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Ficha de aconselhamento

Nº 36 • Maio 2009

Doenças respiratórias dos suínos


As doenças respiratórias dos suínos são as principais ♦ Gripe suína – Transmitida por um vírus de
responsáveis por perdas económicas. Os factores carácter zoonótico (H1N1), é responsável por elevada
predisponentes estão relacionados com a higiene e o morbilidade e baixa mortalidade. Sinais: Febre, anorexia,
maneio, pelo que a manutenção da saúde destes prostração, dispneia, espirros, tosse, descarga nasal
animais passa pela melhoria das condições de seromucosa, conjuntivite e perda de peso. Quando
produção. associada a infecções bacterianas oportunistas causa
sinais mais severos. Tratamento: Expectorantes e
antibióticos para as infecções secundárias.
Medicamentos mais utilizados: Eres, Quentan,
Compropen, Depoclina, Vetrimoxin L.A., Coopertet L.A.
Profilaxia: Vacinação. Vacinas mais utilizadas:
Geskygrip, Akipor Flu, Gripork.

♦ Pleuropneumonia – Causada pela bactéria


Actinobacillus pleuropneumoniae. Sinais: Febre, anorexia,
prostração, dispneia, fluxo sanguinolento naso-bucal,
pele cianótica, vómitos. Os animais permanecem nos
cantos das instalações em posição de “cão sentado” ou
Doenças Respiratórias em decúbito ventral. Tratamento: Antibioterapia.
Medicamentos mais utilizados: Longamox, Cobactan
♦ Pneumonia Enzoótica – Causada pela bactéria 2,5%, Eficur, Draxxin, Spectam, Nuflor. Profilaxia:
Mycoplasma hyopneumoniae. É uma doença infecciosa Vacinação. Vacinas mais utilizadas: Porcilis APP.
de carácter crónico, muito contagiosa, cuja infecção é
respiratória. Confere alta morbilidade mas baixa
♦ PRRS (Síndrome reprodutivo e respiratório
mortalidade. Sinais: tosse seca, corrimento nasal
suíno) – Infecção viral, cujos sinais respiratórios
mucoso, complicações broncopulmonares purulentas,
antecedem os reprodutivos. Sinais: febre, anorexia,
atraso no crescimento e baixo desenvolvimento
pneumonia, infertilidade, aborto, parto prematuro ou
corporal. O quadro clínico é influenciado por infecções
tardio, cianose ou hiperémia dos pavilhões auriculares,
respiratórias secundárias. Tratamento:
tetos e vulva. Nascimento de leitões fracos e/ou nados-
Antibioterapia. Medicamentos mais utilizados:
mortos, sintomatologia respiratória nos leitões.
Tenaline L.A., Depotyl L.A., Tylan, Tiamutin.
Profilaxia: Vacinação. Vacinas mais utilizadas: Amervac-
Profilaxia: Vacinação. Vacinas mais utilizadas:
PRRS, Ingelvac PRRS, Porcilis PRRS.
Hyoresp, Ingelvac M. Hyo, M+PAC,
Profilaxia
♦ Rinite atrófica – Provocada pela acção de duas
bactérias: Bordetella bronchiseptica e Pasteurella
multocida, com transmissão por contacto directo ou ♦ Boas condições de maneio - evitar o
aerossóis. É mais frequente nos leitões em lactação. sobrepovoamento e outras formas de stress
Sinais: espirros, corrimento nasal mucoso, formação imunológico, ambiental e social.
de placas escuras nos ângulos internos dos olhos, ♦ Temperatura e ventilação adequadas -
atraso no crescimento, hipoplasia dos cornetos nasais Favorecer o arejamento das instalações e o isolamento
e deformação da tromba. Tratamento: Antibioterapia. térmico das paredes. Evitar as correntes de ar.
Medicamentos mais utilizados: Clamoxyl, Micotil 300, ♦ Higiene e desinfecção das instalações –
Tenaline L.A.. Profilaxia: Vacinação. Vacinas mais Produtos mais utilizados: Alkedol DES VA, Bradofen,
utilizadas: Porcilis AR-T, Rinipravac-DT, Ingelvac D39, Despadac, Halamid, Iosan.
DART.

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