Você está na página 1de 27

PARTE

GUIA DIDÁTICO 1
GUIA

SOBRE CPC - PME DIVIDIDO


EM 3
PARTES

Contabilidade para
Pequenas e Médias Empresas
SEÇÕES DE 1 A 12

CONTEÚDO DA PARTE 1:

Pequenas e Médias Empresas | Conceitos e Princípios Gerais | Apresentação das


Demonstrações Contábeis | Balanço Patrimonial | Demonstração do Resultado e
Demonstração do Resultado Abrangente | Demonstração das Mutações do
Patrimônio Líquido e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados | Demonstração
dos Fluxos de Caixa | Notas explicativas às Demonstrações Contábeis | Demonstrações
Consolidadas e Separadas | Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de
Erro | Instrumentos Financeiros Básicos | Outros tópicos sobre Instrumentos Financeiros
AVISOS
LEGAIS
Este material foi escrito e preparado
em termos gerais e, portanto, não deve
ser utilizado para cobrir situações específicas.

A aplicação dos princípios apresentados


depende das circunstâncias particulares
envolvidas. Recomendamos que a assistência
profissional seja obtida antes da decisão de
adotar ou não uma ação devido a qualquer
dos conteúdos deste material.

A BLB Brasil Auditores e Consultores terá


o prazer de assessorar os leitores sobre a
aplicação dos princípios apresentados neste
documento em suas circunstâncias específicas;
e não será responsável por nenhuma
reivindicação, passivo ou despesa ocasionada
a qualquer pessoa que decida adotar ou não
uma ação devido ao conteúdo aqui descrito.

Todos os direitos são reservados, nenhuma


parte deste material poderá ser reproduzida
ou alterada de qualquer forma sem o
consentimento prévio da empresa.
SUMÁRIO
Introdução
Parte 1 | Seções de 1 a 12
1 Pequenas e Médias Empresas

2 Conceitos e Princípios Gerais

3 Apresentação das Demonstrações Contábeis

4 Balanço Patrimonial

5 Demonstração do Resultado e Demonstração

do Resultado Abrangente

6 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido

e Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

7 Demonstração dos Fluxos de Caixa

8 Notas explicativas às Demonstrações Contábeis

9 Demonstrações Consolidadas e Separadas

10 Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro

11 Instrumentos Financeiros Básicos

12 Outros tópicos sobre Instrumentos Financeiros


INTRODUÇÃO
As empresas brasileiras de pequeno e médio porte, mais conhecidas
como PMEs, representam 99% das empresas nacionais, e a avaliação do IASB –
International Accounting Standards Board é que essas organizações somam
95% das companhias nos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Em vista da sua representatividade e da complexidade da norma para essas


empresas, elaboramos este Guia com a proposta de tornar mais didática sua
interpretação. Estamos falando da norma contábil para Pequenas e Médias
Empresas, a NBC TG 1000 (R1), com efeitos a partir de 1º de janeiro de 2017,
considerando a versão revisada pelo CFC no Brasil, publicada em novembro
de 2016.

A norma original (NBC TG 1000) foi publicada em 2010 e, para acompanhar


as mudanças e o dinamismo do mundo corporativo, a mesma passou por
revisão pontual e mais abrangente pelo IASB, órgão responsável pela emissão
de normas internacionais de contabilidade.

Estão submetidas à norma (PME) todas as empresas, que não são obrigadas
à prestação de contas públicas, com receita bruta e ativos inferiores a R$ 300
milhões e R$ 240 milhões, respectivamente.

Para as Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – EPP, com faturamento


anual de até R$ 3,6 milhões, aplica-se a norma ITG 1000, que é uma
simplificação dos procedimentos da NBC TG 1000, porém é recomendável,
ponderando os custos e benefícios, que as empresas adotem
a norma CPC - PME.

A quem se destina este Guia?

Destina-se a todos os profissionais de contabilidade, sejam eles técnicos,


contadores, analistas, bem como os empresários e demais usuários
e interessados na contabilidade. Inclusive, aos empresários, mais do que
nunca, é necessário que tenham domínio sobre práticas contábeis, pois
vivemos em um ambiente de negócios cada vez mais aberto e globalizado,
sem contar que se trata da ciência que representa a linguagem dos negócios.
Também pode ser útil para estudantes em formação ou recém-formados.

Cabe destacar que este eBook é também uma contribuição técnica no sentido
de tornar mais fácil e didática a interpretação da norma original, quando possível,
traduzindo termos técnicos, utilizando esquemas gráficos e ilustrações.

O material está dividido em 3 partes, a primeira compreende as seções de


1 a 12; a segunda da 13 a 24 e a terceira de 25 a 35. Porém, destacamos que
o conteúdo elaborado não tem a pretensão de substituir a norma original,
NBC TG 1000 (R1). Esperamos que possa ser útil para você!

Este eBook foi preparado por auditores da BLB Brasil, que aliás, podem
auxiliar sua empresa na preparação para auditoria e um diagnóstico
contábil ou na adequação das normas de contabilidade emitidas pelo
Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC em consonância com
as Normas Internacionais de Contabilidade – IFRS ou IFRS-PME.
Seção 1
Pequenas e Médias Empresas
Os conceitos de sociedades de grande porte, PME e EPP são:
Entidade Conceito

Sociedades de Grande Porte - São sociedades que possuem receita bruta e ativos superiores

a R$ 300 milhões e R$ 240 milhões, respectivamente. Essas

sociedades passaram a ter as mesmas regras das sociedades

anônimas, conforme Lei 11.638/07 e alterações posteriores.

- As regras contábeis que as mesmas utilizam são IFRS-FULL

(IFRS completo), ou seja, todos os pronunciamentos,

orientações e intepretações técnicas do CPC (Comitê

de Pronunciamentos Contábeis).

Sociedades de Pequeno e Médio - Estão submetidas à norma (PME) todas as empresas,

Porte – PME que não são obrigadas à prestação de contas públicas,

com receita bruta inferior a R$ 300 milhões e ativos inferiores

a R$ 240 milhões, respectivamente.

- A norma contábil a que essas sociedades estão submetidas

é a NBC TG 1000 que trata da contábil para Pequenas e Médias

Empresas – PME - (R1). Essa norma possui aproximadamente

227 páginas e está organizada em 35 seções e um glossário

de termos.

Empresas de Pequeno Porte – EPP - São Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – EPP,

com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Essas empresas

estão submetidas à norma ITG 1000, que é uma simplificação

dos procedimentos da NBC TG 1000. A norma é composta por

13 páginas, sendo: 6 com a explanação da norma e o restante

trata-se de 3 anexos/modelos.

Quem está obrigado a fazer a Escrituração Contábil?

Todas as entidades, independente da natureza e do porte ou da forma


de tributação estão obrigadas a fazer a escrituração contábil, conforme
resolução do Conselho Federal de Contabilidade nº 1330 de 18/03/2011.
Quais as Demonstrações Contábeis obrigatórias?

Demonstração Contábil Empresas PMEs ME / EPP Entidades sem


de Capital Aberto NBC TG 1000 ITG 1000 finalidade de
e de Grande Porte Lucros
IFRS Completo ITG 2002

Balanço Patrimonial Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório

Demonstração Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório


do Resultado

Demonstração Obrigatório Pode ser Facultativo Não exigido


do Resultado Abrangente substituída
pela DLPA

Demonstração de Lucros Não exigido Facultativo Facultativo Não exigido


(prejuízos acumulados)

Demonstração Obrigatório Pode ser Facultativo Obrigatório


das Mutações substituída
do Patrimônio Líquido pela DLPA

Demonstração Obrigatório Obrigatório Facultativo Obrigatório


dos Fluxos de Caixa

Demonstração Obrigatório Facultativo Facultativo Facultativo


do Valor Adicionado

Notas explicativas Obrigatório Obrigatório Obrigatório Obrigatório


Seção 2
Conceitos e
Princípios Gerais
Alvo da seção:

Descrever o objetivo, as qualidades, conceitos e princípios básicos


das demonstrações contábeis.

O objetivo das Demonstrações Contábeis é oferecer


informações sobre:

Posição
Desempenho Fluxos de Caixa
Financeira

• Balanço Patrimonial • Demonstração • Demonstração


do Resultado; dos Fluxos de Caixa
• Demonstração do
Resultado Abrangente

... de modo que seja útil aos usuários para a tomada de decisões econômicas.

As características qualitativas essenciais


nas Demonstrações Contábeis são:

1. Compreensibilidade;
2. Relevância;
3. Materialidade;
4. Confiabilidade;
5. Primazia da essência sobre a forma;
6. Prudência;
7. Integralidade;
8. Comparabilidade;
9. Tempestividade;
10. Equilíbrio entre custo e benefício.
Seção 3
Apresentação das
Demonstrações Contábeis

Objetivo da seção:

Detalhar a adequada apresentação das Demonstrações Contábeis


e o que é um conjunto completo dessas demonstrações contábeis.

A adequada apresentação deve conter:

1. Apresentação justa: presume-se que decorre da adoção da norma


para PMEs;

2. Adequação à norma: a entidade deve fazer uma declaração explícita


e sem reservas da conformidade nas notas explicativas de conformidade
com a norma PME;

3. Frequência de divulgação: pelo menos anualmente a entidade deve


divulgar suas demonstrações contábeis;

4. Uniformidade e comparabilidade: as práticas contábeis devem


ser uniformes e com informações comparativas;

5. Materialidade e agregação: deve-se apresentar separadamente


nas demonstrações contábeis cada classe material de itens semelhantes.

O conjunto completo das Demonstrações Contábeis requerido pela norma


está descrito na Seção 1 deste material.
Seção 4
Balanço
Patrimonial
Objetivo da seção:

Descreve as informações que devem ser apresentadas no Balanço Patrimonial


e como apresentá-las.

Estrutura do Balanço Patrimonial


1.0 Ativo 2.0 Passivo
1.1 Ativo circulante 2.1 Passivo circulante
1.2 Ativo não circulante 2.2 Passivo não circulante
1.2.1 Realizável a longo prazo 2.3 Patrimônio líquido
1.2.2 Investimentos 2.3.1 Capital social
1.2.3 Imobilizado 2.3.2 Reservas de capital
1.2.4 Intangível 2.3.3 Ajustes de avaliação
2.3.4 Patrimonial – AAP
2.3.5 Reservas de lucros
2.3.6 Ações em tesouraria
2.3.7 Prejuízos acumulados

Principais mudanças:
√ Separação entre Circulantes e Não Circulantes;
√ Criação da conta Intangível;
√ Extinção do grupo Resultado de Exercícios Futuros (REF);
√ Criação da conta de Ajustes de Avaliação Patrimonial (AVP);
√ Inexistência de saldo positivo na conta Lucros Acumulados;
√ Ordem das contas não é prescrita pela Norma, porém é estabelecida por lei.

A norma não prescreve a ordem ou o formato para apresentação dos itens


no Balanço Patrimonial, mas lembra a necessidade do atendimento
à legislação vigente.
Seção 5
Demonstração do Resultado (DR)
e Demonstração do Resultado
Abrangente (DRA)

A apresentação mínima na DR, a ser seguida


pelas sociedades, é:

Receita Líquida
(-) Custo dos produtos, serviços ou mercadorias vendidas
= Lucro Bruto
(-) Despesas com vendas
(-) Despesas gerais
(-) Despesas administrativas
( - / + ) Outras despesas e receitas operacionais
( - / + ) Resultado da Equivalência Patrimonial
= Resultado antes das receitas e despesas financeiras
( - / + ) Despesas e receitas financeiras
= Resultado antes dos tributos sobre lucros
(-) Despesa com tributos sobre lucros
= Resultado líquido do período

Observações na apresentação da DR:


√ Extinção da receita bruta;
√ Extinção de resultados não operacionais: utilizar outras receitas
ou outras despesas operacionais;
√ Correções de erros e mudanças de práticas contábeis são apresentadas
como ajustes retrospectivos de períodos anteriores;
√ As despesas poderão ser apresentadas por natureza ou por função:

• Por natureza: depreciações, compras de materiais, despesas com transportes,


benefícios a empregados, despesas com publicidade etc.
• Por função: sugerida pela legislação brasileira (custo dos produtos vendidos,
despesas administrativas, despesas gerais etc).
O que é uma DRA?

A DRA é “uma alteração no patrimônio líquido de uma sociedade, decorrente


de transações e outros eventos e circunstâncias não originadas dos sócios”.
Isso inclui todas as mudanças no patrimônio, exceto aquelas resultantes
de investimentos dos sócios e distribuições de dividendos e juros sobre
capital próprio.

Por exemplo: um investimento é registrado pelo seu valor justo, com


contrapartida no patrimônio líquido, na conta ajuste da avaliação patrimonial.

A DRA inclui:

Outros resultados
abrangentes
Seção 5

1. Alguns ganhos e perdas 2. Alguns ganhos 3. Algumas mudanças


provenientes da conversão e perdas atuariais nos valores justos de
de demonstrações contábeis instrumentos de hedge
de operação no exterior
Seção 30 Seção 28 Seção 12

A demonstração do resultado abrangente deve iniciar com a última linha da


demonstração do resultado (lucro ou prejuízo) e; em sequência, devem constar
os seguintes itens:

Outros resultados Diferenças de câmbio


abrangentes na conversão de operações
no exterior
Ganho líquido sobre Ganho sobre
ativos financeiros reavaliação de
disponíveis para venda propriedades

Parcelas de outros
resultados abrangentes
de coligadas
Seção 6
Demonstração das Mutações
do Patrimônio Líquido (DMPL)
e Demonstração de Lucros ou
Prejuízos Acumulados (DLPA)

Alcance desta seção:


Dispõe sobre as exigências para a apresentação da DMPL e DLPA.

As respectivas demonstrações têm o objetivo de apresentar:

DMPL DLPA

O resultado de entidade; O resultado de entidade;

Os efeitos das mudanças de Os efeitos das mudanças de

práticas contábeis e correção práticas contábeis e correção

de erros; de erros;

As distribuições de lucros; As distribuições de lucros.

Outros resultados abrangentes;

Os valores investidos

pelos sócios.

Nota: a DLPA poderá substituir a DRA e a DMPL se as únicas alterações


no seu patrimônio líquido derivarem de: resultado, distribuição de lucros,
correção de erro e mudança de prática contábil.
Seção 7
Demonstração dos
Fluxos de Caixa – DFC
Conceito:
O objetivo da DFC é prover informações relevantes sobre:

√ Os pagamentos e recebimentos, em dinheiro, de uma empresa;


√ Ajudar na análise da capacidade da empresa de gerar caixa
e equivalentes de caixa; e
√ Nas necessidades da empresa para utilizar esses fluxos de caixa.

A entidade deve apresentar a DFC, classificando


as entradas e saídas de caixas em 3 atividades:
• Envolvem todas as atividades relacionadas
OPERACIONAL
com a produção e entrega de bens e serviços

• Relacionam-se normalmente com o aumento


INVESTIMENTO e diminuição dos ativos de longo prazo que
a empresa utiliza para produzir bens e serviços

• Relacionam-se com alterações nos empréstimos


FINANCIAMENTO
de credores e investidores à entidade

Os 2 métodos de elaboração da DFC são:

MÉTODO DIRETO MÉTODO INDIRETO

Explicita os principais
componentes das entradas Parte-se do lucro
e saídas de caixa (clientes, e chega-se ao saldo
fornecedores, empregados, do caixa final.
impostos etc).

O Fluxo de Caixa é determinado


ajustando-se o resultado quanto
Não faz a relação
aos efeitos: (i) das variações das contas
de Fluxo de Caixa
operacionais (clientes, estoques etc); e (ii)
com o lucro.
dos itens que não afetam o caixa:
depreciação etc.
Seção 8
Notas explicativas
às Demonstrações Contábeis
Objetivo e desafios:

Um dos grandes desafios da contabilidade, relativo às notas explicativas,


tem sido o dimensionamento da qualidade e da quantidade de informações
que atendam às necessidades dos usuários das demonstrações contábeis e,
se possível, com uma linguagem menos técnica e rebuscada.

A entidade deve evidenciar:


√ A declaração de que as demonstrações contábeis foram elaboradas
em conformidade com a NBC TG 1000;
√ O resumo das principais Práticas Contábeis;
√ Informações (relevantes e de auxílio) que não tenham sido apresentadas
em outras partes das demonstrações;
√ Notas sistemáticas, com as referências cruzadas;
√ Quaisquer outras informações relevantes.

Se o ativo imobilizado é 1% do ativo total de uma empresa, não há necessidade


de demonstrar sua movimentação no ano, a conciliação entre o saldo inicial
e o final. Tampouco é necessário termos 30 linhas para fazer sua discriminação,
suas taxas de depreciação por natureza de imobilizado etc.

Ou seja, esse tipo de informação não é relevante e não é capaz de fazer


diferença nas decisões que possam ser tomadas pelos usuários,
pelo contrário, são informações que distraem e confundem o leitor.
Seção 9
Demonstrações
Consolidadas e Separadas
Sugerimos que a leitura desta Seção seja feita em conjunto com
as Seções 14 e 15 que constam no Guia didático sobre CPC - PME – Parte 2.

Alcance:

• A norma define as circunstâncias para as quais a entidade deve apresentar


as demonstrações contábeis consolidadas, combinadas e separadas,
bem como os procedimentos para elaborar essas demonstrações.

• Se a controladora não tem obrigatoriedade de prestação pública de contas,


ela pode apresentar suas demonstrações contábeis separadas, mesmo
se apresentar suas demonstrações contábeis consolidadas de acordo
com as normas completas ou outro conjunto de princípios contábeis.

Objetivo:

O objetivo da consolidação é apresentar aos usuários da informação contábil


os resultados das operações e a posição financeira da sociedade controladora
e de suas controladas, como se o grupo econômico fosse uma única entidade.
Isso permite uma visão mais geral e abrangente e melhor compreensão
do que inúmeros balanços isolados de cada empresa do grupo.

Dessa forma, prevalece o conceito de controle ao se efetuar a consolidação/


combinação. Esse controle não abrange apenas o acionário, mas também
o da decisão em relação às estratégias, políticas financeiras e operacionais
da entidade controlada, tais como:

• Poder de voto;
• Poder de governar as políticas operacionais e financeiras;
• Poder de indicar ou remover a maioria dos mesmos do conselho
da administração ou equivalente.
Exigência de apresentação de demonstrações
contábeis consolidadas

A entidade controladora não necessita apresentar demonstrações contábeis


consolidadas se ambas as condições abaixo forem atendidas:

a) Se a entidade controladora é ela própria uma controlada; e

b) Se sua controladora final (ou qualquer controladora intermediária) produzir


demonstrações contábeis para fins gerais consolidadas, em conformidade com
o conjunto completo de normas ou com esta norma.

Uma controlada não é consolidada se for adquirida e mantida com a intenção


de venda ou alienação dentro de um ano, a contar da data de sua aquisição
(data do controle da adquirida).

Sociedade de Propósito Específico – SPE

A entidade pode ser criada para atingir um propósito específico (tais como
efetivar um arrendamento mercantil, desenvolver atividades de pesquisa
e desenvolvimento ou securitizar ativos financeiros). Tal SPE pode ser criada
sob a forma de corporação, “truste”, sociedade, ou entidade não incorporada.
Geralmente, as SPEs são criadas com acordos legais que impõem exigências
rigorosas sobre suas operações.

A entidade deve elaborar demonstrações contábeis consolidadas


que incluem quaisquer SPEs que sejam suas controladas.
Data de divulgação uniforme

As demonstrações contábeis da controladora e de suas controladas devem ser


elaboradas na mesma data de divulgação, a não ser que isso seja impraticável.

Se for impraticável, a controladora deve consolidar as informações


financeiras da controlada, utilizando as demonstrações contábeis mais recentes
da controlada, ajustadas para refletir os efeitos de transações ou eventos
significativos ocorridos entre a data dessas demonstrações contábeis
e a data das demonstrações contábeis consolidadas.

Uma nota explicativa deve ser incluída indicando o motivo pelo qual
as demonstrações são apresentadas em datas distintas. Essa defasagem
não poderá exceder a dois meses.

Práticas contábeis uniformes

As demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas por meio


da utilização de práticas contábeis uniformes para transações e outros eventos
e condições similares em circunstâncias similares.
Demonstrações separadas (apresentação
de demonstrações separadas)

A norma não exige que a controladora apresente suas demonstrações


contábeis separadas ou as das controladas individuais.

As demonstrações separadas são um segundo conjunto de demonstrações


contábeis apresentadas pela entidade.

Demonstrações contábeis combinadas

Demonstrações contábeis combinadas são um único conjunto


de demonstrações contábeis de duas ou mais entidades sob controle comum.
A norma NÃO EXIGE que sejam elaboradas demonstrações contábeis combinadas.

Quais os procedimentos de consolidação


das demonstrações contábeis?

Os procedimentos para a consolidação das demonstrações contábeis são:

a) Combinar as suas demonstrações contábeis com as das controladas linha


a linha, somando itens como ativos, passivos, patrimônio líquido, receita
e despesa;

b) Eliminar o valor contabilizado de investimento da controladora em cada


controlada e a participação da controladora no patrimônio líquido de cada
controlada;

c) Mensurar e apresentar a participação dos acionistas ou sócios não


controladores no resultado das controladas consolidadas separadamente da
participação dos proprietários da controladora para o período de divulgação;

d) Mensurar e apresentar a participação dos acionistas ou sócios não controla-


dores no patrimônio líquido das controladas consolidadas, separadamente do
patrimônio líquido da controladora relativos a eles;

e) Eliminar completamente as transações e saldos dentro do grupo econômico,


incluindo receitas, despesas e distribuições de lucro.
Divulgação nas demonstrações
consolidadas/combinadas

As seguintes divulgações devem ser feitas nas demonstrações contábeis


combinadas e ou consolidadas:

√ O fato de que as demonstrações contábeis são demonstrações contábeis


consolidadas/combinadas;

√ O porquê da elaboração de demonstrações contábeis


consolidadas/combinadas;

√ A base para elaboração das demonstrações contábeis


consolidadas/combinadas;

√ A base para determinação de quais entidades são incluídas nas


demonstrações contábeis combinadas;

√ A base para conclusão de que o controle existe quando a controladora


não possui diretamente ou indiretamente por meio de controladas, mais
da metade do poder de voto;

√ A divulgação de partes relacionadas exigidas pela norma.


Seção 10
Políticas Contábeis, Mudança de
Estimativa e Retificação de Erro
Objetivo:

Fornecer orientação para a seleção e aplicação das políticas contábeis,


mudanças nas estimativas contábeis e correção de erros.

Conceitos:

• Políticas contábeis: em linhas gerais, são práticas contábeis específicas


aplicadas pela entidade;

• Mudanças nas estimativas contábeis: refere-se a um ajuste no valor


do consumo periódico de ativo e obrigações associadas com o mesmo;

• Erros de períodos anteriores: são omissões e incorreções


nas demonstrações contábeis de um ou mais períodos anteriores.

Regra geral:

A entidade deve selecionar e aplicar suas práticas contábeis consistentemente


e mudá-las somente se:

a) For exigida por mudanças nessa Norma; ou


b) Resultar em demonstrações contábeis que forneçam informação
mais relevante e confiável.
Os ajustes nas Demonstrações Contábeis
são Retrospectivos ou Prospectivos?

Tipo de ajuste:

O ajuste é em função de: Retrospectivo Prospectivo Nota

• Mudanças nas políticas contábeis X (a)

• Mudanças nas estimativas contábeis X (b)

• Erros de exercícios anteriores X (c)

(a) Via de regra, a entidade deve contabilizar todas as mudanças na prática


contábil retrospectivamente. Contudo, é bom ressaltar que existem exceções
à regra, ou seja, as quais o profissional deve analisar as disposições transitórias
da NBC TG 1000.

(b) Alterações nas estimativas resultam de novas informações ou novos


desenvolvimentos e, portanto, não são correções de erros e, dessa forma,
o efeito da alteração é prospectivo.

(c) Erros de exercícios anteriores são omissões, falhas etc,


e o ajuste é retrospectivo.
Seção 11 e 12
Instrumentos Financeiros Básicos e
Outros Tópicos sobre Instrumentos
Financeiros
A Seção 11 é aplicável a Instrumentos Financeiros Básicos e é relevante
a todas as entidades. A Seção 12 é aplicável a Outros Instrumentos
e Transações Financeiras mais Complexas.

O que é um Instrumento Financeiro?

Um instrumento financeiro é um contrato que gera um ativo financeiro para


a entidade e um passivo financeiro ou instrumento patrimonial para outra
entidade.
Exemplos de Instrumentos Financeiros Básicos
e Não Básicos:

Instrumentos Financeiros Básicos: Instrumentos Financeiros Não Básicos:

Caixa; Títulos mobiliários lastreados em ativos.


Exemplo: hipotecas garantidas, contratos
de recompra e pacotes de recebíveis
garantidos;

Depósitos à vista e a prazo fixo. Opções, direitos, garantias, contratos


Por exemplo, contas bancárias; a termo, contratos futuros e swaps
de taxa de juros, que podem ser quitados
em caixa ou pela troca com outro
instrumento financeiro;

Títulos e letras negociáveis; Instrumentos financeiros que se


qualificam e são designados como
instrumentos de hedge, de acordo
com as exigências da Seção 12;

Contas, títulos e empréstimos Compromissos de conceder empréstimo


a receber e a pagar; para outra entidade;

Títulos de dívida Compromissos de receber empréstimo


e instrumentos semelhantes. se o compromisso puder ser quitado
em caixa.

Com relação a esta Seção, e para ampliar seus conhecimentos,


recomendamos a leitura do eBook gratuito Guia sobre Instrumentos
Financeiros a Contabilidade, em nosso Blog.

Você gostou deste Guia didático sobre CPC - PME – Contabilidade para Pequenas
e Médias Empresas? Se você aproveitou o conteúdo e aprendeu bastante até aqui...
não deixe de ler a Parte 2 e a Parte 3.
SOBRE A
BLB BRASIL
AUDITORES E CONSULTORES

A história da BLB Brasil começa em 2003 com o objetivo de oferecer serviços


de Auditoria, Consultoria e Educação Executiva.

Somos um grupo 100% brasileiro e nos orgulhamos disso. Estamos pre-


sentes em sete estados atendendo mais de 120 corporações empresariais.
Possuímos experiência em empresas de vários portes e segmentos. Somos
reconhecidos por grandes instituições financeiras e fundos de investimentos,
resultando em um dos principais nomes da auditoria e consultoria no interior
de São Paulo.

Nossa trajetória está em constante movimento. Buscamos continuamente


formas de satisfazer os clientes por meio de serviços especializados e não
medimos esforços para entregar soluções eficazes e capacitar nossos
colaboradores.

Por meio da BLB Brasil Auditores e Consultores, asseguramos confiabilidade


e segurança às informações das empresas e somos movidos pelo desafio
de propor soluções sob medida nas áreas em que atuamos:

√ Auditoria Independente;
√ Consultoria Tributária;
√ Consultoria Societária e Patrimonial; e
√ Consultoria em Gestão, Finanças e TI.

Sempre em busca de inovação, em 2015 inauguramos a BLB Brasil Escola de


Negócios movidos pelo desafio de incentivar o desenvolvimento e a
atualização de profissionais das áreas de Contabilidade, Tributos, Liderança
e Gestão. A Escola de Negócios oferece cursos a Distância-EaD, Apostilados,
In Company e Presenciais.

Nossa missão desde o princípio é nos superarmos a cada dia, provando que
pessoas comprometidas e preparadas é que fazem a diferença nas organizações.

Após uma década e meia da nossa fundação, hoje somos o Grupo BLB Brasil,
com experiência da nossa trajetória e juventude nos nossos ideais.

BLB Brasil, potencializando pessoas e resultados!


Visite nosso site: Acesse nossas redes sociais:

blbbrasil.com.br

RIBEIRÃO PRETO | SP SÃO PAULO | SP


Edifício Times Square Edifício Zarvos
Av. Presidente Vargas, 2121 Av. São Luiz, 258
Conj. 603 | Jd. América Conj. 803 | Centro
CEP 14020-260 CEP 01046-000
Tel. (16) 3941.5999 Tel. (11) 2306.5999