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17/10/2018 A Theory of Justice – Wikipédia, a enciclopédia livre

A Theory of Justice
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A  Theory  of  Justice,  em  português  Uma  Teoria  da
Justiça,  é  uma  obra  de  filosofia  política  e  ética  de  John A Theory of Justice
Rawls,  considerada  uma  das  obras  de  teoria política  mais
importantes do século XX. [1][2] Uma Teoria da Justiça (BR)

Autor(es) John Rawls
Nela,  Rawls  tenta  resolver  o  problema  da  justiça
distributiva,  a  distribuição  socialmente  justa  de  bens  em Idioma en
uma sociedade, por meio da utilização de uma variante do País Estados Unidos
conhecido  dispositivo  do  contrato  social. [3]  A  teoria Editora Belknap
resultante é conhecida como "justiça como equidade", [1][3]
Lançamento 1971
e  dela  Rawls  deriva  seus  dois  princípios  de  justiça.  Esses,
ISBN 0­674­00078­1
ditam  que,  primeiro,  a  sociedade  deve  ser  estruturada  de
forma  que  a  maior  quantidade  possível  de  liberdade  seja Edição brasileira
dada  aos  seus  membros,  sendo  isso  limitado  unicamente Tradução Almito Pisetta e Lenita M. R.
pela  noção  de  que  a  liberdade  de  um  membro  não  deva Esteves
infringir  a  liberdade  de  um  outro  membro. [3][2]  Em Editora Martins Fontes
segundo lugar, as desigualdades sociais ou econômicas só Lançamento 2000
são  aceitáveis  se  a  situação  daqueles  em  pior  situação  for
melhor  do  que  ela  seria  em  um  sistema  de  distribuição
uniforme.  Como  parte  do  segundo  princípio,  se  existe  uma  desigualdade  benéfica,  essa  desigualdade  não  deve
dificultar que pessoas em pior situação ocupem posições de poder, como por exemplo um cargo público. [1][3][2][4]

Publicado originalmente em 1971, A Theory of Justice foi revisado em 1975 (para edições estrangeiras) e 1999.

Índice
Objetivo
A "posição original"
Os dois princípios de justiça
O princípio maior de liberdade equitativa
O princípio da diferença
O princípio da igualdade de oportunidade

Influência e recepção
Ver também
Referências

Objetivo
Em A Theory of Justice, Rawls defende uma reconciliação de liberdade e igualdade que deve ser aplicada à estrutura
básica  de  uma  sociedade  bem  ordenada. [5]  Parte  fundamental  deste  esforço  é  a  consideração  das  circunstâncias  da
justiça, inspiradas por David Hume, e da necessidade de uma situação de escolha justa para aqueles enfrentando tais

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circunstâncias,  semelhantemente  a  alguns  pontos  de  vista  de  Immanuel  Kant.  Princípios  de  justiça  são  utilizados
para  orientar  a  conduta  das  partes  ou  indivíduos  que  compõem  a  sociedade.  Estas  partes  são  reconhecidamente
capazes de enfrentar situações de escassez moderada, e não são naturalmente altruístas nem puramente egoístas. Elas
têm objetivos que procuram concretizar, mas preferem tentar concretiza­los através da cooperação com outros, através
de termos mutuamente aceitáveis. Rawls propõe um modelo de situação de escolha justa (a posição original  com  o
seu  véu  de  ignorância),  dentro  do  qual  hipoteticamente  as  partes  escolhem  princípios  mutuamente  aceitáveis  de
justiça.  Sob  tais  restrições,  Rawls  acredita  que  as  partes  considerariam  os  seus  princípios  de  justiça  especialmente
atraentes, vencendo alternativas baseadas por exemplo no utilitarismo e no libertarismo de direita.

A "posição original"
Rawls  pertence  à  tradição  do  contrato  social,  embora  ele  tenha  um  ponto  de  vista  diferente  de  pensadores
anteriores. [3]  Especificamente,  Rawls  desenvolve  o  que  ele  diz  serem  princípios  de  justiça,  por  meio  do  uso  de  um
artifício  que  ele  chama  de  posição  original,  que  implica  que  os  membros  de  uma  sociedade  devem  decidir  seus
princípios  de  justiça  enquanto  se  encontram  por  detrás  de  um  véu  de  ignorância. [3]  Esse  "véu",  essencialmente,
esconde dos membros da sociedade todos os fatos acerca de si próprios, e assim eles não podem adaptar os princípios
de justiça para sua própria vantagem:

[...] ninguém conhece seu lugar na sociedade, sua posição de classe ou status social, e
ninguém conhece sua sorte na distribuição de talentos naturais e habilidades, sua
inteligência, força e semelhantes. Eu até mesmo considero que as partes não conhecem
suas concepções do que é bom ou suas propensões psicológicas. Os princípios de justiça
são escolhidos por trás de um véu de ignorância.

De acordo com Rawls, a ignorância desses detalhes sobre si mesmos levaria a princípios mais justo para todos. Se um
indivíduo não sabe a qual classe de pessoas ele pertencerá em sua própria concepção de sociedade, é mais provável que
ele não privilegie nenhuma classe de pessoas, mas, ao invés, desenvolva um regime de justiça que trate todos de forma
justa.  Em  particular,  Rawls  afirma  que  aqueles  que  se  encontram  na  posição  original  acabariam  por  adotar  uma
estratégia minimax que maximizaria as perspectivas dos menos privilegiados.

Esses são os princípios que pessoas racionais e livres, interessadas em promover seus
próprios interesses, aceitariam, numa posição inicial de igualdade, como os fundamentos
definidores dos termos de sua associação.[6]

Rawls baseia sua posição original em uma "fina teoria do bem", que segundo ele "explica a racionalidade subjacente à
escolha  de  princípios  na  posição  original".  Contudo,  uma  completa  teoria  do  bem  emerge  quando  princípios  são
derivados da posição original. Segundo o autor, as partes em uma posição original adotariam dois desses princípios,
que então governariam a atribuição de direitos e deveres e regulariam a distribuição de vantagens sociais e econômicas
em  toda  a  sociedade.  O  princípio  da  diferença  permite  desigualdades  na  distribuição  de  bens  apenas  se  essas
desigualdades  beneficiarem  os  membros  mais  desfavorecidos  da  sociedade.  Rawls  acredita  que  esse  princípio  seria
uma  escolha  racional  para  os  representantes  na  posição  original,  porque  cada  membro  da  sociedade  teria  o  mesmo
direito sobre os bens da sociedade. Atributos naturais não devem afetar essa afirmação, e portanto o direito básico de
qualquer pessoa, antes de mais nada, deve ser uma parte igual na riqueza material. O que, então, poderia justificar
uma  distribuição  desigual  dessa  riqueza?  Rawls  argumenta  que  a  desigualdade  só  é  aceitável  se  é  vantajosa  para
aqueles que estão em pior situação.

O acordo que se origina nessa série de proposições é hipotético e a­histórico. Primeiro, é hipotético no sentido de que os
princípios  derivados  são  aqueles  que  as  partes  concordariam  sob  determinadas  condições  de  legitimação  que  são
sobretudo  conjecturais.  Rawls  argumenta  que  os  princípios  de  justiça  são  o  que  seria  concordado  se  as  pessoas  se
encontrassem na posição original, e que como consequência esses princípios têm peso moral. Depois, ele é a­histórico
no  sentido  de  que  ele  não  supõe  que  o  acordo  já  tenha  existido  ou  que  ele  possa  ter  existido,  salvo  em  exercícios
experimentais cuidadosamente limitados.

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Os dois princípios de justiça
No capítulo quarenta e sete, Rawls tece seus esclarecimentos finais sobre seus princípios de justiça:

Primeiro princípio: Cada pessoa deve ter o mesmo direito ao mais amplo sistema total de liberdades
básicas, compatível com um sistema semelhante de liberdade para todos. [6]

Segundo princípio: as desigualdades sociais e econômicas devem estar dispostas de modo que ambas
são:  (a)  para  o  maior  benefício  dos  menos  favorecidos,  consistente  com  o  princípio  de  economias
justas  e  (b)  atreladas  a  cargos  e  posições  abertos  a  todos  em  condições  de  justa  igualdade  de
oportunidades. [6]

Estes  princípios  são  ordenados  alfabeticamente,  e  Rawls  enfatiza  o  prioridade  da  liberdade.  O  primeiro  princípio  é
frequentemente chamado de princípio maior de liberdade equitativa. O segundo de princípio da diferença e princípio
da igualdade de oportunidades.

O princípio maior de liberdade equitativa

Primeiro: Cada pessoa deve ter o mesmo direito a um máximo de liberdades básicas que
seja compatível uma liberdade equivalente para todos.[7]

Preocupado  principalmente  com  a  distribuição  de  direitos  e  liberdades,  as  liberdades  básicas  dos  cidadãos  são  a
liberdade política  para  votar  e  concorrer  a  um  cargo  político,  a  liberdade  de  expressão  e  de  reunião,  a  liberdade  de
consciência, a liberdade de propriedade pessoal e a liberdade contra prisão arbitrária. No entanto, é objeto de debate se
a liberdade de contrato pode ser inferida dentre essas liberdades básicas:

liberdades que não se encontram na lista, por exemplo o direito de possuir certos tipos de
propriedade (por exemplo, meios de produção) e a liberdade de contrato, tal como
entendida pela doutrina do laissez­faire, não são básicas, e por isso eles não são protegidas
pela prioridade do primeiro princípio.[8]

O princípio da diferença

As desigualdades sociais e econômicas devem ser organizadas de maneira que (a) elas
sejam de maior benefício para os membros menos favorecidos da sociedade, sendo
consistentes com o princípio de economias justas.

Rawls afirma em (a) que a desigualdade na distribuição do que ele chama de bens primários—"coisas que o homem
racional deseja antes de tudo o mais"[9]—justifica­se na medida em que ela melhora a vida das pessoas que estão em
pior situação de distribuição, em comparação com um cenário de igualdade de distribuição. Sua posição é ao menos de
certa forma igualitária, com uma disposição de que as desigualdades são permitidas quando elas beneficiam os menos
favorecidos. Uma consequência importante da proposta de Rawls é que as desigualdades na verdade podem ser justas,
desde que elas sejam para o benefício dos menos abastados. Seu argumento para esta posição repousa pesadamente na
alegação de que fatores moralmente arbitrários (por exemplo, a família em que cada um nasceu) não deve determinar
as  chances  ou  oportunidades  de  cada  um  na  vida.  Rawls  também  baseia­se  na  proposta  de  que  uma  pessoa  não
merece  moralmente  seus  talentos  inatos;  assim,  ela  não  teria  direito  a  todos  os  benefícios  que  esses  talentos
possivelmente poderiam oferecer. Dessa forma, é eliminado um critério que poderia fornecer uma alternativa para a
igualdade, em julgando a justiça das distribuições.

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Além  disso,  o  princípio  de  economias  justas  requer  que  algum  tipo  de  respeito  material  seja  atribuído  às  gerações
futuras,  apesar  de  Rawls  ser  ambíguo  sobre  o  que  deve  ser  deixado  para  eles.  Ele  refere­se  a  isso  como  "uma
contribuição para aqueles que virão mais tarde". [10]

O princípio da igualdade de oportunidade

(b) cargos e posições devem ser abertos a todos, em condições de justa igualdade de oportunidades

A  estipulação  em  (b)  é  lexicalmente  anterior  àquela  em  (a).  Isso  porque  a  igualdade  de  oportunidade  requer  não
apenas que cargos e posições sejam distribuídos na base do mérito, mas que todos tenham oportunidade razoável de
adquirir  as  competências  sobre  as  quais  o  mérito  é  avaliado,  mesmo  se  a  pessoa  não  possua  os  recursos  materiais
necessários ­ devido a uma benéfica desigualdade decorrente do princípio da diferença.

Pode­se pensar que esta estipulação, e até mesmo o princípio maior de justiça, poderão requerer uma maior igualdade
que  o  princípio  da  diferença,  porque  as  grandes  desigualdades  econômicas  e  sociais  ­  mesmo  quando  ela  são
vantajosas  para  os  mais  desfavorecidos  ­  tendem  a  prejudicar  seriamente  o  valor  das  liberdades  políticas  e  de
quaisquer medidas no sentido de uma justa igualdade de oportunidades.

Influência e recepção
Em 1972, A Theory of Justice  foi  objeto  de  uma  resenha  de  Marshall  Cohen,  no  The  New  York  Times  Book  Review.
Este, descreveu­o como um trabalho "magistral" e sugeriu que o uso de técnicas de filosofia analítica por Rawls faz de
seu livro "a mais formidável" defesa da tradição do contrato social até aquela data. Segundo ele, Rawls mostra que é
errada  a  afirmação  plenamente  difundida  de  que  "filosofia  moral  e  política  sistemática  está  morta",  e  fornece  um
"ousado  e  rigoroso"  relato  dos  "princípios  com  os  quais  nossa  vida  pública  está  comprometida".  Embora  ele  tenha
sugerido que poderia levar anos até que fosse feita uma avaliação satisfatória do trabalho de Rawls, ele observou que as
realizações de Rawls na obra estavam sendo comparadas por estudiosos a trabalhos de John Stuart Mill e Kant.  No
entanto, ele criticou Rawls por sua "flexibilidade no entendimento de alguns conceitos políticos fundamentais". [11]

A Theory of Justice recebeu críticas de alguns filósofos. Robert Nozick criticou a posição de Rawls em relação à justiça
distributiva,  em  sua  obra  de  defesa  do  libertarismo,  Anarchy,  State,  and  Utopia  (1974). [12]  No  ano  seguinte  Allan
Bloom,  em  um  artigo  no  American  Political  Science  Review,  observou  que  A  Theory  of  Justice  "tinha  atraído  mais
atenção no mundo Anglo­Saxão do que qualquer obra de seu tipo, em uma geração", atribuindo sua popularidade ao
fato de ser "o mais ambicioso projeto político realizado por um membro da corrente atualmente dominante na filosofia
acadêmica"  e  à  "radical  interpretação  igualitária  da  democracia  liberal"  por  Rawls.  Bloom  criticou  Rawls  por  não
esclarecer a existência do direito natural em sua teoria da justiça, e escreveu que Rawls absolutiza a união social como
um objetivo máximo, e que isso transformaria tudo em artifício. [13] Robert Paul Wolff, por sua vez, criticou Rawls a
partir de uma perspectiva marxista em sua obra Understanding Rawls: A Critique and Reconstruction of A Theory of
Justice (1977), argumentando que Rawls oferece uma apologia ao status quo, na medida em que ele constrói a justiça
a  partir  de  práticas  existentes  e  exclui  a  possibilidade  de  que  pode  haver  problemas  de  injustiça  incorporados  às
relações sociais capitalistas, à propriedade privada ou à economia de mercado. [14]

Michael Sandel critica Rawls em Liberalism and the Limits of Justice (1982), argumentando que Rawls incentiva as
pessoas a pensarem sobre a justiça independentemente dos valores e aspirações que as definem como pessoas e que as
permitem determinar o que é justiça. [15] Susan Moller Okin escreveu em Justice, Gender, and the Family (1989) que
Rawls havia fornecido "a teoria da justiça mais influente de todo o século XX", mas criticou­o por não considerar as
injustiças e as hierarquias incorporadas nas relações familiares. [16] Os Economistas Kenneth Arrow e John Harsanyi
criticaram os pressupostos da posição original e, em particular, o uso da lógica de minimax, com a implicação de que
a seleção de parâmetros para a posição original teria sido orientada para resultados, isto é, calculada para produzir os
dois princípios que Rawls desejava formular. Dito de outro modo, para esses autores as pessoas na posição original
articulada por Rawls na verdade não selecionariam os princípios que A Theory of Justice defende. [17][18] Em resposta,
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Rawls enfatizou o papel da posição original como um "dispositivo de representação" para compreender a ideia de uma
situação  de  escolha  justa  para  cidadãos  livres  e  iguais, [19]  e  o  relativamente  modesto  papel  que  lógica  de  minimax
ocupa  em  seu  argumento.  Segundo  ele,  trata­se  somente  de  "uma  útil  regra  heurística",  dadas  as  curiosas
características das escolhas de detrás do véu de ignorância. [20]

O economista Amartya Sen expressou preocupação com a ênfase de Rawls nos bens sociais primários, argumentando
em  Inequality  Reexamined  (1992)  que  devemos  prestar  atenção  não  só  para  a  distribuição  de  bens  primários,  mas
também  em  como,  efetivamente,  as  pessoas  são  capazes  de  usar  esses  bens  para  buscar  seus  objetivos. [21]  Norman
Daniels,  por  sua  vez,  questiona  o  porquê  de  cuidados  de  saúde  não  serem  tratados  como  um  bem  primário, [22]  e
alguns de seus trabalhos posteriores abordou esta questão, defendendo o direito a cuidados de saúde dentro de um
quadro  Rawlsiano. [23]  O  filósofo  Gerald  Cohen,  em  If  You're  An  Egalitarian,  How  Come  You're  So  Rich?  (2000)  e
Rescuing Justice and Equality (2008), critica a aceitação da desigualdade sob o princípio da diferença, sua aplicação
apenas a instituições sociais, e o que ele vê como sua obsessão com a utilização de bens primários como sua moeda de
igualdade. [24]

Sen critica e tenta dar novo impulso A Theory of Justice, em seu livro The Idea of Justice (2009). Ele credita Rawls por
revitalizar  o  questionamento  sobre  o  significa  de  justiça,  e  por  dar  especial  importância  a  elementos  como  a
imparcialidade, a objetividade, a igualdade de oportunidades, a diminuição da pobreza e a liberdade. No entanto, Sen,
como parte de sua crítica geral da tradição do contrato social, afirma que ideias sobre um mundo perfeitamente justo
não  ajudam  a  tratar  o  problema  da  desigualdade  existente.  Sen  critica  Rawls  por  uma  ênfase  exagerada  em
instituições como garantidoras de justiça, não considerando os efeitos do comportamento humano na capacidade das
instituições em manter uma sociedade justa. Sen acredita que Rawls subestima a dificuldade em fazer com que toda a
sociedade adira às normas de uma sociedade justa. Ele também afirma que é equivocada a posição de Rawls de que
haveria apenas um resultado possível do esforço reflexivo ocorrido detrás do véu de ignorância. Sen acredita que vários
princípios conflitantes mas justos podem surgir, e que isso prejudicaria o processo em etapas que Rawls propõe para o
estabelecimento de uma sociedade perfeitamente justa. [25]

A Theory of Justice  inspirou  um  musical  de  2013,  A  Theory  of  Justice:  The  Musical!,  escrito  e  produzido  por  Eylon
Aslan­Levy, Ramin Sabi, Tommy Peto e Toby Huelin. [26]

Ver também
Justice: What's the Right Thing To Do
Desigualdade social
Justiça
Liberalismo Social

Referências
1. Souto de Moura, Caio Roberto (2 de julho de 2008). «A metodologia de Rawls, segundo Dworkin» (http://www.revis
tadoutrina.trf4.jus.br/index.htm?http://www.revistadoutrina.trf4.jus.br/artigos/edicao024/Caio_Moura.html). Revista
de Doutrina do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Consultado em 9 de agosto de 2017.
2. Silveira, Denis Coitinho (2007). «Teoria da justiça de John Rawls: entre o liberalismo e o comunitarismo» (http://w
ww.scielo.br/pdf/trans/v30n1/v30n1a11). Trans/Form/Ação. 30 (1): 169­190. Consultado em 9 de agosto de 2017.
3. Rawls, John (1992). «Justiça como eqüidade: uma concepção política, não metafísica» (http://www.scielo.br/sciel
o.php?script=sci_abstract&pid=S0102­64451992000100003&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt). Lua Nova: Revista de
Cultura e Política (25): 25–59. ISSN 0102­6445 (https://www.worldcat.org/issn/0102­6445). doi:10.1590/S0102­
64451992000100003 (https://dx.doi.org/10.1590%2FS0102­64451992000100003). Consultado em 9 de agosto de
2017.
4. Voice, Paul (2011). Rawls explained: from fairness to utopia (https://www.worldcat.org/oclc/466334703) (em
inglês). Chicago: Open Court. p. 41­48. ISBN 9780812696806
5. Føllesdal, Andreas; Pogge, Thomas (2005). Real world justice : grounds, principles, human rights, and social
institutions (https://www.worldcat.org/oclc/209842574) (em inglês). Dordrecht: Springer. p. 88.
ISBN 9781402031410
https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Theory_of_Justice 5/6
17/10/2018 A Theory of Justice – Wikipédia, a enciclopédia livre

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