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Prefeitura Municipal

de Santa Luzia/MG
Cargos de Ensino Médio e
Técnico (Comum a Todos)

Português
Emprego das classes de palavras. Emprego de tempos e modos verbais. ................................................................1
Concordância verbal e nominal. .................................................................................................................................... 26
Regência verbal e nominal. ............................................................................................................................................. 30
Uso do sinal indicativo de crase. .................................................................................................................................... 33
Estrutura da oração e do período. ................................................................................................................................. 36
Aspectos semânticos presentes em textos. .................................................................................................................. 46
Coesão e coerência textuais. ........................................................................................................................................... 49
Acentuação gráfica. .......................................................................................................................................................... 53
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 54
Variação linguística. ......................................................................................................................................................... 56
Interpretação e compreensão de textos verbais, mistos e não verbais [informativo ou literário]. .................. 59

Raciocínio Lógico
Noções básicas da lógica matemática: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos
válidos, problemas com tabelas e argumentação. ..........................................................................................................1
Linguagem dos conjuntos: o conjunto dos números naturais, inteiros, racionais e reais. Operações de adição,
subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação nesses conjuntos. Números decimais. Valor
absoluto. Propriedades no conjunto dos números naturais. ..................................................................................... 14
Decomposição de um número natural em fatores primos. Múltiplos e divisores, máximo divisor comum e
mínimo múltiplo comum de dois números naturais. .................................................................................................. 23
Verdades e Mentiras: resolução de problemas. ........................................................................................................... 25
Sequências (com números, com figuras, de palavras). ............................................................................................... 28
Análise combinatória e probabilidade........................................................................................................................... 31
Problemas envolvendo raciocínio lógico. ..................................................................................................................... 37

Legislação
Noções de Direito Constitucional: Constituição brasileira: Título I - Dos Princípios Fundamentais. ...................1
Título II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais: do art. 5º ao art. 13.....................................................................3
Título III - Da Organização dos Poderes: art. 29, 29-A, 30, 31, 37, 38 e 39. ............................................................ 19
Lei Orgânica do Município de Santa Luzia .................................................................................................................... 28
Lei nº 3920, de 12/04/2018 - Acréscimo de Cargos ao Quadro de Servidores Efetivos do Poder Executivo do
Município de Santa Luzia. ................................................................................................................................................ 59
Estatuto do Servidor de Santa Luzia. Lei nº 1.474, de 10/12/1991. ....................................................................... 64
Plano Diretor do Município de Santa Luzia. Lei nº 2.699, de 10/10/2006. ............................................................ 81
Noções de Informática
Organização de computadores: Sistema de computação. Principais componentes. ...............................................1
Conversão de base. Aritmética computacional. .......................................................................................................... 12
Memória principal. Memória cache. .............................................................................................................................. 15
Processadores. .................................................................................................................................................................. 22
Sistemas operacionais: conhecimentos do ambiente Windows 10: Configurações básicas do Sistema
Operacional (painel de controle); Organização de pastas e arquivos; Operações de manipulação de pastas e
arquivos (criar, copiar, mover, excluir e renomear). ................................................................................................. 29
Editor de texto Microsoft Word 2010: Criação, edição, formatação e impressão; Criação e manipulação de
tabelas; Inserção e formatação de gráficos e figuras; Geração de mala direta. ..................................................... 44
Planilha eletrônica Microsoft Excel 2010: Criação, edição, formatação e impressão; Utilização de fórmulas;
Geração de gráficos; Classificação e organização de dados. ..................................................................................... 51
Conhecimentos de Internet: Noções básicas; Correio Eletrônico (receber e enviar mensagens; anexos;
catálogos de endereço; organização das mensagens). ............................................................................................... 59
Noções de rede de computadores: conceitos e serviços relacionados à Internet, tecnologias e protocolos da
internet, ferramentas, aplicativos e procedimentos associados à internet/intranet. .......................................... 61
Conceitos de segurança da informação: Noções básicas. Riscos. Golpes. Ataques. Códigos maliciosos. Spam.
Mecanismos de segurança. Contas e senhas. Uso seguro da internet. Segurança em computadores, redes e
dispositivos móveis. ......................................................................................................................................................... 85
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PORTUGUÊS
APOSTILAS OPÇÃO
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
O Pedro é o xodó da família.

- No caso de os nomes próprios personativos estarem no


plural, são determinados pelo uso do artigo:
Os Maias, os Incas, Os Astecas...

- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para


conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
Emprego das classes de pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
palavras. Emprego de tempos e Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
modos verbais. (qualquer classe)

- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:


Classes de Palavras Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
Artigo aproximação numérica:
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. - O artigo também é usado para substantivar palavras
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o oriundas de outras classes gramaticais:
número dos substantivos. Não sei o porquê de tudo isso.
Classificação dos Artigos - Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo
cujo (e flexões).
Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira Este é o homem cujo amigo desapareceu.
precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal. Este é o autor cuja obra conheço.
Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos - Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido
de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que
matei um animal. venham especificadas.
Eles estavam em casa.
Combinação dos Artigos Eles estavam na casa dos amigos.
É muito presente a combinação dos artigos definidos e Os marinheiros permaneceram em terra.
indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma Os marinheiros permanecem na terra dos anões.
assumida por essas combinações:
Preposições Artigos - Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
- o, os Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria.
a ao, aos
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome
de do, dos de revistas, jornais, obras literárias.
em no, nos Li a notícia em O Estado de S. Paulo.

por (per) pelo, pelos Morfossintaxe


a, as um, uns uma, umas
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
à, às - - com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa,
da, das dum, duns duma, dumas o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo
na, nas num, nuns numa, numas substantivo:
pela, pelas - -
A existência é uma poesia.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o Uma existência é a poesia.
artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase. Questões

Constatemos as circunstâncias em que os artigos se 01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
manifestam: A) Estes são os candidatos que lhe falei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera.
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
“ambos”: D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas. E) Muito é a procura; pouca é a oferta.

- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do 02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
artigo, outros não: A) O Amazonas é um rio imenso.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
C) O Antônio comunicou-se com o João.
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar D) O professor João Ribeiro está doente.
toda uma espécie: E) Os Lusíadas são um poema épico
O trabalho dignifica o homem.
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
substantivando uma palavra.

Português 1
APOSTILAS OPÇÃO
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves. Observe agora:
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
C) A navalha ia e vinha no couro esticado. Beleza exposta
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana. Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Respostas Substantivo Abstrato: é aquele que designa seres que
1-B / 2-C / 3-D dependem de outros para se manifestar ou existir.
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
Substantivo observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
também nomeiam: e sem os quais não podem existir.
-lugares: Alemanha, Porto Alegre... vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
-sentimentos: raiva, amor... (sentimento).  
-estados: alegria, tristeza...
-qualidades: honestidade, sinceridade... 3 - Substantivos Coletivos
-ações: corrida, pescaria... Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
abelha, mais outra abelha.
Morfossintaxe do substantivo Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar abelha...
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos (enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie
de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas (abelhas).
funções são desempenhadas por grupos de palavras.  O substantivo enxame é um substantivo coletivo.

Classificação dos Substantivos Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, mesmo


estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
1-  Substantivos Comuns e Próprios espécie.
Observe a definição: Formação dos Substantivos
Substantivos Simples e Compostos
s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
O substantivo  chuva  é formado por um único elemento ou
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e radical. É um substantivo simples.
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade. Substantivo Simples: é aquele formado por um único
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum. elemento.
Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
mesma espécie de forma genérica. O substantivo  guarda-chuva  é formado por dois elementos
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro. (guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
Estamos voando para Barcelona. elementos.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie  
cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é Substantivos Primitivos e Derivados
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma Meu limão meu limoeiro,
particular. meu pé de jacarandá...

Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil. O substantivo  limão  é  primitivo, pois não se originou de
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa.
LÂMPADA MALA O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão.
Os substantivos  lâmpada e mala  designam seres com Substantivo Derivado: é aquele que se origina de outra
existência própria, que são independentes de outros seres. São palavra.
assim, substantivos concretos.
Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe, Flexão dos substantivos
independentemente de outros seres. O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo Plural: meninos
real e do mundo imaginário. Feminino: menina
Aumentativo: meninão
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília, Diminutivo: menininho
etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.

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APOSTILAS OPÇÃO
Flexão de Gênero bode – cabra boi - vaca
Gênero é a propriedade que as palavras têm de indicar
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa, h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos czar – czarina réu - ré
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Um Natal inesquecível
Os reis da praia - Epicenos:
  Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar
A história sem fim o masculino e o feminino.
Uma cidade sem passado Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
As tartarugas ninjas designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
A cobra macho picou o marinheiro.
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o Sobrecomuns:
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita Entregue as crianças à natureza.
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
feminino. Classificam-se em: se refere a palavra. Veja:
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. A criança chorona chamava-se João.
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A criança chorona chamava-se Maria.
fêmea. Outros substantivos sobrecomuns:
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas. a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, criatura.
o indivíduo. o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O
cônjuge de Marcela faleceu
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
meio do artigo. Comuns de Dois Gêneros:
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
Saiba que: Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma, Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
são masculinos. É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema. que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante
- Existem certos substantivos que, variando de gênero, da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
variam em seu significado. A distinção de gênero pode ser feita através da análise do
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo.
capital (dinheiro) e a capital (cidade) o colega - a colega
um jovem - uma jovem
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes artista famoso - artista famosa
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
aluno - aluna - A palavra personagem é usada indistintamente nos dois
gêneros.
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada
masculino. preferência pelo masculino:
freguês - freguesa O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de
carochinha.
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino:
formas: O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa a personagem.
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona personagem.
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
fotográfico Ana Belmonte.
d) Substantivos terminados em -or:
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora Observe o gênero dos substantivos seguintes:
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
Masculinos
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: o tapa
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa o eclipse
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa o lança-perfume
o dó (pena)
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã

Português 3
APOSTILAS OPÇÃO
o hosana a coma (cabeleira)
o herpes
o pijama o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa)
Femininos
a dinamite o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
a áspide de outros sacramentos)
a derme a crisma (sacramento da confirmação)
a hélice
a alcíone o cura (pároco)
a filoxera a cura (ato de curar)
a clâmide
a omoplata o estepe (pneu sobressalente)
a cataplasma a estepe (vasta planície de vegetação)
a pane
a mascote o guia (pessoa que guia outras)
a gênese a guia (documento, pena grande das asas das aves)
a entorse
a libido o grama (unidade de peso)
a grama (relva)
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em -ma: o caixa (funcionário da caixa)
o grama (peso) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o quilograma
o plasma o lente (professor)
o apostema a lente (vidro de aumento)
o diagrama
o epigrama o moral (ânimo)
o telefonema a moral (honestidade, bons costumes, ética)
o estratagema
o dilema o nascente (lado onde nasce o Sol)
o teorema a nascente (a fonte)
o apotegma
o trema Flexão de Número do Substantivo
o eczema
o edema Em português, há dois números gramaticais: o singular, que
o magma indica um ser ou um grupo de seres, e
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. característica do plural é o “s” final.

Gênero dos Nomes de Cidades: Plural dos Substantivos Simples

Com raras exceções, nomes de cidades são femininos. a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n”
A histórica Ouro Preto. fazem o plural pelo acréscimo de “s”.
A dinâmica São Paulo. pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no
A acolhedora Porto Alegre. plural).
Uma Londres imensa e triste. Exceção: cânon - cânones.

Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em
“ns”.
Gênero e Significação: homem - homens.

Muitos substantivos têm uma significação no masculino e c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
outra no feminino. pelo acréscimo de “es”.
Observe: revólver – revólveres raiz - raízes
Atenção: O plural de caráter é caracteres.
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
de um bloco carnavalesco, manejando um bastão) no plural, trocando o “l” por “is”.
a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
proibição de trânsito) Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.

o cabeça (chefe) e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas


a cabeça (parte do corpo) maneiras:
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
o cisma (separação religiosa, dissidência) - Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
a cisma (ato de cismar, desconfiança) Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o cinza (a cor cinzenta)
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.

Português 4
APOSTILAS OPÇÃO
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três animai(s) + zinhos = animaizinhos
maneiras. botõe(s) + zinhos = botõezinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães farói(s) + zinhos = faroizinhos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos tren(s) + zinhos = trenzinhos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o colhere(s) + zinhas = colherezinhas
látex - os látex. flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas
Plural dos Substantivos Compostos papéi(s) + zinhos = papeizinhos
A formação do plural dos substantivos compostos depende nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam funi(s) + zinhos = funizinhos
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que pé(s) + zitos = pezitos
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples: Plural dos Nomes Próprios Personativos
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são Os Napoleões também são derrotados.
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. As Raquéis e Esteres.
Algumas orientações são dadas a seguir:
Plural dos Substantivos Estrangeiros
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens terminam em “s” ou “z”).
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando as regras de nossa língua:
formados de: os clubes os chopes
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas os jipes os esportes
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto- as toaletes os bibelôs
falantes os garçons os réquiens
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
Observe o exemplo:
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando Este jogador faz gols toda vez que joga.
formados de: O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
colônia e águas-de-colônia Plural com Mudança de Timbre
substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor Certos substantivos formam o plural com mudança de
substantivo + substantivo que funciona como determinante timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo chamado metafonia (plural metafônico).
anterior.
palavra-chave - palavras-chave
bomba-relógio - bombas-relógio Singular Plural Singular Plural
notícia-bomba - notícias-bomba corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó)
homem-rã - homens-rã esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços
d) Permanecem invariáveis, quando formados de: forno fornos porto portos
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora fosso fossos posto postos
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas imposto impostos rogo rogos
olho olhos tijolo tijolos
e) Casos Especiais
o louva-a-deus e os louva-a-deus
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
o bem-te-vi e os bem-te-vis
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
o bem-me-quer e os bem-me-queres
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Plural das Palavras Substantivadas
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
a) Há substantivos que só se usam no singular:
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
flexões próprias dos substantivos.
Pese bem os prós e os contras.
b) Outros só no plural:
O aluno errou na prova dos noves.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
(naipes de baralho), as fezes.
Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
variam no plural.
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
bem (virtude) e bens (riquezas)
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
Plural dos Diminutivos
títulos)
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
acrescenta-se o sufixo diminutivo.
sentido de plural:
pãe(s) + zinhos = pãezinhos

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APOSTILAS OPÇÃO
Aqui morreu muito negro. Estados e cidades brasileiros:
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
improvisadas.
Alagoas alagoano
Flexão de Grau do Substantivo Amapá amapaense
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
normal. Por exemplo: casa Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em: Cabo Frio cabo-friense
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que Campinas campineiro ou campinense
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Adjetivo Pátrio Composto 
aumento. Por exemplo: casarão. Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Observe alguns exemplos:
Pode ser:
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena. África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
diminuição. Por exemplo: casinha. Competições teuto-inglesas

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php América américo- / Por exemplo: Companhia


américo-africana
Questões Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
ocorre com o plural de China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
(A) reco-reco. Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
(B) guarda-costa. português
(C) guarda-noturno.
(D) célula-tronco. Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
(E) sem-vergonha. americanas
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam franco-italianas
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local. portuguesas
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo-
portuguesa
03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
errada: brasileiras
A) Catalães.
B) Cidadãos. Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros
C) Vulcães.
D) Corrimões. Flexão dos adjetivos
Respostas
1-D / 2-D / 3-C O adjetivo varia em gênero, número e grau.

Adjetivo Gênero dos Adjetivos

Adjetivo  é a palavra que expressa uma qualidade ou Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
característica do ser e se relaciona com o substantivo. (masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos classificam-se em: 
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa outra para o feminino.
bondosa.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade, Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade.  Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo. somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte-
Morfossintaxe do Adjetivo: americana. 
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto). para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Adjetivo Pátrio feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe político-social.
alguns deles:

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APOSTILAS OPÇÃO
Número dos Adjetivos 3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de
Superioridade Sintético
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
simples.
Por exemplo: São eles:
mau e maus bom-melhor
feliz e felizes pequeno-menor
ruim e ruins mau-pior
boa e boas alto-superior
grande-maior
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função baixo-inferior
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, Observe que: 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Logo: camisas cinza, ternos cinza. (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Veja outros exemplos: entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais
Motos vinho (mas: motos verdes) pequeno.
Paredes musgo (mas: paredes brancas). Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). dois elementos.
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas
Adjetivo Composto qualidades de um mesmo elemento.

É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento Inferioridade
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam Sou menos passivo (do) que tolerante.
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro Superlativo Absoluto: ocorre quando a qualidade de um
ficará invariável. Por exemplo: ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se
nas formas:
Camisas rosa-claro. Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras
Ternos rosa-claro. que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O
Olhos verde-claros. secretário é muito inteligente.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar. Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. sufixos.
Por exemplo:
Observe O secretário é inteligentíssimo.
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis. Observe alguns superlativos sintéticos: 
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
benéfico beneficentíssimo
Grau do Adjetivo bom boníssimo ou ótimo

Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a comum comuníssimo


intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo: cruel crudelíssimo
o comparativo e o superlativo.
difícil dificílimo
Comparativo doce dulcíssimo

Nesse grau, comparam-se a mesma característica fácil facílimo


atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características fiel fidelíssimo
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de  superioridade  ou de inferioridade. Observe os exemplos Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser
abaixo: é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação
pode ser:
1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade De Superioridade: Clara é a mais bela da sala.
No comparativo de igualdade, o segundo termo da De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala.
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Note bem:
2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de 1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
Superioridade Analítico dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc.,
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois antepostos ao adjetivo.
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo

Português 7
APOSTILAS OPÇÃO
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. corresponde a – características de epidemias.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável A) água fluvial – água da chuva.
hiato i-í. B) produção aurífera – produção de ouro.
C) vida rupestre – vida do campo.
Questões D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
E) costela bovina – costela de porco.
01. Leia o texto a seguir.
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:
Violência epidêmica A) azul-celeste
B) azul-pavão
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora C) surda-muda
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes D) branco-gelo
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
epidêmicas. 03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades estão no grau superlativo absoluto sintético:
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes A) Arquimilionário/ ultraconservador;
centros urbanos e se dissemina pelo interior. B) Supremo/ ínfimo;
As estratégias que as sociedades adotam para combater a C) Superamigo/ paupérrimo;
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito D) Muito amigo/ Bastante pobre
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras Respostas
enfermidades. 1-B / 2-C / 3-D
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências Pronome
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
seus desejos. se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que alguma forma.
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
desenvolvimento psicológico pleno. [substituição do nome]
A revisão de estudos científicos permite identificar três
fatores principais na formação das personalidades com maior A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
inclinação ao comportamento violento: [referência ao nome]
1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida. Essa moça morava nos meus sonhos!
2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes [qualificação do nome]
transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não Grande parte dos pronomes não possuem significados
lhes impuseram limites de disciplina. fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
3) Associação com grupos de jovens portadores de um  contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
comportamento antissocial. daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social, apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
violência crescente nas cidades. dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a específica para cada pessoa do discurso.
resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
preso. [minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala]
Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões [tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala]
mais sólidas com o mundo do crime.
Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda. A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa, [dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
superlotadas. Em termos morfológicos, os pronomes são  palavras
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em número
criminalidade e tratar os que ingressaram nela. (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através
Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo. do pronome seja coerente em termos de gênero e número
Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os (fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que este se apresenta ausente no enunciado.
acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
construir cadeias novas para substituir as velhas. Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile
Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas da nossa escola neste ano.
preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los adequada]
na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das [neste: pronome que determina “ano” = concordância
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento adequada]
artístico.

Português 8
APOSTILAS OPÇÃO
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
inadequada]
Observações:
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, O “lhe”  é o único pronome oblíquo átono que já se
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
Pronomes Pessoais diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
função de objeto indireto na oração.
São aqueles que substituem os substantivos, indicando
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve Os pronomes  me, te, nos  e  vos  podem tanto ser objetos
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, diretos como objetos indiretos.
“você”  ou  “vocês”  para designar a quem se dirige e  “ele”, “ela”, Os pronomes  o, a, os e as  atuam exclusivamente como
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de objetos diretos.
quem fala.
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Saiba que:
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
oblíquo. com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
Pronome Reto la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
nos exemplos que seguem:
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
vocês?
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero - Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal pouco.
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado: No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
- 1ª pessoa do singular: eu até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Atenção:
- 1ª pessoa do plural: nós Os pronomes  o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 2ª pessoa do plural: vós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 3ª pessoa do plural: eles, elas -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como Por exemplo: fiz + o = fi-lo
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi fazei + o = fazei-os
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, dizer + a = dizê-la
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós) Pronome Oblíquo Tônico

Pronome Oblíquo Os pronomes oblíquos tônicos são sempre


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
indireto) ou complemento nominal. O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
configurado:
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante - 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função - 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca - 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela
o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da - 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
oração. - 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com - 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
Pronome Oblíquo Átono são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
São chamados átonos os pronomes oblíquos que  não  são - As preposições essenciais introduzem sempre pronomes
precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca. pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
Ele me deu um presente. contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os
pronomes costumam ser usados desta forma:
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me Não há mais nada entre mim e ti.
- 2ª pessoa do singular (tu): te Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe Não há nenhuma acusação contra mim.
- 1ª pessoa do plural (nós): nos Não vá sem mim.
- 2ª pessoa do plural (vós): vos

Português 9
APOSTILAS OPÇÃO
Atenção: Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Santidade V. S. Papa
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito cerimonioso
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso Vossa Onipotência V. O. Deus
reto.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Não vá sem eu mandar. no tratamento cerimonioso;  “você”  e  “vocês”, no tratamento
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
conosco  e  convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia. Observações:
Ele carregava o documento consigo. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com relação à pessoa com quem falamos.
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou encontro.
algum numeral. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Você terá de viajar com nós todos. Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias.
Ele disse que iria com nós três. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
Pronome Reflexivo tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração.
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
verbo. se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. na 3ª pessoa.
Eu não me vanglorio disso. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou


Assim tu te prejudicas. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
Conhece a ti mesmo. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
Guilherme já se preparou. na terceira pessoa.
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)
Lavamo-nos no rio. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Vós vos beneficiastes com a esta conquista. Pronomes Possessivos

- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
Eles se conheceram. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Elas deram a si um dia de folga. possuída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)
A Segunda Pessoa Indireta
Observe o quadro:
A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso Número Pessoa Pronome
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na singular primeira meu(s), minha(s)
terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte: singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
Pronomes de Tratamento
plural primeira nosso(s), nossa(s)
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques plural segunda vosso(s), vossa(s)
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos plural terceira seu(s), sua(s)
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
oficiais-generais Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
universidades o objeto possuído.
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas

Português 10
APOSTILAS OPÇÃO
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
difícil. Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
te indiquei.)
Observações: - mesmo(s), mesma(s):
1 -  A forma  “seu”  não é um possessivo quando resultar da Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
alteração fonética da palavra senhor. - próprio(s), própria(s):
- Muito obrigado, seu José. Os próprios alunos resolveram o problema.

2 -  Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. - semelhante(s):


Podem ter outros empregos, como: Não compre semelhante livro.
a) indicar afetividade. - tal, tais:
- Não faça isso, minha filha. Tal era a solução para o problema.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos. Note que:
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. a) Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
3-  Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o salientar algum termo anterior. Por exemplo:
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
4-  Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
concorda com o mais próximo. aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Trouxe-me seus livros e anotações. O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
átonos assumem valor de possessivo. chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
Pronomes Demonstrativos d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a lugar.
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
discurso. e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
envia a mensagem). - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São
No tempo: eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém,
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere outrem, quem, tudo.
ao ano presente. Algo o incomoda?
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a Quem avisa amigo é.
um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se - Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser
referindo a um passado distante. expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
  aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
- Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou Cada povo tem seus costumes.
invariáveis, observe: Certas pessoas exercem várias profissões.

Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s). Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora
Invariáveis: isto, isso, aquilo. pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos),
- Também aparecem como pronomes demonstrativos: demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo. quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s),

Português 11
APOSTILAS OPÇÃO
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco. b)  O qual, os quais, a qual e as quais  são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Os pronomes indefinidos podem ser divididos verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
em variáveis e invariáveis. Observe: várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, ou depois de determinadas preposições:
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. ambiguidade.)
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou refere a uma oração.
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural.
Indefinidos Sistemáticos
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição das quais.
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/ (antecedente) (consequente)
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza. um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas Emprestei tantos quantos foram necessários.
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos (antecedente)
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem Ele fez tudo quanto havia falado.
parte: (antecedente)
Nada  do que tem sido feito produziu  qualquer  resultado
prático. f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são precedido de preposição.
pessoas quaisquer.
É um professor a quem muito devemos.
Pronomes Relativos (preposição)

São aqueles que representam nomes já mencionados g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
orações subordinadas adjetivas. A casa onde morava foi assaltada.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um
grupo racial sobre outros. h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = que.
oração subordinada adjetiva). Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
O pronome relativo  “que” refere-se à palavra  “sistema”  e exterior.
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que. i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome - como (= pelo qual)
demonstrativo o, a, os, as. Não me parece correto o modo como você agiu semana
Não sei o que você está querendo dizer. passada.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem - quando (= em que)
expresso. Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
Quem casa, quer casa.
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
Observe: numa só frase.
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais, O futebol é um esporte.
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas. O povo gosta muito deste esporte.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde. O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

Note que: k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode


a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego, ocorrer a elipse do relativo “que”.
sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria,
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for (que) fumava.
um substantivo.
Pronomes Interrogativos
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual) ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem-

Português 12
APOSTILAS OPÇÃO
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
preferes. informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
passageiros desembarcaram. dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
Sobre os pronomes: do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
desempenha função de complemento. Vamos entender, “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
função exerce. Observe as orações: Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
lo. em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo. podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia si.
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do <http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo estamudando-amizade-619645.shtml>.
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
estiver no infinitivo ou gerúndio. estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
Eu desejo lhe perguntar algo. se referem.
Eu estou perguntando-lhe algo. I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
amizades.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente superficial de amizade.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu se aos pronomes eu e você.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que Quais estão corretas?
eu estava fazendo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada.
transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam (A) A fala do personagem é uma modificação intencional de
o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos uma fala de Cristo.
fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais (B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a
que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos pessoas distintas.
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são (C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no
mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem poder.
fora dela. (D) A posição dos braços do personagem na charge repete a
Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito de Cristo na cruz.
geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo (E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles forma equilibrada.

Português 13
APOSTILAS OPÇÃO
Respostas principais verbos impessoais são:
01. A\02. E\03. B a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
ou fazer (em orações temporais).
Verbo Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
ocorrência (nascer); desejo (querer). b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, Era primavera quando a conheci.
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns Estava frio naquele dia.
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
Estrutura das Formas Verbais escurecer,  etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci  mal-
humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
apresentar os seguintes elementos: deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
essencial do verbo. Por exemplo: Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)
d) São impessoais, ainda:
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r Ex.: Já passa das seis.
2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
São três as conjugações: indicando suficiência. Ex.: 
1ª - Vogal Temática - A - (falar) Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
2ª - Vogal Temática - E - (vender) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
3ª - Vogal Temática - I - (partir) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
tempo e o modo do verbo. então, pessoais.
Por exemplo: 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) possível”. Por exemplo:
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uns trocados?
d) Desinência número-pessoal: é o elemento que designa
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
plural). apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) A fruta amadureceu.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.

Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a pessoais na linguagem figurada:
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Teu irmão amadureceu bastante.
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
verbo: põe, pões, põem, etc. animais; eis alguns:
bramar: tigre
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bramir: crocodilo
cacarejar: galinha
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos coaxar: sapo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com cricrilar: grilo
facilidade que nas formas  rizotônicas, o acento tônico cai no
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas Os principais verbos unipessoais são:
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim 1.  cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
Classificação dos Verbos bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
Classificam-se em: É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações conjunção que.
no radical.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse fumar.)
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
no radical ou nas desinências. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais. - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. verbo  falir. Este verbo teria como formas do presente do
Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que

Português 14
APOSTILAS OPÇÃO
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
contextos. nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas vós sereis, eles serão.
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a SER - Modo Subjuntivo
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
tempos, modos e pessoas. Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
d) Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
terminadas em  -ado  ou  -ido, surgem as chamadas  formas Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
curtas (particípio irregular). Observe: for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular SER - Modo Imperativo

Anexar Anexado Anexo Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
vós, sejam eles.
Dispersar Dispersado Disperso Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Eleger Elegido Eleito nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Envolver Envolvido Envolto sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Imprimir Imprimido Impresso
SER - Formas Nominais
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto Formas Nominais
Infinitivo: ser
Pegar Pegado Pego Gerúndio: sendo
Soltar Soltado Solto Particípio: sido

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
em sua conjugação. nós, serdes vós, serem eles.
Por exemplo: 
ESTAR - Modo Indicativo
Ir Pôr Ser Saber Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
vou ponho sou sei eles estão.
vais pus és sabes Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
ides pôs fui soube estávamos, vós estáveis, eles estavam.
fui punha foste saiba Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
foste seja
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
f) Auxiliares estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
São aqueles que entram na formação dos tempos estiveram.
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
                         Futuro do Presente Composto: terei estado.
  Vou                       espantar           as          moscas. Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
                   
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
haver. nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
Conjugação dos Verbos Auxiliares ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
SER - Modo Indicativo Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos, estiverdes, quando eles estiverem.
vós éreis, eles eram. Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
fomos, vós fostes, eles foram. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. estai vós, estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
fôramos, vós fôreis, eles foram. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.

Português 15
APOSTILAS OPÇÃO
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras,
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles. ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
Infinitivo: estar teremos, vós tereis, eles terão.
Gerúndio: estando Futuro do Presente: terei tido.
Particípio: estado Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
ESTAR - Formas Nominais Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Infinitivo Impessoal: estar TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
estarem. Modo Subjuntivo
Gerúndio: estando Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Particípio: estado nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
HAVER - Modo Indicativo tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
hão. quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós Futuro Composto: tiver tido.
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Modo Imperativo
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. tende vós, tenham eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
houveram. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Composto: terei havido. os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,

Português 16
APOSTILAS OPÇÃO
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, - Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num
exercem funções sintáticas. momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
Por exemplo: terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto interrompido.
direto) - 1ª pessoa do singular - Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Modos Verbais Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
modos:  - Pretérito-Mais-Que-Perfeito  -  Expressa um fato ocorrido
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha
Eu sempre estudo. estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma
Subjuntivo  - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
exemplo: Talvez eu estude amanhã. (forma simples)
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
exemplo: Estuda agora, menino. ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
Formas Nominais - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, os alunos já terão terminado o teste.
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo

b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U

Português 17
APOSTILAS OPÇÃO
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
cantaSTES vendeSTES partISTES STES 1ª /2ª e 3ª conj.
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
Pretérito mais-que-perfeito cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
1ª/2ª e 3ª conj. cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
CANTAR VENDER PARTIR - - cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S Futuro do Subjuntivo
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
Pretérito Imperfeito do Indicativo correspondente.

1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
CANTAR VENDER PARTIR 1ª /2ª e 3ª conj.
cantAVA vendIA partIA CANTAR VENDER PARTIR
cantAVAS vendIAS partAS cantaR vendeR partiR Ø
CantAVA vendIA partIA cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaR vendeR partiR R Ø
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantAVAM vendIAM partIAM cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM
Futuro do Presente do Indicativo
Imperativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Imperativo Afirmativo
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar á vender á partir á do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar emos vender emos partir emos plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar eis vender eis partir eis sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar ão vender ão partir ão
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Futuro do Pretérito do Indicativo Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Ele canta Cante você Que ele cante
CANTAR VENDER PARTIR Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
cantarIA venderIA partirIA Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIAS venderIAS partirIAS Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Imperativo Negativo
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
negação às formas do presente do subjuntivo.
Presente do Subjuntivo
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que eu cante ---
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que tu cantes Não cantes tu
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que ele cante Não cante você
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação). Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess Que eles cantem Não cantem eles
1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR Observações:
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
cantE vendA partA E A Ø (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantEIS vendAIS partAIS E A IS fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantEM vendAM partAM E A M - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
sede (vós).
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Infinitivo Impessoal
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse CANTAR VENDER PARTIR
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

Português 18
APOSTILAS OPÇÃO
Infinitivo Pessoal como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
CANTAR VENDER PARTIR representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
cantar vender partir dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
cantarES venderES partirES
cantar vender partir Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das
cantarMOS venderMOS partirMOS circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
cantarDES venderDES partirDES distintas categorias, uma vez expressas por:    
cantarEM venderEM partirEM de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
Questões jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada bondosamente, generosamente
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
do texto. tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
(A) sejam … mantesse muito, por completo.
(B) sejam … mantivessem de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
(C) sejam … mantém amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
(D) seja … mantivessem doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
(E) seja … mantêm afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
verbal em destaque expressa ação em breve, hoje em dia
(A) concluída. de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
(B) atemporal. além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
(C) contínua. longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
(D) hipotética. alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
(E) futura. à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
ao lado, em volta
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
(C) adotar como referência de qualidade. indubitavelmente
(D) julgar de acordo com normas legais. de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
Respostas de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis
1-B / 2-C / 3-E de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
Advérbio para quê?(finalidade)

O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Locução adverbial 


na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo, É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Exemplo:
contiguidade. Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Há locuções adverbiais que possuem advérbios
em que esse processo se desenvolve.  correspondentes.
Exemplo:
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
exemplos: flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
é a de grau:
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto,
você está até bem informado.
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
alheio, representando uma qualidade, característica. inconstitucionalissimamente, etc;

O artista canta muito mal. Diminutivo: diminui a intensidade.


Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro devagarinho, 
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando

Português 19
APOSTILAS OPÇÃO
Questões A impunidade é um dos motores da onda de violência que
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil
01. Leia os quadrinhos para responder a questão. impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos.
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado)

Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta


circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
plena balada…
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
sucesso, de duas amigas…
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se
quebrando por aí…

03. Leia o texto a seguir.

Cultura matemática
Hélio Schwartsman

SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino


(Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos
Único) viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
advérbios: AÍ e ainda. quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
Considerando que advérbio é a palavra que modifica jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
circunstâncias expressas por eles. da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
A) Lugar e negação. dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
B) Lugar e tempo. recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
C) Modo e afirmação. manga da camisa.
D) Tempo e tempo. Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
E) Intensidade e dúvida. cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
02. Leia o texto a seguir. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
Impunidade é motor de nova onda de agressões técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.

Português 20
APOSTILAS OPÇÃO
D) lugar e de tempo. De + essa(s) = dessa(s)
E) intensidade e de negação. De + aquele(s) = daquele(s)
De + aquela(s) = daquela(s)
Respostas De + isto = disto
1-B / 2-C / 3-B De + isso = disso
De + aquilo = daquilo
Preposição De + aqui = daqui
De + aí = daí
Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar De + ali = dali
termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente De + outro = doutro(s)
há uma subordinação do segundo termo em relação ao De + outra = doutra(s)
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura Em + este(s) = neste(s)
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores Em + esta(s) = nesta(s)
semânticos indispensáveis para a compreensão do texto. Em + esse(s) = nesse(s)
Em + aquele(s) = naquele(s)
Tipos de Preposição Em + aquela(s) = naquela(s)
Em + isto = nisto
1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente Em + isso = nisso
como preposições. Em + aquilo = naquilo
A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, A + aquele(s) = àquele(s)
para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com. A + aquela(s) = àquela(s)
A + aquilo = àquilo
2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
gramaticais que podem atuar como preposições. Dicas sobre preposição
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto. 1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal
oblíquo e artigo. Como distingui-los?
3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas. - Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular
acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, e feminino.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por A dona da casa não quis nos atender.
trás de. Como posso fazer a Joana concordar comigo?

A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da um tratamento adequado.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
Esse processo de junção de uma preposição com outra ou a função de um substantivo.
palavra pode se dar a partir de dois processos: Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
da família
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
preposição a + artigos definidos o, os Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
a + o = ao
preposição a + advérbio onde 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + onde = aonde preposições:
Destino = Irei para casa.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + esse(s) = desse(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos

Português 21
APOSTILAS OPÇÃO
preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros, D) com ...a
grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos E) para ...de
em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula 03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque
de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o expressa ideia de finalidade.
que pretendem fazer quando estiverem em liberdade. A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$
“Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar 957,70 para R$ 1.915,40.
duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada, B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que
pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate, o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para
instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça comprovar o crime.
errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer
vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema o exame clínico”...
maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos. D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz
O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas
em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”.
que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade
a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de policial de dizer quem está embriagado...
Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi Respostas
implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da 1-B / 2-B / 3-B
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
não é o mais importante. Conjunção
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações ou
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo:
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
ao bom comportamento”. A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido amiguinhas.
Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças Deste exemplo podem ser retiradas três informações:
no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade, 1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e amiguinhas
pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
atitude”. Cada informação está estruturada em torno de um verbo:
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações:
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”. palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós Observe: Gosto de natação e de futebol.
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho ligando termos de uma mesma oração.
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado) ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.

No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo Morfossintaxe da Conjunção
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
termo em destaque expressa relação de As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar propriamente uma função sintática: são conectivos.
do projeto “Xadrez que liberta”.
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
de falar. Subordinativas
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Conjunções coordenativas
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou Dividem-se em:
muito feliz, porque eu não esperava.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
a revisão da minha pena. Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
02. Considere o trecho a seguir. não só...como também.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, de compensação.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Ex. Estudei, mas não entendi nada.
instituição. Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto.
As preposições que preenchem o trecho, correta,
respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.
A) a ...com Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
B) de ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
C) de ...a quer, já...já.

Português 22
APOSTILAS OPÇÃO
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Estudei muito, por isso mereço passar. b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade
Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes porque não havia cemitério no local.”
do verbo), porquanto. a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
Conjunções subordinativas verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
- CAUSAIS la é colocá-la no início do período, introduzida pela
Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
vez que, como (= porque). Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos
Ele não fez o trabalho porque não tem livro. em outra cidade.
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente
- COMPARATIVAS dependentes uma da outra.
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
mais...do que, menos...do que. Questões
Ela fala mais que um papagaio.
01. Leia o texto a seguir.
- CONCESSIVAS A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que, mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em
mesmo que, apesar de, se bem que. disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”. entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem
cansada) rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos
Apesar de ter chovido fui ao cinema. ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô,
- CONFORMATIVAS o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de
Principais conjunções conformativas: como, segundo, Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
conforme, consoante um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no
Cada um colhe conforme semeia. passado.
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
- CONSECUTIVAS da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
Expressam uma ideia de consequência. os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
“tão”, “tamanho”). que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
Falou tanto que ficou rouco. a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
- FINAIS concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
Expressam ideia de finalidade, objetivo. de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Todos trabalham para que possam sobreviver. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
(=para que), que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
- PROPORCIONAIS (Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
- TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o
que. elemento grifado pode ser substituído por:
Quando eu sair, vou passar na locadora.
A) Porém.
Importante: B) Contudo.
C) Todavia.
Diferença entre orações causais e explicativas D) Entretanto.
E) Conquanto.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
explicativa. Veja os exemplos: ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção

1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (A) comparativa nas duas ocorrências.
atropelado”: (B) conformativa nas duas ocorrências.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (C) comparativa na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior. (D) causal na segunda ocorrência.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes (E) causal na primeira ocorrência.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula.

Português 23
APOSTILAS OPÇÃO
03. Leia o texto a seguir. Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Participação “Estou com dor!”
Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes” um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos momento ou um contexto específico. Exemplos:
da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um Ah, como eu queria voltar a ser criança!
interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis. O significado das interjeições está vinculado à maneira
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
estrofe: enunciação. Exemplos:
“Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de Psiu!
vida ou morte − será arte?” contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte espere!”
na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de Psiu!
espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão silêncio!”
particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se puxa: interjeição; tom da fala: euforia
mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
identidade social. puxa: interjeição; tom da fala: decepção
Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação, As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção. tristeza, dor, etc.
(Belarmino Tavares, inédito) Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma Ah, deve ser muito interessante.
relação de causa e efeito: b) Sintetizar uma frase apelativa
A) ser poeta e militante político / confronto entre Cuidado! Saia da minha frente.
subjetividade e atuação social As interjeições podem ser formadas por:
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
cada um de nós b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte bolas!
E) participar ativamente da política / formular hipóteses A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
com ar de convicção da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Respostas Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência:  Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação  ou  Estímulo:  Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»

Português 24
APOSTILAS OPÇÃO
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens
- Saudação,  Chamamento  ou  Invocação:  Salve!, Viva!, e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas.
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que
Deus! racional fazem das interjeições presença constante nos textos
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! publicitários.
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
morf89.php
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
Numeral
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
em determinada sequência.
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
Eu quero café duplo, e você?
Locução Interjetiva [duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma [primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo “fila”]
Ora bolas!
Quem me dera! Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
Virgem Maria! os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a
Meu Deus! expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
Ai de mim! de numerais, mas sim de algarismos.
Valha-me Deus! Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Graças a Deus! ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
Alto lá! consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
Muito bem! ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena.
Observações:
Classificação dos Numerais
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
exemplo: Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
Ué! = Eu não esperava por essa! um, dois, cem mil, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe. Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
primeiro, segundo, centésimo, etc.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
podem aparecer como interjeições. Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Viva! Basta! (Verbos) seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Fora! Francamente! (Advérbios) dobro, triplo, quíntuplo, etc.

3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase” Leitura dos Numerais


porque sozinha pode constituir uma mensagem.
Socorro! Separando os números em centenas, de trás para frente,
Ajudem-me!  obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Silêncio! início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Fique quieto! usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, e seis.
que exprimem ruídos e vozes. 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof!
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. Flexão dos numerais

5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
depois do “ó” vocativo. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac) Os numerais ordinais variam em gênero e número:

6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiro segundo milésimo


de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeira segunda milésima
diminutivo ou no superlativo. primeiros segundos milésimos
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! primeiras segundas milésimas
Interjeições, leitura e produção de textos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Usadas com muita frequência na língua falada informal, em funções substantivas:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além produção.
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou flexionam-se em gênero e número:
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos -
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso

Português 25
APOSTILAS OPÇÃO
Teve de tomar doses triplas do medicamento. quinhentos quingentésimo - quingentésimo
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças setecentos septingentésimo - septingentésimo
partes oitocentos octingentésimo - octingentésimo
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma novecentos nongentésimo
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. ou noningentésimo - nongentésimo
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos mil milésimo - milésimo
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. milhão milionésimo - milionésimo
É o que ocorre em frases como: bilhão bilionésimo - bilionésimo
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade! Questões
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol) 01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais”
temos exemplos de numerais:
Emprego dos Numerais A) ordinais;
B) cardinais;
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em C) fracionários;
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a D) romanos;
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do E) Nenhuma das alternativas.
substantivo:
Ordinais Cardinais 02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) empregados.
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
até nono e o cardinal de dez em diante: 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) são, respectivamente
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
nongentésimo
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
referência.
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância Respostas
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades 1-B / 2-D / 3-B
comunitárias de seu bairro.

Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Concordância verbal e nominal.


Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - - Concordância Verbal
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
quatro quarto quádruplo quarto referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
cinco quinto quíntuplo quinto e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
seis sexto sêxtuplo sexto principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
sete sétimo sétuplo sétimo caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
oito oitavo óctuplo oitavo a função de subordinado. 
nove nono nônuplo nono Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
dez décimo décuplo décimo se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
onze décimo primeiro - onze avos e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
doze décimo segundo - doze avos chegou
treze décimo terceiro - treze avos Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
catorze décimo quarto - catorze avos singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
quinze décimo quinto - quinze avos (ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos atrasados.
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
dezoito décimo oitavo - dezoito avos Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
dezenove décimo nono - dezenove avos eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
vinte vigésimo - vinte avos simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos Casos referentes a sujeito simples
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
setenta septuagésimo - setenta avos núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
cem centésimo cêntuplo centésimo substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
duzentos ducentésimo - ducentésimo singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo

Português 26
APOSTILAS OPÇÃO
Observação: 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o que os determinam:
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. este permanece no singular, contanto que o predicativo também
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, criação de Machado de Assis.   
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo mundial.
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria - Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
dos alunos resolveram ficar. aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
potência mundial. 
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo Casos referentes a sujeito composto
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão relacionado a dois pressupostos básicos:
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
Observação: - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, Tu e ele são primos.
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
aluno, mais de um professor  contribuíram na campanha de 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
doação de alimentos.  ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades filhos compareceram ao evento.  
de formatura. 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
que atuaram na Copa América. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.

7) Em casos relativos à concordância com locuções 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
atermos a duas questões básicas: mundo.
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos. ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
/ Alguns de nós o receberão. permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
de nós o receberá.   meu esforço.

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome Questões


“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:    01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos alternativa?
nós quem contamos toda a verdade para ela. (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra breve, o ultrapassará.
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
Em casa sou eu que decido tudo.    (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
comê-las sem receio!
10) No caso de o sujeito aparecer representado por (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o janela do hotel!
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
do eleitorado apoiou a decisão.
Observações: posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os cotidianas com os outros.
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao

Português 27
APOSTILAS OPÇÃO
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós coincidências que alguns animais transformaram a capacidade
alguma coisa que também quer se expressar. de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os (Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo,
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma 28/10/2012)
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que A frase em que as regras de concordância estão plenamente
as sentem. respeitadas é:
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que (A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado,
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis, as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos
2005. p 250) ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza
A frase em que se respeitam as normas de concordância sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
verbal é: criatividade e planejamento.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos (C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia
atraem. por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
atraem. (D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência
nos atraem. e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos (E) A maioria dos organismos mais complexos possui um
atraem. sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros mudanças ambientais, como alterações na temperatura.
nos atraem.
05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a
03. Uma pergunta concordância verbal está correta em:
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de acabou os créditos.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves (B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para que executa diversos serviços para os clientes.
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador (C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a os passageiros que chegavam à cidade.
decisão: - Quem sofrerá? (D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se lembranças que seu tio lhe deixou.
considerar. (E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi
(Salvador Nicola, inédito) para bater um papo com o motorista.

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no Respostas


singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 01. C\02. A\03. C\04. E\05. C
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Concordância Nominal
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
peso de suas mais graves decisões. Concordância nominal  é que o ajuste que fazemos aos
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) demais termos da oração para que concordem em gênero e
tomar decisões sem medir suas consequências. número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) artigo, o  adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
sobrevir consequências imprevistas e injustas. também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
humana. concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas
com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa geral mostrada acima.
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo a) Um adjetivo após vários substantivos
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até ou concorda com o substantivo mais próximo.
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
o que, se não permite estimar o número de civilizações
extra terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
expectativas. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da - Ela tem pai e mãe louros.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos - Ela tem pai e mãe loura.
complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
matemático do que biológico: complexidade engendra para o plural.
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre - O homem e o menino estavam perdidos.
espécies cujo subproduto é a inteligência. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e

Português 28
APOSTILAS OPÇÃO
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos A mais possível das alternativas é a que você expôs.
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
próximo. As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
Comi delicioso almoço e sobremesa. cidade.
Provei deliciosa fruta e suco.
2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: m) Meio
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 1- Como advérbio: invariável.
Estavam feridos o pai e os filhos. Estou meio (um pouco) insegura.
Estava ferido o pai e os filhos. 2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
c) Um substantivo e mais de um adjetivo
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. n) Só
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 1- apenas, somente (advérbio): invariável.
2- coloca o substantivo no plural. Só consegui comprar uma passagem.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola. 2- sozinho (adjetivo): variável.
Estiveram sós durante horas.
d) Pronomes de tratamento
1 - sempre concordam com a 3ª pessoa. Questões
Vossa Santidade esteve no Brasil.
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado nominal:
1 - Concordam com o substantivo a que se referem. (A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
As cartas estão anexas. (B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam
A bebida está inclusa. encontros semanais com os diversos interessados no assunto.
Precisamos de nomes próprios. (C) Alguma solução é necessária, e logo!
Obrigado, disse o rapaz. (D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) não pode prosperar.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
singular e o adjetivo no plural. João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
Renato advogou um e outro caso fáceis. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe. certa autonomia econômica.

g) É bom, é necessário, é proibido 02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier gênero, número ou pessoa):
precedido de artigo ou outro determinante. (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
Canja é bom. / A canja é boa. diferença.”
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
é proibida. cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
h) Muito, pouco, caro longe...
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
Comi muitas frutas durante a viagem. compreensivo.
Pouco arroz é suficiente para mim.
Os sapatos estavam caros. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
2- Como advérbios: são invariáveis. envolvimento da empresa.
Comi muito durante a viagem. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. desnecessária.
Comprei caro os sapatos. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
e a campanha.
i) Mesmo, bastante (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
1- Como advérbios: invariáveis desnecessárias.
Preciso mesmo da sua ajuda.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
parênteses.
2- Como pronomes: seguem a regra geral. (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. necessária)
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. (B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
j) Menos, alerta bastantes)
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. (D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
Preciso de menos comida para perder peso. (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
Estamos alerta para com suas chamadas. (meio/ meia)

k) Tal Qual 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:


1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o (A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
consequente. (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o
As garotas são vaidosas tais qual a tia. assunto.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
criança viciadas.
l) Possível (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” parentes.
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.

Português 29
APOSTILAS OPÇÃO
Respostas O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a.
01. D\02. D\03. B Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
jogo.
04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio
Verbos Transitivos Diretos
05. C Os verbos transitivos diretos são complementados por
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses
Regência verbal e nominal. verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
Regência Verbal e Nominal sons nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complementos
verbais, objetos indiretos.
Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar,
ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos. abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar,
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar,
frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar,
desejado, que sejam corretas e claras. humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar,
socorrer, suportar, ver, visitar.
Regência Verbal Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar:
Termo Regente:  VERBO Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a.
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre Amam aquele rapaz. / Amam-no.
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.
objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais).
conhecermos as diversas significações que um verbo pode Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição.  Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira)
Observe: Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor)
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou Verbos Transitivos Indiretos
prazer”, satisfazer. Os verbos transitivos indiretos são complementados por
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
Logo, conclui-se que “agradar  alguém” é diferente de preposição  para o estabelecimento da relação de regência.
“agradar a alguém”. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que
podem atuar como objetos indiretos são  o “lhe”, o “lhes”, para
Saiba que: substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como
O conhecimento do uso adequado das preposições é um complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
também nominal). As preposições são capazes de modificar oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os pronomes átonos lhe, lhes. 
exemplos:
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei no metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
preposição “em”.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei todos.
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Eles desobedeceram às leis do trânsito.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. c) Responder - Tem complemento introduzido pela
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de quem” ou “ao que” se responde.
acordo com sua  transitividade. A transitividade, porém, não é Respondi ao meu patrão.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondemos às perguntas.
formas em frases distintas. Respondeu-lhe à altura.
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto
Verbos Intransitivos quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É analítica. Veja:
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos O questionário foi respondido corretamente.
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
a) Chegar, Ir d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais introduzidos pela preposição “com”.
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para Antipatizo com aquela apresentadora.
indicar destino ou direção são: a, para. Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
Fui ao teatro. para uma minoria privilegiada.
      Adjunto Adverbial de Lugar
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Ricardo foi para a Espanha. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
                  Adjunto Adverbial de Lugar de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
b) Comparecer grupo:

Português 30
APOSTILAS OPÇÃO
Agradecer, Perdoar e Pagar Mudança de Transitividade versus Mudança de
São verbos que apresentam objeto direto Significado
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Veja os exemplos: Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade,
Agradeço    aos ouvintes         a audiência. apresentam mudança de significado. O conhecimento das
                   Objeto Indireto      Objeto Direto diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico
Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador. muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
                                                                 Obj. Direto       Objeto Indireto de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
Paguei      o débito        ao cobrador. quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:
               Objeto Direto      Objeto Indireto
AGRADAR
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com 1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
particular cuidado. Observe: acariciar.
Agradeci o presente. / Agradeci-o. Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. quando o revê.
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. não perde oportunidade de agradá-lo.
Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. 2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
Informar pela preposição “a”.
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto O cantor não agradou aos presentes.
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. O cantor não lhes agradou.
Informe os novos preços aos clientes.
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos ASPIRAR
preços) 1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar
(o ar), inalar.
- Na utilização de pronomes como complementos,  veja as Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. 2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre como ambição.
eles) Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os elas)
seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa,
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe”
Comparar e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as exemplo:
preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela)
indireto.
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança. ASSISTIR
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar
Pedir assistência a, auxiliar. Por Exemplo:
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa. As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Pedi-lhe                 favores.
Objeto Indireto    Objeto Direto 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
                                      estar presente, caber, pertencer.
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Exemplos:
                                                           Objetiva Direta Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Saiba que: Essa lei assiste ao inquilino.
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver introduzido pela preposição “em”.
subentendida. Assistimos numa conturbada cidade.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma CHAMAR
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
ir entregar-lhe os catálogos em casa). solicitar a atenção ou a presença de.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
popularmente, é igualmente considerada incorreta. Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

Preferir 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode


Na língua culta, esse verbo deve apresentar  objeto apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.

Português 31
APOSTILAS OPÇÃO
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou Questões
transitivo indireto.
Muito custa          viver tão longe da família. 01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego
            Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  correto da regência do verbo, EXCETO:
       Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo (A) Faço entrega em domicílio.
(B) Eles assistem o espetáculo.
Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude. (C) João gosta de frutas.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva  (D) Ana reside em São Paulo.
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo (E) Pedro aspira ao cargo de chefe.

Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 02. Assinale a opção em que o verbo
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa. chamar é empregado com o mesmo sentido que
Observe o exemplo abaixo: apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara,
Custei para entender o problema.  Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”:
Forma correta: Custou-me entender o problema. (A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria;
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo;
IMPLICAR (C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo;
1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: (D) o chefe chamou-os para um diálogo franco;
(E) mandou chamar o médico com urgência.
a) dar a entender, fazer supor, pressupor
Suas atitudes implicavam um firme propósito. 03. A regência verbal está correta na alternativa:
(A) Ela quer namorar com o meu irmão.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência, (B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé.
acarretar, provocar (C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor.
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um (D) É preferível ir a pé a ir de carro.
povo.
04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, com regência certa, exceto em:
envolver (A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera.
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. (B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz.
(C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso;
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo (D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do
indireto e rege com preposição “com”. mágico;
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. (E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos.

PROCEDER 05. A regência verbal está INCORRETA em:


1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo, (A) Proibiram-no de fumar.
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, (B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos.
agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de (C) Prefiro Português a Matemática.
adjunto adverbial de modo. (D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da
As afirmações da testemunha procediam, não havia como amiga.
refutá-las. (E) O jovem aspira à carreira militar.
Você procede muito mal.
Respostas
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” 01. B\02. A\03. D\04. B\05. D
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto. Regência Nominal
O avião procede de Maceió.    
Procedeu-se aos exames. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
O delegado procederá ao inquérito. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
QUERER da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
vontade de, cobiçar. derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
Querem melhor atendimento. conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
Queremos um país melhor. Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
estimar, amar. Obedecer a algo/ a alguém.
Quero muito aos meus amigos. Obediente a algo/ a alguém.
Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
VISAR atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo. Substantivos
O gerente não quis visar o cheque. Admiração a, por
Devoção a, para, com, por
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Medo a, de
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Aversão a, para, por
Doutor em
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Obediência a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Atentado a, contra
público. Dúvida acerca de, em, sobre

Português 32
APOSTILAS OPÇÃO
Ojeriza a, por 03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
Bacharel em seguidos pela mesma preposição:
Horror a (A) ávido, bom, inconsequente
Proeminência sobre (B) indigno, odioso, perito
Capacidade de, para (C) leal, limpo, oneroso
Impaciência com (D) orgulhoso, rico, sedento
Respeito a, com, para com, por (E) oposto, pálido, sábio

Adjetivos 04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir


Acessível a Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que
Diferente de completa corretamente as lacunas da frase acima é:
Necessário a (A) as quais, de cujo
Acostumado a, com (B) a que, no qual
Entendido em (C) de que, o qual
Nocivo a (D) às quais, cujo
Afável com, para com (E) que, em cujo
Equivalente a
Paralelo a 05. Com relação à Regência Nominal, indique a alternativa
Agradável a em que esta foi corretamente empregada.
Escasso de (A) A colocação de cartazes na rua foi proibida.
Parco em, de (B) É bom aspirar ao ar puro do campo.
Alheio a, de (C) Ele foi na Grécia.
Essencial a, para (D) Obedeço o Código de Trânsito.
Passível de
Análogo a Respostas
Fácil de 01. D\02. A\03. D\04. D\05. A
Preferível a
Ansioso de, para, por
Fanático por Uso do sinal indicativo de crase.
Prejudicial a
Apto a, para
Favorável a
Prestes a Crase
Ávido de
Generoso com A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,
Propício a «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
Benéfico a de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
Grato a, por preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
Próximo a pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a
Capaz de, para qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
Hábil em indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
Relacionado com compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
Compatível com para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
Habituado a e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a
Relativo a crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência
Contemporâneo a, de simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
Idêntico a
Observe:
Advérbios Vou a + a igreja.
Longe de Perto de Vou à igreja.

Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir No exemplo acima, temos a ocorrência da
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
paralelamente a; relativa a; relativamente a. ocorrência do artigo  “a” que está determinando o substantivo
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
Questões os outros exemplos:

01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva Conheço a aluna.


ser empregada, de acordo com a regência nominal. Refiro-me à aluna.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento. No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão. algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode
(C) Sirlene tem horror ____ aves. ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas. (referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
população. feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados.
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre:
simpatia.
(A) a, por, menos 1-) diante de substantivos masculinos:
(B) do que, por, menos Andamos a cavalo.
(C) a, para, menos Fomos a pé.
(D) do que, com, menos
(E) do que, para, menos 2-) diante de  verbos no infinitivo:
A criança começou a falar.

Português 33
APOSTILAS OPÇÃO
Ela não tem nada a dizer. Por exemplo:
Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos França.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de  Porto Alegre. Estou  em  Porto
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Alegre.) 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes Vou à praia. = Volto da praia.
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Por exemplo: ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
Cláudio para sair mais cedo.) Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Refiro-me àquele atentado.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Sou grata à população. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
Fumar é prejudicial à saúde. portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Aluguei aquela casa.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.  preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. Veja outros exemplos:
Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho. Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro. Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
3-) na indicação de horas: Não obedecerei àquele sujeito.
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas. Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
Foram dormir à meia-noite.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de quais  depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes
que participam palavras femininas. Por exemplo: exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a
à tarde às ocultas às pressas à medida que ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do
termo regido feminino por um termo regido masculino. 
à noite às claras às escondidas à força Por exemplo:
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
à vontade à beça à larga à escuta
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
à esquerda às turras às vezes à chave
Veja outros exemplos:
à direita à procura à deriva à toa São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
à proporção
à luz à sombra de à frente de Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
que
responder nenhuma das questões.
à A sessão à qual assisti estava vazia.
semelhança às ordens à beira de
de Crase com o Pronome Demonstrativo “a”

Crase diante de Nomes de Lugar A ocorrência da crase com o pronome


demonstrativo  “a”  também pode ser detectada através da
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do substituição do termo regente feminino por um termo regido
artigo  “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que masculino. 
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a Veja:
preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não Minha revolta é ligada à do meu país.
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo Meu luto é ligado ao do meu país.
regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A As orações são semelhantes às de antes.
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de Os exemplos são semelhantes aos de antes.
lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Suas perguntas são superiores às dele.

Português 34
APOSTILAS OPÇÃO
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo c) a - aqueles - à - a 
feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos d) à - àqueles - a - a 
escrever as frases abaixo das seguintes formas: e) a - aqueles - à - há

Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a 04. Leia o texto a seguir.


Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Comunicação
Roberto.
O público ledor (existe mesmo!) é sensorial: quer ter um autor
2-) diante de pronome possessivo feminino: ao vivo, em carne e osso. Quando este morre, há uma queda de
Observação: é facultativo o uso da crase diante de popularidade em termos de venda. Ou, quando teatrólogo, em
pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do termos de espetáculo. Um exemplo: G. B. Shaw. E, entre nós, o
artigo. Observe: suave fantasma de Cecília Meireles recém está se materializando,
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está tantos anos depois.
esperando por você. Isto apenas vem provar que a leitura é um remédio para
A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está a solidão em que vive cada um de nós neste formigueiro. Claro
esperando por você. que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e
efervescente.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de Porque o autor escreve, antes de tudo, para expressar-se. Sua
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as comunicação com o leitor decorre unicamente daí. Por afinidades.
frases abaixo das seguintes formas: É como, na vida, se faz um amigo.
E o sonho do escritor, do poeta, é individualizar cada
Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô. formiga num formigueiro, cada ovelha num rebanho − para que
Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô. sejamos humanos e não uma infinidade de xerox infinitamente
reproduzidos uns dos outros.
3-) depois da preposição até: Mas acontece que há também autores xerox, que nos invadem
Fui até a praia. ou Fui até à praia. com aqueles seus best-sellers...
Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta. Será tudo isto uma causa ou um efeito?
A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou Tristes interrogações para se fazerem num mundo que já foi
A palestra vai até às cinco horas da tarde. civilizado.

Questões (Mário Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1.


ed., 2005. p. 654)
01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação
consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades festiva e efervescente.
e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo

Português 35
APOSTILAS OPÇÃO
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”,
segmento grifado for substituído por: que identificamos por ser o termo que concorda em número e
A) leitura apressada e sem profundidade. pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”.
B) cada um de nós neste formigueiro.
C) exemplo de obras publicadas recentemente. Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um
D) uma comunicação festiva e virtual. substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de
E) respeito de autores reconhecidos pelo público. sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente:
05. O Instituto Nacional de Administração Prisional “O amigo retardatário do presidente prepara-se para
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ desembarcar.” (Aníbal Machado)
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará- A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas.
lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e uma Os termos da oração da língua portuguesa são classificados
vida digna. em três grandes níveis:
(Disponível em: - Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado.
www.metropolitana.com.br/blog/qual_e_a_importancia_da_
ressocializacao_de_presos. Acesso em: 18.08.2012. Adaptado) - Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente
Assinale a alternativa que preenche, correta e da Passiva).
respectivamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-
padrão da língua portuguesa. - Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal,
A) à … à … à Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo.
B) a … a … à
C) a … à … à Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
D) à … à ... a (ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos:
E) a … à … a

Respostas Sujeito Predicado


1-B / 2-A / 3-B / 4-A / 5-D Pobreza não é vileza.
Os sertanistas capturavam os índios.
Estrutura da oração e do período. Um vento áspero sacudia as árvores.

Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica


uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao
Oração fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico
Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido, (o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
período, completando um pensamento e concluindo o enunciado com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal,
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o
casos, através de reticências. núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas:
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes - estabelecer concordância com o núcleo do predicado;
elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, - apresentar-se como elemento determinante em relação ao
não podem ser analisadas sintaticamente frases como: predicado;
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo
Socorro! ou, ainda, qualquer palavra substantivada.
Com licença!
Que rapaz impertinente! Exemplo:
Muito riso, pouco siso.
A padaria está fechada hoje.
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como está fechada hoje: predicado nominal
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração a padaria: sujeito
desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular
grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante,
predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo: ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire
A menina banhou-se na cachoeira. sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
A menina – sujeito sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
banhou-se na cachoeira – predicado Exemplo:
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
As formigas invadiram minha casa.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em as formigas: sujeito = termo determinante
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara invadiram minha casa: predicado = termo determinado
algo», «o tema do que se vai comunicar». Há formigas na minha casa.
O predicado é a parte da oração que contém “a informação há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, sujeito: inexistente
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
seja, o predicado, é «é eterno». sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,

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APOSTILAS OPÇÃO
tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com
sua representação pode ser feita através de um substantivo, de admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De
um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. - Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo
Exemplos: ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O
Eu acompanho você até o guichê. pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito.
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa Pode ser omitido junto de infinitivos.
Vocês disseram alguma coisa? Aqui vive-se bem.
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa Devagar se vai ao longe.
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. Quando se é jovem, a memória é mais vivaz.
Marcos: sujeito = substantivo próprio Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar.
Ninguém entra na sala agora.
ninguém: sujeito = pronome substantivo - Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o
O andar deve ser uma atividade diária. verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas.

Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa
oração substantiva subjetiva: língua.
Exemplos:
É difícil optar por esse ou aquele doce... É fácil este problema!
É difícil: oração principal Vão-se os anéis, fiquem os dedos.
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva “Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.”
(José de Alencar)
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a
O sino era grande. nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª
Ela tem uma educação fina. pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos
Isto não me agrada. de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer fenômenos meteorológicos.
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um
voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) segmento extraído da estrutura interna das orações ou das
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse
O sujeito pode ser: sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico
que estabelece concordância com outro termo essencial
Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos; da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou
“Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.” subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal).
Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo
cavalo nadavam ao lado da canoa.” que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua
Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno
amanhã. da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando Então têm por características básicas: apresentar-se como
não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã. elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito.
saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele) Exemplo:
aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
vocês) Carolina conhece os índios da Amazônia.
Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo sujeito: Carolina = termo determinante
fertiliza o Egito. predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa determinado
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se Nesse exemplo podemos observar que a concordância é
açudes. (= Açudes foram construídos.) estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa essenciais. No exemplo, entre “Carolina” e “conhece”. Isso se dá
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos porque a concordância é centrada nas palavras que são núcleos,
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina isto é, que são responsáveis pela principal informação naquele
trancou-se no quarto. segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
bem naquele restaurante. nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
Observações: núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
- Sujeito formado por pronome indefinido não é verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
Ninguém lhe telefonou. dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente

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APOSTILAS OPÇÃO
Minha empregada é desastrada. Intransitivos: são os que não precisam de complemento,
predicado: é desastrada pois têm sentido completo.
núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito “Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis)
tipo de predicado: nominal “Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar)
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.”
O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo (Marquês de Maricá)
do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.) Observações: Os verbos intransitivos podem vir
funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado. acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos
A empreiteira demoliu nosso antigo prédio. pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido.
predicado: demoliu nosso antigo prédio As orações formadas com verbos intransitivos não podem
núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o “transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos
sujeito passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
tipo de predicado: verbal o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento)
Os manifestantes desciam a rua desesperados. - “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim)
predicado: desciam a rua desesperados - “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias)
núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o - “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo
sujeito; desesperados = atributo do sujeito que já morreu...” (Ciro dos Anjos)
tipo de predicado: verbo-nominal
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer,
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
responsável também por definir os tipos de elementos que chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo, é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo:
constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar,
forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos:
do predicado. Comprei um terreno e construí a casa.
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, “Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por Maricá)
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: “Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.”
(Guedes de Amorim)
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os
depois de algozes) que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da complemento acompanhado de predicativo. Exemplos:
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) Consideramos o caso extraordinário.
“A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina Inês trazia as mãos sempre limpas.
Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente) O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
forma o predicado. Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem
Há verbos que, por natureza, tem sentido completo, ser usados também na voz passiva; Outra característica desses
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes
de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo: o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
As flores murcharam. com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico:
Os animais correm. arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
As folhas caem. tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar,
Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos: receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc.

João puxou a rede. Transitivos Indiretos: são os que reclamam um


“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara complemento regido de preposição, chamado objeto indireto.
Resende) Exemplos:
“Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.” “Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma
(Camilo Castelo Branco) adolescente.” (Ciro dos Anjos)
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, neutros.” (Érico Veríssimo)
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? Américo)
Os verbos de predicação completa denominam-se “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os (José Geraldo Vieira)
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
(bitransitivos). distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
relacionando o predicativo com o sujeito. os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de

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APOSTILAS OPÇÃO
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. um verbo transitivo. Exemplos:
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam O juiz declarou o réu inocente.
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e O povo elegeu-o deputado.
pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado, Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente
preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se
com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta;
vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira. Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado
(tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo
variam de significação conforme sejam usados como transitivos inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas
diretos ou indiretos. vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele
Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com choque com o mundo me causara.”
dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
Exemplos: Termos Integrantes da Oração
No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
A empresa fornece comida aos trabalhadores. Chamam-se termos integrantes da oração os que completam
Oferecemos flores à noiva. a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram,
Ceda o lugar aos mais velhos. completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à
compreensão do enunciado. São os seguintes:
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou - Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto);
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na - Complemento Nominal;
formação do predicado nominal. Exemplos: - Agente da Passiva.
A Terra é móvel.
A água está fria. Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação
O moço anda (=está) triste. incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos:
A Lua parecia um disco. As plantas purificaram o ar.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro)
Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de Procurei o livro, mas não o encontrei.
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais Ninguém me visitou.
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto O objeto direto tem as seguintes características:
transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente. - Completa a significação dos verbos transitivos diretos;
(aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria - Normalmente, não vem regido de preposição;
dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma - Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um
princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com verbo ativo: Caim matou Abel.
dificuldades.; Parece que vai chover. - Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação por Caim.
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos: O objeto direto pode ser constituído:
O homem anda. (intransitivo) - Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador
O homem anda triste. (de ligação) cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável.
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos:
O cego não vê. (intransitivo) Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.;
Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto) “Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar
Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto) quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.”
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de
objeto. plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos
Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo, meus escritos?”
um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos: Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
A bandeira é o símbolo da Pátria. se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma
A mesa era de mármore. esfera semântica:
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na (Vivaldo Coaraci)
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava Machado)
atrasado.) “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
O menino abriu a porta ansioso. de Assis)
Todos partiram alegres. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto.
Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, principalmente:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
coisas.; Onde está a criança que fui? Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava

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APOSTILAS OPÇÃO
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente
seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta;
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos; convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com Observações: Há verbos que podem construir-se com dois
aquele homem a quem na realidade também temia, como todos objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a
ali”. Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.; frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados
um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? adjuntos adverbiais.
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
duas criaturas que só tinham uma à outra”. indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço-
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais
conheço desde os seus mais tenros anos”. gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a quem conto são poucas.
ambos...”.
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é
pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a representado pelos substantivos (ou expressões substantivas)
outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a,
outros.; A quantos a vida ilude!. com, contra, de, em, para e por.
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto,
livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”; o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase.
“Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa
da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões,
a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.” incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”

Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos,
do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono, adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição.
quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe, Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao
lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê- mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”;
lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com “Ah, não fosse ele surdo à minha voz!”
verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado: Observações: O complemento nominal representa o
a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um
expressão. nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor
Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do complementar verbos, complementa nomes (substantivos,
pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a
O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa. verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo;
O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem. perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais,
“Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado) obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc.

Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
significação dos verbos: colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): pelos pronomes:
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua As flores são umedecidas pelo orvalho.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
verdade ao moço.)
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
ativa:

Português 40
APOSTILAS OPÇÃO
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
A multidão aclamava a rainha. (voz ativa) adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece,
Observações: desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio.
expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado “Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.”
e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade. (Carlos Drummond de Andrade)
(Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
(Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos substantivo:
pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele Foram os dois, ele e ela.
pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas Só não tenho um retrato: o de minha irmã.
ruas. (certo)
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases
Termos Acessórios da Oração seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do
sujeito:
Termos acessórios são os que desempenham na oração Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas.
uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser, As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de
determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São cores.
três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto. Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo
Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos:
os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas. Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia;
(Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc.
– vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto “Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?”
adnominal). (Graciliano Ramos)
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, vezes, está elíptico. Exemplos:
este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço, Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto; Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da
Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade, alma humana.
posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos:
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem tempestade iminente.
- fio de aço, casa de madeira: matéria O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito.
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
Um aposto pode referir-se a outro aposto:
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado “Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo)
o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto
de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor é, a saber, ou da preposição acidental como:
de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai,
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém não são banhados pelo mar.
ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo, Este escritor, como romancista, nunca foi superado.
declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das O aposto que se refere a objeto indireto, complemento
matas, cheiro de petróleo, amor de mãe. nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:

Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado.
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica “Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das
o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas coisas.” (Raquel Jardim)
numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo.
é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.; Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às a coisa personificada a que nos dirigimos:
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu de Lourdes Teixeira)
de repente. “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Assis)
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de apelo (ó, olá, eh!):

Português 41
APOSTILAS OPÇÃO
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano) Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” oração)
(Graciliano Ramos) Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
“Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo verbais, duas orações)
Castelo Branco)
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da Há três tipos de período composto: por coordenação, por
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado. subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
tempo (também chamada de misto).
Questões
Período Composto por Coordenação – Orações
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade Coordenadas
em:
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa Considere, por exemplo, este período composto:
(B) enfrentamos MUITAS novidades Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter de infância.
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes 1ª oração: Passeamos pela praia
(E) assumimos MUITO conflito e confusão 2ª oração: brincamos
3ª oração: recordamos os tempos de infância
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há As três orações que compõem esse período têm sentido
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
respectivamente: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
(A) sujeito – objeto direto; sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
(B) sujeito – aposto; sintaticamente.
(C) objeto direto – aposto; As orações independentes de um período são chamadas
(D) objeto direto – objeto direto; de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
(E) objeto direto – complemento nominal. orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação.
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é objeto As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
indireto. sindéticas.
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário Quintana)
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca - As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” (Fernando não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo:
Pessoa) Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram.
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a sonhar OCA OCA OCA
/ Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” (Alphonsus de
Guimarães) “Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de
(D) “Mas, quando responderam a Nhô Augusto: ‘– É a Assis)
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para “A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.”
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães Rosa) (Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.”
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase (Coelho Neto)
o sujeito de “fez”?
(A) o prêmio; - As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
(B) o jogador; introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
(C) que; O homem saiu do carro / e entrou na casa.
(D) o gol; OCA OCS
(E) recebeu.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
há predicativo do sujeito: que as introduzem. Pode ser:
(A) como o povo anda tristonho!
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; - Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só...
(C) ele nos garantiu que viria; mas também, não só... mas ainda.
(D) no Rio não faltam diversões; Saí da escola / e fui à lanchonete.
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. OCA OCS Aditiva

Respostas Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção


01. D\02. C\03. D\04. C\05. A que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva.
Período
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um As pessoas não se mexiam nem falavam.
período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de “Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até
interrogação ou com reticências. nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
O período é simples quando só traz uma oração, chamada (Machado de Assis)
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma - Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas,
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto.
absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
Estudei bastante / mas não passei no teste.
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há OCA OCS Adversativa
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
locuções verbais nele existentes. Exemplos: que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) uma conjunção coordenativa adversativa.
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)

Português 42
APOSTILAS OPÇÃO
A espada vence, mas não convence. 2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) 3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, detalhes.
por isso, pois, logo. 5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.

Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. (A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
OCA OCS Conclusiva (B) por isso, porque, mas, portanto, que
(C) logo, porém, pois, porque, mas
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção (D) porém, pois, logo, todavia, porque
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração (E) entretanto, que, porque, pois, portanto
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
05. Reúna as três orações em um período composto por
Vives mentindo; logo, não mereces fé. coordenação, usando conjunções adequadas.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
Os dias já eram quentes.
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, A água do mar ainda estava fria.
ora... ora, seja... seja, quer... quer. As praias permaneciam desertas.

Seja mais educado / ou retire-se da reunião! Respostas


OCA OCS Alternativa
01.
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
coordenativa alternativa.  
02. E\03. C\04. B
Venha agora ou perderá a vez.
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de 05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava
Assis) fria, por isso as praias permaneciam desertas.
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
muito caro.” (Renato Inácio da Silva) Período Composto por Subordinação
“A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
(Luís Jardim) Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, Todos querem sua participação. (objeto direto)
porque, pois, porquanto. Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. causa)
OCA OCS Explicativa
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação orações com a mesma função sintática:
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
explicativa. com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada
Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã. com função de objeto direto)
“A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
Veríssimo) subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Questões Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma


certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
01. Relacione as orações coordenadas por meio de subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
conjunções: menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram. subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. é classificado como período composto por subordinação. As
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
   que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: Orações Subordinadas Adverbiais
(A) causa
(B) explicação As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
(C) conclusão que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
(D) proporção (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
(E) comparação que as introduz:
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração - Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração
sublinhada pode indicar uma ideia de: principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
(A) concessão visto que.
(B) oposição Não fui à escola / porque fiquei doente.
(C) condição OP OSA Causal
(D) lugar
(E) consequência O tambor soa porque é oco.
   Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, Como ele estava armado, ninguém ousou reagir.
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. “Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de
1. Correu demais, ... caiu. Sousa)

Português 43
APOSTILAS OPÇÃO
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, prolongar minha viagem.
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
- Comparativas: Expressam ideia de comparação com
Irei à sua casa / se não chover. referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
OP OSA Condicional tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
menos ou mais).
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos Ela é bonita / como a mãe.
ofensores. OP OSA Comparativa
Se o conhecesses, não o condenarias.
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
Andrade) (Marquês de Maricá)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
tenha êxito. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. daquele olhar.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
que, mesmo que. Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
OP OSA Concessiva subentendido o verbo ser (como a mãe é).
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
arriscou uma opinião. mais, quanto menos.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem. OSA Proporcional OP
Por mais que gritasse, não me ouviram.
À medida que se vive, mais se aprende.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. diminuindo.
OP OSA Conformativa
Orações Subordinadas Substantivas
O homem age conforme pensa.
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser:
- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
OP OSA Temporal O grupo quer / que você ajude.
OP OSS Objetiva Direta
Formiga, quando quer se perder, cria asas.
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) mestre exigia a presença de todos.)
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Mariana esperou que o marido voltasse.
de Maricá) Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
Enquanto foi rico, todos o procuravam. O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
que, porque (=para que), que. aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
OP OSA Final Necessito / de que você me ajude.
OP OSS Objetiva Indireta
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá) Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. viagem.)
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Aconselha-o a que trabalhe mais.
para que) Daremos o prêmio a quem o merecer.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as Lembre-se de que a vida é breve.
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse) - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
- Consecutivas: Expressam a consequência do que foi Observe: É importante sua colaboração. (sujeito)
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como É importante / que você colabore.
(= porque), pois que, visto que. OP OSS Subjetiva
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Consecutiva A oração subjetiva geralmente vem:
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José ele voltará amanhã.
J. Veiga) - depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade.

Português 44
APOSTILAS OPÇÃO
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem referem. Exemplo:
da reunião. O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é OP OSA Restritiva
necessária.)
Parece que a situação melhorou. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Aconteceu que não o encontrei em casa. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
Importa que saibas isso bem. aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.

- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal: Pedra que rola não cria limo.
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Os animais que se alimentam de carne chamam-se
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua carnívoros.
inocência. (complemento nominal) Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
Estou convencido / de que ele é inocente. escreveram.
OP OSS Completiva Nominal “Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Mariano)
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
dele.) quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Estava ansioso por que voltasses. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
Sê grato a quem te ensina. restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
(Graciliano Ramos) novo livro.
OP OSA Explicativa OP
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal, Deus, que é nosso pai, nos salvará.
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
felicidade. (predicativo) Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
O importante é / que você seja feliz. Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.
OP OSS Predicativa
Orações Reduzidas
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Observe que as orações subordinadas eram sempre
Minha esperança era que ele desistisse. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
Não sou quem você pensa. subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
do país. (aposto) (infinitivo)
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
país. - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
OP OSS Apositiva (particípio)

Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
coisa: a sua felicidade) formas nominais são chamadas de reduzidas.
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
que virias a morrer...” (Osmã Lins) a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
oculto?” (Machado de Assis) conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- da oração desenvolvida.
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
saúde, tornou-se realidade. Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros reduzida de infinitivo.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou. Precisando de ajuda, telefone-me.
Diga-me como resolver esse problema. Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Orações Subordinadas Adjetivas Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
a função de adjunto adnominal de algum termo da oração Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
principal. Observe como podemos transformar um adjunto Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o
adnominal em oração subordinada adjetiva: vestiário.
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) OSA Temporal
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
adjetiva) reduzida de particípio.

As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas Observações:


por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem - Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de
ser classificadas em: desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas

Português 45
APOSTILAS OPÇÃO
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de (C) O aluno fez-se passar por doutor.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa (D) Precisa-se de operários.
cidade. (E) Não sei se o vinho está bom.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A
Exemplos: oração sublinhada é:
Preciso terminar este exercício. (A) subordinada substantiva completiva nominal
Ele está jantando na sala. (B) subordinada substantiva objetiva indireta
Essa casa foi construída por meu pai. (C) subordinada substantiva predicativa
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma (D) subordinada substantiva subjetiva
reduzida. Exemplo: (E) subordinada substantiva objetiva direta  
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa.
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração Respostas
coordenada sindética aditiva) 01. B\02. A\03. D\04. E\05. B
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
gerúndio.
Aspectos semânticos presentes
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser em textos.
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na Significação das palavras
oração principal, que traz o efeito.
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por com a ideia associada a este conjunto.
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado.
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. Exemplo:
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O - Alfabeto, abecedário.
período agora é composto por coordenação, pois a oração - Brado, grito, clamor.
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou - Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o - Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo
ter chorado. pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. matizes de significação e certas propriedades que o escritor não
OP OSA Comparativa OSA Condicional pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios
Questões da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
para ser mãe”, a oração destacada é: A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
(A) subordinada substantiva objetiva indireta em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
(B) subordinada substantiva completiva nominal - Adversário e antagonista.
(C) subordinada substantiva predicativa - Translúcido e diáfano.
(D) coordenada sindética conclusiva - Semicírculo e hemiciclo.
(E) coordenada sindética explicativa - Contraveneno e antídoto.
- Moral e ética.
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. - Colóquio e diálogo.
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na - Transformação e metamorfose.
realidade.” A oração sublinhada é: - Oposição e antítese.
(A) adverbial conformativa O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
(B) adjetiva palavra que também designa o emprego de sinônimos.
(C) adverbial consecutiva
(D) adverbial proporcional Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
(E) adverbial causal - Ordem e anarquia.
- Soberba e humildade.
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos - Louvar e censurar.
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características - Mal e bem.
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
(A) para se encaixarem. implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
(B) para seu encaixotamento. anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
(C) para que se encaixassem.
(D) para que se encaixem. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
(E) para que se encaixariam. vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir - Aço (substantivo) e asso (verbo).
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
orações seguintes? A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. considerada uma deficiência dos idiomas.
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.

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APOSTILAS OPÇÃO
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto - Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: podemos dar a uma palavra.
Vamos analisar a palavra  cobra  utilizada em diferentes
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes contextos:
no timbre ou na intensidade das vogais. 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)
- Rego (substantivo) e rego (verbo). 2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que
- Colher (verbo) e colher (substantivo). adota condutas pouco apreciáveis)
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). 3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). sobre alguma coisa, “expert”)
- Para (verbo parar) e para (preposição). No item  1  aplica-se o termo  cobra  em seu sentido comum
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). (ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido
- Às (substantivo), às (contração) e as (artigo). figurado.
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de Podemos então concluir que um mesmo significante (parte
per+o). concreta) pode ter vários significados (conceitos).

Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e Fonte:


diferentes na escrita. http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm-
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de Denotação e Conotação
consertar). - Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário;
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar). usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). exemplo:
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). Cortaram as asas da ave para que não voasse mais.
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
- Paço (palácio) e passo (andar). Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo). próprio, comum, usual, literal.
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = - DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata-
anular). se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão dicionarístico.
(tempo de uma reunião ou espetáculo). - Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico);
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia. usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). expressiva. Veja este exemplo:
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). Seria aconselhável cortar as  asas deste menino, antes que
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). seja tarde mais.
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações;
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). disciplina, limitação de conduta e comportamento.

Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na Questões


pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e 01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. participar.
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de usuários de distinguir essas variações como relevantes no
gado. conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros,
do palato. aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras de observações e reconhecer a organização geral da rede de que
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que participam.
têm dezenas de acepções. O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
Sentido Próprio e Figurado das Palavras recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
Pela própria definição acima destacada podemos perceber conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada sentimento de pânico experimentados por um número crescente
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
ela traz (denominada significado). como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
assim: para o espírito.
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
que costumamos dar a uma palavra. Revista USP, no 92. Adaptado)

Português 47
APOSTILAS OPÇÃO
As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho 06. A fuga dos rinocerontes
/ estimar  parâmetros /  embotar  a razão – têm sinônimos Espécie ameaçada de extinção escapa dos caçadores da
adequados respectivamente em: maneira mais radical possível – pelo céu.
a) procurar / gostar de / ilustrar
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer Os rinocerontes-negros estão entre os bichos mais visados
c) interferir / propor / embrutecer da África, pois sua espécie é uma das preferidas pelo turismo de
d) intrometer-se / prezar / esclarecer caça. Para tentar salvar alguns dos 4.500 espécimes que ainda
e) contrapor-se / consolidar / iluminar restam na natureza, duas ONG ambientais apelaram para uma
solução extrema: transportar os rinocerontes de helicóptero. A
02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os ação utilizou helicópteros militares para remover 19 espécimes –
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam- com 1,4 toneladas cada um – de seu habitat original, na província
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, de Cabo Oriental, no sudeste da África do Sul, e transferi-los para
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, a província de Lampopo, no norte do país, a 1.500 quilômetros
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o de distância, onde viverão longe dos caçadores. Como o trajeto
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela tem áreas inacessíveis de carro, os rinocerontes tiveram de
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres voar por 24 quilômetros. Sedados e de olhos vendados (para
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os evitar sustos caso acordassem), os rinocerontes foram içados
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos pelos tornozelos e voaram entre 10 e 20 minutos. Parece meio
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória brutal? Os responsáveis pela operação dizem que, além de mais
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele eficiente para levar os paquidermes a locais de difícil acesso, o
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente procedimento é mais gentil.
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de (BADÔ, F. A fuga dos rinocerontes
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – Superinteressante, nº 229, 2011.)
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e A palavra radical pode ser empregada com várias acepções,
molambos... por isso denomina-se polissêmica. Assinale o sentido
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender dicionarizado que é mais adequado no contexto acima.
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: a) Que existe intrinsecamente num indivíduo ou coisa.
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, b) Brusco; violento; difícil.
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma c) Que não é tradicional, comum ou usual.
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris d) Que exige destreza, perícia ou coragem.
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; 07. O gavião
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a lua.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais sensacional e
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) comovente – o gavião malvado, que mata pombas.
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos? contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das
a) Armistício – destruição pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros
b) Claudicante – manco (qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar
c) Reveses – infortúnios o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na
d) Fealdade – feiura verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com que
e) Opilados – desnutridos a pomba come seu grão de milho.
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das pombas
03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras e também o lance magnífico em que o gavião se despenca sobre
sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA:  uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-Exupéry, “a
a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar com um belo tiro
crime!  pode também ser a verdade do caçador.
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente. Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente o
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, pode
agora expiar seus crimes.  lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro homem.
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso                     
o bom censo.   (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999. Adaptado)
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
tomate.  O termo  gavião, destacado em sua última ocorrência no
texto – … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro
04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir homem. –, é empregado com sentido
de exemplos de parônimos: a) próprio, equivalendo a inspiração.
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil). b) próprio, equivalendo a conquistador.
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). c) figurado, equivalendo a ave de rapina.
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta). d) figurado, equivalendo a alimento.
d) Nenhuma das alternativas. e) figurado, equivalendo a predador.

05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, 08. CONTRATEMPOS


seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada Ele nunca entendeu o tédio, essa impressão de que existem
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias mais horas do que coisas para se fazer com elas. Sempre faltou
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a tempo para tanta coisa: faltou minuto para tanta música, faltou
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso. dia para tanto sol, faltou domingo para tanta praia, faltou noite
a) taxa, cesta, assento para tanto filme, faltou ano para tanta vida.
b) conserto, pleito, ótico Existem dois tipos de pessoa. As pessoas com mais coisa que
c) cheque, descrição, manga tempo e as pessoas com mais tempo que coisas para fazer com
d) serrar, ratificar, emergir o tempo.

Português 48
APOSTILAS OPÇÃO
As pessoas com menos tempo que coisa são as que buzinam Em qual dos trechos foi empregada palavra ou expressão em
assim que o sinal fica verde, e ficam em pé no avião esperando sentido conotativo?
a porta se abrir, e empurram e atropelam as outras para entrar a) “A entrada dos prisioneiros foi comovedora”
primeiro no vagão do trem, e leem livros que enumeram os b) “Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
“livros que você tem que ler antes de morrer” ao invés de ler uma arma, nem um peito resfolegante...”
diretamente os livros que você tem de ler antes de morrer. c) “Era, com efeito, contraproducente compensação a tão
Esse é o caso dele, que chega ao trabalho perguntando onde luxuosos gastos de combates...”
é a festa, e chega à festa querendo saber onde é a próxima, e d) “...os arcabouços esmirrados e sujos...”
chega à próxima festa pedindo táxi para a outra, e chega à outra e) “faces túmidas e mortas, de cera, bustos dobrados, andar
percebendo que era melhor ter ficado na primeira, e quando cambaleante”
chega a casa já está na hora de ir para o trabalho.
Ela sempre pertenceu ao segundo tipo de pessoa. Sempre teve 10. O termo (ou expressão) em destaque, que está empregado
tempo de sobra, por isso sempre leu romances longos, e passou em seu sentido próprio, denotativo, ocorre em:
tardes longas vendo pela milésima vez a segunda temporada de a) Estou morta de cansada.
“Grey’s Anatomy” mas, por ter tempo demais, acabava sobrando b) Aquela mulher fala mal de todos na vizinhança! É
tempo demais para se preocupar com uma hérnia imaginária, uma cobra.
ou para tentar fazer as pazes com pessoas que nem sabiam que c) Todo cuidado é pouco. As paredes têm ouvidos.
estavam brigadas com ela, ou escrever cartas longas dentro da d) Reclusa desde que seu cachorrinho  morreu, Filomena
cabeça para o ex-namorado, os pais, o país, ou culpar o sol ou finalmente saiu de casa ontem.
a chuva, ou comentar “e esse calor dos infernos?”, achando que e) Minha amiga é tão agitada! A bateria dela nunca acaba!
a culpa é do mau tempo quando na verdade a culpa é da sobra
de tempo, porque se ela não tivesse tanto tempo não teria nem Respostas
tempo para falar do tempo. 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A\06. C\07. E\08. D\
Quando se conheceram, ele percebeu que não adiantava 09. E\10. D
correr atrás do tempo porque o tempo sempre vai correr mais
rápido, e ela percebeu que às vezes é bom correr para pensar
menos, e pensar menos é uma maneira de ser feliz, e ambos Coesão e coerência textuais.
perceberam que a felicidade é uma questão de tempo. Questão
de ter tempo o suficiente para ser feliz, mas não o bastante para
perceber que essa felicidade não faz o menor sentido.
(Gregório Duvivier. Folha de S. Coerência e Coesão
Paulo, 30.11.2015. Adaptado)
Não basta conhecer o conteúdo das partes de um trabalho:
É correto afirmar que o título do texto tem sentido introdução, desenvolvimento e conclusão. Além de saber o que
a) próprio, indicando os obstáculos que cada personagem se deve (e o que não se deve) escrever em cada parte constituinte
encontra quando depara com o tempo. do texto, é preciso saber escrever obedecendo às normas de
b) próprio, fazendo referência às reações das pessoas às coerência e coesão. Antes de tudo, é necessário definir os termos:
atitudes das personagens. coerência diz respeito à articulação do texto, à compatibilidade
c) figurado, indicando que o tempo é intangível, pouco das ideias, à lógica do raciocínio, a seu conteúdo. Coesão refere
importando as consequências de subestimá-lo. - se à expressão linguística, ao nível gramatical, às estruturas
d) figurado, indicando o contraste na maneira como as frasais e ao emprego do vocabulário.
personagens se relacionam com o tempo. Coerência e coesão relacionamse com o processo de
e) figurado, se associado a “ele”, mas próprio, se associado a produção e compreensão do texto, a coesão contribui para
“ela”, pois se trata do tempo real. a coerência, mas nem sempre um texto coerente apresenta
coesão. Pode ocorrer que o texto sem coerência apresente
09. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os coesão, ou que um texto tenha coesão sem coerência. Em outras
combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam- palavras: um texto pode ser gramaticalmente bem construído,
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, com frases bem estruturadas, vocabulário correto, mas
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, apresentar ideias disparatadas, sem nexo, sem uma sequência
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o lógica: há coesão, mas não coerência. Por outro lado, um texto
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela pode apresentar ideias coerentes e bem encadeadas, sem que no
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres plano da expressão, as estruturas frasais sejam gramaticalmente
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os aceitáveis: há coerência, mas não coesão.
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos Na obra de Oswald de Andrade, por exemplo, encontramse
em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória textos coerentes sem coesão, ou textos coesos, mas sem coerência.
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele Em Carlos Drummond de Andrade, há inúmeros exemplos de
triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente textos coerentes, sem coesão gramatical no plano sintático. A
compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de linguagem literária admite essas liberdades, o que não vem ao
milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana – caso, pois na linguagem acadêmica, referencial, a obediência às
do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda, normas de coerência e coesão são obrigatórias. Ainda assim,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e para melhor esclarecimento do assunto, apresentamse exemplos
molambos... de coerência sem coesão e coesão sem coerência:
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: “Cidadezinha Qualquer”
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, Casas entre bananeiras
moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma mulheres entre laranjeiras
fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris pomar amor cantar:
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; Um homem vai devagar
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de Um cachorro vai devagar.
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e Um burro vai devagar
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Devagar.. as janelas olham.
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Eta vida besta, meu Deus.”
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) (Andrade, 1973, p. 67)

Português 49
APOSTILAS OPÇÃO
Apesar da aparente falta de nexo, percebe - se nitidamente - estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases.
a descrição de uma cidadezinha do interior: a paisagem rural,
o estilo de vida sossegado, o hábito de bisbilhotar, de vigiar Coesão
das janelas tudo o que se passa lá fora. No plano sintático, a
primeira estrofe contém apenas frases ou sintagmas nomi¬nais - assenta-se no plano gramatical e no nível frasal;
(cantar pode ser verbo ou substantivo os meu cantares = as - situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial;
minhas canções); as demais, não apresentam coesão uma frase - relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes
não se relaciona com outra, mas, pela forma de apresentação, componentes do texto;
colaboram para a coerência do texto. - Estabelece relações entre os vocábulos no interior das
frases.
“Do outro lado da parede”
Coerência e coesão são responsáveis pela inteligibilidade ou
Meu laço de botina. compreensão do texto. Um texto bem redigido tem parágrafos
Recebi a tua comunicação, escrita do beiral da viragem bem estruturados e articulados pelo encadeamento das ideias
sempieterna. Foi um tiro no alvo do coração, se bem que ele já neles contidas. As estruturas frasais devem ser coerentes
esteja treinado. e gramaticalmente corretas, no que respeita à sintaxe. O
A culpa de tudo quem temna é esse bandido desse coronel do vocabulário precisa ser adequado e essa adequação só se
Exército Brasileiro que nos inflicitou. consegue pelo conhecimento dos significados possíveis de
Reflete antes de te matares! Reflete Joaninha. Principalmente cada palavra. Talvez os erros mais comuns de redaçao sejam
se ainda é tempo! És uma tarada. devidos à impropriedade do vocabulário e ao mau emprego
Quando te conheci, Chez Hippolyte querias falecer dia e noite. dos conectivos (conjunções, que têm por função ligar uma frase
Enfim, adeus. ou período a outro). Eis alguns exemplos de impropriedade do
Nunca te esquecerei. Never more! Como dizem os corvos.” vocabulário, colhidos em redações sobre censura e os meios de
João da Slavonia comunicação e outras.
(Andrade, O., 1971, p. 201202)
“Nosso direito é frisado na Constituição.”
Embora as frases sejam sintaticamente coesas, nota - se que, Nosso direito é assegurado pela Constituição.
neste texto, não há coerência, não se observa uma linha lógica “Estabelecer os limites as quais a programação deveria estar
de raciocínio na expressão das ideias. Percebese vagamente exposta.”
que a personagem João Slavonia teria recebido uma mensagem Estabelecer os limites aos quais a programação deveria
de Joaninha (Recebi a tua comunicação), ameaçando cometer estar sujeita.
suicídio (Reflete antes de te matares!). A última frase contém
uma alusão ao poema “O corvo”, de Edgar Alan Poe. “A censura deveria punir as notícias sensacionalistas.”
A censura deveria proibir (ou coibir) as notícias
A respeito das relações entre coerência e coesão, Guimarães sensacionalistas ou punir os meios de comunicação que
diz: veiculam tais notícias.

“O exposto autorizanos a seguinte conclusão: ainda que “Retomada das rédeas da programação.”
distinguiveis (a coesão diz respeito aos modos de interconexão Retomada das rédeas dos meios de comunicação, no que diz
dos componentes textuais, a coerência refere - se aos modos como respeito a programação.
os elementos subjacentes à superfície textual tecem a rede do
sentido), trata - se de dois aspectos de um mesmo fenômeno a “Os meios de comunicação estão sendo apelativos,
coesão funcionando como efeito da coerência, ambas cúmplices vulgarizando e deteriorando indivíduos.”
no processamento da articulação do texto.” Os meios de comunicação estão recorrendo a expedientes
grosseiros vulgarizando o nível dos programas e desrespeitando
A coerência textual subjaz ao texto e é responsável pela os telespectadores.
hierarquização dos elementos textuais, ou seja, ela tem origem
nas estruturas profundas, no conhecimento do mundo de “A discussão deste assunto é inerente à sociedade.”
cada pessoa, aliada à competência linguística, que permitirá a A discussão deste assunto é tarefa da sociedade (compete à
expressão das ideias percebidas e organizadas, no processo sociedade).
de codificação referido na página... Deduz - se daí que é difícil,
senão impossível, ensinar coerência textual, intimamente “Na verdade, daquele autor eles pegaram apenas a
ligada à visão de mundo, à origem das ideias no pensamento. A nomenclatura...”
coesão, porém, refere - se à expressão linguística, aos processos Na verdade, daquele autor eles adotaram (utilizaram)
sintáticos e gramaticais do texto. apenas a nomenclatura...
O seguinte resumo caracteriza coerência e coesão:
“A ordem e forma de apresentação dos elementos das
Coerência: rede de sintonia entre as partes e o todo de um referências bibliográficas são mostradas na NBR 6023 da ABNT”
texto. Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada (são regulamentadas pela NBR 6023 da ABNT).
relação semântica, que se manifesta na compatibilidade entre as
ideias. (Na linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma O emprego de vocabulário inadequado prejudica muitas
coisa bate com outra”). vezes a compreensão das ideias. É importante, ao redigir,
Coesão: conjunto de elementos posicionados ao longo do empregar palavras cujo significado seja conhecido pelo
texto, numa linha de sequência e com os quais se estabelece um enunciador, e cujo emprego faça parte de seus conhecimentos
vínculo ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via linguísticos. Muitas vezes, quem redige conhece o significado de
gramática, fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do determinada palavra, mas não sabe empregála adequadamente,
vocabulário, tem-se a coesão lexical. isso ocorre frequentemente com o emprego dos conectivos
(preposições e conjunções). Não basta saber que as preposições
Coerência ligam nomes ou sintagmas nominais no interior das frases e
que as conjunções ligam frases dentro do período; é necessário
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto; empregar adequadamente tanto umas como outras. É bem
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão verdade que, na maioria das vezes, o emprego inadequado dos
conceitual; conectivos remete aos problemas de regência verbal e nominal.
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo,
com o aspecto global do texto;

Português 50
APOSTILAS OPÇÃO
Exemplos: Encontrei belas palavras e não duvido da sensibilidade delas
(palavras cheias de sensibilidade).
“Coação aos meios de comunicação” tem o sentido de atuar
contra os meios de comunicação; os meios de comunicação sofrem “Dentro do envelope havia apenas um papel em branco onde
a ação verbal, são coagidos. atribui muitos significados”: havia apenas um papel em branco
“Coação dos meios de comunicação” significa que os meios de ao qual atribui muitos significados (onde significa lugar no qual).
comunicação é que exercem a ação de coagir.
“Havia recebido um envelope em meu nome e que não portava
“Estar inteirada com os fatos” significa participação, destinatário, apesar que em seu conteúdo havia uma folha em
interação. branco. ( .. )”
“Estar inteirada dos fatos” significa ter conhecimento dos Não se emprega apesar que, mas apesar de. E mais: apesar de
fatos, estar informada. não ligar corretamente as duas frases, não faz sentido, as frases
deveriam ser coordenadas por e: não portava destinatário e em
“Ir de encontro” significa divergir, não concordar. seu interior havia uma folha ou: havia recebido um envelope em
“Ir ao encontro” quer dizer concordar. meu nome, que não portava destinatário, cujo conteúdo era uma
folha em branco.
“Ameaça de liberdade de expressão e transmissão de ideias”
significa a liberdade não é ameaça; Essas e outras frases foram observadas em redações, quando
“Ameaça à liberdade de expressão e transmissão de ideias”, foi proposto o seguinte tema:
isto é, a liberdade fica ameaçada.
“Imagine a seguinte situação:
“A princípio” indica um fato anterior (A princípio, ela aceitava hoje você está completando dezoito anos.
as desculpas que Mário lhe dava, mas depois deixou de acreditar Nesta data, você recebe pelo correio uma folha de papel em
nele). branco, num envelope em seu nome, sem indicação do remetente.
“Em princípio” indica um fato de certeza provisória (Em Além disso, você ganha de presente um retrato seu e um disco.
princípio, faremos a reunião na quartafeira quer dizer que a Reflita sobre essa situação.
reunião será na quarta-feira, se todos concordarem, se houver
possibilidade, porém admite a ideia de mudar a data). A partir da reflexão feita, redija um texto em prosa, sem
“Por princípio” indica crença ou convicção (Por princípio, sou ultrapassar o espaço reservado para redação no caderno de
contra o racismo). respostas.”

Quanto à regência verbal, convém sempre consultar um Como de costume, muito se comentou, até nos jornais da
dicionário de verbos e regimes, pois muitos verbos admitem época, a falta de coerência, as frases sem clareza, pelo mau
duas ou três regências diferentes; cada uma, porém, tem um emprego dos conectivos, como as seguintes:
significado específico. Lembrese, a propósito, de que as dúvidas
sobre o emprego da crase decorrem do fato de considerar - se “Primeiramente achei gozado aqueles dois presentes, pois
crase como sinal de acentuação apenas, quando o problema concluo que nunca deveria esquecer minha infância.”
refere - se à regencia nominal e verbal. Há falta de nexo entre as duas frases, pois uma não é
Exemplos: conclusão da outra, nem ao menos estão relacionadas e gozado
O verbo assistir admite duas regências: deveria ser substituído por engraçado ou estranho.
assistir o/a (transitivo direto) significa dar ou prestar
assistência (O médico assiste o doente): “A folha pode estar amarrada num cesto de lixo mas o disco
Assistir ao (transitivo indireto): ser espectador (Assisti ao repete sempre a mesma música.”
jogo da seleção). A primeira frase não tem sentido e a segunda não se
relaciona com a primeira. O conectivo “mas” deveria sugerir
Inteirar o/a (transitivo direto) significa completar (Inteirei o ideia de oposição, o que não ocorre no exemplo anterior. Não se
dinheiro do presente). percebe relação entre “o disco repete sempre a mesma música” e
Inteirar do (transitivo direto e indireto), significa informar a primeira frase.
alguém de..., tomar ou dar conhecimento de algo para alguém
(Quero inteirála dos fatos ocorridos...). “Mas, ao abrir a porta, era apenas o correio no qual viera
trazerme uma encomenda.”
Pedir o (transitivo direto) significa solicitar, pleitear (Pedi o Observase o emprego de no qual por o qual, melhor ainda
jornal do dia). ficaria que, simplesmente: era apenas o correio que viera
Pedir que contém uma ordem (A professora pediu que trazerme uma encomenda.
fizessem silêncio).
Pedir para pedir permissão (Pediu para sair da classe); Por outro lado, não mereceram comentários nem apareceram
significa também pedir em favor de alguém (A Diretora pediu nos jornais boas redações como a que se segue:
ajuda para os alunos carentes) em favor dos alunos, pedir algo
a alguém (para si): (Pediu ao colega para ajudá - lo); pode “A vida hoje me cumprimentou, mandoume minha fotografia
significar ainda exigir, reclamar (Os professores pedem aumento de garoto, com olhos em expectativa admirando o mundo. Este
de salário). mundo sem respostas para os meus dezoito anos. Mundo carta
sem remetente, carta interrogativa para moço que aguarda o
O mau emprego dos pronomes relativos também pode levar futuro, saboreando o fruto do amanhã.
Recebi um disco, também, cuja música tem a sonoridade de
à falta de coesão gramatical. Frequentemente, empregase no passos marchando para o futuro, ao som de melodias de cirandas
qual ou ao qual em lugar do que, com prejuízo da clareza do esquecidas do meninomoço de outrora, e do moçohomem de hoje,
texto; outras vezes, o emprego é desnecessário ou inadequado. que completa dezoito anos.
Barbosa e Amaral (colaboradora) apresentam os seguintes Sou agora a certeza de uma resposta à carta sem remetente
exemplos: que me comunica a vida. Vejo, na fotografia de mim mesmo, o
homem que enfrentará a vida, que colherá com seu amor à luta e
“Pela manhã o carteiro chegou com um envelope para mim com seu espírito ambicioso, os frutos do destino.
no qual estava sem remetente”. (Chegou com um envelope que (o E a música dos passosfuturos na cadência do menino que
qual) estava sem remetente). deixou de ser, está o ritmo da vitória sobre as dificuldades, a minha
consagração futura do homem, que vencerá o destino e será uma
“Encontrei apenas belas palavras o qual não duvido da afirmação dentro da sociedade.” C. G.
sensibilidade...” Exemplo de: (Fonseca, 1981, p. 178)

Português 51
APOSTILAS OPÇÃO
Para evitar a falta de coerência e coesão na articulação das 2. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014). Leia o
frases, aconselhase levar em conta as seguintes sugestões para trecho do primeiro parágrafo para responder à questão.
o emprego correto dos articuladores sintáticos (conjunções,
preposições, locuções prepositivas e locuções conjuntivas). Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês
Para dar ideia de oposição ou contradição, a articulação meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos
sintática se faz por meio de conjunções adversativas: mas, porém, trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e
todavia, contudo, no entanto, entretanto (nunca no entretanto). gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para
Podem também ser empregadas as conjunções concessivas e ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém
locuções prepositivas para introduzir a ideia de oposição aliada empina papagaio e corta o adversário “no gasgo”.
à concessão: embora, ou muito embora, apesar de, ainda que, Os termos muito e bem, em destaque, atribuem aos termos
conquanto, posto que, a despeito de, não obstante. aos quais se subordinam sentido de:
A articulação sintática de causa pode ser feita por meio (A) comparação.
de conjunções e locuções conjuntivas: pois, porque, como, por (B) intensidade.
isso que, visto que, uma vez que, já que. Também podem ser (C) igualdade.
empregadas as preposições e locuções prepositivas: por, por (D) dúvida.
causa de, em vista de, em virtude de, devido a, em consequência (E) quantidade.
de, por motivo de, por razões de.
O principal articulador sintático de condição é o “se”: Se o 3. (TJ-PA - MÉDICO PSIQUIATRA - VUNESP - 2014).
time ganhar esse jogo, será campeão. Podese também expressar Assinale a alternativa em que a seguinte passagem – Mas o
condição pelo emprego dos conectivos: caso, contanto que, desde vento foi mais ágil e o papel se perdeu. (terceiro parágrafo) –
que, a menos que, a não ser que. está reescrita com o acréscimo de um termo que estabelece uma
O emprego da preposição “para” é a maneira mais comum de relação de conclusão, consequência, entre as orações.
expressar finalidade. “É necessário baixar as taxas de juros para (A) mas o vento foi mais ágil e, contudo, o papel se perdeu.
que a economia se estabilize” ou para a economia se estabilizar. (B) mas o vento foi mais ágil e, assim, o papel se perdeu.
“Teresa vai estudar bastante para fazer boa prova.” Há outros (C) mas o vento foi mais ágil e, todavia, o papel se perdeu
articuladores que expressam finalidade: afim de, com o propósito (D) mas o vento foi mais ágil e, entretanto, o papel se perdeu.
de, na finalidade de, com a intenção de, com o objetivo de, com o (E) mas o vento foi mais ágil e, porém, o papel se perdeu.
fito de, com o intuito de.
A ideia de conclusão pode ser introduzida por meio dos 4. (PREFEITURA DE PAULISTA/PE – RECEPCIONISTA –
articuladores: assim, desse modo, então, logo, portanto, pois, por UPENET/2014). Observe o fragmento de texto abaixo:
isso, por conseguinte, de modo que, em vista disso. Para introduzir “Mas o que fazer quando o conteúdo não é lembrado
mais um argumento a favor de determinada conclusão justamente na hora da prova?”
empregase ainda. Os articuladores, aliás, além do mais, além Sobre ele, analise as afirmativas abaixo:
disso, além de tudo, introduzem um argumento decisivo, cabal, I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa
apresentado como um acréscimo, para justificar de forma e, nesse contexto, pode ser substituído por “desde que”.
incontestável o argumento contrário. II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção
Para introduzir esclarecimentos, retificações ou subordinativa que exprime circunstância temporal.
desenvolvimento do que foi dito empregamse os articuladores: III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra
isto é, quer dizer, ou seja, em outras palavras. A conjunção “conteúdo”.
aditiva “e” anuncia não a repetição, mas o desenvolvimento do IV. Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras
discurso, pois acrescenta uma informação nova, um dado novo, invariáveis, classificadas como substantivos.
e se não acrescentar nada, é pura repetição e deve ser evitada.
Alguns articuladores servem para estabelecer uma gradação Está CORRETO apenas o que se afirma em:
entre os correspondentes de determinada escala. No alto dessa (A) I e III.
escala achamse: mesmo, até, até mesmo; outros situamse no (B) II e IV.
plano mais baixo: ao menos, pelo menos, no mínimo. (C) I e IV.
(D) II e III.
Questões (E) I e II.

1. (CONAB - CONTABILIDADE - IADES - 2014). Assinale 5. (PREFEITURA DE OSASCO/SP - MOTORISTA DE


a alternativa que preserva as relações morfossintáticas e AMBULÂNCIA – FGV/2014).
semânticas do período “Diante de sua rápida adaptação ao
solo e ao clima, o produto adquiriu importância no mercado, Dificuldades no combate à dengue
transformando-se em um dos principais itens de exportação, A epidemia da dengue tem feito estragos na cidade de São
desde o Império até os dias atuais.” (linhas de 3 a 6). Paulo. Só este ano, já foram registrados cerca de 15 mil casos da
(A) Em face de sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o doença, segundo dados da Prefeitura.
produto adquiriu importância no mercado, porém transformou- As subprefeituras e a Vigilância Sanitária dizem que existe
se em um dos principais itens de exportação, desde o Império um protocolo para identificar os focos de reprodução do
até os dias atuais. mosquito transmissor, depois que uma pessoa é infectada. Mas
(B) O produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo quando alguém fica doente e avisa as autoridades, não é bem
e ao clima, adquiriu importância no mercado e transformou-se isso que acontece.
em um dos principais itens de exportação, desde o Império até (Saúde Uol).
os dias atuais. “Só este ano...” O ano a que a reportagem se refere é o ano
(C) O produto, por sua rápida adaptação ao solo e ao clima, (A) em que apareceu a dengue pela primeira vez.
adquiriu importância no mercado, todavia, desde o Império até (B) em que o texto foi produzido.
os dias atuais, transformou-se, consequentemente, em um dos (C) em que o leitor vai ler a reportagem.
principais itens de exportação. (D) em que a dengue foi extinta na cidade de São Paulo.
(D) Face sua rápida adaptação ao solo e ao clima, o produto (E) em que começaram a ser registrados os casos da doença.
adquiriu importância no mercado, e, conquanto, transformou-se
em um dos principais itens de exportação, desde o Império até Respostas
os dias atuais. 1. (B)
(E) O produto transformou-se, desde o Império até os dias O item que reproduz o enunciado de maneira adequada é: O
atuais, em um dos principais itens de exportação por que sua produto, em virtude de sua rápida adaptação ao solo e ao clima,
adaptação ao solo e ao clima foi rápida. adquiriu importância no mercado e transformou-se em um dos
principais itens de exportação, desde o Império até os dias atuais.

Português 52
APOSTILAS OPÇÃO
2. (B) Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
Muito interessantes / bem difícil = ambos os advérbios os demais, como átonos (que, em, de).
mantêm relação com adjetivos, dando-lhes noção de intensidade.
Os Acentos Gráficos
3. (B)
Nas alternativas A, C, D e E são apresentadas conjunções acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
adversativas – que nos dão ideia contrária à apresentada sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
anteriormente; já na B, temos uma conjunção conclusiva (assim). as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
4. (D) Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
I. O termo “Mas” é classificado como conjunção subordinativa
= é conjunção coordenativa adversativa acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
II. Classifica-se o termo “quando” como conjunção “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
subordinativa que exprime circunstância temporal = correta Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
III. Acentua-se o “u” tônico do hiato existente na palavra
“conteúdo” = correta acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
IV. “Os termos “conteúdo”, “hora” e “prova” são palavras artigos e pronomes.
invariáveis, classificadas como substantivos = são substantivos, Ex.: à – às – àquelas – àqueles
mas variáveis (conteúdos, horas e provas. Lembrando que
“prova” e “provas” podem ser verbo: Ele prova todos os doces! trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
Tu provas também?) abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
5. (B) Ex.: mülleriano (de Müller)
O ano em questão corresponde ao ano em que foi feita a
matéria. til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
nasais.
Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Acentuação gráfica.
Regras fundamentais:

Palavras oxítonas:
Acentuação Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”,
“em”, seguidas ou não do plural(s):
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s)
estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
algumas particularidades, às quais devemos estar atentos, Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
consequentemente, colocando-as em prática na linguagem Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos
escrita. ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há
Regras básicas – Acentuação tônica
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas
A acentuação tônica implica na intensidade com que são de lo, la, los, las.
pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são Paroxítonas:
denominadas de átonas. Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is
De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas táxi – lápis – júri
como: - us, um, uns
vírus – álbuns – fórum
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a - l, n, r, x, ps
última sílaba. automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps
Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel - ã, ãs, ão, ãos
ímã – ímãs – órfão – órgãos
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
evidencia na penúltima sílaba. - Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que
Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se ficará mais fácil a memorização!
evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus - ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”.

Como podemos observar, mediante todos os exemplos água – pônei – mágoa – jóquei
mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente: Regras especiais:
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade. Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos),
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas.
em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
observar no exemplo a seguir: Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
“Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”. acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento.
Ex.:

Português 53
APOSTILAS OPÇÃO
Antes Agora Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
assembléia assembleia eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
idéia ideia (regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
jibóia jiboia como:
apóia (verbo apoiar) apoia
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
ou não de “s”, haverá acento: sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:

Observação importante: Ela pode fazer isso agora.


Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora preposição por.
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura - Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido. nos outros casos, “por” preposição. Ex:
Ex.:
Faço isso por você.
Antes Agora Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
crêem creem
vôo voo Questões

- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que, 01. “Cadáver” é paroxítona, pois:
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento A) Tem a última sílaba como tônica.
como antes: CRER, DAR, LER e VER. B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
Repare: D) Não tem sílaba tônica.
1-) O menino crê em você
Os meninos creem em você. 02. Assinale a alternativa correta.
2-) Elza lê bem! A palavra faliu contém um:
Todas leem bem! A) hiato
3-) Espero que ele dê o recado à sala. B) dígrafo
Esperamos que os dados deem efeito! C) ditongo decrescente
4-) Rubens vê tudo! D) ditongo crescente
Eles veem tudo!
03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,
- Cuidado! Há o verbo vir: aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
Ele vem à tarde! mesmo motivo que:
Eles vêm à tarde! A) túnel
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando B) voluntário
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: C) até
D) insólito
Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz E) rótulos

Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem 04. Assinale a alternativa correta.
seguidas do dígrafo nh: A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
ra-i-nha, ven-to-i-nha. paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente,
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem encontro consonantal e hiato.
precedidas de vogal idêntica: C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras
xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com destacadas são dígrafos.
“u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có-
serão mais acentuadas. Ex.: lo-ga” e “a-ci-o-na”.

Antes Depois Respostas


apazigúe (apaziguar) apazigue 1-B / 2-C / 3-B / 4-A
argúi (arguir) argui

Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do Pontuação.


plural de:

ele tem – eles têm


ele vem – eles vêm (verbo vir) Pontuação

A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter, Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
deter, abster.  para compor a coesão e a  coerência textual  além de ressaltar
ele contém – eles contêm especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
ele obtém – eles obtêm funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
ele retém – eles retêm portuguesa.
ele convém – eles convêm

Português 54
APOSTILAS OPÇÃO
Ponto a) entre sujeito e predicado.
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que Sujeito                            predicado
se encontra.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.              V.T.D.I.              O.D.                      O.I.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal.
Ponto e Vírgula ( ; ) A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma despertou reações entre os empresários.
importância. adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de Usa-se a vírgula:
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
- Para marcar intercalação:
2- Separa partes de frases que já estão separadas por a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vírgulas. vem caindo de preço.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
e cobertor. produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
decreto de lei, etc. mão dos lucros altos.
- Ir ao supermercado;
- Pegar as crianças na escola; - Para marcar inversão:
- Caminhada na praia; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Reunião com amigos. Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Dois pontos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
1- Antes de uma citação c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: de 1982.

2- Antes de um aposto - Para separar entre si elementos coordenados (dispostos


- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde em enumeração):
e calor à noite. Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a - Para marcar elipse (omissão) do verbo:
rotina de sempre. Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.

4- Em frases de estilo direto - Para isolar:


 Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
Ponto de Exclamação trânsito caótico.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc. - o vocativo:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! Ora, Thiago, não diga bobagem.

2- Depois de interjeições ou vocativos Questões


- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo! 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
Ponto de Interrogação língua portuguesa.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
Reticências a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
1- Indica que palavras foram suprimidas. ajudar a revelar quem era a sua dona.
- Comprei lápis, canetas, cadernos... (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
2- Indica interrupção violenta da frase. a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
- Este mal... pega doutor? a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
- Deixa, depois, o coração falar... experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
Vírgula ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
diretamente entre si: a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.

Português 55
APOSTILAS OPÇÃO
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo: Variação linguística.
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. Variação Linguística
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; “Há uma grande diferença se fala um deus ou um herói; se
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; um velho amadurecido ou um jovem impetuoso na flor da idade;
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; se uma matrona autoritária ou uma dedicada; se um mercador
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. errante ou um lavrador de pequeno campo fértil (...)”

03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente Todas as pessoas que falam uma determinada língua
em: conhecem as estruturas gerais, básicas, de funcionamento
A) Duas explicações, do treinamento para consultores podem sofrer variações devido à influência de inúmeros fatores.
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção Tais variações, que às vezes são pouco perceptíveis e outras vezes
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de bastante evidentes, recebem o nome genérico de variedades ou
vendas associadas aos dois temas. variações linguísticas.
B) Duas explicações do treinamento para consultores Nenhuma língua é usada de maneira uniforme por todos os
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção seus falantes em todos os lugares e em qualquer situação. Sabe-
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de se que, numa mesma língua, há formas distintas para traduzir o
vendas associadas aos dois temas. mesmo significado dentro de um mesmo contexto. Suponham-
C) Duas explicações do treinamento para consultores se, por exemplo, os dois enunciados a seguir:
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de Veio me visitar um amigo que eu morei na casa dele faz
vendas associadas aos dois temas. tempo.
D) Duas explicações do treinamento para consultores Veio visitar-me um amigo em cuja casa eu morei há anos.
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção Qualquer falante do português reconhecerá que os dois
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de enunciados pertencem ao seu idioma e têm o mesmo sentido,
vendas associadas aos dois temas. mas também que há diferenças. Pode dizer, por exemplo, que o
E) Duas explicações, do treinamento para consultores segundo é de uma pessoa mais “estudada”.
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção Isso é prova de que, ainda que intuitivamente e sem saber
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de dar grandes explicações, as pessoas têm noção de que existem
vendas associadas aos dois temas. muitas maneiras de falar a mesma língua. É o que os teóricos
chamam de variações linguísticas.
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da As variações que distinguem uma variante de outra se
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à manifestam em quatro planos distintos, a saber: fônico,
regência nominal e à pontuação. morfológico, sintático e lexical.
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais Variações Fônicas
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros. São as que ocorrem no modo de pronunciar os sons
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente constituintes da palavra. Os exemplos de variação fônica são
seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais abundantes e, ao lado do vocabulário, constituem os domínios
notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em em que se percebe com mais nitidez a diferença entre uma
outros. variante e outra. Entre esses casos, podemos citar:
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente - a queda do “r” final dos verbos, muito comum na linguagem
seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais oral no português: falá, vendê, curti (em vez de curtir), compô.
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em - o acréscimo de vogal no início de certas palavras: eu me
outros. alembro, o pássaro avoa, formas comuns na linguagem clássica,
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente hoje frequentes na fala caipira.
seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais - a queda de sons no início de palavras: ocê, cê, ta, tava,
notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em marelo (amarelo), margoso (amargoso), características na
outros. linguagem oral coloquial.
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, - a redução de proparoxítonas a paroxítonas: Petrópis
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais (Petrópolis), fórfi (fósforo), porva (pólvora), todas elas formas
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em típicas de pessoas de baixa condição social.
outros. - A pronúncia do “l” final de sílaba como “u” (na maioria das
regiões do Brasil) ou como “l” (em certas regiões do Rio Grande
05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta do Sul e Santa Catarina) ou ainda como “r” (na linguagem
após o acréscimo das vírgulas. caipira): quintau, quintar, quintal; pastéu, paster, pastel; faróu,
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira farór, farol.
instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo - deslocamento do “r” no interior da sílaba: largato, preguntar,
ou acione o código na internet. estrupo, cardeneta, típicos de pessoas de baixa condição social.
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
código foi acionado.
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados, Variações Morfológicas
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
criança foi encontrada. São as que ocorrem nas formas constituintes da palavra.
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro Nesse domínio, as diferenças entre as variantes não são
às, areias do Guarujá. tão numerosas quanto as de natureza fônica, mas não são
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone desprezíveis. Como exemplos, podemos citar:
de quem a encontrou e informar um ponto de referência - o uso do prefixo hiper- em vez do sufixo -íssimo para criar
o superlativo de adjetivos, recurso muito característico da
Resposta linguagem jovem urbana: um cara hiper-humano (em vez de
1-C 2-C 3-B 4-D 5-E humaníssimo), uma prova hiperdifícil (em vez de dificílima), um

Português 56
APOSTILAS OPÇÃO
carro hiperpossante (em vez de possantíssimo). usava-se gasosa; algo muito bom, de qualidade excelente, era
- a conjugação de verbos irregulares pelo modelo dos supimpa.
regulares: ele interviu (interveio), se ele manter (mantiver), se
ele ver (vir) o recado, quando ele repor (repuser). - Neologismo: é o contrário do arcaísmo. Trata-se de palavras
- a conjugação de verbos regulares pelo modelo de recém-criadas, muitas das quais mal ou nem entraram para os
irregulares: vareia (varia), negoceia (negocia). dicionários. A moderna linguagem da computação tem vários
- uso de substantivos masculinos como femininos ou vice- exemplos, como escanear, deletar, printar; outros exemplos
versa: duzentas gramas de presunto (duzentos), a champanha extraídos da tecnologia moderna são mixar (fazer a combinação
(o champanha), tive muita dó dela (muito dó), mistura do cal de sons), robotizar, robotização.
(da cal).
- a omissão do “s” como marca de plural de substantivos e - Estrangeirismo: trata-se do emprego de palavras
adjetivos (típicos do falar paulistano): os amigo e as amiga, os emprestadas de outra língua, que ainda não foram
livro indicado, as noite fria, os caso mais comum. aportuguesadas, preservando a forma de origem. Nesse caso,
- o enfraquecimento do uso do modo subjuntivo: Espero há muitas expressões latinas, sobretudo da linguagem jurídica,
que o Brasil reflete (reflita) sobre o que aconteceu nas últimas tais como: habeas-corpus (literalmente, “tenhas o corpo” ou,
eleições; Se eu estava (estivesse) lá, não deixava acontecer; Não mais livremente, “estejas em liberdade”), ipso facto (“pelo
é possível que ele esforçou (tenha se esforçado) mais que eu. próprio fato de”, “por isso mesmo”), ipsis litteris (textualmente,
“com as mesmas letras”), grosso modo (“de modo grosseiro”,
Variações Sintáticas “impreciso”), sic (“assim, como está escrito”), data venia (“com
sua permissão”).
Dizem respeito às correlações entre as palavras da frase. No As palavras de origem inglesas são inúmeras: insight
domínio da sintaxe, como no da morfologia, não são tantas as (compreensão repentina de algo, uma percepção súbita), feeling
diferenças entre uma variante e outra. Como exemplo, podemos (“sensibilidade”, capacidade de percepção), briefing (conjunto
citar: de informações básicas), jingle (mensagem publicitária em
- o uso de pronomes do caso reto com outra função que não forma de música).
a de sujeito: encontrei ele (em vez de encontrei-o) na rua; não Do francês, hoje são poucos os estrangeirismos que ainda não
irão sem você e eu (em vez de mim); nada houve entre tu (em se aportuguesaram, mas há ocorrências: hors-concours (“fora
vez de ti) e ele. de concurso”, sem concorrer a prêmios), tête-à-tête (palestra
- o uso do pronome lhe como objeto direto: não lhe (em vez particular entre duas pessoas), esprit de corps (“espírito de
de “o”) convidei; eu lhe (em vez de “o”) vi ontem. corpo”, corporativismo), menu (cardápio), à la carte (cardápio
- a ausência da preposição adequada antes do pronome “à escolha do freguês”), physique du rôle (aparência adequada à
relativo em função de complemento verbal: são pessoas que (em caracterização de um personagem).
vez de: de que) eu gosto muito; este é o melhor filme que (em vez
de a que) eu assisti; você é a pessoa que (em vez de em que) eu - Jargão: é o vocabulário típico de um campo profissional
mais confio. como a medicina, a engenharia, a publicidade, o jornalismo.
- a substituição do pronome relativo “cujo” pelo pronome No jargão médico temos uso tópico (para remédios que não
“que” no início da frase mais a combinação da preposição “de” devem ser ingeridos), apneia (interrupção da respiração), AVC
com o pronome “ele” (=dele): É um amigo que eu já conhecia a ou acidente vascular cerebral (derrame cerebral). No jargão
família dele (em vez de cuja família eu já conhecia). jornalístico chama-se de gralha, pastel ou caco o erro tipográfico
- a mistura de tratamento entre tu e você, sobretudo quando como a troca ou inversão de uma letra. A palavra lide é o nome
se trata de verbos no imperativo: Entra, que eu quero falar com que se dá à abertura de uma notícia ou reportagem, onde se
você (em vez de contigo); Fala baixo que a sua (em vez de tua) apresenta sucintamente o assunto ou se destaca o fato essencial.
voz me irrita. Quando o lide é muito prolixo, é chamado de nariz-de-cera. Furo
- ausência de concordância do verbo com o sujeito: Eles é notícia dada em primeira mão. Quando o furo se revela falso,
chegou tarde (em grupos de baixa extração social); Faltou foi uma barriga. Entre os jornalistas é comum o uso do verbo
naquela semana muitos alunos; Comentou-se os episódios. repercutir como transitivo direto: __ Vá lá repercutir a notícia
de renúncia! (esse uso é considerado errado pela gramática
Variações Léxicas normativa).

É o conjunto de palavras de uma língua. As variantes - Gíria: é o vocabulário especial de um grupo que não
do plano do léxico, como as do plano fônico, são muito deseja ser entendido por outros grupos ou que pretende marcar
numerosas e caracterizam com nitidez uma variante em sua identidade por meio da linguagem. Existe a gíria de grupos
confronto com outra. Eis alguns, entre múltiplos exemplos marginalizados, de grupos jovens e de segmentos sociais de
possíveis de citar: contestação, sobretudo quando falam de atividades proibidas. A
- a escolha do adjetivo maior em vez do advérbio muito lista de gírias é numerosíssima em qualquer língua: ralado (no
para formar o grau superlativo dos adjetivos, características da sentido de afetado por algum prejuízo ou má-sorte), ir pro brejo
linguagem jovem de alguns centros urbanos: maior legal; maior (ser malsucedido, fracassar, prejudicar-se irremediavelmente),
difícil; Esse amigo é um carinha maior esforçado. cara ou cabra (indivíduo, pessoa), bicha (homossexual
- as diferenças lexicais entre Brasil e Portugal são tantas e, às masculino), levar um lero (conversar).
vezes, tão surpreendentes, que têm sido objeto de piada de lado
a lado do Oceano. Em Portugal chamam de cueca aquilo que no - Preciosismo: diz-se que é preciosista um léxico
Brasil chamamos de calcinha; o que chamamos de fila no Brasil, excessivamente erudito, muito raro, afetado: Escoimar (em vez
em Portugal chamam de bicha; café da manhã em Portugal se de corrigir); procrastinar (em vez de adiar); discrepar (em vez
diz pequeno almoço; camisola em Portugal traduz o mesmo que de discordar); cinesíforo (em vez de motorista); obnubilar (em
chamamos de suéter, malha, camiseta. vez de obscurecer ou embaçar); conúbio (em vez de casamento);
chufa (em vez de caçoada, troça).
Designações das Variantes Lexicais:
- Vulgarismo: é o contrário do preciosismo, ou seja, o uso de
- Arcaísmo: diz-se de palavras que já caíram de uso e, por um léxico vulgar, rasteiro, obsceno, grosseiro. É o caso de quem
isso, denunciam uma linguagem já ultrapassada e envelhecida. diz, por exemplo, de saco cheio (em vez de aborrecido), se ferrou
É o caso de reclame, em vez de anúncio publicitário; na década (em vez de se deu mal, arruinou-se), feder (em vez de cheirar
de 60, o rapaz chamava a namorada de broto (hoje se diz gatinha mal), ranho (em vez de muco, secreção do nariz).
ou forma semelhante), e um homem bonito era um pão; na
linguagem antiga, médico era designado pelo nome físico; um
bobalhão era chamado de coió ou bocó; em vez de refrigerante

Português 57
APOSTILAS OPÇÃO
Tipos de Variação Os dois textos a seguir são de Carlos Drummond de Andrade.
Neles, o escritor, meio em tom de brincadeira, mostra como a
Não tem sido fácil para os estudiosos encontrar para as língua vai mudando com o tempo. No texto I, ele fala das palavras
variantes linguísticas um sistema de classificação que seja de antigamente e, no texto II, fala das palavras de hoje.
simples e, ao mesmo tempo, capaz de dar conta de todas as
diferenças que caracterizam os múltiplos modos de falar dentro Texto I
de uma comunidade linguística. O principal problema é que
os critérios adotados, muitas vezes, se superpõem, em vez de Antigamente
atuarem isoladamente.
As variações mais importantes, para o interesse do concurso Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles e eram
público, são os seguintes: todas mimosas e prendadas. Não fazia anos; completavam
primaveras, em geral dezoito. Os janotas, mesmo não sendo
- Sócio-Cultural: Esse tipo de variação pode ser percebido rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, arrastando a asa, mas ficavam
com certa facilidade. Por exemplo, alguém diz a seguinte frase: longos meses debaixo do balaio. E se levantam tábua, o remédio
era tirar o cavalo da chuva e ir pregar em outra freguesia. (...) Os
“Tá na cara que eles não teve peito de encará os ladrão.” (frase mais idosos, depois da janta, faziam o quilo, saindo para tomar a
1) fresca; e também tomava cautela de não apanhar sereno. Os mais
jovens, esses iam ao animatógrafo, e mais tarde ao cinematógrafo,
Que tipo de pessoa comumente fala dessa maneira? Vamos chupando balas de alteia. Ou sonhavam em andar de aeroplano;
caracterizá-la, por exemplo, pela sua profissão: um advogado? os quais, de pouco siso, se metiam em camisas de onze varas, e até
Um trabalhador braçal de construção civil? Um médico? Um em calças pardas; não admira que dessem com os burros n’agua.
garimpeiro? Um repórter de televisão? (...) Embora sem saber da missa a metade, os presunçosos
E quem usaria a frase abaixo? queriam ensinar padre-nosso ao vigário, e com isso punham a mão
em cumbuca. Era natural que com eles se perdesse a tramontana.
“Obviamente faltou-lhe coragem para enfrentar os ladrões.” A pessoa cheia de melindres ficava sentida com a desfeita que lhe
(frase 2) faziam quando, por exemplo, insinuavam que seu filho era artioso.
Sem dúvida, associamos à frase 1 os falantes pertencentes Verdade seja que às vezes os meninos eram mesmo encapetados;
a grupos sociais economicamente mais pobres. Pessoas que, chegavam a pitar escondido, atrás da igreja. As meninas, não:
muitas vezes, não frequentaram nem a escola primária, ou, verdadeiros cromos, umas teteias.
quando muito, fizeram-no em condições não adequadas. (...) Antigamente, os sobrados tinham assombrações, os
Por outro lado, a frase 2 é mais comum aos falantes que meninos, lombrigas; asthma os gatos, os homens portavam
tiveram possibilidades sócio-econômicas melhores e puderam, ceroulas, bortinas a capa de goma (...). Não havia fotógrafos, mas
por isso, ter um contato mais duradouro com a escola, com a retratistas, e os cristãos não morriam: descansavam.
leitura, com pessoas de um nível cultural mais elevado e, dessa Mas tudo isso era antigamente, isto é, doutora.
forma, “aperfeiçoaram” o seu modo de utilização da língua.
Convém ficar claro, no entanto, que a diferenciação feita Texto II
acima está bastante simplificada, uma vez que há diversos
outros fatores que interferem na maneira como o falante escolhe Entre Palavras
as palavras e constrói as frases. Por exemplo, a situação de uso
da língua: um advogado, num tribunal de júri, jamais usaria a Entre coisas e palavras – principalmente entre palavras –
expressão “tá na cara”, mas isso não significa que ele não possa circulamos. A maioria delas não figura nos dicionários de há trinta
usá-la numa situação informal (conversando com alguns amigos, anos, ou figura com outras acepções. A todo momento impõe-se
por exemplo). tornar conhecimento de novas palavras e combinações.
Da comparação entre as frases 1 e 2, podemos concluir que Você que me lê, preste atenção. Não deixe passar nenhuma
as condições sociais influem no modo de falar dos indivíduos, palavra ou locução atual, pelo seu ouvido, sem registrá-la.
gerando, assim, certas variações na maneira de usar uma mesma Amanhã, pode precisar dela. E cuidado ao conversar com seu avô;
língua. A elas damos o nome de variações sócio-culturais. talvez ele não entenda o que você diz.
O malote, o cassete, o spray, o fuscão, o copião, a Vemaguet, a
- Geográfica: é, no Brasil, bastante grande e pode ser chacrete, o linóleo, o nylon, o nycron, o ditafone, a informática, a
facilmente notada. Ela se caracteriza pelo acento linguístico, que dublagem, o sinteco, o telex... Existiam em 1940?
é o conjunto das qualidades fisiológicas do som (altura, timbre, Ponha aí o computador, os anticoncepcionais, os mísseis, a
intensidade), por isso é uma variante cujas marcas se notam motoneta, a Velo-Solex, o biquíni, o módulo lunar, o antibiótico, o
principalmente na pronúncia. Ao conjunto das características enfarte, a acupuntura, a biônica, o acrílico, o ta legal, a apartheid,
da pronúncia de uma determinada região dá-se o nome de o som pop, as estruturas e a infraestrutura.
sotaque: sotaque mineiro, sotaque nordestino, sotaque gaúcho Não esqueça também (seria imperdoável) o Terceiro Mundo,
etc. A variação geográfica, além de ocorrer na pronúncia, pode a descapitalização, o desenvolvimento, o unissex, o bandeirinha, o
também ser percebida no vocabulário, em certas estruturas de mass media, o Ibope, a renda per capita, a mixagem.
frases e nos sentidos diferentes que algumas palavras podem Só? Não. Tem seu lugar ao sol a metalinguagem, o
assumir em diferentes regiões do país. servomecanismo, as algias, a coca-cola, o superego, a Futurologia,
Leia, como exemplo de variação geográfica, o trecho abaixo, a homeostasia, a Adecif, a Transamazônica, a Sudene, o Incra, a
em que Guimarães Rosa, no conto “São Marcos”, recria a fala de Unesco, o Isop, a Oea, e a ONU.
um típico sertanejo do centro-norte de Minas: Estão reclamando, porque não citei a conotação, o
“__ Mas você tem medo dele... [de um feiticeiro chamado conglomerado, a diagramação, o ideologema, o idioleto, o ICM,
Mangolô!]. a IBM, o falou, as operações triangulares, o zoom, e a guitarra
__ Há-de-o!... Agora, abusar e arrastar mala, não faço. Não elétrica.
faço, porque não paga a pena... De primeiro, quando eu era moço, Olhe aí na fila – quem? Embreagem, defasagem, barra tensora,
isso sim!... Já fui gente. Para ganhar aposta, já fui, de noite, foras vela de ignição, engarrafamento, Detran, poliéster, filhotes de
d’hora, em cemitério... (...). Quando a gente é novo, gosta de fazer bonificação, letra imobiliária, conservacionismo, carnet da girafa,
bonito, gosta de se comparecer. Hoje, não, estou percurando é poluição.
sossego...” Fundos de investimento, e daí? Também os de incentivos
fiscais. Knon-how. Barbeador elétrico de noventa microrranhuras.
- Histórica: as línguas não são estáticas, fixas, imutáveis. Fenolite, Baquelite, LP e compacto. Alimentos super congelados.
Elas se alteram com o passar do tempo e com o uso. Muda a Viagens pelo crediário, Circuito fechado de TV Rodoviária. Argh!
forma de falar, mudam as palavras, a grafia e o sentido delas. Pow! Click!
Essas alterações recebem o nome de variações históricas.

Português 58
APOSTILAS OPÇÃO
Não havia nada disso no Jornal do tempo de Venceslau Brás, ou Nota-se que, por tratar-se de exposição oral, não há o grau
mesmo, de Washington Luís. Algumas coisas começam a aparecer de formalidade e planejamento típico do texto escrito, mas trata-
sob Getúlio Vargas. Hoje estão ali na esquina, para consumo geral. se de um estilo bem mais formal e vigiado que o da menina ao
A enumeração caótica não é uma invenção crítica de Leo Spitzer. telefone.
Está aí, na vida de todos os dias. Entre palavras circulamos,
vivemos, morremos, e palavras somos, finalmente, mas com que
Interpretação e compreensão
significado?
(Carlos Drummond de Andrade, Poesia e prosa, de textos verbais, mistos e não
Rio de Janeiro, Nova Aguiar, 1988) verbais [informativo ou literário].

- De Situação: aquelas que são provocadas pelas alterações


das circunstâncias em que se desenrola o ato de comunicação. Interpretação de Texto
Um modo de falar compatível com determinada situação é
incompatível com outra: A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
Ô mano, ta difícil de te entendê. apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
Esse modo de dizer, que é adequado a um diálogo em situação é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
informal, não tem cabimento se o interlocutor é o professor em qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
situação de aula. possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
Assim, um único indivíduo não fala de maneira uniforme para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
em todas as circunstâncias, excetuados alguns falantes da ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
linguagem culta, que servem invariavelmente de uma linguagem primeiro, algumas definições importantes:
formal, sendo, por isso mesmo, considerados excessivamente
formais ou afetados. Texto
São muitos os fatores de situação que interferem na fala de O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
um indivíduo, tais como o tema sobre o qual ele discorre (em organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
princípio ninguém fala da morte ou de suas crenças religiosas modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
como falaria de um jogo de futebol ou de uma briga que tenha símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
presenciado), o ambiente físico em que se dá um diálogo (num televisão também são formas textuais.
templo não se usa a mesma linguagem que numa sauna), o grau
de intimidade entre os falantes (com um superior, a linguagem Interlocutor
é uma, com um colega de mesmo nível, é outra), o grau de É a pessoa a quem o texto se dirige.
comprometimento que a fala implica para o falante (num
depoimento para um juiz no fórum escolhem-se as palavras, Texto-modelo
num relato de uma conquista amorosa para um colega fala-se “Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
com menos preocupação). uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
As variações de acordo com a situação costumam ser Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
chamadas de níveis de fala ou, simplesmente, variações de estilo Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
e são classificadas em duas grandes divisões: outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
- Estilo Formal: aquele em que é alto o grau de reflexão sobre É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
o que se diz, bem como o estado de atenção e vigilância. É na das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
linguagem escrita, em geral, que o grau de formalidade é mais da sua vida.”
tenso. (Revista Capricho)
- Estilo Informal (ou coloquial): aquele em que se fala com Modelo de Perguntas
despreocupação e espontaneidade, em que o grau de reflexão 1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
sobre o que se diz é mínimo. É na linguagem oral íntima e é o seu interlocutor preferencial?
familiar que esse estilo melhor se manifesta. Um leitor jovem.
Como exemplo de estilo coloquial vem a seguir um pequeno
trecho da gravação de uma conversa telefônica entre duas 2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
universitárias paulistanas de classe média, transcrito do livro a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
Tempos Linguísticos, de Fernando Tarallo. As reticências Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
indicam as pausas. preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
Eu não sei tem dia... depende do meu estado de espírito, tem tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
dia que minha voz... mais ta assim, sabe? taquara rachada? Fica A linguagem informal típica dos adolescentes.
assim aquela voz baixa. Outro dia eu fui lê um artigo, lê?! Um
menino lá que faiz pós-graduação na, na GV, ele me, nóis ficamo 09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
até duas hora da manhã ele me explicando toda a matéria de 01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
economia, das nove da noite. assunto;
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
Como se pode notar, não há preocupação com a pronúncia leitura;
nem com a continuidade das ideias, nem com a escolha das 03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
palavras. Para exemplificar o estilo formal, eis um trecho menos duas vezes;
da gravação de uma aula de português de uma professora 04) Inferir;
universitária do Rio de Janeiro, transcrito do livro de Dinah 05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
Callou. A linguagem falada culta na cidade do Rio de Janeiro. As 06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
pausas são marcadas com reticências. autor;
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
o que está ocorrendo com nossos alunos é uma fragmentação compreensão;
do ensino... ou seja... ele perde a noção do todo... e fica com uma 08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
série... de aspectos teóricos... isolados... que ele não sabe vincular questão;
a realidade nenhuma de seu idioma... isto é válido também para 09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
a faculdade de letras... ou seja... né? há uma série... de conceitos
teóricos... que têm nomes bonitos e sofisticados... mas que... na Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
hora de serem empregados... deixam muito a desejar... interpretacao-de-textos-em-provas/

Português 59
APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão
relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do espalhadas em pontos estratégicos.
código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
dúvidas. um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
Uma interpretação de texto competente depende de ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
surpreendentes que não foram observados anteriormente. caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos. pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram (Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente 01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, locomoção nas metrópoles brasileiras
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície (A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do devido à falta de regulamentação.
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado (B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto incentivado em várias cidades.
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser (C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós maioria dos moradores.
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas (D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos! demais meios de transporte.
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa- (E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
interpretacao-texto.html arriscada e pouco salutar.

Questões 02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos


objetivos centrais do texto é
O uso da bicicleta no Brasil (A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil (B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países mais seguro do que dirigir um carro.
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta (C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez no Brasil.
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa (D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que locomoção se consolidou no Brasil.
oferecem mais vantagens. (E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas dar prioridade ao pedestre.
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 03. Considere o cartum de Evandro Alves.
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e Afogado no Trânsito
prioridade sobre os automotores.
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
claro, nos impostos.
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br)
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Português 60
APOSTILAS OPÇÃO
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino.
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um
incidente em uma violenta briga.
04. Considere o cartum de Douglas Vieira. Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas
Televisão aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver
tentado a agir só com a emoção.
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado)

05. Tomando por base as informações contidas no texto, é


correto afirmar que
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes.
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. (B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas
Adaptado) pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
comunitário do ato de dirigir.
É correto concluir que, de acordo com o cartum, (C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
pela TV são equivalentes. agressiva.
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação (D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de
mais ativa. experiências e atividades não só individuais como também
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém sociais.
que não sabe se distrair. (E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir emoções positivas por parte dos motoristas.
a um programa de televisão.
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo Respostas
idêntico, embora ler seja mais prazeroso. 1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D)

Leia o texto para responder às questões:

Propensão à ira de trânsito


Anotações
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
também se engajam num comportamento de risco – algumas até
agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir
que este chegue onde precisa.
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
motorista a tomar decisões irracionais.
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento
e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa

Português 61
APOSTILAS OPÇÃO

Português 62
RACIOCÍNIO LÓGICO
APOSTILAS OPÇÃO

Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são


consideradas proposições lógicas.

Princípios fundamentais da lógica


A Lógica matemática adota como regra fundamental três
princípios1 (ou axiomas):

I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição


verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.

II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição


Noções básicas da lógica não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
matemática: proposições,
conectivos, equivalência e III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
implicação lógica, argumentos um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.
válidos, problemas com
tabelas e argumentação.
Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados,
NÃO podemos classificar uma frase como proposição.
ESTRUTURAS LÓGICAS Valores lógicos das proposições
Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos é falsa (F).
que permitem estabelecer as condições de validade e Consideremos as seguintes proposições e os seus
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do respectivos valores lógicos:
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
sentenças denominadas premissas e uma sentença b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
denominada conclusão.
Em diversas provas de concursos são empregados toda A maioria das proposições são proposições contingenciais,
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político, ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo exemplo, se considerarmos a proposição simples:
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura. “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
Conceito de proposição da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de
sentido completo. Assim, as proposições transmitem Classificação das proposições
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem As proposições podem ser classificadas em:
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou 1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
entes. um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
Elas devem possuir além disso: ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
- um sujeito e um predicado;
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor Exemplos:
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F). O céu é azul.
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma Hoje é sábado.
proposição.
Vejamos alguns exemplos: 2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
B) Brasília é a capital do Brasil. podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por
C) Todos os músicos são românticos. letras maiusculas: P, Q, R, ... .
A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou Exemplos:
F). O ceu é azul ou cinza.
TOME NOTA!!! Se hoje é sábado, então vou a praia.
Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda Observação: os termos em destaque são alguns dos
proposição, é pela presença de: conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
- sujeito simples: "Carlos é médico"; matemática.
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
- sujeito inexistente: "Choveu" 3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito, valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada consideradas sentenças abertas:
proposição.

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Raciocínio Lógico 1
APOSTILAS OPÇÃO

a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou • O que é isto?


ontem? – Fez Sol ontem? Há exatamente:
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso! (A) uma proposição;
c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue (B) duas proposições;
a televisão. (C) três proposições;
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, (D) quatro proposições;
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão (E) todas são proposições.
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão
ambígua) – 2 + 3 + 7 Respostas

4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição 01. Resposta: D.


admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, Analisando as alternativas temos:
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou (A) Frases interrogativas não são consideradas
sentença lógica. proposições.
(B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos
Observe os exemplos: definir quem é ele.
(C) Trata-se de uma proposição composta
Frase Sujeito Verbo Conclusão (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
Maria é Maria É (ser) É uma frase sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
baiana (simples) lógica
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase 02. Resposta: E.
têm dois (composto) lógica Analisando as alternativas temos:
irmãos (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
Ventou Inexistente Ventou É uma frase (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
hoje (ventar) lógica proposição.
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
livro de livro verbo frase lógica (D) É uma frase interrogativa.
literatura (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
esse carro sujeito frase lógica
Existe vida Vida Existir É uma frase 03. Resposta: B.
em Marte lógica Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
Sentenças representadas por variáveis podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
a) x + 4 > 5; sentença lógica.
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
referem-se à quantidade de verbos presentes na frase. que tenhamos
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será (D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de valor de V ou F a sentença).
um átomo (mais de um átomo = uma molécula). (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Questões
CONCEITO DE TABELA VERDADE
01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
classificada como uma proposição simples? previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
(A) Será que vou ser aprovado no concurso? simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
(B) Ele é goleiro do Bangu. falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista. uma determinada fórmula (proposição composta).
(D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos. De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma Em se tratando de uma proposição composta, a
proposição? determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(A) O copo de plástico. lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(B) Feliz Natal! no seguinte princípio, vamos relembrar:
(C) Pegue suas coisas.
(D) Onde está o livro?
(E) Francisco não tomou o remédio. O valor lógico de qualquer proposição composta depende
UNICAMENTE dos valores lógicos das proposições
03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: simples componentes, ficando por eles UNIVOCAMENTE
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” determinados.
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7.
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.

Raciocínio Lógico 2
APOSTILAS OPÇÃO

Para determinarmos esses valores recorremos a um


dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
simples componentes.

Número de linhas de uma Tabela Verdade


O número de linhas de uma proposição composta depende
do número de proposições simples que a integram, sendo dado
pelo seguinte teorema:

“A tabela verdade de uma proposição composta com n*


proposições simples componentes contém 2n linhas.” (*
Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”) (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-
Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para verdade.html)
a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV, Vejamos alguns exemplos:
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a 01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
Análise Combinatória. então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
Construção da tabela verdade de uma proposição (A) 2;
composta (B) 4;
Para sua construção começamos contando o número de (C) 8;
proposições simples que a integram. Se há n proposições (D) 16;
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, (E) 32.
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante. Vamos contar o número de verbos para termos a
quantidade de proposições simples e distintas contidas na
Exemplos proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos Resposta D.
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira 02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
a tabela propriamente dita. verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2;
(B) 4;
(C) 8;
(D) 16;
(E) 32.

Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio


acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Estudo dos Operadores e Operações Lógicas


(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela- Quando efetuamos certas operações sobre proposições
verdade.html) chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os forma a determinarmos os valores das proposições.
cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em 1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma
4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição). verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p.
Pela tabela verdade temos:

Simbolicamente temos:
~V = F ; ~F = V
V(~p) = ~V(p)

Raciocínio Lógico 3
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplos q: 7 é número ímpar. (V)


Proposição Negação: ~p V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico - O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V),
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias escrevendo:
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE V(p) = V
trabalhar Norberto foi trabalhar
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F),
A primeira parte da tabela todas as afirmações são escrevendo:
verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor V(p) = F
lógico a falsidade.
- As proposições compostas, representadas, por exemplo,
- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus
considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o respectivos valores lógicos representados por:
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T).
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a 3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção
proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas
NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo
verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das
valores lógicos a sua proposição primitiva. proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando
ambas são falsas.
p ≡ ~(~p) Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”).
Pela tabela verdade temos:
Observação: O termo “equivalente” está associado aos
“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
natureza de seus valores lógicos.
Exemplo:
1. Saturno é um planeta do sistema solar.
2. Sete é um número real maior que cinco.

Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das


proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é Exemplos
(a)
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros
p: A neve é branca. (V)
(V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em
termos de valores lógicos, entre si. q: 3 < 5. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de
conjunção de duas proposições p e q a proposição (b)
representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V) p: A neve é azul. (F)
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e q: 6 < 5. (F)
falsidade (F) nos demais casos. V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”).
Pela tabela verdade temos: (c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
Exemplos V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V
(a)
p: A neve é branca. (V) 4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção
q: 3 < 5. (V) exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é
verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
(b) e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou
p: A neve é azul. (F) ambas falsas.
q: 6 < 5. (F) Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q,
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F MAS NÃO AMBOS”).
Pela tabela verdade temos:
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

(d)
p: A neve é azul. (F)

Raciocínio Lógico 4
APOSTILAS OPÇÃO

Para entender melhor vamos analisar o exemplo. Exemplos


p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser (a)
verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma p: A neve é branca. (V)
condição não exclui a outra – disjunção inclusiva). q: 3 < 5. (V)
Podemos escrever: V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V
Nathan é médico ^ Nathan é professor
(b)
q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é p: A neve é azul. (F)
carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas q: 6 < 5. (F)
não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva). V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V
Reescrevendo:
Mario é carioca v Mario é paulista. (c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
Exemplos q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos. V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F
b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.
(d)
5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se p: A neve é azul. (F)
proposição condicional ou apenas condicional representada q: 7 é número ímpar. (V)
por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F
que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais
casos. Transformação da linguagem corrente para a
simbólica
Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
para q; q é condição necessária para p). isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de resolver questões deste tipo.
símbolo de implicação.
Pela tabela verdade temos: Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,
“q” e “r” representadas por:
p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.

Sejam, agora, as seguintes proposições compostas


denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
Exemplos representadas por:
(a) P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
p: A neve é branca. (V) Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
q: 3 < 5. (V) estuda.
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(b)
p: A neve é azul. (F) O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
q: 6 < 5. (F) (modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V reescrevermos de forma simbólica, vajamos:

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
Continuando:
(d)
p: A neve é azul. (F)
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
q: 7 é número ímpar. (V)
estuda.
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V

6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se


proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos. Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p). R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
Pela tabela verdade temos: João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


“É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
frases negam, por completo, as frases subsequentes.

Raciocínio Lógico 5
APOSTILAS OPÇÃO

- O uso de parêntesis
A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
proposições:
(Fonte: http://www laifi.com.)
(I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
(II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção. Exemplo
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
As quais apresentam significados diferentes, pois os P(p,q) = ~ (p ^ ~q)
conectivos principais de cada proposição composta dá valores
lógicos diferentes como conclusão. 1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas
Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar, correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
colocando parêntesis as seguintes proposições: seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
a) ((p ^ q) → r) v s útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
b) p ^ ((q → r) v s) os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
c) (p ^ (q → r)) v s lógicos.
d) p ^ (q → (r v s))
e) (p ^ q) → (r v s) p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V
Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. V F V V F
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos, F V F F V
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, F F V F V
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a
2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
algumas convenções, das quais duas são particularmente
correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
importantes:
colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
conectivos que compõem a proposição composta.
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é:
p q ~ (p ^ ~ q)
(I) ~ (negação)
V V
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda V F
para direita). F V
(III) → (condicional) F F
(IV) ↔ (bicondicional)
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”. Depois completamos, em uma determinada ordem as
colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v. p q ~ (p ^ ~ q)
V V V V
Exemplo V F V F
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma F V F V
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa F F F F
condicional há que se usar parêntesis: 1 1
p →( q ↔ s ^ r )
E para convertê-la em uma conjunção: p q ~ (p ^ ~ q)
(p → q ↔ s) ^ r V V V F V
V F V V F
2ª) Quando um mesmo conectivo aparece F V F F V
sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis, F F F V F
fazendo-se a associação a partir da esquerda. 1 2 1
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes
p q ~ (p ^ ~ q)
proposições se escrevem:
V V V F F V
V F V V V F
Proposição Nova forma de escrever
F V F F F V
a proposição
F F F F V F
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p
1 3 2 1
((~p) → (q → (~(p v r)))) ~p→ (q → ~(p v r))

- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos): p q ~ (p ^ ~ q)


“¬” (cantoneira) para negação (~). V V V V F F V
“●” e “&” para conjunção (^). V F F V V V F
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→). F V V F F F V
F F V F F V F
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que 4 1 3 2 1
facilitará na resolução de diversas questões
Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
(modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores

Raciocínio Lógico 6
APOSTILAS OPÇÃO

lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r)


atribuições de p e q de modo que: V V V V V V V
V V F V F F F
P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V V F V F F F F
V F F F F F F
A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do F V V F F V F
conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do F V F F F F F
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função F F V F F F F
de U em {V,F}
F F F F F F F
P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w
diagrama sagital é a seguinte:
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas.

p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w


V V F V F V V
F V F F F V V

Estas propriedades exprimem que t e w são


respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da
conjunção.
3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e
anterior as duas primeiras da esquerda relativas às r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
seguinte tabela verdade simplificada: F(falsidade), temos as seguintes propriedades:

~ (p ^ ~ q) 1) Idempotente: p v p ⇔ p
V V F F V A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
F V V V F bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F F V
V F F V F p pvp pvp↔p
4 1 3 2 1 V V V
F F V
Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
Nobel – 2002. bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.

ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES p q pvq qvp pvq↔qvp


V V V V V
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V F V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também F V V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F F F F V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)
1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
equivalência). seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica. p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
V V V V V V V
p p^p p^p↔p V V F V V V V
V V V V F V V V V V
F F V V F F V V F V
F V V V V V V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p F V F V V V V
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a F F V F V V V
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica.
F F F F F F F
p q p^q q^p p^q↔q^p
4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p
V V V V V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
V F F F V seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
F V F F V
F F F F V p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
V V F V V V V
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r) F V F V F V V
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas,
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica.

Raciocínio Lógico 7
APOSTILAS OPÇÃO

Estas propriedades exprimem que t e w são 01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos
respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da 9,10,11 e 16 – CESPE/2015)
disjunção.

Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r


proposições simples quaisquer.
1) Distributiva:
- p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
- p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)

A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p


v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.

p q r qvr p ^ (q v p^q p^ (p ^ q) v (p ^ A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-


r) r r) verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V
V V V V V V V V e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos
V V F V V V F V verdadeiro e falso.
V F V V V F V V Com base nessas informações e utilizando os conectivos
V F F F F F F F lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
F V V V F F F F A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
F V F V F F F F lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal
F F V V F F F F é igual a
F F F F F F F F

Analogamente temos ainda que a tabela verdade das


proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua ( ) Certo ( ) Errado
bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.
02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a Sistemas – FUNDATEC/2015) Qual operação lógica descreve
conjunção é distributiva em relação à disjunção e a a tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
disjunção é distributiva em relação à conjunção.
Exemplo:
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
seguinte proposição:
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p
(A) Ou.
- p v (p ^ q) ⇔ p
(B) E.
(C) Ou exclusivo.
A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a
(D) Implicação (se...então).
bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica.
(E) Bicondicional (se e somente se).
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO
V V V V V AOCP/2015) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
V F V V V correto afirmar que
F V V F V (A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
F F F F V (B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.
(C) para que a proposição composta seja verdadeira é
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras.
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional (D) para que a proposição composta seja verdadeira é
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica. necessário que ambas, p e r sejam falsas.
(E) para que a proposição composta seja falsa é necessário
p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p que ambas, p e r sejam falsas.
V V V V V
V F F V V 04. (CRM/DF – Assistente Administrativo –
F V F F V QUADRIX/2018) Considerando que Mário seja assistente de
F F F F V tecnologia da informação de determinado Conselho Regional
de Medicina (CRM) e a seguinte proposição a respeito das
Referências atividades de Mário no referido órgão: P: “Mário dá suporte às
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio salas de treinamento e executa scripts de atualização do banco
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. de dados.”, julgue o item a seguir.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.

Questões

Raciocínio Lógico 8
APOSTILAS OPÇÃO

Simbolizando-se P por A∧B, a negação da proposição P Se as proposições P e Q são ambas TAUTOLOGIAS, ou


será a proposição R: “Mário não dá suporte às salas de então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
treinamento nem executa scripts de atualização do banco de
dados.”, cuja tabela-verdade é a apresentada abaixo. Exemplo:
Dada as proposições “~p → q” e “p v q” verificar se elas são
equivalentes.
Vamos montar a tabela verdade para sabermos se elas são
equivalentes.
p q ~p → q p v q

V V F V V V V V

V F F V F V V F

F V V V V F V V
( )Certo ( )Errado
F F V F F F F F
Respostas
Observamos que as proposições compostas “~p → q” e “p
01. Resposta: Certo.
∨ q” são equivalentes.
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
~p → q ≡ p ∨ q ou ~p → q ⇔ p ∨ q, onde “≡” e “⇔” são os
R Q P [P v (Q ↔ R) ]
símbolos que representam a equivalência entre proposições.
V V V V V V V V
V V F F V V V V Equivalências fundamentais
V F V V V F F V
V F F F F F F V 1 – Simetria (equivalência por simetria)
a) p ^ q ⇔ q ^ p
F V V V V V F F
F V F F F V F F p q p ^ q q ^ p
F F V V V F V F V V V V V V V V
F F F F V F V F
V F V F F F F V
02. Resposta: D.
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q F V F F V V F F
e Z = condicional.
F F F F F F F F

b) p v q ⇔ q v p
p q p v q q v p

V V V V V V V V
03. Resposta: E.
Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas V F V V F F V V
proposições são falsas.
F V F V V V V F
04. Resposta: Errado. F F F F F F F F
Temos que montar a tabela verdade de P = A∧B, assim

A B P = A∧B c) p ∨ q ⇔ q ∨ p
V V V p q p v q q v p
V F F
F V F V V V F V V F V
F F F
V F V V F F V V
Assim a negação de P será: F V F V V V V F
~P = R
F F F F F F F F F
V
V
d) p ↔ q ⇔ q ↔ p
V
p q p ↔ q q ↔ p
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
V V V V V V V V
Definição: Duas ou mais proposições compostas são V F V F F F F V
equivalentes, mesmo possuindo fórmulas (ou estruturas
lógicas) diferentes, quando apresentarem a mesma solução em F V F F V V F F
suas respectivas tabelas verdade.
F F F V F F V F

Raciocínio Lógico 9
APOSTILAS OPÇÃO

2 - Reflexiva (equivalência por reflexão)


F F V F F F F V F F F F F F V
p→p⇔p→p
F F F F F F F F F F F F F F F
p p p → p p → p
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
V V V V V V V V
p q r p v (q v r) (p v q) v (p v r)
F F F V F F V F
V V V V V V V V V V V V V V V
3 – Transitiva V V F V V V V F V V V V V V F
Se P(p,q,r,...) ⇔ Q(p,q,r,...) E
Q(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) ENTÃO V F V V V F V V V V F V V V V
P(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) .
V F F V V F F F V V F V V V F
Equivalências notáveis:
F V V F V V V V F V V V F V V
1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
F V F F V V V F F V V V F F F
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
F F V F V F V V F F F V F V V
p q r p ^ (q v r) (p ^ q) v (p ^ r)
F F F F F F F F F F F F F F F
V V V V V V V V V V V V V V V
3 – Idempotência
V V F V V V V F V V V V V F F

V F V V V F V V V F F V V V V a) p ⇔ (p ∧ p)
p p p ^ p
V F F V F F F F V F F F V F F
V V V V V
F V V F F V V V F F V F F F V
F F F F F
F V F F F V V F F F V F F F F

F F V F F F V V F F F F F F V b) p ⇔ (p ∨ p)
p p p v p
F F F F F F F F F F F F F F F
V V V V V
b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r)
F F F F F
p q r p v (q ^ r) (p v q) ^ (p v r)

V V V V V V V V V V V V V V V 4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se outra


condicional equivalente à primeira, apenas invertendo-se e
V V F V V V F F V V V V V V F negando-se as proposições simples que as compõem.

V F V V V F F V V V F V V V V 1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p)


V F F V V F F F V V F V V V F p q p → q ~q → ~p

F V V F V V V V F V V V F V V V V V V V F V F

F V F F F V F F F V V F F F F V F V F F V F F

F F V F F F F V F F F F F V V F V F V V F V V

F F F F F F F F F F F F F F F F F F V F V V V

2 - Associação (equivalência pela associativa)


a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r) Exemplo:
p → q: Se André é professor, então é pobre.
p q r p ^ (q ^ r) (p ^ q) ^ (p ^ r)
~q → ~p: Se André não é pobre, então não é professor.
V V V V V V V V V V V V V V V
2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p)
V V F V F V F F V V V F V F F p q ~p → q ~q → p
V F V V F F F V V F F F V V V V V F V V F V V
V F F V F F F F V F F F V F F V F F V F V V V
F V V F F V V V F F V F F F V F V V V V F V F
F V F F F V F F F F V F F F F F F V F F V F F

Raciocínio Lógico 10
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: 6 - Pela exportação-importação


~p → q: Se André não é professor, então é pobre. [(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
~q → p: Se André não é pobre, então é professor. p q r [(p ^ q) → r] [p → (q → r)]
3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p) V V V V V V V V V V V V V
p q p → ~q q → ~p
V V F V V V F F V F V F F
V V V F F V F F
V F V V F F V V V V F V V
V F V V V F V F
V F F V F F V F V V F V F
F V F V F V V V
F V V F F V V V F V V V V
F F F V V F V V
F V F F F V V F F V V F F

Exemplo: F F V F F F V V F V F V V
p → ~q: Se André é professor, então não é pobre.
q → ~p: Se André é pobre, então não é professor. F F F F F F V F F V F V F

4 º Caso: (p → q) ⇔ ~p v q Proposições Associadas a uma Condicional (se, então)


p q p → q ~p v q Chama-se proposições associadas a p → q as três
proposições condicionadas que contêm p e q:
V V V V V F V V – Proposições recíprocas: p → q: q → p
– Proposição contrária: p → q: ~p → ~q
V F V F F F F F – Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p
F V F V V V V V Observe a tabela verdade dessas quatro proposições:
F F F V F V V F

Exemplo:
p → q: Se estudo então passo no concurso.
~p v q: Não estudo ou passo no concurso.
Note que:
5 - Pela bicondicional
a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
p q p ↔ q (p → q) ^ (q → p)

V V V V V V V V V V V V

V F V F F V F F F F V V

F V F F V F V V F V F F

F F F V F F V F V F V F

b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q), aplicando-se a


contrapositiva às partes
p q p ↔ q (~q → ~p) ^ (~p → ~q)
Observamos ainda que a condicional p → q e a sua
V V V V V F V F V F V F recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO
EQUIVALENTES.
V F V F F V F F F F V V Exemplos:
p → q: Se T é equilátero, então T é isósceles. (V)
F V F F V F V V F V F F q → p: Se T é isósceles, então T é equilátero. (F)
F F F V F V V V V V V V
Exemplo:
Vamos determinar:
c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q) a) A contrapositiva de p → q
p q p ↔ q (p ^ q) v (~p ^ ~q) b) A contrapositiva da recíproca de p → q
c) A contrapositiva da contrária de p → q
V V V V V V V V V F F F
Resolução:
V F V F F V F F F F F V a) A contrapositiva de p → q é ~q → ~p
A contrapositiva de ~q → ~p é ~~p → ~~q ⇔ p → q
F V F F V F F V F V F F
b) A recíproca de p → q é q → p
F F F V F F F F V V V V A contrapositiva q → q é ~p → ~q

c) A contrária de p → q é ~p → ~q

Raciocínio Lógico 11
APOSTILAS OPÇÃO

A contrapositiva de ~p → ~q é q → p distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um


conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação
Equivalência “NENHUM” e “TODO” lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
1 – NENHUM A é B ⇔ TODO A é não B.
Exemplo: Exemplo:
Nenhum médico é tenista ⇔ Todo médico é não tenista (= A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será:
Todo médico não é tenista).
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q)
2 – TODO A é B ⇔ NENHUM A é não B.
Exemplo: V V V V V
Toda música é bela ⇔ Nenhuma música é não bela (=
Nenhuma música é bela). V F F F V

Referências F V F F V
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. F F F V V
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^
Questões q) ⇒ (p ↔q).

01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) Em particular:


Considere a sentença: - Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p
“Corro e não fico cansado”.
Uma sentença logicamente equivalente à negação da p p v ~p
sentença dada é:
(A) Se corro então fico cansado. V V
(B) Se não corro então não fico cansado.
F V
(C) Não corro e fico cansado.
(D) Corro e fico cansado.
(E) Não corro ou não fico cansado. - Somente uma contradição implica uma contradição: p ^
~p ⇒ p v ~p → p ^ ~p
02. (TCE/RN – Conhecimentos Gerais para o cargo 4 –
CESPE) Em campanha de incentivo à regularização da p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p
documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz
com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e V F F F
não registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a F V F F
proposição P: “Se o comprador não escritura o imóvel, então
ele não o registra” seja verdadeira, julgue o item seguinte.
Propriedades da Implicação Lógica
A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O
A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
comprador escritura o imóvel, ou não o registra”.
transitiva:
( ) Certo ( ) Errado
Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
Comentários
Uma proposição complexa implica ela mesma.
Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
01. Resposta: A.
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
A negação de P→Q é P ^ ~ Q
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
A equivalência de P-->Q é ~P v Q ou pode ser: ~Q-->~P
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R.
02. Resposta: Certo.
Exemplificação e Regras de Inferência
Relembrando temos que: Se p então q = Não p ou q. (p → q
Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de
= ~p v q)
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em
outras palavras :é a obtenção de novas proposições a partir de
IMPLICAÇÃO LÓGICA
proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de
inferência obtidas da implicação lógica:
Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas
implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q
(V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a
é:
proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P
→ Q for uma tautologia.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”,
simbolicamente temos:

P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).

A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha,


ainda que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V, e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
ou então que P → Q é uma tautologia. são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras
duas proposições.
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente

Raciocínio Lógico 12
APOSTILAS OPÇÃO

Então: A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º


p^q⇒pvq linha e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo
p^q⇒p→q subsiste a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus
tollens.
A tabela acima também demonstram as importantes (p → q) ^ ~q ⇒ ~p
Regras de Inferência:
Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q
Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a
2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q → Implicação Lógica:
p, é:
L p q p↔q p→q q→p Adição p⇒pvq
q⇒pvq
1ª V V V V V
Simplificação p^q⇒p
2ª V F F F V p^q⇒q

3ª F V F V F Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q
(p v q) ^ ~q ⇒ p
4ª F F V V V
Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q
A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p
proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo a
primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
proposições. Então: Referência
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p
Questões
3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é:
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
FGV) Renato falou a verdade quando disse:
• Corro ou faço ginástica.
• Acordo cedo ou não corro.
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito.
Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta
linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste a É correto concluir que, nesse dia, Renato:
IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo (A) correu e fez ginástica;
disjuntivo. (B) não fez ginástica e não correu;
(p v q) ^ ~p ⇒ q (C) correu e não acordou cedo;
(D) acordou cedo e correu;
É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p (E) não fez ginástica e não acordou cedo.

4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é: 02. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é
engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
(A) André é artista se e somente Bernardo não é
engenheiro.
(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.
(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.
(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.

03. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é


A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a (A) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus (B) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.
ponens. (C) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.
(D) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
(p → q) ^ p ⇒ q (E) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.

5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p Respostas


é:
01. Resposta: D.
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta
por uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito”
Como pouco ou não faço ginástica
F V

Raciocínio Lógico 13
APOSTILAS OPÇÃO

Corro ou faço ginástica Exemplo:


V F

Acordo cedo ou não corro


V F

Portanto ele:
Comeu muito - Se um número natural é sucessor de outro, então os dois
Não fez ginástica números juntos são chamados números consecutivos.
Correu, e; Exemplos:
Acordou cedo a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 7 e 8 são números consecutivos.
02. Resposta D
Na expressão temos ~p v q  p  q  ~q  ~p. Temos O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
duas possibilidades de equivalência p  q: Se André não é números naturais pares. P = {0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
artista , então Bernardo não é engenheiro. Porém não temos O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
essa opção ~q  ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André números naturais ímpares. I = {1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
é artista. Logo reposta letra d).
Operações com Números Naturais
03. Resposta: A. As duas principais operações possíveis no conjunto dos
Na expressão temos ~p v q  p  q p  q: Se Pedro é números naturais são: a adição e a multiplicação.
pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).
- Adição de Números Naturais: tem por finalidade reunir
em um só número, todas as unidades de dois ou mais números.
Linguagem dos conjuntos: o Exemplo:
5 + 4 = 9, onde 5 e 4 são as parcelas e 9 soma ou total
conjunto dos números
naturais, inteiros, racionais e - Subtração de Números Naturais: é usada quando
reais. Operações de adição, precisamos tirar uma quantia de outra, é a operação inversa
da adição. A operação de subtração só é válida nos naturais
subtração, multiplicação, quando subtraímos o maior número do menor, ou seja quando
divisão, potenciação e a - b tal que a ≥ 𝑏. Exemplo:
radiciação nesses conjuntos. 254 – 193 = 61, onde 254 é o minuendo, o 193
subtraendo e 61 a diferença.
Números decimais. Valor
absoluto. Propriedades no Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o
conjunto dos números subtraendo como subtrativo.
naturais. - Multiplicação de Números Naturais: tem por
finalidade adicionar o primeiro número denominado
multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas são as
CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS - N
unidades do segundo número denominadas multiplicador.
Exemplo:
O surgimento do Conjunto dos Números Naturais, deveu-
2 x 5 = 10, onde 2 e 5 são os fatores e o 10 produto.
se à necessidade de se contarem objetos. Embora o zero não
seja um número natural no sentido que tenha sido proveniente
Fique Atento!!!
de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como
um número natural uma vez que ele tem as mesmas 2 vezes 5 é somar o número 2 cinco vezes:
propriedades algébricas que estes números. 2 x 5 = 2 + 2 + 2 + 2 + 2 = 10.
Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto (.), para
indicar a multiplicação.

Subconjuntos notáveis em N: - Divisão de Números Naturais: dados dois números


1 – Números Naturais não nulos naturais, às vezes necessitamos saber quantas vezes o segundo
N* ={1,2,3,4,...,n,...}; N* = N-{0} está contido no primeiro. O primeiro número que é o maior é
denominado dividendo (D) e o outro número que é menor é o
2 – Números Naturais pares divisor (d). O resultado da divisão é chamado quociente (Q). Se
Np = {0,2,4,6,...,2n,...}; com n ∈ N multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos o
dividendo. Muitas divisões não são exatas, logo temos um resto
3 - Números Naturais ímpares (R) maior que zero.
Ni = {1,3,5,7,...,2n+1,...} com n ∈ N

4 - Números primos
P = {2,3,5,7,11,13...}
Fique Atento!!!
A construção dos Números Naturais - Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
- Todo número natural dado tem um sucessor (número que deve ser menor do que o dividendo.
vem depois do número dado), considerando também o zero. 35 : 7 = 5
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um - Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo
antecessor (número que vem antes do número dado). é o produto do divisor pelo quociente.
35 = 5 x 7

Raciocínio Lógico 14
APOSTILAS OPÇÃO

- A divisão de um número natural n por zero não é B – A = 8, como já sabemos que A = 7; B – 7 = 8 ⇾ B = 8 – 7


possível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, = 15, sabemos que só podemos ter número de 0 a 9, logo 15 –
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: 10 = 5, então B = 5. Aqui neste caso o número 5 não tem como
n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por subtrair de 7, e pede 1 “emprestado” ao do lado.
0 não tem sentido ou ainda é dita impossível. Sabemos que o I deve ser acrescido de 1, já que
“emprestou” um para o lado. I – 4 = 4 ⇾ logo I = 4 + 4 = 8 ,
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos acrescido de 1 = 9
números Naturais B A H I A
Para todo a, b e c ∈ 𝑁 5 7 6 9 7
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a 02. Resposta: A.
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a Como o resto é o maior possível e sabemos que R < d, temos
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c) que: 10 < d. Logo podemos sugerir que d seja igual a 11.
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a D = 11 . 11 + R ⇾ D = 121 + 10 = 131
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a Também podemos montar a equação através do
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: enunciado:
a.(b +c ) = ab + ac D = d. Q +R
8) Distributiva da multiplicação relativamente à d=Q
subtração: a .(b –c) = ab –ac R = 10
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um D = d. d + 10 ⇾ D = d² + 10 ⇾ D – 10 = x². Observando as
número natural por outro número natural, continua como respostas, temos que o resultado que torna a equação possível
resultado um número natural. é 131. 131 – 10 = x² ⇾ 121 = x² ⇾ x = 11

Referências 03. Resposta: A.


IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único Sabemos que:
IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 – Conjuntos e
Funções
- Todo número par é terminado em um dos seguintes (0,
2, 4,6,8).
Questões - Todo número ímpar é terminado em um dos
seguintes (1, 3, 5, ,9).
01. (UFSBA – Técnico em Tecnologia da Informação – Portanto: O número que NÃO é PAR acima é 123
UFMT/2017) O esquema abaixo representa a subtração de
dois números inteiros, na qual alguns algarismos foram CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS – Z
substituídos pelas letras A, B, H e I.
Definimos o conjunto dos números inteiros como a reunião
do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...}, o
conjunto dos opostos dos números naturais e o zero. Este
conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen = número em
Obtido o resultado correto, a sequência BAHIA representa alemão).
o número:
(A) 69579
(B) 96756
(C) 75695
(D) 57697

02. (Câmara de Sumaré/SP – Escriturário –


VUNESP/2017) Se, numa divisão, o divisor e o quociente são N ᑕ Z – O conjunto dos números Naturais está contido no
iguais, e o resto é 10, sendo esse resto o maior possível, então Conjunto do Números Inteiros.
o dividendo é
(A) 131. Subconjuntos notáveis:
(B) 121. - O conjunto dos números inteiros não nulos:
(C) 120. Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, ...};
(D) 110. Z* = Z – {0}
(E) 101.
- O conjunto dos números inteiros não negativos:
03. (Prefeitura de Canavieira/PI- Auxiliar de serviços Z+ = {0, 1, 2, 3, 4, ...}
gerais -IMA) São números pares, EXCETO: Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N
(A)123
(B)106 - O conjunto dos números inteiros positivos:
(C)782 Z*+ = {1, 2, 3, 4, ...}
(D)988
- O conjunto dos números inteiros não positivos:
Comentários Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}

01. Resposta: E. - O conjunto dos números inteiros negativos:


Sabemos que o minuendo é maior que o subtraendo, pois Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1}
temos como resultado um número natural positivo.
Fazendo cada número temos: Módulo
8–2=H⇾H=6 O módulo de um número inteiro é a distância ou
A -4=3⇾A=3+4⇾A=7 afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira.
3–1=2 Representa-se o módulo por | |.

Raciocínio Lógico 15
APOSTILAS OPÇÃO

O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0 Fique Atento!!!


O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 Todos parênteses, colchetes, chaves, números, entre
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9 outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é invertido, ou seja, é dado o seu oposto.
sempre positivo.
Multiplicação de Números Inteiros: a multiplicação
Números opostos ou simétricos funciona como uma forma simplificada de uma adição quando
Dois números inteiros são ditos opostos um do outro os números são repetidos. Poderíamos analisar tal situação
quando apresentam soma zero; assim, os pontos que os como o fato de estarmos ganhando repetidamente alguma
representam distam igualmente da origem. quantidade, como por exemplo, ganhar 1 objeto por 30 vezes
Exemplo: O oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, consecutivas, significa ganhar 30 objetos e esta repetição pode
pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0 ser indicada por um x, isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
Particularmente o oposto de zero é o próprio zero. Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2 + 2
+ 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos: (–2)
+ (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60

Divisão de Números Inteiros: divisão exata de números


inteiros.
Veja o cálculo:
Operações com Números Inteiros (– 20): (+ 5) = q  (+ 5) . q = (– 20)  q = (– 4)
Logo: (– 20): (+ 5) = - 4
Adição de Números Inteiros: para melhor entendimento
desta operação, associaremos aos números inteiros positivos Considerando os exemplos dados, concluímos que, para
a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de efetuar a divisão exata de um número inteiro por outro
perder. número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+ 5) + (+ 3) = (+8) dividendo pelo módulo do divisor.
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (- 3) + (- 4) = (- 7)
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+ 8) + (- 5) = (+ 3) Fique Atento!!!
O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, * (+7): (–2) ou (–19): (–5) são divisões que não podem ser
mas o sinal (–) antes do número negativo NUNCA pode ser realizadas em Z, pois o resultado não é um número inteiro.
dispensado. * No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é
associativa e não tem a propriedade da existência do
Subtração de Números Inteiros: a subtração é elemento neutro.
empregada quando: * Não existe divisão por zero.
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantidade; * Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto uma zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por
delas tem a mais que a outra; zero é igual a zero.
- Temos duas quantidades e queremos saber quanto falta a Exemplo: a) 0: (–10) = 0 b) 0: (+6) = 0 c) 0: (–1) = 0
uma delas para atingir a outra.
Regra de Sinais aplicado a Multiplicação e Divisão
A subtração é a operação inversa da adição.
Observe que em uma subtração o sinal do resultado é
sempre do maior número!!!
3+5=8
3 – 5 = -2

Exemplificando: Potenciação de Números Inteiros: a potência an do


1) Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião passou número inteiro a, é definida como um produto de n fatores
de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da temperatura? iguais. O número a é denominado a base e o número n é o
Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6) – expoente. an = a x a x a x a x ... x a, a é multiplicado por a n vezes
(+3) = +3

2) Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, durante o


dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de 3 graus.
Qual a temperatura registrada na noite de terça-feira?
Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) + (–3) =
+3 Exemplos:
Se compararmos as duas igualdades, verificamos que (+6) 33 = (3) x (3) x (3) = 27
– (+3) é o mesmo que (+6) + (–3). (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
Temos: (-7)² = (-7) x (-7) = 49
(+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3 (+9)² = (+9) x (+9) = 81
(+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
(–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3

ATENÇÃO: Subtrair dois números inteiros é o mesmo que


adicionar o primeiro com o oposto do segundo.

Raciocínio Lógico 16
APOSTILAS OPÇÃO

Fique Atento!!! Fique Atento!!!


- Toda potência de base positiva é um número inteiro Ao obedecer à regra dos sinais para o produto de números
positivo. Exemplo: (+3)2 = (+3). (+3) = +9 inteiros, concluímos que:
(1) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
- Toda potência de base negativa e expoente par é um inteiro negativo.
número inteiro positivo. Exemplo: (– 8)2 = (–8). (–8) = +64 (2) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz de
qualquer número inteiro.
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um
número inteiro negativo. Exemplo: (–5)3 = (–5). (–5) . (–5)
= –125 Propriedades da Adição e da Multiplicação dos
números Inteiros
Propriedades da Potenciação Para todo a, b e c ∈ 𝑍
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva- 1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
se a base e somam-se os expoentes. Ex.: (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6 2) Comutativa da adição: a + b = b +a
= (–7)9 3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva- 5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
se a base e subtraem-se os expoentes. Ex.: (-13)8 : (-13)6 = (- 6) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
13)8 – 6 = (-13)2 7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição:
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e a.(b +c ) = ab + ac
multiplicam-se os expoentes. Ex.: [(-8)5]2 = (-8)5 . 2 = (-8)10 9) Distributiva da multiplicação relativamente à
subtração: a .(b –c) = ab –ac
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. Ex.: (- 10) Elemento inverso da multiplicação: Para todo inteiro z
8)1 = -8 e (+70)1 = +70 diferente de zero, existe um inverso
z –1 = 1/z em Z, tal que, z x z–1 = z x (1/z) = 1
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: 11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de
É igual a 1. Ex.: (+3)0 = 1 e (–53)0 = 1 um número natural por outro número natural, continua como
resultado um número natural.
Radiciação de Números Inteiros: a raiz n-ésima (de
ordem n) de um número inteiro a é a operação que resulta em Referências
outro número inteiro não negativo b que elevado à potência n IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único
fornece o número a. O número n é o índice da raiz enquanto IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 01 –
que o número a é o radicando (que fica sob o sinal do radical). Conjuntos e Funções

Questões

01. (Fundação Casa – Analista Administrativo –


VUNESP) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a
respeito do uso adequado dos materiais em geral e dos
recursos utilizados em atividades educativas, bem como da
- A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a é a preservação predial, realizou-se uma dinâmica elencando
operação que resulta em outro número inteiro não negativo “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento
que elevado ao quadrado coincide com o número a. dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um classificasse
suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4)
ATENÇÃO: Não existe a raiz quadrada de um número pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se
inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
Fique Atento!!! (A) 50.
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais (B) 45.
didáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas (C) 42.
aparecimento de: √9 = ±3 , mas isto é errado. (D) 36.
O certo é: √9 = +3 (E) 32.

Observação: não existe um número inteiro não negativo 02. (CGE/RO – Auditor de Controle Interno –
que multiplicado por ele mesmo resulte em um número FUNRIO/2018) O jornal “O Globo” noticiou assim, em
negativo. 10/02/2018, em sua página eletrônica, o desfile
comemorativo do centenário de fundação do tradicional bloco
- A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a carnavalesco “Cordão da Bola Preta”.
operação que resulta em outro número inteiro que elevado ao Se o tradicional bloco desfilou pela primeira vez em 1918
cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os nossos e, de lá para cá, desfilou todos os anos, apenas uma vez por ano,
cálculos somente aos números não negativos. Exemplos: então o centésimo desfile do Cordão da Bola Preta realizou-se
3 ou se realizará no ano de:
(𝐼) √8 = 2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 23 = 8
3 (A) 2016.
(𝐼𝐼) √−8 = −2, 𝑝𝑜𝑖𝑠 (−2)3 = 8 (B) 2017.
(C) 2018.
(D) 2019.
(E) 2020.

Raciocínio Lógico 17
APOSTILAS OPÇÃO

03. (BNDES - Técnico Administrativo – CESGRANRIO) (d) A divisão de dois números inteiros sempre resultará
Multiplicando-se o maior número inteiro menor do que 8 pelo em um número inteiro. – somente se o dividendo for maior que
menor número inteiro maior do que - 8, o resultado o divisor - F
encontrado será
(A) - 72 CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS – Q
(B) - 63
𝑚
(C) - 56 Um número racional é o que pode ser escrito na forma ,
𝑛
(D) - 49 onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser
(E) – 42 diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para significar
a divisão de m por n.
04. (MPE/GO – Secretário Auxiliar – Cachoeira Como podemos observar, números racionais podem ser
Dourada – MPE-GO/2017) Para o jantar comemorativo do obtidos através da razão entre dois números inteiros, razão
aniversário de certa empresa, a equipe do restaurante pela qual, o conjunto de todos os números racionais é
preparou 18 mesas com 6 lugares cada uma e, na hora do reconhecido pela letra Q. Assim, é comum encontrarmos na
jantar, 110 pessoas compareceram. É correto afirmar que: literatura a notação:
(A) se todos sentaram em mesas completas, uma ficou
vazia;
m
Q={ : m e n em Z, n ≠0}
(B) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma n
ficou com apenas 2 pessoas;
(C) se 17 mesas foram completamente ocupadas, uma ficou
com apenas 4 pessoas;
(D) todas as pessoas puderam ser acomodadas em menos
de 17 mesas;
(E) duas pessoas não puderam sentar.

05. SAP/SP – Agente de Segurança Penitenciária – MS


N ᑕ Z ᑕ Q – O conjunto dos números Naturais e Inteiros
CONCURSOS/2017) Dentre as alternativas, qual faz a
estão contidos no Conjunto do Números Racionais.
afirmação verdadeira?
(A) A subtração de dois números inteiros sempre resultará
Subconjuntos notáveis:
em um número inteiro.
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
(B) A subtração de dois números naturais sempre
- Q* = conjunto dos racionais não nulos;
resultará em um número natural.
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
(C) A divisão de dois números naturais sempre resultará
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
em um número natural.
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
(D) A divisão de dois números inteiros sempre resultará
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
em um número inteiro.
Representação Decimal das Frações
Comentários 𝒎
Tomemos um número racional , tal que m não seja
𝒏
01. Resposta: A. múltiplo de n. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar
50-20=30 atitudes negativas a divisão do numerador pelo denominador.
20.4=80 Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
30.(-1)=-30 1º) O número decimal obtido possui, após a vírgula, um
80-30=50 número finito de algarismos (decimais exatos):
3
= 0,6
02. Resposta: B. 5
Em 1918 ele desfilou uma vez, logo 100 – 1 = 99. Somando
1918 + 99 = 2017. 2º) O número decimal obtido possui, após a vírgula,
infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
03. Resposta: D. periodicamente (Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas):
Maior inteiro menor que 8 é o 7 1
= 0,3030 …
Menor inteiro maior que - 8 é o - 7. 33
Portanto: 7(- 7) = - 49
Existem frações muito simples que são representadas por
04. Resposta: E. formas decimais infinitas, com uma característica especial
Se multiplicarmos o número de mesas por lugares que (existência de um período):
cada uma tem, teremos: 18. 6 = 108 lugares.
108 lugares – 110 pessoas = -2, isto significa que todas as Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode
mesas foram preenchidas e 2 pessoas não sentaram. ser associada a uma soma com infinitos termos desse tipo:
1 1 1 1
0, 𝑎𝑎𝑎𝑎. . . = 𝑎. + 𝑎. + 𝑎. + 𝑎. …
05. Resposta: A. (10)1 (10)2 (10)3 (10)4
(a) A subtração de dois números inteiros sempre resultará
em um número inteiro. – V Aproveitando, vejamos um exemplo:
(b) A subtração de dois números naturais sempre resultará 1 1 1 1
0,444. . . = 4. + 4. + 4. + 4. …
em um número natural. – somente se o primeiro for maior que (10)1 (10)2 (10)3 (10)4
o segundo - F
(c) A divisão de dois números naturais sempre resultará Representação Fracionária dos Números Decimais
em um número natural. – somente se o dividendo for maior Estando o número racional escrito na forma decimal, e
que o divisor - F transformando-o na forma de fração, vejamos os dois casos:

Raciocínio Lógico 18
APOSTILAS OPÇÃO

1º) Transformamos o número em uma fração cujo que corresponde ao período, neste caso 99(dois noves) – e
numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador pelo dígito 0 – que corresponde a tantos dígitos que tiverem o
é composto pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quanto anteperíodo, neste caso 0(um zero).
forem as casas decimais após a virgula do número dado:
7
0,7 =
10
7
0,007 =
1000

2º) Devemos achar a fração geratriz (aquela que dá 232


1 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 − 𝑎:
origem a dízima periódica) da dízima dada; para tanto, vamos 990
1222
apresentar o procedimento através de alguns exemplos: (1.990 + 232) = 1222, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶
990
a) Seja a dízima 0, 444... 611
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo Simplificando por 2, obtemos 𝑥 = , a fração geratriz da
495
4), então vamos colocar um 9 no denominador e repetir no dízima 1, 23434...
numerador o período.
Módulo ou valor absoluto: é a distância do ponto que
representa esse número ao ponto de abscissa zero.

4
Assim, a geratriz de 0,444... é a fração .
9

b) Seja a dízima 3, 1919...


O período que se repete é o 19, logo dois noves no
denominador (99). Observe também que o 3 é a parte inteira,
logo ele vem na frente, formando uma fração mista:
19
3 → 𝑡𝑒𝑚𝑜𝑠 𝑢𝑚𝑎 𝑓𝑟𝑎çã𝑜 𝑚𝑖𝑠𝑡𝑎, 𝑡𝑟𝑎𝑛𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑛𝑑𝑜 Logo, o módulo de:
99 5 5
316 − é .
→ (3.99 + 19) = 316, 𝑙𝑜𝑔𝑜 ∶ 7 7
99 5 5
𝐼𝑛𝑑𝑖𝑐𝑎𝑚𝑜𝑠 𝑝𝑜𝑟: |− | =
316 7 7
Assim, a geratriz de 3,1919... é a fração .
99
5 5
Números Opostos: dizemos que − 𝑒 são números
Neste caso para transformarmos uma dízima 7 7
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do
periódica simples em fração, basta utilizarmos o dígito 9 5 5
no denominador para cada dígito que tiver o período da outro. As distâncias dos pontos − é ao ponto zero da reta
7 7
dízima. são iguais.

c) Seja a dízima 0,2777... Inverso de um Número Racional


Agora, para cada algarismo do anteperíodo se coloca um a −n b n 5 −2 7 2
algarismo zero, no denominador, e para cada algarismo do ( ) ,a ≠ 0 = ( ) ,b ≠ 0 → ( ) = ( )
b a 7 5
período se mantém o algarismo 9 no denominador.
No caso do numerador, faz-se a seguinte conta: Representação geométrica dos Números Racionais

(Parte inteira com anteperíodo e período) - (parte


inteira com anteperíodo)

Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem


infinitos números racionais.

Operações com Números Racionais

Soma (Adição) de Números Racionais: como todo


número racional é uma fração ou pode ser escrito na forma de
uma fração, definimos a adição entre os números racionais a/b
e, c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:
𝑎 𝑐 𝑎𝑑 + 𝑏𝑐
+ =
𝑏 𝑑 𝑏𝑑
d) Seja a dízima 1, 23434...
O número 234 é a junção do anteperíodo com o período. Subtração de Números Racionais: a subtração de dois
Neste caso temos uma dízima periódica composta, pois existe números racionais p e q é a própria operação de adição do
𝑎
uma parte que não se repete e outra que se repete. Neste caso número p com o oposto de q, isto é: p – q = p + (–q), onde p =
𝑏
temos um anteperíodo (2) e o período (34). Ao subtrairmos 𝑐
eq= .
deste número o anteperíodo (234-2), obtemos como 𝑑
numerador o 232. O denominador é formado pelo dígito 9 –

Raciocínio Lógico 19
APOSTILAS OPÇÃO

𝑎 𝑐 𝑎𝑑 − 𝑏𝑐 3 5 3 3 3 5−3 3 2
− = ( ) :( ) =( ) =( )
𝑏 𝑑 𝑏𝑑 7 7 7 7
Multiplicação (Produto) de Números Racionais: como 8) Potência de Potência: reduzir a uma potência (de
todo número racional é uma fração ou pode ser escrito na mesma base) de um só expoente, conservamos a base e
forma de uma fração, definimos o produto de dois números multiplicamos os expoentes.
racionais a/b e, c/d, da mesma forma que o produto de 3
3 2 3 2.3 3 6
frações, através de: [( ) ] = ( ) = ( )
𝑎 𝑐 𝑎𝑐 7 7 7
. =
𝑏 𝑑 𝑏𝑑
Radiciação de Números Racionais: se um número
O produto dos números racionais a/b e c/d também pode representa um produto de dois ou mais fatores iguais, então
ser indicado por a/b × c/d ou a/b . c/d. Para realizar a cada fator é chamado raiz do número.
multiplicação de números racionais, devemos obedecer à
mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática. Exemplos:
𝟏 1 1 1 2
Divisão (Quociente) de Números Racionais: a divisão 1) √ , representa o produto . ou ( ) .
𝟐𝟓 5 5 5
de dois números racionais p e q é a própria operação de Logo,
1
é a raiz quadrada de
1
.
multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = p × 5 25
𝑎 𝑐 𝑑
q-1 onde p = , q = e q-1= ; 2) 0,216 representa o produto 0,6. 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo,
𝑏 𝑑 𝑐
𝑎 𝑐 𝑎 𝑑 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se: 3√0,216 = 0,6.
: = .
𝑏 𝑑 𝑏 𝑐
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o
Potenciação de Números Racionais: a potência bn do número zero ou um número racional positivo.
número racional b é um produto de n fatores iguais. O número
b é denominado a base e o número n é o expoente. Fique Atento!!!
bn = b × b × b × b × ... × b, (b aparece n vezes) Os números racionais negativos não têm raiz quadrada em
Exemplos: Q.
3 2 3 3 9
𝑎) ( ) = . =
7 7 7 49 Referências
IEZZI, Gelson - Matemática- Volume Único
3 3 3 3 3 27 IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática – Volume 1 – Conjuntos e
𝑏) (− ) = (− ) . (− ) . (− ) = − Funções
7 7 7 7 343 https://educacao.uol.com.br
http://mat.ufrgs.br
Propriedades da Potenciação
1) Toda potência com expoente 0 é igual a 1. Questões
3 0
( ) =1 01. (SAP/SP – Oficial Administrativo – MS
7
CONCURSOS/2018) Um menino ganhou sua mesada de
2) Toda potência com expoente 1 é igual à própria base. R$120,00, guardou 1/6 na poupança, do restante usou 2/5
3 1 3 para comprar figurinhas e gastou o que sobrou numa excursão
( ) = da escola. Quanto gastou nessa excursão?
7 7
(A) 32
3) Toda potência com expoente negativo de um número (B) 40
racional, diferente de zero é igual a outra potência que tem a (C) 52
base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual ao (D) 60
oposto do expoente anterior. (E) 68
3 −2 7 2 49
( ) =( ) = 02. (IPSM - Analista de Gestão Municipal –
7 3 9 Contabilidade – VUNESP/2018) Saí de casa com
determinada quantia no bolso. Gastei, na farmácia, 2/5 da
4) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal
quantia que tinha. Em seguida, encontrei um compadre que me
da base.
pagou uma dívida antiga que correspondia exatamente à terça
3 3 3 3 3 27
(− ) = (− ) . (− ) . (− ) = − parte do que eu tinha no bolso. Continuei meu caminho e gastei
7 7 7 7 343 a metade do que tinha em alimentos que doei para uma casa
de apoio a necessitados. Depois disso, restavam-me 420 reais.
5) Toda potência com expoente par é um número positivo. O valor que o compadre me pagou é, em reais, igual a
3 2 3 3 9 (A) 105.
( ) = . =
7 7 7 49 (B) 210.
(C) 315.
6) Produto de potências de mesma base: reduzir a uma só (D) 420.
potência de mesma base, conservamos as bases e somamos os (E) 525.
expoentes.
3 2 3 3 3 2+3 3 5 03. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime
( ) .( ) = ( ) =( )
7 7 7 7 Concursos/2017) Qual a alternativa que equivale a 9/40 em
forma decimal
7) Divisão de potências de mesma base: reduzir a uma só (A) 0,225
potência de mesma base, conservamos a base e subtraímos os (B) 225
expoentes. (C) 0,0225
(D) 0,22

Raciocínio Lógico 20
APOSTILAS OPÇÃO

04. (Pref. Santo Expedito/SP – Motorista – Prime 05. Resposta: E.


Concursos/2017) Ao simplificar a fração 36/100, dividindo o X = envelopes
numerador e o denominador por 2, obtemos: 3
𝐴= 𝑥
(A) 18/50 8
(B) 9/25
(C) 12/50 5 4 4
𝐵 = 𝑥. = 𝑥
(D) 9/50 8 5 8

05. (Câmara de Dois Córregos/SP – Oficial de Sobrou 75


Atendimento e Administração – VUNESP/2018) Uma Logo o número de envelopes total é
empresa comprou um lote de envelopes e destinou 3/ 8 deles 3𝑥 4𝑥 3𝑥 + 4𝑥 + 600
𝑥= + + 75 → 𝑥 = →
ao setor A. Dos envelopes restantes, 4/ 5 foram destinados ao 8 8 8
setor B, e ainda restaram 75 envelopes. O número total de
envelopes do lote era 8x = 7x + 600 → 8x – 7x = 600 → x = 600
(A) 760. O número total de envelopes é 600.
(B) 720.
(C) 700. CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS - R
(D) 640.
(E) 600. O conjunto dos números reais2 R será a união entre os
números racionais Q e os números irracionais I. Assim temos:
Comentários
R = Q U I , sendo Q ∩ I = Ø (Se um número real é racional,
01. Resposta: D. não irracional, e vice-versa).
Ele recebeu 120 de mesada, deste guardou 1/6 na Lembrando que N Ϲ Z Ϲ Q , podemos construir o diagrama
poupança, logo: abaixo:
120
= 20
6
Então ele guardou na poupança 20 e sobrou 120 – 20 =
100.
Desses 100, gastou 2/5 com figurinhas:
2
100. = 40
5
Ele gastou 40,00 com figurinhas e sobrou 100 – 40 = 60,
que ele gastou com a excursão.

02. Resposta: B. O conjunto dos números reais apresenta outros


Quantia que eu tinha: x subconjuntos importantes:
Gastei na farmácia: 2/5 x, logo sobrou em meu bolso 3/5x - Conjunto dos números reais não nulos: R* = {x ϵ R| x ≠ 0}
3𝑥 1 3𝑥
Compadre pagou 1/3 do que eu tinha no bolso: . = - Conjunto dos números reais não negativos: R+ = {x ϵ R| x
5 3 15
≥ 0}
Fiquei com a quantia total de: - Conjunto dos números reais positivos: R*+ = {x ϵ R| x > 0}
3𝑥 3𝑥 9𝑥 + 3𝑥 12𝑥 - Conjunto dos números reais não positivos: R- = {x ϵ R| x ≤
+ = =
5 15 15 15 0}
Gastei metade deste valor em alimentos: - Conjunto dos números reais negativos: R*- = {x ϵ R| x < 0}
12𝑥
15 = 12𝑥 . 1 = 12𝑥 Representação Geométrica dos números reais
2 15 2 30
Logo o que sobrou(metade) corresponde a 420,00:
12𝑥 12600
= 420 → 12𝑥 = 12600 → 𝑥 = → 𝑥 = 1050
30 12
Ordenação dos números reais
Como o compadre pagou 3x/15, basta substituirmos o
A representação dos números reais permite definir uma
valor de x por 1050 e acharmos o valor: relação de ordem entre eles. Os números reais positivos são
3.1050 maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos a
= 210
15 relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois números
reais a e b,
a≤b↔b–a≥0
03. Resposta: A.
Basta dividirmos 9/40 = 0,225.
Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0
5 + 15 ≥ 0
04. Resposta: A.
Simplificando temos:
Operações com números reais
36/2 = 18
Operando com as aproximações, obtemos uma sucessão de
100/2 = 50
intervalos fixos que determinam um número real. É assim que
Logo temos 18/50
vamos trabalhar as operações adição, subtração, multiplicação

2IEZZI, Gelson – Matemática - Volume Único


IEZZI, Gelson - Fundamentos da Matemática Elementar – Vol. 01 – Conjuntos e
Funções

Raciocínio Lógico 21
APOSTILAS OPÇÃO

e divisão. Relacionamos, em seguida, uma série de Questões


recomendações úteis para operar com números reais.
01. Mário começou a praticar um novo jogo que adquiriu
Intervalos reais para seu videogame. Considere que a cada partida ele
O conjunto dos números reais possui também conseguiu melhorar sua pontuação, equivalendo sempre a 15
subconjuntos, denominados intervalos, que são determinados pontos a menos que o dobro marcado na partida anterior. Se
por meio de desiguladades. Sejam os números a e b , com a < b. na quinta partida ele marcou 3.791 pontos, então, a soma dos
algarismos da quantidade de pontos adquiridos na primeira
Em termos gerais temos: partida foi igual a
- A bolinha aberta = a intervalo aberto (estamos excluindo (A) 4.
aquele número), utilizamos os símbolos: (B) 5.
> ;< ou ] ; [ (C) 7.
- A bolinha fechada = a intervalo fechado (estamos (D) 8.
incluindo aquele número), utilizamos os símbolos: (E) 10.
≥ ; ≤ ou [ ; ]
02. Considere m um número real menor que 20 e avalie as
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] , para indicar as afirmações I, II e III:
extremidades abertas dos intervalos. I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.

03. Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a


Às vezes, aparecem situações em que é necessário 3 1
diferença − na reta dos números reais é:
registrar numericamente variações de valores em sentidos 4 2
opostos, ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como
as medidas de temperatura ou reais em débito ou em haver
etc... Esses números, que se estendem indefinidamente, tanto
para o lado direito (positivos) como para o lado esquerdo (A) P.
(negativos), são chamados números relativos. (B) Q.
(C) R.
Valor absoluto de um número relativo é o valor do número (D) S.
que faz parte de sua representação, sem o sinal.
Comentários
Valor simétrico de um número é o mesmo numeral,
diferindo apenas o sinal.
01. Resposta: D.
Operações com números relativos Pontuação atual = 2 . partida anterior – 15
* 4ª partida: 3791 = 2.x – 15
1) Adição e subtração de números relativos 2.x = 3791 + 15
a) Se os numerais possuem o mesmo sinal, basta adicionar x = 3806 / 2
os valores absolutos e conservar o sinal. x = 1903
b) Se os numerais possuem sinais diferentes, subtrai-se o
numeral de menor valor e dá-se o sinal do maior numeral. * 3ª partida: 1903 = 2.x – 15
Exemplos: 2.x = 1903 + 15
3+5=8 x = 1918 / 2
4-8=-4 x = 959
- 6 - 4 = - 10
-2+7=5 * 2ª partida: 959 = 2.x – 15
2.x = 959 + 15
2) Multiplicação e divisão de números relativos x = 974 / 2
a) O produto e o quociente de dois números relativos de x = 487
mesmo sinal são sempre positivos. * 1ª partida: 487 = 2.x – 15
b) O produto e o quociente de dois números relativos de 2.x = 487 + 15
sinais diferentes são sempre negativos. x = 502 / 2
Exemplos: x = 251
- 3 x 8 = - 24 Portanto, a soma dos algarismos da 1ª partida é 2 + 5 + 1 =
8.
- 20 (-4) = + 5
- 6 x (-7) = + 42
02. Resposta: C.
28 2 = 14
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.

03. Resposta: A.
3 1 3−2 1
− = = = 0,25
4 2 4 4

Raciocínio Lógico 22
APOSTILAS OPÇÃO

Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando


Decomposição de um termina em 0 ou 5.
número natural em fatores Exemplos:
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0.
primos. Múltiplos e divisores, b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5.
máximo divisor comum e
mínimo múltiplo comum de Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando
é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo.
dois números naturais. Exemplos:
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 e por 3 (4
MÚLTIPLOS E DIVISORES + 3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18).
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3 (8
Sabemos que 30 : 6 = 5, porque 5 x 6 = 30. + 0 + 5 + 3 + 0 = 16).
Podemos dizer então que:
“30 é divisível por 6 porque existe um número natural (5) Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando
que multiplicado por 6 dá como resultado 30.” o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtraído
Um número natural a é divisível por um número natural b, do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo
não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a. de 7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a
quantidade de algarismos a serem analisados quanto à
Conjunto dos múltiplos de um número natural: É divisibilidade por 7.
obtido multiplicando-se esse número pela sucessão dos Exemplo: 41909 é divisível por 7 conforme podemos
números naturais: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,... conferir: 9.2 = 18 ; 4190 – 18 = 4172 → 2.2 = 4 ; 417 – 4 = 413
Para acharmos o conjunto dos múltiplos de 7, por exemplo, → 3.2 = 6 ; 41 – 6 = 35 ; 35 é multiplo de 7.
multiplicamos por 7 cada um dos números da sucessão dos
naturais: Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando
7x0=0 seus três últimos algarismos forem 000 ou formarem um
7x1=7 número divisível por 8.
7 x 2 = 14 Exemplos:
7 x 3 = 21 a) 57000 é divisível por 8, pois seus três últimos
⋮ algarismos são 000.
b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos
O conjunto formado pelos resultados encontrados forma o algarismos formam o número 24, que é divisível por 8.
conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, ...}.
Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando
Observações: a soma dos valores absolutos de seus algarismos formam um
- Todo número natural é múltiplo de si mesmo. número divisível por 9.
- Todo número natural é múltiplo de 1. Exemplos:
- Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6 + 1 =
múltiplos. 27 é divisível por 9.
- O zero é múltiplo de qualquer número natural. b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 + 3 =
- Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares, e 14 não é divisível por 9.
a fórmula geral desses números é 2k (k N). Os demais são
chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10
números é 2k + 1 (k N). quando seu algarismo da unidade termina em zero.
O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k  Z. Exemplo:
563040 é divisível por 10, pois termina em zero.
Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11
número é ou não divisível por outro, sem efetuarmos a divisão. quando a diferença entre a soma dos algarismos de posição
ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um
Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2 quando número divisível por 11 ou quando essas somas forem iguais.
termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando ele é par. Exemplo:
Exemplo: - 43813:
9656 é divisível por 2, pois termina em 6, e é par. 1º 3º 5º  Algarismos de posição ímpar.(Soma dos
algarismos de posição impar: 4 + 8 + 3 = 15.)
Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando 4 3 8 1 3
a soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por 2º 4º  Algarismos de posição par.(Soma dos
3. algarismos de posição par:3 + 1 = 4)
Exemplo:
65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e 27 é 15 – 4 = 11  diferença divisível por 11. Logo 43813 é
divisível por 3. divisível por 11.

Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12
seus dois algarismos são 00 ou formam um número divisível quando é divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
por 4. Exemplo:
Exemplos: ) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 + 3
a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00. + 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24).
b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é
divisível por 4. Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15
quando é divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.

Raciocínio Lógico 23
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: 03. Considere um número divisível por 6, composto por 3


a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 ( 6 + 5 + algarismos distintos e pertencentes ao conjunto
0 + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0). A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser
formados sob tais condições é:
Fatoração numérica (A) 6
Essa fatoração se dá através da decomposição em fatores (B) 7
primos. Para decompormos um número natural em fatores (C) 9
primos, dividimos o mesmo pelo seu menor divisor primo, (D) 8
após pegamos o quociente e dividimos o pelo seu menor (E) 10
divisor, e assim sucessivamente até obtermos o quociente 1. O Respostas
produto de todos os fatores primos representa o número
fatorado. 01. Resposta: A.
Exemplo: Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a
cada expoente:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e
multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.

02. Resposta: D.
Divisores de um número natural Sabemos que o produto de MDC pelo MMC é:
Vamos pegar como exemplo o número 12 na sua forma MDC (A, B). MMC (A, B) = A.B, temos que MDC (A, B) = 4 e
fatorada: o produto entre eles 96, logo:
12 = 22 . 31 4 . MMC (A, B) = 96 → MMC (A, B) = 96/4 → MMC (A, B) =
O número de divisores naturais é igual ao produto dos 24, fatorando o número 24 temos:
expoentes dos fatores primos acrescidos de 1. 24 = 23 .3 , para determinarmos o número de divisores,
Logo o número de divisores de 12 são: pela regra, somamos 1 a cada expoente e multiplicamos o
22 . 3⏟1 → (2 + 1) .(1 + 1) = 3.2 = 6 divisores naturais
⏟ resultado:
(2+1) (1+1) (3 + 1).(1 + 1) = 4.2 = 8

Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos 03. Resposta: D.
cada fator da decomposição e seu respectivo expoente natural Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao
que varia de zero até o expoente com o qual o fator se mesmo tempo, e por isso deverá ser par também, e a soma dos
apresenta na decomposição do número natural. seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
Exemplo: Logo os finais devem ser 4 e 6:
12 = 22 . 31 → 22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos: 354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8
20 . 30=1 números.
20 . 31=3 MDC
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6 O máximo divisor comum(MDC) de dois ou mais números
22 . 31=4.3=12 é o maior número que é divisor comum de todos os números
22 . 30=4 dados. Consideremos:
O conjunto de divisores de 12 são: D(12) = {1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28 - o número 18 e os seus divisores naturais:
D+ (18) = {1, 2, 3, 6, 9, 18}.
Observação
Para sabermos o conjunto dos divisores inteiros de 12, - o número 24 e os seus divisores naturais:
basta multiplicarmos o resultado por 2 (dois divisores, um D+ (24) = {1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24}.
negativo e o outro positivo).
Assim teremos que D(12) = 6.2 = 12 divisores inteiros. Podemos descrever, agora, os divisores comuns a 18 e 24:
D+ (18) ∩ D+ (24) = {1, 2, 3, 6}.
Questões
Observando os divisores comuns, podemos identificar o
01. O número de divisores positivos do número 40 é: maior divisor comum dos números 18 e 24, ou seja: MDC (18,
(A) 8 24) = 6.
(B) 6
(C) 4 Outra técnica para o cálculo do MDC:
(D) 2 Decomposição em fatores primos
(E) 20 Para obtermos o MDC de dois ou mais números por esse
processo, procedemos da seguinte maneira:
02. O máximo divisor comum entre dois números naturais
é 4 e o produto dos mesmos 96. O número de divisores - Decompomos cada número dado em fatores primos.
positivos do mínimo múltiplo comum desses números é: - O MDC é o produto dos fatores comuns obtidos, cada um
(A) 2 deles elevado ao seu menor expoente.
(B) 4 Exemplo:
(C) 6
(D) 8
(E) 10

Raciocínio Lógico 24
APOSTILAS OPÇÃO

MMC 03. Na linha 1 de um sistema de Metrô, os trens partem 2,4


em 2,4 minutos. Na linha 2 desse mesmo sistema, os trens
O mínimo múltiplo comum(MMC) de dois ou mais partem de 1,8 em 1,8 minutos. Se dois trens partem,
números é o menor número positivo que é múltiplo comum de simultaneamente das linhas 1 e 2 às 13 horas, o próximo
todos os números dados. Consideremos: horário desse dia em que partirão dois trens simultaneamente
dessas duas linhas será às 13 horas,
- O número 6 e os seus múltiplos positivos: (A) 10 minutos e 48 segundos.
M*+ (6) = {6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, 48, 54, ...} (B) 7 minutos e 12 segundos.
(C) 6 minutos e 30 segundos.
- O número 8 e os seus múltiplos positivos: (D) 7 minutos e 20 segundos.
M*+ (8) = {8, 16, 24, 32, 40, 48, 56, 64, ...} (E) 6 minutos e 48 segundos.

Podemos descrever, agora, os múltiplos positivos comuns: Respostas


M*+ (6) M*+ (8) = {24, 48, 72, ...}
01. Resposta: D.
Observando os múltiplos comuns, podemos identificar o Fazendo o mdc entre os números teremos:
mínimo múltiplo comum dos números 6 e 8, ou seja: MMC (6, 60 = 2².3.5
8) = 24 72 = 2³.3³
48 = 24.3
Outra técnica para o cálculo do MMC: Mdc(60,72,48) = 2².3 = 12
60/12 = 5
Decomposição isolada em fatores primos 72/12 = 6
Para obter o MMC de dois ou mais números por esse 48/12 = 4
processo, procedemos da seguinte maneira: Somando a quantidade de envelopes por provas teremos:
- Decompomos cada número dado em fatores primos. 5 + 6 + 4 = 15 envelopes ao todo.
- O MMC é o produto dos fatores comuns e não-comuns,
cada um deles elevado ao seu maior expoente. 02. Resposta: C.
Exemplo: Devemos achar o mmc (40,60,80)

O produto do MDC e MMC é dado pela fórmula abaixo: 𝑚𝑚𝑐(40,60,80) = 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 2 ∙ 3 ∙ 5 = 240

MDC(A, B).MMC(A,B)= A.B 03. Resposta: B.


Como os trens passam de 2,4 e 1,8 minutos, vamos achar o
Questões mmc(18,24) e dividir por 10, assim acharemos os minutos

01. Um professor quer guardar 60 provas amarelas, 72


provas verdes e 48 provas roxas, entre vários envelopes, de
modo que cada envelope receba a mesma quantidade e o
menor número possível de cada prova. Qual a quantidade de
envelopes, que o professor precisará, para guardar as provas?
(A) 4; Mmc(18,24)=72
(B) 6; Portanto, será 7,2 minutos
(C) 12; 1 minuto---60s
(D) 15. 0,2--------x
x = 12 segundos
02. O policiamento em uma praça da cidade é realizado por Portanto se encontrarão depois de 7 minutos e 12
um grupo de policiais, divididos da seguinte maneira: segundos

Grupo Intervalo de passagem


Policiais a pé 40 em 40 minutos Verdades e Mentiras:
Policiais de moto 60 em 60 minutos resolução de problemas.
Policiais em viaturas 80 em 80 minutos

Toda vez que o grupo completo se encontra, troca RACIOCÍNIO ANALÍTICO OU VERDADES E MENTIRAS
informações sobre as ocorrências. O tempo mínimo em
minutos, entre dois encontros desse grupo completo será: Raciocínio Analítico trabalha com uma área da lógica
(A) 160 conhecida como “lógica informal”. Ao contrário da lógica
(B) 200 formal, onde os argumentos são classificados como V ou F, a
(C) 240 “lógica informal” possui uma série de possibilidades: um
(D) 150 argumento pode ser mais sólido ou menos sólido, uma
(E) 180 premissa pode reforçar ou enfraquecer um argumento, uma
conclusão pode ser mais provável ou menos provável…
Você verá que as questões de Raciocínio Analítico exigem
bastante senso crítico, bastante capacidade de interpretação,

Raciocínio Lógico 25
APOSTILAS OPÇÃO

observe o exemplo citado abaixo. Resolução: (“enfraquecer” o argumento é aquela afirmação


Vejamos: que deixa a conclusão mais longe da sua validade) repare que
duas das alternativas de resposta não enfraquecem o
“Beber café causa câncer. Afinal, todas as pessoas com argumento, mas sim o reforçam: A e C. As outras duas
câncer que eu conheço bebiam café. Além disso, uma médica alternativas enfraquecem o argumento, como vimos acima.
bastante conhecida parou de ingerir este alimento para evitar a Mas preste atenção na pergunta feita no enunciado: nós
doença. É bom lembrar também que o número de casos de devemos marcar aquela informação que MAIS enfraquece o
câncer tem aumentado, assim como o consumo de café”. argumento. Com base na análise que fizemos acima, creio que
você não tenha dificuldade de marcar a alternativa D. Afinal,
Aqui temos as premissas e as conclusões na qual podemos na alternativa B, o mero fato de a médica ter estudado
montar a estrutura deste argumento, para assim analisa-lo. oncologia por um curto período e há muito tempo atrás não
Premissa 1: todas as pessoas com câncer que eu conheço invalida totalmente a opinião dela, embora realmente
bebiam café enfraqueça um pouco a argumentação do autor do texto.
Premissa 2: uma médica bastante conhecida parou de
ingerir este alimento para evitar a doença Mais alguns exemplos:
Premissa 3: o número de casos de câncer tem aumentado,
assim como o consumo de café 1) Cinco aldeões foram trazidos à presença de um velho
Conclusão: Beber café causa câncer rei, acusados de haver roubado laranjas do pomar real. Abelim,
o primeiro a falar, falou tão baixo que o rei que era um pouco
A conclusão deste argumento está logo no início do texto. surdo não ouviu o que ele disse. Os outros quatro acusados
disseram: Bebelim: Cebelim é inocente, Cebelim: Dedelim é
Conforme dito no início ao estudar Raciocínio Analítico, inocente, Dedelim: Ebelim é culpado, Ebelim: Abelim é
estamos no campo da “lógica informal”, que é menos culpado.
rigorosa/extremista. De qualquer forma, a uma primeira vista O mago Merlim, que vira o roubo das laranjas e ouvira as
podemos fazer um julgamento preliminar desse argumento. O declarações dos cinco acusados, disse então ao rei: Majestade,
seu senso crítico não deve ter deixado que você fique apenas um dos cinco acusados é culpado e ele disse a verdade;
inteiramente convencido da ideia que estava sendo defendida os outros quatro são inocentes e todos os quatro mentiram. O
pelo texto. Isto porque, de fato, essa fala apresenta alguns velho rei, que embora um pouco surdo era muito sábio, logo
erros de argumentação que são as falácias. concluiu corretamente que o culpado era:
Observe que: (A) Abelim
(B) Bebelim
Premissa 1: todas as pessoas com câncer que eu conheço (C) Cebelim
bebiam café (D) Dedelim
Quantas pessoas de fato a pessoa que faz tal afirmação (E) Ebelim
conhecia? 100? 200? O fato que isto não significa generalizar é
afirmar que TODO mundo que bebe café vai morrer de câncer. Resolução: se quatro dos inocentes mentiram e somente
um culpado disse a verdade temos no quadro abaixo duas
Premissa 2: uma médica bastante conhecida parou de informações conflitantes: as duas primeiras pois se ambas
ingerir este alimento para evitar a doença mentem não poderia haver dois culpados!!!. Então somente
Será essa médica especialista em oncologia (especialidade um dos dois que disseram que são inocentes está correto.
médica que se dedica ao estudo e tratamento da neoplasia, Desta forma se acha o culpado! Como consequência os outros
incluindo sua etiologia e desenvolvimento)? Ou será ela últimos estão mentindo pois há 4 inocentes que mentem.
pediatra? Aqui a pessoa que escreve este texto baseou suas Testemos quem é o culpado:
informações prestadas por uma médica que ele conhecia, nem
sabemos de fato a especialidade desta médica. Dica: Não poderá ter dois inocentes que mentem pois só
pode ter um culpado.
Premissa 3: o número de casos de câncer tem aumentado,
assim como o consumo de café Para hipótese 1 temos: Supondo que quem diz a verdade
Uma informação não pode afirmar a correlação entre as é B e disse que Cebelim é inocente (e que pela questão todo
mesmas. Há estudos que comprovem isso? Este fato é isolado inocente mente) conclui-se que Dedelim é culpado (Cebelim
a uma região? mente). Na terceira linha vemos que Dedelim mente (veja a
coluna da hipótese 1). Isto não pode acontecer (dizer que D é
Logo a conclusão não pode ser aceita como válida ou como culpado e a tabela na hipótese dizer que mente).
uma verdade, pois nossos questionamentos nos levam a crer
que este argumento não é dito como válido. Pois podem existir Para a hipótese 2 temos: Bebelim mente e C é culpado
pessoas com câncer que não bebem café e pessoas que bebem (que diz a verdade sempre), desta forma pela segunda linha da
café e não tem câncer. tabela D é inocente. Se D é inocente e mente então E é inocente
e se E é inocente e mete então A é inocente. Sendo assim, o
Se na prova perguntasse: “Qual das informações abaixo, se culpado é C (Cebelim).
for verdadeira, mais enfraquece o argumento apresentado?”
(A) O autor do texto conhece 100 pessoas com câncer.
(B) a médica referida pelo autor é pediatra, só tendo
estudado oncologia brevemente durante a faculdade há 20
anos.
(C) as regiões do país onde o aumento do consumo de café
tem sido maior nos últimos anos também são as regiões que
têm registrado os maiores aumentos na incidência de câncer.
(D) todos os conhecidos do autor bebem café.

Raciocínio Lógico 26
APOSTILAS OPÇÃO

Resposta C. Sabendo que Ana sempre diz a verdade, é correto afirmar


que
2) Há 2 anos, a Universidade Delta implantou um processo (A) Ciça disse apenas uma mentira.
em que os alunos da graduação realizam uma avaliação da (B) Ciça disse três mentiras.
qualidade didática de todos os seus professores ao final do (C) Bete disse três mentiras.
semestre letivo. Os professores mal avaliados pelos alunos em (D) Bete disse apenas verdades.
três semestres consecutivos são demitidos da instituição. (E) Bete disse apenas uma verdade.
Desde então, as notas dos alunos têm aumentado: a média das
notas atuais é 70% maior do que a média de 2 anos atrás. A 02. (Prefeitura de Teresina/PI – Técnico em
causa mais provável para o aumento de 70% nas notas é: Saneamento- FCC/2016) Paulo, Francisco, Carlos, Henrique
(A) a melhoria da qualidade dos alunos que entraram na e Alexandre são irmãos, sendo que apenas um deles quebrou
Universidade Delta nos últimos 2 anos, atraídos pelo processo um vaso na sala de casa. Ao investigar o ocorrido, a mãe dos
de avaliação dos docentes. cinco ouviu de cada um as seguintes afirmações:
(B) a demissão dos professores mal avaliados, que são Paulo: − Fui eu quem quebrou o vaso.
substituídos por professores mais jovens, com mais energia Francisco: − Eu não quebrei o vaso.
para motivar os alunos para o estudo. Carlos: − Foi Alexandre quem quebrou o vaso.
(C) o aumento da cola durante as avaliações, fenômeno que Henrique: − Francisco está mentindo.
tem sido observado, nos Alexandre: − Não foi Carlos quem quebrou o vaso.
últimos anos, nas principais instituições educacionais Se apenas um dos cinco irmãos disse a verdade, quem
brasileiras. quebrou o vaso foi:
(D) uma diminuição no nível de dificuldade das avaliações
elaboradas pelos professores, receosos de serem mal (A) Henrique.
avaliados pelos alunos caso sejam exigentes. (B) Francisco.
(E) a melhoria da qualidade das aulas em geral, o que (C) Paulo.
garante que os alunos aprendam os conteúdos de maneira (D) Carlos.
mais profunda, elevando a média das avaliações. (E) Alexandre.

Resolução: antes de avaliar as alternativas, repare que um 03. (Prefeitura de Fortaleza/CE – Analista de
aumento de 70% significa que, se a nota média dos alunos Planejamento e Gestão – Prefeitura de Fortaleza – 2016)
anteriormente era 6 (em 10 pontos), após o aumento a nota Quatro pessoas estão conversando. Sabe-se que exatamente
média passou a ser 10 (nota máxima!). Isto é, estamos diante uma delas fala a verdade e as demais mentem. A conversa é
de um aumento muito expressivo das notas. descrita abaixo.
(A) ERRADO. Pode até ser que alunos melhores tenham - Ana diz: “Todos aqui falam a verdade”.
sido atraídos pelo processo mais rigoroso de avaliação dos - Maria diz: “Ana fala a verdade”.
docentes, mas é improvável que isto justifique um aumento tão - João diz: “Maria mente”.
grande nas notas. Seriam necessários alunos MUITO - José diz: “João mente”.
melhores.
(B) ERRADO. Note que a medida foi implementada há Quem falou a verdade?
apenas 4 semestres (2 anos), e são necessários pelo menos 3 (A) Ana.
semestres completos para que os professores mal avaliados (B) Maria.
começassem a ser demitidos. Isto é, é improvável acreditar que (C) João.
os efeitos da substituição de professores estivessem sendo (D) José.
sentidos de maneira tão intensa em tão pouco tempo. Respostas
(C) ERRADO. Se de fato houve aumento da cola, é provável
que isso tenha influenciado um aumento das notas, mas um 01. Resposta: E.
aumento tão expressivo como o citado no item A (de 6 para 10 Como a Ana fala a verdade:
pontos) exigiria um aumento massivo da cola. Ana: 22 anos
(D) CORRETO. É possível acreditar que uma redução na Bete: 24 anos
dificuldade das provas seja capaz de gerar um aumento Ciça: 21 anos
expressivo nas notas dos alunos. Basta cobrar os tópicos mais
básicos e/ou mais intuitivos de cada disciplina. Esta tese é Portanto Ciça diz 2 mentiras (que ela tem 27 anos e que
mais crível que as demais. Bete tem 28 anos)
(E) ERRADO. Ainda que os professores, com medo da Bete diz que Ciça tem 7/8 da sua idade:
demissão, tenham melhorado a qualidade de suas aulas, é
improvável que está melhoria de qualidade seja responsável
por uma variação tão expressiva nas notas. Portanto, verdade.
Resposta: D. A mais velha é Bete que tem 24 anos e a mais Nova é Ciça
com 21 anos, portanto são 3 anos de diferença e não 4.
Questões E Ciça disse 2 mentiras.
Ou seja, Bete também disse 2 mentiras (a diferença de
01. Ana, Bete e Ciça conversam sobre suas idades dizendo: idade e que Ciça disse apenas uma mentira).
Ana: − Tenho 22 anos, dois a menos do que Bete, e um ano
a mais do que Ciça. Ana: 3 verdades
Ciça: − Tenho 27 anos, Ana tem 22 anos, e Bete tem 28 Ciça: 2 mentiras e 1 verdade
anos. Bete: 2 mentiras e 1 verdade
Bete: − Ciça tem 7/8 da minha idade, a mais velha de nós
tem 4 anos a mais do que a mais nova; Ciça disse apenas uma 02. Resposta: D.
mentira. Francisco dizendo a verdade é a única afirmação que não
conflita com as outras proposições, as outras têm contradições
que não chegam a um argumento valido. Logo, Carlos quebrou

Raciocínio Lógico 27
APOSTILAS OPÇÃO

o vaso. Questões

03. Resposta: C. 01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada


Se João fala a verdade, então ele diz que Maria mente linha do esquema seguinte:
quando ela diz que Ana fala a verdade. Se analisarmos a fala de
Ana, por sua vez diz que todos falam a verdade. Porém, o
enunciado da questão diz que apenas uma pessoa fala a
verdade e as demais mentem. Logo, a afirmação de Ana é falsa
e João está certo.

Sequências (com números,


com figuras, de palavras).

LÓGICA SEQUENCIAL OU SEQUÊNCIAS LOGICAS

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental.


Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e
abstrações, quais são os dados que levam às respostas
verdadeiras, falsas ou prováveis. Logo, resumidamente o
raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes
dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da
formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte
do pensamento.
A carta que está oculta é:
Sequências Lógicas
As sequências podem ser formadas por inúmeros fatores,
dentre eles temos pessoas, figuras, letras, números, etc.
Existem várias formas de se estabelecer uma sequência, o
importante é que existem pelo menos três elementos que
caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica.
Algumas sequências são bastante conhecidas e todos que 02. Considere que a sequência de figuras foi construída
estudam lógica devem conhece-las, tais como as progressões segundo um certo critério.
aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números
primos e os quadrados perfeitos.
Exemplo 1

A sequência numérica proposta envolve multiplicações


por 4.
6 x 4 = 24 Se tal critério for mantido, para obter as figuras
24 x 4 = 96 subsequentes, o total de pontos da figura de número 15 deverá
96 x 4 = 384 ser:
384 x 4 = 1536 (A) 69
(B) 67
Exemplo 2 (C) 65
(D) 63
(E) 61

03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,


970, 940, 900, 850, ...
(A) 800
(B) 790
(C) 780
A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade. (D) 770
13 – 10 = 3
17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
28 – 22 = 6
35 – 28 = 7

Raciocínio Lógico 28
APOSTILAS OPÇÃO

04. Na sequência lógica de números representados nos 08. Analise a sequência a seguir:
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
que pode ser:

Admitindo-se que a regra de formação das figuras


seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura
que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:

(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78 09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de (A) 20
fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme (B) 21
indicado abaixo: (C) 100
(D) 200

10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo


número?
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura? (A) 4
(A) 20 palitos (B) 20
(B) 25 palitos (C) 31
(C) 28 palitos (D) 21
(D) 22 palitos
11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados
06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu segundo determinado critério.
em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja
que a soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A LACRAÇÃO → cal
única alternativa cuja figura representa a planificação desse AMOSTRA → soma
cubo tal como deseja Ana é: LAVRAR → ?

Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o


lugar do ponto de interrogação é:
(A) alar
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a


linha, segundo determinado padrão.

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16


círculos completos na:
(A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura
(E) 96ª figura Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui
corretamente o ponto de interrogação é:

(A) (B) (C) (D) (E)

Raciocínio Lógico 29
APOSTILAS OPÇÃO

13. Observe que na sucessão seguinte os números foram Em particular:


colocados obedecendo a uma lei de formação. Na figura 15: 15 pontos de cada lado 30 pontos no total.

Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria,


tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo 04 pontos no total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo 06 pontos no total.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo 08 pontos no total.
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo 10 pontos no total.
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo 2.(n+1) pontos
Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X
no total.
+ Y é igual a:
(A) 40
Em particular:
(B) 42
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo 32 pontos no
(C) 44
total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado,
(D) 46
temos para total de pontos da figura 15: Total de pontos = 30
(E) 48
+ 32 + 1 = 63 pontos.
14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em
03. Resposta: B.
forma de triângulo, segundo determinado critério.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000
e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre
940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o
próximo número é 60, dessa forma concluímos que o próximo
número é 790, pois: 850 – 790 = 60.

04. Resposta: D.
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre
24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é
8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o
próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o
Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14.
as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o
ponto de interrogação é: 05. Resposta: D.
(A) P Observe a tabela:
(B) O Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
(C) N
(D) M N° de Palitos 4 7 10 13 16 19 22
(E) L

15. Considere que a sequência seguinte é formada pela Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
algarismos sejam separados. que cada figura a partir da segunda tem a quantidade de
palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma,
1234567891011121314151617181920... fica fácil preencher o restante da tabela e determinar a
quantidade de palitos da 7ª figura.
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
sequência é: 06. Resposta: A.
(A) 9 Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a
(B) 8 planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6,
(C) 6 somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”, da
(D) 3 mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não
(E) 1 formando um lado. Na figura da letra “D”, o 2 estaria em face
oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura
Respostas apresentada na letra “E”, o 1 não estaria em face oposta ao
número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
01. Resposta: A. Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2, letra “A” é a única para representar um lado.
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das 07. Resposta: B.
opções dadas só pode ser a da opção (A). Como na 3ª figura completou-se um círculo, para
completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16: 3. 16 =
02. Resposta: D. 48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
simetria, tem-se: 08. Resposta: B.
Na figura 1: 01 ponto de cada lado 02 pontos no total. A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim,
Na figura 2: 02 pontos de cada lado 04 pontos no total. continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de
Na figura 3: 03 pontos de cada lado 06 pontos no total. número 277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que
Na figura 4: 04 pontos de cada lado 08 pontos no total. representam número 5n + 2, com n ∈ N. Ou seja, a 277ª figura
Na figura n: n pontos de cada lado 2.n pontos no total. corresponde à 2ª figura, que é representada pela letra “B”.

Raciocínio Lógico 30
APOSTILAS OPÇÃO

09. Resposta: D.
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá Análise combinatória e
por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada probabilidade.
número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito,
Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com
“D”: Duzentos. ANÁLISE COMBINATÓRIA

10. Resposta: C. A Análise Combinatória é a parte da Matemática que


Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três, desenvolve meios para trabalharmos com problemas de
Treze, Trinta, ... O próximo só pode ser o número Trinta e um, contagem.
pois ele inicia com a letra “T”.
PRINCÍPIO ADITIVO E MULTIPLICATIVO (PRINCÍPIO
11. Resposta: E. FUNDAMENTAL DA CONTAGEM-PFC)
Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da O princípio aditivo é quando tendo possibilidade
mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da distintas as quais precisamos adicionar as possibilidades.
palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com Vejamos o exemplo:
isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras letras,
na ordem invertida, obtém-se ARVAL.

12. Resposta: C.
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por
quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com
círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura que está
faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão levantadas,
em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura que falta deve ter
as mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas).
As figuras apresentam as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna
levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse
caso, a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna
levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça O cardápio de determinada escola é constituído de uma
quadrada, as mãos levantadas e a perna erguida para a fruta e uma bebida. De quantas maneiras podemos escolher
esquerda. um de cada opção?
Para as frutas temos... 5
13. Resposta: A. Bebidas........................2
Existem duas leis distintas para a formação: uma para a Como precisamos escolher uma de cada, logo somamos as
parte superior e outra para a parte inferior. Na parte superior, possibilidades.
tem-se que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma 5+2=7
multiplicação por 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma
subtração de 3 unidades. Com isso, X é igual a 5 multiplicado O princípio multiplicativo ou fundamental da
por 2, ou seja, X = 10. Na parte inferior, tem-se: do 1º termo contagem constitui a ferramenta básica para resolver
para o 2º termo ocorreu uma multiplicação por 3; já do 2º problemas de contagem sem que seja necessário enumerar
termo para o 3º, houve uma subtração de 2 unidades. Assim, Y seus elementos, através da possibilidades dadas.
é igual a 10 multiplicado por 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 +
30 = 40. Exemplos:
1) Imagine que, na cantina de sua escola, existem cinco
14. Resposta: A. opções de suco de frutas: pêssego, maçã, morango, caju e
A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita do mamão. Você deseja escolher apenas um desses sucos, mas
triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para a esquerda; deverá decidir também se o suco será produzido com água ou
continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na leite. Escolhendo apenas uma das frutas e apenas um dos
ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então, acompanhamentos, de quantas maneiras poderá pedir o suco?
as letras são, da direita para a esquerda, “M”, “N”, “O”, e a letra
que substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra
“P”.

15. Resposta: B.
A sequência de números apresentada representa a lista
dos números naturais. Mas essa lista contém todos os
algarismos dos números, sem ocorrer a separação. Por
exemplo: 101112 representam os números 10, 11 e 12. Com
isso, do número 1 até o número 9 existem 9 algarismos. Do
número 10 até o número 99 existem: 2 x 90 = 180 algarismos.
Do número 100 até o número 124 existem: 3 x 25 = 75
algarismos. E do número 124 até o número 128 existem mais
12 algarismos. Somando todos os valores, tem-se: 9 + 180 + 75 2) Para ir da sua casa (cidade A) até a casa do seu de um
+ 12 = 276 algarismos. Logo, conclui-se que o algarismo que amigo Pedro (que mora na cidade C) João precisa pegar duas
ocupa a 276ª posição é o número 8, que aparece no número conduções: A1 ou A2 ou A3 que saem da sua cidade até a B e
128. B1 ou B2 que o leva até o destino final C. Vamos montar o
diagrama da árvore para avaliarmos todas as possibilidades:

Raciocínio Lógico 31
APOSTILAS OPÇÃO

Dados o conjunto S formado pelos números S= {1,2,3,4,5,6}


quantos números de 3 algarismos podemos formar com este
conjunto?

De forma resumida, e rápida podemos também montar


através do princípio multiplicativo o número de Observe que 123 é diferente de 321 e assim
possibilidades: sucessivamente, logo é um Arranjo.
Se fossemos montar todos os números levaríamos muito
tempo, para facilitar os cálculos vamos utilizar a fórmula do
arranjo.
Pela definição temos: A n,p (Lê-se: arranjo de n elementos
tomados p a p).
Então:
𝒏!
2 x 3 = 6 𝑨𝒏, 𝒑 =
(𝒏 − 𝒑)!

3) De sua casa ao trabalho, Silvia pode ir a pé, de ônibus ou Utilizando a fórmula:


de metrô. Do trabalho à faculdade, ela pode ir de ônibus, metrô, Onde n = 6 e p = 3
trem ou pegar uma carona com um colega. n! 6! 6! 6.5.4.3!
De quantos modos distintos Silvia pode, no mesmo dia, ir An, p = → A6,3 = = = = 120
(n − p)! (6 − 3)! 3! 3!
de casa ao trabalho e de lá para a faculdade? Então podemos formar com o conjunto S, 120 números
com 3 algarismos.
Vejamos, o trajeto é a junção de duas etapas:
1º) Casa → Trabalho: ao qual temos 3 possibilidades - Permutação simples: sequência ordenada de n
2º) Trabalho → Faculdade: 4 possibilidades. elementos distintos (arranjo), ao qual utilizamos todos os
Multiplicando todas as possibilidades (pelo PFC), teremos: elementos disponíveis, diferenciando entre eles apenas a
3 x 4 = 12. ordem.
No total Silvia tem 12 maneiras de fazer o trajeto casa – Pn! = n!
trabalho – faculdade.
Exemplo:
Podemos dizer que, um evento B pode ser feito de n Quantos anagramas podemos formar com a palavra CALO?
maneiras, então, existem m • n maneiras de fazer e executar
o evento B.

FATORIAL DE UM NÚMERO NATURAL


Produtos em que os fatores chegam sucessivamente até a
unidade são chamados fatoriais.
Matematicamente:
Dado um número natural n, sendo n є N e n ≥ 2, temos:
Utilizando a fórmula da permutação temos:
n! = n. (n – 1 ). (n – 2). ... . 1
n = 4 (letras)
Onde:
P4! = 4! = 4 . 3 . 2 . 1! = 24 . 1! (como sabemos 1! = 1) →24 .
n! é o produto de todos os números naturais de 1 até n (lê-
1 = 24 anagramas
se: “n fatorial”)
Por convenção temos que:
- Combinação simples: agrupamento de n elementos
0! = 1
distintos, tomados p a p, sendo p ≤ n. O que diferencia a
1! = 1
combinação do arranjo é que a ordem dos elementos não é
importante.
Exemplo:
Exemplo:
De quantas maneiras podemos organizar 8 alunos em uma
Uma escola tem 7 professores de Matemática. Quatro deles
fila.
deverão representar a escola em um congresso. Quantos
Observe que vamos utilizar a mesma quantidade de alunos
grupos de 4 professores são possíveis?
na fila nas mais variadas posições:

Temos que 8! = 8.7.6.5.4.3.2.1 = 40320

- Arranjo simples: agrupamentos simples de n elementos


distintos tomados(agrupados) p a p. Aqui a ordem dos seus
elementos é o que diferencia. Observe que sendo 7 professores, se invertermos um deles
Exemplo: de posição não alteramos o grupo formado, os grupos
formados são equivalentes. Para o exemplo acima temos ainda

Raciocínio Lógico 32
APOSTILAS OPÇÃO

as seguintes possibilidades que podemos considerar sendo 𝟐𝟎


= = 𝟏𝟎 𝒂𝒏𝒂𝒈𝒓𝒂𝒎𝒂𝒔
como grupo equivalentes. 𝟐
P1, P2, P4, P3 – P2, P1, P3, P4 – P3, P1, P2, P4 – P2, P4, P3,
P4 – P4, P3, P1, P2 ... - Permutação circular: a permutação circular com
repetição pode ser generalizada através da seguinte forma:
Com isso percebemos que a ordem não é importante!
Vamos então utilizar a fórmula para agilizar nossos 𝑷𝒄𝒏 = (𝒏 − 𝟏)!
cálculos:
𝑨𝒏, 𝒑 𝒏! Exemplo:
𝑪𝒏, 𝒑 = → 𝑪𝒏, 𝒑 = De quantas maneiras 5 meninas que brincam de roda
𝒑! (𝒏 − 𝒑)! 𝒑!
podem formá-la?
Aqui dividimos novamente por p, para desconsiderar Fazendo um esquema, observamos que são posições
todas as sequências repetidas (P1, P2, P3, P4 = P4, P2, P1, P3= iguais:
P3, P2, P4, P1=...).
Aplicando a fórmula:
n! 7! 7! 7.6.5.4!
Cn, p = → C7,4 = = =
(n − p)! p! (7 − 4)! 4! 3! 4! 3! 4!

210 210
= = = 35 grupos de professores
3.2.1 6
O total de posições é 5! e cada 5 representa uma só
- Combinação circular: aqui os elementos estão dispostos permutação circular. Assim, o total de permutações circulares
em uma circunferência. Exemplo: será dado por:
Considerando dez pontos sobre uma circunferência, 5! 5.4!
𝑃𝑐 5 = = = 4! = 4.3.2.1 = 24
quantas cordas podem ser construídas com extremidades em 5 5
dois desses pontos?
Referências
IEZZI, Gelson – Matemática – Volume Único
FILHO, Begnino Barreto; SILVA,Claudio Xavier da – Matemática – Volume
Único - FTD
BOSQUILHA, Alessandra - Minimanual compacto de matemática: teoria e
prática: ensino médio / Alessandra Bosquilha, Marlene Lima Pires Corrêa, Tânia
Cristina Neto G. Viveiro. -- 2. ed. rev. -- São Paulo: Rideel, 2003.

Questões

01. Em um restaurante os clientes têm a sua disposição, 6


tipos de carnes, 4 tipos de cereais, 4 tipos de sobremesas e 5
tipos de sucos. Se o cliente quiser pedir 1 tipo carne, 1 tipo de
cereal, 1 tipo de sobremesa e 1 tipo de suco, então o número
Uma corda fica determinada quando escolhemos dois de opções diferentes com que ele poderia fazer o seu pedido,
pontos entre os dez. é:
Escolher (A,D) é o mesmo que escolher (D,A), então (A) 19
sabemos que se trata de uma combinação. (B) 480
Aqui temos então a combinação de 10 elementos tomados (C) 420
2 a 2. (D) 90
n! 10! 10! 10.9.8! 90
C10,2 = = = = =
(n − p)! p! (10 − 2)! 2! 8! 2! 8! 2! 2 02. Seja N a quantidade máxima de números inteiros de
quatro algarismos distintos, maiores do que 4000, que podem
45 cordas ser escritos utilizando-se apenas os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5 e
6.
- Permutação com repetição: Na permutação com O valor de N é:
repetição, como o próprio nome indica, as repetições são (A) 120
permitidas e podemos estabelecer uma fórmula que relacione (B) 240
o número de elementos, n, e as vezes em que o mesmo (C) 360
elemento aparece. (D) 480
𝒏!
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … 03. Com 12 fiscais, deve-se fazer um grupo de trabalho com
𝜶! 𝜷! 𝜸!
3 deles. Como esse grupo deverá ter um coordenador, que
pode ser qualquer um deles, o número de maneiras distintas
Com α + β + γ + ... ≤ n possíveis de se fazer esse grupo é:
(A) 4
Exemplo: (B) 660
Quantos são os anagramas da palavra ARARA? (C) 1 320
n=5 (D) 3 960
α = 3 (temos 3 vezes a letra A)
β = 2 (temos 2 vezes a letra R) 04. Um heptaminó é um jogo formado por diversas peças
com as seguintes características:
Equacionando temos: • Cada peça contém dois números do conjunto {0, 1, 2, 3, 4,
𝒏! 𝟓! 𝟓. 𝟒. 𝟑! 𝟓. 𝟒 5,6, 7}.
𝑷𝒏(∝,𝜷,𝜸,… ) = … → 𝒑𝟓(𝟑,𝟐) = = = • Todas as peças são diferentes.
𝜶! 𝜷! 𝜸! 𝟑! 𝟐! 𝟑! 𝟐! 𝟐. 𝟏

Raciocínio Lógico 33
APOSTILAS OPÇÃO

• Escolhidos dois números (iguais ou diferentes) do 04. Resposta: A.


conjunto acima, existe uma, e apenas uma, peça formada por Teremos 8 peças com números iguais.
esses números.
A figura a seguir mostra exemplos de peças do heptaminó.

O número de peças do heptaminó é


(A) 36.
(B) 40.
(C) 45. Depois, cada número com um diferente
(D) 49. 7+6+5+4+3+2+1
(E) 56. 8+7+6+5+4+3+2+1=36

05. Renato é mais velho que Jorge de forma que a razão 05. Resposta: C.
entre o número de anagramas de seus nomes representa a Anagramas de RENATO
diferença entre suas idades. Se Jorge tem 20 anos, a idade de ______
Renato é 6.5.4.3.2.1=720
(A) 24. Anagramas de JORGE
(B) 25. _____
(C) 26. 5.4.3.2.1=120
(D) 27.
720
(E) 28. Razão dos anagramas: =6
120
Se Jorge tem 20 anos, Renato tem 20+6=26 anos
Respostas
PROBABILIDADE
01. Resposta: B.
A questão trata-se de princípio fundamental da contagem, A teoria das probabilidades surgiu no século XVI, com o
logo vamos enumerar todas as possibilidades de fazermos o estudo dos jogos de azar, tais como jogos de cartas e roleta.
pedido: Atualmente ela está intimamente relacionada com a Estatística
6 x 4 x 4 x 5 = 480 maneiras. e com diversos ramos do conhecimento.
02. Resposta: C. Definições:
Pelo enunciado precisa ser um número maior que 4000, A teoria da probabilidade é o ramo da Matemática que
logo para o primeiro algarismo só podemos usar os números cria e desenvolve modelos matemáticos para estudar os
4,5 e 6 (3 possibilidades). Como se trata de números distintos experimentos aleatórios. Alguns elementos são necessários
para o segundo algarismo poderemos usar os números (0,1,2,3 para efetuarmos os cálculos probabilísticos.
e também 4,5 e 6 dependo da primeira casa) logo teremos 7 – - Experimentos aleatórios: fenômenos que apresentam
1 = 6 possibilidades. Para o terceiro algarismos teremos 5 resultados imprevisíveis quando repetidos, mesmo que as
possibilidades e para o último, o quarto algarismo, teremos 4 condições sejam semelhantes.
possibilidades, montando temos: Exemplos:
a) lançamento de 3 moedas e a observação das suas faces
voltadas para cima
Basta multiplicarmos todas as possibilidades: 3 x 6 x 5 x 4 b) jogar 2 dados e observar o número das suas faces
= 360. c) abrir 1 livro ao acaso e observar o número da suas faces.
Logo N é 360.
- Espaço amostral: conjunto de todos os resultados
03. Resposta: B. possíveis de ocorrer em um determinado experimento
Esta questão trata-se de Combinação, pela fórmula temos: aleatório. Indicamos esse conjunto por uma letra maiúscula: U,
n! S , A, Ω ... variando de acordo com a bibliografia estudada.
Cn, p =
(n − p)! p! Exemplo:
a) quando lançamos 3 moedas e observamos suas faces
Onde n = 12 e p = 3 voltadas para cima, sendo as faces da moeda cara (c) e coroa
n! 12! 12! (k), o espaço amostral deste experimento é:
Cn, p = → C12,3 = =
(n − p)! p! (12 − 3)! 3! 9! 3! S = {(c,c,c); (c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c);
12.11.10.9! 1320 1320 (k,k,c)}, onde o número de elementos do espaço amostral n(A)
= = = = 220
9! 3! 3.2.1 6 =8

Como cada um deles pode ser o coordenado, e no grupo - Evento: é qualquer subconjunto de um espaço amostral
tem 3 pessoas, logo temos 220 x 3 = 660. (S); muitas vezes um evento pode ser caracterizado por um
fato. Indicamos pela letra E.

Raciocínio Lógico 34
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: 𝐧(𝐄)
a) no lançamento de 3 moedas: 𝐏(𝐄) =
𝐧(𝐒)
E1→ aparecer faces iguais
E1 = {(c,c,c);(k,k,k)} Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1 e S um conjunto equiprovável, ou seja,
O número de elementos deste evento E1 é n(E1) = 2 todos os elementos têm a mesma “chance de acontecer.
Onde:
E2→ aparecer coroa em pelo menos 1 face n(E) = número de elementos do evento E.
E2 = {(c,c,k); (c,k,k); (c,k,c); (k,k,k,); (k,c,k); (k,c,c); (k,k,c)} n(S) = número de elementos do espaço amostral S.
Logo n(E2) = 7
Exemplo:
Veremos agora alguns eventos particulares: Lançando-se um dado, a probabilidade de sair um número
- Evento certo: que possui os mesmos elementos do ímpar na face voltada para cima é obtida da seguinte forma:
espaço amostral (todo conjunto é subconjunto de si mesmo); S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} n(S) = 6
E = S. E = {1, 3, 5} n(E) = 3
E: a soma dos resultados nos 2 dados ser menor ou igual a
12. n(E) 3 1
P(E) = = = = 0,5 𝑜𝑢 50%
n(S) 6 2
- Evento impossível: evento igual ao conjunto vazio.
E: o número de uma das faces de um dado ser 7. Probabilidade da união de dois eventos
E: Ø Vamos considerar A e B dois eventos contidos em um
mesmo espaço amostral A, o número de elementos da reunião
- Evento simples: evento que possui um único elemento. de A com B é igual ao número de elementos do evento A
E: a soma do resultado de dois dados ser igual a 12. somado ao número de elementos do evento B, subtraindo o
E: {(6,6)} número de elementos da intersecção de A com B.
- Evento complementar: se E é um evento do espaço
amostral S, o evento complementar de E indicado por C tal que
C = S – E. Ou seja, o evento complementar é quando E não
ocorre.
E1: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
menor ou igual a 2.
E2: o primeiro número, no lançamento de 2 dados, ser
maior que 2.
S: espaço amostral é dado na tabela abaixo: Sendo n(S) o número de elementos do espaço amostral,
vamos dividir os dois membros da equação por n(S) a fim de
obter a probabilidade P (A U B).
𝑛(𝐴 ∪ 𝐵) 𝑛(𝐴) 𝑛(𝐵) 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵)
= + −
𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆) 𝑛(𝑆)

P (A U B) = P(A) +
P(B) – P (A ∩ B)

E: {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3)


(2,4), (2,5), (2,6)}
Como, C = S – E
C = {(3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1), (4,2), (4,3), Para eventos mutuamente exclusivos, onde A ∩ B = Ø, a
(4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6), (6,1), equação será:
(6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)}

- Eventos mutuamente exclusivos: dois ou mais eventos


são mutuamente exclusivos quando a ocorrência de um deles P (A U B) = P(A) +
implica a não ocorrência do outro. Se A e B são eventos P(B)
mutuamente exclusivos, então: A ∩ B = Ø.
Sejam os eventos:
A: quando lançamos um dado, o número na face voltada
para cima é par.
A = {2,4,6} Exemplo:
B: quando lançamos um dado, o número da face voltada A probabilidade de que a população atual de um país seja
para cima é divisível por 5. de 110 milhões ou mais é de 95%. A probabilidade de ser 110
B = {5} milhões ou menos é de 8%. Calcule a probabilidade de ser 110
Os eventos A e B são mutuamente exclusivos, pois A ∩ B = milhões.
Ø. Sendo P(A) a probabilidade de ser 110 milhões ou mais:
P(A) = 95% = 0,95
Probabilidade em espaços equiprováveis Sendo P(B) a probabilidade de ser 110 milhões ou menos:
Considerando um espaço amostral S, não vazio, e um P(B) = 8% = 0,08
evento E, sendo E ⊂ S, a probabilidade de ocorrer o evento E é P (A ∩ B) = a probabilidade de ser 110 milhões: P (A ∩ B)
o número real P (E), tal que: =?
P (A U B) = 100% = 1
Utilizando a regra da união de dois eventos, temos:

Raciocínio Lógico 35
APOSTILAS OPÇÃO

P (A U B) = P(A) + P(B) – P (A ∩ B) 4 1
𝑃(𝐴) = =
1 = 0,95 + 0,08 - P (A ∩ B) 12 3
P (A ∩ B) = 0,95 + 0,08 - 1
P (A ∩ B) = 0,03 = 3% Evento B: cara na moeda
B = {(1,k), (2,k), (3,k), (4,k), (5,k), (6,k)}
Probabilidade condicional 6 1
𝑃(𝐵) = =
Vamos considerar os eventos A e B de um espaço amostral 12 2
S, definimos como probabilidade condicional do evento A,
𝐴
tendo ocorrido o evento B e indicado por P(A | B) ou 𝑃 ( ), a Os eventos são independentes, pois o fato de ocorrer o
𝐵 evento A não modifica a probabilidade de ocorrer o evento B.
razão: Com isso temos:
P (A ∩ B) = P(A). P(B)
𝒏(𝑨 ∩ 𝑩) 𝑷(𝑨 ∩ 𝑩) 1 1 1
𝑷(𝑨|𝑩) = = 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = . =
𝒏(𝑩) 𝑷(𝑩) 3 2 6

Lemos P (A | B) como: a probabilidade de A “dado que” ou Observamos que A ∩ B = {(3,k), (5,k)} e a P (A ∩ B) poder
“sabendo que” a probabilidade de B. ser calculada também por:
Exemplo: 𝑛(𝐴 ∩ 𝐵) 2 1
No lançamento de 2 dados, observando as faces de cima, 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = = =
𝑛(𝑆) 12 6
para calcular a probabilidade de sair o número 5 no primeiro No entanto nem sempre chegar ao n(A ∩ B) nem sempre é
dado, sabendo que a soma dos 2 números é maior que 7. fácil dependendo do nosso espaço amostral.
Montando temos:
S = {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (1,6), (2,1), (2,2), (2,3), Lei Binomial de probabilidade
(2,4), (2,5), (2,6), (3,1), (3,2), (3,3), (3,4), (3,5), (3,6), (4,1), Vamos considerar um experimento que se repete n
(4,2), (4,3), (4,4), (4,5), (4,6), (5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), número de vezes. Em cada um deles temos:
(5,6), (6,1), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)} P(E) = p , que chamamos de probabilidade de ocorrer o
Evento A: o número 5 no primeiro dado. evento E com sucesso.
A = {(5,1), (5,2), (5,3), (5,4), (5,5), (5,6)} P(𝐸̅ ) = 1 – p , probabilidade de ocorrer o evento E com
insucesso (fracasso).
Evento B: a soma dos dois números é maior que 7.
B = {(2,6), (3,5), (3,6), (4,4), (4,5), (4,6), (5,3), (5,4), (5,5), A probabilidade do evento E ocorrer k vezes, das n que o
(5,6), (6,2), (6,3), (6,4), (6,5), (6,6)} experimento se repete é dado por uma lei binomial.

A ∩ B = {(5,3), (5,4), (5,5), (5,6)}


P (A ∩ B) = 4/36
P(B) = 15/36
Logo:
4
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) 36 4 36 4
𝑃(𝐴|𝐵) = = = . =
𝑃(𝐵) 15 36 15 15
36
A probabilidade de ocorrer k vezes o evento E e (n - k)
Probabilidade de dois eventos simultâneos (ou
vezes o evento 𝐸̅ é o produto: pk . (1 – p)n - k
sucessivos)
A probabilidade de ocorrer P (A ∩ B) é igual ao produto de
As k vezes do evento E e as (n – k) vezes do evento 𝐸̅ podem
um deles pela probabilidade do outro em relação ao primeiro.
ocupar qualquer ordem. Então, precisamos considerar uma
Isto significa que, para se avaliar a probabilidade de ocorrem
permutação de n elementos dos quais há repetição de k
dois eventos simultâneos (ou sucessivos), que é P (A ∩ B), é
elementos e de (n – k) elementos, em outras palavras isso
preciso multiplicar a probabilidade de ocorrer um deles P(B)
significa:
pela probabilidade de ocorrer o outro, sabendo que o primeiro
já ocorreu P (A | B). 𝑛!
Sendo: 𝑃𝑛 [𝑘,(𝑛−𝑘)] = = (𝑛𝑘), logo a probabilidade de
𝑘.(𝑛−𝑘)!
𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) 𝐏(𝐀 ∩ 𝐁) ocorrer k vezes o evento E no n experimentos é dada:
𝐏(𝐀|𝐁) = 𝐨𝐮 𝐏(𝐁|𝐀) =
𝐏(𝐁) 𝐏(𝐀)
𝒏
𝒑 = ( ) . 𝒑𝒌 . 𝒒𝒏−𝒌
- Eventos independentes: dois eventos A e B de um 𝒌
espaço amostral S são independentes quando P(A|B) = P(A) ou
P(B|A) = P(B). Sendo os eventos A e B independentes, temos: A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:

P (A ∩ B) = P(A). P(B) - O experimento deve ser repetido nas mesmas condições


as n vezes.
Exemplo: - Em cada experimento devem ocorrer os eventos E e 𝐸̅ .
Lançando-se simultaneamente um dado e uma moeda, - A probabilidade do E deve ser constante em todas as n
determine a probabilidade de se obter 3 ou 5 na dado e cara na vezes.
moeda. - Cada experimento é independente dos demais.
Sendo, c = coroa e k = cara.

S = {(1,c), (1,k), (2,c), (2,k), (3,c), (3,k), (4,c), (4,k), (5,c),


(5,k), (6,c), (6,k)}
Evento A: 3 ou 5 no dado
A = {(3,c), (3,k), (5,c), (5,k)}

Raciocínio Lógico 36
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo: feito pelo modo I, II ou III. Comparando-se essas


Lançando-se uma moeda 4 vezes, qual a probabilidade de probabilidades, obtém-se
ocorrência 3 caras? (A) P(I) < P(III) < P(II)
Está implícito que ocorrerem 3 caras deve ocorrer uma (B) P(II) < P(I) < P(III)
coroa. Umas das possíveis situações, que satisfaz o problema, (C) P(I) < P(II) = P(III)
pode ser: (D) P(I) = P(II) < P(III)
(E) P(I) = P(II) = P(III)

03. Em uma central de atendimento, cem pessoas


receberam senhas numeradas de 1 até 100. Uma das senhas é
Temos que: sorteada ao acaso.
n=4 Qual é a probabilidade de a senha sorteada ser um número
k=3 de 1 a 20?
1 1 (A) 1/100
̅̅̅ = 1 −
𝑃(𝐸) = , 𝑃(𝐸)
2 2 (B) 19/100
(C) 20/100
Logo a probabilidade de que essa situação ocorra é dada (D) 21/100
por: (E) 80/100
1 3 1 1
( ) . (1 − ) , como essa não é a única situação de ocorre Comentários
2 2
3 caras e 1 coroa. Vejamos:
01. Resposta: D.
A probabilidade de nenhum dos três alunos responder à
pergunta feita pelo entrevistador é
4! 4 0,70 . 0,70 . 0,70 = 0,343 = 34,3%
𝑃4 3!.1! = =( )=4 Portanto, a possibilidade dele ser entendido é de: 100% –
3! .1! 3
34 ,3% = 65,7%

02. Resposta: E.
Em 20 equipes com 10 atletas, temos um total de 200
Podemos também resolver da seguinte forma: (43) atletas, dos quais apenas um havia utilizado substância
1 3 1 1
proibida.
maneiras de ocorrer o produto ( ) . (1 − ) , portanto: A probabilidade desse atleta ser um dos escolhidos pelo:
2 2
4 1 3 1 1 1 1 1 Modo I é
𝑃(𝐸) = ( ) . ( ) . (1 − ) = 4. . = 1 199 198 3
3 2 2 8 2 4 𝑃(𝐼) = 3 ∙ ∙ ∙ =
200 199 198 200

Questões Modo II é
1 1 9 8 3
𝑃(𝐼𝐼) = ∙3∙ ∙ ∙ =
01. Em uma escola, a probabilidade de um aluno 20 10 9 8 200
compreender e falar inglês é de 30%. Três alunos dessa escola,
que estão em fase final de seleção de intercâmbio, aguardam, Modo III é
1 19 18 1 10 10 3
em uma sala, serem chamados para uma entrevista. Mas, ao 𝑃(𝐼𝐼𝐼) = 3 ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ =
invés de chamá-los um a um, o entrevistador entra na sala e 20 19 18 10 10 10 200
faz, oralmente, uma pergunta em inglês que pode ser
A equipe dele pode ser a primeira, a segunda ou a terceira
respondida por qualquer um dos alunos.
a ser sorteada e a probabilidade dele ser o sorteado na equipe
A probabilidade de o entrevistador ser entendido e ter sua
é 1/10
pergunta oralmente respondida em inglês é
P(I)=P(II)=P(III)
(A) 23,7%
(B) 30,0%
03. Resposta: C.
(C) 44,1%
A probabilidade de a senha sorteada ser um número de 1 a
(D) 65,7%
20 é 20/100, pois são 20 números entre 100.
(E) 90,0%

02. Uma competição esportiva envolveu 20 equipes com Problemas envolvendo


10 atletas cada. Uma denúncia à organização dizia que um dos
atletas havia utilizado substância proibida. raciocínio lógico.
Os organizadores, então, decidiram fazer um exame
antidoping. Foram propostos três modos diferentes para
escolher os atletas que irão realizá-lo: PROBLEMAS DE RACIOCÍNIO LÓGICO
Modo I: sortear três atletas dentre todos os participantes;
Modo II: sortear primeiro uma das equipes e, desta, sortear Este é um assunto muito cobrado em concursos e exige que
três atletas; o candidato (a) tenha domínio de habilidades e conteúdos
Modo III: sortear primeiro três equipes e, então, sortear matemáticos (aritméticos, algébricos e geométricos) para sua
um atleta de cada uma dessas três equipes. resolução e também noções sobre deduzir informações de
relações arbitrárias entre objetos, lugares, pessoas e/ou
Considere que todos os atletas têm igual probabilidade de eventos fictícios dados. Exercitar faz com que se ganhe
serem sorteados e que P(I), P(II) e P(III) sejam as gradativamente essas habilidades e o domínio dos conteúdos.
probabilidades de o atleta que utilizou a substância proibida Vejamos algumas questões que abordam o assunto.
seja um dos escolhidos para o exame no caso do sorteio ser

Raciocínio Lógico 37
APOSTILAS OPÇÃO

Questões (B) apenas uma;


(C) apenas duas;
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial – (D) apenas três;
FGV/2015) Em um prédio há três caixas d’água chamadas de (E) todas as afirmativas.
A, B e C e, em certo momento, as quantidades de água, em
litros, que cada uma contém aparecem na figura a seguir. 04. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
FGV/2015) Francisca tem um saco com moedas de 1 real. Ela
percebeu que, fazendo grupos de 4 moedas, sobrava uma
moeda, e, fazendo grupos de 3 moedas, ela conseguia 4 grupos
a mais e sobravam 2 moedas.
O número de moedas no saco de Francisca é:
(A) 49;
(B) 53;
(C) 57;
(D) 61;
Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas
(E) 65.
foram interligadas e os níveis da água se igualaram.
Considere as seguintes possibilidades:
05. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) Em
1. A caixa A perdeu 300 litros.
uma festa com 15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10
2. A caixa B ganhou 350 litros.
de morango, 10 de cereja e 10 de pistache. Ao final da festa,
3. A caixa C ganhou 50 litros.
não sobrou nenhum bombom e
É verdadeiro o que se afirma em: - quem comeu bombom de morango comeu também
bombom de pistache;
(A) somente 1;
- quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu
(B) somente 2;
também bombom de cereja;
(C) somente 1 e 3;
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
(D) somente 2 e 3;
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
(E) 1, 2 e 3.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos
os 10 bombons de pistache.
02. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
( ) Certo ( ) Errado
FGV/2015) Cada um dos 160 funcionários da prefeitura de
certo município possui nível de escolaridade: fundamental,
Respostas
médio ou superior. O quadro a seguir fornece algumas
informações sobre a quantidade de funcionários em cada
nível: 01. Resposta: C.
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150
+ 350 = 1200, como o valor da caixa será igualado temos:
1200/3 = 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
têm nível médio. Desses funcionários, o número de homens De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar
com nível superior é: com 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades corretas são:
(A) 30; 1e3
(B) 32;
(C) 34; 02. Resposta: B.
(D) 36; São 160 funcionários
(E) 38. No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 –
30 = 34 mulheres
03. (CODEMIG – Advogado Societário – FGV/2015) Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30
Abel, Bruno, Caio, Diogo e Elias ocupam, respectivamente, os + 34 + 36 = 128
bancos 1, 2, 3, 4 e 5, em volta da mesa redonda representada 160 – 128 = 32, que é o valor de homens com nível
abaixo. superior.

03. Resposta: B.
Imaginem que isso é o círculo antes e depois:

Dessa forma podemos dizer que:


- Diogo é o vizinho à direita de Bruno. ERRADO: Diogo é o
São feitas então três trocas de lugares: Abel e Bruno trocam vizinho à direita de Elias
de lugar entre si, em seguida Caio e Elias trocam de lugar entre - Abel e Bruno permaneceram vizinhos. ERRADO: Abel e
si e, finalmente, Diogo e Abel trocam de lugar entre si. Bruno não são vizinhos
Considere as afirmativas ao final dessas trocas: - Caio é o vizinho à esquerda de Abel. CERTO:
- Diogo é o vizinho à direita de Bruno. - Elias e Abel não são vizinhos. ERRADO: Elias e Abel são
- Abel e Bruno permaneceram vizinhos. vizinhos
- Caio é o vizinho à esquerda de Abel.
- Elias e Abel não são vizinhos. 04. Resposta: B.
Fazendo m = número de moedas e g = número de grupos
É/são verdadeira(s): temos:
(A) nenhuma afirmativa; Primeiramente temos: m = 4g + 1

Raciocínio Lógico 38
APOSTILAS OPÇÃO

Logo após ele informa: m = 3(g +4) + 2


Igualando m, temos: 4g + 1 = 3(g + 4) + 2 → 4g + 1 = 3g +
12 + 2 → 4g – 3g = 14 -1 → g = 13
Para sabermos a quantidade de moedas temos: m = 4.13 +
1 = 52 + 1 = 53.

05. Resposta: Errado.


Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do
enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
- quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de
pistache comeu também bombom de cereja; - CERTA.
Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
- quem comeu bombom de morango comeu também
bombom de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
- quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
– ERRADA, pois esta contradizendo a informação anterior.

Anotações

Raciocínio Lógico 39
APOSTILAS OPÇÃO

Raciocínio Lógico 40
LEGISLAÇÃO
APOSTILAS OPÇÃO

I - a soberania;
II - a cidadania
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce
por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos
desta Constituição.
O artigo define a forma de Estado (Federativa) e a forma de
Governo (República) em duas palavras “República
Noções de Direito Federativa”, “formada pela União indissolúvel” (nenhum ente
pode pretender se separar), numa Federação não existe a
Constitucional: Constituição hipótese de separação, “constitui em Estado Democrático de
brasileira: Título I - Dos Direito”. Essa expressão traz em si a ideia do Estado formado
Princípios Fundamentais. a partir da vontade do povo, voltado para o povo e ao interesse
do povo (o povo tem uma participação ativa, sempre com o
respeito aos Direitos e garantias fundamentais), e tem por
Os princípios guardam os valores fundamentais da ordem fundamentos:
jurídica. Os princípios constituem ideias gerais e abstratas que I – Soberania: Não existe Estado sem soberania, o que
expressam, em menor ou maior escala, todas as normas que significa a supremacia do Estado brasileiro na ordem política
compõem a seara do direito. Cada área do direito retrata a interna e a independência na ordem política externa.
concretização de certo número de princípios, que constituem II - Cidadania. Abrangendo não só a titularidade de
o seu núcleo central. Eles possuem uma força que permeia direitos políticos, mas também civis, a cidadania alcança tanto
todo o campo sob seu alcance, daí por que todas as normas que o exercício do direito de votar e ser votado como o efetivo
compõem o direito constitucional devem ser estudadas, exercício dos diversos direitos previstos na Constituição
interpretadas e compreendidas à luz desses princípios. (educação, saúde e trabalho).
Nos princípios constitucionais, condensam-se bens e III - Dignidade da pessoa humana. É o absoluto respeito
valores considerados fundamentos de validade de todo o aos direitos fundamentais de todo ser humano, assegurando-
sistema jurídico. Assim, os princípios consagrados se condições dignas de existência para todos. O ser humano é
constitucionalmente servem, a um só tempo, como objeto da considerado pelo Estado brasileiro como um fim em si mesmo,
interpretação constitucional, como diretriz para a atividade jamais como meio para atingir outros objetivos.
interpretativa e como guias a opção de interpretação. IV - Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. O
Os princípios constituem a base, o alicerce de um sistema trabalho e a livre iniciativa foram identificados como
jurídico. São verdadeiras proposições lógicas que fundamentos da ordem econômica estabelecida no Brasil,
fundamentam e sustentam um sistema. ambos considerados indispensáveis para o adequado
Sabe-se que os princípios, ao lado das regras, são normas desenvolvimento do Estado brasileiro. Esses dois fatores
jurídicas. Os princípios, porém, exercem dentro do sistema revelam o modo de produção capitalista vigente. A
normativo um papel diferente dos das regras. As regras, por Constituição pretende estabelecer um regime de harmonia
descreverem fatos hipotéticos, possuem a nítida função de entre capital e trabalho.
regular, direta ou indiretamente, as relações jurídicas que se V - Pluralismo político. O pluralismo político significa a
enquadrem nas molduras típicas por elas descritas. Não é livre formação de correntes políticas no País, permitindo a
assim com os princípios, que são normas generalíssimas representação das diversas camadas da opinião pública em
dentro do sistema. diferentes segmentos. Esse dispositivo constitucional veda a
Serve o princípio como limite de atuação do jurista. No adoção de leis infraconstitucionais que estabeleçam um
mesmo passo em que funciona como vetor de interpretação, o regime de partido único ou um sistema de bipartidarismo
princípio tem como função limitar a vontade subjetiva do forçado ou que impeçam uma corrente política de se
aplicador do direito, vale dizer, os princípios estabelecem manifestar no País.
balizamentos dentro dos quais o jurista exercitará sua O artigo 1º traz importantes observações. Vejamos:
criatividade, seu senso do razoável e sua capacidade de fazer a
justiça do caso concreto. - forma de Estado: Federação;
Assim, a Constituição brasileira tem o seu Título I (artigos - forma de governo: a República;
1º ao 4º), integralmente dedicado aos “princípios - forma de sistema de governo: o Presidencialista;
fundamentais”, que são as regras informadoras de todo um - regime de Governo: o Democrático.
sistema de normas, as diretrizes básicas do ordenamento
constitucional brasileiro. São regras que contêm os mais Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos
importantes valores que informam a elaboração da entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
Constituição da República Federativa do Brasil, e que por tal a) O Poder Executivo implementa ou executa as leis e a
motivo merecem estudo aprofundado, por serem tema agenda diária do governo ou do Estado. O poder executivo
constante em provas de concursos. varia de país a país. Nos países presidencialistas, o poder
executivo é representado pelo seu presidente, que acumula as
Vejamos a seguir o texto constitucional pertinente ao funções de chefe de governo e chefe de estado.
assunto: b) O Poder Legislativo é o poder de legislar, criar leis. No
sistema de três poderes proposto por Montesquieu, o poder
TÍTULO I legislativo é representado pelos legisladores, homens que
DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS devem elaborar as leis que regulam o Estado. O poder
legislativo na maioria das repúblicas e monarquias é
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união constituído por um congresso, parlamento, assembleias ou
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, câmaras. O objetivo do poder legislativo é elaborar normas de
constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como direito de abrangência geral (ou, raramente, de abrangência
fundamentos:

Legislação 1
APOSTILAS OPÇÃO

individual) que são estabelecidas aos cidadãos ou às


instituições públicas nas suas relações recíprocas.
c) O Poder judiciário possui a capacidade de julgar, de
acordo com as leis criadas pelo Poder Legislativo e de acordo
com as regras constitucionais em determinado país. Ministros,
Desembargadores e Juízes formam a classe dos magistrados
(os que julgam).

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República


Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
Consolidada nos princípios da liberdade, justiça e
solidariedade.
II - garantir o desenvolvimento nacional;
Em todos os sentidos, tanto econômico, como também Bibliografia
social. O que explica os diversos programas governamentais. Teoria Geral da Constituição e Direitos Fundamentais – Rodrigo Cesar
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as Rebello Pinho, 12° edição.
desigualdades sociais e regionais;
Redução e proteção contra as desigualdades entre os Questões
estados.
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, 01. (TRT - 6ª Região/PE - Técnico Judiciário –
raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de FCC/2018) À luz do que dispõe a Constituição Federal quanto
discriminação. aos seus princípios fundamentais,
Preocupação com a igualdade e a eliminação da A) todo o poder emana de Deus, que o exerce por meio de
discriminação. representantes eleitos pelo povo, nos termos da Constituição.
A nossa Constituição, quanto ao modelo, classifica-se como B) são Poderes da União, independentes e harmônicos
dirigente, pois estabelece metas que devem ser buscadas pelo entre si, o Legislativo, o Executivo, o Judiciário e o Moderador.
Estado brasileiro, diretrizes que devem informar os C) constituem, dentre outros, objetivos fundamentais da
programas de atuação governamental em todas as esferas do República Federativa do Brasil os valores sociais do trabalho e
poder político. da livre iniciativa.
Atenção! Observa-se que os objetivos previstos neste D) a República Federativa do Brasil buscará a integração
artigo, não se confundem com os fundamentos estabelecidos econômica, política, social e cultural dos povos da América
no artigo 1º, tendo em vista que os fundamentos são princípios Latina, visando à formação de uma comunidade latino-
inerentes ao próprio Estado brasileiro, fazem parte de sua americana de nações.
construção, já os objetivos fundamentais são as finalidades a E) a República Federativa do Brasil tem como um de seus
serem alcançadas. fundamentos a cooperação entre os povos para o progresso da
humanidade.
Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas
relações internacionais pelos seguintes princípios: 02. (MPE/RN - Técnico do Ministério Público Estadual
I - independência nacional; - COMPERVE/2017) Os objetivos fundamentais da república
II - prevalência dos direitos humanos; brasileira são metas que o Estado deve promover com força
III - autodeterminação dos povos; vinculante e imediata, servindo como norte a ser seguido em
IV - não-intervenção; toda e qualquer atividade estatal. Nessa acepção, a
V - igualdade entre os Estados; Constituição Federal aponta, expressamente, como objetivo
VI - defesa da paz; fundamental a PROMOÇÃO
VII - solução pacífica dos conflitos; (A) do bem de todos, sem preconceitos de origem, raça,
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; sexo e cor.
IX - cooperação entre os povos para o progresso da (B) de uma sociedade livre, justa e solidária com repúdio
humanidade; ao racismo e ao terrorismo.
X - concessão de asilo político. (C) da erradicação da miséria e da marginalização e da
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a redução da desigualdade nacional.
integração econômica, política, social e cultural dos povos da (D) da autodeterminação dos povos e dos direitos
América Latina, visando à formação de uma comunidade latino- humanos.
americana de nações.
Outros princípios fundamentais estão espalhados por todo 03. (IF/TO - Auditor - IF/TO/2016) Quantos aos
o texto constitucional, de forma explícita ou implícita. Muitos princípios do Estado brasileiro constantes na Constituição
de forma até repetitiva, para que não sejam desconsiderados. Federal, assinale a alternativa incorreta.
As colisões de princípios são resolvidas pelo critério de (A) A promoção da cidadania e a dignidade da pessoa
peso, preponderando o de maior valor no caso concreto, pois humana são exemplos de fundamentos da República
ambas as normas jurídicas são consideradas igualmente Federativa do Brasil.
válidas. Por exemplo: o eterno dilema entre a liberdade de (B) São Poderes da União, independentes e harmônicos
informação jornalística e a tutela da intimidade, da vida entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.
privada, da honra e da imagem das pessoas (CF/88, art. 220, (C) A República Federativa do Brasil apenas é formada pela
§1º). Há necessidade de compatibilizar ao máximo os união dos Municípios e do Distrito Federal.
princípios, podendo prevalecer, no caso concreto, a aplicação (D) Construir uma sociedade livre, justa e solidária, bem
de um ou outro direito. como garantir o desenvolvimento nacional, são exemplos de
objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.
(E) A prevalência dos direitos humanos, assim como o
repúdio ao terrorismo e ao racismo, são exemplos de

Legislação 2
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princípios que devem reger o Brasil nas relações Segue explicações de cada inciso:
internacionais.
I- homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos
04. (PC/GO - Escrivão de Polícia Substituto - termos desta Constituição;
CESPE/2016) Assinale a opção que apresenta um dos Este inciso traz um dos princípios mais importantes
fundamentos da República Federativa do Brasil previsto existentes, que é o princípio da isonomia ou da igualdade. Tal
expressamente na Constituição Federal de 1988. princípio igualou os direitos e obrigações dos homens e
(A) valores sociais do trabalho e da livre iniciativa mulheres, porém, deve-se observar que este princípio permite
(B) autodeterminação dos povos que seja possível as diferenciações na medida das
(C) igualdade entre os estados desigualdades de cada um.
(D) erradicação da pobreza
(E) solução pacífica dos conflitos II- ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma
coisa senão em virtude de lei;
05. (DPE/BA - Defensor Público - FCC/2016) De acordo Aqui, relata o princípio da legalidade. Ele garante a
com disposição expressa da Constituição Federal, a República segurança jurídica e impede que o Estado aja de forma
Federativa do Brasil tem como fundamento arbitrária. Tal princípio tem por escopo explicitar que nenhum
(A) desenvolvimento nacional. cidadão será obrigado a realizar ou deixar de realizar condutas
(B) estado social de direito. que não estejam definidas em lei. Além disso, se não existe uma
(C) defesa da paz. lei que proíba uma determinada conduta, significa que ela é
(D) soberania. permitida.
(E) prevalência dos direitos humanos. A legalidade não se confunde com reserva legal. A
legalidade é mais ampla, significa que deve haver lei, elaborada
Gabarito segundo as regras do processo legislativo, para criar uma
01. D / 02. A / 03. C / 04. A / 05. D obrigação. Já a reserva legal é de menor abrangência e significa
que, determinadas matérias, especificadas pela Constituição,
só podem ser tratadas por lei proveniente do Poder
Título II - Dos Direitos e Legislativo.
Garantias Fundamentais: do
III- ninguém será submetido à tortura nem a tratamento
art. 5º ao art. 13. desumano ou degradante;
Garante aqui que nenhum cidadão será submetido a
tortura nem a tratamento desumano ou degradante.
A Constituição Federal de 1988 (CF) trouxe em seu Título Fundamenta-se pelo fato de que, o sujeito que cometer tortura
II os direitos e garantias fundamentais, subdivididos em cinco estará cometendo crime tipificado na Lei nº 9.455/97. Cabe
capítulos: direitos e deveres individuais e coletivos, ressaltar, ainda, que a prática de tortura caracteriza-se como
direitos sociais, nacionalidade, direitos políticos e crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Não
partidos políticos. obstante, o crime de tortura ainda é considerado hediondo,
conforme explicita a Lei nº 8.072/90. Crimes hediondos são
Direitos e Deveres Individuais e Coletivos aqueles considerados como repugnantes, de extrema
A CF foi a primeira a estabelecer direitos não só de gravidade, os quais a sociedade não compactua com a sua
indivíduos, mas também de grupos sociais, os denominados realização. São exemplos de crimes hediondos: tortura,
direitos coletivos. As pessoas passaram a ser coletivamente homicídio qualificado, estupro, extorsão mediante sequestro,
consideradas. Por outro lado, pela primeira vez, junto com os estupro de vulnerável, dentre outros.
direitos, foram também estabelecidos expressamente deveres
fundamentais. Tanto os agentes públicos como os indivíduos IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o
têm obrigações específicas, inclusive a de respeitar os direitos anonimato;
das demais pessoas que vivem na ordem social. Este inciso garante a liberdade de manifestação de
pensamento. Não somente por este inciso, mas por todo o
Constituição Federal: conteúdo, que a CF consagrou-se como a “Constituição
Cidadã”. Um ponto importante a ser citado neste inciso é a
TÍTULO II proibição do anonimato. Cabe ressaltar que a adoção de
Dos Direitos e Garantias Fundamentais eventuais pseudônimos não afetam o conteúdo deste inciso,
CAPÍTULO I mas tão somente o anonimato na manifestação do
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS pensamento.
Artigo 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de V- é assegurado o direito de resposta, proporcional ao
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos agravo, além da indenização por dano material, moral ou à
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à imagem;
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos O referido inciso assegura o direito de resposta, de forma
termos seguintes: proporcional ao ocorrido. Exemplo: propagandas partidárias,
O artigo 5º protege os bens jurídicos dos cidadãos, que são: quando um eventual candidato realiza ofensas ao outro. Desta
vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. maneira, o candidato ofendido possui o direito de resposta
A relação extensa de direitos individuais estabelecida proporcional à ofensa, ou seja, a resposta deverá ser realizada
neste artigo tem caráter meramente enunciativo, não se nos mesmos parâmetros que a ofensa. Assim, se a resposta
trata de rol taxativo. Existem outros direitos individuais possuir o mesmo tempo que durou a ofensa, deverá ocorrer no
resguardados em outras normas previstas na própria mesmo veículo de comunicação em que foi realizada a conduta
Constituição (por exemplo, o previsto no art. 150, contendo ofensiva. Não obstante, o horário obedecido para a resposta
garantias de ordem tributária). deverá ser o mesmo que o da ofensa.
Embora exista o direito de resposta proporcional ao
agravo, ainda há possibilidade de ajuizamento de ação de

Legislação 3
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indenização por danos materiais, morais ou à imagem. Assim, veda o emprego de tal mecanismo, visando garantir ampla
estando presente a conduta lesiva, que tenha causado um liberdade, taxado como um bem jurídico inviolável do cidadão.
resultado danoso e seja provado o nexo de causalidade com o
eventual elemento subjetivo constatado, ou seja, a culpa, X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a
demonstra-se medida de rigor, o arbitramento de indenização imagem das pessoas, assegurado o direito à indenização por
ao indivíduo lesado. dano material ou moral decorrente de sua violação;
Os direitos da personalidade decorrem da dignidade
VI- é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo humana. O direito à privacidade decorre da autonomia da
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na vontade e do livre-arbítrio, permitindo à pessoa conduzir sua
forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; vida da forma que julgar mais conveniente, sem intromissões
Este inciso demonstra a liberdade de escolha da religião alheias, desde que não viole outros valores constitucionais e
pelas pessoas. A segunda parte resguarda a liberdade de culto, direitos de terceiro.
garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e A honra pode ser subjetiva (estima que a pessoa possui de
liturgias. Este direito não é absoluto, exemplo: uma si mesma) ou objetiva (reputação do indivíduo perante o meio
determinada religião utiliza em seu culto, alta sonorização, que social em que vive). As pessoas jurídicas só possuem honra
causa transtornos aos vizinhos do recinto. Aqui estamos diante objetiva.
de dois direitos constitucionalmente tutelados. O primeiro que O direito à imagem, que envolve aspectos físicos, inclusive
diz respeito à liberdade de culto e o segundo, referente ao meio a voz, impede sua captação e difusão sem o consentimento da
ambiente ecologicamente equilibrado, explicitado pelo artigo pessoa, ainda que não haja ofensa à honra. Neste sentido, a
225 da CF/88. Como é possível perceber com a alta súmula 403 do STJ diz: “Súmula 403 do STJ: Independe de
sonorização empregada, estamos diante de um caso de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada
poluição sonora, ou seja, uma conduta lesiva ao meio da imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais”.
ambiente. Curiosamente, estamos diante de um conflito entre Este direito, como qualquer outro direito fundamental,
a liberdade de culto e o direito ao meio ambiente pode ser relativizado quando em choque com outros direitos.
ecologicamente equilibrado, ambos direitos Por exemplo, pessoas públicas, tendem a ter uma restrição do
constitucionalmente expressos. Tal conflito é solucionado por direito à imagem frente ao direito de informação da sociedade.
meio da adoção do princípio da cedência recíproca, ou seja, Também a divulgação em contexto jornalístico de interesse
cada direito deverá ceder em seu campo de aplicabilidade, público, a captação por radares de trânsito, câmeras de
para que ambos possam conviver harmonicamente no segurança ou eventos de interesse público, científico,
ordenamento jurídico brasileiro. histórico, didático ou cultural são limitações legítimas ao
O Brasil é um país LAICO ou LEIGO, ou seja, não tem uma direito à imagem.
religião oficial. Por outro lado, o inciso em questão traz a possibilidade de
ajuizamento de ação que vise à indenização por danos
VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de materiais ou morais decorrentes da violação dos direitos
assistência religiosa nas entidades civis e militares de expressamente tutelados. Não obstante a responsabilização na
internação coletiva; esfera civil, ainda é possível constatar que a agressão a tais
Quando o inciso se refere às entidades civis e militares de direitos também encontra guarida no âmbito penal. Tal fato se
internação coletiva está abarcando os sanatórios, hospitais, abaliza na existência dos crimes de calúnia, injúria e
quartéis, dentre outros. Cabe ressaltar que a assistência difamação, expressamente tipificados no Código Penal
religiosa não abrange somente uma religião, mas todas. Logo, Brasileiro.
por exemplo, os protestantes não serão obrigados a assistirem
os cultos religiosos das demais religiões, e vice versa. XI- a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em
VIII- ninguém será privado de direitos por motivo de crença caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou,
religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as durante o dia, por determinação judicial;
invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e O conceito de casa é amplo, alcançando os locais habitados
recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; de maneira exclusiva. Exemplo: escritórios, oficinas,
Este inciso expressa a possibilidade de perda dos direitos consultórios e locais de habitação coletiva (hotéis, motéis etc.)
pelo cidadão que, para não cumprir obrigação legal imposta a que não sejam abertos ao público, recebendo todos estes locais
todos e para recusar o cumprimento de prestação alternativa, esta proteção constitucional.
alega como motivo crença religiosa ou convicção filosófica ou O referido inciso traz a inviolabilidade do domicílio do
política. indivíduo. Todavia, tal inviolabilidade não possui cunho
Um exemplo de obrigação estipulada por lei a todos os absoluto, sendo que o mesmo artigo explicita os casos em que
cidadãos do sexo masculino é a prestação de serviço militar há possibilidade de penetração no domicílio sem o
obrigatório. Nesse passo, se um cidadão deixar de prestar o consentimento do morador. Os casos em que é possível a
serviço militar obrigatório alegando como motivo a crença em penetração do domicílio são:
determinada religião que o proíba poderá sofrer privação nos
seus direitos. Durante o dia Durante a noite
IX – é livre a expressão de atividade intelectual, artística, Consentimento do morador Consentimento do morador
científica e de comunicação, independentemente de censura ou
Caso de flagrante delito Caso de flagrante delito
licença;
Este inciso tem por escopo a proteção da liberdade de Desastre ou prestar socorro Desastre ou prestar socorro
expressão, sendo expressamente vedada a censura e a licença.
Como é possível perceber, mais uma vez nossa Constituição Determinação judicial --
visa proteger o cidadão de alguns direitos fundamentais que
foram abolidos durante o período da ditadura militar. Para Note-se que o ingresso em domicílio por determinação
melhor compreensão do inciso, a censura consiste na judicial somente é passível de realização durante o dia. Tal
verificação do pensamento a ser divulgado e as normas ingresso deverá ser realizado com ordem judicial expedida por
existentes no ordenamento. Desta maneira, a Constituição autoridade judicial competente, sob pena de considerar-se o

Legislação 4
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ingresso desprovido desta como abuso de autoridade, além da Aqui estamos tratando do direito de informar e de ser
tipificação do crime de Violação de Domicílio, que se encontra informado. Cabe ressaltar que, o referido inciso traz a
disposto no artigo 150 do Código Penal. possibilidade de se resguardar o sigilo da fonte. Esse sigilo diz
O dia pode ser compreendido entre as 6 horas e às 18 horas respeito àquela pessoa que prestou as informações. Todavia,
do mesmo dia, enquanto o período noturno é compreendido esse sigilo não possui conotação absoluta, haja vista que há
entre as 18 horas de um dia até às 6 horas do dia seguinte possibilidade de revelação da fonte informadora, em casos
(critério cronológico). expressos na lei.

XII- é inviolável o sigilo da correspondência e das XV- é livre a locomoção no território nacional em tempo de
comunicações telegráficas, de dados e das comunicações paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar,
telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas permanecer ou dele sair com seus bens;
hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de O inciso em questão prega o direito de locomoção. Esse
investigação criminal ou instrução processual penal; direito abrange o fato de se entrar, permanecer, transitar e sair
- Sigilo de Correspondência: Possui como regra a do país. Quando o texto constitucional explicita que qualquer
inviolabilidade trazida no Texto Constitucional. Todavia, pode pessoa está abrangida pelo direito de locomoção, não há
haver limitação na inviolabilidade em caso de decretação de diferenciação entre brasileiros natos e naturalizados, bem
estado de defesa ou estado de sítio. Outra possibilidade de como nenhuma questão atinente aos estrangeiros. Desta
quebra de sigilo de correspondência entendida pelo Supremo forma, como é possível perceber a locomoção será livre em
Tribunal Federal diz respeito às correspondências dos tempo de paz. Porém tal direito é relativo, podendo ser
presidiários, visando a segurança pública e a preservação da restringido em casos expressamente dispostos na
ordem jurídica. Constituição, como por exemplo, no estado de sítio e no estado
- Sigilo de Comunicações Telegráficas: Assim como a de defesa.
inviolabilidade do sigilo de correspondência, é possível a
quebra deste em caso de estado de defesa e estado de sítio. XVI- todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em
- Sigilo das Comunicações Telefônicas: Apesar da locais abertos ao público, independentemente de autorização,
inviolabilidade de tal direito, será possível a quebra do sigilo desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada
telefônico, desde que esteja amparado por decisão judicial de para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente para que seja possível a instrução autoridade competente;
processual penal e a investigação criminal. A quebra do sigilo Neste inciso encontra-se o direito de reunião. A grande
telefônico foi regulamentada por meio da Lei Federal característica da reunião é a descontinuidade, ou seja, pessoas
9.296/96. se reúnem para discutirem determinado assunto, e finda a
Isso demonstra que não será possível a quebra dos sigilos discussão, a reunião se encerra. Cabe ressaltar que a diferença
por motivos banais, haja vista estarmos diante de um direito entre reunião e associação está intimamente ligada a tal
constitucionalmente tutelado. característica. Enquanto a reunião não é contínua, a
A quebra desse tipo de sigilo pode ocorrer por associação tem caráter permanente.
determinação judicial ou por Comissão Parlamentar de É importante salientar que o texto constitucional não exige
Inquérito (CPI). que a reunião seja autorizada, mas tão somente haja uma
O sigilo de dados engloba dados fiscais, bancários e prévia comunicação à autoridade competente.
telefônicos (referente aos dados da conta e não ao conteúdo De forma similar ao direito de locomoção, o direito de
das ligações). reunião também é relativo, pois poderá ser restringido em
Quanto às comunicações telefônicas (conteúdo das caso de estado de defesa e estado de sítio.
ligações), existe reserva jurisdicional, ou seja, a interceptação
só pode ocorrer com ordem judicial, para fins de investigação XVII- é plena a liberdade de associação para fins lícitos,
criminal ou instrução processual penal, sob pena de constituir vedada a de caráter paramilitar;
prova ilícita. Este inciso garante a liberdade de associação. É importante
salientar que a associação deve ser para fins lícitos, haja vista
XIII- é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou que a ilicitude do fim pode tipificar conduta criminosa.
profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei O inciso traz uma vedação, que consiste no fato da
estabelecer; proibição de criação de associações com caráter paramilitar,
Aqui estamos diante de uma norma de aplicabilidade ou seja, àquelas que buscam se estruturar de maneira análoga
contida que possui total eficácia, dependendo, no entanto, de às forças armadas ou policiais.
uma lei posterior que reduza a aplicabilidade da primeira.
Como é possível perceber o inciso em questão demonstra a XVIII- a criação de associações e, na forma da lei, a de
liberdade de exercício de trabalho, ofício ou profissão, cooperativas independem de autorização, sendo vedada a
devendo, no entanto, serem obedecidas às qualificações interferência estatal em seu funcionamento;
profissionais que a lei posterior estabeleça. Note-se que essa Neste inciso está presente o desdobramento da liberdade
lei posterior reduz os efeitos de aplicabilidade da lei anterior de associação, onde a criação de cooperativas e associações
o que garante a liberdade de exercício de trabalho, ofício ou independem de autorização. É importante salientar que o
profissão. constituinte também trouxe no bojo deste inciso uma vedação
Exemplo: o Exame aplicado pela Ordem dos Advogados do no que diz respeito à interferência estatal no funcionamento
Brasil aos bacharéis em Direito, para que estes obtenham de tais órgãos. O constituinte vedou a possibilidade de
habilitação para exercer a profissão de advogados. Como é interferência estatal no funcionamento das associações e
notório, a lei garante a liberdade de trabalho, sendo, no cooperativas obedecendo à própria liberdade de associação.
entanto, que a lei posterior, ou seja, o Estatuto da OAB, prevê a
realização do exame para que seja possível o exercício da XIX- as associações só poderão ser compulsoriamente
profissão de advogado. dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial,
exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado;
XIV- é assegurado a todos o acesso à informação e O texto constitucional traz expressamente as questões
resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício referentes à dissolução e suspensão das atividades das
profissional; associações. Neste inciso estamos diante de duas situações

Legislação 5
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diversas. Quando a questão for referente à suspensão de Requisitos para desapropriação: 1) Necessidade pública;
atividades da associação, a mesma somente se concretizará 2) Utilidade pública; 3) Interesse social;
através de decisão judicial. Todavia, quando falamos em Mediante: 1) Justa e prévia indenização; 2) Indenização em
dissolução compulsória das entidades associativas só dinheiro.
alcançará êxito por meio de decisão judicial transitada em
julgado (decisão definitiva por ter esgotado todas as fases XXV- no caso de iminente perigo público, a autoridade
recursais). competente poderá usar de propriedade particular, assegurada
Logo, para ambas as situações, seja na dissolução ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
compulsória, seja na suspensão de atividades, será necessária Neste caso estamos diante do instituto da requisição
decisão judicial. Entretanto, como a dissolução compulsória administrativa, que permite à autoridade competente utilizar
possui uma maior gravidade exige-se o trânsito em julgado da propriedades particulares em caso de iminente perigo público
decisão judicial. (calamidade pública) – já ocorrido ou prestes a ocorrer. Desta
maneira, utilizada a propriedade particular será seu
XX- ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a proprietário indenizado, posteriormente, caso seja constatada
permanecer associado; a existência de dano. Em caso negativo, este não será
indenizado. Um exemplo típico do instituto da requisição
XXI- as entidades associativas, quando expressamente administrativa é o encontrado no caso de guerras.
autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados
judicial ou extrajudicialmente; XXVI- a pequena propriedade rural, assim definida em lei,
Cabe ressaltar que, de acordo com a legislação processual desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora
civil, ninguém poderá alegar em nome próprio direito alheio, para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade
ou seja, o próprio titular do direito buscará a sua efetivação. produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
No entanto, aqui estamos diante de uma exceção a tal regra, ou desenvolvimento;
seja, há existência de legitimidade extraordinária na defesa Este inciso traz a impenhorabilidade da pequena
dos interesses dos filiados. Assim, desde que expressamente propriedade rural. É importante salientar que a regra de
previsto no estatuto social, as entidades associativas passam a impenhorabilidade da pequena propriedade rural para
ter legitimidade para representar os filiados judicial ou pagamento de débitos decorrentes da atividade produtiva
extrajudicialmente. Quando falamos em legitimidade na esfera abrange somente aquela trabalhada pela família.
judicial, estamos nos referindo à tutela dos interesses no Poder
Judiciário. Porém, quando falamos em tutela extrajudicial, Súmula 364-STJ: O conceito de impenhorabilidade de bem
pode ser realizada administrativamente (Vale esclarecer, é de família abrange também o imóvel pertencente a pessoas
REPRESENTAÇÃO e não substituição processual). solteiras, separadas e viúvas.
XXII- é garantido o direito de propriedade;
De acordo com a doutrina civilista, o direito de Súmula 486-STJ: É impenhorável o único imóvel residencial
propriedade caracteriza-se pelo uso, gozo e disposição de um do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda
bem. Todavia, o direito de propriedade não é absoluto, pois