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Edição Especial

ICP – Instituto Cristão de Pesquisas

AS MELHORES MATÉRIAS DAS


100 EDIÇÕES já PUBLICADAS!
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Capa e Diagramação
Valdinei Gomes

Todas as referências bíblicas foram extraídas da Bíblia Apologética


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SUMÁRIO POR ORDEM DE EDIÇÃO
EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

1 Os perigos do esoterismo Esoterismo 38


2 A doutrina da salvação das Testemunhas de Jeová Testemunhas de Jeová 43
3 Como Identificar Uma Seita Apologética geral 48
4 Nova Era: Uma farsa do Diabo Esoterismo 56
5 São evangélicos os adventistas Adventismo 62
6 Castas entre as Testemunhas de Jeová Testemunhas de Jeová 71
7 Congregação Cristã do Brasil - Parte I Apologética geral 76
8 Congregação Cristã do Brasil - Parte II Apologética geral 86
8 Odeiam os evangélicos Maria, mãe de Jesus? Catolicismo 108
9 Islamismo: Desafio à fé cristã Islamismo 124
10 Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec Espiritismo 135
11 O que é a Renovação Carismática Catolicismo 140
12 A Renovação Carismática e o Espírito Santo Catolicismo 154
12 Conhecimento que dá vida eterna Testemunhas de Jeová 171
13 Seicho-No-Ie: O movimento otimista do Japão Apologética geral 174
14 Igreja Apostólica (IA) É realmente apostólica Apologética geral 186
14 O Movimento Hare Krishna Apologética geral 191
15 Nostradamus e o fim do mundo Ocultismo 199
15 Três dias e três noites no túmulo? Apologética geral 208
16 As artes marciais - Prática esportiva ou religiosa Apologética geral 211
16 LBV - Legião da Boa Vontade Apologética geral 215
17 Céu e Inferno Apologética geral 226
17 Teoria da evolução Ateísmo 231
18 Código da Bíblia Apologética geral 238
18 Esquecimento fatal do espiritismo Espiritismo 246
18 Santo Daime – O Culto do Cipó Apologética geral 251
19 Catolicismo - O céu em liquidadação Catolicismo 257
19 Os cativos do Brooklin Testemunhas de Jeová 262
20 Clonagem Apologética geral 266
20 Igreja evangélica “A Voz da Verdade”. Será? Unicismo 275
21 Cultura Racional Apologética geral 286
21 Uma família perigosa Apologética geral 297
22 Rosa-Cruz: fascínio pelo misticismo Ocultismo 300
22 Teologia gay Teologia 308
23 Cultos afros Ocultismo 317
23 Secularismo teológico Secularismo 326
24 Ecumenismo Teologia 331
24 Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia I Teologia 338
25 Dinossauros Apologética geral 344
25 Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia II Teologia 351
26 Conceição Aparecida Catolicismo 356

3 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

26 Quem é o messias da Igreja Messiânica Messianismo 367


27 Halloween Apologética geral 372
27 Respostas aos adeptos do nome “Yeshoshua” Apologética geral 377
28 O Cristão e a guerra Cristologia 386
28 Resposta cristá à afirmação islâmica de que Maomé
foi profetizado na Bíblia Islamismo 392
29 Natal Cristianismo 397
29 O messias asiático Messianismo 404
30 Aquário - O surgimento de uma era Esoterismo 410
30 Cristadelfianismo – As aparências enganam! Apologética geral 419
30 Jogos de azar – o que dizer? Esoterismo 424
31 Carnaval - A festa da carne Secularismo 427
31 Diferença entre devoção religiosa e idolatria Catolicismo 436
31 Seita quer clonar Jesus Apologética geral 440
32 Fantasias boas e fantasias más Ocultismo 445
32 Meteoros que caíram do céu? Adventismo 453
32 Nehemias Marien – ele se declara um médium Espiritismo 455
33 Falun Gong - A seita que abalou o comunismo na China Apologética geral 461
33 Iemanjá - Rainha de todas as águas e mãe de
todos os orixás? Catolicismo 468
34 Maria - Virgem e mãe, duas poderosas e universais
emoções Catolicismo 475
34 Suicídio - De quem é a vida a final? Apologética geral 482
34 Tratamentos alternativos e alternativas perigosas Esoterismo 493
35 A ciência ajuda ou ameaça a fé Secularismo 498
35 A face oculta da numerologia Esoterismo 503
35 Flertando com o inimigo Testemunhas de Jeová 507
36 Cientologia – A religião das estrelas Apologética geral 516
36 Hipnose - A manipulação da mente Esoterismo 523
36 O profeta do Tabernáculo da Fé Messianismo 530
37 Arte Mahikari – Luz da verdade? Apologética geral 535
37 Exorcismo – As forças do mal em foco Catolicismo 541
37 Ioga – Despertando o “deus-consciência” Hinduísmo 548
38 Será que estamos sendo vigiados? Esoterismo 555
38 Tenha bons sonhos Ocultismo 565
39 Inferno - Lugar de descanso em esperança? Teologia 571
39 Os santos de cada dia Catolicismo 581
40 A urinoterapia - Ciência, filosofia de vida
ou ato religioso? Esoterismo 587
40 Cuidado, a serpente ainda fala Esoterismo 591
40 Motivos para o terrorismo no fundamentalismo islâmico Islamismo 599

4 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

41 Inri Cristo – Mais um falso Cristo Messianismo 609


41 Jesus – Ele nasceu para morrer por nós Cristologia 619
41 Merecem confiança os livros apócrifos? Catolicismo 631
42 Crer na trindade é receber a marca da besta? Unicismo 650
42 Harry Potter - O fenômeno ocultista Ocultismo 641
43 Aborto - Tragédia ou direito? Secularismo 656
43 Ninguém vos julgue pelos sábados! Adventismo 664
43 Vivendo de luz - Quando passar fome é uma virtude Esoterismo 678
44 A contraditória doutrina mórmon Mormonismo 683
44 A cremação é uma prática cristã ou pagã? Apologética geral 688
44 A farsa que está por trás da Programação Neurolingüistica Esoterismo 691
45 Festas juninas – Folclore ou religião? Catolicismo 702
45 O homem - Que espécie de ser é esse que Deus criou? Teologia 711
46 Jesus teve irmãos? Catolicismo 718
46 Um novo governo mundial que pode destruir as nações Apologética geral 725
47 Os valores internos e externos da circuncisão Judaísmo 737
47 Reiki – A técnica esotérica que diviniza o
espírito humano Esoterismo 743
47 Uma resposta cristã ao islamismo sobre o Alcorão Islamismo 752
48 Os caminhos de uma bio-heresia Secularismo 758
48 Voto consciente Política 765
49 Culto à deusa Mãe Catolicismo 780
49 Profanação no templo Maçonaria 787
50 Falsos fundamentos da verdade Apologética geral 798
50 Resposta ao CD da Igreja A Voz da Verdade Unicismo 804
51 Cristianismo – A fé que move o mundo Cristianismo 813
51 Heresias primitivas História do cristianismo 820
51 Os Pais Apostólicos História do cristianismo 827
52 A questão do sangue e a Bíblia Testemunhas de Jeová 833
52 Crer na trindade é receber a marca da besta? Unicismo 843
52 É possível identificar o espírito que fala por um médium? Espiritismo 850
53 A sedução da Igreja Local Unicismo 856
53 Raelianos – Somos clones dos ET ’s Esoterismo 861
54 A loucura dos que não crêem Ateísmo 871
54 Meditação Transcedental Apologética geral 879
54 Monoteísmo primitivo - Um debate sobre sua origem Teologia 885
55 O corpo de Cristo - Podemos crer na transubstanciação? Catolicismo 891
55 Os estigmas de Cristo, fato ou mitologia religiosa? Catolicismo 901
55 Quem é o deus das religiões? Teologia 907
56 Jeová como testemunha de Jesus Testemunhas de Jeová 913
56 Jesus dos 12 aos 30 anos Hinduísmo 916

5 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

56 Quem é Alá? - O que os muçulmanos pensam sobre o


Deus da Bíblia e dos cristãos Islamismo 921
57 Parapsicologia - Existe de fato o poder da mente? Ocultismo 931
57 Simpatias – Feitiçarias caseiras Ocultismo 941
58 Matrix - O budismo virtual de Hollywood Budismo 946
58 Nove idéias erradas sobre anjos Teologia 957
58 O nascimento virginal de Jesus é uma lenda? Cristologia 962
59 As divisões da seita que condena a diversidade
denominacional cristã Testemunhas de Jeová 967
59 Pró - Vida - A integração cósmica pregada pelo
movimento de Celso Charuri Esoterismo 981
60 Criação e Evolução - Dois pontos de fé: um em Deus
e outro no acaso Secularismo 987
60 Logosofia - Uma nova roupagem para um antigo engano Esoterismo 997
61 A sedução dos rpgs na vida das crianças Ocultismo 1003
61 Idolatria disfarçada Catolicismo 1014
61 Reencarnação e justiça Espiritismo 1018
62 Deus e o diabo - De quem procedem as premonições? Ocultismo 1023
62 Quando o Estado se torna um deus Apologética geral 1028
62 Teosofia – A filosofia religiosa que lançou as bases para
o atual movimento da Nova Era Esoterismo 1034
63 A importância da teologia na apologética Teologia 1046
63 A letra mata? A marginalização do estudo teológico Teologia 1050
63 A marginalização de missões na teologia Missiologia 1054
64 A salvação de um povo - O crescimento extraordinário
de igreja eveangélica no Brasil e seus desfios futuros Cristianismo 1061
64 Ecorreligião Esoterismo 1069
65 As seitas que usurpam o Espírito Santo Teologia 1075
65 Monoteísmo teórico e politeísmo prático Catolicismo 1083
65 Paulo, o fiel discípulo de Jesus História do cristianismo 1088
66 Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento -
Mais uma máscara do ocultismo Esoterismo 1100
66 Pelos corredores do templo mórmon Mormonismo 1108
67 A Paixão de Cristo – As últimas doze horas de Jesus
antes do suplício da cruz Cristologia 1121
67 Eu creio na ressurreição da carne Teologia 1133
67 O desapontamento adventista Adventismo 1140
68 Mistérios do Vodu Ocultismo 1145
68 Mudança de paradigma - Cristocentrismo versus
mariocentrismo na renovação carismática Catolicismo 1152
68 Um exame crítico e histórico da adoração islâmica Islamismo 1157
69 A Teologia Liberal e suas implicações para a fé bíblica Teologia 1167

6 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

69 Nostradamus - Profeta ou adivinho? Esoterismo 1174


69 Porque não creio na astrologia Esoterismo 1180
70 Eubiose – A arte de bem viver? Esoterismo 1191
70 Quem foi o primeiro Papa? Catolicismo 1198
71 Anomalia entre as seitas - A proliferação de
manifestações religiosas e exóticas Apologética geral 1211
71 New Life e o estranho evangelho de João Batista Apologética geral 1218
71 Por que o Kardecismo atrai? Espiritismo 1225
72 Invasão do Oriente Teologia 1255
72 Ministério Internacional Creciendo en Gracias -
Um perigo para o cristão desavisado Apologética geral 1236
72 O problema do mal - Aspecto lógico e psicológico Apologética geral 1243
73 Brinquedos – Será que temos razões para suspeitar
de algo tão inofensivo? Ocultismo 1261
73 Ciência desafia história narrada no Livro de Mórmon Mormonismo 1271
73 Xamanismo - Magia, religião ou filosofia? Ocultismo 1276
74 As 11 grandes religiões mundiais - Quem são?
O que pregam? Em que crêem? Onde estão?
E como vivem? Apologética geral 1283
74 Islamismo - a religião de Maomé: O último profeta Islamismo 1337
74 O que é religião? Apologética geral 1342
75 Cabala - A face esotérica do judaismo Judaísmo 1345
75 Cuidado com a Bíblia na boca do diabo Apologética geral 1355
75 Extemismo cristão - Uma breve análise bíblica
e histórica História do cristianismo 1357
76 A morte da morte na morte de Cristo Apologética geral 1360
76 Domingo - O dia que o Senhor fez! Adventismo 1362
76 Protestantismo - O que está acontecendo com a
chama da reforma? História do cristianismo 1369
77 A hierarquização da Igreja Católica Romana Catolicismo 1379
77 Evangélico, apostólico e católico Apologética geral 1382
77 Roma é a mesma! Uma visão atual e bíblica sobre o
maior império religioso do mundo Catolicismo 1384
78 Fé em quem? Apologética geral 1389
78 Terrorismo - Como a teologia islâmica influência os
grupos radicais muçalmanos Islamismo 1391
78 Uma análise do ministério A Voz da Pedra Angular Apologética geral 1399
79 A Tradição Apologética Crista - Uma abordagem histórica
sobre como o cristianismo aperfeiçoou sua metodologia
para defender as doutrinas Bíblicas Apologética geral 1406
79 O poder das perguntas Apologética geral 1416

7 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

79 Quem disse que Darwin é unanimidade? Ateísmo 1420


80 A renúncia do papa Bento XVI Catolicismo 1422
80 Cristianismo no banco dos réus - Como num filme que
se repete, o livro Código da Vinci questiona a fé bíblica
usando velhas heresias e ficção Cristianismo 1424
80 Opus Dei - A história e os segredos do mais forte e
atuante “braço” do Catolicismo Romano Catolicismo 1432
81 A Bíblia proíbe a celebração de aniversários? Testemunhas de Jeová 1443
81 Imperfeita liberdade - Um exame do movimento religioso
Perfect Liberty Apologética geral 1446
81 Rebe - O novo “messias” dos judeus Judaísmo 1454
82 A Bíblia condena a prestação do serviço militar? Testemunhas de Jeová 1467
82 O Novo Testamento foi influenciado pelas religiões pagãs? Teologia 1475
82 Quem são os filhos de Abraão? Islamismo 1481
83 As mutações do ateismo - O materialismo e
a negação de Deus Ateísmo 1488
83 As Testemunhas de Jeová e Lucas 23.43 Testemunhas de Jeová 1490
83 Bruxaria moderna - Muito mais do que uma festa halloween Ocultismo 1498
84 Ênfase cristológica nos credos primitivos Teologia 1508
84 Quadro resumido dos concílios trinitários e cristológicos Teologia 1510
84 Quem Jesus foi realmente? Teologia 1511
85 O texto de Colossenses 2.8 é uma censura à filosofia? Teologia 1517
85 Qumran - Os manuscritos do Mar Morto História do cristianismo 1521
86 A hermenêutica de Westminster Teologia 1534
86 Celibato Bíblico x Celibato Humano Catolicismo 1539
86 O conceito de céu e paraíso entre as religiões Apologética geral 1545
87 A confissão de Fé da Guanabara (1558) Missiologia 1568
87 A festa de contexto Teologia 1564
87 A situação atual da igreja perseguida Missiologia 1587
87 Adoniram Judson Ateísmo 1585
87 Barreiras na Comunicação Missiologia 1584
87 Cinco maneiras de se contradizer Liderança 1574
87 Como o abandono do cristianismo está levando a
Europa ao desastre Teologia 1600
87 Culturas: A Bíblia é contra ou a favor? Missiologia 1576
87 Macacos? Teologia 1554
87 O apagão da Fé na Europa Missiologia 1597
87 Pentecoste Teologia 1564
87 Teologia bíblica ou teologia sistemática Teologia 1607
87 Uma liderança competente Liderança 1605
88 A apologética no Novo Testamento Apologética geral 1625

8 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

88 A escuridão em torno dos iluminados Apologética geral 1612


88 A inutilidade das genealogias mórmons Mormonismo 1637
88 Ensinando a Palavra de Deus como mestres relevantes Liderança 1630
88 Islamofobia ou direito de religião? Islamismo 1641
88 O ateísmo da pseudociência de Stephen Hawking Ateísmo 1643
88 O ladrão que rouba casas com hora marcada Testemunhas de Jeová 1648
89 A apologética entre os pais da Igreja História do cristianismo 1674
89 A religião das relíquias idolatradas Catolicismo 1693
89 A teologia da antimissão Missiologia 1671
89 Acaso versus planejado ou paganismo
versus cristianismo? Cristianismo 1688
89 As teorias sobre os Illuminati Apologética geral 1660
89 Fábulas de uma conspiração mundial secreta Apologética geral 1660
89 O espiritismo e o sofrimento de Jesus Espiritismo 1679
89 Oito razões por que precisamos da apologética Apologética geral 1685
89 Reflexões sobre a relação de Jesus na Trindade Cristologia 1654
90 A lição da mulher que virou estátua de sal Teologia 1718
90 Apologética na história da Igreja História do cristianismo 1720
90 As mulheres no islamismo e no cristianismo Islamismo 1725
90 As seitas mais estranhas do mundo Apologética geral 1731
90 Como é possível professar, ao mesmo Tempo, uma fé
católica e romana? Catolicismo 1736
90 Congregação Cristã no Brasil Apologética geral 1699
90 Fé e ciência: uma dicotomia enganadora Teologia 1747
90 O incomparável legado de William Carey Missiologia 1741
90 Quem escreveu o Pentateuco? Apologética geral 1712
90 Serpentário Apologética geral 1745
91 A apologética na Reforma Protestante Apologética geral 1759
91 A fraude profética da pedra maia Apologética geral 1790
91 A mitologia como aspecto da religiosidade História do cristianismo 1763
91 A Ordem Internacional das Filhas de Jó Apologética geral 1767
91 A teologia da tragédia Teologia 1750
91 A teologia do perdão no islamismo Islamismo 1770
91 As gêneses do primeiro livro da Bíblia Teologia 1773
91 O perfil eclesiástico da CCB Apologética geral 1784
91 O velho conceito bíblico ou o novo conceito herético? Teologia 1779
91 Quem crê no fim dos tempos? Apologética geral 1793
92 A doutrina do Deus-Adão Apologética geral 1806
92 A homossexualidade no Ocidente Teologia 1812
92 A Reforma Protestante e as missões Missiologia 1819
92 A seita do orgasmo Apologética geral 1823
92 As duas faces do islamismo Islamismo 1800

9 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

92 Controvérsias da Congregação Cristã no Brasil Apologética geral 1824


92 Há mitos na Bíblia? Teologia 1829
92 O exclusivismo cristão Teologia 1832
92 O surgimento da apologética moderna Apologética geral 1836
92 O único Deus Teologia 1840
92 Os cravos das mãos de Jesus Cristologia 1844
93 A influência da maçonaria na política do Brasil Maçonaria 1847
93 A sinagoga, a praça e a academia Judaísmo 1858
93 As testemunhas de Jeová e a proibição aos
juramentos de lealdade Testemunhas de Jeová 1864
93 Controvérsias da CCB Apologética geral 1869
93 Matrimônio entre pessoas e animais Missiologia 1877
93 Missões Missiologia 1879
93 O mito do bebê sem sexo Missiologia 1887
93 O surgimento da apologética moderna Apologética geral 1889
93 Tensões no culto evangélico brasileiro Cristianismo 1893
93 Um Deus à nossa imagem e semelhança?! Teologia 1896
94 A celebração do Natal e os reformadores protestantes Cristologia 1905
94 A celebração natalina ao redor do mundo Missiologia 1922
94 A pedagogia do Natal Cristologia 1911
94 A santificação do Natal Cristologia 1913
94 A secularização do Natal Teologia 1916
94 Celebrai o Natal para a glória de Deus Cristologia 1919
94 É lícito comemorar aniversário natalício? Apologética geral 1926
94 Festas natalinas nas maiores religiões do mundo Missiologia 1931
94 Israel e a manjedoura do Senhor Jesus Teologia 1934
94 Jesus Cristologia 1938
94 Natal, sim! Domingo, não! Por quê? Apologética geral 1940
94 O cristão deve celebrar o Natal? Cristianismo 1950
94 O Natal escatológico Teologia 1954
94 Sobre a encarnação do Verbo Cristologia 1901
94 Uma celebração especial no templo Cristianismo 1960
95 A natureza da Igreja Cristianismo 1966
95 Como pode um Deus de amor mandar
pessoas para o inferno? Teologia 1972
95 Escola Bíblia Dominical para ateus Ateísmo 1979
95 Evangelização no contexto urbano Missiologia 1982
95 Lições da Idade Média para a Igreja atual História do cristianismo 1984
95 Missionário especialista em plantio de igrejas
e antropologia cultural Missiologia 1966

10 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

95 O movimento da espiritualidade sem a mediação de Cristo Cristologia 1990


95 Os evangélicos e as estatísticas Missiologia 1981
95 Uma vitrine de irracionalidades Apologética geral 1995
96 A era dos patriarcas Teologia 2001
96 As inconsistências geográficas do Livro Mormon Mormonismo 2044
96 Eutanásia Apologética geral 2039
96 Falsas previsões astrológicas para 2012 Ocultismo 2035
96 Fundamentos para a pedagogia cristã Teologia 2032
96 O crime de estupro no islamismo Islamismo 2028
96 O desafio cristão para cuidar do meio ambiente Missiologia 2023
96 O poder de evangelização da página impressa Missiologia 2020
96 Perseguição versus liberdade religiosa Missiologia 2017
96 Três formas erradas de olhar para a história da Igreja Missiologia 2014
97 A crítica bíblica e suas escolas Apologética geral 2061
97 A teologia relativista da nossa geração Teologia 2071
97 O Concílio de Constantinopla e a doutrina
da reencarnação História do cristianismo 2075
97 O cristão e a censura Apologética geral 2082
97 O Deus de amor e o extermínio dos cananitas Apologética geral 2053
97 O poder da ressurreição Cristologia 2093
98 10 erros do STF quanto ao aborto dos
fetos anencéfalos Apologética geral 2111
98 A concepção católica romana de tradição Catolicismo 2115
98 A igreja da maconha Apologética geral 2119
98 A obra missionária e o culto prestado à glória de Deus Missiologia 2121
98 Como e por que o Alcorão foi padronizado? Islamismo 2127
98 Fraude Apologética geral 2134
98 Libertação para os tolos Apologética geral 2136
98 O Facebook e a explosão da pornografia infantil
na rede social Teologia 2098
98 O sequestro do cérebro Apologética geral 2142
98 Os super-heróis e a religiosidade Apologética geral 2145
98 Relativismo totalitário Apologética geral 2139
99 A historicidade de Adão Teologia 2150
99 666 – Uma análise crítica das especulações sobre
o número da besta Apologética geral 2167
99 A importância do preparo missionário Missiologia 2177
99 Apologética com amor e sem arrogância Apologética geral 2180
99 Crise na Cientologia Apologética geral 2182
99 O crescimento da classe média brasileira e o impacto
sobre as igrejas evangélicas Missiologia 2185

11 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EDIÇÃO TÍTULO ASSUNTO PÁGINA

99 Pais homossexuais são prejudiciais para as crianças? Apologética geral 2188


99 Seitas do Novo Testamento Apologética geral 2192
99 Teofanias no Antigo Testamento Teologia 2196
99 Você é um cristão fundamentalista? Teologia 2201
100 A necessidade de uma interpretação teológica das
Escrituras Sagradas Teologia 2204
100 Como aproveitar o fim do mundo? Apologética geral 2209
100 Iluminismo: o século das luzes Teologia 2220
100 Os muçulmanos adoram somente a Allah? Islamismo 2226
100 Será que as testemunhas de Jeová realmente
abstêm-se de sangue? Testemunhas de Jeová 2232
100 Uma análise da perseguição aos cristãos
no mundo árabe Islamismo 2217

















12 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


SUMÁRIO POR ORDEM ALFABÉTICA DE ASSUNTO
ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Adventismo Domingo - O dia que o Senhor fez! 76 1362

Meteoros que caíram do céu? 32 453

Ninguém vos julgue pelos sábados! 43 664

O desapontamento adventista 67 1140

São evangélicos os adventistas 5 62

Apologética geral 10 erros do STF quanto ao aborto dos fetos anencéfalos 98 2111

666 – Uma análise crítica das especulações sobre

o número da besta 99 2167

A apologética na Reforma Protestante 91 1759

A apologética no Novo Testamento 88 1625

A cremação é uma prática cristã ou pagã? 44 688

A crítica bíblica e suas escolas 97 2061

A doutrina do Deus-Adão 92 1806

A escuridão em torno dos iluminados 88 1612

A fraude profética da pedra maia 91 1790

A igreja da maconha 98 2119

A morte da morte na morte de Cristo 76 1360

A Ordem Internacional das Filhas de Jó 91 1767

A seita do orgasmo 92 1823

A Tradição Apologética Crista - Uma abordagem histórica

sobre como o cristianismo aperfeiçoou sua metodologia

para defender as doutrinas Bíblicas 79 1406

Anomalia entre as seitas - A proliferação de manifestações

religiosas e exóticas 71 1211

Apologética com amor e sem arrogância 99 2180

Arte Mahikari – Luz da verdade? 37 535

As 11 grandes religiões mundiais - Quem são?

O que pregam? Em que crêem? Onde estão?

E como vivem? 74 1283

As artes marciais - Prática esportiva ou religiosa 16 211

13 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

As seitas mais estranhas do mundo 90 1731

As teorias sobre os Illuminati 89 1660

Céu e Inferno 17 226

Cientologia – A religião das estrelas 36 516

Clonagem 20 266

Código da Bíblia 18 238

Como aproveitar o fim do mundo? 100 2209

Como Identificar Uma Seita 3 48

Congregação Cristã do Brasil - Parte I 7 76

Congregação Cristã do Brasil - Parte II 8 86

Congregação Cristã no Brasil 90 1699

Controvérsias da CCB 93 1869

Controvérsias da Congregação Cristã no Brasil 92 1824

Crise na Cientologia 99 2182

Cristadelfianismo – As aparências enganam! 30 419

Cuidado com a Bíblia na boca do diabo 75 1355

Cultura Racional 21 286

Dinossauros 25 344

É lícito comemorar aniversário natalício? 94 1926

Eutanásia 96 2039

Evangélico, apostólico e católico 77 1382

Fábulas de uma conspiração mundial secreta 89 1660

Falsos fundamentos da verdade 50 798

Falun Gong - A seita que abalou o comunismo na China 33 461

Fé em quem? 78 1389

Fraude 98 2134

Halloween 27 372

Igreja Apostólica (IA) É realmente apostólica 14 186

Imperfeita liberdade - Um exame do movimento

religioso Perfect Liberty 81 1446

LBV - Legião da Boa Vontade 16 215

14 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Libertação para os tolos 98 2136

Meditação Transcedental 54 879

Ministério Internacional Creciendo en Gracias -

Um perigo para o cristão desavisado 72 1236

Natal, sim! Domingo, não! Por quê? 94 1940

New Life e o estranho evangelho de João Batista 71 1218

O conceito de céu e paraíso entre as religiões 86 1545

O cristão e a censura 97 2082

O Deus de amor e o extermínio dos cananitas 97 2053

O Movimento Hare Krishna 14 191

O perfil eclesiástico da CCB 91 1784

O poder das perguntas 79 1416

O problema do mal - Aspecto lógico e psicológico 72 1243

O que é religião? 74 1342

O sequestro do cérebro 98 2142

O surgimento da apologética moderna 92 1836

O surgimento da apologética moderna 93 1889

Oito razões por que precisamos da apologética 89 1685

Os super-heróis e a religiosidade 98 2145

Pais homossexuais são prejudiciais para as crianças? 99 2188

Quando o Estado se torna um deus 62 1028

Quem crê no fim dos tempos? 91 1793

Quem escreveu o Pentateuco? 90 1712

Relativismo totalitário 98 2139

Respostas aos adeptos do nome “Yeshoshua” 27 377

Santo Daime – O Culto do Cipó 18 251

Seicho-No-Ie: O movimento otimista do Japão 13 174

Seita quer clonar Jesus 31 440

Seitas do Novo Testamento 99 2192

Serpentário 90 1745

15 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Suicídio - De quem é a vida a final? 34 482

Três dias e três noites no túmulo? 15 208

Um novo governo mundial que pode destruir as nações 46 725

Uma análise do ministério A Voz da Pedra Angular 78 1399

Uma família perigosa 21 297

Uma vitrine de irracionalidades 95 1995

Ateísmo A loucura dos que não crêem 54 871

Adoniram Judson 87 1585

As mutações do ateismo - O materialismo e a

negação de Deus 83 1488

Escola Bíblia Dominical para ateus 95 1979

O ateísmo da pseudociência de Stephen Hawking 88 1643

Quem disse que Darwin é unanimidade? 79 1420

Teoria da evolução 17 231

Budismo Matrix - O budismo virtual de Hollywood 58 946

Catolicismo A concepção católica romana de tradição 98 2115

A hierarquização da Igreja Católica Romana 77 1379

A religião das relíquias idolatradas 89 1693

A Renovação Carismática e o Espírito Santo 12 154

A renúncia do papa Bento XVI 80 1422

Catolicismo - O céu em liquidadação 19 257

Celibato Bíblico x Celibato Humano 86 1539

Como é possível professar, ao mesmo Tempo,

uma fé católica e romana? 90 1736

Conceição Aparecida 26 356

Culto à deusa Mãe 49 780

Diferença entre devoção religiosa e idolatria 31 436

16 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Exorcismo – As forças do mal em foco 37 541

Festas juninas – Folclore ou religião? 45 702

Idolatria disfarçada 61 1014

Iemanjá - Rainha de todas as águas e mãe de

todos os orixás? 33 468

Jesus teve irmãos? 46 718

Maria - Virgem e mãe, duas poderosas e universais emoções 34 475

Merecem confiança os livros apócrifos? 41 631

Monoteísmo teórico e politeísmo prático 65 1083

Mudança de paradigma - Cristocentrismo versus

mariocentrismo na renovação carismática 68 1152

O corpo de Cristo - Podemos crer na transubstanciação? 55 891

O que é a Renovação Carismática 11 140

Odeiam os evangélicos Maria, mãe de Jesus? 8 108

Opus Dei - A história e os segredos do mais forte e atuante

“braço” do Catolicismo Romano 80 1432

Os estigmas de Cristo, fato ou mitologia religiosa? 55 901

Os santos de cada dia 39 581

Quem foi o primeiro Papa? 70 1198

Roma é a mesma! Uma visão atual e bíblica sobre o

maior império religioso do mundo 77 1384

Cristianismo A natureza da Igreja 95 1966

A salvação de um povo - O crescimento extraordinário

de igreja eveangélica no Brasil e seus desfios futuros 64 1061

Acaso versus planejado ou paganismo versus cristianismo? 89 1688

Cristianismo – A fé que move o mundo 51 813

Cristianismo no banco dos réus - Como num filme que se

repete, o livro Código da Vinci questiona a fé bíblica usando

velhas heresias e ficção 80 1424

17 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Natal 29 397

O cristão deve celebrar o Natal? 94 1950

Tensões no culto evangélico brasileiro 93 1893

Uma celebração especial no templo 94 1960

Cristologia A celebração do Natal e os reformadores protestantes 94 1905

A Paixão de Cristo – As últimas doze horas de Jesus

antes do suplício da cruz 67 1121

A pedagogia do Natal 94 1911

A santificação do Natal 94 1913

Celebrai o Natal para a glória de Deus 94 1919

Jesus 94 1938

Jesus – Ele nasceu para morrer por nós 41 619

O Cristão e a guerra 28 386

O movimento da espiritualidade sem a mediação de Cristo 95 1990

O nascimento virginal de Jesus é uma lenda? 58 962

O poder da ressurreição 97 2093

Os cravos das mãos de Jesus 92 1844

Reflexões sobre a relação de Jesus na Trindade 89 1654

Sobre a encarnação do Verbo 94 1901

Esoterismo A face oculta da numerologia 35 503

A farsa que está por trás da Programação Neurolingüistica 44 691

A urinoterapia - Ciência, filosofia de vida ou ato religioso? 40 587

Aquário - O surgimento de uma era 30 410

Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento -

Mais uma máscara do ocultismo 66 1100

Cuidado, a serpente ainda fala 40 591

Ecorreligião 64 1069

Eubiose – A arte de bem viver? 70 1191

18 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Hipnose - A manipulação da mente 36 523

Jogos de azar – o que dizer? 30 424

Logosofia - Uma nova roupagem para um antigo engano 60 997

Nostradamus - Profeta ou adivinho? 69 1174

Nova Era: Uma farsa do Diabo 4 56

Os perigos do esoterismo 1 38

Porque não creio na astrologia 69 1180

Pró - Vida - A integração cósmica pregada pelo movimento

de Celso Charuri 59 981

Raelianos – Somos clones dos ET ’s 53 861

Reiki – A técnica esotérica que diviniza o espírito humano 47 743

Será que estamos sendo vigiados? 38 555

Teosofia – A filosofia religiosa que lançou as bases para o

atual movimento da Nova Era 62 1034

Tratamentos alternativos e alternativas perigosas 34 493

Vivendo de luz - Quando passar fome é uma virtude 43 678

Espiritismo Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec 10 135

É possível identificar o espírito que fala por um médium? 52 850

Esquecimento fatal do espiritismo 18 246

Nehemias Marien – ele se declara um médium 32 455

O espiritismo e o sofrimento de Jesus 89 1679

Por que o Kardecismo atrai? 71 1225

Reencarnação e justiça 61 1018

Hinduísmo Ioga – despertando o “deus-consciência” 37 548

Jesus dos 12 aos 30 anos 56 916

História do cristianismo A apologética entre os pais da Igreja 89 1674

A mitologia como aspecto da religiosidade 91 1763

19 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Apologética na história da Igreja 90 1720

Extemismo cristão - Uma breve análise bíblica e histórica 75 1357

Heresias primitivas 51 820

Lições da Idade Média para a Igreja atual 95 1984

O Concílio de Constantinopla e a doutrina da reencarnação 97 2075

Os Pais Apostólicos 51 827

Paulo, o fiel discípulo de Jesus 65 1088

Protestantismo - O que está acontecendo com a

chama da reforma? 76 1369

Qumran - Os manuscritos do Mar Morto 85 1521

Islamismo A teologia do perdão no islamismo 91 1770

As duas faces do islamismo 92 1800

As mulheres no islamismo e no cristianismo 90 1725

Como e por que o Alcorão foi padronizado? 98 2127

Islamismo - a religião de Maomé: O último profeta 74 1337

Islamismo: Desafio à fé cristã 9 124

Islamofobia ou direito de religião? 88 1641

Motivos para o terrorismo no fundamentalismo islâmico 40 599

O crime de estupro no islamismo 96 2028

Os muçulmanos adoram somente a Allah? 100 2226

Quem é Alá? - O que os muçulmanos pensam sobre o

Deus da Bíblia e dos cristãos 56 921

Quem são os filhos de Abraão? 82 1481

Resposta cristá à afirmação islâmica de que Maomé foi

profetizado na Bíblia 28 392

Terrorismo - Como a teologia islâmica influência os grupos

radicais muçalmanos 78 1391

Um exame crítico e histórico da adoração islâmica 68 1157

Uma análise da perseguição aos cristãos no mundo árabe 100 2217

20 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Uma resposta cristã ao islamismo sobre o Alcorão 47 752

Judaísmo A sinagoga, a praça e a academia 93 1858

Cabala - A face esotérica do judaismo 75 1345

Os valores internos e externos da circuncisão 47 737

Rebe - O novo “messias” dos judeus 81 1454

Liderança Cinco maneiras de se contradizer 87 1574

Ensinando a Palavra de Deus como mestres relevantes 88 1630

Uma liderança competente 87 1605

Maçonaria A influência da maçonaria na política do Brasil 93 1847

Maçonaria Profanação no templo 49 787

Messianismo Inri Cristo – Mais um falso Cristo 41 609

O messias asiático 29 404

O profeta do Tabernáculo da Fé 36 530

Quem é o messias da Igreja Messiânica 26 367

Missiologia A celebração natalina ao redor do mundo 94 1922

A confissão de Fé da Guanabara (1558) 87 1568

A importância do preparo missionário 99 2177

A marginalização de missões na teologia 63 1054

A obra missionária e o culto prestado à glória de Deus 98 2121

A Reforma Protestante e as missões 92 1819

A situação atual da igreja perseguida 87 1587

A teologia da antimissão 89 1671

Barreiras na Comunicação 87 1584

Culturas: A Bíblia é contra ou a favor? 87 1576

Evangelização no contexto urbano 95 1982

Festas natalinas nas maiores religiões do mundo 94 1931

21 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Matrimônio entre pessoas e animais 93 1877

Missionário especialista em plantio de igrejas e

antropologia cultural 95 1966

Missões 93 1879

O apagão da Fé na Europa 87 1597

O crescimento da classe média brasileira e o impacto

sobre as igrejas evangélicas 99 2185

O desafio cristão para cuidar do meio ambiente 96 2023

O incomparável legado de William Carey 90 1741

O mito do bebê sem sexo 93 1887

O poder de evangelização da página impressa 96 2020

Os evangélicos e as estatísticas 95 1981

Perseguição versus liberdade religiosa 96 2017

Missiologia Três formas erradas de olhar para a história da Igreja 96 2014

Mormonismo A contraditória doutrina mórmon 44 683

A inutilidade das genealogias mórmons 88 1637

As inconsistências geográficas do Livro Mormon 96 2044

Ciência desafia história narrada no Livro de Mórmon 73 1271

Pelos corredores do templo mórmon 66 1108

Ocultismo A sedução dos rpgs na vida das crianças 61 1003

Brinquedos – Será que temos razões para suspeitar de

algo tão inofensivo? 73 1261

Bruxaria moderna - Muito mais do que uma festa halloween 83 1498

Cultos afros 23 317

Deus e o diabo - De quem procedem as premonições? 62 1023

Falsas previsões astrológicas para 2012 96 2035

Fantasias boas e fantasias más 32 445

22 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Harry Potter - O fenômeno ocultista 42 641

Mistérios do Vodu 68 1145

Nostradamus e o fim do mundo 15 199

Parapsicologia - Existe de fato o poder da mente? 57 931

Rosa-Cruz: fascínio pelo misticismo 22 300

Simpatias – Feitiçarias caseiras 57 941

Tenha bons sonhos 38 565

Xamanismo - Magia, religião ou filosofia? 73 1276

Política Voto consciente 48 765

Secularismo A ciência ajuda ou ameaça a fé 35 498

Aborto - Tragédia ou direito? 43 656

Carnaval - A festa da carne 31 427

Criação e Evolução - Dois pontos de fé: um em Deus

e outro no acaso 60 987

Os caminhos de uma bio-heresia 48 758

Secularismo teológico 23 326

Teologia A era dos patriarcas 96 2001

A festa de contexto 87 1564

A hermenêutica de Westminster 86 1534

A historicidade de Adão 99 2150

A homossexualidade no Ocidente 92 1812

A importância da teologia na apologética 63 1046

A letra mata? A marginalização do estudo teológico 63 1050

A lição da mulher que virou estátua de sal 90 1718

A necessidade de uma interpretação teológica das

Escrituras Sagradas 100 2204

A secularização do Natal 94 1916

23 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

A teologia da tragédia 91 1750

A Teologia Liberal e suas implicações para a fé bíblica 69 1167

A teologia relativista da nossa geração 97 2071

As gêneses do primeiro livro da Bíblia 91 1773

As seitas que usurpam o Espírito Santo 65 1075

Como o abandono do cristianismo está levando a

Europa ao desastre 87 1600

Como pode um Deus de amor mandar pessoas

para o inferno? 95 1972

Ecumenismo 24 331

Ênfase cristológica nos credos primitivos 84 1508

Eu creio na ressurreição da carne 67 1133

Fé e ciência: uma dicotomia enganadora 90 1747

Fundamentos para a pedagogia cristã 96 2032

Há mitos na Bíblia? 92 1829

Iluminismo: o século das luzes 100 2220

Inferno - Lugar de descanso em esperança? 39 571

Invasão do Oriente 72 1255

Israel e a manjedoura do Senhor Jesus 94 1934

Macacos? 87 1554

Monoteísmo primitivo - Um debate sobre sua origem 54 885

Nove idéias erradas sobre anjos 58 957

O exclusivismo cristão 92 1832

O Facebook e a explosão da pornografia infantil na rede social 98 2098

O homem - Que espécie de ser é esse que Deus criou? 45 711

O Natal escatológico 94 1954

O Novo Testamento foi influenciado pelas religiões pagãs? 82 1475

O texto de Colossenses 2.8 é uma censura à filosofia? 85 1517

O único Deus 92 1840

O velho conceito bíblico ou o novo conceito herético? 91 1779

24 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ASSUNTO TÍTULO EDIÇÃO PÁGINA

Pentecoste 87 1564

Quadro resumido dos concílios trinitários e cristológicos 84 1510

Quem é o deus das religiões? 55 907

Quem Jesus foi realmente? 84 1511

Teofanias no Antigo Testamento 99 2196

Teologia bíblica ou teologia sistemática 87 1607

Teologia gay 22 308

Um Deus à nossa imagem e semelhança?! 93 1896

Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia I 24 338

Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia II 25 351

Você é um cristão fundamentalista? 99 2201

Testemunhas de Jeová A Bíblia condena a prestação do serviço militar? 82 1467

A Bíblia proíbe a celebração de aniversários? 81 1443

A doutrina da salvação das Testemunhas de Jeová 2 43

A questão do sangue e a Bíblia 52 833

As divisões da seita que condena a diversidade

denominacional cristã 59 967

As testemunhas de Jeová e a proibição aos juramentos

de lealdade 93 1864

As Testemunhas de Jeová e Lucas 23.43 83 1490

Castas entre as Testemunhas de Jeová 6 71

Conhecimento que dá vida eterna 12 171

Flertando com o inimigo 35 507

Jeová como testemunha de Jesus 56 913

O ladrão que rouba casas com hora marcada 88 1648

Os cativos do Brooklin 19 262

Será que as testemunhas de Jeová realmente

abstêm-se de sangue? 100 2232

Unicismo A sedução da Igreja Local 53 856

Crer na trindade é receber a marca da besta? 42 650

Crer na trindade é receber a marca da besta? 52 843

Igreja evangélica “A Voz da Verdade”. Será? 20 275

Resposta ao CD da Igreja A Voz da Verdade 50 804

25 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


SUMÁRIO POR ORDEM ALFABÉTICA DE TÍTULOS
TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

10 erros do STF quanto ao aborto dos fetos anencéfalos Apologética geral 98 2111

666 – Uma análise crítica das especulações sobre o número da besta Apologética geral 99 2167

A apologética entre os pais da Igreja História do cristianismo 89 1674

A apologética na Reforma Protestante Apologética geral 91 1759

A apologética no Novo Testamento Apologética geral 88 1625

A Bíblia condena a prestação do serviço militar? Testemunhas de Jeová 82 1467

A Bíblia proíbe a celebração de aniversários? Testemunhas de Jeová 81 1443

A celebração do Natal e os reformadores protestantes Cristologia 94 1905

A celebração natalina ao redor do mundo Missiologia 94 1922

A ciência ajuda ou ameaça a fé Secularismo 35 498

A concepção católica romana de tradição Catolicismo 98 2115

A confissão de Fé da Guanabara (1558) Missiologia 87 1568

A contraditória doutrina mórmon Mormonismo 44 683

A cremação é uma prática cristã ou pagã? Apologética geral 44 688

A crítica bíblica e suas escolas Apologética geral 97 2061

A doutrina da salvação das Testemunhas de Jeová Testemunhas de Jeová 2 43

A doutrina do Deus-Adão Apologética geral 92 1806

A era dos patriarcas Teologia 96 2001

A escuridão em torno dos iluminados Apologética geral 88 1612

A face oculta da numerologia Esoterismo 35 503

A farsa que está por trás da Programação Neurolingüistica Esoterismo 44 691

A festa de contexto Teologia 87 1564

A fraude profética da pedra maia Apologética geral 91 1790

A hermenêutica de Westminster Teologia 86 1534

A hierarquização da Igreja Católica Romana Catolicismo 77 1379

A historicidade de Adão Teologia 99 2150

A homossexualidade no Ocidente Teologia 92 1812

A igreja da maconha Apologética geral 98 2119

A importância da teologia na apologética Teologia 63 1046

A importância do preparo missionário Missiologia 99 2177

26 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

A influência da maçonaria na política do Brasil Maçonaria 93 1847

A inutilidade das genealogias mórmons Mormonismo 88 1637

A letra mata? A marginalização do estudo teológico Teologia 63 1050

A lição da mulher que virou estátua de sal Teologia 90 1718

A loucura dos que não crêem Ateísmo 54 871

A marginalização de missões na teologia Missiologia 63 1054

A mitologia como aspecto da religiosidade História do cristianismo 91 1763

A morte da morte na morte de Cristo Apologética geral 76 1360

A natureza da Igreja Cristianismo 95 1966

A necessidade de uma interpretação teológica das Escrituras Sagradas Teologia 100 2204

A obra missionária e o culto prestado à glória de Deus Missiologia 98 2121

A Ordem Internacional das Filhas de Jó Apologética geral 91 1767

A Paixão de Cristo – As últimas doze horas de Jesus

antes do suplício da cruz Cristologia 67 1121

A pedagogia do Natal Cristologia 94 1911

A questão do sangue e a Bíblia Testemunhas de Jeová 52 833

A Reforma Protestante e as missões Missiologia 92 1819

A religião das relíquias idolatradas Catolicismo 89 1693

A Renovação Carismática e o Espírito Santo Catolicismo 12 154

A renúncia do papa Bento XVI Catolicismo 80 1422

A salvação de um povo - O crescimento extraordinário de igreja

evangélica no Brasil e seus desfios futuros Cristianismo 64 1061

A santificação do Natal Cristologia 94 1913

A secularização do Natal Teologia 94 1916

A sedução da Igreja Local Unicismo 53 856

A sedução dos rpgs na vida das crianças Ocultismo 61 1003

A seita do orgasmo Apologética geral 92 1823

A sinagoga, a praça e a academia Judaísmo 93 1858

A situação atual da igreja perseguida Missiologia 87 1587

A teologia da antimissão Missiologia 89 1671

A teologia da tragédia Teologia 91 1750

27 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

A teologia do perdão no islamismo Islamismo 91 1770

A Teologia Liberal e suas implicações para a fé bíblica Teologia 69 1167

A teologia relativista da nossa geração Teologia 97 2071

A Tradição Apologética Crista - Uma abordagem histórica sobre

como o cristianismo aperfeiçoou sua metodologia para defender

as doutrinas Bíblicas Apologética geral 79 1406

A urinoterapia - Ciência, filosofia de vida ou ato religioso? Esoterismo 40 587

Aborto - Tragédia ou direito? Secularismo 43 656

Acaso versus planejado ou paganismo versus cristianismo? Cristianismo 89 1688

Adoniram Judson Ateísmo 87 1585

Anomalia entre as seitas - A proliferação de manifestações

religiosas e exóticas Apologética geral 71 1211

Apologética com amor e sem arrogância Apologética geral 99 2180

Apologética na história da Igreja História do cristianismo 90 1720

Aquário - O surgimento de uma era Esoterismo 30 410

Arte Mahikari – Luz da verdade? Apologética geral 37 535

As 11 grandes religiões mundiais - Quem são? O que pregam?

Em que crêem? Onde estão? E como vivem? Apologética geral 74 1283

As artes marciais - Prática esportiva ou religiosa Apologética geral 16 211

As divisões da seita que condena a diversidade

denominacional cristã Testemunhas de Jeová 59 967

As duas faces do islamismo Islamismo 92 1800

As gêneses do primeiro livro da Bíblia Teologia 91 1773

As inconsistências geográficas do Livro Mormon Mormonismo 96 2044

As mulheres no islamismo e no cristianismo Islamismo 90 1725

As mutações do ateismo - O materialismo e a negação de Deus Ateísmo 83 1488

As seitas mais estranhas do mundo Apologética geral 90 1731

As seitas que usurpam o Espírito Santo Teologia 65 1075

As teorias sobre os Illuminati Apologética geral 89 1660

As testemunhas de Jeová e a proibição aos juramentos de lealdade Testemunhas de Jeová 93 1864

As Testemunhas de Jeová e Lucas 23.43 Testemunhas de Jeová 83 1490

28 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Barreiras na Comunicação Missiologia 87 1584

Brinquedos – Será que temos razões para suspeitar de

algo tão inofensivo? Ocultismo 73 1261

Bruxaria moderna - Muito mais do que uma festa halloween Ocultismo 83 1498

Cabala - A face esotérica do judaismo Judaísmo 75 1345

Carnaval - A festa da carne Secularismo 31 427

Castas entre as Testemunhas de Jeová Testemunhas de Jeová 6 71

Catolicismo - O céu em liquidadação Catolicismo 19 257

Celebrai o Natal para a glória de Deus Cristologia 94 1919

Celibato Bíblico x Celibato Humano Catolicismo 86 1539

Céu e Inferno Apologética geral 17 226

Chico Xavier é a reencarnação de Allan Kardec Espiritismo 10 135

Ciência desafia história narrada no Livro de Mórmon Mormonismo 73 1271

Cientologia – A religião das estrelas Apologética geral 36 516

Cinco maneiras de se contradizer Liderança 87 1574

Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento - Mais uma

máscara do ocultismo Esoterismo 66 1100

Clonagem Apologética geral 20 266

Código da Bíblia Apologética geral 18 238

Como aproveitar o fim do mundo? Apologética geral 100 2209

Como e por que o Alcorão foi padronizado? Islamismo 98 2127

Como é possível professar, ao mesmo Tempo, uma fé católica

e romana? Catolicismo 90 1736

Como Identificar Uma Seita Apologética geral 3 48

Como o abandono do cristianismo está levando a Europa ao

desastre Teologia 87 1600

Como pode um Deus de amor mandar pessoas para o inferno? Teologia 95 1972

Conceição Aparecida Catolicismo 26 356

Congregação Cristã do Brasil - Parte I Apologética geral 7 76

29 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Congregação Cristã do Brasil - Parte II Apologética geral 8 86

Congregação Cristã no Brasil Apologética geral 90 1699

Conhecimento que dá vida eterna Testemunhas de Jeová 12 171

Controvérsias da CCB Apologética geral 93 1869

Controvérsias da Congregação Cristã no Brasil Apologética geral 92 1824

Crer na trindade é receber a marca da besta? Unicismo 42 650

Crer na trindade é receber a marca da besta? Unicismo 52 843

Criação e Evolução - Dois pontos de fé: um em

Deus e outro no acaso Secularismo 60 987

Crise na Cientologia Apologética geral 99 2182

Cristadelfianismo – As aparências enganam! Apologética geral 30 419

Cristianismo – A fé que move o mundo Cristianismo 51 813

Cristianismo no banco dos réus - Como num filme que se repete,

o livro Código da Vinci questiona a fé bíblica usando

velhas heresias e ficção Cristianismo 80 1424

Cuidado com a Bíblia na boca do diabo Apologética geral 75 1355

Cuidado, a serpente ainda fala Esoterismo 40 591

Culto à deusa Mãe Catolicismo 49 780

Cultos afros Ocultismo 23 317

Cultura Racional Apologética geral 21 286

Culturas: A Bíblia é contra ou a favor? Missiologia 87 1576

Deus e o diabo - De quem procedem as premonições? Ocultismo 62 1023

Diferença entre devoção religiosa e idolatria Catolicismo 31 436

Dinossauros Apologética geral 25 344

Domingo - O dia que o Senhor fez! Adventismo 76 1362

É lícito comemorar aniversário natalício? Apologética geral 94 1926

É possível identificar o espírito que fala por um médium? Espiritismo 52 850

Ecorreligião Esoterismo 64 1069

Ecumenismo Teologia 24 331

Ênfase cristológica nos credos primitivos Teologia 84 1508

Ensinando a Palavra de Deus como mestres relevantes Liderança 88 1630

30 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Escola Bíblia Dominical para ateus Ateísmo 95 1979

Esquecimento fatal do espiritismo Espiritismo 18 246

Eu creio na ressurreição da carne Teologia 67 1133

Eubiose – A arte de bem viver? Esoterismo 70 1191

Eutanásia Apologética geral 96 2039

Evangélico, apostólico e católico Apologética geral 77 1382

Evangelização no contexto urbano Missiologia 95 1982

Exorcismo – As forças do mal em foco Catolicismo 37 541

Extemismo cristão - Uma breve análise bíblica e histórica História do cristianismo 75 1357

Fábulas de uma conspiração mundial secreta Apologética geral 89 1660

Falsas previsões astrológicas para 2012 Ocultismo 96 2035

Falsos fundamentos da verdade Apologética geral 50 798

Falun Gong - A seita que abalou o comunismo na China Apologética geral 33 461

Fantasias boas e fantasias más Ocultismo 32 445

Fé e ciência: uma dicotomia enganadora Teologia 90 1747

Fé em quem? Apologética geral 78 1389

Festas juninas – Folclore ou religião? Catolicismo 45 702

Festas natalinas nas maiores religiões do mundo Missiologia 94 1931

Flertando com o inimigo Testemunhas de Jeová 35 507

Fraude Apologética geral 98 2134

Fundamentos para a pedagogia cristã Teologia 96 2032

Há mitos na Bíblia? Teologia 92 1829

Halloween Apologética geral 27 372

Harry Potter - O fenômeno ocultista Ocultismo 42 641

Heresias primitivas História do cristianismo 51 820

Hipnose - A manipulação da mente Esoterismo 36 523

Idolatria disfarçada Catolicismo 61 1014

Iemanjá - Rainha de todas as águas e mãe de todos os orixás? Catolicismo 33 468

Igreja Apostólica (IA) É realmente apostólica Apologética geral 14 186

Igreja evangélica “A Voz da Verdade”. Será? Unicismo 20 275

Iluminismo: o século das luzes Teologia 100 2220

31 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Imperfeita liberdade - Um exame do movimento

religioso Perfect Liberty Apologética geral 81 1446

Inferno - Lugar de descanso em esperança? Teologia 39 571

Inri Cristo – Mais um falso Cristo Messianismo 41 609

Invasão do Oriente Teologia 72 1255

Ioga – despertando o “deus-consciência” Hinduísmo 37 548

Islamismo - a religião de Maomé: O último profeta Islamismo 74 1337

Islamismo: Desafio à fé cristã Islamismo 9 124

Islamofobia ou direito de religião? Islamismo 88 1641

Israel e a manjedoura do Senhor Jesus Teologia 94 1934

Jeová como testemunha de Jesus Testemunhas de Jeová 56 913

Jesus Cristologia 94 1938

Jesus – Ele nasceu para morrer por nós Cristologia 41 619

Jesus dos 12 aos 30 anos Hinduísmo 56 916

Jesus teve irmãos? Catolicismo 46 718

Jogos de azar – o que dizer? Esoterismo 30 424

LBV - Legião da Boa Vontade Apologética geral 16 215

Libertação para os tolos Apologética geral 98 2136

Lições da Idade Média para a Igreja atual História do cristianismo 95 1984

Logosofia - Uma nova roupagem para um antigo engano Esoterismo 60 997

Macacos? Teologia 87 1554

Maria - Virgem e mãe, duas poderosas e universais emoções Catolicismo 34 475

Matrimônio entre pessoas e animais Missiologia 93 1877

Matrix - O budismo virtual de Hollywood Budismo 58 946

Meditação Transcedental Apologética geral 54 879

Merecem confiança os livros apócrifos? Catolicismo 41 631

Meteoros que caíram do céu? Adventismo 32 453

Ministério Internacional Creciendo en Gracias -

Um perigo para o cristão desavisado Apologética geral 72 1236

Missionário especialista em plantio de igrejas e antropologia cultural Missiologia 95 1966

Missões Missiologia 93 1879

32 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Mistérios do Vodu Ocultismo 68 1145

Monoteísmo primitivo - Um debate sobre sua origem Teologia 54 885

Monoteísmo teórico e politeísmo prático Catolicismo 65 1083

Motivos para o terrorismo no fundamentalismo islâmico Islamismo 40 599

Mudança de paradigma - Cristocentrismo versus mariocentrismo

na renovação carismática Catolicismo 68 1152

Natal Cristianismo 29 397

Natal, sim! Domingo, não! Por quê? Apologética geral 94 1940

Nehemias Marien – ele se declara um médium Espiritismo 32 455

New Life e o estranho evangelho de João Batista Apologética geral 71 1218

Ninguém vos julgue pelos sábados! Adventismo 43 664

Nostradamus - Profeta ou adivinho? Esoterismo 69 1174

Nostradamus e o fim do mundo Ocultismo 15 199

Nova Era: Uma farsa do Diabo Esoterismo 4 56

Nove idéias erradas sobre anjos Teologia 58 957

O apagão da Fé na Europa Missiologia 87 1597

O ateísmo da pseudociência de Stephen Hawking Ateísmo 88 1643

O conceito de céu e paraíso entre as religiões Apologética geral 86 1545

O Concílio de Constantinopla e a doutrina da reencarnação História do cristianismo 97 2075

O corpo de Cristo - Podemos crer na transubstanciação? Catolicismo 55 891

O crescimento da classe média brasileira e o impacto sobre

as igrejas evangélicas Missiologia 99 2185

O crime de estupro no islamismo Islamismo 96 2028

O cristão deve celebrar o Natal? Cristianismo 94 1950

O cristão e a censura Apologética geral 97 2082

O Cristão e a guerra Cristologia 28 386

O desafio cristão para cuidar do meio ambiente Missiologia 96 2023

O desapontamento adventista Adventismo 67 1140

O Deus de amor e o extermínio dos cananitas Apologética geral 97 2053

O espiritismo e o sofrimento de Jesus Espiritismo 89 1679

33 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

O exclusivismo cristão Teologia 92 1832

O Facebook e a explosão da pornografia infantil na rede social Teologia 98 2098

O homem - Que espécie de ser é esse que Deus criou? Teologia 45 711

O incomparável legado de William Carey Missiologia 90 1741

O ladrão que rouba casas com hora marcada Testemunhas de Jeová 88 1648

O messias asiático Messianismo 29 404

O mito do bebê sem sexo Missiologia 93 1887

O movimento da espiritualidade sem a mediação de Cristo Cristologia 95 1990

O Movimento Hare Krishna Apologética geral 14 191

O nascimento virginal de Jesus é uma lenda? Cristologia 58 962

O Natal escatológico Teologia 94 1954

O Novo Testamento foi influenciado pelas religiões pagãs? Teologia 82 1475

O perfil eclesiástico da CCB Apologética geral 91 1784

O poder da ressurreição Cristologia 97 2093

O poder das perguntas Apologética geral 79 1416

O poder de evangelização da página impressa Missiologia 96 2020

O problema do mal - Aspecto lógico e psicológico Apologética geral 72 1243

O profeta do Tabernáculo da Fé Messianismo 36 530

O que é a Renovação Carismática Catolicismo 11 140

O que é religião? Apologética geral 74 1342

O sequestro do cérebro Apologética geral 98 2142

O surgimento da apologética moderna Apologética geral 92 1836

O surgimento da apologética moderna Apologética geral 93 1889

O texto de Colossenses 2.8 é uma censura à filosofia? Teologia 85 1517

O único Deus Teologia 92 1840

O velho conceito bíblico ou o novo conceito herético? Teologia 91 1779

Odeiam os evangélicos Maria, mãe de Jesus? Catolicismo 8 108

Oito razões por que precisamos da apologética Apologética geral 89 1685

Opus Dei - A história e os segredos do mais forte e atuante

“braço” do Catolicismo Romano Catolicismo 80 1432

Os caminhos de uma bio-heresia Secularismo 48 758

34 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Os cativos do Brooklin Testemunhas de Jeová 19 262

Os cravos das mãos de Jesus Cristologia 92 1844

Os estigmas de Cristo, fato ou mitologia religiosa? Catolicismo 55 901

Os evangélicos e as estatísticas Missiologia 95 1981

Os muçulmanos adoram somente a Allah? Islamismo 100 2226

Os Pais Apostólicos História do cristianismo 51 827

Os perigos do esoterismo Esoterismo 1 38

Os santos de cada dia Catolicismo 39 581

Os super-heróis e a religiosidade Apologética geral 98 2145

Os valores internos e externos da circuncisão Judaísmo 47 737

Pais homossexuais são prejudiciais para as crianças? Apologética geral 99 2188

Parapsicologia - Existe de fato o poder da mente? Ocultismo 57 931

Paulo, o fiel discípulo de Jesus História do cristianismo 65 1088

Pelos corredores do templo mórmon Mormonismo 66 1108

Pentecoste Teologia 87 1564

Perseguição versus liberdade religiosa Missiologia 96 2017

Por que o Kardecismo atrai? Espiritismo 71 1225

Porque não creio na astrologia Esoterismo 69 1180

Pró - Vida - A integração cósmica pregada pelo movimento

de Celso Charuri Esoterismo 59 981

Profanação no templo Maçonaria 49 787

Protestantismo - O que está acontecendo com a chama da reforma? História do cristianismo 76 1369

Quadro resumido dos concílios trinitários e cristológicos Teologia 84 1510

Quando o Estado se torna um deus Apologética geral 62 1028

Quem crê no fim dos tempos? Apologética geral 91 1793

Quem disse que Darwin é unanimidade? Ateísmo 79 1420

Quem é Alá? - O que os muçulmanos pensam sobre o

Deus da Bíblia e dos cristãos Islamismo 56 921

Quem é o deus das religiões? Teologia 55 907

Quem é o messias da Igreja Messiânica Messianismo 26 367

Quem escreveu o Pentateuco? Apologética geral 90 1712

35 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Quem foi o primeiro Papa? Catolicismo 70 1198

Quem Jesus foi realmente? Teologia 84 1511

Quem são os filhos de Abraão? Islamismo 82 1481

Qumran - Os manuscritos do Mar Morto História do cristianismo 85 1521

Raelianos – Somos clones dos ET ’s Esoterismo 53 861

Rebe - O novo “messias” dos judeus Judaísmo 81 1454

Reencarnação e justiça Espiritismo 61 1018

Reflexões sobre a relação de Jesus na Trindade Cristologia 89 1654

Reiki – A técnica esotérica que diviniza o espírito humano Esoterismo 47 743

Relativismo totalitário Apologética geral 98 2139

Resposta ao CD da Igreja A Voz da Verdade Unicismo 50 804

Resposta cristá à afirmação islâmica de que Maomé foi

profetizado na Bíblia Islamismo 28 392

Respostas aos adeptos do nome “Yeshoshua” Apologética geral 27 377

Roma é a mesma! Uma visão atual e bíblica sobre o maior

império religioso do mundo Catolicismo 77 1384

Rosa-Cruz: fascínio pelo misticismo Ocultismo 22 300

Santo Daime – O Culto do Cipó Apologética geral 18 251

São evangélicos os adventistas Adventismo 5 62

Secularismo teológico Secularismo 23 326

Seicho-No-Ie: O movimento otimista do Japão Apologética geral 13 174

Seita quer clonar Jesus Apologética geral 31 440

Seitas do Novo Testamento Apologética geral 99 2192

Será que as testemunhas de Jeová realmente abstêm-se de sangue? Testemunhas de Jeová 100 2232

Será que estamos sendo vigiados? Esoterismo 38 555

Serpentário Apologética geral 90 1745

Simpatias – Feitiçarias caseiras Ocultismo 57 941

Sobre a encarnação do Verbo Cristologia 94 1901

Suicídio - De quem é a vida a final? Apologética geral 34 482

Tenha bons sonhos Ocultismo 38 565

Tensões no culto evangélico brasileiro Cristianismo 93 1893

36 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


TÍTULO ASSUNTO EDIÇÃO PÁGINA

Teofanias no Antigo Testamento Teologia 99 2196

Teologia bíblica ou teologia sistemática Teologia 87 1607

Teologia gay Teologia 22 308

Teoria da evolução Ateísmo 17 231

Teosofia – A filosofia religiosa que lançou as bases

para o atual movimento da Nova Era Esoterismo 62 1034

Terrorismo - Como a teologia islâmica influência os grupos

radicais muçalmanos Islamismo 78 1391

Tratamentos alternativos e alternativas perigosas Esoterismo 34 493

Três dias e três noites no túmulo? Apologética geral 15 208

Três formas erradas de olhar para a história da Igreja Missiologia 96 2014

Um Deus à nossa imagem e semelhança?! Teologia 93 1896

Um exame crítico e histórico da adoração islâmica Islamismo 68 1157

Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia I Teologia 24 338

Um guia bíblico sobre ortodoxia e heresia II Teologia 25 351

Um novo governo mundial que pode destruir as nações Apologética geral 46 725

Uma análise da perseguição aos cristãos no mundo árabe Islamismo 100 2217

Uma análise do ministério A Voz da Pedra Angular Apologética geral 78 1399

Uma celebração especial no templo Cristianismo 94 1960

Uma família perigosa Apologética geral 21 297

Uma liderança competente Liderança 87 1605

Uma resposta cristã ao islamismo sobre o Alcorão Islamismo 47 752

Uma vitrine de irracionalidades Apologética geral 95 1995

Vivendo de luz - Quando passar fome é uma virtude Esoterismo 43 678

Você é um cristão fundamentalista? Teologia 99 2201

Voto consciente Política 48 765

Xamanismo - Magia, religião ou filosofia? Ocultismo 73 1276

37 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os perigos
do esoterismo
Com o avanço da Nova Era está se
Os perigos do esoterismo
alastrando uma verdadeira “onda” de
esoterismo. Quando se fala de esoterismo
para muitos boa coisa não é, pois lembra
feitiçaria, morcegos em vôo rasante,
charlatanismo, fanatismo, crenças absurdas.
Comumente o termo é aplicado às técnicas
e experiências da falsa iluminação mística,
bem como da filosofia mística.

Por Natanael Rinaldi

A
palavra esoterismo, do grego “esotéricos”, é sinônima
de ocultismo e está relacionada com a doutrina que
se oculta das pessoas em geral e se revela apenas aos

01
iniciados, em contraposição à exotérica (externa ou
pública). Brasília é tida como uma cidade esotérica por contar
com diferentes recantos aonde se pratica o misticismo em todas
as suas modalidades, entre as quais se destacam a “Cidade da
Paz”, o “Vale do Amanhecer”, a “Cidade de Eclética”, e um
grupo ufológico que vasculha permanentemente o espaço em
busca de outras vidas.
EDIÇÃO

As pessoas místicas gostam de olhar o Universo através


de um telescópio e dimensionar sua imagem espiritualmente.
Nesses lugares praticam-se: jogo de búzios, tarologia, astrologia,
trabalho de energização de cristais, quiromancia; encontram-se:
sensitivos, videntes, mestres de Tai Chi Chuan e I Ching (oráculo
chinês). Os supersticiosos que se dirigem a esses lugares são
pessoas que estão dispostas a pagar qualquer preço por uma
consulta, submeter-se às chamadas acupunturas psíquicas para
a regressão de vidas, praticar ioga ou meditação transcendental,

38
enfim, estão dispostas a se desenvolver com todo tipo de recursos místicos para a solução
de seus problemas.
Para que essas práticas - astrologia, tarô, runologia, I Ching - funcionem, é preciso que
as pessoas acreditem em seus poderes PSI ou extra-sensoriais.

O Poder Extra-Sensorial existe?

Admitimos que o sobrenatural realmente existe, mas não que seja resultante de um
poder mental inato ao homem e que para sua manifestação se torne necessário despertar
poderes extra-sensoriais. Tais poderes só podem ser desenvolvidos por alguns. Daí por
que existe o título de sensitivos, videntes, esotéricos ou ocultistas para as pessoas que os
desenvolvem.

O que a Bíblia tem a dizer?

Note o que a Bíblia diz de todos os homens:


Salmos 39:5: “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente
vaidade”.
Jeremias 17:5: “Maldito o homem que confia em outro homem e faz da carne o seu
braço”.
Os que crêem no poder sobrenatural do homem chegam a ficar numa dependência dos
que o manipulam, sejam sensitivos, gurus, videntes ou astrólogos, e não se acanham de
afirmar: “Não dou um passo sem a sua orientação”. É o caso relatado por Nonato Souza
Lima, então delegado do PMDB em São Paulo, com relação ao seu babalaô Walter de
Logum-Edé, chegando ao cúmulo de pagar na época Cr$ 100.000,00 para seu guia. (VEJA
29.01.86, pág. 49). “Não tomo nenhuma posição da minha vida política ou particular sem
antes consultar o Dr. Newton. Ele é meu guru”, dizia o governador João Durval. O Dr.
Newton Pinto praticava o ocultismo e fazia uso da quiromancia - leitura mais refinada das
mãos que a feita pelos quiromantes (idem, pág. 51).

A fonte do poder sobrenatural

O poder sobrenatural que alguns exercem só pode vir de duas fontes: de Deus ou do
diabo. Não há meio termo. O poder sobrenatural ou milagroso que um homem pode exercer
é de Deus, quando:
a) é realizado no nome de Jesus e serve para glorificá-lo;
b) serve para edificar a igreja de Jesus Cristo;
c) serve para validar o Evangelho de Jesus, levando pessoas à salvação.
São essas características dos milagres descritos na Bíblia:

39 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Atos 14:3: “Detiveram-se por muito tempo, falando ousadamente acerca do Senhor, o
qual dava testemunho à palavra da sua graça, permitindo que por suas mãos se fizessem
sinais e prodígios”.
Romanos 15:19: “Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus:
de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao ilírico, tenho pregado o evangelho de
Jesus Cristo”.
I Coríntios 14:12: “Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai
abundar neles para a edificação da igreja”.
Já os milagres operados pelo diabo, através de videntes, astrólogos, sensitivos e outros
que alegam possuir poderes extra-sensoriais, têm características inteiramente diferentes,
pois os tais são os falsos profetas e os falsos cristos, os quais o próprio Cristo denunciou
em Mateus 24:5-11, todos eles agregados ao movimento Nova Era. Já no Egito, houve os
seus predecessores:
Êxodo 7:10-12: “Porque cada um lançou sua vara, e tornaram-se em serpentes; mas a
vara de Aarão tragou as varas deles”.
Êxodo 8:7: “Então os magos fizeram o mesmo com seus encantamentos; e fizeram
subir rãns sobre a terra do Egito”.

E se as previsões vierem a se cumprir?

Deus terminantemente não quer que os sigamos. Existe o caso de Sana-Khan, astrólogo
e quiromante armênio, que vaticinou, examinando a mão de Jânio Quadros em 1936, que
ele seria eleito vereador, prefeito, governador de São Paulo e presidente da República.
Mas, Sana-Khan errou no vaticínio de sua própria morte, marcada para 30 de dezembro de
1970, pois morreu em 1979 (VEJA, 29.01.1986, pág. 31). E a Bíblia o que diz?
Deuteronômio 13:3: “Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos
porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus com
todo o vosso coração, e com toda a vossa alma”.
Infelizmente, tudo o que se relaciona com os sistemas de adivinhação está obtendo
um grande sucesso. As novelas despejam sobre o povo um concentrado sincrético de
tarô, astrologia, búzios, pirâmides, oráculos gregos, curas psíquicas e regressão de vidas
passadas, que torna real o provérbio que se diz do povo brasileiro: “É um povo obcecado
pelo sobrenatural”. Os jornais noticiam que a febre pelo ocultismo invadiu de tal forma a
nossa geração, que já se lê nos adesivos dos carros “Eu creio em duendes”. São milhares
de adesivos vendidos só em São Paulo. Cumpre-se a Bíblia, na advertência de Paulo, em
I Timóteo 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão
alguns da fé, dando ouvidos enganadores e a doutrinas de demônios”.
Quando os efésios se converteram pela pregação do evangelho de Jesus Cristo por meio
de Paulo, o que se lê é que “também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os
seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, achavam que

40 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


montava a cinqüenta mil peças de prata. Assim a palavra do Senhor crescia poderosamente
e prevalecia” (Atos 19:19-20). Que anunciemos o evangelho de Cristo, que é o poder
de Deus para a salvação (Romanos 1:16), de modo que as pessoas envolvidas com o
ocultismo possam ser libertas ao se chegarem a Jesus Cristo, livres de todos os temores do
mundo espiritual contra o qual precisamos lutar (Efésios 6:10-12).

Práticas atuais ligadas ao esoterismo

Quirologia: estudo completo das mãos, que envolve a quiromancia (leitura das mãos).
Através de cálculos matemáticos, aponta aspectos de personalidade, potenciais, análise do
passado e previsões.
Astrologia: estudo do homem através dos astros, onde cada ponto de energia funciona
como arquétipo da personalidade.
Numerologia: análise da personalidade e da vida da pessoa através do nome. Leva em
conta o número de letras e o valor de cada uma delas, seguindo uma tabela própria.
Tai Chi Chuan: é uma arte marcial da China. Consiste em uma série de movimentos
que visam fazer a pessoa encontrar seu equilíbrio físico e mental.
Telepsiquismo: a capacidade de utilizar as forças do subconsciente, isto é, Eu
Superior.
Radiestesia: para localizar objetos perdidos, fazer perguntas ao inconsciente, localizar
jazidas minerais, prognosticar doenças.

Artigos e suas finalidades esotéricas

I Ching: O Livro das Mutações. Trata-se de um livro de sabedoria e adivinhação


proveniente da China.
Búzios: tipo de concha usada como jogo divinatório pelos adeptos de umbanda e
candomblé, transmite a mensagem dos orixás.
Cristais: pedras de quartzo encontradas em rosa, fumê, púrpura e incolor. São usadas
para isolar e retirar vibrações negativas do ser humano.
Gnomos: forças da natureza ligada aos quatro elementos: ar, água, terra e fogo. Seres
que estão entre o espírito e o homem.
Mandala: desenhos geométricos feitos de arame, de origem hindu, que dão sorte e
ajudam a meditar.
Pêndulos: usados para detectar energias negativas que vem do subsolo. Também são
empregados para oráculo. A resposta é dada pelo movimento do pêndulo.
Pirâmides: podem ser de cristal, ouro, cobre, latão, madeira ou papelão. O seu poder
está relacionado com a forma, que imita a pirâmide Quéops. Canalizam energia cósmica
e têm finalidade curativa.

41 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Runas: oráculo escandinavo composto de 25 pedras que prevêem o futuro. São 24
pedras com símbolos e uma pedra em branco. É tido como o alfabeto dos antigos sacerdotes
das tribos germânicas.
Tarô: jogo divinatório formado por 78 cartas. É um dos sistemas de interpretação da
vida mais procurado atualmente. Consiste em uma coleção de símbolos fundamentais do
inconsciente: morte, amor, cura, religião, etc.

42 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


A doutrina da
salvação e as
Testemunhas
A doutrina da salvação e
as Testemunhas de Jeová
de Jeová
Um errado entendimento sobre quem é Jesus e
o que ele veio fazer aqui na terra, faz com que
alguém não entenda o caminho da salvação.
O “Jesus” das TJ não consegue salvar sozinho o
homem do pecado e da morte.

Por Wagner Santos Cunha.

“S
enhores, o que tenho de fazer para ser
salvo?”, foi a pergunta que um carcereiro de

02
Filipos, na Macedônia, fez ao apóstolo Paulo
e a Silas (Atos 16:30). A resposta foi: “Crê
no Senhor Jesus e serás salvo” (v. 31). Esta resposta tem sido
o ponto central da mensagem do evangelho e do cristianismo
histórico. Mas, qual é a resposta que uma Testemunha de
Jeová (TJ) dá a esta pergunta cruciante? O que significa
salvação para as TJ?
EDIÇÃO

De acordo as TJ, o primeiro propósito de Jesus vir a


terra não foi o de morrer pelos nossos pecados “I Tm 1:15”,
mas, sim, o de “prover uma defesa ao nome de Jeová” e, em
segundo lugar, o de pregar o reino de Deus, pois segundo o
livro Poderá viver para sempre no paraíso na terra, “é esse
reino que destruirá toda iniquidade e livrará o nome de Jeová
de todo o vitupério lançado sobre ele” (pp.60,61). Assim
sendo, segundo as TJ, Satanás desafiou a Jeová dizendo que
nenhuma criatura no universo seria fiel a Ele se sofresse

43
todos os tipos de provocações e tentações. Nenhuma criatura seria fiel até à morte
assim como Adão não se manteve fiel e foi desencaminhado.
Diante de tal desafio Jeová teria de fazer alguma coisa para vindicar Seu nome
diante de todas as suas criaturas. Então, entra em cena o Arcanjo Miguel (a primeira
criação de Jeová). Ele se ofereceu voluntariamente, e Jeová o enviou à terra para
suportar todos os tipos de tentações possíveis, para provar que é possível manter-se
fiel a Jeová até a morte, demonstrando assim que o desafio de Satanás era infundado;
de modo que, por permanecer fiel, Miguel (que para as TJ é o ressuscitado Jesus
Cristo),capacitou-se para ser o rei do Reino de Deus (que vindicaria a soberania
Universal de Jeová). Tornou-se assim a principal Testemunha de Jeová.
Mas, e quanto a salvação do pecador? Bem, esta estaria em segundo plano. Veja:
“Assim, um motivo importante de Jesus vir a terra foi o de morrer por nós.” (Poderá
viver... p. 61,§ 12) – O grifo é nosso. Noutra publicação das TJ lemos: “A nossa
salvação não é justificativa principal para a vida e a morte de Jesus na terra.” ¹
Segundo a doutrina do resgate (expiação) difundida pelas TJ, Adão, ao pecar, perdeu
para si e seus filhos a vida humana perfeita na terra paradisíaca. Era necessário,
então, que outra vida humana perfeita fosse dada em troca daquela que Adão perdeu.
Diz o livro supracitado na p. 62, 16: “Nenhum outro humano, além de Jesus, poderia
ter provido o resgate. Isso se dá porque Jesus é o único homem que já viveu que
era equivalente a Adão como filho humano perfeito de Deus”. Assim, Adão perdeu
a vida humana, e Jesus deu a dele em troca. Quando? Quarenta dias após a sua
ressurreição, quando ele retornou ao céu. Ali, ele levou perante a Deus a sua vida
humana perfeita e ofereceu como resgate, abrindo assim o caminho para a libertação
da humanidade.
O sacrifício de Jesus no calvário (na ótica da TJ), apenas removeu os efeitos do
pecado de Adão, mas não os efeitos dos nossos pecados individuais. A completa
obra de expiação ocorrerá depois que os sobreviventes do Armagedom ² retornarem
a Jeová por vontade própria, procurando fazer a vontade dele e sujeitando-se ao Seu
governo teocrático.
Algo bastante interessante de mencionar é que as TJ creêm que durante o milênio
os 144.000 (os únicos que irão para o céu) terão o direito de perdoar os pecados e
eliminar as imperfeições dos seus súditos que viverem na terra. ³
Pergunta-se: Será que o “Jesus” das TJ não consegue salvar sozinho o homem do
pecado e da morte?
Recapitulando: Segundo as TJ, Jesus veio à terra para:
- Vindicar o nome de Jeová das acusações lançadas por Satanás;
- Sofrer as piores tentações e mostrar-se fiel diante delas, para provar que é possível
a um humano em condições perfeitas manter-se fiel até a morte, demonstrando assim
que Satanás é mentiroso;
- Dar a sua vida humana perfeita como sacrifício, em troca de resgate, para salvar
a humanidade do pecado e da imperfeição.

44 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Insuficiência de Jesus

A Salvação do gênero humano – para as TJ – não depende somente de Deus; a


responsabilidade recai também sobre o próprio homem. Então, que precisa o homem
fazer a fim de se salvar, de acordo com as TJ? As TJ ensinam que o caminho para a
vida terrestre ou celestial envolve muito mais do que crer em Jesus e aceitá-lo pela
fé como seu único e suficiente salvador. 4 É necessário uma série de obrigações. No
último capítulo do livro Poderá Viver..., intitulado: O que você precisa fazer a fim de
viver para sempre, encontramos as seguintes obrigações:
- Ter fé em Jeová e nas suas promessas (p. 250);
- Deve haver obras (p.250, § 2);
- Dizer em oração a Deus que deseja ser servo dele, que deseja pertencer-lhe
(p. 251, § 3);
- Batizar-se (p. 251, § 6);
- Pregar e ensinar de casa em casa: “Jeová não se esquecerá de seu trabalho, mas
o recompensará ricamente” (p.253, § 9-11). Quanto mais se dedicar a esta atividade,
mais preeminente será a posição que se terá no futuro paraíso;
- “Você precisa pertencer à organização de Jeová e fazer a vontade de Deus, a fim
de receber Sua benção de vida eterna”. (p. 255, § 14).

Trilhando o caminho errado

É interessante que seis requisitos foram alistados para conduzir o homem no


caminho da salvação, menos um, aliás, o único requisito necessário: crer em Jesus,
recebê-lo como Senhor e Salvador pessoal (Atos 16:30, 31; João 1:12 com Colossenses
2:6; Romanos 10:9, 10).
Internamente, na organização, bombardeam-se as TJ com as seguintes
informações:
- É preciso pertencer à única organização que Deus usa para comunicar suas
verdades aos homens, que é a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados.
- Proclamar o Reino de Deus que começou no céu em 1914, com a expulsão de
Satanás.
- Ser fiel a Jeová durante toda a vida: agora, até o Armagedom; depois, durante o
milênio e na prova final, quando Satanás for solto.
Quão triste é este quadro de salvação condicional!
Ajude as TJ a ver que somente crendo em Jesus é que seremos salvos (Atos 16:30,
31). Somente o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (I João 1:7; Apocalipse
5:9; 12:11; Hebreus 9:22; I Pedro 1:19; Romanos 3:25; 5:9 e Colossenses 1:14, 20).
Somos salvos pela graça de Deus, mediante a fé, e não por obras (Efésios 2:8, 9).

45 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Quando falar com uma TJ, guarde em mente que ela crê na morte de Cristo, mas que
ela nada mais foi que um sacrifício perfeito do seu corpo. De acordo com isso, Deus
não estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (II Coríntios 5:20; I Timóteo
3:16); porém, segundo as Escrituras, Jesus, na condição de homem, pagou o preço
de nossos pecados tomando-os sobre si na cruz e morrendo por eles. Na condição de
Deus, contudo, seu sacrifício tem eficácia no tempo, e por toda a eternidade. Só Deus
pode resistir ao pecado, e Cristo resistiu porque era Deus sem deixar de ser homem.
Identificou-se com a natureza humana sem deixar a divina. Ao ensinar que a morte
de Jesus foi simplesmente o resgate pelo pecado de Adão, as TJ “diminuem”, por
assim dizer, o valor do sangue resgatador de Jesus. Em vez de nos “purificar de todo
o pecado” (I João 1:7), é limitado, pois limpa apenas os efeitos dos pecados de Adão.
Em harmonia com essa crença, as TJ em sua versão distorcida das Escrituras (Tradução
do Novo Mundo) verteram a palavra grega Antilytron (= “resgate”) que aparece
unicamente no Novo Testamento, em I Timóteo 2:6 por “resgate correspondente”,
querendo dizer que a morte de Cristo tinha a intenção de ser meramente o sacrifício
de m ser humano perfeito para compensar o pecado de um só homem, Adão; mas essa
posição é refutada em Marcos 10:45, diz que “...mas para ministrar e dar a sua alma
como resgate em troca de (lutron anti) muitos.”

Morrendo em favor de milhões

Cristo, portanto não era meramente um homem que morria em favor de um só


outro homem; estava morrendo em favor de milhões de homens, mulheres, crianças.
Cristo é chamado o “último Adão” e contrastado com Adão (Romanos 5:12-21; I
Coríntios 15:21-22, 45). Isso porem não comprova que Ele era “nada mais” do que
Adão. Durante os dez anos em que fui TJ, sempre aprendi a ver Jesus como “o maior
homem que já viveu”, um exemplo, o resgatador, mestre, instrutor, “o mestre de obras
de Jeová”, mas nunca aprendi a necessidade de ter Jesus como meu Salvador pessoal.
Como foi dito anteriormente, o “Jesus” das TJ não salva, apenas abre o caminho para
que o indivíduo alcance a salvação através de sua fidelidade à organização.
Não permitamos portanto que estas pessoas batem à nossa porta continuem no erro.
Tomemos com seriedade as palavras de Paulo em II Timóteo 2:24, 26 e II Coríntios
10:3-6. Que o Senhor nos abençoe. Amém!

___________
Notas
¹ Conhecimento que conduz à vida eterna, p. 69, § 20.
² A guerra que Deus vai travar contra a humanidade, destruindo todos sobre a terra, exceto as TJ.
³ Confira na obra: A Verdade Que Conduz à Vida Eterna, p. 106, § 12 – editado pela Sociedade Torre de Vigia
de Bíblias e Tratados.

46 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


4
Em A Sentinela de 15 de setembro de 1989, pp.5, 6, lemos: “sim, crer em Jesus é fundamental para nossa
salvação, mas é necessário mais. (…) Alguns dizem que basta crer em Jesus. (…) Assim, muitos creem que
passar por uma conversão repentina e emocional é tudo o que precisa para garantir a vida eterna. Contudo,
concentrar-se em apenas um único requisito essencial para a salvação e excluir os outros é como ler uma
cláusula fundamental num contrato e desconsiderar as demais.” Vale comentar que a salvação não é um
contrato, mas um dom gratuito de deus (Efésios 2:8, 9).

47 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Como identificar
uma seita
T
odas as pessoas têm o direito de professar a religião de
sua escolha. A tolerância religiosa deve ser aceita por
Como identificar todos. Dar a cada pessoa, porém, o direito de escolher
uma seita a própria religião não significa que todas sejam boas.
Por exemplo: nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos:
os saduceus (At 5.17) e os fariseus (At 15.5). Ambos tinham
posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não
poupou palavras duras a esses grupos religiosos, chamando-os
de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt
23.13, 15 e 33). Assim, deixou claro que não aceitou a idéia de
que todos os caminhos levam a Deus. Há apenas dois caminhos
– ensinou: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e
espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13,14).

Pluralidade Religiosa

A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de


Jesus, ao contrário, hoje existem milhares de seitas e religiões
falsas, que pensam estar fazendo a vontade de Deus, quando na

03
verdade não o estão. Há 10 grandes religiões principais, a saber:
Hinduísmo, Jainismo, Budismo, Siquismo (originárias da Índia),
Confucionismo, Taoísmo (China), Xintoísmo (Japão), Judaísmo
(Palestina), Zoroastrismo (Pérsia – atual Irã), Islamismo
(Arábia). Nessa lista alguns incluem o Cristianismo. Além disso,
existem mais de 10.000 seitas (ou subdivisões dessas religiões),
EDIÇÃO

estando 6.000 localizadas na África, 1.200 nos Estados Unidos


e centenas em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto
Cristão de Pesquisas classifica as seitas assim:
– Secretas: Maçonaria, Teosofia, Rosacrucianismo,
Esoterismo, etc.
– Pseudo-cristãs: Mórmons, Testemunhas de Jeová,
Adventistas do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos
de Deus), etc.
– Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade,
Racionalismo Cristão, etc.

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– Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Cultura Racional, etc.
– Orientais: Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna,
Meditação Transcendental, Unificação (moonismo), Perfeita Liberdade, etc.
Enquanto essas e outras seitas se proliferam e seus guias desencaminham milhões de
pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3, ou seja,
de “combater pela fé uma vez entregue aos santos”.

Por que estudar as falsas doutrinas?

Muitos se perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para tais, seria melhor
dedicar tempo à leitura da Bíblia. Isso é verdade. Devemos usar a maior parte de nosso
tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta
diretrizes comportamentais no tocante aos que questionam nossa fé. Assim, a seguir
apresentamos as razões por que estudar as falsas doutrinas:
1. Para defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos a ir de porta
em porta, à procura de elementos para sua organização. Algumas são especializadas
em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos
devem pôr-se a par do que os vários grupos ensinam, e devem conhecer a forma de
refutá-los biblicamente (Tt 1.9).
2. Para ajudar outros. O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários
nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram
muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus.
Outra objeção levantada por alguns é esta: “Não gosto de que se fale contra outras
religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho”. Concordamos plenamente, todavia,
lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se
envergonhar de fazê-lo (Rm 1.16) mas, também disse que Cristo o chamou para defender
esse mesmo Evangelho (Fl1.16).
A objeção mais comum é a seguinte: “Jesus disse para não julgarmos, também seremos
julgados. Quem somos nós para julgar?” Ora, o contexto mostra que Jesus não estava
proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15, ele alerta: “acautelai-vos dos
falsos profetas”. Pergunta-se: Como poderíamos nos “acautelar” contra os falsos profetas
se não pudéssemos identificá-los como tais? Não teríamos de emitir um juízo classificando
alguem como falso profeta? Assim, há juízos que podem ser estabelecidos em bases corretas,
mas para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a
Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez
Jesus disse: “Julgaste bem” (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co
10.15). Disse mais: “O que é espiritual julga bem todas as coisas” (1 Co 2.15).

49 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Definindo os termos

Antes de darmos os meios de se identificar uma seita ou religião falsa, tenhamos


presentes o que significam as palavras seita, heresia. Ambas derivam da palavra grega
báiresis, que significa escolha, partido tomado, corrente de pensamento, divisão, escola,
etc¹. A plavra heresia é transliteração de háiresis. Quando passada para o latim, báiresis
virou secta. Foi então do latim que veio a forma seita². Originalmente, a palavra não tinha
sentido pejorativo. Quando o Cristianismo foi chamado de seita (At 24.5), não foi num
sentido depreciativo. Os líderes judaicos viam os cristãos como mais um grupo, facção
dentro do Judaísmo. Com o tempo, báiresis também assumiu conotação negativa, como
em 1 Co 11.19; Gl 5.20; 1 Pd 2.1,2.
Em termos teológicos podemos dizer que “seita” refere-se a um grupo de pessoas e
que “heresia” indica as doutrinas antibíblicas defendidas pelo grupo. Baseando-se nessa
explicação, podemos dizer que algum cristão imaturo pode estar ensinando alguma heresia,
sem, contudo, fazer parte de uma seita.
Há outras definições sobre o que é seita. Eis algumas:
1. “Um grupo de indivíduos reunidos em torno de uma interpretação errônea da Bíblia,
feita por uma ou mais pessoas” - Dr. Walter Martin.³
2. “É uma perversão, uma distorção do Cristianismo bíblico e/ou a rejeição dos ensinos
históricos da Igreja cristã” - Josh McDoweell e Don Stewart.4
3. “Qualquer religião tida por heterodoxa ou mesmo espúria” - J. K. Van Baalen.5
Faz-se mister breve comentário sobre o que é doutrina. A palavra significa ensino.
Vem do latim, doctrina, “ensina”. Genericamente pode indicar qualquer tipo de ensino ou
algum ensino específico.6 Existem três formas de doutrina:
a) Doutrina de Deus – At 13.12; 2.42; Tt 2.10.
b) Doutrina de homens – Mt 15.9; 16.12; Cl 2.22.
c) Doutrina de demônios – 1 Tm 4.1.
A primeira é boa, as duas últimas são danosas. É preciso distinguir a primeira das
últimas, senão os prejuízos podem ser fatais.

Como identificar uma seita

O melhor meio de se identificar uma seita é conhecer os quatro caminhos seguidos


por elas, a saber, o da adição, subtração, multiplicação e divisão. As seitas conhecem as
operações matemáticas, contudo nunca acertam o resultado satisfatório.

1. ADIÇÃO: O grupo adiciona algo à Bíblia, isto é, sua fonte de autoridade não se
restringe somente à Bíblia, por exemplo:

– Adventistas do Sétimo Dia – têm os escritos de Ellen White por inspirados tanto
quanto os livros da Bíblia. Declaram: “Cremos que: Ellen White foi inspirada pelo Espírito

50 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Santo, e seus escritos, o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para
os adventistas do sétimo doa. (…) Negamos que: A qualidade ou grau de inspiração dos
escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.7
– Testemunhas de Jeová – creem que sem o “corpo governante” (grupo formado por 10
homens, nos EUA), a Bíblia jamais será entendida. Declaram: “Meramente ter a Palavra
de Deus e lê-la não basta para adquirir o conhecimento exato que coloca a pessoa no
caminho da vida”.8 Outra declaração: “ A menos que estejamos em contato com este canal
de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto
leiamos a Bíblia”.9
Nessa mesma linha estão os Mórmons (que dizem crer na Bíblia, conquanto seja
correta sua tradução, alem de terem o Livro de Mórmon como mais perfeito que a Bíblia);
a Família/ Meninos de Deus (dizem que é melhor ler o que escreveu David Berg, seu
fundador, do que ler a Bíblia); kardecistas (não têm a Bíblia como base, mas a doutrina
dos “espíritos”, codificada por Allan Kardec); Igreja de Cristo Internacional/ Boston
(interpretam-na segundo a visão de Kipp Mackean, o fundador); Deus é Amor (seu
regimento interno substitui a Bíblia como regra de fé e prática, obrigando seus adeptos a
se sujeitar às ordenanças puramente humanas), etc.
Refutação: O apóstolo Paulo diz que “as sagradas letras” tornam o homem sábio
para a salvação pela fé em jesus (2 Tm 3.15); logo, se qualquer pessosa ler a Bíblia, e
somente ela, achará a “fórmula da vida eterna”: crer em Jesus. A Bíblia conta a história do
homem desde os primórdios. Mostra como ele caiu no lamaçal do pecado, não obstante
declara que Deus não o deixou entregue à própria mercê, mas enviou seu Filho Unigênito
para salvá-lo. Assim, lendo a Bíblia, o homem saberá que em Jesus não há salvação. Ele
não procurará em Buda, em Maomé, em Krishna, ou algum outro, nem mesmo numa
organização religiosa, a salvação, pois a Bíblia é absoluta e verdadeira ao enfatizar que a
salvação do homem vem exclusivamente por meio de Jesus (Jo 1.45; 5.39, 46; Lc 24.27,
44; At 4.12; 10.43; 16.30,31; Rm 10.9, 10)10.

2. SUBTRAÇÃO: O grupo subtrai algo da pessoa de Jesus.


– Maçonaria – No Dicionário de Maçonaria, 11 de Joaquim Gervásio de Figueiredo
(33°), Jesus é visto simplesmente como mais um fundador de religião, ao lado de figuras
mitológicas e ocultistas (Orfeu, Hernes, Trimegisto), o deus do Hinduísmo (Krishna),
Maomé (profeta do Islamismo), entre outros.
– Legião da Boa Vontade (LBV) – subtrai de Jesus sua natureza humana, dizendo que
Jesus possui apenas um corpo aparente ou fluídico, além de negar sua divindade, dizendo
que ele “não é Deus e jamais afirmou que fosse Deus”.12
Outros grupos também subtraem a divindade de Jesus: Testemunhas de Jeová (ele é um
anjo, a primeira criação de Jeová), Kardecistas (Jesus foi apenas um “médium de Deus”), etc.
Refutação: A Bíblia ensina que Jesus é:
– Deus – Jo 1.1; 20.28; Tt 2.13; 1 Jo 5.20, etc. Assim, não pode ser equiparado com meros

51 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


humanos ou figuras mitológicas, nem mesmo com os anjos, que O adoram (Hb 1.6).
– Homem – A Bíblia atesta a autêntica humanidade de Jesus, pois nasceu como homem
(Lc 2.7), cresceu como os homens (Lc 2.52), sentiu fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28), comeu
e bebeu (Mt 11.19; Lc 7.34), dormiu (Mt 8.24), suou sangue (Lc 22.44), etc.

3. MULTIPLICAÇÃO: Pregam a auto-salvação. Crer em Jesus é importante, mas não é


tudo. A salvação é pelas obras. Às vezes repudiam publicamente o sangue de Jesus.
– Seicho-No-Iê – Nega a eficácia da obra redentora de Jesus e do valor de seu sangue
para remissão de pecados, chegando a dizer que “se o pecado existisse realmente, nem
os budas todos do universo conseguiriam extingui-lo, nem mesmo a Cruz de Jesus Cristo
conseguiria extingui-lo.13
– Mórmons – Afirmam crer no sacrifício expiatório de Jesus, mas sem o cumprimento
das leis estipuladas pela igreja não haverá salvação. Outro requisito foi exposto pelo
“profeta” Brigham Young, que disse: “Nenhum homem ou mulher nesta dispensação
entrará no reino celestial de deus sem o consentimento de Joseph Smith”.14 Daí o apego
que eles têm a Smith.
Doutrinas semelhantes são ensinadas pela Igreja da Unificação/Moon, que desdenha
os cristãos por acharem que foram salvos pelo sangue que Jesus verteu na cruz, chegando
a dizer: “Expiamos nossos pecados por meio de atos de penitência específicos”.15 As
Testemunhas de Jeová ensinam que a redenção de Cristo oferece apenas a oportunidade
para a pessoa alcançar sua própria salvação através das obras. Jesus apenas abriu o
caminho; o restante é com o homem. Uma de suas obras diz: “Trabalhamos arduamente
com o fim de obter nossa própria salvação”.16 Já os adventistas creem que a vida eterna
só será concedida aos que guardarem a lei, que para eles implica a guarda obrigatória do
sábado.17
Refutação: A Bíblia declara que qualquer pessoa ou grupo religioso que nega a existência
do pecado está mancomunado com o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8.44 comparado
com 1 Jo 1.8). Quanto à eficácia de cristo para cancelar pecados lemos abundantemente
sobre o assunto como mensagem central da Bíblia (Ef 1.7; 1 Jo 1.7-9; Ap 1.5).
Com respeito à salvação pelas obras, a Bíblia é clara ao ensinar que “somos salvos pela
graça, por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem das obras, para que
ninguém se glorie” (Ef 2.8, 9). Praticamos boas obras não para sermos salvos, mas porque
já somos salvos em Cristo Jesus, nosso Senhor. As obras são o resultado da salvação, e
não seu agente. O valor das obras está em nos disciplinar para a vida cristã (Hb 12.5-11;
1 Co 11.31,32).

4. DIVISÃO: dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à


organização ou igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu
sistema religioso.

52 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Quase todas as seitas prega isso, sobretudo as pseudocristãs, que se apresentam
como a restauração do Cristianismo primitivo, que, segundo ensinam, sucumbiu à
apostasia, afastando-se dos verdadeiros ensinos de Jesus; então numa determinada data o
movimento apareceu por vontade divina, para restaurar o que fora perdido. Daí a ênfase de
exclusividade. Outras, quando não pregam que são o Cristianismo reditivo, ensinam que
todas as religiões são boas, contudo será seu grupo quem irá unir todas as demais, segundo
o plano de Deus, pois elas foram criadas com tal finalidade, tal é o caso da fé Babá’í e
outros movimentos ecléticos.
Refutação: O ladrão arrependido ao lado de Jesus entrou no Céu sem ser membro de
nenhuma dessas seitas (Lc 23.43), pois o pecador é salvo quando se arrepende (Lc 13.3) e
quando aceita a Jesus como Salvador único e pessoal (At 16.30,31). Desse modo, ensinar
que uma organização religiosa possa salvar é pregar “outro evangelho” (2 Co 11.4; Gl
1.8), pois divide a fidelidade a Deus com a organização e tira de jesus sua exclusividade de
conduzir-nos ao Pai (Jo 14.6). A salvação não existe fora de Jesus (At 4.12; 1 Co 3.11).

Outras Características

- Falsas profecias – As Testemunhas de Jeová, adventistas, mórmons e outros já


proclamaram o fim do mundo para datas específicas.
Refutação: A Bíblia nos adverte contra os que marcam datas ou eventos (Dt 18.20-22;
Mt 24.23-25; Ez 13.1-8; Jr 14.14).
- Negam a ressurreição corporal de Jesus – (ressuscitou em espírito: Testemunhas de
Jeová, Ciência Cristã, Igreja da Unificação, Kardecismo); outros dizem que nem sequer
ressuscitou (LBV), e ainda outros duvidam de que tenha morrido na cruz (Rosacruzes,
Muçulmanos), etc.
Refutação: Quanto à morte e ressurreição de Jesus, a Bíblia afirma que...

1. Jesus morreu realmente, e as causas da sua morte são alinhadas:


a) A agonia no Getsêmani (Lc 22.44)
b) Açoitado brutalmente (Mt 27.26; Mc 15.15; Jo 19.9)
c) Mãos e pés cravados na cruz (Mt 27.35; Mc 15.24)
d) Comprovada sua morte (Jo 19.33,34)
e) Sepultamento – aromas, mirras, aloés (Jo 19.38-40)
2. Ressuscitou corporalmente:
a) Avisou que ressuscitaria (Jo 2.19-22)
b) O túmulo vazio atestava isso (Lc 24.1-30)
c) Suas aparições, depois de ressuscitado (Lc 24.36-39; Jo 20.25-28)
3. Negar a ressurreição de Jesus é ser falsa testemunha contra Deus, pois...
a) Essa é a mensagem do Evangelho (1 Co 15.14-17)
b) A expressão Filho do Homem designa a forma da sua segunda vinda e testifica
que Jesus ainda mantem seu corpo ressuscitado
c) Jesus retem seu corpo glorificado no céu (I Tm 2.5)

53 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Abordando adeptos das seitas

“Os aeptos das seitas são as pessoas mais difíceis de evangelizar”. Essa afirmação é
do pesquisador Jan Karel Van Baalen, em seu livro O Caos das Seitas.18 Dentre as razões
apresentadas por Van Baalen, apontamos as seguintes:

– Os adeptos de seita não são pessoas que têm de ser despertadas para que se
interessem na religião. O herege deixou uma fé tradicional, em que foi criado, e adotou,
segundo pensa, “coisa melhor”, chegando até mesmo a hostilizá-la. Ele renunciou o
plano de Deus para salvação em troca de algum sistema de auto-salvação. Assim, para
o tal, a verdade de que “todas as nossas justiças são como trapo de imundícia” (Is 64.6),
não reflete a verdade de Deus.
– O sectário bem informado está muito consciente das falhas da nossa religião
protestante e evangélica. Ele não consegue entender a variedade denominacional na qual
nos encontramos. Alem disso, pensa que sabe tudo sobra sua fé e está convencido de que
conhece mais acerca o que cremos do que nós mesmos (embora seja verdade que muitos
evangélicos não foram preparados para “responder a todo aquele que pedir a razão de fé”
que há neles – 1 Pd 3.15).
– Muitos adeptos fizeram sacrifícios, enfrentaram família, zombaria dos amigos, etc.
Como reconhecer agora que estão errados e a paz que encontraram não é verdadeira?

Conhecendo nossa fé

Diante do exposto, diz o pesquisador: “Antes de entrarmos nessa discussão, estejamos


bem seguros do nosso terreno. (…) A resposta escolar: “Eu sei, mas não sei explicar”,
engana somente o estudante. Se não soubermos responder o argumento do sectário, é
só porque não dominamos os fatos. É nosso conhecimento inadequado que nos obriga a
abandonar o campo derrotados, desonrando o Senhor”.
Concordamos não apenas com Van Baalen, mas também com Lutero, que disse: “Se não
houvesse seitas, pelas quais o diabo nos despertasse, tornar-nos-íamos demasiadamente
preguiçosos, dormiríamos roncando para a morte. A fé e a Palavra de Deus seriam
obscurecidas e rejeitadas em nosso meio. Agora essas seitas são, para nós, como esmeril
para nos polir; elas nos amolam e estao lustrando nossa fé e nossa doutrina, para se
tornarem limpas com um espelho brilhante. Tambem chegamos a conhecer Satanás e seus
pensamentos e seremos hábeis em combatê-lo. Assim a palavra de Deus torna-se mais
conhecida”.

54 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


__________
Notas
¹ FRANGIOTTI, Roque. História das heresias (séculos I-VII). São Paulo: Paulus, 1995, p. 6.
² CHAMPLIN, R.N. & BENTES, J.M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Volumes 3 e 6. São Paulo:
Candeia, 1991.
³ O Império das seitas. Vol. 1, 2ª edição. Belo Horizonte: Betânia, 1992, p. 11.
4
Entendendo as seitas. Um manual das religiões de hoje. São Paulo: Candeia, 1992, p. 9.
5
O Caos das seitas. Um estudo sobre os “ismos” modernos. 8ª edição. São Paulo: Imprensa Batista Regular,
1986, p. 282.
6
CHAMPLIN, R.N. & BENTES, J.M. Obra citada. Vol. 2.
7
Revista Adventista (fevereiro/1994), p. 37.
8
A Sentinela, de 1° de setembro de 1991, p. 19.
9
Idem, de 1° de agosto de 1982, p. 27.
10
MENEZES, Aldo dos Santos. Merecem crédito as Testemunhas de Jeová? Rio de Janeiro: Centro de
Pesquisas Religiosas, 1995.
11
30ª edição. São Paulo: Pensamento, p. 388.
12
ZARUR, Alziro. Doutrina do céu da LBV, pp. 108,112.
13
TANIGUCHI, Masaharu. Kanro no hoou I-II-II. Chuvas de nectá-reas doutrinas. São Paulo: Igreja Seicho-No-
Iê do Brasil, 1979 (sem numeração de páginas).
14
Journal of discources. Vol. VII, p. 289. EUA: 1869.
15
KIM, Young Oon. A Teologia da Unificação. São Paulo: AES – UCM, 1986, p. 276.
16
Nosso ministério do reino (dezembro de 1984, p. 1.
17
WHITE, E.G. O grande conflito. O conflito dos séculos durante a era cristã. 35ª edição. São Paulo: Casa
Publicadora Brasileira, 1988, pp. 486, 487.
18
Obra citada, p. 282.

55 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Nova era, uma
farsa do diabo
Por Mardonio Nogueira

M
Nova era, uma farsa uitos imaginam que a Nova Era trará a solução
do diabo para todos os problemas da humanidade, pois
não sabem que as propostas apresentadas pelos
patrocinadores desta doutrina constituem uma
farsa de Satanás, o qual se prepara para se apossar, através
do Anticristo e o Falso Profeta, do governo humano, após o
Arrebatamento da Igreja. Apresentamos neste artigo muitas
informações que nos esclarecerão em que situação o mundo
já se encontra para receber a trindade satânica e diversas
declarações de eminentes autoridades mundiais, cônscias deste
acontecimento que se aproxima celeremente.

A Nova Era e a Globalização

Globalização é a palavra que está em voga na atualidade.


Este é o propósito dos patrocinadores da Nova Era: globalizar a

04
economia, a religião, a política, etc. para alcançar a tão almejada
Nova Ordem Mundial. Se você observar o verso da nota de um
dólar verá a insígnia do triângulo luciférico que desde 1933
faz parte da estampa desta cédula norte-americana. Também
encontram-se registradas três palavras latinas: NOVUS ORDO
SECULORUM (A Nova Ordem Mundial dos Séculos). São seis
os seus objetivos:
EDIÇÃO

1. Estabelecer uma nova ordem econômica internacional,


unificada sob o controle direto de uma junta mundial. É a
globalização da economia em que as portas alfandegárias são
abertas para diversos países de uma determinada região, com
o objetivo de facilitar o livre comércio entre as nações. Temos
como exemplo o Mercado Comum Europeu e o Merco Sul, além
dos que estão em formação ou ampliação.
2. Estabelecer o que será, aparentemente, um governo
democrático único mundial, mas que, na realidade, estará sob

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o total controle do Anticristo. É a globalização dos partidos políticos quando todas as
nações estarão sob a égide de um único mandatário, que nós muito bem sabemos ser a
primeira besta.
3. Conquistar e sujeitar por meios econômicos as duas superpotências bélicas: Estados
Unidos da América e Rússia. É a globalização dos principais armamentos mundiais, com
o propósito de se ter o total controle sobre as armas químicas e atômicas da Terra.
4. Estabelecer os vindouros Estados Unidos da Europa, na qualidade de nação dominante
de um governo único mundial. É a globalização dos países da Europa Ocidental, com
o propósito de fazer ressurgir o Império Romano, cuja sede será provavelmente Roma,
como foi nos dias dos césares.
5. Fazer surgir um dirigente supremo, que presidirá o governo único, mundial. É a
globalização das consciências humanas, para que todos aceitem de bom grado, após o
Arrebatamento da Igreja, a manifestação e autoridade do Anticristo.
6. Estabelecer uma só religião mundial que coordenará todas as seitas da Terra sob
o controle de um sumo pontífice, paralelo ao supremo dirigente político mundial. É a
globalização de todas as religiões em uma só que surgirá imediatamente após a vinda de
Cristo. Ela será regida pelo Falso Profeta, o braço direito do Anticristo e o instrumento do
Diabo para enganar as nações.

O que Pretendem os Patrocinadores da Nova Era?

“...a qualquer momento em que houver tensão internacional ou um colapso financeiro,


no espaço de uma hora, o governo central assume o controle de:
- Todos os meios de comunicação;
- Todas as áreas de eletricidade, petróleo e combustível;
- Todas as fazendas e suprimentos alimentícios;
- Todas as áreas de saúde, educação e bem-estar social;
- Todos os cidadãos que serão registrados com um número de identificação (na testa ou
na mão direita);
- Todos os aeroportos e toda aviação;
- Todo setor de financiamento habitacional;
- Todas as ferrovias e rodovias;
- Todos os cursos de água doce navegáveis;
- Todos os dispositivos de armazenagem de bens de consumo público.”
E tudo isso acontecerá em nome da globalização que nós, inocentemente, temos
inclusive aprovado.

O que a Bíblia Informa-nos a Respeito Disso?

Os que lêem a Bíblia sabem que estes organizadores cumprem o que está escrito no
capítulo 13 de Apocalipse com uma precisão surpreendente e estonteante exatidão:

57 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Vi emergir do mar (dentro das nações) uma besta (o Anticristo), que tinha dez chifres
(dez regiões mundiais em que a América Latina é uma delas) e sete cabeças (cada uma
delas representa um governo mundial) e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças,
nomes de blasfêmia” (Ap 13:1).
Na verdade, o Clube de Roma, uma das mas poderosas organizações da Nova Era, já
dividiu o mundo em dez regiões:
1. Canadá, Estados Unidos e México
2. Europa Ocidental
3. Japão
4. Austrália e Nova Zelândia
5. Europa Oriental
6. América Latina
7. África do Norte e Oriente Médio
8. África Principal
9. Sul e Sudeste da Ásia
10. Ásia Central

As sete cabeças de Apocalipse 13.1 representam os seguintes impérios:


1. Egípcio
2. Assírio
3. Babilônico
4. Medo-persa
5. Grego
6. Romano
7. A Nova Ordem Mundial

Esta Nova Ordem Mundial será o ressurgimento do Império Romano. Na Nova Roma,
capital do governo central, será decretada a adoração ao imperador, assim como aconteceu
no passado com referência aos césares. Na Nova Babilônia novamente se decretará a
adoração a Lúcifer, conforme se lê em Apocalipse 13.4: “(...) e adoraram o dragão (Satanás)
porque deu a sua autoridade à besta (o Anticristo); também adoraram a besta, dizendo:
Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?”
Robert Miller, subsecretário geral das Nações Unidas durante quatro anos, afirmou que
seu “guia espiritual” revelou-lhe a possibilidade de até o ano 2000 toda a humanidade
adorar o Cristo Cósmico (o Anticristo), o qual estará no trono do mundo
Os adeptos da Nova Era planejam, deliberadamente, fazer com que entre em colapso
o sistema monetário internacional, pois no caos e na confusão pretendem introduzir uma
NOVA ORDEM ECONÔMICA MUNDIAL, na qual todo o dinheiro existente na atualidade
tornar-se-á obsoleto e todas as transações comerciais realizar-se-ão através de marcas. No

58 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


centro do código ou emblema secreto, haverá um número esotérico correspondente ao
valor numérico 666.

A Nova Ordem Econômica Mundial

Em 1988, Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev convocaram o mundo para uma NOVA
ORDEM ECONÔMICA MUNDIAL. Dois meses depois, dois homens do pináculo do
poder fizeram as seguintes declarações:
1. Aurélio Pecci, cabeça do Clube de Roma que trabalha em prol desse novo governo
mundial e dividiu a Terra em dez regiões administrativas, afirmou: “Ocorrerá um desastre,
e um líder carismático mundial surgirá e, então, dar-se-á início a essa nova era”.
2. David Rockfeller, na época o poderoso líder do Conselho de Relações Exteriores da
ONU, declarou: “Estamos no limiar de uma transformação global. Tudo o que precisamos é
de uma crise mundial no momento certo, e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial”.
Julian Snyder, um dos mais famosos economistas mundiais, realizou um seminário em
Nova Iorque, no qual estavam presentes conhecidos investidores americanos. Ele afirmou:
“Temos que nos render ao grande ditador mundial que aparecerá em breve porque, depois
de cada colapso econômico nas nações, sempre se levanta um ditador. Hitler é uma
ilustração. Mao Tse Tung, outra. Agora o sistema financeiro global está falindo, e um
super ditador há de se levantar a qualquer momento. Devemos nos sujeitar a ele, e seu
aparecimento será breve”.
Patrick Ficher, um dos maiores cientistas em computação e estudioso das profecias
bíblicas, declarou: “Há apenas mais um passo entre o momento atual em que estamos
vivendo e o surgimento do grande ditador, o qual controlará a economia do mundo
inteiro”.
Conforme a previsão dos organizadores da Nova Era, as três primeiras regiões, das
dez estabelecidas pelo Clube de Roma: 1) Canadá, Estados Unidos e México; 2) Europa
Ocidental; e 3) Japão, formarão a Comissão Trilateral e controlarão as outras sete divisões
da Terra. Através de uma grande crise financeira e uma defasagem no sistema bancário
mundial, essa força controlará os bancos do mundo através de três entidades majoritárias.
A Nova Ordem Mundial tem declarado, recentemente, guerra contra os pequenos
bancos. E isto é o que acontece sistematicamente: instituição após instituição fale em todo
o mundo. Não fique surpreso se na próxima sexta-feira à noite o Jornal Nacional anunciar
que o banco no qual você é correntista foi globalizado por outro de âmbito internacional.
E tal fato não é acidental. É o plano que já está em plena execução.
Os seis objetivos propostos pela Nova Ordem Mundial estão de acordo com os 18
versículos do capítulo 17 de Apocalipse. Os humanistas e globalistas negam o Soberano
Deus através do Humanismo Secular, o qual, na verdade, é uma filosofia ateísta. Em 4
de agosto de 1990, líderes mundiais encontraram-se para comemorar o 40° aniversário
do Instituto de Estudos Humanísticos de Aspen, quando declararam: “Formamos a

59 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


comunidade global das nações para uma nova ordem mundial”.
Norman Bailey, ex-diretor de planejamento do Conselho de Segurança Nacional do
ex-presidente Ronald Reagan, referiu-se em um artigo que escreveu aos líderes das sete
potências econômicas que se encontram anualmente para uma conferência. Ele declarou
que a década de 90 seria um estrondo na história da humanidade. As pessoas que estivessem
vivas até o ano 2000 teriam dificuldades em reconhecer o mundo. A vida humana seria
radicalmente alterada. E não é exatametne isto que se observa na atualidade?
Brezhinsky, ex-assessor de segurança do presidente Jimmy Carter, declarou: “A
humanidade está passando por grandes evoluções. o primeiro estado era o primitivo, envolto
em religião. Antigamente o homem cria que o seu destino estava nas mãos de Deus. Isso é
resultado de uma mente débil de algum ignorante iletrado”. Ele afirmou que a humanidade
chegará à quarta fase que chamou a Era Tecnotrônica e defendeu a idéia de “racionalizar
o humanismo em uma escala internacional”. Sugeriu com esta proposta uma sociedade
ateística que destrone o Criador e coloque o homem como um deus. Ele concluiu: “A era
da eletrônica envolverá gradualmente o controle da sociedade, a qual será controlada por
uma elite, onde os tradicionais valores devem ser destruídos. Muito em breve será possível
termos um acervo de dados pessoais de cada cidadão. Estas informações permitirão um
controle sobre cada pessoa na face da Terra, a qualquer data e momento. E cada cidadão
poderá ser sondado e controlado pela autoridade máxima”.
Michael Jackson gravou a música “We are the world” (Nós somos o mundo). Esta
canção não é apenas uma linda melodia, com uma comovente mensagem. É, na realidade, a
filosofia da consciência global, econômica e religiosa, baseada no Hinduísmo de que “tudo
é deus, deus é tudo, todos são um e o homem é o seu próprio deus”. E este é o princípio
filosófico da Nova Era, o qual tem se proliferado através do mundo, como um objeto de
devoção cega, onde a maioria dessas pessoas desconhece a origem de seus princípios e, o
pior de tudo, não sabe para que “deus” ela se dedica.
O ex-presidente Bush certa feita declarou: “Será uma era onde as nações prosperarão e
viverão em harmonia! Centenas de gerações têm procurado o caminho da paz através de
tratados políticos. Hoje, a Nova Ordem Mundial fará surgir no mundo algo diferente que
ainda não conhecemos”. Até certo ponto ele tem razão, pois esta nova era será tão ruim
que ninguém suportará viver os apenas sete anos de Grande Tribulação, os quais nunca
houve e nem haverá na face da Terra depois daqueles dias.
O triângulo é o símbolo supremo da Nova Era. As religiões egípcia e babilônica
representavam seus deuses também em forma de trindade. A respeito deste assunto escreve
Bárbara Walker: “As religiões primitivas dos egípcios e dos hindus acreditavam em uma
deusa-mãe cuja divindade era representada por um triângulo feminino da vida. O seu
número era 666”.

60 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O Número 666 e a Nova Era

O número 666 é um dos símbolos da Comunidade Européia, da Comissão Trilateral


e do Banco Mundial. Tex Marrs em seu livro “The Mistery Mark” (A Marca Misteriosa)
afirma que “o 666 também era o número de Satanás na antiga Babilônia. O seis triplo era
também o número da deusa-mãe a quem os babilônios também invocavam”. Alice Bailey,
a noderna fundadora da Nova Era, disse que quem aceitar o número 666 (o qual significa
SHAMBALLA, a palavra-código da Nova Era para o reino de Satanás na Terra) como
uma parte integral de sua espiritualidade, será transformado em um deus e, através da
reencarnação, nunca morrerá. Neste particular esta senhora tem razão, pois Apocalipse
14.9-11 assim registra: “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, em grande voz:
Se alguém adorar a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão,
também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da
sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do
Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso
algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer
que receba a marca do seu nome”. Quando ela diz reencarnação entendamos como
ressurreição final, conforme a descrita em Apocalipse 20.13,14: “Deu o mar os mortos que
nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados,
um por um, segundo as suas obras”.
Constancy Cumby, uma brilhante advogada criminalista de Detroit, pesquisou sobre
o ocultismo e a Nova Era e escreveu o livro “The Hiden Dangers of the Rainbow” (Os
Perigos Escondidos do Arco-íris), onde declara: “Tenho provas irrefutáveis de que o gênio
atrás do sistema computadorizado, o qual é ativado pelo número 666, foi projetado pelo
cientista da Nova Era, Robert Jastro, diretor da NASA Godard Space Institute (Instituto
Espacial Godard da NASA). Eles alegam que recebem sua perícia de seres do espaço”.
Os adeptos da Nova Era afirmam que estão montando o sistema 666. São suas próprias
declarações: “Nós iremos trocar o sistema monetário mundial por uma nova economia
computadorizada”. Isso é confirmado no livro “Planetary Initiative” (Iniciativa Planetária):
“... para trazer bilhões de pessoas da Terra para um único governo mundial, o novo sistema
monetário será construído em torno do número isotérico 666, o qual é o nosso sinal de
obediência e adoração às forças da inteligência”.
David Spangler, o poderoso líder da iniciativa planetária da Nova Era, declarou:
“Ninguém entrará na Nova Era, a menos que tenha uma iniciação luciferiana”.
Concluímos este artigo, cientes, tanto eu como vocês leitores, que a Nova Era nada
mais é do que uma farsa do Diabo com o propósito de enganar os homens, a fim de levá-
los a acreditar que terão em breve um paraíso de delícia e prosperidade. No entanto, o que
os aguarda é a Grande Tribulação, o sofrimento que nunca houve e depois jamais haverá, a
vingança de Deus sobre todos os ímpios que não acreditaram na mensagem do Evangelho
de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Porém, nós sabemos em quem temos crido e
podemos clamar com confiança: “... Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

61 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


São evangélicos
os adventistas?
É revoltante o que está acontecendo com
São evangélicos os certos líderes evangélicos que teimam em
adventistas? admitir que o adventismo do sétimo dia é
um grupo evangélico.

Por Natanael Rinaldi

S
abemos de pastores os quais não permitem que em
seus púlpitos se dêem esclarecimentos sobre os
ensinos peculiares do adventismo, com a alegação de
que este grupo tem pontos doutrinários idênticos aos
dos evangélicos, com a única diferença do dia santificado.
Aproveitando-se desta falta de informações corretas sobre os
ensinos adventistas, estes não poupam esforços em mistificar suas
crenças e assim se infiltrar entre os evangélicos para o seu trabalho
de proselitismo.

05
Isso vem de longa data. São em nossas igrejas que a Casa
Publicadora Brasileira aloja seus colportores para a venda de suas
publicações. E estes com certa dose de malícia, conseguem cartas
de recomendação dos próprios pastores para visitar livremente os
membros de suas respectivas igrejas, onde vendem seus livros e
ainda conseguem ganhar adeptos.
O escritor Ubaldo Torres de Araújo fala que entre os adventistas
EDIÇÃO

corre a convicção de que é mais fácil ganhar um evangélico para o


adventismo do que empurrar um bêbado por uma ladeira abaixo. 1
Vendo eles que é fácil (muito fácil) enlaçar em seus ensinos
peculiares a liderança evangélica e, conseqüentemente, os crentes,
tomaram ultimamente a iniciativa de envidar esforços para
conseguir o maior número possível de adeptos dentro das igrejas
evangélicas.

1. UBALDO TORRES DE ARAÚJO, “Pecador eu sou,, transgressor não”, p. 38.

62
A REVISTA VINDE

A revista VINDE, de caráter notadamente evangélica, publicou em sua edição, de maio


de l997, 2 um acontecimento importante entre os adventistas: o Sistema de Comunicação
(Adesat). Este periódico traz algumas declarações do Pr. Josué de Castro (adventista) que se
pronunciou, dizendo: “Nosso maior objetivo é aumentar cada vez mais o alcance de nossa
mensagem de evangelização”. Em seguida, se lê que o mesmo pastor “não esconde que,
pelo fato de a IASD adotar princípios doutrinários tradicionais e fundamentalistas (entre
os quais a guarda do sábado), a denominação carrega um estigma e enfrenta discriminação
de outras”. Prossegue o pastor Josué dizendo “que o Sistema Adventista de Comunicação
pode ser um instrumento valioso para aproximar os adventistas dos demais segmentos
evangélicos”.
Quem estava presente ao evento promovido pelos adventistas como convidado especial?
Nada menos do que o presidente da VINDE: o Rev. Caio Fábio D’Araújo Filho. Ora, se
um pastor da envergadura do Rev. Caio Fábio se dá ao luxo de jogar seu prestígio no
lançamento de um sistema de comunicação adventista e ainda aceita em sua revista essa
declaração de que os adventistas têm princípios doutrinários tradicionais, e não vê que
isso é um artifício para “pescar em aquário alheio”, o que se pode esperar de outros líderes
menos esclarecidos?

A REVISTA MINISTÉRIO

Este periódico adventista, de março de l997, 3 anuncia que a sua publicação é feita
com o propósito de dar informes sobre o “Seminário para Pastores Evangélicos”. Com
isso procura “construir uma ponte para aproximação do ministério evangélico, mostrando-
lhe o que crê e prega a Igreja Adventista”. Essa revista “é o principal elo dessa ligação
devendo ser enviada àqueles pastores cujos endereços forem conseguidos”.
Prossegue a revista: “Embora, pelo que revelam as profecias, a intolerância para com a
nossa igreja seja uma atitude que não será totalmente erradicada nos meios protestantes, o
plano tem dado certo. Em muitos lugares aquela idéia de que os adventistas são uma seita
legalista vai sendo banida, e até batismos de pastores de outras denominações já foram
efetuados”. (o grifo é nosso)
Perceberam o entusiasmo dos adventistas nesse desejo de aproximação com os
evangélicos? “... e até batismos de pastores de outras denominações já foram efetuados”.
Incrível como alguns pastores evangélicos são tão ingênuos! Onde já se viu um pastor
esclarecido freqüentar um seminário promovido pelos adventistas para tomarem
conhecimento do que eles crêem e pregam? Que petulância dos adventistas!!!

2. REVISTA VINDE, “Ed. Nº 18 de maio de 97”


3. REVISTA ADVENTISTA DE MARÇO DE 1997, p. 16.

63 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ESCOLAS

Outra “santa ingenuidade” de certos pais evangélicos é a de mandarem seus filhos


estudarem em escolas adventistas. Não pensam eles no conflito que os mesmos terão ao se
defrontar com um ensino diferente daquele que têm na escola bíblica dominical com o que
vão receber nas escolas adventistas. Começa com o problema da alimentação: não se pode
comer carne (principalmente a de porco), tomar café e outras restrições ensinadas pelos
adventistas. É a confusão religiosa na cabeça das nossas crianças. E o adventista dando
risada da nossa falta de percepção doutrinária.

RESULTADOS DO TRABALHO DE APROXIMAÇÃO COM OS


ADVENTISTAS

A revista adventista, de publicação mensal, traz seguidamente testemunhos de pessoas


evangélicas que se “converteram” ao adventismo e isso com muita satisfação, tal qual
aquela que sentimos quando vemos um pecador se converter genuinamente a Jesus Cristo
em nossos cultos dominicais.

Títulos em manchetes:

“BATIZADO EX-PENTECOSTAL”
Joel Ferreira da Silva, que durante dez anos foi pastor da Igreja O BRASIL PARA
CRISTO. 4

EX-PENTECOSTAIS SÃO BATIZADOS


Como resultado de um trabalho sistemático, realizado... onze pessoas da Igreja
Assembléia de Deus em Várzea Grande foram batizadas... 5

BARREIRA VENCIDA
Lago da Pedra, operação impacto levada a efeito, com a presença de 4OO pessoas todas
as noites. Até o mês de janeiro, mais de l40 foram batizadas. Destas, quarenta vieram da
igreja pentecostal. 6
Só três exemplos. Se quiserem saber de pastores com até 30 anos de ministério que se
bandearam para o adventismo, temos condições de fornecer cópia das revistas adventistas,
onde os relatos são dados com uma satisfação como alguém que agora descobriu a verdade
ignorada. Prova das verdades pregadas pelos adventistas? Não! Ingenuidade...

A IGREJA REMANESCENTE
4. REVISTA ADVENTISTA DE AGOSTO DE 1996, p. 23.
5. REVISTA ADVENTISTA DE AGOSTO DE 1996, p.17
6. REVISTA ADVENTISTA DE FEVEREIRO DE 1997, p. 20

64 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!



Entre os adventistas existe o ensino de que os cristãos protestantes estão vivendo a época
da igreja em Laodicéia, cuja característica é a mornidão espiritual (Ap 3.15,16). Tirados dessa
igreja de cristãos nominais, surge o adventismo como remanescente da igreja apóstata, com
duas características especiais: “O ‘espírito de profecia’ é o que, segundo as Escrituras, a par
com a guarda dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente”. 7
No Certificado de Batismo fornecido pelos adventistas constam algumas perguntas que
devem ser feitas aos catecúmenos antes do batismo e na de nº 13 se lê: “Crê que a Igreja
Adventista do Sétimo Dia é a igreja remanescente da profecia bíblica...?” 8
Nota-se assim um exclusivismo próprio das seitas. Isso se nota em todas as outras:
Testemunhas de Jeová, que se consideram a única religião verdadeira; os Mórmons, que
se jactam de ser a única igreja verdadeira por ostentar o nome de Jesus no seu título; A
Família do Amor (hoje A Família); a Igreja da Unificação, do Rev. Moon; a Igreja Local
(de Witness Lee). Portanto, uma das características das seitas é o seu exclusivismo. Os
adventistas não fogem à regra. Se, porém, querem eles manter o seu exclusivismo que
assumam realmente essa posição, mas não venham querer se aproximar dos evangélicos
como se fossem evangélicos, com segundas intenções de conseguir adeptos dentro das
igrejas evangélicas.
A arrogância dos adventistas é tão grande que não se envergonham de falar de sua
falsa profecia sobre a vinda de Jesus: 22.10.1844, a que deram o título de o Grande
Desapontamento, como o cumprimento de uma profecia bíblica que apontava o
aparecimento de sua denominação no mundo:
“Os adventistas do Sétimo Dia surgiram no cenário mundial exatamente no tempo indicado
pela profecia, para anunciar a verdade ao mundo, advertir contra a adoração da besta e preparar
um povo, a fim de estar pronto para o retorno de Cristo nas nuvens do céu.” 9

DIFERENÇAS DOUTRINÁRIAS ENTRE EVANGÉLICOS E


ADVENTISTAS

Antes de mostrarmos as diferenças fundamentais entre evangélicos e adventistas,


tenhamos diante de nós Amós 3.3: “Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?”

Alguns ensinos divergentes sobre:

1. A BÍBLIA

Os evangélicos crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, única regra de fé infalível para
a vida e o caráter cristão (l Ts 2.l3; 2 Tm 3.16,17);
7. CASA PUBLICADORA BRASILEIRA, Subtilezas do Erro, p. 35 1ª edição
8. CERTIFICADO DE BATISMO, pergunta n.º 13
9. O SINAL DA BESTA E AS SETE PRAGAS DO APOCALIPSE, p. 35

65 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os adventistas crêem na Bíblia e nos escritos de Ellen Gould White. Dizem exatamente
isto: “Ao passo que, apesar de não desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós
aceitamos como regra de fé A Revelação - Velho Testamento; Novo Testamento e Espírito
de Profecia”. 10
Para não se dizer que é exagero a importância que ocupa essa senhora americana no meio
dos adventistas, seus escritos são tidos como tão inspirados quanto os livros da Bíblia.
Dizem: “Cremos que... Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo e seus escritos,
o produto dessa inspiração, têm aplicação e autoridade especial para os adventistas do
sétimo dia”; 11
“Negamos que a qualidade ou grau de inspiração de Ellen White seja diferente dos
encontrados nas Escrituras Sagradas”. (Ibdem) 12
Quantos evangélicos poderiam endossar essa posição sobre Ellen White? Como
fica Apocalipse 22.18,19? “Se alguém acrescentar a elas (a Bíblia) alguma coisa, Deus
acrescentará ao seu castigo as pragas descritas neste livro”.
Será que algum evangélico aceita a infalibilidade de Ellen White, quando ela fala
“inspirada” pelo Espírito Santo?
Dizem: “Por que alguns deixam de ser beneficiados pelo Espírito de Profecia?”
O deixar de apreender a verdadeira natureza de seus escritos quanto à inspiração e a
infalibilidade. (o grifo é nosso) 13
Pode ser infalível uma pessoa que profetiza falsamente?
“Foram-me mostrados (em visão) os presentes à conferência. Disse o meu anjo:...alguns
dos presentes serão pasto para os vermes; alguns, sujeitos às sete últimas pragas; alguns...
vivos para a vinda de Jesus.14
Isso foi profetizado em 1864. Faz, portanto, 133 anos. Todos já morreram e ninguém
ficou vivo para a vinda de Jesus, que ainda não se deu.
A que menos deveria errar nesse particular sobre a vinda de Jesus, seria ela mesma, pois
anteriormente dissera: “Precavenham-se todos os nossos irmãos e irmãs de qualquer que
marque tempo para o Senhor cumprir sua Palavra a respeito de sua vinda...”15
Qual o evangélico, por mais fraco e desconhecedor da Bíblia que fosse, admitiria
a existência de outros livros como base de sua autoridade religiosa? Nenhum. Pois os
adventistas admitem isso dos escritos de E.G.W: “Nos tempos antigos, Deus falou aos
homens pela boca de seus profetas e apóstolos. Nestes dias Ele lhes fala por meio dos
testemunhos do seu Espírito.” 16 (o grifo é nosso).
É só comparar essa declaração petulante da profecia dos adventistas com Hebreus 1.1:
“Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos
10. A SACUDIDURA E OS 144.000, p. 117
11. REVISTA ADVENTISTA DE FEVEREIRO DE 1984, p. 37
12. REVISTA ADVENTISTA DE FEVEREIRO DE 1984, p. 37
13. A ORIENTAÇÃO PROFÉTICA NO MOVIMENTO ADVENTISTA, p. 194
14. SPIRITUAL X GIFTS, IV, p.18
15. TESTEMUNHOS SELETOS, VOL. II, p. 359
16. TESTEMUNHOS SELETOS, VOL. II

66 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” (Jo 5.39) e não nos fala por
uma profetisa falsa (Dt 18.20-22), cujas palavras proféticas não se cumpriram em muitas
ocasiões.
Quem aceitaria a inspiração profética de Mary Baker Eddy, fundadora da Ciência
Cristã? Do “escravo fiel e discreto”, das Testemunhas de Jeová? Do Rev. Moon, da Igreja
da Unificação? De Joseph Smith Jr., da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos
Dias (Mórmons)? De Allan Kardec, do Espiritismo Kardecista? Da Tradição da Igreja
Católica? Como aceitar a inspiração profética de Ellen White e não estar sob a condenação
de Apocalipse 22.18, com as pragas descritas neste livro?

2. A LEI DE DEUS

Os evangélicos crêem que a Lei dada por Deus a Moisés no Monte Sinai findou na cruz
(Cl 2.14-17). Desde então vivemos sob a graça de Jesus Cristo (Jo 1.17; Rm 6.14; Tt 2.11).
Os adventistas crêem que a lei se divide em duas partes e ensinam a guardar somente
uma parte; a que denominam - lei moral. Esta - dizem eles - são os 10 mandamentos; a
outra - a lei cerimonial - consiste de todas as leis dadas por Deus a Moisés. Estabelecem
as escrituras diferentes entre as duas leis:

A Lei Moral A Lei Cerimonial


a) foi proferida por Deus a) foi ditada por Moisés
b) foi escrita com o dedo de Deus b)foi escrita num livro por Moisés
c) foi posta dentro da arca c) foi posta ao lado da arca
d) permanece para sempre d) foi cravada na cruz
e) não foi destruída por Cristo e) foi ab-rogada por Cristo 17

Essa divisão em lei moral - os dez mandamentos; e a cerimonial, o restante das leis
escritas num livro por Moisés (Pentateuco) não resiste a um exame imparcial da Bíblia.

Vejamos:
Primeiro Exemplo: “Porque Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser
o pai ou a mãe, morrerá de morte” (Mc 7.10).
Ora, nós sabemos por Êxodo 20.12 que se trata do quinto mandamento e, no entanto
se diz que “Moisés disse”. Dentro da divisão da lei feita pelos adventistas, a de Moisés
foi cravada na cruz por ter preceitos inteiramente cerimoniais e abolidos. Logo estamos
dispensados de honrar pai e mãe. É correto?
Segundo Exemplo: “Não vos deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que
procurais matar-me?” (Jo 7.19).
Nota: Onde a lei proíbe o homicídio? Em Êxodo 20.13, dentro dos dez mandamentos.
O decálogo é chamado por Jesus de Lei de Moisés ou a Lei dada por Moisés. Logo, se trata
de lei puramente cerimonial e abolida na cruz por Jesus.
17. O CAMINHO MARAVILHOSO, p. 164

67 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Terceiro Exemplo: “Pelo motivo que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse
de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem. Se o homem recebe a
circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignai-vos contra
mim, porque no sábado curei de todo um homem?” (Jo 7.22,23).
Nota: A circuncisão, no Judaísmo, era mais importante do que a guarda do sábado
semanal, porque este rito marcava o varão judeu como descendente de Abraão (Gn
17.9.14) e era um concerto perpétuo. Se o sábado fosse um preceito moral, não poderia
ficar subordinado à circuncisão, um preceito cerimonial ou ritual. A lei da circuncisão
não obriga os cristãos nos dias atuais (Gl 6.15), da mesma forma a guarda do sábado,
subordinado à circuncisão (Gl 2.16.17).

A ABOLIÇÃO DO SÁBADO

A profecia bíblica de Oséias 2.11 falava da abolição do sábado como um dia de guarda.
“E farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados”.
O cumprimento dessa profecia encontra-se em Colossenses.2.14-17: “Havendo riscado
a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária,
e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz, e despojando os principados e potestades,
os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo
comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que
são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo”.
Para fugir à evidência de Colossenses 2.16, onde Paulo se refere ao sábado semanal
como integrante das coisas passageiras da lei que terminaram com a morte de Cristo na
cruz, os adventistas costumam argumentar que a palavra “sábado” não se refere ao sábado
semanal, mas aos anuais ou cerimoniais de Levítico 23. Não é verdade, pois os sábados
anuais ou cerimoniais já estão incluídos na expressão “dias de festas”.
Corroborando com o nosso ponto de vista, diz Samuele Bacchiocchi, escritor
adventista: “Um outro significado argumento contra os sábados cerimoniais ou anuais
é o fato de que estes já estão incluídos nas palavras ‘dias de festas...’. Esta indicação
positivamente mostra que a palavra SABBATON como é usada em Colossenses 2.16 não
pode referir-se aos sábados festivos, anuais ou cerimoniais.... Determinar o sentido de uma
palavra baseando-se exclusivamente em conceitos teológicos em prejuízo das evidências
lingüísticas e contextuais é estar contra as regras de hermenêuticas bíblicas. Ademais, a
interpretação que o comentário adventista dá a palavra “sábado” de Colossenses 2.16 é
difícil de ser sustentada, desde que temos visto que o sábado pode legitimamente ser tido
como “sombra” ou símbolo preparatório de bênçãos da salvação presente e futura”.18
Certos de que sua divisão em lei moral (os dez mandamentos) e cerimonial (o restante
da lei escrita por Moisés) não encontra respaldo bíblico, os adventistas são obrigados a
admitir: “Seria útil classificarmos as leis do Antigo Testamento em vários categorias:
18. FROM SABBATH TO SUNDAY, p. 358-360

68 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


1) Lei Moral
2) Lei Cerimonial
3) Lei Civil
4) Estatuto e Juízos
5) Leis de Saúdes
Esta classificação é em parte artificial”. (o grito é nosso). 19 Concordamos com os
adventistas neste particular: divisão realmente artificial, sem apoio bíblico.

3. JESUS CRISTO, NOSSO REDENTOR



Os evangélicos crêem que Jesus Cristo e Ele só é unicamente nosso Redentor e que
concluiu a obra da redenção na cruz (1 Co 15.3,4; 2 Co 5.21).
Os adventistas crêem que a obra da redenção não foi concluída na cruz e que a expiação
dos nossos pecados é realizada por Jesus Cristo e também por Satanás. Vejamos as duas
doutrinas centrais dos adventistas:
a) Juízo Investigativo. “Assistido por anjos celestiais, nosso grande Sumo Sacerdote
entra no Lugar Santíssimo (só em 1844), e ali comparece à presença de Deus, a fim de
se entregar aos últimos atos de seu ministério em prol do homem, a saber: realizar a obra
do juízo investigativo e fazer expiação por todos os que se verificarem com direito aos
benefícios da mesma”. 20
Nota: Uma flagrante contradição com João 19.30. Jesus deu o brado na cruz: “Está
consumado”. Ou seja, “o sofrimento e a agonia de Jesus, ao prover a redenção da
humanidade caída, chegaram ao fim e a sua obra de redenção foi consumada”. 21 “...
havendo feito (Jesus) por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra
da Majestade, nas alturas”(Hb 1.3). Jesus não exerce a obra de Juiz, mas a de Advogado
no Céu (1 Jo 2.1; 2.12).
Prosseguem os adventistas: “A obra do juízo investigativo e de extinção dos pecados
deve efetuar-se antes do segundo advento do Senhor. Visto que os mortos são julgados
pelas coisas escritas nos livros, é impossível que os pecados dos homens sejam cancelados
antes de concluído o juízo em que seu caso deve ser investigado”. 22

Nota: Como se lê, nenhum adventista hoje tem certeza de sua salvação e nem possui
os seus pecados cancelados, porque está esperando o término do juízo investigativo, o que
se dará um pouco antes da vinda de Jesus. E para que serve o texto de 1 João 1.7: “.... o
sangue de Jesus Cristo, seu filho, nos purifica de todo o pecado”?
Quando hoje um adventista morre, sua lama tem de dormir na consciência até tomar
conhecimento do cancelamento ou não dos seus pecados. Será que nós, evangélicos,
acreditamos nisso?
19. LIÇÒES DA ESCOLA SABATINA, p.18 de 8.1.80
20. O CONFLITO DOS SÉCULOS, p. 484
21. BÍBLIA PENTECOSTAL, p. 1611
22. O CONFLITO DOS SÉCULOS, p. 488

69 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


b) E quando, por fim, os pecados dos adventistas serão cancelados? Quando esses
pecados, no término do juízo investigativo, forem lançados sobre Satanás: “O bode
emissário tipificava Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros
penitentes serão finalmente colocados”; “... assim será Satanás para sempre banido da
presença de Deus e de seu povo, e eliminado da existência na destruição final do pecado
e dos pecadores”. 23
Nota: Interpretando erroneamente o significado dos dois bodes da expiação de
Levítico 16, 5, 10 e 20, onde depois de lançarem sorte sobre eles, um bode era sacrificado
para expiação dos pecados e o outro era remetido ao deserto, como bode emissário, os
adventistas afirmam que o bode sacrificado representa Jesus, enquanto que o outro tipifica
Satanás, sobre quem Deus lançará os pecados dos remidos e o aniquilará. São, portanto,
duas terríveis heresias sustentadas por eles: primeira, que Satanás terá de levar sobre si os
pecados dos remidos e expiá-los (Lv 16.5,10), fazendo-o assim o co-redentor; segunda,
que o próprio Satanás será um dia aniquilado.
Será que nós, evangélicos, cremos assim? É isso que o adventismo quer nos fazer
ciente quando promove seminários para líderes evangélicos? É impossível que qualquer
pastor possa aceitar uma heresia tão descabida.
Os dois bodes, que simbolizavam a expiação de um só povo, num só tempo em uma só
ocasião, representavam apenas duas fases da expiação de Jesus: a dos pecados pela morte
e a remissão dos pecados pelo perdão de Deus, que promete apagar as nódoas dos pecados
e nunca mais se lembrar deles (Sl 103.3,12; Is 43.25).
Só quem não lê a Bíblia pode aceitar que Satanás carrega os nossos pecados, pois é
impossível que uma pessoa, leitora assídua da Bíblia, possa interpretar que Isaías 53. 4,
11, 12 aplica-se a Satanás e não a Jesus: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas
enfermidades e as nossas dores levou sobre si e nós o reputamos por aflito, ferido de Deus
e oprimido”(v. 4); “... porque as iniquidades deles levará sobre si”(v.11); “...mas ele levou
sobre si o pecado de muitos...” (v.12).
De quem falou o profeta Isaías? De Jesus ou de Satanás? Pedro responde, dizendo que
nossos pecados foram levados por Jesus na cruz (1 Pe 2.24). O Diabo será aniquilado,
para que nossos pecados sejam cancelados? Não! “O diabo que os enganava, foi lançado
no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão
atormentados para todo o sempre” (Ap 20.10).
É lamentável que os adventistas jamais terão seus pecados cancelados, pois Satanás
ficará vivo para sempre no lago de fogo! Pode um evangélico esclarecido tornar-se
adventista?

23. O CONFLITO DOS SÉCULOS, p. 421

70 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Castas religiosas
entre as
Testemunhas de
Castas religiosas entre as
Testemunhas de Jeová
Jeová

Com o título “Os Cristãos e as
Castas” a revista DESPERTAI! De 08
de março de 1998, p. 22 faz a seguinte
indagação: “O que diria se soubesse
que o sistema de castas é praticado
até por religiões que afirmam ser
cristãs?”

A
revista naturalmente está criticando o sistema de
castas no hinduísmo adiantando que o governo

06
indiano está tentando eliminar esse sistema de
submissão social incorporado à religião.
Como sabemos, o hinduísmo admite a doutrina da
reencarnação, segundo a qual o retorno a esta vida, dentro da
lei do carma, se efetiva por aquilo que a pessoa fez em vida
anterior. É a conhecida lei da causa e efeito. Todas as ações têm
suas reações positivas ou negativas para a vida seguinte da alma
EDIÇÃO

transmigrada.
Assim, dentro da sociedade indiana, existem quatro castas
ou classes sociais resultantes do ensino religioso predominante.
As castas ou classes sociais são: a mais elevada – a casta
dos brâmanes – que pertence ao nível sacerdotal: a Segunda
casta é a dos xátrias – a classe dos profissionais, governantes
e guerreiros; o terceiro grupo é a dos vaícias – a casta dos
mercadores e fazendeiros e a Quarta classe – a dos sudras –
a que pertencem os trabalhadores. É a mais baixa das quatro

71
castas. E poderíamos dizer que existe uma última casta, que nem pode ser considerada
casta: é a dos intocáveis. Se pudesse ser considerada casta, seria ela a pior das castas. Os
intocáveis vivem à margem da sociedade, precisando separar a água suja da limpa para
poder beber água. O trabalho destas pessoas inclui cuidar das carcaças dos animais, pescar
nos ágapes e realizar serviços pesados, diz o jornal: “A Tribuna” de 8 de fevereiro de
1998,p. B7, acrescentando a notícia, “Índia enfrenta lutas violentas para pôr fim a castas
sociais”. Prossegue o Jornal: “Mais de 300 pessoas já morreram nos últimos dois anos
na guerra das castas”. Essas lutas surgiram a partir de 1947 quando foi promulgada a
Constituição na Índia. Na Constituição foi abolida a divisão de classes, tornando-se crime
propagar e manter essa discriminação de castas.

AS DUAS CASTAS DA STV – “OS UNGIDOS” E AS“OUTRAS OVELHAS”

Enquanto o governo indiano procura abolir o sistema de castas sociais, mesmo que
a abolição do sistema motive até lutas que resultam em mortes, surge uma religião que
se arvora em ser o autêntico cristianismo, e indo mais longe, se coloca como a única
religião verdadeira, procura ressaltar a distinção de classes ou castas dentro do seu ensino
religioso.
O amigo leitor já perguntou às testemunhas de Jeová que batem à sua porta se tem
esperança celestial? Obtém delas uma resposta enfática: “Eu, ir para o céu?” e continuam
“Quem sou eu?” E vai mais além, afirmando, “O céu é um lugar exclusivo para 144.000,
que são os ungidos. Eu sou de uma classe que não vai viver no céu, mas vai viver
no paraíso terrestre.” Quem é o responsável por este absurdo pretendendo apoiar-se na
Bíblia? Afirmar que ela aponta duas classes, cristãos de primeira classe (os ungidos) e
cristãos de Segunda classe (os da Grande Multidão ou Outras Ovelhas) com esperanças
distintas? É o corpo governante das testemunhas de Jeová sediado nos Estados Unidos.
Dizem eles que receberam orientação e direção teocráticas na sua sede em Nova Iorque,
Estados Unidos.

QUANDO TUDO COMEÇOU

“Até meados do primeiro semestre de 1935, as testemunhas dedicadas e batizadas de


Jeová de boa fé haviam tido a “uma só esperança” que lhes é apresentada em Efésios 4.4,6
como segue: “Há um só corpo e um só espírito, assim como também fostes chamados em
uma só esperança e que fosses chamados: um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um
só Deus e Pai de todos.” Mas naquele ano memorável de 1935, no congresso realizado
em Washington, D.C. identificou-se a “grande multidão”, conforme visualizada em
Revelação 7.9-17, como estando composta das ‘outras ovelhas’ do Pastor Excelente,
mencionadas em João 10.16.” (A Sentinela, 15-3-1983, p. 19/7). Imagine a autoridade
desse corpo governante: altera a Bíblia a partir de 1935 porque o seu presidente de então

72 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


– J. F. Rutherford – teve uma revelação nesse sentido de que, ao invés de haver uma só
esperança, haviam duas esperanças: uma celestial e outra terrena.
Quando alguém erroneamente orientado alega não querer ir para o céu, mas que quer
viver na terra, que se tornará futuramente um paraíso, ainda não é problema principal.
Costuma-se dizer: “Gosto não se discute”.

NÃO PERTENCEM A CRISTO

E é na verdade: “gosto não se discute”. Mas, quando alguém perde não só o céu (Mt
23.13), mas não tem qualquer relacionamento com Cristo, por pertencer a uma classe
terrena, então esse ensino deve ser tido como herético, ensino de perdição (2 Pe 2.1).
Separados de Cristo, estão cerca de cinco milhões de testemunhas de Jeová na terra que
pertencem a essa casta das “outras ovelhas”. Estão completamente perdidas. É o que diz
Paulo, “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé: provai-vos a vós mesmos.
Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”.
(2 Co 13.5).
Pergunte para as testemunhas de Jeová responderem: “Quem são os que pertencem
a Cristo?” e elas responderão: “Os que pertencem a Cristo são os 144.000 discípulos
fiéis escolhidos para dominarem com ele no Reino”. (Poderá Viver..., p. 172/20). Isso é
repetido freqüentemente pelas testemunhas de Jeová para que elas nunca venham pretender
ocupar cargos de liderança na sede mundial em Nova Iorque. Ali impera o abuso de poder
e ainda agora repetem: “Esta grande multidão foi reconhecida em 1935, e hoje ascende
a mais de cinco milhões.” (A Sentinela de 1-2-1998, p. 18/2).

ESTÃO SEM MEDIADOR

Incrível como alguém que manuseia uma Bíblia e se diz cristão, pode aceitar um ensino
que o coloca sem mediador por ser Jesus o mediador exclusivo de 144.000 ungidos. É
o que se lê no ensino das testemunhas de Jeová, na Coluna dos Leitores da Revista A
Sentinela. (A Sentinela, 15-9-1979, p.32).
Pergunta: “Será que Jesus é ‘mediador’ só dos cristãos ungidos?”
Resposta: “De modo que, em estrito sentido bíblico, Jesus é o ‘mediador’ apenas dos
cristãos ungidos.”
Para que não paire dúvida sobre essa situação da casta das “outras ovelhas” de que estão
sem mediador, tem o corpo governante, que publica a literatura da sociedade, o desplante
de alterar o texto bíblico de 1 Tm 2.5. vejamos como está redigido o texto: “Então, qual é
o papel de Cristo neste programa de salvação? Paulo passou a dizer: ‘Há um só Deus
e um só mediador entre Deus e os homens (não todos os homens) , um homem, Cristo
Jesus, o qual se entregou como resgate correspondente por todos.” (A Sentinela, 15-6-
1980, p.25 (o grifo é nosso).

73 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Por que não todos os homens? Porque só 144.000 ocupam esse lugar de mediadores
entre Jesus e as outras ovelhas. Jesus é o mediador dos 144.000 e os 144.000 por sua vez
são substitutos de Cristo para as outras ovelhas (II Co 5.20 – TNM – “Somos, portanto,
embaixadores, substituindo a Cristo, como se Deus instasse por nosso intermédio.
Rogamos, como substitutos de Cristo: ‘Sede reconciliados com Deus’” – o grifo é nosso).
Sendo assim, nenhum dos cinco milhões tem qualquer relacionamento com Cristo, mas
apenas com os ungidos.

NÃO PARTICIPAM DA REFEIÇÃO NOTURNA

Ora, não tendo Jesus como mediador, e, dado que Jesus é o mediador do novo pacto
selado com seu sangue (Mt 26.26-28; I Co 11.23-26), a casta das “Outras Ovelhas” não
participam da refeição noturna (Ceia do Senhor), sendo apenas observadores, que repartem
para si mesmos, cada vez que se lhes passam, os emblemas da refeição noturna: “Não
sou digno” e, passando os emblemas aos demais, repetem também, automaticamente, a
mesma frase, decorada e ensinada pela casta superior dos “Ungidos”.
Ensinam as Testemunhas: “Apenas os 144.000 membros do Israel de Deus têm
corretamente participação dos emblemas durante a Comemoração da morte de Jesus, e
foi somente com eles que Jesus fez o seu pacto para um Reino... Os membros da grande
multidão não participam neste novo pacto.” (A Sentinela 1-2-1998, p.19/3).

NÃO SÃO FILHOS ESPIRITUAIS DE DEUS

Que tipo de cristianismo é esse, que rouba até a condição de sermos filhos de Deus pela
fé em Jesus Cristo? É tão óbvio esse fato de se tornar filho de Deus pela aceitação de Jesus
como Salvador, que qualquer cristão menos informado não ignora a realidade, de que se
torna filho de Deus quem aceita a Jesus como Salvador pessoal. (Jo 1.12; I Jo 3.1-3; 5.1).
As Testemunhas lêem tudo isso na Bíblia e apregoam que todas essas promessas são
exclusivas para a casta dos “Ungidos”. Isso é o que se lê na literatura publicada pela Torre
da Vigia.
Dizem: “Antes de adotá-los como seus filhos por meio de Jesus Cristo, Jeová sujeitará
todos esses humanos aperfeiçoados a uma última prova cabal” (Unidos Na Adoração do
Único Deus Verdadeiro, p. 191/16). Como sabemos, essa última prova cabal, segundo as
Testemunhas, ocorrerá no final dos mil anos do reinado de Cristo. Só depois que passarem
pela última prova é que poderão arrogar para si a condição de filhos de Deus. Por enquanto,
são apenas criaturas naturais, sendo guiadas pelo príncipe da potestade do ar, que orienta
os que ainda não se tornaram filhos de Deus (Ef 2.1-3).
Triste sorte a das Testemunhas de Jeová da segunda classe, e das “Outras Ovelhas”, ou
da “Grande Multidão”.

74 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


SEM JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

Nem a isso tem direito a classe das “Outras Ovelhas”. Está excluída da justificação pela
fé apontada por Paulo em Rm 5.1, para todos os cristãos.
Ensinam as Testemunhas: “Por isso não serão nem agora nem então justificadas
ou declaradas justas assim como os 144.000 os herdeiros celestiais foram justificados
enquanto na carne. Os da “grande multidão” não sofrerão uma mudança na natureza
humana para a espiritual e por isso não precisam de justificação pela fé e dá imputação
de justiça necessitadas pelos 144.000 escolhidos” (Vida Eterna – Na Liberdade dos Filhos
de Deus, p. 380/22).

CONCLUSÃO

Perguntamos às Testemunhas de Jeová que pertencem à casta inferior das “Outras


Ovelhas”, também conhecida como os da “Grande Multidão”: Como a pessoa se sente ao
ser tratada como cristão de segunda classe? Como aceitar essa condição de inferioridade,
se em Gl 3.27,28 Paulo afirma: “Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em
Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes.
Destarte não pode haver judeu nem grego; nem escrevo nem liberto; nem homem nem
mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus”. “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de
nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós
divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo
parecer.”(I Co 1.10) ( o grifo nosso). Isso é cristianismo bíblico autêntico, e não essa
invenção de duas castas, ou classes, imaginadas por um homem que, toda a vez que disse
ter falado proféticamente da parte de Deus, falhou flagrantemente nessa questão por não
ver suas profecias cumpridas (Dt 18.20-22; Mt 7.15, 16). Quem já não leu o livro “Milhões
Que Agora Vivem Jamais Morrerão”? Quem tomou conhecimento da ressurreição dos
patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, que deveriam reinar a partir de 1925 na Terra, com
governo centralizado em San Diego, Estados Unidos, diretamente da Casa Bet Sharim?
Os príncipes não vieram ressuscitados, e nela viveu nababescamente o próprio autor da
falsa profecia. Foi esse homem, Rutherford, que criou as duas castas religiosas entre as
Testemunhas de Jeová e que, contrário ao que aconteceu com a Constituição Indiana,
que procurou tornar crime a distinção de castas, entre as Testemunhas de Jeová cada vez
mais se acentua a divisão de castas religiosas entre os privilegiados “Ungidos” e os párias:
“Outras Ovelhas”.

75 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Congregação
Cristã no
Brasil. Seita
ou movimento
Congregação Cristã no
Brasil. Seita ou movimen-
to contraditório?
contraditório?
PARTE 1
Por Josué Giamarco e Alberto Alves da Fonseca

Análise histórica

1. Origens

O
principal documento para a reconstituição dos
primórdios da Congregação Cristã no Brasil é o
testemunho escrito por seu fundador, o ancião
Louis Francescon (Luigi Francesconi), em Chicago,
Illinois, U.S.A. Originalmente esse livreto recebia o nome de
“Resumo de Uma Ramificação na Obra de Deus Pelo Espírito
Santo no Século Atual”, publicado pela primeira vez em 1942, na

07
cidade de são Paulo. Hoje recebe o título de “Histórico da Obra
de Deus...”, revelando sua tendência e ideias exclusivistas.
Louis Francescon, operário italiano, homem oriundo de um
grande despertamento espiritual, teve a honra de ser um dos
iniciadores da Reforma Italiana, que no século XVI surgira cheia
de promessas e esperanças, para logo desaparecer, deixando
apenas vestígios.
EDIÇÃO

Nasceu no dia dia 29 de março de 1866, na Comarca de


Cavasso Nuovo – província de Udine, Itália, tendo imigrado
para os E.U.A.após servir ao exército e chega no dia 3 de março
de 1890 à cidade de Chicago, Estado de Illinois¹.
No mesmo ano começou a ter conhecimento do Evangelho
através da pregação do irmão Miguel Nardi. Em 1891 teve
compreensão do novo nascimento e aceitou a Cristo como
seu Salvador. Em março do ano seguinte, junto ao grupo
evangelizado pelo irmao Nardi e algumas famílias da igreja
Valdense, fundaram a Primeira Igreja Presbiteriana Italiana,
tendo sido leito Filippo Grilli como pastor. Francescon foi eleito
diácono e, após alguns anos, ancião dessa igreja.
76
Após três anos, recebeu uma revelação enquanto lia a Bíblia Sagrada, em Colossenses
2.12: “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de
Deus, que o ressuscitou dos mortos.” No momento da leitura ouviu duas vezes as seguintes
palavras: “Tu não obedecestes a este meu mandamento” ².
A partir daí, inicia o questionamento do batismo por aspersão praticado pela Igreja
Presbiteriana Italiana, questionamento, acerca da prática do batismo, e não da doutrina
da salvação, uma vez que ele mesmo afirma: “No ano de 1898, o Senhor salvou o irmão
Giuseppe Beretta por meio dos Metodistas Livres, americanos, o qual após algum tempo
uniu-se conosco, Presbiterianos Italianos” ³. Parece-nos que a doutrina atual da CCB
sobre o batismo por imersão está intimamente ligada à salvação, se trata de uma doutrina
desenvolvida por ela muito depois.
No princípio de setembro de 1903, Francescon convenceu Giuseppe Beretta se batizar
por imersão: “Então, servindo-se Deus também de outros meios, convenceu-se e dois
dias após fez-se batizar mesmo em Elgin, por um irmão americano pertencente à Igreja
dos irmãos (Church of the Brethren). Na ocasião lhe disse: ‘Irmão Beretta, agora que
sois batizado, na próxima segunda-feira, dia 7 que é o Dia do Trabalho, batizar-me-ás
também’.” 4
Com a viagem do Pastor Filippo Grilli para a Itália, coube a Francescon, como ancião,
presidir à reunião no dia 6 de setembro de 1903 (domingo), oportunidade em que, após
9 anos, da revelação acerca do batismo, falou com a Igreja acerca deste assunto, o que
fez, convidando a todos os membros da Igreja Presbiteriana Italiana para assistir ao seu
batismo por imersão. O batismo foi realizado no dia 7 de setembro de 1903, em Lake-front,
de Chicago, aonde compareceram cerca de 25 irmãos, dos quais 18, incluindo Francescon,
foram batizados. Com a chegada do Pastor Filippo Greilli, da Itália, Francescon não
pode fazer outra coisa que pedir seu desligamento daquela igreja, e o grupo batizado,
juntamente com ele, também se desligou, mesmo à sua revelia. Estabeleceram uma
pequena comunidade evangélica livre, reunindo-se na casa dos irmãos.
Em fins de 1907, o grupo liderado por Francescon tomou contato com o nascente
movimento pentecostal, participando das reuniões realizadas na missão localizada na West
North Avenue, 943, que tinha como pastor William H. Durham.
É importante fazermos aqui parênteses para dar mais detalhes sobre o ministério que
foi desenvolvido pelo Pr. William H. Durham (1873-1912). Dinâmico líder do início do
movimento pentecostal e proponente da doutrina da santificação como processo contínuo,
e não como uma crise ou experiência, colaborou para distinguir a doutrina pentecostal
neste ponto da teologia Holliness originária. Tendo ouvido falar sobre o derramamento do
Espírito, que estava ocorrendo na Califórnia em 1906, Durham visitou a Missão da Rua
Azuza, em Los Angeles, tendo recebido o batismo do Espirito Santo pelo dom de línguas
estranhas, no dia 2 de março de 1907, e nesse momento o Pr. J. Seymour profetizou que
onde Durham pregasse, o Espírito Santo seria derramado sobre o povo. Além de Francescon
(fundador da Congregação Cristã no Brasil), muitos outros pioneiros e líderes do movimento

77 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


pentecostal participaram dos trabalhos desenvolvidos na missão da W. Nort Avenue: A.H.
Argue; E.N. Bell; Howard Goss; Daniel Berg, um dos fundadores da Assembleia de Deus
no Brasil; Aime Semple McPherson, fundadora da Igreja do Evangelho Quadrangular.
Esse pastor faleceu no verão de 1912, vitimado de uma pneumonia, após uma série de
viagens em campanhas evangelísticas.
No dia 25 de agasto de 1907, naquela Missão, o próprio Francescon recebeu o batismo
do Espírito Santo, e algum tempo depois o Pr. Durham informou a ele que o Senhor o tinha
chamado para levar sua mensagem à colonia italiana.
O grupo de crentes italianos vinha há algum tempo reunindo-se na W. Grand Avenue, 1139,
e no dia 15 de setembro de 1907, com a manifestação poderosa do Espírito Santo entre eles,
podendo-se afirmar que surge a primeira comunidade evangélica italiana de fé pentecostal:
a “Assembleia Cristiana”. Outros nomes dignos de nota neste avivamento entre os italianos
são: Pietro Ottolini, Giacomo Lombardi, Lucia Menna, Umberto Gazzeri, Giuseppe Petrelli,
pessoas que se dedicaram de forma integral na obra de missão e evangelização, sem nenhum
auxílio financeiro, a não ser aquele providenciado por Deus 5.
O movimento expandiu-se, surgindo através do trabalho de seus diversos líderes na igreja
de Filadélfia, Califórnia e Nova York, além de Illinois. Hoje esse trabalho foi encaminhado
pela Igreja Cristã da América do Norte, que surgiu da junção de duas denominações
pentecostais ítalo-americanas: Assembleias de Deus Pentecostais Italianas e a Igreja Cristã
Italiana Inorganizada da América do Norte. A primeira foi fundada por John Santamaria e
seu filho Rocco, resultante do contato também com a mensagem pentecostal através do Pr.
William H. Durham, organizada em 1932. A segunda, organizada anteriormente, em 1927,
pelo próprio Francescon, defendia um ferrenho congregacionalismo, mas em 1948 somou-
se à outra. Hoje, essa igreja tem uma doutrina muito parecida com a das Assembleias de
Deus, apesar de guardar ainda certas características culturais, como o fato de as mulheres
manterem os cabelos cobertos durante os cultos, e seu periódico continua a ser editado em
dois idiomas: The Light House em inglês, e Il Faro em italiano.6
No dia 4 de Setembro de 1909, Francescon e Giacomo Lombardi (iniciador do
movimento pentecostal na Itália), embarcam em Chicago, para a cidade de Buenos Aires,
capital da Argentina, onde, em contato com familiares de membros da igreja norte-
americana, instalaram o trabalho pentecostal entre a colonia italiana dali. Hoje, a igreja
que ali surgiu foi incorporada pela Igreja Cristã Pentecostal da Argentina.
Nessa mesma viagem, em 8 de março de 1910, embarcam para o Brasil, com destino
a São Paulo. No segundo dia de sua estada no Brasil encontraram um italiano chamado
Vicenzo Pievani, na Praça da Luz, onde pregaram o evangelho. Parece, todavia, que de
início seu trabalho foi pouco promissor, até que em 18 de abril G. Lombardi partiu para
Buenos Aires, e Francescon foi para Santo Antônio da Platina, no Paraná, chegando lá em
20 de abril de 1910, e deixou estabelecido ali um pequeno grupo de crentes pentecostais, o
primeiro grupo desse segmento no Brasil. Ao retornar em 20 de junho para São Paulo, após
um contato inicial com a Igreja Presbiteriana do Brás, onde alguns membros aceitaram a

78 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


mensagem pentecostal, bem como alguns batistas, metodistas e católicos romanos, surge
a primeira “Congregação Cristã” organizada em nosso país. Já, no mês de Setembro,
Francescon segue novamente para o Panamá, deixando ali a novel igreja sem maior
respaldo.
A partir daí, o trabalho da Congregação Cristã espalha-se por onde existem colonias
italianas, notadamente na região sudeste do país, principalmente nos Estados de São Paulo
e Paraná, onde até hoje se concentram. Seu fundador, o ancião Louis Francescon, faleceu
em 7 de Setembro de 1964, na cidade de Oak Park, Illinois, U.S.A..
Até aqui podemos ver que a história da Congregação Cristã não trás maiores diferenças
que possam explicar sua posição sectária de hoje, mas veremos alguns detalhes que
poderão ajudar a explicar isso.
Conforme consta nas memórias do Pr. Gunnar Vingren, missionário sueco, que em
conjunto com Daniel Berg iniciaram no Brasil o trabalho da Assembleia de Deus, o
encontro com Francescon em 1920, quando passou por São Bernardo, foi muito cordial:
“Senti a liberdade do Espírito Santo entre estes crentes, que testificavam de maneira
gloriosa e falavam em línguas pela operação do Espírito Santo. O irmão Luiz Francescon
ime contou todos os milagres que Deus havia feito, quando enfermos haviam sido curados.
Paralíticos, cegos, tuberculosos e aqueles que haviam quebrado pernas e braços o Senhor
curara.” 7 O que teria levado, então, no aspecto histórico, a impedir que essas duas igrejas
pentecostais juntassem suas forças, e, por conseguinte, a decisão da Congregação Cristã
quanto às demais denominações fosse diferente do exclusivismo hoje existente? Por que
não ocorreu aqui o mesmo que nos Estados Unidos, onde o grupo original de pentecostais
italianos, a “Assembleia Cristiana” ou Igreja Inorganizada, foi aos poucos assimilando e
sendo assimilada por outros grupos?
Primeiramente, devemos ter em mente que a Congregação Cristã tem origem num ambiente
teológico onde a predestinação domina, tendo vindo seu fundador, assim como boa parte de
seus primeiros membros, da igreja presbiteriana. Isso, somado ao fato de que algumas profecias
davam conta de que lhe seriam enviados os que haveriam de se salvar 8, além do fato de o
ancião Francescon não ficar continuamente junto aos novos grupos, mas, como ele mesmo
escreveu, esteve em nosso país cerca de dez vezes, em períodos intercalados 9, com certeza
causou grande vácuo na interpretação e orientação da liderança nacional, levando a surgir
uma interpretação extremista dos conceitos calvinistas.
Ao lado disso, tornando ainda mais difícil uma futura convivência pacífica com a outra
representante do movimento pentecostal, em 1928 ocorre um cisma dentro da Congregação,
e a parte insatisfeita desliga-se dela e passa a fazer parte da Assembleia de Deus, que nesse
momento está se instalando na capital paulista. Tal fato, inclusivamente, serviu de base
para o boato difundido pelos membros da Congregação, de que as Assembleias de Deus
teriam sido fundadas por ex-membros de sua igreja, história até hoje contada entre eles.
Tal atitude acirrou os ânimos, somando-se as diferenças doutrinárias quanto à salvação,
predestinação (livre-arbítrio), às diferenças de costumes (uso de véu e ósculo santo) e a

79 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ferrenha oposição à organização humana, sendo que “a recusa à organização humana é o
ponto de separação entre as Congregações e as Assembleias de Deus. Não se trata apenas
de uma diferença eclesiástica, mas de uma questão de princípios” 10. Tais fatos podem ter
impedido o relacionamento da Congregação com o único grupo que também defendia o
pentecostalismo em nosso país naquela época.
Outra declaração de Francescon revela implicitamente ranço de exclusivismo religioso,
quando ele diz: “Eis como o benigno Deus começou Sua obra. Pelo batismo da água, segundo
o mandamento do Senhor Jesus, fomos tirados das seitas humanas e de suas teorias;...” e
“Todas as vezes que eu voltava à América do Norte, encontrava sempre novidades no meio
dos irmãos; coisas diferentes daquilo que tinham aprendido no começo.’’ 11 Parece que
Francescon indiretamente qualifica as outras igrejas, até mesmo a de onde ele procedeu
como seita humana e teórica! e assume posição de rejeição a quaisquer mudanças não
apresentadas por ele.
Ainda com referência à Congregação, “o iluminismo e apelo ao Espírito leva a uma
rejeição da organização. O modelo das igrejas evangélicas representa a ingerência
do humano na obra divina. O modelo da Congregação Cristã, segundo Nélson, é o de
parentesco, ou o patriarcal. A burocracia é mantida no mínimo absoluto, e não há pastores,
mas somente anciãos não remunerados. Provavelmente a figura de Francescon ajudou
a solidificar esse modelo; ele representava uma autoridade incontestável, mas quase
sempre ausente. Outro fator é a estrutura familiar italiana. A liderança é por antiguidade
mais do que por carisma ou por competência. A dependência da tradição oral fortalece
essa liderança. O modelo é reforçado pelo imaginário de uma família extensa; a igreja
é conhecida corno ‘’irmandade’’. 12 Apesar disso existe claramente grande importância
dada ao ancião responsável por assumir os trabalhos da sede da igreja localizada no bairro
do Brás, em São Paulo, mas não podemos definir seu papel como de um presidente de
convenção, talvez mais como de um mediador entre iguais.
Não devemos, todavia, pensar que essa recusa à organização seja uma característica
encontrada apenas na Congregação Cristã. Na origem do movimento pentecostal era comum
essa ojeriza a toda a forma de organização que pudesse abafar a atuação do Espírito. Bem
demonstra esse fato o que nos relata uma citação do líder pentecostal sueco Lewi Petrus,
quanto aos missionários no Brasil, citado na biografia de um dos fundadores da Assembleia
de Deus: “Durante os últimos anos, temos sido enganados aqui na Suécia com a notícia de
que os missionários e a missão no Brasil estava organizada numa denominação bastante
forte. Quem nos disse isto. mencionou que a sede da organização está no Pará e que no
princípio consistia somente de três missionários, mas que depois se estendeu, dominando
a obra em todo o Brasil.
Os missionários no Brasil, estão, quando se trata do assunto da organização, inteiramente
no mesmo ponto de vista que as igrejas livres da Suécia. Todos expuseram a sua perfeita
aprovação sobre o pensamento bíblico de igrejas. locais livres e independentes, entre as
quais deve haver uma colaboração espiritual, mas sem a organização da qual os missionários

80 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


agora tinham sido acusados que professavam e praticavam.” 13
Mas, ainda maia importante que esses fatos, há outro problema, esse, sim, de importante
significado, que foi muito bem aventado pelo professor Émile G. Léonard, ilustre historiador
francês, já na década de cinquenta: “Parece-nos, entretanto, haver nas Congregações
uma profunda fraqueza, que faz com que não as possamos considerar absolutamente
protestantes (o que, aliás, elas não pretendem, mantendo-se afastadas de todas as igrejas)
mas que nos faz desejar que o protestantismo brasileiro se interesse pelo problema que elas
apresentam. Não se trata de nada relativo ao Espirito ou a essas manifestações, e sobre
as quais não insistimos; as curas miraculosas, a glossolalia, os êxtases, e eventualmente
as convulsões. Aqui não há nada desconhecido, anticristão ou antibíblico. Muitas outras
denominações protestantes tiveram essas manifestações, nos seus primeiros tempos,
e lamentam secretamente não serem mais privilegiadas. Entretanto, tal como na Igreja
Evangélica Brasileira, o papel da Bíblia aqui também parece bem pequeno. Os fiéis
parecem considerá-la mais um livro de oráculos que se abre para encontrar a resposta
do Espírito a uma questão ou a uma necessidade, do que o relato de uma Revelação que
deve ser conhecida e meditada sistematicamente. As Escolas Dominicais são substituídas
pelo “cultos para menores”, cópia dos cultos comuns, com os três cânticos de início, os
testemunhos, as orações (nas quais se manifestam os fenômenos de glossolalia), o sermão,
novas preces e a benção final. O conhecimento bíblico que as. crianças possuem, reduz-se
muitas vezes a um certo número de passagens ou versículos particularmente comentados.
Os próprios guias espirituais declaram, sem embaraço, que não leram toda a Bíblia. Suas
prédicas, feitas apenas sob a inspiração do Espirito, sobre textos que lhes são “dados”
naquele momento, não são preparadas. Não possuem livro algum, nem jornal de edificação,
nem cultura alguma religiosa, considerando ilegítima toda literatura humana – o que é para
eles, aliás, motivo de glória – o mesmo acontecendo com todos os seus fiéis. Pode-se
dizer que todos os conhecimentos bíblicos mais ou menos sistemáticos que existem nas
Congregações, provém de prosélitos recrutados nas denominações protestantes. Felizmente
eles são numerosos, pois certas comunidades evangélicas perdem importantes frações que
passam para comunidade vizinha.
Felizmente...; essa não é a opinião dos pastores dessas comunidades. Que eles olhem,
entretanto, um pouco além de seus efetivos. O movimento “glória” é um fato, e fato
considerável, que possui, certamente, centenas de milhares de batizados e simpatizantes.
Por importante que seja o recrutamento entre protestantes, a grande maioria deles provem
de meios católicos, e desses meios proletários perante os quais não se encontram muito
comodamente, não obstante toda sua boa vontade. Há, aqui um grande problema. Essas
almas serão abandonadas apenas às manifestações do Espírito, num conhecimento
insuficiente da Revelação, da Bíblia e, através dela, do Salvador e de sua Cruz?” 14
Isso realmente torna difícil a consideração da Congregação Cristã no Brasil como igreja
protestante, pois vai contra um dos lemas centrais da Reforma: “Sola Scriptura”, e, quanto
ao ensino, sabemos que “se há uma religião neste mundo que dê relevância ao ensino, sem

81 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


dúvida tal religião é a de Jesus Cristo. Com frequência já se tem destacado o fato de que
a doutrina tem uma mínima importância nas religiões não cristãs; nelas o destaque está
na realização de um ritual. Mas é precisamente nisto que o cristianismo se diferencia das
demais religiões: ele tem doutrina. Ele se apresenta aos homens com um ensinamento
definido, positivo; declara-se ser a verdade; nele o conhecimento dá suporte à religião,
conquanto seja um conhecimento somente acessível sob condições morais... Uma religião
divorciada do pensamento diligente e elevado tem tido, através de toda a história da Igreja,
a tendência de se tornar fraca, estéril e nociva.’’ 15

Pontos de doutrina e da fé da Congregação Cristã


no Brasil

Com a expressão “Pontos De Doutrina e Da Fé Que Uma Vez Foi Dada Aos Santos”
a Congregação Cristã no Brasil faz sua Declaração de Fé, declaração esta muito comum
entre as muitas denominações evangélicas no Brasil. Estes são os pontos de doutrina e da
fé da Congregação Cristã no Brasil:
1. Nós cremos na inteira Bíblia e aceitamo-la como infalível Palavra de Deus,
inspirada pelo Espírito Santo. A Palavra de Deus é a única e perfeita guia da nossa
fé e conduta, e a Ela nada se pode acrescentar ou dela diminuir. É, também, o
poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. (II Pedro 1.21: II Tm 3.16,17:
Rom 1.16).
2. Nós cremos que há um só Deus vivente e verdadeiro, eterno e de infinito poder,
Criador de todas as coisas, em cuja unidade há três pessoas distintas: o Pai, o Filho
e o Espírito Santo. (Ef., 4.6: Mat., 28:19: I João, 5:7).
3. Nós cremos que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é a Palavra feita carne, havendo
assumido uma natureza humana no ventre de Maria virgem, possuindo Ele, por
conseguinte, duas naturezas, a divina e a humana: por isso é chamado verdadeiro
Deus e verdadeiro homem e é o único Salvador, pois sofreu a morte pela culpa de
todos os homens. (Luc., 1:27,35;João, 1.14; I Pedro 3.18).
4. Nós cremos na existência pessoal do diabo e de seus anjos, maus espíritos, que,
junto a ele, serão punidos no fogo eterno. (Mat., 25;41).
5. Nós cremos que a regeneração, ou o novo nascimento, só se recebe pela fé em
Jesus Cristo, que pelos nossos pecados foi entregue e ressuscitou para nossa
justificação. Os que estão em Cristo Jesus são novas criaturas. Jesus Cristo, para
nós, foi feito por Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção. (Rom, 3.24 e
25: I Cor., 1.30: II Cor., 5.17).
6. Nós cremos no batismo na água, com uma só imersão em Nome de Jesus Cristo
(Atos, 2.38) e em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. (Mat., 28.18,19).
7. Nós cremos no batismo do Espírito Santo, com evidência de novas línguas,
conforme o Espírito Santo concede que se fale. (Atos, 2:4: 10.45-47; 19.6).

82 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


8. Nós cremos na santa ceia. Jesus Cristo, na noite em que foi traído, tomando o pão
e havendo dado graças, partiu-o e deu-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu
corpo, que por vós é dado: fazei isto em memória de mim”. Semelhantemente
tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu
sangue, que é derramado por vós. (Luc., 22:19,20; I Cor., 11:24,25)
9. Nós cremos na necessidade de nos abster das cousas sacrificadas aos ídolos, do
sangue, da carne sufocada e da fornicação, conforme mostrou o Espírito Santo na
assembleia de Jerusalém (Atos, 15:28,29; 16.4; 21:25).
10. Nós cremos que Jesus Cristo tomou sobre Si as nossas enfermidades. “Está alguém
entre vós doente? Chame os presbíteros da Igreja e orem sobre ele, ungindo-o
com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará o doente. e o Senhor
o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”. (Mat., 8:17;
Tiago, 5:14,15).
11. Nós cremos que o mesmo Senhor (antes do milênio) descerá do céu com alarido,
com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo
ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados
juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos
sempre com o Senhor. (I Tess., 4.16,17; Ap., 20.6).
12. Nós cremos que haverá a ressurreição corporal dos mortos, justos e injustos. Estes
irão para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna. (Atos, 24:15; Mat.,
25:46).
Como o leitor pode observar, os “Pontos de Doutrina e da Fé” da CCB são pontos
semelhantes aos de qualquer denominação cristã tradicional, com exceção do artigo 7°,
que revela sua linha pentecostal.
A problemática que ocorre na CCB não é de caráter totalmente doutrinário, mas, sim,
a insistência no “iluminismo”, na predestinação total e nos costumes e práticas que são
os verdadeiros responsáveis diretos e indiretos de seu exclusivismo religioso, tornando-
os seu verdadeiro corpo doutrinário. Podemos resumir o corpo doutrinário da CCB, na
prática, da seguinte maneira:
1. Só existe salvação na gloriosa Congregação. Ela é a verdadeira graça, o tronco
principal, as demais são apenas ramos;
2. o Espírito Santo dirige tudo: não é necessário se preparar, examinar ou meditar nas
Escrituras Sagradas. Não pode estudar a Bíblia, pois a Bíblia não foi feita para ser
estudada, mas para ser obedecida;
3. só o batismo efetuado na CCB é verdadeiro;
4. está espiritualmente acima de qualquer outra denominação, porque é a única igreja
em que as mulheres observam a prática do uso do véu no culto, conforme I Co
11.1-16;
5. a irmandade deve saudar com a “a paz de Deus”, e nunca com a “Paz do Senhor”,
porque existem muitos senhores, mas Deus existe um só;

83 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


6. está espiritualmente acima de qualquer outra denominação, porque é a única igreja
que observa a prática do “ósculo santo”;
7. é pecado dar o dízimo, porque o dizimo está na lei, e nós estamos na graça;
8. só existe um pastor da Igreja: Jesus Cristo. Os demais pastores são homens
carnais;
9. não devemos pregar o evangelho, porque o evangelho não pode ser escandalizado:
só se deve pregar se Deus mandar;
10. só podemos orar de joelhos.
A base essencial do exclusivismo religioso da CCB está resumido nesses dez itens
acima citados, e a crença inflexível nesses pontos é que faz que ela rejeite e condene
todas as demais igrejas cristãs diferentes do seu ensino. Partem do seguinte raciocínio:
se não é igual ao nosso ensino, logo está incorreto; sendo assim não pode ser salvo, e,
se porventura tiver de ser salvo, virá para a Congregação. A doutrina da salvação fica
portanto implicitamente ligada aos seus costumes e práticas, além de radicalizar a doutrina
da predestinação, criando então a ideia de ser o único caminho, o canal de ligação, a
verdade, “a verdadeira graça” etc.
O que é diferente para a CCB tornar-se algo não verdadeiro, e, não sendo verdadeiro,
não pode atingir a salvação, uma vez que só é atingida com a verdade, no caso, a CCB.
Usa-se então um raciocínio correto e até lógico, mas para um contexto inevitavelmente
incorreto, ilógico e, acima de tudo, egocêntrico.
A Congregação Cristã no Brasil atingiu este clímax contextual egocêntrico de tal
forma que, não obstante possuir um credo doutrinário não questionável, suficiente para ser
classificada apenas como mais uma denominação cristã, enquadra-se melhor nos grupos
de igrejas contraditórias, devido à sua insistência no iluminismo subjetivo e em defender
tenazmente o monopólio da salvação. Essa anomalia é satisfatoriamente entendida pelo
fato de a CCB dar mais ênfase ao subjetivismo que ao seu próprio credo doutrinário, e
a grande contradição está perfeitamente visível aí, ao possuir um credo doutrinário não
questionável, embora flagrantemente anulado por este iluminismo subjetivo e pelos usos
e costumes. Assim a tradição, ou como eles usam: “os mais antigos”, acabam por anular
os “Pontos de Doutrina e Fé”, cumprindo com precisão as palavras do Senhor Jesus: “...
anulam a Palavra de Deus por causa da vossa tradição...”. Lamentavelmente, poucos são
os fiéis da CCB que conhecem e valorizam os “Pontos de Doutrina e da Fé Que Uma Vez
Foi Dada Aos Santos “.

Notas
¹ Louis Francescon - Histórico da Obra de Deus, Revelada Pelo Espirito Santo, no Século Atual, IV edição,
Congregação Cristã no Brasil, SP, 1977, p. 07
² Op. cit. p. 08
³ Op. cit. p. 08
4
Op. cit. p. 09
5
David A. Womack e Francesco Toppi - Le Radici del Movimento Pentecostale, A.D.I. Media, Roma, 1989, p.
124
6
J. Gordon Melton - The Encyclopedia of American Religions, Volume 1, McGrath Publishing Company,

84 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Wilmington North Carolina, U.S.A., 1978, pp. 280-281
7
Ivar Vingren - Gunnar Vingren, O Diário do Pioneiro, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 1ª edição,
1973, RJ, p. 102
8
Louis Francescon - Histórico da Obra de Deus, revelada pelo Espirito Santo, no século atual, IV edição,
Congregação Cristã no Brasil, SP, 1977, pp.15-16
9
Louis Francescon - Histórico da Obra de Deus, revelada pelo Espírito Santo, no século atual, IV edição,
Congregação Cristã no Brasil, SP, 1977, pp. 24,29
10
Émile G. Léonard - O Protestantismo Brasileiro; estudo de eclesiologia e de história social, 2ª edição, RJ e
SP, JUERP/ASTE, 1981, p. 348
11
Louis Francescon - Histórico da obra de Deus, revelada pelo Espírito Santo, no século atual, IV edição,
Congregação Cristã no Brasil, SP,1977, p. 25
12
Paul Freston, Nem Anjos Nem Demônios: Interpretações Sociológicas do Pentecostalismo/ Alberto
Antoniazzi... (et al.) - Petrópolis, RJ, Vozes 1994, pp. 106,106
13
Ivar Vingren - Gunnar Vingren - O Diário do Pioneiro; 1ª edição, Casa Publicadora das Assembleias de Deus,
RJ, 1973, p. 157
14
Émile G. Léonard - O Protestantismo Brasileiro; estudo de eclesiologia e de história social, 2ª edição, RJ e
SP, JUERP/ASTE, 1981, pp. 350 e 351.
15
James Orr, The Christian View of God and the World, Grand Rapids: Eerdmans, 1954, pp. 20-21

85 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Congregação
Congregação Cristã no Cristã no
Brasil. Seita ou movimen-
to contraditório? Brasil. Seita
Parte II

Odeiam os evangélicos ou movimento


Maria, mãe de Jesus?
contraditório?
parte II

Por Josué Giamarco e Alberto Alves da Fonseca

Análise doutrinária

J
á analisou o que um adepto da CCB costuma pregar? Que
falam eles quando descobrem algum novo convertido
ou mesmo um membro de alguma igreja genuinamente
evangélica? Já parou para meditar no que consiste o
“evangelho” da CCB? Nesta matéria estaremos analisando os
principais argumentos e crendices da CCB.

08
1. Só existe salvação na CCB

A maioria dos adeptos da CCB defende tenazmente a ideia errônea


de que a salvação só é possível na sua própria igreja: a “gloriosa
Congregação”. Desenvolveram inconscientemente a doutrina da auto-
salvação, ou da religião salvífica, e conseqüentemente, por tabela, o
EDIÇÃO

monopólio da salvação, com todos os direitos reservados à CCB, uma


espécie de “copyright”.
Essa doutrina, estranha às Escrituras Sagradas, faz que o adepto da
CCB sinta-se seguro psicologicamente em matéria de religião. O adepto
pode até praticar coisas ilícitas, viver as obras da carne (exceto adultério)
e outras coisas mais, sentindo-se seguro unicamente pelo fato de ser
membro da CCB – “a verdadeira graça”. Essa crença lhe garante um
estado mental de segurança.
Historicamente a doutrina da predestinação “Salvo uma vez, salvo
para sempre” parece ressurgir com ímpeto e bastante maquiada na CCB.
Assim, para o adepto da CCB, confiante na segurança psicológica que sua

86
organização lhe outorga (curiosamente este processo se dá com os adeptos da STV, Mormonismo etc)
não questiona absolutamente nada: aceita tudo com humildade serviçal, acatando outros ensinos errôneos
e obedecendo incondicionalmente ao ensino do “Ministério Espiritual”: “a Palavra de Deus ensinada à
sua Igreja não é para ser discutida, porém obedecida: só assim se honra ao Senhor.” 16 Dessa forma, nem
o pensar básico, que é a pergunta razoável que se poderia fazer: “se só na CCB existe salvação, então a
graça de Deus teria se manifestada somente em 1910? Ou, para ser mais exato, somente em 20 de abril
de 1910 em Santo Antônio da Platina, no Paraná no Brasil?” nem essa pergunta, simples e natural, o
adepto da CCB consegue formular, devido ao medo da “mão de Deus” e à explicação acima exposta.

Não preciso da CCB para ser salvo

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome
há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12).
“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo,
homem.” (I Tm 2.5).
“Disse Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por
mim.” (Jo 14.6).
Nenhuma necessidade haveria de citarmos esses versículos: porém, o que parece lógico
e natural para nós não o é para os adeptos da CCB. A presença da ideia da religião salvífica
é tão enraizada na vida dos adeptos da CCB, que, apesar de eles admitirem a salvação
em Jesus, não a conseguem dissociar da CCB, como se, para ter Jesus, necessariamente
tivessem de ser da CCB, ou fosse impossível conhecer Jesus sem a CCB. É por causa desse
tipo de doutrina que a CCB está longe de ser uma igreja evangélica. A coluna principal da
reforma é: “solo Jesus”. Não existe a ideia da organização ou instituição salvadora.

2. O estudo da Bíblia

Sem dúvida o Espírito Santo opera poderosamente na vida de sua Igreja. Pedro obedeceu
ao Espírito Santo (At 10.19,21); os cristãos são batizados em seu nome (Mt 28.19); O
Espírito Santo ensina (Jo 14.26); fala (Ap 2.7,11,17); guia (Rm 8.14; Gl 5.18); clama (Gl
4.6); convence (Jo 16.7.8); regenera (Jo 3.6: Tt 3.5); testifica (Jo 15.26; Rm 8.16); escolhe
obreiros (At 13.2; 20.28); julga (At 15.28); advoga (Jo 14.16; At 5.32); envia missionários
(At 13.2-4); convida (Ap 22.17); intercede (Rm 8.26); impede (At 16.6-7); contende (Gn
6.3). Sabemos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Ele é eterno, onipotente,
onisciente e onipresente, igual ao Pai e ao Filho (Mt 28.19). A fé ortodoxa nos ensina a crer
no Espírito Santo e a nos submeter à sua direção, e é exatamente essa crença no Espírito
Santo que nos leva a nos preparar, examinar, meditar nas Sagradas Escrituras, que é a Palavra
de Deus escrita, e não o contrário. O radicalismo da CCB ao proibir o estudo sistemático
das Escrituras, alegando a contínua direção do Espírito Santo, está baseado em Lc 12.12 e
Jo 14.16-17. Esses versículos foram anunciados por Jesus, a fim de encorajar os cristãos,

87 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


e jamais proibir o estudo das Escrituras Sagradas. O Consolador viria para consolar seus
discípulos, confortando-os, pois Jesus dizia que eles não ficariam sozinhos e não precisariam
temer os homens, mas confiar somente em Deus, pois o Senhor estaria com eles todo o
tempo. O Espírito Santo estaria orientando e ajudando, dirigindo-lhes a vida, mas isso não
significa que deveriam parar de fazer tudo, para que o Consolador o fizesse por eles. Se
assim fosse, a orquestra da CCB não deveria ensaiar os hinos que tocam, pois o Espírito
Santo os faria tocar sem precisar ensaiar ou aprender música, mas isso a “irmandade” não
faz, e por que não faz? Não acreditam na direção contínua do Espírito Santo? que o homem
não deve se preparar, e que o Espírito Santo faz tudo?
Essa postura da CCB é muito perigosa, porque desvirtua um dos propósitos de
Deus, que é o exame de sua Palavra. “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o
conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos
escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de
noite.” (Sl l.1-2); “E ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do reino
dos céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”.
(Mt 13.52).
É comum, após a apresentação de argumentos e versículos da Palavra de Deus, que
desmontam a crença dos adeptos da CCB, eles dizerem: “essa interpretação é da carne”
e “a letra mata, mas o Espírito vivifica”. Para sustentar esses argumentos, os mais
“esclarecidos” da CCB citam Eclesiastes 12.12 e II Corintios 3.6.
Eclesiastes 12.12 diz: “E, demais disto, filho meu, atenta: não há limite para fazer
livros, e o muito estudar enfado é da carne”, assim a hermenêutica da CCB, ou como eles
afirmam: “dirigidos pelo Espírito Santo”, entende que estudar a Bíblia é coisa da carne.
Isso, porém não é o que o texto sagrado expressa. Salomão diz apenas que não há limites
em escrever, fazer livros, e o muito estudo, que estudo? Estudos humanos, coisas deste
mundo, são algo cansativo: enfado da carne (Ec 1.17-18). O estudo da Palavra de Deus,
porém, é luz que ilumina nosso caminho (Sl 119.105). O próprio Salomão diz: “Filho meu,
guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus
mandamentos, e vive, e a minha lei, como a menina dos teus olhos. Ata-os aos teus dedos,
escreve-os na tábua do teu coração” (Pv 7.1-3).
II Coríntios 3.6: “O qual nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento,
não da letra, mas do Espírito: porque a letra mata, e o Espírito vivifica”, com esse versículo
a “irmandade” faz seu brado de guerra: “a letra mata, mas o Espírito vivifica”. Farei aqui a
mais rudimentar pergunta: “você já viu a letra matar alguém?” Se esse versículo significasse
o que querem os adeptos da CCB, como seria bem-aventurado quem medita na Palavra de
Deus de dia e de noite? (Sl 1). O mais impressionante é que Deus diz que sua Palavra é
vida. Os adeptos da CCB dizem que é morte. Já ouvi adeptos da CCB dizerem que quem
estuda muito a Bíblia fica louco, opinião compartilhada pelos antigos clérigos católicos.
O que diz então II Co 3.6? Diz que a letra, aqui, é a lei, a lei de Moisés dada por Deus.
Por essa lei todos nós estavamos condenados à morte, porque pela lei ninguém se justifica:

88 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


a lei mata, condena, pune, mas a graça, o Espírito, o Senhor Jesus Cristo vivifica, porque
não somos justificados pelas obras da lei, mas pelo precioso sangue de Jesus Cristo (Ef
2.8-9, I Pd 1.18-25).
Ora, esse assunto está explicado no próprio capítulo 3 de II Coríntios: “O qual nos fez
também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra, mas do Espirito;
porque a letra mata, e o Espirito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras
em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na
face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de
maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso,
muito mais excederá em glória o ministério da justiça.” (II Co 3.6-9).
Esses dois versículos usados indevidamente pelos adeptos da CCB possuem profundo
significado, menos o que a “irmandade” insiste em dar; aliás, os adeptos da CCB só dão
essa interpretação incrivelmente errada, porque insistem em não estudar a Palavra de Deus.
Essa é a ironia do problema.
Vejamos agora a ordenança de Deus ao povo no Antigo Testamento:
“E ESTAS PALAVRAS, QUE HOJE TE ORDENO, ESTARÃO NO TEU CORAÇÃO;
E AS INTIMARÁS A TEUS FILHOS E DELAS FALARÁS ASSENTADO EM TUA
CASA, E ANDANDO PELO CAMINHO, E DEITANDO-TE E LEVANTANDO-TE,
TAMBÉM AS ATARÁS POR SINAL NA TUA MÃO E TE SERÃO POR TESTEIRAS
ENTRE OS TEUS OLHOS, E AS ESCREVERÁS NOS UMBRAIS DE TUA CASA, E
NAS TUAS PORTAS” (Dt 6.6-9).
Agora o conselho de Paulo a Timóteo:
“PERSISTE EM LER, EXORTAR E ENSINAR ATÉ QUE EU VÁ” (I Tm 4.13).
“QUANDO VIERES, TRAZE A CAPA QUE DEIXEI A TROAS EM CASA DE CARPO,
E OS LIVROS, PRINCIPALMENTE OS PERGAMINHOS” (II Tm 4.13). Além de muitos
outros textos que elucidam tal assunto, como: Pv 9.9; Sl 119.9-16; Sl 19.7-8; Sl 1.1-2.
Assim, não é de Deus o ensino de que não se deve estudar ou examinar a Bíblia.
Certamente por trás dessa ojeriza que tem a CCB ao estudo da Palavra de Deus exista algo
mais: falta de conhecimento bíblico total, o que leva a essa atitude ou grande interesse do
“Ministério Espiritual” em manter seus adeptos ignorantes. No primeiro caso, sabemos que
os anciãos da CCB não conhecem a Bíblia, e até mesmo gostam de dizer que não a sabem,
para dar a impressão de que tudo que falam provém do Espírito Santo. No segundo caso, se
seus adeptos começarem a examinar as Escrituras, certamente descobrirão que estão muito
longe dos “Pontos De Doutrina e Da Fé Que Uma Vez Foi Dada Aos Santos” e certamente
questionarão o sistema. Ironicamente, no panfleto Louis Francescon – Aspectos De Uma
Vida Preciosa – I.E. de A. diz: “... Louis Francescon ... dedicou-se a cuidadoso estudo
das Sagradas Escrituras. Atraído pelas maravilhas reveladas na Palavra do Senhor,
a quem muito amava...” e “Amigo sincero da Bíblia, Louis Francescon era admirador
entusiasta do grande ministério confiado às Sociedades Bíblicas que operam em todo o
mundo. Prova disso foi o desejo expresso pouco tempo antes de findar sua carreira terrena;

89 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


em seu funeral, não se desejavam nem coroas, nem flores. Que o dinheiro a ser gasto
para esse fim revertesse em benefício da Sociedade Bíblica Americana. Tal aconteceu,
realmente. Flores e coroas transformaram-se em possibilidade gloriosa para que muitas
almas pudessem conhecer a verdade divina, revelada na Palavra do Senhor. Recebendo tão
significativa oferta, a Sociedade Bíblica Americana, de que a SBB é congênere, remeteu,
à família Francescon, enternecido agradecimento.”
Assim, com essa estranha doutrina de condenar o estudo da Palavra de Deus, a CCB
fica contrária à Bíblia e ao exemplo de seu próprio fundador Louis Francescon.

3. 0 batismo

A CCB não reconhece o batismo efetuado por ministros do Evangelho de outras


denominações, mesmo que seja por imersão, e em nome do Pai, do Filho e do Espírito
Santo (Mt 28.19).
Não condenamos a fórmula adotada pela CCB para batizar seus adeptos. É verdade que
não concordamos com a maneira ou forma pela qual ela ministra o batismo nas águas às
pessoas, sem preparo algum, todavia não desmerecemos tal batismo, mas reconhecemos
que sua validade depende mais do batizado.
O grande problema são os argumentos levantados pela CCB, para não reconhecer o
batismo de outras denominações. Analisemos os argumentos:
a) O batismo de outras comunidades cristãs evangélicas está errado, porque utilizam a
expressão “eu te batizo”. A CCB entende que ao dizer “eu te batizo” é a carne que
opera, o homem, colocando-se na frente de Deus.
b) O batismo só é válido se efetuado com esta fórmula: “Em nome do Senhor Jesus te
batizo em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo”.
c) O batismo da CCB purifica o homem do pecado.
O primeiro argumento da CCB é de uma pobreza imensa: ora, qual é a diferença entre
a expressão “eu te batizo” e a da CCB “te batizo”? Na primeira expressão o sujeito está
explícito; na segunda o sujeito está oculto. A diferença é essa: ou a CCB pensa que no
ato batismal não é o homem que batiza, mas Deus? Claro que é o homem o oficiador
do batismo. Não se trata da presença sobrenatural para o efetuar. Imagine você: se um
homicida, na hora de matar, alguém disser: “te mato”, e atirar. Será que o juiz não o
condenará pelo falo de ele ter dito “te mato”, pensando com isso não ter sido ele? Parece
que a CCB, além de não conhecer a Bíblia, desconhece também a língua portuguesa. Além
do mais, se, pelo fato de utilizar a expressão “eu te batizo”, estivermos aborrecendo a
Deus, então João Batista teria ofendido a Deus, pois ele dizia: “eu vos batizo com água...”.
Será que a CCB acha que João Batista era carnal e se recolocava na frente de Deus?
O segundo argumento da CCB acerca da fórmula batismal é desprovido de autoridade,
porque as igrejas cristãs evangélicas expressam no ato do batismo que o estão efetuando
sob a autoridade do Senhor Jesus, de acordo com sua ordenança, ou seja, em nome do Pai,

90 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


do Filho e do Espírito Santo. Agora a CCB cria uma fórmula batismal e a quer impor aos
outros. A menção do batismo em nome de Jesus (At 2.38; 8.16; 10.48; 19.5) encontra-se
em passagens bíblicas que não tratam da fórmula batismal, e, sim, de atos ou eventos de
batismo. A prova disso é que em Atos 2.28 diz: “Em nome de Jesus Cristo”; Atos 8.16 diz:
“Em nome do Senhor Jesus”; Atos 10.48 diz: “Em nome de Jesus Cristo”; e em Atos 19.5 se
lê: “Em nome do Senhor Jesus”. Se essas passagens revelassem a fórmula batismal, seriam
iguais, pois qualquer fórmula é padronizada. Aquelas pessoas eram batizadas na autoridade
do nome de Jesus, mesmo porque não é possível que Pedro, dez dias depois da ordem de
Jesus, em Mateus 28.19, agisse de modo tão diferente, alterando a fórmula batismal.
O terceiro argumento sobre o batismo nas águas, com efeito salvífico, no livreto da CCB
– Resumo da Convenção – realizada em fevereiro de 1936 - página 7, estabelece acerca do
batismo: “Este Sacramento se exerce por imersão, conforme declara no cap.2, ver.12, aos
Colossenses, praticado pela Igreja primitiva: “EM NOME DE JESUS CRISTO”, Atos 2,
ver.38, e de acordo ao Santo Mandamento:
“EM NOME DO PAI, E DO FILHO E DO ESPIRITO SANTO” S. Mat. 28, ver.19.”.
Nesta declaração a CCB classifica o batismo como sacramento. Entende-se sacramento
como um sinal exterior que concede a graça de Deus à alma. Atribuiu-se-lhe um valor
“ex opere perato”, ou por natureza, como atos de magia infalível. A palavra sacramento
não é bíblica. A Bíblia só se refere a ordenanças de Jesus; aliás, duas, sendo uma delas
o batismo, e a segunda: ceia do Senhor. São ordenanças simbólicas, sem nenhum poder
sobrenatural de comunicar alguma graça especial (At 8.37; 2.41,42; Rm 6.3,4; 1 Co 11.23-
26). O batismo não muda a natureza do pecador. Muitos anciãos da CCB, no momento do
batismo, dentro do tanque batismal, convidam as pessoas para se batizar para purificação
dos seus pecados. Grande parte dos adeptos da CCB acredita que o batismo purifica o
homem do pecado. Ora, quem regenera é o Espírito Santo, quando a pessoa se arrepende
dos pecados e crê em Jesus (Tt 3.5-7; I Pd 1.18-19). O batismo não lava pecado e sim o
sangue de Cristo (I Jo 1.7; Ap 1.5; 5.9-10). A salvação é pela fé (Mc 16.15,16; Jo 3.16-36;
At 16.30,31). O Senhor Jesus foi batizado nas águas e nunca cometeu pecado (Mt 3.13-17;
Hb 4.15; I Jo 3.5), pelo contrário, Jesus “é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”
(Jo 1.29; Hb 9.26-28; I Jo 1.7).
Assim, uma das razões por que a CCB não possui registro de membros ou cartões de
membros é porque seria impossível tê-lo regularmente. Imagina-se uma pessoa convidada
a participar de um culto de batismo, que entra pela primeira vez num templo da CCB,
ignorando completamente o Evangelho e ainda preso aos seus vícios e mazelas? Naquela
noite, ‘’se o Senhor mandar”, essa pessoa entra nas água batismais sem saber o que está
fazendo, e, como não entendeu o passo que deu, nunca mais volta, como alguém que
tivesse tomado um banho numa piscina.
Por que isso? Por causa da crença de que o batismo é um sacramento, o que significa
que tem efeito salvífico, nos mesmos moldes da Igreja Católica, que afirma: “o batismo
faz o cristão”. Os católicos levam crianças recém-nascidas à pia batismal, dado que, se

91 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


morrer sem o batismo, irá para o limbo, morrendo como pagão. A CCB adota o mesmo
ensino da Igreja Católica: o de que o batismo necessário para salvação, interpretando João
3.3.5, “nascer da água” como sendo o batismo nas figuras. A palavra “água” de João 3.5 é
simbolicamente comparada à Palavra de Deus (Efésios 5.26; Tg 1.18; I Pd 1.23). O ladrão
da cruz salvou-se sem o batismo (Lc 23.43)

Quem pode ser batizado

a) Em Mc 1.15; 16.15 está escrito que é preciso crer em Jesus após ter ouvido o
evangelho, para depois receber o batismo;
b) Em Atos 2.38 e Mc 1.15 lemos que é preciso primeiramente passar pela experiência
do arrependimento, antes de passar pelas águas batismais. Essa experiência o próprio
fundador da CCB diz ter tido;
c) Em Mt 28.19 vemos que é preciso tornar-se discípulo de Jesus, antes de receber o
batismo. O discípulo conhece seu mestre e seus ensinos;
d) Atos 9 mostra-nos a experiência de Paulo:
- a experiência da conversão – (visão na estrada de Damasco);
- abandono do pecado, da velha vida (deixou de perseguir a Igreja);
- união com um novo tipo de pessoas, interesse por esse novo povo, os filhos de
Deus – comunhão com Deus, na oração. Paulo aprendeu a orar antes de receber o
batismo nas águas.
e) No caso do eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes (Atos 8.26-
40) vemos que ele era um estudante das Escrituras, isto é, ele já possuía algum
conhecimento bíblico, de tal modo que havia subido para adorar o Deus de Israel.
f) Já, no caso de Cornélio, que está registrado em Atos 10.1-48, o próprio apóstolo
Pedro dá a resposta: “Pode alguém porventura recusar a água, para que não
sejam balizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?” (Atos
10.47b);
g) O Carcereiro de Filipos, (Atos 16.17-33). Aqui vemos o carcereiro se converter,
após a pregação de Paulo (Atos 16.32). Interessante é que o comportamento do
carcereiro mudou. Observe no versículo 33: “ele lavou-lhe os vergões”, de Paulo e
Silas, e foi batizado.
h) É bem verdade que nos casos acima que citamos, as pessoas foram logo batizadas.
Obviamente elas tiveram essa poderosa conversão que já analisamos, porém não
devemos-nos esquecer de que naquela época, por exemplo, como é o caso do
carcereiro de Filipos, não havia igreja naquela cidade, não havia um pastor para
ensinar aquele homem, Paulo não sabia quando voltaria àquela cidade novamente.
Tudo isto levou várias vezes o apóstolo a batizar imediatamente após a conversão.
Ainda hoje existem algumas exceções na obra de Deus, que levam o ministro de
Deus a efetuar o batismo imediatamente. Não havendo nenhuma razão, então é muito

92 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


importante que o novo convertido conheça primeiro a doutrina do Senhor, antes de
ser batizado. Um dos motivos que nos leva a não batizar criança é exatamente isto:
ela não pode entender a Palavra de Deus, ela não sabe o que significa tal ato, mas
a partir do momento em que a pessoa aprende a doutrina de Jesus, então ela está
habilitada a se batizar.
Voltamos no entanto a explicar: se a pessoa realmente recebe a Cristo e produz
os frutos dignos de arrependimento, nada impede de ela ser batizada, mas batizar
qualquer pessoa, muitas vezes, na primeira vez que a pessoa entra em um templo,
está fora do ensinamento bíblico, pois Jesus disse: “Portanto ide, ensina, todas
as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt
28.19). Infelizmente a Congregação faz exatamente o contrário da ordenança do
Senhor, não obedecendo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações,
batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo! (Mt 28.19), pois
os anciãos da CCB invertem a ordem – batizam primeiro as pessoas, para depois
torná-las discípulos de Jesus. Qual o resultado disso? Dezenas de pessoas batizadas
na CCB, nunca deixaram de fumar e de beber, e nunca experimentaram o poder do
perdão dos pecados; aliás, se fizermos uma pesquisa, é bem provável que mais de
60% da irmandade não possui o gozo da salvação, e não anda e age como devem
proceder os discípulos do Senhor Jesus. São muito religiosos, cheios de tradição,
costumes e “supostas bênçãos”, mas de espiritualidade e conhecimento bíblico nada
têm, e isso não sou eu quem jugo: está aí toda a CCB, para qualquer pessoa ver e
confirmar essa realidade.

4. O uso do véu

O uso do vestuário no culto, tal como véu, chapéu, roupas etc., depende de cada cultura,
pois “os costumes se alteraram e as exigências também”: porém, em nenhum momento
discordamos dos costumes locais de cada comunidade, respeitamos a todos, mas não
podemos aceitar a ideia de que tais costumes, sendo praticados, santifiquem mais o cristão,
ou que esteja ele em situação espiritual superior à do outro pela sua prática. Assim sendo,
se a CCB tivesse adotado a prática de suas mulheres usarem o véu, mas não condenasse as
que não usam, nada teríamos a dizer.
A atitude discriminatória dos adeptos da CCB faz que analisemos a questão em pauta.
Diz o Resumo dos Ensinos da CCB, de março de 1948: “ Sempre que a mulher orar ou
profetizar deve estar com a cabeça coberta; é necessário estar atenta para em nenhum caso
ofender a Palavra de Deus. Esta não se contradiz; a sabedoria do Senhor não nos deixou
um estatuto imperfeito”. (pag. 16).
A palavra grega para “véu” é “peribaion” e significa “jogar em volta”. Ela aparece
apenas duas vezes no Novo Testamento grego (I Co 11.15; Hb 1.15).
Paulo trata aqui do símbolo da posição da mulher na sociedade, de sua submissão ao

93 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


marido, de sua posição na hierarquia dos poderes e posições. Como podemos observar, o
assunto em pauta é a submissão, e não o véu, como querem os adeptos da CCB.
Segundo o Dr. Russell Norman Champlin, em seu comentário de I Co 11.15: Paulo
continua aqui a escrever sobre a lição que a “natureza” nos ensina. No caso dos homens,
a natureza, segundo era refletida nos costumes sociais de diversas nações, nem sempre se
mostrou favorável ao uso de cabelos curtos pelos homens. Porém, no caso de mulheres, havia
um consenso universal acerca do que a natureza ensina quanto aos cabelos. Ora, compete
ao cristianismo respeitar a natureza, e não desconsiderá-la, como sucede ao fanatismo. As
mulheres só usavam cabelos curtos como sinal de luto, como castigo devido ao adultério,
etc., embora as prostitutas costumassem rapar o cabelo, talvez como sinal distintivo de sua
profissão, tal como hoje geralmente usam certas vestes corno sinal distintivo.
No entanto, hoje em dia uma prostituta não mais pode ser distinguida pela maneira como
cuida de seus cabelos, porquanto tornou generalizado o uso de cabelos curtos e penteados
de inúmeras maneiras. No entanto, pode ser identificada por suas calças compridas e
blusas exageradamente curtas e apertadas, como também pela sua aparência em geral. E
isso significa que ela se vestirá ao máximo, desde uma bolsa e uma sombrinha estilizadas,
mesmo que não esteja chovendo. Esses são os sinais através dos quais ela faz propaganda.
Nos dias de Paulo, as prostitutas se davam a conhecer usando cabelos curtos. Ela fazia o
que era contrário à natureza a fim de atrair os homens a afagos que também são contrários
à natureza. Ora, o apóstolo dos gentios não queria que as mulheres crentes imitassem as
prostitutas”.
A importância do uso do véu na antiga nação israelita mostra-se numa interessante
narrativa do Talmude Babilônico Yoma, Fl 47:1, que diz: “As mulheres judias costumavam
considerar uma imodéstia permitir que outros lhes vissem os cabelos. Por essa razão
cuidavam, tanto quanto possível, em esconde-los sob uma cobertura. Certa mulher, cujo
nome era Kimchith, tinha sete filhos; e todos ministraram como sumo sacerdotes. Os
sábios lhe perguntaram certa feita: Que fizeste, que és mulher tão digna? E ela respondeu:
Todos os dias os caibros de minha casa nunca viram as madeixas de meus cabelos; isto é,
nunca foram vistos por qualquer pessoa, nem mesmo no interior de minha casa” (extraído
do Talmude Bab. Yoma. Fl 47:1).
Encerrando o assunto sobre a conduta da mulher, fica nítida e perfeitamente
compreensível a necessidade de melhor analisarmos os textos bíblicos na sua originalidade.
Muitas comunidades ainda não conseguiram entender que era costume nas cidades gregas
e orientais as mulheres cobrirem a cabeça, em público, salvo as mulheres devassas. Muitas
denominações hoje não sabem que a cidade de Corinto estava infestada de prostitutas, que
se entregavam nos templos pagãos e infelizmente algumas mulheres cristãs, prevalecendo-
se da liberdade recém achada em Cristo. Afoitavas punham de lado a cobertura nas reuniões
da igreja, o que horrorizava sem dúvida alguma as outras mulheres mais modestas.
Dizia-lhes o apóstolo Paulo que não afrontassem a opinião pública com relação ao que é
considerado conveniente à decência feminil.

94 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Hoje sabemos que perfeitamente que homens e mulheres tem o mesmo valor à vista
de Deus. Há, porém, naturalmente, certas distinções entre ambos os sexos, sem as quais a
sociedade não poderia existir. Mulheres cristãs, que vivem em sociedade pagã, devem ser
cautelosas em suas inovações, para não trazer descrédito à sua religião. Geralmente vai
mal quando as mulheres querem parecer homens.
Cabe a cada pessoa utilizar seu penteado de maneira que não venha provocar dissenções.
É importante também que cada pessoa procure se apresentar de melhor forma possível,
sem precisar invadir a vida particular de outra.
Finalizamos manifestando o respeito aos que querem usar véu, cabelo crescido etc.,
mas novamente lembramos que esses costumes não devem ser utilizados como regra
de salvação. Quem está acostumado a tais práticas que continuem nelas: porém, não as
imponha a ninguém, visto que nenhuma denominação evangélica é capaz de cumprir o
ensinamento de Paulo na íntegra, salvo as igrejas orientais, onde esses costumes fazem
parte da sociedade.

5. Saudação

A apóstolo Paulo saúda os crentes em suas cartas da seguinte maneira: “Graça e paz
de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo”. (Rm 1.7); “Graça e paz da parte de Deus
nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”. (I Co 1.3); “Graça a vós e paz da parte de Deus nosso
Pai e da do Senhor Jesus Cristo”. (II Co 1.2); “Graça e paz da parte de Deus Pai e da de
nosso Senhor Jesus Cristo”. (Gl 1.3); “A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e
da do Senhor Jesus Cristo”. (Ef 1.2); “Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e
da do Senhor Jesus Cristo”. (Fl 1.2); “Aos santos e irmãos fiéis em Cristo que estão em
Colossos, Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai e da do Senhor Jesus Cristo”.
(Cl 1.2); “Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”. (I Ts 1.1b);
“Graça e paz a vós da parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo”. (II Ts 1.2);
“a Timóteo meu verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso
Pai e da de Cristo Jesus, nosso Senhor”. (I Tm 1.2); “A Timóteo, meu amado filho: graça,
misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da de Cristo Jesus, Senhor nosso”. (II Tm 1.2);
“A Tito, meu verdadeiro filho, segundo a fé comum, graça, misericórdia, e paz da parte de
Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador”. (Tt 1.4); “Graça a vós e paz da
parte de Deus nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo “ . (Fm 1.3).
Já Tiago saúda os crentes em sua epístola da seguinte maneira: “Tiago, servo de Deus,
e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde”. (Tg 1.1).
Pedro saúda assim: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do
Espírito para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos seja
multiplicada” (I Pe. 1.2); e em sua segunda epístola ele saúda assim: “Graça e paz vos
sejam multiplicadas, pelo conhecimento de Deus, e de Jesus nosso Senhor. (II Pe 1.2).
Judas saúda assim: “Misericórdia, e paz, e caridade vos sejam multiplicadas”. (Jd 1.2).

95 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Grande número de evangélicos saúdam-se com a expressão “a paz do Senhor”, em
hebraico “Shalom Adonay’’, diferentemente da saudação da CCB: “Shalom El”.
Enquanto “Adonay” é um termo usado especificamente ao Deus de Israel, El-Deus é
um termo genérico. Dependerá sempre do contexto para sabermos se El-Deus se refere ao
Deus de Israel ou a uma divindade falsa qualquer.
Se formos seguir a atitude preconceituosa dos adeptos da CCB, a saudação adorada por
eles seria passível de questionamento, o que não ocorre pelo faro de os evangélicos, de
maneira geral, respeitarem os costumes de outras igrejas.
A CCB nos acusa de saudar com “a paz do Senhor”. Citam para justificar esse conceito
a seguinte expressão: “devemos saudar com a paz de Deus, e nunca com a paz do Senhor,
porque existem muitos senhores mas Deus é um só”.
Essa acusação da CCB se desfaz em pó com somente um versículo que Paulo escreveu
na primeira carta aos Coríntios 8.5 e 6, que diz: “Porque, ainda que haja também alguns que
se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores).
Todavia para nós há um só Deus, Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só
Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por Ele”.
Prezado leitor, francamente esse conceito da CCB é no mínimo ridículo. Não discordamos
da CCB por ter adorado a forma “paz de Deus” para cumprimentar. Simplesmente não
podemos aceitar atitude discriminatória de seus adeptos, que pensam que, por saudarem
com a forma que eles adotaram, estarão num estado espiritual mais elevado, condenando
todas as demais saudações. O grande problema da “irmandade” é que eles não sabem, e
não sabem que não sabem.
A CCB não consegue entender que quando saudamos com a paz do Senhor estamos
saudando com a paz do nosso grande Senhor Jesus Cristo. Disse Jesus: ”Deixo-vos a paz,
a minha paz vos dou; não vo-lo dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração,
nem se atemorize”. (Jo. 14.27).

6. O ósculo santo

A CCB insiste em adotar costumes orientais, muitos deles registrados na Bíblia, como
é o caso do ósculo santo, pensando com isso estar em posição espiritual superior à dos
outros.
Não discordamos da CCB pelo falo de homem beijar homem e mulher beijar mulher,
apesar de esse costume não ser nada elegante no mundo ocidental, especificamente o de
homem beijar homem; todavia respeitamos seus costumes, mas jamais aceitaremos suas
imposições arbitrárias, de que, pelo fato de homens beijarem homens e mulheres beijarem
mulheres, estão na verdadeira comunhão fraternal e são mais perfeitos que os demais,
fazendo disto uma doutrina. Isso é simplesmente um grande absurdo. A maioria dos povos
ocidentais não observa o ósculo como cumprimento, mas, sim, um leve aperto de mãos.
É por isso que nossas igrejas utilizam um cordial aperto de mão entre todos (homens e

96 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


mulheres). Não pensamos que pelo fato de saudarmos assim estamos em situação espiritual
superior: simplesmente respeitamos os costumes de cada país, pois sabemos que em nossa
sociedade o beijo entre os do mesmo sexo, principalmente no caso de homem com homem,
não é bem visto. Muitas vezes é interpretado como distúrbio sexual. Daí o motivo de
evitarmos tal saudação aqui em nosso meio. Como diz a Palavra de Deus: “Abstende-vos
(evitai, fugir) de toda a aparência do mal”. (I Ts 5.22).
A seguir alguns versículos comentados por Russell Norman Champlin, sobre o ósculo:
Atos 20:37 – “E levantou-se um grande pranto entre todos, e lançando-se ao pescoço de
Paulo, beijjavam-no”. O ósculo santo aparece aqui novamente. Quanto aqueles primeiros
cristãos se amavam uns aos outros. E, em puro afeto, não se envergonhavam de demonstrar
tal emoção! Cada um dos crentes se despediu de Paulo com um abraço e um ósculo, o que
era natural dentro da expressão cultural dos hebreus, como também dos habitantes da Ásia
Menor. (Ver Gên. 33:4; 45:14 e 46:29). Esses costumes evidentemente faziam parte da
primitiva cultura cristã, segundo podemos depreender de trechos bíblicos como Rm 16.16;
I Co 16:20; II Co 13:12; I Ts. 5:26 e I Pe 5:14. O ósculo santo era usado como meio de
saudação afetuosa, e não meramente como um gesto de despedida.
“... era costumeiro, entre as nações orientais, particularmente entre os persas, que
os amigos e parentes se osculassem quando se despediam, como também quando se
encontravam; ver o trecho de Rute 1:9,14” (John Gill, in loc. Ver também Xenofonte,
Cyropaedia 1.1 cap 20, acerca desse costume).
“Até hoje, no oriente, os parentes e amigos, ao se encontrarem ou ao se despedirem,
abraçam-se uns aos outros e se osculam na mão, na face ou no ombro. Entre os gregos e os
romanos, não era incomum se oscularem na cabeça”. (William Jenks, in loc)
Rm 16:16 “ Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todas as Igrejas de Cristo
vos saúdam”. - Temos aqui uma referência ao “ósculo santo”. Quanto a referências
neotestamentárias a essa prática primitiva, além desta passagem, ver os trechos de Atos
20:37; I Tes 5:26; I Co 16:20; II Cor 13:12 e Fil 4:21, dentre as quais, esta última referencia,
que provavelmente também faz alusão a essa prática. Fora dos escritos de Paulo, há alusão
ao “ósculo santo” em I Pe 5:14.
O ósculo era uma maneira comum de saudar no oriente, muito antes do estabelecimento
do cristianismo. Tem servido igualmente como parte da expressão judaica em suas
saudações, tanto nas despedidas como também na forma de demonstração geral de
afeto. (Ver Gen 29:11 e 33:4). Também parece ter sido um sinal de homenagem entre os
israelitas. (Ver I Sam 10:1). O ósculo dado aos ungidos de Deus, por semelhante modo,
parece ter-se revestido de significação religiosa, o que também se verifica entre as culturas
pagãs. (Ver, por exemplo, I Reis 19:18 e Os 13:2, onde os ídolos são representados como
estátuas beijadas, como uma espécie de homenagem religiosa a eles prestada). O ósculo,
por conseguinte, era uma expressão de saudação e respeito, sendo tão comum nas antigas
culturas orientais como são comuns o aperto de mãos ou o abraço nas culturas ocidentais.
Em várias culturas latinas ou latino-americanas, como o Brasil, particularmente entre

97 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


as mulheres, continua sendo uma forma de saudação, despida de qualquer significação
religiosa.
Seria mesmo de esperar que esse costume fosse preservado na igreja cristã, como
expressão de amizade e de afeto mútuo. Nos primeiros tempos do cristianismo, o ósculo
santo era simplesmente uma parte das saudações, quando os crentes se reuniam em seus
cultos públicos, porém não demorou muito para que fosse transferido para a própria
liturgia, primeiramente como um sinal de despedida, após a oração afinal, que encerrava
cada reunião e finalmente como parte do rito da Ceia do Senhor. Justino Mártir (M. Apl. 1,
op. 65) relata-nos como o ósculo santo era usado nas despedidas e na celebração da Ceia do
Senhor, e como o ósculo santo fazia parte dos cultos religiosos dos cristãos. Justino Mártir
viveu mais ou menos em torno de 150 d.C. o que nos permite observar que essa prática
do “ósculo santo”, pelo menos em alguns segmentos da igreja cristã, havia perdurado
por século e tanto. A prática do ósculo santo, como parte integrante da liturgia cristã, é
mencionada nas Constituições Apostólicas (século III d.C.) significando que houve lugares
onde essa prática subsistiu por nada menos de três séculos. Na Igreja Ortodoxa Grega, que
representa uma boa parcela da cristandade atual, essa prática tem sido preservada até hoje,
sendo praticada quando nas festividades religiosas.
Vários autores defendem, com boas razões, a tese de que o ósculo santo, entre os crentes
primitivos, não se limitava a ser praticada entre “mulheres com mulheres” e “homens com
homens”. Os costumes orientais, entretanto, indicam que o ósculo santo era aplicado ou na
testa ou na mão, na palma ou nas costas da mão, e nunca nos lábios. Tertuliano (150 d.C),
também o denominava de “ósculo da paz”, e Clemente de Alexandria denominava-o de
“ósculo místico” (século III d.C.).
Além do seu emprego durante as festividades religiosas, conforme se verifica na Igreja
Ortodoxa Grega até hoje, vários grupos cristãos menores têm mantido essa prática de
uma maneira ou de outra, tal como sucede entre os chamados dunkers. (irmãos Batistas
Alemães). Alguns eruditos bíblicos insistem em que essa prática é obrigatória, como
uma ordem e uma prática apostólica. Outros insistem em que se trata meramente de uma
ordem e de uma prática própria dos tempos apostólicos, que expressava amizade e afeição
mútua, crendo que essa afeição mútua, por haver sido preservada na Igreja cristã, tornou
desnecessária a continuação do símbolo antigo, pois, em nossas culturas modernas, o
aperto de mãos e o abraço teriam o mesmo simbolismo que tinha o ósculo, no oriente.
Em algumas culturas, como a dos Estados Unidos da América do Norte, seria reputado
algo inteiramente impróprio um homem oscular a outro homem, quanto mais oscular uma
mulher que não fosse a sua esposa ou sua irmã carnal, dentro da comunidade evangélica
ou da sociedade em geral. Na Índia, homens costumam andar de mãos dadas, como
também sucede entre as mulheres, sem implicar a ideia de homossexualismo. Na América
do Norte e também no Brasil por exemplo, um homem andar de mãos dadas com outro
seria considerado algo escandaloso, dando a entender alguma intenção sexual pervertida.
Da mesma maneira o ósculo é considerado aberração, sobretudo quando praticada entre

98 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


homens. Por essa razão é que alguns grupos evangélicos tem achado melhor, em algumas
culturas, evitar essa forma de demonstração de afeto, substituindo o ósculo pelo mero
aperto de mãos.
“... todas as igrejas de Cristo vos saúdam...” São aqui mencionadas todas as igrejas que
Paulo havia visitado ultimamente, e que tinham alguma familiaridade com congregações
cristãs de outros lugares, através das narrativas feitas pelo apóstolo dos gentios. Havia
um laço comum de simpatia entre todas as igrejas cristãs primitivas, não estando elas
ainda divididas em denominações, como sucede entre os crentes evangélicos de nossos
dias, cujas denominações se distinguem por obedecer a porções diversas do novo pacto.
Assim sendo, nos dias de Paulo, todas as igrejas podiam saudar-se espiritualmente entre si,
embora não estivessem localizadas tão próximas umas das outras de modo que pudessem
praticar a saudação do ósculo santo.

O Uso do beijo como “ósculo santo”

O manual de procedimentos (ou Pontos de Doutrina e Fé), página7, estabelece: “O


ósculo santo deve ser dado de coração na despedida do serviço ou em caso de viagem,
todavia sempre entre irmãos ou entre irmãs de per si.” Com tal declaração a CCB faz
distinção entre sexos, e se perguntarmos por que essa distinção? a resposta é óbvia,
“por causa da malícia”. Logo, o ósculo ou beijo é apenas uma forma de saudação, e não
ósculo ou beijo santo. Se fosse realmente santo, não haveria distinção de sexo. Paulo
declara em Gálatas 3.27-28: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, já vos
revestistes de Cristo. Nisto não há judeu, nem grego; não há servo, nem livre; não há
macho, nem fêmea...”
Se somos um em Cristo e se não há diferença de sexo: “nem macho, nem fêmea”, então
o ósculo ou beijo para ser santo, deveria ser liberado entre irmãos de ambos os sexos,
indistintamente. Mas, o que ocorre? Os homens beijam os homens e as mulheres beijam
as mulheres. Ademais, embora o beijo seja simbolo do amor, pode servir para encobrir
a maldade do coração. Exemplo temos em II Samuel 20.9-10 e Lucas 22.47. Por isso,
o escritor em Hebreus 13.1 admoesta: “Permaneça o amor fraternal”. Pode existir amor
fraternal sem ósculo? Pode existir ósculo sem amor fraternal? A resposta sempre será: sim.
Entre possuir ósculo sem amor fraternal e amor fraternal sem ósculo, é preferível ficar com
amor fraternal sem ósculo. De modo que, na CCB existe sim ósculo, mas não ósculo santo
como se apregoa.

7. O dízimo

Ensinam os anciãos da CCB, e seus adeptos vivem alardeando que dízimo é da lei e
que maldito e hipócrita é quem dá e quem recebe. A Bíblia ensina que o dízimo é santo: a
CCB ensina que é profano. A Bíblia ensina que o dízimo é do Senhor (Lv 27.30); a CCB

99 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ensina que o dízimo é para os ladrões. Jesus não condenou a prática do dízimo (Mt 23.33);
condenou, sim, os hipócritas que desprezavam os principais preceitos da Lei de Deus, mas
não condenou o dízimo praticado até pelo pai dos crentes, Abraão. (Gn 14.20). O autor da
epístola aos Hebreus falou sobre a prática do dízimo na atual dispensação (Hb 7.8-9).
Veremos agora o dízimo antes da Lei Gn 14:18-29; 28.20-11; o dízimo na Lei Lv
27.30-34; Ml 3.8-10; o dízimo na Graça Mt 23.33, Hb 7.8-9.
Quem começou a dar o dízimo foi o pai dos crentes, Abraão (Gn 14.20-22). No Novo
Testamento o Senhor Jesus disse que a nossa justiça deveria exceder a dos escribas e fariseus,
e estes davam o dízimo até das mínimas coisas. Não damos o dízimo para alcançar a salvação,
mas porque já estamos salvos, pela fé na obra de Cristo, e o dízimo é uma forma bíblica
de contribuir. A Palavra de Deus nos diz: “Dai pois a César o que é de César; e a Deus o
que é de Deus” (Lc 20.25). A CCB dá a César o que é de César, mas quando é para dar a
Deus inventa muitos argumentos e obstáculos. Assim eles demonstram ser mais fiéis a César
(Governo) do que a Deus. O dízimo é um sinal, uma prova de que você não é dono, mas
devedor. Obviamente, jamais deveremos admitir ou apoiar os que procuram obrigar o povo
de Deus a contribuir (II Co 9.7). Não apoiamos isso, pois acreditamos que quem estuda as
Escrituras certamente entenderá que não deve faltar alimento na casa de Deus e, movido,
pelo Espírito Santo, com singeleza de coração, irá descobrir as virtudes provenientes da
forma genuinamente bíblica de contribuir: o dízimo.
Segundo o ensino “Resumo dos Ensinos da CCB”, pág. 17,18 “...a lei dada por Deus a
Moisés está dividida em três partes ou três leis: civil, moral e cerimonial. A lei cerimonial
com suas ordenanças foi cumprida...” “e como consequência o dízimo, como parte dessa
lei cerimonial, foi abolido. Não mais pertence às exigências que devem ser atendidas pelos
cristãos”.
Não há base bíblica para a divisão da lei em três partes. É apenas artificial tal divisão. A
lei dada por Deus a Moisés é um todo, uma unidade (Gálatas 3.10,11). Essa lei findou na cruz
(Cl 2:14-17); entretanto, para as pessoas pouco afeitas ao estudo da Bíblia, é difícil descobrir
que o dízimo foi dado antes. O dízimo se prova dentro do Novo Testamento, ou melhor
dizendo, dentro da nova aliança (Hb 8. 6-13). Vejamos:

a) O dízimo de Abraão é relatado era em Gênesis 14.18-20 e repetido em Hebreus


7.4-6. É a primeira vez que aparece a palavra dízimo na Bíblia. A lei foi só dada 430
anos depois de Abraão (Gl 3:6-9). Não havia mandamento para o dízimo. O dízimo
nasceu da espontaneidade de Abraão. Se nasceu voluntariamente de Abraão 430 anos
antes da lei, certamente que o dízimo não pertencia à lei. Um paralelo entre Abraão e
o cristão; Melquisedeque e Jesus nos ajudam a entender melhor a questão do dízimo:
Abraão é chamado pai da fé (Rrn 4:16; Gl 3:7-9); logo, os cristãos de todo o mundo
são filhos de Abraão. Melquisedeque, por sua vez, é um tipo de Jesus Cristo (Hb
7:1-3). O sacerdócio de Cristo tem que ver com o sacerdócio de Melquisedeque e é
um sacerdócio eterno (Hb 7.24). Abraão reconhece a superioridade de Melquisedeque,

100 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


e dá-lhe o dízimo de tudo (Gn 14.20). Melquisedeque não recusa: aceita e dá sua
bênção. Assim, o crente (filho de Abraão) recebe a bênção de Cristo (Melquisedeque).
A lei já passou (Rm 6.14,10.4; Ef 2.11-14).

b) A Segunda razão para o pagamento do dízimo está no parecer de Jesus em Mateus


23.23. O Senhor Jesus ensina o mais importante da lei - “o juízo, a misericórdia e a fé. Estas
coisas devem ser praticadas, sem a omissão do dízimo da hortelã, coentro e cominho”. É
certo que Jesus não era contrário ao dízimo, mas a favor dele. Alega-se que Jesus estava se
dirigindo aos fariseus hipócritas, e não aos discípulos. É verdade, mas perguntamos: Qual
crente pode dispensar a prática da justiça, da misericórdia e da fé? Pode existir cristão sem
fé? (Rm 10.17; Ef 2.8-10; Hb 11.6).
Mas se por um lado a CCB condena agressivamente o sistema de contribuição – o
dízimo – e a coleta pública, por outro, estabelece vários tipos de contribuição que vão pesar
mais do que o dízimo bíblico. Publicamente não fazem coletas, de modo que a pessoa que
entra pela primeira vez tem a impressão de que na CCB não se fala em dinheiro. Funciona
tudo como no jeovismo, que faz convites ao povo em geral e imprimem nos seus folhetos:
“NAO SE FAZ COLETA”. O certo é que já a fizeram de porta em porta, quando venderam
suas revistas.
Assim também, na CCB há as seguintes ofertas:
1. OFERTA DA PIEDADE: É uma contribuição para os pobres da CCB;
2. OFERTA PARA COMPRA DE TERRENOS: Aquisições de propriedades;
3. OFERTA PARA FINS DE VIAGEM: Destina-se ao custo das viagens dos anciãos;
4. OFERTA PARA CONSERVAÇAO DE PRÉDIOS: Trata-se de contribuição para
reformas de prédios e afins;
5. OFERTA DE VOTOS: Quando alguém testemunha em resultado de uma bênção
recebida, dá a sua contribuição como o católico, quando faz promessa aos santos.
Como se recolhem todas essas ofertas, se não são feitas publicamente? Tudo é
colocado na mão do porteiro, logo na entrada da casa de oração, onde os envelopes
indicam o destino que se deve dar ao dinheiro. É assim que se fazem contribuições
mais numerosas e mais pesadas do que o dízimo, mas de modo oculto para os de
fora. O que é a coleta? Coleta é o ato de coletar dízimos e ofertas (I Co 16.1-3).
Deve ser feita de modo claro, como se lê em Lucas 21.1-4, e não as escondidas,
uma vez que, em oculto, se dá esmolas (Mt 6.2-4). “Quando, pois, deres esmolas,
não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas
ruas, para serem glorificados pelos homens, Em verdade vos digo que já receberam
o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que
faz a direita, para que a tua esmola seja dada ocultamente, e teu Pai, que vê em
secreto te recompensará publicamente”.

101 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


8. Só ancião é diácono

É outra invenção da CCB. À luz da Palavra de Deus, a CCB não é uma igreja completa:
seu ministério não está completo, e um ministério só é completo quando está de acordo
com a Palavra de Deus; portanto, biblicamente, a CCB é uma igreja com ministério
incompleto.
Quanto às passagens que dizem respeito ao ministério da igreja: Ef 4.11; Atos 6; Tt 1.5;
Hb 13.7-17, certamente os membros da CCB as desprezaram, ou então, ignorantemente,
dirão que essas passagens são espirituais, e não materiais. Só que quando se refere somente
a anciãos e diáconos aí tornam-se misteriosamente materiais.

Uma igreja defeituosa e pré-fabricada

Aqui está a estranha formação da CCB, estranha por não existir na Bíblia esta espécie
de hierarquia religiosa
– Ancião e Diácono;
– Cooperador de Adultos;
– Cooperador de Jovens;
– Encarregado de Orquestra;
– Porteiro;
– Músicos;
– A irmandade em geral
É óbvio que existem outras funções. Essas seriam as mais conhecidas. A CCB odeia
a palavra “pastor”. Seus adeptos alimentam ódio mortal aos “pastores”. Para eles todo o
pastor é ladrão. Essa doutrina aprenderam com os anciãos: seus mestres. Eles ensinam
que todos os pastores são do diabo, e adoram chamá-los de ladrão. Para dar consistência
no ensino, declaram existir um só pastor: Jesus Cristo, baseando seus ensinamentos no
Evangelho de São João 10.16 e no Salmo 23. A CCB não consegue entender a Palavra
de Deus. Seus líderes continuam cheios de preconceitos. É claro que uma pessoa normal
jamais aceitaria essas ideias por vias normais, mas acabam se rendendo pelo cansaço e
pelo misticismo. O que leva hoje muitas pessoas a se escravizarem debaixo desse sistema
religioso, sem questioná-lo em hipótese alguma, é a maneira sagaz de seus líderes e adeptos
manejarem a Palavra de Deusa fazendo-se porta-vozes do Espírito Santo, infalíveis,
supostos detentores da verdade eterna. Quem questiona qualquer ensino da CCB, dizem
eles, questiona a Deus, de forma que não se pode discordar ou questionar na CCB. Todos
são guiados sem vontade própria a obedecer cegamente à palavra dos anciões.
O ancião “ensina” que todo o pastor é ladrão. A irmandade inteira sai repetindo o uso
assunto, como se fosse um eco do ancião. A irmandade não pensa, não analisa, não busca
apoio bíblico, não ora, mas fidedignamente sai como robôs imitando as palavras dos
anciões, como fazem as chamadas “Testemunhas de Jeová”.

102 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Para a CCB o correto é o cargo de “ancião”. Ancião, bispo, presbítero, superintendente
possuem o mesmo significado. A CCB condena a palavra presbítero mas ainda não
descobriu que ancião é a forma hebraica para presbítero, ou bispo, no grego.
A CCB é tão contraditória que comete deslizes impensáveis, no parágrafo número 10
das doutrinas da CCB, diz: “Nós cremos que o Senhor Jesus Cristo tomou sobre Si as
nossas enfermidades. Está alguém entre vós doente? Chame os PRESBÍTEROS da Igreja,
e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor. E a oração da fé salvará
o doente, e o Senhor o levantará; e se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados
(Mateus, 8:17; Tiago 5:14,15)”. Ora, se para os crentes da CCB somente a palavra ancião
está certa, por que colocaram em seu texto essa passagem bíblica? Veja como eles caem
em suas próprias armadilhas.

A manutenção dos obreiros (I CO 9:4-14)

Este texto é uma defesa de Paulo sobre o sustento dos obreiros. Os que pensam doutro
modo ficam sem argumentos ante a clareza e objetividade com que o apóstolo trata o
assunto. Vejamos o texto na íntegra: “Os dízimos eram destinados aos levitas e sacerdotes
(Nm 18:21-24; Hb 7.5), para que houvesse sempre mantimento na Casa de Deus (Ml 3.10).
Os filhos de Levi e os ministros do altar, por sua vez, pagaram os dízimos dos dízimos
recebidos (Nm 18.26).
Paulo, como os demais judeus, tinha uma profissão alternativa: fazedor de tendas (Atos
18.3). Desse oficio provinha o necessário para o seu sustento, pois temia escandalizar os
irmãos e não queria correr o risco de ser interpretado como aventureiro, em Corinto.
A Bíblia ensina ainda que o obreiro é digno do seu salário (I Co 9: 4-14; I Tm 5:18). Paulo
ainda recomenda que o obreiro não se envolva com negócios estranhos ao seu ministério
pastoral (II Tm 2:4). O mesmo decidiu a novel Igreja de Jerusalém (Atos 6:4). O mesmo pode
ser dito do ministério público de Jesus (Mc 1:18; Jo 12:6; 13:29). Paulo mesmo não recusou
o seu sustento (II Co 11:8; Gl 6:6). Viver do Evangelho, em I Coríntios 9.14, significa tirar o
seu sustento do ministério que exerce como pastor.

9. Pregação do evangelho

‘’Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura” Mt 26.18

Jesus não ordenou para que seus discípulos esperassem, até que alguém sentisse que
deveria aceitar o Evangelho. Jesus jamais disse ao pecador: “Se sentires e fores ao templo
serás salvo”. Ao contrário, Ele disse à igreja: “Ide por todo o mundo; pregai o evangelho
a toda criatura” (Mc 16.15). A CCB ignora este versículo, pois se existe um versículo que
mais a incomoda sobre o assunto de evangelismo, tal versículo, é este. Se não obedecemos
a esse mandamento, pecamos contra a Palavra do Senhor Jesus Cristo, mas a CCB, além

103 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


de não obedecer ao mandamento, escarnece dos que obedecem à ordem de Cristo.
A CCB defende que não se deve sair para evangelizar, utilizando-se novamente de
versículos bíblicos fora do contexto. Eis aqui os versículos citados pela CCB: Mateus 6.5;
Mateus 7.6; Mateus 12.18-21. Apegados a estes versículos a CCB busca desesperadamente
justificar sua recusa ao “ide” do Senhor Jesus.
É comum ouvirmos da irmandade que os crentes vão à praça pública, para se aparecer,
escandalizando a Palavra de Deus. Muitos não citam nada da Bíblia para defender essa
ideia; outros, porém, citam os versículos acima mencionados. É importante o leitor
saber que a Igreja cresceu porque todo o novo cristão bem como todos os membros,
cheios do Espírito Santo, saíam para todas as partes anunciando, pregando o Evangelho.
Dizer que quando alguém vai a algum lugar público para anunciar o evangelho, o faz
para aparecer, é atitude desprovida de qualquer realidade bíblica e não bíblica. Será
que quando Estêvão pregava fazia isto para aparecer? E Paulo? Será que na Grécia ele
fazia isto para se aparecer? Será que no dia de Pentecoste, quando Pedro ficou de pé
e pregou publicamente, fez isso para aparecer? (At 2.14-36). Será que Paulo, quando
pregou na cadeia de Filipos, fez isso para aparecer (At 16.25-34), e quando ele pregou
no areópago para os filósofos: fez isso para aparecer? (At 17.22-31). Será que homens de
Deus imitariam esse exemplo só para aparecer? Pense bem nisto, leitor: se esse estranho
argumento da CCB é proveniente de Deus.
Outro argumento da CCB é que devemos pregar ou anunciar o evangelho somente quando
sentirmos, ou melhor, quando o Espírito Santo mandar. Esse argumento da “irmandade”
é muito interessante porque eles só sentem que devem “anunciar”, ou o Espirito Santo só
fala para eles “anunciarem”, quando coincidentemente alguém aceita a Jesus em alguma
igreja evangélica: aí ele vem anunciar a “Gloriosa Congregação”. Estranho, porque antes
que a pessoa se converta, ninguém sente, e o Espírito Santo não manda ninguém! Mas ao
contrário: quando descobre que alguém aceitou a Jesus em alguma igreja evangélica, aí
imediatamente sentem a chamada! Você acha isso normal?
Prezado leitor, sinceramente espero ainda que algum dia a CCB se desperte e aprenda o
que é fazer a obra de Deus, e como é importante nos esforçarmos para divulgá-la. Vejamos
o ensinamento da Palavra de Deus:
“E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as
nações, começando por jerusalém”. (Lc 24.47).
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis
testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da
terra” (Atos 1.8).
”De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e todos os dias na praça
com os que apresentavam” (At 17.17).
”E no dia de sábado saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos ter lugar
para oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram” (At 16.13).
“E, havendo passado ali aqueles dias, saímos, e seguimos nosso caminho, acompanhando-

104 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


nos todos, com suas mulheres e filhos até fora da cidade; e, postos de joelhos na praia,
oramos (At 21.5).
“Eu sou devedor, tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes. E
assim quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que
estais em Roma” (Rm 1.14-15).
“Porque se anuncio o evangelho não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa
obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho” (I Co 9.16).
”’Porque também a nós foram pregadas as boas-novas, como a eles, mas a palavra da
pregação nada lhes aproveitou, porquanto não está misturada com a fé naqueles que a
ouviram”. (Hb 4.2). Ainda podemos citar Lc 13:23; 14:21-23; 13:26; Mc 1:15-20; Mt 8:1
e muitos outros exemplos na Palavra de Deus.
Para concluirmos, observe o testemunho do fundador da CCB, Louis Francescon:
“No mesmo ano, ouvi o Evangelho por meio da pregação do irmão Miguel Nardi.
Em Dezembro de 1891 tive do Senhor a compreensão do novo nascimento”. (CCB -
História da Obra de Deus, revelada pelo Espírito Santo, no século atual - IV edição
- pág. 07 – 1977).
Veja, leitor: os adeptos da “Gloriosa Congregação” entram em conflito com o
ensinamento de Jesus, dos apóstolos e de seu fundador. Não pouparam nem o próprio
fundador, mas, como se não bastasse isso, observe a seguir os hinos que eles cantam em
seus cultos.
Pelo que pudemos observar os adeptos da CCB, estão em desacordo com seus próprios
ensinamentos, ou então talvez estejam tao acostumados a ler sem pensar, que não podem
ver mais nada, pois estão totalmente debaixo de um certo “misticismo religioso”: o medo
de fazer qualquer observação acerca de qualquer ponto doutrinário destoante da Bíblia,
pois temem a desgraça que lhe trará a mão de Deus. É comum os “sossegados” e os
“rebeldes” receberem orações praticamente “diabólicas”, além da conhecida expressão:
“cuidado com a mão de Deus”.
Um certo adepto da CCB, lendo esse comentário, disse-me que os hinos não estão
mandando ninguém pregar fora do templo, pois os hinos não dizem que é para ir às praças,
ruas etc. Segundo dizia ele, a igreja é o lugar onde devemos ouvir a Palavra; porém, para
a infelicidade dele, não é isso que diz o hino 209, do binário Louvores e Súplicas a Deus,
cujo título é “Levemos a mensagem com amor”, pois na estrofe 2 diz expressamente o
hino: “...por terra, pelo ar e pelo mar, o evangelho vamos proclamar...” Só não enxerga
essa realidade quem não quer ver, pois acredito que no mar e no ar não existe templo, salvo
se a Congregação inventar algum, talvez um navio-templo ou avião-templo, quem sabe?
Finalizamos este pequeno comentário fazendo o seguinte alerta: Será que a CCB ao
invés de criticar a pregação do evangelho fora do templo, não deveria imitar o Senhor
Jesus, a Igreja primitiva, os apóstolos e todos os verdadeiros discípulos de Cristo, que
sem se intimidar levaram as boas novas para todo o mundo? Será que não lhes seria mais
glorioso entrar na seara e trabalhar? Para nós, uma única palavra do Salvador Jesus Cristo
vale mais do que todos os argumentos infundados da CCB, ou seja: “IDE POR TODO

105 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O MUNDO E PREGAI O EVANGELHO A TODA A CRIATURA.” (Mt 28.18).
Ver At 17.17; 20.20.

10. Oração somente de joelhos

Como atentar ao conselho de Paulo em I Tessalonicenses 5:17: “Orai sem cessar”?


Se a oração deve necessariamente ser de joelhos, ter-se-ia que passar o dia de
joelhos?Dizem os adeptos da CCB que somos fariseus porque oramos de pé.
É verdade que o texto de Lucas 18.11 declara que o fariseu estando em pé, orava e sua
oração não foi ouvida. Mas no versículo 13 declara que o publicano achava-se também
em pé e sua oração foi ouvida, versículo 14. Logo, não é a posição do corpo que influiu na
resposta a oração, mas a situação do coração (Is 1.15-16; 9.1-2).

A Bíblia aponta várias posições para oração:

– Oração com olhos abertos e em pé – Gn 18:22; Jo 11:41-42;


– Oração sentado – At 2:1-4;
– Oração de cócoras – I Reis 18:42;
– Oração no ventre do peixe – Jn 2.1-3;
– Oração deitado na cama – Is 38.2-3.
Assim não há posição exala para a oração. Podemos orar sempre e em todo lugar.
Efésios 6.18; I Tessalonicenses 5.17 e I Timóteo 2.8.

Peculiaridades próprias da Congregação Cristã no Brasil

– Não tem mecanismos formais para comunicação, exceto uma circular bimestral que
anuncia as datas e locais dos próximos batismos, não distribuem folhetos, revistas,
jornais;
– Tem um único manual de procedimento intitulado “Reuniões e Ensinamentos”
datado de 25, 26 e 27 de março de 1948 e “Pontos de Doutrina e da Fé Que Uma
Vez Foi dada aos Santos” (VII edição);
– Nega possuir hierarquia;
– Não possui registros de membros;
– Não faz coletas públicas nas reuniões;
– O membro da CCB vai ao templo em média três vezes por semana;
– A Ceia do Senhor é celebrada anualmente com um só pão e partido com a mão e
também com um só cálice;
– Proibição taxativa de assistir cultos em outras igrejas;
– Cerimônias de casamento não se realizam no templo. O crente da CCB deve também
abster-se de participar de festas de casamentos de pessoas não pertencentes à CCB,

106 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


sob a alegação participar de coisas sacrificadas aos ídolos;
– Cerimônias fúnebres são proibidas nos templos;
– Proibidos os cultos de vigília de fim de ano;
– Pedidos de oração por estranhos só são atendidos se o Espirito Santo determinar;
– Uso imoderado de bebidas alcoólicas;
– Blasfêmia contra o Espírito Santo é a prática de adultério;
– Proibição de os próprios crentes fotografarem durante os cultos. Só permitido por
estranhos;
– Sono da alma no intervalo entre a morte e a ressurreição.

107 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Odeiam os evangélicos
Maria, mãe de Jesus?
Por Natanael Rinaldi

A
Igreja Católica Apostólica Romana tributa a Maria, mãe de Jesus, vários
títulos e honrarias que pertencem exclusivamente a Jesus Cristo. Com isso
não concordam os evangélicos, e isto tem gerado animosidade entre católicos
e evangélicos, julgando os católicos que os evangélicos desrespeitam Maria,
mãe de Jesus. Essa questão logo vem à baila quando falamos com os católicos sobre Maria.
Os evangélicos se esforçam para respeitar Maria baseados no que diz a Bíblia sobre ela,
enquanto o ensino católico no Brasil, sobre Maria, está tão fora da Bíblia que o culto que
se presta a Maria pode ser denominado simplesmente Mariolatria. Essa nossa definição é
considerada imprópria pelos católicos.
Dentro desse clima bem conhecido do povo em geral, agora, porém, vem a publico o
padre católico André Carbonera em artigo intitulado PASCOLADAS e declara algo que
vai mais além do que uma crítica aos evangélicos, em decorrência da nossa posição bíblica
com relação aos títulos e honrarias que os católicos tributam a Maria.
Diz o padre Carbonera: “Muitos afirmam crer em Jesus, mas têm ódio da Mãe do mesmo
Jesus. Ah! Eu adoro Jesus! Tenho Jesus no coração. Jesus é meu tudo. Desconhecem,
entretanto , negam , rejeitam e insultam a mãe de Jesus”.
Seria verdade que temos ódio, negamos, rejeitamos e insultamos Maria? Que eu saiba,
não! Prossegue o padre André Carbonera: “Em nosso peregrinar terráqueo, quanto mais
pistolões houver, melhor! Por que jogar fora, então, os que pedem e rezam por nós, bem
pertinho de Deus e de Jesus, como Maria e os Santos? Seria uma inútil auto-suficiência e
uma enorme burrice!”.
Repetimos: Não odiamos Maria, mãe de Jesus. Só queremos vê-la no seu próprio lugar,
indicado na Bíblia. Como poderíamos odiar Maria? É uma acusação sem fundamento.
Em toda a literatura evangélica sobre a identidade de Maria não pode ser encontrado
algo que possa justificar essa acusação tão absurda. Amamos Maria como mãe de Jesus,
conforme apresentada na Bíblia.
Para desfazer esse equívoco, nada melhor do que apresentar o que a Bíblia realmente
fala de Maria, e depois confrontar com a posição católica sobre Maria.
Para esse confronto vamos examinar o livro “Glórias de Maria”, de S. Afonso de
Ligório, doutor da Igreja e fundador da congregação do Santíssimo Redentor. A editora
é Editora Santuário, de Aparecida, onde se situa o Santuário de Maria Aparecida. Os
editores informam que o livro é “uma das obras mais conhecidas do santo doutor. Um

108 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


livro que, em 237 anos, teve 800 edições. Ainda que marcado pelo tempo, não precisa
de justificativas para ser reeditado”. Analisando o valor do livro, o tradutor assim se
pronuncia: “Com as ‘Glórias de Maria’ ergueu Afonso um perene monumento de seu terno
e vivíssimo amor à Mãe de Deus”. (página 13)
Diz ainda o tradutor: “São freqüentes no presente livro as referências a Revelações.
Que pensar sobre tais Revelações? Tais Revelações feitas por Deus mesmo, ou por meio
de anjos e santos, são possíveis, são reais, e sempre existiram na Igreja. Pertencem à
categoria das graças extraordinárias de Deus”. (página 15)
Não pode ser alegado, pois, que se trata de obra não reconhecida pela Igreja Católica
Romana.
Nesse confronto verificamos que os títulos e honrarias prestados a Jesus, na Bíblia, são
transferidos a Maria, colocando-a, em diversas oportunidades, como alguém a quem se
deve recorrer, de preferência, à pessoa augusta e soberana de nosso Senhor Jesus Cristo.
Pedro recomenda, “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador,
Jesus Cristo. A ele seja dada glória, assim agora, como no dia da eternidade”. Quando
conhecemos melhor o Jesus da Bíblia, não concordamos com os títulos e honrarias que se
prestam a Maria, pois acreditamos que nem mesmo Maria aceitaria a transferência, para
ela, das honras que são exclusivas de seu Filho - nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

POSIÇÃO DE MARIA NA BÍBLIA

Maria procurou interferir na obra salvífica de Jesus três vezes durante o seu ministério.
A primeira vez que Maria assim o fez foi quando Jesus visitou o templo, na idade de doze
anos. “E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste
assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. E ele lhes disse: Por
que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”
(Lucas 2.48,49).
A segunda vez foi na festa de casamento, em Caná da Galiléia. “E, faltando o vinho,
a mãe de Jesus lhe disse: Não temos vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho contigo?
Ainda não é chegada a minha hora.” (Jo 2.3,4)
A terceira vez foi em Cafarnaum, quando Jesus estava pregando. “Chegaram, então, seus
irmãos e sua mãe; e, estando de fora, mandaram-no chamar. E a multidão assentada ao
redor dele, e disse-lhe: Eis que tua mãe e teus irmãos te procuram e estão lá fora. E ele lhes
respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus irmãos? E, olhando em redor, para os que
estavam assentados junto dele, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos. Portanto qualquer
que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e minha mãe.” (Marcos 3.31-33)
Mesmo quando Jesus foi interrompido no seu discurso por uma mulher que elogiava
Maria por o ter amamentado e dado à luz , Jesus não elogiou a mulher que assim dissera.
Disse a mulher: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste!
Mas ele disse: “Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.”

109 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


(Lucas 11.27,28). Jesus assim falando, afirmou que existe mais bem-aventurança em ouvir
a palavra de Deus e guardá-la do que ter sido filho de Maria.
Em outras ocasiões mencionadas na Bíblia, onde Maria aparece, notamos o seguinte:
1. Maria, ao receber a notícia de que seria mãe do Salvador, pronunciou-se necessitada
de um Salvador. “Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu
espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1.46,47)
2. Quando os magos visitaram Jesus, na sua infância, dirigiram-se a Jesus, e não a Maria.
É o que lemos de Mateus 2.11: “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua
mãe, e, prostrando-se, o adoraram”. Como se vê, os magos não adoraram Maria, mas
adoraram a Jesus.
3. A última referência bíblica de Maria é a que se vê em Atos 1.14, quando ela se
encontrava em oração, com os demais seguidores de Jesus, “Todos estes perseveravam
unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e Maria, mãe de Jesus, e com
seus irmãos.” Fora isso, nada mais se lê no livro de Atos, sobre Maria, assim como em
todo o restante do Novo Testamento.

TÍTULOS E HONRARIAS ATRIBUÍDAS A JESUS

Existem cerca de cento e cinqüenta títulos dados a Jesus Cristo na Bíblia, e que os
cristãos precisam conhecer. Se não todos, pelo menos alguns deles devem ser conhecidos.
Certamente isso evitará que aceitemos que os títulos atribuídos a Jesus sejam passados
para Maria, sua mãe, e que podem ser observados no confronto entre Maria e Jesus:

CONFRONTO ENTRE POSIÇÃO DE MARIA NA IGREJA CATÓLICA E A


POSIÇÃO BÍBLICA

Diz a Igreja Católica (livro: “Glórias de Maria”/ Santo Afonso Maria de Liguori, versão
da 11ª edição italiana pelo Pe. Geraldo Pires de Souza - 3º edição, Aparecida, SP; Editora
Santuário, 1989).

DIZ A IGREJA CATÓLICA

1. Maria, âncora da salvação.

“Feliz aquele que se abraça amorosa e confiadamente a essas duas âncoras de salvação:
Jesus e Maria! Não perecerá eternamente.” (página 31)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA:

1. Jesus, âncora da salvação.

110 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo... esperança nossa.” I Timóteo 1.1. “E em nenhum
outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro há, dado entre os homens,
pelo qual devamos ser salvos”. (At 4.12).

DIZ A IGREJA CATÓLICA

2. Confiança em Maria

“Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria, os anjos, os homens e todas as


coisas do céu e da terra.” (página 35)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

2. Confiança em Jesus

“E sujeitou todas as coisas a seus pés (de Jesus) e, sobre todas as coisas, o constituiu
como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.”
(Ef 1.21-23)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

3. Maria é a Rainha da Misericórdia

“Constituindo o reino de Deus na justiça e na misericórdia, o Senhor dividiu: o reinado


da justiça reservou para si, e o reinado da misericórdia o cedeu a Maria.” “O Eterno Pai
deu ao Filho o ofício de julgar e punir, e à Mãe o ofício de socorrer e aliviar os miseráveis.”
(página 36,37)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

3. Jesus é o sumo-sacerdote de quem recebemos misericórdia

“Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas
fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-
nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos
graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno.” (Hb 4.15,16)

111 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DIZ A IGREJA CATÓLICA

4. Maria protetora dos pecadores

“Pelo que não há pecador, nem o maior de todos, que se perca, se Maria o protege.”
(página 39)
“Recorramos, pois, e recorramos sempre à proteção desta dulcíssima Rainha, se
queremos seguramente salvar-nos.” (página 41)
“Eis aqui como em todas as batalhas com o inferno seremos sempre vencedores
seguramente, se recorrermos à Mãe de Deus, e nossa, dizendo e repetindo: Sob a tua
proteção nos refugiamos, ó santa Mãe de Deus! Oh! Quantas vitórias têm os fiéis alcançado
do inferno com o recorrerem a Maria...” (página 49)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

4. Jesus o Salvador dos pecadores

Maria não apaga pecados, não dá salvação, não livra do inferno. Jesus o faz
seguramente.
“Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus,
porquanto vive sempre para interceder por eles.” (Hb 7.25)
“Todo aquele que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o
lançarei fora.” (Jo 6.37)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

5. Maria sofreu por nós

“Maria, para salvar as nossas almas, sacrificou com amor a vida de seu Filho.” ... “Imolou
a sua alma para a salvação de muitas almas.”... “Verdade é que Jesus quis ser o único a
morrer pela redenção do gênero humano. Mas viu como Maria desejava ardentemente
tomar parte na salvação dos homens. Decidiu então que ela, com o sacrifício e a oferta da
vida do seu mesmo Jesus, cooperasse para a nossa salvação, e deste modo viesse a ser a
Mãe das nossas almas.” (página 47)

112 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DIZ A BÍBLIA SAGRADA

5. Jesus sofreu por nós

“Mas este, havendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, assentou-se para
sempre à direita de Deus, daí por diante esperando, até que os seus inimigos sejam postos
por escabelo de seus pés. Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que
estão sendo santificados.” (Hebreus 10.12-14)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

6. Maria não pode deixar de nos amar.

“Se, pois, Maria é nossa Mãe, consideremos quanto ela nos ama.” ... “E se em algum
tempo, continua a virgem, por impossível se desse o caso de uma mãe se esquecer de um
filho, não é possível que eu cesse de amar uma alma, de quem sou Mãe.” (página 53)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

6. Jesus é que o maior amor

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.”
(João 15.13)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

7. Maria deu sua vida por nós

“Ao mesmo tempo em que o Filho agonizava na cruz... a Mãe se oferecia aos algozes
para dar a vida por nós” (página 53). “Do Eterno Pai diz o Evangelho que amou os homens
a ponto de por eles entregar à morte seu Filho Unigênito (João 3.16). O mesmo também... se
pode dizer de Maria: Tanto amou os homens, que por eles entregou seu Filho Unigênito.”...
“E quando foi que a nós o entregou? Deu-o... quando lhe concedeu licença para entregar-
se à morte. Deu-o, quando não defendeu a vida de seu Filho perante os juízes, deixando os
outros de a defender ou por ódio ou por temor. Pois com certeza as palavras de tão sábia e
desvelada mãe teriam causado grande impressão, pelo menos sobre o espírito de Pilatos. E
ele não ousaria condenar à morte um homem, do qual ele próprio reconhecera e declarara
inocência. Mas, não; Maria não quis dizer uma só palavra em favor do Filho, por não
impedir a sua morte, da qual dependia a nossa salvação.”... “Então com suma dor e com
intenso amor para conosco, estava sacrificando por nós a vida de seu Filho.” (página 56)

113 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Não vemos como ela nos amou mais do que todas as criaturas, como entregou por nós
seu Filho único, a quem amava mais do que a si mesma?” (página 57)
“fiéis servos e amantes desta Mãe amantíssima! Sim, porque esta gratíssima Rainha
não admite que em amor a vençam os seus devotos servidores.” (página 62)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

7. Jesus deu sua vida por nós

“Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós
ainda pecadores.” (Rm 5.8)
“Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós; e nós devemos dar a vida
pelos irmãos.” (1 Jo 3.16)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

8. Maria portadora de graça

“Deus não destruiu o homem logo após o pecado, devido ao singular amor para com
esta sua futura filha. Não lhe resta a menor dúvida de que todas as misericórdias e mercês,
em favor dos pecadores na Antiga Lei, só lhes tinham sido feitas por Deus em consideração
desta abençoada Virgem.”... “Procuremos a graça, mas procuremo-la por meio de Maria.
Se formos tão infelizes, que perdemos a divina graça, procuremos recuperá-la por meio
de Maria; porque se a perdemos ela a achou...” “Corram, pois, a Maria os pecadores que
perderam a graça, porque em seu poder a acharão certamente... e digam-lhe: Senhora, a
coisa achada deve-se restituir a quem perdeu; aquela graça, que vós achastes, não é vossa,
porque nunca a perdestes; é nossa, porque a perdemos, por isso no-la deveis restituir.”
(página 75)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

8. Jesus é portador exclusivo da graça, e não Maria.

“Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo”
(Jo 1.17)
“Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.” (Tt 2.11)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

9. Perdão de Pecados por Intercessão de Maria

114 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Os pecadores só por intercessão de Maria recebem o perdão.” (página 76)... “Ó Mãe
de Deus, vossa proteção traz a imortalidade: vossa intercessão, a vida.”... “Todos os vossos
servos alcançam por vossa intercessão a vida da graça e a glória eterna. Em vós acham os
pecadores o perdão, e os justos a perseverança e depois a vida eterna.” “... Não desconfieis,
ó pecadores... ainda que tenhais cometido todos os pecados, recorrei com sinceridade à
Mãe de Deus, pois sempre a encontrareis com as mãos cheias de misericórdia”... “Deus
promete garantido perdão aos pecadores, quando recorrerem a Maria para que os reconcilie
com o Senhor, e como garantia disso lhes dá um penhor. Este penhor é, sem dúvida, Maria
Santíssima, que nos foi dada como intercessora.” (página 77)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

9. Perdão de pecados é obra exclusiva de Jesus

“Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e
o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.” (I Jo 1.7) “Filhinhos, escrevo-
vos porque pelo seu nome vos são perdoados os pecados.” (I Jo 2.12)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

10. Maria é o Sol

“Que seria do mundo, se não nascesse mais o sol? Nada mais do que um caos de trevas
e terror... Retira o sol e que será do dia? Perca uma alma a devoção para com Maria, e que
será senão trevas?”... “Ai daqueles... que desprezam a luz deste sol, isto é, a devoção a
Maria.”... “Sob o manto de Maria acham os homens refúgio contra o ardor das paixões e a
fúria das tentações.” (página 82)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

10. Jesus é o Sol da justiça

“Porque o Senhor Deus é um sol e escudo.” (Sl 84.11)


“Mas para vós, que temeis o meu nome nascerá o sol justiça, e salvação trará debaixo
das suas asas” (Ml 4.2).

DIZ A IGREJA CATÓLICA

11. Maria fez falta na Parábola do Filho Pródigo

“Se ainda lhe vivesse a mãe, não o deixara o filho pródigo a casa paterna, ou para

115 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ela regressara mais depressa do que voltou. Quer com isso dizer que um filho de Maria,
ou nunca se aparta de Deus, ou se por desgraça o faz, logo para ele torna por meio de
Maria.”... “Oh! se todos os homens amassem essa tão benigna e amorosa Senhora, e se nas
tentações sempre e sem demora recorressem a seu patrocínio, quem cairia jamais? Quem
se perderia jamais? Cai e perece só quem não recorre a Maria.” (página 84)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

11. Jesus é o único e suficiente Salvador

“Pode uma mulher esquecer-se tanto do filho que cria, que se não compadeça dele, do
filho do seu ventre? Mas, ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, me não esquecerei de
ti.” (Is 49.15)
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por
nós, sendo nós ainda pecadores.” (Rm 5.8)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

12. Maria acolhe os pintinhos sob suas asas

“Quando nos vem tentar o demônio, não deixemos de fazer como os pintinhos, que, mal
enxergam o gavião, correm logo a refugiar-se sob as asas da mãe. Logo que nos assaltam
tentações, sem discorrer com elas, refugiemo-nos depressa sob o manto de Maria. E vós,
Senhora, deveis defender-nos... Depois de Deus outro refúgio não temos senão vós, que
sois a nossa única esperança protetora, em quem confiamos.” (página 85)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

12. Jesus acolhe os pintinhos sob suas asas

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados!


Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo
das asas, e tu não o quiseste!” (Mt 23.37)

DIZ A IGREJA CATÓLICA

13. Maria, caminho da salvação.

“Seguindo a Maria, não errarás o caminho da salvação.”... “Protegendo-te ela, não


temas perder-te; sendo tua guia, sem fadiga te salvarás. Em suma, pretendendo Maria
defender-te, certamente chegarás ao reino dos bem-aventurados.” (página 85)

116 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DIZ A BÍBLIA SAGRADA

13. Jesus, caminho da salvação.

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por
mim.” (Jo 14.6).
“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16.30).

Diz a Igreja Católica

15. Maria é nosso conforto na morte


“Ah! Como fogem os demônios à presença de Nossa Senhora! Se na hora da morte
tivermos Maria a nosso favor, que poderemos recear de todo o inferno?” “Se Maria é por
nós, quem será contra nós?” (página 90)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem : em meu nome expelirão demônios ...”
(Marcos 16.17)

Diz a Igreja Católica

16. Maria é nosso auxílio no tribunal divino


“Em se tratando de uma alma patrocinada por Maria , não terão atrevimento, nem
ainda para acusá-la. Pois sabem muito bem que o Juiz nunca condenou, nem condenará
jamais uma alma patrocinada por sua grande Mãe.” (página 91)
“Nossa amorosa Rainha acolhe sob seu manto as almas dos seus servos, apresenta-as ao
Filho que as deve julgar e obtém-lhes a salvação.” ... “Feliz de ti , meu irmão, se na hora da
morte te achares preso pelas doces cadeias do amor à Mãe de Deus.” (página 92)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do


Senhor Jesus Cristo , esperança nossa.” ( I Timóteo 1.1 )
“Mas, por isso, alcancei misericórdia, para que em mim, que sou o principal , Jesus
Cristo mostrasse toda a sua longanimidade, para exemplo dos que haviam de crer nele
para a vida eterna.” ( I Timóteo 1.15 )

Diz a Igreja Católica

17. Maria é a esperança de todos os homens

117 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Quer a Santa Igreja que cada dia todos os eclesiásticos e todos os religiosos em voz
alta, e em nome de todos os fiéis, invoquem e chamem a Maria com este nome de
esperança nossa.” (página 97) ...
“Salve esperança de minha alma ... salve, ó segura salvação dos cristãos, auxílio dos
pecadores, defesa dos fiéis, salvação do mundo.” ... “Depois de Deus, outra esperança
não temos senão em Maria...” (página 98)
“Perde-se quem a Maria não recorre, mas quem jamais se perdeu, depois de implorá-
la?” (página 110)
“Em vós, Senhora , tendo colocado ,toda a minha esperança e de vós espero minha
salvação.” ... “Acolhei-nos sob a vossa proteção se salvos nos quereis ver; pois só por
vosso intermédio esperamos a salvação.” (página 147)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“ E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum do céu nenhum
outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos .” (Atos 4.12)

Diz a Igreja Católica

18. Maria, nossa advogada


“Maria é advogada poderosa para a todos salvar” - “Maria é toda poderosa junto a Deus”
(página 151)
“Ó Maria, querida advogada nossa , na rica piedade de vosso coração não podeis ver
infelizes sem que deles tenhais compaixão.” (página 153)
“Pobres pecadores! Que seria de nós , se não tivéramos esta grande advogada.”
(página 162)
“Ó minha Rainha, sede-me advogada junto a vosso Filho, a quem não tenho coragem
de recorrer.” (página 120) “Vós sois a única advogada dos pecadores e daqueles que
precisam de todo o socorro. Eu vos saúdo como asilo e refúgio no qual ainda podem os
pecadores achar salvação e acolhimento.” (página 105)” ...
“louvada seja, pois, e bendita a imensa bondade de nosso Deus , que nos concedeu
esta excelsa Mãe e advogada, Maria!” (página 102)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Meus Filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar,
temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (I João 2.1)

Diz a Igreja Católica

19. Maria, nossa redentora


“Querendo ele remir o gênero humano, depositou o preço inteiro da redenção nas mãos

118 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


de Maria para que o reparta à sua vontade.” (página 99)
“Se o meu Redentor, por causa de minhas culpas, me lançar fora dos seus pés, eu
me prostrarei aos pés de Maria, sua Mãe, e deles não me afastarei enquanto ela não me
alcançar o perdão.” (página 102)
“Deus, antes de no mundo existir Maria , se queixava de não haver quem o impedisse
de punir os pecadores; mas agora é Maria quem o aplaca.” (página 108)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Todo aquele que o Pai me dá , esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum
o lançarei fora.” (João 6.37)
“o qual (Jesus) se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de
testemunho a seu tempo.” (I Timóteo 2.6)

Diz a Igreja Católica

20. Maria é onipotente


“Sois onipotente, ó Maria , visto que vosso Filho quer vos honrar, fazendo sem
demora tudo quanto vós quereis.” ... “Ouvi as minhas orações, e tende compaixão dos
meus suspiros, ó minha Rainha, que sois meu refúgio, minha vida, meu auxílio , minha
esperança, minha fortaleza! ( página 100)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“E chegando-se Jesus, falou-lhes , dizendo : É-me dado todo o poder no céu e na


terra.” (Mateus 28.18)
“Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim , diz o Senhor, que é, e que era, e que
há de vir , o Todo-Poderoso.” (Apocalipse 1.8)
“Em verdade vos digo , se pedirdes alguma cousa ao Pai , ele vo-la concederá em meu
nome . Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi, e recebereis, para que a vossa
alegria seja completa.” (João 16.23,24)

Diz a Igreja Católica

21. Maria, refúgio dos pecadores


“Um dos títulos com que a Santa Igreja saúda Maria, e que muito anima os pobres
pecadores, é aquela da Ladainha: Refúgio dos pecadores.” Havia na Judéia, outrora,
cidades de refúgio , nas quais os culpados podiam abrigar-se a salvo das penas merecidas.
Agora já não há tantas cidades de refúgio como antigamente. Só há uma que é Maria
Santíssima, da qual foi dito: Coisas gloriosas se tem dito de ti, ó cidade de Deus.” “Existe
aqui uma diferença, porém. Nas antigas cidades de refúgio não havia asilo para todos os

119 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


culpados, nem para toda a sorte de delitos, enquanto que sob o manto de Maria acham
refúgio todos os pecadores e toda espécie de delito. Basta que se recorra a ela, para se
estar a salvo.” (página 105)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA


“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei . Tomai
sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e
encontrareis descanso para a vossa alma .” (Mateus 11.28,29)

Diz a Igreja Católica

22. Maria, figura da arca de Noé :


“Figura foi de Maria a arca de Noé. Pois como nela acharam abrigo todos os animais
da terra, igualmente sob o manto de Maria encontraram refúgio todos os pecadores, cujos
vícios e pecados sensuais os tornam semelhante aos brutos. Há esta diferença entretanto
...na arca entraram os brutos e brutos ficaram. O lobo ficou sendo lobo e o tigre ficou
sendo tigre. Mas debaixo do manto de Maria o lobo é mudado em cordeiro e o tigre em
pomba.” (página 109)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

Que a arca de Noé é representada por Jesus, e não Maria:


“Senhor , para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6.68)
“Assim que , se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5.17)

Diz a Igreja Católica

23. Maria responde orações


“Muitas coisas se pedem a Deus , e não se alcançam. Pedem-se a Maria , e conseguem-
se.” (página 118)
“No exercício de sua misericórdia, ela imita a Deus , que também voa sem demora em
socorro dos que o chamam, porque é fidelíssimo no cumprimento da promessa: Pedi e
recebereis (João 16.24) . Do mesmo modo procede Maria. Quando é invocada, logo está
pronta para ajudar a quem a chamou em seu auxílio.” (página 115) “Se Maria é tão pronta
em ajudar, mesmo sem ser rogada, quanto mais o será para consolar quem a invoca e a
chama em seu auxílio?” (página 117)
“Quando nos dirigimos a esta divina Mãe , não só devemos ficar certos de seu patrocínio,
mas às vezes seremos até mais depressa atendidos e salvos.” “Quem pede e quer alcançar
graças, sem a intercessão de Maria , pretende voar sem asas.” (página 143)

120 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no
Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.” (João 14.13,14)
“A igreja de Deus que está em Corinto ,aos santificados em Cristo Jesus , chamados
santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo ,
Senhor deles e nosso.” (I Coríntios 1.2)

Diz A Igreja Católica

24. Maria esmagou a cabeça da serpente


“Maria é, portanto, essa excelsa mulher forte que venceu o demônio e, em lhe abatendo
a soberba, lhe esmagou a cabeça, conforme as palavras do Senhor. Ela te esmagará a
cabeça.” (página 122)
“Por isso o recorrer a Maria é um meio seguríssimo para vencer todos os assaltos do
inferno. Ela é também Rainha do inferno e senhora dos demônios, pois que os subjuga e
doma .” (página 123)
“Oh! quanto tremem de Maria e do seu grande nome os demônios do inferno!” (página
124)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam . Eis que vos dou poder para
pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum .”
(Lucas 10.17,19)
“E o Deus de paz esmagará em breve Satanás debaixo dos vossos pés . A graça de
nosso /senhor Jesus Cristo seja convosco . Amém ! (Romanos 16.20)

Diz a Igreja Católica

25. Maria, coluna de nuvem e de fogo


“Lemos no Antigo Testamento que o Senhor guiava o seu povo na saída do Egito , de
dia por meio de uma coluna de nuvem, e à noite por uma coluna de fogo (Êxodo 13.21).
Esta maravilhosa coluna , ora de nuvem ora de fogo, era figura de Maria nos dois
ofícios que exerce continuamente para nosso bem. Como nuvem protege-nos dos ardores
da divina justiça; como fogo defende-nos contra os demônios.” (página 125)

121 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Ali estava a luz verdadeira , que alumia a todo homem que vem ao mundo .” (João 1.9)
“Falou-lhes, pois, Jesus outra vez , dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue
não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (João 8.12)

Diz a Igreja Católica

26. Toda honra deve ser tributada a Maria


“É tributada ao Filho e ao Rei toda a honra que se presta à Mãe e à Rainha .” (página 131)
“Tudo quanto pudermos dizer em louvor de Maria é pouco em relação ao que merece
por sua dignidade de Mãe de Deus.” (página 134)
“Quero ser servo do Filho: mas ninguém pode servir ao Filho sem servir também à
Mãe , esforço-me por conseguinte, em servir a Maria .” (página 139)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o filho não
honra o Pai , que o enviou.” (João 5.23)
“E olhei e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era
o número deles milhões de milhões e milhares de milhares, que com grande voz diziam:
Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria , e
força, e honra , e glória , e ações de graças .” (Apocalipse 5.11,12)

Diz a Igreja Católica

27. Maria , nossa medianeira


“Ide a Maria! O Senhor decretou não conceder favor algum sem a mediação de Maria. Por
isso nas mãos dela está nossa salvação.” ... “Quem é protegido por ela se salva: perde-se
quem o não é.” (página 144)
“Que seria, pois, de nós, que esperança de salvação , se nos abandonásseis, ó Maria,
vida dos cristãos?” (página 145)
“Ao mesmo tempo está fora de dúvida que pelos merecimentos de Jesus Cristo foi
concedida a Maria a grande autoridade de ser medianeira da nossa salvação ...” ... “Como
não ser toda cheia de graça, aquela que se tornou a escada do paraíso , a porta do céu e a
verdadeira medianeira entre Deus e os homens?” (página 131)
“Maria foi dada ao mundo a fim de que por seu intermédio, como por um canal , até
nós corresse sem cessar a torrente das graças divinas.” (página 135)
“...em vão procura Jesus quem não procura achá-lo com sua Mãe.” (página 139)
“Garante-nos Jesus Cristo que ninguém pode vir a ele, a não ser que o Pai o traga.” Nínguém

122 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


pode vir a mim, se o Pai o não atrair”(Jo 6.44). O mesmo também, no sentir de Ricardo de
S. Lourenço, diz Jesus de sua Mãe. Ninguém pode vir a mim, se minha Mãe o não atrair
com suas preces. Jesus foi o fruto de Maria, como disse S. Isabel (Lc 1.42). Quem quer o
fruto deve também querer a árvore. Quem, pois, quer a Jesus, deve procurar Maria; e
quem acha Maria, certamente acha também Jesus.” (página 142)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Respondeu-lhes Jesus : Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai


senão por mim.” (João 14.6)
“Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo,
homem.”(I Timóteo 2.5)

Diz a Igreja Católica

28. Maria concebida sem pecado


“Incalculável foi a ruína que o maldito pecado causou a Adão e a todo o gênero humano.
Dessa comum desventura quis Deus, entretanto, eximir a Virgem
bendita.”(página 235)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Então disse Maria : A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra
em Deus, meu Salvador.” (Lucas 1.46)
“Mas a Escritura encerrou tudo sob o pecado.” (Gálatas 3.22)
“Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo , inocente , imaculado, separado dos
pecadores e feito mais sublime do que os céus.” (Hebreus 7.26)

Diz a Igreja Católica

29. Maria , Rainha do céu


“Pelo contrário, os demônios tanto receiam a Rainha do céu que, como do fogo, fogem
de quem invoca o seu grande nome. (página 216)

DIZ A BÍBLIA SAGRADA

“Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a


farinha para fazerem bolos à deusa chamada rainha dos Céus, e oferecem libações a outros
deuses, para me provocarem à ira.” (Jeremias 7.18)

123 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Islamismo –
Desafio à fé
Islamismo – Desafio à
fé cristã cristã

O
islamismo é hoje a segunda religião em número de
membros, estando à sua frente apenas o cristianismo.
Seu livro sagrado, o Alcorão, é lido por fiéis em
todos os continentes. Quais as suas principais
objeções contra a fé cristã? Podem os cristãos responder com
seriedade a tais questionamentos? Veremos no texto a seguir as
respostas a algumas alegações islâmicas quanto à fé cristã.

A vida de Maomé

Quase exatamente 550 anos depois da morte e da ressurreição


de nosso Senhor Jesus, um homem chamado Maomé nasceu na

09
cidade de Meca, capital do comércio na Arábia.
Seu pai morreu antes que ele nascesse. Sua mãe faleceu
quando ele tinha somente seis anos de idade. Primeiro foi o seu
avô que cuidou dele e, depois da sua morte, um tio.
A maior parte do povo da Arábia era pagã. Acreditava em
muitos deuses e os adorava especialmente num templo que
chamavam “Kaaba” (palavra árabe para cubo). Neste templo
EDIÇÃO

guardava-se a imagem de um deus chamado “Hubal”, que fora


levado de Moabe, uma terra ao leste de Israel, para lá. Era em
Moabe que se adorava ao deus pagão ha-Baal (“há” significa “o”,
em hebraico), acerca do qual Javé- Elohim, o Deus de Abraão, de
Isaque e de Jacó, o Deus de Israel, advertira tão freqüentemente
no Antigo Testamento para que não o seguissem. (Nm 25:1-3;
Lv 18:1-5; Jz 2:10-13; 1 Rs 18:16-40). Você pode perceber a
semelhança entre os nomes Hubal e ha-Baal.
No Alcorão lemos acerca de Maomé: “Fui mandado adorar
o Senhor desta Terra...” (Sura 27:91). É claro que todos

124
os muçulmanos dirão que isso se refere à Alah e provavelmente têm razão, segundo o
entendimento islâmico, mas, àquele tempo, Hubal era o Senhor de Meca. Além disso, Alah
era um nome que se usava para um dos deuses da Árabia, que era conhecido como o pai
das deusas Lat, Uzza e Manat, adoradas por muitos. Maomé repudiou esta idéia, assim
como qualquer outra que fomentasse idolatria em seu pensamento.
Maomé tinha tanto medo da escuridão que, ao entrar numa sala ou num quarto, à
noite, não se sentaria antes que ascendessem uma lâmpada para ele. Al-Vaqqidi, biógrafo
muçulmano de Maomé e historiador do islamismo, acrescenta que ele tinha tanta aversão
à forma da cruz, que quebrava tudo que se trazia para a sua casa e que tivesse essa figura.
(The Life of Mohammad, de Sir William Muir, p. 200)
Quando Maomé tinha 25 anos de idade, casou-se com sua patroa, uma senhora já duas
vezes viúva. Seu nome era Khadija. Aprendemos acerca de Maomé que ele era um homem
quieto e de vida pura. Seu casamento com Khadija, que era 15 anos mais velha que ele,
durou 25 anos e terminou com a morte da esposa. Parece que havia boa relação entre os
dois. Tiveram vários filhos, porém o único menino faleceu quando ainda era criança, o que
trouxe grande sofrimento para Maomé.
Aproximadamente dez anos antes da morte de sua esposa, Maomé começou a ouvir
vozes, ter visões e sonhos. Freqüentemente saía da cidade e ia para uma caverna no monte
de Hira, para lá meditar, às vezes, por vários dias.
Quando tinha quarenta anos, teve uma experiência extraordinária. Lá na caverna,
recebeu a primeira revelação do que, mais tarde, se tornou “o livro santo” do Islã, o
Alcorão (capítulo = Sura, versículo = Ayate). Maomé disse que recebeu as revelações do
anjo Gabriel e que, a princípio, ficou muito atemorizado, mas depois recebeu mensagens
durante de 22 ou 23 anos, até sua morte. Segundo a tradição islâmica, pelo menos no
início, Maomé ficou preocupado porque espumava pela boca e rugia como camelo novo.
Era como se sua alma fosse tirada do corpo, e ele, então, parecia embriagado.
Primeiro as mensagens diziam que há só um deus, que é Alah e que todos os ídolos
deveriam ser destruídos. Muito foi revelado acerca do julgamento vindouro, sobre a
necessidade de viver corretamente e a perspectiva da vida eterna no paraíso ou no inferno.
Tanto o paraíso como também o inferno receberam uma descrição muito viva. Os que
fossem ao Céu receberiam todo o bem: comida maravilhosa, frutas e vinho e “huris
(virgens bonitas) de olhos grandes, semelhantes a pérolas em suas conchas”. No inferno
nada haveria para refrescar ou agradar, e os que fossem para lá beberiam água fervente e
pus em cima de frutas amargas. (Sura 56.1-56)
O sucesso da pregação de Maomé foi inicialmente pequeno. Sua esposa foi a primeira
convertida, e ao longo dos anos cerca de mais duzentos moradores de Meca o seguiram. Em
622 d.C Maomé recebeu um convite para mudar-se para Medina, cerca de 250 km ao norte
de Meca, a fim de servir como líder e árbitro nas questões existentes entre muçulmanos,
pagãos e judeus que ali moravam. Somando isso à oposição que sua pregação ainda
suscitava, ele emigrou para Medina. Essa fuga para Medina foi chamada de “Hégira”

125 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


e tornou-se o início do calendário islâmico. Durante sua permanência em Medina, ele
transformou-se, de um simples pregador revolucionário, em poderoso homem de guerra, e
tornou-se polígamo também. Alguns sugerem que para poder sustentar sua família e seus
seguidores Maomé em Medina instituiu a “guerra santa” (o Jihad) contra os infiéis, com
o saque dos despojos e prisioneiros. “... matai os idólatras onde quer que os encontreis e
capturai-os e cercai-os e usai da emboscada contra eles... Quando, no campo de batalha,
enfrentardes os que descrêem, golpeai-os no pescoço... Combatei os que não crêem no
último dia e não proíbem o que Deus e Seu Mensageiro proibiram... Até que paguem,
humilhados, o tributo (Jyza, uma taxa especial para os que não eram muçulmanos)... E
combatei-os até que não haja mais idolatria e que a religião pertença exclusivamente
a Deus...” (Sura 9:5; 47:4; 9:29; 8:39). Os muçulmanos entendem que estas batalhas
surgiram em função do fato de que estavam sendo atacados, porém há discussão entre os
intelectuais sobre se este era realmente o caso.
Baseado neste princípio, o Islã dividiu o mundo em duas partes: o “Dhar-ul-Islam”
e o “Dhar-ul-Harb”, isto é, o “território do Islã” e o “território de guerra”! A guerra
santa não apenas tinha o objetivo de conquista de bens, mas também de conquistar os
vencidos para o Islã. Hoje tal guerra já não se faz pela espada, mas pela aplicação de
enormes somas de dinheiro dos países muçulmanos em países pobres, como forma de
atraí-los ao Islã. A violência tem sido a característica, não da comunidade islâmica em
geral, mas, sim, dos radicais.
Maomé faleceu em 632 A.D., mas não sem antes tomar a cidade de Meca. Ele aproximou-
se da cidade com 10.000 guerreiros e o povo de Meca rendeu-se, sem resistência nenhuma.
Maomé destruiu todos os ídolos, mas manteve como prática islâmica a peregrinação a
Kaaba, em Meca, o que já era prática comum na Árabia, mesmo antes de o Islamismo ser
implantado. Nos séculos seguintes a nova fé espalhou-se, seja pela espada, seja através
do comércio, por todo o Oriente Médio, Norte da África, parte da Índia, Espanha, África
Oriental e Ásia Central.
Essa nova religião pretendia ser a verdadeira depositária da mensagem do deus único,
Alah, que foi entregue a judeus e cristãos, mas da qual eles tinham se afastado. Esta
declara acreditar na Bíblia (Taurat = Lei, Zabur = Salmos, Injil = Evangelho), alegando
que os textos existentes foram adulterados, apesar de não possuírem nenhum tipo de prova
disso. Variação de manuscritos das Escrituras ou erros de tradução são maximizados pelos
polêmicos muçulmanos, e uma interpretação literal é feita de passagens de linguagem
figurada, como forma de justificar a reivindicação de que a Bíblia está corrompida.
Maomé considerou os ensinos do Novo Testamento acerca de Jesus, o Filho de Deus
na Trindade, e Sua morte substitutiva na cruz como uma blasfêmia total. Obviamente ele
presumiu que isso não era bíblico, mas, sim, um excesso, uma heresia: “... E os cristãos
dizem: ‘O Messias é o filho de Deus’. Essas são suas asserções. Erram como erravam os
descrentes antes deles. Que Deus os combata”. (Sura 9:30) São palavras fortes, mas cada
muçulmano sente realmente assim acerca da fé cristã.

126 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os muçulmanos crêem que a Bíblia não é o texto original da Lei, dos Salmos e do
Evangelho. Eles sustentam que judeus e cristãos corromperam e mudaram o original,
acrescentando os ensinos sobre a divindade de Jesus e sua filiação divina, o conceito de
Trindade, a crucificação e a doutrina de expiação. A maior parte da literatura muçulmana
contra o cristianismo ataca violentamente os alicerces da nossa fé.
Será que devemos evitar falar sobre estas questões? Ou devemos tentar esclarecê-las?
Se evitarmos falar sobre suas acusações, eles chegarão à conclusão de que os cristãos
não têm nenhuma resposta às afirmações muçulmanas; por isso é necessário esclarecer
exatamente o que cremos e por que cremos. A Bíblia apresenta uma maneira maravilhosa
de fazer isso: “Antes santificai a Cristo, como Senhor, nos vossos corações; e estai sempre
preparados para responder com mansidão e temor, a qualquer que vos pedir a razão da
esperança que há em vós.” (I Pedro 3:15)
Vamos aprender algumas lições importantes:
1. O que quer que falemos, qualquer que seja nosso comportamento, façamos tudo na
presença de Cristo e sob seu senhorio!
2. Estamos preparados! Não debatemos pontos que não conhecemos. Nós nos
informamos de antemão e respondemos inteligentemente, de modo sábio e
convencedor. O estudo deste material é muito útil neste aspecto.
3. Respondemos a perguntas reais! Freqüentemente, ao compartilhar o Evangelho
com muçulmanos, cristãos respondem às perguntas que pensam que eles têm. Tais
perguntas são inúteis para os muçulmanos, porque eles pensam e raciocinam de
maneira bem diferente.
4. Ao falarmos com muçulmanos, não nos aproximamos deles como cruzados,
guerreiros, mas como testemunhas! Não lutamos com eles nem os intimidamos!
O amor de Cristo nos guia. Não os forçamos, mas compartilhamos com eles,
esclarecendo ponto por ponto o que os muçulmanos precisam conhecer e entender.
5. As informações aqui constantes sobre o Islã não são armas contra eles! São ferramentas
para ajudar a entender o que é o Islã na sua essência. São úteis para ajudar o leitor,
com mansidão e bondade, a demonstrar a um muçulmano a diferença que há entre
uma vida segura do favor divino recebido através da morte de Cristo e da incerteza
de alguém que não conhece ao Senhor.

Como responder às objeções muçulmanas

Considerando que a Bíblia contradiz o Alcorão, vice-versa, não podem ambos os livros
originar-se da mesma fonte, a não ser que um deles ou ambos tenham sido manipulados
pelo homem e mudados pelo homem.
É, portanto, nossa tarefa sentar-nos com os muçulmanos a fim de estabelecermos, juntos,
a verdade. Não adianta querer insistir em estarmos certos porque a Bíblia é verdadeira,
enquanto o muçulmano insiste em que o Alcorão foi inspirado e é verdadeiro. Por que
cremos que a Bíblia é verdadeira? Por que o muçulmano crê que o Alcorão é verdadeiro?

127 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Vamos primeiro ver os argumentos islâmicos:

a) “A Bíblia foi mudada e corrompida!”


As nossas respostas, em contrapeguntas, são estas:
1. Por que alguém mudaria a Bíblia, se nela está escrito que aqueles que acrescentam
ou tiram dela alguma coisa sofrerão castigo eterno (Apocalipse 22:18 e19)?
2. Se alguém tivesse mudado a Bíblia, todos os outros que tivessem conhecimento
dessa mudança se oporiam a isso. Nenhum homem pode mudar todas as Bíblias
existentes ou partes dela.
3. O Alcorão afirma, em termos bem certos, que a Taurat, o Zabur e o Injil foram
dados por Alah!
4. O Alcorão também afirma que ninguém consegue mudar as palavras de Alah
(Sura 6:34). Se então o Taurat, o Zabur e o Injil são palavras de Alah, como
alguém poderia conseguir mudá-las?
5. Quando foi a Bíblia mudada? Não poderia ser depois de Maomé, pois todos os
manuscritos bíblicos são datados de antes dele. Não poderia ser antes, pois o
Alcorão teria então acusado os cristãos ou os judeus por terem feito isso.
6. Quem mudou a Bíblia?
7. Como é que alguém pode crer que a Bíblia foi mudada, se não receber respostas
satisfatórias a pelo menos algumas de nossas perguntas?
É possível que os muçulmanos digam que o Evangelho original é o “Evangelho de
Barnabé”. Tal evangelho é forjado, datado do século quatorze, o que pode ser provado
sem dificuldades.
Muçulmanos também podem argumentar que - conforme o Alcorão - o evangelho foi
dado a Jesus, ( neste caso pensam que o evangelho é um livro revelado a Jesus) mas que os
nossos evangelhos foram escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João, por isso não podem
ser originais. A Jesus, porém, nunca nenhum evangelho foi dado! Ele é o ponto central das
Boas-Novas, do evangelho! Ele é o evangelho, e não um livro que lhe foi dado. Ele é o
evangelho das boas-novas através do que Deus se revelou através dele aos homens.
Muçulmanos especialistas neste assunto aparecem com vários argumentos, questionando
o texto bíblico; produzem literatura acerca disso.

b) “Jesus não é o Filho de Deus, nem é divino”


Devemos dizer que a crítica islâmica deste ensino bíblico fundamental é extremamente fraca.
O Alcorão ataca a Trindade: “adeptos do Livro, não vos excedais em vossa religião, e não digais
de Deus senão a verdade. O Messias, Jesus, o filho de Maria, nada mais era do que o Mensageiro
de Deus e Sua palavra um sopro de Seu espírito que Ele fez descer sobre Maria. Acreditai, pois,
em Deus e em Seus Mensageiros e não digais: ‘Trindade’. Abstende-vos disso. É melhor para
vós. Deus é um Deus único. Glorificado seja! Teria um filho? Como! A Ele pertence tudo o que

128 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


está nos céus e tudo o que está na terra. Basta-vos Deus por defensor.” (Sura 4.171)
“São descrentes aqueles que dizem que Deus é o Messias, o filho de Maria, quando o
próprio Messias declarou: ‘filhos de Israel, adorai a Deus, meu Senhor e vosso Senhor’.
Em verdade, quem atribuir associados a Deus, Deus lhe proibirá o Paraíso e lhe dará
o Fogo por morada. Os iníquos não têm aliados. São descrentes aqueles que dizem que
Deus é o terceiro de três. (...)” (Sura 5.72-73).
“Por que Deus teria tomado a Si um filho? Exaltado seja! Quando decreta algo, basta-
lhe dizer: ‘Sê! ’ para que seja.” (Sura 19:35)”.
Podemos ver claramente o entendimento estranho que Maomé tinha da Trindade.
Para ele, era constituída por Alah, Maria e Jesus, e está implícito que Cristo nasceu duma
relação física entre Alah e Maria. Não admire que Maomé rejeitou esta idéia. Nós também
a rejeitamos!
É interessante, contudo, que na Sura 19 está implícito claramente que Alah é quem
deu origem à gravidez de Maria, assim confirmando o papel de Deus como “pai”, embora
diferente duma cópula física. Que é Trindade?
O que queremos dizer quando falamos sobre nosso Deus triúno? Este conceito é tão
impossível de analisar ou imaginar quanto o do próprio Deus. Tudo que sabemos de
Deus percebemos através das coisas que Ele fez e está fazendo e também pelo que Ele
revelou acerca de si mesmo nas Escrituras. Além disso, Deus revelou-se a si mesmo em
Jesus Cristo: “... quem me vê a mim vê o Pai...” (João 14:9); “Eu e o Pai somos um.”
(João 10:30)
A filiação divina de Jesus e a trindade de Deus são, mais que ensinadas explicitamente,
verdades implícitas nas Escrituras: Jr 23:5, 6; Jr 33:15, 16; Is 7:14; Is 9:6; 63:7-10 ( a
palavra salvador é tradução verbal do hebraico Jeshua, ou seja, Jesus!). A tradução verbal
de Deuteronômio 6:4 também comprova isso. O texto diz: “... o Senhor, nosso Deus, é
um (numa unidade plural).” O próprio nome de Deus (‘Elohim’) é uma forma plural,
sublinhando a Trindade. Também nos Salmos 2:1-7 e 110:1 encontramos referências ao
Filho de Deus. O Novo Testamento nada acrescenta à essência desses ensinos do Antigo
Testamento, mas confirma estas afirmações acerca do Filho e da Trindade em passagens
como Mateus 28:19 e II Coríntios 13:14; etc.
Deus é demasiadamente grande e diferente de nós para que O possamos compreender.
Deveríamos, porém, crer no que Ele diz acerca de si mesmo.

O Alcorão ataca a divindade de Cristo

Devemos notar a alta consideração que o Senhor Jesus recebe no Alcorão:


• Ele nasceu duma virgem (Sura 19:20)
• Ele era santo e perfeito (Sura 19:19)
• Ele é o Messias (Sura 4.171)
• Ele é a Palavra de Deus (!) (Sura 4.171)

129 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


• Ele é um espírito vindo de Deus (Sura 4.171)
• Ele criou vida (Sura 5.110)
• Ele curou os doentes (Sura 5:110)
• Ele ressuscitou os mortos (Sura 5:110)
• Ele veio com sinais claros (Sura 43:63)
• Ele é um sinal para toda a humanidade (Sura 19:21; 21:91)
• Ele é ilustre neste mundo e no além (Sura 3:45)
• Ele foi levado ao Céu (onde continua a estar) (Sura 4:158)
• Ele voltará para o julgamento (Sura 43:63)
Estas são treze afirmações acerca de Jesus Cristo. Poderíamos imaginar algum homem
que jamais tenha vivido, exceto talvez Elias, que poderia verdadeiramente reivindicar para si
mesmo pelo menos três destas qualidades? Somente a evidência destas afirmações faz de Jesus
mais que um profeta. Estas treze qualidades obviamente dão a Ele uma posição divina.
Como já vimos, tanto o Alcorão como os muçulmanos rejeitam a divindade de Jesus
completamente, mas a Bíblia proclama isso sem a mínima dúvida e com toda a evidência
necessária. Vale à pena fazer um estudo disso: Jo 14:6; Cl 1:15-20; 1 Jo 5:20; Jo 10:25-33;
Mt 26:63-64; Tt 2:11; Lc 7:48-50; Dn 7:13,14; Fp 2:5,6; Mt 14:32-33; At 20:27-28; Jo
1:10-12; Jo 5:21-27; Jo 20:26-29; Hb 1:1-4; II Co 4:4; Rm 9:4,5.
Baseados nestes textos bíblicos tente responder às perguntas seguintes:
1. O que de fato expressa o título “filho de Deus”? Quais são os poderes que este título tem?
2. Quando foi que Jesus começou a ser o Filho de Deus?
3. O título “Filho de Deus” realmente significa que Jesus é Deus?
4. Que significa afirmar que Jesus é a imagem de Deus?
Não é somente o Novo Testamento que ensina que Jesus é o Filho de Deus; mesmo o
Antigo Testamento afirma isso claramente, profetizando acerca do Messias que viria: “Eis
que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome EMANUEL (Deus
conosco).” (Isaías 7:14)
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu;... e o seu nome será: Maravilhoso,
Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)
O Senhor tem as naturezas divina e humana em si mesmo. A sua aparência era totalmente
humana. Ele tinha de comer, beber, dormir; sentiu dores, tristeza e mostrou alegria. Ele
também sentiu a necessidade de orar, mas foi a sua divindade que o capacitou a alimentar
cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes, a curar os leprosos, os aleijados, os
paralíticos e os cegos, a ressuscitar os mortos, a acalmar a tempestade, a perdoar pecados,
a andar sobre as águas e a ressuscitar dentre os mortos.

c. O Islã rejeita a crucificação de Jesus e a sua expiação


Talvez a resistência mais forte do Islã seja contra a crucificação e morte do nosso
Senhor: “E por terem dito: ‘Matamos o Messias, Jesus, o filho de Maria, o Mensageiro
de Deus’, quando, na realidade, não o mataram nem o crucificaram: imaginaram apenas

130 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


tê-lo feito. E aqueles que disputam sobre ele estão na dúvida acerca de sua morte, pois
não possuem conhecimento certo, mas apenas conjecturas. Certamente, não o mataram.”
(Sura 4:157)
“O Messias, o filho de Maria, nada mais é do que um Mensageiro, (...) ‘Adorareis, em
vez de Deus, quem não vos pode nem prejudicar nem beneficiar?’.” (Sura 5:78-79)
Em muitos livros, panfletos, folhetos, cassetes e vídeos islâmicos, (alguns deles antigos
e outros recentes) esta afirmação é fortalecida aparentemente como se fosse com base
nas Escrituras. Alguns muçulmanos dizem que Jesus foi pregado na cruz, mas que não
morreu lá. Então realmente não foi crucificado. Ele desmaiou, foi tirado naquele estado e
recuperou-se no túmulo com a ajuda das mulheres. Outros dizem que Judas foi confundido
com Jesus e crucificado. A palavra “crucificar” tem origem nas palavras latinas de “cruz” =
cruz e “ficere” = fixar. Afirmam que “crucificar” significa, então, fixar alguém numa cruz;
não necessariamente a morte da pessoa na cruz; contudo, toda essa argumentação não faz
sentido.
A cruz de Jesus sempre foi um escândalo, uma ofensa: “Porque os judeus pedem sinal, e
os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para
os judeus, e loucura para os gregos, mas, para os que são chamados, tanto judeus como
gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.” ( I Co 1:22-24)
Em Gálatas 5:11, lemos acerca do “escândalo (ofensa) da cruz”. O que é tão ofensivo
na cruz?
O sacrifício de Jesus Cristo na cruz mostra que o homem é completamente incapaz de
ir ao céu, à presença de Deus, pela sua própria bondade e força. Jesus deixou isso claro,
quando disse: “... sem mim, nada podeis fazer.” (Jo 15:5) Paulo confessa: “sei que em mim
não habita bem algum.”
O homem precisava e precisa de Jesus, que se tornou o nosso sacrifício, que morreu em
nosso lugar para abrir o caminho ao céu. O orgulho do homem faz que ele se rebele contra
a sentença de Deus. Ele se ofende porque Deus não aceita seus esforços pessoais!

Expiação

Em Hebreus 9:22, lemos: “... sem derramamento de sangue, não há remissão.” Isto,
naturalmente, refere-se ao sangue de sacrifícios. O Antigo Testamento ensina isso em toda a
parte: “... é o sangue que fará expiação...” (Lv 17:11). “Expiação” significa reconciliação;
é a restauração de uma relação quebrada.
Negar o sacrifício de Jesus na cruz, ou fazê-lo parecer desnecessário, é uma forma de
invalidar a única maneira de o homem ser salvo, segundo a Bíblia, e isto é exatamente o
que o Alcorão faz ao negar a crucificação de Jesus no Sura 4: 157.
Como este é um ponto crucial, devemos gastar algum tempo para estabelecer a verdade
acerca da crucificação e da morte do Senhor Jesus Cristo:
• Quase um terço dos Evangelhos tratam da última semana de vida de Jesus e da sua
morte!

131 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


• O sacrifício de Jesus é a conclusão lógica dos ensinamentos do Antigo Testamento.
• O Antigo Testamento profetizou a morte de Cristo na cruz com detalhes enormes.
• Temos a narrativa de testemunhas oculares. Que sentido faria para eles inventar tal
história?
• Cristo predisse a sua morte várias vezes.
• Existe evidência histórica aceitável da crucificação e da morte de Jesus.

Evidências da verdade
Vamos ver em mais detalhes alguns destes aspectos acima mencionados:

a) Relatórios de testemunhas oculares


Paulo refere-se a muitas testemunhas oculares para comprovar a ressurreição: “Porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados,
segundo as Escrituras,... e que foi visto... uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos
quais vive, ainda, a maior parte...” (I Co 15:3-6)
O que o apóstolo Paulo parece estar afirmando é: se vocês não acreditam no que eu
estou dizendo, tomem um barco de Corinto para Jope, vão a Jerusalém e perguntem a eles
mesmos!
Pedro dá a evidência de testemunhas oculares: Somente imagine o que teria acontecido
no fim da pregação de Pedro no dia de Pentecoste, se não tivesse falado a verdade! “A
Jesus, nazareno, varão aprovado por Deus entre vós, com maravilhas, prodígios e sinais,...
como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e
presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos dos injustos.”
(At 2:22, 23)
Lembrem-se de que isso foi somente sete semanas depois da crucificação! Se não fosse
verdade, os ouvintes teriam dito: “Querido Simão Pedro, você deve estar sonhando! Quem
foi crucificado e morto?”
Quando o Evangelho começou a espalhar-se, o povo de Jerusalém teria feito objeções
à crucificação, em voz alta, se fosse mentira.
Os judeus admitem a crucificação de Jesus (pois eles estavam lá!), mas negam que ele
era o Messias.
Muçulmanos admitem que Jesus era o Messias, mas negam que ele foi crucificado;
porém eles não estavam lá, e as afirmações deles foram feitas 600 anos depois do próprio
acontecimento.

b) Historiadores confirmam a crucificação


O bem conhecido historiador do primeiro século, Tácito, registrou que “o nome cristão
vem a eles de Cristo, que foi executando no reino de Tibério, pelo procurador Pôncio
Pilatos.” Tácito era um crítico bem agudo da fé cristã.
O (quase) contemporâneo historiador judeu Flávio Josefo escreveu: “Nesse mesmo
tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considerá-lo

132 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que
tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus,
mas mesmo por muitos gentios. Era o Cristo. Os mais ilustres da nossa nação acusaram-
no perante Pilatos, e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o
abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia,
como os santos profetas o tinham predito e que ele faria muitos outros milagres. É dele
que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiraram seu nome.” (Flávio Josefo, Antigüidades
Judaicas, Livro Décimo Oitavo, parág. 772)

c) O cumprimento das profecias acerca de Jesus no Antigo Testamento são


evidência abundante da veracidade da Bíblia.
Temos visto, ainda que rapidamente, o que “os profetas divinos predisseram”. Jesus, o
Messias, veio a este mundo “segundo as Escrituras”, ou seja, como as Escrituras (o Antigo
Testamento) haviam predito:
• Ele nasceu 483 anos depois do decreto para edificar Jerusalém, após a destruição por
Nabudonosor, Dn 9:24-26. (ano 445 a.C.);
• Ele nasceria em Belém (Mq 5:2); cumprido em Lc 2:4ss;
• Nascido de uma virgem (Is 7:14): cumprido em Mt 1:18ss;
• Seria o próprio Deus (o que não significava que Deus também não estaria em todos
os outros lugares!) (Is 7:14; 9:6): cumprido em Mt 1:18ss;
• Seu nome seria “Salvador” (= Jesus) (Is 49:1-8; 63:8): cumprido em Mt 1:21;
• Ele viria para salvar e curar (Is 35:4-5): cumprido em Mt 1:21; Lc 19:10;
• Jesus entraria em Jerusalém montado num jumento (Zc 9:9): cumprido em Mt 12:1-9;
• Seria traído por um amigo (Sl 41:9): cumprido em Mt 27:3-8; Mt 14:10; 21:43-44;
• Seria vendido por 30 moedas de prata (Zc 11:12s) cumprido em Mt 26:15;
• Seria julgado e executado, mas não por males que houvesse feito! Ele morreria em
favor de outros (Is 50:6; 53:1-12): cumprido em Jo 18:19;
• As suas mãos e pés seriam traspassados (Sl 22:1, 7-17): cumprido, conf. Jo 18:19;
• Os seus vestidos seriam divididos, e sortes seriam lançadas sobre a sua túnica (Sl
22:18): cumprido em Jo 18:19;
• O Santo não veria corrupção (Sl 16:10): cumprido em Lc 24:1-11;
• Seria elevado ao Céu para se sentar à mão direita de Deus (Sl 110.1): cumprido em
Mt 26:64; Hb 1:13;
• Ele voltará, e todos os habitantes de Jerusalém olharão para aquele a quem
traspassaram (Zc 12:10).
Estas profecias foram entregues entre os anos 100 e 1500 A.C. Todas descrevem em
detalhes admiráveis algo impossível de prever, mas que se cumpriu em todos os detalhes.
Alguém precisa esperar ainda mais evidências quanto à veracidade da vida, morte e
ressurreição de Jesus? O próprio Deus inspirou os profetas antigos para que, depois de as
profecias serem cumpridas, nós pudéssemos saber que tudo isso era verdadeiro e ordenado

133 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


por Deus. Por causa destes sinais divinos podemos perfeitamente contar com a veracidade
da Bíblia.
Os argumentos mais comuns que os muçulmanos citam, quanto à veracidade do Alcorão,
são: a beleza de estilo no árabe original, a impossibilidade aparente de um homem iletrado
como Maomé compô-lo, e a reivindicação de ser seu conteúdo perfeito; contudo, não nos
são suficientes à luz do que aqui tem sido exposto brevemente, quanto às bases para nossa
fé cristã.
Nós não somente sabemos AQUILO EM QUE cremos, mas também sabemos POR
QUE cremos!

______________
FONTE: NEHLS, Gerhard, Evangelização entre Muçulmanos, pp. 10-74, Gráfica Aleluia Ltda., 1997, Arapongas, PR

134 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Chico Xavier é a
reencarnação de
Allan Kardec?
Por Natanael Rinaldi
Chico Xavier é a reencar-

N
nação de Allan Kardec?
ão se pode negar que a doutrina da reencarnação é
a doutrina mais saliente do espiritismo. Admitindo
como natural e espontânea a reencarnação,AK afirma:
“Como quer opinemos acerca da reencarnação,
quer a aceitemos, quer não, isso não constituirá motivo para que
deixemos de sofrê-la, desde que ela exista.” Como parece tão
óbvia a reencarnação para os espíritas, a FOLHA ESPÍRITA de
junho de 1998, na primeira página dessa edição, em grandes
manchetes trouxe o título “A VOLTA DE ALLAN KARDEC”.
Com esse título tomou-se conhecimento de que em mensagem
de Hilário Silva, recebida pelo médium Antônio Baduy filho,
na reunião de abertura da 34º Confraternização de Mocidades e
Madurezas Espíritas do Triângulo Mineiro (COMMETRIM) na
noite de 31/10/1997, em Ituitaba-MG, tomou-se conhecimento

10
de que Chico Xavier era a reencarnação de Allan Kardec.
O mesmo jornal, FOLHA ESPÍRITA, publica uma entrevista
de Marlene Nobre, que, indagada como recebeu a mensagem de
Hilário Silva, declarou: “Com naturalidade e, porque não dizer,
com um misto de alegria e alívio. Naturalidade, porque há cerca
de 40 anos tenho certeza de que Chico Xavier é a reencarnação
de Allan Kardec, o Apóstolo da Renovação Humana, segundo a
feliz denominação de Emmanuel.”
EDIÇÃO

ALLAN KARDEC

Poucas pessoas sabem que Allan Kardec é o pseudônimo


de um homem, cujo nome verdadeiro é Hippolyte Léon
Denizard Rivail. Nasceu Hippolyte Léon Dinizar Rivail em
Lion, na França, no dia 3 de outubro de 1804. A partir de 1855,
dedicou-se inteiramente ao espiritismo. A partir de 18 de abril
de 1857 desaparece Hippolyte Léon Denizard Rivail para dar

135
lugar a Allan Kardec. Morreu no dia 3l de março de 1869, em Paris, com a idade de 65
anos incompletos. Os livros escritos por Allan Kardec, que constituem a codificação do
espiritismo são:

1. O Livro dos Espíritos (publicado em 18 de abril de 1857, em francês)


2. O Que é o Espiritismo (1859)
3. O Livro dos Médiuns (186l)
4. O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
5. O Céu e o Inferno (1865)
6. A Gênese (1868)
7. Obras Póstumas (publicado depois da sua morte, ocorrida em 31 de março de 1869)

CHICO XAVIER

Francisco Cândido Xavier nasceu a 2 de abril de 1910, em Pedro Leopoldo, MG. Afirma
ter tido as primeiras visões aos 4 anos. Por duas vezes teve o nome indicado para concorrer
ao Nobel da Paz (198l e 1982). Psicografa desde 1927. Parnaso de Além-Túmulo, primeiro
livro psicografado, foi lançado em 1932. Aos 88 anos de idade, e com a saúde já muito
abalada, o mais célebre médium brasileiro reside na Casa da Prece, Av. João XXIII, no
bairro do Aeroporto, Uberaba-MG, conhecida como a capital do Espiritismo Kardecista
no Brasil. Para lá convergem milhares de pessoas de todo o Brasil. Já publicou 408 livros,
sendo o único escritor espírita que supera Allan Kardec. Definindo sua razão de viver,
declara ele: “Ah... mas quem sou eu senão uma formiga, das menores, que anda pela terra
cumprindo sua obrigação.” (ISTO É/1358-11-10-95, p.101)

PARADOXO: DOIS AK REENCARNADOS AO MESMO TEMPO?

Pode parecer estranha essa nossa pergunta, “Como podem duas pessoas alegarem ser
a reencarnação de Allan Kardec, considerando que ambos viveram na mesma época?
É que o fundador da Legião da Boa Vontade também alegava, enquanto vivia, ser a
reencarnação de Allan Kardec. Citando uma das obras de AK, Alziro Zarur afirmava que
ele viera completar a obra de Kardec, trazendo para o mundo a quarta revelação de Deus
aos homens. Como sabemos, AK reclama ser o Espiritismo a terceira revelação de Deus
aos homens. A primeira revelação foi dada por Moisés, e surgiu o Velho Testamento. A
segunda revelação veio por Jesus Cristo, e surgiu o Novo Testamento. A terceira revelação
seria o cumprimento da promessa de Jesus de mandar o Consolador, com a chegada do
Espiritismo codificado por AK. Agora, surgiu a quarta revelação reclamada pelo fundador
da LBV, Alziro Zarur, que se propôs completar a obra iniciada por AK.
Diz ele: “Allan Kardec recebeu de Seus Amigos Espirituais em meados do século
passado, a notícia de que regressaria à Terra para completar a sua missão, porque o

136 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Espiritismo não dera a última palavra.”... Ora, tudo isso está matematicamente cumprido
no Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho e do Apocalipse, graças à ação heróica,
pertinaz de Alziro Zarur: Kardec veio. Cumpriu, na íntegra, a segunda metade de sua
admirável tarefa missionária. ”... “... os irmãos espíritas, diante da marcha inexorável da
Verdade, reconhecerão que Alziro Zarur foi Kardec que voltou. E completou a missão do
Espiritismo, com a RELIGIÃO DE DEUS... ”(A Saga de Alziro Zarur-III, JESUS, Zarur,
Kardec, Roustaing Na Quarta Revelação, 5ª edição, p. 11-13). É possível? Pergunta que
deixamos para os espíritas responder...

REENCARNAÇÃO: TEORIA OU FATO?

A teoria da reencarnação é a principal doutrina do espiritismo. Tudo no espiritismo


se centraliza nessa palavra. Embora AK não goste de admitir a palavra dogma, chega a
afirmar que a reencarnação é um “dogma”. A palavra reencarnação é formada de dois
vocábulos: 1) re (que indica repetição) e 2) encarnar (tornar a tomar corpo ou tornar-se
carne). Significa, pois, o vocábulo reencarnação tornar a tomar corpo. A frase célebre
esculpida no túmulo de AK, em Paris, sintetiza a doutrina ensinada por ele: “Nascer,
morrer, renascer e progredir sempre; esta é a lei”.
Allan Kardec assim define a reencarnação: “A reencarnação é a volta da alma à vida
corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ela e que nada tem de comum
com o antigo.” Ainda explica ele que: “A pluralidade das existências, difere essencialmente
da metempsicose, em não admitir o espiritismo a encarnação da alma humana nos corpos
dos animais, mesmo como castigo. Declara que as almas não regridem mas sempre
progridem. Por fim, o espírito fica sendo puro espírito, espírito bem-aventurado. Ensino
totalmente contrário à Bíblia que fala da redenção por Cristo e ressurreição do corpo como
estado final. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a
Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”(Hb 7.25) “Não vos maravilheis disto;
porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que
fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição
da condenação”. (Jo 5.28,29)

DOUTRINA DOS ESPÍRITOS OU DE ALLAN KARDEC?

Segundo ALLAN KARDEC, existem duas condições essenciais para que uma doutrina
seja aceita como doutrina espírita. A primeira é que haja generalidade, e a segunda é que
haja concordância geral dos espíritos. Diz ele: “O caráter essencial desta doutrina, a
condição de sua existência, está na generalidade e concordância do ensino; donde resulta
que todo princípio que não recebeu a consagração do assentimento da generalidade, não
pode ser considerado parte integrante desta mesma doutrina, mas simples opinião isolada,
cuja responsabilidade o espiritismo não assume” (A Gênese, p. 903, Opus Editora Ltda.,
2ª edição).

137 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Então surge a pergunta muito oportuna: a principal doutrina espírita pode ser classificada
como genuinamente espírita? A nossa resposta é que a principal doutrina espírita, a doutrina
da reencarnação, não pode ser considerada espírita por não haver assentimento de todos
os espíritos nesse ensino. O próprio AK é quem nos diz isso: “Seria o caso, talvez, de
examinar-se porque todos os Espíritos não parecem de acordo sobre este ponto.”(O Livro
dos Espíritos, p. 94, Opus Editora Ltda.)
Continua AK: “De todas as contradições que se observam nas comunicações dos
Espíritos, uma das mais chocantes é aquela relativa à reencarnação, como se explica que
nem todos os Espíritos a ensinam?”(O Livro dos Médiuns, p. 496, Opus Editora Ltda., 2ª
edição, 1985)
AK insiste em deixar bem claro o que se pode classificar como doutrina espírita: “Não
será a opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos;
não será um homem, como não será qualquer outro, que fundará a ortodoxia espírita;
tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade
dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra, por ordem de Deus. Esse o caráter
essencial da Doutrina Espírita, essa a sua força, a sua autoridade.” (O Evangelho Segundo
o Espiritismo, p. 36, 77ª edição).
A confissão clara e inequívoca é que a principal doutrina espírita não é na verdade
espírita, mas do codificador do espiritismo:
“Não é somente por que ela nos veio dos Espíritos, mas porque nos parece a mais lógica
e a única que resolve as questões até então insolúveis. Que ela nos viesse de um simples
mortal e a adotaríamos da mesma maneira, não hesitando em renunciar às nossas próprias
idéias. Do mesmo modo, nós a teríamos repelido, embora viesse dos Espíritos, se nos
parecesse contrária à razão, como repelimos tantas outras.” (O Livro dos Espíritos, p. 97.
Opus Editora Ltda., 2ª edição, 1985).
Afinal, para que serve o ensino tão apregoado dos espíritos no Livro dos Espíritos, com
mais de mil perguntas formuladas por AK e respondidas pelos espíritos, se o próprio AK
declara que rejeitaria a reencarnação, se não lhe parecesse racional?

138 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


CONCLUSÃO

Como encarar a notícia alvissareira transmitida pela FOLHA ESPÍRITA e plenamente


aceita por pessoas inteligentes, como soe acontecer com os espíritas kardecistas que são,
de todos os ramos do espiritismo, os mais esclarecidos? Tão esclarecidos são que o próprio
Chico Xavier se encarrega de esclarecer seus irmãos espíritas sobre sua reencarnação
como Allan Kardec. Indagado se tinha consciência de ser AK reencarnado, respondeu:
“Quando (ou quanto) a mim, os Espíritos nada me informaram a respeito.” (Folha Espírita,
nov./98, p. 7) É o problema da doutrina reencarnacionista: ninguém sabe o que realmente
foi e nem o que fez em vidas passadas. Embora tal circunstância espera evoluir para a
condição de espírito puro, reencarnando quantas vezes forem necessárias. Pura fantasia!
A Bíblia é clara quando afirma: “ E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez,
vindo depois disso o juízo.”(Hb 9.27) Morrer uma só vez, não um número indefinido de
vezes. É a explícita afirmação da unicidade da vida terrestre. AK não reencarnou no corpo
de Alziro Zarur e muito menos no corpo de Chico Xavier. Pura ilusão espírita.

139 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O que é a
Renovação
Católica
O que é a Renovação
Católica Carismática Carismática
(RCC)?
(Parte I)

S
eria correto dizer que o texto de Joel 2.28.29 (citado
por Pedro em Atos 2.16-18) tenha, por extensão,
atingido os Católicos Romanos? Muitos entendem
que sim, outros dizem que não. Diante do exame, a
distância, que alguns têm emitido o seu juízo, partimos para a
pesquisa para verificar o que é a RCC.

1. História

11
O movimento Católico Pentecostal começou em Pittsburgh,
Pensilvânia, Estados Unidos, na Universidade de Duquesne,
dirigida pela fundação “Padres do Espírito Santo”. Em 1966,
dois professores leigos de teologia, de Duquesne, Ralph Kiefer
e Bill Storey, começaram uma busca espiritual que os levou a
ler os livros “A Cruz e o Punhal”, de David Wilkerson, e “Eles
Falam em Outras Línguas” de John Sherrill. Depois de ler esses
EDIÇÃO

livros, os dois homens começaram a procurar alguém na região


de Pittsburg, que tivessem recebido o batismo no Espírito Santo
com acompanhamento de línguas. Com o tempo e com a ajuda
de um sacerdote da Igreja Episcopal entraram em contato com
um grupo de oração liderado por presbiterianos. Neste grupo de
oração pentecostal Kiefer e Storey foram batizados no Espírito
Santo e falaram em línguas que nunca tinham aprendido.
Esses dois professores planejaram então um retiro de fim-de-
semana para vários amigos, a fim de buscarem um derramamento
do Espírito Santo na Igreja Católica. Cerca de vinte professores,
estudantes formados e suas esposas reuniram-se durante o fim

140
de semana, de 17 a 19 de fevereiro de 1967, em Pittsburgh, para a primeira reunião católica
de oração em busca do Espírito Santo. Os participantes foram solicitados a ler os primeiros
quatro capítulos de Atos e o livro “A Cruz e o Punhal”. As reuniões se realizaram numa
grande casa de retiro conhecida como “A Arca e a Pomba”. Com o passar do tempo, este
encontro foi apelidado de “o fim-de-semana de Duquesne”.
Naquele final de semana, depois de um estudo intensivo do livro de Atos e de um
dia devotado à oração e estudo, muitos dos participantes estavam ansiosos para buscar
o batismo no Espírito Santo, mas uma festa de aniversário de um dos padres estava
programada para o sábado à noite. À medida que a festa começava, um senso de convicção
e expectativa permeou o ambiente; logo, um estudante após outro escapuliu da festa e
subiu as escadas da capela para orar.
Coisas estranhas começaram a acontecer àqueles jovens, à medida que começaram a
buscar do Senhor a plenitude pentecostal. Um estudante chamado David Mangan entrou
na sala e foi de repente lançado por terra pelo Espírito Santo. Ele relatou a seguinte
experiência:
“Gritei o mais forte que já gritara em minha vida, mas não derramei uma lágrima.
De repente, Jesus Cristo era tão real e tão presente que eu podia senti-lo ao redor. Fui
dominado por tal sentimento de amor que não posso descrevê-lo.”
Mais tarde todo o grupo abandonou a festa lá embaixo e reuniu-se na capela para a
primeira reunião de oração católica buscando o batismo no Espírito Santo. Patrícia
Gallagher descreveu a reunião neste novo “cenáculo”, assim:
“Naquela noite o Senhor levou todo o grupo para a capela. Orações emanavam de
mim para que outros viessem conhecê-lo também. Minha antiga timidez para orar em
voz alta foi-se completamente, à medida que o Espírito Santo falava através de mim. Os
professores então impuseram as mãos sobre alguns dos estudantes, mas a maioria de nós
recebeu o “Batismo no Espírito” enquanto estávamos ajoelhados diante do discernimento,
profecia e sabedoria, mas o dom mais importante foi o fruto do amor que uniu toda a
comunidade. No Espírito do Senhor nós achamos uma unidade pela qual tentáramos há
muito tempo alcançar por nossa força”.
À medida que esses buscadores católicos oravam até alcançar o Pentecoste, muitas
coisas semelhantes às dos pentecostais clássicos começaram a ocorrer. Alguns riam
incontrolavelmente “no Espírito”, enquanto um jovem rolava pelo chão em êxtase. Gritar
louvores ao Senhor, chorar e falar em línguas caracterizaram este início do movimento na
Igreja Católica. Não é à toa que foram chamados de “Católicos Pentecostais” pelo público
e imprensa, quando as notícias sobre os estranhos eventos em Pittsburgh se espalharam.
Da Universidade de Duquesne o movimento se espalhou para a Universidade de Notre
Dame, em South Bend, Indiana. Este acontecimento veio depois da carta de Ralph Kiefer,
que incitou o interesse de vários líderes entre os estudantes e professores que também
estavam interessados na renovação espiritual da igreja. Depois de alguma investigação e
cepticismo inicial, mais ou menos nove estudantes se reuniram no apartamento de Bert
Ghezzi e foram batizados no Espírito Santo.

141 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Eles, porém, não manifestaram nenhum dom espiritual evidente. Para solicitar ajuda,
contataram Ray Bullard, um membro das Assembléias de Deus e presidente da Associação
de Homens de Negócios do Evangelho Pleno de South Bend. Ghezzi descreve como este
grupo de intelectuais católicos recebeu o dom de línguas.
“Fomos a casa de Ray na semana seguinte e nos reunimos em seu porão com onze
ministros pentecostais de toda Indiana, acompanhados de suas esposas. Eles passaram a
noite tentando persuadir-nos de que se estivéssemos sido batizados no Espírito teríamos
falado em línguas. Nós os deixamos cientes de que estávamos abertos para falar em línguas,
mas ficamos firmes em nossa convicção de que já fôramos batizados no Espírito, porque
poderíamos ver isto em nossas vidas. O problema ficou resolvido porque nós estávamos
querendo falar em outra línguas desde que isto não fosse visto como uma necessidade
teológica para ser batizado no Espírito. A certa altura, dissemos que estávamos dispostos a
fazer uma experiência, e um homem explicou-nos as implicações disto. Bem tarde naquela
noite, passando da meia-noite, lá embaixo, naquele porão, os irmãos nos alinharam em
um lado do cômodo e os ministros se colocaram do outro lado. Então começaram a orar
em línguas e a caminhar em nossa direção com as mãos estendidas. Antes de eles nos
alcançarem, muitos de nós começaram a falar e cantar em línguas.
Depois de ficarem um tempo orando em línguas, Ghezzi diz que os amigos pentecostais
perguntaram a eles quando deixariam a Igreja Católica e se juntariam a uma igreja
pentecostal.
“Realmente a pergunta nos deixou um pouco chocados. Nossa resposta foi que
não deixaríamos a Igreja Católica, pois o fato de sermos batizados no Espírito estava
totalmente compatível com nossa crença na Igreja Católica. Asseguramos aos nossos
amigos que tínhamos um grande respeito por eles e que teríamos comunhão com eles, mas
que permaneceríamos na Igreja Católica”.
“Penso que é significativo o fato de que aqueles entre nós, que foram batizados no
Espírito Santo naquela época nunca pensaram em abandonar a Igreja Católica Romana.”
“Nossos amigos pentecostais tinham visto católicos se juntarem a igreja pentecostais
quando foram batizados no Espírito, mas porque não fizemos isto, a renovação carismática
católica se tornou possível”.
Os eventos de Duquesne foram agora repetidos em Notre Dame – a capital intelectual
do catolicismo americano. Os jornais dos campings logo começaram a publicar as
inacreditáveis notícias do que estava acontecendo ali. Apesar de serem considerados por
alguns como “fanáticos” e “extremistas”, os novos pentecostais de Notre Dame incluíam
vários respeitáveis professores de teologia e destacados estudantes que se tornaram líderes
nacionais do movimento. A maioria deles estava na faixa dos vinte anos. Sob sua hábil
e inspirada orientação, o movimento alastrou-se como fogo entre católicos nos Estados
Unidos e posteriormente ao redor do mundo.
Por volta de 1974, o movimento abandonou o termo “pentecostal” por outro mais
neutro: “carismático”, para não ser confundido com os pentecostais mais antigos. Durante

142 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


aquele ano, calcula-se que o número de grupos de oração na América tenha sido de 1.800
e no mundo todo de 2.400. O número de participantes ao redor do mundo foi estimado em
350.000. Entre esses, calcula-se que 2.000 sacerdotes se juntaram ao movimento.
Uma característica bem peculiar da Igreja Católica é sua flexibilidade para assimilar novas
tendências, sem dividir. Isto aconteceu com o Movimento Carismático Católico que alcançou
seu ápice na década de 70, mas, com o tempo, a hierarquia católica começou a dar algumas
diretrizes ao movimento para que se tornasse mais católico. Entre essa diretrizes estava uma
ênfase maior na participação da missa, eucaristia e na veneração a Maria. Apesar de não
repudiarem explicitamente essas coisas, os católicos carismáticos tendiam a centralizar a
pessoa de Jesus em detrimento do culto a Maria e aos santos. Quando começaram a ser
pressionados sobre isto, muitos que já tinham contato com grupos pentecostais ou protestantes
carismáticos deixaram a Igreja Católica e se vincularam a esses grupos. A maioria, porém,
aceitou docilmente as posições defendidas pelo papa e pela hierarquia, e assim o movimento
esfriou e tornou-se mais um departamento dentro da Igreja Católica”. 1

BRASIL

No Brasil, o movimento carismático chegou em 1974 no Estado de São Paulo, através


dos padres jesuítas, entre eles o padre Harold J. Rahm, e a cidade escolhida foi Campinas.
A estratégia de se começar o movimento carismático nessa cidade do interior do Estado de
São Paulo se prende ao fato de lá se concentrarem muitos missionários evangélicos norte-
americanos, oferecendo assim ameaça às tradições católicas campineiras. De Campinas
a RCC se espalhou para todo o Brasil. O crescimento do movimento se deu rapidamente
entre os católicos, apesar das restrições impostas pelo clero brasileiro que nunca simpatizou
com a RCC. Na clandestinidade, o movimento praticamente tornou-se de leigos, e poucos
padres apoiavam. Mesmo assim, após 25 anos, os carismáticos dizem ser hoje oito milhões
no país e cinquenta milhões em todo o mundo.

OBJETIVO DA RCC

O objetivo desse movimento é o ECUMENISMO, e para que esse objetivo fosse


alcançado teve-se em mente atingir de modo específico os evangélicos pentecostais, e isto
por duas razões:
Dentre os evangélicos, os pentecostais se demonstravam os mais arredios contra a
pretensão de promover o ecumenismo, proposto pelo Concílio Vaticano II;
O interesse evangelístico do povo pentecostal afastando muitos católicos da sua grei.
O crescimento fenomenal do povo pentecostal no Brasil causava terrível preocupação à
liderança católica.
A RCC tem, pois, como objetivo assegurar o católico dentro da sua própria Igreja e
1. Walker, John & Outros: A Igreja do Século XX – A História Que Não Foi Contada, pp. 80-87, Fundamentos
Comercial e Editora Ltda., Limeira, SP.

143 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


restaurar suas práticas e crendices. Assim, a RCC não está interessada em trazer o povo
a uma vida nova em Cristo, mas em torná-lo um católico praticante, ter orgulho de ser
católico.

O QUE TRAZ A RENOVAÇÃO BÍBLICA?

Na Bíblia encontramos alguns exemplos de busca da renovação ou avivamento espiritual.


No livro dos Reis (II Reis 22) temos o exemplo do rei Josias, foi o último dos reis justos do
Reino do Sul, Judá. Aos dezesseis anos começou a invocar ao Senhor com toda sinceridade
(II Cr 34.3) e, como prova de seu amor e obediência a Deus, começou a destruir a idolatria
do meio do povo (o culto a imagens e deuses) (II Cr 34.3, 4). Restaurando o templo, foi
encontrado o Livro da Lei, escrito por Moisés (II Cr 34.15). Surge uma nova postura do rei
e do povo diante da Palavra de Deus, e todo o país experimentou uma renovação espiritual
(II Cr 23.1-30).

Os resultados que encontramos na renovação espiritual do rei Josias são:


• “E fez o que era reto aos olhos do Senhor...” II Rs 22.2;
• Ordenou que reparassem “... as fendas da Casa do Senhor...” II Rs 22.5;
• Provou crer na Palavra de Deus e aceitou sua mensagem. II Rs 22.11;
• Consultou a Deus (II Rs 22.13). Josias queria saber se os pecados do povo de
Judá tinham chegado a um ponto em que o juízo era inevitável;
• “... fez o concerto perante o Senhor, para andarem com o Senhor e guardar os
seus testemunhos, e os seus estatutos, com todo o coração e com toda a alma,...”
II Rs 23.3;
• Destruiu a idolatria (II Rs 23.4-20), “semelhantemente quebrou as estátuas e
cortou os bosques, e encheu o seu lugar de osso de homens...” II Rs 23.24;
• Celebrou a “festa bíblica da Páscoa” (II Rs 21.21);
• “... e antes dele não... (II Rs 23.35).
Assim a renovação espiritual do rei Josias observa princípios bíblicos, e não a tradição
idólatra em que o povo e o reino se encontravam, não obstante o reino ser uma instituição
estabelecida e ungida por Deus, e o princípio bíblico essencial para um verdadeiro
avivamento é o arrependimento sincero de pecados. Sempre que há arrependimento
verdadeiro, pecados específicos são reconhecidos, falsos mestres e irmãos são devidamente
disciplinados, práticas pagãs e mundanas são abandonadas e os padrões de santidade são
restaurados. Falar de renovação ou avivamento espiritual, sem incluir mudança de atitude,
ou sem arrependimento, significa que não há propósito sadio e real de mudança no coração
e na maneira de viver do povo.

144 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


RENOVAÇÃO CARISMÁTICA

Neste aspecto a RCC está mais parecida com uma imitação do que venha ser o verdadeiro
avivamento bíblico. Na RCC não existe arrependimento de pecados, mas, sim a tentativa de
um “orgulho católico”, “sou feliz por ser católico” etc. Em declaração de Kevin e Dorothy
Ranaghan, no livro “Católicos Pentecostais”, 1ª edição, de 1972 – Pindamonhangaba,
SP, diz: “... as orações continuavam, porém, em meio a um alegre bate-papo. Um jovem
casal permanecia de mãos dadas. Uma moça bebia Coca-Cola. Um homem oferecia um
cigarro a alguém. Quando eles, em seguida, iniciaram um cântico (pg 61 e 62). Desse
breve relato, pode-se perceber que as reuniões daqueles católicos, não possuíam nenhum
elemento visível de uma busca por um avivamento real, mas permanecem na indiferença e
com seus antigos vícios e práticas. Iisso é visível na maioria dos adeptos da RCC. Não há
arrependimento, mudança de vida, libertação dos vícios, com raríssimas exceções. Trata-
se de uma renovação de práticas e crendices do catolicismo popular, e não de renovação
bíblica. Imagine o leitor de o rei Josias e o povo de Judá: se ao invés do arrependimento
real, tivesse revigorado as práticas e crendices de sua época! O movimento de Josias seria
tão pagão quanto a RCC.
Na época de Esdras ocorreu algo de menor vulto, mas que levou o povo a separar
das mulheres pagãs para evitar a idolatria, e fazer o povo a observar os mandamentos do
Senhor (Ed 9 e 10).
Já, o derramamento do Espírito Santo na vida dos 120 discípulos que esperavam a
promessa de Jesus, após receberem o poder, fez que se tornassem testemunhas de Jesus, e
suas mensagens estão registradas na Bíblia, mensagens cristocêntricas. (At 1.8; 2.22-36;
3.13-26; 4.8-22, 32, 33, etc).
Podemos observar isso com os primeiros católicos que receberam o batismo com
o Espírito Santo. Muitos deles deixaram o catolicismo, quando foram proibidos de
permanecer glorificando só a Cristo, que é uma das funções do Espírito Santo (Jo 16.14).
Interessante é analisarmos o depoimento dos primeiros católicos que receberam o batismo
no Espírito Santo. No livro “Católicos Pentecostais” de Kevin e Doroth Ranaghan diz:
• “Todos ali professavam a crença de que Jesus Cristo estava presente na sala, e que o
Espírito Santo também estava lá”. P. 10;
• “A um lado, certa moça contou como um amigo conduziu-a Jesus” p.10;
• “Em toda parte constatávamos sinais do povo de Deus ansiando por uma renovação
pessoal em Cristo, por ser a comunidade que Cristo queria para apresentar, doravante,
a maneira eficaz, Jesus Cristo, ao mundo moderno”p.11;
• “Essencialmente é um movimento de fé e oração; fé em Jesus Cristo e oração
confiante a ele...”p.11;
• “Alguns católicos de nome, mas que tinham abandonado completamente a Cristo,
voltaram verdadeiramente para ele...”p.14;
• “... Jesus caminha e fala conosco, que ele cumpre realmente suas promessas, que ele

145 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


é realmente Emanuel – Deus conosco” p. 14;
• “Esses homens eram homens de oração, cujas vidas foram centralizadas na adoração
de nosso Pai, em e através de Jesus Cristo”p.16;
• “... sua fonte de poder deveria ser o amor redentor de Cristo ressurreto”p.16;
• “... cada palavra era um grito para todos ouvirem “Jesus Cristo é o Senhor...”p.18;
• “Jesus tornou-se familiar para eles de uma maneira nova...”p. 29;
• “Muitos se converteram de uma vida de pecado, outros de dúvidas intelectuais
passando a aceitar o Senhor Jesus através de maduros atos de fé.”p.35.

MARIA NO CENTRO

Infelizmente, com o tempo, a hierarquia católica conservadora e extremamente devotada


a Maria, começou a dar novas diretrizes ao movimento, para que se tornasse mais católico.
Entre essas diretrizes estava uma ênfase maior na participação da missa e eucaristia e na
veneração de Maria.
Apesar de não repudiarem explicitamente essas coisas, os católicos carismáticos
tendiam a centralizar a pessoa de Jesus uma vez que o Espírito Santo os levava a isso, em
detrimento do culto a Maria, aos santos e as outras práticas específicas do catolicismo.
Quando começaram a ser pressionados sobre isto, muitos que realmente tinham
experimentado o batismo com o Espírito Santo e conhecendo a função, deixaram a Igreja
Católica e se vincularam a igrejas pentecostais. A maioria, porém, aceitou docilmente,
tentando adaptar, suas crenças, as posições defendidas pelo papa e pela velha hierarquia,
e assim o movimento esfriou espiritualmente e tornou-se num mero departamento da
Igreja Católica. Muitos carismáticos hoje não adoram Maria, nem aos santos, não aceitam
muitas práticas e crendices da Igreja Romana; outros acreditam que as práticas estranhas
às Escrituras, que existem na Igreja Católica paulatinamente poderão desaparecer, e outros
ainda admitem os erros do catolicismo, mas por temerem um cisma procuram conviver
com a idolatria e esses erros.
O pior é que a RCC do Brasil está trazendo para os católicos as idéias mais conservadoras
e as terríveis crenças do catolicismo popular, a ponto de não ser mais Jesus que batiza com
o Espírito Santo, mas a Virgem Maria, e assim vai.

O QUE MUDA COM A RCC?

MUDA NÃO MUDA

A Liturgia Idolatria

A linguagem Mariolatria

A aparência Falsas Doutrinas

146 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


LITURGIA

A velha e cansativa liturgia na Igreja Católica Romana é substituída pela RCC,


como se fosse um alegre culto evangélico pentecostal: muita música, corinhos,
orações, gestos, palmas, etc. A liturgia é com muita participação popular.
Existe dentro desse assunto “nova liturgia” ou “uma nova forma de cultuar”,
alguns aspectos positivos, já que a imitação, ou o plágio, feito pela RCC das
igrejas evangélicas pentecostais, faz que a “liturgia barulhenta e alegre” das igrejas
pentecostais, deixe de ser marginalizada e repudiada e torna-se legitimada. Os cultos
evangélicos pentecostais agora não são mais motivo de chacota ou, como diziam:
“seitas do mal” ou “manipulação coletiva”, agora copiadas ou “clonadas” pela
RCC, tornam-se a vedete da mídia. Os jargões evangélicos tais como: “Deus é dez”,
“Amém, Jesus” e os corinhos, hinos, como “Anjos de Deus”, “Senhor, põe um anjo”,
“A alegria está no coração”, tornaram-se sucessos repentinos; já não são músicas
caretas dos crentes. No livro Missa de Libertação, do padre Marcelo Rossi – Editora
Vozes, páginas 36 a 124, encontram-se aproximadamente 40 cânticos evangélicos.
Muitos desses corinhos já em desuso nas igrejas evangélicas pentecostais tornaram-
se verdadeiro sucesso na RCC, posto que alguns deles são adaptados a concepção
católica.
Entre os aproximadamente 88 cânticos copiados e usados (das igrejas evangélicas)
pela RCC, registrados no livro Missa de Libertação, do padre Marcelo Rossi, quase
todos são cristocêntricos. Assim, nesse sentido, a mariolatria é derrotada em dois
aspectos:
1. a Igreja Romana começa a falar mais sobre o Senhor Jesus, o filho de Deus, o
Deus do templo (Maria) e “menos do templo (Maria)”;
2. os adeptos da RCC começam a dirigir-se mais a Jesus.
O uso da Bíblia pela RCC passa a ser algo mais precioso. Não se envergonham
de carregá-la, o que outrora era costume exclusivo dos evangélicos, agora torna-se
um objeto de grande valor para os carismáticos. Também ainda cambaleante começa
a “incentivar” a leitura e o estudo da Bíblia. Graças a isso muito adeptos da RCC
tiveram a experiência do novo nascimento e a libertação dos dogmas de Roma.
A oração é outra prática ainda mal-direcionada na RCC, mas um grande avanço
para o catolicismo romano. Assim, muitos adeptos da RCC, estão orando corretamente
ao Pai, em nome do Senhor Jesus (Jo 14.13, 14), buscando a inspiração do Espírito
Santo, foram libertos do romanismo e da escravidão dos vícios.
Há outro aspecto interessante da RCC, que é a luta contra a imoralidade, contra as
drogas e coisas semelhantes. Sem dúvida, nesses aspectos rapidamente analisados,
podemos ver grande mudança na forma de “cultuar” na Igreja Romana.

147 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


LINGUAGEM

A difícil palavra ministrada pelos “cultos sacerdotes romanos” agora é substituída pela
RCC por uma linguagem mais coloquial, fácil e prática. Ex. “Deus é dez”.
Os eruditos cânticos sacros são substituídos por corinhos populares de fácil memorização
e com muita alegoria. Ex. “Louvai a Deus” ou “Anjos de Deus”.
A linguagem direta e o uso da mídia, especialmente a TV, dão condições de uma rápida
expansão.

APARÊNCIA

Padres jovens e de boa aparência, trabalhando com a idéia de “orgulho católico”,


“sou católico, graças a Deus” ou “sou feliz por ser católico”, etc. Padres que são atletas,
halterofilistas, surfistas, jogadores de futebol, cantores, muitos artistas, empresários, etc,
fazem parte da nova aparência, fruto da RCC.

A RCC É CRISTOCÊNTRICA OU MARIOCÊNTRICA?

A) O QUE É CRISTOCENTRISMO? É ter Jesus Cristo como centro da fé, como a


Bíblia Sagrada nos ensina; é ter a Jesus como único e suficiente Salvador, Mediador,
Consolador (Jo 14.6; I Tm 2.5; Hb 7.25; 9.14, 15).
B) O QUE É MARIOCENTRISMO? É ter Maria como centro da fé, como mediadora,
consoladora, intercessora.
C) EXISTE CRISTÃO CRISTOCENTRICO E MARIOCENTRICO? Não, ninguém
pode servir a dois senhores (Mt 6.24); há um só Senhor, (I Co 8.5, 6); há um só
Salvador (At 4.12); há um só Mediador (I Tm 2.5).

Na análise histórica da RCC fica claro que no início do movimento há um grande


retorno ao cristocentrismo bíblico, ao passo que, com a ingerência dos bispos e autoridades
católicas conservadoras, a RCC muda o rumo que o Espírito Santo quer dar a todo cristão
que recebe sua presença, que é “glorificar a Jesus Cristo” e voltar para os dogmas romanos,
especialmente o culto e devoção a Maria e às crendices do catolicismo popular.

O MARIOCENTRISMO E A MARIOLATRIA NA RCC

No livro do padre Marcelo, intitulado “Aprendendo a dizer sim com Maria”, Editora
Vozes, Petrópolis, 1998, se diz:
“Maria... Em sua humildade, fidelidade e capacidade de amar, tornou-se divina.”(pag.
7) grifo nosso.

148 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Aqui veremos o que fazer para ter contato maior com a nossa Mãe, que, em todos os
momentos, por sua intercessão, nos guarda em seu coração e nos conduz à santidade”.
( pág. 7) grifo nosso.
“... Maria é o refúgio para nós pecadores”. (pág. 10) grifo nosso.
Finalmente, na conclusão, padre Marcelo declara: “Maria é medianeira de todas as
graças”... “ Se ela é um canal que leva até seu Filho, é um meio, também, de se chegar
a Deus.”(Pág. 30 ) grifo nosso.
Nas missas de Libertação no Santuário do Terço Bizantino, a estrela da RCC, pelo
menos segundo a imprensa, padre Marcelo Mendonça Rossi, mostra como é seu culto,
na procissão entre os fiéis. Carrega-se a imagem da Senhora Aparecida do Brasil na
frente, depois uma grande cruz com a imagem de Cristo, e o padre Marcelo vem logo
atrás benzendo as pessoas com o sinal da cruz usando o ostensório. Em declaração na TV
Bandeirantes, no dia 20 de dezembro de 1998, intitulado “Padre Marcelo – uma história
de sucesso”, a mãe do padre Marcelo deu esta absurda declaração acerca de Maria: “os
católicos não são órfãos, porque possuem uma mãe”. Certamente ela referia-se à Maria,
mãe de Jesus. Porém, a Bíblia Sagrada, no Evangelho de João diz: “E eu rogarei ao Pai,
e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da
Verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê, nem o conhece; vós o conheceis,
porque ele habita convosco estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós
outros”. “... mas o Consolador; o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em seu nome, esse
vos ensinará todas as cousas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito” (Jo 14. 16-
18, 26). Portanto, o cristão não é órfão, não pelo fato de ter Maria por mãe, mas sim, por
ter o Espírito Santo de Deus, como Consolador conforme dizem as Escrituras Sagradas.
É comum também observar que os adeptos da RCC usam em seus automóveis não a
figura de Cristo, mas o colante da imagem de Maria, além de muitas frases de conteúdo
mariano: “Tudo por Jesus. Nada sem Maria”.

PODE O ESPÍRITO SANTO GLORIFICAR MARIA OU OS SANTOS?

Jesus disse sobre o Espírito Santo: “Ele me glorificará, porque receberá do que é
meu...” (Jo 16.14). A Bíblia diz que a glória é devida só a Deus: “... a minha glória, pois,
a outrem não darei...” (Is 42.8). Assim o Espírito Santo glorifica somente a Jesus Cristo,
mas o “espírito” da RCC glorifica Maria, mãe de Jesus. Vejamos o que a RCC diz nos seus
testemunhos:
“O Espírito Santo tem preenchido cada parte da minha experiência religiosa... Descobri
uma profunda devoção a Maria...” (Católicos Pentecostais, p 92).
“Como muitos dos nossos amigos já descobriram, o Espírito Santo renovou nosso
amor pela Igreja... As devoções naturais, como a de Maria, por exemplo, tornaram-se mais
significativas (e eu era um dos que colocavam Maria completamente fora de cena, anos
atrás)” (Católicos Pentecostais, p114).

149 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Sem nenhuma emoção que acompanhasse o acontecimento, mas com grande calor no
corpo e uma grande segurança, convidei todos os presentes para me acompanharem no
Magnificat (cântico de Maria)” (Católicos Pentecostais, p 121).
“Naquela reunião houve um duplo dom de Deus. A reunião tomou daquele momento em
diante, um sabor nitidamente mariano. A oração, as discussões e as reflexões centralizavam-
se em Maria como tipo de todos os cristãos, que cobertos e fortalecidos pelo Espírito
de Deus, trazem Cristo ao mundo. Alguns de nós, que não somos chegados à devoção
mariana excessiva, ficamos um pouco perturbados após aquela reunião. Ficávamos um
pouco apreensivos pensando que o Espírito de Deus não ficaria muito satisfeito em ver
o centro de nossas atenções passava de Jesus Cristo para Maria. Ficamos confundidos e
alegres ao mesmo tempo, ao descobrirmos que o dia seguinte era uma das maiores festas
marianas do ano, no calendário litúrgico... foi uma preparação dirigida pelo Espírito para
a festa que se seguia...” (Católicos Pentecostais, p 226).
Após analisarmos esses testemunhos de membros da RCC, perguntamos como pode o
Espírito Santo de Deus induzir a uma forma errada de orar, quando a Bíblia inspirada por
Ele, nos diz que o Espírito de Deus nos ensina a orar como convém (Rm 8.26,27)?
Harold J. Rahn é um jesuíta, veio dos E.U.A. para o Brasil investido da incumbência
de estimular aqui o desenvolvimento carismático católico. No seu livro “SEREIS
BATIZADOS NO ESPÍRITO”, Rahn reconhece as “vantagens da renovação carismática”
na “nova apreciação da igreja, da liturgia, da eucaristia, de Maria”. (p. 38). O jesuíta
reconhecer as “vantagens da renovação carismática” na “Nova apreciação da igreja, da
liturgia, da eucaristia, de Maria”. (p. 38). O jesuíta diz que a única devoção de Jesus na
terra foi a sua devoção a Maria e essa “continua sendo a devoção de Jesus no Céu.” (p. 41).
No cúmulo da idolatria, Rahn diz: “Aleluia a Maria...” (p. 196). Ora, ALELUIA, que quer
dizer “Louvai a Deus”, por seu próprio sentido, só pode ser atribuída a Deus.
Vejamos mais citações:
“Após o meu batismo no Espírito Santo, senti uma necessidade muito clara de recitar
o rosário... Nunca antes eu tivera tal sentimento do papel de Maria conduzindo-me à
plenitude de Cristo e do Espírito... Eu oro realmente pelo Papa na missa agora, e embora
possa parecer ridículo, começo a orar a ‘Ave Maria’quando dirijo meu carro e paro em
um sinal de trânsito...” (A Renovação Carismática e a experiência Irlandesa, de autoria de
Thomas Flyunn, p. 92 e 93).
Não é Maria que nos conduz à plenitude de Cristo e do Espírito Santo. Jesus nos conduz
a plenitude do Espírito, pois é ele quem batiza no Espírito, segundo João Batista. Quem
conduz à plenitude de Cristo, por sua vez, é o Espírito Santo, acerca do qual Jesus disse:
“Receberá do que é meu”.
“A devoção a Maria tem sido reforçada pelo movimento carismático” (O MOVIMENTO
PENTECOSTAL NA IGREJA CATÓLICA, Frei E. D. O’Conner, p. 167). No livro de
O’Conner se diz: “Certas pessoas, que sempre foram devotadas a ela (Maria), se regozijaram
por verificar que o Espírito Santo a faz cada vez mais venerável. Muitos, cuja devoção

150 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


tem sido branda, tornaram-se mais fervorosos, e em alguns casos até ardorosos fiéis. Um
casal conta como o seu grupo de oração foi se reduzindo aos poucos até ficar apenas com
mais um casal. Por último, em um dos cultos, os quatro se sentaram em silêncio durante
uma hora, apenas ouvindo o que Deus poderia desejar falar. Depois resolveram cultivar a
devoção à Maria” (A CONFUSÃO CARISMÁTICA, apostila 17, da “Voz dos Mártires”,
Stanley Mawhinney, p. 4).
Os católicos carismáticos costumam citar um versículo fora do contexto e distorcido
para dizer que o Espírito Santo glorifica Maria. Vejamos o versículo e analisemos a sua
inconsistência:
“... e Isabel ficou cheia do Espírito Santo, e exclamou em voz alta: Bendita és tu entre
as mulheres, e bendito é o fruto de teu ventre”. (Lc 1.41,42)
Ora, neste versículo, quando Isabel estava cheia do Espírito e fez a exclamação a Maria,
não a estava glorificando, mas estava profetizando ou revelando. O Espírito Santo revelou
a Isabel quem estava no ventre de Maria, então Isabel disse que Maria era uma mulher
feliz ou bendita, por trazer Jesus em seu ventre. Anos antes disso, a profetiza Débora, cheia
do Espírito profetizou a Jael:
“Bendita entre todas as mulheres será Jael” (Jz 5.24). Ora, nesse caso como no outro,
houve apenas uma revelação de que aquelas pessoas seriam felizes por determinada
realização de Deus.
Zacarias, cheio do Espírito Santo, profetizou para seu filho João Batista:
“Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo: “... E tu menino,
serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás ante a face do Senhor, a preparar os seus
caminhos” (Lc 1.76). Aliás, sobre Maria ser bendita, vejamos o que Jesus disse: “Ora,
enquanto ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse:
Bendito o ventre que te trouxe e os peitos em que te amamentaste. Mas Ele respondeu:
Antes, benditos os que ouvem a palavra de Deus, e a observam”. (Lc 11.27,28)
Jesus, na terra, rejeitou toda parceria à Maria. Da mesma forma o outro Consolador, o
Espírito Santo, o seu substituto, rejeitará.
Vejamos ainda o que diz a RCC:
“Era normal que a mãe (Maria) presidisse, fosse madrinha desse batismo no Espírito Santo
à igreja que no dia de Pentecostes iniciava a sua vida oficial sobre a terra... é ela a esposa do
Espírito que melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a renovação incessante do
Pentecostes para todos os membros do seu filho. Por isso, a justo título, é chamada Mãe da
Igreja”. (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO, Harold Rahn, p. 70)
Vejamos aí os seguintes erros:
• Maria não é mãe da igreja. Quando Jesus falou que João era filho de Maria e Maria
era mãe de João, não se referia a uma maternidade universal, mas sim, ao fato de que após
a morte de Jesus, João cuidaria de Maria, já que José estava morto, e seus irmãos eram
incrédulos. A prova disto é que a Bíblia diz: “E desde àquela hora o discípulo a recebeu
em sua casa” (Jo 19.27)

151 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


• Maria não é madrinha da Igreja no Batismo do Espírito Santo. Primeiro, porque não
existe “madrinha” de batismo na Bíblia; segundo, porque a Bíblia não fala que Maria foi a
madrinha; terceiro, porque Maria foi batizada com o Espírito Santo no mesmo instante que
os outros o foram (At 1.14; 2.1-4). Como poderia estar sendo batizada e sendo madrinha
ao mesmo tempo?
• Não é Maria que nos obtém a renovação do Pentecostes, mas Jesus Cristo: “E Eu
(Jesus) rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique convosco para
sempre” (Jo 14.16). “Se Eu (Jesus) for, vo-lo enviarei (Jo 16.7).
• Maria não é a esposa do Espírito, já que no reino espiritual não há isso: “Não se casa
nem se dá em casamento” (Mt 22.30).
A RCC começou com a leitura do livro protestante “A Cruz e o Punhal”, de David
Wilkerson, que aceitou que se citasse seu livro no livro “Católicos Pentecostais” no início
da RCC. Vejamos agora o que se diz David Wilkerson sobre isso tudo:
“Saí fora da Igreja Católica Romana, adoradora de ídolos. Ela idolatra inclusive a santa
mãe de Jesus, Maria, a qual na Bíblia nunca vemos sendo adorada e muito menos sendo
igualada a Deus” (Toca a trombeta em Sião, David Wilkerson, CPAD, p. 144)

O ESPÍRITO SANTO VEIO PARA NOS SANTIFICAR

O Espírito Santo é santo. Ele é o responsável pelo afastamento do pecado e do


mundanismo pelos cristãos (I Pd 1.2). Ele nos transforma à imagem de Cristo (II Co 3.18).
Liberta do jugo do pecado (Rm 6.14-18) e de toda obra da carne (Gl 5.22,23). Ele nos
convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16. 8). Infelizmente não é isso que acontece
com a RCC. Observe alguns testemunhos escritos por adeptos da RCC:
“As orações continuaram, porém, em meio a um alegre bate-papo. Um jovem casal
permanecia de mãos dadas. Uma moça bebia Coca-Cola. Um homem oferecia cigarros a
alguém. Quando eles, em seguida, iniciaram um cântico que dizia... Senti-me, eu mesma,
sendo absorvida por aquilo” – Católicos Pentecostais (p. 61 e 62)
Observemos: “... alegre bate-papo”; “... jovem casal de mãos dadas...”; “... moça
bebendo Coca-Cola...”; “... oferecendo cigarros...”. Tudo numa cordial reunião de oração!
Isso porventura inspira? Ajuda a comunhão com Deus? Ainda bem que a RCC nada
tem a ver com o movimento carismático evangélico, pois seria escândalo um crente ser
encontrado fumando, muito mais numa reunião em que se busca o Espírito Santo: estar
sendo realizada com pessoas presentes oferecendo cigarros aos demais (Is 6.3; Ap 4.8; I
Pd 1.16; Jo 16.8; II Tm 2.19)
“Com os avivamentos (protestantes), veio também uma ética individualista e simplista.
A vida limpa é caracterizada por um ‘modo limpo’ de viver, portanto, não fumando, não
bebendo, não fazendo maquiagem, não indo ao teatro ou outro divertimento... esse estilo de
vida religiosa é belo, significativo e relevante. Mas não é essencial, nem desejável para o
batismo com o Espírito Santo, especialmente entre pessoas de diferentes contextos espirituais
(no caso, os católicos)” – Católicos Pentecostais, [confirmar número da página].

152 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Em outras palavras, na RCC, as pessoas não precisam viver vidas “limpas”, santas,
porém, a Bíblia diz: “ Sede santos, por eu sou santo”(I Pd 1.16), “e o mesmo Deus de paz
vos santifique em tudo, em toda a vossa maneira de viver, e todo o vosso espírito, e alma
e corpo, sejam conservados irrepreensíveis ...”(I Ts 5.21), o nosso corpo é o templo do
Espírito Santo (I Co 6.17-20).

153 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O que é a
A Renovação Católica Renovação
Católica
Carismática e o Espírito
Santo

Conhecimento que dá
vida eterna Carismática
(PARTE II)

A RENOVAÇÃO CATÓLICA CARISMÁTICA E O


ESPÍRITO SANTO

E
sta segunda parte do artigo sobre RCC, tem a
finalidade de analisar as contradições da RCC em
relação à obra do Espírito Santo. Não serão analisadas
todas as doutrinas aceitas pela RCC, mas unicamente
aquelas que confrontam com a obra que o Senhor Jesus disse
que o Espírito Santo viria fazer na terra.

O Espírito Santo veio como substituto de Cristo

12
Jesus enviou o Espírito Santo como o seu substituto e
representante na terra: “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro
consolador, para que fique convosco para sempre” (Jo 14.16).
“Todavia digo-vos a verdade, convém que eu vá; pois se eu não
for, o consolador não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei.”
(Jo 16.7).
A RCC, no entanto, aceita o Papa como vigário (substituto)
EDIÇÃO

de Cristo na terra, usurpando assim o lugar do Espírito Santo:


“Um cristão, cuja vida é conduzida pelo Espírito, assim, não
porá nunca em questão a obediência devida às diretivas da Igreja
ou do sucessor de Pedro, o ‘Cristo visível na terra’”. (SEREIS
BATIZADOS NO ESPÍRITO, Harold J. Hahn, S.J. Maria J. R.
Lamego, p. 38).
.A forma hierárquica católica de classificar o papa como o
“Cristo visível na terra”, além de torná-lo como usurpador do
lugar cabível somente ao Espírito Santo, o verdadeiro substituto
de Cristo, conforme nos ensina a Palavra de Deus em João 14.7

154
e 16. As declarações e atitudes do “sumo pontífice romano” diferem das declarações e
atitudes de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade.
Como um movimento que aceita dogmas e ensinamentos contrários ao Espírito Santo, pode
ter a operação deste mesmo Espírito em seu meio? Como pode o “Cristo visível na terra” ser
idólatra? E fazer declarações totalmente contrárias a do Espírito Santo? A RCC aceitando estes
dogmas e ensinos contrários as Sagradas Escrituras não pode ser guiada e abençoada pela
direção do Espírito Santo de Deus. Deus, não é Deus de confusão. (I Co 14.33).

O Espírito Santo veio para testemunhar de Cristo como Príncipe e Salvador


“Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento
e remissão de pecados, e nós somos testemunhas destas palavras, nós e também o Espírito
Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.” (At 5.31, 32)
O texto bíblico também diz que o Espírito Santo testemunha de Cristo como Salvador,
aliás, como suficiente Salvador, que não necessita de assistentes (At 4.12; Hb 7.25); no
entanto, a RCC aceita Maria como co-redentora, dizendo que ela intercede pelo pecador.
Ora, quem revelou essa suposta verdade a Igreja Católica Romana, será que foi o Espírito
Santo? Poderia então o Espírito Santo se contradizer tanto assim? Primeiro diz que há um
só mediador (I Tm 2.5) e depois nega essa verdade e revela um outro mediador? Prezado
leitor, esse espírito que atua na RCC pode ser qualquer espírito, menos o Espírito Santo de
Deus. O dogma dos papas não tem autoridade como o ensinamento do Espírito Santo tem,
e não podemos aceitar essa situação que a RCC deixa o Espírito Santo, já que pelas suas
práticas, o Espírito Santo tornou-se extremamente contraditório. Ainda que a RCC tente
dissimular tal verdade.
Jesus é o único advogado (I Jo 2.1), porque como único Salvador é o defensor da
nossa causa; no entanto, a RCC pede a Maria “que rogue pelos pecadores agora e na
hora da morte”.
Jesus é o nosso único mediador, em virtude de ser o único Salvador, pois conquistou
o direito de mediação pela sua morte expiatória (I Tm 2.4-6); no entanto, a RCC crê na
mediação de Maria, e essa história de que Maria liga os homens a Jesus é falsa, pois Jesus
é o mediador entre DEUS e os HOMENS, e não entre DEUS e MARIA, que por sua vez
seria a mediadora entre Jesus e os homens.
Os católicos carismáticos não podem ser salvos, pois, para que assim ocorra, é necessário
que o homem tenha Cristo como único mediador: “Portanto pode salvar perfeitamente os
que por Ele (Jesus) se chegam a Deus, porquanto vive sempre para interceder por eles” (Hb
7.25). Portanto, a crença da RCC confronta-se com o verdadeiro testemunho do Espírito.
Acerca de Maria, mãe de Jesus: o que a Bíblia, inspirada pelo Espírito Santo diz sobre ela:

Desposada com José


“Ora o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria desposada com José, antes
de se ajuntarem achou-se ter concebido do Espírito Santo.” Mt 1.18

155 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“A uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de Davi: e o
nome da virgem era Maria.” (Lc 1.27)

Recebe o anúncio do nascimento de Jesus


“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada
Nazaré, a uma virgem desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de Davi: e o
nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo aonde ela estava disse: ‘Salve, agraciada;
o Senhor é contigo bendita és tu entre as mulheres. E, vendo-o ela, turbou-se muito com
aquelas palavras, e considerava que saudação seria esta. Disse-lhe então o anjo: Maria,
não temas, porque achaste graça diante de Deus; e eis que, em teu ventre conceberás e
dará à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus, este será grande, e será chamado filho
do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na
casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que
não conheço varão? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo,
e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti
há de nascer, será chamado Filho de Deus. E eis que também Isabel, tua prima, concebeu
um filho em sua velhice, e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril; porque
para Deus nada é impossível. Disse então Maria: Eis aqui a serva do Senhor: cumpra-se
em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela”. Lc 1.26-38.

Visita Isabel, sua prima


“E naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de
Judá, e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel, e aconteceu que, ao ouvir Isabel a
saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre, e Isabel foi cheia do Espírito Santo.
E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto do
teu ventre. E donde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de
alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que
da parte do Senhor lhe foram ditas”. Lc 1.39-45.

“O Magnficat”
“Disse então Maria: a minha alma engrandece ao Senhor. E o meu espírito se alegra
em Deus, meu Salvador. Porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde
agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque me fez grandes coisas o
Poderoso; e santo é o seu nome, e a sua misericórdia é de geração em geração sobre os
que o temem. Com o seu braço obrou valorosamente; dissipou os soberbos no pensamento
de seus corações. Depois dos tronos os poderosos, e elevou os humildes. Encheu de bens
os famintos, e despediu vazios os ricos. Auxiliou a Israel seu servo, recordando-se da sua
misericórdia” Lc 1.46-54

156 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Vai a Belém
“E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi,
chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua
mulher, que estava grávida” Lc 2.4,5.

Dá a luz a seu primogênito


“E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome
Jesus” Mt 1.25.
“E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa
manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” Lc 2.7.
Encontra Jesus no templo

“Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém, à festa da páscoa. E tendo ele já
doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles,
terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus
pais. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de
um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; e, como o não encontrassem,
voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no
templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que
o ouviam admiraram a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-
se, e disse-lhe sua mãe: Filho , por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu
ansiosos te procurávamos. E ele lhe disse: por que é que me procuráveis? Não sabeis que
me convém tratar dos negócios de meu Pai? E eles não compreenderam as palavra que
lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré , e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava
no seu coração todas estas coisas” Lc 2.41-51

Presente no casamento em Caná


“E, no terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia, e estava ali a mãe
de Jesus. E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas. E faltando
o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não há vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu
contigo? Ainda não é chegada a minha hora. Sua mãe disse aos serventes. Fazei tudo
quanto ele vos disser”. Jo 2.1-5

Preocupa-se com o ministério de Jesus


“Chegaram então seus irmãos e sua mãe, e, estando de fora, mandaram-no chamar. E
a multidão estava assentada ao redor dele, e disseram-lhe: eis que tua mãe e teus irmãos
te procuram, e estão lá fora. E ele lhes respondeu, dizendo: Quem é minha mãe e meus
irmãos? Porquanto qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã,
e minha mãe” Jo 3.31-35.

157 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Junto a cruz
“E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e
Maria Madalena. Ora, Jesus vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava
estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis
ai a tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa” Jo `9.25-27

Na companhia dos discípulos


“Todos estes perseveravam unanimemente em oração e súplicas, com as mulheres, e
Maria, mãe de Jesus, e com seus irmãos” Atos 1.14.

Estes dados foram extraídos da Bíblia Sagrada, e isto é tudo que a Bíblia fala sobre
Maria, a mãe de Jesus. Qualquer pessoa ou cristão leitor regular da Bíblia, ou que tenha
um conhecimento básico das Escrituras, jamais aceitará o ensino sobre Maria, da Igreja
Romana, pois se trata de um ensino particular dessa religião. Ao observarmos ainda os
três primeiros “Credos” da Igreja, notamos que todos possuem fundamentação na Bíblia,
exemplo:

I) a doutrina da Santíssima Trindade (Mt 28.19; I Co 12.4-6; II Co 13.13; Ef 4.4-6)


II) a doutrina da divindade do Senhor Jesus (Mt1.23 comp. Is 7.14; Is 9.6; Jr 23.5, 6;
Zc 14.5; Jo 1.1-3; 5.18; 8.58; 10.30-33; 20.28; Rm 9.5; II Co 5.19; Fp 2.6; Cl 2.2,9;
II Ts 2.16;I Jo 5.20; Ap 1.7, 8).

As citações bíblicas já não ocorrem, quando a Igreja Romana fala sobre Maria, pois
o dogma sobre Maria não encontra base nas Sagradas Escrituras. Exemplo, qual a
referência bíblica para:

I) Maria, concebida sem pecado (dogma da imaculada concepção)?


II) Maria, assunta aos céus (dogma da ascensão de Maria) ?

Ou ainda o futuro dogma romano de Maria, a co-redentora? Onde estão as referências


da Bíblia Sagrada para tais dogmas acerca de Maria, a mãe de Jesus?
Ainda que os adeptos da RCC deixem de adorar estátuas, enquanto adorarem a Maria
e os superiores serão idólatras.
“Mas, quanto... aos idólatras... a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que
é a segunda morte”. (Ap 21.8)

158 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


DOGMA DA IGREJA ROMANA ENSINO DA BÍBLIA

1. MARIA, MÃE DE DEUS 1. MARIA, MÃE DE JESUS


(Concílio de Éfeso, 431) (Mt 1.18-25)

2. MARIA, SEMPRE VIRGEM 2. MARIA TEVE OUTROS


(Ela teria se mantido nessa condição FILHOS
por toda a vida. Dogma aceito no séc. 4) (Mc 6.3, 4: 4.31-35)

3.MARIA, IMACULADA 3.MARIA NASCEU SOB


(Foi concebida e nasceu livre do pecado O PECADO
original. Dogma declarado pelo papa Pio (Lc 1.47; Rm 3.23;5.12)
IX , em 1854 ).

4.MARIA, ASSUNTA AO CÉU 4. MARIA AGUARDA A


(O corpo de Maria subiu ao céu. Dogma RESSURREIÇÃO
declarado pelo papa Pio XII, em 1950) (I Ts 4. 13-18)

Aqui vemos a diferença da Maria da Bíblia Sagrada, inspirada pelo Espírito Santo e
da Maria criada pela Igreja Romana. Assim a Igreja Romana, na ansiedade de defender e
“provar” seus ensinos sobre Maria, tornou-se Mariocêntrica. Vejamos outros exemplos:

I) Existem mais Igrejas Romanas em honra, louvor, adoração e homenagem a Maria,


que a Jesus Cristo. No Brasil e no mundo existem mais Igrejas Romanas dedicadas a
Maria primeiramente, depois em honra aos santos e finalmente a Jesus.

II) O terço romano: são 50 décimas, e para cada 10 ave-marias um Pai-nosso, assim dá:
50 ave-marias e dez Pai-nossos. Ora-se mais a Maria, que ao Pai.

III) Até na idolatria, ou na confecção de imagens de esculturas, fazem-se mais imagens de


Maria, que de Jesus. Os carismáticos romanos colam mais adesivos de Maria em seus
veículos, do que de Jesus.

IV) Há mais aparições, sonhos, revelações dos adeptos da Igreja Romana de Maria, que
de Jesus.

O Espírito Santo nos ensina a testemunhar que o sacrifício de Cristo foi


suficiente
“Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados.
E o Espírito Santo também no-lo testifica...” (Hb 10.14,15).

159 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


A Bíblia nos diz que o sacrifício de Cristo na cruz não será repetido, porque foi
suficiente (Hb 9.26,28; 10.10, 12; 7.27); por este motivo Jesus exclamou na cruz: “Está
consumado”.
A RCC prega que a missa é a renovação do sacrifício de Cristo, isto é, que o sacrifício
de Cristo na missa é repetido. Quando o padre consagra a hóstia, ela se transforma,
segundo a concepção católica, em Jesus Cristo. Como a hóstia do padre é acompanhada
do vinho, a hóstia vira o corpo de Cristo, e o vinho vira o seu sangue. Como os dois estão
separados, Jesus naquela hora é morto e sacrificado, e por que não dizer, pelo padre? Esta é
a doutrina Católica. Os crentes, por sua vez, crêem que o sacrifício de Cristo não é repetido
ou renovado, e que a ceia do Senhor é simbólica e memorial, e não real.
O texto bíblico nos diz que o Espírito Santo testifica que o sacrifício de Cristo foi único
e impossível de ser repetido; portanto, o Espírito Santo repudia a missa. Isto nos leva a crer
que o espírito que se manifesta entre os católicos carismáticos não é o Espírito de Deus.
Vejamos testemunhos da RCC:
“Antes eu aceitava simplesmente a Igreja: agora eu agradeço a Deus por ela e oro
por ela... Tenho um maior amor pelos sacramentos, principalmente pelas penitências e a
eucaristia...” (Limiar da Promessa de Deus, p. 65).
Note, aí, que a penitência e a eucaristia, são dois sacramentos católicos que zombam
do sacrifício de Cristo. A penitência porque pretende substituir o sacrifício de Cristo pelo
sacrifício humano; a eucaristia, porque pretende repetir o sacrifico de Cristo.
“Praticamente todos os católicos que eu conheço e que estão ligados à RCC apreciam
mais a vida sacramental da igreja, principalmente a Sagrada Eucaristia. A maioria deles
desejam ir à missa durante a semana, sempre que possível, e tentam fazer isso. Falei com
alguns padres que estiveram trabalhando com gente ligada à RCC e eles me disseram
que entre eles o número de pessoas que fazem confissões freqüentes é muito maior do
que entre os paroquianos em geral...” (A Renovação Carismática e a Experiência Irlandesa,
p. 131).
Note, aí, a confissão, que tenta dividir a obra do perdão dos pecados, que é exclusiva
de Cristo (I Jo 1.9) com o padre, fazendo do padre um co-redentor. “Muitos passaram a
comungar diariamente e outros começaram a freqüentar os sacramentos muito mais do que
antes” (O Pentecostes na igreja católica, Frei O’Conner, p. 18)
“De maneira idêntica”, prossegue frei O’Conner, “as devoções tradicionais da igreja
assumiram maior significado. Certas pessoas voltaram a usar com freqüência do sacramento
da penitência, através da experiência do Batismo no Espírito, outros descobriram um lugar
para a devoção à Maria em suas vidas, ao passo que antes haviam ficado indiferentes ou
até mesmo com antipatia em relação a ela. Uma das ações mais espetaculares do Espírito
Santo tem sido a de estimular a devoção, a presença real na Eucaristia. Vindo em uma
hora em que muitos teólogos estão depreciando esta devoção, embora o santo padre
tenha reafirmado o seu valor, este é um sinal evidente do caráter católico do movimento”.
(Retirado da CONFUSÃO CARISMÁTICA, Stanley Mawhinney).

160 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“A assistência diária à missa tornou-se minha maneira de viver. Através da missa recebo
forças de que necessito para testemunhar de Cristo e dos seus ensinamentos”. (Católicos
Pentecostais p. 45)
“A maioria de nós recebeu o batismo no Espírito Santo, enquanto estava de joelhos, em
oração, diante do santíssimo sacramento” (Católicos Pentecostais, p. 48)
Note, aqui, que eles dizem que o Espírito Santo veio quando estavam adorando a hóstia,
supondo ser Jesus ali, e, mesmo que fosse Jesus, seria um Jesus morto, quando o Espírito
Santo é contrário à idolatria (adoração à hóstia) e ao espiritismo (adoração de um suposto
morto), além de dar testemunho da ressurreição de Cristo e de que Ele vive para sempre,
de que Jesus é um Jesus vivo (At 2.32, 33; 5.30-32).
“As devoções naturais, como a de Maria, por exemplo, tornaram-se mais significativas (e
eu era um dos que colocava Maria completamente fora de cena, anos atrás). Especialmente
a vida sacramental da igreja tem se tornado significativa, particularmente o sacramento da
penitência...” (Católicos Pentecostais, p. 114).
“Descobrir um novo grau de significação de todos os sacramentos especialmente na
confissão e na eucaristia. Cheguei a entender de maneira mais perfeita a eucaristia como
sacrifício e voltei à confissão freqüente, da qual tinha dúvidas sobre seu valor como agente
de correção” (Católicos Pentecostais, p. 97)
“... é natural que após a purificação sacramental..., e a recepção de Cristo na Eucaristia,
muitos sejam batizados com o Espírito Santo”. (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO,
Harold J. Rahn, S.J. Maria J.R. Lamego, p. 199).
“Uma das notas características dos que se entregam ao Espírito Santo é um grande amor
a Cristo, um afervoramento na devoção à Eucaristia. A necessidade de vivência eucarística
é uma das conseqüências do batismo no Espírito Santo” (SEREIS BATIZADOS NO
ESPÍRITO, Harold J. Rahn, S.J. Maria J.R. Lamego, p. 217).
O Jesus que pode batizar com o Espírito Santo (Ap 3.1) é o mesmo que disse: “...
fui morto, mas eis que aqui estou vivo pelos séculos dos séculos” (Ap 1.18), e não é
um “Jesus” que morre toda a semana na Missa. O “Jesus” dos católicos carismáticos
é outro “Jesus”, e o “Espírito Santo” também é outro: “Porque se alguém vem e vos
prega outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não
recebestes...” (II Co 11.4)

O Espírito Santo nos ensina a batizar os verdadeiros crentes no corpo de Cristo


através da experiência da salvação
O Batismo no corpo de Cristo é diferente do batismo no Espírito Santo, e diz respeito
à experiência de salvação (I Co 12.13). A experiência de salvação ocorre quando a
pessoa manifesta o arrependimento dos pecados, reconhecendo sua total incapacidade de
contribuir na sua salvação, e, única e exclusivamente pela fé, aceita a Jesus Cristo como
único e todo-suficiente Salvador. Nesse momento, a pessoa é salva e recebe de Deus a
certeza desta salvação. Para que alguém seja batizado no Espírito Santo, necessita ter sido

161 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


salvo anteriormente. A salvação é a condição prévia; no entanto os católicos carismáticos
querem ser batizados no Espírito Santo sem passar pela experiência de salvação, o que é
impossível.
O batismo no Espírito Santo não prejudica tanto as doutrinas católicas quanto a
salvação; daí, sua rejeição à sua experiência de salvação; por outro lado, o batismo no
Espírito Santo sem salvação é falso. Vejamos o que diz a RCC: “Tal linguagem muitas
vezes deixa os católicos pouco à vontade. Isso se aproxima muito da insistência evangélica
e fundamentalista em uma ‘experiência de salvação’ para que seja confortadora para
muitos. Algum esclarecimento seria uma grande ajuda neste caso. Em primeiro lugar,
como católicos, nós não podemos aceitar a idéia de a salvação de alguém depender de uma
experiência. E também não concordamos que tal experiência seja necessária...” (LIMIAR
DA PROMESSA DE DEUS, James Byrne, p. 33).
O frei O’Conner alega que a experiência de salvação é ilegítima e diz que ela “provém
em última análise, do conceito de Lutero sobre a fé. Ela se refere a uma experiência do
poder salvador de Cristo. Ela dá ao homem o conhecimento de que ele está salvo. Muitos
sustentam que ninguém pode ser salvo, a não ser que passe por esta experiência, e outros
acrescentam que quem a recebeu não pode se perder. Essa experiência é muito precisa e
consciente. Quem nela crê divide o mundo entre os salvos e os não-salvos. Não vacilam
em citar quais os seus conhecidos que estão salvos, e quais os que não estão, e também
perguntam sem hesitar a um estranho: ‘Irmão, você foi salvo?” (Retirado da CONFUSÃO
CARISMÁTICA de Stanley Mawhinney).
Frei O’Conner prossegue: “Enquanto a teologia Católica nunca deu muita atenção à
idéia de uma ‘experiência de salvação’... entretanto a doutrina que afirma ser esta a única
maneira pela qual a graça de Cristo pode ser recebida, que ela é necessária à salvação,
e que ela dá ao homem uma certeza sobre o seu estado de graça, e até mesmo sobre sua
salvação final, além de não concordar com as Escrituras (?), esta é contradição com uma
firme e unânime tradição, e com o ensino formal do Concílio de Trento” (Retirado da
CONFUSÃO CARISMÁTICA de Stanley Mawhinney).
“Nós recebemos o Espírito Santo no sacramento do Batismo” (LIMIAR DA PROMESSA
DE DEUS, James Byrne, p. 9).
Se os católicos recebem o Espírito Santo no batismo, que necessidade haveria de nascer
novamente do Espírito?
Sobre a experiência de salvação, temos na Bíblia o exemplo de Paulo (At 9), e muitos
versículos que falam, como Efésios 2.8,9.
Sobre a certeza de salvação, temos, por exemplo: Romanos 8.1; João 5.24; I João
5.12,13.
Paulo diz: “... mas para nós, que somos salvos...” (I Co 1.18); “que nos salvou...” (II
Tm 1.9).
Sobre a certeza de perseverar até o fim, temos: Filipenses 1.6; 1.21; Romanos 8.38,39;
I Timóteo 4.18; I Co 1.8. A Bíblia diz: “Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos;
porque, se fossem dos nossos teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para
que se manifeste que não são dos nossos”. (I Jo 2.19)

162 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O catolicismo pretende um ecumenismo pentecostal, isto é, unir todas as igrejas
evangélicas pentecostais com os católicos “pentecostais”, pois assim será um passo em
direção à pretensa volta dos protestantes ao catolicismo. O fator de união seria o batismo
no Espírito Santo. John Bertolucci, sacerdote católico, disse: “Mas saibam que o Senhor
está fazendo uma coisa nova: Ele está derramando o Seu Espírito sobre toda a carne...
sobre todas as denominações... sobre todos e isto é... o Ecumenismo do Senhor” (O
MOVIMENTO ECUMÊNICO À LUZ DAS SANTAS ESCRITURAS, Homer Duncar,
Imprensa Batista Regular, p. 37)
Jesus, no entanto, nunca pretendeu que o batismo no Espírito Santo fosse uma
experiência de unidade. Ele disse que o batismo no Espírito Santo seria receber poder para
testemunhar (At 1.8). Quando ele disse que seria para toda a carne, estava se referindo
a judeus e gentios. No Antigo Testamento, a missão de pregar era só para os judeus. No
Novo Testamento, os gentios crentes também deveriam pregar o evangelho, e a maior
prova disso aconteceria quando o Espírito Santo caísse sobre eles, dando-lhes poder para
TESTEMUNHAR.
O batismo no Espírito Santo não une católicos e evangélicos, fazendo-os esquecer
as diferenças doutrinárias; ao contrário, o verdadeiro batismo no Espírito Santo, que dá
ousadia para pregar (At 18.28) contra o erro doutrinário, distancia-os ainda mais. Um
crente verdadeiramente batizado no Espírito Santo deveria denunciar com ousadia a
idolatria católica. O verdadeiro fogo do Espírito Santo não une, mas separa a verdade da
mentira: “Vim lançar fogo à terra ... Cuidai vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo,
mas antes dissensão” (Lc 12.49, 51).
Jesus nunca pretendeu que o batismo no Espírito Santo fosse uma experiência de unidade.
A experiência que unia os cristãos era a salvação ou o batismo no corpo de Cristo, ou batismo
no Salvador, quando o homem deixava de estar em Adão e passava a estar em Cristo: “Pois
por um só Espírito fomos nós todos batizados em um só corpo, quer judeus quer gregos, quer
escravos quer livres; e a todos foi dado beber de um só Espírito”. (I Co 12.13).
Os católicos carismáticos, no entanto, rejeitam a experiência de salvação; logo não
pode haver unidade entre nós e eles. Pode haver unidade entre evangélicos pentecostais
e tradicionais, pois ambos crêem na experiência de salvação, mas nunca entre crentes e
católicos. Além do mais, o batismo no Espírito Santo dos católicos, sem a prévia experiência
de salvação, é um embuste.

O Espírito Santo leva o homem a falar em mistérios com Deus


Através das línguas, os crentes pentecostais falam em mistérios com Deus: “Porque o
que fala em língua não fala aos homens, mas a Deus; pois ninguém o entende; porque em
espírito fala mistérios.” (I Co 14.2).
O texto sagrado diz que as línguas não é para falar aos homens, mas a Deus. No entanto
“as línguas” da RCC servem para eles falarem com Maria. Isto porque, na prática eles não
consideram Maria humana, mas uma espécie de “divindade”. Além disso, Maria morreu, e
seu espírito está no céu. Se as “línguas” da RCC servem para comunicação com os mortos,
eles são espíritas.

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Vejamos o testemunho da RCC: “em certa reunião de oração em South Bend, um padre
que estava assistindo à sua primeira reunião, perguntou a um homem que estava perto
dele, onde ele havia aprendido grego. A resposta foi a seguinte: “Que grego”? O padre
disse então ao grupo que ouvira distintamente o homem repetir as primeiras sentenças da
“Ave Maria” em grego, durante sua oração”. (Católicos Pentecostais, p. 225, 226).

Pode um Católico Romano ser batizado no Espírito Santo?


A resposta é não! Um católico praticante de suas doutrinas não pode ser salvo, e
conseqüentemente não pode ser batizado no Espírito Santo. Além disso, o batismo no
Espírito Santo depende da intercessão de Cristo (Jo 14.16) e Jesus só intercede pelos que
o têm por único mediador:
“Porquanto, pode salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, porquanto
vive sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).
E as “línguas” que os católicos carismáticos falam?
Se o “batismo no Espírito Santo” dos católicos carismáticos é falso, as “línguas”
também o são. Vejamos as explicações para as “línguas” dos “carismáticos”:

Algumas são demoníacas.


São comuns os casos de católicos carismáticos que, ao entrarem em igrejas evangélicas,
manifestam-se com possessões demoníacas; aliás, isso não é de admirar, pois os católicos
carismáticos são idólatras, principalmente de “Maria” e da hóstia, e a idolatria é culto aos
demônios: “Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificam-nas a demônios, e
não a Deus ...” (I Co 10.20)
Quando na missa se adora a hóstia, não se adora a Jesus, mas a demônios. Os coríntios,
antes de serem crentes, eram idólatras e possuíam manifestações demoníacas semelhantes
aos dons espirituais como se comportavam com aquelas manifestações: “Ora, a respeito
dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós sabeis que quando éreis
gentios, vos desviáveis para os ídolos mudos, conforme éreis levados” (I Co 12.1,2).
Sobre a manifestação demoníaca de línguas entre os idólatras pagãos, temos: “Os
historiadores das religiões da Grécia descrevem devotos, arrebatados pela histeria
emocional, tremendo e caindo prostrados ao solo, balbuciando línguas extáticas.
Platão registra tais cenas. Também Virgílio, que viveu e escreveu antes de Cristo” (A
CATÁSTROFE CORINTIANA, Jorge E. Gardiner, p. 24). Eis aí a clara imitação satânica
da obra divina.
O catolicismo carismático expressa que não importa se as línguas que eles falam são da
mesma origem das línguas pagãs, isto é, demoníacas: o importante é falar as línguas, seja
lá qual for a origem:
“Deixemos para os estudiosos e exegetas determinarem se a glossolalia (falar línguas)
deveria ser classificada como alguém murmurando em êxtase, ou como uma linguagem
ininteligível. Deixemos para os estudiosos e exegetas determinar se a glossolalia descrita

164 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


em Atos ou I Coríntios é um fenômeno relacionado com a linguagem em êxtase de outras
religiões orientais, ou da religião helenística, ou mesmo se é um novo fenômeno ou uma
nova experiência” (Católicos Pentecostais, p. 245)
O catolicismo carismático crê nos dons espirituais extra-bíblicos, que são, sem dúvida,
demoníacos, pois o Espírito Santo se limita ao que ele escreveu na Bíblia. Ora, se houvesse
dons extra-bíblicos, como saberíamos a disciplina espiritual para eles, pois os dons bíblicos
têm seu uso disciplinado nas Escrituras, e esses não têm em lugar nenhum.
Diz a RCC: “Não estás dizendo que somente os dons alistados em I Coríntios são
carismas. Todos os outros dons do Espírito em sua igreja são carismáticos do mesmo
modo” (Católicos Pentecostais, p. 206).
Uma coisa importante de lembrar aqui é que os crentes evangélicos que presenciam
católicos carismáticos falarem em “línguas” afirmam que as “línguas” dos CC são
diferentes daquelas faladas pelos pentecostais evangélicos.
A origem das “línguas” dos carismáticos é a mesma dos espíritas. Os espíritas também
falam “línguas”. Sobre os espíritas, a Bíblia diz: “Quando vos disserem: Consultai os que
têm espíritos familiares e os feiticeiros, que CHILREIAM E MURMURAM...” (Is 8.19)
Todo católico é espírita! O católico faz missa de sétimo dia pelo morto; o católico ora
pelos mortos; quando um católico ora a um santo ou a Maria, está orando a espíritos de
pessoas que já morreram; quando um católico adora a um “Cristo” morto da missa, está
adorando um suposto morto etc.
Dentre as profecias dos adeptos da RCC, algumas são de “Maria”, isto é, como se Maria
estivesse falando em pessoa, isto é, encarnado. O católico carismático crê nas supostas ou
demoníacas aparições de “Maria”.
Sobre a influência da psicologia na RCC, basta ver os seus temas, tais como “curas dos
traumas”, “mágoa”, “conflitos interiores” etc. Geralmente vão para a RCC não as pessoas
que se acham pecadoras e buscam salvação, mas as que se consideram “traumatizadas” e
buscam uma terapia psicológica. Além disso, muitos grupos da RCC praticam o famigerado
“dormir no Espírito”, em que numa espécie de hipnotismo, as pessoas dormem e acordam
“aliviados”, numa verdadeira artimanha psicológica. A Bíblia nada fala sobre esta falsa
experiência. Alguns grupos da RCC também falam sobre esta falsa experiência. Alguns
grupos da RCC, também praticam regressão hipnótica, em que a pessoa é hipnotizada:
volta a sua mente a anos passados, para detectar o acontecimento passado que causou
“traumas”.
Se os CC fossem nascidos de novo, não precisariam disso, pois “Aquele que está em
Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo” (II Co
5.17). Importa lembrar que muitos líderes carismáticos, principalmente aqueles vindo do
exterior, a fim de liderar a RCC, são PSICÓLOGOS! O jesuíta Harol Hanh, por exemplo,
tem dado curso de temas de Psicologia em várias partes do Brasil.

165 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Algumas são mera imitação
Em minha cidade este é o modelo que predomina. Uma pessoa, na frente, fala em
“línguas” e manda que os outros repitam ou tentem repetir o que ele está falando.
Conheço muitas pessoas que se desiludiram com a RCC, quando perceberam que tudo
não passava de mera imitação. Conheço um grupo de crentes, ex-católicos carismáticos,
que me disseram que as “línguas” que eles falavam, quando eram da RCC, era mera
imitação ou repetição, mas que agora, como crentes falam verdadeiramente na língua do
Espírito Santo.
Sobre a repetição, diz Jorge E. Gardiner, no seu livro A CATÁSTROFE CORINTIANA,
p. 59: “Dêem-me um grupo de pessoas que façam o que eu lhes mandar: cantar, relaxar,
antecipar e fazer gestos certos e será apenas uma questão de tempo até que algum comece
a falar extaticamente!”.

Algumas são misticismos


A RCC não foi um movimento espontâneo, como alguém poderia pensar, mas foi
planejado pelo catolicismo.
O movimento ecumênico havia surtido efeito entre os anglicanos e luteranos. A igreja
Romana, porém, percebeu o grande crescimento do movimento pentecostal, que precisava
barrar. A Igreja Católica, então, planejou o movimento carismático, em que o jesuíta
O’Conner foi incumbido por Roma para tal missa. A RCC foi planejada nos cursilhos da
cristandade. Até mesmo o lugar foi planejado, isto é, o lugar para começar o movimento. A
RCC escolheu então um ambiente sugestivo para despertar o misticismo. Sobre o lugar diz
a própria RCC: “Naquele monte venta muito; uma brisa forte vem do rio, açoita as pernas
dos estudantes e assanha os cabelos, principalmente no outono. Nessa época o poeta e o
místico PODEM SENTIR NO PRÓPRIO AR o Espírito que vem ‘como vento impetuoso’
e que ‘sopra onde quer’” (CATÓLICOS PENTECOSTAIS, p. 15).
O misticismo pode ser responsável pela “produção” de “línguas”, mas poucas vezes. O
seu uso maior é como apoio aos outros métodos católicos carismáticos de “produzir”
as “línguas”. Por exemplo, quando se usa a repetição, a pessoa nota facilmente que foi
ela quem falou, e não foi obra do Espírito Santo; no entanto, o misticismo produzido
fanatiza a pessoa, cegando-a para a verdade e realidade.

Observações a respeito das falsas línguas


Existem manifestações de “línguas” entre os mórmons (que não crêem na divindade do
Espírito Santo); espíritas; os da religião Islâmica; os protestantes desviados ou modernistas
(que não crêem na Trindade, nem na divindade de Cristo, nem no nascimento virginal de
Cristo, nem na Bíblia como Palavra de Deus, nem em salvação pela fé etc.); pagãos; as
religiões orientais; os da seita “Jesus Somente” (que dizem que o Espírito Santo, e não
Jesus é o Salvador, pois ensinam que só os batizados no Espírito Santo, que falam em
línguas, estão salvos; não crêem na Trindade; não crêem no batismo em nome do Pai, do

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Filho e do Espírito Santo; alguns deles não crêem no evangelho de Mateus), etc.
A atual RCC não é a primeira “renovação carismática” na Igreja Católica. Na idade
média, os flagelantes saíam às ruas nus, açoitando-se até o sangue descer, dizendo que o
fim do mundo chegava e falando “línguas”. Os flagelantes eram católicos: “Aos bandos
promíscuos de moços, crianças e velhos de ambos os sexos, muitas vezes todos nus,
percorriam as cidades clamando, cantando, urrando em LINGUAGEM ADOIDADA E
DESCONEXA, penitenciando-se com açoites, e daí o seu nome de flagelantes” (Católicos
Carismáticos e Pentecostais Católicos, Editora Caminho de Damasco, Dr. Aníbal Pereira
Reis, p. 12).
A Bíblia já previa uma imitação da obra do Espírito Santo. Fogo, na Bíblia, é símbolo
de Espírito Santo. Vejamos na Bíblia um sinal de imitação da obra do Espírito Santo
na simbologia do antigo testamento: “Mas Nadabe e Abiú morreram perante o Senhor,
quando ofereceram fogo estranho...” (Nm 3.4). O óleo também é símbolo do Espírito, e na
Bíblia se diz: “... nem fareis outro (óleo) de semelhante composição...” (Êx 30.32).
Deus proibia a imitação do óleo sagrado para unções. Jesus previu: “Porque hão de
surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão sinais (as línguas são sinais) e prodígios; de
modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mt 24.24).
Notemos que “Cristo” quer dizer “ungido”, no caso, “ungido com o Espírito Santo”.
Falsos cristos são falsos ungidos com o Espírito Santo.
Jesus ainda disse: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós
em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos
muitos milagres? Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós
que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.22, 23).
As manifestações de “línguas” da RCC parecem-nos existir, só para confundir os
pentecostais evangélicos.

Condições de Batismo no Espírito e a RCC


A Bíblia dá as condições do batismo no Espírito Santo: “Arrependei-vos, e cada
um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo... e recebereis o dom do Espírito
Santo” (At 2.38).
A RCC, contrariando a Bíblia, diz que não é necessário arrependimento de pecados para
receber o batismo no Espírito: “Falando claro, poderíamos perguntar a nós mesmos: Quero
entregar a minha vida a Cristo? Será que eu o amo? Esta pergunta é muito existencial,
não SIGNIFICANDO QUE É UMA OCASIÃO DE CHORAR SOBRE OS ERROS
PASSADOS” (Católicos Pentecostais, p. 271).

A falsa propaganda do Ecumenismo Pentecostal


Vejamos o que diz a RCC: “Um dos efeitos admiráveis da experiência carismática que
observei foi o de muitos padres e freiras que estavam a ponto de abandonar a Igreja, mas
que, por meio deste movimento de oração, sentiram-se revigorados, acharam nele o que

167 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


estavam procurando. Tinham ficado desapontados com a Igreja... e agora encontraram
uma maneira de se dedicarem de todo o coração...” (A RENOVAÇÃO CARISMÁTICA E
A EXPERIÊNCIA IRLANDESA, p. 131).
“Ao contrário de fazer com que as pessoas se afastem da Igreja em todos os seus
aspectos, eles sempre afirmam que ela os ajudou a se tornarem mais católicos no
sentido TRADICIONAL dessa palavra” (citação de um bispo católico na “CONFUSÃO
CARISMÄTICA” de Stanley Mawhiney).
“Para nós é uma característica geral do batismo no Espírito Santo o fato de aumentar a
nossa fé na Igreja Católica Romana e em seu ensino e práticas verdadeiras” (CONFORME
O ESPÍRITO NOS CONDUZ, Kevin e Dorothy Ranagan, p. 142).
“Enquanto estiver AUMENTANDO o número de fiéis dentro da Igreja e mostrado
maior AMOR E RESPEITO POR ELA, é um bom sinal” (citação de um arcebispo na
“CONFUSÃO CARISMÁTICA” de Stanley Mawhinney).
“Tem aumentado muito a AFEIÇÃO DE SEUS MEMBROS pela igreja, Eles possuem
uma apreciação mais viva e uma reverência pelas INSTITUIÇÕES DA IGREJA. Eles
gostam da presença dos padres em seus cultos como uma GARANTIA contra fazer algo
que seja INCOMPATÍVEL com os ENSINAMENTOS E PRÁTICAS DA IGREJA.
Muitos começam a comungar diariamente e outros começaram a freqüentar muito mais os
sacramentos do que antes” (O PENTECOSTES NA IGREJA CATÓLICA, p. 18).
“O Movimento Pentecostal não separou: excluiu os católicos de sua igreja. Ao contrário
renovou o seu amor pela igreja e edificou uma fé viva na comunidade católica” (Católicos
Pentecostais, p. 73).
Lutero dizia que era maldita a união que sacrificasse a verdade. O apóstolo João
concorda com ele, pois o amor de João não invalidava a verdade: “... eu amo em verdade”
(III Jo 1).
Sobre a RCC, diz o Pastor Robinson, da ABU: “O pentecostalismo católico não gosta
de estudar e discutir doutrinas (‘isso divide’), usando como padrões o companheirismo
na mesma experiência e o ‘amor’, em vez das Escrituras. E agora?... Isto nos mostra
que o critério é a unidade pela unidade, a fraternidade pela fraternidade, o amor, as
‘línguas’ pela ‘línguas’ e nada pelas Escrituras. A Bíblia já não seria, então, o critério
normativo de verdade, de julgamento e de discernimento... A ingenuidade de muitos, a
falta de conhecimento doutrinário, a falta de coragem para ficar firme e proclamar as
Escrituras como única regra de fé e prática, a falta de postura para dizer NÃO, a busca
de um ‘amor’ e de uma ‘fraternidade’ são alguns versículos usados por Satanás para
selar tal espúrio ‘Ecumenismo’... Todos, de espírito aberto, devemos proclamar, unidos,
a mensagem do Calvário, de Bíblia em punho, buscando o Consolador. Alerta para
que falsos pentecostalismos não soterrem as verdadeiras bênçãos...” (ESSE CRENTE
CHATO, p. 89,91 e 92)
Nós, crentes, devemos amar os católicos, mas não invalidar a verdade, pois os católicos,
não sendo crentes, precisam retificar algumas de suas crenças. Alguns citam casos isolados

168 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


de católicos carismáticos que se tornaram crentes; no entanto os tais se esquecem de que
crentes nominais e sem convicção, se tornaram católicos carismáticos. Procure na RCC
e você vai encontrar. Vejamos um exemplo desse tipo, contado pela RCC: “Antes do
ofertório da Missa, Tom Bettler (protestante nominal), um concluinte de Notre Dame,
fez sua profissão de fé e foi oficialmente recebido na Igreja Católica, tendo recebido
sua primeira comunhão. Uma razão maior do que todas para celebrarmos!” (Católicos
Pentecostais, p. 71).
A RCC, com a aprovação do “papa”, está desenvolvendo o programa de “evangelização
2000”, onde pretende, na afirmação dela mesma, fazer os católicos que se tornaram
protestantes voltar à Igreja Romana, bem como “converter” os protestantes ao
catolicismo.
A RCC são os “jesuítas” do século XX. A missão dos jesuítas era semelhante à
da RCC, só que os jesuítas usavam força e coação. Vejamos o juramento dos antigos
Jesuítas: “Prometo e declaro que farei e ensinarei a guerra lenta e secreta contra os
hereges (protestantes)... tudo farei para extirpá-los da face da terra, não pouparei idade,
nem sexo, nem cor... farei arruinar, extirpar, estrangular e queimar vivos esses hereges.
FAREI ARRANCAR seus estômagos e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça
de suas crianças contra a parede a fim de extirpar a raça...” (CONGREGACIONAL DE
RELATÓRIOS, p. 3.362).
A RCC diz que o “santo” da Idade Média que falou em “línguas” foi o jesuíta Francisco
Xavier. O objetivo da RCC é fazer que os pentecostais se distraiam e alegrem-se com
ela, enquanto ela “traga” o protestantismo e procura tornar sem base firme a segurança
doutrinária evangélica. Os crentes precisam outra vez levantar a Bíblia como estandarte,
estudá-la, proclamá-la e defender a fé que de uma vez para sempre foi entregue aos
santos (Jd 3).
Concluímos este trabalho com as palavras do pentecostal Miguel Vaz: “Estamos
recebendo o que seu remetente qualifica de ‘denúncia’ da existência de uma igreja
católica romana que se diz carismática... Segundo a correspondência, essa igreja se diz
possuidora dos dons espirituais... O missivista, porém, diz estranhar que os seguidores
desta seita (?) continuem praticando a idolatria, adoração de imagens, celebrando
missas, além de não demonstrarem qualquer vizinhança com a transformação de vida
que caracteriza os verdadeiros convertidos... um evangelho assim disseminado não
é aquele que Paulo qualifica de ‘poder de Deus para a salvação’. Serve, e atrevemo-
nos a dizer, mais de perdição do que da salvação... tem razão o missivista, quando se
abisma diante de ‘católicos pentecostais’, que ele diz conhecer de perto e constatar a sua
teórica profissão de fé. Não se pode conceber que o evangelho seja tão elástico a ponto
de abranger favoravelmente este tipo de DESCALABRO... é uma doutrina ESPÚRIA,
PREJUDICIAL, COLIDENTE com o verdadeiro ensino e com as experiências dos crentes
fundamentalistas... o evangelho é segurança, é esperança, é certeza da proteção divina.
É poder contra as artimanhas do inimigo e, sobretudo é o abandono total das coisas que

169 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


favorecem a sua atuação na vida do homem. Uma igreja que se diz carismática e que
não promove a santificação dos seus membros, um ‘evangelho’ que não proporciona
esperança de vida eterna devem ficar inteiramente fora de cogitação; por ser uma igreja
que não convence; por ser um evangelho inútil, conflitante, inócuo, sem substância,
sem conteúdo. Um evangelho conivente e tolerante com todas as doutrinas diabólicas,
com a idolatria e com as vaidades que o mundo oferece. DESSA ‘IGREJA’ E DESSE
‘EVANGELHO’ ESTÃO LIVRES AQUELES QUE ENTREGARAM DE FATO SUAS
VIDAS NAS MÃOS DE JESUS” (O MOVIMENTO DA PAZ, Setembro de 1987, p. 2).

170 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Conhecimento
que dá a vida eterna
Por Wagner S. Cunha

N
a noite de sua agonia, e poucas horas antes de sua paixão, o Senhor Jesus,
no capítulo 17 do evangelho de João, proferiu o que tem sido comumente
chamado, há quase cinco séculos pelos cristãos, “de Oração Sacerdotal do
Senhor”, pois nela o Senhor ora por: Sua própria glorificação, proteção,
santificação, unidade, e glorificação definitiva dos crentes.
Ao perscrutar esse belíssimo capítulo de João 17, Filipe Melanchton (1497-1560),
alemão, teólogo da reforma, amigo de Lutero, conseguiu expressar o ponto de vista que os
servos de Deus, em todos estes séculos de cristianismo, possuem a respeito dessa passagem
bíblica: “nenhuma voz já se ouviu na terra, ou no céu, com maior arrebatamento, nem mais
santa, mais frutífera, mais sublime, do que a do próprio Filho de Deus nesta oração”.
O texto de João 17 apresenta ainda argumentos incontestáveis acerca da deidade de
Cristo. Por esse motivo, vários grupos religiosos heréticos do passado (como os Socinianos)
e do presente, como as Testemunhas de Jeová (sucessoras dos Socinianos) esforçam-se
arduamente para pervertê-lo. É bem provável que você tenha ouvido inúmeras vezes as
Testemunhas de Jeová citarem João 17: 3 em conexão com o oferecimento de um “um
estudo grátis da Bíblia”. Por essa razão, é importante que conheçamos os principais erros
que elas cometem acerca desse texto. Isso nos auxiliará a compreender o conceito de
salvação adotado pelas Testemunhas de Jeová.

Alterando o Texto

Excetuando-se a Tradução do Novo Mundo (das TJs) o versículo 3 de João 17, na


maioria da traduções e versões da Bíblia, tem o seguinte conteúdo “... que te conheçam, o
único Deus verdadeiro...”(NVI – Sociedade Bíblica Internacional).
Já a TNM adota a seguinte tradução “... que absorvam conhecimento de ti, o único
Deus verdadeiro...” (TNM – Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados). Por que essa
tradução esdrúxula do verbo grego – ginosco (conhecer) por “absorver conhecimento? Em
um artigo de A sentinela, 01/03/1992, p. 23 - O Que Significa “Absorver Conhecimento de
Deus e de Jesus”, as Testemunhas de Jeová tentam sustentar esta inserção (como usualmente
costumam fazer com outros versículos que depõem contra suas doutrinas), citando fora do
contexto vários eruditos bíblicos, com o intuito de dar um toque de erudição a sua forma

171 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


racionalista e incorreta de ver o versículo. Um dos citados é o dicionarista W. E. Vine em
a Expository Dictionary of New Testament Words, VII p. 297 a 299, onde “GINOSKO
significa estar assimilando conhecimento, chegar a conhecer, entender completamente.”
Assim, as Testemunhas de Jeová estão limitando a definição e uso do vocábulo, que é
analisado por W. E. Vine nas páginas seguintes, forçando a noção de que o conhecimento
mencionado no versículo é meramente doutrinário; entretanto, o dicionarista W. E. Vine,
na página 298 da obra mencionada continua: “No N.T. Ginosco freqüentemente indica
uma relação entre a pessoa que está conhecendo e o objeto conhecido...” Vine prossegue:
“Tal conhecimento é obtido não por mera atividade intelectual, mas pela operação do
Espírito Santo resultante da aceitação de Cristo.”
O conhecimento a que João em seu evangelho se reporta é, portanto espiritual; é travar
um relacionamento íntimo e pessoal com Deus, compreendendo amor, apreço e comunhão
(I Jo 4:7,8). Naturalmente, esse texto implica ter algum conhecimento doutrinário,
mas a ênfase que encontramos é decididamente diferente das suposições racionalistas
apresentadas pelas Testemunhas de Jeová.
Outro ponto fundamental que encontramos nesse versículo é que tal conhecimento é
revelado e personificado em Jesus Cristo. Ele mesmo é Deus manifestado na carne (Jo 14:
6-9; I Jo 2.23). Conhecimento do Revelador é o mesmo que o conhecimento do Deus que é
revelado. Formidável é a reflexão que Robert Bowman, em seu livro (“Por que Devo Crer
na Trindade”, p. 127, 128, Editora Candeia, 1996) faz de João 17:3. Ele diz: “Isso seria
estranho se Jesus fosse simplesmente o mais sublime entre todos os seres criados, mas
apropriado se, conforme já comprovamos, Jesus é Deus... Se o Filho fosse uma criatura,
deveria ser possível conhecer a Deus à parte daquela criatura. Mas ninguém o pode,
porque Jesus é Deus.” É impossível conceber como o mensageiro podia ser um Revelador
adequado de uma pessoa, de cuja natureza não participa.

Semelhança com os Gnósticos

Em sua ênfase sobre o conhecimento doutrinário, como a chave para a vida eterna, em
detrimento de um relacionamento com Deus (Jo 5: 39,40), as Testemunhas de Jeová se
assemelham ao gnosticismo. A seita gnóstica surgiu nos primórdios do cristianismo. Em
sua forma original, estava arraigada no judaísmo, mas por fim o movimento tornou-se
sincretista, mesclando elementos judaicos, doutrinas cristãs e idéias pagãs. Seus adeptos
arrogavam possuir um conhecimento mais profundo das coisas divinas do que o que se
poderia obter entre os crentes comuns. A idéia de uma simples mensagem como a “morte,
sepultamento e ressurreição de Cristo” (I Co 15:1-4) era ofensiva para os gnósticos.
Eles sentiam que uma verdadeira religião deveria oferecer algo mais para o intelecto.
A simplicidade da mensagem evangélica “Jesus salva” era escândalo para os judeus e
loucura para os gregos (I Co 1: 18-25).
Em 1979, durante a reunião matinal, na sede mundial das Testemunhas de Jeová, no

172 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Brooklyn – NY, um de seus principais líderes, Frederick W. Franz (1893-1992) disse a
seguinte frase sobre a mensagem do evangelho encontrado em I Co 15:3, 4 – “Alimento
para crianças, não é a mensagem para os dias de hoje”. Trágica e infeliz declaração!
As Testemunhas de Jeová passam longas horas na busca do “conhecimento exato”,
lendo e relendo as palavras de seus líderes, “sempre aprendendo, mas nunca são capazes
de chegar ao conhecimento da verdade” (II Tm 3.7). Sua maneira de conhecer a Deus
é superficial e insípida. Não é a maneira filial em que a Graça Salvadora de Nosso Pai
Celeste se manifesta em Cristo Jesus para conosco em afeição pessoal, ação redentora.

173 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Igreja Seicho-
No-Ie (sni)
Por Natanael Rinaldi

Seicho-No-Ie: O movi- Um movimento otimista vindo Japão

A
mento otimista do Japão
Seicho-No-Ie (SNI) é conhecida por suas doutrinas
otimistas. É o que se denomina de pensamento
positivo. Esta manifestação religiosa é originária
do Japão. Procuram demonstrar os seus seguidores
que vai tudo bem, não importando se realmente não estão boas
as coisas. Deve-se admitir que tudo está bem e começar o dia
sem ignorar os problemas que eventualmente estejam existindo.
Aconselham a começar o dia dizendo exatamente o seguinte:
“Eu sou filho de Deus! tenho saúde! que bela manhã! vai
acontecer algo de bom!” Diga isso vinte vezes na mente ou em
palavras antes de se levantar. Em seguida, faça imediatamente
o Shinsokan ajoelhado na cama. Esse simples método abrirá
infinitas possibilidades para você.” (Acendedor 5l, 1973, p. 5).
Shinsokan é uma oração, uma prece meditativa, uma prática

13
espiritual praticada pelos adeptos da SNI.

OBJETIVO

Dando sua versão sobre o próprio movimento, a SNI


assim se identifica: “Este movimento é de uma ideologia
iluminadora baseada no ensinamento, divulgado pelo professor
EDIÇÃO

Masaharu Taniguchi, de o homem ser Filho de Deus, perfeito e


originariamente isento do pecado.” (Acendedor 02, janeiro de
1966, p.28).
Diz ainda que a SNI é um “Movimento filosófico religioso
iniciado no Japão em 1 de março de 1930. É conhecido como o
“Movimento de Iluminação da Humanidade.”

HISTÓRIA MASAHARU TANIGUCHI

O fundador da SNI nasceu na vila de Karasuhara, no município


de Kobe, Japão, no dia 22 de novembro de l893. Como é comum

174
em quase todos os fundadores de movimentos religiosos, teve a primeira revelação do seu
chamado religioso em 13 de dezembro de 1929, quando começou a escrever uma revista
com o próprio título do atual grupo religioso, e com o lançamento do primeiro número da
revista, em 1º de março de 1930, deu-se a fundação desse movimento religioso no Japão.
A palavra japonesa Seicho-No-Ie (lê-se: “seitiô-no-iê”) quer dizer “Lar do Progredir
Infinito”. A obra principal da sua filosofia se encontra no livro A VERDADE DA VIDA.

TANIGUCHI COMPARADO A JESUS CRISTO

A admiração que os adeptos da SNI têm pelo seu fundador é tal que fazem dele um ser
onipresente, igual a Jesus (Mt 18.20; 28.20), dizendo: “em todas as partes, assim como
Jesus está vivo eternamente em todas as partes considero o Dr. Taniguchi não como um
ser carnal, mas um ser espiritual que foi enviado por Deus para nos transmitir a Verdade,
para libertar realmente o ser humano das garras do materialismo. Ele está” (Acendedor
07, de abril de 1967). Embora seja tal declaração fantástica sobre Taniguchi, o certo é que
ele faleceu em 17 de junho de 1985, em Nakasaki, Japão, aos 92 anos de idade, e, até onde
sabemos, seus seguidores não falam de sua ressurreição dos mortos, ao passo que Jesus
que ressuscitou dos mortos e está vivo no céu (Ap. 1.17,18). Nessa cidade se localiza a
sede mundial da SNI.

SEICHO TANIGUCHI

O sucessor e atual supremo presidente mundial é Seicho Taniguchi, que nasceu em


23 de outubro de 1920, em Hiroshima, Japão. Casou-se com a filha do fundador Emiko
Taniguchi, tornando-se assim membro da família Taniguchi.

FUNDAÇÃO NO BRASIL

A SNI chegou ao Brasil através da revista, em 1930, data da publicação da primeira


revista Seicho-No-Ie e foi organizada em 1º de agosto de 1952. Aqui no Brasil foi
registrada com o título de IGREJA SEICHO-NO-IE DO BRASIL, cuja sede nacional se
localiza no Jabaquara, na cidade de São Paulo. “Os primeiros conhecedores da Seicho-
No-Ie no Brasil foram os irmãos Daijiro Matsuda e Miyoshi Matsuda (Principal Orador
na América Latina)” (Acendedor 04, julho de l966).

FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA

Leiamos a seguinte declaração: “A Seicho-No-Ie não é nenhuma seita religiosa e,


com o sentido de dar vida a todas religiões, faz conferências baseadas em escrituras do
Budismo, em textos da antigüidade japonesa, e, também, na Bíblia” (A Verdade da Vida,
volume I, p. 13).

175 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os propagandistas da Seicho-No-Ie afirmam que não pregam uma religião, mas apenas
uma filosofia, embora tenham todas as características de uma religião. Assim, a Seicho-
No-Ie possui: igrejas, ritos, preces e preceitos. Logo, trata-se de uma religião e, como
veremos por meio de seus ensinos, é uma religião falsa sem apoio bíblico.

EMBLEMA

Como identidade visual, a SNI utiliza o emblema do sol, símbolo do xintoísmo; da lua,
símbolo do budismo; e da estrela, símbolo do cristianismo. É a união de três religiões: o
xintoísmo, o budismo e o cristianismo. É uma religião sincretista. Observemos que a SNI
se utiliza, para os seus ensinos de: a) escrituras do budismo, b) textos da antigüidade
Japonesa e c) a Bíblia. Freqüentemente a Bíblia é citada fora do seu contexto, como
declara Pedro. “Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há
pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras
Escrituras, para sua própria perdição.” (II Pe 3.16) Outros textos sobre a autoridade da
Bíblia como autoridade única: Pv 30.5,6; Ap 22.18,19; Jr 23.29-31).

EVANGELHO DE JOÃO BATISTA

A SNI não estando familiarizada com o Novo Testamento, declara que o evangelho de
João foi escrito por João Batista quando, na verdade, foi escrito por João, o evangelista,
autor de mais três epístolas e do Apocalipse.
Assim se expressa a SNI: “O evangelho de João Batista é uma obra literária mais
espiritual entre os evangelhos de Jesus Cristo”. “... devemos ler o evangelho de João
Batista milhares e milhares de vezes, até sentirmo-nos a vida de Jesus Cristo” (Acendedor
01, de julho de1965, p. 20). Indo mais além, a SNI declara: “... o evangelho de São João
ensina a mesma filosofia da ‘Seicho-No-Ie’” (Acendedor 02, de janeiro de 1966, p. 30).

PUBLICAÇÕES

As publicações pelas quais divulgam seus ensinamentos são as seguintes:


Livro Principal – A VERDADE DA VIDA, com mais de 40 volumes. Esse livro pode
ser considerado sua ‘bíblia’.
Sutras Sagradas: Louvor aos Apóstolos da Missão Sagrada
Chuva de Néctar da Verdade
Palavras do Anjo
Contínua Chuva de Néctar da Verdade
Revistas Sagradas
Fonte de Luz (substituiu a revista ACENDEDOR)
Pomba Branca (para mulheres)
O Mundo Ideal

176 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O Querubim (jornal para crianças)
Shinsokan e Outras Orações
Calendário de Seminários
Periodicamente são ministrados seminários nas denominadas academias localizadas em:
Academia Sul-americana de Treinamento Espiritual de Ibiúna (SP);
Academia de Treinamento Espiritual de Santa Tecla (RS);
Academia de Treinamento Espiritual de Santa Fé (BA).

ENSINOS

Diz a SNI
“Jesus fez jejum e outras práticas ascéticas durante quarenta dias e quarenta noites à
beira do rio Jordão para alcançar a Verdade...” “A semente do Homem Filho de Deus foi
conseguida a custo através de jejum e outros sacrifícios” ( Acendedor 09, de novembro
de 1967, p. 49).

Diz a Bíblia
Em João 1.9 Jesus declara ser Ele “a verdadeira luz que, vinda ao mundo, ilumina a
todo o homem”. Jesus declarou ser “o caminho; a verdade e a vida” e não que praticou
ascetismo para alcançar a verdade (Jo 14.6). Disse que “quem o segue não anda em trevas,
mas tem a luz da vida” (Jo 8.12).

Diz a SNI
“Jesus não propagou uma religião estreita. Ele disse que o homem é filho do Deus
único e pode orar de onde e como quiser. Assim como Jesus disse, surgiu o ensinamento
da Seicho-no-Ie que faz adorar o único Deus através de todas as religiões” (Acendedor
08, de junho de l967, p.50).

Diz a Bíblia
Jesus é o único caminho (Jo 14.6), ele afirmou que existem apenas duas portas e
dois caminhos. Um desses caminhos leva à vida, o outro leva à perdição (Mt 7.13,14).
Conseqüentemente, é impossível admitir que Jesus tivesse ensinado adorar o Deus único
através de todas as religiões, porque nem todas as religiões são monoteístas, sendo algumas
delas politeístas e panteístas, como é o caso da Seicho-No-Ie que ensina: “A mão é uma,
porém dela saem cinco dedos, cada qual com diferentes funções. Do mesmo modo, de um
Deus único manifestam-se vários deuses com suas respectivas funções” (Acendedor 52, p.
25, de 1973). Isso é politeísmo.

Diz a SNI
“O homem é o próprio Deus e por isso possui tudo dentro de si” (Acendedor 55,
p.8 1973). Outra declaração comprometedora: “Deus é o todo em tudo.” (Acendedor, 9

177 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


novembro de 1967,p. 6) Isso é panteísmo, ensino segundo o qual tudo é Deus. O panteísmo
pregado pela SNI é visto ainda na seguinte declaração: “A maior entre todas as descobertas
é a descoberta do verdadeiro ‘eu’ .O ‘verdadeiro eu’ é o Deus onipotente”” (Acendedor
08, de junho de 1967, p. 10). “ Filho de Deus não significa ser ele menos do que Deus”
(Acendedor 9, novembro de 1967, p. 7).

Diz a Biblia
A Bíblia condena tanto o politeísmo, como também o panteísmo. Apresenta o conceito
de um Deus pessoal que criou o universo (Gn 1.1). Embora esteja presente em todos os
lugares, dado que é onipresente (Jr 23.23,24), tem sua existência separada das obras por
Ele criadas ou da própria natureza. Ele transcende a sua criação e não se mistura com a
natureza (At 17.24-29). Lemos ainda em Isaías 43.10 “Vós sois as minhas testemunhas,
diz o Senhor, o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais
que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum
haverá.” Ainda lemos em Deuteronômio 5.7: “Não terás outros deuses diante de mim”.
“Assim diz o Senhor, que te redime, o mesmo que te formou desde o ventre materno: Eu
sou o Senhor que faço todas as cousas, que sozinho estendi os céus e sozinho espraiei a
terra” (Is 44.24).

Diz a SNI
“Todos os homens são filhos de Deus, assim Jesus não é o filho unigênito. E, nenhum
homem consciente iria abrandar a própria cólera fazendo sofrer e matando o seu filho
único pelos pecados cometidos por outras pessoas. Ademais, Deus, que é perfeito amor,
não iria fazer isto” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 13).

Diz a Bíblia
Os homens tornam-se filhos de Deus quando aceitam Jesus como seu Salvador pessoal.
“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos
que crêem no seu nome.” (Jo 1.12).
Quando lemos essas palavras de Taniguchi, entendemos que ele é apenas um homem
natural e, como tal, não entende das coisas de Deus (I Co 2.14).

Diz a SNI
“Quem nasceu de Deus, Deus será”. É o Verbo que se faz carne, e habitou entre nós. E
vimos a sua glória, como a glória do unigênito do pai, cheio de graça e de verdade”. “Aqui
diz: ‘o verbo se fez carne e habitou em nós. Preste atenção na aplicação do plural. O verbo
não habitou somente em Jesus Cristo. Todos nós somos unigênitos de Deus. Há muitos
unigênitos. Quem não compreende o que é unigênito, vive iludido, é como um filho pródigo
que parte para uma viagem sem destino.”(Acendedor, 02, de janeiro de 1966, p. 34)

178 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Diz a Bíblia
Em João 1.1 encontramos uma declaração solene da divindade absoluta de Jesus. Diz
o texto: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. O
texto, formado por três sentenças, não deixa dúvidas sobre três aspectos da pessoa de
Jesus. Quando lemos: l) “No princípio era o Verbo...” encontramos uma declaração sobre
a eternidade de Jesus. O Verbo sempre existiu co-eternamente com Deus, o Pai (Mq 5.2;
Jo 8.58); 2) “ o Verbo estava com Deus...”. Esta cláusula fala da distinção de pessoas. O
Verbo co-existia lado a lado, frente a frente com Deus, o Pai; e por fim: 3) “o Verbo era
Deus.” O que indica que o Verbo era, em sua natureza divina, o que Deus era: Deus.
O texto de João 1.14 não diz que o verbo se fez carne e habitou “em nós”, porém, que
habitou entre nós. “E o Verbo se fez se fez carne, e habitou entre nós...” Jesus habitou entre
nós – repetindo - e não em nós. Não temos a natureza de Jesus, mas temos comunhão com
Jesus (1 Jo 1.3).

Diz a SNI
“Quem considera a ressurreição de Jesus como um mero aparecimento de seu corpo
astral perante os discípulos, não conhece o profundo significado da mesma” (Acendedor
08, de junho de 1967, p. 19).
“Jesus se ressuscitou em espírito. O verdadeiro significado da ressurreição de Jesus
após a morte na cruz é: ressuscitar no fundo do subconsciente de toda a humanidade a
convicção de que o homem é filho de Deus, após anular a consciência do ‘filho do pecado’
através do sofrimento de Jesus. Não é a ressurreição de somente uma pessoa, mas a
ressurreição de toda humanidade” (Acendedor 08, de junho de 1967, p. 20).

Diz a Bíblia
Lendo em I Corintíos 15. 1-6, 14-17, podemos ver que a ressurreição corporal de Jesus
é assunto muito importante. Não se trata de uma ressurreição espiritual, pois, não tendo
Jesus pecado, não precisava ressuscitar espiritualmente, que é um sentido figurado de
quem, sendo pecador, nasce de novo, ou se torna nova criatura, quando aceita a Cristo
como Salvador (II Co 5.17; Ef 2.1-3; Cl 3.1-5 ). Jesus ressuscitou corporalmente dentre
os mortos. “No primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro,
levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvido do sepulcro.
E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus.” (Lc 24.1-3). O restante de Lucas 24
(versículos 36-43) declara que essa ressurreição de Jesus foi corporal. Ainda quando Tomé
duvidou da ressurreição física de Jesus, Jesus permitiu que Tomé lhe tocasse: “Depois
disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e mete-a no
meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente. Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e
Deus meu!” (Jo 20.25-28). Isso é ensino fundamental da Bíblia.

Diz a SNI
“Sakia Muni (Buda) e Jesus foram os máximos entre os mestres” (Acendedor 02, janeiro
de 1966, p. 33).

179 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Diz a Bíblia
Jesus afirmou que o sofrimento humano era conseqüência do pecado, usando o seu
direito de livre arbítrio (Gn 2.16,17; 3.1-9; Rm 5.12) e para eliminar o sofrimento do
homem morreu por nós no Calvário (Mt 16.21-23; 26.26-28)
Buda foi considerado o “despertado” ou “iluminado” porque descobriu a razão do
sofrimento humano. Admitiu que sua “iluminação” se deu quando definiu que o sofrimento
humano era resultado do desejo humano.

SOBRE OS MILAGRES
Salvo da morte
São atribuídos milagres à leitura das publicações, notadamente as sutras sagradas e a
Shinsokan. Lemos de alguns milagres atribuídos a tais publicações:
“Durante a guerra também houve um soldado que foi salvo pelo KANRO NO HOOU, que
contém as palavras da Verdade. A bala inimiga dirigida para ele acertou e ficou retida no
KANRO NO HOOU, que carregava consigo e ele saiu ileso” (Acendedor 52, de 1973, p. 37).

Sono de crianças
“Fazer a criança dormir ouvindo a leitura do KANRO NO HOOU, que fala sobre o
“homem-filho de Deus e Perfeito”, é também um bom método” (Acendedor 5l, 1973, p. 21).
Mosquitos e Percevejos são beneficiados pela Shinsokan
“O Sr. Endo, pela leitura do livro A VERDADE DA VIDA e a sutra sagrada KANRO
NO HOOU, compreendeu a Verdade de que o homem é filho de Deus e que todos os seres
vivos são irmãos. E concentrando o pensamento em Deus, que é a origem do filho de
Deus, os mosquitos, que são seus irmãos, ficaram fazendo o shinsokan em harmonia com
ele, sem lhe sugar o sangue” (Acendedor 52, 1973, p. 35).
“... o homem é filho de Deus, e irmão de todos os seres, até os percevejos, que parecem
ter nascido para sugar o homem, passam a não ferir mais o homem” (O Acendedor 52,
p.34-36, -1973).
Jesus profetizou o surgimento de falsos profetas e falsos cristos que fariam sinais e
prodígios que, se possível, enganariam até os escolhidos: “Porque surgirão falsos cristos e
falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até
os escolhidos” (Mt 24.24). Uma pergunta fica a ser respondida pelos adeptos da SNI: quando
um mosquito ou percevejo suga o seu sangue, terá ele coragem de matar seu irmão?

O Câncer Não Existe

Na seção “Perguntas e Respostas”, lemos:


“P. Tive câncer de mama, e a mama esquerda foi retirada. Realizei tratamentos
radioterápicos e quimioterápicos, mas o câncer tornou a manifestar-se no mesmo local.”... “Eu
acredito na Seicho-No-Ie, pratico a Meditação Shinsokan, realizo o culto aos antepassados,
faço a oração do perdão e leio as sutras sagradas. Apesar de tudo, por que houve a recidiva

180 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


do câncer? Desde a primeira cirurgia, tenho praticado o que a Seicho-No-Ie ensina.
R. A Seicho-No-Ie ensina que o homem é filho de Deus, o câncer não existe originariamente,
o câncer manifestado é projeção da mente. Por que um filho de Deus originariamente
saudável manifesta doenças? A causa está na mente e nos atos condizentes com seu
estado mental.”... “As práticas religiosas da Seicho-no-Ie não são realizadas com o fim
de curar doenças. O seu ponto fundamental é agradecer aos antepassados, aos pais, aos
irmãos, a todas as pessoas, a todas as coisas e a todos os fatos” ( Fonte de Luz, 277,
janeiro de 1993 ).
Quantas mortes têm provocado esse ensino. Leva os doentes com câncer a negar a
realidade da enfermidade durante o período em que ainda se poderiam tomar providências
médicas que viessem contribuir para a saúde do paciente. Deixam os adeptos da SNI de
reconhecer a existência da enfermidade, apenas quando estão nos caixões mortuários e já
não podem gritar: “Não estou doente! Não estou doente, pois a doença não existe. Apenas
uma miragem da nossa mente”.

OUTROS ENSINOS PECULIARES

Sobre a Voz do Arcanjo


Masaharu Taniguchi declara que seu ensino fundamental foi recebido através de um
anjo, na hierarquia de Querubim.
Disse o anjo: “Tendo assim pregado o Anjo, torna o Querubim a indagar: “’Mestre,
esclarecei a natureza real do homem’”.
Responde o Anjo:
O homem não é matéria,
não é corpo carnal,
não é cérebro,
não é célula nervosa,
não é glóbulo sanguíneo,
Nem é o conjunto de tudo isso”.
“Há quem diga: ‘Pecador! Pecador! ’
Deus não cria pecador algum,
Por isso, neste mundo não existe um pecador sequer.”
“Ao lerdes a SEICHO-NO-IE e conhecerdes a Verdade, se sois curados de doenças, é
porque houve a destruição daquele sonho inicial” (As Sutras da Seicho-No-Ie).

Sobre a ineficácia da morte de Cristo


Esse mesmo Querubim declarou mais o seguinte: “Pecado, doença e morte, porque não
são criações de Deus, são irrealidades, são falsidades, embora usem a máscara da Realidade.
Vim para arrancar essa máscara e mostrar a irrealidade do pecado, da doença e da morte. No
passado, veio Sakyamuni com essa mesma finalidade; Jesus Cristo também veio com essa

181 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


finalidade. Se o pecado existisse realmente, nem os budas todos do Universo conseguiriam
mesmo a Cruz de Jesus Cristo conseguiria extingui-lo” (Sutras Sagradas, p. 5l).

O que a Bíblia diz

a) Paulo, escrevendo sua carta aos Gálatas, admoesta que tenhamos cuidado com as
mensagens trazidas por anjos, notadamente, na hierarquia de Querubim, quando sua
mensagem não se ajusta ao Evangelho genuíno de Jesus Cristo. Diz ele: “Mas ainda
que... um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado,
seja anátema”. (Gl 1.8)
b) O evangelho pregado por Paulo, acerca do qual disse ser o poder de Deus para a
salvação de todo o que crer, (Rm 1.16) é revelado com as seguintes palavras: “Porque
primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos
pecados, segundo as Escrituras, que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia,
segundo as Escrituras.” Ora, se lemos que Jesus morreu por causa dos nossos pecados
e o Querubim da SNI revelou a Masaharu Taniguchi que o pecado não existe, que
necessidade haveria de Cristo ter vindo ao mundo para morrer por nossos pecados se
eles não existem?
Nisso está o erro fundamental da SNI. Procura negar a queda do homem, admitindo
como ensino central que o homem é filho de Deus, incapaz de pecar, e conseqüentemente
nunca se deve dizer que o homem é pecador. Sabemos que o diabo é o pai da mentira,
declaração essa feita por Jesus (Jo 8.44). Se um ensino religioso enfatiza não existir
pecado, está ensinando uma mentira religiosa: “Se dissermos que não temos pecado,
enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 Jo 1.8). É enfática também
a declaração de Paulo sobre o pecado: “Porque todos pecaram e destituídos estão da
glória de Deus” (Rm 3.23). “Porque o salário do pecado é a morte”. (Rm 6.23).
c) o homem foi criado com duas naturezas: uma material e outra espiritual. Então, não se
pode negar que o homem é matéria, é uma realidade, originalmente isento de pecado,
dado que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, e Deus viu que tudo
quanto tinha feito era muito bom: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem,
conforme a nossa semelhança...” (Gn 1.26). E depois de ter concluído toda a obra da
criação diz o texto bíblico: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito
bom...” (Gn 1.31). Essa declaração é reiterada em Eclesiastes 7.29: “Vede, isto tão-
somente achei: que Deus fez ao homem reto, mas ele buscou muitas invenções”.
d) Não se deve, porém, negar que o homem, abusando de sua liberdade de escolha, optou
por desobedecer a Deus, comendo do fruto proibido e assim tornou-se pecador. É o que
lemos em Romanos 5.12: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo,
e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que
todos pecaram”.
Como aceitar declarações estapafúrdias negando a realidade do pecado? Será que os
líderes da SNI não lêem jornais? O que dizer dos noticiários sobre abortos provocados,

182 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


infidelidade conjugal, latrocínios, seqüestros, acidentes, guerras, etc.?
Dizem: “Muitos cristãos pregam que o homem é filho do pecado, mas será isto
verdade?” (Acendedor 03, abril de 1966, p.36).
Como aceitar como corretas estas afirmações, “Não pronuncies: ‘Pecadores, pecadores’.
Todos são filhos de Deus. Não existe nenhum pecador.” (Acendedor, novembro de 1967, p. 4l).
Com toda esse cabedal de ensinamentos contrários ao cristianismo histórico e ortodoxo,
afirmam que a SEICHO-NO-IE é um movimento de iluminação espiritual dizendo:
“Acredito piamente de que este pensamento de iluminação da Seicho-No-Ie é a Verdade
absoluta que realmente salva o homem e toda a humanidade. Esta mesma Verdade foi
pregada pelo Jesus Cristo há dois mil anos atrás” (Acendedor 02, de janeiro de 1966).
Jesus jamais ensinou que o homem não fosse pecador. Ensinou que nós, seres humanos,
deveríamos orar: “Perdoa-nos as nossas dívidas...” (Mt 6.12), o que significa que todos
pecamos. Disse mais que o mal está no coração do homem e é isso que contamina o homem
(Mt 15.18,19). Disse que o homem, sendo mau, sabe dar boas dádivas aos filhos (Lc
11.13). Ensinou que sua missão seria a de salvar os pecadores (Lc 19.10). Várias de suas
parábolas ilustram essa situação comum a todos os homens. Em Lucas 15 encontramos
três parábolas (a da ovelha perdida, a da dracma perdida e a do Filho Pródigo) todas
ilustradoras dessa condição comum a todos nós, pecadores. Depois de tantos ensinos
contrários a Bíblia, jactam-se de representar o verdadeiro cristianismo.

IDENTIFICA-SE COM O CRISTIANISMO?

A Seicho-No-Ie afirma que representa o autêntico ensinamento de Jesus, dizendo: “As


pessoas que seguem o cristianismo deverão ultrapassar as formalidades e deslumbrar
diante da Verdade da ‘Seicho-No-Ie’ que explica a realidade dos ensinamentos de Jesus
Cristo, abrindo os olhos para o real cristianismo” (Acendedor 03 de abril de 1966, p. 38).
Imagine que explicam “a realidade dos ensinamentos de Jesus Cristo, abrindo os olhos
para o real cristianismo”, quando o evangelho trazido por Jesus anuncia a necessidade
absoluta de arrependimento: “Se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”
(Lc 13.3). Partindo de Jerusalém — disse Jesus — seus seguidores deveriam ir a todo o
mundo pregar o arrependimento e a remissão dos pecados (Lc 24.44-49). Este mesmo ensino
foi reiterado pelos escritores do Novo Testamento ( Rm 5.8; I Co 15.1-6; I Pe 2.24).
Culto aos Antepassados
“As doenças dos ossos, sobretudo as da coluna, têm como causa o problema de
relacionamento com os antepassados. Assim sendo... deve efetuar culto aos antepassados
com sincera dedicação.” “É fundamental que o culto aos antepassados seja feito com
sincero sentimento de gratidão” (Fonte de Luz 278, fevereiro de 1993, p. 37).
Recomenda a SNI: “Cultuemos também os filhos ou netos que morreram precocemente,
oferecendo-lhes diariamente a leitura da Sutra Sagrada, Chuva de Néctar da Verdade
ou Palavras do Anjo. Se possível, devemos determinar um horário fixo para, diante

183 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


dos espíritos dos antepassados (em frente a um oratório), evocá-los...” ( Fonte de Luz
286, outubro de 1993, p. 9). A SNI recomenda então o seguinte: “Quando a família for
constituída por um casal e filhos, deve-se evocar os antepassados de quatro famílias:
primeiramente, evocam-se os antepassados das famílias do pai e da mãe do marido: ‘Ó
almas dos antepassados da Família.......’; ‘Ó almas dos antepassados da Família....’ A
seguir, evocam-se os antepassados das famílias do pai e da mãe da esposa. Depois, deve-
se pronunciar, um por um, o nome dos parentes falecidos há menos de 50 anos. Deve-se,
então, chamando pelo nome essas pessoas falecidas, dizer: ‘Ó alma de fulano de tal’”
(Fonte de Luz 286, outubro de 1993, p. 10).
Pela Bíblia nos inteiramos de que os mortos não se comunicam com os vivos. “A favor
dos vivos interrogar-se-ão os mortos? A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo
esta palavra, nunca verão a alva.” ( Is 8.19,20). Têm os mortos consciência do que ocorre
em torno deles no lugar onde estão: os cristãos ficam com Cristo no céu (II Co 5.6-8;
Fp 1.21-23); os descrentes ficam no Hades até o dia do Juízo Final, quando de lá sairão
para o lago de fogo ou Geena (Lc 16.22-25; Ap 20.11-15). Nada sabem do que ocorre na
terra (Hb 9.27). Devemos ter respeito pelos nossos parentes enquanto vivos, mas não há
possibilidade de que eles nos ajudem ou prejudiquem depois da morte.

Carma
Ensinam: “Se uma criança nasce com algum problema, a causa não está somente na
criança, mas também no carma dos pais. Os espíritos procuram eliminar os pecados
através dos sofrimentos.” (Fonte de Luz 284, agosto de 1993, p. 36).
“... efetue diariamente o culto aos antepassados, acreditando que com isso o seu carma
do passado se extinguirá” (Fonte de Luz, 278, fevereiro de 1993, p. 37).
Queremos que nossos filhos e netos mostrem respeito e admiração por nós enquanto
vivemos, mas nada valem homenagens prestadas após a nossa morte. (Ef 6.2,3; Pv 23.22;
I Tm 5.4). Devemos prestar culto a Deus e a Jesus Cristo, Seu Filho (Ap 5.11-13).

Pessoas Más Não Existem


Ensinam: “E então poderemos perceber que neste mundo criado por Deus jamais
existem pessoas más.” (Acendedor 31, abril de 1973, p. 9)
Dizer isso é ignorar a história dos grandes criminosos como Nero, Hitler, Stalin e outros
que se notabilizaram pelas suas crueldades. Parece incrível! Diante de tanta maldade
humana hoje existente, e muito mais à medida que a vinda de Cristo se avizinha que ouse
alguém afirmar que não existem pessoas más. Isso é ridículo! “Como está escrito: Não há
um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a
Deus; todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não
há nenhum só.” (Rm 3.10-12; Mt 24.12,37-39; II Tm 3.1-6).

184 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Satanás (ou diabo) e inferno não existem
Ensina a SNI:
“P. ‘Na doutrina da Seicho-no-Ie existe Satanás, diabo ou inferno?”
“R. ‘Satanás ou diabo e inferno não são existências verdadeiras, porque Deus não os
criou.”...”Como poderia Deus criar o diabo ou o inferno? Ele não faria isso.” (Fonte de
Luz 275, novembro de 1992, p. 39).
Na realidade, quando Deus criou o mundo e todas as coisas, Ele viu que tudo quanto
tinha feito era muito bom (Gn 1.31), mas, o homem, por livre arbítrio, escolheu, deu ouvidos
à voz da serpente e caíu em pecado. Pelo pecado a morte passou a todos os homens porque
todos pecaram (Rm 5.12). A solução para o pecado do homem veio com Jesus Cristo, que,
sendo Deus (Jo 1.1) se fez homem (Jo 1.14) e para nos livrar da condenação morreu por
nós trazendo-nos a salvação (Tt 2.11-14).
O homem é responsável por aceitar ou recusar a salvação gratuita na pessoa de Jesus
Cristo. Quem crer em Cristo e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado
(Mc 16.15,16). Jesus falou do céu (Jo 14.2,3), mas também falou do inferno como lugar
preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). No entanto, o homem, ao ir para o inferno,
vai para um lugar que não lhe foi destinado: “Então dirá também aos que estiverem à sua
esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e
seus anjos.”... “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”.
(Mt 25.4l, 46). Como lemos o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos. Se o homem
vai para lá é por vontade pessoal.
A ironia da SNI é tanta, que, zombando do inferno, assim se pronuncia: “Quem prega:
‘Pecadores, vós caireis no inferno’, ele próprio cairá no inferno”(Acendedor 06, fevereiro
de 1967, p. 38). Ora, como alguém cairá num lugar, que, segundo a SNI, não existe? Deus
não criou um diabo, mas criou um querubim de grande poder e ele se ensoberbeceu e
sofreu a queda, pela qual se tornou Satanás (Is 14.12-14; Ez 28.14-16).

CONSIDERAÇÃO FINAL

A SNI é um movimento que procura estar bem com todas as religiões mundiais. Isso
se observa a partir das citações contidas em suas publicações, que freqüentemente fazem
citações da Bíblia e de outros livros de religiões orientais.
“A Seicho-No-Ie e o cristianismo originariamente são unos, e a sua ideologia básica
é a Verdade do homem FILHO DE DEUS, originalmente perfeito, donde surgem todos
os bens reinantes.”... “É neste ponto que a Seicho-No-Ie e o Cristianismo se unem
perfeitamente” (Acendedor 05, de outubro de 1966).
O leitor diria que essa última declaração corresponde à verdade? A resposta só pode ser
uma: NÃO!

185 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Igreja
Igreja Apostólica (IA)
Apostólica
é realmente apostólica?
é realmente apostólica?
O Movimento Hare
Krishna Por Natanael Rinaldi

M
uitas são as organizações religiosas que, querendo
dar a impressão de que seus ensinos são corretos,
reivindicam para si o título de Igreja Apostólica,
declarando que o título é oriundo de At 2.42, “E
perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e
no partir do pão, e nas orações”. Com isso, um amontoado
de doutrinas são formuladas e disseminadas como se fossem
realmente apostólicas por esses movimentos estranhos à Escritura
Sagrada. É o caso da Igreja Apostólica (IA), que é uma mistura
de ensinos evangélicos, porque se utiliza da Bíblia e afirma tê-
la como fonte de sua autoridade religiosa; de ensinos católicos
dados à exaltação de Maria, imitando em tudo os católicos que
tributam à Maria o culto que se presta a Deus; e, por incrível

14
que pareça , algo parecido com o espiritismo, porque crêem na
mediuni­da­de da Santa Vó Rosa, como o Espírito Con­so­la­dor.
Enquanto o espiritismo karde­cis­ta ensina que a promessa de
Jesus de mandar o Consolador prometido por Jesus se cumpriu
em 18 de abril de 1847, com o lançamento de O Livro dos
Epíritos, a Igreja Apostólica (IA) afirma, com muita ênfase,
que o Con­solador veio na pessoa da Santa Vó Rosa, quando ela
EDIÇÃO

faleceu num acidente de trânsito na cidade de Poá, Estado de


São Paulo, no dia 26 de outubro de 1970, com 76 anos de idade.
Com 60 anos de idade dissera ela que recebera uma revelação
especial de Jesus para fundar a IA. Os líderes interpretam sua
morte como um arrebatamento. É a figura central da IA.

O Espírito e o Consolador

Todo o leitor da Bíblia, por menos informado que esteja,


nunca chegou a outro entendimento senão a este: a expressão

186
“o Espírito Santo” e “o Consolador” são dois nomes ou títulos para uma só pessoa: a
terceira pessoa da Trindade – o Espírito Santo ou o Consolador, indicado por Jesus em
Jo 14.16, 26; 15.26; 16.7-9; logo, dois nomes para uma só pessoa. Na IA isso não se dá.
Entendem que o Espírito Santo é uma pessoa como Espírito de Deus, e o Consolador,
prometido por Jesus, é outra pessoa espiritual, a Santa Vó Rosa. O que ensinam é: “Jesus
cumpriu sua promessa enviando o Consolador, a Santa Vó Rosa, que, através da
Igreja Apostólica, tem convencido a muitos a respeito da verdade, da justiça e do
juízo divinos.”1  Por outro lado, interpretam que o Espírito Santo denominado Espírito
Santo de Deus é outra pessoa espiritual: “Por isso ensinamos que a Santa Vó Rosa é
viva e não morta, pois, como Santa herdou o poder do Espírito Santo, inda mais por
ser o atual Consolador, e seu espírito vive para sempre.”2  Se a Santa Vó Rosa herdou o
poder do Espírito Santo, não é ela o Espírito Santo de Deus, mas é o Consolador, na forma
de uma segunda pessoa.

Fundadores

Conta o Pr. Signard L. Ambrosen que, nos idos de 1953/54, fora levantada uma tenda na
Av. Celso Garcia, no Tatuapé, bairro da capital paulista, onde se reuniam crentes evangélicos,
sob a direção do missionário americano William Sheiffer. Formou-se uma igreja, e o
missionário viajou para os Estados Unidos, a fim de angariar fundos para um programa
radiofônico. A igreja ficou aos cuidados de Eurico Mattos Coutinho, que, segundo alguns,
foi pastor presbiteriano. Eurico alugou um salão no segundo andar de um prédio na Rua
Tuiuti. Desmontou a tenda, e a igreja seguia o seu caminho. Quando o missionário voltou,
pregou algumas vezes, tornou a levantar a tenda no mesmo lugar, mas o povo não o seguiu.
A tenda foi desmontada e levada para um local ignorado. A essa altura, Eurico se fez bispo,
coadjuvado por sua esposa Odete Correa Coutinho. Os fundadores são, pois, o bispo Eu­
ri­co Mattos Coutinho e sua esposa missio­nária Odete Corrêa Coutinho e Vó Rosa.3  Desta
senhora, dizem: “Todo o conhecimento da doutrina e a organização da Igreja, Jesus
nos deu através da Santa Vó Rosa, pois durante dezesseis anos foi Ela constantemente
arrebatada ao Céu em espírito, a fim de aprender o que era necessário e útil para o
preparo da Igreja. Assim, através dEla tomamos conhecimento da vontade do Pai
quanto à organização da Igreja e grande parte da doutrina.”4  Julgando pelos ensinos
que essa senhora revela, não entendemos como ela tenha obtido isso diretamente de Deus,
o Pai (Jr 14.14; Ez 13.6).

Situação Atual

A IA situada em São Paulo (capital) é hoje dirigida pelo “primaz” Aldo Bertoni, sobrinho
da Vó Rosa, e que, por indicação dela, antes de morrer, nomeou-o seu substituto.

187 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Meios de Divulgação

O programa de rádio “Hora Milagrosa” é que torna a IA mais conhecida, isto em


resultado dos milagres relatados e atribuídos à Santa Vó Rosa. Da forma como se exalta
o nome de Jesus pelos milagres realizados nos dias apostólicos (At 3.6) hoje se atribui os
milagres realizados exclusivamente em nome da Santa Vó Rosa.5  Credita-se a ela todas as
graças recebidas 6 .

A Autoridade do “Primaz”

A autoridade do “primaz” Aldo Bertoni é indiscutível, por ser o único que recebe essa
autoridade da falecida Vó Rosa, cognominada o Consolador. Ela se comunica diretamente
com ele. Está escrito: “Esclarecemos que a Santa Vó Rosa não fala por intermédio de
mais ninguém a não ser pelo seu sucessor, e não se manifesta em qualquer corpo, mas
usa somente a quem preparou. Igualmente dizemos que esta Igreja não é dirigida
através de visões de quem quer que seja, a não ser pelas concedidas por Ela ao seu
representante.”7 
Isso é mediunidade, ou seja, a Santa Vó Rosa, já morta, comunica-se com o seu sobrinho
vivo, que, no caso, exerce a função de médium, por meio do qual ela revela sua vontade à
igreja. Mediunidade é prática condenada pela Bíblia (Lv 20.27; Dt 18.9-12; Ap 21.8).

Batismo Regeneracional

Há grupos religiosos que pregam que a regeneração ou o novo nascimento se dá no


momento em que alguém desce às águas batismais. Os “apostólicos” crêem assim. “E
o nascer da água se dá no ato do batismo por imersão no Reino de Deus. Este é
um sacramento instituído por Deus, para que os seus filhos cumpram sua justiça e
confirmem sua fé, e testifiquem haver deixado do mundo e de todo o pecado, a fim
de viverem no Reino de Deus...”8 
Dois erros encerram esse ensino. 1) “nascer da água” não deve ser interpretado como
batizar-se nas águas. Nascer da água de Jo 3.5 significa nascer de novo pela Palavra
(I Pe 2.2; Tg 1.18) com a atuação do Espírito Santo (nascer do Espírito) Jo 3.5, que
convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7-9); 2) Falar em cumprir “justiça” é
impróprio, porque toda a justiça foi cumprida por Jesus (Mt 3.15), enquanto a salvação
é por misericórdia (Tt 3.5).

Única Igreja verdadeira

Embora esse sincretismo religioso, dizem os líderes dessa Igreja: “Deus o Pai, precisava
da vinda do outro Consolador para revelar a sua doutrina genuína, igual como foi
anunciada por Jesus Nosso Senhor...”9  E nessa pretensão, como aconteceu com vários
segmentos religiosos, a IA se coloca como a única igreja verdadeira sobre a face da terra.

188 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Todo o grupo religioso estranho à Bíblia Sagrada usurpa o lugar de Jesus (Jo 14.6).
Textualmente afirma: “É bem verdade que em seu início, foi a mesma quase igual
às demais organizações religiosas existentes, mas com o preparo da Santa Vó Rosa
como Con­so­la­dor, Deus o Pai e Jesus puderam aper­fei­çoar a igreja e torná-la em
uma igreja dirigida diretamente pelo Céu, e sob esse governo a Igreja Apos­tólica
se transformou e hoje é a verdadeira igreja de Deus sobre a terra. É um abrigo
espiritual para milhares que nela encontram a verdadeira salvação.”10  Quem se der
ao trabalho de ler os três livros-base da IA, verá as atribuições que se faz a essa senhora.
As declarações bíblicas sobre Jesus são transferidas com uma naturalidade impressionante
para Santa Vó Rosa. Isso não é ensino apostólico e não está na Bíblia, pois honram mais a
criatura do que o Criador, que é bendito eternamente (Rm 1.25).

Fora da Igreja Apostólica (IA) não há salvação

A IA arroga para si a exclusividade na salvação dos pecadores, pois afirma: “A perfeita


obra de redenção, nos dias atuais, só existe nesta Igreja Apostólica, através
do Consola­dor que dá atualidade à doutrina e ao sacrifício de Jesus a perfeita
redenção.”11 
Como vemos, “nos dias atuais, só existe nesta Igreja Apostólica”. Isso é uma
característica das seitas: redenção numa organização religiosa, e não numa pessoa, que é
Jesus. Pedro não ignorava que a salvação ou redenção está na pessoa de Jesus, afirmando:
“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome
há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”(At 4.12). Paulo, reiterando
a suficiência de Cristo, afirma que Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado e
ressuscitou dos mortos. Nesse ensino reside o evangelho verdadeiro (I Co 15.1-6).

Santa Vó Rosa – Nome apoiado por Ap 2.17

Rosa, deve ser o prenome de uma mulher que foi agraciada com o título de Espírito
Consolador. Por mais que se procure apoio da Bíblia para provar que esse título tem origem
bíblica , nada se encontrará que justifique o título “Espírito Consolador” para Santa Vó
Rosa; entretanto, a IA ensina que esse nome está apoiado por Ap 2.17. Neste texto se fala do
vencedor que receberá um novo nome que ninguém sabe, senão aquele que o recebe. Assim,
é justificado o nome “Espírito Consolador” para a Santa Vó Rosa. Afirmam: “Há no livro
do Apocalipse promessas que deveriam se cumprir sobre a vida de uma pessoa que,
na verdade soubesse ser vencedora sobre todas as cousas e com um profundo amor
a Ele, Jesus, e ao seu reino... Estas promessas se cumpriram na Santa Vó Rosa.”.. “A
pedrinha nada mais é do que o símbolo do galardão que Ela recebeu. E o nome? O
nome de Espírito Consolador, na verdade, durante algum tempo ficou escondido e
somente Ela o sabia, porque muito humilde nunca nos contava as cousas que Jesus

189 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


lhe mostrava em relação à pessoa dEla...” ... “Vejam que isto cumpriu exatamente a
palavra de Jesus nesta promessa escrita por São João no livro do Apocalipse.”12 

A autoridade da Santa Vó Rosa

A autoridade dessa mulher é tanta, que só se iguala à autoridade de Maria na Igreja


Católica. Afirmam: “Quem diz que crê em Jesus, mas rejeita a Santa Vó Rosa como
Espírito Consolador, não crê no poder de Jesus .”13  “Ela revela todo o poder e toda
a autoridade da pessoa de Jesus...”14  Para isso preparou a Santa Vó Rosa e deu-
lhe todo o poder para que através dEla pudesse novamente ser compreendido e
crido nesta terra e muitos voltassem a crer nEle como realmente o é: o verdadeiro
Filho de Deus.”15
Comentando Ap 1.18, quando se lê que a Jesus foram dadas as chaves da morte
e do inferno, atribui-se à Santa Vó Rosa a mesma autoridade. “Ele tem realmente
este poder e esta autoridade e Ela, a Santa Vó Rosa, também tem este poder
e esta autoridade. Por isso foi que foi possível a ambos formarem esta Igreja,
foi possível restaurarem a sua verdadeira Igreja”16. E mais: “A Santa Vó Rosa
como Espírito Consolador está dando a oportunidade a Jesus provar que ele é o
primeiro e o último e é aquele que embora tenha sido morto, entretanto vive pelos
séculos e tem todo o poder, tem as chaves, isto é, tem o domínio sobre o império
da morte”17.

_____________________
Bibliografia
1 O Espírito Santo de Deus e o Consolador, p. 60.
2 Idem, p. 48, 49
3 Seitas Proféticas, p. 130
4 O Espírito Santo de Deus e o Consolador, p. 129.
5 Idem, p. 44.
6 Idem, p. 130.
7 Idem, p. 130.
8 O Evangelho do Reino dos Céus, p. 76.
9 O Consolador nos Tempos do Fim, p. 20.
10 Idem, p. 25
11 O Espírito Santo de Deus e o Consolador, p. 61.
12 O Consolador nos Tempos do Fim, p. 97, 99.
13 Idem, p. 36
14 Idem, p. 37
15 Idem, p. 38
16 Idem, p. 40
17 Idem, p. 41

190 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Análise cristã
do movimento
Hare Krishna
O
movimento Hare Krishna, nome pelo qual é conhecida a Sociedade
Internacional Para a Consciência de Krishna (Iskcon – Internacional Society
for Krishna Consciousness) é um tipo ortodoxo de hinduísmo vedantista.
O movimento tem aproximadamente quinhentos anos de fundação na Índia,
trinta anos no Ocidente e vinte anos no Brasil. Foi fundado por “Sua Divina Graça” Abhay
Charan de Bhaktivedanta Swami Prabhu­pada que viveu como farmacêutico até 1959,
tendo nascido em Calcutá, Índia, em 1896. Em 1959 deixou sua mulher e os cinco filhos
para devotar-se de tempo integral e estudar com Siddharha Goswami. Este encarregou
Prabhupada de levar a mensagem de devoção a Krishna ao Ocidente. Veio pela primeira
vez aos Estados Unidos em 1965, e em 1966 havia estabelecido o culto hindu de Krishna
num pequeno aposento na cidade de Nova York. Antes de morrer, em 4 de novembro
de 1977, indicou um corpo dirigente de onze discípulos que continuaram sua missão. O
presidente da Iskcon de Nova York, Bali Mardan Maharaj, disse por ocasião da morte
dele: “Prabhupada foi um gênio mundial, maior que Jesus Cristo”. Por isso ele é chamado
“Sua Divina Graça”.

Estilo de vida dos Devotos

Os homens raspam a cabeça, deixando apenas um topete no alto e carregam um rosário


de 108 contas, geralmente numa bolsa a tiracolo. O mantra é cantado 16 vezes para cada
conta, diariamente. A cor do vestido é geralmente alaranjada para as mulheres. Pintam o
corpo e o rosto para santificação e proteção com “tilaka”, uma pasta com água e um barro
especial obtido na Índia e aplicado cada manhã, depois de um banho frio, em 13 diferentes
partes do corpo, enquanto repetem os 13 diferentes nomes de Krishna.

Regras de Conduta Básica

Há 4 regras que todos os novos membros devem obedecer:


1. Não comer peixe, carne e ovos;
2. Não se intoxicar com drogas, bebidas, fumo etc;
3. Não praticar jogos de azar;
4. Não praticar sexo, exceto no casamento (com finalidade de procriar).

191 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Horário Diário

3 horas: levantar, chuveiro e pintura (tilaka);


4 horas: Adorar ídolos;
5 horas: Cânticos;
7:30 horas: Tarefas, refeições;
12:30 horas: Almoço vegetariano;
13:16 horas: Trabalho e adoração no templo;
17 horas: banho;
21 horas: Cama.

A sociedade

A sociedade divide-se em:


a. Trabalhadores: que fazem o esforço mais braçal (limpeza do templo, confecção de
grinaldas de flores para os ídolos ou divindades);
b. Comerciantes: vão à rua pregar e difundir o movimento (na realidade, obter dinheiro
com a colocação de incenso e livros em ôni­bus, ruas, escritórios, gabinetes);
c. Administradores: exercem a função de direção no templo, na editora ou na fazenda;
traduzem do inglês, escrevem e estudam as escrituras védicas.

Os ídolos
Os ídolos das divindades nos templos não são considerados como ídolos pelos devotos,
senão como encarnações de Krishna (aparecendo em formas materiais).
Os ídolos são espanados, vestidos, alimentados e banhados em águas de rosas. Na
realidade o líquido usado para banhar um ídolo de Krishna consiste de águas de rosa, mel,
leite e um pouco de urina de vaca. Depois de terminada a cerimônia os devotos consideram
uma honra beber tal líquido misturado!

As mulheres
Há segregação de sexos. As mulheres e crianças adoram de um lado do santuário;
os homens de outro. As mulheres e os homens comem separadamente. Às mulheres se
aconselha que não façam nada por sua conta, de mo­do que não podem nem sair do templo
sem permissão. Se têm que sair para mandar um recado, devem sair acompanhadas de um
membro. A mulher está colocada numa situação de verdadeira criada do marido.

O mantra
Dá-se muito valor ao cântico dos mantras como um meio de se alcançar a iluminação
(consciência de Krishna): “Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Krishna, Hare Hare, Hare
Rama, Rama, Rama, Hare Hare” (Hare significa “a ener­gia do Senhor”; Krishna e Rama
são títulos dados ao deus Krishna).

192 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


No início não manisfestam todos os oitos estados de êxtase transcendental:
1) ficar imóvel;
2) transpirar;
3) arrepiar os pêlos de todo o corpo;
4) mudar a voz;
5) estremecer;
6) perda das forças físicas do corpo;
7) chorar em êxtase;
8) entrar em transe.
O primeiro sintoma do êxtase é o ímpeto de dançar à medida que se canta o mantra.

Condições para ser membro completo


Depois de observar estritamente as quatro regras, os novos adeptos devem aprender a
cantar, a participar do templo, prostrar-se diante das divindades de madeira e mármore, e
adaptar-se à rotina do templo. Seguem os seguintes estágios:

O serviço do templo
O serviço do templo tem importância con­si­de­rá­vel para os adeptos de Krishna. Deve-se
entrar para o serviço do templo para demostrar sua devoção.
Os devotos mais antigos insistem na entrega total da personalidade à filosofia do
movimento Hare Krishna.

Iniciação
Depois de participar por seis meses do templo, o novato é indicado para a iniciação. A
cerimônia é chamada “Hare-nama”, ou iniciação do sagrado nome. É dado um novo nome
espiritual.
Logo depois vem um período de espera de seis meses adicionais. Agora o devoto é eleito
para o segunto rito: a iniciação bramânica. Se fizer tudo o que se lhe manda, sem fazer
perguntas, e se é fiel em todo o serviço, alcança um estado de adiantamento espiritual.
Os homens recebem um manto sagrado que leva sobre o ombro esquerdo e sobre o peito.
As mulheres não recebem tal manto. Os devotos recebem também um mantra secreto, o
mantra “gayatri”, que deve ser cantado três vezes por dia.

A “Sanniasa”
O passo seguinte na escala espiritual se conhece como “Sanniasa”. É um estado de
renúncia reservado para os homens, especialmente os devotos.
Implica em voto de pobreza e castidade, e nu­ma entrega à pregação e obras, que dura
toda a vida. Quando o devoto vem a estes “Sanniasa”, con­sidera que tem obrigação de
prostrar-se, porque estes monjes são considerados realmente santos.

Modo de viver dos casados


Ao casal que deseja ter um filho se ensina que tenham relação sexual uma vez por mês,

193 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


no dia que a mulher se mostrar fértil. Antes de entrar no ato sexual deve o casal cantar
50 vezes sua corrente de contas (que é como um rosário) para purificar-se. Uma mulher
casada deve pedir permissão ao seu marido para qualquer coisa fora dos deveres prescritos
no templo. A mulher está colocada como inferior ao marido.

Ensinamentos da seita

1. Iskcon
Os ensinos básicos da Iskcon são os seguintes:
a. Krishna é a maior de todas as divindades. Krishna tem o corpo azul, costuma tocar
flauta, cuida de vacas e tem namoradas va­queiras;
b. O corpo é ilusório; a alma é individual e ao mes­mo tempo faz parte da al­ma divina;
c. Pelo cântico do no­me divino, uma pessoa pode ser livre dos seus sofrimentos e
experimentar o êxtase – amor transcendental sem contato sexual;
d. Os devotos devem render-se completamente aos seus gurus (mestres);
e. A salvação se alcança pela devoção. Praticam a yoga Bahkti. É uma forma de yoga
com devoção a uma divindade pessoal;
f. Mundo de Ilusão. Os seguidores de Krishna crêem que o corpo humano e o mundo
físico não são reais, mas simples ilusão (maia, na linguagem hindu);
g. Nas muitas ilusões existentes, três permanecem, proeminentemente: bondade, paixão
e ignorância. Da forma como o homem encara esses três aspectos da vida, ele irá
responder na próxima. 1 – Se é governado pela ignorância, na próxima irá para o
inferno; 2 – Se a paixão governa sua vida, sua futura reencarnação será na terra; 3 –
Mas, se sua vida é governada pela bondade (total repúdio ao mundo material e total
devoção a Krishna), o devoto será recom­pen­sa­­do na vida futura em outros planetas,
na mais sublime das realidades espirituais;
h. É interessante notar que Krishna não oferece assistência aos seus adeptos nas 24
horas do dia, quando lutam para uma purificação.

2. Devoção
Krishna não é um deus de graça. Cada devoto deve guardar sua própria mente e corpo
através de vários trabalhos e cantando o grande mantra. Visto que Krishna se acha tão
distante dos seus seguidores, um mestre espiritual (guru) é chamado para ajudar no longo
caminho da consciência de Krishna.
Os seguidores de Krishna crêem que, se eles fracassarem em compensar seus pecados
nesta vida, terão outra chance na próxima e assim na outra, até a perfeição final. Todas as
ações de um indivíduo, quer boas quer más retornam a ele, em reações correspondentes,
boas ou más.

194 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Confronto doutrinário Cristianismo e Krishnaismo

1. Cristo e Krishna
Vida moral
Cristo é Deus (Jo 1.1; 20.28). Ele é o Criador (Jo 1.3; Cl 1.15-17). Nunca se casou ou
estabeleceu família.
Krishna é panteísta. É vulgar, imoral e sensual. Tem um caráter marcado por ladroíces e
luxúria. Teve relações sexuais com várias garotas chamadas vaqueiras. Atraiu-as com sua
flauta ao meio da floresta quando tomava banho num rio. Suas roupas foram furtadas por
ele. Teve 16.000 mulheres.

Discriminação.
Cristo aboliu toda a barreira entre as nações e as raças (Mt 11.28-30). Ele tornou-se
verdadeiro modelo para os seus seguidores (Mt 16. 24-26).
Krishna foi instrumento na criação de castas na Índia. Tem discriminação contra
mulheres.

Quem é mais importante?


Cristo nasceu de uma virgem, sendo uma pessoa de carne e osso e sangue (Mt 1.21-23;
Lc 1. 30-33). É o verdadeiro homem e o verdadeiro Deus. A única encarnação de Deus (Jo
1.1-14; Is 7.14; Mt 1. 23).
Krishna é apenas uma das muitas encar­na­ções. Diferente de Cristo, Krishna apareceu
co­mo pessoa espiritual. Atividades sensuais foram ocupações de sua vida real.
Cristo entrou na raça humana experimentando o sofrimento. Trabalhou como carpinteiro.
Palmi­lhou as estradas da Galiléia. Curou, ensinou e pregou (Mt 4.23). Sentiu cansaço,
fome, chorou (I Pe 2.21-23; Hb 4.15).
Krishna apareceu neste planeta para aumentar a consciência de Krishna.

Cristo ou Krishna?
Jesus vive na vida de uma pessoa se ela o convida para entrar (Ap 3.20-21).
Krishna sugere trabalho para alcançar a salvação.
Graça é Dom de Deus para encontrar a salvação. Cristo é o Salvador (Ef 2.8-9; Jo
3.16-18; 5.24).
Os seguidores de Krishna crêem ser objetivo de sua adoração um ser que reside num
planeta celestial, absolutamente inacessível.
A Bíblia ensina que Deus se identifica com o homem, pois ele tornou-se homem na
Pessoa de Jesus Cristo, de acordo com Hb 2.16-18.
A Bíblia diz que Deus ama o homem (Jo 3.16). Enquanto que os adeptos de Krishna
sentem que devem tentar compensar seus pecados pela devoção a uma divindade
caprichosa. Os cristãos sabem que precisam apenas corres­ponder ao amor que Deus tem
abundantemente revelado através do seu filho, Jesus Cristo (Rm 5.8).

195 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Conceito de Espiritualidade

1. Iskcon
Para a Iskcon, a espiritualidade é geralmente externa e cerimonial. Está baseada
na tradição, mitos, lendas e costumes antigos, em vez de apoiada na verdade. Significa
lealdade, gratidão, confiança em um ser supremo, deuses e mestres espirituais (gurus). Em
outras palavras: é um tipo de teísmo combinado com adoração de imagens.

2. Cristão
Na teologia bíblica, a espiritualidade envolve novo nascimento e transformação da
personalidade pelo Espírito Santo (Jo 3.5; II Co 5.17). O Espírito Santo é quem molda a
nova personalidade na semelhança de Jesus (Jo 16. 7-9; 13-14). É um caminhar diário com
Jesus, enquanto vivemos neste mundo.
A verdadeira espiritualidade também assegura aos cristãos uma vida futura no céu (Jo
14.2-3; Fl 3. 20).

3. Remissão
Os seguidores de Krishna realizam uma mi­ría­de de trabalhos diferentes cantando,
guardando os quatros princípios ou regras de conduta etc, na esperança de compensar seus
pecados e fracassos em amar Krishna.
A Bíblia ensina que foi nescessário um só trabalho para apagar de vez o pecado. Isto
aconteceu no Calvário, quando Cristo sofreu a morte de cruz em pagamento dos pecados
do homem (Hb 1.3; 9.11-12, 24; 10.12); da parte do homem é suficiente aceitar o que
Cristo fez por nós e crer nele (Jo 19.30; Ef 2.8-9).

Algumas citações típicas

1. “Recusar fazer caridade é lamentável” (citação extraída de Teaching of Lord


Chaitania, 1968, p.23, de A. C. Bhaktive­danta Prabhupada).
2. “Filântropos que constroem instituições educacionais, hospitais e Igrejas estão
perdendo seu tempo quando eles bem pode­riam estar construindo templos para
Krishna”.
3. “Se alguém tem disposição de fazer caridade, seria muito bom para ele, fazer caridade
só para Krishna”. (ambas citações de A. C. Krishna Bhaktivedanta Prabhupada, vol
III, 1970, p. 189)
4. Em contradição com sua alegada prática de caridade universal, Prabhupada diz que:
“...um devoto nunca deve se aproximar de uma pessoa materialista com qualquer
condição de ajudá-lo”. (Teaching of lord Chaitania, p. 127)
5. O ponto de vista de Prabhupada sobre a mulher:
“A vida de um homem é melhor do que a vida de uma mulher”.
“Ocupe qualquer dinheiro e mulher que você tem em sua posse no serviço krishna”.
(A. C. Braktivedanta Prabhupada em krishna, vol. III, 1970, p. 7.249)

196 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


6. A atitude dos adeptos de Krishna para com a família e parentes dos devotos:
“Absorva isto de mim: uma pessoa que considera sua família e amizades como suas
próprias é um asno”. (A. C. Bhaktivedanta Prabhu­pada em Krishna, vol. III, 1970).
Essa atitude contra a família levou A. C. Bhaktivedanta Prabhupada a renunciar a
sua esposa e os filhos. (Compare com I Tm 3.5-8).

Algumas Possíveis Formas de Abordagens

1. Como mostrar Jesus Cristo a um devoto de Krishna?


a) Pergunte se ele crê na Bíblia (eles dizem que sim, e também no Alcorão);
b) Leia Jo 14.6 e continue perguntando: “Quem é Jesus e o que ele tem feito por
nós, de acordo com a Bíblia?” Em seguida apresente a autoridade de Jesus como
Deus, sua morte e ressu­rreição como homem. Devem ser apresentadas lógicas e
gentilmente, com apoio da Bíblia.

2. Todos somos pecadores


É essencial estabelecer que todos somos pecadores (Rm 3.9). Os devotos de Krishna não
questionam isso. É por essa razão que Krishna é seu salvador e senhor. Mas a Bíblia nos
ensina que só Jesus é Senhor e Salvador (Fl 2.11; Hb 10.10). Uma vez que o pecado seja
compreendido, Cristo e Krishna podem ser comparados e contrastados. Quem é o Salvador?
(At 4.10-12). Em Cristo habita a plenitude da DIVINDADE (Cl 2.9). No princípio existia
como Deus (Jo 1.1), antes que o mundo existisse (Jo 17.24), e qualquer que confesse e creia
em Jesus como Senhor e Salvador, tem salvação (Rm 5. 10-11; 10. 9-13).

3. Devotos puros
Os adeptos de Krishna crêem que, mediante a austeridade es­piritual, mediante os cân­ti­
cos, o levantar-se todas as madrugadas e as purificações, poderão evoluir grada­tiva­men­te,
até chegarem a um nível onde ficarão libertos de todos os desejos físicos.
Pergunte então: “Quantas pessoas você acredita que real­ mente chegaram a esse
nível?”
“Onde está a misericórdia de Deus se nos últimos cem anos, por exemplo, bilhões
de pessoas viveram na terra, mas somente cinco devotos puros? Deste que somente os
devotos puros podem ser salvos, ninguém foi salvo, excetuando esses cinco. Esses são os
únicos devotos puros? Essa é a misericórdia de Deus, que somente cinco pessoas dentre
bilhões de criaturas humanas têm sido salvas? Isso parece lógico?”
Prabhupada ensinava que, mesmo que alguém deseje uma simples guloseima, terá de
voltar a este mundo para assumir outro corpo físico. Qualquer tipo de desejo físico é
suficiente para fazer o indivíduo retornar materialmente a este mundo, de modo que ele
pode ter de começar tudo de novo, até atingir aquele nível onde não tenha qualquer desejo
físico. Ora, quantas pessoas nesta terra você pensa que já atingiram esse nível? Você pensa
que isso faz parte do plano da salvação de um Deus misericordioso e amoroso?

197 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


4. A credibilidade da Bíblia
“Vocês crêem que a Bíblia é a Palavra de Deus, não é?” (eles crêem que sim, e que
o Gita também é a palavra de Deus). Como pode ser isso, visto que o Deus da Bíblia se
separa de qualquer imagem de escultura, ao passo que os adeptos de Krishna adoram
deuses sobre forma de imagem? Isso é totalmente incompatível (I Jo 5.20; I Co 10.19-20;
Êx 20.3-6).

Vocabulário

O vocabulário mais usado pelos adeptos de Krishna é:


a. O Bhagavad-gita: A Bíblia deles (usualmente falam Gita).
b. Krishna: O completamente atrativo.
c. Castas: quatro classes sociais:
1. os brâmanes, casta sacerdotal e intelectual;
2. os xátrias, os governantes e guerreiros;
3. os vaisias, agricultores e artesãos;
4. os sudras, classe inferior.
d. Hare: Energia.
e. Mantra: Canto.
f. Maha-mantra: O grande cântico.
g. Bahkti: Serviço devocional.
h. Hare-nama: Nome sagrado de iniciação.
i. Sanniasa: Renúcia.
j. Krishna, Rama: Títulos dados a “deus”.
l. Sankirtana: Divulgação dos ensinamentos por meio de cantos.
m. Sikha: Topete no alto da cabeça.

________________
Bibliografia
Teaching of Lord Chaitania, 1968, A. C. Bhaktivedanta Prabhupada. A.C. Bhaktivedanta Prabhupada, vol. III,
1970.

198 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Nostradamus e
Nostradamus e o fim
o fim do mundo
do mundo Por Alberto Alves da Fonseca

A
Três dias e três noites s biografias de Nostradamus misturam histórias e
no túmulo? lendas, algo comum nas biografias de adivinhos
e “profetas” do passado. Paul Wateled, citado por
Anatole Le Pelletier afirma que as pistas de sua
biografia foram deliberadamente emba­ralha­das. As informações
que temos mais próximas são as do seu irmão, Jean, que
escreveu “Crônica da Provença”, e de seu filho César, que
escreveu “História e Crônica da Pro­vença”. Temos também as
informações de seu discípulo Jean Aime de Chavigny, autor de
“Vida e Testamento de Michel de Notre-Dame”. Nesta matéria
procuraremos apresentar uma biografia mais segura possível.
Michel de Nostredame, conhecido por Nos­tra­da­mus, nasceu
no dia 23 de dezembro de 1503, de acordo com o calendário
gregoriano (ou numa quinta-feira, 14 de novembro de 1503,
aproximadamente às 12 hora no calendário juliano), na pequena
Saint-Rémy (Provença - França). Filho de Jacques de Nostre­da­

15
me, um tabelião de família modesta, e de Renée de Saint-Rémy,
que tinha ascendentes ilustres, sábios famosos em medicina e
matemática.
Aos nove anos de idade, sua família se converteu do judaísmo
para o catolicismo, provavelmente por efeito de um decreto
de Luís XI, que ameaçava de confisco de bens os judeus não-
batizados, o que levou a família a conversão à fé católica e a
EDIÇÃO

adotar o nome católico de Notre-Dame, que no latim vulgar deu


Nostradamus, cujo significado é “Nossa Senhora”.
Ainda garoto aprendeu com o avô materno latim, grego,
hebraico, matemática , astrologia, alquimia e cabala, além de
aprender a manejar o astrolábio, a contemplar as estrelas e a ler
os “destinos” dos homens nas conjunções dos astros. A Cabala
é definida na obra Introduction To The Kabbalah Unveiled de
McGregor Mathers como “...doutrina esotérica do judaísmo.
É chamada em hebreu QBLH, Qabalah, que se deriva da raiz
QBL, Qibel, significando ‘receber’. Esta denominação se refere

199
ao costume de transmitir a tradição esotérica por transmissão oral, e é aproximadamente
associada à ‘tradição’”.
Com 26 anos de idade obteve o diploma na Escola de Medicina da Universidade de
Montpellier e foi para o sul da França prestar ajuda às vítimas da peste endêmica que
desgraçava a Europa no século XVI. Foi nesse período que ganhou fama como médico, e
algumas de suas receitas médicas foram publicadas num livro em 1552. Por volta de 1534
casou-se e teve dois filhos, que morreram devido a peste que sobreveio na cidade de Agen.
Com muita tristeza, Nostradamus retirou-se para a Abadia de Orval, em Luxemburgo. Por
volta de 1554 reapareceu em Marselha, e pouco depois em Lyon onde contribuiu para
debelar a epedemia, recuperando seu prestígio como médico.
Finalmente estabeleceu-se em Salon-de-Crau, onde contraiu segunda núpcias, com
Anne Gemelle, uma rica viúva, com quem teve seis filhos e passou a viver de forma mais
tranquila, interessando-se profundamente pelo ocultismo, interesse herdado dos avôs que
conheciam e cultivavam a tradição literária oculta dos judeus, a cabala. Por volta de 1555,
Nostradamus publicou pela primeira vez as “Centúrias” que é o conjunto de “profecias”
agrupadas em cem estrofes, de quatro versos cada uma. Produziu doze Centúrias, não se
sabe por que a Centúria VII não foi completada. Os versos estão redigidos em linguagem
obscura e hermética, que resulta da mistura do francês, provençal, italiano, grego e latim.
Nostradamus impressionou muito os monarcas da França com suas previsões, sendo
nomeado consecutivamente como conselheiro pelos reis: Henrique II, Francisco II e Carlos
IX, e recebia muitas pessoas de toda a Europa, que buscavam saber sobre o futuro.
Finalmente cansado e com a saúde declinante e sofrendo de artrite e gota, Nostradamus
morreu no dia 02 de julho de 1566, com 62 anos, deixando instruções precisas para seu
sepultamento: quis ser enterrado em pé e com uma lápide de mármore pedindo que seu
sossego não fosse perturbado. Junto com ele foi enterrada, em segredo, uma placa de
metal. Tal era sua fama que após a sua morte muitas lendas e invenções foram acumulando
em torno de sua pessoa, a fim de mais o aureolar. O povo simples não cria que ele tivesse
morrido, pensava que ele se encerrara em seu túmulo com uma lâmpada, papel, tinta e
livros, e que ameaçava de morte quem tivesse a ousadia de abrir o sepulcro. Desta crença
supersticiosa, parece ter-se aproveitado os exploradores, que publicaram subseqüentemente
edições das Centúrias, contendo “profecias” adaptadas aos acontecimentos posteriores à
morte de Nostradamus.

Como foram escritas as “profecias” de Nostradamus

O século XVI, em que vivieu Nostradamus, foi um período de grandes transformações


sociais, políticas e religiosas. Foi o século das grandes descobertas e invenções, período
das grandes navegações e do descobrimento de novos continentes. Foi também o período
da Reforma Protestante e das profundas mu­danças que a Igreja Católica foi coagida a fazer.
Desse contexto histórico de antagonismo, surge a intolerância e perseguição religiosa que
afetou profundamente a vida de milhares de pessoas no Velho Mundo.

200 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


É nesse período de profundas transformações que Nostradamus escreveu suas “profecias”.
Essas “profecias” foram escritas de maneira cifrada, numa linguagem inacessível à maioria
das pessoas. Suas “profecias” nos mostram como ele foi profundamente influenciado pelo
ocultismo da literatura judaica e como utilizou do conhecimento das línguas clássicas e
de alguns “truques”, como a inversão de letras, substituindo por outras. Entendemos que
a maioria de suas previsões tinham relação com a história da França, seu país, e também
utilizou-se de “interpretação” dos escritos da Bíblia Sagrada.
Suas “profecias” e previsões foram feitas a partir de 1544, em Salon, à noite, quando
ele se colocava com uma vara na mão, no meio de um círculo mágico chamado “limbo”,
junto a um recipiente com água sobre um tripe, falava-lhe então a voz de Branco, filho
de Apolo, que aparecia em meio ao fogo. Antes desta cerimônia, porém, consultava
os astros para saber se estava numa “hora de eleição”; em caso afirmativo, esvaziava
o espírito de toda preocupação e entrava em “paz” e nela observava o futuro, segundo
relato do próprio “profeta”. Suas inspirações se materializavam em meio a uma verdadeira
liturgia astrológica. Nostradamus conta como recebia a “inspiração” para suas profecias
na sua obra “As Centúrias”: “Estando sentado, de noite em secreto estudo, sozinho,
repousando sobre o tamborete, uma chama exígua sai da solidão... segurando com a mão
a vara colocada na bacia, que contém água sagrada e Branchus no meio me aparece
se molha com água não só o limbo de sua roupa, mas também os pés, um medo e uma
voz fremem pelas mangas, esplendor divino, o espírito perto de mim se assenta”... “A
inspiração torna sensível o espírito por aparições, de noite; a certeza é feita de dia,
por cálculos astronômicos , pelo livre arbítrio”. Nostradumus várias vezes diz: “meus
cálculos astronômicos confrontados com as Sagradas Escrituras revela...”. Uma análise
nestas declarações leva-nos a pensarmos no envolvimento profundo de Nostradamus com
a consulta a espíritos, além da antiga prática pagã da astrologia.
A consulta a espíritos e as práticas pagãs de astrologia, são coisas abomináveis a Deus
(Dt 18.9-14; Lv 20.27; Dt 4.19; Is 8.19, 20; 47.9, 14; Jr 27.9; Dn 2.13,48; 27.28).

Suas Obras

São atribuídas a Nostradamus, além das “Centúrias”, os “Presságios” e as “Predições”.


Os “Presságios” constam de 141 quartetos, dos quais cada um corresponde a um mês,
desde 1555 a 1567. O quarteto da morte de Nostradamus cor­res­ponde a novembro de 1567,
embora sua morte tenha acontecido a 2 de julho de 1566. Quanto as “Predições” , há
muitas dúvidas sobre a autoria da obra. Ela é composta de 58 sextilhas, que, como alguns
comentam, correspondem ao século XVII, e parecem ter sido compiladas das memórias de
Nostradamus por seu discípulo, Vincent Seus de Beaucaire, e publicadas.

201 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


As “profecias”
Subjetividade na interpretação

Como já foi escrito, o conteúdo das “profecias” de Nostradamus é extremamente


obscuro; redigidas em versos, com muitas metáforas, suas profecias têm sido aplicadas aos
reinados subseqüentes de Henrique IV, Luís XIV, Luís XV, Luís XVI, Napoleão, reinados
para os quais prevêem guerras, tumultos, escândalos na côrte etc. Os comentadores,
ou interpretadores, para conseguir aplicar as “profecias” na história real têm que fazer
transposições e combinações de versos, têm que interpretar de maneira mais ou menos
arbitrária certas figuras de linguagem; explicam o obscuro pelo obscuro de sorte, e nem
todos os críticos reconhecem o valor de tais “profecias”.

“Profecias” realizadas

Existem algumas “profecias” e previsões que aparentemente se realizaram. Exemplo:

Hitler e os judeus

Aquele que, como Cláudio, não deve reinar,


Fará muito por meio de sedução:
De insignificantes, seus discursos se tornarão importantes,
E ele atacará o governo. (VI-84)

Muitos morrerão antes que a Fênix morra,


Depois de seiscentos e setenta ele encontrará sua morada,
Após ter passado os anos de 1915, 1921 e 1939.
Em 1915, será atacado por uma doença;
Em 1921, encontrará sua força;
E, em 1939, está sujeito a um dilúvio de fogo.

O primeiro do terceiro fará pior do que Nero,


Ele também derramará o sangue humano:
Construirá fornos, a prosperidade acabará,
E o novo chefe causará grandes escâdalos. (IX-17).

Segundo os interpretadores das profecias de Nostradamus, várias são as centúrias


acerca de Hitler. Na primeira referência acima Nostradamus teria feito um paralelo entre o
Führer e o Imperador Cláudio. Já na segunda referência aqui citada, surpreendentemente,
observamos a precisão das datas: neste caso Hitler seria a Fênix, que viveu 670 meses.
Sabe-se hoje que foi ferido duas vezes em 1915, quando era cabo do exército; que 1921

202 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


foi um ano de muito sucesso para o partido nazista e que o “dilúvio de fogo” foi a segunda
guerra mundial, iniciada em 1939. A terceira citação fala do “primeiro do terceiro”, e os
intérpretes entendem que era Hitler, que foi o primeiro chanceler do III Reich e comparado
a Nero que perseguiu os cristãos. Sob seu comando foram construídos fornos crematórios
para incinerar os cadáveres dos campos de concentração , onde milhares de judeus eram
mantidos aprisionados.

A queda do Xá do Irã

Por causa de seu desprezo, o Rei debilitado,


Será prejudicado quando exibir o seu exército;
O pai, querendo impor a nobreza do filho,
Provocará na Pérsia o que jamais foi feito pelos Sacerdotes. (X-21)

Foram grandes as manifestações contra a política desenvolvida pelo Xá do Irã entre


1977 e 1978, até que ele entregou o poder ao Exército. Mais forte é a oposição exercida
pelo grupo religioso xiita. O Xá, que queria deixar o trono para o filho, saiu do país,
refugiando-se no Egito. Enquanto isso , o Aiatolá Khomeini, exilado por quatorze anos,
retornou ao Irã e dois dias depois tomou o poder.

O aiAtolá Khomeini

Chuva, fome e guerra não cessarão na Pérsia,


Uma fé muito grande trairá o Monarca:
Cujo fim começara na França,
Com um profeta que vive num lugar retirado. (I-70).

As seitas religiosas tradicionalistas, a partir de 1962, iniciaram ferrenha oposição à


“revolução branca” iniciada pelo Xá Reza Pahlevi. O aiatolá Ruholá Khomeini, líder dos
xiitas, exilou-se na França, de onde liderou a revolução islâmica. O Xá acabou abandonando
o país após sangrenta guerra civil.
Nestes casos a análise cristã bíblica é: “Quando profeta ou sonhador de sonhos se
levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de
que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-
los, não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos, porquanto o Senhor,
vosso Deus, vos prova, para saber se amais o Senhor, vosso Deus, com todo o vosso
coração e com toda a vossa alma”. (Dt 13.1-3).

203 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Falsas Profecias

Muitas profecias de Nostradamus não se cumpriram, e obviamente não recebem o


mesmo espaço na mídia porque desacreditariam o “Profeta”. A Bíblia diz acerca dos falsos
profetas: “...o profeta que presumir soberbamente de falar algumas palavras em meu
nome, que eu lhe não tenho mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, o
tal profeta morrerá. E se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o
Senhor não falou? Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavras e não
cumprir, nem suceder assim, esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou
o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18.20-22).

A visita do Papa a Lyon (França)

O dia quatro de 1996 foi ansiosamente aguardado, durante todo o mês de setembro, por
supersticiosos, curiosos, católicos e críticos das profecias de Nostradamus. Para aquela
data estava prevista a visita do Papa João Paulo II a Lyon, cidade da França. Consideram-
se as muitas visitas anteriormente feitas pelo pontífice a dezenas de cidades de quase
todos os países do mundo, e nada de extraordinário haveria nisto. Porém, uma profecia de
Nostra­damus vaticinava: João Paulo II morreria ao chegar em Lyon. Eis parte da profecia,
que se encontra reunida com milhares de outras no seu livro “As Centúrias”:
“...O papa chegará sozinho perto de dois rios”(Centúria II – 35). A cidade de Lyon,
está situada às margens dos rios Ródano e Saône, e foi sempre apontada pelos discípulos
e intérpretes de Nostradamus como a cidade onde essa profecia teria cumprimento. O
texto em que Nostra­damus adverte o papa diz: “Pontífice romano, evita aproximar-te da
cidade banhada por dois rios. Teu sangue nela se esparramará. Tu e os teus, quando a
rosa florescer...”. Fazendo uso de seu costumeiro simbolismo, o adivinho predisse a morte
daquele que, segundo a cronologia e o número de papas de toda a história, seria João
Paulo II.
O sinal seria: “Quando a rosa florescer”. Esse “florescimento” da rosa foi interpretado
pelos estu­dio­sos das profecias de Nostradamus como “a vitória do presidente socialista
François Mitterand nas eleições de 1981, já que a rosa foi o símbolo da campanha socialista”,
observou Milton Bhay, na Folha de São Paulo de 16.08.86. Católicos da França e de outros
países enviaram milhares de cartas à prefeitura e ao Cardeal Decourtray, de Lyon, rogando
que as autoridades do Vaticano impedissem a visita do Pontífice, àquela cidade.
No entanto João Paulo II não cancelou sua viagem a Lyon. Durante quatro dias, o
papa visitou a cidade e saiu de lá sem sentir sequer uma dor de cabeça. Sob o título
“Não comprometam o profeta”, o jornal do Brasil publicou, em 04.10.86, uma interessante
matéria pelos “nostradamólogos” para fazer com que as profecias de Nostradamus sempre
se cumpram, é revelado: “acontecido um fato importante, seus intérpretes encarregam-se
em adaptá-lo às obscuras palavras do mestre, por isso, o mair índice de acertos verifica-
se quando esses fatos já são história (...) não se tem notícia de que qualquer profecia sua
destrinçada antes de um fato se tenha concretizado”.

204 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


E quando uma dessas interpretações ante-factum (isto é: antes do fato acontecer) não se
confirma, não foi erro do profeta, mas dos seus intérpretes. Assim, não há como errar”.
A falha da sua previsão sobre a morte do papa faz parte de uma coleção de profecias
que não se cumpriram, por serem falsas. Vale salientar que a credulidade do povo sobre
a infalibidade dessas profecias tem sua origem na divulgação de trabalhos astrológicos
e na interpretação elástica e caprichosa os discípulos e intérpretes do famoso vidente.
Porém o noticiário internacional das agências Ansa, AP, PA, France Press, Reuter, UPI,
EFE, TASS, e da revista US News and World Report, do jornal The Washington Post e
dos correspondentes de “O Globo” (08.10.86, p 17) “Transformaram em letra morta”,
no dia 07.10.86 (data em que o papa saiu tranqüilamente de Lyon) as falsas profecias de
Nostradamus. (Nostradamus, Profecias ou Plágio? M.B.L.).

O fim do mundo

Outra “profecia” de Nostradamus que não se cumpriu, foi a do fim do mundo, fartamente
distribuí­da e espalhada pela mídia no mundo, e dizia:

“No ano de 1999 e sete meses,


Do céu virá o grande rei do terror;
Ele fará reviver o grande conquistador de Angoulmois,
Antes e depois, a guerra reinará com felicidade”. (X-72)

Nostradamus predisse o fim do mundo para 1999-2000, coincidindo com o fim do


milênio. Aí existe uma forte influência medieval, que sustentava que todos os finais de
milênio traziam grandes perigos. Nesta centúria está a previsão de uma grande guerra, que
começaria em julho de 1999 e seria a guerra do anticristo. Além disso, estudiosos de suas
profecias acreditam que o anticristo viria do oriente, hipótese que seria confirmada com
a interpretação da palavra Angoulmois, como sendo uma anagrama para Mongolois, que
significa “Mongóis” em francês.
Muitos adeptos da Nova Era entendem também que “a guerra reinará com felicidade”,
seria a chegada da Nova Era, Terceiro Milênio ou ainda a Era de Aquarius, sendo muitas
as especulações esotéricas.
A histeria e motivações que ocorreram dia 11 de agosto de 1999, tem sua origem nesta
“profecia”de Nostradamus e também a profecia atribuída a ele e relacionada à da centúria
X-72, que dizia:

“Isto será precedido por um eclipse do sol,


Mais escuro e tenebroso
Que já ocorreu desde a criação do mundo
Exceto a da morte e paixão de Cristo” (X-72)

205 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os estudiosos de Nostradamus julgam que sua obra é uma noite muito escura com
pouquíssimas estrelas a brilhar e que, se Nostradamus voltasse à terra, ele mesmo admiraria
tudo quando os pósteros lhe fizeram e fazem dizer, confessando que nunca pensou outrora
em tais coisas.
Para muitas pessoas o dia 11 de agosto de 1999 foi uma espécie de início do fim do
mundo e a profecia que dizia que o mundo acabaria com a eclipse foi mal interpretada.
Para outras, a profecia quer dizer o início de uma série de mudanças. Sabemos que todas
as profecias sobre o fim do mundo e que não se cumpriram, foram resolvidas por seus
adeptos, criando es­ca­pismos lógicos ou místicos. Podemos ver isso analisando as falsas
profecias das Testemunhas de Jeová que marcaram o Armagedom para 1914, 1915, 1925,
1941 e 1975.

Considerações finais

“E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” (Mt 24.11)


Existem na Bíblia Sagrada alguns textos fundamentais para se reconhecer a legitimidade
de um profeta. O primeiro encontramos no Velho Testamento:
“E, se disseres no teu coração: Como conheceremos a palavra que o Senhor não falou?
Quando tal profeta falar em nome do Senhor, e tal palavra se não cumprir, nem suceder
assim, esta é a palavra que o Senhor não falou: com soberba a falou o tal profeta: não
tenhas temor dele”(Dt 18.21-22). O segundo texto está no Novo Testamento: “Acautelai-
vos, porém, dos falsos profetas, que vem até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente
são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos
espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, Toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a
árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má
dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto,
pelos seus frutos os conhecereis”(Mt 7.15-19).
Nostradamus, segundo se observa em muitas de suas biografias, era um leitor da Sagradas
Escrituras e também praticante “fiel” do catolicismo romano, e muitos acreditavam, e
ainda muitos acreditam, que ele era um profeta de Deus. O simples fato de uma profecia
ou previsão se cumprir, ou mesmo de uma operação de maravilhas ocorrer, não é suficiente
para reconhecer a legitimidade do profeta de Deus. O texto de Mateus 7.15-19, portanto,
complementa o de Deuteronômio 18.21-22. Os magos do Egito imitaram Moisés diante de
Faraó : “E Faraó também chamou os sábios e encantadores; e os magos do Egito fizeram
também o mesmo com os seus encantadores” ; “Porém os magos do Egito também fizeram
o mesmo com os seus encantamentos; de maneira que o coração de Faraó se endureceu,
e não os ouviu, como o Senhor tinha dito”; “Então , os magos fizeram o mesmo com os
seus encantamentos; e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito”(Dt 7.11,22; 8.7). Jesus
disse que o anticristo virá fazendo sinais, prodígios e maravilhas: “Porque surgirão falsos
cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora,

206 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


enganariam até os escolhidos”(Mt 24.24). O apóstolo Paulo afirma que os falsos profetas
e os obreiros fraudulentos se transfiguravam em apóstolos de Cristo, e Satanás em anjo
de luz : “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em
apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo
de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça ,
o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Co 11.13-15). Em Apocalipse 13.2-4
lemos que a besta será adorada e admirada por todos os moradores da terra em virtude dos
seus sinais sobrenaturais. Essas coisas acontecem porque Satanás tem um poder além do
de qualquer ser humano, embora o seu poder seja limitado.
Quanto à palavra e o seu cumprimento, sabemos que até Balaão, um adivinho (Js
13.22), profetizou sobre a vinda do Messias, tendo ela o seu cumprimento (Nm 24.17).
Muitas outras profecias proferiu Balaão, mesmo contra sua vontade, mas porque Deus
interveio nisso. Nem por isso, todavia, Balaão foi classificado como profeta de Deus. A
Bíblia diz que Saul, mesmo depois de desviado, profetizou (I Sm 19.23-24). Até Caifás,
sumo sacerdote, homem ímpio e inimigo mortal de Jesus, profetizou a sua morte pela
nação (Jo 11.49-52). Não é , portanto, somente o cumprimento de uma palavra ou uma
operação de maravilhas que dá autenticidade a um profeta.

____________________
Bibliografia
Nostradamus: Nova Imagem – Pergunte e Responderemos, 369/1993 p.81-92 - 6/1958 p.260-262
Nostradamus – A voz do futuro – Ed. Abril – 1995
VEJA – 1º de março de 1989 – p.92
Enciclopédia : Os Grandes Profetas, Ed. Nova Cultura, 1985
Edição Especial Planeta: Nostradamus – Ed. Três – 1985
Fontbrune, Jean-Charles de – Nostradamus – historiador e Profeta – Círculo do Livro S.A. – 1980 – SP

207 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Três dias e três
noites no túmulo?
Por Josh McDowell

M
uitas pessoas questionaram a veracidade da afirmação de Jesus: “Porque
assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe,
assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra”
(Mt 12.40). Eles perguntaram: Como pode Jesus permanecer no túmulo
três dias e três noites, se Ele foi crucificado na Sexta-feira e ressuscitou no domingo?
O registro de Sua morte e ressurreição, como está nos Evangelhos de Ma­teus, Marcos,
Lucas e João, indica que Jesus foi crucificado e sepultado na sexta-feira, antes do pôr-
do-sol, que é o começo do dia seguinte para os judeus, e ressus­ci­tou no primeiro dia da
semana, que é o nosso domingo, antes do nascer do sol.
Isso coloca Jesus na sepultura durante parte da sexta-feira, o sábado inteiro e parte do
domingo. Em outras palavras, Ele esteve na sepultura duas noites inteiras, um dia inteiro e
parte de dois dias. Como isto não é claramente três dias completos de 24 horas, temos um
problema conflitante com a profecia de Jesus em Mateus? (Mt 12.40).
Está registrado que Jesus disse: “O Filho do homem se levantará novamente após três
dias” e “Ele será levantado novamente no terceiro dia” ( Mc 8.31; Mt 16.21). Essas
expressões são usadas alternadamente. Isso pode ser visto no fato de que a maioria das
referências à ressurreição afirma que ela ocorreu no terceiro dia.
Jesus também falou de Sua ressurreição em João (Jo 2.19-22), afirmando que seria
levantado em três dias e não no quarto dia.
Mateus esclarece esse uso idiomático (Mt 27.63).Depois que os fariseus contaram a
Pilatos a predição de Jesus, de que : “Depois de três dias Ele ressuscitaria” , eles lhes
pediram uma guarda para o túmulo “Até o terceiro dia”.
Se a frase “após três dias” não tivesse substituído a expressão “terceiro dia” , os
fariseus teriam pedido uma guarda para o quarto dia!
Que a frase “um dia e uma noite” era a expressão idiomática usada pelos judeus para
indicar um dia, mesmo quando indicava somente parte de um dia pode ser visto também
no Velho Testamento.
Por exemplo, I Samuel registra: “Ele não comeu pão ou bebeu água por três dias e três
noites” . E no versículo seguinte, nós lemos: “Meu Senhor me deixou para trás há três
dias” (I Sm 30.12-13).
Claramente, também, Gê­ne­sis nos mostra esse uso idiomático: “José aprisionou
seus irmãos por três dias” (Gn 42.17). No verso 18 ele fala com eles e os solta, tudo
no terceiro dia.
As expressões “após três dias” e “no terceiro dia” não são contraditórias, nem entre si e

208 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


nem com o texto de Mateus (Mt 12.40), mas constituem, simplesmente termos idiomáticos
intercam­biá­veis, uma maneira comum de expressão judaica.
Outra forma de ver “três dias e três noites” é ter em consideração o método judaico
de calcular o tempo. Os escritores judaicos registraram em seus comentários sobre as
Escrituras o princípio que governava o registro do tempo. Qualquer parte do período
era considerado um período total. Qualquer parte de um dia era registrado um período
completo. O Talmude Babilônico (Comentários Judaico) relata que “uma parte do dia é
o total dele”1 .
O Talmude de Jerusalém, assim chamado porque foi escrito em Jerusalém, diz: “Temos
um ensino – ‘Um dia e uma noite são um Onah e a parte de um Onah é como o total dele’
”2 . Um “Onah” é simplesmente “um período de tempo”.
O dia judaico se inicia às 18 horas. O Cr. Custance mostra que, conforme é geralmente
aceito, esse método de contar o tempo originalmente se baseou em que na Semana da
Criação do Mundo, o primeiro dia começou com a escuridão que foi transformada em
luz. E daí em diante, sucessivamente, cada período de vinte e quatro horas foi indicado
como “o entardecer e o amanhecer” dos dias subseqüentes nessa mesma ordem (Gn 1.5-8
e seguintes)3 .
O gráfico a seguir visualiza a seqüência do tempo:

Os “três dias e três noites” referentes ao período em que Cristo ficou no túmulo podem
ser calculados, como se segue: Cristo foi crucificado na sexta-feira. Qualquer tempo antes
das 18 horas de sexta-feira seria considerado “um dia e uma noite”. Qualquer tempo
depois das 18 horas de sexta até sábado às 18 horas, também seria “um dia e uma noite”.
Semelhan­te­mente, qualquer tempo após às 18 horas de sábado até o momento em que
Cristo ressuscitou, na manhã de domingo, também seria “um dia e uma noite”. Do ponto
de vista judaico, seriam “três dias e três noites” de sexta-feira à tarde até domingo de
manhã.
Mesmo hoje, muitas vezes usamos o mesmo princípio, com referência ao tempo. Por

209 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


exemplo, muitos casais esperam que seus filhos nasçam antes da meia-noite de 31 de
dezembro. Se nascido às 23 h 59, a criança será tratada , para efeito de imposto de renda,
como tendo nascido há 365 dias e 365 noites daquela data. Isto é verdade, mesmo que
99,9% do ano já se tenha passado.

____________________
1. Mishnah, Third Tractate, “B. Pesachim”, p.4ª
2. Mishanh, Tractate “J. Shabbath”, chapter IX, Par. 3
3. Arthur C. Custance, The Resurrection of Jesus Christ, Doorway Papers, 46, Brookville, 1971, p.17

Extraído com autorização do livro As Evidências da Ressurreição de Cristo, Ed. Candeia.

210 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


As artes marciais
As artes marciais - Prática Esportiva ou Religiosa?

H
Prática Esportiva ou
Religiosa á muitas controvérsias sobre o tema, por um lado
alguns creêm que o cristão pode perfeitamente
praticá-las em sua totalidade, pois são artes
LBV - Legião da
Boa Vontade culturais e filosóficas e que nada há de implicações
espirituais, outros mais conservadores buscam a radicalização,
vetando qualquer envolvimento de um cristão com essas
modalidades de lutas esportivas, crendo que tudo não passa
de mundanismo. Bem, não é nossa intenção aqui esgotarmos
o assunto, mas alertar a igreja quanto a um lado ocultista e
religioso que realmente existe nessas modalidades esportivas,
gerando assim nos cristãos comprometidos com a Palavra, uma
reflexão séria e bíblica.
Há três pontos básicos que gostaríamos de salientar para
obtermos uma perspectiva sobre este assunto, a princípio vamos
considerar cada um brevemente:

• Primeiro - Alguns dizem que, por causa de sua origem


não-cristã (misticismo oriental e afro), nenhuma forma de arte

16
marcial ou luta deveria ser praticada por cristãos. Entretanto,
uma origem não-cristã, por si só, não pode ser um fundamento
suficiente para se rejeitar as artes marciais, uma vez que este
ponto de vista comete o que chamamos de “falácia genética”.
O que isto quer dizer? Uma falácia é um argumento enganoso,
sem fundamento.1  O termo “genética” quer dizer neste caso
“origem”. Assim, uma “falácia genética” é um argumento
EDIÇÃO

infundado que pressupõe que uma vez que a origem de uma


crença ou prática esteja errada (por não ter uma origem cristã),
sem considerar o seu desenvolvimento, ela ainda continuaria
errada hoje.
De fato, se fôssemos coerentes ao aplicar esse tipo de lógica,
nós deveríamos abandonar a astronomia, porque suas raízes
encontram-se na prática da astrologia. Entre os movimentos
religiosos que usam e abusam da falácia genética se encontram
as chamadas “Testemunhas de Jeová”. Estas recusam
comemorar aniversários, Natal, Ano Novo, etc., pelo simples

211
fato de estas práticas terem origem no paganismo. Em nenhum momento se leva em conta
o desenvolvimento ou a evolução de uma crença ou prática. Ao invés de cometer a falácia
genética, seria melhor tentar verificar o quanto de influência as crenças originais podem ter
sobre um objeto de discussão, antes de descartá-lo prematuramente . Em outras palavras,
com o passar do tempo as coisas ganham um significado novo, muitas vezes, distanciando-
se totalmente dos seus fundamentos originais pagãos, é o caso do Natal, Ano Novo, aliança
matrimonial etc.

· Segundo - Afirma-se também que, contanto que o cristão separe os aspectos religiosos
(misticismo oriental e afro) das artes marciais, ele pode praticá-las. Para avaliarmos este
ponto de vista, precisamos examinar brevemente algumas das principais ramificações das
artes marciais.
Vejamos em primeiro lugar as orientais:

1. Aikido - Significa “o caminho para a união com a força universal”. Esta força
impessoal é conhecida como “chi”. O objetivo do Aikido é controlar tanto a si
mesmo como o ambiente. Ironicamente, esta arte marcial é a mais compatível com
o cristianismo no que diz respeito à sua natureza não-violenta; contudo, ela está
imutavelmente mergulhada no misticismo oriental, sendo praticamente impossível
dissociá-la de seus aspectos religiosos, oque gera um conflito com a fé cristã.
2. Judô e Jiu-jítsu - O Judô envolve técnicas de agarramento e lançamento ao chão.
O Jiu-jítsu concentra-se em travar as articulações humanas e ocupa-se com as
maneiras de dar golpes e manobras. Ambas as formas têm uma ênfase espiritual
muito baixa, quase inexistente.
3. Karatê - O caratê envolve meditação, que normalmente inclui o esvaziamento da
mente da pessoa de todas as distrações externas. É nesse ponto que o caratê torna-
se perigoso e místico. Todavia, uma vez que o caratê é primariamente uma arte
marcial física, o aspecto da meditação pode ser perfeitamente separado dele.
4. Kung Fu - O Kung Fu é muito diverso. Há estilos diferentes de Kung Fu. As formas
mais tradicionais aderem de perto às suas raízes filosóficas budistas, enquanto as
formas menos tradicionais concentram-se mais nos aspectos físicos. Geralmente, o
Kung Fu é mais místico que o Caratê.
5. Ninjitsu - De modo geral, o Ninjitsu não é compatível com o cristianismo. Os Ninjas
tentam assimilar-se a si mesmos com a natureza a fim de serem mais dissimulados,
escondidos. A cosmovisão por trás do Ninjitsu é o panteísmo (corrente filosófica
que confunde o Criador com criatura e vice-versa, em outras palavras, Deus é
tudo e tudo é Deus), que contradiz a visão cristã de que Deus não é o universo,
mas o Criador do universo (Gênesis 1:1, 2). A visão cristã de Deus não admite
tomarmos o Absoluto pelo relativo, o Infinito pelo finito. A prática do Ninjitsu está
intricicamente ligada com a religiosidade oriental.

212 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


6. Tae Kwon Do - O Tae Kwon Do é uma forma de arte marcial orientada para o
esporte e o físico. É uma das formas de defesa pessoal oriental mais compatíveis
com o cristianismo. Podendo ser perfeitamente praticada pelo cristão, embora não
deva se descuidar com uma possível inclinação ao campo religioso
7. Tai Chi Chuan - O Tai Chi Chuan envolve a prática do taoísmo. A fim de alcançar
o bem-estar físico, o estudante de Tai Chi Chuan deve estar harmonizado com
o universo ao concentrar-se abaixo da parte central do corpo, ou seja, o umbigo
(que, segundo dizem, é o centro psíquico do corpo). O Tai Chi Chuan não pode ser
conciliado com o cristianismo, é uma questão de princípio, como o Ninjitsu.
Agora uma modalidade afro-brasileira.
8. Capoeira - Com origens africanas, chegou no Brasil por volta de 1538, trazida pelos
escravos, que a praticavam como diversão e dança. Já no Brasil serviu também com
algumas adaptações como forma de defesa pessoal contra as agreções sofridadas
pelos brancos. Consiste em movimentos habilidosos de mãos e pés, considerada
uma dança ou jogo, segundo alguns estudiosos, ao som de intrumentos como o
berimbau, atabaque, pandeiro e outros, e cantigas.
Embora os fundamento da capoeira não esteja extritamente ligada às religiões
africanas, ou seja a base da modalidade não é religiosa, mas diversão, o que daria motivo
do cristão praticá-la, aqui no Brasil ela está muito ligada. Até mesmo pelo fato do negro
ser predominantemente adepto dos cultos afros, existe uma forte inclinação ao sincretismo
religioso. Como foi notado por um escritor: “A Capoeira é o Tai Chi Chuan com tempero
de dendê”
Na graduação, muitas vezes os critérios adotados pelo mestre envolve elementos da
natureza e do Candomblé (animismo). Os toques básicos e as cantigas para se entrar ou sair
da roda de dança, apresentam nomes dos santos dos cultos afros e católicos (sincretismo),
como por exemplo, Iuná, São Bento, Santa Maria, Maculelê (afro-indígena). É preciso
muito esforço para se distinguir a capoeira com religiosidade afro. Um desafio ao cristão
que presa pela Palavra.
• Terceiro - Se as artes marciais orientais e a capoeira, não são compatíveis com o
cristianismo por causa de sua natureza violenta, e esta é uma posição legítima , porque
muitas passagens nas Escrituras falam contra a violência (Mateus 26:52). Entretanto,
outros cristãos chamam a atenção para o fato de que, quando Jesus falou com soldados,
ele não disse que combater fosse moralmente errado (Mateus 8:5-13). Além do mais,
o apóstolo Paulo indicou que havia um uso legítimo da força pelo governo ao punir
os malfeitores (Romanos 13:1-5). Na verdade estas passagens não apoiam diretamente
ou indiretamente as artes marciais (nem poderiam, pois não foram escritas para essa
finalidade). Contudo, será a motivação que determinará se o crente deverá ou não praticar
artes marciais. Pergunte-se: Por que quero praticar artes marciais? Para mostrar que
posso bater em qualquer um? Para afligir o meu próximo? Se estas forem as motivações,
então seria melhor nem começar. Porém, se a intenção incluir melhorar a condição física,

213 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


ou mesmo a defesa pessoal (caso haja necessidade), então, pelo que parece, não deveria
haver nenhuma objeção quanto ao cristão se envolver com as artes marciais, visto já os
aspectos religiosos. Os versículos supracitados levaram muitos cristãos a concluir que
a Bíblia não condena a autodefesa. Apesar de apoiarmos esta conclusão, reconhecemos
que o assunto de autodefesa é um daqueles que deve ser determinado pela consciência de
cada crente, individualmente. Deve-se pesar os prós e os contras, e em sã consciência,
perante Deus, decidir que irá ou não praticar artes marciais. Essa é uma questão de
decisão pessoal.
Em vista do acima exposto, fica claro que certas práticas esportivas não podem ser
separadas da sua cosmovisão religiosa e mística, enquanto outras podem. O Aikido,
o Ninjitsu, o Tai Chi Chuan, e em segundo plano a Capoeira, são os problemáticos e
os mais incompatíveis com o cristianismo bíblico. Em última análise, se o cristão pode
ou não participar de uma dessas artes marciais que poderiam ser conciliadas com o
cristianismo? Depende em grande parte do instrutor. Se o instrutor promove o misticismo
e leva seus alunos a algum tipo de desenvolvimento religioso, ou se existe uma tendência
à violência e rivalidade na filosofia da academia, o cristão deveria deixar a escola. Se
o instrutor separa a prática da religiosidade e violência por trás delas, então caberá
ao cristão, utilizando sua boa consciência, participar. Sobretudo cabe a cada cristão
respeitar a consciência do seu irmão. Um pouco de tolerância em questões não essenciais
da fé cristã não faz mal a ninguém.(Romanos 14:1-12), pelo contrário, é essêncial para se
evitar o fanatismo e a intransigência religiosa.
Recomendamos que o cristão tenha em mente os seguintes fatores, caso resolva praticar
uma arte marcial:

a) Primeiro, o cristão deve estar ciente de que, sendo esta uma área controvertida, ele
deve ser cuidadoso para não causar tropeço a um irmão mais fraco (Romanos 14). Ele
não deixa de ser seu irmão, apesar de ser “fraco”, ou de ter uma mentalidade incapaz
de discernir entre o que é uma questão de fé coletiva ou uma de ordem pessoal. Mas,
não deixa de ser lamentável que alguns “fracos” tentem impor a sua consciência
aos seus irmãos. Todo o extremo deve ser combatido, não com violência, mas com
mansidão e sabedoria.

b) Segundo, o cristão não deve permitir que uma arte marcial ou qualquer outra prática
esportiva enfraqueça seu compromisso com Cristo (Hebreus 10:25). A arte marcial
não deve ocupar o primeiro lugar na vida de um crente. Isso seria idolatria, pois se
Deus não ocupa o primeiro lugar, então o seu “substituto” se torna o seu ídolo.

c) Finalmente, o cristão deve orar, e examinar sua consciência e seus motivos para se
envolver com elas.
Estes passos assegurarão que o envolvimento de alguém com uma arte marcial esteja
baseado não em motivos fúteis, mas numa consideração bem refletida.
___________________
Fonte: www.soft-hard.com.br/artnegra/index.html ; Christian Research Newsletter - USA
1 O Dicionário de Filosofia, de Nicola Abbagnano, Editora Mestre Jou, São Paulo, 2ª ed. em português, 1982,
cita a definição apresentada por Pedro Hispano (Summul. log., 7.03), que disse: “É a idoneidade de fazer crer
que seja aquilo que não é, mediante alguma visão fantástica; isto é, a aparência sem existência.”

214 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Legião da Boa
Vontade é a religião
de Deus?
O movimento ecumênico do Brasil
Por Natanael Rinaldi

T
alvez você possa estar perguntando: “ por que questionar a LBV? Não é ela uma
entidade filantrópica? Sim! É verdade, os trabalhos da LBV iniciaram-se com
a distribuição de sopa aos pobres em Nova Iguaçu (Subúrbio do Rio). Mantém
atualmente creches, escolas, asilos, escolas, orfanatos, lares-escolas, escolas
profissionalizantes, assistências médica infantil etc. Promovem a “Ronda da Caridade” à
meia-noite, recolhendo mendigos e bêbados nas calçadas e dando-lhes a sopa dos pobres”
Mantém em todos os estados 65 programas de televisão e 300 de rádio. Estão também
no Uruguai, Paraguai, Argentina, México e Estados Unidos, com planos para outros
países. Pode-se questionar tal gesto de solidariedade humana como o desenvolvido por
eles? Claro que não questionamos, e nem discordamos dessas boas obras, pois é notável
a contribuição no aspecto material aos menos favorecidos, mediante constante e intenso
trabalho dos adeptos da LBV. O que iremos analisar nesta matéria sobre a LBV são suas
estranhas crenças, à luz da Palavra de Deus. Muita gente desconhece a finalidade da LBV
dentro dos seus próprios estatutos, no sentido espiritual, já que sua finalidade não é só
cuidar do corpo, seu objetivo é cuidar também da alma. E que ensino a LBV está dando às
almas preciosas dos internados em suas escolas e creches? Ou nos seus muitos programas
radiofônicos, televisivos e nas literaturas? Nada menos do que as doutrinas espíritas.
Dizem em seus estatutos: “ A LBV desenvolve suas atividades dentro da preocupação de
tratar da saúde, do corpo e do espírito, objetivo principal do seu programa de auxílio aos
necessitados.” (JESUS-Saga de Alziro Zarur II, p. 88). Dizem ainda: “A RELIGIÃO DO
NOVO MANDAMENTO afirma a imortalidade da Alma e a reencarnação dos Espíritos;
confirma a possibilidade, por permissão de DEUS, da comunicação entre encarnados
e desencarnados; reafirma a permanente PRESENÇA DE DEUS em cada um de Seus
filhos.”(Ibidem, p.134)
Mas por causa de suas obras assistênciais, a LBV goza de grande prestígio junto ao
povo. Quem está de fora nada vê senão obras benevolentes e assim, com base nas aparências,
não admitem jamais que qualquer pessoa de bom senso possa lhes recusar auxílio quando

215 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


solicitado, esses pedidos são feitos geralmente por meio do telefone. Se alguém recusa é
considerado pessoa de má vontade, pois não é admissível que pessoas de boa índole se
recusem a ajudar as crianças que a LBV mantém nas suas creches e escolas.

Histórico da LBV

O nome do fundador completo é Alziro Elias Davi Abraão Zarur e nasceu aos 25 de
dezembro de 1914, de pais sírios, católicos ortodoxos. Zarur considerava-se a reencarnação
de Allan Kardec como declara no livro “JESUS – A Saga de Alziro Zarur II”– ZARUR E
KARDEC SÃO UM NO CRISTO DE DEUS.
Durante a sua vida fez três votos, sem que viesse a cumprir nenhum deles. O primeiro
voto foi de celibato. Não cumpriu, casando-se com Iracy Abreu, uma fiel legionária,
depois de três meses de namoro; o segundo voto foi de não envolvimento político. Não
cumpriu, criando o PTN – Partido Trabalhista Nacional – e se candidatou à presidência
da República, perdendo as eleições; o terceiro voto, o mais importante da sua vida, não
cumpriu como os demais. Disse ele: “Se alguém provar que a LBV não está integrada nas
Verdades do Evangelho e do Apocalipse, fecharemos as portas.”(Mensagem de Jesus Para
os Sobreviventes, p. 110).
Conforme o prometido no início dessa matéria, que analizariamos apenas o aspecto
doutrinário-religioso da LBV, usaremos esse desafio lançado por Aziro Zarur em seu
terceiro voto para continuarmos nosso estudo.
Ao final caberá a cada leitor se posicionar a cerca desse movimento religioso brasileiro,
se devem ou não fechar suas portas segundo a sentença do seu próprio fundador.

O consolidador

José de Paiva Netto é o sucessor de Alziro Zarur é o seu atual presidente, é considerado
o consolidador da LBV: “Graças a José de Paiva Netto, o Consolidador, a LEGIÃO DA
BOA VONTADE é hoje uma Obra completa, pois nada lhe falta. Passam-se os anos desde
a passagem de Alziro Zarur para o plano espiritual. Ele deixou a LBV nas mãos de Paiva
Netto, que não a guardou em quatro paredes. A LBV partiu para todos os cantos do Brasil,
com mais intensidade, com novas Obras assistenciais. Novas Sucursais Estaduais foram
criadas, inclusive no Exterior”(JESUS-A Saga de Alziro Zarur, p. 88).

A origem do título LBV

Em 4 de março de 1949 lançou o programa “Hora da boa Vontade” na Rádio Globo


do Rio. Lá criou a “Prece do copo d’água”. Alziro Zarur citava textos bíblicos na Rádio
e dentre eles repetia Lc 2.14 (versão católica): “Glória a Deus nas alturas, paz na terra
para os homens de boa vontade.” Na verdade, deve-se ter presente que a boa vontade

216 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


não é dos homens para com Deus, mas de Deus para com os homens: “Glória a Deus
nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens.” (Almeida) Oficialmente foi
fundada em 7 de setembro de 1959. Declaram: “Temos, como sempre tivemos, a convicção
inabalável de que a LBV foi criada pelo próprio JESUS, Nosso Divino Mestre, que segue
na vanguarda deste movimento. (Religião do Terceiro Milênio, p. 95) E vão além, ao
declarar: “Esperamos que não ignores a originalidade da nossa RELIGIÃO SANTÍSSIMA! Não
foi plagiada de nenhuma outra! (idem, p. 115)

Contribuições

O prezado leitor já se viu diante de um pedido telefônico, feito por uma voz feminina
muito delicada, elogiando-o como cidadão de bem e se, como tal, não estaria disposto
ao pagamento mensal para o custeio de uma criança, com uma contribuição de valor
considerável? Não é verdade que muitos cristãos evangélicos se julgam constrangidos
diante desse pedido insistente e têm desviado contribuições de sua igreja para atender
a tais pedidos, sem saber que, indiretamente, estão contribuindo para que as crianças
abrigadas recebam toda a sorte de orientação religiosa contrária à Bíblia?

A quarta revelação de Deus

É fantástica a pretensão de certos grupos religiosos em pretenderem ser o caminho de


Deus para a salvação. Pois assim se dá com a LBV. Julga ser nada menos do que a Quarta
e última revelação de Deus aos homens. Afirmam que as três primeiras revelações de Deus
se deram por: a) Moisés, através dele surgiu o Velho Testamento: b) por Jesus, com ele
surgiu o Novo Testamento; c) por meio de Allan Kardec, e com ele surgiu o Espiritismo,
alegado como o cumprimento da promessa do próprio Jesus de mandar o Consolador; a
Quarta e a última revelação de Deus aos homens, a LBV. (JESUS-A Saga de Alziro Zarur,
III) Pretendem “restaurar a Verdade da Bíblia Sagrada, particularmente no que se contém
no Evangelho e no Apocalipse de JESUS, sempre à luz do Novo Mandamento, a Lei do
Amor Universal, a RELIGIÃO DE DEUS...” (Religião do Terceiro Milênio, p. 52)

Templo do Ecumenismo Irrestrito

Quando da sua fundação, em 7 de setembro de 1959, o regimento interno da entidade


dizia o seguinte: “Sendo uma religião simbólica, não terá hierarquia e nem liturgia. Não
terá bens materiais e nem templos. A Igreja do legionário é a sua própria casa e cada
legionário é o templo de Deus”.
Muito embora declarassem que a igreja do legionário fosse sua própria casa e cada
legionário fosse o templo de Deus, hoje, pensando diferentemente, criaram o templo da Boa
Vontade em Brasília. O templo tem uma forma de pirâmide, cujo ápice traz um cristal. No
pavimento interno do templo há sete círculos concêntricos pretos e sete brancos, os quais
as pessoas percorrem para chegar finalmente debaixo do cristal, tido como portador de
boas energias. Ao lado do templo, está sendo construído o chamado “Parlamento Mundial

217 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


da Fraternidade Ecumênica” outra invenção megalomaníaca da LBV - “A RELIGIÃO
DIVINA, em que se fundem todas as religiões humanas.” Hoje também criaram os locais
de culto chamados de Religião de Deus. O convite que fazem é: “Venha receber um passe
e beber um copo de água fluidificada.” Como propaganda dizem: “Quem é legionário,
não deixa de ser; quem passa pelo salão de cultos fica, passa a ser legionário.”

O ecumenismo é bíblico?

Ecumenismo irrestrito não é um ensino bíblico. Pois o ecumenismo irrestrito, não passa de
uma espécie de vale tudo, definido por Jesus como “o caminho largo que conduz à perdição”. (Mt
7.13,14). Na Bíblia encontramos que Deus não aceita todo o tipo de culto que lhe prestam. Isso
se vê no culto de Abel e Caim. Foi aceito o culto de Abel e rejeitado o culto de Caim. (Gn 4.1-6)

Ensinos peculiares
O uso da Bíblia

Declaração:
“Os erros da Bíblia são conseqüência natural do estado evolutivo dos seus autores...”
São erros pessoais, que nem eram erros para a maioria, na época em que foram escritos.
Essa é a parte humana da Bíblia, que a LBV esmiuçou, ao tratar de alma e espírito...” Ora,
explica a necessidade das revelações progressivas, cuja finalidade (traçada pelo próprio
Jesus) é corrigir e atualizar a parte humana da Bíblia Sagrada. Portanto, com todos os
seus erros, de origem exclusivamente humana, a Bíblia continua certa como o demonstra
a Doutrina do CEU da LBV.”
Em versos Alziro Zarur revela sua negação da Bíblia:

‘Há coisa mais ilógica, meu Deus,


Que a fé dos cristãos míopes refutar
Fatos concretos, e justificar
Contradições na Bíblia dos hebreus?

Senhor, não creio que este Livro Santo


Tenha, todo ele, inspiração divina
Porque tua santíssima doutrina

Não pode rebaixar-se tanto e tanto!


Não posso concordar com tais parlendas
Que difundem tamanhas inverdades;
Se a Bíblia tem muitíssimas verdades,
Tem, também, suas fábulas e lendas.
(o grifo é nosso)
(Mensagem de Jesus Para os Sobreviventes,
p. 179, 180)

218 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Resposta:
Ora, os Evangelhos e o Apocalipse fazem parte da Bíblia. Se a LBV admite que na
Bíblia existem erros, como provar que a LBV está integrada nas Verdades do Evangelho
e do Apocalipse? A própria Bíblia faz referências à sua inspiração divina. Freqüentemente
se lê: “a Escritura não pode ser anulada”(Jo 10.35). Lemos em 1 Pe 1.21: “Homens
santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” Paulo afirmou o seguinte: “Pelo
que também damos sem cessar graças a Deus, pois, havendo recebido de nós a palavra
da pregação de Deus, a recebestes, não como palavra de homens, mas (segundo é, na
verdade) como palavra de Deus, a qual também opera em vós os que crestes.”(1 Ts 2.13)
Jesus disse: “A tua palavra é a verdade.” (Jo 17.17) A maior prova da inspiração da
Bíblia está em suas profecias exatas. As profecias anunciavam com precisão muito antes
de acontecer a vinda de Jesus em cumprimento da palavra de Dt 18.15 “O Senhor teu
Deus te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis.”
Foi profetizado o lugar do seu nascimento como Belém; que nasceria de uma virgem; que
seria traído por 30 moedas; que seria contado com os malfeitores; que nenhum dos seus
ossos seria quebrado; que se lançariam sortes sobre seus vestidos e que seria morto e
ressuscitaria ao terceiro dia. Mq 5.2; Mt 2.3-9; Is 7.14; Mt 1.22,23;Zc 11.12,13; Mt 27.3-5;
Is 53.12; Lc 22.37, 52; 23.32,33; Sl 34.20; Jo 19.36; Sl 22.18; Mt 27.35; Sl 16.10; At
2.27-31. Não podemos esquecer que a LBV se propôs fechar as portas se fosse provado
que “não está integrada nas Verdades do Evangelho e do Apocalipse.”

Jesus

Com relação à pessoa de Jesus, a LBV nega tanto a humanidade como também a
divindade absoluta de Jesus. Com relação à sua humanidade, afirma a LBV:

Declaração:
“JESUS não poderia nem deveria, conforme as imutáveis Leis da Natureza, revestir o
corpo material do homem do nosso planeta, corpo de lama, incompatível com natureza
espiritual, mas um corpo fluídico...”(JESUS-A Saga deAlziro Zarur, II, p. 108)
Considerando que Jesus não podia ter um corpo material (de carne e ossos), não poderia
Maria tê-lo dado à luz e assim o que ocorreu com Maria foi apenas uma ilusão de parto.
Diz então Alziro Zarur:
“Maria tinha de crer num parto real e lembrar-se dos fatos que lhe cumpria atestar,
como se tivessem ocorrido.” ( JESUS-A Saga de Alziro Zarur II, p. 153)

Resposta:
Como se torce a Bíblia! Maria teve uma ilusão de parto. Como poderia isso acontecer
se em Lc 2.7 se lê:”E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o
numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” Além disso, Jesus
estava sujeito ao crescimento, como todos os homens (Lc 2.52). Sentiu fome (Mt 4.2),
sede (Jo 19.28), comeu e bebeu (Mt 11.19), dormiu (Mt 8.25), suou sangue (Lc 22.44), foi

219 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


crucificado, morreu na cruz e por fim ressuscitou dos mortos (Lc 24.1-6,39-43).
João, o apóstolo, em sua Segunda epístola, versículo 7, declara: “Porque já muitos
enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne.
Este tal é o enganador e o anti-cristo.”
Com relação à deidade absoluta, Alziro Zarur se pronuncia:

Declaração:
“Agora, o mundo inteiro pode compreender que JESUS, o CRISTO DE DEUS, não é
DEUS nem jamais afirmou fosse DEUS.”( JESUS- A Saga de Alziro Zarur, II, p. 112)

Resposta:
Jesus nunca afirmou ser Deus Pai , mas afirmou sua igualdade com Ele. Por algumas
vezes no Evangelho de João, vemos Jesus ser ameaçado de morte pelos líderes judaicos.
Depois de curar o coxo, ordenou-lhe tomar a cama e partir. Era sábado. Os judeus
ordenaram-lhe que parasse. O coxo informou que fora Jesus que o curara e que o mandara
carregar a cama. “E por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo;
porque fazia estas coisas no sábado. E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora,
e eu trabalho também. Por isso pois os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque
não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-
se igual a Deus.(Jo 5.16-18) Disse mais Jesus em Jo 10.30-33: “Eu e o Pai somos um.
Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus:
Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me
apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra
boa, mas pela blasfêmia, porque sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.” E tudo isso
ocorreu por causa da reivindicação de Jesus de sua igualdade de natureza com Deus, o
Pai. Não bastasse isso, temos o prólogo do evangelho de João, que diz: “No princípio era
o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.
Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”(Jo 1.1-3)

Reencarnação

A LBV é uma entidade espírita. Foi numa sessão espírita que uma senhora, por nome
Emília R. Melo, disse a Alziro Zarur ter visto São Francisco de Assis ao seu lado. Desde
então esse “santo” passou a ser patrono da LBV. Sendo espírita, não podia pensar diferente
da doutrina da reencarnação.
Daí porque Alziro Zarur se pronuncia favorável à teoria da reencarnação.
Declaração:
“Só a reencarnação e os séculos – expiação, reparação e progresso – poderiam preparar
as inteligências e os corações de maneira a fazer deles ODRES NOVOS, CAPAZES DE
CONSERVAR O VINHO NOVO.”(JESUS-A Saga de Alziro Zarur II, p. 259)
“O homem, como sabeis nasce e morre muitas vezes, antes de chegar ao estado de
perfeição.”(Ibidem, p. 116)

220 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Resposta:
Jesus ensinou que depois da morte há um julgamento e separação absoluta entre os
justos (os que o aceitaram por Salvador e Senhor); e os ímpios, como resultado da
aceitação ou rejeição de Cristo como Salvador e Senhor (Jo 3.16-18); de entrar pela porta
estreita ou porta larga (Mt 7.13,14). Jesus ensinou que existe o céu e que existe o inferno
e que tais lugares são finais e definitivos (Lc 16.22-25; Mc 9.43-35). Jesus falou sobre a
ressurreição do corpo e não da eliminação do corpo como ensina a LBV (Jo 5.28,29);
Jesus, em vida corporal, realizou muitos milagres dentre os quais a ressurreição de mortos
como Lázaro (Jo 11.25,26). Além disso Jesus ensinou que somos salvos pela sua morte na
cruz (Mt 20.28: 26.26-28). Se somos salvos pela obra expiatória de Jesus é claro que as
boas obras não salvam e nem ajudam a salvar-nos ( Ef 2.8,9; Tt 3.5).

Mediunidade

Declaração:
“A RELIGIÃO DO NOVO MANDAMENTO... confirma a possibilidade, por
permissão de DEUS, da comunicação entre encarnados e desencar­na­dos...” (RELIGIÃO
DO TERCEIRO MILÊNIO, p. 134)

Resposta:
Tiago, o apóstolo, afirma: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto,
descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sobra de variação.”(1.17)
Logo, como admitir que, por permissão de Deus, exista a possibilidade de “comunicação
de encarnados e desencarnados”? E por que dizemos isso? Porque o próprio Deus proibiu
terminantemente essa prática conhecida como mediúnica. Diz Dt 18.10-12, “Entre ti
se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador,
nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos,
nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os
mortos.” (o sublinhado é nosso). Então, pergunta-se: como admitir que Deus proíba e
que por sua permissão ele consinta essa comunicação entre encarnados (os vivos) e os
desencarnados (os mortos)? Mesmo quando recebermos convites para entrar em contato
com eventuais parentes ou pessoas queridas mortas, não devemos aceitar tais sugestões.
“Quando vos disserem: Consultai os que teem espíritos familiares e os adivinhos, que
chilreiam e murmuram entre dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? a favor dos
vivos interrogar-se-ão os mortos?”(Is 8.19) Deus proíbe porque sabe perfeitamente
que os vivos que querem entrar em contato com os mortos, por meio dos médiuns, na
verdade, estão entrando em comunicação com demônios (Ef 6.12). Nunca alguma pessoa
conseguiu identificar o espírito que fala pelo médium. Essa é uma situação que preocupa
todos os espíritas. Admitem a hipótese da mediunidade mas não saber como identificar
o espírito que fala pelo médium. Allan Kardec declara sobre o assunto: “A identidade é
uma das grandes dificuldades do Espiritismo prático; freqüentemente, ela é impossível de
se constatar...” “... eles podem tomar o (nome) de um Espírito conhecido pertencente à
mesma categoria, de tal sorte que, se um Espírito se comunica com o nome de São Pedro,
por exemplo, nada não prova que ele seja precisamente o apóstolo desse nome.”(O Que
é o Espiritismo, p. 127)
Se a Bíblia declara que a boca fala do que o co­ração está cheio, imagine Alziro Zarur

221 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


chegar ao extremo de compor um poema e a quem ele tributaria esse poema. Nada menos
do que ao seu irmão Satanás. E assim ele expressa sua apreciação por ele:

Lembro-me bem: eu era uma criança


Calada e triste, sem saber porquê.
Menino, ás vezes, pensa. E também vê
Que é triste o carnaval da vizinhança.

Em minha paz de criança pessimista,


Desconfiada de risos e festinhas,
Ninguém sabia ler as mágoas minhas
Naquele isolamento fatalista.

Um dia, eu fui com meus irmãos à igreja,


E um padre perturbou a minha paz:
Ele falou de um certo Satanás
Que as almas brutaliza e mercadeja.

Mas falou com uma raiva tão bravia


Do Diabo vil, com um coração de pau,
Que eu perguntei à minha mãe avó Maria:
– Será que o Diabo é mesmo assim tão mau?

E Lúcifer, com todo o seu quartel,


Me preocupou, de fato, muitos anos:
Quis, até devassar os seus arcano,
Aprofundando a história de Lusbel.

Mais tarde, eu lia a Bíblia, de manhã –


E são 66 livros ou partes –
Para surpreender todas as artes
Daquele infernalíssimo Satã.

Até que, um dia, o Novo Testamento


Me revelou, na sua estranha luz,
O Sermão da Montanha, de Jesus,
Que não me saiu mais do pensamento.

Fiquei pasmado, oh! sim, perante aquelas


Palavras da misericórdia-mor!
E tanto as li que, até hoje sei de cor
Estas palavras mansamente belas:

222 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Bem-aventurados os humildes,
porque deles é o reino do céu.
Bem-aventurados os que choram,
porque eles serão consolados
pelo próprio Deus.
Bem-aventurados os pacientes,
porque possuirão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome
e sede de justiça,
porque terão o amparo
da Justiça Divina.
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque eles alcançarão missericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração,
porque eles verão Deus face a face.
Bem-aventurados os pacificadores,
porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da Verdade,
porque deles é o reino do céu.
Bem-aventurados sois vós
quando vos perseguem,
quando vos injuriam e, mentindo,
Fazem todo o mal contra voz
por minha causa.
Exultai e alegrai-vos,
porque é grande
o vosso galardão no céu.
Ouvistes o que foi dito:
amarás teu amigo
e odiarás teu inimigo.
Eu, porém, vos digo:
amai até mesmo aos vossos inimigos;
bendizei àqueles que vos maldizem;
fazei bem àqueles que vos odeiam;
orai por todos aqueles
que vos perseguem e maltratam...

223 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Nessa altura, já entrara em minha vida
– E lhe fiz um cordial salamaleque
A obra portentosa de Kardec,
A jorrar na Bíblia envelhecida.

Na grande Metapsíquica dos sábios,


que estudam essas coisas sem rituais,
Algumas perguntinhas, bem banais,
Naturalmente vieram aos meus lábios:

– Se Deus sempre é perfeito no que faz


E nada do que fez ao mal destina,
Por que odiarmos nós a Satanás
Se ele, também, é criação divina?

–E, se JESUS nos veio esclarecer


que amássemos até “ao inimigo”,
Por que não transformar num bom amigo
A Satanás, em vez de o combater?

Amigos meus, oremos por Satã,


Amemo-lo de todo o coração,
E respondamos sempre com o perdão
Aos males que nos faça, hoje e amanhã.

E, um dia, todos nós iremos ver


Satanás redimido, a trabalhar
Por aqueles que veio tresmalhar
Dos rebanhos do Cristo, e reviver!

Porque se assim, amigos, não quiserem


Aqueles que se chamam “os cristãos”,
Lavemos, desde já as nossas mãos,
Antes as iniquidades que fizeram.

Por mim, com honra, eu amo Satanás, Meu pobre irmao perdido nos infernos,
Com este amor dos sentimentos ternos,
Pra que ele, também receba a paz.

(Mensagem de Jesus Para os Sobreviventes, Poema completo: p.130/132/133.)


O grifo é nosso.

224 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Consideração final

Precisaríamos dizer mais sobre a LBV depois que o seu fundador se declarou amigo de
Satanás e recomenda que o amemos de todo o coração? A Bíblia recomenda amarmos a
Deus de todo o coração, de toda a alma e do todo o pensamento (Mt 22.37). Houve alguém
que aceitou permitir a entrada de Satanás em sua vida e Satanás causou-lhe a desgraça.
Chamava-se Judas Iscariotes. Está escrito: “Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha
por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze.”(Lc 22.3) Trágica decisão a de
abrir-se os corações para o amigo de Alziro Zarur – Satanás. Jamais o façamos porque sua
obra é matar, roubar e destruir (Jo 10.10). Abramos o coração para Jesus que veio desfazer as
obras do diabo na vida das pessoas (1 Jo 3.8-10).

225 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Céu e Inferno
LUGARES OU ESTADOS?
Céu e Inferno Por Natanael Rinaldi

A
Teoria da evolução FOLHA UNIVERSAL publicou, na sua edição de
29 de agosto de 1999, um artigo com o título: “PAPA
DIZ QUE CÉU E INFERNO SÃO ESTADOS DE
ESPÍRITO.”
Continua a notícia: “De acordo com o papa, o céu não é
um lugar, mas ‘um estado de espírito’ que pode ser alcançado
por qualquer homem, desde que, após a sua morte, este passe um
tempo determinado no que a doutrina católica chama de ‘purgatório’
ou limbo”.
“O purgatório não é um lugar, mas uma condição de vida”,
afirmou o papa em seu último pronunciamento.
O inferno, segundo o papa, também é um estado de espírito
ligado à condenação eterna e não uma fornalha ardente.

INFALIBILIDADE PAPAL

17
Não podemos analisar o pronunciamento sobre o céu e o
inferno, feito pelo Papa João Paulo II, sem que primeiro tenhamos
conhecimento do que constitui o ensino sobre o dogma da
Infalibilidade Papal.
Isso significa, que tudo o que o papa ensina deve ser
crido pelos fiéis e que todos os seus mandamentos devem ser
obedecidos. Esse dogma católico só se tornou artigo de fé em
EDIÇÃO

1870, pelo Concílio Vaticano.


Embora essa suposta infalibilidade seja sobre assunto tão
importante, é preciso que tenhamos presente a declaração de
Paulo, em Gl 1.8, 9, no sentido de que nenhuma autoridade se
sobreponha à autoridade da Bíblia.

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie


outro evangelho além do que já vos tenho anunciado seja
anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também

226
vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja
anátema.”

Com isso, Paulo quis tornar claro que nenhuma autoridade angelical, pode ser
considerada superior aos homens (Hb 2.7), como também nenhum ser humano pode
arrogar para si autoridade soberana sobre a Bíblia.
Entretanto, a Igreja Católica não pensa assim e outorgou ao papa o poder divino da
inerrância. Inocêncio III professa a doutrina de que o papa ocupa na terra não o lugar de
um homem, mas o de um deus (Inocent III, Decret, de Concess, tit. 8, citado em “Roma,
Sempre a Mesma”, p. 126, de Hippolyto de Oliveira Ramos).

A Igreja Católica cita três passagens das Escrituras para apoiar a tese que sustenta a
respeito do primado de Pedro e da sucessão apostólica, culminando com o atual Papa
João Paulo II: Mt 16.18, 19; Lc 22.31,32 e Jo 21.15-17. No entanto, em nenhuma dessas
passagens bíblicas citadas encontramos apoio para a primazia de Pedro. Jesus afirmou
sua posição de supremacia e governo sobre os apóstolos: “Um só é o vosso Mestre, a
saber, o Cristo, e vós todos sois irmãos.” (Mt 23.8,10). Pela sua morte na cruz e pela sua
ressurreição dentre os mortos Ele ocupa posição de primazia e não Pedro. O próprio Pedro
declarou ser Cristo a pedra e não ele:

“Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores, a qual foi posta por cabeça de
esquina. E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro
nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (At 4.11,12)

Outras citações confirmam essa interpretação:


“Pôs todas as coisas debaixo de seus pés e o constituiu chefe de toda a Igreja.” (Ef 1.22)

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o mesmo Jesus
Cristo a principal pedra angular. ”(Ef 2.20)

A Bíblia aponta apenas dois lugares depois da vida presente como lugares definitivos
e irreversíveis: o céu e o inferno. Entretanto, os católicos admitem mais dois lugares: o
purgatório e o limbo. Para eles o purgatório é um lugar de purificação e de cumprir pena.
Para isso são rezadas missas e são feitas orações pelos mortos. O limbo é um lugar de
castigo mais ameno, para as crianças que morrem sem batismo.

O CÉU

Do hebraico Shamaym; do grego Ouranus; do latim Coelum. Segundo a Bíblia é a


habitação de Deus, dos anjos e morada dos justos. Deus é Onipresente, pode estar em
qualquer lugar ­(Jr 23.23,24); entretanto, os demais seres são limitados, finitos, restritos e,

227 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


portanto, se acham num lugar. Assim, o céu é um lugar, mas também pode ser um estado
de espírito, quando em vida nos entregamos a Jesus Cristo. Ele nos enche de sua paz, a paz
que excede todo o entendimento e sentimo-nos felizes, sentimo-nos no céu: “Eu vim para que
tenham vida, e a tenham com abundância.”(Jo 10.10b)

PESSOAS QUE ESTÃO NO CÉU

Jesus falou do céu como um lugar, afirmando:

“Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou
preparar-vos lugar. E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para
mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (Jo 14.2,3)

Assim, podemos verificar pela Bíblia, pessoas que já estão no céu como um lugar:

Deus, o Pai: “Pai nosso, que estás nos céus... Venha o teu reino, seja feita a tua vontade,
assim na terra como no céu.”(Mt 6.9,10) Da mesma forma que a terra é um lugar onde
habitam seres humanos, o céu é também um lugar.

Jesus: “Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória
de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus.”(At 7.55)

Os anjos: “Vede, não desprezeis algum destes pequeninos, porque eu vos digo que os
seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus.”(Mt 18.10)

Os justos do Antigo Testamento: “Mas eu vos digo que muitos virão do oriente e do
ocidente, e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no reino dos céus.”(Mt 8.11)
Os cristãos já mortos: “Mas chegastes ao monte de Sião, e à cidade do Deus vivo, à
Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; à universal assembléia e igreja dos
primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos
justos aperfeiçoados.” (Hb 12.22,23)
“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de
Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”.
“Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo,
vivemos ausentes do Senhor. (Porque andamos por fé, e não por vista.) Mas temos
confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.”(2 Co 5.1, 6-8)

O INFERNO

Do hebraico Sheol ou Seol; do grego Hades, Geena e Tártaro; e do latim Infernus. Os


vocábulos hebraico e grego indicam os seguintes lugares:

228 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Sheol (hb.) e Hades (gr.) indicam o lugar das almas perdidas até a segunda
ressurreição.
A palavra Seol aparece 65 vezes no Velho Testamento: Gn 37.35; 42.38; 44.29,31; Nm
16.30,33; Dt 32.22; 1 Sm 2.6; 2 Sm 22.6; 1 Rs 2.6,9; Jó 7.9; 11.8; 14.13; 17.13,16; 21.23;
24.19; 26.6; Sl 6.5; 9.17; 16.19; 18.5; 30.3;31.17; 49.14; 55.15; 86.13; 88.3; 89.48; 116.3;
139.8; 141.7, etc.

A palavra Hades aparece 10 vezes no Novo Testamento: Mt 11.23; 16.18; Lc


10.15; 16.23; At 2.27, 31; Ap 1.18; 6.8; 20.13,14. Significa o mundo invisível das
almas dos mortos.

Geena: lugar dos corpos e almas dos perdidos depois do Juízo Final, também chamado
o lago de fogo e segunda morte (Ap 20.11-15) A palavra correspondente no V. T. é “vale
do filho de Hinon”. A forma grega do hebraico é geh hin-nóm (Js 15.8; 18.16; 2 Cr
28.3; 33.6; Jr 7.31, 32; 32.35).
A palavra Geena aparece12 vezes no Novo Testamento: Mt 5.22,29,30; 10.28; 18.9;
23.15, 33; Mc 9.43,45,47; Lc 12.5; Tg 3.6.

Tártaro: lugar dos anjos caídos. A palavra só é encontrada uma vez em 2 Pe 2.4:
“Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas havendo-os lançado no
inferno, os entregou às cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo;”

PARA QUEM FOI FEITO O INFERNO

Jesus afirmou que o inferno é um lugar destinado ao diabo e seus anjos. Se qualquer
pessoa for para lá, será contra a vontade de Deus. O homem no inferno é um intruso (Mt
25.41,46). (Doutrinas, por W. C. Taylor, JUERP, 1952, p. 226)

GRAUS DE PUNIÇÃO

Haverá graus de punição no inferno e varia segundo a luz, oportunidade e resistência à


Palavra de Deus (Rm 2.5-12: Mt 11.23-25; Hb 10.26-31). Para Deus, o juízo de bons
e maus é segundo as suas obras e a salvação ou a perdição é segundo a fé em Cristo ou a ausência
da mesma (idem op. cit. 232).

O homem em vida física pode se encontrar num estado de espírito em que esbraveja
sentir-se num inferno, mas numa figura de linguagem; porém, na morte, ao deixar esta
vida poderá se encontrar, consciente, para sempre num lugar de tormento real e eterno
denominado inferno.

229 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“Se qualquer coisa menos que a punição eterna for devida em vista do pecado, que
necessidade havia de um sacrifício infinito para livrar do castigo? Jesus derramaria seu
precioso sangue para livrar-nos das conseqüências de nossa culpa, se tais conseqüências
fossem apenas temporárias? Conceda-se-nos a verdade de um sacrifício infinito, e disso
tiraremos a conclusão de que o castigo eterno é uma verdade.” (Dicionário de Escatologia
Bíblica, de Claudionor Corrêa de Andrade, p. 40, CPAD).

CONCLUSÃO

Omitir a pregação do inferno é deslealdade a Jesus e aos homens. Para quem


zomba do inferno, procurando subterfúgios para negar a realidade desse lugar,
basta reconhecer a autoridade de Jesus ao falar deste lugar, ao concluir: “E irão estes
para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mt 25.46). Dois lugares
distintos e irrever­síveis: “tormento eterno” ou “vida eterna”. Da mesma forma como há
vida, declarada eterna (do grego zoen aionios), também há “tormento ou castigo eterno”
(kólasin aionios).
No entanto, não deixamos de reconhecer que: “O homem natural não compreende as
coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode en­­­tendê-las, porque
elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discer­n e bem tudo, e ele
de ninguém é discerni­do.” (1Co 2.14,15)

230 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Teoria da Evolução
o vale-tudo em nome da ciência!
Por Christiano P. Silva Neto

Introdução

D
esde 1859, quando Charles Darwin publicou seu livro “A Origem das Espécies”,
a teoria da evolução iniciou uma jornada que a levaria ao status de a única
explicação acerca das nossas origens ensinada em nossas escolas e aceita pela
grande maioria dos homens de ciência do nosso tempo. Curiosamente, porém,
tudo isso se dá a despeito dos 140 anos de investigação científica que não têm sido muito
lisonjeiros para essa teoria que insiste em se travestir de ciência.

Alguns anos antes, Darwin, muito jovem, havia se envolvido com amizades pouco
recomendáveis que o levaram a desistir do curso de Medicina. Como a família insistisse, ele
retornou à universidade, desta feita para cursar Teologia. Seis meses após o término de seu
curso, Darwin aceitou o cargo de naturalista a bordo do navio Beagle, numa expedição ao redor
do globo. Foi observando a flora e a fauna de lugares tão exóticos para um cidadão de língua
inglesa, como a Floresta Amazônica, a Patagônia, as ilhas Galápagos, que Darwin registrou em
seus apontamentos os dados que mais tarde integrariam o conteúdo do seu livro.

Ficaram famosas as observações de Darwin sobre os tentilhões que ele encontrou nas ilhas
Galápagos. Ele observou que tentilhões de ilhas distintas se diferenciavam entre si pelo tipo
de bico que possuíam, construindo mais tarde a hipótese de que eles tivessem se diferenciado
por causa do isolamento geográfico, tendo todos partido de um ancestral comum. A verdade,
porém, é que não temos aqui um único fato em que possamos nos apoiar para constatar a
veracidade dessas conclusões, a não ser o fato de que os bicos se diferenciam entre
si. De qualquer modo, eles continuam tentilhões e tais diferenças não justificam, em
hipótese alguma, o alcance pretendido pela teoria da evolução.

Não havia, no tempo de Darwin, qualquer condição de pesquisa mais sofisticada que
pudesse permitir o estudo das espécies observadas além de suas formas físicas. Apesar
disso, o mundo científico de então aceitou as pressuposições de Darwin, defendidas pela
incomum eloquência de Thomas H. Huxley, com uma certa passividade, como se a ciência
pudesse, em favor de meras reflexões de ordem filosófica, dispensar a presença de provas
para justificação de seus conceitos.

231 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Apesar de crer em suas “teorias” evolucionistas, Darwin sabia que algo muito errado
começava a tomar forma e a subverter os caminhos da verdadeira ciência. Cientistas,
contrariando a formação que haviam recebido nas instituições de ensino em que haviam
obtido seus graus acadêmicos, abriam mão da demonstração cientificamente inequívoca
em favor do que consideravam razoável como forma de pensamento. Não foi sem razão,
portanto, que o próprio Darwin tenha se queixado de que ele havia apenas proposto uma
hipótese para a origem das espécies e que, os que depois dele vieram, as tenham abraçado
como a uma religião.

Cerca de 100 anos mais tarde, foi dado ao biólogo Julian Huxley, neto de Thomas H.
Huxley, o privilégio de ser o orador das festividades de comemoração do centenário da
publicação do livro de Darwin, evento realizado na Universidade de Chicago. Apesar dos
100 anos de investigação científica não terem impulsionado a teoria da evolução com fatos
persuasivos, assim se expressou na ocasião o destacado cientista:

“No sistema evolucionista de pensamento não há mais necessidade ou lugar para o


sobrenatural. A Terra não foi criada, mas evoluiu. Assim ocorreu com todos os animais
e plantas que a povoam, incluindo nossos egos, mente e alma, bem como o cérebro e o
corpo. Desse modo evoluiu também a religião. O homem assim evoluído não pode mais
se refugiar de sua solidão, procurando abrigo nos braços de uma figura de pai divinizada
que ele mesmo criou” Huxley, J., Associated Press Dispatch, Novembro 27, 1959.

Por aí se percebe que há toda uma orquestração no sentido de nos mostrar o que é
apenas uma hipótese, como se fosse a verdade acerca de nossas origens. A cada dia,
porém, cientistas evolucionistas esbarram ao tentar explicar as origens por um ângulo
estritamente materialista. A própria natureza se constitui num sério impedimento às suas
tentativas. Ela nos conduz, não ao casualismo, mas a um Criador, o sustentáculo de tudo,
o Deus todo poderoso que, do nada, sábia e inexplica­velmente, fez plantas, animais e
homens, completos, distintos, prontos para o pleno desempenho de suas funções (Jo 1.3).

Provas científicas?

Antes de Darwin, Lamarck propôs a ação do meio ambiente sobre os seres vivos como
o fator capaz de causar a evolução das espécies. Assim, a girafa teria ficado com o pescoço
mais comprido na tentativa de comer as folhas mais altas das árvores. Estudos posteriores,
entretanto, mostraram que possíveis modificações que poderiam se processar dessa forma
tinham caráter apenas individual, não sendo transmitidas às futuras gerações pelo simples
fato de não estarem codificadas geneticamente. Apesar disso, volta e meia vemos algum
texto evolucionista mencionando esse tipo de possibilidade, obviamente à procura de
incautos que desconheçam a n atureza dessas transformações.

232 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Depois veio Darwin, justificando a evolução através da luta pela sobrevivência que
observamos na natureza e da seleção natural entre seres vivos. Na mesma época, um
monge beneditino, de nome Gregor Mendel, fazia algumas experiências com plantas que
lhe valeram mais tarde a alcunha de “pai da genética” e que caíram como verdadeiros
torpedos sobre as idéias de Darwin. Estava provado que os dois fatores apontados por
Darwin não guardavam em si mesmos o potencial deles esperado. Qualquer conceito
evolucionista exigia o surgimento do “novo” e os fatores mencionados apenas permitiam
a manifestação de caracteres já devidamente codificados no contexto de cada espécie.
Nesse meio tempo, as similaridades começaram cada vez mais a serem apontadas
como evidência inequívoca da evolução. Concordamos que o valor de tais evidências seria
bastante aumentado se não houvesse qualquer outro modelo para explicar nossas origens.
Na presença do modelo criacionista, entretanto, elas se diluem por completo, já que
similaridades são esperadas também nesse modelo. Apesar disso, de tempos em tempos,
a mídia volta à carga com esse mesmo tipo de evidência logicamente refutado. Exemplo
disso é o uso que fazem das constatações de quase total similaridade entre a constituição
genética de homens e chimpanzés. Isto, entretanto, é apenas sair da morfologia pura e
simples para um nível molecular, com o mesmo tipo de evidência à base de similaridades já
antes questionadas. Por que teriam homens e chimpanzés que apresentar necessariamente
códigos genéticos distintos no contexto do modelo criacionista?
Foi assim que toda esperança evolucionista acabou por se concentrar nas mutações,
estes sim, fenômenos da natureza capazes de introduzir novas características em uma
dada espécie. Mutações, entretanto, são agentes aleatórios atuando em sistemas altamente
organizados como o organismo dos seres vivos. A segunda lei da termo­­di­nâmica, expressa
em termos probabi­lí­sticos, nos afirma exatamente isso, que as mutações, ao invés de
conduzir tais sistemas a níveis estruturais mais organizados, na verdade, são responsáveis
pela desorganização que observamos na estrutura de seres vivos que sofrem transformações
de caráter mutagê­nico. Veja o que diz a esse respeito H. J. Muller, geneticista detentor do
prêmio Nobel pelo seu trabalho de uma vida com mutações:
“Está inteiramente em acordo com a natureza acidental das mutações, que extensivos
testes têm corroborado em mostrar a vasta maioria delas como deletéria aos organismos
no seu desempenho de sobreviver e de se reproduzir, do mesmo modo como mudanças
acidentais introduzidas em qualquer mecanismo artificial são, predominantemente,
prejudiciais à sua operação – boas mutações são tão raras, que podemos considerá-las
todas más” Muller, H. J., “How Radiation Changes the Genetic Constitution”, Bulletin of
the Atomic Scientist, 11 (1955), p. 331.
Apesar do tempo decorrido desde que este depoimento foi feito, a verdade do seu
enunciado continua em pé, porque se trata de uma questão básica, e não de um mero fato
a ser atualizado cientificamente com o decorrer do tempo. Na verdade, essas palavras são
ainda mais abrangentes e atingem o universo como um todo. As leis da termo­dinâmica
apontam de modo inequívoco para um universo em contínuo processo de degeneração.

233 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Como poderiam, então, essas mesmas leis que hoje causam sua desestruturação, terem
sido um dia responsáveis por sua evolução?
A teoria da evolução apregoa, com base em um mecanismo que evolu­cio­­nistas até
hoje não conseguiram explicitar, que simples átomos de hidrogênio (praticamente o único
subproduto da suposta explosão do Big-Bang) acabaram por se transformar em seres
humanos e, de passagem, deram origem a tudo o mais que compõe este imenso universo
que nos abriga. Só não vê o óbvio quem não quer: a teoria da evolução não passa de um
mito que, do século passado, invadiu também o nosso século.
Criacionistas não têm a menor pretensão de se insurgir contra a verdade científica,
nem tampouco têm a intenção de se afastar do campo da batalha intelectual em que
defendem seus pontos de vista. A melhor arma contra a teoria da evolução é a
própria ciência, isenta de fantasias e preconceitos.

É vale-tudo mesmo!

Há alguns anos a mídia noticiou a conclusão a que haviam chegado alguns cientistas
evolucionistas a respeito de certas características na dentição em seres humanos. Eles
afirmaram que a população mundial se dividia em quatro grandes segmentos quando
consideradas as diferenças encontradas nas arcadas dentárias de seres humanos e que isso
se devia aos costumes alimentares em diferentes regiões. Afirmaram também que hoje essas
diferenças já haviam se tornado uma característica genética desses grupos populacionais,
transmitidas de geração em geração como resultado da evolução experimentada pela
espécie humana ao longo dos últimos milhares de anos.
Ora, admitir essa possibilidade é o mesmo que ressuscitar conceitos lamarckianos
que há muito já estão mortos e enterrados pelos próprios evolucionistas. Com base
neste mesmo tipo de raciocínio se poderia esperar que um dia as cirurgias que fazemos
em cães para que fiquem com suas orelhas em pé não seriam mais necessárias, ou que
descendentes de pessoas que praticam levantamento de peso ao cabo de um certo número
de gerações praticando essa atividade já nasceriam com seus corpos modelados. Isto é
impossível e quem o afirma é a verdadeira ciência porque, para serem perpetuadas,
tais transformações teriam que primeiro serem devidamente escritas em nossos
códigos genéticos.
Por aí se pode perceber que esta é uma luta do tipo vale-tudo mesmo. Evolucionistas
parecem entender que para fazer valer seus pontos de vista tudo é permitido, até mesmo
desenterrar conceitos por eles mesmos sepultados. Mas será que esta é uma conduta que
se poderia classificar de científica?
Recentemente a imprensa noticiou que os neandertalenses, supostos primos distantes
do homem na escala da evolução, comiam seus semelhantes. (Veja, nº 1618, 06/10/99, p. 114)
A reportagem começava dizendo que: “Os mesmos homens de Neandertal que tocavam
flautas primitivas e punham flores no túmulo dos mortos 100.000 anos atrás carregavam

234 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


uma faceta bem mais cruel. Na semana passada, paleantropólogos franceses e americanos
revelaram pela primeira vez provas contundentes de que esses primos dos Homo
sapiens, extintos há 30.000 anos, praticavam canibalismo e comiam até mesmo
crianças e adolescentes de sua espécie”.
A reportagem prosseguia dizendo que os pesquisadores Alban Defleur, da Universidade
do Mediterrâneo, em Marselha, e Tim White, da Universidade da Califórnia, em Berkeley,
haviam conseguido reconstituir, a partir de ossos de 120.000 anos, a forma como as vítimas
eram esquartejadas antes de serem comidas. Dizia também que a riqueza de detalhes
levantados pelos cientistas era impressionante, obtidos a partir de restos encontrados numa
caverna da França que pertenciam a dois adultos, duas crianças de cerca de 6 anos e dois
adolescentes de 16.
Isso, porém, só pode ser algum tipo de brincadeira! Qualquer livro de probabilidades e
estatística vai lhe dizer, logo em suas primeiras páginas, que não se pode obter conclusões
estatisticamente válidas a partir de uma amostra tão incipiente. Ficamos então imaginando
que dirão cientistas deste mesmo quilate que viverem a centenas de anos no futuro, quando
descobrirem nossos esqueletos com tórax cirurgicamente secionados para dali extrairmos,
de pessoas acidentadas, seus corações para serem transplantados em pacientes cardíacos.
Nesse dia, talvez passemos para a história como os canibais do final do segundo milênio,
que praticavam canibalismo, comendo somente os corações de seus semelhantes. É o
vale-tudo mostrando suas garras novamente para extrair dos achados paleontológicos o
que quer que seus descobridores julguem válido, a despeito do que realmente pode ser
considerado como resultado da aplicação válida das normas e métodos de que se vale a
verdadeira ciência.
Impressionante mesmo é a constatação de que homens de ciência, treinados para admitir
somente o que reúne condições de ser classificado como científico, abandonem esses
parâmetros para aceitar, de livre e espontânea vontade, o que não resiste a um mínimo
de análise à luz de leis reconhecidamente científicas. A lei da biogênese, por exemplo,
afirma que cada ser vivo que encontramos na natureza descende de outro semelhante a
ele. Em outras palavras, isto significa que a geração espontânea, hipótese que afirmava o
surgimento de seres vivos diretamente da matéria inanimada, é inteiramente falsa. Veja,
porém, como o evolucionista George Wald coloca esta questão:
“A respeito da evolução espontânea, ela continuou encontrando aceitação até
ser finalmente descartada pelo trabalho de Louis Pasteur – É curioso que, até bem
recentemente, professores de biologia habitualmente contavam essa história como parte
de suas introduções a estudantes de biologia. Eles então terminavam o relato excitados
pela convicção de que haviam dado uma demonstração do aniquilamento de noções
místicas através da experimentação científica e pura. Seus estudantes costumavam
ficar tão inebriados que se esqueciam por completo de perguntar ao professor como ele
explicava a origem da vida. Esta teria sido uma questão embaraçosa, pois há somente
duas possibilidades: ou a vida surgiu através da geração espontânea, o que o professor

235 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


já havia refutado, ou então surgiu através da criação sobrenatural, o que ele provavelmente
teria considerado como anti-científico. De minha parte, penso que a única posição científica
sustentável é que a vida originalmente surgiu mesmo através da geração espontânea. O que a
história revista demonstrou é que a geração espontânea não ocorre mais nos dias de hoje”
Vemos, portanto, que evolucio­nistas são os modernos adeptos da “teoria” da geração
espontânea. Eles não afirmam, é óbvio, que isso esteja ocorrendo em nossos dias. Dizem,
porém, que há bilhões de anos a vida surgiu espontânea e diretamente da matéria inanimada,
num lance casual que teria dado origem a um organismo unicelular, do qual descenderiam
todos os outros que hoje vivem ou que já viveram no passado. É outra vez o vale-tudo em ação,
afirmando algo que não pode ser provado, uma vez que postulado no mais remoto passado.

Por que essa discussão é importante?

Basicamente porque nossa ótica em relação às origens determina o modo como vemos
a realidade à nossa volta. Se somos criacionistas, entendemos que somos obra das mãos
do Criador, o que certamente lhe confere o direito de propriedade sobre cada um de nós.
Ninguém está mais plenamente habilitado a nos dizer o que é melhor para nós e quais são
os valores que devemos cultivar, o modo como devemos proceder em nossa jornada pela
vida. Se, porém, somos evolucionistas, somos também filhos do acaso. Nada há por trás
do universo, a não ser leis naturais. Nesse caso, não existem também valores absolutos e,
leis para a sociedade, nós as admitiremos conforme nossas conveniências.
Temos continuamente afirmado que se a teoria da evolução fosse verdadeira, esta seria,
ainda que amarga, uma pílula que teríamos que engolir. Entretanto, nossos anos de investigação
nessa área têm nos comunicado que a teoria da evolução é pseudo-ciência. Por isso é importante
assumir uma posição frente a esta controvérsia. Por isso é preciso lutar para que nossos jovens
tenham o direito de aprender, também em sala de aula, que o Criador existe.
Algumas pessoas têm indagado se afinal não é possível harmonizar a teoria da evolução
com a da criação. A resposta é que este tipo de tentativa tem sido levado a efeito de vários
modos distintos, todos eles dando nascimento a modelos híbridos das origens, com sérios
problemas de ordem científica e inevitáveis choques com conceitos bíblicos da criação. Na
verdade, proceder a uma comparação entre os enunciados da evolução e os da criação é
uma forma demasiadamente simplista de abordarmos esta questão. O grande equívoco dos
cientistas é pensar que tudo na natureza pode ser explicado de modo natural, o que obviamente
não funciona nos momentos em que o Criador fez uso de seu poder sobrenatural.
Assim, a questão relacionada com uma possível harmonização de conceitos se transforma
em: “Pode o sobrenatural ser explicado através de processos naturais?”. Se a resposta
óbvia a esta pergunta é não, e é assim que penso, então também não poderemos explicar
a origem da matéria, da vida, do universo como um todo, através de processos naturais.
Explicações evolucionistas são esforços para explicar, através de processos naturais, o que
só pode ser explicado sobrenaturalmente, razão pela qual não podem expressar a realidade
objetiva da natureza. Já o criacionismo científico recorre ao poder sobrenatural do Criador
para explicar os resultados de Seus atos?

236 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Conclusão

A fé cristã tem, nos últimos 140 anos, desde a publicação do livro de Darwin, sofrido o
ataque mais abran­gente, mais agressivo e mais sutil de todos os tempos.
Mais abrangente porque todos, indistintamente, nas escolas de todo o mundo são
levados a crer que só o evolucionismo explica de modo coerente as nossas origens. Em
casa, jornais, revistas, livros, programas de televisão e até mesmo desenhos animados
apresentam a teoria da evolução como um fato acima de qualquer suspeita.
Mais agressivo porque os primeiros passos da caminhada evolucionista são dados nos
primeiros anos escolares, quando os alunos, crianças em tenra idade, não dispõem de
condições para questionar o que lhes está sendo ensinado.
Mais sutil porque, sem falar em Deus, pretendendo explicar todas as facetas da história do
universo e da vida por meios estritamente naturais, o evolucionismo não deixa espaço para
o sobrenatural, conduzindo, assim, muitos incautos, senão ao ateísmo e ao materialismo,
pelo menos a um Deus inoperante, que pouco se preocupa com sua criação.
Nós, os cristãos, entendemos como Davi, que no Salmo 148 exalta a Deus como o
criador de todas as coisas, e exorta-nos: “Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo
foram criados. E os confirmou para sempre e lhes deu uma lei que não ultrapassarão”
(vers. 5 e 6).
Nos próximas edições de “Defesa da Fé” estaremos discutindo com mais detalhes pontos
que, neste artigo, foram abordados de modo mais generalizado. Queremos, entretanto,
convidá-lo a entrar em contacto conosco para que possamos enviar, pelo correio, material
de divulgação da ABPC – Associação Brasileira de Pesquisa da Criação, a fim de que
você possa conhecer mais de perto o ministério criacionista no Brasil. Se você tem acesso
à Internet, nós estamos em http://www.impacto.org/abpc e nosso endereço eletrônico é
abpc@pobox.com.

237 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Código da Bíblia
O truque de michael drosnin
Tem nosso Senhor mensagens secretas
Código da Bíblia
verdadeiramente escondidas que
Esquecimento fatal Ele queria que nós achássemos ao
do espiritismo término do século XX? Será que essas
Santo Daime –
informações encontradas ajudam a
O Culto do Cipó mudar nossa era cética com respeito à
Bíblia? Verifiquemos!
Por Wagner S. Cunha

O
livro “Bible Code” (O Código da Bíblia), do
famoso repórter e investigador nova-iorquino
Michael Drosnin, é atualmente mais um de seus
best-sellers1 . Ele também é autor de um outro
campeão de vendas do New York Times “Citizen Hughes”. O
“Bible Code” tem ganhado destaque em jornais e revistas do

18
mundo inteiro desde a descoberta do afamado código da Bíblia,
anunciada há pouco mais de dois anos por Drosnin e pelo
matemático israelense Eliyahu Rips.
A premissa do autor é a de que o Antigo Testamento, na
verdade, é um complexo programa de computador que contém
uma série de profecias “codificadas” no texto, as quais revelam
o futuro da humanidade (e isso é, realmente, o que o torna
interessante). A influência deste livro chegou até mesmo aos
EDIÇÃO

círculos evangélicos por meio do vídeo e do livro The Signature


of God: Astonishing Biblical Discoveries (A Assinatura de
Deus: Espantosas Descobertas Bíblicas), diretamente dirigidos
à comunidade cristã, com base no que escrevera Drosnin.
O Código só pode ser decifrado através de operações
matemáticas decodificadas pelo mesmo2 .
Rips tomou todas as palavras da Torá (conjunto dos cinco
primeiros livros da Bíblia) e eliminou os espaços entre elas,
transformando o conjunto em uma série contínua de 304.805

238
letras. Depois, através de um programa de busca em computador e de um código alternado
que, através da igualdade de distância entre as letras acaba por encontrar nomes e frases,
afirmou ter descoberto as datas exatas de diversos acontecimentos mundiais, os quais
estariam ocultos na Bíblia Sagrada como, por exemplo, o assassinato do premier israelense
Yitzhak Rabin, a ida do homem à lua, a ascensão de Hitler, a Guerra do Golfo, as I e II
Guerras Mundiais e também a que ainda estaria por vir, provavelmente no ano 2026,
segundo o Código.( Ver notas 1e2)

NÃO É ALGO NOVO

Qualquer um que conheça um pouco da história da Igreja verá que esse tipo de
interpretação já existiu antes. Por exemplo, os hebreus antigos desenvolveram um sistema
(conhecido posteriormente como gematria) em que todo número tinha um significado
oculto e do qual todos os objetos eram detentores. Um sistema matemático foi criado para
decifrar tais códigos, resultando em interpretações estranhas.
A igreja de Alexandria (Egito), com sua escola catequética, tendo figuras como Orígenes
(186-255 D.C.) e seu professor Clemente (150-215 D.C.) admitia, entre as aberrações
teológicas desta comunidade, a interpretação simbólica e alegórica do Antigo Testamento.
O historiador cristão Earle E. Cairns relata como essa escola viu-se às voltas com o
paganismo referente à interpretação das Escrituras: “Os membros da escola alexandrina
estavam ansiosos por desenvolver um sistema teológico a partir do uso da filosofia que,
segundo eles, era capaz de permitir uma exposição sistemática do cristianismo. Educados
na literatura e nas filosofias clássicas, pensaram que poderiam usá-las na formulação da
teologia cristã.
Ao invés de enfatiza­rem uma interpretação histórico-gramatical da Bíblia, criaram
um sistema alegórico de interpretação que ainda hoje assola o cristianismo. Este tipo de
interpretação baseia-se na suposição de que a Bíblia tem mais de um sentido. Servindo-se
da analogia do corpo, alma e espírito do homem, sustentavam que as Escrituras tinham
um sentido literal e histórico que correspondia ao corpo humano, um sentido moral oculto
que correspondia à alma e um sentido espiritual subjacente e mais profundo que só os
cristãos mais adiantados poderiam compreender. Este sistema de interpretação surgiu
da técnica usada por Filo, o judeu alexandrino, que procurava aproximar o Judaísmo e
a filosofia grega a fim de encontrar os sentidos ocultos da língua do Antigo Testamento
que, por sua vez, seriam semelhantes à filosofia grega. Mesmo estando preocupados com
o sentido que o autor do texto queria dar para aqueles que o estivessem lendo e com
a sua aplicação prática às circunstâncias presentes, os homens da escola alexandrina
também estavam interessados nos sentidos ocultos. Este método de interpretação tem feito
muito mal à causa da interpretação correta da Bíblia e gerado absurdos e até, doutrinas
teológicas anti-bíblicas”3 .
A obra literário-religiosa, datada do primeiro século, conhecida como Pseudo
Barnabé nos mostra o método alegórico de estudo da Bíblia em voga entre os cristãos de

239 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Alexandria: “Ele alegoriza os 318 servos de Abraão (9:8), ao se referir a morte de Cristo
na cruz, na base de que a letra grega para 300 tem a forma de cruz e que os numerais
gregos para 18 são as duas primeiras letras do nome de Jesus. Ele se mostra orgulhoso
desta singular interpretação (9:9) de Gênesis 14:14. Ele vai constantemente da tipologia
legítima para a alegoria, a fim de fundamentar o significado que quer dar aos textos do
Antigo Testamento”4 .
Como já vimos, a procura por significados ocultos na palavras do Antigo Testamento não
é nenhuma novidade e outros tantos exemplos poderiam ser acrescentados aos acima citados.
O código da Bíblia tem se tornado singular por causa de sua dependência do computador,
pois somente com o uso deles é possível a decodificação. Para Drosnin, a Bíblia seria um
código elaborado por uma mente infinitamente superior à do homem, capaz de conhecer o
passado, o presente e o futuro; mas, como ateu declarado, ele diz que o código da Bíblia
“exige que aceitemos aquilo que a própria Bíblia só nos pode pedir para aceitar: que não
estamos sozinhos. Eu podia facilmente acreditar que o Código vem de um ser bom, que
queria nos salvar, mas não o Criador”. Já Grand Jefrey, em A Assinatura de Deus quer
que acreditemos que a fonte intelectual do Código é o próprio Deus, e ele vai mais além:
“Enquanto estes padrões incríveis existem no texto hebraico da Torá, nenhum outro texto
apócrifo exibe esta norma, nem eles podem achar isto em qualquer outra religião hebréia
ou textos seculares” (p.11). Porém, de acordo com o professor William D. Barrick do The
Masters Seminary, os eruditos muçulmanos fazem as mesmas reivindicações para o Alcorão,
citando códigos numéricos como prova de que Deus deu esse livro5 . É lamentável que Hal
Lindsey e Jack Van Impe recomendem o livro de Jeffrey.

UM LIVRO GNÓSTICO

Uma das características marcantes das “seitas gnósticas” que assolaram a igreja desde
os seus primeiros anos de vida era a imersão do indivíduo nos mistérios não revelados do
Eterno, enquanto os apóstolos se contentavam num mistério já revelado (1 Coríntios 2:7-
10). O historiador Paul Johnson, dissertando sobre as crenças gnósticas primitivas, disse:
“Os gnósticos tinham duas preocupações centrais: criam em um mundo dualista de bem e
mal e criam na existência de um código secreto da verdade, transmitidos pelos lábios de
um profeta, ou pelos escritos esotéricos”6 . Portanto, qualquer semelhança não é mera
coincidência. O Gnosticismo nunca morreu realmente, continuando sua existência sob
várias formas, e sempre mais sutil e atraente, como no caso deste “Código da Bíblia”.

ANALISANDO O CÓDIGO

Para sua pesquisas, Drosnin usou a Torá7 . Então, na verdade, o livro deveria ser
intitulado “O Código da Torá”; mas, provavelmente, com esse título não teria vendido
muitas cópias.
Drosnin restringe suas declarações e predições. Enquanto que o livro de Drosnin é

240 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


preciso em fatos históricos como o assassinato de John Kenndedy, a Guerra do Golfo em
1991 e a ascensão e queda de Adolf Hitler, nas predições concernentes ao futuro trabalha
com possibilidades. Sobre os vaticínios do Código, o autor disse: “Minha própria opinião
é que se trata apenas de uma possibilidade – que a Bíblia codifica todas as probabilidades
e aquilo que nós fazemos determina o resultado real” (p. 17). Declarações parecidas a
estas estão nas páginas 40, 43, 65, 76, 79, 99, 121, 156, 161, 168. Até mesmo Eliyahu
Rips, o homem que descobriu o código, afirma: “É literalmente impossível fazer predições
futuras baseadas no código”. Ele e outros dizem que qualquer aparecimento de profecia
é apenas uma simples coincidência ou interpretação aleatória8 . No entanto, no livro de
Drosnin existe uma enxurrada de predições. (Ver nota 3)

Predições inexatas

Um ataque de arma atômica contra Israel foi predito para 13 de setembro, 1996 (pp.75,
76). Como bem sabemos, tal ataque não ocorreu. Levando em conta este fracasso, decide
Drosnin que o que foi codificado de fato na Bíblia era aquele “Fim dos Dias” que começaria
em 1996 e um holocausto atômico como também uma guerra mundial seria parte deste
último dia: “ ...o Apocalipse era agora que o ‘fim dos dias’ já tinha começado, que o
verdadeiro Armagedon talvez se iniciasse com um ataque atômico a Israel (p.103).”
“Todos os principais avanços da tecnologia moderna parecem ter sido registrados.
Os irmãos Wright estão codificados junto com avião...” (p. 46). Um tremendo erro,
pois o pai da aviação, na realidade foi o brasileiro Alberto Santos Dumont que, no
dia 23 de outubro de 1906, realizou o primeiro “vôo mecânico” do mundo, com seu
famoso 14-Bis9 . (Ver nota 4)
O “Código da Bíblia” também previa que o ex-primeiro ministro de Israel Benjamim
Netanyahu morreria até o fim do mandato (pp. 72, 78, 79). Os defensores de Drosnim
argumentam que o mesmo disse ser uma possibilidade. Entretanto, ele próprio diz: “Se
seguisse apenas o código da Bíblia, teria de dizer que Netanyahu, caso eleito, não viverá
até o fim de seu mandato” (p.72), e é exatamente o que vemos no fac-símile da página 79:
o assassinato de Benjamim. No entanto, Netanyahu, esboçando um enorme vigor físico,
entregou seu cargo em 24/05/99 para o ganhador das eleições, o general israelense mais
condecorado de todos os tempos, Ehud Barak.

Conceitos distorcidos da Bíblia

1. Drosnin acredita que o “Código da Bíblia” seja o livro selado de Daniel 12:4 (pp.
90-99). Entretanto, o que Daniel fala em seu livro é sobre o futuro de Israel durante
a tribulação e a segunda vinda de Cristo; lemos no verso 4: “Tu, porém, Daniel,
encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim...”. Daniel não estava sendo
instruído a esconder um livro que seria revelado, de alguma maneira, ao término dos
tempos. As profecias dele estiveram abertas e disponíveis durante quase 3.000 anos.

241 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Ele foi alertado que aquelas revelações teriam o seu desígnio cumprido não para ele
mas, sim, para aqueles que viveriam nos últimos dias.

2. “Aquilo que Moisés recebeu no monte Sinai era realmente um banco de dados
interativo, ao qual até agora não tínhamos pleno acesso. A Bíblia que ‘Deus’ ditou
a Moisés era, na realidade, um programa de computador. Primeiro foi gravada na
pedra, depois escrita em rolos de pergaminhos. Depois impressa na forma de livro.
Mas, no código, ela é chamada de ‘o antigo programa de computador” (p.95).

3. Gênesis 41:45: “O Faraó nomeia José superintendente de toda a terra do Egito e


dá-lhe um novo nome, ‘Tzafenat-Paneah’ (...) Esse suposto nome próprio tem um
significado muito claro em hebraico: ‘o decodificador do código’. Talvez ninguém o
tenha percebido antes, porque ninguém sabia que havia um código na Bíblia” (pp.
97, 98). Na verdade, este nome é essencialmente egípcio; não é uma transliteração
hebraica de um nome egípcio, e significa “O Deus fala e ele ouve”10 .

4. O apoio do código da Bíblia à visão de que os dinossauros foram mortos por um


asteróide maior que o Monte Everest há cerca de sessenta e cinco milhões de anos
(p. 143, 144) cria sérios problemas. Não se precisa questionar a idade do universo.
Também a teoria da evolução pode ser agora substanciada pelo código: “Nos dias
de hoje, os cientistas concordam que a humanidade nunca teria evoluído se os
dinossauros não tivessem sido varridos pelo asteróide” (p. 145). (Ver nota 5)

CRITICADO POR OUTROS

Alguns cristãos sinceros estão aceitando o código da Bíblia como fato consumado
por ele ter recebido o apoio de cientistas, matemáticos famosos de Harvard, Yale,
Universidade Hebraica, eruditos cristãos, etc. Contudo, isso não é bem verdade.
Brendan Mckay, matemático australiano, resolveu aplicar o método matemático de
Drosnin ao texto do romance inglês “Moby Dick”, chegando aos mesmos resultados.
Entre suas “descobertas”, estão o assassinato de Indira Ghandi, de Martin Luther King
e até a morte trágica de Lady Diana. As mortes “profetizadas” vão desde Leon Trotsky
até Bob Kennedy11 . Segundo afirmam alguns especialistas, as chances de se encontrar
arranjos de letras que fazem sentido são maiores na língua hebraica por não existirem
vogais e as palavras serem mais curtas. A conclusão do matemático foi a de que o
romance “Moby Dick” também é capaz de “prever” qualquer acontecimento. Desde
a divulgação do trabalho de Drosnin, aplicações da seqüência do “skip-code” (código
de saltar)12  para livros seculares têm produzido os mesmo resultados. Na tradução
para o hebraico do livro “War and Peace” (Guerra e Paz), de Tolstói, a aplicação do
método encontrou mais de 50 palavras codificadas em seus texto13 .
A Sociedade Bíblica Alemã comparou o método do “código” às adivinhações

242 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


praticadas por ocultistas e ainda afirmou ser difícil acreditar que Deus tenha falado de
forma codificada ao Seu povo, durante três mil anos e, somente agora, tenha resolvido
revelar Sua verdade a dois homens incrédulos. O teólogo e apologista cristão Dave
Hunt, autor de vários best-sellers evangélicos, disse em um artigo no boletim The
Berean Call, (EUA): “Bem que pode haver alguma coisa de sobrenatural por trás
desse livro, mas provavelmente de fonte errada... Drosnin declara que todas as Bíblias
na língua original, em hebraico, existentes até agora são as mesmas, letra por letra
(p.191). Isso, simplesmente, não é verdade. Há muitas variações de grafia e, sendo
assim, há variações nas letras entre os vários manuscritos. Entretanto, por exemplo,
não há diferenças textuais importantes que poderiam mudar os significados entre
os manuscritos de Isaías, achados com os rolos do Mar Morto e outros manuscritos
posteriores, há diferenças significativas de grafia”. Para o irmão Hunt, as diferenças
constatadas tornam o “código” inválido, pois qualquer diferença na grafia alteraria o que
está contido no manuscrito original, do qual ninguém tem cópia14 .

CONCLUSÃO

Somos tomados de profunda tristeza ao ver o que o ser humano sem Deus é capaz de
fazer com a Bíblia. Inventa códigos secretos, rejeitando-a por achá-la esquisita e antiquada;
isso porque a sua mensagem não se ajusta com precisão àquilo que o homem moderno
pensa que sabe. Tais pessoas são semelhantes aos descritos por Jesus em Mateus 13:13-15
e em Marcos 8:18, como que ouvem mas nunca entendem e vêem mas nunca enxergam.
Caro amigo, eu gostaria de fazer um grande desafio à você, aliás, o mesmo que foi feito
pelo pastor britânico, chamado J.C. Ryle, há cem anos e que é inteiramente relevante para
sua vida:
“Tu vives num mundo onde tua alma corre um perigo constante. Os inimigos te cercam
por todos os lados. O teu próprio coração é enganador. Os maus exemplos são numerosos.
Satanás está sempre trabalhando para desanimar-te. Acima de tudo, porém, abundam as
falsas doutrinas e os falsos mestres de todo tipo. Esse é o teu grande perigo.
Para permanecer em segurança, precisas estar bem armado. Precisas tomar nas mãos
as armas que Deus te deu para tua defesa. Precisas entesourar na mente as Sagradas
Escrituras. Isso é estar bem armado.
Arma-te, pois com um completo conhecimento da Palavra escrita de Deus. Lê a tua
Bíblia com regularidade. Torna-te familiar com a tua Bíblia...Negligencia a tua Bíblia, e
nada do que conheço pode guardar-te do erro, se algum convincente defensor de falsos
ensinos porventura te abordar. Estabelece como regra não acreditar em coisa alguma,
exceto naquilo que pode ser provado nas Escrituras. Somente a Bíblia é infalível...Tu
realmente usas tua Bíblia, tanto quanto deverias?
Hoje em dia, há muitas pessoas que crêem na Bíblia, mas que a lêem muito pouco. A
tua consciência segreda-te que és uma dessas pessoas?
Se isso acontece contigo, então és uma daquelas pessoas que provavelmente, obterão

243 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


bem pouca ajuda da parte de Deus em tempos de necessidade. A provação é uma
experiência esclarece­dora...Tua reserva de consolos bíblicos, algum dia desses, pode
estar muito baixa.
Nesse caso, tu és a pessoa que provavelmente não conseguirá firmar-te na verdade. Eu
não ficaria surpreso se viesse a ouvir que andas perturbado com dúvidas e indagações
acerca da segurança da salvação, da graça, da fé, da perseverança...O diabo é um antigo
e astucioso adversário. Ele é capaz de citar as Escrituras com grande prontidão, quando
quiser. Por enquanto, não estás suficientemente preparado para combater o bom combate
contra Satanás...A espada pende frouxamente na tua mão.
Se isso acontece contigo, és a pessoa que provavelmente cometerá muitos erros na vida.
Eu não ficaria surpreso se me contassem que tens enfrentado problemas no teu casamento,
com os teus filhos, com a tua conduta de teus familiares e com as pessoas com quem te
associas. O mundo pelo qual guias o barco da tua vida está cheio de rochas, baixios e
bancos de areia. Tu não estás suficientemente familiarizado com cartas marítimas e com
faróis.
Se esse é o caso, tu és a pessoa que provavelmente acabará sendo desviada, durante
algum tempo, por algum falso mestre. Eu não me admiraria se ouvisse que uma dessas
pessoas espertas e eloqüentes, capaz de fazer uma convincente exposição de suas idéias,
está te desviando para o erro. Tu estás precisando de lastro (a verdade de Deus); e, nesse
caso, não me admirarei se fores lançado para cá e para lá, como um pedaço de cortiça
sobre as ondas.
Todas essas são situações desconfortáveis. Quero que escapes de todas elas. Aceita o
conselho que estou te dando aqui. Não fiques apenas lendo a Bíblia aos poucos – mas lê
em grande quantidade...Lembra-te dos teus muitos inimigos. Arma-te!”

“Sola scriptura, sola gratia, sola fide, sola Deo gloria, solus Christus”
_____________________
Bibliografia:
 1
Este livro foi editado em língua portuguesa em 1998 pela editora Cultrix, São Paulo.
 2 O Dr. Eliyahu Rips valeu-se dos decodificadores do serviço de inteligência dos EUA (CIA) e do MOSSAD
em Israel.
 3 Cristianismo Através dos Séculos, p. 90, São Paulo, Edições Vida Nova, 1988.
 4 Idem, p. 61.
 5 The Master’s Seminary Journal, Vol. 8, p. 238.
 6 The History of Christianity, p.45, New York, Atheneum, 1976.
 7 Do hebraico Torah, lei. Denominação que os judeus dão aos cincos primeiros livros do Antigo Testamento.
Nesta seção do Livro Santo, acham-se a história da formação de Israel, sua libertação das garras de Faraó, a
entrega da Lei de Deus ao povo, a peregrinação pelo deserto e os discursos de despedidas de Moisés.
 8 New Man, p. 91, setembro, 1997.
 9 Os norte-americanos apresentam os irmãos Wright como sendo os pioneiros da aviação, porém isso não
tem procedência. Veja o site: http://www.mat.ufrgs.br/~rudnei/fab/port/sd.html
 10 DAVIES, G. Henton. “Genesis”, The Broadmam Bible Commentary, Vol. 1. Nashville: Broadmam Press,
1969.
 11 Para informações adicionais, vale a pena consultar o site de Mckay, onde ele aponta mais erros,
http://cs.anu.edu.au/~bdm/dilugim/torah.html. Drosnin (p. 186) tenta colocar em descrédito as pesquisas

244 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


de Mackay. Compare as declarações do livro com o trabalho de Mackay.
 12 Eliyahu Rips explicou processo de “decodificação” em um extenso artigo no Daily Mail, de Nova Iorque.
Disse ele ao jornal: “Cada código é uma questão de adicionar toda quarta, ou décima segunda, ou décima
quinta letra para formar uma palavra. Pule ‘n’ espaços, mais uma ou outra série de “n” espaços, assim por
diante. A mensagem oculta será revelada.”
 13 People Magazine, p. 94, 11/03/97.
 14 Para a comunidade cristã, um dos trabalhos mais profundos e extensos já feitos até o momento, é um
artigo da Bible Review, 13/08/97, intitulado: The Bible Code: Cracked and Crumbling (O Código da Bíblia:
Quebrado e Reduzido a Migalhas), redigido pelo Dr. Ronald S. Hendel e Shlomo Steinberg (da Suthern
Methodist University). Eles declaram que o “Código da Bíblia” é uma tremenda farsa.

245 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Esquecimento fatal
do espiritismo
Por Natanael Rinaldi

O
s espíritas se esforçam para ensinar que a reencarnação é compatível com a fé cristã.
Citam a Bíblia, embora discordem dela, e ensinam que a doutrina da reencarnação
é ensinada sob o vocábulo de ressurreição. Ressurreição significa o retorno do
espírito ao próprio corpo e isto não é o que significa reencarnação como veremos.

1. REENCARNAÇÃO
Afirmam que reencarnação significa a volta do espírito a este mundo, onde vai assumindo
corpos sucessivos a fim de evoluir e progredir até chegar à perfeição.
Indagando Allan Kardec dos espíritos qual o objetivo da reencarnação, recebeu por
resposta que era a expiação. Textualmente se lê no Livro dos Espíritos as perguntas
formuladas e as respostas dadas:

Pergunta de Kardec: “167. Qual o objetivo da reencarnação?”


Resposta do Espírito: “Expiação, prova, melhoramento progressivo da Humanidade.
Sem isso, onde estaria a justiça?”

Indagando ainda dos espíritos se o número de existências corporais era limitado, teve
como resposta que não. Que era ilimitado. Textualmente lemos:

Pergunta: “168. É limitado o número de existências corporais, ou o Espírito reencarna


perpetuamente?
Resposta: “Em cada nova existência o Espírito dá um passo no caminho do progresso.
Quando se tenha despojado de todas as imperfeições, não mais necessitará das provas da
vida corporal.”

Por fim, como se torna o espírito que por muitas existências passou? Allan Kardec
responde que se torna espírito puro.

Pergunta: “170. Em que se torna o Espírito depois de sua última encarnação?”


Resposta: “Em Puro Espírito”
(O Livro dos Espíritos, p. 83/84, citado em ALLAN KARDEC Obras Completas, 2ª
edição, edição especial da OPUS EDITORA, 1985)

246 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


2. CONDIÇÕES PARA ALCANÇAR UM ESPÍRITO PURO
O que pareceria tão fácil alcançar: um espírito puro, não é assim tão fácil. É que as
condições expostas por Allan Kardec são três:

“Arrependimento, expiação e reparação, constituem, portanto, as três condições


necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências. O arrependimento
suaviza a expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação,
contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma
graça, não uma anulação.”

Allan Kardec enfatiza que só o arrependimento não é suficiente para se ter, por fim, um
espírito puro:

“O arrependimento, conquanto seja o primeiro passo para a regeneração, não basta


por si só; são precisas a expiação e reparação.” ( Ibidem, O Céu e o Inferno, p. 747).

Pergunta: “999. Basta o arrependimento durante a vida para que as faltas do Espírito
se apaguem e ele ache graça diante de Deus?
Resposta: “O arrependimento concorre para a melhoria do Espírito, mas ele tem de
expiar o seu passado.” (Ibidem, O Livro dos Espíritos, p. 244)

3. ESQUECIMENTO FATAL
Não entendemos como o espírita possa atingir a condição de um espírito puro, mesmo
admitindo-se as dezenas, centenas, ou milhares de encarnações. É que em cada uma delas
o espírita se esquece das ocorrências da vida anterior.
Allan Kardec se antecipa a esse impedimento para atingir-se a pureza de espírito,
dizendo:

Pergunta: “608. Após a morte, tem o Espírito do homem consciência das existências
que precederam o período da humanidade?
Resposta: “Não, pois que somente neste último período é que começa para ele a vida
de Espírito.” (ibidem, O Livro dos Espíritos, p. 167)

Justifica mais ainda essa impossibilidade de progresso em face do esquecimento de


vidas anteriores. Afirma ele:

“A tudo isso pode fazer-se uma objeção: que proveito tiramos das existências anteriores
para o nosso aperfeiçoamento, se não nos lembramos das faltas cometidas? O Espírito
responde, primeiramente, que a memória de existências infelizes, acrescentada às misérias

247 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


da vida presente, tornaria esta vida ainda mais penosa. Foi, pois, um acúmulo de sofrimento o
que Deus nos quis poupar. Se assim não fosse, qual não seria, muitas vezes, nossa humilhação
ao pensar no que fomos. Para o nosso aperfeiçoamento aquela lembrança é inútil. Durante
cada encarnação damos alguns passos à frente: adquirimos algumas qualidades e despojamo-
nos de algumas imperfeições. Cada nova existência é, assim, um novo ponto de partida em
que somos o que nós próprios fizemos de nós, sem ter que nos preocupar com o que fôramos
antes. Se em alguma existência anterior fomos antropófagos, que nos importa agora que já
não o somos mais?” (Ibidem, Obras Póstumas, p. 1144)

Diante da declaração explícita de AK de que “Para nosso aperfeiçoamento aquela


lembrança é inútil” surge uma pergunta muito pertinente:

Que proveito se colhe das existências anteriores, uma vez que não se tem consciência
das faltas cometidas?
O que resulta se nos falta a lembrança das faltas cometidas em existências anteriores?
Nada mais, nada menos do que a perdição eterna, muito embora os espíritas não creiam
nela. Para a expiação – como vimos – são necessárias três condições indispensáveis:
arrependimento, expiação e reparação, mas como isso pode dar-se se não há lembrança
dos erros de vidas anteriores?

3.1 - Arrependimento

Para alguém ter o perdão de Deus é necessário o arrependimento. Disse Jesus, “... se
vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.”(Lc 13.3)
Pedro pregou o mesmo: a necessidade de arrependimento, quando disse: “Arrependei-
vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados...”(At 3.19)
O ladrão na cruz arrependeu-se dos erros de sua vida corporal (não sabia ele que havia
vidas anteriores) e recebeu de Jesus a mais rica promessa de perdão absoluto e total expiação:

“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo,


salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo, porem o outro, repreendia-o, dizendo: tu nem
ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque
recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor,
lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que
hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lc 23.39-43) O ladrão arrependido tinha plena consciência
dos erros cometidos da sua vida presente e com consciência deles, podia reconhecer: “E nós,
na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam...”

3.2 - Expiação

Para alguém se tornar um espírito puro é preciso expiação. “Expiação – segundo os


espíritas é a “Pena que sofrem os Espíritos como punição das faltas cometidas durante

248 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


a vida corporal.”(Ibidem, Vocabulário Espírita, p. 1252) Isso implica em humilhação do
pecador e o pedido de perdão a quem ofendeu. Mas como fazê-lo se não há consciência de
faltas cometidas? Por que pretender fazer sua própria expiação, quando Jesus já efetuou
uma expiação absoluta e total: “Mas, este, havendo oferecido um único sacrifício pelos
pecados, está assentado para sempre à dextra de Deus.”(Hb 10.12)
“Nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no
santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.”(Hb 9.13)

3.3 - Reparação

Para alguém se tornar um espírito puro é preciso reparação, mas o espírita esqueceu
tudo o que se passou em existências anteriores. Não sabe o que nem a quem há de fazer
essa reparação. E sem a reparação não pode alguém tornar-se um espírito puro. Fulano
ofendeu gravemente Beltrano. Morre sem reparar os males, como pode evoluir e tornar-
se espírito puro? Mas para dar provas do seu sincero arrependimento, além de reparar
a ofensa a Deus, há de também reparar os males que fez a Beltrano. Mas, Fulano ao
encarnar-se esqueceu tudo da vida anterior.
Não se lembra nem de Beltrano e nem de coisa que fez. Como pode evoluir? Logo, o
espírita que morre sem arrependimento dos pecados da sua vida atual, já na futura não pode
tornar-se espírito puro. Perdido eternamente. E por que? Só por rejeitar, soberbamente, o
remédio eficaz providenciado por Deus:

“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar,
temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos
nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”(1 Jo
2.1,2) Por que querer pagar um débito que já foi pago, e muito bem pago por Jesus na
cruz? “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as
riquezas da sua graça.” ( Ef 1.7)

4. PUREZA DE ESPÍRITO DEPOIS DA MORTE INCENTIVO AO PECADO


Entre os muitos e gravíssimos erros ensinados pelo Espiritismo está o de que existe
perdão depois da morte. Por mais horrendos que sejam os crimes cometidos durante a
existência atual, e embora o criminoso morra impenitente, o Espiritismo afiança que
haverá perdão nas sucessivas encarnações.
Allan Kardec ensina o seguinte:

“9. Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma dívida contraída que deverá ser
paga; se não o for em uma existência se-lo-á na seguinte ou seguintes, porque todas as
existências são solidárias entre si. Aquele que resgata seu débito numa existência não terá
necessidade de pagar segunda vez.” (Ibidem, O Céu e o Inferno, p. 747)

249 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Essa afirmação, além de ser um enorme engano, não é um incentivo eficaz para os mais
hediondos pecados?

Deus perdoa todo e qualquer pecado: “Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: ainda que
os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda
que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã.” (Is 1.18) Não nos
salva no pecado, mas nos salva dos pecados, ou seja, depois de serem abandonados:

“Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis; nem os
devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
nem os ladrões, nem os avarentos, nem bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores
herdarão o reino de Deus. E é o que alguns teem sido, mas haveis sido lavados, mais haveis
sido santificados, nem haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor
Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”(1 Co 6.9-11)

5. ADVERTÊNCIAS BÍBLICAS
Dois assuntos muito importantes são expostos na Bíblia no que concerne à vida além
túmulo: Primeiro, que o destino de cada pessoa é traçado nesta vida e segundo, que não há
salvação depois da morte.

1. Apre­­senta o perigo da perdição eterna para os impenitentes, que não se arrependem


em vida. Os passos inevitáveis para o que não se reconcilia com Deus são: morte, juízo e
condenação.

“Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque, se não crerdes que eu
sou, morrereis em vossos pecados.”(Jo 8.24)
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez vindo depois disso o juízo.”(Hb 9.27)

2. Salienta a urgência da salvação. Existe o perigo de adiar, de procrastinar a


salvação.

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio
o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor que se
compadecerá dele; torne para o nosso Deus porque grandioso é em perdoar.”(Is 55.6,7)
“Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável e socorri-te no dia da salvação: eis aqui
agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação.”(2 Co 6.2)
“Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os
vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto.”(Hb 3.7,8)

250 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Santo Daime –
O Culto do Cipó
Por Natanael Rinaldi

S
ão bem oportunas as palavras bíblicas de Romanos 1.22: “Dizendo-se sábios,
tornaram-se loucos”, quando nos propomos a falar sobre o grupo religioso
SANTO DAIME. Dizemos isso porque, nesse grupo religioso, aparentemente
desconhecido, existem celebridades da TV que já se pronunciaram
publicamente como membros dele. E não é só isso. Até o famoso pastor
Neemias Marien já fez parte de reuniões religiosas onde o chá foi bebido.
Conta ele: “Concentrado no culto, cantei, com o mais vivo entusiasmo, todas as canções
de louvor, mas sempre muito atento às mínimas ocorrências envolvendo os circunstantes.
Vi nocauteada a resistência de muitos que se entregavam relaxados nos colchonetes e
poltronas espalhados pela sala. Vi outros se transfigurarem, em êxtase, os olhos vítreos
esbugalhados. Um jovem tomou-me a mão, como um náufrago perdido no mar e,
literalmente, urrava como leão. Muitos vomitavam, enquanto outros corriam ao banheiro.
Um outro virou uma estátua vibrante, o tempo todo em obediência a seus chakras, segundo
disse. Então, após o segundo cálice, comecei a sentir as mãos frouxas e uma ligeira cãibra
nas pernas, dando-me a impressão de desmaio, embora em momento algum me sentisse
tenso. Procurei cantar com mais entusiasmo, mas logo percebi ser melhor procurar o sofá,
no qual o meu corpo caiu pesado. Foi nesse instante que, relaxado, rendi-me ao DAIME,
sem alucinações, mas com a consciência da purificação espiritual centrada em Jesus.”(...)
“Creio que, também, pelo Santo Daime, pode-se contemplar a luz divina e alcançar a
purificação do espírito e a cura interior.”(JESUS, A Luz da Nova Era, pp.120/21).
Pode haver maior apostasia do que essa, de se ler um pastor afirmar que “contemplou a
luz divina” e alcançou a “purificação do espírito e cura interior” depois que tomou o chá
??? A luz divina, como sabemos pela Bíblia, é Jesus Cristo: “Ali estava a luz verdadeira,
que alumia a todo o homem que vem ao mundo” (Jo 1.9). Purificação do espírito se faz
pelo sangue de Jesus e não por tomar-se um chá - “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o
pecado do mundo.” (Jo 1.29). E cura interior alcançamos quando atendemos ao convite
de Jesus, em Mt 11.28,29: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu
vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de
coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”

251 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


EFEITOS DO CHÁ

A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o


cipó jagube (Banisteriopsis caspi) e a folha chacrona (Psychotria veridis). É conhecida
como ayahuasca ou, abreviadamente, OASCA. É ingerida para proporcionar vidências,
comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc. É uma porta aberta para
os estados alterados de consciência. Produz um desarranjo intestinal tão violento que a
pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel porque não há
tempo de ir ao banheiro comum.

O NOME

DAIME – dizem – vem do verbo dar, no imperativo. “’Daime’ paz, ‘Daime’ saúde,
‘Daime’ felicidade!” - é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética,
uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de
três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que adotam é o seu hinário.
As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são
ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime,
encontrando-se neles suas crenças básicas. A principal característica do Santo Daime é o
canto. São conhecidos também como “Povo de Juramidam”, expressão composta de Jura
(pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades
divinas. Juramidam representa a segunda volta de Jesus à terra, sendo assim o povo de
Juramidam o povo de Jesus Cristo. Impossível para um leitor da Bíblia ler sobre um tipo
de culto envolvido com práticas mediúnicas, idolatria e feitiçaria, admitir que seja “povo
de Jesus”. O próprio Jesus declara ser a luz do mundo e que aquele que o segue não andará
em trevas (Jo 8.12). Em nenhuma passagem bíblica se encontra qualquer ensino de Cristo
que se assemelhe a um ensino que envolva espiritismo, feitiçaria e idolatria.

HISTÓRIA

Em 1945, Mestre Irineu fundou o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal, que
chegou a congregar 500 membros efetivos. Um discípulo de Irineu, o seringueiro padrinho
Sebastião, fundou outra comunidade, a Colônia Cinco Mil, também no Estado do Acre,
que no foro civil foi registrada como entidade filantrópica, tendo o nome de CEFLURIS
(Centro Eclético de Fluente Luz Universal Raimundo Irineu Serra). Depois da morte do
fundador em 1971, o padrinho Sebastião o substituiu na direção da entidade, vindo a
falecer em 1990. O filho de Sebastião, o padrinho Alfredo Gregório de Melo, está na
liderança do movimento Santo Daime que, atualmente, conta por volta de 30 núcleos e
para mais de cinco mil adeptos.

252 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


FESTIVIDADES

Quase na totalidade seguem as festividades dos dias santos do catolicismo, juntando


mais uma festa extra na data do nascimento do fundador (15 de dezembro). O ano religioso
tem começo aos 6 de janeiro, em homenagem aos “Três Reis do Oriente”, seguindo-se as
datas de 20 de janeiro (São Sebastião), sexta-feira santa, 24 de junho (São João Batista),
2 de novembro (Finados), 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos
trabalhos).

DOUTRINAS E REFUTAÇÕES RITUAL

Dentro do ritual encontramos práticas religiosas ligadas à idolatria, à feitiçaria e às


cerimônias católicas.

a) Idolatria:
O Estatuto da CEFLURIS declara, entre outros pormenores, os seguintes itens,
esclarecendo que a entidade é “fundamentada no Ritual do Ecletismo Evolutivo, ou

O FUNDADOR
Raimundo Irineu Serra, nasceu em 1892, no Maranhão, e faleceu em 1971. Aos 20 anos de idade, integrou
um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração de látex. Na floresta amazônica Irineu e
seus companheiros foram misturando a sua cultura com a dos índios e aprenderam a preparar a bebida, que
lhe provocava “visões”. Numa dessas “visões” apareceu-lhe uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa
Senhora da Conceição, a Rainha da floresta. Ela falou-lhe: “Quem é que tu acha que eu sou? Ele olhou e disse:
Para mim a senhora é uma Deusa Universal. Tu tem coragem de me chamar de Satanás, isso ou aquilo outro? Não,
a senhora é uma Deusa Universal. Tu achas que o que tu está vendo agora, alguém já viu? O mestre Irineu refletiu e
achou que alguém já podia ter visto, tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então
disse: O que você está vendo agora ninguém jamais viu, só tu. E eu vou te entregar esse mundo para tu governar.
Agora tu vai se preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vai ter uma preparação para ver se você tem merecer
verdadeiramente: você vai passar oito dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida, com água e mais nada.”
Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do
ritual. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos.
Nas reuniões evocam Jesus Cristo e os santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João
Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá,
Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B. G., Rei Titango, Rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína,
Princesa Janaína e Marachimbé.

253 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


seja, de várias correntes religiosas que se interpenetram, tendo como ponto de partida o
Cristianismo.” (p. 41 da revista PERGUNTE E RESPONDEMOS, setembro/90).
Comentário: O Santo Daime é formado por várias correntes religiosas como catolicismo,
cultos afro-brasileiros e indígenas. Ora, o ecletismo religioso é uma abominação aos olhos
de Deus. Apontamos como exemplo o povo israelita no deserto, acampado junto ao Monte
Sinai. Enquanto Moisés estava no Monte Sinai, o povo embaixo resolveu prestar um culto
a Deus, criando um ídolo na forma de um bezerro de ouro. Depois de pronto instituíram
uma festividade e a justificaram com os seguintes dizeres: “Estes são os teus deuses, ó
Israel, que te tiraram da terra do Egito. E Arão, vendo isto, edificou um altar diante dele; e
Arão apregoou, e disse: Amanhã será festa ao Senhor.” (Êx 32.4,5). Como Deus encarou
uma festividade eclética entre ele e o bezerro de ouro? Disse Deus a Moisés, lá no Monte
Sinai: “Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egito, se tem corrompido. E
depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado; fizeram para si um
bezerro de fundição, e perante ele se inclinaram, e sacrificaram-lhe, e disseram: Estes
são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito.” (v. 7,8). As práticas ligadas
à idolatria foram mais tarde condenadas pelos profetas: “Eu sou o Senhor; este é o meu
nome; a minha glória pois a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura.”
(Is 42.8). “Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós,
pois vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor; eu sou Deus.” (Is 43.12).

b) Feitiçaria:
Sabemos que os cultos afro-brasileiros tributam louvores a entidades também conhecidas
como orixás, que pensam ser os intermediários entre o deus Olurum e os homens.

Ora, sabemos que tais entidades espirituais, embora sejam chamados “santos”, na
verdade são espíritos demoníacos que povoam os ares como afirma Paulo em Ef 6.12:
“Porque não temos que lutar contra os principados, contra as potestades, contra os
príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares
celestiais.” Afirmamos: o que consta do estatuto nada tem a ver com o cristianismo.
Quando há genuína conversão a Deus, há o abandono dos ídolos e de todo o ecletismo.
Jesus foi enfático dizendo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar
um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro.” (Mt 6.24).

c) Ritual da bebida:
O cipó é cortado em pedaços de 20 cm de comprimento. A partir das 2 horas da
madrugada, realiza-se a “bateção”: turmas de 12 homens revezam-se de duas em duas
horas no trabalho de esmagar os pedaços de jagube sobre troncos de árvores fixos no solo,
utilizando marretas de cumaru, pau tirco ou bálsamo, sendo que o ritmo é acompanhado por
hinos adequados. A bateção significa purificação em si e serve para o sujeito se disciplinar.
O cozimento do cipó macerado e das folhas, se dá na proporção de duas medidas de

254 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


cipó para uma das folhas de chacrona e é uma das etapas mais delicadas do ritual. Não
se deve conversar com a pessoa encarregada, pois ela controla o ponto de fervura da
bebida, que é indicado por uma entidade do Santo Daime presente no plano astral, a qual
se manifesta no momento em que se completa o cozimento para que a panela seja retirada
da fornalha. Todos são avisados desse procedimento através de uma campainha acionada
pelo encarregado.
Essa entidade, que desce e se manifesta no momento em que é completado o cozimento,
é uma das manifestações malignas, embora possa ser chamada por nomes indígenas
como Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Bvarum, Marum Papai Paxá,
B. G. , Rei Titango, rei Agarrube, Rei Tintuma, Princesa Soloína, Princesa Janaína e
Marachimbé.

d) Cerimônias católicas:
Durante o ritual rezam missa em favor dos falecidos e cantam-se dez hinos sem
instrumentos musicais, sem bailados. Reza-se um terço, ficando o Salve Rainha para o
término da sessão. Essa prática é ligada à Igreja Católica.
Não se deve celebrar missas aos mortos, porque elas são inúteis. Jesus afirmou que se
alguém morrer sem crer nele como único e suficiente Salvador nunca poderá ir para onde
ele foi. Jesus foi para o céu de onde virá para buscar o seu povo (Jo 8.21,24; Jo 14.2,3). O
ritual do Santo Daime é ritual pagão, impróprio e condenado pela Bíblia em Dt 18.9-12.

APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Relata o Mestre Irineu que recebeu uma visão de uma senhora divina que ele pensou ser
uma deusa Universal, identificando-a até como se fosse Satanás. Entretanto, posteriormente,
na própria “visão”, foi esclarecido de que se tratava de Nossa Senhora da Conceição.
Para os que têm a Bíblia e a consideram como autoridade maior no campo religioso,
devem ter presente as palavras de Paulo - em Gl 1.8,9 - que afirmam: “Mas, ainda que
nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho
anunciado, seja anátema. Assim como já vô-lo dissemos, agora de novo também vô-lo
digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.”
Ora, se esse grupo religioso tem como “princípio básico e fundamental o Santo Evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo” como reza o item 2 do Estatuto, deveria saber que o
evangelho que Jesus pregou incluía o arrependimento e fé na sua pessoa (Mc 1.15), pois
sem arrependimento ninguém poderia salvar-se (Lc 13.3); e que afirmava a necessidade
da sua morte, sepultamento e ressurreição como meio de salva­ção.(Mt 16.21-23; 20.28).
Jesus nada ensinou sobre ecletismo, mas foi incisivo ao afirmar que existem “duas portas”
e “dois caminhos” que levam a dois fins distintos. “Entrai pela porta estreita; porque
larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram
por ela; e porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há
que o encontram” (Mt 7.13,14).

255 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


UM CULTO ABSURDO

É tão absurdo esse culto do Santo Daime que se declara: “Há quem vomite e quem
seja cometido de desarranjos intestinais, ou as duas coisas juntas. E com que objetivo?
Ocorrendo a ânsia de vômitos e a diarréia depois que se toma o chá é que a pessoa está
passando por uma espécie de ‘limpeza espiritual’. Ou seja, de alguma maneira está se
livrando de tudo aquilo que a impede de estar em comunhão com Deus” É esse um culto
racional? Paulo recomenda que apresentemos os nossos corpos como um sacrifício vivo,
santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm 12.2).

__________________
Bibliografia das obras consultadas:
1. MELO, Fernando dos Reis de. Religião & Religiões – Perguntas que muita gente faz. Editora Santuário.
2. BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, Religiões, Igrejas & Seitas: quem são?
3. MARIEN, Pr. Nehemias. Jesus à Luz da Nova Era. Editora Record.
4. Revista “Pergunte & Respondemos”, nº 340, setembro de 1990, pp.38/48.

256 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


O céu em
liquidação
Outra “Galinha dos Ovos de Ouro”
Catolicismo - O céu da Igreja Católica Para o Ano 2000
em liquidadação
Por Natanael Rinaldi

O
Os cativos do Brooklin
dogma do Purgatório, ensinado pela Igreja
Católica (IC), é conhecido como a sua “galinha
dos ovos de ouro”. Ensinam os católicos que
existem quatro lugares no outro mundo: Céu,
Inferno, Purgatório e Limbo.
Para o Limbo vão as crianças que morrem sem batismo. É
um lugar de sombras, sem penas, sem sofrimento, mas também
sem gozo algum. Porém, a Bíblia nada diz sobre o Limbo, sendo
que o próprio Jesus declarou: “Deixai os meninos, e não os
estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino dos céus.” (Mt
19.14). Para Jesus, os meninos são do reino dos céus, mesmo
sem batismo; mas a IC os manda para o Limbo.

19
Sobre o Purgatório ensinam que: “As almas do purgatório
padecem um tormento muito semelhante ao das almas do inferno,
com a única diferença de que as últimas nunca poderão sair
do inferno, enquanto que, as do purgatório hão de sair de lá.”
(Concílio de Florença, em 1439). De acordo com este ensino, as
missas celebradas pelos parentes constituem o recurso para que
as almas sejam aliviadas e deixem mais depressa o Purgatório.
EDIÇÃO

Naturalmente, as missas para sufrágios dos parentes falecidos,


são cobradas, constituindo-se na “galinha dos ovos de ouro”
do Catolicismo – sua rentabilíssima indústria purgatoriana. A
doutrina do Purgatório implica na admissão da insuficiência do
sangue de Cristo, embora leiamos em 1 Jo 1.7 que “o sangue de
Jesus Cristo... nos purifica de todo o pecado.” Repetindo: não
de alguns pecados, mas de “todo o pecado”. Será que o fogo
do purgatório é mais eficaz do que o sangue de Cristo? Para
que serve então o sangue de Cristo? A “Grande Multidão” de
Ap 7.9-15 possuía algo em comum: todos tinham lavado suas

257
vestiduras no sangue do Cordeiro e, por isso, estavam diante do Trono de Deus no céu.
Não foi preciso o fogo de Purgatório para que se purificassem.

INDULGÊNCIAS

Não satisfeita com a sua “galinha dos ovos de ouro” do Purgatório, agora a IC, neste
ano de 2000, verá seus cofres recheados com dinheiro da visita de milhões de pessoas ao
Vaticano, as quais entrarão pela porta de São Pedro para receber esse favor católico das
“INDULGÊNCIAS”.
A Igreja Católica define como indulgência “... a remissão da pena temporal devida pelos
pecados já perdoados quanto à culpa, remissão que Igreja concede fora do Sacramento
da Penitência.”
Assim, ensinando que o Papa é o Vigário de Cristo e o Cabeça da Igreja, pode ele sacar
do “Tesouro da Igreja” os bens de que a Igreja é depositária.
A IC constrói a sua doutrina sobre Mt 16.19, onde se lê: “... o que ligares na terra, terá
sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado no céu.”
O Papa sustenta que tem poder de outorgar qualquer destas indulgências a toda a Igreja
ou a qualquer membro da Igreja, individualmente. Em 1903, o Papa delegou autoridade
a outros sacerdotes, permitindo aos cardeais outorgarem indulgência por duzentos dias,
cada um em sua própria diocese; aos arcebispos, por cem dias; aos bispos, por cinqüenta
dias, cada um em sua própria diocese.

O PODER DE “LIGAR E DESLIGAR”

O poder de “ligar e desligar”, dado a Pedro, só pode ser exercido segundo as


condições que o próprio Jesus estabeleceu: por meio da pregação do Evangelho. “O
tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no
evangelho.” (Mc 1.15).
“Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse e ao terceiro dia
ressuscitasse dos mortos. E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão de
pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém.” (Lc 24.46,47).
Arrependimento e fé – eis as condições imutáveis mediante as quais o perdão é oferecido
ao pecador e pode ser recebido por ele. Pedro, em suas mensagens, pregou-as e insistiu
nelas (At 2.38; 3.19; 10.43).

HISTÓRIA

A Bíblia estabelecia para os israelitas “O Ano do Jubileu”. Diz a Bíblia:


“E santificareis o ano qüinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus

258 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis cada um à sua possessão, e tornareis,
cada um à sua família. O ano qüinquagésimo vos será jubileu ...” (Lv 25.10,11). Com
base no jubileu bíblico, os católicos estabeleceram o primeiro jubileu relacionado com
as peregrinações à Roma. Foi instituído por Bonifácio VIII, em 1300, tomando a forma
de indulgência plenária, outorgada a todos os fiéis que visitassem as basílicas romanas de
São Pedro, São Paulo, Santa Maria Maior e São João Latrão, e recebessem os Sacramentos
da Penitência e da Eucaristia. Os jubileus católicos, a princípio eram celebrados de cem
em cem anos, porém, em 1350, os cidadãos de Roma pediram ao Papa Clemente VI que
declarasse aquele ano santo, ano do jubileu. Assim, o intervalo entre um jubileu e outro
passou a ser de cinqüenta anos. Posteriormente, os jubileus foram reduzidos para trinta
e três anos por Urbano VI, em 1389, e a vinte e cinco anos, por Paulo II, em 1470. Diz
o ensino católico: “O Jubileu, que ordinariamente se concede todos os vinte e cinco
anos, é uma indulgência plenária, à qual estão anexos muitos privilégios e concessões
particulares, como o poder de obter-se a absolvição de alguns pecados reservados e de
censuras, e a comutação de alguns votos.”

OS TIPOS DE INDULGÊNCIAS

Existem modalidades diferentes de indulgências: quanto ao tempo de duração e quanto


ao lugar. Quanto ao tempo de duração existem as indulgências plenárias ou completas
e as indulgências parciais. Nas indulgências plenárias ou completas o pecador é isento
das penalidades desta vida e da que há de vir no Purgatório. O ensino católico sobre as
indulgências plenárias é: “A indulgência plenária é a que perdoa toda a pena temporal
devida pelos nossos pecados. Por isso, se alguém morresse depois de ter recebido esta
indulgência, iria logo para o céu, inteiramente isento das penas do Purgatório.” Nas
indulgências parciais a isenção das penas é dada por um tempo determinado de dez, vinte
ou trinta dias.
Quanto ao lugar as indulgências universais são para uso de todas as Igrejas em toda
parte. As indulgências particulares são para uso da Igrejas específicas ou de relicários.

PRONUNCIAMENTO DE MARTINHO LUTERO

Muitos historiadores católicos admitem que, no passado, se abusou muito grosseiramente


da prática da indulgência, fato que deu origem a severas críticas. Foi o que aconteceu
em 31 de outubro de 1517, quando Martinho Lutero afixou na Igreja de Wittemberg,
na Alemanha, um texto em latim com 95 teses que contrariavam os dogmas da Igreja
Católica. Condenava, por exemplo, a “venda” de indulgências que o Papa Leão X estava
promovendo para construir a Basílica de São Pedro em Roma. Um dos textos muito
lembrado por Lutero era o de Rm 1.17: “o justo viverá da fé.”
Um dos nomes mais conhecidos em Roma, nessa ocasião da construção da Basílica

259 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


de São Pedro, foi o cardeal João Tetzel que viajava pelo mundo católico recolhendo
contribuições para essa construção. Uma das suas declarações relacionadas à oportunidade
das pessoas escaparem do Purgatório por meio de indulgências se tornou célebre: “No
momento em que uma moeda tilinta no fundo do gazofilácio, uma alma escapa do
purgatório.” A IC tem duas inesgotáveis “galinhas dos ovos de ouro”: o Purgatório e as
Indulgências – sendo estas para salvar os ricos, os que têm dinheiro com que resgatar os
seus pecados. Jesus, quando viu o jovem rico afastar-se dele por não se dispor a vender
seus bens para seguí-lo, declarou: “Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no
reino de Deus.” (Mt 19.23). Entretanto, dentro do ensino católico, essa entrada se tornou
fácil para os ricos: as indulgências abrem-lhe as portas.
E os pobres que continuem sofrendo neste mundo e que paguem no Purgatório por
séculos sem fim, o castigo dos seus pecados, porque não têm dinheiro para missas e
indulgências, muito embora Jesus houvesse dito: “... aos pobres é anunciado o evangelho”
(Mt 11.5. (A Bíblia e o Catolicismo Romano, p. 113). O Papa Leão X ensinava que uma
pessoa rica poderia doar terras e bens materiais à Igreja e assim comprar um lote de terreno
no Paraíso. Não é por acaso que a Igreja Católica é um dos maiores proprietários de terras
e imóveis em todo o mundo.
Na tese 82, Martinho Lutero declarava: “Por que o papa não tira duma só vez todas
as almas do purgatório, movido por santíssima caridade e em face da mais premente
necessidade das almas, que seria justíssimo motivo para tanto, quando, em troca de vil
dinheiro para a construção da Catedral de S. Pedro, livra um sem número de almas, logo
por motivo bastante insignificante?” Martinho Lutero foi excomungado em 1521, mas seu
protesto virou uma nova denominação – o LUTERANISMO.

O QUE DIZ A BÍBLIA

A Bíblia afirma que após à morte segue-se o juízo (Hb 9.27). Como afirmamos, existem
dois lugares apontados para depois desta vida e, num dos dois, todos os homens se
encontrarão. Jesus falou do céu ao afirmar: “Vinde, benditos de meu Pai, possuí por
herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.” E falou do inferno,
dizendo: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e
seus anjos.”... “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.”
(Mt 25.34,41,46). Jesus disse ao ladrão arrependido: “Hoje estarás comigo no paraíso.”
(Lc 23.43). À mulher perdida, que ungiu os pés de Jesus com suas lágrimas, arrependida
dos seus pecados, ele disse: “ Os teus pecados te são perdoados.” (...) “A tua fé te salvou;
vai-te e não peques mais.” (Lc 7.48,50).
Paulo não esperava o Purgatório nem admitia Indulgências. Falou o seguinte: “Para
mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” (Fp 1.21).

260 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


SOBRE O ACORDO RECENTE ENTRE CATÓLICOS E LUTERANOS

O que pretende realmente a IC com o recente acordo firmado com os Luteranos?


Renunciar a alguns dos seus dogmas? Certamente que não, pois justamente a prática
das indulgências foi o que deu margem ao rompimento de Martinho Lutero com a Igreja
Católica. Perguntamos: Foi ela abandonada pela IC? Pelo contrário, essa prática da
indulgência tem sido amplamente divulgada e o será durante o ano 2000. É o ano do Jubileu
Católico quando se oferecerá o perdão de pecados para os que visitarem o Vaticano. O que
tem em vista, então, esse acordo? Isto nada mais é do que uma estratégia para silenciar
os evangélicos em todo o mundo. É o conhecido Ecumenismo implantado a partir do
Concílio Vaticano II pelo Papa João XXIII. Alguns luteranos menos afeitos à leitura da
Bíblia estão eufóricos com a celebração desse acordo ocorrido em 31 de outubro de 1999.
Com o título UMA LINDA FESTA, um leitor do Estadão, edição de 9-11-99, escreveu na
coluna FÓRUM DE DEBATES: “Quase cinco séculos depois que o monge Martin Luther
começou a reforma da Igreja, católicos e luteranos do mundo se uniram formalmente com
a assinatura da Declaração Conjunta Católica-Luterana, em Augusburg, na Alemanha...
Quero agradecer ao Estadão, em meu nome e no de 58 milhões de luteranos de todo o
mundo, pela reportagem sobre um assunto tão importante que é a fraternização universal
dos servos de Nosso Senhor Jesus Cristo.” Mas, nem todos os luteranos são desavisados e
aceitaram esse acordo. A FOLHA UNIVERSAL, de 14-11-99, declarou que “...nem todas
as igrejas luteranas aceitaram o acordo e, pelo menos, 22 já manifestaram publicamente a
rejeição. A maioria delas, no Brasil, pertence à ramificação da Igreja Evangélica Luterana
do Brasil, e tem diferenças importantes de interpretação bíblicas da Igreja Evangélica de
Confissão Luterana no Brasil.” Por meio de um seu representante, a IELB declarou que,
na prática, as pendências que separam luteranos e católicos continuarão existindo: “O
documento afirma que a salvação e o perdão são graças de Deus, mas não é isso que
João Paulo II tem anunciado.” A Bíblia deixa aberta a pergunta, difícil de responder:
“Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo? (Am 3.3). Um acordo incoerente, e
condenado pela Bíblia em 2 Co 6.16: “E que consenso tem o templo de Deus com os
ídolos?” Porventura a IC abandonou a idolatria? A mariolatria? O dogma do Purgatório?
A prática da Indulgência? Certamente que não! Logo, fica de pé a recomendação de Ap
18.4,5: “E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não incorras nas
suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das
iniquidades dela.” O acordo, portanto, é impróprio.

261 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Os Cativos do
Brooklin
Por Márcio Souza

A
s Testemunhas de Jeová (TJ), em diversos países, têm adquirido o direito de
continuarem propagando seus ensinos através de decisões judiciais. A busca de
liberdade de expressão e adoração tem sido tema de vários artigos da revista A
Sentinela e procuram na lei amparos para propagarem sua ideologia. Contudo,
os fatos demonstram que a justiça secular tem sido muito mais tolerante e compreensiva,
em contraste com as obrigações impostas pelo Corpo Governante deste movimento.
Em certa ocasião, numa disputa judicial a respeito direito de não saudar a
Bandeira Nacional, um dos juízes da Suprema Corte do México, declarou: “Este é um caso
difícil, não porque os princípios de sua decisão sejam nebulosos, mas porque a bandeira
envolvida é a nossa.” Ainda assim, aqueles juízes concederam permissão para as TJ não
saudarem a bandeira. Esta liberdade adquirida pelo grupo é apenas superficial, como ficou
explícito pelo juiz que chegou à seguinte conclusão: “A liberdade para discordar não se
limita àquelas coisas que não importam muito. Isso seria uma mera sombra de liberdade.
A prova de sua essência e o direito de discordar quanto a coisas que tocam o coração da
ordem existente.” (1) Exatamente neste ponto são intolerantes !
Em seus artigos, na revista A Sentinela, clama pela liberdade e, nos tribunais, lutam
pelo direito de expressão, se levantando em juízo contra aqueles que demonstram as
implicações dos ensinos de sua organização, tendo como desculpa sua liberdade de
adoração e expressão.
Perguntamos: Onde está o direito dos membros das Testemunhas de Jeová? Usufruem
eles da mesma liberdade propagada na revista A Sentinela? Infelizmente, apenas pregam
liberdade, mas não permitem que seus membros, seus filhos discordem quanto a coisas que
toquem a ordem de sua organização. Pregam liberdade, mas a excluem de seus membros!

LIBERDADE EM CUSTÓDIA

Um candidato a TJ geralmente estuda três livros durante dois anos e, além disso,
o discipulado envolve associação com os membros da congregação que se reúnem
regularmente cerca de cinco vezes por semana. Assim, cria-se uma dependência social
- não aceitar qualquer ensinamento dado no Salão do Reino, significa rejeição de todo
o grupo. Finalmente para se batizar terá que responder cerca de 125 perguntas, em sua
maioria opostas a teologia cristã, ou seja, terá que negar várias doutrinas vitais.
Dentro de sua comunidade, ferem o direito de seus membros questionarem seus

262 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


próprios ensinos, fechando-lhes as possibilidades de analisarem e repensarem suas bases
doutrinárias. Qualquer manifestação em contrário acarreta punição, que vem através de
retaliação social. Se um membro questiona as bases dos seus ensinos poderá ser desassociado.
Não permitem que haja associação entre um desassociado (2) ou dissociado (3) e outros
membros ativos. Por exemplo, se numa família de TJ encontra-se um desassociado, não se
permite sequer que almocem juntos.

ABRINDO A “CAIXA-PRETA”

Um ex-membro do Corpo Governante (CG) (4), Raymond Franz, após 60 anos como
TJ, dos quais, nove anos como diretor mundial, agora tem relatado a condição interna
do movimento. Em seu livro Crisis de consciência, em espanhol, relata em pormenores,
as experiências que teve durante sua condição como membro do corpo de diretores da
Sociedade Torre de Vigia.
Embora a revista Watchtower (A Sentinela) apregoasse teocracia (5) como forma
de governo apropriado para “organização de Deus”, a autocracia (6) continuava, e foi
claramente demonstrada em 1 917, quando Rutherford (segundo diretor da Sociedade
Torre de Vigia) teve problemas com o CG e simplesmente expulsou quatro diretores
inconvenientes.
Quais os motivos de tais expulsões na sede mundial? Embora aparecessem rumores
absurdos - que denegriam a imagem dos envolvidos, uma desculpa comum para explicar
a saída de membros relevantes era procurar acusados de imoralidades, desvios de valores
ou qualquer coisa que manchasse suas reputações - no entanto, eram pessoas de confiança
que cometeram o erro de não aceitarem o sistema. Depois de muitos anos de serviço nos
escritórios ou designações, foram considerados apóstatas (7).
A propósito, eu, autor deste artigo, já presenciei e colaborei em diversas expulsões
semelhantes, que envolviam apenas pontos de vista diferentes da ideologia da STV - fiz
parte das TJ por 24 anos, destes, cinco como ministro ordenado de tempo integral. Também
fui membro de duas outras sociedades que dão suporte as TJ.
Entre centenas de problemas ideológicos no seio da organização das TJ, ele enfatiza a
atitude inquisidora demonstrada pelos diretores. E isto é antigo, pois remonta a 1914. Esta
data é sagrada, considerada como o “fim dos tempos dos gentios”. Segundo o fundador,
Charles Russel, ela deveria marcar o início do Armagedom, significando os últimos dias
deste sistema de coisas. Esta data sempre foi coluna nos ensinos da revista A Sentinela!
Inédito é saber que a diretoria da organização já tentou mudar este ensino. Uma outra
data apreciada foi 1957, pois queriam identificar a era espacial com os sinais nos céus.
Se os diretores não têm certeza data, como podem exigir dos seus membros que não
discutam sobre o assunto? Qualquer membro que questionar a data de 1914 será punido
com desassociação. Contudo, mesmo nas reuniões fechadas do corpo governante há crises
de consciência, pois diferente do que se esperava, os membros do CG não são unânimes,

263 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


e isto até mesmo neste assunto, um dos mais delicados do grupo!
Qual a diretriz que usam para mudar seus ensinos? Decerto não é a Bíblia! Os ensinos
enraizados das TJ somente encontram mudanças quando o relatório mundial (8) apresenta
notáveis decréscimos, indicando o descontentamento de muitas Testemunhas de Jeová. As
mudanças são necessárias para fechar as brechas doutrinárias. Em dez anos apenas, o livro
básico para preparar os candidatos ao batismo mudou três vezes! ( 9) Qual motivo? Para
esconder a falsa doutrina a respeito do ano de 1914! Sem este “ponto crítico” nenhuma
mudança é permitida.
Recentemente, em 1996, houve uma mudança quanto a questão do serviço militar
Agora os jovens das Testemunhas de Jeová em idade de alistamento podem optar pelo
serviço militar alternativo. No entanto, em tempos passados não permitiam que seus
membros se alistassem no Exército e tampouco que oferecessem algum serviço
alternativo. Em consequência disso, muitos jovens foram presos e condenados por traição,
principalmente durante a Segunda Guerra Mundial. O que nos sensibiliza é saber que
durante muitos anos o CG, em portas fechadas, questionava sobre este assunto, e como
a diretoria não chegasse a um consenso, a decisão foi mantida apenas por não alcançar
quorum -este mesmo diálogo não é tolerado entre os membros comuns.

SOMBRAS DA OPRESSÃO

Em 1941, Rutherford em um discurso, dirigindo-se especificamente aos jovens de 5 a


18 anos, deu-lhes como presente um livro intitulado Filhos. Emotivamente, convidou estes
jovens a terem como alvo o trabalho de casa em casa, protelando o casamento para depois
do Armagedom. (10)
Assim, centenas de jovens abraçaram o celibato e, desde então, os escritórios e as
designações especiais tinham como requisito básico não casar. Isto chegou ao ponto de
criar um provérbio: ”Perder a condição de solteiro significa perder a designação.” Esta
regra durou nove anos. (11) Contudo, sua sombra continua, isto porque os ministros
ordenados das Testemunhas de Jeová não podem ter filhos.
Depois se soube que, naquela época (1 94 1), Rutherford estava morrendo de câncer.
Seu maior desejo era ver a “nova ordem” ou “novo mundo” surgir- haviam profetizado o
início do governo milenar de Cristo para aquela época-, embora suas declarações fossem
censuradas pela maioria da diretoria, não podia ser barrado; afinal, era o presidente e
poderia fazer outra limpeza.
As crises na STV continuaram. Em 1975(12) os diretores exigiram que o papel do CG
fosse real e não fictício. O então presidente, Nathan H. Knorr, não agüentou nem um tumor
cerebral que estava sofrendo, nem a pressão da diretoria e então foi feita a reorganização.
Finalmente, os membros da diretoria passaram a ter voz ativa. Note-se que desde 1874 se
apregoava a existência de um Corpo Governante, mas o mesmo de fato nunca havia existido,
senão a partir de 8 de junho de 1975. Uma das doutrinas básicas do TJ é a relevância do

264 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


“escravo fiel e discreto” como canal de Deus para a humanidade. Se tal doutrina, que é a
base da unidade dos TJ, era fictícia, o que se pode esperar das demais?

ENCONTRO COM A LIBERDADE

Muitos tem se decepcionado com os falsos ensinos, com os fracassos de previsões sobre
o Armagedom. Outros passam a conhecer na “pele” o fanatismo religioso da liderança.
A Palavra de Deus não dá glória a outros, mas declara: Se, pois, o Filho vos libertar;
verdadeiramente, sereis livres. Falta as TJ o poder regenerador que liberta do pecado, da
religiosidade farisaica e da exclusividade cega.
Jamais uma organização poderá gloriar-se de ser o “caminho”, pois esta posição já
está ocupada! Somente a graça e o senhorio de Jesus Cristo podem conduzir o homem à
salvação. Ele não é apenas um caminho, mas o caminho, a verdade e a vida (João 14.6).
As palavras daquele juiz ecoam como um clamor à liberdade: A prova de sua essência é o
direito de discordar quanto as coisas que tocam o coração da ordem existente.

__________________
Notas

1 - Crisis de Conciencia, pg. 122 Raymond Franz Editorial Clie. Galvani, 113-115. 08224. Terrassa- Barcelona.
2- Desassociado: quem foi expulso das TJ .
3 - Dissociado: quem rejeita os ensinos das TJ
4 - Corpo Governante: liderança máxima das TJ, composto atualmente de 14 anciãos, nos EUA.
5 - Teocracia: forma de governo em que a autoridade emana de Deus.
6 - Autocracia: governo de um só príncipe.
7 - Apóstata: esta palavra significa alguém que deixou os ensinos ortodoxos; para a STV – Sociedade Torre
de Vigia de Bíblias e Tratados – significa alguém que não mais concorda com seus ensinos.
8 - Cada TJ deve fazer um relatório mensal de suas atividades, que somaram ao relatório de cada país. Este
relatório inclui tempo dedicado a divulgação de sua literatura e, através dele, sabe-se quantas TJ tem em
cada país.
9 - A Verdade Que Conduz a Vida Eterna (durou ate 1984 ), Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra
(durou ate l994) e Conhecimento Que Conduz à Vida Eterna (a partir de 1995).
10 - Armagedom: ocasião, no fim da grande tribulação, quando Jeová destruirá este sistema de coisas e
começará uma nova ordem, um paraíso na terra. (Ponto de vista das TJ).
11 - Até 1950 o casamento era totalmente evitado; desde então os ministros ordenados casam-se, mas evitam
ter filhos.
12 - F. Franz, tio de Raymond Franz, era vice-presidente e cotado para a presidência, mas seu fracasso na
previsão do Armagedom para 1975 cooperou para que perdesse a força presidencial que seus antecessores
mantiveram.

265 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


Clonagem
Discussão Ética e Religiosa
Clonagem Por Christiano P. da Silva Neto

O
Igreja evangélica “A Voz s clones eram, até recentemente, apenas ilustres
da Verdade”. Será? personagens dos contos de ficção científica. Quase
sempre a idéia era a de um exército de seres humanos,
todos iguais, prontos para conduzir ao poder aquele
que os havia clonado.
Hoje, os clones são uma realidade científica e, mais do que isso,
um debate que começa a envolver toda a sociedade, discutindo
valores éticos, morais, filosóficos e religiosos por trás destas novas
possibilidades laboratoriais.

Introdução

Surpreso, e com um certo temor. Assim o mundo recebeu


a notícia de que os cientistas haviam clonado uma ovelha
adulta, dando origem a um animal geneticamente idêntico,
mas tão novinho quanto qualquer recém-nascido. Foi, então,

20
aberto o debate em torno dessa questão, principalmente sobre a
possibilidade de clonagem de seres humanos. Depois descobrimos
que estávamos um tanto quanto atrasados. Essas experiências já
haviam sido realizadas há algum tempo em vários animais, e não
eram absolutamente novidade nos círculos científicos.
Teria havido já alguma experiência com seres humanos? A
imprensa noticiou que sim e citou o trabalho de dois cientistas
EDIÇÃO

do Centro Médico da Universidade George Washington, Robert


Stilmann e Jerry Hall, em outubro de 1993. Essa experiência,
entretanto, quando muito deveria ter sido rotulada como
pseudoclonagem, já que tudo que eles haviam feito fora gerar
gêmeos idênticos artificiais a partir de embriões humanos.
Vamos explicar melhor.
Em alguns casos, ao iniciar seu desenvolvimento, o óvulo
fertilizado divide-se, dando origem a dois ou mais embriões.
Este é o processo natural da formação de gêmeos idênticos. Hall
e Stilmann romperam a capa protetora de um óvulo fertilizado já

266
em processo de divisão e industrializaram capas protetoras para suas células, tornando-as,
cada uma, um novo embrião.
A verdadeira experiência de clona­gem, entretanto, consiste em se obter um ser vivo
(clone) exatamente igual, do ponto de vista genético, ao ser do qual ele foi clonado. Isto
foi feito pela primeira vez com sapos em 1952. Cientistas tomaram a célula de um animal
adulto, removeram o seu núcleo e o implantaram em um ovo fertilizado que tivera seu
núcleo removido. Apesar de serem bem-sucedidos em alguns casos, o fato é que apenas
um em cada mil implantes teve êxito.
Recentemente, a experiência foi repetida com ovelhas, mas desta vez foi utilizado um
óvulo não fertilizado. Dolly, a ovelha-clone que virou capa de revista em várias partes do
mundo, ficou famosa. Entretanto, os resultados negativos obtidos durante todo o processo
jamais foram divulgados em toda a sua extensão. Em alguns casos os implantes não
funcionaram; em outros geraram animais defeituosos, indicando que está longe o dia em
que poderemos realizar um clone humano sem o risco de todas essas adversidades. Apesar
disso, o debate em torno das questões éticas foi deflagrado.

O potencial humano

Dizem que o ser humano faz uso de apenas 5% de sua capacidade. Não tenho a menor
idéia de como isso foi medido, se é que o foi algum dia. Muito provavelmente, esta é apenas
uma expressão a nos comunicar que a capacidade de um ser humano se assemelha a um
iceberg, sendo a porção de que costumamos nos valer equivalente à parte não submersa.
Em outras palavras, a quase totalidade da nossa capacidade permanece na forma potencial,
ainda por garantir sua existência no mundo real.
Se isto é verdade, e os avanços da ciência nos últimos anos já nos mostram que sim, tudo
que fizemos até agora dá-nos uma pálida percepção do que ainda podemos fazer. Muitas
das questões com que hoje nos defrontamos chegam até a perder o significado diante
daquelas com que nos veremos envolvidos em um futuro até muito próximo. É óbvio,
porém, que nada disso nos exime da responsabilidade e do dever de discutir essas questões
que, por certo, tocam as fibras mais profundas dos conceitos éticos, morais, filosóficos e
religiosos de toda pessoa educada.
O homem tem características que o distinguem completamente dos demais animais. Estes
vivem apenas segundo os ditames de seus próprios instintos, incapazes de realizações que
ultrapassem esses limites ou de se verem envolvidos em questões éticas, por exemplo. Os
seres humanos, por outro lado, têm se mostrado capazes de ultrapassar todas as barreiras,
e de vencer toda a sorte de dificuldades que surgem à sua frente. Hoje, nossa experiência
aponta, de modo inequívoco, para o fato de que, a intervalos sempre mais curtos de tempo,
nós mesmos nos mostraremos surpresos diante de nossas próprias realizações.
Assim, a questão se devemos ou não ir tão longe quanto já fomos tem de ser confrontada
com a realidade do nosso potencial. Teríamos nós sido feitos por Deus com um potencial

267 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


imenso mas, para nos mantermos dentro dos limites razoáveis do certo e do errado,
confinados ao uso de míseros 5% desse potencial? Responder de modo afirmativo é,
obviamente, também afirmar que, ao criar o homem, Deus teria desperdiçado recursos,
atraindo para si mesmo um problema incon­tornável, porque a humanidade certamente vai
trilhar todos os caminhos que puder.
Há quem aborde esta questão com argumento bíblico e, para sustentar a tese de que não
devemos ir tão longe, cita a experiência da torre de Babel. Basta, porém, um mínimo de
reflexão a este respeito para perceber que este argumento é destituído de sentido.
Não sabemos qual era a altura dessa torre, mas devia ser menor do que os gigantescos
edifícios que hoje construímos em várias partes do mundo. Mesmo, porém, que você não
concorde com esta afirmação, e julgue que a torre de Babel era mais alta do que a torre da
Sears, localizada em Chicago, e que é o edifício mais alto do mundo, o homem de hoje já
realizou façanhas muito maiores, singrando o espaço sideral e pisando em território lunar.
A verdade é que o episódio da torre de Babel encontrou o seu final por causa das
intenções dos que a estavam construindo. O versículo 4 do capítulo 11 de Gênesis nos
mostra que eles pretendiam construir uma torre tão alta que o seu topo chegasse aos céus,
tornando-os célebres e imunes a qualquer adversidade. Em outras palavras, pretensão,
arrogância, desejo de chegar aos céus por meios que independessem da vontade de Deus;
estas eram as reais motivações daquela gente. Isto, porém, Deus não poderia admitir, nem
mesmo em termos de planejamento, já que o projeto em si era completamente inexeqüível
e contrariava o pressuposto cristão indiscutível de que só Cristo se apresenta como a porta
de entrada para essa dimensão maior.
Só isto explica o fato de já termos ido muito mais longe e Deus não nos ter impedido.
Temos construído edifícios muito mais altos do que a torre de Babel, mas nossa motivação
é apenas a de resolver alguns problemas de acomodação de grupos e segmentos da
sociedade. Pisamos em solo lunar e, muito breve, possivelmente estaremos em outros
mundos, mas o que nos leva a este tipo de realização é o desejo de conhecer mais do
universo que nos abriga. A conclusão a que chegamos, portanto, não poderia ser outra:
podemos e devemos fazer uso de cada centímetro cúbico da capacidade que Deus nos
deu, indo até onde pudermos nessa caminhada, rompendo barreiras em direção aos nossos
próprios limites, que hoje se mostram além dos horizontes que podemos divisar. Pensar
de forma diferente seria desrespeitar o nosso Criador, que nos fez com a mente inquisi­tiva
que temos e com o desejo de ir sempre mais longe do que já fomos.

Clones: certo ou errado?

Mais uma vez, a experiência da torre de Babel pode ser de grande valia na análise desta
questão. Ela nos mostra que uma realização não é, necessariamente, boa ou má. Nenhuma
realização pode ser submetida a julgamento divorciada de suas causas e das circunstâncias
que a cercaram. Do mesmo modo, a questão relativa aos clones, se são certos ou errados,

268 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


não pode ser analisada sem que explicitemos as razões para esse tipo de experiência.
Esclarecendo um pouco mais, vamos considerar, por exemplo, um casal que não pode
mais ter o privilégio da maternidade, com um filho que subitamente se vê acometido de
meningite, prestes a morrer, sem que a medicina possa fazer qualquer coisa a respeito para
preservar essa vida. Nada, é óbvio, irá superar a dor dessa perda, mas a clonagem poderia
amenizar esse sofrimento. Colhida uma célula dessa criança, seria devolvida a essa mãe,
primeiro a oportunidade de abrigar, dentro de si, uma nova vida. Após nove meses, ela
seria novamente mãe de uma criança que, em todos os aspectos, seria filha do casal, e
muito parecida com aquela que se fora.
Talvez alguém mais radical no nosso meio pudesse argumentar dizendo que, se Deus
permitiu que a primeira criança se fosse era exatamente isso que Ele tinha em mente.
Nesse caso, poderíamos usar o mesmo tipo de argumento e dizer que se Ele permitiu que a
segunda criança entrasse em cena, era exatamente isso que Ele havia planejado. Não creio,
portanto, que esta seja a rota que devamos seguir, porque assim acabamos substituindo a
realidade mais objetiva pelo que imaginamos ser real.
Parece-nos que não há nada de errado com a experiência que descrevemos acima, exceto
pelo fato de que ela ainda não se constitui em uma possibilidade real. Consideremos, agora, que
não haja nada de errado com o casal e com seu filho, e que eles resolvam fazer uma clonagem
da criança para ter, nesse clone, um banco de órgãos, caso seu filho venha a precisar de um
transplante. Nenhum outro banco de órgãos seria mais conveniente porque nesse haveria uma
total compatibilização entre doador e receptor; mas, a experiência em si, nós a reputaríamos
como monstruosa, e moralmente errada.
Fazer experiências com o urânio é certo ou errado? Bem, depende da nossa motivação.
Se planejamos a construção de uma bomba atômica, visando à guerra, muitos considerarão
errado. Mas se o objetivo da experiência é o controle das radiações, a fim de que possam
ser utilizadas no tratamento de certas doenças que tanto afligem a humanidade, é óbvio
que esta será considerada uma boa causa. De igual modo, para que possamos estar em
condições de julgar o ato de clonar um ser humano, e decidir se isto é certo ou errado,
precisamos saber com que intenção esse tipo de experiência estará sendo levado a efeito.
De qualquer forma, as poucas experiências feitas nessa direção já se mostraram úteis,
conduzindo-nos a um novo patamar no que diz respeito ao conhecimento relacionado
à herança genética, permitindo-nos vislumbrar, em futuro próximo, o fim de doenças e
males hereditários.
Há, entretanto, outros pontos que transcendem esse básico, e que também precisam
ser considerados. Recentemente, a imprensa deflagrou um debate em torno do fato de que
um laboratório estava cogitando sobre a possibilidade de descartar embriões humanos não
utilizados em suas experiências. Eles haviam sido produzidos para resolver o problema de
casais estéreis mas, prevendo-se o insucesso de algumas das tentativas, foram produzidos
maior número do que o necessário, e alguns acabaram sobrando.
A sociedade se divide em dois grupos em relação a essa questão. Há os que consideram

269 Edição Especial – As melhores matérias das 100 edições já publicadas!


o ser humano somente a partir do seu nascimento. Para esses, descartar os embriões não
envolve qualquer questão ética, moral ou religio­sa. Outros, porém, entendem que o ser