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Introdução ao e-learning

FMD_i.p65 104 15-01-2004, 10:49


Ficha Técnica

Título: Fiscalidade
Autor: Paulo Correia
Editor: Companhia Própria – Formação e Consultoria, Lda.
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© Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda, 2004, 1.ª edição

GOVERNO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Manual subsidiado pelo Fundo Social Europeu e pelo Estado Português

Todas as marcas ou nomes de empresa referidos neste manual servem única e exclusivamente propósitos pedagógicos e nunca devem ser
considerados infracção à propriedade intelectual de qualquer dos proprietários.
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Introdução ao e-learning

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Fiscalidade

Índice
ÍNDICE 2

1 ENQUADRAMENTO 6

ÁREA PROFISSIONAL 6

CURSO / SAÍDA PROFISSIONAL 6

PRÉ-REQUISITOS 6

COMPONENTE DE FORMAÇÃO 7

UNIDADES DE FORMAÇÃO 7

OBJECTIVOS GLOBAIS 7

CONTEÚDOS TEMÁTICOS 8

PLANIFICAÇÃO TEMÁTICA 10

PERFIL DO FORMADOR 15

CONJUNTO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 15

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS 16

2 EXERCÍCIOS 17

IRS – CASOS PARA DISCUSSÃO EM GRUPO 17

NASCIMENTO / ADOPÇÃO 17

PRIMEIRO EMPREGO 18

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CASAMENTO 19

DIVÓRCIO / SEPARAÇÃO 19

PERDA DE EMPREGO 20

DEFICIÊNCIA 20

FALECIMENTO 21

IRS - EXERCÍCIOS INICIAIS 23

SUJEIÇÃO A IRS 23

AGREGADOS FAMILIARES 25

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO 26

IRS - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS 27

RENDIMENTOS CATEGORIA A 27

RENDIMENTOS CATEGORIA A 30

RENDIMENTOS CATEGORIA A, RETENÇÕES NA FONTE 33

RENDIMENTOS CATEGORIA B 34

RENDIMENTOS CATEGORIA B 37

RENDIMENTOS CATEGORIA E 40

RENDIMENTOS CATEGORIA F 43

RENDIMENTOS CATEGORIA G 44

RENDIMENTOS CATEGORIA H 46

IRS - RENDIMENTOS AGREGADOS 48

IRS – DEDUÇÕES À COLECTA 50

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Fiscalidade

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO 53

IRC - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS 54

IRC – VARIAÇÕES PATRIMONIAIS 54

IRC- ENCARGOS NÃO DEDUTÍVEIS 56

IRC- REINTEGRAÇÕES E AMORTIZAÇÕES 57

IRC- REINTEGRAÇÕES E AMORTIZAÇÕES 59

IRC- REINTEGRAÇÕES E AMORTIZAÇÕES 60

IRC - PROVISÕES 62

IRC – MAIS/MENOS VALIAS 65

IRC – DEDUÇÃO DE PREJUÍZOS 66

IRC – EXERCÍCIO GLOBAL 67

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO 73

IVA - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS 74

INCIDÊNCIA DE IVA - GERAL 74

INCIDÊNCIA DE IVA - GERAL 75

INCIDÊNCIA DE IVA - RITI 76

INCIDÊNCIA DE IVA - RITI 77

INCIDÊNCIA DE IVA - RITI 78

IVA - CÁLCULO DO IMPOSTO 80

INCIDÊNCIA DE IVA 81

INCIDÊNCIA DE IVA 82

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Fiscalidade

INCIDÊNCIA DE IVA 84

INCIDÊNCIA DE IVA 85

APURAMENTO DO IVA 86

APURAMENTO DO IVA 89

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO 91

3 APRESENTAÇÕES 94

4 CONTACTOS 181

5 BIBLIOGRAFIA 182

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Fiscalidade

1
Enquadramento

ÁREA PROFISSIONAL

Este manual enquadra-se na área profissional de Fiscalidade, ao analisar


todo o sistema fiscal português e todos os impostos que este implica, através
do estudo dos códigos de lei respectivos e da realização de diversos
exemplos práticos, inerentes ao melhor desempenho do profissional moderno
nesta área. Para além de todos os profissionais na área fiscal, e
contabilística, tanto os gestores de empresas como os recém licenciados em
Direito, Gestão, Finanças, Economia, Auditoria e Contabilidade que desejam
iniciar a profissão de Fiscalista, podem obter deste manual ou de uma acção
de formação decorrente uma melhor compreensão do mercado envolvente.

CURSO / SAÍDA PROFISSIONAL

Todos os participantes poderão reunir competências no âmbito desta área e


obter saídas profissionais a desempenhar funções em empresas
especializadas, na Administração Fiscal ou por conta própria, como Assistente
Fiscal, Perito Fiscal, Auditor Fiscal, Consultor Fiscal, ou em departamento
relacionados com estes mercados. As competências adicionadas com este
manual complementam igualmente a formação profissional em gestão,
contabilidade e recursos humanos.

PRÉ-REQUISITOS

Para frequentar uma acção auxiliada por este manual, deve ser colocado
como pré-requisito alguma familiaridade com browsers, preferencialmente

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Fiscalidade

com o Internet Explorer, o 12º ano de escolaridade e o acesso aos códigos


do IRS, IRC e IVA.

COMPONENTE DE FORMAÇÃO

Através deste manual poderão ser leccionado cursos como:

Impostos sobre o Consumo (IVA)

Impostos sobre Rendimentos de Singulares (IRS)

Impostos sobre Rendimentos de Colectivos (IRC)

Infracções Fiscais

A Formação a decorrer, tendo este manual como auxiliar, pretende criar


competências ao nível da compreensão do ciclo económico fiscal, do
apuramento do imposto a pagar, do preenchimento das declarações de
imposto oficiais, para sociedades e individuais

UNIDADES DE FORMAÇÃO

O Sistema Fiscal Português

IRS - Imposto sobre o Rendimento de Singulares

IRC - Imposto sobre o Rendimento de Colectivos

IVA - Imposto sobre o Valor Acrescentado

Outros Impostos

OBJECTIVOS GLOBAIS

No final da formação, o formando deve estar apto a:

Obter conhecimentos práticos e actualizados sobre a tributação do


rendimento (IRS e IRC) e da despesa (IVA), conhecendo as obrigações

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Fiscalidade

declarativas fiscais, obrigações de pagamento e calendário fiscal,


mensal e anual das empresas;

Apurar o Imposto a Pagar/Receber em sede de IRS, IRC e IVA;

Preencher os principais documentos fiscais das empresas,


nomeadamente o modelo trimestral ou mensal do IVA e o modelo 22
do IRC, respectivas declaração anual e anexos;

Conhecer e aplicar os meios legais de Economia Fiscal (Benefícios e


Incentivos Fiscais);

Utilizar os meios informáticos de apoio à fiscalidade;

Analisar os dados contabilísticos;

Compreender a interligação entre os diferentes elementos: fiscalidade,


contabilidade e auditoria fiscal.

CONTEÚDOS TEMÁTICOS

O Sistema Fiscal Português

A Organização do Sistema Fiscal;

Princípios e Conceitos Básicos sobre Fiscalidade;

Tipologia dos Impostos;

Figuras Afins dos Impostos.

IRS – Impostos sobre o Rendimento de Singulares

Os Sujeitos Passivos de IRS;

Os Rendimentos Tributáveis em IRS;

A Determinação da Matéria Colectável;

Taxas de Imposto;

A Liquidação e o Pagamento de IRS.

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Fiscalidade

IRC – Imposto sobre o Rendimento de Colectivos

Incidência do IRC;

Determinação da Matéria Colectável;

Liquidação e Pagamento;

Obrigações Acessórias;

Regimes Especiais.

IVA – Imposto sobre o Valor Acrescentado

Incidência;

Regras de territorialidade;

Isenções;

Apuramento do Imposto;

RITI – Regime do IVA nas Transacções Intracomunitárias.

Outros Impostos

Contribuição Autárquica;

Imposto Municipal de SISA;

Imposto sobre Sucessões e Doações;

Imposto de Selo.

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Fiscalidade

PLANIFICAÇÃO TEMÁTICA

Conteúdos Organização das Estratégias/ Recursos Calenda- Sugestões


Actividades rização de
Actividades Avaliação

1 Individualmente O Formador deverá Manual, Avaliação


fomentar o espírito crítico quadro, preliminar
O Sistema e a troca de opiniões datashow, quantitativa
Fiscal entre os formandos flipchart,
Português sobre os tipos de computador, - Exercícios
imposto que conhecem e ligação à
Recomenda-
quem está sujeito a Internet.
se uma
estes. Deve sempre
Software: observação
recorrer a exemplos
Windows cuidada da
práticos, na explanação
2000 ou dinâmica do
de todas as matérias.
superior, grupo, de
Estes exemplos práticos
forma a
deverão ser, sempre que
Browser (IE5 identificar
possível, sites ligados à
+) lideres e
experiência profissional
necessidades
de um ou mais dos
específicas
formandos.
em cada
Esta é uma fase mais formando.
1ª sessão
expositiva e o formador
Recomenda-
deve privilegiar o debate
se ainda uma
e esclarecimento de
análise do
dúvidas basilares dos
nível técnico
formandos.
dos
O Formador deve formandos,
Grupo de forma a
promover o debate de
ideias, sobretudo em definir o tipo
relação à temática da de exercícios
necessidade dos a aplicar
impostos.

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Fiscalidade

Conteúdos Organização das Estratégias/ Recursos Calenda- Sugestões


Actividades rização de
Actividades Avaliação

O Formador deve Manual, Avaliação


sempre recorrer a quadro, diária de
2 Individualmente exemplos práticos, na datashow, desempenho
explanação de todas as flipchart, na aula e nos
IRS – Imposto matérias. Estes computador, trabalhos de
sobre o exemplos práticos ligação à grupo.
Rendimento deverão ser, sempre que Internet.
de Singulares possível, sites ligados à
experiência profissional
Sugere-se
de um ou mais dos
Software: Método
formandos.
Browser (IE5 Interrogativo
Tendo em conta a +) e
análise prévia, o apresentaçõe
formador deve insistir ou s como
relegar para segundo vectores de
plano os conceitos avaliação
técnicos mais qualitativa;
específicos. exercícios
2ª sessão
como
Em relação aos vectores de
conceitos acerca dos avaliação
rendimentos de categoria quantitativa.
B, deve o formador ter
em conta que estes
serão ainda
desenvolvidos nas
sessões seguintes, pelo
que interessa sobretudo
abordar os conceitos
genéricos
Grupo
A discussão sobre a
consolidação de
conceitos acerca das
várias categorias de
rendimentos, pode ser
um excelente ponto de
partida para a

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exploração da temática
do IRS.

Conteúdos Organização das Estratégias/ Recursos Calenda- Sugestões


Actividades rização de
Actividades Avaliação

Individualmente O Formador deve Manual, Avaliação


sempre recorrer a quadro, diária de
3 exemplos práticos, na datashow, desempenho
explanação de todas as flipchart, na aula e nos
IRC –
matérias. Estes computador, trabalhos de
Imposto exemplos práticos ligação à grupo.
sobre o deverão ser, sempre que Internet.
Rendimento possível, sites ligados à
de Colectivos experiência profissional
Avaliação
de um ou mais dos
Software: qualitativa
formandos.
Browser (IE5 constante da
+ dinâmica de
Em Grupo grupo.
Devem ser debatidas as
várias correcções fiscais Aplicação de
que o Estado considera, exercícios e
de modo a apurar a avaliação
Matéria Colectável, quantitativa
3ª sessão
segundo situações de
propostas tanto pelos conhecimen-
exercícios como pelo tos através
formador. destes.

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Fiscalidade

Conteúdos Organização das Estratégias/ Recursos Calenda- Sugestões


Actividades rização de
Actividades Avaliação

Individualmente O Formador deve Manual, Avaliação


sempre recorrer a quadro, diária de
4 exemplos práticos, na datashow, desempenho
explanação de todas as flipchart, na aula
IVA – Imposto matérias. Deverá sempre computador,
sobre o Valor procurar abordar ligação à
Acrescentado exemplos práticos em Internet.
Aplicação de
cada artigo de IVA.
exercícios
A análise de situações
de empresas dos Software:
participantes da Browser (IE5
formação pode ser uma +)
grande mais-valia. Uma
visita ao website da
Direcção Geral de
Contribuições e Impostos
www.dgci.min-
financas.pt, podem 4ª sessão
esclarecer muitas
dúvidas em relação às
novas formas de entrega
das declarações de
impostos.
Grupo
Pretende-se, nesta fase,
que se consolidem os
conceitos anteriores. É,
por isso, extremamente
importante a aplicação
de casos de estudo e
exercícios de grupo
nesta fase, que
impliquem o
desenvolvimento de
suportes por parte dos
formandos.

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Fiscalidade

Conteúdos Organização das Estratégias/ Recursos Calenda- Sugestões


Actividades rização de
Actividades Avaliação

Individualmente O Formador deve Manual, Avaliação da


motivar os formandos, quadro, interacção
5 mesmo aqueles sem datashow, com outros
conhecimentos técnicos. flipchart, formandos.
Outros O resultado final será computador,
Impostos Avaliação da
extremamente útil para ligação à
todos os participantes. Internet. capacidade
de adaptação
O Formador deve e aplicação
fomentar a ajuda mútua de novos
entre formandos, não Software: conceitos,
deixando de enfocar o Browser (IE5 sobretudo
trabalho numa +) técnicos.
perspectiva individual.

É importante, nesta
altura, concentrar os
esforços dos formandos
na análise crítica e
5ª sessão
utilização dos
conhecimentos
adquiridos. A dispersão é
extremamente facilitada,
pelo que este esforço de
enfoque deverá ser
reforçado.

Deve ainda o formador


privilegiar interacções
individuais, de forma a
preparar os fundamentos
para a sua avaliação
quantitativa do formando.

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PERFIL DO FORMADOR

O Formador que irá monitorizar uma acção decorrente deste manual deverá
possuir:

Certificação Pedagógica enquanto Formador Profissional ou


equivalente;

Licenciatura numa das seguintes áreas: Direito, Gestão, Finanças,


Economia, Auditoria ou Contabilidade;

Conhecimento aprofundado e comprovado de Fiscalidade,


nomeadamente de apuramento de impostos e operações
contabilísticas;

CONJUNTO DE INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO

Os critérios de avaliação mais significativos para esta formação são:

Assiduidade e Pontualidade

Assertividade

Interesse demonstrado

Conhecimentos Adquiridos

Conhecimentos integrados no seu desempenho profissional.

A avaliação poderá ser efectuada através de:

Qualitativa

Trabalhos de Grupo

Role-Plays

Jogos Didácticos

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Apresentações

Participação

Respostas (Método Interrogativo)

Quantitativa

Testes

Trabalhos práticos individuais

Autoscopia

Resolução da Totalidade de Actividades / Exercícios

ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS

Propõe-se que seja sempre privilegiado o método interrogativo ao método


expositivo, de forma a envolver todos os participantes na formação.

Entendemos o método expositivo como aquele em que a comunicação é


unidireccional e não se motiva a participação dos estudantes.

Entendemos método interrogativo como aquele em que existe uma troca de


perguntas-respostas entre a audiência e o formador.

É recomendado, sempre que possível, exercícios recorrendo ao uso de


software e a folhas de cálculo de Excel. O recurso ao acompanhamento
online de determinadas aulas é sem dúvida uma mais-valia, igualmente.

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Introdução ao e-learning

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Fiscalidade

2
Exercícios

IRS – CASOS PARA DISCUSSÃO EM GRUPO

Nascimento / Adopção

O nascimento ou adopção de uma criança tem consequências ao nível dos


impostos? Se sim quais?

Sim. O nascimento ou adopção de uma criança permite que no cálculo do IRS


do ano do nascimento ou adopção se efectue uma dedução à colecta no valor
de 40% do Salário Mínimo Nacional.

No caso de a criança nascida ou adoptada tenha um grau de invalidez


permanente superior a 60% a dedução referida anteriormente é elevada em
50%.

Para que esta dedução possa começar a ser reflectida no mês do nascimento
ou adopção deverão os trabalhadores por conta de outrem comunicar esse
facto à sua entidade patronal para que no cálculo do IRS mensal seja
aplicada a taxa que consta das tabelas de retenção relativas a coluna do
número de dependentes em causa.

Ainda ao nível do IRS será possível no ano do nascimento ou adopção


inscrever na declaração anual do IRS, a entregar de 1 de Fevereiro a 15 de
Março ou de 16 de Março a 30 de Abril, as despesas de saúde que
eventualmente tenham ocorrido desde o dia do nascimento ou adopção e

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ultimo dia do ano. O valor considerado pela Administração Fiscal no cálculo


do IRS desse ano será de 30% das despesas que se encontrem isentas de
IVA ou sujeitas à taxa de 5% ou de um limite determinado anualmente para
as despesas de saúde sujeitas à taxa normal de IVA, desde que justificadas
por receita médica.

Caso no ano do nascimento ou adopção a criança venha a receber algum


rendimento deverá preencher a Declaração Modelo para solicitar o seu
número de contribuinte que deverá ser fornecido à entidade que efectuar o
pagamento do rendimento.

Primeiro emprego
Quais as consequências ao nível dos impostos pelo facto de começar a
trabalhar pela primeira vez?

No caso das situação em que o primeiro emprego resulta de uma relação de


trabalho dependente deverá o trabalhador informar a entidade patronal do
seu estado civil, do número de dependentes e se o seu cônjuge recebe
rendimentos para que o calculo do IRS no recibo do ordenado seja
correctamente efectuado.

Se o primeiro "emprego" resulta de uma actividade profissional


desempenhada de forma independente deverá, antes de iniciar essa
actividade, deslocar-se a um Serviço de Finanças (Repartição de Finanças) e
adquirir, preencher e entregar a Declaração de Inicio de Actividade e
posteriormente comprar uma caderneta de recibos ("verdes").

Ao entregar esta declaração poderão verificar-se duas situações:

- Passar a liquidar IVA e a "sofrer" uma retenção de IRS em todos os recibos


emitidos, no caso de o valor estimado para o primeiro de actividade ser
superior a 9 975,96 euros;
- Nas situações em que o valor estimado para o primeiro de actividade seja
inferior a 9 975,96 euros, não deverá liquidar IVA e está dispensado de
"sofrer" retenção na fonte de IRS. Esta isenção e dispensa deve ser
manifestada no recibo emitido por cada recebimento.

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Fiscalidade

Casamento
O que se altera, em termos de impostos, no ano do casamento?

Após o casamento deverá ser comunicado à entidade patronal, pelos dois


cônjuges, a alteração do estado civil, de modo a que a entidade patronal
proceda ao desconto mensal do IRS de acordo com a nova situação.

A declaração do IRS do ano do casamento deverá ser única e ser entregue


pelos dois cônjuges assinalando o estado civil de casado. Nesta declaração
deverão ser adicionados os rendimentos obtidos desde o início do ano até à
data do casamento e os rendimentos obtidos desde o dia do casamento até
ao último dia ano.

O mesmo deverá ser efectuado em relação às despesas que podem ser


deduzidas (saúde, educação, encargos com imóveis, encargos com lares,
energias renováveis, prémios de seguros, aconselhamento e patrocínio
judiciário e benefícios fiscais).

Divórcio / separação
O que se altera, em termos de impostos, no ano do divórcio / separação?

Após o divórcio / separação deverá ser comunicado à entidade patronal,


pelos dois ex-cônjuges, a alteração do estado civil, de modo a que a entidade
patronal proceda ao desconto mensal do IRS de acordo com a nova situação.

A declaração do IRS do ano do divórcio / separação deverá ser entregue


separadamente pelos dois ex-cônjuges assinalando o estado civil de "solteiro,
viúvo, divorciado ou separado judicialmente".

Se durante o ano a que o imposto respeite a sociedade conjugal se dissolver


por declaração de nulidade ou anulação do casamento, por divórcio ou por
separação judicial de pessoas e bens, a tributação dos sujeitos passivos é
feita de harmonia com o seu estado civil em 31 de Dezembro, nos seguintes
termos:

- Englobar (juntar) os rendimentos próprios e a sua parte nos rendimentos


comuns, se os houver, bem como os rendimentos dos dependentes a seu
cargo

Em relação às despesas que podem ser deduzidas (saúde, educação,


encargos com imóveis, encargos com lares, energias renováveis, prémios de

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seguros, aconselhamento e patrocínio judiciário e benefícios fiscais) deverão


ser declaradas em cada uma das declarações as despesas de cada titular.

Perda de emprego
A perda de emprego tem consequências fiscais? Se sim quais?

Com perda de emprego a principal consequência é deixar de obter


rendimento e como tal deixar de ter retenção na fonte de IRS que incidia
sobre o ordenado / vencimento.

Caso venha a receber subsídio de desemprego este não desconta IRS.

Caso no último dia do ano continue na situação de desempregado deverá


mesmo assim entregar a declaração de IRS referente a esse ano com a
indicação dos rendimentos recebidos desde o início do ano até à data em que
perdeu o emprego.

Na mesma declaração deverão ser inscritas as despesas que podem ser


deduzidas (saúde, educação, encargos com imóveis, encargos com lares,
energias renováveis, prémios de seguros, aconselhamento e patrocínio
judiciário e benefícios fiscais) referentes a todo o ano.

Deficiência
O cidadão que possui um grau de invalidez superior a 60% tem algum
benefício fiscal?

Sim. O cidadão que possui um grau de invalidez superior a 60% goza de um


benefício fiscal que consiste na tributação para efeitos de IRS, no caso de
rendimentos de trabalho dependente ou derivado de uma actividade
profissional, de apenas 50% dos seus rendimento que não ultrapassem um
limite definido anualmente.

No caso dos pensionistas ou reformados este beneficio o benefício consiste


em isentar 30% do rendimento com um limite definido anualmente. Este
limite será aumentado para os deficientes das Forças Armadas em
determinadas condições.

Para alem das deduções ao rendimento referidas anteriormente, são, ainda,


dedutíveis à colecta do IRS 30% da totalidade das despesas efectuadas com
a educação e reabilitação do sujeito passivo ou dependentes deficientes, bem
como 25% da totalidade dos prémios de seguros de vida que garantam
exclusivamente os riscos de morte, invalidez ou reforma por velhice, neste

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Fiscalidade

último caso desde que o benefício seja garantido após os 55 anos de idade e
cinco anos de duração do contrato, e em que aqueles figurem como
primeiros beneficiários, nos termos e condições estabelecidos na alínea a) do
n.º 1 do artigo 86º do Código do IRS

Para que este benefício seja concretizado deverá na declaração anual do IRS
ser indicado que possui um grau de invalidez superior a 60%. Também
deverá ser informado a entidade patronal deste facto de modo a que proceda
ao desconto mensal do IRS de acordo com a nova situação.

O grau de invalidez deverá ser determinado pela autoridade competente,


nomeadamente pelo delegado de saúde da área da residência. O certificado
com o grau de incapacidade deverá referir se a invalidez é permanente e
qual a sua percentagem. Este documento deverá sempre ficar em poder do
cidadão que possui a deficiência.

O cidadão nestas circunstâncias poderá ainda não pagar IVA ou IA (Imposto


Automóvel) na aquisição de automóveis ligeiros de passageiros ou mistos
desde que destinado para uso próprio.

Falecimento
O falecimento tem consequências fiscais? Se sim quais?

No ano em que ocorra o falecimento deverá ser assinalado, tal facto, na


declaração do IRS.

O cônjuge sobrevivo deverá entregar uma única declaração de IRS,


assinalado o estado civil de viúvo, se entretanto não tiver casado, e declarar
quer o seu rendimento quer o rendimento recebido pelo cônjuge falecido,
bem como as contribuições obrigatórias efectuadas por ambos.

No caso de estarmos em presença de uma herança indivisa deverá ser junto


da declaração do IRS o anexo I onde se discriminaram os rendimentos
comerciais, industriais ou agrícolas, silvícolas ou pecuários e se distribuem
pelos vários contitulares da herança indivisa.

A herança indivisa é considerada, para efeitos de tributação, como uma


situação de contitularidade. Assim, cada herdeiro é tributado relativamente à
sua quota-parte nos rendimentos por ela gerados, que se presumem iguais
quando indeterminadas.

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Fiscalidade

Se a herança indivisa produzir rendimentos comerciais, industriais ou


agrícolas, silvícolas ou pecuários, cumpre ao administrador contitular da
herança indivisa apresentar, na sua declaração anual de rendimentos, ainda
que em anexo autónomo, a demonstração dos lucros ou prejuízos apurados
no património comum, identificando os restantes contitulares e a respectiva
quota-parte nesses mesmos lucros ou prejuízos.

Por outro lado cumpre a cada contitular declarar, no anexo próprio, apenas a
sua quota-parte nos rendimentos gerados pela herança indivisa,
identificando, por sua vez, o ou administrador contitular a quem incumbir a
apresentação da totalidade dos elementos contabilísticos.

Cada contitular declarará também a sua quota-parte nas retenções de


imposto eventualmente feitas à herança indivisa.

Tratando-se de rendimentos gerados por herança indivisa integráveis noutras


categorias, designadamente rendimentos prediais, de capitais ou mais-valias,
cada contitular declarará a sua quota-parte nos rendimentos ilíquidos e
deduções, incluindo as que respeitem a retenções de imposto, a que haja
lugar, sem necessidade de o administrador contitular declarar a respectiva
totalidade.

O falecimento deverá ser comunicado ao Serviço de Finanças (Repartição de


Finanças) da área de residência do falecido no prazo de 30 dias a contar da
ocorrência do óbito. Efectuada essa comunicação deverá ser entregue dentro
de 60 dias a relação de bens que pertenciam ao falecido. Para o
preenchimento desta relação poderá solicitar apoio junto do Serviço de
Finanças (Repartição de Finanças).

Esta comunicação e relação de bens será a base para o cálculo do Imposto


Sucessório que poderá vir a ser pago pelos herdeiros.

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Fiscalidade

IRS - EXERCÍCIOS INICIAIS

a) Sujeição a IRS
Dos seguintes exemplos, indique quais os rendimentos que estão sujeitos a
IRS. No caso de rendimentos sujeitos a IRS, indique se estão sujeitos a taxa
aplicável a não residentes, a residentes em Região Autónoma ou aos
restantes residentes em território português:

a) No ano 2003 o Sr. John Greenwood morava em Santarém e trabalhava


para uma empresa com sede em Lisboa. Além do salário, recebeu uma
pensão do Governo Australiano.

b) A Srª Mariana Velazquez residiu em Setúbal nos meses de Janeiro,


Fevereiro, Outubro e Novembro de 2003 Nos restantes meses desse
ano residiu na Argentina, onde trabalhava para uma empresa de moda
sediada em Buenos Aires. Além do salário pago pela empresa de
moda, recebeu, durante o ano 2001, rendas de um imóvel de que é
proprietária na Avenida da Liberdade, em Lisboa.

c) O Eng. Filipe Ruas, solteiro e sem dependentes, está registado para


efeitos fiscais no Funchal mas durante os doze meses de 2003
trabalhou numa empresa com sede no Porto e sem outros
estabelecimentos estáveis.

d) O Sr. Marco Vinhas é casado com a Dr.ª Susana Vinhas ambos


registados para efeitos fiscais em Ponta Delgada. Durante o ano de
2003, o Sr. Marco Vinhas trabalhou no Continente (onde permaneceu
11 meses), tendo auferido salários no valor de 20.000 Euros. No
mesmo ano a Dr.ª Susana Vinhas exerceu a actividade de professora
em Ponta Delgada (onde permaneceu durante todo o ano) tendo
auferido 15.000. Além destes rendimentos o casal auferiu 7.000 Euros
de juros referentes a uma conta de depósito numa agência bancária de
Ponta Delgada.

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Fiscalidade

1. Sujeição a IRS - Solução

a) Sr. John Greenwood é considerado residente (art.º16.º,n.º1,a). O IRS


incide sobre a totalidade dos seus rendimentos, quer sobre salários
quer sobre a pensão (art.º15.º,n.º1).

b) Sr.ª Mariana Velásquez não é considerada residente (art.º16.º). IRS


incide apenas sobre rendimentos obtidos em território português
(art.º15,n.º2) ou seja sobre rendas de imóvel (art.º18,n.º1,g).

c) Eng. Filipe Ruas é residente em território português (art.º16,n.º1,a).


Não é considerado residente na Região Autónoma da Madeira
(art.º17,n.º1). Note-se que não tem o seu centro de interesses na
Região Autónoma (art.º17,n.º3,a).

d) São ambos considerados residentes em território Português


(art.º16,n.º1,a). Sr. Marco Vinhas está registado para efeitos fiscais
na Região Autónoma (art.º17.º,n.º2), mas não permaneceu 183 dias
nessa região (art.º17.º,n.º1), assim não seria considerado residente
na RA dos Açores, mas como a Sr.ª Susana Vinhas está registada para
efeitos fiscais na Região Autónoma (art.º17,n.º2) e permaneceu na RA
mais de 183 dias (art.º17,n.º1.º), então o Sr. Marco Vinhas já seria
considerado residente na RA dos Açores.

Base Tributável:

• Sr. Marco Vinhas: 20000 € Æ Continente

• Sr.ª. Susana Vinhas: 15000 € Æ Açores

• Juros: 7000 € Æ Açores

Como mais de 50% do rendimento é considerado obtido na RA, este


agregado familiar tem principal centro de interesses na RA
(art.º17,n,º3) e portanto serão tributados como residentes na RA dos
Açores (art.º17,n.º4)

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Fiscalidade

2. Agregados Familiares
A família Antunes é constituída pelo marido, o Sr. Frederico Antunes,
empregado bancário; pela esposa, Sr.ª Marta Antunes, professora do
ensino básico, e por quatro filhos:

Teresa Antunes, 17 anos, empregada de escritório. Em 2003, auferia


450 €/mês, que entrega quase na totalidade aos pais;

Joana Antunes, 19 anos. Em 2003, já não estava a estudar mas


também não conseguiu encontrar emprego, pelo que não auferiu
quaisquer rendimentos. Esteve em casa dos pais, realizando a maior
parte das tarefas domésticas.

Paula Antunes, 21 anos. Em 2003, frequentava o 11º ano de


escolaridade, à noite e trabalha, durante o dia, no escritório de um tio,
tendo auferido 400€ por mês;

Mário Antunes, 25 anos. Em 2003, estudava Direito num


estabelecimento de ensino superior e não auferia quaisquer
rendimentos.

Joaquim Antunes, pai de Frederico Antunes, vive com o filho, a nora e os


netos, em economia comum, tendo auferido em 2003 a pensão social
mínima do regime geral.

a) Indique a composição do agregado familiar do Sr. Frederico Antunes em


2003, para efeitos de tributação. Justifique, com base na legislação fiscal.

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Fiscalidade

2. Agregados Familiares - Solução

Agregado Familiar:

• Dois Sujeitos passivos casados e não separados (art.º13.º,n.º2) e


seus dependentes.

Dependentes:

• Teresa, é menor. Logo é dependente (art.º13.º,n.º4,a);

• Joana, não cumpre a última condição do art.º13,n.º4,b logo não é


dependente;

• Paula, não cumpre a penúltima condição do art.º13.º,n.º4,b, logo


não é dependente.

• Mário cumpre a condição do art.º13.º,n.º4,b, logo é dependente;

• Joaquim Antunes não integra o agregado familiar (art.º13,nº3).

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO

O IRS é um imposto que incide sobre o valor anual dos rendimentos das
pessoas singulares.

Os rendimentos são classificados por categorias, e o imposto incide sobre a


soma desses rendimentos, depois de efectuadas as correspondentes
deduções e abatimentos.

Âmbito de Sujeição do Imposto

Quando as pessoas são residentes em território português, o IRS incide


sobre a totalidade dos seus rendimentos, isto é, também ficam sujeitos a
imposto os rendimentos obtidos fora do território nacional.

Quando as pessoas não residem em Portugal, o IRS incide apenas sobre os


rendimentos obtidos no território nacional.

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Fiscalidade

Existindo agregado familiar, o IRS incide sobre o conjunto dos rendimentos


das pessoas que o constituem. Por isso se pode dizer que o IRS é um
imposto sobre as famílias.

IRS - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS

3. Rendimentos Categoria A

Ordenado fixo mensal no valor de 1400 €;

Subsídio de Habitação no valor de 150 € mensais;

Subsídio de Refeição de 6 € diários;

Ajudas de Custo para deslocações no território nacional no valor de 50


€ diários;

Ajudas de Custo para deslocações ao Estrangeiro no valor de 150€ dia,


auferidas durante 4 dias;

Utilização pessoal do automóvel da empresa durante 10 meses. Este


automóvel foi adquirido por 40000 €;

Exercício de opção de compra sobre 1000 acções da empresa onde


trabalha no valor unitário de 3 € por acção. No momento do exercício,
as acções encontravam-se cotadas no mercado a 7 €;

As contribuições obrigatórias para a Segurança Social foram de 2156


€;

Quotas pagas da Ordem dos Engenheiros, no valor de 318 €;

Quotizações Sindicais no valor de 195 €.

a) Determine qual o Rendimento Líquido da Categoria A, do Sr. Jorge


Mestre.

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Fiscalidade

3. Rendimentos Categoria A – Solução

Rendimentos Sujeitos a IRS:

Ordenado Fixo = 1400 € x 14 (meses) = 19600 €


(art.º2.º,n.º2)

Subsídio de Habitação = 150 € x 12 (meses) = 1800 €


(art.º2.º,n.º3,b,n.º4)

Subsidio de Refeição = ( 6 € - ( 1,5 x 3,58 € ) ) x 220 (dias) = 138,6


Só é considerado rendimento na parte em que excede em 1,5 vezes o


subsídio de refeição recebido pelos funcionários do Estado
(art.º2.º,n.º3,b,n.º2 e n.º14). O Subsidio de refeição dos funcionários
do Estado para o ano de 2003 é de 3,58 €.

Ajudas de Custo Nacionais = 50 € < 55,62 € Æ Não excede o limite,


logo não está sujeito a IRS.

Só é considerado rendimento na parte em que excede o recebido pelos


funcionários do Estado (art.º2.º,n.º3,e, e n,º14). O valor das ajudas
de custo atribuídas aos funcionários do Estado é de 55,62 € diários.

Ajudas de Custo ao Estrangeiro = ( 150 € - 131,98 € ) x 4 (dias) =


72,08 €

Só é considerado rendimento na parte em que excede o recebido pelos


funcionários do Estado (art.º2.º,n.º3,e, e n,º14). O valor das ajudas
de custo para deslocações ao estrangeiro atribuídas aos funcionários
do Estado é de 131,98 €.

Utilização do Automóvel da empresa = 40000 € x 0,75% x 10 = 3000


(art.º 2.º,n.º3,b,n.º9) e (art.º24.º,n.º5)

Exercício da Opção = ( 7 € - 3 € ) x 1000 (acções) = 4000 €

(art.º2.º,n.º3,b,n.º7) e (art.º24.º,n.º4,a)

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Fiscalidade

Total do Rendimento Bruto da Categoria A = 19600 € + 1800 € + 138,6 € +


72,08 € + 3000€ + 4000 € =
28610,68 €

Deduções Específicas da Categoria A:

Dedução Base = 72 % x 12 (meses) x 356,6 € = 3081,02 €


(art.º25.º,n.º1,a)

Se, porém, as contribuições obrigatórias para regimes de protecção


social e para subsistemas legais de saúde, excederem o valor
calculado acima, então a dedução será pelo montante total dessas
contribuições. (art.º25.º,n.º2). No entanto isto não se verifica, pois as
contribuições para a Segurança Social foram no valor de 2156 €.

A dedução prevista no art.º25.º, na alínea a) do n.º 1 pode ainda ser


elevada até 75% de 12 vezes o salário mínimo nacional mais elevado,
desde que a diferença resulte de art.º25.ºn.º4, neste caso verifica-se
a alínea a) deste artigo:

a) Quotizações para ordens profissionais suportadas pelo próprio


sujeito passivo e indispensáveis ao exercício da respectiva actividade
desenvolvida exclusivamente por conta de outrem;

Quotas Pagas à Ordem dos Engenheiros = 318 €

Dedução Base acrescida das Quotas = 3081,02 € + 318 € = 3399,02 €

Limite das Deduções = 75 % x 12 (meses) x 356,6 € = 3209.4 €


(o valor da Dedução Base acrescido do valor das quotas pagas excede
o limite das deduções)

Assim, o valor da única dedução específica será no valor de 3209,4 €,


pois a diferença para o limite do art.º25.ºn.º1,a) são as Quotas pagas
à Ordem dos Engenheiros.

Quotizações Sindicais (art.º25.º,n.º1,c) = 195 €

Limite = 1% x Rend. Bruto Cat. A = 1% x 28610,68 = 286,11


(não excedem o limite, logo podem ser consideradas como deduções
pela seu valor total, sendo ainda acrescidas de 50%)

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 29


Fiscalidade

Valor de Quotizações Sindicais a considerar como Dedução Especifica


= 195 € x 1,5 = 292,5 €

Total das Deduções Específicas da Categoria A = 3209,4 € + 292,5 € =


3501,9 €

Rendimento Líquido da Categoria A:

Rendimento Bruto Categoria A – Deduções Especificas da Categoria A


= 28610,68 € - 3501,9 € = 25108,78

4. Rendimentos Categoria A
A Dr.ª. Rita Santos, solteira e sem dependentes, trabalhou em 2003 num
banco, onde movimenta numerário, tendo auferido os seguintes
rendimentos:

Ordenado Fixo: 2300 €/mês

Subsídio para Falhas: 200 €/mês

Além destes, obteve ainda os seguintes rendimentos:

O Banco ofereceu-lhe uma viagem turística às Ilhas Seychelles no


valor de 3000 €

Recebeu uma indemnização pela mudança do seu local de trabalho no


valor de 5000 €.

A empresa ofereceu-lhe um curso de formação profissional ministrado


pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional no valor de 500 €.

No ano em causa, a Dr.ª. Rita Santos efectuou os seguintes descontos:

Contribuições obrigatórias para a Segurança Social no valor de 3542 €.

Além disso, entregou 800 € para um plano de pensões constituído e gerido


nos termos do art.º40.º,n.º4, do Código do IRC.

a) Determine o rendimento Líquido a Considerar para efeitos de IRS.

b) Determine as Retenções na Fonte correspondentes ao mês de Novembro


(mês no qual foi pago o subsídio de Natal referente ao ano de 2003).

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Fiscalidade

4. Rendimentos Categoria A – Solução

a) Rendimentos Sujeitos a IRS:

Ordenado Fixo = 2300 € x 14 (meses) = 32200 €


(art.º2.º,n.º2)

Abono Mensal para Falhas = 200 € (art.º2.º,n.º3,c)

Com o limite de = 5% x 14 (meses) x (2300 €÷12) = 134,17

Logo há que considerar como rendimento sujeito a IRS parte do valor


recebido como abono para falhas = ( 200 € – 134,17 € ) x 12 =
789.96 €

Indemnização por mudança do local de trabalho = 5000 €

É totalmente tributada nos termos do art.º2.º,n.º3,f).

Viagem Turística = 3000 €

É totalmente tributada nos termos do art.º2.º,n.º3,b),n.º6.

Curso ministrado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional =


500 €

Não é considerado rendimento sujeito a IRS nos termos do


art.º2,n.º8,c)

Total do Rendimento Bruto da Categoria A = 32200 € + 789,96 € + 5000 €


+ 3000 € = 40989,96 €

Deduções Específicas da Categoria A:

ƒ Dedução Base = 72 % x 12 (meses) x 356,6 € = 3081,02 €


(art.º25.º,n.º1,a)

Se, porém, as contribuições obrigatórias para regimes de protecção


social e para subsistemas legais de saúde, excederem o valor

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Fiscalidade

calculado acima, então a dedução será pelo montante total dessas


contribuições (art.º25.º,n.º2).

O que se verifica, pois as contribuições para a Segurança Social foram


no valor de 3542 €.

Logo o valor da Dedução serão os 3542 €.

Total das Deduções Específicas da Categoria A = 3542 €

Rendimento Líquido da Categoria A:

Rendimento Bruto Categoria A – Deduções Especificas da Categoria A


= 40989,96 - 3542 € = 37447.96 €

b) Segundo o Art.º98.º do CIRS, nos casos previstos nos artigos 99.º a


101.º e noutros estabelecidos na lei, a entidade devedora dos rendimentos
sujeitos a retenção na fonte, é obrigada, no acto do pagamento, do
vencimento, ainda que presumido, da sua colocação à disposição, da sua
liquidação ou do apuramento do respectivo quantitativo, consoante os casos,
a deduzir-lhes as importâncias correspondentes à aplicação das taxas neles
previstas por conta do imposto respeitante ao ano em que esses actos
ocorrem.

Rendimentos Sujeitos a Retenção na Fonte (art.º98.º) (Mês de Novembro):

Ordenado Fixo = 2300 € (art.º99.º,n.º1)

Abono para Falhas= 200 € (art.º99,n.º1)

Com limite de = 5% x 14 (meses) x (2300 €÷12) = 134,17

Excesso Sujeito a Retenção na Fonte = 200 € - 134,17 € = 65,83 €

Rendimento Sujeito a Retenção na Fonte em Novembro=2300 € + 65,83 € =


2365,83 €

Taxa de Retenção (art.º2.º,n.º2 Dl 42/91, Tab. I): Não Casados, 0


Dependentes Æ 23,5%

Retenção na Fonte = 2365,83 € x 23,5% = 555,97 €

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Fiscalidade

Subsídio de Natal

o Ordenado Fixo = 2300 €

Taxa de Retenção (art.º2.º,n.º2 Dl 42/91, Tab. I): Não Casados, 0


Dependentes Æ 23,5%

Retenção na Fonte do Subsídio de Natal = 2300 x 23,5% = 540,5

5. Rendimentos Categoria A, Retenções na Fonte

Determine as importâncias a reter pela empresa INTERNACIONAL, Lda. Nas


seguintes situações referentes a mês de Setembro de 2003:

a) Trabalhador casado, com dois filhos menores: auferiu 250 € em


Setembro (valor ilíquido). Este trabalhador não tem remuneração
mensal fixa, uma vez que recebe “à peça” No início do ano, a empresa
estimou que a remuneração anual deste trabalhador seria de 5250 €.

b) Trabalhador com contrato a termo certo (com início em 1 de Julho e


duração de 3 meses) que a empresa recrutou em Londres. Este
trabalhador auferiu 3400 € em Setembro (valor ilíquido) e apenas
permaneceu em Portugal durante o período do contrato.

5. Rendimentos Categoria A, Retenções na Fonte - Solução

a) Visto que este trabalhador aufere uma remuneração de montante


variável, as taxas de retenção na fonte a aplicar serão as descritas no
art.º100.º, n.º1 do CIRS.

Assim a taxa de retenção na fonte a aplicar será de 2%, tendo em conta o


rendimento anual previsto do trabalhador 5250 €. Este valor encontra-se no
intervalo 4495,78 € e 5311,29 €, logo a taxa a aplicar é de 2%.

Retenção na Fonte do Mês de Setembro = 250 € x 2% = 5 €

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Fiscalidade

b) Este trabalhador é considerado como um Não Residente em território


nacional, pois não cumpre nenhuma das condições previstas no art.º 16.º do
CIRS. Não permaneceu mais de 183 dias, seguidos ou interpolados no
território nacional, nem dispõe, em 31 de Dezembro do ano, de habitação em
condições que façam supor a intenção de a manter e ocupar como residência
habitual.

Assim, de acordo com o art.º71.º,n.º2,c) os rendimentos auferidos por não


residentes em território português estão sujeitos a uma taxa liberatória de
25% (art.º71.º,n.º2).

Retenção na fonte = 3400 € x 25% = 850 €

6. Rendimentos Categoria B

O Sr. Vítor Manuel Aguiar Dias é um empresário em nome individual no


sector da metalomecânica, tendo apurado, no ano de 2003, com um
resultado líquido de 7600 €.

Nesse ano o total dos proveitos ascendeu a 162500 €, correspondentes a:

115000 € de vendas de mercadorias


38000 € de prestações de serviços
9500 € de variação da produção
Tendo sido contabilizados como custos, entre outros, os seguintes encargos:

1) Remunerações

a. Sr. Vítor Dias 12500 €


b. Empregados 60900 €
2) Contribuições obrigatórias para a Segurança Social:

a. Sr. Vítor Dias 2968 €


b. Empregados 14463 €
3) Amortização da viatura ligeira de passageiros
afecta à actividade empresarial 3750 €

4) Amortização das viaturas comerciais ligeiras afectas à


actividade empresarial 8700 €

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 34


Fiscalidade

5) Seguro da viatura ligeira de passageiros afecta à


actividade empresarial 900 €

6) Combustíveis:

- Gasolina (viatura ligeira de passageiros) 1800 €

- Gasóleo (viaturas comerciais ligeiras) 3000 €

7) Despesas da participação do Sr. Vítor Dias num seminário


sobre o sector 750 €

8) Portagens, estadas e parqueamento (realizadas pelo Sr. Manuel


Aguiar no exercício a actividade profissional) 6800 €

9) Deslocações dos empregados ao serviço da empresa 1200 €

a) Determine o rendimento tributável nos casos de Contabilidade


Organizada e do regime Simplificado.

6. Rendimentos Categoria B – Solução

a)

Como não é referida qualquer obrigatoriedade em o Sr. Vítor dias integrar o


regime de contabilidade organizada, então ele terá automaticamente que
utilizar o regime Simplificado, a não ser que opte expressamente pela
alteração para o regime de Contabilidade Organizada.

Regime Simplificado

Primeiro é necessário verificar se o Sr. Vítor Dias possui as condições de


rendimentos para integrar o regime simplificado ( art.º28.º n.º2).

Volume de Vendas inferior a 149739,37 €

Valor ilíquido dos restantes rendimentos desta categoria inferior a 99


759,58 €

Assim, constatamos que o Sr. Vítor Dias cumpre estes dois requisitos, pois o
seu Volume de Vendas é de 115000 € e os seus restantes rendimentos desta
categoria são de 47500 €.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 35


Fiscalidade

De modo a determinarmos o Rendimento Tributável através do Regime


Simplificado, é necessário aplicar os coeficientes referidos no art.º31,n.º2 do
CIRS.

Rendimento Tributável (Regime Simplificado) = 0,2 x 115000 € + 0,65 x


38000 + 0 x 9500 = 47700 €

Regime Contabilidade Organizada (art.º33.º e seguintes)

As remunerações dos titulares de rendimento desta categoria assim


como os atribuídos aos membros da família não são aceites como
custo (art.º33.º,n.º8).

Logo há que acrescer aos Resultados Líquidos, o valor das


remunerações do Sr. Vítor Dias, no valor de 12500 €, de modo a se
poder apurar qual o Rendimento Tributável.

Apenas a parte das contribuições para a Segurança Social da parte da


entidade patronal deverá ser aceite como custo. Neste caso como não
é especificado nada, consideramos tudo como sendo dedutível.

As amortizações e encargos com viaturas ligeiras e comerciais de


passageiros são dedutíveis na sua totalidade (art.º33.º), logo não há
que acrescer nada ao Resultado Líquido.

No entanto, os encargos dedutíveis com viaturas ligeiras de


passageiros estão sujeitos a uma taxa de tributação autónoma
(art.º73.º,n.º2 e art.º73.º,n.º5).

Encargos Viaturas Ligeiras = 900 € + 1800 € +3750 € = 6450


Tributação Autónoma = 20% x 32% x 6450 € = 412.8 €

As Despesas de Participação num seminário sobre o sector, são


dedutíveis na sua totalidade, logo não há qualquer valor a acrescer ao
Resultado Líquido.

As despesas referentes a portagens, estadas e parqueamento


realizadas pelo Sr. Manuel Aguiar no exercício a actividade

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 36


Fiscalidade

profissional, são totalmente dedutíveis, mas com o limite de 10% do


total dos proveitos contabilizados (art.º33.º,n.º1)

Limite = 162500 € x 10% = 16250 €

Despesas = 6800 €

Não excedem o limite, logo não há lugar a nenhum acréscimo ao RL.

Rendimento Tributável = Resultado Líquido +- Regularizações Fiscais

Rendimento Tributável = 7600 € + 12500 € = 20100 €

De modo a determinarmos o Rendimento Tributável através do Regime


Simplificado, é necessário aplicar os coeficientes referidos no art.º31,n.º2 do
CIRS.

Rendimento Tributável (Regime Simplificado) = 0,65 x 25000 = 16250 €

7. Rendimentos Categoria B

A Dr.ª Joana Vieira, arquitecta, exerce a sua profissão como profissional


independente, tendo afecto à sua actividade parte do imóvel destinado à sua
habitação. Relativamente ao ano de 2003 foram apurados os seguintes
elementos:

- Prestação de Serviços 25000 €


- Resultado Líquido
870 €

Tendo sido contabilizados os seguintes encargos:

1. Contribuições obrigatórias para a segurança social relativas à


Dr.ª. Isabel Mota 980 €
2. Quotas da ordem dos arquitectos 400

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Fiscalidade

3. Amortização da viatura ligeira de passageiros afecta à actividade


profissional 3000 €
4. Material de escritório consumível 2000

5. Viagens e estadas do sujeito passivo 4250 €
6. Rendas 6000 €
7. Despesas com telefone fixo 3200

8. Água, electricidade e gás 800 €
9. Refeições com clientes 3500 €

O total das despesas referentes à habitação foi de 25000 €.

a) Determine o rendimento tributável nos casos de Contabilidade Organizada


e do Regime Simplificado

7. Rendimentos Categoria B – Solução

Regime Simplificado

Primeiro é necessário verificar se a DRª. Joana Vieira possui as condições de


rendimentos para integrar o regime simplificado ( art.º28.º n.º2).

• Volume de Vendas inferior a 149739,37 €

• Valor ilíquido dos restantes rendimentos desta categoria inferior a 99


759,58 €

Assim, constatamos que a DRª. Joana Vieira cumpre estes dois requisitos,
pois o seu volume de Prestações de Serviços é de 25000 €.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 38


Fiscalidade

Regime Contabilidade Organizada (art.º33.º e seguintes)

A. As Contribuições Obrigatórias para a Segurança Social, são totalmente


aceites como custo do exercício, logo não há qualquer correcção a
efectuar (art.º33.º).

B. As Quotas pagas para a Ordem dos Engenheiros, são totalmente


aceites como custo do exercício, logo não há qualquer correcção a
efectuar (art.º33.º).

C. Os custos referentes à amortização da viatura ligeira de passageiros é


totalmente aceito como custo do exercício (art.º33.º), logo não há que
acrescer nada ao Resultado Líquido.

No entanto, os encargos dedutíveis com viaturas ligeiras de


passageiros estão sujeitos a uma taxa de tributação autónoma
(art.º73.º,n.º2 e art.º73.º,n.º5).

Tributação Autónoma = 3000 € x 20 % x 32% = 192 €

D. As despesas com material de escritório são totalmente aceites como


custo do exercício, logo não há qualquer correcção a efectuar
(art.º33.º).

E. Os gastos com viagens e estadas do sujeito passivo, são totalmente


aceites como custo mas estão sujeitos a um limite máximo no valor de
10% do total dos proveitos.

Gastos com viagens = 4250 €

Limite = 10% x 25000 € = 2500 €

Visto que os gastos ultrapassam o valor máximo permitido, há que


acrescer ao Resultado Líquido a diferença entre estes, ou seja = 4250
€ - 2500 € = 1750 €

F. Despesas de Habitação = Rendas + Telefone + Água, Electricidade e


Gás

= 6000 € + 3200 € + 800 € = 10000 €

No entanto estas despesas estão sujeitas a um limite de 25% das


respectivas despesas devidamente comprovadas.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 39


Fiscalidade

Limite = 25% x 25000 € = 6250 €

Logo há que efectuar uma correcção fiscal, visto que as despesas com
a habitação contabilizadas como custo são superiores ao limite máximo
permitido. Assim, é necessário adicionar ao Resultado Líquido do
Exercício a diferença entre os dois montantes = 10000 € - 6250 € =
3750 €

As despesas em refeições com clientes são totalmente dedutíveis, no


entanto estão sujeitas a uma taxa de tributação autónoma, segundo o
art.º73,º.n.º2, e art.º73.ºn.º4 à taxa de 20%.

Tributação Autónoma = 20% x 3500 € = 700 €

Rendimento Tributável = 870 (RL.) + 1750 € + 3750 € = 6370 €

8. Rendimentos Categoria E

No ano de 2003:

a) O Sr. Augusto Xavier, residente em Portugal, auferiu juros de


depósito no montante de 2600 € (valor ilíquido).

b) O Gray Coleman, residente nas Ilhas Cayman, auferiu juros de


um depósito na Caixa Geral de Depósitos (balcão da Praça do
Comércio) no montante de 1000 € (valor ilíquido).

c) O Sr. Pedro Ribeiro, residente em Portugal, auferiu dividendos


de acções no valor de 1500 € (valor ilíquido) relativos a lucros
distribuídos por uma sociedade residente sujeita a IRC à taxa de
32%.

Nota: Considere que a sociedade não está cotada em bolsa nem em


processo de privatização.

d) O Sr. Luís Gomes, residente em Portugal, auferiu dividendos de


acções no valor de 800 € (valor ilíquido) relativos a acções de
uma sociedade residente sujeita a IRC à taxa de 32 %. Estas
acções são cotadas na Bolsa de valores de Lisboa e Porto e
foram adquiridas em 2000 no âmbito do processo de
privatização da empresa.

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Fiscalidade

e) A sociedade por quotas ABC, Lda., residente em território


português e sujeita a IRC à taxa de 32 %, colocou à disposição
da Sr.ª. Ana Sousa, residente naquele território, lucros no
montante ilíquido de 2550 €.

f) A mesma sociedade por quotas ABC, Lda. Pagou à Sra. Ana


Sousa juros correspondentes a suprimentos no montante
ilíquido de 10000 €.

Determine a retenção na fonte, indicando a respectiva natureza, bem como


os rendimentos líquidos da categoria E.

8. Rendimentos Categoria E - Solução

a) Os juros de depósitos bancários são rendimentos da categoria E,


segundo o art.º5.º,n.º2,b) do CIRS.

Estão sujeitos à taxa liberatória de retenção na fonte de 20%


(art.º71,n.º3,a).

Retenções na fonte = 20% x 2600 € = 520 €

Rendimento Líquido Categoria E = 2600 €

Não tem natureza definitiva, o titular do rendimento pode optar


pelo seu englobamento (art.º71,n.º6), no entanto se englobar, tem
que englobar todos os rendimentos do art.º71,n.º6.

b) Os juros do depósito foram obtidos em território português


(art.º18.º,n.º1,f) e são rendimentos da Categoria E (art.º,n.º2,b).

Estes estão sujeitos à taxa liberatória de retenção na fonte de 20%


(art.º71,n.º3,a), com carácter definitivo, pois o sujeito passivo é
um não residente

Retenção na Fonte = 20% x 1000 € = 200 €

Rendimento Líquido da Categoria E = 1000 €

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 41


Fiscalidade

c) Os dividendos auferidos pelo Sr. Pedro Ribeiro, são rendimentos da


categoria E, referidos no art.º5,n.º2,h

Estes estão sujeitos à taxa liberatória de retenção na fonte de 25%


(art.º71,n.º2) e não têm carácter definitivo (art.º71,n.º6)

Retenções na Fonte = 25% x 1500 € = 375 €

Rendimento Líquido da Categoria E:

Se optar pelo englobamento = 1500 € + 60 % x 32 % x


(1500÷(1-32%)) = 1923,53 € (art.º22.º,n.º7,a) e (art.º80.º)

Se não optar pelo englobamento = 1500 € (será considerado


para efeitos de determinação da taxa art.º22,n.º4)

d) Os dividendos de acções relativos a uma empresa cotada em bolsa,


tendo as acções sido adquiridas em processo de privatização, são
rendimentos da categoria E (art.º5.º,n.º8,h). Mas apenas contam
em 50% pois possuem um benefício fiscal (art.º59.º do EBF). E
estão sujeitos à taxa liberatória de retenção na fonte de 25%
(art.º,71.º,n.º2).

Retenção na fonte = 25% x 50 % x 800 € = 100 €

Como não têm carácter definitivo (art.71.º,n.º6), o sujeito passivo


pode optar ou não pelo englobamento, assim o Rendimento Líquido
da Categoria E será:

Se optar pelo englobamento = 50% x 800 € + 60 % x 32 % x


((50% x 800 €)÷(1-32%)) = 512,94 €

Se não optar pelo englobamento = 50% x 800 € = 400 € (será


considerado para efeitos de determinação da taxa de IRS a
aplicar ao sujeito passivo art.º22,n.º4)

e) Os lucros da sociedade por quotas, não são considerados


rendimentos da Categoria E (art.º5.º,n.º2,h), mas estão sujeitos a
retenção na fonte à taxa de 15% (art.º101.º,n.º1) não liberatória,
tem natureza de imposto por conta e será englobado ao
rendimento.

Retenção na Fonte = 2500 € x 15% = 375 €

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 42


Fiscalidade

Rendimento Líquido da Categoria E = 2500 € + 60 % x 32 % x


(2500÷(1-32%)) = 2923,53 € (art.º80.º e
art.º22.º,n.º7,a)

f) Os juros de suprimentos são considerandos rendimentos da


categoria E (art.º5.º,n.º2,d) e estão sujeitos a retenção na fonte à
taxa de 15% (art.º101,n.º1).

Retenção na fonte = 10000 € x 15% = 1500 € (este montante


retido tem natureza de imposto por conta, não tem carácter
liberatório, o titular deve englobar este rendimento).

Rendimento Líquido da Categoria E = 10000 €

9. Rendimentos Categoria F

O Sr. Gomes é proprietário de um escritório que mantém arrendado e de um


apartamento no qual reside.

No ano de 2003, auferiu pelo arrendamento do escritório a uma advogado,


que optou pelo regime de contabilidade organizada a importância de 5300 €.
Durante o ano, o Sr. Gomes suportou as seguintes despesas, todas
devidamente comprovadas:

Reparação da canalização do apartamento em que reside: 1750 €

Pintura do interior do escritório: 800 €

Despesas de condomínio do escritório: 500 €

Contribuição autárquica: 700 € respeitantes ao escritório e 400 €


relativa ao apartamento no qual reside.

a) Determine as retenções na fonte e o rendimento líquido.

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Fiscalidade

9. Rendimentos Categoria F - Solução

Rendimento Bruto da Categoria F = 5300 € (art.º8.º,n.º2,a)

Deduções:

Pintura do escritório = 800 € (art.º41.º,n.º1

Despesas de condomínio (escritório) = 500 € (Art.º41.º,n.º2)

Contribuição Autárquica (escritório) = 700 € (art.º41.º,n.º1)

Rendimento Líquido da Categoria F = 5300 € - 800 € - 500 € - 700 € = 3300


Retenções na Fonte:

Pode optar por dispensa ao abrigo do art.º9.º do DL 42/91

Caso não opte por dispensa, a retenção na fonte será de 5300 € x


15% = 795 € (art.º101.º,n.º1 e art.º8 do DL 42/91).

10. Rendimentos Categoria G

a) O Carlos e a Helena receberam 200000 € referentes à alienação em


Setembro de 2003 de um prédio urbano, destinado à habitação do
agregado familiar, adquirido em 1993 por 130000 € e no qual haviam
realizado em 1999 obras de valorização cujo custo ascendeu a 12500 €. A
alienação foi realizada com mediação de uma agência imobiliária à qual
pagaram uma comissão de 2000 €. ( O Carlos e a Helena compraram em
Agosto de 2003 uma fracção autónoma, destinada à sua habitação por
150000 €).

b) A Sra. Graciosa alienou, em Março de 2003, 1000 acções da empresa X,


S.A. pelo preço unitário de 9,20 €. Estas haviam sido adquiridas em Julho
de 1997 pelo preço unitário de 5 €.

c) Em Fevereiro de 2003, o Sr. Alberto adquiriu 1500 acções da empresa Y


pelo preço unitário de 3 € e em Setembro de 2003 adquiriu mais 500
acções da mesma empresa pelo preço unitário de 2 €. Em Novembro de

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Fiscalidade

2003, o Sr. Alberto decidiu alienar 1000 acções da empresa Y ao preço


unitário de 2,40 €.

Determine os respectivos rendimentos líquidos.

10. Rendimentos Categoria G - Solução

a) O ganho obtido está sujeito a IRS (art.º10.º,n.º1,a) na categoria G


(art.º9.º,n.º1,a), pela diferença entre Valor de Realização e Valor Aquisição
(art.º10.ºn.º4,a).

Valor de Realização = 200000 € (art.º44,n.º1,d)

Valor de Aquisição = 130000 € (art.º46.º,n.º1) x 1,35 (art.º50,n.º1 e da


Portaria 287/2003) + 12500 € (art.º51,a) + 2000
(art.º51.º,b) = 190000 €

Mais Valia = 200000 € - 190000 € = 10000 € (art.º10.º,n.º4,a)

No entanto o titular do rendimento beneficia de uma isenção pela parte


reinvestida num imóvel destinado à habitação (art.º10.º,n.º5 e n.º7):

Isenção = 10000 € x (150000 € ÷ 200000 €) = 7500 €

Pelo que apenas estará sujeito a IRS um valor referente à diferença entre a
mais valia e o valor da isenção, ou seja, 2500 €.

Este valor será ainda considerado só por 50%, segundo o art.º43.º,n.º2,


logo:

Rendimento Líquido da Categoria G = 50% x 7500 € = 3750 €

b) O ganho obtido é considerado mais valia (art.º10.º,n.º1,b) enquadrado


na Categoria G (art.º9.º,n.º1,a), sendo sujeito a tributação a diferença entre
o Valor de Realização e o Valor de aquisição (art.º,n.º4,a)

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Fiscalidade

Valor de Realização = 1000 x 9,2 € = 9200 € (art.º44.º)

Valor de Aquisição = 1000 x 5 € = 5000 € (art.º48.º)

Mais Valia = 9200 € - 5000 € = 4200 €

Como a Sra. Graciosa deteve as acções por um período superior a 12 meses,


a mais valia está assim isenta de tributação (art.º10.º,n.º2).

c) Valor de Realização = 1000 x 2,4 € = 2400 € (art.º44.º)

Valor de Aquisição = 1000 x 3 € = 3000 €

Menos valia = 2400 € - 3000 € = - 600 € (este valor apenas vai ser
considerado em 50%, art.º43.º,n.º2)

Rendimento Líquido da Categoria G = - 600 € x 50% = - 300 €

11. Rendimentos Categoria H

a) O Sr. Gonçalves (viúvo e com grau de invalidez permanente


devidamente comprovado de 70 %) auferiu em 2003 uma pensão de
aposentação de 1500 % mensais.

b) A Sra. Maria (divorciada) auferiu em 2003 uma pensão de alimentos de


250€ mensais.

c) O Sr. Belarmino (casado, único titular) auferiu em 2003 uma pensão de


reforma de 7400 € mensais. Nesse mesmo ano o Sr. Belarmino pagou
200€ de quotas sindicais.

Determine os respectivos rendimentos líquidos e o montante de retenções na


fonte referentes ao mês de Fevereiro de 2003.

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Fiscalidade

11. Rendimentos Categoria H – Solução

a) A pensão de aposentação está enquadrada na Categoria H no


art.º11,n.º1,a).

Rendimento Bruto = 14 (meses) * 1500 € = 21000 €

Rendimento Isento = 21000 € x 30 % = 7000 € (com limite de


7778,74 € (art.º16.º,n.º1,b) do EBF)

Dedução Especifica = 7961,71 € x 1,3 = 10350,22 €


(art.º53.º,nº1,nº2,nº3)

Rendimento Líquido da Categoria H = 21000€ - 7000€ - 10350,22€ =


3649,78€

Retenções na Fonte = 1500 € x 1% = 15 € ( art.º99.º e Tabela VIII)

b) As pensões de alimentos são rendimentos da Cat. H (art.º11.º,n.º1,a).

Rendimento Bruto = 12 x 250 € = 3000 €

Dedução Especifica = 3000 € (art.º53.º,n.º1)

Rendimento Líquido Categoria H = 0

A retenção na fonte nas pensões de alimentos não é obrigatória


(art.º99.º,n.º1)

c) As pensões de reforma são rendimentos da categoria H


(art.º11.º,n.º1,a).

Rendimento Bruto = 14 (meses) x 7400 € = 103600 € Æ (superior ao


vencimento base anualizado do Primeiro Ministro)

Dedução Especifica (art.º53.º,n.º1,n.º2,n.º5) = 7961,71 € - (103600


€ – 72428,44 €) = - 23209,85 €

Quotas Sindicais = 200 €

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Fiscalidade

Æ com limite de: 1% x 103600 € = 1036 €


Æ sendo acrescidas de 50% (quotas sindicais) = 200 € x 1,5 = 300 €
(art.º53.º,n.º4)

Rendimento Líquido = 103600 € - 0 – 300 € = 103300 €

Retenções na fonte = 7400 € x 29% = 2146 € (art.º99.º,n.º1;


art.º1,2.º,5.º do DL 42/91 +
Tabela VIII)

12. IRS - Rendimentos Agregados

Em 2003, o Sr. Gomes auferiu os seguintes rendimentos:

35000 € correspondentes a remunerações por trabalho por conta de


outrem;

800 € referentes a mais-valias de acções adquiridas em Janeiro de


2003 e alienadas em Setembro de 2003

500 € relativos a um prémio literário atribuído em concurso público.

No mesmo ano a sua esposa que exerce advocacia como profissional


independente, com contabilidade organizada, obteve um rendimento líquido
na actividade de 1800 €.

Em 2003, as contribuições para a Segurança Social do Sr. Gomes


ascenderam a 3850€.

Além disso, o Sr. Gomes pagou à sua ex-cônjuge, em 2003, 6500 € de


pensão de alimentos correspondentes a um acordo homologado
judicialmente.

Determine a colecta deste agregado familiar.

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Fiscalidade

12. IRS - Rendimentos Agregados - Solução

Categoria A

Rendimento Bruto = 35000 € (art.º2.º,n.º1,a) e (art.º2.º,n.º2)

Dedução Especifica = 72 % x 12 (meses) x 356,6 € = 3081,02 € (art.º


25.º,n.º1,a), mas como as contribuições para a Segurança Social são
superiores ao limite, considera-se o seu valor = 3850 € (art.º25,n.º2)

Rendimento Líquido = 35000 € - 3850 € = 31150 €

Categoria G

Mais valias de acções constituem rendimentos da categoria G


(art.º9.º,n.º1,a) e (art.º10.º,n.º1,b).

No entanto a mais valia apenas vai ser considerada em 50% do seu


valor (art.º43.º,n.º2).

Rendimento Líquido = 400 €

No entanto as mais valias têm que ser englobadas nos rendimentos de


modo a determinar a taxa de IRS (art.º10.º,n.º2) e (art.º22.º,n.º4).

Prémio Literário em concurso público = 500 €

Não está sujeito a IRS, pois está abrangido pela delimitação negativa
de incidência, art.º12.º,n.º2.

Categoria B

Rendimento Líquido = 1800 €

Rendimento Global Líquido = 31150 € + 1800 € = 32950 €

Abatimentos = 6500 € (correspondentes a pensões de alimentos, art.º56.º)

Rendimento Colectável = 32950 € - 6500 € = 26450 €

Rendimento Colectável para efeitos fiscais = 26450 € + 400 € = 26850 €

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Fiscalidade

Determinação da Taxa de imposto:

Casados, sem filhos

Quoficiente Conjugal: 26850 € ÷ 2 = 13425 € (art.º69.º)

Colecta* = 6325,45 € x 12,6777% + (13625 € - 6325,45 €) x 24 % =


2553,34 € (art.º68.º)

Colecta = 2553,34 € x (26450 €÷26850) = 2515,3 €

Colecta do Agregado familiar = 2515,3 € x 2 = 5030,6 € (art.º69.º)

13. IRS – Deduções à Colecta


A família Rodrigues é constituída por dois sujeitos passivos casados (o
marido com 46 anos e a esposa com 42 anos) por quatro filhos menores que
frequentam o ensino obrigatório. Em 2001, a família Rodrigues teve um
rendimento total bruto englobado de 24000 €, a que correspondeu uma
colecta de 3076 €, e efectuou as seguintes despesas, todas devidamente
documentadas.

Despesas escolares, relativas aos quatro filhos menores, no montante


de 2970€;

Mensalidades relativas à permanência do pai do Sr. Rodrigues num lar


para idosos, o qual apenas aufere a pensão mínima do regime geral,
no valor de 4300€;

Consultas médicas (isentas de IVA) pagas e não reembolsadas


relativas ao agregado familiar no montante de 460 €;

Despesas de saúde sujeitas a IVA à taxa de 17%, com receita médica


no montante de 250 €;

Prestações relativas ao empréstimo para aquisição do apartamento em


que residem: 5400 €;

Prémios de seguro de saúde para o agregado familiar no valor de 890


€;

Honorários de um advogado, no valor de 200 €;

Valor aplicado pelo casal numa conta poupança-habitação: 3000 €;

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Fiscalidade

Valor aplicado pelo Sr. Rodrigues num Plano Individual de Poupança-


Reforma/Educação: 3500 €

Aquisição de um computador para uso pessoal no valor de 1750 €;

Donativo para as obras da Igreja no montante de 500 €.

Determine o montante das deduções à colecta.

13. IRS – Deduções à Colecta - Solução

Deduções dos Sujeitos Passivos e dependentes:

Sujeitos Passivos: 2 x 50% x 356,6 € = 356,6 € (art.º79.º,n.º1,b)

Dependentes: 4 x 40% x 356,6 € = 570,6 € (art.º79.º,n.º1,d)

Despesas com educação: 30% x 2970 € = 891 € ;


com limite de 160% x 356,6 € + 4x30% x 356,6 € = 935,73 €
(art.º83.º,n.º1 e n.º2)

Encargos com Lares: 25 % x 4300 € = 1075 € com limite de 205,39 €


(art.º84.º)

Limite ás Despesas com educação + Encargos com lares (art.º78.º,n.º5):

Despesas com educação + lares = 891 € + 205,39 € = 1186,3 €

Limite = 710,97€ + 4 x 30% x 356,6 € = 1138,9 €

Logo, vamos considerar o valor do limite, pois as despesas ultrapassam


este valor.

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Fiscalidade

Despesas de Saúde:

Isentas de IVA ou com IVA a 5% = 30% x 460 € = 138 €


(art.º82.º,n.º1,a)

Com IVA a 17% = 30 % x 250 € = 75 €; com limite de 54,89 € ou


se superior de 2,5% x 460 € = 11,5 € (art.º82.º,n.º1,d)

Encargos com Imóveis: 30% x 5400 € = 1620 €; com limite de 527,99 €


(art.º85.º,n.º1,a)

Prémios de Seguros: 25% x 890 € = 222,5 €; com limite de 139,66 € + 4 x


34,92 € = 279,34€ (art.º86.º,n.º3)

Honorários de advogados: 20% x 200 = 40 €; com limite de 136,97 €


(art.º87.º)

Conta Poupança-habitação: 25% x 3000 € = 750 €; com limite de 575,57 €


(art.º18.º,n.º1,do EBF)

Plano Poupança Reforma/Educação: 1,05 x 25% x 3500 € = 918,75 €;


com limite do menor dos seguintes valores, 5% x Rend. Bruto Englobado =
1260 € ou 661,41 (art.º21.º,n.º2 e n.º11 do EBF)

Aquisição de Computador: 25% x 2750 € = 437,5 €; com limite de 182,97


€ (art.º 64.º do EBF)

Donativos à Igreja: 25 % x 500 € x 130 % = 162,5 €; com limite de 15%


x 3076 € = 461,40 € (art.º 5.º do DL 74/99 Estatuto do Mecenato).

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Fiscalidade

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO

O IRS incide sobre o valor anual (ano civil) dos rendimentos das categorias
seguintes:

Categoria A - Rendimentos do trabalho dependente

Categoria B - Rendimentos Empresariais e Profissionais

Categoria E - Rendimentos de Capitais

Categoria F - Rendimentos Prediais

Categoria G - Incrementos Patrimoniais

Categoria H – Pensões

A categoria A (art.º 2.º) integra os rendimentos derivados, directa ou


indirectamente, da prestação de trabalho dependente ou por conta de
outrem, bem como aqueles que a lei qualifique como tais.

Na categoria B (art.º3.º) consideram-se rendimentos do trabalho


empresarial e profissional os decorrentes do exercício de qualquer actividade
comercial, industrial, agrícola, silvícola ou pecuária, os auferidos no exercício
por conta própria, de qualquer actividade de prestação de serviços, os
provenientes da propriedade intelectual, industrial ou da prestação de
informações respeitantes a uma experiência adquirida.

A categoria E engloba os rendimentos de capitais os frutos e demais


vantagens económicas, qualquer que seja a sua natureza ou denominação,
sejam pecuniários ou em espécie, procedentes, directa ou indirectamente, de
elementos patrimoniais, bens, direitos ou situações jurídicas, de natureza
mobiliária, bem como da respectiva modificação, transmissão ou cessação,
com excepção dos ganhos e outros rendimentos tributados noutras
categorias (art.º 5.º a 7.º).

Integram a categoria F os rendimentos prediais, ou seja, as rendas e outras


prestações devidas pelo uso ou concessão do uso de prédios. Assim,

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Fiscalidade

consideram-se rendimentos prediais as rendas dos prédios rústicos, urbanos


e mistos pagas ou colocadas à disposição dos respectivos titulares (art.º 8.º,
24.º e 41.º do CIRS).

Constituem incrementos patrimoniais da categoria G, desde que não sejam


considerados rendimentos de outras categorias, as mais valias, as
indemnizações que visem a reparação de danos emergentes não
comprovados e de lucros cessantes, importâncias atribuídas em virtude da
assunção de obrigações de não concorrência, acréscimos patrimoniais não
justificados.

Integram a categoria H (art.º 11.º) os seguintes rendimentos: as


prestações devidas a título de pensões de aposentação ou de reforma,
velhice, invalidez ou sobrevivência, as prestações a cargo de companhias de
seguros, fundos de pensões, ou quaisquer outras entidades, devidas no
âmbito de regimes complementares de segurança social em razão de
contribuições da entidade patronal, e que não sejam consideradas
rendimentos do trabalho dependente, as pensões e subvenções não
compreendidas nas alíneas anteriores, as rendas temporárias ou vitalícias.

IRC - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS

1. IRC – Variações Patrimoniais


Conhecem-se os seguintes factos relativos à TREND, S.A. (exercício de
2003):

Resultado Líquido do Exercício : 80000 €

A empresa aumentou o seu capital social através de uma emissão de


acções com o valor nominal de 1 € colocadas a 3 € (cada).

A empresa emitiu, no exercício de 2003, um empréstimo de 200000


obrigações com o valor nominal de 5 € e colocadas a 5,1 €.

Na assembleia anual de aprovação de contas do exercício foi decidido


distribuir dividendos no valor de 20000 €.

Na assembleia-geral de aprovação de contas do exercício de 2003,


realizada em Março de 2004, foi deliberado distribuir, no mês
seguinte, gratificações aos trabalhadores no valor de 10000€, a título
de participação nos resultados. Foi ainda decidido distribuir,

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Fiscalidade

igualmente a título de participação nos resultados, 5000 € a cada um


dos três elementos do conselho de administração ( os quais auferem
mensalmente 2000 € / cada), sendo que o presidente do conselho de
administração detém 30 % das acções da empresa, um dos vice-
presidentes detém 1% e o outro não detém qualquer participação na
empresa.

Indique as correcções ao Resultado Líquido que é necessário efectuar para o


apuramento do lucro tributável do exercício de 2003.

1. IRC - Variações Patrimoniais - Solução

Emissão de Acções: É uma variação positiva não reflectida no


resultado Líquido, mas que não concorre para o lucro tributável
(art.º21,a). Logo, não existe qualquer correcção a efectuar.

Prémios de Emissão de Obrigações: É uma variação positiva não


reflectida no resultado líquido (art.º21.º). Vai acrescer ao lucro
tributável.

Valor a acrescer = 200000 € x (5,1 € - 5 €) = 20000 €

Distribuição de Dividendos: É uma variação patrimonial negativa,


não reflectida no Resultado Líquido mas que não concorre para o lucro
tributável (art.º24.º,n.º1,c). Logo, não há qualquer correcção a fazer.

Gratificações: É uma variação patrimonial negativa, não reflectida no


Resultado Líquido e que vai concorrer para o lucro tributável.
(art.º24,n.º2)

Valores a deduzir ao Resultado Líquido:

Trabalhadores = 10000 € (art.º24.º,n.º2)

Presidente do CA = 5000 € com limite de 2 x 2000 € = 4000 €


(art.º24.º,n.º2 e n.º3)

Vice-Presidente do CA = 5000 € com limite de 2 x 2000 € =


4000 € (art.º24.º,n.º2 e n.º3)

Vice-Presidente do CA = 5000 € (art.º24.º,n.º2)

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 55


Fiscalidade

Valor a deduzir ao Lucro Tributável = 10000 € + 8000 € + 5000 € =


23000 €

2. IRC- Encargos Não Dedutíveis


Conhecendo-se os seguintes factos relativos à empresa BENTO, Lda.,
devidamente registados na respectiva contabilidade, relativos ao exercício de
2003:

a) A empresa contabilizou uma provisão para IRC relativa ao exercício de


2003 no valor de 8400 €.

b) Recebimento de 3250 € relativo ao IRC do exercício de 2001 que, por


lapso, a empresa pagou a mais.

c) Existem despesas não documentadas no valor de 1300 €.

d) Suportou os seguintes encargos, contabilizados como custos e perdas


extraordinários: Multas Fiscais = 400 € Multas de trânsito = 800

e) A empresa contabilizou na conta “ Custos com o Pessoal” a


importância de 4750 € relativa a ajudas de custo (Nota: esta empresa
paga ajudas de custo segundo a tabela aplicável aos funcionários
públicos e não dispões de mapa de controlo de deslocações).

f) A empresa pagou 2100 € e de juros relativos a um empréstimo de um


dos sócios à taxa de 10%. (A taxa Euribor a 12 meses do dia de
constituição da dívida era de 3,5%).

g) A empresa pagou 25000 € relativos a uma indemnização por acidente


de trabalho.

Indique, fundamentando, todas as correcções fiscais que é necessário


efectuar para o apuramento do lucro tributável do exercício de 2003.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 56


Fiscalidade

2. IRC - Encargos Não Dedutíveis - Solução

a) Esta provisão não é dedutível para efeitos fiscais (art.º42.º,n.º1,a).


Vai acrescer ao Resultado Líquido pelos 8400 €.

b) Não é considerado proveito para efeitos fiscais ( art.º42.º,n.º1,a).


Logo vai deduzir ao Resultado Líquido pelos 3250 €.

c) As despesas não documentadas não são dedutíveis para efeitos fiscais


(art.º42,n.º1,g). Logo vão acrescer ao Resultado Líquido pelos 1300 €.

d) As multas não são dedutíveis para efeitos de determinação do lucro


tributável (art.º42.º,n.º1,d). Logo vai acrescer ao Resultado Líquido
pelos 1200 €.

e) Admitindo que nada foi considerado rendimento de trabalho


dependente e como não existe mapa de deslocações, estas despesas
pagas não são dedutíveis para efeitos fiscais (art.º42.º,n.º1,f). Logo,
vão acrescer ao resultado Líquido pelos 4750 €.

f) Os juros de empréstimo de sócios não são aceites na parte


correspondente à taxa de juro em excesso da Euribor a 12 meses
(art.º42.º,n.º1,j). Assim, vai acrescer ao Resultado Líquido, o valor de
2100 € x (10% - 3,5%) = 1365 €

g) Como este acidente era um evento segurável, este não vai ser
dedutível para efeitos fiscais, pois a empresa deveria ter efectuado
seguro para cobrir o risco de casos deste tipo (art.º42,n.º1,e). Logo,
vai acrescer ao Resultado Líquido pelos 25000 €.

3. IRC- Reintegrações e Amortizações

A empresa Pafer, SA adquiriu em estado novo, em 2003, o seguinte


elemento amortizável:

BEM A

Custo de aquisição = 5000 €


Taxa máxima de amortização pelo Método das Quotas Constantes = 20 %

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 57


Fiscalidade

Supondo que a empresa pretende reintegrar estes elementos no período


mínimo de vida útil,

a) Construa o Quadro de Reintegrações, no caso da empresa optar pelo


Método das Quotas Constantes

b) Construa o Quadro de Reintegrações, no caso da empresa optar pelo


Método das Quotas Degressivas

3. IRC- Reintegrações e Amortizações - Solução

Custo de Aquisição = 5000 €


Período Mínimo de Vida Útil = (100 % ÷ 20 %) = 5 (anos)
Período Máximo de Vida Útil = 2 x 5 = 10 (anos)
Quota mínima = 5000 x 10% = 500 €

Método Quotas Constantes

Quota Amortização Anual = 5000 € x 20 % = 1000 €

Anos Quota Amortização Valor Actual


2003 1000 € 4000 €
2004 1000 € 3000 €
2005 1000 € 2000 €
2006 1000 € 1000 €
2007 1000 € 0€

Método das Quotas Degressivas

Coeficiente = 2 (art.º30.º,n.º3 do CIRC; art.º6 do DR 2/90)


Coeficiente Corrigido = 2 x 20 % = 40 % (art.º6.º do DR 2/90)

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 58


Fiscalidade

Anos Quota Valor Anos Valor Actual/


Amortização Actual Restantes Anos Restantes
2003 2000 € (1) 3000 € (4) 4 750 € (5)
2004 1200 € (2) 1800 € 3 600 €
2005 720 € (3) 1080 € 2 540 €
2006 540 € 540 € 1 540 €
2007 540 € 0€ 0 -

(1) Valor Actual x 40% = 5000 € x 40% = 2000 €


(2) Valor Actual x 40% = 3000 € x 40 % = 1200 €
(3) Valor Actual x 40% = 1800 € x 40 % = 720 €
(4) Valor Actual – Amortização Acumulada = 5000 € - 2000 € = 3000 €
(5) Valor Actual ÷ Anos Restantes = 3000 € ÷ 4 = 750 €

4. IRC- Reintegrações e Amortizações

A empresa SIOR, Lda., adquiriu em estado novo, em 2003 um bem


amortizável, com um custo de aquisição de 5000 €, relativamente ao qual a
taxa máxima de amortização pelo Método das Quotas Constantes é de 20 %.
Sabe-se, ainda que o bem está sujeito a desgaste mais rápido do que
normal, em consequência de laboração em três turnos e que a empresa
pretende adoptar, relativamente a este bem o método das quotas
degressivas.

Construa o Quadro de Reintegrações.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 59


Fiscalidade

4. IRC- Reintegrações e Amortizações - Solução

Visto a máquina estar a ser utilizada num regime de utilização intensiva


(art.º29.º do CIRC e art.º9.º do DL 2/90), a taxa de reintegrações vai ser
majorada em 50%.

Valor de Aquisição = 5000 €

Método das Quotas Constantes = 20%

Método das Quotas Degressivas = 5000 € x (2x 20%) = 2000 €


(art.º9.º,n.º2 DL 2/90)

Anos Valor Actual x Quota Anos Valor Actual


40% x 1,5 Amortização Restantes

2003 3000 € (1) 2000 € (3) 4 3000 €


(5)
2004 1800 € (2) 1800 € (4) 3 1200 €
(6)
2005 720 € 720 € 2 480 €
2006 288 € 480 € 1 0€

(1) Valor Actual x 40% x 1,5 = 5000 € x 40% x 1,5 = 3000 €


(2) Valor Actual x 40% x 1,5 = 3000 € x 40% x 1,5 = 1800 €
(3) Valor Actual x 40% = 5000 € x 40% = 2000 €
(4) Valor Actual x 40% x 1,5 = 3000 € x 40% x 1,5 = 1800 €
(5) Valor Actual – Amortizações Acumuladas = 5000 € - 2000 € = 3000 €
(6) Valor Actual – Amortizações Acumuladas = 3000 € - 1800 € = 1200 €

5. IRC- Reintegrações e Amortizações

Suponha que é técnico de contas da firma XYK, SA, com sede em Lisboa,
tendo verificado as seguintes situações, no exercício de 2003:

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 60


Fiscalidade

a) A quota anual de reintegração referente a um edifício industrial


adquirido em 1993 por 200000 € foi contabilizada com o valor de 6250
€. O terreno está avaliado em 75000 €.
b) A quota de reintegração relativa ao edifício comercial adquirido em
1994 pelo preço de 100000 €, foi de 2000 €.
c) A empresa adquiriu, em 2000, um barco de recreio (em madeira) para
o economista da empresa. O preço de aquisição foi de 40000€ e a
quota de reintegração contabilizada, em 2001, relativa a este barco,
foi de 4000 €.
d) A quota de reintegração relativa ao veículo ligeiro misto adquirido em
1999, por 32500 €, foi de 8125 €.
e) O valor do acréscimo das amortizações resultantes da reavaliação foi
de 4250€
f) Foi contabilizada como custo (na conta 62 – Fornecimentos e Serviços
Externos) uma grande campanha publicitária no valor de 4500 €.

Indique todas as correcções fiscais que é necessário efectuar para determinar


o resultado tributável desta firma.

5. IRC - Reintegrações e Amortizações - Solução

a) Taxa de reintegração = 5% (Tabela II, divisão 1 , Grupo I, código


2020 do DL 2/90)
Quota Amortização = 5% x (200000 € – 75000 €) = 6250 € Æ logo
não qualquer correcções a efectuar.

b) Valor do terreno = 25% x 100000 € = 25000 € (art.º11.º DL 2/90)


Taxa máxima de reintegração = 2% (Tabela II, Divisão 1, Grupo I,
código 2015)

Quota Amortização = 2% x (100000 € - 25000 €) = 1500 € Æ Logo


há que acrescer ao lucro tributável a parte da amortização que não é
aceite fiscalmente, ou seja, 2000 € - 1500 € = 500 €

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 61


Fiscalidade

c) As reintegrações de barcos de recreio não são aceites como custos.


art.º33,n.º1 e) do CIRC; art.º12.º do DL 2/90

d) As reintegrações das viaturas ligeiras mistas não são aceites como


custo, na parte correspondente ao valor de aquisição excedente a
29927,87€. art.º33,n.º1,e do CIRC; art.º12.º do DL 2/90

Taxa máxima de reintegração = 25% (Tabela II, Divisão I, Grupo 4,


Cód. 2375)

Quota máxima anual de reintegração = 25% x 29927,87 € = 7481,9 €

Não é aceite como custo a diferença = 8125 € - 7481,97 € = 643,03 €

Logo, este valor de 643,03 € vais acrescer ao lucro tributável

e) Ao abrigo da legislação fiscal não é aceite como custo fiscal 40% do


aumento das reintegrações resultantes de reavaliações = 40% x 4250
€ = 1700 €

f) A campanha publicitária deve ser considerada como custo, em partes


iguais, em mais do que um exercício (mínimo 3 anos). Logo, o custo
aceite em cada exercício é = 4500 € ÷ 3 = 1500 €

Valor não aceite como custo fiscal = 4500 € - 1500 € = 3000 €

6. IRC - Provisões

A empresa Lemos, Lda constituiu (no exercício de 2003) provisões para


créditos de cobrança duvidosa sobre os clientes cujos créditos estão
evidenciados em créditos de cobrança duvidosa, conforme se indica:

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 62


Fiscalidade

Cliente Crédito Provisão Observações


Acumulada
A 25000 € 25000 € O processo deu
entrada no tribunal
de Faro. O crédito
refere-se a factura
emitida em 02-10-
2000
B 5000 € 5000 € O processo foi
entregue ao
advogado para
uma última
tentativa de
cobrança de
crédito, tendo o
cliente sido
notificado, através
de carta registada
com aviso de
recepção. A data
de vencimento
deste crédito é 31-
03-2003
C 10000 € 10000 € O crédito é
referente a uma
factura emitida em
04-12-2002 e está
coberto por
hipoteca de um
terreno
pertencente ao
cliente.
D 50000 € 12500 € O crédito é
referente a uma
factura emitida em
15-09-2003

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 63


Fiscalidade

Indique se os montantes das provisões constituídas são aceites como custo


fiscal, referindo a legislação aplicável a cada uma das situações.

6. IRC – Provisões - Solução

Cliente A
A provisão é totalmente aceite pois o crédito foi reclamado judicialmente
(art.º35.º,n.º1,b). Logo não há qualquer correcção a efectuar.

Cliente B

O crédito está em mora há 9 meses, logo a provisão só é aceite em 2% do


valor do crédito (art.º35.º,n.º1,c) e (art.º35.º,n.º2,a).

Provisão máxima aceite fiscalmente = 25% x 5000 € = 1250 €

Provisão em excesso = 5000 € - 1250 € = 3750 € Æ Acresce ao Resultado


Líquido

Cliente C

Como existe uma garantia real (hipoteca) sobre o crédito a provisão não é
aceite (art.º35.º,n.º3,b). Assim vai acrescer ao Resultado Líquido o valor
total da provisão, os 10000 €.

Cliente D

O crédito está em mora há menos de 6 meses, logo não é aceite


(art.º35.º,n.º1). Assim vai acrescer ao Resultado Líquido o valor total da
provisão criada, 12500 €.

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Fiscalidade

7. IRC – Mais/Menos Valias

A. A empresa BASE, Lda vendeu por 4500 € uma máquina adquirida, em


1993, por 6000 € e com reintegrações acumuladas no valor de 4000 €.

B. No exercício de 2003, a empresa GATO, Lda alienou diversos outros


bens que faziam parte do imobilizado corpóreo pelo valor total de
25000 € com o seguinte resultado:

Saldo de mais-valias contabilística 7500 €

Saldo de mais-valias fiscais 3000 €

A empresa pretende reinvestir, em 2002 e 2003, 60% do valor de


realização nos próximos 2 anos em imobilizado corpóreo.

Indique as correcções fiscais a efectuar.

7. IRC – Mais/Menos Valias - Solução

A.

Valor de Realização = 4500 €


Valor de Aquisição = 6000 €
Amortizações/Reintegrações Acumuladas = 4000 €

• Mais Valia Contabilística = 4500 € - (6000 € - 4000 €) = 2500 €

Esta mais valia contabilística, não é aceite fiscalmente, logo vai


deduzir ao Resultado Líquido.

• Mais Valia Fiscal = 4500 € - (6000 € - 4000 €) x 1,35 = 1800 €


(art.º43.º,n.º2 e art.º44.º) e Portaria
N.º 287/2003

Esta mais valia fiscal de 1800 € vai acrescer ao Resultado


Líquido.

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Fiscalidade

B.

Mais Valia Contabilística não é considerada para efeitos fiscais


(art.º21.º,n.º1,b), logo vai deduzir ao Resultado Líquido.

Parte correspondente ao Valor de Realização não reinvestido: 40% x


3000 € = 1200 € Æ acresce ao Resultado Líquido (art.º45.º,n.º1 e
art.º45,n.º2)

Parte correspondente ao Valor de Realização reinvestido: 60% x 50%


x 3000 € = 900 € Æ acresce ao Resultado Líquido (art.º45.º,n.º1 e
art.º45,n.º2)

8. IRC – Dedução de Prejuízos

Suponha que a TYR, SA iniciou a actividade em 2003 e que, nos próximos


anos, irá obter os seguintes resultados tributáveis:

Anos Lucro/Prejuízo
Tributável
2003 -50000 €
2004 25000 €
2005 3000 €
2006 10000 €
2007 8000 €
2008 -6000 €
2009 7000 €
2010 8500 €

Suponha que no exercício de 2009, o lucro tributável de 7000 € foi


determinado com recurso à aplicação de métodos indirectos. Calcule o valor
da matéria colectável em cada um dos exercícios (2003 a 2010).

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Fiscalidade

8. IRC – Dedução de Prejuízos - Solução

Os prejuízos fiscais apurados em determinado exercício, são deduzidos aos


lucros tributáveis, havendo-os, de um ou mais dos seis exercícios posteriores
(art.º47.º,n.º1 CIRC)

Nos exercícios em que tiver lugar o apuramento do lucro tributável com base
em métodos indirectos, os prejuízos fiscais não são dedutíveis, ainda que se
encontrem dentro do período referido no número anterior, não ficando,
porém, prejudicada a dedução, dentro daquele período, dos prejuízos que
não tenham sido anteriormente deduzidos (art.º47.º n.º2).

Anos Lucro/Prejuízo Dedução Crédito Matéria


Tributável de de Colectável
Prejuízos Prejuízos
Restante

2003 -50000 € - - 0
2004 25000 € -25000 € 25000 € 0
2005 3000 € -3000 € 22000 € 0
2006 10000 € -10000 € 12000 € 0
2007 8000 € -8000 € 4000 € 0
2008 -6000 € - 4000 € 0
2009 7000 € 0 6000 € 0
2010 8500 € 6000 € 0 2500 €

Em 2009 visto o lucro ter sido apurado com base em métodos indirectos, não
há lugar a qualquer dedução de prejuízos fiscais.

Em 2010 a dedução dos prejuízos referentes a 2003 já não se aplica visto já


terem passado mais de seis anos. Apenas se vai deduzir os prejuízos
referentes a 2008.

9. IRC – Exercício Global


A sociedade SELY – Sociedade de Material Electrónico, Lda dedica-se à
fabricação de malas e pastas de couro (actividade principal) e à importação
de artigos de couro, que vende a retalhistas.

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Fiscalidade

São conhecidos os seguintes elementos, relativos ao exercício de 2003:

Demonstração de resultados líquidos em 31-12-2003 (antes da estimativa do


IRC e derrama):

Custos 33123,96 Vendas de


€ Mercadorias 100000

Resultados 43310,74 Vendas de 250000 €
Antes de € Produtos
Impostos
- Prestação de -
Serviços
- Outros 24550 €
Proveitos
Total 374550 € Total 374550 €

Admita que, no concelho de Santarém, a taxa de derrama fixada para o ano


2003 é de 10%.

Sabe-se ainda que:

1. Não está incluída nos custos do exercício de 2003 a importância de


10000 €, distribuída pelos trabalhadores, em Abril de 2004, a título de
participação nos resultados de 2003;

2. Foi contabilizada na conta de Fornecimentos e Serviços Externos a


importância de 5650 €, relativa a recepções oferecidas a clientes;

3. Foram ainda contabilizadas na conta de Fornecimentos e Serviços


Externos as seguintes importâncias:

Combustíveis respeitantes a uma viatura ligeira de passageiros:


3000 €

Combustíveis respeitantes a uma viatura pesada: 8200 €

4. Relativamente às amortizações e reintegrações do exercício, importa


sublinhar que:

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 68


Fiscalidade

Foi contabilizada como custo a importância de 14000 € relativa


à amortização de uma viatura ligeira de passageiros adquirida
em 21-10-2001 por 34915,85 € e amortizada à taxa máxima.

O acréscimo das reintegrações resultantes de reavaliação ao


abrigo de legislação fiscal foi de 4173,6 €.

5. Foi também contabilizada na conta de Custos e Perdas Extraordinários


a importância de 30 € relativa a multas fiscais;

6. Foi contabilizada na conta de Outros Custos Operacionais a


importância de 430 € relativa a despesas confidenciais;

7. Foram contabilizados os seguintes valores:

Na conta de Custos e Perdas Extraordinários:

Menos–valias contabilísticas resultantes da venda de


imobilizados corpóreos....... 200 €

Na conta de Proveitos e ganhos Extraordinários:

Mais-valias contabilísticas resultantes da venda de


imobilizados corpóreos...... 2770 €

8. Foi contabilizado na conta de Proveitos e Ganhos Extraordinários, a


importância de 150 € referente a um reembolso de IRC.

9. Foi contabilizada na conta de Proveitos e Ganhos Financeiros, a


importância de 150 € a título de participação nos resultados
distribuídos pela sociedade KZK, Lda. ( Sabe-se que a empresa SELY,
Lda detém, desde 1995, uma quota de 30% do capital social da KZK,
Lda. Empresa sediada em Abrantes).

10. Foi igualmente contabilizada a importância de 1200 € referente a


rendas de prédios urbanos, bem como, a importância de 200 €
referente a despesas de conservação e manutenção do prédio de
rendimento. A conta de Impostos Directos, registava, a débito, os
seguintes valores:

Contribuição autárquica de prédio não arrendado: 160 €

Contribuição autárquica a pagar em Abril de 2003


respeitante a prédio arrendado: 230 €

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 69


Fiscalidade

11. A empresa contabilizou, como custo, os seguintes seguros


obrigatórios:

Seguros de equipamento básico: 2300 €

Seguros de uma viatura ligeira de passageiros: 1000 €

Seguro de uma viatura pesada: 1900 €

12. À empresa foram efectuadas retenções na fonte no valor de 380 € e a


empresa fez dois pagamentos por conta de IRC no valor de 3260 €
cada.

Pretende-se que:

a) Indique, fundamentando, todas as correcções fiscais que é necessário


efectuar ao resultado contabilístico do exercício de 2003.

b) Faça o apuramento do Resultado Tributável.

c) Calcule a estimativa de IRC total a pagar.

9. IRC – Exercício Global - Solução

a) A gratificação aos trabalhadores de 10000 € é uma variação patrimonial


negativa, que não está reflectida nos resultados. Logo há que deduzir este
valor ao Lucro Tributável. (art.º24.º,n.º2)

1. Os custos contabilizados com as recepções oferecidas a clientes no


valor de 5650 €, estão sujeitos a Tributação Autónoma.
(art.º81.º,n.º3 e n.º7)

Valor Tributação Autónoma = 20 % x 32% x 5650 € = 361,6 €

2. Os combustíveis para a viatura ligeira de passageiros, no valor de


3000 €, estão sujeitos a Tributação Autónoma. (art.º81.º,n.º3 e
n.º5)

Os combustíveis da viatura pesada não estão sujeitos a Tributação


Autónoma.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 70


Fiscalidade

Valor Tributação Autónoma = 20% x 32% x 3000 = 192 €

3.

Não são aceites as amortizações referentes a viaturas ligeiras de


passageiros ou mistas, na parte correspondente ao valor de
aquisição ou de reavaliação excedente a 29 927,87 €
(art.º33.ºn.º1,e).

Amortização Máxima Aceite (Tabela II, Grupo IV, Código 2375)


= 25% x 29927,87 € = 7481,97 €

Logo há que acrescer ao Resultado Líquido a diferença entre a


amortização realizada e o limite máximo permitido, ou seja =
14000 € - 7481,97 € = 6518,03 €.

A amortização está ainda sujeita a tributação autónoma segundo


o art.º81,n.º4 e n.º5.

Tributação Autónoma = 20% x 32% x 7481,97 € = 478,85 €

O aumento das reintegrações em resultado de reavaliações de


imobilizado, não é aceite em 40% do seu valor (
art.º16.º,n.º2,a do DL 2/90).

Logo, vai acrescer ao Resultado Líquido o valor = 40% x 4173,6


€ = 1669,44 €

4. As multas fiscais são consideradas encargos não dedutíveis (


art.º42.º,n.º1,d), logo vão acrescer ao Resultado Líquido em 30 €.

5. As despesas confidenciais são consideradas encargos não dedutíveis


(art.º42.º,n.º1,g), logo vão acrescer ao Resultado Líquido em 430 €.

Estas estão ainda sujeitas a Tributação Autónoma à taxa de 50%


(art.º81.º,n.º1), no valor de 50% x 430 € = 215 €.

6.

As menos valias contabilísticas no valor de 200 €, não são


consideradas para efeitos fiscais ( art.º24,n.º1,b), logo vão
acrescer ao Resultado Líquido.

As mais valias contabilísticas no valor de 2770 €, não são


consideradas para efeitos fiscais (art.º21,b), logo vão deduzir-se
ao Resultado Líquido.

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Fiscalidade

7. O reembolso de IRC não é considerado como proveito para efeitos


fiscais (art.º42.º,n.º1,a), logo vai deduzir-se ao Resultado Líquido em
150 €.

8. De modo a eliminar o efeito da dupla tributação económica (art.º46.º),


vamos deduzir ao Resultado Líquido o valor de 150 € referentes à
participação nos resultados.

9. O valor referente à contribuição autárquica do prédio arrendado, vai


funcionar como um crédito de imposto para a empresa (art.º86).

Crédito de Imposto = 230 €; com o limite de (( 1200 € - 200 € -


230 €) / ( 1 -32% )) x 32% = 362,35 €

Este crédito de imposto irá depois funcionar como uma dedução à


colecta para a empresa.

10. O seguro da viatura ligeira de passageiros no valor de 1000 €, está


sujeita a Tributação Autónoma ( art.º81,n.º3 e n.º4)

Tributação Autónoma = 20% x 32% x 1000 € = 64 €

11. Retenção na Fonte = 380 €

Pagamentos Por Conta = 3260 € x 2 = 6520 €

b)

Lucro Tributável = Resultado Líquido do Exercício + Variações


Patrimoniais Positivas ou Negativas, não reflectidas no RL +
Correcções Fiscais

Lucro Tributável = 43310,74 € - 10000 € + 6518,03 € +1669,44 € +


30 € + 430 € + 200 € - 2770 € - 150 € - 150 € = 39088,21 €

c)

Matéria Colectável = 39088,21 € - Prejuízos Fiscais (art.º47.º) –


Benefícios Fiscais

Matéria Colectável = 39088,21 € - 0 – 0 = 39088,21 €

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Fiscalidade

Colecta = 39088,21 x 32 % = 12508,23 €

IRC Total a Pagar = 12508,23 € – Deduções à Colecta - Retenções


na Fonte – Pagamentos por conta + Tributações autónomas +
Derrama + juros de mora

Derrama = 12508,23 € x 10% = 1250,82 €

IRC Total Estimado a Pagar = 12508,23 € - 362,35 € - 380 € –


6520 € + 361,6 € + 192 € + 478,85 € +215 € + 64 € + 1250,82 € =
7808,15

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO

A obtenção de rendimentos pelos respectivos sujeitos passivos determina o


nascimento da obrigação do imposto. Mas o âmbito dos rendimentos sujeitos
a imposto é condicionado não só pela residência do seu titular como pelo
exercício ou não, a título principal, de actividade de natureza comercial,
industrial ou agrícola. Assim, as entidades cujo objectivo seja a prática de
operações económicas de carácter empresarial incluindo as prestações de
serviços, isto é, que através da coordenação de factores produtivos
intervenham na produção ou distribuição de bens ou serviços para o
mercado, são tributadas de acordo com o respectivo lucro. Incluem-se,
neste núcleo de entidades, as sociedades comerciais ou civis sob forma
comercial, as cooperativas e as empresas públicas.

As entidades que não exerçam, a título principal, uma actividade de natureza


comercial, industrial ou agrícola, nomeadamente as associações e fundações,
são tributadas pelo rendimento global, correspondente à soma algébrica
dos rendimentos das diversas categorias consideradas para efeitos de IRS.

Ás entidades não residentes que dispuserem de estabelecimento estável (ver


art.º5.º CIRC) em território português, o IRC incide sobre o lucro imputável
ao estabelecimento estável. Ás que não disponham de estabelecimento
estável em Portugal, o IRC incide sobre os rendimentos das diversas
categorias consideradas para efeitos de IRS.

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Fiscalidade

IVA - EXERCÍCIOS INTERMÉDIOS

1. Incidência de IVA - Geral

Enquadre para efeitos de incidência do IVA, os seguintes factos praticados


pela Sociedade Z, Lda.:

a) Aquisição de licença para utilização de um processo de fabrico a uma


empresa com sede em França, por 5000000 €;

b) Pagou 1000 € de honorários ao médico que uma vez por semana dá


consulta aos trabalhadores da empresa;

c) Pagou 5000 € a uma empresa espanhola que em Madrid repara o seu


robot de produção, o qual regressa à fábrica para recomeçar a
produção. A Sociedade Z utilizou o seu número de identificação fiscal.

d) Distribuição gratuita de amostras de uma nova linha de produtos,


tendo cada uma das amostras o custo unitário de 25 €.

1. Incidência de IVA - Solução

a) A operação de aquisição de uma licença a uma empresa francesa por


uma sociedade nacional, está sujeita a IVA, segundo o art.º6.º, n.º8,
a) do CIVA.

b) A operação está sujeita a IVA ( art.ºn.º1 e art.ºn.º2), no entanto as


prestações de serviços no território nacional por parte de médicos
beneficiam de uma isenção de IVA, segundo o art.º9.º, n.º1, b),

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Fiscalidade

c) A operação está sujeita a IVA de acordo com o art.º6.º, n.º19, pois os


bens foram transportados para fora do Estado Membro que executou
os serviços.

d) Segundo o art.º3.º, n.º3, f) não é considerada uma transmissão de


bens, pois são amostras para uso comercial, logo não está sujeita a
IVA.

2. Incidência de IVA - Geral

Enquadre para efeitos de incidência do IVA, os seguintes factos praticados


pela Sociedade K, Lda.:

a) Trespassou por 5000 € um dos seus estabelecimentos à Sociedade Z


Lda., que aí instalou uma loja;

b) Pagou 100000 € de salários a trabalhadores da empresa;

c) Pagou uma avença de 500 € ao seu técnico de contas;

d) Recebeu 40000 pela produção de um filme publicitário para promoção


de um produto de uma empresa coreana para ser exibido na
Alemanha.

2. Incidência de IVA - Solução

a) A operação não está sujeita a IVA, pois o adquirente do


estabelecimento irá ser um sujeito passivo de IVA pelo facto da
aquisição (art.º3.º,n.º4);

b) Estes pagamentos não estão sujeitos a IVA, pois os trabalhadores da


empresa não são sujeitos passivos de IVA, são trabalhadores
dependentes (art.º2.º,n.º1,a);

c) A operação está sujeita a IVA, pois o técnico de contas é um


trabalhador independente (art.º2.º,n.º1,a);

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Fiscalidade

d) Segundo o art.º6.º,n.º9,b) a operação não está sujeita a IVA pois o


adquirente não está estabelecido na Comunidade europeia (
art.º6.ºn.º9,b)

3. Incidência de IVA - RITI


“Vitorino Capucho”, particular com domicílio em Faro, adquiriu em
12/02/2003 a um sujeito passivo registado em IVA no Reino Unido, uma
embarcação de recreio com 9 metros de comprimento, em estado de uso,
cuja primeira utilização havia sido efectuada 65 dias antes e navegado 78
horas.

Em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado ,

A – Deverá pagar o imposto sobre o valor acrescentado que lhe for exigido
pelo vendedor.

B – A embarcação não é considerada um meio de transporte novo, ocorrendo


a sua tributação no Estado membro de origem.

C – A embarcação é considerada um meio de transporte novo, ocorrendo a


sua tributação no Estado membro de destino, devendo Vitorino pagar o
Imposto sobre o Valor Acrescentado devido junto das entidades competentes
para a cobrança do imposto automóvel.

D – Vitorino efectuou uma aquisição intracomunitária, devendo entregar na


Tesouraria da Fazenda Pública competente o correspondente imposto antes
de proceder ao registo da embarcação.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

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Fiscalidade

3. Incidência de IVA - RITI - Solução

Face ao artigo 6º n.º 1 alínea b) do RITI, o bem adquirido é considerado um


meio de transporte.

Por uma interpretação a contrário do n.º 2 do mesmo artigo, o bem é por


sua vez considerado novo.

A aquisição efectuada configura o conceito de aquisição intracomunitária


constante do artigo 3º, sendo o adquirente considerado face ao artigo 2º
alínea a), apesar de particular, um sujeito passivo do imposto.

Por sua vez o local de pagamento do imposto encontra-se definido no n.º 3


do artigo 22º.

Resposta certa: D

4. Incidência de IVA - RITI

“A Construtora Felpa”, sujeito passivo de IVA registado em Espanha, enviou


das suas instalações para Portugal, duas gruas e uma betoneira a fim de
executar no território nacional trabalhos de construção civil que lhe haviam
sido encomendados por uma empresa nacional.

Finda a realização dos trabalhos, serão aqueles bens reenviados para a sede
da empresa Espanhola.

Conclui-se portanto que:

A – “A Construtora Felpa” efectuou uma aquisição intracomunitária no


território nacional quando da entrada dos bens, devendo liquidar imposto.

B – A empresa Espanhola efectuou uma operação assimilada a uma aquisição


intracomunitária, devendo liquidar imposto.

Companhia Própria – Formação & Consultoria, Lda 77


Fiscalidade

C – A afectação às necessidades da empresa Espanhola no território nacional


daqueles bens a partir de Espanha, não é considerada uma aquisição
intracomunitária.

D – “A Construtora Felpa” pela operação de transferência daqueles bens para


o território nacional, deverá cumprir todas as obrigações decorrentes da
aplicação do Código do IVA, incluindo a do registo, através de um
representante residente em território nacional, munido de procuração com
poderes bastantes e que responderá solidariamente com ela pelo cumprimento
de tais obrigações.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

4. Incidência de IVA - RITI - Solução

Face ao disposto no artigo 4º, n.º 1 alínea a) do RITI, poderá parecer que a
operação descrita configura uma operação assimilada a uma aquisição
intracomunitária.

Porém excepciona o n.º 3 do mesmo artigo, não sendo considerada como tal,
a situação em apreço, já que está em causa a realização pela empresa
Espanhola em território nacional, de uma prestação de serviços
compreendida na alínea e) do n.º 3 do artigo 7º.

Resposta certa: C

5. Incidência de IVA - RITI

“Alberto Francisco”, desenhador projectista é sujeito passivo de IVA


enquadrado no regime especial de isenção previsto no artigo 53º do Código do
Imposto sobre o Valor Acrescentado.

No decurso do ano de 2003 efectuou as seguintes aquisições intracomunitárias


a um fornecedor Francês, todas ocorridas em 10/11/2003:

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Fiscalidade

Um computador no valor de 3420 €;

Uma viatura ligeira de mercadorias pelo preço de 7110 € em estado de nova;

Uma mesa de desenho pelo preço de 1626 €.

Em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado verifica-se que:

A – As aquisições referidas não estão sujeitas a Imposto sobre o Valor


Acrescentado em Portugal, mas sim em França por não excederem o limite
de 8978,36 €.

B – Por ter sido ultrapassado o limite de 8978 €,36 as referidas aquisições são
tributadas em Portugal pelo que Alberto Francisco deveria ter entregue a
declaração prevista no artigo 31º do Código do Imposto sobre o Valor
Acrescentado, até ao fim do mês de Novembro de 2003.

C – Alberto Francisco não poderá continuar a permanecer no regime especial


de isenção previsto no artigo 53º porque passou a efectuar operações
intracomunitárias.

D – Nenhuma das anteriores está correcta.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

5. Incidência de IVA - RITI - Solução

Para a determinação do valor global das aquisições que beneficiem da


derrogação ao regime de sujeição a que se refere o artigo 5º do RITI não
serão incluídas as aquisições de meios de transporte novos porquanto estas
são sempre tributadas no país de destino.

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Fiscalidade

Assim, apenas duas das aquisições intracomunitárias referidas na questão


não estão sujeitas a IVA no território nacional.

Resposta certa: D

6. IVA - Cálculo do Imposto

De acordo com o modelo de Imposto sobre o Valor Acrescentado em vigor, o


montante de imposto relativamente a um dado período de tributação,
determina-se de acordo com a seguinte fórmula em que:

i = imposto

t = taxa

O = outputs

I = inputs

L = lucros

J = juros

R = rendas

S = salários

A - i = t .( O - I )

B - i = t. ( S + L + J + R )

C - i = t. ( O ) - t. ( I )

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Fiscalidade

D – Nenhuma das anteriores está correcta.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

6. IVA - Cálculo do Imposto – Solução

As fórmulas apresentadas representam diversos métodos que podem ser


utilizados para apuramento do IVA.

A primeira representa o “Método Subtractivo Directo” ou “Método de


Dedução Base da Base”; A Segunda representa o denominado “Método
Aditivo”; Finalmente a terceira representa o método adoptado – “Método
Subtractivo Indirecto” ou de “Crédito de Imposto”.

Resposta certa: C

7. Incidência de IVA

A empresa “Móveis do Norte, SA” é um sujeito passivo de IVA, enquadrado


no regime normal de tributação, dedicando-se à produção e comercialização
de mobiliário diverso.

Recorrendo à sua própria produção, afectou ao seu imobilizado mobiliário


diverso para renovação do escritório da sua sede.

Para efeito de Imposto sobre o Valor Acrescentado, considera-se a operação


descrita como sendo:

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Fiscalidade

A – Uma operação sujeita a imposto e dele não isenta.

B – Uma operação fora do campo de incidência real do imposto.

C – Uma operação sujeita a imposto, cujo valor tributável será o preço de


custo dos bens afectos.

D – Uma operação isenta ao abrigo do nº 33 do art. 9º do Código do IVA.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

7. Incidência de IVA – Solução

O Código do IVA não consagra, de um modo geral, a tributação do auto


consumo interno.

Os motivos da exclusão da tributação do auto consumo interno encontram-se


expostos no comentário à alínea f) do n.º 3 do artigo 3º do Código do
Imposto sobre o Valor Acrescentado da Direcção-Geral das Contribuições e
Imposto, Núcleo do IVA, Edição da Imprensa Nacional Casa da Moeda, E. P. –
1985, pag. 45.

O caso exposto configurando uma situação de auto consumo interno


determina que a operação em causa se considere fora do campo de
incidência real do imposto.

Resposta certa: B

8. Incidência de IVA

Na sequência de uma visita de fiscalização efectuada ao sujeito passivo


“Banda Filarmónica Moitense – Sociedade Recreativa, Cultural e Sem Fins

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Fiscalidade

Lucrativos”, abrangendo o exercício do ano de 2003, apurou o agente


fiscalizador, entre outras situações, as seguintes com relevância em IVA:

O sujeito passivo não dispunha de escrituração que abrangesse todas as suas


actividades.

O sujeito passivo havia cedido temporariamente a algumas estações de


rádio, as partituras musicais pertencentes ao seu espólio particular, tendo
por isso recebido a quantia de 17707,33 € acrescida de Imposto sobre o
Valor Acrescentado à taxa legal.

Em sede de Imposto sobre o Valor Acrescentado verifica-se que:

A – A prestação de serviços de cedência a título temporário das partituras


musicais efectuada pela Banda, é uma operação isenta nos termos do nº 13
do artigo 9º do Código do IVA.

B – O Imposto sobre o Valor Acrescentado recebido pela Banda, configura


uma situação de imposto indevidamente liquidado, pelo que deveria ter dado
cumprimento ao disposto no nº 2 do art. 26 do Código do IVA.

C – A Banda deveria ter praticado um preço mais acessível porque, como o


seu nome indica, não tem fins lucrativos.

D – Nenhuma das anteriores está correcta.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

8. Incidência de IVA – Solução

Para efeitos das isenções constantes do artigo 9º do Código do IVA ao caso


aplicáveis, a definição de organismo sem finalidade lucrativa encontra-se
subordinada à verificação cumulativa dos requisitos referidos no artigo 10º.

Ao não dispor de escrituração que abrangesse todas as suas actividades, o


sujeito passivo fiscalizado nunca poderia beneficiar de qualquer isenção pelo
que o imposto que liquidou constitui IVA devidamente liquidado.

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Fiscalidade

Resposta certa: D

9. Incidência de IVA

O stand de automóveis “SOCAR” efectuou em 23/01/2003 a venda das


seguintes viaturas de turismo:

- Viatura A : Contabilizada como existência, mas sem que por esquecimento,


tivesse sido objecto do direito à dedução do Imposto sobre o Valor
Acrescentado na aquisição;

- Viatura B : Afecta ao uso pessoal de um dos sócios gerentes;

Relativamente ao IVA das vendas deveria:

A – Liquidar imposto relativamente às duas viaturas.

B – Liquidar imposto relativamente à viatura A.

C – Não liquidar imposto sobre a venda de qualquer das viaturas.

D – Sujeitar a venda da viatura B ao Regime de Bens em Segunda Mão.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

9. Incidência de IVA – Solução

A venda da viatura A, tratando-se da transmissão de uma existência,


constitui uma operação sujeita a imposto e dele não isenta que em nada é
influenciada pelo facto do sujeito passivo por mero esquecimento não ter
procedido a dedução do imposto suportado a montante.

Na realidade, apesar de se tratar de uma viatura de turismo, atenta a


actividade exercida – venda de automóveis – poderia o stand ter em tempo

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Fiscalidade

procedido à dedução respectiva (artigo 21º, n.º 2, alínea a)), após o que,
apenas socorrendo-se do mecanismo das regularizações e dentro dos
condicionalismos legais imposto pelo Código, poderá ver o seu direito à
dedução satisfeito.

A venda da viatura B por seu lado, configura a venda de um bem


pertencente ao imobilizado, que atentas as características se trata de um
bem excluído do direito à dedução nos termos do n.º 1 do artigo 21º, cuja
subsequente transmissão se encontra isenta ao abrigo do n.º 33 do artigo
9º.

Resposta certa: B

10. Incidência de IVA

Os operadores económicos que realizam exclusivamente operações isentas


que não conferem direito à dedução:

A – Não estão sujeitos a registo em Imposto sobre o Valor Acrescentado.

B – Normalmente não podem renunciar à isenção:

C – Porque não estão sujeitos a registo em Imposto sobre o Valor


Acrescentado, podem manifestar, se assim entenderem, a actividade que
desenvolvem em data posterior à do início.

D – Têm que cumprir a obrigação de registo em Imposto sobre o Valor


Acrescentado.

Assinale a resposta correcta. Tenha em consideração que, apenas uma das


quatro respostas enunciadas está correcta.

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Fiscalidade

10. Incidência de IVA - Solução

Para além da obrigação de pagamento do imposto, os sujeitos passivos, são


obrigados ao cumprimento das disposições constantes do n.º 1 do artigo 28º
do Código do IVA..

Tratando-se porém de sujeitos passivos que pratiquem exclusivamente


operações isentas de imposto que não conferem direito a dedução, estão os
mesmos dispensados do cumprimento de determinadas obrigações, não se
incluindo na dispensa a obrigação de registo.

Resposta certa: D

11. Apuramento do IVA

Determine o IVA a entregar ou receber do mês de Abril do ano N da Câmara


Municipal da Azambuja, sabendo que no mesmo período teve as seguintes
receitas e despesas (s/IVA):

Receitas:

5000000 € pela concessão de licenças de construção;

500000 € pela cedência de espaços na feira mensal;

1000000 € pelo serviço de distribuição de água;

100000 € pelo serviço público de remoção do lixo.

Despesas:

2 retroescavadores, por 60000 € cada;

10000 € de gasóleo para estas viaturas;

100000 € de material de escritório;

5000 € de electricidade;

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Fiscalidade

40000 € de remunerações do pessoal.

No ano N-1, a Câmara Municipal teve as seguintes receitas:

2000000 € pela concessão de licenças de construção;

400000 € pela cedência de espaços na feira mensal;

900000 € pelo serviço de distribuição de água;

50000 € pelo serviço público de remoção do lixo.

11. Apuramento do IVA – Solução

A Câmara Municipal da Azambuja é considerada um sujeito passivo misto de


IVA, pois pratica actividades isentas e actividades não isentas de IVA.

Cálculo do Pro-Rata de N-1

Concessão de Licenças de Construção Æ Não sujeito a IVA, pois é


exercida no exercício dos poderes de autoridade, art.º2.º, n.º2

Cedência de espaços para a feira mensal Æ Sujeito a IVA, mas isento


nos termos do art.º9.º, n.º30

Distribuição de água Æ Sujeito a IVA e não isento, art.º2.º, n.º3, b)

Serviço de remoção do lixo Æ Isento de IVA, art.º9.º, nº.26

Pro-Rata de N-1 = 900000 € ÷ 3350000 € = 27 %

ANO N

IVA Suportado – Abril

2 retroescavadoras Æ está sujeito a IVA dedutível pois irão ser


utilizadas numa actividade não isenta (art.º20.º, n.º1,a) à taxa de
19% (art.º18.º,n.º1,c)

IVA = 60000 € x 2 x 19% = 22800 €

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Fiscalidade

Gasóleo para Viaturas Æ Apenas é dedutível 50% do valor gasto em


gasóleo, nos termos do art.º21.º,n.º1,b)

IVA = 10000 € x 50 % x 19 % = 950 €

Material de escritório Æ Está sujeito a IVA à taxa normal e é


completamente dedutível.

IVA = 100000 € x 19% = 19000 €

Electricidade Æ Está sujeito a IVA à taxa reduzida (Lista I, n.º2.9) e é


completamente dedutível.

IVA = 5000 € x 5% = 250 €

Remunerações Æ Não estão sujeitas a IVA, art.º2.º, n.º1

IVA Liquidado – Abril

• Distribuição de água Æ Actividade sujeita a IVA à taxa reduzida (Lista


I, n.º1.7)

IVA = 1000000 € x 5% = 50000 €

IVA Dedutível = 22800 € + 950 € + 19000 € +250 € = 43000 €

Taxa Pro-Rata de N = 27% Æ a taxa Pro-Rata definitiva de N-1 é utilizada


como taxa provisória no ano N

Aplicação da Taxa Pro-Rata Æ 43000 € x 27 % = 11610 €

IVA a entregar no ano N = 50000 € - 11610 € = 38390 €

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Fiscalidade

12. Apuramento do IVA

Determine o IVA a entregar ou receber do mês de Março do ano N do Banco


Popular,SA. Sabendo que no mesmo período efectuou as seguintes
aquisições e prestações (s/IVA):

Aquisições:

5 viaturas ligeiras de passageiros, por 40000 € cada.

10000 € de gasóleo para as viaturas da frota.

100000 € de material informático.

5000 € de electricidade.

4000 € de deslocações do pessoal.

Serviços Prestados:

2000000 € de juros resultantes da concessão de crédito

1000000 € de operações com divisas

200000 € de comissões de guarda de títulos

300000 € de serviços de consultoria prestados a empresas do grupo

150000 € de prestação de garantias

No Ano N-1, o Banco registou os seguintes resultados:

2500000 € de juros resultantes da concessão de crédito

800000 € de operações com divisas

150000 € de comissões de guarda de títulos

400000 € de serviços de consultoria prestados a empresas do grupo

100000 € de prestação de garantias

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Fiscalidade

12. Apuramento do IVA – Solução

Cálculo do Pro-Rata de N-1

Juros da concessão de crédito Æ Sujeito a IVA, mas isento nos termos


do art.º9.º, n.º28, a)

Operações com Divisas Æ Sujeito a IVA, mas isento nos termos do


art.º9.º, n.º28, d)

Comissão de guarda de títulos Æ Não isento, art.º9.º, n.º28, f)

Serviços de Consultoria Æ Não Isento, art.º4.º

Prestação de garantias Æ Isenta de IVA, nos termos do art.º9.º,


n.º28, b)

Pro-Rata definitivo de N-1 = (150000 € + 400000 €) ÷ 3950000 € = 14%

ANO N

IVA Suportado Dedutível – Março

5 viaturas ligeiras Æ Sujeito a IVA, mas este é não dedutível


(art.º21.º,n.º1,a)

Gasóleo das viaturas da frota Æ Apenas é dedutível 50% do valor


gasto em gasóleo, nos termos do art.º21.º,n.º1,b)

IVA = 10000 € x 50 % x 19 % = 950 €

Material de informática Æ Está sujeito a IVA à taxa normal e é


completamente dedutível. (art.º19.º,n .º1,a) (art.º20.º,n.º1,a)

IVA = 100000 € x 19% = 19000 €

Electricidade Æ Está sujeito a IVA à taxa reduzida (Lista I, n.º2.9) e é


completamente dedutível.

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IVA = 5000 € x 5% = 250 €

Deslocações do Pessoal Æ Sujeitas a IVA, mas este não é dedutível


(art.º21,n.º1,c)

IVA Liquidado – Abril

Comissão de guarda de títulos Æ Actividade sujeita a IVA à taxa


normal.

IVA = 200000 € x 19% = 38000 €

Serviços de consultoria Æ Actividade sujeita a IVA à taxa normal.

IVA = 300000 € x 19% = 57000 €

Total IVA Liquidado = 95000 €

Total IVA Dedutível = 950 € + 19000 € +250 € = 20200 €

Taxa Pro-Rata de N = 14% Æ a taxa Pro-Rata definitiva de N-1 é utilizada


como taxa provisória no ano N

Aplicação da Taxa Pro-Rata Æ 20200 € x 14 % = 2828 €

IVA a entregar no ano N = 95000 € - 2828 € = 92172 €

APROFUNDAMENTO DO CONTEÚDO TEMÁTICO

Estão sujeitas a imposto a (art.º1 a 8.º CIVA):

1. Todas as transmissões de bens e as prestações de serviços, efectuadas


a título oneroso, por um sujeito passivo agindo como tal e que ocorram
no território nacional;

2. As importações de bens;

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3. As aquisições intracomunitárias efectuadas no território nacional tal


como estão reguladas no Regime do IVA nas transacções
intracomunitárias (RITI).

São sujeitos passivos do imposto (at.º2.º), isto é, são devedores do imposto:

As pessoas singulares ou colectivas que, de um modo independente e


com carácter de habitualidade, exerçam actividades de:

Produção

Comércio ou de prestação de serviços

Actividades extractivas e agrícolas profissões livres

As que praticam uma só operação tributável, desde que essa


operação preencha os pressupostos de incidência real de IRS e
de IRC.

As pessoas singulares ou colectivas que, segundo a legislação


aduaneira, realizem importações de bens;

As pessoas singulares ou colectivas que, em facturas ou documentos


equivalentes, mencionem indevidamente IVA;

As pessoas singulares ou colectivas que efectuem operações


intracomunitárias;

Os adquirentes dos serviços referidos nos n.ºs 8, 11, 13, 16, 17,
alínea b) e 19 do art.º6.º, desde que o respectivo prestador seja uma
entidade não residente no território nacional;

As pessoas singulares ou colectivas, quando sujeitos passivos que


adquiram bens ou serviços efectuados em território nacional por
entidades não residentes e que não disponham de representante.

O Estado e as demais pessoas colectivas de direito público serão, em


qualquer caso, sujeitos passivos do imposto quando exerçam algumas
das seguintes actividades e pelas operações tributáveis delas
decorrentes, salvo quando se verifique que as exercem de forma não
significativa.

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LISTA DE OUTROS AUXILIARES DIDÁCTICOS RECOMENDADOS

Ficheiros Powerpoint

Ficheiros Excel

PDF: Tax Guide 2003 Deloitte & Touche


www.bigonline.pt/pdf/aconselhamento/TaxGuide_AF2.pdf

PDF: World Wide Tax Guide 2003 Portugal


www.pkfwash.com/wwtg/guides/Portugal.pdf

PDF: A Política Fiscal na União Europeia


http://europa.eu.int/comm/publications/booklets/move/17
/txt_pt.pdf

Publicação Fiscal: Boletim do Contribuinte

LINKS DE INTERESSE

Para mais informações sobre incentivos à indústria da pesca, tente:

www.dr.incm.pt

www.dgci.min-financas.pt

www.impostos.net

www.fiscalistas.org

www.ancontribuintes.pt

www.jornalfiscal.pt

www.o-informador-fiscal.pt

www.dr.incm.pt

http://europa.eu.int

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Introdução ao e-learning

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Apresentações

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Cap I - O sistema fiscal português

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Cap II – IRS

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Cap III – IRC

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Cap IV – IVA

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Cap V - Outros Impostos

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Contactos

APOIO AO CONTRIBUINTE

Serviço de Apoio ao Contribuinte

Morada: Av. 5 de Outubro, 52 - C, 52 – D, Lisboa, 1050 Lisboa

Tel. 21 35 13 604 /640/642/645

Fax. 21 35136 59

Direcção Geral de Finanças de Lisboa

Morada: Edifício Eden - Praça dos Restauradores, 1250-187, Lisboa

Tel. 21 326 28 46

Fax. 21 326 28 53

IMPOSTOS

Direcção Geral de Finanças de Lisboa

Morada: Av. Marquês de Tomar, 21, Lisboa, 1069-042 Lisboa

Tel. 21 796 63 28 ; 21 796 06 34

Fax. 21 795 17 58

Correio Electrónico: dflisboa@dgci.min-financas.pt

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Bibliografia

“Guia Prático do IRS 2003”, Vida Económica, Boletim do Contribuinte,


2003

“Guia Prático do IRC 2003”, Vida Económica, Boletim do Contribuinte,


2003

“Guia Prático da Contribuição Autárquica”, Vida Económica, Boletim do


Contribuinte, 2003

Código do Imposto do Selo, Vida económica, 2003

Lima, Emanuel Vidal, “IVA, Imposto sobre Valor


Acrescentado.Comentado e Anotado”, 9ª edição, Porto Editora, 2003

Gonçalves, João Manuel, “Códigos IRS, IRC, Contribuição Autárquica e


Estatuto dos Benefícios Fiscais”, 2003

Carlos,Américo Brás; Abreu, Irene Antunes; Durão, João Ribeiro;


Pimenta, Maria Emília, “Guia dos Impostos em Portugal 2003”,
QuidJuris, 2003.

BPI, “Guia do Fisco”, 2003

“Guia Fiscal 2003”, EDIDECO-Editores para a Defesa do Consumidor,


2003

Leitão, Luís Meneses, “Estudos de Direito Fiscal, Almedina, Coimbra,


1999

Nabais, José Casalta, “Direito Fiscal”, Coimbra, Almedina, 2000

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