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Programas Curriculares

Educacionais

POLÍTICA EDUCATIVA E
PRÁTICA DO PROFESSOR

• INOVAÇÕES
CURRICULARES
Programas Curriculares
Educacionais
POLÍTICA EDUCATIVA E
PRÁTICA DO PROFESSOR
Inovações curriculares
POLÍTICA EDUCATIVA E
PRÁTICA DO PROFESSOR

INTRODUÇÃO
Sabemos que o mundo sofre continuas transformações. Consequentemente, as pessoas se
transformam, não é mesmo? Neste cenário, a escola não pode ficar aquém dessas mudanças.

Contudo, apesar do discurso de inovação ser contínuo, a mudança da prática no contexto


escolar é morosa e depende muito de quem está na “linha de frente” dessa empreitada:
o professor.

A importante ação dos gestores sobre o comprometimento e a intencionalidade do


professor será discutida na sequência deste material. Vamos lá?

OBJETIVO
• Compreender que a política educacional se concretiza na intencionalidade do
professor.

10.1 INOVAÇÕES CURRICULARES: INTENCIONALIDADE E COMPROMETIMENTO


DO PROFESSOR
O currículo, como sabemos, não é estático. Ele vem personificar a intencionalidade
do Projeto Político Pedagógico, que reflete as características locais e sociais, à luz de
transformações políticas, mercadológicas, tecnológicas, ou seja, sempre em consonância
com as transformações históricas mundiais. Isso implica em ampla disponibilidade dos
professores para atualizações e inovações práticas e teóricas.

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Os alunos mudam e a prática pedagógica deve mudar também, para que assim o ensino
corresponda à aprendizagem significativa e transformadora, e não à mera reprodução
de conhecimentos.

IMPORTANTE:

A práxis pedagógica se baseia em formação pedagógica constante, não se


encerrando na formação universitária, que também necessita de reformulações.

Neste sentido, formar professores implica também em profissionais das universidades


que se comprometam com a formação continuada, empenhada com a aprendizagem
dos educandos, que estão em constantes transformações.

Um currículo comprometido com as transformações mundiais implica em uma prática


também vinculada, e a partir daí esbarramos na resistência de alguns profissionais que
não se atualizam, não aceitam novas propostas.

A figura 1 ilustra que, apesar das tendências demonstrarem outros caminhos, muitos
professores mantêm suas práticas.

Figura 1 – Resistência ao novo.


Fonte: Shutterstock (2015).

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Muitas justificativas são apresentadas para essa resistência. Entre elas: medo, apego a
paradigmas impostos, o salário não justifica o empenho, incredulidade por experiências
malsucedidas, modismos temporários etc. Contudo, o que verificamos com maior
frequência é a necessidade de comprometer-se com novas práticas que implicam em
transformar sua visão de educação, e isso dá muito trabalho, principalmente para as
equipes pedagógicas que também devem comprometer-se.

A influência de professores, resistentes ao novo, no grupo é forte. Suas opiniões são


expressas, muitas vezes de forma perniciosa, e acabam por caracterizar um grupo
heterogêneo e que não luta pelos objetivos estabelecidos no Projeto Político Pedagógico.
Gatti (2005, p. 14) corrobora este pensamento, afirmando:

O grupo tem uma sinergia própria, que faz emergir ideias diferentes das opiniões
particulares. Há uma reelaboração de questões que é própria do trabalho particular
do grupo mediante as trocas, os reasseguramentos mútuos, os consensos, os
dissensos, e que trazem luz sobre os aspectos não detectáveis ou não reveláveis em
outras condições.

Sabemos do poder de um professor na vida e concepções dos alunos. Seu exemplo pode
transformar os seus futuros, pois atinge a forma de pensar e agir. Quem não se lembra de
algum professor que o fez odiar ou amar uma disciplina?

Sendo assim, devido a essa forte influência dos grupos na prática pedagógica, as
equipes gestoras devem agir de forma inteligente e inovadora para combater as práticas
cristalizadas que se perpetuam no ambiente escolar.

Segundo Veiga (2003, p. 277): “A inovação educativa deve produzir rupturas e, sob essa
ótica, ela procura romper com a clássica cisão entre concepção e execução, uma divisão
própria da organização do trabalho fragmentado.”

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DICA:

O filme “A onda” (1981) exibe a prática de um professor ao ensinar sobre o nazismo.


É baseado em uma história verídica e ilustra as consequências de uma ação
educativa. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4>.

Na sequência estudaremos a influência das formas de gestão na prática pedagógica do


professor. Acompanhe!

10.1.1 As formas de gestão e sua influência na prática do professor


Romper com paradigmas não é uma tarefa fácil. Segundo Alencar (1996, p. 73):

Tal processo exige o exercício permanente de alguns valores e comportamentos que


resultem em uma maior abertura às próprias ideias e às dos demais, e o cultivo de
atributos de personalidade que predispõem o indivíduo a pensar de uma maneira
flexível, independente e imaginativa.

O desenvolvimento de uma gestão participativa é imprescindível, pois a resistência


também decorre da não participação dos processos de inovação. Mudanças impostas
são mais rejeitáveis do que as produzidas através do diálogo.

IMPORTANTE:

Quando a equipe técnico-pedagógica investe no diálogo, oportunizando a reflexão


sobre a realidade e as necessidades, novas ideias surgem e são valorizadas. A
imagem a seguir tenta traduzir essa concepção.

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Figura 2 – Diálogo produz ideias.
Fonte: Shutterstock (2015).

A intencionalidade do professor só se modifica se ele estiver convencido do objetivo e


da metodologia. O caminho para convencer perpassa por reflexões conjuntas, dar voz e
ouvir. O resultado do diálogo nem sempre será o que os gestores encaram como correto,
mas será um novo caminho traçado pela voz dos docentes e em busca do novo.

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CONCLUSÃO

Neste material aprendemos que a educação é decorrente da prática exercida pelo professor,
que imprime suas visões de mundo e educação em sala de aula. Sendo assim, se o professor
não se atualiza e não rompe com paradigmas cristalizados em suas ações, a escola continua
sendo uma mera reprodutora de conhecimentos científicos e o currículo será um simples
documento que relaciona conhecimentos a serem transmitidos. Em seguida, compreendemos
que é evidente a necessidade de uma ação pedagógica que influencie o professor através
de formação, capacitação e envolvimento em práticas inovadoras. Por fim, compreendemos
que uma gestão inteligente pratica e dá exemplos de inovação promovendo a participação
do docente nas decisões e inovações pedagógicas.

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REFERÊNCIAS

ALENCAR, E. S. de. A gerência da criatividade. São Paulo: Makron Books, 1996.

GATTI, B. A. Grupo focal na pesquisa em Ciências Sociais e Humanas. Brasília, DF: Líber
Livro, 2005.

VEIGA, I. P. Inovações e Projeto Político-Pedagógico: uma relação regulatória ou


emancipatória? Cad. Cedes, Campinas, v. 23, n. 61, p. 267-281, dez. 2003.

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CRÉDITOS
IEL – INSTITUTO EUVALDO LODI DO PARANÁ
José Antônio Fares
Superintendente

FACULDADE DA INDÚSTRIA
Eduardo Vaz da Costa Junior
Diretor Geral

NEAD – NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Raphael Hardy Fioravanti


Coordenador do NEaD FIEP

Paulo Henrique Cayres


Coordenador do NEaD da Faculdade da Indústria


EQUIPE DE ELABORAÇÃO TÉCNICA
Paulo Henrique Cayres
Gestor do Projeto

Hilde Silvana Pontes


Acompanhamento Pedagógico

Alcione Mazur
Acompanhamento Pedagógico

Ricardo Luiz Freire de Menezes Junior


Projeto de Design Gráfico

FabriCO
Produção Midiática

Marly Savioli
Conteúdo

Júlia Banas
Revisão de Técnica