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FACULDADES INTEGRADAS DE CIÊNCIAS HUMANAS, SAÚDE E EDUCAÇÃO

DE GUARULHOS

Guarulhos

2018
Fund Met . ENS Língua Portuguesa nas Séries Iniciais

Professora Claudineide

Aluna: Cibele Da Silva Alves RA: 0215010

Aluna: Thais Del Busso RA: 02160176


Livro: O diálogo entre o ensino e a aprendizagem

Autora: Telma Weisz com Ana Sanchez

Resumo do capítulo 4: As ideias, concepções e teorias que sustentam a


prática de qualquer professor, mesmo quando ele não tem consciência delas.

Para Telma Weisz, as concepções trabalhadas pelo professor são


expressadas por meio de suas ações mesmo que sejam atitudes inconscientes
dessas ideias, ainda assim e possível identificar a teoria utilizada na prática
pedagógica. A teoria empirista, que foi muito aplicada durante anos trazia o modelo
de aprendizagem onde a ideia de se ensinar era por “estímulo-resposta” junto com a
necessidade do aluno memorizar e ir acumulando o conteúdo através de cartilhas
que eram trabalhadas repetidas vezes até que se conseguisse decorar materiais
como a família silábica.

Essa teoria é trabalhada em cima da ideia que o professor é o detentor do


saber e esse conhecimento é depositado pelo educador, enquanto o aluno é visto
como uma tábua rasa e vai aprender sistematicamente através de etapas, primeiro
ler e depois escrever, mas para que se tenha resultado o professor conta com o
momento em que o aluno vai ter uma espécie de estalo, que vai ser o momento que
haverá a assimilação da leitura com a escrita nessa aprendizagem. Diferente da
teoria empirista, a concepção construtivista considera o aluno como sujeito
protagonista do seu próprio processo de aprendizagem, mas isso não é feito de
forma vazia e do nada, esse processo se constrói e se consolida através de
situações nas quais os sujeitos possam agir sobre o que é objeto de seu
conhecimento, pensar sobre ele, receber ajuda, sendo desafiado a refletir,
interagindo com outras pessoas. Sendo assim a aprendizagem tem que transformar
a informação para que seja adicionada e utilizada na socialização do sujeito.

A autora relata que o conhecimento não é gerado do nada, é uma permanente


transformação a partir do conhecimento do que já existe. Sabemos que a interação
do professor é determinada nesse processo. Fica claro nesse texto que tanto
professor quanto aluno estão aprendendo essa nova concepção de
ensino/aprendizagem.

Apesar de essa teoria contar com a interação do aluno na aprendizagem é


responsabilidade do educador contextualizar esse conhecimento e trazer
mecanismos para problematizar e organizar o saber para que de fato ele
compreenda o conteúdo que está sendo estudado.

Cabe ao professor ser mediador do conhecimento e integrá-lo aos


conhecimentos prévios dos alunos, conhecimento que vem para a sala de aula
fragmentada, e o educador tem a responsabilidade de fazer a fusão desse
conhecimento, levando a uma aprendizagem significativa.

Livro: Ler e escrever na escola, o real, o possível e o necessário.

Autora: Delia Lerner

Resumo do capitulo 4: É possível ler na escola?

A autora defende a importância de assumir uma postura critica em relação à


leitura para que se reflita a ideias impregnadas de alguns educadores que só existe
uma única interpretação de texto ou que a forma de aprendizagem da criança é
diferente dos adultos, pois acreditam que a criança absorve o conteúdo
independente da forma ou cuidado que vai ser explicado.

A leitura mostra através da imaginação outros mundos sem que ao menos o


conhecemos, apenas com os detalhes descritos no texto viajamos para indagar a
realidade para compreendê-la melhor, é se distanciar do texto e assumir uma
postura crítica frente ao que se quer dizer. Ensinar a ler e escrever foi e ainda é a
principal missão da escola, e com isso autora defende a importância de assumir uma
postura critica em relação à leitura para que se reflita a ideias impregnadas de
alguns educadores que só existe uma única interpretação de texto ou que a forma
de aprendizagem da criança é diferente dos adultos, pois acreditam que a criança
absorve o conteúdo independente da forma ou cuidado que vai ser explicado.

Para que seja possível ler na escola, é necessário que ocorra uma mudança
nessas crenças, é preciso que sejam considerados os resultados dos trabalhos
científicos em torno de como ocorre o processo de aprendizagem nas crianças que
se dá através da ação da criança sobre os objetivos físicos e sociais, sendo a partir
dessa ação que ela lhe atribuirá um valor significativo.

A leitura é antes de tudo um objeto de ensino que na escola deverá se


transformar em um objeto de aprendizagem é importante não se perder de vista que
a sua apropriação só será possível se houver sentido, e isso tem sua relevância de
acordo com as experiências vividas pelo individuo. O trabalho com projetos de
leitura e escrita que vem apresentando resultados positivos, possuem os temas que
são dirigidos na realização de algum propósito social pois as crianças não lêem e
escrevem apenas para aprender e sim para que sejam incluídas no mundo de
leitores e escritores.

Os temas são estruturados e visam atender alguma necessidade da


comunidade em questão. Nesses projetos tem-se a oportunidade de levar a criança
a extrair informações de diversas fontes inclusive de textos que não foram escritos
exclusivos para elas (crianças), e que, portanto, apresentam em grau maior de
dificuldade. Os projetos permitem ainda uma administração mais flexível do tempo,
porque propiciam o rompimento com a organização linear dos conteúdos já que
costumam trabalhar com os temas selecionados interdisciplinar, o que possibilita a
retomada dos próprios conteúdos, em outras situações e ainda a análise destes a
partir de um referencial diferente. Todas essas atividades contribuem com o objetivo
primordial de criar condições que favoreçam a formação de leitores autônomos e
críticos e de produtores de textos adequados a situação comunicativa que os torna
necessário, já que todos eles se observam os esforços por produzir na escola as
condições sócias da leitura e da escrita.
As propostas de trabalhos e as reflexões mostram-se que é possível sim ler e
escrever na escola, e vai além do ambiente escolar e pode alcançar também até
mesmo os pais dos alunos, desde que se promova uma mudança qualitativa na
gestão do tempo didático, reconsiderando as formas de avaliação, não deixando que
estas interfiram ou atrapalhem o propósito essencial do ensino e da aprendizagem,
transformando a escola num ambiente onde se tornem leitores e escritores alunos,
pais e docentes.

Comparação:

Segundo o capitulo 4: As ideias, concepções e teorias que sustentam a


prática de qualquer professor, mesmo quando ele não tem consciências delas do
livro: O diálogo entre o ensino e a aprendizagem da autora Telma Weisz e o capitulo
4: É possível ler na escola? Do livro: Ler e escrever na escola o real, o possível e o
necessário da autora Delia Lerner nos traz uma reflexão sobre como as práticas dos
professores podem fazer total diferença na vida dos educandos, as autoras nos
relata de como alguns aspectos essenciais das mudanças na educação, tanto na
compreensão do processo de aprendizagem, visto a diferença do modelo empirista
para o construtivista, e de como é difícil o professor aderir a mudança de um modelo
para o outro, como isto ainda acorrenta em conflitos, as autoras também explica que
para mudar é preciso reconstruir toda a prática a partir de um novo paradigma
teórico, onde para se ter uma aprendizagem significativa á necessário aliar os
propósitos didáticos e os comunicativos do ler e escrever, não se pode ler com um
único propósito e sim com diferentes propósitos que permitem desenvolver as
práticas sociais da leitura e escrita, os professores precisam valorizar os
conhecimentos prévios dos alunos pois para aprender algo e necessário saber algo,
o professor para torna os seus alunos leitores, eles precisam ser exemplos de
leitores, assim também como os conteúdos escolares são objetos de conhecimentos
complexos, que devem ser oferecidos aos alunos por inteiro, o primeiro passo e
elaborar um projeto curricular, articulando os objetivos didáticos com o comunicativo,
que são projetos de produção e interpretação, os projetos orientam as ações para
realização de um objetivo compartilhado. As práticas de leitura e escrita tem o intuito
de formar os educandos praticantes da cultura leitora e escritora.
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