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80 ano

livro do aluno

empreendedorismo
social
Aprender, sempre é um bom negócio
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae
Unidade de Capacitação Empresarial

empreendedorismo social

8º ANO – LIVRO DO ALUNO

Brasília-DF
2012
© 2012. Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – SEBRAE.
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Presidente do Conselho Deliberativo


Roberto Simões

Diretor-Presidente
Luiz Barretto Pereira Filho

Diretor-Técnico
Carlos Alberto dos Santos

Diretor de Administração e Finanças


José Claudio dos Santos

Gerente da Unidade de Capacitação Empresarial


Mirela Malvestiti

Coordenação Nacional
Flávia Azevedo Fernandes

Coordenação Estadual Sebrae SP


Ana Maria de Araújo Brasílio
Ana Paula Sefton
Rejane Leatrice De Marco

Consultores Conteudistas
Eliana Sabará Teixeira Silva – C&T Cooperativa de Trabalho
Maria Estela Lacerda Ferreira – C&T Cooperativa de Trabalho

Revisão de Conteúdo
Elimara Clélia Rufino – R&R Associados Ltda.

Consultor Educacional
Adilson César de Araujo – Viva Educação Consultoria Ltda.

Revisão Ortográfica
Grupo Informe Comunicação Integrada

Editoração Eletrônica
Grupo Informe Comunicação Integrada
empreendedorismo social

8º Ano Livro do Aluno

Nome: ______________________________________________ Turma: ________________________

Escola:________________________________________________________________________________
8º Ano
Livro do Aluno
sumário
8
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10

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Ficas
Jovens empreendedores primeiros passos

uma turma de jovens


empreendedores

Pâmela, Mieko, Maurício e Leonardo estudam juntos na turma do 8º ano de uma cidade brasileira.

Os quatro amigos estão aprendendo sobre empreendedorismo social. Você e seus colegas são convidados
para este mesmo aprendizado durante o curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos.

Vocês estão, agora, diante de uma oportunidade. Abraçar o processo de transformação, que se inicia após essa
introdução do curso, é como escolher um caminho que exige dedicação e energia.

8
Introdução
A TURMA DOS JOVENS
EMPREENDEDORES

Esperamos que participar do curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos –


Empreendedorismo Social represente a possibilidade de mudança de atitude frente ao
mundo que nos cerca. Para que mudanças aconteçam, precisamos nos envolver com elas, ou seja, fazermos
parte da mudança.

O curso que você está iniciando propõe um caminho repleto de informações, conhecimentos, histórias e
atividades que nos ajudarão a entender melhor nossa vida e a vida da nossa comunidade, bem como o modo
como esses dois universos, o individual e o comunitário, estão relacionados. Mais que isso, vamos pensar
sobre esta realidade e identificar como podemos agir para melhorar nossa realidade social.

Incorporar esse aprendizado permitirá reconhecer o quanto ter uma postura ativa e transformadora em relação
aos problemas e às situações que cotidianamente nos incomodam pode promover mudanças significativas.

Habilidade e criatividade são imprescindíveis para isso, como também o comprometimento e a vontade de
cada um. E é claro que, organizados e juntos – você, seus colegas de turma, outros colegas, famílias, vizinhos
e professores – seremos muito mais fortes e teremos maiores e melhores resultados, vivendo, assim, num
mundo mais justo!

Prepare-se e participe! Exercite como é ser um jovem empreendedor social!

SEJA BEM-VINDO AO GRUPO


DOS JOVENS EMPREENDEDORES
DO 8o ANO!

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Empreendedorismo
social

Iniciamos o curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos e conversaremos neste encontro sobre em-
preendedorismo social. Conheceremos o que é empreendedorismo social e, mais do que isso, perceberemos
como este assunto se relaciona com a nossa vida e a realidade em que vivemos.

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Encontro

1 Empreendedorismo
Social

atividades

1. Empreendedorismo social
Quando falamos em empreendedorismo, diretamente nos remetemos a pensar nas pessoas empreen-
dedoras.
São consideradas pessoas empreendedoras aquelas que sonham, definem suas metas, planejam como
alcançá-las e agem com comprometimento e persistência nesta caminhada.
Esses conceitos, comumente aplicados ao mundo dos negócios, dos empresários e dos profissionais em
geral, seja qual for a área de atuação, também têm relação direta com o contexto do empreendedorismo
social.
O empreendedorismo social se refere aos trabalhos realizados pelo empreendedor social, pessoa que re-
conhece problemas sociais e age como empreendedor na busca de soluções: identifica o problema, define em
conjunto com as pessoas envolvidas o que pode ser feito, planeja como alcançar tais objetivos e age também
com comprometimento e persistência nesta caminhada.
Os resultados esperados das ações de empreendedorismo social são, em especial, retornos também
sociais, ou seja, mudanças significativas num contexto social que tragam melhoria e ampliação da qualidade
de vida das pessoas, por exemplo.
Atualmente, temas sobre problemas sociais são debatidos com frequência. Devido à evolução e cresci-
mento da sociedade, entre outros fatores, percebem-se problemas sociais praticamente no mundo todo. Pro-
blemas de desigualdade social, falta de acesso à educação e saúde, falta de acesso a opções de cultura e lazer
e desequilíbrio ambiental são exemplos de problemas sociais que podem ser encontrados em muitos lugares.
Muitos assuntos são debatidos como necessários da atenção urgente de todos, como a questão da fome no
mundo e a preocupação com o meio ambiente – aquecimento global e desmatamento, por exemplo.
Cada região também apresenta situações específicas que precisam ser identificadas e analisadas com
atenção, como, por exemplo, cidades que cresceram desordenadamente e hoje têm muitas áreas de constru-
ções irregulares e precárias para moradia; poluição de córregos e rios; cidades ou regiões sem atendimento
básico de saúde e educação.
Tendo a consciência da responsabilidade dos governos, em suas diversas esferas (municipal, estadual,
federal), de agir na prevenção e busca de soluções para os problemas sociais, o empreendedorismo social
é uma oportunidade de desenvolver ações inovadoras que busquem também contribuir para a solução dos
problemas sociais da realidade que nos cerca. É pensar em fazer (e fazer) a nossa parte para contribuir para

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

a melhoria das condições sociais. As ações de empreendedorismo social são desenvolvidas coletivamente
por pessoas com força de vontade e que se empenham para superar eventuais situações difíceis e encontrar
oportunidade onde todos veem problemas, sobretudo quando se trata do desequilíbrio social e econômico da
comunidade, da região, do país ou do mundo.
É possível perceber que o empreendedorismo social implica mudança de comportamento de cada um
de nós.
Uma ação conjunta na sociedade é capaz de criar soluções inovadoras e criativas, adaptadas às diferen-
tes realidades locais. A formação de diversas parcerias entre pessoas e entre as organizações da sociedade
civil (OnGs / associações / instituições sociais), governo e empresas têm possibilitado o surgimento de redes
e projetos inovadores com fins sociais.
Empreendedorismo social é, antes de tudo, uma ação inovadora voltada a questões sociais, cujo processo
se inicia com a observação de uma situação local e para a qual se procura, em seguida, elaborar uma alterna-
tiva de enfrentamento que crie condições de transformar esta realidade social.
Uma das chaves do empreendedorismo social é a inovação – um modo de fazer, de forma nova e inusi-
tada, coisas que já vinham sendo executadas, visando aperfeiçoá-las. Inovar não é somente inventar ou fazer
algo nunca feito; pode-se considerar também fazer de maneira mais proveitosa e que traga mais benefícios
aos envolvidos, ou seja, passar a fazer de um jeito novo e diferente algo que já vinha sendo feito.

AlGUmAS CARACTERíSTICAS Do EmPREENDEDoRISmo SoCIAl:

• É coletivo e integrado – por mais que a iniciativa de uma ação de empreendedorismo social possa
começar com uma pessoa, será preciso envolver outras pessoas para que a ideia se concretize,
em especial as pessoas da comunidade em questão.
• Tem foco na busca de soluções para os problemas sociais e necessidades da comunidade – o foco
é a busca de interesses coletivos e que sejam para o bem comum.
• Suas principais medidas de desempenho são o impacto e a transformação social – o quanto de
fato a ação de empreendedorismo social contribui para a transformação de uma determinada
realidade social, não sendo apenas uma ajuda pontual, sem resultados duradouros e sustentáveis.
• Visa a resgatar pessoas em situação de risco social e mudar este contexto – busca oferecer
condições para que as pessoas e as regiões se desenvolvam de forma socialmente justa.
A compreensão em relação aos valores e conceitos do empreendedorismo social é cada vez mais impor-
tante, inclusive para os jovens. Com sua criatividade, energia e capacidade, o público jovem pode desenvolver
suas habilidades como empreendedor social e, com isso, também contribuir para a solução de problemas
relativos ao bem comum, seja na escola, na comunidade ou na sociedade mais ampla, praticando a cidadania
e potencializando-se como verdadeiros transformadores sociais.

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enconTro

1 empreendedorismo
social

Com a participação no curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos, você e


seus colegas de turma serão estimulados a desenvolver a consciência crítica e a visão
de mundo como empreendedores sociais, criando propostas reais de intervenção pensando na escola e tam-
bém pensando sobre a realidade social da comunidade, da cidade e da região.

rEdE do conhEcimEnto - compartilhE


suas idEias!
1.1. O QUE VOCê ACHOU DO TExTO E DO TEMA ABORDADO? VOCê Já COnHECIA ALGO SOBRE O TEMA
DO EMPREEnDEDORISMO SOCIAL? O QUê?

1.2. VOCê COnHECE ALGUMA AçãO DE EMPREEnDEDORISMO SOCIAL nA CIDADE OU REGIãO? QUAL?

1.3. QUAIS OS PRInCIPAIS PROBLEMAS SOCIAIS QUE VOCê DESTACARIA nO BAIRRO, CIDADE OU REGIãO
EM QUE MORA?

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

1.4. COMO COnSIDERA POSSÍVEL QUE VOCê E SEUS COLEGAS COnTRIBUAM PARA MELHORAR ESTA
REALIDADE SOCIAL?

2. cEnas do cotidiano
2.1. PESQUISE EM JORnAIS, REVISTAS OU nA InTERnET IMAGEnS OU SITUAçÕES QUE, EM SUA OPI-
nIãO, REPRESEnTAM UM DOS PROBLEMAS SOCIAIS DO BAIRRO, CIDADE OU REGIãO EM QUE MORA,
COnFORME SUA RESPOSTA À QUESTãO 1.3 DA ATIVIDADE AnTERIOR. COLE OU ESCREVA SOBRE TAL
SITUAçãO nO ESPAçO ABAIxO:

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Encontro

1 Empreendedorismo
Social

2.2. O que você faria para modificar a cena ou informação pesquisada


e selecionada? Quais resultados você esperaria alcançar com tais
mudanças?

Mudança proposta Resultado esperado

Importante:
As ações de empreendedorismo social sempre devem buscar o bem comum e devem ser pensa-
das a partir dos problemas e necessidades da comunidade.

3. aprendendo com um exemplo de empreendedorismo


social
educação, cultura e saúde pintam a comunidade de azul

Por: Felipe Mello


Em 1975, uma pedagoga resolveu abrir as portas da própria casa para interagir com crianças da fa-
vela Monte Azul, localizada na zona sul da cidade de São Paulo. A ideia era realizar tardes recreativas, com a
ajuda dos alunos da escola onde lecionava. Foi assim que Ute Craemer, a protagonista em questão, começou
a construir uma ponte entre seus alunos e as crianças da favela.
A ligação levou Ute a promover reuniões com os pais dos alunos, a fim de encontrar soluções conjun-
tas para os problemas da comunidade. O intercâmbio com as crianças e o diálogo com os pais constituíram

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

as bases de todo o trabalho desenvolvido pela associação comunitária Monte Azul, fundada em 1979.
As primeiras atividades foram desenvolvidas na escolinha para crianças e jovens (ação de educação)
e também no ambulatório médico (ação de saúde), construídos em mutirão pelos moradores. Daí para a
frente, a presença da associação na favela cresceu continuadamente e, a partir de 1983, se expandiu para
mais duas comunidades: a favela Peinha e o bairro Horizonte Azul, ambos também localizados na zona sul
da capital paulista.
A favela Monte Azul possui atualmente 2 mil moradores que vivem em 480 casas de alvenaria, anti-
gos barracos de madeira, erguidas em mutirões comunitários.
Os mais jovens moradores nasceram e foram criados na própria favela, onde existe um ambiente
amigável e tranquilo. A interação com os moradores determina o surgimento de novas frentes de trabalho da
associação Monte Azul, a partir do diálogo entre as necessidades da população atendida e as possibilidades
e capacidades da organização social, que tem como maior objetivo impulsionar o processo de crescimento
individual e comunitário.
Os projetos desenvolvidos pela associação estão ligados à educação, cultura, saúde, desenvolvimento
social e preservação do meio ambiente. Atividades educacionais são oferecidas à comunidade, desde berçá-
rio, creche e pré-escola até a complementação escolar.
Além disso, eles recebem alimentação balanceada, assistência médica e saúde preventiva, possibili-
tando aos pequenos o desenvolvimento com energia e em ambiente propício. Os maiores, ou seja, pré-ado-
lescentes e adolescentes, desenvolvem atividades em horário complementar à escola tradicional (cultura, es-
portes e lazer) e têm a possibilidade de participar de oficinas de iniciação ao trabalho, tais como marcenaria,
reciclagem de papel, corte e costura e panificação.
A organização atua também na área cultural por meio de seu centro cultural, que oferece programa-
ção de teatro, música, coral (adulto e infantil), oficinas de expressão e artes, festas em homenagem a culturas
de diferentes povos e de comemoração a datas históricas. Ainda como contribuição cultural, a entidade abre
as portas da sua biblioteca, onde os títulos estão acessíveis para empréstimos, pesquisas e reforço escolar,
atendendo a alunos e professores da própria associação e de escolas públicas da vizinhança.
Buscando empoderar, ou seja, dar poder à comunidade, a associação Monte Azul oferece um progra-
ma de formação ampla para todos os colaboradores e demais interessados. Trata-se da escola Oficina Social,
que procura desenvolver ainda mais a ação social, considerando a grande necessidade que há no mundo de
se formar empreendedores sociais com habilidades sociais a partir do conhecimento e compreensão do ser
humano como ente físico, psíquico e espiritual e em relação ao mundo.

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enconTro

1 empreendedorismo
social

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!
3.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O ExEMPLO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

3.2. A PARTIR DO ExEMPLO ESTUDADO E DA TROCA DE IDEIAS COM SEUS COLEGAS DE TURMA, MARQUE
COM x AS AFIRMAçÕES COnSIDERADAS CORRETAS:

Os projetos sociais devem nascer das demandas da comunidade, ou seja, daquilo que a comuni-
dade necessita.
Os jovens precisam se preocupar apenas com os seus problemas pessoais.
Se houver um bom atendimento de saúde e educação, a comunidade não vai precisar de mais
nada para ser feliz.

Os jovens podem atuar como protagonistas de mudanças sociais de sua comunidade, ou seja,
podem ser responsáveis por transformar positivamente a realidade social de sua comunidade.

Os bairros mais pobres também precisam de cultura e lazer.

não é papel dos jovens buscar soluções para os problemas sociais de sua comunidade.

Os jovens são capazes de identificar ações que trarão resultados positivos para a comunidade.

É importante para a formação dos jovens ter a oportunidade de interagir com a comunidade
onde vivem, conhecendo de perto sua realidade.

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

4. baú dE idEias
AComPANHE AS oRIENTAçoES Do PRoFESSoR PARA QUE voCÊ PARTICIPE DA CRIAção DE Um
"loCAl oNDE SERão GUARDADAS AS IDEIAS DA TURmA".

Vocês e seus colegas de turma criarão um baú de ideias.


Durante a realização do curso e dos encontros serão estudados diversos temas sobre ações de empreen-
dedorismo social e, certamente, vocês terão muitas ideias sobre estes assuntos.
no baú de ideias vocês guardarão as diversas ideias, sugestões e propostas que tiverem para possíveis
ações de empreendedorismo social, ideias de projetos sociais que poderão ser futuramente realizados por
vocês ou pela comunidade.

ToDAS AS IDEIAS DA TURmA SoBRE AçoES DE EmPREENDEDoRISmo SoCIAl SERão REGISTRADAS E


GUARDADAS No BAú DE IDEIAS!

4.1. COMO SERá O BAÚ DE IDEIAS?

DICA:
PODEM SER FORMADAS EQUIPES E REALIZADO UM REVEZAMEnTO EnTRE ELAS PARA QUE
TODOS SEJAM GUARDIÕES DO BAÚ DE IDEIAS EM ALGUM DOS EnCOnTROS DO CURSO!

4.2. OnDE O BAÚ DE IDEIAS SERá GUARDADO?

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enconTro

1 empreendedorismo
social

4.3. QUEM SERá O GUARDIãO DO BAÚ DE IDEIAS?

baú de ideias

5. pEsquisa dE projEtos sociais na sua comunidadE


Em conjunto com outros colegas de turma você realizará uma atividade de pesquisa para conhecer
pessoas que "são capazes de mudar o mundo a partir da sua realidade": os empreendedores sociais.
Identifiquem um projeto social no bairro ou cidade em que moram e entrevistem a pessoa responsá-
vel pelo projeto, conforme o seguinte roteiro.

PESQUISA – ENTREvISTA

nome do entrevistado: _________________________________________________________________


Instituição para a qual trabalha: _________________________________________________________
Telefone, e-mail, site de contato: _________________________________________________________

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Jovens empreendedores primeiros passos

nome do projeto social em que atua: ______________________________________________________

___________________________________________________________________________________

1. DESCREVA BREVEMEnTE O PROJETO SOCIAL. COMO SURGIU E O QUE SE ESPERA COM ELE?

___________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________

2. JUSTIFIQUE A nECESSIDADE DO PROJETO. POR QUE ESTE PROJETO ESTá SEnDO REALIZADO?
___________________________________________________________________________________

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3. A COMUnIDADE PARTICIPA DO DESEnVOLVIMEnTO DO PROJETO? COMO?


___________________________________________________________________________________

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4. QUAIS SãO AS PESSOAS BEnEFICIADAS PELAS AçÕES DO PROJETO?


___________________________________________________________________________________

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5. QUAIS SãO AS PRInCIPAIS AçÕES PLAnEJADAS nO PROJETO E QUE TRAnSFORMAçÕES SO-


CIAIS ELAS PODEM FAZER?
___________________________________________________________________________________

___________________________________________________________________________________

6. QUEM DESEnVOLVE AS AçÕES DO PROJETO? QUEM SãO OS RESPOnSáVEIS?

___________________________________________________________________________________

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enconTro

1 empreendedorismo
social

7. O PROJETO Já DEMOnSTRA RESULTADOS? QUAIS?


___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

8. COMO VOCê COMEçOU A ATUAR EM AçÕES SOCIAIS?


___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

9. VOCê ACREDITA QUE SEU TRABALHO É CAPAZ DE MELHORAR A REALIDADE SOCIAL DAS PESSO-
AS? POR QUê?
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

10. COMO VOCê IMAGInA QUE A COMUnIDADE Vê O SEU TRABALHO?


___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________

11. OUTROS COMEnTáRIOS:

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

PREPAREm A APRESENTAção DoS RESUlTADoS DESTA PESQUISA PARA o PRóxImo


ENCoNTRo Do CURSo. SEjAm CRIATIvoS! A APRESENTAção PoDERÁ SER FEITA PoR INTERméDIo DE
RElATo, DESENHoS E FRASES oU TAmBém DE DRAmATIzAção.

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO
Aprendemos que empreendedorismo social é uma ação inovadora voltada às questões sociais,
cujo processo se inicia com a observação de uma situação local e para a qual se procura, em seguida,
elaborar uma alternativa de enfrentamento que crie condições de transformar esta realidade social.
VAMOS APRENDER FAZENDO! Durante o curso exercitaremos
A HORA DO CHÁ nossa consciência crítica e visão ampla da realidade que nos cerca,
para poder agir como jovens empreendedores sociais.

22
Encontro

1 Empreendedorismo
Social

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

o empreendedor social

Recebam todos as boas-vindas ao segundo encontro do curso Jovens Empreendedores Primeiros


Passos – Empreendedorismo Social.
neste encontro, além de conhecer o resultado das pesquisas dos grupos em projetos sociais, estuda-
remos mais sobre o empreendedor social.
Vamos ajudar Pâmela, Mieko, Maurício e Leonardo a encontrarem a resposta para uma pergunta que
também nos interessa responder: ‘como são os empreendedores sociais?’

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enconTro

2 o empreendedor
social

1. rEsultados da pEsquisa dE projEtos


sociais na comunidadE
Os grupos apresentarão o resultado da pesquisa realizada sobre projetos sociais do bairro ou cidade.
Acompanhe as informações e experiências compartilhadas pelos grupos e registre suas anotações.

2. EmprEEndEdor social
A palavra “empreendedor”, muitas vezes ligada ao mundo dos negócios, não se limita somente a esta
área. Podemos entender o empreendedor como alguém que se encarrega ou se compromete com um projeto
ou atividade significante. Empreendedores são percebidos como pessoas que estimulam o crescimento eco-
nômico por encontrarem diferentes e melhores maneiras de fazer as coisas. O termo empreendedor descreve
uma postura, um jeito de ser e de se comportar diante das situações do dia a dia.
Empreendedores não enxergam somente problemas. Empreendedores veem possibilidades e oportunidades.
O que é ser um empreendedor social? Segundo Gregory Dees, "são empreendedores com uma missão
social. Os empreendedores sociais têm o papel de agentes de mudança no setor social".
Empreendedores sociais são pessoas empreendedoras que veem possibilidades e oportunidades de so-
luções para problemas sociais, planejam e buscam concretizar sonhos e objetivos de transformação social,
pensando e agindo coletivamente.
Esses empreendedores, na busca por verdadeiras mudanças sociais, desempenham um importante pa-
pel na sociedade. O principal objetivo do empreendedor social é a transformação social gerada pelo impacto
social de uma ação desenvolvida. Para isso, eles realizam seus projetos com planejamento e organização.
Eles nunca ficam esperando as coisas acontecerem, sendo cientes da importância da participação da
comunidade na busca da mudança de uma determinada situação social, sem substituir o papel do governo.

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

São pessoas que pensam no futuro e têm iniciativa de colocar em prática suas ideias de melhoria de
uma realidade social. Para isso, pesquisam sobre o assunto, conversam com as pessoas envolvidas e procu-
ram apoio e meios criativos para resolver problemas e mobilizar pessoas para agirem em conjunto e com foco
em um objetivo comum.

Empreendedores sociais são comprometidos e persistentes e, ao invés de desistir ao enfrentar uma


dificuldade ou desafio, os empreendedores sociais se perguntam “como posso ultrapassar esta dificuldade ou
desafio?”, seguindo com determinação para alcançar seus objetivos.

Empreendedores sociais são também inovadores. É bom lembrar que ser inovador não significa
necessariamente inventar alguma coisa. Ele pode simplesmente aplicar a uma ideia já existente a uma nova
forma de realizá-la.

Para que suas ações de empreendedorismo social tragam os resultados esperados, os empreendedores
sociais se dedicam a conhecer profundamente a realidade e as necessidades das comunidades onde estão
situados e onde atuarão.

Muito longe de serem super-heróis, empreendedores sociais são movidos por esperança e atitude
empreendedora. Devem ter a esperança como combustível, se basear na realidade da comunidade para
desenvolver projetos, planejar e ter estratégias para alcançar as mudanças sociais esperadas e se dispor a
agir concretamente.

rEdE do conhEcimEnto - compartilhE


suas idEias!

2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

26
enconTro

2 o empreendedor
social

2.2. AVALIE, DE ACORDO COM AS SEGUInTES AFIRMAçÕES, SE VOCê POS-


SUI OU IDEnTIFICA nO SEU MODO DE AGIR ALGUMAS CARACTERÍSTICAS
DE UM EMPREEnDEDOR SOCIAL.
Marque dentro dos parênteses o número que mais representa sua avaliação, conforme a escala:
(1) Sempre
(2) Quase sempre
(3) Raramente
(4) nunca
( ) Procuro concretizar meus sonhos.
( ) não me incomodo em deixar de lado minha comodidade para colaborar com alguém.
( ) Gosto de contar para todos o que estou fazendo, de forma clara e verdadeira.
( ) Prefiro fazer o que eu acho que é bom para todos, a conhecer as reais necessidades dos outros.
( ) Prefiro não ter que perguntar a opinião das outras pessoas para tomar decisões, mesmo que elas possam
afetar a todos.
( ) Quando sinto desâmino ou preocupação, procuro manter a persistência e o foco na busca dos objetivos
para não deixar meu rendimento cair.
( ) Consigo observar algo que está sendo feito e, sem desvalorizar o trabalho já desenvolvido, propor mudan-
ças que possam melhorar tal atividade.
( ) Gosto de trabalhar em equipe.
( ) Sou flexível e não me importo em mudar de opinião quando surgem ideias melhores ou mais adequadas
para a situação em questão.
( ) Gosto de pensar e pesquisar sobre um determinado assunto ou situação para encontrar diferentes e cria-
tivas alternativas de solução.

2.3. VOCê ACHA QUE É POSSÍVEL AGIR COMO UM EMPREEnDEDOR SOCIAL? POR QUê?

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

2.4. QUAIS CARACTERÍSTICAS DE UM EMPREEnDEDOR SOCIAL VOCê ACREDITA QUE PRECISA FORTALE-
CER EM SEU COMPORTAMEnTO?

2.5. DE QUE FORMA ESSAS CARACTERÍSTICAS DE UM EMPREEnDEDOR SOCIAL PODEM SER ÚTEIS EM VIDA?

DURANTE o CURSo jovENS EmPREENDEDoRES PRImEIRoS PASSoS TEREmoS A oPoRTUNIDADE DE


ExERCITAR CARACTERíSTICAS Do ComPoRTAmENTo DoS EmPREENDEDoRES SoCIAIS!

PoDEREmoS AGIR Como jovENS EmPREENDEDoRES SoCIAIS!

3. aprEndEndo com ExEmplos dE EmprEEndEdorismo


social
AlGUNS CASoS DE EmPREENDEDoRES SoCIAIS SElECIoNADoS PElA ASHoKA1:

João Joaquim de Melo neto: criou o Banco de Palmas, em Fortaleza (CE), com o objetivo de oferecer uma
linha de crédito alternativa, com uma moeda social paralela, chamada Palmas, que promove localmente a
geração de renda e emprego para as famílias excluídas.
nelsa nespolo: criou a primeira cadeia produtiva2 do algodão ecológico no Ceará, projeto que gera renda

ASHOKA: Organização mundial, sem fins lucrativos, pioneira no trabalho e apoio aos empreendedores sociais. Ver: www.ashoka.org.br
1

CADEIA PRODUTIVA: conjunto de etapas consecutivas até chegar ao produto final.


2

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enconTro

2 o empreendedor
social

para dezenas de famílias, envolvendo plantio e colheita do algodão com téc-


nicas de conservação de solo e água, fiação e tecelagem, adornos (sementes) e tintas
naturais.
Josilene Brandão da Costa: criou brinquedotecas nas comunidades quilombolas, grupo social historica-
mente oprimido. As brinquedotecas aceleram processos de mudanças sociais, problemas com o analfabe-
tismo e a falta de assistência à saúde, usando produtos com base na herança cultural da comunidade e nos
recursos naturais.
Raquel Barros: desenvolveu, em Sorocaba (SP), uma nova forma de trabalhar com meninas usuárias de
drogas, profissionais do sexo e/ou vítimas de abuso sexual, baseada no resgate da autoestima, da cidadania,
do espaço social e da autossustentabilidade.
Wellington nogueira: criou a organização Doutores da Alegria para levar alegria e melhorar a qualidade
de vida durante a internação de crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais da saúde. Os Doutores da
Alegria desenvolvem abordagens criativas e contagiam o ambiente hospitalar com alegria e superação.

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!

3.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE OS ExEMPLOS ESTUDADOS E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

3.2. QUAIS CARACTERÍSTICAS DOS EMPREEnDEDORES SOCIAIS SãO POSSÍVEIS IDEnTIFICAR nESTES
ExEMPLOS?

29
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

4. baú dE idEias
Possivelmente, os empreendedores sociais que conhecemos nos exemplos da atividade anterior agiram
motivados por buscar soluções para uma situação que os incomodava em suas realidades sociais.
Entreviste dois colegas de turma e solicite que respondam:

• o QUE FARIA PARA mElHoRAR UmA SITUAção QUE INComoDA A ComUNIDADE oNDE voCÊ
vIvE?

Escreva a pergunta e as respostas dos seus entrevistados em fichas de cartolina/papel e guarde no baú
de ideias.

5. pEsquisE sobrE o tEma Educação


no próximo encontro, o tema a ser trabalhado será educação. Para alcançar resultados mais produti-
vos em nosso estudo sobre este tema, você deve fazer uma pesquisa com parentes, funcionários ou professores
da escola.

PARTE 1 DA PESQUISA

Faça a pergunta abaixo para um parente (pai, mãe, tio, avô, primo, outro parente ou alguém respon-
sável por você).
• Por que eu preciso ir para a escola?
Peça para que o entrevistado responda à questão em uma ou, no máximo, duas frases, identifique o
nome da pessoa e o grau de parentesco com você.

PARTE 2 DA PESQUISA

Faça as perguntas abaixo para um professor ou funcionário da escola onde você estuda.
• Por que a escola é importante para você?
• Por que a escola é importante para mim?
Peça para que o entrevistado responda às questões em uma ou, no máximo, duas frases, identifique
o nome e função da pessoa na escola.

30
enconTro

2 o empreendedor
social

traga para o próximo encontro do


curso o resultado desta pesquisa. registre
em duas folhas separadas cada uma das
partes da pesquisa, escrevendo as perguntas,
as respostas e identificando as pessoas que
foram pesquisadas por você.

Espaço do sabEr mais


NEGóCIoS SoCIAIS
É um novo modelo de negócio capaz de transformar paradigmas existentes e que sempre alia
o impacto social positivo à viabilidade econômica. Ou seja, são iniciativas economicamente rentáveis
que, por meio da sua atividade principal, solucionam ou minimizam desigualdades sociais, utilizando
mecanismos de mercado.
É um tipo de negócio viável economicamente, não apenas com potencial de tornar-se autos-
sustentável, mas também de ganhar escala pelo volume de receita gerada ou pelo impacto social que
é capaz de alcançar. Podem estar constituído juridicamente como empresas ou organizações sem fins
de obtenção de lucro.
(Fonte: www.artemisia.org.br)

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO Estudamos sobre o comportamento dos empreendedores sociais e conhecemos algumas ca-
racterísticas presentes em sua conduta: iniciativa, planejamento, persistência, comprometimen-
to, busca de conhecimento, entre outras. Teremos a oportunidade de exercitar características do
comportamento dos empreendedores sociais durante o curso.
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ

31
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Educação

aprender
aprender a conviver
a fazer aprender
a aprender

aprender
a ser

Já estudamos sobre empreendedorismo social e sobre o comportamento dos empreendedores sociais.


Começaremos neste encontro a estudar e trocar ideias sobre cinco temas que podem nos mostrar
ideias de ações de empreendedorismo social que podemos desenvolver. Estes temas são: educação, saúde e
qualidade de vida, cultura e lazer, meio ambiente e emprego e geração de renda.
neste encontro conversaremos sobre educação.

32
enconTro

3 educaÇÃo

atividades

1. rEsultado da pEsquisa sobrE o tEma Educação


voCÊ E SEUS ColEGAS DE TURmA APRESENTARão o RESUlTADo DA PESQUISA QUE CADA Um
REAlIzoU Em CASA Com A FAmílIA E NA ESColA Com Um PRoFESSoR oU oUTRo FUNCIoNÁRIo.

Mantenha atenção quando seus colegas apresentarem suas respostas e compare-as com as suas.
Acompanhe as informações e registre suas anotações, escrevendo comentários diferentes que apare-
çam como resposta às perguntas feitas.

APóS AS APRESENTAçoES, o PRoFESSoR REUNIRÁ AS FolHAS DAS RESPoSTAS DA


PESQUISA DE CADA Um. AComPANHE AS oRIENTAçoES.

2. Educação
O empreendedorismo social é formado por um conjunto de conceitos, como pudemos estudar nos
encontros anteriores. Os desafios sociais são constantes e o papel da escola na superação deles é fundamen-
tal. É na educação das novas gerações que se desenvolverão as principais habilidades e os conhecimentos
para se enfrentar as desigualdades sociais e os desafios da sustentabilidade.
É um dever das instituições de ensino propor estratégias inovadoras para formar líderes e formado-
res de opinião, pensando em como educar cidadãos para enfrentar uma sociedade desigual.
Segundo o educador Moacir Gaddotti, não basta apenas "entregar um conjunto de informações", é pre-
ciso preparar para pensar. A grande mudança pode ser resumida no conceito de "educação para toda a vida".
As grandes questões, para as quais os educadores e a escola devem preparar as novas gerações, estão

33
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

relacionadas ao desenvolvimento de atitudes suficientes para que estas possam desenvolver habilidades de
aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir
sobre o meio em que vivem; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas
as atividades humanas; e, finalmente, aprender a ser, reconhecendo suas potencialidades e buscando seu
desenvolvimento.
Formas diferentes de organizar a vida na escola podem nos levar a identificar formas diferentes e
melhores de, no futuro, organizar a vida em sociedade. As experiências democráticas no ambiente escolar
devem ganhar espaço, pois quando o aluno se envolve na escolha do que é melhor para a escola, ele enfrenta
um problema real do cotidiano e busca soluções.
Saber escolher é fundamental para que o jovem vivencie a cidadania dentro do ambiente escolar.
Valorizar as diferenças e reconhecer o seu potencial e o dos outros é fundamental para a convivência
e a superação das desigualdades. Esta atitude também favorece a compreensão de que a diversidade nos
traz a ideia da riqueza das diferenças, ou seja, cada um traz uma história de vida e habilidades que podem
colaborar para uma mudança social, resultado de uma ação coletiva e da soma de esforços.
Criar cidadãos conscientes é fazer com que a preocupação com a sustentabilidade não fique apenas
na teoria, mas amplie seu espaço para além do ambiente escolar, refletindo-se no cotidiano de cada um.
Atualmente, as referências de vínculos sociais (entre familiares, entre vizinhos, entre colegas etc.)
estão enfraquecidas, produzindo indivíduos com dificuldades de interação social, sem habilidade para en-
frentar situações de dificuldade no convívio com o outro. Por isso devemos refletir sobre que tipo de relações
estamos construindo junto às pessoas ao nosso redor e de que maneira podemos favorecer que estas fiquem
melhores.
Um exemplo disso é na escola, quando se trabalha em grupo. Este é um bom exercício para o "apren-
der a conviver e aprender a ser". O ideal é que todos se responsabilizem por todos, estimulando o respeito
e fortalecendo os vínculos entre os participantes. Ainda, é possível fortalecer o “aprender a conhecer” e “o
aprender a fazer” também conjuntamente.
Dessa forma, ao desenvolver essas habilidades e organizar uma ação educacional voltada para o des-
pertar do empreendedorismo social, a escola é peça fundamental para uma grande mudança, bem como para
a compreensão de uma nova perspectiva de cidadania. Lembre-se: cada um de nós, estudantes e professores,
também devemos refletir sobre como podemos contribuir para as ações do empreendedorismo social e, mais
ainda, para a transformação da na realidade em que vivemos, inclusive a escola.

34
enconTro

3 educaÇÃo

Espaço do sabEr mais


Cidadania
Qualidade do cidadão quando no uso de seus direitos fundamentais, quais sejam: direito
à liberdade de expressão, de ir e vir, de manifestar-se democraticamente nas coisas que lhe
afetam. É o conjunto de direitos e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à so-
ciedade em que vive.
Sustentabilidade
Pode ser entendida como uma característica ou condição de um processo ou de um sistema
que permite a sua permanência, em certo nível, por um determinado prazo, o maior possível.

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!

2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

2.2. REFLExÕES SOBRE EDUCAçãO


Você conheceu a opinião de parentes, de colegas e de funcionários da escola sobre o tema educação.
Também participou de um estudo de texto no qual pôde perceber a importância da escola e da educação
como formadora de jovens cidadãos, potenciais empreendedores sociais.

35
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Reflita sobre as questões listadas abaixo e expresse o que você pensa sobre cada uma delas. Nesta ativi-
dade, é importante que você reflita individualmente e responda às questões com o seu ponto de vista sobre
elas:
• O que eu acho bom na escola?
• Em que aspectos eu acho que a escola pode ser melhorada?
• Por que a escola é importante para mim?
• O que eu aprendo na escola, além dos conhecimentos das matérias/disciplinas?
• Como a escola contribui para o meu desenvolvimento como cidadão?
• O que eu e meus colegas podemos fazer para melhorar nossa escola?
• O que cabe à comunidade fazer para melhorar a escola? E ao governo?
Para cada resposta escreva uma frase pequena e que resuma sua ideia numa ficha de cartolina ou outro
papel, de acordo com a orientação do professor. Lembre-se de identificar a ficha de resposta com o número
da pergunta e com o seu nome.

voCÊ E SEUS ColEGAS IRão ComPARTIlHAR AS RESPoSTAS. ColABoRE PARA QUE ToDoS PoSSAm
PARTICIPAR E ExPRESSAR SUAS IDEIAS, E REGISTRE SUAS oBSERvAçÕES E CoNClUSÕES:

3. baú dE idEias
Vamos enriquecer nosso baú de ideias com nossas reflexões sobre o tema educação.

ColoQUE No BAú DE IDEIAS AS FICHAS DE RESPoSTAS DAS SEGUINTES QUESTÕES DEBATIDAS


NA ATIvIDADE ANTERIoR:

• O que eu e meus colegas podemos fazer para melhorar nossa escola? (Questão 6 da atividade
anterior).

36
Encontro

3 Educação

• O que cabe à comunidade fazer para melhorar a escola? E ao governo?


(Questão 7 da atividade anterior).

Se achar necessário, faça novas fichas com outras respostas para estas duas questões e coloque-nas no
baú de ideias.

4. pesquise sobre temas relacionados à saúde e qua-


lidade de vida
No próximo encontro nós vamos conversar e refletir sobre saúde e qualidade de vida. Para termos
um melhor aproveitamento do nosso tempo, é necessário que você faça a seguinte tarefa:
Escolha um entre estes temas:

PAZ, GERAÇÃO DE RENDA, HABITAÇÃO, EDUCAÇÃO, ALIMENTAÇÃO ADEQUADA, AMBIENTE SAUDÁVEL,


RECURSOS SUSTENTÁVEIS ou EQUIDADE E JUSTIÇA SOCIAL.

Recorte de jornais e revistas uma imagem que seja exemplo do que significa para você o tema que
escolheu. Traga a sua imagem para o próximo encontro.

37
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

tExto dE EnriquEcimEnto - ExEmplo


ESColA mUNICIPAl ExPEDICIoNÁRIo AQUINo DE ARAújo

Localizada entre duas comunidades de baixa renda de Duque de Caxias, na Baixada


Fluminense, a EM Expedicionário Aquino de Araújo convive com a violência dura originária
do tráfico de drogas. Há alguns anos, o comércio era livre nos portões da unidade e muitos
alunos se tornaram usuários.
A situação atingiu seu pior momento em 2002, quando o professor de Educação Fí-
sica, Alberto Vasconcellos, foi morto a facadas depois de pedir aos traficantes que se afastas-
sem. A primeira ação da equipe gestora, comandada por naise Martins, foi fazer uma parceria
com a Secretaria de Assistência Social para mapear os jovens usuários de drogas e álcool e
encaminhá-los para a recuperação. Ao mesmo tempo, dentro das salas de aula, a orientação
era desenvolver projetos didáticos que valorizassem a origem e a identidade dos estudantes.
Um deles foi o Repensando a negritude, em que lutas e conquistas dos afrodescendentes
uniram a aprendizagem sobre a importância dos povos africanos na história do Brasil (já que
80% dos estudantes são negros) à quebra de preconceitos.
Um questionário e conversas com as famílias foram os instrumentos usados para
conhecer a realidade do entorno e direcionar a formação dos professores para lidar com suas
origens e culturas. Atividades como festivais de música e poesia, feiras de ciência, olimpíada
de matemática e uma gincana cultural sobre a cidade de Duque de Caxias atraíram os pais e
a comunidade para a Aquino de Araújo. A mudança de clima inibiu os traficantes que ficavam
nos portões e reduziu a taxa de evasão. “Conversamos com os estudantes sobre tudo, até so-
bre a roupa com que eles vêm para a aula e a maneira como se expressam, sem discriminar
ninguém, mas procurando mostrar respeito e fazendo com que também eles respeitem os
outros”, diz naise.

(Publicado em nOVA ESCOLA GESTãO ESCOLAR, Edição 001, ABRIL 2009 -

http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/aqui-violencia-nao-entra-448716.shtml)

38
Encontro

3 Educação

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO Debatemos sobre a importância da educação e da escola como formadora de jovens cidadãos,
propiciando o desenvolvimento de habilidade para ‘aprender a ser’, ‘aprender a conviver’, ‘aprender a
conhecer’ e ‘aprender a fazer’ nestes jovens, potenciais empreendedores sociais. Refletimos e listamos
VAMOS APRENDER FAZENDO!
ideias do que podemos fazer para melhorar nossa escola, lembrando o quanto ela é importante para
A HORA DO CHÁ
a nossa educação.

39
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

saúde e qualidade
de vida

Continuamos a ampliar nossa visão sobre a realidade que nos cerca. Para agir como empreendedores
sociais, precisamos buscar informações e conhecer nossa realidade.
neste encontro conversaremos sobre saúde e qualidade de vida.

40
enconTro

4 saÚde e Qualidade
de vida

atividades

1. varal dE imaGEns dE tEmas rElacionados à saúdE E


qualidadE dE vida
Em uma folha de sulfite, identifique na parte superior o tema que você escolheu para realizar a tarefa
de casa: paz, geração de renda, habitação, educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos
sustentáveis ou equidade e justiça social.
Cole a imagem recortada e pesquisada na folha de sulfite e escreva uma frase sobre a importância do
tema escolhido para a saúde e qualidade de vida de todas as pessoas, e também sobre a relação da imagem
com o tema.
Identifique a folha com seu nome.

AComPANHE AS oRIENTAçoES Do PRoFESSoR PARA APRESENTAR o SEU TRABAlHo E


CoNHECER oS DoS ColEGAS DA TURmA.

Espaço para anotações sobre a atividade:

2. saúdE E qualidadE dE vida


A saúde é amplamente reconhecida como o maior e melhor recurso para o desenvolvimento social,
econômico e pessoal, assim como uma das mais importantes questões da qualidade de vida.
De acordo com o professor de saúde pública, Paulo M. Buss, saúde e qualidade de vida são dois temas
estreitamente relacionados, isto é, a saúde contribui para melhorar a qualidade de vida e esta é fundamental
para que um indivíduo ou uma comunidade tenha saúde.
Pensarmos em ações e atitudes que promovam uma vida saudável, com maior e melhor qualidade

41
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

de vida, é hoje fundamental. São recursos indispensáveis para se ter saúde: paz, geração de renda, habitação,
educação, alimentação adequada, ambiente saudável, recursos sustentáveis, equidade e justiça social. Isso
resulta no entendimento de que a saúde não é nem uma conquista, nem uma responsabilidade exclusiva dos
setores de saúde. Ela é o resultado de fatores sociais, econômicos, políticos e culturais, coletivos e individuais,
que se combinam, resultando em sociedades mais ou menos saudáveis.
Durante toda a vida, as pessoas necessitam de água e ar puros, ambiente saudável, alimentação ade-
quada, situações social, econômica e cultural favoráveis, prevenção de problemas específicos de saúde, assim
como educação e informação permanentemente. Isso quer dizer que fatores políticos, econômicos, sociais,
culturais, ambientais, comportamentais e biológicos podem tanto favorecer como prejudicar a saúde.
Para que uma sociedade conquiste saúde para todos os seus membros, é necessário o estabeleci-
mento de políticas públicas saudáveis, comprometidas com a qualidade de vida, assim como a alteração de
comportamentos e práticas estabelecidas.
As pessoas desenvolvem padrões alimentares, de comportamento sexual, de atividade física, de
maior ou menor estresse na vida cotidiana e no trabalho, uso de drogas lícitas (como cigarro e bebidas) e
ilícitas, entre outros, que também têm grande influência sobre a saúde.
Uma vida saudável está relacionada à busca de uma alimentação adequada e equilibrada, à prática
de atividades físicas, de acesso a atividades de lazer e cultura, de contato com um ambiente saudável, de
contato com a natureza, de harmonia entre a vida profissional e familiar, para que, desta forma, se tenha
satisfação e felicidade.
Se cada pessoa se preocupar em desenvolver um padrão comportamental favorável à sua saúde e
lutar para que as condições sociais e econômicas sejam também favoráveis à qualidade de vida e à saúde de
todos, certamente estará dando uma poderosa contribuição para que tenhamos uma população mais saudá-
vel, com vida mais longa e feliz.
(Fonte: www.invivo.fiocruz.br)

rEdE do conhEcimEnto -
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2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

42
enconTro

4 saÚde e Qualidade
de vida

2.2. TELEJORnAL QUALIDADE DE VIDA


Vamos formar dois grupos para esta atividade. Simularemos um telejornal.
Cada grupo deve escolher um aluno para ser o entrevistador e outro para ser o entrevistado.
O professor apresentará a pergunta principal que cada entrevistador deverá fazer ao seu entrevistado.
É importante que você colabore para enriquecer as respostas e incentive a participação dos seus colegas.
REGISTRE SUAS CoNClUSÕES:

3. aprEndEndo com um ExEmplo dE EmprEEndEdorismo


social
PRomovER A SAúDE, A CIDADANIA E mElHoR QUAlIDADE DE vIDA PARA oS IDoSoS PoR mEIo DE
AUlAS E ATIvIDADES FíSICAS E DE INTEGRAção.

A população de idosos é a que mais cresce no Brasil. Pensando nisso, professores da Escola de Educa-
ção Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG desenvolveram o Projeto Maioridade: a universidade
aberta para a terceira idade, com o objetivo de fornecer informações e atividades para o envelhecimento
saudável e com qualidade de vida.
Segundo a professora Marcella, o projeto dispõe de uma programação variada e oferece cursos que
acontecem entre os meses de agosto e dezembro de cada ano, privilegiando uma temática a cada mês:
• Envelhecimento e saúde (higiene oral, incontinência urinária e alterações visuais): "Trouxemos,
por exemplo, um oftalmologista para falar sobre os problemas visuais mais comuns, como
podem ser tratados e os riscos e benefícios de cirurgias na velhice", acrescenta a coordenadora.
• Movimento e qualidade de vida (dança e variados exercícios de alongamento, de equilíbrio,
exercícios respiratórios e de prevenção de doenças cardíacas): "Este ano, realizamos aulas de
dança sênior, dança alemã desenvolvida para a terceira idade e que pode ser dançada tanto
sentado como em pé", conta a professora Marcella.
• Aspectos psicológicos e sociais (o envelhecimento e o cérebro e uma oficina de memória, com

43
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

atividades para estimulá-la): "nesse módulo, foi realizada uma aula interessante sobre Belo
Horizonte, ministrada por um filósofo, quando as pessoas puderam refletir de que maneira a
história da cidade é a nossa história, é a história deles".
• Cotidiano e cultura (teatro e apresentação musical). Esses temas são abordados em palestras,
mesas-redondas, conferências, aulas teóricas e práticas e oficinas. Entre as oficinas, destaca-se a
oficina literária, quando os idosos escreveram sobre as diversas fases da vida.
"A universidade precisava dar uma resposta a esse crescimento da população idosa e apresentar
algum tipo de atuação nessa área. Oferecemos uma programação variada e que atinge os diversos aspectos
do envelhecimento", completa a professora Marcella. O curso surgiu como um projeto isolado e hoje faz parte
do programa "Promovendo a autonomia e a independência do idoso na comunidade".

rEdE do conhEcimEnto -
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3.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O ExEMPLO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

4. baú dE idEias
Vamos enriquecer nosso baú de ideias com nossas reflexões sobre o tema saúde e qualidade de vida.
Responda às questões abaixo numa folha de papel identificada com seu nome e coloque no baú de ideias:
• Como anda sua qualidade de vida?
• Quais são suas atitudes para ter uma vida saudável?
• Quais atitudes você poderia ter para melhorar a sua qualidade de vida?
• O quê você faria para promover a qualidade de vida na sua escola ou comunidade?

44
Encontro

4 Saúde e Qualidade
de Vida

• Quem poderia ser seu parceiro na promoção de ações de


melhoria da saúde e qualidade de vida na sua escola ou comunidade?

baú de ideias

5. pesquise sobre o tema cultura e lazer


Pesquise em casa ou em sua comunidade um "causo" ou uma notícia interessante, curiosa ou engra-
çada sobre cultura e lazer da região. Esta informação será relatada no próximo encontro.

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO Debatemos sobre saúde e qualidade de vida. Sabemos que uma vida saudável está relacionada à
busca de uma alimentação adequada e equilibrada, à prática de atividades físicas, de acesso a ativida-
des de lazer e cultura, de contato com um ambiente saudável, de contato com a natureza, de harmonia
entre a vida profissional e familiar. Refletimos sobre como anda nossa qualidade de vida e listamos
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ
ideias do que podemos fazer para ter uma vida mais saudável e também para promover a qualidade
de vida na escola e na comunidade.

45
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

cultura e lazer

Como é bom conhecer melhor nossa realidade social. Estamos agindo como empreendedores sociais,
buscando informações e refletindo sobre a situação social da nossa comunidade.
Hoje, o nosso tema de estudo e conversas é cultura e lazer.

46
enconTro

5 culTura
e laZer

atividades

1. simulação dE uma rÁdio comunitÁria


Faremos a apresentação das notícias, histórias ou “causos” resultantes da pesquisa feita em casa e na
comunidade. Para isso, simularemos o funcionamento de uma rádio comunitária.

1.1. ESCOLHA UM nOME PARA A RáDIO COMUnITáRIA QUE VAI AO AR nESTE EnCOnTRO.

1.2. nOTÍCIAS PARA A RáDIO


Forme grupos e conte para seus colegas a notícia ou "causo" que trouxe da pesquisa em casa ou na co-
munidade.
Cada grupo deverá escolher uma das notícias para ir ao ar na rádio.
Os grupos devem também escolher um "locutor", que será responsável por apresentar a notícia na
rádio comunitária.
Cada grupo deve também se responsabilizar por uma das propagandas que vão ao ar entre os relatos
feitos de acordo com a orientação do professor. Estas propagandas devem ter um tom engraçado e divertido,
como toda a atividade.
O grupo que apresentar a última propaganda deve encerrar o programa da rádio comunitária fazendo
uma chamada para a próxima atividade do encontro de hoje: um estudo de texto sobre cultura e lazer.
Registre suas conclusões:

47
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

2. cultura E lazEr
(Adaptação livre de texto de Marlene Guerra)
Para o tema de hoje, teremos a narração de uma pequena história sobre como nasceu a ideia da neces-
sidade do lazer como parte da vida de todas as pessoas, independentemente de sua classe social ou mesmo
do local onde mora.
A recreação teve sua origem na pré-história, quando o homem primitivo se divertia festejando o início
da temporada de caça, ou a habitação de uma nova caverna. Esses costumes foram preservados até a época
dos gregos e romanos, quando as atividades recreativas passam a ser constituídas por festas de adoração,
celebrações fúnebres, invocação de deuses, sempre com o espírito de alegria e comemoração.
As atividades recreativas atuais guardam desta época este espírito de alegria. Assim, as atividades (jogos
coletivos) praticadas pelos adultos em caráter de festas religiosas foram passadas de geração em geração às
crianças, na forma de brincadeiras.
Houve uma época em que as crianças e os homens passavam a maior parte de seu tempo dentro de
fábricas ou no campo, trabalhando. A recreação e o lazer eram desfrutados somente pelos nobres ou pelos
muito ricos.
Alguns homens, descontentes com esta situação e preocupados com o regime de quase escravidão e
falta de direitos em que viviam, pressionaram a sociedade para mudanças. Assim nasce o movimento da
recreação sistematizada, na Alemanha, em 1774, com a criação de Casas Filantrópicas (Philantropinum), por
J. B. Basedow, professor das escolas nobres da Dinamarca. A ideia central era de que as atividades intelectu-
ais deveriam existir lado a lado com as atividades físicas. Os esportes propostos por esse professor não eram
compatíveis com a maioria do povo, e suas práticas estavam vinculadas à elite: equitação, corridas e esgrima.
nessas casas, havia cinco horas de matérias teóricas, duas horas de trabalhos manuais e três de recreação,
incluindo a esgrima, a caça, a pesca, excursões e danças. Essa concepção deveria contribuir para a preparação
física e mental dos alunos, como ainda hoje é tratado, especialmente nas escolas militares, perpetuando o
famoso dito latino "mens sana in corpore sano" (mente sã em corpo são).
Demoraram ainda 100 anos para chegarmos aos primeiros "jardins de infância" (parquinhos e play-
ground). Essa ideia nasceu nos Estados Unidos e sua concepção era de que as crianças deveriam brincar livre-
mente na terra, contrapondo à prática da época, na qual as crianças deveriam ficar "comportadas e quietas".
Com o tempo, o espaço tornou-se pequeno, visto que os irmãos mais velhos vinham também brincar
nestes jardins. ninguém esperava por isso, pois naquela época os jovens tornavam-se adultos mais cedo.
Convém lembrar que as mulheres casavam-se por volta dos 15 anos. Como sabemos também, a expectativa
de vida era bem menor do que é hoje.
Diante dessa procura, as escolas tiveram de destinar espaços maiores à recreação e playgrounds. Essa

48
enconTro

5 culTura
e laZer

atividade (cultura e lazer) foi oficialmente regulamentada e hoje é fundamen-


tal para a vida da escola.

Voltando à nossa história do lazer e recreação, logo em seguida, alguns empresários viram que a procura
por esses espaços era grande e resolveram implantá-los fora das escolas. Assim surgiram os playgrounds
privados, do tipo conhecido por nós como parques de diversão.
A demanda e a consciência de que a criança aprende brincando modificou a prática pedagógica e hoje
esses espaços são privilegiados nas escolas. na década de 1980, tivemos os primeiros exemplos de escolas
onde os alunos ficam em tempo integral desenvolvendo atividades de lazer, esporte e cultura, além das ati-
vidades de ensino formal (CIEPs). Hoje, os governos apoiam e incentivam as escolas públicas, que favorecem
um ensino em tempo integral.

rEdE do conhEcimEnto -
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2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

2.2. A PARTIR DA LEITURA E TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO, RESPOnDA ÀS PERGUnTAS ABAIxO MAR-
CAnDO SIM OU nãO.
A ideia de festas pode ser associada ao lazer?
( ) SIM ( ) nãO
As festas religiosas, tais como procissões, em alguma época foram consideradas recreação e lazer?
( ) SIM ( ) nãO
Antigamente, só nobres podiam participar das atividades de recreação?
( ) SIM ( ) nãO
Os playgrounds foram criados nas escolas para crianças e adolescentes brincarem e se divertirem?

49
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

( ) SIM ( ) nãO
Existem playgrounds abertos para crianças e jovens no seu bairro?
( ) SIM ( ) nãO
na sua escola existe um espaço para brincar e se divertir com os amigos?
( ) SIM ( ) nãO
Caso a sua escola não tenha este espaço, você gostaria de convidar seus amigos para, juntos, formularem
uma proposta para a escola?
( ) SIM ( ) nãO
Comente suas respostas, se necessário:

3. Espaços para cultura E lazEr


3.1. IDEnTIFIQUE nA SUA COMUnIDADE ESPAçOS QUE SãO DESTInADOS AO LAZER E À CULTURA, COMO
PARQUES E ESPAçOS PÚBLICOS DESTInADOS AO LAZER.

3.2. COMO AnDAM ESSES LUGARES? DESCREVA COMO ELES SãO (SUA ESTRUTURA E ORGAnIZAçãO).

50
enconTro

5 culTura
e laZer

3.3. QUE MUDAnçAS VOCê PROPORIA PARA QUE ESSES LUGARES SE TOR-
nEM MAIS AGRADáVEIS PARA TODOS DA COMUnIDADE E FAVOREçAM A
CULTURA E O LAZER DE TODOS?

4. aprEndEndo com um ExEmplo dE EmprEEndEdorismo


social
PRojETo "RÁDIo BISão"
• Local: Jardim Rosana – Capão Redondo
• Organização não governamental local: Associação de Moradores Jd. Rosana
• O que é: Rádio Biblioteca Móvel (itinerante)
Como surgiu a ideia: em uma das fases do processo de formação dos Jovens Urbanos, o grupo identi-
ficou um grande repertório (conjunto) de produção cultural no bairro e ricas narrativas sobre a história local.
Por outro lado, constatou-se a falta de espaço para expressão desse repertório cultural. não havia no bairro
centro cultural, bibliotecas nem rádio comunitária. Os jovens estabeleceram parcerias para a aquisição de
um ônibus (ou tendas) adaptado para a instalação da rádio e da biblioteca que percorre todo o bairro.
A programação da rádio privilegia os artistas locais e a biblioteca inclui em seu acervo registro da
memória da região, a partir de narrativas dos moradores.

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!
4.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O ExEMPLO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

51
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

4.2. REFLITA SOBRE O TExTO ESTUDADO E RESPOnDA ÀS SEGUInTES PERGUnTAS:


Como você faria para identificar produções culturais no seu bairro?

Em que momento no texto houve a constatação da falta de um espaço para os jovens desenvolverem
suas atividades?

Escreva sua opinião sobre a importância de se ter uma rádio comunitária no bairro.

Você acha que um projeto como a rádio Bisão pode ser implantado na sua comunidade?

52
enconTro

5 culTura
e laZer

Cite três ações que poderão estimular as expressões culturais de seu bair-
ro ou cidade.

Escreva uma ideia que promova as expressões culturais de seu bairro ou cidade, como você acha que esta
ideia poderia ser realizada e quem deveria realizá-la.

5. baú dE idEias
Vamos enriquecer nosso baú de ideias com nossas reflexões sobre o tema cultura e lazer.
Copie as respostas das duas últimas perguntas da atividade anterior em uma folha de papel identi-
ficada com seu nome e coloque no Baú de ideias.

6. pEsquisE sobrE mEio ambiEntE


Para o próximo encontro do curso, faça uma pesquisa sobre um dos assuntos ligados ao tema meio
ambiente: aquecimento global. Pesquise textos e imagens sobre o assunto.
VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
MOMENTO DO JOGO
Conversamos sobre
PENSEoNISSO
tema cultura e lazer. Sabemos que cultura e lazer são elementos impor-
tantes para a educação das crianças e também para todas as pessoas. Refletimos sobre lugares que
propiciam cultura e lazer em nossa comunidade e identificamos ideias de ações que podem estimular
expressões culturais em nossa região.
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ

53
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

meio ambiente

ento ia p o l u entes
aquecim e conom a meno s
global de ág
u
reciclage
m

Em nossos estudos sobre temas da nossa realidade social, não podíamos deixar de fora o meio ambien-
te. Precisamos refletir sobre como estamos cuidando da natureza e de tudo que nela há e, principalmente,
pensar em como cuidar melhor do nosso planeta.
Isso mesmo: hoje, o nosso tema de estudo e conversas é meio ambiente.

54
enconTro

6 meio amBienTe

atividades

1. rEsultados da pEsquisa sobrE mEio ambiEntE


Apresente os resultados da pesquisa feita sobre o tema aquecimento global, de acordo com as orienta-
ções do professor.
Registre suas conclusões:

2. mEio ambiEntE
Trechos da carta do chefe indígena Seattle, distribuída pela OnU (Programa para o Meio Ambiente), e
que tem sido considerado um dos mais belos pronunciamentos já feitos a respeito da defesa do meio am-
biente.
no ano de 1854, o presidente dos Estados Unidos fez a uma tribo indígena a proposta de comprar
grande parte de suas terras, oferecendo, em contrapartida, a concessão de uma outra "reserva".
Esta foi a resposta do chefe Seattle:
Como é que se pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? Essa ideia nos parece estranha. Se não
possuímos o frescor do ar e o brilho da água, como é possível comprá-los?
Cada pedaço desta terra é sagrado para meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada pu-
nhado de areia das praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na
memória e experiência de meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças
do homem vermelho.
Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas.
nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra
e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos

55
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, o calor do corpo do potro, e o homem todos per-
tencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe em Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, pede
muito de nós. O grande chefe diz que nos reservará um lugar onde possamos viver satisfeitos. Ele será nosso
pai e nós seremos seus filhos. Portanto, nós vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Mas isso não
será fácil. Esta terra é sagrada para nós.
Essa água brilhante que escorre nos riachos e rios não é apenas água, mas o sangue de nossos an-
tepassados. Se lhes vendermos a terra, vocês devem lembrar-se de que ela é sagrada, e devem ensinar às
suas crianças que ela é sagrada e que cada reflexo nas águas límpidas dos lagos fala de acontecimentos e
lembranças da vida do meu povo. O murmúrio das águas é a voz de meus ancestrais.
Os rios são nossos irmãos, saciam nossa sede. Os rios carregam nossas canoas e alimentam nossas
crianças. Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem lembrar e ensinar a seus filhos que os rios são nossos
irmãos, e seus também. E, portanto, vocês devem dar aos rios a bondade que dedicariam a qualquer irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende nossos costumes. Uma porção da terra, para ele,
tem o mesmo significado que qualquer outra, pois é um forasteiro que vem à noite e extrai da terra aquilo de
que necessita. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e quando ele a conquista, prossegue seu caminho.
Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e não se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus
filhos e não se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos são esquecidos. Trata sua mãe, a
terra, e seu irmão, o céu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas como carneiros ou
enfeites coloridos. Seu apetite devorará a terra, deixando somente um deserto.
Eu não sei, nossos costumes são diferentes dos seus. A visão de suas cidades fere os olhos do homem
vermelho. Talvez seja porque o homem vermelho é um selvagem e não compreenda.
não há um lugar quieto nas cidades do homem branco. nenhum lugar onde se possa ouvir o desa-
brochar de folhas na primavera ou o bater das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem
e não compreendo. O ruído parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem não pode
ouvir o choro solitário de uma ave ou o debate dos sapos ao redor de uma lagoa, à noite? Eu sou um homem
vermelho e não compreendo. O índio prefere o suave murmúrio do vento encrespando a face do lago, e o
próprio vento, limpo por uma chuva diurna ou perfumado pelos pinheiros.
O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo sopro: o animal,
a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo sopro. Parece que o homem branco não sente o ar que respi-
ra. Como um homem agonizante há vários dias, é insensível ao mau cheiro? Mas se vendermos nossa terra ao
homem branco, ele deve lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seu espírito com toda a vida
que mantém. O vento que deu a nosso avô seu primeiro inspirar também recebe seu último suspiro.

56
Encontro

6 Meio Ambiente

Se lhes vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la intacta e sa-


grada, como um lugar onde até mesmo o homem branco possa ir saborear o
vento açucarado pelas flores dos prados.
Portanto, vamos meditar sobre sua oferta de comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, imporei
uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como seus irmãos.
Sou um selvagem e não compreendo qualquer outra forma de agir. Vi um milhar de búfalos apo-
drecendo na planície, abandonados pelo homem branco que os alvejou de um trem ao passar. Eu sou um
selvagem e não compreendo como é que o fumegante cavalo de ferro pode ser mais importante que o búfalo,
que sacrificamos somente para permanecermos vivos.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem o homem morreria de uma grande
solidão de espírito, pois o que ocorre com os animais, breve acontece com o homem. Há uma ligação em
tudo.
Vocês devem ensinar às suas crianças que o solo a seus pés é a cinza de nossos avós. Para que respei-
tem a terra, digam a seus filhos que ela foi enriquecida com as vidas de nosso povo. Ensinem às suas crianças
o que ensinamos às nossas, que a terra é nossa mãe. Tudo o que acontecer à terra acontecerá aos filhos da
terra. Se os homens cospem no solo, estão cuspindo em si mesmos.
Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as
coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo.
O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele
é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo.

57
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!

2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

2.2. PALAVRAS CRUZADAS


Complete os espaços respondendo às perguntas:
1. Qual é uma das principais causas de desmatamento na Amazônia?
2. Uma das principais causas de poluição nas grandes cidades.
3. Uma das principais causas de poluição dos rios.
4. Algo possível de fazer para diminuir o problema causado pelo lixo.
5. Como podemos melhorar nosso entendimento sobre o meio ambiente?
6. Qual o nome da energia gerada pelo vento?
7. Qual o nome da mata situada originalmente entre o sul da Bahia e o Paraná?
8. Como se chamava o brasileiro que lutou pela preservação das florestas na Amazônia?

58
enconTro

6 meio amBienTe

2.3. RESPOnDA ÀS PERGUnTAS ABAIxO:


O aquecimento global é resultante de que ações? Quem são os responsáveis por estas ações?

O que é possível fazer para reverter esta situação?

59
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Os alunos, a escola e a comunidade onde você mora podem fazer alguma coisa para diminuir este impacto
na natureza? O quê?

A quem estas ações beneficiará?

oS RESUlTADoS DAS IDEIAS APRESENTADAS NA PENúlTImA PERGUNTA DEvEm SER ENCAmINHADoS


PARA o BAú DE IDEIAS.

3. baú dE idEias
Vamos enriquecer nosso baú de ideias com nossas reflexões sobre o tema meio ambiente.
Para isso, vamos fazer um exercício de observação.
Você, junto com seu grupo, vai fazer uma caminhada de 10 minutos pela escola para observar e
registrar os pontos positivos e negativos sobre qualidade de vida e aspectos ambientais do local.
Ao retornar à sala de aula, registre os pontos positivos e negativos em fichas e cole separadamente
na parede os resultados de suas observações.
Nas fichas em que anotar os pontos negativos, escreva também sugestões de melhoria para tais
aspectos. Coloque essas sugestões no baú de ideias.
Também coloque no baú de ideias a resposta apresentada na penúltima pergunta da atividade anterior.

60
Encontro

6 Meio Ambiente

4. aprendendo com um exemplo de em-


preendedorismo social
UM MUNDO EM SUAS MÃOS.
COMO O SEU IDEALISMO PODE AJUDAR A SALVAR
A NATUREZA, ALIVIAR O SOFRIMENTO DE MILHÕES DE PESSOAS
E CONSTRUIR UM MUNDO MELHOR.

Até onde vai sua capacidade de indignação? Quanto a natureza precisa ser destruída e animais ex-
tintos antes que você sinta a necessidade de fazer alguma coisa a respeito? Quanto o mundo precisa piorar
antes que você se convença de que deve arregaçar as mangas e unir forças com seu vizinho para construir um
mundo melhor?
Muita gente que já se fez essas perguntas descobriu que era hora de agir. Eles nos provam que, hoje,
como antes, o futuro do mundo continua em nossas mãos. E pode também estar nas suas.
Quando tinha 12 anos, o menino Luã Gabriel dos Santos, natural de Belém, no Pará, brincava de
bola e pega-pega com os amigos do bairro, como todos de sua idade. Um dia, algo começou a incomodá-lo.
Ele reparou que a sujeira de sua rua estava cada vez maior: garrafas plásticas se acumulavam nas sarjetas,
pneus enchiam os terrenos baldios e dejetos de todo tipo eram jogados nos riachos. Luã ainda não sabia o
significado da palavra indignação, mas foi exatamente isso que ele começou a sentir. Talvez mais gente se
incomodasse com a poluição urbana, mas a diferença é que Luã fez algo a respeito. Ele pegou um saco de lixo
e limpou a calçada em frente à sua casa. Depois, convenceu os amigos a fazerem o mesmo. Em poucas sema-
nas, estava perambulando pelas ruas de Belém, batendo palmas de casa em casa, para falar da importância
de deixar as ruas limpas.
Isso foi há alguns anos. As ruas do bairro de Luã ficaram mais limpas, mas é claro que ele não conse-
guiu, sozinho, mudar os hábitos de toda a população da cidade. Foi quando entendeu que jamais conseguiria
mudar o mundo sozinho que Luã decidiu procurar uma organização que tivesse as mesmas preocupações
que ele. Aos 17 anos, Luã se tornou um dos principais voluntários da organização não governamental (ONG)
Argonautas, sediada na capital paraense, que defende causas sociais e ambientais na região amazônica.
Todos são voluntários na entidade e cabe a Luã convencer os jovens a aderir às campanhas que organiza. De
voluntário, Luã passou a protagonista: assumiu um papel de liderança. Está fazendo a sua parte para mudar
o mundo para melhor.

61
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

4.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O ExEMPLO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

5. pEsquisE sobrE EmprEGo E GEração dE rEnda


no próximo encontro nosso tema de estudo será emprego e geração de renda.
Para que nosso estudo sobre este tema seja produtivo, faça uma pesquisa sobre os assuntos: EMPRE-
GO, DESEMPREGO E SUBEMPREGO.
Pesquise sobre o conceito e dados atuais destes assuntos com relação à cidade e ao estado em que
mora, e também dados do país.

62
Encontro

6 Meio Ambiente

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO
Neste encontro conversamos sobre o tema meio ambiente. Com a história do chefe indígena
Seattle, percebemos a importância de cuidar da natureza e de tudo que nela há, afinal, somos parte
dela. Circulamos pela escola, observamos e identificamos pontos positivos e negativos sobre qualida-
VAMOS APRENDER FAZENDO!de de vida e aspectos ambientais
A HORA DO CHÁ do local. Pensamos em ações que podemos fazer para contribuir com
a preservação do meio ambiente.

63
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Emprego e geração
de renda

Concluindo o ciclo do estudo de cinco temas que podem nos mostrar ideias de ações de empreendedo-
rismo social que podemos desenvolver, vamos neste encontro trocar ideias sobre o tema emprego e geração
de renda.
Este é um tema, assim como os demais que estudamos, que reflete diretamente na realidade social das
pessoas e em sua condição socioeconômica.

64
enconTro

7 empreGo e GeraÇÃo
de renda

atividades

1. rEsultados da pEsquisa sobrE EmprEGo E GEração


dE rEnda
Apresente os resultados da pesquisa feita sobre os assuntos emprego, desemprego e subemprego, de
acordo com as orientações do professor.

Registre suas conclusões:

1.1. rEspondam às pErguntas Em grupo E aprEsEntEm os rEsultados:


Quais as vantagens e desvantagens de um emprego formal registrado na carteira profissional?

Quais as vantagens e desvantagens de trabalhar por conta própria, sendo o próprio patrão?

65
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

para lEmbrar!
• Emprego: trabalho remunerado por ocupação ou cargo exercido em organizações privadas,
públicas ou sociais, devidamente formalizado com registro em carteira profissional ou pelo
estabelecimento de contrato de trabalho, conforme as leis trabalhistas vigentes no país.
• Desemprego: situação em que pessoa ou parcela da população não consegue obter emprego.
• Subemprego: situação das pessoas que, embora tenham ocupação remunerada, conseguem-
na por trabalho em tempo parcial, às vezes esporádico, ou em atividades de baixa produtividade
e remuneração, sem a devida formalização de emprego.

2. EmprEGo E GEração dE rEnda


Ao analisarmos números do mercado de trabalho no Brasil, é necessário que tenhamos em mente que
esta análise deve ser sempre relativa a um período e a um espaço delimitados.
Quanto à situação da juventude brasileira, podemos dizer que são necessárias medidas de ampliação das
oportunidades de trabalho. O índice de desemprego entre os jovens na faixa etária de 16 a 24 anos é quase o
dobro da taxa de desemprego geral da população.
O jovem, com sua inexperiência e ao alcançar a idade de ingresso no mercado de trabalho, sofre as
consequências de um mercado de trabalho que a cada dia passa a exigir um profissional mais qualificado,
tornando-se cada vez mais exigente e excludente.
Além do emprego formal ou do trabalho assalariado, novas oportunidades de ocupação e renda surgem
por intermédio do estímulo ao desenvolvimento de pequenos negócios individuais ou coletivos.
Em expansão no Brasil, a economia solidária é uma maneira de organização dos trabalhadores em co-
operativas. Em vez de se submeterem ao desemprego ou formas de trabalho precárias, trabalhadores asso-
ciam-se e criam o próprio negócio.

o QUE é ECoNomIA SolIDÁRIA?

Economia solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver
– sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente; cooperando, fortalecendo o
grupo - cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

66
Encontro

7 Emprego e Geração
de Renda

A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de
trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômi-
cas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias,
redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças
solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.
Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produ-
ção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizado sob a forma de autogestão. Considerando isso, a
economia solidária possui as seguintes características:
Cooperação: existência de interesses e objetivos comuns, a união dos esforços e capacidades, a proprie-
dade coletiva de bens, a partilha dos resultados e a responsabilidade solidária.
Autogestão: (quando não há a figura do chefe, todos participam das decisões administrativas): os parti-
cipantes das organizações exercitam as práticas participativas de autogestão dos processos de trabalho,
das definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, da direção e coordenação das ações nos
seus diversos graus e interesses etc. Os apoios externos, de assistência técnica e gerencial, de capacita-
ção e assessoria, não devem substituir nem impedir o protagonismo dos verdadeiros sujeitos da ação.
Dimensão econômica: é uma das bases de motivação da agregação de esforços e recursos pessoais e
de outras organizações para produção, beneficiamento, crédito, comercialização e consumo. Envolve o
conjunto de elementos de viabilidade econômica, permeados por critérios de eficácia e efetividade, ao
lado dos aspectos culturais, ambientais e sociais.
Solidariedade: o caráter de solidariedade nos empreendimentos é expresso em diferentes dimensões:
na justa distribuição dos resultados alcançados; nas oportunidades que levam ao desenvolvimento de
capacidades e da melhoria das condições de vida dos participantes; no compromisso com um meio am-
biente saudável; nas relações que se estabelecem com a comunidade local; na participação ativa nos
processos de desenvolvimento sustentável de base territorial, regional e nacional; nas relações com os
outros movimentos sociais e populares de caráter emancipatório; na preocupação com o bem-estar dos
trabalhadores e consumidores, e no respeito aos seus direitos.
Considerando essas características, a economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvol-
vimento sustentável, com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico
com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos
participantes, sem distinção de gênero, idade e raça.

67
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!

2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

2.2. RESPOnDA:
Em sua opinião, quais são as principais razões para o desemprego? Como isso pode afetar a vida das pessoas?

Como a economia solidária pode ajudar a superar a falta de emprego?

2.3. COMO SERIA PARTICIPAR DE UM EMPREEnDIMEnTO DE ECOnOMIA SOLIDáRIA?


Forme um grupo de acordo com a orientação do professor e, juntos, imaginem como seria participar de
um empreendimento de economia solidária.

68
enconTro

7 empreGo e GeraÇÃo
de renda

Siga as orientações abaixo para imaginar o empreendimento. Registre


em uma folha de sulfite as informações:
• nome do grupo/empreendimento imaginado.
• Setor de atividade do empreendimento em que vão atuar (indústria, comércio, serviços).
• Para quem vão vender? Qual o cliente?
• Descrevam as coisas mais importantes a fazer para começar este negócio.
• Citar alguns órgãos que dão informação e apoio para a formação de empreendimentos
solidários.
Cada grupo apresentará seu trabalho para troca de ideias entre todos da turma.
Registre suas conclusões:

3. baú dE idEias
Vamos enriquecer nosso baú de ideias com nossas reflexões sobre o tema emprego e geração de renda.
Em duplas, respondam à seguinte pergunta registrando a resposta numa ficha de papel:
• O que nós podemos fazer para contribuir com melhorias sociais em nossa comunidade no que
diz respeito ao tema emprego e geração de renda?
A resposta deve ser colocada no baú de ideias.

DICA:
CASo voCÊ TENHA FAmIlIARES oU CoNHECIDoS QUE TRABAlHEm oU
ATUEm Em UmA ASSoCIAção, CooPERATIvA oU oUTRo TIPo DE EmPREENDImENTo
SolIDÁRIo oU ColETIvo, FAçA Um CoNvITE PARA QUE ESSA PESSoA PARTICIPE DE
UmA ENTREvISTA Com oS AlUNoS DA TURmA E ComPARTIlHE SUA ExPERIÊNCIA.

69
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
MOMENTO DO JOGO neste encontro conversamos
PENSE NISSO sobre o tema emprego e geração de renda. As oportunidades de
trabalho para os jovens podem e precisam ser melhoradas com políticas sociais para este objetivo.
A economia solidária é uma maneira de organização dos trabalhadores em cooperativas, valorizan-
do o trabalho em conjunto para alcançar objetivos comuns. Pensamos em ações que podemos fazer
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ
para contribuir com melhorias sociais no que se refere ao tema emprego e geração de renda.

70
Encontro

7 Emprego e Geração
de Renda

71
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Elaboração e
gerenciamento de
projetos sociais

Iniciaremos neste encontro a organização das informações que estudamos nos encontros anteriores
sobre diferentes temas da nossa realidade social, para que possamos elaborar e gerenciar projetos sociais.
Conheceremos o que é um projeto social e como ele é elaborado.
Mãos à obra e vamos exercitar como é ser um jovem empreendedor social!

72
enconTro

8
elaBoraÇÃo e
GerenciamenTo de
proJeTos sociais

atividades

1. joGo dos problEmas


Acompanhe as orientações do professor para participar desta atividade.

PARTICIPE E ColABoRE!

1.1 PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE A ATIVIDADE REALIZADA E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

2. Elaboração E GErEnciamEnto dE projEtos – propos-


ta dE intErvEnção social
o QUE São PRojEToS SoCIAIS?

Para entendermos o significado da palavra projeto, apresentamos algumas definições que mostram
a diversidade de entendimentos sobre o tema.
"Projeto é uma ideia que se forma para executar ou realizar algo no futuro" – Dicionário da Língua
Portuguesa – Aurélio Buarque de Holanda.
"Um projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades interrelacio-
nadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de um orçamento e de
um período de tempo dados" – OnU (Organização das nações Unidas) – 1984.
O "Manual de Elaboração e Gestão de Projetos Orientada para Resultados", do Sebrae (Serviço Bra-
sileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), amplia estes entendimentos e diz: "não se trata apenas de
estabelecer metas, planejar as ações e alocar os recursos requeridos, nem tampouco de velar pela execução
dessas ações e aferir seus produtos imediatos. É preciso ir além: cuidar para que elas sejam realizadas com
padrões de qualidade, custos e prazos requeridos, fazer com que seus resultados cheguem ao público-alvo,

73
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

aferir sistematicamente se os resultados finais estão de fato acontecendo e assegurar que as medidas corre-
tivas ou preventivas sejam tomadas em tempo hábil".

PoR QUE TENHo QUE FAzER oU ESCREvER Um PRojETo ANTES DE REAlIzAR AS AçÕES?

Para transformar nossas ideias em realidade, não basta ter vontade ou ser criativo, temos que ser
práticos, racionais e saber os passos que devem ser dados para executarmos as ações. O projeto serve tam-
bém para comunicar minhas intenções a outra pessoa, conseguindo o seu apoio, sua cumplicidade e, tam-
bém, sua parceria para desenvolvimento das ações.
Os projetos sociais elaborados em parceria com a comunidade, se forem bem realizados, podem se
tornar instrumentos importantes para uma intervenção social e uma mudança numa situação não desejada
de uma comunidade.

FASES DA ElABoRAção DE Um PRojETo:

• Definição do projeto;

• Plano de trabalho;

• Andamento do projeto;e

• Orçamento.

A ElABoRAção DE Um PRojETo DEvE RESPoNDER ÀS SEGUINTES PERGUNTAS:

• Fazer para quem?

• O que fazer?

• Por que fazer?

• Como fazer?

• Onde fazer?

• Quando fazer?

• Quem vai fazer?

• Quanto vai custar?

74
enconTro

8
elaBoraÇÃo e
GerenciamenTo de
proJeTos sociais

2.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGIS-


TRE SUAS COnCLUSÕES:

AGORA QUE VOCê Já COnHECEU InFORMAçOES SOBRE COMO ELABORAR UM PROJETO


PLAnEJAnDO BEM AS AçOES A SEREM DESEnVOLVIDAS, CHEGOU A SUA VEZ DE AGIR COMO
EMPREEnDEDOR SOCIAL.
VOCê VAI APREnDER FAZEnDO!
PRIMEIRAMEnTE, VAMOS RELEMBRAR O APREnDIZADO DOS EnCOnTROS AnTERIORES,
UTILIZAnDO TODAS AS InFORMAçOES DEBATIDAS SOBRE O TEMA MEIO AMBIEnTE.
MOnTAREMOS UM PROJETO-PILOTO SOBRE O TEMA MEIO AMBIEnTE PEnSAnDO EM MUDAR
PARA MELHOR A REALIDADE DA nOSSA ESCOLA.

3. projEto-piloto
Este projeto é chamado de ‘projeto-piloto’, pois é nossa primeira experiência como jovens empreen-
dedores sociais ao desenvolver projetos, durante o curso.
O tema central do projeto-piloto é meio ambiente. Desenvolveremos um projeto com foco no tema
meio ambiente para ser implantado na escola ou no seu entorno.
A elaboração deste projeto-piloto será dividida em etapas que realizaremos neste e nos próximos
dois encontros do curso.

IMPORTAnTE:
AS ATIVIDADES DURAnTE O CURSO JOVEnS EMPREEnDEDORES PRIMEIROS PASSOS
DEVEM SER REALIZADAS COM O ACOMPAnHAMEnTO DO PROFESSOR OU OUTRO
RESPOnSáVEL DA ESCOLA.

75
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

PRImEIRA PARTE – IDENTIFICAção Do PRoBlEmA E DA SITUAção A SER mUDADA

Você vai fazer parte de um grupo que deverá permanecer o mesmo até o final da elaboração do
projeto-piloto.
Como já sabemos, o tema central do projeto-piloto é meio ambiente. Desenvolveremos um projeto
com foco no tema meio ambiente para ser implantado na escola ou no seu entorno.
O seu grupo deve fazer uma lista de problemas relacionados com o meio ambiente identificados na
escola ou no seu entorno.
Vocês podem buscar esta relação de problemas, no baú de ideias, no resultado da pesquisa realizada
na atividade 3 do sexto encontro ou mesmo circulando pela escola novamente, observando o local, entrevis-
tando colegas, funcionários da escola ou pessoas da comunidade.
Seu grupo deve fazer:

• uma lista dos problemas citados nas entrevistas e/ou observados, e quem sofre com eles;

• uma lista das necessidades a partir dos problemas citados;e

• identificar qual das necessidades citadas pode ser atendida rapidamente.

Será elaborado um projeto social para resolver um dos problemas que vocês identificarem.
Primeiramente, vocês devem eleger e priorizar um problema cuja solução dependa apenas ou em
grande parte de vocês para a execução, pois se envolverem pessoas que não são da escola sua implantação
não será imediata e vocês não poderão avaliar os resultados da ação realizada.
Procurem uma ideia que:

• seja aplicável à realidade da escola;

• seja possível de ser executada pelos alunos;

• traga melhorias para todos;

• seja mais fácil e rápida de ser implantada para que todos tenham a oportunidade de acompanhar
sua execução e usufruir dos resultados alcançados;e

• não necessite de recursos financeiros ou que necessite de pouco.

76
Encontro

8
Elaboração e
Gerenciamento de
ProjetoS SOCIAIS

projeto-piloto
empreendedorismo social

Tema central do projeto:

Meio ambiente

Onde o projeto será realizado:

Identificação do problema e da situação a ser mudada:

Lista de problemas e necessidades observados e pesquisados:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Quais das necessidades podem ser atendidas rapidamente:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Identificação do problema e da situação a ser mudada:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

77
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

SEGUNDA PARTE – o QUE FAzER?

Escolha um dos problemas e aponte a solução para os demais grupos.


Uma vez identificado e definido o problema, a solução encontrada deve ser avaliada por todos da tur-
ma. Se for adequada e atender à maioria dos participantes, esta deve ser escrita em uma ficha de papel ou
cartolina.
Todos os grupos devem participar, pois apenas um problema será escolhido, e as soluções apontadas
deverão ter consenso.

o QUE FAzER?
QUAl o PRoBlEmA oU NECESSIDADE QUE SERÁ Alvo Do PRojETo E QUAIS AS SolUçÕES PRoPoSTAS?

Problema ou necessidade identificada e solução proposta:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Decisão de elaboração do projeto – problema ou necessidade identificada e soluções propostas:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

78
Encontro

8
Elaboração e
Gerenciamento de
ProjetoS SOCIAIS

Terceira parte – Para quem fazer?

Identifique quem são as pessoas que sofrem com o problema identificado e quais seriam os benefí-
cios que alcançariam com a solução proposta por vocês.

Para quem fazer o projeto?

Quem são as pessoas que sofrem as consequências do problema identificado?

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

_________________________________________________________________________________

Quais benefícios essas pessoas alcançarão com as soluções propostas no projeto?

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

No próximo encontro do curso continuaremos o trabalho com o tema gerenciamento de


projetos e vamos definir quais as açoes necessárias para a execução do projeto.
VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
MOMENTO DO JOGO Neste encontroPENSE NISSO
conhecemos o que é um projeto e quais são as fases que devem ser seguidas
para sua elaboração. Sabemos que é preciso identificar um problema ou necessidade, estabelecer
estratégias para solucionar esta questão, planejar e organizar como realizar as ações necessárias e
acompanhar o resultado das ações realizadas. Nós montaremos um projeto-piloto sobre o tema meio
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ
ambiente e que será realizado na escola. Começamos a elaboração do projeto-piloto neste encontro
e continuaremos nos próximos.

79
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

continuando
a elaboração e
gerenciamento de
projetos sociais

neste encontro continuaremos a nos dedicar na elaboração do projeto-piloto que realizaremos na escola.
Organizaremos as atividades que precisam ser desenvolvidas para que o projeto se realize, pensaremos
nos recursos necessários e em como acompanharemos e avaliaremos o projeto na prática. Vamos também
definir como faremos a divulgação do nosso projeto.
Continuamos a exercitar como é ser um jovem empreendedor social!

80
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

atividades

1. projeto-piloto
Continuaremos a elaboração do nosso projeto-piloto.
Para relembrar:
O tema central do projeto-piloto é meio ambiente. Estamos desenvolvendo um projeto com foco no
tema meio ambiente para ser implantado na escola ou no seu entorno.
Já realizamos algumas etapas da elaboração do nosso projeto-piloto:
• Primeira parte – Identificação do problema e da situação a ser mudada.
• Segunda parte – O que fazer?
• Terceira parte – Para quem fazer?
Hoje organizaremos as atividades que precisam ser desenvolvidas para que o projeto se realize, pensa-
remos nos recursos necessários e em como acompanharemos e avaliaremos o projeto na prática. Também,
definiremos como será feita a divulgação do projeto que estamos elaborando, afinal, precisamos mostrar a
todos os interessados a importância do projeto!

Quarta parte – Elaboração de um plano de ação

Definição das ações

Retome os grupos formados no oitavo encontro e responda:


• Quais são as ações que devem ser feitas para mudar e resolver o problema identificado?
Escreva o que deve ser feito passo a passo para se chegar aos resultados esperados.
Compartilhe esta resposta com os outros grupos e definam uma lista final com o passo a passo das ações
que devem ser realizadas para se chegar aos resultados esperados com o projeto-piloto a ser realizado na escola.

81
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

ElABoRAção DE Um PlANo DE Ação

Escrevam o que deve ser feito passo a passo para se chegar aos resultados esperados com o projeto:

______________________________________________________________________ _______________

_______________________________________________________ ______________________________

________________________________________ _____________________________________________

_________________________ ____________________________________________________________

__________ ______________________________________________________________________ _____

_________________________________________________________________ ____________________

__________________________________________________ ___________________________________

Decisão para elaboração do projeto – listagem final do passo a passo das ações que devem ser feitas para
solucionar o problema ou necessidade identificada e alcançar os resultados esperados:

• num primeiro momento, preencha somente a primeira coluna da tabela!

82
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

Ações Prazo/Tempo Responsável


- O que será feito - Realizar no período - Quem fará

De: ____/____/____

A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____

A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____
De: ____/____/____
A: ____/____/____

83
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

DEFINIção DAS AçÕES

Quando realizar as ações planejadas e quem será responsável pela execução das mesmas.
Precisamos também definir o tempo para realização de cada ação planejada e quem serão os respon-
sáveis por executá-la.
Converse com seus colegas de turma e utilize a mesma tabela da etapa anterior para completar o
prazo e os responsáveis pela execução das ações planejadas para alcançar os resultados esperados com o
projeto.

ExEmPlo:

objetivo: reduzir o lixo jogado pelo chão da escola.

AçÕES PRAzo/TEmPo RESPoNSÁvEl


- o QUE SERÁ FEITo - REAlIzAR No PERíoDo - QUEm FARÁ

Apresentar o projeto para a direção,


De: 25 / 05 / 20xx Pâmela
professores e funcionários da escola,
- Equipe de apoio: Mieko, Maurício e
solicitando autorização para as ações que A: 26 / 05 / 20xx Leonardo
serão realizadas.

Fazer cartazes para afixar pela escola


(utilizar material que seria descartado De: 30 / 05 / 20xx Maurício
como lixo – exemplo: papelão, revistas A: 03 / 06 / 20xx - Equipe de apoio: Mieko e Pâmela
etc.).

Apresentar o projeto para todas as salas De: 06 / 06 / 20xx Mieko


de aula da escola. A: 10 / 06 / 20xx - Equipe de apoio: Pâmela e Leonardo

84
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

Quinta parte – Quais os recursos necessários para a execução do projeto?

Junto com seu grupo, identifique quais os recursos necessários para a execução de cada ação e se es-
tes recursos estão disponíveis na escola ou se terão que ser buscados e negociados com parceiros do projeto.
Para definir os recursos necessários, vamos pensar em três aspectos:
• Recursos físicos e materiais: o que precisaremos de móveis, equipamentos, materiais gerais.
Por exemplo: mesas, carteiras, aparelho de som, caixas de papelão para fazer cartazes, cartolinas,
canetas hidrocor etc.
• Recursos financeiros: caso não tenhamos os recursos físicos e materiais necessários, definir
se eles serão adquiridos ou negociados com algum parceiro para o projeto, alguém que possa
colaborar com nossa ação de empreendedorismo social na escola. Caso precisem ser adquiridos,
dimensionar valores e como tal recurso financeiro será obtido. Por exemplo, alguém pode
emprestar o aparelho de som e microfones para ajudar na divulgação do projeto pela escola.
• Pessoas: caso seja necessário contar com mais pessoas, além da equipe da turma de alunos,
listar quantas pessoas serão necessárias e para realizar quais atividades. Lembre-se de que essas
pessoas também deverão ser parceiras e, neste caso, voluntárias do projeto.

Recursos necessários para a execução do projeto

Recursos físicos e materiais:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Recursos financeiros:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Pessoas:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

85
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

lEmBRE-SE QUE NóS TEmoS RECURSoS ESPECIAIS E FUNDAmENTAIS PARA QUE NoSSo PRojETo-
PIloTo SEjA Um SUCESSo: DISPoSIção, CRIATIvIDADE, FoRçA DE voNTADE, DETERmINAção,
ENTRE oUTRoS!

SExTA PARTE – AComPANHAmENTo E AvAlIAção Do PRojETo

Todos os projetos devem ter suas ações acompanhadas, monitoradas e avaliadas. A avaliação per-
manente possibilita a correção ou o redirecionamento das ações para que possamos atingir os resultados
esperados.
Em conjunto com seus colegas de turma, responda às seguintes perguntas. Marque com um x a(s)
resposta(s) correta(s):

1. Quem deve fazer a avaliação do projeto?

Os alunos e as demais pessoas que estão realizando o projeto.

Os familiares dos alunos e as pessoas da comunidade que não são da escola.


Os alunos, os professores, o diretor e os funcionários da escola, além da comunidade e
familiares que acompanham o projeto.
Pessoas estranhas que não sabem sobre o projeto.

2. Quando avaliar?

A todo momento.

Periodicamente, conforme estabelecido pela equipe que está trabalhando no projeto.

No final do projeto, quando tudo já estiver concluído.

Todas as opções acima estão certas.

86
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

3. Como avaliar?

Criando indicadores que poderão medir o grau de satisfação das pessoas beneficiadas pelo
projeto.
Devem ser definidos indicadores quantitativos (exemplo: número de pessoas atendidas,
quantidade de lixo gerada etc.).
Devem ser definidos indicadores qualitativos (exemplo: escola mais bonita e organizada,
aumento da autoestima, ambiente mais agradável etc.).

espaço do saber mais


Indicadores

Indicadores – são aspectos definidos como “medidores” do desempenho e andamento de um


projeto ou outro trabalho realizado.
Indicadores quantitativos são aqueles expressos e possíveis de se avaliar em números. São
aqueles representados em forma numérica ou estatística. São obtidos no monitoramento das
ações e ao final do processo de mudança implementado.

Exemplo:

• Q
uantidade de lixo gerada – é possível definir a redução esperada na quantidade
de lixo gerada e conferir.
• Indicadores qualitativos são aqueles que não são expressos e possíveis de avaliar
em números, pois se referem a aspectos subjetivos das soluções apresentadas.
Relacionam-se com mudanças de comportamentos, hábitos e atitudes. São obtidos
por meio de registros, depoimentos, instrumentos de avaliação, durante e ao final do
processo.

Exemplo:

• Ambiente mais agradável: é algo perceptível, possível de sentir.

87
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

AComPANHAmENTo E AvAlIAção PRojETo-PIloTo

Quais são os resultados esperados com a realização do nosso projeto-piloto na escola:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Como faremos o acompanhamento e avaliação do projeto:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

SéTImA PARTE – DIvUlGAção Do PRojETo E SEUS RESUlTADoS

Como sabemos, as ações de empreendedorismo social se desenvolvem coletivamente. Para isso, vamos
pensar como podemos disseminar, ou seja, transmitir para outras pessoas a ideia e os benefícios que nosso
projeto espera alcançar.
Embora cuidar da divulgação do projeto já possa ser uma ação listada no plano de ação, vamos dedicar
uma atenção especial para este assunto neste momento.
Durante os próximos encontros do curso vamos implantar e avaliar o projeto-piloto que elaboramos e, ao
final, vamos apresentar os resultados que alcançamos.
Desde já, você e seu grupo podem listar ideias de como imaginam que os resultados alcançados podem
ser disseminados.

88
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

Responda em conjunto com seu grupo:

Divulgação do projeto e seus resultados

Para que devemos divulgar o projeto e seus resultados?

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Quando devemos divulgar o projeto?

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Elabore um plano de divulgação do projeto e de seus resultados:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

89
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO Continuamos nosso trabalho na elaboração do projeto-piloto que desenvolveremos na escola.
nosso tema para esta ação de empreendedorismo social é o meio ambiente. Organizamos as ativi-
dades que precisam ser desenvolvidas para que o projeto se realize, pensamos nos recursos neces-
VAMOS APRENDER FAZENDO!
sários e em como acompanharemos e avaliaremos o projeto na prática. Também, definimos como
A HORA DO CHÁ
será feita a divulgação do projeto e dos resultados que alcançarmos.

iniciativa projeto
proje
to ambiental
a
inciativ

90
Encontro CONTINUANDO

9 A ELABORAÇÃO E
GERENCIAMENTO DE
PROJETOs sociais

91
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

roteiro para
elaboração de projetos

Pensamos em tudo que precisamos para realizar o projeto-piloto com o tema meio ambiente na escola.
Como pretendemos mostrar o projeto para outras pessoas é importante descrevê-lo seguindo um roteiro
que facilite o entendimento dessas pessoas, principalmente para que elas valorizem e apoiem nossas ideias.
neste encontro, vamos reunir todas as informações que descrevemos nas etapas (partes) de elaboração
do nosso projeto-piloto e descrever o roteiro do projeto. Agora, vamos escrever o projeto num roteiro sequen-
cial de informações.

92
Encontro

10
Roteiro para
Elaboração de
Projetos

atividades

1. roteiro para elaboração e descrição do projeto


Conheça o modelo de roteiro para elaboração e descrição do projeto que utilizaremos.

roteiro para elaboração e descrição de projetos

1. TÍTULO: deve dar ideia do que queremos fazer provocando curiosidade, interesse e impacto no leitor.
2. RESUMO: não deve ultrapassar mais do que uma folha. Deve resumir, de maneira eficiente, todas as
informações sobre o projeto. O leitor deve saber quais os objetivos a serem alcançados, as ações que
serão executadas, os resultados esperados, o valor do projeto e se ele será executado com parcerias.
3. JUSTIFICATIVA: deve descrever a situação na qual o projeto vai interferir. A justificativa deve persuadir
o leitor e mostrar a necessidade do projeto para a resolução dos problemas existentes.
4. OBJETIVOS: para que fazemos o projeto?
Objetivo geral: expressa a amplitude que se quer atingir. Indica como o projeto poderá resolver a situação
encontrada e relatada pelo diagnóstico realizado.
Objetivos específicos: eles são o desdobramento do objetivo geral. Cada objetivo específico deve conter
sua meta e expressar o que se quer, quanto, quando e onde será realizado. Os objetivos específicos devem
ser passíveis de serem avaliados qualitativamente e quantitativamente.
5. PÚBLICO-ALVO: quem será beneficiado direta ou indiretamente pelo projeto.
6. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA: descreve onde será desenvolvido o projeto e situa seu entorno.
7. METODOLOGIA: métodos e técnicas que serão usados para desenvolver as ações. Na metodologia,
devemos também definir as estratégias para se atingir os objetivos propostos. Devemos sempre
privilegiar a utilização de uma metodologia participativa, envolvendo e ouvindo as pessoas interessadas
na construção das soluções para resolução dos problemas.
8. CRONOGRAMA DE ATIVIDADES: listar todas as atividades a serem realizadas numa sequência temporal,
definindo início e fim de cada fase do projeto. Fazer um quadro onde aparecem as atividades relacionadas
aos objetivos específicos.
9. ORÇAMENTO DO PROJETO: discriminar todos os recursos que serão usados no projeto e, caso existam
parcerias já formalizadas, o orçamento deve contemplar a especificação das despesas de cada um dos
parceiros ou patrocinadores.

93
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

10. CRoNoGRAmA FíSICo-FINANCEIRo (oPCIoNAl): relacionar as etapas de execução do projeto com a


época em que as despesas ocorrerão.
11. AvAlIAção E moNIToRAmENTo: avaliar o processo de desenvolvimento e o resultado das ações
planejadas.
12. PARCERIAS: para que o projeto tenha resultados e seja sustentável, é preciso pensar na sua relação
com as parcerias. Essas alianças pontuais ou mesmo de longo prazo devem estar fundamentadas nos
seguintes princípios: objetivos comuns, integridade, honestidade, transparência, confiança e equilíbrio
das contrapartidas.

ESPAço Do SABER mAIS

APOIO, PATROCÍnIO E PARCERIA

Entendendo a diferença entre:


• APOIO: QUAnDO ALGUMA ORGAnIZAçãO EMPRESTA SEU nOME, APOIAnDO E
COnCORDAnDO COM O TRABALHO DESEnVOLVIDO.
• PATROCÍnIO: QUAnDO Há UMA DESTInAçãO DE RECURSOS FInAnCEIROS OU PESSOAIS.
• PARCERIA: REUnIãO DE PARTES COM InTERESSES COMUnS ATRAVÉS DE UM
RELACIOnAMEnTO FORMAL.

(Fonte: Programa Formatos Brasil – SEnAC)

rEdE do conhEcimEnto -
compartilhE suas idEias!

1.1. PARTICIPE DA TROCA DE IDEIAS SOBRE O TExTO ESTUDADO E REGISTRE SUAS COnCLUSÕES:

94
Encontro

10
Roteiro para
Elaboração de
Projetos

2. projeto-piloto – redação do
projeto
Reúna-se com seu grupo e juntos escrevam o projeto-piloto sobre o meio ambiente para a escola, de
acordo com as orientações do professor.
Agora que já temos nosso projeto-piloto escrito, temos que implantá-lo!
Vamos trabalhar em equipe, com responsabilidade e persistência para realizar as açoes do projeto como
planejamos!
Vamos desenvolver uma ação de empreendedorismo social na escola!

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
MOMENTO DO JOGO Agora é paraPENSE
valer!NISSO
Vamos implantar nosso projeto-piloto na escola! Para isso, redigimos o
projeto num roteiro sequencial de informações, o que ajudará as pessoas a conhecerem, enten-
derem e aderirem à nossa proposta.

VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ


Vamos implantar nosso projeto-piloto na escola!

95
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

abrindo o baú de ideias

baú de ideias

Implantamos nosso projeto-piloto na escola e vamos acompanhar o desenvolvimento das ações e os


resultados alcançados.
Como é bom podermos contribuir para melhorias sociais e para o bem comum!
Para exercitar ainda mais como é ser um jovem empreendedor social, vamos abrir nosso baú de ideias e
identificar novas ideias de projetos sociais para nossa escola e comunidade.

96
Encontro

11 abrindo o
baú de ideias

atividades

1. acompanhamento e avaliação do projeto-piloto


Conforme nosso planejamento para acompanhar e avaliar o projeto-piloto e seus resultados, vamos co-
nhecer e compartilhar como anda o desenvolvimento das ações para que todos acompanhem o andamento
do projeto.
Este também é o espaço para contribuir para o aperfeiçoamento do projeto-piloto.

Participe e contribua!

Acompanhamento e avaliação do projeto-piloto após a implantação

Como anda o desenvolvimento das ações do projeto-piloto?

O que está dando certo:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

O que precisa ser corrigido:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Outras sugestões de melhoria:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

97
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

2. abrindo o baú dE idEias


vAmoS ABRIR NoSSo PRECIoSo BAú DE IDEIAS!

Durante os encontros iniciais do curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos – Empreendedorismo


Social, estudamos diversos temas para conhecer melhor nossa realidade social. Conversamos sobre educa-
ção, saúde e qualidade de vida, meio ambiente, cultura e lazer e emprego e geração de renda. Listamos várias
ideias do que pensamos ser possível fazer para melhorar a realidade social da nossa comunidade (escola,
bairro, cidade, região) com relação a estes temas.
Agora que desenvolvemos um projeto-piloto na escola como ação de empreendedorismo social, vamos
colocar a mão na massa para desenvolver outro projeto social pensando nesses temas que estudamos.
• Separe as fichas acumuladas nos encontros anteriores por assunto (ex.: saúde, educação etc.).
• Formem grupos de acordo com os temas identificados para que cada grupo trabalhe um projeto
sobre cada assunto. Teremos cinco grupos:

98
Encontro

11 abrindo o
baú de ideias

• educação;
• saúde e qualidade e vida;
• cultura e lazer;
• meio ambiente;
• emprego e geração de renda.
• Cada grupo deve escolher um nome pelo qual será conhecido a partir deste momento. Um nome
que seja “forte” e mostre entusiasmo, força e união.
• As ideias agrupadas por temas serão analisadas pelos grupos para a elaboração do projeto.
• Cada grupo deve selecionar as ideias que poderão ser agrupadas no projeto escolhido, redigir
o projeto conforme etapas e roteiro trabalhados nos encontros 8, 9 e 10 do projeto-piloto, de
maneira clara e objetiva. Este trabalho será apresentado no 14º encontro do curso, num evento
especial que organizaremos.
• Planeje e organize o trabalho do grupo. Cada grupo deve escolher, entre os seus membros, um
coordenador, um redator e um relator/apresentador que fará a apresentação final do projeto no
dia do evento. Os demais membros do grupo poderão ser responsáveis por outras atividades, tais
como: cartazes, convites, apresentação do projeto, material para exposição etc.

Bom trabalho!

PARA REFLETIR

Certa vez, na floresta, notou-se um grande rebuliço entre os animais.


O porco-espinho corria tanto quanto suas pernas conseguiam aguentar.
As aves começaram a debandar desesperadamente.
A maritaca avisava a todos:
— Corram, corram, corram!
A dona coruja corria com seus alunos em fila para fugir.
O fato era que aquele incêndio era o maior já visto na floresta!
O fogo espalhava medo e destruição. Conforme as chamas se alastravam, os animais ficavam sem
suas casas e fugiam para não perderem a vida também.
O tigre fazia a escolta de alguns castores e outros filhotes que choravam com muito medo.
O rei leão dizia:

99
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

— Acalmem-se, nada de pânico! Vamos todos nos salvar!


no meio da correria, o elefante reparou numa cena estranha.
O beija-flor, batendo rapidamente suas ágeis asinhas de um lado para o outro, repetia ininterrup-
tamente o trajeto do grande lago ao fogaréu impiedoso. Curioso, o elefante perguntou:
— Beija-flor o que fazes aí tão perto do perigo? Não vês que pode se queimar? Por que não foges
com os outros animais?
O incansável beija-flor responde:
— não posso desistir como os outros. Estou levando água no meu bico para apagar o grande in-
cêndio.
— Ora essa, beija-flor! – riu o elefante, que continuou – Você acha mesmo que com a quantidade
insignificante de água que você consegue levar nesse seu biquinho é capaz de apagar tal devastador
incêndio?
A resposta do beija-flor foi imediata:
— Sei que minha contribuição é pequena, mas estou fazendo a minha parte! Eu não poderia cruzar
os braços e nada fazer diante desta tragédia, tão pouco fugir e ficar apenas lamuriando. Pelo menos
assim ficarei com a consciência tranquila, mesmo não apagando o incêndio, porque sei que tentei!
Envergonhado, o elefante, com sua enorme tromba, começou a seguir o exemplo do pequenino
beija-flor e levar água do lago para a floresta.
Logo os outros animais também perceberam a grandiosidade do gesto do pequeno beija-flor e se
uniram para tentar apagar o fogo.
— Se esse animalzinho pode fazer a parte dele nós também podemos fazer nossa parte! – pensa-
ram os animais da floresta.
No fim das contas, muitas árvores foram destruídas e vários animais perderam suas casas, mas o
fogo foi controlado “misteriosamente” antes que a floreta inteira fosse queimada!

100
Encontro

11 abrindo o
baú de ideias

Faz toda diferença trabalhar em equipe e unir esforços para


alcançar um objetivo comum, assim como estamos fazendo ao
desenvolver projetos de empreendedorismo social!

A contribuição de cada um é valiosa e necessária!

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

resumindo
MOMENTO DO JOGO Neste encontro
PENSEavaliamos
NISSO como anda o desenvolvimento das ações do projeto-piloto que
implantamos na escola. Abrimos nosso baú de ideias para avaliar nossas ideias ali guardadas
e para desenvolver outro projeto social: desenvolveremos projetos sociais abordando os princi-
pais temas que estudamos sobre nossa realidade social, educação, saúde e qualidade de vida,
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ
cultura e lazer, meio ambiente e emprego e geração de renda.

101
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

desenvolvimento
de projetos de
empreendedorismo
social

Seguimos adiante no desenvolvimento de projetos de empreendedorismo social, a partir dos temas que
estudamos e das ideias do nosso baú de ideias.
Faremos uma nova avaliação do desenvolvimento das ações e dos resultados alcançados até o momento
no projeto-piloto que implantamos na escola.

102
Encontro Desenvolvimento

12 de Projetos de
Empreendedorismo
Social

atividades

1. acompanhamento e avaliação do projeto-piloto


Novamente e conforme nosso planejamento para acompanhar e avaliar o projeto-piloto e seus resulta-
dos, vamos conhecer e compartilhar como anda o desenvolvimento das ações para que todos acompanhem
o andamento do projeto.
Este também é o espaço para contribuir para o aperfeiçoamento do projeto-piloto.

Participe e contribua!

Acompanhamento e avaliação do projeto-piloto após a implantação

Como anda o desenvolvimento das ações do projeto-piloto?

O que está dando certo:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

O que precisa ser corrigido:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

Outras sugestões de melhoria:

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

______________________________________________________________________________________

103
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

No 14º ENCoNTRo Do CURSo APRESENTAREmoS oS RESUlTADoS FINAIS Do PERíoDo DE


AvAlIAção Do NoSSo PRojETo-PIloTo!

2. dEsEnvolvimEnto dE projEtos dE
EmprEEndEdorismo social
Você e seu grupo devem dar continuidade ao trabalho de desenvolvimento de projeto de empreendedo-
rismo social, conforme o tema do seu grupo.

lEmBREm-SE DE QUE ESTE PRojETo SERÁ APRESENTADo No 14º ENCoNTRo Do CURSo!

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO neste encontro avaliamos novamente como anda o desenvolvimento das ações do projeto-
-piloto que implantamos na escola. Continuamos o desenvolvimento de projeto de empreendedo-
rismo social sobre os temas educação, saúde e qualidade de vida, cultura e lazer, meio ambiente e
VAMOS APRENDER FAZENDO!
emprego e geração de renda.
A HORA DO CHÁ

104
Encontro Desenvolvimento

12 de Projetos de
Empreendedorismo
Social

105
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

planejamento para
a apresentação dos
projetos

Planejamento é uma etapa muito importante quando vamos fazer alguma coisa.
Quase tudo em nossa vida passa por um planejamento. É sempre importante escrever este planeja-
mento no papel para não esquecer nenhuma informação importante ou detalhe, assim como fizemos na
elaboração dos projetos que desenvolvemos.
neste encontro vamos planejar como será o evento de apresentação do projeto-piloto e do outro proje-
to de empreendedorismo social que desenvolvemos, conforme o tema de cada grupo.

106
enconTro

13
planeJamenTo para
a apresenTaÇÃo
dos proJeTos

atividades

1. planEjamEnto do EvEnto dE aprEsEntação dos pro-


jEtos dEsEnvolvidos
Para que o evento de apresentação dos projetos seja um sucesso, precisamos pensar em tudo antes de
começar a fazer.
neste evento apresentaremos:
• o projeto-piloto desenvolvido e implantando na escola; e
• o projeto de empreendedorismo social que cada grupo desenvolveu, conforme seu tema de
trabalho.

1.1. EQUIPE PARA APRESEnTAR O PROJETO-PILOTO E SEUS RESULTADOS


Vamos escolher uma equipe para representar nossa turma e apresentar o projeto-piloto implantado na
escola, bem como os resultados já alcançados.
Equipe:

Como será a apresentação:


Algumas ideias para a apresentação:
• podemos falar dos fatores de sucesso e das dificuldades que surgiram e como foram superadas;
• contar como escolhemos a ideia do projeto;
• apresentar como envolvemos as pessoas da escola no projeto.
• falar dos resultados alcançados.

107
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

1.2. PROJETOS DE EMPREEnDEDORISMO SOCIAL DESEnVOLVIDOS PELOS GRUPOS COnFORME OS TEMAS


EDUCAçãO, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA, MEIO AMBIEnTE, CULTURA E LAZER E EMPREGO E GERA-
çãO DE REnDA.
Cada grupo deverá preparar a apresentação do projeto que desenvolveu e conforme a organização de
tarefas já definidas.

SEjAm CRIATIvoS E CAPRICHEm!

Espaço para anotações dos grupos e planejamento das apresentações dos respectivos projetos elaborados.

1.3. PLAnEJAMEnTO E ORGAnIZAçãO GERAL DO EVEnTO DE APRESEnTAçãO DOS PROJETOS


Também vamos formar equipes para planejar e organizar o evento como um todo.
Formaremos três grupos responsáveis por: programação e direção, comunicação e divulgaçãoe infraes-
trutura do evento de apresentação dos projetos.
A programação do evento deve ser discutida ainda neste encontro e colocada para análise de todos os
grupos.
Definiremos as tarefas de todos neste encontro e no dia do evento todos devem chegar com antecedên-
cia, para que sejam repassados todos os detalhes da programação com os seus colegas.

vAmoS mANTER Um AmBIENTE AlEGRE E DESCoNTRAíDo, PARA QUE o EvENTo TENHA SUCESSo.

Veja abaixo as responsabilidades de cada um dos grupos:

108
enconTro

13
planeJamenTo para
a apresenTaÇÃo
dos proJeTos

GRUPo A – PRoGRAmAção E DIREção

Este grupo é responsável pela organização do evento e pela elaboração de uma primeira
proposta de programação para avaliação dos demais grupos.
O programa deve conter todas as informações sobre o evento:
• Local, data e horário do evento;
• nome de todos que irão compor a mesa, oradores, convidados e os alunos que apresentarão os
projetos;
• Relação dos projetos que serão apresentados;
• Apresentação de grupo cultural da comunidade (opcional);
• Considerar a possibilidade de haver no grupo alguém que possua habilidades artísticas. Deve ser
dado a esta pessoa a oportunidade de se apresentar;e
• É importante convidar empreendedores sociais ou mesmo empresários da comunidade para
participarem da apresentação dos grupos.
Integrantes Grupo A – Programação e direção do evento:

Espaço para anotações:

109
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

GRUPo B – ComUNICAção E DIvUlGAção

Este grupo é responsável pela divulgação e propaganda do evento, pela mobilização interna e pela cap-
tação de recursos (caso seja necessário).
• De posse da programação, o grupo tentará captar recursos na comunidade para cobrir os custos
de divulgação do evento, como a impressão de folhetos, se for necessário.
• Elaboração de lista de convidados e envio de convites.
• A divulgação deverá ser feita com antecedência, para que os convidados tenham tempo de se
programar.
• Organizar visitas nas salas de aula, em todos os turnos da escola, convidando os alunos para
participarem do evento, se possível.
• Fazer apresentação do evento para a direção da escola e justificar a necessidade do apoio integral
às ações de divulgação do evento.
• Contatar associações do bairro/comunidade.
• Contatar jornais de bairro e rádios comunitárias para a divulgação do evento, conforme
autorização da escola. Esta ajuda é importante, podendo, inclusive, ser tentado o contato com a
grande mídia, em especial programas de responsabilidade social existentes na programação de
emissoras de TV e rádio.
• Destacar alguns membros dos grupos, que serão responsáveis pela recepção de convidados e
autoridades durante o evento, se for o caso.
• Destacar um dos membros do grupo para ser o apresentador do evento (mestre de cerimônia).
• Planejar filmagens e fotografias para documentação e registro do evento.
Integrantes do Grupo B – Comunicação e divulgação do evento:

110
enconTro

13
planeJamenTo para
a apresenTaÇÃo
dos proJeTos

Espaço para anotações:

GRUPo C – INFRAESTRUTURA

Este grupo é responsável pela viabilização de todas as demandas dos demais grupos, pertinentes à rea-
lização do evento. Deve assegurar que o local, data e horários acertados não tenham contratempo.
• Viabilizar local para o evento (caso a escola tenha auditório, este é o local indicado).
• O palco ou sala deve ser organizado para receber o coordenador dos trabalhos do dia.
• Deve providenciar decoração, limpeza, iluminação, música ambiente e som.
Integrantes do Grupo C – Infraestrutura do evento:

Espaço para anotações:

111
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

VOCÊ SABIA?

RESUMINDO

rEsumindo
PENSE NISSO
MOMENTO DO JOGO
Estamos na reta final do nosso curso. No próximo encontro temos um evento especial
para apresentar os projetos que desenvolvemos. no encontro de hoje planejamos e orga-
nizamos o evento de apresentação dos projetos para que tudo seja um sucesso!
VAMOS APRENDER FAZENDO! A HORA DO CHÁ

112
Encontro

13
Planejamento para
a apresentação
dos projetos

113
empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

Evento de
apresentação dos
projetos desenvolvidos

Chegamos a um momento especial!


Mostraremos para outras pessoas nossa ação empreendedora ao desenvolver projetos de empreendedo-
rismo social.
Apresentaremos o planejamento realizado, os resultados alcançados no caso do projeto-piloto implan-
tado na escola e, ainda, temos a oportunidade de divulgar o que é empreendedorismo social e a importância
de ações deste tipo para todas as comunidades.

114
enconTro evenTo de

14 apresenTaÇÃo
dos proJeTos
desenvolvidos

Hoje é o dia do evento de apresentação dos projetos desenvolvidos pela


nossa turma!
Vamos manter a dedicação e a alegria em nosso trabalho de equipe para que tudo dê certo!

APóS o EvENTo DE APRESENTAção DoS PRojEToS DESENvolvIDoS PElA TURmA, REGISTRE SUA
oPINIão GERAl:

115
empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

avaliando
nossa trajetória
empreendedora

Chegamos ao final da nossa trajetória empreendedora no curso Jovens Empreendedores Primeiros Pas-
sos – Empreendedorismo Social.
Realizamos muitas atividades, exercitamos comportamentos dos empreendedores sociais, desenvolve-
mos projetos e, agora, é o momento de avaliação de tudo que aconteceu.
O momento da avaliação é fundamental para refletir se conseguimos alcançar ou não os resultados pre-
vistos inicialmente em nossos projetos. Também serve para informar a todos os parceiros envolvidos sobre
os resultados e impactos das nossas ações nos projetos desenvolvidos.

116
enconTro

15
avaliando nossa
TraJeTÓria
empreendedora

atividades

1. avaliação dos projEtos dE EmprEEndEdorismo so-


cial dEsEnvolvidos

1.1. PROJETO-PILOTO IMPLAnTADO nA ESCOLA

Chegou o momento de refletirmos sobre os resultados finais do projeto-piloto, considerando o tempo de


avaliação da implantação do mesmo.
• Atingimos os resultados esperados? Justifique.

• O que poderia ter sido melhor durante o desenvolvimento e implantação do projeto-piloto,


independentemente dos resultados alcançados?

• Como foi o momento de apresentação do projeto-piloto e dos seus resultados?

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

• Este projeto pode continuar acontecendo na escola? E pode ser implantado em outras escolas
ou lugares? Justifique.

1.2. PROJETOS DE EMPREEnDEDORISMO SOCIAL DESEnVOLVIDOS PELOS GRUPOS COnFORME OS TEMAS


EDUCAçãO, SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA, MEIO AMBIEnTE, CULTURA E LAZER E EMPREGO E GERA-
çãO DE REnDA.

Vamos avaliar se conseguimos informar de forma clara os objetivos de cada projeto apresentado no
encontro anterior.

• Atingimos o objetivo esperado de informar claramente os objetivos de cada projeto apresentado?


Justifique.

• Como foi a sua participação na apresentação?

• Como foi a participação da turma como um todo? Todos colaboraram?

118
enconTro

15
avaliando nossa
TraJeTÓria
empreendedora

• Quais desdobramentos podem surgir após a apresentação dos


projetos? Existe a possibilidade dos projetos serem desenvolvidos
pela comunidade ou mesmo pelos alunos do projeto com o apoio da escola ou
outros responsáveis? Justifique.

2. avaliação da participação E aprEndizado durantE o


curso
Reflita sobre as atividades desenvolvidas no curso e responda às seguintes questões:
• Qual o melhor momento do curso para você? Por quê?

• Qual o momento do curso em que teve mais dificuldade? Por que e como superou?

• O que você destacaria na sua participação durante o curso? Justifique.

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empreendedorismo social 8º ano livro do aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

• O que você destacaria na participação dos colegas de turma durante o curso? Justifique.

• Como esta experiência de realizar o curso Jovens Empreendedores Primeiros Passos –


Empreendedorismo Social poderá ser útil para a sua vida?

• Qual seu maior aprendizado durante o curso, considerando o estudo e exercício dos
comportamentos dos empreendedores sociais e o desenvolvimento dos projetos de
empreendedorismo social?

120
Encontro

15
AVALIANDO NOSSA
TRAJETÓRIA
EMPREENDEDORA

PARABÉNS!

JUNTOS PODEMOS AGIR COMO EMPREENDEDORES SOCIAIS!

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno
Jovens empreendedores primeiros passos

referências
bibliográficas
ARMAnI, Domingos. Como elaborar projetos? Guia prático para elaboração e gestão de projetos sociais.
Porto Alegre: Tomo Editorial, 2006.

BROTTO, Fábio Otuzi. jogos cooperativos. Santos: Projeto Cooperação, 1997.

DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. Rio de Janeiro: Sextante, 2008.

. Quero construir a minha história. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

DRUCKER, Peter. Inovação e espírito empreendedor: entrepreneurship. Prática e princípios. 6ª ed. São
Paulo: Pioneira, 2006.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: ensinar – e aprender – com sentido. São Paulo: Inst. Paulo Freire,
2008.

LOPES, Rose (org.). Educação empreendedora: conceitos, modelos e práticas. Rio de Janeiro: Elsevier,
2010.

MILES, Louella; MAZUR, Laura. Conversas com os mestres da sustentabilidade. São Paulo: Gente, 2010.

MORIn, Edgar. os sete saberes necessários à educação do futuro. Tradução de Catarina Eleonora F. da Silva,
Jeanne Sawaya; revisão técnica de Edgard de Assis Carvalho. 2ª ed. São Paulo: Cortez; Brasília/DF: UnESCO,
2000.

PERREnOUD, Philippe. Construir as competências desde a escola. Porto Alegre: Artmed, 1999.

122
Referências
Bibliográficas

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empreendedorismo social 8º Ano Livro do Aluno