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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Aula 2

Antes de começar a aula de hoje gostaríamos de divulgar o


nosso mais novo lançamento em coautoria com o Prof. Daniel
Mesquita, com coordenação de Alexandre Meirelles. É o Direito
Constitucional - 4001 questões comentadas, que se encontra a
venda no site do Buscapé com descontos de até 30% no momento
(http://www.buscape.com.br/direito-constitucional-4001-questoes-
comentadas-cespe-esaf-fcc-fgv-e-vunesp-daniel-mesquita-edvaldo-
nilo-8530952529.html#precos)

É o Direito Constitucional atualizadíssimo!!! Além das 4001


Questões Comentadas, o livro possui 915 decisões atuais do STF
organizadas por capítulo. Destaca-se que a jurisprudência do STF é o
tema mais cobrado nas provas de concurso público do país!!!

Então, vamos a nossa aula importantíssima de hoje que tratará


sobre os tributos federais.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Curso de 3001 Questões de Direito Tributário

De início, colocaremos os exercícios sem comentários e depois


detalhadamente comentados, registrando-se que qualquer dúvida
pode ser enviada para os seguintes correios eletrônicos:
contato@edvaldonilo.com.br e/ou edvaldonalmeida@yahoo.com.br1:

1. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil/1996) O


momento de incidência do Imposto de Importação sobre uma
mercadoria estrangeira associa-se à (ao):
a) Entrada da mercadoria no território nacional por via aérea,
terrestre ou marítima.
b) Registro da Declaração de Importação
c) Emissão do Conhecimento de Embarque
d) Liquidação do Contrato de Câmbio
e) Expedição da Guia de Importação

2. (ESAF/MDIC/2012) A respeito do Imposto sobre Exportações, é


correto afirmar que:
a) incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao
exterior e tem como fato gerador sua saída do território nacional.
b) incide sobre bens não essenciais exportados para consumo final e
tem como fato gerador o registro de exportação no Sistema
Integrado de Comércio Exterior.
c) incide sobre mercadoria nacional destinada ao exterior e tem como
base de cálculo o valor aduaneiro do bem exportado.
d) sua alíquota está fixada em 30%, sem possibilidades de redução
ou majoração, e tem como base de cálculo o preço normal que a
mercadoria alcançaria em uma venda em condições livre de
concorrência no mercado internacional.
e) incide sobre toda mercadoria destinada ao exterior a partir do
território nacional e tem como fato gerador a emissão da Declaração
de Exportação (DE).

3. (ESAF/MDIC/2012) O Imposto sobre a Exportação – IE, cuja


competência pertence à União, incide na exportação, para o exterior,
de produtos nacionais ou nacionalizados. Sobre ele é incorreto
afirmar que:
a) nacionais são os produtos produzidos no próprio país.
b) nacionalizados são os produtos que tenham ingressado
regularmente para incorporação à economia nacional, submetendo-se

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Enviar a dúvida com o email cadastrado no site e informar o login e
usuário. Agradeço desde já, Edvaldo Nilo.
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ao desembaraço aduaneiro, vale dizer, com a respectiva tributação,


sendo o caso.
c) incide também sobre operações relativas a energia elétrica,
serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do país.
d) a exportação temporária, quando amparada em regime especial de
suspensão de impostos, em que não se tenha a incorporação à
economia de outro país, não se sujeita à sua incidência.
e) o fato gerador ocorre com a saída física do produto do país, pouco
importando, portanto, a data do registro da operação no Sistema
Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX.

4. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) São tributos incidentes sobre o comércio
exterior, exceto:
a) Imposto de Importação.
b) Imposto sobre Produtos Industrializados.
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico –
Combustíveis.
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e
Intermunicipal e de Comunicação sobre operações que destinem
mercadorias para o exterior.

5. (ESAF/MDIC/1998) Além do Imposto de Importação, sobre o


produto importado incidem também:
a) IOF - Imposto sobre Operações Financeiras e IPI - Imposto sobre
Produtos Industrializados.
b) IOF e ICMS - Imposto sobre Operações relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação.
c) IPI e ICMS.
d) IOF e ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza.
e) ICMS e ISS.

6. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Ao dispor sobre o Imposto de Importação, o
art. 153, I, da Constituição Federal, reza que compete à União
instituir impostos sobre importação de bens estrangeiros.

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7. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) O Imposto sobre Produtos Industrializados
incide sobre mercadorias industrializadas destinadas ao exterior.

8. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal do


Brasil/2012/2013) Com o objetivo de fomentar as exportações, a
Constituição Federal atribui, excepcionalmente, aos Estados e ao
Distrito Federal a competência para exonerar os contribuintes do
Imposto de Exportação.

9. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o Imposto sobre a Renda e


Proventos de qualquer Natureza, julgue os itens a seguir, para então
assinalar a opção que corresponda às suas respostas.
I. Como renda deve-se entender a aquisição de disponibilidade de
riqueza nova, na forma de um acréscimo patrimonial, ao longo de um
determinado período de tempo.
II. Tanto a renda quanto os proventos de qualquer natureza
pressupõem ações que revelem mais-valias, isto é, incrementos na
capacidade contributiva.
III. Limitações temporais ou quantitativas com relação às despesas e
provisões não necessariamente guardam estrita compatibilidade com
a teoria do acréscimo patrimonial e com a atividade do contribuinte.
IV. Embora haja diversas teorias que se destinem a delinear o
conceito de renda, em todas prevalece a ideia de que haja a
necessidade de seu confronto com o conjunto de desembolsos
efetivados relativamente ao conjunto das receitas.
V. Pode-se afirmar, a partir de alguns julgados do Supremo Tribunal
Federal, que o conceito legalista/fiscalista de renda, assim
considerado aquilo que a legislação do imposto de renda estabelecer
que é, está ultrapassado.
Estão corretos apenas os itens:
a) II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

10. (ESAF/PFN/2012/2013) Alguns tributos possuem, além da


função meramente arrecadatória ou fiscal, finalidade outra que se
destina a regular a economia, criando mecanismos que induzem, ou
incentivam, a conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a majoração das alíquotas
do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados, incidente sobre a
importação de automóveis, já que, no período de janeiro a agosto de
2011, a balança comercial do setor automotivo atingiu um déficit de
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R$ 3 bilhões. Contudo, o STF entendeu que o decreto que majorar as


alíquotas aplicáveis às operações de importação de veículos
automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o qual não se
poderá exigir, no mesmo exercício financeiro em que o decreto é
publicado, alíquotas maiores do que aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um tributo regulatório e
pelo fato de que o Decreto-Lei que o criou (DL n. 1.191/1971) ter
autorizado o Poder Executivo a reduzir suas alíquotas a zero; majorá-
las, acrescentando até 30 unidades ao percentual de incidência fixado
na lei, e, ainda, alterar a base de cálculo em relação a determinados
produtos, podendo, para esse fim, fixar-lhes valor tributável mínimo.
c) submete-se, dentre outros, ao princípio constitucional da
anterioridade nonagesimal, ou seja, fica suspenso até que tenha
transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade nonagesimal, até que
tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua publicação.
Contudo, a suspensão somente opera efeitos ex tunc caso haja
pedido liminar formulado no sentido de reparar dano, e não para
prevenir risco ao contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da anterioridade
nonagesimal, eis que a Constituição Federal foi clara ao prever tal
comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que haja
sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou). Assim, como o
texto constitucional fala em “lei”, o aumento das alíquotas por
decreto não está sujeito à espera nonagesimal.

11. (ESAF/MDIC/2002) O cálculo do valor do Imposto sobre


Produtos Industrializados (IPI), quando vinculado à importação, toma
por base:
a) o valor que serve de base para o cálculo do Imposto de
Importação, acrescido do montante deste tributo e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador ou deste exigíveis.
b) o valor da mercadoria, convertido em Reais, quando de sua saída
do estabelecimento industrial em que tenha sido processada.
c) o preço da mercadoria importada quando de sua saída do
estabelecimento industrial em que tenha sido processada acrescido
dos custos de frete e seguro e dos encargos cambiais incorridos pelo
importador.
d) o valor FOB (Free on Board) da mercadoria importada.
e) o valor que servir de base para o cálculo do Imposto de
Importação somado aos encargos cambiais incorridos pelo
importador.

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12. (ESAF/Curso de Formação/2010) Sobre o IPI, assinale a


alternativa INCORRETA.
A ( ) O imposto é devido não apenas por pessoas jurídicas que sejam
constituídas como estabelecimentos industriais ou equiparados.
B ( ) As mercadorias destinadas ao exterior são imunes ao imposto.
C () O imposto não está sujeito aos princípios constitucionais da
legalidade estrita e da anterioridade.
D ( ) O imposto só incide sobre mercadorias cujo processo de
industrialização tenha ocorrido dentro das fronteiras do País.
E ( ) As alíquotas ad valorem estão definidas na TIPI, e são as
mesmas para os produtos nacionais e estrangeiros.

13. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013/adaptada) Sobre o aspecto quantitativo do
Imposto de Importação, marque a alternativa correta:
a) A base de cálculo do Imposto de Importação, quando a alíquota for
específica, é o valor aduaneiro apurado segundo as normas do artigo
VII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT
1994).
b) A base de cálculo do imposto de importação é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida estabelecida, quando a
alíquota for específica.
c) Bens sujeitos à alíquota zero de imposto de importação implicam a
adoção de alíquota zero no imposto de produtos industrializados.
d) Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o imposto de
importação será calculado pela aplicação das alíquotas fixadas na
Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a quantidade ou o peso da
mercadoria importada.
e) No caso de Declaração de Importação (DI) registrada no
Siscomex, é calculado pelo sistema, de acordo com a alíquota vigente
na data do fato gerador do imposto, ou seja, na data da entrada da
mercadoria no país.

14. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre os tributos de competência da


União, é incorreto afirmar que:
a) relativamente ao imposto sobre produtos industrializados,é
facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites
estabelecidos em decreto, alterar as respectivas alíquotas.
b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza será
informado pelos critérios de generalidade, universalidade e
progressividade, na forma da lei.
c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá sobre
pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o
proprietário que não possua outro imóvel.

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d) compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais e de


intervenção no domínio econômico.
e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus servidores,
para o custeio, em benefício destes, do regime previdenciário próprio
a eles.

15. (ESAF/AFRFB/2005/adaptada) (i) A alíquota incidente sobre as


importações de mercadorias entradas em território nacional é
definida pela norma vigente no momento em que se efetivou o
registro da declaração apresentada pelo importador à repartição
alfandegária competente?
(ii) O fato gerador do imposto de importaçãoé a data da celebração,
no Brasil ou no exterior, do contrato de compra e venda relativo aos
produtos importados, ou, se conhecido, o instante em que são
embarcadas as mercadorias adquiridas no estrangeiro?
(iii) Quando se tratar de mercadoria despachada para consumo, a
norma legal considera como ocorrido o fato gerador do imposto de
importação não na data do ingresso nas águas territoriais brasileiras,
mas na do registro, na repartição aduaneira, da declaração de
importação.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, não.
d) Não, sim, sim.
e) Não, não, sim.

16. (ESAF/AFRFB/2005) Segundo a legislação própria, considera-se


estrangeira(o) e, salvo disposição em contrário, pode, sobre ela(e),
incidir o imposto de importação (salvo se por outra razão seja
verificada sua não-incidência) :
a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por motivo de
modificações na sistemática de importação por parte do país
importador.
b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no exterior no
prazo autorizado, quando retorna ao País.
c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito técnico, para
reparo ou substituição.
d) mercadoria nacional que retornar ao País.
e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem
acidentalmente destruído no País.

17. (ESAF/AFRFB/2010) Com relação ao imposto sobre


importação de produtos estrangeiros, assinale a opção incorreta.
a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela
mercadoria estrangeira que ingressa no território nacional para uso
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comercial ou industrial e consumo, não aquela em trânsito, destinada


a outro país.
b) A Constituição Federal outorga à União a competência para
instituí-lo, vale dizer, concede a este ente político a possibilidade de
instituir imposto sobre a entrada no território nacional, para
incorporação à economia interna, de bem destinado ou não ao
comércio, produzido pela natureza ou pela ação humana, fora do
território nacional.
c) A simples entrada em território nacional de um quadro para
exposição temporária num museu ou de uma máquina para exposição
em feira, destinados a retornar ao país de origem, não configuram
importação, e, por conseguinte não constituem fato gerador.
d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de
essencialidade do produto, de modo a se tributar com alíquotas mais
elevadas os produtos considerados supérfluos, e com alíquotas
inferiores os produtos tidos como essenciais.
e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a Constituição
Federal faculta ao Poder Executivo, atendidas as condições e os
limites estabelecidos em lei, alterar suas alíquotas, já que sua
arrecadação não possui objetivo exclusivo de abastecer os cofres
públicos, mas também a conjugação de outros interesses que
interferem no direcionamento da atividade impositiva – políticos,
sociais e econômicos, por exemplo.

18. (ESAF/AFRFB/2002.2) Quanto ao imposto de exportação (IE),


avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as
verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
( ) O imposto incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada
destinada ao exterior.
( ) Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois somente os
produtos relacionados estão a ele sujeitos.
( ) O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é
indicativo do preço normal, que é a base de cálculo do imposto.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

19. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas em lei complementar, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
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fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX (Câmara


de Comércio Exterior); a alíquota é de 30%, podendo ser elevada,
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo
Ministro da Fazenda.
b) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
c) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pelo Ministro da Fazenda,
para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
d) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas pelo Poder Executivo, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.
e) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias nacionais ou
nacionalizadas, relacionadas em lei complementar, tendo como fato
gerador sua saída do território aduaneiro, que se considera ocorrida
na data de registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é
o preço normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX; a
alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até
150%; o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda, ad
referendum da CAMEX.

20. (ESAF/TRF/2002.1) As normas legais e regulamentares que


dispõem sobre o Imposto de Exportação prescrevem que:
a) o Imposto de Exportação incide sobre mercadoria nacional ou
nacionalizada destinada ao exterior.
b) a base de cálculo do Imposto de Exportação é o preço normal que
a mercadoria, ou seu similar, alcançaria ao tempo de uma
exportação, em uma venda em condições de livre concorrência no
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mercado internacional, observadas as normas expedidas pelo


Conselho de Política Aduaneira do Ministério da Fazenda.
c) poderá o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior reduzir ou elevar a alíquota para atender aos objetivos da
política cambial e do comércio exterior.
d) considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de Exportação na
data do efetivo embarque, devidamente comprovada pela exibição do
conhecimento de transporte.
e) Na administração do Imposto de Exportação aplicar-se-ão
supletivamente as normas que regulam a administração do Imposto
sobre Produtos Industrializados.

21. (ESAF/TRF/2002.1) O pagamento do Imposto de Exportação será


realizado na forma e momento fixados pelo
a) Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que
poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
b) Ministro da Fazenda, que poderá determinar sua exigibilidade
antes da efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser
exportada.
c) Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior-CAMEX, que
poderá determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
d) Diretor do Departamento de Comércio Exterior, da Secretaria do
Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, que poderá determinar sua exigibilidade antes da
efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
e) Presidente do Banco Central do Brasil, que poderá determinar sua
exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro da
mercadoria a ser exportada.

22. (ESAF/TRF/2005) No Brasil, a formulação das diretrizes básicas


da política tarifária na importação e exportação é de competência
do(a)
a) Ministério das Relações Exteriores.
b) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
c) Ministério da Fazenda.
d) Câmara de Comércio Exterior.
e) Casa Civil da Presidência da República.

23. (ESAF/TRF/2000) Consideram-se nacionalizadas


a) as mercadorias estrangeiras importadas a título não definitivo em
regime comum de importação, somente após o regular despacho para
consumo, tributadas, ou isentas do imposto de importação.

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b) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo, desde


que tenham sido despachadas para consumo.
c) as mercadorias estrangeiras adquiridas no exterior, excluídas as
doações, e tributadas pelo imposto de importação.
d) somente as mercadorias estrangeiras despachadas para consumo,
tenham ou não sido pagas ao exportador estrangeiro.
e) as mercadorias estrangeiras importadas a título definitivo,
independentemente de serem despachadas para consumo.

24. (ESAF/AFRFB/2002) Relativamente ao imposto de renda, assinale


a afirmação correta.
a) A Constituição determina que o imposto de renda seja informado
pelo critério de que aquele que ganhe mais deverá pagar de imposto
uma proporção maior do que aquele que ganhe menos.
b) A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos no País
por residentes ou domiciliados no exterior ou a eles equiparados não
estão sujeitos ao imposto em razão do princípio da
extraterritorialidade.
c) No caso de rendimentos percebidos em dinheiro a título de
alimentos ou pensões em cumprimento de acordo homologado
judicialmente ou decisão judicial, inclusive alimentos provisionais ou
provisórios, verificando-se a incapacidade civil do alimentado, não há
incidência do imposto.
d) Em razão do princípio da universalidade da tributação, a ajuda de
custo destinada a atender às despesas com transporte, frete e
locomoção do beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de
um município para outro, está sujeita ao imposto.
e) A tributação dos rendimentos recebidos por residentes ou
domiciliados no Brasil que prestem serviços a embaixadas,
repartições consulares, missões diplomáticas ou técnicas não está
sujeita à legislação brasileira, por força da Convenção de Viena sobre
Relações Diplomáticas.

25. (ESAF/Auditor do TCE/PR/2003) Em relação ao imposto sobre a


renda e proventos de qualquer natureza, é incorreto afirmar que, nos
termos do Código Tributário Nacional:
a) A incidência do imposto independe da denominação da receita ou
do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da
fonte, da origem e da forma de percepção.
b) Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis, oriundos do
exterior, é facultado ao Poder Executivo estabelecer, mediante
decreto, as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do imposto.
c) A base de cálculo do imposto é o montante, real, arbitrado ou
presumido, da renda ou dos proventos tributáveis.
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d) Contribuinte do imposto é o titular de disponibilidade econômica


ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza, sem
prejuízo de a lei atribuir essa condição ao possuidor, a qualquer
título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis.
e) A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos
tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e
recolhimento lhe caibam.

26. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) Em atendimento às normas constitucionais relativas aos impostos
de competência da União, para fins de incidência do imposto de
renda, devem ser deduzidos da renda recebida todos os valores
pagos, necessários à sua percepção, atendendo-se, assim, o princípio
da não-cumulatividade.
b) O critério da progressividade do imposto de renda está sintonizado
com a capacidade econômica do contribuinte e observa o caráter
pessoal previsto na Constituição.
c) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, de
competência da União, deve ser informado pelos critérios da
progressividade e da especialidade.
d) O Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer natureza não
pode incidir sobre receita ou rendimento oriundo do exterior, cabendo
à lei estabelecer as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade
e) O fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição, de fonte
situada no Brasil, da disponibilidade econômica ou jurídica de renda
ou de proventos de qualquer natureza.

27. (ESAF/TRF/2002.1) A base de cálculo do imposto,


correspondente ao período de apuração, é determinada segundo a lei
vigente na data da ocorrência do fato gerador, pelo:
a) lucro real; lucro diferido; lucro determinado.
b) lucro real; lucro presumido; lucro efetivo.
c) lucro real; lucro diferido; lucro efetivo.
d) lucro real; lucro presumido; lucro arbitrado.
e) lucro real; lucro presumido; lucro diferido.

28. (ESAF/TRF/2000/adaptada) Quando o contribuinte não mantiver


escrituração na forma das leis comerciais e fiscais, a que estiver
obrigado, e deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas
pela legislação fiscal, será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
_______________. A lacuna acima é corretamente preenchida,
respectivamente, com a seguinte expressão:
a) real.
b) arbitrado.
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c) presumido.
d) apurado.
e) real.

29, 30, e 31. (ESAF/TRF/2000) Para a resposta às questões 6, 7 e 8,


correlacione cada uma das letras da coluna da esquerda com o
número que melhor lhe corresponda na coluna da direita.

v) 1. Imunidade revogada.
Progressividade.
w) Fato gerador. 2. Rendimentos tributáveis
menos deduções e abatimento
por dependente.
x) Proventos de 3. Aquisição de disponibilidade de
aposentadoria de acréscimo patrimonial.
idoso.
y) Base de cálculo. 4. Banco comercial.
z) Obrigado a 5. Critério constitucional de
tributar-se pelo observância obrigatória para o
lucro real. legislador do imposto de renda.

29. É correta a seguinte correlação:


a) v1
b) v2
c) v3
d) v5
e) v4

30. É correta a seguinte correlação:


a) x5
b) x2
c) x3
d) x4
e) x1

31. É correta a seguinte correlação:


a) z1
b) z2
c) z4
d) z3
e) z5

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32. (ESAF/TRF/2002.2/adaptada) Entre as formas de tributação pelo


Imposto de Renda Pessoa Jurídica previstas na legislação, não se
inclui:
a) a tributação pelo lucro presumido.
b) a tributação pelo lucro arbitrado.
c) a tributação pelo lucro bruto.
d) a tributação pelo lucro real.

33. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale as proposições abaixo com F


para falsa ou V para verdadeira e, a seguir, indique a opção que
contém a seqüência correta.
( ) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, de
competência da União, deve ser informado pelos critérios da
progressividade e da especialidade.
( ) São contribuintes do imposto de renda todas as pessoas jurídicas
domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins, nacionalidade ou
participantes no capital.
( ) A fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis pode ser
contribuinte do imposto sobre as importâncias que a esse título
pagar, desde que a lei assim o determine.
( ) De acordo com a legislação em vigor, são formas de tributação
pelo imposto de renda das pessoas jurídicas, a tributação pelo lucro
real, a tributação pelo lucro presumido e a tributação pelo lucro
arbitrado, podendo o contribuinte livremente optar por uma das duas
primeiras, sendo a tributação pelo lucro arbitrado privativa do fisco.
a) V, V, F, F.
b) F, F, F, F.
c) V, F, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.

34. (TTN/98 – ESAF/Adaptada) Assinale a opção incorreta. No que


diz respeito ao Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer
Natureza, pode-se afirmar que
a) deve ser progressivo, aumentando a alíquota à medida que se
eleva a base de cálculo.
b) deve obedecer aos critérios da universalidade e da generalidade.
c) deve obedecer aos princípios da capacidade contributiva e
irretroatividade da lei tributária.
d) não pode ter suas alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.
e) não pode prever hipóteses de isenção, sob pena de violar-se o
princípio da igualdade.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

35. (ESAF/Auditor Natal/2001) Indique, nas opções abaixo, o


imposto que deverá, obrigatoriamente, ter as características de
seletividade, em função da essencialidade e de não-cumulatividade.
a) Imposto sobre a renda e proventos.
b) Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e
sobre prestações de serviços de transporte interestadual e
intermunicipal e de comunicação.
c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

36. (ESAF/AFRFB/2003) Avalie o acerto das afirmações adiante e


marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque
a opção correta.
( ) Os encargos cambiais pagos pelo importador ou dele exigíveis não
se incluem na base de cálculo do imposto sobre produtos
industrializados, no caso de importação de produto de procedência
estrangeira.
( ) A base de cálculo do imposto sobre produtos industrializados, em
se tratando de produto de procedência estrangeira apreendido ou
abandonado e levado a leilão, é o preço da arrematação, acrescido do
valor dos demais tributos exigíveis na importação regular do produto.
( ) O imposto de importação não integra a base de cálculo do imposto
sobre produtos industrializados, no caso de importação de produto de
procedência estrangeira.
a) V, V, F.
b) V, F, V.
c) V, V, V.
d) F, V, F.
e) F, F, F.

37. (ESAF/AFRF/2005) O Imposto sobre Produtos Industrializados


(IPI), de competência da União,
a) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de capital
pelo contribuinte do imposto, mediante ato do Poder Executivo.
b) poderá incidir sobre produtos industrializados destinados ao
exterior.
c) poderá ser seletivo, em função da essencialidade do produto.
d) constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é facultado ao
Poder Executivo, atendidas as condições e os limites da lei, alterar
suas alíquotas.
e) poderá ser não-cumulativo, compensando-se o que for devido em
cada operação com o montante cobrado nas anteriores.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

38. (ESAF/AFRFB/2005) O campo de incidência do Imposto sobre


Produtos Industrializados abrange:
a) todos os produtos relacionados na TIPI.
b) todos os produtos relacionados na TIPI, com alíquota, mesmo os
com alíquota zero.
c) todos os produtos, exceto aqueles a que corresponde a notação
“Zero”.
d) todos os produtos com alíquota.
e) todos os produtos, mesmo os com alíquota zero ou com a notação
NT, ainda que não relacionados na TIPI.

39. (ESAF/TRF/2003) Para ser caracterizado como tal, o


estabelecimento industrial deve
a) estar estabelecido em local apropriado, ou seja, na área industrial
do município.
b) exercer uma, ou mais, das operações a seguir: transformação,
beneficiamento, montagem, acondicionamento ou recondicionamento
e renovação ou restauração, e que destas operações resulte produto
tributado, ainda que de alíquota zero.
c) revender produtos industrializados por terceiros, na condição de
estabelecimento atacadista.
d) somente elaborar produtos com alíquota do IPI superior a 0%
(zero por cento).
e) importar produtos industrializados diretamente do exterior e dê
saída a tais produtos.

40. (ESAF/TRF/2003) O IPI, de acordo com a Constituição Federal,


deve atender a dois princípios:
a) não-cumulatividade e progressividade, em função de o produto ser
considerado supérfluo.
b) diferenciação de alíquotas, em função dos títulos dos capítulos e
posição, e a não-cumulatividade.
c) não-cumulatividade e superficialidade.
d) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
cumulatividade.
e) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a não-
cumulatividade.

41. (ESAF/AFRFB/2002) Assinale a resposta correta.


(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide sobre
produtos industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota
zero?

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em relação à


procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota zero equivale à
ausência de alíquota.
b) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse imposto
substitui o de importação. (ii) Sim, porque alíquota zero não impede
que o produto siga o regime geral do imposto.
c) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina que seu
campo de incidência abrange todos os produtos com alíquota.
d) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles incide o
imposto de importação. (ii) Sim, porque o campo de incidência desse
imposto abrange todos os produtos industrializados.
e) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii) Não, porque
o campo de incidência advém da Constituição e esta não previu a
hipótese.

42. (ESAF/TRF/2002.2) A notação NT (não-tributado) aposta diante


do código TIPI, constante da Tabela de Incidência do IPI, implica
considerar-se que o produto está:
a) imune.
b) isento.
c) sujeito a pauta de valores.
d) fora do campo de incidência.
e) sujeito à tributação pelo preço da operação.

43. (ESAF/TRF/2002.1) Constituição Federal, artigo 153, § 3º - O


imposto previsto no inciso IV: (Imposto Sobre Produtos
Industrializados)
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - .....................................
Em face do enunciado, assinale a opção correta.
a) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores
devem ser.
b) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão direta da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto menos sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores


devem ser.
c) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão direta da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto maiores devem
ser.
d) Seletividade quer dizer não-discriminação ou sistema de alíquotas
homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador ordinário, recomendando-lhe
que estabeleça as alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade
das mercadorias de consumo generalizado. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto menores
devem ser.
e) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de alíquotas
diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de dispositivo
programático endereçado ao legislador constitucional, recomendando-
lhe que estabeleça as alíquotas em razão inversa da
imprescindibilidade das mercadorias de consumo supérfluo. Quanto
mais sejam elas necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia,
ao tratamento médico e higiênico das classes menos numerosas,
tanto menores devem ser.

44. (ESAF/PFN/98) Inexiste vedação constitucional à incidência do


Imposto sobre Produtos Industrializados, nas operações relativas a
a) derivados de petróleo.
b) cinescópios.
c) minerais do País.
d) combustíveis.
e) energia elétrica.

45. (ESAF/PFN/2003) Nos termos do Código Tributário Nacional,


constitui base de cálculo do imposto, de competência da União, sobre
operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre operações relativas a
títulos e valores mobiliários, entre outras hipóteses:
a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor contratado
que a seguradora deverá pagar ao segurado na hipótese de
ocorrência de sinistro.
b) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
emissão, o valor nominal do título menos o deságio, se houver.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) Quanto às operações relativas a títulos e valores mobiliários, na


transmissão, o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação em
Bolsa, conforme determinar decreto do Poder Executivo.
d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante em moeda
nacional, recebido, entregue ou posto à disposição.
e) Quanto às operações de crédito, o montante da obrigação,
exclusive os juros.

46. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir, classificando-os


como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a opção
adequada às suas respostas:
I. as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF – imposto
sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou
valores mobiliários;
II. o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se torne
mercadoria e, como tal, tem custo e preço;
III. operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e venda
de moeda estrangeira ou nacional, ou, ainda, os negócios jurídicos
consistentes na entrega de uma determinada moeda a alguém em
contrapartida de outra moeda recebida.
a) Somente o item I está correto.
b) Estão corretos somente os itens I e II.
c) Estão corretos somente os itens I e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

47. (ESAF/PFN/2003) Estabelece a Constituição Federal que ao ouro,


quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial,
é aplicável o seguinte tratamento quanto à sua tributação e à
transferência da correspondente arrecadação:
a) sem prejuízo da incidência de outros impostos discriminados na
Constituição, sujeita-se à incidência do imposto, de competência da
União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza,
relativamente aos ganhos obtidos em operações tributáveis,
assegurada a transferência de vinte e três e meio por cento do
produto da arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito
Federal e de igual percentual para os Municípios.
b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência
da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota mínima do tributo será de um por cento,
assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência


da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota máxima do tributo será de um por cento,
assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de competência
da União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de destino, não podendo a alíquota mínima ser inferior a um por
cento, assegurada a transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme o destino, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de destino.
e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na Constituição,
de competência da União, dos Estados e do Distrito Federal,
observados os correspondentes fatos geradores, bases de cálculo e
contribuintes definidos em normas infraconstitucionais apropriadas,
assegurada a transferência, nos termos e percentuais estabelecidos
na Constituição, de parte do produto da arrecadação dos impostos
federais para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e, de
parte do produto da arrecadação do correspondente imposto
estadual, para os Municípios.

48. (ESAF/AFRF/2002.1) Avalie as afirmações abaixo e marque a


opção que corresponda, na devida ordem, ao acerto ou erro de cada
uma (V ou F, respectivamente).
(i) Sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de reforma
agrária deixa ipso facto de incidir o imposto territorial rural (ITR).
(ii) Um imóvel de 100 hectares, localizado na Amazônia Ocidental, é
considerado “pequena gleba rural” para fins de não-incidência
(imunidade) do ITR, se presentes as demais condições.
(iii) Competem ao INCRA às atividades de arrecadação, tributação e
fiscalização do ITR.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) F, V, F.
d) F, F, F.
e) F, F, V.

49. (ESAF/AFRF/2002) Relativamente ao Imposto Territorial Rural


(ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as
verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

( )Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de


interesse social para fins de reforma agrária.
( )Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto.
( ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica relativa ao
ITR, pois o contribuinte do imposto é o titular do domínio útil ou o
proprietário.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

O primeiro item é verdadeiro, eis que, como regra, o ITR incide


inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, e exceto se
houver imissão prévia na posse (art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item foi considerado verdadeiro pela ESAF, eis que,


conforme a interpretação legal, o imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto. O ITR não
incidirá (imunidade) sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei,
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel,
de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da CF/88. E a Lei 9.393/1996
define pequenas glebas rurais como imóveis com área igual ou
inferior a: (iii) 30 hectares (ha), se localizado em qualquer outro
município.

Assim, decidir por V ou F em alternativas incompletas como este item


dependerá do caso concreto e das pistas dadas pelo examinador.
Neste caso, o examinador fala em interpretação legal e do conceito
de imóvel rural. O foco da questão aqui está no conceito de imóvel
rural e não no seu respectivo proprietário. Infelizmente às vezes a
prova não é tão bem feita e acaba virando um exercício de
adivinhação para o candidato.

50. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) A generalidade, a universalidade e progressividade são
características constitucionais dos impostos da União.
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados deve ser não-
cumulativo em função da essencialidade dos produtos.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural deve ter sua base


de cálculo e alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção
de propriedades improdutivas.
d) A instituição do Imposto sobre grandes fortunas dependerá de lei
complementar e de resolução do Senado, fixando as alíquotas mínima
e máxima.
e) O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou ativo
cambial, sujeita-se apenas a um imposto de competência da União,
devido na operação de origem.

51. (ESAF/AFTN/94) Os impostos criados no uso da competência


residual, somente podem ser instituídos
a) pelos Estados não divididos em Municípios.
b) no Territórios federais, e pela União.
c) mediante lei complementar federal, estadual ou municipal.
d) se houver inovação na definição do fato gerador e da base de
cálculo, e desde que se possa abater numa operação o valor do
mesmo imposto pago nas operações anteriores.
e) em lei complementar federal, e desde que se trate dos chamados
“impostos em cascata”, isto é, em que seja possível o cúmulo de
bases de cálculo.

52. (ESAF/ATRFB/2010) O art. 154, inciso I, da Constituição


Federal, outorga à União o que se costuma chamar de competência
tributária residual, permitindo que institua outros impostos que não
os previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é incorreto afirmar
que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos
impostos já discriminados na Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá
ser convertida em lei até o último dia útil do exercício financeiro
anterior ao de início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio
da anterioridade.

53. (ESAF/PFN/2007) Para os fins de limitar a dedutibilidade dos


custos, despesas e encargos, que reduzia a base de cálculo do
imposto de renda, a Lei n. 9.430, de 1996, estabeleceu regras para
determinação dos “preços de transferência Lei n. 9.430, de 1996”.
Relativamente ao assunto, examine as afirmações abaixo, julgue se
elas são verdadeiras ou falsas e assinale a opção correta.
1. A regra concernente ao Método dos Preços Independentes
Comparados (PIC) determina que se levem em consideração os
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

descontos incondicionais concedidos em operações de compra e


venda, em condições de pagamento semelhantes.
2. Para o Método do Preço de Revenda menos Lucro (PRL) a lei
determina seja diminuída a metade do preço de revenda após
deduzidos certos valores (que a lei indica), na hipótese de bens
importados aplicados à produção.
3. O Método do Custo de Produção mais Lucro – CPL é o custo médio
de produção de bens, serviços ou direitos, idênticos ou similares,
durante o último mês a que se referirem os custos.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

54. (ESAF/PFN/2007) O Código Tributário Nacional dispõe que o


fato gerador do imposto de importação é a entrada do produto
estrangeiro no território nacional, não esclarecendo exatamente
quando se considera ocorrida essa entrada. Quanto à tributação de
produtos alienígenas, observe as asserções seguintes e avalie se elas
são verdadeiras ou falsas.
1. A legislação do IPI esclarece que o fato gerador desse imposto
(sobre produtos industrializados) é o desembaraço aduaneiro, quando
de procedência
estrangeira, considerando-se ocorrido esse desembaraço
relativamente à mercadoria que constar como tendo sido importada e
cujo extravio seja verificado pela autoridade fiscal.
2. É na data do registro da declaração de importação de mercadoria
submetida a despacho para consumo que se considera ocorrido o fato
gerador do imposto de importação.
3. Como o CTN dispõe que, quando o valor tributário esteja expresso
em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em
moeda nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação, para efeito de cálculo do imposto os valores expressos em
moeda estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à
taxa de câmbio vigente na data da entrada do bem em águas
territoriais nacionais.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

55. (ESAF/PFN/2008) A aquisição de disponibilidade jurídica de


acréscimos patrimoniais corresponde ao fato gerador
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) do imposto sobre heranças e doações.


b) da contribuição social de interesse das categorias econômicas.
c) do imposto sobre a renda e proventos.
d) do imposto territorial rural, no caso de acessão ou avulsão.
e) do imposto sobre a transmissão causa mortis ou inter vivos, nos
territórios federais.

56. (ESAF/AFRF/2002) Assinale a opção correta.


a) Compete supletivamente à União instituir contribuições sociais, de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas.
b) As contribuições de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas podem ser
instituídas por lei ordinária e só podem ser cobradas a partir do
primeiro dia do exercício seguinte ao da sua publicação.
c) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão reter a
contribuição federal, cobrada de seus servidores, para o custeio, em
benefício desses, de sistemas de previdência e assistência social.
d) Os rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título,
a pessoa física que preste serviços à empresa não pode ser objeto da
contribuição para a seguridade social por constituírem base de cálculo
de outra exação, o imposto de renda.
e) As contribuições para a seguridade podem ser exigidas
imediatamente, por não se lhe aplicar a anterioridade da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado em relação
ao exercício financeiro da cobrança.

57. (ESAF/AFRF/2005/adaptada)
· Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios compete instituir
contribuições de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, desde que para o custeio,
em benefício dos respectivos sujeitos passivos, e no âmbito territorial
do ente tributante?
· A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente
sobre a importação e a comercialização de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados, e álcool etílico combustível (CIDE) foi
instituída pela União com a finalidade de financiamento de projetos
de proteção ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico?
a) Não, não.
b) Não, sim.
c) Sim, sim.
d) Sim, não.

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58. (AFRF/2003/ESAF) Responda com base na Constituição Federal.


· É vedado que as contribuições sociais para a seguridade social
tenham base de cálculo própria de impostos?
· Incide contribuição social para a seguridade social sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência
social?
· As contribuições sociais para a seguridade social sobre a folha de
salários, a receita ou o faturamento de pessoas jurídicas poderão ter
alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica ou da utilização intensiva de mão-de-obra?
a) Sim, não, não.
b) Sim, sim, sim.
c) Sim, sim, não.
d) Não, não, sim.
e) Não, sim, sim.

59. (AFE/MS/2001/ESAF) Com base no disposto na Constituição


Federal e no Código Tributário Nacional, pode-se afirmar que:
a) Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e Municípios a
instituição de taxas em razão do exercício do poder de polícia.
b) Somente a União e os Estados podem instituir contribuições de
melhoria.
c) As contribuições especiais, com fins econômicos ou sociais, são
privativas dos Estados e DF.
d) A União pode transferir aos Estados o exercício regular de sua
competência tributária.
e) A cumulatividade e a seletividade são características essenciais do
Imposto sobre Produtos Industrializados.

60. (AFE/PI/2001/ESAF) Marque com V a assertiva verdadeira e com


F a falsa, assinalando em seguida a opção correspondente.
( ) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma
situação independente de qualquer atividade estatal específica,
relativa ao contribuinte.
( ) A contribuição de melhoria é instituída em face de obras públicas
ou privadas, que valorizem ou depreciem o imóvel do administrado.
( ) As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de polícia ou
a utilização efetiva ou potencial de serviço público prestado ao
contribuinte ou posto à sua disposição.
( ) O que caracteriza as contribuições especiais é que o produto de
suas arrecadações deve ser carreado para financiar atividades de
interesse público, beneficiando certo grupo, e direta ou indiretamente
o contribuinte.
a) V, V, V, V.
b) V, F, F, V.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) V, F, V, V.
d) F, V, V, F.
e) F, F, F, F.

61. (ESAF/AFRF/2005)
· Podem os Municípios instituir contribuição para o custeio do serviço
de iluminação pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia
elétrica?
· Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, de regime
previdenciário, com alíquota inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União?
· As contribuições sociais de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, poderão incidir
sobre as receitas decorrentes de exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

62. (ESAF/AFPS/2002) Em relação às contribuições sociais, inclusive


às destinadas à seguridade social, a Constituição estabelece
limitações que devem ser respeitadas pela legislação
infraconstitucional. Isto posto, avalie as formulações seguintes e, ao
final, assinale a opção que corresponde à resposta correta.
I. É vedada a concessão de remissão ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar, do empregador, da empresa e da
entidade equiparada a empresa na forma da lei, incidente sobre a
folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou
creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço,
mesmo sem vínculo empregatício. Igual vedação se aplica, para
débitos em montante superior ao fixado em lei complementar, à
contribuição social de seguridade social, a que se sujeitam o
trabalhador e os demais segurados da previdência social.
II. É vedada a incidência de contribuições sociais sobre as receitas
decorrentes de exportação e sobre a importação de petróleo e seus
derivados. Vedada também é a incidência de contribuição para a
seguridade social sobre o valor das aposentadorias e pensões
concedidas pelo regime geral de previdência social.
III. É vedada a concessão de isenção ou anistia da contribuição social
destinada à seguridade social, incidente sobre a receita de concursos

26
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

de prognósticos, para débitos em montante superior ao fixado em lei


complementar.
a) Somente I é verdadeira.
b) I e II são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) Todas são falsas.

63. (ESAF/AFRF/2005/adaptada) Sobre as contribuições sociais


(art. 149 da Constituição Federal), é errôneo afirmar-se, haver
previsão de que
a) poderão ter alíquotas ad valorem ou específicas.
b) incidirão, também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.
c) incidirão, em todos os casos, uma única vez.
d) poderão ter por base, entre outras, o faturamento e a receita
bruta.
e) não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.

64. (ESAF/AFRF/2005) Sobre as contribuições para a seguridade


social (art. 195 da Constituição), podemos afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser
criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários não
poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas em razão da
atividade econômica a que se dedique a empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios
destinadas à seguridade social integrarão o orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas pelo Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da
data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado.

65. (ESAF/AFRF/2003) Indique a opção que preenche corretamente


as lacunas, consideradas as pertinentes disposições constitucionais.
· As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico
previstas no caput do art. 149 da Constituição Federal
_____________ sobre as receitas decorrentes de exportação,
_______________ sobre a importação de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados e álcool combustível.
· As contribuições de intervenção no domínio econômico, previstas no
art. 149 da Constituição Federal, estão submetidas ao princípio da
__________________.
27
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) incidirão / podendo incidir também / anterioridade.


b) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade.
c) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade mitigada ou
nonagesimal.
d) incidirão / não podendo incidir / anterioridade.
e) não incidirão / não podendo incidir também / anterioridade
mitigada ou nonagesimal.

66. (ESAF/AFRF/2003) O Supremo Tribunal Federal julgou importante


questão sobre a exigibilidade da contribuição para o Programa de
Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP), pela União
Federal, ao Estado do Paraná. Aponte a opção que preenche
corretamente as lacunas do texto abaixo.
“... o Estado do Paraná, que, durante a vigência da Lei Complementar
nº 8, de 3 de dezembro de 1970, _______ [I]________, por força da
Lei nº 6.278, de 23/05/1972, a contribuir para o PROGRAMA DE
FORMAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO, ________
[II]__________ da contribuição, _______[III]_______ nº 10.533, de
30/11/1993, pois, com o advento da Constituição Federal de 1988, a
contribuição deixou de ser ______ [IV]_______, para ser ______
[V]____ , nos termos do art. 239.”
a) [I] já não se comprometera... [II] não pode sofrer a incidência...
[III] mesmo diante da Lei Federal... [IV] compulsória... [V]
facultativa
b) [I] se desobrigara... [II] pôde-se eximir... [III] em face de sua
Lei... [IV] obrigatória... [V] voluntária.
c) [I] se prontificara... [II] tem o direito de eximir-se... [III] por meio
de sua Lei... [IV] obrigatória...[V] voluntária.
d) [I] se obrigara... [II] já não poderia se eximir... [III] mediante sua
Lei... [IV] facultativa... [V] obrigatória.
e) [I] se comprometera... [II] já se liberou... [III] diante da Lei...
[IV] fonte de estímulo ao servidor público... [V] instrumento
financiador do seguro-desemprego.

67. (ESAF/AFRFB/2005) Leia cada um dos assertos abaixo e


assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou falso. Depois,
marque a opção que contenha a exata seqüência.
( ) É legítima a cobrança da COFINS e do PIS sobre as operações
relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados
de petróleo, combustíveis e minerais do País.
( ) A Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social -
COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem como fato gerador o
faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas
pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou
classificação contábil.
28
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

( ) Foram instituídas a Contribuição para o PIS/PASEP Importação e a


Contribuição para a COFINS, devida pelo importador de bens
estrangeiros ou serviços do exterior.
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, V, V.

68. (ESAF/ATA/MF/2009) Além das inúmeras contribuições sociais


instituídas no texto da Constituição Federal, há possibilidade de
instituição de novas espécies de contribuição social? Assinale a
assertiva que responde incorretamente à pergunta formulada.
a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador de outra
já existente.
b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.
c) Há previsão constitucional de competência residual.
d) A diversidade da base de financiamento permite outras
contribuições sociais.
e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

69. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da natureza jurídica da


contribuição social, analise as assertivas abaixo relativas às espécies
tributárias, indicando a correta.
a) Imposto.
b) Taxa.
c) Contribuição Parafiscal.
d) Empréstimo Compulsório.
e) Contribuição de Melhoria.

70. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito das contribuições sociais, é


correto afirmar que:
a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de salários.
b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do tipo de
produto que ela vende.
c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.
d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à incidência de
contribuições sociais.
e) pode haver incidência de contribuição social sobre a importação de
bens do exterior.

71. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da base de cálculo e


contribuintes das contribuições sociais, analise as assertivas abaixo,
assinalando a incorreta.

29
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e demais


pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo empregatício –
EMPRESA.
b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de que
participem em todo território nacional – PRODUTOR RURAL PESSOA
JURÍDICA.
c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da comercialização da
produção rural – SEGURADO ESPECIAL.
d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu serviço
– EMPREGADORES DOMÉSTICOS.
e) Incidentes sobre seu salário de contribuição – TRABALHADORES.

72. (ESAF/PFN/2007) Contribuição previdenciária classifica-se


como
a) contribuição de intervenção no domínio econômico.
b) taxa vinculada à prestação de benefícios previdenciários de
natureza continuada.
c) contribuição corporativa.
d) contribuição social.
e) contribuição de seguridade vinculada ao tesouro da União, em
razão da universalidade de cobertura e de atendimento.

73. (ESAF/PFN/2004) Considerado o entendimento atualmente


dominante no Supremo Tribunal Federal, assinale a resposta que
completa corretamente a assertiva.
“A alíquota de contribuição social destinada ao financiamento da
Seguridade Social, majorada por medida provisória que tenha sido
editada na primeira metade do exercício financeiro, objeto de
reedição e conversão em Lei, poderá ser exigida ...”
a) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da Lei
resultante da conversão.
b) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da
medida provisória originária.
c) depois de decorridos noventa dias da data da reedição da medida
provisória.
d) no próximo exercício financeiro.
e) depois de decorridos noventa dias do início do próximo exercício
financeiro.

74. (ESAF/PFN/1998) Alíquota da contribuição sobre lucro líquido,


majorado por medida provisória convertida em lei posteriormente,
pode ser aplicada
a) após decorridos noventa dias da publicação da lei.
b) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da publicação da
lei.
30
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) após decorridos noventa dias da publicação da medida provisória.


d) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da publicação da
medida provisória.
e) após decorridos noventa dias da sanção da lei.

75. (ESAF/PFN/1998)
(i) Entidades não estatais, como o SENAI e o SENAC, podem ter o
poder de tributar, desde que a lei lho conceda?
(ii) A COFINS – contribuição para o financiamento da seguridade
social –, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, é um
tributo?
(iii) A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição para a
seguridade social?
Marque, entre as opções abaixo, a que responde corretamente, e na
devida seqüência, aos três quesitos acima.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, sim.
d) Não, não, sim
e) Não, não, não.

76. (ESAF/AFRFB/2010) Segundo o art. 195, caput, da


Constituição Federal, a seguridade social será financiada por toda a
sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, e das contribuições sociais que
enumera. Sobre estas, é incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por
toda a sociedade, revela-se o caráter solidário de tal financiamento.
Todavia, as pessoas físicas e jurídicas somente podem ser chamadas
ao custeio em razão da relevância social da seguridade se tiverem
relação direta com os segurados ou se forem, necessariamente,
destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não
autoriza exigência de quem não tenha sido indicado por lei como
sujeito passivo de obrigação tributária, e não autoriza que seja
desconsiderada a legalidade estrita que condiciona o exercício válido
da competência relativamente a quaisquer tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-
se às normas referentes às limitações do poder de tributar, contidas
no art. 150 da Constituição Federal, com exceção da anterioridade
geral, em face da norma especial contida no art. 195, § 6°
(anterioridade nonagesimal), especialmente concebida para o
condicionamento da instituição de contribuições de seguridade social.

31
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de


seguridade social, quais sejam, as já previstas nos incisos I a IV do
art. 195 da Constituição, basta a via legislativa da lei ordinária,
consoante o entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de
imunidade das contribuições para a seguridade social.

77. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre a Contribuição Social para o Lucro


Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88, julgue os itens abaixo,
classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida,
escolha a opção adequada às suas respostas:
I. a sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das pessoas
físicas, sendo que as deduções e compensações admissíveis para a
apuração de um correspondem àquelas admitidas para fins de
apuração da base de cálculo do outro;
II. a sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício antes da
provisão para o imposto de renda;
III. a CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou arbitrado,
quando tal seja o regime de apuração a que a pessoa jurídica se
submete relativamente ao imposto de renda.
a) Estão corretos os itens I e II.
b) Estão corretos os itens I e III.
c) Estão corretos os itens II e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

78. (ESAF/PFN/2008) Responda às questões abaixo, com Sim ou


Não. Em seguida, indique a opção que contenha a seqüência correta.
1. Segundo a Constituição da República, é vedado à lei que instituir
contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às
atividades de importação ou comercialização de petróleo destinar o
produto de sua arrecadação a órgão, fundo, despesa ou qualquer
outra finalidade determinada?
2. A lei brasileira prevê a cobrança de contribuição de intervenção no
domínio econômico, devida por pessoa jurídica adquirente de
conhecimentos tecnológicos?
3. Entre os métodos de cálculo dos chamados “preços de
transferência” está o Método dos Preços Independentes Comparados,
definido como a média aritmética dos preços de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado brasileiro ou de
outros países, em operações de compra e venda, em condições de
pagamento semelhantes?
a) Sim, Sim, Sim
b) Não, Não, Não
c) Sim, Não, Sim
32
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Sim, Sim, Não


e) Não, Sim, Sim

79. (ESAF/Curso de Formação/2010) No tocante às contribuições


para a seguridade social no texto constitucional é INCORRETO afirmar
que:
A () Não incidem sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.
B ( ) A pessoa natural destinatária das operações de importação
poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei.
C ( ) Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação.
D ( ) Só podem ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes
aplicando o Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso III,
alínea “b”.
E ( ) Poderão ter alíquota específica, tendo por base a unidade de
medida adotada.

80. (ESAF/Curso de Formação/2010) A Contribuição para o


Financiamento da Seguridade Social – Cofins e a Contribuição para o
PIS/Pasep sujeitam-se aos seguintes limites e preceitos
constitucionais:
A ( ) não incidem sobre as receitas decorrentes de exportação e de
importação.
B ( ) somente lei complementar pode definir as hipóteses de
incidência concentrada (monofásica).
C ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o lucro.
D ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o valor da
operação, e específica, tendo por base a unidade de medida adotada.
E () são isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei.

81. (ESAF/Curso de Formação/2010) O destinatário de remessa


postal internacional indicado pelo respectivo remetente não pode ser
equiparado ao contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a Cofins
Importação.

82. (ESAF/MDIC/2012/adaptada à realidade atual do STF)


Considerando a incidência da contribuição para os Programas de
Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público
(PIS/PASEP-Importação) e Contribuição para o Financiamento da
Seguridade Social (COFINS-Importação), é correto afirmar que:

33
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) tem como fato gerador o registro da Declaração de Importação e


sua base de cálculo é o valor de transação da mercadoria acrescido
dos encargos cambiais correspondentes.
b) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro do bem
importado e como base de cálculo o valor aduaneiro acrescido do
imposto de importação e dos encargos cambiais pagos pelo
importador ou dele exigíveis.
c) tem como fato gerador o ingresso do bem no território aduaneiro
do país, e a base de cálculo é o valor aduaneiro.
d) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro de produto de
procedência estrangeira, e sua base de cálculo é o valor aduaneiro
acrescido do ICMS e dos encargos cambiais.
e) tem como fato gerador o registro da Declaração de Importação, e
sua base de cálculo é o valor aduaneiro acrescido do imposto de
importação e dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
importador.

83. (ESAF/Curso de Formação/2010) Na importação de bens ou


mercadorias sujeitas a alíquota ad valorem, a base de cálculo da
contribuição para o PIS/Pasep–Importação e da Cofins–Importação é:
A ( ) O valor aduaneiro.
B ( ) O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e do IPI, quando
não recuperável.
C () O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e das próprias
contribuições.
D ( ) O valor remetido para o exterior.
E ( ) O peso ou volume do produto importado.

GABARITO PURO

1. B 2. A 3. E 4. E 5. C 6. Correta. 7. Incorreta. 8. Incorreta

9. D 10. C 11. A 12. D 13. B 14. A 15. B 16. D 17. D 18. A

19. D 20. A 21. B 22. D 23. E 24. A 25. B 26. B 27. D 28. B

29. D 30. E 31. C 32. C 33. B 34. E 35. D 36. E 37. D 38. B

39. B 40. E 41. C 42. D 43. A 44. B 45. D 46. D 47. B 48. C

49. B 50. E 51. D 52. D 53. E 54. C 55. C 56. B 57. A 58. D

59. A 60. C 61. C 62. A 63. C 64. E 65. B 66. D 67. E 68. A
34
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

69. C 70. E 71. B 72. D 73. B 74. C 75. C 76. A 77. C

78. E 79. A 80. E 81. Incorreta 82. C 83. A

Agora, vamos aos comentários e aos detalhes.

Então, vamos nessa!?

1. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/1996) O momento de incidência do Imposto
de Importação sobre uma mercadoria estrangeira
associa-se à (ao):
a) Entrada da mercadoria no território nacional por via
aérea, terrestre ou marítima.
b) Registro da Declaração de Importação
c) Emissão do Conhecimento de Embarque
d) Liquidação do Contrato de Câmbio
e) Expedição da Guia de Importação

Conforme dispositivo literal do RA, o fato gerador ocorre na


data do registro da declaração de importação de mercadoria
submetida a despacho para consumo (art. 73, inc. I, Decreto
6.759/2009), inclusive, no caso de despacho para consumo de
mercadoria sob regime suspensivo de tributação, e de mercadoria
contida em remessa postal internacional ou conduzida por viajante,
sujeita ao regime de importação comum.

Nesse sentido, destacamos que o Superior Tribunal de Justiça


(STJ) consolidou a sua jurisprudência e decidiu mais uma vez na
semana passada (REsp 1.220.979/RJ, DJe 15/04/2011) no sentido de
que o aspecto temporal do imposto de importação (II) de
mercadoria despachada para consumo ocorre na data do registro
da declaração de importação do bem. Por conseguinte, a alíquota
vigente nessa data é a que deve ser aplicada para o cálculo do II.

Registramos os dispositivos legais válidos sobre o tema:

Art. 19 do Código Tributário Nacional (CTN): “O imposto, de


competência da União, sobre a importação de produtos
estrangeiros tem como fato gerador a entrada destes no
território nacional”.

35
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Arts. 23 e 44 do Decreto-Lei n. 37/1966: “Quando se tratar


de mercadoria despachada para consumo, considera-se
ocorrido o fato gerador na data do registro, na repartição
aduaneira, da declaração a que se refere o artigo 44”; “Toda
mercadoria procedente do exterior por qualquer via,
destinada a consumo ou a outro regime, sujeita ou não ao
pagamento do imposto, deverá ser submetida a despacho
aduaneiro, que será processado com base em declaração
apresentada à repartição aduaneira no prazo e na forma
prescritos em regulamento”.

Assim, destacamos que o STJ já pacificou o entendimento de


que não há incompatibilidade entre o art. 19 do CTN e o art. 23 do DL
n. 37/1966, pois o “desembaraço aduaneiro completaria a
importação e, consequentemente, representaria, para efeitos
fiscais, a entrada de mercadoria no território nacional” (EDcl no
REsp 1.000.829-ES, DJe 17/6/2010; AgRg no Ag 1.155.843-RJ, DJe
30/9/2009; REsp 1.046.361-RJ, DJe 5/3/2009).

Logo, correta a letra “B”.

2. (ESAF/MDIC/2012) A respeito do Imposto sobre


Exportações, é correto afirmar que:
a) incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada
destinada ao exterior e tem como fato gerador sua saída
do território nacional.
b) incide sobre bens não essenciais exportados para
consumo final e tem como fato gerador o registro de
exportação no Sistema Integrado de Comércio Exterior.
c) incide sobre mercadoria nacional destinada ao exterior
e tem como base de cálculo o valor aduaneiro do bem
exportado.
d) sua alíquota está fixada em 30%, sem possibilidades
de redução ou majoração, e tem como base de cálculo o
preço normal que a mercadoria alcançaria em uma venda
em condições livre de concorrência no mercado
internacional.
e) incide sobre toda mercadoria destinada ao exterior a
partir do território nacional e tem como fato gerador a
emissão da Declaração de Exportação (DE).

Letra (A). O IE incide sobre mercadoria nacional ou


nacionalizada destinada ao exterior e tem como fato gerador sua
saída do território nacional. Logo, correto.

36
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B). Não há norma jurídica especial sobre a incidência do


IE sobre bens não essenciais. Por sua vez, o fato gerador do IE é a
saída da mercadoria do território nacional e não o registro de
exportação no SISCOMEX. Este é o momento da ocorrência do fato
gerador. Logo, incorreto.

Letra (C). O IE não tem como base de cálculo o valor


aduaneiro do bem exportado, mas sim o preço normal da mercadoria
que a mercadoria alcançaria em uma venda em condições livre de
concorrência no mercado internacional. Logo, incorreto.

Letra (D). A alíquota mínima do IE é de 30%, com


possibilidades de redução ou majoração pelo CAMEX. Logo, incorreto.

Letra (E). O IE incide sobre as mercadorias nacionais ou


nacionalizadas destinadas ao exterior a partir do território nacional e
tem como fato gerador a saída da respectiva mercadoria do território
nacional e o registro de exportação no SISCOMEX como momento da
ocorrência do fato gerador e não a emissão da Declaração de
Exportação (DE). Logo, incorreto.

3. (ESAF/MDIC/2012) O Imposto sobre a Exportação


– IE, cuja competência pertence à União, incide na
exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou
nacionalizados. Sobre ele é incorreto afirmar que:
a) nacionais são os produtos produzidos no próprio
país.
b) nacionalizados são os produtos que tenham
ingressado regularmente para incorporação à economia
nacional, submetendo-se ao desembaraço aduaneiro,
vale dizer, com a respectiva tributação, sendo o caso.
c) incide também sobre operações relativas a energia
elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de
petróleo, combustíveis e minerais do país.
d) a exportação temporária, quando amparada em
regime especial de suspensão de impostos, em que não
se tenha a incorporação à economia de outro país, não
se sujeita à sua incidência.
e) o fato gerador ocorre com a saída física do produto
do país, pouco importando, portanto, a data do registro
da operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior
– SISCOMEX.

Letra (A) Doutrinariamente, produtos nacionais são os


produzidos no próprio país. Logo, correta.
37
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B) Nacionalizados são os produtos estrangeiros


importados a título definitivo, independentemente de qualquer
outro fator, ou, trocando as palavras, os produtos que tenham
ingressado regularmente para incorporação à economia nacional,
submetendo-se ao desembaraço aduaneiro, vale dizer, com a
respectiva tributação, sendo o caso. Logo, correta.

Letra (C). Conforme estudamos em aula, nenhum outro


imposto poderá incidir sobre operações relativas à energia elétrica,
serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do País, exceto o ICMS, o II e o IE. Logo, correta.

Letra (D). A exportação temporária é “o regime de


exportação temporária é o que permite a saída, do País, com
suspensão do pagamento do imposto de exportação, de
mercadoria nacional ou nacionalizada, condicionada à
reimportação em prazo determinado, no mesmo estado em que
foi exportada” (art. 431, do RA). Conforme estudamos, nesse regime
não há incidência do IE, que incide apenas no caso da transação ser
de caráter permanente. Logo, correta.

Letra (E). Considera-se ocorrido o fato gerador do II no


momento da expedição da Guia de Exportação ou documento
equivalente e não na saída jurídica do bem, e não com a saída
física. Logo, incorreta.

4. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) São tributos incidentes
sobre o comércio exterior, exceto:
a) Imposto de Importação.
b) Imposto sobre Produtos Industrializados.
c) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação.
d) Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
– Combustíveis.
e) Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de
Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação sobre operações que destinem
mercadorias para o exterior.

38
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Os tributos incidentes sobre o comércio exterior são o Imposto


de Importação (II), o Imposto de Exportação (IE), o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), o PIS/PASEP-Importação, a COFINS-
Importação, a Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico
(CIDE) e o ICMS.

Porém, existe imunidade tributária do ICMS sobre operações


que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços prestados
a destinatários no exterior, assegurada a manutenção e o
aproveitamento do montante do imposto cobrado nas operações e
prestações anteriores (art. 155, §2°, IX, “b”, CF).

Logo, deve-marcar a letra “E”.

5. (ESAF/MDIC/1998) Além do Imposto de Importação,


sobre o produto importado incidem também:
a) IOF - Imposto sobre Operações Financeiras e IPI -
Imposto sobre Produtos Industrializados.
b) IOF e ICMS - Imposto sobre Operações relativas à
Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de
Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e
de Comunicação.
c) IPI e ICMS.
d) IOF e ISS - Imposto sobre Serviços de Qualquer
Natureza.
e) ICMS e ISS.

Além do II, incide o IPI, o ICMS, a CIDE e as contribuições para


o PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação.

Logo, correta a letra “c”.

6. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Ao dispor sobre o Imposto de
Importação, o art. 153, I, da Constituição Federal, reza
que compete à União instituir impostos sobre
importação de bens estrangeiros.

Compete à União instituir impostos sobre a importação de


produtos estrangeiros.

Logo, correta.

7. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) O Imposto sobre Produtos
39
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Industrializados incide sobre mercadorias


industrializadas destinadas ao exterior.

O IPI não incide sobre mercadorias industrializadas destinadas


ao exterior, uma vez que há imunidade de IPI nas exportações.

Logo, incorreta.

8. (ESAF/Analista Tributário da Receita Federal


do Brasil/2012/2013) Com o objetivo de fomentar
as exportações, a Constituição Federal atribui,
excepcionalmente, aos Estados e ao Distrito Federal a
competência para exonerar os contribuintes do Imposto
de Exportação.

O imposto de exportação é tributo da competência da União,


não tendo sido atribuída pela CF/88 qualquer competência aos
Estados e DF no que diz respeito a esse imposto.

Logo, incorreta.

9. (ESAF/PFN/2012/2013) Sobre o Imposto sobre a


Renda e Proventos de qualquer Natureza, julgue os itens
a seguir, para então assinalar a opção que corresponda às
suas respostas.
I. Como renda deve-se entender a aquisição de
disponibilidade de riqueza nova, na forma de um
acréscimo patrimonial, ao longo de um determinado
período de tempo.
II. Tanto a renda quanto os proventos de qualquer
natureza pressupõem ações que revelem mais-valias, isto
é, incrementos na capacidade contributiva.
III. Limitações temporais ou quantitativas com relação às
despesas e provisões não necessariamente guardam
estrita compatibilidade com a teoria do acréscimo
patrimonial e com a atividade do contribuinte.
IV. Embora haja diversas teorias que se destinem a
delinear o conceito de renda, em todas prevalece a ideia
de que haja a necessidade de seu confronto com o
conjunto de desembolsos efetivados relativamente ao
conjunto das receitas.
V. Pode-se afirmar, a partir de alguns julgados do
Supremo Tribunal Federal, que o conceito
legalista/fiscalista de renda, assim considerado aquilo que

40
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a legislação do imposto de renda estabelecer que é, está


ultrapassado.
Estão corretos apenas os itens:
a) II, IV e V.
b) I, II e III.
c) II, III, IV e V.
d) I, II, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.

De início, ressalta-se que o IR tem como fato gerador a


aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica: a) de
renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho ou da
combinação de ambos; b) de proventos de qualquer natureza,
assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos
como renda (art. 43, do CTN).

Desse modo, o fato gerador do IR é a aquisição de renda ou


proventos, que se caracterizem como riqueza nova (acréscimo
patrimonial), podendo o contribuinte dispor livremente dessa renda
ou provento.

Nessa esteira, o conceito de “renda” deve ser extraído da


CF/88, principalmente das normas jurídicas dispostas no art. 145,
§1º (capacidade contributiva), c/c art.153, inciso III, e o seu §2º,
inciso I, mas é preciso afirmar que as suas características não se
encontram totalmente definidas pela CF/88, precisando o
intérprete prestar atenção também nas leis infraconstitucionais para
dissecar toda a extensão do seu conceito.

O legislador ordinário tem a seu talante o âmbito de


competência outorgado pela CF/88, podendo claramente não utilizar
toda amplitude de sua competência normativa.

Primeiramente, anotamos que da definição de renda e


proventos de qualquer natureza devem ser excluídos os fatos
geradores dos demais impostos dispostos na CF/88, tais como
propriedade territorial rural (ITR), produto industrializado (IPI),
propriedade territorial urbana (IPTU), propriedade de veículo
automotor (IPVA) etc.

Segundo, é que os proventos de qualquer natureza devem ser


considerados como espécie de renda.

Terceiro, é que a ideia de renda traz consigo a ideia de


acréscimo patrimonial, que deve ser entendido como disponibilidade

41
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

de riqueza nova adquirida em certo intervalo de tempo ou até mesmo


de forma isolada (ex.: contribuinte que ganha um prêmio de loteria).

É exemplar a respeito do assunto a seguinte decisão do STF: “a


renda pressupõe ganho, lucro, receita, crédito, acréscimo
patrimonial, ou, como diz o processo transcrito, aquisição de
disponibilidade econômica ou jurídica. Concordo em que a lei
pode, casuisticamente, dizer o que é ou o que não é renda tributável.
Mas não deve ir além dos limites semânticos, que são
intransponíveis. Entendo, por isso, que ela não pode considerar
renda, para efeito de taxação, o que é, de maneira
incontestável, ônus, dispêndio, encargo ou diminuição
patrimonial, resultante do pagamento de um débito” (RE nº
71.758). Isto é, o conceito de renda decorre da Constituição e não
pode a legislação infraconstitucional definir como renda o que não o
é.

Assim, podemos dizer que renda é o acréscimo patrimonial,


riqueza nova, devendo ser realizado, em princípio, o confronto entre
certas entradas e certas saídas ao longo de um determinado período
de tempo para a verificação do saldo positivo (valor da aquisição de
disponibilidade de renda ou provento).

A partir do que foi comentado, passamos a resolver os itens:

Item I. De acordo com a jurisprudência do STF, renda


pressupõe a aquisição de disponibilidade de riqueza nova, ou seja, de
valores que resultem em acréscimo patrimonial. Logo, correta.

Item II. Sim, conforme exposto, é necessário que haja um


acréscimo patrimonial. Logo, correta.

Item III. De acordo com a doutrina, quaisquer limitações


temporais ou quantitativas com relação às despesas e provisões
devem guardar estrita compatibilidade com o conceito de renda e a
capacidade contributiva do sujeito passivo, sob pena de serem
inconstitucionais (tributação do patrimônio ou ofensa à capacidade
contributiva). Logo, incorreta.

Item IV. De acordo com a doutrina, a base de cálculo é o total


dos rendimentos percebidos, menos as despesas necessárias à
produção dos rendimentos e à manutenção da fonte produtora, bem
assim, as deduções pertinentes. Logo, correta.

Item V. O conceito legalista de renda (renda é o que a lei


dispõe) não pode ser admitido e não o é pelo STF e pelo STJ. A lei
42
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

deve adequar-se à Constituição e não o contrário. Assim pode-se


afirmar que o STF entende que o conceito legalista/fiscalista de
renda, assim considerado aquilo que a legislação do imposto de renda
estabelecer que é, está ultrapassado. Logo, correta.

Portanto, deve marcar a letra “d” (Estão corretos apenas os


itens I, II, IV e V).

10. (ESAF/PFN/2012/2013) Alguns tributos possuem,


além da função meramente arrecadatória ou fiscal,
finalidade outra que se destina a regular a economia,
criando mecanismos que induzem, ou incentivam, a
conduta do potencial contribuinte numa ou noutra
direção. É o que se viu recentemente com a majoração
das alíquotas do IPI – Imposto sobre Produtos
Industrializados, incidente sobre a importação de
automóveis, já que, no período de janeiro a agosto de
2011, a balança comercial do setor automotivo atingiu um
déficit de R$ 3 bilhões. Contudo, o STF entendeu que o
decreto que majorar as alíquotas aplicáveis às operações
de importação de veículos automotores
a) sujeita-se ao princípio da anterioridade, segundo o qual
não se poderá exigir, no mesmo exercício financeiro em
que o decreto é publicado, alíquotas maiores do que
aquelas até então vigentes.
b) tem aplicabilidade imediata, por ser o IPI um tributo
regulatório e pelo fato de que o Decreto-Lei que o criou
(DL n. 1.191/1971) ter autorizado o Poder Executivo a
reduzir suas alíquotas a zero; majorá-las, acrescentando
até 30 unidades ao percentual de incidência fixado na lei,
e, ainda, alterar a base de cálculo em relação a
determinados produtos, podendo, para esse fim, fixar-
lhes valor tributável mínimo.
c) submete-se, dentre outros, ao princípio constitucional
da anterioridade nonagesimal, ou seja, fica suspenso até
que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua
publicação.
d) fica suspenso, por força da anterioridade nonagesimal,
até que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da
sua publicação. Contudo, a suspensão somente opera
efeitos ex tunc caso haja pedido liminar formulado no
sentido de reparar dano, e não para prevenir risco ao
contribuinte.
e) não se submete ao princípio constitucional da
anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição Federal
43
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

foi clara ao prever tal comando para a lei (antes de


decorridos 90 dias da data em que haja sido publicada a
lei que os instituiu ou aumentou). Assim, como o texto
constitucional fala em “lei”, o aumento das alíquotas por
decreto não está sujeito à espera nonagesimal.

O IPI se sujeita apenas a carência tributária, sendo exceção a


anterioridade anual.

Logo, a norma criadora ou majoradora do IPI apenas irá incidir


noventas dias após a sua publicação (art. 150, III, “c”, CF).

Registra-se que a Administração Tributária estava entendendo


que a carência tributária não se aplicava às alterações de alíquota
promovida por Decreto do Poder Executivo (Parecer PGFN/CAT Nº
690/2006).

Contudo, o STF superou esse entendimento, afirmando que a


majoração da alíquota do IPI, passível de ocorrer mediante ato do
Poder Executivo se submete ao princípio da anterioridade, afastando
a exigibilidade da majoração do IPI, promovida mediante decreto,
antes de decorrido o prazo de noventena (ADI 4.661-MC, DJE de
23-3-2012; RE 671.927, DJE de 3-4-2012).

No que diz respeito à medida provisória e anterioridade


anual, o art. 62, §2°, da CF, dispõe que MP que implique
instituição ou majoração de impostos só produzirá efeitos no
exercício financeiro seguinte (anterioridade genérica) se houver sido
convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.

Todavia, essa regra geral acima não é aplicada ao IPI, que deve
observar apenas anterioridade nonagesimal.

Assim, em regra, a carência tributária (noventa dias) é contada


da publicação da MP. Ao contrário, se a MP for significativamente
modificada, a anterioridade nonagesimal é contada da data da
conversão da MP em lei.

Ademais, salienta-se que no caso de MP se devem observar os


requisitos de relevância e urgência, bem como a definição de produto
industrializado estabelecida na legislação tributária e estudada ainda
hoje.

Assim, vejamos os itens da questão:

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (A). O IPI não se sujeita a anterioridade anual. Logo,


incorreta.

Letra (B). Existem vários erros nesse item. O Decreto-lei


referido é nº 1.199/1971 e não o DL n. 1.191/1971, que dispõe sobre
incentivos fiscais para o turismo. O IPI não tem aplicabilidade
imediata, pois deve observar a carência tributária. Além disso,
segundo a doutrina amplamente majoritária não se pode alterar a
base de cálculo do IPI por meio de ato do Poder Executivo. Logo,
incorreta.

Letra (C). O STF entendeu que o IPI submete-se, dentre outros,


ao princípio constitucional da anterioridade nonagesimal, ou seja, fica
suspenso até que tenha transcorrido o prazo de noventa dias da sua
publicação (ADI 4.661-MC, DJE de 23-3-2012; RE 671.927, DJE de
3-4-2012). Logo, correta.

Letra (D). O item a suspensão somente opera efeitos ex tunc


(retroativos) caso haja pedido liminar formulado no sentido de
reparar dano, e isto é incorreto. Independentemente do citado pedido
liminar, segundo o STF, não se pode cobrar o IPI antes de
transcorrido os noventa (90) dias da sua publicação. Logo, incorreta.

Letra (E). O IPI se submete ao princípio constitucional da


anterioridade nonagesimal, eis que a Constituição Federal ao prever
tal comando para a lei (antes de decorridos 90 dias da data em que
haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou), também se
aplica ao aumento das alíquotas do IPI por decreto. Logo, incorreta.

11. (ESAF/MDIC/2002) O cálculo do valor do


Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), quando
vinculado à importação, toma por base:
a) o valor que serve de base para o cálculo do Imposto
de Importação, acrescido do montante deste tributo e
dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo
importador ou deste exigíveis.
b) o valor da mercadoria, convertido em Reais, quando
de sua saída do estabelecimento industrial em que
tenha sido processada.
c) o preço da mercadoria importada quando de sua
saída do estabelecimento industrial em que tenha sido
processada acrescido dos custos de frete e seguro e
dos encargos cambiais incorridos pelo importador.
d) o valor FOB (Free on Board) da mercadoria
importada.
45
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) o valor que servir de base para o cálculo do Imposto


de Importação somado aos encargos cambiais
incorridos pelo importador.

A base de cálculo do IPI importação é o valor que servir ou


que serviria de base para cálculo do II, por ocasião do despacho
aduaneiro, acrescido do montante desse imposto e dos
encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou
dele exigíveis.

Logo, a base de cálculo do IPI importação é a base de


cálculo do II + valor do II + encargos cambiais (ágios +
sobretaxas internacionais pagas pelo importador).

IMPORTANTE: Fique atento, pois, apesar de alguns autores


chamarem atenção de forma equivocada que na prática não existem
mais os encargos cambiais, o que é um erro, ainda existe a figura do
ágio na importação. Por exemplo, em 2012, o Prof. Luís Eduardo
Schoueri, lançou um livro que trata especificadamente do assunto:
“Ágio em Reorganizações Societárias - Aspectos Tributários”,
estudando o tema de forma detida na esfera internacional e nas
decisões do CARF. O importante é você saber aqui que para o dia 16
de setembro aparecerá na sua prova que a base de cálculo do IPI
importação é a base de cálculo do II + valor do II + encargos
cambiais.

Sim, Nilo? Mas o que é ágio? De forma bem simples, é uma


espécie de lucro, que pode decorrer de uma operação financeira ou
da compra de um produto acima do preço normal de mercado. Por
exemplo, os juros que se pode pagar numa compra a prazo é uma
espécie de ágio ou, noutro exemplo, qualquer espécie de despesa que
onere uma operação bancária.

Mas, independentemente de qualquer discussão sobre o


assunto, para fins de prova o relevante é que a base de cálculo do IPI
importação é a base de cálculo do II + valor do II + encargos
cambiais.

Relembrando que a base de cálculo do II é:

• Quando a alíquota seja específica, a unidade de medida


adotada pela lei tributária, que é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida;

46
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

• Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal que


o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
importação, em uma venda em condições de livre
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do
produto no País: neste caso, existe previsão normativa
relevante afirmando que a base de cálculo é o valor
aduaneiro do produto ou mercadoria definido no
artigo VII (7º) do Acordo Geral sobre Tarifas
Aduaneiras e Comércio (Acordo de Valoração Aduaneira
de 1994), no qual o Brasil é parte (art. 20, incs. I e II, do
CTN c/c art. 2º, incs. I e II, do Decreto-Lei 37/66);
• Quando se trate de produto apreendido ou
abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação (art.
20, incs. III, do CTN).

IMPORTANTE: alíquota específica incide sobre a quantidade de


mercadoria expressa na unidade de medida indicada na lei
tributária, que pode ser o peso, o volume, o número de peças etc.
Por exemplo, R$ 30,00 por 100 gramas de determinada mercadoria.
A alíquota ad valorem é uma percentagem que incide sobre o
preço da mercadoria. Por exemplo, 10% (alíquota ad valorem) de
R$ 8.000,00 (suposto preço de um computador portátil da marca
Sony).

Por sua vez, ressalta-se que as alíquotas do IPI importação são


as previstas na TIPI. Portanto, são as mesmas para produtos
nacionais ou estrangeiros. Sendo assim, o IPI importação será
calculado mediante aplicação das alíquotas, constantes da TIPI, sobre
a base de cálculo.

Por fim, é relevante afirmar que na hipótese de tributação das


mercadorias não identificadas, a alíquota para o cálculo do IPI
importação será de 50%.

Em face do exposto, a resposta é bem simples e, como


estudamos, a base de cálculo do IPI importação é o valor que
servir ou que serviria de base para cálculo do II, por ocasião do
despacho aduaneiro, acrescido do montante desse imposto e dos
encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou
dele exigíveis (art. 239 do RA).

Logo, correta a letra “a”.

12. (ESAF/Curso de Formação/2010) Sobre o IPI,


assinale a alternativa INCORRETA.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A ( ) O imposto é devido não apenas por pessoas


jurídicas que sejam constituídas como estabelecimentos
industriais ou equiparados.
B ( ) As mercadorias destinadas ao exterior são imunes
ao imposto.
C () O imposto não está sujeito aos princípios
constitucionais da legalidade estrita e da anterioridade.
D ( ) O imposto só incide sobre mercadorias cujo
processo de industrialização tenha ocorrido dentro das
fronteiras do País.
E ( ) As alíquotas ad valorem estão definidas na TIPI, e
são as mesmas para os produtos nacionais e
estrangeiros.

Letra (A). Basta importar a mercadoria, não sendo necessário


que o contribuinte seja um estabelecimento industrial ou equiparado.
Logo, correta.

Letra (B). As mercadorias destinadas ao exterior são imunes ao


imposto (art. 153, §3°, III, CF). Logo, correta.

Letra (C). O imposto não está sujeito aos princípios


constitucionais da legalidade estrita e da anterioridade. Veja
que pode ocorrer a atenuação em relação à legalidade tributária, bem
como não é necessária a observância da anterioridade anual. Sempre
que na prova esteja escrita anterioridade sem qualquer tipo de
adjetivação é a anual. Logo, correta.

Letra (D). O IPI importação incide sobre produtos


industrializados de procedência estrangeira. Logo, incorreta.

Letra (E). As alíquotas ad valorem ou específicas definidas na


TIPI são as mesmas para os produtos nacionais e estrangeiros.
Logo, correta.

13. (ESAF/Auditor-Fiscal da Receita Federal do


Brasil/2012/2013/adaptada) Sobre o aspecto
quantitativo do Imposto de Importação, marque a
alternativa correta:
a) A base de cálculo do Imposto de Importação, quando a
alíquota for específica, é o valor aduaneiro apurado
segundo as normas do artigo VII do Acordo Geral sobre
Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT 1994).

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) A base de cálculo do imposto de importação é a


quantidade de mercadoria expressa na unidade de
medida estabelecida, quando a alíquota for específica.
c) Bens sujeitos à alíquota zero de imposto de importação
implicam a adoção de alíquota zero no imposto de
produtos industrializados.
d) Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o imposto
de importação será calculado pela aplicação das alíquotas
fixadas na Tarifa Externa Comum (TEC) sobre a
quantidade ou o peso da mercadoria importada.
e) No caso de Declaração de Importação (DI) registrada
no Siscomex, é calculado pelo sistema, de acordo com a
alíquota vigente na data do fato gerador do imposto, ou
seja, na data da entrada da mercadoria no país.

A base de cálculo do II (art. 20 do CTN e art. 75 do RA) é:

(i) Quando a alíquota seja específica, a unidade de


medida adotada pela lei tributária, que é a quantidade de
mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida (art. 20, inc. I, do CTN c/c art. 75, II do RA);

(ii) Quando a alíquota seja ad valorem, o preço normal


que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo da
importação, em uma venda em condições de livre
concorrência, para entrega no porto ou lugar de entrada do
produto no País: neste caso, existe previsão normativa
relevante afirmando que a base de cálculo é o valor
aduaneiro do produto ou mercadoria definido no
artigo VII (7º) do Acordo Geral sobre Tarifas
Aduaneiras e Comércio (Acordo de Valoração Aduaneira
de 1994), no qual o Brasil é parte (art. 20, incs. I e II, do
CTN c/c art. 2º, incs. I e II, do Decreto-Lei 37/66; art. 75, I
do RA);

(iii) Quando se trate de produto apreendido ou


abandonado, levado a leilão, o preço da arrematação (art.
20, incs. III, do CTN). Esta hipótese não tem previsão no
RA.

Para melhor compreensão do que seja alíquota específica e


alíquota ad valorem, destacamos que a alíquota específica incide
sobre a quantidade de mercadoria expressa na unidade de
medida indicada na lei tributária, que pode ser o peso, o volume, o
número de peças etc. Por exemplo, R$ 30,00 por 100 gramas de
determinada mercadoria.
49
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Já a alíquota ad valorem é uma percentagem que incide


sobre o preço da mercadoria. Por exemplo, 10% (alíquota ad
valorem) de R$ 8.000,00 (suposto preço de um computador portátil
da marca Sony).

É essencial decorar as bases de cálculo dos impostos! Decorar


mesmo! É assunto dos mais cobrados em provas da ESAF. Em razão
da sua relevância para concursos, registramos que o artigo 7º do
Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio – GATT estabelece o
seguinte: (i) O valor para fins alfandegários das mercadorias
importadas deverá ser estabelecido sobre o valor real da
mercadoria importada à qual se aplica o direito ou de uma
mercadoria similar, e não sobre o valor do produto de origem
nacional ou sobre valores arbitrários ou fictícios; (ii) O “valor real”
deverá ser o preço pelo qual, em épocas e lugares determinados
pela legislação do país importador, essas mercadorias ou
mercadorias similares são vendidas ou oferecidas à venda em
condições de plena concorrência e através de operações comerciais
normais; (iii) Na medida em que o preço dessas mercadorias ou de
mercadorias similares dependa da quantidade sobre a qual recai
uma transação determinada, o preço considerado deverá guardar
relação na conformidade da escolha efetuada em definitivo pelo país
importador, quer com quantidades comparáveis, quer com
quantidades fixadas de forma não menos favorável ao importador do
que se fosse tomado o maior volume entre o país exportador e o
país importador; (iv) No caso em que for impossível determinar o
valor real, o valor para fins alfandegários deverá ser baseado na
equivalência comprovável, mais próxima desse valor; (v) O valor
para fins alfandegários de qualquer mercadoria importada não
deverá compreender nenhuma taxa interna exigível no pais de
origem ou de proveniência, da qual a mercadoria importada tenha
sido exonerada ou cuja importância tenha sido ou seja destinada a
um reembolso.

Sendo assim, passamos a responder as alternativas:

A alíquota aplicada é a vigente na data da ocorrência do fato


gerador do imposto de importação. O fato gerador considera-se
ocorrido na data do registro da DI (e não na data da entrada da
mercadoria!).

Letra (A). Quando a alíquota seja ad valorem, base de cálculo


é o valor aduaneiro do produto ou mercadoria definido no artigo VII
(7º) do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (art. 75, I,
RA). Logo, incorreta.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Letra (B). A base de cálculo do imposto de importação é a


quantidade de mercadoria expressa na unidade de medida
estabelecida, quando a alíquota for específica (art. 75, II, RA). Logo,
correta.

Letra (C). Em face do princípio da legalidade tributária, bens


sujeitos à alíquota zero de determinado imposto não implicam a
adoção de alíquota zero por outro imposto. Logo, incorreta.

Letra (D). Caso a alíquota incidente seja “ad valorem”, o


imposto de importação será calculado pela aplicação das alíquotas
fixadas na Tarifa Externa Comum (TEC) sobre o valor aduaneiro (art.
75, I, RA) e não sobre a quantidade ou o peso da mercadoria
importada. Logo, incorreta.

Letra (E). O II será calculado pela aplicação das alíquotas


fixadas na data da ocorrência do fato gerador (art. 144 do CTN),
que acontece, em regra, na data do registro, na repartição
aduaneira, da declaração de importação. Ou conforme dispositivo
literal, o fato gerador ocorre na data do registro da declaração de
importação de mercadoria submetida a despacho para
consumo (art. 73, inc. I, RA), inclusive, no caso de despacho para
consumo de mercadoria sob regime suspensivo de tributação, e de
mercadoria contida em remessa postal internacional ou conduzida por
viajante, sujeita ao regime de importação comum. Logo, incorreta.

14. (ESAF/ISS/RJ/2010) Sobre os tributos de


competência da União, é incorreto afirmar que:
a) relativamente ao imposto sobre produtos
industrializados,é facultado ao Poder Executivo, atendidas
as condições e os limites estabelecidos em decreto, alterar
as respectivas alíquotas.
b) o imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza será informado pelos critérios de generalidade,
universalidade e progressividade, na forma da lei.
c) o imposto sobre propriedade territorial rural não incidirá
sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as
explore o proprietário que não possua outro imóvel.
d) compete exclusivamente à União instituir contribuições
sociais e de intervenção no domínio econômico.
e) compete à União instituir contribuição, cobrada de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime
previdenciário próprio a eles.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Segundo a o art. 153, §1°, da CF, é facultado ao Poder


Executivo, atendidas as condições e os limites estabelecidos em
lei, alterar as alíquotas do imposto sobre produtos industrializados
(IPI). Em outras palavras, é incorreto afirmar que devem ser
“atendidas as condições e os limites estabelecidos em decreto”.
Portanto, deve-se marcar a letra “a”.

A alternativa “b” é correta, de acordo com a literalidade do art.


art. 153, §2°, I, da CF.

A alternativa “c” é correta, de acordo com a literalidade do art.


art. 153, §4°, II, da CF.

A alternativa “d” está de acordo com a literalidade do art. 149,


caput, da CF.

Contudo, ressalta-se que em face dos arts. 40, §18° e 149,


§1°, da CF, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem
instituir contribuições sociais.

Vejamos os dispositivos citados:

Art. 40. “Aos servidores titulares de cargos efetivos da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado
regime de previdência de caráter contributivo e
solidário, mediante contribuição do respectivo ente
público, dos servidores ativos e inativos e dos
pensionistas, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo”.
§ 18. “Incidirá contribuição sobre os proventos de
aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que
trata este artigo que superem o limite máximo estabelecido
para os benefícios do regime geral de previdência social de
que trata o art. 201, com percentual igual ao estabelecido
para os servidores titulares de cargos efetivos”.

Art. 149, §1°. “Os Estados, o Distrito Federal e os


Municípios instituirão contribuição, cobrada de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, do
regime previdenciário de que trata o art. 40, cuja
alíquota não será inferior à da contribuição dos servidores
titulares de cargos efetivos da União”.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Deste modo, apesar da literalidade do art. 149, caput,


CF, estaria incorreto afirmar que compete exclusivamente à União
instituir contribuições sociais. Todavia, o gabarito definitivo adotou a
letra “d” como correta. É a velha história de concursos públicos:
devemos marcar a mais certa ou errada.

A alternativa “e” é correta, de acordo com a literalidade do art.


149, §1°, da CF.

15. (ESAF/AFRFB/2005/adaptada) (i) A alíquota incidente


sobre as importações de mercadorias entradas em território
nacional é definida pela norma vigente no momento em que
se efetivou o registro da declaração apresentada pelo
importador à repartição alfandegária competente?
(ii) O fato gerador do imposto de importaçãoé a data da
celebração, no Brasil ou no exterior, do contrato de compra
e venda relativo aos produtos importados, ou, se conhecido,
o instante em que são embarcadas as mercadorias
adquiridas no estrangeiro?
(iii) Quando se tratar de mercadoria despachada para
consumo, a norma legal considera como ocorrido o fato
gerador do imposto de importação não na data do ingresso
nas águas territoriais brasileiras, mas na do registro, na
repartição aduaneira, da declaração de importação.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, não.
d) Não, sim, sim.
e) Não, não, sim.

(i) Sim. A alíquota incidente sobre as importações de


mercadorias entradas em território nacional é definida pela norma
vigente no momento em que se efetivou o registro da declaração
apresentada pelo importador à repartição alfandegária competente,
isto é, a data do registro, na repartição aduaneira, da
declaração de importação.

(ii) Não. O fato gerador do imposto de importaçãonão ocorre


na data da celebração, no Brasil ou no exterior, do contrato de
compra e venda relativo aos produtos importados, ou, se conhecido,
também não é o instante em que são embarcadas as mercadorias
adquiridas no estrangeiro, mas sim momento do registro, na
repartição aduaneira, da declaração de importação.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

(iii) Sim. Quando se tratar de mercadoria despachada para


consumo, a norma legal considera como ocorrido o fato gerador do
imposto de importação não na data do ingresso nas águas territoriais
brasileiras, mas na data do registro, na repartição aduaneira, da
declaração de importação.

Portanto, a resposta é letra “b”.

16. (ESAF/AFRFB/2005) Segundo a legislação própria,


considera-se estrangeira(o) e, salvo disposição em
contrário, pode, sobre ela(e), incidir o imposto de
importação (salvo se por outra razão seja verificada sua
não-incidência) :
a) mercadoria restituída pelo importador estrangeiro, por
motivo de modificações na sistemática de importação por
parte do país importador.
b) mercadoria enviada em consignação e não vendida no
exterior no prazo autorizado, quando retorna ao País.
c) produto devolvido do exterior por motivo de defeito
técnico, para reparo ou substituição.
d) mercadoria nacional que retornar ao País.
e) produto estrangeiro em trânsito aduaneiro de passagem
acidentalmente destruído no País.

Considera-se estrangeira a mercadoria nacional ou


nacionalizada exportada, que retornar ao País, salvo se: (a) enviada
em consignação e não vendida no prazo autorizado; (b) devolvida
por motivo de defeito técnico, para reparo ou substituição; (c) por
motivo de modificações na sistemática de importação por parte do
país importador; (d) por motivo de guerra ou calamidade pública;
(e) por outros fatores alheios à vontade do exportador (art. 1º, §1º,
do Decreto-Lei 37/66).

Por sua vez, o II não incide sobre mercadoria estrangeira: (a)


avariada ou que se revele imprestável para os fins a que se
destinava, desde que seja destruída sob controle aduaneiro, antes de
despachada para consumo, sem ônus para a Fazenda Nacional; (b)
em trânsito aduaneiro de passagem, acidentalmente destruída; ou
(c) que tenha sido objeto de pena de perdimento, exceto na hipótese
em que não seja localizada, tenha sido consumida ou revendida (art.
1º, §4º, do Decreto-Lei 37/66).

Portanto, a resposta é a letra “d”, de acordo com os §§1º e 4°,


do art. 1º, do Decreto-Lei 37/66.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

17. (ESAF/AFRFB/2010) Com relação ao imposto sobre


importação de produtos estrangeiros, assinale a opção
incorreta.
a) Somente se deve considerar entrada e importada aquela
mercadoria estrangeira que ingressa no território nacional
para uso comercial ou industrial e consumo, não aquela em
trânsito, destinada a outro país.
b) A Constituição Federal outorga à União a competência
para instituí-lo, vale dizer, concede a este ente político a
possibilidade de instituir imposto sobre a entrada no
território nacional, para incorporação à economia interna, de
bem destinado ou não ao comércio, produzido pela natureza
ou pela ação humana, fora do território nacional.
c) A simples entrada em território nacional de um quadro
para exposição temporária num museu ou de uma máquina
para exposição em feira, destinados a retornar ao país de
origem, não configuram importação, e, por conseguinte não
constituem fato gerador.
d) Terá suas alíquotas graduadas de acordo com o grau de
essencialidade do produto, de modo a se tributar com
alíquotas mais elevadas os produtos considerados
supérfluos, e com alíquotas inferiores os produtos tidos
como essenciais.
e) Possui caráter nitidamente extrafiscal, tanto que a
Constituição Federal faculta ao Poder Executivo, atendidas
as condições e os limites estabelecidos em lei, alterar suas
alíquotas, já que sua arrecadação não possui objetivo
exclusivo de abastecer os cofres públicos, mas também a
conjugação de outros interesses que interferem no
direcionamento da atividade impositiva – políticos, sociais e
econômicos, por exemplo.

Letras (A e C). Segundo entendimento doutrinário e


jurisprudencial, não incide o imposto de importação nas hipóteses
que mercadorias estrangeiras ingressam no território nacional, com
finalidades esporádicas, tais como exposições, palestras, cursos,
feiras etc. A importação deve ser feita a título definitivo e não a título
temporário ou transitório.

Assim, já decidiu o TRF - 3ª Região: “O fato gerador do imposto


de importação reside na entrada de produtos estrangeiros no
território nacional (CTN, art. 19), não bastando a simples entrada
física como ocorre com os bens existentes em navios ou aeronaves
que apenas estejam de passagem pelo Brasil, mas sim com a

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

internação que encontra aqui o seu destino final (AMS 92.03.072004-


9/SP, DJ de 09/09/05, p. 620). Logo, corretas.

Letra (B). É competência da União a instituição do imposto de


importação, que, em regra, tem como fato gerador a entrada de
mercadoria ou bem estrangeiro no Território Nacional, devendo
ocorrer a incorporação do bem ou da mercadoria à economia interna.
Logo, correta.

Letra (D). Segundo o texto constitucional, não se aplica a


seletividade ao imposto de importação. Logo, incorreta.

Letra (E). A letra “e” é verdadeira, conforme doutrina e art.


153, §1°, da CF. Logo, correta.

18. (ESAF/AFRFB/2002.2) Quanto ao imposto de exportação


(IE), avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V
as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a
opção correta.
( ) O imposto incide sobre mercadoria nacional ou
nacionalizada destinada ao exterior.
( ) Pelas regras vigentes, o imposto é excepcional, pois
somente os produtos relacionados estão a ele sujeitos.
( ) O preço, a vista, da mercadoria, FOB ou colocada na
fronteira, é indicativo do preço normal, que é a base de
cálculo do imposto.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

A primeira afirmativa é verdadeira, pois o fato gerador do IE é à


saída do território nacional para o estrangeiro de produtos nacionais
ou nacionalizados. Assim sendo, o IE realmente incide sobre
mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao exterior.

A segunda afirmativa é verdadeira, uma vez que no IE cabe ao


Poder Executivo relacionar os produtos sujeitos a sua incidência,
sendo que, em princípio, não incide o IE, salvo se estiver disposto na
norma fixada pelo Poder Executivo.

A terceira afirmativa é verdadeira, pois o preço, a vista, da


mercadoria, FOB ou colocada na fronteira, é indicativo do preço

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

normal, que é à base de cálculo do imposto, de acordo com o §1ª, do


art. 2º, do Decreto-Lei 1.578/77.

Todas as afirmativas estão corretas. Portanto, deve-se marcar a


letra “a”.

19. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas em lei
complementar, tendo como fato gerador sua saída do
território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de
registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o
preço normal ou o preço apurado segundo critérios
específicos fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida
pela CAMEX (Câmara de Comércio Exterior); a alíquota é de
30%, podendo ser elevada, pela CAMEX, para até 150%; o
prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.
b) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX,
para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pela CAMEX.
c) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pelo Ministro da
Fazenda, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pela CAMEX.
d) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço
normal ou o preço apurado segundo critérios específicos
fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida pela CAMEX;
a alíquota é de 30%, podendo ser elevada, pela CAMEX,

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

para até 150%; o prazo de pagamento é fixado pelo


Ministro da Fazenda.
e) O Imposto de Exportação incide sobre mercadorias
nacionais ou nacionalizadas, relacionadas em lei
complementar, tendo como fato gerador sua saída do
território aduaneiro, que se considera ocorrida na data de
registro da exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o
preço normal ou o preço apurado segundo critérios
específicos fixados ou pauta de valor mínimo estabelecida
pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser elevada,
pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pelo Ministro da Fazenda, ad referendum da CAMEX.

Nesta questão (bem completa e difícil), deve-se marcar a letra


“d”. A questão demanda do candidato o conhecimento de quase todos
os aspectos estudados do imposto de exportação (IE).

A letra “a” é falsa.

O imposto de exportação incide sobre mercadorias nacionais ou


nacionalizadas, cabendo ao Poder Executivo relacionar os
produtos sujeitos a sua tributação (art. 1º, §3º, do Decreto-Lei
1.578/77).

Ou seja, se o produto não constar na lista de produtos


disciplinados pelo Poder Executivo é caso de não-incidência do IE.
Assim, cabe a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX – órgão
pertencente ao Poder Executivo), observada a legislação específica,
relacionar as mercadorias sujeitas ao IE.

Decerto, o erro está quando se coloca mercadorias nacionais ou


nacionalizadas, “relacionadas em lei complementar”.

A letra “b” é falsa, pois cabe ao Ministro da Fazenda e não ao


CAMEX a competência para editar normas estabelecendo o prazo de
pagamento do IE.

A letra “c” é falsa, uma vez que a alíquota do IE é de 30%,


podendo ser elevada, pela CAMEX, para até 150%; e o prazo de
pagamento é fixado pelo Ministro da Fazenda.

A letra “d” é verdadeira, pois o Imposto de Exportação incide


sobre mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo
Poder Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território
aduaneiro, que se considera ocorrida na data de registro da
58
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

exportação no Siscomex; sua base de cálculo é o preço normal ou o


preço apurado segundo critérios específicos fixados ou pauta de valor
mínimo estabelecida pela CAMEX; a alíquota é de 30%, podendo ser
elevada, pela CAMEX, para até 150%; o prazo de pagamento é fixado
pelo Ministro da Fazenda.

A letra “e” é falsa, pois o IE incide sobre mercadorias nacionais


ou nacionalizadas, cabendo ao Poder Executivo relacionar os
produtos sujeitos a sua tributação (art. 1º, §3º, do Decreto-Lei
1.578/77), sendo que o prazo de pagamento é fixado pelo Ministro da
Fazenda.

20. (ESAF/TRF/2002.1) As normas legais e regulamentares


que dispõem sobre o Imposto de Exportação prescrevem
que:
a) o Imposto de Exportação incide sobre mercadoria
nacional ou nacionalizada destinada ao exterior.
b) a base de cálculo do Imposto de Exportação é o preço
normal que a mercadoria, ou seu similar, alcançaria ao
tempo de uma exportação, em uma venda em condições de
livre concorrência no mercado internacional, observadas as
normas expedidas pelo Conselho de Política Aduaneira do
Ministério da Fazenda.
c) poderá o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior reduzir ou elevar a alíquota para atender
aos objetivos da política cambial e do comércio exterior.
d) considera-se ocorrido o fato gerador do Imposto de
Exportação na data do efetivo embarque, devidamente
comprovada pela exibição do conhecimento de transporte.
e) Na administração do Imposto de Exportação aplicar-se-ão
supletivamente as normas que regulam a administração do
Imposto sobre Produtos Industrializados.

A alternativa correta é a letra “a”, pois o Imposto de Exportação


incide sobre mercadoria nacional ou nacionalizada destinada ao
exterior

A letra “b” é falsa, pois, quando a alíquota seja ad valorem, a


base de cálculo do IE é o preço normal que o produto, ou seu
similar, alcançaria, ao tempo da exportação, em uma venda em
condições de livre concorrência no mercado internacional, devendo-se
observar as normas expedidas pelo Poder Executivo, mediante
ato da CAMEX - Câmara de Comércio Exterior (art. 2º, do
Decreto-Lei 1.578/77).

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “c” é falsa, uma vez que à alíquota do IE é de trinta por


cento (30%), sendo facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou
aumentá-la, para atender aos objetivos da política cambial e do
comércio exterior.

Todavia, em caso de elevação, a alíquota não poderá ser


superior a cento e cinquenta por cento (150%), conforme o art. 3º,
do Decreto-Lei 1.578/77.

Neste rumo, o art. 2º, inc. XIII, do Decreto do Poder Executivo


n° 4.732/03, autoriza a Câmara de Comércio Exterior – CAMEX,
e não o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
a fixar as alíquotas do imposto de exportação, respeitadas as
condições de trinta por cento (30%) a cento e cinquenta por cento
(150%).

A letra “d” é falsa, pois o Imposto de Exportação incide sobre


mercadorias nacionais ou nacionalizadas, relacionadas pelo Poder
Executivo, tendo como fato gerador sua saída do território aduaneiro,
que se considera ocorrida na data de registro da exportação
no Siscomex.

Nesse contexto, considera-se ocorrido o fato gerador no


momento da expedição da Guia de Exportação ou documento
equivalente (art. 1º, §1º, do Decreto-Lei 1.578/77).

A letra “e” é falsa, pois no que couber, aplicar-se-á,


subsidiariamente, ao imposto de exportação (IE) a legislação relativa
ao imposto de importação (II). Isto é, não existindo norma do IE para
aplicar em determinada situação, pode-se aplicar norma referente à
legislação do II e não do imposto sobre produtos industrializados
(IPI).

21. (ESAF/TRF/2002.1) O pagamento do Imposto de


Exportação será realizado na forma e momento fixados pelo
a) Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior, que poderá determinar sua exigibilidade antes da
efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser
exportada.
b) Ministro da Fazenda, que poderá determinar sua
exigibilidade antes da efetiva saída do território aduaneiro
da mercadoria a ser exportada.
c) Secretário-Executivo da Câmara de Comércio Exterior-
CAMEX, que poderá determinar sua exigibilidade antes da

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

efetiva saída do território aduaneiro da mercadoria a ser


exportada.
d) Diretor do Departamento de Comércio Exterior, da
Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, que poderá
determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.
e) Presidente do Banco Central do Brasil, que poderá
determinar sua exigibilidade antes da efetiva saída do
território aduaneiro da mercadoria a ser exportada.

A alternativa correta é a letra “b”, eis que a doutrina entende


que o IE é um imposto excepcional, pois cabe ao Poder
Executivo relacionar os produtos sujeitos a sua tributação (art.
1º, §3º, do Decreto-Lei 1.578/77).

Ou seja, se o produto não constar na lista de produtos


disciplinados pelo Poder Executivo é caso de não-incidência do IE.
Assim, cabe a Câmara de Comércio Exterior (CAMEX – órgão
pertencente ao Poder Executivo), observada a legislação específica,
relacionar as mercadorias sujeitas ao IE.

22. (ESAF/TRF/2005) No Brasil, a formulação das diretrizes


básicas da política tarifária na importação e exportação é de
competência do(a)
a) Ministério das Relações Exteriores.
b) Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
Exterior.
c) Ministério da Fazenda.
d) Câmara de Comércio Exterior.
e) Casa Civil da Presidência da República.

Dentre outras competências da Câmara de Comércio Exterior -


CAMEX, cabe a de formular ou definir as diretrizes básicas da política
tarifária na importação e exportação.

Decerto, é competência da Câmara de Comércio Exterior-


CAMEX, dentre outras competências relevantes, definir, no âmbito
das atividades de exportação e importação, diretrizes básicas
sobre a política tarifária e orientações sobre normas e
procedimentos, para os seguintes temas, observada a reserva legal:
a) racionalização e simplificação do sistema administrativo;
b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de
comércio exterior; c) nomenclatura de mercadoria; d) conceituação
de exportação e importação; e) classificação e padronização de
61
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

produtos; f) marcação e rotulagem de mercadorias; g) regras de


origem e procedência de mercadorias.

Portanto, a letra é “d”.

23. (ESAF/TRF/2000) Consideram-se nacionalizadas


a) as mercadorias estrangeiras importadas a título não
definitivo em regime comum de importação, somente após o
regular despacho para consumo, tributadas, ou isentas do
imposto de importação.
b) as mercadorias estrangeiras importadas a título
definitivo, desde que tenham sido despachadas para
consumo.
c) as mercadorias estrangeiras adquiridas no exterior,
excluídas as doações, e tributadas pelo imposto de
importação.
d) somente as mercadorias estrangeiras despachadas para
consumo, tenham ou não sido pagas ao exportador
estrangeiro.
e) as mercadorias estrangeiras importadas a título
definitivo, independentemente de serem despachadas para
consumo.

É a letra “e”, uma vez que se considerada nacionalizada a


mercadoria ou produto estrangeiro importado a título definitivo,
independentemente de qualquer outro fator.

24. (ESAF/AFRFB/2002) Relativamente ao imposto de


renda, assinale a afirmação correta.
a) A Constituição determina que o imposto de renda seja
informado pelo critério de que aquele que ganhe mais
deverá pagar de imposto uma proporção maior do que
aquele que ganhe menos.
b) A renda e os proventos de qualquer natureza percebidos
no País por residentes ou domiciliados no exterior ou a eles
equiparados não estão sujeitos ao imposto em razão do
princípio da extraterritorialidade.
c) No caso de rendimentos percebidos em dinheiro a título
de alimentos ou pensões em cumprimento de acordo
homologado judicialmente ou decisão judicial, inclusive
alimentos provisionais ou provisórios, verificando-se a
incapacidade civil do alimentado, não há incidência do
imposto.
d) Em razão do princípio da universalidade da tributação, a
ajuda de custo destinada a atender às despesas com
62
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

transporte, frete e locomoção do beneficiado e seus


familiares, em caso de remoção de um município para outro,
está sujeita ao imposto.
e) A tributação dos rendimentos recebidos por residentes ou
domiciliados no Brasil que prestem serviços a embaixadas,
repartições consulares, missões diplomáticas ou técnicas
não está sujeita à legislação brasileira, por força da
Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

De acordo com o critério da progressividade aquele que ganhe


mais deverá pagar de IR uma proporção maior do que aquele que
ganhe menos. Logo, correta é a letra “a”.

A letra “b” é incorreta, uma vez que a renda e os proventos de


qualquer natureza percebidos no País por residentes ou domiciliados
no exterior ou a eles equiparados estão sujeitos ao IR.

A letra “c” é incorreta, uma vez que a capacidade tributária


passiva independe da capacidade civil das pessoas naturais (art. 126,
inc. I, do CTN), isto é, o fato da incapacidade civil do alimentado não
impede a tributação.

A letra “d” é incorreta, pois a ajuda de custo destinada a


atender às despesas com transporte, frete e locomoção do
beneficiado e seus familiares, em caso de remoção de um município
para outro, não está sujeita ao IR, sendo considerada indenização
não tributável pelo IR. Já o princípio da universalidade dispõe que
os acréscimos patrimoniais de todas as espécies e gêneros,
independentemente da denominação, localização, condição jurídica,
nacionalidade da fonte ou origem estão sujeitos a incidência do IR,
salvo os excluídos pelas próprias normas jurídicas (imunidade e
isenção). Entretanto, no caso da questão discutida, tal tipo de ajuda
de custo não pode nem ser considerado acréscimo patrimonial.

A letra “e” é incorreta igualmente, pois a tributação dos


rendimentos recebidos por residentes ou domiciliados no Brasil
que prestem serviços a embaixadas, repartições consulares, missões
diplomáticas ou técnicas está sujeita às leis brasileiras.

25. (ESAF/Auditor do TCE/PR/2003) Em relação ao imposto


sobre a renda e proventos de qualquer natureza, é incorreto
afirmar que, nos termos do Código Tributário Nacional:
a) A incidência do imposto independe da denominação da
receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica

63
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de


percepção.
b) Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis,
oriundos do exterior, é facultado ao Poder Executivo
estabelecer, mediante decreto, as condições e o momento
em que se dará sua disponibilidade, para fins de incidência
do imposto.
c) A base de cálculo do imposto é o montante, real,
arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis.
d) Contribuinte do imposto é o titular de disponibilidade
econômica ou jurídica de renda ou de proventos de qualquer
natureza, sem prejuízo de a lei atribuir essa condição ao
possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda
ou dos proventos tributáveis.
e) A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos
proventos tributáveis a condição de responsável pelo
imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam.

A letra “a” é correta, eis que a incidência do IR independe da


denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição
jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem e da forma de
percepção (art. 43, §1º, do CTN).

Na hipótese de receitas ou rendimentos tributáveis, oriundos do


exterior, não é facultado ao Poder Executivo estabelecer, mediante
decreto, as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do imposto, mas sim a lei é
que estabelecerá as condições e o momento em que se dará sua
disponibilidade, para fins de incidência do IR (art. 43, §2º, do CTN).
Logo, incorreta a letra “b”.

A letra “c” é correta, eis que a base de cálculo do IR é o


montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis (art. 44, do CTN).

A letra “d” é correta, eis que a o contribuinte do IR é o titular


de disponibilidade econômica ou jurídica de renda ou de proventos de
qualquer natureza, sem prejuízo de a lei atribuir essa condição ao
possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos
proventos tributáveis (art. 45, do CTN).

A letra “e” é correta, eis que a lei pode atribuir à fonte


pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de

64
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

responsável pelo IR cuja retenção e recolhimento lhe caibam (art. 45,


parágrafo único, do CTN).

26. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale a opção correta.


a) Em atendimento às normas constitucionais relativas aos
impostos de competência da União, para fins de incidência
do imposto de renda, devem ser deduzidos da renda
recebida todos os valores pagos, necessários à sua
percepção, atendendo-se, assim, o princípio da não-
cumulatividade.
b) O critério da progressividade do imposto de renda está
sintonizado com a capacidade econômica do contribuinte e
observa o caráter pessoal previsto na Constituição.
c) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, de competência da União, deve ser informado
pelos critérios da progressividade e da especialidade.
d) O Imposto sobre a Renda e proventos de qualquer
natureza não pode incidir sobre receita ou rendimento
oriundo do exterior, cabendo à lei estabelecer as condições
e o momento em que se dará sua disponibilidade
e) O fato gerador do imposto sobre a renda é a aquisição,
de fonte situada no Brasil, da disponibilidade econômica ou
jurídica de renda ou de proventos de qualquer natureza.

A letra “a” é incorreta, uma vez que o IR não tem qualquer


relação com o princípio da não-cumulatividade.

O postulado da progressividade do imposto de renda é


plenamente identificado com o princípio da capacidade econômica do
contribuinte e observa o caráter pessoal previsto na Constituição,
pois este último prega que quem ganha mais deve pagar mais de
forma que se concretize a justiça fiscal.

Ou seja, a progressividade dispõe que as alíquotas devem ser


tanto maiores ou crescentes quanto o aumento das respectivas bases
de cálculo, isto é, a incidência do IR aumenta em percentuais à
medida que se elevam as grandezas de valores que compõem a base
de cálculo, estando de acordo com a capacidade econômica do
contribuinte e o caráter pessoal previsto no 1º, do art. 145, da CF/88.
Logo, correta a letra “b”.

A letra “c” é incorreta, uma vez que o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza, de competência da União, deve ser
informado pelos critérios da progressividade, generalidade e
universalidade, mas não pelo critério da especialidade.
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “d” é incorreta, uma vez que o imposto sobre a renda e


proventos de qualquer natureza pode incidir sobre receita ou
rendimento oriundo do exterior, cabendo à lei estabelecer as
condições e o momento em que se dará sua disponibilidade (art. 43,
§2º, do CTN).

A letra “e” é incorreta, pois restringe o aspecto espacial de


incidência do IR, afirmando que só pode ser de fonte no Brasil.

27. (ESAF/TRF/2002.1) A base de cálculo do imposto,


correspondente ao período de apuração, é determinada
segundo a lei vigente na data da ocorrência do fato gerador,
pelo:
a) lucro real; lucro diferido; lucro determinado.
b) lucro real; lucro presumido; lucro efetivo.
c) lucro real; lucro diferido; lucro efetivo.
d) lucro real; lucro presumido; lucro arbitrado.
e) lucro real; lucro presumido; lucro diferido.

É a letra “d” (lucro real, lucro presumido e lucro


arbitrado).

A base de cálculo do IR, de forma geral, considera-se o


montante, real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos
tributáveis (art. 44, do CTN).

No que tange especificadamente ao imposto de renda da


pessoa física (IRPF), a base de cálculo é o seu rendimento bruto,
que é todo o produto do capital, do trabalho ou da combinação de
ambos, os alimentos e pensões percebidas em dinheiro, e ainda os
proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os
acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos
declarados (art. 3°, §1°, da Lei 7.713/88).

Em relação ao imposto de renda da pessoa jurídica (IRPJ), a


base de cálculo pode ser o lucro real ou lucro presumido,
ordinariamente, e, excepcionalmente, o lucro arbitrado.

O lucro real é apurado com base em contabilidade rigorosa e


bem formal, resultando da diferença entre a receita bruta menos as
despesas operacionais.

O lucro real não se confunde com o lucro líquido, que precede a


determinação do lucro real. Alcançado o lucro líquido, realizam-se
66
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

exclusões, compensações e adições determinadas em lei para a


apuração do lucro real.

A lei obriga determinadas pessoas jurídicas a utilizarem como


base de cálculo o lucro real e afirma que é opcional para outras
empresas.

Por exemplo, estão obrigadas à apuração do lucro real as


pessoas jurídicas: (a) cuja receita total, no ano-calendário anterior
seja superior ao limite de R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões
de reais), ou proporcional ao número de meses do período, quando
inferior a 12 (doze) meses; (b) cujas atividades sejam de bancos
comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e
investimento, sociedades de crédito imobiliário, sociedades corretoras
de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidoras de títulos e
valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil,
cooperativas de crédito, empresas de seguros privados e de
capitalização e entidades de previdência privada aberta; (c) que
tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do
exterior; (d) que explorem as atividades de prestação cumulativa e
contínua de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão
de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a
receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas
mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring).

O lucro presumido é base de cálculo opcional para as


empresas que não estão obrigadas legalmente à utilização do lucro
real.

O lucro presumido é feito por estimativa. Decerto, a lei fixa o


lucro presumido com base na aplicação de determinada percentagem
sobre a receita bruta da pessoa jurídica.

Por exemplo, a percentagem de 8% para a prestação de


serviços de transporte de carga ou de 32% para a prestação de
serviços em geral, exceto a de serviços hospitalares.

O lucro arbitrado é base de cálculo excepcional, uma vez que


decorre da impossibilidade de se apurar o lucro pelo critério do lucro
real ou lucro presumido.

A utilização pelo fisco do lucro arbitrado ocorre em virtude do


sujeito passivo (contribuinte ou responsável tributário) não cumprir
com as suas obrigações tributárias acessórias ou deveres
67
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

instrumentais, tais como elaboração das demonstrações financeiras


exigidas legalmente, apresentação dos livros fiscais ou do sistema de
escrituração contábil estabelecido na lei etc.

28. (ESAF/TRF/2000/adaptada) Quando o contribuinte não


mantiver escrituração na forma das leis comerciais e fiscais,
a que estiver obrigado, e deixar de elaborar as
demonstrações financeiras exigidas pela legislação fiscal,
será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
_______________. A lacuna acima é corretamente
preenchida, respectivamente, com a seguinte expressão:
a) real.
b) arbitrado.
c) presumido.
d) apurado.
e) real.

É a letra “b”. Quando o contribuinte não mantiver escrituração


na forma das leis comerciais e fiscais, a que estiver obrigado, e
deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigidas pela
legislação fiscal, será ele tributado obrigatoriamente pelo lucro
arbitrado.

29, 30, e 31. (ESAF/TRF/2000) Para a resposta às questões


6, 7 e 8, correlacione cada uma das letras da coluna da
esquerda com o número que melhor lhe corresponda na
coluna da direita.

v) 1. Imunidade revogada.
Progressividade.
w) Fato gerador. 2. Rendimentos tributáveis
menos deduções e abatimento
por dependente.
x) Proventos de 3. Aquisição de disponibilidade de
aposentadoria de acréscimo patrimonial.
idoso.
y) Base de cálculo. 4. Banco comercial.
z) Obrigado a 5. Critério constitucional de
tributar-se pelo observância obrigatória para o
lucro real. legislador do imposto de renda.

29. É correta a seguinte correlação:


a) v1
b) v2
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) v3
d) v5
e) v4

É letra “d”. A progressividade é critério constitucional de


observância obrigatória para o legislador do imposto de renda.

30. É correta a seguinte correlação:


a) x5
b) x2
c) x3
d) x4
e) x1

É letra “e”. Os proventos de aposentadoria de idoso e a


imunidade revogada têm correlação, pois, com o advento da EC
20/98, foi revogada a imunidade de proventos de
aposentadoria e pensão de idoso, que era considerado pessoa
com idade superior a sessenta e cinco anos, cuja renda total fosse
constituída, exclusivamente, de rendimentos do trabalho.

31. É correta a seguinte correlação:


a) z1
b) z2
c) z4
d) z3
e) z5

É letra “c”. Como já estudado, o banco comercial é obrigado à


utilização da apuração do IR pelo lucro real.

32. (ESAF/TRF/2002.2/adaptada) Entre as formas de


tributação pelo Imposto de Renda Pessoa Jurídica previstas
na legislação, não se inclui:
a) a tributação pelo lucro presumido.
b) a tributação pelo lucro arbitrado.
c) a tributação pelo lucro bruto.
d) a tributação pelo lucro real.

É a letra “c”, pois entre as formas de tributação pelo imposto de


renda pessoa jurídica (IRPJ) previstas na legislação, não se inclui a
tributação pelo lucro bruto, mas apenas pelo lucro real, lucro
presumido e lucro arbitrado.

No imposto de renda da pessoa física (IRPF) é que a base de


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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

cálculo é o seu rendimento bruto e não o lucro bruto.

33. (ESAF/TRF/2003/adaptada) Assinale as proposições


abaixo com F para falsa ou V para verdadeira e, a seguir,
indique a opção que contém a seqüência correta.
( ) O imposto sobre a renda e proventos de qualquer
natureza, de competência da União, deve ser informado
pelos critérios da progressividade e da especialidade.
( ) São contribuintes do imposto de renda todas as pessoas
jurídicas domiciliadas no País, sejam quais forem seus fins,
nacionalidade ou participantes no capital.
( ) A fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis
pode ser contribuinte do imposto sobre as importâncias que
a esse título pagar, desde que a lei assim o determine.
( ) De acordo com a legislação em vigor, são formas de
tributação pelo imposto de renda das pessoas jurídicas, a
tributação pelo lucro real, a tributação pelo lucro presumido
e a tributação pelo lucro arbitrado, podendo o contribuinte
livremente optar por uma das duas primeiras, sendo a
tributação pelo lucro arbitrado privativa do fisco.
a) V, V, F, F.
b) F, F, F, F.
c) V, F, F, F.
d) V, V, V, F.
e) F, V, V, F.

O primeiro item é incorreto, porque o IR não é informado pelo


critério da especialidade.

O segundo item é incorreto, porque não são contribuintes do


imposto de renda todas as pessoas jurídicas domiciliadas no País,
uma vez que diversas pessoas jurídicas são isentas ou imunes ao IR,
tais como as pessoas jurídicas de direito público (imunidade tributária
recíproca).

O terceiro item é incorreto, porque a fonte pagadora da renda


ou dos proventos tributáveis é responsável tributária e não
contribuinte do imposto sobre as importâncias que a esse título
pagar, desde que a lei assim o determine.

O quarto item é incorreto, porque as pessoas jurídicas não


podem livremente optar pelo lucro real ou presumido, pois a lei
obriga determinadas pessoas jurídicas a utilizarem como base de
cálculo o lucro real e afirma que é opcional para outras pessoas

70
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

jurídicas, podendo estas últimas utilizar como base de cálculo o lucro


presumido.

Portanto, é letra “b”. Todos os itens estão incorretos.

34. (TTN/98 – ESAF/Adaptada) Assinale a opção incorreta. No


que diz respeito ao Imposto sobre a Renda e Proventos de
Qualquer Natureza, pode-se afirmar que
a) deve ser progressivo, aumentando a alíquota à medida que
se eleva a base de cálculo.
b) deve obedecer aos critérios da universalidade e da
generalidade.
c) deve obedecer aos princípios da capacidade contributiva e
irretroatividade da lei tributária.
d) não pode ter suas alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.
e) não pode prever hipóteses de isenção, sob pena de violar-
se o princípio da igualdade.

No que diz respeito ao IR, pode-se afirmar que (i) deve ser
progressivo, aumentando a alíquota à medida que se eleva a base de
cálculo; (ii) deve obedecer aos critérios da universalidade e da
generalidade; (iii) deve obedecer aos princípios da capacidade
contributiva e irretroatividade da lei tributária; (iv) não pode ter suas
alíquotas alteradas pelo Poder Executivo.

Entretanto, não é correto dizer que não se pode prever hipótese


de isenção, sob pena de violar-se o princípio da igualdade, uma vez
que existem hipóteses de isenção do IR exatamente para preservar
os princípios da isonomia ou igualdade e da capacidade contributiva.
Por exemplo, os portadores de doenças graves são isentos do
Imposto de Renda desde que se enquadrem cumulativamente nas
seguintes situações: (i) os rendimentos sejam relativos a
aposentadoria, pensão ou reforma (outros rendimentos não são
isentos), incluindo a complementação recebida de entidade privada e
a pensão alimentícia; e (ii) seja portador de uma das seguintes
doenças: AIDS; alienação mental; cardiopatia grave; cegueira;
contaminação por radiação, dentre outras doenças graves.

Portanto, é a letra “e”.

35. (ESAF/Auditor Natal/2001) Indique, nas opções abaixo,


o imposto que deverá, obrigatoriamente, ter as
características de seletividade, em função da essencialidade
e de não-cumulatividade.
a) Imposto sobre a renda e proventos.
71
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

b) Imposto sobre operações relativas à circulação de


mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte
interestadual e intermunicipal e de comunicação.
c) Imposto sobre a propriedade de veículos automotores.
d) Imposto sobre produtos industrializados.
e) Imposto sobre transmissão causa mortis e doação.

É o IPI o imposto que deverá ter as características de


seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
característica da não-cumulatividade, compensando-se o que for
devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores
(art. 153, §3°, inc. I e II). Portanto, a resposta é a letra “d”.

36. (ESAF/AFRFB/2003) Avalie o acerto das afirmações


adiante e marque com V as verdadeiras e com F as falsas;
em seguida, marque a opção correta.
( ) Os encargos cambiais pagos pelo importador ou dele
exigíveis não se incluem na base de cálculo do imposto
sobre produtos industrializados, no caso de importação de
produto de procedência estrangeira.
( ) A base de cálculo do imposto sobre produtos
industrializados, em se tratando de produto de procedência
estrangeira apreendido ou abandonado e levado a leilão, é o
preço da arrematação, acrescido do valor dos demais
tributos exigíveis na importação regular do produto.
( ) O imposto de importação não integra a base de cálculo
do imposto sobre produtos industrializados, no caso de
importação de produto de procedência estrangeira.
a) V, V, F.
b) V, F, V.
c) V, V, V.
d) F, V, F.
e) F, F, F.

A primeira alternativa é incorreta, pois a base de cálculo do


IPI no caso do fato gerador ser o desembaraço aduaneiro, quando
for importação de produto industrializado de procedência estrangeira,
é o preço normal que o produto, ou seu similar, alcançaria, ao tempo
da importação, em uma venda em condições de livre concorrência,
para entrega no porto ou lugar de entrada do produto no País
acrescido do montante do imposto sobre a importação (II), das
taxas exigidas para entrada do produto no País e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis
(art. 47, I, do CTN). E a alternativa dispõe que os encargos cambiais

72
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

pagos pelo importador ou dele exigíveis não se incluem nesta base de


cálculo do IPI.

A segunda é falsa, pois a base de cálculo do IPI, em se tratando


de produto de procedência estrangeira apreendido ou abandonado e
levado a leilão, é o preço da arrematação (art. 47, III, do CTN),
sem qualquer tipo de acréscimo.

A terceira também falsa, porque imposto de importação (II)


integra a base de cálculo do IPI, no caso de importação de produto de
procedência estrangeira (art. 47, inc. I, do CTN).

Portanto, a resposta é a letra “e”. Todas as alternativas estão


incorretas.

37. (ESAF/AFRF/2005) O Imposto sobre Produtos


Industrializados (IPI), de competência da União,
a) terá reduzido seu impacto sobre a aquisição de bens de
capital pelo contribuinte do imposto, mediante ato do Poder
Executivo.
b) poderá incidir sobre produtos industrializados destinados
ao exterior.
c) poderá ser seletivo, em função da essencialidade do
produto.
d) constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é
facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os
limites da lei, alterar suas alíquotas.
e) poderá ser não-cumulativo, compensando-se o que for
devido em cada operação com o montante cobrado nas
anteriores.

A letra “a” é incorreta, uma vez que o IPI terá reduzido seu
impacto sobre a aquisição de bens de capital pelo contribuinte do
imposto, na forma da lei e não mediante ato do Poder Executivo
(art. 153, §3°, inc. IV, da CF/88).

A letra “b” é incorreta, pois o IPI não poderá incidir sobre


produtos industrializados destinados ao exterior (art. 153, §3°, inc.
III, da CF/88).

A letra “c” é incorreta, uma vez que o IPI será seletivo, em


função da essencialidade do produto (art. 153, §3°, inc. I, da CF/88).

O IPI constitui exceção ao princípio da legalidade, eis que é


facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites da
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

lei, alterar suas alíquotas. Logo, correta a letra “d”.

A letra “e” é incorreta, porque o IPI será não-cumulativo,


compensando-se o que for devido em cada operação com o montante
cobrado nas anteriores (art. 153, §3°, inc. II, da CF/88).

38. (ESAF/AFRFB/2005) O campo de incidência do Imposto


sobre Produtos Industrializados abrange:
a) todos os produtos relacionados na TIPI.
b) todos os produtos relacionados na TIPI, com alíquota,
mesmo os com alíquota zero.
c) todos os produtos, exceto aqueles a que corresponde a
notação “Zero”.
d) todos os produtos com alíquota.
e) todos os produtos, mesmo os com alíquota zero ou com a
notação NT, ainda que não relacionados na TIPI.

O campo de incidência do IPI abrange todos os produtos com


alíquota, ainda que zero, relacionados na Tabela de Incidência do IPI
– TIPI, excluídos aqueles a que corresponde a notação "NT" (não-
tributado), conforme dispõe o art. 2°, do Decreto 4.544/2002.

Nesse rumo, observo que o IPI incide sobre produtos


industrializados, nacionais e estrangeiros, obedecidas as
especificações constantes da Tabela de Incidência do Imposto sobre
Produtos Industrializados – TIPI.

Logo, correta a letra “b”.

39. (ESAF/TRF/2003) Para ser caracterizado como tal, o


estabelecimento industrial deve
a) estar estabelecido em local apropriado, ou seja, na área
industrial do município.
b) exercer uma, ou mais, das operações a seguir:
transformação, beneficiamento, montagem,
acondicionamento ou recondicionamento e renovação ou
restauração, e que destas operações resulte produto
tributado, ainda que de alíquota zero.
c) revender produtos industrializados por terceiros, na
condição de estabelecimento atacadista.
d) somente elaborar produtos com alíquota do IPI superior a
0% (zero por cento).
e) importar produtos industrializados diretamente do
exterior e dê saída a tais produtos.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Considera-se estabelecimento industrial todo aquele que


industrializar produtos sujeitos ao IPI (art. 3º, da Lei 4.502/64), o
que condiz tranquilamente com a transformação, beneficiamento,
montagem, acondicionamento ou recondicionamento e renovação ou
restauração, e que destas operações resulte produto tributado, ainda
que de alíquota zero.

E equiparam-se a estabelecimento produtor ou industrial: (a)


os importadores e os arrematantes de produtos de procedência
estrangeira; (b) as filiais e demais estabelecimentos que exercerem o
comércio de produtos importados, industrializados ou mandados
industrializar por outro estabelecimento do mesmo contribuinte; (c)
os que enviarem a estabelecimento de terceiro, matéria-prima,
produto intermediário, moldes, matrizes ou modelos destinados à
industrialização de produtos de seu comércio; (d) os que efetuem
vendas por atacado de matérias-primas, produtos intermediários,
embalagens, equipamentos e outros bens de produção (art. 4°, da
Lei 4.502/64).

Excluem-se do disposto na letra (b) acima citada os


estabelecimentos que operem exclusivamente na venda a varejo
(art. 4°, §2°, da Lei 4.502/64).

Logo, correta a letra “b”.

40. (ESAF/TRF/2003) O IPI, de acordo com a Constituição


Federal, deve atender a dois princípios:
a) não-cumulatividade e progressividade, em função de o
produto ser considerado supérfluo.
b) diferenciação de alíquotas, em função dos títulos dos
capítulos e posição, e a não-cumulatividade.
c) não-cumulatividade e superficialidade.
d) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
cumulatividade.
e) seletividade, em função da essencialidade do produto, e a
não-cumulatividade.

O IPI, de acordo com a CF/88, deve atender obrigatoriamente


ao princípio da seletividade, em função da essencialidade do produto,
e ao princípio da não-cumulatividade.

Decerto, o IPI será seletivo, em função da essencialidade do


produto.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Preste atenção: a CF/88 dispõe que o IPI será seletivo (é


obrigatório) e não que o IPI poderá ser seletivo (facultativo), tal
como o ICMS.

Segundo apropriada definição da ESAF, a seletividade quer


dizer discriminação ou sistema de alíquotas diferenciadas por
espécies de mercadorias. A seletividade é dirigida ao legislador
ordinário, recomendando- lhe que estabeleça as alíquotas em razão
inversa da imprescindibilidade das mercadorias de consumo
generalizado. Assim, quanto mais sejam os produtos necessários à
alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento médico e
higiênico das classes mais numerosas, tanto menores devem ser as
alíquotas.

Simplificando, pode-se dizer que a seletividade do IPI impõe


que as suas alíquotas sejam estabelecidas conforme a essencialidade
do produto industrializado.

Portanto, as alíquotas devem ser maiores para os produtos


supérfluos (exs.: caviar, cigarro etc.) e menores para os produtos
considerados essenciais (ex.: produtos da cesta básica).

Noutro ponto, o IPI será não-cumulativo, compensando-se o


que for devido em cada operação com o montante cobrado nas
anteriores.

A compensação, neste caso, não significa forma de extinção do


crédito tributário estabelecido nos arts. 156, inc. II, e 170 do CTN
(assunto de aula futura), mas sim dedução do tributo já cobrado na
cadeia produtiva.

Desse modo, o IPI é não-cumulativo, dispondo a lei de forma


que o montante devido resulte da diferença a maior, em determinado
período, entre o imposto referente aos produtos saídos do
estabelecimento e o pago relativamente aos produtos nele entrados.

Ressalta-se que o saldo verificado, em determinado período,


em favor do contribuinte transfere-se para o período ou períodos
seguintes (art. 49 do CTN).

Veja o seguinte exemplo da doutrina:

“Imagine uma ‘Indústria 1’ que venda uma chapa de aço pelo


valor de R$ 1.000,00 (mil reais), acrescido de IPI calculado pela
alíquota de 10%, ou seja, R$ 100,00 (cem reais = 10% do valor da
76
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

operação). O valor total da venda foi de R$ 1.100,00 (mil e cem


reais).

A ‘Indústria 2’, adquirente desta chapa, credita-se do valor de


IPI recolhido pela ‘Indústria 1’, que foi de R$ 100,00 (cem reais).

Imagine agora que a ‘Indústria 2’, transforme a chapa em uma


caldeira (industrialização) e venda-a por R$ 1.500,00 (mil e
quinhentos reais) e que o IPI incidente nesta operação seja de 10%.

O tributo devido pela venda da caldeira seria de R$ 150,00


(cento e cinquenta reais). No entanto, como a ‘Indústria 2’ creditou-
se no valor de R$ 100,00 (cem reais), o IPI a ser pago pela ‘Indústria
2’ é de R$ 50,00 (cinquenta reais).

Neste exemplo, simplificado, verificamos que o IPI a ser


recolhido para União é de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) – R$
100,00 cobrado da ‘Indústria 1’e R$ 50,00 cobrado da ‘Indústria 2’, o
que corresponde exatamente a 10% do valor da venda do produto
final, que foi de R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais)”.

Neste sentido, a não-cumulatividade se refere a uma técnica de


tributação que busca evitar a cobrança do imposto em “cascata”,
funcionando mediante o sistema de créditos e débitos.

Isto é, compensa-se o valor devido em cada operação de


industrialização com o valor cobrado na operação de industrialização
anterior.

Logo, correta a letra “e”.

41. (ESAF/AFRFB/2002) Assinale a resposta correta.


(i) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) incide
sobre produtos industrializados estrangeiros?
(ii) O campo de incidência do IPI abrange os produtos com
alíquota zero?
a) (i) Sim, porque para efeito de IPI não há distinção em
relação à procedência dos bens. (ii) Não, porque alíquota
zero equivale à ausência de alíquota.
b) (i) Sim, porque se o produto é industrializado esse
imposto substitui o de importação. (ii) Sim, porque alíquota
zero não impede que o produto siga o regime geral do
imposto.

77
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

c) (i) Sim. A lei assim o diz. (ii) Sim, porque a lei determina
que seu campo de incidência abrange todos os produtos
com alíquota.
d) (i) Não, porque haveria bis in idem, já que sobre eles
incide o imposto de importação. (ii) Sim, porque o campo de
incidência desse imposto abrange todos os produtos
industrializados.
e) (i) Não, porque o IPI não é um tributo aduaneiro. (ii)
Não, porque o campo de incidência advém da Constituição e
esta não previu a hipótese.

O IPI incide sobre produtos industrializados estrangeiros, uma


vez que a lei assim determina. O art. 46 do CTN dispõe que o IPI tem
como fato gerador o seu desembaraço aduaneiro, quando de
procedência estrangeira.

O campo de incidência do IPI abrange os produtos com alíquota


zero, porque a lei dispõe que o campo de incidência do IPI abrange
todos os produtos com alíquota, ainda que zero, relacionados na
Tabela de Incidência do IPI – TIPI, excluídos aqueles a que
corresponde a notação "NT" (não-tributado).

Logo, correta a letra “c”.

42. (ESAF/TRF/2002.2) A notação NT (não-tributado)


aposta diante do código TIPI, constante da Tabela de
Incidência do IPI, implica considerar-se que o produto está:
a) imune.
b) isento.
c) sujeito a pauta de valores.
d) fora do campo de incidência.
e) sujeito à tributação pelo preço da operação.

A notação NT (não-tributado) aposta diante do código TIPI,


constante da Tabela de Incidência do IPI, implica considerar-se que o
produto está fora do campo de incidência do IPI.

Logo, correta a letra “d”.

43. (ESAF/TRF/2002.1) Constituição Federal, artigo 153, §


3º - O imposto previsto no inciso IV: (Imposto Sobre
Produtos Industrializados)
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
II - .....................................
Em face do enunciado, assinale a opção correta.
78
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

a) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de


alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão inversa da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto mais sejam elas necessárias
à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto
menores devem ser.
b) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão direta da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto menos sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao
tratamento médico e higiênico das classes mais numerosas,
tanto menores devem ser.
c) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-
se de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão direta da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas necessárias à
alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento médico
e higiênico das classes mais numerosas, tanto maiores
devem ser.
d) Seletividade quer dizer não-discriminação ou sistema de
alíquotas homogêneas por espécies de mercadorias. Trata-
se de dispositivo programático endereçado ao legislador
ordinário, recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas
em razão inversa da imprescindibilidade das mercadorias de
consumo generalizado. Quanto mais sejam elas necessárias
à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao tratamento
médico e higiênico das classes mais numerosas, tanto
menores devem ser.
e) Seletividade quer dizer discriminação ou sistema de
alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se
de dispositivo programático endereçado ao legislador
constitucional, recomendando-lhe que estabeleça as
alíquotas em razão inversa da imprescindibilidade das
mercadorias de consumo supérfluo. Quanto mais sejam elas
necessárias à alimentação, ao vestuário, à moradia, ao
tratamento médico e higiênico das classes menos
numerosas, tanto menores devem ser.
79
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A seletividade quer dizer exatamente discriminação ou sistema


de alíquotas diferenciais por espécies de mercadorias. Trata-se de
dispositivo programático endereçado ao legislador ordinário,
recomendando-lhe que estabeleça as alíquotas em razão inversa da
imprescindibilidade das mercadorias de consumo generalizado.
Quanto mais sejam elas necessárias à alimentação, ao vestuário, à
moradia, ao tratamento médico e higiênico das classes mais
numerosas, tanto menores devem ser.

Logo, correta a letra “a”.

44. (ESAF/PFN/98) Inexiste vedação constitucional à


incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados, nas
operações relativas a
a) derivados de petróleo.
b) cinescópios.
c) minerais do País.
d) combustíveis.
e) energia elétrica.

A questão cobra do candidato o conhecimento do art. 155, §3°,


da CF/88, que dispõe que à exceção dos II, IE e do ICMS,
nenhum outro imposto poderá incidir sobre operações relativas à
energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo,
combustíveis e minerais do País.

Logo, correta a letra “b”.

45. (ESAF/PFN/2003) Nos termos do Código Tributário


Nacional, constitui base de cálculo do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, entre outras hipóteses:
a) Quanto às operações de seguro, o montante do valor
contratado que a seguradora deverá pagar ao segurado na
hipótese de ocorrência de sinistro.
b) Quanto às operações relativas a títulos e valores
mobiliários, na emissão, o valor nominal do título menos o
deságio, se houver.
c) Quanto às operações relativas a títulos e valores
mobiliários, na transmissão, o preço ou o valor nominal, ou
o valor da cotação em Bolsa, conforme determinar decreto
do Poder Executivo.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Quanto às operações de câmbio, o respectivo montante


em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à
disposição.
e) Quanto às operações de crédito, o montante da
obrigação, exclusive os juros.

A questão cobra do candidato o conhecimento do art. 64 do


CTN.

A letra “a” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações de seguro é o montante do prêmio e não o
montante do valor contratado que a seguradora deverá pagar ao
segurado na hipótese de ocorrência de sinistro, uma vez que a base
de cálculo o IOF é o valor do prêmio pago (art. 64, inc. III, do CTN) e
não o valor contratado com a seguradora.

A letra “b” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
emissão, é o valor nominal do título mais o ágio, se houver (art.
64, IV, “a”, do CTN).

A letra “c” é incorreta, pois a base de cálculo do IOF no caso


das operações relativas a títulos e valores mobiliários, na
transmissão, é o preço ou o valor nominal, ou o valor da cotação
em Bolsa, conforme determinar a lei e não decreto do Poder
Executivo (art. 64, IV, “b”, do CTN).

A base cálculo quanto às operações de câmbio, o respectivo


montante em moeda nacional, recebido, entregue ou posto à
disposição (art. 64, inc. II, do CTN). Logo, correta a letra “d”.

A letra “e” é incorreta também, porque a base de cálculo do


IOF na hipótese das operações de crédito é o montante da obrigação,
compreendendo o principal e os juros (art. 64, inc. I, do CTN).

46. (ESAF/AFRFB/2010) Analise os itens a seguir,


classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
I. as operações de câmbio constituem fato gerador do IOF –
imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou
relativas a títulos ou valores mobiliários;
II. o câmbio traz um comércio de dinheiro, no qual este se
torne mercadoria e, como tal, tem custo e preço;
III. operações de câmbio são negócios jurídicos de compra e
venda de moeda estrangeira ou nacional, ou, ainda, os
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

negócios jurídicos consistentes na entrega de uma


determinada moeda a alguém em contrapartida de outra
moeda recebida.
a) Somente o item I está correto.
b) Estão corretos somente os itens I e II.
c) Estão corretos somente os itens I e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

Item I. As operações de câmbio constituem fato gerador do IOF


(art. 63 do CTN). Decerto, o IOF pode incidir sobre operações de
crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários,
de acordo com o art. 153, V, da CF/88, bem como sobre operações
com o ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial (art. 153, §5°, da CF/88). Logo, correta.

Itens II e III. Segundo o art. 63, inc. II, do CTN, é fato gerador
do IOF a efetivação da operação de câmbio pela “entrega de moeda
nacional ou estrangeira, ou de documento que a represente, ou sua
colocação à disposição do interessado, em montante equivalente à
moeda estrangeira ou nacional entregue ou posta à disposição por
este” (CTN, art. 63, inciso II). Ou seja, o câmbio traz sim um comércio
em dinheiro, sendo um contrato de compra e venda de moeda
estrangeira ou nacional, tendo como contribuintes os compradores ou
vendedores destas operações. Logo, corretas.

Portanto, a alternativa “d” deve ser marcada.

47. (ESAF/PFN/2003) Estabelece a Constituição Federal que


ao ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
instrumento cambial, é aplicável o seguinte tratamento
quanto à sua tributação e à transferência da correspondente
arrecadação:
a) sem prejuízo da incidência de outros impostos
discriminados na Constituição, sujeita-se à incidência do
imposto, de competência da União, sobre a renda e
proventos de qualquer natureza, relativamente aos ganhos
obtidos em operações tributáveis, assegurada a
transferência de vinte e três e meio por cento do produto da
arrecadação do tributo para os Estados e o Distrito Federal e
de igual percentual para os Municípios.
b) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

mínima do tributo será de um por cento, assegurada a


transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
c) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de origem, e a alíquota
máxima do tributo será de um por cento, assegurada a
transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de origem.
d) sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto, de
competência da União, sobre operações de crédito, câmbio e
seguro, e sobre operações relativas a títulos e valores
mobiliários, devido na operação de destino, não podendo a
alíquota mínima ser inferior a um por cento, assegurada a
transferência de trinta por cento do montante da
arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme o destino, e de setenta por cento do montante da
arrecadação para o Município de destino.
e) sujeita-se à incidência dos impostos discriminados na
Constituição, de competência da União, dos Estados e do
Distrito Federal, observados os correspondentes fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes definidos em
normas infraconstitucionais apropriadas, assegurada a
transferência, nos termos e percentuais estabelecidos na
Constituição, de parte do produto da arrecadação dos
impostos federais para os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios e, de parte do produto da arrecadação do
correspondente imposto estadual, para os Municípios.

O art. 153, § 5°, da Constituição Federal dispõe que ao ouro,


quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial,
sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, de competência da
União, sobre operações de crédito, câmbio e seguro, e sobre
operações relativas a títulos e valores mobiliários, devido na operação
de origem, e a alíquota mínima do tributo será de um por cento (1%)
, assegurada a transferência de trinta por cento (30%) do montante
da arrecadação para o Estado, o Distrito Federal ou o Território,
conforme a origem, e de setenta por cento (70%) do montante da
arrecadação para o Município de origem.

83
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Com efeito, atualmente, o IOF é o único tributo que incide sobre


o ouro como ativo financeiro ou instrumento cambial (meio de
pagamento), sendo devido na operação de origem.

É relevante afirmar que essa questão foi cobrada em 2003 na


prova da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN) e foi anulada,
porque à época também incidia sobre o ouro, como ativo financeiro
ou instrumento cambia, a famosa Contribuição Provisória sobre
Movimentação Financeira (CPMF).

Atualmente, como foi extinta a CPMF, a letra “b” está


rigorosamente correta.

48. (ESAF/AFRF/2002.1) Avalie as afirmações abaixo e


marque a opção que corresponda, na devida ordem, ao
acerto ou erro de cada uma (V ou F, respectivamente).
(i) Sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária deixa ipso facto de incidir o imposto
territorial rural (ITR).
(ii) Um imóvel de 100 hectares, localizado na Amazônia
Ocidental, é considerado “pequena gleba rural” para fins de
não-incidência (imunidade) do ITR, se presentes as demais
condições.
(iii) Competem ao INCRA às atividades de arrecadação,
tributação e fiscalização do ITR.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) F, V, F.
d) F, F, F.
e) F, F, V.

O primeiro item é falso, porque fala que sobre o imóvel


declarado de interesse social para fins de reforma agrária deixa ipso
facto (significa por essa razão) de incidir o imposto territorial rural
(ITR). Entretanto, o ITR incide inclusive sobre o imóvel declarado de
interesse social para fins de reforma agrária, enquanto não
transferida a propriedade, exceto se houver imissão prévia na posse
(art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item é verdadeiro, uma vez que um imóvel de 100


hectares, localizado na Amazônia Ocidental, é considerado “pequena
gleba rural” para fins de não-incidência (imunidade) do ITR, se
presentes as demais condições. O ITR não incidirá sobre pequenas
glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário que
não possua outro imóvel, de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

CF/88. E a Lei 9.393/1996 define pequenas glebas rurais como


imóveis com área igual ou inferior a: (i) 100 hectares (ha), se
localizado em município compreendido na Amazônia Ocidental ou no
Pantanal mato-grossense e sul-mato-grossense; (ii) 50 hectares
(ha), se localizado em município compreendido no Polígono das Secas
ou na Amazônia Oriental; (iii) 30 hectares (ha), se localizado em
qualquer outro município.

O terceiro item é falso, porque não competem ao INCRA às


atividades de arrecadação, tributação e fiscalização do ITR. Compete
à Secretaria da Receita Federal a administração do ITR, incluídas as
atividades de arrecadação, tributação e fiscalização (art. 15, da Lei
9.393/1996).

Logo, correta a letra “c” (F, V, F).

49. (ESAF/AFRF/2002) Relativamente ao Imposto Territorial


Rural (ITR), avalie o acerto das afirmações adiante e
marque com V as verdadeiras e com F as falsas; em
seguida, marque a opção correta.
( )Como regra, o ITR incide inclusive sobre o imóvel
declarado de interesse social para fins de reforma agrária.
( )Segundo a interpretação legal, imóvel rural de área
inferior a 30 hectares, independentemente do local onde se
encontre, é considerada pequena propriedade, imune ao
imposto.
( ) O “posseiro” do imóvel é estranho à relação jurídica
relativa ao ITR, pois o contribuinte do imposto é o titular do
domínio útil ou o proprietário.
a) V, V, V.
b) V, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) F, V, F.

O primeiro item é verdadeiro, eis que, como regra, o ITR incide


inclusive sobre o imóvel declarado de interesse social para fins de
reforma agrária, enquanto não transferida a propriedade, e exceto se
houver imissão prévia na posse (art. 1°, §1°, da Lei 9.393/1996).

O segundo item foi considerado verdadeiro pela ESAF, eis que,


conforme a interpretação legal, o imóvel rural de área inferior a 30
hectares, independentemente do local onde se encontre, é
considerada pequena propriedade, imune ao imposto. O ITR não
incidirá (imunidade) sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei,
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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel,


de acordo com o art. 153, § 4°, inc. II, da CF/88. E a Lei 9.393/1996
define pequenas glebas rurais como imóveis com área igual ou
inferior a: (iii) 30 hectares (ha), se localizado em qualquer outro
município.

Assim, decidir por V ou F em alternativas incompletas como


este item dependerá do caso concreto e das pistas dadas pelo
examinador. Neste caso, o examinador fala em interpretação legal e
do conceito de imóvel rural. O foco da questão aqui está no conceito
de imóvel rural e não no seu respectivo proprietário. Infelizmente às
vezes a prova não é tão bem feita e acaba virando um exercício de
adivinhação para o candidato.

O terceiro item é falso, uma vez que o “posseiro” do imóvel


não é estranho à relação jurídica relativa ao ITR. O contribuinte do
ITR é o proprietário do imóvel, o titular de seu domínio útil, ou o seu
possuidor a qualquer título (art. 31, do CTN).

Logo, correta a letra “b” (V, V, F).

50. (ESAF/TRF/2002.2) Assinale a opção correta.


a) A generalidade, a universalidade e progressividade são
características constitucionais dos impostos da União.
b) O Imposto sobre Produtos Industrializados deve ser não-
cumulativo em função da essencialidade dos produtos.
c) O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural deve ter
sua base de cálculo e alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas.
d) A instituição do Imposto sobre grandes fortunas
dependerá de lei complementar e de resolução do Senado,
fixando as alíquotas mínima e máxima.
e) O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou
ativo cambial, sujeita-se apenas a um imposto de
competência da União, devido na operação de origem.

O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou ativo


cambial, sujeita-se apenas a um imposto (IOF) de competência da
União, devido na operação de origem. É relevante dizer que esta
questão foi anulada pela ESAF, porque à época (2002) incidia sobre o
ouro, como ativo financeiro ou instrumento cambial (meio de
pagamento), a famosa Contribuição Provisória sobre Movimentação
Financeira (CPMF). Atualmente, como foi extinta a CPMF, a letra “e”
está rigorosamente correta.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “a” é falsa, porque a generalidade, a universalidade e


progressividade são características constitucionais do imposto sobre a
renda (IR) e não de todos os impostos da União.

A letra “b” é falsa, porque o IPI será não-cumulativo,


compensando-se o que for devido em cada operação com o montante
cobrado nas anteriores. E o IPI será seletivo, em função da
essencialidade dos produtos.

A letra “c” é falsa, porque o Imposto sobre a Propriedade


Territorial Rural (ITR) deve ter suas alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas, mas não
sua base de cálculo.

A letra “d” é falsa, porque a instituição do imposto sobre grandes


fortunas (IGF) dependerá de lei complementar, mas não de resolução
do Senado, fixando as alíquotas mínima e máxima.

51. (ESAF/AFTN/94) Os impostos criados no uso da


competência residual, somente podem ser instituídos
a) pelos Estados não divididos em Municípios.
b) no Territórios federais, e pela União.
c) mediante lei complementar federal, estadual ou
municipal.
d) se houver inovação na definição do fato gerador e da
base de cálculo, e desde que se possa abater numa
operação o valor do mesmo imposto pago nas operações
anteriores.
e) em lei complementar federal, e desde que se trate dos
chamados “impostos em cascata”, isto é, em que seja
possível o cúmulo de bases de cálculo.

Os impostos criados no uso da competência residual exclusiva da


União, somente podem ser instituídos se houver inovação na
definição do fato gerador e da base de cálculo, e desde que se possa
abater numa operação o valor do mesmo imposto pago nas
operações anteriores (não-cumulatividade).

Isto é, a União poderá instituir, mediante lei complementar,


impostos residuais, desde que sejam não-cumulativos e não
tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados na
Constituição (art. 154, inc. I, da CF/88).

Logo, correta a letra “d”.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

52. (ESAF/ATRFB/2010) O art. 154, inciso I, da


Constituição Federal, outorga à União o que se costuma
chamar de competência tributária residual, permitindo que
institua outros impostos que não os previstos no art. 153.
Sobre estes impostos, é incorreto afirmar que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária
residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios
dos impostos já discriminados na Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória,
esta deverá ser convertida em lei até o último dia útil do
exercício financeiro anterior ao de início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o
princípio da anterioridade.

Letra (A). Somente a União possui a competência tributária


residual. Logo, correta.

Letra (B). O texto constitucional exige que os impostos


residuais sejam não-cumulativos (art. 154, I). Logo, correta.

Letra (C). O texto constitucional exige que os impostos


residuais não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos
impostos discriminados na Constituição (art. 154, I). Portanto,
correta.

Letra (D). Os impostos residuais devem ser instituídos apenas


por lei complementar. Logo, incorreta.

Letra (E). Os impostos residuais devem respeitar os princípios


da anterioridade genérica e da anterioridade nonagesimal. Logo,
correta.

53. (ESAF/PFN/2007) Para os fins de limitar a


dedutibilidade dos custos, despesas e encargos, que reduzia
a base de cálculo do imposto de renda, a Lei n. 9.430, de
1996, estabeleceu regras para determinação dos “preços de
transferência Lei n. 9.430, de 1996”. Relativamente ao
assunto, examine as afirmações abaixo, julgue se elas são
verdadeiras ou falsas e assinale a opção correta.
1. A regra concernente ao Método dos Preços
Independentes Comparados (PIC) determina que se levem
em consideração os descontos incondicionais concedidos em

88
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

operações de compra e venda, em condições de pagamento


semelhantes.
2. Para o Método do Preço de Revenda menos Lucro (PRL) a
lei determina seja diminuída a metade do preço de revenda
após deduzidos certos valores (que a lei indica), na hipótese
de bens importados aplicados à produção.
3. O Método do Custo de Produção mais Lucro – CPL é o
custo médio de produção de bens, serviços ou direitos,
idênticos ou similares, durante o último mês a que se
referirem os custos.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

O tema “preços de transferência” é disciplinado no Capítulo


1 (Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas - IRPJ), Seção V,
arts. 18 a 24-B, da atual Lei n. 9.430/1996. Vale e muito a
pena a leitura para os concursos públicos da área federal,
pois é assunto da moda. A cobrança tem sido literal.

Item I. O Método dos Preços Independentes Comparados (PIC)


é definido como a média aritmética dos preços de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado brasileiro ou de
outros países, em operações de compra e venda, em condições de
pagamento semelhantes. Ou seja, não se leva em consideração os
descontos incondicionais concedidos em operações de compra e
venda, de acordo com o art. 18, inc. I, da Lei n. 9.430/1996. Logo,
falsa.

Item II. O Método do Preço de Revenda menos Lucro – PRL é


definido como a média aritmética dos preços de revenda dos bens ou
direitos, diminuídos dos seguintes valores: “a” descontos
incondicionais concedidos; “b” dos impostos e contribuições
incidentes sobre as vendas; “c” das comissões e corretagens pagas;
“d” da margem de lucro de: 1. sessenta por cento, calculada
sobre o preço de revenda após deduzidos os valores referidos
nas alíneas anteriores e do valor agregado no País, na
hipótese de bens importados aplicados à produção; 2. vinte por
cento, calculada sobre o preço de revenda, nas demais hipóteses. Ou
seja, é 60% e não metade do preço de revenda, de acordo o art. 18,
inc. II, da Lei n. 9.430/1996. Logo, falsa.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item III. O Método do Custo de Produção mais Lucro (CPL) é


definido como o custo médio de produção de bens, serviços ou
direitos, idênticos ou similares, no país onde tiverem sido
originariamente produzidos, acrescido dos impostos e taxas
cobrados pelo referido país na exportação e de margem de
lucro de vinte por cento, calculada sobre o custo apurado.
Ademais, o custo médio de produção será calculado considerando os
preços praticados e os custos incorridos durante todo o período de
apuração da base de cálculo do imposto de renda a que se referirem
os custos, despesas ou encargos, de acordo com interpretação do art.
18, inc. III e §1°, da Lei n. 9.430/1996. Logo, falsa.

Portanto, a letra correta é a “e” (são todas falsas).

54. (ESAF/PFN/2007) O Código Tributário Nacional


dispõe que o fato gerador do imposto de importação é a
entrada do produto estrangeiro no território nacional, não
esclarecendo exatamente quando se considera ocorrida essa
entrada. Quanto à tributação de produtos alienígenas,
observe as asserções seguintes e avalie se elas são
verdadeiras ou falsas.
1. A legislação do IPI esclarece que o fato gerador desse
imposto (sobre produtos industrializados) é o desembaraço
aduaneiro, quando de procedência
estrangeira, considerando-se ocorrido esse desembaraço
relativamente à mercadoria que constar como tendo sido
importada e cujo extravio seja verificado pela autoridade
fiscal.
2. É na data do registro da declaração de importação de
mercadoria submetida a despacho para consumo que se
considera ocorrido o fato gerador do imposto de importação.
3. Como o CTN dispõe que, quando o valor tributário esteja
expresso em moeda estrangeira, no lançamento far-se-á
sua conversão em moeda nacional ao câmbio do dia da
ocorrência do fato gerador da obrigação, para efeito de
cálculo do imposto os valores expressos em moeda
estrangeira deverão ser convertidos em moeda nacional à
taxa de câmbio vigente na data da entrada do bem em
águas territoriais nacionais.
a) As três afirmações são verdadeiras.
b) Só é verdadeira a primeira asserção.
c) Só é falsa a terceira afirmação.
d) Só são verdadeiras as duas últimas.
e) São todas falsas.

90
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item I. De acordo com o art. 2º, inc. I, da Lei 4.502/64 c/c art.
46, inc. I, do CTN, constitui fato gerador do IPI, quanto aos produtos
de procedência estrangeira, o respectivo desembaraço aduaneiro.
Ademais, segundo o § 3°, do art. 2º, da Lei 4.502/64, considerar-se-
á ocorrido o respectivo desembaraço aduaneiro da mercadoria que
constar como tendo sido importada e cujo extravio ou avaria venham
a ser apurados pela autoridade fiscal, inclusive na hipótese de
mercadoria sob regime suspensivo de tributação. Logo, verdadeira.

Item II. De acordo com a interpretação sistemática dos arts.


19 do CTN e 23 do Decreto-Lei 37/1966, o STJ consolidou a sua
jurisprudência (REsp 1.220.979/RJ, DJe 15/04/2011) no sentido de
que o aspecto temporal do imposto de importação (II) de
mercadoria despachada para consumo ocorre na data do registro
da declaração de importação do bem. Logo, verdadeira.

Item III. De acordo com o art. 143 do CTN, salvo disposição


de lei em contrário, quando o valor tributário esteja expresso em
moeda estrangeira, no lançamento far-se-á sua conversão em moeda
nacional ao câmbio do dia da ocorrência do fato gerador da
obrigação. Nesse rumo, não se considera a data da entrada do bem
em águas territoriais nacionais, mas sim data ocorrência do fato
gerador. No IPI importação e no II, em regra, acontece no
desembaraço aduaneiro. Conforme já destacamos, na hipótese do II,
o STJ já pacificou o entendimento de que não há incompatibilidade
entre o art. 19 do CTN e o art. 23 do DL n. 37/1966, pois o
“desembaraço aduaneiro completaria a importação e,
consequentemente, representaria, para efeitos fiscais, a
entrada de mercadoria no território nacional” (EDcl no REsp
1.000.829-ES, DJe 17/6/2010; AgRg no Ag 1.155.843-RJ, DJe
30/9/2009; REsp 1.046.361-RJ, DJe 5/3/2009). Logo, falsa.

Portanto, a letra correta é a “c” (Só é falsa a terceira


afirmação).

55. (ESAF/PFN/2008) A aquisição de disponibilidade


jurídica de acréscimos patrimoniais corresponde ao fato
gerador
a) do imposto sobre heranças e doações.
b) da contribuição social de interesse das categorias
econômicas.
c) do imposto sobre a renda e proventos.
d) do imposto territorial rural, no caso de acessão ou
avulsão.

91
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

e) do imposto sobre a transmissão causa mortis ou inter


vivos, nos territórios federais.

O imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza tem


como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou
jurídica de renda, assim entendido o produto do capital, do trabalho
ou da combinação de ambos; ou de proventos de qualquer
natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não
compreendidos na definição anterior de renda (art. 43, incs. I e II, do
CTN). Logo, correta a letra “c”.

56. (ESAF/AFRF/2002) Assinale a opção correta.


a) Compete supletivamente à União instituir contribuições
sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse
das categorias profissionais ou econômicas, como
instrumento de sua atuação nas respectivas áreas.
b) As contribuições de intervenção no domínio econômico e
de interesse das categorias profissionais ou econômicas
podem ser instituídas por lei ordinária e só podem ser
cobradas a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da
sua publicação.
c) Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão
reter a contribuição federal, cobrada de seus servidores,
para o custeio, em benefício desses, de sistemas de
previdência e assistência social.
d) Os rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a
qualquer título, a pessoa física que preste serviços à
empresa não pode ser objeto da contribuição para a
seguridade social por constituírem base de cálculo de outra
exação, o imposto de renda.
e) As contribuições para a seguridade podem ser exigidas
imediatamente, por não se lhe aplicar a anterioridade da
data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado em relação ao exercício financeiro da cobrança.

A letra “a” é incorreta, uma vez que compete exclusivamente à


União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio
econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas (art. 149,
caput, da CF/88).

E esta letra fala em competência supletiva, que é a


competência em que determinado ente federativo atua no caso da
omissão do ente originariamente competente, o que não é o caso,
pois a CF/88 dispõe competência exclusiva e não supletiva.
92
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “c” é incorreta, uma vez que os Estados, os Municípios e


o DF possuem competência para a instituição de contribuição,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do
regime previdenciário de que dispõe o art. 40 da CF/88, cuja alíquota
não será inferior à da contribuição dos servidores titulares de cargos
efetivos da União (art. 149, §1º, da CF/88).

Assim, é certo falar que, salvo a contribuição previdenciária, as


contribuições sociais são de competência da União. Portanto,
a CF/88 autoriza a União à criação das contribuições sociais, da CIDE
e das contribuições corporativas (de interesses de categorias
profissionais ou econômicas), conforme o art. 149, da CF/88.

Com base nestes argumentos, a alternativa “c” é errada, eis


que o termo federal não é pertinente ao art. 149, §1°, da CF/88.

A letra “d” é incorreta, uma vez que os rendimentos do trabalho


pagos ou creditados, a qualquer título, a pessoa física que preste
serviços à empresa pode ser objeto da contribuição para a
seguridade social, mesmo constituindo a base de cálculo de outra
exação, tal como o imposto de renda.

A letra “e” é incorreta, pois as contribuições para a seguridade


social não podem ser exigidas imediatamente, apesar de não se lhe
aplicar a anterioridade anual disposta no art. 150, inc. III, alínea “b”,
uma vez que o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições para a
seguridade social só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado.

Portanto, a resposta é a letra “b”, pois as contribuições de


intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas podem ser instituídas (criadas) por
lei ordinária (entendimento do STF citado em aula).

As contribuições de intervenção no domínio econômico e de


interesse das categorias profissionais só podem ser cobradas a
partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da sua
publicação, uma vez que devem observar o princípio da
anterioridade anual.

O art. 149, caput, da CF/88 estabelece que é a competência


exclusiva da União instituir contribuições sociais, de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
93
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,


observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem
prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

E o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições sociais de que


trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”
(anterioridade anual).

Isto é, as contribuições da seguridade social não devem


observar o princípio da anterioridade anual, mas as contribuições de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias
profissionais ou econômicas devem obedecer a anterioridade anual.

57. (ESAF/AFRF/2005/adaptada)
· Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios compete
instituir contribuições de intervenção no domínio econômico
e de interesse das categorias profissionais ou econômicas,
desde que para o custeio, em benefício dos respectivos
sujeitos passivos, e no âmbito territorial do ente tributante?
· A Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico
incidente sobre a importação e a comercialização de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e
álcool etílico combustível (CIDE) foi instituída pela União
com a finalidade de financiamento de projetos de proteção
ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor
artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico?
a) Não, não.
b) Não, sim.
c) Sim, sim.
d) Sim, não.

O primeiro item é não, porque é competência apenas da União


instituir contribuições de intervenção no domínio econômico e de
interesse das categorias profissionais ou econômicas.

O segundo item é não, porque a Contribuição de Intervenção no


Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização
de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados, e álcool
etílico combustível (CIDE) foi instituída pela União com a finalidade
de (i) pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool
combustível, gás natural e seus derivados e derivados de petróleo;
(ii) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a
94
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

indústria do petróleo e do gás; (iii) ao financiamento de programas


de infra-estrutura de transportes (art. 177, § 4°, inc. II, “a”, “b” e
“c”, da CF/88).

Portanto, a resposta é letra “a” (Não, não).

58. (AFRF/2003/ESAF) Responda com base na Constituição


Federal.
· É vedado que as contribuições sociais para a seguridade
social tenham base de cálculo própria de impostos?
· Incide contribuição social para a seguridade social sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social?
· As contribuições sociais para a seguridade social sobre a
folha de salários, a receita ou o faturamento de pessoas
jurídicas poderão ter alíquotas ou bases de cálculo
diferenciadas, em razão da atividade econômica ou da
utilização intensiva de mão-de-obra?
a) Sim, não, não.
b) Sim, sim, sim.
c) Sim, sim, não.
d) Não, não, sim.
e) Não, sim, sim.

O primeiro item é não, porque não há qualquer proibição


constitucional de que contribuições sociais para a seguridade social
tenham base de cálculo própria de impostos.

O segundo item é não, porque não pode incidir contribuição


social para a seguridade social sobre aposentadoria e pensão
concedidas pelo regime geral de previdência social.

Dispõe o art. 195, inc. II, da CF/88: “A seguridade social será


financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos
termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das
seguintes contribuições sociais: do trabalhador e dos demais
segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social de que trata o art. 201”. Esta não-incidência é
uma espécie de imunidade tributária.

O terceiro item é sim, pois, de acordo §9°, do art. 195, da


CF/88, as contribuições sociais para a seguridade social sobre a folha
de salários, a receita ou o faturamento de pessoas jurídicas poderão
95
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas, em razão da


atividade econômica ou da utilização intensiva de mão-de-
obra, do porte da empresa ou da condição estrutural do
mercado de trabalho.

Portanto, a resposta é a letra “d” (Não, não, sim).

59. (AFE/MS/2001/ESAF) Com base no disposto na


Constituição Federal e no Código Tributário Nacional, pode-
se afirmar que:
a) Compete tanto à União quanto aos Estados, DF e
Municípios a instituição de taxas em razão do exercício do
poder de polícia.
b) Somente a União e os Estados podem instituir
contribuições de melhoria.
c) As contribuições especiais, com fins econômicos ou
sociais, são privativas dos Estados e DF.
d) A União pode transferir aos Estados o exercício regular de
sua competência tributária.
e) A cumulatividade e a seletividade são características
essenciais do Imposto sobre Produtos Industrializados.

A letra “a” é correta, uma vez que é competência comum dos


entes federativos (União, Estados, DF e Municípios) a instituição de
taxas em razão do exercício do poder de polícia.

A letra “b” é incorreta, uma vez que a União, Estados, DF e


Municípios podem instituir contribuições de melhoria.

A letra “c” é incorreta, uma vez que as contribuições especiais,


com fins econômicos é competência da União.

Enquanto os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, apenas


têm competência para a instituição da contribuição previdenciária,
cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio destes, do
sistema previdenciário respectivo, cuja alíquota não será inferior à
da contribuição previdenciária dos servidores titulares de cargos
efetivos da União.

A letra “d” é incorreta, pois União não pode transferir aos


Estados o exercício regular de sua competência tributária, uma que a
competência para instituir tributo é indelegável. Não pode, por
exemplo, a União transferir competência para qualquer Assembléia
Legislativa de Estado instituir imposto de renda, o que, de fato, seria
uma aberração no sistema federativo brasileiro.
96
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “e” é incorreta, eis que a não-cumulatividade e a


seletividade são características essenciais do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI).

60. (AFE/PI/2001/ESAF) Marque com V a assertiva


verdadeira e com F a falsa, assinalando em seguida a opção
correspondente.
( ) Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador
uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica, relativa ao contribuinte.
( ) A contribuição de melhoria é instituída em face de obras
públicas ou privadas, que valorizem ou depreciem o imóvel
do administrado.
( ) As taxas têm como fato gerador o exercício do poder de
polícia ou a utilização efetiva ou potencial de serviço público
prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
( ) O que caracteriza as contribuições especiais é que o
produto de suas arrecadações deve ser carreado para
financiar atividades de interesse público, beneficiando certo
grupo, e direta ou indiretamente o contribuinte.
a) V, V, V, V.
b) V, F, F, V.
c) V, F, V, V.
d) F, V, V, F.
e) F, F, F, F.

O primeiro item é verdadeiro, porque imposto é o tributo cuja


obrigação tem por fato gerador uma situação independente de
qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte (art. 16,
do CTN).

O segundo item é falso, porque a contribuição de melhoria é


instituída em face de obras públicas e não privadas, que valorizem o
imóvel do administrado e não o depreciem.

Dispõe o art. 81 do CTN, a saber: “A contribuição de melhoria


cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos
Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída
para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra
valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada
e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar
para cada imóvel beneficiado”.

O terceiro item é verdadeiro, porque as taxas têm como fato


97
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

gerador o exercício do poder de polícia ou a utilização efetiva ou


potencial de serviço público prestado ao contribuinte ou posto à sua
disposição, de acordo com o art. 77, do CTN.

O quarto item é verdadeiro, uma vez que uma das


características das contribuições especiais é que o produto de suas
arrecadações deve ser carreado para financiar atividades de interesse
público, beneficiando certo grupo, e direta ou indiretamente o
contribuinte.

Portanto, a resposta é a letra “c” (V, F, V, V).

61. (ESAF/AFRF/2005)
· Podem os Municípios instituir contribuição para o custeio
do serviço de iluminação pública, cobrando-a na fatura de
consumo de energia elétrica?
· Podem os Estados cobrar contribuição previdenciária de
seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de
regime previdenciário, com alíquota inferior à da
contribuição dos servidores titulares de cargos efetivos da
União?
· As contribuições sociais de intervenção no domínio
econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, poderão incidir sobre as receitas
decorrentes de exportação?
a) Não, sim, não.
b) Sim, não, sim.
c) Sim, não, não.
d) Não, não, sim.
e) Sim, sim, não.

O primeiro item é sim, porque podem os Municípios e o Distrito


Federal instituir contribuição para o custeio do serviço de iluminação
pública, cobrando-a na fatura de consumo de energia elétrica (art.
149-A, da CF/88).

O segundo item é não, porque os Estados, o Distrito Federal e


os Municípios só podem cobrar contribuição previdenciária de seus
servidores, para o custeio, em benefício destes, de regime
previdenciário, cuja alíquota não será inferior à da contribuição dos
servidores titulares de cargos efetivos da União (art. 149-A, da
CF/88).

98
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

O terceiro item é não, pois as contribuições sociais e de


intervenção no domínio econômico, como instrumento de sua atuação
nas respectivas áreas, não poderão incidir sobre as receitas
decorrentes de exportação, conforme estabelece o art. 149, §2°, inc.
I, da CF/88.

Portanto, a resposta é a letra “c” (Sim, não, não).

62. (ESAF/AFPS/2002) Em relação às contribuições sociais,


inclusive às destinadas à seguridade social, a Constituição
estabelece limitações que devem ser respeitadas pela
legislação infraconstitucional. Isto posto, avalie as
formulações seguintes e, ao final, assinale a opção que
corresponde à resposta correta.
I. É vedada a concessão de remissão ou anistia da
contribuição social destinada à seguridade social, para
débitos em montante superior ao fixado em lei
complementar, do empregador, da empresa e da entidade
equiparada a empresa na forma da lei, incidente sobre a
folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos
ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe
preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. Igual
vedação se aplica, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar, à contribuição social de
seguridade social, a que se sujeitam o trabalhador e os
demais segurados da previdência social.
II. É vedada a incidência de contribuições sociais sobre as
receitas decorrentes de exportação e sobre a importação de
petróleo e seus derivados. Vedada também é a incidência de
contribuição para a seguridade social sobre o valor das
aposentadorias e pensões concedidas pelo regime geral de
previdência social.
III. É vedada a concessão de isenção ou anistia da
contribuição social destinada à seguridade social, incidente
sobre a receita de concursos de prognósticos, para débitos
em montante superior ao fixado em lei complementar.
a) Somente I é verdadeira.
b) I e II são verdadeiras.
c) I e III são verdadeiras.
d) II e III são verdadeiras.
e) Todas são falsas.

O primeiro item é verdadeiro, porque é vedada a concessão de


remissão ou anistia da contribuição social destinada à seguridade
social, para débitos em montante superior ao fixado em lei
99
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

complementar, do empregador, da empresa e da entidade equiparada


a empresa na forma da lei, incidente sobre a folha de salários e
demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício (art. 195, §11, da CF/88).

Igual vedação se aplica, para débitos em montante superior ao


fixado em lei complementar, à contribuição social de seguridade
social, a que se sujeitam o trabalhador e os demais segurados da
previdência social, de acordo, de acordo com o mesmo art. 195, §11,
da CF/88.

O segundo item é falso, porquanto não é vedada a incidência de


contribuições sociais sobre a importação de petróleo e seus
derivados, conforme o art. 149, §2°, inc. II, da CF/88, dispondo que
as contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico
incidirão também sobre a importação de produtos estrangeiros ou
serviços.

O terceiro item é falso, porque não é vedada a concessão de


isenção ou anistia da contribuição social destinada à seguridade
social, incidente sobre a receita de concursos de prognósticos (art.
195, inc. III), para débitos em montante superior ao fixado em lei
complementar. Neste sentido, a vedação para os tributos previstos
nos incisos I, a, e II, do art. 195, da CF/88.

Logo, a resposta é a letra “a”. Somente o item I é verdadeiro.

63. (ESAF/AFRF/2005/adaptada) Sobre as


contribuições sociais (art. 149 da Constituição Federal), é
errôneo afirmar-se, haver previsão de que
a) poderão ter alíquotas ad valorem ou específicas.
b) incidirão, também sobre a importação de produtos
estrangeiros ou serviços.
c) incidirão, em todos os casos, uma única vez.
d) poderão ter por base, entre outras, o faturamento e a
receita bruta.
e) não incidirão sobre as receitas decorrentes de
exportação.

De acordo com a literalidade dos §§ 2° a 4°, do art. 149, da


CF:

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir


contribuições sociais, de intervenção no domínio
100
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

econômico e de interesse das categorias profissionais ou


econômicas, como instrumento de sua atuação nas
respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III,
e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, §
6º, relativamente às contribuições a que alude o
dispositivo.
2º As contribuições sociais e de intervenção no domínio
econômico de que trata o caput deste artigo: I - não
incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação; II -
incidirão também sobre a importação de produtos
estrangeiros ou serviços; III - poderão ter alíquotas: a)
ad valorem, tendo por base o faturamento, a receita
bruta ou o valor da operação e, no caso de importação, o
valor aduaneiro; b) específica, tendo por base a unidade
de medida adotada.
§ 3º A pessoa natural destinatária das operações de
importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na
forma da lei.
§ 4º A lei definirá as hipóteses em que as contribuições
incidirão uma única vez.

Portanto, a resposta é a letra “c”, porque a lei definirá as


hipóteses em que as contribuições incidirão uma única vez
(art. 149, §4°, da CF/88), sendo errado dizer que as contribuições
sociais gerais incidirão, em todos os casos, uma única vez.

64. (ESAF/AFRF/2005) Sobre as contribuições para a


seguridade social (art. 195 da Constituição), podemos
afirmar que
a) nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá
ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente
fonte de custeio, parcial ou total.
b) as contribuições do empregador sobre a folha de salários
não poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas
em razão da atividade econômica a que se dedique a
empresa.
c) as receitas dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios destinadas à seguridade social integrarão o
orçamento da União.
d) são isentas de contribuição para a seguridade social as
entidades beneficentes de assistência social que atendam às
exigências estabelecidas pelo Poder Executivo.
e) somente poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado.
101
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A letra “a” é incorreta, uma vez que nenhum benefício ou


serviço da seguridade social poderá ser criado, majorado ou
estendido sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195,
§5°, da CF/88). O erro da questão está em falar em fonte de custeio
parcial.

A letra “b” é incorreta, uma vez que as contribuições do


empregador sobre a folha de salários poderão ter alíquotas ou
bases de cálculo diferenciadas em razão da atividade
econômica a que se dedique a empresa, segundo o §9°, do art.
195, da CF/88.

A letra “c” é incorreta, pois as receitas dos Estados, do Distrito


Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão
dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da
União, segundo o §1°, do art. 195, da CF/88.

A letra “d” é incorreta, eis que são isentas de contribuição para


a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei (§7°, do art.
195, da CF/88)

Nesse rumo, a resposta é a letra “e”, pois, a respeito das


contribuições para a seguridade social (art. 195 da Constituição),
podemos afirmar que somente poderão ser exigidas após decorridos
noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, de acordo com §6°, do art. 195, da CF/88.

65. (ESAF/AFRF/2003) Indique a opção que preenche


corretamente as lacunas, consideradas as pertinentes
disposições constitucionais.
· As contribuições sociais e de intervenção no domínio
econômico previstas no caput do art. 149 da Constituição
Federal _____________ sobre as receitas decorrentes de
exportação, _______________ sobre a importação de
petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e
álcool combustível.
· As contribuições de intervenção no domínio econômico,
previstas no art. 149 da Constituição Federal, estão
submetidas ao princípio da __________________.
a) incidirão / podendo incidir também / anterioridade.
b) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade.
c) não incidirão / mas poderão incidir / anterioridade
mitigada ou nonagesimal.
102
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) incidirão / não podendo incidir / anterioridade.


e) não incidirão / não podendo incidir também /
anterioridade mitigada ou nonagesimal.

As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico


previstas no caput do art. 149 da Constituição Federal não incidirão
sobre as receitas decorrentes de exportação, mas poderão incidir
sobre a importação de petróleo e seus derivados, gás natural e seus
derivados e álcool combustível, de acordo com o art. 149, §2°, incs. I
e II, da CF/88.

As contribuições de intervenção no domínio econômico,


previstas no art. 149 da Constituição Federal, estão submetidas ao
princípio da anterioridade.

O art. 149, caput, da CF/88 estabelece que é a competência


exclusiva da União instituir contribuições sociais, de intervenção no
domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas,
observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem
prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às
contribuições a que alude o dispositivo.

E o art. 195, § 6º, dispõe que as contribuições sociais de que


trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou
modificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, III, “b”
(anterioridade anual).

Assim, as contribuições sociais ou as contribuições da


seguridade social não devem observar o princípio da anterioridade
anual, mas as contribuições de intervenção no domínio econômico e
de interesse das categorias profissionais ou econômicas devem
obedecer a anterioridade anual.

Logo, a resposta é a letra “b”.

66. (ESAF/AFRF/2003) O Supremo Tribunal Federal julgou


importante questão sobre a exigibilidade da contribuição
para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor
Público (PASEP), pela União Federal, ao Estado do Paraná.
Aponte a opção que preenche corretamente as lacunas do
texto abaixo.
“... o Estado do Paraná, que, durante a vigência da Lei
Complementar nº 8, de 3 de dezembro de 1970, _______
103
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

[I]________, por força da Lei nº 6.278, de 23/05/1972, a


contribuir para o PROGRAMA DE FORMAÇÃO DO
PATRIMÔNIO DO SERVIDOR PÚBLICO, ________
[II]__________ da contribuição, _______[III]_______ nº
10.533, de 30/11/1993, pois, com o advento da
Constituição Federal de 1988, a contribuição deixou de ser
______ [IV]_______, para ser ______ [V]____ , nos
termos do art. 239.”
a) [I] já não se comprometera... [II] não pode sofrer a
incidência... [III] mesmo diante da Lei Federal... [IV]
compulsória... [V] facultativa
b) [I] se desobrigara... [II] pôde-se eximir... [III] em face
de sua Lei... [IV] obrigatória... [V] voluntária.
c) [I] se prontificara... [II] tem o direito de eximir-se... [III]
por meio de sua Lei... [IV] obrigatória...[V] voluntária.
d) [I] se obrigara... [II] já não poderia se eximir... [III]
mediante sua Lei... [IV] facultativa... [V] obrigatória.
e) [I] se comprometera... [II] já se liberou... [III] diante da
Lei... [IV] fonte de estímulo ao servidor público... [V]
instrumento financiador do seguro-desemprego.

Esta questão cobra entendimento literal do STF sobre


determinada decisão a respeito do PIS/PASEP, a saber:

“O artigo 239 da Constituição Federal de 1988


constitucionalizou o PASEP, criado pela Lei Complementar
n. 8, de 3 de dezembro de 1970, dando-lhe caráter
eminentemente nacional, com as alterações nele
enunciadas (§§ 1º, 2º, 3º e 4º). O mais foi objeto da Lei,
que encomendou, ou seja, a de n. 7.998, de 11-1-1990.
Sendo assim, o Estado do Paraná, que, durante a vigência
da Lei Complementar n. 8, de 3 de dezembro de 1970, se
obrigara, por força da Lei n. 6.278, de 23-5-1972, a
contribuir para o Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público, já não poderia se eximir da
contribuição, mediante sua Lei nº 10.533, de
30/11/1993, pois, com o advento da Constituição Federal
de 1988, a contribuição deixou de ser facultativa, para
ser obrigatória, nos termos do art. 239”.

Logo, a resposta é a letra “d”.

67. (ESAF/AFRFB/2005) Leia cada um dos assertos


abaixo e assinale (V) ou (F), conforme seja verdadeiro ou

104
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

falso. Depois, marque a opção que contenha a exata


seqüência.
( ) É legítima a cobrança da COFINS e do PIS sobre as
operações relativas à energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e
minerais do País.
( ) A Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social - COFINS, com a incidência não-cumulativa, tem
como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o
total das receitas auferidas pela pessoa jurídica,
independentemente de sua denominação ou classificação
contábil.
( ) Foram instituídas a Contribuição para o PIS/PASEP
Importação e a Contribuição para a COFINS, devida pelo
importador de bens estrangeiros ou serviços do exterior.
a) V, V, F.
b) F, V, F.
c) V, F, F.
d) F, F, F.
e) V, V, V.

O primeiro item é verdadeiro, de acordo com a súmula 659 do


STF: “É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL sobre
as operações relativas a energia elétrica, serviços de
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do
País”, que é explicada na vigésima segunda questão (22).

O segundo item é verdadeiro, eis que a COFINS, com a


incidência não-cumulativa, tem como fato gerador o faturamento
mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa
jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação
contábil, de acordo com o art. 1°, da lei 10.8333/2003.

O terceiro item também é verdadeiro, pois, a Emenda


Constitucional n° 42/03, estabeleceu no art. 195, IV, da CF/88, a
competência da União para criação da Contribuição para o PIS/PASEP
Importação e a Contribuição para a COFINS, devida pelo importador
de bens estrangeiros ou serviços do exterior, que foi instituída pela
Lei 10.865/2004.

Portanto, a resposta é a letra “e”, pois todos os itens são


verdadeiros.

68. (ESAF/ATA/MF/2009) Além das inúmeras


contribuições sociais instituídas no texto da Constituição
105
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Federal, há possibilidade de instituição de novas espécies de


contribuição social? Assinale a assertiva que responde
incorretamente à pergunta formulada.
a) Pode haver contribuição social com o mesmo fato gerador
de outra já existente.
b) O rol de contribuições sociais não é taxativo.
c) Há previsão constitucional de competência residual.
d) A diversidade da base de financiamento permite outras
contribuições sociais.
e) A União pode instituir outras contribuições sociais.

Segundo o STF, para a criação das contribuições residuais da


seguridade social é necessário lei complementar, além de
obediência ao princípio da não-cumulatividade e base de cálculo
ou fato gerador diferentes das contribuições especiais já
referidas na CF/88.

Em outras palavras, a contribuição residual ou nova


contribuição social (art. 154, I, da CF/88) não pode ter base de
cálculo ou fato gerador igual à de qualquer contribuição social
já existente na CF/88 (por exemplo, COFINS, CSLL etc.), mas pode
ter base de cálculo igual ou fato gerador semelhante à de imposto já
descrito na CF/88 (por exemplo, IR, IPI, II, IE, IOF etc.).

Portanto, a resposta é a letra “a”.

69. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da natureza jurídica


da contribuição social, analise as assertivas abaixo relativas
às espécies tributárias, indicando a correta.
a) Imposto.
b) Taxa.
c) Contribuição Parafiscal.
d) Empréstimo Compulsório.
e) Contribuição de Melhoria.

Foi considerada correta no gabarito definitivo a letra “c”. As


demais alternativas são certamente incorretas.

Assim, realça-se que determinada doutrina minoritária ainda


denomina as contribuições sociais de parafiscais. Entretanto, entendo
que a letra “c” também deve ser considerada incorreta.

Todas as contribuições sociais não podem ser consideradas


contribuições parafiscais, pois, a partir do advento da Lei nº
11.457/07, a atribuição de arrecadar e fiscalizar até mesmo as
106
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

contribuições sociais previdenciárias passou a ser da Secretaria da


Receita Federal do Brasil, órgão da administração direta da União.

Decerto, as contribuições previdenciárias antigamente eram


arrecadadas e fiscalizadas pelo INSS (autarquia), podendo-se
enquadrar no conceito de tributo parafiscal, mas, atualmente, não se
pode falar que estas contribuições sociais são parafiscais.

A questão fala em “contribuição social”, que se divide em: (a1)


contribuições da seguridade social (arts. 195, incs. I a IV, e 239,
da CF/88); (a2) outras contribuições de seguridade social (art.
195, §4º, da CF/88); (a3) contribuições sociais gerais (arts. 212,
§ 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);

Portanto, o tributo parafiscal é aquele arrecadado e fiscalizado


por terceira pessoa, dotada de autonomia administrativa e financeira,
diferente do ente federativo competente para instituir o tributo
(União, Estados, Distrito Federal e Municípios), buscando uma
finalidade ou interesse público e esta terceira pessoa passa a dispor
da receita compulsória para atingir os seus objetivos. São exemplos
as contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo SESC, SENAI,
SENAC, Conselhos Regionais de Medicina (CRM), Conselhos Regionais
de Odontologia etc.

Com efeito, pode ser considerada contribuição social


“parafiscal” as contribuições sociais gerais com base no art. 240, da
CF/88 (contribuições arrecadadas e fiscalizadas pelo SESC, SENAI,
SENAC, SEST, SENAT), e no art. 62 do ADCT (contribuição ao
SENAR), mas não as contribuições sociais (gênero).

70. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito das contribuições


sociais, é correto afirmar que:
a) a contribuição do empregador incide só sobre a folha de
salários.
b) a contribuição da empresa pode ser feita em função do
tipo de produto que ela vende.
c) o trabalhador não contribui para a Seguridade Social.
d) os concursos de prognósticos não estão sujeitos à
incidência de contribuições sociais.
e) pode haver incidência de contribuição social sobre a
importação de bens do exterior.

De acordo com a literalidade de algumas regras do art. 195, da


CF:

107
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a


sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei,
mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e
das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela
equiparada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do
trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da
previdência social, não incidindo contribuição sobre
aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social de que trata o art. 201;
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior,
ou de quem a lei a ele equiparar.
§ 9º As contribuições sociais previstas no inciso I do
caput deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de
cálculo diferenciadas, em razão da atividade
econômica, da utilização intensiva de mão-de-obra, do
porte da empresa ou da condição estrutural do mercado
de trabalho.

Logo, a resposta é a letra “e”, pois, a Emenda Constitucional n°


42/03, estabeleceu no art. 195, IV, da CF/88, a competência da
União para criação da Contribuição para o PIS/PASEP Importação e a
Contribuição para a COFINS, devida pelo importador de bens
estrangeiros ou serviços do exterior, que foi instituída pela Lei
10.865/2004.

71. (ESAF/ATA/MF/2009) A respeito da base de cálculo


e contribuintes das contribuições sociais, analise as
assertivas abaixo, assinalando a incorreta.
a) Remuneração paga, devida ou creditada aos segurados e
demais pessoas físicas a seu serviço, mesmo sem vínculo
empregatício – EMPRESA.
b) Receita bruta decorrente dos espetáculos desportivos de
que participem em todo território nacional – PRODUTOR
RURAL PESSOA JURÍDICA.
c) Incidentes sobre a receita bruta proveniente da
comercialização da produção rural – SEGURADO ESPECIAL.
108
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

d) Salário de contribuição dos empregados domésticos a seu


serviço – EMPREGADORES DOMÉSTICOS.
e) Incidentes sobre seu salário de contribuição –
TRABALHADORES.

Letra A. Segundo o art. 195, I, da CF, a contribuição social da


empresa incide, na forma da lei, sobre a folha de salários e demais
rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à
pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício. Logo, correta.

Letras B e C. A receita bruta decorrente dos espetáculos


desportivos de que participem em todo território nacional é base
cálculo da contribuição social incidente sobre a associação desportiva
que mantém equipe de futebol profissional, segundo o §6°, do art.
22, da Lei 8.212/91. Logo, incorreta a letra “b”.

Nesse rumo, segundo o art. 25 da Lei 8.212/91, a contribuição


do empregador rural pessoa física, e a do segurado especial,
destinada à Seguridade Social, respectivamente, é de: I - 2% da
receita bruta proveniente da comercialização da sua produção; II -
0,1% da receita bruta proveniente da comercialização da sua
produção para financiamento das prestações por acidente do
trabalho.

Letra D. Em relação a contribuição do empregador doméstico,


disciplinada no art. 24 da Lei 8.212/91, é de doze por cento (12%) do
salário-de-contribuição do empregado doméstico a seu serviço (base
de cálculo). Logo, correta.

72. (ESAF/PFN/2007) Contribuição previdenciária


classifica-se como
a) contribuição de intervenção no domínio econômico.
b) taxa vinculada à prestação de benefícios previdenciários
de natureza continuada.
c) contribuição corporativa.
d) contribuição social.
e) contribuição de seguridade vinculada ao tesouro da
União, em razão da universalidade de cobertura e de
atendimento.

A partir da interpretação da CF/88, a doutrina e a


jurisprudência dominantes estabelecem a seguinte classificação das
contribuições especiais tributárias de competência da União:

109
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

 (i) Contribuições sociais (art. 149 da CF/88), que


se dividem em: (ia) contribuições ordinárias para a
seguridade social (arts. 195, incs. I a IV, e 239, da
CF/88); (ib) contribuições residuais para a seguridade
social (art. 195, §4º, da CF/88); (ic) contribuições sociais
gerais (arts. 212, § 5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT);
 (ii) Contribuição de intervenção no domínio
econômico (CIDE), que é prevista constitucionalmente
nos arts. 149 e 177, §4°;
 (iii) Contribuição de interesse das categorias
profissionais ou econômicas, também denominadas de
contribuições corporativas (arts. 8°, inc. IV, 149 da
CF/88).

Contribuições especiais da União


Contribuições sociais: contribuições ordinárias da seguridade
social; contribuições residuais da seguridade social; contribuições
sociais gerais;
CIDE;
Contribuição de interesse das categorias profissionais ou
econômicas.

Por sua vez, segundo entendimento dominante, classific-se as


contribuições sociais em:

 (i) Contribuições sociais ordinárias ou


nominadas da seguridade social (arts. 195, incs. I a
IV, e 239, da CF/88): (ia) contribuição social do
empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada
na forma da lei (art. 195, I, “a”, “b” e “c”); (ib)
contribuição social do trabalhador e dos demais segurados
da Previdência Social (art. 195, II); (ic) contribuição
social sobre a receita de concursos de prognósticos (art.
195, III); (id) contribuição social do importador de bens
ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar
(art. 195, IV); (ie) contribuição social para os Programas
de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público - PIS/PASEP (art. 239);
 (ii) Contribuições sociais residuais ou
inominadas para a seguridade social (art. 195, §4º,
da CF/88);
 (iii) Contribuições sociais gerais (arts. 212, §
5º, 240, da CF/88, e 62 do ADCT).

Contribuições sociais da União


110
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Contribuições ordinárias da seguridade social: contribuição


social do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada;
contribuição social do trabalhador e dos demais segurados da
Previdência Social; contribuição social sobre a receita de concursos
de prognósticos; contribuição social do importador de bens ou
serviços do exterior; PIS/PASEP.
Contribuições residuais da seguridade social;
Contribuições sociais gerais.

Em face do exposto, as contribuições previdenciárias são


consideradas contribuições sociais. Logo, correta a letra “d”.

73. (ESAF/PFN/2004) Considerado o entendimento


atualmente dominante no Supremo Tribunal Federal,
assinale a resposta que completa corretamente a assertiva.
“A alíquota de contribuição social destinada ao
financiamento da Seguridade Social, majorada por medida
provisória que tenha sido editada na primeira metade do
exercício financeiro, objeto de reedição e conversão em Lei,
poderá ser exigida ...”
a) depois de decorridos noventa dias da data da publicação
da Lei resultante da conversão.
b) depois de decorridos noventa dias da data da publicação
da medida provisória originária.
c) depois de decorridos noventa dias da data da reedição da
medida provisória.
d) no próximo exercício financeiro.
e) depois de decorridos noventa dias do início do próximo
exercício financeiro.

No caso das medidas provisórias, o STF compreende que o


prazo da anterioridade nonagesimal ou noventena, previsto no art.
195, §6°, da CF, começa a ser contado da publicação (edição)
da medida provisória que instituiu ou majorou contribuição e não
da publicação da lei que resultou de sua conversão (RE 487.475-AgR,
DJE de 6-8-2010).

Logo, correta a letra “b”.

Contudo, registramos para conhecimento que o prazo da


anterioridade deve ter como termo a quo a edição da medida
provisória somente em relação àqueles dispositivos que foram
repetidos no momento de sua conversão. No caso de mudança ou
introdução de novos dispositivos no momento da conversão, a
contagem do termo da noventena deve ter início com a edição desta
111
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

nova lei (RE 199.198, DJ de 28-6-2002; RE 598.268-AgR, DJE de 7-


8-2009; AI 533.244-AgR, DJE de 19-6-2009).

Ademais, na hipótese de mera reedição de medida provisória,


conta-se o prazo de noventa dias a partir da veiculação da primeira
medida provisória (AI 533.060-AgR, DJE de 20-11-2009; AI 623.157-
AgR, DJE de 9-10-2009; RE 595.673-AgR, DJE de 7-8-2009).

74. (ESAF/PFN/1998) Alíquota da contribuição sobre


lucro líquido, majorado por medida provisória convertida em
lei posteriormente, pode ser aplicada
a) após decorridos noventa dias da publicação da lei.
b) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da
publicação da lei.
c) após decorridos noventa dias da publicação da medida
provisória.
d) a partir de 10 de janeiro do ano subseqüente ao da
publicação da medida provisória.
e) após decorridos noventa dias da sanção da lei.

Na hipótese das medidas provisórias, o STF compreende que o


prazo da anterioridade nonagesimal ou noventena, previsto no art.
195, §6°, da CF, começa a ser contado da publicação (edição)
da medida provisória que instituiu ou majorou contribuição e não
da publicação da lei que resultou de sua conversão (RE 487.475-AgR,
DJE de 6-8-2010).

Logo, correta a letra “c”.

75. (ESAF/PFN/1998)
(i) Entidades não estatais, como o SENAI e o SENAC,
podem ter o poder de tributar, desde que a lei lho conceda?
(ii) A COFINS – contribuição para o financiamento da
seguridade social –, segundo o entendimento do Supremo
Tribunal Federal, é um tributo?
(iii) A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição
para a seguridade social?
Marque, entre as opções abaixo, a que responde
corretamente, e na devida seqüência, aos três quesitos
acima.
a) Sim, sim, sim.
b) Sim, não, sim.
c) Não, sim, sim.
d) Não, não, sim
e) Não, não, não.
112
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Item I. O poder de tributar é apenas pertencente aos entes


federativos, a saber: União, Estados-membros, Distrito Federal e
Municípios. Logo, a resposta é não.

Item II. A COFINS – contribuição para o financiamento da


seguridade social – é um tributo, segundo o entendimento do STF e
interpretação do art. 195 da CF. Logo, a resposta é sim.

Item III. A contribuição social sobre o lucro é uma contribuição


para a seguridade social, conforme art. 195, I, “c”, da CF/88. Logo, a
resposta é sim.

Portanto, a resposta é a letra “c” (não, sim, sim).

76. (ESAF/AFRFB/2010) Segundo o art. 195, caput, da


Constituição Federal, a seguridade social será financiada por
toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da
lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e
das contribuições sociais que enumera. Sobre estas, é
incorreto afirmar que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se
dará por toda a sociedade, revela-se o caráter solidário de
tal financiamento. Todavia, as pessoas físicas e jurídicas
somente podem ser chamadas ao custeio em razão da
relevância social da seguridade se tiverem relação direta
com os segurados ou se forem, necessariamente,
destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem
lei, não autoriza exigência de quem não tenha sido indicado
por lei como sujeito passivo de obrigação tributária, e não
autoriza que seja desconsiderada a legalidade estrita que
condiciona o exercício válido da competência relativamente
a quaisquer tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos,
submetem-se às normas referentes às limitações do poder
de tributar, contidas no art. 150 da Constituição Federal,
com exceção da anterioridade geral, em face da norma
especial contida no art. 195, § 6° (anterioridade
nonagesimal), especialmente concebida para o
condicionamento da instituição de contribuições de
seguridade social.
d) para a instituição de contribuições ordinárias
(nominadas) de seguridade social, quais sejam, as já
113
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição,


basta a via legislativa da lei ordinária, consoante o
entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de
imunidade das contribuições para a seguridade social.

Letra (A). A CF determina que o financiamento da seguridade


social se dê por toda a sociedade, o que revela o caráter solidário de
tal financiamento. Assim, em face da solidariedade social, todos são
chamados ao custeio em razão da sua relevância, não importando
terem ou não relação direta com os segurados, nem tampouco
serem, necessariamente, destinatárias de benefícios da Seguridade
Social. Por exemplo, a incidência da contribuição previdência sobre
os proventos da aposentadoria e pensões dos servidores públicos.
Logo, incorreta.

Letra (B). A solidariedade não autoriza a desobediência ao


princípio da legalidade e da tipicidade tributária. Logo, correta.

Letra (C). De acordo com o art. 149 e 195 do texto


constitucional. Logo, correta.

Letra (D). Segundo entendimento consagrado no STF, não é


necessária lei complementar para instituir contribuições ordinárias
(nominadas) de seguridade social previstas nos incisos I a IV do art.
195, bastando para tanto lei ordinária. Logo, correta.

Letra (E). Dispõe o art. 195, §7°, da CF, que são “isentas de
contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de
assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei”.
Neste sentido, a doutrina majoritária entende que o caso é de
imunidade condicionada, pois depende da observância de requisitos
legais para a sua implementação. Contudo, o examinador
compreendeu que o comando da questão parte do pressuposto de
que se está tratando de uma entidade beneficente de assistência
social que já preencheu todos os requisitos legais para fazer jus a
imunidade. Logo, correta.

77. (ESAF/AFRFB/2010) Sobre a Contribuição Social para


o Lucro Líquido (CSLL), instituída pela Lei n. 7.689/88,
julgue os itens abaixo, classificando-os como verdadeiros
(V) ou falsos (F). Em seguida, escolha a opção adequada às
suas respostas:
I. a sua base de cálculo é a mesma do imposto de renda das
pessoas físicas, sendo que as deduções e compensações
114
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

admissíveis para a apuração de um correspondem àquelas


admitidas para fins de apuração da base de cálculo do
outro;
II. a sua base de cálculo é o valor do resultado do exercício
antes da provisão para o imposto de renda;
III. a CSLL poderá incidir sobre o resultado presumido ou
arbitrado, quando tal seja o regime de apuração a que a
pessoa jurídica se submete relativamente ao imposto de
renda.
a) Estão corretos os itens I e II.
b) Estão corretos os itens I e III.
c) Estão corretos os itens II e III.
d) Todos os itens estão corretos.
e) Todos os itens estão errados.

Item I e II. A base de cálculo da contribuição social sobre o


lucro das pessoas jurídicas (CSLL) é o valor do resultado do exercício,
antes da provisão para o imposto de renda (art. 2° da Lei 7.689/88).
Por conseguinte, as deduções e compensações para a apuração da
base de cálculo da CSLL, em regra, não são as mesmas para
apuração da base de cálculo do IR. Logo, o item I é incorreto e o
item II é correto. Por sua vez, devemos atentar também que o item I
fala em imposto de renda das pessoas físicas.

Item III. Segundo o parágrafo único do art. 6° da Lei 7.689/88,


aplicam-se à CSLL, no que couber, as disposições da legislação do
imposto de renda referente à administração, ao lançamento, à
consulta, à cobrança, às penalidades, às garantias e ao processo
administrativo. Deste modo, a CSLL poderá incidir sobre o resultado
presumido ou arbitrado, quando tal seja o regime de apuração a que
a pessoa jurídica se submete relativamente ao IR.

Portanto, a alternativa “c” deve ser marcada.

78. (ESAF/PFN/2008) Responda às questões abaixo, com


Sim ou Não. Em seguida, indique a opção que contenha a
seqüência correta.
1. Segundo a Constituição da República, é vedado à lei que
instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de
petróleo destinar o produto de sua arrecadação a órgão,
fundo, despesa ou qualquer outra finalidade determinada?
2. A lei brasileira prevê a cobrança de contribuição de
intervenção no domínio econômico, devida por pessoa
jurídica adquirente de conhecimentos tecnológicos?
115
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

3. Entre os métodos de cálculo dos chamados “preços de


transferência” está o Método dos Preços Independentes
Comparados, definido como a média aritmética dos preços
de bens, serviços ou direitos, idênticos ou similares,
apurados no mercado brasileiro ou de outros países, em
operações de compra e venda, em condições de pagamento
semelhantes?
a) Sim, Sim, Sim
b) Não, Não, Não
c) Sim, Não, Sim
d) Sim, Sim, Não
e) Não, Sim, Sim

Item I. Segundo as alíneas “a” a “c”, do inc. II, do §4°, do art.


177, da Constituição da República, à lei que instituir contribuição de
intervenção no domínio econômico relativa às atividades de
importação ou comercialização de petróleo deverá destinar o produto
de sua arrecadação ao pagamento de subsídios a preços ou
transporte de álcool combustível, gás natural e seus derivados e
derivados de petróleo; ao financiamento de projetos ambientais
relacionados com a indústria do petróleo e do gás e ao financiamento
de programas de infra-estrutura de transportes. Logo, não.

Item II. A Lei 10.168/2000 institui a CIDE destinada a


financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade-Empresa
para o Apoio à Inovação (CIDE Tecnologia). Nesse rumo, o caput do
art. 2° da Lei 10.168/2000 dispõe que a CIDE Tecnologia é devida
pela pessoa jurídica detentora de licença de uso ou adquirente de
conhecimentos tecnológicos, bem como aquela signatária de
contratos que impliquem transferência de tecnologia, firmados com
residentes ou domiciliados no exterior. Logo, sim.

Item III. O Método dos Preços Independentes Comparados


(PIC) é definido como a média aritmética dos preços de bens,
serviços ou direitos, idênticos ou similares, apurados no mercado
brasileiro ou de outros países, em operações de compra e venda, em
condições de pagamento semelhantes, conforme o art. 18, inc. I, da
Lei n. 9.430/1996. Logo, sim.

Portanto, correta a letra “e” (Não, Sim, Sim).

79. (ESAF/Curso de Formação/2010) No tocante às


contribuições para a seguridade social no texto
constitucional é INCORRETO afirmar que:

116
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

A () Não incidem sobre a importação de produtos


estrangeiros ou serviços.
B ( ) A pessoa natural destinatária das operações de
importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na
forma da lei.
C ( ) Não incidirão sobre as receitas decorrentes de
exportação.
D ( ) Só podem ser exigidas após decorridos noventa
dias da data da publicação da lei que as houver
instituído ou modificado, não se lhes aplicando o
Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso
III, alínea “b”.
E ( ) Poderão ter alíquota específica, tendo por base a
unidade de medida adotada.

Letra (A). O PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação


incidem sobre a importação de produtos estrangeiros. Logo,
incorreta.

Letra (B). A pessoa natural destinatária das operações de


importação poderá ser equiparada a pessoa jurídica, na forma da lei
(art. 149, §3°, CF). Logo, correta.

Letra (C). As contribuições para a seguridade social não


incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149,
§2°, I, CF). Logo, correta.

Letra (D). As contribuições para a seguridade social só podem


ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da
lei que as houver instituído ou modificado, não se lhes aplicando o
Princípio da Anterioridade disposto no art. 150, inciso III, alínea “b”
(art. 195, §6°, CF). Logo, correta.

Letra (E). As contribuições para a seguridade social poderão ter


alíquota específica, tendo por base a unidade de medida adotada (art.
149, §2°, III, “b”, CF). Logo, correta.

80. (ESAF/Curso de Formação/2010) A


Contribuição para o Financiamento da Seguridade
Social – Cofins e a Contribuição para o PIS/Pasep
sujeitam-se aos seguintes limites e preceitos
constitucionais:
A ( ) não incidem sobre as receitas decorrentes de
exportação e de importação.

117
Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

B ( ) somente lei complementar pode definir as


hipóteses de incidência concentrada (monofásica).
C ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o
lucro.
D ( ) podem ter alíquotas ad valorem, tendo por base o
valor da operação, e específica, tendo por base a
unidade de medida adotada.
E () são isentas de contribuição para a seguridade
social as entidades beneficentes de assistência social
que atendam às exigências estabelecidas em lei.

Letra (A). A Contribuição para o Financiamento da Seguridade


Social – Cofins e a Contribuição para o PIS/Pasep incidem sobre a
importação. Logo, incorreta.

Letra (B). Pode lei ordinária definir as hipóteses de incidência


concentrada (art. 149, §4°, CF). Logo, incorreta.

Letras (C) e (D). Segundo os termos da CF/88 (art. 149, §2°,


III), as contribuições sociais poderão ter alíquotas: (i) ad valorem,
tendo por base o faturamento, a receita bruta ou o valor da
operação e, no caso de importação, o valor aduaneiro; (ii)
específica, tendo por base a unidade de medida adotada. Logo,
incorreta.

Letra (E). Segundo os termos da CF/88 (art. 195, §7°), são


isentas de contribuição para a seguridade social as entidades
beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei. Registra-se que o STF entende o caso como
imunidade, pois prevista no texto constitucional. Logo, correta.

81. (ESAF/Curso de Formação/2010) O


destinatário de remessa postal internacional indicado
pelo respectivo remetente não pode ser equiparado ao
contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a Cofins
Importação.

São contribuintes do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-


Importação o (a):

 importador, assim considerada a pessoa física ou


jurídica que promova a entrada de bens estrangeiros no
território nacional, equiparando-se a este o
destinatário de remessa postal internacional indicado

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

pelo respectivo remetente e o adquirente de


mercadoria entrepostada;
 pessoa física ou jurídica contratante de serviços de
residente ou domiciliado no exterior; e
 beneficiário do serviço, na hipótese em que o
contratante também seja residente ou domiciliado no
exterior.

Logo, verifica-se que é importante você saber que a lei


equipara ainda ao importador o destinatário de remessa postal
internacional indicado pelo respectivo remetente e o
adquirente de mercadoria entrepostada.

De mais a mais, verificamos que a legislação não elege


responsáveis pessoais, mas somente responsáveis solidários, que
são o:
 depositário, assim considerada qualquer pessoa
incumbida da custódia de bem sob controle aduaneiro; e
 transportador, quando transportar bens procedentes do
exterior ou sob controle aduaneiro, inclusive em percurso
interno;
 representante, no País, do transportador
estrangeiro;
 expedidor, o operador de transporte multimodal ou
qualquer subcontratado para a realização do transporte
multimodal; e
 adquirente de bens estrangeiros, no caso de
importação realizada por sua conta e ordem, por intermédio
de pessoa jurídica importadora.

O transporte multimodal é a junção de dois ou mais tipos de


transporte, com o objetivo de levar a mercadoria até ao seu destino
final, tais como aviões, navios, caminhões, carretas, ônibus, dentre
outros. Desse modo, no transporte multimodal, qualquer
subcontratado ou o próprio expedidor (pessoa que celebra o contrato
com o operador de transporte) será responsavel solidário pelo
pagamento do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação.

Em face do exposto, o destinatário de remessa postal


internacional indicado pelo respectivo remetente pode ser
equiparado ao contribuinte para o PIS/Pasep Importação e a
Cofins-Importação.

Logo, incorreta.

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

82. (ESAF/MDIC/2012/adaptada à realidade


atual do STF) Considerando a incidência da
contribuição para os Programas de Integração Social e
de Formação do Patrimônio do Servidor Público
(PIS/PASEP-Importação) e Contribuição para o
Financiamento da Seguridade Social (COFINS-
Importação), é correto afirmar que:
a) tem como fato gerador o registro da Declaração de
Importação e sua base de cálculo é o valor de
transação da mercadoria acrescido dos encargos
cambiais correspondentes.
b) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro do
bem importado e como base de cálculo o valor
aduaneiro acrescido do imposto de importação e dos
encargos cambiais pagos pelo importador ou dele
exigíveis.
c) tem como fato gerador o ingresso do bem no
território aduaneiro do país, e a base de cálculo é o
valor aduaneiro.
d) tem como fato gerador o desembaraço aduaneiro de
produto de procedência estrangeira, e sua base de
cálculo é o valor aduaneiro acrescido do ICMS e dos
encargos cambiais.
e) tem como fato gerador o registro da Declaração de
Importação, e sua base de cálculo é o valor aduaneiro
acrescido do imposto de importação e dos encargos
cambiais efetivamente pagos pelo importador.

A base de cálculo do PIS/Pasep-Importação e a Cofins-


Importação, segundo a gramaticalidade da lei, é: (a) o valor
aduaneiro, assim entendido o valor que servir ou que serviria de
base para o cálculo do imposto de importação, acrescido do
valor ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor
das próprias contribuições, na hipótese de entrada de bens
no território naciona2; ou (b) o valor pago, creditado,
entregue, empregado ou remetido para o exterior, antes da
retenção do imposto de renda, acrescido do ISS e do valor das
próprias contribuições, na hipótese de prestação de serviço;
(c) o peso ou o volume do produto importado, no caso das
contribuições sobre a importação tributadas por unidade de medida
(combustíveis derivados do petróleo, bebidas e embalagens e álcool).

2
Prestar atenção na decisão STF discutida logo em seguida (RE 559.937,
DJE 04-4-2013).

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

Verifica-se, assim, que nas letras “a” (entrada de bens no


território nacional) e “b” (hipótese de prestação de serviços)
se aplica a alíquota ad valorem (percentagem) e na letra “c” a
alíquota específica (mercadoria expressa em unidade de
medida).

Decerto, segundo a literalidade do RA, anotamos que o ICMS


quando incidente comporá a base de cálculo das contribuições,
mesmo que tenha seu recolhimento diferido.

Porém, para fins de prova, registra-se que o item “a” foi


parar no STF que, sob o fundamento de bitributação
inconstitucional, declarou inconstitucional o acréscimo do
valor ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor
das próprias contribuições, na hipótese de entrada de bens
no território nacional na base de cálculo do ICMS.

Vejamos o resumo da relevantíssima decisão para a


sua prova de Legislação Aduaneira para Auditor-
Fiscal: o STF considerou inconstitucional o art. 7º, I, da
Lei 10.865/2004, que determina que a base de cálculo do
PIS e da Cofins incidentes sobre a importação ‘será o
valor aduaneiro, assim entendido, para os efeitos desta
lei, o valor que servir ou que serviria de base para o
cálculo do Imposto de Importação, acrescido do valor do
ICMS incidente no desembaraço aduaneiro e do valor das
próprias contribuições, na hipótese do inciso I do caput do
art. 3º desta lei’. Verificada afronta ao art. 149, § 2º,
III, a, da CF, introduzido pela EC 33/2001,
reconheceu-se a inconstitucionalidade da expressão
‘acrescido do valor do ICMS incidente no
desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições’, contida no citado art. 7º, I, da Lei
10.865/2004. (...) No que respeita à contribuição
de seguridade social do importador, ela teria como
suportes diretos os arts. 149, II, e 195, IV, da CF, e
se submeteria, ainda, ao art. 149, § 2º, III, da CF,
acrescido pela EC 33/2001. Com a combinação
desses dispositivos, ter-se-ia que a União seria
competente para instituir contribuição do
importador ou equiparado, para fins de custeio da
seguridade social (art. 195, IV), com alíquota
específica (art. 149, § 2º, III, b) ou ad valorem.
Esta teria por base o valor aduaneiro (art. 149, §
2º, III, a). (...) Daí, no que tange à importação, ter-se-

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Curso de 3001 Questões de Direito Tributário da ESAF Edvaldo Nilo

ia estabelecido que a contribuição poderia possuir


alíquota ad valorem, tendo por base o valor
aduaneiro, ou específica, tendo por base a unidade de
medida adotada. Dessa forma, a redação do art. 149,
§ 2º, III, a, da CF, ao circunscrever a tributação ao
faturamento, à receita bruta e ao valor da operação
ou, no caso de importação, ao valor aduaneiro,
possuiria o efeito de impedir a pulverização de
contribuições sobre bases de cálculo não previstas.
(...) Destacou-se que o constituinte derivado, ao
estabelecer que as contribuições sociais e
interventivas poderiam ter alíquotas ad valorem,
com base no faturamento, na receita bruta ou no
valor da operação e – no caso de importação – no
valor aduaneiro, teria inovado. Ele circunscrevera
às bases a respectiva competência, sem prejuízo do
já previsto no art. 195 da CF. Assentou-se que as
contribuições sobre a importação, portanto, não
poderiam extrapolar a base do valor aduaneiro, sob
pena de inconstitucionalidade por violação à norma
de competência no ponto constante do art. 149, §
2º, III, a, da CF. Asseverou-se que a Lei 10.865/2004,
ao instituir o PIS/Pasep-Importação e a Cofins-
Importação, teria desconsiderado a imposição
constitucional no sentido de que as contribuições
sociais sobre a importação, quando tivessem
alíquota ad valorem, deveriam ser calculadas com
base apenas no valor aduaneiro. A lei impugnada
teria determinado que as contribuições fossem
calculadas sobre esse valor e também sobre o valor
do ICMS-Importação e o das próprias contribuições
instituídas." (RE 559.937, DJE 04-4-2013)

Veja que a questão é anterior a decisão do STF e adotou que o


fato gerador do PIS/PASEP-Importação e COFINS-Importação é a
entrada de bens estrangeiros no território aduaneiro e a sua
respectiva base de cálculo é o valor aduaneiro.

Logo, correta a letra “c”.

83. (ESAF/Curso de Formação/2010) Na


importação de bens ou mercadorias sujeitas a alíquota
ad valorem, a base de cálculo da contribuição para o
PIS/Pasep–Importação e da Cofins–Importação é:
A ( ) O valor aduaneiro.
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B ( ) O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e do


IPI, quando não recuperável.
C () O valor aduaneiro acrescido do valor do ICMS e
das próprias contribuições.
D ( ) O valor remetido para o exterior.
E ( ) O peso ou volume do produto importado.

Veja que a questão é anterior a decisão do STF e, no caso, a


base de cálculo adotou que é o valor aduaneiro, assim entendido
o valor que servir ou que serviria de base para o cálculo do imposto
de importação, acrescido do valor ICMS incidente no
desembaraço aduaneiro e do valor das próprias
contribuições, na hipótese de entrada de bens no território
nacional.

Logo, seria correta a letra “c”.

Porém, nos dias de hoje, em razão da decisão do STF, a


correta é a letra “a”.

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