincar com:
- jogo de boliche;
- encaixe com pinos grandes;
- encaixe com cubos vazados.
 Solicitar à criança sua cooperação ao vestir-se e despir-se.
 Brincar com a criança com jogos diversos de encaixe, montar e desmontar,
construir e derrubar.
 Continuar a fazer brincadeiras que envolvam movimentos amplos e ritmados,
solicitando partes do corpo e a observação do mesmo no espelho.
 Continuar a fazer brincadeiras de imitação de animais, a partir de canções infantis.
 Estimular a criança a imitar a postura dos animais (fazer junto com a criança).
 Continuar a brincar com a criança, usando brinquedos, como bonecos, para
identificar e nomear as partes do corpo.
 Continuar a oferecer atividades que levem a criança a aperfeiçoar a posição em pé.
 Jogar bola com a criança, auxiliando seu pé e empurrar a bola.
 Continuar fazendo brincadeiras de imitação de animais, a partir de canções infantis.
Ex.: “Atirei o pau no gato”.
 Propiciar à criança brincadeiras com bonecas, figuras e formas para identificar e
nomear as partes dos mesmos.
DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR

Faixa Etária: 36 – 48 meses

Objetivos:
 Promover o desenvolvimento psicomotor por meio de uma estimulação adequada,
tornando a criança capaz de:
- adquirir controle da respiração;
- tomar consciência das ações musculares;
- aprender a relaxar;
- adquirir equilíbrio corporal;
- locomover-se com independência;
- desenvolver o esquema corporal;
- desenvolver a visomotricidade;
- desenvolver a percepção temporal;
- desenvolver a percepção espacial;
- desenvolver a postura.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Continuar trabalhando o uso da mão.
 Pintura a dedo.
 Continuar oferecendo cubos de diversos tamanhos para fazer “torres” (seqüência
vertical), “trens” (seqüência horizontal) e “pontes” (integração das duas seqüências).
 Brincar de fazer contrações com tijolinhos e tocos de madeira, estimulando a
criança a empilhá-los.
 Oferecer massa de modelar, argila, incentivando-a a manuseá-las ativamente e a
modelar formas de acordo com o seu interesse.
 Rasgar papel, num primeiro momento livremente e mais no final da fase, em
pedaços progressivamente menores, desta maneira estimulando a destreza manual.
 Amassar papel, livremente, e mais tarde no final da fase, oferecer pedaços menores,
estimulando-a a fazer bolinhas.
 Oferecer revistas, livros e estimulá-la a folhear as páginas, uma a uma, para que
adquira precisão nesta atividade.
 Oferecer papel e tesoura (sem ponta) para a criança usar à sua maneira.
 Usar jogos de encaixe, anéis em pinos, arco em argola e outros, para desenvolve a
coordenação motora digital.
 Colocar a criança em frente ao espelho, pedindo que mostre e nomeie as partes
mais conhecidas do corpo.
 Continuar a fazer brincadeiras de imitar posturas e movimentos de pessoas, animais
e objetos.
 Solicitar à criança que brinque de encaixar os elementos de um boneco, com suas
quatro divisões (cabeça, tronco, braços e pernas).
 Brincar de desenhar a criança, deitada no chão, com giz ou em folha de papel
madeira, com pincel ou lápis de cera.
 Brincar de subir em tocos, tijolos, onde caibam só os pezinhos, estimulando a
colocá-los juntos um ao outro.
 Desenvolver várias brincadeiras de imitação, nas quais a criança tenha que se
manter com as pernas juntas (se possível).
 Estimular a criança a caminhar em cima de pranchas, traços largos no chão (pode
ser feito com tinta ou fita adesiva) com um pé na frente do outro (se possível).
 Reforçar o descer escadas sozinha, sem apoio e alternando os pés.
 Correr com a criança em espaços amplos, estimulando-a a aperfeiçoar a sua corrida
(flexibilidade e ritmo).
 Brincar com a criança de saltar com os pés juntos, deslocando-se. Ex.: coelhinho.
 Oferecer o lápis à criança, estimulando-a a pegá-lo adequadamente.
 Oferecer à criança papel para rasgar e amassar à vontade. Após iniciar, rasgue para
ela, se necessário, solicitando que continue.
 Oferecer massa, argila de modelar para a criança manipular livremente.
 Fazer com ela jogos de atirar bolas em várias direções para que perceba o
movimento e reaja adequadamente.
 Oferecer à criança giz, tinta para desenhar, no chão, na parede ou no quadro, formas
circulares e, na fase seguinte, traços em cruz.
 Repetir o mesmo procedimento anterior, desta vez oferecendo lápis diversos.
 Estimular o início do desenho da figura humana, respeitando o nível dos seus
desenhos. Ter toda a atenção para a fase da representação gráfica em que a criança se
encontra.
 Estimular a criança a se locomover em diferentes ritmos. Ex.: imitar como anda um
cavalo, uma tartaruga, um avião, um pássaro.
 Auxiliar na fixação das noções de “dia” e “noite”, associando a claro e escuro:
“Quando é de noite, é escuro, o que a gente faz?”.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 0 – 3 meses

Objetivos:
 Desenvolver a percepção e a fixação visual momentânea.
 Desenvolver a atenção e a percepção auditiva.
 Desenvolver a percepção tátil.
 Desenvolver a percepção gustativa
 Desenvolver a percepção olfativa
 Desenvolver o equilíbrio da cabeça.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Brincar de esconde-esconde. O adulto apresenta o rosto perto da criança e se
esconde, observando de longe se ela procura.
 Apresentar uma mini-lanterna de luz fraca, acender e apagar rapidamente para que a
criança olhe o ponto luminoso. Repetir o exercício em vários locais ao alcance da visão
da criança.
 Mudar a expressão facial de várias formas para que a criança fixe o olhar. Repetir o
exercício de frente e dos lados da criança.
 Mostrar objetos coloridos para a criança.
 Apertar vários objetos de borracha, um de cada vez, produzindo sons variados.
 Bater objetos contra o outro como duas colheres, duas tampas, uma colher no prato,
dois copos plásticos, etc.
 Apresentar som musical de um lado e do outro da criança.
 Falar e cantar diante da criança.
 Aproximar-se da criança, proporcionando contato da pele. Acariciar.
 Banhar a criança com água morna, começando pelos pés, pernas, tronco, etc.
 Movimentar as mãos diante da criança, estimulando-a a olhar o máximo de tempo
possível.
 Mostrar um objeto colorido à distância de 25 cm aproximadamente.
 Mostrar luz de mini-lanterna em frente da criança, movimentando vagarosamente a
lanterna para a direita e para esquerda.
 Repetir o exercício anterior um pouco mais rápido.
 Mudar a criança de local, no mesmo ambiente para que perceba ruídos ambientais
diferentes, ou outro.
 Falar e cantar diante da criança.
 Colocar presos no berço, sininhos, chocalhos, pompons com guisos.
 Movimentar objetos coloridos ou luminosos em planos horizontal., vertical e
circular diante da criança.
 Colocar a criança em supino, segurá-la pelas mãos, protegendo sua cabeça e
chamando-a pelo nome, estimulando-a a sentar.
 Colocar a criança em posição prono e estimulá-la a erguer a cabeça, dada vez mais
no plano vertical, através de estímulos visuais e/ou sonoros (auxiliando ou não com o
uso do rolo).
 Colocar, na mão do bebê, objetos pequenos, como chocalho, e deixar que os leve à
boca.
 Incentivar o uso das mãos e a descoberta dos dedos, através de apreensão de objetos
de formas variadas.
 Proporcionar ao bebê o cheiro do talco e sabonete.
 Acariciar suavemente o bebê.
 Pentear os cabelos do bebê com escova macia.
 Ao trocar as fraldas, proporcionar contato do pano com as mãos e os braços do bebê.
 Proporcionar à criança odores diferentes durante cada banho ou alimentação.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 3 – 6 meses

Objetivos:
 Desenvolver a percepção visual.
 Desenvolver a percepção auditiva (sons ambientais).
 Desenvolver a percepção tátil.
 Desenvolver a percepção gustativa.
 Desenvolver a percepção olfativa.
 Desenvolver a memória.
 Desenvolver a percepção espacial.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Pôr a criança em frente ao espelho, brincar com ela, colocando brinquedos coloridos
e sonoros.
 Levar a criança a brincar com seu próprio corpo.
 Soprar objetos para movimentá-los, sempre deixando a criança tocar os brinquedos.
 Estimular a criança a seguir objetos com os olhos.
 Estimular a criança a seguir o foco de luz.
 Aproximar as mãos ao rosto da criança, mantendo-as no campo visual.
 Fazer movimentos faciais (sorrisos, caretas, etc) que possam ser observados pela
criança.
 Brincar com a criança de esconde-esconde.
 Deixar brinquedos cair fora do alcance do bebê e observar se ele acompanha a queda
do objeto.
 Pendurar argola na linha da visão a cerca de 30 cm de distância e, em seguida,
aproximar de modo que a criança possa tocá-la.
 Movimentar objetos brilhantes, em várias direções, diante do olhar, até o
desaparecimento do objeto.
 Pendurar objetos atraente e sonoro ao alcance da mão da criança, de maneira que
movimentos involuntários de membros superiores produzam uma ação agradável.
 Colocar objetos suaves na mão da criança, de preferência sonoros.
 Dispor, dentro do campo visual da criança, objetos que se movem: móbiles
coloridos, luzes que possam ser acendidas ou apagadas através de interruptores de fácil
manipulação. Chamar a atenção da criança para qualquer um destes estímulos e facilitar
sua manipulação, se necessário, através de modelo, ajuda física e/ou verbal.
 Conversar com a criança, incentivando-a a buscar com os olhos quem a chama ou
conversa com ela.
 Chamar a atenção da criança às falas de outras pessoas.
 Pendurar, na porta, na janela ou em outro lugar da sala, objetos que produzem som
ao movimentar-se com o vento. Pode também amarrar sininho no berço, na cadeira, etc..
chamar a atenção da criança para os sons produzidos.
 Selecionar vários tipos de objetos de texturas diferentes e fazer com que a criança
toque em cada um deles. Se necessário dar-lhe assistência, colocando a mão da criança
no objeto com pequenos movimentos.
 Colocar um pouco de açúcar em uma toalha, em frente da criança e deixá-la
explorar o mesmo, manipulando-o e provando-o.
 Colocar pitadas de açúcar na boca da criança, sempre falando “açúcar”.
 Aproximar da criança alimentos e substâncias de odores diferentes.
 Cantar junto à criança.
 Falar com a criança.
 Oferecer brinquedos sonoros para a criança.
 Apresentar brinquedos macios de borracha, lã, espuma e outros para que a criança
os manipule.
 Movimentar objetos coloridos ou luminosos diante da criança, retirando-os
repentinamente.
 Incentivar a criança olhar um objeto que cai.
 Brincar com a criança de esconder o rosto.
 Oferecer brinquedos de sopro.
 Oferecer brinquedos que produzam som.
 Oferecer dois objetos de texturas diferentes, incentivando a criança a pegar um e
segurar outro.
 Incentivar a criança a transferir um objeto de uma para outra mão.
 Oferecer brinquedos mais aquecidos, outros menos, como bonecos de texturas
diferentes, massa plástica gelatinosa.
 Falar, cantar e fazer ruídos com chocalhos, sinetas, num ângulo de 180º.
 Passar em todo o corpo da criança, nas rotinas de higiene e outros momentos,
esponjas e tecidos de variadas texturas, suavemente, conversando com a criança sobre o
que está fazendo.
 Aproximar o espelho da criança par que ela possa olhar sua imagem.
 Oferecer determinado brinquedo de seu interesse com os quais possa brincar
repetidamente.
 Oferecer objetos e brinquedos novos, à medida que a criança demonstrar interesse
(olhar, tentar pegar, etc.).
 Levar a criança a conhecer as diferentes partes da casa, além do seu quarto.
 Levar a criança para pequenos passeios e a ambientes novos, deixando-a explorá-los
 Cantar com a criança em diferentes momentos, ao dormir, quando está brincando e
nas rotinas.
 Falar com a criança antes, durante e após as rotinas diárias. Ex.: antes tomaste
banho, agora vais dormir.
 Anunciar, de forma sistemática, a chegada de pessoas ou objetos familiares, usando
um sinal, (gestos, palavras, sons) para que ela associe o sinal ao que vai acontecer
(antecipar).
 Propiciar situações novas para poder discriminar o conhecido do desconhecido.
 Deixar objetos próximos à criança par que possa encontrá-los.
 Brincar na frente da criança com objetos que possam cair no chão, levando-a a
acompanhar essa queda.
 Mudar a posição de objetos na frente da criança, fazendo-a acompanhar esse
deslocamento.
 Brincar com a criança diante do espelho, para que comece a se familiarizar com sua
imagem.
 Deixar a criança colocar os objetos na boca, para que comece a adquirir a noção de
espaço interno em relação ao seu próprio corpo.
 Estimular a exploração do pé, para a criança aprender os imites do seu corpo.
 Fazer com que leve a mão ao rosto da pessoa que cuida, ou está com ela, para que
possa explorar o contorno, a textura e os orifícios do rosto.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 6 – 9 meses

Objetivos:
 Desenvolver a intencionalidade das ações.
 Desenvolver a percepção da permanência do objeto.
 Procurar objeto desaparecido.
 Desenvolver a noção de : unir e separar, pôr e tirar.
 Alcançar objetos.
 Imitar ações de pessoas e objetos.
 Compreender ordens simples.
 Estimular a sensação auditiva, visual, tátil e olfativa.
 Desenvolver a memória, o pensamento.
 Desenvolver a percepção temporal e espacial.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Dar dois objetos iguais à criança, em suas mãos, estimulá-la a bater um contra o
outro, bater contra à superfície, sacudir com a intenção de observar o efeito (som).
 Estimular a criança a acompanhar o objeto até desaparecer e., em seguida, estimulá-
la a procurá-lo (deixe-o parcialmente coberto).
 Fazer brincadeiras de esconder objetos e pessoas em situações lúdicas, recreativas.
 Estimular a explorar luz, sons, o paladar, cheiros.
 Estimular a criança a explorar o meio ambiente.
 Estimular a entender o sentido do: “dá”, “não”, “vem”.
 Estimular a criança a localizar sons, produzindo ruídos com o objeto fora do campo
visual.
 Estimular a criança a brincar livremente com recipientes de vários tamanhos. Deixar
a criança explorar o rosto humano, olhos, nariz, boca, etc.
 Estimular a criança a pegar os brinquedos fora de seu alcance. Estimular no uso do
intermediário. Ex.: puxar um carrinho, usando uma corda. Buscar um brinquedo usando
a locomoção.
 Utilizar objetos sonoros, com maior chance de atrair a tenção da criança; o adulto
pode produzir ruído, enquanto o objeto está escondido, como forma de ajuda.
 Fazer o esconderijo sofrer variações do tipo:
- ser um de vários esconderijos possíveis e diferentes entre si e que
permanecem no mesmo lugar;
- ser um de vários esconderijos possíveis e diferentes entre si e que são
mudados de posição na frente da criança., após esconder o objeto.
 Chamar o brinquedo sempre pelo nome e observar se a criança entende o
significado.
 Levar a criança executar ordens simples (vem quando chamado, aponta quanto
expressa desejo a algo, etc.).
 Deixar a criança manipular, explorar livremente objetos diferentes em tamanho, cor
e textura.
 Usar recipiente transparente ou caixa e estimulá-la a retirar os objetos, papéis, etc.
 Estimular a criança a manipular brinquedos de encaixe simples nas formas circular e
quadrado.
 Ensinar a criança o nome das partes do corpo, tomando-as e nomeando-as (boca, pé,
mão, barriga).
 Motivar a criança a manipular brinquedos de encaixe simples nas formas circular e
quadrado.
 Falar com a criança a ação que está fazendo (fechar a porta, abrir a porta, dá pra
mim, joga a bola, etc.).
 Motivar a criança a vencer obstáculos par atingir seus objetivos (Ex.: para pegar a
bola, deverá empurrar a cadeira, etc.).
 Estimular a criança a entreter-se com caixinhas e cubos coloridos e com textura e
formatos diferentes.
 Falar com a criança fora de seu campo visual, chamando-a para que ela vire a
cabeça à procura do som.
 Anunciar verbalmente para a criança a chegada de pessoas familiares, repetindo seu
nome.
 Oferecer à criança diversos estímulos táteis, levando-a a sentir o calor (das pessoas,
da mamadeira, da água), o frio (da água, do metal), o macio (dos animais felpudos,
esponjas) e o prazer (de cócegas suaves, carícia).
 Estimular o olfato da criança, usando perfumes e cheiros diversos, tendo o cuidado
de não colocá-los muito próximos do nariz da criança.
 Fazer com que a criança cheire o sabonete e a loção quando as estiver usando.
 Levá-la à cozinha e a outros locais, par sentir o cheiro da comida, das frutas, das
folhas e das flores. (mas deverá ser realizado com cuidado, moderadamente, para não
ser agressivo à criança).
 Colocar a criança em frente ao espelho, para que possa se olhar e explorar sua
imagem, numa relação afetiva com um adulto ou outra criança maior.
 Brincar com a criança apontando ora par a mãe, ora par ela, repetindo
sucessivamente o nome de ambas.
 Cantar para a criança, embalando-a nos diferente ritmos.
 Realizar com a criança brincadeiras que solicitem que ela antecipe o que vai
acontecer. Ex.: cantar canções e, paralelamente, fazer movimentos com as mãos em
direção ao corpo dela, levando-a a movimentar o corpo indicando que compreendeu o
jogo.
 Colocar pêndulos em cordas ou cordões que se movimentem de uma extremidade a
outra da sala para a criança acompanhar o seu percurso.
 Brincar de esconde-esconde (próprio corpo, pessoas e objetos de seu interesse).
 Oferecer alimentos para que os pegue com a mão, sem auxílio de garfo ou colher.
 Oferecer mamadeira para que possa levá-la a boca, iniciando-se na aquisição da
funcionalidade do objeto.
 Dar vários objetos com protuberâncias e alças, levando a criança a discriminá-los.
 Permitir que a criança participe da alimentação e toque com as mãos alimentos
pastosos ou mesmo líquidos.
 Levar a criança a manipular ativamente pontas e saliências diversas, levando sua
mão até elas (objetos que não ocasionem risco à criança).
 Oferecer à criança objetos com orifícios e detalhes variados par que possa explorá-
los.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 9 – 12 meses

Objetivos:
 Desenvolver a percepção temporal.
 Desenvolver a percepção espacial.
 Desenvolver a memória.
 Desenvolver o pensamento.
 Desenvolver a percepção da permanência do objeto.
 Desenvolver noção de causa e efeito.
 Desenvolver a capacidade de imitar objetos e pessoas.
 Desenvolver a capacidade de discriminar.
 Desenvolver a capacidade de entender a relação de conteúdo e continente (ter e não
ter).

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Levar a criança a identificar figuras, objetos familiares e pessoas, inclusive a si
mesma. Ex.: “cadê o papai”, observar sua reação.
 Realizar uma atividade alegre com a criança, estimulando-a a repeti-la. Auxiliá-la a
certos gestos (bater palmas, dar tchau), ao ouvir cantos ou solicitações puramente
verbais.
 Ensinar a criança a sacudir a cabeça para expressar “sim” ou “não”.
 Falar à criança todas as ações que serão realizadas, a fim de que ela possa fazer
gestos, mostrando que as compreendeu.
 Fazer com que a criança acompanhe ritmo de música, batendo palmas ou batendo
em um tambor com vareta, colher de pau ou outro objeto, ou fazendo movimentos
rítmicos com o seu próprio corpo.
 Brincar de “esconde-esconde” com pessoas familiares e com objetos, utilizando
fraldas, caixas e brinquedos ocos.
 Brincar de acompanhar objetos e pessoas que desaparecem e voltam.
 Levar a criança a brincar de atirar brinquedo inquebráveis ao chão, acompanhando o
seu percurso, e a buscá-lo repetidamente.
 Estimular e permitir que a criança brinque com objetos ocos (panelas, caixas de
tamanhos diversos), nos quais possa colocar outros objetos dentro e retirar de forma
repetida.
 Fazer vestimentas de papel para a criança (chapéu), para que ela os utilize
adequadamente.
 Mostrar fotos de familiares (inclusive da criança) ou figuras de objetos, estimulando
a identificá-las. Ex.: diante da foto da mãe, perguntar: “cadê a mamãe?”.
 Incentivar a criança a destampar caixas diversas, para procurar o que está dentro.
 Incentivar a criança a aumentar a experiência com a identificação da fonte dos sons
colocados fora de sua visão (barulho de avião, de buzinas, latidos de cães, trovão, água
de torneira, chuveiro, chuva, ventos fortes, etc.), sem causar medo à criança.
 Proporcionar à criança brincadeiras de trazer para perto de si objetos que estão sobre
uma fralda ou toalha, arrastando-a.
 Continuar a brincar de esconde-esconde.
 Esconder objetos de interesse da criança em situações diferentes: em baixo de uma
caixa, atrás das costas, em sua mão fechada, estimular a criança a achar o brinquedo
escondido.
 Colocar objetos estimulantes longe do alcance da criança, estimulá-la a pegar,
usando a locomoção (engatinhando, etc.).
 Realizar movimentos como bater palmas, atirar beijos, dar até logo. Estimular a
criança a imitá-los.
 Estimular a criança a tirar uma bala de um plástico, transparente ou não (que não
possa ser tirado com o dedo, mas tenha que virar o recipiente).
 Estimular a criança a abrir e fechar vários recipientes de plástico e caixas de vários
tamanhos.
 Estimular as tentativas de construir, deixando a criança brincar livremente.
 Estimular brincadeiras que levem a criança a tirar e colocar objetos dentro de um
recipiente.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 12 – 18 meses

Objetivos:
 Desenvolver a memória.
 Desenvolver o pensamento/criatividade.
 Desenvolver a percepção temporal.
 Desenvolver a percepção espacial.
 Desenvolver a atenção.
 Desenvolver a discriminação de formas.
 Desenvolver a discriminação auditiva.
 Desenvolver a relação de causa e efeito.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Oportunizar à criança brincar livremente com cubos de papelão de tamanhos
diferentes, colocando-os um dentro do outro.
 Estimular a criança a brincar com blocos de várias formas de cores, empilhando-
os. /enfileirar.
 Estimular a construção livre, usando blocos grandes.
 Deixar a criança manusear livremente, revistas, livros de historinhas, figura avulsas.
Estimular a criança a nomear as figuras.
 Realizar com a criança fogos atrativas, para que memorize e possa repeti-los ao ser
estimulada. Ex.: Brincar de esconder com a criança.
 Cantar com a criança canções com ritmos variados.
 Cantar com a criança canções acompanhadas de movimentos corporais.
 Cantar canções para a criança, dando estímulos para que ela antecipe ações. Ex.: ao
cantar “parabéns a você”, espera-se que a criança bata palmas logo que comece a
canção.
 Solicitar à criança que antecipe com gestos e ações as atividades ligadas à rotina do
dia-a-dia. Ex.: indicar o copo quando está com sede.
 Habituar a criança na seqüência do vestir-se, despir-se, calçar, descalçar sapatos e ou
chinelos e meias.
 Mostrar à criança miniaturas de animais de quatro patas, animais de penas,
estimulando-a a identificá-los através de generalização. Ex.: au au = animal de quatro
patas; cocó = animal de pena.
 Ajudar a criança a utilizar funcionalmente os objetos familiares. Ex.: colher para
comer, copo para beber, etc..
 Oferecer brinquedos com tampas e conteúdos atrativos dentro, ajudando-a a abrir e
pegar os objetos.
 Oferecer objetos pelos quais se interesse, para que possa jogá-los a uma certa
distância e buscá-los, de formas repetidas.
 Dar brinquedos de empurrar e puxar. Ex.: trem de carretel de linha, etc..
 Ajudar a criança a reconhecer o toque da campainha, telefone, palmas, batidas de
porta, sons de panelas, utensílios domésticos, carros e aviões.
 Dar objetos atrativos, estimulando-a a perceber diferenças e a agrupá-los conforme
sua preferência.
 Oferecer-lhe panelas e latas velhas (bem conservadas que não apresentem perigo
para a criança) para que possa brincar de colocar e retirar objetos dentro das mesmas,
repetidamente.
 Organizar com a criança brincadeiras em pequenos e grandes espaços.
 Fazer com a criança brincadeiras de encaixes de pino de diferentes tamanhos e
espessuras.
 Brincar de empilhar objetos.
 Brincar com caixas de tamanhos diversos, onde ela possa colocar coisas dentro, e
também caixas grandes nas quais ela caiba, de onde ela possa entrar e sair.
 Fazer brincadeiras que envolvam o corpo dela: brincar de estudar os braços, as
pernas, para que ela possa ver até onde elas alcançam.
 Estimular a criança a descobrir movimento circular, brincando de roda com ela.
 Estimular a criança a movimentar-se na forma angular, caminhando em volta de
uma mesa quadrada.
 Dar a criança brinquedos com orifício que permitam encaixar neles formas
redondas. Ex.: botões grandes, blocos, etc.
 Estimular a criança apontar as ilustrações dos objetos que conhece e dizer o que
representam, au-au, bola, casa, papai, etc..
 Elaborar alguns cartões de papelão nas dimensões de 12 por 20 cm. Cole em cada
um deles uma reprodução de objetos bem coloridos que a criança já conheça, como
caminhão, cachorro, gato, etc.
 Estimular a criança a construir torre de 3 ou 4 cubos.
 Jogar ou deixar cair objetos no chão, observando-os.
 Chutar a bola com o pé.
 Arrastar o brinquedo no chão.
 Usar jogo de encaixe, que favoreçam a discriminação de forma circular. Deixar
brincar com material de forma circular. Associar a idéia de bola com círculo.
 Estimular a criança a resolver situações mais complexa, tais como: tirar uma bola de
um vidro de boca pequena, (não pode tirar com o dedo, deve virar o vidro). Arrumar
objetos dentro de uma caixa. Abrir e fechar várias caixas e vidros, etc.
 Oferecer à criança a possibilidade de brincar com instrumentos musicais e utensílios
domésticos que fazem ruídos, etc.
 Brincar com a criança em frente ao espelho: historinhas curtas dramatizadas –
palminhas, palminhas, adeus, beijo, mostrar a boca, olhos, cabelo, o pé, o sapato, a
barriga, etc.
 Conversar com a criança, usando expressões familiares tais como: mamãe, papai,
“venha cá”, “até logo”, “dá água”, “onde está”, etc.
 Usar onomatopéia para identificar objetos e animais conhecidos da criança.
 Estimular a criança a “construir” torre de cubos, trem de cubos, arrumar cubos numa
caixa, na carroceria de um caminhão de brinquedo, o mesmo com os blocos de madeira.
 Esconder objetos de interesse da criança, usando anteparo transparente. Estimular a
criança a achar objeto totalmente escondido. Um brinquedo totalmente escondido
debaixo de vários anteparos.
 Estimular a criança a resolver situações pouco embaraçosa. Ex.: Usar um barbante,
vara e outros para alcançar objeto fora do seu alcance. Subir numa cadeira para alcançar
algo em cima da mesa. Andar entre obstáculos evitando-os.
 Colocar a criança sentada, mostrar-lhe brinquedos, colocando-a a uma pequena
distância, estimulá-la a girar o corpo, retirar um pequeno empecilho para conseguir
alcançá-los.
 Esconder um brinquedo sonoro e estimular a criança a encontrá-lo.
 Dar oportunidade à criança para que brinque com uma cadeirinha baixa, na qual
possa sentar-se sozinha. Deixá-la sentar-se e levantar-se sozinha, caso já ande.
 Enfiar argola em um bastão.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 18 – 24 meses

Objetivos:
 Desenvolver o pensamento.
 Desenvolver a memória.
 Desenvolver a percepção espacial.
 Desenvolver a percepção temporal.
 Desenvolver a percepção gustativa.
 Desenvolver a percepção tátil.
 Desenvolver a percepção auditiva.
 Desenvolver a percepção visual.
 Desenvolver a noção de conteúdo e continente.
 Desenvolver a relação de causa e efeito.
 Estimular o desenvolvimento do grafismo.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Oportunizar à criança brincar com brinquedos desconhecidos, para que ela os
explore livremente e descubra a sua funcionalidade através da ação, ajudando-a, se
necessário.
 Permitir que a criança explore os brinquedos, demonstrando-os, montando-os e
procurando detalhes.
 Ajudar a criança a utilizar funcionalmente os objetos: rolar a bola, empurrar
carrinho, fazendo o som característico; rabiscar com lápis; repetir com bonecas as
atividades que a mãe faz com ela, como nanar, pentear, dar banho, dar comida.
 Oferecer revistas com figuras de animais, pessoas, objetos familiares, solicitando
que os identifique.
 Brincar com a criança associando o som ao conceito do objeto. Ex.: miau para o
gato, um para a vaca, bum para o carro.
 Oferecer objetos concretos, estimulando-a a discriminá-los.
 Estimular a criança a brincar com objetos domésticos na arrumação da casa e da
mesa, para que perceba o uso dos objetos.
 Dar oportunidade à criança de carregar objetos de diferentes pesos e tamanhos,
iniciando-a na discriminação destas sensações.
 Continuar a brincar em pequenos e grandes espaços, nas quais experimente onde
cabe seu corpo e partes dele.
 Brincar de dar passos grandes e pequenos, para que ela adquira as noções de
dimensão espacial em relação ao seu próprio corpo.
 Ter um lugar fixo para a criança aguardar os seus brinquedos e pertences (roupa
etc.).
 Ajudar a criança a adquirir a noção do espaço que o objeto ocupa (ex.: o copo em
cima da mesa de madeira que não caia).
 Oferecer cubo para a criança fazer “torres e fileiras”.
 Oferecer à criança fogos com encaixe e orifício.
 Oferecer tabuleiro com encaixe simples (redondos, quadrados, triângulo).
 Oferecer revistas com figuras diversas, tanto conhecidas quanto novas, ampliando
seu conhecimento.
 Continuar a brincadeira de esconder e de espiar.
 Estimular a criança a relembrar atividades não rotineiras. Ex.: se ela é levada a um
passeio, solicitar que nomeie as coisas que vir.
 Criar situações lúdicas de modo que a criança possa lançar mão de encaixe, que
contenham as formas geométricas (círculo, quadrado).
 Separar uma caixa as formas iguais; numa caixa circular, guardar as formas
circulares; numa caixa quadrada as formas quadradas.
 Usar duas cores: Ex.: círculo azul e quadrado vermelho. Misturar um triângulo
verde. Introduzir um tabuleiro escavado, contendo só o triângulo.
 Estimular a curiosidade infantil, no sentido à causa de efeitos interessantes. Jogos de
sombra na parede, feitas com movimento de mão, cabeça, todo o corpo, estimular a
criança a realizar seu próprio jogo de sombra (movimentos próprios).
 Usar brinquedos que ao serem ativados produzam ações interessantes para a criança,
estimular a criança a descobrir como o brinquedo funciona.
 Colocar as mãos da criança, uma de cada vez, ora em bacia de água bem morna, ora
em bacia de água bem fria (durante o banho, etc.).
 Estimular a criança a perceber o sabor dos alimentos e das substâncias,
experienciando no seu dia e em situações de apredizagem:
- provar alimentos azedo e sem açúcar, enquanto o professor verbaliza
azedo associado ao alimento.
- Provar açúcar, enquanto o professor verbaliza o “açúcar é doce”.
- Variar esses exercícios com outros sabores. Ex.: água natural, água
gelada, água com açúcar, água com sal, etc.
 Conversar sobre os alimentos e seus sabores.
 Continuar as atividades de construção de torres. Montar as torres – derrubar torres
com copos de iogurte, etc..
 Manusear livremente objetos de diferentes texturas, formas e consistências.
 Trabalhar muito com o corpo da criança, desenvolvendo brincadeiras que lhe
causem prazer.
 Levar a criança a andar descalça sobre superfícies de diferentes texturas e
consistências.
 Brincar ao ar livre, chamando a atenção da criança para as diferentes temperaturas:
- sol quente
- vento frio
- água quente
- água fria
 Brincar alternada e concomitantemente com água e areia seca e molhada.
 Brincar com as mãos dentro de luvas, depois sem luvas para perceber a diferença.
Continuar com exercícios variados de reversão do conteúdo de um recipiente. Mostrar
frascos de plásticos transparentes cheiros, vazios , verbalizando: cheio/vazio,
muito/pouco.
 Favorecer à criança brincadeira de imitação doméstica: varrer a casa, dar banho no
bebê, fazer o bebê dormir. Sair para trabalhar, etc.. Brincar com a casinha da boneca.
 Rabiscar na areia, com giz no chão, fazendo traçados livres.
 Dar lápis diversos e papel para rabiscar, brincando de imitar a chuva caindo
(vertical) e o trem andando na horizontal.
 Oportunizar á criança manusear lápis estaca. Estimule a imitação de traços
circulares, verticais e horizontais.
 Oferecer quadro-negro para que a criança rabisque com giz.
 Usar muito a pintura a dedo, usando as mãos de forma livre; as tintas dever ser
sempre nas cores primárias.
 Usar papel de tamanho grande preso a superfície (se necessário).
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 24 – 36 meses

Objetivos:
 Desenvolver o pensamento/atenção.
 Desenvolver memória.
 Desenvolver a percepção temporal.
 Desenvolver a percepção/discriminação visual.
 Desenvolver a percepção/discriminação tátil
 Desenvolver a percepção/discriminação espacial.
 Desenvolver a percepção/discriminação auditiva.
 Desenvolver a noção de conteúdo/continente.
 Desenvolver o grafismo.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Levar a criança a descobrir que ela pode ser agente de uma ação, estabelecendo a
relação causa-efeito. Para isto, usar brinquedos sonoros, de montar e desmontar, apagar
velinhas, etc.
 Incentivar a criança a identificar objetos pelo seu uso, ao responder as perguntas
como: Nos pés você usa o ----------------------------.
 Estimular a criança a responder perguntas: “o que estou fazendo?”, “o que a mamãe
está fazendo?”, “o que você está fazendo?”.
 Estimular a compreensão da idéia de posse: o carro é do -------------, a boneca é da
------------.
 Estimular a criança a gostar de brinquedos relacionados com construções, de
quebra-cabeças simples, bolas, caixas, carros, casas (brinquedos que sejam familiares à
criança – 2, 3, 4 partes)
 Observar viveiro, aquário, avião, outros.
 Bater palmas, acompanhando músicas.
 Procurar objetos na grama.
 Procurar objetos e pessoas dentro ou fora da sala.
 Ouvir músicas cantadas pelo professor e gravadas.
 Executar atividades em frente o espelho.
 Separar objetos e caixas diferentes.
 Fazer atividades dentro de caixa, do círculo.
 Estimular a criança a desenvolver como pintar a dedo; rasgar papel e coar;
modelagem com massa e outros.
 Oferecer à criança brinquedos iguais, mas de tamanhos diferentes para serem
encaixados.
 Estimular a criança a brincar com jogos diversos de encaixe, montar e desmontar,
construir e derrubar.
 Ouvir constantemente seu próprio nome, pronunciado pelo professor: “Bom dia,
Flávio!, você está lindo!”, outros.
 Mostrar à criança fotografias dos familiares e objetos conhecidos, estimulando que
os conheça em imagens.
 Brincar com jogos de memória com figuras apropriadas.
 Estimular que evoque situações ou acontecimentos pouco comuns, algum tempo
depois de ocorridos.
 Ler e mostrar livros ilustrados com pequenas histórias para a criança. Solicitar que
repita a seu modo.
 Oferecer à criança objetos e/ou brinquedos que possa demonstrar para aprender
como funcionam.
 Continuar oferecendo brinquedos e objetos não familiares a fim de que possa
explorá-los livremente e descobrir a sua funcionalidade, através da experimentação
(Deverá ser ajudada, se necessário). Ex.: Nomear e dizer para que servem...
 Continuar brincando de esconder objetos.
 Oferecer à criança fogos com encaixe e orifício.
 Oferecer tabuleiros com encaixes simples (redondo, quadrado, triângulo).
 Ouvir constantemente o nome do professor: Ex.: Tio .... chegou!; Tio ..... gosta da
Larissa.; A Larissa vai para a piscina com o Tio......
 Estimular a aquisição de memorizar, por associação de contiguidade: Ex.: professor
de natação – a piscina; uma música cantada todos os dias, na hora de encerrar o
atendimento, à hora de terminar o atendimento.
 Estimular a compreensão do significado das palavras tais como: grande, macio,
pesado, alto, bonito, ligeiro, todo, etc..
 Estimular a função semiótica: simular que está lavando o rosto da boneca. Um
boneco lavando o rosto do outro boneco.
 Estimular a dramatização com fantoches, para representar as experiências familiares
ou eventos que a criança possa entender ou com os quais ela possa se relacionar. Ex.:
“Eu estou triste. Perdi a minha bolinha.” – “Oh, está bem. Eu vou ajudar você a
encontrá-la.” Estimular a formação dos conceitos de semelhanças e diferenças.
 Brincar com pintura a dedo. Estimular o uso dos dedos, mostrando o que se pode
fazer, círculo grande, círculo pequeno, dando o modelo. (se a frase estiver nessa fase).
 Estimular a noção de colecionar objetos simplesmente para desenvolver a habilidade
exploratória. Ex.: sair com ela ao jardim, quintal. Levar caixinha para colocar todas as
coisas que achem. Falar sobre o que vocês encontraram, dando-lhe uma leve discrição.
“A pedrinha é tão lisinha, esta é tão áspera.” Pedir que a criança manipule, explore.
 Desenvolver atividades lúdicas imaginativas para fomentar o pensamento criativo.
Ex.: Brincar do faz-de-conta (construção de uma caverna, castelo, casa... com cadeiras
em círculo e um lençol). Deixe que coloque no interior os brinquedos que desejar.
Cuidado para não impor a brincadeira; acompanhar o pensamento da criança em suas
atividades, mostrando-se sensível.
 Encorajar a criança a repetir canções de ninar sozinha e com outras pessoas.
 Estimular a criança a nomear o seu desenho após rabiscar.
 Ouvir a explicação da criança sobre os desenhos que ela faz.
 Estimular a criança a perguntar porquê, o que, de quem, quem.
 Estimular a compreensão dos lugares familiares, como a casa da vovó, loja de
brinquedos, o supermercado, o parque, etc..
 Propiciar vivências verbalizadas sobre o dia e a noite, em função do claro e escuro.
Ex.: De noite a gente dorme e de dia....
 Trabalhar a noção de tempo, como “agora, mais tarde, daqui a pouco, amanhã”.
 Trabalhar o significado de expressões como, “minha vez, sua vez”.
 Falar sobre acontecimentos numa dramatização: “aqui está o bolo que a mamãe fez”
(estendendo um pedaço amassado de pasto de brinquedo à boneca).
 Oportunizar que a criança brinque com três ou quatro peças do quebra cabeça,
combinando-as.
 Incentivar a criança a brincar com classificadores (círculo de um lado, quadrado do
outro lado, etc.):
- argolas grandes, pequenas
- jogos para combinar
- brinquedos de usar na banheira, tipo barquinhos e carrinhos
- livros iguais, livros diferentes, etc..
 Estimular a compreensão de ordem simples:
- Pegue o prato
- Pegue a escova de dentes e o sabonete
- Tire o sapato, as meias e vamos tomar banho
 Estimular a noção de singular e plural:
- Pegue o carro
- Pegue os carros
- Pegue os lápis
- Pegue o lápis.
 Continuar a desenvolver a noção de adjetivos, tais como: barulhento, delicioso,
pequeno, grande, molhado, outros.
 Ler e mostrar livros ilustrados com pequenas histórias para a criança. Solicitar que
as repita a seu modo.
 Brincar com jogos de memória com figuras adequadas.
Oferecer objetos, estimulando a criança a identificá-los e a perceber diferenças e
semelhanças entre eles.
 Oferecer gravuras diferentes e semelhantes, pedir para a criança apontar as iguais e
as diferentes.
Oferecer objetos diversos, solicitando que os identifique, através de suas características.
 Começar a trabalhar o “faz-de-conta” com a criança. Ex.: Brincar de fazer comida.
Levar a criança a colocar objetos “em cima” e “em baixo” de mesas, camas, caixas, a
partir de solicitações.
 Fazer com a criança brincadeiras que contenham ordens para que as execute com
seu próprio corpo: senta, deita, levanta, fica de pé.
 Oferecer à criança tampinhas, caixas, cubos, para que faça linhas ou trenzinhos com
sentidos determinados. Ex.: este trenzinho que você construiu quer ir para o outro lado.
Como é que faz?.
 Oferecer objetos de diversos tamanhos para que ela os coloque uns dentro dos
outros.
 Oferecer à criança tabuleiros com formas redondas, quadradas e triangulares,
estimulando-a a encaixá-los.
 Oferecer quebra-cabeças de objetos familiares, compostos por duas partes,
solicitando que os arme.
 Oferecer à criança giz, tinta ou lápis para fazer no chão, parede, quadro ou papel,
rabiscos em diversas direções: vertical, horizontal e depois circular.
 Oferecer material concreto, de formas circulares, para explorar antes de traçar. Ex.:
dar uma laranja para ser tocada e descascada com os dedos, descobrir os gomos,
consistência dos gomos ( sumo e bagaço), sementes e, após deixar que a desenhe, não
exigindo precisão.
 Estimular a criança a discriminar odores agradáveis, fazendo-a vivenciar as
atividades:
- durante os passeios pelos jardins da escola, cheirar as flores; o professor
deverá estimular a criança a verbalizar sobre o cheiro agradável das flores;
- passando pela copa-cozinha, da escola, o professor deve tecer
comentários sobre o cheiro agradável do preparo das refeições, etc..
 Estimular a criança a perceber e discriminar odores desagradáveis, vivenciando-os:
- Identificar cheiro de fumaça, comida queimada, borracha queimada, gases
e aparelhos elétricos em curto.
DESENVOLVIMENTO COGNITIVO

Faixa Etária: 36 – 48 meses

Objetivos:
 Desenvolver o pensamento
 Desenvolver a memória
 Desenvolver a percepção temporal
 Desenvolver a percepção espacial

Sugestões de atividades/Conteúdos:
 Oferecer à criança objetos iguais e diferentes, solicitando que agrupe os iguais.
 Oferecer a mesma atividade, desta vez solicitando que indique os objetos diferentes.
 Fazer perguntas sobre iguais e diferentes entre objeto ou animais. Ex.: “vaca é igual
a cachorro?”.
 Oferecer brinquedos de cor, formas e tamanhos diversos, solicitando que os agrupe
levando em conta as características comuns, que a criança percebe no momento
 Estimular em seguida a fazer classificações conforme ela desejar
 Fazer jogos em que a criança agrupa objetos pela funcionalidade (roupas, alimentos,
utensílios de cozinha).
 Oferecer diversos materiais (água, areia, carrinhos, objetos em geral) para que a
criança possa explorar as diversas funcionalidades dos mesmos, dessa maneira
estimulando a flexibilidade na ação
 Mostrar figuras de objetos e situações não familiares, verbalizando-as após ter
vivenciado no “faz-de-conta” e, mais tarde, solicitando que ela os evoque
 Levar a lugares novos de seu interesse, como parque, zoológico, teatrinho e mais
tarde conversar com ela sobre o que viu, o que mais a interessou, solicitando que os
evoque.
 Contar uma historinha curta para a criança, após solicitar que repita com ajuda de
gravuras ou dramatização. Não esquecer a seqüência. Depois solicitar, novamente, que
repita sem apoio das gravuras ou da dramatização
 Incentivar que, após as atividades, relate o que fizeram hoje
 Conversar sobre a sua rotina diária, no sentido de retê-la numa seqüência. Ex.: “De
manhã, quando a gente acorda e levanta, o que se faz primeiro................ e
depois ............ e assim sucessivamente
 Estimular ativamente o brinquedo do “faz-de-conta” e dramatização, brincando com
a criança com diversos materiais que solicitem sua imaginação
 Contar histórias para desenvolver a imaginação da criança
 Conversar com a criança, estimulando-a a perceber características comuns entre
objetos e ações. Ex.: a criança senta na cadeira e também no chão. Água serve para
beber e também para brincar
 Continuar brincando de esconder objetos, aumentando a quantidade deles
 Levar a criança a usar objetos (vara, cadeiras) como meio para alcançar outros
objetos fora do seu alcance, com o objetivo de levá-la a estabelecer relações entre os
meios e o fim desejado
 Brincar com a criança, proporcionando situações em que ela se coloque: na frente,
atrás, ao lado, longe, perto da pessoa que a atende
 Oferecer objetos e brinquedos de seu interesse, solicitando que coloque os mesmos
em diferentes locais com relação a ela: na frente, atrás, longe, perto.
 Conversar com a criança sobre a localização de objetos e lugares familiares (“onde é
o trabalho do papai”)
 Ficar próximo à criança, solicitando que faça comparação: “Quem é maior? “Quem
é menor?”
 Continuar oferecendo à criança tabuleiro com formas redondas, quadradas e
triangulares com o objetivo de realizar a atividade solicitada
 Oferecer quebra-cabeças de objetos familiares e de formas geométricas (redondo,
quadrado e triângulo), compostos por três partes, solicitando que os arme
 Mostrar figuras de objetos familiares, nos quais falta uma ponte, solicitando que
identifique ou aponte onde está faltando uma parte
 Oferecer brinquedos ou objetos com semelhança e diferenças em cor, forma e
tamanho, solicitando que reconheça os iguais, usando uma classificação de acordo com
a própria escolha da criança
 Dar brinquedos iguais, de tamanhos diferentes para que possa colocá-los em
seqüência, do maior ao menor e vice-versa
 Oferecer à criança giz ou tinta para desenhar no chão, na parede ou no quadro,
formas circulares e, logo após, em cruz
 Repetir o mesmo procedimento anterior, desta vez oferecendo lápis diversos
 Estimular a criança a associar o odor à sua fonte, nas seguintes atividades:
- brincar de adivinhação, cheirando objetos familiares embrulhados:
sabonete, tangerina, maçã, outros de cheiro forte e muito característico
- cheirar frutas de olhos vendados e dizer-lhe o nome de olhos aberto,
indicado entre vários outros;
- cheirar a lancheira e dizer o que é o lanche
 Estimular a criança a desenhar figura humana, respeitando o nível dos seus desenhos
 Falar sobre acontecimentos numa dramatização “aqui está o pastelzinho que a
mamãe fez” (estendendo um pedaço amassado de pasta de brinquedo)
 Distribuir os papéis aos diversos personagens de uma dramatização (“eu sou o pai”)
 Estimular a classificação de formas e tamanhos
 Estimular a criança a perceber o seu próprio corpo:
- participar de jogos e brincadeiras que explorem os movimentos e a força
corporal
- utilizar os brinquedos do parquinho
- ouvir e cantar música que explorem o corpo e suas partes
- utilizar o espelho para olhar-se, admirar-se, pentear-se, pintar-se, escovar
os dentes, etc
- indicar em si partes do corpo olhadas em gravuras
- mostrar em gravuras as partes do seu corpo tocadas pelo professor
- brincar no espelho com o professor, produzindo movimentos de corpo, de
cabeça, de braços e pernas, de língua, outros.
 Incentivar a criança a perceber a presença do coleguinha, realizando as atividades:
- Abraçar a colega
- Despedir-se do colega
- Entregar objetos ao colega nomeado pelo professor
- Participar de atividades lúdicas em grupo
- Nomear o colega indicado pelo professor
- Reconhecer o coleguinha em fotografias
- Brincar de espelho, reproduzindo o gesto mímico do professor e do
coleguinha, etc.
- Segurar a mão do coleguinha em situações lúdicas
- Outras.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 0 – 3 meses

Objetivos:
 Estimular a sensação visual.
 Estimular a sensação tátil.
 Estimular a sensação auditiva.
 Estimular a emissão de sons guturais/arrulhos.
 Estimular a emissão de sons vocálicos.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Movimentar o rosto dentro do campo visual da criança, lentamente.
 Falar suavemente com a criança, tocá-la, beijá-la.
 Movimentar no campo visual da criança, de modo lento e suave, objetos brilhantes e
sonoros.
 Manter contato corpo a corpo, olho a olho.
 Falar, parar e observar a reação da criança.
 Conversar e sorrir fortalecendo a sensação de amor e segurança que se quer
transmitir à criança, nestes momentos de total comunicação sensorial.
 Pendurar no lenço objetos brilhantes e coloridos no campo visual da criança.
 Aproximar o rosto do campo visual da criança e fazer várias mímicas com
afetividade.
 Iniciar a falar com a criança com diferentes tons de voz, de forma suave.
 Falar com a criança nos seus momentos de desconforto, consolando-a, com o rosto
de frente para ela.
 Falar com a criança a uma certa distância, e gradativamente a distâncias maiores do
seu campo de visão.
 Falar com a criança em locais diferentes de seu ambiente costumeiro.
 Cantar com a criança em situações diversas, principalmente antes de dormir.
 Emitir sons de chocalho, sineta, palmas em diversos locais de seu ambiente.
 Bater palmas e encorajá-la a descobrir suas mãos com o olhar.
 Emitir sons guturais, forçando a garganta (gu-gu), ora prolongados com gorjeios e
ora distanciados.
 Repetir os sons que a criança emitir.
 Estimular sons vocálicos a/e/o/u/ , de forma misturada.
 Emitir som de vogal, para a criança, de várias formas, de acordo com a
sensação/sentimento de admiração, susto, surpresa.
 Encher as bochechas de ar e soltar com pancadinhas (mãos fechando batendo nas
bochechas), diante da criança, ora de uma lado, ora do outro, ou simultâneos,
provocando barulhos.
 Estalar a língua, etc.
 Repetir atividades que envolvam relacionamento mãe filho, a interação já iniciada
anteriormente.
 Aproveitar a hora do banho, da alimentação, do brincar para conversar com a
criança e observar suas reações.
 Alimentar a criança num clima de alegria e prazer, mantendo sempre um contato
olho-a-olho.
 Repetir sempre os padrões sonoros emitidos pelo bebê, mantendo um diálogo de
sons e gestos faciais. Estimular o sorriso.
 Falar com o bebê de vários pontos, fora do seu alcance visual, estimulando, assim, a
criança a procurar o som.
 Colocar móbile em um lugar onde a criança possa olhar (mais ou menos a 50
centímetros dos olhos), no final da fase, ou seja, por volta do terceiro mês de vida.
 Movimentar objetos coloridos, de formas diferentes, de cores claras e escuras, na
frente da criança ou mantê-los suspenso perto do berço.
 Passar em todo o corpo da criança, nas rotinas de higiene, tecidos de várias texturas,
bem como cremes adequados à criança.
 Estimular as comissuras (cantinhos da boca), lábios superior e inferior, com o bico,
com o dedo.
 Estimular a sucção, tentando despertá-la, quando a criança não suga, oferecendo o
bico ou o dedo para que sugue.
 Proporcionar sons diversos, em intensidades moderadas, para que ela comece a
discriminá-los.
 Atender a criança quando ela chorar. Caso não chore nunca, proporcionar por alguns
segundos situações incômodas quanto a roupas e posições, a fim de que a criança se
manifeste.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 3 – 6 meses.

Objetivos:
 Desenvolver a sensação/percepção visual.
 Desenvolver a sensação/percepção auditiva.
 Desenvolver a sensação/percepção tátil.
 Desenvolver a linguagem compreensiva.
 Desenvolver a linguagem expressiva.

Sugestões de Atividades/Conteúdos
 Brincar com a criança, usando brinquedos que estimulem a visão e a audição e que
provoquem sorriso na criança. Rir juntamente com a criança.
 Mostrar um brinquedo para a criança e escondê-lo depois; a mãe (principalmente)
brincar de esconder-se e aparecer para provocar riso e rir junto com ela; é uma
brincadeira bastante saudável, para interação entre a mãe e filho e/ou quem cuida da
criança.
 Falar, cantar e fazer ruídos com chocalhos, sinetas, música, alternadamente de
ambos os lados da criança, num ângulo de 180°.
 Levar a criança a acompanhar os movimentos da pessoa que fala com ela.
 Dar ma mão da criança objetos coloridos, luminoso e/ou sonoros, estimulando-a a
olhá-los.
 Passar em todo o corpo, nas rotinas de higiene e outros momentos, esponjas e
tecidos de várias texturas.
 Entender a linguagem não verbal da criança, interpretando verbalmente para ela. Ex:
“Nenê está zangado, com fome, molhado”, etc.
 Brincar com a criança, repetindo brincadeiras que demonstrem mais interesse.
 Colocar a criança em frente as espelho para que mantenha a atenção sobre sua
imagem.
 Repetir suas vocalizações múltiplas e suas consonantizações, livres como ruídos ou
“canto”.
 Aproveitar situações prazerosas como banho, mamada, trocas de roupa e em todos
os momentos de relacionamento.
 Levar a criança a manusear esponjas e objetos de texturas diversas (algodão, seda,
brim, borracha, esponja) para que brinque com eles. Friccionar suavemente estes objetos
sobre o seu corpo, principalmente nas palmas das mãos.
 Emitir diante da criança palavras significativas com sons dominantes de | k |. Ex:
Mostrar um objeto e dizer: “ca, ca, ca ......... caiu!”.
 Colocar a criança a distâncias e dizer “vem cá” para que ela se aproxime.
 Emitir palavras com fonemas | g | b |, sempre criando novas brincadeiras.
 Emitir tons de voz diferentes para ocasiões diversas, exprimindo sentimentos de
raiva, alegria, etc.
 Estimular a criança a emitir sons familiares. Ao reforçar os sons emitidos pela
criança, manter-se na posição face a face.
 Provocar vários sons fora do campo visual e observar a reação da criança.
 Fazer cócegas suaves na criança, beijar sua barriga e observar as respostas emitidas.
 Estimular com brinquedos, a presença e ausência do objeto. Observar a reação da
criança.
 Estimular a criança com música, interromper o som, observá-la e repetir novamente
o som.
 Emitir sons graves, imitando rosnados e grunhidos de cães, provocando o riso da
criança.
 Mostrar um brinquedo, balbuciando para que a criança imite, como por exemplo:
bobobo, bilubilu, bababa, gugugu.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 6 – 9 meses.

Objetivos:
 Desenvolver a linguagem compreensiva/expressiva.
 Estimular o desenvolvimento da capacidade auditiva.
 Estimular a emissão de diversos sons.
 Estimular a discriminação auditiva.
 Estimular os órgãos fonoarticulatórios.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Repetir os exercícios da fase anterior.
 Emitir frases em que apareçam palavras como “mã”, como mamãe, mão, mamão.
 Emitir frases que contenham palavras como “pa” como papá, papai, pé, etc.
 Colocar a criança no colo e pedir a outra pessoa que ofereça os braços, chamando-a.
Se a criança se recusar a ir, dizer “não”, abrigando-a junto ao peito, a mãe ou quem
esteja com a criança.
 Apresentar um brinquedo e quando a criança estender a mão para pegá-lo, escondê-
lo, dizendo “não”, o brinquedo deve ser apresentado de ambos os lados, estimular a
criança a girar a cabeça para direita e para a esquerda.
 Colocar um objeto na mão da criança, posteriormente dizer “dá”. Repetir para que
ela possa imitar.
 Fazer perguntas simples com palavras do cotidiano como: “cadê papai?”, “cadê
mamãe?”, “cadê a mamadeira?”. Se a criança não responder com o olhar, o professor
deve apontá-la para dar a resposta certa. Se ela apontar corretamente, reforçar com seu
sorriso, palavras carinhosas e/ou abraços.
 Entrar no ambiente onde está a criança, chamando-a pelo nome. Se ela olhar,
reforçar com sorriso ou toque carinhoso.
 Simular tosse, estalar os lábios para que a criança tente imitar.
 Vibrar os lábios, imitando o carro.
 Estalar os lábios como beijos.
 Movimentar a língua para todos os lados.
 Fazer mímicas, caretas.
 Falar “não”, com ênfase em situações reais do cotidiano, para que a criança entenda
o que pode e o que não pode fazer.
 Incentivar a criança a imitar movimentos físicos como: esconde-esconde, bater
palminha, acenar tchau, etc. (sempre falando o que está fazendo).
 Repetir quando a criança emitir os diversos sons como: (a, da, ba, no), interagindo
de modo gostoso e afetivo com a criança.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 9 – 12 meses.

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento da capacidade da criança em se comunicar por meio
verbal e não verbal:
 Linguagem não-verbal
- Compreensão.
- Expressão.
 Expressão verbal
- Recepção.
- Emissão.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Fazer com que a criança acompanhe as rotinas do seu dia a dia, vendo e ouvindo.
 Fazer gestos e movimentos para que ela os imite.
 Solicitar verbalmente que a criança realize uma determinada ação dentro do seu
contexto, como dar “tchau”, bater palminhas, fazer caretinha, colocar brinquedo dentro
da caixa, empurrar carrinho.
 Levar a criança a dar resposta, indicando que discrimina o nome de pessoas,
familiares e o seu próprio (aquele nome que ela está acostumada a ser chamada).
 Reforçar suas silabações próprias (má-má, da-da-da), levando-a a ampliá-las.
 Incentivar a criança a utilizar palavras com significação múltipla e com sentido
incerto, mostrando os objetos e figuras de seu contexto nomeando-os repetidamente. Ex:
“au-au”, para animais de quatro patas e “có-có”, para animais de duas patas e asas.
 Falar com diferentes intonações de voz (alta, baixa, cantada).
 Estimular a criança a desenvolver o comportamento imitativo. Ex: Ensinar a criança
a dar “tchau”, jogar beijinhos, fazer caretas, utilizando um gesto de cada vez. Cantar
músicas infantis e bater palmas.
 Estimular o desenvolvimento da capacidade de movimentos orofaciais. Ex:
- Incentivar a emissão de palavras que lhe são familiares, “MAMA – PAPA
– DA”;
- Incentivar a emissão de palavras que não são familiares;
- Incentivar a imitação de vozes de animais, começando por aquelas que
são familiares a criança;
- Estimular o movimento de língua, lábios, provocando sons
onomatopéicos.
 Realizar exercício que fortaleça os músculos bucolinguais. Ex: estimular a criança a
imitar os sons do estalar de língua, tossir, sons dos lábios, etc.
 Reforçar positivamente quando a criança realizar ação imitativa (uso de chupeta,
pirulito); pôr açúcar ou mel ao redor dos lábios, para a criança passar a língua e assim
executar vários movimentos.
 Estimular a emissão de novos sons:
- Emitir onomatopéias de acordo com a figura ou brinquedo apresentado.
Ex: relógio (tic-tac), vaca (muuu), outros;
- Espalhar perto da criança dois objetos conhecidos e dizer o nome de um
deles para que a criança aponte ou pegue;
- Acrescentar outros objetos gradativamente, até que ela não consiga
dominá-los.
 Levar a entender expressões de ações simples. Ex: Sair lentamente do recinto
dizendo “vou embora”, e voltar dizendo “cheguei”. “Abrir a porta”, “dá pra mim”,
“jogar a bola”, etc.
 Estimular a criança a emitir PAPA, MAMA, para papai e mamãe.
 Incentivar a criança a nomear partes do corpo, uma de cada vez (mão, boca, pé,
cabeça, etc.), sempre em frente ao espelho.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 12 – 18 meses.

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento da capacidade da criança de se comunicar, por meio de
várias formas de linguagem.
 Linguagem não-verbal:
- Compreensão.
- Expressão.
 Expressão verbal:
- Recepção.
- Emissão.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a receber e entender mensagens simples.
 Estimular a criança a expressar-se de forma não-verbal.
 Dar à criança modelo correto das palavras ao conversar com ela.
 Participar de atividades com música, batendo palmas, dançando.
 Estimular a criança a reconhecer e imitar expressões faciais e/ou corporais de
sentimentos e emoções, realizadas pelo professor, tais como: tristeza, raiva, prazer,
medo e outras.
 Estimular a criança a reconhecer e imitar expressões faciais e/ou corporais de
sensações, realizadas pelo professor, tais como: sede, frio, calor, desconforto, outras.
 Levar a criança a se deslocar de um lugar para outro, seguindo instruções verbais:
- Levantar-se;
- Pegar a bola;
- Vai até a porta;
- Outras.
 Identificar e reproduzir expressões corporais ou faciais de sentimentos, observadas
em gravuras grandes.
 Apontar, em gravuras, a expressão corporal ou facial correspondendo a sentimentos.
 Levar a criança a responder, apontando as seguintes perguntas:
- “O que é isso?”, diante de objetos tridimensionais familiares;
- “Quem é esse (a)?”, diante de pessoas familiares;
- “O que é isso?”, diante de partes do corpo apontadas;
- “O que está (ão) fazendo?”, diante de ações concretas;
- “O que é isso?”, diante de gravuras de objetos;
- “Quem é este (a)?”, diante de fotos de pessoas familiares;
- “O que é isso?”, diante de gravuras de partes do corpo.
 Solicitar à criança em diferentes situações que atenda a ordem simples como:
alcançar algum objeto, brinquedo, dar alimento ao bichinho, ninar o boneco.
 Realizar atividades rotineiras para que a criança as imite: sacudir a mamadeira, dar
tchau, etc.
 Aceitar a comunicação gestual da criança e verbalizar para ela o significado dos
seus gestos.
 Pedir que mostre partes de sua roupa.
 Aumentar, aos poucos, o número de ordens e pedidos, elogiando seus acertos.
 Conversar com ela sobre assuntos de seu contexto imediato (o que está acontecendo
aqui e agora).
 Aceitar que a criança fale errado, mas repetir de forma correta o que falou.
 Aceitar sua conversa solitária e espontânea e sua auto-imitação.
 Mostrar para ela objetos e figuras de animais conhecidos, falando e pedindo que
repita o som próprio destes animais. Ex: au-au, um, miau, có-có.
 Estimular a criança a expressar suas vontades, combinando gestos com palavras.
 Estimular a criança a estabelecer um padrão de comunicação, utilizando algumas
palavras básicas familiares, do seu interesse e com vários significados diferentes. Ex:
“aga” pedir água, “bo” para expressar algo que acabou para ela.
 Desenvolver habilidades para verbalização, associando mímica e som. Ex: imitar
passarinho, cachorro e outros animais ou objetos conhecidos.
 Fazer jogos com a criança, estimulando-a a assoprar. Ex: “O vento faz assim ...”
 Brincar com a criança, estimulando-a a vibrar os lábios.
 Imitar sons que a criança possa imitar, tais como o estalar da língua, estalar os
lábios.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa etária: 18 – 24 meses.

Objetivos:
 Desenvolver a linguagem compreensiva/expressiva
 Entender mensagens simples;
 Ampliar o vocabulário.
 Estimular a emissão de sons onomatopéicos.
 Estimular a emissão de sons diversos.
 Dar significado às palavras.

Sugestões de Atividades/Conteúdos
 Fazer a criança sentir necessidades de solicitar o que deseja, dizendo o nome e não
apenas apontando.
 Pedir que diga o próprio nome ou apelido.
 Contar histórias curtas e diversas para ela.
 Brincar de vibrar a língua junto com os lábios. /ex.: fazer o barulho da moto.
 Estimular a criança responder perguntas simples. Ex.: “Onde está....?” “O que é
isto aqui?”.
 Estimular a criança a imitar frases de duas ou três palavras.
 Fazer exercícios de respiração e relaxamento.
 Fazer exercícios fonoarticularórios:
- vibrar os lábios como motor de carro;
- projetar os lábios unidos para frente e para os lados.
 Colocar a criança em frente ao espelho, pedindo que mostre alguns elementos de seu
corpo, como mão9, boca, cabelo.
 Mostrar objetos familiares concretos, dizendo para ela o nome dos mesmos,
solicitando que os identifique.
 Solicitar que cumpra tarefas relacionadas à sua rotina, como: buscar o seu prato para
colocar a comida, pegar a toalha para o banho.
 Mostrar várias gravuras, livros, revistas que contenham algumas figuras bem
definidas, solicitando que aponte algumas.
 Proporcionar que ouça discos, canções, rádio, versinhos infantis do seu agrado e
sons produzidos pelo seu próprio corpo, ambientes e natureza.
 Solicitar que responde em ação a ordem simples, envolvendo um conceito. Ex.:
“pega a bola”.
 Usar expressão fisionômicas (careta, piscar, sorrir, etc.) para levá-la a identificar e
imitar as mesmas.
 Movimentar os lábios com os dentes cerrados como se estivesse imitando i e u.
 Fazer bico em posição de u.
 Esticar os lábios em posição de i.
 Receber massagens nos lábios.
 Achatar um botão grande ou um pirulito entre os lábios e os dentes cerrados, usar a
força orbicular dos lábios, sustentando um peso ligado ao botão ou pirulito por um fio
grosso (como a bolsa da cegonha).
 Estimular a criança a tentar limpar um pouco de mel colocado nos lábios na parte
central, entre os lábios superior e a ponta do nariz.
 Imitar comportamentos não verbais simples:
- retirar e colocar objetos em diversos recipientes
- bater a porta;
- empilhar bloco de madeira;
- tocar o nariz
- acenar
- acenar
- bater palmas
- mostra a língua
- abrir a boca
- soprar a vela
- arredondar os lábios
- soprar bolinhas de isopor
- outros
 Aceitar sua linguagem própria, mas repetir de forma correta o que ela falou.
 Aceitar que a criança se comunique através de palavra-chave, tentando descobrir o
seu significado pelo contexto no qual esta é verbalizada.
 Estimular a criança a falar dos vocábulos relacionados, significando objeto-ação.
Ex.: “bola caiu”, “nenê quer”, “dá água”, “carro papai”.
 Estimular a criança a verbalizar o significado específico de cada palavra. Ex.: a
palavra “papa” somente para papai.
 Imitar sons, cantarolar.
 Mostrar gravuras, álbuns de fotografias, livros, solicitando que diga o nome dos
objetos familiares, membros da família.
 Estimular a expressão de sua vontade, combinando palavras e gestos.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa Etária: 24 – 36 meses

Objetivos:
 Ampliar o vocabulário
 Estimular a aquisição de idéias específicas
 Adquirir habilidade para descrever os acontecimentos
 Receber e entender mensagens
 Emitir mensagens verbais coerentes
 Entender e atender ordens simples
 Atender a ordens complexas de acordo com seu nível de desenvolvimento.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Ampliar o vocabulário da criança, estimulando a aquisição de palavras novas, fora
de seu contexto familiar.
 Aceitar o jeito próprio da criança falar, mas repetir de forma correta.
 Incentivar a verbalizar suas necessidades fisiológicas, antes, momento e depois que
as fez.
 Mostrar álbum de fotografias, gravuras de livros, que contenham ações, solicitando
que as verbalize de forma simples. Ex.: “nenê” “nadando”.
 Incentivar a usar esporadicamente “eu”.
 Permitir à criança a ouvir os sons que os objetos produzem e deixar que os verbalize
como puder.
 Mostrar gravuras que contenham vários objetos iguais para que comece a verbalizar,
de vez em quando, os plurais.
 Fazer perguntas que envolvem qualidades dos objetos (grandes, pequeno) e
localizações (em cima, embaixo), incentivando-a a responder adequadamente.
 Estimular a criança para que verbalize ação que está acontecendo no momento.
Pedir para falar sobre o que fez antes ou o que vai fazer depois.
 Desenvolver a entonação ao contar.
 Ensinar versinhos, canapés e contar muitas historinhas para a criança.
 Estimular o uso das palavras, “em, sobre, embaixo” (com significado) em situações
experienciadas.
 Desenvolver jogos e brincadeiras nas quais são empregados os pronomes (eu, meu,
me, você) na fala.
 Iniciar o uso do plural das palavras (“mamãe, olhe os cachorrinhos”)
 Estimular a pronúncia correta dos sons consonantais (p, b, v, m, t, d, mg, kg, g), de
forma prazerosa, por meio de atividades lúdicas, musicais, etc.
 Oferecer à criança objetos com funções parecidas, mas que se diferenciam em algo,
solicitando que mostre aquele que se deseja. Ex.: colocar em sua frente um carrinho e
um avião. Dizer-lhe: “me dá o que não é avião”.
 Mostrar figuras, objetos ou miniaturas, solicitando que a criança diga ou demonstre
a sua funcionalidade (para que serve).
 Dar ordens que contenham duas proposições relacionadas para que as realize. Ex.:
pega a bola e chuta.
 Após iniciar solicitações com três proposições. Ex.: vá ao quarto, pegue o chinelo e
traga aqui.
 Incentivar suas perguntas “porque”, “o que”, respondendo-as de forma simples.
 Levar a criança a compreender os fenômenos naturais. Ex.: deixá-la sentir os pingos
da chuva nas mãos, explicar que é água que cai das nuvens.
 Solicitar que aponte para objetos facilmente identificáveis pelo seu uso. Ex.: diante
de uma caneca, bola e maçã perguntar: “o que serve para comer?”.
 Estimular a criança em situações lúdicas, ampliar o seu vocabulário.
 Continuar a desenvolver atividades nas quais sejam usadas as seguintes expressões
“o que..... está fazendo?”. “O que está fazendo a mamãe?”. “O que você está fazendo?”
 Propiciar à criança situações lúdicas, nas quais possam ser expressas idéias de posse
(carro de papai).
 Colocar a criança em frente ao espelho, solicitando que identifique alguns elementos
corporais: mão, boca, cabelo, olho, nariz, pé, orelha, joelho.
 Dar à criança figuras, livros, revistas, objetos, a fim de que identifique, cada vez,
maior número de elementos.
 Levá-la a identificar o som de objetos familiares: relógio, campainha, avião.
 Solicitar que responda, através de atividades corporais, ordem como: fica de pé,
corre.
DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM

Faixa Etária: 36 – 48 meses

Objetivos:
 Desenvolver a capacidade de comunicar-se, por meio de várias formas de
linguagem:
- Entender mensagens simples
- Expressar-se de forma verbal e não-verbal
- Pronunciar corretamente as palavras
- Ampliar seu vocabulário
- Adquirir idéias específicas
- Elaborar corretamente frases simples
- Descrever coerentemente os acontecimentos
- Compreender a atender ordens simples e complexas

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Colocar a criança em frente ao espelho, solicitando que identifique alguns elementos
corporais: mão, boca, cabelo, olho, nariz, pé, orelha, joelho.
 Dar à criança figuras, livros, revistas, objetos, a fim de que identifique, cada vez,
maior número de elementos.
 Levá-la a identificar o som de objetos familiares: relógio, campainha, avião.
 Solicitar que responda, através de atividades corporais, ordem como: fica de pé,
corre.
 Fazer perguntas à criança às quais ela possa responder como “eu”, “meu”, “teu”.
 Mostrar gravuras, solicitando que identifique os elementos e as ações envolvidas.
Ex.: lá tem uma árvore. Aqui o nenê está balançando.
 Ajudar a criança a reconhecer que ela é “menino” ou “menina”.
 Brincar com diversos objetos coloridos, ajudando a criança a identificar as cores.
 Pedir que a criança conte o que lhe aconteceu, o que realizou em um momento
passado próximo.
 Dramatizar para a criança e/ou falar sobre situações de “frio”, “sono”, a fim de que
ela, da mesma maneira, responda, fazendo gestos ou dizendo o que se deve fazer
quando se tem sono, ou está com frio, etc..
 Fazer perguntas que envolvam conceitos de “onde” e “por que”, referentes à sua
realidade, para ela responder.
 Pedir à criança, em uma só ordem, três ações relacionadas. Ex.: Pegar a colher,
sentar e comer o que está no prato.
 Iniciar a criança na execução de duas ações não relacionadas, propostas numa só
ordem. Ex.: leva o chinelo da mamãe para o quarto e vá brincar.
 Ampliar o vocabulário da criança, estimulando a aquisição de palavras novas, porém
de seu contexto sócio-cultural.
 Estimular a criança a verbalizar o seu nome completo.
 Solicitar que relate, em ordem lógica e cronológica, acontecimentos de sua rotina.
Ex.: “Levantar, tomar banho....”
 Contar para a criança canções familiares e ensinar canções novas.
 Estimular a criança a utilizar frases com elementos de ligação (preposições),
solicitando que relate suas experiências pessoais e a rotina diária.
 Incentivar o uso aperfeiçoado dos plurais
 Fazer perguntas simples sobre noções esperadas na sua faixa etária
 Aceitar e reforçar que relate fatos imaginários.
 Mostra objetos de cores variadas, ensinando-as o nome das cores primárias.
 Estimular a comunicação através do jogo imaginativo. Ex.: brincar de telefonar.
 Verificar se a criança adquiriu todos os sons. No final desta fase, a criança deverá ter
adquirido todos os “sons”, tolerando-se ainda falhas na pronúncia de alguns sons,
principalmente do “R”.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 0 – 3 meses

Objetivos:
 Estimular a capacidade de perceber e discriminar as sensações de conforto e
desconforto
 Estimular a capacidade de desenvolver relações sócio-afetivas.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Manter um contato estreito e continuado com a criança em suas rotinas
(alimentação, higiene e sono).
 Assistir a criança nos momentos de desconforto (cólicas, fome, etc), sem angustiar-
se, mas falando carinhosamente, cantando, pegando-a no colo.
 Cuidar da criança com afeto, levando-a muitas vezes ao colo, tocando-a, afagando-
a, embalando-a, beijando-a, etc.
 Afagá-la enquanto mama no seio.
 Propiciar poucos estímulos, para que ela possa discriminá-los (evitar excesso de
pessoas, objetos, ruídos ou sons à sua volta).
 Colocar a criança no colo não só durante as rotinas das mamadas, mas em outros
momentos, pois a criança necessita muito de contato físico, “pele a pele”, isto constitui
a maneira pela qual ela se vincula afetivamente à mãe.
 Deixar que a criança chupe o dedo e o bico.
 Alternar períodos de rotina da criança com horários de sono em ambiente calmo e
escuro.
 Evitar que a criança sinta extremos de frio ou calor.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 3 – 9 meses

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento sócio-afetivo da criança, tornando-a capaz de:
- discriminar os diferentes estados afetivos;
- saber expressar seu estado afetivo;
- interagir com os outros harmoniosamente;
- aprender condutas sociais.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Dar oportunidade à criança de vivenciar situações afetivas, que a levam a
reconhecer e expressar sentimentos e emoções.
 Propiciar sensações agradáveis à criança, dando beijos e abraços. Dar oportunidade
para ela responder aos estímulos. Não esquecer a importância do contato corpo a corpo.
Repetir suas vocalizações, pois é uma boa forma também de se comunicar com o bebê.
 Colocar a criança diante de um espelho, conversar e brincar com ela. Dizer seu
nome, mostrando sua imagem, não esquecer de falar o nome de quem está e/ou estão
brincando com ela.
 Continuar o atendimento feito por um mesmo padrão de pessoas, mantendo uma
figura principal, para que a criança possa estabelecer um vínculo de afeto.
 Levar a criança para passear em ambientes novos, mas sempre com uma pessoa
conhecida sua.
 Oportunizar à criança explorar o rosto das pessoas de seu convívio, interagindo
com ela (conversando, sorrindo e respondendo às suas vocalizações, etc).
 Brincar de esconde-esconde, propiciando momentos de prazer.
 Dar a mamadeira no colo, aproveitando este momento para exploração e contato.
 Amparar a criança nas suas reações de estranheza, transmitindo-lhe segurança.
 Permitir o choro de angústia, amparando ao mesmo tempo.
 Continuar com brincadeiras em frente ao espelho, identificando os membros da
família e os amigos.
 Propiciar situações de saídas e chegadas da mãe ou de quem está sempre com a
criança.
 Sair e comunicar-lhe o fato, dando “tchau” e falando que vai voltar, despedindo-se
de fato, e, ao voltar, anunciar a sua chegada, saudando-a afetuosamente, proporcionando
que receba com satisfação a volta da mãe ou da pessoa que a atende.
 Incentivar o vínculo afetivo da criança com outras pessoas do seu ambiente: pai,
irmãos, avós, tios e amigos.
 Levar a criança a explorar o desconhecido sempre na presença de uma pessoa que
lhe seja familiar.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 9 – 18 meses

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento social e afetivo da criança, levando-a a expressar seus
sentimentos e interagindo com os outros harmoniosamente.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Ampliar a formação de vínculos de afeto com outras pessoas, além das que
comumente tomam conta dela.
 Deixar que a criança brinque no chão, mantendo-se perto da mesma e permitindo
que ela explore livremente o ambiente.
 Permitir que a criança se suje e se meleque com comida, não se zangando com o
que ela está fazendo.
 Levar a criança a passeios em locais agradáveis e novos para ela, de preferência ao
ar livre, estimulando-a a explorar o desconhecido, na presença de uma figura familiar.
 Continuar com as brincadeiras de esconde-esconde, tanto com pessoas, como com
objetos.
 Ajudar a criança a compreender que as coisas vão (afastam-se) e voltam
(aproximam-se), usando, para isto, as brincadeiras de jogar e buscar objetos
repetidamente.
 Aceitar que a criança possa demonstra ciúmes quando vê os pais juntos, mas ao
mesmo tempo compreendê-la em seus sentimentos.
 Iniciar a colocação de limites: dizer “não” para ações perigosas. Caso não aceite
verbalmente, agir, segurando-a e repetindo “não”.
 Dar ordens negativas à criança, acompanhadas de uma breve explicação, que
expresse nossos sentimentos.
 Compreender as brincadeiras de morder, dar tapas, puxar o cabelo, etc, que a
criança faz em relação ao outro. Não permitir que ela machuque, colocando limite
verbal (não) e físico se necessário. Mostrar que dói na pessoa que foi atingida.
 Incentivar a criança a interagir livremente com outras crianças, podendo entrar em
contato com as mesmas no parque, na rua, praias, festa de aniversário, etc.
 Apoiar a criança afetuosamente, através de contato físico, nas horas que está
angustiada, de mau humor, deprimida ou doente.
 Permitir que a criança explore seu próprio corpo e o dos adultos.
 Continuar brincando com a criança diante do espelho, identificando os membros da
família e os amigos.
 Brincar com a criança, perguntando/informando:
- “cadê o papai?”;
- “onde está a mamãe?”;
- “o titio chegou”...
 Ensinar gestos sociais como:
- bater palmas;
- dar até logo;
- jogar beijinhos....;
- usar músicas infantis que empregam gestos.
 Brincar com a criança, iniciando a seguir ordens simples como: jogar um
brinquedo, etc.
 Continuar ensinando gestos sociais simples, tais como:
- mostrar roupas novas (dizer: Que lindo!, etc);
- brinquedos novos;
- dançar ao som de músicas;
- imitar voz de animais, etc.
 Estimular a criança a tolerar pequenas ausências da mãe.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 18 – 24 meses

Objetivos:
 Estimular o desenvolvimento da capacidade de socialização da criança.
 Estimular o desenvolvimento da afetividade.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Propiciar à criança explorar diferentes situações, tais como:
- levá-la ao supermercado;
- levá-la a lojas;
- levá-la ao parque;
 Deixar a criança livre para correr, brincar, explorar plantas etc.
 Incentivar a criança a entrar em contato com outras crianças.
 Estabelecer limites, da mesma forma que na faixa anterior.
 Permitir que a criança brinque em espaços amplos, de preferência onde haja terra e
areia, deixando-a explorar livremente.
 Valorizá-la nas suas recém-adquiridas habilidades (desmontar, montar, subir).
 Estimulá-la a brincar com terra, areia e água, misturando-as à vontade.
 Estimular a criança a imitar ações como: varrer, ler, lavar, etc.
 Permitir que faça “bagunça”, isto é, espalhar os brinquedos, desmontá-los, se sujar,
não tolhendo, dessa maneira, seus traços impulsivos.
 Ajudá-la a se organizar, estimulando-a a terminar a tarefa que iniciou, por exemplo,
se retira os brinquedos da estante, no final, incentivá-la a guardá-los, mas sem excessiva
rigidez (ela vai guardar os brinquedos do seu jeito, não precisar ser em ordem); quando
se suja, estimulá-la a se lavar depois.
 Manter um manejo firme e afetuoso, sempre colocando para a criança os nossos
sentimentos e não noções de “feio” e “certo” ou “errado”, mas sim: “não gosto que
mexas aí, são as coisas da mamãe, da titia”.
 Manter tranqüilidade e não valorizar as crises de “birra” e o “não”, sem brigar ou se
irritar com a criança.
 Continuar tolerando seus sentimentos de posse, permitindo que leve algum objeto
seu para a creche (isto lhe dá segurança, e muitas vezes o objeto é um substituto da mãe
na fantasia da criança).
 Continuar oportunizando a convivência com outras crianças e iniciar o contato com
estranhos.
 Continuar com as brincadeiras de alimentar e ser alimentado, de pôr e retirar
objetos de recipientes.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 24 – 36 meses

Objetivos:
 Desenvolver a capacidade da criança de interagir com seu mundo interno e externo,
expressando suas emoções.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Continuar estabelecendo limites à criança, sempre que necessário.
 Continuar com a mesma forma de agir, como na fase anterior.
 Não valorizar suas crises de birra, mantendo-se firme no “não”, que lhe é dado, ao
mesmo tempo compreendendo-a na sua raiva.
 Explorar o que não pode, dizer claramente o motivo porque a criança não pode
mexer, oferecendo uma outra atividade, substituindo aquela que ela queria.
 Estabelecer regras básicas mínima com a criança sobre os materiais que ela pode
mexer e o que ela não pode mexer, mantendo-se firme dentro destas regras.
 Estimular a necessidade de exploração da criança, sem demasia.
 Oferecer espaços amplos para brincar, permitindo fazer atividades ruidosas, correr
conforme gosto, subir, chutar, jogar bola, enfim, possibilitando atividades físicas e
exercitação dos músculos, que dêem à criança sensação de liberdade, que precisa nesta
faixa etária.
 Dar possibilidade de brincar com materiais reversíveis como água, terra, areia,
estimulando-a a modelá-los conforme sua vontade (fazer “bolos”, “comida”, “carro”),
desmanchá-los e modelá-los novamente, e, principalmente, tolerando que ela se suje.
 Fazer na escola atividades curtas, como joguinhos simples de armar, estimulando-a
a terminar a atividade. Isto a ajuda a obter um senso de disciplina e lhe dá a sensação de
que é capaz de realizar uma tarefa completa.
 Valorizar qualquer atividade que ela consiga fazer sozinha, encorajando-a no que
pode fazer.
 Manter, numa prateleira ou numa caixa, brinquedos que a criança possa retirar,
deixando-a brincar do jeito que ela quiser e, no final, incentivá-la a guardá-los no lugar
adequado.
 Iniciar o brinquedo do “faz-de-conta”. Ex:: comidinha, banho nas bonecas, túneis
para carrinhos, etc.
 Interferir nas brigas e agressões, dizendo, por exemplo: “não gosto que você bata,
porque dói e eu não gosto de sentir dor”; dando-lhe as explicações de acordo com os
sentimentos da pessoa que está interagindo com ela.
 Oferecer segurança à criança, colocando-a no colo ou aproximando-se fisicamente,
quando manifestar medos passageiros.
 Levar a criança a compreender o significado de expressões fisionômicas que
expressem alegria, tristeza, raiva e dor.
 Encorajar a criança a “consertar” um brinquedo que destruiu, deixá-la tentar
arrumá-lo, e não oferecer outro brinquedo imediatamente.
 Oferecer brinquedos desmontáveis que ela possa montar e desmontar rapidamente.
 Oferecer brinquedos feitos de material resistente (madeira, borracha), para que não
estraguem logo, para que a criança não fique com a sensação de que destrói os
brinquedos.
DESENVOLVIMENTO SÓCIO-AFETIVO

Faixa Etária: 36 – 48 meses

Objetivos:
 Desenvolver e ampliar as relações sociais e afetivas da criança, oferecendo-lhe
condições de obter um equilíbrio biopsicossocial.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular o brinquedo do “faz-de-conta” da criança, incentivando-a a assumir
papéis (“mamãe”, “papai”, “professora”) e a agir segundo a sua percepção dos mesmos.
 Permitir à criança que descarregue no brinquedo suas preocupações, medos,
situações reais traumáticas. Ex.: Se a babá e/ou médico foram desagradáveis para ela,
aceitar que ela brinque de “faz-de-conta” de doutor e/ou babá, reproduzindo com os
bonecos aquilo que ela sentiu ou fez, pois dessa maneira elabora esta situação que lhe
foi traumatizante.
 Compreender que todo o comportamento agressivo da criança é em função de uma
situação de competição subjacente, por isso é necessário ser trabalhado em atividades
lúdicas.
 Manejar a agressão, incentivando a criança a resolver por si própria suas brigas.
Ex.: Numa situação de briga por brinquedo, perguntar o que houve, após perguntar ás
crianças o que se pode fazer para resolver o problema.
 Deixar a criança fazer o que pode sozinha (começar a vestir-se sozinha, etc).
Cuidado para não tolher as iniciativas da criança.
 Estimular a criança a brincar em grupos pequenos, realizando cada vez com mais
freqüência atividades grupais e, nestas, ajudando a criança a esperar a sua vez e a
partilhar brinquedos.
 Incentivar a identificação da criança com os adultos mostrando, sempre que a
aparecer a oportunidade, que quando for grande será como eles.
 Permitir canais para extravasar sentimentos de raiva, ciúmes, tolerando que os
verbalize e que os descarregue no brinquedo.
 Sentir raiva da criança pelo que ela fez, diga à criança de modo adequado seus
sentimentos, explicitar que se irritou. Com isso a criança percebe e aprende que os
adultos também se exaltam, mas que seu relacionamento com eles pode solucionar as
brigas.
 Compreender a criança no interesse que começa a demonstrar por diferenças entre
os sexos e nascimento de bebês, manifesto em perguntas ou exploração do próprio
corpo ou do outro, precisando conversar com naturalidade ou propiciar-lhe atividades
substitutivas que lhe dêem prazer. Quando ocorrer a masturbação não impedi-la, nem
favorecê-la. O melhor manejo para isso é não lhe dar importância exagerada, não
encará-la com moralismo, mas oferecer outra atividade que lhe desvie a atenção.
 Estimular os impulsos criativos da criança, aceitando que faça “invenções” etc.
 Responder às perguntas da criança sobre sexo de maneira simples, honesta e de
acordo com o seu nível de compreensão. Não mentir, também não dar explicações
excessivas e muito científicas.
 Tolerar seus medos e fobias passageiras, apoiando-a, compreendendo-a
afetuosamente e ao mesmo tempo explicando a realidade de maneira simples que a
criança entenda.
 Permitir à criança que participe das atividades domésticas, estimulando-a a assumir
tarefas de seu interesse. Deve-se respeitar o modo como a criança realiza estas
atividades.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 0 – 5 meses

Objetivos:
 Estimular a sucção
 Sugar, engolir e respirar coordenadamente
 Desenvolver a compreensão de situações globais, atitudes e expressões
fisionômicas que expressem sentimentos

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Alimentar a criança sempre no colo, procurando uma postura adequada que
favoreça a sucção.
 Respeitar o tempo próprio para a criança se alimentar. Em caso da criança parar de
mamar, quando ouvir a voz da mãe, interromper a conversa para que o bebê volte a
mamar.
 Oferecer a chupeta para estimular a ação dos músculos bucolinguais.
 Estimular a amamentação numa relação afetiva e carinhosa.
 Cantar ou falar com a criança ao cuidá-la.
 Conversar e sorrir para a criança enquanto é alimentada, dizendo o que está
comendo.
 Mergulhar uma chupeta em um alimento mole ou pastoso e dar à criança (mel,
geléia, etc).
 Colocar uma pequena quantidade de alimento mole no meio da língua da criança.
 Passar uma pequena quantidade de alimento mole no canto da boca da criança.
 Passar um pouco de alimento mole nos lábios da criança.
 Conversar com a criança:
- ao preparar a mamadeira;
- ao prepara o banho;
- ao expressar alegria, tristeza e repreensão;
- ao trocar a roupinha para passear;
- ao trocar as fraldas quando esta estiver molhada (xixi, vômito, defecado, etc).
 Vestir a criança de modo que ela possa movimentar-se livremente.
 Acostumar a criança com ruídos habituais da casa.
 Respeitar o ritmo do sono da criança.
 Proporcionar que seu sono seja sempre realizado após suas necessidades
alimentares e higiênicas satisfeitas e estando seu quarto como uma temperatura amena e
arejada.
 Falar para a criança todas as ações que estão sendo realizadas, repetindo sempre a
verbalização nas mesmas situações.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 5 – 8 meses

Objetivos:
 Estimular a:
- sucção;
- deglutição;
- mastigação;
- segurar a mamadeira;
- segurar o copo;
- a coordenação mão-boca.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Sentar a criança no colo e com uma colher pequena colocar o alimento no fundo da
língua da criança, com carinho e atenção, para não provocar vômito.
 Alimentar a criança na posição ereta, introduzindo pedaços de alimentos sólidos.
 Estimular a criança a segurar a mamadeira com as duas mãos, colocando suas mãos
em cima das mãos da criança.
 Oferecer à criança alimentos sólidos (adequados), colocando-os na mão da criança.
 Servir líquido à criança, no copo, estimulando-a a usá-lo corretamente.
 Colocar suco ou leite em um copo que tenha tampa e que não seja de vidro, com
canudo para que a criança possa sugar. Auxiliá-la, segurando o copo junto com ela e,
quando necessário, o professor deverá servir de modelo.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 8 – 12 meses

Objetivos:
 Estimular:
- a mastigação;
- o uso das mãos para se alimentar;
- o uso do copo.
 Participar na hora da alimentação com a família

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a lamber e a mastigar, utilizando alimentos sólidos e semi-
sólidos (geléia, pedaços de frutas, pão, bolachas), levando-a a imitar o adulto nestes
atos.
 Auxiliar a criança a usar as mãos no ato de comer, colocando o alimento em um
prato fundo, em pequenas porções para facilitar sua participação.
 Oferecer à criança pedaços de alimentos sólidos, estimulando-a a usar os dedos ao
pegá-los.
 Dar líquidos no copo, sempre em parcas quantidades, para ajudar a criança a não
derramar muito.
 Estimular a criança no uso da colher, orientando-a para realizar o movimento
correto.
 Orientar a família a ir incluindo a criança em suas refeições, sentando-a à mesa,
mantendo seus pés e troncos apoiados.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 12 – 18 meses

Objetivos:
 Promover:
- a independência da criança ao alimentar-se;
- a mastigação correta;
- o uso correto do copo e do guardanapo.
 Desenvolver a capacidade de:
- coordenação mão-boca;
- uso do copo sem tampa;
- uso da colher para alimentar-se.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Continuar com as atividades da fase anterior.
 Estimular a família a incluir a criança em suas refeições, sentada em uma cadeira
alta. O prato deve ser fundo, de borda alta e de material resistente.
 Colocar a comida na mão da criança, auxiliando-a a levar o alimento à boca, em
vez de movimentar a cabeça até a mão (quando necessário).
 Deixar a criança fazer uso da colher, ajudando-a no movimento de pegar o alimento
(em pequenas porções).
 Colocar o alimento em uma colher:
- fazer com que a criança pegue a colher pelo cabo com uma mão e movimente-a
até a boca para comer o alimento;
- utilizar um alimento de que a criança goste;
- auxiliar a criança (se necessário) e depois retirar o auxílio.
 Colocar alimento mole (de que a criança goste) em uma tigela e deixar que esta
pegue o alimento com a colher e leve à boca livremente.
 Estimular a criança a mastigar bem os alimentos e a respeitar o tempo de
mastigação.
 Estimular o uso do copo, corretamente, nos intervalos das refeições. (É
aconselhável não oferecer líquido durante as refeições).
 Ensinar a criança a limpar seus lábios, usando o guardanapo.
 Colocar uma pequena quantidade de líquido em um copo sem tampa e dar à
criança. Auxiliá-la ao:
- erguer o copo e levá-lo à boca;
- beber o líquido;
- devolver o copo à mesa.
 Aumentar gradualmente a quantidade de líquido, quando a criança conseguir beber
sozinha e sem derramar.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 18 – 24 meses

Objetivos:
 Adquirir maior independência no hábito alimentar
 Estimular a sucção com uso do canudo
 Adquirir comportamentos adequados à mesa

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a desenvolver a progressão da auto-alimentação com a colher:
- uma tigela contendo alimento mole (purê de batatas, purê, pudim, etc);
- um prato raso contendo alimento mole;
- uma tigela contendo alimentos soltos (feijão);
- um prato raso contendo alimentos soltos.
 Beber em um recipiente normal, retirando gradualmente a ajuda e aumentar a
quantidade de líquido:
- um copo pequeno de plástico;
- um copo de vidro;
- um copo de papel.
 Dar um copo contendo o líquido favorito da criança e fornecer-lhe um canudo. O
professor deverá tomar um copo com canudo para si e:
- mostrar para a criança como usar o canudo para tomar o líquido;
- pedir para a criança imitar;
- ajudá-la, caso tenha dificuldade, levando o canudo à boca e moldando os lábios
da criança sobre o mesmo;
- diminuir o comprimento do canudo, caso a criança sinta dificuldade em sugar o
líquido, em razão do seu tamanho.
 Estimular a criança a:
- sentar-se em uma cadeira à mesa;
- não se levantar enquanto estiver se alimentando;
- usar a colher para levar a comida à boca ao invés da mão. Se necessário, deixe
que a criança com a outra mão auxilie a colocação da comida na colher;
- usar corretamente o guardanapo.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 24 – 36 meses

Objetivos:
 Desenvolver a independência e as habilidades básicas para alimentar-se.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Deixar a criança alimentar-se sozinha, respeitando o seu modo de comer.
 Continuar a permitir à criança que se “suje” com os alimentos, dentro de
determinados limites ou normas de alimentação.
 Oferecer talheres (garfo, colher), ajudando-a a utilizá-los adequadamente.
 Incentivar os pais a continuar com horários de alimentação e a acompanhar a
criança em, pelo menos, uma refeição com a família e/ou colegas.
 Ensinar à criança a transferir o alimento pastoso e sólido do prato à boca com uma
colher, um garfo pequeno, seguindo os passos:
- pegar a colher com a mão dominante;
- enchê-la de alimento;
- levá-la à boca;
- fechar a boca sobre a colher cheia;
- retirá-la vazia da boca;
- mastigar e engolir os alimentos.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS ALIMENTARES

Faixa Etária: 36 – 48 meses

Objetivos:
 Levar a criança a adquirir hábitos adequados para alimentar-se com independência
(se possível).

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Permitir que a criança se alimente sozinha, respeitando seu modo de comer e suas
limitações, ao mesmo tempo orientando-a no uso adequado dos talheres, prato, copo e
guardanapo.
 Ensinar à criança a comer com a boca fechada, sentar à mesa e esperar a sua vez
para ser servida.
 Aceitar que a criança se suje ou se lambuze ao comer.
 Auxiliar a criança no uso adequado dos talheres.
 Estimular a criança a deixar a mamadeira. Se ainda usá-la, levar a criança a tomar
líquidos em xícara e/ou copos.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS DE HIGIENE

Faixa Etária: 0 – 9 meses

Objetivos:
 Estimular na criança o senso-perceptivo de conforto e desconforto.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Tocar e pegar o corpo da criança carinhosamente.
 Falar com a criança todas as ações que estão sendo realizadas, repetindo sempre a
verbalização nas mesmas situações.
 Vestir a criança de modo que ela se sinta confortável e possa movimentar-se
livremente.
 Deixar a criança por instantes brincar com água, principalmente na hora do banho.
 Massagear a criança com creme ou óleo para bebê, levando-a a relaxar.
 Orientar os pais a fazerem das rotinas de higiene momentos de contatos afetivos
com a criança.
 Brincar com a criança durante a troca das fraldas, conversando com ela, deixando-a
livre para movimentar os braços e pernas.
 Fazer com que o banho seja agradável para ela, deixando-a explorar o que o seu
corpo pode fazer dentro da água, estimulando-a a fazer movimentos com as perninhas e
bracinhos na água.
 Movimentar os braços e pernas em direções variadas e flexioná-los delicadamente.
 Fazer mensagens breves em cada parte do corpo, nomeando-as para a criança
memorizá-las.
 Permitir que a criança brinque com o próprio corpo, movimentado-o durante o
banho e a troca de fraldas.
 Colocar alguns brinquedos na água, na hora do banho e/ou na piscina para que a
criança brinque com eles.
 Ficar atenta a sinais que indiquem que a criança está molhada ou que evacuou,
certificando-se de que a criança perceba o contraste entre as situações.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS DE HIGIENE

Faixa Etária: 9 – 24 meses

Objetivos:
 Estimular a criança a perceber estar molhada ou não.
 Treinar o controle dos esfíncteres.
 Formar o hábito na criança de sentar-se na cadeirinha.
 Formar o hábito na criança do uso do piniquinho.
 Estimular a criança à independência no hábito de vestir-se.
 Formar o hábito de utilizar o sanitário.
 Desenvolver o hábito de higiene pessoal.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estar atenta para os sinais emitidos pela criança, “avisando” que está molhada, ou
seja, que evacuou. Conversar sempre com a criança de modo natural e afetivo a respeito
de seu comportamento fisiológico. Mudar sempre as fraldas da criança para ela sentir
cada vez mais a diferença entre as duas situações.
 Familiarizar a criança com o piniquinho, antes de iniciar seu uso. Caso a criança
não dê sinal da necessidade de utilizar o piniquinho, deixe-a tomar bastante líquido e
alguns minutos depois coloque-a no mesmo. Quando a criança urinar é bom tecer-lhe
elogios. Programe o tempo para repetir a atividade. A mesma deverá ser feita no
banheiro.
 Sempre que a criança defecar ou urinar nas calças, ignorar o fato. Mudar as calças
rapidamente, com simplicidade, sem cara feia, porque a criança evacuou.
 Observar e anotar em tabelas identificatórias os horários em que a criança realizou
suas necessidades fisiológicas. Montar uma programação junto ao responsável pela
criança para retirada das fraldas.
 Estimular o uso da cadeirinha, favorecendo o equilíbrio do tronco e apoio dos pés e
das mãos.
 Observar a criança ao sentar-se e levantar-se mantendo um bom equilíbrio na
cadeirinha, introduzindo o uso do piniquinho.
 Estimular a criança a participar da ação de vestir-se e despir, pedindo para dar o
braço, a perna.
 Começar a tirar os sapatos da criança e estimulá-la a terminar.
 Começar a tirar as meias e estimular a criança a terminar.
 Pedir que a criança ajude a vestir e/ou trocar as roupas.
 Colocar na criança uma calça, que tenha cintura de elástico, até os joelhos. Pedir
que ela puxe a calça até a cintura. Caso a criança não consiga, ajude-a
 Deixar que a criança veja outras crianças e/ou adultos usar o vaso sanitário.
 Preparar a criança para passar do piniquinho para o vaso sanitário, com as
adaptações necessárias.
 Iniciar o uso do vaso sanitário. Caso a criança sinta medo, começar fazendo junto
com ela (você no vaso sanitário e a criança no piniquinho). Não esquecer de baixar/tirar
as roupas íntimas da criança com diálogo afetuoso.
 Estimular o uso do vaso sanitário sem ajuda.
 Estimular a criança a lavar as mãos antes das refeições e após o uso do banheiro.
 Dar oportunidade à criança de usar o pente, escova de dente, lavar e enxugar as
mãos sem ajuda.
 Deixar a criança brincar de lavar-se durante o banho.
 Estimular a criança para que ela se enxugue sem ajuda.
 Dar oportunidade à criança para pentear-se, escovar os dentes, vestir-se diante de
um espelho.
 Estimular a troca de roupas da criança, preferencialmente em frente a um espelho
(respeitando o ritmo da criança). Usar roupas simples e oportunizar à criança lidar com
zíper, botões grandes...
 Incentivar a criança a desenvolver hábitos de higiene. Ex.: lavar e secar as mãos
antes de comer.
 Oferecer na hora do banheiro utensílios variados, como sabonetes com formatos de
animais, saboneteiras, regador, baldes, frascos vazios.
 Estar atento para os momentos em que a criança avisa que está suja, trocando-lhe as
fraldas.
 Estar atento para o segundo momento, em que a criança informa que está defecando
ou urinando naquele momento.
DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
HÁBITOS DE HIGIENE

Faixa Etária: 24 – 48 meses

Objetivos:
 Adquirir hábitos e habilidades para realizar as atividades para realizar as atividades
de vida diária, tais como:
- higiene pessoal/ambiental;
- vestuário;
- uso, de maneira adequada, de objetos e brinquedos.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Ficar atento para o momento em que a criança demonstrar condições de retirar
fraldas diurnas.
 Observar os horários da criança, estabelecendo assim o seu treinamento higiênico,
ensinando a usar o papel higiênico.
 Tornar agradável seu banho, dando-lhe objetos de seu interesse para brincar na água
e permitindo que a criança ajude a se lavar.
 Iniciar a orientação de como utilizar a escova de dentes, mostrando o quanto é
importante para os dentes, iniciando pela manhã e ao acordar. Permitir que a criança
manuseie a escova e a pasta de dentes livremente, respeitando o seu modo de usá-las.
 Ajudar a criança a fazer a higiene da manhã, lavando o rosto e as mãos e
permitindo que também se lave sozinha.
 Começar com a criança, antes de deitar, a fazer higiene noturna, escovando os
dentes, lavando as mãos, colocando-a para urinar...
 Mostrar para a criança a importância de lavar-se quando está suja e antes de
alimentar-se.
 Retirar a fralda noturna, se ainda estiver usando.
 Estar atento para os sinais de vontade da criança em querer retirar a fralda noturna,
respeitando o ritmo, combinando com ela a retirada das mesmas.
 Solicitar à criança fazer “xixi” antes de deitar e quando acordar.
 Explicar à criança a importância da limpeza de cada parte do corpo, durante o
banho.
 Falar à criança, durante o banho, enquanto lava as partes do corpo, sobre suas
funções. Ex.: para que servem as mãos, os pés, a boca, etc.
 Continuar a trazer para o banho da criança utensílios variados como sabonete,
esponja com formas, saboneteira e outros brinquedos apropriados.
 Incentivar que lave as partes do corpo que consegue, sozinha, não exigindo que se
lave com perfeição.
 Levar ao vaso sanitário ao retornar de uma recreação, sempre que der um sinal com
palavras ou não-verbal.
 Usar o vaso sanitário, observando os seguintes passos: imitando, sob comando,
independentemente.
 Lavar e enxugar as mãos, observando os seguintes passos:
- abrir a torneira;
- molhar as mãos;
- pegar o sabonete, ensaboar as mãos;
- devolver o sabonete à saboneteira;
- esfregar as mãos;
- enxaguar as mãos;
- fechar a torneira;
- pegar a toalha e enxugar as mãos;
- devolver a toalha para onde retirou.
 Assoar o nariz com lenço de papel ou de pano.
 Pentear seu próprio cabelo.
 Pentear o cabelo da boneca.
 Pentear-se diante de espelho.
 Realizar atividades de higiene do ambiente como:
- limpar o que sujou;
- limpar sua carteira;
- apanhar papel que jogou no chão;
- utilizar a lixeira;
- molhar plantas;
- outros.
 Elaborar e realizar exercícios para controlar salivação, quando necessário.
 Continuar estimulando a criança a cuidar de seus brinquedos e dos objetos que
fazem parte de seu mundo.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
TREINAMENTO AUDITIVO

Faixa Etária: 0 – 3 anos

Objetivos:
 Utilizar ao máximo o resíduo auditivo da criança, aplicando os ganhos obtidos para
melhoria das condições da comunicação oral:
- adquirir consciência do sentido da audição;
- desenvolver a capacidade de perceber a presença ou ausência de ruídos
ambientais e som;
- identificar a direção de onde provém o som;
- reconhecer e discriminar ruídos ambientais e sons iguais e diferentes;
- discriminar ruídos e sons longos e leves;
- discriminar ruídos e sons fortes e fracos;
- desenvolver a capacidade de reproduzir a quantidade de impulsos emitidos por
uma fonte sonora;
- desenvolver a capacidade de lembra informações auditivas.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Explorar as fontes sonoras de seu meio ambiente:
- despertador
- liqüidificador
- enceradeira
- campainhas (porta, telefone)
- descarga de banheiro
- batida na porta
- batida de porta
- pratos, copos, talheres
- buzina
- motor de carro
- instrumentos musicais, etc.
 Produzir ruídos com o próprio corpo:
- palmas
- grito
- tosse
- risada
- espirro
- estalo de dedos, etc.
 Ouvir vozes e músicas:
- o professor que fala e canta à sua frente
- vozes e músicas gravadas
Obs.: Estas atividades nada têm a ensinar à criança; constituem um entretenimento
sensorial.
 Fechar os olhos e só abri-los ao perceber o som do despertador.
 Levantar o braço ao ouvir a campainha.
 Levantar-se ao perceber batidas na porta e sentar-se quando não mais ouvi-las.
 Pular ao som de bumbo e parar na ausência do mesmo.
 Dança ao ouvir palmas e parar quando não mais ouvi-las.
 Fazer um colar, enfiando cada conta, ao perceber o som pré-determinado.
 Andar com um cachorro de brinquedo, ao ouvir a onomatopéia “au, au, au” e parar
quando não mais ouvi-la.
 Brincar com um trenzinho em uma ferrovia andar ao som “piuiii...” e parar na
ausência do mesmo.
 Colocar tampinhas em uma caixa à medida que ouvir o vocábulo pré-determinado.
 Montar um quebra-cabeça simples de um “pato”: colocar cada peça ao ouvir o som
“pato”.
 Localizar a fonte sonora que estará escondida em um ponto da sala (despertador).
 Apontar para o lado (direito ou esquerdo) em que foi produzido o som (estando de
costas para a fonte sonora).
 Andar em direção ao som.
 Marchar em direção ao som.
 Puxar um animal de brinquedo em direção à fonte sonora.
 Bater o pé correspondente ao lado em que o ruído ou som foi produzido.
 Mostrar o cartão com a figura correspondente à fonte sonora que deu origem ao
ruído ou som percebido (ex.: despertador x enceradeira).
 Andar, lentamente, ao ouvir a campainha do telefone e correr, ao ouvir batidas na
porta.
 Usar duas caixas; colocar em cada uma delas a figura ou o objeto correspondente ao
som ouvido (ex.: uma para talheres, outra para liqüidificador).
 Reproduzir o som ouvido em instrumentos que estejam à sua frente, iguais aos do
professor. Colocar contas sobre a cartela com o desenho correspondente ao som
percebido.
 Retirar de dentro de uma caixa a figura do animal correspondente à onomatopéia
ouvida (ex.: caixa com figuras de cachorro e galinha).
 Pescar, em uma caixa de areia, a figura correspondente ao vocábulo ouvido.
 Brincar de baralho: jogar sobre a mesa a “carta” correspondente ao som ouvido
(ex.: baralho de figuras correspondentes aos vocábulos).
 Andar com um carrinho, muito ou pouco, ao perceber o ruído longo ou breve.
 Andar sobre uma linha, acompanhando a duração do som, longa ou breve.
 Movimentar um avião de brinquedo de acordo com a duração do ruído.
 Representar os ruídos e sons longos e breves com:
- palitos de picolé e pedrinhas
- palitos de fósforo e botões
- tirinhas e círculos recortados com cartolina
 Estender um braço, ao perceber um som longo e bater palmas, ao perceber os
breves.
 Traçar uma linha, com lápis cera, durante a produção do som, por exemplo,
enquanto o professor emite uma vogal.
 Representar, com símbolos gráficos, os sons longos e breves.
 Desenrolar um cordão ou fio de “nylon” durante a percepção do som.
Obs.: Deverão ser selecionados os ruídos e sons que se prestem mais a este tipo de
atividade e que estão presentes na vida diária da criança.
Obs.: As atividades deverão ser desenvolvidas com um mesmo ruído ou som em
intensidade diferentes.
 Andar com passos fortes para o som forte e na ponta dos pés para o som fraco.
 Reproduzir, em instrumento musical, o som da intensidade percebida.
 Imitar o gigante ou o não de acordo com a intensidade do som que ouve.
 Abaixar-se à proporção que ouve o som em baixa intensidade, ou levantar-se para o
som forte.
 Traçar uma linha mais grossa ou mais fina correspondendo ao som percebido.
 Representar a intensidade do som com animais de brinquedo: um animal grande
para o som forte e um animal pequeno para o de baixa intensidade.
Obs.: O número de impulsos sonoros será produzido de forma lenta a rápida, de acordo
com as possibilidades da criança.
 Utilizar material de encaixe: (pirâmide de anéis) a criança colocará tantos anéis
quantos forem os impulsos percebidos; poderá, também, enfiar contas em um colar.
 Erguer um número de bandeirinhas coloridas correspondente ao número de
impulsos.
 Reproduzir o número de impulsos percebidos em um instrumento musical.
 Bater palmas correspondentes aos impulsos ou bater os pés.
 Fazer pequenos traços na lousa ou em um papel, de acordo com os impulsos
recebidos.
 Colocar palitos em uma caixinha em quantidade correspondente aos impulsos, ou
colocar animaizinhos em um cercado.
Obs.: Observar, inicialmente, o limite máximo de elementos que a criança conseguiu
reter e, partindo daí, ampliar a quantidade. De acordo com as condições da criança, o
professor exigirá que ela dê a resposta, obedecendo à seqüência em que os estímulos
sonoros foram produzidos.
 Mostrar as fichas com figuras correspondentes aos ruídos ouvidos, ex.: fichas de
liqüidificador, relógio, talheres (estas fichas deverão estar à sua frente, entre várias
outras).
 Reproduzir em instrumentos musicais equivalentes, selecionados por si própria, os
sons percebidos.
 Marcar, com um x, os desenhos correspondentes aos sons em uma folha
mimeografada com desenhos diversos.
 Reproduzir sons como: batida de pé e palmas.
 Dar passos de acordo com o ritmo ouvido.
 Reproduzir, batendo palmas, o ritmo criado por um colega em um tambor.
 Procurar, numa caixa, figuras correspondentes aos vocábulos ouvidos.
 Colocar uma ficha colorida sobre a série de figuras correspondentes aos vocábulos
emitidos, tendo à sua frente várias séries de figuras; poderá, também, se possível, repetir
a série de vocábulos, oralmente.
 Cumprir ordens simples dadas pelo professor em seqüência, ex.:
- levante, feche a porta ou abra a porta
- pule e sente
- pegue a bola, corra, etc.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA AUDITIVA
TREINAMENTO FONO-ARTICULATÓRIO/FALA

Faixa Etária: 2 – 3 anos

Objetivos:
 Conscientizar a criança para a existência e o uso da respiração oral.
 Conscientizar o educando sobre as vias nasais como instrumento da respiração e a
sua correta utilização.
 Utilizar a inspiração e a expiração com movimentos distintos, alternando as duas
vias respiratórias.
 Ampliar e coordenar a capacidade de produção fono-articulatória, com a respiração
diafragmática.
 Tomar conhecimento das partes do corpo e dos diferentes graus de tonicidade
muscular.
 Adquirir movimentação e controle articulatórios, necessários aos padrões
desejáveis de emissão.
 Impostar a voz, de forma consciente e funcional.
 Estabilizar a voz com intensidade e duração normais.
 Adquirir uma tonalidade correta na produção da voz.
 Adquirir equilíbrio adequado entre a ressonância nasal e a bucal, para a eliminação
da nasalidade excessiva ou imprópria.
 Automatizar uma adequada tensão expiratória para eliminação da voz de falsete.
 Automatizar o relaxamento dos músculos do pescoço e face para eliminar a voz
gutural.
 Automatizar a emissão da voz sempre na mesma freqüência, eliminando a voz
bitonal.
 Utilizar o visual e táctil cinestésico como estímulo para desencadear a cadeia de
movimentos para a emissão dos fonemas.
 Adquirir condições de articular fonemas da Língua Portuguesa, através da
conscientização do modo e do ponto de articulação, estabelecendo correto “feedback”
acústico, proprioceptivo, visual e tátil.

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Apagar uma e várias velas com um sopro rápido.
 Dobrar a chama de uma e várias velas.
 Soprar tiras de papel.
 Rolar, com um sopro, bolinhas de papel, lápis, algodão, canudinhos, etc.
 Derrubar pequenos objetos com um sopro.
 Soprar a palma da mão (sopro longo e curto).
 Soprar penas e flocos de algodão, mantendo-os no ar.
 Soprar através de canudos, no espelho, tentando deixar marcas.
 Soprar balões, línguas de sogra, apitos, gaitas, etc.
 Colocar pedacinhos de papel entre os lábios e soprá-los.
 Abrir e fechar a boca rápida e fortemente, várias vezes em seguida.
 Colocar uma bola de isopor em uma bacia cheia de águas para duas pessoas
soprarem, sendo uma de cada vez.
 Soprar ar quente na mão.
 Soprar ar quente sobre um pedaço de vidro, ou perto de um espelho para embaçá-lo.
 Soprar ar frio sobre um pedaço de vidro, ou perto de um espelho para desembaçá-
lo.
 Soprar bolinhas de sabão. (mil bolhas)
 Apagar velas com um sopro só.
 Fazer espuma de sabão, soprando com canudinho.
 Derrubar, com um sopro, cada retrós, colocado em posição vertical.
 Expirar pelas narinas, de boca fechada, depois passar a expirar, também pelas
narinas, mas abrindo a boca progressivamente, sem permitir que o ar saia pela boca.
 Exercitar a respiração nasal rápida e continuamente.
 Exercitar a inspiração nasal rápida, alternando as narinas.
 Exercitar a expiração quente, feita pelo nariz e de boca fechada, com um vidro ou
espelho próximo às narinas para embaçá-lo.
 Exercitar expiração quente, alterando as narinas, com a boca fechada e percebendo
o calor que emana do corpo.
 Expirar sobre tiras de papel, pelas narinas, às vezes com explosão, fazendo mexer
rapidamente as fitas. Outra vez, com menos intensidade, permitindo que as fitas fiquem
dobradas por alguns segundos.
 Soprar velas com as narinas.
 Apagar velas com o ar saído das narinas.
 Colocar um canudo de borracha com cuidado em uma das narinas, expirando num
vidro de águas, através do canudo. Alterar a respiração, alternando as bolhas em
pequenas e grandes.
 Assoar o nariz com a boca fechada.
 Mascar chicletes com a boca totalmente fechada.
 Utilizar dois vidros ligados por um tubo plástico, com um dos vidros contendo
águas colorida, até um pouco mais da metade, e outro vidro com um tubo para soprar.
Passar o líquido colorido para o outro vidro.
 Inspirar pelo nariz e soprar pedacinhos de isopor colocados em um vidro coberto
por um filó.
 Encher balões, sem segurar com as mãos, presos apenas pelos lábios, alternando a
inspiração nasal com a expiração oral, pelo sopro.
 Erguer as mãos ao nariz, fingindo cheirar uma flor. Inspirar pelo nariz e expirar pela
boca, em movimentos pausados. Inspirar e expirar três ou quatro vezes.
 Fingir pegar um remo e remar, inspirando pelo nariz e expirando pela boca.
 Executar movimentos como se pegasse pernilongos com as mãos levantadas para a
frente, inspirando. Bater palmas falando “pá”.
 Imitar movimentos de tocar sanfona, inspirando ao abrir o fole e expirando ao
fechar.
 Imitar o vôo dos pássaros, abrir os braços, inspirando e baixar os braços, expirando.
 Tomar consciência dos dois tempos da respiração, observando a inspiração e
expiração.
 Colocar um objeto leve e pequeno, à altura do estômago, inspirar profundamente,
pelo nariz, fazendo uma pausa, e expirar, também pelo nariz, de forma relaxada (ex.
livro). O aluno deverá estar deitado.
 Colocar um cinto ao redor da parte inferior do tórax, segurando na extremidade.
Inspirar pelo nariz, observando a folga dada pelo cinto, e expirar, também pelo nariz,
atentando para ver se o cinto apertava.
 Segurar papéis finos, com a extremidade de um canudo, e colocá-los em um
recipiente, mantendo o esforço do aluno em aspirar o ar.
 Fechar o nariz e a boca e ficar assim, até que seja impossível continuar e que se
torne necessário expirar.
 Usar uma lata com um furo na tampa e um cordão de um metro mais ou menos
dentro da lata. Inspirar e expirar, puxando o cordão com emissão da vogal “a”.
 Expirar, emitindo e alternando duas vogais.
 Expirar, pronunciando palavras pré-estabelecidas.
 Colocar uma das mãos da criança sobre seu peito e outra sobre o do professor para
conscientizá-la do ato respiratório.
 Inspirar e expirar com:
- Inspiração longa e expiração longa;
- Inspiração longa e expiração breve;
- Inspiração breve e expiração longa;
- Inspiração breve e expiração breve; intercaladamente.
 Inspirar e depois articular, de maneira contínua e suave, as vogais.
 Inspirar lentamente e, em seguida, emitir sílabas, a meia voz, não permitindo que o
ar escape dos pulmões entre uma emissão e outra.
 Deitar em decúbito dorsal, imitar um boneco de pau, tensionando todo o corpo. Em
seguida relaxar, soltando todos os músculos e eliminando a tensão, imitando assim o
boneco de pano. Usar como apoio, um boneco de pau e um outro de pano.
 Contrair e relaxar uma parte do corpo de cada vez.
 Mostrar as partes do corpo de um boneco e identificá-las no seu próprio corpo.
 Tocar nas partes do corpo do aluno, que estará de olhos fechados e que, pela
sensação, identificará a parte que foi tocada.
 Usar o vibrador na área do pescoço, dos ombros e da face.
 Realizar movimentos circulares com a cabeça bem relaxada (inspirando e
expirando).
 Repetir exercícios respiratórios que proporcionam relaxamento.
 Abrir e fechar a boca rápida e fortemente várias vezes seguidas.
 Abrir a boca rápido e fechá-la devagar várias vezes consecutivas.
 Abrir a boca devagar e fechá-la rapidamente várias vezes seguidas.
 Movimentar a mandíbula da direita para esquerda, ligeiro e devagar.
 Mastigar biscoito, caramelo, pão, maçã, etc, com os lábios unidos, lentamente.
 Movimentar a mandíbula para a frente e para trás, lentamente.
 Projetar bruscamente a mandíbula para frente, abaixá-la e fechá-la fortemente.
 Mover a mandíbula em movimentos circulares (de boca aberta e fechada).
 Sugar água com canudo.
 Sugar água e soprá-la por um canudo em um jato horizontal.
 Sugar água e com os lábios projetados, cuspi-la em chuveirinho ou jato.
 Cuspir, longe, confeitos.
 Escarrar e fingir que vai cuspir.
 Levantar e abaixar com força a base da língua.
 Escarrar.
 Tossir.
 Bocejar.
 Gargarejar com água.
 Imitar o trotar de um cavalo.
 Movimentar o palato, imitando o som de uma campainha (ding dong).
 Soprar fortemente e depois aspirar o ar violentamente.
 Dar gargalhadas.
 Beber, gole por gole.
 Imitar o rugido do leão R . . . , raspando a garganta de boca aberta.
 Prender a respiração (se necessário tampar as narinas).
 Emitir, consecutivamente, os fonemas /e/ - /a/.
 Encher as bochechas e esvaziá-las várias vezes seguidas.
 Encher as bochechas e passar o ar de um lado para o outro.
 Encher as bochechas, fechar bem os lábios e pressionar fortemente com o
indicador, fazendo-as esvaziar.
 Repetir o exercício, enchendo e pressionando uma só bochecha.
 Encher as bochechas, depois encová-las, chupando o ar.
 Encher as bochechas e, com pequenos golpes com a ponta dos dedos, esvaziá-las
por etapas.
 Inspirar profundamente, guardar o ar na boca, encher as bochechas e depois inspirar
de um só vez.
 Encher alternadamente as bochechas, com o auxílio de água.
 Inflar as bochechas e soltar o ar pela língua canulada.
 Massagear as bochechas com vibrador e massageador, com pressão de ar interna e
sem pressão.
 Massagear as bochechas com pedras de gelo. Massagem interna e externa.
 Passar a ponta da língua no palato duro de dentro para fora e de fora para dentro.
 Passar a ponta da língua de dentro para fora e de fora para dentro.
 Aproximar e afastar os ângulos da boca.
 Pressionar levemente os lábios, depois fazê-los vibrar sob o impulso do ar que sai
da boca (nitrido do cavalo).
 Soprar.
 Passar da posição de dar um beijo (lábios apertados) para a posição de relaxamento,
várias vezes.
 Encher a boca de ar até que haja pressão sobre os lábios que devem opôr
resistência.
 Pressionar fortemente os lábios, encher a boca de ar, depois abri-los, produzindo
uma pequena explosão.
 Colocar pedacinhos de papel entre os lábios e soprá-los.
 Estender o lábio inferior até roçar o nariz.
 Estender o lábio superior até o queixo.
 Juntar e estirar os lábios, com o auxílio do polegar e do indicador.
 Massagear a parede do lábio superior e empurrá-lo para fora com o movimento da
língua diante dos dentes.
 Repetir o exercício com o lábio inferior.
 Fechar e retrair os lábios até fazê-los desaparecer.
 Apertar o lábio inferior com os dentes superiores, introduzi-lo dentro da boca.
 Apertar o lábio superior com os dentes inferiores.
 Sustentar, com os lábios, objetos diferentes em gradação de dimensão e peso:
canudos de plástico, lápis, caneta, pedaço de metal, tiras de papel de cartolina, de
cartão...
 Passar da posição do u para o i.
 Passar da posição do /a/ para o /o/.
 Movimentar os lábios para produção do /f/ contínuo.
 Segurar um lápis (passar uma série de lápis, do mais grosso ao mais fino) entre o
lábio superior e o nariz.
 Deslocar com um careta, mantendo unidos os lábios, as extremidades dos lábios
para direita e para esquerda (repetir o exercício mais vezes).
 Retirar doce dos dentes com os lábios.
 Segurar uma pequena quantidade de líquido na boca e esguinchá-lo, fazendo um
jato.
 Segurar pesos, com os lábios, presos na ponta de um cordão, em gradação
crescente: 50g, 100g, 150g e 200g.
 Usar um vibrador ao redor dos lábios, tensionando-os e relaxando-os.
 Massagear os lábios com a língua, com movimentos rotatórios alternados.
 Pressionar levemente os lábios e depois fazê-los vibrar, sob o impulso do ar que sai
da boca.
 Passar da posição de dar um beijo, para a posição de relaxamento.
 Encher a boca de ar até que haja pressão sobre os lábios, que devem opor
resistência.
 Beijar.
 Estalar os lábios com muita pressão (beijos de velha).
 Massagear em volta dos lábios com o dedo indicador ou vibrador, utilizando óleo
ou creme.
 Pressionar os lábios, colocando entre eles um pente envolvido em papel fino e
soprar.
 Pronunciar, exagerando os movimentos, ui - ui - ui, ui - ui - ui.
 Movimentar, exageradamente, os lábios, fazendo as formas bucais das vogais, em
todas as combinações possíveis (primeiro com os maxilares abertos e depois fechados).
Exemplos:
ao - ao - ao oa - oa - oa
ia - ia - ia ai - ai - ai
 Colocar um botão, amarrado por um fio, entre os lábios (na frente dos incisivos).
 Movimentar um botão, de uma comissura labial à outra. Graduar os botões em
tamanho, do maior para o menor.
 Repetir o exercício anterior, só que puxando o fio com força várias vezes, mantendo
os orbiculares contraídos, o máximo de tempo. (Indicado para lábios flácidos).
 Repetir o exercício anterior, só que o fio deverá ser puxado com força, de uma só
vez, levando os orbiculares a diminuírem o tônus ao ser retirado o botão. (Indicado para
lábios tensos).
 Pegar, com os lábios, sementes, bolinhas, etc, de tamanhos diferentes, com
dimensão gradativa.
 Dar um nó na extremidade de um barbante, com os dentes cerrados, colocar o nó
entre os lábios e abaixar a cabeça. Puxar o barbante, usando somente movimento de
lábios (poderá ser usado um pequeno pedaço de doce, na extremidade do barbante, para
maior motivação).
 Assobiar.
 Prender entre os lábios objetos de diâmetros diferentes, (rolha, botão, etc) e ir
diminuindo, gradativamente, o diâmetro até chegar ao de um palito.
 Tocar, com a ponta da língua, um pirulito colocado diante da boca.
 Retirar de um pires, com a ponta da língua, doce, açúcar, etc.
 Movimentar a ponta da língua na comissura labial (canto dos lábios) direita e
esquerda, alternadamente. Pode ser usado açúcar, gelatina, etc., para estimulação.
 Exercitar a ponta da língua pressionando fortemente as bochechas, alternando
direita e esquerda, bem como boca fechada e aberta.
 Exercitar a ponta da língua no palato duro. Pressioná-la fortemente até fechar a
boca.
 Deslizar a ponta da língua pelo palato duro (da parte posterior até as rugas
palatinas) e projetá-la contraída.
 Projetar a língua em ponta e lamber um pirulito e sorvete.
 Golpear a língua contra um bastão.
 Fazer rotação com a língua em ponta em volta dos lábios. Inicialmente um lábio de
cada vez, depois os dois juntos.
 Pressionar a ponta da língua nos dentes incisivos superiores e inferiores.
 Abrir bem a boca e levar a ponta da língua do lábio inferior ao superior,
aumentando, gradativamente, a velocidade.
 Colocar a ponta da língua na papila (junto aos incisivos inferiores), fechar e abrir a
boca, sem que a língua saia do lugar.
 Estalar a ponta da língua, com os lábios entreabertos, sem mover a mandíbula.
 Abrir totalmente a boca.
 Estirar, fortemente, a língua para fora.
 Fechar a boca ao mesmo tempo que retrair a língua.
 Projetar a língua bem para fora da boca e dobrar a ponta, bem lentamente, até
encostar a ponta da língua no lábio superior.
 Movimentar a ponta da língua projetada, para baixo e para cima, fora da boca.
 Exercitar a ponta da língua, movendo-se da face lingual para a face labial dos
incisivos superiores e vice-versa.
 Repetir o exercício com os incisivos inferiores.
 Movimentar a língua para cima e para baixo, tocando com a ponta no meio do
palato duro.
 Fazer rotação com a língua em volta dos lábios cerrados.
 Girar a língua dentro da boca lentamente e depois rápido, tocando com a ponta da
língua o palato, os bordos gengivais e o assoalho da boca.
 Projetar e retrair a língua, imitando o gato ao beber leite.
 Movimentar sua ponta da direita para esquerda e vice-versa, rapidamente, dentro e
fora da boca, com a boca semi-aberta.
 Estendê-la o mais possível até o queixo e o nariz.
 Alternar esse exercício com o precedente de forma cruzada, assim: extensão para o
queixo, ponta para o lado direito, extensão para o nariz, ponta para o lado esquerdo.
 Arquear a língua para cima e para baixo, apoiando-a nos incisivos.
 Apoiar a ponta da língua atrás dos incisivos inferiores (se necessário, ajudar com os
dedos).
 Arquear a língua para cima, abaixá-la lentamente.
 Abrir a boca, estender e retrair a língua sem pegar nos dentes.
 Fazer vibrar sua ponta.
 Enrolá-la como caracol.
 Movimentar para produção do /t/.
 Movimentar para produção do /l/.
 Movimentar para produção do /s/.
 Movimentar para produção do /r/.
 Pressionar as bochechas com a língua, com a boca fechada e aberta.
 Arrastar a língua toda, do palato mole ao duro e vice-versa. Usar doce, mel ou
chocolate para estimulação.
 Manter a ponta da língua presa junto aos incisivos inferiores e elevar o dorso.
 Movimentar a língua em círculos na face labial dos dentes em ambas as arcadas
(boca fechada e aberta).
 Dobrar a língua, prendê-la entre os dentes e soltá-la de um só golpe, deixando-a sair
relaxada.
 Repetir o exercício, projetando a língua reta e contraída.
 Arrastar os bordos laterais da língua nos molares e pré-molares superiores, para
frente e para trás.
 Arrastar o dorso médio da língua no palato duro, com a ponta da língua atrás dos
incisivos inferiores.
 Prender a língua no palato e estalar.
 Enfiar liga ortodôntica até o dorso médio da língua, para que seja retirada com os
dentes incisivos superiores.
 Elevar o dorso médio e articular:
ia – iu – io – iam – iom
 Adelgaçar (afinar) e alargar a língua.
 Prender a língua no palato duro e abrir e fechar a boca.
 Prender o dorso da língua na papila e estalar o dorso.
 Elevar os bordos laterais e a ponta da língua de modo que ela tome um formato
côncavo (aparência de bacia ou banheira).
 Levantar os bordos laterais da língua, formando um sulco mediano (canular a
língua).
 Projetar a língua (reta e para baixo, contraída) e retraí-la relaxada.
 Colocar a ponta da língua junto aos incisivos inferiores (fosseta digástrica) e
articular /K/ /K/ /K/.
 Colocar a ponta da língua junto aos incisivos inferiores (fosseta digástrica) e elevar
e abaixar o dorso posterior.
 Vocalizar e controlar a produção da voz, pelas vibrações táteis, com a mão posta ao
peito: vocalizações longas, vocalizações breves, vocalizações longas e breves,
intercaladas. Variar utilizando todas as vogais.
 Produzir emissões breves e fortes.
 Produzir emissões breves e fracas.
 Produzir emissões longas e fracas.
 Produzir emissões longas e fortes.
 Produzir emissões sussurradas.
 Produzir emissões sussurradas fortes e fracas por, pelo menos, alguns segundos de
duração.
 Produzir uma série de vocalizações discretas, mas agrupadas em um sopro,
variando em intensidade.
 Modular a voz para adequar a emissão com a ocasião (voz forte para atrair atenção,
etc...).
 Definir e estabilizar emissões fortes, como forma de chamar atenção.
 Produzir vocalizações discretas em sopros separados, aproximando para o agudo e
para o grave, até o ponto desejável no espectro vocal.
 Produzir vocalizações continuadas, variando o tom entre grave e agudo e vice-
versa.
 Produzir vocalizações discretas em sopros separados, aproximando para o agudo, o
médio e o grave do espectro vocal.
 Produzir vocalizações continuadas, variando entre o agudo, o médio e o grave no
espectro vocal.
 Produzir vocalizações discretas em um sopro, aproximando para o agudo, o médio e
o grave.
 Definir e estabilizar vocalizações com padrões de entonação diferentes, dando
inflexão, de acordo com o sentido (afirmativo, interrogativo e exclamativo).
 Produzir o fonema /a/ sem exagero ou nasalização.
 Manter o fonema /a/ por pelo menos três segundos com boa qualidade de voz.
 Repetir até doze (12) sílabas curtas contendo o fonema /a/ por pelo menos três
segundos (ex.: pa, pa, pa – ta, ta, ta, etc).
 Alternar rapidamente doze (12) sílabas contendo o fonema /a/ e outra vogal. Ex.:
ba, bua, ba, bu, etc ... ta, to, ta, to, etc.
 Produzir o fonema /a/ em freqüência (tom) grave, aguda e média sem mudar
radicalmente a intensidade vocal.
 Produzir e manter o fonema /a/, variando as freqüências (grave, média, aguda) em
voz forte e fraca, por, pelo menos, 3 minutos.
 Usar o visualizador do N (aparelho N indicador nasal).
 Discriminar, vocalizando os fonemas nasais e as vogais isoladamente.
(ex.: a a a, n n n ______ a a a ã ã ã ______ i i i, m m m etc).
 Discriminar, vocalizando entre sílabas:
(ex.: pa pa pa, na na na _____ ta ta ta, ma ma ma)
 Discriminar palavras simples:
(ex.: pato, mato _____ papai, mamãe _____ etc)
 Abaixar a base da língua.
 Mostrar a posição correta da língua na emissão da voz, usando a vogal /a/ como
exemplo. Se necessário, tampar as narinas.
 Abrir amplamente a boca, de modo que seja possível ver bem a garganta.
 Manter a ponta da língua na base dos incisivos inferiores, respirando sucessiva e
profundamente, duas ou três vezes.
 Unir os lábios, inspirar e, em seguida, expirar pela boca bem aberta, fazendo pausa
por cinco segundos, mantendo a boca bem aberta, com a língua baixa e relaxada, em
repouso. Repetir por três vezes.
 Inspirar e expirar pela boca bem aberta, mantendo a ponta da língua em contato
com a base dos incisivos inferiores, sem fazer pressão.
 Repetir séries de vogais ligadas e pronunciadas sem quebra de respiração.
Ex.: u ____ a ____ i ____ ó ____ e a ____ o ____ u ____ e _____ i
a ____ ai ____ i ____ a ______i _______ai
u _____ o _____ ó _____ a _____ ai ______i.
 Repetir o exercício anterior com /m/ e /n/ colocados respectivamente no início e no
fim.
Ex.: u ____ ó _____ a _____ m um _____ o _____ am
na ____ ó _____ un nu _____ ó _____ a ______ ao ____ an
 Emitir sílabas explosivas, executando, ao mesmo tempo, movimentos bruscos com
os braços.
 Soprar velas com distância gradativa.
 Assobiar.
 Soprar gaita, flauta.
 Tossir.
 Realizar movimentos fortes de sucção, alternados com movimentos de bocejo.
 Pronunciar fortemente ga, ga, ga, ga ______ go, go, go, ______ ga-ó-u-i etc.
 Tocar as paredes externas da caixa toráxica, para que sejam sentidas as vibrações no
próprio peito.
 Exemplificar vocalizações, com voz normal (no peito) e com voz de falsete e vice-
versa. Colocar a mão do aluno sobre o peito do professor, para que perceba a diferença
entre os dois tons de voz.
 Colocar a mão sobre o próprio peito, vocalizando em oposição falsete e normal
(peito).
 Fazer oposição com o tom baixo das vogais /a/ /o/ /e/ e depois /u/ /i/.
 Vocalizar exercícios de “lalação” com sílabas e palavras, procurando emiti-las com
ressonância no peito.
Ex.: babababa - bala fafafafa - faca pipipipi - pipa
lalalala - lata dededede - dedo titititi - titio
 Comprimir o peito, curvando a cabeça para baixo vagarosamente, enquanto é
emitido o som solicitado.
 Realizar exercícios de relaxamento, específicos para a diminuição do excesso de
tensão nos músculos da nuca.
 Bocejar bastante.
 Bocejar fazendo “ah”.
 Suspirar, profunda e suavemente, elevando o sopro para o céu da boca, através dos
incisivos superiores.
 Massagear a nuca ao mesmo tempo em que é efetuado um bocejo, relaxando e, em
seguida, suspirando.
oh! ah! uh!

 Vocalizar suave e repetidas vezes, se possível, em diferentes tons:


mu ____ mu ____ mu ____ mu ____ mu _____ mu
uô - uô - ua
ui - uê - ua.
 Emitir a voz sem esforço, controlando com o tato os movimentos laríngeos.
 Sentar com a coluna vertebral bem aprumada (sem provocar tensão), articular os
fonemas com a boca aberta, jogando para frente os pontos de articulação na medida do
possível.
 Diminuir o excesso respiratório.
 Repetir o /i/ várias vezes, separando bem uma emissão da outra e levantando o
sopro atrás dos incisivos superiores. Ex.: i ____ i ____ i ____ i.
 Fazer exercícios de coordenação fono-respiratória com sílabas em /i/, prosseguindo
com os exercícios vocálicos e procurando explorar mais as ressonâncias bucal e nasal.
 Repetir suavemente:
mi ____ mi ____ mi ____ mi ____ mi ____ mi
 Encher as bochechas de ar, deixando-o escapar suavemente, fazendo: “pum”.
 Repetir, variando com “pom, pam, pim, pem”.
 Trabalhar os fonemas:
- Apresentar a cartela do alfabeto digital a ser trabalhado.
- Pedir que o aluno faça o sinal igual ao da cartela.
- Proceder de acordo com as instruções para cada colocação de fonema.
 Classificação: fonema vocálico, médio, aberto, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: abertos naturalmente.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: na posição normal de repouso (altura baixa), com a ponta tocando os
dentes inferiores.
- Palato: levantado, próximo da faringe.
- Laringe: vibração das cordas vocais.
 Técnica:
- Manter os lábios e face sem contração muscular, maxilares bem separados,
língua baixa, tocando com seus bordos os molares inferiores e com a ponta os
incisivos inferiores, palato levantado, emitir o fonema.
- Levar uma das mãos ao peito do professor e colocar a outra em seu próprio
peito, para que possa sentir as vibrações da caixa tóxica.
- Chamar a atenção do aluno para a abertura da boca e posição da língua,
utilizando o espelho e desenhos:
 Pronunciar o /a/ com um golpe de glote, para conseguir um timbre
correto.
 Pronunciar /a/ com uma emissão de sopro rápida e curta.
 Abaixar, se necessário, a língua do aluno com uma espátula, para
corrigir o ponto de articulação que está para frente, ou fechado
demais.
 Perceber na mão o ar quente que sai da boca para corrigir o /a/
nasalado.
 Observar o excesso de recuo da língua, que faz a ponta avançar,
mostrando a base levantada, quando se quer corrigir o /a/ ensurdecido
e sufocado.
 Evitar a emissão prolongada no início do treinamento, para prevenir
variações de intensidade.
 Evitar a queda do maxilar do aluno.
 Emitir os fonemas /a/ /ã/ alternadamente.
Obs.: Para a emissão do fonema /ã/, o véu palatino deve cair, afastando-se da
parede da faringe.
 Utilizar brinquedos que se movimentam com a vibração do som.
 Classificação: fonema vocálico, posterior, fechado, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: projetados para a frente, mais fechados (contraídos) do que
arredondados.
- Língua: mais retraída para trás do que no /o/, altura média.
- Dentes: maxilares separados.
- Palato: levantado.
- Laringe: abaixada mais do que no /  / = ó
vibração das cordas vocais
 Técnica:
- Abrir os lábios de forma arredondada e com leve projeção para frente; retrair e
elevar a língua em direção à região posterior do véu palatino, deixando sua ponta
tocar os alvéolos inferiores, levantar o palato e emitir o fonema.
- Chamar a atenção do aluno para a vibração no seu peito.
- Mostrar a posição da língua e o formato da boca.
- Possibilitar a percepção tátil do aluno por meio da diferença de intensidade das
vibrações que decrescem no pescoço e nas bochechas, aumentando no peito
quando se passa do /u/ para /o/.
- Discriminar o sopro que é menos forte, mais quente e mais difuso do que no /u/.
- Abaixar levemente a parte levantada da língua e aumentar o orifício oral, se o
som for parecido com /u/.
- Abaixar com o polegar o maxilar do aluno e com os dedos comprimir seus lábios
contra os dentes.
- Levantar a parte posterior da língua e perceber a diferença das vibrações na
laringe nas alternações /u, , o/, se o aluno emitir fonema semelhante ao /  / ou
a /a/.
- Emitir o fonema /l/ com um golpe de glote.
- Alternar o sopro labial com /o/, percebendo as vibrações na laringe, para corrigir
o /o/ nasalado.
Obs.: Para a emissão do fonema /õ/ o véu palatino deve afastar-se da faringe,
permitindo a passagem da onda sonora para as fossas nasais.
- Emitir encontros vocálicos.
 Classificação: fonema vocálico, posterior, aberto, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: projetados para frente, tendendo a arredondar-se, tomando uma forma
circular característica.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: contraída e elevada na sua parte posterior, altura média.
- Palato: levantado.
- Laringe: pouquíssimo abaixada, da posição de descanso, (um pouco mais do que
na vogal /a/) - vibração nas cordas vocais.
 Técnica:
- Chamar a atenção do aluno para a vibração no peito. Iluminar a boca do aluno de
modo que possa ver a abertura labial, com elevação da parte posterior da língua.
- Mostrar a posição da língua e o formato da boca.
- Ajudar com a mão, se necessário, pressionando ligeiramente as bochechas do
aluno de maneira que o oval formado pelos lábios avance um pouco para frente
durante a emissão do som.
- Corrigir o orifício dorso palatal que está fechado demais e os lábios que estão
avançando, se o aluno emitir fonema semelhante ao /ô/.
- Abaixar um pouco a parte levantada da língua com uma espátula ou cabo de
colher e aumentar o orifício labial.
- Alternar /ô,  /, /u - ô -  /, /  - a/, /u - ô -  - a/.
- Abaixar o maxilar inferior e procurar fazer com que os lábios não se separem
muito dos dentes, enquanto emite o fonema /ô/.
- Corrigir a posição da boca que está aberta demais e da língua que não se
encontra retraída, se o aluno emitir fonema semelhante ao /a/.
- Projetar e arredondar os lábios, enquanto emite o fonema.
- Observar a diferença das vibrações na laringe.
- Emitir encontros vocálicos: aó, óa, ão, etc.
 Classificação: fonema vocálico, posterior, fechado, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: tendem a arredondar-se, contrair-se e adiantar-se.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: contraída, afastadas dos incisivos inferiores e elevada.
- Palato: muito levantado.
- Laringe: muito abaixada, com vibração das cordas vocais.
 Técnica:
- Contrair os lábios, aproximando os ângulos laterais, formando um pequeno
orifício para a saída do ar; retrair a língua, levantar o palato e emitir o fonema.
- Levar os dedos do aluno à parte superior do peito, a fim de sentir a vibração na
caixa toráxica.
- Chamar a atenção do aluno para o formato da boca.
- Treinar a protusão dos lábios para obrigar a língua a levantar-se.
- Alternar em série /a - u/, /a - ô/, /a -  /.
- Arredondar os lábios do aluno, usando um lápis grosso na boca, se necessário.
- Emitir o fonema /u/ com um golpe de glote.
- Corrigir a emissão do /u/ fraco demais, alargando um pouco o orifício oral,
aproximando os lábios um pouco mais dos dentes e vibrando as cordas vocais (da
laringe).
- Corrigir o dorso - velar que está aberto demais, se o aluno emitir fonema
semelhante ao /O/.
Obs.: Realizar exercício de gargarejos e bocejos para preparar a emissão do
fonema /~u/. emitir encontros vocálicos.
 Classificação: fonema vocálico, anterior, fechado, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios entreabertos, menos retraídos para trás do que no /E/ = é; abertura menor
com as comissuras separadas.
- Dentes: maxilares separados, um pouco mais do que em /i/. Os incisivos
superiores um pouco à frente dos inferiores.
- Língua: difere da posição que assume no /E/, porque fica mais arqueada e com
os lados posteriores mais fortemente apoiados nos molares superiores enquanto a
ponta se apóia nos incisivos inferiores (altura média).
- Palato: muito levantado.
- Laringe: vibração das cordas vocais um pouco menor que para o /i/.
 Técnica:
- Entreabrir os lábios, retraindo as bochechas e os ângulos laterais da boca. A
ponta da língua deve roçar os incisivos inferiores e seu dorso elevar-se contra o
palato. Emitir o fonema, cujo ar deve sair pela parte medial da língua.
- Levar uma das mãos do aluno ao centro do peito do professor e colocar a outra
em seu próprio peito, para que possa sentir a vibração na caixa toráxica.
- Chamar a atenção do aluno para a abertura da boca e posição da língua,
utilizando o espelho e desenhos.
- Alternar a vogal com o sopro labial e perceber as vibrações na laringe, para
corrigir /ê/ nasalado.
- Corrigir o ponto de articulação que está muito para frente ou fechado demais, se
o aluno emitir fonema semelhante ao /i/.
- Abaixar levemente o dorso da língua, com espátula, se necessário, quando o som
for parecido com /i/.
- Emitir a vogal com um golpe de glote.
- Alternar em série /i/ - /e/, /E/-/e/, /a/-/e/.
Obs.: Para emissão do fonema /~e/ o véu palatino deve afastar-se da parede
posterior da faringe. Emitir encontros vocálicos.
 Classificação: fonema vocálico, anterior, aberto, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: abertos naturalmente.
- Dentes: maxilares um pouco separados, menos que para o /a/.
- Língua; sair ligeiramente da posição de repouso, altura média.
- Palato: levantado
- Laringe: vibração das cordas vocais.
 Técnica:
- Levar uma das mãos do aluno ao centro do peito do professor e colocar a outra
em seu próprio peito, a fim de que ele possa sentir a vibração na caixa toráxica.
- Chamar a atenção do aluno para a abertura da boca e para a posição da língua,
através do espelho e de desenhos.
- Colocar a mão do aluno na laringe do professor que pronuncia /a - E/, fazendo
perceber a diferença entre os dois fonemas.
- Abaixar levemente o dorso da língua e alternar a emissão /i - E/ e /i - ê - E/.
- Alternar em série /a - E/, /ê - E/.
- Avançar e levantar ligeiramente o dorso da língua, chamando a atenção do
educando para a diferença das vibrações na laringe, se ele estiver emitindo fonema
semelhante ao /a/.
- Alternar /i - E/ emitindo a primeira vogal de forma “arrastada” e a segunda com
um único impulso.
- Emitir encontros vocálicos.
 Classificação: fonema vocálico, anterior, fechado, oral e sonoro.
 Posição:
- Lábios: os cantos dos lábios tendem a afastar-se lateralmente, reduzindo, ao
mínimo, a abertura da cavidade labial.
- Dentes: maxilares ligeiramente separados.
- Língua: a ponta fica apoiada atrás dos incisivos inferiores o dorso levanta-se até
os bordos laterais tocarem os molares superiores.
- Palato: levantado, impedindo a passagem do ar pelas fossas nasais.
- Laringe: vibração das cordas vocais.
 Técnica:
- Chamar a atenção do aluno para a vibração que se sente sob o queixo e na parte
superior da cabeça.
- Mostrar através do espelho e de desenhos, a abertura da boca e a posição da
língua.
- Abrir os lábios de forma alongada, com os ângulos laterais afastados para trás,
deixando aparecer os primeiros molares. A ponta da língua deve apoiar-se
fortemente nos incisivos e caninos inferiores. O dorso deve levantar-se, em tensão
frouxa, tocando largamente o palato. O véu do palato levantado impede a
passagem do ar pelas fossas nasais.
- Colocar a língua encurvada no patamar da cavidade oral, atrás dos incisivos
inferiores, fazer exercícios de retrair a língua nesta posição em um sistema de vai
e vem.
- Dobrar a língua entre os dentes para baixo e para cima.
- Fechar a boca devagar e produzir a vogal /i/.
- Favorecer a emissão, possibilitando a elevação da base da língua com uma leve
pressão feita com o polegar colocado lateralmente abaixo do queixo.
- Articular /i/ com um golpe de glote.
- Colocar uma fita de papel entre a língua e o palato. Explicar que para retirá-la é
necessário fazer esforço, para obrigar a língua levantar.
Obs.: Para a emissão do fonema /i/ o véu palatino deve afastar-se da parede
posterior da faringe, proporcionando a ressonância nasal.
- Emitir encontros vocálicos.
Obs.: O treinamento requer a seguinte seqüência:
- o professor executa os exercícios e o aluno os observa;
- o professor executa os exercícios juntamente com o aluno;
- o aluno executa sozinho o exercício.
 Classificação: oclusivo, bilabial, surdo (anterior).
 Posição:
- Lábios: cerrados com força, fazendo pressão interna do ar contra os lábios.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: plana (atrás dos incisivos inferiores).
- Palato: levantado.
- Laringe: sem vibração.
- Efeito: explosão produzida pela repentina separação dos lábios.
 Técnica:
- Inspirar o ar e antes de expirar colocar uma das mãos junto à boca do professor e
a outra junto a própria boca, para sentir a explosão do ar que fica sensível ao tato.
 Verificar no espelho a oclusão dos lábios.
 Colocar um grão de feijão na boca e, a seguir, expelir violentamente, pressionando
os lábios.
 Pressionar fortemente um lábio contra o outro e, a seguir, deixar sair o ar em
explosão, observando o movimento de tirinhas de papel ou de flocos de isopor, ou da
chama de uma vela, colocados à pequena distância dos lábios.
 Levar a mão do aluno até a própria boca, para que sinta a explosão ao emitir o
fonema.
 Unir a cartela do fonema /p/ com cada uma das vogais, formando combinações
silábicas tais como: pa, po, pu, pi, pe, ap, op, up, ip, ep.
 Apresentar para emissão as cartelas com palavras envolvendo o fonema /p/. Ex.: pá,
papai, pé, pó, pua, pipa.
 Classificação: oclusivo, bilabial, sonoro (anterior).
 Posição:
- Lábios: cerrados.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: plana (atrás dos incisivos inferiores).
- Palato: levantado.
- Laringe: com vibração.
- Efeito: ligeira explosão produzida pela expiração dos lábios e vibração das
cordas vocais.
 Técnica:
- Levar uma das mãos à garganta do professor e a outra em sua própria garganta
para sentir a vibração das cordas vocais.
- Repetira as atividades aconselhadas para o fonema /p/, percebendo a vibração
das cordas vocais, podendo para isso utilizar o tato.
- Com a mão debaixo do queixo, encher ligeiramente as bochechas,
pronunciando /bo/ e prolongando a sonorização do /b/.
 Mostrar a ausência de explosão no dorso da mão, fazendo analogia entre /p/ e /b/.
 Mostrar a presença de sonoridade e vibração nos lábios.
 Emitir várias vezes seguidas o fonema, com uma única expiração.
 Mostrar a diferença entre /b/ e /m/, pelas vibrações da narina.
 Treinar o fonema sempre junto com uma vogal.
 Partir da vibração bilabial, emitindo vários /bbbb/ sucessivos, em uma só expiração,
para chegar depois ao /b/ separado.
 Unir a cartela do fonema /b/ com cada uma das vogais, formando combinações
silábicas, tais como: ub, ab, ob, eb, ib, ba, bo, bu, be, bi.
 Emitir uma série de /bububu/, /bobobo/, /bababa/ em uma única expiração.
 Articular alternadamente /p/, /b/, /m/.
 Emitir o fonema em palavras e frases.
 Classificação: oclusivo, bilabial, sonoro, nasal (anterior).
 Posição:
- Lábios: cerrados.
- Dentes: maxilares.
- Língua: plana (atrás dos incisivos inferiores).
- Palato: baixo (para que parte do ar saia pelo nariz).
- Laringe: com vibrações.
- Efeito: separação dos lábios com vibração da maçã do rosto e asa do nariz.
 Técnica:
- Mostrar, no espelho, a posição dos lábios.
- Levar um dedo à asa do nariz do professor, ou então na bochecha, para sentir a
vibração produzida pelo ar ao passar pelas fossas nasais.
- Com o véu palatino baixo e a língua em repouso, unir lentamente os lábios e
começar a expiração sonora e contínua pela cavidade nasal, seguida de explosão,
observando, em um espelhinho colocado sob as narinas, a mancha provocada
durante a produção do fonema.
- Levar a mão do aluno até à bochecha do professor, bem perto do ângulo da boca,
e com os lábios meio fechados, pronunciar um /m/ prolongado, para que a
vibração seja percebida.
- Chamar a atenção do aluno para as vibrações nos lábios, nas narinas, no topo da
cabeça, além das bochechas.
- Unir levemente os lábios e começar a expiração sonora contínua pela cavidade
nasal, seguida de explosão, observando, em um espelhinho colocado sob as
narinas, a mancha provocada durante a produção do fonema.
- Emitir o fonema /m/ acompanhando com o dedo a representação gráfica de sua
duração.
- Opor a articulação do fonema /m/ com o fonema /p/.
p _______/ m________/ ma _______/ pa _______
 Unir a cartela do fonema /m/ com as vogais, formando combinações silábicas, tais
como: ma, mo, um, mi, am, om, um, em, im.
 Apresentar para emissão as cartelas com palavras envolvendo o fonema /m/ com os
fonemas já trabalhados. Ex.: mamãe, mapa, mão, mamão, etc.
 Classificação: oclusivo, linguodental, surdo (interno anterior).
 Posição:
- Lábios: ligeiramente abertos.
- Dentes: maxilares separados.
- Língua: apóia-se na arcada dentária superior.
- Palato: levantado.
- Laringe: sem vibração.
- Efeito: explosão produzida pela repentina separação entre a língua e os dentes.
 Técnica:
- Levar uma das mãos à boca do professor e colocar a outra junto à própria boca,
para sentir a explosão na ponta dos dedos.
- Chamar a atenção do aluno sentado diante do espelho - para que observe o
movimento da língua e da boca.
- Ficar com os lábios entreabertos e com a ponta da língua fortemente apoiada
contra a face posterior dos incisivos superiores, para, em seguida, deixar sair o ar
em explosão. Esta explosão provoca, pela pressão do ar que sai, o movimento de
separação da ponta da língua, dos dentes, produzindo um golpe seco.
- Pressionar a ponta da língua contra os alvéolos dos incisivos superiores, rápida e
sucessivamente, provocando várias explosões em uma só expiração.
- Unir a cartela do fonema /t/ com as vogais, formando combinações silábicas.
- Apresentar para emissão as cartelas com palavras, envolvendo o fonema /t/ com
os fonemas já trabalhados. Ex.: tatu, pote, mato, pato, etc..
 Classificação: oclusivo, linguodental, sonoro (interno anterior).
 Posição:
- Lábios: ligeiramente abertos.
- Dentes: maxilares separados..
- Língua: apóia-se na arcada dentária superior..
- Palato: levantado.
- Laringe: com vibrações.
- Efeito: ligeira explosão do sopro e vibração das cordas vocais, sensível ao tato..
 Técnica:
- Levar uma das mãos do aluno à garganta, para que sinta a vibração das cordas
vocais nas pontas dos dedos.
- Chamar a atenção do aluno para o movimento da língua.
- Repetir as atividades aconselhadas para o fonema /t/, percebendo a vibração das
cordas vocais, podendo para isso utilizar o tato.
- Emitir o fonema /d/ várias vezes, rápida e sucessivamente, em uma só expiração.
- Trabalhar por a analogia e contraste com o /t/, mostrando a ausência de explosão
e a presença de sonoridade no /d/.
- Articular várias vezes o fonema /d/ com uma única expiração.
- Produzir alternadamente o /t/ e /d/.
- Colocar a língua contra a arcada dentária superior e pressioná-la levemente.
Com uma das mãos pressionar o queixo e o pescoço e, com a boca entreaberta,
produzir /da/ lentamente, com sonorização prolongada.
- Emitir o balbucio /dududu/ várias vezes, depois separar “du” “du” “du”.
- Articular /dididi/ em uma única expiração.
 Unir a cartela do fonema /d/ com as vogais formando combinações silábicas.
 Apresentar para emissão as cartelas com palavras envolvendo o fonema /d/ com os
fonemas já trabalhados. Ex.: bode, dedo, etc.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: O – 3 anos

Objetivos:
 Estimular os resíduos visuais.
 Estimular o desenvolvimento da percepção/discriminação auditiva.
 Estimular o desenvolvimento da percepção/discriminação tátil.
 Estimular o desenvolvimento da percepção/discriminação gustativa.
 Estimular o desenvolvimento da percepção/discriminação olfativa.
 Estimular o desenvolvimento da coordenação motora e integração dos sentidos.
 Estimular a criança à construção do real, à noção de permanência do objeto e à
noção de espaço.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: O – 3 meses

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Fazer ruídos com chocalho e brinquedos de borracha com guizo.
 Provocar barulhos inesperados: bater palmas, assobiar, bater o pé, etc.
 Colocar objetos sonoros em suas mãos: chocalho, bola com guizo, outro brinquedo
sonoro adequado à idade.
 Usar fonte de luz relativamente fraca, para estimulação de possíveis resíduos
visuais: luz de mini-lanterna, luz de quarto com gradação de iluminação.
 Provocar sons em várias direções (à esquerda – à direita).
 Colocar um objeto sonoro em suas mãos (ora à direita, ora à esquerda), ajudando-a
a segurá-lo, executando com ela movimento de preensão.
 Deixar a criança segurar um de nossos dedos.
 Falar com ela, cantar perto dela para que se acostume a ouvir as vozes dos
familiares.
 Acariciá-la, afagá-la, dar mamadeira no colo, se não for alimentada no seio. Afagar-
lhe a cabeça, o rosto, as mãos. Brincar com ela movendo braços e pernas.
 A posição de bruços não é a mais confortável ou a mais interessante para a criança
cega. Pode até prejudicar sua respiração ou dificultar seus movimentos, principalmente
pela falta de estímulo visual, o qual faz com que o levantar da cabeça seja intencional.
Quando colocada de bruços, deve ser estimulada a manter a cabeça levantada.
 Colocar um objeto colorido preso a um cordão ou balançá-lo (ao alcance da criança
que tem algum resíduo visual).
 Usar fonte luminosa para estimular o resíduo visual.
 Colocar chocalhos e brinquedos de borracha com apito em suas mãos.
 Brincar com as mãos dela.
 Colocar um pano sobre o rosto da criança, peça que ela o remova.
 Dar borrachas para a criança manipular.
 Conversar e cantar para ela – a família deve conversar próximo ao berço da criança.
 Fazer exercícios com chocalhos para que a criança possa acompanhar o som,
virando a cabeça em sua direção.
 Colocar a criança de bruços e fazer carinhos nas costas e nuca, pois ajudam a
fortalecer o pescoço e estimula o bebê a levantar a cabeça.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: 3 – 6 meses

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a explorar seu próprio corpo, levando-a, assim, a conhecer as
partes que integram seu corpo.
 Brincar em frente ao espelho; é bastante interessante para a criança de baixa visão,
se descobrir e descobrir o outro.
 Conhecer outras crianças e outras pessoas tatilmente, ajuda a construir conceitos
concretos e reais e a formar sua auto-imagem.
 Ajudar a criança a fazer gracinhas: batera palmas, dar tchau, jogar beijinhos etc,
mostrando no corpo como se faz. Se necessário, faça junto com ela.
 Brincar de esconde-esconde com a criança, motivando assim a curiosidade,
ajudando no conhecimento do eu e do outro, despertando a consciência dos objetos.
 Dar a criança a noção de limite desde cedo, como qualquer outra criança.
 Colocar um chocalho em sua mão para que ela perceba a presença dele; retirá-lo e
balançá-lo de forma a tocar, com a mão que o segura, a mão da criança para ver se ela
procura apanhá-lo novamente. Variar os brinquedos. Ensinar-lhe o movimento de
palmas. Permitir que brinque com uma fralda, escondendo ou destampando o rosto.
 Provocar ruídos, falar com ela, ora de um lado, ora de outro.
 Cantar, rir. Verificar se reage a vozes estranhas. Começar a chamá-la pelo nome.
 Estimular a criança a sacudir o chocalho (deitada e sentada).
 Deixar cair objetos no chão para ver se acompanha com a cabeça.
 Caminhar com a fonte sonora para um lado e outro, observando se ela o
acompanha.
 Verificar se tenta apanhar objetos sonoros que estão próximos. Enquanto segura um
objeto sonoro, provocar sua atenção com outro.
 Falar quando se afastar ou quando se aproximar dela, para que vá percebendo se
está só ou acompanhada. Continuar chamando-a pelo nome.
 Variar os brinquedos sonoros que propiciam diferentes sensações táteis.
 Fazer ruído com o chocalho para que ela estique a mão em sua direção.
 Deixar que ela fique no chão e tente alcançar um brinquedo sonoro.
 Sentar no colo, com a mesa à frente e colocar brinquedos na mesa, fazendo-a tocá-
los com a mão para descobri-los.
 Ensinar a bater na mesa.
 Fazer ruído com um objeto, sobre a superfície da mesa, nas direções: direita-
esquerda-direita, para ver se ela segue o ruído e consegue apanhar o objeto.
 Aproximar a criança e dizer quem é (é papai, é mamãe, é vovó, etc.).
 Falar com a criança, mudando a entonação de voz (zangado, cantando, sorrindo).
 Ajudar a criança a mover-se, transmitindo-lhe segurança no espaço vazio, onde a
mesma, com ausência de visão, sente-se insegura. Nessas primeiras experiências de
conhecer o mundo, movendo-se, deve ser ajudada pela mãe com o seu próprio corpo
e/ou por quem cuida da criança. Não esquecer de que toda e qualquer ação deve ser
realizada conversando com a criança.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: 6 – 12 meses

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Estimular a criança a virar o rosto na direção da pessoa que está falando.
 Estimular o contato olho a olho com a que tem resíduo visual.
 Estimular a criança a levar objetos e mão à boca.
 Estimular a criança a brincar com as mãos.
 Informar os pais que o olhar, o toque, o cheiro e a voz materna é tão importante
quanto o leite.
 Orientar os pais e/ou quem cuida da criança como carregá-la.
 Dar oportunidade para a criança pegar, olhar, sentir o rosto materno, paterno e o de
quem cuida, para que ela possa perceber as expressões fisionômicas.
 Falar com a criança próximo ao rosto, pescoço, mãos e barriga; isto ajudará a
formar a consciência corporal.
 Levar a criança a perceber (tátil) os movimentos da boca e a vibração da voz.
 Ajudar a criança a tocar as partes do seu próprio corpo, nomeando-as, para que
possa conhecê-las.
 Colocar a criança em prono e provocar ruídos sonoros a curta distância para
estimulá-la a deslocar-se. Sentada, usar estímulos sonoros para que a criança se
aproxime deles.
 Colocar dois objetos em suas mãos. Estimulá-la a passar um objeto de uma mão
para outra, fazendo-o inicialmente com ela.
 Falar com a criança sobre a aproximação da mamadeira, sobre sua temperatura e
seu cheiro. Fazer a criança explorá-la.
 Chamar a atenção para o ruídos dos utensílios no preparo de sua alimentação.
 Dar-lhe objetos de borracha - diferentes consistências, para morder e apalpar.
 Levar a criança a reconhecer a mamadeira pelo tato.
 Fazer reconhecer a colher e segurá-la.
 Acariciar a criança e ensiná-la a acariciar.
 Dar objetos com várias texturas para manipular.
 Falar sempre com a criança, cantar para ela. Colocar a criança sempre em contato
com vozes dos familiares.
 Ajudar a criança a levantar-se, apoiando-se numa grade e depois orientá-la no
movimento de volta.
 Estimular a engatinhar, através da provocação de sons.
 Sentar a criança e colocar-lhe objetos na mão e orientá-la na procura dos mesmos,
quando caem.
 Ensinar a criança a reconhecer a e a segurar a mamadeira.
 Dar à criança biscoito na mão e ensinar-lhe a levá-lo à boca, para conhecer o
alimento. Falar com ela sobre o cheiro e o gosto do alimento.
 Estimular a mobilidade da criança através dos sons. Estimular a criança a
engatinhar entre os móveis da casa, nomeando-os quando tocá-los.
 Deixar a criança manusear objetos diferentes. Falar naturalmente com ela, usando
palavras que estão dentro do vocabulário infantil, mas não tendo medo de usar palavras
que se refiram ao ato de ver (Ex.: olhe aqui, venha ver, você viu isto?).
 Falar com ela sempre que passar por perto dela, chamá-la pelo nome e anunciar-se:
vem com a mamãe, papai está aqui, olha o vovô...
* Geralmente, a criança que é visualmente limitada irá engatinhar, porém só depois que
inicia a coordenação ouvido/mão (habilidade de se referir à fonte de um som).
 Levar a criança a ficar de pé e colocar em suas mãos brinquedos que, deixados cair,
deverão ser procurados por ela. Ensiná-la a abaixar-se e a tatear em volta (movimentos
circulares de braços que vão se ampliando: começam próximo do corpo e vão se
afastando.
* É muito importante o desenvolvimento do conceito de permanência do objeto. A
compreensão de que os objetos continuam a existir depois que cessam os contatos
físicos é muito difícil para a maioria das crianças cegas.
 Estimular e ajudar a criança a procurar objetos caídos até que o faça por hábito
(brinquedos e objetos que fazem barulho para servirem de “pista” para serem achados) -
brinquedos de encaixe.
 Estimular a engatinhar ou andar com apoio em volta dos móveis, nomeando-os e
incentivando-a na exploração dos mesmos.
 Usar sempre estímulos sonoros (vozes, brinquedos, bater palmas, ruídos) para a
motivação da locomoção.
 Chamá-la pelo nome e insistir em que se anunciem as pessoas que dela se
aproximam e quando se afastam.
 A mãe ou especialista anuncia as próprias ações para que a criança seja estimulada
a imitá-las. (Ex.: a mamãe está sentada, dar tchau, jogar beijinho; expressões faciais:
cara de zangada, triste, alegre, etc).
 Proporcionar-lhe a companhia de outra criança para que a possa imitar.
 Ajudar a criança a desenvolver uma adequada interação afetiva e comunicação do
contato físico e verbal, com experiências sensório-motoras significativas, com
movimentos corporais prazerosos.
 Deitar a criança sempre de lado, mesmo sem a visão, a criança pode começar a
explorar o mundo com as mãozinhas.
 Levar a criança a sentir segurança ao sentar-se, ajudando-a, dando-lhe proteção,
motivando-a a tocar o brinquedo para distraí-la, pois, muitas vezes a criança sente-se
perdida e solta no espaço.
 Estimular o bebê a tocar em texturas diferentes com as mãos e os pés, ajudando-o a
tocar o chão com as mãos para engatinhar, e depois a ficar de pé. Realizar estas
atividades, usando brincadeiras musicadas de que a criança goste.
 Brincar com a criança de abaixar, levantar e agachar, sempre falando o que está
fazendo e para que servem esses movimentos.
 Brincar com a criança de “carrinho de mão”, ajudando, assim, a criança a adquirir
equilíbrio, domínio do corpo e fortalecimento muscular.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: 12 – 14 meses

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Apoiar a criança numa almofada, para melhor observar o ambiente.
 Colocar a criança de bruços no colo para fortalecer as mãos e as pernas.
 Ajudar a criança a aprender a nadar, andando junto, dando apoio físico ou usando
brinquedos; a criança precisa de apoio e segurança para deslocar-se.
 Pegar vários brinquedos e colocar pendurados para que a criança possa alcançar,
provocando estímulo sensorial e esquemas motores.
 Encaixar a criança no meio do nosso corpo e pelo contato físico ela compreenderá
tátil-cinestesicamente os movimentos e ações.
 Incentivar a curiosidade da criança, colocando desde cedo os limites, pois é
importante que ela inicie a sentir os limites que vai enfrentar no mundo.
 Estimular a criança a vivenciar o espaço com seu próprio corpo: alturas, larguras e
profundidade. Um excelente recurso de exploração e brinquedo é uma caixa de papelão.
 Estimular e exercitar a memória, evocação e formação da imagem mental dos
objetos, por meio de uma caixa e de vários brinquedos. Incentivar a criança a tentar
arrumar e organizá-los dentro da caixa.
 Nomear, para a criança ouvir, as partes do corpo, enquanto a ajudar a tocá-las
comas as mãos (deve ser feito desde os primeiros meses de vida).
 Deixar a criança brincar na grama, na terra, com água etc... Associar as cores de
tudo na natureza.
Ex.: grama - verde
terra - marrom
água - incolor (sem cor)
céu - azul
 Deixar a criança andar livremente pela casa, explorando tudo (rastreando pela
parede e móveis) - as portas devem estar totalmente abertas ou fechadas.
 Estimular a criança a chutar bola sonora em áreas pequenas para sentir a bola rolar,
bater na parede, voltar; incentivá-la a procurar a bola, colocando-a perto da bola e
dizendo: “a bola está aqui - pega”.
 Incentivar a criança a identificar objetos pelo tato. Mostrar três objetos, pedir para a
criança explorar e escondê-los; pedir que a criança os nomeie.
 Estimular a criança a engatinhar e andar (com apoio e sem apoio) - uma pessoa
apóia, segurando por trás e a outra chama à frente - usar muitos estímulos auditivos).
 Permitir que engatinhe ou ande livremente pela casa fazendo exploração tátil de
tudo que possa interessá-la, nomeando junto a ela os objetos e móveis que explorar
(evitar portas entreabertas).
 Introduzir as noções de: na frente - atrás - para frente - para trás, com o próprio
corpo; contornar obstáculos para alcançar objetos.
 Levara criança a chutar objetos no chão, ensinando o movimento que deve ser feito.
Depois de assimilado o comportamento de chutar objetos, deixá-la chutar uma bola, de
encontro à parede para perceber a volta da bola (usar bola sonora).
 Usar papel camurça, isopor ou outras superfícies pouco ásperas para que repita
traços verticais, feitos inicialmente segurando-se o dedo indicador e executando-se o
movimento com ela - depois, traçar sobre superfícies lisas.
 Chamar a criança pelo nome, insistir para que todos se anunciem ao aproximar-se
dela e avisem ao se afastar, deixando-a perceber, pelo distanciamento crescente da voz,
o afastamento.
 Deixar a criança tatear todos os objetos que a rodeiam, nomeando-os.
 Nomear as ações: comer - beber - tomar - dar - segurar - pegar - andar - subir -
descer - etc... Fazer mímicas de: pedir, dar tchau, esconder o rosto; expressões faciais
(alegre, triste, zangado) etc.
 Usar e nomear objetos do banheiro: pia, aparelho sanitário, descarga. Nomear as
funções de eliminação.
 Introduzir os possessivos: meu, minha, seu, sua, usando dois objetos diferentes e
fazendo-a perceber a quem pertence cada objeto.
COMPLEMENTAÇÃO CURRICULAR PARA A EDUCAÇÃO PRECOCE DO
PORTADOR DE DEFICIÊNCIA VISUAL

Faixa Etária: 24 – 48 meses

Sugestões de Atividades/Conteúdos:
 Conversar com a criança sobre as suas roupas: relacionando ao tempo, se está
quente ou frio; contando sobre o tipo de roupa que está usando, jeans, lã, falando da cor,
se é menino ou menina que usa.
 Solicitar ajuda à criança para o autocuidaddo, possibilitando-lhe, assim, vivenciar
seu corpo, estabelecendo relações, aprendendo a agir com ele, construindo sua imagem
corporal, uma imagem positiva porque estará participando.
 Ajudar a criança a segurar a bolacha, mantê-la na mão e levá-la à boca.
 Mostrar à criança como segurar o copo, a xícara e a colher.
 Estimular a criança a vivenciar o espaço com seu próprio corpo, levando-a a
explorar altura, largura e profundidade.
 Incentivar a curiosidade na criança, colocando os limites necessários.
 Continuar estimulando a formação da intencionalidade na criança. Ex.: pedir à
criança que levante o braço para vestir a blusa, esperar a resposta, se a criança não
entender o comando deverá ser ajudada.
 Ensinar o gosto dos alimentos: doce, salgado, azedo, amargo, gostoso, ruim.
 Experimentar os alimentos (açúcar, sal, limão, remédios amargos).
 Provar e reconhecer diversos sabores.
 Reconhecer alimentos pelo seu sabor.
 Reconhecer alimentos simultaneamente pelo olfato e paladar: frutas, carnes, arroz,
feijão...
 Apresentar 2 cheiros ou 2 sabores distintos, nomeando-os; após algum tempo,
apresentar um deles para ver se reconhece.
 Incentivar a rolar e a correr em área livre - sem obstáculos - terrenos diferentes:
areia - terra - cimento - grama - reconhecimento de terrenos com pistas de orientação.
 Insistir nas atividades de contorno; procurar pessoas atrás de obstáculo - colunas,
cadeiras, armários - que deverá contornar.
 Usar objetos, bolas, estímulos sonoros, fazendo a criança ir até o objeto que está
perto ou distante.
 Fazer com que a criança caminhe de encontro a obstáculos (usando proteção
superior e inferior), pedindo que pare, assim que os sinta sem tocá-los; usar colunas
ocas de papelão, de fácil deslocamento.
 Aproximar a criança de uma janela para ela perceber se está aberta ou fechada pela
passagem do ar ou pela entrada do calor do sol.
 Produzir junto com a criança dois sons (nomeando as fontes sonoras) tambor -
chocalho... afastar dela as fontes sonoras; repetir os sons e pedir à criança que os
nomeie: som de tambor - som de chocalho.
 Dar noção de ida e volta; andar em rampas; perceber subidas e descidas.
 Ajudar a criança a subir escadas, orientando-a alternar os pés; segurá-la pela mão
até adquirir confiança.
 Ensinar a pedalar o velocípede em área livre, seguindo uma voz.
 Segurar a criança pela mão, levá-la a equilibrar-se num pé, até que possa fazê-lo
sozinha.
 Insistir nas tarefas de contorno dos objetos, durante os jogos de mesa, etc.
 Proporcionar a exploração tátil de tudo que for possível, para que a criança cega
objetive o que ouve.
 Usar gestos de acordo com seu vocabulário: me dá, toma, tchau, vem cá, sim, não,
gestos de negar (com o dedo indicador), esconder o rosto, jogar beijos.
 Classificar objetos: alimentos, vestuário, brinquedos.
 Comparar: grande, pequeno, fino, grosso, etc...
 Dar à criança o conhecimento de arrumação de uma sala, mesa, deixando-a tatear.
 Usar com ela e perto dela, com naturalidade, as palavras: “cego” e “ver”.
 Cheirar alimentos para nomear.
 Usar perfumes de várias fragrâncias.
 Ensinar: cheiro bom - cheiro ruim - cheiroso - fedorento.
 Usar o cheiro como pista: cheiro de comida, estamos na cozinha. Cheiro de
sabonete, estamos no banheiro, etc.
 Colocar, em pequenos frascos iguais, odores diferentes: perfume, álcool, vinagre,
café, açúcar... para a criança cheirar e distinguir.
 Identificar e nomear lufada de vento, calor do sol.
 Reconhecer objetos de uso diário: colher, garfo, roupa...
 Orientar nas diversas formas de palpação: normal e digital:
- instantânea - reconhecimento rápido dos objetos com as mãos ou dedos.
- permanente - tateamento demorado.
 Deixar a criança tatear objetos para objetivar o que ouve.
 Explicar à criança “como” funcionam as coisas e “porque” deve agir de uma forma
ou de outra.
 Ajudar a distinguir frente e costas de roupas, usando botões e enfeites como
referências.
 Dar noção de tráfego e trânsito: calça para pessoas - meio da rua para carros. Sinal
sonoro.
 Ensinar técnica para andar com guia: pedir à criança que segure no pulso do guia ao
caminhar.
 Ensinar técnica de proteção inferior: a criança deve proteger a parte inferior do seu
corpo com a palma da mão estendida e virada para o corpo, quando andar em áreas
internas.
 Ensinar a técnica de proteção superior: a criança deve proteger a parte superior do
corpo contra obstáculos, com a palma da mão estendida e virada para fora, quando for
andar em áreas não familiares ou perigosas.
 Ensinar a técnica de rastreamento ou a de guiar-se com a mão: a criança deve
utilizar os dedos (mínimo e anular) para seguir levemente uma superfície reta (parede),
braço estendido na altura da cintura e a mão na parede (rastreando).
 Usar para brincadeira livre a caixa surpresa, levando a criança a tentar novas
arrumações e organizações no espaço; esta caixa é importante para exercitar a memória,
evocação e formação da imagem mental dos objetos. É importante que os objetos sejam
sempre os mesmos e que apareça um só objeto surpresa de cada vez.
 Desenvolver as brincadeiras simbólicas, para que seu mundo de “faz-de-conta” não
fique muito pobre, pela falta de observação das cenas a serem imitadas. Por isso a
criança necessita que se brinque com ela, descrevendo as cenas e ações para que possa
imitar.
 Encorajar a criança a pisar, tocar e brincar na areia; providenciar uma caixa de areia
para ter em casa.
 Brincar com a criança no parque, transmitindo segurança no uso dos brinquedos.
 Incentivar a criança a pintar, a representar com massa e argila, a rasgar e amassar
papel, a fazer bolinhas de papel.
 Levar a criança a participar do processo de preparação do seu alimento, recebendo
informações auditivas e táteis para poder aprender e separar, prever e antecipar.
 Continuar estimulando o desenvolvimento dos sentidos do olfato e paladar, no
momento de preparação dos alimentos, para a discriminação dos cheiros de café, leite,
chá, etc e sua degustação.
 Incentivar a criança a conhecer concretamente os alimentos, tocando-os,
experimentando-os, descobrindo seus atributos, semelhanças e diferenças.
 Permitir o uso de esquemas motores secundários como: bater, puxar, sacudir,
empurrar e levantar objetos de diferentes texturas, pesos e consistências. Encaixar
copos, latas e tampas.
 Explorar objetos, fazendo movimentos circulares com as mãos para reconhecer o
formato e adquirir noção do todo.
 Achar orifícios, detalhes e diferenças nos objetos, por meio da exploração tátil e
visual (com o dedo indicador).
 Oferecer objetos para reconhecimentos e indicação de seu uso e função: escova,
pente, sapato, carro, boneca, telefone, shampoo, sabonete, etc.
 Imitar animais e movimentos como pular, abaixar e dançar, atendendo a comandos.
 Procurar objetos que caiam ao lado, embaixo, na frente, atrás do seu corpo.
HIDROESTIMULAÇÃO

CONCEITO

Ações executadas na água com o objetivo de estimular os sistemas do corpo


humano (CETEFE).

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Para a realização das atividades de hidroestimulação é necessário a avaliação


psicopedagógica acompanhada do relatório médico. Essas atividades deverão ser
voltadas para a estimulação global, explorando as vias sensoriais e cognitivas. A
aplicação de técnicas direcionadas devem ser evitadas, cabendo ao professor enriquecer
os movimentos existentes e acionar os não existentes de forma natural.
Nessa fase, em que a criança está em desenvolvimento neurológico, a aplicação
das atividades específicas de hidroestimulação auxiliarão o processo evolutivo das
funções dos sistemas do corpo.
É fundamental que o professor tenha conhecimento básico do desenvolvimento
neuropsicomotor, para aplicação das atividades a serem desenvolvidas com o aluno,
bem como da alteração orgânica durante e depois das atividades e de tipos de
progressão das atividades e fatores físicos existentes na piscina (pressão, flutuação,
força da gravidade e refração).
Na realização de atividades na piscina, o professor deverá observar agentes que
influenciam no trabalho a ser desenvolvido com a criança.
Destacamos os seguintes aspectos:
a. temperatura da água, que deverá estar em torno de 22o a 26o;
b. acompanhamento e verificação do tratamento utilizado na piscina - controle
do cloro e Ph;
c. material a ser explorado durante as atividades, tomar cuidado para não
oferecer risco para a criança ou com aquele que diminua o estímulo
corporal;
d. estimular a participação da família;
e. respeitar a individualidade e o ritmo da criança, devendo levar em conta a
duração e a intensidade das atividades, em relação à funcionalidade e à
patologia;
f. fatores clínicos, tais como:
 instabilidade atlas/áxis
 incontinência (não retém a urina)
 perda de sensibilidade escaras
 uso de sonda
 epilepsia
 cardiopatia
 alteração da pressão arterial (alta ou baixa)
 infecção de pele
 infecção gastrointestinal
 infecção de ouvido
 alergia química à piscina
 problema respiratório
 glaucoma
g. particularidades associadas à deficiência:
 artrodese
 luxação
 aste na coluna
 platina
 movimentos espático, atetóide, atáxico e flácido.
h. algumas técnicas de segurar a criança:
 a criança em decúbito dorsal (deitada de costas);
 o professor posiciona-se atrás da criança segurando-a nas costas e
deixando a cabeça apoiada no seu tronco;
 o professor posiciona-se na lateral da criança, com uma das mãos
apoiadas nas costas da criança e a outra na cabeça, ou os braços em volta
dos ombros e pernas da mesma.
 a criança em decúbito ventral (deitada de bruços);
 o professor pode permanecer na lateral ou segurando-a por baixo dos
ombros, esta posição só é aconselhável para crianças que tenham uma boa
sustentação da cabeça, para evitar que a boca fique em contato com a água.
 a criança de costas para o professor;
 o professor segura a criança apoiando suas costas no tronco dele; esta
posição é muito agradável para um grande número de crianças, é segura e
lhes permite uma movimentação mais fácil.
 a criança em pé;
 o professor segura a criança por baixo dos braços, de costa ou de
frente para ele, sempre a uma certa distância, nesta posição a criança fica
mais solta e com pouco contato com o corpo do professor.
i. material pedagógico:
 corda elástica
 bolas em cores de tamanho e texturas diferentes
 bóias
 flutuadores
 pranchas de isopor ou de plástico
 tapete de borracha
 coletes
 brinquedos diversos
 objetos que afundam
 brinquedos sonoros
 garrafas plásticas e vasilhames de tamanhos diferentes
 tubos de PVC coloridos
j. atendimento:
Depois de verificar a água e visto os cuidados médicos, inicia-se o
atendimento na água, dividido em dois movimentos significativos para se
realizar um trabalho bom e proveitoso com a criança: Adaptação e
Desenvolvimento.
Sugestões de atividades:
 movimentos ritmados, decúbito dorsal e ventral
 abraçado ao professor, permanece alguns instantes sob a água
 corrida e marcha (com e sem auxílio)
 pular, sentar e agachar
 colocar o rosto na água
 chutar as bolas
 passar sob a corda
 pegar brinquedos suspensos na corda
 gangorra aquática
 deslize central e dorsal
 mergulhos voluntários e provocados
 pequenos jogos
 brinquedos contados
 exercícios com colchonetes na água
Obs.: As atividades são inúmeras, depende da criatividade do professor e
no aproveitamento das dicas oferecidas pelas crianças.
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