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Prova de História - 1º ano

Questões
01. As principais características do feudalismo eram:
a) Sociedade de ordens, economia levemente industrial, unificação política e mentalidade
impregnada pela religiosidade.
b) Sociedade estamental, economia tipicamente artesanal, organização política descentralizada e
mentalidade marcada pela ausência do cristianismo.
c) Sociedade de ordens, economia terciária e competitiva, centralização política e mentalidade
hedonista.
d) Sociedade de ordens, economia agrária e auto-suficiente, fragmentação política e mentalidade
fortemente influenciada pela religiosidade.
e) Sociedade estamental, economia voltada para o mercado externo, fragmentação política e
ausência de mentalidade religiosa.

02. (Fuvest) "O Feudalismo medieval nasceu no seio de uma época infinitamente
perturbada. Em certa medida, ele nasceu dessas mesmas perturbações. Ora, entre as
causas que contribuíram para criar ou manter um ambiente tão tumultuado, algumas
existiram completamente estranhas à evolução interior das sociedades europeias."
(Marc Bloch, A SOCIEDADE FEUDAL)

O texto refere-se:
a) às invasões dos turcos, lombardos e mongóis que a Europa sofreu nos séculos IX e X, depois
do esfacelamento do Império Carolíngio.
b) às invasões prolongadas e devastadoras dos sarracenos, húngaros e vikings na Europa, nos
séculos IX e X (ao Sul, Leste e Norte respectivamente), depois do esfacelamento do Império
Carolíngio.
c) às lutas entre camponeses e senhores no campo e entre trabalhadores e burgueses nas cidades,
impedindo qualquer estabilidade social e política.
d) aos tumultos e perturbações provocadas pelas constantes fomes, pestes e rebeliões que
assolavam as áreas mais densamente povoadas da Europa.
e) à combinação de fatores externos (invasões e introdução de novas doutrinas e heresias) e
internos (escassez de alimentos e revoltas urbanas e rurais).
03. (Mackenzie) A respeito do Sistema Feudal, assinale a alternativa correta.
a) A sociedade feudal era estática e não permitia a mobilidade social, era uma sociedade de castas
- dela faziam parte quatro ordens hierarquizadas: os nobres, o clero, os servos e os escravos.
b) Consistia em um sistema de relações onde os vassalos doavam terras aos seus suseranos, que
ficavam obrigados a pagar impostos nas formas de produtos e serviços.
c) Esse sistema foi condenado pela Igreja Católica, que não concordava com as exigências
senhoriais que sobrecarregavam os camponeses.
d) Através do domínio político, exercido por meio da violência e da obediência aos costumes, o
servo era obrigado a prestar trabalhos e serviços ao Senhor Feudal.
e) A principal fonte de lucro era o excedente de produção, oriundo do trabalho servil e livremente
comercializado pelos senhores feudais e servos.

04. (Puccamp) Valendo-se de sua crescente influência religiosa, a Igreja passou a exercer
importante papel em diversos setores da vida medieval,
a) como por exemplo nas Universidades, onde disseminaram o cultivo das línguas nacionais.
b) inclusive estimulando o avanço da ciência, sobretudo da medicina.
c) impedindo a divulgação de conhecimentos científicos através do estabelecimento do Index.
d) pois, enriquecida com as grandes doações de terras feitas pela burguesia, passou a se omitir,
não se preocupando mais com a construção de Igrejas e Mosteiros.
e) servindo como instrumento de homogeneização cultural diante da fragmentação política da
sociedade feudal.

05. (Unaerp) O feudalismo, como todos os outros modos de produção, não surgiu
repentinamente. Ele foi o resultado:
a) do surgimento da Igreja Católica Romana, instituição que, de certa forma, tomou o lugar do
Estado romano.
b) de uma síntese entre a sociedade romana em expansão e a sociedade bárbaro-germânica em
decadência.
c) das contribuições isoladas dos bárbaros e dos romanos que deram aos feudos um caráter urbano.
d) do fortalecimento do Estado e da fragmentação política.
e) de uma lenta transformação que começou no final do império romano, passou pela invasão dos
bárbaros-germânicos no século V, atravessou o império carolíngio, e começou a se efetivar a
partir do século IX.
06. (EFOA MG/2005)
O Império Bizantino se originou do Império Romano do Oriente, reunindo diferentes
povos: gregos, egípcios, eslavos, semitas e asiáticos. Em razão disso, foi preciso criar um
eficiente sistema político e administrativo para dar força e coesão àquele mosaico de povos
e culturas.
Sobre o Império Bizantino é INCORRETO afirmar que:
a) a religião fornecia a fundamentação do poder imperial, mas absorvia grande parte
dos recursos econômicos, originando várias crises.
b) a intolerância religiosa não deixava espaço de autonomia para que os indivíduos
escolhessem seus próprios caminhos para a salvação.
c) a estrutura eclesiástica era extensa e muito influente, provocando intensa
espiritualidade popular e várias controvérsias teológicas.
d) a fusão entre poder temporal e poder espiritual permitia que o Imperador indicasse
laicos para postos na hierarquia eclesiástica.
e) a importância política do Imperador impediu que o Patriarcado se desenvolvesse
independentemente, tal como o Papado do Ocidente

07. Bizâncio, também chamada de Constantinopla, e, depois, de Istambul, capital da atual


Turquia, era o centro de poder do Império Romano do Oriente, constituindo - se numa
experiência histórica relevante e distinta, sob muitos aspectos, em relação às sociedades
medievais do Ocidente europeu. A civilização bizantina NÃO tem como característica

a) Cristianismo ortodoxo, diferenciado do apostólico romano.


b) Poder político fragmentado e feudal.
c) Desenvolvimento do comércio e da vida urbana.
d) Poder político centralizado e teocrático.
e) Diversidade cultural de base grega, romana e asiática.

08. (UFPE/2006) Um estudo da economia bizantina no período medieval:


a) mostra uma atividade comercial pouco desenvolvida e muito semelhante à do feudalismo
europeu.
b) revela a força dessa economia, em razão das pequenas propriedades administradas com o apoio
do poder estatal.
c) evidencia a falta de apoio do Estado na gestão dos negócios, devido à presença soberana da
Igreja.
d) atesta um grande desnível social, com a presença da servidão, de latifundiários aristocratas e
de uma Igreja de grande poder político.
e) registra a falta de prestígio dos comerciantes, que levavam uma vida urbana simples e sem
ostentação.

09. (FGV) Para explicar a rápida expansão muçulmana, ou do Islã, há vários fatores. Qual
dos tópicos a seguir não é explicativo disso:
a) o crescimento demográfico da população árabe, que pressionava o povo a procurar
terras favoráveis à agricultura;

b) à fraqueza defensiva do Ocidente, devida à política de paz e tolerância da Igreja


Católica;

c) o império Bizantino e o Império Persa guerrearam durante séculos, enfraquecendo-se


mutuamente;

d) no Ocidente a expansão árabe soube aproveitar as fraquezas dos Estados bárbaros


descentralizados, que sucederam o Império Romano;

e) o estímulo muçulmano à Guerra Santa (Jihad), coordenado pelos califas, em nome da


expansão da fé islâmica.

10. Leia o trecho a seguir: “Sim, a expansão islâmica também abrangia os mares: desde
o califa Moawiah (660 d.C) os muçulmanos dispunham de uma frota, e com ela também
alargaram seu poder e invadiram as ilhas de Chipre, Rodes, Creta e Sicília, além de
transformarem o porto de Cizico (Cyzicus), na Ásia Menor, em uma importante base
naval islâmica de onde passaram a assediar Constantinopla.” (COSTA, Ricardo da Costa.
A expansão árabe na África e os Impérios Negros de Gana, Mali e Songai. In:
NISHIKAWA, Taise Ferreira da Conceição. História Medieval: História II. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2009, p. 34-53.)

A hegemonia islâmica do Mar Mediterrâneo foi quebrada, entre outras coisas, a partir da
ofensiva das Cruzadas. Como consequência da perda dessa hegemonia, temos:

a) a reabertura comercial da Europa Ocidental, sobretudo por meio de cidades portuárias,


como Veneza e Gênova.

b) a colonização islâmica do norte da Europa: Dinamarca, Suécia, Inglaterra, etc.

c) o empobrecimento do sul da Europa.

d) o fim dos califados islâmicos.

e) a conquista da África pelos venezianos.