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ANALISADORES EM LINHA AO LONGO DO PROCESSO

A qualidade e segurança do processo necessitam de excelência para perfeita execução


do processo. Com isso são utilizados em devidas localizações do processo os
analisadores de linha, que identificam os principais pontos da produção. Estão
localizados sempre na entrada e saída de reatores, e na obtenção dos produtos finais.

**TABELA **

11. MEIO AMBIENTE

A legislação ambiental do país determina significativos padrões a serem seguidos para


com os efluentes possam ser lançados à natureza, nos conhecidos corpos receptores.
Relaciona assim com o tipo de atividade realizado na presente indústria. Para se
determinar o destino correto ao tratamento e a disposição final dos resíduos líquidos, a
legislação ambiental exige que eles sejam analisados em laboratórios acreditados junto
aos órgãos públicos competentes.

A presente unidade industrial que será instalada no município de Camaçari, na Bahia,


tem como órgão ambiental o INEMA/CONAMA, que disponibiliza todas as normas
ambientais federais, e etc., que devem ser atendidas pelo projeto.

11.1 Efluentes Líquidos

A classificação dos efluentes se dar por:

 Não contaminados: São aqueles provenientes da água de chuva e que não há


contato primário com fluidos e equipamentos de processo;
 Sanitários: Gerados através de usos para serviços gerais da empresa. Como
refeitórios, sanitários.
 Processo: São as correntes que entram em contato com o processo venham a se
contaminar com o mesmo por outros processos, como por exemplo os líquidos
de manutenção dos equipamentos, chuva da área operacional e etc.

*Observar especificamente nitrato de sódio

**Tabela com as classificações dos efluentes líquidos orgânicos**


**Tabela com as classificações dos efluentes líquidos inorgânicos**
EFLUENTES GERADOS COMO É GERADO QUANTIDADE
ORGÂNICOS MÉDIA
Selagem da Bomba 50 ~150 L/h por Água utilizada na lavagem das 1100 L/h
bomba bombas para evitar acúmulo de
produto de vazamento no seu
interior ou produto vazado.
Tanques 0 ~ 25 L/t de Água acumulada nos tanques MM 9 L/ano
produto de matérias primas e produtos
finais e intermediários ou
produto vazado.
Vasos 0 ~200 L/t de Água acumulada nos vasos de MM 60 L/ano
produtos matérias primas e produtos
finais e intermediários ou
produto vazado ou produto
vazado.
Corrosão 50 ~100 L/h Água circulante do sistema de 75 L/h
monitoramento de corrosão
Chuva Índice Chuva coletada na área 40 m3/ano
pluviométrico*área industrial contaminada,
ISBL *0,90 índice dos 15 minutos de
chuva.
Limpeza dos 2 m3 por trocador Água resultante da limpeza dos -
equipamentos por ano equipamentos
Esgoto sanitário 150 L por Efluentes dos sanitários, 16200 L/dia
funcionário por dia banheiros, refeitórios e outras
áreas administrativas.

EFLUENTES ÍNDICE DE QUANTIDADE


COMO É GERADO
INORGÂNICOS GERAÇÃO MÉDIA
Purga de sistema
0,8% da vazão de Proveniente da torre de
de água de -
água circulante resfriamento
resfriamento
Proveniente da purga da
Efluente de água 2% da vazão de
caldeira e do resfriamento -
quente vapor gerado
de drenagens

11.2 Resíduos sólidos

De acordo com a NBR 10.004 de 2004, os resíduos sólidos estão definidos como sendo:

Resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de


atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial,
agrícola, de serviços e de varrição. Ficam incluídos nesta
definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de
água, aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle
de poluição, bem como determinados líquidos cujas
particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública
de esgotos ou corpos d'água, ou exijam para isso soluções
técnicas e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia
disponível.

a) Resíduo Classe I – Perigosos – São aqueles que apresentam periculosidade e


características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e
patogenicidade;

b) Resíduos Classe II – Não perigosos, subdividindo-se em:

 Classe IIA - Não Inertes: Aqueles que não se enquadram nas classificações de
resíduos Classe I - Perigosos, ou de resíduos classe IIB – Inertes. Os resíduos
Classe IIA podem ter as seguintes propriedades: biodegradabilidade,
combustibilidade ou solubilidade em água;

 Classe IIB - Inertes: quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma
representativa, segundo a NBR 10.007 (ABNT, 2004), e submetidos a um
contato dinâmico e estático com água destilada ou deionizada, à temperatura
ambiente, conforme NBR 10.006 (ABNT, 2004), não tiverem nenhum de seus
constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de
potabilidade de água, excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor.
Como exemplo destes materiais, podem-se citar rochas, tijolos, vidros e certos
plásticos e borrachas que não são decompostos prontamente.

**Tabela com os resíduos sólidos**

QUANTIDADE
DESCRIÇÃO CLASSIFICAÇÃO CRITÉRIO
MÉDIA
Bombas Classe I 0 - 5 g/t produto 1.680.000 g/t
Equipamentos Tanques Classe I 0 - 40 g/t produto 11.200.000 g/t
Fornos Classe I 0 - 15 g/t produto 4.480.000 g/t

Resíduos administrativos Classe II A 1 kg/pessoa/dia 108 kg/dia

10 g de isolamento 5.600.000 g/t


Resíduo de isolamento Classe I térmico/t de
produto/manutenção
Uma carga do
Resíduo dos catalisadores Classe I -
catalisador a cada
troca/2 anos
Decoqueamento de forno Classe I 10m³/decoque/forno -
EMISSÕES GASOSAS

Os diversos tipos de emissões gasosas podem ter diferentes orientes, logo elas são
classificadas em pontuais e fugitivas. Essas emissões podem se dispersar, reagir entre si
ou com outras substâncias quando em contato com os gases já presentes na atmosfera,
comprometendo a qualidade do ar. As fontes de emissões gasosas geradas no processo
de produção devem ser monitoradas, para que respeitem os padrões de qualidade do ar
definidos pela resolução do CONAMA.

10.3.1. PONTUAIS – Se define emissão pontual como o lançamento na atmosfera de


qualquer forma de matéria sólida, líquida ou gasosa, efetuado por uma fonte provida de
dispositivo para dirigir ou controlar seu fluxo, como dutos, flare, fornos e etc.

10.3.2. FUGITIVAS – São aquelas que são providas de lançamentos difusos na


atmosfera de qualquer forma de matéria sólida, líquida ou gasosa, efetuada por uma
fonte que não possui dispositivo projetado para dirigir ou controlar seu fluxo. Essas
emissões são não intencionais e partem de tubulações e vazamentos de equipamentos
em superfícies seladas ou impermeáveis, e até de dutos subterrâneos. Como também de
flanges, selos, gaxetas, ponto de solda.

Fatores que dizem respeito às condições climáticas locais, como intensidade e direção
dos ventos, afetam na dispersão dessas emissões. Além disso, a Resolução Conama nº
382 (complementada pela Resolução Conama nº 436/11) determina limites máximos de
emissão por fontes fixas (pontual ou fugitiva), sendo os principais poluentes
controlados: SO2, SO3, MP, NOx, Chumbo, Fluoretos, Amônia

DESCRIÇÃO CARACTERÍSTICA
Composição (%m): 9% de CO2,
Gás de Combustão 19% de H20, 70% de N2, 1% de
de fornos O2, 1% de Ar, 100 ppb de Nox
Contínuas 4,5 ppb de SO2 e 1 ppb de SO3
Excesso de ar de Composição (%m): 87,5% de N2
reação e 12,5% de O2
Vasos de processo e
tanques atmosféricos Sistemas de alívio
Intermitente
Regeneração de 1 t/h de emissão durante a
catalisador operação de regeneração
Referencia:

Plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos (PMGIRS) - Prefeitura


municipal de Camaçari. Secretaria de desenvolvimento urbano - SEDUR