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ESCOLAS ECONÔMICAS: CHANG

“Economia: Modo de Usar”

Escola Clássica
● Vantagens comparativas
● Livre mercado
● Não intervenção estatal
● Classes sociais
● Produção
● Teoria do valor-trabalho

Bifurcou na neoclássica e na marxista

Escola Neoclássica

● Foco na troca e não na produção


● Indivíduos e não classes sociais
● As falhas do mercado devem ser corrigidas com a intervenção pontual do Estado (o
mercado tem limites e ele não é tão eficiente sozinho)
● Versátil (ela se adapta)
● Mas ai fizeram a contrarrevolução: “Restauraram a fé nos mercados” – Humberto

Escola Marxista

● Mais próximos da clássica por causa da ênfase da produção


● Ideia de classes
● Valor-trabalho
● Produção
● Luta de classes e o colapso do capitalismo (essa última parte é uma falha fatal pro
Chang)

Tradição Desenvolvimentista

● Não é uma escola porque a teoria não é coesa


● É uma sucessão de vários autores que defendem estratégias para o desenvolvimento
econômico dos países
● Questão principal: até que ponto eles vão conseguir repetir o avanço dos já
desenvolvidos?

(CHUTANDO A ESCADA: livro do Chang que discute a questão dos países desenvolvidos não
estarem interessados em tirar os outros do subdesenvolvimento);

● Capacidade produtiva
● A tradição política também é relevante porque isso reflete diretamente na economia
Escola Austríaca

“a escola austríaca não


acredita que os indivíduos são seres racionais e atomísticos, como
assumido na economia neoclássica. Ela vê a racionalidade humana como
algo severamente limitado. Seu argumento é que o comportamento racional
só é possível porque nós, seres humanos, limitamos de forma voluntária,
embora inconsciente, as nossas opções, aceitando sem questionar as
normas sociais”.

● Livre mercado
● Ordem espontânea: justamente por não sermos muito racionais é que o livre mercado é
a melhor escolha
● Acreditar que todos irão respeitar as leis morais é pedir pra ser enganado
● O problema é que há diversas coisas definidas e deliberadas.

Escola Schumpeteriana

● 1912
● Problema para o progresso econômico: o capitalismo se atrofia a medida que as
empresas se tornam maiores e mais burocráticas – para shumpeter, isso atrofiaria o
capitalismo por esgotar o processo inovativo; ele só não notou a importância das
pessoas em todos os setores da produção no processo inventivo;
● Inovações: a concorrência das inovações é muito mais importante que a dos preços
● Lucros empresariais surgem em consequência da concorrência de inovações

Escola Neo-shumpeteriana

● Corrigem o erro do shumpeter, notando a importância de todos os agentes na linha de


produção para a criação de novas soluções pros problemas pragmáticos
● Erraram em concentrar em excesso na tecnologia e na inovação, negligenciando
relativamente outras questões econômicas, como o trabalho, as finanças e a
macroeconomia

Escola Keynesiana

● Keynes: economista mais importante do século XX


● O que é bom para os indivíduos pode não ser bom para a economia como um todo;
● A economia, em livre mercado, sempre vai operar abaixo do pleno emprego
● Precisa de alguém para coordenar: reunir os recursos e investir sem prazo de retorno;
para Keynes, o Estado é necessário
● Crise de 29 serviu para provar o ponto dele
● A única variável dinâmica é o investimento, que os empresários conseguem controlar
● “Desconhecidos desconhecidos”
● A separação estrutural entre poupadores e investidores, no final do século XIX,
dificultou a equalização entre poupança e investimento e, portanto, a realização do
pleno emprego;
● Problema da escola keynesiana: foca somente no curto prazo.

Escola Institucionalista

● Analisar as instituições nas quais os indivíduos estão inseridos, porque senão é


totalmente inútil;
● Instintos, hábitos, crenças, razão;
● A racionalidade humana não é eterna, mas sim formada de acordo com as instituições e
o contexto social que as pessoas estão inseridas;
● “As instituições, segundo Veblen, não só afetam a maneira como as pessoas se
comportam, mas as modificam, e elas, por sua vez, modificam as instituições.”
● VEI x NEI: a nova escola institucional via também a maneira com que as instituições
surgem a partir de opções deliberadas dos indivíduos.
● NEI enfatiza também o custo de transação: “custo de funcionamento do sistema
econômico”;
● A NEI, entretanto, vê as instituições como restrições – freios para o comportamento de
egoísmo desenfreado. Porém, para Chang, “as instituições não servem só para
“restringir”; também podem “habilitar, capacitar”.

Escola Behaviorista

● “Como nós não somos inteligentes o suficiente, precisamos restringir deliberadamente a


nossa própria liberdade de escolha, através de regras.”: isso não significa que somos
irracionais, apenas que tentamos ser racionais, mas nossa capacidade é muito limitada: é
o conceito de ​racionalidade limitada.
● Tenta elaborar um modelo dos comportamentos humanos tal como eles realmente são,
rejeitando a ideia neoclássica de que os humanos são sempre racionais e egoístas; a
escola amplia essa abordagem para as instituições, dando um oi para a escola
institucionalista;
● Os seres humanos procuram por soluções “boas o suficiente”, não as melhores;
● Rotinas organizacionais, bem como instituições sociais para que possamos compensar a
racionalidade limitada;
● Economia de mercado para os behavioristas é a economia da organização;
● Para os behavioristas, emoção importa;
● Problema: foca demais no micro e esquece do funcionamento geral do sistema
econômico