Você está na página 1de 17

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS - UFAM

FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ELETRÔNICA E COMPUTAÇÃO
ENGENHARIA ELÉTRICA

RELATÓRIO DE LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA ANALÓGICA I


PRÁTICA I: CARACTERÍSTICA DO DIODO DE JUNÇÃO

MANAUS - AM
2018
EQUIPE: JEOVANA SILVA LEÃO – 21600518
JONES CASTRO PINTO - 21603638
KEVIN GUIMARÃES DE FRANCISCIS – 21456303
LUIZ FELIPE ARAÚJO HENRIQUES - 21552152

RELATÓRIO DE LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA ANALÓGICA I


PRÁTICA I: CARACTERÍSTICA DO DIODO DE JUNÇÃO

Relatório apresentado ao curso de


graduação em Engenharia Elétrica da
FACULDADE DE TECNOLOGIA –
UNIVERSIDADE FEDERAL DO
AMAZONAS (UFAM) para obtenção de
nota parcial da disciplina de
Laboratório de Eletrônica Analógica I
sob orientação do Profº M.Sc.
Francisco Januário.

MANAUS - AM
2018
Lista de Ilustrações

Figura 1 - Diodo sem Polarização.......................................................................................................... 3


Figura 2 - Diodo Polarizado Diretamente. ............................................................................................. 4
Figura 3 - Diodo Polarizado Reversamente. .......................................................................................... 4
Figura 4 - Curva Característica da Polarização Direta em um Diodo. ................................................. 5
Figura 5 - Curva Característica da Polarização Reversa em um Diodo................................................ 5
Figura 6 - Circuito para Primeira parte do Experimento. ..................................................................... 6
Figura 7 - Circuito para Segunda parte do Experimento. ...................................................................... 6
Figura 8 - Circuito de Polarização Direta. ................................................................................................ 7
Sumário
1.OBJETIVOS ............................................................................................................................................ 3
1.1 GERAL ............................................................................................................................................ 3
1.2 ESPECÍFICOS .................................................................................................................................. 3
2.DIODO .................................................................................................................................................. 3
2.1 TIPOS DE POLARIZAÇÃO ................................................................................................................ 3
2.1.1 SEM POLARIZAÇÃO................................................................................................................. 3
2.1.2 POLARIZAÇÃO DIRETA ............................................................................................................ 4
2.1.3 POLARIZAÇÃO REVERSA ......................................................................................................... 4
2.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS ........................................................................................................... 5
2.3.1 POLARIZAÇÃO DIRETA ............................................................................................................ 5
2.3.2 POLARIZAÇÃO REVERSA ......................................................................................................... 5
2.4 CIRCUITOS UTILIZADOS NO EXPERIMENTO .................................................................................. 6
2.4.1 PARTE 1 DO EXPERIMENTO .................................................................................................... 6
2.4.2 PARTE 2 DO EXPERIMENTO .................................................................................................... 6
2.5 MATERIAL UTILIZADO.................................................................................................................... 6
2.6 PROCEDIMENTOS .......................................................................................................................... 7
2.6.1 POLARIZAÇÃO DIRETA ............................................................................................................ 7
2.6.2 POLARIZAÇÃO REVERSA ......................................................................................................... 8
3. QUESTÕES PARA O RELATÓRIO ......................................................................................................... 10
4. CONCLUSÃO ...................................................................................................................................... 13
5. REFERÊNCIAS ..................................................................................................................................... 14
3

1.OBJETIVOS
1.1 GERAL

Compreender o funcionamento do diodo.

1.2 ESPECÍFICOS

 Medir a tensão e a corrente do diodo quando em polarização direta.


 Medir a tensão e a corrente do diodo quando em polarização reversa.
 Traçar a curva característica de um diodo.
 Determinar a resistência dinâmica de um diodo.
 Determinar o modelo de um diodo em polarização direta.
 Entender às curvas características do diodo.
 Entender o funcionamento do diodo e seus tipos de polarizações.
 Verificar às curvas características de cada tipo de polarização no osciloscópio.

2.DIODO
O diodo é um componente eletrônico semicondutor composto de um cristal semicondutor de
silício ou germânio e que pode se comportar como condutor ou isolante elétrico, dependendo
de como a tensão é aplicada em seus terminais. Isso permite que o diodo seja utilizado em
diversas aplicações, como por exemplo a transformação de corrente alternada em corrente
contínua ou como chave mecânica. Existem vários tipos de diodo: diodo Zener, diodo Schottky,
fotodiodo, LED, entre outros.
Esse componente é formado por uma junção semicondutora P-N. Os materiais do tipo “P”
(ânodo) são semicondutores dopados com 3 elétrons na camada de valência e os do tipo “N”
(cátodo), são dopados com 5 elétrons na camada de valência. Na junção P-N ocorre a formação
de uma região de depleção ou barreira de potencial, nessa região são encontrados íons positivos
e negativos fixos na estrutura cristalina. A concentração desses íons varia de acordo com a
polarização do diodo.
2.1 TIPOS DE POLARIZAÇÃO

2.1.1 SEM POLARIZAÇÃO


Quando não há aplicação de tensão entre os terminais do diodo, ou seja, quando o fluxo de
carga em qualquer direção é nulo.

Figura 1 - Diodo sem Polarização.


4

2.1.2 POLARIZAÇÃO DIRETA


A polarização direta ocorre quando o positivo da fonte é ligado no ânodo do diodo. O fluxo
de portadores majoritários rompe a região de depleção desde que o valor de tensão aplicado aos
terminais do diodo seja maior ou igual do que o da barreira de potencial, nesse caso ocorre a
passagem de corrente elétrica e o diodo está em condução. Quando o diodo é ideal comporta-
se como um curto-circuito.

Figura 2 - Diodo Polarizado Diretamente.

2.1.3 POLARIZAÇÃO REVERSA


Ocorre quando o polo positivo da fonte é ligado ao cátodo do diodo. O fluxo de portadores
majoritários é nulo, ou seja, há um aumento na concentração da região de depleção bloqueando
a passagem de corrente. Quando o diodo é ideal comporta-se como um circuito aberto. Na
polarização reversa existe a corrente de fuga que corresponde a passagem de portadores
minoritários através da junção, é geralmente da ordem de µA.

Figura 3 - Diodo Polarizado Reversamente.


5

2.3 CURVAS CARACTERÍSTICAS

2.3.1 POLARIZAÇÃO DIRETA


Na polarização direta, a passagem de corrente no diodo ocorre somente após a tensão da fonte
a partir da tensão da barreira potencial, que para diodos de germânio e silício são de 0,3 V e 0,7
V respectivamente. A corrente pode ter aumento substancial a partir do valor da tensão da
barreira potencial, o diodo comporta-se como um resistor de baixíssima resistência.

Figura 4 - Curva Característica da Polarização Direta em um Diodo.

2.3.2 POLARIZAÇÃO REVERSA


Na polarização reversa existe a corrente de fuga que aumenta de acordo com a tensão inversa
presente nos terminais do diodo. A corrente de fuga é baixíssima da ordem de µA, portanto sua
visualização não e tão evidente no gráfico da curva característica.

Figura 5 - Curva Característica da Polarização Reversa em um Diodo.


6

2.4 CIRCUITOS UTILIZADOS NO EXPERIMENTO

2.4.1 PARTE 1 DO EXPERIMENTO


O circuito para a realização da primeira parte do experimento consiste em um resistor
em série com um diodo 1N4001em que deseja-se realizar uma polarização direta no diodo. A
medida em que a tensão da fonte aumenta e é maior ou igual a 0,7 V (silício), a região de
depleção é vencida e ocorre a passagem de corrente pelo diodo.

Figura 6 - Circuito para Primeira parte do Experimento.

2.4.2 PARTE 2 DO EXPERIMENTO


Na segunda parte do experimento deseja-se realizar uma polarização inversa no mesmo
circuito. Nesse caso a polaridade do diodo é invertida e ele funciona como um circuito aberto
ou resistência infinita, a tensão da fonte é igual a tensão no diodo. Como o diodo está polarizado
reversamente também existirá uma corrente de fuga ou corrente reversa.

Figura 7 - Circuito para Segunda parte do Experimento.

2.5 MATERIAL UTILIZADO

 1 Protoboard;
 1 Multímetro;
 1 Diodo – 1N4001;
 1 Resistor – 51 Ω;
 1 Fonte de Tensão;
7

2.6 PROCEDIMENTOS

2.6.1 POLARIZAÇÃO DIRETA

1. Montar o circuito da fig.1.

Figura 8 - Circuito de Polarização Direta.

2. Medir a corrente no diodo com o multímetro.

3. Ajustar a fonte de alimentação até obter uma tensão de 0,2 V.

4. Anotar os valores de corrente medidos na tabela 1.

VFonte 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 2.0 4.0
(V)
ID(mA) 0 0 0 0,32 3,16 6,55 10,20 13,48 16,71 20,60 23,53 58,75
VD 0 0,182 0,402 0,566 0,625 0,646 0,658 0,666 0,674 0,680 0,684 0,714
(V)
Tabela 1 - Medidas de Corrente no Diodo.

5. Varie o valor da tensão de acordo com a tabela da Tabela 1 e repita os passos 3 e 4.

6. Trace um gráfico com os valores obtidos, tendo a corrente direta no eixo vertical e a
tensão direta no eixo horizontal.
8

Característica V-I do Diodo


70
58,75
60

50

40
Id (mA)

30 23,53
20,6
20 16,71
13,48
10,2
10 6,55
3,16
0 0 0 0,32
0
0 0,182 0,402 0,566 0,625 0,646 0,658 0,666 0,674 0,68 0,684 0,714
Vd (V)

Gráfico 1 - Curva Característica V-I do Diodo.

7. A partir do gráfico obtido, calcule as resistências dc do diodo nos pontos de para os


pontos de tensão da tabela abaixo.

VFonte 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 2.0 4.0
(V)

RD ∞ ∞ ∞ 1,768 0,197 0,098 0,064 0,049 0,040 0,033 0,029 0,012


(Ω)
Tabela 2 – Resistência DC.

8. Na Tabela 3, calcule os valores de ID utilizando o modelo de tensão constante para


VD = 0,7 V.

VFonte 0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0 1.2 1.4 1.6 1.8 2.0 4.0
(V)
ID 0 0 0 0 1,96 5,88 9,80 13,72 17,64 21,56 25,49 64,70
(mA)
VD 0 0,2 0,4 0,6 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7 0,7
(V)
Tabela 3 – Cálculo pelo modelo de tensão constante.

2.6.2 POLARIZAÇÃO REVERSA

9. Monte o circuito da Figura abaixo.


9

Figura 9 - Circuito de Polarização Reversa.

10. Ajuste a tensão da fonte inicialmente para zero.

11. Meça a corrente no circuito para as várias tensões da fonte indicadas na Figura 3 e
anote na linha Corrente Reversa da Tabela 4.

VFonte 0 2 4 6 8 10 15 20 25 27,22
(V)
IR 0 0 0 0 0 0 0 0,1 0,1 0,1
(uA)
VR 0 2,044 4,033 5,844 8,03 9,98 15,03 20,00 25,12 27,22
(V)
Tabela 4 - Medidas de Corrente Reversa no Modo Experimental.

Gráfico 2 – Gráfico de Corrente Reversa do Diodo


10

3. QUESTÕES PARA O RELATÓRIO:

1) Descreva se os resultados são diferentes do esperado.

Resp: Por se tratar de um diodo de silício, o mesmo possibilitou a passagem


considerável de corrente elétrica na faixa de 0,32 mA para uma tensão da fonte de 0,6
V no qual o padrão para condução nesse diodo é de 0,7 V. Essa diferença se deve por
conta das variáveis que afetam o circuito como desgaste do próprio diodo, fontes com
pouca calibragem e aparelhos de medição, mas para comprovação teórica o valor de
condução de 0,6 V para início de passagem de corrente é aceitável.

2) Acrescente ao relatório o DATASHEET do componente (Diodo) utilizado e comente


se os resultados alcançados estão de acordo com os dados do DATASHEET do
componente.

Resp: Como dito no item anterior, a passagem de corrente elétrica ocorreu quando foi
aplicada uma tensão de 0,6 V, no datasheet do componente é especificado a condução
para um valor de 0,7 V. No entanto, pelos motivos mencionados no item 1) esse valor
aferido em laboratório é aceitável.
11
12

3) Compare e descreva as Tabelas 1 e 3, respondendo a seguinte pergunta: O modelo de


tensão constante foi adequado para a experiência?

Resp: Apesar de uma variação inicial considerável nos valores de corrente do valor
experimental quando comparado com o modelo de tensão constante, após o valor de 0,8
V em ambos os dados houve uma aproximação entre o valor aferido na prática e o valor
calculado através do modelo de tensão constante.
13

4. CONCLUSÃO

Através da prática em laboratório foi possível comprovar o funcionamento do diodo de


junção que consiste em dar passagem à corrente elétrica em apenas um sentido dependendo da
sua polarização. A principal função explorada do diodo nesta prática é a de simular uma chave
de on/off pois dependendo do valor da tensão aplicada pela fonte o diodo pode ou não conduzir
corrente.
14

5. REFERÊNCIAS
DataSheet 1N4001. Disponível em:
<https://www.diodes.com/assets/Datasheets/ds28002.pdf>. Acesso em: 19 de Setembro de
2018.
Pereira, Jonathan. IFRN. Teoria dos Semicondutores e o Diodo Semicondutor.
<https://docente.ifrn.edu.br/jonathanpereira/disciplinas/eletronica-analogica/aula-2-teoria-de-
semicondutores>. Acesso em: 14 de setembro de 2018
Ribeiro de Oliveira, Thiago. IFSC.AULA 2 - Eletrônica Geral 1 -
Técnico.<https://wiki.ifsc.edu.br/mediawiki/index.php/AULA_2_-
_Eletr%C3%B4nica_Geral_1_-_T%C3%A9cnico>. Acesso em: 14 de setembro de 2018.
Wendling, Marcelo. UNESP. Diodo
Semicondutor.<http://www2.feg.unesp.br/Home/PaginasPessoais/ProfMarceloWendling/2---
diodo-semicondutor.pdf>. Acesso em: 14 de setembro de 2018.
15

Você também pode gostar