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PROVA POLÍCIA MILITAR DO DISTRITO FEDERAL - SOLDADO

QUESTÕES DE CRIMINOLOGIA
Prova Tipo A

QUESTÃO NÚMERO 28
28. LETRA D.

COMENTÁRIO: A criminologia não cria tipos penais, não intervém diretamente na pessoa do infrator, não
impõe medidas a nenhuma autoridade, não cria hipóteses de aumento ou diminuição de penas. A
criminologia avalia os modelos de resposta ao crime, explica o crime e previne a delinquência.

QUESTÃO NÚMERO 29
29. LETRA B.

COMENTÁRIO: Questão vista no aulão de véspera! Lista pacífica de objetos da criminologia: delito,
delinquente, vítima e controle social.

QUESTÃO NÚMERO 30
30. LETRA C.

COMENTÁRIO: Modelo de segurança cidadã.

O modelo de segurança cidadã apresenta os seguintes traços: política criminal voltada para a delinquência
clássica e atitude conformista antes os obstáculos para perseguir o crime dos poderosos; difusão, na opinião
pública, do medo de vir a ser vítima de um delito, com a consequente incompreensão do delinquente e
injustificada confiança na efetividade das proibições
penais; exacerbação dos interesses particulares das vítimas, que se sobrapõem ao interesse público de
ocorrência de um juízo justo; descrédito, para influenciar decisões legislativas, dos especialistas em temas
criminais, que perdem lugar para o discurso da opinião pública e dos meios de comunicação social
(populismo); fortalecimento do sentimento de vingança e revalorização do componente aflitivo da punição
no lugar de preocupações com a ressocialização dos apenados; crença de que vale a pena renunciar a
garantias em prol de maior efetividade do sistema legal (o cidadão não se sente diretamente tocado pelos
abusos a que possa estar submetido); implicação direta da sociedade na luta contra a delinquência (daí o
nome segurança
cidadã: a comunidade assume protagonismo, não apenas com programas de autoproteção das vítimas ou
programas de controle da vizinhança, mas também com a expansão da segurança privada, que significa o
desempenho, pela comunidade, de funções tradicionalmente reservadas aos órgãos de controle social
formal); substituição do paradigma etiológico e do paradigma da criminologia crítica por uma crença da
existência do crime como consequência do mau funcionamento das instâncias de controle social. Um dos
defensores do modelo de segurança cidadã é José Luis Díez Ripollés que, a partir da Espanha, explica que o
garantismo penal é dotado de grave imobilidade e se afasta da realidade, o que faz com que se torne peso
morto.
Por tudo isso, o modelo de segurança cidadã não significaria, para Pablos de Molina, avanço, nem progresso,
mas sim regressão, involução.

Mariana Barreiras
Servidora pública federal desde 2009. Graduada em Direito e Mestre em Direito Penal e Criminologia pela
Universidade de São Paulo(USP). Professora de Legislação de Interesse da Atividade de Inteligência, Direito
Penal e Criminologia em cursos preparatórios para concurso público. Autora do livro ABIN - Legislação de
Inteligência Sistematizada e Comentada, publicado pela editora JusPodivm. Foi Assessora Técnica da
Comissão Nacional da Verdade da Presidência da República (2012 a 2014). Foi Agente de Promotoria do
Ministério Público do Estado de São Paulo (2006-2009). Lecionou as disciplinas Direito Penal e Criminologia na
Faculdade de Direito da USP, dentro do Programa de perfeiçoamento do Ensino. Foi membro de diversas
coordenações do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, tendo orientado pesquisas do Laboratório de
Iniciação Científica. Co-autora do livro Criminologia e os problemas da atualidade e autora de artigos nos
temas de Direito Penal e Criminologia.

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