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O Arcadismo faz oposição aos conflitos e exageros do Barroco, representando a

valorização do ser humano. Como a tendência é do eixo cultural seguir o econômico, os


escritores árcades são, na maioria, mineiros e algumas de suas produções literárias são
voltadas ao ambiente das cidades históricas mineiras, principalmente Vila Rica.

O Arcadismo tem como características: a busca por uma vida simples, pastoril, a
valorização da natureza e do viver o presente (pensamentos causados por inspiração a
frases de Horácio “fugere urbem” – fugir da cidade e “carpe diem”- aproveite o dia).

Os principais autores árcades são: Cláudio Manoel da Costa, Tomás Antonio Gonzaga,
Basílio da Gama, Silva Alvarenga e Frei José de Santa Rita Durão.

A principal característica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo o que lhe diz
respeito. Por essa razão muitos poetas do arcadismo adotaram pseudônimos de pastores
de Tetões gregos ou latinos. Caracteriza-se ainda pelo recurso a esquemas rítmicos mais
graciosos.
Numa perspectiva mais ampla, expressa a crítica da burguesia aos abusos da nobreza e
do clero praticados no Antigo Regime.
Adicionalmente os burgueses cultuam o mito do homem natural em oposição ao homem
corrompido pela sociedade, conceito originalmente expresso por Jean-Jacques Rousseau,
na figura do “bom selvagem”.

(ENEM-2008)

Torno a ver-vos, ó montes; o destino (verso 1)


Aqui me torna a pôr nestes outeiros,
Onde um tempo os gabões deixei grosseiros
Pelo traje da Corte, rico e fino. (verso 4)

Aqui estou entre Almendro, entre Corino,


Os meus fiéis, meus doces companheiros,
Vendo correr os míseros vaqueiros (verso 7)
Atrás de seu cansado desatino.

Se o bem desta choupana pode tanto,


Que chega a ter mais preço, e mais valia (verso 10)
Que, da Cidade, o lisonjeiro encanto,

Aqui descanse a louca fantasia,


E o que até agora se tornava em pranto (verso 13)
Se converta em afetos de alegria.
Cláudio Manoel da Costa. In: Domício Proença Filho. A poesia dos inconfidentes. Rio de
aneiro: Nova Aguilar, 2002, p. 78-9.

Considerando o soneto de Cláudio Manoel da Costa e os elementos constitutivos do


Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta acerca da relação entre o poema e o
momento histórico de sua produção.

a) Os “montes” e “outeiros”, mencionados na primeira estrofe, são imagens relacionadas


à Metrópole, ou seja, ao lugar onde o poeta se vestiu com traje “rico e fino”.
b) A oposição entre a Colônia e a Metrópole, como núcleo do poema, revela uma
contradição vivenciada pelo poeta, dividido entre a civilidade do mundo urbano da
Metrópole e a rusticidade da terra da Colônia.
c) O bucolismo presente nas imagens do poema é elemento estético do Arcadismo que
evidencia a preocupação do poeta árcade em realizar uma representação literária realista
da vida nacional.
d) A relação de vantagem da “choupana” sobre a “Cidade”, na terceira estrofe, é
formulação literária que reproduz a condição histórica paradoxalmente vantajosa da
Colônia sobre a Metrópole.
e) A realidade de atraso social, político e econômico do Brasil Colônia está representada
esteticamente no poema pela referência, na última estrofe, à transformação do pranto em
alegria.

(ENEM – 2016)
Soneto VII
Onde estou? Este sítio desconheço:
Quem fez tão diferente aquele prado?
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplá-lo tímido esmoreço.
Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço
De estar a ela um dia reclinado:
Ali em vale um monte está mudado:
Quanto pode dos anos o progresso!
Árvores aqui vi tão florescentes,
Que faziam perpétua a primavera:
Nem troncos vejo a gora decadentes.
Eu me engano: a região esta não era;
Mas que venho a estranhar, se estão presentes
Meus males, com que tudo degenera!
COSTA, C. M. Poemas. Disponível em: www.dominiopublico.go v.br. Acesso em: 7 jul.
2012.

No soneto de Cláudio Manuel da Costa, a contemplação da paisagem permite ao eu


lírico uma reflexão em que transparece uma
a) angústia provocada pela sensação de solidão.
b) resignação diante das mudanças do meio ambiente.
c) dúvida existencial em face do espaço desconhecido.
d) intenção de recriar o passado por meio d a paisagem.
e) empatia entre os sofrimentos do eu e a agonia da terra.

(UFRS – 2005)
Com base nos fragmentos a seguir, extraídos da Lira II, da obra “Marília de Dirceu”, de
Tomás Antônio Gonzaga, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações que
seguem.
“Pintam, Marília, os Poetas
A um menino vendado,
Com uma aljava de setas,
Arco empunhado na mão;
Ligeiras asas nos ombros,
O tenro corpo despido,
E de Amor ou de Cupido
São os nomes, que lhe dão.”
[…]
“Tu, Marília, agora vendo
De Amor o lindo retrato,
Contigo estarás dizendo
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto,
Que ele foi quem me venceu.”
( ) Na primeira estrofe, o poeta descreve uma figura representativa do amor na mitologia
clássica.
( ) Na primeira estrofe, a amada Marília é alertada sobre a violência que se esconde por
detrás da superfície do amor.
( ) Na segunda estrofe, o poeta transfere o retrato de Cupido para o rosto vencedor de
Marília.
( ) Na segunda estrofe, o poeta confessa à amada a sua rendição em relação aos poderes
do amor.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
a) V – V – F – F.
b) V – F – V – V.
c) F – F – V – V.
d) V – F – F – V.
e) F – V – F – F.

4. Entre outras características do Arcadismo, encontramos:


a) utilização, pelos poetas, de pseudônimos pastoris.
b) condenação do Barroco, que prevaleceu no século XVI, nas suas formas de cultismo e
conceptismo.
c) a arte não deve ser concebida como imitação da natureza.
d) o cultismo e o conceptismo.
e) o subjetivismo e o egocentrismo.

“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,


Que vive de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelado e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!”
O autor dos versos é:
a) Gonçalves de Magalhães
b) Gonçalves Dias
c) Tomás Antônio Gonzaga
d) Álvares de Azevedo
e) Casimiro de Abreu

6) (PUC-Campinas) Podemos dizer que as principais características do movimento


arcádico são:
a) a busca do claro, do racional, do verossímil e o desenvolvimento de temas pastoris.
b) o sentimento religioso, inspirado na Contra-Reforma.
c) presença do tema da morte e de temas pastoris.
d) apologia dos contrastes, onde cada palavra deveria ser símbolo conotativo de seu
oposto.
e) n. d. a.

7) (PUC-CAMPINAS) Podemos entender a figura de Marília dentro das Liras de Tomás


Antônio Gonzaga como:
a) uma personagem que vale pelas suas ações em busca de um ideal de libertação feminina
dentro do que poderia permitir a sociedade do século XVIII.
b) um elemento bastante contraditório, uma vez que ora parece amar o poeta, ora parece
desprezá-lo sem motivo aparente.
c) representando apenas “ocasiões” para o surgimento da paisagem bucólica, do mito
grego e muitas vezes do ego do poeta.
d) tema central da obra, em que aparece num crescendo emotivo que desemboca na
representação do extremo desespero do poeta por não ver o seu amor realizado.
e) n. d. a.

8) (MACK) Os ideais do “carpe diem”, “locus amoenus” e “aurea mediocritas” são


claramente perceptíveis em:
a)Primaveras
b) Broquéis
c) Crisálidas
d) Lira de Marília de Dirceu
e) Suspiros Poéticos e Saudades

9) “Apenas, Doroteu, o nosso chefe


As rédeas manejou do seu governo,
Fingir nos intentou que tinha uma alma
Amante da virtude. Assim foi Nero.”
Aponte a alternativa incorreta com relação à obra da qual foi extraído o fragmento acima:
a) constitui-se de poemas satíricos em forma de carta que circularam pela cidade de Vila
Rica antes da Inconfidên-cia Mineira.
b) sua autoria foi discutida, durante muito tempo, pelos historiadores.
c) narra os desmandos e arbitrariedades de Luís da Cunha Meneses, governador de Minas
Gerais, apresentado como Fanfarrão Minésio.
d) Doroteu escreve de Santiago do Chile, para o amigo Critilo, que se encontra em Vila
Rica.
e) Doroteu e Critilo são pseudônimos satíricos de Cláudio Manuel da Costa e Tomás
Antônio Gonzaga na obra em questão.

10) (UF – PR) – “Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,


Que vive de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelado e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!”
A presente estrofe reflete a temática predominante no período:
a) romântico
b) parnasiano
c) arcádico
d) simbolista
e) modernista

11) (UF – PR) – “Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,


Que vive de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelado e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal e nele assisto
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!”
O texto tem traços que caracterizam o período literário ao qual pertence. Uma qualidade
patente nesta estrofe é:
a) o bucolismo;
b) o misticismo;
c) o nacionalismo;
d) o regionalismo;
e) o indianismo.

12) (Fuvest) – I. “Porque não merecia o que lograva,


Deixei, como ignorante, o bem que tinha,
Vim sem considerar aonde vinha,
Deixei sem atender o que deixava.”
II.”Se a flauta mal cadente
Entoa agora o verso harmonioso,
Sabei, me comunica este saudoso
Influxo a dor veemente;
Não o gênio suave,
Que ouviste já no acento agudo e grave.”
III.”Da delirante embriaguez de bardo
Sonhos em que afoguei o ardor da vida,
Ardente orvalho de febris pranteios,
Que lucro à alma descrida?”

Cada estrofe, a seu modo, trabalha o tema de um bem, de um amor almejado e passado
ou perdido. Avaliando atentamente os recursos poéticos utilizados em cada uma delas
podemos dizer que os movimentos literários a que pertencem I, II e III são
respectivamente:
a) barroco – arcadismo – romantismo.
b) barroco – romantismo – parnasianismo.
c) romantismo – parnasianismo – simbolismo.
d) romantismo – simbolismo – modernismo.
e) parnasianismo – simbolismo – modernismo.

4) (Cescem) – O Arcadismo, didaticamente, inicia-se, no Brasil, em 1768:


a) com a fundação de Arcádia de Lusitana.
b) com a publicação de poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação
da Arcádia Ulissiponense.
c) com a publicação dos poemas de Cláudio Manuel da Costa (em Lisboa) e pela fundação
da Arcádia Ultramarina.
d) pela vinda da família real para o Brasil.
e) nenhuma das anteriores.
5) (Ufsc) – Considere as afirmativas sobre Barroco e o Arcadismo:
1. Simplificação da língua literária – ordem direta – imitação dos antigos gregos e
romanos.
2. Valorização dos sentidos – imaginação exaltada – emprego dos vocábulos raros.
3. Vida campestre idealizada como verdadeiro estado de poesia-clareza-harmonia.
4. Emprego freqüente de trocadilhos e de perífrases – malabarismos verbais – oratória.
5. Sugestões de luz, cor e som – antítese entre a vida e a morte – espírito cristão
antiterreno.
Assinale a opção que só contém afirmativas sobre o Arcadismo:
a) 1, 4 e 5
b) 2, 3 e 5
c) 2, 4 e 5
d) 1 e 3
e) 1, 2 e 5

8) (Santa Casa SP) – Texto I


“É a vaidade, Fábio, nesta vida,
Rosa, que da manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.”
Texto II
“Depois que nos ferir a mão da morte,
ou seja neste monte, ou noutra serra,
nossos corpos terão, terão a sorte
de consumir os dous a mesma terra.”
O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é possível afirmar que os
árcades optaram por uma expressão:
a) impessoal e, portanto, diferenciada do sentimentalismo barroco, em que o mundo
exterior era projeção do caos interior do poeta.
b) despojada das ousadias sintáticas da estética anterior, com predomínio da ordem direta
e de vocábulos de uso corrente.
c) que aprofunda o naturalismo da expressão barroca, fazendo que o poeta assuma posição
eminentemente impessoal.
d) em que predominam, diferentemente do Barroco, a antítese, a hipérbole, a conotação
poderosa.
e) em que a quantidade de metáforas e de torneios de linguagem supera a tendência
denotativa do Barroco.

9) (Cescem) – “Alguém há de cuidar que é frase inchada


Daquela que lá se usa entre essa gente
Que julga, que diz muito, e não diz nada.
O nosso humilde gênio não consente,
Que outra coisa se diga mais, que aquilo
Que só convém ao espírito inocente.”
Os versos de Cláudio Manuel da Costa lembram o fato de que:
a) a expressão exata, contida, que busca os limites do essencial, é traço da literatura
colonial brasileira e dos primeiros movimentos estéticos pós-Independência.
b) o Barroco se esforçou por alcançar uma expressão rigorosa e comedida, a fim de
espelhar os grandes conflitos do homem.
c) o Arcadismo, buscando simplicidade, se opôs à expressão intrincada a aos excessos do
cultismo do Barroco.
d) o Romantismo, embora tenha refugado os rigores do formalismo neo-clássico, tomou
por base o sentimentalismo originário desse movimento estético.
e) o Romantismo negou os rigores da expressão clássica e lusitana, mas incorporou a
tradição literária da poesia colonial.

10) (Ffsc) – Os autores árcades brasileiros apresentam uma obra divorciada das
necessidades brasileiras, na segunda metade do século XVIII. Como processo de defesa
à liderança do público, tais letrados criam:
a) poemas de profundo subjetivismo;
b) os contos regionais de mineração;
c) a dialética;
d) as academias;
e) a literatura romântica.

13) (Fatec) – “Voltaram à baila os deuses esquecidos, as ninfas esquivas, as náiades, as


oréades e os pastores enamorados, as pastoras insensíveis e os rebanhos numerosos das
bucólicas de Teócrito e Virgílio.”
(Ronald de Carvalho, PEQUENA HISTÓRIA DE LITERATURA BRASILEIRA)
O trecho acima refere-se ao seguinte movimento literário:
a) Romantismo.
b) Barroco.
c) Arcadismo.
d) Parnasianismo.
e) Naturalismo.

15) (Ufviçosa) – Leia o fragmento de texto a seguir e faça o que se pede:


Esprema a vil calúnia muito embora
Entre as mãos denegridas, e insolentes,
Os venenos das plantas,
E das bravas serpentes.
Chovam raios e raios, no seu rosto
Não hás de ver, Marília, o medo escrito:
O medo perturbador,
Que infunde o vil delito.
[…]Eu tenho um coração maior que o mundo.
Tu, formosa Marília, bem o sabes:
Eu tenho um coração maior que o mundo.
Tu, formosa Marília, bem o sabes:

Um coração …. e basta,
Onde tu mesma cabes.
(TAG, MD, Parte II, Lira II)
Sobre o fragmento de texto de Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, assinale a
alternativa FALSA:
a) a interferência do mito na tessitura dos poemas, mantendo o poeta dentro dos padrões
poéticos clássicos, impede-o de abordar problemas pessoais.
b) a interpelação feita a Marília muitas vezes é pretexto para o poeta celebrar sua
inocência e seu destemor diante das acusações feitas contra ele.
c) a revelação sincera de si próprio e a confissão do padecimento que o inquieta levam o
poeta a romper com o decálogo arcádico, prenunciando a poética romântica.
d) a desesperança, o abatimento e a solidão, presentes nas liras escritas depois da prisão
do autor, revelam contraste com as primeiras, concentradas na conquista galante da
mulher amada.
e) embora tenha a estrutura de um diálogo, o texto é um monólogo – só Gonzaga fala e
raciocina.

17) (Ufpe) – Em Literatura, um grupo de escritores, no século XVIII, defendeu o


bucolismo, a necessidade de revalorização da vida simples, em contato com a natureza.
Estamos fazendo referência aos escritores do:
a) ROMANTISMO, para quem, encontrar-se com a natureza significava alargar a
sensibilidade.
b) ARCADISMO, propondo um retorno à ordem natural, como na literatura clássica, à
medida que a natureza adquire um sentido de simplicidade, harmonia e verdade.
c) REALISMO, fugindo às exibições subjetivas e mantendo a neutralidade diante daquilo
que era narrado; as referências à natureza eram feitas em terceira pessoa.
d) BARROCO, movimento que valorizava a tensão de elementos contrários, celebrando
Deus ou as delícias da vida nas formas da natureza.
e) SIMBOLISMO quando estes escritores se mostravam mais emotivos, transformando
as palavras em símbolos dos segredos da alma. A natureza era puro mistério.

18) (Ufviçosa) – Sobre o Arcadismo no Brasil, podemos afirmar que:


a) produziu obras de estilo rebuscado, pleno de antíteses e frases tortuosas, que refletem
o conflito entre matéria e espírito.
b) não apresentou novidades, sendo mera imitação do que se fazia na Europa.
c) além das características européias, desenvolveu temas ligados à realidade brasileira,
sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional.
d) apresenta, já, completa ruptura com a literatura européia, podendo ser considerado a
primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira.
e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga,
Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Basílio da Gama, caracteriza-se como
expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas, divididos entre a busca da
salvação e o gozo material da vida.
20) (Ufviçosa) – Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo, podemos concluir
que:
a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo, porque já apresenta ruptura radical com os
cânones literários clássicos.
b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho, pela fantasia
e pelo mergulho nas profundezas do “eu”.
c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza, da mulher
e do amor.
d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma e
a matéria.
e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas pré-
estabelecidos.

1) (UF de Viçosa) - Marília de Dirceu, famosa obra arcádica brasileira, inspirada em


Maria Dorotéia de Seixas Brandão, foi escrita por:
a) Manuel Inácio da Silva Alvarenga.
b) Inácio José de Alvarenga Peixoto.
c) Tomás Antônio Gonzaga.
d) José Basílio da Gama.
e) Cláudio Manuel da Costa.

2) (Ufviçosa) - Sobre o Arcadismo no Brasil, podemos afirmar que:


a) produziu obras de estilo rebuscado, pleno de antíteses e frases tortuosas, que refletem
o conflito entre matéria e espírito.
b) não apresentou novidades, sendo mera imitação do que se fazia na Europa.
c) além das características européias, desenvolveu temas ligados à realidade brasileira,
sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional.
d) apresenta, já, completa ruptura com a literatura européia, podendo ser considerado a
primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira.
e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga,
Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Basílio da Gama, caracteriza-se como
expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas, divididos entre a busca da
salvação e o gozo material da vida.

3) (Ufviçosa) - Fazendo um paralelo entre Romantismo e Arcadismo, podemos concluir


que:
a) o Arcadismo prenuncia o Romantismo, porque já apresenta ruptura radical com os
cânones literários clássicos.
b) o Arcadismo antecede o Romantismo na evasão da realidade pelo sonho, pela
fantasia e pelo mergulho nas profundezas do "eu".
c) o Romantismo prolonga aspectos do Arcadismo na idealização da natureza, da
mulher e do amor.
d) o Romantismo dá continuidade ao Arcadismo na atração pelos conflitos entre a alma
e a matéria.
e) o Arcadismo e o Romantismo perseguem o ideal de expressão livre de esquemas pré-
estabelecidos.

4) (Ufviçosa) - Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede:


Os teus olhos espalham a luz divina,
A quem a luz do sol em vão se atreve;
Papoila ou rosa delicada e fina
Te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios de ouro;
Teu lindo corpo bálsamo vapora.
Ah! não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de amor igual Tesouro.
(TAG, MD, Parte I, Lira I)
Sobre a personagem central feminina, podemos afirmar que:
a) Marília é mostrada, ao mesmo tempo, como pessoa e como encarnação do Amor,
como categoria absoluta.
b) Apesar da beleza deslumbrante da amada, não se verifica, na construção dessa
personagem, qualquer idealização clássica da mulher.
c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa.
d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres
sadios da vida.
e) Marília, pela sua intensa sensualidade, representa o ideal de amante e não o de noiva
ou esposa.

5) (Uelondrina) - Sou Pastor; não te nego; os meus montados


São esses, que aí vês; vivo contente
Ao trazer entre a relva florescente
A doce companhia dos meus gados.
Os versos acima são exemplos
a) do espírito harmonioso da poesia arcádica.
b) do estilo tortuoso do período barroco.
c) do refinamento e da ostentação da poesia parnasiana.
d) do intento nacionalista na poesia romântica.
e) do humor e do lirismo dos primeiros modernistas.

26) (Cescea) – Entre outras características do Arcadismo, encontramos:


a) utilização, pelos poetas, de pseudônimos pastoris.
b) condenação do Barroco, que prevaleceu no século XVI, nas suas formas de cultismo e
conceptismo.
c) a arte não deve ser concebida como imitação da natureza.
d) o cultismo e o conceptismo.
e) o subjetivismo e o egocentrismo.

1 Quais as principais características do Arcadismo?

2 O que significa Carpe diem e fugerem urben?

Casa No Campo
Elis Regina
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa compor muitos rocks rurais
E tenha somente a certeza
Dos amigos do peito e nada mais
Eu quero uma casa no campo
Onde eu possa ficar no tamanho da paz
E tenha somente a certeza
Dos limites do corpo e nada mais
Eu quero carneiros e cabras pastando solenes
No meu jardim
Eu quero o silêncio das línguas cansadas
Eu quero a esperança de óculos
Meu filho de cuca legal
Eu quero plantar e colher com a mão
A pimenta e o sal
Eu quero uma casa no campo
Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé
Onde eu possa plantar meus amigos
Meus discos e livros
E nada mais.
Como é o estilo de vida apresentado na canção? Como é a relação com a natureza?