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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA

INSTITUTO DE TECNOLOGIA - ITEC


FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL - FEC
ANÁLISE COMPUTACIONAL DE ESTRUTURAS

RELATÓRIO
LANÇAMENTOS DE ESTRUTURA NO SAP2000

Magno Soares Cordeiro – 201406740119


Klezer Mauro Ribeiro de Andrade – 201206740083
Luis Henrique Silva da Cunha – 201206740123

BELÉM – PA
JAN / 2018
RELATÓRIO
1. INTRODUÇÃO
Atualmente, visando atender um mercado cada vez mais exigente
quanto a complexidade à concepção e execução de alguns projetos estruturais,
softwares tem sido uma solução que tem se mostrado de grande valia em
todos os aspectos de um projeto. Um desses softwares é o SAP2000, que
possibilita a princípio uma concepção prévia de uma cadeia estrutural
complexa a nível de projeto, e posteriormente sua análise qualitativa, a saber,
as interações, reações, esforços e grandezas matemáticas quem compõem um
modelo estrutural, permitindo ao executor uma compreensão clara e
abrangente do comportamento da futura estrutura.

2. OBJETIVO
O objetivo deste relatório é demonstrar o passo-a-passo do lançamento
de uma estrutura relativamente simples no SAP2000, do início ao fim,
composta de um pavimento térreo, dois pavimentos tipo e uma laje de
cobertura, detalhando o máximo possível cada uma das etapas e
demonstrando a inserção dos parâmetros e critérios previamente estabelecidos
no escopo deste trabalho.

3. MODELAGEM NO SAP2000

3.1 – DESCRIÇÃO DO LANÇAMENTO DO GRID


Ao acessarmos a tela inicial do SAP2000 selecionamos o ícone “New
Model” (Figura 1) e selecionamos a opção “Blank” (Figura 2). Em seguida
selecionamos a opção “Edit Grid Data” e definimos o sistema de unidade no
canto inferior direito da tela, a saber KN.m.C (Figura 3).
Figura 1 - selecionando a opção New Model

Figura 2 - selecionando a opção Blank


Figura 3 - selecionando a opção Edit Grid Data e definindo o sistema de unidades

Após isso, selecionamos a opção “Add New System” (Figura 4) para


criar um novo sistema de grid. Ao abrir a janela de configuração, renomeamos
o Grid para “GLOBAL-1” e selecionamos a opção 3D, e em seguida
concluímos clicando em OK (Figura 5).

Figura 4 - adicionando um novo sistema de grid


Figura 5 - criando e renomeando o novo sistema de grid 3D

Concluído esse procedimento abriu-se a janela com os dados no novo


sistema GLOBAL-1 (Figura 6), onde, clicando em OK, verificamos o grid 3D,
como mostra a Figura 7.

Figura 6 - dados do novo sistema GLOBAL-1


Figura 7 - Grid criado GLOBAL-1 (vista 3D)

3.2 – DESCRIÇÃO DA DEFINIÇÃO DOS MATERIAIS


O próximo procedimento que adotamos foi definir um material com
características específicas que aplicaríamos para todos os elementos do
projeto (vigas, pilares, etc). Parra isso, acessamos a aba “Define” e clicamos
na opção “Materials”, como mostra a Figura 8.

Figura 8 - Definindo o material


Clicamos então na opção “Add New Material” para atribuir as
características do novo material que estávamos criando (Figura 9) e
selecionamos a opção “Concrete” (Figura 10). Ao novo material demos o
nome de “CONCRETO ARMADO” e escolhemos a cor verde. Atribuímos o
“Weight per Unit Volume” (Peso por unidade de volume) no valor de 25
KN.m.C. Depois definimos o Modulo de Eslasticidade “E” em 30000 e o
Coeficiente de Poisson em 0,2 e clicamos em OK logo em seguida (Figura

Figura 9 - Definindo o Material

11).

Figura 10 - Definindo o material


Figura 11 – Alterando dados do material

3.3 – DESCRIÇÃO DA DEFINIÇÃO DAS SEÇÕES


Uma vez definido o parâmetro do Material que usaríamos, passamos
então a definir as seções dos diversos elementos estruturais do projeto.
Voltamos então ao menu “Define” e selecionamos a opção “Section
Properties” (Figura 12) e em seguida a opção “Frame Sections” (Figura 13).
Clicamos então na opção “Add New Property” (Figura 14) e escolhemos a
opção “Concrete” (Figura 15) e em seguida clicamos na opção de seção
“Rectangular” (Figura 16), criando assim uma seção característica que
atribuímos o nome de “VIGA 230X400”, definindo altura da viga em 0,4m e a
largura em 0,23m, e em seguida lhe atribuímos as características do material
recém-criado “CONCRETO ARMADO” (Figura 17). Repetimos esse
procedimento diversas vezes e criamos uma lista de seções para vigas e
pilares que usaríamos na modelagem (Figura 18).
Figura 12 - Definindo seções

Figura 13 - Definindo seções


Figura 15 - Definindo seções
Figura 14 - Definindo seções
Figura 16 - Definindo seções

Figura 17 - Definindo seções


Figura 18 - Lista de seções criadas

3.4 – DESCRIÇÃO DO LANÇAMENTO DA GEOMETRIA


Uma vez vencida a etapa de definir materiais e seções, voltamos ao
plano X-Y de modelagem do SAP para iniciar o lançamento da geometria.
Usamos o grid criado para servir de referência e inserimos barras que seriam
nossas vigas e pilares (Figura 19)

Figura 19 - Criando vigas e pilares


Passamos então a atribuir seções para as vigas através do menu
“Assign>>Frame>>Frame Sections” (Figuras 20 e 21)

Figura 20 - Atribuindo seções às vigas

Escolhemos então a seção VIGA 230X400 e clicamos em OK (Figura


22)

Figura 21 - Atribuindo seções às vigas


Figura 22 - Atribuindo seção às vigas

Figura 23 - Seções de vigas e pilares do pavimento térreo

Repetimos esse mesmo procedimento para todas as vigas e pilares do


pavimento térreo, como mostra a Figura 23:
Agora passamos a liberar os momentos nas vigas secundárias (Figura
24) através do comando “Releases>>Partial Fixity” (Figura 25) onde zeramos
os momentos envolvidos nas vigas e clicamos em OK (Figura 26)

Figura 24 - vigas secundárias com momentos liberados

Figura 25 - liberando os momentos nas vigas secundárias


Figura 26 - liberando os momentos nas vigas secundárias

Também realizamos o offset dos pilares através do comando “Insertion


Point” (Figura 27) e lhes atribuímos as seções criadas anteriormente. As
Figuras 28 e 29 mostram então as seções de vigas e pilares do pavimento
térreo.

Figura 28 - seções das vigas do pavimento térreo


Figura 29 - seções das vigas e pilares do pavimento térreo

3.5 – DESCRIÇÃO DAS DEFINIÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS


CARREGAMENTOS E COMBINAÇÕES

Agora que a estrutura de vigas e pilares fora lançada, repetimos o


mesmo procedimento para os demais pavimentos tipos e cobertura, concluindo
assim a modelagem de toda a estrutura. Passamos então para a inclusão de
carregamentos de paredes nas vigas, sendo atribuídas cargas de paredes de
0,12m e 0,23m. Através do menu Assign>>Frame Loads>>Distributed
pudemos configurar as cargas distribuídas pelas paredes (Figura 30).
Figura 30 - configurando as cargas de parede

Nas paredes de 0,12m de altura, atribuímos o valor de carga de 5,0


kN/m (Figura 31)

Figura 31 - carga distribuída de parede de 0,12m

Nas paredes de 0,23m de altura, atribuímos o valor de carga de


9,7kN/m (Figura 32)
Figura 32 - carga distribuída para parede de 0,23m

Nas vigas de suporte da escada atribuímos o valor de carga de


18,85kN/m (Figura 33).
Figura 33 - cargas das vigas de suporte da escada

As figuras a seguir mostram como ficou a estrutura após lançarmos os


carregamentos em seus devidos lugares:

Figura 34 - cargas das paredes de 0,12m


Figura 35 - cargas de paredes de 0,23m

Figura 36 - cargas aplicadas nas vigas de suporte (Vista Frontal)


Figura 37 - cargas aplicadas nas vigas de suporte (Vista Traseira)
3.6 – DESCRIÇÃO DAS DEFINIÇÕES E ATRIBUIÇÕES DOS
CARREGAMENTOS E COMBINAÇÕES.

Os carregamentos inseridos na estrutura seguiram dois padroes, conforme


sugerido. Sendo estes os padroes definidos para carregamentos
permanentes e para carregamentos acidentais, os segundos foram
inseridos nas lajes e vigas de apoio das escadas.

A magnitude das cargas acidentais levou em consideração os criterios da


ABNT NBR 6120-1980. Sendo 2 KN/m2 e 7,51 KN/m2 para as lages do
pavimento tipo e lajes de cobertura, respectivamente. Nas vigas de apoio da
escada o valor destas cargas foi igual a 5,71 KN/m, em concordancia com os
calculos realizados pelo orientador.

As combinaçoes seguiram o propsosto pela NBR 6118-2014, sendo utilizado


um coeficiente majorador igual a 1,4 para os dois parametros combinados
(cargas permanentes e acidentais). Mais adiante serão apresentados alguns
resultados de vigas e pilares escolhidos aleatoriamente para expor algumas
informaçoes a respeito da analise realizada.

Figura 38 – Definição das cargas combinadas

Através do menu Define>>LoadCombinations definimos as cargas a


serem combinadas (Figura 38). O nome utilizado para a combinação foi bem
simplesc como mostrado na figura 39. Na caixa scale factor é inserido valor do
coeficiente multiplicador.
Figura 39 – Definição das cargas combinadas

3.7 – DESCRIÇÃO DAS DEFINIÇÕES DAS ÁREAS E APLICAÇÃO DAS


CARGAS PERMANENTES E ACIDENTAIS.

As seçoes definidas para os elementos do tipo sheel desta analise foram 4,


tento suas espessuras variando de 100,110,120 e 140 mm.

Figura 40
Definimos as seções das areas de através do menu Define>>Section
properties>>Área sections>> abaixo é demosntrado a maneira de atribuir
seções a um elemento tipo sheel. Após a modelagem dessas lajes as seçoes
foram atribuidas para o segundo paviemento, sendo este copiado ate o terraço.

Figura 41

Figura 42
A atribuição de carregamentos permanentes nas lajes adotou valores
para revestimento da ordem de 1 KN/m2. Logo apos a tribuição das seçoes, os
carregamentos forma lançados para facilitar a modelagem que precede a
analise do caso.

Figura 43 – Atribuição da carga permanente


3.8 – DESCRIÇÃO DAS DEFINIÇÕES DOS APOIOS

Os apoios da estrutura foram inseridos ao final da modelagem dos


elementos (vigas, pilares e lajes), pois no priemeiro pavimentos nao haveria
lajes e para não complicar a ação de replicar este pavimento com a
presença dos apoios. Abaixo é descrito a forma geral para atribuir apois, no
caso da nossa estrutura, devido à simplificação dos elemesntos de fundação
utilizou-se engastes.

Figura 44 – Selecionando os locais dos apoios


Figura 45 – Atribuindo as restrições nos apoios
Figura 46 – Atribuindo as restrições nos apoios
4 – RESULTADOS

4.1 – DEFORMAÇÃO

Apos a modelagem dos elementos e aplicação de carregamentos,


seguiu-se a analise dos esforços e deslocamentos. Abaixo são apresentados
reseultados para as combinaçoes.
Procurou-se expor os redultados referentes às lajes para os momentos
fletores atuantes e escolheu-se aleatoriamente duas vigas e dois pilares para
exemplificar resultados obtidos com a ajuda do programa SAP 2000.

Figura 47 – Deformação 1
Figura 48 – Deformação 2
Figura 49 – Deformação da estrutura
4.1 – RESULTADO DA DEFORMAÇÃO NAS LAJES

Figura 50 – Momento 1-1 referenta a combinação


Figura 51 – Momento 2-2 referenta a combinação
Figura 52 – Momento 1-1 referenta a combinação
4.1 – RESULTADO DA DEFORMAÇÃO NAS VIGAS

Figura 53 – Momento 2-2


Figura 54 – Diagrama de Momento 3-3
Figura 55 – Momento 3-3 referenta a combinação
Figura 56 – Momento 2-2
Figura 57 – Resultados para o pilar

Figura 58 – Resultados para o pilar


Figura 59 – Resultados para uma viga de apoio

Figura 60 – Resultados para uma viga de cintamento


Figura 61 – Reações de apoio

Figura 62 – Reações de apoio