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Polícia Civil do Piauí - PC-PI

Agente de Polícia Civil

Língua Portuguesa
1. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. ...............................................................................1
2. Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. ............................................................................................................2
3. Domínio da ortografia oficial. .................................................................................................................................... 10
4. Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e
repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos
verbais. ............................................................................................................................................................................... 14
5. Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de
coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre
termos da oração. ............................................................................................................................................................. 21
5.4 Emprego dos sinais de pontuação. ......................................................................................................................... 50
5.5 Concordância verbal e nominal. .............................................................................................................................. 52
5.6 Regência verbal e nominal. ...................................................................................................................................... 54
5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. .................................................................................................................... 58
5.8 Colocação dos pronomes átomos. ........................................................................................................................... 60
6. Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de
trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de
diferentes gêneros e níveis de formalidade. ................................................................................................................ 60

Noções de Lógica
1) Entendimento da estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas, eventos fictícios;
dedução de novas informações das relações fornecidas e avaliar as condições usadas para estabelecer a
estrutura daquelas relações. 2) Resolução de situações-problema. 3) As questões desta prova poderão tratar
das seguintes áreas: estruturas lógicas, lógicas de argumentação, diagramas lógicos. ..........................................1

Noções de Informática
Conceitos básicos de operação de microcomputadores. Noções básicas de operação de microcomputadores
em rede local. .......................................................................................................................................................................1
Operação do sistema operacional Windows 7 e MS-Windows XP: uso de arquivos, pastas e operações mais
frequentes, uso de aplicativos e ferramentas, uso dos recursos da rede e Painel de controle. .............................9
MS Word 2007 – Utilização de janelas e menus; Barras de Ferramentas; Faixa de opções; Estilos; Operações
com arquivos; Layout da página; Impressão de documentos e configuração da impressora; Edição de textos;
Voltar e repetir últimos comandos; exibição da página (características e modos de exibição); Utilização de
cabeçalhos e rodapés; Formatação no Word; Criação e manipulação de tabelas e textos multicolunados;
Correspondências; Revisão; Referências; Proteção de documentos e utilização das ferramentas. .................. 41
Operação da planilha MS-Excel 2007: Utilização de janelas e menus; Barra de ferramentas; Operações com
arquivos: Layout da página; Confecção, formatação e impressão de planilhas; Comandos copiar, recortar, colar,
inserir, voltar e repetir; Revisão; Gráficos; Características e modos de exibição; Utilização de cabeçalhos e
rodapés; Dados; Utilização de mesclagem de células, filtro, classificação de dados. ........................................... 48
Operação do apresentador MS- Power Point 2007: conceitos básicos; principais comandos aplicáveis às
lâminas; modelos de apresentação; ferramentas diversas, temas e estilos. .......................................................... 55
Noções de utilização do MS Internet Explorer 8 – Manutenção dos endereços Favoritos; Ferramentas;
Utilização do Histórico; Noções de navegação em hipertexto. ................................................................................. 66
Segurança da informação e procedimentos de segurança. Procedimentos de backup. ...................................... 69

Conhecimentos Gerais
1) Relações políticas e socioeconômicas no espaço mundial. ......................................................................................1
2) Disputas interimperialistas e transformações do espaço capitalista. ....................................................................4
3) Formações dos blocos de poder....................................................................................................................................8
4) Caracterização dos sistemas político-econômicos contemporâneos e suas áreas de influência e
disputas;... ........................................................................................................................................................................... 13
Globalização e Fragmentação do espaço. ...................................................................................................................... 14
5) Conflitos étnicos, políticos e religiosos atuais. ........................................................................................................ 21
6) Organismos Internacionais. ........................................................................................................................................ 36
7) Questão Ambiental: degradação e conservação no âmbito nacional e internacional. ..................................... 37
8) Relações econômicas entre o Brasil e o Mundo. ..................................................................................................... 49

Noções de Direito Administrativo


1) Direito administrativo como direito Público. Objeto do direito administrativo. 2) Princípios gerais do direito
administrativo.. ....................................................................................................................................................................1
3) Personalidade de direito público. Conceito de pessoa administrativa. .................................................................5
4) Classificação dos órgãos e funções da administração pública. ...............................................................................9
5) Competência administrativa: conceito e critérios de distribuição. Avocação e delegação de
competência..... .................................................................................................................................................................. 15
6) Poderes e atos administrativos. ................................................................................................................................. 17
7) Centralização e descentralização da atividade administrativa do Estado. 8) Administração pública direta e
indireta. ............................................................................................................................................................................... 29

Noções de Direito Constitucional


1) Direitos e garantias fundamentais: direitos e garantias individuais e coletivos; direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade. .........................................................................................................................1
2) Direitos sociais: nacionalidade, cidadania e direitos políticos. ........................................................................... 14
3) Poder executivo: forma e sistema de governo, chefia de estado e chefia de governo. .................................... 24
4) Defesa do Estado e das instituições democráticas: segurança pública, organização da Segurança
Pública.... ............................................................................................................................................................................. 31
5) Ordem social: base e objetivos da ordem social, família, criança, adolescente e idoso. ................................. 35

Noções de Direito Penal


1) Crimes contra a pessoa...................................................................................................................................................1
2) Crimes contra o patrimônio........................................................................................................................................ 23
3) Crimes contra a Administração Pública ................................................................................................................... 44
4) Sujeito ativo e passivo da infração penal ................................................................................................................. 70
5) Tipicidade, ilicitude, culpabilidade e punibilidade. ................................................................................................ 71
6) Erro de tipo e erro de proibição ................................................................................................................................ 73
7) Imputabilidade penal................................................................................................................................................... 77
8) Concurso de pessoas .................................................................................................................................................... 79

Noções de Direito Processual Penal


1) Inquérito policial; notitia criminis. ..................................................................................................................................................... 1
2) Ação penal; espécies................................................................................................................................................................................... 7
3) Jurisdição; competência. ....................................................................................................................................................................... 14
4) Da Prova. ....................................................................................................................................................................................................... 20
5) Prisão em flagrante. ................................................................................................................................................................................. 36
6) Processos dos crimes de responsabilidade dos funcionários públicos.. ....................................................................... 39
Legislação Especial
1) Lei nº 11.340/06 (Lei Maria da Penha) ......................................................................................................................1
2) Abuso de autoridade (Lei n.° 4.898/65) .....................................................................................................................7
3) Tráfico ilícito e uso indevido de substâncias entorpecentes (Lei n.° 11.343/2006) ....................................... 10
4) Crimes hediondos (Lei n.° 8.072/90) ...................................................................................................................... 19
5) Crimes de tortura (Lei n.° 9.455/97) ....................................................................................................................... 21
6) Crimes contra a administração pública (Lei n.° 8.429/92) .................................................................................. 24
7) Estatuto do desarmamento (Lei n.º 10.826/2003) e Decreto n.° 5.123/2004 ................................................. 29
8) Declaração Universal dos Direitos Humanos .......................................................................................................... 44

Legislação Estadual
Legislação e suas alterações posteriores: 1. Constituição do Estado do Piauí. .........................................................1
2. Lei Complementar Estadual nº 13, de 03 de janeiro de 1994 - Estatuto dos Servidores Públicos Civis do
Estado do Piauí .................................................................................................................................................................. 41
3. Lei Complementar Estadual nº 37, de 09 de marco de 2004 - Estatuto da Policia Civil do Estado do Piauí. 66
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LÍNGUA PORTUGUESA
APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
1. Compreensão e interpretação relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
de textos de gêneros variados. código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
Interpretação de Texto
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
primeiro, algumas definições importantes:
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Texto
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
televisão também são formas textuais.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
Interlocutor
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
É a pessoa a quem o texto se dirige.
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
Texto-modelo
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
da sua vida.”
interpretacao-texto.html
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
Questões
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
é o seu interlocutor preferencial?
O uso da bicicleta no Brasil
Um leitor jovem.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
assunto;
prioridade sobre os automotores.
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
leitura;
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
menos duas vezes;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
04) Inferir;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
autor;
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
claro, nos impostos.
compreensão;
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
questão;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
interpretacao-de-textos-em-provas/
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Língua Portuguesa 1
APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção Respostas
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 2. Reconhecimento de tipos e
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes, gêneros textuais.
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Tipos Textuais
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer)
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito).
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para determinado assunto.
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. Descrição
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de visão;
locomoção nas metrópoles brasileiras É um tipo de texto figurativo;
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
devido à falta de regulamentação. Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido Predomínio de atributos;
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela Uso de verbos de ligação;
maioria dos moradores. Frequente emprego de metáforas, comparações e outras
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os figuras de linguagem;
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
arriscada e pouco salutar.
Narração
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
objetivos centrais do texto é antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista. É um tipo de texto sequencial;
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é Relato de fatos;
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
no Brasil. Apresentação de um conflito;
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
locomoção se consolidou no Brasil. Uso de verbos de ação;
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve Geralmente, é mesclada de descrições;
dar prioridade ao pedestre.
O diálogo direto é frequente.
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
Afogado no Trânsito Dissertação
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
É um tipo de texto argumentativo.
Defesa de um argumento:
a) apresentação de uma tese que será defendida,
b) desenvolvimento ou argumentação,
c) fechamento;
Predomínio da linguagem objetiva;
Prevalece a denotação.

Carta
Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) remetente e um destinatário;

Língua Portuguesa 2
APOSTILAS OPÇÃO
- As personagens podem ser caracterizadas física e
É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
psicologicamente, ou pelas ações;
tipo de leitor;
- A descrição pode ser considerada um dos elementos
É necessário que se utilize uma linguagem adequada com constitutivos da dissertação e da argumentação;
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a - é impossível separar narração de descrição;
visão daquele para quem o texto está sendo escrito. - O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a
capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza;
Descrição - Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo:
“(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea
ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja parecem conformados expressamente para esposas da multidão
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu);
imagens. - Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não enunciados;
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do - Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa se usem então as formas nominais, o presente e o pretério
forma, o que será importante ser analisado para um, não será imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos
para outro. verbos que indiquem estado ou fenômeno.
A vivência de quem descreve também influencia na hora de - Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento.
A característica fundamental de um texto descritivo é essa
Exemplos: inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
a penumbra dos ramos cobria o atalho. sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
Para transformar uma descrição numa narração, bastaria
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector) introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um
estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial,
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o Características Linguísticas:
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina, O enunciado narrativo, por ter a representação de
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com temporalidade, na relação situação inicial e situação final,
ele do que conosco. enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São é atemporal.
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.) Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão:
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da - Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores
escola que o escritor frequentava. de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
Deve-se notar: no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao situar-se, existir, ficar).
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os - Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha descrito;
grande medo ao pai); - Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações,
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser sinestesias).
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de - Uso de advérbios de localização espacial.
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato, Recursos:
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
traçar a cronologia de suas ações); sol.
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano sereno, uma pureza de cristal.
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com muito crente.
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
antes... Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
Características: altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- Ao fazer a descrição enumeramos características, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.
comparações e inúmeros elementos sensoriais; Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo:

Língua Portuguesa 3
APOSTILAS OPÇÃO
“ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto
guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado, como um todo.
dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei.
Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais Descrição de objetos constituídos por várias partes:
velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda - Introdução: observações de caráter geral referentes à
que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da procedência ou localização do objeto descrito.
variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois - Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das
a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha partes que compõem o objeto, associados à explicação de como
e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú as partes se agrupam para formar o todo.
de Ossos) - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo
(externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor
Descrição Subjetiva: quando há maior participação da e brilho.
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em
ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é sua totalidade.
que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! Descrição de ambientes:
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, - Introdução: comentário de caráter geral.
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par- aroma (se houver).
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos
por lei, de sobregoverno.” lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) quaisquer outros objetos.
- Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos ambiente.
descritivos:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão Descrição de paisagens:
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
uma vez que eles indicam propriedades ou características que outra referência de caráter geral.
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para (explicação do que se vê ao longe).
baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o - Desenvolvimento: observação dos elementos mais
detalhe cria efeitos de sentido distintos. próximos do observador explicação detalhada dos elementos
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
Bocage: - Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca
da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.
Magro, de olhos azuis, carão moreno,
bem servido de pés, meão de altura, Descrição de pessoas (I):
triste de facha, o mesmo de figura, - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
nariz alto no meio, e não pequeno. aspecto de caráter geral.
- Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor
Incapaz de assistir num só terreno, da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
mais propenso ao furor do que à ternura; - Desenvolvimento: características psicológicas
bebendo em níveas mãos por taça escura (personalidade, temperamento, caráter, preferências,
de zelos infernais letal veneno. inclinações, postura, objetivos).
- Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497. geral.

O poeta descreve-se das características físicas para as Descrição de pessoas (II):


características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer aspecto de caráter geral.
relevo. - Desenvolvimento: análise das características físicas,
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a associadas às características psicológicas (1ª parte).
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de - Desenvolvimento: análise das características físicas,
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características associadas às características psicológicas (2ª parte).
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
suas características psicológicas e até emocionais (descrição geral.
subjetiva).
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
- Introdução: observações de caráter geral referentes à sensibilidade.
procedência ou localização do objeto descrito.
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/ Por ser objetiva, há predominância da denotação.
brilho, textura.

Língua Portuguesa 4
APOSTILAS OPÇÃO
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas
um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os história.
compõem, para descrever experiências, processos, etc.
Elementos Estruturais (I):
Exemplo: - Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
Folheto de propaganda de carro - Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais
Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o
elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis,
ambiente. protagonistas ou antagonistas.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui - Narrador: é quem conta a história.
capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 - Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado. - Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para interior, subjetivo.
evitar a deformação em caso de colisão.
Elementos Estruturais (II):
Textos descritivos literários: Na descrição literária Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de Acontecimento O quê? Fato
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também Modo Como? De que forma ocorreu o fato
podem ocorrer tanto em prosa como em verso. Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Resultado - previsível ou imprevisível.
Narração Final - Fechado ou Aberto.

A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente,
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um como simples exemplos de uma narração. Há uma relação
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, verossimilhança à história narrada.
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e personagens ou o fato a ser narrado.
as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
situações que contêm essa vivência. Existem três tipos de foco narrativo:
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada), - Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; - Narrador-observador: é aquele que conta a história como
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem história é contada em 3ª pessoa.
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de - Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo
texto recebe o nome de enredo. e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas misturada com pensamentos dos personagens (discurso
no episódio que está sendo contado. As personagens são indireto livre).
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos
próprios. Estrutura:
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem - Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
pelos advérbios de lugar. propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer conduzindo ao clímax.
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele dos personagens.
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu.
A história contada, por isso, passa por uma introdução Tipos de Personagens:
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo Os personagens têm muita importância na construção de um
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). podem ser apresentados direta ou indiretamente.
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal A apresentação direta acontece quando o personagem
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: aparece de forma clara no texto, retratando suas características
Ele). físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.

Língua Portuguesa 5
APOSTILAS OPÇÃO
- Em 1ª pessoa: sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).
história e é o protagonista.
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar, Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre
eu estava lá e vi. pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
- Em 3ª pessoa: romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas,
quando o narrador começa contando sua morte para em
Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa. seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada.
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações
sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo: de anterioridade e de posterioridade.
Resumindo: na narração, as três características explicadas
Tipos de Discurso: acima (transformação de situações, figuratividade e relações
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados)
para o personagem, sem a sua interferência. devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem uma ou duas dessas características não é uma narração.
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente narrativo:
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde.
Sequência Narrativa: - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
personagens.
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: - Desenvolvimento: detalhes do fato.
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase - Conclusão: consequências do fato.
a outra.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: Caracterização Formal:
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
competência para fazer algo); da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim
devia fazer (é a mudança principal da narrativa); é de grande importância saber se o relato é feito em primeira
- uma em que se constata que uma transformação se deu e pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens do narrador; segundo, há uma inferência do último através da
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os onipresença e onisciência.
maus). Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a O narrador que usa essa técnica (característica comum no
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade,
efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento: espaço.
quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever Exemplo - Personagens
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo). “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Algumas mudanças são necessárias para que outras se Amâncio não viu a mulher chegar.
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um Não quer que se carpa o quintal, moço?
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
é preciso antes conseguir o dinheiro. escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
passado, os olhos).”
Narrativa e Narração (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado
Aberto, p. 5O)
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
é um componente narrativo que pode existir em textos que Exemplo - Espaço
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
imigração européia. (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
o que é narração? Exemplo - Tempo
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
essa condição);
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse
requisito); Tipologia da Narrativa Ficcional:
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal - Romance
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Conto
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Crônica
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Fábula

Língua Portuguesa 6
APOSTILAS OPÇÃO
- Lenda se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano!
- Parábola Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
- Anedota momento!
- Poema Épico - Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a
Tipologia da Narrativa NãoFiccional: solução no combate à insegurança.”
- Memorialismo - Características: caracterização de espaços ou aspectos.
- Notícias - Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex:
- Relatos “Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
- História da Civilização televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem
Apresentação da Narrativa: no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos).
quadrinhos) e desenhos. (...)”
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos. - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no
Dissertação fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento compõem o texto.
de trabalho e uma habilidade de expressão. - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
É em função da capacidade crítica que se questionam pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo futebol não é uma prova de alienação?”
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição curiosidade do leitor.
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade - Comparação: social e geográfica.
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
Observe-se que: distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas doença do século...”
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - Narração: narrar um fato.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial,
no momento em que se tornam primeirosministros); de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância, importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação este tipo de abordagem.
para primeiroministro). - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição.
Características: - Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é distintas.
temático; - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; favoráveis e desfavoráveis.
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de - Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior descrever uma cena.
importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, - Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
implicação, etc. prováveis resultados.
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de - Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem apresentar questionamento e reflexão.
características próprias a cada tipo de texto. - Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
  valores, juízos.
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
/ Conclusão. porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas 1º Parágrafo – Introdução
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana,
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população A. Tema: Desemprego no Brasil.
brasileira.” Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. problemático.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer

Língua Portuguesa 7
APOSTILAS OPÇÃO
2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características,
remetem a uma análise do tema em questão. funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se
realidade. enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência,
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de classificação ou aleatoriamente.
quem propõe soluções. Exemplo:
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição.
1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias
7º Parágrafo: Conclusão causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
F. Uma possível solução é apresentada. e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com de Televisão.
modernidade.
2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o
É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar número de emissoras que dedicam parte da sua programação à
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
recursos que permite uma segurança maior no momento de
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes 3-
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de - A Santa Missa em seu lar.
um texto dissertativo. - Terço Bizantino.
- Despertar da Fé.
Ainda temos: - Palavra de Vida.
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o - Igreja da Graça no Lar.
assunto que vai ser abordado.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo 4-
discutido. - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
Argumentação: é um conjunto de procedimentos brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas sociológicos e poluição.
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada pelos caminhos do crime.
tese. - A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. - O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de várias categorias.
pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação;
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema; Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação; da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
- impõem-se sempre o raciocínio lógico; apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer Exemplo:
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original, “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
(evitar-se o uso da primeira pessoa). sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: (Arthur Schopenhauer)
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou
mais frases que explicitem tal ideia. Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
graves. (ideia secundária)”. consequências (fatos decorrentes).
Vejamos:
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
urgentemente. temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.

Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo compreensíveis.
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
muita gente ao vício. sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
criados pelo homem. coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades gás carbônico”.
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
apenas pela polícia. delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
atualmente. questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a seguintes ideias:
sociedade brasileira. - A violência contra os povos indígenas é uma constante na
história do Brasil.
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: - O surgimento de várias entidades de defesa das populações
indígenas.

Língua Portuguesa 8
APOSTILAS OPÇÃO
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
brasileiro. podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta
fazer a estruturação do texto. e com a finalidade para o qual foi escrito.

A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Tipos de Gêneros Textuais

Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são
itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos:
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
hipótese ou a tese a ser defendida. injuntivo.
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o Texto Narrativo
objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese Os textos narrativos apresentam ações de personagens no
ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação,
desenvolvimento. desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de
Gêneros Textuais gêneros textuais narrativos:
Romance
Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo Novela
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa Crônica
maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características Contos de Fada
dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características Fábula
comuns em relação à linguagem e ao conteúdo. Lendas

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Anúncios de classificados
Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e Texto Dissertativo-Argumentativo
receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados
bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
considerar seu contexto, função e finalidade. persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto Editorial Jornalístico
injuntivo). Carta de opinião
Resenha
Distinguindo Artigo
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero Ensaio
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma Veja também: Texto Dissertativo.
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual: Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação,
literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de
texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma, gêneros textuais expositivos:
podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc. Seminários
Palestras

Língua Portuguesa 9
APOSTILAS OPÇÃO
Conferências a) definir regras de comportamento social pautadas no
Entrevistas combate ao consumismo exagerado.
Trabalhos acadêmicos b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos
Enciclopédia que visam à adesão ao consumo.
Verbetes de dicionários c) defender a importância do conhecimento de informática
pela população de baixo poder aquisitivo.
Texto Injuntivo d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é classes sociais economicamente desfavorecidas.
aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a
objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso, máquina, mesmo a mais moderna.
apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns
exemplos de gêneros textuais injuntivos: 02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se
Propaganda a partir de características gerais de um determinado gênero,
Receita culinária identifique os gêneros descritos a seguir:
Bula de remédio I. Tem como principal característica transmitir a opinião de
Manual de instruções pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas
Regulamento revistas têm uma seção dedicada a esse gênero;
Textos prescritivos II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado
para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular,
Exemplos de gêneros textuais refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta possibilitam a criação de imagens;
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar característica é a brevidade;
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens,
exemplo: que geralmente se movimentam em torno de uma única ação,
“Domingo, 14 de junho de 1942 dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, encaminham-se diretamente para um desfecho;
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de
isso eu não contava.) produtos, entre outros.
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que São, respectivamente:
não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha argumentativa.
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. argumentativa.
Respostas
Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal, 01 (B) \02. (C)
quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem
intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto
ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da 3. Domínio da ortografia oficial.
carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser
dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com
a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para Ortografia
finalizar a despedida.
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
características são a linguagem argumentativa e expositiva, fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
desse texto é informar algo que aconteceu. O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/ letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual. a A (á) b B (bê)
htm c C (cê) d D (dê)
Questões e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá)
01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE i I (i) j J (jota)
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS. k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene)
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006. o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como s S (esse) t T (tê)
práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais u U (u) v V (vê)
e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto w W (dáblio) x X (xis)
publicitário, seu objetivo básico é y Y (ípsilon) z Z (zê)

Língua Portuguesa 10
APOSTILAS OPÇÃO
Observação: emprega-se também o ç, que representa o Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
Emprego das letras K, W e Y gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Utilizam-se nos seguintes casos: enferrujar: enferruje, enferrujem
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus viajar: viajo, viaje, viajem
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
taylorista. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados. Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional. jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt. 4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo. Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão burguês- burguesa inglês- inglesa
Exceção: mecha chinês- chinesa milanês- milanesa

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
inglesas aportuguesadas. Exemplos:
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, Exemplos:
xingar, etc. catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: 5) Após ditongos
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, Exemplos:
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, coisa, pouso, lousa, náusea
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia derivados
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem Exemplos:
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear

Língua Portuguesa 11
APOSTILAS OPÇÃO
2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a Emprega-se Ss:
partir de adjetivos Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
Exemplos: “mitir”, “ceder” e “cutir”
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez Exemplos:
rígido- rigidez agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- discutir- discussão
surdez progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
exceder- excesso repercutir- repercussão
3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
substantivos Emprega-se o Xc e o Xs:
Exemplos:
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização Em dígrafos que soam como Ss
colonizar- colonização realizar- realização Exemplos:
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar
4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
Exemplos: Observações sobre o uso da letra X
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
/ch/ - xarope, vexame
5) Nos seguintes vocábulos:
azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz, /cs/ - axila, nexo
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.
/z/ - exame, exílio
6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no
contraste entre o S e o Z /ss/ - máximo, próximo
Exemplos:
cozer (cozinhar) e coser (costurar) /s/ - texto, extenso
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
Exemplos: excelente, excitar
Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos: Emprego das letras E e I
exame exato exausto exemplo existir exótico Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
inexorável pode não ser nítida. Observe:

Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs Emprega-se o E:


Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Observe: Exemplos:
magoar - magoe, magoes
Emprega-se o S: continuar- continue, continues
Nos substantivos derivados de verbos terminados em
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: Exemplos: antebraço, antecipar
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
versão expelir- expulsão 3) Nos seguintes vocábulos:
estender- extensão suspender- suspensão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
converter - conversão repelir- repulsão orquídea, etc.

Emprega-se Ç: Emprega-se o I :
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos: Exemplos:
ater- atenção torcer- torção cair- cai
deter- detenção distorcer-distorção doer- dói
manter- manutenção contorcer- contorção influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Emprega-se o X: Exemplos:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Anticristo, antitetânico
Exemplos: 3) Nos seguintes vocábulos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
trouxe etc.

Emprega-se Sc: Emprego das letras O e U


Nos termos eruditos Emprega-se o O/U:
Exemplos: A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, algumas palavras. Veja os exemplos:
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
Exemplos: moleque.
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
descer- desço, desça

Língua Portuguesa 12
APOSTILAS OPÇÃO
Emprego da letra H f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais.
Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético. Exemplos:
Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e ONU, Sr., V. Ex.ª.
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
forma devido a sua origem na forma latina hodie. políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Emprega-se o H: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
1) Inicial, quando etimológico União, etc.
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh Exemplo:
Exemplos: flecha, telha, companhia Todos amam sua pátria.

3) Final e inicial, em certas interjeições Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:


a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. Exemplos:
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
elemento, se etimológico Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
2) Utiliza-se inicial minúscula:
Observações: a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que Exemplos:
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
ele não é utilizado.
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a Exemplos:
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos janeiro, julho, dezembro, etc.
sempre são grafados com h. Veja: segunda, sexta, domingo, etc.
herbívoro, hispânico, hibernal. primavera, verão, outono, inverno

Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas c) Nos pontos cardeais.


1) Utiliza-se inicial maiúscula: Exemplos:
a) No começo de um período, verso ou citação direta. Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
Exemplos: Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer sudoeste.
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
“Auriverde pendão de minha terra, pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Que a brisa do Brasil beija e balança, Exemplos:
Estandarte que à luz do sol encerra Nordeste (região do Brasil)
As promessas divinas da Esperança…” Ocidente (europeu)
(Castro Alves) Oriente (asiático)

Observações: Lembre-se:
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
uso da letra maiúscula. se letra minúscula.

Por Exemplo: Exemplo:


“Aqui, sim, no meu cantinho, “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
vendo rir-me o candeeiro, incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
gozo o bem de estar sozinho
e esquecer o mundo inteiro.” Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa- Exemplos:
se letra minúscula. Crime e Castigo ou Crime e castigo
Por Exemplo: Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Santa Maria ou santa Maria.
Exemplos:
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
d) Nos nomes mitológicos. Exemplos:
Exemplos: Português ou português
Dionísio, Netuno. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
e) Nos nomes de festas e festividades. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
Natal, Páscoa, Ramadã. Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
fono24.php

Língua Portuguesa 13
APOSTILAS OPÇÃO
Emprego do Porquê para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
Orações .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
Interrogativas Exemplo: avanço da idade.
(Ciência Hoje, março de 2012)
(pode ser Por que devemos nos
substituído por: preocupar com o meio As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Por por qual motivo, ambiente? respectivamente, com:
Que por qual razão) (A) porque … trás … previnir
Exemplo: (B) porque … traz … previnir
Equivalendo (C) porquê … tras … previnir
a “pelo qual” Os motivos por que não (D) por que … traz … prevenir
respondeu são desconhecidos. (E) por quê … tráz … prevenir

Exemplos: 02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas


da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
Você ainda tem coragem de talvez seja _____ chorou.
Final de
Por perguntar por quê? (A) porquê / porque;
frases e seguidos
Quê (B) por que / porque;
de pontuação
Você não vai? Por quê? (C) porque / por que;
(D) porquê / por quê;
Não sei por quê! (E) por que / por quê.
Exemplos: 03.
Conjunção
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
julguem. Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
que”.
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
Função de respectivamente, preenchidas por:
Exemplos:
substantivo (A) mal ... por que ... intuíto
– vem (B) mau ... por que ... intuito
Não é fácil encontrar o
acompanhado (C) mau ... porque ... intuíto
Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou (D) mal ... porque ... intuito
pronome (E) mal ... por quê ... intuito
Dê-me um porquê de sua
saída.
Respostas
01. D/02. B/03. D
1. Por que (pergunta)
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo) 4. Domínio dos mecanismos de
4. O Porquê (substantivo) coesão textual. 4.1 Emprego de
elementos de referenciação,
Emprego de outras palavras
substituição e repetição,
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa de conectores e de outros
nenhuma senão criticar. elementos de sequenciação
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais textual. 4.2 Emprego de tempos e
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá modos verbais.
desta situação crítica.

Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não Coesão


compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de
pouco esta semana. um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao
Traz - do verbo trazer. outro.
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. entre as frases e os parágrafos.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
vultuosa e deformada. Observe a coesão presente no texto a seguir:
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
Questões política agrária do país, porque consideram injusta a atual
distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-
........................ praticar atividade física..........................benefícios terra.”

Língua Portuguesa 14
APOSTILAS OPÇÃO
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados
2007, p. 566 agrupados em conjuntos.
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
texto. Questões
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os 01.
principais são: Texto 1 – Bem tratada, faz bem

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela Sérgio Magalhães, O Globo


coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
(orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O
alguns advérbios e locuções adverbiais. carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão
cultural que se deu no consumo do tabaco?
Veja algumas palavras e expressões de transição e seus Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este
respectivos sentidos: jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o
- inicialmente (começo, introdução) privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao
- primeiramente (começo, introdução) transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado
- primeiramente (começo, introdução) que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso
- antes de tudo (começo, introdução) típico de cidade rodoviária e dispersa.
- desde já (começo, introdução) Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta
- além disso (continuação) geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento
- do mesmo modo (continuação) global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente
- acresce que (continuação) básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- ainda por cima (continuação) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)
- bem como (continuação) O transporte também esteve no centro dos protestos de
- outrossim (continuação) junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a
- enfim (conclusão) moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para
- dessa forma (conclusão) o debate do tema.
- em suma (conclusão)
- nesse sentido (conclusão) “Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”
- portanto (conclusão)
- afinal (conclusão) Substituindo o termo destacado por uma oração
- logo após (tempo) desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
- ocasionalmente (tempo) (A) para que se debatesse o tema;
- posteriormente (tempo) (B) para se debater o tema;
- atualmente (tempo) (C) para que se debata o tema;
- enquanto isso (tempo) (D) para debater-se o tema;
- imediatamente (tempo) (E) para que o tema fosse debatido.
- não raro (tempo)
- concomitantemente (tempo) 02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- igualmente (semelhança, conformidade) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.
- segundo (semelhança, conformidade) A oração em forma desenvolvida que substitui correta e
- conforme (semelhança, conformidade) adequadamente o gerúndio “advertindo” é:
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento) (A) com a advertência de;
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento). (B) quando adverte;
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso (C) em que adverte;
cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor (D) no qual advertia;
qualidade de vida. (E) para advertir.

- Coesão por referência: existem palavras que têm a função 03. Texto III - Corrida contra o ebola
de fazer referência, são elas: Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os... Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele... o avanço da doença tenham sido eficazes.
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações
- pronomes relativos: que, o qual, onde... registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas,
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A
escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar está fora de controle.
o objetivo que tanto almejava. O vírus encontrou ambiente propício para se propagar.
De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade
palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas
repetição no corpo do texto. localidades afetadas.
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o
João Paulo II: Sua Santidade; restante é formado por doações voluntárias.
Vênus: A Deusa da Beleza. A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,
e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6
importante da geração a qual representou. bilhões.

Língua Portuguesa 15
APOSTILAS OPÇÃO
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais
crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados
de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a
a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
cargos. desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para verbo: põe, pões, põem, etc.
reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram
limitados e mal liderados. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos
possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
Ocidental, com representantes dos países afetados. radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas
Espera-se também maior comprometimento das potências formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim
mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
respectivamente. Classificação dos Verbos
A comunidade internacional tem diante de si um desafio
enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Classificam-se em:
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências
a favor da doença. normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml: Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse
Acesso em: 08/09/2014) b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações
no radical ou nas desinências.
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
referente do termo em destaque. c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
organização
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS - Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade principais verbos impessoais são:
da situação a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade ou fazer (em orações temporais).
internacional Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Respostas Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
01. (C)/02. (C)/03. (D) Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
Verbo
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros Era primavera quando a conheci.
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); Estava frio naquele dia.
ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Estrutura das Formas Verbais Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
apresentar os seguintes elementos: Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
essencial do verbo. Por exemplo: d) São impessoais, ainda:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Ex.: Já passa das seis.
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r indicando suficiência. Ex.: 
São três as conjugações: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
1ª - Vogal Temática - A - (falar) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
2ª - Vogal Temática - E - (vender) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
3ª - Vogal Temática - I - (partir) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o então, pessoais.
tempo e o modo do verbo. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
Por exemplo: possível”. Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) Não deu para chegar mais cedo.
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Dá para me arrumar uns trocados?

d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
plural). A fruta amadureceu.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.

Língua Portuguesa 16
APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos f) Auxiliares
pessoais na linguagem figurada: São aqueles que entram na formação dos tempos
Teu irmão amadureceu bastante. compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
animais; eis alguns: nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
bramar: tigre                         
bramir: crocodilo   Vou                       espantar           as          moscas.
cacarejar: galinha (verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
coaxar: sapo
cricrilar: grilo Está                    chegando            a         hora     do    debate.
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
Os principais verbos unipessoais são:                    
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
ser (preciso, necessário, etc.). haver.
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
bastante.) Conjugação dos Verbos Auxiliares
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.) SER - Modo Indicativo
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
conjunção que. Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
fumar.) vós éreis, eles eram.
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
(Sujeito: que não vejo Cláudia) fomos, vós fostes, eles foram.
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
- Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo: Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do fôramos, vós fôreis, eles foram.
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
contextos. nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas vós sereis, eles serão.
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os SER - Modo Subjuntivo
tempos, modos e pessoas.
Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
curtas (particípio irregular). Observe: Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
SER - Modo Imperativo
Anexar Anexado Anexo
Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
Dispersar Dispersado Disperso
vós, sejam eles.
Eleger Elegido Eleito Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
nós, não sejais vós, não sejam eles.
Envolver Envolvido Envolto
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Imprimir Imprimido Impresso sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Matar Matado Morto
SER - Formas Nominais
Morrer Morrido Morto
Formas Nominais
Pegar Pegado Pego
Infinitivo: ser
Soltar Soltado Solto Gerúndio: sendo
Particípio: sido
e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical
em sua conjugação. Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
nós, serdes vós, serem eles.
Por exemplo: 
ESTAR - Modo Indicativo
Ir Pôr Ser Saber
vou ponho sou sei Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
vais pus és sabes eles estão.
ides pôs fui soube Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
fui punha foste saiba estávamos, vós estáveis, eles estavam.
foste seja Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.

Língua Portuguesa 17
APOSTILAS OPÇÃO
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu Futuro Composto: tiver havido.
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
estiveram. Modo Imperativo
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós,
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele hajam eles.
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão. Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não
Futuro do Presente Composto: terei estado. hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam. ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
HAVER - Formas Nominais
ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos,
Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que haverdes, haverem.
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam. Infinitivo Pessoal: haver
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se Gerúndio: havendo
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles Particípio: havido
estivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado TER - Modo Indicativo
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,
estiverdes, quando eles estiverem. eles têm.
Futuro Composto: Tiver estado. Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós
tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós
estai vós, estejam eles. tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras,
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles. Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
Infinitivo: estar teremos, vós tereis, eles terão.
Gerúndio: estando Futuro do Presente: terei tido.
Particípio: estado Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
ESTAR - Formas Nominais Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Infinitivo Impessoal: estar TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
estarem. Modo Subjuntivo
Gerúndio: estando Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Particípio: estado nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
HAVER - Modo Indicativo tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
hão. quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós Futuro Composto: tiver tido.
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Modo Imperativo
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. tende vós, tenham eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
houveram. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Composto: terei havido. os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  

Língua Portuguesa 18
APOSTILAS OPÇÃO
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
respectivos pronomes):  Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso;
Eu me arrependo  na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Tu te arrependes  Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Ele se arrepende  Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Nós nos arrependemos 
Vós vos arrependeis  - d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos
Eles se arrependem tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que grau. Por exemplo:
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por Terminados os exames, os candidatos saíram.
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser (adjetivo verbal). Por exemplo:
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode Tempos Verbais
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
penteou-me. Tomando-se como referência o momento em que se fala,
  a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Observações: Veja:
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função 1. Tempos do Indicativo
sintática.
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes - Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo:
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, Eu estudo neste colégio.
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, - Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
exercem funções sintáticas. terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi
Por exemplo: interrompido.
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto - Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
direto) - 1ª pessoa do singular num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
Modos Verbais - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido
modos:  antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma
Eu sempre estudo. composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por (forma simples)
exemplo: Talvez eu estude amanhã. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
exemplo: Estuda agora, menino. Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
Formas Nominais ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas os alunos já terão terminado o teste.
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
Observe:  exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) viajado nas férias.
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo: 2. Tempos do Subjuntivo
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; ele vencesse o jogo.
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira:
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Por exemplo: estudado bastante, não passou no teste.
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
advérbio. Por exemplo:  Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
advérbio) levará as encomendas.

Língua Portuguesa 19
APOSTILAS OPÇÃO
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior Presente do Subjuntivo
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a
visitaremos. desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou
Presente do Indicativo pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência 1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess


pessoal 1ª conj. 2ª/3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O cantE vendA partA E A Ø
cantaS vendeS parteS S cantES vendAS partAS E A S
canta vende parte - cantE vendA partA E A Ø
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantaIS vendeIS partIS IS cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantaM vendeM parteM M cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Perfeito do Indicativo Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a


pessoal desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
CANTAR VENDER PARTIR obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
canteI vendI partI I tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
cantaSTE vendeSTE partISTE STE e pessoa correspondente.
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS 1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
cantaSTES vendeSTES partISTES STES 1ª /2ª e 3ª conj.
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
Pretérito mais-que-perfeito cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
1ª/2ª e 3ª conj. cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
CANTAR VENDER PARTIR - - cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S Futuro do Subjuntivo
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
Pretérito Imperfeito do Indicativo correspondente.

1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
CANTAR VENDER PARTIR 1ª /2ª e 3ª conj.
cantAVA vendIA partIA CANTAR VENDER PARTIR
cantAVAS vendIAS partAS cantaR vendeR partiR Ø
CantAVA vendIA partIA cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaR vendeR partiR R Ø
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantAVAM vendIAM partIAM cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM
Futuro do Presente do Indicativo
Imperativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Imperativo Afirmativo
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar á vender á partir á do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar emos vender emos partir emos plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar eis vender eis partir eis sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar ão vender ão partir ão
Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
Futuro do Pretérito do Indicativo Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Ele canta Cante você Que ele cante
CANTAR VENDER PARTIR Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
cantarIA venderIA partirIA Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
cantarIAS venderIAS partirIAS Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Imperativo Negativo
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
negação às formas do presente do subjuntivo.

Língua Portuguesa 20
APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo Classificação dos Artigos
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
Que ele cante Não cante você precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
Que eles cantem Não cantem eles de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
matei um animal.
Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa Combinação dos Artigos
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido É muito presente a combinação dos artigos definidos e
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês. assumida por essas combinações:
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
sede (vós). Preposições Artigos
- o, os
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação a ao, aos
CANTAR VENDER PARTIR de do, dos

Infinitivo Pessoal em no, nos


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação por (per) pelo, pelos
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir a, as um, uns uma, umas
cantarES venderES partirES à, às - -
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS da, das dum, duns duma, dumas
cantarDES venderDES partirDES na, nas num, nuns numa, numas
cantarEM venderEM partirEM
Questões pela, pelas - -

01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos - As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada por crase.
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
do texto. manifestam:
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
(C) sejam … mantém “ambos”:
(D) seja … mantivessem Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
(E) seja … mantêm
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão artigo, outros não:
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. - Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
(B) atemporal. toda uma espécie:
(C) contínua. O trabalho dignifica o homem.
(D) hipotética.
(E) futura. - No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
Respostas de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
1-B / 2-C O Pedro é o xodó da família.

- No caso de os nomes próprios personativos estarem no


plural, são determinados pelo uso do artigo:
5. Domínio da estrutura Os Maias, os Incas, Os Astecas...
morfossintática do período.
5.1 Emprego das classes de - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
palavras. 5.2 Relações de conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
coordenação entre orações pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
e entre termos da oração. 5.3 Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
Relações de subordinação (qualquer classe)
entre orações e entre termos da
oração. - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
Classes de Palavras aproximação numérica:
Artigo O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica - O artigo também é usado para substantivar palavras
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. oriundas de outras classes gramaticais:
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o Não sei o porquê de tudo isso.
número dos substantivos.

Língua Portuguesa 21
APOSTILAS OPÇÃO
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
cujo (e flexões). do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
Este é o homem cujo amigo desapareceu. de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
Este é o autor cuja obra conheço. funções são desempenhadas por grupos de palavras. 

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido Classificação dos Substantivos
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que
venham especificadas. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Eles estavam em casa. Observe a definição:
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
de revistas, jornais, obras literárias. mesma espécie de forma genérica.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.

Morfossintaxe Estamos voando para Barcelona.


Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
substantivo: particular.
A existência é uma poesia. Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
Uma existência é a poesia.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
Questões
LÂMPADA MALA
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei. Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. existência própria, que são independentes de outros seres. São
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. assim, substantivos concretos.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
E) Muito é a procura; pouca é a oferta. independentemente de outros seres.

02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?


A) O Amazonas é um rio imenso. Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto. real e do mundo imaginário.
C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente. Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
E) Os Lusíadas são um poema épico etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está  
substantivando uma palavra. Observe agora:
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas. Beleza exposta
C) A navalha ia e vinha no couro esticado. Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada. O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que
Respostas dependem de outros para se manifestar ou existir.
1-B / 2-C / 3-D Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
Substantivo que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos e sem os quais não podem existir.
também nomeiam: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
-lugares: Alemanha, Porto Alegre... (sentimento).  
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza... 3 - Substantivos Coletivos
-qualidades: honestidade, sinceridade... Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
-ações: corrida, pescaria... abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Morfossintaxe do substantivo Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar abelha...
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como

Língua Portuguesa 22
APOSTILAS OPÇÃO
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural. - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie o indivíduo.
(abelhas).
O substantivo enxame é um substantivo coletivo. - Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
meio do artigo.
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma Saiba que:
espécie. - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
Formação dos Substantivos são masculinos.
Substantivos Simples e Compostos o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. variam em seu significado.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
radical. É um substantivo simples. capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
elemento. Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos aluno - aluna
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
elementos. masculino.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo. freguês - freguesa
 
Substantivos Primitivos e Derivados c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três
Meu limão meu limoeiro, formas:
meu pé de jacarandá... - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
nenhum outro dentro de língua portuguesa. - troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa. Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão. d) Substantivos terminados em -or:
Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
palavra. - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz

Flexão dos substantivos e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:


O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final
Feminino: menina por -a:
Aumentativo: meninão elefante - elefanta
Diminutivo: menininho
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e
Flexão de Gênero no feminino:
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar bode – cabra boi - vaca
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: czar – czarina réu - ré
O velho e o mar
Um Natal inesquecível Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Os reis da praia
  - Epicenos:
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
A história sem fim porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar
Uma cidade sem passado o masculino e o feminino.
As tartarugas ninjas Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes A cobra macho picou o marinheiro.
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem Sobrecomuns:
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Entregue as crianças à natureza.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
feminino. Classificam-se em: um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. se refere a palavra. Veja:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A criança chorona chamava-se João.
fêmea. A criança chorona chamava-se Maria.

Língua Portuguesa 23
APOSTILAS OPÇÃO
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.
um jovem - uma jovem A acolhedora Porto Alegre.
artista famoso - artista famosa Uma Londres imensa e triste.

- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada Gênero e Significação:
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de Muitos substantivos têm uma significação no masculino e
carochinha. outra no feminino.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: Observe:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem. o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
personagem. de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
fotográfico Ana Belmonte. proibição de trânsito)

Observe o gênero dos substantivos seguintes: o cabeça (chefe)


a cabeça (parte do corpo)
Masculinos
o tapa o cisma (separação religiosa, dissidência)
o eclipse a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o lança-perfume
o dó (pena) o cinza (a cor cinzenta)
o sanduíche a cinza (resíduos de combustão)
o clarinete
o champanha o capital (dinheiro)
o sósia a capital (cidade)
o maracajá
o clã o coma (perda dos sentidos)
o hosana a coma (cabeleira)
o herpes
o pijama o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa)
Femininos
a dinamite o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
a áspide de outros sacramentos)
a derme a crisma (sacramento da confirmação)
a hélice
a alcíone o cura (pároco)
a filoxera a cura (ato de curar)
a clâmide
a omoplata o estepe (pneu sobressalente)
a cataplasma a estepe (vasta planície de vegetação)
a pane
a mascote o guia (pessoa que guia outras)
a gênese a guia (documento, pena grande das asas das aves)
a entorse
a libido o grama (unidade de peso)
a grama (relva)
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em -ma: o caixa (funcionário da caixa)
o grama (peso) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o quilograma
o plasma o lente (professor)
o apostema a lente (vidro de aumento)
o diagrama
o epigrama o moral (ânimo)
o telefonema a moral (honestidade, bons costumes, ética)

Língua Portuguesa 24
APOSTILAS OPÇÃO
o nascente (lado onde nasce o Sol) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
a nascente (a fonte) falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
Flexão de Número do Substantivo
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que formados de:
indica um ser ou um grupo de seres, e substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A colônia e águas-de-colônia
característica do plural é o “s” final. substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
Plural dos Substantivos Simples substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” anterior.
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. palavra-chave - palavras-chave
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no bomba-relógio - bombas-relógio
plural). notícia-bomba - notícias-bomba
Exceção: cânon - cânones. homem-rã - homens-rã

b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
“ns”. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
homem - homens. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural e) Casos Especiais


pelo acréscimo de “es”. o louva-a-deus e os louva-a-deus
revólver – revólveres raiz - raízes o bem-te-vi e os bem-te-vis
Atenção: O plural de caráter é caracteres. o bem-me-quer e os bem-me-queres
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se o joão-ninguém e os joões-ninguém.
no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis Plural das Palavras Substantivadas
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
maneiras: flexões próprias dos substantivos.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis Pese bem os prós e os contras.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. O aluno errou na prova dos noves.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
variam no plural.
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo Plural dos Diminutivos
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três animai(s) + zinhos = animaizinhos
maneiras. botõe(s) + zinhos = botõezinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães farói(s) + zinhos = faroizinhos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos tren(s) + zinhos = trenzinhos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o colhere(s) + zinhas = colherezinhas
látex - os látex. flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas
Plural dos Substantivos Compostos papéi(s) + zinhos = papeizinhos
A formação do plural dos substantivos compostos depende nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam funi(s) + zinhos = funizinhos
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que pé(s) + zitos = pezitos
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples: Plural dos Nomes Próprios Personativos
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são Os Napoleões também são derrotados.
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. As Raquéis e Esteres.
Algumas orientações são dadas a seguir:
Plural dos Substantivos Estrangeiros
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens terminam em “s” ou “z”).
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando as regras de nossa língua:
formados de: os clubes os chopes
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas os jipes os esportes

Língua Portuguesa 25
APOSTILAS OPÇÃO
as toaletes os bibelôs (A) reco-reco.
os garçons os réquiens (B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
Observe o exemplo: (D) célula-tronco.
Este jogador faz gols toda vez que joga. (E) sem-vergonha.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
Plural com Mudança de Timbre flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
chamado metafonia (plural metafônico). (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Singular Plural Singular Plural Respostas
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) 1-D / 2-D
esforço esforços ovo ovos
fogo fogos poço poços Adjetivo
forno fornos porto portos
fosso fossos posto postos Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
imposto impostos rogo rogos característica do ser e se relaciona com o substantivo.
olho olhos tijolo tijolos Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
bondosa.
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
moça bondade, pessoa bondade. 
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Morfossintaxe do Adjetivo:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
b) Outros só no plural:
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
(naipes de baralho), as fezes.
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
alguns deles:
bem (virtude) e bens (riquezas)
Estados e cidades brasileiros:
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Alagoas alagoano
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Amapá amapaense
sentido de plural:
Aqui morreu muito negro. Aracaju aracajuano ou aracajuense
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Amazonas amazonense ou baré
improvisadas.
Belo Horizonte belo-horizontino
Flexão de Grau do Substantivo
Brasília brasiliense
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
normal. Por exemplo: casa
Adjetivo Pátrio Composto 
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
Classifica-se em: elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que Observe alguns exemplos:
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
aumento. Por exemplo: casarão.
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Competições teuto-inglesas
Pode ser: América américo- / Por exemplo: Companhia
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que américo-africana
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
diminuição. Por exemplo: casinha. franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
Questões português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também americanas
ocorre com o plural de

Língua Portuguesa 26
APOSTILAS OPÇÃO
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
ficará invariável. Por exemplo:
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
Olhos verde-claros.
portuguesas
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
portuguesa
Observe
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
brasileiras
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros - O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
Flexão dos adjetivos
Grau do Adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
Gênero dos Adjetivos intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, Comparativo
classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e Nesse grau, comparam-se a mesma característica
outra para o feminino. atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia. de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos
abaixo:
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
somente o último elemento. 1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte- No comparativo de igualdade, o segundo termo da
americana.  comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.

Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz. Superioridade Analítico
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é
político-social. analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.

Número dos Adjetivos 3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de


Superioridade Sintético
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
simples.
Por exemplo: São eles:
mau e maus bom-melhor
feliz e felizes pequeno-menor
ruim e ruins mau-pior
boa e boas alto-superior
grande-maior
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função baixo-inferior
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, Observe que: 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Logo: camisas cinza, ternos cinza. (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Veja outros exemplos: entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais
Motos vinho (mas: motos verdes) pequeno.
Paredes musgo (mas: paredes brancas). Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). dois elementos.
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas
Adjetivo Composto qualidades de um mesmo elemento.

É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento Inferioridade
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam Sou menos passivo (do) que tolerante.
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:

Língua Portuguesa 27
APOSTILAS OPÇÃO
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
nas formas: 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O lhes impuseram limites de disciplina.
secretário é muito inteligente. 3) Associação com grupos de jovens portadores de
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de comportamento antissocial.
sufixos. Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
Por exemplo: que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
O secretário é inteligentíssimo. falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
Observe alguns superlativos sintéticos:  violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
benéfico beneficentíssimo resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
bom boníssimo ou ótimo criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso.
comum comuníssimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
cruel crudelíssimo e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
difícil dificílimo mais sólidas com o mundo do crime.
doce dulcíssimo Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
fácil facílimo aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
fiel fidelíssimo superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
pode ser: Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Note bem: Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
antepostos ao adjetivo. na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das
2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem artístico.
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. corresponde a – características de epidemias.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável A) água fluvial – água da chuva.
hiato i-í. B) produção aurífera – produção de ouro.
Questões C) vida rupestre – vida do campo.
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
01. Leia o texto a seguir. E) costela bovina – costela de porco.

Violência epidêmica 02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:


A) azul-celeste
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora B) azul-pavão
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes C) surda-muda
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características D) branco-gelo
epidêmicas. Respostas
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 1-B / 2-C
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
centros urbanos e se dissemina pelo interior. Pronome
As estratégias que as sociedades adotam para combater a
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras alguma forma.
enfermidades. A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações [substituição do nome]
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de [referência ao nome]
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que Essa moça morava nos meus sonhos!
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao [qualificação do nome]
desenvolvimento psicológico pleno. Grande parte dos pronomes não possuem significados
A revisão de estudos científicos permite identificar três fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
fatores principais na formação das personalidades com maior um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
inclinação ao comportamento violento: daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no

Língua Portuguesa 28
APOSTILAS OPÇÃO
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos Pronome Oblíquo
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar, Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença,
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma indireto) ou complemento nominal.
específica para cada pessoa do discurso.
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] oração.
Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala]
Pronome Oblíquo Átono
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.
do pronome seja coerente em termos de gênero e número Ele me deu um presente.
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando
este se apresenta ausente no enunciado. O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
- 1ª pessoa do singular (eu): me
Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile - 2ª pessoa do singular (tu): te
da nossa escola neste ano. - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância - 1ª pessoa do plural (nós): nos
adequada] - 2ª pessoa do plural (vós): vos
[neste: pronome que determina “ano” = concordância - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
adequada]
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância Observações:
inadequada] O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
função de objeto indireto na oração.
Pronomes Pessoais
Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
São aqueles que substituem os substantivos, indicando diretos como objetos indiretos.
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, objetos diretos.
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”,
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de Saiba que:
quem fala. Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
oblíquo. la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
nos exemplos que seguem:
Pronome Reto
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
Nós lhe ofertamos flores. vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero pouco.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
quadro dos pronomes retos é assim configurado: até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 1ª pessoa do singular: eu
- 2ª pessoa do singular: tu Atenção:
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 1ª pessoa do plural: nós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 2ª pessoa do plural: vós -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
- 3ª pessoa do plural: eles, elas tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como fazei + o = fazei-os
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi dizer + a = dizê-la
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.
Fizemos boa viagem. (Nós)

Língua Portuguesa 29
APOSTILAS OPÇÃO
Pronome Oblíquo Tônico Lavamo-nos no rio.

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre - 2ª pessoa do plural (vós): vos.


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim Eles se conheceram.
configurado: Elas deram a si um dia de folga.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo A Segunda Pessoa Indireta
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais Pronomes de Tratamento
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
pronomes costumam ser usados desta forma: Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
Não há mais nada entre mim e ti. oficiais-generais
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
Não há nenhuma acusação contra mim. universidades
Não vá sem mim. Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Atenção: Vossa Santidade V. S. Papa
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo cerimonioso
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito Vossa Onipotência V. O. Deus
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
reto. Também são pronomes de tratamento o senhor, a
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento
Não vá sem eu mandar. familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de Observações:
companhia. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
Ele carregava o documento consigo. tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados encontro.
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
algum numeral. Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
Ele disse que iria com nós três. indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
Pronome Reflexivo estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
verbo. pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa.
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Eu não me vanglorio disso. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
Assim tu te prejudicas. por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
Conhece a ti mesmo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
na terceira pessoa.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Guilherme já se preparou. cabelos. (errado)
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)

Língua Portuguesa 30
APOSTILAS OPÇÃO
Pronomes Possessivos Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical destinatária).
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
possuída). no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) envia a mensagem).

Observe o quadro: No tempo:


Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
Número Pessoa Pronome ao ano presente.
singular primeira meu(s), minha(s) Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
um passado próximo.
singular segunda teu(s), tua(s) Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
singular terceira seu(s), sua(s) referindo a um passado distante.
 
plural primeira nosso(s), nossa(s) - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
plural segunda vosso(s), vossa(s) invariáveis, observe:
plural terceira seu(s), sua(s) Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
o objeto possuído. - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
difícil. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
Observações: te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
alteração fonética da palavra senhor. - próprio(s), própria(s):
- Muito obrigado, seu José. Os próprios alunos resolveram o problema.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. - semelhante(s):
Podem ter outros empregos, como: Não compre semelhante livro.
a) indicar afetividade. - tal, tais:
- Não faça isso, minha filha. Tal era a solução para o problema.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos. Note que:
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o salientar algum termo anterior. Por exemplo:
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
concorda com o mais próximo. aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Trouxe-me seus livros e anotações. O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
átonos assumem valor de possessivo. chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
Pronomes Demonstrativos d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a lugar.
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
discurso. e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano

Língua Portuguesa 31
APOSTILAS OPÇÃO
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
não se quer revelar.  introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que.
Classificam-se em: O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar demonstrativo o, a, os, as.
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São Não sei o que você está querendo dizer.
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
outrem, quem, tudo. expresso.
Algo o incomoda? Quem casa, quer casa.
Quem avisa amigo é.
Observe:
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões. Note que:
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
pronomes indefinidos adjetivos: por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), um substantivo.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco. b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Os pronomes indefinidos podem ser divididos verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
em variáveis e invariáveis. Observe: várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, ou depois de determinadas preposições:
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. ambiguidade.)
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou refere a uma oração.
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural.
Indefinidos Sistemáticos
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição das quais.
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/ (antecedente) (consequente)
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza. um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas Emprestei tantos quantos foram necessários.
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos (antecedente)
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem Ele fez tudo quanto havia falado.
parte: (antecedente)
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
prático. f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são precedido de preposição.
pessoas quaisquer.
É um professor a quem muito devemos.
Pronomes Relativos (preposição)

São aqueles que representam nomes já mencionados g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
orações subordinadas adjetivas. A casa onde morava foi assaltada.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.

Língua Portuguesa 32
APOSTILAS OPÇÃO
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: 02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou
- como (= pelo qual) que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
Não me parece correto o modo como você agiu semana amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
passada. Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
- quando (= em que) formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos
numa só frase. fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais
O futebol é um esporte. que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos
O povo gosta muito deste esporte. mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem
fora dela.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
ocorrer a elipse do relativo “que”. geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
(que) fumava. apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
Pronomes Interrogativos inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
do conceito de amizade.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
preferes. diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
passageiros desembarcaram. “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Sobre os pronomes: Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
desempenha função de complemento. Vamos entender, em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
função exerce. Observe as orações: Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
lo. Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” si.
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
estamudando-amizade-619645.shtml>.
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia se referem.
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do amizades.
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou superficial de amizade.
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você.
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo. Quais estão corretas?
Eu estou perguntando-lhe algo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: (C) Apenas III.
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente (D) Apenas I e II.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. (E) I, II e III.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Respostas
estava fazendo. 01. A\02. E
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
eu estava fazendo. Advérbio
Questões O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
01. Observe as sentenças abaixo.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- contiguidade.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável. Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma em que esse processo se desenvolve. 
culta da língua portuguesa em: O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
(A) apenas uma das sentenças caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
(B) apenas duas das sentenças. é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças. modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns
exemplos:

Língua Portuguesa 33
APOSTILAS OPÇÃO
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto, Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado. - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
inconstitucionalissimamente, etc;
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
Diminutivo: diminui a intensidade.
alheio, representando uma qualidade, característica.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
O artista canta muito mal.
Questões
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, Único)
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, advérbios: AÍ e ainda.
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, Considerando que advérbio é a palavra que modifica
ao lado, em volta um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, circunstâncias expressas por eles.
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe A) Lugar e negação.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, B) Lugar e tempo.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, C) Modo e afirmação.
indubitavelmente D) Tempo e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, E) Intensidade e dúvida.
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também 02. Leia o texto a seguir.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis Impunidade é motor de nova onda de agressões
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
para quê?(finalidade) últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
Locução adverbial  repercussões.
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Exemplo: estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma
Há locuções adverbiais que possuem advérbios boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens
correspondentes. que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna
Exemplo: fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente. sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única cair no chão.
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios Curiosamente, também é possível achar um blog que diz
é a de grau: que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se
quebrou ao cair no chão.

Língua Portuguesa 34
APOSTILAS OPÇÃO
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão respectivamente, circunstâncias de
ajudar a polícia na investigação. A) afirmação e de intensidade.
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se B) modo e de tempo.
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões C) modo e de lugar.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que D) lugar e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. E) intensidade e de negação.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil Respostas
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por 1-B / 2-C / 3-B
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões.
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. Preposição
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
dos caminhos. há uma subordinação do segundo termo em relação ao
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
circunstância adverbial de modo.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda Tipos de Preposição
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
plena balada… como preposições.
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
sucesso, de duas amigas… para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou
de um engano... 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se gramaticais que podem atuar como preposições.
quebrando por aí… Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
visto.
03. Leia o texto a seguir.
Cultura matemática 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo
Hélio Schwartsman como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito trás de.
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá preposição, mas das palavras às quais ela se une.
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão Esse processo de junção de uma preposição com outra
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na palavra pode se dar a partir de dois processos:
manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida preposição a + artigos definidos o, os
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma a + o = ao
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo preposição a + advérbio onde
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras a + onde = aonde
técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem Preposição + Artigos
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. De + o(s) = do(s)
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito De + a(s) = da(s)
para compreender as novas pesquisas que trazem informações De + um = dum
relevantes para nossa saúde e bem-estar. De + uns = duns
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes De + uma = duma
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da De + umas = dumas
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos, Em + o(s) = no(s)
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene Em + a(s) = na(s)
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão Em + um = num
eficaz para exprimir as leis da física. Em + uma = numa
Releia os trechos apresentados a seguir. Em + uns = nuns
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras Em + umas = numas
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números A + à(s) = à(s)
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo) Por + o = pelo(s)
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma Por + a = pela(s)
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
parágrafo)

Língua Portuguesa 35
APOSTILAS OPÇÃO
Preposição + Pronomes Questões
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + aquele(s) = daquele(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquela(s) = daquela(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + isto = disto grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isso = disso em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + aquilo = daquilo O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aqui = daqui de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aí = daí que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + ali = dali “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + outro = doutro(s) duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outra = doutra(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
Em + este(s) = neste(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + esta(s) = nesta(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esse(s) = nesse(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + aquele(s) = naquele(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquela(s) = naquela(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + isto = nisto em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isso = nisso que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + aquilo = naquilo a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
A + aquele(s) = àquele(s) Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquela(s) = àquela(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquilo = àquilo implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
Dicas sobre preposição não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
oblíquo e artigo. Como distingui-los? devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. ao bom comportamento”.
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
e feminino. Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
A dona da casa não quis nos atender. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
Como posso fazer a Joana concordar comigo? por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. atitude”.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
um tratamento adequado. já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
ou a função de um substantivo. vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
da família egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
preposições: (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
Destino = Irei para casa. liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa; No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. termo em destaque expressa relação de
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o do projeto “Xadrez que liberta”.
tratamento. B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
de falar.
Instrumento = Escreveu a lápis. C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe. termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom. D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
Companhia = Estarei com ele amanhã. muito feliz, porque eu não esperava.
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado. E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco. a revisão da minha pena.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume. 02. Considere o trecho a seguir.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista. garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham,

Língua Portuguesa 36
APOSTILAS OPÇÃO
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
instituição. do verbo), porquanto.

As preposições que preenchem o trecho, correta, Conjunções subordinativas


respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - CAUSAIS
A) a ...com Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
B) de ...com vez que, como (= porque).
C) de ...a Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
D) com ...a
E) para ...de - COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-B mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas
- CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Cada um colhe conforme semeia.
3ª oração: quando viu as amiguinhas. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONSECUTIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
Observe: Gosto de natação e de futebol. “tão”, “tamanho”).
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Falou tanto que ficou rouco.
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
ligando termos de uma mesma oração. - FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Todos trabalham para que possam sobreviver.
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
(=para que),
Morfossintaxe da Conjunção
- PROPORCIONAIS
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
propriamente uma função sintática: são conectivos. mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
Subordinativas - TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo
Conjunções coordenativas que.
Dividem-se em: Quando eu sair, vou passar na locadora.

- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Importante:


Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, Diferença entre orações causais e explicativas
não só...como também.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos
de compensação. com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma
Ex. Estudei, mas não entendi nada. explicativa. Veja os exemplos:
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto. 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”:
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. uma explicação do fato expresso na oração anterior.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer... b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
quer, já...já. uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Estudei muito, por isso mereço passar. b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.

Língua Portuguesa 37
APOSTILAS OPÇÃO
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
porque não havia cemitério no local.” No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada raiva se traduz numa palavra: Droga!
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
la é colocá-la no início do período, introduzida pela simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. As sentenças da língua costumam se organizar de forma
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
em outra cidade. em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
dependentes uma da outra. ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Questões sentença.
Veja os exemplos:
01. Leia o texto a seguir. Bravo! Bis!
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em bom! Repitam!»
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou “Estou com dor!”
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de momento ou um contexto específico. Exemplos:
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de Ah, como eu queria voltar a ser criança!
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
passado. Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para O significado das interjeições está vinculado à maneira
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando enunciação. Exemplos:
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, Psiu!
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão espere!”
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, Psiu!
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical. silêncio!”
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77) puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, puxa: interjeição; tom da fala: decepção
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
elemento grifado pode ser substituído por: tristeza, dor, etc.
A) Porém. Você faz o que no Brasil?
B) Contudo.
C) Todavia. Eu? Eu negocio com madeiras.
D) Entretanto. Ah, deve ser muito interessante.
E) Conquanto. b) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em – As interjeições podem ser formadas por:
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
(A) comparativa nas duas ocorrências. c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
(B) conformativa nas duas ocorrências. bolas!
(C) comparativa na primeira ocorrência. A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
(D) causal na segunda ocorrência. da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
(E) causal na primeira ocorrência. uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções, - Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o Atenção!, Olha!, Alerta!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que, - Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas - Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
mais elaboradas. Observe o exemplo: - Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!

Língua Portuguesa 38
APOSTILAS OPÇÃO
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! 6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, diminutivo ou no superlativo.
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! Interjeições, leitura e produção de textos
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Eh! quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além
Ora! disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, - como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz! dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos -
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas.
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, racional fazem das interjeições presença constante nos textos
Deus! publicitários.
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! morf89.php
Numeral
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
em determinada sequência.
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Eu quero café duplo, e você?
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Locução Interjetiva A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma “fila”]
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas! Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
Quem me dera! os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a
Virgem Maria! expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
Meu Deus! de numerais, mas sim de algarismos.
Ai de mim! Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Valha-me Deus! ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
Graças a Deus! consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
Alto lá! ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
Muito bem! ambos(as), novena.

Observações: Classificação dos Numerais

1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
exemplo: um, dois, cem mil, etc.
Ué! = Eu não esperava por essa! Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe. primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
podem aparecer como interjeições. seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Viva! Basta! (Verbos) dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Fora! Francamente! (Advérbios)
Leitura dos Numerais
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
porque sozinha pode constituir uma mensagem. Separando os números em centenas, de trás para frente,
Socorro! obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Ajudem-me!  início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Silêncio! usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
Fique quieto! 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
e seis.
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Flexão dos numerais
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
depois do “ó” vocativo. milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.

Língua Portuguesa 39
APOSTILAS OPÇÃO
Os numerais ordinais variam em gênero e número: trinta trigésimo - trinta avos
primeiro segundo milésimo quarenta quadragésimo - quarenta avos
primeira segunda milésima cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
primeiros segundos milésimos sessenta sexagésimo - sessenta avos
primeiras segundas milésimas setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam noventa nonagésimo - noventa avos
em funções substantivas: cem centésimo cêntuplo centésimo
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção. duzentos ducentésimo - ducentésimo
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais trezentos trecentésimo - trecentésimo
flexionam-se em gênero e número: quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
Teve de tomar doses triplas do medicamento. quinhentos quingentésimo - quingentésimo
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças setecentos septingentésimo - septingentésimo
partes oitocentos octingentésimo - octingentésimo
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma novecentos nongentésimo
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. ou noningentésimo - nongentésimo
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos mil milésimo - milésimo
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. milhão milionésimo - milionésimo
É o que ocorre em frases como: bilhão bilionésimo - bilionésimo
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda Questões
divisão de futebol)
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais”
Emprego dos Numerais temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em B) cardinais;
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a C) fracionários;
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do D) romanos;
substantivo: E) Nenhuma das alternativas.
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) 02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) empregados.
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um nongentésimo
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
referência. D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades Respostas
comunitárias de seu bairro. 1-B / 2-D / 3-B

Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido,
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo. porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração
encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários período, completando um pensamento e concluindo o enunciado
um primeiro - - através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
dois segundo dobro, duplo meio casos, através de reticências.
três terceiro triplo, tríplice terço Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
quatro quarto quádruplo quarto elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
cinco quinto quíntuplo quinto não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo Socorro!
oito oitavo óctuplo oitavo Com licença!
nove nono nônuplo nono Que rapaz impertinente!
dez décimo décuplo décimo Muito riso, pouco siso.
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
treze décimo terceiro - treze avos partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
catorze décimo quarto - catorze avos ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
quinze décimo quinto - quinze avos desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
dezessete décimo sétimo - dezessete avos coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
dezoito décimo oitavo - dezoito avos predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos A menina banhou-se na cachoeira.

Língua Portuguesa 40
APOSTILAS OPÇÃO
A menina – sujeito sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma
banhou-se na cachoeira – predicado sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado.
Choveu durante a noite. (a oração toda predicado) Exemplo:

O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em As formigas invadiram minha casa.
número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara as formigas: sujeito = termo determinante
algo», «o tema do que se vai comunicar». invadiram minha casa: predicado = termo determinado
O predicado é a parte da oração que contém “a informação Há formigas na minha casa.
nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito, há formigas na minha casa: predicado = termo determinado
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. sujeito: inexistente

Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma
algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados ninguém: sujeito = pronome substantivo
em três grandes níveis: O andar deve ser uma atividade diária.
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração

- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
da Passiva). oração substantiva subjetiva:

- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, É difícil optar por esse ou aquele doce...
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos: O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Sujeito Predicado O sino era grande.
Pobreza não é vileza. Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Os sertanistas capturavam os índios. Isto não me agrada.
Um vento áspero sacudia as árvores.
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu O sujeito pode ser:
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos;
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado; cavalo nadavam ao lado da canoa.”
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
predicado; amanhã.
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
Exemplo: saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
A padaria está fechada hoje. aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
está fechada hoje: predicado nominal vocês)
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
a padaria: sujeito fertiliza o Egito.
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição açudes. (= Açudes foram construídos.)
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire

Língua Portuguesa 41
APOSTILAS OPÇÃO
Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto
dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina é, que são responsáveis pela principal informação naquele
trancou-se no quarto. segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso,
a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um
bem naquele restaurante. nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu
Observações: núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou
- Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto. termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o
- Sujeito formado por pronome indefinido não é verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do
indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho. predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem
Ninguém lhe telefonou. dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o Minha empregada é desastrada.
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente predicado: é desastrada
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De tipo de predicado: nominal
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Pode ser omitido junto de infinitivos. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Aqui vive-se bem.
Devagar se vai ao longe. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz. predicado: demoliu nosso antigo prédio
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o tipo de predicado: verbal
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. Os manifestantes desciam a rua desesperados.
predicado: desciam a rua desesperados
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa sujeito; desesperados = atributo do sujeito
língua. tipo de predicado: verbo-nominal
Exemplos:
É fácil este problema! Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
Vão-se os anéis, fiquem os dedos. responsável também por definir os tipos de elementos que
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
(José de Alencar) para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo,
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª do predicado.
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo. Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem “A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
fenômenos meteorológicos. inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
depois de algozes)
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
que estabelece concordância com outro termo essencial
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). forma o predicado.
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Então têm por características básicas: apresentar-se como As flores murcharam.
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um Os animais correm.
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. As folhas caem.

Exemplo: Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem


Carolina conhece os índios da Amazônia. o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
sujeito: Carolina = termo determinante predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
determinado João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
Nesses exemplos podemos observar que a concordância é Resende)
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”; (Camilo Castelo Branco)

Língua Portuguesa 42
APOSTILAS OPÇÃO
Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou, “Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas: neutros.” (Érico Veríssimo)
puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê? “Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José
Os verbos de predicação completa denominam-se Américo)
intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os “Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.”
verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos, (José Geraldo Vieira)
transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
(bitransitivos). Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe,
uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe,
ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal, agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem-
relacionando o predicativo com o sujeito. lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
pois têm sentido completo. depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
(Marquês de Maricá) paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
Observações: Os verbos intransitivos podem vir atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
As orações formadas com verbos intransitivos não podem (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos variam de significação conforme sejam usados como transitivos
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com diretos ou indiretos.
o objeto direto ou indireto.
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim) dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) Exemplos:
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) A empresa fornece comida aos trabalhadores.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, Oferecemos flores à noiva.
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, Ceda o lugar aos mais velhos.
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc.
De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: formação do predicado nominal. Exemplos:
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, A Terra é móvel.
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: A água está fria.
Comprei um terreno e construí a casa. O moço anda (=está) triste.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de A Lua parecia um disco.
Maricá)
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de
(Guedes de Amorim) anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente.
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: (aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria
Consideramos o caso extraordinário. dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma
Inês trazia as mãos sempre limpas. princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com
O povo chamava-os de anarquistas. dificuldades.; Parece que vai chover.
Julgo Marcelo incapaz disso.
Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes O homem anda. (intransitivo)
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os O homem anda triste. (de ligação)
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: O cego não vê. (intransitivo)
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta; O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar, Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar,
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc. Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
objeto.
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
Exemplos: um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
adolescente.” (Ciro dos Anjos) A bandeira é o símbolo da Pátria.
A mesa era de mármore.

Língua Portuguesa 43
APOSTILAS OPÇÃO
Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na “Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal
constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos: Machado)
O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava “Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado
atrasado.) de Assis)
O menino abriu a porta ansioso. Em tais construções é de rigor que o objeto venha
Todos partiram alegres. acompanhado de um adjunto.

Observações: O predicativo subjetivo às vezes está Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto
preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem
mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre
estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os principalmente:
verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes, - Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava
coisas.; Onde está a criança que fui? mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
um verbo transitivo. Exemplos: seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O juiz declarou o réu inocente. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
O povo elegeu-o deputado. Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente ali”.
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
choque com o mundo me causara.” companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
duas criaturas que só tinham uma à outra”.
Termos Integrantes da Oração - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
compreensão do enunciado. São os seguintes: estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Complemento Nominal; direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Agente da Passiva. médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
conheço desde os seus mais tenros anos”.
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação - Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
As plantas purificaram o ar. ambos...”.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro) - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a
Procurei o livro, mas não o encontrei. pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a
Ninguém me visitou. outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!.
O objeto direto tem as seguintes características: - Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os
- Normalmente, não vem regido de preposição; livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
verbo ativo: Caim matou Abel. da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
por Caim.
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
O objeto direto pode ser constituído: preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” expressão.
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
meus escritos?” pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando-
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
esfera semântica: O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
(Vivaldo Coaraci)

Língua Portuguesa 44
APOSTILAS OPÇÃO
Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz
preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa, passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo
ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal: passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos
“Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
significação dos verbos: colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.”
- Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma. O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva): pelos pronomes:
Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua As flores são umedecidas pelo orvalho.
vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a A carta foi cuidadosamente corrigida por mim.
verdade ao moço.)
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras ativa:
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável.
Observações:
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
adjuntos adverbiais. pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
ruas. (certo)
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos Termos Acessórios da Oração
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos:
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto Termos acessórios são os que desempenham na oração
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço- uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser,
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele adverbial e aposto.
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com adnominal).
quem conto são poucas. O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio,
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço,
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto;
com, contra, de, em, para e por. Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade,
posse, origem, fim ou outra especificação:
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, - presente de rei (=régio): qualidade
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. - livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa - água da fonte, filho de fazendeiros: origem
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, - fio de aço, casa de madeira: matéria
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.” - casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade

Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
Observações: O complemento nominal representa o o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às

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APOSTILAS OPÇÃO
vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu “Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria
pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu de Lourdes Teixeira)
de repente. “A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de
Assis)
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes “Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela)
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa.
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso,
de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio, que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de
adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de apelo (ó, olá, eh!):
complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.). “Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo: Questões
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã. 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade
em:
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do (B) enfrentamos MUITAS novidades
sujeito: (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (E) assumimos MUITO conflito e confusão
cores.
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo respectivamente:
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos: (A) sujeito – objeto direto;
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; (B) sujeito – aposto;
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc. (C) objeto direto – aposto;
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (D) objeto direto – objeto direto;
(Graciliano Ramos) (E) objeto direto – complemento nominal.

O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às Respostas


vezes, está elíptico. Exemplos: 01. D\02. C
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da Período
alma humana.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de interrogação ou com reticências.
tempestade iminente. O período é simples quando só traz uma oração, chamada
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
Um aposto pode referir-se a outro aposto: absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
é, a saber, ou da preposição acidental como: locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
não são banhados pelo mar. Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento verbais, duas orações)
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das tempo (também chamada de misto).
coisas.” (Raquel Jardim)
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. Período Composto por Coordenação – Orações
Coordenadas
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Considere, por exemplo, este período composto:
a coisa personificada a que nos dirigimos: Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
de infância.

Língua Portuguesa 46
APOSTILAS OPÇÃO
1ª oração: Passeamos pela praia - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
2ª oração: brincamos ora... ora, seja... seja, quer... quer.
3ª oração: recordamos os tempos de infância
As três orações que compõem esse período têm sentido Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: OCA OCS Alternativa
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
sintaticamente. conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
As orações independentes de um período são chamadas com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de coordenativa alternativa.
orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação. Venha agora ou perderá a vez.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e “Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
sindéticas. Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: “A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. (Luís Jardim)
OCA OCA OCA
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de porque, pois, porquanto.
Assis) Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” OCA OCS Explicativa
(Antônio Olavo Pereira) Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação
(Coelho Neto) à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa
explicativa.
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
O homem saiu do carro / e entrou na casa. “A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
OCA OCS Veríssimo)

As orações coordenadas sindéticas são classificadas de Questões


acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas
que as introduzem. Pode ser: 01. Relacione as orações coordenadas por meio de
conjunções:
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... (A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
mas também, não só... mas ainda. (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
Saí da escola / e fui à lanchonete. (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
OCA OCS Aditiva   
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à (A) causa
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (B) explicação
(C) conclusão
A doença vem a cavalo e volta a pé. (D) proporção
As pessoas não se mexiam nem falavam. (E) comparação
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até Respostas
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.”
(Machado de Assis) 01.
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
Estudei bastante / mas não passei no teste.  
OCA OCS Adversativa 02. E

Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Período Composto por Subordinação
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por
uma conjunção coordenativa adversativa. Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
A espada vence, mas não convence. Todos querem sua participação. (objeto direto)
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
causa)
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo. Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
orações com a mesma função sintática:
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
OCA OCS Conclusiva com função de adjunto adnominal)
Todos querem / que você participe. (oração subordinada
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção com função de objeto direto)
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva. subordinada com função de adjunto adverbial de causa)

Vives mentindo; logo, não mereces fé. Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,

Língua Portuguesa 47
APOSTILAS OPÇÃO
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele que, porque (=para que), que.
é classificado como período composto por subordinação. As Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função OP OSA Final
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
Orações Subordinadas Adverbiais (Marquês de Maricá)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas “Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que =
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal para que)
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa “Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
que as introduz: recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
para que não deixasse)
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração - Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
visto que. porque), pois que, visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Causal OP OSA Consecutiva

O tambor soa porque é oco. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. J. Veiga)
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
Sousa) As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
prolongar minha viagem.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, - Comparativas: Expressam ideia de comparação com
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
Irei à sua casa / se não chover. tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
OP OSA Condicional menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos OP OSA Comparativa
ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias. A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de (Marquês de Maricá)
Andrade) Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
tenha êxito. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da daquele olhar.
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
que, mesmo que. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. subentendido o verbo ser (como a mãe é).
OP OSA Concessiva - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim mais, quanto menos.
arriscou uma opinião. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando OSA Proporcional OP
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram. À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. diminuindo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa Orações Subordinadas Substantivas

O homem age conforme pensa. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. integrantes que e se. Elas podem ser:

- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. O grupo quer / que você ajude.
OP OSA Temporal OP OSS Objetiva Direta

Formiga, quando quer se perder, cria asas. O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se mestre exigia a presença de todos.)
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) Mariana esperou que o marido voltasse.
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
de Maricá) O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
Enquanto foi rico, todos o procuravam.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto) principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
Necessito / de que você me ajude. saúde, tornou-se realidade.
OP OSS Objetiva Indireta
Observação: Além das conjunções integrantes que e se,
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua as orações substantivas podem ser introduzidas por outros
viagem.) conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Aconselha-o a que trabalhe mais. Não sei quando ele chegou.
Daremos o prêmio a quem o merecer. Diga-me como resolver esse problema.
Lembre-se de que a vida é breve.
Orações Subordinadas Adjetivas
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
É importante / que você colabore. principal. Observe como podemos transformar um adjunto
OP OSS Subjetiva adnominal em oração subordinada adjetiva:
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
A oração subjetiva geralmente vem: Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções adjetiva)
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que
ele voltará amanhã. As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. ser classificadas em:
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir,
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
da reunião. referem. Exemplo:
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
necessária.) OP OSA Restritiva
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Importa que saibas isso bem. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Pedra que rola não cria limo.
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua Os animais que se alimentam de carne chamam-se
inocência. (complemento nominal) carnívoros.
Estou convencido / de que ele é inocente. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
OP OSS Completiva Nominal escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão Mariano)
dele.) - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
Estava ansioso por que voltasses. quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Sê grato a quem te ensina. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
(Graciliano Ramos) O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
novo livro.
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela OP OSA Explicativa OP
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Deus, que é nosso pai, nos salvará.
felicidade. (predicativo) Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
O importante é / que você seja feliz. Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
OP OSS Predicativa Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Orações Reduzidas
Minha esperança era que ele desistisse. Observe que as orações subordinadas eram sempre
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Não sou quem você pensa. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
do país. (aposto) - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do (infinitivo)
país. - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
OP OSS Apositiva - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. formas nominais são chamadas de reduzidas.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,

Língua Portuguesa 49
APOSTILAS OPÇÃO
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação (A) adverbial conformativa
da oração desenvolvida. (B) adjetiva
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. (C) adverbial consecutiva
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês. (D) adverbial proporcional
OSA Temporal (E) adverbial causal
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de infinitivo. 03.“Esses produtos podem ser encontrados nos
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características
Precisando de ajuda, telefone-me. adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
Se precisar de ajuda, / telefone-me. mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
OSA Condicional consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
condicional, reduzida de gerúndio. (A) para se encaixarem.
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (B) para seu encaixotamento.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o (C) para que se encaixassem.
vestiário. (D) para que se encaixem.
OSA Temporal (E) para que se encaixariam.
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio. Respostas
01. B\02. A\03. D
Observações:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 5.4 Emprego dos sinais de
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
pontuação.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem Pontuação
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Exemplos: Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
Preciso terminar este exercício. para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
Ele está jantando na sala. especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
Essa casa foi construída por meu pai. funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma portuguesa.
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. Ponto
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
coordenada sindética aditiva) - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de se encontra.
gerúndio. - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito. Ponto e Vírgula ( ; )
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, importância.
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O vírgulas.
período agora é composto por coordenação, pois a oração - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou e cobertor.
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
ter chorado. decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. - Pegar as crianças na escola;
OP OSA Comparativa OSA Condicional - Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
Questões
Dois pontos
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 1- Antes de uma citação
para ser mãe”, a oração destacada é: - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
(B) subordinada substantiva completiva nominal 2- Antes de um aposto
(C) subordinada substantiva predicativa - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(D) coordenada sindética conclusiva e calor à noite.
(E) coordenada sindética explicativa
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na rotina de sempre.
realidade.” A oração sublinhada é:

Língua Portuguesa 50
APOSTILAS OPÇÃO
4- Em frases de estilo direto - Para isolar:
 Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão? - o aposto:
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
Ponto de Exclamação trânsito caótico.
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
súplica, etc. - o vocativo:
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! Ora, Thiago, não diga bobagem.

2- Depois de interjeições ou vocativos Questões


- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo! 01. Assinale a alternativa em que a pontuação está
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da
Ponto de Interrogação língua portuguesa.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
Reticências a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
1- Indica que palavras foram suprimidas. ajudar a revelar quem era a sua dona.
- Comprei lápis, canetas, cadernos... (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
2- Indica interrupção violenta da frase. a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
- Este mal... pega doutor? a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
- Deixa, depois, o coração falar... experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
Vírgula ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
diretamente entre si: a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala    foram advertidos.  02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Sujeito                            predicado ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo:
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
adnominal. A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
despertou reações entre os empresários. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
Usa-se a vírgula:
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
- Para marcar intercalação: em:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vem caindo de preço. A) Duas explicações, do treinamento para consultores
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias vendas associadas aos dois temas.
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir B) Duas explicações do treinamento para consultores
mão dos lucros altos. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
- Para marcar inversão: vendas associadas aos dois temas.
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): C) Duas explicações do treinamento para consultores
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. vendas associadas aos dois temas.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio D) Duas explicações do treinamento para consultores
de 1982. iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos vendas associadas aos dois temas.
em enumeração): E) Duas explicações, do treinamento para consultores
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
vendas associadas aos dois temas.
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. Resposta
1-C 2-C 3-B

Língua Portuguesa 51
APOSTILAS OPÇÃO
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso
5.5 Concordância verbal e no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum
nominal. de nós o receberá.  

8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome


Concordância Verbal “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo nós quem contamos toda a verdade para ela.
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
principais desse processo são representados pelo sujeito, que no 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha “que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa
a função de subordinado.  palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. /
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza- Em casa sou eu que decido tudo.   
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
chegou expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram do eleitorado apoiou a decisão.
atrasados. Observações:
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
Casos referentes a sujeito simples - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
dos alunos resolveram ficar. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo potência mundial. 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. Casos referentes a sujeito composto

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   relacionado a dois pressupostos básicos:
Observação: - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de Tu e ele são primos.
doação de alimentos. 
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
de formatura.  ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.  
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que atuaram na Copa América. poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
atermos a duas questões básicas: mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também mundo.
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão.

Língua Portuguesa 52
APOSTILAS OPÇÃO
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no
ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá singular para preencher adequadamente a lacuna da frase:
permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória, (A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço. corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de (B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
meu esforço. peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer)
Questões tomar decisões sem medir suas consequências.
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar)
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual sobrevir consequências imprevistas e injustas.
alternativa? (E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em humana.
breve, o ultrapassará. Respostas
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 01. C\02. A\03. C
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode Concordância Nominal
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
janela do hotel! demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato concordam em gênero e número com o substantivo.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos - A pequena criança é uma gracinha.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros. Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato geral mostrada acima.
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. a) Um adjetivo após vários substantivos
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela ou concorda com o substantivo mais próximo.
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe louros.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os - Ela tem pai e mãe loura.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que para o plural.
as sentem. - O homem e o menino estavam perdidos.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250) b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
A frase em que se respeitam as normas de concordância próximo.
verbal é: Comi delicioso almoço e sobremesa.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos Provei deliciosa fruta e suco.
atraem. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
atraem. Estavam feridos o pai e os filhos.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros Estava ferido o pai e os filhos.
nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos c) Um substantivo e mais de um adjetivo
atraem. 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
nos atraem. 2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
03. Uma pergunta
d) Pronomes de tratamento
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves Vossa Santidade esteve no Brasil.
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
decisão: - Quem sofrerá? As cartas estão anexas.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se A bebida está inclusa.
considerar. Precisamos de nomes próprios.
(Salvador Nicola, inédito) Obrigado, disse o rapaz.

Língua Portuguesa 53
APOSTILAS OPÇÃO
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) (E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de
singular e o adjetivo no plural. Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter
Renato advogou um e outro caso fáceis. certa autonomia econômica.
Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
g) É bom, é necessário, é proibido gênero, número ou pessoa):
1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier (A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
precedido de artigo ou outro determinante. diferença.”
Canja é bom. / A canja é boa. (B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. (C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã.
é proibida. (D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de
longe...
h) Muito, pouco, caro (E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. compreensivo.
Comi muitas frutas durante a viagem. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
Pouco arroz é suficiente para mim. (A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
Os sapatos estavam caros. envolvimento da empresa.
2- Como advérbios: são invariáveis. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Comi muito durante a viagem. desnecessária.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
Comprei caro os sapatos. e a campanha.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
i) Mesmo, bastante desnecessárias.
1- Como advérbios: invariáveis Respostas
Preciso mesmo da sua ajuda. 01. D\02. D\03. B
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral. 5.6 Regência verbal e nominal.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta Regência Verbal e Nominal


1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
Estamos alerta para com suas chamadas. ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
k) Tal Qual frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o desejado, que sejam corretas e claras.
consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. Regência Verbal
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
Termo Regente:  VERBO
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
A mais possível das alternativas é a que você expôs. objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
cidade. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
m) Meio Observe:
1- Como advérbio: invariável. A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
Estou meio (um pouco) insegura. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
2- Como numeral: segue a regra geral. prazer”, satisfazer.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
n) Só “agradar a alguém”.
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem. Saiba que:
2- sozinho (adjetivo): variável. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
Estiveram sós durante horas. dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
também nominal). As preposições são capazes de modificar
Questões completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos:
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou Cheguei ao metrô.
nominal: Cheguei no metrô.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
(C) Alguma solução é necessária, e logo! no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
não pode prosperar. cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.

Língua Portuguesa 54
APOSTILAS OPÇÃO
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é quem” ou “ao que” se responde.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondi ao meu patrão.
formas em frases distintas. Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Verbos Intransitivos Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos analítica. Veja:
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. O questionário foi respondido corretamente.
a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.
Ricardo foi para a Espanha.
                  Adjunto Adverbial de Lugar Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
b) Comparecer Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
por em ou a. grupo:
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último
jogo. Agradecer, Perdoar e Pagar
São verbos que apresentam objeto direto
Verbos Transitivos Diretos relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Os verbos transitivos diretos são complementados por Veja os exemplos:
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses                    Objeto Indireto      Objeto Direto
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r, Paguei      o débito        ao cobrador.
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em                Objeto Direto      Objeto Indireto
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos
verbais, objetos indiretos. - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, particular cuidado. Observe:
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei minhas contas. / Paguei-as.
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Pedi-lhe                 favores.
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No

Língua Portuguesa 55
APOSTILAS OPÇÃO
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver CHAMAR
subentendida. 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. solicitar a atenção ou a presença de.
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
ir entregar-lhe os catálogos em casa).
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada 2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
popularmente, é igualmente considerada incorreta. apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
preposicionado ou não.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto A torcida chamou o jogador mercenário.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou ao jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um CUSTAR
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
no próprio verbo (pre). ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Mudança de Transitividade versus Mudança de
Significado 2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
transitivo indireto.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, Muito custa          viver tão longe da família.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão:         Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
        Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
AGRADAR
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
acariciar. atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada Observe o exemplo abaixo:
quando o revê. Custei para entender o problema. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Forma correta: Custou-me entender o problema.
não perde oportunidade de agradá-lo.
IMPLICAR
2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido
pela preposição “a”. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não agradou aos presentes. Suas atitudes implicavam um firme propósito.
O cantor não lhes agradou.
b)  Ter como consequência, trazer como consequência,
ASPIRAR acarretar, provocar
1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
(o ar), inalar. povo.
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter envolver
como ambição. Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a
elas) Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, indireto e rege com preposição “com”.
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o
exemplo: PROCEDER
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
ASSISTIR agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar adjunto adverbial de modo.
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: As afirmações da testemunha procediam, não havia como
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Você procede muito mal.

2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar, 2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
estar presente, caber, pertencer. de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
Exemplos: O avião procede de Maceió.
Assistimos ao documentário. Procedeu-se aos exames.
Não assisti às últimas sessões. O delegado procederá ao inquérito.
Essa lei assiste ao inquilino.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é QUERER
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
introduzido pela preposição “em”. vontade de, cobiçar.
Assistimos numa conturbada cidade. Querem melhor atendimento.

Língua Portuguesa 56
APOSTILAS OPÇÃO
Queremos um país melhor. Dúvida acerca de, em, sobre
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição, Ojeriza a, por
estimar, amar. Bacharel em
Quero muito aos meus amigos. Horror a
Ele quer bem à linda menina. Proeminência sobre
Despede-se o filho que muito lhe quer. Capacidade de, para
Impaciência com
VISAR Respeito a, com, para com, por
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Adjetivos
O homem visou o alvo. Acessível a
O gerente não quis visar o cheque. Diferente de
Necessário a
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Acostumado a, com
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Entendido em
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Nocivo a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Afável com, para com
público. Equivalente a
Questões Paralelo a
Agradável a
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Escasso de
correto da regência do verbo, EXCETO: Parco em, de
(A) Faço entrega em domicílio. Alheio a, de
(B) Eles assistem o espetáculo. Essencial a, para
(C) João gosta de frutas. Passível de
(D) Ana reside em São Paulo. Análogo a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Fácil de
Preferível a
02. Assinale a opção em que o verbo Ansioso de, para, por
chamar é empregado com o mesmo sentido que Fanático por
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Prejudicial a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Apto a, para
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Favorável a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Prestes a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Ávido de
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Generoso com
(E) mandou chamar o médico com urgência. Propício a
Benéfico a
03. A regência verbal está correta na alternativa: Grato a, por
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Próximo a
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Capaz de, para
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Hábil em
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Relacionado com
Compatível com
Respostas Habituado a
01. B\02. A\03. D Relativo a
Contemporâneo a, de
Regência Nominal Idêntico a
   
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Advérbios
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Longe de Perto de
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, paralelamente a; relativa a; relativamente a.
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja: Questões

Obedecer a algo/ a alguém. 01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva


Obediente a algo/ a alguém. ser empregada, de acordo com a regência nominal.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados (B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (C) Sirlene tem horror ____ aves.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
população.
Substantivos
Admiração a, por 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
Devoção a, para, com, por simpatia.
Medo a, de (A) a, por, menos
Aversão a, para, por (B) do que, por, menos
Doutor em (C) a, para, menos
Obediência a (D) do que, com, menos
Atentado a, contra (E) do que, para, menos

Língua Portuguesa 57
APOSTILAS OPÇÃO
Respostas Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
01. D\02. A
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
5.7 Emprego do sinal indicativo Sempre vamos à praia no verão.
de crase. Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Crase Este aparelho é posterior à invenção do telefone.

A palavra crase é de origem grega e significa «fusão», 2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
«mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção» (mesmo que a expressão moda de fique subentendida):
de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da O jogador fez um gol à (moda de) Pelé. 
preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também, 3-) na indicação de horas:
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos Acordei às sete horas da manhã.
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Elas chegaram às dez horas.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Foram dormir à meia-noite.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome. 
4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de
Observe: que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou a + a igreja.
Vou à igreja. à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
No exemplo acima, temos a ocorrência da
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a à vontade à beça à larga à escuta
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo às avessas à revelia à exceção de à imitação de
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe à esquerda às turras às vezes à chave
os outros exemplos: à direita à procura à deriva à toa

Conheço a aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
Refiro-me à aluna. que
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer à
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode semelhança às ordens à beira de
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”.
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja Crase diante de Nomes de Lugar
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já
especificados. Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
1-) diante de substantivos masculinos: preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Andamos a cavalo. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
Fomos a pé. regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
2-) diante de  verbos no infinitivo: lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
A criança começou a falar. Por exemplo:
Ela não tem nada a dizer. Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
França.)
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Alegre.) 
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Entreguei a todos os documentos necessários. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, ocorrerá crase. Veja:
ocorrerá crase. Por exemplo: Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Cláudio para sair mais cedo.) Aquela (s), Aquilo

4-) diante de numerais cardinais: Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Chegou a duzentos o número de feridos regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Daqui a uma semana começa o campeonato.

Língua Portuguesa 58
APOSTILAS OPÇÃO
Veja:
Refiro-me a + aquele atentado.
Gostava de fotografar à distância.
Preposição Pronome Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
Refiro-me àquele atentado.
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição, 1-) diante de nomes próprios femininos:
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo: Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe:
Aluguei aquela casa. Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
Veja outros exemplos: feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Não obedecerei àquele sujeito. Roberto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Roberto.

A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as 2-) diante de pronome possessivo feminino:
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes Observação: é facultativo o uso da crase diante de
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do artigo. Observe:
termo regido feminino por um termo regido masculino.  Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
Por exemplo: esperando por você.
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade esperando por você.

Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase. Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
Veja outros exemplos: pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. frases abaixo das seguintes formas:
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia.
3-) depois da preposição até:
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)

Língua Portuguesa 59
APOSTILAS OPÇÃO
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
ordem dada: Amem-se uns aos outros.
A) à – a – a Sigam-me e não terão derrotas.
B) a – a – à
C) à – a – à - O verbo iniciar a oração:
D) à – à – a Diga-lhe que está tudo bem.
E) a – à – à Chamaram-me para ser sócio.

03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”. “a”:
a) à - àqueles - a - há  Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
b) a - àqueles - a - há  Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
c) a - aqueles - à - a  - O verbo estiver no gerúndio:
d) à - àqueles - a - a  Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
e) a - aqueles - à - há despreocupada.
Despediu-se, beijando-me a face.
Respostas - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
1-B / 2-A / 3-B Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
5.8 Colocação dos pronomes Mesóclise
átomos.
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
Colocação dos Pronomes Oblíquos realizará)
Átonos Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
proposta a você)
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a Fontes:
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
htm
referem. Questões
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
lhes, nos e vos. 01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na de estrutura nominal por pronome em:
oração em relação ao verbo: (A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
1. próclise: pronome antes do verbo lhes antecipadamente.
2. ênclise: pronome depois do verbo (B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
3. mesóclise: pronome no meio do verbo verbo fabricar se extraiu-lhe.
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
Próclise (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
conhecê-las.
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: (E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. 02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em
Não se trata de nenhuma novidade. “Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser
- Advérbios: (A) Basta apresenta-lo.
Nesta casa se fala alemão. (B) Basta apresentar-lhe.
Naquele dia me falaram que a professora não veio. (C) Basta apresenta-lhe.
(D) Basta apresentá-la.
- Pronomes relativos: (E) Basta apresentá-lo.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. Respostas
01. D/02. E
- Pronomes indefinidos:
Quem me disse isso? 6. Reescrita de frases e parágrafos
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. do texto. 6.1 Significação das
palavras. 6.2 Substituição de
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz!
palavras ou de trechos de texto.
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! 6.3 Reorganização da estrutura
de orações e de períodos do
- Preposição seguida de gerúndio: texto. 6.4 Reescrita de textos de
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais diferentes gêneros e níveis de
indicado à pesquisa escolar.
formalidade.
- Conjunção subordinativa:
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
Reescritura de Frases
Ênclise
Antes de discorrermos acerca de um assunto tão importante,
A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não convidamos você, caro (a) usuário (a), a se enlevar mediante as
aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A palavras do grandioso mestre de nossas letras, João Cabral de
ênclise vai acontecer quando: Melo Neto, que, por meio de uma metalinguagem, cumpre bem

Língua Portuguesa 60
APOSTILAS OPÇÃO
seu trabalho de lidar com as palavras e deixar claro para nós, A leitura é importante, necessária, útil e benéfica a todo
leitores, quão grandioso e magnífico é o exercício da escrita. emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
Voltemo-nos a elas, portanto: discursiva.
Outro aspecto, não menos importante, materializa-se pela
Catar feijão “abundância” de orações intercaladas, as quais corroboram
1. para a extensão da ideia, fazendo com que o interlocutor perca
Catar feijão se limita com escrever: o “fio da meada” e passe a não entender mais o que se afirma
joga-se os grãos na água do alguidar no início da oração. Dessa forma, para que fique um pouco mais
e as palavras na folha de papel; claro, analisemos o parágrafo que segue, revelando ser um bom
e depois, joga-se fora o que boiar. exemplo da ocorrência em questão:
Certo, toda palavra boiará no papel, A leitura, esse importante instrumento – o qual o torna
água congelada, por chumbo seu verbo: mais culto, mais apto a expressar seus pensamentos –, pois
pois para catar esse feijão, soprar nele, amplia significativamente seu vocabulário, contribui para o
e jogar fora o leve e oco, palha e eco. aperfeiçoamento da escrita.
Tudo aquilo que se afirma acerca da eficácia da leitura, ainda
2. que relevante, tornou extensa e cansativa a ideia abordada.
Ora, nesse catar feijão entra um risco: Dessa forma, retificando a oração, poderíamos obter como
o de que entre os grãos pesados entre essencial somente estes dizeres, os quais seguem expressos:
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente. A leitura contribui para o aperfeiçoamento da escrita.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo: Mediante os pressupostos aqui elencados, acreditamos ter
obstrui a leitura fluviante, flutual, contribuído de forma significativa para que você aprimore ainda
açula a atenção, isca-a como o risco. mais suas habilidades no que tange à construção textual. E que,
por meio da reescrita de suas ideias, possa ser hábil em jogar
Poema intitulado “Catar feijão”, parte constituinte do livro fora o leve o oco, assim mesmo como ressalta nosso grande
“Educação pela pedra”, publicado em 1965. mestre, e reelabore seu discurso pautando-se na concretude das
palavras, tornando-as claras, precisas, objetivas.
A comparação ora estabelecida parece casar perfeitamente
diante daquele momento em que as ideias são elencadas. No Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/reescrita-
entanto, é preciso ser hábil para escolher palavra por palavra, textual.html
de modo a fazer com que o discurso (as orações, os períodos, os
parágrafos) torne-se claro e preciso, atendendo às expectativas ATITUDES NÃO RECOMENDADAS
de nosso interlocutor. Dessa forma, como aqueles grãos que
boiam fora, desnecessários por sinal, algumas palavras também EXPRESSÕES USO RECOMENDADO
parecem não se encaixar, pois por um motivo ou outro acabam CONDENÁVEIS
escapando aos nossos olhos. A nível de / Ao nível Em nível, No nível
O porquê de escaparem? É simples, haja vista que nesse
momento essa habilidade antes mencionada entra em ação e, em Face a / Frente a Ante, Diante, Em face de, Em
meio a esse ínterim, conhecimentos de toda ordem parecem se vista de, Perante
relacionar, sejam eles de ordem ortográfica, semântica, sintática Onde (Quando não Em que, Na qual, Nas quais, No
e, sobretudo, aqueles indispensáveis a todo bom redator: o exprime lugar) qual, Nos quais
conhecimento de mundo.
Dada essa manifestação, é impossível não abordar um Sob um ponto de vista De um ponto de vista
procedimento, tão útil quanto necessário: a reescrita textual. Sob um prisma Por (ou através de) um prisma
Acredite que, por meio dele, você, enquanto emissor, encontrará
os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um Em função de Em virtude de, Por causa de,
grão imastigável, de quebrar dente. Vale dizer, contudo, que essa Em consequência de, Por, Em
reescrita não deve se dar somente no âmbito de corrigir aqueles razão de
possíveis erros... digamos assim... gramaticais. Importantes eles?
Sim, sem dúvida alguma, mas não são tudo. Cumpre afirmar que Expressões não recomendadas
a reescrita deve ir além, haja vista que nos permite reconhecer - a partir de (a não ser com valor temporal).
aquelas “falhas” que certamente seriam reconhecidas por Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se
outra pessoa, sobretudo em se tratando do “teor”, da “essência” de...
discursiva.
Tendo em vista que a coesão representa um dos principais - através de (para exprimir “meio” ou instrumento).
aspectos na produção textual, muitas vezes, mediante a leitura Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de,
daquilo que escrevemos, constatamos que os parágrafos não se segundo...
encontram assim tão harmoniosamente ligados como deveriam. - devido a.
Às vezes, uma conjunção ali, um advérbio acolá e um pronome Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa
adiante não se encontram bem distribuídos. Outras vezes, de.
percebemos uma quebra de simetria (revelada pela falta de
paralelismo), em que uma ideia poderia ter sido expressa de - dito.
outra forma. Opção: citado, mencionado.
Assim, de modo a constatar como esse aspecto assimétrico
se manifesta na prática, analise o seguinte enunciado: - enquanto.
A leitura é importante, necessária, útil e traz benefícios a Opção: ao passo que.
todo emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).
Inferimos que com o uso de “traz benefícios” houve uma Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.
quebra de simetria dos adjetivos explicitados (importante,
necessária, útil...). Não que isso seja considerado uma falha de - no sentido de, com vistas a.
grande extensão, mas a ideia ficaria mais clara se outro adjetivo Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.
tivesse sido utilizado, justamente para acompanhar o raciocínio
antes firmado, ou seja: - pois (no início da oração).

Língua Portuguesa 61
APOSTILAS OPÇÃO
Opção: já que, porque, uma vez que, visto que. Problema com o uso do conectivo “mas”. O conectivo mas indi-
ca uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Portanto,
- principalmente. a relação adversativa introduzida pelo “mas” no fragmento aci-
Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em ma produz uma ideia absurda.
particular.
- “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da tempestade
Expressões que demandam atenção sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu coração apazi-
- acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se guava as tormentas e a sensatez me mostrava que só estaríamos
- aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, separadas carnalmente”.
aceito Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles empobrecem
- acendido, aceso (formas similares) – idem a redação e fazem parecer que o autor não tem criatividade ao
- à custa de – e não às custas de lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente.
- à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que,
conforme - “Todos os deputados são corruptos”.
- na medida em que – tendo em vista que, uma vez que Evite pensamentos radicais. É recomendável não generali-
- a meu ver – e não ao meu ver zar e evitar, assim, posições extremistas.
- a ponto de – e não ao ponto de
- a posteriori, a priori – não tem valor temporal - “Bem, acho que - você sabe - não é fácil dizer essas coisas.
- em termos de – modismo; evitar Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você to-
- enquanto que – o que é redundância mou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe - todos
- entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a sabem - ele pensa diferente. É bom a gente pensar como vai fazer
- implicar em – a regência é direta (sem em) para, enfim, para ele entender a decisão”.
- ir de encontro a – chocar-se com O ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito
- ir ao encontro de – concordar com não deve apresentar marcas de oralidade.
- se não, senão – quando se pode substituir por caso não,
separado; quando não se pode, junto - “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
- todo mundo – todos Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom
- todo o mundo – o mundo inteiro cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau hu-
- não pagamento = hífen somente quando o segundo termo mor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
for substantivo
- este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo - “Fazem” cinco anos.
presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está tratando) Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. /
- esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
(tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do
presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase). - “Houveram” muitos acidentes.
Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos
Erros Comuns acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos
iguais.
- “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte
anos tenho muitas novidades para contar”. - Para “mim” fazer.
Uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fa-
coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se re- zer, para eu dizer, para eu trazer.
fere, portanto nada conecta e produz relação absurda.
- Entre “eu” e você.
- “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /
cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel. “Tudo começou na- Entre eles e ti.
quele baile de quinze anos”, “... é aos dezoito anos que se começa
a procurar o caminho do amanhã e encontrar as perspectiva que - “Há” dez anos “atrás”.
nos acompanham para sempre na estrada da vida”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos
Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras ou dez anos atrás.
gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto,
se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões - “Entrar dentro”.
gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do texto Problema de redundância. O certo seria: entrar em.
fica comprometida. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de liga-
ção, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do
- Tema: Para você, as experiências genéticas de clonagem falecido.
põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a
vida? “Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu - Vai assistir “o” jogo hoje.
valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir todos Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa,
os mistérios da vida que nos cerca a todo instante”. à sessão.
É de extrema importância seguir o que foi proposto no tema. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou)
Antes de começar o texto leia atentamente todos os elementos à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. /
que o examinador apresentou. Esquematize as ideias e perceba Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à
se não há falta de correspondência entre o tema proposto e o carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
texto criado.
- Preferia ir “do que” ficar.
- “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo (...) Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É
mostrou que ele não era maligno”. preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer
Esta frase está ambígua. Não se sabe se o pronome ele refere- sem glória.
-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, deve-se
observar se a relação entre cada palavra do texto está correta. - Não há regra sem “excessão”.
O certo é exceção.
- “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma
criança”. correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente),
“xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso),

Língua Portuguesa 62
APOSTILAS OPÇÃO
“cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.
“calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem- - Ele foi um dos que “chegou” antes.
-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho” Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que
(empecilho), “envólucro” (invólucro). chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um
dos que sempre vibravam com a vitória.
- Comprei “ele” para você.
Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. As- - “Cerca de 18” pessoas o saudaram. Cerca de indica arredon-
sim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos damento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20
entrar, viu-a, mandou-me. pessoas o saudaram.
- “Aluga-se” casas. - Tinha “chego” atrasado.
O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem- “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se
terrenos. / Procuram-se empregados. - Queria namorar “com” o colega.
- Chegou “em” São Paulo. O com não existe: Queria namorar o colega.
Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Pau-
lo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo. - O processo deu entrada “junto ao” STF.
Processo dá entrada no STF
- Todos somos “cidadões”.
O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de - As pessoas “esperavam-o”.
caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os
e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no.
- A última “seção” de cinema. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo
de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, se- - Vocês “fariam-lhe” um favor?
ção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, ses- Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) de-
são do Congresso. pois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicio-
nal) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um
- Vendeu “uma” grama de ouro. favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá-
Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitami- -se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. /
na C de dois gramas. Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).

- “Porisso”. - Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.
Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime dis-
tância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Che-
- Não viu “qualquer” risco. gou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco
Deve-se usar “nenhum”, e não “qualquer. minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12
Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
Nunca promoveu nenhuma confusão.
- Estávamos “em” quatro à mesa.
- A feira “inicia” amanhã. O “em” não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis.
Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugu- / Ficamos cinco na sala.
ra-se) amanhã.
- Sentou “na” mesa para comer.
- O peixe tem muito “espinho”. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o cer-
Peixe tem espinha. to: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina,
Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. ao computador.
/ Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabe-
çário” (cabeçalho). - Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu.
A locução não existe. Use porque: Ficou contente porque nin-
- Não sabiam «aonde» ele estava. guém se feriu.
O certo: Não sabiam onde ele estava.
Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei - O time empatou “em” 2 a 2.
aonde ele quer chegar. / Aonde vamos? A preposição é “por”: O time empatou por 2 a 2. Repare que
ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
- “Obrigado”, disse a moça.
Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. / - Não queria que “receiassem” a sua companhia.
Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia.
- Ela era “meia” louca. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só exis-
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio te i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: re-
amiga. ceiem, passeias, enfeiam).

- “Fica” você comigo. - Eles “tem” razão.


Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo No plural, têm é com acento. Tem é a forma do singular. O
é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm;
Chegue aqui. ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

- A questão não tem nada «haver» com você. - Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos,
A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. só o último elemento varia: acordos político-partidários. Ou-
Da mesma forma: Tem tudo a ver com você. tros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-
-financeiras, partidos social-democratas.
- Vou “emprestar” dele.
Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar - Andou por “todo” país.
o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país
irmão. (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi
demitida.

Língua Portuguesa 63
APOSTILAS OPÇÃO
Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada - O pai “sequer” foi avisado.
homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi
avisado. / Partiu sem sequer nos avisar.
- “Todos” amigos o elogiavam.
No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era - O fato passou “desapercebido”.
difícil apontar todas as contradições do texto. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. De-
sapercebido significa desprevenido.
- Ela “mesmo” arrumou a sala.
“Mesmo” é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / - “Haja visto” seu empenho...
As vítimas mesmas recorreram à polícia. A expressão é “haja vista” e não varia: Haja vista seu empe-
nho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
- Chamei-o e “o mesmo” não atendeu.
Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou - A moça “que ele gosta”.
substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários pú- Quem gosta, gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta
blicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos
servidores (e não “dos mesmos”). - É hora “dele” chegar.
Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou
- Vou sair “essa” noite. pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar.
É este que designa o tempo no qual se está o objeto próximo: / Apesar de o amigo tê-lo convidado. / Depois de esses fatos te-
Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este rem ocorrido.
jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
- A festa começa às 8 “hrs.”.
- A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sem- As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural
pre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora. nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.

- Comeu frango “ao invés de” peixe. - “Dado” os índices das pesquisas...
Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de pei- A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... /
xe. Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar,
saiu. - Ficou “sobre” a mira do assaltante.
Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltan-
- Se eu “ver” você por aí... te. / Escondeu-se sob a cama.
O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre
(de vir); se eu tiver (de ter); se ele puser (de pôr); se ele fizer (de o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o
fazer); se nós dissermos (de dizer). piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz
alguma coisa e alguém vai para trás.
- Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em
que depois do “d” vêm “e” e “i”: Explode, explodiram, etc. Portan- - “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu
to, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”, ver, a seu ver, a nosso ver.

- Disse o que “quiz”. Norma Culta e Língua-Padrão


Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis,
quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
puséssemos. terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
- O homem “possue” muitos bens. pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admi- lhe dê.
tem ue: Continue, recue, atue, atenue. O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
- A tese “onde”. uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... pesquisa e trabalhos acadêmicos.
/ A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
- Já “foi comunicado” da decisão. Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua
Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática.
da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os em- Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua
pregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um
decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empre- padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que
gados. conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num
nível hipotético.
- A modelo “pousou” o dia todo. Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há
Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, dois estratos diferenciados: um praticamente intangível,
etc. representado nas normas preconizadas pela gramática
tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da
- Espero que “viagem” hoje. língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual
Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma ver- seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos
bal é viajem (de viajar). que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa
Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento população”, segundo Marcos Bagno.
(saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é ex- Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística
tensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concreti- somente a pessoa que tiver formação universitária completa
zado). será caracterizada como falante culto(urbano).

Língua Portuguesa 64
APOSTILAS OPÇÃO
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos Norma culta, norma padrão e norma popular
que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao
língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando
sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A
gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas
(de repressão linguística) como o vestibular. também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na
Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes,
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma
da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de
descrevem? Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera-
culto). se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a Português do Brasil.
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma A existência da civilização dá-se com o surgimento da
língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo esta importante nos documentos formais que exigem a correta
os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer expressão do Português para que não haja mal entendido algum.
de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela
na escrita do que na fala. elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou verbal.
também, ao longo da história, um processo fortemente unificador A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas
(que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas
que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos,
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto). “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA).
cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
grupo profissional ”. pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
assim: pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Me conta como foi o fim de semana… indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Te enganaram, com certeza! usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
mandado embora? sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
Ou mesmo assim: de construção sintática, além de uma maior utilização da
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
machucados. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
– Acho que já lhe conheço, rapaz. formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua
língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só representadas na gramática, mas é marcada pela língua
se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te / produzida em certo momento da história e em uma determinada
explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
/ acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua- formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
padrão. Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
polarização entre a norma-padrão (também denominada idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
“norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência
senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal
leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem, a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma
norma culta. Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
no Brasil.

Língua Portuguesa 65
APOSTILAS OPÇÃO
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação: pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios
Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem
anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível. à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética
A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A (orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo).
Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue A contribuição Greco-latina é responsável pela existência,
rigidamente as regras gramaticais. em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos:
Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante - Adversário e antagonista.
tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como - Translúcido e diáfano.
porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o - Semicírculo e hemiciclo.
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua - Contraveneno e antídoto.
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de - Moral e ética.
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais. - Colóquio e diálogo.
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e, - Transformação e metamorfose.
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é - Oposição e antítese.
pequena. O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes palavra que também designa o emprego de sinônimos.
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência - Ordem e anarquia.
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente - Soberba e humildade.
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita. - Louvar e censurar.
Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos - Mal e bem.
e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
linguagem popular, falada no cotidiano. antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
O nível popular está associado à simplicidade da utilização implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos. anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da
natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
Dentre as características da Norma Popular podemos vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa; - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com - Aço (substantivo) e asso (verbo).
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente considerada uma deficiência dos idiomas.
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas; no timbre ou na intensidade das vogais.
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes - Rego (substantivo) e rego (verbo).
pessoais retos como objetos. - Colher (verbo) e colher (substantivo).
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral, - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e - Para (verbo parar) e para (preposição).
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica. - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
da Norma Popular). per+o).
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade, Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando diferentes na escrita.
conhecer a língua culta para conviver. - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress. - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado) - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
consertar).
Significação das palavras - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como - Censo (recenseamento) e senso (juízo).
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
com a ideia associada a este conjunto. - Paço (palácio) e passo (andar).
- Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
Exemplo: anular).
- Alfabeto, abecedário. - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
- Brado, grito, clamor. (tempo de uma reunião ou espetáculo).
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir.
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).

Língua Portuguesa 66
APOSTILAS OPÇÃO
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). Questões

Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na 01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das
pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente, mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um
séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá
(aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento, quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência
deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade
divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas
corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). participar.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas
Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação. em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos
A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos: usuários de distinguir essas variações como relevantes no
- Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para
plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários
gado. precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros,
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu de observações e reconhecer a organização geral da rede de que
do palato. participam.
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
têm dezenas de acepções. recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
Sentido Próprio e Figurado das Palavras conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
Pela própria definição acima destacada podemos perceber sentimento de pânico experimentados por um número crescente
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
ela traz (denominada significado). sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se para o espírito.
assim: (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum Revista USP, no 92. Adaptado)
que costumamos dar a uma palavra.
- Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho
podemos dar a uma palavra. / estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
Vamos analisar a palavra  cobra utilizada em diferentes adequados respectivamente em:
contextos: a) procurar / gostar de / ilustrar
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento) b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que c) interferir / propor / embrutecer
adota condutas pouco apreciáveis) d) intrometer-se / prezar / esclarecer
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito e) contrapor-se / consolidar / iluminar
sobre alguma coisa, “expert”)
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum 02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
figurado. se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte naquele armistício transitório, uma legião desarmada,
concreta) pode ter vários significados (conceitos). mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
Fonte: das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm- gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos
Denotação e Conotação em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de
exemplo: milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana –
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido molambos...
próprio, comum, usual, literal. Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata- uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais,
dicionarístico. moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
expressiva. Veja este exemplo: crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
seja tarde mais. mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; (CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos.
disciplina, limitação de conduta e comportamento. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)

Língua Portuguesa 67
APOSTILAS OPÇÃO
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
a) Armistício – destruição
b) Claudicante – manco
c) Reveses – infortúnios
d) Fealdade – feiura
e) Opilados – desnutridos

03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras


sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é
crime! 
b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
agora expiar seus crimes. 
d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
o bom censo. 
e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
tomate. 

04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir


de exemplos de parônimos:
a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
d) Nenhuma das alternativas.

05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,


seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias
diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a
alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
a) taxa, cesta, assento
b) conserto, pleito, ótico
c) cheque, descrição, manga
d) serrar, ratificar, emergir

Respostas
01. B\02. A\03. C\04. A\05. A

Anotações

Língua Portuguesa 68
NOÇÕES DE LÓGICA
APOSTILAS OPÇÃO

Se Ana foi à praia então Paulo foi pescar, ora eu sou muito
amigo de uma Ana e de um Paulo e ambos detestam ir à praia
ou mesmo pescar, auto induzindo respostas absurdas.
Dessa forma, as relações são arbitrárias, ou seja, não
importa se você conhece Ana, Homero ou Paulo. Não importa
o seu conhecimento sobre as proposições que formam a frase,
na realidade pouco importam se as proposições são
verdadeiras ou falsas.
1) Entendimento da Queremos dizer que o seu conhecimento sobre a frase
estrutura lógica das relações deverá ser arbitrário, vamos ver através de outro exemplo:
arbitrárias entre pessoas, Todo cavalo é um animal azul
lugares, coisas, eventos Todo animal azul é árvore
fictícios; dedução de novas Logo Todo cavalo é árvore
informações das relações Observe que podemos dizer que se tem acima um
fornecidas e avaliar as argumento lógico, formado por três proposições categóricas
condições usadas para (estas têm a presença das palavras Todo, Algum e Nenhum), as
duas primeiras serão denominadas premissas e a terceira é a
estabelecer a estrutura conclusão.
daquelas relações. 2) Observe que as três proposições são totalmente falsas, mas
Resolução de situações- é possível comprovar que a conclusão é uma consequência
lógica das premissas, ou seja, que se considerar as premissas
problema. 3) As questões como verdadeiras, a conclusão será, por consequência,
desta prova poderão tratar verdadeira, e este argumento será considerado válido
das seguintes áreas: logicamente.
A arbitrariedade é tanta que na hora da prova pode ser
estruturas lógicas, lógicas de interessante substituir as proposições por letras, veja:
argumentação, diagramas
lógicos. Todo A é B
Todo B é C
Caro (a) candidato (a), não fizemos a divisão em Tópicos Logo Todo A é C
pois os mesmos estão inteiramente relacionados. Colocamos os
assuntos seguindo a melhor ordem de estudo para você; visando A arbitrariedade ainda se relaciona às pessoas, lugares,
a melhor compreensão dos assuntos cobrados neste edital. coisas, ou eventos fictícios. Cobra-se no edital o ato de deduzir
novas informações das relações fornecidas, ou seja, o aspecto
da Dedução Lógica poderá ser cobrado de forma a resolver as
RACIOCÍNIO LÓGICO E A VISÃO SISTÊMICA
questões.
- Deduzir novas informações das relações fornecidas e Caro (a) candidato (a), elaborar estratégia para inteirar-se
avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura sobre Raciocínio Lógico e uma visão sistêmica na hora de
daquelas relações; resolver uma questão é de suma importância para se obter o
sucesso e acertar.
- Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a Nestes tipos de questões, envolvem-se interpretação de
estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas, lugares, texto e todo o conhecimento em Raciocínio Lógico, haja vista
coisas, eventos fictícios; que o objetivo é testar as habilidades de raciocínio dos
candidatos, assim sendo, estude os seguintes tópicos em nosso
- Visa também avaliar se o candidato identifica as material:
regularidades de uma sequência, numérica ou figural, de modo - Princípio da Regressão ou Reversão;
a indicar qual e o elemento de uma dada posição; - Implicação Lógica;
- Estruturas Lógicas;
- Correlação de Elementos / Associação Lógica;
- Compreensão do processo lógico que, a partir de um
- Lógica de Argumentação;
conjunto de hipóteses, conduz, de forma valida, a conclusões
determinadas. - Proposições Categóricas.

Pode-se afirmar que só para analisar o edital, tem-se um


primeiro “susto”, o candidato não entende o que vai cair. PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO
Alguns perguntam se tem matéria para estudar, outros qual é
a matéria. Observe que vai cair na prova conhecimentos do Princípio da regressão
candidato se o mesmo entende a estrutura lógica de relações Este princípio tem como objetivo resolver determinados
arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas, ou eventos fictícios. problemas de forma não algébrica, mas utilizando uma técnica
Entende-se por estruturas lógicas as que são formadas baseada em raciocínio lógico, conhecida como princípio da
pela presença de proposições ou sentenças lógicas (são regressão ou reversão.
aquelas frases que apresentam sentido completo, como por Esta técnica consiste em determinar um valor inicial
pedido pelo problema a partir de um valor final dado. Utiliza-
exemplo: Homero é culpado).
se para resolução dos problemas as operações matemáticas
Observe que a estrutura lógica vai ligar relações arbitrárias
básicas com suas respectivas reversões.
e, neste caso, nada deverá ser levado para a prova a não ser os
conhecimentos de Lógica propriamente dito, os candidatos
muitas vezes caem em erros como: - Fundamento da regressão
Utilizando as quatro operações fundamentais, podemos
obter uma construção quantitativa lógica fundamentada no

Noções de Lógica 1
APOSTILAS OPÇÃO

princípio da regressão, cujo objetivo é obter o valor inicial do II) No segundo passo, ele já possuía 10 reais, mas doou 20
problema proposto através da operação inversa. para a igreja (-20) e ao recuperá-lo ficou com 10 + 20 = 30.
Como ele dobrou o capital, temos agora que reduzi-lo a metade
(30 ÷ 2) = 15. Conclusão: na segunda etapa ele possuía 15 reais,
Soma ↔ a regressão é feita pela subtração.
que dobrados originaram 30 reais. Como doou 20 reais, ficou
Subtração ↔ a regressão é feita pela soma.
com 10 no terceiro passo.
Multiplicação ↔ a regressão é feita pela divisão.
I) Inicialmente, ele possuirá os 15 reais mais 20 reais que
Divisão ↔ a regressão é feita pela multiplicação.
serão recuperados, ou seja, 35 reais e reduzir o capital pela
metade (35 ÷ 2) = 17,50.
Veja os exemplos abaixo: Resposta: Inicialmente, possuía R$ 17,50.
1 – Uma pessoa gasta metade do seu capital mais R$ 10,00, Gabarito: D
ficando sem capital algum. Quanto ela possuía inicialmente?
Solução: Outros métodos:
2- Tabela verdade e equivalência lógica, negação e validade
de um argumento.
3- Regras de Inferência
4- Diagramas de Euller-Venn
O candidato deve ficar atento, após o entendimento da
tabela verdade, este deve saber aplicar as regras de inferência,
diagramas de Venn, equivalência e negação, assim ele
verificará que não existe lógica pelas frases ou suas
interpretações , veja o modelo abaixo( caso 1 e 2 ).
Caso 1: validade de um argumento
Um argumento é válido caso satisfaça duas condições:
I – A proposição 1, a proposição 2 e a conclusão (p1, p2, C),
No problema acima, a pessoa gastou em dinheiro (– R$ têm pelo menos uma linha verdadeira quando construída a sua
10,00), ou seja, houve uma perda. Pelo princípio da regressão, tabela-verdade.
iremos supor que ele recuperará o dinheiro, para que II – (p1 p2) → C é tautológica, caso contrário, temos um
possamos chegar à situação inicial (+ R$ 10,00). sofisma.
Posteriormente, ele gasta metade do seu capital (÷2). Para
voltarmos a situação inicial devemos multiplicar por 2 o valor Nota: argumento possui 3 premissas no mínimo
em dinheiro que ele possuía. Logo, 2 × R $10,00 = R$ 20,00. e uma conclusão e silogismo 2 premissas e uma
conclusão, assim de início chamarei o silogismo
2 – Um indivíduo fez uma promessa a São Sebastião, se este de argumento sem o rigor da definição, pois a
dobrar o seu dinheiro, ele doará R$ 20,00 para a igreja, no final preocupação é quanto a validade, e percebe que
da 3º dobra, nada mais lhe restara, quanto possuía o indivíduo não há correlação com o português, mas sim
inicialmente? com a estrutura.
(A) 14,50
(B) 15,50 Exemplo:
(C) 16,50 Verifique se o argumento (silogismo) abaixo é válido:
(D) 17,50 Premissa 1 (P1): pvq
(E) 18,50 Premissa 2 (P2): ~q
Solução: Conclusão (C): p

a) Solução Algébrica Condição I: P1, P2 e C devem ter pelo menos uma linha da
Valor que possuía inicialmente: x tabela-verdade toda verdadeira.
1º dobra: 2x – 20 P1: pvq P2: ~q C: p
2° dobra: 2(2x – 20) – 20 V F V
3° dobra: 2[2(2x – 20) – 20] – 20 = 0 V V V
Resolvendo a equação encontramos x = 17,50 V F F
Resposta: Inicialmente o indivíduo possui R$17,50
F V F
b) Solução pelo método da regressão
Condição II: (p1 p2) → C deve ser tautológica
(pvq) ~q → p
F V V
V V V
F V F
Pelo método da regressão, vamos abordar o problema do F V F
final para o início, ou seja, partiremos do passo IV até o passo
I. Resposta: O argumento é válido, pois satisfaz as duas
IV) Se no final restou 0, significa que todo o dinheiro foi condições.
doado.
III) No terceiro passo, ele dobrou o capital que tinha e deu 1) Verifique se os argumentos abaixo são válidos:
20 reais para a igreja, fazendo a regressão, podemos dizer se p1: hoje é sábado ou domingo.
ele deu 20 reais para a igreja (representar – 20), então, ele os p2: hoje não é sábado.
possuía inicialmente 20 (representar +20). Como ele dobrou o C: hoje é domingo.
capital, temos agora que reduzi-lo a metade (20 ÷ 2) = 10. Solução:
Conclusão: na terceira etapa ele possuía 10 reais, que Construindo a tabela, temos:
dobrados originaram 20 reais. Como doou 20 reais, ficou com
nada no quarto passo.

Noções de Lógica 2
APOSTILAS OPÇÃO

p1: pvq p2: ~p C: q III) existe rondoniense casado


V F V IV) Todo rondoniense é casado
V F F V) Todo casado é rondoniense
V V V Definir:
F V F A = Rondoniense
B= Casado
De acordo com a tabela, podemos garantir que o
argumento é válido, pois existe pelo menos uma linha toda
verdadeira (V, V, V) e a verdade das premissas (V, V) garante a
verdade da conclusão (V).
Gabarito: V, pois o argumento é válido.

2) É correto o raciocínio lógico dado pela sequência de


proposições seguintes:
Se Célia tiver um bom currículo, então ela conseguirá um
bom emprego.
Ela conseguiu um bom emprego. CONCLUSÃO: Topologicamente o pelo menos 1 é a
Portanto, Célia tem um bom currículo. condição mínima de existência; algum e existe estão no mesmo
Solução: nível de importância e o todo é a última figura sendo assim
topologicamente possível mas a última, em termos de
p1: p → q p2: q C: p importância.
V V V
F F V Questões
V V F
V F F 01. Uma senhora levava uma caixa de chocolates para dar
aos seus netos. Ao primeiro ela deu a metade dos chocolates
Neste caso, a primeira condição é satisfeita, ou seja, temos que levava mais meio chocolate. Ao segundo, deu a metade do
uma linha toda verdadeira (V, V, V). No entanto, a verdade das que restou e mais meio chocolate. Por último, ao terceiro neto
premissas, além de garantir a verdade da conclusão, também ela deu a metade do que ainda sobrou e mais meio chocolate,
garantiu a sua falsidade, havendo assim uma contradição não sobrando nenhum com ela. Quantos chocolates havia
(também conhecido como princípio do terceiro excluído). inicialmente na caixa?
Exemplo:
p1 p2 C 02. Um homem gastou tudo o que tinha no bolso em três
lojas. Em cada uma gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do
V V V
que tinha ao entrar. Quanto o homem tinha ao entrar na
V V F
primeira loja?
A conclusão não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo
03. Um feirante vendeu 1/3 das frutas que possuía mais
tempo, logo o argumento não é válido.
duas. A seguir, vendeu 4/5 das restantes mais uma, ficando,
Gabarito: F
assim, com três frutas. Se n é o número inicial de frutas, então:
(A) n > 100
Caso 2
(B) 90 < n < 100
- DIAGRAMAS DE VENN- EULLER –EXPRESSÕES
(C) 70 < n < 90
CATEGÓRICAS
(D) 50 < n < 70
(E) 30 < n < 50
As expressões categóricas são:
TODO
04. (SENAI) O sr. Altair deu muita sorte em um programa
ALGUM
de capitalização bancário. Inicialmente, ele apresentava um
NENHUM
saldo devedor X no banco, mas resolveu depositar 500 reais, o
que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou uma certa quantia A.
NOTA: Deve ficar claro que a negação destas expressões
Essa quantia A, ele resolveu aplicar no programa e ganhou
não tem nenhuma relação com a gramática, língua Portuguesa
quatro vezes mais do que tinha, ficando então com uma
ou relação com o seu antônimo como todo, nenhum ou coisa
quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair resolveu aplicar no
do gênero, na verdade a negação destas expressões tem
programa, agora a quantia B que possuía, e novamente saiu
relação direta com a cisão topológica do diagrama, podendo
contente, ganhou três vezes o valor investido. Ao final, ele
ainda ser associada à mecânica dos fluidos no que se refere a
passou de devedor para credor de um valor de R$ 3 600,00 no
volume de controle, para não entramos no contexto da física
banco. Qual era o saldo inicial X do sr. Altair?
será feito apenas uma abordagem topológica da estrutura.
(A) -R$ 350,00.
(B) -R$ 300,00.
Caso 1: Negação da expressão Nenhum
(C) -R$ 200,00.
Qual a negação da proposição: “Nenhum rondoniense é
(D) -R$ 150,00.
casado”
(E) -R$ 100,00.
i) deve ficar claro que a negação de nenhum não é todo ou
Respostas
pelo menos um ou qualquer associação que se faça com o
português, a topologia da estrutura nos fornecerá várias
01. Resposta:
respostas, vejamos:
Possíveis negações: Negar a frase é na verdade verificar os
possíveis deslocamentos dos círculos.
I) pelo menos 1 rondoniense é casado
II) algum rondoniense é casado

Noções de Lógica 3
APOSTILAS OPÇÃO

Como o valor de X representa uma dívida representamos


com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00.

ESTRUTURAS LÓGICAS

Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser


entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos
que permitem estabelecer as condições de validade e
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais
sentenças denominadas premissas e uma sentença
denominada conclusão.
Em diversas provas de concursos são empregados toda
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político,
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura.

02. Resposta: Conceito de proposição


Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de
sentido completo. Assim, as proposições transmitem
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou
entes.
Elas devem possuir além disso:
- um sujeito e um predicado;
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F).
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma
proposição.
Vejamos alguns exemplos:
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar
B) Brasília é a capital do Brasil.
C) Todos os músicos são românticos.

A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou


F).
TOME NOTA!!!
03. Resposta: Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda
proposição, é pela presença de:
- sujeito simples: "Carlos é médico";
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
- sujeito inexistente: "Choveu"
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito,
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada
proposição.

Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são


consideradas proposições lógicas.

Princípios fundamentais da lógica


A Lógica matemática adota como regra fundamental três
princípios1 (ou axiomas):

I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição


04. Resposta: C. verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última
aplicação é 3B, logo: II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma proposição
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200 não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo tempo.
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A
→ A = 1200/4 → A = 300 III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com o proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X → um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.
-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200.

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Noções de Lógica 4
APOSTILAS OPÇÃO

Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados, Ventou Inexistente Ventou É uma frase
NÃO podemos classificar uma frase como proposição. hoje (ventar) lógica
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma
Valores lógicos das proposições livro de livro verbo frase lógica
Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade, literatura
se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma
é falsa (F). esse carro sujeito frase lógica
Consideremos as seguintes proposições e os seus Existe vida Vida Existir É uma frase
respectivos valores lógicos: em Marte lógica
a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F) Sentenças representadas por variáveis
a) x + 4 > 5;
A maioria das proposições são proposições contingenciais, b) Se x > 1, então x + 5 < 7;
ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15.
exemplo, se considerarmos a proposição simples:
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares”
“Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do referem-se à quantidade de verbos presentes na frase.
ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será
da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo
lógico é único — ou verdadeiro ou falso. = 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de
Classificação das proposições um átomo (mais de um átomo = uma molécula).
As proposições podem ser classificadas em:
Questões
1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de 01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS
ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... . CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é
Exemplos: classificada como uma proposição simples?
O céu é azul. (A) Será que vou ser aprovado no concurso?
Hoje é sábado. (B) Ele é goleiro do Bangu.
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista.
2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem (D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos.
elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por 02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais –
letras maiusculas: P, Q, R, ... . IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma
Exemplos: proposição?
O ceu é azul ou cinza. (A) O copo de plástico.
Se hoje é sábado, então vou a praia. (B) Feliz Natal!
(C) Pegue suas coisas.
Observação: os termos em destaque são alguns dos (D) Onde está o livro?
conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica (E) Francisco não tomou o remédio.
matemática.
03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir:
3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um • “A frase dentro destas aspas é uma mentira.”
valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a • A expressão x + y é positiva.
proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São • O valor de √4 + 3 = 7.
consideradas sentenças abertas: • Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira.
a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou • O que é isto?
ontem? – Fez Sol ontem? Há exatamente:
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso! (A) uma proposição;
c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue (B) duas proposições;
a televisão. (C) três proposições;
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, (D) quatro proposições;
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão (E) todas são proposições.
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão
ambígua) – 2 + 3 + 7 Respostas

4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição 01. Resposta: D.


admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, Analisando as alternativas temos:
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou (A) Frases interrogativas não são consideradas
sentença lógica. proposições.
Observe os exemplos: (B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos
definir quem é ele.
Frase Sujeito Verbo Conclusão (C) Trata-se de uma proposição composta
Maria é Maria É (ser) É uma frase (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
baiana (simples) lógica sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase
têm dois (composto) lógica 02. Resposta: E.
irmãos Analisando as alternativas temos:
(A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.

Noções de Lógica 5
APOSTILAS OPÇÃO

(B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é Construção da tabela verdade de uma proposição
proposição. composta
(C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição. Para sua construção começamos contando o número de
(D) É uma frase interrogativa. proposições simples que a integram. Se há n proposições
(E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso,
declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos. atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante.
03. Resposta: B.
Analisemos cada alternativa: Exemplos
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não 1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e
podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma 2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2
sentença lógica. valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos
(B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos
valores lógicos, logo não é sentença lógica. valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda
podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado a tabela propriamente dita.
que tenhamos
(D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
valor de V ou F a sentença).
(E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.

CONCEITO DE TABELA VERDADE

Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,


previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)
simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de 2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os
uma determinada fórmula (proposição composta). cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em
proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o 4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2
valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade). em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos
Em se tratando de uma proposição composta, a valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição).
determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
no seguinte princípio, vamos relembrar:

O valor lógico de qualquer proposição composta


depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
proposições simples componentes, ficando por eles
UNIVOCAMENTE determinados.

Para determinarmos esses valores recorremos a um


dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
proposição composta (sua solução) correspondente a todas as (Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)
possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
simples componentes. Vejamos alguns exemplos:

Número de linhas de uma Tabela Verdade 01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
O número de linhas de uma proposição composta depende então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
do número de proposições simples que a integram, sendo dado da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
pelo seguinte teorema: (A) 2;
(B) 4;
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* (C) 8;
proposições simples componentes contém 2n linhas.” (* (D) 16;
Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”) (E) 32.
Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para
a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda Vamos contar o número de verbos para termos a
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV, quantidade de proposições simples e distintas contidas na
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
Análise Combinatória. Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Noções de Lógica 6
APOSTILAS OPÇÃO

02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições (V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em
simples e distintas, então o número de linhas da tabela- termos de valores lógicos, entre si.
verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
(A) 2; 2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de
(B) 4; conjunção de duas proposições p e q a proposição
(C) 8; representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V)
(D) 16; quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e
(E) 32. falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”).
Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio Pela tabela verdade temos:
acima, então teremos:
Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
Resposta D.

Estudo dos Operadores e Operações Lógicas


Quando efetuamos certas operações sobre proposições
chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de Exemplos
forma a determinarmos os valores das proposições. (a)
p: A neve é branca. (V)
q: 3 < 5. (V)
1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V
proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de (b)
p. p: A neve é azul. (F)
Pela tabela verdade temos: q: 6 < 5. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
Simbolicamente temos: V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F
~V = F ; ~F = V
V(~p) = ~V(p) (d)
p: A neve é azul. (F)
Exemplos q: 7 é número ímpar. (V)
Proposição Negação: ~p V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico - O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V),
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias escrevendo:
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE V(p) = V
trabalhar Norberto foi trabalhar
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F),
escrevendo:
A primeira parte da tabela todas as afirmações são
V(p) = F
verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade.
- As proposições compostas, representadas, por exemplo,
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus
- Dupla negação (Teoria da Involução): vamos
respectivos valores lógicos representados por:
considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T).
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção
NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a
simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas
proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno
proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo
NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico
valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das
verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de
proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando
valores lógicos a sua proposição primitiva.
ambas são falsas.
p ≡ ~(~p)
Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”).
Pela tabela verdade temos:
Observação: O termo “equivalente” está associado aos
“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
natureza de seus valores lógicos.
Exemplo:
1. Saturno é um planeta do sistema solar.
2. Sete é um número real maior que cinco.
Exemplos
Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das (a)
proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é p: A neve é branca. (V)
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros q: 3 < 5. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V

Noções de Lógica 7
APOSTILAS OPÇÃO

(b) (b)
p: A neve é azul. (F) p: A neve é azul. (F)
q: 6 < 5. (F) q: 6 < 5. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V

(c) (c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V) p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F

(d) (d)
p: A neve é azul. (F) p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V) q: 7 é número ímpar. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V

4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção 6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se


exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é proposição bicondicional ou apenas bicondicional
verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou e a falsidade (F) nos demais casos.
ambas falsas. Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q, suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p).
MAS NÃO AMBOS”). Pela tabela verdade temos:
Pela tabela verdade temos:

Exemplos
(a)
p: A neve é branca. (V)
Para entender melhor vamos analisar o exemplo. q: 3 < 5. (V)
p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V
verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
condição não exclui a outra – disjunção inclusiva). (b)
Podemos escrever: p: A neve é azul. (F)
Nathan é médico ^ Nathan é professor q: 6 < 5. (F)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V
q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas (c)
não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva). p: Pelé é jogador de futebol. (V)
Reescrevendo: q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
Mario é carioca v Mario é paulista. V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F

Exemplos (d)
a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos. p: A neve é azul. (F)
b) Ou Plínio pula ou Lucas corre. q: 7 é número ímpar. (V)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F
5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se
proposição condicional ou apenas condicional representada Transformação da linguagem corrente para a
por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em simbólica
que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
casos. isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente resolver questões deste tipo.
para q; q é condição necessária para p). Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,
p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de “q” e “r” representadas por:
símbolo de implicação. p: Luciana estuda.
Pela tabela verdade temos: q: João bebe.
r: Carlos dança.

Sejam, agora, as seguintes proposições compostas


denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
representadas por:
P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
Exemplos estuda.
(a) R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
p: A neve é branca. (V) João não bebe.
q: 3 < 5. (V)
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V

Noções de Lógica 8
APOSTILAS OPÇÃO

O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos p →( q ↔ s ^ r )


(modificadores e conectivos) e as proposições. Depois E para convertê-la em uma conjunção:
reescrevermos de forma simbólica, vajamos: (p → q ↔ s) ^ r

2ª) Quando um mesmo conectivo aparece


sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis,
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r fazendo-se a associação a partir da esquerda.

Continuando: Segundo estas duas convenções, as duas seguintes


proposições se escrevem:
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
estuda. Proposição Nova forma de escrever a
proposição
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p
((~p) → (q → (~(p v ~p→ (q → ~(p v r))
r))))

- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos):


Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
“¬” (cantoneira) para negação (~).
“●” e “&” para conjunção (^).
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→).
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que
facilitará na resolução de diversas questões
Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,
“É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
frases negam, por completo, as frases subsequentes.

- O uso de parêntesis
A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte (Fonte: http://www laifi.com.)

proposições:
Exemplo
(I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção. Vamos construir a tabela verdade da proposição:
(II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção. P(p,q) = ~ (p ^ ~q)

As quais apresentam significados diferentes, pois os 1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas
conectivos principais de cada proposição composta dá valores correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
lógicos diferentes como conclusão. seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar, útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
colocando parêntesis as seguintes proposições: os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
a) ((p ^ q) → r) v s lógicos.
b) p ^ ((q → r) v s)
c) (p ^ (q → r)) v s p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
d) p ^ (q → (r v s)) V V F F V
e) (p ^ q) → (r v s) V F V V F
F V F F V
Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. F F V F V
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos,
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, 2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
algumas convenções, das quais duas são particularmente conectivos que compõem a proposição composta.
importantes: p q ~ (p ^ ~ q)
V V
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é: V F
(I) ~ (negação) F V
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma F F
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda
para direita). Depois completamos, em uma determinada ordem as
(III) → (condicional) colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
(IV) ↔ (bicondicional) p q ~ (p ^ ~ q)
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”. V V V V
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v. V F V F
F V F V
Exemplo
F F F F
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma
1 1
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa
condicional há que se usar parêntesis:

Noções de Lógica 9
APOSTILAS OPÇÃO

p q ~ (p ^ ~ q) 1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa


V V V F V equivalência).
V F V V F A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
F V F F V bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica.
F F F V F
1 2 1 p p^p p^p↔p
V V V
p q ~ (p ^ ~ q) F F V
V V V F F V
V F V V V F 2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p
F V F F F V A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a
F F F F V F bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica.
1 3 2 1
p q p^q q^p p^q↔q^p
V V V V V
p q ~ (p ^ ~ q)
V F F F V
V V V V F F V
F V F F V
V F F V V V F
F F F F V
F V V F F F V
F F V F F V F
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r)
4 1 3 2 1
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas,
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica.
Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r)
(modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores V V V V V V V
lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
V V F V F F F
atribuições de p e q de modo que:
V F V F F F F
V F F F F F F
P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V
F V V F F V F
A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do F V F F F F F
conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do F F V F F F F
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função F F F F F F F
de U em {V,F}
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w
P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
diagrama sagital é a seguinte: seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas.

p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w


V V F V F V V
F V F F F V V

Estas propriedades exprimem que t e w são


respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da
conjunção.
3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade
anterior as duas primeiras da esquerda relativas às Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também
seguinte tabela verdade simplificada: simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
~ (p ^ ~ q)
V V F F V 1) Idempotente: p v p ⇔ p
F V V V F A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
V F F F V bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F V F
4 1 3 2 1 p pvp pvp↔p
V V V
Referências F F V
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
Nobel – 2002. A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.
ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES
p q pvq qvp pvq↔qvp
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V V V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também V F V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F V V V V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
F F F F V

Noções de Lógica 10
APOSTILAS OPÇÃO

3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r) Analogamente temos ainda que a tabela verdade das


A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional
seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica. p v (p ^ q) ↔ p é tautológica.
p q r p v q (p v q) v r q v r p v (q v r)
V V V V V V V p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p
V V F V V V V V V V V V
V F V V V V V V F F V V
V F F V V F V F V F F V
F V V V V V V F F F F V
F V F V V V V
F F V F V V V Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
F F F F F F F lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p Nobel – 2002.
A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas. Questões
p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
V V F V V V V 01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos
9,10,11 e 16 – CESPE/2015)
F V F V F V V

Estas propriedades exprimem que t e w são


respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
disjunção.

Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r


proposições simples quaisquer.
1) Distributiva:
- p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
- p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)

A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p


v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r) A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-
↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica. verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V
p q r qvr p ^ (q v r) p^q p^r (p ^ q) v (p ^ r) e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos
V V V V V V V V verdadeiro e falso.
V V F V V V F V Com base nessas informações e utilizando os conectivos
V F V V V F V V lógicos usuais, julgue o item subsecutivo.
V F F F F F F F A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
F V V V F F F F lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal
F V F V F F F F é igual a
F F V V F F F F
F F F F F F F F

Analogamente temos ainda que a tabela verdade das


proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua ( ) Certo ( ) Errado
bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.
02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de
A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a Sistemas – FUNDATEC/2015) Qual operação lógica descreve
conjunção é distributiva em relação à disjunção e a a tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
disjunção é distributiva em relação à conjunção.
Exemplo:
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
seguinte proposição:
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p (A) Ou.
- p v (p ^ q) ⇔ p (B) E.
(C) Ou exclusivo.
A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a (D) Implicação (se...então).
bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica. (E) Bicondicional (se e somente se).

p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p 03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO


V V V V V AOCP/2015) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
V F V V V correto afirmar que
F V V F V (A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
F F F F V (B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.

Noções de Lógica 11
APOSTILAS OPÇÃO

(C) para que a proposição composta seja verdadeira é Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^
necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras. q) ⇒ (p ↔q).
(D) para que a proposição composta seja verdadeira é
necessário que ambas, p e r sejam falsas. Em particular:
(E) para que a proposição composta seja falsa é necessário - Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p
que ambas, p e r sejam falsas.
p p v ~p
Respostas V V
01. Resposta: Certo. F V
P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
- Somente uma contradição implica uma contradição: p ^
~p ⇒ p v ~p → p ^ ~p

R Q P [P v (Q ↔ R) ] p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p
V V V V V V V V V F F F
V V F F V V V V
V F V V V F F V F V F F
V F F F F F F V
F V V V V V F F Propriedades da Implicação Lógica
F V F F F V F F A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
F F V V V F V F transitiva:
F F F F V F V F Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
Uma proposição complexa implica ela mesma.
02. Resposta: D. Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
e Z = condicional. P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R.

Exemplificação e Regras de Inferência


Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em
outras palavras :é a obtenção de novas proposições a partir de
03. Resposta: E. proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de
Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas inferência obtidas da implicação lógica:
proposições são falsas.
1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q
é:
IMPLICAÇÃO LÓGICA

Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas


implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
(V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a
proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P
→ Q for uma tautologia.
Representamos a implicação com o símbolo “⇒”, A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha,
simbolicamente temos: e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...). são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras
duas proposições.
A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou Então:
ainda que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V, p^q⇒pvq
ou então que P → Q é uma tautologia. p^q⇒p→q
A tabela acima também demonstram as importantes
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente Regras de Inferência:
distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q
conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
Exemplo: 2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q →
A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será: p, é:
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q) L p q p↔q p→q q→p

V V V V V 1ª V V V V V

V F F F V 2ª V F F F V

F V F F V 3ª F V F V F

F F F V V 4ª F F V V V

Noções de Lógica 12
APOSTILAS OPÇÃO

A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as Referência


ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo a Nobel – 2002.
primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
proposições. Então: Questões
p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é: FGV/2015) Renato falou a verdade quando disse:
• Corro ou faço ginástica.
• Acordo cedo ou não corro.
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito.
É correto concluir que, nesse dia, Renato:
(A) correu e fez ginástica;
(B) não fez ginástica e não correu;
Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta
(C) correu e não acordou cedo;
linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste a
(D) acordou cedo e correu;
IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo
(E) não fez ginástica e não acordou cedo.
disjuntivo.
(p v q) ^ ~p ⇒ q
É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p 02. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é
engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é: (A) André é artista se e somente Bernardo não é
engenheiro.
(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.
(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.
(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.

03. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é


do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
(A) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista.
A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta (B) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.
linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a (C) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista.
IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus (D) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
ponens. (E) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista.
(p → q) ^ p ⇒ q
Resposta
5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p
é: 01. Resposta: D.
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta
por uma das proposições simples como verdadeira, logo:
“Renato comeu muito”
Como pouco ou não faço ginástica
F V

Corro ou faço ginástica


V F
A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º
linha e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo Acordo cedo ou não corro
subsiste a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus V F
tollens.
(p → q) ^ ~q ⇒ ~p Portanto ele:
Comeu muito
Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q Não fez ginástica
Correu, e;
Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a Acordou cedo
Implicação Lógica:
Adição p⇒pvq 02. Resposta D
q⇒pvq Na expressão temos ~p v q  p  q  ~q  ~p. Temos
duas possibilidades de equivalência p  q: Se André não é
Simplificação p^q⇒p artista , então Bernardo não é engenheiro. Porém não temos
p^q⇒q essa opção ~q  ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André
é artista. Logo reposta letra d).
Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q
(p v q) ^ ~q ⇒ p 03. Resposta: A.
Na expressão temos ~p v q  p  q p  q: Se Pedro é
Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q
pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p

Noções de Lógica 13
APOSTILAS OPÇÃO

LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO OU ARGUMENTAÇÃO consequência obrigatória das verdades de suas premissas. Ou


LÓGICA seja:

No estudo da Lógica Matemática, a dedução formal é a A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da
principal ferramenta para o raciocínio válido de um conclusão.
argumento. Ela avalia de forma genérica as conclusões que a
argumentação pode tomar, quais dessas conclusões são Um argumento válido é denominado tautologia quando
válidas e quais são inválidas (falaciosas). Ainda na Lógica assumir, somente, valorações verdadeiras,
Matemática, estudam-se as formas válidas de inferência de independentemente de valorações assumidas por suas
uma linguagem formal ou proposicional constituindo-se, estruturas lógicas.
assim, a teoria da argumentação.
Um argumento é um conjunto finito de premissas – Argumentos Inválidos
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais. Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo ou
Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou mal construído), quando as verdades das premissas são
consequência lógica das demais, é chamada conclusão. insuficientes para sustentar a verdade da conclusão.
Um argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, em Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências
que os Pis (P1, P2, P3...) e Q são fórmulas simples ou geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como
compostas. Nesse argumento, as fórmulas Pis (P1, P2, P3...) são conclusão uma contradição (F).
chamadas premissas e a fórmula Q é chamada conclusão. Um argumento não válido diz-se um SOFISMA.

Conceitos - A verdade e a falsidade são propriedades das


Premissas (proposições): são afirmações que podem ser proposições.
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são
- Já a validade e a invalidade são propriedades
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja
inerentes aos argumentos.
aceito.
- Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou
falsa, mas nunca válida e inválida.
Inferência: é o processo a partir de uma ou mais
- Não é possível ter uma conclusão falsa se as
premissas se chegar a novas proposições. Quando a inferência
premissas são verdadeiras.
é dada como válida, significa que a nova proposição foi aceita,
- A validade de um argumento depende
podendo ela ser utilizada em outras inferências. exclusivamente da relação existente entre as premissas
e conclusões.
Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da
inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo, Critérios de Validade de um argumento
...”, “portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras. Pelo teorema temos:

Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro. Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente
se a condicional:
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica.
Falácia: é um argumento inválido, sem fundamento ou
tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que
enuncia. Métodos para testar a validade dos argumentos
Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência),
Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições, atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento
dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva para determinarmos uma conclusão verdadeira.
logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
conclusão é a terceira premissa. estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
quantificadores: todo, algum e nenhum).
O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação) Os métodos consistem em:
conforme dito no início temos: 1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na
dedução dos valores lógicos das premissas de um
argumento, a partir de um “ponto de referência inicial” que,
geralmente, será representado pelo valor lógico de uma
premissa formada por uma proposição simples. Lembramos
que, para que um argumento seja válido, partiremos do
pressuposto que todas as premissas que compõem esse
argumento são, na totalidade, verdadeiras.
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como
auxílio a tabela-verdade dos conectivos.
Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos
acima são considerados silogismos.
Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
Q, indica-se por:
P1, P2, ..., Pn |----- Q

Argumentos Válidos
Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo)
quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as Exemplos
premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que 01. Seja um argumento formado pelas seguintes
um argumento é válido quando a conclusão é uma premissas: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. Se

Noções de Lógica 14
APOSTILAS OPÇÃO

Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. Nem Rita foi à Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
festa, nem Paula ficou em casa. podemos obter as seguintes conclusões: “Ana não vai à festa”;
Sejam as seguintes premissas: “Marta vai à festa”; “Paula não fica em casa” e “Rita não foi
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. à festa”.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.
P3: Nem Rita foi à festa, nem Paula ficou em casa. 02. Seja um argumento formado pelas seguintes
Inicialmente, reescreveremos a última premissa “P3” na premissas: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
forma de uma conjunção, já que a forma “nem A, nem B” pode Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista. Paulo é porteiro se, e
ser também representada por “não A e não B”. Portanto, somente se, Saulo não é síndico.
teremos: Sejam as seguintes premissas:
Então, sejam as premissas: P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico.
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa.
Lembramos que, para que esse argumento seja válido,
Lembramos que, para que esse argumento seja válido, todas as premissas que o compõem deverão ser,
todas as premissas que o compõem deverão ser necessariamente, verdadeiras.
necessariamente verdadeiras. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista: (V)
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa: (V) P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista: (V)
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa: (V) P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico:
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa: (V) (V)
Caso o argumento não possua uma proposição simples
Nesse caso, não há um “ponto de referência”, ou seja, não (ponto de referência inicial) ou uma conjunção ou uma
temos uma proposição simples que faça parte desse disjunção exclusiva, então as deduções serão iniciadas pela
argumento; logo, tomaremos como verdade a conjunção da bicondicional, caso exista.
premissa “P3”, já que uma conjunção é considerada verdadeira Sendo P3 uma bicondicional, e sabendo-se que toda
somente quando suas partes forem verdadeiras. Assim, bicondicional assume valoração verdadeira somente
teremos a confirmação dos seguintes valores lógicos quando suas partes são verdadeiras ou falsas,
verdadeiros: “Rita não foi à festa” (1º passo) e “Paula não ficou simultaneamente, então consideraremos as duas partes da
em casa” (2º passo). bicondicional como sendo verdadeiras (1º e 2º passos), por
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. dedução.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.

Ao confirmar a proposição simples “Paula não fica em casa” Confirmando-se a proposição simples “Saulo não é síndico”
como verdadeira, estaremos confirmando, também, como como verdadeira, então a 1ª parte da disjunção em P2 será
verdadeira a 1ª parte da condicional da premissa “P2” (3º valorada como falsa (3º passo). Se uma das partes de uma
passo). disjunção for falsa, a outra parte “Eduardo é eletricista” deverá
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. ser necessariamente verdadeira, para que toda a disjunção
assuma valoração verdadeira (4º passo).
P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.

Se a 1ª parte de uma condicional for verdadeira, logo, a 2ª


parte também deverá ser verdadeira, já que uma verdade Ao confirmar como verdadeira a proposição simples
implica outra verdade. Assim, concluímos que “Marta vai à “Eduardo é eletricista”, então a 2ª parte da condicional em P1
festa” (4º passo). será falsa (5º passo). Se a 2ª parte de uma condicional for
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. valorada como falsa, então a 1ª parte também deverá ser
considerada falsa (6º passo), para que seu valor lógico seja
considerado verdadeiro (F → F: V).

Sabendo-se que “Marta vai à festa” é uma proposição


simples verdadeira, então a 2ª parte da condicional da
premissa P1 será falsa (5º passo). Lembramos que, sempre
que confirmarmos como falsa a 2ª parte de uma condicional,
devemos confirmar também como falsa a 1ª parte (6º passo),
Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
já que F → F: V.
podemos obter as seguintes conclusões: “Pedro não é pintor”;
“Eduardo é eletricista”; “Saulo não é síndico” e “Paulo é
porteiro”.
Caso o argumento não possua uma proposição simples
“ponto de referência inicial”, devem-se iniciar as deduções
pela conjunção, e, caso não exista tal conjunção, pela
disjunção exclusiva ou pela bicondicional, caso existam.

Noções de Lógica 15
APOSTILAS OPÇÃO

2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r


que levar em considerações dois casos.
1º caso: quando o argumento é representado por uma V V V V V V V F F V
fórmula argumentativa.
V V F V V V V V V F
Exemplo:
V F V V F F F V F V
A → B ~A = ~B
Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as V F F V F F F V V F
proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos
a validade do argumento. F V V F V V V F F V

F V F F V V V V V F

F F V F V F F V F V

F F F F V F F V V F

1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
(Fonte: http://www.marilia.unesp.br) V V V V V V F V F F V

O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão V V F V V V V V V V F


é falsa está sinalizada na tabela acima pelo asterisco. Observe
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a V F V V F F F F V F V
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o V F F V F F F F V V F
argumento não é valido.
F V V F V V F V F F V
2o caso: quando o argumento é representado por uma
sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e F V F F V V V V V V F
é questionada a sua validade.
F F V F V F V F V F V
Exemplo:
“Se leio, então entendo. Se entendo, então não F F F F V F V F V V F
compreendo. Logo, compreendo.”
P1: Se leio, então entendo. 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º
P2: Se entendo, então não compreendo.
C: Compreendo.
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento: V V V V V V F V F F V V
P1 ∧ P2 → C
Representando inicialmente as proposições primitivas V V F V V V V V V V F F
“leio”, “entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”,
“q” e “r”, teremos a seguinte fórmula argumentativa: V F V V F F F F V F V V
P1: p → q V F F V F F F F V V V F
P2: q → ~r
C: r F V V F V V F V F F V V
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou
F V F F V V V V V V F F

F F V F V F V F V F V V

F F F F V F V F V V F F
Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo
a passo): 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma
V V V V V V V F V contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse
argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
V V F V V V V V F
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.
V F V V F F F F V
Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade
V F F V F F F V F em alguns casos torna-se muito trabalhoso, principalmente
quando o número de proposições simples que compõe o
F V V F V V V F V
argumento é muito grande, então vamos aqui ver outros
F V F F V V V V F métodos que vão ajudar a provar a validade dos argumentos.

F F V F V F F F V 3.1 - Método da adição (AD)


F F F F V F F V F

1º 2º 1º 1º 1º 1º

Noções de Lógica 16
APOSTILAS OPÇÃO

3.2 - Método da adição (SIMP) Produto lógico de condicionais: este produto consiste na
1º caso: dedução de uma condicional conclusiva – que será a
conclusão do argumento –, decorrente ou resultante de
várias outras premissas formadas por, apenas,
condicionais.
2º caso: Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições
simples iguais que se localizam em partes opostas das
condicionais que formam a premissa do argumento,
resultando em uma condicional denominada condicional
conclusiva. Vejamos o exemplo:
3.3 - Método da conjunção (CONJ)
1º caso:

2º caso:

Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:


1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas
3.4 - Método da absorção (ABS) proposições simples que aparecem apenas uma vez no
conjunto das premissas do argumento.
Exemplo
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então
3.5 – Modus Ponens (MP) chove. Se faz frio, então há nuvens no céu .Se há nuvens no
céu ,então o dia está claro.
Temos então o argumento formado pelas seguintes
premissas:
P1: Se chove, então faz frio.
3.6 – Modus Tollens (MT) P2: Se neva, então chove.
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro.

3.7 – Dilema construtivo (DC) Vamos denotar as proposições simples:


p: chover
q: fazer frio
r: nevar
s: existir nuvens no céu
t: o dia está claro
Montando o produto lógico teremos:
3.8 – Dilema destrutivo (DD)

3.9 – Silogismo disjuntivo (SD) Conclusão: “Se neva, então o dia está claro”.
1º caso:
Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está
claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do
argumento anterior.
2º caso:
2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,
apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da
outra. As demais proposições simples são eliminadas pelo
3.10 – Silogismo hipotético (SH) processo natural do produto lógico.
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá
necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente
VERDADEIRA.

3.11 – Exportação e importação. Tome Nota:


1º caso: Exportação Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso
de equivalência da contrapositiva (contraposição)
de uma condicional, para que ocorram os devidos
reajustes entre as proposições simples de uma
2º caso: Importação determinada condicional que resulte no produto lógico
desejado.
(p → q) ~q → ~p

Noções de Lógica 17
APOSTILAS OPÇÃO

Exemplo Tendo como referência as proposições apresentadas,


Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda. julgue o item subsecutivo.
Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
trabalha. ( ) Certo ( ) Errado
Temos então o argumento formado pelas seguintes
premissas: 02. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha. CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande
P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha. apreço pela matemática, apesar de achar essa uma área muito
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja. difícil. Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana
Denotando as proposições simples teremos: é aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na
p: Ana trabalha faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina
q: Beto estuda chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela
r: Carlos viaja não tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada
Montando o produto lógico teremos: nessa disciplina.
A partir das informações apresentadas nessa situação
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de
Conclusão: “Beto não estuda”. Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:
“Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar
3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em, que o argumento formado pelas premissas p e q e pela
apenas, uma parte das premissas do argumento. conclusão c é um argumento válido.
Exemplo ( ) Certo ( ) Errado
Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense.
Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino. 03. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo
Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é Júnior – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma
corintiano, então Márcio não é palmeirense. fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então
Então as premissas que formam esse argumento são: Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então
P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é Tristeza é uma bruxa.
palmeirense. Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo
P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são- (A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo.
paulino. (B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um
P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. centauro.
P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é (C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro.
palmeirense. (D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
Denotando as proposições temos: (E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo.
p: Nivaldo é corintiano
q: Márcio é palmeirense Respostas
r: Pedro é são paulino
Efetuando a soma lógica: 01. Resposta: Errado.
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as
premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as
premissas:
A = Chove
B = Maria vai ao cinema
C = Cláudio fica em casa
Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas D = Faz frio
(P1,P2,P3) teremos: E = Fernando está estudando
F = É noite
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional:
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª
falsa, utilizando isso temos:
Conclusão: “Márcio é palmeirense”. O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então
Fernando estava estudando. // B → ~E
Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Iniciando temos:
Nobel – 2002. 4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A →
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio ~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. chove tem que ser F.
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema
Questões (V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que
Maria vai ao cinema tem que ser V.
01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016) 2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C
Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras. → ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando
• Quando chove, Maria não vai ao cinema. Cláudio sai de casa tem que ser F.
• Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema. 5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove
• Quando Cláudio sai de casa, não faz frio. (V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está
• Quando Fernando está estudando, não chove. estudando pode ser V ou F.
• Durante a noite, faz frio. 1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V

Noções de Lógica 18
APOSTILAS OPÇÃO

Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria Numa proposição categórica, é importante que o sujeito se
foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou relacionar com o predicado de forma coerente e que a
F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à proposição faça sentido, não importando se é verdadeira ou
conclusão (V ou F). falsa.
Vejamos algumas formas:
02. Resposta: Errado. 1) Todo A é B.
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte 2) Nenhum A é B.
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento: 3) Algum A é B.
P1 ∧ P2 → C 4) Algum A não é B.
Organizando e resolvendo, temos:
A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1 Onde temos que A e B são os termos ou características
B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral dessas proposições categóricas.
C: Mariana é aprovada em Química Geral
Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C Exemplos:
Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e
Proposição categórica Termos ou características
as premissas serem verdadeiras, para sabermos se o
argumento é válido: TODO lutador é forte. lutador e forte
Testando C para falso:
(A → B) ∧ (B →C) NENHUM atleta é ocioso atleta e ocioso
(A →B) ∧ (B → F)
Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm ALGUM estudante é canhoto estudante e canhoto
que ser F:
(A → B) ∧ (B → F) ALGUMA ilha não é habitável ilha e habitável
(A → F) ∧ (F → F)
(F → F) ∧ (V) Classificação de uma proposição categórica de acordo
Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso com o tipo e a relação
que o “A” seja falso: As proposições categóricas também podem ser
(A → F) ∧ (V) classificadas de acordo com dois critérios fundamentais:
(F → F) ∧ (V) qualidade e extensão ou quantidade.
(V) ∧ (V) Qualidade: O critério de qualidade classifica uma
(V) proposição categórica em afirmativa ou negativa.
Então, é possível que o conjunto de premissas seja Extensão: O critério de extensão ou quantidade classifica
verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos uma proposição categórica em universal ou particular. A
leva a concluir que esse argumento não é válido. classificação dependerá do quantificador que é utilizado na
proposição.
03. Resposta: B.
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza
não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como
conclusão o valor lógico (V), então:
(4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo
(F) → V
(3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um
centauro (F) → V
(2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma
bruxa(F) → V Entre as proposições existem tipos e relações, estas vêm
(1) Tristeza não é uma bruxa (V) desde a época de Aristóteles, que de acordo com a qualidade e
Logo: a extensão, classificam-se em quatro tipos, representados
Temos que: pelas letras A, E, I e O.
Esmeralda não é fada(V) Vejamos cada uma delas:
Bongrado não é elfo (V)
Monarca não é um centauro (V) Universal afirmativa (Tipo A) – “TODO A é B”.
Então concluímos que: Tais proposições afirmam que o conjunto “A” está contido
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro. no conjunto “B”, ou seja, que todo e qualquer elemento de
“A” é também elemento de “B”. Observe que “Toda A é B” é
PROPOSIÇÕES CATEGÓRICAS (DIAGRAMAS LÓGICOS) diferente de “Todo B é A”.
Exemplo:
Uma proposição categórica é aquela formada por um “Todo sacerdote é altruísta” não significa o mesmo que
quantificador associado a um sujeito (primeira classe de “Toda pessoa altruísta é sacerdote”.
atributos) que se liga a um predicado (segunda classe de São equivalentes as seguintes expressões categóricas:
atributos) por meio de um elo (cópula). a) Todo animal é irracional.
De um modo geral, são todas as proposições formadas ou b) Qualquer animal é irracional.
iniciadas com os seguintes termos: “todo”, “algum” e c) Cada animal é irracional.
“nenhum”. d) Se é animal, é irracional.
Exemplo: Podemos representar esta universal afirmativa pelo
seguinte diagrama (A C B):

Noções de Lógica 19
APOSTILAS OPÇÃO

Universal negativa (Tipo E) – “NENHUM A é B”. Exemplo


Tais proposições afirmam que não há elementos em Dado o argumento: em determinada empresa foi
comum entre os conjuntos “A” e “B”. Observe que “nenhum A realizado um estudo para avaliar o grau de satisfação de seus
é B” é o mesmo que dizer “nenhum B é A”. empregados e diretores. O estudo mostrou que, naquela
Exemplo: empresa, “nenhum empregado é completamente honesto” e
“Nenhum político é corrupto” possui o mesmo significado “alguns diretores são completamente honestos”.
que “nenhuma pessoa corrupta é político”. Analisando os diagramas lógicos formados pelas
São equivalentes as seguintes expressões categóricas: proposições categóricas: “nenhum empregado é
a) Nenhum político é honesto. completamente honesto” e “alguns diretores são
b) Todo político não é honesto. completamente honestos”, teremos:
Podemos representar esta universal negativa pelo
seguinte diagrama (A ∩ B = ø): “Nenhum empregado é completamente honesto”

Particular afirmativa (Tipo I) - “ALGUM A é B”


Essas proposições Algum A é B estabelecem que o conjunto “Alguns diretores são completamente honestos”
“A” tem pelo menos um elemento em comum com o conjunto
“B”. Contudo, quando dizemos que Algum A é B, presumimos
que nem todo A é B. Observe “Algum A é B” é o mesmo que
“Algum B é A”.
Exemplo:
“Algum médico é estudioso” é o mesmo que “Alguma
pessoa estudiosa é médico”.
Se correlacionarmos os dois diagramas lógicos, em um
único diagrama, poderíamos obter dois resultados possíveis:
São equivalentes as seguintes expressões categóricas:
a) Algum médico é estudioso.
1º possibilidade
b) Pelo menos um médico é estudioso.
c) Ao menos um médico é estudioso.
d) Existem médicos que são estudiosos.
e) Existe pelo menos um médico que é estudioso.
Podemos representar esta universal negativa pelo
seguinte diagrama (A ∩ B ≠ ø):

2ª possibilidade

Particular negativa (Tipo O) - “ALGUM A é B”


Proposições nessa foram Algum A não é B estabelecem que
o conjunto “A” tem pelo menos um elemento que não pertence
ao conjunto “B”. Observe que: Algum A não é B não significa o
mesmo que Algum B não é A.
Exemplo: Como não foi afirmado se existem ou não empregados que
“Algum animal não é réptil” não é o mesmo que dizer que são diretores, ou diretores que sejam empregados, então,
“Algum réptil não é animal”. podemos apenas supor tais possibilidades.
Serão consideradas equivalentes as seguintes expressões
categóricas: Portanto, uma conclusão que podemos chegar através
a) Algum químico não é matemático. destas informações é que, naquela empresa, “os diretores que
b) Algum químico é não matemático. são honestos não são empregados”. Porém, podem existir ou
c) Algum não matemático é químico. não empregados que são diretores ou vice-versa e, como não
d) Nem todo químico é matemático. podemos afirmar, por conseguinte, nada poderá ser concluído
e) Existe um químico que não é matemático. sobre essa última possibilidade.
f) Pelo menos um químico não é matemático. Vamos analisar as proposições e a aplicação nos
g) Ao menos um químico não é matemático. diagramas.
h) Existe pelo menos um químico que não é matemático.
Para compreender melhor este assunto, é bom ter
Podemos representar esta universal negativa pelo conhecimento sobre a Teoria dos Conjuntos, para
seguinte diagrama (A ¢ B): saber como desenvolver as operações com conjuntos.

Nas proposições categóricas, usam-se também as


Vejamos a tabela abaixo as proposições categóricas:
variações gramaticais dos verbos “ser” e “estar”, tais
como “é”, “são”, “está”, “foi”, “eram”, ..., como “elo”
entre A e B.

Noções de Lógica 20
APOSTILAS OPÇÃO

- Interseção
Tipo Preposição Quantidade Extensão
Algum, alguns, alguma, algumas.
A TODO A é B Afirmativa Universal Ex: Todos brasilienses são bons ciclistas.
Negação lógica: Algum brasiliense não é bom ciclista.
NENHUM A é
E Negativa Universal - Disjunção
B
Nenhum A é B.
I ALGUM A é B Afirmativa Particular Ex: Algum brasiliense não é bom ciclista.
Negação lógica: Nenhum brasiliense é bom ciclista.
ALGUM A NÃO
O Negativa Particular
éB Vamos ver mais um exemplo:
1) (CETRO) Em um pote de doces, sabe-se que existe pelo
menos um chiclete que é de hortelã. Sabe-se, também, que
Tipo Diagramas todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são verdes.
Segue-se, portanto, necessariamente que:
(A) todo doce verde é de hortelã;
(B) todo doce verde é chiclete;
(C) nada que não seja verde é chiclete;
A (D) algum chiclete é verde;
(E) algum chiclete não é verde.
Se um elemento pertence ao conjunto A, Primeiramente vamos separar as premissas e analisa-las
então pertence também a B. colocando-as dentro dos seus respectivos diagramas.

P1: existe pelo menos um chiclete que é de hortelã;


P2: todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são
verdes.
Portanto, representando as premissas P1 e P2 na forma
E de diagramas lógicos, obteremos a seguinte situação
conclusiva:
Existe pelo menos um elemento que
pertence a A, então não pertence a B, e P1: existe pelo menos um chiclete que é de hortelã;
vice-versa.

Existe pelo menos um elemento comum


aos conjuntos A e B.
Podemos ainda representar das seguintes
formas:
I
P2: todos os doces do pote, que são de sabor hortelã, são
verdes.

Perceba-se que, nesta sentença, a atenção


está sobre o(s) elemento (s) de A que não
são B (enquanto que, no “Algum A é B”, a
atenção estava sobre os que eram B, ou
O
seja, na intercessão).
Temos também no segundo caso, a Por esses diagramas, podemos concluir que:
diferença entre conjuntos, que forma o a) nem todo chiclete é de hortelã e verde;
conjunto A - B b) algum chiclete é de hortelã e verde;
c) todos os chicletes podem ser verdes ou não.
Temos ainda que:
Vamos analisar cada alternativa:
a) todo doce verde é de hortelã (ERRADO, pois nem todo
Proposição Equivalência Negação doce verde é de hortelã);
b) todo doce verde é chiclete (ERRADO, pois nem todo
TODO A é B NENHUM NÂO ALGUM NÃO doce verde é chiclete);
c) nada que não seja verde é chiclete (ERRADO, pois
NENHUM A é B TODO NÃO ALGUM
alguns chicletes não são verdes);
ALGUM A é B Existe A que é B NENHUM d) algum chiclete é verde (CERTO);
e) algum chiclete não é verde (ERRADO, pois não
ALGUM A NÃO é B Pelo MENOS TODO podemos afirmar esse fato).
UM A que é B Resposta D.

- Inclusão Através dessas classificações, pôde-se construir um


Todo, toda, todos, todas. quadro, denominado Quadrado Geral de Oposição, que
apresenta as relações existentes entre as proposições. Tal

Noções de Lógica 21
APOSTILAS OPÇÃO

quadro é atribuído a Aristóteles. As letras S e P indicam,


respectivamente, sujeito e predicado. A letra do meio
identifica o tipo de proposição categórica.

Exemplo:
Algum homem é racional (I) – verdadeira
Algum homem não é racional (O) - falsa
Neste caso não ocorre de ambas serem falsas ao mesmo
tempo.

Regra de subalternação (subalternação e


superalternação): As proposições são ditas subalternas ou
superalternas quando são iguais em qualidade e se opõem
entre si apenas em extensão. Ou seja enquanto uma é
universal, a outra é particular.

Representa-se SAP para descrever a ideia de que a sentença


possui sujeito (S) relacionado ao predicado (P) por meio de
uma proposição categórica do tipo A (universal afirmativa).
Da mesma forma, ocorre com SEP, SIP ou SOP.
Essas regras que relacionam as proposições são
denominadas regras de contrariedade, contraditoriedade,
subcontrariedade e subalternação.

Vejamos as regras:
Regra de contrariedade (contrárias): Duas proposições
são contrárias quando ambas não podem ser verdadeiras ao
mesmo tempo. Entretanto, em alguns casos, podem ser falsas
ao mesmo tempo. Elas são universais e se opõem entre si.

A → I (válida): da verdade do todo podemos inferir pela


verdade das partes, mas da verdade das partes não podemos
inferir pela verdade do todo.
Exemplo:
Exemplo:
Todos os alunos estão presentes.
Todo homem é racional. (A) - verdadeira
Algum aluno está presente.
Nenhum homem é racional. (E) – falsa
Observe que não podemos inferir a verdade partindo da
As duas não são verdadeiras ao mesmo tempo.
parte (Algum aluno está presente), mas o contrário podemos
fazer.
Regra de contraditoriedade (contraditórias): Duas
proposições são contraditórias quando ambas não podem ser
I→ A (indeterminada): quando alguém diz que “algum
verdadeiras ao mesmo tempo, nem podem ser falsas ao
aluno está presente” e conclui que “todos os alunos estão
mesmo tempo. Elas se opõem tanto em qualidade quanto em
presentes”, está fazendo uso da subalternação. Observe que o
extensão. Enquanto uma é universal, a outra é particular;
raciocínio não é válido, pois não podemos afirmar, partindo do
enquanto uma é afirmativa, a outra é negativa.
pressuposto que alguns alunos estão presentes, que todos os
alunos estão presentes.

E → O (válida): se dizermos que “nenhum aluno está


presente”, concluímos que “algum aluno não está presente”,
estamos fazendo uso da superalternação entre as proposições.
Se não tem nenhum aluno presente isto significa que algum
aluno NÃO está presente.

O → E (indeterminada): se alguém diz “algum aluno não


está presente” e conclui que “nenhum aluno está presente”,
está utilizando uma subalternação entre as proposições. Este
tipo de raciocínio não é valido, pois não se pode afirmar que
Exemplo: nenhum aluno está presente apenas porque algum aluno não
Todo homem é racional (A) – verdade está presente.
Algum homem não é racional (O) – falsa.
Neste caso ocorre se uma é verdadeira, a outra, Negação das Proposições Categóricas
obrigatoriamente é falsa e vice versa. Logo uma é a negação da Ao negarmos uma proposição categórica, devemos
outra. observar as seguintes convenções de equivalência:
1) Ao negarmos uma proposição categórica universal
Regra da subcontrariedade (subcontrárias): Duas geramos uma proposição categórica particular.
proposições são subcontrárias quando ambas não podem ser 2) Pela recíproca de uma negação, ao negarmos uma
falsas ao mesmo tempo. Entretanto, em alguns casos, podem proposição categórica particular geramos uma proposição
ser verdadeiras ao mesmo tempo. categórica universal.
3) Negando uma proposição de natureza afirmativa

Noções de Lógica 22
APOSTILAS OPÇÃO

geramos, sempre, uma proposição de natureza negativa; e,


pela recíproca, negando uma proposição de natureza negativa
geramos, sempre, uma proposição de natureza afirmativa.

Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente


um mesmo número.

Incremento em Progressão: O valor somado é que está em


progressão.

Exemplos:
Vamos negar as proposições que se seguem, segundo a
tabela da negação:
1) Todo jogador é esportista. – Algum jogador não é
esportista. Série de Fibonacci: Cada termo é igual à soma dos dois
2) Nenhum carnívoro come vegetais – Algum carnívoro anteriores.
come vegetais.
3) Algum executivo não é empreendedor – Todo executivo 1 1 2 3 5 8 13
é empreendedor.
4) Algum músico é romântico – Nenhum músico é Números Primos: Naturais que possuem apenas dois
romântico. divisores naturais.

Referências 2 3 5 7 11 13 17
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. naturais.
IESDE BRASIL S/A (imagens)
1 4 9 16 25 36 49
Questão
Sequência de Letras
01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016) João As sequências de letras podem estar associadas a uma
olhou as dez bolas que havia em um saco e afirmou: série de números ou não. Em geral, devemos escrever todo o
“Todas as bolas desse saco são pretas”. alfabeto (observando se deve, ou não, contar com k, y e w) e
Sabe-se que a afirmativa de João é falsa. circular as letras dadas para entender a lógica proposta.
É correto concluir que:
(A) nenhuma bola desse saco é preta; ACFJOU
(B) pelo menos nove bolas desse saco são pretas;
(C) pelo menos uma bola desse saco é preta; Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses
(D) pelo menos uma bola desse saco não é preta; números estão em progressão.
(E) nenhuma bola desse saco é branca.
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU
Resposta
B1 2F H4 8L N16 32R T64
01. D
Nesse caso, associou-se letras e números (potências de 2),
alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1 posições.
LÓGICA SEQUENCIAL
ABCDEFGHIJKLMNOPQRST
Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o
desenvolvimento do método matemático, este considerado Sequência de Pessoas
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de Na série a seguir, temos sempre um homem seguido de
dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser duas mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma posição
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos múltipla de três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e a posição
processos cognitivos superiores da formação de conceitos e da dos braços sempre alterna, ficando para cima em uma posição
solução de problemas. múltipla de dois (2º, 4º, 6º, 8º,...). Sendo assim, a sequência se
repete a cada seis termos, tornando possível determinar quem
Sequências Lógicas estará em qualquer posição.
As sequências podem ser formadas por números, letras,
pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer
uma sequência, o importante é que existem pelo menos três
elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto
algumas séries necessitam de mais elementos para definir sua
lógica. Sequência de Figuras
Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão visto
Sequência de Números na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer rotações,
Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um como nos exemplos a seguir.
mesmo número.

Noções de Lógica 23
APOSTILAS OPÇÃO

Como os dois retângulos indicados na figura são


𝑦 𝑎
semelhantes temos: = (1).
𝑎 𝑏

Como: b = y – a (2).
Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0.
Resolvendo a equação:

𝑎(1±√5 1−√5
Sequência de Fibonacci 𝑦= em que ( < 0) não convém.
2 2
O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci,
propôs no século XIII, a sequência numérica: (1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 𝑦 (1+√5
21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação Logo: = = 1,61803398875
𝑎 2
simples: cada elemento, a partir do terceiro, é obtido
somando-se os dois anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser
= 5 e assim por diante. Desde o século XIII, muitos representado por:
matemáticos, além do próprio Fibonacci, dedicaram-se ao
estudo da sequência que foi proposta, e foram encontradas 1 + √5
inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento de modelos 𝜃=
2
explicativos de fenômenos naturais.
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado
Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma das for igual a 𝜃 é chamado retângulo áureo como o caso da
maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados de lado fachada do Partenon.
1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1. Se adicionarmos
a esse retângulo um quadrado de lado 2, obtemos um novo As figuras a seguir possuem números que representam
retângulo 3 x 2. Se adicionarmos agora um quadrado de lado uma sequência lógica. Veja os exemplos:
3, obtemos um retângulo 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja Exemplo 1
que os lados dos quadrados que adicionamos para determinar
os retângulos formam a sequência de Fibonacci.

A sequência numérica proposta envolve multiplicações


por 4.
Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de 6 x 4 = 24
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos 24 x 4 = 96
uma espiral formada pela concordância de arcos cujos raios 96 x 4 = 384
são os elementos da sequência de Fibonacci. 384 x 4 = 1536

Exemplo 2

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.
arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje em 13 – 10 = 3
ruínas, era um retângulo que continha um quadrado de lado 17 – 13 = 4
igual à altura. Essa forma sempre foi considerada satisfatória 22 – 17 = 5
do ponto de vista estético por suas proporções sendo chamada 28 – 22 = 6
retângulo áureo ou retângulo de ouro. 35 – 28 = 7

Exemplo 3

Noções de Lógica 24
APOSTILAS OPÇÃO

Multiplicar os números sempre por 3. (D) 63


1x3=3 (E) 61
3x3=9
9 x 3 = 27 03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,
27 x 3 = 81 970, 940, 900, 850, ...
81 x 3 = 243 (A) 800
243 x 3 = 729 (B) 790
729 x 3 = 2187 (C) 780
(D) 770
Exemplo 4
04. Na sequência lógica de números representados nos
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
que pode ser:

A diferença entre os números vai aumentando 2 unidades.


24 – 22 = 2
28 – 24 = 4
34 – 28 = 6
42 – 34 = 8 (A) 76
52 – 42 = 10 (B) 10
64 – 52 = 12 (C) 20
78 – 64 = 14 (D) 78
Questões
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de
01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme
linha do esquema seguinte: indicado abaixo:

.............
1° 2° 3°
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?
(A) 20 palitos
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu


em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja
que a soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A
única alternativa cuja figura representa a planificação desse
cubo tal como deseja Ana é:
A carta que está oculta é:

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16


círculos completos na:
(A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
Se tal critério for mantido, para obter as figuras
(D) 80ª figura
subsequentes, o total de pontos da figura de número 15 deverá
(E) 96ª figura
ser:
(A) 69 08. Analise a sequência a seguir:
(B) 67
(C) 65

Noções de Lógica 25
APOSTILAS OPÇÃO

Admitindo-se que a regra de formação das figuras


seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X
que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é: + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46
(E) 48

14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em


09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o forma de triângulo, segundo determinado critério.
próximo número?
(A) 20
(B) 21
(C) 100
(D) 200

10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo


número?
(A) 4
(B) 20 Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas
(C) 31 as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o
(D) 21 ponto de interrogação é:
(A) P
11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados (B) O
segundo determinado critério. (C) N
(D) M
LACRAÇÃO  cal (E) L
AMOSTRA  soma
LAVRAR  ? 15. Considere que a sequência seguinte é formada pela
sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os
Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o algarismos sejam separados.
lugar do ponto de interrogação é: 1234567891011121314151617181920...
(A) alar
(B) rala O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
(C) ralar sequência é:
(D) larva (A) 9
(E) arval (B) 8
(C) 6
12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a (D) 3
linha, segundo determinado padrão. (E) 1

16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram desenhadas


de acordo com determinado padrão.

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui


corretamente o ponto de interrogação é: Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve substituir
o ponto de interrogação é:

(A) (B) (C) (D) (E) (A) (B) (C)


13. Observe que na sucessão seguinte os números foram
colocados obedecendo a uma lei de formação.
(D) (E)

Noções de Lógica 26
APOSTILAS OPÇÃO

17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os substituída pela letra que ocupa a quarta posição depois dela.
números que foram colocados nos dois primeiros triângulos Então, o “A” vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira “G” e assim por
obedecem a um mesmo critério. diante. O código é “circular”, de modo que o “U” vira “A” e assim
por diante. Recebi uma mensagem em código que dizia: BSA HI
EDAP. Decifrei o código e li:
(A) FAZ AS DUAS;
(B) DIA DO LOBO;
(C) RIO ME QUER;
(D) VIM DA LOJA;
(E) VOU DE AZUL.
Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo da
direita, o número que deverá substituir o ponto de 23. A sentença “Social está para laicos assim como 231678
interrogação é: está para...” é melhor completada por:
(A) 32 (A) 326187;
(B) 36 (B) 876132;
(C) 38 (C) 286731;
(D) 42 (D) 827361;
(E) 46 (E) 218763.

18. Considere a seguinte sequência infinita de números: 3, 24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435 está
12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche adequadamente a para...” é melhor completada pelo seguinte número:
quarta posição dessa sequência é: (A) 53452;
(A) 36, (B) 23455;
(B) 40, (C) 34552;
(C) 42, (D) 43525;
(D) 44, (E) 53542.
(E) 48
25. Repare que com um número de 5 algarismos,
1 1 1 1
19. Observando a sequência (1, , , , , ...) o próximo respeitada a ordem dada, podem-se criar 4 números de dois
2 6 12 20
algarismos. Por exemplo: de 34.712, podem-se criar o 34, o 47,
numero será:
1 o 71 e o 12. Procura-se um número de 5 algarismos formado
(A) pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja abaixo
24
alguns números desse tipo e, ao lado de cada um deles, a
1
(B) quantidade de números de dois algarismos que esse número
30
tem em comum com o número procurado.
1 Número Quantidade de números de 2 algarismos
(C)
36 dado em comum
1
48.765 1
(D)
40 86.547 0

20. Considere a sequência abaixo: 87.465 2


48.675 1
BBB BXB XXB
XBX XBX XBX O número procurado é:
BBB BXB BXX (A) 87456
(B) 68745
O padrão que completa a sequência é: (C) 56874
(D) 58746
(A) (B) (C) (E) 46875
XXX XXB XXX
XXX XBX XXX 26. Considere que os símbolos  e  que aparecem no
XXX BXX XXB quadro seguinte, substituem as operações que devem ser
efetuadas em cada linha, a fim de se obter o resultado
(D) (E) correspondente, que se encontra na coluna da extrema direita.
XXX XXX
36  4  5 = 14
XBX XBX
XXX BXX 48  6  9 = 17
54  9  7 = ?
21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do terceiro é
igual à soma de seus dois termos precedentes. Sabendo-se que Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o
os dois primeiros termos, por definição, são 0 e 1, o sexto ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número:
termo da série é: (A) 16
(A) 2 (B) 15
(B) 3 (C) 14
(C) 4 (D) 13
(D) 5 (E) 12
(E) 6
27. Segundo determinado critério, foi construída a
22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G H I J L sucessão seguinte, em que cada termo é composto de um
M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada letra é número seguido de uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6 – ....

Noções de Lógica 27
APOSTILAS OPÇÃO

Considerando que no alfabeto usado são excluídas as letras K, Dinamizar  mina


Y e W, então, de acordo com o critério estabelecido, a letra que Maratona  ?
deverá anteceder o número 12 é: (A) mana
(A) J (B) toma
(B) L (C) tona
(C) M (D) tora
(D) N (E) rato
(E) O
33. Arborizado  azar
28. Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU e Asteróide  dias
URSO – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, de Articular  ?
modo que cada uma das suas respectivas letras ocupe um (A) luar
quadrinho e, na diagonal sombreada, possa ser lido o nome de (B) arar
um novo animal. (C) lira
(D) luta
(E) rara

34. Preste atenção nesta sequência lógica e identifique


quais os números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21, 34,
55, __, 144, __...
Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada letra
restante corresponder ordenadamente aos números inteiros 35. Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco de
de 1 a 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23), a soma dos 10 metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o dia, ela
números que correspondem às letras que compõem o nome do consegue subir 2 metros pela parede; mas à noite, enquanto
animal é: dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos dias ela
(A) 37 consegue chegar à saída do poço?
(B) 39
(C) 45 36. Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar as
(D) 49 páginas de um livro de 100 páginas?
(E) 51
37. Quantos quadrados existem na figura abaixo?
Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação entre o
primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma relação
deverá existir entre o terceiro grupo e um dos cinco grupos
que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que substitui
corretamente o ponto de interrogação. Considere que a ordem
alfabética adotada é a oficial e exclui as letras K, W e Y.

29. CASA: LATA: LOBO: ?


(A) SOCO 38. Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.
(B) TOCO
(C) TOMO
(D) VOLO
(E) VOTO

30. ABCA: DEFD: HIJH: ?


(A) IJLI
(B) JLMJ
(C) LMNL
39. Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo?
(D) FGHF
(E) EFGE

31. Os termos da sucessão seguinte foram obtidos


considerando uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 13, ...).
Segundo essa lei, o décimo terceiro termo dessa sequência é
um número:
(A) Menor que 200.
(B) Compreendido entre 200 e 400.
(C) Compreendido entre 500 e 700.
(D) Compreendido entre 700 e 1.000. 40. Reposicione dois palitos e obtenha uma figura com
(E) Maior que 1.000. cinco quadrados iguais.

Para responder às questões de números 32 e 33, você deve


observar que, em cada um dos dois primeiros pares de
palavras dadas, a palavra da direita foi obtida da palavra da
esquerda segundo determinado critério. Você deve descobrir
esse critério e usá-lo para encontrar a palavra que deve ser
colocada no lugar do ponto de interrogação.

32. Ardoroso  rodo

Noções de Lógica 28
APOSTILAS OPÇÃO

41. Observe as multiplicações a seguir: 47. Mova três palitos nesta figura para obter cinco
12.345.679 × 18 = 222.222.222 triângulos.
12.345.679 × 27 = 333.333.333
... ...
12.345.679 × 54 = 666.666.666

Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679


por quanto?
48. Tente dispor 6 moedas em 3 fileiras de modo que em
42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra. cada fileira fiquem apenas 3 moedas.
Mova dois palitos e faça com que fique de frente para a estrada
asfaltada.

49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados.

43. Remova dois palitos e deixe a figura com dois 50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco
quadrados. triângulos.

44. As cartas de um baralho foram agrupadas em pares, Respostas


segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está faltando,
sabendo que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A vale 1? 01. Resposta: A.
A diferença entre os números estampados nas cartas 1 e 2,
em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª carta e, além
disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, dentro das
opções dadas só pode ser a da opção (A).

02. Resposta: D.
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
simetria, tem-se:
Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no total.
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no total.
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no total.
45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito. Na figura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no total.
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no total.
Em particular:
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no total.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de simetria,
tem-se:
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no total.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no total.
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no total.
46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em cima Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pontos
de todas estas para completar a sequência abaixo? no total.
Em particular:
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos no
total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi considerado,
temos para total de pontos da figura 15: Total de pontos = 30
+ 32 + 1 = 63 pontos.

03. Resposta: B.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 1000
e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, entre
940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre 850 e o

Noções de Lógica 29
APOSTILAS OPÇÃO

próximo número é 60, dessa forma concluímos que o próximo faltando é um quadrado. As mãos das figuras estão levantadas,
número é 790, pois: 850 – 790 = 60. em linha reta ou abaixadas. Assim, a figura que falta deve ter
as mãos levantadas (é o que ocorre em todas as alternativas).
04. Resposta: D. As figuras apresentam as 2 pernas ou abaixadas, ou 1 perna
Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre levantada para a esquerda ou 1 levantada para a direita. Nesse
24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é caso, a figura que está faltando na 3ª linha deve ter 1 perna
8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o levantada para a esquerda. Logo, a figura tem a cabeça
próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o quadrada, as mãos levantadas e a perna erguida para a
próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14. esquerda.

05. Resposta: D. 13. Resposta: A.


Observe a tabela: Existem duas leis distintas para a formação: uma para a
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª parte superior e outra para a parte inferior. Na parte superior,
N° de Palitos 4 7 10 13 16 19 22 tem-se que: do 1º termo para o 2º termo, ocorreu uma
multiplicação por 2; já do 2º termo para o 3º, houve uma
Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de subtração de 3 unidades. Com isso, X é igual a 5 multiplicado
palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber por 2, ou seja, X = 10. Na parte inferior, tem-se: do 1º termo
que cada figura a partir da segunda tem a quantidade de para o 2º termo ocorreu uma multiplicação por 3; já do 2º
palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma, termo para o 3º, houve uma subtração de 2 unidades. Assim, Y
fica fácil preencher o restante da tabela e determinar a é igual a 10 multiplicado por 3, isto é, Y = 30. Logo, X + Y = 10 +
quantidade de palitos da 7ª figura. 30 = 40.

06. Resposta: A. 14. Resposta: A.


Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a A sequência do alfabeto inicia-se na extremidade direita do
planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6, triângulo, pela letra “A”; aumenta a direita para a esquerda;
somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”, da continua pela 3ª e 5ª linhas; e volta para as linhas pares na
mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não ordem inversa – pela 4ª linha até a 2ª linha. Na 2ª linha, então,
formando um lado. Na figura da letra “D”, o 2 estaria em face as letras são, da direita para a esquerda, “M”, “N”, “O”, e a letra
oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura que substitui corretamente o ponto de interrogação é a letra
apresentada na letra “E”, o 1 não estaria em face oposta ao “P”.
número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na 15. Resposta: B.
letra “A” é a única para representar um lado. A sequência de números apresentada representa a lista
dos números naturais. Mas essa lista contém todos os
07. Resposta: B. algarismos dos números, sem ocorrer a separação. Por
Como na 3ª figura completou-se um círculo, para exemplo: 101112 representam os números 10, 11 e 12. Com
completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16: 3. 16 = isso, do número 1 até o número 9 existem 9 algarismos. Do
48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos. número 10 até o número 99 existem: 2 x 90 = 180 algarismos.
Do número 100 até o número 124 existem: 3 x 25 = 75
08. Resposta: B. algarismos. E do número 124 até o número 128 existem mais
A sequência das figuras completa-se na 5ª figura. Assim, 12 algarismos. Somando todos os valores, tem-se: 9 + 180 + 75
continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A figura de + 12 = 276 algarismos. Logo, conclui-se que o algarismo que
número 277 ocupa, então, a mesma posição das figuras que ocupa a 276ª posição é o número 8, que aparece no número
representam número 5n + 2, com n ∈ N. Ou seja, a 277ª figura 128.
corresponde à 2ª figura, que é representada pela letra “B”.
16. Resposta: D.
09. Resposta: D. Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2 “orelhas”, a
A regularidade que obedece a sequência acima não se dá 2ª figura possui 1 “orelha” no lado esquerdo e a 3ª figura
por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada possui 1 “orelha” no lado direito. Esse fato acontece, também,
número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito, na 2ª linha, mas na parte de cima e na parte de baixo,
Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com internamente em relação às figuras. Assim, na 3ª linha
“D”: Duzentos. ocorrerá essa regra, mas em ordem inversa: é a 3ª figura da 3ª
linha que terá 2 “orelhas” internas, uma em cima e outra em
10. Resposta: C. baixo. Como as 2 primeiras figuras da 3ª linha não possuem
Esta sequência é regida pela inicial de cada número. Três, “orelhas” externas, a 3ª figura também não terá orelhas
Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta e um, externas. Portanto, a figura que deve substituir o ponto de
pois ele inicia com a letra “T”. interrogação é a 4ª.

11. Resposta: E. 17. Resposta: B.


Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras No 1º triângulo, o número que está no interior do triângulo
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da dividido pelo número que está abaixo é igual à diferença entre
mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da o número que está à direita e o número que está à esquerda do
palavra AMOSTRA, pelas 4 primeiras letras invertidas. Com triângulo: 40 : 5 = 21 - 13 = 8.
isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras letras, A mesma regra acontece no 2º triângulo: 42 ÷ 7 = 23 - 17
na ordem invertida, obtém-se ARVAL. = 6.
Assim, a mesma regra deve existir no 3º triângulo:
12. Resposta: C. ? ÷ 3 = 19 – 7
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas por ? ÷ 3 = 12
quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças com ? = 12 x 3 = 36.
círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura que está

Noções de Lógica 30
APOSTILAS OPÇÃO

18. Resposta: E. mais é, do que a primeira palavra de trás para frente, de


Verifique os intervalos entre os números que foram maneira que SOCIAL vira LAICOS. Fazendo o mesmo com a
fornecidos. Dado os números 3, 12, 27, __, 75, 108, obteve-se os sequência numérica fornecida, temos: 231678 viram 876132,
seguintes 9, 15, __, __, 33 intervalos. Observe que 3x3, 3x5, 3x7, sendo esta a resposta.
3x9, 3x11. Logo 3x7 = 21 e 3x 9 = 27. Então: 21 + 27 = 48.
24. Resposta: A.
19. Resposta: B. A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com
Observe que o numerador é fixo, mas o denominador é a outra, e em seguida, nos traz uma sequência numérica. Foi
formado pela sequência: perguntado qual a sequência numérica que tem relação com a
Primeiro Segundo Terceiro Quarto Quinto Sexto já dada de maneira que a relação entre as palavras e a
1 1x2=2 2x3=6 3x4= 4x5= 5x6= sequência numérica é a mesma. Observando as duas palavras
12 20 30 dadas podemos perceber facilmente que tem cada uma 6 letras
e que as letras de uma se repete na outra em uma ordem
20. Resposta: D. diferente. Essa ordem diferente nada mais é, do que a primeira
O que de início devemos observar nesta questão é a palavra de trás para frente, de maneira que SALTA vira ATLAS.
quantidade de B e de X em cada figura. Vejamos: Fazendo o mesmo com a sequência numérica fornecida temos:
BBB BXB XXB 25435 vira 53452, sendo esta a resposta.
XBX XBX XBX
BBB BXB BXX 25. Resposta: E.
7B e 2X 5B e 4X 3B e 6X Pelo número 86.547, tem-se que 86, 65, 54 e 47 não
acontecem no número procurado. Do número 48.675, as
Vê-se, que os “B” estão diminuindo de 2 em 2 e que os “X” opções 48, 86 e 67 não estão em nenhum dos números
estão aumentando de 2 em 2; notem também que os “B” estão apresentados nas alternativas. Portanto, nesse número a
sendo retirados um na parte de cima e um na parte de baixo e coincidência se dá no número 75. Como o único número
os “X” da mesma forma, só que não estão sendo retirados, apresentado nas alternativas que possui a sequência 75 é
estão, sim, sendo colocados. Logo a 4ª figura é: 46.875, tem-se, então, o número procurado.
XXX
XBX 26. Resposta: D.
XXX O primeiro símbolo representa a divisão e o 2º símbolo
1B e 8X representa a soma. Portanto, na 1ª linha, tem-se: 36  4 + 5 =
9 + 5 = 14. Na 2ª linha, tem-se: 48  6 + 9 = 8 + 9 = 17. Com isso,
21. Resposta: D. na 3ª linha, ter-se-á: 54  9 + 7 = 6 + 7 = 13. Logo, podemos
Montando a série de Fibonacci temos: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, concluir então que o ponto de interrogação deverá ser
21, 34... A resposta da questão é a alternativa “D”, pois como a substituído pelo número 13.
questão nos diz, cada termo a partir do terceiro é igual à soma
de seus dois termos precedentes. 2 + 3 = 5 27. Resposta: A.
As letras que acompanham os números ímpares formam a
22. Resposta: E. sequência normal do alfabeto. Já a sequência que acompanha
A questão nos informa que ao se escrever alguma os números pares inicia-se pela letra “E”, e continua de acordo
mensagem, cada letra será substituída pela letra que ocupa a com a sequência normal do alfabeto: 2ª letra: E, 4ª letra: F, 6ª
quarta posição, além disso, nos informa que o código é letra: G, 8ª letra: H, 10ª letra: I e 12ª letra: J.
“circular”, de modo que a letra “U” vira “A”. Para decifrarmos,
temos que perceber a posição do emissor e do receptor. O 28. Resposta: D.
emissor ao escrever a mensagem conta quatro letras à frente Escrevendo os nomes dos animais apresentados na lista –
para representar a letra que realmente deseja, enquanto que o MARÁ, PERU, TATU e URSO, na seguinte ordem: PERU, MARÁ,
receptor, deve fazer o contrário, contar quatro letras atrás TATU e URSO, obtém-se na tabela:
para decifrar cada letra do código. No caso, nos foi dada a frase P E R U
para ser decifrada, vê-se, pois, que, na questão, ocupamos a
posição de receptores. Vejamos a mensagem: BSA HI EDAP. M A R A
Cada letra da mensagem representa a quarta letra anterior de T A T U
modo que: U R S O
VxzaB: B na verdade é V;
OpqrS: S na verdade é O; O nome do animal é PATO. Considerando a ordem do
UvxzA: A na verdade é U; alfabeto, tem-se: P = 15, A = 1, T = 19 e 0 = 14. Somando esses
DefgH: H na verdade é D; valores, obtém-se: 15 + 1 + 19 + 14 = 49.
EfghI: I na verdade é E;
AbcdE: E na verdade é A; 29. Resposta: B.
ZabcD: D na verdade é Z; Na 1ª e na 2ª sequências, as vogais são as mesmas: letra
UvxaA: A na verdade é U; “A”. Portanto, as vogais da 4ª sequência de letras deverão ser
LmnoP: P na verdade é L; as mesmas da 3ª sequência de letras: “O”. A 3ª letra da 2ª
sequência é a próxima letra do alfabeto depois da 3ª letra da
23. Resposta: B. 1ª sequência de letras. Portanto, na 4ª sequência de letras, a 3ª
A questão nos traz duas palavras que têm relação uma com letra é a próxima letra depois de “B”, ou seja, a letra “C”. Em
a outra e, em seguida, nos traz uma sequência numérica. É relação à primeira letra, tem-se uma diferença de 7 letras entre
perguntado qual sequência numérica tem a mesma ralação a 1ª letra da 1ª sequência e a 1ª letra da 2ª sequência. Portanto,
com a sequência numérica fornecida, de maneira que, a relação entre a 1ª letra da 3ª sequência e a 1ª letra da 4ª sequência,
entre as palavras e a sequência numérica é a mesma. deve ocorrer o mesmo fato. Com isso, a 1ª letra da 4ª sequência
Observando as duas palavras dadas, podemos perceber é a letra “T”. Logo, a 4ª sequência de letras é: T, O, C, O, ou seja,
facilmente que têm cada uma 6 letras e que as letras de uma se TOCO.
repete na outra em uma ordem diferente. Tal ordem, nada

Noções de Lógica 31
APOSTILAS OPÇÃO

30. Resposta: C. = 09
Na 1ª sequência de letras, ocorrem as 3 primeiras letras do
alfabeto e, em seguida, volta-se para a 1ª letra da sequência. Na
2ª sequência, continua-se da 3ª letra da sequência anterior,
formando-se DEF, voltando-se novamente, para a 1ª letra
desta sequência: D. Com isto, na 3ª sequência, têm-se as letras = 04
HIJ, voltando-se para a 1ª letra desta sequência: H. Com isto, a
4ª sequência iniciará pela letra L, continuando por M e N,
voltando para a letra L. Logo, a 4ª sequência da letra é: LMNL.

31. Resposta: E.
Do 1º termo para o 2º termo, ocorreu um acréscimo de 1
unidade. Do 2º termo para o 3º termo, ocorreu a multiplicação =01
do termo anterior por 3. E assim por diante, até que para o 7º
termo temos 13 . 3 = 39. 8º termo = 39 + 1 = 40. 9º termo = 40 Portanto, há 16 + 9 + 4 + 1 = 30 quadrados.
. 3 = 120. 10º termo = 120 + 1 = 121. 11º termo = 121 . 3 = 363.
12º termo = 363 + 1 = 364. 13º termo = 364 . 3 = 1.092. 38.
Portanto, podemos concluir que o 13º termo da sequência é
um número maior que 1.000.

32. Resposta: D.
Da palavra “ardoroso”, retiram-se as sílabas “do” e “ro” e
inverteu-se a ordem, definindo-se a palavra “rodo”. Da mesma
forma, da palavra “dinamizar”, retiram-se as sílabas “na” e
“mi”, definindo-se a palavra “mina”. Com isso, podemos
concluir que da palavra “maratona”. Deve-se retirar as sílabas 39. Os símbolos são como números em frente ao espelho.
“ra” e “to”, criando-se a palavra “tora”. Assim, o próximo símbolo será 88.
33. Resposta: A. 40.
Na primeira sequência, a palavra “azar” é obtida pelas
letras “a” e “z” em sequência, mas em ordem invertida. Já as
letras “a” e “r” são as 2 primeiras letras da palavra
“arborizado”. A palavra “dias” foi obtida da mesma forma: As
letras “d” e “i” são obtidas em sequência, mas em ordem
invertida. As letras “a” e “s” são as 2 primeiras letras da
palavra “asteroides”. Com isso, para a palavras “articular”,
considerando as letras “i” e “u”, que estão na ordem invertida,
e as 2 primeiras letras, obtém-se a palavra “luar”.

34. O nome da sequência é Sequência de Fibonacci. O


número que vem é sempre a soma dos dois números
imediatamente atrás dele. A sequência correta é: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 41.
13, 21, 34, 55, 89, 144, 233... 12.345.679 × (2×9) = 222.222.222
12.345.679 × (3×9) = 333.333.333
35. ... ...
Dia Subida Descida 12.345.679 × (6×9) = 666.666.666
1º 2m 1m Portanto, para obter 999.999.999 devemos multiplicar
2º 3m 2m 12.345.679 por (9x9) = 81
3º 4m 3m 42.
4º 5m 4m
5º 6m 5m
6º 7m 6m
7º 8m 7m
8º 9m 8m
9º 10m ----
Portanto, depois de 9 dias ela chegará na saída do poço.

36. 09 – 19 – 29 – 39 – 49 – 59 – 69 – 79 – 89 – 90 – 91 –
92 – 93 – 94 – 95 – 96 – 97 – 98 – 99. Portanto, são necessários 43.
20 algarismos.

37.

= 16
44. Sendo A = 1, J = 11, Q = 12 e K = 13, a soma de cada par
de cartas é igual a 14 e o naipe de paus sempre forma par com

Noções de Lógica 32
APOSTILAS OPÇÃO

o naipe de espadas. Portanto, a carta que está faltando é o 6 de mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas
espadas. abaixo, tente descobrir o nome de cada marido, a profissão de
cada um e o nome de suas esposas.
45. a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.

Vamos montar o passo a passo para que você possa


compreender como chegar a conclusão da questão.
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a
visualização da resolução, a mesma deve conter as
informações prestadas no enunciado, nas quais podem ser
divididas em três grupos: homens, esposas e profissões.
46. Observe que:
3 6 18 72 360 2160 15120 Medici Engenhar Advocac Lúc Patríc Mar
x2 x3 x4 x5 x6 x7 na ia ia ia ia ia
Carlo
Portanto, a próxima pedra terá que ter o valor: 15.120 x 8 s
= 120.960 Luís
Paulo
Lúcia
47.
Patríc
ia
Maria

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das


esposas.
Observação: a montagem dessa tabela vale para qualquer
número de grupos do problema. Ou seja, se forem, por
48. exemplo, cinco grupos, um deles será a referência para as
linhas iniciais e os outros quatro serão distribuídos nas
colunas. Depois disso, da direita para a esquerda, os grupos
serão “levados para baixo” na forma de linhas, exceto o
primeiro.
Veja um exemplo com quatro grupos: imagine que tenha
sido afirmado que cada um dos homens tem uma cor de cabelo:
loiro, ruivo ou castanho.
Neste caso, teríamos um quarto grupo e a tabela resultante
49. seria:

Medici Engenhar Advocac Lúc Patríc Mar


na ia ia ia ia ia
Carlos N
Luís N
Paulo N N S
Lúcia N
Patríc N
ia
50. Maria S N N

CORRELAÇÃO DE ELEMENTOS / ASSOCIAÇÃO LÓGICA


A ordem em que você copia as colunas para as linhas é
Esses são problemas aos quais prestam informações de importante para criar esses “degraus” na tabela, ou seja,
diferentes tipos, relacionado a pessoas, coisas, objetos primeiro os elementos do grupo mais à direita passam para as
fictícios. O objetivo é descobrir o correlacionamento entre os linhas (ou o último grupo de informações), depois o “segundo
dados dessas informações, ou seja, a relação que existe entre mais à direita” e assim por diante, até que fique apenas o
eles. primeiro grupo (mais à esquerda) sem ter sido copiado como
Explicaremos abaixo um método que facilitará muito a linha. Esses espaços em branco na tabela, representam regiões
resolução de problemas desse tipo. Para essa explicação, onde as informações seriam cruzadas com elas mesmas, o que
usaremos um exemplo com nível de complexidade fácil. é desnecessário.
2º passo – construir a tabela gabarito.
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em
Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com alguns casos ela é fundamental para que você enxergue
quem. Eles trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, informações que ficam meio escondidas na tabela principal.

Noções de Lógica 33
APOSTILAS OPÇÃO

Haverá também ocasiões em que ela lhe permitirá d) Carlos não é médico. - preenchemos com um “N” na
conclusões sobre um determinado elemento. Tendo por tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.
exemplo quatro grupo de elementos, se você preencheu três, Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari
logo perceberá que só restará uma alternativa, que será esta a a a a a a
célula. Um outro ponto que deve ser ressaltado é que as duas
tabelas se complementam para visualização das informações. Carlos N N
Por isso, a tabela gabarito deve ser usada durante o
preenchimento da tabela principal, e não depois. Luís N
A primeira linha de cabeçalho será preenchida com os Paulo N N S N
nomes dos grupos. Nas outras linhas, serão colocados os
elementos do grupo de referência inicial na tabela principal Lúcia N
(no nosso exemplo, o grupo dos homens).
Homens Profissões Esposas Patríci N
a
Carlos
Luís Maria S N N
Paulo
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula
3º passo - vamos dá início ao preenchimento de nossa
que ficou em branco.
tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas
que não deixam margem a nenhuma dúvida. Medici Engenhar Advocaci Lúci Patríci Mari
Em nosso exemplo: na ia a a a a
a) O médico é casado com Maria — marque um “S” na Carlos N N
tabela principal na célula comum a“ Médico ”e“ Maria”, e um
“N” nas demais células referentes a esse “S” Luís S N N
Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari
Paulo N N S N
a a a a a a
Lúcia N
Carlos
Patríci N
Luís
a
Paulo
Maria S N N
Lúcia N
Podemos também completar a tabela gabarito.
Patríci N
a Homens Profissões Esposas
Maria S N N Carlos

Observe ainda que: se o médico é casado com Maria, ele Luís Médico
NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos
Paulo Advogado
“N” no cruzamento de Medicina e elas. E se Maria é casada com
o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e
nem com o advogado (logo colocamos “N” no cruzamento do Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento
nome de Maria com essas profissões). Não conseguimos de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E
nenhuma informação referente a Carlos, Luís e Paulo. preenchemos sua tabela gabarito.
b) Paulo é advogado. – Vamos preencher as duas tabelas Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari
(tabela gabarito e tabela principal) agora. a a a a a a
Homens Profissões Esposas
Carlos Carlos N S N
Luís
Luís S N N
Paulo Advogado
Paulo N N S N
c) Patrícia não é casada com Paulo. – Vamos preencher
com “N” na tabela principal Lúcia N

Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari Patríci N


a a a a a a a

Carlos N Maria S N N

Luís N
Homens Profissões Esposas
Paulo N N S N

Lúcia N Carlos Engenheiro

Patríci N Luís Médico


a
Paulo Advogado
Maria S N N

Noções de Lógica 34
APOSTILAS OPÇÃO

4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na Questões


tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a
novas conclusões, que serão marcadas nessas tabelas. 01. (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – Área
Observe, na tabela principal, que Maria é esposa do Administrativa – FCC/2015) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo
médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser viajaram em janeiro, todos para diferentes cidades, que foram
registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos fazer agora, pois Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades
essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o para onde eles viajaram, sabe-se que:
problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos − Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
continuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde. − Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo. − Luiz não viajou para Fortaleza.
Como Paulo é o advogado, podemos concluir que Patrícia não
é casada com o advogado. É correto concluir que, em janeiro,
(A) Paulo viajou para Fortaleza.
Medicina Engenharia Advocacia Lúcia Patrícia Maria (B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
Carlos N S N (D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.
Luís S N N
02. (COLÉGIO PEDRO II – Engenheiro Civil – ACESSO
Paulo N N S N
PÚBLICO/2015) Antônio, Eduardo e Luciano são advogado,
Lúcia N engenheiro e médico, não necessariamente nessa ordem. Eles
são casado, divorciado e solteiro, mas não se sabe qual o estado
Patrícia N N civil de quem. Porém, sabe-se que o casado é engenheiro,
Eduardo é advogado e não é solteiro, e o divorciado não é
Maria S N N
médico. Portanto, com certeza:
(A) Eduardo é divorciado.
Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser (B) Luciano é médico.
casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o (C) Luciano é engenheiro.
advogado. (D) Antônio é engenheiro.
Medicin Engenhari Advocaci Lúci Patríci Mari (E) Antônio é casado.
a a a a a a
03. (PREF. DE BELO HORIZONTE/MG – Assistente
Carlos N S N Administrativo – FUMARC/2015) Três bolas A, B e C foram
pintadas cada uma de uma única cor: branco, vermelho e azul,
Luís S N N
não necessariamente nessa ordem. Se a bola A não é branca
Paulo N N S N nem azul, a bola B não é vermelha e a bola C não é azul, então
é CORRETO afirmar que as cores das bolas A, B e C são,
Lúcia N N S respectivamente:
(A) azul, branco e vermelho.
Patríci N S N
(B) branco, vermelho e azul.
a
(C) vermelho, branco e azul.
Maria S N N (D) vermelho, azul e branco.

Respostas
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado
(que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e 01. Resposta: B.
Carlos) e Maria é casada com o médico (que é Luís). Vamos preencher a tabela:
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está − Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
resolvido:
Homens Profissões Esposas Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N
Carlos Engenheiro Patrícia Arnaldo N
Mariana
Luís Médico Maria Paulo

Paulo Advogado Lúcia − Mariana viajou para Curitiba;


Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N N
1º) Não se preocupe em terminar a tabela principal, uma Arnaldo N N
vez que você tenha preenchido toda tabela gabarito. Ganhe Mariana N N S N
tempo e parta para a próxima questão. Paulo N
2º) Nunca se esqueça de que essa técnica é composta por
duas tabelas que devem ser utilizadas em paralelo, ou seja, − Paulo não viajou para Goiânia;
quando uma conclusão for tirada pelo uso de alguma delas, Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
as outras devem ser atualizadas. A prática de resolução de Luiz N N
questões de variados níveis de complexidade vai ajudá-lo a Arnaldo N N
ficar mais seguro. Mariana N N S N
Paulo N N
Referência
ROCHA, Enrique – Raciocínio lógico para concursos: você consegue aprender:
teoria e questões – Niterói: Impetus – 2010.

Noções de Lógica 35
APOSTILAS OPÇÃO

− Luiz não viajou para Fortaleza.


Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N N N
Arnaldo N N Anotações
Mariana N N S N
Paulo N N

Agora, completando o restante:


Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou.
Então, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia
Fortaleza Goiânia Curitiba Salvador
Luiz N S N N
Arnaldo S N N N
Mariana N N S N
Paulo N N N S

02. Resposta: A.
Sabemos que o casado é engenheiro
Advogado Engenheiro Médico
Antônio
Eduardo
Luciano
Casado N S N
Divorciado N
Solteiro N

Eduardo é advogado e não é solteiro


Advogado Engenheiro Médico
Antônio N
Eduardo S N N
Luciano N
Casado N S N
Divorciado N
Solteiro N

Se sabemos que o casado é engenheiro e Eduardo é


advogado e não solteiro, ele só pode ser divorciado, assim nem
precisamos usar a última frase e sabemos que o solteiro é
médico.
Advogado Engenheiro Médico
Antônio N
Eduardo S N N
Luciano N
Casado N S N
Divorciado S N N
Solteiro N N S

A única coisa que podemos afirmar com certeza é que


Eduardo é advogado e divorciado

03. Resposta: D.
O enunciado diz: a bola A não é branca nem azul, isso quer
dizer que ela é vermelha.
A B C
Branca N
Vermelha S N N
Azul N

A bola B não é vermelha e a bola C não é azul


A B C
Branca N N S
Vermelha S N N
Azul N S N

A bola A é vermelha, a bola B é azul e a bola C é branca.

Noções de Lógica 36
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
APOSTILAS OPÇÃO

Conceitos básicos de
operação de
microcomputadores. Noções
básicas de operação de
microcomputadores em rede Claro que ele tem diversos recursos que lhe auxiliam em
local. sua atividade. Para todo o deslocamento da matéria-prima que
chega através dos caminhões de entrega e das obras dos
artesãos, Gustavo tem à disposição alguns carrinhos de mão,
os horários dos artesãos estão devidamente anotados em uma
Conceitos básicos de operação de
agenda, e uma caminhonete o ajuda na entrega do artesanato,
microcomputadores.1
tornando assim possível todas as suas tarefas.
E, apesar de todo esse trabalho, Gustavo ainda planeja
Conhecer e dominar as Tecnologias da Informação (TI) é
ampliar a oficina para que mais artesãos possam trabalhar e
fundamental para qualquer área do mercado de trabalho.
um construir um segundo depósito, pois o antigo não é mais
Pequenas, médias e grandes empresas dependem do domínio
suficiente para guardar tanto material. Muitas vezes, ele tem
dessas tecnologias para alcançar maior produtividade e
que resolver pequenos conflitos entre os cooperados que
competitividade.
procuram espaço para armazenar suas obras. Mas, Gustavo é
O termo Tecnologia da Informação serve para designar o
inteligente e esforçado e juntamente com seus parceiros
conjunto de recursos tecnológicos e computacionais para
conseguirá realizar suas metas.
geração e uso da informação.
Vamos então comparar os diferentes elementos
Um computador compreende uma parte material,
apresentados na história de Gustavo e sua cooperativa com os
chamada de hardware, constituída de circuitos eletrônicos
elementos de um computador.
integrados, e uma parte lógica, composta por um conjunto de
- A oficina representa a memória do computador, pois é
programas, ou, em inglês, software.
nela que a principal atividade da cooperativa é executada.
O hardware compõe-se de um ou vários processadores,
- O deposito é o HD (Disco Rígido).
uma memória, unidades de entrada/saída e unidades de
- Os artesãos fazem o papel dos softwares, pois na oficina,
comunicação. O processador executa, instrução por instrução,
cada um cria diferentes obras (vasos, roupas, esculturas,
o(s) programa(s) contido(s) na memória. As unidades de
pinturas etc.) com a matéria-prima disponível trazida do
entrada/saída compreendem teclado, monitor, unidades de
depósito e dos caminhões de transporte.
memória, meios de armazenamento secundário (discos, fitas
- Os caminhões representam os dispositivos de entrada,
magnéticas), impressoras etc. Elas permitem a introdução de
pois são neles que a matéria-prima chega à cooperativa.
dados e a saída dos resultados. As unidades de comunicação
- A caminhonete de Gustavo funciona com um dispositivo
possibilitam a relação do computador com os terminais ou
de saída, sendo nela realizadas as entregas.
com outros computadores organizados em rede.
Os primeiros computadores eram na verdade imensas
Para que você entenda melhor o funcionamento do
máquinas de cálculo que ocupavam salas inteiras com dezenas
computador, vamos fazer uma analogia entre a história de
de milhares de válvulas e um grande número de pessoas
Gustavo e o trabalho que o computador executa. Gustavo é o
responsáveis em projetá-lo, construí-lo e operá-lo, mesmo
coordenador da cooperativa de artesãos de sua cidade. Lá, são
assim, sua capacidade de processamento era inferior até a
confeccionados artesanatos em geral e saem diversos
mais simples calculadora de hoje. Nesse cenário, não existia
produtos que abastecem as principais feiras visitadas pelos
um Sistema Operacional responsável em gerenciar os
diversos turistas que se encantam com a beleza e o detalhe das
diferentes dispositivos, era o próprio hardware e a forma
peças criadas.
como ele era configurado que determinavam o que seria
Ele sabe que sua função exige responsabilidade por
processado, na maioria das vezes, eram simples tabelas de
diversas atividades administrativas para possibilitar aos
cálculos numéricos.
artesãos os meios necessários para a confecção. Por exemplo,
Com a evolução do hardware, surgiu a necessidade de
Gustavo precisa controlar a entrada da matéria-prima
administrar melhor os recursos físicos do computador, se num
necessária (madeira, tecidos, tintas, resinas etc), organizar os
primeiro momento um computador era construído para
horários que os artesãos terão disponíveis na oficina,
executar apenas uma tarefa, agora eles podem executar várias
gerenciar o estoque tanto da matéria-prima que ainda não foi
tarefas ao mesmo tempo. Podemos dizer, portanto, que o
utilizada como das peças acabadas e finalmente realizar as
sistema operacional surgiu devido à evolução da computação,
entregas das peças acabadas nas diferentes lojas associadas a
que conseguiu separar o desenvolvimento do hardware do
sua cooperativa. Ufa! Tanta coisa para fazer, como ele
software. A partir de então, o sistema operacional passou a
consegue realizar todas essas tarefas?
funcionar como um elo de ligação entre os dois.
Voltemos para nossa história sobre a cooperativa de
artesanato. O que aconteceria se Gustavo não existisse? Se
cada artesão tivesse que se preocupar com todas as atividades
da cooperativa? Imagine o trabalho que seria para cada um

1 Fonte: http://www.metropoledigital.ufrn.br/aulas/disciplinas/iti/

Noções de Informática 1
APOSTILAS OPÇÃO

tendo que se preocupar com a chegada da matéria-prima, o A função de traduzir as solicitações dos demais programas
armazenamento, a entrega nas lojas, sem contar a confusão e gerenciar o hardware para que ele possa executar tais
entre eles para definir quem poderia usar a oficina. Isso tudo comandos serve de base para definir o que é um Sistema
sem deixar de lado o próprio trabalho de confecção, já Operacional.
imaginou como ficaria a produção sem alguém para É importante saber que existem diversos tipos de
coordenar? aplicativos e consiste na utilização de programas aplicativos
Agora, imagine um computador com todos os seus para escritório. Tais programas ajudam a automatizar tarefas,
dispositivos, e se todo software tivesse que se preocupar em como a elaboração de textos, memorandos, cartas,
lidar com todos os detalhes de cada um deles, já imaginou documentos, bem como a criação de planilhas eletrônicas para
como seria para um programador criar um programa, tendo elaboração de orçamentos, gerenciamento de recursos,
que verificar, por exemplo, se o disco foi lido corretamente e controle de estoques etc. O uso da Internet e suas
as dezenas de situações de possíveis falhas existentes nesse funcionalidades básicas, como navegação na rede e envio de
simples processo? mensagens eletrônicas.
Então, da mesma forma que a cooperativa precisa de Uma suíte de aplicativos para escritório ou, simplesmente,
Gustavo para administrar todas as atividades administrativas aplicações de escritório trata-se de um conjunto de outros
da cooperativa, o computador precisa de um software capaz de programas voltados para automatizar atividades de escritório.
controlar seus diferentes dispositivos, deixando aos demais Essas atividades compreendem, por exemplo, a elaboração de
programas ou usuários uma forma mais simples de se utilizar documentos, como ofícios, relatórios e cartas, a criação de
delas. Esse software é conhecido como Sistema Operacional, planilhas para controlar a contabilidade de uma empresa, ou
sendo ele o tema central desta disciplina. O Sistema mesmo a construção de apresentações eletrônicas a serem
Operacional é responsável por gerenciar os dispositivos físicos usadas, por exemplo, em palestras, aulas ou apresentações de
de um computador (hardware), fornecendo a base para que produtos.
outros programas (também chamados de softwares Definimos como processador de texto um programa de
aplicativos, como, por exemplo, os editores de texto e os computador ou software que possui a função bem definida de
navegadores da Internet) possam ser executados. ajudar o usuário a elaborar textos com qualidade profissional,
Então, se considerarmos o conjunto composto de além de fornecer ferramentas que auxiliam a organizar o texto
dispositivos físicos (hardware), os softwares aplicativos e o visualmente, realizar verificação de ortografia, oferecer
Sistema Operacional como o principal software de sistema, dicionário de sinônimos, ajudar na hifenização de palavras,
estaremos na verdade com um computador completo e pronto corrigir erros mais comuns, realizar buscas e substituições de
para ser usado. trechos de texto de maneira automática, gerar tabelas, gerar
índice remissivo, referências cruzadas e muito mais!
O uso de planilhas eletrônicas é importante em diversas
áreas de aplicação, como, por exemplo, para controlar
despesas pessoais, controle de estoque, fluxo de caixa,
elaboração de orçamentos, organização das notas de uma
turma de alunos e mesmo para organizar a realização de um
campeonato de futebol!
Uma planilha eletrônica, também conhecida como folha de
cálculo, é um programa de uso geral que utiliza o poder
computacional para efetuar rapidamente vários tipos de
cálculos matemáticos, simples ou complexos, ou para
simplesmente apresentar dados de maneira geral, com ou sem
auxílio de gráficos.
A planilha eletrônica é baseada no uso de tabelas para
organizar os dados. Cada tabela individual é denominada de
planilha. Cada planilha, por sua vez, é composta por várias
linhas e colunas. Cada interseção entre colunas e linhas
constitui um elemento individual da planilha, denominado de
célula. Uma célula é o elemento mais básico da planilha e é
Sistema Operacional como intermediador entre hardware e software capaz de armazenar valores. Por fim, esses valores
correspondem aos dados que serão armazenados e
O Sistema Operacional é justamente esse programa que vai manipulados através da planilha eletrônica, podendo ser
fazer com que você possa interagir com o computador. Ao textos, números, datas ou fórmulas.
longo da apostila, iremos nos referir aos sistemas operacionais Citamos a seguir alguns exemplos de uso de planilhas
através da sigla SO, já costumeiramente utilizada. eletrônicas.
Então, a coisa funciona assim: um programa consiste em - Orçamento familiar - Uma planilha pode ser usada para
um conjunto de instruções para o computador. Quando você manter uma lista de renda (salários) e despesas (gastos) de
realiza uma atividade em um dado programa, por exemplo, uma família, como, por exemplo, supermercado, aluguel,
quando você solicitar uma impressão através de um editor de transporte, gastos com saúde etc. Neste caso, podemos manter
texto, esse programa se comunica com o Sistema Operacional, o orçamento para todo o ano, criando uma planilha para cada
o qual é o responsável por repassar o pedido para o mês do ano.
computador (hardware), que executará o que foi solicitado – - Fluxo de caixa - Podemos empregar uma planilha para
impressão do documento. Podemos perceber que o SO controlar o fluxo de caixa de uma empresa simples. O fluxo de
funciona como um tradutor, ele traduz o que foi solicitado pelo caixa é um controle financeiro fundamental, que não diz
programa (por exemplo: editor de texto) através de comandos respeito ao lucro, mas à quantidade de dinheiro que entra e sai
em linguagem de máquina para que o hardware entenda, com da empresa, em um determinado período de tempo (diário,
isso, o hardware executa a função e retorna à saída desse mensal).
comando para que o Sistema Operacional novamente traduza - Controle de estoque - Planilhas são usadas para suportar
de uma forma que o programa entenda e possa repassar para cadastro e controle de movimentação de itens de estoque.
você. Qualquer movimentação (retirada ou armazenagem) são

Noções de Informática 2
APOSTILAS OPÇÃO

lançados na planilha de maneira a refletir o que de fato está - Teclado


armazenado no estoque de uma empresa. - Mouse
- Controle de notas de uma turma - Planilhas podem ser - Monitor
usadas para armazenar as diversas notas de estudantes de Para que possamos interagir com o computador é
uma turma, calculando suas médias parcial e final de maneira necessário que haja um sistema operacional instalado no
automática. Neste caso, é necessário que o professor forneça mesmo com alguns programas que nos permitem:
as notas que cada estudante obteve ao longo da disciplina. - Navegar na Internet
Apresentações de slides estão sendo cada vez mais - Elaborar textos, planilhas, apresentações, realizar
utilizadas em aulas, tanto por professores, para explanar o cálculos...
conteúdo, quanto por alunos, para apresentar seminários. - Proteger o computador de vírus
Existem diversas aplicações, que variam desde apresentações O acesso à internet só é possível se o computador estiver
de novas ideias no âmbito empresarial até mensagens de conectado a mesma, e isto pode ocorrer através de um dos
autoajuda ou parabéns enviadas por e-mail. meios abaixo:
A Internet tem evoluído consideravelmente nos últimos - Uma rede local que compartilhe o sinal de internet
anos e cada nova fase ela oferece novos serviços e - Uma conexão sem fio
possibilidades que são importantes tanto para nossa vida - Um conexão ADSL
pessoal quanto profissional. É por esse motivo que precisamos - Uma conexão realizada através de cabeamento oferecido
estar por dentro das possibilidades de uso desse grande meio por um provedor de internet
de comunicação que é a World Wide Web (WWW), ou Rede de - Uma conexão via rádio oferecida por um provedor de
Alcance Mundial, popularmente conhecido como Internet. internet
Você já deve saber que a Rede de Alcance Mundial (World
Wide Web, ou WWW ou Web) é um vasto sistema de SOFTWARE
informações e serviços que utiliza a Internet para conectar Software é todo programa instalado no computador,
computadores ao redor do planeta. É exatamente a vastidão de inclusive o sistema operacional. O sistema operacional é o
serviços disponíveis via WWW que a tornaram tão popular nas principal programa instalado no computador, é ele que
últimas décadas. Você pode surfar ou navegar na Web em sua controla todas as funções e processos dos outros programas
teia de informações para ler notícias, fazer ligações telefônicas, que foram instalados após ele. Podemos citar como exemplo
assistir a filmes, baixar músicas, fazer compras, enviar de software: sistema operacional Windows, processador de
mensagens, interagir com amigos, e assim por diante. texto (Word), software para elaboração de planilhas
A cada dia que passa, novos serviços são criados, de eletrônicas (Excel), software para elaboração de slides e
maneira a ampliar ainda mais o alcance e a influência da Web apresentações (Powerpoint), software para gerenciamento de
em nossas vidas pessoais e profissionais. Por exemplo, você banco de dados (Access), software para edição e tratamento de
está recebendo uma educação dita “a distância” através da imagens (Photoshop), software antivírus etc. Um software
Metrópole Digital graças aos recursos que a Web oferece em pode ser desenvolvido ou personalizado sob demanda,
termos de troca de informações e comunicação, não é mesmo? visando atender as necessidades e particularidades de uma
Outro aspecto que tem ampliado ainda mais a popularidade da empresa ou instituição por exemplo.
Web é que você não precisa ter um computador de mesa na sua Existem diversas nomenclaturas utilizadas para
casa para acessá-la. É possível se ligar a grande rede através caracterizar um software: programa, sistema, aplicação etc.
de notebooks e netbooks, dispositivos móveis como um Consiste em um agrupamento de comandos escritos em
telefone celular, ou um tocador de música mp3 que possua uma linguagem de programação. Estes comandos, ou
suporte físico e acesso via, videogames (exemplo: Sony instruções, criam as ações dentro do programa, e permitem
Playstation, Microsoft Xbox, Nintendo Wii), e, em breve, seu funcionamento.
através da TV Digital aberta. Cada ação é determinada por uma sequência, e cada
O grande sucesso atingido pela internet deve-se a sua sequência se agrupa para formar o programa em si. Estes
capacidade de transmitir informações de um computador para comandos se unem, criando um programa complexo.
outro. Para que isso seja possível, é necessário algum Um software, ou programa, consiste em informações que
mecanismo que interligue os computadores e possibilite que podem ser lidas pelo computador, assim como seu conteúdo
as informações sejam transferidas de um para outro. Esse audiovisual, dados e componentes em geral. Para proteger os
mecanismo é chamado Sistema de Conectividade. Existem direitos do criador do programa, foi criada a licença de uso.
diferentes tipos de sistemas de conectividade, como, por Todos estes componentes do programa fazem parte da licença.
exemplo, a rede telefônica, que é específica para voz, ou as A licença é o que garante o direito autoral do criador ou
redes de TV, que são específicas para televisão. distribuidor do programa. A licença é um grupo de regras
Atualmente, ao falarmos em informática e internet, estipuladas pelo criador/distribuidor do programa, definindo
imediatamente associamos a ideia de vários computadores tudo que é ou não é permitido no uso do software em questão.
pessoais, ou mesmo telefones celulares, interligados através Um software pode ter várias funções: Jogos, cálculos,
da grande rede. Mas além da internet existem também redes Criação de texto, edição de imagem, edição de vídeo, conversão
locais que permitem que computadores em um mesmo de vídeo, reprodutor de multimídia, acesso à internet, etc.
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