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Unit – Centro Universitário Tiradentes

Curso: Engenharia de Petróleo

Introdução a Avaliação de Formação

5º Período
Docente: Vanessa Limeira

Maceió, Ano 2018.


Tópicos

 Introdução a Avaliação de Formações


Cadeia Produtiva
Projeto Exploratório
Levantamentos Sísmicos e
Métodos Potenciais
Avaliação e
Acompanhamento Geológico
Interpretação Sísmica e do Poço
Geológica

Programa de Avaliação
Proposta de Locação
(Potencial do Bloco)

Posicionamento do Ponto Desenvolvimento do Campo


para Perfuração

Perfuração do Poço
Avaliação de Formações

 São as atividades e estudos que visam avaliar


qualitativamente e quantitativamente o potencial
de uma jazida petrolífera, ou seja, a sua
capacidade produtiva e a valoração das suas
reservas de óleo e gás.

 Atividades:
Acompanhamento Geológico
Teste de Formação
Perfilagem
Avaliação de Formações

 Baseia-se principalmente:
- Perfilagem a poço aberto
- Teste de formação a poço aberto
- Testes de pressão a poço revestido
- Perfilagem de Produção

 Informações anteriores à Perfilagem:


Estudo geológico e geofísico da área ou na
etapa de perfuração do poço.
Avaliação de Formações
 Perfuração do Poço Pioneiro
 Locação é definida no estudo geológico e geofísico da área  dados
sísmicos.
Avaliação de Formações
 Durante a perfuração do poço: indícios podem indicar a possibilidade da
presença de HC em uma determinada formação.
Diferentes Tipos de Poços de Petróleo e Gás Natural

a) Poço pioneiro: é o primeiro poço perfurado


quando buscamos petróleo e/ou gás natural;
b) Poço estratigráfico: fazemos esse tipo de
perfuração para mapear dados geológicos das
camadas de rocha e obter outras informações
relevantes;
c) Poço de extensão ou delimitatório: esse tipo
de poço é perfurado quando queremos
ampliar ou demarcar os limites de uma jazida;
d) Poço pioneiro adjacente: perfuração que
fazemos para descobrir novas jazidas em uma
área adjacente a uma descoberta anterior;
e) Poço para jazida mais rasa: quando
queremos testar se existem jazidas mais rasas
do que as já descobertas numa determinada
área;
f) Poço para jazida mais profunda: quando
queremos testar se existem jazidas mais
profundas do que as já descobertas numa
determinada área;
Diferentes Tipos de Poços de Petróleo e Gás Natural

 Depois de todas as pesquisas e testes


exploratórios nos poços pioneiros e
adjacentes, quando nos certificamos de que
uma descoberta tem viabilidade econômica,
passamos para os seguintes tipos de poços:

g) Poço de produção ou desenvolvimento:


é com esse tipo de poço que drenamos o
petróleo de um campo;
h) Poço de injeção ou injetor: para
aumentar ou melhorar a recuperação de
petróleo e gás natural de um reservatório,
injetamos fluidos como água e gás.
i) Poço especial: para quaisquer outros
tipos de poço.
Diferentes Tipos de Poços de Petróleo e Gás Natural

Entre as outras classificações para os


poços de petróleo está a direção da
perfuração, que se subdivide da seguinte
forma:

j) Poço vertical: nesse tipo de perfuração,


a sonda e o alvo (ou objetivo) estão na
mesma reta vertical;
k) Poço direcional: qualquer poço em que
a perfuração não é feita na vertical;
l) Poço horizontal: é um tipo de perfuração
feita na horizontal, especialmente para
garantir um maior aproveitamento do
petróleo.
Avaliação de Formações
 Durante a Perfuração do Poço
- Análise das Amostras de Calha
- Testemunhos
- Anomalias de detector de gás
- Velocidade de perfuração
- Kicks de gás, óleo ou água na lama
- Perfilando durante a perfuração (LWD)

 Após a Perfuração do Poço


- Perfilagens elétrica, radioativa, acústica e de ressonância
magnética.
- Teste de Formação a cabo;
- Amostragem lateral (Plug)
- Teste de Formação a Poço Aberto e a Poço Revestido
Avaliação de Formações

Atividades:
 Acompanhamento Geológico
 Perfilagem
 Teste de Formação
Acompanhamento Geológico

 Envolve o estudo da Terra por meio de observações


diretas de rochas que estão expostas na superfície
ou de amostras retiradas de poços perfurados e a
consequente dedução de sua estrutura, composição
e história geológica.
Acompanhamento Geológico

 Avaliação de Macroestruturas:

- Antecede a perfuração de poços e também à


fase da Avaliação da Formação (durante e após a
Perfuração do poço). É compreendida pela:

a) Geologia de Superfície
b) Gravimetria
c) Magnetometria
d) Sísmica
 Gravimetria e Magnetometria
 Gravimetria e Magnetometria
 Realiza o mapeamento de rochas que afloram na
superfície.

 Conhecer e delimitar as bacias sedimentares e


identificar estruturas capazes de acumular HC.

 Mapas Geológicos: construídos e atualizados


pelos exploradores.

 Rochas ígneas e metamórficas são eliminadas e


pequenas bacias com espessura sedimentar
muito reduzida ou sem estruturas favorável à
acumulação.
Levantamentos geológicos de
campo (Amostragem e
Mapeamento do Campo). Foto Aérea: Ferramenta tradicional
com alta resolução (Detalhes do
campo).
EXSUDAÇÃO DE ÓLEO NA BACIA DE ALMADA, BAHIA
Avaliação de Formações Geológicas

 Esta avaliação cobre um leque variado de medições e


técnicas de análise que têm como objetivo complementar:

- A definição dos limites dos reservatórios


- Determinar a capacidade de armazenamento de HC
- Presença e tipo de HC
- Capacidade de produção e valor econômico.

 Recorre-se à amostras, como calhas (cuttings) e


testemunhos (carotes) de sondagem, que se colhem
durante a perfuração, a testes e a diagrafias (métodos
físicos de estratigrafia).
 Consiste no estudo de dados geológicos em um
poço exploratório.
ÁREA DE CAPIANGA
 Consiste no estudo de dados geológicos em um
poço exploratório.
 Exemplo de Dados Geológicos do Poço

 O poço 1-CG-1-BA estaria situado sobre uma plataforma rasa, segundo os


geofísicos.
 O Sergi seria encontrado a 1.117m e o embasamento a 1.617 de
profundidade segundo o prospecto.
 A sonda que perfurou o poço tinha capacidade para perfurar 1.800m.
 A sonda perfurou até 1517m, onde, erradamente, influenciado pela previsão
sísmica para a profundidade do embasamento (que o tinha previsto a
1617m), o geólogo encontrou um falso embasamento (um conglomerado
cujos seixos incluem fragmentos de rochas ígneas, fato comum neste tipo
de bacia).
Avaliação de Formações

 Durante a Perfuração do Poço:

 Acompanhamento Geológico do Poço:


Principais Atividades:
- Descrição de amostras de calha e de testemunhos;
- Identificação de indícios de HC em amostras de calhas,
testemunhos, detector de gás e fluido de perfuração;
- Confecção do perfil de acompanhamento geológico PAG ou
“Strip Log”.
Avaliação de Formações Geológicas

 Fontes de informação para Avaliação de Formação:


Acompanhamento
Geológico do Poço
 O que são amostras de calha?

- São os fragmentos de rocha resultantes da ação


mecânica da broca, que vêm à superfície transportados pelo
fluido de perfuração.

- Intervalo de Coleta: Depende da


finalidade do poço.

- Descrição em lupa binocular e o


registro em programa específico (PAG)
Avaliação de Formações Geológicas
 Peneira da sonda para limpeza do fluido e
separação dos cascalhos.

Coleta de Amostras de Calha


Avaliação de Formações Geológicas
 Shale Shaker ou Peneira Vibratória
Avaliação de Formações Geológicas

 Amostras de Calha: Descrição é


feita em Lupa binocular e
registrada em formulários
padronizados.

Exemplo:1042-1045m - 70% arenito fino, bem


selecionado, poroso, micáceo; 30% folhelho
verde escuro, calcítico.

 Revelar a presença de petróleo:


Manchas, Fluorescência e Corte.
Avaliação de Formações Geológicas
 Amostra de Calhas (Cuttings)
Avaliação de Formações Geológicas
 Análise de Calhas (Cuttings)

 O tamanho das calhas depende do tipo de lama de


perfuração, da consolidação, do tamanho dos grãos e da
cimentação da formação geológica, do tipo de ferramenta de
perfuração.

 Examinados ao microscópio para a determinação da


litologia, manchas de óleo e porosidade.
 Feito este exame é possível realizar a descrição da
amostra contendo:
 Tipo de Rocha;
 Cor;
 Dureza;
 Descrição dos grãos (relativamente ao tamanho, forma,
distribuição);
Avaliação de Formações Geológicas
 Análise de Calhas (Cuttings)

 Para que a amostragem de cuttings seja precisa permitindo


a correta caracterização litológica e controle de washouts é
necessário saber a que formações correspondem as
calhas que se vão obtendo durante a perfuração.

 Deste modo, é importante o cálculo do lag time, ou seja, do


7 tempo que as calhas demoram a chegar desde o local
onde foram originados até à superfície.
 O lag time depende das dimensões dos tubos por onde
passa a lama, da capacidade de
movimentação/bombeamento da lama e das próprias
características da lama, como por exemplo da sua
capacidade de suspender as calhas.
Acompanhamento Geológico do Poço
Acompanhamento Geológico do Poço

 Manchas de Óleo: nos fragmentos de rocha


geralmente estão associadas ao óleo residual.

- Pode ser observada tanto nos poros da rocha quanto na


superfície dos grãos.
- A cor da mancha dá uma ideia do tipo de óleo contido no
reservatório.
- Aspecto preto e viscoso é indicativo de óleo morto.
- Mancha de óleo de cor castanho-clara é indicativo de
óleo de boa qualidade.
Acompanhamento Geológico do Poço

 Fluorescência: É a luminosidade produzida no


fragmento de rocha sob luz ultravioleta.

A presença de petróleo ou gás nas amostras se


expressa na forma de fluorescência. Pode ser
TOTAL, ESPARSA ou PUNTUAL.
Acompanhamento Geológico do Poço
 Fluorescência:
Total é quando todos os grãos da amostra
apresentam fluorescência.
Esparsa quando 10 a 90% dos grãos
apresentam.
Puntual quando menos de 10% a apresentam.

 Nem sempre a fluorescência se deve à presença


de óleo. Alguns minerais, como a calcita são
fluorescentes, o que se denomina fluorescência
mineral.
Acompanhamento Geológico do Poço
 Fluorescência:

Relação do Grau API de óleos com a cor da fluorescência

Fluoroscópio utilizado na observação de indícios de óleo em


amostras ou em fluidos.
Acompanhamento Geológico do Poço

 Corte: ocorre quando, sob a luz ultravioleta, é aplicado


um solvente orgânico (tricloroetano) na amostra, e o
líquido se torna fluorescente.

 Imediato: boa permeabilidade.


 Moderado: média permeabilidade.
 Provocado: indica baixa permeabilidade ou óleo
residual.

 Exemplo: 1042-1045m - 70% arenito fino, bem


selecionado, poroso, micáceo, com fluorescência total,
corte imediato; 30% folhelho verde escuro, calcítico.
Obs.: Fluorescência e corte: lama for a base de água.
Na lama a base de óleo este mascara a presença do
petróleo natural presente na rocha.
Acompanhamento Geológico do Poço
Corte radial Corte aureolar
Acompanhamento Geológico do Poço

 Características observadas nas Amostras de


Calha:

 Tipo de rocha e percentual de ocorrência de cada tipo


litológico;
 Cor e tonalidade;
 Granulometria e arredondamento dos grãos;
 Seleção dos grãos;
 Composição principal e acessória das rochas;
 Matriz e Cimento;
 Porosidade;
 Indícios de HC (fluorescência, corte e mancha);
Avaliação de Formações Geológicas
 Mud logging ou Registro de lama:

 É uma operação de caráter contínuo feita durante a


perfuração.
 Este tipo de medição pode apontar zonas que
exijam obtenção de informação adicional, como por
exemplo através de diagrafias e/ou testes mais
extensivos.
 Podem também diminuir a ambiguidade de outras
fontes de informação.
Avaliação de Formações Geológicas
 Mud logging ou Registro de lama:

 Unidade de mud logging, instalada no local da


perfuração.
Avaliação de Formações Geológicas
 Mud logging ou Registro de lama:

 A informação da unidade de mud logging provém:

 Sensores colocados em vários pontos da sonda;


 Análise de calhas e gases associados ao retorno
da lama de perfuração.

 É importante no controle de perdas de lama para a


formação geológica e na avaliação da pressão da lama de
perfuração, permitindo obter alguns parâmetros da formação,
cálculo da profundidade, índice de penetração da perfuração
(Rate of Penetration - ROP) e optimização da perfuração,
como na optimização da hidráulica da perfuração, percurso
do poço, controle de pressões, entre outros.
Exemplo de um registro obtido numa unidade de mud logging
Avaliação de Formações Geológicas
 Lag Time

 É o intervalo de tempo de viagem necessário para bombear


calhas de cada profundidade específica para a superfície. Pode
ser expresso em termos de tempo (minutos) e de cursos de
bomba.
Avaliação de Formações Geológicas
 Lag Time

 O Lag Time sempre muda quando um poço se torna mais


profundo e/ou quando há mudança de velocidade de
bombeamento.

 Fatores que afetam o cálculo do lag time: Volume anular do fluido


de perfuração e a taxa de fluxo de lama de perfuração.

 Com determinado volume anular, o lag time normalmente


expresso em minutos, pode ser determinado dividindo o volume
anular (bbls) pela vazão de fluxo (bbl / min).

 Se houver mudanças na taxa de fluxo de lama, o valor do time


lag também será alterado.
Avaliação de Formações Geológicas

 Para compensar quaisquer alterações, o time lag é transformado


em cursos de bomba também; portanto, uma mudança na
velocidade da bomba não afetará o time lag.

 Cálculo do Lag Time

 Há três etapas a serem feitas para calcular o lag time:


1. Cálculo da saída da bomba.
2. Cálculo do volume anular a uma determinada profundidade.
3. Cálculo do Lag time teórico.
Avaliação de Formações Geológicas
 Cálculo do Lag Time

1) Fórmula de saída da bomba

Bomba Triplex de Saída em bbl / stk =


0.000243 x (diâmetro do revestimento em
polegadas) 2 X (comprimento do curso em
polegadas)

Bomba Duplex de Saída em bbl/stk =


0.000162 x S x [2 (D) 2 - d 2 ]

Onde:
D = diâmetro do revestimento em polegada
S = comprimento do curso em polegada
d = diâmetro da haste em polegada

Fonte: http://www.drillingformulas.com/pump-
output-calculation-for-duplex-pump-and-
triplex-pump/
Avaliação de Formações Geológicas
 Cálculo do Lag Time

Exemplo 1: Determine a saída da bomba em bbl/stk com 100% e


97% de eficiência. Tamanho da linha = 6 polegadas e Comprimento
do curso = 12 polegadas.
Solução:

Triplex Bomba Saída em bbl / stk = 0.000243 x (diâmetro do revestimento


em polegadas) 2 X (comprimento do curso em polegadas)

Saída da bomba triplex:


PO @ 100% = 0,000243 x 6 2 x 12
PO @ 100% = 0,104976 bbl / Stk

Ajuste a saída da bomba triplex de eficiência de 97%:


equivalente Decimal = 97 ÷ 100 = 0,97
PO @ 97% = 0,104976 bbl / stk x 0,97
PO @ 97% = 0,101827 bbl / stk
Avaliação de Formações Geológicas
 Cálculo do Lag Time

Exemplo 2: Determine a saída da bomba duplex em bbl/stk com


eficiência de 100% e 85%.
Diâmetro do revestimento = 6 polegadas
Comprimento do curso = 12 polegadas
Diâmetro da haste = 2,0 pol.

Solução:

Bomba Duplex de Saída em bbl/stk = 0.000162 x S x [2 (D) 2 - d 2]

Eficiência da bomba duplex = 100%.


PO @ 100% = 0.000162 x 12 x [2 (6) 2 -2 2 ]
PO @ 100% = 0,132192 bbl / Stk

Ajustar a saída da bomba para 85% de eficiência:


PO @ 85% = 0,132192 bbl / stk x 0,85
PO @ 85% = 0,112363 bbl / stk
Avaliação de Formações Geológicas
 Cálculo do Lag Time

2) Cálculo da Capacidade do Anular

 Espaço entre o revestimento ou furo e o tubo de


perfuração ou revestimento.

Annular capacity in bbl/ft = (Dh2 – Dp2) ÷1029.4

Annular capacity in ft/bbl = 1029.4 ÷ (Dh2 – Dp2)

Dh é OD maior e Dp é menor ID. Normalmente, Dh é o tamanho


do orifício e Dp é o tubo de perfuração OD.
Avaliação de Formações Geológicas
 Cálculo do Lag Time

Exemplo 3: Determine a capacidade anular em bbl/ft e em ft/bbl.


Dados: Hole size (Dh) = 6-1/8 in e Drill pipe ID (Dp) = 3.5 in.

Solução:

Annular capacity in bbl/ft = (Dh2 – Dp2) ÷1029,4


Annular capacity in bbl/ft = (6,1252 – 3,52) ÷1029,4
Annular capacity = 0,0245 bbl/ft

Annular capacity in ft/bbl = 1029,4 ÷ (Dh2 – Dp2)


Annular capacity in ft/bbl = 1029,4 ÷ (6,125 2 – 3,5 2)
Annular capacity = 40,743 ft/bbl
Avaliação de Formações Geológicas
 Exemplo do Cálculo do Lag Time
 Determine o lag time do fundo do poço até a superfície com as seguintes
informações:
Bit depth = 9500’ MD
Pump rate = 300 GPM (Galões por minuto)
Annular volume at 9500’ MD = 250 bbl
Pump details: Triplex pump, 97% efficiency, liner size 6” and stroke
length 12”

Solução: Triplex Pump Output in bbl/stk = efficiency x 0,000243 x (liner


diameter in inch) 2 X (stroke length in inch)
Triplex Pump Output in bbl/stk = 0,97x 0,000243 x (6) 2 X (12)
Triplex pump output = 0,102 bbl/stroke

Pump rate = 300 GPM ÷ 42 = 7,14 bbl/minute

Lag time in minutes = 250 bbl ÷ 7.14 bbl/minute = 35 minutes


Lag time in strokes = 250 bbl ÷ 0,102 bbl/stroke = 2451 strokes
Testemunhagem
 Processo de amostragem direta, com obtenção de uma
seção representativa da rocha em subsuperfície
(testemunhos), na sua exata profundidade.

- Convencional: obtido durante a perfuração, podendo-se


adquirir qualquer metragem.
- Amostragem Lateral: obtida após a conclusão do poço em
zonas pré-selecionadas através de perfis, restrita a
pequenos plugues da ordem de 1” de comprimento por ½”
de largura.
Acompanhamento Geológico do Poço
 Testemunhos

Testemunhagem: Comprova a litoface identificada pela


perfilagem.

 Por causa do custo operacional e temporal relativamente alto, só é


realizada em alguns poços estratégicos.
 Os testemunhos são amostras preservadas, bastante
representativas da formação.

 Equipamento: Barrilete testemunhador – Composto de uma broca


especial, chamada coroa de testemunhagem, que corta um
pedaço de rocha em forma cilíndrica, que é retirado por um
apanhador.
Acompanhamento Geológico do Poço
 Testemunhos

 Apanhador: Equipamento destinado a reter o testemunho cortado


dentro de um tubo interno fino, chamado de barrilete interno, que
por sua vez vai dentro de outro tubo (grosso e robusto) – barrilete
externo.

 Este equipamento é descido até o fundo do poço, com o auxílio da


coluna de perfuração.
 Testemunhos Convencionais

Lâmina
petrográfica
extraída do
testemunho
Acompanhamento Geológico do Poço
 Testemunho

Testemunhos de reservatórios de petróleo. Calcário impregnado de óleo e


sem óleo.
Equipamentos

Amostras de Subsuperfície – Testemunho – Cilindro de Rocha

 Coletadas em diferentes profundidades

 https://www.youtube.com/watch?v=r3xMsdQiXOI

Tempo: 5min30

 https://www.youtube.com/watch?v=v_oROa6_t7k

 https://www.youtube.com/watch?v=8RzPtA6lWp0
Acompanhamento Geológico do Poço
 Testemunho Lateral

Amostragem Lateral: obtida após a


conclusão do poço em zonas pré-
selecionadas através de perfis, restrita a
pequenos plugues da ordem de 1” de
comprimento por ½” de largura.
Acompanhamento Geológico do Poço
 Objetivos de uma Testemunhagem:

- Avaliação de Indícios;
- Obtenção de dados paleontológicos;
- Estudos estratigráficos e sedimentares;
- Estudos de reservatório;
- Determinação dos parâmetros petrofísicos da
rocha.

Testemunhos
Avaliação de Formações Geológicas
 Análise de Gases

 É realizada com os seguintes objetivos:

 Controle/monitorização do equilíbrio entre as


pressões das formações geológicas e da lama
evitando ocorrência de kick ou mesmo blowout;
 Verificar a presença ou não de hidrocarbonetos e
obtenção da sua composição e concentração se
possível;
 Controle de outros gases que possam causar danos
à saúde humana ou ao funcionamento do
equipamento.
Avaliação de Formações Geológicas
 Análise de Gases

 Para este tipo de análise é necessário recolher


uma amostra de gás e para esse fim existem diversos
métodos e equipamentos.
Exemplo: O dispositivo designado de armadilha
de gás (gas trap).

- Detector de chama de ionização (flame


ionization detector – FID): utilizado para detecção
de HC através da combustão da amostra.

- Análise cromatográfica de gases: permite


obter a composição e concentração individual dos
diferentes componentes dos HC devido às
diferenças de solubilidade ou através da difusão
diferenciada por intermédio de uma membrana
molecular.
Avaliação de Formações Geológicas
 Análise de Gases

 A análise de gases é extremamente importante na


detecção de gases que podem surgir numa exploração
petrolífera para além de hidrocarbonetos, como é o caso
do dióxido de carbono (CO2), o sulfureto de hidrogénio
(H2S), o hélio (He), o azoto (N) e o hidrogênio (H).

 A detecção de H2S, por se tratar de um gás tóxico


mesmo em pequenas concentrações, deve ser feita o
mais rapidamente possível.
Avaliação de Formações Geológicas
 Detector de Gás

- Equipamento de grande
utilidade para prevenir kicks
e blowout, detectar HC não
influenciáveis pela luz
ultravioleta, ajudar na
interpretação de perfis e
identificar gases leves e
totais.
Avaliação de Formações Geológicas
 Detector de Gás (Gas Trap)
Avaliação de Formações Geológicas

Todas as informações de perfuração (inclinação


do poço, características da lama, tipo de broca) e
de geologia (amostras de calha, testemunhos,
detector de gás) são plotadas num gráfico em
forma de perfil, em tempo real, ao longo da
perfuração do poço.

Este perfil será posteriormente, junto com as


informações da perfilagem, utilizado na avaliação
do poço.
Perfil do Acompanhamento do Geológico (PAG)
Acompanhamento Geológico do Poço
Traz informações importantes tais como:

a) Presença de rochas reservatório.


b) Indícios de gás indicam potencial para presença comercial de
óleo ou gás.
c) Indícios em calha (fluorescência, corte) indicam que existe
petróleo, ou que já passou petróleo pelo reservatório durante
a migração.
d) Queda brusca no tempo de penetração indica existência de rocha
porosa (a broca perfura com mais facilidade).
e) Testemunhos são fontes importantíssimas de dados diretos
de propriedades petrofísicas.
Referências
 ROCHA L. AZEVEDO C. Projeto de Poços de Petróleo - Geopressões e
Assentamento de Colunas de Revestimento - 2ª Edição. Editora
Interciência, 2009.

 THOMAS, J.E. Fundamentos de Engenharia de Petróleo. Editora


Interciência. Petrobrás. Rio de Janeiro. 2001.

 ROSA, R. Avaliação das Formações. Programa de Formação da Petróleo.


Curso de Engenharia de Petróleo, 2007.

 Teixeira, W.; Taioli, F.; airchield, T.; Toledfo, M.C.M. Decifrando a Terra,
Companhia Editora Nacional, São Paulo, 558p, 2008.

 Site da Petrobras. http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/conheca-os-


diferentes-tipos-de-pocos-de-petroleo-e-gas-natural.htm

 Samson Oil and Gas Limited. http://www.getfilings.com/sec-


filings/130402/Samson-Oil-and-Gas-LTD_8-K/v340257_ex99-2.htm
Atividade

a) Identifique através dos aspectos geológicos a figura


abaixo (Bacia, Formação, Gênese das Rochas).
b) Quantos poços são apresentados na Figura?
c) Qual o intervalo de profundidade?
d) Qual o tipo de poço quanto ao fluido?
e) Identifique na figura esquemática os elementos de um
sistema petrolífero.
f) Exemplifique os tipos de rocha do sistema petrolífero
na figura.
Atividade