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MANUAL DE FORMAÇÃO

CURSO: CONSULTORIA DE IMAGEM E PERSONAL SHOPPING

Formador(a): Raquel Guimarães


Índice

História da Moda e Tendências ...................................................................................................................... 6


Anos 20 ..................................................................................................................................................... 6
Anos 30 ................................................................................................................................................... 10
Anos 40 ................................................................................................................................................... 13
Anos 50 ................................................................................................................................................... 15
Anos 60 ................................................................................................................................................... 19
Anos 70 ................................................................................................................................................... 22
Anos 80 ................................................................................................................................................... 24
Anos 90 ................................................................................................................................................... 25
Anos 2000, 2001 ..................................................................................................................................... 25
Ícones de moda na atualidade (Revista Times) .................................................................................... 26
A Consultoria de Imagem e o Personal Shopping........................................................................................ 29
Fashion Adviser / Consultor(a) de Imagem / Personal Stylist / Personal Shopper / Assessor de Imagem
/ Consultor(a) de Moda ........................................................................................................................... 29
O Consultor de Imagem ......................................................................................................................... 30
Personal Shopper ................................................................................................................................... 38
Consultoria de imagem .......................................................................................................................... 49
Bibliografia relevante .............................................................................................................................. 83
O processo de consultoria de imagem no contexto pessoal ....................................................................... 85
A importância da imagem ...................................................................................................................... 85
Closet Cleaning/Closet Detox/Closet Restyling ..................................................................................... 93

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O processo de consultoria de imagem no contexto profissional – Empresas ........................................... 107
O poder da imagem ............................................................................................................................. 107
O processo de consultoria de imagem no contexto profissional – Cliente individual ............................... 115
Comunicação não verbal ..................................................................................................................... 115
Inteligência vestimentar ........................................................................................................................ 119
Consultoria de imagem – Mulher ................................................................................................................ 160
Breve dicionário de moda .................................................................................................................... 160
O guarda-roupa essencial.................................................................................................................... 197
Os diferentes tipos de estilo ................................................................................................................. 202
Biótipos – Partes do corpo da mulher .................................................................................................. 212
Técnicas de correção de proporções através de efeitos óticos ......................................................... 216
Como vestir os diferentes biótipos ....................................................................................................... 224
Etiqueta e Protocolo – Mulher...................................................................................................................... 290
Casamentos .......................................................................................................................................... 290
Funerais ................................................................................................................................................ 303
Batizados .............................................................................................................................................. 304
Passagem de Ano ................................................................................................................................ 304
Os diferentes dress codes .......................................................................................................................... 306
Consultoria de imagem – Homem ............................................................................................................... 309
Como organizar o guarda-roupa? ........................................................................................................ 309
Guarda-roupa essencial para homem ................................................................................................. 312
Diferentes tipos de estilo ...................................................................................................................... 313
Breve dicionário de moda .................................................................................................................... 319

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Consultoria de imagem ........................................................................................................................ 334
Regras gerais para os homens ............................................................................................................ 335
Biótipos ................................................................................................................................................. 376
Etiqueta e Protocolo - Homem..................................................................................................................... 388
Casamentos .......................................................................................................................................... 388
Batizados .............................................................................................................................................. 391
Funerais ................................................................................................................................................ 391
Os diferentes dress codes - Homem .......................................................................................................... 392
Introdução - A importância do estudo da cor ............................................................................................. 394
Teoria básica da cor ............................................................................................................................. 396
Círculo cromático ................................................................................................................................. 398
Efeitos cromáticos ................................................................................................................................ 401
Harmonia cromática ............................................................................................................................. 402
Temperatura das cores ........................................................................................................................ 404
Nome das cores ................................................................................................................................... 405
Tom ....................................................................................................................................................... 407
Nuance.................................................................................................................................................. 407
Aspetos da cor ..................................................................................................................................... 408
Influência da cor na moda........................................................................................................................... 410
Informação adicional ............................................................................................................................ 410
Psicologia das cores – O significado das cores......................................................................................... 411
Análise da cor .............................................................................................................................................. 415
Análise das cores que favorecem uma cliente .................................................................................... 419

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Esquemas para determinar harmonias cromáticas sazonais de forma simples ................................ 425
Teste da cor .......................................................................................................................................... 428
Método Sazonal Expandido ................................................................................................................. 430
Conclusão ............................................................................................................................................. 433
Brafitting e consultoria de lingerie............................................................................................................... 434
Microexpressões com Linguagem Corporal ............................................................................................... 443
As 26 variações mais comuns das sete microexpressões .................................................................. 443
O Dicionário da Moda ................................................................................................................................. 481
Classificação de Tecidos ..................................................................................................................... 481
Fibras .................................................................................................................................................... 482
Tecidos ................................................................................................................................................. 483
Tecidos ideais para diferentes estações ............................................................................................. 495
Tecidos ideais para as diferentes ocasiões ........................................................................................ 497
Acabamento ou enobrecimento dos tecidos ....................................................................................... 497
Anexos ......................................................................................................................................................... 499
Ficha de cliente – Mulher ..................................................................................................................... 499
Ficha de consultoria de imagem .......................................................................................................... 502
Ficha de cliente – Homem .................................................................................................................... 508
Medidas universais ............................................................................................................................... 512

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História da Moda e Tendências
Anos 20

CHARLESTON GIRL, GARÇONNE E DIVA


Foi uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme
das melindrosas mulheres modernas da época, que frequentavam bares, teatros, espetáculos de
variedades, cabarets, cinemas e traduziam no seu comportamento e modo de vestir o espírito da também
chamada Era do Jazz (vindo dos EUA e considerado a música dos pretos).

A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos,
que exibiam os filmes de Hollywood e os seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks.
Inspirando-se ora na estética expressionista, ora no estilo da “Nova Objetividade”, o cinema exprimia de
forma perfeita o novo modo de encarar a vida: uma metrópole a fervilhar com todos os vícios que lhe estão
inerentes: sexualidade, entre o boudoir e o bordel. Era visível o deambular entre o abismo, um oscilar entre
libertinagem e decência, entre pobreza e riqueza, normalidade e loucura. O divertimento e a fome de viver
dominaram a década. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como:

GLORIA SWANSON Mary Pickford

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A partir de 1925, a Europa deixa-se enfeitiçar pela cantora e bailarina negra norte-americana
Josephine Baker e pela sua Revue Négre.

Livre dos espartilhos, usados até o final do século XIX, a mulher começava a ter mais liberdade e
já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilhagem. A boca era carmim, pintada para parecer
um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a
lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilhagem.

A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, com franjas
leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que
facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo charleston – dança vigorosa, com
movimentos bem altos para os lados, a partir dos joelhos. As meias de malha fina
com costura eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas, muito compridas e
elegantes. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O
modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado
com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado.

A mulher sensual era aquela sem curvas, com seios, ancas e cabeça pequenos. As pernas
deveriam ser longas e a atenção estava toda voltada para os tornozelos. Alguns contemporâneos
comentavam que a mulher estava a masculinizar-se.

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Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as
ligas rendadas das mulheres – um verdadeiro escândalo aos mais conservadores. A década de 20 foi da
estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, puro e elegante. Criou capas, blazers, cardigans, colares
compridos, boinas e os cabelos curtos, levando a que o vestuário feminino se libertasse do peso dos
adornos e dos cortes desconfortáveis. Durante toda a década, Chanel lançou uma nova moda após a
outra, sempre com muito sucesso. Comprou o resto do jersey bege à Rodier (tecido que até aí só era
utilizado em vestuário desportivo e de trabalho ou em roupa interior). Executou, com ele, vestidos e
casacos que possibilitavam às mulheres movimentarem-se livremente. Preferia saias de cor lisa, usadas
com camisolas de malha ou casacos, sendo o conjunto adornado apenas por um lenço e poucas joias.
Lançou o vestido camiseiro, cujo cinto era substituído por uma faixa colocada em torno das ancas.
Começou também a criar bijuteria, tornando populares os longos colares e os grandes brincos em
materiais acessíveis. Criou o perfume Chanel nº5.

O desporto estava na moda (ténis e automobilismo) e os fatos de ténis ou de passeio começaram


a ser utilizados como modelo para a moda do dia a dia. As mulheres que não eram queriam parecê-lo.
Começaram a surgir novos materiais como as malhas e os tecidos sintéticos. Outro nome importante foi
Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", criando coleções inteiras para a estrela
do ténis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora do campo de ténis. As suas roupas de banho
também revolucionaram a moda de praia. Patou também criava roupas para atrizes famosas. Os seus
fatos tipo smoking, os seus fatos de banho e o seu vestuário informal tornaram-no famoso. Foi dos primeiros
a organizar desfiles de moda e a transformá-los em acontecimentos sociais cobiçados. Todos os modelos
tinham as suas iniciais. Convenceu as clientes que era uma honra exibi-las – novidade de marketing.

Os anos 20, em estilo art-déco, começaram a trazer a arte construtivista – preocupada com a
funcionalidade – além de lançamentos literários inovadores, como "Ulisses", de James Joyce. É o momento
também de Scott Fitzgerald, o grande sucesso literário da época, com o seu "Contos da Era do Jazz".

MODA MASCULINA

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A moda masculina não se afastou muito da discrição clássica das épocas anteriores. Preservou
tendencialmente os tons escuros e o carácter correto. Os tecidos eram um pouco mais coloridos. O tweed
e tecidos similares eram, entretanto, já confecionados com fios de cor. A moda ganhou outra dinâmica,
com feitios mais justos e proporções um pouco modificadas. Surgem os smokings coloridos.

Os fatos tinham um corte direito com uma cintura bastante alta. O casaco (de 2 botões) tinha
enchumaços nos ombros, para transmitir uma figura mais musculada. Os fatos mais usados eram os que
combinavam calças e casaco de tecidos diferentes, mas condizentes, como, por exemplo, o fraque,
solene fato de dia, composto por um casaco preto com uma fila de botões, combinado com um colete
cinzento, uma gravata clara e calças às riscas, as chamadas calças fantasia. Hoje, esta combinação
restringe-se a casamentos.

Em 1922, os estudantes de Oxford começaram a usar um tipo de calça muito larga – as oxfordbags
ou calças de tango. Combinavam-nas com casacos coloridos e estreitos. Não era um tipo de vestuário
muito sério, mas era moderno e provocante. Foi, neste século, um dos primeiros exemplos de moda
masculina realmente elegante.

Havia, também, vestuário desportivo inspirado no ténis, com calças brancas e camisola de malha,
mas nunca sem camisa.

No dia a dia, os verdadeiros senhores não saíam à rua sem chapéu e não usavam sobretudo, nem
luvas. Os sobretudos eram justos e de corte desportivo. A lapela variava segundo a moda, ora era mais
estreita, ora mais longa, ou mais baixa ou fechada mais acima. Eram muitas vezes forrados a pele ou
tinham uma gola em pele, cuja função era aquecer e acentuar a aparência senhorial de quem os usava.
Os úlster, um comprido sobretudo de inverno, era a forma mais corrente.

Estava em voga o estilo dandy, algo amaneirado e extravagante. No seculo XIX, os representantes
deste estilo foram individualidades como George Bryan Brummel, Charles Baudelaire ou Oscar Wilde. No
século XX, o seu principal representante foi o barão Von Eelking, editor da revista Der Modediktator,

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vendida na Alemanha entre 1927 e 1931. Era um típico dandy, snobe e sempre bem vestido, com fatos
confecionados com os melhores tecidos e cortes.

Na América, existia uma outra versão dandy, tendo o escritor Scott Fitzgerarld sido o mais distinto
representante. No seu romance “O Grande Gatsby” (1925), narra os excessos, os prazeres e as facetas
mais sombrias dessa forma de vida.

Os músicos de jazz negros tinham um estilo muito próprio, que se impôs em certos meios. Usavam
calças mais largas e compridas. Os casacos demasiado largos exprimiam uma atitude inconformista, o
que fez com que, durante algum tempo, as atenções estivessem viradas para estes homens de aspeto
exótico. O vagabundo, cujo arquétipo foi Charlie Chaplin, não era naturalmente um ideal de moda oficial.
Funcionava como um contraponto à figura do homem elegante e corretamente vestido. Estas tendências
de moda masculina atingiam apenas camadas muito específicas.

Anos 30
Após uma década de euforia, a alegria dos "anos loucos" chegou ao fim com a crise de 1929. A
queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque provocou uma crise económica mundial sem precedentes.
Milionários ficaram pobres de um dia para o outro, bancos e empresas faliram e milhões de pessoas
perderam os seus empregos.

Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir.
Diferentemente dos anos 20, que haviam destruído as formas femininas, os anos 30 redescobriram as
formas do corpo da mulher, através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias. Na história da
moda, foi difícil observar uma cisão tão clara entre duas épocas consecutivas. A masculinidade e o estilo
desportivo dos anos 20 foram substituídos por uma feminilidade mais tradicional, mas também mais
elegantes. Fez-se notar um retorno aos valores tradicionais. As formas angulares dos anos 20 esbateram-
se e transformaram-se em linhas fluídas.

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A figura feminina quer-se muito elegante, mas adquire novos
contornos, fazendo lembrar as estátuas gregas. As saias ficaram longas e
são justas em cima, acentuando as ancas estreitas. Vão alargando para
baixo, acabando em forma de sino. O feitio em godés é um elemento
importante desta linha porque permite que as saias tenham muita roda.
Voltou a acentuar-se a cintura que sobe até à sua altura natural e quer-se
fina. Os chapéus voltaram a ser mais imaginativos. Os vestidos eram justos
e retos, além de possuírem uma pequena capa ou um bolero, também
bastante usado na época. Em tempos de crise, materiais mais baratos
passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão. As blusas e
os casacos usavam-se relativamente justos, com manga estreita realçando
a figura.

Os cabelos curtos e lisos voltaram a usar-se suavemente ondulados e tão compridos que podiam
ser apanhados. O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram os
anos 30, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns pesquisadores
acreditam que foi a evolução dos trajes de banho a grande inspiração para tais roupas decotadas.

As personagens femininas representadas pelas atrizes nos anos 30 veiculavam uma imagem
diferente comparativamente à dos anos 20. A moda dos anos 30 descobriu o desporto, a vida ao ar livre
e os banhos de sol. Os mais abastados procuravam lugares à beira-mar para passar períodos de férias.
Seguindo as exigências das atividades desportivas, os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram
e os decotes chegaram até à cintura, assim como alguns modelos de vestidos de noite. A mulher dessa
época devia ser magra, bronzeada e desportiva, como o modelo de beleza da atriz Greta Garbo. O seu
visual era sofisticado, com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro (muito
imitado pelas mulheres). Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes.
Hollywood, através das suas estrelas, como Katherine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como
Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.

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GRETA GARBO KATHERINE MARLENE
HEPBURN DIETRICH

Alguns modelos novos de roupas surgiram com a popularização da prática de desportos, como os
calções, que surgiu a partir do uso da bicicleta. Os estilistas também criaram páreos estampados, fatos
de banho e sweaters. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram
muito usados pelos astros do cinema e da música.

Em 1935, um dos principais criadores de sapatos, o italiano Salvatore Ferragamo, lançou a sua
marca, que viria a transformar-se num dos impérios do luxo italiano. Com a crise na Europa, Ferragamo
começou a usar materiais mais baratos, como o cânhamo, a palha e os primeiros materiais sintéticos. A
sua principal invenção foi a palmilha compensada. Gabrielle Chanel continuava a ser um sucesso, assim
como Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin. A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de
ousadias nas suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista
americano a fazer sucesso em Paris. Os seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no
corte enviesado de Vionnet.

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Anos 40

A MODA E A GUERRA
Em 1940, a Segunda Guerra Mundial já havia começado na Europa. A cidade de Paris, ocupada
pelos alemães, em junho do mesmo ano, já não contava com todos os grandes nomes da alta-costura e
as suas maisons. Muitos estilistas mudaram-se, fecharam as suas casas ou levaram-nas para outros
países. A Alemanha ainda tentou destruir a indústria francesa de costura, levando as maisons parisienses
para Berlim e Viena, mas não teve êxito. O estilista francês Lucien Lelong, então presidente da câmara
sindical, teve um papel importante nesse período ao preparar um relatório, defendendo a permanência
das maisons no país. Durante a guerra, 92 ateliês continuaram abertos em Paris.

Apesar das regras de racionamento, impostas pelo Governo, que também limitava a quantidade
de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação das roupas, a moda sobreviveu à guerra. A
silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, perdurou até o final dos conflitos. A mulher francesa era
magra e as suas roupas e sapatos ficaram mais pesados e sérios.

A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar as suas roupas e utilizar
materiais alternativos na época, como a viscose e as fibras sintéticas. Mesmo depois da guerra, essas
habilidades continuaram a ser muito importantes para a consumidora média que queria estar na moda,
mas não tinha recursos para isso.

Na Grã-Bretanha, o "Fashion Group of Great Britain",


comandado por Molyneux, criou 32 peças de vestuário para serem
produzidas em massa. A intenção era criar roupas mais atraentes,
apesar das restrições. O corte era reto e masculino, ainda em estilo
militar. Os casacos e abrigos tinham ombros acolchoados,
angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes, como
o "tweed", muito usado na época. As saias eram mais curtas, com
pregas finas ou franzidas. As calças compridas tornaram-se práticas
e os vestidos que imitavam uma saia com casaco eram populares.

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O nylon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas
foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte
de trás, imitando as costuras.

Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. Com a dificuldade em
encontrar cabeleireiros, os travessões eram usados para prendê-los e formar cachos. Os lenços também
foram muitos usados nessa época. A maquilhagem era improvisada com elementos caseiros. Alguns
fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na
indústria bélica.

A simplicidade a que a mulher estava submetida talvez tenha despertado interesse pelos chapéus,
que eram muito criativos. Nesse período, surgiram muitos modelos e adornos. Alguns eram grandes, com
flores e véus; e outros, menores, de feltro, em estilo militar. Durante a guerra, a alta-costura ficou restrita
às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que, de alguma forma,
podiam frequentar os salões das grandes maisons. Alguns estilistas abriram novos ateliês em Paris,
durante a guerra, como Jacques Fath (1912-1954) – que se tornaria muito popular nos Estados Unidos
após a guerra –, Nina Ricci (1883-1970) e Marcel Rochas (1902-1955), um dos primeiros a colocar bolsos
nas saias. Alix Grès (1903-1993) chegou a ter o seu ateliê fechado logo após a inauguração, em 1941,
pelos alemães, por ter apresentado vestidos nas cores da bandeira francesa. A sua marca era a habilidade
em drapear o jersey de seda, com um acabamento primoroso. Outro estilista importante foi o inglês Charles
James (1906-1978), que, no período de 1940 a 1947, em Nova Iorque, criou modelos muito fashion.
Chegou a antecipar em alguns o que viria a ser o "New Look", de Christian Dior.

Durante a guerra, o chamado "ready-to-wear" (pronto para usar), que é a forma de produzir roupas
de qualidade em grande escala, realmente desenvolveu-se. Através dos catálogos de venda por
correspondência com os últimos modelos, os pedidos podiam ser feitos de qualquer lugar e entregues em
24 horas pelos fabricantes. Com a libertação de Paris, em 1944, a alegria invadiu as ruas, assim como os
ritmos do jazz e as meias de nylon americanas, trazidas pelos soldados, que levaram de volta para as
suas mulheres o perfume Chanel nº 5.

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No pós-guerra, o curso natural da moda seria a simplicidade e a praticalidade, características da
moda lançada por Chanel anteriormente. Entretanto, o francês Christian Dior, na sua primeira coleção,
apresentada em 1947, surpreendeu com as suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios
naturais, luvas e sapatos de saltos altos. O sucesso imediato do seu "New Look", como a coleção ficou
conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos. Dior estava
imortalizado com o seu "New Look" jovem e alegre. Era a visão da mulher extremamente feminina, que iria
ser o padrão dos anos 50.

Anos 50

A ÉPOCA DA FEMINILIDADE
Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos
50, tornou-se mais feminina e glamorosa, de acordo com a moda lançada pelo "New
Look", de Christian Dior, em 1947. Metros e metros de tecido eram gastos para
confecionar um vestido, bem amplo, saias incrivelmente rodadas que iam até à altura
dos tornozelos ou chão. A cintura era bem marcada com corpetes justos, ancas
acentuadas e ombros estreitos e descaídos (os enchumaços eram evitados). Os sapatos
eram de salto alto, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e joias.

Esta silhueta extremamente feminina e jovial atravessou toda a década de 50 e manteve-se como
base para a maioria das criações desse período. Nunca uma tendência foi tão rapidamente aceite pelas
mulheres como o "New Look" de Dior, o que indicava que a mulher ansiava pela volta da feminilidade, do
luxo e da sofisticação. Utilizavam-se tecidos muito trabalhados e caros, o que não acontecia há anos.

Com o fim da escassez dos cosméticos do pós-guerra, a beleza torna-se um tema de grande
importância. O clima era de sofisticação e era tempo de cuidar da aparência. A maquilhagem estava na
moda e valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um
verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do
indispensável delineador. A maquilhagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia

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ser perfeita. Grandes empresas, como a Revlon, Helena Rubinstein, Elizabeth Arden e Estée Lauder,
gastavam muito em publicidade, era a explosão dos cosméticos. Na Europa, surgiram a Biotherm, em
1952, e a Clarins, em 1954, lançando produtos feitos à base de plantas, que se tornaria uma tendência a
partir daí.

Era também o auge das tintas para cabelo, que passaram a fazer parte da vida de dois milhões
de mulheres e das loções alisadoras e fixadoras. Os penteados podiam ser coques ou rabos de cavalo,
como os de Brigitte Bardot. Os cabelos também ficaram um pouco mais curtos, com mesclas a cair no
rosto e as franjas davam um ar de menina.

Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50: a ingenuidade e as chiques, encarnado por
Grace Kelly e Audrey Hepburn, que se caracterizavam pela naturalidade, jovialidade e o estilo sensual e
fatal, como o das atrizes Rita Hayworth e Ava Gardner, como também o das pin-ups americanas, loiras e
com seios fartos. As pioneiras das atuais top models surgiram através das lentes dos fotógrafos de moda,
entre eles, Richard Avedon, Irving Penn e Willian Klein, que fotografavam para as maisons e para as
revistas de moda, como a Elle e a Vogue.

BRIGITTE BARDOT GRACE KELLY AUDREY HEPBURN

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RITA HAYWORTH AVA GARDNER

Durante os anos 50, a alta-costura viveu o seu apogeu. Nomes importantes da criação de moda,
como o espanhol Cristobal Balenciaga – considerado o grande mestre da alta-costura –, Hubert de
Givenchy, Pierre Balmain, Chanel, Madame Grès, Nina Ricci e o próprio Christian Dior, transformaram essa
época na mais glamorosa e sofisticada de todas.

Em 1955, as revistas Elle e Vogue dedicaram várias páginas das suas publicações às coleções de
prêt-à-porter, o que simbolizava que algo se estava a transformar no mundo da moda. Uma preocupação
dos estilistas era a diversificação dos produtos, através do sistema de licenças, que estava a revolucionar
a estratégia económica das marcas. Assim, alguns itens tornaram-se símbolos do que havia de mais
chique, como o lenço de seda Hermès, que Audrey Hepburn usava, o perfume Chanel Nº 5, preferido de
Marilyn Monroe, e o batom Coronation Pink, lançado por Helena Rubinstein para a coroação da rainha da
Inglaterra.

MODA MASCULINA
Depois da guerra, os homens usavam uniformes velhos transformados em vestuário civil. O
vestuário era confecionado com restos de tecido de proveniência desconhecida. Em finais dos anos 40,
impôs-se a linha em “V”, com ombros largos e cintura estreita, uma moda vinda dos EUA. O vestuário
masculino começou a acentuar mais o corpo. A funcionalidade, o aspeto correto, a boa qualidade e,

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principalmente, a longevidade do vestuário, eram características mais importantes do que o aspeto.
Enquanto no vestuário para o dia ainda existiam regras, para a noite, os homens usavam fato com um
casaco de uma ou duas filas de botões, com cores escuras, combinado com uma camisa branca e uma
gravata estreita e simples.

Nos EUA, as gravatas já tinham padrões berrantes ou motivos estampados. Os casacos


continuavam a ser largos, dado o ganho de peso, como consequência da prosperidade. As camisas em
nylon ou perlon eram como que um símbolo dos tempos modernos. Eram fáceis de lavar, secavam
depressa e não necessitavam de ser passadas a ferro. Os chapéus voltavam a ser obrigatórios, tanto em
combinação com um sobretudo, como a acompanhar um fato. A moda desportiva oferecia uma variante
mais ligeira do fato normal, mas em tecidos mais leves e mais coloridos. Os calções só podiam, na época,
ser usados na praia.

Nos anos 50, importam-se as calças de ganga (existente na América desde os anos 30) associadas
a valores de liberdade e masculinidade e como protesto contra a burguesia estabelecida. Alguns jovens,
oriundos de classes sociais mais privilegiadas, contrapunham um estilo mais opulento ao espírito burguês
dos seus pais e às privações dos anos de guerra. Inspirando-se no estilo da moda masculina do tempo
de Eduardo VII de Inglaterra, usavam calças justas, casaca ou casaco cintado com punhos e lapela de
veludo, complementando com um monóculo, relógio de bolso e alfinetes de gravata com brilhantes.

Em Londres, começam a aparecer os Teddy Boys. Eram jovens oriundos do meio operário, que
passavam os tempos livres nas ruas, juntando-se em gangs. Usavam casacos demasiadamente grandes
e em tons escuros, com uma fila de botões e ombros exageradamente largos, calças largas, mais justas
em baixo e que formavam pregas à volta do tornozelo. Começaram, também, a usar calças de ganga
justas. A complementar, usavam camisas engomadas, colete e uma gravata muito fina ou com um laço.
Os sapatos tinham solas grossas de borracha. Mais tarde, começaram a usar sapatos extremamente
bicudos. Este look encaixava perfeitamente com o penteado, uma grande popa sobre a testa, fixada com
brilhantina.

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O cinema lançou a moda do jovem rebelde, simbolizada por James Dean, no filme "Juventude
Transviada" (1955), que usava blusão de couro e jeans. Marlon Brando também sugeria um visual
displicente no filme "Um Bonde Chamado Desejo" (1951), transformando a camisa branca num símbolo
da juventude.

Anos 60

A ÉPOCA QUE MUDOU O MUNDO

Os anos 50 chegaram ao fim com uma geração de jovens, filhos do chamado "baby boom", que
vivia no auge da prosperidade financeira, num clima de euforia consumista gerada nos anos do pós-
guerra, que não tinha relação alguma com a alta-costura, mas exigia uma moda que correspondesse à
sua forma jovem de viver e que, além disso, fosse acessível em termos de preço. A moda perdia o seu
carácter elitista, tornando-se um fenómeno de massas e da juventude. A moda começa a servir para
manifestar pontos de vista políticos. A geração de 60 deixara de se definir segundo valores burgueses,
como a moral e a boa educação, pondo a nu a ambiguidade esses termos.

A nova década que começava já prometia grandes mudanças no comportamento, iniciada com o
sucesso do rock and roll e o rebolado frenético de Elvis Presley, o seu maior símbolo. A imagem do jovem
de blusão de couro e jeans, em motos ou lambretas, mostrava uma rebeldia ingénua sintonizada com
ídolos do cinema como James Dean e Marlon Brando. As mulheres bem comportadas já começavam a
abandonar as saias rodadas de Dior e optavam por calças cigarette, num prenúncio de liberdade. Os
vestidos dos anos 60 parecem vestidos de criança, em tecidos muito rígidos muitas vezes sintéticos e
com padrões com grandes flores ou gráficos e cores berrantes.

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Na moda, a grande vedeta dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia, a inglesa Mary Quant.
Entretanto, nas palavras da própria Mary Quant: "A ideia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi
a rua que a inventou".

Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da
moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as ideias inovadoras de Yves Saint Laurent, com a
criação de japonas e sahariennes [estilo safari], foram atualizações das tendências que já eram usadas
nas ruas de Londres ou Paris.

Em 1965, em França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com a sua
coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e a sua visão de futuro, nas suas "moon girls",
de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubo inspirados
nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com os seus estampados
psicadélicos. Paco Rabanne usou alumínio como matéria-prima. Os tecidos apresentavam muita
variedade, tanto nos estampados quanto as fibras, com a popularização dos tecidos sintéticos no
mercado, além de todas as sedas naturais, sempre muito usadas.

As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da cueca


e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist
e o rock. O unissexo ganhou força (ideal assexuado) com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira
vez, a mulher ousava vestir-se com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking, lançado para
mulheres por Yves Saint Laurent em 1966. Surge o termo “andrógino”.

Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra,
com seus cabelos curtíssimos e pestanas inferiores pintados com delineador. A maquilhagem era
essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados.
Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de
usar. Na primeira metade da década, os olhos usavam-se dramaticamente contornados a preto. Na
segunda metade, as mulheres combinavam sombras coloridas e pestanas postiças. Nessa área, Mary

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Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis,
pó, batom e pincel.

As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas
tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.

A rebeldia dos anos 60 culminou em maio de 1968. O movimento estudantil explodiu e tomou conta
das ruas em diversas partes do mundo e contestava a sociedade, os seus sistemas de ensino e a cultura
em diversos aspetos, como a sexualidade, os costumes, a moral e a estética. O que mais caracterizou a
juventude dos anos 60 foi o desejo de se revelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual.
Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula anticoncecional, no início da década, foi
responsável por um comportamento sexual feminino mais liberal. Porém, elas também queriam igualdade
de direitos, de salários, de decisão. Até o soutien foi queimado em praça pública, num símbolo de
libertação.

Os anos 60 chegaram ao fim, coroados com a chegada do homem à Lua, em julho de 1969, e com
um grande show de rock, o "Woodstock Music & Art Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de
500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas.

MODA MASCULINA
Até meados de 60, não houve grandes mudanças na moda masculina. Mas a partir daí, os cortes
dos fatos tornaram-se mais justos e cintados. Os sobretudos também eram de corte mais justo e, muitas
vezes, tinham um cinto. E, em vez de camisa e gravata, podia usar-se uma camisola de gola alta debaixo
dos fatos. Os casacos dos fatos podiam continuar a ser abotoados de forma tradicional ou com um fecho
éclair, o que era extremamente moderno. Frequentemente, estes casacos não tinham lapela, mas sim uma
pequena gola ao estilo do vestuário indiano usado por Nehru, enquanto os bolsos de chapa e um cinto
lhes davam um ar desportivo. Além do tweed, o tradicional e resistente tecido de lã fina, também se
começava a utilizar novos materiais na confeção de fatos de homem, como, por exemplo, o veludo cotelé.
As gravatas eram mais coloridas e fantasiosas e cada vez menos usadas. O cós das calças descaía da

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cintura para as ancas e a largura das pernas das calças foi modificada várias vezes. Mais tarde, os
casacos ficaram um pouco mais largos, o mesmo aconteceu à perna das calças, até que, nos anos 70, se
tornaram nas calças à boca de sino. Nos anos 60, as calças de ganga impuseram-se definitivamente como
calças ideais para o lazer, enquanto a camisa mais usada para este efeito era a camisa do tipo pólo.

Em consequência dos conflitos com a geração dos seus pais e devido à situação política
internacional, os mais jovens começaram a tomar vigorosas posições políticas contra as tomadas de
posição radicais da Guerra Fria. Os adversários da sociedade burguesa lutavam contra a Guerra do
Vietnam com o lema “Make Love, Not War”.

Surge o look hippie. Tanto os homens como as mulheres andavam descalços, tinham cabelo
comprido e usavam bijuterias, calças de ganga e camisas de padrões floridos. Esta moda era uma forma
de demostrar uma posição de suave pacifismo e de amor à natureza, bem como a convicção de que uma
vida simples tinha mais sentido do que o consumismo desenfreado. Esta antimoda era a expressão de
uma nova visão do mundo. Os “freaks” eram um outro grupo que expressavam o seu modo de pensar
através da forma de vestir. Defendiam, tal como os hippies, o amor livre, acreditando na possibilidade de
ampliar a consciência mediante o consumo de drogas.

Anos 70

ERA HIPPIE
A década de 70 foi uma das mais ricas na história da moda. Até hoje, a época serve como
inspiração para os estilistas que acabam trazendo de volta algumas peças. O período foi de revolução e
marcou um salto no comportamento dos jovens, na música e na liberação sexual da mulher. Foi a época
do Festival de Woodstock, do movimento hippie, da onda disco, etc..

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A moda também deu um salto. Para os homens, deixou de ser
formal e ganhou um toque colorido e psicadélico. Para as mulheres,
passou a ser romântica e despojada: com cabelos desalinhados, saias
longas ou curtíssimas com inspiração indiana, batas e estampados
florais ou multicoloridas. Além disso, o unissexo entra na moda com as
suas boca de sino e sapatos plataforma.

A moda glitter também imperou nos anos 70: futurista, metálica


e andrógina, personificada na figura do camaleão David Bowie. Os
primeiros hippies rejeitavam o consumismo e olhavam para o Oriente
como inspiração religiosa, étnica e símbolos de paz que se misturaram ao básico americano, como o jeans
e a camiseta. O multi-culturalismo era uma evidência e utilizavam-se vários acessórios e tecidos, aludindo
às mais variadas culturas.

O feminismo conseguiu grandes avanços diminuindo a desigualdade entre homens e mulheres.


Também ganharam força a defesa dos direitos das minorias, a luta contra o racismo, o combate à censura,
etc.. A onda do unissexo ainda vigorava e esse aspeto deu à moda masculina uma tendência mais
significativa às roupas menos formais, até mesmo para os dias de trabalho. As camisas mais justas e de
golas pontiagudas fizeram-se notar durante a década. O patchwork e o artesanato manual tiveram grande
adesão. Surge o Flower Power, nascido em S. Francisco – Califórnia.

Os jovens vestiam jeans de cintura baixa, bordados de flores, com enormes bocas de sino, saias
longas até ao chão de cintura baixa, muitos brilhos e plumas, camurças com franjas, colares de contas
com missangas, bijuterias étnicas, bolsas em croché, botas de camurça e sandálias de plataforma. A noite
brilha: pistas de dança e roupas cintilantes dão o mote à nova onda disco que invade o planeta.

Referências: Bee Gees, Studio 54, etc..

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Anos 80

NEW WAVE
Na moda dos anos 80 (tempo compreendido entre 1980 a
1989), a New Wave (nova onda – em inglês), inspirou-se
basicamente na onda da geração da saúde e da febre da ginástica
aeróbica. Contrariando a moda dos anos 60 e 70, onde num
vestuário da moda prevalecia roupas largas, artesanais e de
inspiração indiana, nos anos 80, o uso de roupas de ginástica (lycra,
sapatilha, leg warmers) no quotidiano eram habituais, combinadas
com roupas excêntricas e exageradas. A maquilhagem era muito
colorida (cores ácidas), sombras fortes e batom com cores vivas,
sempre na linha exótica e chamativa. Os acessórios não poderiam
ficar de fora da moda futurista, o acrílico e o plástico entraram em alta, nas mais variadas cores, geralmente
cintilantes. Por terem um aspeto do futuro e um baixo custo, pulseiras, brincos e colares deste material
foram a grande sensação.

As séries televisivas, como “Dallas”, mostravam mulheres glamorosas, cobertas com joias e por
todo o luxo que o dinheiro podia pagar. Todas as roupas de marcas conhecidas tinham os seus logos
estampados no maior tamanho possível. Os jeans alcançam o seu ápice, ganhando status. E os shoppings
tornaram-se paraíso dos consumistas.

Pode-se dizer que os anos 80 começam realmente em 1977, com o sucesso da música “disco”
inspirados no filme “Saturday Night Fever”. Voltam à tona, o glamour da noite e o charme do excesso e do
brilho, deixando para trás o estilo hippie dos anos 70. As sandálias de plástico, grandes ombreiras, os
leggins, o tule no cabelo (Madonna), cabelos assimétricos, os ténis All Star, franjas e palas gigantes eram
as principais características.

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Anos 90

Até à metade da década de 90, o exagero dos anos anteriores ainda influenciou a moda. Foram
lançados, por exemplo, os jeans coloridos e as blusas segunda-pele, que colocaram a lingerie em
evidência. Isto alavancou a moda íntima, que criou peças para serem usadas à mostra, com novos
materiais e cores. Esta é uma década marcada pela diversidade de estilos que convivem
harmoniosamente.

Entretanto, vale a pena ressaltar o grunge, que


impulsionado pelo rock, influenciou a moda e o comportamento dos
adolescentes com o seu estilo despojado de calças/bermudas
largas e camisas xadrez da região de Seattle, berço destes
músicos. A camisa xadrez foi uma verdadeira coqueluche presente
mesmo nos armários dos rapazes mais tradicionais.

Surgiu o movimento grunge (oriundo do rock das ruas de


Seattle influenciadas pela música de Pearl Jam e Nirvana) que se
caracterizou pela onda “antimoda”, com blusões oversized. Na segunda metade da década, a moda
passou a ir repescar referências nas décadas anteriores, inserindo releituras dos anos 60 e seguidamente
dos anos 70. Foi a era das top models: Helena Christensen, Claudia Schiffer, Linda Evangelista, etc..

Anos 2000, 2001

REVIVALISMO
A sequência de releituras que começou no final dos anos 90 não foi interrompida. Os anos 2000 e
2001 trouxeram os anos 80, com pitadas dos anos 50 para as vitrinas de todo o mundo. Sem mais décadas
para buscar referências, a moda encontra-se num beco sem saída. A busca pelo novo é uma tendência
da atualidade e é justamente por isso que a todo o momento são realizados concursos de moda, visando
descobrir novos talentos. Para criadores, não poderia haver melhor oportunidade para mostrar sua

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capacidade. Com um consumidor que deseja novidades, mesmo lojistas de diversos tamanhos encontram
mais espaço para criar.

A partir de metade da década, a moda passou a buscar referências no passado, através dos anos
50, 60 e 70. Apesar de tantas releituras, os movimentos culturais também marcaram a época, como o
grunge (inspirado no rock de Seattle), o estilo "clean" (roupas básicas, ajustadas e com pouca
ornamentação) e o estilo desportivo (uso de riscas e inspiração nos desportos, que trouxeram para o dia
a dia os tecidos inteligentes). No início do ano 2000, foi a vez de a década de 80 servir como fonte de
inspiração para os criadores.

Ícones de moda na atualidade (Revista Times)

DESIGNERS & BRANDS


Azzedine Alaïa, Giorgio Armani, Cristobal Balenciaga, Manolo
Blahnik, Sara Blakely, Pierre Cardin, Jacques Cartier, Hussein Chalayan,
Coco Chanel, Christian Dior, Dolce & Gabbana, Tom Ford, Hubert de
Givenchy, John Galliano, Jean Paul Gaultier, Jacques Heim and Louis
Réard, Rudi Gernreich, Hermès, Marc Jacobs, Rei Kawakubo, Calvin Klein,
René Lacoste, Karl Lagerfeld, Jeanne Lanvin, Ralph Lauren, Christian
Louboutin, Alexander McQueen, Issey Miyake, Mary-Kate and Ashley
Olsen, Jean Patou, Miuccia Prada, Mary Quant, Roy Raymond, Yves Saint
Laurent, Jil Sander, Elsa Schiaparelli, Levi Strauss,Tiffany & Co., Philip
Treacy, Valentino, Gianni Versace, Diane von Furstenberg, Louis Vuitton,
Vera Wang, Vivienne Westwood.

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MODELOS
Gisele Bündchen, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Iman, Beverly Johnson,
Heidi Klum, Kate Moss, Jean Shrimpton, Twiggy.

MUSAS
Josephine Baker, Brigitte Bardot, The Beatles, Jane Birkin, David Bowie, James Dean, Farrah
Fawcett, Zelda Fitzgerald, Jean Harlow, Audrey Hepburn, Katharine Hepburn, Michael Jackson, Grace
Kelly, Lady Gaga, Madonna, Michelle Obama, Jacqueline Kennedy Onassis, Bettie Page, Princesa Diana,
Andy Warhol.

FOTÓGRAFOS
Richard Avedon, Guy Bourdin, Horst P. Horst, Nick Knight, Annie Leibovitz, Steven Meisel, Martin
Munkácsi, Helmut Newton, Irving Penn, Herb Ritts, Mario Testino, Ellen von Unwerth, e Bruce Weber.

EDITORES & STYLISTS


Isabella Blow, Grace Coddington, Patricia Field, Robin Givhan, Edith Head, Eleanor Lambert,
Barbara "Babe" Paley, Carine Roitfeld, Franca Sozzani, Liz Tilberis, Diana Vreeland e Anna Wintour.

SITES PARA ATUALIZAÇÃO


www.elle.com
www.instyle.com/instyle
www.style.com
www.vogue.fr
www.vogue.co.uk
www.vogue.it
www.harpersbazaar.com

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SITES DE APOIO AO CONSULTOR
www.elle.com
www.instyle.com
www.polyvore.com
www.style.com
www.harpersbazaar.com.br
www.vogue.pt
www.whowhatwear.co.uk

MULHER
www.youtube.com/watch?v=9jrJJirWBdc
www.yourstylist.com.au/bodyshapecalculator
www.shopyourshape.com/calculate-your-body-shape.html
www.calculator.net/body-type-calculator.html
cabelos.terra.com.br/simulador

HOMEM
www.youtube.com/user/AlphaMconsulting
www.atelierdecamisa.com/
www.youtube.com/watch?v=OspOIoMu8hc

HISTÓRIA DA MODA
modahistorica.blogspot.pt/p/historia-da-moda.html

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A Consultoria de Imagem e o Personal Shopping
Fashion Adviser / Consultor(a) de Imagem / Personal Stylist / Personal Shopper /
Assessor de Imagem / Consultor(a) de Moda

Todas estas terminologias aparecem de forma muito frequente, mas importa perceber
concretamente que tipo de trabalho desempenhados em cada uma das situações.

Um Consultor de Imagem é alguém a quem recorremos para que nos dê orientações acerca do
que devemos vestir, que tipo de makeup comprar de acordo com as características do nosso tom de pele,
tipo de pele, cor de olhos, formato do rosto. Este aconselhamento pode ocorrer no espaço em que o
Consultor trabalha ou mesmo quando o CI vai a casa da cliente fazer um closet cleaning. Pode ocorrer
uma vez na vida.

O Fashion Adviser faz o mesmo, aconselha. Pode fazê-lo de uma forma generalista como, por
exemplo, num programa de TV, onde dá dicas ao público em geral.

O Personal Stylist faz o mesmo, mas a construção dos looks do cliente (o personal styling) requer,
por vezes, um trabalho muito frequente. Em alguns países é muito natural fazer-se semanalmente ou
diariamente a um político, por exemplo.

O Personal Shopper vai com o cliente às compras. O ideal é fazer uma pré-entrevista para
sabermos precisamente que tipo de peças o cliente procura e qual o seu lifestyle / modo de vida.

A consultoria de imagem tem como objetivo valorizar e incentivar o valor pessoal e profissional de
cada indivíduo. O Consultor de Imagem é quem valoriza a imagem do cliente, tendo em conta o aspeto
físico, o comportamento e o potencial de cada indivíduo ou empesa, mas também a sua personalidade,
motivações, necessidades e ainda os contextos sociais, profissionais e familiares em que o indivíduo se
encontra inserido.

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O Consultor de Imagem

INTRODUÇÃO
Na base de uma formação eficaz no campo da consultoria de imagem é essencial a análise
relacionada com a importância da imagem na vida das pessoas: isto ajuda-nos a perceber porque existe
uma procura sempre maior de Consultores de Imagem profissionais e a conhecer as numerosas vantagens
que esta carreira oferece. Portanto, vamos abordar todos aqueles que são os primeiros passos a realizar
para iniciar a carreira de Consultor de Imagem, para no fim atingir o objetivo de um trabalho pago para
fazer o que se ama e ajudar as pessoas a sentirem-se satisfeitas e confortáveis consigo mesmas. A
importância da imagem e da aparência é fundamental na vida de cada ser humano, em cada parte do
mundo.

De acordo com as mais recentes estatísticas, ao menos 70% dos consumidores ocidentais é
consciente do papel essencial do aspeto físico na própria vida quotidiana em termos de felicidade,
contentamento, vida social e capacidade de progressão profissional e isto é definitivamente válido, não
só para os jovens. Podemos definir a imagem como a “conceção mental” que se cria de uma pessoa ou
marca. Por outras palavras, a imagem é um conjunto das “crenças” que temos sobre alguém ou qualquer
coisa. Pode ser o resultado da soma das impressões que se compõem quando conhecemos alguém pela
primeira vez, seja um indivíduo ou uma entidade, ou a opinião que se é formada em nós no decurso do
tempo sobre alguém ou qualquer coisa.

De acordo com os resultados de uma sondagem encomendada pelos Estados Unidos, sobre uma
amostra de homens e mulheres com idades compreendidas entre os 18-70 anos, cerca de 84% dos
entrevistados compartilha a afirmação que “também quando envelhecemos, a aparência exterior continua
a ser fundamental”. As nossas impressões sobre as outras pessoas podem estar muito relacionadas, de
vez em quando, ao seu aspeto exterior. Em suma, a imagem de uma pessoa no seu complexo pode
consistir numa múltipla variedade de fatores, entre os quais o vestuário, o tom da voz, o vocabulário, as
expressões faciais, a expressividade do olhar, os gestos e os comportamentos sociais. Tal como os
indivíduos têm uma imagem a construir e a alimentar constantemente, o mesmo vale para as empresas.

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Assim como a opinião pública em relação a uma organização pode ser influenciada pela publicidade,
existem ao mesmo tempo muitos outros fatores envolvidos na criação de uma correta imagem empresarial.
Por exemplo, as impressões sobre uma sociedade podem derivar da imagem que estas oferecem nos
seus pontos de venda, ou da impressão que nos transmite o falar com um representante do serviço de
clientes ao telefone, ou ver um dos porta-vozes da empresa ser entrevistado num telejornal ou a falar
durante uma manifestação pública.

A imagem é fundamental porque as pessoas instintivamente formulam hipóteses baseadas sobre


as primeiras limitadas informações que adquirem. Quando observamos uma única característica física ou
o comportamento de uma pessoa, tendemos imediatamente a associar aquela pessoa a uma série de
outras qualidades. Por exemplo, o interlocutor é compreendido como seguro de si pelo simples facto de
ter um forte aperto de mão. Outros são considerados de confiança apenas pela sua gestão do “contacto
visual”. Pode-se julgar uma pessoa como “capaz”, “profissional” ou “de sucesso” apenas porque está bem
vestida. Consideramos que, evidentemente, o contrário vale do mesmo modo. Podem ser sempre
utilizados termos diferentes para descrever a imagem, a figura profissional do Consultor de Imagem ou da
própria consultoria de imagem. Por exemplo, pode-se falar de uma imagem como de aspeto exterior,
marca pessoal ou apresentação pessoal. Ou então, pode-se falar da atividade de consultoria de imagem
como diferenciada em gestão da imagem, consultoria de moda, gestão do guarda-roupa. Estas podem
ser efetivamente algumas das distinções que o Consultor de Imagem, no desenrolar da sua carreira
profissional, pode decidir adotar, assim como é possível especializar-se em setores como a consultoria
no uso das cores, a consultoria de etiqueta ou personal shopping.

As mais recentes pesquisas estatísticas, no estudo da importância da aparência exterior, indicam


como a nossa imagem afeta particularmente as nossas possibilidades de sucesso profissional e financeiro,
de fiabilidade, inteligência, possibilidade de carreira, condicionando, ao mesmo tempo, o comportamento
das pessoas em relação a nós em termos de vontade, de respeitar os nossos pedidos, confiança e, assim,
garantia de acesso a um maior número de informações pessoais ou à oportunidade de comprarmos um
bem ou serviço. Estes comportamentos são semelhantes em diferentes tipos de personalidade e
persistentes no tempo; por outras palavras, a maior parte das pessoas tende a formular a mesma opinião

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sobre nós, baseada na nossa aparência exterior. Além disso, dentro da vida privada e das relações
pessoais, a imagem tem um papel igualmente relevante. Observe como somos tratados, por exemplo,
pelos funcionários de um hotel experimentando repetir a ocasião vestindo roupas diferentes e opostas
entre si no imaginário. Para além de como nos relacionamos com o próximo, a nossa imagem pode ter um
impacto sobre a nossa capacidade de sermos satisfeitos, influenciando, assim, o desenvolvimento da
nossa rede pessoal de amizades e relações sentimentais.

As crianças aprendem imediatamente que aparecer ou agir de forma “diferente” se traduz em gozo
e fenómenos de “bullying”. Também os adultos experimentam, frequentemente, consequências
igualmente dolorosas. Ser exteriormente desagradável traduz-se em discriminações tanto a homens como
a mulheres.

Para as empresas e outras organizações, a imagem pode incidir, de forma decisiva, sobre o
desenvolvimento financeiro da mesma. Existe uma evidente correlação entre a reputação de uma empresa
e os seus lucros: não é por acaso que as empresas mais admiradas têm maiores rendimentos financeiros
em respeito àquelas menos apreciadas. Os benefícios para as empresas que têm uma boa reputação
traduzem-se em aumentos das quotas de mercado e redução dos custos, maior produtividade e uma
melhor atração para investimentos e talentos. Uma má imagem, seja essa pessoal ou empresarial, pode
representar um peso realmente “caro”, além de um processo psicologicamente doloroso.

Ambos, indivíduos e empresas, podem experimentar os grandes benefícios derivados do melhorar


a própria imagem. Este é o motivo pelo qual um número, sempre maior, de pessoas se volta para a figura
dos Consultores de Imagem profissionais.

Um Consultor de Imagem é um profissional capaz de fornecer conselhos e indicações profissionais


às pessoas ou empresas que o contactam, para a gestão da sua imagem. De acordo com a Associação
Internacional dos Consultores de Imagem (Association of Imaging Consultants International – AICI), a
principal organização líder do setor no mundo, “ […] um Consultor de Imagem é uma figura especializada,
com base na gestão do aspeto visual, da comunicação verbal e não verbal.”

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Existe uma vasta gama de serviços de consultoria de imagem que um profissional deve saber
oferecer a mulheres, homens e empresas. Um Consultor de Imagem aconselha os clientes privados e
empresariais sobre a gestão correta do aspeto exterior, sobre o comportamento a adotar e sobre o tipo de
comunicação a ter, avaliando as diferentes exigências através de consultorias individuais, coaching,
apresentações, seminários e workshops. No caso da consultoria, trata-se, normalmente, de querer dar
conselhos ao cliente sobre quais as atitudes tomar para melhorar a própria imagem exterior: por exemplo,
através de uma reorganização do guarda-roupa ou com sessões de shopping para um novo look pessoal.
Outros exemplos de tipos específicos de serviços que se podem oferecer estão ligados, talvez, à criação
global de uma nova imagem que o cliente planeia obter.

Alguns dos setores onde o Consultor de Imagem deverá ter noções ou poderá especializar-se são
os seguintes:
- A análise do vestuário – esta análise prevê uma revisão de toda a seleção de peças de vestuário
à disposição do cliente, decidindo, em conjunto com este, o que deve ser eliminado ou o que se deve
readquirir para atingir o objetivo desejado ou, ao mesmo tempo, aprender a coordenar adequadamente
as peças de vestuário, entre si.
- A análise da cor – esta análise consiste na avaliação das cores que são as mais adequadas ao
tipo de cliente, seja esse uma empresa ou um privado; portanto, esta análise vai considerar as mudanças
a realizar em relação ao vestuário, à maquilhagem, aos cabelos, aos elementos de identidade visual, etc.,
com base nas características físicas iniciais de cada tipo de cliente, cuidando também da gestão de uma
imagem coordenada e das combinações de cor, na utilização de logos ou nas representações públicas.

Por fim, um dos aspetos mais relevantes consiste no estudo da comunicação não verbal, ou seja,
do significado da linguagem do corpo, dos gestos, da postura ou do contacto visual. Uma parte integrante
do trabalho do Consultor de Imagem será, em vários casos, aquele de Personal Shopping: a aquisição
orientada das peças de vestuário ou outros objetos para o cliente que queira atingir uma meta de
satisfação pessoal ou tenha uma exigência efetiva de um especialista que possa comprar por ele: o
chamado “shopping on demand”. Também este elemento pode tornar-se parte ativa do processo de

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aquisição de auto-segurança e satisfação que deriva da própria imagem, que é destinado a cada percurso
individual de uma consultoria de imagem.

Para além de aconselhar os clientes, a maior parte dos Consultores de Imagem tem à sua volta
uma rede de parceiros estratégicos, como cabeleireiros, maquilhadores, personal trainers, cirurgiões
plásticos, que podem ser ponto de referência para os próprios clientes.

Tipos de clientes e diferentes possibilidades de trabalho, os Consultores de Imagem podem ser


assumidos também para propor seminários e workshops ou inteiros programas de formação sobre vários
argumentos relacionados à imagem. Uma sociedade pode ter necessidade de um Consultor de Imagem
para realizar apresentações sobre temas, tais como a utilização de um adequado vestuário profissional, a
etiqueta e o comportamento a adotar na gestão do serviço de clientes, o crescimento da funcionalidade
das capacidades de comunicação dos seus novos supervisores ou responsáveis. Do mesmo modo, uma
organização de formação, por exemplo, pode ter necessidade de propor seminários dedicados ao
vestuário adequado a usar durante uma entrevista profissional.

É muito provável que a maior parte dos novos clientes vá querer construir uma nova autoimagem
muitas vezes em relação ao reinício de uma nova fase de vida que se considera particularmente
importante, talvez de mudança como, por exemplo, a resposta a um pedido de trabalho ou a procura de
uma progressão de carreira. Na qualidade de Consultor de Imagem, é possível dar a estas pessoas
conselhos seja sobre a parte “física”, relacionada então com o primeiro impacto do seu aspeto exterior,
quer sobre as capacidades de comunicação a aperfeiçoar e sobre os comportamentos que os ajudam a
obter um novo trabalho, causar uma boa impressão ou simplesmente sentir-se bem e confortável consigo
mesmo. Pode-se decidir trabalhar com um tipo particular de cliente ou optar por fornecer uma variedade
de serviços a clientes diferentes. Assim, enquanto muitas pessoas assumem um Consultor de Imagem
para si mesmas, este pode ser chamado para trabalhar com empresas ou organizações para consultas
com cada um dos funcionários. Por exemplo, uma sociedade que queira melhorar a capacidade de um
novo empregado na obtenção de uma maior consideração e autonomia, através de uma correta
comunicação verbal, ou acrescentar as capacidades de um seu representante de alto nível para causar

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uma boa impressão durante aparições públicas. Desta forma, muitas empresas querem também usar os
Consultores de Imagem para fornecer programas de formação para inteiros grupos de funcionários.

Para além dos tipos de clientes já descritos, alguns Consultores de Imagem especializados em
trabalhar com determinados tipos de pessoas, orientam a sua carreira para aspirantes atores ou atrizes,
modelos, concorrentes de concursos de beleza ou políticos, VIP e figuras públicas de cada tipo; em muitos
casos, em crescimento nestes últimos anos, atletas profissionais como futebolistas, tenistas, nadadores,
etc., que, simultaneamente aos seus sucessos desportivos, assumem a característica cada vez mais
importante de figuras públicas.

Como se pode ver, quase todos os que querem aumentar as potencialidades da sua imagem
exterior resultam como potenciais clientes de um Consultor de Imagem. Com o bestseller “Dress for
Sucess” de John T. Molloy, o livro apresentado ao público em 1975 considera-se que, efetivamente, tenha
sido feito o primeiro passo na direção da criação da figura profissional do Consultor de Imagem. Nos anos
que se seguiram, um número sempre maior de pessoas, com grande talento em ajudar os outros a
melhorar a sua aparência, começou a oferecer serviços profissionais e personalizados de consultoria de
imagem.

Durantes os sucessivos vinte anos, a indústria teve ainda uma clara expansão, deixando de ser,
na sua essência, um setor desconhecido até, quinze anos atrás, atingir um incrível volume de negócios
que, apenas nos Estados Unidos, ascendem a mais de 130 milhões de dólares/ano. Ainda hoje, a indústria
está em crescimento, mesmo que não existam estatísticas credíveis sobre o número exato de Consultores
de Imagem no ativo pelo mundo, visto que se tratam de pessoas que trabalham no setor como livres
profissionais e sem pertencer a nenhuma ordem profissional específica.

Os dados estatísticos confirmam que um grande número de mulheres no mundo ocidental está
insatisfeita com o seu aspeto exterior e estes dados estão sempre em forte aumento. Isto significa, para
os novos Consultores de Imagem, um enorme mercado de pessoas que, no futuro, vão querer recorrer à
sua figura profissional. As revistas estão cheias de conselhos de moda e beleza e, também, os

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consumidores são sempre mais experientes e atentos aos fatores que podem ajudar a melhorar o aspeto
exterior. Mas não são só as mulheres que querem melhorar o seu aspeto. Nos dias de hoje, está em forte
crescimento o uso da cirurgia estética por parte dos homens. A lipoaspiração, a remodelação do nariz, a
cirurgia estética às pálpebras ou a redução do seio masculino e o transplante de cabelos estão entre as
intervenções mais populares.

Em última análise, como Consultor de Imagem, podemos ajudar as pessoas apresentar-se no seu
melhor e a sentirem-se mais satisfeitas e, ao mesmo tempo, garantindo uma carreira que oferece um
número enorme de benefícios, certamente compatíveis com o empenho e determinação colocadas para
a obter. As possibilidades e as vantagens de uma carreira de Consultor de Imagem incluem, certamente,
um mercado em crescimento contínuo, parte integrante de uma industria, aquela da estética, que fatura
milhões de euros/ano. As oportunidades para os Consultores de Imagem estão em aumento cada ano,
com enormes possibilidades para os recém-chegados e potenciais elevadas remunerações: desde cerca
de 70€/hora, em média, para uma consulta até parcelas de milhares de euros propostos para seminários
ou formações. Alguns dos Consultores de Imagem mais populares, sobretudo nos Estados Unidos,
chegam a ganhar até várias centenas de milhares de dólares, graças à sua capacidade na formação
empresarial e no coaching, direcionados principalmente às figuras dos setores mais exclusivos da
economia ou de figuras públicas e VIP.

Os Consultores de Imagem devem, no entanto, contar com a flexibilidade dos horários de trabalho,
a tempo inteiro ou part-time, e devem estar sempre prontos a viajar e a adaptar-se às necessidades das
pessoas, sempre empenhadas, que utilizam os seus serviços personalizados, assim como também se
pode trabalhar durante a noite, nos fins de semana e nos feriados.

A consultoria de imagem é, então, uma carreira divertida e emocionante, que oferece amplas
oportunidades para aprender e crescer e, com uma boa dose de espírito de adaptação e um grande
profissionalismo, pode garantir uma satisfação segura e crescimento profissional, assim como lucros
adequados. Se gosta de trabalhar com as pessoas, a consultoria de imagem é uma carreira ideal: tornar-
se Consultor de Imagem é um modo para criar continuamente novas e duradouras oportunidades

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profissionais com os clientes, com parceiros estratégicos e com outros Consultores de Imagem. Fazer a
diferença é uma das melhores recompensas de ser parte deste setor, junto com uma verdadeira e real
mudança que se pode fazer na vida dos clientes.

Ao contrário de outras carreiras, a consultoria de imagem é uma profissão que se pode decidir
iniciar imediatamente, com os corretos conhecimentos, independentemente do próprio percurso formativo
passado ou atual, e é possível tornar-se um ótimo Consultor de Imagem sem um título educativo ou uma
educação formal. Naturalmente, a formação avançada é uma enorme vantagem para quem pode usufruir
e garante um maior sucesso no campo profissional. Quanto maior é a sua formação, mais comerciável
será a sua competência profissional e, se dispõe do justo know-how, será possível iniciar a própria
atividade de consultoria diretamente a partir de casa, com poucas ou nenhumas despesas iniciais. Um
telefone, um pouco de material de marketing, como por exemplo, um bom website, e está pronto a vender
os seus serviços.

Os Consultores de Imagem devem ter conhecimentos em relação à imagem empresarial e como


se podem aplicar os conhecimentos e competências adquiridas, encontrar os vários tipos de clientes e
avaliar todas as possibilidades de inserção no mundo do trabalho e dentro da indústria da imagem.

COMO SURGIU A CONSULTORIA DE IMAGEM?


A menção à profissão remonta ao tempo de Maria Antonieta. Consta-se que Rose Bertin prestou-
lhe serviços de aconselhamento. Consta-se, igualmente, que Georges Brummel foi conselheiro do rei
inglês Georges IV, afirma João Braga, no livro “Personal Stylist”, de AGUIAR (2004:12).

Os Consultores de Estilo, conhecidos como Personal Stylists, prestavam serviços para a nobreza,
porém a divulgação da profissão veio da inversão do sistema da moda a partir dos anos 60. Os designers,
com as suas marcas, começaram a ditar tendências. As tendências deixam de vir das elites, tendo a moda
passado a ser plural e passaram a existir diferentes tipos de estilos.

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A ascensão dos designers de moda, como trendsetters do pret-à-porter, e a sua exposição
mediática, através de imagens de moda jovem e inovadora, gerou um crescimento exponencial da moda
e das profissões que gravitam em torno desta.

No começo dos anos 50, as galerias Lafayette, Printemps e Prisunic introduziram nos seus serviços
conselheiros e coordenadores de moda para apresentar aos fabricantes produtos mais atuais. No entanto,
a consultoria de imagem, ou Image Consultancy, nasceu nos EUA, teve o seu boom e reconhecimento há
cerca de 30 anos. Quando a atividade apareceu, dirigiu-se a políticos, celebridades, manequins,
desportistas e ao mundo de dirigentes ligados ao comércio.

Nos últimos 15 anos, a explosão foi bem mais visível, tendo os programas de TV, com os seus
makeovers às girls next door, sido uma das principais alavancas. Hoje em dia, a profissão está em plena
expansão.

Em Portugal, começa a dar baby steps. Está comprovado que a profissão tem um peso
preponderante na valorização pessoal conducente ao sucesso pessoal, nas suas várias esferas.

Personal Shopper

INTRODUÇÃO
Segundo os mais recentes dados estatísticos que possuímos hoje, obtidos a partir de elementos
fornecidos pelas próprias agências de personal shopping e de pesquisas realizadas na web, o setor de
personal shopping é frequentemente uma prerrogativa do mercado predominantemente feminino,
enquanto aquele masculino opta, mais frequentemente, por esta figura profissional para serviços de
consultoria em respeito ao shopping “on-demand”. A categoria feminina permanece ligada à sua paixão
inata pelo campo da moda e do estilo e, devido aos ritmos de vida sempre mais frenéticos que deixam
menos tempo livre à disposição e graças às maiores possibilidades económicas que derivam de uma
crescente autonomia profissional, elas não renunciam a satisfazer a tentação de estar na moda: eis como

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o serviço do Personal Shopper se torna essencial, permitindo equilibrar uma intensa atividade profissional
com as exigências de gestão da vida familiar e pessoal.

A figura profissional do Personal Shopper é aquela de um Consultor qualificado de aquisições, que


sabe avaliar e aconselhar o cliente, seja esse um privado ou um grupo, na escolha e na aquisição de
produtos, serviços e bens de consumo, geralmente de luxo. Este está constantemente atualizado sobre
aquelas que são as mais recentes e atraentes ofertas do mercado no qual trabalha, com especial atenção
ao setor específico sobre o qual se está a investigar mas, em geral, em cada âmbito que possa ser
particularmente interessante para os seus potenciais clientes. Só depois de uma atenta avaliação
relacionada seja com os produtos de vez em quando em questão, seja com o tipo de cliente que tem à
frente, este é capaz de aconselhar o que melhor se adapta às suas exigências; sabe o que “está bem” no
seu cliente e é, sobretudo, capaz de adivinhar o compromisso entre os desejos, quase irrealizáveis, do
cliente e o que realmente valoriza a pessoa, sempre com o objetivo de garantir, a este último, uma total
satisfação e o look ou serviço mais adequado.

Podemos determinar o nascimento da figura profissional do Personal Shopper no fim dos anos 70,
nos Estados Unidos da América, naqueles anos do verdadeiro e próprio paraíso do shopping. Esta tornou-
se a atividade preferida dos americanos, graças ao crescente papel dos meios de comunicação e da
publicidade do campo dos consumos. O serviço do Personal Shopper propõe-se assim como uma
consultoria personalizada e guia à aquisição de produtos de consumo. Hoje, esta figura profissional é uma
das mais populares nos Estados Unidos no setor do consumo e está presente nas maiores cadeias de
lojas, centros comerciais e boutiques que querem prestar serviços de aquisição, exclusivos e
personalizados aos próprios clientes e que, já há alguns anos, têm os seus próprios “Personal Shopper”,
com a função de guiar e prestar uma consultoria profissional aos próprios clientes, em relação às
especificações técnicas e à qualidade dos produtos em venda na loja.

São muitos os países ocidentais onde a figura do Personal Shopper adquire sempre uma maior
importância, com o aparecimento de agências especializadas em serviços de personal shopping em toda
a Europa e milhares de novos profissionais. Do mesmo modo, o interesse dos jovens e as solicitações, em

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respeito às possibilidades e da formação necessária para iniciar a profissão, estão em constante aumento,
assim como aumentou, significativamente, a participação nos mais recentes e inovadores cursos de
formação propostos no mercado.

De momento, não existe uma associação profissional internacional dos Personal Shopper, por
exemplo, uma análoga à AICI, a maior associação profissional dos Consultores de Imagem, pessoal e
corporativo no mundo, mas começam a aparecer associações mais pequenas que reconhecem e
protegem a profissão. É também possível para um Personal Shopper, que preste consultoria de imagem,
tornar-se membro da AICI. Além disto, não existe nenhuma obrigação de inscrição a qualquer associação
profissional para realizar, oficialmente, a profissão de Personal Shopper.

O Personal Shopper é assim uma figura profissional que recebe uma compensação pela sua
capacidade em aconselhar a aquisição que melhor corresponde às exigências do seu cliente: esta
capacidade pode estar relacionada com a compra de produtos e peças de vestuário ou acessórios, bens
de luxo, presentes, peças de decoração, os mais variados serviços como spas ou massagens, tudo na
ótica de, não só escolher o melhor produto, mas também de, no fim, garantir uma poupança em termos
de dinheiro e tempo gastos para atingir os objetivos predefinidos. Isto graças aos seus conhecimentos
nas áreas em questão e à sua rica lista de contactos que lhe garantem a possibilidade de aceder aos
produtos e aos serviços mais exclusivos, em tempos breves. Normalmente, ele está ao lado do cliente na
procura dos produtos, mas pode acontecer que se deva mover de forma independente, muitas vezes
trabalhando para clientes, como ricos homens de negócios, que não tenham tempo para “ir fazer
compras”, adquirindo assim o produto por conta própria, conhecendo bem aqueles que são os gostos e
as tendências ou as exigências específicas do próprio cliente e os orçamentos permitidos.

O Personal Shopper deve muitas vezes alternar o seu papel ou uni-lo às próprias capacidades de
um Consultor de Imagem: é por isso que unir as duas profissões pode garantir um passo mais à frente a
qualquer pessoa, que se esteja a preparar para iniciar a profissão com uma maior bagagem de
qualificações profissionais. A capacidade de gerir o look e o estilo do próprio cliente e de analisar aquelas
que são as verdadeiras melhorias que podem valorizar o aspeto exterior de um cliente garante uma maior

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satisfação do mesmo e, contemporaneamente, menos tempo na avaliação e procura dos produtos
pedidos. Os serviços do Personal Shopper são sempre personalizados: este deve, necessariamente, ser
capaz, após a realização de encontros preliminares de consultoria com o cliente para perceber os seus
reais interesses e necessidades e, graças ao seu profundo conhecimento dos recentes estilos e modas
atuais, aconselhar a direção correta. As infinitas diferenças físicas temperamentais e os milhares de outras
diferenças entre os clientes, como, por exemplo, os contextos sociais de proveniência ou aqueles a quem
os mesmos fazem referência, profissionalmente, fazem com que a tarefa de conhecer e pesquisar as
exigências do cliente seja aquela que, no início da consultoria, deve absorver toda a atenção do Personal
Shopper, com o objetivo de personalizar o serviço que se realizará e dar ao cliente a sensação e a certeza
de um produto “à medida” para ele.

O Personal Shopper analisa e visualiza as mais recentes coleções de moda e conhece todas as
lojas mais exclusivas do setor da moda e de muitos outros, de forma a ter acesso a uma informação
constante sobre as últimas novidades. Mas é também preparado, graças à sua forte motivação e à sua
verdadeira paixão pelo shopping, para procurar os ângulos mais remotos e os mercados mais escondidos
onde encontrar verdadeiras “joias” vintage ou aqueles acessórios que conseguem valorizar o vestuário ou
de criar um estilo único e pessoal.

Um outro caso, não menos frequente, é aquele de um cliente estrangeiro que necessita de
assistência para visitar uma cidade que não conhece, para a usufruir ao máximo, otimizando os tempos à
disposição, de todos os serviços e produtos que sozinho não teria modo de conhecer. Setores como o do
mobiliário ou da gastronomia e enologia, hoje em dia, chamam particularmente a atenção dos mais
abastados profissionais, atletas ou figuras públicas, também no caso em que estes desejem comprar um
bem ou um presente para uma ocasião especial, ou para uma pessoa especial; além de conhecer os
melhores produtos num determinado setor, no qual se tem intenção de investir capital, tal como objetos
de arte ou de prestigioso artesanato. Livros como o bestseller “I Love Shopping”, de Sophie Kinsella,
fizeram com que hoje seja extremamente popular a figura profissional do Personal Shopper, tornando
aquela que é uma paixão inata pela moda e pelo estilo numa possibilidade profissional na aparência, ao
alcance de muitos.

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Na realidade, o ofício necessita, para ser realizado de forma profissional, de uma grande seriedade
e de uma boa dose de cultura geral, além de um empenho constante e atualizado sobre as tendências
mais atuais e da maior disponibilidade para deslocamentos e trabalhos temporários.

Até hoje, o mercado nos Estados Unidos é cheio de agências de personal shopping, que possuem
sites detalhados e interativos e, através destes, oferecem serviços e consultorias online e em tempo real.
De facto, nos Estados Unidos, a prática em utilizar a web para se garantir uma consultoria em tempo real
e uma reserva de conselhos e estratégias dados diretamente pelo Personal Shopper desejado é hoje
amplamente difundida; assim como é de moda contactar um Personal Shopper diretamente da própria
casa para obter conselhos através da webcam, mesmo no último segundo, no momento em que se deve
escolher um look para um importante encontro de negócios ou para um encontro elegante.

Ainda dos Estados Unidos, chegam algumas estratégias que um futuro Consultor deve conhecer,
as quais poderá utilizar ou ser entre os primeiros a trazê-las ao nosso continente, como aquela dos sites
norte-americanos que propõem testes de avaliação interativos e questionários que permitem, a quem pede
o serviço, perceber o tipo exato de Consultor que se necessita: da gestão do vestuário, à melhoria da
própria aparência e, especificamente, ao shopping direcionado on-demand. Nestes casos, a grande
maioria dos websites especializados oferecem também pacotes em venda online.

Sempre dentro das grandes empresas norte-americanas, os Personal Shoppers são muitas vezes
inseridos nos quadros, com a finalidade de conduzir, frequentemente, seminários sobre o estilo mais
adequado a adotar ou sobre o cuidar da aparência dos funcionários, para garantir, também através de
uma correta gestão da imagem, o aumento dos lucros de uma empresa.

No que diz respeito à Europa, em Inglaterra, a posição do Personal Shopper é hoje muito
semelhante àquela norte-americana, visto que também nos países anglo-saxónicos esta figura profissional
é presente já há alguns anos e, também aqui, os Personal Shoppers estão à disposição dos clientes, seja
em pequenas realidades, seja nas grandes metrópoles.

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Em geral, no panorama europeu e sul-americano, ao contrário daquele dos Estados Unidos e da
Inglaterra, a figura do Personal Shopper ainda não está bem estabelecida, estando ainda muito disponível
e aberta a todos aqueles que, nestes anos, decidiram iniciar esta atividade profissionalmente.

Atualmente, já trabalham numerosos Personal Shoppers, mas muitos destes são figuras pouco
preparadas e sem uma verdadeira formação que garanta profissionalismo. Por exemplo, em Portugal, a
oferta de sites dedicados a serviços de análise de personal shopping é ainda bastante escassa e, se
compararmos com o panorama internacional (Dubai, Shangai, Milão, etc.), onde as consultorias se trocam
também através de webcam e envio de arquivos online, praticamente não existe uma possibilidade
análoga para os clientes. Só nos últimos anos é que a possibilidade de garantir os serviços de Personal
Shopper, no interior de grandes cadeias de hotéis de luxo ou dos mais ilustres centros comerciais e
boutiques, começou a ganhar terreno.

Pensar que, para iniciar este tipo de atividade, é suficiente investir a própria paixão pessoal pelo
shopping é o que de mais errado se pode pensar como primeiro passo. O conhecimento da realidade
comercial da cidade, as sólidas bases culturais, o conhecimento de uma ou mais línguas estrangeiras e
da história da moda e dos costumes, para além da constante atualização sobre os fatores de estilo e sobre
as tendências da moda, são alguns dos elementos que deve armazenar na sua bagagem e aprofundar
profissionalmente, antes de poder encarrilhar na profissão. Deve ter noção como o personal shopping é
frequentemente associado, exclusivamente, ao conceito do turismo, devido ao grande hábito em recorrer
a esta figura profissional por parte de ricos homens de negócios de “passagem” ou VIP’s em viagem por
países estrangeiros. Para garantir uma maior divulgação profissional do setor, será, provavelmente nos
próximos anos, necessário falar abertamente, extensamente e em detalhe, dos benefícios que um serviço
de aconselhamento deste tipo pode trazer e o que pode fazer um Personal Shopper, bem como o custo
real deste serviço que, ainda hoje, é visto no coletivo como um serviço demasiado caro e destinado
exclusivamente para uma clientela muito rica ou de luxo. É preciso, de facto, deixar claro à possível
clientela o quanto são diferentes e amplos os possíveis níveis de intervenção de uma consultoria
profissional no campo das aquisições, desmarcando a figura do Personal Shopper, sempre ligada,
exclusivamente, ao setor do vestuário.

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De facto, na opinião pública, a perceção da profissão, também graças aos mitos fornecidos pelo
cinema e pela televisão, afetou principalmente as chamadas fashion victims, fazendo com que esta se
tenha tornado, para muitas dessas, sinónimo de uma das mais cobiçadas profissões. Na realidade, é
necessário considerar os vários e difíceis aspetos no desempenho da profissão de Consultor de Shopping,
tais como horários de trabalho realmente flexíveis, as distâncias e submeter-se a uma constante
atualização ou as relações não fáceis com os caprichos de clientes abastados e pouco dispostos a aceitar
compromissos às suas exigências, muitas vezes extremas: todos os lados menos divertidos e criativos
daqueles que o imaginário coletivo transmite da profissão, mas que fazem com que o serviço prestado
deva ser realmente profissional e qualificado. Por outro lado, é também verdade que uma grande paixão
pelo shopping deve ser a base para o começo de uma formação e pela escolha em iniciar um percurso
profissional.

Voltando ao cenário europeu, hoje é ainda pouco claro o significado do termo Personal Shopper
ou quais sejam os requisitos e as noções a aprender para desempenhar este papel. Por exemplo, em
Itália, a situação é diferente nas grandes metrópoles, como em Milão, capital intemporal da moda, ou
Roma, centro do poder e sede de muitas novas e velhas riquezas, ou Florença, Veneza e Turim, onde
existem grandes fluxos de turismo internacional e o público começa a recorrer sempre mais à figura do
Personal Shopper, também para conseguir lidar com o ritmo frenético da vida quotidiana que não permite
ter suficiente tempo disponível para dedicar algumas horas ao shopping. Nas pequenas cidades, o
cenário é naturalmente muito diferente, dadas as consideráveis dificuldades em encontrar profissionais
deste tipo ou até em perceber a função e a verdadeira utilidade do seu trabalho.

De resto, é evidente como a profissão seja por si só ligada aos ambientes mais abastados e à
vanguarda presentes nos grandes centros mundiais. O exemplo italiano abrange o que se pode considerar
como o cenário geral na Europa e na América, tendo sempre em conta as grandes exceções, como os
Estados Unidos e Inglaterra.

Iniciar uma carreira como Personal Shopper garante a liberdade e a oportunidade para trabalhar
com uma ampla variedade de possíveis clientes. Para além de clientes muito ocupados para fazer

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compras para si próprios, o Personal Shopper pode ser admitido por pessoas que se sintam oprimidas
pela incapacidade em realizar uma seleção adequada, quando se trata de fazer compras e, portanto,
sentem necessidade da presença de um especialista que faça shopping por elas. Pode ser que se
trabalhe para clientes que não possam fisicamente comprar numa determinada loja ou, muito
frequentemente, com turistas que não estejam muito familiarizados com as várias opções de shopping
disponíveis na cidade onde se encontram no momento.

De acordo com o que o cliente precisa, pode-se ser contratado para comprar um inteiro guarda-
roupa ou para procurar um acessório único e especial. Estas são algumas das possibilidades de trabalho
que se apresentam a quem começa a carreira de Personal Shopper:

 Ser contratado por executivos pouco disponíveis e fazer as suas compras para as férias de natal
ou para aniversários ou acontecimentos do género;
 Cuidar dos serviços de shopping para pessoas mais idosas ou que tenham dificuldade em se
mover;
 O chamado “shopping de alto nível” no setor da moda e do vestuário, da decoração, da
gastronomia e dos percursos enológicos ou outros bens de consumo para um grupo-alvo de
famílias abastadas;
 Procurar os gifts adequados ou kits de produtos de cortesia para uma sociedade que queira
oferecer aos clientes mais importantes presentes em ocasiões especiais ou de boas-vindas;
 A aquisição de novos móveis para uma casa nova em construção de um determinado cliente, dos
acabamentos aos acessórios.

O Personal Shopper deve consultar constantemente os próprios clientes sobre o que estes realmente
têm em mente em respeito aos objetos ou serviços a adquirir para si e de acordo com orçamentos
estabelecidos: é por isso que a sua tarefa principal seja a de “encontrar” as lojas e empresas que
disponham do que os seus clientes exigem e, se necessário, proceder com a realização do presente ou
com a entrega.

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Por fim, é útil para todos os seus clientes habituais ter conhecimento das suas preferências e das
dimensões da aquisição e lembrar-lhes todas as principais ocasiões especiais das quais será necessário
comprar presentes. Em última análise, deve ser considerado como a carreira de Personal Shopper oferece
duas estradas principais que se podem percorrer e sobre as quais, inicialmente, serão dirigidos os seus
esforços para encontrar as primeiras oportunidades de emprego, sem por isso subestimar todas as
variações intermédias que se apresentam no desempenho e no avanço da própria carreira.

QUEM É O PERSONAL SHOPPER


Para algumas pessoas, o shopping não é apenas uma necessidade, mas uma paixão. Um Personal
Shopper é alguém que soube transformar a sua paixão pelo shopping e os seus conhecimentos sobre o
mundo da moda, do fashion e dos setores de luxo – para além das capacidades técnicas de análise do
indivíduo – numa profissão.

É quem ajuda os clientes que não têm tempo, vontade ou capacidade para fazer compras para si
mesmos ou para os outros, fazendo as compras por eles. Enquanto a maior parte das pessoas quando
ouve falar de Personal Shopper pensa apenas no mundo da moda, na realidade este serviço inclui também
vários outros tipos de aquisições. Estes profissionais podem, por exemplo, trabalhar com pessoas idosas
ou indivíduos que não têm a possibilidade de se deslocarem fisicamente para fazer compras; ou pode
decidir especializar-se exclusivamente na secção do calçado, gravatas ou roupas de trabalho. Serão as
vossas capacidades e interesses, para além da experiência, que vão determinar o tipo de Personal
Shopper que vão ser.

Certamente deve sempre discutir, antecipadamente, o orçamento com os clientes, antes da


primeira sessão de shopping, de forma a obter o melhor resultado em termos de tempo e crédito
disponíveis. Este tipo de Personal Shopper é um Consultor independente e não recebe nenhuma comissão
das lojas. Mesmo que tenha acordos especiais com os diretores das grandes marcas e cadeias, sobretudo
no caso de Personal Shopper de renome ou clientes de prestígio, selecione, com cuidado, cada artigo

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que se compra, permitindo ao cliente não perder dinheiro em aquisições que ficarão fechadas no armário
e não serão usadas.

OS SERVIÇOS DE PERSONAL SHOPPING


Ultimamente, as tipologias de cliente estão a diversificar-se muito e os homens são uma forte
concorrência às mulheres na procura dos serviços de Personal Shopper, sobretudo no shopping “on
demand”.

É na sociedade atual reconhecida a importância de vestir roupas que se adaptem à nossa figura
física e à nossa personalidade e este princípio é cada vez mais importante para a maior parte das pessoas.

O Personal Shopper é um instrumento e um serviço que, mesmo num só encontro, vai permanecer
visível e presente no guarda-roupa do cliente, durante muito tempo. Uma típica sessão de personal
shopping começa com uma entrevista, por vezes, para determinar as exigências de um cliente, outras
vezes com a realização de um teste da personalidade e com o exame das suas preferências pessoais, no
âmbito dos estilos de referência e das cores.

Sucessivamente, o Consultor pode simplesmente aconselhar os clientes sobre as marcas, as cores


e os elementos do vestuário, as linhas e os acessórios mais adequados, ou pode também, junto com o
cliente, começar imediatamente a primeira sessão de shopping; ou ainda, como alternativa, pode realizar
uma sessão de compras, por conta do cliente, trazendo as roupas selecionadas a casa do cliente ou no
seu escritório para uma avaliação privada.

O Personal Shopper faz exatamente o que o nome sugere: faz compras para as pessoas que não
têm o tempo, a energia ou as competências para o fazer. Estes são contratados pelos clientes para o
shopping em cada setor, desde vestidos e sapatos a outros objetos pessoais, de acordo com a sua área
de especialidade, até à consultoria para a compra de serviços e pacotes de beleza, percursos eno-
gastronómicos e bens de luxo.

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O Personal Shopper será, então, capaz de trabalhar como Consultor de forma autónoma. Em
qualquer caso, este garantirá ao cliente toda a sua atenção e, depois da entrevista para determinar o que
se está à procura em termos de vestuário, poderá então deslocar-se às lojas que terá identificado como
as mais adequadas para realizar o serviço no seu melhor e conjugar os gostos do cliente com as roupas
que estão de acordo com a sua figura. Muitas vezes, este deverá saber aconselhar sobre o que é “de
moda” num determinado momento ou o que “pode” ser usado para a estação e ensinar como o estilo
pessoal pode ser incorporado dentro das novas modas das estações, para criar um “personal brand”.
Exceto no caso de requisitos diferentes por parte dos clientes, serão geralmente obrigados a comprar um
inteiro outfit, sapatos e acessórios incluídos.

COMO TRABALHA O PERSONAL SHOPPER


O trabalho do Personal Shopper prevê sempre uma entrevista inicial com o cliente, mais ou menos
breve e necessária para “juntar” as suas preferências numa lista pessoal. Esta lista deve conter as cores
preferidas, os modelos, os tamanhos e os estilos. Pedir sempre ao cliente informações sobre hábitos
pessoais e tradições ou costumes particulares. Por sua vez, este conhecimento permite personalizar as
sessões de shopping, permitindo que a compras sejam mais eficazes.

Para um determinado cliente, por exemplo, a contratação de um Personal Shopper pode ter como
objetivo encontrar o tom certo no vestuário. Podem então pedir ao Personal Shopper ir a uma loja comprar
um presente específico para alguém, conhecendo talvez o número da roupa e a cor preferida.

Em alternativa, podem recorrer ao Personal Shopper para a aquisição de um presente para um


colega ou um conhecido no âmbito profissional e, neste caso, pedem ao Consultor que use o próprio gosto
pessoal: um serviço útil para quando não têm ideia do que comprar. Será importante pedir ao cliente
informações sobre a pessoa e os seus gostos pessoais e passatempos, de forma a ter as condições para
comprar um presente que poderá ser apreciado.

O trabalho de um Personal Shopper é o de selecionar e comprar todos os elementos que o cliente


não tem tempo nem interesse em comprar para si mesmo. Um Personal Shopper terá, por sua vez, a

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flexibilidade para comprar numa vasta gama de lojas mas, muitas vezes e também neste caso, este terá
estabelecido um espécie de “relação à comissão” prioritária com alguns comerciantes, para promover as
suas linhas de vestuário.

Um outro serviço que o Personal Shopper poderá também fornecer é o de realizar pesquisas online
por conta do cliente, através da cobrança de uma comissão certamente inferior e proporcional à
quantidade de tempo que o cliente poderá poupar na procura dos bens na rede. Para ser um comprador
de sucesso, temos necessidade não só de conhecer a psicologia da consultoria de imagem e as
tendências da moda, mas também saber estabelecer um plano estruturado de business para determinar
as despesas de gestão da profissão, as definições dos tarifários, a publicidade dos serviços selecionados,
a resolução das controvérsias e as administrativas relacionadas com os impostos.

Cada indivíduo é único e, como tal, é essencial não forçar, em caso algum, um estilo em particular.
Isto significa estar, muitas vezes, a par com o estilo clássico, o mais adaptável, e com as tendências atuais,
as mais reconfortantes, bem como educar os mesmos sobre as linhas-guia do vestuário profissional ligado
a cada setor em que os vossos clientes trabalham.

Consultoria de imagem

QUAIS SÃO OS NOSSOS CAMPOS DE AÇÃO?


Existem 2 vertentes com as quais podemos trabalhar:

1) A Nível pessoal
- Construção de looks para o dia a dia;
- Closet cleaning/restyling/detox;
- Ajudar as noivas, noivos, madrinhas, padrinhos e familiares a comprarem os looks para o dia;
- Pessoas grávidas;
- Pessoas em busca do 1º emprego;

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- Saber vestir para aceitar uma determinada profissão;
- Vestir o cliente para uma entrevista de emprego.

2) Nível empresarial
- Criação de catálogos;
- Seleção de coleções;
- Styling da equipa de trabalho de empresas.

QUAIS OS PROCESSOS QUE PODEMOS DESENVOLVER?


É um processo personalizado e envolve um programa completo de assessoria de imagem, que
inclui ou não 4 fases distintas ou complementares:

 Organização do guarda-roupa – fase 3. Faz-se de acordo com a imagem que a cliente quer
projetar;
 Consulta de imagem – fase 1. Envolve um diagnóstico de imagem, ou seja, identificação de estilo,
coloração e biótipo e aconselhamento vestimentar;
 Transformação de visual – fase 2. Através de sessão de maquilhagem e hairstyling;
 Personal shopping.

NOTA: Todos estes processos podem ser feitos de forma compartimentada ou de forma interligada e
sequenciada.

Com alguma frequência, há probabilidade de fazer um closet cleaning e, consequentemente, a


cliente chegar à conclusão que o guarda-roupa necessita de ser recheado com peças básicas,
intemporais ou tendência.

O mesmo pode suceder a seguir a uma consultoria de imagem. A cliente ficou esclarecida sobre
que peças deve apostar numa compra, mas pode não considerar esta informação suficiente para, ainda,
saber comprar sozinha, por se sentir desorientada no ato de decisão e de compra.

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COMO TRABALHA UM CONSULTOR DE IMAGEM
Hoje em dia, vivemos num período histórico no qual, como em nenhum outro, a imagem de um
indivíduo é o fator-chave que determina o sucesso no campo profissional e pessoal. Já vimos como a
figura do Consultor de Imagem e do Personal Shopper é a de um profissional capaz de reconhecer e de
fazer sobressair, ao máximo, as características positivas da imagem de um cliente, seja esse privado ou
uma sociedade.

Por esta razão, ele saberá recorrer a todos os instrumentos até agora analisados, que são
indispensáveis para o estudo da imagem e para a definição de um verdadeiro “plano de intervenção”,
destinado a identificar os elementos sobre os quais agir, os tempos e as prioridades, e avaliar, ao mesmo
tempo, as melhores escolhas no que diz respeito à compra de novas roupas e acessórios.

O pedido dos serviços fornecidos pelo Consultor de Imagem e Personal Shopper, originária e
limitada aos USA, está hoje em crescimento exponencial nos mercados europeus e internacionais, graças
ao reconhecimento definitivo do valor e das vantagens criadas pela gestão de uma imagem pessoal e
profissional impecável.

O Consultor de Imagem segue o próprio cliente desde o início até ao fim do processo de mudança,
sendo capaz de responder, a 360 graus, às diferentes exigências ligadas aos vários âmbitos do aspeto
exterior, da escolha do vestuário à identificação do estilo pessoal, à gestão da imagem em diferentes
contextos sociais, privados e profissionais.

Um bom Consultor de Imagem deve saber relacionar-se com atenção e tato, aprendendo e
percebendo a psicologia, a mentalidade e a cultura do cliente.

TIPOS DE CONSULTORIA
Quando nos encontramos a trabalhar com requerentes privados, definimos o papel como
“Consultor de Imagem Pessoal” (Personal Image Consultant). Esta abordagem desenvolve-se seguindo

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as diferentes etapas e percursos que analisam os fatores-chave da imagem com base nas exigências que,
durante o encontro preliminar, são definidas como prioritárias.

O Consultor de Imagem será capaz de dominar os instrumentos de análise das cores pessoais,
reconhecer as tipologias físicas, gerir a análise do guarda-roupa, perceber a personalidade, identificar o
estilo comunicativo que caracteriza o cliente, analisando seja a linguagem verbal, seja a não verbal.

Quando o Consultor se encontra a gerir uma relação profissional com empresas ou organizações,
é chamado “Consultor de Imagem Corporativo” (Corporate Image Consultant). Este terá o papel de corrigir
ou redefinir a imagem complexiva da sociedade/cliente, identificando os pontos de força e valorizando-os
através de um estudo do contexto no qual esta atua, da imagem dos dependentes e colaboradores e
aquela dos “clientes-tipo” da empresa, procurando todos os elementos que definem a sua reputação
pública. Os planos definidos sucessivamente pelo Consultor devem levar à identificação dos fatores que
bloqueiam ou atrasam o desenvolvimento da empresa.

COMO REALIZAR UMA CONSULTORIA DE IMAGEM


Devemos considerar sempre uma regra válida na “construção” de uma imagem exterior: a imagem
deve corresponder à personalidade do indivíduo. O objetivo a atingir não deve ser o de criar qualquer
coisa de falso e artificial, que teria um resultado final débil e falsificado, além de difícil de gerir a longo
termo. O objetivo principal é o de garantir os instrumentos para identificar o look “ideal” que adere à pessoa
e, neste sentido, a leve a destacar-se realmente da multidão.

A regra de base de uma boa consultoria é a de procurar “a harmonia” na identificação da imagem


mais adequada. O Consultor estuda um look pessoal para cada cliente, tendo como objetivo combinar as
características físicas, as de caráter, o estilo de vida e o contexto em que se vive e trabalha.

Sabemos que entre os principais tipos de cliente dos Consultores de Imagem e Personal Shopper,
existem hoje profissionais de nível ou managers que trabalham em contacto com o público, pessoas que
devem enfrentar situações importantes de mudança na própria vida, muitas vezes ligadas ao âmbito

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pessoal, como uma separação, ou ao âmbito profissional, como um avanço de carreira; ou talvez
indivíduos que, tendo sofrido um grave acidente, devem confrontar-se com uma nova imagem de si e com
as mudanças do próprio corpo ou aspeto e pessoas que querem, pelos mais variados motivos,
revolucionar o próprio estilo de vida ou recuperar a confiança em si mesmas.

Entre as mais importantes características que um bom Consultor de Imagem deve possuir é a sua
capacidade para escutar e compreender as exigências do cliente, que devem ser indispensáveis. Deve,
como já vimos, ter conhecimentos profundos sobre o ambiente da moda, para garantir sempre um look
atualizado. Uma inata capacidade estética em reconhecer a beleza, junto com o conhecimento das
técnicas de camuflagem e da gestão das cores, fará do seu trabalho um sucesso, consentindo atingir os
objetivos predefinidos.

De acordo com os vários tipos de cliente e com as motivações que o levam a requerer um
Consultor, pode-se estabelecer o tipo de consultoria a dar. Pode-se propor uma “consultoria base” durante
a qual são fornecidos, inicialmente, alguns modelos de testes ou cartões, úteis para recolher dados que
servirão para perceber os estilos de vida, as problemáticas e as exigências pessoais e profissionais.

Através das entrevistas, aprofundam-se os elementos identificados como prioritários nos cartões
de avaliação.

De seguida, pode-se proceder com uma análise geral das cores pessoais do indivíduo e, a partir
desta, identificar uma “paleta de cores personalizada”, útil à correta gestão da maquilhagem e do guarda-
roupa.

Segue-se a análise da figura e do rosto, indispensáveis para identificar quais as mudanças ou


correções a realizar, seja no campo da maquilhagem, seja no do vestuário e dos acessórios, que serão
identificados como os mais adequados para garantir uma mudança de sucesso na imagem.

No fim do processo de avaliação, o Consultor deverá entregar ao cliente um compêndio que


contém a própria análise e os pontos-chave do processo de mudança a realizar, junto com a lista das

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cores identificadas como harmoniosas com aquelas naturais do cliente, as estratégias e os conselhos para
atingir os objetivos estabelecidos. Pode-se ainda dar aos clientes noções sobre como escolher as linhas
e os materiais mais adequados às próprias formas e sobre as técnicas de camuflagem, destinadas a
esconder ou corrigir eventuais defeitos e a sobressair as características positivas.

O teste da cor pode revelar combinações cromáticas não adequadas às cores pessoais do cliente
e entre estas podem, em alguns casos, estar também presentes cores especialmente amadas pelo cliente.
É importante fazer perceber como as indicações dadas têm o objetivo de iluminar positivamente, de
acordo com as normas reconhecidas, o rosto da pessoa através da correta identificação das tonalidades
certas e do meio-tom, quente ou frio, do brilho ou da suavidade dos tons que garantem, definitivamente,
uma infinita gama de tonalidades de cores às quais se pode recorrer e que são compatíveis com as
características cromáticas do rosto. O teste deve levar o cliente a reconhecer a eficácia e o poder das
cores alternativas, que talvez nunca tinha tido em consideração antes. Se, por exemplo, o nosso cliente
ama especialmente o preto nas suas roupas, pode-se ensiná-lo a valorizar a cor ao máximo. De facto,
estatisticamente, não mais do que 25% das pessoas que usam o look “total black” estão em total harmonia
com o mesmo, pois a maior parte precisa sempre de uma nota adicional de brilho.

A consultoria deverá mostrar como a inserção dos detalhes de cor podem garantir uma aparência
mais equilibrada e menos agressiva, avaliando ainda todas as tonalidades escuras alternativas que podem
ir de encontro com as preferências do cliente. Para além do estilo pessoal, serão aumentadas as
possibilidades do vestuário ligadas às situações específicas no campo profissional e realizado um
verdadeiro “capítulo” de um guarda-roupa dedicado às ocasiões especiais e aos acontecimentos sociais.

Além da consultoria de base, o Consultor pode decidir usar como um serviço adicional a fornecer
ao cliente, o de um makeup e hairstylist, nos quais confia e com os quais tem acordos de colaboração já
definidos, para poder garantir uma proposta ainda mais ampla na identificação e na realização do novo
look e do novo estilo do cliente.

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Noutros casos, o Consultor pode ser contactado por clientes à procura de linhas de definição de
um único look adequado a um evento específico, como uma receção ou um importante encontro
profissional, uma apresentação pública ou uma cerimónia. Neste caso, partindo da identificação do
contexto social em que se realiza o evento e do objetivo dos participantes, deve-se identificar o vestuário
específico, a maquilhagem e o penteado mais adequado.

O serviço do personal shopping é, inicialmente, precedido por uma entrevista destinada a


perceber as exigências do cliente e a fornecer, em seguida, uma consultoria de estilo, baseada sobre a
análise das cores pessoais e da figura anatómica; o Consultor realizará a identificação e o “mapa” das
lojas adequadas aos gostos e aos orçamentos indicados e, sucessivamente acompanhará o cliente ou
realizará de forma autónoma as sessões de compras.

No caso dos serviços de gestão e reorganização do guarda-roupa, o Consultor de Imagem vai a


casa do cliente para poder analisar o guarda-roupa pessoal, selecionando as roupas que não são
adequadas ao look desejado e identificando as roupas e acessórios em falta. Podem-se fazer fotografias
dos vários outfits considerados mais em linha com a imagem pessoal individualizada, de modo a fornecer
ao cliente um book de fácil utilização para a criação das melhores combinações.

Será importante fazer perceber ao requerente, como o investimento por uma consultoria se vai
traduzir, sem qualquer dúvida, numa economia de tempo na escolha dos outfits e de dinheiro na aquisição
das roupas e dos acessórios; tendo, de facto, identificado as principais orientações a seguir na gestão do
próprio look, o cliente será capaz de proceder autonomamente à aquisição, no futuro, de novas roupas e
evitando “erros” na seleção.

Por fim, um serviço personalizado que o Consultor de Imagem é capaz de garantir, também em
vista à crescente requisição do mercado, é aquele ligado à consultoria de imagem matrimonial. O serviço
compreende a escolha do vestido de noiva adequado e dos acessórios, a identificação da melhor
maquilhagem com base à forma do rosto e do penteado, até à escolha do bouquet mais em harmonia com
a sua personalidade. O Consultor dará os melhores conselhos e estratégias a adotar, em termos de

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etiqueta e atitude, a ter durante a cerimónia. É útil e apreciado levar o cliente a familiarizar-se com o
vestido, aprendendo a controlá-lo da forma mais natural durante todo esse dia, também modificando,
durante o evento, as características até que estas deixem de ser desconfortáveis ou fatigosas durante
toda a cerimónia.

Durante a entrevista preliminar, são selecionados do seu portefólio de colaboradores, que deve
ser sempre amplo e atualizado, para além de diversificado para os diferentes orçamentos, os mais
adequados profissionais dos vários setores com base no estilo estabelecido e dos orçamentos permitidos.
Prossegue-se acompanhando o cliente nos ateliers e nos salões, para realizar as várias provas
relacionadas, seja com a escolha do vestido, com uma primeira e segunda prova, seja com a escolha da
maquilhagem e do penteado. Finalmente, encontram-se os acessórios e as joias que harmonizam todo o
look; é escolhido o bouquet e definem-se os princípios de etiqueta e a linguagem corporal a ter durante a
cerimónia.

GESTÃO DO PROCESSO DE CONSULTORIA


Uma única sessão especializada, por exemplo, composta por um teste de cor e pelo estudo do
rosto, pode durar cerca de duas horas e podem-se organizar dois ou três encontros para analisar os vários
temas; em alternativa, pode-se decidir estruturar os encontros de forma mais programada, com datas
limite, como mensais ou sessões anuais. No entanto, é necessário fazer notar ao cliente como cada sessão
por si só é capaz de fornecer imediatamente elementos úteis ao Consultor para que este proponha linhas
de intervenção mais eficazes. As sessões de personal shopping podem durar, por sua vez, das duas às
seis horas num só dia, dependendo das exigências.

É importante que o Consultor de Imagem não pareça um “juiz” pronto a dar sentenças positivas ou
negativas sobre o valor estético do cliente, nem como um mero distribuidor de conselhos e truques para
estar “na moda”. Este deve ter um comportamento, em relação ao cliente, de um “confidente profissional”,
capaz de facilitar a identificação dos fatores que melhoram a imagem e de seguir, do início ao fim, o
processo que se considera adequado também ao gosto pessoal.

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Já vimos como a imagem é dada pelo conjunto dos fatores externos, harmonizados com aqueles
“interiores” da personalidade, ou seja, a cultura, o ambiente social, a forma de falar e os interesses
pessoais. É a soma dos fatores externos e internos que compõem um indivíduo e que se transformam no
que os outros veem em nós. Ter uma boa imagem pessoal aumenta a própria segurança nas relações com
os outros, permitindo obter maior consenso seja na vida privada, seja naquela profissional.

Alguns clientes que requerem um Consultor talvez queiram pedir uma opinião sobre como
enfrentar, da forma mais adequada, as mutações do próprio corpo, talvez devidas ao passar dos anos ou
à superação de uma doença, ou querem receber uma opinião profissional sobre o look a escolher para
uma ocasião especial ou, ainda mais simples, atingir uma imagem que os faça sentir mais em sintonia
consigo mesmos. O Consultor deve deixar claro, seja nas relações com o cliente, seja em eventuais
apresentações das próprias atividades e prestações, que o seu papel não é o de um psicoterapeuta e não
será sua responsabilidade curar problemáticas de natureza psicopatológica.

Antes de iniciar uma prestação profissional, um Consultor de Imagem deve saber reconhecer as
verdadeiras e profundas motivações, que levam o cliente a requerer a consultoria, tendo atenção, no caso
em que reconhece que essas não são de sua competência, de indicar ao cliente outros profissionais mais
adequados. A imagem da pessoa será, na mesma, avaliada com tato e atenção, considerando os gostos
e motivações pessoais, encontrando uma solução sempre compatível com o sentir-se bem consigo
mesmo. Ele deve deixar claro que a sua figura profissional é a de um treinador especializado e qualificado,
capaz de ajudar a melhorar a vida pessoal e profissional através de uma maior valorização da parte
estética e do correto conhecimento das próprias potencialidades.

Depois da entrevista preliminar, onde o cliente expõe as suas exigências e compila a ficha de
referência, útil para estabelecer os gostos pessoais, o ambiente social e profissional e as características
do estilo de vida, são planificadas as linhas de intervenção: um verdadeiro “plano de ação” composto por
diferentes passagens de acordo com o objetivo a atingir e organizado num determinado número de
encontros. As áreas de intervenção não serão, necessariamente, todas envolvidas e podem variar: desde
a maquilhagem à escolha do penteado e da cor dos cabelos, a intervenções ligadas à comunicação não

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verbal e ao uso da voz, até à escolha das roupas e acessórios, tais como sapatos, malas, gravatas, mais
adequados ao tipo de corpo, ao gosto pessoal e ao contexto em que se trabalha, até à individualização
das cores mais adequadas aos tons da pele.

Podem-se ver, junto com o cliente, fotos de arquivo para ter uma ideia dos looks sobre os quais
direcionar eventuais correções a realizar, utilizando semelhanças de género entre o cliente e a
personagem na foto. Neste caso, é, no entanto, fundamental lembrar como o objetivo da consultoria não
é o de tornar o cliente “numa outra pessoa”, nem de copiar ninguém mas, se tanto, e se considerado útil,
apenas identificar num determinado personagem alguns aspetos que o cliente considera possuir, mas
que não é capaz de exteriorizar.

O Consultor de Imagem ocupa-se da gestão do impacto visual que um indivíduo exercita sobre o
próximo, fazendo com que essa perceção esteja em linha com as necessidades do cliente. Deve respeitar
sempre os gostos e o estilo de vida do cliente: uma parte dos encontros dedicados à análise da figura
incidirá sobre o exame das preferências de estilo pessoais, como base de partida para desenvolver e
eventualmente corrigir o estilo do cliente de modo a que este não afete a perceção de si. O Consultor de
Imagem não tem como função convencer o próprio cliente a “mudar” os próprios gostos do seu estilo, pelo
contrário, ele deve ajudar o cliente a ser mais consciente de si mesmo e a harmonizar aqueles gostos e
estilos. Neste sentido, é plausível que já dois ou três encontros de consultoria se revelem suficientes para
atingir o objetivo e deixar o cliente satisfeito; através do uso de uma técnica de entrevista sincera e
empática e a correção de detalhes estéticos, o cliente pode já sentir-se capaz de enfrentar,
autonomamente, a mudança proposta.

Os Consultores de Imagem são diversificados e encontram-se nos vários setores profissionais,


dando vida a diferentes definições do seu trabalho.

O personal styling é dedicado a quem quer melhorar a própria imagem, recorrendo a este
profissional para identificar as roupas e as cores mais adequadas para vestir ou comprar e, eventualmente,
intervir sobre a maquilhagem, sobre o corte e penteado dos cabelos. Definimos fashion styling quando se

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trabalha dentro do mundo da moda e do espetáculo, muitas vezes com personagens que procuram ajuda
na gestão do guarda-roupa e da própria “imagem pública”. Também no mundo da política, nos dias de
hoje, é muito solicitada a figura do Consultor para construir um look mais eficaz e estudar a comunicação
com os eleitores.

No caso de empresas que recorrem a Consultores, o estudo da “comunicação não verbal” será,
muitas vezes, predominante e direcionado garantindo que se consiga, através da estética complexiva da
entidade – desde os funcionários, aos ambientes, aos locais – transmitir uma imagem coerente e
vencedora. No caso de empresas, será avaliado se a imagem dos funcionários é capaz de representar a
empresa de forma coerente, por exemplo, se os clientes da empresa estão à vontade com o pessoal.
Deve-se perceber a qualidade da interação entre os funcionários, para estabelecer o nível e realizar
eventuais ações de correção dos comportamentos sociais. Por fim, é indispensável estabelecer se a
imagem representada pelos dirigentes é bastante credível, competente e capaz de projetar, para o
exterior, as qualidades da empresa. De forma a harmonizar estes elementos, são necessários workshops
e encontros individuais específicos sobre “personal branding” e sobre a comunicação não verbal.

A postura adequada no campo profissional é indispensável para atingir e manter a apreciação por
parte dos outros, para além dos resultados profissionais do momento. Por exemplo, é suficiente considerar
como as pessoas, colegas ou clientes, têm sempre uma maior disponibilidade para com quem demonstra
respeito e consideração pelos outros, através de uma cuidada imagem de si e de uma comunicação
adequada.

Neste momento é fundamental, confrontando-se com o mercado de trabalho muito competitivo e


em constante evolução, aprofundar todos os fatores-chave que constroem uma imagem vencedora.
Devemos explicar aos requerentes como, para além das competências específicas, a imagem tem um
papel fundamental na expressão das capacidades relacionais da personalidade e da liderança. O
vestuário é a primeira forma de comunicação e dá indicações aos outros sobre “quem somos”, garantindo
a possibilidade de se distinguir e evidenciar. Cuidar da própria marca significa, então, selecionar
adequadamente a mensagem não verbal a transmitir.

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OS SERVIÇOS DA CONSULTORIA DE IMAGEM
O Consultor de Imagem é um profissional que normalmente trabalha como freelancer de forma
independente; através do próprio site de internet, via email ou telefonicamente, conseguindo criar e gerir
o próprio circuito de clientela. Trabalhará também com sociedades que já iniciaram este tipo de atividade,
talvez especializadas em relações públicas que, muitas vezes, têm sedes nas mais importantes
metrópoles internacionais. Pode também colaborar com hotéis de luxo e spas, com empresas que desejam
melhorar a qualidade da sua imagem e o profissionalismo dos seus funcionários ou com agências que
ofereçam serviços de consultoria a privados e que precisem de uma imagem vencedora e de sucesso.

O Consultor de Imagem é um profissional que proporciona um serviço qualificado capaz de restituir


um elevado valor acrescentado; geralmente este estabelece as próprias remunerações em relação à
cidade onde trabalha e à própria experiência. É útil fazer perceber aos clientes, no momento de falar dos
custos dos serviços propostos, como o custo de um encontro possa equivaler a uma compra de uma peça
de vestuário “errada” que ficará confinada no armário. Um serviço completo de consultoria, por sua vez,
poderá fornecer os instrumentos necessários e duradouros para modificar completamente, ou nitidamente
melhorar, a própria imagem no seu todo e para cada ocasião. A consultoria ajudará ainda a desfrutar ao
máximo o guarda-roupa já existente e a perceber como, eventualmente, realizar novas aquisições ou
desfrutar também de roupas de cores “erradas”, permitindo sempre uma notável poupança. Será ainda
possível, graças à correta gestão da imagem, garantir-se um look profissional confiável e vencedor, que
permitirá mais e melhores oportunidades de trabalho. Dando indicações relacionadas com os elementos-
chave da imagem, dará os critérios para comprar as roupas certas, que não ficarão dentro do armário,
consentindo maiores poupanças. O Consultor deverá explicar que trabalha em prole do interesse do
cliente e que atingir os objetivos predefinidos é um objetivo de ambos; a consultoria poderá ainda dar
resultados imediatamente visíveis e adequados a cada tipo de orçamento. Por fim, explicará como o
próprio serviço não aponta, obrigatoriamente, à aquisição de roupas “na moda” ou particulares, mas a
identificar as linhas mais adequadas à figura anatómica e à personalidade e, em cada encontro, fornecerá
sempre ferramentas válidas para atuar sobre a própria imagem, aprendendo a percorrer o percurso na
direção da mudança do look, sem depender de um Consultor.

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Algumas mudanças visuais poderão ser imediatas e outras, resultados mais pessoais, como o
aumento da autoestima, chegarão com tempos mais prolongados, mas serão ligadas às primeiras e
reforçam-se uma à outra.

Para além do Consultor de Imagem e do Personal Shopper, deve ser evidenciado que fazem
também parte do grupo de trabalho, quando considerado necessário, os Makeup Artist and Hair Stylist,
indispensáveis para estabelecer a melhor estratégia sobre as cores e penteados e pode-se também
recorrer à figura especializada de um Consultor que ajude, por exemplo, na escolha dos perfumes mais
adequados.

Pode-se também ponderar em iniciar um curso de dicção para melhorar o sotaque e o tom da voz
e aprender a exprimir-se da forma mais convincente ou cativante, e um curso básico de postura, útil para
algumas figuras expostas ao público por questões profissionais.

De acordo com o serviço e o tipo de cliente, o Consultor poderá escolher por organizar os
encontros individuais em casa do cliente ou no seu local de trabalho. Para as empresas, os encontros
realizam-se sempre nos seus escritórios, nas salas de reuniões ou em salas mais amplas, no caso de
workshops ou seminários. Em vez disso, pode-se escolher por receber o cliente no hall de um hotel de
luxo ou de identificar um local adequado para deixar o cliente à vontade para a realização de um curto
encontro introdutivo. No caso de uma completa consultoria de imagem, o encontro poderá desenrolar-se
numa sala de hotel adequada para o efeito. Analisamos, por exemplo, um caso de consultoria com um
cliente privado e o processo de mudança que podemos meter em ação. Começamos por submeter o
cliente ao teste de conhecimento geral de avaliação dos estilos de vida e dos gostos pessoais. Segue-se
um exemplo de como pode ser composto o teste e a ficha a compilar, considerando como algumas das
perguntas, além de fornecerem informações úteis sobre o requerente, nascem da exigência primária de
deixar o sujeito à vontade, dando uma sensação de empatia e confiança no percurso escolhido:

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 CARACTERÍSTICAS PESSOAIS
1. Qual é o seu signo?
2. Como descreveria a sua personalidade?
3. Tem uma alcunha engraçada?
4. Ama os imprevistos?

 ESTILOS DE VIDA
- Indique quanto tempo dedica, em percentagem, às seguintes atividades, durante uma semana típica:
• Família
• Trabalho
• Desporto
• Vida Social
• Outras atividades:
- Descreva os objetivos profissionais que pretende atingir a curto prazo.
- Descreva os objetivos pessoais que pretende atingir a curto prazo.
- Está satisfeito com a sua vida social? O que mudaria?
- Quantas vezes participa em acontecimentos sociais?
- O seu trabalho implica contacto com o público?
- Com que tipo de profissionais se relaciona (dirigentes, colegas, managers, pequenas empresas, clientes
privados, etc.)?
- Viaja frequentemente? Descreva quanto para trabalho ou quanto por prazer?

 SECÇÃO RELACIONADA COM A ANÁLISE DO ESTILO DO VESTUÁRIO:


- Descreva o tipo de vestuário utilizado:
1. Trabalho
• Situação:

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• Vestuário:
• Acessórios:
2. Família
• Situação:
• Vestuário:
• Acessórios:

3. Vida Social
• Situação:
• Vestuário:
• Acessórios:

4. Desporto
• Situação:
• Vestuário:
• Acessórios:

5. Outras Situações
• Situação:
• Vestuário:
• Acessórios:

 ESTILO
- Descreva o seu estilo de vestuário habitual.
- Com qual dos seguintes estilos se identifica mais:
• CLÁSSICO
• CHIC
• MODERNO

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• TRENDY
• CASUAL
• OUTRO (insira descrição)
- Gosta do seu estilo?
- O que gostaria de modificar?
- Tem um estilo de referência (inserir, se disponíveis, figuras públicas ou ambientes de referência)?
- Qual é a sua definição de roupa confortável?
- Em qual dos seguintes estilos de roupas se sente mais confortável e porquê:
• Aderentes | Envolventes
• Fitted | Que seguem a linha natural do corpo
• Largos | Amplos
- O que não pode faltar, absolutamente, no seu guarda-roupa?
- Qual é a sua peça de roupa ou acessório preferido?
- Quais são os tecidos que prefere usar durante as estações?
• Primavera:
• Verão:
• Outono:
• Inverno:

 COR
- Quais são as suas cores preferidas?
- Usa-as no seu vestuário?
- Quais são as cores que particularmente não gosta?
- Existem cores capazes de condicionar o seu estado de humor?
- Com que frequência muda as cores e combinações de cores do seu guarda-roupa?
- Quais as cores que mais usa nestas estações?
• Primavera:

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• Verão:
• Outono:
• Inverno:

 SHOPPING
- Quais são as revistas de moda que lê?
- Considera o shopping um prazer ou uma necessidade?
- Compra roupas e/ou acessórios de forma impulsiva ou prefere programar as suas compras?
- Geralmente compra com base em quais dos seguintes critérios? (selecionar uma ou mais opções):
• Preço:
• Estilista/Marca:
• Estilo:
• Cor:
• Tecido:
• Medida:
• Outro:
- Se tivesse um credito ilimitado, onde compraria as suas roupas e acessórios?
- Indique quais são os seus estilistas preferidos.

 PESSOAL
1. Com que frequência muda a cor ou o corte/penteado dos seus cabelos?
2. Usa óculos? Se sim, com que frequência muda a armação?
3. Quais são os tratamentos estéticos que prefere e com que frequência os usufrui?
4. Usa desodorizante e/ou perfumes?
5. Teve alterações de relevo no seu peso nos últimos três meses?
6. Segue um programa de emagrecimento?

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Após a conclusão do teste, o Consultor terá certamente uma ideia mais clara de quais são os
interesses pessoais e os hábitos mais profundos do estilo de vida e do vestuário do cliente. Poderá então
prosseguir à análise com uma entrevista que aprofundará os pontos-chave que surgiram da avaliação e
que se podem modificar e corrigir.

Com a análise da cor, a consultoria começa com a seleção dos ajustamentos a realizar. A avaliação
é feita partindo da cor da pele, dos olhos e dos cabelos do cliente. Os resultados que obtemos são as
cores “adequadas”: uma lista geralmente composta por mais ou menos trinta tonalidades. Utilizaremos a
teoria das estações para estabelecer as cores mais adequadas, mas devemos saber adaptar cada
princípio conhecido e estudado sobre as exigências de cada cliente.

De facto, devemo-nos sempre lembrar de como o carácter do indivíduo é fundamental e o look


que criámos será exibido com naturalidade e será à medida para a pessoa em todos os seus aspetos.
Nunca vamos tentar impor algo ou interromper o estilo inicial do indivíduo. Será indispensável um
conhecimento atualizado do mundo da moda e o gosto pessoal do requerente.

Esta lista de cores “amigas” do indivíduo deve ser confrontada com o guarda-roupa pessoal,
catalogando o que corresponde e o que, por sua vez, contrasta com o resultado obtido. A este ponto pode
também identificar as cores a adotar para os acessórios presentes no estilo do cliente: se, por exemplo,
utiliza óculos frequentemente, chapéus, etc., estes terão as mesmas cores que as da sua paleta.

Agora, através da análise da figura, podemos escolher as linhas mais adequadas ao indivíduo que,
também neste caso, sejam as linhas do vestuário, sejam os acessórios, propondo, seguindo, por exemplo,
os parâmetros de delimitação do rosto ideal, de mudar a armação dos óculos para, talvez, obter uma maior
quadratura de um rosto demasiado longo ou, simplesmente, a cor para refrescar o look do rosto. Desta
forma, escolhemos em conjunto a armação mais adequada e a cor útil ao objetivo predefinido.

Podemos, junto com o cliente, ver algumas fotografias recentes do sujeito para ter uma ideia de
penteados e estilos adotados no passado com o decorrer dos anos, e encontrar estímulos e indicações
para trabalhar sobre um corte de cabelo diferente ou sobre a cor. Ao mesmo tempo, podemos confrontar

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fotografias de personagens que o cliente indicou como possíveis referências de look e estilo que deseja
atingir.

É importante conseguir levar o cliente a um estado de tranquilidade e satisfação desde o início do


processo. Isto irá levá-lo a ser muito mais colaborativo e curioso por descobrir e trabalhar para obter as
mudanças. O nosso trabalho deve ser realizado sempre com a devida distancia e profissionalismo, mas
num ambiente espontâneo, sincero e divertido.

Com os encontros sucessivos, começa-se a trabalhar sobre o físico e sobre o look: Observando
com atenção o guarda-roupa em casa do cliente, vamos confrontá-lo, mais uma vez, e de forma muito
rigorosa, com a paleta de cores “amigas” e catalogar as roupas por categoria e possibilidade de uso com
base nas situações, estabelecendo, através do teste, as prioridades nos estilos que o nosso cliente terá
necessidade, com maior frequência, durante a sua semana.

Estabelece-se em conjunto o que será possível ter e o que, no momento, se deverá meter de parte
dentro do guarda-roupa pessoal, talvez criando uma secção específica para as roupas mais particulares
ou excêntricas e não muito em linha com o estilo desejado e também se avalia em conjunto se se deverá
recorrer a um ou mais encontros de shopping para preencher eventuais lacunas do guarda-roupa.

Neste momento, criamos conjuntos de roupas personalizados que farão parte de um “catálogo”, o
qual o cliente pode, de forma autónoma e no futuro, recorrer para as diferentes ocasiões, enriquecendo-
as por ir ao encontro, de vez em quando, do próprio gosto pessoal sempre com base nas indicações de
estilo e das cores estabelecidas.

Um ótimo Consultor de Imagem deve ser paciente e muito concentrado no objetivo em ajudar os
outros a gerir a mudança nas suas vidas. Muitas pessoas que utilizam os serviços, não têm os
conhecimentos e as competências inerentes ao mundo da moda e do styling, sendo por isso que recorrem
aos serviços especializados de consultoria.

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Em segundo lugar, para ser um bom Consultor de Imagem é necessário ter uma ótima capacidade
comunicativa e interpessoal. A consultoria de imagem é um negócio que ocorre entre pessoas: deve-se
ser capaz de falar de modo eficaz, persuasivo e incutir confiança nos requerentes já adquiridos e nos
potenciais clientes.

Por fim, um Consultor de Imagem deve ser organizado, energético e presente “na rede”. O sucesso
de uma empresa de consultoria é, de facto, proporcional à capacidade de atrair e manter uma boa lista
de clientes. Deve estar disposto a propor-se, constantemente, às pessoas para promover a própria
atividade. Portanto, o processo deve conseguir, inicialmente, delinear uma visão clara de “quem” é
realmente o cliente. Isto facilita muito a levar o cliente a definir uma visão pessoal clara da impressão que
quer obter e, consequentemente, encontrar as linhas, as formas, as cores e os modelos a utilizar para
conseguir incluir esta “visão” nas suas vidas.

Através da avaliação da consultoria da cor, podemos encontrar as cores perfeitas e, do mesmo


modo, analisando o guarda-roupa, conseguir maximizar o uso das roupas já existentes, e criar novas
opções para misturar e combinar os outfits. Se necessário, devemos ajudar o cliente a libertar-se de
algumas roupas que podem não funcionar mais. Isto conduz ao shopping, no verdadeiro sentido da
palavra, para integrar os elementos que faltam no guarda-roupa. É surpreendente o quanto possa ser fácil
criar um outfit personalizado para cada orçamento, uma vez que se conhecem os estilos e as cores
corretas a procurar. De seguida, expomos as diretrizes do processo a seguir durante os encontros com o
cliente.

 A ANÁLISE DA COR
Este método concentra-se sobre as cores e as tonalidades mais adequadas às tonalidades
pessoais do cliente, desde a cor dos cabelos e pele à dos olhos.

O que um Consultor de Imagem faz por um cliente é diferente para um outro. O Consultor deverá
ter uma ideia real de quem é o seu cliente antes de poder sugerir possíveis soluções. Uma vez que se

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iniciou uma relação com um cliente, é necessário dar o nosso máximo para trabalhar sobre esta pessoa.
Sendo capaz de realizar um bom trabalho, tem-se quase a certeza absoluta que os clientes nos
“patrocinam” junto dos seus amigos e colegas. Todo o nosso trabalho vai na direção de fazer o cliente
“sentir-se bem” consigo mesmo: este é o objetivo principal da consultoria de imagem. A maior parte dos
Consultores de Imagem deve construir à sua volta uma rede de sócios estratégicos: composta por
maquilhadores, nutricionistas, dentistas, cirurgiões plásticos, vocal coach, cabeleireiros e personal
trainers.

Os políticos e as celebridades não são os únicos interessados a recorrer a um Consultor de


Imagem. Muitas pessoas do mundo da arte e da economia têm necessidade de recorrer a uma consultoria,
por exemplo, ligada à próxima campanha publicitária. Muitas vezes, os Consultores de Imagem são
contratados, por exemplo, quando a situação da imagem empresarial de uma sociedade é muito
comprometida. É nestes casos que se deve ser consciente do facto que não será fácil realizar uma
mudança rápida na imagem.

Definir o correto tom na comunicação não verbal, adequado às diferentes circunstâncias, é


essencial para se sentirem confiantes e à vontade com as roupas que usam. A análise do estilo estudará
os tipos de corte e desenho adequados à verdadeira e natural essência da pessoa. Essa implica também
a escolha do correto guarda-roupa para o cliente. Considerando sempre que a melhor peça de roupa que
se pode ter dentro do próprio armário é aquela realizada sob medida para o nosso corpo.

 O PERSONAL BRANDING
Para algumas pessoas, este pode parecer um elemento “estranho”, mas este serve para completar
o ciclo do processo. Por definição, o “personal branding” é a criação do estilo pessoal da pessoa. Para os
Consultores de Imagem, é um passo importante para aumentar também o prestígio do próprio
profissionalismo, visto que através do personal branding podemos fazer com que os clientes se tornem
“personagens” capazes de sobressair pelo próprio estilo e pela originalidade, evidenciando a
individualidade e a personalidade em diferentes tipos de pessoas.

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Um ótimo Consultor de Imagem deve ser capaz de harmonizar as combinações de
correspondência entre as cores, a análise do estilo e atributos físicos, para além da criação de um personal
branding: isto tornará realmente eficaz o vosso trabalho e conseguirá “fazer sobressair” o melhor das
pessoas. Pode, no fim, conhecer em teoria qual a cor que se adapta ao peso, à altura, à cor dos cabelos
e ao tom da pele, mas, em prática, terá necessidade de uma ampla variedade de estilos armazenados na
sua mente, de forma a conseguir satisfazer as exigências de imagem de cada um dos seus clientes. Esses,
de facto, serão todos indivíduos com várias exigências diferentes entre si e com diferentes requisitos e
problemas.

Ainda, deve ser capaz de realizar um plano que leve o cliente a “habituar-se” e a familiarizar-se
com o seu novo look, de forma gradual. Os clientes terão necessidade de tempo para se habituarem ao
seu novo estilo e devemos saber falar e explicar tudo isto, confortando-os constantemente, encorajando-
os. Seguindo também o cliente depois que a transformação e a adoção dos novos estilos são definitivas.

O trabalho de um Consultor de Imagem não é completo até que este possa afirmar, com certeza,
de ter levado o próprio cliente pela “estrada certa”, para conduzir uma experiência mais gratificante e feliz.

Comercialmente, a realidade de hoje é, para os Consultores de Imagem, um mercado-alvo


ilimitado. Qualquer pessoa pode decidir ter necessidade de uma ajuda na definição da própria aparência,
no modo de comunicar ou no modo em que se aborda, pela primeira vez, um interlocutor. Os Consultores
de Imagem, então, não só ajudam a construir a confiança necessário em si mesmo, mas ajudam também
a mudar a própria vida para sempre.

PERSONAL SHOPPING
 CONVERSA COM A/O CLIENTE
 Local do encontro (a determinar por nós, exceto se insistir em sugerir):
- Aconchegante e harmonioso. Nem muito cool, nem muito chic. Se o/a cliente combina num sítio agitado
ou onde conheça os frequentadores, vai dispersar e não se focalizar na nossa conversa.

FASHION SCHOOL 70
 A nossa apresentação:
- Um look cuidado e inspirador, mas nada de extravagante! O nosso look muito fashion pode fazer diminuir
a autoestima da cliente que, por vezes, está muito fragilizada.

 A nossa postura:
- Amistosa; sorrir; prestar atenção a tudo o que a cliente diz.
- Não desviar o olhar para outras situações.
- Mostrar disponibilidade.
- Expressões faciais neutras.
- Falar em “nós”, plural; é um processo conjunto!

 Evitar palavras/expressões/adjetivos:
- Vamos gastar dinheiro; vamos perder tempo; disfarçar a gordura; os seus defeitos; é muito caro; é muito
barato; não gosto disso; detesto essa…; é horrível; não vamos comprar isso; nunca pensei que lhe
assentasse assim…; não a favorece nada….

 Optar por:
- Tendo em conta o orçamento, o melhor será….; tem em mente o plafond que pretende despender?;
vamos antes rentabilizar o nosso tempo com…; vamos com certeza encontrar peças que ajudem a
camuflar as áreas que menos aprecia em si; parece-me desajustada ao nosso objetivo; o melhor é procurar
outras peças que a façam sentir mais….

 COMO CONHECER MELHOR A/O CLIENTE – ESTRATÉGIAS


 Decifrar a cliente: estratégias:
- Procure fazer a/o cliente refletir que estilos já teve! Procurar perceber que contextos, pessoas e
experiências mais influenciaram o seu estilo.
- É importante perceber se, por algum motivo, manteve durante duas décadas o mesmo estilo!
- Fazer reviver alguns momentos em que realmente se sentiu mais jovem, sexy, bonito, etc…

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- Fazer reviver momentos mais negativos (mau corte de cabelo).

Este passo pode ser divertido e trabalhoso. Pôr a cliente a pesquisar na internet, revistas, livros,
catálogos, etc… nem sempre funciona. Abreviar e pedir:
- Uma foto de um look que gostasse de ter com regularidade.
- Uma foto de alguém que tem um estilo que admira.
- Fotos com acessórios que gosta.
- Atmosferas e lugares que frequenta: o que é impensável usar; o que adoraria usar todos os dias.

Objetivo: Na apresentação de imagens, podemos encontrar um fio condutor/néctar que defina os


estilos da/o cliente. As referências que vemos selecionadas nas imagens são sinais de um estilo que é
preciso desenterrar e trabalhar!

 QUESTÕES A COLOCAR NA ENTREVISTA PRÉ-PERSONAL SHOPPING


Ver a ficha de cliente. Podemos levá-la connosco para a entrevista ou não. O que importa é manter
contacto visual. As microexpressões da cliente são uma base muito importante para a analisarmos.

Este blog é bastante interessante no domínio da decifração de expressões corporais (macro e


micro): http://segredosdalinguagemcorporal.blogspot.pt

 Questões
1. Motivo que a levou a consultar uma Consultora de Imagem.
2. O que sente que precisa.
3. Qual o contexto (looks festa, trabalho, lazer, etc.).
4. Locais que frequenta no dia a dia e fim de semana (restaurantes, shoppings, etc.).
5. Lojas onde costuma comprar. Pretende manter estas lojas ou aceita sugestões. Alguma que se recuse
a entrar (exemplo: Primark).
6. Peças que mais gosta (saias, calças, acessórios, etc.) e as que não suporta.
7. Tamanhos das peças todas S; M; L / 34; 36; 38; 40; etc. (parte superior e inferior; sapatos).

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8. Cores que mais gosta e não tolera, nem nunca mais vai experimentar.
9. Medidas (peito, cintura, anca, braços, da cintura aos joelhos) – enviar por email (estas medidas são
cruciais para percebermos se a cliente tem alguma desproporção. Exemplo: braço muito curto ou muito
comprido).
10. Principais hobbys.
11. Altura da sua vida em que acha que se vestia bem/como gostava.
12. Ícone de moda que tenha como referência.
13. Gostava de ter o estilo de quem.
14. Fotos de looks recentes (enviar por email).

O sucesso desta entrevista e o máximo de informação captada vai fazer acertarmos com maior
frequência nas peças que propomos à cliente. Na primeira hora de consultoria, é importante que 70% das
propostas sejam aceites e compradas. Minimizar o vestir e despir e maçar o mínimo possível a cliente.
Uma cliente que sinta que até nós temos dificuldades em vesti-la vai ficando desmoralizada e menos
disponível e recetiva para a restante odisseia que implica o resto da sessão de compras.

DURANTE O PERSONAL SHOPPING: REGRAS


- Encontrar a cliente no local onde vai decorrer o personal shopping. Cada uma leva o seu carro.
Podemos posteriormente querer tomar um rumo diferente e não levá-la a um sítio oposto da cidade. Mesmo
que a sessão decorra em diferentes pontos da cidade. Cabe a cada um estudar estas situações. Pode
convir ou não.
- Ter um roteiro traçado, para não ziguezaguear nos shoppings ou outros locais. A cliente vai ficar
muito cansada e pode ser levada a pensar que estamos a tentar gastar tempo.
- Entrar na loja e incluir a cliente no processo. Ir fazendo perguntas para indagar o que tem em
casa e como pode ir conjugando. Que peças gosta da loja. É um procedimento conjunto e não unilateral.
Para ensiná-la a adquirir esta competência, ela tem que se envolver para aprender a ser mais autónoma
e a comprar mais acertadamente nas suas próximas compras. Explicar tudo à cliente. Não é perdê-la, é
ganhar a sua admiração e fazê-la querer voltar para aprender mais.

FASHION SCHOOL 73
- Em época de saldos, dirigir imediatamente para esta secção. Há sempre possibilidade de fazer
compras mais económicas (se o plafond for limitado e a cliente não se incomodar). A boa comunicação é
sempre recomendada.
- Segurar e partilhar peças com a cliente. Não temos de as segurar a todas.
- Ir fazendo teste de cores próximo da cara da cliente.
- Experimentar as peças selecionadas – ir para vestiários.
- Colocar as peças nos provadores e orientar a cliente quais as que deve experimentar de forma
sequenciada.
- Fechar o provador. Não abrir nunca.
- Dar tempo à cliente para sair. Não abrir a cortina nunca. A nudez embaraça algumas clientes.
- Inexpressividade quando a cliente sai do provador. Analisar a sua expressão. Analisar o look com
a cliente. A análise é partilhada. Só depois da opinião dela, dar a nossa. Se formos muito efusivas,
podemos inibir a cliente de dizer que odeia a peça ou o look.
- Em caso de ser necessário tamanhos diferentes, pedir à funcionária ou ir buscar, mas avisar a
cliente, para que ela não saia do vestiário e se veja sozinha. Não é profissional.
- Não atender telemóvel a ninguém. O tempo é da cliente. Ela está a pagar o nosso total empenho
e dedicação.
- Propor outras opções de forma subtil se a cliente insistir numa peça que não seja do nosso
agrado.
- Ir fazendo contas mentalmente às peças que vão sendo adquiridas, sem que a cliente se
aperceba.
- Referir o plafond esporadicamente e ir fazendo balanços, conjuntamente com a cliente. Há
plafonds muito reduzidos e temos de ter muitas restrições nas escolhas.
- Deixar a cliente pagar. Dar espaço à cliente para marcar código e etc..
- Se necessário, devolver algumas peças em prol de outras, no caso de encontrar outras que
possam substituir as já compradas. Pode acontecer. Não há problema.

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- Manter o contacto, com sugestões pontuais, caso a cliente peça ou partir de nós sem maçar. Dar
uma pequena continuidade mantém os laços e a cliente percebe que não foi um serviço estanque. Ela vai
apreciar a atenção e o mimo.

COMO EXEMPLIFICAR VIA EMAIL QUE TIPO DE SERVIÇOS PRESTAMOS


Com muita frequência, há muitos clientes que não percebem com muita clareza que tipo de
serviços podemos desempenhar. A melhor forma é enviar um email, onde os explicamos de forma mais
detalhada.

Segue-se um exemplo de um email padrão (fica ao critério de cada profissional criar o seu de
forma mais personalizada e detalhada possível). Uma questão de extrema importância passa pela
explicitação da margem temporal que cada serviço pode durar. Qualquer um deles não demora menos
de 3 a 4 horas. Mas, por vezes, pode haver necessidade de alargar este limite temporal.

Exemplo: No email, explicamos ao cliente que vamos demorar entre 3 a 4 horas a fazer um closet
cleaning e que o orçamento pode variar dentro de um determinado montante (mais despesas de
deslocação, se for o caso. Neste caso, vamos ao site do “Guia Michelin” e inserimos a distância com a
estimativa de preço de combustível e portagens e enviamos um printscrean à cliente. Não há nada de
mais desagradável do que a cliente estar a ponderar um orçamento e ele ser alargado de forma
inesperada). No entanto, o closet pode ser muito grande e o trabalho ter que ser prolongado. Devemos
avisar a cliente que podemos abreviar o procedimento naquele tempo, mas que vai ser insuficiente para,
por exemplo, lhe explicar que peças deve comprar ou perguntamos se estará interessada em remeter
para o dia seguinte o prolongamento do trabalho. São situações muito delicadas, pois não podemos
passar a ideia de que foi algo premeditado para ultrapassarmos o budget inicial.

“Olá Maria,
Obrigada pelo seu contacto!

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O meu campo de atuação varia consoante as necessidades da Maria. De seguida, apresento-lhe as 3
possíveis modalidades de serviços que presto para análise e para me poder especificar melhor o que
pretende fazer!

Consultoria de Imagem (40 Eur/Hora – Cidade Porto*)


Em que consiste? Aconselhamento e preenchimento de uma ficha de acompanhamento para registar
dados pessoais:
- Roupa e acessórios adequados ao tipo de corpo e silhueta;
- Coordenados mais indicados para diferentes contextos (profissional, formal, familiar, festa, etc.);
- Peças statement e peças tendência que mais se adequam ao seu tipo de corpo;
- Peças intemporais e indispensáveis a ter no guarda-roupa;
- Cores mais adequadas ao seu tom de pele e cor de cabelo;
- Dicas de makeup e cabelo.

Closet Cleaning (40 Eur/Hora – Cidade Porto*)


Em que consiste?
- Arrumação e organização do guarda-roupa.

Personal Shopping (40 Eur/Hora – Cidade Porto*)


Em que consiste?
- Entrevista prévia (oferta) para proceder a uma análise aprofundada da intenção de compra (finalidade,
orçamento, gostos pessoais, estilo pretendido, ocasião, etc.);
- Acompanhamento às compras para sugerir os coordenados mais adequados.

Consultoria de Imagem + Personal Shopping ou Closet Cleaning + Personal Shopping (40 Eur/Hora –
Cidade Porto*)

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* Aos residentes fora da cidade do Porto, acresce um custo de deslocação estipulado consoante a
distância geográfica.

Aguardo a especificação do serviço que considere ser mais pertinente e útil para si!
Cumprimentos cordiais,
Raquel Guimarães

Nota: O preço de cada serviço deve ser feito de acordo com as regras do mercado em que nos
encontramos. Nunca baixar muito os preços. O dumping prejudica a profissão e leva terceiros a considerar
que não devemos ter tanta qualidade no que fazemos.

COMO CRIAR UM BOM ESTILO PARA A CLIENTE


- Ter consciência do seu formato e dimensão corporal – valorizar a silhueta e morfologia.
- Equilibrar a proporção entre a medida dos ombros e a medida da anca. Definir e/ou valorizar a
cintura.
- Ter em conta o estilo pessoal e lifestyle.
- Não comprar peças aleatoriamente sem explicar o porquê da seleção.
- Apostar em peças com alguma qualidade ainda que com um preço interessante.
- Comprar o melhor que o orçamento permitir (sobretudo básicos).
- Ter em atenção a paleta de coloração pessoal

QUAIS AS NECESSIDADES DA NOSSA PROFISSÃO


Budget sempre disponível – no caso de termos que comprar algumas peças para alguma produção de
moda, caso não estejam disponíveis nas lojas com as quais temos parcerias. No fim, ou devolvemos e
recuperamos o dinheiro ou, logo no início, deve ser incluído no orçamento que damos ao cliente
(empresarial).

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Ética profissional – nunca devemos criticar o trabalho de um colega de profissão. Relembro que nem
sempre a cliente nos deixa transformá-la da forma que mais gostaríamos. É um encontro entre as nossas
sugestões e os gostos da nossa cliente.

COMO CRIAR A PRÓPRIA CARREIRA


Construir a própria carreira
Para perceber a direção tomada pela cultura empresarial nos dias de hoje, devemos analisar a
combinação entre a visão, a missão e os objetivos previstos na fase de criação de um business, porque
será a ligação entre estes elementos a determinar a estratégia empresarial que guiará a nossa empresa.
A visão é definida como a elaboração mental que projeta aquelas que são as nossas aspirações e os
desejos em relação ao que será a empresa que estamos a organizar.

Nesta fase, determina-se o “onde” se quer chegar e “o que será” a empresa, quando serão
atingidos os objetivos propostos. A perceção do futuro que temos e a dos valores da empresa contribuem
para a determinação da imagem que compõe a nossa visão. Ou seja, a “visão” é o que dá maior clareza
aos fins profissionais, respondendo às perguntas relacionadas com o porquê que existe uma empresa e
continuará a existir no futuro.

Da visão provém a missão profissional, ou seja, a possibilidade de implementar os valores da


empresa, estabelecidos através dos comportamentos e das ações diárias de todas as partes que a
compõem, dando significado ao que é fazer parte da mesma. Por outras palavras, a missão esclarece, na
prática das ações diárias, como trabalhar para se certificar que a sua visão de um cenário futuro tenha a
hipótese de se concretizar e, desta forma, o comportamento que teremos em relação aos clientes,
fornecedores, colegas, parceiros e instituições, etc..

Os objetivos
Por fim, os “objetivos” são os steps que determinamos e que consideramos o ponto de partida,
temporários mas indispensáveis, etapas concretas de um percurso estratégico empreendido, cujos

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resultados devem estar sempre relacionados com a visão. Mover-se e raciocinar em como atingir o
objetivo, é o que determina a mudança; ajuda a imaginar o futuro através do presente, constatar a situação
atual e perceber que o amanhã é ainda um objetivo longínquo, sobre o qual se deve trabalhar
constantemente. Isto implica consistência e a consistência nunca pode ser separada dos valores de
orientação estabelecidos; esta será acompanhada por uma análise constante dos resultados obtidos pelos
objetivos e de como estes sejam mais ou menos determinados pelos tipos de comportamento: definido
como a análise do processo de mudança.

Aprender a fazer perguntas, por exemplo, sobre “quais são os objetivos que se desejam realizar
nos próximos seis meses” ou “quais os objetivos para o próximo ano?”, é um exercício útil para esclarecer
na mente os próprios objetivos e identificar novos; assim como escrever os mesmos na nossa agenda e
construir um percurso, para trás, que nos ajude a realizá-los. Trabalhar “para trás” é, de facto, uma
estratégia de trabalho que, pela sua simplicidade, permite não só identificar as ações necessárias a serem
tomadas, mas também de como realizá-las com menos stress e atingir o objetivo principal.

Hoje em dia, para definir os parâmetros adequados para gerir os objetivos usa-se a sigla “SMART”,
cujas letras são as iniciais de Attribute, Specific, Measurable, Attainable, Realistic e Timed, ou seja, os
parâmetros que devem satisfazer os requisitos de: especificidade, sem que sejam demasiado vagos e
genéricos; de proporcionalidade e exequibilidade, devem ser objetivos realistas, com prazos
estabelecidos e organizados. Por exemplo, estabelecer em 1500€ a remuneração a atingir durante o
primeiro ano de atividade é um objetivo muito ambicioso para um Consultor de Imagem principiante e
arrisca não ser nem atual, nem realista. Objetivos mais concretos na criação da própria atividade podem
ser os de realizar um website, imprimir cartões de visita, realizar folhetos, conseguir ter dez seminários
num semestre e pelo menos três consultorias individuais por mês ou por semana. A concretização dos
objetivos estabelecidos, nos modos e tempos previstos, tem um grande impacto e ajuda-nos a adquirir
uma maior segurança em nós próprios e no nosso business, permitindo que nos concentremos e que nos
sintamos psicologicamente prontos para enfrentar o objetivo sucessivo com sucesso.

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Um outro exercício que poderá ser útil para definir os próprios objetivos é o de realizar um mapa
da própria atividade, um verdadeiro “projeto” capaz de resumir a atual estrutura da nossa atividade e, ao
mesmo tempo, determinar os possíveis novos canais de negócio. O processo de identificação dos
objetivos não é uma estrada fácil, mas, por sua vez, é fácil perder-se na procura dos detalhes e das
corretas ligações, perdendo de vista o “ponto da situação”. A elaboração de um mapa será, muitas vezes,
a forma mais simples e confiável para delinear os novos objetivos, sem perder de vista aqueles iniciais e
principais.

O Plano de Ação e o Business Plan


No centro de um projeto estratégico eficaz, na planificação de uma nova atividade, está a
elaboração de um plano de ação eficaz: desenvolver um modelo viável que indique os prazos e os tempos
dentro dos quais conseguiremos concluir um determinado objetivo principal e os objetivos secundários.
De facto, muitas vezes é apenas a determinação de um indivíduo em respeitar o próprio plano de ação,
elaborado com cuidado e precisão, e a capacidade de aproveitar o momento, de agir no instante em que
se capta uma intuição a determinar o sucesso ou o insucesso de uma nova iniciativa: evitamos que o
tempo entre o instante em que nasce uma ideia vencedora e a sua realização passe inutilmente, perdendo
o entusiasmo inicial.

- Analisar e confrontar os objetivos alcançados e o nível de realização de um plano de ação irá


aumentar a nossa motivação.

- Tornar as intuições em realidade empresarial, através do desenvolvimento de um projeto e pô-lo


em prática é o objetivo que nos devemos colocar para o momento.

- Tornar o sonho numa ideia significa definir, mais claramente, as próprias intenções, por exemplo,
conseguindo simplesmente explicar aos outros o que se quer realizar, no modo mais explícito possível,
utilizando o menor número possível de palavras e perífrases.

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O projeto é o esquema de ação que, detalhado em cada particular, descreverá como se pretende
agir para realizar e concretizar a ideia. O documento que descreve este processo, através de uma série
de esquemas definidos, define-se “business plan”.

Na prática, passar do sonho à ideia deve traduzir-se na procura clara da definição:


• O que se pretende realizar;
• A quem nos dirigimos e, desta forma, quem são os nossos clientes e o nosso target de referência;
• Como realizaremos a nossa atividade, ou seja, em que “escala” dimensional e com que tipo de
organização.

Podemos facilmente perceber como estes três aspetos são estreitamente complementares entre
si. Definir estes três pontos transforma a intuição inicial numa hipótese de trabalho concreta, que deve ser
progressivamente desenvolvida num projeto. Para que se desenvolva num projeto, esta deverá passar por
uma fase de investigação que vise encontrar as respostas a uma série de perguntas específicas. Uma vez
obtidas, as respostas serão resumidas e apresentadas, de forma adequada, dentro do business plan.

Vejamos agora uma série das principais perguntas que nos ajudam a realizar a pesquisa dos
pontos-chave a analisar. Tentar responder a estas perguntas é já por si só um válido contributo para o
início da elaboração de um business plan.
- Em prática, qual é a ideia que queremos transformar numa atividade empresarial concreta?
- Quais são os aspetos de maior “originalidade”, de inovação, e o que irão trazer de novo ao mercado já
existente?
- Como nasceu a ideia?
- Qual o processo que nos levou a formulá-la e a considerá-la, a nós, apropriada?
- Desde quando a estamos a pensar?
- Quais são as verdadeiras motivações, competências, experiências, interesses pessoais e profissionais,
que levam a que nos ocupemos desta ideia?
- Queremos realizar o nosso projeto sozinhos ou com outras pessoas? Somos capazes de identificar com
quem?

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- Quem será o líder?
- Delineamos uma boa equipa?
- Em especial, que tipo de produtos, serviços ou valores consistirá a nossa oferta e quem serão os clientes?
- Quem são os concorrentes no mercado?
- Como os podemos superar?
- Praticando preços mais baixos e assim poupando nos custos?
- Com uma oferta inovadora e de valor superior?
- Quais as medidas que pretendemos aplicar para favorecer o conhecimento e a aquisição dos nossos
produtos/serviços pela parte dos clientes?
- De que tipo de organização precisamos?
- Resumimos como podem ser divididas as tarefas e os compromissos dentro da gestão.
- Temos uma ideia dos possíveis rendimentos iniciais, dos custos variáveis, dos custos fixos e dos lucros?
- Que investimentos temos que enfrentar para iniciar a atividade?
- Quais são os principais passos a dar imediatamente, para verificar a validade das hipóteses que
formulámos, respondendo às perguntas anteriores?

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Bibliografia relevante

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SITES DE APOIO AO CONSULTOR:
A atualização é uma necessidade constante e diária para a nossa profissão. Pode acontecer uma
cliente pretender fazer algumas compras que sejam transversais a algumas estações. Devemos analisar
as tendências do ano seguinte. Eis alguns sites a ter em conta neste processo:
 www.elle.com;
 www.instyle.com;
 www.polyvore.com (muito interessante para construir looks para aconselhar as clientes);
 www.style.com;
 www.harpersbazaar.com.br;
 vogue.pt (francesa, italiana, etc.);
 www.yourstylist.com.au/bodyshapecalculator;
 www.shopyourshape.com/calculate-your-body-shape.html
 www.calculator.net/body-type-calculator.html

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O processo de consultoria de imagem no contexto pessoal
A importância da imagem

INTRODUÇÃO
A introdução fundamental para qualquer formação profissional, num setor assim tão estreitamente
ligado à imagem como o de Personal Shopper e o de Consultor de Imagem, não pode dispensar a análise
do que a própria imagem representa na sociedade atual. A nossa imagem é o nosso primeiro elemento
que aparece: de facto, esta é “vista” e percebida primeiro do que tudo. O nosso próximo tem sempre uma
primeira impressão de nós que lhe dá a sua opinião; esta é uma certeza e, embora às vezes possa ser um
pouco desagradável e falsa, é base da nossa existência e identifica-nos com os nossos gestos: as nossas
primeiras palavras numa apresentação ou um simples sorriso que nos afasta do anonimato, fazendo-nos
“aparecer” aos olhos do outro. Neste caso, é indiscutível que se trate, quase exclusivamente, de uma
avaliação genérica obtida fundamentalmente na nossa aparência exterior: a nossa imagem.

Visto que hoje, mais do que nunca, o julgamento sobre uma pessoa é formulado rapidamente, sem
elementos reais de conhecimento daquela pessoa, não podemos nem enfrentar nem resolver este fator.
São as roupas que vestimos que nos fazem recitar um papel pré-definido: se somos capazes de utilizar
uma chave de leitura dos princípios da perceção da imagem exterior, somos capazes de escolher aquele
papel. A teoria da aparência é, assim, um vínculo do qual não podemos fugir. É precisamente esta a razão
que permite mistificar e comunicar voluntariamente a imagem desejada através da manipulação da própria
aparência.

Todos os contextos sociais que podemos analisar são habituados a recorrer continuamente aos
chamados “sinais de identificação exterior” em detrimento ao mais profundo e real conhecimento do
próximo, isto também por causa da velocidade com que se “desenrolam” as relações humanas. As regras
do “gosto” que definem, mais do que qualquer outra, a criação da própria imagem não são nem universais
nem imutáveis, mas seguem o curso das mutações sociais e politicas, adaptam-se às diferentes áreas
geográficas do globo, aos usos e costumes, são influenciadas pelas tradições e religiões. A nossa imagem
está, portanto, não só à mercê dos nossos caprichos e desejos mas também, se formos capazes de nos

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opor, à vontade do gosto e da moda e de tentar o salto no vazio da autenticidade, procurando assim de
identificar o estilo que mais se adapta ao nosso ser.

A nossa imagem é a primeira forma de comunicação que utilizamos para transmitir a quem temos
à nossa frente informações de quem somos. No entanto, essa deve combater constantemente com a ideia
que temos de nós próprios, que normalmente é um mero ideal estético, enquanto o mais correto seria
adaptar a nossa aparência com aqueles que são os contextos sócio-económicos e culturais em que nos
inserimos. Se aceitamos o facto que através da imagem “comunicamos”, temos a certeza absoluta de
saber exatamente o que estamos a comunicar? Somos certos de, efetivamente, dizer o que acreditamos?
A imagem exterior vista desta forma pode ser definida como a transposição de condições afetivas do
individuo sobre um produto ou uma ideia, sendo talvez mais importante ser-se compreendido do que
transmitir uma mensagem “correta” e devendo avaliar a função da imagem em relação a um contexto
público. Ser-se compreendido permite, muitas vezes, receber uma resposta efetiva aos nossos propósitos.

Cada cultura codifica e traduz, através de complexas chaves de leitura, as relações que ligam o
individuo à sua própria imagem. Possuir esta interpretação é a única forma real que nos permite utilizar a
imagem a nosso prazer e perceber a nossa aparência pelo que transmite ao próximo, através de um efetivo
reposicionamento da nossa pessoa dentro do ambiente social. A imagem que damos aos outros torna-se
na nossa única riqueza, que nos antecipa sempre, além de qualquer forma, real e direta, de comunicação:
nem sempre essa consegue traduzir de forma positiva as nossas intenções, mas será, mais
frequentemente, artífice de uma distorção e alteração da mesma, arriscando irremediavelmente, nos
piores casos, de arruinar para sempre as nossas expectativas futuras confiadas a um determinado
encontro ou evento social.

Não podemos subestimar este poder ligado à imagem. Devemos, em vez disso, aprender a
dominá-lo e a utilizá-lo a nosso prazer, de modo a que este seja parte integrante de alcançar os objetivos
comunicativos que estabelecemos. Sabemos que, apesar das imagens pré-fabricadas que os meios de
comunicação nos tentam impingir, não existe uma imagem ideal, mas esta deve ser respeitada em

FASHION SCHOOL 86
conformidade com a realização dos projetos pessoais e profissionais estabelecidos. De seguida,
apresentamos quais são os principais vetores que transportam e transmitem a nossa imagem aos outros:
- Vetores fisiológicos: o olhar, os gestos, as tensões musculares que transmitimos, a cor da pele, a
postura.
- Vetores psicológicos: os chamados “estados do eu”, as condições de vida, as introjeções e
símbolos.
- Vetores relacionados com as roupas e penteados: a maquilhagem, os cortes e penteados dos
cabelos, a agitação, o conforto, o valor.
- Vetores etnológicos e sociológicos: a sedução, os laços, os elogios.
- Vetores históricos e estéticos: os costumes e as modas, os usos, a educação, a harmonia, o estilo
e o gosto.

Frequentemente ouvimos afirmações ditas por alguns tipos de indivíduos que negam o real poder
da imagem em contextos de comunicação social; afirmações que induzem no erro de não dar o peso justo
à questão da aparência. Entre estes comportamentos, aqueles de ceticismo, muitas vezes devido à
incapacidade de analisar os símbolos que, não vendo, não somos capazes de colher e valorizar; os
complexos de culpa relacionados com a incapacidade de suportar o eventual olhar do interlocutor. Mas é
suficiente observar os outros e a sua imagem para negar-nos tais atitudes. Sentados num banco da
estação, basta olhar as pessoas para conseguir, com o esforço de um ótimo observador, recolher
importantes informações sobre o tecido social, económico e cultural de quem nos passa pela frente.

Não é necessário falar para comunicar: qualquer interação entre seres humanos cria, por si só,
comunicação. Eis como ajustar a própria imagem nas próprias exigências de pertença ou identificação e
realização pessoal não é mais que um instinto primário do indivíduo, para além de uma necessidade de
proteção. Existimos através da visão que o outro tem de nós. O vestuário é a interface que transcende e
nos ajuda a superar os confins fechados do nosso EU, transpondo-o para o mundo exterior e garantindo-
nos, se bem utilizado, a harmonia dos medos e das desconfianças que criam uma constante tensão entre
o interior e o exterior. Uma dose de narcisismo é a base das curas que damos à nossa pessoa, resultando
assim como uma função de vital importância, também para a nossa própria sobrevivência. O vestuário e

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o tratamento do corpo são os fatores que, mais do que quaisquer outros, inconscientemente delimitam o
“eu” interior e um “outro” externo, garantindo aquela separação necessária a cumprir uma vida social. É a
nossa imagem exterior que assim informa o outro, influenciando-o, mas é a mesma que ao mesmo tempo
nos protege.

Analisamos agora o que é capaz de exprimir a nossa imagem. Devemos considerar o que
realmente exprime a nossa imagem, sobre a relação que temos connosco próprios e com o nosso corpo.
Avaliar se essa consegue refletir, ao máximo, o nosso esforço e a nossa capacidade de adaptação ou de
criar raízes e, ainda mais, se é consistente e válida ao fim de otimizar os efeitos positivos que queremos
atingir, por exemplo, transmitindo sensações de segurança e um efetivo conhecimento do que se deseja
obter.

Nas relações e nos contactos humanos, devemos ser capazes de analisar a fundo o que a nossa
aparência exterior transmite, a nossa capacidade de estabelecer relações com os outros. Garantir-nos
que essa seja, ao mesmo tempo, estimulante e expressiva, que mostre os devidos “sinais de abertura” de
forma explícita, se pedido, e seja portadora de uma boa noção da capacidade de adaptação e das
relações de convívio, sem sintomas de supremacia nem de derrota. No que diz respeito ao escutar e às
nossas capacidades a isso ligadas ou à nossa possibilidade de compreensão dos diferentes critérios de
referência e avaliação, devemos ser conscientes de quanto a nossa imagem seja capaz de causar uma
boa impressão das possibilidades que temos de, verdadeiramente, compreender o outro na sua
individualidade e de tratar, com o devido respeito, o seu ponto de vista pessoal. Por fim, consideramos
quanto realmente a imagem exterior, que mostramos ao mundo, nos valoriza; quanto, por sua vez, esta
exprime o respeito pelas nossas qualidades, resultando assim como fonte de prazer e satisfação para
quem temos à frente. A nossa identidade é constituída pelo exterior e o interior da nossa imagem. O dar
forma à nossa imagem é, precisamente, o passar da identidade à pessoa, dando então “vida” às nossas
ideias. Dominar todos os instrumentos úteis que nos representem é fundamental para a aparência da
nossa imagem.

FASHION SCHOOL 88
O vestuário constitui um caso à parte em respeito aos outros meios de comunicação da nossa
imagem, enquanto esse representa o terreno ideal no qual se explicitam e regulam a maior parte das
tensões que existem na relação entre nós e o resto do mundo. Portanto, é essencial ser capaz de
reconhecer e aprender a gerir o complexo sistema de códigos e de símbolos que este transmite. Do
mesmo modo é também importante, mais do que exprimir-se livremente e dizer o que nos passa pela
cabeça, conseguir fluir os nossos esforços para obter a resposta desejada do interlocutor e tornar-se
capaz de exercitar influência sobre o outro. O vestuário é então o principal interface que está entre nós e
o mundo externo e é também vital para os propósitos da nossa comunicação global, em diferentes níveis:
do ponto de vista do interlocutor torna-se o vetor mais potente dos símbolos relacionados com a aparência
e a identificação da classe social e do estilo de vida, do reconhecimento da posição hierárquica ou da
simples pertença a um grupo. Para nós próprios: podemos definir o vestuário como um instigador
psicológico.

Cores, estilos e acessórios podem modificar profundamente as nossas atitudes e o nosso


comportamento, transformando sensações de desconforto em bem-estar e garantindo uma maior
segurança e serenidade na gestão das relações sociais. Ao mesmo tempo, o vestuário encarrega-se da
representação da nossa identidade, sendo o primeiro responsável da nossa identificação, mas também
da nossa “distinção” social ou que nos permite reivindicar um lugar individual autónomo e gratificante
dentro da comunidade e da sociedade. Observando uma revista qualquer, nota-se quanto as relações do
Homem com o mundo social se exprimem sobretudo através das aparências e do vestuário, ou seja, como
o “corpo físico” é uma parte imprescindível do “corpo social”.

É importante enfatizar que, num curso de formação orientado para a profissão de Consultor de
Imagem e de Personal Shopper, o vestuário responde também, e principalmente, às seguintes
necessidades: pertença a um grupo dentro do qual encontrar uma posição específica; reconhecimento
ou a confirmação de saber quem somos e poder manifestá-lo aos outros; realização: tornar-se consciente
que o nosso ser tem repercussões concretas no mundo externo. Ignorar estas necessidades é uma fonte
de sofrimento psicológico, causa de ignorância da realidade e da incapacidade de representação não só
da nossa identidade, mas também da nossa imagem no seu complexo.

FASHION SCHOOL 89
A moda é a codificação dos sinais que visam, portanto, satisfazer dois objetivos aparentemente
contraditórios: confirmar e reivindicar a nossa pertença a um determinado grupo e manifestar a nossa
identidade através da diversidade dentro do próprio grupo. Consequentemente, esta define as nossas
relações com o poder, ou seja, o Estado e as instituições em geral; com o corpo, ou seja, com os fatores
da sexualidade, transgressão, criatividade; com a diferença de género entre homens e mulheres, ou a sua
confusão; mas também com o mudo profissional do trabalho, nos papéis de hierarquia e poder com a
economia, em termos de manifestação de força, eficácia e diplomacia. É necessário ser capaz de
compreender o “valor adicional” que é parte integrante do “valor de consumo” que acarreta um tipo de
vestuário.

Alguns dos erros mais comuns da imagem que podemos observar diariamente são os erros de
medida, de vestuários fora de moda ou desgastados. Vamos fazer uma rápida análise destes erros de
forma a reconhecê-los e conseguir evitá-los seja sobre nós próprios, seja sobre um novo cliente. Entre os
erros de medida entram, evidentemente, todas aquelas roupas com medidas erradas pois são ou
demasiado grandes ou demasiado pequenas, calças muito curtas, jaquetas que aumentam a figura e que
apresentam cavas mal cortadas, camisas que mostram os botões quando são apertadas, meias
demasiado estreitas, meias-calças que causam comichão, saias que deixam ver as linhas da roupa intima,
casacos demasiado curtos, ou com ombros demasiado largos ou estreitos. Fora de moda podem estar
não só roupas e estilos ou medidas que pertencentes às estações anteriores e não atuais, geralmente
mais fáceis de reconhecer, mas, sobretudo, aquelas roupas que se continuam a utilizar pensando que no
futuro voltarão a estar na “moda” ou por amor a uma moda passada. A moda é sempre fluente e não existe
nada que passe de moda mais rápido que um corte. São parte deste grupo também as camisas com
colarinhos muito longos ou demasiado a ponta ou muito apertados que definem exageradamente as linhas
do corpo, jaquetas com lapelas demasiado largas, os tecidos estampados nos quais estejam presentes
dourados, gravatas muito largas, demasiado estreitas ou curtas, aquelas de malha ou de pele. As blusas
ou os fatos com ombros estreitos, feitos com tecidos que aderem ao corpo, as calças “pata de elefante”.
Ainda toda uma lista de acessórios dos quais as cores, formas, materiais não se adaptam a nenhum dos
modelos presentes no armário: erros, muitas vezes devidos a compras improvisadas, talvez para superar

FASHION SCHOOL 90
um momento de ansiedade e que, felizmente, nos ajudam a adquirir o conhecimento que nunca mais
compramos seguindo “a inspiração do momento”. Por fim, todas as roupas que “amamos” e que por muito
tempo foram elogiadas, mas que agora estão gastas e prontas para deitar fora. Aceitamos o facto de que
os elogios pertencem a um passado longínquo e que é absolutamente improvável que os tecidos lisos e
pelados ou que mostram o enredo das mangas ou colarinho atraiam novos.

Tanto o Consultor de Imagem como o Personal Shopper é, antes de mais, um empresário de si


mesmo. O sucesso ou o fracasso da própria carreira vai depender, em primeiro lugar, da própria força de
vontade e determinação a conseguir no setor, pela quantidade de energia gasta para atingir o sucesso,
da correta formação e de uma constante atualização profissional, muito mais do que das condições
económicas e possibilidades iniciais. Essencial na aprendizagem de uma correta formação relacionada
com uma profissão que tem um contacto muito estreito com o cliente – interlocutor –, e numa relação
pessoal caracterizada pelo conhecimento profundo das exigências dos outros como aquele do Personal
Shopper ou o Consultor de Imagem e o cliente, é a necessidade a colocar constantemente a própria
atenção sobre os fenómenos da comunicação e do escutar o próximo.

Como seres humanos, não podemos evitar a “representação dos códigos”. No campo da
comunicação verbal, por exemplo, somos constantemente obrigados a fazer referência a um vocabulário.
Esta “gramática” é então fornecida de códigos: mas esses não são imutáveis, como referido também na
maior parte dos casos, sob um ponto de vista bem determinado e aceite por um grupo social definido
numa condição temporal específica. Ignorar esta simbologia e evitar decifrar os códigos não leva a outra
coisa que à exclusão do consenso. Alguns códigos mudam lentamente, sendo estes mesmos
determinados pelas mudanças sociais, económicas e culturais e pelas chamadas mutações que são mais
difíceis de reconhecer numa primeira e superficial análise.

A semiótica é a ciência, ramo da linguística, que visa a identificação e interpretação dos códigos
implementados pelo Homem nos processos linguísticos da comunicação. Entre os fundadores, no início
do séc. XVIII, Ferdinand de Saussure ensina como cada imagem é na realidade linguagem. As próprias
letras do alfabeto e as palavras que derivam deste são uma imagem composta por sinais convencionais

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aos quais atribuímos um significado. Mesmo a semiótica pode resultar de uma análise completamente
subjetiva: de facto, tende-se a acreditar que o próprio ponto de vista corresponda à realidade na análise
das intenções ou que está na base do seu esquema mental que representa o esquema da realidade.
Analisando a função, por exemplo, da cor vermelha, vemos que para muitos de nós, ou em determinadas
culturas, seja símbolo de vitalidade, enquanto seja exatamente o oposto noutras sociedades onde, por
sua vez, representa a morte e o fim. Os principais atores dos processos de comunicação durante um
encontro interpessoal são, no mínimo, três: um emissor, um recetor e as projeções que estes trocam
durante a comunicação que ocorre, determinando a sua comunicação recíproca, ou seja, o contentor e o
seu conteúdo. Os canais através dos quais somos capazes de compreender essa comunicação são os
nossos cinco sentidos, numa relação que varia de pessoa em pessoa, mas também de cultura em cultura.

É através da gestualidade do nosso corpo que exprimimos, antes de tudo, a relação connosco
próprios e entre nós, o nosso universo interior e o que nos rodeia. Decifrar esta linguagem, muitas vezes
silenciosa, seja a própria ou aquela dos outros, é um trabalho da nossa capacidade e do nosso esforço
em “escutar”. Por fim, consideramos como, estatisticamente, o que acontece durante os processos de
comunicação é dividido entre: o escutar, que absorve cerca 40% da atenção e do tempo dedicado aos
chamados processos, o falar, que cobre 35%, e o ler ou escrever, que ocupam respetivamente 16% e 9%.

CONTEXTO PESSOAL: O/A CLIENTE


No nosso campo de atuação, podemos trabalhar com clientes pessoais ou com empresas. Vamos
iniciar como proceder com o contexto pessoal, para mais em baixo nos debruçarmos sobre o contexto
empresarial e as suas particularidades.

A cliente vem ter connosco ao nosso espaço e, durante algumas horas, é aconselhada acerca
como pode melhorar a sua imagem.

Análise da cliente
- Identificação do pedido;

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- Identificação das necessidades;
- Identificação das expectativas;
- Identificação dos hábitos;
- Identificação dos objetivos;
- Identificação do potencial.

Envolve um diagnóstico de imagem, ou seja, identificação do estilo, biótipo, coloração,


aconselhamento vestimentar, makeup, cabelo, etc.. Pode fazer-se acompanhar de peças de vestuário e
maquilhagem para analisar. Neste processo, a cliente preenche a ficha de consultoria de imagem.

Closet Cleaning/Closet Detox/Closet Restyling

O objetivo do serviço de análise do guarda-roupa é o de guiar o cliente na reorganização do próprio


guarda-roupa, com o fim de ser capaz de selecionar autonomamente o que vestir e quando; de criar novas
combinações, através do uso das roupas básicas, de elaborar uma “shopping list” indispensável no caso
de novas aquisições e de reorganizar e readaptar, quando possível, as roupas inutilizadas. Ajudaremos,
assim, o cliente a libertar-se, no fim do processo, de todas aquelas roupas que não foram consideradas
eficazes para a valorização da sua imagem, com base nos resultados obtidos através do processo de
consultoria realizado.

O resultado final a atingir deve ser aquele de ter no guarda-roupa apenas roupas que valorizem
realmente a imagem exterior do cliente, sem afastá-lo do que é o seu estilo pessoal. O trabalho de análise
e reorganização do guarda-roupa é de fundamental importância, sob o ponto de vista da gestão da vida
económica do cliente, se considerarmos que um armário “errado” representa a paragem de um capital,
muitas vezes, de milhares de euros e que, para as mulheres, tende a ser utilizado menos de 30% das
roupas que se possui. Isto acontece frequentemente porque não se é capaz de valorizar e combinar o que
já se tem. Os motivos destes desconfortantes dados estatísticos são os mais variados e, ainda assim,
reconduzem a erros ligados à escolha das cores, talvez à aquisição em saldo de roupas inadequadas ao

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look pessoal ou realmente “fora de moda”, ou a uma incapacidade pessoal em combinar os padrões e os
diferentes tecidos, para além que uma desorganização dos espaços torna ainda mais difícil a escolha das
roupas.

A ANÁLISE DO GUARDA-ROUPA
1. Começamos com a nossa “análise”, tirando e metendo tudo o que está dentro do armário,
colocando em caixas e gavetas numa sala que organizamos para o efeito. À medida que vamos tirando
as peças do guarda-roupa, analisar as peças e separá-las. Eliminamos tudo o que faz parte destas
categorias:
• Roupas desgastadas;
• Vestidos demasiado grandes ou pequenos, ou que não vistam corretamente;
• Roupas fora de moda;
• Vestidos que não se usam porque são demasiado longos ou demasiado curtos: conhecemos as rápidas
mudanças na moda em relação ao comprimento dos jeans, saias, calças;
• Vestidos desbotados: não consideramos quando o cliente os considera “na moda”;
• Roupas que foram lavadas demasiadas vezes, perdendo o brilho;
• Roupas com manchas que não saem;
• Sapatos desgastados;
• Malas que perderam a sua forma;
• Malas cujo tecido parece sujo;
• Chapéus e acessórios fora de moda;
• Bijuteria de má qualidade ou falsa.

2. De seguida, em sacos diferentes, colocar as peças que devem ir para a costureira, as que vão ser
doadas e as que são para deitar fora. Podemos experimentar os seguintes truques numa eventual
reparação de algumas roupas selecionadas:
• Cortar todos os fios soltos, que estão pendurados nos vestidos;
• Reparar os botões em falta;

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• Meter as roupas brancas, que perderam o “brilho”, em lixivia.

Aconselhamos o cliente a dar tudo o que não tem vestido nos últimos dois anos. Se tem dificuldade
em libertar-se das roupas, sugerimos que meta tudo numa caixa, onde conservar as roupas que ficam à
espera da decisão certa. A análise do guarda-roupa realiza-se em casa do próprio cliente, sendo
indispensável que o Consultor possa ter um confronto direto com o seu guarda-roupa e com a verdadeira
gestão do que o cliente tem.

3. As peças que devem ir, de novo, para o closet podem ser agrupadas em cima da cama. Juntar as
calças, os calções, as camisas, as t-shirts, os fatos completos, entre outros. O Consultor deverá selecionar
e renovar as roupas e os acessórios já presentes, de forma convincente e coerente, sugerindo como
combinar os diferentes outfits especialmente criados e como, eventualmente, integrá-los com novas
aquisições ou recuperar roupas em desuso num novo look.

Poderá também avaliar se dá ao cliente conselhos e estratégias úteis para, no futuro, comprar novas
roupas de forma autónoma e sem cometer erros e deverá ainda, estudar uma correta reorganização dos
espaços à disposição, procedendo com o reajustar do guarda-roupa de forma a poder dispor as roupas
de uso mais frequente, com base às situações, sempre à mão, realizando assim um guarda-roupa atual e
funcional a 100%. Trata-se de um instrumento útil para racionalizar as roupas e para conhecer e aprender
a criar as diferentes combinações possíveis. De facto, o Consultor de Imagem deverá começar a partir do
guarda-roupa pessoal do cliente para propor como valorizar cada uma das peças com as combinações e
os acessórios corretos. Será naquele ponto em que ele pode aconselhar eventuais novas aquisições que
sejam necessárias, estando dentro dos orçamentos propostos pelo cliente, e assinalando as lojas e as
boutiques mais adequadas à compra.

Para ser completamente eficaz, a consultoria deverá incluir uma pequena análise das cores e uma
análise da figura: a avaliação das cores pessoais e das formas do corpo do cliente constituirá, de facto, a
base de partida para melhorar a gestão do guarda-roupa.

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Da visita à habitação do cliente e da rigorosa verificação da gestão do armário que terá à sua
frente, o Consultor conseguirá perceber muitos aspetos da pessoa, entrando no seu mundo privado com
tato e descrição e analisando os estilos, as cores e os tecidos presentes. Não esquecemos que o nosso
objetivo é o de restituir um armário organizado e eficiente, mantendo, primeiro do que tudo, todas as
roupas e acessórios já presentes e que respeitam o estilo pessoal do cliente, o seu modo de viver e os
seus ritmos, selecionando aqueles entre os outros que tenham características que valorizam o aspeto
exterior e, só sucessivamente, readaptando ou eliminando o que encontramos em discordância. Será
procedendo assim que conseguiremos a melhor hipótese, ou seja, atingiremos o uso de 100% das
restantes roupas e usufruir todas as possíveis combinações.

Por outro lado, realizando a análise do que já está presente no guarda-roupa, é mais fácil identificar
as peças de vestuário e os acessórios em falta. Podemos também acordar com o cliente reorganizar
apenas alguns setores do armário, como aqueles dedicados ao vestuário profissional ou desportivo, onde
o Consultor ou o cliente decidirão recorrer à intervenção. Devemos tornar esta atividade, no seu completo,
num serviço estimulante e empático a realizar junto com o cliente, sem ferir suscetibilidades, mas
salientando o lado divertido e quase terapêutico do libertar-se de roupas desgastadas e que já não se
usam, os chamados “erros de compra”, devido à pressa ou à incapacidade de seleção ou a saldos e
descontos. Sublinhamos como o que estamos a eliminar do guarda-roupa são roupas e peças não em
linha com as verdadeiras características do indivíduo, daquelas físicas à personalidade e ao carácter.
Numerosas, no entanto, serão as roupas que decidimos manter porque são adequadas pelo tamanho,
linhas ou cores ao cliente e, neste caso, a nossa tarefa será a de indicar a correta utilização, através das
corretas combinações e outras valorizações, graças aos acessórios.

De facto, muitas vezes, com a simples adição de cor ou de um toque especial nas linhas, pode-se
transformar num outfit adequado um completo antes anónimo. No caso de ter que recorrer à aquisição de
novas roupas, elaboramos, no fim da visita, as chamadas “shopping list” a realizar com base nos
orçamentos admitidos pelo cliente; acompanhamos o cliente no shopping, como serviço extra, no caso
que o mesmo o considere útil.

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Um guarda-roupa perfeitamente organizado e programado de acordo com as diferentes ocasiões
de uso terá dentro uma série de outfits completos e com acessórios para um look perfeito em vários
contextos, garantindo um menor stress e futuras poupanças no momento da compra de novas roupas,
visto que metemos o cliente em condições de evitar tecidos, linhas e cores não adequados ao próprio look
pessoal.

Depois da “limpeza” do armário, o Consultor de Imagem mostrará como criar novos outfits e como
se combinam as restantes roupas. Este é, então, o melhor modo para descobrir quais os elementos que
faltam no guarda-roupa e decidir por uma sessão de Personal Shopping a oferecer como um serviço,
talvez óbvio, para fidelizar o cliente. A análise do guarda-roupa incluirá também os sapatos, acessórios,
casacos e qualquer outra roupa presente sobre o qual queremos exprimir a nosso consultoria. Trazemos
connosco, durante a sessão, uma máquina fotográfica, útil para “registar” os outfits criados e realizar uma
espécie de álbum para entregar ao cliente com as combinações de maior sucesso. Antes de continuar
com a análise do guarda-roupa, o Consultor de Imagem deverá concentrar-se, na mesma, sobre a
realização de um “perfil pessoal” do cliente, a realizar através de uma breve, mas eficaz, análise da
estrutura do corpo e das cores do cliente. Isto será indispensável para nos ajudar a perceber quais sejam
os estilos e as formas mais adequadas à estrutura física e quais as cores que poderemos selecionar com
maior facilidade, como as mais oportunas às tonalidades da pele, ou quais não são harmoniosas.

Para além da análise do guarda-roupa, podemos decidir oferecer mais um serviço, do mesmo tipo
de consultoria: o de “remodelar” roupas velhas, acessórios e objetos de valor sentimental, mas agora de
difícil uso por parte do cliente. No caso de uma roupa, por exemplo, à qual o cliente é especialmente
ligado, mas que não a usa porque é obsoleta, danificada ou simplesmente pouco prática, podemos propor
de “reinventar-lhe” o look. Às vezes, uma peça tem só a necessidade de uma pequena mudança, um
botão ou uma costura extra, para a renovar e colocar na moda, e podemos escolher em usar o nosso
alfaiate de confiança para cumprir pequenas correções e atualizar roupas para as poder reintroduzir no
guarda-roupa, para a felicidade de um cliente!

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De seguida, no esquema, são descritos alguns dos serviços que podemos propor com uma análise
do guarda-roupa:
• Análise preliminar da estrutura do corpo;
• Análise preliminar da cor da pele;
• Paleta que contém as principais cores a usar;
• Revisão do guarda-roupa atual;
• Criação de novas combinações com as roupas presentes no armário;
• Seleção do que eliminar do velho guarda-roupa;
• Uso dos acessórios;
• Identificação das linhas e dos estilos adequados para o tipo de físico;
• Indicações para a compra de novas roupas que são necessárias;
• Como coordenar os sapatos com qualquer vestido;
• Conselhos de estilo e conselhos de moda;
• Readaptação e modificação das roupas velhas;
• Entrega de um catálogo fotográfico dos novos outfits criados.

A análise do guarda-roupa é a forma ideal para começar um percurso completo de Consultoria de


Imagem. Não só a análise conseguirá dar ao Consultor de Imagem numerosos elementos relacionados
com o estilo pessoal do cliente, mas permitirá saber o que este já tem no próprio armário e o que poderá
ser necessário comprar para cobrir eventuais faltas. Muitos dos clientes, se formos capazes de adotar as
estratégias adequadas e estabelecer uma boa relação de confiança e profissionalismo, decidem, depois
de ter visto uma análise completa do próprio guarda-roupa e os resultados que apresenta em termos de
melhoria da imagem, de realizar um percurso com outros serviços, como por exemplo, o personal
shopping. Da nossa parte, fizemos passos importantes na direção da fidelização do próprio cliente.

Durante as entrevistas preliminares, com um cliente que ainda não decidiu realizar uma análise do
guarda-roupa, podemos decidir propor um formulário semelhante ao relatado, para avaliar a satisfação
pessoal em relação à gestão do próprio armário. De seguida, segue uma lista das perguntas que podemos
propor. Um guarda-roupa não funciona se encontrar muitas vezes estas situações:

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1. Perde tempo excessivo na escolha do outfit até quarenta e cinco minutos?
2. Acontece que se sente como se não tivesse nada para vestir?
3. Depois que se veste, quando sai de casa, sente-se inseguro e não à vontade com as roupas que está
a usar?
4. Acontece muitas vezes querer vestir uma outra roupa, mas esta estava para lavar?
5. Acontece muitas vezes vestir as mesmas roupas sem conseguir escolher outras novas?
6. Tem dificuldade em combinar os vestidos, as malas e os acessórios?
7. Tem um par de sapatos, malas, acessórios ou joias que nunca usa porque não os consegue combinar
com o outfit?
8. Encontra-se na situação de ter que fazer shopping para um vestido novo, cada vez que deve ir a um
acontecimento em particular?
9. Considera não ter o suficiente para vestir, mesmo tendo o armário cheio?
10. Tem a sensação que o que usa seja demasiado desgastado e inadequado para sair de casa?

Devemos dar a perceber ao cliente que, depois de um serviço de consultoria de análise do guarda-
roupa de base, não passará mais pelos estados de ânimo que vos é descrito e será capaz de gerir, no
futuro e de forma autónoma, a escolha e a combinação das roupas. Prosseguimos na análise do guarda-
roupa, seguindo os esquemas experimentados e dando uma definição profissional à parte mais específica
do trabalho.

Em primeiro lugar, devemos fazer uma lista de todas as atividades e os eventos sociais em que o
nosso cliente participa e mais frequenta, durante os seus dias. O estilo de vida poderá ser, por exemplo,
composto desta forma:
• Cozinhar;
• Realizar comissões de trabalho;
• Ir para o escritório ou local de trabalho;
• Atividades sociais;
• Atividades desportivas;
• Eventos especiais durante o fim-de-semana – como excursões, viagens.

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Uma vez realizada a lista, em conjunto com o cliente, passamos à análise de um guarda-roupa de
base adequado aos estilos identificados como prioritários. Confrontando a lista com o guarda-roupa, será
agora mais simples perceber se no seu interior estão, por exemplo, roupas e acessórios em excesso
numérico em respeito às reais ocasiões de uso ou por defeito em relação às ocasiões em que seriam
necessários. Por exemplo, pode-se verificar que um cliente tenha dezenas de sapatos de salto alto e que,
na realidade, é raro que este participe em eventos que exijam o seu uso e talvez não tem calças de linho
suficientes para os frequentes fins-de-semana casuais. A este ponto, será útil começar a classificar os
vestidos por categorias, dividindo em “guarda-roupa de trabalho”, “guarda-roupa de fim de semana”, “de
eventos sociais”, etc.. O objetivo será saber quais as roupas que fazem parte de qual categoria criando
setores, como por exemplo:
I. Carreira/Trabalho;
II. Uso diário;
III. Roupas de noite, elegantes;
IV. Roupas desportivas;
V. Roupas de casa.

O objetivo de uma análise do guarda-roupa é definir o guarda-roupa de base. Se trabalhamos


cinco dias por semana, podemos talvez ter cinco a quinze outfits “completos”. Consideramos que com as
combinações corretas, o número efetivo pode ser inferior. Um guarda-roupa destinado ao “fim de semana”
pode variar entre oito e doze combinações, considerando a presença de um outfit diferente para cada fim
de semana para cerca de dois meses. Estas linhas guia para a realização de um guarda-roupa não devem
ser consideradas absolutas, mas podem ser úteis para traçar as próprias linhas-guia na estruturação do
guarda-roupa. Por fim, a divisão das roupas em secções relacionadas com as diferentes atividades
ajudará a vestir-se melhor e mais rapidamente. Enumeramos então duas ideias para organizar melhor o
guarda-roupa de base:
1. Utilizar os diferentes espaços para as diferentes categorias de roupas;
2. Comprar suportes que servirão para separar as secções no armário.

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No fim da nossa consultoria, pode-se decidir como extra ou como oferta promocional a realização
de um “look book”: um álbum fotográfico que contém os outfits mais adequados que foram selecionados.
Isto pode ser muito útil e apreciado por parte de alguns clientes menos criativos ou com poucas opções
de escolha de roupas à disposição, ou com pouco tempo à disposição para improvisar as combinações.
Um catálogo fotográfico permitirá saber como “resulta” um outfit antes de o vestir, reduzindo ao mínimo
os esforços para se vestir para uma ocasião específica. Visto que a correta “coordenação” entre linhas,
cores, roupas e acessórios é essencial para atingir um ideal de estilo e elegância, o papel do Consultor é
precisamente o de facilitar este processo.

O trabalho do Consultor fornece aos próprios clientes um conjunto selecionado de roupas e


combinações, e o serviço pode ser realizado também de forma “ocasional”, específica para um
determinado acontecimento em particular, onde o cliente tem intenção de participar. Podem-se realizar
outfits especiais e ricos de estilo, utilizando a própria criatividade e conhecimentos técnicos, combinados
com alguns princípios de elegância. Vejamos alguns. A moderação é sempre a melhor política. Mesmo
que o cliente seja particularmente apaixonado por um estilista, será uma tarefa nossa evitar que este use,
da cabeça aos pés, apenas com o seu logótipo nas roupas e nos acessórios. Basta observar as mais
elegantes figuras públicas para notar como o minimal na exibição de marcas e logótipos está sempre na
base das suas escolhas, em termos de vestuário. De resto, podemos explorar esta regra em vantagem do
orçamento dos nossos clientes, aprendendo a escolher roupas de melhor qualidade e artigos a preços
razoáveis, não necessariamente de marca. Isto não quer dizer que não devemos nunca usar um logótipo
no nosso look, aliás é sabido que algumas marcas têm uma reputação importante pela qualidade de
confiança das suas roupas, mas, se escolhe usar roupas de estilistas ou os seus acessórios, devemos
manter a “visibilidade do logótipo” como se fosse casual e não em primeiro plano, preferindo o tipo de
elegância que não precisa de ver a marca para reconhecer a qualidade.

Selecionar roupas de uma só cor, uma vez que as cores “sólidas” podem ser combinadas com
maior facilidade em respeito a tecidos e roupas com padrões geométricos. As melhores cores de base
são o preto, o branco, o marfim, o bege, o champanhe e o azul-escuro. Quando se tem estas cores de
base no nosso guarda-roupa, pode-se ter em consideração o juntar um par de roupas com tons pastel,

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que serão muito usadas para o dia. É possível obter o máximo das combinações no vestuário e na
combinação dos acessórios com as cores sólidas. Um vestido de dia pode-se transformar num vestido de
noite, eliminando, talvez, um lenço e juntando um simples fio de pérolas. No entanto, avaliamos
cuidadosamente durante os acertos se a combinação demasiado perfeita entre os diferentes tecidos, por
exemplo, de sapatos e vestidos ou acessórios, determinariam um look falso, um pouco de “festa de
máscaras”.

Existem, então, algumas combinações de “pares” ideais para o standard de elegância. Analisemos
algumas:
• Correspondência entre guarda-chuva e trench;
• Um set completo de bagagens que combinam entre si;
• Um set completo de malas de toilette que combinam;
• Sets de lingerie completos;
• O mesmo odor entre perfume e creme para o corpo;
• Uma combinação subtil em termos de compatibilidade na escolha do outfit num casal: por exemplo,
marido e mulher numa ocasião importante. A última regra, no que diz respeito à obtenção de um look
correto e elegante e não menos importante, é a de prestar atenção aos detalhes, uma vez estabelecida a
imagem completa de um outfit, os pequenos elementos, um broche ou um lenço, às vezes subestimados,
podem dar o correto toque de classe ao look escolhido.

SÍNTESE: COMO ORGANIZAR?


Escolher para selecionar
É importante sentar, juntamente com a cliente, e parar para observar o seu guarda-roupa. Abrir o
guarda-roupa e olhar para ele de uma forma crítica deverá ser o primeiro passo. Posteriormente, pô-la a
pensar e levá-la a colocar questões a si própria:
- Sentimentos positivos e negativos que o closet despertam nela – Exemplo: como ponto positivo,
a cliente costuma destacar sentir nesse a sua zona de conforto; como negativo, estar farta, cansada da
repetição das mesmas roupas.

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- Quais as cores predominantes? Repetem-se as mesmas cores? – Aqui pode residir um dos
motivos que levam a cliente a estar cansada. Repete sempre as mesmas cores (brancos, pretos,
castanhos, etc.).
- Qual o tipo de peças que tenho tendência para comprar? São muito semelhantes? – Outro motivo
que a pode levar à saturação. Chegar à conclusão que só usa calças pretas, calças de ganga e nunca
saias ou vestidos. São situações a colmatar nas próximas compras. Agora, ela tem noção destas
repetições de comportamentos.
- Utilizo todas as peças? – Se não, porque lá estão a causar poluição visual?
- As peças de verão e inverno estão juntas? – Mais poluição visual e menor visualização de forma
rápida das peças vestíveis.

Retirar para organizar


Retirar todas as peças de vestuário do closet. À medida que for tirando as peças do guarda-roupa,
analisar as peças e separá-las. Em sacos diferentes, colocar as que devem ir para a costureira, a que vão
ser doadas, as que são para deitar fora e as guardadas, uma vez que a moda é cíclica e há peças que se
podem reutilizar anos mais tarde. Hoje denominamo-las de vintage. As peças para a costureira são uma
forma de reaproveitar peças que a cliente tem em casa e não usa. Exemplos:
 Engordou – Pode aproveitar uma saia e colocar faixas brancas, bordeaux, etc. e voltar a vesti-la;
 Um blazer antigo – colocar botões prateados ou dourados, e no forro interno e nos punhos, colocar
uma cor vibrante ou com padrão e dar uma dobra na manga para se ver esse novo apontamento.

Estes apontamentos devem ser colocados em post-its com alfinetes em cada uma das peças para a
cliente se lembrar. As peças que devem ir, de novo, para o closet podem ser agrupadas em cima da
cama. Juntar as calças todas juntas, os calções todos juntos, as camisas, as t-shirts, os fatos completos,
entre outros de forma semelhante, todos empilhados.

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Decidir para otimizar
Agora que a roupa está organizada por tipos de peças e por cores, eis o momento de tomar decisões
importantes, isto é, definir onde a colocar – em que gaveta, prateleira ou porta. Ao tomar esta decisão, ter
em conta que as peças mais utilizadas devem estar sempre à mão e, como tal, devem ficar nos locais
mais acessíveis.

 Organizar por peças e por tons


Ao colocar as peças nos cabides, agrupá-las por cores, peças e estilos. Agrupar camisas, tops,
calças, saias, calções, etc.. Exemplo: todas as t-shirts, da mais clara à mais escura, depois os tops, dos
mais claros aos mais escuros, até às camisas e blusas mais claras às mais escuras. Ao dispor a roupa
desta forma, não só vamos facilitar a tarefa de vestir rapidamente no dia a dia, como ter uma maior
perceção das peças que temos. Se todos os nossos vestidos estiverem espalhados por vários sítios na
casa, não nos vamos aperceber de que temos uns 10!

Ter o cuidado de deixar as partes de cima em cima e as partes de baixo em baixo. No dia a dia, estará
facilitado o trabalho de fazer cruzamento de peças e criar coordenados mais facilmente e de forma mais
criativa. Há clientes que, mesmo assim, temos que deixar conjuntos completos feitos numa cruzeta, pois
continuam a não conseguir ver que peças da parte superior combinam com a parte inferior. Podemos
fotografar outras soluções com uma mesma peça (por exemplo, uma saia) para a cliente guardar num
ficheiro no computador e ir consultando. Sugerir o envio de peças que não consiga fazer sets de roupa
para lhe enviarmos soluções, agora que conhecemos o seu guarda-roupa. Ou, então, sugerir uma
pesquisa no Google Imagens.

É importante ter no guarda-roupa dois sets totais de roupa preparados em casa de emergência e ser
necessário vestir em 2 minutos. Um set casual e um set formal que inclua bijuteria, carteira, sapatos, que
podem estar pendurados em saquinhos próprios.

FASHION SCHOOL 104


 Usar organizadores de guarda-roupa
Se, depois de organizar o armário, ainda existirem várias peças de roupa para guardar e pouco espaço
de armazenamento, considerar a utilização de organizadores de guarda-roupa. Atualmente, existem
muitos modelos baratos e fáceis de instalar que podem ser adquiridos em qualquer loja.

 Abuse dos cabides múltiplos


Os cabides múltiplos são uma excelente opção para quem guarda muita roupa no armário. Se, por
exemplo, tiver mais do que um par de calças pretas ou de outras cores, saias ou calções, optar por usar
cabides múltiplos, uma vez que isso vai disponibilizar um maior espaço de armazenamento.

 Os acessórios
Carteiras – Devem estar num local acessível, organizadas por cores e de forma que as consigamos
visualizar a todas;
Brincos – Organizar da seguinte forma: prateados, dourados e coloridos;
Colares – Organizar da seguinte forma: prateados, dourados e coloridos;
Cintos – Organizar por cores.

Importante: Ter sempre um conjunto (brinco + colar + cinto) prateado, dourado ou colorido pronto em caso
de emergência e ter de se vestir em 2 minutos. Podemos deixar conjuntos já fotografados.

FASHION SCHOOL 105


DICAS EXTRA
Podemos sugerir duas situações antes de ir a casa da cliente:
1 – A colocação de um barão a meio do guarda-roupa (se houver espaço). Em cima pode colocar as
partes que usa na parte superior do corpo e, neste barão, as partes que veste na parte inferior do corpo.
2 – Se não houver ideias para inovar ou mesmo para usar uma peça statement que comprou num ato de
loucura, siga os seguintes passos:
 Faça uma pesquisa no Google Imagens. Insira o nome do tipo de peça e acrescente as palavras
“street style”. Pode usar o português, inglês, francês. Exemplo: blue skirt street style. As opções e
ideias não vão desaparecer. Estes procedimentos podem ser realizados quando a cliente faz algo
tão banal como estar parada a ver o telejornal ou a novela. Há clientes que se tentam desculpa
com a falta de tempo!

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O processo de consultoria de imagem no contexto
profissional – Empresas
O poder da imagem

Estudos na área do comportamento humano aferem que a primeira impressão (os primeiros 30
segundos) que uma pessoa tem da outra baseia-se:
 55% na sua aparência e ações;
 38% no seu tom de voz;
 7% na propriedade intelectual (conteúdo do que é falado).

Os seres humanos são extremamente visuais e julgam-se uns aos outros constantemente pela
aparência. Em contexto profissional, a nossa imagem vai ter uma influência direta no julgamento que o
outro vai fazer de nós! O Consultor de Imagem deve cuidar da sua imagem e cuidar da imagem de uma
empresa, projeto (lookbook) ou cliente.

A construção de uma boa imagem pessoal e profissional está inerentemente relacionada com dois
conceitos básicos: a não dualidade e a credibilidade que o Consultor de Imagem tem deve ajudar a
construir.

FASHION SCHOOL 107


1 – A não dualidade significa que as pessoas têm ou não uma boa imagem. Uma má imagem pode
levar a entidade empregadora a duvidar do profissionalismo, eficácia e eficiência do candidato. Claro que,
posteriormente, estas assunções podem cair por terra quando analisadas um cumulativo de interações –
comportamentos, hábitos, posturas, ética, conhecimentos, habilidades e competência – que ao longo da
entrevista/trabalho desaparecem.
2 – A credibilidade significa que uma boa imagem pessoal passa por transmitir confiança, a qual se vai
mantendo ao longo do tempo.

Dentro da consultoria de imagem empresarial, vamos subdividir em duas das suas esferas:
 O nosso trabalho com empresas;
 O nosso trabalho com um cliente singular.

A criação da identidade de uma empresa, bem como a sua atualização é, nos dias de hoje,
absolutamente fundamental, sendo essencial perceber quem é a empresa, quais os seus objetivos, avaliar
a sua posição no mercado, que produtos representa ou tem, qual o seu mercado-alvo e de que forma faz
a ativação da sua marca. A empresa pode necessitar de uma intervenção:
 De todo o seu corpo funcional, equipas de trabalho, etc.;
 Ajuda no styling de forma a criar um lookbook ou revista de promoção dos produtos.

OBJETIVO DO CONSULTOR DE MODA


A criação da imagem do todo e dos indivíduos que a compõem é crucial como meio de comunicação
dos valores e missão da empresa e como representação da sua conduta e ação. Uma boa imagem
transmite sempre maior credibilidade e confiança aos seus clientes. A missão do Consultor de Moda é
participar no aprimoramento pessoal de todo o corpo funcional, para assim poder proporcionar à empresa
uma imagem de maior credibilidade, competência e competitividade.

A consultoria de imagem empresarial tem como objetivo valorizar a imagem profissional de um


negócio, a imagem dos seus funcionários, equipas de trabalho ou de setores específicos da sua

FASHION SCHOOL 108


organização. O ponto de partida inicia-se na análise dos pontos fortes da empresa no global, para,
posteriormente, ser definida uma imagem de marca e obter uma imagem organizacional que a define,
certamente mais coesa e coerente.

Exemplos:
- Um restaurante pode pedir a ajuda de um Consultor de Moda para criar os trajes dos funcionários. Mais
à frente vamos poder ver um exemplo disto.
- Uma empresa pode pedir ajuda para vestirmos alguns funcionários. A RTP precisa de stylists para vestir
alguns dos seus apresentadores. O Consultor de Moda tem como função construir sets de roupa para
cada programa. Assim sendo, vai à loja com a qual a RTP tem parceria, seleciona e leva os looks
necessários.

O que ter em conta?


A abordagem do Consultor de Moda deve ser feita através do melhoramento:
• Da imagem profissional como veículo de comunicação da marca;
• Da postura profissional;
• Da etiqueta empresarial;
• Dos códigos vestimentares e guarda-roupa profissional;
• Dos principais inimigos da imagem;
• Do poder da comunicação não verbal.

CÓDIGO VESTIMENTAR DE UMA EMPRESA


Formas de realizar a consultoria de imagem empresarial
De uma forma geral, o Consultor de Moda deve realizar sessões particulares ou em grupo para
indagar, de uma forma geral, a nível hierárquico, que imagem executiva cada profissional acha que deverá
ter. Depois da auscultação, o Consultor de Moda deve começar a dar sugestões com o objetivo de
valorização e aperfeiçoamento da imagem profissional.

FASHION SCHOOL 109


Os temas a abordar (guarda-roupa, dress code, postura e etiqueta empresarial) devem ser muito
bem explicados para que todos percebam a importância da atuação do Consultor de Moda. Cabe ao
Consultor de Moda saber ajustar a sua atuação ao segmento e aos valores da empresa. Nenhuma
organização é igual. Este deve ainda ter em conta que os códigos vestimentares variam de negócio para
negócio, bem como de empresa para empresa, e fazem parte da própria cultura organizacional.

Como deve atuar num ambiente empresarial


1. Diagnóstico – Assim que a empresa entra em contacto connosco e marca uma reunião, devemos fazer
um estudo/diagnóstico que nos permita entender o ADN da empresa, através de trabalhos anteriores que
tenham sido feitos. Em caso de inexistência, pesquisar a história da empresa, fazer uma pesquisa no
Facebook para começarmos a estruturar mentalmente o dress code, lookbook ou qualquer outro serviço
pedido pela empresa (sempre de acordo com a imagem que a empresa pretende transmitir e de acordo
com a estratégia organizacional da empresa). Antecipar perguntas pertinentes a serem colocadas numa
primeira reunião, pode ser um bom exercício.

2. Reunião com a empresa – Começar por ter em conta que é importante ouvir com atenção as intenções
da entidade que nos contratou e memorizar ou apontar de forma detalhada os objetivos a alcançar e
demais pormenores:
- Podem passar por captar um determinado tipo de público (no caso de ajudarmos com um
lookbook);
- Alguma exigência ao nível das marcas que a entidade pretende associar (no caso de uma
empresa de joias de grande qualidade, não vai querer que os looks que vamos selecionar e levar para a
sessão sejam da Bershka ou Zara);
- A empresa pode já ter um moodboard (exemplo: imagens inspiração de looks românticos, uma
vez que a sessão vai decorrer num jardim bucólico).

Caso depois de ouvir a entidade houver dúvidas, é importante fazer perguntas pertinentes como,
por exemplo, qual o tipo de cores a usar e a evitar, que cores ou padrões tem o cenário, o que é que em

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casos anteriores não funcionou bem, etc.. No fim da reunião, apesar de termos apontado e fotografado
(com o telemóvel, caso nos permitam) alguns dados, pedir o envio de toda a informação relativa ao
trabalho que a empresa pretende que o Consultor de Moda desenvolva para definirmos orçamento
consoante essa proposta (formalizada e detalhada, via email). Só depois enviar orçamento.

Atenção que não devemos, na primeira reunião, avançar logo com o orçamento. Aguardar pelo
email final e só aí enviar o orçamento. Em caso de compra de peças, tecidos, etc., o cliente faz a
transferência antes.

3. Pesquisa (no caso de criação do dress code de uma empresa) – Com base na informação obtida e
tendo em conta as normas definidas pela empresa e com base no que foi discutido em reunião, criamos
o dress code da empresa. Pode ser apresentado de forma descritiva acompanhado de imagens
exemplificativas para aprovação (Polyvore é uma grande ajuda na apresentação de propostas).

Atenção, a diferenciação, por vezes, é um facto incontornável: nem sempre a nossa intervenção é
feita em todos os membros de todas as hierarquias da empresa! No entanto, se assim for, é importante
fazer destrinça entre a imagem dos colaboradores, quadros médios e quadros superiores. À medida que
a hierarquia vai ascendendo, é importante criar coordenados diferentes e adequados ao cargo
desempenhado! Lembrar que no topo da hierarquia podemos ter uma só pessoa que vai requerer um look
exclusivo e muito profissional! Looks com cores escuras como: azul-escuro, cinza e preto são ideais para
dar ideia de credibilidade, eficiência e eficácia nas funções desempenhadas! Em grupo ou de forma
individual, o Consultor de Moda dá dicas orientadoras aos colaboradores sobre o uso correto do vestuário
e a aparência adequada da equipa (cabelo, makeup, postura, tom de voz, etc.).

Exemplo:
Na criação de looks dos funcionários de um restaurante de sushi, o cliente pediu elementos florais
orientais no Kimono das funcionárias e nos vestidos da booker (pessoa que recebe, distribuí e acompanha
clientes à mesa). O cliente pediu, igualmente, calças pretas. O Consultor de Moda sugeriu kimono preto

FASHION SCHOOL 111


(para não se sujar com facilidade, num tecido estruturado e que não enrugue, nem incendeie com
facilidade), com os apontamentos florais só nas extremidades das mangas e fundo do Kimono para não
sobrecarregar com as flores. Sugeriu também uma medida larga para que se possa adaptar a uma
possível nova funcionária no caso de aquele deixar de desempenhar funções. Tirou medidas (altura,
mangas, etc.) às funcionárias, questionou quais os tamanhos que costumavam vestir como forma de
orientação. O Consultor de Moda foi a uma casa de tecidos e fotografou os que considerou enquadrarem-
se no pedido. No final, enviou a proposta ao cliente.

Exemplo de parte das fotos que foram enviadas


ao cliente

Depois de analisadas todas as propostas, decidiu-se a que mais se enquadrava e o Consultor de


Moda encomendou na Casa dos Tecidos. A entidade foi lá buscar ou fez transferência bancária para o
Consultor de Moda lá ir levantar e levar a uma costureira. Depois, este foi com as funcionárias fazer a
última prova e a entidade foi levantar e pagar o traje.

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O resultado:

Styling by Raquel Guimarães

No caso da criação de um lookbook/catálogo de uma marca de roupa, devemos ver fotos dos
modelos para analisar o formato do corpo, altura, tom de pele, cor do cabelo, etc.. Passar tempo na
empresa a construir os looks para cada modelo. Se possível, fotografar os coordenados para a entidade
analisar. Podemos ter que os reestruturar (por vezes, no dia da sessão, por vários motivos: não funcionar
na modelo, não servir, etc.). Deixar os looks preparados num chariot com o nome das modelos.

No caso de uma empresa de outros elementos (joias, calçado, etc.), em que temos que construir
e levar, no dia da sessão fotográfica, todo o guarda-roupa, cuja única função é fazer sobressair as peças
do cliente (e não o look em si), devemos pedir os elementos da agência de modelos (composite da modelo)
para vermos as fotos dos modelos para analisarmos: altura, tipo de corpo, tamanhos das peças, tom de
pele, cor do cabelo, etc.. Construímos alguns looks e enviamos fotos para análise do cliente. Vamos
reajustando mediante a opinião do cliente. No dia da sessão, levar mais opções, pois existem sempre

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contratempos com tamanho (as agências enviam os composites dos modelos com medidas que, às vezes,
não correspondem à verdade. A modelo pode estar um pouco mais volumosa).

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O processo de consultoria de imagem no contexto
profissional – Cliente individual
Comunicação não verbal

Albert Mehrabian (PEASE, 2005, p.17), “na década de 1950, apurou que em toda a comunicação
interpessoal:
- 55% era linguagem corporal;
- 38% era linguagem vocal;
- 7% era linguagem verbal.

ÁREAS DA COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL


- Paralinguagem (aspetos vocálicos);
- Cinésica (gestos e movimentos corporais);
- Proxémia (o espaço em que circulas define o status e lifestyle. Distâncias espaciais que devem ser
mantidas. No contexto profissional, a distância pessoal é de 45cm até 1,25m);
- Cronémica (o tempo);
- Comunicação dos sentidos;
- Características físicas;

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- Vestuário.

MARKETING PESSOAL: O QUE É?


O marketing pessoal está baseado no desenvolvimento de um conjunto de ações que permitam
atingir objetivos pessoais, profissionais, financeiros, familiares, entre outros. Essas ações deverão ser fruto
do auto-conhecimento e da visão que uma pessoa tem de si mesma, livre de influências externas.

A forma como nos vestimos pode ser uma das formas de vendermos a nossa imagem. No caso
profissional, a criação de uma imagem credível, eficaz e eficiente é uma necessidade constante. Cabe ao
Consultor de Imagem ajudar o cliente a criar a imagem acertada para uma hipotética entrevista ou (nova)
função profissional.

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Numa entrevista de emprego/reunião/posto de trabalho, a aparência é uma competência que
deixou de ser medida somente pela formação e percurso profissional. A aparência e a postura tem papel
fundamental! O nosso cliente, ao passar uma imagem desconexa, não coerente ou desleixada, está a
fechar portas a si mesmo. Os recrutadores ou membros de uma outra empresa procuram uma imagem
que se encaixa no perfil do candidato ou do cliente de uma outra empresa. Caso isso não aconteça, o
nosso cliente pode nem ter a hipótese de demonstrar os conhecimentos/competências/skills na sua
entrevista.

CONSTRUÇÃO DA IMAGEM PROFISSIONAL DO NOSSO CLIENTE


A importância de uma imagem inteligente
O que vestimos tem uma carga de simbolismos que vão ser descodificados pelos nossos pares,
que os vão aceitar ou rejeitar. O vestuário é, por isso, uma forma de integração social. A forma como se
veste vai aproximá-lo ou afastá-lo de diferentes grupos (aprovação/desaprovação social). Fomos
programados desde a nascença com um chip que cataloga as pessoas. Por exemplo: motard vs.
advogado.

“O que se dá a conhecer aos olhos é muito mais marcante que o que somente se dá a conhecer aos
ouvidos.” (Caetano 2009:90)

Segundo os autores Chevalier, Forteberry, Maclean, Morris e O’Connel, o vestuário gera influência.
Investigações realizadas nesta área revelaram que tendemos a mimetizar o comportamento de pessoas
mais bem vestidas, inclusive comportamentos menos corretos.

Sabias que pessoas que se vestem com um elevado grau de formalidade são entendidas como
mais inteligentes, instruídas, pertencentes a um status social superior e detentoras de um cargo
profissional superior? Uma imagem desmazelada pode interferir, e inclusive prejudicar, o sucesso do
profissional. Por exemplo, um advogado vestido de forma desadequada pode já ter perdido metade da
causa (Schemes et al. 2009:21).

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A comunicação não verbal é, então, passível de ser usada de forma consciente e estratégica. Ter
controlo sobre a nossa imagem e sobre a mensagem que estamos a transmitir aos outros é um ato de
sabedoria. Constrói uma imagem que transpire e transborde força, profissionalismo, eficácia e eficiência.
Constrói uma imagem inteligente.

Valor da imagem
Um fotógrafo fotografou-se a si mesmo e à namorada com diferentes tipos de estilos para mostrar
como a forma como nos vestimos influencia a análise e conceção que inscrevemos aos outros.

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Inteligência vestimentar

O QUE É UMA IMAGEM PROFISSIONAL INTELIGENTE?


- De acordo com a imagem da empresa;
- De acordo com o cargo que se ocupa;
- De acordo com o cliente com quem vamos reunir (Image Touch);
- De acordo com o contexto profissional.

Inteligência vestimentar – nível profissional


- Vestir um corpo e não um tamanho;
- Saber comprar as peças certas para o cargo ocupado;
- Capacidade de adaptação ao contexto;
- Criar uma Image Touch / Imagem Impactante.

O que pensarias de ti se tivesses de te recrutar?


A imagem que projetas é a de um profissional acessível ou intransponível, amigável ou distante?
Profissional, eficaz, eficiente ou desleixado? Jovem e inexperiente ou maduro e experiente? Mal vestido,

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bem vestido ou excessivamente estiloso? Exageradamente bem vestido para aquela ocasião ou
completamente descontextualizado do evento?

30 segundos – Cliente
PERSONALIDADE ESCOLARIDADE CLASSE SOCIAL
CREDIBILIDADE CONFIABILIDADE COMPETÊNCIA
SUCESSO SOFISTICAÇÃO HUMOR
OCUPAÇÃO SITUAÇÃO FINANCEIRA ENERGIAS

A importância da aparência numa promoção


Um dos pré-requisitos exigidos a um funcionário pode ser ter a imagem de alguém que revele
capacidade de assumir a posição a que se deseja ascender. Caso corresponda, não restarão dúvidas à
entidade que o vai promover. O Consultor de Imagem tem como função ajudar o cliente a criar essa
imagem que corresponda às expectativas da empresa.

Como fazer?
- Reunir com o cliente e procurar analisar a dinâmica e conceito da empresa e do cargo que este
ocupa e do cargo que vai passar a ocupar.
- Fazer a sua própria pesquisa na Internet e redes sociais, para criar um outfit condizente com o
cargo a que o cliente vai ascender na empresa.
- Alertar o cliente de que o seu look vai contribuir para criar uma imagem na cabeça dos
recrutadores. Esta manobra de marketing pessoal é uma vantagem competitiva em relação aos seus
pares!
- Analisar o guarda-roupa do cliente.
- Fazer um personal shopping.

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No fim, o Consultor de Imagem tem que conseguir criar uma boa imagem, ou seja, um bom
profissional vestir-se-á de forma a vender a própria imagem, mostrando o próprio potencial e transmitindo
credibilidade e confiança.

Não devemos esquecer que um bom profissional sabe persuadir e argumentar para além do estilo
e presença marcantes. Devemos alertar o cliente ou empresa que para saber fazer o próprio marketing é
preciso antes de mais nada saber comunicar.

CÓDIGO VESTIMENTAR
Entrevista de emprego
O protocolo em torno das entrevistas de emprego é uma das temáticas mais debatidas nos
contextos profissionais e na relação com os nossos clientes. Nunca sabem muito bem como ajustar o look
ao contexto, pois pesquisam muita informação e, muitas vezes, por entre tanta informação, perdem-se.
Uma das situações que mais é necessário explicar aos nossos clientes é o facto de que cada emprego
ter as suas particularidades e cada corpo ser um corpo e uma situação específica. Assim sendo, não
existem, nesse momento, conselhos padronizados e que se adaptem à maioria das situações.

Exemplo:
É possível ler em muitos sites e livros que os padrões devem ser esquecidos em looks de
entrevistas de emprego. No entanto, esta informação pode-se adaptar perfeitamente a um tipo de
entrevista para um emprego criativo. A originalidade do look pode ser uma forma de expressão de uma
competência do entrevistado: a sua originalidade. Antes de aprofundarmos estas questões da
subjetividade, é importante começar por algumas recomendações que podem parecer extremamente
básicas, mas necessárias em casos de clientes mais jovens ou menos informados.

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Recomendações básicas
 Abstenção de saídas noturnas na véspera. Ter uma boa noite de sono para sentir e transmitir
frescura e energia!
 Pontualidade.
 Pesquisa aprofundada sobre a empresa no site, redes sociais, etc., da sua história, dos seus
projetos.
 Analisar o tipo de função a que concorre. Existem profundas diferenças entre Consultora
Financeira (extremamente conservadora) e agência de publicidade (extremamente criativa).
Dentro de uma empresa pode haver vários dress codes.
 Antecipe e prepare repostas para perguntas que possam surgir na entrevista.
 Desligue o telemóvel.

RECOMENDAÇÕES GERAIS NO MASCULINO


Nota: Tal como no caso das mulheres as generalizações são passíveis de análise, caso a caso:
- Idade;
- Que tipo de corpo tem o cliente;
- Qual o seu estilo;
- Qual o conceito/história da empresa;
- Qual a situação hierárquica para a qual a cliente se está a candidatar.

Ter em atenção:
- Barba feita (em alguns casos, a barba pode dar um ar mais sério e profissional a um candidato mais
juvenil).
- Mãos cuidadas.
- Evitar bijutaria de homem.
- Evitar perfume muito forte.

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- Evitar calças de ganga rotas, com lavagens ou apliques.
- Evitar roupa enrugada.
- Evitar penteado muito elaborado e chamativo.
- Evitar t-shirt e/ou camisas com estampados.
- Nunca ir de calções, bermudas, havaianas.
- Nunca levar óculos de sol na cabeça!

Exemplos a evitar:

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O guarda-roupa profissional
 CASACO

 BLAZER

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 CAMISAS

Mais formal.............................................................................................................................. Informal

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 CARDIGANS

 CHINOS

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 GRAVATAS

 CINTOS E SAPATOS (A COMBINAR)

 MEIAS: COMBINAM COM O SAPATO

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 RELÓGIO
Sempre com ponteiros. Nunca digital.

O que vestir na entrevista de trabalho?


 O LOOK FORMAL
As principais recomendações são:
- Fato azul-marinho ou cinza médio ou escuro. O preto é muito formal. O fato pode ter risca de giz, com
uma risca bem discreta ou xadrez, tipo príncipe de gales, muito discreto.
- Blazer com dois ou três botões. Entre com ele fechado e só abra quando se sentar.
- Camisa bem engomada, com o colarinho que melhor favorecer o cliente. Não deve ter botões nas pontas.
Não é necessário ter punho duplo.
- Camisa branca ou azul bem claro são as sure bets. No entanto, uma branca com riscas azuis e vice-
versa é aceitável.
- O punho deve sair 1 centímetro da manga do blazer.
- Gravata: mais escura do que a camisa, sempre. A ponta da gravata deve bater na ponta da fivela do
cinto ou no cós da calça.
- Cinto da cor dos sapatos. Nunca ir sem cinto.

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- Meias sem deixar a perna à mostra enquanto sentado. Pode ser da cor do sapato.
- Se for inverno, usar um bom sobretudo ou um trench coat.
- Relógio em pele de ponteiros. Conjugar com a cor do sapato/cinto é o mais indicado. O de metal deve,
igualmente, ser de ponteiros.
- A pasta executiva, pasta portefólio ou uma pasta de mão tipo envelope, devem ser em pele ou camurça.
Não precisa de ser na cor do cinto e sapatos. Deve ser o mais formal possível.

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 O LOOK CASUAL
O dress code casual é um pouco acima do informal, algo mais arrumadinho do que os jeans, pólo e
ténis e um pouco (ou mais um pouco) abaixo do formal.
- Se for apostar nuns jeans, que sejam trouser-like, com o fit em dia (nada apertada e nem largueirona).
- Jeans de cor escura (azul ou preta) sem descolorações ou lavagens.
- Usar umas chino, se o casual pedir um certo upgrade ou o cliente quiser dá-lo. Pense numa calça escura
ou neutra como cinza, azul-marinho ou preta. Já se o tom da entrevista for mais descontraído, numa cáqui.
- Camisa pode ser lisa ou estampada (riscas ou padrões muito discretos são as sure bets) sempre de
manga comprida. No verão, dobrar a manga. A camisa deve estar sempre por dentro da calça.
- Cinto da cor do sapato ou cor aproximada.
- Sapato em pele com sola de couro ou sapatos de camurça clássica pretos, castanhos ou cinza escuro.
- Meias da cor do sapato.
- Se estiver frio, pode usar um cardigan, um trench coat, um peacoat, um blusão em pele clássico ou um
blazer (sem botões dourados ou brasão no peito). As cores devem ser azul-marinho, castanho pinhão e
cinza escuro.
- Acessórios discretos.

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- Considere uma manbag crossbody, tipo carteiro, a shoulder bag, as de transportar o computador ou tipo
envelope/portefólio para carregar na mão. Podem ser em versões de couro, camurça para dar um up ou
de cavas e nylon para dar um dress down.

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 O LOOK CRIATIVO
Há determinadas situações em que todas as regras se podem quebrar, quando em questão está
um emprego ligado à moda, ao teatro, à estética ou a qualquer outra profissão que aceita com muita
facilidade e aprecia uma grande dose de criatividade nos coordenados dos seus colaboradores.

Aqui não há regras:


- O cabelo pode ser comprido, apanhado ou com um corte ou cor irreverente.
- O uso de mais de 3 ou 4 cores é permitido.
- As unhas podem ter uma inspiração Louboutin.
- Os acessórios de homem são bem-vindos.
- As meias coloridas são uma constante.
- A barba estilo Dandy.

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- Etc..

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RECOMENDAÇÕES GERAIS NO FEMININO
Os mitos mais comuns
 Não usar cores fortes.
 Não usar cores candy (rosa-bebé, azul-céu, etc.).
 Não usar padrões.
 Usar salto alto.

Nota: A democratização da moda relativizou alguns dos antigos pergaminhos que regiam as mais restritas
regras das entrevistas de emprego. Quando uma cliente nos interroga acerca de uma entrevista de
emprego, precisamos de saber previamente:
- Idade;
- Que tipo de corpo tem a cliente;
- Qual o seu estilo;
- Qual o conceito/história da empresa;
- Qual a situação hierárquica para a qual a cliente se está a candidatar.

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Nos casos femininos, a imagem dever profissional, competente e confiante. Devemos evitar usar:
- Vestido muito decotado.
- Calças de ganga rasgadas, com aplicações ou lavagens muito notórias. Dependendo da formalidade,
há casos em que mesmo com lavagem lisa e escura esta peça não é aceitável.
- Lingerie à mostra ou peças rendadas.
- Barriga à mostra.
- Bijuteria muito exagerada e em grande quantidade.
- Minissaia ou saia com um tamanho indiscreto quando se senta.
- Objetos de marcas de luxo (exceção: numa entrevista para um emprego na Mickael Kors, levar uma
carteira pode ser um sinal de proximidade e conhecimento da marca).
- Outfit com mais de três cores (evitar em contextos extremamente formais).
- Sobrepor a imagem à do entrevistador.
- Um perfume muito forte.
- Maquilhagem em excesso e penteado muito elaborado.
- Roupas com estampados extremamente marcantes, pois podem distrair o entrevistador e dar um ar
pouco credível (excetuam-se empregos criativos).
- Unhas muito longas e pintadas com uma cor muito forte ou com pormenores, como brilhos e afins. No
caso de um emprego relacionado com estética, pode ser um ponto a favor da entrevistada.
- Óculos de sol na cabeça! Em caso algum, do nosso dia a dia, este acessório deve estar na cabeça.
Numa entrevista, é um sinal de desleixo e falta de seriedade. Pode ser encarado como um sinal de termos
dado um saltinho à entrevista de emprego no meio de um programa de lazer.

Só mediante estes elementos, o Consultor de Imagem pode agir. Note-se que cada caso é um
caso!

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O guarda-roupa profissional
 BLAZER
Significa liderança e transmite mensagens subliminares.

Ombros

Busto

Vestibilidade

Mangas

Comprimento

 BLUSAS/CAMISAS

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 FATO

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 TAILLEUR

 DIVERSIFICAR

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 CALÇAS COM CORTE CLÁSSICO

 SAPATOS

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Os looks

Acessórios clássicos.

O padrão pode ser introduzido,


desde que de forma comedida e
associado a cores neutras ou
escuras.

Um tailleur preto será sempre o clássico


look executivo. Deve ter um corte atual
e estar adaptado ao corpo da mulher.

FASHION SCHOOL 140


Muitos manuais indicam o preto
como uma aposta certa.

Cuidado! Esta cor cria


distanciamento. Numa entrevista
vocacionada para um público
O animal print pode trazer sofisticação mais jovem, pode ser um erro.
a uma mulher. Já a outra ser um
pormenor muito ousado.

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O look mais convencional para um emprego de cariz executivo.

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Look muito casual. Ideal para candidatura a uma loja que venda este tipo de estilo.

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Com um vestido preto, nunca se
compromete. Mas uma cor quente,
como o laranja, pode transmitir
vitalidade e criatividade.

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Um vestido clássico e cinza contribui
sempre, de forma infalível, para um
look executivo credível e sério.

O truque está em desconstruir este clássico com acessórios mais jovens, ainda
que elegantes. Snake print é, igualmente, uma opção intemporal.

FASHION SCHOOL 145


Aqui está uma prova de que não é proibido usar tons candy!

FASHION SCHOOL 146


Vestido cinza

Opção mais colorida


e vibrante.
Opção mais clássica.

Ambos os looks se adaptam ao estilo minimal, executivo e clássico.

FASHION SCHOOL 147


O amarelo candy corta
a seriedade. Tailleur cinza – look clássico.

O camel dá vida e acrescenta


originalidade.

FASHION SCHOOL 148


Blusas neutras.

Usar um padrão discreto.

Manter os acessórios sóbrios.


Numa entrevista mais formal, deve-se
substituir este tacão por um tacão médio.

FASHION SCHOOL 149


Desde que conjugada com outros
elementos neutros.

Acrescentar uma saia com padrão


arrojado.

FASHION SCHOOL 150


A camisa de ganga e a saia
com padrão podem ser usadas
numa entrevista relacionada
Acessório neutro.
com moda.

Numa candidatura para emprego


vintage, os brogues. Para uma
entrevista de emprego mais
sofisticada, os stilletos.

FASHION SCHOOL 151


Este coordenado inclui duas
situações que os manuais
mais pedem para evitar:
cores vibrantes e padrões.

Cortar com uma cor escura.

Stilettos de tacão médio são o ideal


para a maioria das situações.

FASHION SCHOOL 152


Combinação cromática interessante para a candidatura a uma associação de
advogados mais jovens ou loja, como a Massimo Dutti.

FASHION SCHOOL 153


O ton sur ton é uma aposta segura e preferida pelas mulheres executivas. O trench coat é
outra peça intemporal e clássica.

FASHION SCHOOL 154


Acessórios neutros.

Este é um look executivo, mas


sofisticado. A coordenação de cores
neutras, ainda que claras, é um clássico.

FASHION SCHOOL 155


Para cortar a
sofisticação da saia em Incluir peças em pele é permitido
pele, botas em pele desde que conjugadas com
rasas. peças muito neutras.

Uma mala de marca pode demonstrar conhecimento da


marca para a qual nos candidatamos. Noutra
circunstância, deve-se evitar.

FASHION SCHOOL 156


Estas cores, o bege e o bordeaux,
costumam estar associadas a
mulheres mais convencionais.

Os tons neutros são uma aposta segura


e preferida pelas mulheres executivas
e mais sóbrias.

Um salto tão alto só se justifica numa candidatura associada a


uma posição de poder.

FASHION SCHOOL 157


Look criativo
Só em caso de entrevistas de emprego com cariz criativo. É uma extensão da nossa criatividade.

Mistura de cores e formatos oversized.

FASHION SCHOOL 158


FASHION SCHOOL 159
Consultoria de imagem – Mulher
Breve dicionário de moda

DIFERENTES TIPOS DE MANGAS


 MANGA LARGA – É arredondada e larga desde o cimo até ao cotovelo. Proporciona volume
e estrutura, mas fá-lo em excesso se não se escolher um tecido fluído e que, para além do mais, dê uma
sensação de movimento;

 MANGA RAGLÁN – A costura da manga raglán sai do pescoço, o que proporciona uma forma
curvilínea e dissimula a estrutura dos ombros;

 MANGA BALÃO – Proporciona volume às silhuetas que têm os ombros descaídos ou pouco
estruturados. Também se recomenda a pessoas com silhuetas triângulo;

FASHION SCHOOL 160


 MANGA COMPRIDA – A manga comprida é clássica e estiliza;

 MANGA CURTA – Deve-se evitar a manga curta para pessoas de braço largo já que
aumentará o volume;

 MANGA MORCEGO – É muito larga debaixo do braço e estreita-se no pulso, pelo que produz
um efeito de encurtamento. É uma manga exagerada e ampla, ideal para dissimular braços rechonchudos,
mas não adequado para braços curtos, nem para pessoas baixas;

FASHION SCHOOL 161


 COM FOLHOS – Os folhos proporcionam movimento, curvas e, por vezes, volume;

 MANGA TRÊS QUARTOS – Ajustada entre o cotovelo e o punho. Estas mangas estilizam e
alongam os braços curtos. Trata-se de uma manga elegante e muito feminina. É ideal para gente com
pulsos finos, assim como braços arredondados, ainda que, neste caso, se tenha que evitar que seja uma
manga excessivamente justa;

 MANGA FRANCESA – É aquela em que a manga chega até ao cotovelo. É uma manga
elegante e perfeita para pessoas com flacidez nos braços, porque dissimula;

FASHION SCHOOL 162


 MANGA DIREITA – Própria dos casacos e blazers, é uma manga que proporciona formas
estruturadas;

 MANGA JAPONESA – Vem de um prolongamento da própria peça de roupa e por ser muito
ampla, proporciona volume e jovialidade.

O duplo punho é tradicionalmente masculino, mas quando o usa uma mulher dá elegância e
sofisticação. O toque de feminilidade é dado pelos botões de punho que escolhemos. Por outro lado, as
camisas sem punho, que se encontram nos diferentes modelos de mangas, são muito juvenis.

DIFERENTES TIPOS DE DECOTES


Se o pescoço é longo e fino, devem ser evitados decotes muito pronunciados que o alonguem
ainda mais, de modo a que a figura não fique descompensada. Estes pescoços ficam bem com golas
grandes, cachecóis envolventes, gargantilhas ajustadas ao pescoço, etc..

FASHION SCHOOL 163


Se o pescoço é curto e largo, devem evitar-se golas muito fechadas ou com volume, pois encurtá-
lo-ão ainda mais. Devem ser usadas roupas com decotes em bico, golas abertas e lapelas estreitas. Os
complementos mais adequados serão os que dão verticalidade, como lenços ou colares compridos.

 EM BICO – Estiliza ou faz parecer mais delgado um pescoço largo e curto. Destaca as curvas
de um busto proeminente e ombros bem delineados. O decote em bico profundo só é indicado para as
pessoas que se podem permitir decotes vertiginosos, que são as que têm pouco peito, mas bem colocado.
As pessoas pequenas devem evitar este tipo de decote;

 ASSIMÉTRICO – É especialmente favorecedor para pessoas com ombros marcados e braço


fino. Resulta sexy e atrativo;

 FORMA EM “U” – Discreto, cómodo, favorecedor e juvenil. É mais baixo que o redondo e
revela-se mais feminino;

FASHION SCHOOL 164


 REDONDO – É um decote elegante e discreto. Não é especialmente favorecedor, mas
dissimula defeitos como seios demasiado separados ou muito pequenos. Deve ser evitado no caso de
peitos volumosos. Nas camisolas ajustadas, é o decote mais universal.

 SEM ALÇAS, CAI-CAI – Para pessoas com peito e ombros delineados, e braços pequenos.
As pessoas com peito pequeno devem evitá-lo. É muito elegante e costuma ser utilizado em vestidos de
noite.

 CORAÇÃO – É o mais romântico. Começa alguns centímetros sobre os ombros e termina num
coração muito marcado perto da linha do busto. Não pode ser usado por mulheres baixas, de formas muito
arredondadas ou de pescoço curto.

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 HALTER – Aperta-se na parte posterior do pescoço, deixando a descoberto as costas, os
ombros e os braços, pelo que se revela muito sexy. Ajuda a dissimular um busto demasiado grande, ainda
que fique muito bem às mulheres com pouco peito porque tem um efeito que dissimula. Também se chama
decote americano.

 BARCO – É discreto, minimalista e elegante. Forma uma linha reta de ombro a ombro que vai
pôr diante e por detrás do vestido ou camisola, que chega perto do pescoço. Alarga os ombros, pelo que
se recomenda para ombros estreitos, mas não descaídos. As pessoas com pescoços largos e curtos
devem evitá-lo.

 QUADRADO – Favorece as pessoas com pescoço longo, as que têm pouca cintura e ancas
largas, já que atrai a atenção ao peito, sem importar o tamanho. Se se tem um pouco de barriga ou uma
figura com poucas curvas, este é o decote indicado. Por outro lado, dá amplitude aos ombros.

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 QUADRADO COM ALÇAS – É um decote clássico que se utiliza para vestidos simples e de
verão. O efeito dá um ar muito jovem a quem o utiliza.

 GOLA ALTA – Sóbrio, elegante e ideal para outono ou inverno é o desenho da gola alta. Chega
até à parte mais alta do pescoço, seja com tecido, fios ou outros motivos. É muito formal. Deve ser usado
com o cabelo apanhado e sem mais acessórios que uns brincos pequenos.

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 BALCONNET – Este decote é sensual e é idêntico a peças de roupa interior. Favorece
mulheres com pouco peito porque proporciona volume, estrutura e um bonito decote.

 CRUZADO – Este decote dá sensação de verticalidade, pelo que favorece a pessoas com
ombros largos e que têm uma medida superior curta. Dissimula o peito volumoso.

 NAS COSTAS – É ideal para pessoas com umas costas direitas, bons ombros e sem
demasiadas sardas ou sinais. São decotes que favorecem se são altos.

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DIFERENTES TIPOS DE CASACOS
 TRENCH – O clássico trench, ou gabardina, é essencial num guarda-roupa bem apetrechado,
já que é sofisticado, elegante e, apertado com um cinto de pele, dá um toque muito distinto.

 BLUSÃO OU BIKER – Ideal para visualizar a cintura e para looks informais e modernos.

 COM CINTO – O casaco com cinto resulta hiperfeminino e muito favorecedor para as silhuetas
do tipo ampulheta ou guitarra que têm uma cintura muito definida.

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 ASSERTOADO – Proporciona silhuetas mais definidas para as do tipo triângulo e retângulo.
Para as mulheres que tenham um busto grande, deve-se prestar especial atenção ao tipo de decote do
modelo do casaco, de modo a que o conjunto se revele equilibrado.

 COM RODA – Com este tipo de casaco, consegue-se dar volume às silhuetas triângulo
invertido e movimento às ovaladas, mas nestas últimas é preciso estar atento ao volume.

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 CLÁSSICO – Sério e adequado para todas as silhuetas.

 CANADIANA – Com este casaco, obtém-se uma imagem jovem, mas como é uma peça de
roupa muito direita e com botões e bolsos muito grandes, não é adequado para todas as silhuetas.

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 BLAZER

 JUSTO

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 BOLERO

 SAFARI

 DE LINHAS DIREITAS

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DIFERENTES TIPOS DE CALÇAS
 COM FECHO ÉCLAIR LATERAL – Ainda que costuma ser um corte utilizado sobretudo por
pessoas de mais idade, fica muito bem em todo o tipo de silhuetas, sobretudo aquelas que têm formas
arredondadas na zona abdominal.

 DIREITAS OU BOOTCUT – Estas calças são sérias e revelam-se um elemento básico em


muitos guarda-roupas. São um bom meio para proporcionar silhuetas. Alongam e estilizam a figura e fazem
menos pronunciada a anca, pelo que são ideais em qualquer tipo de corpo. O comprimento das calças
deve ser até um centímetro do chão.

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 JUSTAS – Este modelo, tão em moda nos anos 80 e na atualidade, não é apto para todo o tipo
de silhuetas. Só o podem usar mulheres proporcionais (já que potencia as imperfeições) e as que tenham
umas pernas longas e magras. Para as pessoas com coxas arredondadas, mas joelhos e pernas estreitas,
recomenda-se combinar a calça justa de cor escura com peças de roupa compridas, ocultando as coxas,
e talvez seja necessário potenciar a cintura com a ajuda de um cinto.

 PATA DE ELEFANTE OU BOCA DE SINO – Caracterizam-se pelo contorno da cintura, as


ancas e as pernas até ao joelho e daí alargarem até à bota, pelo que este tipo de calças é para silhuetas
retangulares, mas magras e com as ancas estreitas. Devem ser usadas com tacões altos que as estilizem.

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As pessoas baixas devem procurar manter as medidas adequadas, senão estas calças tenderão a alargar
as ancas e gerar desequilíbrio.

 JEANS – As calças de ganga são adequadas para todas as silhuetas, mas há que encontrar
o modelo que melhor fique a cada pessoa. Proporcionam uma imagem jovem e divertida.

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 CAPRI – São aqueles que terminam entre o joelho e o tornozelo. Não são recomendadas às
pessoas mais baixas, porque vão parecer ainda mais (já que encurtam as pernas), nem às mulheres mais
largas da cintura para baixo, porque vão parecer mais fortes, nem às mulheres com tornozelos grossos.

 BERMUDAS – Com estas calças de verão, há que prestar especial atenção às pernas e
joelhos. Tal como noutros tipos de calças, pode-se encontrar diferentes modelos que vão dar as pautas
de modo a poderem ser recomendadas a pessoas com distintas silhuetas, mas só devem vestir bermudas
as que tenham pernas elegantes e com a pele em boas condições.

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 CARGO OU COM CORTE MILITAR – São informais, às vezes, desportivas e/ou com ar militar.
Os bolsos laterais e as aplicações com fecho éclair, por exemplo, dão volume às pernas, pelo que só são
recomendadas às silhuetas do tipo triângulo invertido.

 PIRATAS – Estas calças terminam abaixo do joelho e, devido ao seu corte, não resultam
favorecedoras para quase ninguém. Têm um look bastante casual e sport.

 PELO TORNOZELO – No que se refere ao comprimento, devem ficar à altura dos tornozelos,
ou mesmo dois dedos acima destes, com o que se consegue alongar a silhueta. É uma versão muito

FASHION SCHOOL 178


feminina e pode ser encontrada em diferentes modelos (cós alto, baixo, largo, a direito, afuniladas) que
darão as regras de modo a que se escolha convenientemente o tipo de silhuetas a quem devem ser
recomendadas.

 OUTRAS PEÇAS – Jardineira, macacão e jumpsuit.

 SHORT – Peça de roupa desportiva ou sport que deixa à vista toda a perna, pelo que será de
uso exclusivo em mulheres com pernas longas e delgadas.

FASHION SCHOOL 179


Bolsos
 Laterais: proporcionam volume;
 Frontais de ranhura: não implicam nenhuma alteração na silhueta;
 Posteriores: proporcionam volume;
 Chapa (bolsos posteriores das calças de ganga): os altos elevam as nádegas. Os grandes
proporcionam volume e, em certas situações, podem dar impressão mais plana. Os descaídos
reduzem as nádegas, mas podem encurtar a silhueta.

Cintura
 Larga: proporciona volume;
 Fina ou sem cós: favorece a esbeltez e pode dar impressão de mais altura. É perfeito para silhuetas
ovaladas ou retangulares, com medidas superiores compridas;
 Com cós alto: recomendado para mulheres com abdómen algo arredondado porque dissimula e
sem ancas porque estiliza;
 Com cós baixo: ideais para mulheres magras e sem forma, já que marca a anca e torna a cintura
mais pequena, dando assim umas proporções próprias da silhueta ampulheta.

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 Pinças: as pinças proporcionam volume.

Largura da perna das calças


 Larga: encurta a silhueta;
 A direito: proporciona esbeltez e mesmo altura;
 Justa: proporciona amplitude de ancas.

DIFERENTES TIPOS DE SAIAS


Tipos de saias
1. Reta ou de corte direito
2. Envelope
3. Lápis ou travada
4. Saia A ou Evasê
5. Plissada ou com pregas
6. Enviesada
7. Tulipa
8. Balonê
9. Minissaia
10. Longa
11. Godê

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Tamanhos das saias

Micro
Mini
Curta
Padrão
Altura do joelho
Midi
Altura da canela
Altura do tornozelo
Longa maxi

As saias longas não são adequadas para pessoas de estatura baixa ou com pernas curtas. Tendo
isto em conta recomendar-se-á que a saia chegue até aos joelhos.

As saias três quartos são aquelas que terminam abaixo do joelho, pelo que só serão recomendadas
a mulheres com pernas proporcionadas e tornozelos finos, ou a mulheres com pernas magras porque esse
corte dará volume.

 RETA OU DE CORTE DIREITO – Revelam-se demasiado austeras. Pela sua forma, são
adequadas para as silhuetas ampulheta, triângulo invertido e retângulo. Se o corte é pelo joelho, é
sério e clássico, favorecendo qualquer tipo de silhuetas.
 LÁPIS OU TRAVADA – Estas saias são sofisticadas, elegantes e femininas, mas não serão
adequadas para silhuetas muito arredondadas, porque resultarão muito óbvias.

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 SAIA A OU EVASÊ – As saias de corte evasé proporcionam uma imagem fresca e são adequadas
para todos os tipos de silhuetas, isto em tecidos ligeiros. O volume à altura do joelho torna-a
adequada para silhuetas do tipo triângulo invertido.
 PLISSADA OU COM PREGAS – Em versão curta, podem parecer de colegial e mais compridas,
terão um ar inglês muito tradicional. Pela sua forma, são adequadas para as silhuetas retangulares
ou de triângulo invertido.
 COM FOLHOS – Os folhos dão dinamismo e um ar juvenil, mas também volume, pelo que se deve
prestar especial atenção a este aspeto. Marcar a cintura costuma ser uma boa estratégia, ainda
que possa implicar maior volume.
 BALONÊ – São adequadas para pessoas altas, com cintura fina, pernas e ancas proporcionadas.
Dão volume, pelo que é fundamental utilizá-las com tacão alto.
 MINISSAIA – É jovem e dinâmica. Só favorece mulheres com pernas bem proporcionadas e será
recomendada apenas a clientes mais jovens.

Cintura
 Sem: as saias sem cintura favorecem a esbeltez;
 Com cintura estreita: proporcionam uma imagem esbelta;
 Com cintura larga: potenciam a zona na qual esta se situa e podem encurtar a silhueta.

Linhas das costuras


 Horizontais: proporcionam maior largura;
 Verticais: alongam a silhueta.

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Formas
 Sinuosas: proporcionam sinuosidade à silhueta. Se estas são ligeiras, tornam a silhueta mais
esbelta, mas se são formas exageradas, proporcionam volume.
 Retas ou angulosas: as saias com pregas, pinças ou plissadas por norma proporcionam uma
estrutura muito geométrica que dá volume.

DIFERENTES TIPOS DE VESTIDOS


Decotes
 CRUZADOS – Os famosos vestidos wrap da estilista Diane Von Furstenberg são conhecidos
em todo o mundo pela sua hiperfeminidade, sensualidade e porque são ideais quando se pretende tirar o
máximo partido da silhueta feminina. São recomendáveis para todo o tipo de silhuetas, excetuando as
mais volumosas, e ficam particularmente bem às silhuetas guitarra e ampulheta.

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 COM RODA – Ainda que sejam divertidos e juvenis, deve-se prestar atenção ao volume que
proporcionem.

 CORTE IMPÉRIO – É perfeito para dar uma imagem esbelta a mulheres que têm a medida
superior comprida.

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 SEM ALÇAS OU CAICAI – Este tipo de decote está feito para mulheres que não tenham o
busto demasiado grande e eu tenham ombros e decote definido.

 CORTE TRAPEZOIDAL – Este corte revela-se muito favorecedor para mulheres com formas
arredondadas, como as de silhueta oval, mas proporciona uma imagem triangular, pelo que as mulheres
com esta silhueta devem evitá-lo.

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 SOLTOS – São sérios pelas suas linhas direitas e revelam-se um elemento básico que se
tratará de atualizar com ajuda de complementos. Favorecem as silhuetas retangulares ou do tipo triângulo
invertido.

Forma dos ombros


 Arredondada: proporciona linhas curvas, mas pode dar a sensação da pessoa ser ainda mais baixa
do que já é;
 Angulosa: proporciona estrutura.

Corte
 Linhas direitas: as horizontais proporcionam volume (parecendo-se mais forte) e as verticais
esbeltez e altura;
 Linhas arredondadas: proporcionam curvas.

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DIFERENTES TIPOS DE CAMISAS
 CAMISA BÁSICA MASCULINA – Este modelo é um clássico, ainda que não fique bem a todo
o tipo de silhuetas, sobretudo a mulheres que tenham um peito grande. Proporciona uma imagem séria e
masculina que há que saber compensar com o resto das peças de roupa e complementos.

 CAMISA JUSTA FEMININA – Com o corte justo, consegue dar esbeltez e feminilidade.

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 GOLA HALTER – Esta camisa caracteriza-se por ser sem mangas, pelo que é ideal para
potenciar os ombros. Revela-se muito favorecedora para as mulheres que têm um pescoço longo e
estilizado.

 CRUZADA – Deve estar bem cortada para que fique bem e não se abra o decote. As silhuetas
ampulheta e guitarra ficam muito favorecidas com este tipo de camisas.

 SEM COLARINHO – Este tipo de camisas dão um toque leve e juvenil, se forem de tecidos
como a popelina. Se forem de seda, por exemplo, dão sofisticação, elegância e um ponto de seriedade.

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 TOP – Dá uma imagem sensual e feminina (fundamentalmente os tops rematados com folhos
ou rendas). De dia, são ideais num estilo sport, acompanhadas com um casaco de croché, pois no
contraste está o triunfo de um look como este.

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 LARGAS – Utiliza-se quando se quer ocultar as formas arredondadas. Se não é com esse fim,
este tipo de camisas favorecem só as pessoas altas e estilizadas.

 TWINSET – Com ares retro e clássicos, é adequada para todo o tipo de mulheres.

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DIFERENTES TIPOS DE CARTEIRAS

TOTE BAG BOWLING BAG HOBO BAG

SATCHEL MODELO 2.55 MODELO BIRKINI


MATELASSÉ (CHANEL) (HERMES)

MODELO KELLY CLUTCH


(HERMES)

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DIFERENTES TIPOS DE CHAPÉUS

CLOCHE FEDORA PANAMÁ

CAPELINE BORSALINO CANOTIER

DIFERENTES TIPOS DE CALÇADO FEMININO

THIGH HIGH BOOTS KNEE HIGH BOOTS WELLINGTON BOOTS

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COWBOY BOOTS UGG BOOTS TIMBERLAND BOOTS

GLADIATOR BOOTS BONDAGE BOOTS WEDGE BOOTS

DR. MARTENS BOOTS CHELSEA BOOTS CROCS

LITA GLADIATORS CLOGS

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MULES SLINGBACKS MONK

LOAFERS CONVERSE OXFORD

BALLERINA FLATS SLIP ON MOCCASIN

DOCKSIDE CONE HEEL D’ORSAY

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ANKLE STRAP T-STRAP OPEN TOE

WEDGE CHUNKY HEEL JELLY

STILETTO KITTEN HEEL PLATFORM

PEEP TOE PUMP SCARPIN

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MARY JANES FLIP FLOPS

O guarda-roupa essencial

VESTIDO PRETO CLÁSSICO


O famoso LBD (Little Black Dress) é uma peça
intemporal. Uma mulher dentro de um simples vestido
negro é uma mulher sofisticada, sexy e elegante. Um
vestido preto simples (de preferência com um
comprimento pelo joelho) é adequado a qualquer
ocasião. O importante é que esteja adequado ao tipo
de corpo. Com múltiplos acessórios, um só vestido pode ter diferentes estilos sem nunca parecer o
mesmo.

TRENCH COAT
Um trench coat, também conhecido por
gabardina, para além de ser um item prático, é uma
peça transversal às diferentes estações do ano,
confere um ar sexy e moderno à mulher. Nos seus
inícios, foi criado como uma peça que se destinava à

FASHION SCHOOL 197


proteção do corpo em dias de chuva. Hoje, essa função está muito dissipada e é frequente utilizado nos
vários estados do tempo.

PAR DE CALÇAS PRETAS CORTE ALTO,


CIGARRETTE
No que respeita à calça clássica, nem sempre
tem que optar por umas de cor escura. Pode escolher
umas de cor neutra, como castanho, azul-escuro ou
cinza. As calças mais largas e fluídas são as que mais
se adaptam a todos os tipos de corpos.

TWIN SET
Um conjunto de camisola e casaco idênticos,
com o mesmo material e padrão. Estas peças
estiveram desde sempre associadas a uma faixa
etária mais alta. No entanto, estas peças podem
funcionar bem para uma cliente menos imaginativa,
mas que pode complementar com um colar statement
e tornar estas peças mais in.

CARDIGAN
Um cardigan é um elemento indispensável
para qualquer guarda-roupa. Simples, mas sempre
clássico. É a peça ideal para fazer a transição entre
uma peça mais leve e um casaco em pele ou um
casaco mais grosso (efeito casca de cebola).

FASHION SCHOOL 198


CAMISA BRANCA
Uma camisa branca clássica é essencial.
Sempre esteve associada a looks clássicos e em
combinação com saias e calças clássicas. Neste
momento, ressurgem reinventadas com uns jeans
para um ar mais casual-chic. São largas e tipo
boyfriend. Usadas com várias peças sobrepostas
(lavering) são as peças it do momento. Uma camisa clássica branca nunca passa de moda, sendo sempre
sinónimo de elegância e requinte numa mulher.

CAMISA PRETA
À semelhança do percurso da camisa branca,
a camisa preta é uma peça fundamental. Serve tanto
para um look mais descontraído como para um ar
mais formal. Seja para o dia a dia ou para sair à noite,
está sempre in.

JEANS
Um par de jeans que favoreçam é essencial.
Opte por uns jeans o mais clássicos possível, sem
lavagens e de preferência com um corte que a
favoreça: corte a direito com a cinta media é
usualmente o mais acertado.

FASHION SCHOOL 199


TOP /T-SHIRT
Um top ou uma t-shirt pode ser usado com um
blazer, para um look clássico, com um cardigan. Para
um ar mais descontraído, ou sem nada por cima para
uma saída noturna, é sempre uma boa opção. As t-
shirts com lettering com alusões a piadas, trocadilhos,
sarcasmo, caras, BD são as mais it do momento.

SAIA
Uma mulher deve sempre ter uma saia que a
favoreça. Se é mais esguia, uma saia-lápis é o ideal.
Se tem mais curvas e anca, deve optar por uma saia
tubular ou sino. Uma saia é um tem diferenciador
relativamente ao homem, por isso use e abuse das
saias!

FATO COMPLETO ÀS RISCAS OU SIMPLES (COM


CALÇAS OU SAIA)
Um fato completo é essencial para qualquer
mulher com uma carreira. Um casaco mais estruturado
e umas calças com um bom corte é o mais importante.
E pode sempre usar o blazer com jeans, com calças
clássicas, com saia, enfim, com tudo dependendo do
look desejado.

FASHION SCHOOL 200


SOBRETUDO
O sobretudo feminino é uma peça unissexo e
nos modelos femininos ganhou um toque sensual e
requintado. É um casaco comprido que cobre
elegantemente todas as peças de roupa. As mulheres
adoram usar o sobretudo como um acessório da
moda para compor o look no inverno. Estes existem em tecidos mais leves ou grossos. O importante é que
sejam intemporais (corte, tecido, cor). Assim que estes já estiverem no closet, optar por peças mais it.

ACESSÓRIOS (NET-A-PORTER 2015)


Os acessórios são essenciais para qualquer look, pois refletem a personalidade de quem os está
a usar. Estes não devem ser usados em excesso: “less is more”. Uma vez que se tratam de peças
essenciais, há duas opções: começar o investimento pelos intemporais e alargar o investimento para os
que marcam as diferentes temporadas.

FASHION SCHOOL 201


Os diferentes tipos de estilo

ESTILO CLÁSSICO
Estas mulheres têm um estilo intemporal. São conservadoras e gostam de passar uma mensagem
de autoridade, respeito, seriedade e organização. Estilo de advogadas e de mulheres que trabalham no
governo ou que têm um dress code formal. Estas usam roupas fechadas, estruturadas, funcionais e
clássicas, com poucos detalhes, com linhas retas, ombros naturais, com corte de alfaiataria.

Vários tons de cinza, preto, azul-marinho, cor de vinho, verde-


escuro, brancos e beges compõem esse tipo de look feminino – que
normalmente têm de 2 a 3 cores no total. Os sapatos são intemporais, de
salto médio. Apreciam joias simples, sóbrias e de boa qualidade como
relógios de marca prestigiadas, pulseiras em prata e ouro, anel solitário,
pérolas, botões de punho e malas clássicas. Quando preferem
estampados, dão primazia ao pied-de-poule, às riscas diplomáticas,
Príncipe de Gales e ao tweed.

Lojas e marcas preferidas: Carolina Herrera, Zara, Sacoor, Boss Woman,


Lanidor, Cortefiel, Max Mara e Max And Co..

Peças-chave: blazer clássico, fato com saia/calça e casaco, golas em


bico, cardigan, casacos em caxemira, calças de alfaiataria, camisa
branca ou azul celeste, malas estilo Tods, Hermes e Longchamps nas
cores bege, camel ou pretas.

FASHION SCHOOL 202


ESTILO MINIMAL
São mulheres muito discretas, passam uma mensagem mais
reservada, culta, educada. Gostam de cores como bege, creme, preto,
adoram looks monocromáticos e tom-sobre-tom. Raramente usam
estampados ou bijuteria exuberante. Para elas, camisas, blazer, LBD, jeans
escuros são os must have! Quanto aos acessórios, estas investem nas
malas XL mais estruturadas, muito discretas e de marca. Gostam de sapatos
atuais como escarpins modernos, peep toes e botas clássicas.

Lojas e marcas favoritas: Giorgio Armani, Max Mara, Hugo Boss, Michael
Kors, Prada, Boss, Stefanel, Escada, Lanidor, BCBG, Uterque.

Peças-chave: Vestido, casaco ¾ camel, trench coat, blazer cintado, twin-


set, mala e sapato do mesmo tom, meias de cor neutra, camisas brancas e
bege, calças de alfaiataria, escarpins, lenços estilo Hermes, malas LV, Gucci, Dior…

ESTILO ROMÂNTICO
Delicadas, muito femininas. A silhueta é levemente cintada, muito
romântica nas cores e nos tecidos. Gostam de linhas arredondadas,
transparências, folhos e renda e tudo suavemente estruturado. Ombros
naturais e pouco marcados, adoram laços, saias e vestidos… fãs de tons
claros e médios, brancos, crus, rosas e corais, além de adorarem looks
monocromáticos. Gostam de tecidos fluídos, esvoaçantes e até mesmo
vaporosos. As joias são finas e delicadas. Usam acessórios delicados e
dourados com florzinhas, corações, pérolas, correntes… Gostam de flores
no cabelo. Quanto ao sapato, gostam de sabrinas, modelo Mary Jane.

Marcas e lojas favoritas: Lacoste, Marc Jacobs, Zara, Massimo Dutti, H&M, Calvin Klein, Benneton, Pull
and Bear.

FASHION SCHOOL 203


Peças-chave: t-shirt branca, vestidos e saias de renda, jeans, calça caqui, casacos para usar abertos,
camisa xadrez e leggings.

ESTILO SEXY
Glamourosas, provocadoras, gostam de seduzir, de mostrar o corpo com orgulho, por isso gostam
de roupas que marcam a silhueta, que revelam o tipo físico. Gostam de cores vibrantes, de preto, branco
(com uma transparência), estampados grandes, animal print, rosas fortes, turquesa, dourado, verde-
esmeralda. Adoram peças muito Justas, transparentes, vaporosas e sinuosas, drapeados, brilhos, lycra,
cabedal e metálicos. Seguem tendências internacionais de moda.
A bijuteria é imponente, original e vistosa. Usam várias pulseiras, anéis
dourados, brincos compridos e de cristal. Raramente usam tons pastel.
Gostam de sapatos, botas ou sandálias em pele e exuberantes.

Marcas e lojas favoritas: Versace, Dolce & Gabbana, Stradivarius, Karen


Miller, H&M, Zara, BCBG, Bershka.

Peças-chave: Minissaia, cabedal e pele, corpetes, jeans justos, muitos


saltos altos, transparência, rendas, preto, vermelho, decotes, perfectos,
leggings, tops justos.

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ESTILO GLAMOROSO / FASHION

Mulheres modernas, arrojadas, criativas, femininas, compram peças


com tecidos nobres… Gostam de marcas, mas sem exageros, misturam
marcas com low cost. Vestem muito preto, mas misturam-no com cores. São
seguidoras de tendências. Apreciam a mistura de cores e padrões.

Marcas e lojas favoritas: BCBG, Zara, Mango, Michael Kors, Gucci, H&M.

Peças-chave: Jeans, leggings, peep toes, sabrinas, calças em pele e


perfectos, coletes, óculos de sol, botins e sandálias, vestidos sexys, bijutaria
dourada, todo o tipo de malas e tamanhos, gangas, saias e vestidos
compridos, chapéus, pulseiras, lenços e ècharpes, colares étnicos e com
cores.

ESTILO CRIATIVO
Estas mulheres têm um estilo completamente inesperado. São elas que
ditam tendências ou inspiram, muitas vezes criadores, pela sua elevada carga
de inovação e criatividade. Estas usam roupas low cost, fast fashion, pret-a-
porter ou alta-costura de forma separada ou misturada. São exímias na mistura
de peças, cores, padrões, etc.. Nada para elas é proibido, desde que o
resultado final seja coerente, harmonioso mas diferenciador.

Marcas e lojas favoritas: Todas as que acham pertinentes.

Peças-chave: Não existem limites.

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ESTILO PREPPY
Estas mulheres têm um estilo conhecido como “betinho”. Pois a
seleçõa de peças passa por itens deposrtivos mas com um toque clássico
que lhes confere um toque muito “Certinho”.

Marcas e lojas favoritas: Zara, Benetton, Mike Davis, Lacoste, Fred Perry…

Peças-chave: Peças muito ready to wear, como jeans, calças coloridas, t-


shirts, camisolas, etc..

ESTILO SPORTY CHIC


São mulheres informais, ativas, práticas, descontraídas e
dinâmicas. Gostam de tecidos como algodão, fibras naturais e sintéticos.
Usam-nos para que não se enruguem com facilidade. Gostam de brincar
com os vários estilos. Ao estilo clássico, acrescentam umas sapatilhas. Ao
estilo desportivo, rematam com um tacão. Gostam de sacos de desporto
ou mochilas, muito fashion.

Marcas e lojas favoritas: H&M, Zara, Nike, Reebok, Gola, Adidas, etc..

Peças-chave: T-shirts, calças clássicas a imitar fato de treino, camisolas grossas, casacos de ganga,
sapatilhas, etc..

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ESTILO RETRO / VINTAGE
Cheias de originalidade, independência e irreverência. Tipo de mulher
que sabe muito bem como usar um mix de tudo: cores, comprimentos,
estampados, tecidos… Adoram roupas super clássicas com algo super
moderno, roupas estruturadas ou não estruturadas, combinações de roupas
Justas e soltas. Gostam de quase todas as cores, especialmente as não
tradicionais, como o roxo, verde limão, amarelo cítrico, chumbo. Usam xadrez
com riscas, flores com bola, gostam de botas de época, plataformas, bolsas
coloridas.

Lojas e marcas favoritas: H&M, Zara, lojas de roupa vintage.

Peças-chave: Peças com cor, blazers e camisas (para sobreposições), botas, écharpes coloridas e
estampadas, vestidos retro, chapéus vintage, malas mini e maxi, muitos cintos.

ESTILO BOHO CHIC


São mulheres jovens, sofisticadas, mas práticas. Preferem tecidos
fluídos, transparentes, rendados e de fibras naturais. Usam saias
compridas, micro calções, coletes com franjas, écharpes, cintos, lenços e
óculos arredondados. A bijuteria é muito étnica e a primazia está focada
nas inúmeras pulseiras em pele conjugadas com apontamentos de metal.
As carteiras são em tecido, pequenas e usadas a tiracolo. Adoram festivais
(Coachella).

Lojas e marcas favoritas: H&M, Zara, Alperce, Bershka.

Peças-chave: T-shirt, óculos redondos, botas em camurça ou pele, micro calções, botas Hunter, coletes.

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ESTILO ROCK’N’ROLL
Não querem passar despercebidas, gostam de ser o centro das
atenções. São cosmopolitas e têm um ar irreverente e de bad girl. Não
gostam de roupas clássicas, gostam de roupa geométrica, angulada, com
ombros exagerados e tachas. Adoram o contraste de cores preto, branco e
cinza. Acessórios com correntes, assimétricos, usam brincos diferentes em
cada orelha, tentam dar um toque exclusivo ao visual.

Lojas e marcas favoritas: H&M, Zara, Stradivarius,…

Peças-chave: T-shirt, roupas vintage, com plumas, folhos, pedras e afins… muitas cores e padrões, óculos
grandes, sapatos retro pretos ou de outras cores, calças pretas, perfectos, calções, botas Hunter, malas
em pele e correntes, vestidos ou calções mini, tachas, prateados.

ESTILO WESTERN

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ESTILO PUNK

ESTILO TOMBOY

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ESTILO GÓTICO

ESTILO VITORIANO

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ESTILO INDIE

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Biótipos – Partes do corpo da mulher

1. Medida superior: distância entre os ombros e a cintura.


2. Medida inferior ou gancho: distância entre a cintura e a entreperna (zona pélvica).
3. Coxas: distância entre a entreperna e os joelhos.
4. Perna: distância entre o joelho e os tornozelos.

Diz-se que um corpo é proporcionado quando a medida entre a cabeça e a anca é proporcional à
medida entre a anca e os pés. Pressupõe-se que a parte superior do corpo seja mais ou menos igual à
inferior.

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COMO TIRAR MEDIDAS À CLIENTE/EXPLICAR COMO TIRAR
No caso de procedermos a uma consultoria, estas medidas poderão ser fundamentais para
determinar e explicar que tipo de corpo tem a nossa cliente e de que forma pode potenciá-lo. É importante,
nesta avaliação, recorrer à ajuda da ficha que contém todos os tipos de peças e explorá-la com a cliente.
A cliente deve tirar notas na ficha.

Medidas
- Altura do busto: posicione a fita métrica na lateral do pescoço (onde se encontram ombro e pescoço) e
meça até o mamilo.
- Altura da cintura: posicione a fita métrica na lateral do pescoço (onde se encontram ombro e pescoço)
e meça até a cintura.
- Cintura: encontrar, passando com a mão, a parte mais fina da cintura.
- Altura do joelho: posicione a fita métrica na cintura e meça até ao joelho dobrado.

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- Altura do tornozelo: posicione a fita métrica na cintura e meça até ao osso do tornozelo. Comprimentos
de calça variam de acordo com o modelo e podem cobrir o sapato, com salto ou sem.
- Largura do ombro: posicione a fita métrica na lateral do pescoço (onde se encontram ombro e pescoço)
e meça até ao osso no final do ombro.
- Comprimento do braço: meça do osso onde termina o ombro até ao osso do pulso. Tire esta medida com
o braço dobrado, colocando a palma da mão no umbigo.
- Largura da anca: posicione a fita métrica na parte mais larga da coxa. Há uma zona onde existe maior
acumulação de tecido adiposo.

BIÓTIPO
O biótipo é o formato do nosso corpo, ou seja, as proporções dos ombros, anca e cintura. É
importante que entre estes três elementos haja:
 Harmonia;
 Proporcionalidade;
 Verticalidade.

Se não existir na forma física de cada mulher, é importante que cada uma saiba qual é o seu body
type e conheça os seus limites e potencialidades, pois só assim será possível identificar os pontos a serem
valorizados e outros a serem disfarçados.

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Os tipos de corpos
É fundamental perceber qual o tipo de corpo que uma mulher tem. Porquê? Sabendo quais as
características do corpo da mulher é possível alterar as suas formas. No fundo, os Consultores de
Imagem/Personal Shoppers/Stylists têm o dom de, através da aplicação de roupas adequadas, criar
efeitos óticos adelgaçantes ou acrescentar volume no local do corpo certo (depende do efeito pretendido).
Segue-se uma imagem dos diferentes tipos de corpos que existem, de uma forma geral. São
generalizações que precisam, posteriormente, de adaptação de outras regras.

Exemplo:
O corpo mais proporcional e perfeito de todos é o ampulheta. É aquele que, à partida, vamos
querer imitar se a nossa cliente tiver um outro tipo de corpo. No entanto, podemos ter um corpo ampulheta
com uma mulher com características como: usar tamanhos extra large, muito peito, muito rabo e muito
volume nas coxas. Neste caso concreto, não vamos aplicar as regras respeitantes a uma ampulheta mas
as regras referentes a estas características todas.

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Um biótipo é para sempre?
É importante informar as clientes de que a análise que fazemos do seu biótipo se pode alterar com
mudanças de peso, gravidez, menopausa. Assim sendo, um corpo ampulheta com tendência a ganhar
tecido adiposo nas coxas, com um aumento de 5kg, pode-se tornar triângulo/pera.

Técnicas de correção de proporções através de efeitos óticos

A silhueta da cliente pode não ser a mais perfeita. No entanto, existem formas de criar efeitos óticos
capazes de adelgaçar a cintura, as pernas e o quadril! As imagens demonstram como é possível trabalhar
e esculpir a silhueta. Situações em que são inseridas cores escuras nas extremidades que fazem o
contorno da silhueta é uma das formas. Analisemos as figuras para tentar perceber que estratégias
podemos utilizar para alongar a silhueta. As imagens falam por si.

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Em resumo:

Cintura fina e silhueta fake.

Diminui o quadril.

Afina e alonga as pernas.

Ainda que os Consultores não sejam maquilhadores (a não ser que se especializem na área), há
detalhes que importam saber para aconselhar de uma forma superficial. O ideal é sempre reencaminhar
para um profissional credível em makeup.

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Como vestir os diferentes biótipos

CORPO PERA/TRIÂNGULO/SAFIRA

Este biótipo caracteriza-se por ombros mais estreitos do que a anca, que é mais larga. A perna é
um pouco grossa. O destaque deve ser dado aos ombros e à cintura de modo a equilibrar a zona da anca,
fazendo com que o corpo pareça mais esguio. A distribuição do peso, neste tipo de corpo, é desigual,
sendo o foco nas ancas. Regra geral, estas mulheres costumam ter o peito pequeno e muito tecido adiposo
na parte externa da coxa.

Ombros – 90 cm (medidos na parte onde o braço tem mais volume e não logo a seguir ao osso);
Cintura – 68 cm (medidos na parte mais estreita da cintura. Pedindo permissão à cliente, ao passarmos
as mãos nas suas costas, vamos encontrar uma parte mais afinada. É aí que medimos);
Anca – 140 cm (medimos na parte da coxa que é mais larga. Regra geral, onde a mulher tem mais tecido
adiposo e onde há uma protuberância).

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O que usar?
- As camisas ou malhas devem ter a manga mais rígida de forma a ultrapassar a linha do ombro,
produzindo um efeito de alongamento. De preferência, devem ter pormenores nos ombros que tragam
volume: pedraria, apliques em metal, folhos, ombreiras, etc.;
- Camisas e t-shirts coloridas, pois acrescentam volume. Devem ser mais cintadas e justas para
valorizar a cintura;
- Decote em barco, pois aumenta visivelmente os ombros;
- Calças ou saias de cores escuras, já que a cor escura emagrece (não muito justas). O corte da
saia deve ser tubular. As calças devem ter um corte a direito para atenuar a largura da anca. Um tamanho
acima às vezes é o ideal para não marcar tanto a anca;
- Cores mais vivas, alegres, chamativas e estampados na parte superior do corpo. As cores mais
sóbrias, menos claras e com pouco brilho devem ser usadas na parte inferior do corpo onde não se
pretende acrescentar volume;
- Importante: o términus de blazers, camisas, ou twinsets deve ser sempre acima ou abaixo da
parte mais larga da anca. Nunca terminar sobre a anca, pois isso forma uma linha horizontal, que aumenta
ainda mais o tamanho da anca.

O que evitar?
- Camisolas sem manga, manga cavada ou alça fina, pois põe em evidência os ombros;
- Partes de cima de cores escuras, pois encurtam os ombros;
- Cintos largos, pois vão trazer volume à cintura que se quer fina;
- Minissaia muito curta;
- Comprimentos muito curtos e cinturas baixas;
- Calças ou saia de pregas, calças de cintura baixa, que aumenta consideravelmente a anca;
- Calças corsário, que diminui a perna e salienta ainda mais a anca;
- Calças muito justa, pois também realça a anca, dando a impressão de aumentá-la;
- Calças cigarette, stretch, slim fit ou skinny, pois põe em evidência visualmente a anca;

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- Detalhes na zona da anca como: bolsos, bordados, aplicações, e etc.;
- Parte de cima de cor escura, sendo a parte de baixo de cor clara;
- Sapatos com tiras no tornozelo, com muita plataforma ou muito pontiagudos ou com pormenores
que tapem o peito do pé. O resultado serão umas pernas mais grossas.

O corpo tem esta Logo, vamos criar o Para obter proporção.


forma efeito contrário.

CORPO AMPULHETA

É a forma de corpo mais perfeita e harmoniosa. Caracteriza-se por ombros e anca praticamente
da mesma medida e uma cintura mais estreita e bem marcada, em comparação com as outras duas

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medidas. Qualquer tipo de roupa adequa-se a este tipo de corpo. Tanto pode ser um tamanho 34 como
um 44. Perfeito não é sinónimo de magro, é sinónimo de proporcional e harmonioso ao nível dos ombros
e anca + cintura definida.

Ombros – 100 cm (medidos na parte onde o braço tem mais volume e não logo a seguir ao osso);
Cintura – 75 cm (medidos na parte mais estreita da cintura. Pedindo permissão à cliente, ao passarmos
as mãos nas suas costas, vamos encontrar uma parte mais afinada. É aí que medimos);
Anca – 100 cm (medimos na parte da coxa que é mais larga. Regra geral, onde a mulher tem mais tecido
adiposo e onde há uma protuberância).

Atenção: diferença de 1 ou 2 cm não faz com que a mulher seja pera ou triângulo invertido. Mais do que
ficar presa às medições, importa analisar o tipo de corpo da cliente e acrescentar ou retirar volume de
forma harmoniosa.

O que usar?
- Tops, calças com pregas ou sem pregas;
- Gola em “V”, sobretudo se a mulher tiver muito peito;
- Vestidos mais justos e cintados para valorizar as formas e um pouco mais curtos (um palmo acima
do joelho);
- Saias fluídas, evasê ou justas (pencil) – sem exageros;
- Calças de corte reto ou skinnys;
- Detalhes em qualquer parte do corpo;
- Riscas verticais;
- Looks policromáticos.

O que deve evitar?


- Roupas retas, que vão transformar o corpo da mulher num retângulo;

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- Camisas de ombros muito largos ou com enchumaços muito volumosos, pois vão transformar o
corpo da mulher num triângulo invertido;
- Gola alta, no caso de mulheres com muito peito, pois dá a ilusão de estarem acima do peso;
- Vestidos em forma de trapézio, que vão transformar o corpo da mulher num triângulo. Para além
disso, ficam soltos no corpo e dão a sensação de criar volume na cintura e na anca;
- Volume excessivo com apliques ou folhos na zona da anca;
- Roupas largas demais que escondem as formas proporcionais.

Atenção: As dicas acima descritas aplicam-se a ampulhetas que vistam tamanhos de peças até ao número
40 e com uma altura média. As senhoras de estatura pequena ou plus size devem seguir regras
específicas e adequadas a essas características.

CORPO RETANGULAR/BANANA

As mulheres com este biótipo têm as medidas da anca, ombros e cintura praticamente iguais.
Normalmente, possuem a anca estreita e a cintura reta. Devem-se criar formas que deem a ilusão de
cintura estreita. Não existe uma cintura definida neste tipo de corpos.

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Ombros – 100 cm (medidos na parte onde o braço tem mais volume e não logo a seguir ao osso);
Cintura – 99 cm (medidos na parte mais estreita da cintura. Pedindo permissão à cliente, ao passarmos
as mãos nas suas costas vamos encontrar uma parte mais afinada. É aí que medimos);
Anca – 100 cm (medimos na parte da coxa que é mais larga. Regra geral, onde a mulher tem mais tecido
adiposo e onde há uma protuberância).

O que usar?
- Cintura marcada com cintos, faixas, lenços e peças cintadas, tais comos camisas, casacos,
coletes, vestidos, etc.;
- Saias evasés ou em “A” que marquem bem a cintura;
- Casacos cintados e/ou com cintos (no mesmo tecido), que criam ilusão de uma cintura fina.
Porém, se tiver um pouco de barriga, prefira não usar cintos;
- Calças sem pregas para não causarem mais volume na cintura;
- Procure chamar a atenção para o colo, desviando a atenção da cintura. Use e abuse de decotes,
brincos, colares. Os melhores decotes são os em formato “V” ou “U”;
- Um contraste de cor, entre a parte de cima e a de baixo, também ajuda a criar a ilusão de uma
anca maior;
- Dê preferência a cores escuras na cintura, já que estas emagrecem.

O que evitar?
- Camisas ou blazers de corte quadrado e largo;
- Gola alta já que faz o colo ficar totalmente coberto, deixando a silhueta ainda mais pesada;
- Casacos curtos que vão acentuar a cinta retangular e criar uma desproporção entre a parte de
cima e de baixo do corpo;
- Vestidos de corte reto;
- Peças de corte reto e sem formas;

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- Looks monocromáticos: pois alongam ainda mais a silhueta. Válido também para peças com
cores pouco contrastantes.

CORPO TRIÂNGULO INVERTIDO

As mulheres com este tipo de corpo possuem a parte de cima mais saliente. As características
mais comuns são ombros largos, mas anca e cintura mais estreitas. As costas são largas e as pernas
longas e finas. Deve-se valorizar a parte inferior do corpo com peças largas e com volume na zona da
anca, de maneira a não destacar ainda mais os ombros. Estas mulheres não têm uma cintura muito
definida. Quando os valores entre os ombros e a anca não são muito evidentes, há quem confunda com o
tipo de corpo retangular.

Ombros – 100 cm (medidos na parte onde o braço tem mais volume e não logo a seguir ao osso);
Cintura – 64 cm (medidos na parte mais estreita da cintura. Pedindo permissão à cliente, ao passarmos
as mãos nas suas costas vamos encontrar uma parte mais afinada. É aí que medimos);
Anca – 80 cm (medimos na parte da coxa que é mais larga).

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O que usar?
- Cores escuras na parte de cima e claras na parte de baixo;
- Blusa de manga raglan, pois disfarça os ombros largos;
- Blusa com decote em “V” para encurtar a largura dos ombros;
- Blusas modelo cachê-coeur;
- Tops e casacos com peplum;
- Pijama pants, calças plissadas ou calças com pregas para aumentar a anca;
- Saias evasês, rodadas ou retas;
- Comprimentos muito curtos e cinturas baixas;
- Calças ou saia de pregas, calças de cintura baixa, que aumenta consideravelmente a anca;
- Calças corsário, que diminui a perna e salienta ainda mais a anca;
- Detalhes na zona da anca como: bolsos, bordados, aplicações, e etc.;
- Saias peplum;
- Saias em “A”, trapézio;
- Sapatos com tiras no tornozelo ou com pormenores que tapem o peito do pé. Botas de cano alto
de cor diferente das calças (se a mulher for baixa, evitar). O resultado será umas pernas mais grossas e
mais proporcionais aos ombros.

O que evitar?
- Ombreiras, blusas de decote em barco, tops sem alça;
- Blusas de tecido volumoso com muitos detalhes na altura do busto, ou de linhas horizontais;
- Peças com ombros baloné ou com folhos;
- Saias e vestidos justos e afunilados;
- Calças muito justas, sem nenhum volume ou prega.

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O corpo tem esta Logo, vamos criar o Para obter proporção.
forma. efeito contrário.

CORPO OVAL/MAÇÃ/DIAMANTE

As mulheres com o biótipo oval têm um corpo arredondado na linha da cintura (acumulação de
volume abdominal). Possuem costas, seios e braços volumosos e as pernas costumam ser mais magras.
Os ombros e anca têm a mesma medida, no entanto, a cintura é mais larga. Mulheres com este tipo de
corpo são mais difíceis de transformá-las em "ampulhetas". A solução é valorizar os pontos fortes do resto
do corpo como as pernas, o decote e o rosto, descentralizando a atenção da barriga.

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Ombros – 100 cm (medidos na parte onde o braço tem mais volume e não logo a seguir ao osso);
Cintura – 120 cm (medidos na parte mais estreita da cintura. Pedindo permissão à cliente, ao passarmos
as mãos nas suas costas vamos encontrar uma parte mais afinada. É aí que medimos);
Anca – 100 cm (medimos na parte da coxa que é mais larga. Regra geral, esta mulher tem uma perna
muito magra).

O que usar?
- Abusar de tudo que chame a atenção para o colo e o pescoço, como decotes, brincos, colares;
- Decotes em “V” e em “U” para dar verticalidade;
- Blazers e camisas ligeiramente cintados e que ultrapassem um pouco a linha da cintura. Nenhuma
peça de roupa deve terminar na zona da barriga ou no meio da anca, pois criam uma ilusão de que esta
é ainda maior e não menor como é o objetivo;
- Vestidos com corte a direito, ligeiramente cintados e com alguma estrutura;
- Vestido camisa (wrap dress), ligeiramente cintado, com mangas e corte estruturado, até ao joelho
ou um pouco acima;
- Calças de cintura ligeiramente subida, com corte reto, de preferência, com a bainha a tocar no
peito do pé, para dar a ilusão de alongar a pessoa;
- Cores escuras, sem brilho e sem padrões na parte superior do corpo. Cores claras na parte
inferior do corpo;
- Sapatos abertos no peito do pé.

O que evitar?
- Maxi colares ou colares com muitas voltas (sobretudo se a mulher tiver muito peito);
- Cachecóis com muitas voltas e com um comprimento abaixo da linha da interceção entre a
nádega e a coxa;
- Tudo o que chame a atenção para a cintura;
- Camisas ou t-shirts curtas e muito justas que mostrem ou evidenciem a barriga;

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- Gola alta;
- Cinto ou faixas por cima da roupa, tanto claro, como escuro;
- Calças com cintura baixa e calças ou saias com pregas;
- Calças muito justas ou tipo legging ou skinny, que deixa a perna muito estreita e realça a barriga;
- Roupas claras, estampadas, estruturadas e com brilho sobretudo na zona abdominal;
- Riscas horizontais;
- Tecidos volumosos ou muito estruturados na zona abdominal;
- Roupas muito justas que desmarquem ainda mais a região da barriga ou muito largas que deixem
o corpo sem formas e com mais volume. O ideal é sobrar 3 centímetros de tecido de cada lado.

DICAS ESPECÍFICAS A SEREM APLICADAS AOS DIFERENTES TIPOS DE CORPOS


Como foi dito anteriormente, às regras descritas a serem aplicadas aos diferentes tipos de corpos
acrescem outras regras que se prendem com o tamanho da mama, da barriga, do rabo, da coxa, altura,
etc..

Conselhos fundamentais a reter que acrescentam ou eliminam visualmente volume:


- As riscas verticais e cores escuras e opacas alongam a silhueta, ou seja, fazem com que as
clientes pareçam mais altas;
- As riscas horizontais e as cores claras e brilhantes aumentam o volume do corpo e cortam a
silhueta, ou seja, fazem com que as clientes pareçam mais baixas e volumosas;
- Bolsos grandes, dobras das calças e alças finas aumentam o volume do corpo;
- Bolsos pequenos e alças largas fazem a mulher parecer mais magra;
- As lãs grossas, os tecidos brilhantes em seda, shantung ou cetim aumentam visualmente o volume
do corpo. O mesmo se aplica aos estampados grandes de cores claras e contrastantes, e ao vestuário
sem costuras;
- Os tecidos lisos e opacos, como a popelina, o linho e a sarja, delgaçam visualmente o volume do
corpo. Os estampados pequenos sobre um fundo escuro e o vestuário com costuras também.

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Para camuflar alguma parte do corpo, deve utilizar técnicas específicas para essa zona e desviar
a atenção para as partes a valorizar. Exemplo: uma mulher com barriga proeminente deve usar acessórios
e makeup que realce o rosto e (se for o caso) para as pernas.

Mulheres plus size

Esta é uma área em expansão muito lenta. Causa vergonha, preconceito e exigências sociais. Podem
comprar roupas no El Corte Inglês, Elena Miró, Punto Roma, C&A, Cortefield, H&M.

 EVITAR
- Blusas e casacos com brilho, estampados, padrões grandes e com cores claras;
- Jeans com pormenores, aplicações e lavagens (sobretudo as mais claras no centro das coxas);
- Vestidos justos e afunilados como o da imagem. O ideal é saia tubular;
- Saias pencil. Optar pelas tubulares a terminar 1 ou 2 cm acima do joelho para dar mais verticalidade
(altura);
- Riscas horizontais;

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- Roupas claras e com muito brilho;
- Saias tulipa, com pregas, folhos ou com um feitio balão;
- Calças com pregas e bolsos à frente;
- Cintos ou faixas por cima da roupa;
- Drapeados
- Sandálias plataforma ou com pormenores no peito de pé que engrossam a perna;
- Sandálias apertadas no tornozelo (com muitas voltas) ou que sobem pela canela;
- Estampados com círculos, triângulos, quadrados, etc.;
- Roupas em tecidos com muito volume, materiais pesados (matelassé ou tweed) ou com um tecido muito
fino (jersey);
- Botas de cano alto;
- Clutchs muito pequenas ou carteiras muito grandes. A desproporção vai ser visível.

 USAR
- Riscas verticais, porém discretas;
- Calças “risca de giz” no inverno, navy no verão;
- Casacos curtos, ligeiramente cintados e estruturados;
- Casacos com lapelas nem muito finas, nem muito largas, pouco arredondadas;
- Malhas um pouco abaixo da cintura, cintadas ou em formato envelope. Nas malhas largas, colocar um
cinto de largura média;
- Saias tubulares a terminar no joelho ou 2 ou 3 cm acima;
- Jeans com um corte direito e de lavagem escura;
- Decotes em “V” que alongam a região do tronco e conferem uma aparência mais magra;
- Cores escuras;
- Peças que criem ilusão ótica de ser mais esguia, como uma faixa de cor mais escura nas extremidades
da delineação do corpo;
- Acessórios delicados e clássicos;

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- Pulseiras finas no tom da pele ou com transparência. As maxi pulseiras encurtam os braços;
- Anéis grossos e pesados engrossam os dedos e encurtam o tamanho das mãos;
- Colares pendulares e que terminem a meio do peito. Gargantilhas grandes, diminuem o pescoço;
- Sapatos nude e com o peito do pé à mostra pois adelgaçam a perna;
- Sapatos de forma oval ou arredondados na biqueira. Evitar biqueira bicuda, pois são muito estreitos e
farão muito contraste com a restante silhueta.

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Plus size: escolhas acertada

Um decote em "V" adelgaça a silhueta,


independentemente do snake print.

O términus do blazer deve bater nos ossos ilíacos para a mulher parecer mais
alta e adelgaçada.

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Uma mulher com a anca muito volumosa deve evitar calças skinny. As mais
tubulares diminuem a diferença entre o volume da anca e o términus
estreito da perna.

Uma mulher com a anca muito volumosa


deve evitar calças skinny. As mais tubulares
diminuem a diferença entre o volume da anca
e o términus estreito da perna.

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O peito do pé à mostra torna a perna
mais adelgaçada e a mulher mais alta.

REGRAS A SEREM APLICADAS AOS ACESSÓRIOS CONSOANTE O BIÓTIPO


Colares
- Mulheres com muito peito e baixas – Devem evitar maxi colares. Estes vão dar mais volume ao peito e
torná-las mais baixas. Optar por colares discretos ou pendentes bem finos.
- Mulheres com pouco peito – Podem usar maxi colares. No entanto, se forem baixas devem optar por
outro acessório statement, como pulseira ou brinco. As mais baixas devem usar um tipo de parte de cima
que acrescente volume ao peito e em “V” para lhe conferir verticalidade.
- Mulheres com braços volumosos – Devem evitar pulseiras maxi e com cores muito contrastantes ao do
seu tom de pele. O braço vai ficar cortado, logo vai dar a ilusão de ser mais pequeno.

Regras de Styling: Se utilizar simultaneamente colar e brincos, tenha atenção para que eles combinem.
Os tons e materiais não devem ser muito diferentes. Se usar um colar XL, evite brincos e pulseiras e/ou
relógios muito vistosos. Uma única peça catch eye é suficiente.

Como podemos ver pelo exemplo que se segue, Miroslava Duma (uma mulher muito baixa)
consegue parecer mais alta, quando tem o colo à mostra com um decote bem profundo e sem um maxi

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colar ou uma parte superior que lhe tape o peito. Como tapou o colo, para ganhar alguma verticalidade,
optou por um sapato nude e com o peito do pé à mostra. As clutchs estão num tamanho certo para a sua
altura e estatura.

Pulseiras
Mulheres com braços volumosos – Devem evitar pulseiras maxi e com cores muito contrastantes ao do
seu tom de pele. O braço vai ficar cortado, logo, vai dar a ilusão de ser mais pequeno.

Como podemos aferir pelas imagens, pulseiras grandes e num tom dissonante da pele cortam o
braço. O efeito é maior volume e o braço mais curto.

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Anéis
Mulheres com mãos e dedos muito finos – Podem e devem usar anéis mais grossos (depende do gosto
de cada mulher).

Na imagem seguinte, é possível verificar que a mesma mão, com um anel mais estilizado e fino,
fica a parecer ter os dedos mais longos e a mão mais esguia e adelgaçada.

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Mulheres com mãos e dedos muito volumosos – Devem evitar anéis grossos e com cores escuras. Estes
vão dar mais volume à mão e torná-la-ão mais pequena, pois encurtam o comprimento dos dedos. Optar
por anéis mais finos, se possível, transparentes ou de um tom parecido com o da mão.

Dica: optar por um tamanho de unha maior e mais arredondada. Pintar as unhas com cores escuras, sem
glitter ou qualquer outro tipo de brilho. Não pintar a unha na totalidade.

Sapatos
Mulheres com pernas volumosas – No verão, apostar em sapatos com o peito do pé à mostra. Os tons
devem ser nude. A mulher parecerá mais alta e adelgaçada. Evitar sapatos com muita plataforma ou
sapatos muito pontiagudos. No inverno, apostar em sapatos da mesma cor das calças. Em alternativa,
usar sapatos com o peito do pé à mostra com meia da mesma cor (preferencialmente preta) e com collants
muito opacos.

Mulheres com pernas muito finas – No verão, optar por sapatos de variadas cores e a tapar o peito do pé.
No inverno, optar por sapatos de cores diferentes das calças.

Como podemos constar pelas imagens que se seguem, Olivia Palermo parece mais alongada
quando usa um decote em “V” e com sapatos que deixam o peito do pé à mostra. Quando tapa o peito do
pé, corta a perna e parece mais baixa e com as pernas mais volumosas (apesar de ser extrememente
magra).

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Com os exemplos que se seguem, é possível aferir que as botas de cano alto, estruturadas, com
volume e de uma cor diferente da meia ou da calça encurtam a altura da mulher.

Uma gladiadora tapa o peito do pé e Um sapato nude e com o peito do pé à


tem um tom escuro – corta a mostra alonga a perna.
verticalidade.

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Ambos os peitos dos pés estão à mostra. No entanto, um sapato mais alto e de cor nude alonga a
perna.

 COMO PARECER MAIS ALTA

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A bota do mesmo tom da meia Um look todo do mesmo O look pode ser da mesma cor, mas
alonga a perna. tom alonga a silhueta. este sapato corta.

Dica:
1. Decote em “V”;
2. Sapatos da cor das calças nude ou preto.

Carteiras
Mulheres altas e/ou volumosas – Devem evitar tamanhos muito pequenos mesmo em galas. A
desproporção será evidente.

Mulheres baixas – Devem evitar tamanhos XXL. Vão desaparecer atrás da carteira, como vemos nas
imagens.

Os exemplos que seguem são exemplos a evitar. No primeiro caso, a carteira é muito volumosa e
mantém o volume da mulher. No segundo caso, a mulher é magra, mas baixa, logo a carteira tem um

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tamanho muito grande e exagerado para a sua estatura. O contraste é evidente. No terceiro caso, é notória
a discrepância entre o volume pluz size da atriz e o tamanho mínimo da clutch.

FORMATOS DE ROSTO
Eis os formatos de rostos existentes de acordo com a técnica de visagismo e de consultoria de
imagem. Para identificar o tipo de rosto do/a cliente, deve prender o cabelo para podermos observar o
desenho das linhas que contornam o rosto.

Os formatos de rosto são:


Ovalongo – É idêntico ao rosto oval, mas uma das extremidades (testa ou queixo) é mais alongado.
Quadrado – Testa, maxilar e queixo da mesma largura num formato quadrado.
Diamante – Testa e queixo muito estreitos quando comparados com a bochecha, que é mais pronunciada
em termos de largura.
Retangular – Testa, maxilar e queixo da mesma largura, mas num rosto mais alongado do que o quadrado.
Triângulo invertido – Testa muito larga comparativamente ao queixo.
Triângulo – Queixo muito mais largo do que o maxilar e a testa, que é bastante pronunciada em termos de
comprimento.
Redondo – Rosto com uma largura e comprimento idênticos.

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Coração – Testa larga com um formato de cabelo idêntico à parte superior de um coração. O queixo é
pequeno e pontiagudo.
Oval – O rosto tem um formato oval.

REGRAS A SEREM APLICADAS AOS DIFERENTES TIPOS DE ROSTOS


Cortes de cabelo
Ovalongo – Optar por risca ao lado e volume a seguir à orelha ou franja. Evitar risca ao meio e cabelo
muito liso (longo ou curto com volume).

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Quadrado e retangular – Optar por risca ao meio para dar a sensação de um rosto oval ou franjas com
arestas arredondadas ou franja voltada para o lado. Nos curtos, terem as pontas voltadas para dentro para
amenizar. Evitar franja quadrada e terminar retilineamente. Evitar também volume na nuca O rosto já o tem.

Diamante – Optar por risca ao lado com um pouco de volume na nuca. Volume ou caracóis na parte de
baixo acrescenta volume. Evitar só acrescentar volume no topo da nuca, pois acentua a forma.

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Triângulo – Optar por volume na parte superior da orelha. Uma franja retangular e com volume. No caso
de curtos, as pontas um pouco enroladas para dentro são ideais. Também acrescentar volume no topo.

Triângulo invertido – Optar por caracóis depois da orelha para equilibrar o rosto. As madeixas mais claras
(californianas) nas pontas acrescentam volume ao queixo.

Redondo – Evitar caracóis. Usar franjas bem retilíneas. Optar por um corte que tape as extremidades do
rosto para o encurtar.

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Coração – Optar por um corte com risca ao lado para camuflar a tendência que o cabelo tem para fazer
o topo de um coração. Usar caracóis e pontas mais claras (californianas).

Oval – Evitar risca ao meio e cabelo muito esticado.

Brincos
- Quadrado (maxilar quadrado com uma largura aproximada à da testa): Opte por brincos que atenuem
essas mesmas características, como é o caso das argolas, pendentes e curvos. Deverá contrariar sempre
a forma do seu rosto, evitando os brincos cujas formas são mais retilíneas.

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- Oval (queixo mais estreito do que a testa e mais largo nas maçãs do rosto): O ideal são os brincos não
muito compridos, pois ao serem muito longos vão dar a ilusão de um rosto ainda mais longo. Opte
preferencialmente por pequenos pormenores, tais como as pérolas. Caso prefira uns brincos maiores, use
uns circulares ou até mesmo em formato lágrima.

- Redondo (largura e comprimento idênticos): Opte por brincos mais longos e finos. Ao utilizar brincos cujo
formato seja mais arredondado, vai dar a ideia de que o seu rosto ainda é mais redondo. Brincos
quadrados e retangulares são os mais indicados.

- Coração (testa larga, queixo pequeno e pontiagudo): Contrarie o formato do seu rosto e utilize brincos
lágrima, ovais, circulares, triangulares. Evite ao máximo as argolas em formato coração ou os brincos que
acabam com um ponto em baixo. Sem dúvida que os ideais são os que apresentam o formato do seu
rosto, mas na posição contrária – mais largos em baixo, de moda a conferir volume à zona mais baixa do
rosto.

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- Ovalongo: O brinco não deve ultrapassar o lóbulo da orelha. Deve ter algum volume.

- Diamante: O brinco deve ser alongado (gota, pêndulo) e com um pormenor com volume na extremidade.

- Retangular: O brinco deve ser alongado (gota, pêndulo) e sem volume ou um apontamento quase
impercetível redondo.

- Triângulo invertido: O brinco deve ser alongado (gota, pêndulo) e com um pormenor com volume na
extremidade.

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- Triângulo: O brinco deve ser bem curto e não deve ultrapassar o lóbulo. Deve ser arredondado e com
algum volume.

Resumindo: o objetivo é contrariar a forma do nosso rosto, utilizando as formas contrárias nos seus brincos.

Dicas
 Rosto envelhecido: Brincos com brilho vão conferir um ponto de luz e a luminosidade que o rosto
precisa.

 Lóbulos das orelhas grandes: Evitar brincos muito pesados e sem mola.

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Óculos
Cada pessoa tem um tipo único de rosto
que reúne diversas características de vários tipos
básicos. Depois de identificarmos o formato do
rosto da cliente, é possível escolher a melhor
forma de valorizá-lo e suavizá-lo com o par de
óculos ideal. Na hora de escolher os óculos de sol
ou graduados, é importante um Consultor de
Imagem chamar a/o cliente à atenção para alguns
aspetos:
1) Devem estar em harmonia com o formato do rosto;
2) Devem traduzir o estilo do(a) cliente sejam eles grandes, pequenos, de material acrílico ou mais
tradicional de metal;

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3) As lentes precisam ser de qualidade e ter FPS = proteção contra os efeitos nocivos dos raios UVA e
UVB. Não é benéfico para os clientes usarem óculos de sol com lentes de baixa qualidade e sem fator de
proteção solar contra raios violeta. Atenção, os óculos de sol devem ter lentes com 100% de proteção UV.

Apoio nasal: os óculos vão estar quase que inteiramente apoiados nessa região, por muitas horas
seguidas, então é fundamental procurar um modelo que garanta equilíbrio e impeça que o acessório deixe
marcas. Quanto mais área de apoio dos óculos com a pele, melhor para distribuir e aliviar o peso na região.
Ter em atenção a ponte dos óculos. Pontes muito pequenas não assentam na cana do nariz, mas sim na
bochecha. Quando nos rimos, os óculos sobem.

Sobrancelhas: os óculos de grau ideais não podem formar uma “segunda sobrancelha”, o que acontece
quando existe um grande espaço entre elas e a parte superior dos óculos. Pelo mesmo motivo, não
convém que os óculos acompanhem exatamente o contorno da sobrancelha para não reforçarem a
expressão facial e pesar. As sobrancelhas devem ficar levemente visíveis, sem serem totalmente
encobertas ou ficarem inteiramente expostas.

Hastes: não devem ultrapassar o tamanho da lateral do rosto, não sobrando, nem faltando atrás das
orelhas. Além disso, deve-se garantir que estejam bem ajustadas e que não apertem. O apoio temporal,
fornecido pelas hastes dos óculos, deve ser apenas secundário, sendo a tarefa de sustentação principal
executada pelo apoio nasal.

Pupila dos olhos: devem ficar preferencialmente centralizadas na lente para um resultado mais harmônico.

Lentes: as anti-reflexos deixam o olhar livre, permitindo que mantenhamos o contacto visual com as
pessoas. As totalmente transparentes não acentuam olheiras, nem comprometem a maquilhagem.

 CORES DA ARMAÇÃO
- Pele clara e cabelo louro: armação colorida. Evitar armação cinzenta clara ou nude.

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- Pele morena e cabelo castanho ou preto: todas as cores, exceto os tons pastel e bege, pois perdem-se
no rosto.
- Pele negra e cabelo afro: optar por armações em metal preto, cores âmbar ou coloridas. Evitar armação
cinzenta clara ou azul meia-noite, em caso de olheiras.
- Pele com sardas e cabelo ruivo: armação preta, cor de vinho ou vermelho sangue. Evitar durados,
amarelos e cor de laranja.

Atenção: armações muito coloridas são fashion, mas desadequam-se em determinadas situações mais
formais ou em contexto profissional de caris mais sério.

 ARMAÇÕES
Rosto largo: usar armações mais largas pois escondem mais o rosto. Evitar armações muito largas e com
relevo pois acrescentam volume ao rosto.
Rosto estreito e pequeno: usar armações estreitas e finas pois tornam o rosto mais largo.

 LENTES
- Lentes solares escuras: mais indicadas para mar e montanha.
- Lentes verdes: filtram melhor os raios infravermelhos e definem melhor os contrastes. São recomendadas
para quem tem hipermetropia (é um erro de refração que faz com que a imagem seja focada atrás da
retina).
- Lentes amarelas: usadas para desporto pois dão mais luminosidade e profundidade.
- Lentes castanhas: realçam os vermelhos. São recomendadas para clientes míopes.

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 CARACTERÍSTICAS
- Redondo: A armação deve ser quadrada ou retangular, pois criam a ilusão
de um rosto mais anguloso. Não deve ser mais larga do que o rosto. Armações
levemente angulares ajudam a suavizar as linhas do rosto. Evitar óculos
pequenos. Evitar hastes decoradas ou chamativas. Prefira as claras, pois
aumentam o volume nesta área do rosto disfarçando o volume acima e abaixo
da linha dos óculos.

- Coração: Evitar óculos cat eye ou óculos que tragam volume para a parte
superior do rosto. Valorizar mais a parte inferior da bochecha que deve ser
preenchida.

- Oval: Praticamente todos os modelos são indicados. É o formato de rosto


mais favorável pelas proporções bem distribuídas. Preferência para óculos
ovais ou geométricos. Usar armações largas ou um pouco mais largas que a
parte mais larga do rosto. Evitar hastes muito baixas.

- Ovalongo: Preferência para óculos geométricos, com armações largas ou


um pouco mais largas que a parte mais larga do rosto. Evitar hastes muito
baixas.

- Quadrado: A armação deve evitar chamar a atenção para a parte inferior do


rosto. Usar armações que apontam para cima. Os modelos redondos ou
arredondados nas extremidades contrariam as linhas mais retas do rosto. Não
devem ser mais estreitos nem largos que a parte mais larga do rosto.

- Diamante: Optar por óculos redondos e que valorizem a parte superior do


rosto que está mais estreitada. A armação não deve ultrapassar as maçãs do
rosto.

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- Retangular: A armação deve ajudar a encurtar o rosto. Para criar a ilusão de
um rosto mais curto, logo deve acentuar mais a largura que a altura. Modelos
com armações mais arredondadas e de cores claras ajudam a ampliar a zona
dos olhos e a suavizar o rosto.

- Triângulo invertido: A armação deve ser da mesma largura ou um pouco


mais estreita que a testa. A parte inferior deve apontar para fora.

- Triângulo: A armação deve equilibrar a parte superior e inferior do rosto. Ela


não deve ser mais estreita do que a parte mais larga do rosto. O ideal é usar
armações um pouco mais largas ou tão largas quanto a parte mais larga do
maxilar. A parte inferior da armação não deve ser larga nem muito para baixo,
o que acentuaria o maxilar. A parte superior deve ser destacada. Óculos cat
eye são uma boa opção. Usar hastes decoradas ou em cor luminosa.

Óculos de ver
Pormenores importantes na hora de comprar os óculos de ver:
- Colocar em frente ao espelho;
- A armação não deve cobrir as sobrancelhas;
- Verificar se os olhos estão bem centrados nas lentes, tanto na altura como na largura;
- As pestanas não devem tocar nas lentes;
- Ajustar corretamente o suporte no nariz e no rosto de forma a não ficar nem muito largo nem muito
apertado. Em qualquer dos casos, o cliente vai-se sentir desconfortável e com dores de cabeça;
- Passar pontualmente na ótica e ajustar os óculos.

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Chapéu
Laço
Cone

Coroa
Aba

 DIFERENTES TIPOS DE CHAPÉUS


Mulheres altas – Uma mulher alta pode usar um chapéu com o cone mais baixo e as abas mais largas.

Mulheres baixas – Uma mulher baixa deve usar um chapéu com o cone mais alto possível (desde que o
rosto não seja alongado) e as abas mais estreitas.

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Mulheres com rosto redondo – O cone deve ser mais quadrangular e a coroa angulosa. As abas devem
ser ponderadas mediante a sua altura.

Mulheres com rosto oval ou ovalongo – Deve evitar chapéus com um cone muito arredondado e alto. A
preferência deve pender para os mais angulosos.

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Mulheres com rosto triangular – O cone deve ser mais arredondado para equilibrar as maças do rosto e
a testa tão fina. As abas devem ser ponderadas mediante a sua altura.

Mulheres com rosto triangular invertido – Não deve usar chapéu. A menos que compensem com caracóis
e com tons claros. O tamanho das abas devem ser ponderadas mediante a altura.

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Cintos
Seja de seda, algodão ou lã é um aliado pela sua versatilidade.

Mulheres com cintura larga e volumosa – Usar cintos finos e nunca muito apertados. Não usar por debaixo
da barriga. Optar por usar em cima de um cardigan ou blazer mais cintado para dar a ilusão de haver
cintura.
Mulheres com corpos ovais – Evitar cintos ou faixas muito grossas. O volume abdominal vai ser agravado.
Mulheres baixas – Os cintos com cores contrastantes do vestuário cortam a silhueta. Só deve ser usado
por pessoas altas.
Mulheres com corpos retangulares – Usar cintos finos ou médios para dar a ilusão de cintura. Estes podem
ser bons aliados de casacos ou cardigans cintados, sobretudo se colocados em cima dos mesmos.

TAMANHO CERTO TAMANHO ERRADO

Como podemos verificar na imagem seguinte, o uso de um cinto com a mesma cor das peças de
roupa acrescenta verticalidade à mulher, pelo facto de não partir o corpo em duas partes.

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Meias
- Preferir meias de fibras naturais (lã, seda ou algodão). São mais confortáveis e absorvem a transpiração.
- Usar meias de ligas apenas com saias ou vestidos.
- O calçado deve ser da mesma cor da meia ou um tom abaixo. Não usar meias mais escuras do que a
cor dos sapatos.
- As roupas claras devem-se usar com meias quase transparentes (da cor da pele ou um pouco
bronzeadoras).
- Se usar sandálias, optar por collants sem reforço.
- Com calças, as meias devem ser da cor dos sapatos se estes forem pretos ou castanhos. Outras cores
devem ser usadas com meias no tom da pele.

Mulheres altas – Diminuir a silhueta usando cores a contrastar entre os collants e o vestuário. Por exemplo,
collants pretos e vestido azulão.
Mulheres baixas – Alongar a silhueta com os collants do mesmo tom dos sapatos e coordenado. Exemplo:
saia, collants e sapatos pretos.

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Como podemos constatar pela imagem que se segue, faz toda a diferença, na verticalidade e
alongamento da silhueta da mulher, uma meia da mesma cor do vestuário e do sapato. Uma meia
transparente ou colorida dá a ilusão de um corpo partido em várias partes e encurta-o.

Lenços
Seja de seda, algodão ou lã é um aliado pela sua versatilidade.

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Mulheres com peito grande, pescoço grosso ou curto – Evitar lenços amarrados nesta zona. Prefira os que
caem naturalmente e não têm volume.
Mulheres baixas – O lenço não deve exceder a linha da pélvis.

Como podemos visualizar nas imagens seguintes, uma má escolha de um lenço pode acrescentar
volume e encurtar a estatura.

Imagem um – O lenço ao tapar o colo torna a mulher visivelmente mais baixa.


Imagem dois – Um lenço muito comprido, numa mulher baixa, encurta a sua verticalidade. O lenço deve
terminar um pouco abaixo da cintura.
Imagem três – Um lenço muito volumoso encurta a estatura. O facto de todas as peças terem uma cor
diferente também contribuem para tornar a mulher mais baixa.

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REGRAS A APLICAR A DIFERENTES TIPOS DE CORPOS (CONTINUAÇÃO)
Mulheres com peito grande

 EVITAR
- Tops sem alças, pois não sustentam o peito;
- Padrões, cores vibrantes e com muito brilho, uma vez que acrescentam volume (ilusão ótica);
- Colares muito volumosos. Estes acrescentam volume e não deixam o colo à mostra para adelgaçar a
silhueta;
- Sobreposição de tecidos, franzidos, folhos, pois acrescentam volume;
- Não usar soutien.

 USAR
- Golas em “V”, pois diminuem o volume;
- Camisa cintada, uma vez que desenha a silhueta e define a cintura. O ideal é não fechar os dois primeiros
botões;

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- A parte de cima deve ser monocromática, sem cores vibrantes, sem tecidos brilhantes, pouco
estruturados e sem quaisquer estampados. O melhor é apostar em cores mais escuras e sóbrias que
emagrecem;
- Blusas que trespassem (cachá coeur) com o decote em “V” são mais anatómicas.

Mulheres com peito pequeno


 EVITAR:
- Decote em “V”;

 USAR:
- Tops, t-shirts e camisas com riscas, estampados, com relevo, com
aplicações de metal ou pedraria, franzidos, drapeados pois todas estas
soluções aumentam o volume do peito.

Na praia e lingerie: O que usar e evitar?


Mulheres com peito grande – Devem usar um modelo que não comprima a mama, mas que possibilite a
sua distribuição pela copa. Escolha um bikini ou fato de banho do género do soutien redutor. Os seios
devem ficar elevados até à altura do meio do antebraço, assim ajudarão a definir a cintura.

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Padrões e cores muito vivas acrescentam volume. Há mulheres plus size com pouco peito e podem
precisar.

PS – As mesmas regras aplicam-se à lingerie.

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Mulheres com peito pequeno – Tops com padrões, plissados, folhos, franzidos, drapeados, tecidos com
relevo e estruturados, estruturas com aro, cores claras e tecidos luminosos.

Seguem-se bons exemplos:

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O uso correto do soutien

FASHION SCHOOL 271


 Mulheres com pouco peito: Como usar sem soutien?

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 NÃO ESQUECER

A lingerie deve ter uma cor forte, com brilho, detalhes que acrescentem volume ou almofada.

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Mulheres com pouca anca
Apostar em cuecas mais decotadas, com tiras que apertem dos lados com laços ou nós, argolas
e tamanhos mini, uma vez que dão a sensação de ter a anca mais larga.

Mulheres volumosas: o que usar?


Anca larga: Evitar cores fortes, drapeados, folhos, plissados, sobreposição de tecidos. Evitar cintura
descida, pois faz com eu o volume abdominal fique por fora das calças. O melhor é usar uma calça com
cintura mais subida, que acompanhe e resguarde a cintura. Evitar também peças muito justas ou muito
largas. As riscas certas podem ajudar a dar a ilusão de que há adelgaçamento. Usar camisas envelope

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(sem laço) um pouco cintadas, casacos e cardigans mais cintados, e roupa interior adequada e no
tamanho certo (body sem costuras). Seguem-se bons exemplos que ajudam a adelgaçar.

Ricas na zona da cintura pode ser uma solução adelgaçante. Usar fato de banho com decote em
“V” ajuda a adelgaçar e formatos geométricos angulosos e não arredondados são uma excelente opção.
A cueca deve ter uma cintura mais subida e os tops terem um formato redutor.

NOTA: Nada é proibido desde que usado de forma a dar a ilusão de adelgaçamento.

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 Plus Size It Girls
- Swimsuitsforall
- Glamourmag
- Theashleygraham
- Philomenakwao
- Abingson
- Katyazharkova
- Jess_lavoie
- Denisebidot

Mulheres retangulares
Devem usar fatos de banho com riscas mais claras e escuras ou mais grossas e finas ou tecidos
entrecruzados. Estas são opções inteligentes, como se pode comprovar pelos exemplos seguintes.

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Evitar cuecas retangulares que mantêm a silhueta retangular, uma vez que têm o mesmo formato
do corpo, como se pode aferir pela imagem.

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Mulheres triângulo invertido
Usar top deve contrariar o triângulo do corpo e optar por um que aperte no pescoço, tipo harter. A
cueca deve ser de cor clara, riscas, ter pormenores com volume ou riscas horizontais.

As Hot Pants não são uma boa opção, como podemos ver na imagem. Como são retangulares
tornam a cintura mais quadrada e não acrescentam volume. Numa cor escura, até reduzem.

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No ginásio: o que usar?
Mulheres com um corpo retangular devem evitar tops retangulares. Marcar a cintura é prioridade.
As calças devem ser tubulares e não justas.

Mulheres com um corpo triângulo invertido devem apostar em pormenores na cintura para
acrescentar volume e em leg warmers com uma cor contrastante e riscas para acrescentar volume nas
pernas.

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As ricas horizontas e espaçadas e ligeiramente finas ajudam a adelgaçar. As calças devem ser
retilíneas. As justas evidenciam as ancas.

As mulheres ampulheta magras podem usar praticamente tudo.

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 Não usar

 Usar

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Mulheres baixas

 USAR
- Vestidos que terminem imediatamente acima do joelho (2 a 3 centímetros);
- Preferir colares compridos para alongar a figura;
- Riscas verticais;
- Blazers até à cintura e cintados;

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- Usar cardigans pela cintura e, de preferência, com um cinto para demarcar a cintura;
- Calças sem dobras;
- Sandálias nude e abertas no peito do pé;
- Looks monocromáticos. Desde o sapato à parte de cima que deve ser em “V”.

 EVITAR
- Golas altas e maxi colares a tapar o pescoço;
- Lenços a dar voltas no pescoço. Preferir descaído e nunca abaixo da zona da pélvis;
- Cintos de cor diferente da calça pois separa a parte superior da inferior do corpo e encurta a altura;
- Botas de cano alto de cor diferente da calça e com muito volume.

 Eva Longoria
Nesta imagem, podemos ver que Eva fez duas coisas menos acertadas:
- Lenço muito grande e volumoso que retira altura;
- Sandália com o peito do pé sapato e de uma cor diferente.

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GRÁVIDAS COM ESTILO: COMO?

Escolher casacos sem


botões.

Um vestido tubo é
ideal para definir
a silhueta.
Jogar com o contraste
de cores.

Apostar em sobreposições.

Acessorizar o vestido com


Camisolas poncho. um cinto.

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Vestidos envelope
Riscas que evidenciam a acompanham as
barriga são permitidas e várias fases da
resultam bem. gravidez.

 CASUAL

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 CASUAL CHIC

 CHIC

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 GALA

Menos bem…

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Truques elásticos

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Etiqueta e Protocolo – Mulher
Casamentos

AS CONVIDADAS
Convite
Se o convite não referir o tipo de traje a ser usado, como por exemplo, black tie, formal ou informal,
tente saber junto dos anfitriões qual o dress code mais adequado e quais as características do local onde
vai decorrer o copo de água. São situações bastante diferentes um casamento realizado na praia, no
campo do decorrente num hotel de luxo.

Ninguém deve ter um dress code superior ao noivo, ou seja, caso o noivo vista um semi-fraque,
ninguém poderá vestir um fraque.

Cerimónia antes das 17 horas


Informal e semi-formal – Vestido pelo joelho com um modelo discreto, em cores mais claras (exclusão de
brancos e tons muito semelhantes ao da noiva) e tecidos leves e fluídos. Os decotes devem ser
comedidos. As transparências quase nulas. Os brilhos e apliques em cristais devem ser muito pontuais e
quase impercetíveis no outfit. A opção pode passar, para quem não aprecia saia ou vestido, por um tailleur
em tons leves e claros.

Formal – Vestido cocktail ou tailleur mais sofisticado e com um pouco mais de acessórios (sem muito brilho
nem muito destacados). Pode, aqui, levar um chapéu – acessório muito elegante em casamentos
vespertinos. Assegurar que se adequa ao formato da cara e ao estilo da cliente. Caras muito ovais não
comportam chapéus altos e redondos. Caras longas ou ovalongas não comportam chapéus estreitos e
em altura. No verão, optar por chapéus em ráfia. No inverno, preferir feltro e rendas. Pode ser usado à
mesa e nunca no baile.

FASHION SCHOOL 290


Cerimónia depois das 17 horas:
Informal e semi-formal – Mantêm-se as regras da cerimónia formal antes das 17h. Os vestidos compridos
são permitidos, mas sem grandes ostentações.

Formal ou black tie – Vestido comprido ou vestido cocktail mais sofisticado e mais acessorizado (bijuteria
está excluída, dando lugar às joias). Os tecidos são mais nobres como sedas, tule, organza, rendas,
brocados, etc..

Ultra-formal ou white tie – Vestido comprido com um pouco de cauda ou vestido de baile, onde pode usar
acessórios, como joias, peles, luvas, estolas, etc..

Cores
Num casamento, nunca usar branco porque o branco é tradicionalmente um exclusivo das noivas,
mesmo que hoje em dia todas as cores sejam permitidas no vestido de noiva.

Evite também usar preto, sobretudo, nas cerimónias diurnas. Contudo, deve-se tentar evitar a
mesma cor das mães ou madrinhas; é impossível conseguir coordenar-se com toda a gente, mas se tiver
oportunidade, perguntar à noiva.

Sapatos e carteiras
O mais fácil será combinar sapatos e carteira (proporcionada ao seu tamanho e tipo de corpo, mas
nunca demasiado grande). Esta opção está um pouco démodé. Há a possibilidade de optar por um tom
acima ou abaixo em relação à cor do vestido, um ton sur ton ou completamente dissonante. Com alguma
experiência, a cliente pode perfeitamente "brincar" com os acessórios e escolher cores contrastantes e
inusitadas. Isso, junto com outros acessórios, pode dar todo o salero ao mais simples vestido.

FASHION SCHOOL 291


Colares, brincos, pulseiras e relógios
- Devem ser escolhidos criteriosamente em função dos decotes, da decoração do vestido, do penteado
que vai usar, etc.. Verifique se são verdadeiramente imprescindíveis.
- Optar sempre por joias discretas e não por bijuteria.
- Maxi colares só ficam bem a clientes com pouco peito e mais altas.
- Maxi brincos só ficam bem a clientes com orelhas pequenas e com caras ovais ou ovalongas. Os
pendentes ficam bem a caras redondas e mais estruturadas.
- Maxi pulseiras ficam melhor a braços delgados. Para as clientes mais volumosas, optar por pulseiras
transparentes ou com tons parecidos ao da sua pele e sempre com pouca espessura.
- O relógio é um acessório totalmente dispensável, mesmo que se trate de uma joia (Cartier, Rolex, etc.).

Écharpes
Não subestime as écharpes, embora lhe possam parecer um acessório vulgar, incómodo e
demodé. São fundamentais num vestido caveado, com decotes profundos ou cai-cai. Na realidade,
completam uma toilette, dando-lhe um toque mais recatado. Pode usá-las da cor do vestido, dos sapatos
e carteira ou optar também por um contraste. Atenção aos tecidos. Se o vestido for composto por um
tecido nobre, a écharpe deve ter o mesmo glamour e sofisticação.

Chapéu
- Se usar chapéu, faça-o somente nas cerimónias diurnas e nunca com vestidos ou saias compridas; com
estas, pode no máximo, colocar um adorno.
- Um chapéu de abas largas fica bem se a cerimónia for ao ar livre de manhã. Deve ter a trama bem
fechada. Não só é mais sofisticado, como protege do sol.
- Se a festa for à tarde, pode usar com abas estreitas e uma trama mais alargada.
- O chapéu não pode ultrapassar a linha dos ombros e deve estar sempre imediatamente acima das
sobrancelhas.
- Os penteados devem ser baixos para que possam ser colocados na posição correta.

FASHION SCHOOL 292


- Se a mãe da noiva usar chapéu e o retirar, as convidadas devem-no fazer a seguir. Nunca dançar com
ele. Assim que o sol desaparecer, retirá-lo.

Luvas
- Se usar luvas (cetim ou seda), coordene o tamanho destas com o comprimento da manga; luvas acima
do cotovelo só se usam com vestidos caveados ou caicai. Clientes com braços mais volumosos devem
evitar o seu uso.
- Quando chegar à festa, tire-as.
- Não usar anéis por cima das luvas. Não comer com elas.
- O tamanho das luvas é a medida da palma da mão. Devem ser compradas justas, pois alargam com o
uso.

Cabelos e maquilhagem
Ambos sofisticados, mas muito discretos. Trata-se de uma cerimónia religiosa. Os tons devem ser
mais naturais. Nunca evidenciar os olhos e a boca ao mesmo tempo.

O acompanhante
Eis outro ponto fundamental para arrasar logo à chegada – o seu acompanhante. Oriente-o de
modo a compor a "sua" escolha, coordenando-o consigo de uma forma subtil.

Outros aspetos que os Consultores devem ter em atenção no aconselhamento às clientes


- Conheça o corpo da cliente e realce as partes que ela mais gosta. Nunca abandone por completo o seu
estilo pessoal. Se a cliente se sentir desconfortável, isso vai transparecer nos seus movimentos,
expressões e atitudes.

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- A cliente pode estar fantástica e, sobretudo, requintada sem revelar demasiado e sem se cobrir de
lantejoulas de alto a baixo. É certo de que é livre de usar o que entender e que ninguém lhe irá pedir
satisfações, mas o sucesso está certamente no equilíbrio.
- Usar o bom senso e, sobretudo, não esquecer que num casamento os protagonistas são os noivos.
- Nunca usar óculos de sol.
- Usar meia do tom da pele, mesmo no verão!
- Se o vestido tiver um decote pronunciado ou ombros à mostra, é obrigatório a cliente levar uma écharpe,
uma pashmina ou uma estola dentro da igreja.
- Nunca vestir branco. Evitar a todo o custo o preto.
- Nunca ter o telemóvel em cima da mesa.
- Não descalçar os sapatos, nunca!
- Não usar relógio.
- Não usar luvas acima do cotovelo e chapéus simultaneamente.
- Não usar chapéu e vestido comprido simultaneamente.

MÃE DA NOIVA E MÃE DO NOIVO


A tradição manda que a mãe da noiva e a do noivo optem por vestidos, neste dia. Excluem-se, por
isso, calças mesmo em forma de fato clássico.

A mãe do noivo deve, no entanto, por questões de cortesia, permitir que a mãe da noiva escolha
e compre o vestido primeiro ou deve ser suficientemente flexível para permitir cooperação ou discussão
em conjunto sobre cor, corte, acessórios, etc.. Esta comunicação justifica-se pelo facto de a mãe do noivo
não se dever destacar relativamente à mãe da noiva.

Numa cerimónia, durante a manhã ou tarde, ambas devem usar vestido de cocktail pelo joelho. No
entanto, num horário mais tardio, é impensável a mãe da noiva usar vestido mais curto e a mãe do noivo
mais comprido. Em termos de protocolo, é uma situação de superioridade vestimentar.

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Esta regra aplica-se ao uso do chapéu (usado em cerimónias vespertinas ou até meio da tarde). A
mãe do noivo não deve ter um chapéu maior ou que se destaque mais do que o da mãe da noiva.

As cores devem ser mais clássicas e nunca tão claras que se assemelhem ao tom do vestido da
noiva. O preto está fora de questão.

AS MADRINHAS
Os vestidos devem ser longos e os tons harmoniosos entre si (uma só cor, diferentes tons
ou diferentes cores). Muito excecionalmente, em casos como casamentos muito informais (civis) e na praia
e se a madrinha tiver uma idade muito jovem, permite-se o vestido pelo joelho.

Quanto às madrinhas, a decisão em termos de cores segue os mesmo ditames do que a mãe do
noivo e noiva. As cores em tons claros muito parecidos com o tom da noiva vão retirar protagonismo à
noiva no altar. Todos os pormenores devem, por isso, ser pensados juntamente com a noiva que deve
orientar os detalhes de acordo com o local onde se realizará a cerimónia.

A NOIVA
Vestido
Tradicionalmente, o vestido deve ser em tons de branco, marfim. Para fugir à regra, podem ser
usados tons terra. Há quem se aventure pelos rosas ou coloridos.

 TIPOS DE VESTIDOS
Princesa – Corpete e cintura bem ajustados e saia rodada e ampla;

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Reto ou tubo – Acompanha as linhas do corpo e desce reto do quadril ao chão;

Evasé ou “A” – Corte em A, começando justo no corpo e alargando suavemente até ao chão;

Império – Ajustado no busto, com caimento solto e reto a partir daí. Faixa ou detalhe abaixo do busto;

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Sereia – Ajustado ao corpo até à altura do joelho e alarga a partir daí;

Semi-sereia – Ajustado ao corpo até à altura dos quadris, abrindo levemente a partir daí;

Curto – Altura da saia até ao joelho;

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Mullet – Saia mais curta na frente. Pode conter pontas em alturas desiguais.

Joias
Ser comedida. Pérolas ou diamantes (se houver de família) devem ser a opção. Nas mãos, a única
joia deve ser o anel de noivado a que se juntará a aliança de casada. Nunca relógio.

Véu
Não é obrigatório. Se a cliente decidir levar, conjugar com o penteado que deve ser simples e
resistente. Se o véu for de tule, deve acompanhar o vestido em todo o seu comprimento (ou até mesmo
ultrapassá-lo). Se for de renda, poderá ser mais curto. Só deve cobrir o rosto da noiva enquanto dura a
cerimónia.

Ramo
Dita a tradição que seja o noivo a oferecer à noiva. Deve estar em consonância com o estilo do
vestido e com o ambiente em que decorre a cerimónia. Frequentemente, opta-se por condizer com as
flores da decoração. No entanto, não é obrigatório. Afinal, é um acessório da noiva e deve brilhar como
tal.

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 TIPOS DE RAMOS

CASCATA ARREDONDADO ASSIMÉTRICO BRAÇADA

Penteado
A cliente deve fazer vários testes. Deve estar saudável, luminoso e
cuidado. Consoante o espírito do vestido pode variar: entrelaçados,
apanhados, descontraídos conjugados com complementos: bandolete
discreta, tiara ou travessões.

Sapatos
Combinar estilo e conforto. Nunca tirar os sapatos! Pode optar por modelos clássicos, sandálias
ou sapatos abertos. Aconselhar a cliente a usá-los antes do dia da cerimónia.

Que vestido escolher consoante o tipo de corpo da noiva


 AMPULHETA
Modelos que valorizem o colo (modelos em “V”), modelos que valorizem as costas (decotes
profundos nas costas). Como o ponto forte deste tipos de corpos é a cintura, esta deve ser bem marcada
e o foco da atenção, através do uso de laços, bordados ou outros enfeites. Todos os recortes de saias
ficam bem para este tipo de corpo, de sereia a godé. Todos os modelos são permitidos, se a ampulheta

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não for volumosa. Sempre que acrescentar volume aos ombros, com folhos ou pliques, lembrar de
compensar a anca para não parecer um triângulo invertido.

 RETÂNGULO
Decote em “V” com alguns bordados e aplicações delicadas. Usar alças ou mangas sem volume.
Para criar a ilusão de curvas no corpo, pode-se optar por usar faixas finas ou recortes na região da cintura.
Os vestidos com saias volumosas, fluídas ou evasés dão um ar delicado. O importante é criar a ilusão de
uma cintura que não existe.

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 OVAL/MAÇÃ/DIAMANTE
Valorizar o colo deixando-o à mostra com um decote em “V”. Se os braços forem finos, usar alças.
Se não, optar por mangas secas. Evitar alças. Na cintura, marcar suavemente para criar curvas, usando
faixas da mesma cor do vestido ou modelagens com recortes. O truque está em criar um alinha logo a
seguir ao peito, definindo aí a cintura. Para a saia, optar por tecidos fluídos com um caimento suave.
Modelos mais retos, evasés em “A” ajudam a esconder ancas mais volumosas. A silhueta vai parecer
alongada.

 TRIÂNGULO INVERTIDO/RUBI
Decotes em “V” para dar verticalidade e diminuir os ombros. As mangas raglãn, sem volume, folhos
e apliques, são boas opções para quem quer esconder os braços. Deve marcar a cintura suavemente
para criar curvas. A parte de baixo deve chamar a atenção e ter o volume suficiente para ir ao encontro à
proporção dos ombros. Aconselhar um modelo com bastante volume e cheio de detalhes na saia, tipo
princesa. Atenção: se a cliente for muito baixa, este volume encurta a sua altura.

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 PÊRA
A parte de cima do vestido deve ser valorizada de forma a criar algum volume e detalhes chamativos
nos ombros que se harmonizem com a anca. Decotes em barco são excelentes opções ou aplicações
que acrescentem volume. Na cintura, usar faixas ou cintos de forma a marcar suavemente, dando a
ilusão de mais magra. A saia pode ser reta, fluída, feita de tecido muito pouco estruturado para não
dar volume e com corte mais evasê, para esconder coxas mais volumosas.

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 NOIVAS GRÁVIDAS
O truque está em criar a cintura em cima da barriga. Ter muito cuidado com o comprimento do
vestido. Atenção: à medida que a barriga vai crescendo, o vestido vai-se distanciando do chão. A prova
final deve ser feita num dia muito próximo do dia do casamento.

Funerais

FAMÍLIA MAIS PRÓXIMA


Aos familiares mais próximos, recomenda-se o uso de roupas escuras, ainda que não seja
imperioso um look total. Evitar acessórios muito chamativos.

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AMIGOS / PARENTES AFASTADOS
Não há obrigatoriedade de luto. As senhoras devem optar por cores mais suaves e sóbrias,
evitando o uso de acessórios mais exuberantes. Usar um look total branco é uma tendência que tem
ganhado força em Portugal.

Batizados

Descrição é a palavra de ordem! Os vestidos compridos, saias curtas e decotes generosos não
fazem sentido no sacramento religioso. Preferir vestidos cocktail ou a elegância de um tailleur. Os homens
devem levar fato/gravata em tons cinza, azul escuro ou preto.

O BEBÉ
Deve vestir branco ou um tom pérola. Muitas vezes, o fato é herdado de irmãos ou primos.

PAIS E PADRINHOS
Os vestidos das senhoras devem apresentar decoro! É uma festa que decorre durante a manhã e
ao longo do dia, logo, a produção não deve ser exagerada ou demasiadamente sofisticada. Preferir
vestidos cocktail ou saia pelo joelho, em tecidos finos e vaporosos. Outra opção passará pela elegância
de um tailleur. Proibidos saias curtas, transparências, brilhos e decotes muito profundos. Rendas e tecidos
nobres são a melhor opção. Os tons claros são o ideal.

Passagem de Ano

Uma festa de Passagem de Ano implica sempre um visual esmerado e cuidado. Como se trata de
um evento noturno, aceitam-se lantejolas, strass, aplicações metálicas, franjas e folhos, decotes mais
profundos e materiais mais exuberantes. O truque é evitar excessos. Autoconsciência corporal: vestidos
longos é melhor opção.

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Senhoras com silhuetas mais torneadas podem optar por modelos mais justos e sexys. As mais
volumosas devem optar por modelos mais largos que não comprometem a elegância. Vestidos de corte
império são excelentes alternativas para disfarçar volume na zona do abdómen.

Os sapatos são obrigatoriamente altos e as carteiras pequenas, tipo clutch ou pochette.

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Os diferentes dress codes

“Vestir é dizer ao mundo quem és” – Viviane Westwood

DESPORTIVO / SPORTY CHIC


Adequado para situações mais informais. Apesar do cariz descontraído, requere-se uma
preocupação com o look.

As mulheres podem usar vestidos, calças, tops e as carteiras devem ter um tamanho médio ou
grande. Deve-se dar preferência a tecidos mais simples, como algodão, linho, malha, deixando o brilho
de lado.

Ténis desportivos devem ser conjugados com peças fashion. Os sapatos devem ser de salto baixo
ou médio com cunha em tacão ou verga e, dependendo do local, sandálias baixas e/ou sabrinas.

Os acessórios devem ser simples.

CASUAL
Adequado para situações mais informais. Apesar do cariz descontraído, requere-se uma
preocupação acrescida com o look.

As mulheres podem usar vestidos, calças, tops e as carteiras devem ter um tamanho médio ou
grande. Deve-se dar preferência a tecidos mais simples como algodão, linho, malha, deixando o brilho de
lado. Ténis desportivos não devem ser usados, salvo exceções em que se saiba conjugar com glamour.
Os sapatos devem ser de salto baixo ou médio, e dependendo do local, sandálias baixas e/ou sabrinas.
Os acessórios ou as joias devem ser simples.

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CASUAL CHIC / SMART CHIC
É o dress code mais indicado para vernissages, cocktails, eventos culturais, almoços light e teatros
ou para trabalhar. Nesta situação, já é necessário um pouco de formalidade. Tecidos como o linho, seda,
organza, algodão, microfibra poderão ser boas apostas.

Eventos durante o dia


Mulher – Pedem um visual mais clássico e discreto. Até às 18 horas, devem usar calças, túnicas, tailleurs
de calça ou saia, com blazer. Usar brilho com moderação. O vestido pode ser de seda, com uma cor
clara, discreta e simples. Optar por bons acessórios. Não usar brilho total, decotes ousados e joias
demasiado imponentes. A carteira deve ter um tamanho médio.

Eventos durante a noite


Mulher – Requerem mais requinte e um pouco mais de ousadia. As mulheres devem usar o cocktail dress,
que é o vestido na altura do joelho, tops e saias. Quanto aos acessórios, a mulher deve apostar em sapatos
ou sandálias de salto. A carteira deve ser de menores proporções. O vestido preto básico é sempre uma
aposta elegante, juntamente com os acessórios certos, como sandálias mais altas e uma mala mais
cuidada e de design.

TRAJE A RIGOR, GALA, BLACK TIE OU TENUE DE SOIRÉE


Este tipo de eventos são festas com muito glamour, como noites de gala, bailes, premiações. O
clima é de glamour, sedução, requinte e sofisticação. Aqui, qualquer deslize é um erro fatal.

Para as mulheres, o vestido é curto (à tarde) de material nobre, com detalhes ou brilhos. As roupas
são mais estruturadas. É a vez dos decotes profundos, caudas e das transparências. Os tecidos devem
ser preciosos: brocados, metalizados, tafetás, cetim, rendas finas, sedas puras. Saltos altos, meias
finíssimas, carteiras requintadas e pequenas, clutchs de metal, estolas, peles. Não é permitido o vestido

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preto básico, com sandália ou sapatos pouco elaborados. Cabelo e makeup impecáveis. Mesmo se o
cabelo ficar solto, é necessário ser um pouco trabalhado.

Para a noite, o vestido pode ser cocktail curto de material nobre, com detalhes ou brilhos. O ideal
é longo. Se o homem levar smoking, é obrigatório. É a vez dos decotes profundos, caudas e das
transparências. Os tecidos devem ser preciosos: brocados, metalizados, tafetás, cetim, rendas finas,
sedas puras. Saltos altos, meias finíssimas, carteiras requintadas e pequenas, clutchs de metal, etc..
Recomendam-se as grandes écharpes ou estolas. As joias imperam. A maquilhagem e o cabelo são mais
elaborados ou apanhados. A ocasião permite um look mais dramático.

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Consultoria de imagem – Homem
Como organizar o guarda-roupa?

Escolher para selecionar


Abrir o guarda-roupa e olhar para ele de uma forma crítica. Colocar questões a si próprio:
 Quais as cores predominantes?
 Há muita repetição das mesmas cores?
 Qual o tipo de peças e que peças tenho tendência para comprar? São muito semelhantes?
 Utilizo todas as peças?
 As peças de verão e inverno estão juntas?

Retirar para organizar


Retirar todas as peças de vestuário do closet. À medida que for tirando as peças do guarda-roupa,
analise as peças e separe-as. Em sacos diferentes, colocar as que devem ir para a costureira, as que vão
ser doadas e as que são para deitar fora. As peças que devem ir de novo para o closet podem ser
agrupadas em cima da cama. Juntar as calças, os calções, as camisas, as t-shirts, os fatos completos,
entre outros.

Organizar por peças e por tons


Ao colocar as peças nos cabides, agrupá-las por peças. Agrupar fatos, camisas, bermudas, calças
e por cores: desde as mais claras às mais escuras. Ao dispor a roupa por tons, facilita a tarefa de se vestir
rapidamente no dia a dia. Ter o cuidado de deixar as peças de roupa mais delicadas e que se encorrilham
na parte superior do guarda-roupa.

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Use organizadores de guarda-roupa
Se, depois de organizar o armário, ainda existirem várias peças de roupa para guardar e pouco
espaço de armazenamento, considerar a utilização de organizadores de guarda-roupa. Atualmente,
existem muitos modelos baratos e fáceis de instalar que podem ser adquiridos em qualquer loja.

Abuse dos cabides múltiplos


Os cabides múltiplos são uma excelente opção para quem guarda muita roupa no armário. Se, por
exemplo, tiver mais do que um par de calças pretas ou de outras cores. Optar por usar cabides múltiplos,
uma vez que isso vai disponibilizar um maior espaço de armazenamento.

Decidir para otimizar


Agora que a roupa está organizada por tipos de peças e por cores, eis o momento de tomar
decisões importantes, isto é, definir onde a colocar – em que gaveta, prateleira ou porta. Ao tomar esta
decisão, ter em conta que as peças mais utilizadas devem estar sempre à mão e, como tal, devem ficar
nos locais mais acessíveis.

Os acessórios
O homem tem vários acessórios ao seu dispor, como cintos, lenços, laços ou gravatas e todos eles
devem ficar numa gaveta ou prateleira específica. A sua disposição no guarda-roupa, à semelhança das
outras peças de vestuário, deve ser organizada por cores/tons.

A roupa interior
A roupa interior deve ser colocada numa gaveta ou prateleira à parte. Se houver espaço suficiente,
optar por colocar as cuecas e/ou boxers todos juntos e separados por cor numa só gaveta ou prateleira e
as meias numa gaveta ou prateleira à parte.

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Fatos de treino e roupa mais casual
Os fatos de treino e outros itens do género são usados em apenas algumas situações e, como tal,
devem estar numa gaveta ou prateleira própria e agrupados por tons. Se não existir espaço suficiente no
guarda-roupa, optar por fazer rolos para que as peças fiquem melhor arrumadas. É muito importante
dobrar bem todas as peças de vestuário, uma vez que isso vai permitir poupar muito tempo a engomar as
roupas. Nunca guardar peças de vestuário que não estejam limpas ou passadas a ferro no seu guarda-
roupa porque isso pode ser o princípio da desorganização. Comprar sacos de cheiro para o guarda-roupa
de modo a que este tenha sempre um aroma perfumado e refrescante, além de um aspeto limpo e
organizado.

As novas tecnologias
É possível fazer o download de uma app para o smartphone ou tablet que ajude a organizar melhor
o guarda-roupa. Basta fazer o download do aplicativo para o dispositivo móvel e catalogar com fotos o
vestuário que se encontra no guarda-roupa. Posteriormente, a própria aplicação vai indicar a melhor forma
de organizar e consultar as roupas.

Também existem outras aplicações deste género que o auxiliam a organizar o espaço da mala
sempre que viajar. Esta é uma ajuda preciosa para quem gosta de levar tudo consigo e também para os
que acabam por se esquecer de levar algum item muito importante.

Aplicação: Cool Guy.

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Guarda-roupa essencial para homem

- Blazer com 1, 2 ou 3 botões (consoante a altura e estatura


do homem);
- Bom fato (preto, azul escuro e cinza);
- Camisas brancas e azul celeste;
- Gravatas;
- Trench coat;
- Sobretudo (preto, castanho);
- Blusão desportivo em pele (castanho, preto);
- Cardigans (de preferência em caxemira);
- Camisolas em “V” de várias cores (de preferência em caxemira);
- Pólos de várias cores;
- Calças chino em várias vores (modelo atual);
- Jeans (preferencialmente de lavagem escura);
- Calças pretas;
- Bermudas de várias cores;
- Cinto castanho e preto;
- Oxfords, brogues, derbys, loafers, mocassins (pretos, castanhos), sneakers;
- Messenger bag ou weekend bag;
-Botões de punho;
- Lenços, cachecóis, pashminas;
- Bom relógio (desportivo e formal).

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Diferentes tipos de estilo

ESTILO CLÁSSICO
Estes homens têm um estilo intemporal. São conservadores e gostam de passar uma mensagem
de autoridade, respeito, seriedade e organização. Estes usam roupas com poucos detalhes, lisas e com
corte de alfaiataria.

Vários tons de cinza, preto, azul-marinho, cor de vinho, verde-escuro, brancos e beges compõem
esse tipo de look masculino – que normalmente têm 2 a 3 cores no total.

Os sapatos são intemporais. Apreciam peças sóbrias e de boa qualidade. Os acessórios, como os
relógios, são de marcas prestigiadas, alfinetes de peito em prata ou ouro, botões de punho e malas
clássicas.

Quando preferem estampados, dão primazia às riscas diplomáticas, Príncipe de Gales e ao tweed.
Dão primazia à lã, seda, caxemira, algodão, ou seja, tecidos mais nobres e com bom toque.

Peças-chave: blazer e/ou calças clássicas, fato regular e de alfaiataria e casacos em caxemira, lã, casacos
¾, camisa branca ou azul celeste, malas clássicas pretas.

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ESTILO ITALIANO
Estes homens têm um estilo muito marcado. São seguidores de tendências. Apostam bastante no
slim fit com um comprimento curto de calças que permite ver uma meia colorida ou com padrões –
características mais marcantes. Estes usam roupas com corte de alfaiataria, mas adoram misturar padrões
e cores. Os sapatos são o mais fashion possível, como slippers, expectator shoes, brogues bi ou tricolor.

Primam pela arte de sobrepor peças (layering). Apreciam peças de boa qualidade. Os acessórios
são outra das suas imagens de marca. Apostam em cachecóis, pashminas, lenços de bolso coloridos ou
com padrões que misturam com mestria. Usam e abusam de chapéus. Os relógios são de marcas
prestigiadas, alfinetes de peito em prata ou ouro, botões de punho e malas coloridas e divertidas. Dão
primazia à lã, seda, caxemira, algodão, ou seja, tecidos mais nobres e com bom toque.

ESTILO DANDY
Da época neoclássica e dos livros de Oscar Wilde e do seu universo literário, preocupadíssimo
com a imagem, vestes que lembravam as de um príncipe, o visual dandy inspira-se e busca no homem
da época vitoriana (século XIX) toda uma estética com muita classe e alta dose de nobreza.

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Um dandy é o homem que dá particular importância à aparência física, linguagem refinada.
Historicamente, especialmente na Grã-Bretanha, nos séculos XVII e XIV, um dandy esforçava-se
frequentemente por imitar um estilo de vida aristocrático, mesmo que muitos vivessem na classe média.
Um dandy poderia ser considerado um tipo snobe ou alternativamente um guerreiro na luta de classes ou
um traidor da classe. A preocupação centra-se no tecido e no corte.

George Bryan Brummel foi o primeiro a definir o estilo dandy. Orgulhava-se das suas roupas não
terem uma única ruga e das suas calças se ajustarem à perna como uma segunda pele. Estes homens
têm um estilo muito marcado. Usam roupas com corte de alfaiataria. Peças como coletes e casacos
assertoados são a sua imagem de marca. Apreciam peças de boa qualidade.

Os acessórios são outra das suas imagens de marca. Apostam em cachecóis, pashminas, lenços
de bolso coloridos ou com padrões que misturam com mestria. Usam e abusam de chapéus. O bigode e
a barba, os chapéus são elementos de marca, assim como relógios de bolso, alfinetes de peito em prata
ou ouro, botões de punho. Dão primazia à lã, seda, caxemira, algodão, ou seja, tecidos mais nobres e com
bom toque.

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ESTILO ROCK AND ROLL
É um homem cosmopolita e tem um ar irreverente e de bad boy. Não gosta de roupas clássicas,
gosta de roupa geométrica, angulada, com ombros exagerados e tachas. Adora o contraste de cores
preto, branco e cinza. Usa acessórios com correntes, assimétricos, brincos diferentes em cada orelha,
tenta dar um toque exclusivo ao visual.

Aposta em jeans rasgados, calças skinny, blusões em pele, chapéus e cortes de cabelo muito
messy.

Peças-chave: T-shirt, roupas vintage, sapatos retro preto ou de outras cores, calças pretas, perfectos,
calções, botas Hunter, malas em pele correntes.

ESTILO PREPPY
Estes homens têm um estilo muito arrumadinho e clean. Ditam tendências ou inspiram muitas vezes
criadores, pela sua elevada carga de inovação e criatividade.

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Blazers ou cardigans são a sua imagem de marca. Apreciam calças justas e curtas, bem como
bermudas. Gostam de cores como o azul navy, o vermelho, o branco e o bege. Gostam de as misturar
com riscas.

Usam sneackers, mocassins, dockears, slippers. Estes usam roupas low cost, fast fashion, pret-a-
porter ou alta-costura de forma separada ou misturada. São exímios na mistura de peças, cores, etc..

ESTILO SPORTY CHIC


É um homem informal, ativo, prático, descontraído e dinâmico. Gosta de tecidos como algodão,
fibras naturais e sintéticos. Usa-os para que não se enruguem com facilidade.

Gosta de brincar com os vários estilos. Ao clássico, acrescentam umas sapatilhas. Usam blusões
largos, tipo matelassé, t-shirts, com calças de fato de treino e sapatilhas it do momento. Sweaters
largueironas e chapéus (caps) com slip on. Gostam de sacos de desporto ou mochilas muito fashion.

Lojas e marcas favoritas: H&M, Zara, Nike, Reebok, Gola, Adidas, etc..

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Peças-chave: T-shirts, calças clássicas a imitar fato de treino, camisolas grossas, casacos de ganga,
sapatilhas, etc..

ESTILO LUMBER
É um homem descontraído, com um ar de lenhador sofisticado. Usam t-shirts com camisas e
camisolões tricotados com xadrez azul, vermelha, bordeaux. Casacos estruturados, gorros ou chapéus e
têm uma fixação especial pela barba e pelo bigode. Em caso de fatos, optam por lã com padrões xadrez,
sempre acompanhado por coletes. As botas são em camurça castanha ou tipo Timberland.

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Breve dicionário de moda

OS JEANS MASCULINOS IDEIAIS


Fits
A primeira coisa que se deve analisar nuns jeans é o modelo. Conhecer os diferentes modelos e
saber quais os que mais favorecem o tipo de corpo de cada homem é o melhor ponto de partida.

Straight ou Tradicional
O straight fica sempre bem! É o mais básico dos jeans e, justamente por isso, assenta bem em
qualquer tipo de corpo masculino. O seu corte, nem muito justo, nem muito largo, respeita as linhas do
corpo. A cintura tem a altura considerada perfeita, ou seja, não é alta como as calças dos anos 90, mas
também não é baixa como umas skinny. É a compra mais garantida, desde que o homem acerte no
tamanho.

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Bootcut
Tem um corte semelhante às straight, mas a perna vai alargando a partir do joelho, pois o modelo
foi desenvolvido pensando-se no seu uso com botas, principalmente pelos cowboys. Este detalhe tem
uma agravante: não confere verticalidade a homens de baixa estatura ou pernas muito grossas.

Loose Fit
Apesar de largas e confortáveis, não conferem verticalidade alguma. Homens mais volumosos ficam com
um volume extra quando usam este modelo. Homens mais magros veem as linhas do corpo desaparecer.

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Slim Fit
O modelo slim fit é justo, mas não chega a marcar tanto a coxa e a perna como as skinny. Não
confundir com o modelo skinny! As slim fit são, na verdade, um modelo mais largo do que as skinny
original. O seu corte é menos ajustado ao corpo. Homens com mais volume na coxa devem ter cuidado
no uso e no tamanho que escolhem.

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Skinny
São inacreditavelmente justas. Este fit é dos mais proibitivos para homens que têm coxas muito
grossas ou para homens que têm pernas muito magras e finas.

Tons e lavagens
A multiplicidade de tons e lavagens é hoje infindável! No entanto, é importante entender como
essas características influenciam o formato de corpo do homem.

Jeans escuros ou sem lavagem – São os mais recomendados para situações profissionais um pouco mais
formais, pois têm sempre um ar mais sério. Uma outra vantagem é tornarem as pernas mais magras, ilusão
que favorece homens que têm pernas muito grossas ou estão acima do peso. Inversamente, podem
prejudicar homens que têm pernas muito finas ou são extremamente magros.

Jeans de lavagem média ou clara – Pouco adequados para situações que requeiram uma maior
formalidade ou uma imagem projetada mais séria e profissional. Acrescentam volume desnecessário a
homens acima do peso. Já para aqueles que têm as pernas muito largas é uma opção a ter em conta em
contextos informais.

Bolsos volumosos ou com abas e botões alteram a sua silhueta, conferindo volume que pode ser
favorável para quem é muito magro e um ponto a desfavor para quem estiver acima do peso.

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SAPATOS
Devem ser usados da mesma cor do cinto em contextos formais. Exceção feita em looks ultra
fashions e ultra glamourosos.

Contraforte Palmilha
Forro

Cordões
Salto Ilhoses
Gáspea
Lateral

Vira Sola Biqueira

Oxford
São os mais clássicos e formais dos sapatos masculinos e, por isso, uma peça essencial. É
obrigatório um homem ter uns pretos e uns castanhos no seu closet. São imperiosos em alguns contextos,

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como no trabalho (entrevistas muito formais), casamentos, funerais e demais eventos formais. O que
caracteriza um oxford é a maneira como se posicionam os ilhoses. Nos oxford, os furos dos cordões são
feitos no próprio corpo do sapato (diretamente na pele).

Oxford "Wholecut" – O sapato é feito com apenas uma peça de couro. A única costura fica no calcanhar.

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Oxford "Plain Toe" – O termo "plain toe" explica-se pela frente do sapato ser completamente lisa.

Oxford com "Cap Toe" – O "cap toe" é a biqueira em relevo.

Derby
O que distingue os oxford dos derdy é que os furos dos cordões dos derby são feitos numa aba
extra, costurada sobre o corpo do sapato.

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Derby "Plain Toe"

Derby "Cap Toe"

FASHION SCHOOL 326


Derby norueguês (Split Toe): O Norueguês, ou Split Toe, tem este nome devido à costura e ao acabamento,
caracterizados pela linha vertical que divide a ponta do sapato.

Brogues
Tem a sua origem na Irlanda. Foi criado para ser um calçado muito resistente e funcional para os
camponeses. A sua particularidade é a decoração, ou seja, as múltiplas perfurações decorativas na
superfície do sapato, que foram criadas para facilitar a drenagem da água. No entanto, com o passar do
tempo, foi alvo de modificações, tendo ficado mais sofisticado. Existem, hoje, diversos desenhos e
quantidades. Os mais comuns são: o completo, o meio e o um quarto.

FASHION SCHOOL 327


"Wingtips/Full Brogue" – Caracterizados pela biqueira em formato da letra W, com extensões (asas) que
se estendem pela lateral do sapato. A ponta do sapato é perfurada e o contorno também. O brogue
completo, ou "full brogue", é também chamado de "wingtip" porque o desenho na ponta do sapato lembra
o formato das asas de um pássaro, levantando voo. Um brogue pode ser tanto um oxford quanto um derby.

“Longwing”/Asa longa – Quando o desenho W, ou as asas, dão a volta ao sapato ao invés de acabar na
lateral, ele apelida-se de "Longwing", ou asa longa.

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"Meio" brogue – Tem perfurações na gáspea e na ponta, ou seja, não tem a asa.

1/4 de brogue – Apenas perfurações no cap toe.

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Sapato "espectador" (spectator shoe) – É um brogue, com variações de cores (pode ser um oxford ou um
derby).

Sapato "saddle" – Tem uma camada de couro em cor diferente, colocada sobre a parte de cima do
calçado, lembrando uma sela de cavalo. Pode ser um oxford ou um derby.

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Monk Strap

Moccassin
Os moccassins são os sapatos de homem mais informais. Em camurça ou pele, podem ser usados
com bermudas, jeans, chinos, juntamente com camisas e pólos. Em inglês, são conhecidos como os
driving shoes.

Botas
São a opção ideal para o inverno. Para situações formais, estas devem ser em couro polido, mais
pontiagudas e com cano curto e fino. Homens muito baixos devem evitar sapatos muito pontiagudos, pois
os pés vão parecer muito grandes comparativamente ao restante corpo. Homens muito magros devem

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evitar sapatos muito volumosos e com uma sola de borracha muito grande. O pé vai-se destacar muito do
restante corpo.

BOTA CLÁSSICA BOTA BIKER BOTA MILITAR

Loafears
Uma tendência muito recente e usada, sobretudo, por homens mais fashion e glamourosos.
Quebrando uma das regras de onde deve terminar as calças, os mais ousados usam-nos com meias
bastante apelativas e com as calças a terminarem no início do loafer. Podem ser usados com meiotes.

Slippers
Igualmente uma tendência muito recente e usada, essencialmente, por homens mais fashion e
glamourosos. O nome deriva dos tradicionais chinelos de quarto, neste caso, adaptados a sapatos de rua.

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Alpercatas

Slip on

FASHION SCHOOL 333


Consultoria de imagem

A ideia de que um homem vestido com um fato tem sempre uma imagem profissional que não
corresponde à realidade. O fato errado pode ter um efeito inverso. Basta analisar a imagem que se segue
para perceber que quando analisamos o mesmo homem vestido com um fato, mas um adequado ao seu
corpo e um desadequado, a nossa impressão muda.

O homem da esquerda parece menos capaz de realizar tarefas, menos profissional, desatualizado
nos seus conhecimentos, ao contrário do da direrita. O mesmo homem pode imprimir, nos outros, imagens
diferentes mediante o que vestem.

Está comprovado cientificamente que a forma como nos vestimos influencia o que os outros
pensam de nós nos primeiros 30 segundos que nos conhecem pela primeira vez. A impressão que
passamos faz os outros fazerem uma análise subconsciente acerca da nossa/nosso:
PERSONALIDADE CONFIABILIDADE HUMOR
ESCOLARIDADE COMPETÊNCIA OCUPAÇÃO
CLASSE SOCIAL SUCESSO SITUAÇÃO FINANCEIRA
CREDIBILIDADE SOFISTICAÇÃO ENERGIAS

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Regras gerais para os homens

CAMISAS
Colarinho
O colarinho é resultado da evolução das golas usadas em França, com o objetivo de proteger a
roupa de ser sujada por restos de comida, por volta do século XVI. As golas que se seguiram lembram as
de hoje, mas, até 1800, a tendência era usá-las levantadas, o que se tornava um perigo, já que eram de
tal forma engomadas que chegavam a cortar as orelhas.

Regras:
- Deve ter o tamanho de uma volta do pescoço, restando somente espaço para se inserir um dedo;
- O colarinho da camisa masculina deve aparecer cerca de 1 centímetro acima da lapela.

NOTA: Para saber o tamanho da camisa do homem, devemos medir, com uma fita métrica, em torno do
colarinho do nosso cliente. Pode haver necessidade de fazer por medida.

Vejamos abaixo, os maiores erros que os homens cometem com as camisas e blazers:
A – Imagem correta: o colarinho da camisa aparece cerca de 1 centímetro acima do blazer.
B – Errado: o blazer não fica acomodado na camisa e há espaço entre a gola do blazer e o colarinho.
C – Errado: o colarinho está muito abaixo. O blazer não está no tamanho certo e fica amarrotado atrás.
D – Errado: o colarinho da camisa desaparece e a lapela do blazer fica por cima.
E – Errado: o colarinho da camisa fica muito à mostra, exibindo demais a camisa.

Existe uma grande variedade de colarinhos. No entanto, nem todos se adequam ao formato do
rosto de cada homem. O uso de um tipo de colarinho errado pode agudizar um formato de rosto menos
favorável. O ideal é selecionar um que crie harmonia e respeite a regra das proporções.
 CURTO
O modelo de colarinho curto combina com fato slim fit e skinny ties. É garantia de um look mais
arrojado e moderno.

Dica: Este tipo de colarinho costuma destacar ainda mais o pescoço e o rosto do homem. Por isso, é
recomendado para homens com rostos mais fino e longos, sobretudo, se usado com gravata. Homens
com rostos mais arredondados ou uma estrutura facial marcada por traços mais rígidos devem evitar este
tipo de colarinho. Nestes casos, deve ser usado sem gravata.
 FRANCÊS
É o mais popular e também apelidado de básico. Combina com todos os tipos de nós de gravata
(simples, finos ou mais encorpados) e de rosto.

 INGLÊS
Largo e pontiagudo deve ser evitado por homens de rosto muito magro e longo, pois enfatiza essa
característica.

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 AMERICANO
Este colarinho foi popularizado como ícone americano, criação da camisaria Brooks Brothers.
Caracteriza-se pelo abotoamento na ponta das golas, que revolucionou a moda masculina e originou um
dos modelos mais comuns em camisas casuais. Embora este colarinho possa ser usado com gravata,
usar este modelo de camisa sem gravata parece mais adequado para situações informais.

 ITALIANO
Este colarinho caracteriza-se por ser o mais aberto de todos. Requer uma gravata mais larga e um
nó duplo. Adequa-se a todos os tipos de rostos.

 MANDARIM
Este colarinho tem origens nos vestidos usados por mandarins na China Imperial. A gola mandarim
é curta e reta e geralmente sobe entre dois a cinco centímetros acima do decote. Normalmente é projetado
com bordas arredondadas ou retas na parte superior do meio da frente, que pode se sobrepor um pouco,
dependendo da versão.

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 CONTRASTANTE
Este modelo ficou conhecido também como “colarinho branco”, pois estes foram os primeiros a
adotá-lo na década de 1980. O colarinho de contraste foi originalmente ligado a um “ultraprofissional”,
embora hoje possa ser encontrado em camisas casuais.

 COLARINHO QUEBRADO
Usado em camisas destinadas a trajes formais, como o smoking. Este colarinho fortemente
engomado com as pontinhas de pé tornou-se popular durante o início da década de 1900. Atualmente,
este modelo é quase exclusividade de casamentos e festas de gala e deve ser usado com uma gravata
borboleta ou uma gravata.

FASHION SCHOOL 339


Botões
Em contextos mais formais, optar por colarinhos sem botões. Uma camisa clássica, para as
situações mais formais, não deve ter botões. Os ocultos e aparentes destinam-se a situações mais
informais.

Ombros
Como saber a medida dos ombros da camisa de um homem?
Para se saber a medida exata do ombro, basta passar a mão no ombro e ver exatamente a ponta
da clavícula. A costura deve coincidir com o final do acrómio. Nem sempre o formato do corpo do homem
lhe permite comprar uma camisa que corresponda aos pré-requisitos da medição do colarinho e do ombro.
Regra geral, são homens que precisam de uma camisa feita à medida.

FASHION SCHOOL 340


Tórax
Não pode sobrar tecido nesta área. Nem ficar muito justo de forma que os botões cedam um pouco.

Quando optamos por fazer peças por medida ou saber algumas medidas do cliente para partir
para um personal shopping é importante medir:
1 – Colarinho: indicar a medida em centímetros no local indicado na seta do desenho;
2 – Peito: indicar em centímetros a medida do peito duma camisa que lhe vista bem, tirada na horizontal
à altura das cavas. Em regra, as medidas de peito variam entre 46,5 cm e 76,5 cm.
3 – Mangas: indicar em centímetros a medida desde o pesponto do ombro até à terminação do punho.
Em regra, a medida das mangas varia entre 58 cm e 65 cm.
4 – Cinta: indicar em centímetros a medida da cinta duma camisa que lhe vista bem, fechada, tirada na
horizontal à altura da barriga.
5 – Anca: indicar em centímetros a medida, como indicado no desenho, à altura da anca.
6 – Altura das costas: indicar em centímetros a altura de uma camisa, medida tirada na vertical pelas
costas da camisa a partir da costura que, no centro do pescoço, liga o colarinho às costas até à base da
camisa.
7 – Altura da frente: indicar em centímetros a altura da frente da camisa, medida tirada na vertical a partir
da costura que liga a parte lateral do colarinho ao ombro até à base da camisa.

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8 – Ombro: indicar em centímetros a distância entre a costura que liga a parte lateral do colarinho ao
ombro e a costura que liga o extremo do ombro à manga.

Varetas
Inserem-se na abertura existente por dentro do colarinho e servem para deixá-lo rígido. Existem
em vários materiais inclusive em prata.

Frente da camisa
Poderá ser com dupla costura (militar), frente lisa ou, como opção, com os botões embutidos. Em
contextos formais, a frente lisa é sempre a melhor opção.

1. Sem macho (prega central) – Frente lisa


Casa para os botões abertas diretamente na bainha da frente.

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2. Com macho – Dupla costura (militar)
Malhete de 35 mm de largura, sobre o qual são abertas as casas para os botões.

3. Botões ocultos
Malhete duplo, escondendo os botões.

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Pregas / Pinchéus – Costas da camisa
Importa ver as que melhor se adequam ao tipo de corpo. Existe a dupla (estilo britânico), a central
(estilo americano) e sem pregas ou costura livre.

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Dica: Homens mais volumosos devem optar por costura livre, uma vez que as restantes acrescentam
volume. Já os mais magros devem optar pela dupla ou a central para acrescentarem volume.

COM MACHO COM PREGAS LISAS

O fundo da camisa

DIREITO DUAS RACHAS REDONDO


Manga
Atenção ao excesso de volume que pode ser gerador de dobras indesejadas e que podem
significar que a manga está longa demais. A manga deve terminar de 1 cm a 1,5 cm depois da manga do
blazer.

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Botões
Madrepérola – Ou nácar é uma substância calcária, dura, brilhante, branca ou escura e iridescente
produzida por diversos moluscos, especialmente os bivalves – Índico/Pacífico. São o principal
componente das pérolas. Os botões têm uma espessura de 4 mm e cozem-se de forma cruzada.

Punhos
Com o botão aberto, estique o braço. O ideal é que o punho esteja a uns 2 ou 3 cm abaixo do seu
pulso (com as mãos fechadas). O punho ideal é de 5 cm (aproximadamente). Os homens mais volumosos
devem optar por punhos mais retangulares e angulosos. Os mais baixos devem optar por punhos mais
estreitos. Para uma aparência mais harmoniosa, é importante tentar igualar o comprimento da manga

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visível 1 cm a 1,5 cm com a quantidade de colarinho que é visível na parte de trás do pescoço 1 cm a 1,5
cm.

REDONDOS RETOS FACETADOS

DUPLOS DUPLOS RETOS DUPLOS


REDONDOS FACETADOS

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REDONDOS DOIS RETOS DOIS FACETADOS DOIS
BOTÕES BOTÕES BOTÕES

Bolsos
Em situações mais formais, o ideal é não ter nenhum bolso. Em situações informais, é possível
optar por diferentes formatos. Um homem mais volumoso deve optar por bolsos mais geométricos. O ideal
é evitá-los.

 NÚMERO DE BOLSOS

SEM BOLSO COM UM BOLSO COM DOIS BOLSOS

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 TIPO DE BOLSOS

CANTOS BASE REDONDA BASE RETA SEM


FACETADOS SEM SEM BOTÃO BOTÃO
BOTÃO

CANTOS BASE REDONDA BASE RETA COM


FACETADOS COM COM BOTÃO BOTÃO
BOTÃO

Pala
Algumas camisas têm uma dupla sobreposição de tecido nos ombros que lhes dá um melhor fitting
e robustez. Os bons alfaiates dividem-na ao meio para aumentar o volume dos ombros e valorizar a
postura.

Dica: Homens pouco atléticos e com ombros mais descaídos devem usar.

FASHION SCHOOL 349


Mangas
Não é difícil encontrar algumas criações (D Square) ou looks com manga curta. No entanto, o
melhor é nunca usar camisas de manga curta (muito menos com gravata). No verão, pode parecer um
incómodo, mas existem formas bem originais de dobrar as mangas como podemos ver na imagem que
se segue.

FASHION SCHOOL 350


 Qual o comprimento que a camisa masculina deve ter para poder ser usada por fora da calça?
Para usar a camisa por fora da calça, é necessário que a situação não seja formal. Partindo dessa
condição, a camisa por fora confere um look mais informal, logo, pode ser mais ajustada ao corpo e ter
um comprimento mais curto.

O comprimento ideal é aquele que não ultrapassa a interseção entre a nádega e a coxa. Um
homem que use uma camisa longa e larga demais por fora vai ficar com um formato quadrado. Os mais
volumosos vão parecer ter mais volume. Os mais magros tendem a desaparecer por entre tanto tecido.

BLAZERS
Tecido
Existem vários tipos de tecidos indicados para as estações do ano. Quanto mais natural a fibra, melhor!
Evitar o polyester, pois não tem grande durabilidade e ganham brilho com o ferro de passar. 100% lã é
ideal. Quanto mais algodão e fibras naturais na composição do tecido, melhor.

 FATOS DE VERÃO
O linho, o algodão, ou uma mistura dos dois elementos são os indicados para a constituição de
um fato de verão. Optar por fatos mais claros para esta época do ano. Atenção: os fatos à base de linho
enrugam com muita facilidade.

 FATOS DE INVERNO
A lã é o tecido ideal para um fato de inverno, pois retém o calor. Fatos de tecidos mais pesados,
como lã, são a melhor opção para o inverno. As cores mais indicadas para a estação são os cinzas mais
escuros e pretos. Para o outono, os castanhos são os mais indicados, mas também podem ser usados no
inverno (sobretudo os tons mais escuros).

FASHION SCHOOL 351


Tipo de corte
Antes de escolher a cor ou a textura do fato, é importante escolher o tipo de corte adequado ao
corpo. Existem dois tipos de cortes: o fitted e o regular. O corte regular é o modelo mais largo e é ideal
para homens mais volumosos. Homens mais tradicionais tendem a gostar mais deste tipo de corte. O corte
fitted é o mais indicado para homens com corpos mais atléticos e mais esguios, pois é mais justo ao corpo.
Homens mais arrojados tendem a gostar deste tipo de corte mais fashion.

Lapela larga Mangas mais


Mangas mais
Lapela fina
largas justas

Cintura com
Cintado
alguma sobra

TRADICIONAL Calça mais FIT Calça ajustada


folgada

Tamanho
O número do casaco do fato traduz-se na largura do peito do homem. Assim sendo, um fato número
42 significa 42 cm de largura de peito. Para saber qual o fato indicado, deve-se pegar numa fita métrica,

FASHION SCHOOL 352


passar à volta do tórax, medir à volta das partes mais largas do peito e desta maneira saberá qual o
tamanho ideal.

DROP 6 – Para um fato de tamanho 50, a calça é 44 (mais volumoso, conservador);


DROP 7 – Para um fato de tamanho 50, a calça é 43;
DROP 8 – Para um fato de tamanho 50, a calça é 42 (mais magro, jovem, slim, moderno).

Ombros: Um bom blazer tem que ter ombreiras quase invisíveis (pouca pasta). A sua função é dar formato
e sustentação, nunca volume! Um blazer com ombros muito largos vai fazer a cabeça parecer muito
pequena em relação aos ombros; se os ombros do blazer forem demasiado pequenos, a cabeça pode
parecer muito grande em relação ao restante corpo.

Lapela: Deve adequar-se ao tipo de corpo e tipo de rosto do homem. Assim sendo, um homem muito
volumoso e com um rosto largo deve evitar lapelas muito largas e arredondadas. A lapela deve ser média
e com cortes mais retos. Um homem muito magro com um rosto longo deve, igualmente, evitar lapelas
muito largas. O contraste vai ser muito visível e pouco estético.

BICUDA CLÁSSICA XALE


(USADO EM
SMOKING)

Regras para abotoar um blazer


Botões: O blazer mais tradicional tem 3 botões, o mais usado tem 2 botões e o ultra-moderno tem 1 botão.

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 BLAZER DE 1 BOTÃO
Deve estar sempre abotoado quando estiver em pé e desabotoado quando estiver sentado.

Dica: o botão único alonga a silhueta, uma vez que o “V” mais profundo faz o homem parecer mais longo
do que na realidade é. É o mais indicado para os homens de estatura menor ou média que desejam
parecer mais altos.

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 BLAZER DE 2 BOTÕES
Este modelo agrada tanto os homens mais arrojados, quanto os de perfil um pouco mais
conservador.

Dica: este modelo também alonga a silhueta, porém é mais indicado para homens com o tórax mais largo
ou que estejam um pouco acima do peso. No blazer de 2 botões, o de cima deve ser abotoado. O de
baixo, nunca!

 BLAZER DE 3 BOTÕES
É um clássico da elegância masculina.

Dica: homens muito altos e fortes ficam bem com este modelo. Ao contrário dos dois primeiros modelos,
este recorta a silhueta ao meio, dando uma sensação de estatura menor. No blazer de 3 botões, o do meio
deve estar sempre abotoado. Já o de baixo nunca.

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 A NOVIDADE DE 2015: 4 BOTÕES
Inspiração militar: o último botão deve estar sempre desabotoado tal como o de 3 e 2 botões.

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Blazer assertoado/trespasse
No caso de duas fileiras de botões, o último botão da primiera fileira fica desabotoado. É um
clássico da elegância masculina e está de volta aos looks masculinos mais in.

Dica: homens muito fortes devem evitar este modelo. Como tem sobreposição de tecido acrescenta
volume. Não abotoar o último botão da linha externa de botões.

Posição do botão
O primeiro botão de dois ou o botão do meio de três botões deve estar alinhado acima do umbigo.

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Colete
Quando um homem usa um fato completo, ou seja, com colete, o último botão do colete nunca
deve ser abotoado.

NOTA: Quando um homem se senta deve, sempre, desabotoar o casaco.

Botões da manga
São sempre 4 botões sobrepostos. Os 4 botões da manga geralmente são decorativos, mas
quando o blazer é de designer ou de alta alfaiataria, os botões não estão cozidos. Logo, basta deixar o
primeiro ou os dois primeiros botões abertos que os entendidos vão perceber que se trata de um blazer
de qualidade. As casas são cosidas com linha de seda. Os botões podem ser provenientes da ponta do
corno do boi, do búfalo e do cervo.

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Acabamento
É importante virar o blazer do avesso para analisar o forro, para retificar se o acabamento é bem
feito, se as costuras estão bem rematadas e se o corte está alinhado. Mesmo que não seja de designer,
ele deve ter que responder a estes requisitos.

Ombros
Os ombros devem ficar lisos, sem costuras repuxadas ou ondulações.

Abotoado
O blazer apertado não deve ficar muito largo nem muito justo. Muito largo, a lapela tende a dobrar
e cair. Muito justo, o botão fica repuxado. O ideal é conseguirmos deslizar os dedos dentro do blazer.

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Comprimento e largura da manga do blazer
Com os braços relaxados, para baixo, as mangas não devem estar muito justas nem muito largas
que se enrolem e dobrem no braço. Deve-se ver a camisa.

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Atenção ao excesso de volume que pode ser gerador de dobras indesejadas e que podem significar ou
que o fato não tem o tamanho certo ou que a manga está longa demais. A manga deve terminar de 1 cm
a 1,5 cm antes da manga da camisa.

CERTO MUITO CURTO MUITO COMPRIDO

Comprimento do blazer
O homem deve conseguir, com os braços relaxados, pegar no fundo do blazer. O blazer não deve
ultrapassar o tamanho do braço. Se não conseguir fazer isso é porque o fato está muito comprido ou o
cliente tem os braços muito curtos ou compridos.

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CERTO MUITO CURTO MUITO COMPRIDO

Bolsos
Na verdade, não existe uma regra quanto ao formato de bolso do blazer porque tudo depende do
modelo e do gosto de cada homem. Os mais modernos têm aparecido sem lapela no bolso. Os mais
tradicionais têm bolsos mais proeminentes e evidentes, que não favorecem homens mais volumosos.
Favorecem os homens mais magros. A única regra é não carregar nenhum objeto nos bolsos externos do
blazer porque a silhueta fica desfigurada. Este é, aliás, um dos motivos porque muitas marcas optam por
coser os bolsos.

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Abertura traseira
Sem abertura: este tipo de blazer sem abertura nas costas é mais estreito e ideal para homens mais
atléticos. O casaco mantém-se mais justo ao corpo criando uma silhueta mais definida. Tem a
desvantagem de se enrugar mais facilmente quando o homem se senta com ele vestido. O modelo sem
abertura tende a desaparecer.

Com uma abertura: esta abertura no casaco do fato serve para que o casaco não enrugue tanto; tem
também a vantagem de se poder aceder aos bolsos da parte de trás das calças mais facilmente. É muito
usada, mas antes de optar por uma, colocar a mão no bolso e ver se o blazer atrás não vai ficar muito
aberto.

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Abertura dupla: para quem usa muito os bolsos da parte de trás das calças esta é a melhor opção, pois
permite um acesso maior que qualquer uma das opções apresentadas anteriormente. Fazem o homem
parecer mais alto e são mais confortáveis ao sentar e muito indicadas para os mais volumosos.

CALÇAS
A calça do fato atual e mais moderno não tem pregas e é mais estreita. Ela é comprida o suficiente
para esconder só o início do sapato, não todo o sapato. Homens mais tradicionais ou com mais idade
devem optar por um formato um pouco mais largo.

Calças sem pregas e sem dobras: são mais justas na parte da frente e, por isso, mais procuradas por
homens mais jovens e/ou modernos. Não devem ter bainhas com dobra.

Calças com pregas e com dobra: são mais procuradas por homens mais tradicionais. Este tipo de calças
permite colocar objetos dentro dos bolsos sem que se notem demasiado. As pregas também permitem
mais conforto quando um homem se senta. Mas para quem tem um pouco de barriga esta escolha também
é mais sensata, pois ajudam a equilibrar a silhueta. Requerem bainhas com dobra.

As calças tradicionais têm duas pregas frontais, dois bolsos laterais e dois bolsos traseiros.
Devemos pedir ao cliente para se sentar para conferir o conforto da peça. Se os bolsos e as pregas
esticarem, procure um número maior. No traseiro, o ideal é que o tecido não repuxe e que não sobre tecido
em excesso.

Os homens mais arrojados devem optar por uma medida de fundo das calças de 16 cm a 17 cm.
Os mais tradicionais devem procurar optar pelos 19 cm. Mais do que estas medições, as calças vão ficar
muito largas.

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Comprimento das calças
Existem diversas opções quanto ao cumprimento das calças de um fato. O importante é que as
calças, no fundo, não criem foles devido ao excesso de comprimento. Nos fits clássicos, a calça deve
terminar 1 cm antes do sapato. Com a versão slim fit, esta regra não pode ser cumprida. A calça termina
junto ao calcanhar e início do sapato. No entanto, temos que analisar cada contexto. Vejamos:

Comprimento grande: o fundo da bainha cobre o salto do sapato. Esta opção permite uma maior cobertura,
impedindo que as meias se vejam quando se caminha. É a situação mais correta para contextos formais
e de cariz profissional mais sério.

Comprimento médio ou curto: o fundo da bainha termina a meio do salto do sapato. Esta opção permite
menos cobertura à meia. É uma opção mais recente e utilizada por homens muito fashion e cuja intenção
é mostrar uma meia mais arrojada (colorida) ou um sapato mais fashion.

Fundo da calça
Deve cair sobre os sapatos, que pode ser tradicional ou “italiana” (bainha que fica
permanentemente dobrada). Porém, num homem baixo, é preferível optar pela lisa, para não dar

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impressão de ser mais baixo ainda (não alongam a silhueta). Para homens muito altos, pode ser uma
opção para encurtar a estatura.

Sem bainha: o fim da bainha acaba mesmo no topo do salto do sapato. Este estilo é um pouco mais
arrojado e encurta a perna. Deve ser evitado por homens baixos.

Com a democratização da moda, e a respetiva atualização das tendências, estas regras estão a
ser abandonadas e o slim fit tem desconstruído a ideia das calças a terminarem a 1 cm da sola, para
passarem a terminar onde o sapato começa. Já os blazers estão a terminar muito acima do indicado. Em
algumas situações, marcas como D Squared e Dolce & Gabanna têm apostado nestas novas regras,
criando algumas desproporções nos corpos masculinos.

GRAVATAS
- Usar um fato discreto e seis gravatas (lisas, estampadas, em tecidos sedosos, adamascadas, tricotadas)
permitem diferentes looks.
- O tecido da gravata deve ser deve ser 100% lã ou 100% seda.
- Para a gravata ter o tamanho ideal, é necessário encostar na fivela do cinto.
- O nó deve acompanhar a largura da gravata e do colarinho. Quanto mais largos, maior o nó. Deve estar
alinhada com a fivela do cinto.
- O ponto correto do alfinete da gravata é aproximadamente a vinte centímetros da ponta da gravata
(alinhado com mamilo).
- Desfazer sempre o nó da gravata e guardá-las penduradas.
- Nunca usar gravata com camisa de manga curta.
- A gravata deve ser sempre mais escura do que a camisa.

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MUITO CURTA MUITO COMPRIDA MUITO CURTA

Alfinete de peito
Deve ser usado a aproximadamente 20 cm do nó da gravata (dependendo da altura do homem)
ou posteriormente ao 2.º ou 3.º botão a contar da ponta do fundo da gravata. É um acessório que pode
dar um toque de sofisticação ao look, mas pode igualmente ter uma função protetora de acidentes na hora
das refeições ou na hora de lavar as mãos.

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Tecidos
Confira os diferentes materiais usados na confeção de gravatas.

 LÃ
Mais usada no Inverno, é uma gravata mais firme e com volume.

 SEDA LISA
É considerado o tecido mais nobre para confeção, pois tem um caimento impecável.

 JACQUARD
Entrelaçada com jacquard de seda, este modelo tem textura e volume. É a mais usada no dia a
dia pelos executivos.

 MICROPADRÃO
O padrão é tão pequeno que dá textura e corpo para a gravata, sendo fácil de combinar.

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 FALSO LISO
É aquela gravata que parece lisa de longe, mas a trama tem sentidos opostos, dando mais volume.

 ALGODÃO
Normalmente, são as gravatas estreitinhas e modernas que combinam perfeitamente com looks
casuais.

 GEOMÉTRICA
Tem padrões variados. Para combinar, há que se tomar bastante cuidado.

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 LISTAS
A mais comum combina com várias composições.

 XADREZ
Virou hit dos fashionistas e atualmente é largamente produzida.

 LISAS
Eterno clássico, sem diversas composições de cores.

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 CROCHÉ
Sucesso nos anos 1960, confere um ar mais retro à composição.

Nós da gravata
Simples ou Four-in-Hand – É o nó mais prático de todos. Vai bem com a maioria dos tipos de colarinhos,
principalmente se o tecido da gravata for mais encorpado.

Clássico ou Windsor – Este nó, em forma de triângulo, fica mais volumoso, pois exige várias voltas da
gravata. É ideal para colarinhos mais abertos, como o italiano.

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Semi-clássico ou Half-windsor – Também é um nó volumoso, ideal para gravatas mais leves e colarinhos
mais abertos. Parecido com o Windsor.

Borboleta ou Bow tie – É o nó clássico para eventos noturnos, onde o dress code pede o Black-tie. Pode
ser usado com camisas de colarinho clássico.

Gravatas skinny e as lapelas


A homens muito musculados, muito altos ou acima do peso não é aconselhável o uso da gravata
skinny. Os acessórios ficam desproporcionais em relação às características do homem. Quem é
corpulento fica mais elegante com a gravata comum (ainda que mais estreita que a versão dos anos 90).

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Se usar a gravata skinny com um blazer, certifique-se que as lapelas são estreitas. As mais largas
ficam desproporcionais, parecendo que o fato é de uma época e a gravata de outra. A harmonia e a
simetria entre a fisionomia do rosto, o pescoço e o tipo de corpo do homem têm que ser ponderadas
sempre.

Harmonia no Homem
Deve haver harmonia entre:
#1 – Rosto;
#2 – Colarinho;
#3 – Lapela;
#4 – Espessura da gravata;
#5 – Nó da gravata.

Exemplo: Um homem com um rosto muito volumoso e estruturado e com muito volume corporal deve evitar
colarinhos muito grandes, altos, finos e pequenos. As lapelas devem ter 4 centímetros, bem como a
gravata. Não fica muito estético lapelas grandes e gravatas muito largas.

E deve ter também harmonia entre:


#1 – Rosto;
#2 – Colarinho;
#3 – Lapela;
#4 – Laço.

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O colarinho da camisa está à Laço com o Laço com o tamanho
vista: ERRADO! tamanho correto. muito grande

LENÇO DE BOLSO
O lenço de bolso está de volta! Esta peça, que já era usada na antiga Grécia, ainda que não da
mesma forma, tem contribuído para dar um up aos looks masculinos around the world. No entanto, no
nosso país, apesar da inegabilidade do charme que eles adicionam ao visual, o seu uso ainda surge muito
timidamente. Entretanto, para a maioria dos homens, a dúvida é como dobrá-lo para ficar com um look
mais fashion. Aqui ficam algumas sugestões:

FASHION SCHOOL 374


FASHION SCHOOL 375
MEIAS
O comprimento adequado é aquele em que o homem se senta e, apesar de as calças subirem,
não é possível ver a perna.

O comprimento das meias é importante, mas a cor é também muito importante. Existem várias
teorias. No entanto, por uma questão estética, as meias devem-se combinar com a cor do sapato e, se
possível, com a cor mais parecida possível. Exceção feita em looks mais arrojados e ultra fashions.

CINTO
O cinto deve ser apertado no botão central. Medir a cintura: 80 cm – a calça é o 40; 85 cm – a
calça é o 42; 90 cm – a calça é o 44.

Biótipos

TIPOS DE ROSTO

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Cortes de Cabelo
Ovalongo – Optar por um corte que reduza o tamanho do rosto. Uma franja mais comprida pode ser a
solução.

Quadrado/retangular – Optar por um corte que reduza o tamanho do rosto. Uma franja mais comprida
pode ser a solução.

Diamante ou triângulo – Tem que optar por um corte e penteado que acrescente volume ao crânio.

Redondo – Optar por um corte que reduza o tamanho do rosto. Uma franja mais comprida pode ser a
solução.

Coração – Optar por um corte que reduza o tamanho do rosto. Uma franja mais comprida pode ser a
solução.

Oval – Evitar risca ao meio e cabelo muito esticado.

Triângulo invertido – Evitar cortes que tragam volume. Compensar com barba.

OS DIFERENTES TIPOS DE CORPOS DO HOMEM

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Tal como a mulher, também os homens têm diferentes tipos de corpos. As diferenças ocorrem,
essencialmente, entre os ombros e a anca. Ao contrário da mulher que deve ter estas medidas o mais
simétricas possível, no caso do homem, os ombros devem ser sempre mais destacados do que a cintura
e a anca. O tipo de corpo mais harmonioso é o trapézio. No triângulo invertido, esta assimetria é muito
acentuada entre os ombros e a cintura, que afina imenso. O importante para vestir um homem é ter em
conta o seu volume e onde este está localizado, e a sua alltura. Não vamos aplicar técnicas para o tornar
um tipo de corpo, mas sim torná-lo mais atlético e mais alto ou mais baixo.

Homens mais volumosos/ovais


Características: geralmente o peso está acima do ideal, apresentando linhas mais curvas, com ênfase na
horizontal. O pescoço é curto ou largo, as costas são arredondadas e os braços volumosos.

Objetivo: afinar o tronco, usando cores escuras e listras na vertical, calças retas, blazers e jaquetas com
recortes na cintura e sem ombreiras.

- Preferir roupas escuras, pois ajudam a adelgaçar a silhueta, dando a impressão de menor volume na
barriga e coxa.
- Escolher calças com corte direito e com cós, de lavagem escura, sem pormenores (apliques) e com
bolsos sem relevo. Estes devem ter uma forma geométrica mais cortada e não arredondada, pois enfatiza
o volume. Não deve dobrar a bainha das calças, pois acrescenta volume às pernas e torna o homem mais
baixo.
- Usar camisas com os dois primeiros botões abertos em “V” para dar verticalidade. As camisas não devem
ser nem muito justas nem muito largas. Em situações menos formais, podem ser usadas por fora das
calças, ainda que não devam ultrapassar a linha de interseção entre a nádega e a coxa.
- Preferir camisolas, pólos e t-shirts com um decote em “V” ou “U” em cores mais escuras e com riscas
verticais, pois ajudam a alongar a silhueta. Os decotes redondos cortam a verticalidade.
- Evitar estampados e padrões que captam a atenção e conferem volume. Para além disso, o homem vai
parecer mais baixo.

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- Optar por blazers pouco estruturados e com um tecido pouco volumoso. A lapela não deve ser muito
grande nem arredondada. Preferir blazers com 1 ou 2 botões, ligeiramente cintados.
- Escolher gravatas com cores luminosas para iluminar o rosto (de acordo com o tom de pele do cliente),
com riscas diagonais ou verticais. Evitar gravatas slim ou muito largas. Não usar nó duplo.
- Se o formato do rosto for arredondado, o colarinho deve ser francês ou italiano. Se o pescoço for muito
curto, evitar o colarinho inglês.
- Se for baixo, evitar casacos ¾. Preferir casacos curtos a findar no osso ilíaco.
- Preferir fatos de risca de giz e camisas com riscas finas verticais.
- Usar acessórios para desviar a atenção da zona crítica (barriga): cachecóis / lenços / pashminas abertos
e a terminar no osso ilíaco. Se o homem tiver o rosto muito redondo, estes acessórios, com a volta dada
junto ao pescoço, vão tornar o rosto mais volumoso. Se o homem for baixo, vão torná-lo mais baixo ainda.
- Combinar a cor do sapato com a calça para parecer mais alto e as pernas mais finas.
- Se o homem for baixo, usar cintos da mesma cor da roupa, pois, ao diluir-se no look, o cinto não contrasta
e não corta a silhueta.
- Evitar sapatos com solas e estruturas muito grossas ou muito pontiagudas.
- Optar por óculos retangulares em caso de rosto redondo. Mais arredondados em caso de rosto muito
longo.
- Não usar golas altas, malhas grossas e tecidos muito encorpados e estruturados, pois vão conferir
volume.

 REGRAS PARA OS HOMENS PARECEREM MAIS ADELGAÇADOS

- Bolsos vazios: não há necessidade de acrescentar, na silhueta, uns centímetros a mais de volume
corporal. Se no dia a dia o homem carrega itens importantes, pode considerar a aquisição de uma clutch
masculina.
- Uniformidade de cores e riscas verticais: casaco, calça e sapato de uma só cor criam a ilusão de
alongamento e verticalidade, assim como as riscas de giz.
- Golas em “V”: ajudam a desconstruir o formato arredondado de um rosto. O “V” acrescenta verticalidade.

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- Roupas com um fit adequado: muito justas ou muito largas só fazem aumentar a silhueta. Um fit mais
ajustado vai deixar o homem mais elegante, sem apertar ou parecer desleixado.
- Cuidado com o cinto: muito apertado, marca muito a cintura. Muito largo, não segura as calças na altura
certa. Ao comprar, é importante o homem certificar-se que os furos estão nos lugares certos. Um cinto de
uma cor muito destoante do fato corta a silhueta , encurtando-a.
- Evite estampados: sobretudo, estampados muito grandes que acrescentam volume.
- Tecidos muito grossos: tecidos volumosos, espessos e acolchoados acrescentam volume.

Homens trapézio
Características: os ombros são mais largos do que as ancas, no entanto, equilibrados. O peitoral é grande
e as costas são largas. É considerado o corpo mais perfeito.

- Homens com ombros muito largos, devem optar por casacos com poucos ou nenhuns enchumaços para
não perder a altura do pescoço. Casacos de construção suave são os ideais, pois caiem de forma natural
sem estruturar ainda mais.

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- Optar por camisas com riscas finas verticais, pois conferem mais altura. Podem ser ligeiramente cintadas
e com os 2 botões abertos para enfatizar a silhueta em “V”.
- Optar por camisolas em “V”.
- Evitar peças demasiadamente justas que marquem muito o corpo, pois não é elegante.
- Homens com o pesçoco muito grosso devem evitar golas altas.

Homem triângulo
Características: ombros mais estreitos e anca mais larga. A tendência deste biótipo é ter os ombros mais
caídos e pernas mais grossas.

Objetivo: realçar os ombros e disfarçar a anca.

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Evitar:
- Tecidos pouco estruturados e mangas raglã nas peças superiores;
- Decote em “V”, pois aumenta a impressão de ombros caídos;
- Peças escuras nas peças destinadas à parte superior do corpo;
- Calças e bermudas com lavagens.

Usar:
- Peças com costuras e enchumaços;
- A costura da camisa e blazer deve terminar no acrómio, para não aumentar a impressão de
ombros caídos;
- Tecidos mais estruturados;
- Detalhes nos ombros, como martingale;
- Calças ou bermudas de cores escuras, sem brilho ou padrão para reduzir o tamanho da anca e
coxa.

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Homem triângulo invertido
Características: ombros e peito largos, braços com músculos bem definidos e cintura estreita, ou seja, a
parte superior é maior do que a parte inferior do corpo.

Objetivo: equilibrar a parte inferior com a superior, usando camisas, t-shirts, casacos e blazers com um
recorte mais reto. O objetivo é “diminuir os ombros” em relação à cintura e realçar as pernas.

Evitar:
- Enchumaços, uma vez que trazem volume;
- Blazers, camisas e t-shirts com cores muito fortes, riscas horizontais grossas, tecidos muito
estruturados, padrões;
- Calças skinny e escuras.

Usar:
- Na parte de cima, cores escuras, tecidos lisos e sem textura;
- Malhas com gola em “V”;
- Na parte de baixo, cores claras, jeans em tons mais claros do que a blusa ou com lavagens mais
desgastadas.

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Homem retangular
Características: ombros, cintura e anca na mesma linha visual e com as medidas bem próximas.

Objetivo: para equilibrar, é necessário criar curvas e volume, caso a pessoa seja magra. Se estiver acima
do peso, a cintura deve ser camuflada.

Evitar:
- Peças retangulares;
- Decotes em “V” que vão afinar os ombros e o tronco.

Usar:
- Peças estruturadas nos ombros para criar um efeito mais trapézio ou triângulo invertido;
- Peças mais cintadas para definir cintura.

Homens baixos
- Preferir roupas escuras ou dentro dos mesmos tons para dar verticalidade.
- Escolher calças com corte reto e com cós na cintura. Evitar cores claras nas calças. Não deve dobrar a
bainha das calças, pois acrescenta volume às pernas e torna o homem mais baixo.

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- Usar camisas com os dois primeiros botões abertos em “V” para dar verticalidade. As camisas não devem
ser muito largas e devem ser usadas sempre por dentro das calças.
- Preferir camisolas, pólos e t-shirts com um decote em “V” ou “U” em cores mais escuras e com riscas
verticais, pois ajudam a alongar a silhueta. Os decotes redondos cortam a verticalidade.
- Evitar estampados e padrões, pois o homem vai parecer mais baixo.
- Optar por blazers com 1 ou 2 botões, ligeiramente cintados. Devem ter pequenas ombreiras para os
ombros parecerem mais altos e atléticos.
- Se o formato do rosto for longo, evitar o colarinho inglês.
- Evitar casacos ¾. Preferir casacos curtos a findar no osso ilíaco.
- Preferir fatos de risca de giz e camisas com riscas finas verticais.
- Os cachecóis/lenços/pashminas devem ser usados abertos e a terminar no osso ilíaco.
- Combinar a cor do sapato com a calça para parecer mais alto e as pernas mais finas.
- Usar calça sem baínha para alongar a estatura.
- Usar cintos da mesma cor do que a roupa, pois, ao diluir-se no look, o cinto não contrasta e não corta a
silhueta.
- Evitar sapatos com solas e estruturas muito grossas ou muito pontiagudas.
- Não usar golas altas, pois vai parecer mais pequeno.
- Optar por cortes de cabelo militares, ou seja, curtos de lado e mais altos na parte superior da cabeça,
pois conferem altura. Cabelos espetados também fazem o efeito.
- O uso de chapéu também ajuda a ter uns centímetros extra. Depende do estilo do homem.
- Comprar sapatos com tacão interno (Site: masaltos.com).

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Homens altos
- Optar por blazers de 3 botões.
- Usar sobretudos longos ou de ¾.
- Preferir calças retas, mas nunca muito largas. Estão proíbidas as calças de cós baixo, pois criam
desproporcionalidade entre a parte superior e inferior do corpo.
- Optar por calças com bainha italiana para encurtar a altura.
- Usar cintos com cores contrastantes ao look para cortar a silhueta.
- Não usar gravatas slim fit.
- Evitar riscas verticais nas gravatas, camisas e fatos.
- Usar cores diferentes na parte de cima e de baixo do look de forma a cortar a silhueta.
- Usar sapatos de cor diferente do look, pois quebram a linha do corpo.
- Em looks casuais, enrolar a bainha das calças de forma a encurtar a altura das pernas.
- Evitar golas em “V” ou “U”, pois dão a sensação do pescoço ser mais comprido.

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Etiqueta e Protocolo - Homem
Casamentos

O NOIVO/PADRINHOS/CONVIDADOS
Menor formalidade – Optar por um fato que varia entre a sobriedade do preto ou do azul-marinho ou azul-
escuro (midnight).

Maior formalidade – De dia, se o dress code sugerir, optar pelo fraque. O noivo pode ir de fato normal, de
semi-fraque ou de fraque. Assim, existem algumas regras que devem ser cumpridas.

Fraque (Cutaway)
É, por excelência, o traje de cerimónia que se usa durante o dia (está
limitado a eventos que comecem durante o dia, até às seis horas da tarde ou até
ao pôr do sol). Os ingleses chamam-lhe, aliás, morning coat. À noite, o seu uso
está rigorosamente proibido.

O casaco do fraque pode ser em tecido preto, ou em vários tecidos de


tons cinzento escuro e nunca tem aplicações em cetim. Tem apenas um botão
na frente e as abas devem terminar logo abaixo da linha do joelho (por este
motivo, deve ser evitado o uso a homens baixos).

Em casamentos, só o noivo deve vestir o casaco cinzento. Com o casaco


cinzento claro, o noivo pode vestir calças cinzento claras.

O colete tanto pode levar uma como duas fileiras de botões. A sua cor pode ir do cinzento claro
como ao bege amarelado – sendo esta a cor mais tradicional. Para as cerimónias religiosas e oficiais deve-
se usar a cor preta.

Os botões podem ou não ser forrados no mesmo material do casaco.

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As calças formais utilizadas no fraque são sempre cinzentas com riscas verticais em preto,
tonalidades diferentes de cinza e/ou branco. Menos usual, mas também correto, é usar calças em xadrez
preto e branco. Devem ser vincadas, de bainha e sem dobra ou costura.

Se o noivo usar fraque, os pais e os padrinhos devem ir de fraque. No caso de o convite indicar
fraque, as senhoras devem usar vestido de cocktail pelo joelho, chapéu e luvas. E mesmo no verão, devem
usar meias (collants). O vestido deve ser curto. Numa cerimónia religiosa solene, as senhoras devem trajar
com um vestido curto, com os ombros cobertos, nunca de cor vermelha, branca ou fucsia (roxo).

São permitidos relógios e apenas botões de punho. Os sapatos devem ser um modelo clássico: o
intemporal oxford de cor preta é uma excelente opção.

Em suma, o fraque deve ter as seguintes peças:


- Fraque cortado de botão único, em preto ou antracite (cinzento escuro);
- Colete com uma ou duas filas de botões, de cor amarela, cinzenta clara ou preta (para funerais);
- Calça cinzenta com riscas pretas;
- Cinto preto ou suspensórios (mas nunca ambos);
- Gravata, plastron (lenço de seda ao estilo do século XIX) ou gravata cinzenta ou de outras cores
(podendo ser enriquecido com um alfinete com uma pérola ou pedra). O laço está completamente interdito
neste traje;
- Lenço branco ou da cor da gravata, sempre liso;
- Sapatos pretos e lisos. O calçado clássico para o fraque é o modelo oxford, embora os monk straps ou
os sapatos abotinados sejam também adequados.

Pode-se usar os seguintes itens, com fraque:


- Chapéu alto, preto (mais formal) ou cinzento claro que deve ser transportado na mão dentro de edifícios
e na cabeça lá fora;
- Luvas de camurça ou de pele de cabra;
- Bengala ou chapéu de chuva;

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- Flor na lapela, preferencialmente branca e simples. Os pais e padrinhos devem usar uma cor diferente
(vermelho);
- Relógio de pulso ou bolso, mas nunca ambos.

Meio-fraque (Stroller)
É um fato semelhante, mas muito menos formal, conhecido em inglês
como stroller. É usado exclusivamente com camisa de colarinho normal (mas
igualmente sem botão). O casaco do meio-fraque não tem abas, mas é mais
comprido que o casaco de um fato normal. A calça e o sapato devem seguir as
mesmas regras do fraque. Com ele, não se usa chapéu alto, mas pode-se usar
chapéu de coco.

Se o noivo usar meio fraque, todos os padrinhos podem usar meio-fraque.


Nenhum dos convidados deve usar um traje com uma formalidade que esteja
acima da do noivo. Aconselha-se que os padrinhos usem tons iguais ou
semelhantes e a mesma cor de camisa e de gravata entre si, para padronizar os
trajes.

Maior formalidade – O smoking é uma opção que tem ganhado muita expressividade. É mais adequado
a partir das 18h, pois é um traje de noite.

Smoking
A camisa que deve ser usada é uma camisa branca formal, sem bolsos e sem botões nos
colarinhos, mas sempre com botões de punho. Deve também ter peitilho usualmente em piqué.

Com o smoking, usa-se o laço e uma faixa de seda também na mesma cor do smoking, que deve
ser colocada com as suas pregas viradas para cima. Se usar gravata com o smoking, dispensa-se a faixa

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de seda. Os sapatos a usar devem ser de sola rija que podem ou não ser em verniz, mas sempre com
cordões.

Atenção: Se o homem usar smoking, a acompanhante deve obrigatoriamente levar vestido comprido.

Batizados

PAIS E PADRINHOS
Os homens devem optar por um fato clássico e gravata em tons cinza, azul escuro ou preto.

Funerais

AMIGOS / PARENTES AFASTADOS


Os homens devem optar por gravata preta com camisa branca (evitar padrões na camisa ou
gravata).

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Os diferentes dress codes - Homem
CASUAL/SPORTY
Adequado para situações mais informais. Apesar do cariz descontraído, requere-se uma
preocupação com o look.

Para os homens, calças de sarja, jeans, pólo, camisas e moccassins desportivos ou botas de
camurças. A ocasião dispensa gravatas e blazer. Se estiver frio, é permitido um blazer discreto e básico.

CASUAL CHIC
Eventos durante o dia
Homens – Calça e blazer (não é necessário serem da mesma cor), camisa de manga comprida – pode
ser colorida, com riscas finas ou xadrez pequeno. O uso de calça de ganga ou chinos claros é permitido
em alguns eventos menos formais. Não é obrigatório usar gravata. O uso de blazers mais claros é
permitido.

Eventos durante a noite


Homens – Em caso de um local mais chic, o fato escuro e gravata são mais indicados. As gravatas podem
ser coloridas e com padrões. Sapatos em pele, a combinar com a cor do cinto. Num local mais informal,
usar blazer mais formal com gravata ou com calças chino ou até calça de ganga de lavagem escura.

FORMAL
Seja o evento de dia ou à noite, é obrigatório usar fato ou blazer. A camisa e a gravata devem ser
discretas e clássicas. Os sapatos são bastantes formais e em pele.

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TRAJE A RIGOR, GALA, BLACK TIE OU TENUE DE SOIRÉE
Os homens devem vestir smoking quando o dress code é black tie, que exige cetim na lapela do
blazer, faixa na cintura a combinar com a gravata, ambas pretas, camisa branca com pregas na frente,
papillon. Normalmente, usa-se o traje preto.

No verão, é possível usar o chamado smoking summer, que é o mesmo traje, mas com blazer
branco. É preciso muita classe para não ser confundido com um funcionário. Sapatos lisos de verniz ou
pretos com cordões (oxford). Nunca um moccassin.

Quando o dress code é white tie, os homens devem vestir fraque.

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Introdução - A importância do estudo da cor

É difícil imaginar um mundo sem cor!

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A cor é uma das principais características do mundo que nos rodeia. É um elemento expressivo e
simbólico, de fundamental importância na linguagem visual. A cor é um fenómeno que exerce fascínio,
desperta interesse e deslumbramento nas pessoas. Quem trabalha com moda, imagem, fotografia, arte,
cenografia ou qualquer área da comunicação visual conhece a sua importância no processo de criação e
composição do produto final.

Registos históricos indicam que as cores começaram a ser utilizadas pelos nossos ancestrais para
atrair a caça, passando ao longo dos anos a ter um papel maior nas culturas e religiões, como na Índia e
China, cuja aplicação se dá em forma de energias, ou no Ocidente, onde as religiões utilizaram a coloração
das roupas para definir hierarquias cristãs.

A perceção das cores muda conforme o material em que ela está inserida, a intensidade, a luz que
a ilumina, as cores adjacentes, etc.. Também é muito importante lembrar que a perceção de cada cor
muda conforme a cultura. O vermelho, que para nós remete ao desejo, no Japão é usado pelas noivas. O
branco, que na nossa cultura lembra pureza e é usado pelas noivas, noutros povos é considerada a cor
do luto.

Pensa-se que o mais antigo estudioso das cores foi o filósofo grego Aristóteles, que as incluía nas
propriedades dos objetos, teoria contestada por Da Vinci, que afirmava serem propriedades da luz, mas
foi o físico inglês Isaac Newton que apresentou e revolucionou os conceitos sobre a luz e as cores.
Posteriormente, os conceitos teóricos foram aplicados e os estudos passam a englobar também os

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aspetos psicológicos da cor, não só como a capacidade de ser vista, mas também pela emoção que
provoca e na simbologia e capacidade de construir uma ideia.

A correta utilização das cores é um importante aliado para o equilíbrio de uma imagem, sendo
gerador de bem-estar, o que eleva e reduz os níveis de stress, além de facilitar a comunicação e aumentar
a produtividade, eliminando a ansiedade, a angústia e a depressão. Do ponto de vista físico, as cores
podem influenciar no tamanho e formato aparente dos corpos, onde as cores ditas “quentes” (como o
vermelho e o amarelo) aumentam os objetos e as “frias” (como o azul e o verde) reduzem as dimensões
aparentes dos objetos. A cor é capaz de alterar todo um contexto. Cabe ao Consultor de Imagem saber
aplicar esta “ferramenta”, mas, para isso, existe teoria a ser aprendida e interpretada.

A COR CRIA EXPERIÊNCIAS INIGUALÁVEIS


 Ela realça um local, uma roupa, um desenho, um quadro.
 Ela é a linguagem que define o tom, o estilo, a personalidade.
 Ela contribui para o charme de um outfit, a força de uma atitude, o chique de uma moda.
A cor dá resposta aos desejos do momento, às tendências do presente, à ideia de mudança, à
necessidade de novidade. Ela cria um impacto visual e transmite sensações.

A cor é única.

Teoria básica da cor


UMA BREVE DEFINIÇÃO DE COR
A cor é um fenómeno físico. Parece difícil acreditar, mas a cor não existe em si de forma
independente da luz. Ela é gerada pela luz. Sem luz não há cor!

A cor é uma perceção visual provocada pela ação de um feixe de fotões sobre células
especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo ótico,

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impressões para o sistema nervoso. A cor é simplesmente a luz de diferentes comprimentos de onda e,
como tal, é uma forma de energia.

Curiosidade:

ESTUDO DA COR
Para saber aplicar a cor enquanto pigmento, é necessário dominar as suas características, efeitos,
harmonia e temperatura.

Isaac Newton, cientista inglês, descobriu que a luz branca é composta por um espectro de cores:
vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, índigo e violeta. Newton organizou estas cores num círculo,
conhecido hoje como círculo cromático. Com o círculo cromático, temos uma excelente ferramenta para
compor paletas de cores específicas para cada trabalho.

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Círculo cromático

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CORES PRINCIPAIS
Cores primárias
O amarelo, o azul e o vermelho são cores primárias. Ou seja, elas são puras, sem mistura. É a partir
delas que são feitas as outras cores.

Cores secundárias
O verde, o laranja e o roxo são cores secundárias. Cada uma delas é formada pela mistura de
duas primárias.

Cores terciárias
As cores terciárias são resultante da mistura de cores primárias com secundárias.

(Vermelho + Roxo) (Vermelho + Laranja) (Azul + Roxo)


Vermelho arroxeado Vermelho alaranjado Azul arroxeado

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(Amarelo + Laranja) (Amarelo + Verde) (Azul + Verde)
Amarelo alaranjado Amarelo esverdeado Azul esverdeado

Código das cores de acordo com os números:


1.º = Primárias;
2.º = Secundárias;
3.º = Terciárias.

Cores neutras
O preto, o branco e o cinza, em todas as suas tonalidades, claras ou escuras, formam as cores
neutras. As demais cores, quando perdem o seu colorido pela excessiva mistura com o preto, o branco
ou o cinzento, também se tornam cores neutras.

As mais comuns são o castanho e o bege.

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O branco é a mistura, o conjunto de todas as cores que origina a luz pura. Em contrapartida, o
preto é a ausência de cor – a escuridão.

Efeitos cromáticos

Manipulando as cores é possível obter diversos efeitos cromáticos. Entre eles, destacam-se os
seguintes:

MONOCROMIA
Corresponde à variação tonal de apenas uma cor com nuances para o claro quando misturada ao
branco ou para o escuro com a obtenção do acréscimo do preto.

TONALIDADE
É a variação tonal de uma cor, que pode ser conseguida num processo de escala ou dégradé.

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POLICROMIA
Ocorre numa composição com a combinação de mais ou três cores organizadas separadamente.

MATIZ
Matiz é a característica que define e distingue uma cor. Vermelho, verde ou azul, por exemplo, são
matizes. Para se mudar a matiz de uma cor, acrescenta-se outro matiz.

Harmonia cromática

CORES ANÁLOGAS
São as cores que não apresentam contraste entre si. Elas são constituídas de uma base cromática
em comum. São vizinhas no disco cromático.

CORES COMPLEMENTARES
São cores contrastantes entre si. Nelas não há pigmentos em comum, por isso quando misturadas
formam, completam a soma de todas as cores. No disco cromático, estão localizadas em posição oposta.

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São as cores opostas no círculo cromático. Quando juntas, produzem um forte efeito contrastante.

O uso de cores complementares exige cuidado, uma vez que o contraste entre elas é forte. Uma
alternativa pode ser usar cores semicomplementares, onde o contraste é amenizado (embora ainda seja
bem evidente).

CORES ANÁLOGAS
As análogas são cores vizinhas no círculo cromático. São facilmente equilibradas na composição,
uma vez que os seus matizes são próximos uns dos outros.

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Temperatura das cores

Cores quentes: São as cores que transmitem calor, alegria e luz, a exemplo do amarelo, laranja e vermelho.
Cores frias: Caracteriza-se pelas cores menos vibrantes, melancólicas, calmas comum do verde, roxo e
azul.

CORES QUENTES
As cores quentes são aquelas que exprimem a sensação de calor. São exemplos o vermelho,
laranja e amarelo.

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CORES FRIAS
Já as cores frias remetem para a falta de calor.

Obs.: O verde limão está tanto nas cores quentes, quanto nas frias. Isto porque ele não pertence a uma
categoria fixa. Quando inserido num contexto quente, comporta-se como uma cor quente e quando
inserido num contexto frio, age como cor fria.

Nome das cores

Dizer apenas “vermelho”, “azul” ou “amarelo” deixa uma mensagem muito abrangente, afinal,
essas cores são vibrantes, escuras, suaves ou foscas? Portanto, criaram-se nomes peculiares, mas mesmo
estes são passíveis de maiores descrições e alteram-se de acordo com as tendências. Por exemplo, um
determinado bege pode ser chamado de off white, se for trendy no momento, mas pode também ser
chamado de palha ou aveia, se extraído de uma inspiração mais romântica ou natural, ou ainda, se na

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paleta cromática existir mais do que um tom de uma determinada cor, nascem outras nomenclaturas de
modo a distingui-las.

Cabe ressaltar que todos os nomes peculiares, via de regra, são uma tonalidade originária de uma
cor comum, por exemplo: o carmim, é um tipo de vermelho, como o turquesa é um azul e o esmeralda é
um verde e assim por diante.

Branco Natural Marfim Branco Taupe Preto Bronze


Sujo Metálico

Amarelo Malmequer Laranja Laranja Rosa Castanho Fúcsia Cinza


Enferrujado Velho Metálico

Rosa Pêssego Rosa- Vermelho Carmesim Ameixa Roxo


choque

Azul Bebé Azul Azul- Azul Real Azul- Azul- Lavanda Lilás
violáceo marinho marinho
escuro

Menta Aipo Verde Verde Jade Teal Verde-


Lima Primavera oliva

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Abóbora Azul-china Amarelo Azul- Musgo Sage Esmeralda
claro marinho
Médio

Tom

Quando falamos em tons de cores, expressamos a ideia de agrupamento, como por exemplo: tons
sóbrios, terra, neutros, néon, pastel, etc.. As tendências também implicam tal interpretação, separando as
cores em “famílias”, aludindo à inspiração da qual surgiram, como: candy colors, vintage, navy, militar,
entre outras. Deste modo, norteiam-se os adjetivos que as cores podem ter quanto à sua intensidade e
sentimentos que emitem.

Nuance

O nuance pode ser considerado sinónimo para as palavras “tom” e “tonalidade”, quando utilizado
para definir uma dada especificação de cor, encaixando-se no perfil de: acinzentados, terrosos, cítricos,
azulados, liláceos, rubros e uma infinidade mais.

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A única diferenciação é o hábito de uso do termo, ele é menos popular do que o primeiro, sendo
aquele mais usado para designar cores distintas com traços em comum, ou seja, quando analisados
através do prisma cromático não apresentam proximidade. Já este comumente serve para discriminar
variáveis de uma mesma cor.

Aspetos da cor

Para entender os aspetos da cor, vamos analisar esta imagem:

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E agora, as definições:
Matiz – É a cor pura, sem adição de branco ou preto.
Intensidade – Quando mais intensa uma cor, mais
“viva” ela é. Podemos enfraquecer uma cor
adicionando preto ou branco, ou neutralizá-la
adicionando cinza.
Valor – Refere-se à luminosidade da cor, depende
do escurecimento e do clareamento, mas não da
saturação ou do matiz. Uma imagem colorida perde
o seu matiz ao ser convertida para preto e branco,
mas não perde as suas características tonais.
Escurecimento – Variação de matiz obtida através da
adição de preto.
Clareamento – Variação de matiz obtida através da
adição de branco.
Saturação – Também chamado de croma, refere-se
à pureza da cor. Quanto mais cinza se adiciona à
cor, mais neutra ela se torna.

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Influência da cor na moda
As cores têm um papel muito relevante na forma de vestir e a escolha das mesmas não deve ser
aleatória. Um desenhador pode lançar uma coleção e fazer com que esta se converta em moda, mas
também numa forma de estar e de vestir.

Alguns desenhadores/marcas identificam-se com uma cor específica. Exemplos:


Valentino – Vermelho, como uma das suas cores fetiche.
Tommy Hilfiger – Coleções com as cores da bandeira americana.

Ou coleções ligadas à sua cor cooperativa da marca:


Hermés – Laranja;
Chanel – Preto e branco;
Vuitton – Xadrez;
Burberry – Escocês;
Dolce & Gabanna – Preto.

A cor, assim como o tecido, tem uma grande influência no processo criativo. Como tal, um
Consultor de Imagem deve ter em conta a simbologia das cores, para aconselhar corretamente os seus
clientes.

Informação adicional

RGB
Sistema aditivo usado em monitores, televisão, etc.. É composto pelas cores vermelho, verde e
azul (red, green, blue). Para formar uma imagem, diferentes percentagens de cada cor se sobrepõem,
como as retículas são muito pequenas não vemos os pontos de luz, mas sim a imagem formada. Uma
imagem exibida através do sistema RGB sofre alteração de acordo com cada monitor e a luz ambiente.

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CMYK
Sistema subtrativo que usa ciano, magenta, amarelo e preto para impressão de imagens. Ciano,
amarelo e magenta em 100% são capazes de produzir preto, no entanto isso resulta num preto sujo, além
de haver o risco do papel ficar com excesso de tinta. Por este motivo, é utilizada uma retícula preta na
impressão. As cores são influenciadas pela superfície e pela sua iluminação (uma imagem impressa numa
folha fosca não gera e mesma perceção de uma impressa numa folha brilhante).

Psicologia das cores – O significado das cores


As cores expressam estados anímicos e emoções. Podem expressar sinais positivos ou negativos.
A arte está em saber o que é apropriado para cada ocasião.

Nota: quando dizemos que o vermelho reflete sensualidade, estamos a pensar no vermelho puro. No
entanto, geralmente as cores não são usadas no seu estado mais puro, ou seja, um vermelho muito
próximo do violeta não representa a mesma sensação do que um vermelho 100% puro. As cores alteram-
se umas com as outras e assim ocorre uma interação entre sensações.

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Lembre-se disto quando for aplicar a teoria das cores a uma composição visual, é de extrema
importância para que o resultado final reflita exatamente aquilo que deve refletir.

BRANCO
O branco reflete paz, pureza, calma, inocência e dignidade. É uma
cor suave, com um peso visual menor do que o preto. Por ser composto
por todas as cores luz, o branco expande e imagens com grande
percentagem de branco emitem mais luz e parecem maiores.

PRETO
O extremo oposto do branco, o preto é a ausência total da luz.
Representa a morte, austeridade, firmeza, tragédia, luto, noite, fim,
solidão. Mas é importante ressaltar que o preto é uma cor elegante e
sofisticada quando corretamente aplicado, sendo também uma cor
luxuosa.

CINZENTO
O cinzento é uma cor neutra, por isso a sensação que ele transmite
está ligada às cores adjacentes. Sozinho remete para respeito, equilíbrio,
tristeza, calma, angústia, modéstia, controlo, desânimo e falta de
compromisso. É muito usado para equilibrar composições.

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VERMELHO
Força, poder, arrojo, vitalidade, atenção, sensualidade, paixão,
amor, agressividade, chefia e calor são sensações que o vermelho
representa. Aumenta as formas por ser uma cor com muita força visual. É
a cor do proibido, do pecado.

AMARELO
O amarelo tem uma grande capacidade de expansão e, assim
como o vermelho, aumenta visualmente as formas. Representa a energia,
alegria, verão, otimismo, é a cor da luz, a cor mais luminosa do círculo
cromático. Transmite uma imagem ativa, inovadora. Também representa
inveja, volatilidade, impulsividade, ciúme e a riqueza (por ser a cor do
ouro).

VERDE
Reflete estabilidade, calma, serenidade, ecologia, frescura,
saúde, bem-estar, abundância e previsibilidade. O verde também é a cor
da sorte muito usado em mesas de jogo. Lembra o dinheiro, “as
verdinhas”.

AZUL
Cor do mar e do céu, remete-nos para a imensidão. Assim como o
verde, o azul transmite calma e serenidade, mas com um dinamismo maior
do que o verde. O azul também transmite organização, sinceridade,
honestidade, comunicação, amizade, calma, lealdade, viagem,
conservadorismo e convencionalidade.

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VIOLETA
A cor da magia (principalmente o lilás), sonho, igreja, fantasia,
delicadeza, nostalgia, sensibilidade, intuição, sabedoria e o lado
espiritual. Representa também imaturidade, a violência e o engano.

LARANJA
Representa o calor, fogo, luz, festa, diversão, alegria, entusiasmo,
euforia, tentação, superficialidade, espontaneidade e advertência. O
laranja é uma das principais cores do Halloween.

CASTANHO
É a cor da terra, representa a estabilidade, humildade,
informalidade, repressão emocional, falta de sofisticação, conforto,
segurança, resistência à mudança e medo do mundo exterior. É uma cor
morta, pois é a cor dos galhos e das folhas secas.

ROSA
Feminilidade, intimidade, auto-controlo, insegurança, valor, dignidade, vitalidade
juvenil e calma. O rosa pastel é uma cor comum em produtos infantis femininos, pois transmite graça e
ternura (o rosa forte remete para a Barbie).

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Análise da cor
A cor da roupa altera a perceção do tom de pele. É comum ouvirmos o comentário “fica muito bem
com essa cor!”, mas sabemos que usar determinadas cores, ainda que estejam na moda, pode ser uma
tarefa difícil.

Lembra-se daquela blusa que parecia linda no cabide, mas que não ficou nada bem? Isso deve-
se ao seu biótipo, um conjunto de características físicas do seu corpo que interferem na forma como a
roupa assenta, alterando a perceção das suas formas e cores. No que tange às formas, podemos falar de
tipos de corpo, de rosto, de nariz, etc., mas neste capítulo, vamos cingir-nos às cores.

Afinal, a cor da roupa realmente interfere com o tom de pele?

SIM!
Os estudos neurocientíficos do sistema visual humano mostram que possuímos uma enorme
capacidade de adaptação aos contrastes de cor e intensidade de luz! O que nos leva a compreender por
que a mesma cor pode amarelar ou empalidecer um determinado tom de pele e a favorecer outro.

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Normalmente os tons de pele correspondem a nuances que tendem para o bege amarelado, para
os castanhos ou para os tons de rosa e pêssego. A cor de roupa não muda concretamente a nossa pele,
mas pode alterar significamente a perceção desse tom. Tanto as peles claras como as mais escuras
variam em tonalidade que podem parecer mais cinzentas, amareladas, excessivamente rosadas ou
pálidas, dependendo dos contrastes que estabelecem com a roupa que vestimos. Uma mudança radical
na cor do cabelo, por exemplo, também altera a aparência da pele, favorecendo ou desfavorecendo o seu
aspeto saudável.

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As cores naturais do nosso corpo compõem a nossa coloração pessoal, que é uma paleta natural
constituída pelos tons da pele, dos olhos, lábios e dos cabelos. Essa paleta combina mais com certas
cores, seguindo o princípio do círculo cromático.

São essas as cores que devem ser escolhidas para serem usadas perto do rosto.

ERRADO CERTO

Como interagem as cores com a nossa pele?


Quando duas cores complementares do círculo cromático se encontram, elas geram um contraste
que salta aos nossos olhos e provocam a ilusão de que são mais fortes do que realmente são:

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Os círculos médios parecem mais pálidos no círculo amarelo e no verde! Na realidade são a
mesma cor!

Mas o que tem isso que ver com a nossa roupa?


Cada pele tem uma característica chamada de subtom. É como se fosse uma cor escondida
debaixo da nossa pele, que literalmente corre nas nossas veias. A partir do tom da nossa pele, dos olhos,

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lábios, cabelos, e desse subtom construímos uma paleta de cores que combina com essas características,
as realça e favorece.

Quando se usa as cores certas, essa combinação ilumina o rosto, realça a íris, faz a esclerótica
dos olhos parecer mais branca, suaviza os traços, enquanto a escolha errada evidencia olheiras, rugas e
borbulhas, fazendo a pessoa parecer cansada, mais velha ou até doente.

Caso prático:
Imagine alguém com um subtom de pele amarelado,
que está a usar uma camisola roxa. O que irá acontecer ao
rosto?

Se amarelo e roxo são complementares, realçam-se


mutuamente! Logo, o amarelo da pele vai sobressair. A
pessoa vai parecer pálida, amarelada e até doente.

Para pensar: De uma forma muito simplista, o que acontecerá se alguém com rosácea usar um top verde?

Assim sendo, quando se fala de cores na imagem pessoal e na roupa, é fundamental aprender a
combinar cores e a utilizá-las de modo a que favoreçam um rosto.

Análise das cores que favorecem uma cliente

É preciso ter em conta que cada cliente deverá ser analisada individualmente e que a experiência
nesta matéria fará com que o Consultor de Imagem desenvolva as suas próprias habilidades.

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PRIMEIRA ETAPA – DEFINIÇÃO DE TEMPERATURA (QUENTE OU FRIA)
Muitos autores consideram que as pessoas possuem uma harmonia quente ou uma harmonia fria
ou uma harmonia neutra. Uma mulher com o subtom de pele mais azulado é fria; já uma mulher com o
subtom mais amarelado é quente.

Metodologia: Ao analisar os olhos, o cabelo e pele da cliente, ela pertencerá a um tipo de harmonia se
possuir pelo menos duas características desse grupo.

- Pele: rosada, pálida ou clara.


- Cabelo: grisalho, louro muito claro, preto
CARACTERÍSTICAS FRIAS
escuro
- Olhos: azuis, verdes, cinzentos ou pretos.
- Pele: morena.
CARACTERÍSTICAS QUENTES - Cabelo: louro escuro, louro, castanho.
- Olhos: castanhos, cor de mel.

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Outra forma de descobrir? Verifique se a cliente:
 Tem veias azuis/roxas ou esverdeadas/amareladas;
 Tem pele mais rosada ou mais bronzeada;
 Na praia, fica vermelha ou morena;
 Fica melhor de blusa branca ou off-white (branco sujo ou envelhecido);
 Fica melhor de blusa amarela ou azul;
 Fica melhor com dourado ou prateado.
TIPO DE PELE FRIA NEUTRA QUENTE
Tem veias azuis ou
Azul Esverdeada
esverdeadas
Tem pele rosada ou
Rosada Bronzeada
mais bronzeada
Na praia, fica
Vermelha Morena
vermelha ou morena
Fica melhor de
blusa branca ou off- Branca Off-white
white

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Fica melhor de
blusa azul ou Azul Amarela
amarela
Fica melhor com
prateado ou Prateado Dourado
dourado

Neutro – A maioria das pessoas enquadram-se nessa categoria com uma mistura de cabelo e cor de olhos
que corre entre ambas temperaturas, quente ou fria. Este tipo de pele combina com todos os tons de cores
sem restrições.

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Regra geral:
Pessoas com harmonia fria devem vestir cores frias ou com escaço conteúdo de amarelo. Pelo
contrário, pessoas com harmonia quente devem escolher peças de cores quentes e com escasso teor de
azul.

Atenção, como fazer se há amarelos com subtom de azul? Ou seja, há amarelos mais quentes e
mais frios!! (Nível II)

QUENTES
Ficam melhor em tons terra – marfim, castanho, amarelo, laranja e verde
As veias na parte de dentro do pulso parecem mais verdes

FRIAS
Ficam melhor em tons de joia – branco puro, preto, azul e rosa verdadeiro
As veias na parte de dentro do pulso parecem mais azúis

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SEGUNDA ETAPA – ANÁLISE SAZONAL
A maioria das avaliações praticada por Consultores de Imagem e Estilo apoia-se na teoria das
quatro estações, que classifica os indivíduos em quatro categorias: inverno, primavera, verão e outono.
Este método, conhecido como “análise sazonal”, criado na década de 1950 por Suzanne Caygill, parte do
princípio de que a natureza guarda em si uma fórmula para a harmonia de cores que se reflete nas 4
estações do ano e que se relaciona com a coloração natural, personalidade e estilo dos indivíduos. Assim,
nesta linha de análise, os pigmentos da pele, cabelo e olhos determinam se um indivíduo é do tipo inverno,
primavera, verão ou outono, aconselhando-o a encontrar nas paletas destas estações as cores que
naturalmente estão em harmonia com a sua essência.

As harmonias frias – paletas de solstício (verão, inverno) são paletas de grande contraste, cores
puras e intensas.

As harmonias quentes – paletas de equinócio (primavera, outono) são paletas com menos
contraste.

Apesar de não se considerar que a cor de cabelos ou olhos está relacionada com o temperamento,
o método sazonal de análise de cores é praticado ainda hoje, contando com variações e subclassificações
das 4 tipologias básicas, que resultam no método sazonal expandido (Nível II).

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Esquemas para determinar harmonias cromáticas sazonais de forma simples

Para encontrar a coloração pessoal (estação), basta seguir o organograma da temperatura, cor
dos olhos e cabelo da cliente.

ESQUEMA PARA DETERMINAR HAMONIAS CROMÁTICAS SAZONAIS

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CORES ADEQUADAS A CADA ESTAÇÃO
As paletas de solstício (verão, inverno) são paletas de grande contraste, cores puras e intensas,
enquanto as paletas de equinócio (primavera, verão) são paletas com menos contraste.

Verão Primavera Inverno Outono

Teste da cor

Mas, estas regras não são simples, nem lineares! Uma forma correta de definir as cores que melhor
se adaptam aos clientes é fazer o teste da cor.

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Em que consiste?
É o teste de identificação das cores favoráveis mediante observação e com o auxílio de amostras
de tecido de cores distintas.

Metodologia:
Pegar num tecido e colocá-lo junto à face do cliente. Deve estar com o mínimo de maquilhagem
possível ou sem nenhuma. A iluminação deve ser efetuada com luz natural ou branca. Importante: não
esquecer de ir explicando o procedimento. O processo deve ser interativo.

Transmitir ao cliente que todas as pessoas podem usar todas as cores, mas é necessário descobrir
os tons mais adequados a cada uma e a melhor forma de os combinar.

A informação final saída deste teste deve ser incluída num relatório onde constarão:
- Cores favorecedoras;
- Combinação de cores, segundo estilo de vida, perfil psicológico e gostos pessoais;
- Recomendações.

TOM AZULADO: HAMONIA PRATEADA FRIA


A cliente é verão ou inverno?
Se os cabelos (cor natural) são loiro-cinza ou castanho claro e os
olhos são azul claro, verde claro ou cinza, então a cliente é VERÃO.

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Se os cabelos são pretos ou castanho escuros e os seus olhos são pretos,
castanho escuros ou azul escuros, então, a cliente é INVERNO.

TOM AMARELADO: HARMONIA DOURADA QUENTE


A cliente é Primavera ou Outono?
Se os cabelos são para o loiro-dourado, loiro-mel, vermelho ou castanho, e tem
olhos azuis, verdes ou castanho-dourados, a cliente é PRIMAVERA.

Se os cabelos são ruivos ou castanho-avermelhados e os seus olhos são


castanho escursos ou castanho-médio, então a cliente é OUTONO.

NOTA: É importante sublinhar que cada indivíduo tem uma coloração diferente mesmo
pertencendo à mesma etnia. Podemos ter negras com a pele quente e a pele fria,
assim como acontece com asiáticos, caucasianos, etc.. Cada pessoa fica melhor com
cores e tons diferentes.

Método Sazonal Expandido

É um método recente que identifica uma série de características da pele das pessoas, levando em
consideração a temperatura, o valor e a intensidade da coloração dos indivíduos – Nível II.

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ERROS NA ANÁLISE DA COR
A análise de cores é a habilidade MAIS DIFÍCIL para um Consultor aprender. O compromisso do
Consultor com a análise de cores é valioso, afinal de contas, não mudamos a nossa coloração pessoal
com o passar do tempo – podemos mudar contraste e certamente mudamos o valor – Nível II.

Entretanto, é comum percebermos diferenças na análise de cores feita por um profissional ou outro.
Enquanto, há uma diversidade de métodos, não deveria haver uma diversidade de resultados.
Nomenclatura sim, resultado não!

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É importante entender que a cor além de ter um papel crucial no visual de uma pessoa,
harmonizando as cores naturais com as cores do vestuário e acessórios, também tem um papel muito forte
na construção dos objetivos e no aspeto psicológico de cada um. Diga ao cliente, que se não se sentir à
vontade com as suas cores o deve referir. Errar é humano, e com análise de cores, muito comum! Diga
“vamos fazer novamente?”. No caso de alguma nova observação, é fácil e não denigre a imagem do
Consultor. Pelo contrário, valoriza o comprometimento com o trabalho bem feito.

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ERROS
*Casos de simples inaptidão. Não é por que o conteúdo foi apresentado ao aluno que ele o entende ou
mesmo tem condições de aplicá-lo. A análise de cores requer um olhar para algo muito específico e as
suas nuances, a cor!

*Outra razão, iluminação errada! Se não oferecer um espaço com iluminação adequada, as chances de
erro são enormes. Escolha luz branca. Sim, aquela que muitas pessoas temem por que mostra as
imperfeições. Porquê? Justamente porque ela mostra todas as imperfeições. O objetivo da análise de
cores é encontrar as que vão dissimular as imperfeições do rosto. E se a luz for amarela… a pessoa terá
a sua coloração natural amarelada por conta da luz e o erro induzirá à pele quente quando ela pode ser,
na verdade, fria.

*Material inadequado para a análise. O tipo do tecido, espessura, brilho, não brilho, intensidade da cor
têm que ser levados em consideração. Escolha um material que seja realmente testado e aprovado.
Normalmente são muito caros!

*Não observação da personalidade do cliente. O guia e base para a análise é a combinação do subtom
da pele, olhos e cabelo, porém as cores têm energias diferentes e devem ser utilizadas para oferecer ao
cliente o resultado final que ele procura, seja de tranquilidade, seriedade, dinamismo ou vitalidade. Se
estes itens não forem contemplados, as cores não estarão em harmonia com o cliente e o resultado pode
ser desastroso. Ouça o seu cliente durante uma análise, ele dará informações importantíssimas.

Conclusão

A avaliação de cores na estética pessoal deve partir, portanto, do conjunto natural das cores de
cada indivíduo (pele, olhos e cabelo). Não esquecer, no entanto, que é preciso respeitar preferências de
estilo e imagem, ou seja, se uma pessoa de pele rosada (que se beneficia com tons frios) tem preferência
por tons quentes, indicando estampados que combinam tons frios e quentes, maquilhagem apropriada e
peças de roupa e acessórios em que esses tons afetarão menos o aspeto saudável da sua pele.

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Brafitting e consultoria de lingerie

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Microexpressões com Linguagem Corporal
As 26 variações mais comuns das sete microexpressões

FACE NEUTRA
É importante detetarmos a face neutra de um cliente porque nos dá uma linha de base para
reconhecermos diversas microexpressões, quando essa pessoa experienciar diferentes emoções. Por
vezes, quando alguém exibe uma face neutra significa que não tem qualquer sentimento ou opinião
relativamente ao que estamos a dizer. Nesse caso, é conveniente verificarmos se está a prestar atenção
ao que estamos a dizer. Pode acontecer que não nos esteja a escutar de todo, ou que não nos consiga
ouvir por algum motivo.

Provavelmente, já ouvimos falar de pessoas que demonstram uma «cara de póquer». A maioria
das pessoas sabe fazê-lo quando necessário. Contudo, é conveniente distinguirmos uma cara de póquer
de uma face neutra. A face neutra parece mais relaxada e espontânea. Quando vemos uma cara de
póquer, podemos ficar com a impressão de que a pessoa está a usar uma máscara: os músculos da face
ficam mais tensos e, por vezes, apercebemo-nos de que está a impedir-se de reagir relativamente àquilo
que se passar à sua volta. Não responde de forma espontânea às questões e procura ter mais tempo para
considerar as perguntas, tentando não reagir com a face. É este, também, o motivo pelo qual as pessoas
que têm algo a esconder preferem utilizar óculos de sol escuros, pois permite-lhes esconder parte das
suas expressões faciais.

FELICIDADE
Cantos dos lábios curvados para cima
Conseguimos ver felicidade na face de um cliente quando os cantos dos seus lábios sobem de
forma simétrica, e sobem ao mesmo tempo e à mesma altura. Imaginemos que perguntamos a uma cliente
o seguinte: «Gostou mais do look do vestido ou do jumpsuit?». Se observamos que os cantos dos lábios
da nossa cliente subiram quando mencionámos «vestido», ficamos a saber que, do ponto de vista não-
verbal, é essa a sua escolha.

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Sorriso «aberto» e genuíno
Vamos, agora, comparar a expressão anterior com um sorriso «aberto» e genuíno. A fotografia não
retrata uma microexpressão, mas vamos utilizá-la como um exemplo para mostra o que designamos
macroexpressão e que permanece na face mais do que meio segundo. Além disso, a fotografia pode ser
útil para distinguir um sorriso falso de um verdadeiro. Quando vemos o músculo orbicular do olho (situado
à volta do olho) a contrair-se, ficamos com a certeza de que é um sorriso genuíno. A contração do músculo
orbicular provoca uma descida das pálpebras na direção do centro dos olhos e as sobrancelhas,
habitualmente, também descem. Ambos são sinais fidedignos de que alguém está a sentir felicidade no
seu córtex pós-frontal.

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Felicidade
Do ponto de vista científico, o termo «felicidade» é utilizado para designar uma família de emoções,
incluindo: aceitação, antecipação, aprovação, alegria, prazer, confirmação e entusiasmo. A felicidade é a
emoção mais desejada. Todos gostamos de estar rodeados de pessoas que sorriem e que nos fazem
sentir bem. Muitas vezes, sorrimos para demonstrar que concordamos ou que gostamos de alguém,
esperando receber, também, um sorriso de volta.

A microexpressão da felicidade é um sinal crucial numa consultoria ou personal shopping, porque


nos permite saber quando alguém aprova a nossa proposta ou dica, pelo que é muito importante termos
a capacidade de a reconhecer.

Contudo, pode ser por vezes difícil distinguir a microexpressão da felicidade da microexpressão
do desprezo, que tem características similares à da felicidade, mas é assimétrica. Na felicidade, ambos
os cantos dos lábios sobem e, no caso do desprezo, apenas um dos cantos vai para cima – do lado
esquerdo ou do lado direito. O desprezo tem um significado completamente diferente da felicidade. Trata-
se de uma expressão de superioridade. Quando alguém, durante uma proposta de peça de roupa,
demonstra desprezo, isso significa que não atribui genuíno reconhecimento ao nosso projeto ou proposta,
tendo em conta que a pessoa se sente superior a nós.

O desprezo também pode surgir, ao mesmo tempo, como um sorriso. Neste caso, o sorriso
mascara o desprezo, que é demonstrado em primeiro lugar.

É importante praticarmos e desenvolvermos a nossa competência para distinguirmos estas duas


microexpressões porque se as confundirmos, podemos arruinar as nossas negociações.

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DESPREZO
Elevação de um dos cantos da boca
O desprezo pode ser identificado na face de alguém quando essa pessoa se sente superior ou
quando perceciona outrem como sendo inferior. É semelhante ao desdém. É fácil de reconhecer porque
é a única microexpressão, aqui apresentada, que é assimétrica. Podemos observá-lo na face de outra
pessoa quando apenas um dos cantos dos lábios se eleva.

Durante o sorriso
O desprezo pode, também, ser simultâneo a um sorriso quando um dos cantos dos lábios sobe
mais rapidamente, ou mais alto, ou desce mais lentamente, do que o outro lado.

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Desprezo
Do ponto de vista científico, a palavra «desprezo» é utilizada, de uma forma geral, para designar
uma família de emoções, incluindo: a superioridade, o sarcasmo e o «eu é que sei», ou seja, o sentimento
de superioridade a outra pessoa. O desprezo é a única emoção assimétrica das abordadas neste manual.
A pessoa parece que está a sorrir para si própria porque só um dos cantos da boca é que se eleva. Na
realidade não se trata de um sorriso, mas de um sinal de que tem pensamentos de superioridade em
relação aos outros. Esta é a expressão que emerge após compararmos a nossa experiência, ou
conhecimento, com a de outra pessoa e concluirmos que estamos num estádio mais avançado, ou que
sabemos mais acerca de um determinado tema.

Por outro lado, as pessoas que demonstram a microexpressão desprezo têm a tendência para
julgar os outros e mostrar, desta forma, pensamentos negativos acerca deles. É por este motivo que,
quando vemos alguém demonstrar desprezo numa proposta, é recomendável que alteremos a nossa
argumentação porque não estamos a ser suficientemente convincentes. O melhor que podemos fazer é
partilhar mais exemplos e as nossas experiências ou colocar questões no sentido de descobrirmos onde
reside a resistência àquilo que estamos a dizer.

NOJO
Rugas em torno do nariz
O nojo é relativamente fácil de identificar porque, quando alguém demonstra esta microexpressão,
aparecem rugas em torno do seu nariz. As rugas surgem, neste caso, devido a uma ligeira elevação do
lábio superior (ao mesmo tempo que o lábio inferior exerce uma pressão sobre o lábio superior).

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Lábio superior elevado
Um sinal muito claro de nojo é a elevação do lábio superior. Nesta variação do nojo, os dentes
tornam-se visíveis. Notemos que, tal como na variação anterior, surgem rugas em torno do nariz, que são
um sinal muito fiável da existência desta microexpressão.

Nojo
Do ponto de vista científico, a palavra «nojo» é utilizada, de uma forma geral, para designar uma
família de emoções, incluindo: ligeira aversão, recusa, descontentamento e desdém. Quando abrimos o
nosso frigorífico e cheiramos um queijo que já lá está guardado há mais de oito semanas, provavelmente

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vamos expressar uma microexpressão de nojo. Aquilo que esta microexpressão tem de mais específico
são as rugas em torno do nariz. O nojo é, literalmente, a reação a um mau cheiro, e que nos permite fechar
temporariamente os canais respiratórios, através da contração dos músculos do nariz. Esta reação
decorre, possivelmente, da evolução da espécie, uma vez que alertava os membros de uma tribo de que
tinha sido encontrada uma peça de carne pestilenta e fora do prazo.

Atualmente, esta microexpressão é reveladora de que não gostamos de alguém ou do que está a
ser dito. Se no decorrer de uma proposta o nosso cliente revelar nojo, significa provavelmente que não
gosta de uma parte específica da nossa proposta. Neste caso, é importante aprofundarmos a discussão
sobre essa componente da proposta ou alterarmos a argumentação, caso contrário, corremos o risco de
não agradarmos o cliente. Por outro lado, também nos pode ajudar a poupar tempo, caso verifiquemos
logo no início que o cliente não está interessado naquilo que temos para propor.

RAIVA
Pálpebras apertadas
Um possível sinal da raiva é a contração das pálpebras inferiores e superiores. Sejamos
cuidadosos, no entanto, porque se pode tratar de uma expressão subtil de raiva, um sinal de raiva
controlada, irritação ou, simplesmente, de focagem relativamente a alguma coisa.

Como nos apercebemos da diferença? Olhando para o contexto, observando o comportamento


«normal» dessa pessoa, para verificarmos se existem repetições dessa microexpressão. Isto vai indicar-
nos se a pessoa sente raiva ou se é apenas um sinal conversacional.

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Sobrancelhas para baixo e pálpebras apertadas
Quando as sobrancelhas descem e as pálpebras estão apertadas, pode ser indicador de
perplexidade, mas, habitualmente, é um sinal de raiva ou de raiva controlada.

Sobrancelhas para baixo e pálpebras inferiores apertadas


Quando as sobrancelhas estão para baixo, pode tratar-se apenas de um sinal conversacional. No
entanto, se as sobrancelhas descem ao mesmo tempo que as pálpebras inferiores se contraem, é
claramente um sinal de raiva, em especial se existir um brilho nos olhos.

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Sobrancelhas para baixo e pálpebras superiores subidas
Devemos ser cuidadosos e não confundir esta microexpressão com os sinais de surpresa ou de
medo (porque em ambos os casos as pálpebras sobem). Contudo, neste caso em concreto, enquanto as
pálpebras superiores sobem, as sobrancelhas estão para baixo, o que nos revela, com toda a clareza,
que se trata de uma microexpressão de raiva.

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Mandíbula para a frente
Ao experienciar o sentimento de raiva, algumas pessoas podem movimentar a mandíbula para a
frente. Este sinal é visível, por exemplo, antes ou durante uma luta.

Lábios pressionados um contra o outro


Os lábios pressionados um contra o outro são geralmente um sinal de raiva controlada. Pode tratar-
se também, contudo, de tristeza controlada.

Como é que sabemos, então, a diferença entre estes dois sinais? É necessário observar o contexto
e procurar por outros sinais e, se virmos um brilho no olhar direcionado para uma determinada fonte ou
objeto que leva a pessoa a sentir-se furiosa, é provavelmente uma expressão de raiva controlada.

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Raiva
Do ponto de vista científico, a palavra «raiva» é utilizada, de uma forma geral, para designar uma
família de emoções, incluindo: irritação, aborrecimento, ligeiro desacordo, objeções e desaprovação. A
raiva é uma das microexpressões mais assustadoras, em especial, quando observamos sinais completos
de raiva:
 Sobrancelhas carrancudas.
 Olhos arregalados de raiva.
 Lábios pressionados um contra o outro.

Quando alguém se aproxima de nós com um ar irado, só temos duas opções: reagir igualmente com
raiva ou tentar evitar o ataque dessa pessoa. A raiva, nas sociedades tribais, era uma evidência clara de
que determinada pessoa tinha intenções hostis contra os outros. Nos dias de hoje, as coisas não são tão
fáceis, não obstante, há uma mensagem básica que é consistente: existe alguma coisa no nosso
comportamento, ou nas nossas palavras, que a pessoa não gosta. Se queremos manter uma relação
amistosa com essa pessoa, temos que alterar algo, nomeadamente, a nossa atitude ou argumentação.

Também é possível que alguém nos faça sentir furiosos. Se não soubermos o motivo, é bem
possível que tenha começado por uma microexpressão de raiva e que estejamos apenas a reagir àquilo
que observámos, sem estarmos conscientes disso. Por vezes, este tipo de espelhagem negativa tem um

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impacto forte na relação. Falarmos por um momento de algo agradável pode ajudar-nos a mudar a
atmosfera. Podemos partilhar uma história engraçada acerca de uma experiência pessoal, podemos falar
acerca de alguma coisa de que gostemos, como um local agradável ou uma refeição diferente. Vamos
alterar as microexpressões e, provavelmente, a outra pessoa vai acompanhar-nos com uma resposta mais
positiva. Se, mesmo assim, a situação não se alterar e continuarmos determinados em estabelecer um
vínculo positivo com essa pessoa, podemos dizer em voz alta de que temos a impressão de que ela está
a sentir raiva e que gostávamos de saber o motivo. A pessoa, nesse caso, pode reagir de três formas
possíveis:
- Confirmar que, de facto, existiu algo no nosso comportamento, ou nas nossas palavras, de que
não gostou e, nesse caso, temos a oportunidade de apresentar o nosso pedido de desculpa, o que
facilitará melhorar a situação.
- Se existir uma razão que não esteja relacionada connosco, vai contar-nos que se passou alguma
coisa desagradável e explicar-nos porquê.
- A pessoa poderá, também, tentar esconder a sua raiva, na sequência da nossa observação, e
passar a demonstrar mais simpatia. Isso ajudará a construir uma relação mais positiva.

Por vezes, é positivo apontarmos aquilo que vemos na face de outra pessoa, em especial se a
microexpressão se expressa várias vezes. Isto terá um efeito pacificador e ajudará a desativar uma bomba
prestes a explodir.

TRISTEZA
Elevação da parte interna das sobrancelhas
Podemos ver tristeza na cara de alguém quando a parte interna das sobrancelhas se eleva. Trata-
se de um sinal determinante desta emoção porque a maioria das pessoas não consegue fingi-lo sem sentir,
pelo menos, um pequeno laivo de tristeza.

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Tenha cautela para não confundir esta microexpressão com uma outra em que as sobrancelhas
sobem – o medo. Neste caso, as sobrancelhas elevam-se na totalidade. No caso da tristeza, apenas a
parte interior das sobrancelhas se eleva.

Cantos dos lábios apontam para baixo


Podemos observar outro sinal de tristeza quando os cantos da boca apontam para baixo. Trata-se
de um sinal exato, quando interpretado corretamente e dentro do contexto, tendo em conta que poucas
pessoas conseguem fingir este movimento sem que sintam de facto tristeza e sem que subam o queixo.

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Cantos dos lábios apontam para baixo e o queixo sobe
Neste caso, os cantos dos lábios descem, ainda mais do que na microexpressão anterior, e o
queixo sobe.

«Beicinho»
Quando o lábio inferior eleva e «engrossa», o que denominados frequentemente de «beicinho»,
pode significar o início da emoção tristeza ou de uma forma de chamar a atenção.

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Ausência de expressão
Esta expressão de tristeza é impossível de demonstrar com clareza num formato fotográfico. É
visível, no entanto, num grande plano de vídeo. Envolve, simplesmente, uma perda do tónus muscular na
face. Nesta fotografia, o que esta emoção pode denunciar é o facto de o olhar estar orientado ligeiramente
para baixo. Quando temos a capacidade de ler esta expressão no seu contexto, numa situação da vida
real, é substancialmente mais fácil de detetar.

Lábios pressionados um contra o outro


Quando os lábios são pressionados um contra o outro, estamos perante um sinal de raiva ou de
tristeza controladas. Para melhor identificar esta microexpressão na fotografia, note como o olhar está
direcionado diretamente para baixo.

No entanto, não é sempre assim. Podemos ter os lábios pressionados um contra o outro, enquanto
olhamos diretamente para alguma coisa ou para alguém. Para melhor reconhecermos a diferença entre
raiva controlada e esta expressão de tristeza controlada, devemos tomar em consideração o contexto.

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Tristeza
Do ponto de vista científico, a palavra «tristeza» é utilizada, de uma forma geral, para designar
uma família de emoções, incluindo: deceção, sentimento de perda ou de fracasso, sentimento de não ir
ao encontro das expectativas e desilusão. Uma face triste não é convidativa para uma boa conversa e
algumas pessoas demonstram-no durante a maior parte do tempo, o que significa, provavelmente, que
terão sofrido bastante na sua vida e continuam a pensar que o mundo, nessa altura, continua a não ser o
melhor lugar para elas. Pode também sinalizar que estão a passar por um período de depressão. A
investigação demonstra que as pessoas tristes têm menos amigos e uma vida social mais pobre.
Geralmente, preferimos conversar com pessoas felizes e se nós próprios temos tendência a fazer por
vezes uma cara triste, devemos ter presente que não é a forma mais adequada para aumentarmos o nosso
leque de amigos.

Existem vários sinais básicos que nos dão a indicação de que alguém está triste. A maior parte
das vezes, conseguimos ler esses sinais nas sobrancelhas e nos lábios. Pode acontecer que a pessoa já
esteja triste antes de nos conhecer, ou, então, podemos ter dito algo que a aborreceu, caso o seu humor
tenha mudado no decorrer de uma interação. Temos de tentar descobrir que palavras entristeceram a
pessoa e, desta forma, estaremos mais perto de encontrar o real motivo. Em determinadas ocasiões, é
positivo partilharmos aquilo que observámos, caso seja essencial para o bom relacionamento futuro.

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A microexpressão da tristeza nem sempre está relacionada com as suas palavras. A pessoa pode
ter-se recordado simplesmente de alguma coisa ou ter acabado de ler uma SMS desagradável, que
recebeu no telemóvel.

Existe, também, um outro tipo de microexpressão de tristeza que não é possível demonstrar com
clareza nas fotografias: quando a pessoa perde o tónus nos músculos faciais. Parece que perdeu a energia
que normalmente tem na face. Acontece habitualmente quando ocorre algo extremamente triste ou quando
a pessoa está muito deprimida.

MEDO
Pálpebras superiores muito elevadas
O medo pode ser visto nos olhos de uma pessoa quando as pálpebras superiores estão muito
elevadas. Na microexpressão da surpresa, as pálpebras superiores também sobem, mas num movimento
mais curto e mais amplo. Quando as pálpebras se elevam muito e se mantêm nessa posição por algum
tempo, não se trata de uma expressão de surpresa. Nesse caso, pode ser uma surpresa falsa, mas na
maioria dos casos, trata-se de uma expressão de medo.

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Sobrancelhas elevadas e que se unem
Quando as sobrancelhas, na sua totalidade, se elevam e se unem podemos ver claramente a
tensão que emerge na testa e isso significa que a pessoa está a sentir medo.

Sobrancelhas e pálpebras superiores elevadas


Quando as sobrancelhas se elevam e a testa fica tensa, ao mesmo tempo que as pálpebras
superiores sobem, estamos perante um sinal de medo intenso.

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Boca aberta e em tensão
O medo também pode ser revelado através de uma boca tensa e aberta. Na microexpressão da
surpresa, é igualmente possível observarmos a boca a abrir-se, mas de uma forma descontraída. No
medo, os lábios ficam tensos.

Lábios alongados no plano horizontal


Quando os lábios se alongam no plano horizontal, é uma pista subtil de que existe um traço de
medo ou de medo controlado.

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Medo
Do ponto de vista científico, a palavra «medo» é utilizada, de uma forma geral, para designar uma
família de emoções, incluindo: ansiedade, incerteza, alarme e terror. Até um gatinho pode sentir medo.
Esta microexpressão tem um significado muito importante. A mensagem que transmite é: «Por favor não
me faça mal, estou desprotegido». Na Natureza, pode ser por vezes útil quando um animal pretende
proteger-se de uma agressão. Neste caso, esta expressão transmite a informação de que não existe
necessidade de um ataque, porque o animal está indefeso.

Atualmente, tendemos a esconder a microexpressão de medo através da supressão da reação ou


mascarando-o com uma outra emoção (o mais usual é mascarar o medo com um sorriso). Podemos
observar que, no momento em que a pessoa manifesta a microexpressão de medo, os cantos da boca
sobem de imediato como num sorriso. Normalmente, é mais fácil mascararmos o medo com um sorriso,
que é feito mais com a boca do que com os olhos. Não é possível alguém demonstrar alegria genuína,
enquanto está a experienciar o medo, portanto, o medo mantém-se na expressão nos olhos ou os olhos
ficam sem expressão.

A outra possibilidade é mascararmos o medo com a surpresa. Quando alguém sente receio de
responder a uma questão e não o quer demonstrar aos outros, provavelmente vai mascarar o medo com
surpresa. Esta pode ser a resposta típica de um candidato numa entrevista de recrutamento, na tentativa
de deixar uma boa impressão. Neste tipo de casos, é recomendável fazer mais perguntas, para descobrir
a razão pela qual o candidato reagiu com medo.

SURPRESA
Pálpebras superiores elevadas (movimento curto)
A surpresa manifesta-se através da elevação das pálpebras superiores. Isto acontece muito
rapidamente porque a surpresa é uma emoção muito rápida. Se as pálpebras se elevam durante mais
algum tempo, trata-se provavelmente de medo. Uma curta elevação das pálpebras superiores pode ser
um sinal de que alguém está simplesmente interessado no que está a ouvir.

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Sobrancelhas elevadas
Existem várias formas de elevar as sobrancelhas. Se as elevamos da forma que está apresentada
na fotografia, pode ser apenas um sinal conversacional de que a pessoa está a dar ênfase ao que está a
dizer. Se permanecer algum tempo, estamos diante de uma surpresa questionável. Devemos ter sempre
presente que, quando as sobrancelhas se elevam sinalizando surpresa, não estão tensas, mas num
formato agradavelmente redondo.

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Sobrancelhas e pálpebras superiores elevadas
Quando as sobrancelhas se apresentam elevadas e redondas, sem estarem tensas, e as pálpebras
superiores estão ligeiramente subidas, pode ser um sinal de surpresa.

Boca aberta
Neste caso, a boca abre-se num sinal de surpresa. Devemos observar que os lábios não estão
tensos, pelo contrário, estão relaxados. A boca abre-se simplesmente.

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Surpresa
Do ponto de vista científico, a palavra «surpresa» é utilizada, de uma forma geral, para designar
uma família de emoções, incluindo: espanto, perplexidade e admiração. A razão pela qual exprimimos
surpresa está relacionada com o facto de encontrarmos algo de que não estávamos à espera. Por isso,
arregalamos os olhos, para vermos melhor, e abrimos a boca, para respirarmos mais profundamente. A
surpresa é uma microexpressão curta.

Podem existir diferentes combinações da surpresa com outras microexpressões, por exemplo:
 Medo – quando tomamos consciência do que aquilo que vemos é assustador.
 Raiva – quando estamos infelizes por termos descoberto aquilo que se alterou.
 Nojo – quando aquilo que está a acontecer é desagradável e não queremos «ter nada a ver com
isso».
 Felicidade – quando alguém nos organiza uma festa de aniversário surpresa, por exemplo,
situação em que, em princípio, ficaremos felizes.

Em síntese, quando nos deparamos com algo que não esperávamos, podemos manifestar
diferentes reações, baseadas no quanto gostamos ou não dessa mudança. Devemos tentar observar não
só que uma pessoa está surpresa, mas também aquilo que acontece a seguir.

LINGUAGEM CORPORAL
O ser humano comunica de forma autêntica e sem necessariamente utilizar palavras (orais ou
escritas). Ele manifesta-se através de gestos e expressões corporais. Essa manifestação da linguagem
corporal não-verbal, segundo Furnham (2001) pode ser aprendida, mas em grande parte ela parece ser
inata.

Na comunicação organizacional, é importante observar os outros, para podermos compreender e


interpretar o que se está a dizer, mediante o uso de linguagem verbal oral, e o que realmente estão sentir

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através da expressão da linguagem corporal, pois os indivíduos transmitem sinais não-verbais que podem
ser contraditórios ao que a pessoa está a dizer.

De acordo com Rogers e Steinfatt (1999) a comunicação não-verbal está presente a todo o
momento nas relações pessoais, já que a linguagem corporal pode ser inconsciente e não intencional.
Ressalta-se que numa conversa, até a decisão de não falar é uma mensagem e caracteriza-se como
linguagem não-verbal.

Para que o processo de comunicação não-verbal tenha sentido e possa ser interpretado, é
necessário que o destinatário da mensagem “capte” os sinais (gestos, acenos, expressões faciais, entre
outros) emitidos pela linguagem corporal durante o processo de comunicação, sendo o emissor da
mensagem consciente ou não dos sinais que emite (FURNHAM, 2001). O processo mental de captação,
processamento e transformação dos códigos linguísticos na relação comunicacional dos interlocutores,
na comunicação não-verbal não depende do significado literal e enciclopédico como condição prévia,
mas está fortemente vinculado às condições socioculturais e do contexto de realização.

Segundo Aguiar (2004), a ciência diz que o cérebro humano é formado por dois hemisférios e tem
funções distintas, sendo o lado esquerdo dominante no controle da fala e da linguagem verbal e nas
capacidades lógico-analíticas, enquanto o lado direito é responsável por mobilizar uma resposta não-
verbal, sobressaindo-se em tarefas visuais e motoras.

As diferentes manifestações linguísticas verbais e não-verbais existem para que haja


comunicação, porém para tal, é necessário que se tenha mais de um pólo, pois sem o outro não há partilha
de sentimentos e ideias ou de comandos de resposta (AGUIAR, 2004).

De acordo com Birck e Keske (2008), no processo de comunicação verbal, o indivíduo, de modo
em geral, está consciente de sua fala, porém na comunicação não-verbal, por ser silenciosa e
transparente, ela é usada de forma involuntária na maioria das vezes, sendo em alguns casos utilizada de
forma consciente e estratégica.

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O corpo fala, manifesta-se, expressa-se, transmite mensagens, não apenas com palavras, mas
através de expressões faciais (olhos, lábios) gestos com as mãos, postura física, ritmo do corpo (caminhar,
correr), perpassando informações muitas vezes importantes sobre si, sem utilizar-se das palavras
(linguagem verbal). Os gestos fazem parte dos recursos de comunicação, como uma palavra ou uma
frase, pois expressa suas emoções e, também algumas vezes, pode contradizer as palavras (BIRCK E
KESKE, 2008).

Segundo Ferrara, citado por Birck e Keske (2008), os seres humanos comunicam-se inclusive pela
escolha das cores de roupas que usam, pelo meio de transportes que adotam, revelando aspetos da sua
cultura, das suas experiências e das suas expectativas perante os outros.

Vale ressaltar que as representações que as pessoas têm a respeito da corporalidade incluem
todas as experiências que possuem, sendo a cultura um dos principais pontos de referência na expressão
corporal, na linguagem não-verbal. Segundo Pinho (2005), o corpo é uma reprodução da sociedade,
operando por processo de transmissão de estruturas culturais para o suporte da subjetivação através do
engendramento de práticas determinadas.

O comportamento não-verbal tende a ser indescritível, espontâneo e com frequência vai além de
nossa consciência (SAMOVAR, PORTES, STEFANI, 1998). Existem também os gestos culturais de regiões
específicas que são diferentes de outras áreas, os quais em determinado tempo e local geram
consequências positivas ou negativas de acordo com as regras culturais. A aliança entre cultura e
comportamento não-verbal possibilita a compreensão de atitudes e valores subjacentes às diferentes
culturas (SAMOVAR, PORTES E STEFANI, 1998), principalmente por este facto se dá a importância do
conhecimento sobre a linguagem não-verbal na comunicação organizacional.
As manifestações da linguagem verbal oral e da linguagem não-verbal são complementares no
seu processo global, tornando a comunicação humana mais rica, compreensível e acessível (BIRCK E
KESKE, 2008). Na comunicação organizacional, é importante o conhecimento da linguagem não-verbal,
principalmente para que os indivíduos transmitam uma coerência sobre os que estão falando na
linguagem verbal oral e o que realmente estão expressando por meio da linguagem não-verbal.

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A visão conceitual de que a linguagem manifestada pela comunicação verbal oral e a comunicação
não-verbal é complementar é enfatizada no estudo defendido por Lustig e Koester (2003, p. 178-79) ao
argumentarem que o relacionamento dos sistemas de comunicações não-verbais com os sistemas de
comunicações verbais orais apresentam uma variedade de formas. As comunicações não-verbais podem
ser usadas para acentuar, complementar, contradizer, regular ou substituir a comunicação verbal oral. De
acordo com Lustig e Koester as expressões não-verbais são usadas para acentuar uma mensagem verbal
ao destacar uma palavra ou frase em específico, do mesmo modo, como na adição dos itálicos nos
discursos escritos. Os autores mencionam, igualmente, que as expressões não-verbais funcionam para
esclarecer, explicar, reforçar e repetir o significado de enunciados verbais orais complementando-as. Por
exemplo, levantar e movimentar a cabeça enquanto falamos reforça a comunicação verbal. Do mesmo
modo, o sorriso mesclado com a fala, em geral, dá um tom agradável numa interpretação positiva ao
enunciado verbal oral.

Lustig e Koester (2003, p. 179) afirmam que as expressões da comunicação não-verbal podem
também contradizer o enunciado verbal oral. Essas contradições ocorrem propositadamente, por exemplo,
quando dizemos “sim”, indicando não com uma piscadela ou um gesto, o mesmo pode ser interpretado
como contradição quando dizemos “eu não perturbo”, enquanto sua expressão facial e tom de voz indicam
o contrário.

O fenômeno contraditório entre expressões verbais orais e não-verbais aponta que algo está a
correr mal. Embora as pistas possam indicar uma tentativa de engano, uma interpretação avaliativa pode
ser a de que a mensagem verbal oral não é totalmente transportada e compreendida entre os
interlocutores. Na comunicação organizacional intercultural, essas aparentes incongruências, quando
ocorrem, servem como pistas de que algo eventualmente pode gerar mal-entendido linguístico entre os
interlocutores. Torna-se um alerta, que pode ser administrado, em tempo hábil, para evitar o conflito.

Deve-se observar os comportamentos, inflexões vocais, gestos e pistas, em geral, de relaxamento


ou de boa vontade e incentivo que ajudam a sinalizar as intenções conversacionais das pessoas.

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Finalmente, seguindo a linha argumentativa dos autores, as expressões não-verbais são usadas
em vez das expressões verbais orais como um substituto do canal verbal. São empregues quando o canal
verbal é bloqueado ou quando as pessoas não escolhem o uso dele.

Cumprimentos com a cabeça, gestos de mãos, demonstrações faciais, movimentos corporais e


várias outras formas de contactos físicos são usados para substituir mensagens verbais orais, até mesmo
na sua totalidade.

VENDAS
Há vários indicadores que nos permitem analisar características da personalidade de um cliente e
que nos podem levar a retirar algumas conclusões quanto à sua personalidade ou estados de alma.

Como analisar imediatamente a personalidade de uma pessoa estudando o seu estilo de aperto de mão?
Uma pessoa assertiva segura a mão com firmeza. Por outro lado, um indivíduo com pouca ou
nenhuma confiança, muitas vezes, dá um aperto frágil. Uma pessoa que quer ganhar a sua confiança,
normalmente, aperta a sua mão com a outra mão a cobrir o aperto de mão ou segurando o seu cotovelo.
Adote um aperto de mão firme, mas não esmagador. Transmita confiança e profissionalismo, e não
dominação.

A postura é outro aspeto da linguagem corporal. Ombros com má postura com os seus olhos a
olhar para o chão pode indicar falta de interesse. Estar em linha reta com o seu peso equilibrado em cada
pé dá-lhe um olhar mais confiante e relaxado. Mantenha sempre o corpo em linha reta, quer esteja em pé
ou sentado.

Faça coincidir a postura reta e aberta com uma expressão facial genuína. O contacto ocular deve
ser firme, sem grandes desvios, pois pode parecer estar a esconder algo. Mas não se esqueça de evitar
olhares penetrantes. O cliente pode ficar intimidado.

Não cruze os braços, pois isso pode estragar a confiança do seu potencial cliente.

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Gestos exteriores e para cima com as suas mãos são recomendáveis. Se se inclinar para trás numa cadeira
e colocar as mãos na parte de trás da cabeça, isto pode afastar os clientes já que este é um sinal claro
de arrogância e um falso sentido de confiança.

Entretanto, se colocar as suas mãos na cintura, é um sinal de confiança positiva. Existem sinais
claros de abertura para negociações. Desabotoar a sua camisa significa que você está pronto para falar
e para ouvir uma contraoferta. Tirar o seu casaco ou dobrar as suas mangas é um sinal muito bom para o
cliente, pois isso significa que você está pronto para decidir ou dar para o preço final.

Como analisar as intenções do cliente?


1. Se os braços do cliente estão cruzados, isso significa que ele está desinteressado. Use contra medidas,
como movimentos positivos para levá-los a descruzar os braços, e para que você comece a abordagem
de vendas. Quando os braços e pernas estão descruzados, e as suas mãos estão abertas, este é o melhor
cenário, já que ele está aberto às suas ideias e o mais provável é uma venda ou acordo.

2. Outro bom cenário de vendas é quando o cliente imita os nossos gestos como, por exemplo, quando
tocamos no cabelo e o cliente faz o mesmo. Isto mostra que ele está muito recetivo às nossas ideias e
aberto para comprar uma ideia ou produto.

3. Se o cliente cobre a boca, tocando no nariz ou perto do olho, há uma probabilidade de perda da venda.
Algo que lhe foi dito ou acontecido pode tê-lo desanimado. A solução é fazer o processo de venda
novamente, mas desta vez, de forma diferente. Tranquilize o cliente de que ele está a fazer um ótimo
negócio e incentive-o a abrir-se e compartilhar ideias. Abra as palmas das mãos e, inconscientemente,
deixe que ele o veja, ocasionalmente a colocar a palma da mão no peito (isto significa honestidade). Em
seguida, tente chegar novamente a uma atmosfera positiva de vendas e feche a venda.

4. Esteja sempre alerta aos sinais que o cliente mostra. Se o cliente mostra interesse através dos seus
movimentos corporais, dê o último fôlego à venda e feche-a. A linguagem corporal do cliente pode mudar
de positiva para suspeita. Neste caso, vá com calma, reúna o seu bom senso, leia o humor do seu cliente,

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e tente reconquistá-lo. Mostre sempre abertura e sinceridade. Quando o cliente cruza as pernas e os
braços, é um sinal de alerta. Use técnicas de espelhamento (imitar posturas do cliente). Devemos fazer
todo o esforço para ganhar a confiança do cliente, de modo a que você finalmente possa fechar o negócio.

5. Nos piores casos onde não é possível fechar a venda, tente ser profissional e diplomático em todos os
momentos. Agradeça ao cliente por ouvir e aperte a sua mão com sinceridade. As vendas não podem ser
alcançadas da noite para o dia e você geralmente ganha alguns e perde outros. Fechar a apresentação
com uma nota positiva vai deixar uma boa impressão de si. Quem sabe, aquela pessoa pode ser o seu
próximo cliente em algum outro momento. Use o seu corpo da maneira que puder no processo de venda.
Esteja sempre entusiasmado. Se realmente acredita na qualidade do seu produto ou serviço, as outras
pessoas serão afetadas positivamente pelo seu entusiasmo. Os movimentos do corpo podem convencer
os potenciais clientes a acreditar no que você está a oferecer.

Como detetar mentiras?


Técnica 1
Repetir a pergunta. Existem duas formas possíveis de usar esta técnica:
1) Ao fazer uma simples pergunta e a pessoa repete totalmente ou parcialmente as palavras da pergunta,
como não nos tivesse ouvido ou entendido.
Por exemplo:
- Mónica: Já terminou o relatório que lhe pedi?"
- António: "Quem, eu? /Que relatório? /Quando me pediu?"

2) Adiciona à resposta palavras da pergunta. Digamos que, não repete literalmente a pergunta, mas
acrescenta as palavras da pergunta à resposta.
Por exemplo:
- Mónica: "Conseguiu contactar o cliente?"
- António: "Hum, sim, eu consegui contactar o cliente."

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O António devia responder: “Hum, sim ".

Técnica 2
Comichão na boca. Os gestos dos adultos são, na verdade, uma evolução de movimentos automáticos
das crianças. O que faz uma criança instintivamente quando ouve uma mentira, qualquer palavra imprópria
ou rude? A reação natural será cobrir a boca com as duas mãos, e o que significa este gesto? "Não posso
acreditar no que está a dizer". Quando crescemos, tornamos este gesto quase impercetível e pode resultar
num simples toque no canto da boca ou até mesmo na ponta do nariz. Quando mentimos o nosso
inconsciente faz o mesmo, quando dizemos algo em que não acreditamos tocamos nos cantos da boca
ou na ponta do nariz. Este toque também pode revelar que a pessoa não tem a certeza daquilo que está
a dizer. O toque no canto dos lábios é o melhor indicador.

Técnica 3
Começou a transpirar. Quando nos sentimos ameaçados começamos a transpirar? Isto deve-se ao
nervosismo, esta reação é causada pela amígdala quando o sistema límbico sente que está em perigo
iminente. A testa transpirada é um indício que a pessoa está nervosa. Nervosa? Porquê? Talvez seja
porque está a ser acusada, está a inventar uma justificação ou não tem qualquer justificação. Tem de ter
atenção se não está calor em excesso.

Técnica 4
Os olhos. Existe o mito de que quem não olha olhos nos olhos está a mentir, este sinal revela
arrependimento ou vergonha. Aquele que olha de uma forma fixa nos olhos é mais provável que esteja a
mentir, porque quer verificar se a mentira está a ser aceite pela outra pessoa.

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Técnica 5
Justificar demais. Quando nos sentimos culpados por uma razão ou outra, ou quando estamos nervosos
queremos provar a nossa falsa inocência. Temos a tendência de justificar em demasia. Quando
questionado deve ter respostas curtas e concretas e falar com calma.

Técnica 6
Baixa o tom de voz. Quando uma pessoa está a mentir, o seu tom de voz diminui em quase 50%.

Técnica 7
Quer ir embora. Uma pessoa honesta está disposta a cooperar e a dar explicações, a que mente
quer “fugir” e uma das formas de o mostrar é olhar para a saída, pegar nos seus pertences, mudar de
assunto bruscamente ou virar a cabeça para o lado contrário do interlocutor. Não julgue, questione mais!
Agora, com estas técnicas vai ser mais difícil ser enganado.

ENTREVISTA DE EMPREGO
Longe vão os dias em que o candidato a um emprego tem que escrever uma carta de candidatura
manuscrita para ganhar a entrevista de emprego. Numa era em que os computadores e da tecnologia
cibernética imperam, a maioria dos empregadores preferem candidatos que concorram online.

No entanto, uma situação permanece igual – a linguagem corporal do candidato durante


entrevistas de emprego e como eles causam a primeira impressão assim que entram na sala de
entrevistas.

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O seu tipo de pessoa
Com base na sua linguagem corporal, um entrevistador pode saber se o candidato está confiante
ou não, se é do tipo tímido ou do tipo amigável, se é um solitário ou um jogador de equipa, ou mesmo se
está a dizer a verdade ou não. É possível detetar se é capaz de lidar com o trabalho, se está dedicado,
ou se é alguém que pode dar-se bem com os outros empregados.

Com base nas suas perguntas, o entrevistador não só presta atenção ao que o candidato diz, mas
também a como o diz. O entrevistador geralmente encontrará respostas que correspondam às
qualificações pretendidas.

Seja pontual
Este é o aspeto mais importante da entrevista de trabalho – chegar a tempo. A entrevista de
emprego é considerada um compromisso muito importante, e chegar atrasado é um crime cardeal com a
gravidade que pode conduzir à perda da oportunidade de trabalho. Esta atitude negligente em relação ao
tempo vai enviar mensagens negativas ao empregador e vai dizer muito sobre a falta de profissionalismo.
É melhor chegar uma hora mais cedo do que um minuto atrasado.

O primeiro encontro
Quando o entrevistador chega à sala para o conhecer, não ofereça a mão para um aperto de mão
a menos que o entrevistador ofereça a mão dele. Dê um aperto de mão com firmeza, mas não esmagador.
Mantenha o contacto visual.

Postura corporal adequada


A postura corporal é importante durante as entrevistas de emprego. No início da entrevista, sente-
se direito na sua cadeira, com as costas encostada às costas da cadeira. Não se mova para os lados na
sua cadeira, pois pode ser percebida pelo entrevistador como uma falta de interesse ou tédio. Por outro

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lado, sentar-se numa só beira da cadeira pode transmitir uma mensagem que está um pouco nervoso e
que você se sente desconfortável com a situação.

Quando o entrevistador diz algo, é aconselhável inclinarmo-nos um pouco para a frente. Isto mostra
interesse e atenção no que o entrevistador está dizer. Devemos inclinar um pouco a cabeça para mostrar
que estamos a ouvir de perto.

Gestos adequados
Não cruzar os braços, pois isso pode ser percebido como um movimento defensivo. Basta colocar
as mãos levemente no colo ou simplesmente colocá-las no braço da cadeira. Ao falar, acenar com a
cabeça ocasionalmente para dar mais sentido ao que se está a dizer. Os movimentos das mãos também
podem ajudar a imprimir dinâmica à conversa. O entrevistador é levado a pensar que estamos confortáveis
com o processo da entrevista, se acompanharmos com gestos com as mãos. Movimentar muito as mãos
no início da entrevista pode não ser uma boa ideia. A maneira correta é adicionar gestos gradualmente ao
longo da entrevista.

Importa estar ciente dos movimentos das mãos do entrevistador. Se eles usam muito as suas mãos
para fazer um ponto ou para esclarecer alguma coisa, podemos fazer a mesma coisa (técnica do
espelhamento). Quando, pelo contrário, não fazem muitos movimentos, faça a mesma coisa. É importante
ajustar os seus gestos aos do entrevistador para estabelecer compatibilidade e empatia. Esteja atento aos
gestos involuntários que você possa fazer, por vezes, devido à tensão. Alguns dos atos podem irritar o
entrevistador, a saber:
 Bater com os dedos na mesa.
 Baralhar os seus pés.
 Roer as unhas.
 Brincar com uma caneta.

FASHION SCHOOL 475


A entrevista painel
Ser entrevistado por uma pessoa pode ser fácil, mas por muitas pessoas é mais intimidante e uma
experiência confusa. É importante manter contacto visual com todos os entrevistadores de igual forma. Ao
olhar uniformemente para eles, vai ser possível estabelecer empatia e captar a confiança de todos.
Quando um dos entrevistadores pede ou diz algo, mantenha contacto visual com ele até que ele deixe de
falar. Isso vai indicar que está a ouvir atentamente. Enquanto ele está a falar, ele também pode olhar para
os outros entrevistadores. Quando ele olhar de novo para nós, devemos acenar com a cabeça para
encorajá-lo a continuar a falar.

Quando respondemos a uma pergunta, olhar primeiro para quem perguntou. Mas enquanto
estamos a responder, devemos ir olhando para cada um dos outros entrevistadores também. Devemo-nos
dirigir, novamente, para a pessoa que fez a pergunta, quando queremos provar um ponto, enfatizar algo
e quando terminamos de responder.

Linguagem corporal dos entrevistadores


Observar a linguagem corporal dos entrevistadores é tão importante quanto estar ciente dos seus
próprios movimentos corporais. Os gestos corporais dos entrevistadores pode dar uma indicação da
nossa prestação. Isso pode servir como um sinal para mudar a sua abordagem numa fase inicial.

Por exemplo, quando fizemos algo que desagradou os entrevistadores, eles vão mostrar o seu
aborrecimento através da linguagem corporal. Quando suspiram, abanam a cabeça, olham para baixo, ou
cruzam os braços e se inclinam de volta, podemos considerar como um sinal de descontentamento ou
irritabilidade. Os entrevistadores podem não perceber que estão a exibir os seus movimentos corporais,
o que nos permite de mudar a nossa estratégia.

Não faz mal estar nervoso


Saber agir com confiança usando a linguagem corporal pode aumentar as suas hipóteses de
passar à fase seguinte da entrevista. Podemos utilizar este conhecimento para esconder um pouco a
ansiedade, mas isso é algo com o qual não nos devemos preocupar muito. O nervosismo (comedido)
pode indicar o quão importante é para ter acesso a este trabalho.

FASHION SCHOOL 476


A entrevista não só funciona como uma maneira de determinar quem, entre os candidatos é mais
capaz de realizar bem o cargo, mas é também um meio de permitir que o entrevistador conheça mais
pontos dos candidatos. Muitas vezes, o nervosismo acompanha a excitação.

A LINGUAGEM CORPORAL EM REUNIÕES


A comunicação não-verbal que ocorre constantemente numa reunião, quase todas (se não todas),
exibe sinais de linguagem corporal que divulgam o que estão realmente a sentir. Para o líder da reunião,
é importante saber se os participantes estão interessados no que se está a dizer, ou se eles concordam
com as ideias expostas. A deteção precoce de tédio ou discordância é fundamental para que se proceda
a uma mudança de abordagem ou se apresente uma proposta diferente, quando necessário.

Quando a maioria dos participantes estão reclinados nas cadeiras ou simplesmente a olhar
fixamente, sem piscar os olhos, provavelmente significa que eles não estão interessados no tema que está
a ser discutido. Não é aconselhável prolongar a discussão ou fazer algo que quebre a monotonia. Quando
os participantes acenam com a cabeça constantemente, isso significa que eles estão a concordar com o
que se está a dizer.

Quando os participantes cruzam os braços, tocam no nariz ou na boca, sentam-se para trás e
abanam a cabeça demonstram oposição às ideias expostas. É altura para pensar em algumas
contramedidas para neutralizar a situação.

Quando um participante respira profundamente, isso provavelmente significa que ele quer
interromper a conversa e expressar o seu ponto de vista.

Observe também os gestos corporais, tais como:


 Mudar a entonação de voz.
 Franzir a cara.
 Olhar para o chão
 Bater com os dedos na mesa.

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 Sair da sala de reuniões.

Princípios da ética profissional


- Honestidade no trabalho;
- Lealdade para com a instituição;
- Formação de uma consciência profissional;
- Respeito à dignidade da pessoa humana;
- Segredo profissional;
- Discrição no exercício da profissão;
- Observação das normas e procedimentos administrativos;
- Tratamento cortês e respeitoso a todos.

Condutas éticas
- Ser pontual;
- Respeitar a privacidade do outro;
- Oferecer apoio a quem precisar;
- Agradecer uma gentileza recebida;
-Devolver o que foi pedido emprestado.

Condutas não éticas


- Aceitar elogios pelo trabalho de outra pessoa;
- Chamar as pessoas aos gritos;
- Corrigir ou repreender alguém em público;
- Fomentar a discórdia;
- Utilizar informações e influências da posição para conseguir vantagens pessoais;
- Prestar serviço de forma deficiente, demorando propositadamente;

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- Ser interesseiro e medir as pessoas pelo que elas podem ser úteis para alcançar os objetivos.

COMPORTAMENTO VERBAL: FORMAS “TÓXICAS”


Seguem-se alguns exemplos de comentários destrutivos que devem ser evitados em contexto
Profissional:
- Não vai dar certo.
- Já tentamos isso antes.
- É caro demais.
- É complicado demais.
- Não é prático.
- Não temos tempo.
- Não vão aceitar isso.
- Somos diferentes aqui.
- Nunca fizemos isso.
- Vamo-nos cingir ao que sabemos.
- Que ideia estúpida.
- Eu discordo totalmente.
- Está muito errado. Não sabe do que está a falar.
- Está-se a contradizer.
- O nosso sistema não está pronto para isso.
- Boa ideia, MAS....
- É muito arriscado.
- Não me agrada esse seu projeto.
- Talvez para o ano que vem.

FORMAS “SALUTARES” DE COMUNICAÇÃO VERBAL


- Posso fazer uma pergunta?

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- Sugiro que não eliminemos nenhuma opção por enquanto.
- Ouvi falar de X. Vocês têm alguma informação a respeito?
- Não sei muito a este respeito. E vocês?
- Há alguns fatores novos que vocês talvez não conheçam.
- Talvez devamos reconsiderar este ponto.
- Talvez vocês queiram reconsiderar sua opinião, já que.....
- Mudei de ideia sobre isso, desde que soube que....
- Essa ideia pode parecer antiquada, por isso permitam-me explicá-la antes que reajam.
- Tenho uma ideia que gostaria de compartilhar convosco.
- Gostaria de ter a sua ajuda numa ideia que tenho tentando desenvolver.
- Gostaria de sua colaboração em.....
- Eis uma ideia semipronta, talvez vocês consigam aprimorá-la.
- Seria melhor que começássemos a pensar em como vamos....
- Quais opções vocês veem a esta altura?
- De que meios dispomos para...?
- Vocês pensaram em fazer isso pelo método X?

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O Dicionário da Moda
Classificação de Tecidos

Segundo o seu processo de fabrico, os tecidos podem ser classificados em dois grupos: telas
tecidas e telas não tecidas.

As telas tecidas podem ser:


- De calada – duas ou mais séries de fios que se entrecruzam entre si perpendicularmente.
É realizada em tear. É a maior utilização;
- De ponto – um fio que se enlaça consigo próprio, dando lugar a nós que produzem um
tecido elástico;
- De renda – fios que se entrelaçam e se torcem entre si, criando telas abertas e fazendo
desenhos.

As telas não tecidas dividem-se em:


- Prensadas – entrelaçado de fibras têxteis que dão como resultado uma lâmina compacta;
- Feltro – tecido compacto não elástico e muito resistente que se obtém depois de se
trabalhar as fibras têxteis com fricção, calor e humidade.

Quanto à compisão de um tecido, podemos encontrar:


- Urdidura – é a série de fios fixos e paralelos entre si, que se apresenta ao longo de um
tecido;
- Trama – é a série de fio que se apresenta na largura de um tecido.

O ligamento é a forma na qual se cruzam os fios, criando diferentes tecidos. Destacam-se os


seguintes ligamentos:
- Tafetá – é o mais simples e utilizado, e caracteriza-se pelo entrelaçado de trama e urdidura
1-1. São telas reversíveis como o linho ou a lona;
- Sarja – caracteriza-se por ter um efeito diagonal. Por cada fiada da trama, desloca-se o
ponto de ligadura um espaço. Podem ser ou não reversíveis. Um exemplo de sarja é a flanela;

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- Cetim – a sua forma de entrelaçar trama e urdidura é aleatória. Caracteriza-se por criar
tecidos lisos e brilhantes. Não são reversíveis.

Fibras

As fibras vegetais e animais são empregues principalmente nas peças de roupa e complementos,
enquanto as fibras minerais se utilizam sobretudo nos adornos em trajes de festa e fantasia. As fibras
artificiais diferenciam-se das sintéticas pelo facto das primeiras serem obtidas a partir de produtos
naturais, enquanto as sintéticas são obtidas de matérias-primas elaboradas quimicamente.

- Fibras artificiais – são obtidas a partir de matérias-primas naturais, tendo propriedades


similares às das fibras naturais. São exemplos deste tipo o rayon viscoso, rayon acetato, o fio metálico e o
fio de papel.
- Fibras sintéticas ou químicas – são obtidas num laboratório, após um processo industrial.
Dentro deste grupo encontra-se o tergal, o nylon, o elastino ou licra, o lurex, a microfibra, a pele de
pêssego, etc..

Define-se as fibras como cada um dos filamentos que entra na composição dos tecidos orgânicos,
vegetais ou animais. Portanto, as fibras têxteis são a matéria-prima dos tecidos. São materiais compostos
de filamentos e suscetíveis de serem usados para formar fios ou tecidos.

- Fibras naturais – são as extraídas da Natureza mediante procedimentos físicos ou


mecânicos. Podem ser:
 Fibras animais – podem proceder de pêlo (como, por exemplo, a lã, que pode der
merino, alpaca, mohair, caxemira, etc.), derivados (seda);

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 Fibras vegetais – podem proceder di fruto (algodão, coco), yalo (linho, juta,
cânhamo), folha (sisal, esparto);

 Fibras minerais – podem ser naturais como o amianto ou provir de materiais como
o vidro ou alguns metais.

Tecidos
PRÍNCIPE DE GALES
Tecido, geralmente de lã, que apresenta uns quadrados de linhas finas no
mesmo tom, com uma delas central em cor mais viva. Utiliza-se em fatos masculinos,
casacos e, às vezes, trajes femininos.

RISCA DIPLOMÁTICA
Tecido escuro com risca estreita e clara. Utiliza-se na confeção de fatos.

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SEDA
Fibra natural de procedência animal que dá nome ao tecido pela referida fibra.
Utiliza-se para trajes de festa, lenços, etc..

RENDA
Não é um tecido propriamente dito, mas o nome genérico dado a um tipo de
tecidos que não são feitos com tear, mas sim construído à base de laçadas ou calados.
Utiliza-se principalmente como ornamentação em peças de roupa, lingerie ou outras.

SARJA
Tecido groddo e pesado, de lã, feito expressamente para peças de roupa de
abrigo, originária dos Países Baixos. Coco Chanel, num dos seus primeiros desenhos
famosos, pôs na moda o casaco de sarja para mulher (confecionada com este tipo de
tela), pareciada ao jaquetão marinheiro.

SERAPILHEIRA
Tecido grosseiro feito com fibra vegetal. É uma tela tecida de juta ou estopa de
cânhamo, com ligamento tafetá e, às vezes, esteira. Emprega-se como tecido de
embalagem, para a confeção de sacos, etc..

REVERSÍVEL
Tecido no qual se obtém, mediante uma forma especial de ligamento, uma tela
com duas faces utilizáveis à escolha. Emprega-se em batas, vestões, abrigos, mas
também para decoração e mantas.

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SARJADO
Tecido de fio com ligamento de sarja, produzindo as linhas diagonais típicas.
Parece-se com o tecido de gabardina. Usa-se principalmente para calças.

TAFETÁ
Tecido espesso de fio fino, de seda ou algodão, ligeiramente teso, que tem um
toque estaladiço como a seda e aspeto iridescente. Emprega-se para vestidos de noite
e em alguns abrigos.

ORGANZA
Tecido ligeiro de seda ou algodão, transparente e semi-rígido, mais fino que a
musselina, utilizado especialmente na confeção de roupa feminina.

PANAMÁ
Tecido de algodão com ligamento felpudo e com pouca densidade de trama,
empregue em vestidos de verão de senhora, camisas de homem, etc..

OTOMANO
Tecido de seda, algodão ou estambre com ligamento tafetá, mas denso por
urdidura que por trama, de maneira que forma cordão em sentido horizontal. Emprega-
se principalmente em vestidos de senhora.

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PANO
Tecido cuja trama é tão cerrada e intensa que não é possível distinguir os fios, dando-
lhe o aspeto de uma pele com pelo curto, cerrado e suave. Usa-se em vestidos e
casacos.

OXFORD
Tecido feito com fios de algodão que se utiliza na confeção de camisas.

PATA DE GALO
Tecido com um desenho formado por figuras quadrangulares cruzadas que
lembram as patas de um galo.

TRICÔ
Nome que se dá genericamente aos diversos géneros de tecidos tricotados.
Emprega-se em peças de roupa sport, tipo casacos de malha, camisolas, etc..

TWEED
Tecido de lã de aparêcnia volumosa e forte, elaborado originalmente à mão nos
lares escoceses. Emprega-se para peças de roupa exteriores de senhora e homem,
casacos, saias, etc..

VINCHY
Tecido fino de algodão, com fios de cores vivas e sólidas formando desenhos
simples (riscas ou quadrados) com ligamento tafetá. Utiliza-se em roupas de criança,
camisas ou vestidos, principalmente.

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TULE
A sua característica estrutural é a malha que se compõe de hexágonos ou
octágonos regulares. Utiliza-se em trajes de bailarina, véus de noiva, máscaras, etc..

VELUDO
Tecido cuja face está coberta de pelo relativamente curto, espesso e
perpendicular à superfície do tecido base. O veludo é um tecido que está sempre na
moda e é considerado de luxo. Emprega-se em qualquer tipo de peças de roupa.

VIYELA
Tecido feito com uma mistura de algodão e lã de toque suave e quente. Usa-se
em camisões, camisas lisas ou de quadros e roupa de cama no inverno.

TURCO
Tecido de algodão que recebe este nome devido ao tratamento especial, durante
o qual se emprega fios com forma espiral, produzindo anéis ou nós compridos que
sobressaem (sem serem cortados) por uma ou ambas as caras do tecido. Devido à sai
constituição tem um alto poder de absorção de água. É o tecido empregado principalmente para toalhas
e roupões de banho.

CROCHÉ
Tecido que tradicionalmente se fazia à mão, de forma artesanal, que não se
fabrica no tear, mas à base de sucessivas laçadas feitas com um só fio enfiado na
agulha. Nos anos 60, estiveram na moda os vestidos de croché, ainda que por curto
tempo.

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CREPE
Tecido de linho e principalmente algodão, caracterizado por apresentar uma
superfície enrugada e mate. É um tecido mole que se cola ao corpor de forma natural.
O crepe de algodão ou lã é utilizado para vestidos e fatos, enquanto o de seda é usado
para, por exemplo, vestidos de cerimónia.

LONA
De algodão e, algumas vezes, de cânhamo, com ligamento tafetá e em cru. É
muito resistente e quase impermeável. A lona grossa emprega-se para velas de barco,
tendas, toldos, alpargatas; se é fina, para peças de roupa desportivas.

MOHAIR
Tecido ou fio feito com pelo da cabra de angorá ou mistura deste com algodão,
lã ou seda; característico por ter um lado com pelo solto. Utiliza-se em camisolas
tricotadas e casacos.

OLHO-DE-PERDIZ
Tecido com pequenos pontos escuros e claros que se utiliza na confeção de
fatos de inverno.

MALHA
Tecido elástico e flexível, feito à mão ou à máquina, com seda, algodão, lã ou
fibras sintéticas. Utiliza-se na confeção de meias, camisolas, etc..

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MOIRÉ
Tecido de seda que se caracteriza pelo efeito ótico que produz em forma de
reflexos ondulantes, ou águas, variáveis à incidência da luz, devido à distinta
deformação ou esmagamento dos cordões brilhantes. Emprega-se principalmente para
os trajes de festa.

ORGANDI
Tecido branco de algodão muito fino e transparente, similar à organza. Utiliza-se
na confeção feminina e decoração.

MIKADO
Tecido de seda natural grossa, característico pela sua textura ligeiramente
granulada. Utiliza-se sobretudo na confeção de vestidos para noivas.

MUSSELINE
Tecido em algodão, lã ou seda, pouco espesso, ligeiro, translúcido e de toque
suave. Utiliza-se em vestidos de folhos e na confeção de roupa interior, blusões, saias,
etc..

POPELINE
Fabrica-se em algodão e ligamento tafetá, com algo de brilho no seu aspeto;
também em misturas de algodão, seda, lã, fibras artificiais e sintéticas. É um tecido muito
resistente. Usa-se especialmente em camisas, blusas, trajes de verão e peças de roupa
de bebé.

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FELTRO
Costuma dizer-se que é uma fazenda e não um tecido. É fabricado aproveitando
as propriedades de certas fibras (sobretudo a lã) de se unirem umas às outras com
grande coesão; estas propriedades são favorecidas pela fricção das fibras num meio
húmido ou aquoso, com pressão e calor. Utiliza-se também em chapéus.

GABARDINA
Tecido de estambre ou de algodão, ligamento sarja, muito resistente. Também
costuma ter fibras artificiais e diferentes espessuras. Emprega-se principalmente para
calças, fatos, vestidos, casacos e gabardinas, estas com tratamento impermeável.
Gabardine é uma marca registada (1888) pela firma Burberry.

CETINETA
Tela de seda, ou com urdidura de seda ou algodão mercerizado e trama de
outras fibras, sempre de superfície lisa e lustrosa, em resultado ligamento raso e da
matéria têxtil. É similar ao cetim e utiliza-se para trajes de festa.

FLANELA
É fabricada com fios finos de lã para fatos e casacos; com algodão, tecido por
uma ou as duas faces, para roua interior, pijamas, camisas, etc.. A flanelinha, mais ligeira
e suave, é sempre de algodão.

ENFEITE
Artigo estreito obtido segundo as mais diversas técnicas, fitas, cordões, galões,
etc..

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SHANTUNG
Tecido elaborado em seda (ainda que na atualidade também se realiza em
poliamida) que apresenta texturas ondeadas. Usa-se principalmente para vestidos de
cerimónia e vestidos de noiva.

DENIM
É o tecido das calças (e outras peças) de ganga, as quais entraram no mundo
da moda nos anos 40. É um tecido de sarja de algodão, tecido com trama branca e azul
e muito resistente.

ENTRETELA
Tela não tecida. Capa grossa de fibras cardadas de algodão, prensadas, às
vezes tingidas e engomadas a fim de lhe dar consistência. Serve para encher e como
isolante térmico para peças de roupa de abrigo.

CHEVIOT
Fabricado em lã, com muita fibra e brilhante é tecido geralmente em sarja.
Atualmente utiliza-se para designar qualquer lã de aspeto manchado como o tweed.
Usa-se principalmente para fatos ou casacos.

DAMASCO
Tecido de seda, muitas vezes tingido, com o efeito dos desenhos Jacquard
(chamados adamascados pelo tradicional emprego desta tela).

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ASTRACÃ
O tecido conhecido com este nome foi fabricada pela primeira vez em 1817 pelo
industrial tecelão Antoine Fesanet, na cidade francesa de Nimes. Consta de um tecido
base, composto geralmente de urdidura e trama de algodão, mas uma urdidura de
mohair ou lã, cujas pontas se cortam como o veludo, mas muito mais longo, com aspeto brilhante e
encaracolado, dando ao tecido uma aparência como da pele que se importa de Astrakan, obtida de
cordeiros recém-nascidos e cujo pelo apresenta um riçado característico. Emprega-se em forros, abrigos,
manguitos, gorros e outros usos parecidos.

BATISTA
Tela que tem o nome do seu inventor Baptiste Cambray (tecedor francês do
século XIII) que se caracteriza por ser muito fina, de linho ou algodão, com ligamento
tafetá, branqueada em peça, ligeiramente preparada. Utiliza-se para lenços, vestidos,
camisas, etc..

ALPACA
Tecido com urdidura e trama de ligamento tafetá, empregue preferencialmente
na confeção de fatos para homem.

BUCLÊ
Tecido de aspeto de lã obtido com fios de fantasia formando caracóis, que se
emprega para vestidos e casacos.

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BROCADO
Tecido sumptuoso realizado em tear Jacquard, de seda, com fios de ouro ou
prata formando parte do tecido (no bordado), dando relevo e criando os desenhos com
motivos florais, arabescos, etc.. Emprega-se principalmente em vestidos de noite.

BOMBAZINE
É um veludo com riscas. Tradicionalmente, a bombazina era o tecido usado pelos
camponeses, em cores pardas ou negras. Hoje, fabricada em todas as cores e de
grossuras muito diversas, pode ser uma tela ligeira ou pesada, utilizando-se tanto em
fatos, casacos, roupa exterior, o mesmo para senhora ou homem, como em decoração.

CETIM
Tecido de seda muito brilhante, mais encorpado que o tafetá e menos que o
veludo. Caracteríza-se por ser muito mole. Utiliza-se na lingerie e para confecionar trajes
de festa.

PELE
Couro curtido de modo a que conserve por fora o seu pelo natural. Utiliza-se em
forros, peças de roupa de abrigo e acessórios (cintos, bolsos, etc.).

PIQUÉ
Tecido que costuma ser de algodão, formando desenhos geométricos em relevo.
Estes tecidos costumam ser branqueados, ainda que algumas vezes sejam tingidos com
cores claras. Usa-se em roupas de criança, senhora, adornos, etc..

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PELE DE ANJO
Tecido de seda parecida com o cetim, mas menos rígida e com menos brilho
que este. Utiliza-se na confeção de vestidos de noiva e lingerie.

PLUMETI
Tecido de algodão com desenhos simples bordados. Emprega-se em vestidos
de fantasia de senhora e noiva.

PELÚCIA
Tecido de seda, algodão, etc., que tem pelo por um lado. Caracteriza-se por ser
muito absorvente. Utiliza-se para a roupa do lar, sobretudo de banho.

GUIPUR
Desenho bordado sobre um tecido de base muito fina, que se elimina, obtendo-
se assim uma parte bordada. Emprega-se em vestidos de noite, de casamento e também
para acessórios.

JERSEY
Género de malha fina para peças de roupa exteriores.

LINHO
Nome genérico dado aos tecidos com ligamento tafetá e com a típica
irregularidade de grossura que tem o fio de linho. Utiliza-se na fabricação de tecidos de
lingerie, mesa, cortinas e peças de roupa de vestir de Verão.

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LODEN
Tipo de fazenda grossa, originariamente do Tirol, feito de lã de ovelha, ainda que
ao generalizar-se o seu fabrico acabou por introduzir-se também a alpaca e o mohair.
Apresenta sempre uma superfície de pelo mais ou menos longo e felpudo que protege
contra a chuva. Utiliza-se para fatos e casacos. As cores originais do loden foram o branco, vermelho e
negro; foi com a sua posterior difusão que se introduziu o tom esverdeado que ficou para sempre como a
cor usual deste tecido.

LÁTEX
Tecido fabricado com uma mistura de fios de seda, algodão ou rayone e fios de
borracha, empregado em roupa interior. É uma marca registada nos Estados Unidos. O
látex encontra-se cada vez em mais peças de roupa e em diferentes cores.

Tecidos ideais para diferentes estações

INVERNO ENTRE ESTAÇÕES VERÃO

Astracã Batista Cetim

Alpaca Brocado Cetineta

Bombazina Shantung Gaze

Buclê Crepe Linho

Cheviot Croché Musseline

Entretela Damasco Organdi

Feltro Denim - Ganga Organza

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Flanela Gabardina Panamá

Loden Guipur Pele de anjo

Mohair Jersey Piqué

Olho-de-perdiz Látex Serapilheira

Oxford Lona Tule

Pano Malha

Pata de galo Mikado

Pele Moiré

Pelúcia Otomano

Príncipe de Gales Plumeti

Reversível Popelina

Sarja Renda

Sarjado Risca diplomática

Tweed Tafetá

Veludo Tricô

Viyela Vichy

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Tecidos ideais para as diferentes ocasiões

SPORT FESTA
Bombazina Brocado
Crepe de algodão Cetineta
Entretela Shantung
Feltro Crepe
Flanela Damasco
Gabardina Gabardina (acetinada)
Denim - Ganga Gaze
Linho Guipur
Loden Linho
Musseline Mikado
Pelúcia Moiré
Reversível Musseline
Turco Organza
Tweed Otomano
Plumeti
Renda
Tafetá
Veludo
Tule

Acabamento ou enobrecimento dos tecidos

Os acabamentos, ou também chamadas técnicas de enobrecimento, são os tratamentos que


recebe um tecido para mudar o seu tato ou aparência. Nas etiquetas das peças de roupa pode-se

FASHION SCHOOL 497


encontrar o acabamento da peça de roupa juntamente com a sua composição. O Personal Shopper deverá
avaliar também os acabamentos porque, às vezes, uma peça de roupa de lã com um acabamento especial
pode requerer uns cuidados que não correspondam aos da lã.

- Acetinado – imitação do cetim;


- Antiestático – tratamento através do qual se impede a condução elétrica;
- Antifeltrante – as fibras de lã poderão ser lavadas na máquina de lavar roupa sem que corram o risco de
encolherem;
- Antimanchas – repelente da sujidade. Facilita a limpeza;
- Antipilling – evita o aparecimento de borboto nas peças de roupa;
- Antirrugas – resistente às rugas;
- Apresto – proporciona corpo aos tecidos;
- Camurça – aspeto e tato de pele de pêssego;
- Contra a traça – resistência aos efeitos da traça;
- Crepe – aspeto enrugado fino;
- De risco permanente – plissado;
- Easy care – de fácil cuidado na sua manutenção;
- Estampado – desenhos sobre o tecido;
- Impermeável – a água não será absorvida pelo tecido;
- Na pedra – o tecido é submetido a fricção com pedra-pomes;
- Para não encolher – depois da lavagem não encolherá;
- Perchor – técnica de levantamento do tecido;
- Pré-lavado – efeito manchado ou envelhecido, geralmente sobre denim;
- Sem lustro – sem brilho.

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Anexos
Ficha de cliente – Mulher

Ficha de Cliente
FOTO

Nome:
Email:
Telefone:
Idade
Estado Civil
Profissão
Motivo de contacto
Características
Cor da Pele
Cor dos Olhos
Cor de Cabelo
Tipo de Cabelo
Tipo de Rosto
Peso
Primavera/Verão/Outono/Inverno
Cores que favorecem
Obs.

FASHION SCHOOL 499


Medidas
Altura
Altura do pescoço
Comp. do ombro ao punho
Comp. do ombro à cintura
Comp. do cintura ao joelho
Comp.
Comp. da cintura ao pé
Ombros
Peito
Cintura
Anca
Tamanho de calçado
Corpo
Tipo de corpo
Hobbies
Lugares que frequenta
Lojas que costuma frequentar
Budget
Qual o estilo que gosta
Traços da personalidade
Definição de si próprio
Filhos/Idade
Peças a adquirir e tamanhos
Casacos
Coletes
Cardigans
Tops/Blusas/Camisas

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Calções
Saias
Calças
Calças de ganga
Vestidos
Sapatos
Colares
Brincos/Anéis/Pulseiras
Cintos
Carteiras

FASHION SCHOOL 501


Ficha de consultoria de imagem

QUAL O MEU TIPO DE CORPO?

1 2 3 4 5

Os ombros são _______________________ à anca, logo devo ________________________________________.


A minha cintura é ___________________________, logo devo _________________________________________.
Devo valorizar _________________________________________________________________________________.

QUAL O TIPO DE CASACOS QUE DEVO USAR?

1 2 2
Mais curto Na linha de interseção entre a nádega e a coxa 3/4

FASHION SCHOOL 502


QUE TIPO DE BLUSAS USAR?

COMPRIMENTO PADRÃO

1 2 1 2 3
Mais curta Mais comprida Lisa Com padrão Riscas horizontais

DECOTE CORES

1 2 1 2
Decote em “V” Decote em barco Cores claras Cores escuras

FASHION SCHOOL 503


QUE CALÇAS DEVO USAR?

CINTURA PADRÃO, APLICAÇÕES E PORMENORES

1 2 1 2 3 4
Cinta subida Cinta descida Com padrão Lisa Com Plissadas
pormenores

COR MODELO

1 2 1 2 3 4 5
Cor clara Cor escura Skinny Cigarrete Flared Retas Pantalonas
FASHION SCHOOL 504
QUE SAIAS DEVO USAR?

COMPRIMENTO

1 2 3 4 5
Minissaia Pelo joelho Acima do joelho Midi Comprida

DETALHES

1 2 3 4 5
Lisa Padrão Brilho Peplum Efeito ótico adelgaçante

FASHION SCHOOL 505


1 2 3 4 5
Cor clara Cor escura Riscas horizontais Tulipa Com volume/Em “A”

QUAL O TAMANHO IDEAL DAS MINHAS CARTEIRAS?

1 2 3 3
Mini Média Normal Grande

QUE TIPO DE SAPATOS DEVO USAR?


PEITO DO PÉ PONTA DO SAPATO COR

1 2 1 2 1 2
Visível Tapado Arredondada Bicuda Nude Colorido

FASHION SCHOOL 506


QUE TIPO DE ACESSÓRIOS DEVO USAR?
BRINCOS ANÉIS

1 2 3 1 2
Compridos Curtos sem volume Curtos com volume Mais fino Mais grosso

PULSEIRAS
ESPESSURA COR

1 2 1 2
Fina Grossa Tom da pele/transparente Grossa

COLARES
COMPRIMENTO COR E VOLUME

FASHION SCHOOL 507


1 2 1 2
Curto Comprido Longo e transparente Curto e volumosso
Ficha de cliente – Homem

Ficha de Cliente

Nome:
Email:
Telefone:
Idade
Estado Civil
Profissão
Motivo de contacto
Características
Cor da Pele
Cor dos Olhos
Cor de Cabelo
Tipo de Cabelo
Tipo de Rosto
Peso
Primavera/Verão/Outono/Inverno
Cores que mais favorecem
Obs.
Medidas
Altura
Altura do pescoço
Comp. do ombro ao punho
Comp. do ombro à cintura

FASHION SCHOOL 509


Comp. do fim do pescoço à cintura
Comp.Comp.
da cintura ao pé
Ombros
Peito
Cintura
Anca
Obs.
Corpo
Tipo de corpo
Hobbies
Lugares que frequenta
Lojas que costuma frequentar
Budget
Qual o estila que gosta
Traços da personalidade
Definição de si próprio
Filhos/Idade
Peças a adquirir e tamanhos
Casacos
Coletes
Cardigans
Blazers
Fatos
Calças
Bermudas
Calça de ganga
Camisas

FASHION SCHOOL 510


Gravatas
Botões de Punho/Alfinete de Peito/
Pocketsquare/Cachecóis/Pashminas
Brincos/Anéis/Pulseiras
Cintos
Man Bag

FASHION SCHOOL 511


Medidas universais

SAIAS E CASACOS
Europa 36 38 40 42 44 46 48
Estados Unidos 8 10 12 14 16 18 20
Reino Unido 30 32 33 35 36 38 39

BLUSAS E MALHAS
Europa 38 40 42 44 46 48 50 52
Estados Unidos 30 32 34 36 38 40 42 44
Reino Unido 32 34 36 38 40 42 44 46

CALÇADO
Europa 33 34 35 36 37 38 39 40
Estados Unidos 4,5 5,5 6 7 7,5 8,5 9 10
Reino Unido 35 36 37 38 39 40 41 42

FASHION SCHOOL 512

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