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Engenharia Civil

Departamento de Construção Civil


TC-033 – Laboratório de Mecânica dos Solos

ANÁLISE GRANULOMÉTRICA

DOCUMENTO DE
D REFERÊNCIA: NBR 7181/1984

1) Destorroar o solo seco e tomar uma amostra de cerca de 1kg de material passante na peneira
de 76mm;
2) Determinar a massa da amostra seca ao ar (Mt).

Peneiramento Grosso

1) Passar o material na peneira 2,0mm e anotar a massa de material retida (Mg);


2) Passar o material retido na peneira 2,0mm nas peneiras de abertura 50, 38, 25, 19,
19 9,5 e
4,8mm. Anotar as massas retidas acumuladas em cada peneira.

Sedimentação

1) Do material passado na peneira 2,0mm,


2,0mm separar cerca de 100g para determinação da
umidade higroscópica (h) e tomar cerca de 70gg para o ensaio de sedimetação (Mh);
2) Transferir o material para um béquer e adicionar 125 cm³ da solução de defloculante. Agitar o
béquer até que todo o material fique imerso e deixar em repouso por,, no mínimo, 12 horas;
3) Verter toda a mistura no copo de dispersão, com auxílio de bisnaga com água destilada.
Adicionar água destilada até que seu nível fique 5cm abaixo das bordas do copo e submeter à
ação do aparelho dispersor
or por 15 minutos;
4) Transferir todo o conteúdo do copo de dispersão para a proveta e completar com água
destilada até 1000cm³;
5) Tapando a boca da proveta com uma das mãos, agitá-la
agitá la durante 1min de forma que a boca da
proveta passe de cima para baixo e vice-versa;
vice
6) Colocar a proveta sobre a mesa,
mesa, mergulhar o densímetro e o termômetro na dispersão e
disparar o cronômetro;
7) Efetuar leituras do densímetro e do termômetro correspondentes aos tempos de
sedimentação (t) de 0,5, 1 e 2 min. Retirar cuidadosamente o densímetro;
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8) Fazer as leituras de 4, 8, 15 e 30 min, 1, 2, 4, 8 e 24 horas a contar do início da sedimentação.


sedimentação
O densímetro deve ser mergulhado na dispersão cerca de 15 a 20 segundos antes de cada
leitura. Após cada leitura, medir a temperatura da dispersão;
9) Após a última leitura, verter o material da proveta na peneira 0,075mm, lavando
lava o material
com água potável;
10) Secar na estufa o material retido na peneira 0,075mm até constância de massa.

Peneiramento Fino

1) Tomar o material resultante da sedimentação, seco na estufa até constância de massa;


2) Passar o material retido na peneira 0,075mm nas peneiras 1,2, 0,6, 0,42, 0,25, 0,15 e
0,075mm. Anotar as massas retidas acumuladas em cada peneira.

Cálculos

• Massa total da amostra seca (Ms):


 
 

 100   (1)

• Peneiramento grosso: porcentagem de material que passa em cada peneira (Qg):



  
   100 (2)


onde Mi = massa do material retido acumulado em cada peneira.

• Sedimentação: porcentagem de material em suspensão:


  " ∙##
∙
     $% (3)
  
&''(%

onde Qs = porcentagem do solo em suspensão no instante da leitura do densímetro


N = porcentagem de material que passa na peneira 2,0mm, calculado de acordo com a Eq. (2)
 = massa específica dos grãos do solo, em g/cm³
 = massa específica do meio dispersor, em g/cm³ (considerar como 1,000g/cm³)
V = volume da suspensão, em cm³ (considerar como 1000cm³)
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) = massa específica da água, em g/cm³ (considerar como 1,000g/cm³)


L = leitura do densímetro na suspensão
Ldisp = leitura do densímetro no meio dispersor, na mesma temperatura da suspensão
(considerar como 1,0042)
1,00
Mh = massa do material úmido submetido á sedimentação, em g
h = umidade higroscópica do material passado na peneira 2,0mm, em %

• Sedimentação: diâmetro das partículas de solo em suspensão:


, ∙- a
*+  (4)
  /

Onde d = diâmetro máximo das partículas, em mm


0 = coeficiente de viscosidade do meio dispersor, à temperatura de ensaio, em g.s/cm²
(considerar como 10,29.10-6 g.s/cm²)
a = altura de queda das partículas, correspondente à leitura do densímetro, em cm
(consultar
sultar gráfico no anexo)
anexo
t = tempo de sedimentação, em s

• Peneiramento fino: porcentagem de material que passa em cada peneira (Qf):


  100 2 

100  3
1  
  100
onde Mi = massa do material retido acumulado em cada peneira.

Resultados:

• Obter a curva granulométrica do solo: construir um gráfico do diâmetro das partículas, em


mm, em escala logarítmica (abcissas) pela porcentagem das partículas com diâmetro menor
que o considerado, ou porcentagem que passa (ordenadas).
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ANEXO

20
18
16
Altura de Queda (cm)

14 y = -200x
200x + 218,4
12
10
8 y = -200x + 217,39
6 a
4
a'
2
0
1,000 1,010 1,020 1,030 1,040 1,050
Leitura Densímetro

Figura 1.. Curvas de variação da altura de queda das partículas em função da leitura do densímetro. Utilizar a
curva a nas três primeiras
primeiras leituras e a curva a’ nas leituras subseqüentes.