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EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO

PROVA DE LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO


PROVA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

1º DIA
CICLO

2018 2

LEIA ATENTAMENTE AS INSTRUÇÕES SEGUINTES:

1. Este CADERNO DE QUESTÕES contém a Proposta de Redação e 90 questões numeradas de 01 a 90,


dispostas da seguinte maneira:
a) as questões de número 01 a 45 são relativas à área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias;
b) Proposta de Redação;
c) as questões de número 46 a 90 são relativas à área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

ATENÇÃO: as questões de 01 a 05 são relativas à língua estrangeira. Você deverá responder


apenas às questões relativas à língua estrangeira escolhida (inglês ou espanhol).

2. Confira se o seu CADERNO DE QUESTÕES contém a quantidade de questões correta e se essas


questões estão na ordem mencionada na instrução anterior. Caso o caderno esteja incompleto, tenha
defeito ou apresente qualquer divergência, comunique ao aplicador da sala para que ele tome as
providências cabíveis.

3. Para cada uma das questões objetivas, são apresentadas 5 opções. Apenas uma responde correta-
mente à questão.

4. O tempo disponível para estas provas é de cinco horas e trinta minutos.


.
5. Reserve os 30 minutos finais para marcar seu CARTÃO-RESPOSTA. Os rascunhos e as marcações
assinaladas no CADERNO DE QUESTÕES não serão considerados na avaliação.

6. Somente serão corrigidas as redações transcritas na FOLHA DE REDAÇÃO.

7. Quando terminar as provas, acene para chamar o aplicador e entregue o CARTÃO-RESPOSTA/


FOLHA DE REDAÇÃO.

8. Você poderá deixar o local de prova somente após decorridas duas horas do início da aplicação.
LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS
Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção inglês)
QUESTÃO 01 
ING2018011200101

WATTERSON, Bill. Disponível em: https://goo.gl/TLau4v. Acesso em: 29 jan. 2018.

Na história contada no quadrinho anterior, o tumulto foi causado porque Calvin


A deveria se apresentar antes de Susie, mas sumiu de repente.
B disse a Susie que iria ao banheiro antes da apresentação.
C sentiu pânico na hora de subir ao palco e se escondeu no banheiro.
D foi ao banheiro antes de sua apresentação, mas teve um problema com a fantasia.
E pediu a Susie para que não contasse à professora onde se escondeu, pois estava nervoso.
Resposta correta: D

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 2
Habilidade: 5

Calvin foi ao banheiro momentos antes de sua apresentação – que estava programada para acontecer logo após a
de Susie –, mas teve problemas com o zíper de sua fantasia. Como Calvin não apareceu, a professora ficou preocu-
pada com a possibilidade de que ele não se apresentasse no horário combinado.

Alternativa A: incorreta. Calvin deveria se apresentar depois de Susie, e não antes dela: “He goes onstage right after
you!”.
Alternativa B: incorreta. Susie apenas supõe que Calvin esteja no banheiro; ela não tem certeza: “Maybe he went to
the boys’ room”. Além disso, a confusão gerada não se deveu ao fato de ele ir ao banheiro, mas de ter demorado além
do previsto por causa do zíper da fantasia.
Alternativa C: incorreta. Não há indícios de que Calvin tenha sentido pânico de subir ao palco e tenha se escondido
no banheiro. Aparentemente, ele apenas não localizou o zíper em sua roupa.
Alternativa E: incorreta. Calvin não disse a Susie aonde iria. Além disso, ele não se escondeu por estar nervoso, ape-
nas foi ao banheiro.

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QUESTÃO 02 QUESTÃO 03
ING2018011200102 ING2018011200103
Ford to boost investment in electric cars by 2022
Ford says it will boost its investment in electric vehi-
cles to $11bn (£8bn) in the next five years, more than dou-
bling a previous commitment.
Chairman Bill Ford said the car maker would have 40
hybrid and fully electric vehicles in its range by 2022.
It comes as countries around the world put more pres-
sure on car makers to rein in carbon emissions.
General Motors, Toyota and Volkswagen have already
outlined ambitious plans to offer more electric vehicles.
Speaking at the Detroit Auto Show on Sunday, Mr.
Ford said the focus would be on electrifying existing Ford
models without naming any specific cars.
Disponível em: https://goo.gl/iZDNma. Acesso em: 5 fev. 2018.
[...]
BBC News. 15 jan. 2018. Disponível em: www.bbc.com/news/technology-42689637.
Acesso em: 29 jan. 2018.
Nas propagandas, é comum associar recursos verbais
a recursos não verbais para comunicar uma ideia. As-
O desenvolvimento da tecnologia relacionada à fabrica- sim, associados à imagem, os termos “respect” e “baby
powder”
ção de carros elétricos parece estar cada vez mais em
A formam uma ideia de oposição.
ascensão. Dessa forma, os planos da montadora pare-
B combinam-se para mostrar a potência do carro.
cem ter sido pautados principalmente pela
C caracterizam o estilo moderno do produto.
A crise pela qual a empresa está passando, com a sig-
D reforçam a característica infantil do produto.
nificativa queda de vendas de carros convencionais.
E constroem uma noção de ingenuidade.
B pressão para contribuir com a diminuição de grandes
problemas ambientais.
Resposta correta: A
C exclusividade que essa produção representaria, pois
nenhuma concorrente tem metas parecidas.
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
D estimativa de lucro de 11 bilhões de dólares nos pró-
Competência: 2
ximos cinco anos.
Habilidade: 7
E necessidade de aprimorar os modelos já existentes
de carros elétricos, por apresentarem problemas.
O texto diz: “Porque é difícil conseguir o respeito que
você merece quando se tem cheiro de talco”. Dessa for-
ma, a ideia é contrapor “respeito” a “talco” (este último
Resposta correta: B simbolizando a fase infantil), transmitindo a mensagem
de que crianças dificilmente são levadas a sério e não
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias impõem respeito como os adultos.
Competência: 2
Habilidade: 6 Alternativa B: incorreta. A mensagem não transmite a
ideia da potência do veículo, apenas a noção de que ele
No terceiro parágrafo, afirma-se que há uma pressão vin- impõe respeito.
da de diversos países pelo mundo para que as montado- Alternativa C: incorreta. Apesar de o carro parecer mo-
ras de carro diminuam as emissões de carbono. derno visualmente, o uso dos termos não está associado
a isso, mas à ideia de que, utilizando o produto, a criança
Alternativa A: incorreta. Em nenhum trecho do texto é poderá ganhar mais respeito.
dito que a empresa passa por uma crise. Alternativa D: incorreta. A imagem mostra um carro peque-
Alternativa C: incorreta. No quarto parágrafo, é dito que no, destinado a crianças. Porém, a ideia é tentar reproduzir
a General Motors, a Toyota e a Volkswagen também têm a mesma suntuosidade dos carros adultos, sendo, portanto,
planos de produzir mais carros elétricos. uma espécie de miniatura realista da marca. Características
Alternativa D: incorreta. De acordo com o primeiro pará- infantilizadas, comuns em artigos infantis, como cores, de-
grafo, serão investidos 11 bilhões de dólares nos carros senhos etc., não fazem parte desse produto.
elétricos nos próximos cinco anos. Alternativa E: incorreta. Não há abordagem focada na
Alternativa E: incorreta. No quinto parágrafo, informa-se ingenuidade. A ideia é mostrar um veículo que faz a crian-
que, de fato, o foco será em modelos elétricos já existen- ça ser tratada como são tratados os adultos que possuem
tes, mas não devido à existência de problemas. um carro da marca prestigiada.

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QUESTÃO 04 
ING2018011200105
[...]
LONDON – Bridget Jones's Diary is a film full of wit,
warmth and honest, knowing humor, topped off with a
plethora of excellent performances. This Bridget Jones
has the style to win over U.K. audiences and almost
certainly the charm to wow the American box office.
Renee Zellweger was the subject of much media
scrutiny (in the U.K., especially) when cast as Bridget – a
single thirtysomething Brit in a postfeminist world looking
for love while trying to mind her alcohol intake, watch
her weight and cut down on the smoking. How could
this young American possibly play a beloved English
character? It is called acting, and she gives a splendid,
often heartwarming performance.
[...]
The Hollywood Reporter. 13 abr. 2016. Disponível em: https://goo.gl/akE3x4.
Acesso em: 29 jan. 2018.

Os autores dessa crítica sobre o filme O diário de Bridget


Jones demonstram estar
A contentes com os prêmios recebidos pela atriz prin-
cipal.
B frustrados com a performance mediana da atriz prin-
cipal.
C conformados pela atriz não interpretar bem uma in-
glesa.
D indignados pelos problemas da atriz com o alcoolismo.
E admirados com a esplêndida atuação da atriz principal.

Resposta correta: E

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 2
Habilidade: 5

Os autores do texto comentam que, embora pudesse


haver dificuldade na atuação de Renee Zellweger, que
é norte-americana, ao desempenhar o papel de uma in-
glesa, a atriz o fez de forma esplêndida.

Alternativa A: incorreta. Apesar de terem feito comentá-


rios muito positivos acerca da atuação da atriz principal,
nada se fala sobre prêmios que ela tenha ganhado.
Alternativa B: incorreta. Os autores da crítica considera-
ram a atuação da atriz muito boa, esplêndida (“splendid,
often heartwarming performance”).
Alternativa C: incorreta. Eles dão a entender que a atriz
conseguiu interpretar muito bem alguém de outra nacio-
nalidade (“It is called acting”).
Alternativa D: incorreta. A personagem, e não a atriz, de-
seja diminuir seu consumo de álcool.

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QUESTÃO 05  Resposta correta: E
ING2018011200104
Skateboarding teaches young refugees Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
how to fall – and get back up
Competência: 2
ATHENS, Greece – Skateboarders often say the sport Habilidade: 8
is a metaphor for life: When you fall down, you have no
option but to get back up. As aulas ensinam as crianças a andar de skate, assim
Amid Europe's migrant crisis, Greece is now home to como a aplicar algumas lições aos desafios encontrados
thousands of young refugees with plenty of getting back durante a vida. A principal delas é a necessidade de
up to do. levantar-se após cair. “Free Movement Skateboarding is
Free Movement Skateboarding is a charity teaching a charity teaching children and teens how to apply some
children and teens who fled war-torn countries how to ride of the tough lessons learned on the board to the even
– and how to apply some of the tough lessons learned on tougher challenges in life”.
the board to the even tougher challenges in life.
[...] Alternativa A: incorreta. Não é dito que as crianças se
Since arriving in the Greek capital, the charity has machucaram. A queda mencionada no texto faz parte de
organized more than 250 skate sessions at no cost – uma metáfora, de que, quando se cai, é preciso se levantar.
averaging more than 100 kids a week. Alternativa B: incorreta. Em nenhum momento, mencio-
Overall, Free Movement Skateboarding has instructed na-se crianças que não se adaptaram às aulas. Fala-se
over 1,000 children, the majority of them Syrians and apenas das que fazem ou já fizeram as aulas de skate.
Afghans who survived the treacherous journey across the Alternativa C: incorreta. Esse é o número de crianças
Aegean Sea. que já passou pelo Free Movement Skateboarding.
[...] Alternativa D: incorreta. Essas crianças, em sua maio-
JABER, Ziad. NBC News. 14 jan. 2018. Disponível em: https://goo.gl/VVA8Mv. ria, são provenientes da Síria e do Afeganistão. Não há,
Acesso em: 29 jan. 2018.
no texto, maiores informações sobre a nacionalidade dos
Considera-se, atualmente, que a questão dos refugiados instrutores.
é a pior crise humanitária do século. De acordo com o
texto, cerca de 1 000 crianças refugiadas
A machucaram-se ao cair durante aulas de skate.
B desistiram das aulas de skate porque não se adap-
taram.
C negaram-se a se juntar ao Free Movement
Skateboarding.
D foram instruídas na modalidade por instrutores sírios
e afegãos.
E aprendem, nas aulas de skate, a enfrentar desafios.

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LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS


Questões de 01 a 45
Questões de 01 a 05 (opção espanhol)
QUESTÃO 01 
ESP0141FU34471

Disponível em: http://aprenderlinguas.com.br/gocomics-tirinhas-em-ingles-e-espanhol/. Acesso em: 29 set. 2017.

Na tira apresentada, Calvin discorre sobre o que pensa em relação ao trabalho doméstico. A situação revelada no últi-
mo quadro demonstra que
A o conselho da mãe de Calvin, sobre fazer o melhor trabalho possível e ter orgulho do que faz, foi entendido e aca-
tado pelo menino.
B a mãe de Calvin exagera ao dizer que o menino não fez o serviço adequadamente, mas, mesmo assim, ela pede
que o garoto o refaça.
C a preguiça que Calvin sente de arrumar o quarto o faz imaginar formas de não precisar realizar o serviço.
D as relações humanas, para Calvin, são mais importantes do que a aparência e a limpeza.
E Calvin não quer arrumar o próprio quarto e, por isso, pensa em contratar alguém para fazê-lo.

Resposta correta: C

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 2
Habilidades: 5 e 7

No último quadro, Calvin declara que não precisa fazer um trabalho melhor, e sim estabelecer melhores relações
públicas naquele que já faz. Na realidade, o menino não quer arrumar o quarto, mas apenas encontrar uma desculpa
para não realizar essa tarefa.

Alternativa A: incorreta. Calvin não compreende o conselho dado pela mãe e recusa-se a arrumar o quarto.
Alternativa B: incorreta. Não há exagero da parte da mãe de Calvin, uma vez que, de fato, o serviço não foi feito ade-
quadamente, como se nota no último quadro.
Alternativa D: incorreta. Para Calvin, as relações humanas são importantes pelo fato de evitarem que ele precise
arrumar o quarto.
Alternativa E: incorreta. Calvin não quer contratar alguém; o que o menino pensa é que, se tivesse melhores relações
públicas (ou seja, contato com as pessoas certas), ele não precisaria arrumar o quarto.

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QUESTÃO 02  Resposta correta: C
ESP2018012600301
El Museo del Barrio
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Si durante tu visita a Nueva York quieres aprender Competência: 2
más sobre la cultura latina, El Museo del Barrio es el lugar Habilidade: 8
ideal. Además, si tienes el New York Pass, podrás entrar
gratis. Fundado por el artista y docente Raphael Montañez De acordo com o texto, El Museo del Barrio foi criado
Ortiz en 1969, este museo se creó con un objetivo: acabar com o objetivo de acabar com a marginalização dos la-
con la marginación que muchos ciudadanos boricua tinos em Nova York. Assim, uma das metas do museu é
(puertorriqueños) sufrían en Nueva York. El Museo del tornar-se uma referência cultural na cidade, o que envol-
Barrio tiene como meta difundir y celebrar la cultura ve a valorização da cultura latino-americana.
latinoamericana, y a la vez convertirse en un referente
cultural en la ciudad. Alternativa A: incorreta. Segundo o texto, o museu visa
La colección permanente está compuesta por más de tornar-se uma referência cultural na cidade, o que não en-
6 500 piezas que abarcan 800 años de arte caribeño y volve a criação de uma cultura, e sim a sua valorização.
latino incluyendo artefactos precolombinos, artesanía, es- Alternativa B: incorreta. A informação sobre as quatro
cultura, dibujos, fotografía, films documentales y vídeo. La áreas se refere à estrutura da exposição no museu (“La
colección se divide en 4 áreas principales y se puede ver colección se divide en 4 áreas principales”), e não à cidade
en menos de 1 hora y media. de Nova York.
[...] Alternativa D: incorreta. O museu retrata a cultura latino-
Nuevayork.es. Disponível em: https://goo.gl/KWktqy. Acesso em: 9 fev. 2018. -americana, em especial a dos porto-riquenhos, que, na
época em que o museu foi fundado, sofriam com a margi-
O texto traz algumas informações sobre El Museo del
nalização. Logo, o foco não é o estilo de vida dos imigran-
Barrio, que fica em Nova York. Segundo o excerto, a cria- tes na cidade de Nova York.
Alternativa E: incorreta. El Museo del Barrio foi idealiza-
ção do museu foi importante para
do para todos os públicos, sejam descendentes de latinos
A criar uma cultura latino-americana na cidade de Nova
ou não, tendo como um de seus intuitos difundir a cultura
York.
latino-americana na cidade de Nova York a fim de que os
B conhecer a influência da cultura latina em quatro áre-
imigrantes sejam mais bem acolhidos.
as de Nova York.

C diminuir o preconceito sofrido pelos imigrantes latinos
em Nova York.
D compreender como é o estilo de vida dos imigrantes
latinos em Nova York.
E difundir a cultura de Nova York entre os descendentes
de latinos que moram na cidade.

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QUESTÃO 03  Resposta correta: A
ESP2018012600302

[...] José Arcadio Buendía conversó con Prudencio Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Aguilar hasta el amanecer. Pocas horas después, Competência: 2
estragado por la vigilia, entró al taller de Aureliano y le Habilidade: 7
preguntó: “¿Qué día es hoy?” Aureliano le contestó que
era martes. “Eso mismo pensaba ya – dijo José Arcadio O trecho marca a visão de José Arcadio Buendía sobre
Buendía. Pero de pronto me he dado cuenta de que sigue como os dias, na natureza, não são diferentes, pois o
siendo lunes, como ayer. Mira el cielo, mira las paredes, céu e as begônias continuam sendo os mesmos. Os ele-
mira las begonias. También hoy es lunes.” Acostumbrado mentos naturais não permitem a distinção entre os dias
a sus manías, Aureliano no le hizo caso. Al día siguiente, da semana, e, por isso, essa personagem não diferencia
miércoles, José Arcadio Buendía volvió al taller. “Esto es “ontem” e “hoje”, “segunda” e “terça”; o que José Arcadio
un desastre – dijo. Mira el aire, oye el zumbido del sol, vê é um dia que se repete constantemente.
igual que ayer y antier. También hoy es lunes.” [...]
MÁRQUEZ, Gabriel García. Cien años de soledad. Alternativa B: incorreta. Os advérbios qualificam o pre-
sente e o passado.
No texto, as personagens discutem a noção de tempo de
Alternativa C: incorreta. No caso da segunda-feira, a
cada um. Dessa forma, os advérbios de tempo “hoy” e
personagem só utiliza o advérbio “hoje”, pois, para ela,
“ayer” adquirem especial significado na visão de José Ar-
todos os dias são segunda-feira.
cadio Buendía porque
Alternativa D: incorreta. Para José Arcadio Buendía, a
A deveriam marcar dias diferentes, mas, para essa per-
marcação do tempo não ocorre de maneira normal, pois,
sonagem, os dias são todos iguais.
todos os dias, os elementos naturais estão do mesmo jei-
B representam, além da noção de presente e passado,
to; assim, essa personagem não faz distinção entre as
os dias da semana.
noções de passado e presente.
C foram usados para se referir à segunda-feira, mas
Alternativa E: incorreta. É justamente a passagem natu-
não aos outros dias da semana.
ral do tempo que José Arcadio Buendía questiona, porque,
D marcam os dias em que o céu está azul e as begônias
para ele, por mais que os dias passem, todos se revestem
estão bonitas.
de segunda-feira.
E definem a passagem do tempo, que acontece natu-
ralmente.

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QUESTÃO 04  Resposta correta: D
ESP2018012600303

[...] En Brasil preste mucha atención a lo que Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
en lingüística se denomina “falsos amigos” o “falsos Competência: 2
cognados”. Son palabras que tienen una forma muy Habilidade: 5
parecida a términos de otro idioma, pero que no significan
lo mismo. Por ejemplo, “borrachería” en portugués no A palavra “experto” se refere a alguém que seja expe-
designa un bar o un lugar donde se venda alcohol, sino riente, especialista em algo ou, pelo menos, que conhe-
una gomería para autos. ça com propriedade algum assunto. No texto, o “experto”
Si le preguntan si la cadeira está desocupada, le em portunhol seria aquele turista que já tem experiência
quieren pedir prestada la silla. Si le ofrecen una porción com a mistura das duas línguas (português e espanhol).
de batatas, son sencillamente papas. [...]
Algo importante que debe saber es que el portuñol no Alternativa A: incorreta. No texto, “atención” é o mesmo
es un invento de turistas. Existe desde mucho antes de que “atenção”. No trecho em que essa palavra foi utiliza-
que se crearan las vacaciones. [...] da, o autor apresenta para o leitor alguns falsos cognatos.
Así que no espere convertirse en un experto en Alternativa B: incorreta. A palavra “amigos” não se re-
portuñol por una quincena en la playa. Eso lleva años. fere a colegas de trabalho que são brasileiros; ela está
Pero con conocer las palabras más frecuentes, los relacionada a falsos cognatos, uma espécie de trocadilho
brasileños estarán más que agradecidos. do autor.
[...] Alternativa C: incorreta. No texto, a palavra “portuñol” se
Clarín, 11 jan. 2018. Disponível em: www.clarin.com/sociedad/manual- refere à mistura das duas línguas (português e espanhol).
portunol-secretos-hacerse-entender-brasil_0_Syqau1HEz.html.
Alternativa E: incorreta. O termo “quincena” foi usado
O texto, publicado em um jornal da Argentina, oferece para indicar que, em 15 dias na praia, o turista não falará
dicas sobre a língua portuguesa para os argentinos que bem o portunhol.
vêm passar as férias no Brasil. Ao apresentar alguns fal-
sos cognatos, o autor utiliza a palavra
A “atención” para tratar da assistência que se deve dar
aos argentinos.
B “amigos” para falar dos colegas de trabalho que são
brasileiros.
C “portuñol” para identificar os turistas argentinos que
estão de férias no Brasil.
D “experto” para afirmar que o turista não será experien-
te em portunhol rapidamente.
E “quincena” para indicar os locais em que o portunhol
é falado no Brasil.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 9


QUESTÃO 05  Resposta correta: B
ESP2018012600305

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 2
Habilidade: 6

A tradução do texto é: “Chama-se crush porque é o som


que faz seu coração ao se quebrar quando você per-
cebe que é um amor impossível”. Assim, associa-se à
palavra “crush” o som da quebra metafórica do coração,
tal como acontece quando alguém sofre uma desilusão
amorosa.

Alternativa A: incorreta. A palavra “crush” é comparada


ao som da quebra metafórica do coração desiludido, e
não ao do coração apaixonado.
Alternativa C: incorreta. A palavra é comparada ao som,
Disponível em: https://goo.gl/19n6d5. Acesso em: 14 fev. 2018. e não a um sentimento de consciência da desilusão
amorosa.
Algumas palavras da língua inglesa são usadas tanto em
Alternativa D: incorreta. Usualmente, “crush” significa o
português como em espanhol, como é o caso de “crush”,
que se afirma nessa alternativa. Mas, o comando solicita
usada para se referir a um interesse amoroso por alguém
que seja indicada a comparação feita no texto, no qual
ou mesmo um sentimento de afeição, que, muitas vezes,
essa palavra é comparada ao som da quebra de um cora-
não é correspondido. No texto apresentado, compara-se
ção metaforicamente partido.
essa palavra
Alternativa E: incorreta. A palavra não é comparada à
A ao coração apaixonado, pois, em espanhol, o sentido
impossibilidade, mas ao som do coração que, metafori-
está atrelado a uma desilusão amorosa.
camente, se despedaça quando se percebe que o amor é
B ao som de algo que se quebra, como acontece com
impossível naquela situação.
um coração partido por uma desilusão.
C à consciência da desilusão amorosa, por se tratar do
significado original da palavra.
D ao interesse amoroso que se cria por alguém, sem
saber se será correspondido ou não.
E a algo impossível; no caso, o sentimento amoroso
que uma pessoa nutre pelo seu crush.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 10


C
Questões de 06 a 45
QUESTÃO 06 
2018010500201

[...] Na sua composição Segunda Classe, a artista


[Tarsila do Amaral] mostra o êxodo rural que se segue
quando as famílias deixam o interior em busca de empre-
go na cidade grande. Elas vêm de várias regiões do inte-
rior do país, trazendo o sonho de emprego, mas também
a tristeza dos parentes e amigos deixados para trás e a
incerteza de que possam vir a ter uma vida melhor.
[...] Atrás da família [...] está o vagão de segunda
classe que a trouxe. Com exceção daquela que parece a
mais velha da família, que se encontra no meio do grupo,
segurando uma criança vestida de branco, as demais mu-
lheres parecem querer se esconder atrás dos homens. As Disponível em: https://goo.gl/xaqmBG. Acesso em: 22 jan. 2018.
crianças, por sua vez, mostram-se tímidas e amedronta-
das. Todos parecem se perguntar sobre o que a vida lhes D
aguarda nesse novo mundo, tão diferente daquilo que vi-
veram até então.
[...]
PAULINO, Roseli. Arte & Artistas. Acesso em: 1 maio 2017.
Disponível em: www.arteeartistas.com.br/segunda-classe-tarsila-do-amaral/.
Acesso em: 20 mar. 2018.

O texto faz uma análise crítica do quadro Segunda


Classe, de Tarsila do Amaral. De acordo com a descrição
anterior, esse quadro está representado em:
A
Disponível em: https://goo.gl/jS8zRD. Acesso em: 22 jan. 2018.

Disponível em: https://goo.gl/RmYh3E. Acesso em: 22 jan. 2018.

B
Disponível em: https://goo.gl/jyZ7Jn. Acesso em: 22 jan. 2018.

Disponível em: https://goo.gl/avC1H1. Acesso em: 22 jan. 2018.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 11


Resposta correta: D

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 22

Trata-se da obra de Tarsila do Amaral mencionada no


texto, que contém os elementos descritos: a tristeza nos
rostos das pessoas; o vagão atrás da família, sugerindo
que esta acabara de chegar; uma mulher no centro se-
gurando uma criança; e as mulheres que parecem que-
rer se esconder atrás dos homens.

Alternativa A: incorreta. Na obra de Costa Lima, são ele-


mentos divergentes da descrição do texto: não é possível
perceber o semblante das pessoas; trata-se apenas de
uma estação ferroviária, sem um viés crítico.
Alternativa B: incorreta. Na obra “Morro”, de Candido
Portinari, são elementos divergentes da descrição do tex-
to: não há o vagão do trem, e o semblante das pessoas
não demonstra tristeza.
Alternativa C: incorreta. Na obra “Os retirantes”, de
Candido Portinari, são elementos divergentes da descri-
ção do texto: falta o vagão de trem atrás da família.
Alternativa E: incorreta. Na obra “A família”, de Tarsila do
Amaral, são elementos divergentes da descrição do tex-
to: o semblante das pessoas é feliz, e há apenas figuras
femininas e crianças.


LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 12


QUESTÃO 07  Resposta correta: B
TEX0941FU14411

TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 1
A professora faz prova oral e pergunta para Joãozinho: Habilidade: 2
– O que você sabe sobre o Tiradentes?
– Ah, professora, ele morreu enforcado. Joãozinho, na piada, faz uso de despiste para fugir à
– Só isso? questão da professora, tentando inverter o foco do ques-
– Poxa, professora, ele foi enforcado, e a senhora ain- tionamento. Com isso, o garoto opta por explorar uma
da acha pouco? das interpretações possíveis da fala da professora, “só
Disponível em: www.osvigaristas.com.br/piadas/sobre-tiradentes-20463.html. isso”, que seria o de ela estar diminuindo a gravidade
Acesso em: 28 set. 2017.
da pena.
TEXTO II
Alternativa A: incorreta. Joãozinho não questiona o co-
[...] se uma mesma palavra, uma mesma expressão nhecimento da professora sobre Tiradentes, mas a opi-
e uma mesma proposição podem receber sentidos dife- nião dela sobre a morte deste.
rentes [...] conforme se refiram a esta ou àquela formação Alternativa C: incorreta. O aluno não faz considerações
discursiva, é porque uma palavra, uma expressão ou uma sobre a dificuldade da pergunta da professora.
proposição não têm um sentido que lhes seria “próprio”, Alternativa D: incorreta. Uma professora não pode ser ro-
vinculado à sua literalidade. Ao contrário, seu sentido se tulada de maldosa por perguntar sobre um fato histórico.
constitui em cada formação discursiva, nas relações que Alternativa E: incorreta. A imagem que poderia gerar se-
tais palavras, expressões ou proposições mantêm com ria a de uma professora insensível, e não sem cultura.
outras palavras, expressões ou proposições da mesma 
formação discursiva. [...]
PÊCHEUX, M. Semântica e discurso: uma crítica à afirmação do óbvio.
Campinas: Editora Unicamp, 2014.

Na piada, o humor se constrói a partir da relação hie-


rárquica entre as personagens, do contexto em que se in-
sere no cenário da piada e do imaginário da personagem
Joãozinho, que tenta ludibriar a professora.

Com base na leitura do texto II, é possível afirmar que a


resposta do aluno no texto I, no intuito de fugir à segun-
da pergunta, constrói, perante a classe, uma imagem da
professora como
A desinformada, por saber menos sobre Tiradentes do
que ele.
B cruel, por ela achar que o enforcamento de Tiradentes
foi uma pena leve.
C bondosa, por fazer uma pergunta fácil à qual ele con-
seguiu responder.
D maldosa, por perguntar sobre um episódio triste da
história do Brasil.
E inculta, por não saber que Tiradentes foi enforcado.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 13


QUESTÃO 08 Resposta correta: C
2018010500202

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 5
Habilidade: 15

O contexto do Carnaval foi utilizado para conscientizar


o leitor sobre os acidentes causados devido à ingestão
de bebida alcoólica; por isso, a expressão “se acabar na
avenida” é propositalmente ambígua, referindo-se tanto
a aproveitar ao máximo o Carnaval quanto a sofrer um
acidente de trânsito.

Alternativa A: incorreta. A interlocução promove o diá-


logo com o leitor; no entanto, ela não é a parte mais im-
portante da mensagem, pois o objetivo da campanha é
chamar a atenção para o perigo de ingerir álcool antes
de dirigir.
Alternativa B: incorreta. Não há ironia no trecho “essa
história”. Além disso, a frase “não leve a sério essa histó-
ria de se acabar na avenida” e a composição do cartaz,
como um todo, revelam proximidade com o leitor.
Alternativa D: incorreta. A expressão “bebida e direção”
se remete a um discurso corrente, principalmente nas
campanhas governamentais, mas não tem a intenção de
despertar o interesse do leitor. Na verdade, todo o resto
do cartaz é feito para que o leitor seja conduzido para esta
mensagem, já que ela, por si só, não é atraente.
Alternativa E: incorreta. Não há exatamente a possibi-
lidade de participação, pois se trata de uma campanha
de conscientização. Participar da campanha, nesse caso,
não exige que o leitor pratique uma ação, e sim que se
Disponível em: https://goo.gl/cWfebS. Acesso em: 22 jan. 2018. comporte conforme o esperado. Além disso, o sentido da
frase “Pule fora dessa”, no texto, diz respeito a um estí-
Para depreender o sentido do que foi comunicado, de
mulo para que o leitor se esquive de beber e dirigir, ou
modo que o texto cumpra sua função social, o leitor deve
seja, a expressão não tem relação direta com a divulga-
perceber que a expressão
ção da campanha.
A “não leve a sério” promove a interlocução e também
representa a parte mais importante da mensagem.
B “essa história” confere ironia à mensagem por parte
do anunciante, bem como distanciamento deste para
com o leitor.
C “se acabar na avenida” se refere tanto a aproveitar
ao máximo o Carnaval quanto a sofrer um acidente
de trânsito.
D “bebida e direção” se remete a um discurso corrente
na sociedade, despertando o interesse do leitor pelo
tema.
E “pule fora dessa” convida o leitor a participar da cam-
panha, estimulando-o a divulgar o conteúdo dela.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 14


QUESTÃO 09  Resposta correta: A
2018011000204

TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 8
Eugênia desataviou-se nesse dia por minha causa. Habilidade: 25
Creio que foi por minha causa, – se é que não andava
muita vez assim. Nem as bichas de ouro, que trazia na Embora ambos os fragmentos estejam presentes em ro-
véspera, lhe pendiam agora das orelhas, duas orelhas fi- mances, que, essencialmente, são gêneros narrativos,
namente recortadas numa cabeça de ninfa. Um simples percebe-se que, no primeiro, prevalece a descrição da
vestido branco, de cassa, sem enfeites, tendo ao colo, figura feminina em sua frente; o narrador aponta carac-
em vez de broche, um botão de madrepérola, e outro bo- terísticas (a falta de adornos, o estilo do vestido, a forma
tão nos punhos, fechando as mangas, e nem sombra de da cabeça e da boca etc.) e observações parciais dele
pulseira. (ar de senhora, graça natural etc.) a respeito da mulher.
Era isso no corpo; não era outra coisa no espírito. No segundo texto, predomina a narração sobre um epi-
Ideias claras, maneiras chás, certa graça natural, um ar sódio da vida de quem narra.
de senhora, e não sei se alguma outra coisa; sim, a boca,
exatamente a boca da mãe, a qual me lembrava o episó- Alternativa B: incorreta. Há narração no primeiro, mas
dio de 1814, e então dava-me ímpetos de glosar o mesmo se restringe à observação de que a mulher não estava
mote à filha... mais como no dia anterior, predominando, a partir daí, a
[...] descrição. Já no segundo, embora haja uma opinião so-
ASSIS, Machado. Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponível em: www. bre o local, a narradora apresenta, majoritariamente, uma
dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000215.pdf. Acesso em: 15 mar. 2018.
sequência de fatos.
Alternativa C: incorreta. O narrador do primeiro texto
Desataviar: tirar os enfeites e adornos.
apresenta ideias subjetivas que poderiam caracterizar um
ponto de vista, mas predomina a descrição da figura da
TEXTO II mulher.
Alternativa D: incorreta. Não há um cenário abstrato no
Hoje foi nosso bom dia da semana. primeiro texto, porque a mulher está em frente ao narra-
Nas quintas-feiras mamãe nos acorda de madrugada, dor (ele coloca subjetividade na descrição, mas a cena
para arrumarmos a casa e irmos cedo para o Beco do acontece). No segundo, predomina a narração.
Moinho. A gente desce pelo beco, que é muito estreito, Alternativa E: incorreta. No primeiro texto, o narrador se
e sai logo na ponte. É o melhor recanto de Diamantina e concentra em uma cena, não em uma sequência de fatos.
está sempre deserto. Nunca encontramos lá uma pessoa, Já no segundo, se apresenta uma sequência, não a ca-
e por isso mamãe escolheu o lugar. racterização de um cenário.
[...] 
MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo: Companhia de bolso, 2016. p. 18.

A partir da análise dos fragmentos apresentados, sabe-se


que predomina o estilo
A descritivo no primeiro, em que se caracteriza um re-
trato da mulher, e narrativo no segundo, em que se
apresenta uma sequência de fatos.
B narrativo no primeiro, em que se relatam aconteci-
mentos, e dissertativo no segundo, em que se de-
monstra uma opinião sobre um local.
C dissertativo no primeiro, em que o narrador apresenta
um ponto de vista, e narrativo no segundo, em que se
conta uma história.
D descritivo no primeiro, em que se apresenta um cená-
rio abstrato, e dissertativo no segundo, em que se vê
a opinião de alguém.
E narrativo no primeiro, em que se vê uma sucessão de
fatos, e descritivo no segundo, em que se caracteriza
um cenário.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 15


QUESTÃO 10 Resposta correta: B
ART2018012600201

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 4
Habilidade: 12

As nomenclaturas das notações musicais apresentadas


(a saber, breve, que é a primeira personagem, colcheia,
a segunda, fusa e mínima) são os elementos de humor.
Como a colcheia representa um intervalo menor do que
a breve, ela relata que não tem tempo para a outra, en-
quanto a breve deve ser “breve”, ou seja, não demorar
muito. A tira segue explorando os duplos sentidos, em
“confusa” (que foi entendida como “com fusa”) e “não
dou a mínima” (fazendo referência à notação e também
à expressão popular).
Alternativa A: incorreta. As notações estão distantes de
sua função, mas ainda consideram os próprios nomes. A
personificação delas não tem relação com a ausência de
uma partitura, já que poderia ter acontecido da mesma
forma dentro de uma partitura.
SILVA, Willian. Humor com ciência. Disponível em: https://goo.gl/YPFuZ6. Alternativa C: incorreta. A escrita das notações não tem
Acesso em: 6 mar. 2018 relação com o humor, tendo em vista que ele está ligado
O humor da tira decorre de uma brincadeira envolvendo à ambiguidade dos nomes das notações. Além disso, fora
conceitos musicais. O desentendimento estabelecido, que de uma partitura, as notações não representam notas.
gera tal humor, está relacionado Alternativa D: incorreta. Apesar de a sequência de apa-
A à ausência de uma partitura, o que personifica as no- recimento das notações ser um elemento da constru-
tações e as distancia de sua função. ção do enredo, não está nisso o principal vetor do efeito
B à nomenclatura das notações musicais, que são tra- humorístico.
balhadas, nas falas, de forma ambígua. Alternativa E: incorreta. As notações não representam
C à escrita das notações musicais, que considera a nota intervalos, mas a duração dos sons, e isso não tem rela-
a ser atingida por elas. ção com o humor da tira.
D a cada notação musical, que tem relação com a
sequência aleatória delas na tira.
E ao intervalo estabelecido pelas notações musicais,
que disputam o tempo uma da outra.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 16


QUESTÃO 11  Resposta correta: E
POR2018020601302

Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma Competência: 5
explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa Habilidade: 17
sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela,
por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a dife- O narrador caracteriza Rita como uma mulher inocente,
rença é que o fazia por outras palavras. que acredita na cartomante.
— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em
nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da Alternativa A: incorreta. Rita não leu fantasias nos livros,
consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. afinal, o narrador afirma que ela não conhecia Hamlet, ou,
Apenas começou a botar as cartas, disse-me: “A senhora ao menos, que ela não sabia que estava tratando de uma
gosta de uma pessoa...” Confessei que sim, e então ela ideia presente naquele livro.
continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim decla- Alternativa B: incorreta. Não há como saber se Camilo
rou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, tinha algum conhecimento sobre a obra; além disso, Rita
mas que não era verdade... não estava desprezando o rapaz, mas tentando explicar a
[...] ele que poderiam existir coisas inexplicáveis.
Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet Alternativa C: incorreta. Pelo teor da cena, não é possí-
em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e vel afirmar que Rita era indecisa, e sim que ela buscava
verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciên- respostas com a cartomante por não saber lidar com o
cia; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que seu sentimento de medo em relação a Camilo.
mais? A prova é que ela agora estava tranquila e satis- Alternativa D: incorreta. De acordo com o narrador, Rita
feita. não sabia que citava Hamlet de modo vulgar; portanto,
ASSIS, Machado de. A cartomante. In: Obra completa. Rio de Janeiro: não há como ter certeza se ela conhecia a personagem
Nova Aguilar, 1994. v. II.
de Shakespeare ou não.
Nas narrativas, a presença do narrador, o qual oferece ao
leitor as informações sobre os acontecimentos, é funda-
mental. No caso do texto apresentado, o narrador procura
identificar a personagem Rita como
A ingênua, porque ela acredita em fantasias que lê nos
livros.
B arrogante, porque ela despreza o desconhecimento
de Camilo.
C indecisa, porque ela precisa que uma cartomante lhe
diga o que fazer.
D culta, porque ela conhece os grandes clássicos da
literatura.
E inocente, porque ela procura justificar o que ouviu da
cartomante.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 17


QUESTÃO 12  Resposta correta: A
2018010500204
Sensores deixam ruas amigáveis para Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
idosos e pessoas com deficiência
Competência: 7
Enfrentar as cidades brasileiras a pé não é tarefa fácil, Habilidade: 23
e a jornada soa ainda pior para pessoas com deficiência
ou idosos. Mas algumas tecnologias criadas no país, em Ao caracterizar o uso da tecnologia como algo que deixa
desenvolvimento ou já prontas, tentam modificar essa re- a cidade mais “amigável” para os idosos e deficientes –
alidade. já que não é uma “tarefa fácil” andar nas ruas –, fica
Em Curitiba (PR), um sistema instalado em 39 cru- implícito que a situação atual não está adequada para
zamentos, todos próximos a hospitais ou a lugares com que eles se locomovam. Assim, o uso desse recurso fa-
maior circulação de idosos, aumenta o intervalo de tra- cilitaria a locomoção de idosos e deficientes em vários
vessia de pedestres no semáforo a partir da leitura do car- trechos das cidades.
tão de transporte que dá isenção da passagem de ônibus
para pessoas com deficiência ou com mais de 60 anos. Alternativa B: incorreta. O autor não indica a tecnologia
[...] como necessária – o necessário, para ele, são as ações
BATISTA, Everton Lopes. Folha de S.Paulo, 23 fev. 2017.
Disponível em: https://goo.gl/V2PtEp. Acesso em: 22 jan. 2018. que tornam melhor a vida dos idosos e deficientes. Além
disso, a tecnologia em si não ajuda a conscientizar sobre
No texto, discute-se o uso de tecnologia para facilitar a o problema – ao menos, não diretamente.
vida das pessoas. Ao utilizar o adjetivo “amigáveis”, o au- Alternativa C: incorreta. O autor apresenta a tecnologia
tor deixa implícito que a tecnologia apresentada é como algo inovador, não como obrigatório.
A importante para facilitar a locomoção de idosos e de- Alternativa D: incorreta. Não há indicação de que a ação
ficientes nas ruas. seria essencial para compreender o problema, pois pare-
B necessária para conscientizar sobre o papel dos ido- ce que ele já foi compreendido; falta uma ação que mude
sos e deficientes na sociedade. esse cenário. Para o autor, a ação tem sua importância
C obrigatória para ajudar idosos e deficientes a se loco- porque a forma como os idosos e deficientes se locomo-
moverem pela cidade. vem hoje é muito perigosa para eles.
D essencial para entender como se pode ajudar idosos Alternativa E: incorreta. O autor foca na importância do
e deficientes a se locomoverem. recurso tecnológico para auxiliar na travessia de pedes-
E a melhor maneira para incentivar a circulação de ido- tres, de idosos e pessoas com deficiência que já se utili-
sos e deficientes nos centros urbanos. zam das vias públicas para chegarem aos seus destinos.
Mas, no início do texto, ele cita que muitas tecnologias
estão sendo criadas; portanto, a tecnologia que ele enfa-
tiza não é a única.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 18


QUESTÃO 13  Resposta correta: E
POR2018021600401

Empresa japonesa combate o fumo Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


dando mais férias aos funcionários Competência: 6
[…] Habilidade: 18
O esforço de autoridades de saúde no mundo inteiro
para estimular fumantes a largar o vício ganhou um apoio A expressão conotativa “somem como fumaça” é de uso
inovador, no Japão. E por iniciativa de uma empresa. corrente para indicar que algo ou alguém desapareceu
A rotina no trabalho pode ser estressante e, para rela- sem que isso fosse percebido, como fazem os funcio-
xar, Ikeda se rende a um velho hábito: sete vezes por dia nários que saem furtuitamente para fumar um cigarro.
ele sai de trás do computador, deixa o prédio e vai fumar. O autor do texto aproveitou-se de a palavra “fumaça”
Não é bom para a saúde. “Mas é a hora em que posso também fazer parte do campo semântico relacionado ao
pensar em outras coisas”, ele diz. cigarro, tema do texto, para fazer um jogo de palavras.
Ikeda é um dos cerca de 30 fumantes na agência de
publicidade. Alternativa A: incorreta. Férias é a recompensa dos fun-
O Departamento de Recursos Humanos fez as contas cionários, mas não se trata de um trecho com linguagem
e percebeu que a pausa para cada cigarro pode repre- conotativa, pois todas as palavras são usadas em seu
sentar até 15 minutos fora do escritório. E resolveu agir. sentido literal, apresentando uma informação objetiva.
Para a empresa, esses funcionários que somem feito Alternativa B: incorreta. O adjetivo “inovador” atribui uma
fumaça produzem menos durante o expediente. A ideia opinião subjetiva, mas não se trata de linguagem conotati-
então foi compensar quem fica mais tempo trabalhando. va porque a palavra foi usada em seu sentido literal (algo
A solução: dar seis dias a mais de férias para os empre- que inova, que traz uma novidade).
gados que não fumam. Alternativa C: incorreta. O funcionário que faz a decla-
[...] ração refere-se às possibilidades trazidas pelas pausas
Empresa japonesa combate o fumo dando mais férias aos funcionários. Jornal Nacional. durante o expediente, mas não faz uso de linguagem co-
8 fev. 2018. Disponível em: <http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/02/empresa-
japonesa-combate-o-fumo-dando-mais-ferias-aos-funcionarios.html>. Acesso em: 7 mar. 2018. notativa em sua fala.
Alternativa D: incorreta. “15 minutos” é uma informação
Embora as notícias apresentem comumente uma lingua- objetiva, dada em linguagem denotativa.
gem mais objetiva, algumas vezes os jornalistas utilizam
trechos conotativos para se aproximarem do público. No
caso do texto apresentado, utilizou-se linguagem conota-
tiva no trecho:
A “dando mais férias aos funcionários”, em que se faz
referência à recompensa dada aos funcionários que
não fumam.
B “ganhou um apoio inovador”, em que se faz referência
ao combate ao fumo por meio da iniciativa da empre-
sa citada.
C “posso pensar em outras coisas”, em que se faz refe-
rência à pausa e às possibilidades trazidas pela em-
presa para cada funcionário.
D “15 minutos fora do escritório”, em que se faz referên-
cia ao tempo perdido de trabalho.
E “somem feito fumaça”, em que se faz referência ao
fato de que os funcionários ficam ausentes dos seus
postos de trabalho.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 19


QUESTÃO 14  Resposta correta: B
TEX0141FU34395

[...] Sempre digo que a Medicina é fácil. Chega a ser Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
simples demais perto da complexidade do mundo da Psi- Competência: 7
cologia. No exame físico, consigo avaliar quase todos os Habilidade: 23
órgãos internos de um paciente. Com alguns exames la-
boratoriais e de imagem, posso deduzir com muita preci- A autora do texto defende a tese de que “a Medicina
são os sistemas vitais. Mas, observando um ser humano, é fácil”, e a sustentação disso se dá justamente pela
seja ele quem for, não consigo saber onde fica a sua paz. observação da dificuldade de diagnosticar doenças re-
Ou quanta culpa corre em suas veias, junto com seu co- lacionadas a questões íntimas (como o medo, a culpa
lesterol. Ou quanto medo há em seus pensamentos, ou e a solidão) em comparação à facilidade de se perce-
mesmo se estão intoxicados de solidão e abandono. [...] ber problemas no funcionamento dos órgãos internos
ARANTES, A. Q. A morte é um dia que vale a pena viver. 1 ed. das pessoas utilizando simples procedimentos clínicos.
Rio de Janeiro: Casa Palavra, 2016.
Para a autora, portanto, ao diagnosticar problemas no
O texto apresentado é uma manifestação pessoal de uma corpo humano, é possível receitar um tratamento efi-
profissional da Medicina sobre o trabalho de médicos em caz; entretanto, quando se trata de problemas emocio-
comparação ao de psicólogos. Nesse sentido, a reflexão nais, inacessíveis aos equipamentos médicos, somente
feita por ela revela que seu posicionamento se dá sobre os profissionais da Psicologia conseguiriam cuidar ade-
A a impossibilidade de se identificar problemas mais ín- quadamente dos pacientes.
timos dos pacientes em áreas complexas da Medicina
e da Psicologia. Alternativa A: incorreta. A Psicologia teria os recursos ide-
B as dificuldades de se tratar, por meio da Medicina, ais para identificar os problemas íntimos dos pacientes.
questões complexas que influenciam a saúde de pa- Alternativa C: incorreta. A Psicologia é o principal cami-
cientes e que não são problemas físicos. nho para a identificação e o tratamento de questões de
C a compreensão da complexidade emocional do ser foro íntimo, tais como o medo, a culpa, a solidão e o aban-
humano como tarefa primordial da Medicina, mais até dono. Já a Medicina trataria de questões mais objetivas,
do que da Psicologia. como os problemas físicos.
D as facilidades que a Medicina trouxe para o tratamen- Alternativa D: incorreta. O texto não atribui à Medicina
to psicológico de pacientes terminais.
a proposição de recursos para melhorias na Psicologia,
E os problemas físicos causados pelas doenças psico-
tampouco menciona pacientes terminais.
lógicas em pacientes de todas as áreas da Medicina
Alternativa E: incorreta. A autora não estabelece relação
e da Psicologia.
entre as causas psicológicas e os problemas físicos nos
pacientes.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 20


QUESTÃO 15 
2018010500203
Inflação deve seguir comportada em 2018,
mesmo sem ajuda de alimentos
O grande responsável pela inflação baixa em 2017
foi mesmo o grupo “alimentação”, trajetória que, segundo
especialistas, não deve se repetir em 2018.
O grupo “alimentação e bebidas” representa quase
25% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) e
registrou queda em, pelo menos, 8 de 11 meses em 2017.
Ainda que esse movimento não se repita neste ano,
a expectativa é que os preços, no geral, sigam comporta-
dos, o que pode ser constatado nas projeções dos econo-
mistas consultados pelo Banco Central.
LIMA, Flavia. Folha de S.Paulo, 10 jan. 2018.
Disponível em: https://goo.gl/9NUsLf. Acesso em: 22 jan. 2018.

No texto apresentado, a autora expressa a possibilidade


de que uma expectativa futura não se realize na expres-
são destacada em
A “foi mesmo o grupo alimentação”.
B “segundo especialistas”.
C “representa quase 25% do IPCA”.
D “ainda que esse movimento”.
E “o que pode ser constatado”.

Resposta correta: D

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 6
Habilidade: 18

A expressão “ainda que” é uma conjunção concessiva


que introduz uma ideia que pode não se confirmar no
futuro. Ela aponta para uma quebra de uma expectativa,
visto que, de acordo com os economistas, a tendência é
que a inflação permaneça baixa.

Alternativa A: incorreta. “Mesmo” tem o sentido de con-


firmação, de ênfase, em relação a quem foi responsável
pela queda da inflação.
Alternativa B: incorreta. “Segundo” apresenta ideia de
conformidade, não de expectativa não realizada.
Alternativa C: incorreta. “Quase” apresenta ideia de
aproximação, de arredondamento numérico.
Alternativa E: incorreta. “Que” é um pronome que retoma
a ideia de os preços permanecerem comportados.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 21


QUESTÃO 16  Resposta correta: A
ART2018012600204

[...] A história da arte e a crítica não se contentam Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
[...] em determinar, com um veredicto sem justificações, Competência: 4
a qualidade do objeto artístico. Ambas trazem, ligados a Habilidade: 12
esse julgamento, o discorrer sobre o objeto, o suporte que
leva ao julgamento. Ora, a situação de divergências não De acordo com o raciocínio proposto pelo autor, busca-
é satisfatória para o próprio discurso. Nada mais irritante -se estabelecer critérios objetivos para aquilo que pode-
para sua autoridade que a negação por um outro discur- ria ser analisado sob um ponto de vista mais subjetivo.
so. Surge então o desejo de uma objetividade. O autor não se coloca contra essa subjetividade das
Os discursos sobre as artes parecem, com frequên- análises, tampouco considera a categorização de estilos
cia, ter a nostalgia do rigor científico, a vontade de atingir de época como uma classificação única e definitiva; ele
uma objetividade de análise que lhes garanta as conclu- apenas se remete ao fato de que características comuns
sões. E, na história do discurso, na história da crítica, na podem ser atribuídas às obras produzidas em determi-
história da história da arte, constantemente, encontramos nado período, servindo como “bases mais sólidas” de
esforços para atingir algumas bases sólidas sobre as análise para os críticos. De acordo com o texto, ao de-
quais se possa apoiar uma construção rigorosa. finir estilos, consegue-se uma base “mais segura” para
O instrumento primeiro e mais frequente desse desejo as análises. O estudo do estilo colabora para a compre-
de rigor é o das categorias de classificações estilísticas. ensão do imaginário e dos recursos artísticos de épocas
Se conseguirmos definir estilos, no interior dos quais en- e de indivíduos.
caixamos a totalidade da produção artística, começamos
a pisar terreno mais seguro. [...] Alternativa B: incorreta. O autor relata que nem mesmo
COLI, Jorge. O que é arte. 15 ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1995. p. 24. entre os críticos há consenso, uma vez que um pode ne-
gar o discurso do outro. Além disso, as categorias se re-
No texto, discute-se o comportamento de críticos diante
ferem às escolas, trazidas por uma crítica mais moderna.
de critérios relacionados à arte. Ao tratar de categorias de
Alternativa C: incorreta. Não há uma precisão nas divi-
classificações estilísticas, o autor se refere a(à)
sões, apenas a adoção de critérios gerais que permitem
A necessidade dos críticos de determinar e delimitar
englobar a produção artística em escolas. Os períodos
estilos, que englobam a arte produzida em determina-
também não têm datas precisas, apenas referências.
do período e características comuns a determinadas
Alternativa D: incorreta. Os critérios não eram “definidos”
obras.
por críticos, mas influenciados por diversas questões polí-
B critérios estabelecidos por críticos de arte, que preci-
ticas, sociais etc. Além disso, as categorias se referem às
sam ser bem definidos para determinar o que pode ou
escolas, trazidas por uma crítica mais moderna.
não ser considerado arte.
Alternativa E: incorreta. A aprendizagem também não
C divisão da história da arte em períodos de tempo exa-
tem relação com as categorias citadas, uma vez que elas
tos e precisos, nos quais os artistas produziam obje-
se referem a um conceito moderno, que engloba a produ-
tos com determinadas características.
ção artística do passado em categorias.
D qualidade artística de diferentes artistas, delimitadas

por meio de critérios definidos por críticos de cada pe-
ríodo.
E aprendizagem da arte, que se deu em diferentes pe-
ríodos por meio da adoção de características comuns
aos artistas.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 22


QUESTÃO 17 
POR2018020601401

ITURRUSGARAI, Adão. 12 jul. 2012. Disponível em: https://goo.gl/sZbGwK. Acesso em: 5 mar. 2018.

No gênero textual “tirinha”, diversos recursos podem ser utilizados para que se cumpra um objetivo humorístico ou crí-
tico. No último quadro da tira apresentada, o autor emprega um substantivo concreto com valor abstrato para salientar
um(a)
A excesso de humor infantil nas tiras contemporâneas.
B imposição estética nos desenhos da produção atual do gênero.
C crítica àquilo que parece ser uma coerções ao processo criativo.
D inversão de valores entre os leitores contemporâneos.
E busca por novos usos sociais das tiras publicadas em jornais.

Resposta correta: C

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 22

A palavra “cabeça”, cujo sentido concreto é uma das partes do corpo, foi usada com sentido abstrato, “inteligente”.
Esse uso demonstra uma crítica do autor, o qual considera que hoje se valorizam apenas as tiras críticas, em detri-
mento daquelas que apresentam o humor como objetivo.

Alternativa A: incorreta. Não há uma crítica ao humor, mas à preocupação excessiva com a crítica.
Alternativa B: incorreta. O termo “cabeça” não faz referência aos desenhos, mas à temática.
Alternativa D: incorreta. O autor não critica os leitores – ao menos, não de forma direta. Ele critica aqueles que des-
consideram o objetivo humorístico das tiras.
Alternativa E: incorreta. Adão Iturrusgarai não considera “novos usos”, mas que houve uma mudança de valores na
concepção das tiras.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 23


QUESTÃO 18  Resposta correta: C
POR2018020601402

E esta reflexão – uma das mais profundas que se tem Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
feito desde a invenção das borboletas – me consolou do Competência: 1
malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me es- Habilidade: 1
tar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, con-
fesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A repetição do adjetivo “azul”, aliada à ideia de que o
A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, céu é assim para “todas as asas”, permite inferir que
espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de o adjetivo não é usado apenas para se referir à cor do
um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Pas- céu (sentido literal), mas também ao fato de que ele é
sa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que “igual” e “belo” para todos (sentido figurado).
nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que
era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu Alternativa A: incorreta. Trata-se de um sentido figura-
corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, per- do. Como “reflexão” é um substantivo abstrato, o adjetivo
nas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse con- “profunda” se refere à intensidade.
sigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas”. Alternativa B: incorreta. Trata-se de um sentido literal. A
ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 2011. palavra “almoçada” revela o fato de que a borboleta almo-
çou, ou seja, já tinha se alimentado.
No trecho apresentado, o narrador do romance de
Alternativa D: incorreta. Trata-se de um sentido figurado.
Machado de Assis relembra um episódio de reflexão de
A palavra “infinitas” se remete a algo que não tem fim, e
sua vida. A cena é construída com muitos adjetivos, e um
foi usada apenas para destacar que foram muitas voltas.
deles, em especial, pode ser entendido nos sentidos lite-
Alternativa E: incorreta. Trata-se de um sentido literal.
ral e figurado; é o caso da palavra destacada em
De acordo com a visão da borboleta, o homem teria uma
A “uma das mais profundas que se tem feito”.
estatura “colossal”, ou seja, seria muito grande.
B “imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz”.
C “que é sempre azul, para todas as asas”.
D “descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo”.
E “um ar divino, uma estatura colossal”.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 24


QUESTÃO 19  Resposta correta: D
2018011000203
Rebaixamento de nota da S&P Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
agora agrada aos analistas
Competência: 8
[...] a S&P reduziu, na quinta (11), a nota de crédito Habilidade: 27
da dívida do Brasil de BB para BB –, colocando-a três
degraus abaixo do grau de investimento. Ao utilizar o advérbio “agora”, que tem o sentido de “mo-
[...] mento presente”, o texto destaca que essa notícia, hoje,
Curiosamente, a notícia foi recebida com relativa tran- agrada aos analistas, deixando implícito que, em outro
quilidade no governo e até algum otimismo entre analis- momento do passado, essa mesma notícia não agradou
tas econômicos. No título de uma notícia do UOL, leu-se: a esses profissionais.
“S&P faz favor ao governo e pressiona Congresso por re-
forma, dizem analistas”. Alternativa A: incorreta. A notícia, agora, parece agradar
CARVALHO, Laura. Folha de S.Paulo, 18 jan. 2018. Disponível em: www1.folha.uol.com. aos investidores, mas o uso do advérbio destaca que isso
br/colunas/laura-carvalho/2018/01/1951156-rebaixamento-de-nota-da-sp-agora-agrada-a-
analistas.shtml. Acesso em: 15 mar. 2018 (adaptado). ocorre no momento, o que indica que a notícia não foi
recebida da mesma maneira anteriormente.
O uso de determinadas palavras em um texto pode con- Alternativa B: incorreta. Pelas informações apresenta-
ferir aspectos semânticos diferenciados ao que é dito. No das, não é possível inferir os efeitos de uma aumento da
título da reportagem apresentada, o advérbio “agora” indi- nota.
ca que o fato mencionado Alternativa C: incorreta. Não há embasamento para afir-
A melhora a relação do Brasil com investidores, como já mar que o público em geral deva ter uma opinião diferente
aconteceu anteriormente. da que foi dada pelos especialistas.
B revela otimismo dos economistas, pois um aumento Alternativa E: incorreta. Segundo o texto, os analistas
da nota não teria o mesmo efeito. entenderam que o rebaixamento teria efeito benéfico, ca-
C supõe que o brasileiro deva receber a notícia com oti- talizando ações que eles julgam necessárias.
mismo, diferentemente dos economistas. 
D agrada aos analistas hoje, diferentemente do que
ocorreu em algum outro momento no passado.
E intensifica os riscos para a economia brasileira, ao
contrário do que aconteceu no passado.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 25


QUESTÃO 20  Resposta correta: C
2018010500205
Michael Shermer e a “bolha” das redes sociais Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Saiu nesta sexta-feira (6) na Folha uma entrevista que Competência: 7
fiz com Michael Shermer, historiador da ciência e cético Habilidade: 21
americano. Ele fala um monte de coisas importantes e
interessantes, mas eu queria destacar um trecho em par- O entrevistado procura incentivar o leitor a buscar opiniões
ticular do que ele disse: divergentes sobre um mesmo assunto, visto que as redes
“Outro problema é o fato de as empresas de redes sociais possuem mecanismos que tendem a reforçar as
sociais [...] terem algoritmos que alimentam você com no- opiniões que já se tem sobre algo, exibindo pontos de vis-
tícias baseadas no que você já está buscando, então sua ta afins ao do internauta. Logo, a busca ativa (saindo da
bolha vai ficando cada vez pior, mesmo que você não se posição de mero receptor) por outras/novas ideias propor-
esforce para isso. Você tem de, ativamente, procurar e ler cionaria uma visão mais ampla dos conteúdos.
pontos de vista contraditórios.
[…] Alternativa A: incorreta. Não há, propriamente, uma su-
Sabemos, por estudos de cientistas políticos, que os gestão para que se converse, mas para que se busque
partidos estão ficando mais extremados, estão se afas- pontos de vista variados sobre os mais diversos assuntos.
tando do centro. Quer dizer, os eleitores indecisos, aquele Além disso, não se trata de aprender mais sobre política,
grupo do centro está ficando menor, enquanto esquerda mas de aumentar a quantidade de informações sobre um
e direita estão ficando maiores e se afastando. E isso, em mesmo tema.
parte, é alimentado pela bolha.” Alternativa B: incorreta. A proposta não é para promover
[...] debates políticos, mas para ter acesso a diferentes opi-
NOGUEIRA, Salvador. Mensageiro Sideral, 6 out. 2017. niões e, assim, aumentar o nível de conhecimento sobre
Disponível em: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/
2017/10/06/michael-shermer-e-a-bolha-das-redes-sociais/. Acesso em: 21 mar. 2018. determinado assunto.
Alternativa D: incorreta. O objetivo não seria entrar em
No texto apresentado, o autor traz a fala de um entrevis- discussões. O contato com opiniões diferentes contribui
tado, que discute questões sobre as redes sociais na con- para o aumento de informações que se podem obter de
temporaneidade. Ao argumentar que as pessoas estão se um determinado assunto.
fechando em “bolhas”, o entrevistado sugere que o leitor Alternativa E: incorreta. O foco do texto não é o respeito
A converse com pessoas de opiniões divergentes, porque, às opiniões divergentes, mas a necessidade de acessá-
dessa forma, pode-se aprender mais sobre política. -las para que o conhecimento sobre determinado assunto
B entenda outros pontos de vista além do seu próprio, possa ser expandido.
porque é necessário promover debates políticos nas 
redes sociais.
C procure pensamentos diferentes, porque, nas redes
sociais, há mecanismos que reforçam as opiniões já
concebidas.
D leia opiniões de diferentes espectros políticos, por-
que, dessa forma, pode-se discutir melhor nas redes
sociais.
E aprenda a respeitar diferentes opiniões, porque as re-
des sociais permitem a convivência de vários ideais.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 26


QUESTÃO 21  Resposta correta: D
POR0141F134483

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 6
Habilidade: 18

O “despertar para a realidade” foi comparado a ter um


sonho ruim (pesadelo) durante o sono. Portanto, o senti-
do atribuído ao substantivo “realidade” assume as carac-
Folha de S. Paulo. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/ terísticas (negativas) de um pesadelo (ruim, assustador,
cartunsdiarios/#21/7/2017. Acesso em: 26 set. 2017.
desagradável). Tal associação se deve, provavelmente,
Ao utilizar a palavra “pesadelo”, o autor gera o humor ao às personagens estarem inseridas em um contexto polí-
relacioná-la com a palavra tico e econômico conturbado.
A “sonhando”, evocando o sentido positivo do vocábulo.
B “país”, configurando uma situação confortável para a Alternativa A: incorreta. Há relação entre “pesadelo” e
personagem. “sonhando”, na medida em que as duas são comumente
C “despertar”, oferecendo uma solução ao conflito vivido opostas. No entanto, a ideia apresentada no último qua-
nos primeiros quadros. dro revela que o “sonhar” do primeiro quadro não era po-
D “realidade”, evidenciando o sentido negativo que atri- sitivo, mas sim negativo, no sentido de se ter delírios de
buiu a ela. algo tido como impossível.
E “deixa”, indeterminando o significado desta palavra no Alternativa B: incorreta. Para a personagem, o país não
contexto. é um pesadelo, mas sim a realidade do país. Além disso,
“pesadelo” não configura uma situação confortável, mas
desconfortável para as duas personagens.
Alternativa C: incorreta. Não há um conflito, mas duas
ideias que convergem para um mesmo sentido: a realida-
de do país (tida como um pesadelo pela outra persona-
gem) e o fato de sonhar com um país melhor, tido como
delírio por algo considerado impossível pela personagem
que questiona a outra. Assim, o despertar, para a segun-
da personagem, não traz uma solução, mas aproxima a
outra da realidade.
Alternativa E: incorreta. O verbo “deixa” tem seu sentido
determinado, indicando que a realidade é mesmo um pe-
sadelo para a outra personagem.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 27


QUESTÃO 22  Resposta correta: E
POR2018020601403

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 21

O slide combate o discurso daqueles que justificam o pre-


conceito na publicidade com a frase “é só publicidade”,
como se quisessem dizer que não há responsabilidade
social ao se fazer um anúncio, e, por isso, a publicidade
não causaria mal ao reproduzir alguns discursos precon-
ceituosos. O advérbio “só” dá o sentido de que o efeito
da publicidade é de menor importância, ou seja, que não
deve ser levado a sério.

AQUINO, Isabel.TODxS: uma análise da representatividade na publicidade brasileira. Alternativa A: incorreta. A palavra “só” também pode ser
Disponível em: https://goo.gl/uETJRG. Acesso em: 5 mar. 2018.
usada como adjetivo, sinônimo de “sozinho(a)”, mas não
No slide apresentado, discute-se o papel da publicidade é o caso do discurso criticado no texto.
na questão da representatividade e da proliferação de es- Alternativa B: incorreta. O advérbio atribui um caráter de
tereótipos. No discurso combatido pelo texto, o uso do menor importância ao se reproduzir um discurso precon-
advérbio “só” indicaria que a publicidade ceituoso, não tendo relação com a preocupação da publi-
A luta sozinha pelos direitos das minorias; por isso, o cidade em vender produtos para grupos variados.
discurso dela contém alguns estereótipos discutíveis. Alternativa C: incorreta. O advérbio não tem relação com
B se preocupa com a venda de produtos para grupos a meta da publicidade, mas com a redução da gravidade
variados; por isso, ela utiliza o discurso corrente na de um discurso preconceituoso que a publicidade venha a
sociedade. reproduzir.
C tem o alcance social como meta principal; por isso, Alternativa D: incorreta. O discurso publicitário criticado,
ela reflete comportamentos ofensivos da sociedade. que utiliza o advérbio, faz exatamente o contrário: não
D se comporta como mediadora no combate ao precon- se preocupa e não atua como mediador no combate ao
ceito; por isso, ela precisa adequar seu discurso a no- preconceito.
vas ideias.
E está isenta de responsabilidade social; por isso, um
provável discurso preconceituoso não pode ser leva-
do a sério.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 28


QUESTÃO 23  D otimismo da obra de Camões, em que o efeito do
POR2018020601305 amor na vida das pessoas vai muito além de proble-
TEXTO I mas de saúde.
E idealismo de Camões a respeito do amor, que se
prende a uma definição linguística em detrimento do
sentimento.

Resposta correta: C

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 5
Habilidade: 15

Na tirinha, a personagem associa o “fogo que arde sem


se ver” e a “ferida que dói e não se sente” aos sintomas
da azia, sem considerar que a lírica de Camões vai mui-
to além de um sentimento físico, construindo alegorias
para caracterizar um sentimento complexo. As imagens
Brainly. Disponível em: https://goo.gl/Z7Nhvr. Acesso em: 14 mar. 2018.
apresentadas, sendo paradoxais, expressam a dificulda-
de que o eu lírico encontra em definir o sentimento, indi-
TEXTO II cando que não há uma explicação precisa para o amor.
Amor é um fogo que arde sem se ver;
é ferida que dói, e não se sente; Alternativa A: incorreta. Camões tem uma linguagem só-
é um contentamento descontente; bria e equilibrada, de acordo com os princípios do Clas-
é dor que desatina sem doer. sicismo, mas não são essas características que feram a
dificuldade de compreensão da personagem da tira, e sim
É um não querer mais que bem querer; a definição apresentada sobre o amor no poema.
é um andar solitário entre a gente; Alternativa B: incorreta. A forma de exposição do pensa-
é nunca contentar-se de contente; mento de Camões é clara, e suas definições não ignoram
é um cuidar que ganha em se perder. as dores físicas (razão pela qual o eu lírico afirma que o
amor é uma ferida que dói e não se sente). Como se trata
É querer estar preso por vontade; de um sentimento subjetivo e impreciso, o poema procura
é servir a quem vence, o vencedor; trazer essa definição para a realidade.
é ter com quem nos mata, lealdade. Alternativa D: incorreta. O poema de Camões não apre-
senta um tom otimista, mas uma visão menos idealizada
Mas como causar pode seu favor do amor. O eu lírico considera que se trata de um senti-
nos corações humanos amizade, mento destrutivo, cujo perigo está justamente no fato de
se tão contrário a si é o mesmo Amor? que muitas vezes não é percebido, mas desejado.
CAMÕES, Luís Vaz de. Sonetos. Disponível em: https://goo.gl/DWsLis. Alternativa E: incorreta. O poema de Camões não se
Acesso em: 14 mar. 2018.
restringe a uma definição linguística porque apresenta
O texto I apresenta uma visão particular do poema lírico a complexidade do sentimento. Para o eu lírico, mais do
de Camões, visando fazer humor. Nesse quadrinho, a di- que procurar uma definição pelas palavras, deve-se en-
ficuldade de compreensão apresentada pela personagem tender o quão contraditório é o amor.
diz respeito à(ao)
A sobriedade do discurso de Camões, que procura uma
definição para abarcar a representação do sentimento
amoroso.
B forma como Camões expõe seu pensamento, pois
as dores físicas não têm relação com o sentimento
amoroso.
C reflexão sobre a definição do sentimento amoroso,
feita por alegorias no poema devido à complexidade
dessa definição.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 29


QUESTÃO 24  Resposta correta: B
2018011000206

A etimologia –“ciência que investiga as origens pró- Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
ximas e remotas das palavras e sua evolução histórica”, Competência: 6
segundo o próprio dicionário – é uma espécie de genea- Habilidade: 20
logia da língua. E um dicionário do gênero é o seu, diga-
mos, DNA. Para quem gosta das palavras, a leitura de um O autor compara as informações de um dicionário eti-
dicionário etimológico pode ser tão emocionante quanto a mológico a um romance, em que personagens agem em
de um romance de capa e espada. Aliás, os quiproquós torno de um conflito. Tal como nas narrações, um dicio-
não são muito diferentes: a língua também comporta a nário apresenta a evolução da língua por meio de uma
luta de classes, a sobrevivência das espécies, manobras história.
econômicas, trocas comerciais, invasões estrangeiras,
correrias, perseguições, fugas – a diferença é que, em Alternativa A: incorreta. A comparação do autor está
vez de damas de peruca empoada e heróis mascarados, mais ligada à narração, já que a descrição apresenta um
os protagonistas são as palavras. Há palavras que en- cenário estático, sem uma sucessão de fatos, tal como o
tram na língua disfarçadas e pela janela; outras que de- autor relata que acontece nos dicionários etimológicos.
saparecem, são esquecidas e, um dia, são encontradas Alternativa C: incorreta. Não se trata de analisar dados,
mortas num sebo de livros; e ainda outras que surgem de e sim de apresentar a história da língua, tal como relata o
repente, brilham por um momento nos salões e também autor. A dissertação, no caso, não é o tipo textual ao qual
acabam abandonadas. Um dicionário etimológico conta, o autor compara o dicionário etimológico.
em pílulas, tudo o que aconteceu na língua. Alternativa D: incorreta. A dissertação subjetiva apre-
[...] senta juízos de quem fala, e um dicionário etimológico se
CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo, 28 nov. 2010. Disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/ limita aos fatos, não a explicitar e defender os pontos de
ilustrissima/il2811201004.htm. Acesso em: 15 mar. 2018.
vista do autor.
O autor do texto utiliza a definição de um dicionário etimo- Alternativa E: incorreta. O sofisma não caracteriza uma
lógico, comparando-o a um tipo textual específico, que, dissertação expositiva (a qual seria mais ligada à disser-
de acordo com as informações apresentadas, é a tação objetiva). De todo modo, o tipo textual a que o autor
A descrição, na qual as palavras compõem um cenário compara o dicionário é a narração.
que pode ser descrito a partir da história de cada uma.
B narração, na qual as palavras seriam personagens de
uma história, contada por meio da evolução da língua.
C dissertação objetiva, na qual os dados sobre a origem
das palavras são analisados de forma imparcial.
D dissertação subjetiva, na qual um autor expõe juízos
próprios sobre a evolução da língua.
E dissertação expositiva, na qual se apresenta a origem
das palavras por meio de sofismas.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 30


QUESTÃO 25  Resposta correta: A
ART0141F124463
Qual é a música mais longa de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
todos os tempos?
Competência: 4
A música “As slow as possible” é a mais longa da Habilidade: 12
história, com 639 anos de duração. O compositor é John
Cage, falecido em 1992. A previsão de término da música Para que a música seja tocada durante 639 anos, o com-
seria em 2640, e ela está sendo tocada em uma igreja de positor trabalhou o prolongamento do ritmo, pois este é
Halberstadt, na Alemanha. responsável pela duração dos sons.
A música foi composta sem colocar nenhuma duração
para as notas. A princípio, era para ter de vinte a setenta Alternativa B: incorreta. A harmonia é a relação entre os
minutos de duração. Mas, em 1997, após o falecimento sons da música, mas não diz respeito ao tempo de dura-
de Cage, uma conferência de músicos e filósofos debateu ção da canção.
sobre a velocidade de execução da música. Assim, ficou Alternativa C: incorreta. A textura é a organização das
determinado o tempo das notas, fazendo jus ao nome da frases e das melodias, mas não diz respeito ao tempo da
peça. música.
Em 1987, pela sugestão do organista Gerd Zacher, Alternativa D: incorreta. A altura trata da posição das no-
Cage mudou para o órgão [...] dedicado exclusivamente tas na notação escrita, mas não tem relação com o tempo.
para essa performance. Uma máquina proporciona o ar Alternativa E: incorreta. A intensidade com que uma nota
constante para permitir que a música esteja em execução é tocada não tem relação com o tempo.
contínua. [...]
Disponível em: https://biosom.com.br/blog/curiosidades/qual-e-a-musica-mais-longa-de-
todos-os-tempos/. Acesso em: 18 set. 2017.

De acordo com o texto, a composição de John Cage, que


recebe o nome em português de “O mais lento possível”,
terá suas notas tocadas por mais de 600 anos, o que é
possível graças ao prolongamento do(a)
A ritmo, que diz respeito à duração dos sons na música.
B harmonia, que trata da relação entre diferentes sons
da música.
C textura, que se refere à organização das frases na
música.
D altura, que determina a posição das notas na compo-
sição.
E intensidade, que está ligada à ênfase dada a cada
nota.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 31


QUESTÃO 26  Resposta correta: C
TEX2018012900303

– Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga Linguagens, Códigos e suas Tecnologias

de homem não, Deus esteja. Alvejei mira em árvores, no Competência: 6
quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia Habilidade: 18
isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vie-
ram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, O trecho se inicia com um travessão, marca do discur-
erroso, os olhos de nem ser – se viu –; e com máscara de so direto, que, no caso do romance apresentado, marca
cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, toda a narração. Riobaldo é o personagem principal, que
por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figu- narra episódios de sua vida a um senhor (que nunca in-
rava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão: deter- tervém no discurso, mas é frequentemente referenciado
minaram – era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono pelo narrador, tal como ocorre no trecho).
dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas,
cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas.... Alternativa A: incorreta. A linguagem regional singulariza
Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada a narração, mas não se pode falar em veracidade do re-
pega a latir, instantaneamente – depois, então, se vai ver lato apenas por conta da linguagem. Além disso, o ponto
se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. de vista da personagem que narra é muito bem marcado,
[...] não sendo neutro em qualquer momento.
ROSA, Guimarães. Grande sertão: Veredas. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Alternativa B: incorreta. Há utilização dessas expres-
O fragmento apresentado faz parte do romance Grande sões, mas não se pode afirmar que o objetivo seja estimu-
Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, que representou lar o leitor a conhecer novos vocabulários. O que se pode
uma revolução na Literatura brasileira. A partir da leitura dizer é que o autor queria apresentar essa linguagem.
do trecho, do ponto de vista narrativo, o que singulariza a Alternativa D: incorreta. A estrutura concentrada em
história contada é o(a) uma fala é uma característica singular, mas não ocorre uma
A linguagem regional, que confere veracidade ao relato descrição do cenário, e sim uma narração.
por apresentá-lo de um ponto de vista neutro. Alternativa E: incorreta. O acontecimento relatado pelo
B utilização de expressões pouco conhecidas, a fim de narrador é típico da região em que ele se encontra, e a
estimular o leitor a descobrir novos vocabulários. excentricidade é o que aproxima (não destoa) esse nar-
C discurso direto, em que a personagem central conver- rador do cenário.
sa com um interlocutor que não intervém diretamente
na história.
D estrutura textual concentrada na fala da personagem,
a qual apresenta uma descrição do cenário em que
se encontra.
E acontecimento pitoresco relatado, que, devido à ex-
centricidade, destoa do ambiente em que se encontra.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 32


QUESTÃO 27 
POR2018020201206
Amar
[...]

Que pode, pergunto, o ser amoroso,


sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,


o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave
[de rapina.

[...]

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa,


amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
ANDRADE, Carlos Drummond de.

Na língua portuguesa, há um mecanismo para substanti-


var palavras que pertencem a outras classes gramaticais.
Nesse poema de Drummond, o eu lírico faz a substantiva-
ção de adjetivo para nomear a coisa amada em
A “amar o que o mar traz à praia”.
B “Amar solenemente as palmas do deserto”.
C “e amar o inóspito, o áspero”.
D “Amar a nossa falta mesma de amor”.
E “amar a água implícita”.

Resposta correta: C

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 22

Os adjetivos “áspero” e “inóspito” aparecem substanti-


vados no poema, utilizando-se o artigo definido “o” para
se fazer tal troca de classe gramatical. Assim, o eu lírico
utiliza esses adjetivos como substantivos para nomear a
coisa amada.

Alternativas A, B e D: incorretas. Nos trechos transcri-


tos, não há adjetivos que foram substantivados. O verbo
“amar” aparece nos três trechos sem alteração de classe
gramatical.
Alternativa E: incorreta. Embora a alternativa apresente
o adjetivo “implícita”, essa palavra não foi substantivada e
exerce seu papel de adjetivo caracterizando a água nesse
trecho.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 33


QUESTÃO 28  Resposta correta: C
2018011000105
TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Baader-Meinhof Blues Competência: 7
A violência é tão fascinante Habilidade: 22
E nossas vidas são tão normais O texto I contém imagens que, embora sejam con-
E você passa de noite e sempre trárias, não se anulam, caracterizando antíteses
Vê apartamentos acesos (“fascinante”/“normais”, “corpo é quente”/“sentindo frio”).
Tudo parece ser tão real Já no texto II, há uma ideia paradoxal (“estou cego e
Mas você viu esse filme também vejo”, ou seja, apesar de o eu lírico estar cego, ele não
Andando nas ruas pensei que podia ouvir deixa de ver o amigo).
Alguém me chamando, dizendo meu nome
Já estou cheio de me sentir vazio Alternativa A: incorreta. O eu lírico de ambos os textos
Meu corpo é quente e estou sentindo frio se vale de argumentos emocionais, ligados aos próprios
[...] sentimentos. As imagens contrárias e contraditórias refor-
VILLA-LOBOS, Dado; BONFÁ, Marcelo; RUSSO, Renato. Disponível em: www.vagalume.
com.br/legiao-urbana/baader-meinhof-blues.html. Acesso em: 3 mar. 2018.
çam essa expressão do sentimento.
Alternativa B: incorreta. O eu lírico do texto I levanta uma
TEXTO II discussão sobre sua própria vida e aquilo que percebe em
Mário de Andrade desce aos infernos meio ao mundo que o cerca. Já no texto II, não há uma
tentativa de confundir o leitor; a imagem contraditória é
[...] utilizada com sentido expressivo, dado o estado de cho-
Rastejando, entre cacos, me aproximo. que em que o eu lírico se encontra.
Não quero, mas preciso tocar pele de homem, Alternativa D: incorreta. Em ambos os textos, percebe-
avaliar o frio, ver a cor, ver o silêncio, -se uma tentativa de aproximar-se do leitor – no texto I,
conhecer um novo amigo e nele me derramar. por meio do diálogo (por isso ocorre o uso de “você”) e,
no texto II, pelo tom confessional, como se o leitor fosse
Porque é outro amigo. A explosiva descoberta confidente daquele estado de angústia em que o eu lírico
ainda me atordoa. Estou cego e vejo. Arranco os se encontra.
[olhos e vejo. Alternativa E: incorreta. O eu lírico, tanto no do texto I
Furo as paredes e vejo. Através do mar sanguíneo como no texto II, mostra-se com dúvidas, mas; entretan-
[vejo. to, no texto II, não se pode afirmar que o eu lírico esteja
[...] seguro, uma vez que ele se expressa por meio de uma
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. contradição.

Os dois textos apresentam figuras expressivas relaciona-
das à oposição de ideias. A visão particular exposta em
cada um deles revela um eu lírico que,
A no texto I, explica seus sentimentos, enquanto, no
texto II, afasta-se do argumento emocional.
B no texto I, utiliza as oposições para levantar uma dis-
cussão, enquanto, no texto II, procura confundir o leitor.
C no texto I, vale-se da sobreposição de imagens con-
trárias, enquanto, no texto II, apresenta uma ideia pa-
radoxal.
D no texto I, exprime uma contradição para se aproxi-
mar do leitor, enquanto, no texto II, utiliza a figura para
se distanciar.
E no texto I, apresenta-se em dúvida sobre duas situa-
ções opostas, enquanto, no texto II, é seguro de suas
contradições.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 34


QUESTÃO 29  Resposta correta: D
POR2018021600403

[…] Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Meu canto de morte, Competência: 4
Guerreiros, ouvi: Habilidade: 13
Sou filho das selvas,
Nas selvas cresci; O gênero épico consiste na narração de grandes feitos
Guerreiros, descendo de heróis e histórias de guerras.
Da tribo Tupi.
Alternativa A: incorreta. A utilização de palavras rebus-
Da tribo pujante, cadas não caracteriza o gênero. Embora a linguagem
Que agora anda errante seja importante, já que se utilizava, à época, uma lingua-
Por fado inconstante, gem elevada (portanto, mais rebuscada), ela não é uma
Guerreiros, nasci: característica fundamental do gênero épico.
Sou bravo, sou forte, Alternativa B: incorreta. Há uma valorização desses sen-
Sou filho do Norte; timentos no texto, mas essa é uma característica mais
Meu canto de morte, ligada ao gênero lírico.
Guerreiros, ouvi. Alternativa C: incorreta: O monólogo também pode apa-
recer no gênero dramática, portanto não serve para ca-
Já vi cruas brigas, racterizar o gênero poético..
De tribos imigas, Alternativa E: incorreta. O índio que representa o eu lí-
E as duras fadigas rico do poema faz referência a heróis, mas não de forma
Da guerra provei; específica. Ele trata da história de seu povo como gran-
Nas ondas mendaces des guerreiros, mas sem dar nome a esses heróis.
Senti pelas faces
Os silvos fugaces
Dos ventos que amei.

Andei longes terras,


Lidei cruas guerras,
Vaguei pelas serras
Dos vis Aimorés;
Vi lutas de bravos,
Vi fortes — escravos!
De estranhos ignavos
Calcados aos pés.
[...]
DIAS, Gonçalves. I-Juca Pirama. Disponível em: <http://objdigital.bn.br/Acervo_Digital/
Livros_eletronicos/jucapirama.pdf>. Acesso em: 12 mar. 2018.

O poema de Gonçalves Dias é um representante do gêne-


ro épico. Pelas características e pelo conteúdo do texto,
confirma-se a manifestação desse gênero literário no(a)
A utilização de palavras rebuscadas e enigmáticas.
B valorização dos sentimentos e lembranças do eu lí-
rico.
C monólogo proferido pelo personagem principal.
D relato de uma história de guerras e feitos de heróis.
E referência a heróis específicos do passado indígena.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 35


QUESTÃO 30  Resposta correta: A
POR2018030500406

TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Cientistas descobrem que famosa espécie Competência: 6
de dinossauro era capaz de voar Habilidade: 20

O famoso dinossauro alado arqueoptérix era capaz Os dois textos têm a função de informar. O texto I traz
de voar, segundo um novo estudo. uma notícia (atual), enquanto o texto II é uma carta (do
Uma equipe internacional de cientistas usou podero- século XV). Portanto, ambos podem ser classificados
sos raios X para detalhar a estrutura óssea desses seres, como literatura informativa de épocas diferentes.
mostrando que internamente os ossos eram praticamente
vazios – como nos pássaros modernos. Alternativa B: incorreta. O texto I tem a função de in-
Segundo os cientistas, a criatura voava como um fai- formar o público leitor da notícia, já a Carta de Caminha
são, fazendo voos curtos, repentinos e ativos (o animal se pretendia informar ao rei de Portugal sobre a cultura, as
move para se manter no ar, diferente do planeio, em que é paisagens e os nativos do país recém descoberto.
beneficiado pela sustentação das correntes de ar). Alternativa C: incorreta. Os dois textos têm como princi-
[...] pal função a de transmitir informação.
BRIGGS, Helen. BBC NEWS. 14/03/18. Disponível em: https://goo.gl/eB5wzx. Alternativa D: incorreta. Nenhum dos textos é de caráter
Acesso em: 28 mar. 2018.
particular, ou seja, escritos com a finalidade de serem li-
TEXTO II dos apenas pelos próprios autores e também não trazem
Senhor, a estrutura de um diário.
Posto que o Capitão-mor desta Vossa frota, e assim Alternativa E: incorreta. Nem o texto I fomenta disputas
os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a notícia do polítcas, pois apenas cumpre o papel de difusão científica
achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta sobre um tema que não gera controversas para o publico
navegação achou, não deixarei de também dar disso mi- leitor, nem o texto II, elabora polêmicas científicas, cum-
nha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, prindo o papel de fazer saber ao rei características das
ainda que – para o bem contar e falar – o saiba pior que terras que, posteriormente, se tornariam o Brasil.
todos fazer! [...]
E estando Afonso Lopez, nosso piloto, em um daque-
les navios pequenos, foi, por mandado do Capitão, por
ser homem vivo e destro para isso, meter-se logo no es-
quife a sondar o porto dentro. E tomou dois daqueles ho-
mens da terra que estavam numa almadia: mancebos e
de bons corpos. [...]
A feição deles é serem pardos, um tanto avermelha-
dos, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam
nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de en-
cobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de
mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. [...]
Carta de Pero Vaz de Caminha. Disponível em: https://goo.gl/tdM7lu.
Acesso em: 23/03/2018.

Considerando os elementos constitutivos dos gêneros


dos textos anteriores, a semelhança existente entre eles
é que ambos
A visam trazer informações, com a notícia transmitindo
uma descoberta científica e a Carta apresentando da-
dos sobre o país descoberto e os seus nativos.
B têm como função entreter o público leitor, a notícia
apresentando novidades científicas e a Carta de Ca-
minha divertindo o rei português.
C não têm uma função principal determinada, apesar de
serem bastante parecidos em seus conteúdos.
D representam diários científicos, cujos autores tinham
como objetivo registrar informações para uso particular.
E configuram documentos que levantam muitas polêmi-
cas no campo científico e político.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 36


QUESTÃO 31  QUESTÃO 32 
2018020201201 POR2018020700102
Congresso Internacional do Medo E vós, Tágides minhas, pois criado
Provisoriamente não cantaremos o amor, Tendes em mi um novo engenho ardente,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos. Se sempre em verso humilde celebrado
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, Foi de mi vosso rio alegremente,
não cantaremos o ódio, porque este não existe, Dai-me agora um som alto e sublimado,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro, Um estilo grandíloco e corrente,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos, Por que de vossas águas Febo ordene
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das Que não tenham enveja às de Hipocrene
[igrejas, CAMÕES, Luís de. Os Lusíadas. Portugal: Instituto Camões, 2000.

cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos


No trecho apresentado, o que caracteriza Os Lusíadas
[democratas,
como gênero épico é
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da
A a invocação de uma musa inspiradora.
[morte.
B o uso da segunda pessoa do plural.
Depois morreremos de medo
C a valorização de uma linguagem formal.
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
D a organização em cantos de oito versos.
[medrosas.
E a interferência do narrador na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de.

Dos substantivos abstratos usados no poema, aquele que


traz o sentimento disfórico associado a figuras eufóricas
Resposta correta: A
está apresentado no trecho:
A “não cantaremos o amor, que se refugiou”.
Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
B “não cantaremos o ódio, porque este não existe”.
Competência: 5
C “existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro”.
Habilidade: 17
D “cantaremos o medo da morte e o medo de depois da
morte”.
Os versos “E vós, Tágides minhas, pois criado / Tendes
E “e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e
em mi um novo engenho ardente” e, posteriormente,
medrosas”.
“Dai-me [...] Um estilo grandíloco e corrente” apontam a
invocação da musa como um fator inspirador essencial.
Essa invocação é uma característica estruturante do gê-
Resposta correta: C nero épico.

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias Alternativa B: incorreta. A leitura de “E vós, Tágides mi-
Competência: 7 nhas” aponta para o uso da segunda pessoa do plural;
Habilidade: 22 todavia, a marcação de pessoa não é uma característica
que define o gênero épico.
“Medo” é o substantivo abstrato que ganha maior desta- Alternativa C: incorreta. A leitura dos vocabulários “en-
que no poema do Drummond, sendo retomado até o fim genho”, “celebrado” e “grandíloco” apontaria para uma
do texto. Esse substantivo disfórico é associado, nesse possível valorização da linguagem formal; todavia, a lin-
trecho, às figuras eufóricas “pai” e “companheiro”. guagem do texto apresenta também informalidades e va-
riantes orais da língua.
Alternativa A: incorreta. O substantivo abstrato “amor” Alternativa D: incorreta. Os Lusíadas possui dez cantos
não é, no contexto do poema, uma figura disfórica, mas que, juntos reúnem 8 816 versos.
eufórica. Alternativa E: incorreta. A leitura de “E vós, Tágides
Alternativa B: incorreta. O substantivo abstrato “ódio”, no minhas” apontaria para uma possível interferência do
contexto do poema, é disfórico, porém essa palavra não narrador; todavia, a interferência do narrador não é uma
está associada, no trecho, a figuras eufóricas. característica definidora do gênero épico.
Alternativa D: incorreta. O substantivo abstrato “morte” é 
disfórico, porém ele não está associado, nesse trecho, a
figuras eufóricas.
Alternativa E: incorreta. No contexto do poema, “medro-
sas” é um adjetivo que tem caráter disfórico.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 37


QUESTÃO 33 Resposta correta: B
2018011000202

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 24

O pai de Calvin manipulou o garoto dizendo que, se o


filho não estudasse, o pai iria matar o menino. Mesmo
que a frase dita pelo pai não possuísse qualquer realis-
mo, o filho a levou a sério, atendendo, ainda que contra-
riado, ao pedido de seu progenitor.

Alternativa A: incorreta. O pai de Calvin não ameaça con-


tar segredo algum, mas intimida o garoto a estudar dizendo
que, se este o não fizesse, ele tiraria a vida do filho.
Alternativa C: incorreta. O pai de Calvin não questionou
se o menino era capaz de estudar (o que caracterizaria
uma provocação); o que ocorreu foi uma ameaça.
Alternativa D: incorreta. O pai de Calvin não oferece
qualquer prêmio em troca da ação realizada; o pai faz
uma ameaça.
Alternativa E: incorreta. O pai de Calvin não usou um
argumento sentimental.
WATTERSON, Bill. Calvin e Haroldo. Disponível em: https://goo.gl/w6nsj7.
Acesso em: 7 fev. 2018.

Na tirinha apresentada, o pai de Calvin, para convencer o


filho, faz uso de um discurso motivador e, em seguida, de
uma expressão que o garoto interpreta de forma literal. Tal
expressão pode ser considerada como uma
A chantagem, em que o pai ameaça contar um segredo
do garoto caso ele não atenda ao seu pedido.
B intimidação, em que o pai utiliza o medo do garoto
para que ele atenda ao seu pedido.
C provocação, em que o pai questiona se o garoto é
capaz de realizar a ação pedida.
D tentação, em que o pai oferece algo em troca da rea-
lização daquilo que foi pedido.
E comoção, busca despertar uma forte emoção no filho,
a fim de que ele se solidarize com o pai.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 38


QUESTÃO 34  Resposta correta: A
POR2018020601306

Amor, co a esperança já perdida, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


teu soberano templo visitei; Competência: 8
por sinal do naufrágio que passei, Habilidade: 25
em lugar dos vestidos, pus a vida.
O eu lírico lamenta a perda da amada (que teria sido
Que queres mais de mim, que destruída morta em um naufrágio) e, como sabe que ela não vol-
me tens a glória toda que alcancei? tará, mostra-se desiludido frente ao Amor, pois este pa-
Não cuides de forçar-me, que não sei rece ter tirado tudo dele. Ao final, o eu lírico declara, que
tornar a entrar onde não há saída. se o Amor ainda não se vingou dele, terá que se conten-
tar com o choro, porque não conseguirá mais nada.
Vês aqui alma, vida e esperança,
despojos doces de meu bem passado, Alternativa B: incorreta. O eu lírico declara que não quer
enquanto quis aquela que eu adoro: se vingar porque não há mais nada que possa fazer.
nelas podes tomar de mim vingança; Alternativa C: incorreta. A amada não está fugindo, ela
e se inda não estás de mim vingado, foi perdida (pela morte, embora não fique explícito), e não
contenta-te com as lágrimas que choro. há possibilidade de que ela volte.
CAMÕES, Luís Vaz de. Sonetos. Disponível em: https://goo.gl/DWsLis. Alternativa D: incorreta. O eu lírico demonstra claramen-
Acesso em: 14 mar. 2018.
te que não tem mais esperança de recuperá-la, mesmo
No soneto apresentado, o eu lírico se comunica direta- conversando diretamente com o Amor.
mente com o Amor, retratado por ele como uma entidade. Alternativa E: incorreta. A personificação do Amor reme-
O tom concedido ao poema é de te à herança da Antiguidade clássica, não ao fato de que
A lamento, na medida em que o eu lírico declara ter per- assim pode ter seu pedido atendido. Além disso, o eu líri-
dido a amada e agora se vê desiludido. co nada exige do Amor, apenas lamenta.
B angústia, porque o eu lírico sente que deveria se vin-
gar do Amor, mas não consegue imaginar como.
C ilusão, tendo em vista que a amada foge do eu lírico
mesmo diante do choro e da tristeza.
D esperança, pois o eu lírico vê na conversa com o
Amor a possibilidade de recuperar sua amada.
E exigência, uma vez que o eu lírico consegue ser aten-
dido pelo Amor ao personificá-lo.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 39


QUESTÃO 35  Resposta correta: A
POR2018021600302

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 21

O anúncio destaca por meio de seus adjetivos (quen-


te, frio, gelado) como o clima da cidade é instável. Na
brincadeira de adivinhar, referida na primeira frase, ge-
ralmente as dicas são dadas com as palavras “quente”
(quando se está perto de acertar a resposta) e “frio”
(quando se está longe de acertar a resposta). O clima
de São Paulo é conhecido por apresentar uma grande
variabilidade, mas, mesmo sem essa informação, é pos-
sível reconhecer na “crítica a São Pedro”, referenciada
no texto menor, que os autores fazem referência a esse
fato, tendo em vista que o santo é comumente associa-
Discutindo com coerência e coesão. Disponível em: https://goo.gl/JvCbp1. do ao clima.
Acesso em: 8 mar. 2018.

O anúncio foi publicado em homenagem ao aniversário Alternativa B: incorreta. Os adjetivos “quente” e “frio” têm
da cidade de São Paulo. O texto do anúncio dá ao leitor a o propósito de ajudar aquele que está adivinhando a che-
ideia de que o(a) gar à resposta certa. No entanto, o anúncio não remete
A clima da cidade é bem instável, por isso o anunciante à essa brincadeira para propor de fato que o leitor faça
declara que faz uma pequena crítica a São Pedro. a adivinhação (o que fica evidente no texto menor, que
B interlocutor do anúncio não poderá advinhar a respos- informa explicitamente que a cidade de São Paulo é a
ta para o que foi proposto na primeira sentença, pois aniversariante citada). Na verdade, o que se quer é fazer
tudo não passa de uma brincadeira. uma brincadeira com o clima da cidade.
C população da cidade é caracterizada por pessoas Alternativa C: incorreta. Os adjetivos caracterizam o cli-
com as peculiaridades mencionadas. ma da cidade, como fica evidente em “crítica a São Pe-
D clima destacado na mensagem é característico da dro” (que seria o responsável pelo clima instável de São
época do aniversário da cidade. Paulo). Não se trata da população da cidade no anúncio.
E anunciante gosta da cidade justamente por conta das Alternativa D: incorreta. Pelas informações do anúncio,
características destacadas na peça publicitária. não é possível saber como é o clima na data do aniversá-
rio da cidade (o mês não é sequer mencionado). Pode-se
apenas depreender que o clima na cidade é instável em
geral, não em uma data específica.
Alternativa E: incorreta. O anunciante declara que faz
uma “crítica a São Pedro”, destacando, por meio desta,
um “problema” da cidade. Isso permite concluir que as ca-
racterísticas do clima da cidade não são muito agradáveis
para o anunciante.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 40


QUESTÃO 36  Resposta correta: D
2018011000104

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 7
Habilidade: 24

O anúncio procura oferecer a doação de órgãos como


uma situação de euforia (no sentido atribuído pelo es-
tudo do texto). A composição do cartaz revela que há
apenas aspectos positivos na doação, e, embora o fim
de uma vida seja uma etapa disfórica, ela pode ser
transformada em euforia caso se doem os órgãos. Essa
transformação é explorada no anúncio principalmente
pela mensagem colocada em letras menores (deixar a
visão, o coração etc.), ao qual apresenta situações que
podem convencer as pessoas a doarem órgãos.

Alternativa A: incorreta. A alternativa não aponta um per-


curso que vai da disforia à euforia, trata-se de dois aspec-
tos eufóricos.
Alternativa B: incorreta. O sistema de saúde é colocado
no percurso da disforia à euforia, mas ele é apenas um
meio pelo qual se possibilita salvar vidas. A disforia está
representada no fim da vida, como explica o texto em le-
tras menores: assim que se morre, pode-se deixar os ór-
gãos para outras pessoas que precisam deles.
Alternativa C: incorreta. As mudanças hipotéticas apon-
tadas no texto do anúncio vão da disforia à euforia, mas
não se trata ali de problemas de saúde, mas da possibili-
dade de salvar vidas.
Alternativa E: incorreta. A alternativa revela um percurso
BRASIL. Ministério da saúde. Disponível em: https://goo.gl/GYvR2N. Acesso em: 27 fev. contrário, indo da euforia (a doação) à disforia (o fim da
2018.
vida).
Em textos de diferentes gêneros, é possível reconhe-
cer as transformações tímicas que podem ser usadas
para o convencimento do público.

O anúncio apresenta, para cumprir seu objetivo de con-


vencer o leitor a doar órgãos, uma transformação tímica
que vai da disforia à euforia, representadas no(a)
A doação de órgãos como uma maneira de prolongar
a vida.
B sistema de saúde do SUS como uma esperança para
quem precisa de órgãos.
C mudança de vida como uma solução para os proble-
mas de saúde.
D fim da vida como uma possibilidade de salvar outras
vidas.
E transplante de órgãos como o fim da vida de alguém.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 41


QUESTÃO 37  Resposta correta: E
2018011000101
TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
A cultura da comida pronta
Competência: 7
Já passou por uma loja de produtos naturais? Entre Habilidade: 24
alguns produtos que são, de fato, providos pela nature-
za, encontramos outros bastante esquisitos, com cara de No terceiro parágrafo, a autora do texto relata que ali-
quem não nasceu em árvore. Barrinhas de cereais, pílu- mentos preparados pela indústria trazem rótulos de
las que prometem efeitos em um gole, comidas dietéticas, “família feliz” para indicar que eles têm vitaminas e são
bebidas em pó, shakes emagrecedores. livres de gordura. A imagem da terceira lata, que seria
Mas isso é natural? Desde quando passamos a acre- contemporânea, não apresenta uma família, mas traz
ditar que laboratório é lugar de se preparar alimento? uma imagem agradável aos olhos, representando uma
Qual nosso conceito de comida saudável? pessoa feliz. Vende-se, portanto, a ideia de que o consu-
[...] midor está adquirindo felicidade e bem-estar ao comprar
Ao buscar soluções [...], inventamos comidas no labo- aquele produto.
ratório. Assim, substituímos a manteiga pela margarina:
menos calorias, menos gordura, um rótulo que mostra Alternativa A: incorreta. O produto representado é uma
uma família feliz e indica que ali tem vitaminas. Acredita- lata de feijão, um alimento natural. Ocorre que, a partir do
mos na propaganda e compramos a ideia de comer uma momento em que ele é vendido em lata e com uma ima-
cera pastosa manipulada em laboratório com aditivos gem de uma pessoa feliz, sua imagem é manipulada para
esquisitos. convencer o público de que o enlatado é bom e saudável,
[...] tanto quanto o produto in natura.
IANELLI, Isabella. Papo de homem, 22 jul. 2015. Alternativa B: incorreta. Não é o fato de ser processa-
Disponível em: https://goo.gl/N2fkct. Acesso em: 27 fev. 2018.
do em laboratório que torna o feijão atraente nesse caso,
TEXTO II mas a imagem da pessoa feliz na lata.
Alternativa C: incorreta. No quadrinho, não há menção a
alguma finalidade específica do produto.
Alternativa D: incorreta: Não há discussão sobre o efeito
do alimento para algum fim específico, mas uma estra-
tégia de convencimento para fazer com que ele pareça
melhor do que é.

DAHMER, André. Quadrinhos dos anos 10.


Disponível em: https://goo.gl/iPfFcp. Acesso em: 27 fev. 2018.

Os meios de comunicação utilizam-se muitas vezes de


estratégias de convencimento para persuadir o público
a comprar determinados produtos. Ao relacionar os dois
textos, observa-se que o texto II confirma o viés explorado
no texto I sobre o(a)
A invenção de comidas que não existem na natureza.
B processamento de comidas em laboratório para tor-
ná-las atraentes.
C preparação de alimentos pela indústria para fins de
emagrecimento.
D circulação de alimentos preparados para fins especí-
ficos.
E manipulação da imagem dos alimentos para que pa-
reçam melhores.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 42


QUESTÃO 38   Resposta correta: E
2018010500206

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 6
Habilidade: 18

Observa-se, no quadro, uma oposição entre a função


real do espelho, que é refletir uma imagem, e a imagem
que, de fato, se mostra para o homem que ali se olha. O
nome da obra, Reprodução proibida, parece indicar que
o rosto do homem não deveria estar ali reproduzido e,
por isso, o espelho não reflete aquilo que deveria. O
efeito surreal decorre dessa situação.

Alternativa A: incorreta. Há um efeito impressionista na


maneira como foram representados o homem e os obje-
tos, pois não se trata da captura de um instante efêmero.
A imagem não é refletida da forma convencional, e isso
MAGRITTE, René. Reprodução proibida, 1937. faz com que a função do espelho seja ressignificada.
Alternativa B: incorreta. No quadro, o efeito não é rea-
Em diversos momentos da história da arte, os artistas lístico, pois o espelho não reflete da forma convencional.
buscaram novas interpretações para aquilo que observa- Alternativa C: incorreta. O reflexo não usual do espelho
vam. A composição do quadro apresentado revela uma não premite classificar a obra como classicista.
oposição entre a Alternativa D: incorreta. Não é possível identificar o que
A imagem refletida no espelho e a impossibilidade de re- é real e o que é irreal no quadro.
presentação do rosto, criando um efeito impressionista.
B relação do homem com o espelho e do homem consi-
go mesmo, criando um efeito realístico.
C figura do homem e a característica peculiar do espe-
lho, criando um efeito clássico.
D ficção na imagem do homem e a realidade no reflexo
dessa imagem, criando um efeito de estranhamento.
E função real do espelho, refletir, e aquilo que se mostra
visível, criando um efeito surreal.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 43


QUESTÃO 39  Resposta correta: A
POR2018020700105

Quem vê, Senhora, claro e manifesto Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


O lindo ser de vossos olhos belos, Competência: 5
Se não perder a vista só com vê-los, Habilidade: 15
Já não paga o que deve a vosso gesto.
Os versos iniciais, “Quem vê, Senhora, claro e manifesto/
Este me parecia preço honesto; O lindo ser de vossos olhos belos,/Se não perder a vista
Mas eu, por de vantagem merecê-los, só com vê-los”, e o restante do soneto apontam para a
Dei mais a vida e alma por querê-los, construção de um olhar idealizado da mulher a quem se
Donde já me não fica mais de resto. idolatra.

Assim que a vida e alma e esperança, Alternativa B: incorreta. A leitura da terceira estrofe pos-
E tudo quanto tenho tudo é vosso; sibilitaria um destaque para a “alma”. Todavia, não há
E o proveito disso eu só o levo. construção religiosa, mas a idealização de uma figura
feminina.
Porque é tamanha bem-aventurança Alternativa C: incorreta. A leitura dos versos “Este me
O dar-vos quanto tenho e quanto posso, parecia preço honesto;/Mas eu, por de vantagem merecê-
Que quanto mais vos pago, mais vos devo. -los,” poderia apontar para uma análise materialista que
[...] qualifica as relações financeiras. No entanto, esse “preço”
CAMÕES. Lírica. São Paulo: Ediouro,1997. p. 86. carrega uma expressão de cunho simbólico, não traduzí-
vel em moeda.
Na obra lírica de Camões, a mulher é um dos principais
Alternativa D: incorreta. A leitura dos versos iniciais,
temas. No soneto proposto, a caracterização da “senhora”
“Quem vê, Senhora, claro e manifesto/O lindo ser de vos-
aponta para
sos olhos belos”, apontaria para uma perspectiva clínica,
A um olhar idealizado, que idolatra a figura feminina.
que verifica as funcionalidades vitais. No entanto, essa
B uma construção religiosa, que destaca a alma individual.
leitura extrapola o sentido geral do soneto.
C uma análise materialista, que qualifica as relações
Alternativa E: incorreta. Não é feita análise crítica acerca
financeiras.
das experiências femininas. Os versos apenas enaltecem
D uma perspectiva clínica, que verifica as funcionalida-
uma figura feminina.
des vitais.
E um juízo crítico, que analisa as experiências femininas.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 44


QUESTÃO 40  Resposta correta: A
TEX2018012900301

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Quando o
assunto é Você sabia? Competência: 9
Cerca de 18 milhões de
reduzir o pessoas vivem na região Habilidade: 30
consumo de semiárida do Brasil, onde
encontra-se apenas 3% de
A ideia da campanha é mostrar ao leitor, por meio de

ÁGUA
toda a água potável do país.
comparações e constatações, que é necessário não
somente diminuir o uso de água, mas também optar
cada gota conta pelo seu uso consciente para evitar o desperdício e sua
783 milhões poluição.
de pessoas ainda
vivem sem água Alternativa B: incorreta. A campanha não propõe a er-
potável
radicação do uso do óleo de cozinha, apenas relata os
danos causados ao meio ambiente quando esse óleo é
1L de óleo Economize! descartado incorretamente.
contamina • Use um regador para Alternativa C: incorreta. O consumo de recicláveis não
20 MIL
regar o jardim.
se relaciona com a campanha de economia de água
• Lave carro e calçadas apresentada.
litros de água com balde.
Alternativa D: incorreta. A campanha não cita nem in-
• Torneira aberta somente centiva o aumento do acesso à água potável, mas ape-
para enxágue.
nas afirma que 783 milhões de pessoas ainda vivem sem
Voxnews. Disponível em: https://goo.gl/C5BRhk. Acesso em: 13 mar. 2018 (adaptado). água potável.
Alternativa E: incorreta. A campanha publicitária sugere
Nessa campanha publicitária, são usadas diferentes es- apenas o consumo consciente, e não que a água deve ser
tratégias argumentativas para incitar o leitor a usada somente para ingestão.
A adotar práticas de consumo consciente de água.
B erradicar o consumo de óleo de cozinha.
C consumir somente produtos recicláveis.
D aumentar o acesso à água potável em alguns países.
E utilizar a água somente para ingestão.

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QUESTÃO 41  Resposta correta: A
EFI0541FU34493
Entenda por que nem todo magro é Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
saudável e nem todo gordo está doente Competência: 3
Alimentação e exercícios físicos podem pesar Habilidade: 10
mais do que a silhueta na balança da saúde
O autor do texto procura desmistificar a ideia de que a
Assim como ser magro não é sinônimo de saúde, es- forma física está diretamente relacionada à saúde, pois,
tar acima do peso também não expõe automaticamente a muitas vezes, ela é definida por razões genéticas, e não
pessoa a doenças. Magros que não se alimentam correta- pela saúde. Um indivíduo mais gordo ou mais magro
mente, não realizam atividades físicas e mantêm hábitos pode ser saudável ou não, dependendo dos hábitos de
não saudáveis (como fumar e beber) estão mais expostos alimentação e da prática de atividade física. No entanto,
a problemas de saúde do que os gordinhos – gordinhos o autor separa os obesos em outro grupo, formado por
mesmo, não obesos – que se cuidam, praticam esportes, aqueles que correm mais riscos e para quem somente
não fumam e ingerem alimentos e bebidas saudáveis. os hábitos saudáveis não bastariam para garantir uma
[...] saúde plena.
Depende do que é o magro: se ele é atleta, se tem
músculos ou se está magro de doente. Tudo está muito Alternativa B: incorreta. Os obesos devem se preocupar
vinculado ao seu modo de vida. O fato de ter pouco peso mais pelo fato de que a obesidade é uma doença que
por questão genética, mas se alimentar mal, ser sedentá- deve ser tratada com dieta, prática de atividade física e
rio e fumar faz com que a pessoa não seja saudável [...]. com acompanhamento médico, e não porque estejam
Sobre o gordo, é preciso verificar se ele tem sobrepeso propensos a ter hábitos não saudáveis.
ou é obeso. Às vezes, o indivíduo tem peso aumentado Alternativa C: incorreta. As dificuldades não são aponta-
porque malha muito. E isso não é problema [...]. das no texto, pois o padrão estético não é o foco desse
Se manter uma rotina de exercícios e alimentação excerto e não se deve ter em mente um padrão para de-
balanceada pode ser a “salvação” do organismo de um terminar a saúde de um indivíduo.
gordo ou um magro, essa regra não vale para os obesos. Alternativa D: incorreta. Dependendo da genética, pes-
Para eles, os cuidados, a dieta e as atividades físicas de- soas mais magras também têm dificuldades em engordar,
vem ser maiores e, mesmo assim, apenas reduzem os o que, como apontado no texto, não tem relação com a
riscos, mas não garantem uma saúde plena. saúde do indivíduo; assim, o grau de dificuldade pode ser
[...] o mesmo.
Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/vida/noticia/2017/01/ Alternativa E: incorreta. A magreza, segundo o texto, não
entenda-por-que-nem-todo-magro-e-saudavel-e-nem-todo-gordo-esta-
doente-9631730.html. Acesso em: 26 set. 2017. é indício de saúde. Muitas vezes, uma pessoa gorda, que
faz exercícios, alimenta-se bem, não bebe ou fuma, tem
O texto apresenta um questionamento a respeito da rela- mais saúde que o magro. Ambas podem, portanto, ter o
ção entre a forma física e a saúde das pessoas. A discus- mesmo risco para contrair doenças, e a escolha por há-
são em torno dessa relação aponta para bitos saudáveis poderá ajudar na redução desses riscos.
A a possibilidade de que gordos e magros tenham igual-
mente uma boa qualidade de vida, desde que mante-
nham rotinas saudáveis.
B a necessidade de que pessoas obesas gastem mais
tempo com dietas e exercícios, porque estão mais pro-
pensas a hábitos não saudáveis.
C a dificuldade que pessoas mais gordas ou mais ma-
gras acabam por enfrentar ao tentar se encaixar em
um padrão estético aceitável.
D o problema enfrentado pelas pessoas mais gordas
em emagrecer, em oposição à facilidade das pessoas
mais magras em engordar.
E a ocorrência maior de doenças em pessoas mais ma-
gras, consideradas mais saudáveis, mas que, ainda
assim, devem manter bons hábitos.

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QUESTÃO 42  Resposta correta: D
TEX2018012900306
O lixo Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu Competência: 6
pacote de lixo. É a primeira vez que se falam. Habilidade: 19
– Bom dia...
– Bom dia. O narrador-observador relata os fatos e personagens,
– A senhora é do 610. em terceira pessoa, narrando apenas o diálogo, sem ex-
– E o senhor do 612. por os pensamentos e estados das personagens, uma
– Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente... vez que não possui esse conhecimento.
– Pois é...
– Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu Alternativa A: incorreta. O narrador apenas observa todo
lixo... o diálogo e narra-o sem participar dele.
– O meu quê? Alternativa B: incorreta. O narrador não participa do fato
– O seu lixo. narrado, apenas o relata.
– Ah... Alternativa C: incorreta. O narrador faz um relato objeti-
– Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser vo dos acontecimentos, sem especificar sentimentos das
pequena... personagens.
– Na verdade sou só eu. Alternativa E: incorreta. O narrador-onisciente tem um
– Mmmm. Notei também que o senhor usa bastante conhecimento muito amplo das personagens, como seus
comida em lata. pensamentos e estados psicológicos, o que não acontece
– É que eu tenho que fazer minha própria comida. E nessa narrativa.
como não sei cozinhar... [...]
– O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo
seu lixo.
– Pois é...
– No outro dia tinha um envelope de telegrama
amassado.
– É.
– Más notícias?
– Meu pai. Morreu.
– Foi por isso que você recomeçou a fumar?
– Como é que você sabe?
– De um dia para o outro começaram a aparecer car-
teiras de cigarro amassadas no seu lixo.
[...]
VERISSIMO, Luís Fernando. Comédias da vida privada: 101 crônicas escolhidas.

Nessa crônica, o foco narrativo traz como característica


um
A narrador-personagem, pois, além de narrar os fatos,
faz parte da história relatada.
B narrador que vive a história relatada, mas não é uma
das personagens principais.
C narrador onisciente, pois sabe de tudo o que acontece
na narrativa e conhece o sentimento das personagens.
D narrador-observador, pois relata o fato sem ter uma vi-
são sobre os pensamentos e estados das personagens.
E narrador onisciente, pois relata os fatos e as persona-
gens de forma direta e objetiva.

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QUESTÃO 43  Resposta correta: A
TEX2018022000104

TEXTO I Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Deixa eu te dizer uma coisa: a edição de 30 anos de Competência: 7
Forrest Gump, da Editora Aleph, é uma deliciosa caixa Habilidade: 22
de chocolate. Quer dizer, é um livro delicioso. Bom, você
entendeu, certo? Com tradução inédita e projeto gráfico A primeira resenha apresenta apenas elogios sobre a
de tirar o fôlego, o romance de Winston Groom dá chance história trazida no livro. Quanto à do filme, apesar de o
aos cinéfilos e leitores vorazes de conhecer o espectro autor dizer que este não foi um dos melhores do ano, ele
literário de um dos personagens mais carismáticos da cul- conclui que foi um filme muito bom: “...é um filmaço que
tura pop. [...] nos faz rir, chorar e refletir”.
MIRANDA, F. Omelete. Disponível em: https://goo.gl/kMGXrt. Acesso em: 13 mar. 2018.

Alternativa B: incorreta. Nenhuma das resenhas retrata


TEXTO II partes das obras. A resenha do filme apenas relata que
Realmente não acho que este foi o melhor filme do a obra nos faz rir, chorar e refletir, não havendo detalha-
ano. Teriam pelo menos dois filmes que considero muito mento das cenas.
superiores que disputaram com ele: Pulp Fiction, a obra Alternativa C: incorreta. Apenas a segunda resenha
prima de Tarantino, e o não inferior Um sonho de liberda- apresenta críticas negativas, afirmando que o filme não
de. Mas, apesar de não ser perfeito como os citados, ain- foi o melhor do ano e que outros foram “superiores”.
da assim é um filmaço que nos faz rir, chorar e refletir. [...] Alternativa D: incorreta. Apenas a segunda resenha co-
Resenha de filmes. Disponível em: https://goo.gl/wU9NJV. Acesso em: 13 mar. 2018. menta que o filme provavelmente fará rir e chorar quem
assisti-lo; na primeira, não há foco nesse aspecto.
Considerando os fragmentos reproduzidos, identifica-se Alternativa E: incorreta. Apenas a segunda resenha com-
que a semelhança entre a opinião dos autores é que ambos para Forrest Gump com outros dois filmes, Pulp Fiction e
A fazem ao menos algum comentário positivo sobre o Um sonho de liberdade afirmando serem estes melhores
livro ou o filme. que a obra em análise.
B revelam partes da história, o que pode desagradar
muitos leitores.
C julgam negativamente ao menos algum aspecto da
obra em análise.
D focam nos sentimentos despertados nos que contem-
plarem as obras.
E comparam as obras com outras analisadas em mo-
mento anterior.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 48


QUESTÃO 44  Resposta correta: A
POR2018020601303

No teatro de animação, o gênero que mais se conhece Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
é o do teatro de bonecos, que de forma geral tem [...] as Competência: 5
características do teatro de bonecos europeu, ou ociden- Habilidade: 15
tal, isto é, alijado das suas conotações originais, sufocado
[...] pelo pensamento racionalista. Um teatro que, sem o As peças, no teatro de animação, não são centradas na
apoio de um pensamento religioso, do qual se originou, figura do ator, mas nas formas, bonecos e imagens que
ficou relegado ao imaginário infantil e popular. [...] Já no são utilizados em cena. Segundo o texto, esse teatro
Oriente, esse conceito não sofreu as mesmas sanções, ainda apresenta uma redução do uso da linguagem ver-
e lá o teatro de bonecos continua em seu devido lugar, bal (“muito pouco por palavras”) e predominam nele as
ligado ao sobrenatural e ao melhor da tradição. metáforas, os símbolos etc.
Nestes últimos anos, porém, no Ocidente, alguma coi-
sa tem se modificado, quer por confronto e fusão do pen- Alternativa B: incorreta. O texto cita que, no Ocidente,
samento ocidental com o oriental, quer por outras razões sem o apoio religioso, o teatro de animação ficou restrito
[...]. Mas tudo nos leva a crer que estamos nos defrontan- ao imaginário infantil.
do com uma maneira nova de pensar, em que se faz uso Alternativa C: incorreta. No caso, a origem oriental do
de uma linguagem na qual colaboram instrumentos não teatro de animação tinha essa vertente sobrenatural, mas
racionais. E na linguagem teatral, por exemplo, o teatro a influência ocidental levou à exploração de outros temas,
de animação não se expressa através do corpo do ator, assim como aplicou uma nova linguagem (contemporâ-
muito pouco por palavras, mas, sim, através de formas, nea) para esse teatro.
imagens, metáforas e símbolos. [...] Alternativa D: incorreta. A tradição milenar não parece
AMARAL, Ana Maria. Teatro de formas animadas. São Paulo: Editora da Universidade de ter sido deixada de lado, mas o texto aponta que, contem-
São Paulo, 1996. p.18.
poraneamente, a linguagem já mudou bastante, sobretu-
Sobre as características do chamado teatro de animação, do pela fusão do teatro ocidental com o oriental.
as informações do texto apontam para o fato de que pre- Alternativa E: incorreta. O texto não trata explicitamente
domina nesse tipo de teatro o(a) do trabalho do ator, apenas indica que o corpo deste dei-
A linguagem não verbal, pois se usam bonecos, formas xa de ser tão utilizada como força de expressão. Assim,
e outras imagens para a representação das peças. a utilização de bonecos, formas e imagens tornaram-se
B alegoria e as figuras de linguagem, pois estão ligadas ferramentas para essa expressão artística.
à representação de temas religiosos.
C cunho sobrenatural, pois os atores não aparecem em
cena e representam histórias místicas.
D tradição milenar, pois sua origem remonta às histórias
do Oriente, permanecendo assim até hoje.
E representação por meio de formas e imagens, au-
mentando, dessa maneira, o trabalho do ator.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 49


QUESTÃO 45  Resposta correta: A
POR2018020700106

Soneto 12 (Sá de Miranda) Linguagens, Códigos e suas Tecnologias


Competência: 8
Desarrazoado amor, dentro em meu peito, Habilidade: 25
tem guerra com a razão. Amor, que jaz
e já de muitos dias, manda e faz A leitura do soneto, considerando, especialmente, os ver-
tudo o que quer, a torto e a direito. sos “Desarrazoado amor, dentro em meu peito, tem guer-
ra com a razão” e “Doutra parte, a Razão tempos espia,
Não espera razões, tudo é despeito, /espia ocasiões de tarde em tarde”, aponta para uma
tudo soberba e força, faz, desfaz, angústia provocada pela força e influência da razão nas
sem respeito nenhum; e quando em paz questões emocionais.
cuidais que sois, então tudo é desfeito.
Alternativa B: incorreta. O soneto reflete a inquietação
Doutra parte, a Razão tempos espia, trazida pelo amor. De um lado, há a sensação pulsante,
espia ocasiões de tarde em tarde, a vontade de doar o coração à amada sem receios; de
que ajunta o tempo; enfim vem o seu dia: outro, a consciência, o alerta para que todos os impulsos
possam ser contidos. Esta, portanto, é a dúvida do eu lí-
Então não tem lugar certo onde aguarde rico: se escuta a razão ou a emoção. Não existe dúvida
Amor; trata traições, que não confia amorosa sendo retratada nos versos.
nem dos seus. Que farei quando tudo arde? Alternativa C: incorreta. Não há menção à empatia quan-
GRÜNEWALD, José Lino (org.). Grandes Sonetos da nossa Língua. to a sofrimento de intelectuais. O foco do soneto está na
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1987. p. 26.
dualidade de sentimentos.
No soneto de Sá de Miranda, o antagonismo entre a ra- Alternativa D: incorreta. Não é feita uma nova proposta
zão e o amor promove uma reflexão do eu lírico em que de perspectiva amorosa.
transparece a Alternativa E: incorreta. Não é demonstrada dependên-
A angústia provocada pela força da razão. cia do eu para com a razão. Esta surge apenas como um
B dúvida amorosa em face da relação afetiva. dos elementos de dualidade no momento em que acon-
C empatia entre o sofrimento dos intelectuais. tece o amor.
D intenção de propor uma nova perspectiva amorosa.
E dependência do eu para com o conhecimento racional. 

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INSTRUÇÕES PARA A REDAÇÃO
• O rascunho deve ser feito no espaço apropriado.
• O texto definitivo deve ser escrito a tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
• A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas
desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
• Tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
• Fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
• Apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.
______________________________________________________________________________________________

RED2018030600401
TEXTOS MOTIVADORES
TEXTO I
Considerando o fluxo migratório a unidades da Federação, sobretudo na região Norte, de estrangeiros nacionais de
países fronteiriços que ainda não são parte do referido Acordo de Residência, que se encontram em situação migratória
irregular no Brasil e aos quais não se aplica o instituto do refúgio para permanecer no país, resolve:
Art. 1º Poderá ser concedida residência temporária, pelo prazo de até 2 anos, ao estrangeiro que tenha ingressado
no território brasileiro por via terrestre e seja nacional de país fronteiriço, para o qual ainda não esteja em vigor o Acordo
de Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul e países associados. [...]
Conselho Nacional de Imigração. Resolução Normativa Nº 126, de 2 de março de 2017. Disponível em: http://acnur.org/
fileadmin/scripts/doc.php?file=fileadmin/Documentos/BDL/2017/11016. Acesso em: 15 mar. 2018.

TEXTO II TEXTO III


Solicitações de refúgio no Brasil por país de origem (2016)

Solicitações Solicitações
País Solicitações País Solicitações
deferidas deferidas
Venezuela 3375 14 Paquistão 261 98

Cuba 1370 0 Senegal 251 0

Angola 1353 26 Guiné Bissau 190 0

Haiti 646 0 Bangladesh 158 0

Síria 391 326 Gana 155 14

Rep. Dem. do Congo 382 189 Líbano 120 10

Nigéria 326 16 Rep. Dominicana 107 0

China 322 0 Outros 901 249

SAVOV, Jovcho. Guernica 2015. Ministério da Justiça.

TEXTO IV
Mohamed Ali, refugiado sírio residente no Brasil há três anos, foi hostilizado e agredido verbalmente em Copaca-
bana, região nobre do Rio de Janeiro, onde trabalha vendendo esfihas e doces típicos.
Em vídeo publicado nas redes sociais é possível ver um homem exaltado que grita repetidas vezes "sai do meu
País!", ostentando dois pedaços de madeira nas mãos e ameaçando o refugiado. "O nosso país tá sendo invadido por
esses homens bombas, que matam crianças", diz, em discurso xenofóbico.
OLIVEIRA, Tony. #carta. 4 ago. 2017. Disponível em: https://cartacapital.com.br/politica/saia-do-meu-pais-agressao-a-refugiado-no-rio-expoe-a-xenofobia-no-brasil. Acesso em: 15 mar. 2018.

TEXTO V
O jovem A. H. M. Khairul Islam saiu de Bangladesh, na Ásia, para buscar uma oportunidade de trabalho no Brasil há
cinco anos. Depois de passar por 11 estados, fixou residência em Brasília há três anos. Ele decidiu pela capital em razão da
proximidade com a embaixada do seu país natal. Acabou trabalhando com assistência social, auxiliando outros imigrantes.
Khairul encontrou várias dificuldades para regularizar sua situação como trabalhador. A primeira, conta, foi a lín-
gua. Muitas vezes, não conseguia se comunicar de forma clara com advogados e servidores públicos. A segunda, foi
a burocracia. A terceira, vivenciada por ele e por colegas, foi a postura de empregadores, que em muitos casos pagam
salários mais baixos em condições precárias e ameaçam imigrantes, sugerindo que questionamentos podem resultar
na deportação da pessoa. Outra dificuldade é o entendimento da legislação brasileira pelos imigrantes.
VALENTE, Jonas. Agência Brasil. 14 mar. 2018.
______________________________________________________________________________________________

PROPOSTA DE REDAÇÃO
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação,
redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “A crise migra-
tória do século XXI e seus reflexos no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 51


REDAÇÃO 
RED2018030600401

A proposta de redação “A crise migratória do século XXI


e seus reflexos no Brasil”, como de costume na prova do
Enem, trata de assunto contemporâneo e controverso. Os
textos motivadores são diversificados: um texto jurídico,
uma obra de arte, dados estatísticos e dois textos jorna-
lísticos – eles permitem que o estudante analise a crise
migratória situando a participação do Brasil no cenário glo-
bal e o comportamento da sociedade brasileira no âmbito
local. Podem ser abordados aspectos como a efetivida-
de da contribuição brasileira para minorar os impactos da
crise sobre os deslocados, a xenofobia no Brasil, a
contribuição do imigrante e a comparação entre o aco-
lhimento do imigrante no Brasil e em outros países do
mundo. O aluno também pode aludir às raízes históri-
cas da questão, mas sem perder de vista que o tema é
explícito ao determinar que o centro da discussão é o
século XXI, ou seja, o presente. Além disso, estando na
segunda década do século XXI, é válido que o estudan-
te faça projeções para os próximos 80 anos. Ademais,
para atender ao requisito da prova do Enem, o aluno
deve propor uma intervenção social que contribua para a
solução do problema.
Deve-se lembrar que, em função da decisão do STF, a
redação que não respeita os direitos humanos não pode-
rá ser penalizada com a anulação, mas perderá alguma
parte dos 200 pontos que dizem respeito à competência
5: “elaborar proposta de intervenção para o problema
abordado, respeitando os direitos humanos”.

LC - 1o dia | Ciclo 2 - Página 52


CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS QUESTÃO 47 
GEO2018012600404
TECNOLOGIAS
Paisagem e espaço não são sinônimos. A paisagem
Questões de 46 a 90 é um conjunto de formas que, em um dado momento, ex-
primem as heranças que representam as sucessivas rela-
QUESTÃO 46  ções localizadas entre homem e natureza. O espaço são
HIS2018011700104 essas formas mais a vida que as anima.
Da etapa em que o ser humano era inteiramente um SANTOS, Milton. A natureza do espaço: espaço e tempo, razão e emoção.
3a ed. São Paulo: Hucitec, 1999.
caçador-coletor, passou-se para outra, em que ele come-
çava a executar atividades de cultivo de plantas silvestres Sobre as categorias mencionadas no texto, é correto afir-
e de manipulação dos animais. Mas tudo isso era feito mar que
como uma atividade complementar da coleta e da caça. A o espaço é um sistema de valores inalterado ao longo
FONTANA, Josep. Introdução ao estudo da História. Barcelona, Crítica, 1999, p.90-1. do tempo.
B a paisagem não transcende o tempo, pois avalia
O processo de transição do Paleolítico para o Neolítico é
objetos do presente.
associado a transformações nos hábitos humanos, o que
C a paisagem é definida pelos elementos naturais, sem
foi possível devido à(ao)
interferência humana.
A adaptação do homem aos mais diferentes ambientes.
D a análise da paisagem não se limita à possibilidade
B fixação do homem em regiões férteis e ricas em
visual das formas.
suprimentos.
E os elementos que compõem a paisagem não compõem
C autossuficiência do homem em suprir suas necessi-
o espaço geográfico.
dades.
D impossibilidade de subsistir apenas de fontes naturais.
E nomadismo em função das necessidades para a so-
Resposta correta: D
brevivência.
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 6
Resposta correta: B Habilidade: 29

Tecnologias
Ciências Humanas e suas O texto indica que na paisagem há relações entre o ho-
Competência: 6 mem e a natureza que, portanto, extrapolam a análise
Habilidade: 29 visual das formas.

A mudança nos hábitos humanos foi possível devido ao Alternativa A: incorreta. De acordo com o texto, o espaço
desenvolvimento da agricultura em regiões férteis. Em contém a vida que anima as formas, o que indica constan-
razão da diversidade de recursos naturais, que possibi- te transformação.
litava atividades de coleta e caça na mesma região, os Alternativa B: incorreta. As heranças mencionadas no
seres humanos puderam se fixar ao ambiente, tornando- texto indicam que a paisagem engloba formas de diferen-
-se sedentários. tes idades.
Alternativa C: incorreta. Segundo o texto, há relações
Alternativa A: incorreta. O texto aponta para a capacida- entre o homem e a natureza, o que engloba elementos
de que o ser humano tem de modificar seus hábitos em naturais, sócio-econômicos e culturais.
locais onde o cultivo de alimentos poderia ser realizado Aternativa E: incorreta. Conforme o texto, o espaço con-
paralelamente à coleta e à caça. Portanto era necessário tém as formas que caracterizam a paisagem; portanto, a
que a região apresentasse as condições adequadas. Isso paisagem é constituinte do espaço.
não seria possível em um deserto, por exemplo.
Alternativa C: incorreta. O ser humano não poderia o ser
considerado autossuficiente, já que ele dependia de re-
cursos naturais para a caça e a coleta.
Alternativa D: incorreta. Até o surgimento da agricultura, o
ser humano garantia sua subsistência por meio de recursos
naturais.
Alternativa E: incorreta. O fato de o ser humano manter
hábitos de caça e coleta não caracteriza nomadismo, que
seria incompatível com o desenvolvimento da agricultura.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 53


QUESTÃO 48  Resposta correta: E
SOC2018012700102

Todo homem é dúbio: simulador e dissimulador, agin- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
do à maneira da raposa, sua ação é movida ainda pela Competência: 2
paixão; mas o príncipe eleva a outro nível essa duplicida- Habilidade: 9
de, ele é “gran simulatore e dissimulatore” – entenda-se
que ele sabe disfarçar a força na lei e governar também Para Maquiavel, o príncipe não deveria ficar preocupa-
pela força da lei, dar ao animal uma face humana e re- do em sustentar a imagem de justo. Mesmo tendo de
primir, dessa forma, o animal no homem. Em um extre- usar da dissimulação, o governante deveria manter o
mo, a astúcia o enraíza na animalidade, e, de fato, ele poder, a ordem e o bem de seu reino, o que pode reque-
é movido pela paixão mais viva, aquela do poder; mas, rer diversos artifícios que eventualmente ofendessem
no outro extremo, ela transcende a paixão do poder, pois as premissas morais e religiosas (por exemplo, quebrar
ele somente pode triunfar sobre as astúcias dos outros contratos).
compreendendo-as, acolhendo as mentiras deles, e, no
momento mesmo em que ele exerce sua força, unindo-se Alternativa A: incorreta. A Igreja Católica tinha grande
a eles e unindo-os entre si na dissimulação. influência na política italiana, porém Maquiavel propunha
LEFORT, Claude. Le Travail de L’Oeuvre: Machiavel. Paris: Gallimard, 1972. p. 411. que a política tivesse seu próprio modo de desenvolvi-
mento, sem fidelidade aos princípios religiosos.
A obra O príncipe, de Maquiavel, discute os desdobra-
Alternativa B: incorreta. A proposta de Maquiavel não
mentos políticos na Itália dos séculos XV e XVI, discussão
assume a teocracia; ao contrário, Maquiavel busca um
em que se pode notar a influência do Renascentismo e do
distanciamento entre a religião e a política.
Humanismo na teoria política do seu autor. Consideran-
Alternativa C: incorreta. Maquiavel não concebe propos-
do a análise de Claude Lefort sobre essa obra, especial-
tas de governo popular ou democrático. Para ele, o prín-
mente sobre a figura do príncipe, conclui-se corretamente
cipe é uma figura necessária e estabilizadora do reino.
que, para Maquiavel,
Alternativa D: incorreta. De fato, segundo o trecho des-
A o governante deveria se preocupar com sua imagem
tacado, o príncipe deve domar sua paixão pelo poder.
de homem piedoso e devoto, já que a influência da
Entretanto, não é mencionada a necessidade da coação
Igreja sobre o Estado era a práxis da época.
física.
B a sabedoria do monarca consistiria no enaltecimento
de um modelo teocrático, no qual a moral e a ética
cristãs seriam implantadas no reino.
C o príncipe deveria conduzir os súditos ao conheci-
mento político, pois sua liderança, transitória, seria
assumida politicamente por outra popular.
D o príncipe deveria agir apoiando-se em seus desejos
e manter sua paixão pelo poder em absoluta submis-
são a si, por meio da coação física.
E a política não poderia ficar submetida aos princípios
cristãos nem se preocupar em manter uma imagem
irrepreensível, fiel à moral vigente.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 54


QUESTÃO 49 
2018010500506

Disponível em: https://goo.gl/QdMkz7. Acesso em: 18 jan. 2018 (adaptado).

Qual a escala cartográfica utilizada na produção do mapa


que trata do desaparecimento do submarino argentino
ARA San Juan?
A 1:864 000
B 1:661 000
C 1:2 160 000
D 1:4 320 000
E 1:2 000 000

Resposta correta: C

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 2
Habilidade: 6

De acordo com as informações da figura, a distância de


432 km está sendo representada por 20 cm no mapa. Isso
demonstra que, a cada 1 cm, estão sendo representados
21,6 km de distância real, ou 21 600 m (2 160 000 cm),
indicando que a escala utilizada foi de 1:2 160 000.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 55


QUESTÃO 50  Resposta correta: A
HIS2018011600505
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 1
Habilidade: 5

Dentre as pólis da Grécia Antiga, Esparta se destacou


por ser uma pólis de caráter militarista, onde as crianças
e os jovens eram educados a tornarem-se guerreiros for-
tes e resistentes, preparados para atuarem em guerras.

Alternativa B: incorreta. Em Esparta, a propriedade da


terra estava vinculada a questões de hereditariedade e de
cidadania, e não à educação.
Alternativa C: incorreta. Apesar de existirem cidadãos em
FIGUEIREDO, Marcos Antônio. Grécia Antiga. Esparta, o regime político da cidade era rígido e basea­
Disponível em: https://goo.gl/d1u9iV. Acesso em: 1 fev. 2018.
do em uma oligarquia militarizada, na qual prevalecia o
A imagem apresentada retrata como os jovens esparta- poder dos mais velhos e dos guerreiros mais honrados, e
nos eram educados. Essa forma de educar tinha como não a força física.
principal função Alternativa D: incorreta. A educação espartana estava
A o treinamento de jovens para a guerra, devido ao ca- voltada à construção de uma mentalidade militarista e
ráter militarista da sociedade espartana. aristocrática, uma vez que o poder político estava concen-
B a diferenciação social e política entre os proprietários trado nas mãos dos soldados-cidadãos. Por outro lado,
de terra e os não proprietários. essa educação nada tinha de democrática, dado que não
C a formação de cidadãos aptos a participarem de uma havia igualdade perante a lei e as decisões eram tomadas
elite governante em que prevalecia a força física. apenas por um pequeno número de pessoas.
D a construção de uma sociedade militar, aristocrática Alternativa E: incorreta. Apesar do protagonismo ate-
e democrática. niense, sobretudo durante o Período Clássico, Atenas
E o estabelecimento do modelo das estruturas sociais não era considerada um modelo para os espartanos, e
atenienses em outras pólis gregas. a democracia ateniense não foi reproduzida em Esparta,
que mantinha a oligarquia.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 56


QUESTÃO 51  Resposta correta: B
HIS2018011700404

O degelo provoca cheias de primavera capazes de Tecnologias


Ciências Humanas e suas
inundar vales, especialmente temidas porque ocorrem Competência: 3
quando a colheita está para começar. Seus habitantes Habilidade: 11
precisam se defender contra esse perigo, aprendendo,
pouco a pouco, a desenvolver as soluções diante de cada Para responder à questão, é necessário recordar as
problema a enfrentar. etapas de ocupação dos vales dos grandes rios pelos
MARGUERON, Jean-Claude. Uma terra entre dois rios. Revista História Viva. Grandes primeiros grupos humanos e a prática da agricultura. As
temas: Mesopotâmia, n. 6 [s.d]. São Paulo: Duetto Editorial. p. 10-1.
dinâmicas de cheias e vazões do vale dos rios Tigre e
O texto apresenta uma situação rotineira para povos da Eufrates levaram os primeiros agricultores dessa região
região do Crescente Fértil. Essa situação foi importante a se organizarem para controlar as águas e praticar a
para a formação das primeiras civilizações mesopotâmi- agricultura. Canais de irrigação, diques e outras técnicas
cas, pois permitiram, ao longo do tempo, realizar a produção agrí-
A promoveu o contato com outras civilizações. cola em épocas difíceis, ampliando os recursos coleta-
B possibilitou a organização do trabalho e da produção. dos. Assim, a partir de 8000–7000 a.C., os grupos foram
C estimulou a divisão social em castas. se tornando mais complexos, com o estabelecimento
D impulsionou a prática do artesanato e do comércio. em cidades, a constituição de organizações sociais hie-
E permitiu o desenvolvimento da religião politeísta. rarquizadas, o desenvolvimento de um tipo de escrita e
de outras atividades econômicas e culturais.

Alternativa A: incorreta. Os contatos dos povos da Me-


sopotâmia com outras civilizações ocorreram por meio do
comércio e das incursões militares (invasões ou expan-
sões), eventos posteriores à formação das culturas huma-
nas no vale dos rios Tigre e Eufrates.
Alternativa C: incorreta. Os primeiros registros sobre a
existência de uma elite social que exercia o poder polí-
tico e religioso datam de antes de 3000 a.C., época em
que a escrita cuneiforme foi inventada. Nesse período, os
grupos humanos já formavam núcleos urbanos estáveis,
caminhando para uma sociedade mais complexa.
Alternativa D: incorreta. A prática do artesanato e do co-
mércio na Mesopotâmia ocorreu após o estabelecimento
das principais cidades e da divisão do trabalho. A agricul-
tura foi a base de formação da civilização mesopotâmica,
permitindo todos os avanços posteriores.
Alternativa E: incorreta. Antes da formação das primei-
ras civilizações na Mesopotâmia, a religião politeísta já fa-
zia parte do cotidiano dos grupos humanos que ocuparam
o vale dos rios Tigre e Eufrates. Há indícios de utensílios
ritualísticos datados de 3000 a.C. Além disso, a religião
era um dos elementos que estimulava a organização e a
prática agrícola.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 57


QUESTÃO 52  Resposta correta: B
SOC2018030600501
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 3
Habilidade: 15

O personagem demonstra a ação de absorção passiva


do discurso veiculado pela emissora de televisão, repro-
duzindo-o sem questionamentos. Além disso, no agru-
pamento social denominado “massa”, não há integração
ou trocas espontâneas entre os indivíduos receptores,
assim como ocorre no quadrinho.

Alternativa A: incorreta. O personagem não se caracteri-


za como parte de um público, já que não há interação en-
tre ele e os indivíduos, assim como não há concordância
BECK, Alexandre. Armandinho. Disponível em: https://goo.gl/bMcN8C. espontânea entre ele e o discurso veiculado pela emisso-
Acesso em: 14 mar. 2018.
ra de televisão, uma vez que existe um movimento de ab-
No quadrinho apresentado, o personagem assume uma sorção passiva e de reprodução do discurso da televisão
postura típica de determinado agrupamento social, que pelo personagem.
corresponde à(ao) Alternativa C: incorreta. O personagem não discorda do
A composição do público da emissora de televisão, uma discurso veiculado pela emissora de televisão, mas o ab-
vez que o personagem compartilha, espontaneamen- sorve e o reproduz sem oferecer resistência.
te, dos mesmos valores da instituição. Alternativa D: incorreta. O personagem assume uma
B massa da audiência da emissora de televisão, uma postura correspondente ao senso comum quando absor-
vez que o personagem absorve passivamente e re- ve passivamente e reproduz o discurso veiculado pela
produz o mesmo discurso da instituição. emissora de televisão.
C resistência ao senso comum no processo de forma- Alternativa E: incorreta. O personagem não reflete pro-
ção de opinião e de conhecimento, uma vez que o funda e metodicamente sobre o discurso veiculado pela
personagem discorda do discurso veiculado pela emissora de televisão, assumindo uma postura passiva.
emissora de televisão.
D individualismo, pois o personagem possui opinião
própria e contrária ao senso comum quando discorda
da emissora de televisão.
E senso comum, pois o personagem reflete metodi-
camente sobre o discurso emitido pela emissora de
televisão.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 58


QUESTÃO 53  Resposta correta: C
2018010500501

O que é novo na Filosofia grega [...] parece-me con- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
sistir não tanto na substituição dos mitos por algo de mais Competência: 1
“científico”, e sim em uma nova atitude em relação aos mi- Habilidade: 1
tos. [...] A nova atitude que tenho em mente é a atitude crí-
tica. Em lugar de uma transmissão dogmática da doutrina Os primeiros filósofos não assumiam uma dicotomia en-
(na qual todo o interesse consiste em preservar a tradição tre o pensamento filosófico e o científico. Aos poucos,
autêntica), encontramos uma tradição crítica da doutrina. esses filósofos se distanciaram da interpretação mito-
[...] Em lugar da teoria tradicional, do mito, encontramos a lógica e dogmática do mundo para buscarem um saber
tradição das teorias que criticam, que, em si mesmas, de e uma forma de pensar que privilegiassem a razão, a
início, pouco mais são do que mitos. É apenas no decor- especulação e a crítica.
rer dessa discussão crítica que a observação é adotada
como uma testemunha. Alternativa A: incorreta. Não se pode afirmar que todos
POPPER, Karl. O balde e o holofote (apêndice). In: Conhecimento objetivo. os pensadores físicos abandonaram as crenças religio-
São Paulo: Itatiaia/Edusp, 1974.
sas. Popper afirma que suas teorias, mesmo críticas, “em
O texto do filósofo Karl Popper trata do pensamento fi- si mesmas, de início, pouco mais são do que mitos”. Ade-
losófico no período de seu surgimento, compreendendo mais, estudar de forma lógica a origem das coisas não
essa nova forma de pensar como uma mudança de atitude. corresponde diretamente a um pensamento cético.
A análise do texto fornece elementos para entender que Alternativa B: incorreta. Os físicos não impuseram seus
tal mudança se deve à(ao) esforços na desconstrução da religião ou das tradições.
A abandono das narrativas religiosas e à iniciativa de Segundo o texto, tais pensadores buscavam superar seus
assumir um ceticismo até então desconhecido, o que mestres ou contemporâneos, o que pode ter sido um dos
possibilitou o desenvolvimento do lógos. fatores que resultaram na construção de um espaço para
B disposição de desconstruir as tradições da religião o discurso crítico, e não mais dogmático.
grega em busca de conceitos que pudessem assumir Alternativa D: incorreta. Mesmo havendo figuras asso-
um novo caráter irrevogável. ciadas a um movimento religioso, como Pitágoras, não
C superação gradativa do dogma, substituído pela dúvi- se pode afirmar que os pensadores desse período agiam
da e pela crítica, ou seja, à possibilidade de o saber como os poetas ou assumiam a figura dos oráculos. O
vigente ser provocado pelo uso da razão. discurso dogmático, como o dos oráculos, não se confun-
D função exercida pelos filósofos no serviço religioso, de com o novo espaço de crítica e saber destacado pelo
pois disseminavam teorias junto com a mitologia, tal texto.
como os poetas ou os oráculos. Alternativa E: incorreta. A percepção sensível, ligada ao
E investigação acerca da origem das coisas, baseada conhecimento empírico, tem menor ênfase do que a es-
na percepção sensível, sendo cada descoberta aceita peculação racional, a qual, mesmo não comprovada pe-
como verdade absoluta e inquestionável. las ciências atuais, demonstra um progresso na forma de
pensar e conhecer.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 59


QUESTÃO 54  QUESTÃO 55 
HIS2018022000204 FIL0341FU34413

[...] A criação de gado começou nas proximidades dos Na Filosofia de Parmênides, preludia-se o tema da
engenhos, mas a tendência à ocupação das terras férteis ontologia. A experiência não lhe apresentava em nenhu-
para o cultivo da cana foi empurrando os criadores para ma parte um ser tal como ele o pensava, mas, do fato de
o interior. [...] que podia pensá-lo, ele concluía que ele precisava existir:
FAUSTO, Boris. A história do Brasil. São Paulo: Edusp, 2012. p. 74. uma conclusão que repousa sobre o pressuposto de que
nós temos um órgão de conhecimento que vai à essên-
Considerando as informações do texto, a pecuária esteve
cia das coisas e é independente da experiência. Segundo
presente durante todo o período colonial brasileiro e cum-
Parmênides, o elemento de nosso pensamento não está
priu uma função importante, em especial na(o)
presente na intuição, mas é trazido de outra parte, de um
A ocupação das terras litorâneas brasileiras.
mundo extrassensível, ao qual nós temos um acesso di-
B processo de interiorização do território brasileiro, so-
reto por meio do pensamento.
bretudo às margens dos rios.
NIETZSCHE, Friedrich. A filosofia na época trágica dos gregos. Trad.
C aumento da produção de carne para a exportação. Carlos A. R. de Moura. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 151.
(Coleção Os Pensadores).
D utilização de mão de obra escravizada africana para
realizar a criação de gado. De acordo com Nietzsche, os elementos da Filosofia de
E procura por novos mercados e nas invasões da Amé- Parmênides pressupõem
rica espanhola realizadas pelos portugueses. A a relação íntima entre pensamento e realidade
metafísica.
B a discrepância entre intuição intelectual e realidade
Resposta correta: B inteligível.
C a correspondência exata entre os sentidos humanos e
Tecnologias
Ciências Humanas e suas a realidade ontológica.
Competência: 3 D o equilíbrio em termos de conhecimento entre razão
Habilidade: 11 e sentidos.
E a supremacia dos sentidos sobre a realidade do co-
A pecuária cumpriu uma função importante no processo nhecimento.
de interiorização do território brasileiro, já que, se insta-
lando nas margens dos rios, a criação de gado poderia Resposta correta: A
ser realizada com o intuito de suprir a demanda interna
por produtos como a carne, o leite e o couro. Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 1
Alternativa A: incorreta. A ocupação das áreas litorâneas Habilidade: 1
da América portuguesa ocorreu por meio da implantação
de engenhos e de entrepostos comerciais, que ligavam a Tal como descrito no texto, a Filosofia de Parmênides
colônia à metrópole. pressupõe a ligação entre pensamento e realidade ex-
Alternativa C: incorreta. Apesar de eventualmente ocor- trafísica (ou metafísica, ou ontológica). Nesse sentido,
rer a exportação da carne brasileira no período colonial, uma parte do trecho apresentado traz a ideia de “um
essa prática não era recorrente, e o consumo interno foi a mundo extrassensível, ao qual nós temos um acesso di-
principal função da pecuária colonial. reto através do pensamento”.
Alternativa D: incorreta. Apesar de existir da mão de
obra africana escravizada que se destinava à pecuária, Alternativa B: incorreta. Segundo o texto de apoio, entre
tal prática não era recomendada em função do perigo que intuição intelectual e realidade inteligível não há discre-
existia de fuga do cativo – que, com ele, levava os ani- pância, mas relação íntima.
mais – quando ele se tornava responsável pela atividade Alternativa C: incorreta. Os sentidos não são capazes
pecuária. Portanto, em geral, se utilizava mão de obra li- de estabelecer uma correspondência exata com a reali-
vre para realizar essa atividade. dade ontológica nem sequer acessá-la, o que fica claro no
Alternativa E: incorreta. No século XIX houve problemas trecho: “A experiência não lhe apresentava em nenhuma
entre o Brasil e os países platinos, em virtude da disputa parte um ser tal como ele o pensava [...]”.
pelo mercado do charque no Sul do Brasil. No entanto, Alternativa D: incorreta. A razão está acima dos senti-
durante o período colonial, a pecuária não foi utilizada dos, não em equilíbrio com eles, uma vez que “nós temos
para se disputar mercado consumidor ou para se invadir um órgão de conhecimento que vai à essência das coisas
a América espanhola. e é independente da experiência”.
Alternativa E: incorreta. O conhecimento é capaz de
acessar um mundo extrassensível, ao qual os sentidos
não podem alcançar.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 60


QUESTÃO 56  Resposta correta: B
GEO2018012600406

Fundamentada na Revolução Informacional, a globa- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
lização provocou profundas alterações no âmbito da pro- Competência: 4
dução, nas relações de trabalho, no comércio nacional e Habilidade: 20
internacional, na esfera política e em inúmeros aspectos
da sociedade. No contexto da globalização, os Estados cedem cobran-
ças de impostos, leis ambientais e demais vantagens às
Considerando as alterações decorrentes do processo de transnacionais, demonstrando que há uma perda de so-
globalização, verifica-se corretamente que berania frente à atuação dessas corporações.
A o capital e as pessoas circulam livremente pelo mun-
do, não obstante as fronteiras nacionais. Alternativa A: incorreta. O capital encontra grande flui-
B a soberania dos Estados perde força frente às empre- dez no atual contexto, mas, de forma contraditória, a cir-
sas transnacionais, uma vez que estas buscam incen- culação de pessoas acaba encontrando barreiras (físicas,
tivos fiscais e outros benefícios. burocráticas, socioeconômicas e culturais) em várias par-
C a expansão das empresas transnacionais em direção tes do planeta.
à periferia do capitalismo se explica pela busca de Alternativa C: incorreta. A atual expansão da atuação de
mão de obra qualificada. empresas transnacionais nos países periféricos e emergen-
D a desconcentração industrial provoca a desindustria- tes se dá pela busca por mão de obra barata, vantagens
lização dos países desenvolvidos e a modificação de fiscais, leis trabalhistas e ambientais mais permissivas,
seu papel na Divisão Internacional do Trabalho. além de outros benefícios.
E as novas tecnologias informacionais, mesmo que Alternativa D: incorreta. O processo conhecido como de-
avançadas, ainda não permitem que os produtos se- sindustrialização ou desconcentração industrial, realizado
jam operacionalizados em diferentes países. pelos países centrais, não modifica seu papel na Divisão
Internacional do Trabalho, uma vez que tais locais ainda
concentram as sedes administrativas das empresas e os
processos criativos de desenvolvimento e concepção dos
produtos industriais, elementos que garantem mais poder
e lucro a partir da produção.
Alternativa E: incorreta. A concepção de novas tecnolo-
gias informacionais e logísticas permitiu às grandes corpo-
rações a realização do processo de transnacionalização, a
partir do qual o processo produtivo é fragmentado, sendo
enviados aos locais que mais se adequarem à natureza de
cada estágio da produção.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 61


QUESTÃO 57  Resposta correta: A
HIS2018011600501

Durante todo o século XV, Portugal foi um reino unifi- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
cado e menos sujeito a convulsões e disputas, contrastan- Competência: 4
do, nesse sentido, com a França, a Inglaterra, a Espanha Habilidade: 16
e a Itália, todas envolvidas em guerras e complicações
dinásticas. A unificação nacional precoce ocorrida em Portugal
FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp: São Paulo, 2012, p. 21. após o fim da Guerra de Reconquista e a Revolução de
Avis ocorreu através de uma convergência de interes-
Como se pode verificar no texto, Portugal foi o primeiro
ses da burguesia e da Coroa. Uma aliança entre estas,
país a se lançar às Grandes Navegações em virtude de
com motivações econômicas e geopolíticas, possibili-
sua precoce unificação nacional, que proporcionou
tou a criação de empreendimentos que resultaram nas
A a criação de novas tecnologias náuticas, favorecendo
Grandes Navegações, gerando a necessidade de um
o enriquecimento da burguesia.
aprimoramento das técnicas navais existentes à época.
B o rompimento com a Igreja Católica e a aproximação
A partir daí, a burguesia enriquecia ainda mais – devido
da Corte com o protestantismo.
às possibilidades de comércio geradas pelo mercantilis-
C a aproximação com a Corte espanhola, que culminou
mo ultramarino –, enquanto a Coroa expandia sua área
na unidade política conhecida como União Ibérica.
de influência pela costa africana e, posteriormente, pela
D o rompimento entre a burguesia e o rei, fato que resul-
costa da América.
tou na primeira revolução burguesa da história.
E a retração dos avanços tecnológicos do país, uma vez
Alternativa B: incorreta. Portugal não rompeu relações
que Portugal retornou a condições feudais.
com a Igreja Católica, mantendo estreitas ligações com o
catolicismo até mesmo após o avanço protestante (século
XVI).
Alternativa C: incorreta. A união entre a Coroa portugue-
sa e a espanhola, que ficou conhecida como União Ibéri-
ca, ocorreu entre os anos de 1580 e 1640 em virtude de
problemas relacionados à sucessão portuguesa, sendo
um período posterior à expansão marítima de Portugal.
Alternativa D: incorreta. A burguesia se aproximou do rei,
fato que permitiu a unificação nacional e as grandes na-
vegações. Apenas no futuro, a burguesia romperia com a
figura do rei, o que resultaria em revoluções burguesas.
Alternativa E: incorreta. Apesar de persistirem muitos
aspectos do feudalismo durante os primeiros momentos
da Idade Moderna, Portugal não retornou a esse modo de
produção, uma vez que as Grandes Navegações abriram
espaço para o aprofundamento do primeiro estágio capi-
talista, conhecido como capitalismo mercantil.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 62


QUESTÃO 58 QUESTÃO 59
2018010500402 HIS2018011600504

[...] o Egito não se desenvolveu a partir de cidades-Es-


tados independentes, mas através de um Estado precoce-
mente unificado (já em 2850 a.C., existe uma monarquia
unificada centralizando a administração de todo o território
egípcio), o que fez com que o sistema econômico fosse
extremamente centralizado, concentrando-se na Corte
real, notadamente na pessoa do rei-deus, o faraó.
REZENDE, Cyro. História econômica geral. Contexto: São Paulo, 2001. p.17.

O Egito Antigo se notabilizava pela organização política


Disponível em: https://faq.whatsapp.com/en/android/21555253/?lang=pt_pt.
Acesso em: 18 jan. 2018 (adaptado). unificada, que concentrava seu poder na figura do faraó.
Esse modelo político é conhecido como teocracia. Essa
Carlos viajou e, ao retornar, não ajustou seu aparelho
forma de organização política
ao fuso horário local.
A foi uma prática unicamente egípcia, não existindo en-
Na imagem, é possível perceber que, no diálogo que o
tre os outros povos da Antiguidade.
rapaz teve com uma amiga, os horários saíram diferentes,
B foi, juntamente com o politeísmo, uma característica
apesar de eles estarem na mesma cidade.
de todos os povos antigos.
C existia apenas em sociedades monoteístas e escra-
A mudança de fusos acontece devido à
vocratas.
A translação da Terra ao redor do Sol.
D realizava-se através da propriedade coletiva da terra.
B inclinação do eixo terrestre.
E era, juntamente com o politeísmo, característica do
C rotação da Terra em torno de seu próprio eixo.
Egito e dos povos da Mesopotâmia.
D variação da latitude.
E atração magnética exercida pelos polos.

Resposta correta: E
Resposta correta: C
Ciências Humanas e suas Tecnologias
Ciências Humanas e suas Tecnologias Competência: 3
Competência: 6 Habilidade: 11
Habilidade: 27
A teocracia, o politeísmo e o uso de trabalho compulsó-
O movimento de rotação da Terra ao redor de seu pró- rio compunham o modo de produção asiático, utilizado
prio eixo estabelece a existência de dias e noites. Dessa por vários povos da Antiguidade, entre eles o Egito Anti-
forma, foi organizado um sistema de fusos horários que go e a Mesopotâmia.
indica, oficialmente, o horário de cada lugar em relação
ao Meridiano de Greenwich. Alternativa A: incorreta. A teocracia, ou seja, a justifica-
ção do poder político através da religião, foi uma caracte-
Alternativa A: incorreta. A translação da Terra ao redor rística marcante de vários povos da Antiguidade, não se
do Sol não possui relação com os fusos horários, mas restringindo ao Egito Antigo.
com a definição das estações do ano e o calendário. Alternativa B: incorreta. A teocracia e o politeísmo não
Alternativa B: incorreta. A inclinação do eixo terrestre eram características dos hebreus, um povo monoteísta
está ligada à variação de luminosidade recebida pelas que acreditava na existência de apenas um deus.
diferentes porções do planeta, e não aos fusos horários. Alternativa C: incorreta. A teocracia poderia existir em
Alternativa D: incorreta. A variação da latitude não possui sociedades politeístas, como era o caso do Egito, um im-
relação com os fusos horários, mas com a luminosidade pério que fazia uso da mão de obra escrava.
no globo. Somente a variação da longitude relaciona-se Alternativa D: incorreta. No Egito, a propriedade da terra
com os fusos horários. era do Estado, que se personificava na figura do faraó.
Alternativa E: incorreta. A atração magnética exercida Dessa forma, a propriedade da terra não era coletiva, mas
pelos polos da Terra não tem influência sobre a divisão seu uso estava sujeito à cobrança de impostos por parte
de fusos horários, visto que esses são definidos a partir da do Estado.
rotação da Terra.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 63


QUESTÃO 60  Resposta correta: C
GEO2018030700204

No presente contexto, o termo globalização refere- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
-se a um processo dialético ambivalente, em que o mo- Competência: 2
vimento de mercadorias, capitais, moedas, pessoas e Habilidade: 7
informações no espaço geográfico é continuamente ex-
pandido e acelerado; e infraestruturas espaciais, relati- O neoliberalismo constitui um conjunto de políticas im-
vamente fixas e imóveis, são produzidas, reconfiguradas plementadas a partir dos anos 1980 em vários países do
e/ou transformadas para permitir tal movimento expandi- mundo, alinhado a um pensamento que apontava a ne-
do e acelerado. A partir dessa perspectiva, a globalização cessidade de diminuição das funções do Estado no con-
envolve uma interação dialética entre o movimento en- trole do mercado e da sociedade.
dêmico rumo à compressão do tempo-espaço no âmbito
do capitalismo (momento de desterritorialização) e a pro- Alternativa A: incorreta. O neoliberalismo buscava jus-
dução e reconfiguração contínua de configurações espa- tamente diminuir essa função de atuação do Estado key-
ciais relativamente fixas – por exemplo, as infraestruturas nesiano, mais atuante sobre a economia, procurando
territoriais de aglomerações regionais urbanas e Estados conformar o que se denomina de livre-mercado.
(momento da reterritorialização). Alternativa B: incorreta. O neoliberalismo, além de ter
BRENNER, N. A globalização como reterritorialização: o reescalonamento da governança urbana
na União Europeia. Cadernos Metrópole, São Paulo, v. 12, n. 24, p. 535-64, jul/dez 2010. surgido, principalmente enquanto pensamento, a partir de
1940, e enquanto política a partir de fins dos anos 1970,
A globalização, conforme apontado no texto, traz um con- colocava-se como uma resposta às políticas sociais do
junto de transformações das mais diversas ordens para o Estado de bem-estar social.
território e para os Estados. É possível identificar a con- Alternativa D: incorreta. O neoliberalismo busca constituir-
comitância dessas transformações com a ocorrência do -se em oposição ao impedimento dos fluxos de mercado-
neoliberalismo, o qual é compreendido como rias e, portanto, às barreiras fiscais, ao menos idealmente.
A uma forma de organização do Estado em que este Alternativa E: incorreta. O desmonte dos direitos traba-
passa a atuar de modo estrutural na economia. lhistas é mais uma prerrogativa do neoliberalismo. Dessa
B uma doutrina política, surgida no início do século XX, forma, no período recente, uma série de medidas e polí-
alinhada a políticas sociais como a ampliação do di- ticas têm buscado reduzir os direitos conquistados pelos
reito de minorias. trabalhadores.
C um conjunto de políticas econômicas que se centram
na abertura econômica e na redução das funções do
Estado na sociedade.
D um período de ampliação das barreiras alfandegárias
como forma de fortalecer as economias nacionais.
E um modelo político que busca garantir alguns direitos
aos trabalhadores, como as férias e o décimo terceiro
salário no Brasil.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 64


QUESTÃO 61  Resposta correta: E
2018010500504

Outro ponto a focar no âmbito das competências do Tecnologias


Ciências Humanas e suas
discurso persuasivo é o que diz respeito às ocasiões ou Competência: 1
às oportunidades. [...] É essa dimensão que mais desloca Habilidade: 1
a argumentação das questões da verdade e a faz pen-
sar em termos de estratégia e de tensão estratégica. Por O texto e o enunciado apontam para a escola sofística,
vezes, não está em questão a verdade ou a falsidade do ou os sofistas. Esses filósofos eram conhecidos por se-
discurso, mas as tensões que através dele se geram no rem grandes mestres das artes da oratória e da retórica
sentido de orientar para determinadas focalizações. e influenciaram muitos atenienses interessados em ven-
GRÁCIO, Rui Alexandre Lalanda Martins. Para uma teoria geral da argumentação: cer os debates políticos na ágora.
questões teóricas e aplicações didácticas. Universidade do Minho. 2010.

O auge da cultura e da política ateniense deu-se por volta Alternativa A: incorreta. O nome “naturalistas” corres-
do século V a.C. Os teatros e o contato com novos povos ponde ao grupo de filósofos pré-socráticos que se dedica-
e culturas eram parte do cotidiano do cidadão atenien- va, principalmente, aos temas da physis (natureza) e da
se, porém, no centro de sua vida, encontrava-se a pólis, arché (origem).
na qual discursos inflamados eram proferidos na ágora Alternativa B: incorreta. Nas pólis, os poetas tinham a
a respeito de diversos assuntos, principalmente sobre a função educacional de perpetuar a memória, transmitida
vida política. Nesse ambiente de disputa pelo discurso, por mitos e outras tradições culturais.
cresceu a busca pelas artes da oratória e da retórica, que Alternativa C: incorreta. Os epicuristas aderiram à pro-
eram praticadas e ensinadas por pensadores conhecidos posta filosófica de Epicuro, que defendia a busca da mo-
como deração e da satisfação como finalidade do homem. Os
A naturalistas, que receberam esse nome por ensina- adeptos dessa doutrina procuravam uma vida longe das
rem aos cidadãos da pólis uma filosofia simples co- multidões, desprendida dos luxos, evitando as dores e as
nhecida como natural. distrações, em uma tentativa de harmonia com o mundo
B poetas, também chamados rapsodos, que possuíam a natural.
incumbência divina e social de transmitirem os acon- Alternativa D: incorreta. Os jônicos foram filósofos físi-
tecimentos passados. cos da região da cidade de Mileto. Esses filósofos pro-
C epicuristas, que influenciaram a cultura ateniense por curavam o material principal, constitutivo e essencial das
pregarem a busca de prazer moderado e um estado coisas – dentre alguns nomes dessa escola, destaca-se
de tranquilidade espiritual. Tales de Mileto.
D jônicos, que investigavam a arché e a physis e que
disseminaram suas teorias na Grécia, por meio dos
debates intensos e divergentes.
E sofistas, que ofereciam seus ensinamentos de estra-
tégias de persuasão através do discurso.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 65


QUESTÃO 62  Resposta correta: D
HIS2018011700402

O fato de não serem os naturais do Brasil conhecidos Tecnologias


Ciências Humanas e suas
como “brasilianos”, “brasilenses” ou mesmo “brasileses” – Competência: 1
termos formados por sufixos empregados habitualmente Habilidade: 4
em gentílicos – parece se dever ao fato de que a palavra,
ao nascer, designava uma profissão e não uma origem. Para responder à questão, é necessário compreender
RODRIGUES, Sérgio. “Brasileiro”, a palavra, já nasceu pegando no pesado. os interesses do Estado português nos anos iniciais do
Veja, 30 abr. 2013. Disponível em: https://goo.gl/7GPYHR.
Acesso em: 5 fev. 2018. século XVI. Entre os anos de 1500 e 1530, as terras
brasileiras não apresentavam produtos de interesse dos
O texto aponta para uma característica das ações portu- portugueses, com exceção do pau-brasil. A madeira
guesas nas terras americanas entre 1500 e 1530, que se dessa árvore era procurada na Europa para o tingimen-
relaciona à to de tecido. Um produto semelhante, mas de qualidade
A catequização dos nativos. inferior, era obtido nas regiões da Índia por altos valores.
B fundação de povoados.
C extração de metais preciosos. Alternativa A: incorreta. A evangelização dos indígenas
D exploração do pau-brasil. brasileiros teve início em 1549 com a chegada dos primei-
E produção de cana-de-açúcar. ros membros da Companhia de Jesus.
Alternativa B: incorreta. Oficialmente, a fundação de po-
voados e vilas teve início a partir da década de 1530, com
a chegada da expedição de Martim Afonso de Sousa. Tal
medida foi tomada diante das intensas investidas france-
sas na costa brasileira e da queda nos negócios das Ín-
dias Orientais.
Alternativa C: incorreta. As primeiras informações impor-
tantes sobre metais preciosos de que se tem notícia nas
terras brasileiras datam do final do século XVII, na região
do atual estado de Minas Gerais.
Alternativa E: incorreta. A produção açucareira teve iní-
cio no Brasil com a instalação dos primeiros povoados, a
partir de 1530. Os donatários que haviam recebido terras
na América portuguesa deveriam, de acordo com docu-
mentos reais, instalar fazendas e usinas para a produção
do açúcar.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 66


QUESTÃO 63  QUESTÃO 64 
2018010500405 2018010500304

As últimas fronteiras para a aventura humana pare- Navegar no Atlântico não era a mesma coisa do que
cem estar se esgotando. Alcançar o Polo Sul, no meio da fazê-lo no Mediterrâneo [...]. Rapidamente, os navegado-
Antártica, não é mais tão exclusivo. Há até corridas que res perceberam que estavam às voltas com outro mar,
passam por lá. Escalar o Everest, a montanha mais alta devendo apelar aos céus não apenas para invocar a pro-
do mundo, já virou pacote turístico. As viagens orbitais teção divina, mas para socorrer-se pela orientação cer-
privadas entraram no roteiro dos milionários. Agora, três teira dos astros, cujos movimentos iluminariam os novos
dos homens mais ricos e ousados do planeta estão dis- caminhos e horizontes, ajudando a estabelecer rotas pre-
putando uma corrida inédita rumo a um dos últimos pon- cisas e, portanto, mais seguras.
tos inexplorados da Terra. É o Challenger Deep, o lugar MICELI, Paulo. O ponto onde estamos: viagens e viajantes na história da expansão
e da conquista. Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2008, p.97.
mais fundo dos oceanos. Fica na Fossa das Marianas,
um abismo gelado e escuro de 11 quilômetros no Oceano Segundo o autor, a relação entre a religião e as mudanças
Pacífico, entre o Japão e a Nova Guiné. nas práticas dos navegadores durante as Grandes Nave-
Disponível em http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/ gações, demonstram o(a)
0,,EMI257282-15224,00.html. Acesso em: 9 jan. 2018 (adaptado).
A abandono da religiosidade medieval em função da
A formação geomorfológica em que se encontra o crescente racionalidade.
Challenger Deep tem sua origem associada às áreas de B reforço das antigas crenças sobre a influência dos as-
A ocorrência de rochas calcárias. tros nas condições do mar.
B depósitos de rochas sedimentares. C conciliação entre crenças religiosas e elementos do
C convergência de placas tectônicas. renascimento científico.
D predominância de processos erosivos. D sincretismo entre as práticas católicas e a astrologia,
E existência de placas tectônicas divergentes. de origem grega.
E incorporação de práticas de navegação aprendidas
com os povos asiáticos.
Resposta correta: C

Tecnologias
Ciências Humanas e suas Resposta correta: C
Competência: 2
Habilidade: 6 Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 3
Em áreas de subdução (encontro de placas tectônicas Habilidade: 11
convergentes), pode ocorrer a formação de fossas sub-
marinas, como a abordada no texto. A placa que mergu- O autor aponta a conciliação entre elementos da religio-
lha em direção ao manto da Terra provoca essa formação sidade católica e a nova função atribuída ao céu pelos
geomorfológica. navegadores, que passavam a utilizar os astros como
recursos para localização.
Alternativa A: incorreta. A ocorrência de rochas calcárias
provoca o surgimento de dolinas, cavernas e outras for- Alternativa A: incorreta. A prática de “invocar a proteção
mações geomorfológicas. Contudo, tal ocorrência não se divina” caracteriza a continuidade da religiosidade católi-
associa à formação de fendas oceânicas. ca medieval, não o abandono.
Alternativa B: incorreta. Rochas sedimentares estariam Alternativa B: incorreta. O autor não considera haver in-
associadas a um processo de sedimentação e aplaina- fluência dos astros na navegação. Eles são usados ape-
mento do fundo oceânico, e não à ocorrência de fendas. nas como instrumentos de orientação.
Alternativa D: incorreta. Os processos erosivos marinhos Alternativa D: incorreta. Não há um sincretismo entre ca-
ocorrem, principalmente, no nível do mar. Dessa forma, tolicismo e elementos de astrologia.
eles não se relacionam à formação endógena abordada Alternativa E: incorreta. As práticas de orientação pelos
no texto. astros, incorporadas pelos portugueses, não foram fruto
Alternativa E: incorreta. Em áreas de ocorrência de pla- de contato com populações asiáticas.
cas divergentes, ocorre a formação da abertura de ocea-
nos e o alargamento do assoalho marinho com a saída de
material magmático, ou seja, o oposto do que ocorre com
as placas convergentes.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 67


QUESTÃO 65  D
2018010500403

Foi pensando no titã grego condenado por Zeus


a carregar a abóbada celeste nas costas que Gerhard
Kremer, o Mercator, chamou de atlas o conjunto de lâminas
cartográficas que fez editar em 1569. [...] As notícias de
novas rotas marítimas chegavam a toda hora aos portos
da Europa. Depois das viagens de Colombo e de Vasco
da Gama, o mundo conhecido se dilatara enormemente.
Amsterdã, o maior ancoradouro da Holanda, não demorou
a se tornar um notável centro de impressão de mapas. O
país, tomado pelo dinamismo das navegações, logo assu-
miu a vanguarda daquelas edições. Mercator viria a dar E
forma cartográfica àqueles achados.
Disponível em: https://super.abril.com.br/historia/mapas-mercator/. Acesso em: 18 jan. 2018.

O texto apresentado se refere ao cartógrafo que elaborou


a projeção cilíndrica de Mercator. Ela está representada
na figura:
A

Resposta correta: D

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 2
Habilidade: 6

A projeção cilíndrica equidistante de Mercator mantém


as distâncias – necessárias aos navegadores do perío-
do histórico no qual ela foi criada. Além disso, essa pro-
B jeção se caracteriza pela elevada distorção das áreas,
especialmente das terras emersas do Hemisfério Norte.

Alternativa A: incorreta. O mapa se refere à projeção


equivalente de Peters, produzida após a de Mercator.
Alternativa B: incorreta. A figura caracteriza uma proje-
ção cônica, sem relação com o cartógrafo mencionado
no texto.
Alternativa C: incorreta. A imagem se refere a uma proje-
ção plana, sem vínculo com a projeção de Mercator, car-
tógrafo abordado no texto.
C Alternativa E: incorreta. O mapa retrata a projeção
Mollweide, elaborada pelo cartógrafo Goode. Embora
seja cilíndrica, tal criação veio para corrigir os problemas
daquela desenvolvida por Mercator.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 68


QUESTÃO 66  Resposta correta: A
GEO2018011700201

Historicamente, surgem os direitos civis, os direitos Tecnologias


Ciências Humanas e suas
políticos e os direitos sociais, nessa ordem. O período de Competência: 3
formação dos direitos civis é caracterizado pela adição Habilidade: 15
gradativa de novos direitos a um status já existente e que
pertencia a todos os membros adultos da comunidade. Cidadania é a prática dos direitos e deveres de um cida-
[...] Quando os direitos políticos fizeram sua primeira ten- dão pertencente a um Estado, os quais estão discrimina-
tativa de vir à tona (1832), os direitos civis já eram uma dos na Constituição de cada um dos países. O exercício
conquista do homem e, quanto aos direitos sociais, a par- da cidadania deve buscar uma convivência harmoniosa e
ticipação das comunidades locais e associações funcio- que siga os interesses da população.
nais constituem a fonte original desses direitos.
OLIVEIRA, Paula Julieta. Disponível em: https://goo.gl/AWcu0L. Alternativa B: incorreta. A república é uma forma de go-
Acesso em: 31 jan. 2018.
verno na qual o Estado é governado por representantes
Quando esse conjunto de direitos mencionado é exercido do povo e sua estrutura constituinte não se relaciona aos
adequadamente, ele é parte constituinte daquilo que se direitos trazidos no texto.
chama Alternativa C: incorreta. A soberania é um atributo do
A cidadania. Estado, não existindo Estado sem soberania. Ela é um
B república. fundamento da Constituição Federal do Brasil, que apon-
C soberania. ta o pleno poder político sobre seu território. Portanto, não
D política. há relação com as três formas de direito destacadas no
E democracia. texto.
Alternativa D: incorreta. Entre as várias definições e
abordagens que o termo “política” pode ter, não há a ideia
de direitos envolvidos da forma como o texto aborda, no
sentido de fatores constituintes.
Alternativa E: incorreta. A democracia é o exercício da
vontade popular, que se utiliza de direitos para fazer esco-
lhas. Logo, não é constituída pelas três formas de direito
mencionadas.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 69


QUESTÃO 67  Resposta correta: C
2018010500302

TEXTO I Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 2
Habilidade: 7

A referência do poema ao “mar com fim”, se remete ao


Mar Mediterrâneo, dominado pelos gregos e, poste-
riormente, pelos romanos, e caracteriza a finitude das
possibilidades de descoberta. Já a referência ao “mar
sem fim”, se remete ao Atlântico, dominado pelos por-
tugueses, e caracteriza a infinitude, o que favoreceria
a expansão marítima rumo ao desconhecido. Portanto,
a posição geográfica de Portugal veio a dar impulso à
navegação atlântica em vez da mediterrânea.

Mapa de Martellus, 1490. Alternativa A: incorreta. Embora o poema mencione o


Disponível em: https://goo.gl/SDUs8G. Acesso em: 29 jan. 2018. domínio grego e romano sobre o Mediterrâneo não houve
herança de conhecimentos náuticos nas práticas de na-
TEXTO II vegação lusas.
Mar Português Alternativa B: incorreta. O impulso conquistador não
pode ser considerado exclusivo a Portugal. Também a
E ao imenso e possível oceano Espanha, a Inglaterra e a Holanda podem ser vistas como
Ensinam estas Quinas, que aqui vês, portadoras dessa característica, dado que se trata de algo
Que o mar com fim será grego ou romano: muito genérico e que não explica verdadeiramente o pio-
O mar sem fim é português. neirismo do povo português.
PESSOA, Fernando. Disponível em: https://goo.gl/jRkdgh. Acesso em: 29 jan. 2018.
Alternativa D: incorreta. Por se tratar do desbravamento
Com base no mapa de Martellus, que retrata o mundo de mares nunca antes navegados, não seria possível que
conhecido pelos europeus no final do século XV, e no tre- as rotas fossem de domínio de algum povo.
cho apresentado do poema de Fernando Pessoa, pode- Alternativa E: incorreta. No século XV, Portugal era uma
-se associar o pioneirismo luso nas navegações da Idade nação de monarquia centralizada, sem vínculos com
Moderna à(ao) quaisquer impérios europeus. Ademais, os domínios gre-
A herança das tradições náuticas greco-romanas. gos e romanos já haviam se extinguido séculos antes.
B impulso conquistador, característica exclusivamente
portuguesa.
C posição geográfica privilegiada.
D domínio luso sobre as rotas greco-romanas.
E necessidade de se emancipar de outros impérios.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 70


QUESTÃO 68  Resposta correta: A
SOC2018021600106

De assunto mantido entre quatro paredes a tema de Tecnologias


Ciências Humanas e suas
série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo len- Competência: 1
to, mas constante no Brasil: dados mostram que a taxa Habilidade: 2
de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1
por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um Segundo o conceito durkheimiano, o fato social é aquele
aumento de quase 10% [...]. O bullying no ambiente es- acontecimento que coage e impele os indivíduos a agi-
colar é citado como um dos principais elementos associa- rem de acordo com o esperado dentro de cada comuni-
dos ao suicídio. “Pessoas que seguem qualquer padrão dade. A busca por esse “enquadramento”, muitas vezes,
considerado pela maioria da sociedade como desviante, implica, a infelicidade nos indivíduos, contribuindo para
seja o tênis diferente, a cor da pele, o peso, o cabelo ou o aumento da porcentagem de suicídios apresentada no
a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e texto.
entram em sofrimento [...]”, afirma Estellita-Lins, pesqui-
sador ligado à Fiocruz. Alternativa B: incorreta. O suicídio foi um dos modelos
ESCOSSIA, Fernanda da. Crescimento constante: taxa de suicídio entre temáticos deixados por Durkheim a fim de ilustrar a sua
jovens sobe 10% desde 2002. BBC. 22 abr. 2017. Disponível em: https://goo.gl/IMwCBK.
Acesso em: 5 mar. 2018. teoria sociológica.
Alternativa C: incorreta. O conceito de anomia social está
Relacionando a atualidade das pesquisas sobre o suicídio mal formulado na alternativa. Durkheim a define como o
com os conceitos de Durkheim, é correto afirmar que desapego às instituições, o que desarmoniza o coletivo.
A a pressão exercida pelo fato social sobre as condutas Para o sociólogo, o suícído seria o resultado da falta de
individuais pode ser exibida por meio do suicídio. adesão a papeis sociais já definidos, e não a adesão.
B o tema recebeu pouca atenção de Durkheim, pois não Alternativa D: incorreta. O suicídio, além de um proble-
possibilita uma compreensão complexa das relações ma social, é uma questão sociológica quando se torna
entre indivíduos e instituições. uma indagação que os pesquisadores fazem sobre suas
C o número de suicídios entre jovens demonstra sinais sociedades, a exemplo do que fez Durkheim, no sécu-
de anomia social, isto é, a adesão a papeis sociais já lo XIX. Sabe-se que a mídia influencia a audiência por
definidos. meio do estabelecimento de padrões (estéticos e morais),
D o suicídio é um problema social, mas não chega a tornando-se mais um instrumento de coerção social para
ser uma questão sociológica, portanto a mídia pouco que as pessoas se “enquadrem” no perfil aceito para
contribui para sua problematização. aquela comunidade.
E as condutas consideradas desviantes devem ser evi- Alternativa E: incorreta. Nenhuma conduta deve ser evi-
tadas pelo cientista. tada pelo cientista social. O repertório conceitual e analí-
tico das ciências sociais, sendo científico, pauta-se pelo
respeito, tolerância e individualidade.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 71


QUESTÃO 69  QUESTÃO 70 
HIS2018011700105 HIS2018011700103

Em Biblos, inventou-se um alfabeto de 22 letras, ou Apesar de assentada em capitais de vulto, capazes


sinais (só consoantes), desenhados com uma grafia ori- de garantir a produção em larga escala, a produção do
ginal. Surgiu, assim, uma nova escrita de tipo fonético, açúcar contava igualmente com pequenos empreende-
em que cada sinal não representava já uma ideia ou um dores que abasteciam o engenho com suas canas. Um
objeto como na escrita hieroglífica do Egito, mas um som. relatório holandês de 1640 informa que somente 40% dos
CHAFFE, Laureano Ibrahim. A história da escrita. engenhos de Pernambuco moíam canas próprias.
Disponível em: https://goo.gl/nuY8Lk. Acesso em: 15 fev. 2018.
DEL PRIORE, Mary. Uma breve história do Brasil.
São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010. p. 49.
O surgimento de uma escrita alfabética entre os fenícios
pode ser compreendida como uma De acordo com o texto, a produção de açúcar era realiza-
A limitação nas formas de representação de seu idioma. da em um sistema
B uma forma de proteger seus costumes. A que concentrava as atividades de produção e moagem.
C necessidade de simplificar as formas de registro. B de engenhos comunitários associados a pequenos
D evolução da escrita desenvolvida no Antigo Egito. produtores.
E forma de restringir o acesso a determinados conhe- C de produção privada de açúcar e engenhos instalados
cimentos. pela Coroa portuguesa.
D que possuía agricultura intensiva, em pequenas
propriedades.
Resposta correta: C E que conciliava o latifúndio escravista com o trabalho
de pequenos produtores.
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 3
Habilidade: 11 Resposta correta: E

O uso de uma escrita alfabética simplifica o registro es- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
crito, uma vez que todo idioma passa a ser escrito utili- Competência: 4
zando poucos símbolos. Habilidade: 18

Alternativa A: incorreta. O alfabeto não limitava a repre- O sistema de produção do açúcar era predominantemen-
sentação gráfica do idioma fenício, apenas a simplificava. te associado ao latifúndio escravista, o que demandava
Alternativa B: incorreta. Os fenícios eram comerciantes, grandes capitais, havendo, porém, outros produtores,
portanto, tinham interesse maior em criar formas mais de menor vulto, que supriam parte dos engenhos de
simples de comunicação do que a preservação de seus Pernambuco.
costumes.
Alternativa D: incorreta. O alfabeto fenício não derivou Alternativa A: incorreta. De acordo com o texto, a maior
da escrita egípcia. O texto menciona as diferenças entre parte dos engenhos não produzia cana-de-açúcar, mas
as duas escritas e a originalidade da fenícia. decicava-se à moagem de cana produzida por pequenos
Alternativa E: incorreta. A adoção de uma forma simplifica- produtores.
da de escrita não seria a forma mais adequada de restringir Alternativa B: incorreta. Os engenhos não eram comu-
o acesso aos registros, já que facilitaria o entendimento. nitários, mas estruturas privadas associadas a um certo
grau de investimento.
Alternativa C: incorreta. Os engenhos não eram proprie-
dade da Coroa lusa, mas empreendimentos privados.
Alternativa  D: incorreta. Embora o modelo de peque-
nos produtores seja mencionado no texto, ele não é a
base do sistema produtivo, que era calcado no latifúndio
escravista.


CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 72


QUESTÃO 71 QUESTÃO 72
GEO0241F124317 GEO2018012600402

Quase cinco meses depois do terremoto de 19 de


setembro, que deixou mais de 300 mortos somente na
capital, a Cidade do México voltou a balançar durante vá-
rios segundos. O epicentro do tremor, de magnitude 7,2,
localizou-se a poucos quilômetros de Pinoteca Nacional,
na costa do Pacífico do estado de Oaxaca, 600 quilôme-
tros ao sul da capital.
Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/17/internacional/
1518825566_536392.html. Acesso em: 5 mar. 2018.

A partir do texto apresentado, pode-se inferir que


A a intensidade do terremoto é menor quanto mais pro-
fundo for o epicentro dele.
Disponivel em: http://continentaldriftshannon.weebly.com. B o epicentro é o ponto do subsolo terrestre onde se
origina o terremoto.
A imagem apresentada retrata uma parte da Dorsal Me-
C a magnitude é uma medida qualitativa da intensidade
soatlântica e do assoalho oceânico. O principal processo
do terremoto.
que ocasiona essa formação é a(o)
D a profundidade em que o tremor se originou não tem
A epirogênese, ocasionada pelo movimento vertical em
relação com a intensidade dele.
áreas no interior das placas oceânicas.
E a intensidade do tremor é maior quanto mais próximo
B falhamento, que ocorre em decorrência da movimen-
se está do epicentro.
tação latitudinal das placas.
C orogênese, que ocorre a partir do soerguimento de
uma placa sobre a outra, no caso, o da placa sul-
Resposta correta: E
-americana.
D afastamento, que ocorre em decorrência da divergên-
Ciências Humanas e suas Tecnologias
cia das placas tectônicas e provoca derrame de mate-
Competência: 6
rial magmático no assoalho oceânico.
Habilidade: 27
E vulcanismo, que ocorre em decorrência das fissuras
provocadas por um limite de placa convergente.
Quanto mais próximo do epicentro, maior a intensidade
Resposta correta: D (medida qualitativa) do tremor.

Ciências Humanas e suas Tecnologias Alternativa A: incorreta. O epicentro, situado na superfí-


Competência: 6 cie, encontra-se acima do hipocentro – este, sim, fica no
Habilidade: 26 subterrâneo, no foco do sismo.
Alternativa B: incorreta. O epicentro é o ponto da superfí-
Formações como as cordilheiras mesoceânicas ocorrem cie terrestre onde o tremor registra a intensidade máxima.
nos limites de placas divergentes, isto é, nas zonas de Alternativa C: incorreta. A magnitude é uma medida
expansão. Nesses limites, há um afastamento das pla- quantitativa relacionada com a energia sísmica liberada
cas, o que provoca a saída de material da parte interna no foco do tremor.
da Terra, o qual vai preenchendo o espaço deixado pe- Alternativa D: incorreta. Quanto mais próximo da superfí-
las placas tectônicas. cie estiver o hipocentro, maior a energia sísmica liberada.

Alternativa A: incorreta. A epirogênese é um movimento


vertical das áreas continentais e tem relação com a sub-
dução das placas nos limites convergentes.
Alternativa B: incorreta. O falhamento ocorre em decor-
rência do encontro das placas tectônicas e se realiza em
áreas mais fragilizadas da plataforma continental.
Alternativa C: incorreta. A orogênese ocorre nos limites
convergentes e implica um dobramento da crosta terres-
tre em decorrência do encontro das placas.
Alternativa E: incorreta. O vulcanismo tem diversas ori-
gens e não apresenta uma relação direta com as dorsais
oceânicas. Além disso, o limite dessa placa é divergente.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 73


QUESTÃO 73  Resposta correta: A
HIS2018011700102

TEXTO I Tecnologias
Ciências Humanas e suas
O confronto armado representava a garantia de uma Competência: 3
consolidação da diferença face a Leão e da afirmação Habilidade: 14
perante os muçulmanos. O labor diplomático era indis-
pensável para se obter o reconhecimento de direito, nos A formação de Portugal se deu em meio a guerras con-
meandros da Cúria Romana, da situação de independên- tra os muçulmanos e outros reinos cristãos, em uma re-
cia de fato, alcançada naquela data. gião, portanto, com diversas matrizes culturais.
SERRÃO, J.; MARQUES, A. H. de O. (Dir.). Portugal em definição de fronteiras.
Lisboa: Presença, 1996. p.25 (adaptado).
Alternativa B: incorreta. Portugal não estava em conflito
TEXTO II com a liderança da Igreja Católica, uma vez que a exis-
Nesse longo processo de formação de Portugal, po- tência do reino dependia do reconhecimento por parte da
vos diversos ofereceram as suas contribuições, sobretudo Cúria Romana.
no que toca costumes e hábitos de vida cotidiana, muitos Alternativa C: incorreta. O segundo texto aponta para as
dos quais perduraram por longo tempo, alguns chegando diferentes contribuições culturais na formação da Penín-
até mesmo aos nossos dias, como é o caso de muitos sula Ibérica, porém esse processo não foi harmonioso,
costumes romanos, muçulmanos e cristãos. pois havia o conflito armado e o desejo cristão de eliminar
DUARTE, Teresinha. A formação de Portugal. Politeia: Hist. e Soc. a presença islâmica.
Vitória da Conquista: UESB, v. 3, n. 1, 2003. p.109-10.
Alternativa D: incorreta. Embora a Guerra de Reconquis-
Ao comparar os textos, constata-se que o período de for- ta fosse um processo de lutas entre cristãos e muçulma-
mação de Portugal foi marcado nos, isso não significa que todos os cristãos envolvidos
A por conflitos políticos e religiosos em uma região com fossem aliados. O texto I aponta para o confronto entre
múltiplas matrizes culturais. portugueses e o reino cristão de Leão.
B por conflitos generalizados entre os portugueses e as Alternativa E: incorreta. O processo de formação de Por-
lideranças religiosas cristãs e islâmicas. tugal não resultou em uma divisão da Península Ibérica
C pela integração de diversas culturas de forma harmo- por acordos territoriais com os muçulmanos, os quais
niosa, resultando em um sincretismo. acabaram perdendo todos os territórios que ocupavam.
D pela união entre os cristãos europeus no combate ao
avanço muçulmano sobre a Europa.
E por acordos territoriais que dividiram a Península Ibé-
rica em áreas segregadas.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 74


QUESTÃO 74 
HIS2018022800201

Se um homem livre acusou outro e lançou sobre ele


suspeita de morte, mas não pode provar: o acusador será
morto.
Se um homem livre apresentou-se em um processo
com um testemunho falso e não pode comprovar o que
disse: se esse processo é um processo capital, esse ho-
mem será morto.
Se se apresentou com um testemunho falso em causa
de cevada ou prata: ele carregará a pena desse processo.
Código de Hammurabi

Com base nos fragmentos acima, pode-se definir que,


nessa sociedade, a justiça era baseada em
A penas de morte, configurando um sistema vingativo.
B provas cabais das acusações realizadas.
C longos processos investigativos de agentes do Estado.
D debates públicos analisados pela assembleia.
E indenizações materiais como solução de dilemas.

Resposta correta: B

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 5
Habilidade: 23

Os casos mencionados se baseiam em acusações e


testemunhos de homens livres, a condenação do acu-
sado está ancorada na apresentação de uma prova con-
tundente e que valide a acusação.

Alternativa A: incorreta. As penas de morte embora exis-


tam no Código de Hammurabi não eram aplicadas a todos
os crimes.
Alternativa C: incorreta. Os casos citados nas leis não
indicam nenhum processo de investigação realizado por
agentes do Estado, as autoridades se baseavam nas pro-
vas apresentadas pelos ouvidos sobre o caso.
Alternativa D: incorreta. Nas leis citadas não há nenhu-
ma menção a um julgamento público realizado por uma
assembleia, essa prática era comum na sociedade ate-
niense cuja assembleia agia como um júri.
Alternativa E: incorreta. As penas de indenização só são
aplicáveis a casos em que o dano era exclusivamente
material, logo essa solução não pode ser considerada
a base do sistema de justiça colocado pelo Código de
Hammurabi.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 75


QUESTÃO 75  Resposta correta: E
2018010500401
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 6
Habilidade: 26

Nas manhãs do início do verão, o sol estará incidindo


em locais próximos da linha do Trópico de Capricórnio;
portanto, os raios solares incidirão sobre o solo vindos
da direção sudeste. Isso provocará sombras na direção
noroeste, cobrindo o Senado.

Alternativa A: incorreta. Durante as manhãs do início do


verão, o Sol estará muito próximo da linha do Equador e
deve iluminar no sentido sudeste-noroeste. Dessa forma, a
Câmara dos Deputados receberá luz solar, e não sombra.
Alternativa B: incorreta. Nas manhãs de outono, os raios
Disponível em: https://goo.gl/KCggx7. Acesso em: 23 jan. 2018 (adaptado). solares incidirão no Congresso Nacional vindos de noro-
este, já que, no início do outono, o Sol estará próximo da
Ao longo do ano, o posicionamento da sombra mostrada linha do Equador. Dessa forma, a sombra deverá estar
na imagem anterior estará sobre sobre a Câmara dos Deputados.
A a Câmara, nas manhãs do início do verão no Hemis- Alternativas C e D: incorretas. Após o meio-dia, como
fério Sul. ocorre durante o final de tarde, a sombra do Congresso
B o Senado, nas manhãs do início do outono no Hemis- Nacional deverá estar voltada para a direção leste, não
fério Sul. para a direção oeste.
C a Câmara, nos finais de tarde do verão no Hemisfério
Sul.
D o Senado, durante as tardes de inverno no Hemisfério
Sul.
E o Senado, nas manhãs do início do verão no Hemis-
fério Sul.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 76


QUESTÃO 76 Resposta correta: D
2018010500505

Sócrates procurava, de alguma forma, indagar dos ci- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
dadãos atenienses questões a respeito das virtudes, sua Competência: 1
essência, seu valor e sua obrigação. Como saber se uma Habilidade: 2
conduta é boa ou não, virtuosa ou reprovável? Por que
o bem é uma virtude e o mal um erro? É preferível ser Sócrates entendia que o caminho para a verdade e o
justo ou injusto? Com esses questionamentos, Sócrates bem iniciava-se no reconhecimento da própria ignorân-
forçava os indivíduos a refletirem sobre si mesmos e suas cia e da necessidade de trilhar o caminho da liberdade.
próprias ações. Além disso, a indagação ética socrática Seu método, conhecido como “maiêutica”, baseia-se
dirige-se não só ao indivíduo, mas também à sociedade. nisso.
As questões socráticas podem ser consideradas
como fundamento da Ética, ou Filosofia Moral, porque Alternativa A: incorreta. A filosofia de Sócrates é an-
procuram definir o campo no qual os valores morais po- tropológica, porém não assume o mesmo caminho dos
dem ser estabelecidos, além de tentar encontrar seu pon- sofistas; pelo contrário, Sócrates tece duras críticas às
to de partida, que, para Sócrates, é a própria consciência práticas sofísticas.
do agente moral. Assim, o sujeito ético, diria Sócrates, é Alternativa B: incorreta. A proposta socrática baseia-se
aquele que sabe o que faz, conhece as causas e os fins no autoconhecimento, o que se relaciona com a célebre
de sua ação, a essência dos valores morais. ideia: “conhece-te a ti mesmo”.
MEDEIROS, Alexsandro M. A Ética socrática. Sabedoria Política, abr. 2016. Alternativa C: incorreta. Sócrates dizia-se o mais igno-
Disponível em: www.sabedoriapolitica.com.br/products/a-etica-socratica/.
Acesso em: 20 fev. 2018. rante dos homens. Nesse sentido, sua reflexão parte do
indivíduo em busca constante pelo bem, visando antes a
Pela análise do texto e com base na biografia e na pro- mudança em si do que a mudança social.
posta filosófica de Sócrates, conclui-se corretamente que Alternativa E: incorreta. O conceito de mundo das ideias
A a filosofia socrática é fruto dos esforços da escola so- é proposto por Platão, discípulo de Sócrates. Conside-
fística, que tinha o sujeito como ponto central de suas rando-se que Sócrates centralizava grande parte da sua
especulações. epistemologia no reconhecimento das ignorâncias huma-
B o filósofo Sócrates acreditava que o indivíduo deveria nas, sua ética e moral não estavam desassociadas do in-
conhecer a natureza das coisas, a arché, para, depois, divíduo, mas eram fruto de seu autoconhecimento.
conhecer si mesmo.
C a proposta dele consiste em uma alteração significa-
tiva da sociedade, que deveria estar subordinada aos
homens dedicados à filosofia e à guerra.
D o reconhecimento da própria ignorância é o pon-
to inicial para qualquer sujeito trilhar o caminho do
conhecimento.
E a Ética está descentralizada do sujeito, pois Sócra-
tes acreditava que os modelos perfeitos habitavam o
mundo das ideias e eram utópicos.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 77


QUESTÃO 77  Resposta correta: E
GEO2018031500101
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência 4
Habilidade 19

A possibilidade de trabalhar a partir de qualquer lugar aten-


dendo a um cliente ou atuando como funcionário de uma
empresa, que pode estar em outro continente, é resultado
de um processo de evolução tecnológica que aumenta a
fluidez espacial, ou seja, encurta as distâncias relativas,
fazendo com que o espaço relativo se transforme.

Alternativa A: incorreta. A indústria de base (por exemplo,


Atingir o nível de satisfação do cliente digital obriga a de minérios) só pode ser instalada onde há recursos dispo-
investir da mesma forma como se faz para atingir o nível níveis para sua operação.
de satisfação do seu funcionário digital. Isso não só é uma Alternativa B: incorreta. O meio natural caracteriza o perí-
realidade para melhorar a produtividade, mas uma reali- odo anterior à Revolução Industrial, em que o meio técnico
dade para manter o funcionário feliz e satisfeito. Não exis- ainda não havia se desenvolvido. Sendo assim, o anywhere
te mais o home office (escritório em casa); isso é coisa office, que apresenta um uso de tecnologia avançada, não
do passado. Hoje, você deve ter implementado soluções pode representar a retomada do meio natural.
de anywhere office: onde você estiver, tem o escritório na Alternativa C: incorreta. O anywhere office não é capaz
palma da sua mão. de suprir ou impactar significativamente as necessidades
ALBUQUERQUE, L. “Home office é coisa do passado”, afirma Albuquerque, CEO da Cisco. da circulação de bens de consumo e matérias-primas. Por
Tele.síntese. 12 mar. 2018. Disponível em: http://www.telesintese.com.br/cisco/.
Acesso em: 13 mar. 2018 (adaptado). isso, a indústria tem a necessidade permanente de ex-
pandir seu alcance espacial, reduzindo custos logísticos
O anywhere office - em traduação livre, escritório em qual- e atingindo novos consumidores.
quer lugar - é resultado de um processo de evolução tec- Alternativa D: incorreta. O capitalismo concorrencial foi
nológica que uma fase histórica do capitalismo, a qual ocorreu durante
A permite a industrialização de produtos de base em a Revolução Industrial.
qualquer região.
B retoma processos de produção de riqueza próprios do
meio natural.
C diminui a necessidade do aumento do alcance espacial
da sociedade industrial.
D estimula o avanço do capitalismo concorrencial.
E indica o aumento da fluidez espacial.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 78


QUESTÃO 78  Resposta correta: E
GEO2018012600412

O último terço do século XX assinala transformações Tecnologias


Ciências Humanas e suas
de grande importância no sistema capitalista mundial. Es- Competência: 4
sas transformações não debilitaram a essência do modo Habilidade: 20
de produção capitalista, na verdade, reforçaram-na, uma
vez que se acentuou sua característica mundial. Nis- Um dos principais elementos relacionadas ao período
to consiste, precisamente, o processo de globalização, da globalização diz respeito à ampliação das ações das
nome novo para o antigo processo de internacionalização empresas multinacionais com sede nos países desen-
ou de criação do mercado mundial nascido com o próprio volvidos, possibilitada pela abertura das fronteiras e do
capitalismo. mercado dos países. Com a finalidade de atrair o capi-
GORENDER, Jacob. Globalização, tecnologia e relações de trabalho. tal e as plantas industriais dessas empresas, os países
Estudos avançados, São Paulo, v. 11, n. 29, abril, 1997. p. 311-61.
subdesenvolvidos concedem um conjunto de incentivos
A globalização é um dos fenômenos mais estudados e fiscais: redução de impostos, facilidade de obtenção de
trabalhados pela Geografia, pois trouxe profundas trans- licenças ambientais, entre outros benefícios.
formações nas relações e na dinâmica de funcionamento
dos países capitalistas. No que diz respeito ao setor pro- Alternativa A: incorreta. Países como o Brasil passaram
dutivo latino-americano, pode-se destacar como uma das por um período de industrialização pesada tardia, no en-
características centrais desse período o(a) tanto, esse período não foi concomitante ao que se deno-
A processo de industrialização pesada pelo qual passa- mina globalização, mas anterior.
ram os países, vinculados ao processo de substitui- Alternativa B: incorreta. Os países latino-americanos
ção de importações. receberam plantas industriais das empresas, e não suas
B surgimento e o crescimento de diversas multinacio- sedes.
nais com sede nos países latinos. Alternativa C: incorreta. Os países latino-americanos
C valorização dos produtos manufaturados latino-ameri- despontam no mercado internacional principalmente com
canos no mercado mundial, ganhando competitivida- produtos primários e de baixo valor agregado.
de devido aos baixos preços. Alternativa D: incorreta. Ao contrário do que se afirma,
D preponderância do setor produtivo sobre o setor fi- capital financeiro, na economia global, vem ganhando
nanceiro, em oposição às primeiras décadas do sécu- preponderância sobre o setor produtivo, como é possível
lo XX, de prevalência do capital bancário. observar nos lucros obtidos pelos bancos e empresas re-
E ampliação de plantas industriais de grandes multina- lacionadas ao setor.
cionais em países em desenvolvimento, possibilita-
das por incentivos fiscais.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 79


QUESTÃO 79 
GEO2018011700204

Uma modalidade muito comum da mão de obra mais


barata no exterior é a da produção por contrato, na qual
se encomenda a produção de bens acabados ou de com-
ponentes. Esses bens ou componentes são então impor-
tados para o país da sede, ou outros, a fim de serem mon-
tados ou vendidos. Existe ainda a alternativa de serem
vendidos no próprio país do contratante. [...] Empresas
como a Nike lançam mão da produção por contrato no
mundo inteiro.
DERESKY, Helen. Administração Global: estratégica e interpessoal.
Editora Bookmam, 2008. p. 173.

Essa modalidade de produção e comercialização está in-


serida no contexto:
A do advento do meio técnico.
B das práticas protecionistas de comércio.
C do aumento do setor terciário da economia.
D da nova Divisão Internacional do Trabalho.
E da formação de blocos regionais de comércio.

Resposta correta: D

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 4
Habilidade: 17

Na nova Divisão Internacional do Trabalho, as grandes


corporações buscam áreas anteriormente excluídas do
processo produtivo e que agora oferecem vantagens
comparativas, como mão de obra barata ou impostos
mais baixos. Dessa forma, essas áreas passaram a ser
produtoras de componentes ou de mercadorias prontas
que são comercializadas em escala global.

Alternativa A: incorreta. O meio técnico se refere a um


período anterior ao abordado no texto, entre a revolução
industrial e a Segunda Guerra Mundial. A indicação cor-
reta seria o meio técnico-científico-informacional, quando
há grande uso de comunicação digital, necessária a esse
tipo de comércio e de produção industrial.
Alternativa B: incorreta. O protecionismo é uma forma de
barrar a entrada de produtos importados que concorram
com produtos nacionais, o que viria a atrapalhar o desen-
volvimento da produção e posterior comercialização, as-
suntos abordados no texto.
Alternativa C: incorreta. O aumento do setor terciário,
serviços, da economia não é abordado no texto.
Alternativa E: incorreta. A formação de blocos regionais
não está necessariamente associada à produção e à pos-
terior comercialização da forma como são abordadas no
texto.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 80


QUESTÃO 80  Resposta correta: A
SOC2018030600503
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 1
Habilidade: 1

Durkheim caracteriza o fato social como “algo” exterior


ao indivíduo, que prevê: a coerção social, ou seja, a for-
ça exercida sobre os indivíduos para que respeitem as
normas e regras sociais; a generalidade ou a repetição
entre os membros de uma sociedade; e a exteriorização,
ou seja, a absorção das regras e normas da sociedade
pelos indivíduos.

Alternativa B: incorreta. O fato social não admite a re-


lativização, mas a coerção social para que os indivíduos
sigam as regras, normas e condutas sociais. Além disso,
o conceito de fato social prevê a generalidade em detri-
mento da individualização e, por fim, a tradição pode ser
considerada uma forma de exteriorização, mas ela não
prevê todas as maneiras de o indíviduo absorver as re-
gras, valores e costumes de uma sociedade.
Alternativas C e E: incorretas. O conceito de fato social
prevê a punição apenas se o indivíduo não se submeter
às regras e normas sociais vigentes, ou seja, caso ele
resista à coerção social. Além disso, o conceito de fato
social prevê a generalidade em detrimento da individu-
alização, ou seja, o coletivo em detrimento do indivíduo.
Quino. Normalidade. Disponível em: http://quino.com.ar/?id_news=&lang=pt. Alternativa D: incorreta. O fato social não admite a relati-
Acesso em: 14 mar. 2018.
vização, mas sim a coerção social para que os indivíduos
A charge apresentada ilustra os preceitos do conceito de sigam as regras, normas e condutas sociais.
fato social, de Émile Durkheim, que consistem na
A coerção social, generalidade e exteriorização.
B relavitização, individualização e tradição.
C punição, generalidade e individualização.
D relativização, generalidade e exteriorização.
E coerção social, punição e individualização.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 81


QUESTÃO 81 
2018010500406

Alguns agrupamentos de inselbergs, como os de Pa-


tos (PB), os de Quixadá (CE), os do noroeste do Ceará
ou ainda os de Milagres (no município de Amargosa, BA),
constituem paisagens monumentais, dotadas de marcante
individualidade. Para o interior do domínio semi-árido, elas
possuem o mesmo significado paisagístico dos pontões
rochosos e dos pães de açúcar que despontam acima do
nível dos morros florestados do Brasil tropical atlântico
(Rio de Janeiro, Espírito Santo, nordeste de Minas Gerais).
AB´SÁBER, A. N. Dossiê Nordeste. Revista Estudos Avançados - USP,
n°13, vol. 36, 1999. São Paulo.

A gênese dessa formação geomorfológica está associada


à ação
A do gelo. D dos ventos.
B dos rios. E da temperatura.
C da chuva.

Resposta correta: D

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 6
Habilidade: 30

A ação erosiva do vento, associada à lapidação (provo-


cada pelo impacto dos grãos de areia), causou o proces-
so erosivo que deu origem aos inselbergs.

Alternativa A: incorreta. A ação abrasiva do gelo causa


formas de erosão pontiagudas e com sinais erosivos tí-
picos do gelo, como os vales em U, típicos das regiões
mais frias.
Alternativa B: incorreta. A erosão fluvial não atua em blo-
cos elevados de rocha, somente a erosão pluvial.
Alternativa C: incorreta. A erosão pluvial provoca o aplai-
namento das superfícies rochosas que se destacam no am-
biente, e não a sua lapidação, como ocorre nos inselbergs.
Alternativa E: incorreta. A ação da variação da tempe-
ratura provoca a dilatação e a contração das rochas, o
que causa rachaduras e quebras, e não o surgimento de
estruturas como as dos inselbergs.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 82


QUESTÃO 82  Resposta correta: B
HIS2018011700406

TEXTO I Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Com a democracia, Atenas também inventou o ci- Competência: 5
dadão encarregado de gerir a vida política e religiosa da Habilidade: 25
cidade-Estado. Uma democracia direta, exemplar, não
fosse o cidadão representar um número restrito de ha- Para responder à questão, é preciso compreender as
bitantes. Para os gregos, não se trata de preservar uma práticas sociais e jurídicas dos gregos e romanos anti-
pureza étnica, mas de limitar as vantagens de que se be- gos com relação à ideia de cidadania. Ambos os textos
neficia aquele que é cidadão. convergem sobre a ideia das práticas de gregos e ro-
MAFFEE, Jean-Jacques. A invenção da cidade e do cidadão. Revista História Viva. manos ao excluírem juridicamente, e até socialmente,
Grandes Temas: os Gregos, n. 3 [s.d]. São Paulo: Duetto editorial. p. 16.
grupos considerados bárbaros, que não partilhavam da
TEXTO II cultura greco-romana ou que não faziam parte dos gru-
Os romanos conquistaram, primeiro, a Itália e, depois, pos considerados etnicamente tradicionais.
toda a bacia do Mediterrâneo, e, pouco a pouco, povos e
mais povos foram sendo incorporados ao mundo roma- Alternativa A: incorreta. A democracia ateniense era
no. Ainda que esses povos fossem considerados parte direta, diferentemente de Roma, mas, mais restritiva na
de Roma e que até mesmo a cidadania fosse concedida concessão da cidadania que Roma.
a indivíduos ou grupos inteiros, sempre foram muitos os Alternativa C: incorreta. Não é possível falar em democra-
não romanos. cia representativa, em que os governantes são eleitos pelo
FUNARI, Pedro P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2015. p. 125. voto popular, nesse momento histórico.
Alternativa D: incorreta. Apesar da abertura política
As realidades político-culturais da Grécia e Roma antigas,
existente nas políticas grega, em particular a ateniense,
apresentadas nos textos, trazem pontos de vista que
e romana, com a participação popular, havia uma cama-
A mostram como a democracia romana é cópia da ate-
da social enriquecida e considerada tradicional que ainda
niense.
dominava certos setores político-jurídicos. Contudo, os
B concordam sobre a característica segregacionista das
meios jurídicos não eram os mesmos, visto que a cidada-
políticas.
nia operava de forma diferente.
C eram democracias representativas.
Alternativa E: incorreta. Os dois textos não concordam
D usam os mesmos recursos jurídicos para a manuten-
quanto às formas de incorporação de estrangeiros na
ção das oligarquias.
Grécia ou em Roma. Em Atenas, a restrição do direito
E concordam sobre as formas de incorporação dos
de cidadania tinha por objetivo, segundo o texto, evitar a
estrangeiros.
extensão demasiada do direito de participação política di-
reta. No caso de Roma, houve concessão de cidadania a
grandes contingentes populacionais integrados ao Impé-
rio, diferentemente da Grécia. A exclusão de muitos da ci-
dadania romana não significava, assim, uma tentativa de
evitar sua participação política direta, mas um resultado
do expansionismo e da complexidade do Império, muito
maiores que aqueles jamais alcançados por Atenas.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 83


QUESTÃO 83 
2018010500305

Além dos machados, os anzóis tornaram a pesca mais


fácil, e as facas se revelaram um grande aliado contra os
perigos da floresta. Ansiosos por obter os cobiçados obje-
tos de metal, os nativos, muitas vezes, se antecipavam à
chegada dos portugueses, abatendo várias centenas de
árvores.
BUENO, Eduardo. Náufragos, traficantes e degredados.
Rio de Janeiro: Objetiva, 1998. p.78.

As relações entre portugueses e indígenas apontadas no


texto revelam
A a exploração do trabalho compulsório indígena pelos
colonizadores portugueses.
B a apropriação pelos portugueses das rotas comerciais
de pau-brasil iniciadas pelos indígenas.
C o início do processo de ocupação da colônia através
do desenvolvimento da cultura do pau-brasil.
D a apropriação pelos indígenas de práticas culturais
introduzidas na América pelos portugueses.
E o interesse em disponibilizar objetos e outros bens
para viabilizar as práticas de escambo.

Resposta correta: E

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 3
Habilidade: 15

O texto trata do escambo entre portugueses e indíge-


nas, apontando o crescente interesse dos índigenas por
objetos metálicos, assim como o interesse dos portu-
gueses pela obtenção da madeira brasileira.

Alternativa A: incorreta. O conceito de trabalho compul-


sório não se aplica, nesse momento, ao trabalho realizado
pelos indígenas na atividade do extrativismo de pau-brasil.
Alternativa B: incorreta. Os indígenas não tinham rotas
comerciais de pau-brasil.
Alternativa C: incorreta. A atividade de extração de pau-
-brasil não deu início a um processo de ocupação do ter-
ritório brasileiro.
Alternativa D: incorreta. O texto não trata de um proces-
so de apropriação cultural, apenas de trocas comerciais.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 84


QUESTÃO 84  Resposta correta: A
2018010500404

[...] Platão considerará, pois, como um procedimen- Tecnologias


Ciências Humanas e suas
to necessário e imprescindível para se fundar adequa- Competência: 1
damente a cidade, a instituição de uma elite intelectual Habilidade: 2
rigorosamente educada à frente dos negócios públicos, a
qual, possuindo a sabedoria (“sophia”) como a sua exce- Platão defendia um governo construído por sábios, que
lência própria e característica, disporá do conhecimento cuidariam não só do bem comum, mas também da bus-
da verdadeira ordem moral que deve nortear o funcio- ca pelo saber.
namento da vida política. Na esteira de Sócrates, Platão
pensa, assim, a práxis política a partir das exigências da Alternativa B: incorreta. Platão sugere uma espécie de
racionalidade, articulando intrinsecamente o exercício do monarquia, porém rejeita o governo pela força. O rei fi-
poder à posse de uma competência epistêmica, o que o lósofo deveria caracterizar-se, principalmente, pelo des-
conduz à necessária proposição da sofocracia como o úni- prendimento de si e pela busca da sabedoria, não de um
co regime legítimo. status social.
OLIVEIRA, Richard Romeiro. Platão e a questão da democracia na República. Alternativa C: incorreta. Platão não cria o modelo demo-
Disponível em: https://goo.gl/TThXpJ. Acesso em: 17 fev. 2018.
crático nem mesmo a democracia aristocrática estabe-
No texto anterior, o autor resume importantes característi- lecida em seu tempo. Para o filósofo, só o governo dos
cas da doutrina platônica, que são sábios poderia reconstruir a sociedade.
A a crítica à democracia ateniense e a proposta de se Alternativa D: incorreta. A alternativa apresenta uma in-
exercer o poder com a prática da Filosofia, criando-se terpretação distorcida da filosofia socrática e platônica, as
uma espécie de aristocracia filosófica, em que o gover- quais não sugerem um governo religioso.
nante é o sábio que reflete sobre o bem da pólis. Alternativa E: incorreta. A ideia exposta assemelha-se,
B a decadência da democracia e a concentração total em termos, ao modelo de governo espartano, que pos-
do poder na figura do rei, pois, segundo o filósofo, só suía o rei religioso e o militar.
um representante da nobreza poderia restabelecer a 
ordem pública por meio da força.
C a democracia irrestrita, com a participação de todos,
e o estabelecimento de diferentes esferas de poder, a
fim de que o controle social não se restringisse a um
grupo ou a um indivíduo.
D a equiparação do bem e da igualdade, conceitos alo-
cados no mundo dos deuses (não dos homens), e
a teocracia, segundo a qual um rei religioso deveria
governar.
E a superação do método democrático e a proposta de
um governo bipartido, no qual as questões executivas
e legislativas seriam incumbência do governante exe-
cutivo; e os assuntos militares, do rei guerreiro.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 85


QUESTÃO 85 
HIS2018022800203

Quando, numa cidade, dizem alguns filósofos, um ou


muitos ambiciosos podem elevar-se, mediante a riqueza
ou o poderio, nascem os privilégios de seu orgulho des-
pótico, e seu jugo arrogante se impõe à multidão covarde
e débil. Mas, quando o povo sabe, ao contrário, manter
suas prerrogativas, não é possível encontrar mais glória,
prosperidade e liberdade, porque então permanece árbi-
tro das leis, dos juízos, da paz, da guerra [...] então, ou só
então, é a coisa pública coisa do povo.
CÍCERO. Da República, p.45.

A concepção de Estado defendida por Cícero ilustra o mo-


mento de intensos conflitos na sociedade romana, pois
A a elite romana defendia uma concepção censitária
de república, o que contraria o significado do próprio
termo.
B o autor era contra a participação popular, vista por ele
como despreparada e ignorante para o governo da
cidade.
C a participação de mulheres e escravos na vida pú-
blica contrariava seu status de indivíduos inferiores
socialmente.
D criticava a concentração de poderes feita pelo Impera-
dor, o que levou à perseguição de Cícero pelo Estado.
E defendia a igualdade social em uma sociedade mar-
cada por profundas distinções socioeconômicas.

Resposta correta: A

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 5
Habilidade: 22

A elite romana defendia que a participação política se-


guisse critérios restritivos, o que limitava à elite o gover-
no da cidade, já a observação feita por Cícero é que a
República só é efetiva quando há a participação popular.

Alternativa B: incorreta. Cícero defende a participação


popular. No texto ele usa termos como “multidão covar-
de e débil” para caracterizar uma população submissa ao
governo da elite.
Alternativa C: incorreta. Cícero se refere à participação
do povo, porém essa concepção não inclui mulheres e
escravos, especialmente os escravos que eram conside-
rados propriedades pela legislação romanos.
Alternativa D: incorreta. No momento em que Cícero fez
sua crítica, Roma atravessava a fase de governo repu-
blicano, portanto não havia ainda a figura do Imperador.
Alternativa E: incorreta. O comentário de Cícero se re-
fere a questões políticas, em nenhum momento o autor
defende propostas de igualdade social.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 86


QUESTÃO 86  Resposta correta: C
HIS2018011600503
Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 1
Habilidade: 1

O plantio da cana-de-açúcar acontecia em latifúndios


e com uso de mão de obra escrava. O açucar advindo
dessa cana, cultivada no Brasil devido à fertilidade do
solo e das boas condições climáticas, atendia à grande
demanda existente na Europa.

POST, Frans. Engenho de cana em Pernambuco. Alternativa A: incorreta. Frente à necessidade de ocupar
Disponível em: https://goo.gl/XktPwP. Acesso em: 31 jan. 2018.
um território muito grande na América, Portugal organi-
A plantação de cana-de-açúcar no Brasil foi a primeira ten- zou a colonização por meio de latifúndios, os quais eram
tativa portuguesa de colonização efetiva do território, uma entregues a portugueses que se tornavam responsáveis
vez que tal iniciativa conseguia suprir as necessidades pela proteção, pela administração e pela lucratividade do
mercantilistas da Coroa portuguesa. Sobre essa atividade território.
econômica, constata-se correta­mente que Alternativa B: incorreta. O Brasil não foi uma colônia de
A a instalação de minifúndios no Brasil ajudava a criar povoamento, mas de exploração.
uma elite colonial ativa e um grande mercado consu- Alternativa D: incorreta. A existência de engenhos e a
midor na América. presença portuguesa na América não impediram as inva-
B a utilização de mão de obra livre e a vinda de uma sões estrangeiras, em especial as francesas e as holande-
grande quantidade de portugueses ao Brasil contri­ sas, uma vez que a França e a Holanda não aceitavam as
buíram para a formação de uma colônia de povoa- diretrizes impostas pelo Tratado de Tordesilhas e, para
mento no Nordeste. fazerem parte do processo de acumulação de capital no
C o latifúndio, a mão de obra escrava e a grande de- Período Mercantilista, buscavam colônias.
manda pelo açúcar na Europa faziam com que a ativi- Alternativa E: incorreta. Apesar de a cana-de-açúcar ter
dade açucareira fosse muito lucrativa. gerado riquezas no Nordeste, em especial em Pernambu-
D a existência de engenhos impediu tentativas de inva- co, tal atividade não levou à urbanização e ao consequente
são ao território brasileiro, dado que os países euro- surgimento de cidades, visto que ela necessitava, essen-
peus estavam submetidos ao Tratado de Tordesilhas. cialmente, de uma área rural para se desenvolver.
E a cana-de-açúcar no Nordeste possibilitou a formação
de grandes cidades em Pernambuco e na Bahia.

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QUESTÃO 87  Resposta correta: B
GEO2018012600411

Poucos temas na história das relações internacionais Tecnologias


Ciências Humanas e suas
têm sido tão controvertidos como os padrões de comér- Competência: 4
cio entre as nações. As discussões vêm ocorrendo desde Habilidade: 19
que os meios de transporte tornaram as trocas comerciais
de longa distância possíveis. […] Na configuração da nova Divisão Internacional do Traba-
Em épocas mais recentes, entretanto, esta questão lho, os países subdesenvolvidos reforçaram ainda mais
vai alcançando níveis diferentes, que incluem não apenas o seu papel como centro de exportação de matérias-
a questão de produzir ou comprar no exterior, mas tam- -primas aos países desenvolvidos, a baixos preços. Isso
bém os problemas mais complexos da dependência tec- pode ser notado no crescimento das áreas de plantação
nológica e do direito — ou da possibilidade de aprender de soja no Brasil e Argentina, bem como a expansão
a produzir. Este é um problema dinâmico, que se torna crescente de projetos de mineração em toda a América
particularmente preocupante quando se trata de discus- Latina e na África.
sões sobre comércio entre países em estágios desiguais
de desenvolvimento. Alternativa A: incorreta. Um dos elementos centrais da
ALBUQUERQUE, Marcos Cintra Cavalcanti de. Divisão Internacional do Trabalho. nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT) é a desi-
Lua Nova, São Paulo, n. 13, set. 1987. p. 95-103.
gualdade tecnológica entre os países. Essa problemática
Durante o século XX, o mundo passou por um conjunto implica uma perpetuação do caráter subdesenvolvido dos
de transformações, configurando, a partir das décadas de países que centram sua exportação em produtos de baixo
1970 e 1980, uma divisão internacional do trabalho entre valor agregado.
os países. Uma característica central dessa configuração Alternativa C: incorreta. A partir dos anos 1970, os pa-
éa íses subdesenvolvidos passaram a ter uma ampliação
A tendência à equiparação tecnológica entre os países, crescente de suas dívidas em decorrência dos emprés-
possibilitada pela ampliação dos financiamentos aos timos tomados.
países subdesenvolvidos. Alternativa D: incorreta. Apesar de alguns países terem
B ampliação das exportações dos países subdesenvol- passado por um processo de industrialização, ele se privi-
vidos de produtos primários de baixo valor agregado legiou a setores de baixo valor agregado.
para os países desenvolvidos. Alternativa E: incorreta. A nova Divisão Internacional do
C redução das dívidas dos países subdesenvolvidos, a trabalho implicou em um processo crescente de depen-
partir da ampliação das exportações. dência econômica dos países subdesenvolvidos, princi-
D industrialização crescente nos países subdesenvolvi- palmente em decorrência da ampliação da dívida externa.
dos, principalmente em setores com alto valor agre-
gado.
E maior independência política e econômica dos paí-
ses, como observado nos diversos processos de in-
dependência dos países africanos.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 88


QUESTÃO 88 
FIL2018030600104

No diálogo “Críton, ou do dever”, Sócrates aguarda,


na prisão, a execução de sua sentença, que consiste em
tomar cicuta. Seu discípulo Críton vem lhe propor a fuga
e o exílio afirmando que a condenação teria sido injusta.
Sócrates recusa a oferta e, em resposta a Críton, perple-
xo pela recusa, apresenta a seguinte razão: “... viver não
é o que mais deve importar, mas viver bem”.
MARCONDES, Danilo. Antologia de textos básicos de Filosofia.
RJ: Zahar, 2007. p. 25-7. (Adaptado).

Pela análise da cena apresentada, é correto afirmar que a


lição filosófica presente na postura socrática
A é reduzida à indiferença em relação aos valores de
sua comunidade.
B revela que a sabedoria, sendo metafísica, não se en-
contra em vida.
C aponta que a política é, por excelência, harmoniosa e
visa ao bem comum.
D evidencia que a morte não é boa nem má diante de
um sacrifício místico.
E demonstra que a eudemonia se encontra na vida ética
e sábia.

Resposta correta: E

Tecnologias
Ciências Humanas e suas
Competência: 2
Habilidade: 9

A morte de Sócrates foi também um ato político, na


medida em que revelou que, antes de governar a co-
munidade, as pessoas devem aprender a se governa-
rem. Disso resulta que a vida valorizada é aquela que é
pensada.

Alternativa A: incorreta. A postura socrática implica em


resistência pacífica, reflexiva e filosófica diante de seu
julgamento público. Portanto, não se relaciona com a in-
diferença aos valores da comunidade na qual fazia parte.
Alternativa B: incorreta. A lição socrática é de que a
sabedoria, mesmo sendo metafísica, é alcançável em
vida, pela razão humana, com uma postura autônoma e
reflexiva.
Alternativa C: incorreta. A biografia de Sócrates revelou
os impasses e as tensões inerentes ao jogo político social
de sua época: demagogia, censura e intolerância.
Alternativa D: incorreta. O sacrifício socrático foi pon-
derado, voluntário, autônomo e político, decorrendo dos
princípios filosóficos que ele defendia no espaço público
de Atenas.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 89


QUESTÃO 89  Resposta correta: A e C
SOC2018030600502

A novidade em Darwin era a descrição de alguns dos


Ciências Humanas e suas Tecnologias
processos pelos quais as novas espécies se desenvolviam Competência: 1
e sua generalização como seleção natural. É irônico que Habilidade: 1
essa metáfora radicalmente nova, na qual se considerava
que a natureza descartava e ao mesmo tempo desenvolvia Alternativa A: correta. O darwinismo social pode ser ca-
diversas formas de vida, se tenha sustentado no interior racterizado como uma tentativa de comprovar cientifica-
de uma descrição contínua do processo como evolução, mente, com base na apropriação equivocada das ideias
com o sentido de desenvolvimento do que já existia ou de de Darwin, a suposta superioridade racial de algumas
maturação do que já estava pré-formado. [...] sociedades, ou seja, uma tentativa equivocada, de defen­
Não obstante, na medida em que se difundiu uma nova sores da eugenia, de aplicar a teoria da evolução biológi-
compreensão sobre as origens das espécies, a evolução ca à sociedade.
perdeu, na Biologia, o sentido de planejamento intrínseco Alternativa C: correta. O darwinismo social corresponde
e se tornou um processo de desenvolvimento histórico à tentativa inicial de estabelecer normas científicas para
natural. o estudo da sociedade e, para isso, os teóricos sociais
WILLIAMS, Raymond. Palavras-chave: um vocabulário de cultura e sociedade. apropriaram-se de teorias evolucionistas originárias das
São Paulo: Boitempo, 2007, p.167.
Ciências Naturais para explicar os estágios evolutivos das
Considerando as informações apresentadas no texto, sociedades.
sabe-se que o darwinismo social é principalmente uma
A tentativa de comprovar, por meios científicos, a supe- Alternativa B: incorreta. O darwinismo social prevê a
rioridade de algumas sociedades sobre outras. evolução das sociedades de maneira linear, admitindo
B teoria que demonstra, cientificamente, que a evolução como padrão de maturidade social o desenvolvimento
das sociedades não segue um padrão linear. industrial.
C apropriação das teorias evolucionistas das Ciências Alternativa D: incorreta. As ciências sociais não compre-
Naturais pela Sociologia, que buscava compreender endiam, inicialmente, que as diferenças entre as diferen-
as desigualdades entre as sociedades. tes sociedades ocorriam por diferenças biológicas, mas
D teoria que busca compreender as diferenças biológi- sim pelas diferenças de complexidade das sociedades,
cas entre as diferentes sociedades. ou seja, níveis de industrialização e urbanização.
E tentativa de comprovar, cientificamente, a relação en- Alternativa E: incorreta. Apesar de o darwinismo social
tre o comportamento humano e o comportamento dos ter se originado nas ciências naturais, não houve a tenta-
animais. tiva de relacionar, cientificamente, o comportamento hu-
mano ao dos animais irracionais.

CH - 1o dia | Ciclo 2 - Página 90


QUESTÃO 90  Resposta correta: D
GEO2018012600410
O meu lugar Tecnologias
Ciências Humanas e suas
[...] Competência: 6
Habilidade: 29
O meu lugar
Tem seus mitos e Seres de Luz O conceito de lugar na Geografia compreende a dimen-
É bem perto de Osvaldo Cruz são do vivido. É a escala da vida cotidiana, da dimensão
Cascadura, Vaz Lobo e Irajá prático-sensível, em que se tem contato com as transfor-
mações e elementos da realidade.
O meu lugar
É sorriso, é paz e prazer Alternativa A: incorreta. O conceito da Geografia rela-
O seu nome é doce dizer cionada às dimensões de poder é o conceito de território,
Madureira, iá laiá que surge a partir das distintas relações no espaço.
Madureira, iá laiá Alternativa B: incorreta. A indicação de um ponto no glo-
bo terrestre pode ser compreendida como um elemento
Ai, meu lugar puramente cartográfico, uma localidade, um local e não
A saudade me faz relembrar portador da significância do conceito de lugar.
Os amores que eu tive por lá Alternativa C: incorreta. Durante grande parte da ciência
É difícil esquecer geográfica o conceito de espaço e de paisagem estava
CRUZ, A. O meu lugar. vinculado a descrição de aspectos naturais. No entanto,
o conceito de lugar advém de um movimento de aden-
A música apresentada faz uso do conceito de lugar, termo
trada do fator humano enquanto preocupação da ciência
bastante utilizado pela ciência geográfica. Esse conceito
geográfica.
tem sua aplicação na Geografia centrada principalmente
Alternativa E: incorreta. Apesar de o lugar ser a dimensão
em aspectos relacionados
do prático-sensível, o conceito que melhor compreende as
A às relações de poder, isto é, indica distinções entre os
dimensões relacionadas às sensações e ao percebido é o
diferentes grupos.
conceito de paisagem.
B à indicação cartográfica de um ponto no globo terres-
tre, suportada por coordenadas geográficas.
C aos elementos físico-naturais que compõem determi-
nada área.
D à dimensão do vivido, à escala na qual se tem contato.
E aos elementos percebidos pelos sentidos, primeiro
elemento de contato com a realidade.

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