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C i c l os d e Potê n c i a 9

a Gás • • • • • • •

OBJETIVOS
Ao térm ino deste capítulo, você será

D
uas áreas importantes de aplicação da termodinâmica são a geração de po­ capaz de:
tência e a refrigeração, ambas realizadas geralmente por sistemas que ope­
ram segundo um ciclo termodinâmico. Os ciclos termodinâmicos podem • Ava l i a r o desem penho dos ciclos de
ser divididos em duas categorias gerais: os ciclos de potência, que serão discutidos potência a gás para os quais o fluido
de trabalho permanece como um gás
neste capítulo e no Cap. 1 O, e os ciclos de refrigeração, discutidos no Cap. 1 1 .
d u rante todo o ciclo.
Os dispositivos ou sistemas utilizados para produzir potência são geralmente
chamados de motores (ou máquinas), e os ciclos termodinâmicos nos quais eles • Desenvolver h i póteses s i m p l ificadas
que se aplicam aos ciclos de
operam são chamados de ciclos de potência. Os dispositivos ou sistemas utilizados
potência a gás.
para produzir um efeito de refrigeração são chamados de refrigeradores, condicio­
nadores de ar ou bombas de calor, e os ciclos nos quais eles operam são chamados • Estudar o funciona mento dos
motores a lternativos.
de ciclos de refrigeração.
Os ciclos termodinâmicos podem também ser categorizados como ciclos a • Anal isar os ciclos de potência a gás
gás e ciclos a vapor, dependendo da fase do fluido de trabalho. Nos ciclos a gás, fechados e a bertos.

o fluido de trabalho permanece na fase gasosa em todo o ciclo; nos ciclos a va­ • Resolver problemas baseados
por, o fluido de trabalho existe na fase vapor durante uma parte do ciclo e na fase nos ciclos Otto, Diesel, Stirling e
líquida durante a outra parte. Ericsson.

Os ciclos termodinâmicos podem ser classificados ainda de outra forma: ci­ • Resolver problemas baseados no
clos fechados e abertos. Nos ciclos fechados, o fluido de trabalho volta ao estado ciclo Brayton, no ciclo Brayton com
regeneração e no ciclo Brayton
inicial no final do ciclo e circula novamente. Nos ciclos abertos, o fluido de traba­
com resfriamento intermed iário,
lho é renovado ao final de cada ciclo, em vez de circular novamente. Nos motores
reaq uecimento e regeneração.
dos automóveis, ocorre a exaustão e substituição dos gases de combustão pela mis­
Anal isar os ciclos de prop ulsã o
tura de ar fresco e combustível ao final de cada ciclo. O motor opera em um ciclo •

a jato.
mecânico, mas o fluido de trabalho não realiza um ciclo termodinâmico completo.
As máquinas térmicas são classificadas como máquinas de combustão interna • Identificar hipóteses sim plificadas
para a a n á l ise da segunda lei
e externa, dependendo de como o calor é fornecido para o fluido de trabalho. Nas
a p l icada aos ciclos de potência
máquinas de combustão externa (como as usinas de potência a vapor), o calor é
a gás.
fornecido ao fluido de trabalho de uma fonte externa, que pode ser uma forna­
• Realizar uma a n ál ise de segunda lei
lha, um poço geotérmico, um reator nuclear ou até mesmo o Sol. Nos motores de
dos ciclos de potência a gás.
combustão interna (como os motores dos automóveis), isso é feito pela queima
do combustível dentro das fronteiras do sistema. Neste capítulo, diversos ciclos
de potência a gás são analisados de acordo com algumas hipóteses simplificadas.
9-1 CONSIDERAÇÕES BÁSICAS NA ANÁLISE DOS
CICLOS DE POTÊNCIA
A maioria dos dispositivos que produzem potência opera em ciclos, e o estudo
dos ciclos de potência é uma parte interessante e importante da Termodinâmica.
Os ciclos encontrados em dispositivos reais são difíceis de analisar, por causa da
presença de efeitos complicadores, como atrito e a falta de tempo suficiente para o
estabelecimento de condições de equilíbrio durante o ciclo. Para possibilitar o es­
FIGURA 9-1 A modelagem é uma tudo analítico de um ciclo, temos de manter as complexidades em um nível contro­
ferramenta de engenharia poderosa que lável e utilizar algumas idealizações (Fig. 9-1 ) . Quando todas as irreversibilidades
oferece uma visão ampla e simples às e complexidades são removidas do ciclo real, ficamos com um ciclo que se parece
custas de uma certa perda de precisão. muito com o ciclo real, mas que é formado totalmente por processos internamente
reversíveis. Tal ciclo é chamado de ciclo ideal (Fig. 9-2).
p Um modelo idealizado simples permite que os engenheiros estudem os efei­
tos dos principais parâmetros que dominam o ciclo sem se confundirem com os
detalhes. Os ciclos discutidos neste capítulo são um tanto quanto idealizados, mas
ainda conservam as características gerais dos ciclos reais que representam. As con­
clusões da análise dos c iclos ideais também se aplicam aos ciclos reais. A eficiên­
cia térmica do ciclo Otto, o ciclo ideal para os motores de automóveis de ignição
por centelha, por exemplo, aumenta com a razão de compressão, e isso também é
válido para os motores reais de automóveis. Porém, os valores numéricos obtidos
da análise de um ciclo ideal não são necessariamente representativos dos ciclos
reais, e é preciso i nterpretá-los com cuidado (Fig. 9-3). A análise simplificada
apresentada neste capítulo para diversos ciclos de potência de interesse prático
V também pode servir como ponto de partida para estudos mais aprofundados.
FIGURA 9-2 A análise de muitos As máquinas térmicas foram desenvolvidas com a finalidade de converter
processos complexos pode ser simplificada energia térmica em trabalho, e seu desempenho é expresso pela eficiência térmi­
com o uso de algumas idealizações. ca 171 , que é a razão entre o trabalho líquido produzido pelo motor e o calor total
fornecido:

(9- 1 )
\.Víiq
T/ t = -- ou
Qent

Lembre que as máquinas térmicas que operam segundo um ciclo totalmente


reversível, como o ciclo de Carnot, têm a maior eficiência térmica de todas as
máquinas térmicas que operam entre os mesmos níveis de temperatura. Ou sej a,
HMMM! SE VOCÊ ninguém pode desenvolver um ciclo mais eficiente que o ciclo de Carnot. Assim, a
CORTA AS ASAS
seguinte pergunta surge naturalmente: se o ciclo de Carnot é o melhor ciclo possí­
DE UMA MOSCA
ELA FICA SURDAI vel, por que não o utilizamos como o ciclo modelo de todas as máquinas térmicas,
em vez de nos importarmos com os vários ciclos chamados de ideais? A resposta
para essa pergunta está no próprio modo como operam as máquinas. A maioria dos
ciclos encontrados em situações práticas difere de forma significativa do ciclo de
Carnot, o que o torna i nadequado como modelo realista. Cada ciclo ideal discutido
neste capítulo está relacionado a um dispositivo específico usado para produzir
trabalho, e são versões idealizadas do ciclo real.
Os ciclos ideais são internamente reversíveis, mas, ao contrário do ciclo de
Carnot, eles não são necessariamente externamente reversíveis. Ou seja, eles po­
FIGURA 9-3 É preciso tomar cuidado dem envolver irreversibilidades externas ao sistema, como transferência de calor
com a interpretação dos resultados dos com uma diferença de temperatura finita. Assim, a eficiência térmica de um ciclo
ciclos ideais. ideal é geralmente menor que aquela de um ciclo totalmente reversível que opera
BLONDIE © KING FEATURES SYNDICATE. entre os mesmos limites de temperatura. Entretanto, ela ainda é consideravelmente
Capítulo 9 • C i c l o s de Potênci a a Gás

FIGURA 9-4 Um motor automotivo com a câmara de combustão visível.


Cortesia da General Motors.

mais alta do que a eficiência térmica de um ciclo real, por conta das idealizações
utilizadas (Fig. 9--4).
As idealizações e simplificações normalmente empregadas na análise dos ci­
clos de potência podem ser resumidas da seguinte maneira:
p
1. O ciclo não envolve qualquer atrito. Assim, o fluido de trabalho não sofre
nenhuma queda de pressão ao escoar em tubos ou dispositivos como os troca­
dores de calor.
2. Todos os processos de expansão e compressão ocorrem de forma quase
estática.
3. Os tubos que conectam os diversos componentes de um sistema são bem iso­
lados e a transferência de calor ao longo deles é desprezível.
Desprezar as variações de energia cinética e potencial do fluido de trabalho é
V
outra simplificação normalmente utilizada na análise dos ciclos de potência. Essa
é uma hipótese razoável, uma vez que em dispositivos que envolvem trabalho de T
eixo, como turbinas, compressores e bombas, os termos energia cinética e ener­
3
gia potencial normalmente são muito pequenos com relação aos outros termos
da equação da energia. As velocidades dos escoamentos em dispositivos como
condensadores, caldeiras e câmaras de mistura são geralmente baixas, e as cor­
4
rentes de fluido sofrem pouca variação em suas velocidades, tornando novamente
as variações de energia cinética desprezíveis. Os únicos dispositivos nos quais as
variações de energia cinética são significativas são os bocais e difusores, os quais
foram desenvolvidos especificamente para criar grandes variações de velocidade.
Nos capítulos anteriores, os diagramas de propriedades, como os diagramas
P-v e T-s, serviram como ferramentas valiosas na análise dos processos termodi­ FIGURA 9-5 Nos diagramas P-v
e T-s,
nâmicos. Nos diagramas e T-s, a área delimitada pelas curvas de processo de
P-v a área delimitada pela curva do processo
um ciclo representam o trabalho líquido produzido durante o ciclo (Fig. 9-5), que representa o trabalho líquido do ciclo.
também é equivalente à transferência líquida de calor daquele ciclo. O diagrama
T-s é particularmente útil como auxílio visual na análise dos ciclos de potência
ideais. Um ciclo de potência ideal não envolve nenhuma irreversibilidade interna,
assim, o único efeito capaz de variar a entropia do fluido de trabalho durante um
processo é a transferência de calor.
Em um diagrama T-s, um processo de fornecimento de calor acontece na di­
reção do aumento da entropia, ao passo que um processo de rejeição de calor
acontece na direção da diminuição da entropia e um processo isentrópico ( inter­
p namente reversível, adiabático) acontece a uma entropia constante. A área sob a
curva de processo de u m diagrama T-s representa a transferência de calor naquele
processo. A área sob a curva do processo de adição de calor de um diagrama T-s
é uma medida do calor total fornecido durante o ciclo qe111, e a área sob a curva do
processo de rejeição de calor é uma medida do calor total rejeitado qsai · A diferença
entre esses dois (a área delimitada pela curva do ciclo) é a transferência líquida de
calor, que também é o trabalho liquido produzido durante o ciclo. Assim, em u m
diagrama T-s, a relação entre a área interna à curva do ciclo e a área sob a curva do
processo de fornecimento de calor representa a eficiência térmica do ciclo. Toda
3 modificação que aumenta a razão entre essas duas áreas também aumentará a
eficiência térmica do ciclo.
V
Embora o fluido de trabalho de um ciclo de potência ideal opere em um cir­
T cuito fechado, os tipos de processos individuais que compreendem o ciclo depende
dos dispositivos individuais utilizados para executá-lo. No ciclo de Rankine, que
é o ciclo ideal das usinas de potência a vapor, o fluido de trabalho escoa através
de uma série de dispositivos de escoamento em regime permanente como a turbi­
o
u
õ.. na e o condensador, enquanto no ciclo Otto, que é o ciclo ideal para o motor de
•O
b
:::: automóvel de ignição por centelha, o fluido de trabalho é alternadamente expan­
.� dido e comprimido em um sistema pistão-cilindro. Assim, equações pertinentes a
sistemas com escoamento em regime permanente devem ser usadas na análise do
ciclo de Rankine, e equações pertinentes a sistemas fechados devem ser usadas n a
análise d o ciclo Otto.

FIGURA 9-6 Diagramas P-v e T-s de um


ciclo de Carnot. 9-2 O CICLO DE CARNOT E SEU VALOR PARA A
ENGEN HARIA
O ciclo de Carnot é composto por quatro processos totalmente reversívei s : for­
necimento isotérmico de calor, expansão isentrópica, rejeição isotérmica de ca­
lor e compressão isentrópica. Os diagramas e T-s de um ciclo de Carnot são
P-v
traçados novamente na Fig. 9-6. O ciclo de Carnot pode ser executado em u m
sistema fechado ( u m ananjo pistão-cilindro) o u em um sistema com escoamento
em regime permanente (utiljzando duas turbinas e dois compressores, como mos­
tra a Fig. 9-7), e o fluido de trabalho utilizado pode ser um gás ou um vapor. O
ciclo de Carnot é o ciclo mais eficiente que pode ser executado entre uma fonte de
calor à temperatura TH e um sumidouro à temperatura Tu e sua eficiência térmica
é expressa como

1'/ 1. Camot = l (9-2)

Na realidade, uma transferência de calor isotérmica reversível é muito difícil


de ser realizada, porque isso exigiria trocadores de calor muito grandes e muito
tempo (um ciclo de potência em um motor típico é completado em uma fração de
segundo). Assim, não é prático desenvolver uma máquina para operar em um ciclo
que se aproxime bastante do ciclo de Carnot.
a_
c_
______________________________ ít_
p_ c_
l o_9_•_C_i_
u_ l o_
s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s___
i a__ �
--

FIGURA 9-7 Uma máquina de Carnot com escoamento em regime permanente.

O valor real do ciclo de Carnot vem do fato de ele ser um padrão com relação
ao qual os ciclos ideais e reais podem ser comparados. A eficiência térmica do
ciclo de Carnot é uma função apenas das temperaturas do sumidouro e da fonte, e
a expressão para a eficiência térmica do ciclo de Carnot (Eq. 9-2) transmite uma
i mportante mensagem que se aplica igualmente aos ciclos ideal e real: A eficiência
térmica aumenta com o aumento da temperatura média com a qual o calor éfor­
necido ao sistema, ou com a diminuição da temperatura média com a qual o calor
é rejeitado pelo sistema.
Entretanto, existem limites para as temperaturas da fonte e do sumidouro que
podem ser usadas em situações práticas. A temperatura mais alta do ciclo se limita
à temperatura máxima que os componentes da máquina térmica, como o pistão
ou as pás da turbina, podem suportar. A temperatura mais baixa é limitada pela
temperatura do meio de resfriamento utilizado no ciclo, como um lago, um rio ou
o próprio ar atmosférico.

EXEMPLO 9- 1 Derivação da eficiência do ciclo de Carnot


Mostre que a eficiência térmica de um ciclo de Carnot que opera entre os limites de
temperatura TH e TL é exclusivamente uma função dessas duas temperaturas e é dada
pela Eq. 9-2.

SOLUÇÃO Deve-se mostrar que a eficiência de um ciclo de Carnot depende ape­


nas das temperaturas da fonte e do sumidouro.
Análise O diagrama T-s de um ciclo de Carnot é redesenhado na Fig. 9-8. Todos os
quatro processos que compreendem o ciclo de Carnot são reversíveis, e portanto a T
área sob a curva de cada processo representa a transferência de calor naquele pro­
cesso. Calor é transferido para o sistema durante o processo l -2 e rejeitado durante
qent
o processo 3-4. Assim, as quantidades de calor transferidas para o ciclo e do ciclo

:J,
podem ser expressas como

uma vez que os processos 2-3 e 4- 1 são isentrópicos e, portanto, s2 = s3 e s4 = s 1 . 41


1
qsai :
1
Substituindo na Eq. 9-l , vemos que a eficiência térmica de um ciclo de Carnot é 1

1
1
1
1
1), =
W1 iq
= 1 -
TL (s2 - s 1 )
-----

TH (s2 s 1 )
FIGURA 9--8 Diagrama T-s para o
-

(continua)
Exemplo 9-1 .
(continuação)
Discussão Observe que a eficiência térmica de um ciclo de Carnot não depende do
tipo de fluido de trabalho utilizado (um gás ideal, vapor, etc.) ou do fato de o tipo de
ciclo a ser executado ser um sistema fechado ou um sistema com escoamento em
regime permanente.

9-3 HIPÓTESES DO PADRÃO A AR


Em ciclos de potência a gás, o fluido de trabalho mantém-se como um gás em todo
o ciclo. Os motores de ignição por centelha, os motores a diesel e as turbinas a gás
convencionais são exemplos conhecidos de dispositivos que operam em ciclos a
gás. Em todas essas máquinas, a energia é fornecida pela queima de um combustí­
vel dentro das fronteiras do sistema. Ou seja, eles são motores de combustão inter­
na. Em virtude desse processo de combustão, a composição do fluido de trabalho,
inicialmente ar e combustível, muda para produtos de combustão durante o curso
do ciclo. Entretanto, considerando que o ar seja predominantemente constituído
de nitrogênio, o qual dificilmente passa por alguma reação química na câmara de

Ar
mistura, o fluido de trabalho sempre se parece muito com o ar.

Câmara Produtos Embora os motores de combustão interna operem em um ciclo mecânico (o


de combustão
-

- pistão retorna à posição inicial ao final de cada revolução), o fluido de trabalho não
- passa por um ciclo termodinâmico completo. Ele é expelido do motor em algum

Real
ponto do ciclo (na forma de gases de exaustão), em vez de retornar ao estado ini­
(a)
cial. O funcionamento em um ciclo aberto é a característica de todos os motores
Calor de combustão i nterna.
Os ciclos de potência a gás reais são bastante complexos. Para conduzir a

Ar Seção de Ar
análise em um nível de complexidade adequado, utilizamos as seguintes aproxi­

aquecimento
- - mações, normalmente conhecidas como hipóteses do padrão a ar.
1. O fluido de trabalho é o ar, o qual circula continuamente em um circuito fe­
(b) Ideal chado, sempre se comportando como um gás ideal.

FIGURA 9-9 O processo de combustão


2. Todos os processos que formam o ciclo são internamente reversíveis.
é substituído por um processo de 3. O processo de combustão é substituído por um processo de fornecimento de
fornecimento de calor nos ciclos ideais. calor a partir de uma fonte externa (Fig. 9-9).
4. O processo de exaustão é substituído por um processo de rejeição de calor que
restaura o fluido de trabalho ao seu estado inicial.
Outra hipótese muito utilizada para simplificar ainda mais a análise é a de que o
ar tem calores específicos constantes, cujos valores são determinados à temperatura
ambiente (25 ºC ou 77 ºF). Quando essa h ipótese é util izada, as h ipóteses do padrão
a ar são chamadas de Um ciclo ao qual se aplicam as
hipóteses do padrão a ar frio.
hipóteses do padrão a ar frequentemente é chamado de ciclo padrão a ar.
As hipóteses do padrão a ar anteriormente enunciadas permitem uma simpli ­
ficação considerável d a análise sem desviá-la significativamente dos ciclos reais.
Esse modelo simplificado permite estudar qualitativamente a influência dos prin­
cipais parâmetros sobre o desempenho das máquinas reais.

9-4 UMA VISÃO GERAL DOS MOTORES ALTERNATIVOS


Apesar de sua simplicidade, o motor alternativo (basicamente um sistema pistão­
-cilindro) é uma das raras invenções que provaram ser muito versáteis com uma
a_
c_
______________________________ ít_
p_ c_
l o_9_•_C_i_
u_ l o_
s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s___
i a__ �
ampla variedade de aplicações. Ele é o coração da grande maioria dos automóveis, Válvula Válvula
caminhões, aviões pequenos, navios e geradores de energia elétrica, bem como de
muitos outros dispositivos.
Os componentes básicos de um motor alternativo são mostrados na Fig. 9-1 0.
- - Õ- �� � _ _ - PMS
O pistão alterna-se no cilindro entre duas posições fixas chamadas de
to superior
ponto mor­
(PMS) - a posição do pistão quando ele forma o menor volume no
iâ t o___
..______--_
--i-
Curso
cilindro -, e o ponto morto inferior(PMI) - a posição do pistão quando ele
forma o maior volume no cilindro. A distância entre o PMS e o PMI é a maior
distância que o pistão pode percorrer em urna direção, e é chamada de
motor. O ar ou a mistura de ar e combustível é sugada para o cilindro pela
do
curso
válvula __ j__PMI
FIGURA 9-1 O Nomenclatura dos motores
de admissão, e os produtos da combustão são expelidos do cilindro por meio da
válvula de descarga.
O volume mínimo formado no cilindro quando o pistão está no PMS é chama­ alternativos.
do de espaço morto (Fig. 9-1 1 ). O volume deslocado pelo pistão à medida que ele
se movimenta entre o PMS e o PMI é chamado de volume deslocado. A relação
entre o volume máximo formado no cilindro e o volume mínimo (morto) é chama­
da de razão de compressão r do motor:

(9-3)
vmax VPMI
r= -- = --
Vmin VPMS

Observe que a razão de compressão é uma razão entre volumes e não deve ser
confundida com a razão de pressão.
Outro termo muito usado em motores alternativos é a pressão média eficaz
(PME). Essa é uma pressão fictícia que, se agisse sobre o pistão durante todo o

(a) Volume deslocado (b) Espaço morto


curso (ou tempo) motor, produziria a mesma quantidade de trabalho líquido que a

FIGURA 9-1 1
produzida durante o ciclo real (Fig. 9- 1 2). Ou seja,
Os volumes deslocado e
W1 iq = PME X Área do pist ão X Curso = PME X Volume deslocado morto de um motor alternativo.

ou

"'Í iq
PME = --�- (kPa ) (9-4)
Vmax - Vmin

A pressão média eficaz pode ser usada como parâmetro para comparar o de­
sempenho de motores alternativos de igual tamanho. O motor com maior PME
produz mais trabalho líquido por ciclo, e portanto tem melhor desempenho.
Os motores alternativos são classificados como motores de ignição por
ou
centelha motores de ignição por compressão, dependendo de como é ini­
ciado o processo de combustão no cil indro. Nos motores de ignição por cen­
telha, a combustão da mistura de ar e combustível é i niciada por uma vela de
ignição. Nos motores de ignição por compressão, a ignição da mistura de ar
e combustível é resultado da compressão da mistura acima da temperatura de
autoignição. Nas duas seções a seguir, discutiremos os ciclos Otto e Diesel, que
são os ciclos ideais dos motores alternativos com ignição por centelha e por
compressão respectivamente.
p 9-5 CICLO OTTO: O CICLO IDEAL DOS MOTORES DE
IGN IÇÃO POR CENTELHA
O ciclo Otto é o ciclo ideal dos motores alternativos de ignição por centelha. Ele
deve seu nome a Nikolaus A. Otto, que criou um bem-sucedido motor de quatro
1 tempos em 1 876, na Alemanha, usando o ciclo proposto pelo francês Beau de
1
1 Rochas em 1 862. Na maioria dos motores de ignição por centelha, o pistão executa
1
PME
1 quatro cursos completos (dois ciclos mecânicos) dentro do cilindro, e o eixo de
_ ...J _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _

1 manivelas realiza duas revoluções para cada ciclo termodinâmico. Esses motores
1
1 são chamados de motores de combustão interna de Uma represen­
quatro tempos.
1
tação esquemática de cada tempo, bem como um diagrama P-v de um motor de
PMS PMI
Vri1ax V
ignição por centelha de quatro tempos real, são mostrados na Fig. 9- l 3a.

1i f
Inicialmente, as válvulas de admissão e de descarga estão fechadas, e o pistão
está em sua posição mais baixa (PMI). Durante o tempo (ou curso) de compressão,
o pistão move-se para cima, comprimindo a mistura de ar e combustível . Logo
1 depois que o pistão atinge sua posição mais alta (PMS), a vela solta faíscas e a

FIGURA 9-1 2 O trabalho líquido


mistura sofre ignição, aumentando a pressão e a temperatura do sistema. Os gases
à alta pressão forçam o pistão para baixo, o que, por sua vez, força o eixo de ma­
de um ciclo é equivalente ao produto
entre a pressão média eficaz e o volume nivelas a girar, produzindo trabalho útil durante o tempo (ou curso) de expansão
deslocado. ou motor. Ao final desse tempo, o pistão está na posição mais baixa (a conclusão
do primeiro ciclo mecânico) e o cilindro está cheio de produtos de combustão. O
pistão move-se para cima mais uma vez, expulsando os gases de exaustão pela vál­
vula de descarga (o tempo ou curso de exaustão), e uma segunda vez para baixo,

Fim da combustão Mistura


p Gases de ar e

Mistura de
ar e cornbusrfvel t t
Admissão
1 1
P,um -
LJ
--�,-- --�,--

Tempo (ou curso) Tempo motor Tempo (ou curso) Tempo (ou curso)
,_

PMS PMI de compressão (expansão) de descarga de admissão


(a) Motor real de ignição por centelha de quatro tempos
v

p
3 qcnt

Ar Ar

Ar
- -- - - - - (2) (2)-(3)
LJ
--�,--

t
(1) (4)
qsai
LJ
--�,--

Compressão v = const. Expansão v = const.


PMS PMI isentrópica Fornecimento de calor isentrópica Rejeição de calor
(b) Ciclo Otto ideal
V

FIGURA 9-1 3 Ciclos real e ideal dos motores de ignição por centelha e seus diagramas P-v.
C_
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p_ l o_9�•�C_i_
u_ lo_
c_ s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s��-
i a_� 'iPFlllll
Vela
de ignição
sugando a mistura de ar fresco e combustível pela válvula de admissão (o tempo
ou curso de admissão). Observe que a pressão do cilindro está l igeiramente acima
do valor atmosférico durante o tempo de exaustão e ligeiramente abaixo durante o
tempo de admissão.
Nos todas as quatro funções descritas anteriormente Janela
Janela
motores de dois tempos,
de
de admissão
são executadas apenas em dois tempos: o tempo motor e o tempo de compressão.

exaustão
Nesses motores, o cárter é vedado, e o movimento para baixo do pistão é utilizado
para pressurizar ligeiramente a mistura de ar e combustível no cárter, como mostra
a Fig. 9- 1 4 . As válvulas de admissão e descarga são substituídas por aberturas
na parte inferior da parede do cilindro. Durante a última parte do tempo motor, o
pistão descobre primeiro a janela de exaustão, permitindo que os gases de exaustão

Cárter
sejam parcialmente expelidos e, em seguida, a janela de admissão, permitindo que
� Mistura
de ar e
a mistura de ar e combustível entre e expulse a maior parte dos gases de exaus­

combustível
tão restantes do cilindro. Em seguida, essa mistura é comprimida à medida que
o pistão se move para cima durante o tempo de compressão, e logo em seguida a
ignição é realizada por uma vela. FIGURA 9-1 4 Esquema de um motor
Os motores de dois tempos em geral são menos eficientes do que seus equiva­ alternativo de dois tempos.
lentes de quatro tempos, por causa da expulsão incompleta dos gases de exaustão
e da expulsão parcial da mistura de ar fresco e combustível com os gases de exaus­
tão. Entretanto, eles são relativamente simples e baratos, e têm melhores relações
potência-peso e potência-volume, o que os torna adequados para aplicações que
exigem tamanho pequeno e pouco peso, como motocicletas, motosserras e corta­
dores de grama (Fig. 9-1 5).
Os avanços em diversas tecnologias - como injeção direta de combustível ,
combustão estratificada e controles elétricos - proporcionaram u m interesse reno­
vado nos motores de dois tempos capazes de oferecer alto desempenho e economia
de combustível, atendendo às regulamentações rígidas quanto às emissões. Para
determjnados peso e deslocamento, um motor de dois tempos bem projetado pode
oferecer potência significativamente maior do que seu equivalente de quatro tem­
pos, uma vez que os motores de dois tempos produzem potência em cada rotação
do motor, e não de forma intercalada (uma sim, uma não). Nos novos motores de
dois tempos, o spray de combustível altamente atomizado que é i njetado na câ­
mara de combustão ao final do tempo de compressão é queimado de forma muito
mais completa. O combustível é aspergido após o fechamento da válvula de exaus­
tão, evitando que combustível não queimado seja expelido para a atmosfera. Com
a combustão estratificada, a chama que é iniciada pela ignição de uma pequena
quantidade de mistura rica em combustível próxima à vela se propaga através da
câmara de combustão preenchida com uma mistura muito mais pobre em combus­
tível, resultando em uma combustão muito mais limpa. Os avanços da eletrônica
também garantem uma operação ótima sob condições variadas de carga e veloci­
dade do motor. As grandes empresas fabricantes de automóveis mantêm progra­
mas de pesquisa de motores dois tempos, e esses devem voltar à cena no futuro.
Uma análise termodinâmica dos ciclos de quatro ou dois tempos reais descri­
tos anteriormente não é tarefa fácil. Entretanto, a análise pode ser bastante sim­
plificada se as hipóteses do padrão a ar forem utilizadas. O ciclo resultante, que

FIGURA 9-1 5 Os motores de dois tempos


mantém características muito similares às condições de operação reais, é o ciclo
Otto ideal. Ele consiste em quatro processos internamente reversíveis:
são normalmente usados em motocicletas e
1 -2 Compressão isentrópica cortadores de grama.
2-3 Fornecimento de calor a volume constante © Vai. 26/PhotoDisc/Gerry RF
T 3 3-4 Expansão isentrópica
qent
4- 1 Rejeição de calor a volume constante
A execução do ciclo Otto em um arranjo pistão-cilindro Uuntamente com um
diagrama P-v) é ilustrada na Fig. 9- l 3b. O diagrama T-s do ciclo Otto é apresen­
tado na Fig. 9- 1 6.
2 O ciclo Otto é executado em um sistema fechado, e desprezando as variações
das energias cinética e potencial, o balanço de energia dos processos é expresso,
por unidade de massa, como

(kJ/kg) (9-5)

FIGURA 9-1 6 Diagrama T-s do ciclo Os dois processos de transferência de calor não envolvem trabalho, uma vez que
Otto ideal. ambos ocorrem a volume constante. Assim, a transferência de calor de e para o
fluido de trabalho pode ser expressa como

(9-6a)

(9-6b)

Assim, a eficiência térmica do ciclo Otto ideal sob as hipóteses do padrão a ar frio
torna-se

7/1. Otto
= W i;q =

Os processos 1-2 e 3-4 são isentrópicos e v2 = v3 e v4 = v 1 • Assim,

(9-7)

Substituindo essas quantidades na relação da eficiência térmica e simplificando,


temos

7/1. Ouo (9-8)

0,7 onde

0,6 v,
Razões de
vmax v,
0,5 / compressão
r = -- = - = -
(9-9)
Vmin V2 Vz
.----L---. típicas para é a
s 0,4 motores a
9

gasolina
razão de compressão e k é a razão dos calores específicos cP lcv.
0,3

A Eq. 9-8 mostra que, sob hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência térmica de

0,2
um ciclo Otto ideal depende da razão de compressão do motor e da razão dos calores
específicos do fluido de trabalho. A eficiência térmica do ciclo Otto ideal aumenta
0, 1 com a razão de compressão e com a razão dos calores específicos. Isso também vale

2 4 6 8 10 12 14
para os motores reais de combustão interna com ignição por centelha. Um gráfico da

Razão d e compressão, r
eficiência térmica em função da razão de compressão é mostrado na Fig. 9- 1 7 para
k = 1 ,4, que é o valor da razão dos calores específicos do ar a temperatura ambiente.
FIGURA 9-1 7 Eficiência térmica do Para determinada razão de compressão, a eficiência térmica de um motor com ig­
ciclo Otto ideal em função da razão de nição por centelha real é menor do que a de um ciclo Otto ideal, devido a irreversi­
compressão (k = 1 ,4 ). bilidades como atrito e outros fatores, como a combustão incompleta, por exemplo.
C_
�����������������������������_a_ít_
p_ c_
l o_9�•�C_i_
u_ s_d_e__
l o_ o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s��-
i a_� �
Observamos na Fig. 9- 1 7 que a curva da eficiência térmica é bastante incli­
nada a razões de compressão baixas, mas se achata a partir de valores de razão
de compressão próximos de 8. Assim, o aumento da eficiência térmica com a
razão de compressão não é tão pronunciado a razões de compressão altas. Da
mesma forma, quando são utilizadas razões de compressão altas, a temperatura
da m istura de ar e combustível sobe acima da temperatura de autoignição do
combustível (a temperatura na qual o combustível entra em ignição sem o auxí­
lio de uma centelha) durante o processo de combustão, causando uma queima
precoce e rápida do combustível em algum ponto ou pontos à frente da chama,
seguida por inflamação quase instantânea do gás. Essa ignição prematura do
combustível, chamada de autoignição, produz um ruído audível chamado de
batida do motor. A autoignição nos motores de ignição por centelha não pode
ser tolerada, pois prej udica o desempenho e pode causar danos ao motor. A de­
terminação de que a autoignição não seja permitida cria um li mite superior para
as razões de compressão a serem usadas nos motores de combustão interna com
ignição por centelha.
O aperfeiçoamento da eficiência térmica dos motores à gasolina pela utili­
zação de razões de compressão mais altas (até cerca de 1 2) sem o problema da
autoignição foi possível pelo uso de combinações de gasolina com boas caracterís­
ticas contra a batida do motor, como a gasolina misturada ao chumbo tetraetílico.
O chumbo tetraetílico começou a ser adicionado à gasolina durante os anos de
1 920, por se tratar de um método barato de se elevar a octanagem (uma medida
da resistência de um combustível à batida do motor). A gasolina com chumbo,
porém, tem um efeito colateral extremamente indesejável: ela forma compostos
durante o processo de combustão que são prejudiciais à saúde e poluem o meio
ambiente. Em um esforço para combater a poluição do ar, na metade dos anos de
1 970, políticas governamentais foram adotadas e culminaram com a interrupção
do uso da gasolina com chumbo. Incapazes de usar o chumbo, os refinadores de­
senvolveram técnicas alternativas para melhorar as características antibatida do
motor à gasolina. A maioria dos carros fabricados desde 1 975 foram desenvolvidos
para usar gasolina sem chumbo, e as razões de compressão foram diminuídas para
evitar a batida do motor. Nos últimos anos, a disponibilidade de combustíveis de
alta octanagem possibilitou que se elevasse novamente as razões de compressão.
Da mesma forma, graças aos aperfeiçoamentos em outras áreas (redução do peso
geral do automóvel, melhor projeto aerodinâmico, entre outros), os carros atuais
são mais econômicos e, consequentemente, fazem mais quilômetros por litro de
combustível. Esse é um exemplo de como as decisões de engenharia envolvem
compromissos e de como a eficiência é apenas uma das considerações a serem
levadas em conta em um projeto. 0,8
O segundo parâmetro que afeta a eficiência térmica de um ciclo Otto i d eal é a
razão dos calores específicos k. Para determinada razão de compressão, um ciclo 0,6
s
Otto ideal que usa um gás monatômico (como o argônio ou o hélio, k = 1 ,667) 6
� 0,4
como fluido de trabalho terá a mais alta eficiência térmica. A razão dos calores es­
pecíficos k e consequentemente a eficiência térmica do ciclo Otto ideal diminuem
à medida que as moléculas do fluido de trabalho ficam maiores (Fig. 9-1 8). À tem­ 0,2
peratura ambiente ela é de 1 ,4 para o ar, 1 ,3 para o dióxido de carbono e 1 ,2 para

Razão de compressão, r
o etanol. O fluido de trabalho de motores reais contém moléculas maiores como o
dióxido de carbono, e a razão dos calores específicos diminui com a temperatura,
que é um dos motivos pelos quais os ciclos reais têm eficiências térmicas mais FIGURA 9-1 8 A eficiência térmica do
baixas que o ciclo Otto ideal. As eficiências térmicas dos motores reais de ignição ciclo Otto ideal aumenta com a razão dos
por centelha variam de cerca de 25 até 30%. calores específicos k do fluido de trabalho.
EXEMPLO 9-2 O ciclo Otto i deal
Um ciclo Otto ideal tem uma razão de compressão igual a 8. No início do processo
de compressão, o ar está a 1 00 kPa e 1 7 ºC, e 800 kJ/kg de calor são transferidos
para o ar durante o processo de fornecimento de calor a volume constante. Consi­
derando a variação dos calores específicos do ar com a temperatura, determine a
temperatura e a pressão máximas que ocorrem durante o ciclo, o trabalho líquido (b) (a)
P, kPa (d)
produzido, (e) a eficiência térmica e a pressão média eficaz do ciclo.

3 SOLUÇÃO Um ciclo Otto ideal é considerado. A temperatura e pressão máximas,


o trabalho líquido resultante, a eficiência térmica e a pressão média eficaz devem ser
determinados.
Hipóteses 1 As hipóteses do padrão a ar se aplicam aqui. 2 As variações das ener­
2
1
gias cinética e potencial são desprezíveis. 3 A variação de calores específicos com a
1
1
temperatura deve ser considerada.
1
1 lsentrópico
1 00 - � '
1
- - - - - - - - - - - - - -
Análise O diagrama P-v do ciclo Otto ideal é mostrado na Fig. 9-1 9. Observamos
que o ar contido no cilindro forma um sistema fechado.
(a) A temperatura e pressão máximas de um ciclo Otto ocorrem ao final do processo
de fornecimento de calor a volume constante (estado 3). Entretanto, primeiro temos
que determinar a temperatura e a pressão do ar ao final do processo de compressão
FIGURA 9-1 9 O diagrama P-v do ciclo
isentrópica (estado 2), usando os dados da Tab. A-1 7:
Otto discutido no Exemplo 9-2. T1 = 290 K --7 u1 = 206,9 1 kJ/kg
Vr1 = 676, 1

Processo 1 -2 (compressão isentrópica de um gás ideal):

Vr2 Vz V,1 676, 1


---+ V 2 84 5 1 ---+ 'fi 652,4 K
V,1 v, r r
= - = -- =
,. 8 '
=

U 2 = 475,J [ kJ/kg

P2V2
T2
= ( I OO kPa ) ( 6���4KK ) 8 ( ) = l .799,7 kPa

Processo 2-3 (fornecimento de calor a volume constante):

800 kJ/kg = U3 - 475,1 [ kJ/kg


U3 = 1.275, 1 1 kJ/kg ---+ T3 = 1.575,1 K
v'3 = 6, 1 08
a_
c_
______________________________ ít_
p_ c_
l o_9_•_C_i_
u_ l o_
s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s___
i a__ �
(b) O trabalho líquido do ciclo é determinado pela soma das integrais do trabalho de
fronteira (P dV)
envolvido em cada processo ou pela determinação da transferência
líquida de calor, que é equivalente ao trabalho líquido realizado durante o ciclo. Ado­
taremos esta última abordagem. Entretanto, em primeiro lugar, precisamos encontrar
a energia interna do ar no estado 4.
Processo 3-4 (expansão isentrópica de um gás ideal):
V,
4
-= - = r � v,4 rv 3
V4
= , = (8) (6, 1 08) = 48,864 � 14 = 795,6 K

= 588,74 kJ/kg
V,3 V3

Ll4

Processo 4- 1 (rejeição de calor a volume constante):

qsai = 5 88,74 - 206,9 1 = 3 8 1 ,83 kJ/kg

Assim,
W1;q = qliq = q.m - q,a; = 800 - 381 ,83 = 418,17 kJ/kg

(e) A eficiência térmica do ciclo é determinada pela sua definição:

'Tlt = - = 4 8001 8, 1 7kJkJ/kg


Wl iq
%nt /kg
= 0,523 ou 52,3%

Sob as hipóteses de padrão a ar frio (valores de calores específicos constante à tem­


peratura ambiente, Eq. 9-8), a eficiência térmica seria

'Tlt. Ono =l- 1


k=-1 =
r
1 - ,i-k - (8 ) 1 - 1 •4
= 1 = 0,565 OU 56,5%

que é consideravelmente diferente do valor obtido anteriormente. Assim, é preciso


tomar cuidado ao utilizar as hipóteses do padrão a ar frio.
(d) A pressão média eficaz é determinada pela sua definição (Eq. 9-4):

onde
(0,287 kPa·m3/kg·K) (290 K)
= 0,832 m3/kg
100 kPa

Assim,

PME =
4 1 8, 1 7 kJ/kg 1 kPa·m3 ( ) = 574 kPa
(0,832 m /kg) ( J - ã)
3 1 kJ

Discussão Observe que uma pressão constante de 574 kPa durante o tempo motor
produziria o mesmo trabalho líquido que todo o ciclo.
Vela Injetor
de Faísca de
9-6 CICLO DIESEL: O CICLO I DEAL DOS MOTORES D E
ignição combustível IGN IÇÃO P O R COM PRESSÃO
Ar
Spray de
O ciclo Diesel é o ciclo ideal dos motores alternativos de ignição por compres­

combustível
Mistura de são. O motor de ignição por compressão, proposto pela primeira vez por Rudolph
ar e combustível
Diesel, nos anos 1 890, é muito semelhante ao motor de ignição por centelha
discutido na última seção, diferindo principalmente no método de início da com­
bustão. Nos motores de ignição por centelha (também conhecidos como motores
à gasolina), a m istura de ar e combustível é comprimida a uma temperatura abai­

Motor a gasolina Motor a diesel


xo da temperatura de autoignição do combustível, e o processo de combustão é
iniciado pela centelha de uma vela de ignição. Nos motores de ignição por com­

FIGURA 9-20 Nos motores a diesel,


pressão (também conhecidos como motores a diesel), o ar é comprimido até uma
temperatura acima da temperatura de autoignição do combustível, e a combustão
a vela de ignição é substituída por um
injetor de combustível, e apenas o ar é iniciada pelo contato à medida que o combustível é i njetado nesse ar quente.
é comprimido durante o processo de Assim, a vela de ignição é substituída por um injetor de combustível nos motores
compressão. a diesel (Fig. 9-20).
Nos motores a gasolina, uma mistura de ar e combustível é comprimida du­
rante o tempo de compressão, e as taxas de compressão são l imitadas pelo início
da autoignição ou batida do motor. Nos motores a diesel, apenas o ar é comprimi­
do durante o tempo de compressão, eliminando a possibilidade de autoignição.
Portanto, os motores a diesel podem ser desenvolvidos para operarem a taxas de
compressão muito mais altas, em geral entre 1 2 e 24. Não precisar Lidar com o pro­
blema da autoignição é algo que traz outro benefício: muitos dos requisitos mais
rígidos i mpostos à gasolina agora podem ser eliminados, e combustíveis menos
refinados (e mais baratos) podem ser usados nos motores a diesel .
O processo de injeção de combustível dos motores a diesel começa quando o
pistão se aproxima do PMS e continua durante a primeira parte do tempo de ex­
pansão. Assim, o processo de combustão nesses motores ocorre em um intervalo
p
mais longo. Devido a essa duração maior, o processo de combustão do ciclo Diesel
ideal é aproximado como um processo de fornecimento de calor a pressão cons­
2 tante. Na verdade, esse é o único processo no qual os ciclos Otto e Diesel diferem.
Os três processos restantes são iguais para ambos os ciclos ideais. Ou seja, 1 -2 é
um processo de compressão isentrópica, 2-3 é um processo de adição de calor a
pressão constante 3-4 é um processo de expansão isentrópica e 4- l é um processo
de rejeição de calor a volume constante. A semelhança entre os dois ciclos também
fica aparente nos diagramas e T-s do ciclo Diesel, mostrados na Fig. 9-2 1 .
P-v
Observando que o ciclo Diesel é executado em um sistema pistão-cilindro,

(a) Diagrama P-v


V que forma um sistema fechado, a quantidade de calor transferida para o fluido
de trabalho a pressão constante e por ele rejeitada a volume constante pode ser
T expressa como

(9-l Oa)

(9- l O b)

Assim, a eficiência térmica do ciclo Diesel ideal sob as hipóteses do padrão a ar

Diagrama T-s
frio toma-se
(b)

FIGURA 9-2 1 qsai Ti (T4/T1 - l )


Diagramas
ciclo Diesel ideal.
T-s e P-v do 711, Diesel =
Wliq
=
kTz (T3/T2 - 1 )
C_
�����������������������������_a_ít_
p_ c_
l o_9�•�C_i_
u_ s_d_e__
l o_ o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s��-
i a_� llfPlllll
Definimos uma nova grandeza, a rc, como a razão entre os volumes
razão de corte
do cilindro após e antes do processo de combustão: 0,7

(9-1 1 )
0,6
V3 V
r = -
= 3 -
0,5
V2 V2 ]
Razões
e

i5 0,4

de compressão
.::
Utilizando essa definição e as relações isentrópicas do gás ideal para os processos
típicas para
0,3

motores a
1 -2 e 3-4, vemos que a expressão para a eficiência térmica se reduz a

O, l diesel
0,2

(9-1 2)
11 t. Diesel =
l [ r;
) - r k- 1 k (rc
- 1]
- ))
Razão de compressão, r
2 4 6 8 1 o 1 2 14 16 1 8 20 22 24

FIGURA 9-22 Eficiência térmica do


onde r é a razão de compressão definida pela Eq. 9-9. Examinando a Eq. 9- 1 2
com cuidado, observamos que dentro das hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência
ciclo Diesel ideal em função das razões de
compressão e de corte = l ,4) .
de um ciclo Diesel difere da eficiência de um ciclo Otto pelo termo entre colche­
tes. Esse termo é sempre maior que 1 . Assim,
(k
171. Üllo > 171. Diesel (9-1 3)

quando ambos os ciclos operam na mesma razão de compressão. Da mesma


maneira, à medida que a razão de corte diminui, a eficiência do ciclo Diesel
aumenta (Fig. 9-22). No caso-limite em que rc = o termo entre colchetes
1,
torna-se igual a 1 (você conseguiria provar isso?), e as eficiências dos ciclos
Otto e Diesel tornam-se idênticas. Lembre-se, porém, de que os motores a die­
sel operam com razões de compressão mais altas, e portanto são em geral mais
eficientes do que os motores de ignição por centelha (à gasolina). Os motores
a diesel também queimam o combustível mais completamente, uma vez que
geralmente operam com um n úmero menor de rotações por minuto e a razão
entre a massa de ar e a de combustível é muito mais alta do que nos motores de
ignição por centelha. As eficiências térmicas de motores a diesel grandes variam
de cerca de 35 até 40%.
A maior eficiência e os menores custos de combustível dos motores a diesel
os tornam atraentes para aplicações que exigem quantidades relativamente grandes
de potência, como os motores de locomotivas, as unidades de emergência para
geração de potência, os grandes navios e os caminhões pesados. Como exemplo
do tamanho que esses motores podem atingir, um motor a diesel de 1 2 cilindros
construído em 1 964, pela Fiat da Itália, apresentou uma produção de potência de
25 .200 hp ( 1 8,8 MW) a 1 22 rpm, com diâmetro dos cilindros de 90 cm e curso dos
pistões de 9 1 cm.
Em modernos motores d e ignição por compressão de alta velocidade, o com­ p
bustível é injetado na câmara de combustão muito mais cedo em comparação
com os motores diesel. O combustível começa a inflamar no final do curso da
compressão, e consequentemente parte da combustão ocorre quase a volume cons­
tante. A injeção de combustível continua até que o pistão atinge o ponto morto su­
perior, e a combustão do combustível se mantém a uma alta pressão bem no curso
da expansão. Assim, o processo de combustão pode ser melhor modelado como
uma combinação de dois processos, um a volume constante e outro a pressão cons­
tante. O ciclo ideal baseado neste conceito é chamado de e o diagrama
ciclo dual
P-v para ele é apresentado na Fig. 9-23. As quantidades relativas de calor trans­
ferido durante cada processo podem ser ajustados para aproximação do ciclo real.
V

FIGURA 9-23 Diagrama P-v de um ciclo


Observe que tanto os ciclos Otto e Diesel podem ser obtidos como casos especiais
do ciclo dual. O ciclo dual é um modelo mais realista para uma representação mo­
derna dos motores de ignição por compressão de alta velocidade. dual ideal.
EXEMPLO 9-3 O ciclo Diesel ideal
Um ciclo Diesel ideal com o ar como fluido de trabalho tem uma razão de compres­
são de 1 8 e uma razão de corte de 2. No início do processo de compressão, o fluido
de trabalho está a 1 4,7 psia, 80 ºF e 1 1 7 pol3 . Utilizando as hipóteses do padrão a ar
P, psia
frio, determine (a.) a temperatura e a pressão do ar no final de cada processo, o
trabalho líquido produzido e a eficiência térmica, e (e) a pressão média eficaz.
(b)
qent SOLUÇÃO Um ciclo Diesel ideal é considerado. A temperatura e a pressão ao final
de cada processo, o trabalho líquido produzido, a eficiência térmica e a pressão mé­
dia eficaz devem ser determinadas.
Hipóteses 1 As hipóteses do padrão a ar frio são aplicáveis nesse caso, e assim os

tes. 2 As variações das energias cinética e potencial são desprezívei .


calores específicos do ar na temperatura ambiente podem ser considerados constan­

Propriedades A constante do gás do ar é R = 0,3704 psia·pé3/lbm·R, e suas outras


1 4,7 propriedades na temperatura ambiente são cP = 0,240 Btu/lbm· R, = O, 1 7 1 B tu/
cv

lbm·R, e k= 1 ,4 (Tab. A-2Ea.).

FIGURA 9-24 Diagrama P-V para


Análise O diagrama P-V do ciclo Diesel ideal é mostrado na Fig. 9-24. Observe que
o ar contido no cilindro forma um sistema fechado.
um ciclo Diesel ideal discutido no
Exemplo 9-3. (a) Os valores da temperatura e da pressão ao final de cada processo podem ser
determinados pela utilização das relações isentrópicas do gás ideal para os processos
1-2 e 3-4. Mas primeiro vamos determinar os volumes ao final de cada processo
utilizando as definições da razão de compressão e de corte:

V2 = V1 = 1 171 8pol3 = 6'5 pol3


-

r
---

V3 = rcV2 = (2) (6,5 pol3) = 1 3 pol3


V4 = V1 = 1 1 7 pol3
Processo 1 -2 (compressão isentrópica de um gás ideal, calores específicos constantes):

(540 R ) ( l 8) 1 .4- l = 1 .716 R


( 1 4,7 psia) ( l 8) 1 .4 = 841 psia

Processo 2-3 (Adição de calor a pressão constante para um gás ideal):

( 1 .7 1 6 R ) (2) = 3.432 R

Processo 3-4 (Expansão isentrópica de um gás ideal, calores específicos constantes):


1
T4 = T3 ( V4V3 ) k- l = (3.432 R ) ( 11137polpol3· ) .4- 1 = 1.425 R
- ---
3

P4 = P3 v:
( V ) k (841 psia) ( ---
1 1 7 pol
3 = 38,8 psia
1 3 pol 3 ) 1 .4
____________________________c_
ap
__ít_l o_9_•_
u_ i c_l_
C_ os_
d_
_e P_tê_n_c_ia_
o_ a_G_á_
s_� !lfJi!lllll
(b) O trabalho líquido produzido para o ciclo é equivalente ao calor líquido transfe­
rido. Mas primeiro encontraremos a massa do ar:
P1 V1 ( 14,7 psia) ( l 1 7 pol 3 ) ( ---l pé 3 )
m = --
R I;
=
(0,3704 psia·pé 3 /lbm·R) (540 R) 1 .728 pol3
= 0,00498 lbm

O processo 2-3 é um processo de adição de calor a pressão constante, para o qual os


tiu
termos trabalho de fronteira e podem ser combinados em tih.
Assim,
Qent = m(h3 - h2) = mc, (T3 - T2)
= (0,00498 lbm) (0,240 Btu/lbm·R) ( (3.432 - 1 .7 1 6) R]
= 2,05 1 Btu

O processo 4-1 é um processo de rejeição de calor a volume constante (não há inte­


rações de trabalho), e a quantidade de calor rejeitado é

= (0,00498 lbm) (0,1 7 1 Btu/lbm·R) [ ( l .425 - 540) R]


= 0,754 Btu

Assim,
tt'iiq = Q001- Q,.; = 2,05 l - 0,754 = 1,297 Btu

Então, a eficiência térmica é


tt'iiq 1 ,297 Btu
'IJt = -m = 2,05 1 Btu = 0,632 ou 63,2%
Qe

A eficiência térmica desse ciclo Diesel sob as hipóteses do padrão a ar frio também
poderia ser determinada através da Eq. 9-1 2.
(e) A pressão média eficaz é determinada de sua definição (Eq. 9-4):

w.,•.q J ,297 Btu ( (


778. 1 7 lbf·pé\ 1 2 pol\
PME =
Vmax - Vmin ( 1 1 7 - 6,5) pol3 1 Btu ) 1 pé )
= 1 10 psia
Discussão Observe que uma pressão constante de J L O psia durante o tempo motor
produziria o mesmo trabalho Líquido que todo o ciclo Diesel.

9-7 CICLOS STIRLING E ERICSSON


Os ciclos Otto e Diesel ideais discutidos nas seções anteriores são compostos in­
teiramente por processos internamente reversíveis, e portanto são ciclos interna­
mente reversíveis. Porém, esses ciclos não são totalmente reversíveis, uma vez que
envolvem transferência de calor com diferenças de temperatura finitas durante os
processos não isotérmicos de fornecimento de calor e rejeição de calor, os quais
são irreversíveis. Assim, a eficiência térmica de um motor Otto ou Diesel será
menor do que aquela de uma máquina de Carnot que opera entre os mesmos li­
mites de temperatura. Considere uma máquina térmica operando entre uma fonte
Fluido de trabalho de calor a TH e um sumidouro de calor a TL. Para que o ciclo da máquina térmica
- seja totalmente reversível, a diferença de temperatura entre o fluido de trabalho e a

Regenerador
fonte de calor (ou o sumidouro) nunca deve exceder uma quantidade diferencial dT
durante qualquer processo de transferência de calor. Ou seja, ambos os processos

j
de adição e rejeição de calor durante o ciclo devem ocorrer de forma isotérmica,
um deles a uma temperatura TH e o outro a uma temperatura TL. É exatamente isso
o que acontece em um ciclo de Carnot.
Existem dois outros ciclos que envolvem processos isotérmicos de forneci­

1
mento de calor a TH e rejeição de calor a TL: o ciclo Stirling e o ciclo Ericsson. Eles
diferem do ciclo de Carnot, pois os dois processos isentrópicos são substituídos
por dois processos de regeneração a volume constante no ciclo Stirling, e por dois
processos de regeneração a pressão constante no ciclo Ericsson. Ambos os ciclos
-
utilizam regeneração, um processo durante o qual calor é transferido para u m
FIGURA 9-25 Um regenerador é um
dispositivo que armazena energia térmica (chamado d e regenerador) durante uma
dispositivo que toma energia do fluido de parte do ciclo, e é transferido de volta para o fluido de trabalho durante a outra
trabalho durante uma parte do ciclo e a parte do ciclo (Fig. 9-25).
devolve (sem juros) durante a outra parte A Fig. 9-26b mostra os diagramas T-s e do que é formado
P-v ciclo Stirling,
do ciclo. por quatro processos totalmente reversíveis:
1 -2 Expansão a T = constante (fornecimento de calor da fonte externa)
2-3 Regeneração a = constante (transferência de calor interna do fluido de
v
trabalho para o regenerador)
3-4 Compressão a T = constante (rejeição de calor para o sumidouro externo)
4- 1 Regeneração a = constante (transferência de calor interna do regenera­
v
dor de volta para o fluido de trabalho)

T T T

2
1
qent 2 1
qent 2 1
C/ent

�o
TH TH

Ti TL TL
4 qsai 3 4 3 4
qsai C/sai

p p p
l

��
q,.
.,;>-. 4
7�
ºo
�<"g, '?s,.
<"!] .
4
2

qsai � �
cº"sr. 3 2
3

Ciclo de Carnot (b) Ciclo Stirling (e) Ciclo Ericsson


V V V
(a)

FIGURA 9-26 Diagramas T-s e P-v dos ciclos de Carnot, Stirling e Ericsson.
����������������������������C_
ap
__ít_l o_9�•�
u_ i c_l_
C_ os_
d�
_e P_t _n_c_ia�
o_ a_G_á_
s��

A execução prática do ciclo Stirling requer equipamentos um tanto quanto �ITTO o• Estado
ê !f!iFllllll


i novadores. Os motores Stirling reais, incluindo o original patenteado por Robert

1
Stirling, são pesados e complicados. Para poupar o leitor das complexidades, a

-4� � Estado
qenl
execução do ciclo Stirling em um sistema fechado é explicada com o auxílio do - "

motor hipotético mostrado na Fig. 9-27.


TH
Esse sistema consiste em um cilindro com dois pistões em cada lado e um
regenerador no meio. O regenerador pode ser uma esponja metálica ou uma malha

��-
2
cerâmica ou qualquer tipo de conector poroso com uma massa térmica alta (massa

j�
vezes calor específico). Ele é usado para o armazenamento temporário da energia
i''"'º
-
térmica. A massa do fluido de trabalho contida dentro do regenerador em qualquer T,

;r Estado
instante é considerada desprezível .
Inicialmente, a câmara da esquerda abriga todo o fluido de trabalho (um

j�
gás), o qual está a temperatura e pressão altas. Durante o processo 1 -2, calor é

4
transferido para o gás a TH de u ma fonte a TH. À medida que o gás se expande

qsai
isotermicamente, o pistão da esquerda move-se para fora, realizando trabalho, e
a pressão do gás diminui. Durante o processo 2-3, ambos os pistões deslocam­
-se para a direita à mesma velocidade (para manter o volume constante) até FIGURA 9-27 A execução do ciclo
que todo o gás sej a forçado para a câmara da direita. À medida que o gás passa Stirling.
através do regenerador, calor é transferido para o regenerador e a temperatura
do gás cai de TH para TL. Para que esse processo de transferência de calor sej a
reversível, a diferença d e temperatura entre o gás e o regenerador não deve ex­
ceder a quantidade diferencial dT em nenhum ponto. Assim, a temperatura do
regenerador será TH na extremidade esquerda e TL na extremidade direita do
regenerador quando o estado 3 for atingido. Durante o processo 3-4, o pistão
da direita movimenta-se para dentro, comprimindo o gás. C alor é transferido
do gás para um sumidouro à temperatura T0 para que a temperatura TL do gás
permaneça constante enquanto a pressão aumenta. Finalmente, durante o pro­
cesso 4- 1 , ambos os pistões se movimentam para a esquerda a mesma veloci­
dade (para manter o volume constante), forçando todo o gás para a câmara da
esquerda. A temperatura do gás se eleva de TL para TH quando ele passa através
do regenerador e recolhe a energia térmica nele armazenada durante o processo
2-3. Isso conclui o ciclo.
Observe que o segundo processo a volume constante ocorre a um volume
menor do que o primeiro, e que a transferência líquida de calor para o regenerador
durante um ciclo é zero. Ou seja, a variação da energia armazenada no regene­
rador durante o processo 2-3 é igual à quantidade recolhida pelo gás durante o
processo 4- 1 .
Os diagramas T-s e do
P-v ciclo Ericsson são mostrados na Fig. 9-26c. O
ciclo Ericsson é muito parecido com o ciclo Stirling, exceto pelos dois processos
a volume constante que são substituídos por dois processos a pressão constante.
Um sistema com escoamento em regime permanente que opera segundo
um ciclo Ericsson é mostrado na Fig. 9-28, onde os processos de expansão e
compressão são executados em um compressor e uma turbina, respectivamente,
e um trocador de calor em contracorrente serve como regenerador. As correntes
de fluido quente e frio entram no trocador de calor por lados opostos, ocorrendo
transferência de calor entre elas. No caso ideal, a diferença entre as temperatu­
ras das correntes não excede uma quantidade diferencial em nenhum ponto, e FIGURA 9-28 Um motor Ericsson
a corrente de fluido fria deixa o trocador de calor à temperatura de entrada da operando com escoamento em regime
corrente quente. permanente.
Os ciclos Stirling e Ericsson são totalmente reversíveis, assim como o ciclo
de Carnot; portanto, de acordo com o princípio de Carnot, todos os três ciclos
devem ter a mesma eficiência térmica ao operarem dentro dos mesmos limites de
temperatura:

17t. Stirling = TJt. Ericsson = 11t. Carno1 (9-14)

Isso foi provado para o ciclo de Carnot do Exemplo 9- 1 e pode ser provado de
modo semelhante para os ciclos Stirling e Ericsson.

EXEMPLO 9-4 Efi ciência térmica do ciclo Ericsson


Usando um gás ideal como fluido de trabalho, mostre que a eficiência térmica de
um ciclo Ericsson é idêntica à eficiência de um ciclo de Carnot que opera entre os
mesmos limites de temperatura.

SOLUÇÃO É preciso mostrar que as eficiências dos ciclos de Carnot e Ericsson


são idênticas.
Análise Calor é transferido para o fluido de trabalho de forma isotérmica de uma
fonte externa à temperatura TH durante o processo 1 -2, e é rejeitado novamente de
forma isotérmica para um sumidouro externo à temperatura TL> durante o processo
3-4. Para um processo isotérmico reversível, a transferência de calor está relacionada
à variação de entropia por
q = T ós
A variação de entropia de um gás ideal durante um processo isotérmico é
o
T .?1 p Psai
ó s = ep l n � - R ln � R
p = - ln -
Tent ent Pent
O calor transferido ao ciclo e o calor rejeitado podem ser expressos como

Assim, a eficiência térmica do ciclo Ericsson torna-se


qsai RTL ln (P4/P3)
7/1. Ericsson = l - -
qent R TH ln (P1 /P2)
uma vez que P 1 = P4 e P3 = P2. Observe que esse resultado não depende de o ciclo
ser executado em um sistema fechado ou em um sistema com escoamento em regime
permanente.

Os ciclos Stirling e Ericsson são difíceis de serem realizados na prática, por­


que envolvem transferência de calor com uma diferença de temperatura infinite­
simal em todos os componentes, incluindo o regenerador. Isso requer superfícies
C_
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P_t ê_n_ a G_á_s��-
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c_ ,..,...
de transferência de calor i nfinitamente grandes, ou tempos infinitamente longos
para a realização dos processos, e nenhuma das duas opções é prática. Na verdade,
todos os processos de transferência de calor ocorrem com diferenças de tempera­
turas finitas, o regenerador não tem uma eficiência de 1 00% e as perdas de pressão
do regenerador são consideráveis. Em virtude dessas limitações, por muito tempo
os ciclos Stirling e Ericsson foram de interesse apenas teórico. Entretanto, existe
um interesse renovado nos motores que operam segundo esses ciclos, por causa de
seu potencial de eficiência mais alta e melhor controle de emissões. Companhias
como as norte-americanas Ford Motor Company, a General Motors Corporation
e a holandesa Phillips Research Laboratories têm desenvolvido com sucesso mo­
tores Stirling para caminhões, ônibus e até automóveis. Porém, mais pesquisa e
desenvolvimento são necessários para que esses motores possam competir com os
motores a gasolina ou diesel.
Os motores Stirling e Ericsson são motores de combustão externa. Ou seja, o
combustível é queimado fora do cilindro, ao contrário dos motores a gasolina ou
diesel, onde o combustível é queimado dentro do cilindro.
A combustão externa oferece várias vantagens. Em primeiro l ugar, uma varie­
dade de combustíveis pode ser usada como fontes de energia térmica. Em segundo
l ugar, há mais tempo para a combustão, e assim o processo de combustão é mais
completo, o que significa menor poluição do ar e maior aproveitamento da energia
do combustível. Em terceiro lugar, esses motores operam em ciclos fechados, e
por isso um fluido de trabalho com características mais desejáveis (estável, quimi­
camente inerte, alta condutividade térmica) pode ser utilizado. O hidrogênio e o
hélio são dois gases normalmente empregados nesses motores.
Apesar das limitações físicas e das dificuldades associadas a eles, tanto o ciclo
Stirling quanto o Ericsson transmitem uma mensagem i mportante para os enge­
nheiros de projeto: a regeneração pode aumentar a eficiência. Não é coincidência
observar que as modernas usinas de turbina a gás e de vapor fazem extenso uso da
regeneração. De fato, o ciclo Brayton com resfriamento i ntermediário, reaqueci­
mento e regeneração, amplamente utilizado nas usinas de turbina a gás e discutido
mais adiante neste capítulo, se parece bastante com o ciclo Ericsson.

9-8 CICLO BRAYTON: O CICLO IDEAL


DAS TURBI NAS A GÁS
O ciclo Brayton foi proposto por George Brayton para ser utilizado no motor al­
ternativo desenvolvido por ele em 1 870. Hoje, é apenas usado em turbinas a gás,
nas quais os processos de compressão e expansão ocorrem em um maquinário
rotativo. Em geral, as turbinas a gás operam em um ciclo aberto, como mostra a
Fig. 9-29. O ar fresco em condições ambientes é admitido no compressor, onde a
temperatura e a pressão são elevadas. Daí, ar a uma alta pressão entra na câmara
de combustão, na qual o combustível é queimado a uma pressão constante. Em
seguida, os gases resultantes, a uma alta temperatura, entram na turbina, onde se
expandem até a pressão atmosférica enquanto produzem potência. Os gases de
exaustão que deixam a turbina são jogados para fora (não recirculam), de forma
que o ciclo é classificado como aberto.
O ciclo de turbina a gás aberto pode ser modelado como um ciclo fechado,
como mostra a Fig. 9-30, utilizando as hipóteses do padrão a ar. Aqui os pro­
cessos de compressão e expansão permanecem os mesmos, mas o processo de
combustão é substituído por um processo de fornecimento de calor a uma pressão FIGURA 9-29 Um motor a turbina a gás
constante a partir de uma fonte externa, e o processo de exaustão é substituído por de ciclo aberto.
um processo de rejeição de calor a uma pressão constante para o ar ambiente. O
ciclo ideal pelo qual passa o fluido de trabalho nesse circuito fechado é o ciclo
Brayton, formado por quatro processos internamente reversíveis:
1 -2 Compressão isentrópica (em um compressor)
2-3 Fornecimento de calor a pressão constante
3-4 Expansão isentrópica (em uma turbina)
4- 1 Rejeição de calor a pressão constante
Os diagramas T-s e P-v de um ciclo Brayton ideal são mostrados na Fig. 9-3 1 .
Observe que todos os quatro processos do ciclo Brayton são executados em dispo­
sitivos com escoamento em regime permanente, e portanto devem ser analisados
dessa forma. Quando as variações das energias cinética e potencial são desprezí­
FIGURA 9-30 Um motor de turbina a gás
veis, o balanço de energia de um processo com escoamento em regime permanente
de ciclo fechado. pode ser expresso por unidades de massa como

(9-1 5)

Portanto, as quantidades de calor transferidas de e para o fluido de trabalho são

(9- 1 6a)

(9- 1 6b)

A eficiência térmica do ciclo Brayton ideal segundo as hipóteses do padrão a ar


frio torna-se

Wliq qsai cµ ( 4 - Ti ) Ti (4/Ti - l )


--
711, B rayton
= = 1 - --
qent cp (T3 - T2 ) T2 (T3/T2 - 1 )
T
3
Os processos 1 -2 e 3-4 são isentrópicos e P2 = P3 e P4 = P i . Assim,

Substituindo essas quantidades na equação para a eficiência térmica e simplifican­


do, temos

Yfl, Brayton (9- 1 7)


Diagrama T-s
r (k- i )/k
p
(a)

p onde

(9- 1 8)

éa razão de pressão e k é a razão dos calores específicos. A Eq. 9- 1 7 mostra que,


sob as hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência térmica de um ciclo Brayton ideal
depende da razão de pressão da tw·bina a gás e da razão dos calores específicos do
fluido de trabalho. A eficiência térmica aumenta com esses parâmetros, o que tam­
bém acontece nas turbinas a gás reais. Um gráfico da eficiência térmica em função

(b) Diagrama P-v


da razão de pressão é mostrado na Fig. 9-32 para k = 1 ,4, que é o valor da razão
V
dos calores específicos para o ar à temperatura ambiente.
FIGURA 9-3 1 Diagramas T-s e P-v do A temperatura mai s alta do ciclo ocorre ao final do processo de combustão
ciclo Brayton ideal. (estado 3), e é l imitada pela temperatura máxima que as pás da turbina podem
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suportar. Isso também limita as razões de pressão que podem ser usadas no ciclo.
Para um valor fixo para a temperatura na entrada da turbina ( T3), o trabalho líqui­ 0,7
do por ciclo aumenta com a razão de pressão, atinge um máximo e, em seguida, 0,6
começa a diminuir, como mostra a Fig. 9-33 . Assim, deve haver um compromisso
0,5
entre a razão de pressão (e consequentemente a eficiência térmica) e o trabalho g

Razões de pressão
líquido produzido. Com um menor trabalho realizado por ciclo, um maior fluxo de e
"' 0,4

típicas para motores


de turbina a gás.
massa (portanto, um sistema maior) é necessário para manter a mesma potência, r='
0,3
o que pode não ser econômico. Na maioria dos projetos, a razão de pressão das
0,2
turbinas a gás varia de cerca de 1 1 até 1 6.
O ar das turbinas a gás realiza duas funções importantes: ele fornece o oxidan­ 0, 1

te necessário para a combustão do combustível e serve como fluido refrigerante


Razão de pressão, r,,
5 10 15 20 25
para manter a temperatura dos diversos componentes dentro de limites seguros. A

FIGURA 9-32 Eficiência térmica do


segunda função é realizada admitindo mais ar do que o necessário para a combus­
tão completa do combustível. Nas turbinas a gás, uma razão de 50 ou mais entre
as massas de ar e de combustível não é rara. Em uma análise do ciclo, tratar dos ciclo Brayton ideal em função da razão
gases de combustão como se fossem ar não implica erros consideráveis. Da mesma de pressão.
forma, a vazão em massa através da turbina é maior do que através do compressor,
e assim a diferença é igual à vazão em massa de combustível . Supondo uma vazão
a uma massa constante em todo o ciclo, teremos resultados conservativos para os
motores a turbina a gás de circuito aberto. T
As duas principais áreas de apJjcação dos motores a turbina a gás são a propul­
são de aviões e a geração de energia elétrica. Quando usada para a propulsão de Tmax
l .OOO K
aviões, a turbina a gás produz potência suficiente para mover o compressor e um
pequeno gerador para aJjmentar o equipamento auxiliar. Os gases de exaustão a al­
tas velocidades são responsáveis pela produção do empuxo necessário para movi­
mentar a aeronave. As turbinas a gás também são usadas como usinas de potência
estacionárias para gerar eletricidade como unidades independentes ou associadas a
usinas a vapor, situação em que os gases de exaustão da turbina a gás servem como
fonte de calor para o vapor. O ciclo da turbina a gás também pode ser executado Tmin
300 K
como um ciclo fechado para ser usado em usinas nucleares. Nesse caso, o fluido
de trabalho não se limita ao ar, e um gás com características mais desejáveis (como
o hélio) pode ser usado. FIGURA 9-33 Para valores fixos de
A maioria das frotas navais do mundo ocidental já usa motores de turbina T01;, T"'ª"
e o trabalho líquido do ciclo
Brayton primeiro aumenta com a razão de
a gás para a propulsão e geração de energia elétrica. As turbinas a gás General
pressão, atinge um máximo para
Electric LM2500 usadas para acionar navios têm uma eficiência térmica de ciclo
simples de 37%. As turbinas a gás General Electric WR-2 1 equipadas com res­ r,, = (T"'"/T01;, /1 2(k _ l )l
diminui.
e, finalmente,
friamento i ntermediário e regeneração têm eficiência térmica de 43% e produzem
2 1 ,6 MW (29.040 hp). A regeneração também reduz a temperatura de exaustão
de 600 ºC ( 1 . 1 00 ºF) para 350 ºC (650 ºF). O ar é comprimido a 3 atm antes de
entrar no resfriador intermediário. Comparada aos sistemas de turbina a vapor e
propulsão a diesel, a turbina a gás oferece maior potência para um determinado
tamanho e peso, alta confiabilidade, vida mais longa e operação mais conveniente.
O tempo de partida do motor foi reduzido, e as quatro horas necessárias para um
sistema típico de propulsão a vapor foram para menos de dois minutos para uma
turbina a gás. Muitos sistemas modernos de propulsão marítima usam turbinas a
Wturbina
gás juntamente com motores a diesel, por causa do alto consumo de combustível
dos motores de turbina a gás de ciclo simples. Em sistemas combinados de turbina Consumo de trabalho

a gás e diesel, o diesel é usado para fornecer operação eficiente em condições de


cruzeiro ou que requeiram baixa potência, e a turbina a gás é utilizada quando são
Wcompressor
necessárias altas velocidades.
Nas usinas de turbina a gás, a razão entre o trabalho do compressor e o da FIGURA 9-34 A fração do trabalho da
turbina, chamada de razão de consumo de trabalho, é muito alta (Fig. 9-34). turbina usada para acionar o compressor é
Em geral, mais da metade do trabalho produzido na turbina é usada para acionar o chamada de razão de consumo de trabalho.
compressor. A situação é ainda menos favorável quando as eficiências isentrópicas
do compressor e da turbina são baixas. Esse fato contrasta com as usinas a vapor,
nas quais a razão do consumo de trabalho é de apenas alguns pontos percentuais.
Isso, porém, não é nenhuma surpresa, pois em usinas a vapor um líquido é com­
primido em vez de um gás, e o trabalho no escoamento em regime permanente é
proporcional ao volume específico do fluido de trabalho.
Uma usina com alta razão de consumo de trabalho exige uma turbina maior
para fornecer os requisitos adicionais de energia do compressor. Assim, as turbinas
utilizadas nas usinas de turbina a gás são maiores do que aquelas usadas nas usinas
a vapor com a mesma produção líquida de potência.

Desenvolvimento das turbinas a gás


A turbina a gás experimentou progresso e crescimento fenomenais desde o início
de seu desenvolvimento nos anos 1 930. As primeiras turbinas a gás fabricadas
nos anos 1 940 e 1 950 tinham eficiências de ciclo simples de cerca de 1 7% , por
causa da baixa eficiência do compressor e da turbina além da baixa temperatura
na entrada da turbina em virtude das limitações metalúrgicas da época. Por isso,
as turbinas a gás encontraram uso apenas limitado, apesar de sua versatilidade e
capacidade de queimar uma variedade de combustíveis. Os esforços para melhorar
a eficiência do ciclo concentravam-se em três áreas:
Aumento das temperaturas de entrada na turbina
1. Essa tem sido a prin­
cipal medida utilizada para melhorar a eficiência da turbina a gás. As temperaturas
de entrada aumentaram de forma constante, e foram de cerca de 540 ºC ( 1 .000 ºF)
nos anos 1 940 para 1 .425 ºC (2.600 ºF) ou mais nos dias de hoje. Esses aumentos
foram possíveis graças ao desenvolvimento de novos materiais e às inovadoras téc­
nicas de resfriamento dos componentes essenciais, como revestimento das pás da
turbina com camadas cerâmicas e seu resfriamento com ar da descarga do compres­
sor. A manutenção de temperaturas altas na entrada da turbina combinada a uma
técnica de resfriamento a ar exige que a temperatura de combustão seja mais alta
para compensar o efeito do ar de resfriamento. Entretanto, temperaturas de com­
bustão mais altas aumentam a quantidade de óxidos de nitrogênio (NOx), que são
responsáveis pela formação de ozônio no nível do solo e smog. O uso de vapor de
água como refrigerante permitiu um aumento das temperaturas de entrada da turbi­
na em até 1 00 ºC (2 1 2 ºF), sem um aumento na temperatura de combustão. O vapor
de água também é um meio de transferência de calor muito mais eficaz do que o ar.
2.
Aumento das eficiências dos componentes das turbomáquinas O de­
sempenho das primeiras turbinas sofria bastante com as ineficiências das turbi­
nas e dos compressores. Entretanto, o advento dos computadores e as técnicas
avançadas de projeto auxiliado por computador possibilitaram projetar de forma
mais adequada a aerodinâmica desses componentes com um mínimo de perdas. O
aumento das eficiências das turbinas e dos compressores resultou em um aumento
significativo na eficiência do ciclo.
3.
Acrescentando modificações ao ciclo básico As eficiências do ciclo das
primeiras turbinas a gás praticamente dobraram com a i ncorporação do resfria­
mento intermediário, da regeneração (ou recuperação) e do reaquecimento, os
quais serão discutidos nas duas seções a seguir. Obviamente, esses aperfeiçoamen­
tos têm custo inicial e de operação maiores, e não podem ser j ustificados a menos
que a diminuição nas despesas com combustível compense o aumento dos outros
custos. Os preços relativamente baixos do combustível , o desejo geral da indústria
de minimizar os custos das instalações, e o grande aumento de aproximadamente
---------------
9 • Cicl os de Potên cia a Gás - Capítulo

40% na eficiência do ciclo básico deixaram pouco espaço para o desejo de optar
por essas modificações.
A primeira turbina a gás de uma usina elétrica foi instalada em 1 949, em
Oklahoma, como parte de uma usin a com ciclo combinado. Ela foi construída pela
General Electric e produzia 3,5 MW de potência. A confiabilidade e a eficiência
das turbinas a gás instaladas até a metade dos anos 1 970 eram ruins. No passado,
a geração de energia elétrica para manutenção da carga básica era dominada por
grandes usinas nucleares e a carvão. Entretanto, ao longo dos anos houve uma
maior utilização das turbinas a gás natural, por causa de sua eficiência mais alta,
dos custos de capital mais baixos, dos tempos de instalação menores, das melhores
características de emissão e da abundância no fornecimento de gás natural. Com
isso, mais e mais fornecedores de serviços de eletricidade estão utilizando turbinas
a gás para a produção de carga básica e energia para épocas de pico de demanda.
Os custos de construção das usinas a turbina a gás representam aproximadamente
metade dos custos de construção das usinas a vapor com combustível fóssil con­
vencional, que foram as usinas primárias de carga básica até o início dos anos
1 980. Mais da metade de todas as usinas cuja instalação está prevista para um
futuro próximo deve ser dos tipos turbina a gás ou uma combinação de turbina a
gás e vapor.
Uma turbina a gás fabricada pela General Electric no início dos anos 1 990
tinha uma razão de pressão de 1 3,5 e gerava 1 35 ,7 MW de potência líquida, a uma
eficiência térmica de 33% em operação no modo de ciclo simples. Uma turbina a
gás mais recente, também fabricada pela General Electric, utiliza uma temperatura
de entrada de turbina de 1 .425 ºC (2.600 ºF), produz até 282 MW e atinge uma efi­
ciência térmica de 39,5% no modo de ciclo simples. Uma turbina a gás de pequena
escala e 1 ,3 tonelada rotulada como OP- 1 6, construída pela empresa holandesa
Opra Optimal Radial Turbine, pode funcionar a gás ou combustível líquido e, as­
sim, substituir um motor a diesel de 1 6 toneladas. Ela tem uma razão de pressão de
6,5 e produz até 2 MW de potência. Sua eficiência é de 26% em operação de ciclo
simples, a qual se eleva para 37% quando equipada com um regenerador.

EXEMPLO 9-5 Ciclo Brayton simples ideal


Uma usina a turbina a gás que opera em um ciclo Brayton ideal tem razão de pressão T, K
de 8 . A temperatura do gás é de 300 K na entrada do compressor e 1 .300 K na entra­
(a)
da da turbina. Utilizando as hipóteses do padrão a ar, determine a temperatura do
gás nas saídas do compressor e da turbina, (b) a razão de consumo de trabalho e (e)
l .300

a eficiência térmica.

SOLUÇÃO Uma usina que opera segundo o ciclo Brayton ideal é considerada. As
temperaturas de saída do compressor e da turbina, a razão de consumo de trabalho e
a eficiência térmica devem ser determinados.
Hipóteses 1 Operação em regime permanente. 2 As hipóteses do padrão a ar se apli­
cam. 3 As variações das energias cinética e potencial são desprezíveis. 4 A variação
de calores específicos com a temperatura deve ser considerada.
Análise O diagrama T-s
do ciclo Brayton ideal descrito é mostrado na Fig. 9-35.
Observamos que os componentes envolvidos no ciclo Brayton são dispositivos com FIGURA 9-35 Diagrama T-sdo ciclo
escoamento em regime permanente. Brayton discutido no Exemplo 9-5.
(continua)
(continuação)
(a) As temperaturas do ar nas saídas do compressor e da turbina são determinadas
pelas relações isentrópicas:
Processo 1 -2 (compressão isentrópica de um gás ideal):
T1 = 300 K � h 1 = 300, 1 9 kJ/kg
P, 1 = 1 ,386

P,2 = p;2 P, 1 = (8) ( 1 ,386) = 1 1 ,09 � Ti = 540 K (na saída do compressor)


P

h 2 = 544,35 kJ/kg

Processo 3-4 (expansão isentrópica de um gás ideal):

T3 = l .300 K � h 3 = l .395,97 kJ/kg


P,3 = 330,9

P,4 = � P,3 ( i) (330,9) = 41 ,36


= � 14 = 770 K (na saída da turbina)

h 4 = 789,37 kJ/kg

(b)fornecido
Para encontrar a razão de consumo de trabalho, precisamos encontrar o trabalho
ao compressor e o trabalho realizado pela turbina:
Wcomp,ent = hz - h1 = 544,35 - 300,1 9 = 244, 1 6 kJ/kg
W1urb, sai = h 3 - h4 = 1 .395,97 - 789,37 = 606,60 kJ/kg

Assim,

rc1 = ---
Wcomp. ent 244, 1 6 kJ/kg
wturb. sai
=
606,60 kJ/kg
= 0,403

Ou seja, 40,3% do trabalho da turbina são usados apenas para acionar o compressor.
(e) A eficiência térmica do ciclo é a relação entre a potência líquida e o calor total
fornecido:
qen1 = h 3 - h2 = l .395,97 - 544,35 = 85 1 ,62 kJ/kg
Wliq = W53; - Wem= 606,60 - 244, 1 6 = 362,4 kJ/kg

Assim,

1/1 = -
Wliq
qenl
= 85362,4l ,62kJkJ/kg
/kg
= 0,426 ou 42,6%

A eficiência térmica também poderia ser determinada por

1/1 = 1
%n1

onde
qsai = h4 - h 1 = 789,37 - 300,1 9 = 489,2 kJ/kg
C_
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p_ l o_9�•�C_i_
u_ l o_
c_ s_d_e__o_
P_t ê_n_ a G_á_s��-
i a_�
c_ llfl!lllll
Discussão Sob as hipóteses do padrão a ar frio (valores dos calores específicos
constantes à temperatura ambiente), a eficiência térmica seria, utilizando a Eq. 9-1 7,
l
= ,. (k- 1)/k
'Ylt. Brayton _l
p /1 =
l - 8( 1 .4 - 1 ) .4 0,448

a qual está suficientemente próxima do valor obtido considerando-se a variação dos


calores específicos com a temperatura.

Diferenças entre ciclos d e turbinas


a gás reais e ideal izados
O ciclo da turbina a gás real difere do ciclo Brayton ideal em diversos aspectos. T
Um deles é que alguma queda de pressão durante os processos de adição e rejeição
de calor é inevitável. Mais importante é o fato de que o trabalho de compressão
real é maior, e o trabalho realizado pela turbina é menor por causa das irreversibi­
lidades. As diferenças entre os comportamentos reais do compressor e da turbina e
os comportamentos isentrópicos idealizados podem ser consideradas utilizando as
eficiências isentrópicas da turbina e do compressor como

(9-1 9)

(9-20)
FIGURA 9-36 A diferença entre um ciclo
onde os estados 2r e 4 r são os estados de saída reais do compressor e da turbina à turbina a gás real e o ciclo Brayton ideal
respectivamente, e os estados 2s e 4s são os estados correspondentes ao caso isen­
como resultado das irreversibilidades.
trópico, como ilustra a Fig. 9-36. O efeito das eficiências da turbina e do compres­
sor sobre a eficiência térmica dos motores a turbina a gás é ilustrado a seguir.

EXEMPLO 9-6 Um ciclo de turbina a gás real


Considerando uma eficiência para o compressor de 80% e uma eficiência para a
(b)
turbina de 85%, determine (a) a razão de consumo de trabalho, a eficiência tér­
mica e (e) a temperatura na saída da turbina do ciclo de turbina a gás discutido no
Exemplo 9-5.

SOLUÇÃO O ciclo Brayton discutido no Exemplo 9-5 é reconsiderado. Conside­


rando as eficiências especificadas da turbina e do compressor, a razão de consumo
de trabalho, a eficiência térmica, e a temperatura de saída da turbina devem ser
determinadas.
Análise (a) T-s
O diagrama do ciclo é mostrado na Fig. 9-37. O trabalho real do
compressor e o trabalho real da turbina são determinados usando-se as definições
das eficiências do compressor e da turbina, Eqs. 9-1 9 e 9-20:

Compressor: Wcomp. ent = - = 244,1O6, 8kJ/kg


w,

1Jc O = 305,20 kJ/kg


Turbina: W1urb, sai = 1JrWs = (0,85) (606,60 kJ/kg ) = 5 1 5,61 kJ/kg
(continua)
T, K
(continuação)

1 .300
Assim,

rc, = --- =
Wcomp. em 305,20 kJ/kg
Wturb. sai 5 1 5,61 kJ/kg
= 0,592
Ou seja, o compressor agora consome 59,2% do trabalho produzido pela turbina
(que antes era de 40,3% ) . Esse aumento é em virtude das irreversibilidades que ocor­
rem dentro do compressor e da turbina.
(b) Nesse caso, o ar deixa o compressor com temperatura e entalpia mais altas, as
quais são determinadas como
s

FIGURA 9-37 Diagrama do ciclo de


T-s = 300,1 9 + 305,20
turbina a gás discutido no Exemplo 9-6. = 605,39 kJ/kg (e Tir = 598 K)
Assim,
%m = h3 - hz, = l .395,97 - 605,39 = 790,58 kJ/kg
W1iq = Wsai - W01u = 5 1 5,61 - 305,20 = 2 1 0,41 kJ/kg
e
2 1 0,4 1 kJ/kg
=
w,
7), __B_ = = 0,266 ou 26,6%
qent 790,58 kJ/kg
Ou seja, as irreversibilidades que ocorrem dentro da turbina e do compressor fizeram
que a eficiência térmica do ciclo de turbina a gás caísse de 42,6 para 26,6%. Esse
exemplo mostra como o desempenho de uma usina à turbina a gás é sensível às
eficiências do compressor e da turbina. De fato, as eficiências da turbina a gás não
atingiram valores competitivos até que fossem efetuados aperfeiçoamentos signifi­
cativos no projeto das turbinas a gás e dos compressores.
(e) A temperatura do ar na saída da turbina é determinada por um balanço de ener­
gia na turbina:

= 1 .395,97 - 5 1 5,6 1
= 880,36 kJ/kg

Assim, da Tab. A-1 7


74, = 853 K

Discussão A temperatura na saída da turbina é consideravelmente mais alta do que


na saída do compressor = 598 K), o que sugere o uso de regeneração para redu­
(T2,
zir o custo com combustível.

9-9 O CICLO B RAYTON COM REGENERAÇÃO


Nos motores a turbina a gás, a temperatura do gás de exaustão que sai da turbina
quase sempre é consideravelmente mais alta do que a temperatura do ar que sai do
compressor. Assim, o ar à alta pressão que sai do compressor pode ser aquecido
pelos gases quentes da exaustão em um trocador de calor de correntes opostas
(contracorrente), também conhecido como regenerador ou recuperador. Um es­
quema do motor a turbina a gás que utiliza um regenerador e o diagrama T-s do
novo ciclo são mostrados nas Figs. 9-38 e 9-39, respectivamente.
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ap
__ít_l o_9�•�
u_ i c_l_
C_ os_
d�
_e P_tê_n_c_ia�
o_ a_G_á_
s�� lfl'lflllll
6 Regenerador
--

!
-- ���;�1�;.��� Câmara
de combustão

FIGURA 9-38 Um motor à turbina a gás com regenerador.

;:2 3
A eficiência térmica do ciclo Brayton aumenta com a utilização de regene- T
ração, uma vez que a parte da energia dos gases de exaustão que normalmente é
l
rejeitada para a vizinhança agora é usada para preaquecer o ar que entra na câ­

_
mara de combustão. Isso, por sua vez, diminui a quantidade de calor que deve
qrcgen

;>;?:··:'"�
ser fornecida (e, consequentemente, combustível) para o mesmo trabalho líquido 4
produzido. Observe, porém, que o uso de um regenerador é recomendado apenas
quando a temperatura de exaustão da turbina for maior que a temperatura de saída
do compressor. Caso contrário, o calor fluirá na direção contrária (para os gases
de exaustão), diminuindo a eficiência. Essa situação é encontrada em motores a �/ qeconom1z,1do = qregen
turbina a gás que operam com razões de pressão muito altas.
A temperatura mais alta que ocorre dentro do regenerador é T4, a mesma
/qsai
temperatura dos gases de exaustão que saem da turbina e entram no regenera-

FIGURA 9-39 Diagrama


dor. Sob nenhuma condição o ar pode ser (preaquecido) no regenerador a uma
temperatura acima desse valor. Normalmente o ar deixa o regenerador a uma Brayton com regeneração.
T-s de um ciclo
temperatura mais baixa, T5• No caso-limite (ideal) , o ar deixa o regenerador à
temperatura de entrada dos gases de exaustão ( T4). Supondo que o regenerador
esteja bem isolado e que todas as variações das energias cinética e potencial se-
jam desprezíveis, as transferências de calor real e máxima dos gases de exaustão
para o ar podem ser expressas como

qregen. real = h 5 - h z (9-2 1 )

(9-22)

Uma indicação do quanto um regenerador se aproxima de um regenerador ideal é


chamada de E , e é definida como
efetividade
(9-23)
qregcn, real hs - h 2
i: =
qregcn. rnax h4 - h2

Quando as hipóteses do padrão a ar frio são utilizadas, isso se reduz a

(9-24)

Um regenerador com uma efetividade mais alta, obviamente, economiza uma


quantidade maior de combustível, uma vez que preaquece o ar a uma temperatura
mais alta antes da combustão.
Entretanto, a obtenção de uma efetividade mais alta exige o uso de um regene­

0,7
rador maior, que custa mais caro e causa maior queda da pressão. Assim, o uso de
um regenerador com efetividade demasiadamente alta não se justifica economica­
0,6 mente, a menos que a economia com os custos de combustível exceda as despesas

0,5
adicionais envolvidas. A efetividade da maioria dos regeneradores utilizados na

0,4
e


E
prática está abaixo de 0,85.

'T1/T3 = 0,33
"'
Dentro das hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência térmica de u m ciclo
0,3
f5'
Brayton ideal com regeneração é

0,2
0, 1 'T/1, regen
= 1 _ ( TTi3 ) ( rP
)(k- 1)/k (9-25)

5 10 15 20 25 Portanto, a eficiência térmica de um ciclo B rayton ideal com regeneração depende


Razão de pressão, 'P
da razão entre as temperaturas mínima e máxima, bem como da razão de pressão.
FIGURA 9-40 Eficiência térmica do ciclo A eficiência térmica é mostrada na Fig. 9--40 para diversas razões de pressão e re­
Brayton ideal com e sem regeneração. lações entre temperaturas mínimas e máximas. A figura mostra que a regeneração
é mais eficaz a razões de pressão mais baixas e a baixas razões entre as temperatu­
ras mínimas e máximas.

EXEMPLO 9-7 Ciclo de turbi na a gás real com regeneração


T, K Determine a eficiência térmica da turbina a gás descrita no Exemplo 9-6 se um rege­
nerador com efetividade de 80% for instalado.
1 .300 SOLUÇÃO A turbina a gás discutida no Exemplo 9-6 é equipada com um rege­
nerador. Considerando uma efetividade especificada, a eficiência térmica deve ser
determinada.
Análise O diagrama T-s
do ciclo é mostrado na Fig. 9-4 1 . Em primeiro lugar,
vamos determinar a entalpia do ar na saída do regenerador usando a definição da
efetividade:

FIGURA 9-41
(h5 - 605,39) kJ/kg
Diagrama do ciclo T-s
Brayton com regeneração descrito no
0,80 =
(880,36 - 605,39) kJ/kg
� h s = 825 ,37 kJ/kg

Exemplo 9-7. Assim,


qen< = h3 - h5 = ( 1 .395,97 - 825,37) kJ/kg = 570,60 kJ/kg
Isso representa uma economia de 220,0 kJ/kg no fornecimento de calor ao ciclo. A
adição de um regenerador (supostamente sem atrito) não afeta o trabalho líquido.
Assim,
Wli 2 1 0,4 1 kJ/kg
'T/1 = _q = = 0,369 ou 36,9%
qent 570,60 kJ/ kg

Discussão Observe que a eficiência térmica do ciclo subiu de 26,6 para 36,9%, com
a instalação de um regenerador que ajuda a recuperar parte da energia térmica dos
gases de exaustão.
----------------
9 • Cicl os de Potên cia a Gá-
s - Capítulo
-

Processo
9-1 0 O CICLO BRAYTON COM RESFRIAMENTO p

politrópico Trabalho
economizado
INTERMEDIÁRIO, REAQUECIMENTO E
(um resultado
do resfriamento
REGENERAÇÃO
O trabalho líquido de um ciclo de turbina a gás é a diferença entre o trabalho intermediário)
Resfriamento
intermediário
produzido pela turbina e o trabalho consumido no compressor. Ele pode ser au­
mentado pela diminuição do trabalho do compressor, pelo aumento do trabalho da

Processo
..,__.._.."' A
turbina ou por ambos. Mostramos no Cap. 7 que o trabalho necessário para com­
primir um gás entre duas pressões especificadas pode ser diminuído executando-se isotérmico
o processo de compressão em estágios, e resfriando o gás durante esse processo
(Fig. 9-42) - ou seja, usando a compressão de múltiplos estágios com resfria­
mento intermediário. À medida que o número de estágios aumenta, o processo de
compressão torna-se quase isotérmico à temperatura de entrada do compressor, e o
trabalho de compressão diminui.
V

FIGURA 9-42 Comparação entre as


Da mesma forma, o trabalho realizado por uma turbina que opera entre dois
níveis de pressão pode ser aumentado pela expansão do gás em estágios e pelo seu
reaquecimento - ou seja, utilizando a expansão de múltiplos estágios com reaque­ quantidades de trabalho fornecidas a um
cimento. Isso é realizado sem elevar a temperatura máxima do ciclo. À medida que compressor de único estágio ( 1 AC) e
a um compressor de dois estágios com
o número de estágios aumenta, o processo de expansão se torna quase isotérmico.
resfriamento intermediário ( IABD).
O argumento a seguir se baseia em um princípio simples: O trabalho de compres­
são ou expansão em regime permanente é proporcional ao volume específico do
fluido. Portanto, o volume específico do fluido de trabalho deve ser o mais baixo
possível durante um processo de compressão e o mais alto possível durante um
processo de expansão. É isso exatamente o que o resfriamento intermediário e o
reaquecimento realizam.
Em geral, a combustão nas turbinas a gás ocorre com quatro vezes a quantida­
de de ar necessária com a finalidade de efetuar uma combustão completa e evitar
temperaturas excessivas. Assim, os gases de exaustão são ricos em oxigênio e o
reaquecimento pode ser realizado simplesmente aspergindo combustível adicional
nos gases de exaustão entre dois estados de expansão.
Quando o resfriamento i ntermediário e o reaquecimento são utilizados, o flui­
do de trabalho deixa o compressor a uma temperatura mais baixa e a turbina a uma
temperatura mais alta. Isso torna a regeneração mais atraente, uma vez que existe
um maior potencial para ela. Da mesma maneira, os gases que saem do compres­
sor podem ser aquecidos a uma temperatura mais alta antes de entrarem na câmara
de combustão por causa da temperatura de exaustão da turbina (que é mais alta).
Um diagrama esquemático e o diagrama T-s de um ciclo de turbina a gás ideal
de dois estágios com resfriamento intermediário, reaquecimento e regeneração
são mostrados nas Figs. 9-43 e 9-44. O gás entra no primeiro estágio do compres­
sor no estado 1 , é comprimido de forma isentrópica até uma pressão intermediária
P2, é resfriado à pressão constante até o estado 3 (T3 = T1 ), e é comprimido no
segundo estágio de forma isentrópica até a pressão final P4. No estado 4, o gás
entra no regenerador, no qual ele é aquecido até T5 a pressão constante. Em um
regenerador ideal, o gás deixa o regenerador à temperatura de exaustão da turbina,
ou seja, a T5 = T9. O principal processo de fornecimento de calor (ou combustão)
ocorre entre os estados 5 e 6. O gás entra no primeiro estágio da turbina no estado
6 e se expande de forma isentrópica até o estado 7, no qual ele entra no reaque­
cedor. O gás é reaquecido a pressão constante até o estado 8 (T8 = T6), no qual
ele entra no segundo estágio da turbina. O gás deixa a turbina no estado 9 e entra
no regenerador, no qual é resfriado até o estado 1 0 a pressão constante. O ciclo é
Regenerador
@

Reaque­
cimento
CD
Câmara
de combustão

® ®

Resfriamento
intermediário
FIGURA 9-43 Um motor de turbina a gás com compressão de dois estágios com resfriamento
intermediário, expansão de dois estágios com reaquecimento e regeneração.

concluído pelo resfriamento do gás até o estado i nicial (ou pela eliminação dos
gases de exaustão).
Mostramos no Cap. 7 que o trabalho fornecido a um compressor de dois es­
tágios é minimizado quando razões de pressão iguais são mantidas ao longo de
cada estágio. É possível demonstrar que esse procedimento também maximiza o
trabalho realizado pela turbina. Assim, para obtermos o melhor desempenho, pre­
cisamos ter

e (9-26)

Na análise dos ciclos reais de turbinas a gás, devem ser consideradas as irreversi­
bilidades que estão presentes dentro do compressor, da turbina e do regenerador,
T bem como as quedas de pressão nos trocadores de calor.
6 8 A razão de consumo de trabalho de um ciclo de turbina a gás melhora devido
ao resfriamento intermediário e ao reaquecimento. Entretanto, isso não significa
que a eficiência térmica também melhore. Na verdade, o resfriamento intermediá­
rio e o reaquecimento sempre diminuem a eficiência térmica, a menos que sejam
acompanhados por regeneração. Isso acontece porque o resfriamento intermediá­
rio diminui a temperatura média com a qual o calor é fornecido, e o reaquecimento
aumenta a temperatura média com a qual o calor é rejeitado. Isso fica claro n a
Fig. 9-44. Assim, e m usinas d e turbina a gás, o resfriamento intermediário e o
reaquecimento sempre são usados em conjunto com a regeneração.
Se o número de estágios de compressão e expansão aumentar, o ciclo ideal
de turbina a gás com resfriamento intermediário, reaquecimento e regeneração se
FIGURA 9-44 Diagrama
aproxima do ciclo Ericsson, como ilustra a Fig. 9-45, e a eficiência térmica
T-sde um ciclo
ideal de turbina a gás com resfriamento se aproxima do limite teórico (a eficiência de Carnot). Entretanto, a contribuição
intermediário, reaquecimento e de cada estágio adicional para a eficiência térmica é cada vez menor, e a utiliza­
regeneração. ção de mais de dois ou três estágios não se j ustifica economicamente.
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u_ C_ os_
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e P_tê_n_c_ia�a_G_á_
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EXEMPLO 9-8 Uma turbina a gás com reaqueci mento e
resfriamento intermediário
Um ciclo de turbina a gás ideal com dois estágios de compressão e dois estágios de
expansão tem uma razão de pressão global igual a 8. O ar entra em cada estágio do
compressor a 300 K e em cada estágio da turbina a 1 .300 K. Determine a razão de
consumo de trabalho e a eficiência térmica desse ciclo de turbina a gás, conside­
rando (a) nenhum regenerador, (b) um regenerador ideal com efetividade de 1 00%.
Compare os resultados com aqueles obtidos no Exemplo 9-5.

SOLUÇÃO Um ciclo de turbina a gás ideal com dois estágios de compressão e dois
estágios de expansão é considerado. A razão de consumo de trabalho e a eficiência
térmica do ciclo devem ser determinadas para os casos de nenhuma regeneração e
regeneração máxima. FIGURA 9-45 À medida que o número
1
Hipóteses Operação em regime permanente. 2 As hipóteses do padrão a ar se apli­
cam. 3 As variações das energias cinética e potencial são desprezíveis.
de estágios de compressão e expansão
aumenta, o ciclo de turbina a gás com
resfriamento intermediário, reaquecimento e
Análise O diagrama T-s do ciclo de turbina a gás ideal é mostrado na Fig. 9-46. regeneração se aproxima do ciclo Ericsson.
Observamos que o ciclo envolve dois estágios de expansão, dois estágios de com­
pressão e a regeneração.
Para compressão e expansão de dois estágios, o trabalho de compressão é mini­
rnizado e o trabalho de expansão é maximizado quando ambos os estágios do com­
pressor e da turbina têm a mesma razão de pressão. Assim, T, K

1 .300

O ar entra em cada estágio do compressor à mesma temperatura, e cada estágio tem a


mesma eficiência isentrópica (neste caso, 1 00%). Assim, a temperatura (e a entalpia)
do ar na saída de cada estágio do compressor será igual. Um argumento similar pode
ser usado para a turbina. Então,
Nas entradas: T1 = T3, h1 = h3 e T6 = T8 , h6 = h 8 300
Nas saídas: T2 = T4, h2 = h4 e T1 = T9, h. 1 = h9

FIGURA 9-46 Diagrama T-s do ciclo de


Nessas condições, o trabalho fornecido a cada estágio do compressor será igual, bem
como o trabalho realizado por cada estágio da turbina.
turbina a gás discutido no Exemplo 9-8.
(a) Na ausência de qualquer regeneração, a razão de consumo de trabalho e a efi­
ciência térmica são determinadas usando-se os seguintes dados da Tab. A-1 7:
T1 = 300 K -+h. 1 = 300, 1 9 kJ/kg
P,i 1 ,386
=

Vs ( l ,386) = 3,92 --+ T2 = 403,3 K

h.2 = 404,3 1 kJ/kg


4, = 1.300 K --+ h.6 1 .395,97 kJ/kg
=

P,6 = 330,9
P1 ,6 = , l;;:: (330,9) = 1 17,0 --+
P,1 = -P T1 = 1.006,4 K
P6 v 8
h7 = 1 .053,33 kJ/kg
(continua)
(continuação)
Então,
Wcomp.enl = 2 ( wcomp, en1. 1 ) = 2 (h2 - h 1 ) = 2 (404,3 1 - 300, 1 9 ) = 208,24 kJ/kg
W!Urb. sai = 2 ( wiurb, sai. I ) = 2 (h 6 - h1 ) = 2 ( 1 .395,97 - 1 .053,33 ) = 685,28 kJ/kg

Wi;q = W1urb. sai - Wcomp. em = 685,28 - 208,24 = 477,04 kJ/kg

= ( 1 . 395,97 - 404,3 l ) + ( 1 . 395,97 - 1 .053,3 3 ) = 1.334,30 kJ/kg

Assim,
Wcomp. em 208,24 kJ/kg
--- = =
0,304 ou 30,4%
W!Urb, sai 685,2 8 kJ/kg

Wrq 477,04 kJ/kg


1), = _ • = = 0, 358 ou 35, 8 %
qcnt J . 3 34,30 kJ/kg

Uma comparação entre esses resultados e aqueles obtidos no Exemplo 9-5 (com­
pressão e expansão em único estágio) revela que a compressão em múltiplos estágios
com resfriamento intermediário e a expansão em múltiplos estágios com reaqueci­
mento melhoram a razão de consumo de trabalho (ele cai de 40,3 para 30,4%), mas
prejudicam a eficiência térmica (que cai de 42,6 para 35,8% ). Assim, o resfriamento
intermediário e o reaquecimento não são recomendados para as usinas de turbina a
gás, a menos que sejam acompanhados por regeneração.
(b) A adição de um regenerador ideal (nenhuma queda de pressão, 1 00% de efe­
tividade) não afeta o trabalho do compressor nem o trabalho da turbina. Assim, o
trabalho líquido e a razão de consumo de trabalho de um ciclo ideal de turbina a
gás são idênticos com ou sem um regenerador. Um regenerador reduz a quantidade
de calor que deve ser fornecida ao ciclo devido ao preaquecimento do ar que deixa
o compressor fazendo uso dos gases de exaustão. Em um regenerador ideal, o gás
comprimido é aquecido até a temperatura de saída da turbina T9 antes de entrar na
câmara de combustão. Portanto, utilizando as hipóteses do padrão a ar, h5 h7 = h9. =

A quantidade de calor fornecida e a eficiência térmica neste caso são

= (l. 395,97 - 1 .053,33) + ( 1 . 395,97 - 1 .053,33) = 685,28 kJ/kg

e
Wi;q 477,04 kJ/kg
- 0,696 ou 69,6%
_ _ _
1), - - -
qenl 685,28 kJ/kg

Discussão Observe que a eficiência térmica quase dobra com a utilização de rege­
neração, se comparada ao caso no qual não houve regeneração. O efeito global da
compressão e expansão de dois estágios com resfriamento intermediário, reaqueci­
mento e regeneração sobre a eficiência térmica é um aumento de 63%. À medida que
o número de estágios de compressão e expansão aumenta, o ciclo se aproxima do
ciclo Ericsson, e a eficiência térmica se aproxima de
300 K
T/t, Ericsson = 'Y'/t, Carnot = 1 - = 0,769
1 .300 K
---------------
9 • Cicl os de Potên cia a Gás - Capítulo

A inclusão de um segundo estágio aumenta a eficiência térmica de 42,6 para 69,6%,


um aumento de 27%. Esse é um aumento significativo de eficiência e, em geral, vale
o custo extra associado ao segundo estágio. Entretanto, a inclusão de mais estágios
(independente do número) pode aumentar a eficiência em outros 7,3% no máximo e,
em geral, não é economicamente viável.

9-1 1 CICLOS DE PROPULSÃO A JATO I DEAIS


Os motores a turbina a gás são amplamente usados em aviões, porque são leves
e compactos além de terem uma alta relação potência-peso. As turbinas a gás dos
aviões operam em um ciclo aberto chamado de O ciclo
ciclo de propulsão a jato.
de propulsão a j ato ideal difere do ciclo Brayton simples ideal, uma vez que os
gases não se expandem até a pressão ambiente no interior da turbina. Em vez dis­
so, eles se expandem até uma pressão na qual a potência produzida pela turbina é
suficiente apenas para acionar o compressor e equipamentos auxiliares, como um
gerador pequeno e bombas hidrául icas. Ou seja, o trabalho líquido produzido em
um ciclo de propulsão a jato é zero. Os gases que deixam a turbina a uma pressão
relativamente alta são posteriormente acelerados em um bocal para fornecer o em­
puxo e mover o avião (Fig. 9-47) . As turbinas a gás de aviões também operam a FIGURA 9-47 Nos motores a jato, os
razões de pressão mais altas (em geral, entre 1 0 e 25), e o fluido passa primeiro gases a alta temperatura e pressão que
através de um difusor, no qual é desacelerado e sua pressão é aumentada antes que deixam a turbina são acelerados em um
ele entre no compressor. bocal para produzir empuxo.
Aviões são acionados pela aceleração de um fluido na direção oposta ao mo­
vimento. Isso é realizado pela ligeira aceleração de uma grande massa de fluido
(motor a hélice) ou pela forte aceleração de uma pequena massa de fluido (motor
a jato ou turbojato) ou ambos (motor turboélice).
Uma representação esquemática de um motor turbojato e o diagrama T-s do ci­
clo turbojato ideal são mostrados na Fig. 9-48. A pressão do ar sobe l igeiramente à
medida que ele é desacelerado no difusor. O ar é comprimido pelo compressor. Ele
é misturado ao combustível da câmara de combustão, na qual a mistura é queimada
a pressão constante. Os gases de combustão (a uma alta temperatura e pressão)
expandem-se parcialmente na turbina, produzindo potência suficiente para mover

1.

Difusor Compressor Seção do Turbina Bocal


s queimador
FIGURA 9-48 Componentes básicos de um motor turbojato e o diagrama T-s do ciclo turbojato ideal.
The Aircraft Gas Turbine Engine and lts Operatio11. © United Aircraft Corporation {atual United Technologies C01p.), 1951, 1 974.
o compressor e outros equipamentos. Finalmente, os gases se expandem em u m
bocal até a pressão ambiente e deixam o motor a u m a alta velocidade.
No caso ideal, o trabalho da turbina é considerado igual ao trabalho do com­
pressor. Os processos no difusor, no compressor, na turbina e no bocal também são
considerados isentrópicos. Na análise dos ciclos reais, porém, as irreversibilidades
associadas a esses dispositivos devem ser levadas em conta. O efeito das irreversi­
bilidades é reduzir o empuxo que pode ser obtido de um motor turboj ato.
O empuxo desenvolvido por um motor turbojato é a força resultante da dife­
rença entre as quantidades de movimento do ar à baixa velocidade que entra no
motor e os gases de exaustão que deixam o motor a uma alta velocidade, e é deter­
minado pela segunda lei de Newton. As pressões na entrada e na saída do motor a
jato são idênticas (à pressão ambiente). Portanto, o empuxo líquido desenvolvido
pelo motor é

(N) {9-27)

onde Vsaída é a velocidade de saída dos gases de exaustão e Vem é a velocidade de


entrada do ar, ambas com relação ao avião. Assim, para um avião em velocidade
de cruzeiro sem vento, essa velocidade é Vent· Na verdade, as vazões mássicas dos
gases na saída e na entrada do motor são diferentes, e essa diferença é igual à taxa
com a qual o combustível é queimado. Entretanto, a razão entre a massa de ar e de
combustível usada nos motores de propulsão a jato é em geral muito alta, tornando
essa diferença bastante baixa. Ou seja, 1ii na Eq. 9-27 é tomado como a vazão de
massa do ar através do motor. Para um avião em velocidade de cruzeiro constante,
o empuxo é usado para superar o arrasto do ar, e a força líquida que age sobre o
corpo do avião é zero. Os aviões comerciais economizam combustível voando a
altitudes maiores durante as viagens mais longas, uma vez que o ar a altitudes
maiores é mais rarefeito e exerce uma força de arrasto menor sobre o avião.
F ;� '� , A potência decorrente do empuxo do avião é chamada de potência de pro­
1 - ::>
Wp, que é a força de propulsão (empuxo) vezes a distância ao longo da
- - - •'� - - - - - • -
1
1
pulsão
V, m/s 1 qual essa força age sobre o avião por unidade de tempo, ou seja, o empuxo vezes a
Wp = F· V velocidade do avião (Fig. 9-49):

FIGURA 9-49 A potência de propulsão é WP = F\Svião = 11i ( \{�li - �nt ) \{,vião (kW) (9-28}
o empuxo agindo sobre o avião ao longo de
uma distância por unidade de tempo. O trabalho líquido desenvolvido por um motor turbojato é zero. Assim, não pode­
mos definir a eficiência de um turbojato da mesma forma que para as turbinas a
gás estacionárias. Em vez disso, devemos usar a definição geral de eficiência, que
é a razão entre o resultado desejado e a entrada necessária. O ;esultado desejado de
um turbojato é a potência produzida para �eslocar o avião Wp, e a entrada neces­
sária é o poder calorifico do combustível Qem · A razão entre essas duas grandezas
é chamada de eficiência de propulsão e é dada por

(9-29)
Potência de propulsão
T/p =
Taxa de entrada de energia

A eficiência de propulsão é uma medida da eficiência de conversão da energia


térmica liberada durante o processo de combustão em energia de propulsão. O res­
tante da energia l iberada manifesta-se como energia cinética dos gases de exaustão
com relação a um ponto fixo no solo, e como um aumento da entalpia dos gases
que saem do motor.
a_
c_
______________________________ ít_
p_ c_
l o_9_•_C_i_
u_ l o_
s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s___
i a__ llffJflll
EXEMPLO 9-9 O ciclo de propulsão a jato ideal
Um avião turbojato voa com velocidade de 850 pés/s a uma altitude onde o ar está
a 5 psia e -40 ºF. O compressor tem uma razão de pressão de 10, e a temperatura
de saída dos gases da turbina é 2.000 ºF. O ar entra no compressor a uma taxa de
1 00 lbm/s. Utilizando as hipóteses do padrão a ar frio, determine
e a pressão dos gases na saída da turbina, (b)a temperatura
a velocidade dos gases na saída do
(a)
(c)
bocal e a eficiência de propulsão do ciclo. T, ºF
2.000 4
SOLUÇÃO As condições de operação de um avião turbojato são especificadas.
A temperatura e a pressão dos gases na saída da turbina, a velocidade dos gases na
saída do bocal e a eficiência de propulsão devem ser determinadas.
Hipóteses 1 A operação ocorre em regime permanente. 2 Hipóteses do padrão a ar
qent 5

3�
frio são aplicáveis, e portanto os calores específicos do ar são constantes à tempera­ 6
tura ambiente (cp = =
0,240 Btu/lbm · ºF e k 1 ,4 ). 3 As energias cinética e potencial
são desprezadas, exceto na entrada do difusor e na saída do bocal. 4 O trabalho pro­
2 O(\,\.
duzido pela turbina é igual ao trabalho consumido pelo compressor. -40 - - - - - -
\' "° c,

Análise O diagrama T-s


do ciclo de propulsão a jato ideal descrito é mostrado na
Fig. 9-50. Observamos que os componentes envolvendo o ciclo do turbojato são
FIGURA 9-50 Diagrama para o ciclo
dispositivos funcionando com escoamento em regime permanente.
(a)mosAntes de determinarmos a temperatura e a pressão da saída da turbina, precisa­
T-s
de um turbojato descrito no Exemplo 9-9.
encontrar as temperaturas e pressões de outros estados.
Processo (compressão isentrópica de um gás ideal em um difusor): Por con­
1-2
veniência, admitimos que o avião está estacionário e o ar é que está se movendo
através do avião a uma velocidade de V1 pés/s. Idealmente, a velocidade do ar
=850
na saída do difusor é desprezada (V2 = 0):

o
Vi ,.,, v2
h?- + - = h 1 + _.!...
2 2

2
v?
cp ( T2 - Ti )
O= -

Tz = T1 + -v z1
pé/s) 2 (
2cP

= 420 R + ---- (850


Btu/lbm·R)
2 (0,240
--- 1 Btu/lbm
25.037 pé 2/s J
2

P2 _- P (127; )k/(k-I ) _
=
( )
480 R
480 R l.4/( l,4- I)
1 - (5 psia) = 8,0 psia
420 R

Processo 2-3 (compressão isentrópica de um gás ideal em um compressor):


P3 = (rp ) (P2 ) = = =
( ) =
( 10) (8,0 psia) 80 psia ( P4 )
p (k- 1)/k
=
� Tz P:
(480 R ) ( I O) ( l.4- 1 )! 1.4 = 927 R

Processo 4-5 (Expansão isentrópica de um gás ideal em uma turbina): Desprezando


as variações da energia cinética através do compressor e da turbina, e admitindo que
(continua)
(continuação)
o trabalho produzido pela turbina é igual ao trabalho consumido pelo compressor,
encontramos a temperatura e a pressão na saída da turbina
Wcomp, ent = Wturb, sai
h3 - h2 = h4 - h5
cp (1j - 72) = cp(4 - 75 )
75 = 4 - 7j + 72 = 2.460 - 927 + 480 = 2.013
k/(k- 1) -- (80 ps1a). ( ---
R

2.013 R )1 .4/( 1 .4- 1 ) .


P5 - � (Ys)
-
4 2.460 R
- 39,7 psta
-

(b) Para encontrarmos a velocidade do ar na saída do bocal, precisamos primeiro


determinar a temperatura em sua saída e depois utilizar a equação da energia para o
regime permanente.
Processo5-6 (expansão isentrópica de um gás ideal em um bocal):
_

1(, - 75 -
( )(k-1)/k -_ (2.0 1 3 R ) ( 5 psia )(1 .4-1)/1.4 - l . l l 4 R
p
6 _

P5 /! o
39,7 psia

Vl Vff
h6 + 2 = h5 + 2

vJ
O = cp ( If, - 75 ) + 2

�= v2cp(Ys - 7f,)
(25 037 pé 2/s 2
2 (0,240 Btu/lbm · R) [ (2.0 1 3 - 1 . 1 14) R] -·-��
)
1 Btu/lbm
= 3.288 pé/s

(e) A eficiência de propulsão de um motor turbojato é a razão da potência de pro­


pulsão desenvolvida WP pela taxa total do calor total transferido para o fluido de
trabalho:

= ( 1 00 lbm/s)[ (3.288 - 850) péjs] (850 pé/s)


( 1 Btu/lbm, 2 2 )
25.037 pe /s
= 8.276 Btu/s (ou 1 1 .707 hp)
Qent = 1ii (h4 - h 3 ) = nicp (4 - 73 )
= ( 100 lbm/s) (0,240 Btu/lbm·R)[ (2.460 - 927) R]
= 36.794 Btu/s
Wp 8.276 Btu/s
.- =
Tfp = - = 22,5%
Q em 36.794 Btu/s

Ou seja, são utilizados 22,5% da energia de entrada para impulsionar o avião e supe­
rar a força de arrasto exercida pelo ar atmosférico.
Discussão Para aqueles que estão se perguntando o que aconteceu com o resto da
energia, aqui um breve relato:
����������������������������C_
ap
__ít_l o_9�•�
u_ i c_l_
C_ os_
d�
_e P_tê_n_c_ia�
o_ a_G_á_
s�� lff1fllll

. Vf
ÊCsai = m 2 = ( 1 00 lbm/s)
{
[ (3.288 - 850)pé/s ] 2
2
} ( 1 Btu/lbm2 2)
25.037 pé /s
= l l .867 Btu/s (32,2 % )

Wp (potência de propulsão)
= ( 1 00 1bm/s) (0,24 Btu/lbm·R ) [ ( l . l 1 4 - 420) R]
= 1 6.65 1 Btu/s (45,3% )

Assim, 32,2% da energia aparece como energia cinética em excesso (energia cinética Avião
dos gases em relação a um ponto fixo no solo). Observe que para uma maior eficiên­ ECsai
cia na propulsão, a velocidade dos gases de escape em relação ao solo (V,010)
deve ser (excesso de energia cinética)
(excesso de energia térmica)
zero. Ou seja, os gases de escape devem deixar o bocal na velocidade do avião. Os Ósai
restantes 45,3% de energia mostram-se como um aumento na entalpia dos gases ao
deixar o motor. Estas duas últimas formas de energia finalmente se tornam parte da FIGURA 9-5 1 A energia (da queima do
energia interna do ar atmosférico (Fig. 9-5 1 ). combustível) fornecida para um avião
manifesta-se de diversas formas.

Modificações em motores turbojatos


Os primeiros aviões construídos eram movimentados por hélices, acionadas por
motores que, essencialmente, eram idênticos aos motores de automóveis. A grande
i novação na aviação comercial ocorreu com a i ntrodução do turbojato em 1 952.
Os motores a hélice e os motores a jato têm suas próprias vantagens e limitações,
e várias tentativas foram feitas para combinar as características positivas de ambos
em um só motor. Duas dessas modificações são o motor propjet e o motor turbofan.
O motor mais utilizado na propulsão de aviões é o (oufanjet), no qual
turbofan
um grande ventilador movido pela turbina força uma quantidade considerável de ar
através de um duto que envolve o motor, como mostram as Figs. 9-52 e 9-53. Os
gases descarregados pelo ventilador deixam o duto a uma velocidade mais alta, au­
mentando significativamente o empuxo total do motor. Um motor turbofan se baseia
no princípio de que, para a mesma potência, um volume grande de ar a uma velocida­
de mais baixa produz mais empuxo que um volume pequeno de ar a uma velocidade
mais alta. O primeiro motor turbofan comercial foi testado com sucesso em 1 955.
O motor turbofan de um avião pode ser distinguido de u m turbojato menos
eficiente pela grande carenagem que cobre o grande ventilador. Todo o empuxo de

Ventilador Compressor Turbina de alta pressão


de alta pressão
FIGURA 9-52 Um motor turbofan.
The Aircraft Gas Turbine and /ts Operation. © UnitedAircraft Corporation (atual United
Technologies Co1p.), 1951, 1974.
Ar do ventilador Turbina de alta pressão
Compressor que não entra no de dois estágios que acionam
Ventilador de baixa pressão
Turbina de baixa pressão

Entrada
de ar -

e os compressores

FIGURA 9-53 Um motor a jato moderno usado para equipar um avião Boeing 777. Este é um
turbofan Pratt & Whitney PW4084 capaz de produzir 84.000 libras de empuxo. Ele tem 4,87 m ( 1 92
pol) de comprimento, ventilador com 2,84 m ( 1 1 2 pol) de diâmetro e peso de 6.800 kg ( 1 5.000 lbm).
Conesia de Pratt & Whitney Corp.

um turbojato é gerado pelos gases de exaustão que deixam o motor com cerca de
duas vezes a velocidade do som. Em um turbofan, os gases de exaustão a uma alta
velocidade se misturam ao ar com velocidade mais baixa, o que resulta em uma
redução considerável do ruído.
Novas técnicas de resfriamento resultaram em aumentos consideráveis das
eficiências dos motores permitindo que as temperaturas do gás na saída do quei­
mador atingissem mais de l .500 ºC, que está mais do que 1 00 ºC acima do ponto
de fusão dos materiais das pás da turbina. Os motores turbofans são os grandes
responsáveis pelo sucesso dos jatos j umbo, que pesam quase 400.000 kg e podem
transportar mais de 400 passageiros por distâncias de até 1 0.000 km a velocidades
acima dos 950 km/h, com menos combustível por milha/passageiro.
A razão entre a vazão em massa de ar que não escoa pela câmara de combus­
tão e a vazão de ar que escoa através dela é chamada de razão de diluição. Os pri­
meiros motores comerciais com altas razões de diluição tinham razões de diluição
em torno de 5. O aumento da razão de diluição de um motor turbofan aumenta o
empuxo. Assim, faz sentido remover a carenagem do ventiJador, e o resultado é um
motor propjet,como mostra a Fig. 9-54. Os motores turbofan e o propjet diferem
principalmente nas razões de diluição: 5 ou 6 para os turbofans e até 1 00 para os

Propulsor

Engrenagem de redução
FIGURA 9-54 Um motor turboélice.
The Aircraft Gas Turbine Engine and lts Operation. © United Aircraft Co1poratio11 (atual United
Technologies Corp.), 1951, 1974.
-----------------
9 • Cicl os d e Potên cia a Gás - Capítulo
---

-- ....
Bocal

FIGURA 9-55 Um motor ramjet.


The Aircrafr Gas Turbine Engine and lrs Operario11. © Unired Aircra.ft Corporation (arual Unired
Technologies Corp.), 1951, 1 974.

propjets. Como regra geral, os motores a hélice são mais eficientes do que aqueles
a jato, mas se l i mitam à operação em baixa velocidade e altitude, uma vez que sua
eficiência diminui em velocidades e altitudes maiores. Os motores propjets anti­
gos (turboélices) se limitavam a velocidades de cerca de Mach 0,62 e altitudes em
torno de 9. 1 00 m. Os modernos propjets (propfans) atingem velocidades de cerca
de Mach 0,82 e altitudes de aproximadamente 1 2.200 m. Aviões comerciais de
médio porte e autonomia movidos a propfans podem voar tão alto e rápido quanto
os aviões movidos a turbofans, e ainda consumir menos combustível.
Outra modificação conhecida na aviação militar é a adição de uma câmara
de combustão entre a turbina e o bocal (afterburner). Sempre que houver neces­
sidade de empuxo extra, como para decolagens com pista reduzida ou condições
de combate, combustível adicional é injetado nos gases de combustão ricos em
oxigênio que deixam a turbina. Como resultado dessa energia extra, os gases de
exaustão saem com velocidade mais alta, oferecendo maior empuxo.
Um motor ramjet é um duto com formato adequado sem nenhum compressor
ou turbina, como mostra a Fig. 9-5 5 . Ele é usado para a propulsão a alta velo­
cidade de mísseis e aeronaves. A elevação de pressão no motor é fornecida pela
estagnação do ar a alta velocidade que é forçado contra um obstáculo. Assim, um
motor ramjet precisa ser colocado a uma veloci d ade suficientemente alta por uma
fonte externa antes de ser acionado.
O ramjet tem melhor desempenho em aeronaves que voam acima de Mach 2
ou 3 (duas ou três vezes a velocidade do som). Em um ramjet, a velocidade do ar
é diminuída até aproximadamente Mach 0,2, o combustível é adicionado ao ar e
queimado nessa velocidade baixa, e os gases de combustão são expandidos e ace­
lerados em um bocal.
Um motor scramjet é basicamente um ramjet através do qual o ar escoa a
velocidades supersônicas (acima da velocidade do som). Os ramjets que se con­
vertem em scramjets a velocidades acima de Mach 6 foram testados com sucesso
a velocidades próximas a Mach 8.
Finalmente, um foguete é um dispositivo no qual um combustível sólido ou
líquido e um oxidante reagem na câmara de combustão. Os gases de combustão a
alta pressão são expandidos em um bocal. Os gases deixam o foguete a velocida­
des muito altas, produzindo o empuxo para movê-lo.

9-1 2 ANÁLISE DA SEGU NDA LEI DOS CICLOS DE


POTÊNCIA A GÁS
Os ciclos de Carnot, Ericsson e Stirling ideais são totalmente reversíveis, e não en­
volvem nenhuma irreversibilidade. Os ciclos Otto, Diesel e Brayton ideais, porém,
são apenas internamente reversíveis e podem envolver irreversibilidades externas
ao sistema. Uma análise da segunda lei para esses ciclos revela onde ocorrem as
maiores irreversibilidades e onde aperfeiçoamentos podem ser realizados.
As relações para a exergia e destruição de exergia para sistemas fechados e
sistemas com escoamento em regime permanente foram desenvolvidas no Cap. 8.
A destruição da exergia de um sistema fechado pode ser expressa como

[ Qent Q sai
f, ent T.
= To (S2 - S 1 ) sistema - T
f. sai
+ ] (kJ) (9-30)

onde T1. ent e Tf. sai são as temperaturas nas regiões da fronteira do sistema onde ca­
lor é transferido para e do sistema, respectivamente. Uma relação semelhante para
os sistemas com escoamento em regime permanente pode ser expressa em forma
de taxa como

Qsai )
·
Xctcst = TrySger = 'fo(Ssai - S0,11) = To ( ""L..,sai ms. - ""L..,entms. - TQentf. cm -
· · ·
- + -
Tf. sai
(9-3 1 )

ou, para um dispositivo com escoamento em regime permanente com uma entrada
e uma saída (por unidade de massa), como

( qsai )
(9-32)
qent
Xdest = 1Qsger = To Ssai - Sen1 - -+-
1J .ent
-
Tj',sai
(kJ/kg)

A destruição da exergia de um ciclo é a soma das destruições de exergia dos


processos que compõem aquele ciclo. A destruição da exergia de um ciclo também
pode ser determinada sem exame de processos individuais, considerando todo o
ciclo como um único processo e usando uma das relações anteriores. A entropia é
uma propriedade e seu valor depende apenas do estado. Para um ciclo, reversível
ou real, os estados inicial e final são idênticos, portanto Ssai = Sem· Assim, a destrui­
ção da exergia de um ciclo depende da magnitude da transferência de calor com os
reservatórios de alta e baixa temperaturas e de suas respectivas temperaturas. Isso
também pode ser expresso como unidade de massa,

(
T, "" q,ai "" �
Xdest = O L.., T - L.., T
) (kJ/kg) (9-33)
f, sai f. ent
Para um ciclo que envolve apenas transferência de calor com uma fonte a TH e um
sumidouro a Ti, a destruição da exergia torna-se

_ T.
Xdest - O
qsai
TL
( _
rll)
qe
TH
(kJ/kg) (9-34)

As exergias de um sistema fechado <f> e de uma corrente de fluido !/; em qualquer


estado podem ser determinadas por

<f> = ( u - u0 ) - Ta (s - so) + Po (v - Vo ) + 2v2 + gz (kJ/kg) (9-35)

if! = (h - h0) - T0(s - so) + 2v2 + gz (kJ/kg) (9-36)

onde o subscrito "O" indica o estado da vizinhança.


a_
c_
______________________________ ít_
p_ c_
l o_9_•_C_i_
u_ l o_
s_d_e__o_
P_ c_
t ê_n_ a G_á_s___
i a__ !l!fF1lllll
EXEMPLO 9- 10 Anál ise de segunda lei de um ciclo Otto ideal P, kPa

Considere um motor operando no ciclo Otto ideal com uma razão de compressão
de 8 (Fig. 9-56). No início do processo de compressão, ar está a 1 00 kPa e 1 7 ºC. 3
Durante o processo de fornecimento de calor a um volume constante, 800 kJ/kg de
calor são transferidos para o ar de uma fonte a 1 .700 K, e calor é rejeitado para a
vizinhança a 300 K. Considerando a variação dos calores específicos do ar com
(a)
a temperatura, determine a exergia destruída associada a cada processo e ao ciclo
(b)
e a eficiência de segunda de lei para esse ciclo.
2
1
1
1
SOLUÇÃO Um motor operando no ciclo Otto ideal é considerado. Para temperatu­
1 00
:
� lsentrópico
ras de fonte e sumidouro especificadas, a exergia de destruição associada a esse ciclo --

!
- - - - - - - - - - - - -

e a eficiência de segunda lei devem ser determinadas. 1

Hipóteses 1 Consideramos condições de escoamento em regime permanente. 2 As


V

FIGURA 9-56 Esquema para o


variações das energias cinética e potencial são desprezadas.
Análise Tomamos o motor que faz fronteira com a fonte de calor à temperatura TH
Exemplo 9- 1 O.
e o ambiente à temperatura T0 como o sistema. Este ciclo foi anahsado no Exemplo
9-2, e diversas quantidades foram dadas ou determinadas, a saber
r = 8 P2 = 1 ,7997 MPa
T0 = 290 K P3 = 4,345 MPa
T1 = 290 K qent = 800 kJ/kg
T2 = 652,4 K q.,; = 38 1 ,83 kJ/kg

T3 = 1 . 575, 1 K W1;q= 4 1 8, 1 7 kJ/kg


Os processos e
1 -2 são isentrópicos (s 1 = s2, s3 = s4) e, portanto, não envolvem
3-4
nenhuma irreversibilidade interna ou externa. Ou seja, c uí = O e = O.
Xd str da,12 X destruída, 34
Os processos 2-3 e 4- 1 são, respectivamente, processos de fornecimento e
rejeição de calor a volume constante e são internamente reversíveis. Entretanto, a
transferência de calor entre o fluido de trabalho e a fonte ou o sumidouro ocorre
com uma diferença de temperatura finita, tornando ambos os processos irreversíveis.
A destruição de exergia associada a cada processo é determinada com a Eq. 9-32.
Entretanto, em primeiro lugar, precisamos determinar a variação da entropia do ar
durante esses processos:
- R ln -
P3
P2
345 MPa
= (3,5045 - 2,4975 ) kJ/kg·K - (0,287 kJ/kg·K) ln 14,7997
·
MPa
= 0,7540 kJ/kg·K

Também,
qent = 800 kJ/kg e l .700 K

Assim,

Xdesm.1ída. 23 = To [ ( S3 - S2 ) sistema -
q.,,,

]
fonte

= (290
[
K) O ,7540 kJ/kg· K - 8001 .700kJ/ko
K
"' ]

= 82,2 k.J/kg
(continua)
- -
(continuação)
Para o processo 4-1 , s1 s4 = s2 - s3 = 0,7540 kJ/kg · K, qR.4\ = q,,i = 38 1 , 83 kJ/
kg, e Tsumidouro = 290 K . Dessa forma,

Xdest, 4 1 =

[-
38 1 ,83 kJ/kg ]
(290 K ) 0 7540kJ/ kg K +
, ·

290 K
= 163,2 kJ/kg

Portanto, a irreversibilidade do ciclo é


X dest. ciclo = X dest, l 2 + XdesL, 23 + X dest. 34 + Xdcst. 4 1
= o + 82,2 kJ/kg + o + 1 63,2 kJ/kg
= 245,4 kJ/kg

A destruição de exergia do ciclo poderia também ser determinada com a Eq. 9-34.
Observe que a maior destruição de exergia do ciclo ocorre durante o processo de
rejeição de calor. Assim, qualquer tentativa de reduzir a destruição de exergia deve
começar por esse processo.
(b) A eficiência de segunda lei é definida como:
Exergia recuperada X recuperada X destruída
T/11 = = =
Exergia fornecida X fornecida X fornecida

Aqui a exergia fornecida é a exergia contida no calor fornecido ao ar do motor (o


potencial de trabalho), e a exergia recuperada é o trabalho produzido:

= ( - 2�gOKK )
1
1
(800 kJ/kg) = 663,5 kJ/kg

Xrecuperoda= W\iq, sa i = 4 1 8, 1 7 kJ/kg

Substituindo, a eficiência de segunda lei para essa usina de força é determinada como

T/n -
- X recuperado - 4 1 8, 1 7
X fornecido
-
663 ,5
kJ/kg -
kJ/kg
- o, 630 ou 63,o w
m

Discussão A eficiência pode ser também determinada usando o dado da exergia


destruída,

T/11 = 1
X destruída
Xfomecida
1 - 245,4 kJ/kg
663,5 kJ /kg
= o , 630 ou 63 ,0%

Observe que a exergia destruída associada com o calor transferido envolvendo tanto
o calor da fonte como o do ambiente são contabilizados para esses resultados.
---------------
9 • Cicl os de Potên cia a Gás - Capítulo

TÓPICO DE I NTERESSE ESPECIAL*

Economia de combustível e dinheiro ao dirigir


O transporte consome dois terços do petróleo utilizado nos Estados Unidos,
dos quais a metade é consumida por automóveis de passageiros e caminho­
netes usados no transporte para o trabalho (38%), e o restante é utilizado em
pequenos negócios (35%) e atividades recreativas, sociais e religiosas (27%).
A eficiência global dos veículos aumentou consideravelmente ao longo dos
anos, principalmente em virtude dos aperfeiçoamentos em aerodinâmica, ma­
teriais e controles eletrônicos. Entretanto, o consumo médio de combustível
dos veículos novos permanece na faixa de 8 a 9 quilômetros por litro, por FIGURA 9-57 O automóvel médio nos
causa da crescente tendência dos consumidores em optar por carros maiores Estados Unidos tem uma quilometragem
e menos econômicos, caminhonetes e veículos utilitários esportivos. Motoris­ de 1 9.000 km por ano e consome cerca
tas continuam a dirigir mais a cada ano: foram 1 8.760 quilômetros em 1 999 de 2.200 litros de gasolina, totalizando
comparados aos 1 6.545 quilômetros em 1 990 (dados dos Estados Unidos). US$ 1 .200 a US$ 0,53/L.
Consequentemente, o uso anual de gasolina por veículo nos Estados Unidos
aumentou de 1 .9 1 3 litros em 1 990 para 2.279 litros em 1 999 (Fig. 9-57).
Economia de combustível não se l imita a bons hábitos de direção. Ela
também envolve a compra do carro certo, o seu uso de forma responsável e a
manutenção adequada. Podemos reduzir o número de horas que dirigimos, e
assim reduzir também o consumo de combustível, considerando alternativas
viáveis como morar perto do trabalho e das áreas de compras, trabalhar em
casa, trabalhar mais tempo por menos dias, dar e pegar carona, utilizar trans­
portes públicos, combinar tarefas em uma única viagem e planejar com ante­
cedência, evitando os horários de pico e estradas com muito tráfego e muitos
semáforos, ou simplesmente caminhar ou usar uma bicicleta em vez de dirigir
até locais próximos, com o benefício adicional de manter a saúde e a forma
física. Dirigir apenas quando necessário é a melhor maneira de economizar

13 Krn/L
combustível e dinheiro, além preservar o meio ambiente.

US$ 800/ano
Dirigir de maneira eficiente começa antes da compra de um automóvel, as­
sim como a boa educação dos filhos começa antes do casamento. A compra feita
agora afetará o consumo de combustível por muitos anos. Em condições médias �...--:::;::::;·-==�
de direção, o proprietário de um veículo com rendimento de 1 3 km por litro
gastará aproximadamente US$ 400 a menos por ano com combustível do que o
proprietário de um veículo com rendimento de 8,5 km por litro (considerando

8,5 krn/L
um custo de combustível de US$ 0,53 por litro e 1 9.000 km por ano). Em um
período de 5 anos, o veículo com rendimento de 1 3 km por l itro economizará
US$ 2.000 (Fig. 9-58). O consumo de combustível de um automóvel depende US$ l .200/ano
de vários fatores como o tipo do veículo, seu peso, o tipo de transmissão, o ta­
manho e a eficiência do motor, os acessórios e os opcionais instalados. Os auto­
móveis com consumo mais eficiente são aqueles mais compactos, com um bom
projeto aerodinâmico e motor pequeno, transmissão manual, área frontal baixa
(a altura vezes a largura do automóvel) e apenas os equipamentos essenciais.
Nas rodovias, a maior parte do combustível é utilizada para superar o ar­

FIGURA 9-58 Em condições normais de


rasto aerodinâmico (resistência do ar ao movimento), que é a força necessária
para movimentar o veículo através do ar. Essa força de resistência é propor­
cional ao coeficiente de arrasto e a área frontal. Assim, para uma dada área direção, o proprietátio de um veículo com
frontal, um veículo com um bom projeto aerodinâmico e contornos alongados consumo de 1 3 km por litro gasta US$ 400
a menos por ano com gasolina do que o
* Esta seção pode ser ignorada sem perda de continuidade. Essas informações se baseiam
proprietário de um veículo com consumo
de 8,5 km por litro (considerando US$ 0,53
em grande pane nas publicações do Depanamento de Energia do Governo dos Estados por litro e 1 9.000 km por ano).
Unidos, da Agência de Proteção Ambiental e da Associação Automotiva Americana.
que acompanham as linhas de corrente do escoamento do ar tem um menor
coeficiente de arrasto e também uma maior economia de combustível que um
veículo tipo caixote com arestas vivas (Fig. 9-59). Para um mesmo formato
geral, um automóvel compacto tem menor área frontal e, portanto, melhor eco­
nomia de combustível comparado a um automóvel grande.
É preciso mais combustível para transportar peso extra, e com isso a eco­
nomia de combustível fica prejudicada. Quanto mais leve for o veículo, mais
econômico ele será. Como regra geral, quanto maior o motor maior sua taxa
de consumo de combustível . Assim, podemos esperar que um automóvel com
motor de 1 ,8 L seja mais econômico que um outro com um motor de 3,0 L.
Para determinado tamanho de motor, os motores a diesel operam com razões
de compressão muito mais altas que os motores a gasolina e, portanto, são mais

FIGURA 9-59 Os veículos projetados


econômicos. As transmissões manuais, em geral, são mais eficientes do que
as automáticas, mas esse não é sempre o caso. Um automóvel com transmis­
aerodinamicamente têm menor coeficiente são automática em geral utiliza 1 0% mais combustível do que um automóvel
de arrasto e, portanto, melhor economia com transmissão manual, por causa das perdas associadas à conexão hidráulica
de combustível do que os veículos tipo
caixote com arestas vivas. entre o motor e a transmissão, e também por causa do peso adicional. As trans­
missões com marcha longa (encontrada nas transmissões automáticas de qua­
tro marchas e nas transmissões manuais de cinco marchas) economizam com­
bustível e reduzem o ruído e o desgaste do motor durante viagens em rodovias,
diminuindo a rotação do motor e mantendo o veículo à mesma velocidade.
A tração dianteira oferece uma melhor tração (devido ao peso do motor so­
bre as rodas dianteiras) e reduz o peso do veículo, gerando assim melhor econo­
mia de combustível, com o benefício adicional do espaço maior no compartimen­
to de passageiros. Mecanismos de tração nas quatro rodas oferecem melhor tração
e frenagem, proporcionando uma direção mais segura em estradas escorregadias
e com pedriscos, transmitindo o torque para todas as quatro rodas. Entretanto, a
segurança adicional traz também maior peso, ruído e custo, além do maior con­
sumo de combustível. Os pneus radiais reduzem o consumo de combustível em
5 a 1 0%, reduzindo a resistência à rolagem, mas sua pressão deve ser verificada
regularmente, uma vez que eles podem parecer normais mas estarem com pressão
abaixo da especificação. O uso do piloto automático economiza combustível du­
rante viagens longas em estradas abe1tas, mantendo a velocidade constante. As
janelas de vidro fumê e cores claras para o interior e o exterior reduzem o ganho
de calor solar - e consequentemente a necessidade de ar-condicionado.

ANTES DE DIRIGIR
Determinadas ações tomadas antes d e dirigir podem fazer uma diferença sig­
nificativa no gasto com o combustível . A seguir discutimos algumas medidas
como o uso do combustível correto, a minimização do uso da marcha lenta, a
remoção de peso extra e a calibragem adequada dos pneus.

Uti l izar combustível com o índice mínimo de


octanagem recomendado pelo fabricante do veículo
Muitos motoristas compram combustível mais caro, pensando que ele é melhor
para o motor. A maioria dos carros atuais foi projetada para operar com com­
bustível normal. Se o manual do proprietário não pedir combustível especial,
usar qualquer coisa que não seja gasolina normal é simplesmente perda de di­
nheiro. O índice de octanagem não é uma medida da "potência" ou da "quali­
dade" do combustível, ele é apenas uma medida da resistência do combustível
à batida do motor causada pela ignição prematura. Apesar dos nomes chama­
tivos como "premium'', "super" ou "potência máxima'', um combustível com
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C apítulo 9 • Cicl os de Potên cia a Gás -
índice de octanagem mais alto não é melhor. Ele é apenas mais caro por causa
do processamento extra envolvido para elevar sua octanagem (Fig. 9-60).
Automóveis mais antigos podem precisar de um grau a mais no índice de
octanagem recomendado para um automóvel novo se houver batida de motor.

Não encher demais o tanque de gasolina


Encher demais o tanque pode fazer o combustível derramar durante o en­
chimento. Em climas quentes, um tanque muito cheio também pode fazer
o combustível transbordar em virtude da expansão térmica. Isso desperdiça
combustível, polui o ambiente e pode danificar a pintura do automóvel. Tam­ FIGURA 9-60 Apesar dos nomes
pas de tanques de combustível que não fecham bem também levam à perda chamativos, um combustível com índice
de gasolina por evaporação. A compra de combustível em horários com tem­ de octanagem mais alto não é melhor; é
peraturas baixas (no início da manhã, por exemplo) minimiza as perdas com apenas mais caro.
evaporação. Cada litro de combustível de1nmado ou evaporado emite tantos © Vol. 21/PhotoDisc/Gerry RF
hidrocarbonetos no ar quanto um carro que percorre 3.200 quilômetros.

Estacionar na garagem
O motor de um carro estacionado em uma garagem durante a noite estará mais
quente pela manhã. Isso reduz os problemas associados ao período de aque­
cimento, como dar a partida, consumo excessivo de combustível e poluição
ambiental. Em climas quentes, a garagem bloqueia a luz solar direta e reduz a
necessidade do uso do ar-condicionado.

Dar partida adequadamente e evitar


deixar o motor em marcha lenta
Nos automóveis atuais, não é preciso pisar no acelerador várias vezes antes de
dar a partida. Isso só desperdiça combustível. Esquentar o motor também não é
necessário. Lembre-se de que um motor em marcha lenta desperdiça combus­
tível e polui o ambiente. Não acelere um motor frio para aquecê-lo. Um motor
aquece mais rápido ao andar na rua sob condições de carga leve, e o catalisador
começa a funcionar mais cedo. Comece a dirigir assim que der partida, mas
evite a aceleração rápida e a direção em rodovias antes que o motor e o óleo es­
tejam totalmente aquecidos, para evitar desgaste do motor. Com temperaturas
baixas, o período de aquecimento é muito mais longo, o consumo de combus­
tível durante o aquecimento é muito mais alto e as emissões de exaustão são
muito maiores. Por exemplo, a - 20 ºC um automóvel precisa ser dirigido por
pelo menos cinco quilômetros para aquecer completamente. Um motor a ga­
solina utiliza até 50% mais combustível durante o aquecimento do que depois
de aquecido. As emissões de exaustão de um motor frio durante o aquecimento
são muito mais altas, uma vez que os catalisadores não funcionam adequada­
mente antes de atingir sua temperatura operacional normal de cerca de 390 ºC.

Não transportar peso desnecessário


dentro ou sobre o veículo
Evite transportar itens desnecessários n o veículo, particularmente o s pesados,
como correntes para neve, pneus antigos e livros (Fig. 9-6 1 ) . Isso desperdiça
combustível, uma vez que requer combustível extra para transportar o peso

FIGURA 9-6 1 Um bagageiro de teto


adicional. Um peso extra de 50 kg diminui a economia de combustível de um
automóvel em cerca de l a 2%.
carregado pode aumentar o consumo de
Algumas pessoas acham conveniente o uso de um bagageiro ou carreta. En­ combustível em até 5% em uma rodovia.
tretanto, se for preciso transportar carga extra, essa deve ser colocada no interior
do veículo (e não em bagageiros de teto) para reduzir o arrasto. Toda neve acumu­
lada em um veículo distorce sua forma e deve ser removida pelo mesmo motivo.
Um bagageiro de teto carregado pode aumentar o consumo de combustível em até
5% em uma rodovia. Até mesmo o bagageiro mais aerodinâmico e vazio aumenta
o arrasto aerodinâmico e, consequentemente, o consumo de combustível. Assim,
o bagageiro de teto deve ser removido quando não for mais necessário.

Manter os pneus ca l i brados com a


pressão máxima recomendada
Manter os pneus calibrados adequadamente é uma das coisas mais fáceis e im­
portantes que se pode fazer para melhorar a economia de combustível . Se o
fabricante determinar uma faixa de valores, a pressão mais alta deve ser utili­
zada para maximizar a eficiência do combustível. A pressão dos pneus deve ser
verificada quando eles estiverem frios, uma vez que varia com a temperatura - a
pressão aumenta 7 kPa ( l psi) a cada aumento de 5 ºC na temperatura, que pode
ser causado pela simples elevação da temperatura ambiente ou pelo atrito com
a pista. Pneus com pouca pressão ficam quentes e não são seguros, pois desgas­
tam-se prematuramente, afetam de modo negativo a dirigibilidade do veículo
e prejudicam a economia de combustível aumentando a resistência à rolagem.
Pneus muito cheios causam viagens desconfortáveis e desgaste desigual dos
pneus. Os pneus perdem cerca de 7 kPa ( 1 psi) de pressão por mês devido à

FIGURA 9-62 Pneus com pouca pressão


perda de ar causada por choques com buracos, relevos e guias. Assim, é preciso
verificar a pressão dos pneus pelo menos urna vez por mês. Se apenas um dos
quase sempre fazem o consumo de pneus tiver 1 4 kPa (2 psi) a menos de pressão, isso resultará em um aumento de
combustível do veículo aumentar em 5
l % no consumo de combustível (Fig. 9-62). Pneus com pouca pressão quase
ou 6%.
sempre fazem o consumo de combustível do veículo aumentar em 5 ou 6%.
© The McGraw-Hill Co111panies/Jill Braate11,
fotógrafo. Também é importante manter as rodas alinhadas. Dirigir um veículo com as
rodas dianteiras desalinhadas faz com que a resistência à rolagem (e consequen­
temente) o consumo de combustível aumentem, causando problemas de dirigibi­
lidade e desgaste desigual. As rodas devem ser alinhadas sempre que necessário.

AO DIRIGIR
O s hábitos de direção podem ter um impacto significativo sobre a quantidade
de combustível usada_ A direção consciente e a prática de algumas técnicas de
direção econômica, como as discutidas a seguir, podem facilmente aumentar a
economia de combustível em 1 0% ou mais.

Evitar acelerações rápidas e paradas repenti nas


30 ...I-____,� :: =-�_=::->.-�
,. :=:::� Apesar da atenção que possam vir a atrair, partidas com acelerações agressivas

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desperdiçam combustível, desgastam os pneus, ameaçam a segurança e prejudi­
-"' cam os componentes do veículo. As paradas bruscas desgastam as pastilhas de
freio prematuramente e podem fazer o motorista perder o controle do veículo.
As partidas e paradas suaves economizam combustível, reduzem o desgaste e a
15 25 35 45 55 65 75 poluição, além de serem mais seguras e educadas para com os outros motoristas.
Velocidade (km/h)
FIGURA 9-63 O arrasto aerodinâmico
Dirigir a velocida des moderadas
aumenta, e assim a economia de A direção é mais segura e a economia de combustível é maior quando se evi­
combustível diminui rapidamente a tam as velocidades altas em estradas. Ao dirigir em rodovias, mais de 50% da
velocidades acima de 90 km/h. potência produzida pelo motor é usada para superar o arrasto aerodinâmico. O
EPA e U.S. Dept. of Energy. arrasto aerodinâmico e, consequentemente, o consumo de combustível aumen­
tam rapidamente a velocidades superiores a 90 km/h, como mostra a Fig. 9-63.
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C apítulo 9 • Cicl os de Potên cia a Gás -
Em média, um automóvel utiliza cerca de 1 0% de combustível a mais estando a
1 00 km/h e 20% a 1 1 0 km/h do que gostaria se estivesse a 90 km/h.
A discussão anterior não deve levar ninguém a concluir que quanto menor
a velocidade, maior a economia de combustível. Isso não é verdade. O número
de quilômetros que podem ser feitos por litro de combustível cai bruscamente
a uma velocidade abaixo de 50 km/h, como pode ser visto no gráfico. Além
disso, velocidades abaixo do tráfego normal podem prej udicar o trânsito. Por­
tanto, um automóvel deve ser dirigido a velocidades moderadas para melhor
segurança e economia de combustível.

Manter uma veloc idade constante


O consumo de combustível permanece no nível mínimo com uma direção
suave e a uma velocidade moderada. Lembre-se de que toda vez que o acelera­
dor é acionado com força, mais combustível é bombeado para o motor. O veí­
culo deve ser acelerado gradual e suavemente, uma vez que combustível extra
é injetado no motor durante a aceleração rápida. O uso do piloto automático
nas viagens em rodovias pode ajudar a manter a velocidade constante e reduzir
o consumo de combustível. Dirigir com calma também é mais seguro, causa
menos estresse e é melhor para o coração.

Antecipar as condições do tráfego e


não "col a r" no veículo da frente
Um motorista pode reduzir o consumo de combustível em até 1 0% prevendo
as condições de tráfego à frente, ajustando a velocidade adequadamente para
que assim não precise "colar" no veículo da frente ou realizar frenagens e ace­
lerações desnecessárias (Fig. 9-64). As acelerações e desacelerações desper­
diçam combustível, e as frenagens e paradas bruscas podem ser minimizadas,
por exemplo, ao manter distância do veículo da frente e diminuir a velocidade

FIGURA 9-64 O consumo de combustível


gradualmente, liberando o acelerador ao se aproximar de um semáforo ver­
melho, de um sinal de trânsito que pede para parar ou próximo de um tráfego
pode ser diminuído em até J 0%
lento. Esse estilo de direção menos tenso é mais seguro, economiza combustí­ antecipando as condições do tráfego à
vel e dinheiro além de reduzir a poluição, o desgaste de pneus e freios, e ainda frente e reagindo adequadamente.
é apreciado pelos outros motoristas. Sair com tempo suficiente para atingir o © Vol. 23/PhotoDisc/Gerry RF
destino torna mais fácil resistir à tentação de colar no veículo da frente.

Evitar aceleração e frenagem repentinas


{exceto em emergências)
Acelere gradual e suavemente ao ultrapassar outros veículos ou entrar no tráfego
mais rápido. Bombear ou pressionar com força o acelerador ao dirigir faz o mo­
tor alternar para um "modo de operação de enriquecimento de combustível" que
desperdiça combustível. Ao dirigir na cidade, quase metade da potência do mo­
tor é utilizada para a aceleração. Ao acelerar mudando as marchas, as rotações
por minuto do motor devem ser mantidas no nível mínimo. A frenagem desper­
diça a energia mecânica produzida pelo motor e desgasta as pastilhas do freio.

Evitar descansar os pés no pedal da


embreagem ou do freio ao dirigir
Descansar o pé esquerdo sobre o pedal do freio (em automóveis com transmis­
são automática) é um hábito que aumenta a temperatura dos componentes do
freio, e por isso reduz sua eficácia e vida úti l , além de desperdiçar combustí­
vel. Da mesma forma, descansar o pé esquerdo sobre o pedal da embreagem
diminui a pressão sobre o disco de embreagem, fazendo que ele patine e se
desgaste prematuramente, desperdiçando combustível.

Usar a marcha mais alta


(marcha longa) ao dirigir em rodovias
O uso da marcha longa melhora a economia de combustível nas rodovias, di­
minuindo a rotação do motor do veículo (ou RPM). A velocidade mais baixa
do motor reduz o consumo de combustível por unidade de tempo e também o
desgaste do motor. Portanto, a marcha longa (a quinta marcha em automóveis
com transmissão manual) deve ser usada assim que a velocidade do veículo
estiver suficientemente alta.

Desligar o motor em vez de deixá-lo em marcha lenta


O uso desnecessário da marcha lenta durante esperas prolongadas (como es­
perar por alguém ou um serviço tipo "drive-thru", ficar parado no trânsito e
outras) desperdiça combustível, polui o ar e causa desgaste do motor (mais
até do que quando se está dirigindo: ver Fig. 9-65). Assim, o motor deve ser
desligado, em vez de ficar na marcha lenta. A marcha lenta mantida por mais
de um minuto consome muito mais combustível do que uma nova partida. O
consumo de combustível em filas de serviço do tipo "drive-thru" e a poluição
FIGURA 9-65 Marcha lenta durante emitida podem ser evitados totalmente quando o motorista simplesmente des­
esperas prolongadas desperdiça liga o carro e entra no estabelecimento.
combustível, custa dinheiro e polui o ar.
Usar o condicionador de ar com critério
O condicionamento de ar consome uma potência considerável e, assim, aumenta
o consumo de combustível em 3 a 4% durante viagens em rodovias, e em até
10% em percursos na cidade (Fig. 9-66). A melhor alternativa para o condi­
cionamento de ar é fornecer ar fresco exterior para o automóvel por meio de
ventiladores, ou ligar o sistema de ventilação, mantendo as janelas e o teto solar
fechados. Essa é uma medida adequada para atingir o conforto em condições
climáticas agradáveis, e que economiza combustível, pois o compressor do con­

FIGURA 9-66 O condicionamento de ar


dicionador de ar está desligado. Quando a temperatura está mais alta, porém, a
ventilação não fornece o efeito de resfriamento adequado. Nesse caso, podemos
aumenta o consumo de combustível de 3 a
4% em rodovias,valor que chega até 1 0% tentar atingir o conforto abrindo as janelas ou o teto solar. Essa certamente é uma
na cidade. alternativa viável para percursos na cidade, mas não tanto em rodovias, uma vez
que o arrasto aerodinâmico causado pelas janelas ou pelo teto solar aberto a velo­
cidades típicas de estrada consumiria mais combustível do que o condicionador
de ar. Portanto, a velocidades de rodovia, as janelas ou o teto solar devem ser
fechados e o condicionador de ar deve ser ligado para economizar combustível .
Isso vale particularmente para automóveis mais novos e aerodinâmicos.
A maioria dos condicionadores de ar tem um ajuste "máximo" ou "recircu­
lação" que reduz a quantidade de ar exterior quente que deve ser resfriada, dimi­
nuindo o consumo de combustível necessário para o condicionamento de ar. Uma
medida passiva para reduzir a necessidade do aparelho é estacionar o veículo na
sombra, e deixar as janelas ligeiramente abertas para permitir a circulação do ar.

APÓS DIRIGIR
Você não conseguirá ser uma pessoa eficiente e capaz d e realizar muitas coi­
sas, a menos que tome muito cuidado consigo mesmo (alimentando-se ade­
quadamente, mantendo o condicionamento físico, realizando check-ups, etc.).
Os automóveis também seguem essa regra. Uma manutenção regular melhora
___________
C ap ít ulo 9.___
..;... _____
• Ci c l os d e Potên cia a Gás -
_

o desempenho, aumenta a economia de combustível, reduz a poluição, dimi­


nui os custos de manutenção e estende a vida útil do motor. Um pouco de
tempo e dinheiro economizado agora pode custar muito no futuro, pois pod e
acarretar despesas maiores com combustível, manutenção e trocas.
A manutenção adequada por meio de procedimentos como a verificação dos
níveis de fluidos (óleo do motor, líquido do radiador, fluido da transmissão, do
freio e direção hidráulica, limpador de para-brisas, etc.); a verificação dos cin­

FIGURA 9-6 7 Uma manutenção


tos de segurança e deformação de rachaduras ou desgaste em mangueiras, cor­
reias e fios; a calibragem adequada dos pneus, a lubrificação das partes móveis
e a substituição de filtros de ar, combustível e óleo obstruídos maximizam a efi­ adequada maximiza a eficiência do
ciência do combustível (Fig. 9-67). Filtros de ar obstruídos aumentam o consumo combustível e estende a vida útil do motor.
de combustível (em até 1 0%) e a poluição, restringindo o fluxo de ar para o mo­
tor. Por isso, precisam ser trocados regularmente. O automóvel deve ser regulado
com frequência, a menos que tenha controles eletrônicos e um sistema de injeção
eletrônico. Altas temperaturas (que podem ser decorrentes do mau funcionamen­
to da ventoinha) devem ser evitadas, uma vez que podem causar degeneração do
óleo do motor e, assim, desgaste excessivo do motor. Baixas temperaturas (que
podem ser decorrentes d o mau funcionamento do termostato) podem estender o
período de aquecimento do motor e evitar que este atinja as condições de opera­
ção ideais. Ambos os efeitos reduzem a economia de combustível.
A utilização de óleo limpo estende a vida útil do motor, reduzindo o desgas­
te causado pelo atrito, além de remover os ácidos, a borra e outras substâncias
prej udiciais, melhorando ainda o desempenho e reduzindo o consumo de com­
bustível e a poluição do ar. O óleo também ajuda a resfriar o motor e oferece
uma vedação entre as paredes do cilindro e os pistões, além de evitar que o
motor enferruje. O óleo e os filtros de óleo devem ser trocados de acordo com as
recomendações do fabricante do veículo. Alguns óleos especiais contêm deter­
minados aditivos que reduzem o atrito e aumentam a economia de combustível
de um veículo em 3% ou mais.
Resumindo, uma pessoa pode economizar combustível, dinheiro e pre­
servar o meio ambiente comprando um veículo econômico, minimizando suas
horas de uso, usando o combustível de forma consciente enquanto dirige e
fazendo a manutenção adequada do automóvel. Essas medidas têm os bene­
fícios adicionais de aumentar a segurança, reduzir os custos de manutenção e
estender a vida útil do veículo.

RESUMO
Um ciclo durante o qual uma quantidade líquida de trabalho é pro­ trabalho, pois se comporta como um gás ideal; e os processos de
duzida é chamado de ciclo de potência, e um ciclo de potência du­ combustão e exaustão são substituídos por processos de forneci­
rante o qual o fluido de trabalho permanece como gás é chamado de mento e de rejeição de calor, respectivamente. As hipóteses do
ciclo de potência a gás. O ciclo mais eficiente que opera entre uma padrão a ar são chamadas de hipóteses do padrão a arfrio,
caso
fonte de calor à temperatura TH e um sumidouro à temperatura TL é se considere que o ar tenha calores específicos constantes à tem­
o ciclo de Carnot, e sua eficiência térmica é dada por peratura ambiente.
Em motores alternativos, a razão de compressão r pressão
ea
T/t. Camot = 1 média eficaz PME são definidas como

Os ciclos a gás reais são bastante complexos. As aproximações r = --


Vmax = --
VPMI
Vmin VPMS
usadas para simplificar a análise são conhecidas como hipóteses
do padrão a ar. Com essas hipóteses, todos os processos são con­ PME =
___
1v�
1;q�-
vmax - vmin
siderados internamente reversíveis; o ar é considerado o fluido de
O ciclo Otto é o ciclo ideal dos motores alternativos de igni­ onde os estados 1 e 3 são os estados de entrada, e são os es­ 2r 4r
ção por centelha e é formado por quatro processos internamente 2s 4s
tados reais de saída e e são os estados isentrópicos de saída.
reversíveis: compressão isentrópica, fornecimento de calor a vo­ Nos motores de turbina a gás, a temperatura do gás na exaus­
lume constante, expansão isentrópica e rejeição de calor a volume tão da turbina é quase sempre consideravelmente mais alta que a
constante. Sob as hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência térmica temperatura do ar que sai do compressor. Assim, o ar a alta pressão
do ciclo Otto ideal é que sai do compressor pode ser aquecido pela transferência de ca­
lor dos gases quentes da exaustão em um trocador de calor de cor­
7/1. Otto rentes opostas, também conhecido como regenerador.
A medida
com a qual um regenerador se aproxima de um regenerador ideal é
k
onde r é a razão de compressão e é a razão dos calores especí­
chamada de efetividade e e é definida como

ficosc,, lc,,. qregen, real


O ciclo Dieselé o ciclo ideal dos motores alternativos de ig­
e = ----
C/regen, max

nição por compressão. Ele é muito parecido com o ciclo Otto, mas
com a diferença de que o processo de fornecimento de calor a vo­ Tomando as hipóteses do padrão a ar frio, a eficiência térmica
lume constante é substituído pelo processo de fornecimento de ca­ de um ciclo Brayton ideal com regeneração torna-se

7/1, regen - 1 - (2j_)


lor a pressão constante. Sua eficiência térmica sob as hipóteses do
padrão a ar frio é Tj ( r,,)
(k- 1)/k

onde T1 e T3 são respectivamente as temperaturas mínima e máxi­


ma no ciclo.
rc razão de corte,
onde é a definida como a razão entre os volumes A eficiência térmica do ciclo Brayton também pode ser au­
do cilindro após e antes do processo de combustão. mentada com a utilização de compressão de múltiplos estágios com
Osciclos Stirling Ericsson
e são dois ciclos totalmente rever­ resfriamento intermediário, regeneração e expansão de múltiplos
síveis que envolvem um processo isotérmico de fornecimento de estágios com reaquecimento. O trabalho fornecido ao compressor é
calor a TH e um processo isotérmico de rejeição de calor a Tv Eles minimizado quando razões de pressão iguais são mantidas através
diferem do ciclo de Carnot, pois os dois processos isentrópicos são de cada estágio. Esse procedimento também maximiza o trabalho
substituídos por dois processos de regeneração a volume constan­ produzido na turbina.
te no ciclo Stirling, e por dois processos de regeneração a pressão Motores de turbina a gás são amplamente usados em aviões
constante no ciclo Ericsson. Ambos os ciclos utilizam regeneração, porque são leves e compactos, além de possuírem uma alta rela­
um processo durante o qual calor é transferido para um dispositivo ção potência-peso. O ciclo propulsão a jato
de ideal difere do ciclo
de armazenamento de energia térmica (regenerador)
durante uma Brayton simples ideal, uma vez que os gases expandem-se parcial­
parte do ciclo, e é transferido de volta para o fluido de trabalho mente na turbina. Os gases que deixam a turbina a uma pressão
durante a outra parte do ciclo. relativamente alta são posteriormente acelerados em um bocal para
O ciclo ideal para motores de turbina a gás modernos é o ciclo promover o empuxo e mover o avião.
Brayton, formado por quatro processos internamente reversíveis: Oempuxo líquido desenvolvido pelo motor é
compressão isentrópica, fornecimento de calor a pressão constante,
expansão isentrópica e rejeição de calor a pressão constante. Sua
F = rii ( l{.1 - V.m )
eficiência térmica sob as hipóteses do padrão a ar frio é onde ni é a vazão mássica de gases, V,,; é a velocidade de saída dos
gases na exaustão e Vent é a velocidade de entrada do ar, ambos com
111. Bcayton = r,,
1 (k- 1 )/k
relação à aeronave.
A potência desenvolvida por meio do empuxo do avião é cha­
r,, k
onde = PmaxlPm in é a razão de pressão e é a razão dos calores
mada de potência de propulsão Wp e é dada por

específicos. A eficiência térmica do ciclo Brayton simples aumenta


com a razão de pressão.
A diferença entre o compressor e a turbina reais e o compres­ A eficiência de propulsão é uma medida da eficiência da conversão
sor e a turbina isentrópicos pode ser considerada utilizando-se as da energia liberada durante o processo de combustão em energia de
eficiências isentrópicas, definidas como propulsão, e é definida como
Potência de propulsão
T/ p =
Taxa de entrada de energia

e Para um ciclo ideal que envolve apenas transferência de calor com


uma fonte a TH e um sumidouro a Tu a destruição de exergia é
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McGraw-Hill, 1 967.

PROBLEMAS *
Ciclos real e ideal, ciclo de Carnot, hipóteses do padrão a 9-lOC Qual é a diferença entre os motores de ignição por cente­
ar, motores alternativos lha e de ignição por compressão?
9-IC Compare a eficiência térmica de um ciclo ideal com a efi­ 9-l l C Defina os seguintes termos relacionados aos motores
ciência de um ciclo de Carnot que opera entre os mesmos limites alternativos: curso, diâmetro, ponto morto superior e volume
de temperatura. deslocado.
9-2C O que, em um diagrama P-v,
representa a área compreen­ 9-12E Qual é a máxima eficiência térmica possível de um ciclo
de potência a gás no qual se utilizam reservatórios de energia tér­
dida pelo ciclo? E em um diagrama T-s?
9-3C Quais são as hipóteses do padrão a ar? mica a 940 ºF e 40 ºF?
9-4C Qual é a diferença entre as hipóteses do padrão a ar e as 9-13 Um ciclo padrão a ar com calores específicos constantes,
hipóteses do padrão a ar frio? executado em um sistema pistão-cilindro fechado, é composto dos
três seguintes processos:
9-SC Qual é a diferença entre o espaço morto e o volume deslo­
cado nos motores alternativos? 1 -2 Compressão isentrópica com uma razão de compressão r=6,

9-6C Defina a razão de compressão nos motores alternativos.


T1 = 27 ºC e P1 =1 00 kPa
2-3 Fornecimento de calor a uma pressão constante
9-7C Como é definida a pressão média efetiva nos motores
alternativos? 3- 1 Rejeição de calor a um volume constante

9-SC A pressão média efetiva do motor de um carro em funcio­ =


Considere que o ar tem propriedades constantes com Cv 0,7 1 8 kJ/
namento pode ser menor que a pressão atmosférica? kg· K, c,, = =
1 ,005 kJ/kg· K, R 0,287 kJ/kg· K e k 1 ,4. =
9-9C À medida que um carro envelhece, sua razão de compres­ (a) Represente graficamente os diagramas e P-v T-s
para esse
são muda? E a sua pressão média efetiva? ciclo.
(b) Determine a razão de consumo de trabalho para esse ciclo.
* Problemas identificados com "C" são conceituais, e os estudantes são
9-14 Um ciclo padrão a ar, executado dentro de um sistema
incentivados a respondê-los. Problemas identificados com "E" estão em pistão-cilindro fechado, é formado por três processos, descritos a
unidades inglesas, e os usuários do SI podem ignorá-los. Problemas com o seguir:
ícone t, devem ser resolvidos usando EES, e as soluções completas, junta­ = constante
mente com os estudos paramétricos, estão incluídas no CD que acompanha
1 -2 Fornecimento de calor a V de 1 00 kPa e 27 ºC
este livro. Problemas com o ícone � são mais abrangentes e devem ser
até 700 kPa
resolvidos no computador, de preferência utilizando o programa EES que 2-3 Expansão isotérmica até V3 7V2 =
acompanha este livro. 3- 1 Rejeição de calor a P = constante
de volta ao estado inicial
=
Considere que o ar tem propriedades constantes com Cv 0,7 1 8 kJ/ (c) Determine a eficiência térmica.
kg· K, cP = =
1 ,005 kJ/kg· K, R 0,287 kJ/kg· K e k= 1 ,4. Considere calores específicos constantes à temperatura ambiente.
(a) Represente graficamente os diagramas P-v T-s e para o ciclo. Respostas: (b) 1 , 679 kJ ; (e) 3 9 , 2 %
(b) Determine a razão entre o trabalho de compressão e o traba­ 9-19E Um ciclo padrão a ar com calores específicos variáveis é
executado em um sistema fechado e composto dos quatro proces­
lho de expansão (a razão de consumo de trabalho).
(c) Determine a eficiência do ciclo térmico. sos seguintes:
1-2 Fornecimento de 300 Btu/lbm de calor a v = constante de 1 4,7
Respostas: (b) 0 , 440; (e) 2 6 , 6%
psia e 80 ºF
9-15 Um ciclo de potência a gás ideal, executado dentro de um
sistema pistão-cilindro fechado, é formado por três processos: 2-3 Fornecimento de calor aP = constante até 3.200 R
1 -2 Compressão isentrópica de uma temperatura inicial de 27 ºC 3-4 Expansão isentrópica até 1 4,7 psia
com uma razão de compressão igual a 6 4- 1 Rejeição de calor a =
P constante de volta ao estado inicial
2-3 Expansão isotérmica (temperatura constante) para o volume (a) P-v T-s.
Mostre o ciclo nos diagramas e
inicial (b) Calcule o calor total fornecido por unidade de massa.
3-1 Rejeição de calor a um volume constante de volta ao estado
inicial
(c) Determine a eficiência térmica.
Respostas: (b) 6 1 2 , 4 Btu/lbm; ( e) 2 4 , 2 %
Considere que o gás tem propriedades constantes com Cv 0,6 kJ/ = 9-20E Repita o Prob. 9- 1 9E considerando calores específicos
kg· K, cP = 0,9 kJ/kg· K, R = 0,3 kJ/kg· K e k= 1 ,5. constantes à temperatura ambiente.
(a) Represente graficamente os diagramas P-v T-s e para o ciclo. 9-21 Considere um ciclo de Carnot executado em um sistema fe­
(b) Determine a temperatura máxima do ciclo, em K. chado com 0,6 kg de ar. Os limites de temperatura do ciclo são 300
(c) Calcule o trabalho de expansão, em kJ/kg. K e 1 . 100 K, e as pressões mínima e máxima durante o ciclo são de
20 kPa e 3.000 kPa respectivamente. Considerando calores especí­
(d) Calcule o trabalho de compressão, em kJ/kg.
ficos constantes, determine o trabalho líquido produzido por ciclo.
(e) Calcule a eficiência térmica do ciclo.
9-22 Considere um ciclo de Carnot executado em um sistema fe­
9-16 Um ciclo padrão a ar com calores específicos variáveis exe­ chado, em que o ar é utilizado como o fluido de trabalho. A pressão
cutado em um sistema fechado é composto pelos quatro processos máxima no ciclo é de 800 kPa, e a temperatura máxima é de 750
seguintes: K. Considerando que o aumento de entropia durante o processo
1 -2 Compressão isentrópica de 1 00 kPa e 22 ºC até 600 kPa de fornecimento de calor isotérmico corresponde a 0,25 kJ/kg.K e
2-3 Fornecimento de calor a v = constante até 1 .500 K (a)
que o trabalho líquido é igual a 1 00 kJ/kg, determine a pressão
3-4 Expansão isentrópica até 1 00 kPa
(b) (c)
mínima no ciclo, a rejeição de calor do ciclo, e a eficiência
4- 1 Rejeição de calor a P = constante de volta ao estado inicial
(d)
térmica do ciclo. Considerando que uma máquina térmica opera
em um ciclo real e funciona entre os mesmos limites de temperatu­
(a) Mostre o ciclo nos diagramas P-v T-s. e ra, produzindo 5.200 kW de potência para uma vazão de ar de 90
(b) Calcule o trabalho líquido produzido por unidade de massa. kg/s, determine a eficiência de segunda lei deste ciclo.
(c) Determine a eficiência térmica. 9-23 Um ciclo de Carnot a gás ideal utiliza ar como fluido de tra­
balho, recebe calor de um reservatório térmico a 1 .027 ºC, é repeti­
9-17 a Reconsidere o Prob. 9-1 6. Usando o EES (ou outro do 1 .500 vezes por minuto e tem uma razão de compressão igual a
liiiiiil1l programa), estude o efeito da variação de 1 .500 K a 12. A razão de compressão é definida como a razão entre volumes
2.500 K na temperatura após o fornecimento de calor a um volume durante o processo de compressão. Determine a temperatura máxi­
constante. Trace um gráfico do trabalho líquido e da eficiência tér­ ma do reservatório térmico de baixa temperatura, a eficiência tér­
mica em função da temperatura máxima do ciclo. Construa os dia­ mica do ciclo e a quantidade de calor que deve ser fornecida por ci­
gramas P-v T-s
e do ciclo, considerando uma temperatura máxima clo, considerando que esse dispositivo produz 500 kW de potência.
de 1 .500 K. Respostas: 481 K ; 63,0%; 3 1 , 8 kJ
9-18 Um ciclo padrão a ar é executado em um sistema fechado 9-24 Um gás ideal está contido em um arranjo pistão-cilindro e
com 0,004 kg de ar e formado por três processos: passa por um ciclo de potência descrito a seguir:
1 -2 Compressão isentrópica de 1 00 kPa e 27 ºC até 1 MPa
P = constante 1 - 2 Compressão isentrópica de uma temperatura inicial T1 =
2-3 Fornecimento de 2,76 kJ de calor a 20 ºC com uma razão de compressão r= 5
3- 1 Rejeição de calor de volta ao estado inicial segundo P = c1v + 2-3 Fornecimento de calor a uma pressão constante
c2 (c1 c2
e são constantes) 3- 1 Rejeição de calor a um volume constante
(a) Mostre o ciclo nos diagramas P-v T-s.e =
O gás tem calores específicos constantes, com Cv 0,7 kJ/kg· K e
(b) Calcule o calor rejeitado. =
R 0,3 kJ/kg· K
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9 • Cicl os de Potên cia a Gás - Capítulo

(a) Represente graficamente os diagramas P-v e T-s para o ciclo. tem um curso de 3,9 pol. O volume mínimo fechado é 14% do
(b) Determine as interações de trabalho e calor para cada proces­ máximo volume fechado. Quanta energia irá produzir esse motor
quando operado a 2.500 rpm? Considere calores específicos cons­
so, em kJ/kg.
tantes à temperatura ambiente.
(e) Determine a eficiência térmica do ciclo.
9-38E Um motor de ignição por centelha tem uma razão de com­
(á) Obtenha a expressão para a eficiência térmica do ciclo como
pressão igual a 8, uma eficiência de compressão isentrópica de 85%
r
uma função da razão de compressão e a razão de calores
e uma eficiência de expansão isentrópica de 95%. No começo da
específicos k.
compressão, o ar no cilindro está a 13 psia e 60 ºF. A temperatura
máxima do gás corresponde a 2.300 ºF. Determine o calor forne­
Ciclo Otto
cido por unidade de massa, a eficiência térmica e a pressão média
9-25C Qual a relação das revoluções por minuto de um motor a efetiva desse motor quando modelado com o ciclo Otto. Considere
gasolina de quatro tempos real com a quantidade de ciclos termo­ calores específicos constantes à temperatura ambiente.
dinâmicos? Qual seria a sua resposta, considerando um motor de
Respostas: 247 Btu/l bm ; 47 , 5%; 49,0 psia
dois tempos?
9-39 A razão de compressão de um ciclo Otto padrão a ar é 9,5.
9-26C Compare as eficiências do ciclo Otto ideal e do ciclo de
Antes do processo isentrópico de compressão, o ar está a 1 00 kPa,
Carnot nos mesmos limites de temperatura.
35 ºC e 600 cm3 . A temperatura no final do processo de expansão
9-27C Quais são os quatro processos que formam o ciclo Otto isentrópica é de 800 K. Considerando calores específicos à tempe­
ideal? (a)
ratura ambiente, determine a temperatura e a pressão mais altas
9-28C Os processos que formam o ciclo Otto são analisados (b)
do ciclo, a quantidade de calor transferido, em kJ, (e) a eficiên­
como processos de um sistema fechado ou de um sistema com es­ cia térmica e (á) a pressão média efetiva.
coamento em regime permanente? Por quê? Respostas: (a) 1 .969 K ; 6.072 kPa ; ( b) 0 , 59 kJ ; ( e) 59,4%;
9-29C Como a eficiência térmica de um ciclo Otto ideal varia (d) 652 kPa
com a razão de compressão do motor e a razão dos calores especí­ 9-40 Repita o Prob. 9-39, mas substitua o processo de expansão
ficos do fluido de trabalho? isentrópica por um processo de expansão politrópica com o expo­
9-30C Por que altas razões de compressão não são usadas em n
ente politrópico = l , 35 .
motores de ignição por centelha? 9-41 E Um ciclo Otto ideal com ar como fluido de trabalho tem
9-31 C Um ciclo Otto ideal com uma dada razão de compressão uma razão de compressão igual a 8 . As temperaturas mínima e
(a) (b)
é executado usando ar, argônio e (e) etanol como fluido de máxima do ciclo são 540 R e 2.400 R respectivamente. Consi­
trabalho. Em qual caso haverá maior eficiência térmica? Por quê? derando a variação dos calores específicos com a temperatura,
9-32C Qual é a diferença entre motores de injeção a gasolina e (a)
determine a quantidade de calor transferido para o ar durante
a diesel? (b)
o processo de adição de calor, a eficiência térmica e (e) a efi­
ciência térmica de um ciclo de Carnot operando entre os mesmos
9-33 Um ciclo Otto ideal, com razão de compressão igual a 1 0,5,
limites de temperatura.
realiza 2.500 ciclos por minuto, levando o ar a 90 kPa e 40 ºC.
Considerando calores específicos constantes à temperatura ambien­ 9-42E Repita o Prob. 9--4 1 E utilizando argônio como o fluido
te, determine a eficiência térmica do ciclo e a taxa de calor forneci­ de trabalho.
do caso o ciclo produza 90 kW de potência. 9-43 Um motor à gasolina de 1 ,6 L e quatro tempos, com quatro
9-34 Repita o Prob. 9-33 para uma razão de compressão igual a 8,5. cilindros, funciona no ciclo Otto com uma razão de compressão
de 1 1 . O ar está a 1 00 kPa e 37 ºC no início do processo de com­
9-35 Alguém sugeriu que o ciclo Otto padrão a ar é mais preciso
pressão, e a pressão máxima do ciclo é de 8 MPa. Os processos de
se os dois processos isentrópicos forem substituídos pelos proces­
compressão e expansão podem ser modelados como politrópicos
n
sos politrópicos com um expoente politrópico = 1 ,3. Considere
com uma constante politrópica de 1 ,3 . Considerando calores espe­
P1
tal ciclo com uma razão de compressão igual a 8, = 95 kPa,
a
cíficos constantes a 850 K, determine ( ) a temperatura no final do
T1 = 1 5 ºC e temperatura máxima de 1 .200 ºC. Determine o calor
transferido e rejeitado desse ciclo, bem como sua eficiência térmica.
(b)
processo de expansão, o trabalho líquido e a eficiência térmica,
(e) a pressão média efetiva, (á) a velocidade do motor para uma
Considere calores específicos constantes à temperatura ambiente.
Respostas: 835 kJ/kg; 420 kJ/kg; 49,8%
(e)
produção de potência líquida de 50 kW, e o consumo específico
de combustível, em g/kWh, definido como a razão entre a massa do
9-36 Como os resultados do Prob. 9-35 mudam qualldo são uti­ combustível consumido e o trabalho líquido produzido. A razão ar­
lizados processos isentrópicos em vez de processos politrópicos? -combustível corresponde a 1 6. Essa razão é definida como a quan­
9-37E Um motor de ignição por centelha de seis cilindros e tidade de ar dividida pela quantidade de combustível admitido.
quatro tempos, operando no ciclo Otto ideal, toma o ar a 14 psia 9-44 Quando dobramos a razão de compressão de um ciclo Otto
e 65 ºF, e está limitado a um ciclo de temperatura máxima de ideal, o que acontece com a temperatura máxima e pressão do gás
1 .600 ºF. Cada cilindro tem um diâmetro de 3,5 pol, e cada pistão quando o estado do ar no início da compressão e a quantidade de
calor adicionado permanecem os mesmos? Considere calores espe­ temperatura máxima do ciclo não pode exceder 2.200 K, determine
cíficos constantes à temperatura ambiente. (a) a eficiência térmica e (b) a pressão média efetiva. Considere
9-45 Em um motor de ignição por centelha, ocorre certo resfria­ calores específicos constantes para o ar à temperatura ambiente.
mento quando o gás é expandido. Isto pode ser modelado por meio Respostas: (a) 63,5 %, (b) 933 kPa
de um processo politrópico em vez de um processo isentrópico. 9-58 Repita o Prob. 9-57, mas substitua o processo de expansão
Determine se o expoente politrópico utilizado nesse modelo será isentrópica por um processo de expansão politrópica, considerando
maior ou menor que o expoente isentrópico. o expoente politrópico n = l ,35.
9-59 a Reconsidere o Prob. 9-58. Usando o EES (ou outro
Ciclo Diesel � programa), investigue o efeito da variação da razão
9-46C Em que um motor a diesel
difere de um motor a gasolina? de compressão entre 1 4 e 24. Trace em um gráfico o trabalho líqui­
9-47C Em que o ciclo Diesel ideal difere do ciclo Otto ideal? do, a pressão efetiva média e a eficiência térmica em uma função
9-48C Para determinada razão de compressão, o que é mais efi­
da razão de compressão. Construa os diagramas T-s P-v
e para o
ciente: o motor a diesel ou o motor a gasolina? ciclo, considerando uma razão de compressão igual a 20.
9-49C Qual motor (a diesel ou a gasolina) funciona com razão de 9-60 Um motor a diesel de 2,0 L e dois tempos, com quatro ci­
compressão mais alta? Por quê? lindros, funciona segundo um ciclo Diesel ideal, tem uma razão de
compressão de 22 e uma razão de corte de 1 ,8. O ar está a 70 ºC e
9-50C O que é a razão de corte? Como ela afeta a eficiência tér­ 97 kPa no início do processo de compressão. Usando as hipóteses
mica de um ciclo Diesel? do padrão a ar frio, determine a potência que o motor produz a
9-5 1 Um ciclo Diesel ideal tem uma razão de compressão de 20 2.300 rpm.
e uma razão de corte de 1 ,3. Determine a temperatura máxima do 9-61 Repita o Prob. 9-60 usando nitrogênio como o fluido de
ar e a taxa de fornecimento de calor para esse ciclo quando se pro­ trabalho.
duz 250 kW de potência e o estado do ar no início da compressão
é de 90 kPa e 1 5 ºC. Considere calores específicos constantes à 9-62 Um ciclo duplo padrão a ar tem uma razão de compressão
temperatura ambiente. de 1 8 e uma razão de corte de 1 , 1 . A razão de pressão durante o
processo de fornecimento de calor a um volume constante é de 1 , 1 .
9-52E Um ciclo Diesel ideal tem uma temperatura máxima de
ciclo de 2.300 ºF e uma razão de corte de 1 ,4. O estado do ar no
P T1
No começo da compressão tem-se 1 = 90 kPa, = 1 8 ºC e = V1
0,003 m 3 • Quanta energia esse ciclo irá produzir se for executado
P1 T1
início da compressão é = 1 4,4 psia e = 50 ºF. Esse ciclo é 4.000 vezes por minuto? Considere calores específicos constantes
executado em um motor de quatro tempos e oito cilindros, com à temperatura ambiente.
um diâmetro do cilindro de 4 pol e um curso de pistão de 4 pol. O
volume mínimo fechado no cilindro corresponde a 4,5% do volume 9-63 Repita o Prob. 9-62, considerando uma eficiência da com­
máximo do cilindro. Determine a energia produzida por esse motor pressão isentrópica equivalente a 85% e uma eficiência de expan­
quando ele é operado a 1 .800 rpm. Considere calores específicos são isentrópica de 90%. Resposta: 9,26 kW
constantes à temperatura ambiente. 9-64E Um ciclo duplo ideal tem uma razão de compressão de 1 5
9-53 Um ciclo duplo padrão a ar tem uma razão de compressão e uma razão d e corte d e 1 ,4. A razão de pressão durante o processo
de 14 e uma razão de corte de 1 ,2. A razão de pressão durante o de fornecimento de calor a um volume constante é de J , l . O estado
processo de fornecimento de calor a um volume constante é de 1 ,5. do ar no início da compressão é = 1 4,2 psia e = 75 ºF. Cal­
P1 T1
Determine a eficiência térmica, a quantidade de calor fornecido, a cule o trabalho específico líquido do ciclo, o fornecimento de ca­
máxima pressão e temperatura do gás quando esse ciclo é operado lor específico e a eficiência térmica. Considere calores específicos
a 80 kPa e 20 ºC no início da compressão. Considere calores espe­ constantes à temperatura ambiente.
cíficos constantes à temperatura ambiente. 9-65 Um motor de 3,2 L de ignição por compressão de quatro
9-54 Repita o Prob. 9-53, considerando que no início da com­ tempos e com seis cilindros funciona no ciclo Diesel ideal com
pressão o ar está a 80 kPa e -20 ºC. uma razão de compressão de 1 9 . O ar está a 95 kPa e 67 ºC no
início do processo de compressão, e a rotação do motor é de 1 .750
9-55E Um ciclo Diesel padrão a ar tem uma razão de compres­
são igual a 1 8,2. O ar está a 80 ºF e 14,7 psi a no início do processo
rpm. O motor usa combustível dieselleve com um poder calorífi­
co de 42.500 kJ/kg, opera com uma razão ar-combustível de 28 e
de compressão, e a 3.000 R no final do processo de adição de calor. possui uma eficiência de combustão de 98%. Considerando calores
Considerando a variação dos calores específicos com a temperatu­ (a)
específicos constantes a 850 K, determine a temperatura máxi­
(a) (b)
ra, determine a razão de corte, a rejeição de calor por unida­ (b)
ma do ciclo e a razão de corte, o trabalho líquido produzido por
de de massa e (e) a eficiência térmica. (d)
ciclo e a eficiência térmica, (e) a pressão média efetiva, a potên­
9-56E Repita o Prob. 9-55E considerando calores específicos
constantes à temperatura ambiente.
(e)
cia líquida e o consumo específico de combustível, em g/kWh,
definido como a razão entre a massa do combustível consumido e o
9-57 Um motor a diesel ideal tem uma razão de compressão de trabalho líquido produzido.
20 e usa ar como fluido de trabalho. O estado do ar no início do Respostas: (a) 2.244 K; 2,36; (b) 2,71 kJ; 57,4%; (e) 847 kPa ;
processo de compressão é de 95 kPa e 20 ºC. Considerando que a (d) 39,5 kW; (e) 1 5 1 g/kWh
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9-66 Desenvolva uma expressão para a razão de corte rc, expres­ 9-75 Um ciclo Stirling ideal opera com l kg de ar entre os reser­
sa por q;,/(c,,T1 !- 1 ), considerando um ciclo Diesel padrão a ar. vatórios de energia térmica a 27 ºC e 527 ºC. A pressão máxima
9-67 Desenvolva uma expressão para a eficiência térmica de um do ciclo é de 2.000 kPa, e a pressão mínima do ciclo é de 1 00 kPa.
ciclo duplo operado de tal modo que rc = onde rc é a razão de
'ii•
Determine o trabalho líquido produzido cada vez que esse ciclo é
corte e r,, é a razão de pressão, durante um processo de fornecimen­ executado e também a eficiência térmica do ciclo.
to de calor a um volume constante. Qual é a eficiência térmica de 9-76 Determine a taxa externa de calor fornecido e a potência
tal motor quando a razão de compressão é 20 e = 2? rP produzida pelo ciclo Stirling do Prob. 9-75, considerando que ele é
r,
9-68 Como se pode mudar no Prob. 9-67 de modo que a efi­ repetido l .300 vezes por minuto.
Respostas: 1 0.020 kW; 6.264 kW
ciência térmica seja mantida mesmo quando a razão de compressão
é reduzida? 9-77 Um ciclo Ericsson opera entre reservatórios de energia tér­
9-69 Um ciclo de ar-padrão, chamado de ciclo duplo, com ca­ mica a 627 ºC e 7 ºC produzindo 500 kW de potência. Determine a
lores específicos constantes, é executado em um sistema pistão­ taxa de fornecimento de calor para esse ciclo, considerando que ele
-cilindro fechado e composto dos cinco processos seguintes: é repetido 2.000 vezes por minuto. Resposta: 726 kW
l -2 Compressão isentrópica com uma razão de compressão = r 9-78 Considerando agora que o ciclo do Prob. 9-77 é repetido
3.000 vezes por minuto enquanto o calor adicionado por ciclo per­
V/V2
manece o mesmo, qual a potência que o ciclo produzirá?
2-3 Fornecimento de calor a um volume constante com uma razão
rP
de pressão = P3P2 9-79E Um ciclo Stirling ideal preenchido com ar utiliza um re­
servatório de energia a 50 ºF como um sumidouro. O motor foi
3-4 Fornecimento de calor a uma pressão constante com uma ra­
concebido de tal modo que o volume máximo de ar é de 0,5 pé3, en­
rc
zão entre volumes = V4/V3 quanto o volume mínimo de ar corresponde a 0,06 pé3 e a pressão
1
4-5 Expansão isentrópica até V5 = V enquanto o trabalho é realizado mínima é igual a 1 0 psia. O motor deve ser operado de tal forma
5 - 1 Rejeição de calor a um volume constante de volta ao estado que deve produzir 2 Btu de trabalho líquido quando 6 Btu de calor
inicial forem transferidos externamente para o motor. Determine a tempe­
(a) T-s
Represente graficamente os diagramas P-v e para o ciclo. ratura da fonte de energia, a quantidade de ar existente no motor e a
pressão máxima de ar durante o ciclo.
(b) Obtenha uma expressão para a eficiência térmica do ciclo
como uma função de k, r, rc e r,,. 9-80E Repita o Prob. 9-79E, considerando que o motor é opera­
do para produzir 2,5 Btu de trabalho para o mesmo calor externo
(e) Avalie o limite da eficiência quando rP se aproxima do valor fornecido.
unitário e compare sua resposta com a expressão para a efi­
ciência do ciclo Diesel. 9-81 Um ciclo Stirling padrão a ar opera com uma pressão má­
xima de 3.600 kPa e uma pressão mínima de 50 kPa. O volume
rc
(d) Avalie o limite da eficiência quando se aproxima do valor máximo é 1 2 vezes o volume mínimo, e o reservatório a baixa
unitário e compare sua resposta com a expressão para a efi­ temperatura está a 20 ºC. Considerando uma diferença de tempe­
ciência do ciclo Otto. ratura de 5 ºC entre os reservatórios externos e o ar, quando for
aplicável, calcule o calor específico adicionado ao ciclo e o seu
Ciclos Stirling e Ericsson trabalho específico líquido.
9-70C Qual ciclo é formado por dois processos isotérmicos e 9-82 Qual a quantidade de calor armazenado (e recuperado) no
dois processos a um volume constante? regenerador do Prob. 9-8 1 ? Considere calores específicos constan­
9-71C Em que o ciclo Ericsson ideal difere do ciclo de Carnot? tes à temperatura ambiente.
9-72C Considere o ciclo Otto, o ciclo Stirling e o ciclo de Carnal
Ciclos de turbina a gás (Brayton) ideal e real
ideais em operação entre os mesmos limites de temperatura. Com­
pare a eficiência térmica desses três ciclos. 9-83C Quais são os quatro processos que formam o ciclo
9-73C Considere o ciclo Diesel, o ciclo Ericsson e o ciclo de Brayton simples ideal?
Carnot ideais em operação entre os mesmos limites de temperatura. 9-84C Considerando temperaturas máxima e mínima fixas, qual
Compare a eficiência térmica desses três ciclos. é o efeito da razão de pressão (a)na eficiência térmica e (b) no
9-74 Considere um ciclo Ericsson ideal com ar como fluido de
trabalho líquido de um ciclo B rayton simples ideal?
trabalho executado em um sistema com escoamento em regime 9-85C O que é a razão de consumo de trabalho? Quais são os
permanente. O ar está a 27 ºC e 1 20 kPa no início do processo de valores típicos desse parâmetro em motores de turbina a gás?
compressão isotérmica, durante o qual 1 50 kJ/kg de calor são rejei­ 9-86C Por que as razões de consumo de trabalho são relativa­
tados. A transferência de calor para o ar ocorre a 1 .200 K. Determi­ mente altas em motores de turbina a gás?
(a)
ne a pressão máxima do ciclo, (b) o trabalho líquido produzido 9-87C Como as ineficiências da turbina e do compressor afetam
por unidade de massa de ar e (e) a eficiência térmica do ciclo. (a) a razão de consumo de trabalho e (b) a eficiência térmica de um
Respostas: (a) 685 kPa ; (b) 450 kJ/kg; ( e) 7 5% motor de turbina a gás?
9-88E Um ciclo Brayton simples ideal com ar como fluido de 9-95 Ar é usado como fluido de trabalho em um ciclo Brayton
trabalho tem uma razão de pressão igual a 1 0. O ar entra no com­ simples ideal que tem uma razão de pressão de 1 2, uma temperatu­
pressor a 520 R, e na turbina, a 2.000 R. Considerando a variação ra de entrada no compressor de 300 K e uma temperatura de entra­
(a)
de calores específicos com a temperatura, determine a tempe­ da na turbina de 1 .000 K. Determine a vazão mássica de ar neces­
ratura do ar na saída do compressor, (b) a razão de consumo de sária para produzir uma potência líquida de 70 MW, considerando
trabalho e (e) a eficiência térmica. que tanto o compressor como a turbina têm eficiências isentrópicas
9-89 � Um ciclo Brayton simples que usa ar como fluido de (a) (b)
de 1 00% e 85%. Considere calores específicos constantes à
� trabalho tem uma razão de pressão igual a 1 O. As temperatura ambiente. Respostas: (a) 352 kg/s; (b) 1 .037 kg/s
temperaturas mínima e máxima do ciclo são 295 K e 1 .240 K res­ 9-96 Ar entra a 300 K e 1 00 kPa no compressor de um motor de
pectivamente. Considerando uma eficiência isentrópica de 83% turbina a gás, onde é comprimido até 700 kPa e 580 K. Calor é en­
(a)
para o compressor e de 87% para a turbina, determine a tempe­ tão transferido para o ar na quantidade de 950 kJ/kg, antes que ele
(b)
ratura do ar na saída da turbina, o trabalho líquido produzido e entre na turbina. Considerando uma eficiência da turbina de 86%,
(e) a eficiência térmica. (a)
determine a fração do trabalho da turbina usada para acionar o
9-90 1'51 Reconsidere o Prob. 9-89. Usando o EES (ou outro (b)
compressor e a eficiência térmica. Considere calores específi­
lliiiii programa), considere uma variação para a vazão cos variáveis para o ar.
mássica, a razão de pressão, a temperatura de entrada da turbina e 9-97 Repita o Prob. 9-96, considerando calores específicos cons­
as eficiências isentrópicas da turbina e do compressor. Considere tantes à temperatura ambiente.
que a pressão de entrada do compressor é de 1 00 k.Pa. 9-98 Um motor de avião opera em um ciclo Brayton simples ideal
9-91 Repita o Prob. 9-65 considerando calores específicos cons­ com uma razão de pressão igual a 1 0. Calor é então adicionado ao
tantes à temperatura ambiente. ciclo a uma taxa de 500 kW ; ar passa pelo motor a uma taxa de
9-92E Um ciclo Brayton simples ideal usa hélio como fluido 1 kg/s - ar que, no início da compressão, está a 70 k.Pa e O ºC. Deter­
de trabalho e opera com 1 2 psia e 60 ºF à entrada do compressor. mine a potência produzida por esse motor e sua eficiência térmica.
Além disso, tem um razão de pressão igual a 1 4, e uma temperatura Considere calores específicos constantes à temperatura ambiente.
máxima de ciclo de 1 .300 ºF. Quanta potência esse ciclo produzirá 9-99 Repita o Prob. 9-98 considerando uma razão de pressão
quando a taxa com a qual o hélio circula sobre o ciclo for igual a igual a 1 5 .
1 00 lbm/min? Considere calores específicos constantes à tempera­ 9-100 Uma usina de potência com turbina a gás funciona segun­
tura ambiente. do o ciclo Brayton simples entre os limites de pressão de 1 00 kPa
9-93E Repita o Prob. 9-92E, considerando que a eficiência isen­ e 2.000 kPa. O fluido de trabalho é o ar, que entra no compressor a
trópica do compressor corresponde a 95%. 40 ºC a uma vazão de 700 m3/min e deixa a turbina a 650 ºC. Con­
9-94 Considere um ciclo Brayton simples que utiliza ar como siderando calores específicos variáveis para o ar, uma eficiência
fiuido de trabalho, tem uma razão de pressão igual a 1 2, uma tem­ isentrópica do compressor igual a 85% e uma eficiência isentrópica
peratura máxima de ciclo de 600 ºC e opera na admissão do com­ (a)
da turbina de 88%, detennine a produção líquida de potência,
pressor a 90 k.Pa e 1 5 ºC. O que terá o maior impacto na razão (b) a razão de consumo de trabalho e (e) a eficiência térmica.
de consumo de trabalho: uma eficiência isentrópica do compres­ Respostas: (a) 5 .404 kW; (b) 0 , 545; (e) 39,2 %
sor correspondente a 90% ou uma eficiência isentrópica da turbina
igual a 90%? Considere calores específicos constantes à tempera­
tura ambiente.

FIGURA P9- 1 00

9-101 Uma usina de potência com turbina a gás opera em um


ciclo Brayton simples entre os limites de pressão de 1 00 k.Pa e 800
kPa. O ar entra no compressor a 30 ºC e sai a 330 ºC a uma vazão
Q,.; mássica de 200 kg/s. A temperatura máxima do ciclo é de 1 .400

FIGURA P9-94
K. Durante a operação do ciclo, a produção de potência líquida é
medida experimentalmente, e obtém-se como resultado 60 MW.
C_
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p_ l o_9�•�C_i_
u_ lo_
c_ P_
s_d_e__o_ c_
t ê_n_ a G_á_s��-
i a_� !lf!Fllllll
Considere as propriedades constantes para o ar a 300 K, com Cv = a vazão mássica de entrada e da potência útil. Todos os outros
0,7 1 8 kJ/kg· K, e" = 1 ,005 kJ/kg· K, R = 0,287 kJ/kg· K, k = 1,4. parâmetros do problema são os mesmos.
(a) T-s
Represente graficamente o diagrama para o ciclo.
(b) Determine a eficiência isentrópica da turbina para essas con­ Ciclo Brayton com regeneração
9-104C Qual é o efeito da regeneração sobre a eficiência de um
dições de funcionamento.
(e) Determine a eficiência térmica do ciclo. ciclo Brayton? Como realizá-la?
9-102 Uma usina de potência com turbina a gás opera em um 9-lOSC Afirma-se que, a razões de pressão muito altas, o uso de
ciclo Brayton modificado como mostrado na figura seguinte, com regeneração na verdade diminui a eficiência térmica de um motor
uma razão de pressão total igual a 8. Ar entra no compressor a O ºC de turbina a gás. Há alguma verdade nessa afirmação? Explique.
e 1 00 kPa. A temperatura máxima do ciclo é de 1 .500 K. O com­ 9-106C Defina a eficiência de um regenerador usado em ciclos
pressor e as turbinas são isentrópicas. A turbina de alta pressão de­ de turbina a gás.
senvolve potência suficiente para operar o compressor. Considere 9-107C Em um regenerador ideal, o ar aquecido deixa o com­
as propriedades constantes para o ar a 300 K, com cv = 0,7 1 8 kJ/ (a)
pressor a uma temperatura correspondente à temperatura da en­
kg· K, Cp = 1 ,005 kJ/kg· K, R = 0,287 kJ/kg·K, k = 1,4. (b)
trada da turbina, da saída da turbina ou (e) Ligeiramente acima
(a) T-s
Represente graficamente o diagrama para o ciclo. Identi­ da saída da turbina?
fique os estados. 9-lOSC Em 1 903, Aegidius Elling, da Noruega, projetou e
(b) Determine a temperatura e a pressão no estado 4 à saída da construiu uma turbina a gás de 1 1 hp, que usava injeção de vapor
de água entre a câmara de combustão e a turbina para resfriar os
turbina de alta pressão.
(e) Considerando que a produção de potência líquida é de 200
gases de combustão a uma temperatura segura para os materiais
MW, determine a vazão mássica do ar dentro do compressor, disponíveis na época. Atualmente, há várias usinas de potência
em kg/s. com turbina a gás que usam injeção de vapor de água para aumen­
tar a potência e melhorar a eficiência térmica. Há relatos de que a
Respostas: (b) 1 .279 K; 457 kPa ; (e) 442 kg/s eficiência térmica da turbina a gás General Electric LM5000, por
exemplo, aumentou de 35,8%, quando em operação em ciclo sim­
ples, para 43% quando usada injeção de vapor de água. Explique
por que a injeção de vapor de água aumenta a potência produzida
e a eficiência das turbinas a gás. Explique também como poderia
ser obtido esse vapor de água.
9-109 Uma turbina a gás para um automóvel foi projetada com

Compressor
- um regenerador. O ar entra no compressor desse motor a 1 00 kPa
e 20 ºC. A razão de pressão do compressor é igual a 8; a tempe­
ratura máxima do ciclo é de 800 ºC; e a corrente de ar frio sai do
regenerador I O ºC mais fria do que a corrente de ar quente na sua
entrada. Considerando que tanto o compressor como a turbina são
isentrópicos, determine as taxas de fornecimento e rejeição de calor
FIGURA P9-1 02
para esse ciclo quando ele produz 1 50 kW. Considere calores espe­
cíficos constantes à temperatura ambiente.
Respostas: 303 kW; 1 53 kW
9-103 Uma usina de potência com turbina a gás operando em
um ciclo Brayton simples tem uma razão de pressão igual a 7. Em
um certo momento, ar entra no compressor a O ºC e 1 00 kPa. A
temperatura máxima do ciclo é de 1 .500 K, o compressor tem uma
eficiência isentrópica de 80% e a turbina tem uma eficiência isen­
trópica igual a 90%. Considere as propriedades constantes para o ar
a 300 K, com Cv = 0,7 1 8 kJ/kg·K, e" = 1 ,005 kJ/kg·K, R = 0,287
kJ/kg· K, k = 1,4.
(a) T-s
Represente graficamente o diagrama para o ciclo.
(b) Considerando que a produção de potência líquida correspon­
FIGURA P9- 1 09
de a 1 50 MW, determine a vazão volumétrica do ar dentro do
compressor, em m3/s.
(e) Considerando um compressor com velocidade de entrada e
área de fluxo estabelecidas, explique o efeito do aumento da 9-1 10 Reelabore o Prob. 9- 1 09, considerando agora que a e­
temperatura de entrada do compressor (ou seja, durante o fun­ ficiência isentrópica do compressor corresponde a 87% e que a
cionamento no verão versus funcionamento no inverno) sobre eficiência isentrópica da turbina é de 93%.
9-1 11 Um motor de turbina a gás funciona segundo um ciclo a avaliação de diferentes eficiências isentrópicas para o compressor
Brayton ideal com regeneração, como mostrado na Fig. P9-1 09. e para a turbina. Estude o efeito dessas eficiências sobre o trabalho
O regenerador é então rearranjado para que as correntes de ar dos líquido realizado e sobre o calor fornecido ao ciclo. Trace o diagra­
estados 2 e 5 entrem em uma extremidade do regenerador e as cor­ T-s
ma do ciclo.
rentes 3 e 6 saiam na outra extremidade (isto é, o arranjo de fluxo 9-1 16 Um ciclo Brayton com regeneração que usa ar como flui­
paralelo de um trocador de calor). Considere tal sistema quando do de trabalho tem uma razão de pressão de 7. As temperaturas
ar entra no compressor a 1 00 kPa e 20 ºC; a razão de pressão do mínima e máxima do ciclo são de 3 1 O K e 1 . 1 50 K. Considerando
compressor é igual a 7; a temperatura máxima do ciclo é de 727 ºC; uma eficiência isentrópica de 75% para o compressor e de 82%
e a diferença entre as temperaturas das correntes de ar quente e frio para a turbina, e uma efetividade de 65% para o regenerador, de­
é de 6 ºC no final do regenerador, onde o fluxo frio deixa o rege­
nerador. O arranjo do ciclo mostrado na figura é mais ou menos
(a) (b)
termine a temperatura do ar na saída da turbina, o trabalho
líquido produzido e (e) a eficiência térmica.
eficiente do que esse arranjo? Considere que o compressor e a tur­ Respostas: (a) 783 K; (b) 108, 1 kJ/kg; ( e) 22,5%
bina são isentrópicos. Trabalhe com calores específicos constantes
9-1 17 Uma usina de potência com turbina a gás opera em um
à temperatura ambiente.
ciclo Brayton ideal com regeneração (E = I OO %) usando ar como
9-1 12E Um regenerador ideal (T3 = T5) é adicionado a um ciclo fluido de trabalho. O ar entra no compressor a 95 kPa e 290 K, e na
Brayton simples ideal (veja a Fig. P9-1 09). Ar entra no compres­ turbina, a 760 kPa e 1 . 1 00 K. Calor é transferido para o ar por meio
sor do ciclo a 1 6 psi a e 1 00 ºF; a razão de pressão é igual a 1 1 , e de uma fonte externa a uma taxa de 75.000 kJ/s. Determine a potên­
a temperatura máxima do ciclo é de 1 .940 ºF. Qual é a eficiência (a)
cia produzida por essa usina considerando calores específicos
térmica do ciclo? Considere calores específicos constantes à tem­
peratura ambiente. Qual seria a eficiência térmica do ciclo sem o
(b)
constantes à temperatura ambiente e considerando a variação de
calores específicos com a temperatura.
regenerador? 9-118 Ar entra a 3 10 K e 1 00 kPa no compressor de um motor
9-113E A ideia de usar turbinas a gás para veículos automotores de turbina a gás com regeneração, onde é comprimido até 900 kPa
foi concebida na década de 1 930. Grandes fabricantes de automó­ e 650 K. O regenerador tem uma efetividade de 80%, e o ar entra
veis fizeram considerável pesquisa nos anos 1 940 e 1 950 para de­ na turbina a 1 .400 K. Para uma eficiência da turbina de 90%, de­
senvolver turbinas a gás automotivas, como as empresas Chrysler
e Ford, nos Estados Unidos, e Rover, no Reino Unido. O primeiro
(a)
termine a quantidade de calor transferida no regenerador e a (b)
eficiência térmica. Considere calores específicos variáveis para o ar.
automóvel do mundo de turbinas a gás, o Rover Jet 1 de 200 hp, Respostas: (a) 193 kJ/kg; (b) 40,0%
foi construído em 1 950 no Reino Unido, seguido pela produção do 9-1 1 9 Repita o Prob. 9-1 1 8 considerando calores específicos
Plymouth Sport Coupe pela Chrysler em 1 954, sob a liderança de constantes à temperatura ambiente.
G.J. Huebner. Centenas de carros Plymouth movidos a turbina a
gás foram construídos na década de 1 960 para fins de demonstra­ 9-120 Repita o Prob. 9-1 1 8 para um regenerador com efetividade
ção, emprestados a um grupo seleto de pessoas para que se reunis­ de 70%.
sem experiências de campo. Os usuários não tinham reclamações, 9-121 Desenvolva uma expressão para a eficiência térmica de
além da lenta aceleração. Mas os carros nunca foram produzidos um ciclo Brayton ideal com um regenerador ideal de 1 00% de efe­
em massa por causa dos altos custos de produção (especialmente tividade. Considere calores específicos constantes à temperatura
material) e a incapacidade de satisfazer as disposições da lei do ar ambiente.
limpo (Clear Air Act) de 1 966.
Uma turbina a gás do carro Plymouth, construída em 1 960, Ciclo Brayton com resfriamento intermediário,
tinha uma temperatura de entrada na turbina de l . 700 ºF, uma razão reaquecimento e regeneração
de pressão igual a 4 e uma efetividade do regenerador igual a 0,9. 9-122C Quais modificações são necessárias para que o ciclo de
Considerando eficiências isentrópicas de 80% para o compressor e turbina a gás simples ideal se aproxime do ciclo Ericsson?
a turbina, determine a eficiência térmica do carro. Determine tam­
9-123C Em uma dada razão de pressão, por que a compressão
bém a vazão mássica de ar para uma produção de potência líquida
de múltiplos estágios com resfriamento intermediário diminui o
de 95 hp. Considere que o ar ambiente esteja a 540 R e 14,5 psia.
trabalho do compressor e a expansão de múltiplos estágios com
9-1 14 a A turbina a gás 7FA produzida pela General Elec- reaquecimento aumenta o trabalho da turbina?
l<fil:J tric apresenta uma eficiência de 35,9% quando em 9-124C O processo de compressão de único estágio de um ciclo
operação em ciclo simples, e uma produção de potência líquida de
Brayton ideal sem regeneração é substituído por um processo de
1 59 MW. A razão de pressão é de 1 4,7, e a temperatura na entrada
compressão de múltiplos estágios com resfriamento intermediário
da turbina é de 1 .288 ºC. A vazão mássica na turbina é de 1 .536.000
nos mesmos limites de pressão. Como resultado dessa modificação,
kg/h. Considerando as condições ambientais de 30 ºC e 1 00 kPa,
determine a eficiência isentrópica da turbina e do compressor. De­ (a) o trabalho do compressor aumenta, diminui ou permanece o
termine, ainda, a eficiência térmica dessa turbina a gás se for adi­ mesmo?
cionado um regenerador com eficiência de 65%. (b) a razão de consumo de trabalho aumenta, diminui ou perma­
9-1 15 � Reconsidere o Prob. 9-1 14. Usando o EES (ou outro nece a mesma?
lii!1i'I programa), desenvolva uma solução que possibilite (e) a eficiência térmica aumenta, diminui ou permanece a mesma?
-----------------
9 • Cicl os de Potên cia a Gás ·
- Capítulo
-

9-125C O processo de expansão de único estágio de um ciclo turbina, a potência consumida para cada compressor e a taxa de
Brayton ideal sem regeneração é substituído por um processo de rejeição de calor. Considere calores específicos constantes à tem­
expansão de múltiplos estágios com reaquecimento entre os mes­ peratura ambiente.
mos limites de pressão. Como resultado dessa modificação,
(a) o trabalho da turbina aumenta, diminui ou permanece o mesmo?
(b) a razão de consumo de trabalho aumenta, diminui ou perma­
nece a mesma?
(e) a eficiência térmica aumenta, diminui ou permanece a mesma?
9-126C Um ciclo Brayton simples ideal sem regeneração é mo­
dificado para incorporar compressão de múltiplos estágios com
resfriamento intermediário e expansão de múltiplos estágios com
reaquecimento, sem que se varie os limites de pressão ou de tempe­
ratura do ciclo. Como resultado dessas duas modificações,
(a) o trabalho líquido produzido aumenta, diminui ou permanece
o mesmo?
(b) a razão de consumo de trabalho aumenta, diminui ou permane­
ce a mesma?
(e) a eficiência térmica aumenta, diminui ou permanece a mesma?
FIGURA P9-1 3 1 E
(d) o calor rejeitado aumenta, diminui ou permanece o mesmo?
9-l27C Um ciclo Brayton simples ideal é modificado para incor­
porar compressão de múltiplos estágios com resfriamento interme­ 9-132E Reelabore o Prob. 9- 1 3 1 E, considerando que cada com­
diário, expansão de múltiplos estágios com reaquecimento e rege­ pressor tenha uma eficiência isentrópica de 85% e que cada turbina
neração sem variar os limites de pressão do ciclo. Como resultado tem uma eficiência isentrópica de 90%.
dessas modificações, 9-133 Ar entra em uma turbina a gás com dois estágios de com­
(a) o trabalho líquido produzido aumenta, diminui ou permanece pressão e dois estágios de expansão a 1 00 kPa e 1 7 ºC. Este sistema
o mesmo? utiliza um regenerador, assim como o reaquecimento e o resfria­
mento intermediário. A razão de pressão através de cada compres­
(b) a razão de consumo de trabalho aumenta, diminui ou perma­ sor é 4 , e 300 kJ/kg de calor são adicionados ao ar em cada câmara
nece a mesma? de combustão. O regenerador opera perfeitamente enquanto a tem­
(e) a eficiência térmica aumenta, diminui ou permanece a mesma? peratura do ar frio é aumentada de 20 ºC. Determine a eficiência
(d) o calor rejeitado aumenta, diminui ou permanece o mesmo? térmica desse sistema. Considere operações isentrópicas para todos
os estágios do compressor e turbina, considerando calores específi­
9-128C Em um ciclo de turbina a gás ideal com resfriamento
intermediário, reaquecimento e regeneração, à medida que a quan­ cos constantes à temperatura ambiente.
tidade de estágios de compressão e expansão aumenta, a eficiência
(a) (b)
térmica do ciclo se aproxima de 1 00%, da eficiência do ciclo qresf. inter. qreaquecimcn10
Otto ou (e) da eficiência do ciclo de Carnot?
9-129 Considere um ciclo de turbina a gás ideal com dois está­
gios de compressão e dois estágios de expansão. A razão de pressão ®
de cada estágio do compressor e da turbina é 3. Ar entra em cada
estágio do compressor a 300 K, e em cada estágio da turbina a
1 .200 K. Determine a razão de consumo de trabalho e a eficiência
(a)
térmica do ciclo, considerando que nenhum regenerador é usa­
(b)
do e é usado um regenerador com 75% de efetividade. Conside­
re calores específicos variáveis.
9-130 Repita o Prob. 9-1 29, considerando uma eficiência de
84%, para cada estágio do compressor, e uma eficiência de 88%,
para cada estágio da turbina.
9-131E Uma turbina a gás tem dois estágios ideais de compres­ FIGURA P9- 1 33
são, expansão, resfriamento intermediário e reaquecimento. O ar
entra no primeiro compressor a 1 3 psia e 60 ºF; a razão de pressão
total (em todos os compressores) é de 1 2; a taxa de fornecimento 9-134 Repita o Prob. 9- 1 33 , considerando três estágios de com­
total de calor é de 500 Btu/s; e a temperatura do ar frio é aumentada pressão com resfriamento intermediário e três estágios com expan­
em 50 ºF no regenerador. Calcule a potência produzida para cada são com reaquecimento. Resposta: 40, l %
9-135 Qual será a mudança da eficiência térmica do ciclo no 9-145 Considere uma aeronave i mpulsionada por um motor
Prob. 9-1 34, considerando que a temperatura da corrente de ar frio turbojato que possui uma razão de pressão de 9. A aeronave está
saindo do regenerador seja 65 ºC inferior à temperatura da corrente parada no solo, mantida na posição pelos freios. O ar ambiente
de ar quente entrando no regenerador? está a 7 ºC e 95 kPa, e entra no motor a uma vazão de 20 kg/s. O
combustível do jato tem um poder calorífico de 42.700 kJ/kg e é
Ciclos de propulsão a jato completamente queimado a uma taxa de 0,5 kg/s. Desprezando o
9-136C O que é a potência de propulsão? Como ela está relacio­ efeito do difusor e desconsiderando o leve aumento da massa na
nada ao empuxo? saída do motor, além das ineficiências dos componentes do motor,
determine a força que deve ser aplicada nos freios para manter o
9-137C O que é a eficiência de propulsão? Como ela é determinada?
avião parado. Resposta: 1 9.370 N
9-138C O efeito das i1Teversibilidades na turbina e no compres­
9-146 a Reconsidere o Prob. 9-1 45. No enunciado do pro­
(a) (b)
sor de um turbojato deve reduzir o trabalho líquido, o empu­
lliiiii blema, substitua a vazão mássica na entrada por
xo ou (e) a taxa de consumo de combustível?
uma vazão volumétrica na entrada correspondente a 1 8, l m3/s.
9-139E Um motor de propulsão de uma aeronave a turbo pro­ Usando o EES (ou outro programa), investigue o efeito da tempera­
pulsor funciona onde o ar está a 8 psi a e - 1 O ºF, em uma aeronave tura na entrada do compressor na faixa de -20 ºC a 30 ºC sobre a
voando a uma velocidade de 600 pés/s. A razão de pressão do ciclo força que deve ser aplicada aos freios para manter o avião parado.
Brayton é igual a 1 O e a temperatura do ar na entrada da turbina é Trace essa força em um gráfico, em função da temperatura na en­
940 ºF. O diâmetro da hélice é de 1 0 pés e o fluxo de massa através trada do compressor.
da hébce é 20 vezes maior que através do compressor. Determine a
9-147 Ar a 7 ºC entra em um motor turbojato a uma vazão de 1 6
força de impulsão gerada por esse sistema de propulsão. Considere
kg/s e a uma velocidade de 300 m/s (em relação ao motor). O a r é
um funcionamento ideal para todos os componentes e calores espe­
aquecido na câmara de combustão a uma taxa de 15.000 kJ/s e dei­
cíficos constantes à temperatura ambiente.
xa o motor a 427 ºC. Determine o empuxo produzido por esse tur­
9-140E Qual seria a modificação no impulso do Prob. 9-1 39E,
considerando que o diâmetro da hélice é reduzido para 8 pés en­
bojato.(Dica: Escolha todo o motor como seu volume de controle.)
quanto se mantém a mesma vazão mássica através do compressor. Aná l ise de segunda lei dos ciclos de potência a gás
Nota: a razão entre os fluxos de massa já não será 20.
9-148 Qual dos processos do ciclo Otto do Prob. 9-36 perde a
9-141 O funcionamento do motor turbofan em uma aeronave maior quantidade de potencial de trabalho? Considere que a tempe­
voando a 200 rn/s a uma altitude em que o ar está a 50 kPa e -20 ºC ratura do reservatório do fornecimento de energia é a mesma que a
deve produzir 50.000 N de empuxo. O diâmetro da entrada desse temperatura máxima do ciclo, e que a temperatura do reservatório do
motor é de 2,5 m; a razão de pressão do compressor é 1 2; e a razão sumidouro de energia é a mesma que a temperatura mínima do ciclo.
entre os fluxos de massa é 8. Determine a temperatura do ar na saída
9-149E Determine a destruição da exergia associada com o pro­
do ventilador necessária para produzir essa pressão. Considere um
cesso de rejeição de calor do ciclo Diesel descrito no Prob. 9-55E,
funcionamento ideal para todos os componentes e calores específi­
considerando que a temperatura da fonte é igual a 3.500 R, enquan­
cos constantes à temperatura ambiente. Resposta: 233 K
to a temperatura do sumidouro é de 540 R. Determine também a
9-142 Um simples motor a jato impulsiona uma aeronave a 240 exergia no final do processo de expansão isentrópica.
m/s pelo ar, que está a 45 kPa e - 1 3 ºC. O diâmetro da entrada do
9-150 Calcule a destruição da exergia para cada processo do ci­
motor é de 1 ,6 m, a razão de pressão do compressor é 1 3 e a tem­
clo duplo no Prob. 9-63. Considere condições atmosféricas ideais,
peratura na entrada da turbina é 557 ºC. Determine a velocidade na
e também que a temperatura da fonte de energia é igual à tempe­
saída do bocal desse motor e o impulso produzido. Considere um
ratura máxima do ciclo, bem como a temperatura do sumidouro de
funcionamento ideal para todos os componentes e calores específi­
energia é a mesma que a temperatura mínima do ciclo.
cos constantes à temperatura ambiente.
9-151 Calcule a destruição da exergia para cada processo do ci­
9-143 Um avião a turbojato está voando a uma velocidade de
clo Stirling do Prob. 9-8 1 , em kJ/kg.
320 m/s e a uma altitude de 9. 1 50 m, a 32 kPa e -32 ºC. A ra­
zão de pressão no compressor é de 1 2, e a temperatura na entrada 9-152 Calcule a destruição de exergia associada a cada um dos
da turbina é de 1 .400 K. Ar entra no compressor a uma vazão processos do ciclo Brayton descrito no Prob. 9-89, considerando
de 60 kg/s, e o combustível do jato tem um poder calorífico de que a temperatura da fonte é de 1 .600 K e que a temperatura do
42.700 kJ/kg. Considerando um funcionamento ideal de todos os sumidouro é igual a 3 1 O K .
componentes e calores específicos constantes do ar à temperatura 9-153 Repita o Prob. 9-94, usando análise da exergia.
(a)
ambiente, determine a velocidade dos gases de exaustão, (b) 9-154 Determine a destruição total de exergia associada ao ciclo
a potência de propulsão desenvolvida e (e) a taxa de consumo de Brayton descrito no Prob. 9-1 1 6, considerando que a temperatura
combustível. da fonte é de 1 .500 K e que a temperatura do sumidouro é igual
9-144 Repita o Prob. 9-1 43, considerando uma eficiência do a 290 K. Determine, também, a exergia dos gases de exaustão na
compressor de 80% e uma eficiência da turbina de 85%. saída do regenerador.
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9-155 mst Reconsidere o Prob. 9-154. Usando o EES (ou outro Problemas de revisão
lliiiii programa), investigue o efeito da variação da razão 9-159 Um ciclo Otto com uma razão de compressão igual a 7 ini­
de pressão do ciclo entre 6 e 1 4 sobre a destruição total da exergia cia a compressão a 90 kPa e l 5 ºC. A temperatura máxima do ciclo
do ciclo e da exergia do gás de exaustão que deixa o regenerador. é de 1 .000 ºC. Considerando hipóteses do padrão a ar, determine a
Trace em um gráfico esses resultados em função da razão de (a)
eficiência térmica do ciclo utilizando calor específico constante
pressão. Discuta os resultados. (b)
à temperatura ambiente e calores específicos variáveis.
9-156 Calcule o potencial de trabalho perdido para cada processo Respostas: (a) 54, 1 %; (b) 5 1 ,0%
do Prob. 9- 1 35 . A temperatura do reservatório de calor é a mesma 9-160E Um ciclo Diesel tem uma razão de compressão igual a 20
que a temperatura máxima do ciclo, e a temperatura do reservatório e inicia a compressão a 1 3 psia e 45 ºF. A temperatura máxima de
frio é a mesma que a temperatura mínima do ciclo. ciclo é 1 .800 ºF. Considerando hipóteses do padrão a ar, determine
9-157 Uma usina de potência com turbina a gás funciona segun­ (a)
a eficiência térmica do ciclo utilizando calor específico cons­
do o ciclo Brayton simples entre os limites de pressão de 1 00 kPa e (b)
tante à temperatura ambiente e calores específicos variáveis.
700 kPa. Ar entra no compressor a 30 ºC a uma vazão de 1 2,6 kg/s 9-161E Um ciclo Brayton com uma razão de pressão igual a 1 2
e sai a 260 ºC. Óleo diesel com um poder calorífico de 42.000 kJ/ opera com ar que entra no compressor a 1 3 psia e 20 ºF. A turbi­
kg é queimado na câmara de combustão com uma razão ar-com­ na está a 1 .000 ºF. Calcule o trabalho líquido específico produzido
bustível de 60 e uma eficiência de combustão de 97%. Os gases de (a)
pelo ciclo, tratando o ar como um gás ideal com calor específico
combustão saem da câmara de combustão e entram na turbina, cuja
eficiência isentrópica é de 85%. Tratando os gases de combustão
(b)
constante à temperatura ambiente e calores específicos variáveis.
como ar e considerando calores específicos constantes a 500 ºC,
(a) (b)
determine a eficiência isentrópica do compressor, a potência
líquida produzida e a razão de consumo de trabalho, (e) a eficiência
(d)
térmica e a eficiência de segunda lei.

FIGURA P9--1 6 1 E
FIGURA P9-1 57
9-162 U m motor turbinado V- 1 6 de quatro tempos, a diesel,
9-158 Um motor moderno de 1 ,8 L, de quatro cilindros e alta
construído pela GE Transportation Systems para acionar trens rá­
rotação, e com ignição por compressão de quatro tempos, funciona pidos, produz 3.500 hp a 1 .200 rpm. Determine a quantidade de
no ciclo dual ideal com uma razão de compressão de 1 6. O ar está a (a)
potência produzida por cilindro por ciclo mecânico e ciclo (b)
95 kPa e 70 ºC no início do processo de compressão, e a velocidade
termodinâmico.
do motor é de 2.200 rpm. Quantidades iguais de combustível são 9-163 Considere um ciclo Brayton simples ideal que opera en­
queimadas a um volume e a uma pressão constantes. A pressão tre os limites de temperatura de 300 K e 1 .500 K. Considerando
máxima permitida no ciclo é de 7,5 MPa devido às limitações de calores específicos constantes à temperatura ambiente, determine
resistência do material. Usando calores específicos constantes a a razão de pressão na qual as temperaturas de saída de ar do com­
1 .000 K, determine (a) (b)
a temperatura máxima no ciclo, o tra­ pressor e da turbina são iguais.
balho líquido produzido e a eficiência térmica, (e) a pressão média 9-164 {� Um motor de quatro cilindros, de ignição por cen-
(e)
efetiva e (d) a potência líquida. Determine também a eficiência \:iM telha, tem uma razão de compressão de 1 0,5, e
de segunda lei do ciclo e a taxa com que a exergia é eliminada com cada cilindro tem um volume máximo de 0,4 L. No início do pro­
os gases de exaustão. cesso de compressão, o ar está a 98 kPa e 37 ºC, e a temperatura
Respostas: (a) 2.308 K; (b) 836 kJ/kg; 59,5%; ( e) 860 kPa ; máxima do ciclo é de 2 . 1 00 K. Considerando que o motor opera no
(d) 28,4 kW; ( e) 68,3%; 9,68 kW (a)
ciclo Otto ideal, determine a quantidade de calor fornecida por
cilindro, (b) a eficiência térmica e (e) o número de rotações por 9-174 Repita o Prob. 9-1 73 considerando calores específicos
minuto necessárias para uma potência líquida de 45 kW. Considere constantes à temperatura ambiente.
calores específicos variáveis para o ar. 9-175 Um motor de turbina a gás com regeneração funciona com
9-165 a Reconsidere o Prob. 9-1 64. Usando o EES (ou outro dois estágios de compressão e dois estágios de expansão. A razão
liiilii programa), investigue o efeito da variação da razão de pressão em cada estágio do compressor e da turbina é de 4. Ar
de compressão entre 5 e 1 1 sobre o trabalho líquido realizado e so­ entra em cada estágio do compressor a 300 K e em cada estágio da
bre a eficiência do ciclo. Trace os diagramas P-v e T-s do ciclo e turbina a l .400 K. As eficiências do compressor e da turbina são
de 78% e 86%, respectivamente, e a efetividade do regenerador é
discuta os resultados.
9-166 Um ciclo de Carnot a gás ideal utiliza hélio como fluido de 75%. Determine a razão de consumo de trabalho e a eficiência
de trabalho e rejeita calor para um lago a 15 ºC. Determine a ra­ térmica do ciclo, considerando calores específicos constantes para
zão de pressão, a razão de compressão e a temperatura mínima da o ar à temperatura ambiente. Respostas: 0,475; 45, 1 °lo
fonte de calor necessárias para que esse ciclo tenha um rendimento 9-176 a Reconsidere o Prob. 9-1 75. Usando o EES (ou outro
térmico de 50%. Respostas: 5,65; 2,83; 576 K liiilii programa), investigue os efeitos da variação das e­
9-167E Repita o Prob. 9-1 66, considerando que o lago está a ficiências isentrópicas do compressor e da turbina e da efetividade
60 ºF e a eficiência térmica do ciclo de Carnot é de 60%. do regenerador sobre o trabalho líquido realizado e sobre o calor
fornecido ao ciclo no caso de calores específicos variáveis. Consi­
9-168 Um combustível de hidrocarboneto típico produz 43.000 dere uma variação de 70 a 90% para as eficiências isentrópicas e a
kJ/kg de calor quando usado em um motor de ignição por centelha. efetividade. Construa o diagrama T-s do ciclo.
Determine a razão de compressão necessária para um ciclo Otto
ideal que deve utilizar 0,035 g de combustível para a produção de l 9-177 Repita o Prob. 9- 1 75 , usando hélio como o fluido de
kJ de trabalho. Considere calor específico constante à temperatura trabalho.
ambiente. Resposta: 1 5 , 3 9-178 Considere um ciclo de turbina a gás ideal com um está­
9-169 Um ciclo Otto ideal tem uma razão de compressão de 9,2 gio de compressão e dois estágios de expansão e regeneração. A
e usa ar como fluido de trabalho. No início do processo de com­ razão de pressão em cada estágio da turbina é a mesma. O gás de
pressão, o ar está a 98 kPa e 27 ºC. A pressão é duplicada durante exaustão da turbina de alta pressão entra no regenerador e depois
o processo de fornecimento de calor a um volume constante. Con­ entra na turbina de baixa pressão para expandir-se até a pressão de
siderando a variação dos calores específicos com a temperatura, entrada no compressor. Determine a eficiência térmica desse ciclo
(a) (b)
determine a quantidade de calor transferido para o ar, o tra­ em função da razão de pressão do compressor e da razão entre
(d)
balho líquido, (e) a eficiência térmica e a pressão média efetiva as temperaturas de entrada na turbina de alta pressão e no com­
do ciclo. pressor. Compare seus resultados com a eficiência do ciclo-padrão
com regeneração.
9-170 Repita o Prob. 9- 1 69 considerando calores específicos
constantes à temperatura ambiente. 9-179 Uma usina com turbina a gás funciona segundo o ciclo
Brayton com regeneração com dois estágios de reaquecimento
9-l 71E Um ciclo duplo ideal tem uma razão de compressão e dois estágios de resfriamento intermediário entre os limites de
de 1 4 e utiliza ar como fluido de trabalho. No início do processo pressão de 1 00 kPa e 1 .200 kPa. O fluido de trabalho é o ar, que
de compressão, o ar está a 1 4,7 psia e 1 20 ºF, ocupando um vo­ entra no primeiro e segundo estágios do compressor a 300 K e 350
lume de 98 pol 3 . Durante o processo de fornecimento de calor, K, respectivamente, e no primeiro e segundo estágios da turbina a
0,6 Btu de calor é transferido para o ar a um volume constante, 1 .400 K e 1 .300 K, respectivamente. Considere que tanto o com­
e l , J Btu a uma pressão constante. Usando calores específicos pressor como a turbina possuem eficiências isentrópicas de 80%, e
constantes avaliados à temperatura ambiente, determine a efi­ que o regenerador possui uma efetividade de 75%. Considerando
ciência térmica do ciclo. (a)
calores específicos variáveis, determine a razão de consumo de
9-172 Considere um ciclo Stirling ideal que usa ar como fluido (b)
trabalho e o trabalho líquido, a eficiência térmica e (e) a eficiên­
de trabalho. O ar está a 350 K e 200 kPa no início do processo de
compressão isotérmica, e 900 kJ/kg de calor são fornecidos para
(d)
cia de segunda lei do ciclo. Determine, também, as exergias nas
saídas da câmara de combustão (estado 6) e do regenerador (estado
(a)
o ar de uma fonte a l . 800 K. Determine a pressão máxima do 1 0) (consulte a Fig. 9-43 do texto).
(b)
ciclo e o trabalho líquido por unidade de massa de ar. Respostas: (a) 0 , 523; 3 1 7 kJ/kg; (b) 0,553; (e) 0,704;
Respostas: (a) 5.873 kPa ; (b) 725 kJ/kg ( cf'J 931 kJ/kg; 129 kJ/kg
9-173 Considere um ciclo Brayton simples ideal com ar como 9-180 Compare a eficiência térmica de uma turbina a gás de dois
fluido de trabalho. A razão de pressão do ciclo é 6, e as temperatu­ estágios com regeneração, reaquecimento e resfriamento interme­
ras mínima e máxima são 300 K e 1 .300 K, respectivamente. A ra­ diário à eficiência de uma turbina a gás de três estágios com o
zão de pressão é então dobrada sem variar as temperaturas mínima mesmo equipamento, considerando que (a) todos os componen­
(a)
e máxima do ciclo. Determine as variações no trabalho líquido tes operam idealmente, (b) o ar entra no primeiro compressor a
(b)
realizado por unidade de massa e na eficiência térmica do ciclo 1 00 kPa e 1 O ºC, (e) a razão de pressão total através de todas as
como resultado dessa modificação. Considere calores específicos (d)
fases de compressão é de 1 6 e a máxima temperatura do ciclo
variáveis para o ar. Respostas: (a) 4 1 , 5 kJ/kg; (b) 10,6% é de 600 ºC.
---------------
9 Cicl os de Potên cia a Gás - Capítulo •

9-181E O impulso específico de um sistema de propulsão de Respostas: (a) 147 kPa ; (b) 1 ,76 kg/s ; (e) 7 1 9 m/s ;
aeronaves é a força produzida por unidade de fluxo de massa pro­ (d) 206 kW, 0 , 1 56
duzindo empuxo. Considere um motor a jato que opera em um am­ 9-184 Um ciclo padrão a ar com calores específicos constantes,
biente a 1 O psi a e 30 ºF e impulsiona uma aeronave voando a 1 .200 executado em um sistema pistão-cilindro fechado, é composto dos
pés/s. Determine o impulso específico desse motor, considerando três processos seguintes:
que a razão de pressão do compressor é igual a 9 e a temperatura
1 -2 Compressão isentrópica com uma razão de compressão r =
na entrada da turbina é de 700 ºF. Considere operações ideais para
todos os componentes e calores específicos constantes à tempera­
=
V1 V2
tura ambiente. 2-3 Fornecimento de calor a uma pressão constante
9-182 As necessidades de eletricidade e calor do processo de 3- 1 Rejeição de calor a volume constante
uma instalação fabril devem ser atendidas por uma usina de coge­ (a) P-v
Represente graficamente os diagramas e T-s para esse ciclo.
ração formada por uma turbina a gás e um trocador de calor para (b) Obtenha uma expressão para a razão de consumo de trabalho
produção de vapor de água. A usina opera no ciclo Brayton simples
entre os limites de pressão de 1 00 kPa e 1 .000 kPa, utilizando o
k
como uma função de e r.
(e) Obtenha uma expressão para a eficiência térmica do ciclo
ar como fluido de trabalho. O ar entra no compressor a 20 ºC. Os
gases de combustão saem da turbina e entram no trocador de calor
k
como uma função de e r.
a 450 ºC, saindo dele a 325 ºC, enquanto a água líquida entra no (d) Determine o valor da razão de consumo de trabalho e eficiên-
trocador de calor a 1 5 ºC e sai a 200 ºC como vapor saturado. A po­ cia conforme r tende para o valor unitário.
tência líquida produzida pelo ciclo de turbina a gás é de 1 .500 kW. Qual dos seus resultados implica sobre o trabalho líquido realizado
Considerando uma eficiência isentrópica do compressor de 86%, pelo ciclo?
uma eficiência isentrópica da turbina de 88% e calores específicos 9-185 Um ciclo padrão a ar com calores específicos constantes,
(a) (b)
variáveis, determine a vazão mássica de ar, a razão de con­ executado em um sistema pistão-cilindro fechado, é composto dos
sumo de trabalho e a eficiência térmica e (e) a taxa na qual vapor três processos seguintes:
de água é produzido no trocador de calor. Determine também a (d) 1 -2 Fornecimento de calor a volume constante
eficiência de utilização da planta de cogeração, definida como a ra­
zão entre energia total utilizada e a energia fornecida para a usina. 2-3 Expansão isentrópica com uma razão de expansão r ViV2=
3-1 Rejeição de calor a uma pressão constante
325 ºC 1 5 ºC (a) P-v
Represente graficamente os diagramas e T-s para esse ciclo.
(b) Obtenha uma expressão para a razão de consumo de trabalho
Trocador
k
como uma função de e r.
de calor (e) Obtenha uma expressão para a eficiência térmica do ciclo
k
como uma função de e r.
Câmara de (d) Determine o valor da razão de consumo de trabalho e eficiên-
combustão Vapor sat.
cia conforme r tende para o valor unitário.
200 ºC Qual dos seus resultados implica sobre o trabalho líquido realizado
pelo ciclo?
9-186 Um ciclo padrão a ar com calores específicos constantes,
executado em um sistema pistão-cilindro fechado, é composto dos
quatro processos seguintes:
=
1 -2 Compressão isentrópica com uma razão de compressão r VifV2

=
2-3 Fornecimento de calor a um volume constante
FIGURA P9-1 82 3-4 Expansão isentrópica com uma razão de expansão r, V4/V3
4- 1 Rejeição de calor a uma pressão constante com uma razão en-

-
9-183 Um avião a turbojato voa à 900 km/h a uma altitude na qual
a temperatura e a pressão do ar são 35 ºC e 40 kPa. Ar deixa o
difusor a 50 kPa com uma velocidade de 1 5 m/s, e os gases de com­
(a)
tre volumes r" = V4/V1
P-v
Represente graficamente os diagramas e T-s para esse ciclo.
bustão entram na turbina a 450 kPa e 950 ºC. A turbina produz 500
(b) Obtenha uma expressão para a eficiência térmica do ciclo
kW de potência, que é toda usada para acionar o compressor. Consi­
k,
como uma função de r e r".
derando calores específicos variáveis e uma eficiências isentrópica (e) Avalie o limite do rendimento à medida que r" aproxima-se
(a)
de 83% para o compressor, turbina e bocal, determine a pressão do valor unitário.
(b)
dos gases de combustão na saída da turbina, a vazão mássica de 9-187 Reconsidere o Prob. 9-1 86. Determine a razão de con­
ar pelo compressor, (e) a velocidade dos gases na saída do bocal e sumo de trabalho para uma razão fixa entre a temperatura míni­
(d) a potência de propulsão e a eficiência de propulsão desse motor. ma e máxima TifT3 e determine o limite da razão à medida que
r,,aproxima-se do valor unitário. Compare seu resultado com a 9-195 a Repita o Prob. 9-1 94, usando hélio como o fluido
expressão para a razão de consumo de trabalho para o ciclo Otto liii!iii de trabalho.
para mesma razão de compressão e razão fixa entre a temperatura
mínima e máxima Ti/T3• Problemas de múltipla escolha
9-188 a Usando o EES (ou outro programa), determine o 9-196 Um ciclo Otto com o ar como fluido de trabalho tem uma
liii!iii efeito da razão de compressão sobre o trabalho lí­ razão de compressão igual a 1 0,4. Sob condições do padrão a ar
quido e a eficiência térmica do ciclo Otto para uma temperatura frio, a eficiência térmica do ciclo é
máxima no ciclo de 2.000 K. Considere o ar como fluido de traba­ (a) 1 0 % (b) 39 % (e) 6 1 %
lho, o qual está a 1 00 kPa e 300 K no início do processo de com­
pressão, e calores específicos variáveis. Estabeleça uma variação
(d) 79 % (e) 82 %
de 6 até 1 5 para a razão de compressão, com um incremento de 1 . 9-197 Para limites especificados para as temperaturas máximas e
Tabule e trace os resultados em um gráfico em função da razão de mínimas, o ciclo ideal com a menor eficiência térmica é
compressão. (a) Camot (b) Stirling (e) Ericsson
9-189 a Usando o EES (ou outro programa), determine o (d) Otto (e) O mesmo para todos.
liii!iii efeito da razão de pressão sobre o trabalho líquido 9-198 Um ciclo de Carnot opera entre os limites de temperatura
e a eficiência térmica de um ciclo Brayton simples para uma tem­ de 300 K e 2.000 K e produz 600 kW de potência útil. A taxa de
peratura máxima no ciclo de 1 .800 K. Considere o ar como fluido variação da entropia do fluido de trabalho durante o processo
de trabalho, o qual está a 1 00 kPa e 300 K no início do processo de fornecimento de calor é
de compressão, e calores específicos variáveis. Estabeleça uma (a) O (b) 0,300 kW/K (e) 0,353 kW/K
variação de 5 até 24 para a razão de pressão, com um incremento
de 1 . Tabule e trace os resultados em um gráfico em função da (d) 0,26 1 kW/K (e) 2,0 kW/K
razão de pressão. Em qual razão de pressão se calcula o máximo 9-199 Ar em um ciclo Diesel ideal é comprimido de 2 L a 0, 1 3
trabalho líquido? Em qual razão de pressão se calcula a máxima L e, em seguida, expandido o processo de fornecimento de calor a
eficiência térmica? uma pressão constante para 0,30 L. Sob condições do padrão a ar
9-190 a Repita o Prob. 9-1 89 considerando eficiências isen­ frio, a eficiência térmica do ciclo é
liii!iii trópicas de 80% para a turbina e para o compressor. (a) 4 1 % (b) 59 % (c) 66 %
9-191 a Usando o EES (ou outro programa), determine os (d) 70 % (e) 78 %
liii!iii efeitos da razão de pressão, temperatura máxima 9-200 Gás hélio em um ciclo Otto ideal é comprimido a partir
do ciclo e eficiências do compressor e da turbina sobre o trabalho de 20 ºC de 2,5 L para 0,25 L, e sua temperatura aumenta por um
líquido por unidade de massa e sobre a eficiência térmica de um adicional de 700 ºC durante o processo de fornecimento de calor. A
ciclo Brayton simples com ar como fluido de trabalho. O ar está a temperatura do hélio antes do processo de expansão é
1 00 kPa e 300 K na entrada do compressor. Considere também ca­ (a) 1 .790 ºC (b) 2.060 ºC (e) l .240 ºC
lores específicos constantes para o ar à temperatura ambiente. De­
termine o trabalho líquido e a eficiência té1111 ica para todas as com­ (d) 620 ºC (e) 820 ºC
binações dos parâmetros seguintes e interprete os resultados. 9-201 Em um ciclo Otto ideal, ar é comprimido a partir de 1 ,20
Razão de pressão: 5, 8, 1 4
kg/m3 de 2,2 L a 0,26 L, e o trabalho líquido produzido do ciclo é
440 kJ/kg. A pressão média efetiva (PME) para esse ciclo é
Temperatura máxima do ciclo: 800 K, 1 .200 K, l .600 K
Eficiência isentrópica do compressor: 80%, 1 00% (a) 6 1 2 kPa (b) 599 kPa (e) 528 kPa
Eficiência isentrópica da turbina: 80%, 1 00% (d) 4 1 6 kPa e
( ) 367 kPa
9-192 Repita o Prob. 9- 1 9 1 considerando a variação dos 9-202 Em um ciclo Brayton ideal, ar é comprimido de 95 kPa e
calores específicos do ar com a temperatura. 25 ºC para 1 . 100 kPa. Sob condições do padrão a ar frio, a eficiên­
9-193 Repita o Prob. 9- l 9 I usando hélio como o fluido cia térmica do ciclo é
de trabalho. (a) 45 % (b) 50 % (e) 62 %
9-194 q Usando o EES (ou outro programa), determine o (d) 73 % (e ) 86 %
efeito da quantidade de estágios de compressão e 9-203 Considere um ciclo Brayton ideal executado entre os limi­
expansão sobre a eficiência térmica de um ciclo Brayton ideal com tes de pressão de 1 .200 kPa e J 00 kPa e os limites de temperatura
regeneração e compressão e expansão em múltiplos estágios. Con­ de 20 ºC a 1 .000 ºC com argônio como fluido de trabalho. O traba­
sidere que a razão de pressão global do ciclo é 18 e que o ar entra a lho líquido produzido do ciclo é
300 K em cada estágio do compressor e a 1 .200 K em cada estágio
(a) 68 kJ/kg (b) 93 kJ/kg (e) 1 58 kJ/kg
da turbina. Considerando calores específicos constantes à tempera­
tura ambiente para o ar, determine a eficiência térmica do ciclo (d) 1 86 kJ/kg (e) 3 1 O kJ/kg
variando a quantidade de estágios de l a 22 em incrementos de 3. 9-204 Um ciclo Brayton ideal tem um trabalho líquido produzido
Trace em um gráfico a eficiência térmica em função da quantidade de 1 50 kJ/kg e uma razão de consumo de trabalho igual a 0,4. Con­
de estágios. Compare os resultados à eficiência de um ciclo siderando que a turbina e o compressor tivessem uma eficiência
Ericsson que opera entre os mesmos limites de temperatura. isentrópica de 85%, o trabalho líquido produzido do ciclo seria
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(a) 74 kJ/kg (b) 95 kJ/kg (e) 1 09 kJ/kg 9-212 O peso de um motor a diesel é diretamente proporcional
(d) 1 28 kJ/kg (e) 1 77 kJ/kg à razão de compressão (W = kr), porque o metal adicional deve
ser usado para reforçar o motor para as pressões mais elevadas.
9-205 Em um ciclo Brayton ideal, ar é comprimido de l 00 kPa
Examine o trabalho líquido específico produzido por um motor a
e 25 ºC para 1 MPa e, em seguida, aquecido até 927 ºC antes de
entrar na turbina. Sob condições do padrão a ar frio, a temperatura
diesel, por unidade de peso, considerando que a razão de pressão
é variada e o calor específico fornecido permanece fixo. Faça isso
do ar na saída da turbina é
para várias entradas de calor e várias constantes de proporcionali­
(a) 349 ºC (b) 426 ºC (e) 622 ºC k. k
dade Há algumas combinações ótimas de e entradas de calores
(d) 733 ºC (e) 825 ºC específicos.
9-206 Em um ciclo Brayton ideal com regeneração, gás ar­ 9-213 Projete um ciclo de potência a gás padrão a ar, operando em
gônio é comprimido de 1 00 kPa e 25 ºC para 400 kPa e, em sistema fechado, composto de três processos e com uma eficiência
seguida, aquecido até 1 .200 ºC antes de entrar na turbina. A tem­ térmica mínima de 20%. Os processos podem ser isotérmjcos, isobá­
peratura mais alta com a qual o argônio pode ser aquecido no ricos, isocóricos, isentrópicos e poli trópicos, ou podem ter a pressão
regenerador é variando linearmente com o volume. Entretanto, os ciclos Otto, Die­
(a) 246 ºC (b) 846 ºC (e) 689 ºC sel, Ericsson e Stirling não podem ser utilizados. Prepare um relató­
rio de engenharia descrevendo o projeto e apresentando o sistema, os
(d) 368 ºC (e) 573 ºC
diagramas P-v T-s,
e e os exemplos de cálculos de projeto.
9-207 Em um ciclo Brayton ideal com regeneração, ar é compri­ 9-214 Prepare um texto sobre os desenvolvimentos mais recentes
mido de 80 kPa e 10 ºC para 400 kPa e 1 75 ºC, e então aquecido relacionados a motores de dois tempos, e estime quando podería­
para 450 ºC no regenerador e depois ainda aquecido para 1 .000 ºC mos ver lançados no mercado carros movidos a motores de dois
antes de entrar na turbina. Sob condições do padrão a ar frio, a efi­ tempos. Por que os principais fabricantes de automóveis têm apre­
ciência do regenerador é sentado um interesse renovado nos motores de dois tempos?
(a) 33 % (b) 44 % (e) 62 %
9-215 Os gases de escape de uma turbina de um ciclo Brayton
(d) 77 % (e) 89 % simples são muito quentes e podem ser utilizados para outros fins
9-208 Considere uma turbina a gás que tem uma razão de pressão térmicos. Uma utilização proposta é a geração de vapor saturado
igual a 6 e opera sobre o ciclo Brayton com regeneração entre os a 1 L O ºC a partir da água a 30 ºC em uma caldeira. Esse vapor
limites de temperatura de 20 ºC e 900 ºC. Considerando que a ra­ será distribuído a vários prédios em um campus universitário para
zão dos calores específicos do fluido de trabalho é de 1 ,3, a maior o aquecimento ambiente. Um ciclo Brayton com uma razão de
eficiência térmica que essa turbina a gás pode ter é pressão igual a 6 deve ser usado para esse propósito. Trace a potên­
(a) 38 % (b) 46 % (e) 62 %
cia produzida, a taxa de fluxo do vapor produzido e a temperatura
máxima do ciclo como funções da taxa à qual o calor é fornecido
(d) 58 % (e) 97 %
ao ciclo. A temperatura na entrada da turbina não deve exceder
9-209 Um ciclo de turbina de gás ideal com muitos estágios de 2.000 ºC.
compressão e expansão e um regenerador de 1 00% de eficiência 9-216 Uma turbina a gás opera com um regenerador e dois está­
tem uma razão de pressão total igual a 1 0. Ar entra em todos os gios de reaquecimento e resfriamento intermediário. Esse sistema
estágios do compressor a 290 K e em todos os estágios da turbina a foi projetado de tal modo que quando o ar entra no compressor a
1 .200 K. A eficiência térmica do ciclo da turbina a gás é 1 00 kPa e 1 5 ºC, a razão de pressão para cada estágio de compres­
(a) 36 % (b) 40 % (e) 52 % são é igual a 3, enquanto a temperatura do ar ao entrar na turbina
(d) 64 % (e) 76 % é de 500 ºC e o regenerador opera perfeitamente. Em plena carga,
essa turbina produz 800 kW. Para essa turbina atender a uma car­
9-210 Ar entra em um motor turbojato a 320 m/s a uma taxa de
30 kg/s e sai a 650 m/s em relação ao avião. O empuxo desenvol­ ga parcial, o fornecimento de calor em ambas as câmaras de com­
vido pelo motor é bustão é reduzido. Desenvolva um esquema ideal de fornecimento
de calor para as câmaras de combustão para as cargas parciais de
(a) 5 kN (b) 1 0 kN (e) 1 5 kN
400 kW a 800 kW.
(d) 20 kN (e) 26 kN 9-217 Você foi convidado para projetar uma usina de energia
para um laboratório com base lunar. Você selecionou um ciclo
Problemas que envolvem projetos, experimentos e Brayton simples que utiliza argônio como fluido de trabalho e tem
redação de textos uma razão de pressão igual a 6. A rejeição de calor pelo trocador
9-2 1 1 A quantidade de combustível introduzido num motor de de calor mantém o estado na entrada para o compressor a 50 kPa e
ignição por centelha é utilizado, em parte, para controlar a energia -20 ºC. Você optou por usar coletores solares para servirem como
gerada pelo motor. A gasolina produz cerca de 42.000 kJ/kg quan­ fonte de calor. Testes desses coletores fornecem os resultados do
do queimada com ar em um motor de ignição por centelha. Desen­ aumento da temperatura mostrado na figura. Desenvolva uma re­
volva um cronograma para o consumo de gasolina e temperatura presentação gráfica da potência que irá ser produzida por esse siste­
máxima do ciclo versus
a produção de energia para um ciclo Otto ma e a sua eficiência térmica como uma função do fluxo de massa
com uma razão de compressão igual a 8. de argônio. Existe um "melhor" fluxo para operar essa usina?
200
e a turbina tem sido utilizada até hoje em algumas das modernas
turbinas a gás em operação, com o objetivo de resfriar os gases de
:;.> combustão até uma temperatura segura (integridade metalúrgica),
a 1 50
à medida que o fluxo de massa pela turbina aumenta. Atualmente,
e
ê
há várias usinas de potência a turbina a gás que usam injeção de
vapor de água para aumentar a potência e melhorar a eficiência
"
o.
E
.'l térmica.
"
"O
o
E
Considere uma usina de potência a turbina a gás, cuja razão de
·� pressão é 8. As eficiências isentrópicas do compressor e da tur­
<>'.
'!!
u bina são de 80%, e há um regenerador com efetividade de 70%.
Quando a vazão em massa de ar no compressor é de 40 kg/s,
o
a temperatura na entrada da turbina alcança 1 .700 K. Entretanto, a
o 2 temperatura na entrada da turbina está limitada a 1 .500 K e, por
Fluxo de gás, kg/s isso, considera-se a injeção de vapor de água nos gases de com­
FIGURA P9-2 1 7
bustão. Para evitar as complexidades associadas à injeção de va­
por de água, propõe-se utilizar o ar em excesso (isto é, utilizar
muito mais ar do que o necessário para a combustão completa)
9-21 8 S e o controle da temperatura n a entrada do compressor para reduzir a temperatura da combustão e, dessa forma, a tem­
do Prob. 9-2 1 7 é desativado, a temperatura à entrada do compres­ peratura de entrada da turbina, à medida que se aumenta o fluxo
sor varia linearmente com o de fluxo de gás. Ele está a -40 ºC, de massa e, consequentemente, a potência produzida pela turbina.
quando a taxa de fluxo é O kg/s, e a O ºC, quando a taxa de fluxo é Avalie essa proposta e compare o desempenho termodinâmico
de 2 kg/s. Desenvolva um esquema de energia produzida e a efi­ da "operação com alto fluxo de ar" para essa usina de potência
ciência térmica, considerando que o fluxo de argônio é variado de a turbina a gás com a "operação com injeção de vapor de água"
0,0 1 kg/s a 2 kg/s. Existe uma taxa de fluxo ideal para a operação considerando as seguintes condições de projeto: o ar ambiente se
dessa usina? encontra a 1 00 kPa e 25 ºC, o fornecimento de água está disponí­
9-219 Desde seu lançamento em 1 903, por Aegidius Elling, da vel a 20 ºC e a quantidade de combustível fornecido para câmara
Noruega, a injeção de vapor de água entre a câmara de combustão de combustão deve permanecer constante.
C i c l os d e Potê n c i a a 10
Va p o r e C o m b i n a d o s • • • • • • •

OBJETIVOS
Ao térm ino deste capítulo, você será

N
o Cap. 9 discutimos os ciclos de potência a gás nos quais o fluido de tra­ capaz de:
balho permanece como um gás durante todo o ciclo. Neste capítulo, con­
sideramos os ciclos de potência a vapor, nos quais o fluido de trabalho • Anal isar os ciclos de potência a
é alternadamente vaporizado e condensado. Consideramos também a geração de vapor nos quais o fluido de tra b a l ho
é alternadamente vaporizado e
potência acoplada ao processo de aquecimento, chamada de cogeração.
condensado.
A busca constante por eficiências térmicas mais altas resultou em algumas
modificações inovadoras no ciclo de potência a vapor básico. Entre elas discuti­ • Anal isar a geração de potência
acoplada ao processo de
mos os ciclos regenerativos e com reaquecimento, bem como os ciclos de potência
aq uecimento, chamada de
combinados gás-vapor.
cogeração.
Vapor de água é o fluido de trabalho mais comum utilizado nos ciclos de po­
• I nvestigar ma neiras de modificar o
tência a vapor, pois tem várias características desejáveis, tais como baixo custo,
ciclo básico de potência a vapor de
disponibilidade e alta entalpia de vaporização. Assim, este capítulo dedica-se prin­
Rankine para a umentar a eficiência
cipalmente à discussão das usinas a vapor de água. As usinas a vapor normalmente térm ica do ciclo.
são classificadas como usinas a carvão, usinas nucleares ou usinas a gás natural,
• Anal isar os ciclos de potência a
em referência ao tipo de combustível usado para fornecer calor ao vapor. Entretan­ vapor com reaq uecimento e a vapor
to, o vapor passa pelo mesmo ciclo básico em todas elas, e por isso todas as usinas regenerativos.
podem ser analisadas do mesmo modo.
• Anal isar os ciclos de potência q u e
consistem em d o i s ciclos separados,
conhecidos como ciclos combinados
e ciclos binários.
1 0-1 O CICLO A VAPOR DE CARNOT
Foi mencionado várias vezes que o ciclo de Carnot é o ciclo mais eficiente que
opera entre dois limites de temperatura especificados. Assim, em princípio, é natu­
ral encarar o ciclo de Carnot como o provável ciclo ideal para as usinas de potência
a vapor, e, se pudéssemos, certamente adotaríamos esse como o ciclo ideal. Porém,
como verificaremos a seguir, o ciclo de Carnot não é um modelo adequado para os
ciclos de potência. Em todas as discussões, consideramos o vapor de água como o
fluido de trabalho, uma vez que ele é o fluido de trabalho usado predominantemen­
te nos ciclos de potência a vapor.
Considere um ciclo de Carnot com escoamento em regime permanente executa­
do dentro da região de saturação de uma substância pura, como mostra a Fig. 1 0- 1 a.
O fluido é aquecido de forma reversível e isotérmica em uma caldeira (processo
1 -2), expandido de forma isentrópica em uma turbina (processo 2-3), condensado de
forma reversível e isotérmica em um condensador (processo 3-4) e comprimido
de forma isentrópica por um compressor até o estado inicial (processo 4- 1 ).
Várias dificuldades de ordem prática estão associadas a esse ciclo:
1. A transferência de calor isotérmica de ou para um sistema bifásico não é difícil
de ser realizada na prática, uma vez que a manutenção de uma pressão cons­
tante no dispositivo automaticamente fixa a temperatura no valor de saturação.
Assim, os processos 1 -2 e 3-4 podem ser razoavelmente bem reproduzidos em
caldeiras e condensadores reais. Entretanto, limitar os processos de transferên­
cia de calor aos sistemas bifásicos é algo que limita seriamente a temperatura
máxima que pode ser usada no ciclo (ela precisa permanecer abaixo do valor
T no ponto crítico, que para a água corresponde a 374 ºC). Além disso, limitar
a temperatura máxima do ciclo também limita a eficiência térmica. Toda ten­
tativa de elevar a temperatura máxima do ciclo envolve transferência de calor
para o fluido de trabalho em uma única fase, o que não é fácil de reali zar de
forma isotérmica.
2. O processo de expansão isentrópica (processo 2-3) pode ser aproximado de
maneira satisfatória por uma turbina bem projetada. Entretanto, o título do va­
por diminui durante esse processo, como mostra o diagrama T-s da Fig. 1 0- 1 a.
Assim, a turbina precisa processar vapor com baixo título, ou seja, vapor com
alto conteúdo de umidade. A colisão de gotas de líquido com as pás da turbina
s
causa erosão e é uma importante fonte de desgaste. O vapor com título abaixo
(a) de 90% não pode ser tolerado na operação das usinas. Esse problema poderia
T ser eliminado pelo uso de um fluido de trabalho com uma linha de vapor satu­
----- 2 rado bastante inclinada.
3. O processo de compressão isentrópica (processo 4- 1 ) envolve a compressão
de uma mistura de líquido e vapor para um estado de líquido saturado. Exis­
tem duas dificuldades nesse processo. Em primeiro lugar, não é fáci l controlar
o processo de condensação de modo tão preciso a ponto de terminar com o
título desejado no estado 4. Em segundo lugar, não é prático projetar um com­
pressor que lida com duas fases.
Alguns desses problemas poderiam ser eliminados executando-se o ciclo de
Carnot de maneira diferente, como mostra a Fig. 1 0- l b. Esse ciclo, porém, apre­

(b)
senta outros problemas como compressão isentrópica até pressões extremamente
altas e transferência isotérmica de calor a pressões variáveis. Dessa maneira, con­
FIGURA 1 0-1 Diagrama T-s de dois cluímos que o ciclo de Carnot não pode ser aproximado em dispositivos reais e não
i los a vapor de Carnot.
c c é um modelo realista para os ciclos de potência a vapor.
-----------------
10 • C ic l os de P otên cia a Va po r e Com bin ados
-
Capítulo
-

1 0-2 CICLO DE RANKINE: O CICLO IDEAL PARA OS


CICLOS DE POTÊNCIA A VAPOR
Muitos dos problemas práticos do ciclo de Carnot podem ser eliminados ao se CD t
superaquecer o vapor de água na caldeira e condensá-lo completamente no con­
Wbomba. ent
densador, como mostra esquematicamente o diagrama T-s da Fig. 1 0-2. O ciclo
resultante é ociclo de Rankine, que é o ciclo ideal das usinas de potência a vapor.
O ciclo de Rankine ideal não envolve nenhuma irreversibilidade interna e consiste
nos quatro processos seguintes: CD
1 -2 Compressão isentrópica em uma bomba
2-3 Fornecimento de calor a pressão constante em uma caldeira
T
3-4 Expansão isentrópica em uma turbina
4- 1 Rejeição de calor a pressão constante em um condensador
A água entra na bomba no estado l como líquido saturado e é comprimida

A,
de maneira isentrópica até a pressão de operação da caldeira. A temperatura da
água aumenta um pouco durante esse processo de compressão isentrópica, devido
a uma ligeira dimjnuição do volume específico da água. A distância vertical entre
-
os estados 1 e 2 do diagrama T-s foi bastante exagerada por questões de clareza. ..';·
(Se a água fosse verdadeiramente i ncompressível, haveria alguma variação de tem­ wbomba. ent
peratura durante esse processo?)

FIGURA 1 0-2 O ciclo de Rankine


A água entra na caldeira como um líquido comprimido no estado 2 e sai como
vapor superaquecido no estado 3. A caldeira é basicamente um grande trocador
simples ideal.
de calor no qual o calor originário de gases de combustão, reatores nucleares ou
outras fontes é transferido para a água essencialmente a uma pressão constante.
A caldeira, incluindo a região onde o vapor é superaquecido (o superaquecedor),
também é chamada de gerador de vapor.
O vapor de água superaquecido no estado 3 entra na turbina, na qual ele se
expande de forma isentrópica e produz trabalho, girando o eixo conectado a um
gerador elétrico. A pressão e a temperatura do vapor caem durante esse processo
até os valores do estado 4, no qual o vapor entra no condensador. Nesse estado, o
vapor em geral é uma mistura de líquido e vapor saturados com título elevado. O
vapor é condensado a pressão constante no condensador, que é basicamente um
grande trocador de calor, rejeitando calor para um meio de resfriamento como um
lago, um rio ou a atmosfera. A água deixa o condensador como líquido saturado e
entra n a bomba completando o ciclo. Em locais onde a água é escassa, o resfria­
mento nas usinas é realizado pelo ar e não pela água. Esse método de resfriamento,
que também é usado em motores de automóveis, é chamado de resfriamento a ar
(resfriamento seco). Várias usinas do mundo, incluindo algumas nos Estados Uni­
dos, usam o resfriamento a ar para economizar água.
Lembrando que a área sob uma curva de processo de um diagrama T-s repre­
senta a transferência de calor dos processos internamente reversíveis, vemos que
a área sob a curva do processo 2-3 representa o calor transferido para a água na
caldeira e que a área sob a curva do processo 4- 1 representa o calor rejeitado no
condensador. A diferença entre essas duas (a área compreendida pela curva do
ciclo) é o trabalho líquido produzido durante o ciclo.

Anál ise de energia do ciclo de Rankine ideal


Todos o s quatro componentes envolvidos no ciclo d e Rankine ( a bomba, a cal­
deira, a turbina e o condensador) são dispositivos com escoamento em regime
permanente, e por isso todos os quatro processos que formam o ciclo de Rankine
podem ser analisados como processos com escoamento em regime permanente.
As variações de energia cinética e potencial do vapor são pequenas em relação aos
termos de trabalho e transferência de calor e, em geral, são desprezadas. Assim, a
equação da energia, aplicada a um dispositivo com escoamento em regime perma­
nente, por unidade de massa de vapor, se reduz a
(kJ/kg) ( 1 0- 1 }

A caldeira e o condensador não envolvem nenhum trabalho, e considera-se


que a bomba e turbina sejam isentrópicas. Dessa forma, a equação de conservação
da energia aplicada a cada dispositivo pode ser expressa como:

Bomba (q = 0): ( 1 0-2)


ou,

( 1 0-3)
onde

( 1 0-4)

Caldeira (w = 0): ( 1 0-5)

Turbina (q = 0): ( 1 0-6)

Condensador ( w = 0): ( 1 0-7)


A eficiência térmica do ciclo de Rankine é determinada a partir de

( 1 0-8)
W1iq qsai
71, =-=
qent

onde

Wliq = qent - qsai = Wturb, sai - Wbomba, cnt

A eficiência de conversão das usinas nos Estados Unidos é muitas vezes ex­
pressa pela taxa de calor, que é a quantidade de calor fornecido, em Btu, para
gerar 1 kWh de eletricidade. Quanto menor a taxa de calor, maior a eficiência.
Considerando que 1 kWh = 3 .4 1 2 Btu e desconsiderando as perdas associadas
com a conversão da energia do eixo em energia elétrica, a relação entre a taxa de
calor e a eficiência térmica pode ser expressa como

( 1 0-9)
3.4 1 2 (Btu/kWh)
T/' =
Taxa de calor (Btu/kWh )

Por exemplo, uma taxa de calor de 1 1 .363 Btu/kWh é equivalente a 30% de


eficiência.
A eficiência térmica também pode ser interpretada como a razão entre a área
delimitada pelo ciclo em um diagrama T-s e a área sob o processo de forneci mento
de calor. O uso dessas relações é ilustrado no próximo exemplo.
���������������������________�-�____�______�____�________�
C a p ít u l o l O • C i c l os d e Potê nc ia a Va po r e Co m b inados �l!!!fllll
EXEMPLO 10- 1 O ciclo de Rankine simples i deal
Considere uma usina de potência a vapor de água que opera segundo o ciclo de
Rankine simples ideal. O vapor entra na turbina a 3 MPa e 350 ºC e é condensado no
condensador à pressão de 75 kPa. Determine a eficiência térmica desse ciclo.

SOLUÇÃO Uma usina a vapor que opera segundo o ciclo de Rankine simples ideal
é considerada. A eficiência térmica do ciclo deve ser determinada.
1
Hipóteses A instalação opera em regime permanente. 2 As variações de energia
cinética e potencial são desprezíveis.
CD 75 kPa

Análise A representação esquemática da usina e o diagrama do ciclo são mostra­ T-s 75 kPa

ºC
dos na Fig. 10-3. Observamos que a usina opera segundo o ciclo de Rankine ideal.
Assim, a bomba e a turbina são isentrópicas, não há queda de pressão na caldeira T,
e no condensador, e o vapor deixa o condensador e entra na bomba como líquido
saturado à pressão do condensador.
Em primeiro lugar determinamos as entalpias nos diversos pontos do ciclo, uti­ 350
lizando os dados das tabelas de vapor de água (Tabs. A-4, A-5 e A-6):
Estado 1: P1 = 7 5 kPa } h11 h1 @= 75 kPa = 384,44 kJ/kg
Líquido sat. V V1 @
= 75 kPa = 0,00 1 037 m3/kg
Estado P2 2: = 3 MPa

I kJ )
Wbomba, ent = V1(P2 - P1) = (0,001 037 m3/kg ) [ (3.000 - 75 ) kPaJ ( 1 kPa·m 3 FIGURA 1 0-3 Esquema e diagrama T-s
para o Exemplo 10- 1 .
= 3,03 kJ/kg
h2 h1= + Wbomba. ent = (384,44 + 3,03) kJ/kg = 387,47 kJ/kg

Estado P3 3 MPa } h3 3. 1 1 6, 1 kJ/kg


T3 = 350 ºC = 6,7450 kJ/kg·
3: = =

S3 K
Estado4: P4 75 kPa (mistura sat. )
=

X4 ---;;:- 6,74506,2426
=
S4 - St - 1 ,2 1 32
= 0,886 J =

h4 h1 X4h1., 384,44 0,886 (2.278,0)


= + = + [ = 2.403,0 kJ/kg

Portanto,
q0nt = h3 - h2 = (3. 1 1 6, 1 - 387,47) kJ/kg = 2.728,6 kJ/kg
q,.; = h4 - h1 = (2.403,0 - 384,44) kJ/kg = 2.0 1 8,6 kJ/kg

q . 2.01 8,6 kJ/kg


7/t = 1 -� = 1 - = 0,260 ou 26,0%
qent 2.728,6 kJ/kg
(continua)
(continuoção)
A eficiência térmica poderia ser também determinada a partir de
W1urb. sai = h3 h4 =
- (3. 1 1 6, l - 2.403,0) kJ/kg = 7 1 3 , l kJ/kg
W1;q = Wturb, sai - Wbomba, ent = (7 1 3, J - 3,03) kJ/kg = 7 1 0, l kJ/kg

ou
(2.728,6 - 2.0 1 8,6) kJ/kg = 7 1 0,0 kJ/kg

Wliq 7 J 0,0 kJ/kg


771 = _ = = 0,260 ou 26,0%
qent 2.728,6 kJ/kg

Ou seja, essa usina converte 26% do calor que recebe na caldeira em trabalho líqui­
do. Uma usina real operando nos mesmos limites de temperatura e pressão terá uma
eficiência mais baixa devido às irreversibilidades (como o atrito, por exemplo).
Discussão Observe que a razão de consumo de trabalho <rei = w0n/w,,;) dessa usi­
na é 0,004, e portanto apenas 0,4% do trabalho produzido na turbina é necessário
para acionar a bomba. Razões de consumo de trabalho tão baixas são característi­
cas dos ciclos de potência a vapor. Isso contrasta com os ciclos de potência a gás,
os quais em geral envolvem razões de consumo de trabalho muito altas (cerca de
40 a 80%).
Também é interessante notar que a eficiência térmica de um ciclo de Carnot
operando entre os mesmos limites de temperatura seria de
(9 1 ,76 + 273) K
'r/t. Carnol = 1 1 - = 0 '4 1 5
(350 + 273) K

A diferença entre as duas eficiências é decorrente da grande irreversibilidade externa


do ciclo de Rankine causada pela grande diferença de temperaturas entre o vapor de
água e os gases de combustão.

1 0-3 DESVIOS ENTRE OS CICLOS REAIS DE POTÊNCIA


A VAPOR E OS IDEALIZADOS
O ciclo real de potência a vapor difere do ciclo de Rankine ideal, como ilustra a Fig.
I 0-4a, em virtude das irreversibilidades em vários componentes. O atrito do fluido
e a perda de calor para a vizinhança são duas fontes comuns de irreversibilidades.
O atrito no fluido causa queda de pressão na caldeira, no condensador e nas
tubulações entre os diversos componentes. Como resultado, o vapor sai da caldeira
a uma pressão um pouco mais baixa. Da mesma forma, a pressão na entrada da
turbina é mais baixa do que aquela na saída da caldeira, devido à queda de pressão
na tubulação de conexão. A queda de pressão no condensador geralmente é muito
pequena. Para compensar essas quedas de pressão, a água deve ser bombeada até
uma pressão suficientemente mais alta do que aquela que o ciclo ideal pede. Isso
exige uma bomba maior e que consome mais trabalho.
A outra fonte importante de irreversibilidade é a perda de calor do vapor para a
vizinhança à medida que esse escoa através dos diversos componentes. Para manter
---------------
Capítulo 10 • C ic l os de Potên cia a Va po r e Com bin ados �

Ciclo ideal
T T

Irreversibilidade
3

\ na turbina
1

V
,.1 4
1

/
Queda de pressão
4s 4r
no condensador

(a) ( b)

(b)FIGURA 1 0-4 (a) Desvios do ciclo real de potência a vapor do ciclo de Rankine ideal.
O efeito das irreversibilidades na bomba e na turbina sobre o ciclo de Rankine ideal.

o mesmo nível de potência líquida produzida, é preciso transferir mais calor para
o vapor da caldeira a fim de compensar essas perdas indesejáveis de calor. Conse­
quentemente, a eficiência do ciclo diminui.
Além dessas, particularmente importantes são as irreversibilidades que ocor­
rem dentro da bomba e da turbina. Uma bomba exige maior consumo de trabalho
e uma turbina produz menos trabalho em virtude das irreversibilidades. Sob condi­
ções ideais, o escoamento através desses dispositivos é isentrópico. O desvio entre
as bombas e turbinas reais e as isentrópicas pode ser calculado utilizando-se as
eficiências isentrópicas definidas como

( 1 0-1 0)

( 1 0-1 1 )

onde o s estados 2 r e 4r são os estados de saída reais da bomba e da turbina, res­


pectivamente, e 2s e 4s são os estados correspondentes para o caso isentrópico
(Fig. 1 0-4b).
Outros fatores também precisam ser considerados na análise dos ciclos reais
de potência a vapor. Em condensadores reais, por exemplo, geralmente o líquido é
sub-resfriado para evitar a ocorrência de cavitação, ou seja, a vaporização e a con­
densação rápidas do fluido no lado de baixa pressão do rotor da bomba, que podem
chegar a danificá-lo. Como consequência do atrito, ocorrem perdas adicionais em
mancais entre as partes móveis. O vapor que vaza durante o ciclo e o ar externo
que vaza para o interior do condensador representam duas outras fontes de perda.
Finalmente, a potência consumida pelos equipamentos auxiliares, como os venti­
ladores que alimentam de ar a fornalha, também deve ser considerada na avaliação
do desempenho global das usinas.
O efeito das irreversibilidades na eficiência térmica de um ciclo de potência a
vapor é ilustrado no exemplo seguinte.
EXEMPLO 10-2 Um ciclo real de potência a vapor
Uma usina de potência a vapor de água opera segundo o ciclo mostrado na Fig. 1 0-5.
Se a eficiência isentrópica da turbina é de 87% e a eficiência isentrópica da bomba é
(a) (b)
de 85%, determine a eficiência térmica do ciclo e a potência líquida da usina
para um fluxo de massa de 15 kg/s.

SOLUÇÃO Um ciclo de potência a vapor onde as eficiências da turbina e da bomba


são especificadas é considerado. A eficiência térmica e a potência líquida devem ser
determinadas.
Hipóteses 1 A instalação opera em regime permanente. 2 As variações de energia
cinética e potencial são desprezíveis.
T-s
Análise A representação esquemática da usina e o diagrama do ciclo são mostra­
dos na Fig. 1 0-5. As temperaturas e pressões do vapor em diversos pontos também
são indicados na figura. Observamos que a usina envolve componentes com escoa­
mento em regime permanente e opera no ciclo de Rankine, mas são consideradas as
imperfeições em vários componentes.
(a) A eficiência térmica de um ciclo é a razão entre o trabalho líquido e o consumo
de calor, e é determinada da seguinte maneira:
Trabalho consumido pela bomba:
W bomba. ent
s.

Wbomba, enr =

(O,OO I009 m3/kg) [ ( 16.000 - 9) kPa] ( l kJ )


0,5 1 kPa·m3
1 9,0 kJ/kg

1 5,9 MPa
qent
35 ºC
�--�--�

Caldeira T

0
@ 1 6 MPa 1 5 MPa
600 ºC

f --
Bomba
Wbomba. ent

= 0,85
T/p

9 kPa
CD 38 ºC Condensador
f
-
FIGURA 1 0-5 Esquema e diagrama T-s para o Exemplo 1 0-2.
���������������������________�-�____�______�____�________�
llfn!llllll
C a p ít u l o l O • C i c l os d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �

Trabalho produzido pela turbina:


W1urb. sai = IJT W turb. sai
s.

= T1T(h5 - h6s ) = 0,87 (3.583,1 - 2.1 1 5,3) kJ/kg


= 1 .277,0 kJ/kg
Entrada de calor na caldeira:
h4 - h3 (3.647,6 - 1 60, 1 ) kJ/kg
qent = = = 3.487,5 kJ/kg
Assim,
W1 ;q = W1urb. sai - Wbomba, ent = ( J.277,0 - 1 9,0) kJ/kg = 1 . 258,0 kJ/kg
w
1q 1 .258,0 kJ/kg
T/1 = _ • =
q.,11 3.487,5 kJ/kg
= 0,361 ou 36,1 %

(b) A potência produzida por essa usina é


W1;q = ni(wliq ) = ( 1 5 kg/s) ( I.258,0 kJ/kg) = 18,9 MW

Discussão Sem as irreversibilidades, a eficiência térmica desse ciclo corresponderia


a 43% (ver Exemplo 1 0--3c).

1 0-4 COMO PODEMOS AUMENTAR A EFICIÊNCIA DO


CICLO DE RANKINE?
As usinas de potência a vapor são responsáveis pela produção da maior parte da
energia elétrica do mundo, e mesmo pequenos aumentos de eficiência térmica
podem significar grande economia na necessidade de combustível. Assim, gran­
des esforços são dedicados para melhorar a eficiência do ciclo em que as usinas
operam.
A ideia básica por trás de todas as modificações propostas para aumentar a efi­
ciência térmica de um ciclo de potência é a mesma: aumentar a temperatura média
na qual o calor é transferido para o fluido de trabalho na caldeira ou diminuir a
temperatura média na qual o calor é rejeitado do fluido de trabalho no condensa- T
dor. Ou seja, a temperatura média do fluido deve ser a mais alta possível durante o
fornecimento de calor e a mais baixa possível durante a rejeição de calor. A seguir
discutimos três maneiras de realizar isso para o ciclo de Rankine simples ideal.

Reduzindo a pressão no condensador (reduz TL,m ed>


O vapor no condensador é uma mistura saturada na temperatura de saturação cor­
respondente à pressão dentro do condensador. Assim, a diminuição da pressão de

Aumento no w1 ;q
operação do condensador diminui automaticamente a temperatura do vapor e, con­ 4'
sequentemente, a temperatura na qual o calor é rejeitado.
O efeito da diminuição da pressão no condensador sobre a eficiência do ciclo
de Rankine é i lustrado pelo diagrama T-s da Fig. 1 0-6. Para fins de comparação,
o estado de entrada na turbina é mantido o mesmo. A área colorida desse diagra­ FIGURA 1 0-6 O efeito da redução da
ma representa o aumento do trabalho líquido devido à diminuição da pressão do pressão no condensador sobre o ciclo de
condensador de P4 para P4. O consumo de calor também aumenta (representado Rankine ideal.
pela área sob a curva 2'-2), mas o aumento é muito pequeno. Deste modo, o efeito
global da dimjnuição da pressão no condensador é um aumento na eficiência tér­
mjca do ciclo.
Para aproveitar o aumento da eficiência a baixas pressões, os condensado­
res das usinas a vapor geralmente operam bem abaixo da pressão atmosférica.
Isso não representa um grande problema, uma vez que os ciclos de potência a
vapor operam em um circuito fechado. Entretanto, existe um l i mjte i nferior para
a pressão dentro do condensador: ela não pode ser mais baixa que a pressão de
saturação correspondente à temperatura do meio de resfriamento. Por exemplo,
considere um condensador que deve ser resfriado por um rio próximo a 1 5 ºC.
Admitindo uma diferença de temperatura de l O ºC para uma transferência de calor
efetiva, a temperatura do vapor no condensador deve estar acima de 25 ºC. Dessa
maneira, a pressão no condensador deve estar acima de 3,2 kPa, que é a pressão de
saturação a 25 ºC.
Entretanto, a diminuição da pressão no condensador tem efeitos colaterais. Ela
cria a possibilidade da infiltração do ar ambiente para o interior do condensador,
e mais importante ainda é o fato de que ela aumenta a umidade do vapor nos es­
tágios finais da turbina, como pode ser visto na Fig. 1 0-6. A presença de grandes
quantidades de umjdade é altamente indesejada nas turbinas, porque isso diminui
sua eficiência e provoca a erosão de suas pás. Felizmente, esse problema pode ser
evitado, conforme discutido a seguir.

Superaquecendo o vapor a temperaturas


mais altas (aumenta TH , me d>
T
Aumento no w1;q
A temperatura média com a qual o calor é transferido para o vapor pode ser au­
mentada sem aumentar a pressão da caldeira pelo superaquecimento do vapor a
altas temperaturas. O efeito do superaquecimento sobre o desempenho dos ciclos
de potência a vapor é ilustrado pelo diagrama T-s da Fig. 1 0-7. A área colorida des­
se diagrama representa o aumento do trabalho líquido. A área total sob a curva do
processo 3-3' representa o aumento do fornecimento de calor. Assim, tanto o traba­
lho líquido quanto o consumo de calor aumentam devido ao superaquecimento do
vapor a uma temperatura mais alta. O efeito global é um aumento na eficiência tér­
mica, uma vez que a temperatura média com a qual o calor é adicionado aumenta.
O superaquecimento do vapor a temperaturas mais altas tem outro efeito bastan­
te desejável: ele diminui o conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina, como
é possível ver no diagrama T-s (o título no estado 4' é maior do que no estado 4).
A temperatura em que o vapor pode ser superaquecido é limitada por conside­
FIGURA 1 0-7 O efeito do rações metalúrgicas. No momento, a mais alta temperatura permitida para o vapor
superaquecimento do vapor a temperaturas na entrada da turbina é de cerca de 620 ºC ( 1 . 1 50 ºF). Qualquer aumento nesse
mais altas no ciclo de Rankine ideal. valor depende do aperfeiçoamento dos materiais atuais ou da descoberta de novos
materiais que resistam a altas temperaturas. Materiais cerâmicos são bastante pro­
missores nesse aspecto.

Aumentando a pressão na caldeira (aumenta TH , m ed>


Outra forma de aumentar a temperatura média durante o processo de fornecimento
de calor é aumentar a pressão de operação da caldeira. Isso eleva automaticamente
a temperatura de ebulição, o que, por sua vez, eleva a temperatura média com a
qual o calor é transferido para o vapor e, assim, eleva a eficiência térmjca do ciclo.
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____��
C a p lt u l o l O • C i c l os d e Potênc ia a Va po r e Co m b inados -lf!f!llllll
O efeito do aumento da pressão da caldeira sobre o desempenho dos ciclos T

Aumento
de potência a vapor é ilustrado no diagrama T-s da Fig. 1 0-8. Observe que para
uma temperatura fixa na entrada da turbina, o ciclo se desloca para a esquerda e o 3' 3
- - - - - Tmax
conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina aumenta. Esse efeito colateral
indesejado pode ser corrigido pelo reaquecimento do vapor, como discutiremos na
próxima seção.
As pressões de operação das caldeiras aumentaram gradualmente ao longo dos
anos. Em 1 922, a pressão correspondia aproximadamente a 2,7 MPa (400 psia), e
nos dias de hoje equivale a mais de 30 MPa (4.500 psia), gerando vapor suficiente
para produzir uma potência líquida de 1 .000 MW ou mais em uma usina de grande
porte. Muitas das usinas a vapor modernas operam a pressões supercríticas (P >
22,06 MPa) e têm eficiências térmicas de cerca de 40% para as usinas a combustí-
vel fóssil e 34% para as usinas nucleares. Existem mais de 1 50 usinas a vapor com
pressão supercrítica em operação nos Estados Unidos. As eficiências mais baixas FIGURA 1 0-8 O efeito do aumento
das usinas nucleares se devem às temperaturas máximas mais baixas usadas na­ da pressão da caldeira sobre o ciclo de
quelas usinas por questões de segurança. O diagrama T-s de um ciclo de Rankine Rankine ideal.
supercrítico é mostrado na Fig. 1 0-9.
Os efeitos da diminuição da pressão no condensador, do superaquecimento
do vapor a temperaturas mais altas e do aumento da pressão da caldeira sobre a
eficiência térmica do ciclo de Rankine são ilustrados no Exemplo 1 0-3.

EXEMPLO 1 0-3 Efeito da pressão e da temperatura da caldeira sobre T


a eficiência 3

Considere uma usina a vapor de água operando segundo o ciclo de Rankine ideal.
Vapor entra na turbina a 3 MPa e 350 ºC e é condensado no condensador à pressão
(a)
de 1 0 kPa. Determine a eficiência térmica dessa usina, a eficiência térmica (b)
se o vapor for superaquecido a 600 ºC e não a 350 ºC, e (e) a eficiência térmica se
a pressão da caldeira for elevada até 15 MPa enquanto a temperatura na entrada da
turbina é mantida a 600 ºC.

SOLUÇÃO Uma usina a vapor operando no ciclo de Rankine ideal é considerada.


Os efeitos do aumento da temperatura de superaquecimento do vapor e da elevação
da pressão da caldeira sobre a eficiência térmica devem ser investigados.
Análise Os diagramas T-s do ciclo para os três casos são expostos na Fig. 1 0-IO.
(a)Esta é a usina a vapor discutida no Exemplo 1 0- 1 , exceto pela pressão do con­
densador que foi reduzida para 1 O kPa. A eficiência térmica é determinada de modo
FIGURA 1 0-9 Um ciclo de Rankine
semelhante:
Estado 1: P 1 1 0 kPa } h 1 h1 @
= = I O kPa = 1 9 1 ,8 1 kJ/kg supercrítico.
Líquido sat. V 1 v, @ = I O kPa = 0,00 1 0 1 m 3/kg

Estado P2 3 MPa
2: =

l kJ 3)
Wbomba. en• = V1(P2 - P1) = (0,00 1 0 1 m3/kg)[ (3.000 - 10) kPaJ ( 1 kPa·m
3,02 kJ/kg
h2 = h1 + = ( 1 9 1 ,8 1 + 3,02) kJ/kg = 1 94,83 kJ/kg
=

Wbomba. ent

(continua)
T T T

T3 = 600 ºC T3 =600 ºC
3
T3 = 350 º C 3
3
3 MPa 3 MPa

10 kPa 10 kPa

(a) (b) ( e)
FIGURA 1 0-1 O Diagramas T-s dos três ciclos discutidos no Exemplo 1 0-3.

}
(continuaçüo)
Estado 3: P3 = 3 MPa h3 = 3.1 16, 1 kJ/kg
T3 = 350 ºC S3 = 6,7450 kJ/kg·K
Estado 4: P4 = 1 0 kPa (mistura sat.)
S4 = S3

---; ;:- =
4
S - St 6,7450 - 0,6492
X4 = = 0,8 1 28
7 4996 '
Portanto,
h4 = hf + X4hi., = 1 9 1 ,8 1 + 0,8 1 28 (2.392, 1 ) = 2. 1 36, J kJ/kg
qent = h3 - h2 = (3. 1 1 6, l - 1 94,83) kJ/kg = 2.921 ,3 kJ/kg
qsai = h4 - h1 = (2. 1 36, 1 - 1 9 1 ,8 1 ) kJ/kg = 1 .944,3 kJ/kg

e
qsai l.944,3 kJ/kg
T/1 = 1 -- = 1 - = 0,334 ou 33,4 %
qent 2.92 1 ,3 kJ/kg
Portanto, a eficiência térmica aumenta de 26,0 para 33,4% como resultado da dimi­
nuição da pressão do condensador de 75 kPa para 1 O kPa. Ao mesmo tempo, porém,
o título do vapor diminui de 88,6 para 8 1 ,3% (em outras palavras, o conteúdo de
umidade aumenta de 1 1 ,4 para 1 8,7% ).
(b) Os estados 1 e 2 permanecem iguais neste caso, e as entalpias no estado 3 (3 MPa
e 600 ºC) e no estado 4 ( l O kPa e s4 = são s3)
h3 = 3.682,8 kJ/kg
h4 = 2.380,3 kJ/kg (x4 = 0,9 1 5 )
Assim,
%111 = h3 - h2 = 3.682,8 - 1 94,83 = 3.488,0 kJ/kg
qsai = h4 - h, = 2.380,3 - 1 9 1 , 8 1 = 2 . 1 88,5 kJ/kg
----------------
Capítulo 10 • C ic l os de Potên cia a Va po r e Com bin ados
-�
...,....._

e
qsai 2.1 88,5 kJ/kg
7/1 = 1 - - = 1 - = 0,373 ou 37,3%
%111 3.488,0 kJ/kg
Pm1anto, a eficiência térmica aumenta de 33,4 para 37,3% como resultado do supe­
raquecimento do vapor de 350 ºC para 600 ºC. Ao mesmo tempo, o título do vapor
aumenta de 8 1 ,3 para 9 1 ,5% (em outras palavras, o conteúdo de umidade diminui
de 1 8,7 para 8,5%).
(e) O estado 1 permanece igual neste caso, mas os outros estados mudam. As en­

s4 s3) s2
talpias no estado 2 ( 1 5 MPa e = s 1 ), no estado 3 ( 1 5 MPa e 600 ºC) e no estado 4
(10 kPa e = são determinadas de modo semelhante por
h2 = 206,95 kJ/kg
h3 = 3.583, 1 kJ/kg
h4 = 2. 1 1 5,3 kJ/kg (x4 = 0,804)
Assim,
qent = h3 - h2 = 3.583, 1 - 206,95 = 3.376,2 kJ/kg
qsai = h4 - h 1 2 . 1 1 5,3 - 1 9 1 ,8 1 l.923,5 kJ/kg
= =

e
qsai l . 923,5 kJ/kg
771 = l - - = l - 1 = 0,430 ou 43,0%
qen1 3.376,2 kJ kg
Discussão A eficiência térmica aumenta de 37,3 para 43,0% como resultado da ele­
vação da pressão na caldeira de 3 MPa para 15 MPa, mantendo a temperatura na
entrada da turbina em 600 ºC. Ao mesmo tempo, porém, o título do vapor diminui
de 9 1 ,5 para 80,4% (em outras palavras, o conteúdo de umidade aumenta de 8,5 para
1 9,6%).

1 0-5 O CICLO DE RANKINE I DEAL COM


REAQUECIMENTO
Observamos na ú l tima seção que o aumento da pressão da caldeira aumenta a
eficiência térmica do ciclo de Rankine, mas também aumenta o conteúdo de umi­
dade do vapor até níveis inaceitáveis. Então, é natural que a seguinte pergunta
seja feita:
Como poderíamos tirar vantagem da elevada eficiência decorrente de uma
alta pressão na caldeira sem enfrentar o problema da umidade excessiva nos
últimos estágios da turbina?

Duas possibilidades surgem:


1. Superaquecer o vapor a temperaturas muito altas antes que ele entre na tur­
bina. Essa seria uma solução desejável, uma vez que a temperatura média na
qual o calor é fornecido também aumentaria, aumentando a eficiência do ci­
clo. Essa, porém, não é uma solução viável, uma vez que exige o aumento da
temperatura do vapor até níveis que não são metalurgicamente seguros.
Reaquecimento
T

Turbina de
-

alta pressão

Caldeira Turbina de

��P=4==P=5==Pr=enq=ued=o:t=====�
Reaquecedor f4\
\J baixa pressão

@)

0 i Bomba

CD
FIGURA 1 0-1 1 O ciclo de Rankine ideal com reaquecimento.

2. Expandir o vapor da turbina em dois estágios, e reaquecê-lo entre eles. Em


outras palavras, modificar o ciclo de Rankine ideal com um processo de rea­
quecimento. O reaquecimento é uma solução prática para o problema de umi­
dade excessiva nas turbinas, e é normalmente utilizado nas usinas a vapor
modernas.
O diagrama T-s do ciclo de Rankine ideal com reaquecimento e a repre­
sentação esquemática da usina de potência operando nesse ciclo são mostrados
na Fig. 1 0- 1 l . O ciclo de Rankine ideal com reaquecimento difere do ciclo de
Rankine simples ideal, pois o processo de expansão ocorre em dois estágios. No
primeiro estágio (a turbina de alta pressão), o vapor é expandido de forma isentró­
pica até uma pressão intermediária e enviado novamente para a caldeira na qual
é reaquecido a pressão constante, geralmente até a temperatura de entrada do pri­
meiro estágio da turbina. Em seguida, o vapor se expande isentropicamente no
segundo estágio (a turbina de baixa pressão) até a pressão do condensador. Dessa
maneira, o fornecimento total de calor e a produção total de trabalho nas turbinas
para um ciclo com reaquecimento tornam-se

( 1 0-1 2)

e
( 1 0-1 3)

A incorporação de um único reaquecimento em uma usina moderna aumenta a


eficiência do ciclo em 4 a 5%, pelo aumento da temperatura média na qual o calor
é transferido para o vapor.
É possível aumentar a temperatura média durante o processo de reaqueci­
mento, aumentando o número de estágios de expansão e reaquecimento. À medida
que se aumenta o número de estágios, os processos de expansão e reaquecimento
se aproximam de um processo isotérmico à temperatura máxima, como mostra a
Fig. 1 0- 1 2. Entretanto, o uso de mais de dois estágios de reaquecimento não é prá­
FIGURA 1 0-1 2 A temperatura média tico. O aumento teórico da eficiência devido ao segundo reaquecimento é cerca de
na qual o calor é transferido durante o metade do aumento resultante de um único reaquecimento. Se a pressão de entrada
reaquecimento aumenta com um maior da turbina não for suficientemente alta, um reaquecimento duplo resultaria em des­
número de estágios de reaquecimento. carga da turbina superaquecida. Isso não é desejável, pois aumentaria a temperatura
�������� �������____�__�______�_____�_________�_____��
C a p lt u l o l O • C i c l os i i
d e P otên c a a Va po r e Co m b n a d os -"!frllllll
����� ���

média da rejeição de calor e, portanto, diminuiria a eficiência do ciclo. Assim, o


reaquecimento duplo só é utilizado nas usinas com pressão supercrítica (P > 22,06
MPa). Um terceiro estágio de reaquecimento aumentaria a eficiência do ciclo em
cerca de metade do aperfeiçoamento atingido pelo segundo reaquecimento. Esse
ganho é pequeno demais para justificar o custo e a complexidade ad icionais.
O ciclo com reaquecimento foi introduzido na metade dos anos 1 920, mas foi
abandonado nos anos 1 930 por conta de dificuldades operacionais. Com o aumen­
to contínuo das pressões na caldeira ao longo dos anos, a reintrodução do reaqueci­
mento simples foi necessária no final dos anos 1 940, assim como o reaquecimento
duplo foi necessário no início dos anos 1 950.
As temperaturas de reaquecimento são muito próximas ou iguais à temperatura
de entrada da turbina. A pressão ótima de reaquecimento é de cerca de um quarto da
pressão máxima do ciclo. Por exemplo, a pressão ideal de reaquecimento para um ci­
clo com uma pressão de 1 2 MPa no interior da caldeira é de aproximadamente 3 MPa.
Lembre-se de que a única finalidade do ciclo com reaquecimento é reduzir o
conteúdo de umidade d o vapor nos estágios finais do processo de expansão. Se ti­
véssemos materiais que resistissem de forma satisfatória a altas temperaturas, não
haveria necessidade do ciclo com reaquecimento.

EXEMPLO 1 0-4 O ciclo de Rankine i deal com reaqueci mento


Considere uma usina a vapor que opera segundo o ciclo de Rankine ideal com rea­
quecimento. O vapor entra na turbina de alta pressão a 15 MPa e 600 ºC e é con­
densado no condensador a uma pressão de 10 kPa. Considerando que o conteúdo
de umidade do vapor na saída da turbina de baixa pressão não deve exceder 10,4%,
determine (a) a pressão na qual o vapor deve ser reaquecido e (b) a eficiência térmica
do ciclo. Considere que o vapor é reaquecido até a mesma temperatura de entrada da
turbina de alta pressão.
SOLUÇÃO Uma usina a vapor que opera no ciclo de Rankine ideal com reaqueci­
mento é considerada. Considerando um conteúdo de umidade especificado na saída
da turbina, a pressão de reaquecimento e a eficiência térmica devem ser determinadas.
Hipóteses 1 A usina opera em regime permanente. 2 As variações de energia ciné­
tica e potencial são desprezíveis.
Análise A representação esquemática da usina e o diagrama T-s do ciclo são mostra­
dos na Fig. 10-13. Observamos que a usina opera segundo o ciclo de Rankine ideal
com reaquecimento. Assim, a bomba e as turbinas são isentrópicas, não há queda
de pressão na caldi eira e no condensador, e o vapor deixa o condensador e entra na
bomba como líqu do saturado à pressão do condensador.
(a) A pressão de reaquecimento é determinada com base no requisito de que as en­
tropias nos estados 5 e 6 sejam iguais:
Estado 6: P6 = 10 kPa
x6 = 0,896 (mistura sat.)
s6 = s1 + x6s1., = 0,6492 0,896(7,4996) = 7,3688 kJ/kg· K
+

Da mesma forma,
h6 = h1 + x6hlv = 191,8 1 + 0,896(2.392,l ) = 2.335,1 kJ/kg
Assim,
Estado T5 = 600 ºC} P5 = 4,0 MPa
5:
S5 S6 h5 3.674,9 kJ/kg
= =

(continua)
MPa T,ºC
-
15

Reaquecimento

600

Caldeira Reaquecedor @

4 = P5 =
-
P ?reaquecido
. J=
- �
0
i 1 5 MPa
Bomba
- l O kPa

CD s

FIGURA 1 0- 1 3 Esquema e diagrama T-s para o Exemplo 1 0-4.

(continuação)
Portanto, o vapor deve ser reaquecido a uma pressão de 4 MPa ou menor para evitar
um conteúdo de umidade acima de 1 0,4%.
(b) Para determinarmos a eficiência térmica, precisamos conhecer as entalpias de
todos os outros estados:
Estado /: P1 = I O kPa } h1 h1@ = J O kPa = 1 9 1 ,8 1 kJ/kg
Líquido sat. V 1 V1 @
= I O kPa = 0,001 0 1 m3/kg
Estado 2: P2 = 1 5 MPa

V1(P2 - P1) m3/kg)


1)
Wbomba. eru = = (0,00 1 0 1

X ( ( 15.000 - l O)kPaJ ( 1
l kJ
kPa·m-
= 15, 1 4 kJ/kg
h2 '1 1
= + Wbomba. cnt = ( 1 9 1 ,8 1 + 1 5, 1 4 ) kJ/kg = 206,95 kJ/kg

Estado 3: } h3
P3 = 1 5 MPa
T3 600 ºC
= S3 =
= 3.583, 1 kJ/kg
6,6796 kJ/kg· K

Estado 4: P4 4 MPa } h4
= = 3 . 1 55,0 kJ/kg
=
S4 S3T ( 4 = 375,5 ºC )

Assim,
%n1 = (h3 - h2) + (h5 - h4)
= (3.583 , 1 - 206,95) kJ/kg + (3.674,9 - 3. 1 55,0) kJ/kg
= 3.896, l kJ/kg
lfsa; = h6 - h1 = (2.335, 1 - 1 9 1 ,8 1 ) kJ/kg
= 2. 143,3 kJ/kg
---------------
Capítulo 10 • C ic l os de Potên cia a Va po r e Com bin ados -
e

1 -
qsai 2 . 1 43,3 kJ/kg
771 = 1 --= = 0,450 ou 45,0%
%m 3.896, 1 kJ/ kg

Discussão Este problema foi resolvido no Exemplo I 0-3c para os mesmos limites
de pressão e temperatura, mas sem o processo de reaquecimento. Uma comparação
entre os dois resultados revela que o reaquecimento reduz o conteúdo de umidade de
1 9,6 para 1 0,4%, aumentando a eficiência térmica de 43 para 45%.

Vapor que
sai da caldeira
1 0-6 CICLO DE RANKINE REGENERATIVO I DEAL
Adição de calor
T

a baixa temperatura
Um exame cuidadoso do diagrama T-s do ciclo de Rankine redesenhado na Fig.
3
1 0- 1 4 revela que calor é transferido para o fluido de trabalho durante o processo
2-2' a uma temperatura relativamente baixa. Isso diminui a temperatura média do
processo de fornecimento de calor e, portanto, a eficiência do ciclo.
Para minimizarmos esse problema, procuramos modos de aumentar a tempe­
entra na
caldeira
ratura do líquido que sai da bomba (chamado de água de alimentação) antes que
ele entre na caldeira. Uma possibilidade seria transferir calor do vapor que está se
expandindo na turbina para a água de alimentação que escoaria em contracorrente
em um trocador de calor construído dentro da turbina, ou seja, efetuar uma regene­ 4
ração. Entretanto, essa solução não é prática porque é difícil projetar tal trocador
de calor, e também porque ela aumentaria o conteúdo de umidade do vapor nos

FIGURA 1 0-1 4 A primeira parte do


últimos estágios da turbina.
Um processo prático de regeneração nas usinas de potência a vapor de água
processo de fornecimento de calor
é realizado pela extração do vapor da turbina em diversos pontos. Esse vapor, que na caldeira ocorre a temperaturas
poderia ter produzido mais trabalho se completasse a expansão dentro da turbina, relativamente baixas.
é antes usado para aquecer a água de alimentação. O dispositivo no qual a água de
alimentação é aquecida por regeneração chama-se ou
regenerador, aquecedor
de água de alimentação (AAA).
A regeneração não apenas melhora a eficiência do ciclo, mas também oferece
um meio conveniente de desaerar a água de alimentação (remover o ar que se infil­
tra no condensador) para evitar corrosão da caldeira. Ela também ajuda a reduzir
a grande vazão volumétrica de vapor nos últimos estágios da turbina (devido aos
altos volumes específicos a baixas pressões). Assim, a regeneração tem sido usada
em todas as usinas a vapor modernas desde sua introdução no início dos anos 1 920.
B asicamente, um aquecedor de água de alimentação é um trocador de calor no
qual o calor é transferido do vapor para a água de alimentação, seja com a mistura
de duas correntes de fluido (aquecedores de água de alimentação abertos) ou sem
(aquecedores de água de alimentação fechados). A regeneração com ambos os ti­
pos de aquecedores de água de alimentação é discutida a seguir.

Aquecedores de água de a l i mentação abertos


Um (ou
aquecedor de água de alimentação aberto de contato direto) é basi­
camente uma câmara de mistura, onde o vapor extraído da turbina se m istura à
água de alimentação que sai da bomba. Idealmente, a mistura sai do aquecedor
como líquido saturado à pressão do aquecedor. A representação esquemática de
uma usina de potência a vapor com um aquecedor de água de alimentação aberto e
o diagrama T-s do ciclo são mostrados na Fig. 1 0- 1 5 .
T

Caldeira 1 -y
(J)
aberto
AAA

© i

Bomba íl
Bomba 1
FIGURA 1 0- 1 5 O ciclo de Rankine regenerativo ideal com um aquecedor de água de alimentação aberto.

Em um ciclo de Rankine regenerativo ideal, vapor entra na turbina à pressão


da caldeira (estado 5) e se expande de forma isentrópica até uma pressão i nter­
mediária (estado 6). Parte do vapor é extraída nesse estado e direcionada para
o aquecedor de água de alimentação, enquanto o restante do vapor continua se
expandindo de forma isentrópica até a pressão do condensador (estado 7). A água
deixa o condensador como líquido saturado à pressão do condensador (estado 1 ).
Essa água condensada, também chamada de água de alimentação, entra em uma
bomba isentrópica, na qual é comprimida até a pressão do aquecedor de água de
alimentação (estado 2) e é direcionada para o aquecedor de água de alimentação,
onde se mistura ao vapor extraído da turbina. A fração de vapor extraída é tal que a
mistura sai do aquecedor como líquido saturado à pressão do aquecedor (estado 3 ) .
U m a segunda bomba eleva a pressão d a água até a pressão d a caldeira (estado 4).
O ciclo se completa pelo aquecimento da água na caldeira até o estado de entrada
da turbina (estado 5).
Na análise das usinas de potência a vapor é mais conveniente trabalhar com
quantidades expressas por unidade de massa do vapor que escoa através da caldei­
ra. Para cada 1 kg de vapor que sai da caldeira, y kg se expandem parcialmente na
turbina e são extraídos no estado 6. Os ( l - y)kg restantes se expandem completa­
mente até a pressão do condensador. Assim, os fluxos de massa são diferentes nos
diferentes componentes. Se o fluxo de massa através da caldeira for 1i1, por exem­
plo, ele será ( l - y)m · através do condensador. Esse aspecto do ciclo de Rankine
regenerativo deve ser considerado na análise do ciclo, bem como na i nterpretação
das áreas do diagrama T-s. De acordo com a Fig. 1 0- 1 5, as interações de calor e
trabalho de um ciclo de Rankine regenerativo com um aquecedor de água de ali­
mentação devem ser expressas por unidade de massa do vapor que escoa através da
caldeira da seguinte maneira:

( 1 0-14)
qsai = ( 1 - y) ( h7 - h 1 ) ( 1 0-1 5)
W1urb. sai = (h5 - h6 ) + ( J - y) (h6 - h7 ) ( 1 0-1 6)
Wbomba. ent = (1 - Y) Wbomba 1, em + Wbomba n, ent ( 1 0-1 7)
���������������������________�-�____�______�____�________�

C a p ít u l o l O • C i c l os d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �

onde

(fração de vapor extraído)

A eficiência térmica do ciclo de Rankine aumenta como resultado da rege­


neração. Isso acontece porque a regeneração eleva a temperatura média na qual o
calor é transferido para o vapor da caldeira, elevando a temperatura da água antes
que ela entre na caldeira. A eficiência do ciclo aumenta ainda mais à medida que
o número de aquecedores de água de alimentação aumenta. Várias grandes usinas
em operação hoje em dia possuem até oito aquecedores de água de alimentação. O
número ideal de aquecedores de água de alimentação é determinado por conside­
rações econômicas. O uso de um aquecedor adicional de água de alimentação não
pode ser j ustificado, a menos que ele economize no custo de combustível mais do
que seu próprio custo.

Aquecedores de água de a l i mentação fechados


Outro tipo de aquecedor de água de alimentação muito usado em usinas a vapor é
o aquecedor de água de alimentação fechado, no qual o calor é transferido do
vapor extraído da turbina para a água de alimentação sem que ocorra qualquer pro­
cesso de mistura. As duas correntes podem agora estar a pressões diferentes, uma
vez que não se misturam. A representação esquemática de uma usina de potência
a vapor com um aquecedor de água de alimentação fechado e o diagrama T-s do
ciclo são mostrados na Fig. 1 0- 1 6. Em um aquecedor de água de alimentação fe­
chado ideal, a água de alimentação é aquecida até a temperatura de saída d o vapor
extraído, que idealmente deixa o aquecedor como líquido saturado à pressão de ex­
tração. Nas usinas de potência reais, a água de alimentação sai do aquecedor abai­
xo da temperatura de saída do vapor extraído, porque é necessária uma diferença

Caldeira

Câmara -
Condensador
de mistura
CD
0

Bomba LI
-

FIGURA 1 0- 1 6 O ciclo d e Rankine regenerativo ideal com u m aquecedor d e água d e alimentação fechado.
FIGURA 1 0-1 7 Uma usina de potência a vapor com um aquecedor de água de
alimentação aberto e três fechados.

de temperatura de pelo menos alguns graus para que aconteça uma transferência
de calor efetiva.
O vapor condensado é então bombeado para a linha da água de alimentação
ou direcionado para outro aquecedor ou ainda para o condensador por meio de
um dispositivo chamado de purgador. Um purgador permite que o líquido sej a
estrangulado para uma pressão mais baixa, mas impede o escoamento do vapor. A
entalpia permanece constante durante esse processo de estrangulamento.
Podemos fazer uma comparação entre os aquecedores de água de alimentação
abertos e fechados. Os aquecedores de água de alimentação abertos são simples
e baratos, além de apresentarem boas características de transferência de calor.
Eles também trazem a água de alimentação até um estado de saturação, mas para
cada aquecedor é necessária uma bomba para processar a água de alimentação. Os
aquecedores de água de alimentação fechados são mais complexos por causa da
tubulação interna e, portanto, são mais caros. A transferência de calor em aquece­
dores de água de alimentação fechados também é menos efetiva, uma vez que as
duas correntes não entram em contato direto. Entretanto, os aquecedores de água
de alimentação fechados não exigem uma bomba separada para cada aquecedor,
uma vez que o vapor extraído e a água de alimentação podem estar a pressões dife­
rentes. A maioria das usinas a vapor utiliza uma combinação entre aquecedores de
água de alimentação abertos e fechados, como mostra a Fig. 10-J 7.
EXEMPLO 10-5 O ciclo de Rankine regenerativo ideal
Considere uma usina de potência a vapor de água que opera segundo o ciclo de
Rankine regenerativo ideal com um aquecedor de água de alimentação aberto. Vapor
entra na turbina a 1 5 MPa e 600 ºC e é condensado no condensador à pressão de l O
kPa. Parte do vapor deixa a turbina a uma pressão de 1 ,2 MPa e entra no aquecedor
���������������������________�-�____�______�____�________�
lfflEllll
C a p ít u l o l O • C i c l os d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �

de água de alimentação aberto. Determine a fração de vapor extraída da turbina e a


eficiência térmica do ciclo.

SOLUÇÃO Uma usina de vapor opera no ciclo de Rankine regenerativo ideal com
um aquecedor de água de alimentação aberto. A fração de vapor extraída da turbina
e a eficiência térmica devem ser determinadas.
Hipóteses 1 A usina opera em regime permanente. 2 As variações das energias ci­
nética e potencial são desprezíveis.
Análise A representação esquemática da usina e o diagrama do ciclo são mos­
trados na Fig. 1 0- 1 8. Observamos que a usina opera segundo o ciclo de Rankine
T-s
regenerativo ideal. Assim, as bombas e turbinas são isentrópicas; não há quedas de
pressão na caldeira, no condensador e no aquecedor de água de alimentação, e o
vapor sai do condensador e do aquecedor de água de alimentação como líquido satu­
rado. Em primeiro lugar, determinamos as entalpias nos diversos estados:
Estado 1: P1 = 1 0 kPa } h1 = h1 @ I O kPa = 1 9 1 ,8 1 kJ/kg
Líquido sat. V1 = v, @ IO kPa = 0,00 1 0 1 m3/kg
Estado 2: P2 = 1 ,2 MPa

(
Wbomba l. em = V 1 P2 - P 1 ) = (0,00 1 0 1 m3/kg)[ ( I.200 - 10) kPaJ ( l
1 kJ
kPa·m 3
)
1 ,20 kJ/kg
=h + = ( 1 9 1 ,8 1 + 1 ,20) kJ/kg = 1 93 ,0 1 kJ/kg
=

lii 1 Wbomba l . ent

Estado 3: P3 = 1 ,2 MPa } V3 = v, @
h1 @ l.2 MPa = 0,00 1 1 38 m3/kg
Líquido sat. h3 = 1,2 MPa = 798,33 kJ/kg
(continua)

Wturb, sai

Caldeira

AAA
aberto

@ t 1 ,2 MPa 1 ,2 MPa
CD 0

Bomba TI
Bomba 1

FIGURA 1 0- 1 8 Esquema e diagrama T-s para o Exemplo 1 0-5.


(continuação)
Estado 4: = 1 5 MPa
P4

l kJ )
(O,OO I L 38 m3/kg)[ ( 1 5.000 - l.200) kPaJ ( 1 kPa·m 3
1 5,70 kJ/kg
h4 = h3 + Wbomba li. enl = (798,33 + 1 5, 70) kJ/kg = 8 l 4,03 kJ/kg
Estado 5: P5 = 1 5 MPa
T5 = 600 ºC
} h5
S5 =
= 3.583, 1 kJ/kg
6,6796 kJ/kg·K
Estado 6: P6 = 1 ,2 MPa } = 2.860,2 kJ/kgh6
S6 = S5 (T6 = 2 1 8,4 ºC)
P7 = 1 0 kPa S7
S7 = S5 X7 = j� St = 6,679�4�9�6492 = 0,804 1
Estado 7:

h7 = + = 19\,81 + 0,804 1 (2.392, 1 ) = 2.1 1 5,3 kJ/kg


h1 X7h1.,

A análise energética dos aquecedores de água de alimentação abertos é idêntica


à análise energética das cãmar�s de mistura. Os aquecedores de água de alimentação

(W =
=
geralmente são bem isolados (Q O) e não envolvem nenhuma interação de trabalho
0). Desprezando as energias cinética e potencial das correntes, o balanço de
energia para o aquecedor de água de alimentação se reduz a
Êenl = Esai ----? L tnh = L rnh
cnt sai

ou

onde y é a fração de vapor extraída da turbina ( = mJ1it5 ) . Resolvendo para y e subs­


tituindo os valores das entalpias, temos

y= -- 798,33 - 193,0 1
h 3 - h2
=
- liz 2.860,2 - 1 93,01
h6
= 0,2270

Assim,
qeni = h5 - h4 = (3. 583, 1 - 8 1 4,03) kJ/kg = 2.769,1 kJ/kg
qsai = ( 1 - y)(h7 h 1)
- = ( 1 - 0,2270) (2. 1 15,3 - 1 9 1 ,8 1 ) kJ/kg
= 1 .486,9 kJ/kg
e

771
qsai = 1 - l .486,9 kJ/kg = 0,463 ou 46,3%
= l --
qenl 2.769, 1 kJ/kg
Discussão Este problema foi resolvido no Exemplo 1 0-3c para os mesmos limites
de pressão e temperatura, mas sem o processo de regeneração. Uma comparação en­
tre os dois resultados revela que a eficiência térmica do ciclo aumentou de 43 para
46,3% como resultado da regeneração. O trabalho líquido diminuiu em 1 7 1 kJ/kg,
mas o consumo de calor diminuiu em 607 kJ/kg, o que resulta em um aumento líqui­
do da eficiência térmica.
-----------------
Capítulo 10 • C ic l os de Potên cia a Va po r e Com bin ados - -

EXEMPLO 10-6 Ciclo de Rankine ideal com reaquecimento e


regeneração
Considere uma usina de potência a vapor de água que opera segundo um ciclo de
Rankine ideal com reaquecimento e regeneração. Vapor entra na turbina a 15 Mpa
e 600 ºC, e é condensado no condensador à pressão de LO kPa. Parte do vapor é
extraido da turbina a 4 MPa para o aquecedor de água de alimentação fechado, e o
vapor restante é reaquecido à mesma pressão até 600 ºC. O vapor extraído é conden­
sado completamente no aquecedor e bombeado até 1 5 MPa antes de se misturar à
água de alimentação à mesma pressão. Vapor para o aquecedor de água de alimenta­
ção aberto é extraído da turbina de baixa pressão a 0,5 MPa. Determine as frações de
vapor extraídas da turbina, bem como a eficiência térmica do ciclo.

SOLUÇÃO Uma usina de potência a vapor de água opera em um ciclo de Rankine


ideal com reaquecimento e regeneração com um aquecedor de água de alimentação
aberto, um aquecedor de água de alimentação fechado e um reaquecedor. As frações
de vapor extraídas da turbina e a eficiência térmica devem ser determinadas.
Hipóteses 1 A usina opera em regime permanente. 2 As variações das energias ciné­
tica e potencial são desprezíveis. 3 Nos dois aquecedores de água de alimentação, a
água de alimentação é aquecida até a temperatura de saturação na pressão do aquece­
dor de água de alimentação. (Observe que esta é uma hipótese conservativa, uma vez
que o vapor extraído entra no aquecedor de água de alimentação fechado a 376 ºC
e a temperatura de saturação na pressão de 4 MPa do aquecedor de alimentação
fechado é de 250 ºC.)
Análise A representação esquemática da usina e o diagrama T-s
do ciclo são mostrados
na Fig. 1 0- 19. A usina opera em um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento e re­
generação, e portanto as bombas e as turbinas são isentrópicas; não há nenhuma queda
de pressão na caldeira, no reaquecedor, no condensador e nos aquecedores de água
de alimentação. Além disso, o vapor deixa o condensador e os aquecedores de água de
alimentação como líquido saturado.
As entalpias nos diversos estados e os trabalhos das bombas por unidade de
massa do fluido que escoa através delas são
h1 1 9 1 , 8 1 kJ/kg
= hg = 3 . 1 55,0 kJ/kg
h2 = 1 92,30 kJ/kg '1 1 0 = 3 . 1 55,0 kJ/kg
'13 = 640,09 kJ/kg '11 1 = 3.674,9 kJ/kg
h4 = 643,92 kJ/kg h1 2 = 3.01 4,8 kJ/kg
h5 = 1 .087,4 kJ/kg '113 = 2.335,7 kJ/kg
h6 = 1 .087,4 kJ/kg Wbomba 1 . ent = 0,49 kJ /kg

h, = 1 . 1 0 l ,2 kJ/kg wbomba ll,em = 3,83 kJ/kg

hg = 1 .089,8 kJ/kg Wbomba lll. cnt = 1 3,77 kJ/kg

As frações de vapor extraídas são determinadas por meio dos balanços de massa e de
energia aplicados aos aquecedores de água de alimentação:
Aquecedor de água de alimentaçãofechado:
yh10 + ( 1 - y)h4 = (1 - y)h5 + yh6
y (h 10 - h6)h5 -+ h4(h5 - h4)
=
1.087,4 - 643,92
( 3. 1 55,0 - 1 .087,4) + ( 1.087,4 - 643,92)
= 0,1766

(continua)
1 kg

l 5 MPa
600 ºC
T

Turbina de
baixa pressão
9 11

Caldeira Reaquec� @
y Pio = Pi i = 4 MPa
600 ºC
1 - y (í]) @
1 -y - z

@
1 - y

0,5 MPa 1 0 kPa


- z

Bomba lll Bomba II Bomba 1


FIGURA 1 0- 1 9 Esquema e diagrama T-s para o Exemplo l 0-6.

(conti1111ação)
Aquecedor de água de alimentação aberto:
zhi 2 + ( 1 - y - z)h2 = ( 1 - y)h3
z = ( 1 -hyi2) (h3- hz- h2) ( 1 - 0, 1 766) (640,09 - 192,30)
301 4,8 - 1 92,30
= 0•1306
A entalpia do estado 8 é determinada pela aplicação dos balanços de massa e de
energia à câmara de mistura, que é considerada isolada:

( J )hs= ( J - y)hs + yh7


h8 = ( 1 - 0, 1 766) ( 1 .087,4) kJ/kg + 0, 1 766 ( 1 . 10 1 ,2) kJ/kg
= 1 .089,8 kJ/kg
Assim,
%m = (h9 - h8) + ( l - y) (h i i - hw)
= (3.583, l - 1 .089,8) kJ/kg + (l - 0, 1 766) (3.674,9 - 3. 1 55,0) kJ/kg
=2.92 1 ,4 kJ/kg
qsai = ( 1 - y - z) (hi3 - h i )
= ( 1 - 0, 1 766 - 0, 1 306) (2.335,7 - 1 9 1 ,8 1 ) kJ/kg
= 1 .485,3 kJ/kg
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C a p ít u l o l O • C i c los d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �"!XJllllll

e
1 .485,3 kJ/kg
7/1 1 - = 0,492 ou 49,2 %
2.921 ,4 kJ/kg
Discussão Este problema foi resolvido no Exemplo 1 0-4 para os mesmos limites
de pressão e temperatura com reaquecimento, mas sem o processo de regeneração.
Uma comparação entre os dois resultados revela que a eficiência térmica do ciclo foi
aumentada de 45 para 49,2% como resultado da regeneração.
A eficiência térmica desse ciclo também poderia ser determinada por meio de
� Wturb. sai - Wbomba, ent
7/1 = =
qent

onde
W1urb. sai = (h9 - h io ) + (1 - y ) (h 1 1 - h 1 2) + ( ! - Y - z ) (h 1 2 - h 1 3 )
Wbomba. em = ( 1 - Y - z) wbomba l, ent + (J. - y ) wbomba ll.cm + (y ) woomba lU,ent

Além disso, se admitíssemos que a água de alimentação sai do AAA fechado


como líquido saturado a 1 5MPa (e assim, T5 = 342 ºC e h5 = 1 .61 0,3 kJ/kg), é pos­
sível mostrar que a eficiência térmica seria de 50,6%.

1 0-7 ANÁLISE DE SEGUNDA LEI PARA OS CICLOS DE


POTÊNCIA A VAPOR
O ciclo ideal d e Carnot é um ciclo totalmente reversível e, portanto, não envolve
qualquer irreversibilidade. Os ciclos de Rankine ideais (simples, com reaqueci­
mento ou regenerativo) são apenas internamente reversíveis e podem envolver ir­
reversibilidades externas ao sistema, como transferência de calor com diferença
de temperaturas finita. Uma análise de segunda lei para esses ciclos revela onde
ocorrem as maiores irreversibilidades e quais são suas magnitudes.
Equações para a exergia e para a destruição da exergia considerando os sis­
temas com escoamento em regime permanente foram desenvolvidas no Cap. 8.
A destruição da exergia para um sistema com escoamento em regime permanente
pode ser expressa na forma de taxa como

(kW )

( 1 0-1 8)

ou, por unidade de massa, para um dispositivo em regime permanente com corren­
te únjca como

Xctestruída = To Sger = To
( Ssai - Scnt
qsai
+ --
T
- --
T
qenl ) (kJ/k g ) ( 1 0-1 9)
f. sai f, enl

onde T1, ent e T1, sai são as temperaturas da fronteira do sistema onde o calor é trans­
ferido para dentro e para fora do sistema, respectivamente.
A destruição da exergia durante um ciclo depende da magnitude da transferên­
cia de calor com os reservatórios de alta e baixa temperaturas e de suas temperatu­
ras. Ela pode ser expressa, por unidade de massa, como

sai ('V
Xdestruída = To � T - � T
q 'V )%n1
(kJ/ kg ) (1 0-20)
f,sm J, ent
Para um ciclo que envolve apenas a transferência de calor com uma fonte a TH e
um sumjdouro a TL, a destruição da exergia é:

(kJ/kg) ( 1 0-2 1 )

A exergia de uma corrente de fluido 1f; em qualquer estado pode ser determinada
por

lf; = ( h - h0) - T0 ( s - s0) + -v22 + gz (kJ/kg) ( 1 0-22)

onde o subscrito "O" denota o estado da vizinhança.

EXEMPLO 10-7 Anál ise de segunda lei de um ciclo de Rankine ideal


Considere uma usina de potência a vapor operando em ciclo simples de Rankine
ideal (Fig. 1 0-20). Vapor entra na turbina a 3Mpa e 350 ºC, e é condensado no
condensador a uma pressão de 75 kPa. Calor é fornecido ao vapor em uma fornalha
mantida a 800 K, e é rejeitado para vizinhança a 300 K. Determine a destruição
da exergia associada com cada um dos processos e ao ciclo inteiro e a eficiência
(a)(b)
de segunda lei deste ciclo.

SOLUÇÃO Uma usina de potência a vapor operando em ciclo simples de Rankine


ideal é considerado. Para as temperaturas especificadas da fonte e do sumidouro, a
destruição da exergia associada a esse ciclo e a eficiência de segunda lei devem ser
determinadas.
Hipóteses 1 A usina opera em regime permanente. 2 As variações das energias ciné­
tica e potencial são desprezíveis.
Análise Consideramos a usina de potência, que faz fronteira com a fornalha na tem­
peratura T11 e o ambiente na temperatura T0, como o volume de controle. Este ciclo
foi analisado no Exemplo 1 0-1 e diversas quantidades foram determinadas, a saber,
qe111 = 2.729 kJ/kg, Wbomba. cm =3,0 kJ/kg, Wiurb. sai = 7 1 3 kJ/kg, q,,; = 2.0 1 9 kJ/kg e
T/1 = 26,0%.
(a)Os processos 1 -2 e 3-4 são isentrópicos (s1 = si. s3 = s4) e, portanto, não envol­
vem nenhuma irreversibilidade interna ou externa, ou seja,
CD 75 kPa

Xdestru ída, 1 2 =0 e Xdestruída, 34 =0


75 kPa Os processos 2-3 e 4- 1 são processos a pressão constante de fornecimento e rejeição
FIGURA 1 0-20 Esquema para o de calor, respectivamente, e são reversíveis internamente. Mas o calor transferido
Exemplo L 0-7. entre o fluido de trabalho e a fonte ou o sumidouro ocorrem através de uma diferença
de temperatura finita, tornando ambos os processos irreversíveis. A irreversibilidade
associada a cada processo é determinada a partir da Eq. l 0-1 9. A entropia do vapor
em cada estado é determinada das tabelas de vapor:
Sz = S1 = S1 @ 75 kPa = 1 ,2 1 32 kJ/kg· K
s4 = s3 = 6,7450 kJ/kg· K (a 3 MPa, 350 ºC)
Assim,
(
Xdestruída. 23 = To S3 - S2 - ---)
qem. 23
Tfonte

[
2.729 kJ/ka ]
= (300 K) (6,7450 - 1 ,2 1 32) kJ/kg·K -
SOO K
0

= 636 kJ/kg
c a_
_______________________ lt_
p_ l o_
u_ l_ i c_
• C__
O__ l o_s_d_
e_P_tê_n_c_i_
o_ a a_V_a_p_o_r_e__o_
C_ in_a_d_o_s___
m b_ lfFllllll

Xdesiruída. 41 = To
( S 1 - S4 + �
qsai, 41 )
fonte

[ ]
2.0 1 9 kJ/ko"
= (300 K) ( 1 ,2 1 32 - 6,7450) kJ/kg· K +
300 K
= 360 kJ/kg

Portanto, a irreversibilidade do ciclo é


Xdeslillída, ciclo = Xdeslruída, 12 + Xdestruída, 23 + Xdestruída. 34 + Xdestruída. 4 1

= o + 636 kJ/kg + o + 360 kJ/kg


= 996 kJ/kg

A exergia total destruída durante o ciclo pode também ser determinada pela
Eq. 1 0-2 1 . Observe que a maior destruição da exergia do ciclo ocorre durante o
processo de fornecimento de calor. Portanto, qualquer tentativa de reduzir a destrui­
ção da exergia deve começar com este processo. Ao aumentarmos a temperatura do
vapor na entrada da turbina, por exemplo, reduziríamos a diferença de temperatura e,
portanto, a destruição da exergia.
(b) A eficiência de segunda lei é definida como
Exergia recuperada Xrecuperada
=
Xdestruída
7111 = =
E xerg1a 1ornec1
e .'da Xrornecida Xfornecida

Aqui a exergia fornecida é a exergia contida no calor fornecido ao vapor na caldeira


(que é o seu potencial de trabalho) e na entrada da bomba, e a exergia recuperada é a
potência de saída da turbina:

Xcalor. ent =
(1 T0 ) qent =
(1 300 K )
(2.729 kJ/kg) = 1 .706 kJ/kg
SOO K
- -
TH
Xfornecida = Xcalor,cnt + Xbomba .en t = 1 .706 + 3,0 = 1 .709 kJ/kg
Xrecuperada = W1urbina. sai = 7 1 3 kJ/kg

Substituindo, a eficiência de segunda lei desta planta de potência é determinada por


Xrewperada 7 1 3 kJ/kg
7/11 = = = 0 41 7 ou 41,7 %
---

Xfornecida 1 .709 kJ/kg '

Discussão A eficiência de segunda lei pode ser determinada usando os dados da


destruição da exergia,

7/11 = 1
Xdes1ruída

Xfornccida
- 996 kJ/kg
1 .709 kJ/kg
= 0,4 1 7 ou 4 1 ,7%

Além disso, o sistema considerado contém tanto a fornalha como o condensador, e


portanto a destruição de exergia associada com a transferência de calor envolvendo
esses dois é contabilizada.

1 0-8 COGERAÇÃO
Em todos os ciclos discutidos até agora, o únjco propósito era converter uma par­
te do calor transferido para o fluido em trabalho, que é a forma mais valiosa de
energia. A parte restante do calor é rejeitada em rios, lagos, oceanos ou na atmos­
fera como calor indisponível, porque sua qualidade é muito baixa para ter alguma
utilidade prática. O desperdício de uma grande quantidade de calor é um preço que
temos de pagar para produzir trabalho, porque o trabalho elétrico ou mecânico é
a única forma de energia com a qual muitos dispositivos de engenharia (como u m
ventilador) podem operar.

Caldeira
Muitos sistemas ou dispositivos, porém, exigem energia na forma de calor,
chamado de calor de processo. Algumas indústrias que dependem pesadamente
de calor de processo são aquelas do setor químico e também as que produzem
celulose e papel, as refinarias de petróleo, os fabricantes de aço, as processadoras
de alimento e as indústrias têxteis. Nessas indústrias, o calor de processo geral­
mente é fornecido por vapor de água de 5 atm a atm e de 1 50 ºC a 200 ºC (300 a
7
400 ºF). Na maior parte das vezes, a energia é transferida para o vapor pela queima

FIGURA 1 0-2 1 Uma usina simples de


de carvão, óleo, gás natural ou outro combustível em uma fornalha.
Agora vamos examinar, mais detalhadamente, a operação de uma instalação
processamento térmico.
que envolve processos térmicos. Desprezando quaisquer perdas de calor nas tu­
bulações, todo o calor transferido para o vapor de água na caldeira é usado nas
unidades de processamento térmico, como mostra a Fig. l 0-2 1 . Assim, o proces­
samento térmico pode ser visto como uma operação perfeita que praticamente não
desperdiça energia. Sob o ponto de vista da segunda lei, porém, as coisas não são
tão perfeitas. A temperatura nas fornalhas geralmente é muito alta (em torno de
1 .400 ºC), e consequentemente a energia da fornalha tem qualidade muito alta.
Essa energia de alta qual idade é transferida para a água para produzir vapor a
cerca de 200 ºC ou menos (um processo altamente i rreversível), e associada a essa
irreversibilidade obviamente há uma perda de exergia ou potencial de trabalho.
Simplesmente não é sensato usar energia de alta qualidade para realizar uma tarefa
que poderia ser efetuada com energia de baixa qualidade.
As indústrias que utilizam grandes quantidades de calor de processo também
consomem uma grande quantidade de energia elétrica. Assim, do ponto de vista
econômico e de engenharia faz sentido utilizar o já existente potencial de trabalho
para produzir trabalho, em vez de deixar que ele sej a desperdiçado. O resultado é
uma instalação que produz eletricidade e ao mesmo tempo atende aos requisitos de
calor de processo de determinados processos industriais. Tal instalação é chamada
de instalação de cogeração ou usina de cogeração. Em geral, a cogeração éa
produção de mais de uma forma útil de energia (como calor de processo e energia
elétrica) utilizando uma mesmafonte de energia.
Tanto o ciclo de uma turbina a vapor (Rankine) ou um ciclo de uma turbina a
gás (Brayton) ou mesmo um ciclo combinado (a ser discutido mais tarde) podem
ser utilizados como ciclo de potência de uma usina de cogeração. A representação
esquemática de uma usina de cogeração ideal com turbina a vapor é mostrada
na Fig. 1 0-22. Digamos que essa usina deva fornecer calor de processo QP a 500
kPa a uma taxa de 1 00 kW. Para atender a essa demanda, o vapor é expandido na
turbina a uma pressão de 500 kPa, produzindo potência a uma taxa de 20 kW. O
fluxo de massa de vapor pode ser ajustado de forma que o vapor saia da unidade
de processamento térmico como líquido saturado a 500 kPa. Em seguida, ele é
bombeado até a pressão da caldeira e é aquecido nela até o estado 3. O trabalho
da bomba em geral é muito pequeno e pode ser desprezado. Desprezando todas as
perdas de calor, a taxa de consumo de calor da caldeira é determinada por meio de
um balanço de energia de 1 20 kW.
Provavelmente, a mais interessante característica da usina de cogeração ideal
com turbina de vapor mostrada na Fig. 1 0-22 seja a ausência de um condensador.
Assim, nenhum calor é rejeitado dessa usina como calor indisponível. Em outras
palavras, toda a energia transferida para o vapor da caldeira é utilizada como calor
FIGURA 1 0-22 Uma usina de de processo ou energia elétrica. É apropriado definir um fator de utilização e"
cogeração ideal. para a usina de cogeração como
C a_
����������������������� l_
p_ l o�
u_ l_ • C__
O_� l o_s_d_
i_ e� o_
P_ a a_V_a_p_o_r_e__
tê___� o�
C_ t c
m b__a_d_o_s��- nc i in lfff!llll
Trabalho líquido produzido + Calor de processo fornecido W1;q + Q,,
Eu =

(1 0-23)
Calor total fornecido Óent

Válvula
ou de expansão

€11 = l (1 0-24) Caldeira


Unidade de
processamemo
onde Ósai representa o calor rejeitado no condensador. A rigor, Ósai também i nclui térmico

todas as perdas i ndesejáveis de calor da tubulação e de outros componentes, mas Q)


em geral elas são pequenas e podem ser desprezadas. Ele também inclui ineficiên­
cias de combustão, como combustão incompleta e perdas pelos gases da chaminé
t
quando o fator de utilização é definido com base no poder calorífico do combustí­

Bomba 1
vel. O fator de utilização da usina de cogeração ideal de turbina a vapor obviamente
é de 1 00%. As usinas reais de cogeração têm fatores de utilização de até 80%. Al­
gumas usinas de cogeração mais recentes têm fatores de utilização ainda mais altos. FIGURA 1 0-23 Uma usina de cogeração
Observe que, sem a turbina, precisaríamos fornecer calor ao vapor na caldeira com cargas ajustáveis.
a uma taxa de apenas 1 00 kW, e não 1 20 kW. Os 20 kW adicionais de calor forne­
cidos são convertidos em trabalho. Portanto, uma usina de cogeração é equivalente
a uma instalação de processamento térmico combinada a uma usina de potência
que tem eficiência térmica de 1 00%.
A usina de cogeração ideal de turbina de vapor descrita anteriormente não é prá­
tica porque não pode ajustar-se às variações de potência e de cargas térmicas. A repre­
sentação esquemática de uma usina de cogeração mais prática (porém mais complexa)
é mostrada na Fig. 1 0-23. Em operação normal, parte do vapor é extraído da turbina
a uma pressão intermediária predeterminada P6. O restante do vapor se expande até
a pressão do condensador P7 e, em seguida, é resfriado a pressão constante. O calor
rejeitado no condensador representa o calor desperdiçado (indisponível) no ciclo.
Em épocas de grande demanda de calor de processo, todo o vapor é direcio­
nado para as unidades de processamento térmico e nenhum para o condensador
(m7 = 0). Desse modo, o calor desperdiçado é zero. Se i sso não for suficiente,
parte do vapor que sai da caldeira é estrangulado por uma válvula de expansão
ou uma válvula redutora de pressão (VRP) até a pressão de extração P6 e é dire­
cionada para a unidade de processamento térmico. O máximo calor de processo é
obtido quando todo o vapor que deixa a caldeira passa através da VRP (rii5 = m4).
Desse modo nenhuma potência é produzida. Quando não há demanda por calor de
processo, todo o vapor passa através da turbina e do condensador (rii5 = rn6 = O) e
a usina de cogeração opera como uma usina normal de potência a vapor. As taxas
de fornecimento de calor, de rejeição de calor e de calor de processo, bem como a
potência produzida por essa usina de cogeração, podem ser expressas como segue:

Óent = 1ii3 (h4 - h3 ) ( 1 0-25)


Ôsaó = 1ii7 (h7 - h , ) ( 1 0-26)
Q,, = iiishs + m6h6 - lnshs ( 1 0-27)
wturb = (iii4 - m5) (h4 - h6) + 1ii7(h6 - h7) ( 1 0-28)

Sob condições ótimas, uma usina de cogeração simula a usina de cogeração


ideal discutida anteriormente. Ou seja, todo o vapor se expande na turbina até a
pressão de extração e segue para a unidade de processamento térmico. Nenhum va­
por escoa pela VRP ou pelo condensador; portanto, nenhum calor é desperdiçado
(1ii4 = rii6 e m5 = 1ii7 = 0). Essa pode ser uma condição difícil de atingir na prática,
devido às variações constantes das cargas térmicas e de potência. Mas a usina
deve ser projetada para que as condições ideais de operação sejam aproximadas na
maior parte do tempo.
O uso da cogeração data do início do século passado, quando as usinas de po­
tência estavam integradas a uma comunidade para fornecer aquecimento urbano,
ou seja, aquecimento de ambientes, produção de água quente e fornecimento de
calor de processo para i nstalações residenciais e comerciais. Os sistemas de aque­
cimento distritais perderam popularidade nos anos devido aos preços baixos
1940
dos combustíveis. Entretanto, a rápida elevação dos preços dos combustíveis nos
anos criou interesse renovado no aquecimento urbano.
1970
As usinas de cogeração provaram ser muito atrativas economicamente. Con­
sequentemente, um n úmero cada vez maior dessas usinas tem sido instalado nos
últimos anos, e outras tantas estão sendo construídas.

EXEMPLO 10-8 Uma usina de cogeração ideal


Considere a usina de cogeração mostrada na Fig. J 0-24. Vapor de água entra na
turbina a 7 MPa e 500 ºC. Parte do vapor é extraído da turbina a 500 kPa para pro­
cessamento térmico. O vapor restante continua se expandindo até 5 kPa. Em seguida,
o vapor é condensado a pressão constante e bombeado à pressão de caldeira, equi­
valente a 7 MPa. Em épocas de alta demanda por calor de processo, parte do vapor
que sai da caldeira é estrangulada até 500 kPa e encaminhada para a unidade de
processamento térmico. As frações de extração são ajustadas para que o vapor saia
da unidade de processamento térmico como líquido saturado a 500 kPa. Posterior­
mente, ele é bombeado a 7 MPa. O fluxo de massa através da caldeira é de 1 5 kg/s.
Desprezando as quedas de pressão e perdas de calor na tubulação e considerando que

(b) (a)
a turbina e as bombas são isentrópicas, determine a taxa máxima com a qual o
calor de processo pode ser fornecido, a potência produzida e o fator de utilização
quando nenhum calor de processo é fornecido e (e) a taxa com a qual calor de pro­
cesso é fornecido quando L O% do vapor é extraído antes de entrar na turbina e 70%
do vapor é extraído da turbina a 500 kPa para processamento térmico.

MPa
500 ºC
7

T
1 , 2, 3

Válvula
de expansão
Caldeira

C[j) t

7 MPa

FIGURA 1 0-24 Esquema e diagrama T-s para o Exemplo 1 0-8.


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C a p ít u l o l O • C i c l os d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �!lf!!Flll

SOLUÇÃO Uma usina de cogeração é considerada. Devem ser determinados a taxa


máxima de fornecimento de calor ao processo, a potência produzida e o fator de uti­
lização quando nenhum calor de processo é fornecido, além da taxa de fornecimento
de calor de processo quando o vapor é extraído da linha de vapor e da turbina nas
frações especificadas.
Hipóteses 1 A usina opera em regime permanente. 2 As quedas de pressão e perdas
de calor na tubulação são desprezíveis. 3 As variações das energias cinética e poten­
cial são desprezíveis.
Análise A representação esquemática da usina de cogeração e o diagrama T-s do
ciclo são mostrados na Fig. 1 0-24. A usina opera segundo um ciclo ideal, e assim
as bombas e a turbina são isentrópicas; não há quedas de pressão na caldeira, na
unidade de processamento térmico e no condensador, e além disso e o vapor deixa o
condensador e a unidade de processamento térmico como líquido saturado.
Os consumos de trabalho nas bombas e as entalpias nos diversos estados são os
seguintes:
=
wbomba l. cnt Vs(P9 - Ps) = 3
(0,001 005 m /kg)[ (7.000 - 5)kPa J
l kJ
1 kPa·m3
( )
= 7,03 kJ/kg

Wbomba ll,ent = V7 (P 1 0 - P7) = (0,00 1093 m3/kg) [ (7.000 - 500) kPaJ


l kJ
1 kPa· m3
( )
= 7 , 1 0 kJ/kg
h , = h1 = h3 = h. = 3.41 l ,4 kJ/kg
h5 = 2.739,3 kJ/kg
'16 = 2.073,0 kJ/kg

h1 = h1 @ 500 kPa = 640,09 kJ/kg


hg = h, @ 5 kPa = 1 37,75 kJ/kg
h9 = hg + Wbomba l. cnt = ( 137,75 + 7,03) kJ/kg = 1 44,78 kJ/kg
h w = h7 + Wbomba ll, ent = (640,09 + 7, 10) kJ/kg = 647, 1 9 kJ/kg
(a) A taxa máxima com a qual calor de processo é fornecido é atingida quando todo
o vapor que sai da caldeira é estrangulado e enviado para a unidade de processamen­
to térmico e nenhum é enviado para a turbina (ou seja, rn4 = ni1 = m 1 = 1 5 kg/s e
1n3 = ni5 = m6 = 0).
Assim,
Q,,. max = 1n , (h4 - h1) = ( 1 5 kg/s)[ (3.4 1 1 ,4 - 640,09) kJ/kgJ = 41.570 kW

O fator de utilização é de 1 00% neste caso, uma vez que nenhum calor é rejeitado no
condensador, as perdas de calor da tubulação e de outros componentes são conside­
radas desprezíveis e as perdas na combustão são ignoradas.
(b) Quando nenhum calor de processo é fornecido, todo o vapor que sai da caldeira
passa através da turbina e se expande até a pressão do condensador, que é de 5 kPa
(ou seja, ni3 = ni6 = 111 1 = 1 5 kg/s e f1ii = ri15 = 0). A potência máxima é produzida
nesse modo e é determinada por
Wturb. sai = m (h3 - '16) = ( 1 5 kg/s)[ (3.4 1 1 ,4 - 2.073,0) kJ/kg] = 20.076 kW
Wbomba. ent = ( 1 5 kg/s) (7,03 kJ/kg) = 105 kW
Wtiq, sai = Wturb. sai - wbomba, ent = (20.076 - 1 05) kW = 1 9.97 1 kW = 20,0 MW
Qcnt = m, (h, - '111) = ( 1 5 kg/s) [ (3.41 l ,4 - 144,78) kJ/kg] = 48.999 kW
(continua)
(continuação)
Assim,
( 1 9.971 + O) kW
48_999 kW =
0,408 ou 40,8%
Isto é, são utilizados 40,8% da energia para uma finalidade útil. Observe que neste
caso o fator de utilização equivale à eficiência térmica.
(e) Desprezando as variações das energias cinética e potencial, um balanço de ener­
gia na unidade de processamento térmico resulta em

ou

onde
ii14 = (0, 1 ) ( 1 5 kg/s) = l ,5 kg/s
m5 = (0,7) ( 15 kg/s) = 1 0,5 kg/s
1iz7 = ii14 + iii5 = 1 ,5 + 10,5 = 1 2 kg/s
Assim,
Q1,. ,.; = ( 1 ,5 kg/s) (3.41 1 ,4 kJ/kg) + ( 10,5 kg/s) (2.739,3 kJ/kg)
- ( 1 2 kg/s) (640,09 kJ/kg)
= 26,2 MW

Discussão Observe que 26,2 MW 1 1 MWMW.


do calor transferido serão utilizados na unidade
de processamento térmico. Também poderíamos mostrar que de potência
são produzidos neste caso, e que o consumo de calor na caldeira é de 43 Assim,
o fator de utilização é de 86,5%.

1 0-9 CICLOS COMBI NADOS GÁS-VAPOR


A busca contínua por eficiências térmjcas mais altas resultou em modificações
bastante inovadoras para as usinas de potênci a convencionais. O ciclo binário a
vapor que será discutido mais à frente é uma dessas modificações. Uma modi­
ficação mais conhecida envolve um ciclo de potência a gás no topo de um ciclo
de potência a vapor, que é chamado de ou apenas
ciclo combinado gás-vapor
ciclo combinado. O c iclo combinado de maior i nteresse é o ciclo de turbina
a gás (Brayton) no topo de um ciclo de turbina a vapor (Rankine). Esse ciclo
apresenta eficiência térmica mais alta que qualquer u m dos ciclos executado
individualmente.
Os ciclos de turbina a gás em geral operam em temperaturas consideravel­
mente mais altas que os ciclos a vapor de água. A temperatura máxima do fluido
na entrada da turbina é de cerca de 620 ºC ( l . 1 50 ºF) para as usinas de potência
a vapor modernas, mas ela está acima dos 1 .425 ºC (2.600 ºF) para as usinas de
turbina a gás. Na saída da câmara de combustão dos motores turbojato a tempe­
ratura está aci ma dos 1 .500 ºC. O uso de temperaturas mais altas nas turbinas
a gás é possível pelos desenvolvimentos recentes nas áreas de resfriamento das
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C a p ít u l o l O • C i c l os d e P ot ê n c ia a Va po r e Co m b in a d os �,..,....
pás da turbina e seu revestimento com materiais resistentes a altas temperaturas,
como os cerâmicos.
Devido à temperatura média mais alta com a qual o calor é fornecido, os ciclos
de turbina a gás têm maior potencial para eficiências térmicas altas. Entretanto,
os ciclos de turbina a gás têm uma desvantagem inerente: o gás sai da turbina a
temperaturas muito altas (geralmente acima dos 500 ºC), o que elimina qualquer
potencial de ganhos na eficiência térmica. A situação pode melhorar um pouco
com o uso da regeneração, mas os aperfeiçoamentos são limitados.
Em engenharia, é recomendável aproveitar as características positivas do ci­
clo de turbina a gás a altas temperaturas e usar os gases quentes de exaustão da
turbina como fonte de energia para o ciclo inferior, tal como um ciclo de potência
a vapor. O resultado é um ciclo combinado gás-vapor como mostra a Fig. 1 0-25
Nesse ciclo, energia é recuperada dos gases de exaustão transferindo-a para o
vapor em um trocador de calor que faz o papel de uma caldeira. Em geral, mais
de uma turbina a gás é necessária para fornecer calor suficiente para o vapor. Adi­
cionalmente, o ciclo de potência a vapor pode envolver regeneração, assim como
reaquecimento. A energia para o processo de reaquecimento pode ser fornecida
pela queima adicional de algum combustível nos gases de exaustão que são ricos
em oxigênio.
Desenvolvimentos recentes na tecnologia de turbinas a gás tornaram o ci­
clo combinado gás-vapor muito atrativo do ponto de vista econômico. O ciclo
combinado aumenta a eficiência sem aumentar muito o custo inicial . Consequen­
temente, muitas novas usinas operam em ciclos combinados, e muitas outras
usinas de turbina a vapor ou a gás estão sendo convertidas em usinas de ciclo

Câmara de
T

combustão
®

ent
Ar

Ciclo
a vapor
Bomba
+---

Q) fCondensador

FIGURA 1 0-25 Usina de potência combinada gás-vapor.


combinado. Como resultado da conversão são reportadas eficiências térmicas
bem acima dos 40% .
A usina combinada Tohoku, de 1 .090 MW, colocada em operação comercial
em 1 985 em Niigata, Japão, opera com uma eficiência térmica de 44%. Essa usina
tem duas turbinas a vapor de 1 9 1 MW e seis turbinas a gás de 1 1 8 MW. Os gases
quentes de combustão entram nas turbinas a gás a 1 . 1 54 ºC, e o vapor entra nas
turbinas a vapor a 500 ºC. O vapor é resfriado no condensador por água de resfria­
mento na temperatura média de 1 5 ºC. Os compressores têm razões de pressão de
1 4, e o fluxo de massa de ar através dos compressores é de 443 kg/s.
Construída em 1 988 em Ambarli (Turquia), a usina de ciclo combinado da
alemã Siemens é a primeira usina térmica que opera comercialmente a atingir ní­
veis de eficiência tão altos quanto 52,5% nas condições de operação de projeto.
Essa usina tem seis turbinas a gás de 1 50 MW e três turbinas a vapor de 1 7 3 MW.
Algumas usinas recentes de ciclo combinado atingiram eficiências acima de 60%.

EXEMPLO 10-9 Um ciclo combinado gás-vapor


Considere o ciclo combinado gás-vapor mostrado na Fig. 1 0-26. O ciclo do topo é
um ciclo de turbina a gás que tem uma razão de pressão igual a 8. O ar entra no com­
pressor a 300 K e na turbina a l .300 K. As eficiências isentrópicas do compressor e
da turbina a gás são de 80 a 85% respectivamente. O ciclo logo abaixo é um ciclo de
Rankine simples ideal que opera entre os limites de pressão de 7 MPa e S kPa. O va­
por é aquecido em um trocador de calor pelos gases de exaustão a uma temperatura
de 500 ºC. Os gases de exaustão deixam o trocador de calor a 450 K. Determine
a razão entre os fluxos de massa de vapor e de gases de combustão e (b) a eficiência
(a)
térmica do ciclo combinado.

SOLUÇÃO Um ciclo combinado gás-vapor é considerado. A razão entre os fluxos


de massa de vapor e de gases de combustão e a eficiência térmica devem ser deter­
minadas.
Análise Os diagramas T-s
de ambos os ciclos são apresentados na Fig. 1 0-26. O
ciclo de turbina a gás foi analisado no Exemplo 9-6, e o ciclo a vapor no Exemplo
T, K 10-8b, com os seguintes resultados:

1 .300 3' Ciclo a gás: h� = 880,36 kJ/kg (T�


= 853 K)
qent = 790,58 kJ/kg W1;q = 210,41 kJ/kg 71, = 26,6%
hs = h@ 450 K = 45 1 ,80 kJ/kg

Ciclo a vapor: 2
h = 1 44,78 kJ/kg (T2 = 33 ºC)
h3 = 3.4 1 1 ,4 kJ/kg (T3 = SOO ºC)

Wi;q = l.33 1 ,4 kJ/kg .,.,, = 40,8%


450

300
(a) A razão entre os fluxos de massa é detenninada por meio de um balanço de ener­
gia no trocador de calor:

FIGURA 1 0-26 Diagrama T-s do


ciclo combinado gás-vapor descrito no
ni.(h3 - h2) = iiig ( h 4 - 1i5)

Exemplo 1 0-9. 117.(3.41 1 .4 - 1 44,78) = 1ng(880,36 - 45 1 ,80)


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C a p lt u l o l O • C i c l os d e P otên c ia a Va po r e Co m b in a d os �
-

Assim,

Ou seja, 1 kg de gases de exaustão pode aquecer apenas O, 1 3 1 kg de vapor de 33 ºC


até 500 ºC enquanto é resfriado de 853 K para 450 K. Então, a produção total de
trabalho por kg de gases de combustão é
WJiq = W liq. gás + YWliq. vapor

= (2 10,4 1 kJ/kg gás) + ( 0, 1 3 1 kg vapor/kg gás ) ( l .33 1 ,4 kJ/kg vapor)


= 384,8 kJ/kg gás
Portanto, para cada quilo de gases de combustão produzido, a usina combinada for­
necerá 384,8 kJ de trabalho. A produção de potência líquida da usina é determinada
pela multipljcação desse valor pelo fluxo de massa do fluido de trabalho no ciclo da
turbina a gás.
(b) A eficiência térmica do ciclo combinado é determinada por
wnq 384,8 kJ/kg gás
Tlt = - = ,
790,6 kJ/kg gas
= 0,487 ou 48,7%
qem

Discussão Observe que esse ciclo combinado converte em trabalho útil 48,7% da
energia fornecida ao gás na câmara de combustão. Esse valor é consideravelmente
mais alto do que a eficiência térmica do ciclo da turbina a gás (26,6%) ou do ciclo da
turbina a vapor (40,8%) operando isoladamente.

TÓPICO DE I NTERESSE ESPECIAL*

Ciclos binários a vapor


Com exceção de algumas poucas aplicações especializadas, o fluido de traba­
lho usado predomjnantemente nos ciclos de potência a vapor é a água. A água
é o melhor fluido de trabalho disponível no momento, mas está longe de ser o
ideal. O ciclo binário é uma tentativa de superar algumas das deficiências da
água e de nos aproximarmos do fluido de trabalho ideal usando dois fluidos.
Antes de discutirmos o ciclo binário, listemos as características de um fluido
de trabalho mais adequado para os ciclos a vapor:
1. Uma temperatura crítica alta e uma pressão máxima segura. Uma tempe­
ratura crítica acima da temperatura máxima metalurgicamente permitida
(cerca de 620 ºC) permüe transferir parte considerável do calor de forma
isotérmjca à temperatura máxima enquanto o fluido muda de fase. Isso faz
o ciclo se aproxjmar do ciclo de Carnot. Pressões muito altas à temperatu­
ra máxima não são desejáveis, porque elas criam problemas de resistência
de materiais.

* Esta seção pode ser ignorada sem perda de continuidade.


2. Temperatura de ponto triplo baixa. Uma temperatura de ponto triplo abaixo
da temperatura do meio de resfriamento evita problemas de solidificação.
3. Uma pressão no condensador que não sej a muito baixa. Em geral, os
condensadores operam abaixo da pressão atmosférica. As pressões muito
abaixo da pressão atmosférica criam problemas de infiltração de ar. As­
sim, uma substância cuja pressão de saturação à temperatura ambiente é
muito baixa não é uma boa candidata.
4. Uma alta entalpia de vaporização (h1v) para que a transferência de calor
para o fluido de trabalho seja quase isotérmica e altos fluxos de massa não
sejam necessários.
5. Um domo de saturação que se pareça com um U i nvertido. Isso elimina a for­
mação de umidade excessiva na turbina e a necessidade de reaquecimento.
6. Boas características de transferência de calor (alta condutividade térmica).
7. Outras propriedades, que incluem um custo mais baixo e as características
de ser inerte, faci lmente disponível e atóxico.
Não é surpreendente que nenhum fluido tenha todas essas características.
A água chega mais perto, embora não se classifique bem nas características 1 ,
3 e 5 . Podemos lidar com a pressão subatmosférica no condensador com ve­
dação cuidadosa, e com o domo de saturação em forma de V i nvertido com o
reaquecimento, mas não há muito o que possamos fazer quanto ao item l .
A água tem uma temperatura crítica baixa (374 ºC, portanto bem abaixo do
limite metalúrgico) e pressões de saturação muito altas a altas temperaturas
( 1 6,5 MPa a 350 ºC).
Bem, não podemos mudar o comportamento da água na parte do ciclo
de alta temperatura, mas certamente podemos substituí-la por um fluido mais
adequado. O resultado é um ciclo de potência que é realmente uma combina­
ção entre dois ciclos, um na região de alta temperatura e o outro na região de
baixa temperatura. Tal ciclo é chamado de ciclo binário a vapor. Nos ciclos
binários a vapor, o condensador do ciclo de alta temperatura (também cha­
mado de ciclo superior) opera como a caldeira do ciclo de baixa temperatura
(também chamado de ciclo inferior). Ou seja, o calor rejeitado pelo ciclo de
alta temperatura é o calor fornecido ao ciclo de baixa temperatura.
Alguns fluidos de trabalho adequados para o ciclo de alta temperatura são
o mercúrio, o sódio, o potássio e as misturas de sódio e potássio. A representa­
ção esquemática e o diagrama T-s de um ciclo binário a vapor de mercúrio e a
vapor de água são mostrados na Fig. J 0-27. A temperatura crítica do mercúrio
é de 898 ºC (bem acima do limite metalúrgico atual) e sua pressão crítica é de
apenas 1 8 MPa aproximadamente. Isso torna o mercúrio um fluido de trabalho
muito adequado para o ciclo superior. Entretanto, o mercúrio não é adequado
como o único fluido de trabalho de todo o ciclo, uma vez que a uma tempera­
tura no condensador de 32 ºC sua pressão de saturação é de 0,07 Pa. Uma usi­
na não pode operar nesse vácuo devido aos problemas de infiltração de ar. A
uma pressão aceitável no condensador (7 kPa), a temperatura de saturação do
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_ _ _____�__ ______�_____��- C a�plt u lo l O • C i c l os d e Po tên c i a a va�po r e Co m b i n a d os llfFlllll
Caldeira T

Domo de saturação
Bomba Ciclo (mercúrio)
de mercúrio a mercúrio

Trocador de calor
t

t Superaquecedor
® Domo de saturação
(vapor de água)
Bomba Ciclo
d'água a vapor

® s

FIGURA 1 0-27 Ciclo binário de vapor mercúrio-água.

mercúrio é de 237 ºC, que é alta demais como temperatura mínima do ciclo.
Assim, o uso do mercúrio como fluido de trabalho se limita aos ciclos de alta
temperatura. Outras desvantagens do mercúrio são sua toxidade e alto custo.
O fluxo de massa do mercúrio nos ciclos binários a vapor é várias vezes maior
do que o fluxo de água devido à baixa entalpia de vaporização.
Fica evidente no diagrama T-s da Fig. 1 0-27 que o ciclo b inário a vapor se
aproxima mais do ciclo de Carnot do que o ciclo de Rankine para os mesmos
limites de temperatura. Portanto, a eficiência térmica de uma usina pode ser
aumentada pela adoção dos ciclos binários. O uso dos ciclos a mercúrio e a
água nos Estados Unidos data de Várias dessas usinas foram construídas
1928.
desde então na área da Nova Inglaterra, onde os custos de combustível geral­
mente são mais altos. Uma pequena usina a vapor de mercúrio (40 MW) que
em 1 950 operava em New Hampshire tinha uma eficiência térmica mais alta
do que a maioria das grandes usinas modernas em operação na época.
Estudos mostram que é possível atingir eficiências térmicas de 50% ou
mais com os ciclos binários a vapor. Entretanto, os ciclos binários a vapor não
são economicamente competitivos por conta de seus altos custos iniciais e da
concorrência oferecida pelas usinas combinadas gás-vapor.
RESUMO
O ciclo de Carnot não é u m modelo adequado para o s ciclos de A temperatura média durante o processo de reaquecimento e,
potência a vapor porque, na prática, não pode ser aproximado. O portanto, a eficiência térmica do ciclo, podem ser elevadas pelo au­
ciclo modelo dos ciclos a vapor é o Rankine, que é composto por mento do número de estágios de expansão e reaquecimento. À me­
quatro processos internamente reversíveis: fornecimento de calor a dida que o número de estágios aumenta, os processos de expansão
pressão constante em uma caldeira, expansão isentrópica em uma e reaquecimento se aproximam de um processo isotérmico à tem­
turbina, rejeição de calor a pressão constante em um condensador e peratura máxima. O reaquecimento também diminui o conteúdo de
compressão isentrópica em uma bomba. O vapor sai do condensa­ umidade na saída da turbina.
dor como líquido saturado à pressão do condensador. Outra forma de aumentar a eficiência térmica do ciclo de
A eficiência térmica do ciclo de Rankine pode ser aumentada
com a elevação da temperatura média na qual o calor é transferido
Rankine é a regeneração. Durante um processo de regeneração, a
água líquida (água de alimentação) que sai da bomba é aquecida
para o fluido de trabalho e/ou pela diminuição da temperatura mé­ pelo vapor extraído da turbina a uma pressão intermediária em dis­
dia com a qual o calor é rejeitado para o meio de resfriamento. A
temperatura média durante a rejeição de calor pode ser diminuída
positivos chamados de aquecedores de água de alimentação. As
duas correntes se misturam nos aquecedores de água de alimentação
com a redução da pressão de saída da turbina. Consequentemente, abertos e a mistura sai como líquido saturado à pressão do aquece­
a pressão do condensador da maioria das usinas a vapor fica bem dor. Nos aquecedores de água de alimentação fechados, o calor é
abaixo da pressão atmosférica. A temperatura média durante o for­ transferido do vapor para a água de alimentação sem mistura.
necimento de calor pode ser elevada pelo aumento da pressão da A produção de mais de uma forma útil de energia (tais como
caldeira ou pelo superaquecimento do fluido a temperaturas mais calor de processo e energia elétrica) usando a mesma fonte de ener­
altas. Entretanto, existe um limite para o grau de superaquecimen­
to, uma vez que a temperatura do fluido não pode exceder um valor
gia é chamada de cogeração. As usinas de cogeração produzem
energia elétrica e atendem aos requisitos de calor de processo de
metalurgicamente seguro. determinados processos industriais. Dessa forma, uma maior parte
O superaquecimento tem a vantagem extra de diminuir o da energia transferida para o fluido na caldeira é utilizada para um
conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina. A diminui­ propósito útil. A fração da energia que é usada tanto como calor
ção da pressão de exaustão ou a elevação da pressão da caldeira, de processo como para geração de potência é chamada de fator de
porém, aumentam o conteúdo de umidade. Para tirar proveito das
eficiências mais altas com pressões na caldeira mais altas e com
utilização da usina de cogeração.
A eficiência térmica global de uma usina de potência pode ser
pressões no condensador mais baixas, o vapor é geralmente rea­ aumentada com a utilização de um ciclo combinado. O ciclo combi­
quecido após a expansão parcial na turbina de alta pressão. Isso nado mais comum é o ciclo combinado gás-vapor, no qual um ciclo
é feito pela extração do vapor após a expansão parcial na turbina de turbina a gás opera na região de altas temperaturas e um ciclo de
de alta pressão; a seguir, ele é enviado de volta para a caldeira turbina a vapor opera na região de baixas temperaturas. O vapor é
onde é reaquecido a pressão constante, e por fim volta para a aquecido pelos gases de exaustão a alta temperatura que saem da
turbina de baixa pressão para a expansão completa até a pressão turbina a gás. Os ciclos combinados têm maior eficiência térmica
do condensador. do que os ciclos de turbina a vapor ou a gás operando isoladamente.

REFERÊNCIAS E SUGESTÕES DE LEITURA


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Station Steam Turbines." Mechan.ical Engineering, February
Energy Conversion Systems. New York: John Wi­
5. H. Sorensen.
ley & Sons, 1 983.
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2. R. L. Bannister, G. J. Silvestri, A. Hizume, and T. Fujikawa.
"High Temperature Supercritical Steam Turbines."Mechani­ 7. and Wilcox Co., l 978.
Turbomachinery 28, n. 2 (March/April 1 987). Norwalk, CT:
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3. M. M. El-Wakil. Powerplant Technology. 8. J. Weisman and R. Eckart. Modem Power Plant Engineering.
New York: McGraw­
Hill, 1 984. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1 985.
4. K. W. Li and A. P. Priddy.Power Plant System Design. New
York: John Wiley & Sons, 1 985.
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-

PROBLEMAS *
Ciclo de Carnot a vapor 10-7C Considere um ciclo de Rankine simples ideal com condi­
10-lC Por que o ciclo de Carnot não é um modelo realista para ções fixas na entrada da turbina. Qual é o efeito da diminuição da
as usinas de potência a vapor? pressão do condensador sobre
10-2E Água entra na caldeira de uma máquina de Carnot com Traba l h o da bomba: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
escoamento em regime permanente como líquido saturado a 250 ( e ) permanece o mesmo
psia, saindo com um título igual a 0,95. Vapor sai da turbina a uma Traba l h o produzido pe la turb i n a : (a) aumenta ( b) d i m i n u i
pressão de 40 psia. Mostre o ciclo em um diagrama T-s em relação (e) permanece o mesmo
(a)
às linhas de saturação e determine a eficiência térmica, o (b) Calor fornecido: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
( e ) permanece o mesmo
titulo no final do processo isotérmico de rejeição de calor e (e) o
Calor rejeitado: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
trabalho líquido produzido. ( e ) permanece o mesmo
Respostas: (a) 1 5,5%; (b) 0, 1 3 7 ; (e) 122 Btu/l bm
Eficiência do c i c lo: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
10-3 Um ciclo de Carnot com escoamento em regime permanen­ ( e ) permanece o mesmo
te utiliza água como fluido de trabalho. A água muda de líquido sa­ Conteúdo de u m i dade na saída (a) aumenta ( b) d i m i n u i
turado para vapor saturado à medida que o calor é transferido para da turbina: (e) permanece o mesmo
ela de uma fonte a 250 ºC. A rejeição de calor ocorre a uma pressão
10-SC Considere um ciclo de Rank.ine simples ideal com tempe­
de 20 kPa. Mostre o ciclo em um diagrama T-s que inclua as linhas
ratura de entrada na turbina e pressão oo condensador fixas. Qual é
(a) (b)
de saturação e determine a eficiência térmica, a quantidade
o efeito do aumento da pressão na caldeira sobre
de calor rejeitado e (e) o trabalho líquido.
10-4 Repita o Prob. 10-3 para uma pressão de rejeição de calor Trabalho da bomba: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
(e) permanece o mesmo
de 10 kPa.
Traba l h o produzido pe la turbina: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
10-5 Considere um ciclo de Carnot com escoamento em regime (e) permanece o mesmo
permanente com água como fluido de trabalho. As temperaturas Calor fornecido: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
máxima e mínima do ciclo são 350 ºC e 60 ºC. O título da água ( e ) permanece o mesmo
é 0,891 no início do processo de rejeição de calor e 0, 1 ao final. Calor rejeitado: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
Mostre o ciclo em um diagrama T-s que inclua as linhas de satura­ ( e ) permanece o mesmo
(a) (b)
ção e determine a eficiência térmica, a pressão na entrada da Eficiência do c i c lo: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
turbina e (e) o trabalho líquido. ( e ) permanece o mesmo
Respostas: (a) 0,465; (b) 1 ,40 M Pa ; (e) 1 .623 kJ/kg Conteúdo de u m i dade na saída (a) aumenta ( b) d i m i n u i
da turbina: (e) permanece o mesmo

O ciclo de Rankine simples 10-9C Considere um ciclo de Rankine simples ideal com pres­
10-6C Quais são os quatro processos que formam o ciclo de sões na caldeira e no condensador fixas. Qual é o efeito do aumento
Rankine simples ideal? da temperatura do vapor superaquecido sobre
Trabalho da bomba: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
(e) permanece o mesmo
Traba l h o produzido pe la turb i n a : (a) aumenta ( b) d i m i n u i
(e) permanece o mesmo

Problemas identificados com "C" são conceituais, e os estudantes são


Calor fornecido: (a) aumenta ( b) d i m i n u i

incentivados a respondê-los. Problemas identificados com "E" estão em


*
( e ) permanece o mesmo

unidades inglesas, e os usuários do SI podem ignorá-los. Problemas com o


Calor rejeitado: (a) aumenta ( b) d i m i n u i

ícone ..� devem ser resolvidos usando EES, e as soluções completas, junta­
( e ) permanece o mesmo

mente com os estudos paramétricos, estão i ncluídas no CD que acompanha


este livro. Problemas com o ícone � são mais abrangentes e devem ser
Eficiência do c i c lo: (a) aumenta ( b) d i m i n u i
( e ) permanece o mesmo

resolvidos no computador, de preferência utilizando o programa EES que Conteúdo de u m i dade na saída (a) aumenta ( b) d i m i n u i
acompanha este l ivro. da turbina: (e) permanece o mesmo
10-lOC Qual é a diferença entre os ciclos a vapor reais e os ci­ 10-17E A turbina de uma usina a vapor que opera em um ciclo
clos a vapor idealizados? de Rankine simples ideal produz l .750 kW de potência quando a
10-l l C Compare as pressões na entrada e na saída da caldeira caldeira opera a 800 psia, o condensador funciona a 3 psia e a tem­
(a) (b)
para ciclos real e ideal. peratura na entrada da turbina é de 900 ºF. Determine a taxa de
fornecimento de calor na caldeira, a taxa de rejeição de calor do
10-12C A entropia do vapor aumenta nas turbinas a vapor
condensador e a eficiência térmica do ciclo.
reais devido às irreversibilidades. Em um esforço para contro­
lar o aumento da entropia, propõe-se resfriar o vapor da turbina 10-ISE Um ciclo de Rankine simples ideal com água como flui­
circulando água de resfriamento ao redor da carcaça da turbina. do de trabalho opera entre os limites de pressão de 2.500 psia no
Argumenta-se que isso reduzirá a entropia e a entalpia do vapor interior da caldeira e 5 psia no condensador. Qual é a temperatura
na saída da turbina e, portanto, aumentará o trabalho. Como você mínima requerida na entrada da turbina para que o título do vapor
avaliaria essa proposta? na saída não seja inferior a 80%? Quando operada a essa tempera­
tura, qual é a eficiência térmica do ciclo?
10-13C É possível manter uma pressão de 1 0 kPa em um con­
densador que está sendo resfriado pela água de um rio, entrando 1 0-19E Um ciclo de Rankine a vapor opera entre os limites de
a 20 ºC? pressão de 2.500 psia no interior da caldeira e l psia no condensa­
dor. A temperatura na entrada da turbina é de 800 ºF. A eficiência
10-14 Um engenheiro propôs que um ciclo de Rankine simples
isentrópica da turbina é de 90%, as perdas da bomba são desprezí­
ideal que utiliza refrigerante- l 34a pode ser usado para produzir tra­
veis e o ciclo é dimensionado para produzir 1 .000 kW de potência.
balho com calor a partir de um reservatório de energia térmica de
Calcule o fluxo de massa através da caldeira, a energia produzida
baixa temperatura. A caldeira opera a 1 ,6 MPa, o condensador a 0,4
pela turbina, a taxa de fornecimento de calor na caldeira e a efi­
MPa, e a entrada da turbina a 80 ºC. Determine a vazão mássica de
ciência térmica.
R-l 34a necessária para que esse ciclo produza 750 kW de potência,
e defina também a eficiência térmica do ciclo. 1 0-20E Reconsidere o Prob. 1 0- 1 9E. Qual é o erro causado na
eficiência térmica, considerando agora que a potência requerida
1 0-15 Refrigerante- l 34a é utilizado como fluido de trabalho
pela bomba é completamente desprezível?
em um ciclo de Rankine simples ideal que opera a caldeira a 1 .400
kPa e o condensador a 1 O ºC. A mistura na saída da turbina tem 10-21 Considere uma usina de potência a vapor de água que ope­
um título de 98%. Determine a temperatura na entrada da turbina, ra em um ciclo de Rankine simples ideal e produz uma potência
a eficiência térmica do ciclo e a razão de consumo de trabalho líquida de 45 MW. O vapor entra na turbina a 7 MPa e 500 ºC e
desse ciclo. é resfriado no condensador a uma pressão de 1 O kPa pela água de
um lago que escoa nos tubos do condensador a uma taxa de 2.000
10-16 Um ciclo de Rankine simples ideal que utiliza água como
kg/s. Mostre o ciclo em um diagrama T-s que inclua as linhas de
fluido de trabalho opera a 40 ºC no condensador e a 300 ºC na
caldeira. Calcule o trabalho produzido pela turbina, o calor forne­
(a)
saturação e determine a eficiência térmica do ciclo, o fluxo (b)
de massa do vapor e (e) a elevação de temperatura da água de res­
cido no interior da caldeira e a eficiência térmica do ciclo quando o
friamento. Respostas: (a) 38,9%; (b) 36 kg/s ; (e) 8 4 º C
vapor entra na turbina sem qualquer superaquecimento.
.

10-22 Repita o Prob. 1 0-2 l considerando uma eficiência isentró­


pica de 87% para a turbina e para a bomba.
Respostas: (a) 33,8%; (b) 4 1 .4 kg/s ; (e) 1 0 , 5 º C
1 0-23 Um ciclo de Rankine simples usa água como fluido de
qent trabalho. A caldeira funciona a 6.000 kPa, e o condensador a 50
kPa. Na entrada da turbina, a temperatura é de 450 ºC. A eficiência
isentrópica da turbina é de 94%, as perdas de pressão da bomba são
desprezíveis e a água que sai do condensador é sub-resfriada em
6,3 ºC. A caldeira é dimensionada para uma vazão mássica de 20
kg/s. Determine a taxa na qual calor é adicionado na caldeira, a po­
tência necessária para operar as bombas, a potência útil produzida
pelo ciclo e a eficiência térmica.
Respostas: 59.660 kW; 122 kW; 1 8.050 kW; 30,3%
CD 10-24 a Usando o EES (ou outro programa), determine
lii:i'íii qual seria a mudança na eficiência térmica do ciclo
no Prob. 1 0-23 caso houvesse uma queda de pressão de 50 kPa
FIGURA P l 0-1 6 através da caldeira.
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u l o l O • C i c l os d e P otên c ia a Va po r e Co m b in a d os -!lfJ!Flllll
10-25 Os trabalhos líquidos e as eficiências térmicas do ciclo de isentrópica da turbina, (e) a potência produzida pela turbina e (d) a
Carnot e do ciclo de Rankine simples ideal devem ser calculados e eficiência térmica da usina (a razão entre o trabalho produzido na
comparados. Em ambos os casos o vapor de água entra na turbina turbina e a energia do fluido geotérmico em relação às condições

Respostas: (a) 38,2 kg/s ; ( b) 0,686; (e) 1 5,4 MW; (d) 7 ,6%
a 5 MPa como vapor saturado, e a pressão no condensador é de 50 ambientes padrão).
kPa. No ciclo de Rankine, o estado na saída do condensador é líqui­
do saturado, e no ciclo de Carnot, o estado na entrada na caldeira 10-28 Reconsidere o Prob. 1 0-27. Agora, propõe-se que a água
é liquido saturado. Desenhe os diagramas T-s de ambos os ciclos. líquida que deixa o separador seja conduzida para outro separador
10-26 Considere uma usina de potência alimentada a carvão que de líquido mantido a 1 50 kPa, e que o vapor produzido seja enca­
produz 1 20 MW de energia elétrica. A usina opera em um ciclo minhado para o estágio de baixa pressão da mesma turbina. Ambas
de Rankine simples ideal com condições de entrada na turbina de as correntes de vapor saem da turbina no mesmo estado de 1 0 kPa
9 MPa e 550 ºC, e pressão no condensador de 1 5 kPa. O carvão (a)
e 90% de título. Determine a temperatura do vapor na saída da
tem um poder calorífico (energia liberada quando o combustível é
queimado) de 29.300 kJ/kg. Considerando que 75% dessa energia
(b)
segunda câmara de.flash, a potência produzida pelo estágio de
baixa pressão da turbina e (e) a eficiência térmica da usina.
é transferida para o vapor na caldeira e que o gerador elétrico tem
eficiência de 96%, determine (a) a eficiência global da usina (a
razão entre a potência elétrica líquida e o fornecimento de energia
(b)
com o combustível) e o fluxo de massa de carvão necessário.
Respostas: (a) 28,4 %; (b) 5 1 , 9 t/h
10-27 O esquema de uma usina geotérmica de separador único é
mostrado na Fig. P L 0-27. O líquido geotérmico, dispo1úvel como
líquido saturado a 230 ºC, é retirado do poço de produção a uma
vazão de 230 kg/s e separado a uma pressão de 500 kPa por um
processo de separação isentálpico, no qual o vapor resultante é se­
parado do líquido em um separador e encaminhado para a turbina.
O vapor deixa a turbina a 1 O kPa com conteúdo de umidade de L O%
e entra no condensador, onde é condensado e conduzido para um
poço de reinjeção juntamente com o l íquido que sai do separador.
(a) (b)
Determine o fluxo de massa do vapor na turbina, a eficiência

Poço de Poço de
produção reinjeção

Turbina
a vapor
FIGURA Pl 0-28

Separador 10-29 Reconsidere o Prob. 1 0-27. Agora, propõe-se que a água


líquida que sai do separador seja usada como fonte de calor de um
ciclo que utiliza isobutano como fluido de trabalho. A água líquida
Condensador geotérmica deixa o trocador de calor a 90 ºC enquanto o isobutano

Câmara
entra na turbina a 3,25 MPa e 145 ºC, saindo a 80 ºC e 400 kPa. O
de flash
@ isobutano é condensado em um condensador resfriado a ar e, em
seguida, é bombeado até a pressão do trocador de calor. Conside­
rando uma eficiência isentrópica de 90% para a bomba, determine
(a) o fluxo de massa de isobutano no ciclo binário, (b)
as potências
líquidas produzidas nos dois ciclos da instalação e (e) as eficiências
Poço de Poço de
CD térmicas do ciclo a isobutano e global da instalação. As proprieda­
produção reinjeção des do isobutano podem ser obtidas pelo EES.
Respostas: (a) 1 0 5 , 5 kg/s; (b) 1 5,4 MW; 6, 14 MW;
FIGURA Pl 0-27 ( e) 1 2 ,2%; 10,6%
mine a potência utilizada pelas bombas, a energia produzida pelo
ciclo, a taxa de transferência de calor no reaquecedor e a eficiência
térmica do sistema.
10-35 � Uma usina de potência a vapor de água opera no
'®' ciclo de Rankine ideal com reaquecimento. Vapor
entra na turbina de alta pressão a 6 MPa e 400 ºC, saindo a 2 MPa.
Em seguida, o vapor é reaquecido a uma pressão constante até
resfriado a ar 400 ºC antes de expandir até 20 kPa na turbina de baixa pressão.
Ciclo binário Determine o trabalho produzido pelas turbinas em kJ/kg e a eficiên­
cia térmica do ciclo. Mostre também o ciclo em um diagrama T-s
Bomba que inclua as linhas de saturação.
10-36 rc5t Reconsidere o Prob. 10--35. Usando o EES (ou outro
� programa), resolva esse problema usando o recurso
de entrada de dados em uma janela que mostra o diagrama da insta­
Poço de Poço de lação. Inclua os efeitos das eficiências da turbina e da bomba e
produção reinjeção mostre também os efeitos do reaquecimento sobre o título do vapor
na saída da turbina de baixa pressão. Desenhe o ciclo em um dia­
FIGURA P 1 0-29
T-s
grama que inclua as linhas de saturação. Discuta os resultados
de seus estudos paramétricos.
O ciclo de Rankine com reaquecimento 10-37E Considere uma usina de potência a vapor que opera em
10-30C Considere as seguintes grandezas. Como elas variam um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento. A usina mantém
quando um ciclo de Rankine simples ideal é modificado com o rea­ a entrada da turbina de alta pressão a 600 psia e 600 ºF, a entrada
quecimento. Considere que o fluxo de massa permanece o mesmo. da turbina de baixa pressão a 200 psia e 600 ºF e o condensador
a 10 psia. A potência útil produzida por essa usina é 5.000 kW.
Tra balho da bomba: (a) a u m enta, (b) d i m i n u i
( e ) permanece o mesmo
Determine a taxa de fornecimento e rejeição de calor, bem como a
Tra balho produzido pe la turbina: (a) aumenta, (b) d i m i n u i
eficiência térmica do ciclo.
( e ) permanece o mesmo 10-38E No Prob. 1 0-37E há alguma vantagem em operar o ponto
Calor fornecido: (a) aumenta, (b) d i m i n u i de reaquecimento da caldeira a 1 00 psia, em vez de 200 psia, man­
(e) permanece o mesmo tendo a mesma temperatura de entrada na turbina de baixa pressão?
Calor rejeitado: (a) aumenta, (b) d i m i n u i
10-39 Considere uma usina de potência a vapor que opera em um
(e) permanece o mesmo
ciclo de Rankine ideal com reaquecimento. A usina mantém a cal­
Eficiência d o c i clo: (a) aumenta, (b) d i m i n u i
( e ) permanece o mesmo
deira a 7.000 kPa, o ponto de reaquecimento a 800 kPa e o conden­
Conteúdo d e u m i dade na saída (a) aumenta, (b) d i m i n u i
sador a 10 kPa. O título da mistura na saída de ambas as turbinas
da turbi n a : (e) permanece o mesmo é de 93%. Determine a temperatura na entrada de cada turbina e a
eficiência térmica do ciclo. Respostas: 3 7 3 ºC; 4 1 6 ºC; 3 7 ,6%
10-31C Existe uma pressão ótima para o reaquecimento do va­
por de um ciclo de Rankine? Explique.
10-32C Considere um ciclo de Rankine simples e um ciclo de
Rankine ideal com três estágios de reaquecimento. Ambos os ci­
clos operam entre os mesmos limites de pressão. A temperatura -

máxima é de 700 ºC no ciclo simples, e de 450 ºC no ciclo com


reaquecimento. Qual ciclo você acha que terá uma eficiência tér­
Caldeira Reaquecimento
mica mais alta?
10-33 Um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento, que uti­
liza água como fluido de trabalho, opera na entrada da turbina de
alta pressão a 8.000 kPa e 450 ºC; na entrada da turbina de baixa
pressão, a 500 kPa e 500 ºC; e no condensador, a 10 kPa. Deter­
Condensador
mine a vazão mássica necessária através da caldeira para que esse
sistema produza uma potência líquida de 5.000 kW, e defina a efi­
ciência térmica do ciclo.
10-34 Um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento, que utiliza 0 i Bomba
água como fluido de trabalho, opera na caldeira a 1 5.000 kPa, no -

reaquecedor a 2.000 kPa e no condensador a 1 00 kPa. A tempera­


tura é de 450 ºC na entrada das turbinas de alta pressão e de baixa CD
pressão. A vazão mássica através do ciclo é de 1 ,74 kg/s. Deter- FIGURA P 1 0-39
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u l o l O • C i c l os d e Potên c ia a Va po r e Co m b in a d os -'T7'11111
10-40 Uma usina de potência a vapor opera em um ciclo de da bomba. Isso não parece ser uma decisão inteligente, uma vez
Rankine ideal com reaquecimento entre os Limites de pressão de 15 que o vapor extraído poderia produzir mais trabalho na turbina.
MPa e 10 kPa. O fluxo de massa de vapor de água no ciclo é de 1 2 Como você justifica essa ação?
kg/s. O vapor entra e m ambos o s estágios d a turbina a 500 ºC. Con­ 10-44C Qual é a diferença de utilizar aquecedores de água de
siderando que o conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina alimentação abertos em vez de fechados?
de baixa pressão não deve exceder 1 0%, determine a pressão na (a) 10-45C Considere um ciclo de Rankine simples ideal e um ciclo
(b)
qual ocorre o reaquecimento, a taxa total de consumo de calor
de Rankine regenerativo ideal com um aquecedor de água de ali­
na caldeira e (e) a eficiência térmica do ciclo. Mostre também o
ciclo em um diagrama T-s que inclua as linhas de saturação. mentação aberto. Os dois ciclos são muito parecidos, exceto pelo
fato de que a água de alimentação do ciclo regenerativo é aquecida
10-41 Uma usina de potência a vapor opera no ciclo de Rankine pela extração de parte do vapor imediatamente antes de sua entrada
com reaquecimento. Vapor de água entra na turbina de alta pressão na turbina. Compare as eficiências desses dois ciclos.
a 1 2,5 MPa e 550 ºC a uma vazão de 7,7 kg/s, saindo a 2 MPa. Em
seguida, o vapor é reaquecido a uma pressão constante até 450 ºC 10-46C Elabore um ciclo de Rankine regenerativo ideal que te­
antes de se expandir na turbina de baixa pressão. As eficiências nha a mesma eficiência térmica do ciclo de Carnot. Mostre o ciclo
isentrópicas da turbina e da bomba são de 85% e 90%, respectiva­ em um diagrama T-s.
mente. O vapor deixa o condensador como líquido saturado. Con­ 10-47E O vapor extraído da turbina entra em um aquecedor de
siderando que o conteúdo de umidade do vapor na saída da turbina água de alimentação aberto de um ciclo de Rankine regenerativo
(a)
não deve exceder 5%, determine a pressão no condensador, (b) a 20 psia e 250 ºF, enquanto o resfriador de água de alimentação
entra a 1 1 O ºF. Determine a relação entre a vazão mássica de vapor
a potência líquida produzida e (e) a eficiência térmica.
Respostas: (a) 9,73 kPa ; (b) 1 0,2 M W; (e) 36,9% extraído e a vazão mássica da água de alimentação na entrada ne­
cessária para aquecer a água de alimentação a 225 ºF.
10-48 O aquecedor de água de alimentação de um ciclo de
Rankine regenerativo fechado deve aquecer a água de alimentação
a uma pressão de 7.000 kPa, inicialmente a 260 ºC, até o estado
Turbina de líquido saturado. As turbinas fornecem vapor extraído a 6.000
kPa e 325 ºC a essa unidade. Esse vapor é condensado para l íquido
saturado antes de entrar na bomba. Calcule a quantidade de vapor
_ © extraído necessário para aquecer 1 kg de água de alimentação nessa
unidade. Resposta: 0,0779 kg/s

Vapor extraído

@ t iÚl3
-

Água de
FIGURA P l 0-41 alimentação

Água de alimentação �
Ciclo de Rankine regenerativo
10-42C Como as seguintes grandezas variam quando um ciclo de que segue --_;;:.._-n--1')�
Rankine simples ideal é modificado com a regeneração? Considere
que o fluxo de massa na caldeira seja o mesmo. FIGURA P l 0-48

Trabal ho prod uzido na turbina: (a) a u menta, ( b) d i m i n u i


( e) permanece o mesmo 10-49E O ciclo de Rankine regenerativo ideal com um aquece­
Calor fornecido: (a) a u menta, ( b) d i m i n u i dor de água de alimentação aberto usa água como fluido de traba­
( e) permanece o mesmo lho. A entrada da turbina é operada a 500 psia e 600 ºF, e o conden­
Calor rejeitado: (a) a u menta, (b) d i m i n u i sador, a 5 psi a. Vapor a 40 psi a é fornecido ao aquecedor de água de
( e) permanece o mesmo alimentação aberto. Determine a trabalho produzido pela turbina, o
Conteúdo de u m idade na saída (a) a u menta, ( b) d i m i n u i trabalho consumido pelas bombas, o calor rejeitado no condensa­
da turbina: (e) permanece o mesmo
dor para esse ciclo por unidade de fluxo através da caldeira.
10-43C Durante um processo de regeneração, parte do vapor é 10-SOE Determine a mudança na eficiência térmica do ciclo
extraído da turbina e utilizado para aquecer a água líquida que sai no Prob. I 0-49E, considerando que o vapor de água fornecido ao
aquecedor de água de alimentação aberto está a 60 psia, e não a 10-56 Determine a eficiência térmica do ciclo de Rankine rege­
40 psia. nerativo do Prob. L 0-53, agora considerando que a eficiência isen­
10-51E m Reconsidere o Prob. I0-49E. Usando o EES (ou trópica da turbina, antes e depois do ponto de extração de vapor,
� outro programa), determine a pressão ótima de está a 90%, e que o condensado no condensador é sub-resfriado
extração para o aquecedor de água de alimentação aberto que maxi- em 1 0 ºC.
miza a eficiência térmica do ciclo. 10-57 m Reconsidere o Prob. 1 0-53. Usando o EES (ou
10-52 Uma usina de potência a vapor opera em um ciclo de � outro programa), determine a quantidade de calor
Rankine regenerativo ideal com dois aquecedores de água de ali­ adicional que deve ser fornecida para a caldeira quando a eficiên­
mentação abertos. O vapor entra na turbina a 10 MPa e 600 ºC e é cia isentrópica da turbina, antes e depois do ponto de extração,
descarregado para o condensador a 5 kPa. Vapor é extraído da tur­ estiver a 90% e houver uma queda de pressão de 10 kPa através da
bina a 0,6 MPa e 0,2 MPa. A água sai de ambos os aquecedores de caldeira.
água de alimentação como líquido saturado. O fluxo de massa do 10-58 � Considere um ciclo de Rankine regenerativo ideal
vapor na caldeira é de 22 kg/s. Mostre o ciclo em um diagrama T-s � com dois aquecedores de água de alimentação,
(a)
e determine a potência líquida da usina e (b) a eficiência térmica um fechado e outro aberto. Vapor entra na turbina a 1 O M Pa e
600 ºC e é descarregado para o condensador a 1 O kPa. Vapor é
do ciclo. Respostas: (a) 30,5 MW; (b) 47 , 1 %
10-53 Considere uma usina de potência a vapor que opera em um extraído da turbina a 1 ,2 Mpa, para o aquecedor de água de ali­
ciclo de Rankine regenerativo ideal com um aquecedor de água de mentação fechado, e a 0,6 Mpa, para o aquecedor aberto. A água
alimentação fechado, como mostrado na figura. A usina mantém a de alimentação é aquecida até a temperatura de condensação do
entrada da turbina a 3.000 kPa e 350 ºC, operando o condensador vapor extraído no aquecedor de água de alimentação fechado. O
a 20 kPa. Vapor é extraído a 1 .000 kPa para atender o aquecedor de vapor extraído sai do aquecedor de água de alimentação fechado
água de alimentação fechado, que descarrega para o condensador como líquido saturado, que depois é estrangulado para o aquece­
após ser estrangulado para a pressão do condensador. Calcule o tra­ dor de água de alimentação aberto. Mostre o ciclo em um diagra­
balho produzido pela turbina, o trabalho consumido pela bomba e (a)
ma T-s que inclua as linhas de saturação e determine o fluxo de
o fornecimento de calor na caldeira para esse ciclo por unidade de massa do vapor na caldeira para uma potência líquida de 400 MW
fluxo da caldeira.
(b)
e a eficiência térmica do ciclo.
Respostas: 74 1 kJ/kg; 3,0 kJ/kg; 2.353 kJ/kg

Caldeira ®

@ @
i

Condensador

PI

FIGURA P l 0-58
FIGURA P l 0-53

10-59 m Reconsidere o Prob. 1 0-58. Usando o EES (ou outro


10-54 m Reconsidere o Prob. 10-53. Usando o EES (ou outro � programa), investigue os efeitos das eficiências da
lii\il programa), determine a pressão ótima de extração turbina e da bomba sobre o fluxo de massa e a eficiência térmica,
para o aquecedor de água de alimentação fechado que maximiza a considerando uma variação de 70 a 1 00% nessas eficiências. Trace
eficiência térmica do ciclo. Resposta: 220 kPa curvas para o fluxo de massa e para a eficiência térmica como fun­
10-55 Determine a eficiência térmica do ciclo de Rankine rege­ ção da eficiência da turbina para eficiências da bomba de 70%,
nerativo do Prob. 1 0-53, agora considerando que a eficiência isen­ 85% e 1 00%, e discuta os resultados em seguida. Desenhe também
trópica da turbina está a 90% antes e após o ponto de extração de o diagrama T-s para uma eficiência da turbina e da bomba igual a
vapor. 85%.
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u lo l O • C i c los d e P otên c ia a Va po r e Co m b in a d os -!!!fF1111
10-60 Uma usina de potência a vapor opera no ciclo de Ranki­ no condensador a 10 ºC. Considere e" = 4,1 8 kJ/kg·K para a
ne com reaquecimento e regeneração com um aquecedor de água água de resfriamento.
de alimentação fechado. Vapor entra na turbina a 8 MPa e 500 ºC (d) Determinar a potência útil e a eficiência térmica da usina.
com uma vazão de J 5 kg/s e é condensado no condensador a uma
pressão de 20 kPa. O vapor é reaquecido a 3 MPa até 500 ºC. Parte Estados dos processos e dados selecionados
do vapor, extraído da turbina de baixa pressão a 1 ,0 MPa, é com­ Estado P, kPa T, ºC h, kl/kg s, kl/kg·K
pletamente condensado no aquecedor de água de alimentação e 20
bombeado até 8 MPa antes de se misturar à água de alimentação à 2 5 . 000
mesma pressão. Considerando uma eficiência isentrópica de 88% 3 5 . 000
para a turbina e para a bomba, determine (a) a temperatura do vapor 4 5 . 000
na entrada do aquecedor de água de alimentação, (b) o fluxo de 5 5 . 000 700 3 . 900 7,512
massa do vapor extraído da turbina para o aquecedor de água de 6 1 .400 3 . 406 7,512
alimentação, (e) a potência líquida e (d) a eficiência térmica. 7 245 2.918 7,512
Respostas: (a) 350 ºC; (b) 2,64 kg/s; (e) 16,2 MW; (d) 36,7% 8 20 2.477 7,512

Dados de saturação
P, kPa v1, m3/kg h,, kl/kg s,, kJ/kg·K
20 0,00 1 02 251 7 , 907
245 533 7 , 060
1 .400 830 6,468
Calde i ra
5 . 000 0,00 1 2 9 1 . 1 54 5,973

© t
Entrada de
.., água de
refrigeração
Saída de
... água de
refrigeração
p li PI CD
©
FIGU RA P l 0-60

Purgador Purgador
10-61 Um ciclo a vapor de Rankine ideal modificado com dois de vapor de vapor
aquecedores de água de alimentação fechado é mostrado na figura
FIGURA Pl 0-6 1
a seguir. O ciclo de potência recebe 50 kg/s de vapor a alta pressão
de entrada na turbina. Os estados de saída do aquecedor de água de
alimentação para a água de alimentação da caldeira e o vapor con­ Análise de segunda lei para os ciclos de potência a vapor
densado são normalmente considerados estados ideais. A fração da 10-62C Como a eficiência de segunda lei de um ciclo de Rankine
massa que entra na turbina de alta pressão no estado 5, extraída para simples ideal pode ser aumentada?
o funcionamento do aquecedor de água de alimentação a 1 .400 kPa,
é y = O, 1 153. Use os dados fornecidos nas tabelas abaixo indicados 10-63E Calcule a destruição da exergia em cada um dos compo­
para nentes do ciclo de Rankine simples ideal do Prob. l O-l 7E, conside­
rando que o calor é rejeitado para um lago a 40 ºF e fornecido por
T-s
(a) Representar graficamente o diagrama para o ciclo ideal. um reservatório de energia a l .500 ºF.
(b) Determinar a fração da massa, z, extraída para o funcio­ 10-64 Determine a destruição de exergia associada ao processo
namento do aquecedor de água de alimentação fechado à de rejeição de calor do Prob. 1 0-2 1 . Considere uma temperatura da
pressão de extração de 245 kPa. fonte de 1 .500 K e uma temperatura do sumidouro de 290 K. De­
(e) Determinar o fluxo de água de resfriamento necessário, em kg/s, termine também a exergia do vapor na saída da caldeira. Considere
para manter o aumento de temperatura da água de resfriamento P0 = 1 00 kPa.
10-65 Qual componente do ciclo de Rankine ideal com reaque­ um poço de reinjeção juntamente com o líquido que sai do separa­
cimento do Prob. 10-33 que oferece a maior oportunidade de recu­ (a)
dor. Determine a potência produzida pela turbina e a eficiência
perar o potencial de trabalho perdido? O sumidouro está a L O ºC e térmica da usina, (b)
a exergia do líquido geotérmico na câmara
a fonte está a 600 ºC. de flash, assim como as destruições de exergia e as eficiências da
10-66 Determine a destruição de exergia associada a cada um segunda lei (exergética) para (e) a câmara de flash, (d) a turbina e
dos processos do ciclo de Rankine descrito no Prob. L 0-35, consi­ (e)toda a usina.
derando uma temperatura da fonte de 1 .500 K e uma temperatura Respostas: (a) 10,8 MW; 0,053; (b) 1 7 ,3 MW; (e) 5, 1 MW;
do sumidouro de 295 K. 0,898; (d) 10,9 MW; 0,500; (e) 39,0 MW; 0,2 1 8
10-67 � Reconsidere o Prob. 10-66. Usando o EES (ou outro
liiiã programa), resolva esse problema com o recurso Cogeração
de entrada de dados na janela do diagrama do EES. Inclua os efei­ 10-70C Como se define o fator de utilização E,, nas usinas de co­
tos das eficiências da turbina e da bomba para avaliar as irreversibi­ geração? Poderia E,, ser igual à unidade em uma usina de cogeração
lidades associadas a cada um dos processos. Mostre o ciclo em um que não produz nenhuma potência?
diagrama T-s que inclua as linhas de saturação. Discuta os resulta­ 10-71C Considere uma usina de cogeração para a qual o fator de
dos de seus estudos paramétricos. utilização é l . A irreversibilidade associada a esse ciclo é necessa­
10-68E Qual componente do ciclo de Rankine regenerativo ideal riamente zero? Explique.
do Prob. 1 0-49E que perde a maior quantidade de potencial de tra­ 10-72C Considere uma usina de cogeração para a qual o fator de
balho? Considere que esse ciclo rejeita calor para um rio, cuja tem­ utilização é 0,5. A destruição de exergia dessa usina pode ser zero?
peratura está a 60 ºF e a fonte está a 800 ºF. Em caso positivo, sob quais condições?
10-69 A representação esquemática de uma usina geotérmica 1 0-73C Qual é a diferença entre cogeração e regeneração?
com um único separador é mostrada na Fig. P l 0-69. Água líquida
10-74 Vapor de água entra na turbina de uma usina de cogera­
saturada a 230 ºC é retirada do poço de produção a uma taxa de ção a 7 MPa e 500 ºC. Um quarto do vapor é extraído da turbina à
230 kg/s e estrangulada a uma pressão de 500 kPa por um processo pressão de 600 kPa para uma unidade de processamento térmico.
essencialmente isentálpico no qual o vapor resultante é separado do O restante do vapor continua se expandindo até 1 O kPa. Ao sair da
líquido em um separador e direcionado para a turbina. O vapor sai turbina, o vapor é condensado e m isturado à água de alimentação
da turbina a 1 O kPa com um conteúdo de umidade de 5% e entra no
a uma pressão constante, e a mistura é bombeada até a pressão
condensador, no qual será condensado. Ele é então direcionado para da caldeira, igual a 7 MPa. O fluxo de massa do vapor na cal­
deira é de 30 kg/s. Desprezando quedas de pressão e perdas de
calor na tubulação, e considerando que a turbina e a bomba sejam
isentrópicas, determine a potência líquida produzida e o fator de
utilização da usina.

Poço de Poço de
CD

produção reinjeção
FIGURA P l 0-69 FIGURA P l 0-74
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u lo l O • C i c l os d e P otê n c ia a Va po r e Co m b in a d os -!lfDlllll
10-75E Uma grande indústria de processamento de alimentos de processamento térmico como líquido saturado a 1 ,6 MPa.
requer 1 ,5 lbm/s de vapor de água saturado ou ligeiramente supera­ Em seguida, ele é misturado à água de alimentação que deixa o
quecido a 140 psia, o qual é extraído de uma turbina de uma usina aquecedor de água de alimentação, e a mistura é bombeada até a
de cogeração. A caldeira gera vapor a 800 psia e l .000 ºF a uma pressão da caldeira. Considerando que as turbinas e bombas se­
taxa de 10 lbm/s, e a pressão do condensador é 2 psia. Vapor sai jam isentrópicas, mostre o ciclo em um diagrama T-s que i nclua
da unidade de processamento térmico como líquido saturado. Em as linhas de saturação e determine o fluxo de massa de vapor na
seguida, é misturado com a água de alimentação à mesma pressão, caldeira para uma potência líquida de 25 MW.
e essa mistura é bombeada até a pressão da caldeira. Considerando Resposta: 29, 1 kg/s
que ambas as bombas e as turbinas têm eficiências isentrópicas de
10-78 a Reconsidere o Prob. 1 0-77. Usando o EES (ou outro
liiiilil programa), investigue o efeito da pressão de extra-
86%, determine (a) a taxa de transferência de calor para a caldeira
(b)
e a potência produzida da usina de cogeração.
ção para a remoção de vapor da turbina, a fim de ser usado na uni­
Respostas: (a) 1 3 , 8 1 0 Btu/s ; (b) 4.440 kW
dade de processamento térmico e no aquecedor de água de alimen­
10-76 Vapor de água é gerado na caldeira de uma usina de coge­ tação aberto, sobre o fluxo de massa necessário. Trace uma curva
ração a 1 O MPa e 450 ºC, a uma vazão constante de 5 kg/s. Em ope­ para o fluxo de massa na caldeira como função da pressão de extra­
ração normal, o vapor se expande em uma turbina até uma pressão ção e discuta os resultados.
de 0,5 MPa e, em seguida, é direcionado para uma unidade de pro­
10-79E Na caldeira de uma usina de cogeração, gera-se vapor
cessamento térmico, onde fornece o calor de processo. A água sai
a 600 psia e 800 ºF a uma taxa de 1 8 lbm/s. A usina deve produ­
da unidade de processamento térmico como líquido saturado e é
zir energia enquanto atende os requisitos do processo a vapor para
bombeada até a pressão da caldeira. Nesse modo de operação, ne­
uma determinada aplicação industrial. Um terço do vapor saindo
nhum vapor passa pelo condensador, que opera a 20 kPa.
da caldeira é estrangulado para uma pressão de 1 20 psia e direcio­
(a) Determine a potência produzida e a taxa com a qual o calor de nado para a unidade de processamento térmico. O resto do vapor é
processo é fornecido nesse modo. expandido em uma turbina isentrópica até uma pressão de 1 20 psia
(b) Determine a potência produzida e a taxa com a qual calor de e também é direcionado para a unidade de processamento térmico.
processo é fornecido, considerando que apenas 60% do vapor Vapor deixa a unidade de processamento térmico a 240 ºF. Despre­
é direcionado para a unidade de processamento térmico en­ (a)
zando o trabalho da bomba, determine a potência útil produzi­
quanto o restante se expande até a pressão do condensador. (b)
da, a taxa do fornecimento de calor de processo e (e) o fator de
1 0-77 Considere uma usina de cogeração modificada com utilização dessa planta.
regeneração. O vapor entra na turbina a 9 MPa e 400 ºC e se 10-80 Uma grande cidade utiliza um ciclo de Rankine a vapor
expande até uma pressão de 1,6 MPa. Nessa pressão, 35% do modificado com um aquecedor de água de alimentação fechado
vapor é extraído da turbina, e o restante se expande até 1 O kPa. e uma unidade de processamento térmico para abastecer prédios
Parte do vapor extraído é usado para aquecer a água de alimenta­ próximos com água quente, usada em sistemas de aquecimento e
ção em um aquecedor de água de alimentação aberto. O restante energia elétrica, como mostrado na figura a seguir. A taxa de fluxo
do vapor extraído é usado para aquecimento e deixa a unidade de vapor na turbina é de 1 00 kg/s. O vapor que entra na turbina é

t -
(J)

Entrada
Caldeira de água

Caldeira Unidade ®
@ 12

t -+

AAA •
t
fechado .._�.--Y

Wbomba
-+

PI Purgador de vapor ®
FIGURA P l 0-77 FIGURA P l 0-80
extraído a 2.000 kPa, estado 5, para o aquecedor de água de alimen­ 10-84 m'St Reconsidere o Prob. 1 0-83. Usando o EES (ou outro
tação. O vapor que entra na turbina é extraído a 700 kPa, estado 6, � programa), estude os efeitos de uma variação de 1 0
para a unidade de processamento térmico, saindo da unidade de a 20 na razão de pressão do ciclo a gás sobre a razão entre o s fluxos
processamento térmico como líquido saturado. Os estados para a de massa de ar e de vapor e sobre a eficiência térmica do ciclo.
água de alimentação da caldeira e o vapor condensado saindo do Mostre e discuta os resultados como funções da razão de pressões
aquecedor de água de alimentação são os estados considerados nor­ do ciclo a gás em um gráfico.
malmente ideais. A água fria do processo serve como refrigerante 10-85 Um ciclo combinado gás-vapor utiliza uma turbina a gás
para o condensador e recebe o calor transferido do vapor que se simples para o ciclo do topo e um ciclo de Rankine simples para o
condensa no condensador. A água do processo é ainda mais aqueci­ ciclo de baixo. Ar atmosférico entra na turbina a gás a 1 0 1 kPa e
da na unidade de processamento térmico. Use os dados fornecidos 20 ºC, e a temperatura máxima do gás de ciclo é de 1 . 1 00 ºC. Con­
nas tabelas a seguir para determinar sidere que a razão de pressão do compressor é igual a 8, a eficiência
(a) T-s
o diagrama para o ciclo ideal, isentrópica do compressor é 85% e a eficiência isentrópica da tur­
bina a gás é 90%. A corrente de gás sai do trocador de calor a uma
(b) o fluxo de água de processo, em kg/s, considerando que 5%
temperatura de saturação do vapor que flui através do trocador de
do fluxo de massa de entrada da turbina é extraído para a uni­
dade de processamento térmico e que o aumento da tempera­ calor. Vapor escoa pelo trocador de calor com uma pressão de 6.000
tura da água de processo é de 40 ºC; e kPa e sai a 320 ºC. O condensador do ciclo a vapor opera a 20 kPa,
e a eficiência isentrópica da turbina a vapor é de 90%. Detern1ine
(e) a eficiência de utilização da planta. o fluxo de massa de ar através do compressor de ar necessário para
Estados dos processos e dados selecionados que esse sistema produza 1 00 MW de potência. Considere calores
Estado P, kPa T, º C h, kJ/kg s, kJ/kg·K específicos constantes para o ar à temperatura ambiente.
1 10
Resposta: 279 kg/s
2 1 0 . 000 10-86 Um regenerador ideal é adicionado ao ciclo a gás do ciclo
3 1 0 .000 combinado no Prob. 1 0-85. Qual é a mudança na eficiência desse
4 1 0 . 000 500 3.374 6 , 597 ciclo combinado?
5 2 . 000 2 . 930 6,597 1 0-87 Determine quais componentes do ciclo combinado no
6 700 2.714 6,597 Prob. 1 0-85 têm o maior desperdício de potencial de trabalho.
7 10 2 . 089 6, 597
1 0-88 Considere uma usina de potência com ciclo combinado
gás-vapor que produz uma potência líquida de 280 MW. A razão de
Dados de saturação pressão do ciclo da turbina a gás é 1 1 . O ar entra no compressor a
P, kPa Tsah ºC h,, kJ/kg v1, m3/kg 300 K, e na turbina, a 1 . 100 K. Os gases de combustão que saem da
10 45,8 1 9 1 ,7 0 , 00 1 0 1 turbina a gás são usados para aquecer o vapor a 5 MPa até 350 ºC
700 165 697,3 0 , 00 1 1 1 em um trocador de calor. Os gases de combustão saem do trocador
2 . 000 2 12,4 908,6 0 , 00 1 1 8 de calor a 420 K. Um aquecedor de água de alimentação aberto
1 0 . 000 311 1 .407 , 6 0,00145 incorporado ao ciclo de vapor opera a uma pressão de 0,8 MPa.
A pressão no condensador é de 10 kPa. Considerando eficiências
isentrópicas de 1 00% para a bomba, 82% para o compressor e 86%
Ciclos combi nados gás-vapor (a)
para as turbinas a gás e a vapor, detennine a razão entre os flu­
1 0-81 C Em ciclos combinados gás-vapor, qual é a fonte de
energia do vapor?
(b)
xos de massa de ar e de vapor, a taxa de fornecimento de calor
necessária na câmara de combustão e (e) a eficiência térmica de
10-82C Por que o ciclo combinado gás-vapor é mais eficiente do ciclo combinado.
que ambos os ciclos operando isoladamente? 10-89 Reconsidere o Prob. 1 0-88. Usando o EES (ou outro pro­
10-83 � Considere uma usina de potência com ciclo combi- grama), estude os efeitos da razão de pressão do ciclo a gás quando
'<ill:J nado gás-vapor que produz uma potência líquida de ela varia de J O a 20 sobre a razão entre os fluxos de massa de gás
450 MW. A razão de pressão do ciclo da turbina a gás é 1 4. O ar en­ e de vapor sobre a eficiência térmica do ciclo. Trace curvas para
tra no compressor a 300 K, e na turbina, a l .400 K. Os gases de os resultados como funções da razão de pressões do ciclo a gás e
combustão que saem da turbina a gás são usados para aquecer o va­ discuta os resultados.
por a 8 MPa até 400 ºC em um trocador de calor. Os gases de com­ 1 0-90 Considere um ciclo combinado gás-vapor. O ciclo supe­
bustão saem do trocador de calor a 460 K. Um aquecedor de água de rior é um ciclo Brayton simples com razão de pressão igual a 7. Ar
alimentação aberto incorporado ao ciclo de vapor opera a uma entra no compressor a 15 ºC e a uma vazão de 10 kg/s; na turbina
pressão de 0,6 MPa. A pressão no condensador é de 20 kPa. Consi­ a gás, entra a 950 ºC. O ciclo inferior é um ciclo de Rankine com
derando que todos os processos de compressão e expansão sejam reaquecimento entre os limites de pressão de 6 MPa e 10 kPa. O
(a)
isentrópicos, determine a razão entre os fluxos de massa de ar e vapor é aquecido em um trocador de calor a uma vazão de 1 , 1 5
(b)
de vapor, a taxa de fornecimento de calor necessária na câmara kg/s pelos gases de exaustão que deixam a turbina a gás, e os ga­
de combustão e (e) a eficiência térmica do ciclo combinado. ses de exaustão saem do trocador de calor a 200 ºC. O vapor sai
�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u lo l O • C i c l os d e P otên c i a a Va po r e Co m b i n a d os -!lfJi!lllll
da turbina de alta pressão a l ,O MPa e é reaquecido a 400 ºC no Problemas de revisão
trocador de calor antes de se expandir na turbina de baixa pressão. 10-96 Uma usina de potência a vapor opera segundo um ciclo
Considerando uma eficiência isentrópica de 80% para as bombas e de Rankine simples ideal, além de manter a caldeira a 6.000 kPa,
(a)
para as turbinas, determine o conteúdo de umidade na saída da a entrada da turbina a 600 ºC e o condensador a 50 kPa. Compare
(b)
turbina de baixa pressão, a temperatura do vapor na entrada da a eficiência térmica do ciclo nas seguintes condições: o líqui­ (a)
turbina de alta pressão, (e) a potência líquida produzida e a eficiên­
cia térmica da usina combinada.
(b)
do entra na bomba como líquido saturado e o líquido entra na
bomba 1 1 ,3 ºC mais frio do que o líquido saturado à pressão do
condensador.
10-97E A usina de energia geotérmica Stillwater, em Nevada,
Câmara de
entrou em plena operação comercial em 1 986, e foi projetada para
combustão operar com sete unidades idênticas. Cada uma dessas sete unidades
consiste em um par de ciclos de potência, identificados como Nível
1 e Nível II, operando segundo o ciclo de Rankine simples que uti­
liza um fluido orgânico como fluido de trabalho.

Vapor

®
Ar

Trocador
de calor

Bomba CD Bomba de produção


FIG U RA P l 0-90

Tópico especial : ciclos binários a vapor

Salmoura geotérmica quente


10-91C Qual é a diferença entre o ciclo binário a vapor e o ciclo
combinado gás-vapor?
10-92C O que é um ciclo de potência binário? Qual é a sua
finalidade? FIGURA P 1 0-97E
10-93C Por que o vapor de água não é um fluido de trabalho Esquema de uma usina de potência binária geotérmica.
ideal para os ciclos de potência a vapor? Cortesia da ORMA T Energy Systems, lnc.

10-94C Por que o mercúrio é um fluido de trabalho adequado


para a parte superior de um ciclo binário a vapor, mas não para o A fonte de calor para a usina é a água geotérmica (água salga­
ciclo inferior? da) que entra no vaporizador (caldeira) de Nível T de cada unidade a
10-95 Escrevendo um balanço de energia para o trocador de calor 325 ºF a uma taxa de 384.286 lbm/h e entrega 22,79 MBtu/h ("M"
de um ciclo binário a vapor, obtenha uma equação para a razão entre significa "milhões"). O fluido orgânico que entra no vaporizador a
os fluxos de massa dos dois fluidos considerando suas entalpias. 202,2 ºF a uma taxa de 1 57.895 lbm/h sai a 282,4 ºF e 225,8 psia na
forma de vapor saturado. Esse vapor saturado se expande na turbina
até 1 9,0 psia e 95,8 ºF, produzindo 1 .27 1 kW de energia elétrica.
Cerca de 200 kW dessa potência é usada pelas bombas, os aces­
sórios e os seis ventiladores do condensador. Subsequentemente,
o fluido de trabalho orgânico é condensado em um condensador i
resfriado a ar, que entra no condensador a 55 ºF, a uma taxa de
Caldeira
y
4. 195 . 1 00 lbm/h, saindo a 84,5 ºF. O fluido de trabalho é bombea­ 1 -y
do e depois preaquecido em um preaquecedor até 202,2 ºF, absor­ ® <J)
vendo 1 1 , 14 MBtu/h de calor da água geotérmica (proveniente do -
+
aberto
AAA
vaporizador de Nível II) que entra no preaquecedor a 2 1 1 ,8 ºF e sai
Condensador
a 154,0 ºF. Considerando o calor específico médio da água geotér­
mica como 1,03 Btu/lbm·ºF, determine (a) a temperatura de saída
da água geotérmica do vaporizador, (b) a taxa de rejeição de calor
@) i t
Q)
do fluido de trabalho para o ar no condensador, (e) o fluxo de massa
da água geotérmica no preaquecedor e (d) a eficiência térmica do -

ciclo Nível 1 da usina geotérmica. p1


Respostas: (a) 267,4 º F; (b) 29,7 M Btu/h; (e) 187. 120 lbm/h; p TT
(d) 10,8% FIGURA P1 0-1 00
10-98 Uma usina de potência a vapor opera segundo um ciclo de
Rankine ideal com dois estágios de reaquecimento e produz uma
10-101 Repita o Prob. 10-1 00, considerando agora que as bom­
potência líquida de 75 MW. Vapor entra em todos os três estágios
bas e a turbina são isentrópicas.
da turbina a 550 ºC. A pressão máxima do ciclo é de 1 0 Mpa, e a
pressão mínima é de 30 kPa. O vapor é reaquecido a 4 MPa na pri­ 10-102 Considere um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento
meira vez, e a 2 MPa na segunda. Mostre o ciclo em um diagrama e regeneração com um aquecedor de água de alimentação aberto.
(a)
T-s que inclua as linhas de saturação e determine a eficiência A pressão na caldeira é 1 O MPa, a pressão no condensador é de J 5
kPa, a pressão de reaquecimento é de 1 MPa e a pressão no aquece­
térmica do ciclo e (b) o fluxo de massa do vapor.
Respostas: (a) 40, 5%; (b) 48, 5 kg/s dor de água de alimentação é de 0,6 MPa. Vapor entra nas turbinas
de alta e baixa pressão a 500 ºC. Mostre o ciclo em um diagrama
10-99 Considere uma usina de potência a vapor de água que ope­
ra no ciclo de Rankine ideal com reaquecimento entre os limites de
T-s (a)
que inclua as linhas de saturação e determine a fração do
vapor extraída para regeneração e (b) a eficiência térmica do ciclo.
pressão de 25 MPa e L O kPa, a uma temperatura máxima de 600 ºC
Respostas: (a) 0, 144; (b) 42, 1 %
e com um conteúdo de umidade de 8% na saída da turbina. Para
uma temperatura de reaquecimento de 600 ºC, determine as pres­ 10-103 Repita o Prob. 1 0-102, considerando uma eficiência
(a)
sões de reaquecimento do ciclo para os casos de reaquecimento isentrópica de 85% para as turbinas e de 100% para as bombas.
(b)
simples e reaquecimento duplo. 10-104 Uma usina de potência a vapor operando segundo um ci­
10-100 Considere uma usina de potência a vapor que opera em clo de Rankine ideal com reaquecimento e regeneração com três
um ciclo de Rankine regenerativo e produz uma potência líquida de aquecedores de água de alimentação, como mostrado na figura,
150 MW. Vapor entra na turbina a 10 MPa e 500 ºC, e no conden­ mantém a caldeira a 6.000 kPa, o condensador a 7,5 kPa, o reaque­
sador, a 1 O kPa. As eficiências isentrópicas da turbina e das bombas cedor a 800 kPa, o aquecedor de água de alimentação fechado man­
correspondem a 80% e 95% respectivamente. Vapor é extraído da tido a alta pressão a 3.000 kPa, o aquecedor de água de alimentação
turbina a 0,5 MPa para aquecer água de alimentação em um aque­ fechado mantido a baixa pressão a 1 .800 kPa e o aquecedor de água
cedor aberto. A água deixa o aquecedor de água de alimentação de alimentação aberto a 100 kPa. A temperatura à entrada de ambas
como líquido saturado. Mostre o ciclo em um diagrama e deter­ T-s as turbinas é de 500 ºC. Determine as seguintes grandezas para esse
sistema por unidade de fluxo de massa através da caldeira.
mine (a) o fluxo de massa de vapor na caldeira e (b) a eficiência tér­
mica do ciclo. Determine também a destruição de exergia associada (a) O fluxo de massa necessário para manter a alta pressão, o
ao processo de regeneração. Considere uma temperatura da fonte aquecedor de água de alimentação fechado.
de l .300 K e uma temperatura do sumidouro de 303 K. (b) O fluxo de massa necessário para manter a baixa pressão, o
aquecedor de água de alimentação fechado.
(e) O fluxo de massa necessário para manter o aquecedor de água
de alimentação aberto.
(d) O fluxo através do condensador.
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e C_ l'5JiFlllll
(e) O trabalho produzido pela turbina de alta pressão. ®
(/) O trabalho produzido pela turbina de baixa pressão.
(g) O calor fornecido na caldeira e no reaquecedor.
(h) O calor rejeitado no condensador.
(i) A eficiência térmica.
Caldeira

FIGURA Pl 0-1 07

10-lOSE Ar atmosférico entra no compressor de ar de um siste­


P JV P Ili
ma de potência de ciclo combinado gás-vapor simples a 1 4,7 psia e
FIGURA Pl 0-1 04 80 ºF. A razão de compressão do compressor de ar é 1 O, a tempera­
tura máxima do gás do ciclo é 2. 1 00 ºF e o compressor de ar e a tur­
bina têm uma eficiência isentrópica de 90%. O gás sai do trocador
10-105 a Reconsidere o Prob. 1 0- 1 04. Usando o EES (ou de calor 50 ºF mais quente do que a temperatura de saturação do
� outro programa), determine a pressão de extração vapor no trocador de calor. A pressão de vapor no trocador de calor
ótima para o aquecedor de água de alimentação aberto que maximi- é de 800 psi a, e o vapor sai do trocador de calor a 600 ºF. A pressão
za a eficiência térmica do ciclo. de vapor do condensador é de 5 psia, e a eficiência isentrópica da
10-106 Vapor deve ser fornecido por uma caldeira a uma turbina turbina de vapor é 95%. Determine a eficiência térmica global do
de alta pressão, cuja eficiência isentrópica é de 75%, em condições ciclo combinado. Para o ar, considere calores específicos constan­
a serem determinadas. O vapor deve sair da turbina de alta pressão tes à temperatura ambiente. Resposta: 46,4%
como vapor saturado a 1 ,4 Mpa, e a turbina deve produzir 1 MW de 10-109E Foi sugerido que o vapor que passa através do conden­
potência. Na saída da turbina, vapor é extraído a uma vazão de 1 .000 sador do ciclo combinado no Prob. 1 0- 1 08E seja encaminhado
kg/min e conduzido para uma unidade de processamento térmico, para edifícios durante o inverno, a fim de aquecê-los. Quando isso
enquanto o restante do vapor alimenta uma turbina de baixa pressão for feito, a pressão no sistema de aquecimento, onde o vapor é con­
cuja eficiência isentrópica é de 60%. A turbina de baixa pressão ex­ densado, terá de ser aumentada para 1 O psi a. Como isso muda a
pande o vapor até L O kPa e produz 0,8 MW de potência. Determine eficiência térmica global do ciclo combinado?
a temperatura, a pressão e o fluxo de massa de vapor na entrada da 10-l lOE Durante o inverno, o sistema do Prob. 1 0- 1 09E deve
turbina de alta pressão. fornecer 2 X 1 06 Btu/h de calor para os edifícios. Qual é o fluxo
10-107 Uma instalação têxtil requer 4 kg/s de vapor saturado a 2 de massa de ar que passa através do compressor de ar e a produção
MPa, que é extraído da turbina de uma usina de cogeração. Vapor total de potência elétrica do sistema no inverno?
entra na turbina a 8 MPa e 500 ºC a uma vazão de 1 1 kg/s, saindo a Respostas: 27.340 lb m/h, 1 .286 kW
20 kPa. O vapor extraído deixa a unidade de processamento térmi­ 10-1 1 1 O ciclo de turbina a gás de uma usina de ciclo combinado
co como líquido saturado e se mistura à água de alimentação a uma gás-vapor tem uma razão de pressão igual a 1 2. O ar entra no com­
pressão constante. A mistura é bombeada até a pressão da caldeira. pressor a 3 1 O K, e na turbina, a 1 .400 K. Os gases de combustão
Considerando uma eficiência isentrópica de 88% para a turbina e que saem da turbina a gás são utilizados para aquecer o vapor a
(a)
para as bombas, determine a taxa de fornecimento de calor para 1 2,5 MPa até 500 ºC em um trocador de calor. Os gases de com­
(b)
o processo térmico, a potência líquida produzida e (e) o fator de bustão saem do trocador de calor a 247 ºC. O vapor se expande em
utilização da usina. uma turbina de alta pressão até 2,5 MPa e é reaquecido na câmara
Respostas: (a) 8,56 MW; (b) 8,60 M W; (e) 53,8% de combustão até 550 ºC antes de se expandir em uma turbina de
baixa pressão até 10 kPa. O fluxo de massa do vapor é de 1 2 kg/s. Estados dos processos e dados selecionados
Considerando que todos os processos de compressão e expansão Estado P, kPa h, kJ/kg
(a)
sejam isentrópicos, determine o fluxo de massa do ar no ciclo
T, ºC s, kJ/kg·K

(b)
de turbina a gás, a taxa total de fornecimento de calor e (e) a
2
20
620
eficiência térmica de ciclo combinado.
3 620
Respostas: (a) 1 54 kg/s , (b) 1 ,44 x 1 05 kJ/s , (e) 59, 1 %
4 620
10-1 12 Repita o Prob. 10-1 1 1 considerando eficiências isentró­ 5 5.000
picas de 100% para a bomba, 80% para o compressor e 85% para as 6 5.000
turbinas a gás e a vapor. 7 5.000 700 3 . 900 7,514
10-1 13 Um ciclo a vapor de Rankine ideal modificado com dois 8 1.910 3.515 7,514
aquecedores de água de alimentação fechado e um aquecedor de 9 620 3 . 1 54 7,514
água de alimentação aberto é mostrado na Fig. 1 0- 1 13. O ciclo de 10 1 40 2 . 799 7,514
potência recebe 1 00 kg/s de vapor a alta pressão na entrada para 11 20 2 .478 7,514
a turbina. Os estados de saída do aquecedor da água de alimenta­
ção para o aquecedor da água de alimentação da caldeira e o vapor Dados de saturação
condensado correspondem aos estados considerados normalmente P, kPa Tsah ºC v1, m 3/kg h,, kJ/kg s., kJ/kg·K
ideais. Use os dados fornecidos nas tabelas dadas a seguir para 20 60 , 1 0,00 1 02 251 7 , 907
(a) T-s
Esboçar o diagrama para o ciclo ideal. 1 40 1 09 , 3 0,00 1 0 5 458 7 , 246
(b) Determinar a fração de massa y extraída para o aquecedor de 620 160, 1 0,00 1 1 0 676 6 , 7 48
água de alimentação aberto. 1.910 210,1 0,00 1 1 7 898 6 , 356

(e) Se, em adição ao resultado obtido no item (b),


a fração da 5 . 000 263 ,9 0,00 1 29 1 1 54 5,973

massa que entra na turbina de alta pressão no estado 7 ex­ 10-1 14 Na Fig. L 0- 1 1 4, é mostrado um ciclo a vapor de Ranki­
traída para o funcionamento do aquecedor de água de ali­ ne modificado ideal, utilizado para reaquecer dois aquecedores de
mentação fechado operando a 1 40 kPa é z = 0,0655, e se água de alimentação fechados e uma unidade de processamento tér­
a 1 .9 1 O kPa a fração de extração é w = 0,0830, determine mico. O ciclo de energia produz 300 MW de potência líquida. Os
o aumento de temperatura da água de resfriamento no con­ estados de saída do aquecedor de água de alimentação para a água
densador, em ºC, quando o fluxo de água de resfriamento de alimentação da caldeira e o vapor condensado são normalmente
é 4.200 kg/s. Considere cP = 4, 1 8 kJ/kg· K para a água de considerados estados ideais. A fração de massa que entra na turbina
resfriamento. de alta pressão no estado 5 que é extraída para o funcionamento do
(d) determinar a taxa de calor rejeitado no condensador e a efi­ aquecedor de água de alimentação a 1 .400 kPa é y = O, l 1 60. Uma
(z
quantidade de 15% = O, 1 5) do vapor que entra na turbina de alta
ciência térmica da usina.
pressão é extraída da turbina de baixa pressão a 245 kPa para uso
em uma unidade de processamento térmico a uma pressão constan­
te; esse vapor é enviado para o aquecedor de água de alimentação
fechado a 1 50 kPa por um purgador. Use os dados fornecidos nas
tabelas seguintes para

Entrada de
.,._ água de
resfriamento
Entrada de
+- água de.
Saída de
resfriamento
..,. água de
resfriamento Saída de
- água de
resfriamento

Purgador Purgador Purgador Purgador


de vapor de vapor de vapor de w1por

FIGURA P l 0-1 1 3 FIGURA P l 0-1 14


�����������������������____�__�______�_____�_________�_____�� C a p lt u lo l O • C i c l os d e P otên c ia a Va po r e Co m b in a d os �
-

(a) Esboçar o diagrama T-s para o ciclo ideal. cada estágio da turbina. Determine a eficiência térmica do ciclo
(b) Determinar a fração de massa que é extraída para o aquece­
w
para um, dois, quatro e oito estágios de reaquecimento, trace uma
curva para a eficiência em função do número de estágios e discuta
dor de água de alimentação fechado operando a uma pressão
de extração de 1 50 kPa para o ciclo ideal. os resultados.
(e) Determinar o fluxo de massa através da caldeira, a taxa de 1 0-118 a Usando o EES (ou outro programa), investigue o
calor fornecida para o processo e a eficiência de utilização da � efeito do número de estágios de regeneração so­
usina de cogeração. bre o desempenho de um ciclo de Rankine regenerativo ideal. O
vapor entra na turbina a 1 0 MPa e 500 ºC, e no condensador, a 1 0
Estados dos processos e dados selecionados kPa. Para cada caso, mantenha aproximadamente a mesma dife­
Estado P, kPa T, ºC h, kJ/kg s, kJ/kg·K rença de temperatura entre dois estágios de regeneração consecu­
20 60, 1 1 tivos. Determine a eficiência térmica do ciclo para um, dois, três,
2 5 . 000 quatro, cinco, seis, oito e dez estágios de regeneração, trace uma
3 5 . 000 curva para a eficiência em função do número de estágios e discuta
4 5 . 000 os resultados.
5 5 . 000 700 3 . 894 7 , 5 04 10-1 19 Mostre que a eficiência térmica de uma usina de potência
6 1 .400 3.400 7 , 504 de ciclo combinado gás-vapor T/cc pode ser expressa como
7 1 . 200 3 . 349 7 , 504
8 1 . 200 600 3.692 7 , 938 T/cc = T/g + YJ,, - T/gYJ,,
9 245 3 . 1 54 7 , 938 onde 'T)8 = W/Qcn< e YJ,, = W/Qg, ,.; correspondem às eficiências
10 1 50 3 . 023 7 , 938
térmicas dos ciclos a gás e dos ciclos a vapor, respectivamente.
11 20 2.620 7 , 938
Considerando essa relação, determine a eficiência térmica de um
ciclo combinado que consiste em um ciclo superior de turbina a gás
Dados de saturação com uma eficiência de 40% e um ciclo inferior de turbina a va­
P, kPa v" m 3/kg h,, kJ/kg sg, kJ/kg·K por com uma eficiência de 30%.
20 0,00102 2 5 1 ,4 7,791 10-120 É possível mostrar que a eficiência térmica de uma usina
1 50 467 7 , 225 de potência de ciclo combinado gás-vapor T/cc pode ser expressa
245 533 7,061 pelas eficiências térmicas dos ciclos de turbina a gás e a vapor como
1 . 200 798 6,519
1 .400 830 6,465 T/cc = T/g + YJv - T/g YJ,,
5 . 000 0,00 1 2 9 1 . 1 54 5,979 Prove que o valor de T/cc é maior que o valor de T/g ou YJ,,.Ou seja, o
10-1 1 5 m Usando o EES (ou outro programa), investigue o ciclo combinado é mais eficiente do que os ciclos de turbina a gás
efeito da pressão no condensador sobre o desem­ ou a vapor considerados isoladamente.
penho de um ciclo de Rankine simples ideal. As condições do va­ 10-121 Partindo da Eq. 1 0-20, mostre que a destruição da exer­
por na entrada da turbina devem ser mantidas constantes a 1 O MPa gia associada a um ciclo de Rankine simples ideal pode ser expres­
e 550 ºC, enquanto a pressão no condensador varia de 5 kPa até sa como = qcn<( T/r.carno< - 'T),), onde 'T), é a eficiência do ciclo de
i
1 00 kPa. Determine a eficiência térmica do ciclo, trace uma curva Rankine e T/i.Carnm é a eficiência do ciclo de Carnot operando entre
para a eficiência em função da pressão do condensador e discuta os mesmos limites de temperatura.
os resultados.
10-1 16 a Usando o EES (ou outro programa), investigue o Problemas de múltipla escolha
� efeito do superaquecimento do vapor sobre o de­ 10-122 Considere um ciclo de Rankine simples ideal. Se a
sempenho de um ciclo de Rankine simples ideal. O vapor entra na pressão no condensador diminuir enquanto o estado de entrada da
turbina a 3 MPa e sai a 1 0 kPa. Considere uma variação de 250 ºC turbina é mantido,
até 1 . 1 00 ºC para a temperatura na entrada da turbina. Determine a (a)o trabalho produzido pela turbina diminuirá.
eficiência térmica do ciclo, trace uma curva para a eficiência em
função da temperatura na entrada da turbina e discuta os resultados.
(b)o calor rejeitado diminuirá.
(e) a eficiência do ciclo diminuirá.
10-1 17 a Usando o EES (ou outro programa), investigue o
ltiliiiii efeito do número de estágios de reaquecimento (d)o conteúdo de umidade na saída da turbina diminuirá.
sobre o desempenho de um ciclo de Rankine ideal. As pressões (e)o consumo de trabalho na bomba diminuirá.
máxima e mínima do ciclo são 15 MPa e 10 kPa, respectivamente, 10-123 Considere um ciclo de Rankine simples ideal, com pres­
e o vapor entra em todos os estágios da turbina a 500 ºC. Para cada sões na caldeira e no condensador fixas. Se a temperatura do vapor
caso, mantenha aproximadamente a mesma razão de pressões em superaquecido aumentar,
(a) o trabalho produzido pela turbina diminuirá. 10-130 Considere uma usina de potência com ciclo combinado
(b) o calor rejeitado diminuirá. gás-vapor. água do ciclo a vapor é aquecida pelos gases de exaus­
A
tão que entram a 800 K com uma vazão de 60 kg/s e saem a 400 K
(e) a eficiência do ciclo diminuirá.
em um trocador de calor bem isolado. A água entra no trocador de
(d) o conteúdo de umidade na saída da turbina diminuirá. calor a 200 ºC e 8 MPa e sai a 350 ºC e 8 MPa. Considerando que
(e) o calor fornecido diminuirá. os gases de exaustão se comportam como ar com calores específi­
10-124 Considere um ciclo de Rankine simples ideal com pres­ cos constantes à temperatura ambiente, o fluxo de massa de água
sões na caldeira e no condensador fixas. Se o ciclo for modificado no trocador de calor resulta
com reaquecimento, a ( ) 1 1 kg/s (b) 24 kg/s (e) 46 kg/s
(a) o trabalho produzido pela turbina diminuirá. (d) 53 kg/s (e) 60 kg/s
(b) o calor rejeitado diminuirá. 10-131 Um ciclo de Rankine ideal com reaquecimento opera en­
(e) o consumo de trabalho na bomba diminuirá. tre os limites de pressão de 1 0 kPa e 8 MPa, com o reaquecimento
(d) o conteúdo de umidade na saída da turbina diminuirá. ocorrendo a 4 MPa; a temperatura do vapor nas entradas de ambas
as turbinas é de 500 ºC. Considere que a entalpia do vapor é de
(e) o calor fornecido diminuirá. 3. 1 85 kJ/kg na saída da turbina de alta pressão, e 2.247 kJ/kg na
10-125 Considere um ciclo de Rankine simples ideal com pres­ saída da turbina de baixa pressão. Desprezando o trabalho da bom­
sões na caldeira e no condensador fixas. Se o ciclo for modificado ba, a eficiência do ciclo será de
com regeneração, a qual adota um aquecedor de água de alimenta­
ção aberto (selecione a afirmação correta por unidade de massa do
a ( ) 29% (b) 32% (e) 36%

vapor que escoa na caldeira), (d) 4 1 % e( ) 49%

(a) o trabalho produzido pela turbina diminuirá. 10-132 A água de alimentação pressurizada de uma usina de po­
tência a vapor deve ser aquecida pelo vapor extraído da turbina em
(b) o calor rejeitado aumentará. um aquecedor de água de alimentação aberto que opera na pressão
(e) a eficiência térmica do ciclo diminuirá. de 2 MPa. Considerando que a entalpia da água de alimentação é
(d) o título do vapor na saída da turbina diminuirá. de 252 kJ/kg e a entalpia do vapor extraído é igual a 2.8 10 kJ/kg, a
fração de massa do vapor extraído da turbina será de
(e) o calor fornecido aumentará.
a ( ) 1 0% (b) 1 4% (e) 26%
10-126 Considere um ciclo de Carnot com escoamento em regi­
me permanente, utilizando água como fluido de trabalho e executa­ (d) 36% e( ) 50%
do sob um domo de saturação entre os Limites de pressão de 3 MPa 1 0-133 Considere uma usina a vapor que opera no ciclo de
e 1 0 kPa. A água muda de líquido saturado para vapor saturado Rankine regenerativo com um aquecedor de água de alimentação
durante o processo de fornecimento de calor. O trabalho líquido aberto. A entalpia do vapor é de 3 .374 kJ/kg na entrada da turbina,
produzido por esse ciclo é de 2.797 kJ/kg no local da extração e de 2.346 kJ/kg na saída da
a
( ) 666 kJ/kg (b) 888 kJ/kg (e) 1 .040 kJ/kg turbina. potência líquida produzida pela usina é de 1 20 MW, e
A
e
(d) 1 . 1 30 kJ/kg ( ) 1 .440 kJ/kg a fração de vapor extraída da turbina para regeneração é de 0,1 72.
Considerando que o trabalho da bomba é desprezível, o fluxo de
10-127 Um ciclo de Rankine simples ideal opera entre os limites massa do vapor na entrada da turbina será de
de pressão de 1 O kPa e 3 MPa, com uma temperatura na entrada da
turbina de 600 ºC. Desprezando o trabalho da bomba, a eficiência (a) 1 1 7 kg/s (b) 1 26 kg/s ( e) 2 1 9 kg/s

do ciclo será de (d) 268 kg/s (e) 679 kg/s


a
( ) 24 % (b) 37% (e) 52% 1 0-134 Considere uma usina de cogeração modificada com re­
(d) 63% (e) 71% generação. Vapor entra na turbina a 6 MPa e 450 ºC a uma vazão
de 20 kg/s, expandindo-se até 0,4 MPa. Nessa pressão, 60% do va­
10-128 Um ciclo de Rankine simples ideal opera entre os limites por é extraído da turbina, e o restante se expande até L O kPa. Parte
de pressão de 1 O kPa e 5 MPa, com uma temperatura na entrada do vapor extraído é usada para aquecer água de alimentação em
da turbina de 600 ºC. A fração de massa de líquido na saída da um aquecedor de água de alimentação aberto. O restante do vapor
turbina é de extraído é usado para aquecimento e sai da unidade de processa­
a
( ) 6% (b) 9% (e) 1 2% mento térmico como líquido saturado a 0,4 MPa. Em seguida, ele é
(d) 1 5% e
( ) 1 8% misturado à água de alimentação que sai do aquecedor de água de
alimentação, e essa mistura é bombeada até a pressão da caldeira.
10-129 Uma usina a vapor opera no ciclo de Rankine simples
ideal entre os limites de pressão de L O kPa e 5 MPa, com uma tem­ O vapor do condensador é resfriado e condensado pela água de res­
peratura na entrada da turbina de 600 ºC. A taxa de transferência de friamento de um rio próximo, que entra no condensador adiabático
calor na caldeira é de 300 kJ/s. Desprezando o trabalho da bomba, a uma vazão de 463 kg/s.
a potência produzida por essa usina será de 1 . A produção total de potência na turbina é
a
( ) 93 kW (b) l l 8 kW (e) 1 90 kW a)( 1 7,0 MW (b) 8,4 MW (e) 1 2,2 MW
(d) 2 1 6 kW e
( ) 300 kW (d) 20,0 MW (e) 3,4 MW
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2. O aumento da temperatura da água de resfriamento no conden­ 10--1 36 Considera-se a construção de uma usina geotérmica de 10
sador é de MW em um local onde existe água geotérmica disponível a 230 ºC.
(a) 8,0 ºC (b)5,2 ºC (e) 9,6 ºC A água geotérmica é estrangulada em uma câmara de flash para
(d) 1 2,9 ºC (e)1 6,2 ºC uma pressão mais baixa; nesse processo, parte da água se evapora.
Na saída da câmara, o líquido é retornado para o solo, enquanto
3. O fluxo de massa de vapor na unidade de processamento térmico é o vapor é utilizado para acionar a turbina a vapor. As pressões na
(a) 1 ,6 kg/s (b)3,8 kg/s (e) 5,2 kg/s entrada e na saída da turbina devem permanecer acima de 200 kPa
(d) 7,6 kg/s (e)10,4 kg/s e de 8 kPa, respectivamente. Uma câmara de flash operando em
4. A taxa de fornecimento de calor na unidade de processamento tér­ uma alta pressão produz uma pequena quantidade de vapor com
mico por unidade de massa de vapor que passa através dela é de alta exergia, enquanto uma câmara operando em uma baixa pressão
resulta em uma quantidade consideravelmente maior de vapor, mas
(a) 246 kJ/kg (b)893 kJ/kg (e) 1 .344 kJ/kg com exergia mais baixa. Experimentando diversas pressões, deter­
(d) (e
1 .89 1 kJ/kg ) 2.060 kJ/kg mine a pressão ideal da câmara de flash para maximizar a produ­
5. A taxa de transferência de calor para o vapor na caldeira é de ção de potência por unidade de massa de água geotérmica retirada.
(a) 26,0 MJ/s (b)53,8 MJ/s (e) 39,5 MJ/s Determine também a eficiência térmica de cada caso, considerando
(d) 62,8 MJ/s ( e)1 25,4 MJ/s que 10% da potência produzida é usada para acionar as bombas e
outros equipamentos auxiliares.
"6 � 3302, 9 kJ/kg

PI

FIGURA P l 0- 1 34 FIGURA P l 0- 1 36

Problemas que envolvem projetos, experimentos e 10--1 37 Uma fornalha a gás natural de uma fábrica têxtil é usada
redação de textos para fornecer vapor a 1 30 ºC. Em épocas de alta demanda, a forna­
10-135 Projete um ciclo de potência a vapor que possa atingir lha fornece calor para o vapor a uma taxa de 30 MJ/s. A instalação
uma eficiência térmica de pelo menos 40%, considerando a condi­ também utiliza até 6 MW de energia elétrica comprada da empresa
ção de que todas as turbinas devem ter uma eficiência isentrópica local de energia elétrica. A direção da fábrica está considerando
de 85% e todas as bombas possuam uma eficiência isentrópica de a possibilidade de converter a instalação existente em uma usina
60%. Prepare um relatório de engenharia que descreva seu projeto. de cogeração, para atender aos requisitos de calor de processo e
Seu relatório de projeto deve incluir, mas não se limitar, ao seguinte: potência. Seu trabalho é propor alguns projetos. Projetos com base
em uma turbina a gás ou uma turbina a vapor devem ser conside­
(a) Discussão dos diversos ciclos que foram experimentados para rados. Em primeiro lugar, decida se será um sistema baseado em
atender ao objetivo, bem como os aspectos positivos e negati­ uma turbina a gás ou a vapor aquele que atenderá melhor a essas
vos do seu projeto. necessidades, levando em conta o custo e a complexidade. Em se­
(b) T-s
Esquema da instalação e diagrama com os diversos esta­ guida, proponha um projeto para a usina de cogeração completa
dos numerados e informações sobre valores de temperatura, com pressões, temperaturas e fluxos de massa. Mostre que o pro­
pressão, entalpia e entropia. jeto proposto atende aos requisitos de potência e calor do processo
(e) Exemplos de cálculos. da fábrica.
10-138 Projete o condensador de uma usina de potência a vapor Especifique (a) o comprimento, o diâmetro e o número de tubos,
que tem eficiência térmica de 40% e gera LO MW de energia elétri­ bem como o arranjo dos tubos no condensador que devem mini­
ca líquida. O vapor entra no condensador como vapor saturado a L O mizar o seu volume global, (b) o fluxo de massa da água de res­
kPa e deve ser condensado externamente aos tubos horizontais nos friamento e (e) o fluxo de massa necessário de água de reposição,
quais a água de resfriamento de um rio próximo escoa internamen­ considerando que uma torre de arrefecimento é usada para rejeitar o
te. A elevação de temperatura da água de resfriamento é limitada a calor da água de resfriamento. A velocidade do líquido deve perma­
8 ºC, e a velocidade da água de resfriamento na tubulação é limita­ necer abaixo dos 6 m/s, e o comprimento dos tubos é limitado a 8 m.
da a 6 m/s para manter a queda de pressão em níveis aceitáveis. Por 10-140 Os gases de combustão que saem das centrais de potência
experiência própria, você sabe que o fluxo de calor médio com base estão a aproximadamente 1 50 ºC. Projete um ciclo de Rankine bá­
na superfície externa dos tubos pode ser 1 2.000 W/m2 . Especifique sico que utiliza água, refrigerante- 1 34a ou amônia como fluido de
o diâmetro, o comprimento total e o arranjo dos tubos a fim de mi­ trabalho e produz a quantidade máxima de trabalho a partir dessa
nimizar o volume do condensador. fonte de energia enquanto rejeita calor para o ar ambiente a 40 ºC.
10-139 A tecnologia de geração de potência pela energia ge­ Você deve utilizar uma turbina com eficiência de 92% e título de
otérmica está bem estabelecida, e inúmeras u inas geotérmica saída não inferior a 85%.
no mundo inteiro estão atualmente gerando eletricidade de forma 1 0-141 Entre em contato com uma empresa de geração de po­
econômica. As usinas geotérmicas binárias utilizam um fluido tência a vapor e obtenha informações sobre os aspectos termodi­
secundário volátil como o isobutano, o n-pentano e o R-1 1 4 em nâmicos de sua unidade mais recente. Caso se trate de uma usina
um ciclo fechado. Considere uma usina geotérmica binária com convencional, descubra por que ela - e não uma usina altamente
o R- l l 4 como fluido de trabalho, o qual escoa a uma vazão de eficiente de ciclo combinado - foi a escolhida.
600 kg/s. O R- 1 1 4, vaporizado em uma caldeira a 1 15 ºC pelo 1 0-142 Condensadores de vapor de água resfriados a água são
fluido geotérmico que entra a 1 65 ºC, é condensado a 30 ºC ex­ comumente usados em usinas de potência. Obtenha informações
ternamente aos tubos do condensador pela água de resfriamento sobre os condensadores de vapor resfriados à água, realizando uma
que entra nos tubos a 1 8 ºC. B aseado em experiências prévias, pesquisa sobre o assunto e também entrando em contato com al­
o fluxo de calor médio com base na superfície externa dos tubos guns fabricantes de condensadores. Em um relatório, descreva os
pode ser de 4.600 W/m2 . A entalpia da vaporização do R- 1 14 a diversos tipos de condensadores, a forma como eles são projetados,
h1v
30 ºC é = 1 2 1 ,5 kJ/kg. a limitação de cada tipo e os critérios de seleção.
C i cl os de 11
Refr i g e ra ç ã o • • • • • • •

OBJETIVOS
Ao térm ino deste capítulo, você será

U
ma das grandes áreas de aplicação da termodinâmica é a refrigeração, capaz de:
que é a transferência de calor de uma região com temperatura mais baixa
para outra com temperatura mais alta. Os dispositivos que produzem re­ • Apresentar os conceitos dos
frigeração são chamados de refrigeradores, e os ciclos nos quais eles operam são refrigeradores e das bombas d e calor
e a medida de seu desem penho.
chamados de ciclos de refrigeração. O ciclo de refrigeração mais usado é o ciclo
de refrigeração por compressão de vapor, no qual o refrigerante é vaporizado • Anal isar o ciclo de refrigeração por
e condensado alternadamente e é comprimjdo na fase de vapor. Outro ciclo de compressão de vapor idea l.

refrigeração conhecido é o ciclo de refrigeração a gás, no qual o refrigerante per­ • Anal isar o ciclo de refrigeração por
manece sempre na fase gasosa. Os outros ciclos de refrigeração discutidos neste com pressão de vapor rea 1 .
capítulo são a refrigeração em cascata, na qual é utilizado mais de um ciclo de • Exa m i n a r os fatores envolvidos
refrigeração, a refrigeração por absorção, na qual o refrigerante é absorvido em na seleção do fluido refrigerante
um líquido antes de ser comprimido, e a refrigeração termoelétrica (discutida no (ou s i m plesmente refrigerante)
Tópico de Interesse Especial), na qual a refrigeração é produzida pela passagem de a dequado para determ i n a d a
a p l icação.
corrente elétrica através de dois materiais diferentes.
• Discutir a operação dos sistemas de
refrigeração e bomba de calor.

• Ava l i a r o desem penho dos sistemas


i novadores de refrigeração com
com pressão de va por.

• Anal isar os sistemas de refrigeração


a gás.

• Apresentar os conceitos dos


sistemas de refrigeração por
a bsorção.

• Anal isar os conceitos da geração de


energia termoelétrica e refrigeração.
1 1 -1 REFRIGERADORES E BOMBAS DE CALOR
Todos sabemos por experiência que o calor flui n a direção do decréscimo da
temperatura, ou sej a, das regiões com temperatura mais alta para aquelas com
temperatura mais baixa. O processo de transferência de calor ocorre na natureza

(saída
QH sem a necessidade de dispositivos. O processo inverso, porém, não pode ocorrer

desejada}
por si mesmo. A transferência de calor de uma região de temperatura mais baixa
para uma região de temperatura mais alta exige dispositivos especiais chamados
refrigeradores.
Os refrigeradores são dispositivos cíclicos, e os fluidos de trabalho utilizados
nos ciclos de refrigeração são chamados refrigerantes. Um refrigerador é mostra­
do de forma esquemática na Fig. 1 1 - l a, na qual QL é a magnitude do calor remo­
vido do espaço refrigerado à temperatura T0 QH é a magnitude do calor rejeitado
para o espaço aquecido à temperatura TH e Wliq,em é a entrada de trabalho l íquido

no refrigerador. Conforme foi discutido no Cap. 6, QL e QH representam as magni­


tudes e, portanto, são quantidades positivas.
Outro dispositivo que transfere o calor de um meio a baixa temperatura para
um meio a alta temperatura é a bomba de calor. Os refrigeradores e as bombas de
calor são essencialmente iguais. Eles diferem apenas em seus objetivos. O objetivo
de um refrigerador é manter o espaço refrigerado a uma temperatura baixa, remo­
vendo o calor desse espaço. A rejeição desse calor em um meio a uma temperatura
(a) Refrigerador (b) Bomba de calor mais alta é meramente uma parte necessária da operação, e não a sua finalidade. Já
o objetivo de uma bomba de calor é manter um espaço aquecido a uma tempera­
FIGURA 1 1 -1 O objetivo de um
tura alta. Isso se dá quando o calor é absorvido de uma fonte a baixa temperatura
refrigerador é remover o calor ( QL) do
meio refrigerado; o objetivo de uma bomba (como a água de um poço ou o ar exterior frio do inverno) e liberado em um meio
de calor é fornecer calor ( QH) para um mais quente, como uma casa, por exemplo. (Fig. 1 1 -1 b)
meio aquecido. A performance dos refrigeradores e das bombas de calor é expressa pelo coe­
ficiente de performance (COP), definido por

Saída desejada Efeito de resfriamento Ql


COPR =
Entrada necessária Entrada de trabalho Wí;q, ent {1 1-1)

V\'iiq. cnt
Saída desejada Efeito de aquecimento QH
COP
BC = Entrada necessária Entrada de trabalho { 1 1 -2)

Essas relações também podem ser expressas na forma de taxa pela substituição das
quantidades QL, QH, e W1;q,
ent por Qu QH e Wliq,
enl respectivamente. Observe que

COPR e COP8c podem ser maiores do que 1 . Uma comparação das Eqs. 1 1 - 1 e
1 1 -2 revela que

COP8c = COPR +1 ( 1 1 -3)

para valores fixos de QL e QH. Essa relação implica em COP8c > 1 , uma vez que
COPR é uma quantidade positiva. Ou seja, uma bomba de calor funciona, na pior
das hipóteses, como um aquecedor a resistência, fornecendo a uma casa a mesma
quantidade de energia que consome; mas na verdade, parte do QH se perde para
o ar externo por meio da tubulação e de outros dispositivos, e o COP8c pode cair
abaixo da unidade quando a temperatura do ar exterior estiver baixa demais. Quan­
do isso acontece, o sistema normalmente alterna para o modo de combustível (gás
natural, propano, óleo, etc.) ou de aquecimento a resistência.
A capacidade de resfriamento de um sistema de refrigeração - ou seja, a taxa
de remoção de calor do espaço refrigerado - quase sempre é expressa em tonela­
das de refrigeração. A capacidade de um sistema de refrigeração que pode conge­
lar 1 ton (2.000 lbm) de água líquida a O ºC (32 ºF) e transformá-la em gelo a O ºC
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ra_ç_ã_

em 24 h é chamada de l ton. Uma tonelada de refrigeração é equivalente a 2 1 1 kJ/


min ou 200 Btu/min . A carga de resfriamento de uma residência típica de 200 m2
está na faixa de 3 ton ( 1 O kW).

1 1 -2 O CICLO DE CARNOT REVERSO


Lembre-se de que no Cap. 6 vimos que o ciclo de Carnot é u m ciclo totalmen­
te reversível que consiste em dois processos isotérmicos reversíveis e em dois
processos isentrópicos. Ele tem a eficiência térmica máxima para determinados
limites de temperatura e serve como padrão de comparação para os ciclos de po­
tência reais.
Como esse é um ciclo reversível, todos os quatro processos que compreendem
o ciclo de Carnot podem ser revertidos. A reversão do ciclo também reverte as dire­
ções das interações de calor e trabalho. O resultad o é um ciclo que opera na direção
anti-horária em um diagrama T-s, o qual é chamado de
ciclo de Carnot reverso.
Um refrigerador ou uma bomba de calor que operam no ciclo de Carnot reverso são
chamados de ou
refrigerador de Carnot bomba de calor de Carnot.
Considere um ciclo de Carnot reverso executado dentro do domo de saturação T
de uma substância refrigerante, como mostra a Fig. 1 1 -2 . O refrigerante absorve
calor de forma isotérmica de uma fonte a uma baixa temperatura TL na quantidade
de QL (processo 1 -2), é comprimido de forma isentrópica até o estado 3 (a tempe­
ratura se eleva até TH), rejeita calor de forma isotérmica para um sumidouro a uma
alta temperatura TH na quantidade de QH (processo 3-4) e se expande de forma
isentrópica até o estado 1 (a temperatura cai até TL) · O refrigerante muda de um es­
tado de vapor saturado até um estado de líquido saturado no condensador durante
o processo 3-4.
Os coeficientes de performance dos refrigeradores de Carnot e das bombas de
calor são expressos pelas relações entre as temperaturas

(1 1 -4) FIGURA 1 1 -2 Esquema de um


l
COPR. Carnol = ---

TH/Ti, _
l
refrigerador de Carnot e diagrama T-s do
ciclo de Carnot reverso.
e

COPse. Carnot = ( 1 1 -5)


I - Ti. / TH

Observe que ambos os COPs aumentam à medida que a diferença entre as duas
temperaturas diminui, ou seja, à medida que TL se eleva ou que TH cai.
O ciclo de Carnot reverso é o ciclo de refrigeração mais eficiente que ope­
ra entre dois níveis especificados de temperatura. Assim, é natural considerá-lo a
princípio como o ciclo ideal para refrigeradores e bombas de calor. Se pudésse­
mos, certamente adotaríamos esse como o ciclo ideal. Porém, como explicaremos
a seguir, o ciclo de Carnot reverso não é um modelo adequado para os ciclos de
refrigeração.
Os dois processos isotérmicos de transferência de calor não são difíceis de
atingir na prática, uma vez que a manutenção da pressão constante automaticamen­
te mantém a temperatura de uma mistura de duas fases no valor da temperatura de
saturação. Assim, os processos 1 -2 e 3-4 podem ser muito próximos dos obtidos
em evaporadores e condensadores reais. Entretanto, na prática os processos 2-3 e
4- 1 não podem ser obtidos com exatidão. Isso acontece porque o processo 2-3 en­
volve a compressão de uma mistura de líquido e vapor, o que exige um compressor
que l ide com duas fases, e o processo 4- 1 envolve a expansão de refrigerante com
alto conteúdo de umidade em uma turbina.
Parece que esses problemas poderiam ser eliminados pela execução do ciclo
de Camot reverso fora da região de saturação. Mas, nesse caso, temos dificuldade
em manter condições isotérmicas durante os processos de absorção e rejeição de
calor. Portanto, concluímos que o ciclo de Carnot reverso não pode ser aproximado
por dispositivos reais e não é um modelo realista para os ciclos de refrigeração.
Entretanto, o ciclo de Carnot reverso pode servir como padrão de comparação para
os ciclos de refrigeração reais.

Compressor 1 1 -3 O CICLO IDEAL DE REFRIGERAÇÃO POR


CD COM PRESSÃO DE VAPOR
Muitas das dificuldades associadas ao ciclo de Camot reverso podem ser elimi­
nadas pela vaporização completa do refrigerante antes de sua compressão e pela
substituição da turbina por um dispositivo de estrangulamento, como uma válvula
de expansão ou um tubo capilar. O ciclo resultante é chamado de ciclo ideal de
refrigeração por compressão de vapor, e é mostrado de forma esquemática no
T diagrama T-s da Fig. 1 1 -3 . O ciclo de refrigeração por compressão de vapor é o

Líquido
mais usado para refrigeradores, sistemas de condicionamento de ar e bombas de
calor. Ele consiste em quatro processos:
1 -2 Compressão isentrópica em um compressor
2-3 Rejeição de calor a pressão constante em um condensador
3-4 Estrangulamento em um dispositivo de expansão
4- 1 Absorção de calor a pressão constante em um evaporador
Em um ciclo de refrigeração ideal por compressão de vapor o refrigerante

Vapor saturado
entra no compressor no estado 1 como vapor saturado e é comprimido de forma
isentrópica até a pressão do condensador. A temperatura do refrigerante aumenta
s
durante esse processo de compressão isentrópica até bem acima da temperatura
FIGURA 1 1-3 Esquema e diagrama da vizinhança. Em seguida, o refrigerante entra no condensador como vapor su­
T-s do ciclo ideal de refrigeração por peraquecido no estado 2 e sai como líquido saturado no estado 3 como resultado
compressão de vapor. da rejeição de calor para a vizinhança. A temperatura do refrigerante nesse estado
ainda está acima da temperatura da vizinhança.
O refrigerante líquido saturado no estado 3 é estrangulado até a pressão do
evaporador ao passar através de uma válvula de expansão ou tubo capilar. Durante
esse processo, a temperatura do refrigerante cai abaixo da temperatura do espaço
refrigerado. O refrigerante entra no evaporador no estado como mistura saturada
4
com baixo título de vapor e evapora completamente pelo calor que é absorvido do
espaço refrigerado. O refrigerante sai do evaporador como vapor saturado e entra
novamente no compressor, completando o ciclo.
Em um refrigerador doméstico, os tubos do compartimento do congelador, no
qual o calor é absorvido pelo refrigerante, servem como evaporadores. As serpen­
tinas encontradas na parte de trás do refrigerador, onde o calor é dissipado para o
ar da cozinha, servem como condensador (Fig. 1 1 -4).
Lembre-se de que a área abaixo da curva de um processo em um diagrama T-s
representa a transferência de calor para os processos internamente reversíveis. A
área abaixo da curva do processo 4- 1 representa o calor absorvido pelo refrigerante
no evaporador, e a área sob a curva do processo 2-3 representa o calor rejeitado no
condensador. Uma regra prática diz que o COP melhora de 2 a 4% para cada ºC
de elevação da temperatura de evaporação ou para cada ºC de diminuição da
temperatura de condensação.
Outro diagrama muito usado na análise dos ciclos de refrigeração por com­
pressão de vapor é o digrama P-h, mostrado na Fig. 1 1 -5 . Nesse diagrama, três
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Ar da cozinha
dos quatro processos aparecem como linhas retas, e a transferência de calor no

25 ºC
condensador e no evaporador é proporcional aos comprimentos das curvas dos

Observe que, ao contrário dos ciclos ideais discutidos anteriormente, o ci­ Compartimento Serpentinas Tubo
processos correspondentes.

do evaporador capilar
clo de refrigeração ideal por compressão de vapor não é u m ciclo internamente do congelador
reversível, uma vez que ele envolve um processo i rreversível (estrangulamento).
Esse processo é mantido no ciclo para que ele seja um modelo mais realista do
ciclo real de refrigeração por compressão de vapor. Se o dispositivo de estran­
gulamento fosse substituído por uma turbina isentrópica, o refrigerante entraria


no evaporador no estado 4', e não no estado 4. Como resultado, a capacidade de
refrigeração aumentaria (pela área sob o processo 4'-4 na Fig. 1 1 -3) e a entrada
líquida de trabalho diminuiria (pela quantidade de saída de trabalho da turbina).
Entretanto, a substituição da válvula de expansão por uma turbina não é uma 3 ºC
solução prática, uma vez que os benefícios não j ustificam o c usto e a complexi­
dade adicionais.
Todos os quatro componentes associados ao ciclo de refrigeração por com­ , ,,,..- ------
,,
pressão de vapor são dispositivos com escoamento em regime permanente; por­ Compressor
/

, /

tanto, todos os quatro processos que formam o ciclo podem ser analisados como
processos com escoamento em regime permanente. As variações das energias ci- FIGURA 1 1 -4 Um refrigerador doméstico
nética e potencial do refrigerante geralmente são pequenas com relação aos termos comum.
de trabalho e transferência de calor e portanto podem ser desprezadas. Assim, a
equação de energia do escoamento em regime permanente em unidade de massa
se reduz a p

(qent- qsai) + ( went- Wsai) = hsai - hcnt ( 1 1 -6)

O condensador e o evaporador não envolvem trabalho e o compressor pode ser


aproximado como adiabático. Então, os COPs dos refrigeradores e das bombas de
calor que operam no ciclo por compressão de vapor podem ser expressos por

( 1 1 -7)

h
FIGURA 1 1 -5 O diagrama
e
P-h de um
( 1 1 -8)
ciclo de refrigeração ideal de compressão
por vapor.

onde h1 hg @
= h3 h1 @
p1 e = p3 para o caso ideal.

A refrigeração por compressão de vapor data de 1 834, quando o inglês Jacob


Perkins recebeu a patente de uma máquina de gelo de ciclo fechado que usava éter
ou outros fluidos voláteis como refrigerantes. Um modelo funcional dessa má­
quina foi criado, mas nunca foi comercialmente produzido. Em 1 850, Alexander
Twining começou a projetar e construir máquinas de gelo por compressão de vapor
usando éter etílico, que é um refrigerante utilizado comercialmente nos sistemas
por compressão de vapor. Inicialmente, os sistemas de refrigeração por compres­
são de vapor eram grandes e usados principalmente na fabricação de gelo, em
cervej arias e para armazenamento a baixa temperatura. Eles não tinham controles
automáticos e eram movidos por motores a vapor. Na década de 1 890, máquinas
menores movidas a motor elétrico e equipadas com controles automáticos começa­
ram a substituir as unidades mais antigas, e os sistemas de refrigeração começaram
a aparecer em açougues e domicílios. Em 1 930, devido ao contínuo aperfeiçoa­
mento, foi possível obter sistemas de refrigeração por compressão de vapor que
eram relativamente eficientes, confiáveis, pequenos e baratos.
T
EXEMPLO 1 1- 1 O ciclo i deal de refrigeração por compressão de va por
Um refrigerador utiliza refrigerante- l 34a como fluido de trabalho e opera em um
ciclo de refrigeração por compressão de vapor entre O, 14 MPa e 0,8 MPa. Se a vazão
mássica do refrigerante for de 0,05 kg/s, determine (a) (b)
a taxa de remoção de calor
do espaço refrigerado e a potência fornecida ao compressor, a taxa de rejeição de
calor para o ambiente e (e) o COP do refrigerador.

SOLUÇÃO Um refrigerador opera em um ciclo de refrigeração ideal por compres­


são de vapor entre dois limites de pressão especificados. A taxa de refrigeração, a
potência consumida, a taxa de rejeição de calor e o COP devem ser determinados.
Hipóteses 1 Existem condições estáveis de operação. 2 As variações das energias
cinética e potencial são desprezíveis.
s
Análise O diagrama do ciclo de refrigeração é mostrado na Fig. 1 1 -6. Obser­
T-s
FIGURA 1 1-6 O diagrama T-s do ciclo
ideal de refrigeração por compressão de
vamos que esse é um ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor, e por
isso o compressor é isentrópico e o refrigerante sai do condensador como líquido
vapor descrito no Exemplo 1 1 -1 . saturado e entra no compressor como vapor saturado. Nas tabelas do refrigerante­
- 1 34a, as entalpias do refrigerante em todos os quatro estados são determinadas da
seguinte maneira:
P, = 0, 1 4 MPa � h1 = hv @ 0. 14 MPa = 239, 1 6 1<1/kg
S1 = S,, @ 0.1 4 MPa = 0,94456 kJ/kg K
}
·

P2 = 0,8 MPa
h2 = 275,39 kJ/kg
S2 = S1
P3 = 0,8 MPa � h3 = hf @ o.s MPa = 95,47 kJ/kg
h4 = h3 (estrangulamento) � h4 = 95,47 kJ/kg

(a)A taxa de remoção do calor do espaço refrigerado e a entrada de potência no


compressor são determinadas por suas definições:
QL = rii (h 1 - h4) = (0,05 kg/s)[ (239, 1 6 - 95,47) kJ/kgJ = 7,18 kW
e

Wem = rii(h2 - h 1 ) = (0,05 kg/s ( (275,39 - 239, 1 6 ) kJ/kgJ = 1,81 kW


(b) A taxa de rejeição de calor do refrigerante para o ambiente é
QH = 1n (h2 - h3) = (0,05 kg/s ) [ (275,39 - 95,47) kJ/kgJ = 9,0 kW
Ela também pode ser determinada por

QH = QL + Wenl = 7, 1 8 + 1 ,8 1 = 8,99 kW
(e) O coeficiente de performance do refrigerador é
QL 7, 1 8 kW
COPR . - = --- =
=- 3,97
Wem 1 ,8 1 kW

Ou seja, esse refrigerador remove cerca de quatro unidades de energia térmica do


espaço refrigerado para cada unidade de energia elétrica que consome.
-----------------
1 1 • C i c los de R e f r i ge ra çã o ·
- Capítulo
-

Discussão Seria interessante ver o que acontece se a válvula de expansão fosse


substituída por uma turbina isentrópica. A entalpia no estado 4s (a saída da turbina
com P4, = 0, 14 MPa, e s4, = s3 = 0,35404 kJ/kg· K) é 88,94 kJ/kg, e a turbina pro­
duziria 0,33 kW de potência. Isso diminuiria a entrada de potência no refrigerador de
1 ,8 1 kW para 1 ,48 kW e aumentaria a taxa de remoção de calor do espaço refrigera­
do de 7, 18 kW para 7,5 1 kW. Como resultado, o COP do refrigerador aumentaria de
3,97 para 5,07, um aumento de 28%.

1 1 -4 CICLO REAL DE REFRIGERAÇÃO POR


COMPRESSÃO DE VAPOR
U m ciclo real de refrigeração por compressão de vapor difere d o ciclo ideal de vá­
rias maneiras, principalmente devido às irreversibilidades que ocorrem nos diver­
sos componentes. Duas fontes comuns de irreversibilidades são o atrito do fluido
(que causa quedas de pressão) e a transferência de calor de ou para a vizinhança. O T

diagrama T-s de um ciclo real de refrigeração por compressão de vapor é mostrado 2

na Fig. l 1 -7.
No ciclo ideal, o refrigerante sai do evaporador e entra no compressor como
vapor saturado. Na prática, porém, pode não ser possível controlar o estado do re­
frigerante de modo tão preciso. Em vez disso, é mais fácil criar o sistema para que
o refrigerante fique ligeiramente superaquecido na entrada do compressor. Essa
pequena segurança de projeto garante que o refrigerante esteja totalmente vapori­
zado quando entrar no compressor. Da mesma forma, a linha que conecta o evapo­
rador ao compressor em geral é muito longa. Assim, a queda de pressão causada
pelo atrito do fluido e pela transferência de calor da vizinhança para o refrigerante
pode ser significativa. O resultado do superaquecimento (o ganho de calor na linha s

de conexão) e das quedas de pressão no evaporador e na linha de conexão é um FIGURA 1 1 -7 Esquema e diagrama
aumento no volume específico, que também gera um aumento nos requisitos de T-s do ciclo real de refrigeração por
entrada de potência para o compressor, uma vez que o trabalho com escoamento compressão de vapor.
em regime permanente é proporcional ao volume específico.
O processo de compressão no ciclo ideal é internamente reversível e adiabático
e, portanto, é isentrópico. Entretanto, o processo real de compressão envolve efeitos
de atrito, o que aumenta a entropia e a transferência de calor, que pode aumentar ou
diminuir a entropia, dependendo da direção. Dessa forma, a entropia do refrigerante
pode aumentar (processo 1 -2) ou diminuir (processo l -2') durante um processo real
de compressão, dependendo dos efeitos que dominam. O processo de compressão
1 -2' pode ser mais desejável do que o processo de compressão isentrópica, uma vez
que o volume específico do refrigerante e, portanto, o requisito de entrada de tra­
balho são menores nesse caso. Assim, o refrigerante deveria ser resfriado durante o
processo de compressão sempre que isso fosse prático e econômico.
No caso ideal, admite-se que o refrigerante sai do condensador como líquido
saturado à pressão de saída do compressor. Na realidade, porém, uma certa queda
de pressão é inevitável no condensador, bem como nas linhas que conectam o
condensador ao compressor e à válvula de expansão. Não é fácil executar o pro­
cesso de condensação com um nível de precisão grande o suficiente para que o
refrigerante seja um líquido saturado no final, e não é desejável direcionar o refri­
gerante para a válvula de expansão antes que ele seja completamente condensado.
Portanto, o refrigerante é sub-resfriado de alguma forma antes de entrar na válvula
de expansão. No entanto, não nos importamos com isso, uma vez que nesse caso
o refrigerante entra no evaporador com entalpia mais baixa e, portanto, pode ab­
sorver mais calor do espaço refrigerado. A válvula de expansão e o evaporador
em geral se localizam muito próximos entre si e a queda de pressão na l inha de
conexão é pequena.

EXEMPLO 1 1-2 O ciclo real de refrigeração por compressão de vapor


Refrigerante- l 34a entra no compressor de um refrigerador como vapor superaqueci­
do a O, 1 4 MPa e - 1 O ºC, a uma taxa de 0,05 kg/s, e sai a 0,8 MPa e 50 ºC. O refri­
gerante é resfriado no condensador até 26 ºC e 0,72 MPa e é estrangulado até O, 1 5
MPa. Desprezando as transferências de calor e as quedas de pressão das linhas de

refrigerado e a entrada de potência no compressor,


(a)
conexão entre os componentes, determine a taxa de remoção de calor do espaço
(b)
a eficiência isentrópica do
compressor e (e) o coeficiente de performance do refrigerador.
T SOLUÇÃO Um refrigerador que opera em um ciclo por compressão de vapor é
considerado. A taxa de refrigeração, a entrada de potência, a eficiência do compres­
sor e o COP devem ser determinados.
Hipóteses 1 Existem condições de operação estáveis. 2 As variações das energias
cinética e potencial são desprezíveis.
Análise O diagrama T-s
do ciclo de refrigeração é mostrado na Fig. 1 1-8. Obser­
vamos que o refrigerante sai do condensador como líquido comprimido e entra no
compressor como vapor superaquecido. As entalpias do refrigerante nos diversos
estados são determinadas nas tabelas de refrigerante por

PT11 0,- 1140 MPa


=
ºC
} h 1 = 246,36 kJ/kg
PT22 == 0,850 ºCMPa } = 286,69 kJ/kg
=

s
t. 2

MPa } h h
" -
FIGURA 1 1-8 Diagrama
Exemplo 1 1-2.
T-s para o P3Tj 0,72
=
= 26 ºC 3 f = = 87,83 kJ/kg
@ 26 ºC

h4 h3 (estrangulamento) � h4 87,83 kJ/kg


= =

(a)A taxa de remoção do calor do espaço refrigerado e a entrada de potência no


compressor são determinadas por suas definições:

QL = ni(h1 - h4 ) = (0,05 kg/s )[ (246,36 - 87,83) kl/kg] = 7,93 kW

Went = 1ii(h 2 - h 1 ) = (0,05 kg/s ) [ (286,69 - 246,36) kJ/kgJ = 2,02 kW

(b) A eficiência isentrópica do compressor é determinada a partir de


a p_lt_u_l_
c_
_____________________________ o l_l_•__ l o_s_d_e_
i c_
C_ e_
R_f r_ ra_ç_ã_
e_
i g_ o_�"f'fllllll

onde a entalpia no estado 2s


kJ/kg. Assim,
(Pis = 0,8 MPa e sis = s1 = 0,9724 kJ/kg· K) é 284,21
284,2 1 - 246,36
T/c = 2 86'69 - 246,36 = 0,939 ou 93,9%
(e) O coeficiente de performance do refrigerador é

7,93 kW
COPR = QL = ---
-
.
-

2,02 kW
= 3,93
Went
Discussão Este problema é idêntico àquele que vimos no Exemplo 1 1 -1 , exceto
que o refrigerante é ligeiramente superaquecido na entrada do compressor e sub­
-resfriado na saída do condensador. O compressor também não é isentrópico. Como
resultado, a taxa de remoção de calor do espaço refrigerado aumenta (em 1 0,4%),
mas a entrada de potência no compressor aumenta mais ainda (em 1 1 ,6%). Conse­
quentemente, o COP do refrigerador diminui de 3,97 para 3,93.

1 1 -5 ANÁLISE DE SEGU NDA LEI PARA O CICLO DE


REFRIGERAÇÃO POR COMPRESSÃO DE VAPOR*
Considere um ciclo de refrigeração por compressão de vapor operando entre um
meio de baixa temperatura TL e um meio de alta temperatura TH como mostrado na
Fig. 1 1 -9. O COP máximo de um ciclo de refrigeração operando entre os l i mites
de temperatura TL e TH foi dado na Eq. 1 1--4 como

COPR. max = COPR, = COPR, Carnot = TH Ti.- Ti_ = TH/'Fi. -


--- ----
( 1 1 -9)
rev
l

Ciclos de refrigeração reais não são tão eficientes quanto os ideais (como o
ciclo de Carnot, por exemplo) por causa das irreversibilidades envolvidas. Mas, a
partir da Eq. 1 1 -9, pode-se chegar à conclusão de que o COP, inversamente pro­
porcional à diferença das temperaturas TH - TL, é igualmente válido para os ciclos
de refrigeração reais.
O objetivo de uma análise de segunda lei ou análise da exergia de um sistema
de refrigeração é determinar os componentes que podem se beneficiar com melho­
rias. Isso pode ser feito ao se identificar os locais onde ocorre uma maior destrui­
ção da exergia e os componentes com a menor exergia ou eficiência de segunda lei.
A destruição da exergia em um componente pode ser determinada diretamente a
partir de um balanço de exergia ou indiretamente, primeiro pelo cálculo da geração
de entropia, e em seguida usando a relação

(1 1 - 1 0)

onde T0 é a temperatura ambiente (o estado morto). Para um refrigerador, T0 é


geralmente a temperatura do meio de alta temperatura TH (para uma bomba de

* Esta seção teve uma grande contribuição dada pelo professor Mehmet Kanoglu da Uni­
versity of Gaziantep.
Ambiente
quente
calor é TL) · Exergias e destruições das exergias ou eficiências de segunda lei para
a maioria dos componentes de um sistema de refrigeração operando no ciclo são
0 mostrados na Fig. 1 1 -9 e podem ser escritas como segue:

Compressor:

W (1 1-1 1 )
., ent
Wrcv
171 1.Comp
)<recuperada rii[h2 - h 1 - T0 (s2 - s 1 ) ]
m ( h2 - h 1 )
=

Xfornecida wrcal, enl

= l ( 1 1 - 1 2)
Ambiente
�eal.enl
frio
Condensador:
FIGURA 1 1 -9 O ciclo de refrigeração
( 1 1 - 1 3)
por compressão de vapor considerado na
análise de segunda lei.

Xrecuperada Qu( 1 - TQ/ Tu)


1111. Cond =
·
Xrornecida X2 - X3

( 1 1 - 1 4)
Xdest. 2- 3
1 --
. - -
.
X2 - X3

Observe que quando Tu = T0, como é usualmente o caso dos refrigeradores, 7Jn. cond
=
O, já que não há exergia recuperável nesse caso.

Válvula de expansão:

( 1 1 - 1 5)

Xreeu perada Ü o
1711, válvula exp. =
·
x =
.-
- -.
- =
ou
íomeeida X3 - X4

77 1 1. válvula exp. ( 1 1 - 1 6)
Xdest. 3- 4
X.fornecida
=

Evaporador:

( 1 1 -1 7)

QL ( TQ - Ti)/ Ti,
X4 - X 1
_ Xrecuperada
1711. evap
Xrornecida

( 1 1 - 1 8)
------
QL ( TQ - Ti)/ Ti, = 1 - Xctest,4-1
---

rii[h4 - h 1 - 7Q (s4 - s 1 ) ] X4 - X1

Aqui X0 L representa a taxa de exergia positiva assoc � ada com a retirada de calor
do meio de baixa temperatura a TL a uma taxa de QL· Observe que as direções
das transferências de calor e exergia se tornam opostas quando TL < T0 (ou seja,
a exergia do meio de baixa temperatura aumenta à medida que ele perde calor).
Também, X0 L é equivalente à potência que pode ser produzida por uma máquina de
--------------
Capítulo 1 1 • C i c los de R efr i gera çã
- o �

Carnot recebendo calor de um �eio a T0 e rejeitando calor para um meio de baixa


temperatura a TL a uma taxa de QL· Então, pode ser mostrado que

(1 1-1 9)

De acordo com a definição de reversibilidade, isso é equivalente à ent�ada de po­


tência reversível ou mínima necessária para remover calor a uma taxa QL e rejeitá­
-lo para um ambiente a To . Ou seja, w,ev. ent = wmin.em= X0,.
Observe que quando TL = T0, o que geralmente acontece nas bombas de calor,
=
7Ju, evap O, já que não há exergia recuperável nesse caso.
A destruição total de exergia associada com o ciclo é a soma das destruições
das exergias:

xdest. total =xdest. 1-2 + xe . + x


d st 2-3 dest. 3 -4 +x dest . 4-1 (1 1 -20)

Pode-se mostrar que a destruição total de exergia associada a um ciclo de refri­


geração também pode ser obtida tomando a diferença entre a exergia fornecida
(entrada de potência) e da exergia recuperada (a exergia do calor retirado do meio
em baixa temperatura):

(1 1 -21 )

Assim, eficiência de segunda lei ou exergia do ciclo pode ser expressa como

(1 1-22)
xdest, total
�nt
. . (h . _ · To - Ti
Subslltumdo W.ni = -- XQL - QL--r
- na Eq. 1 1-22 temos
COPR e 'L

(1 1 -23)
QL ( To - TL)/TL
7Jll.c iclo
QJCOPR

desde que T0 = TH para um ciclo de refrigeração. Assim, a eficiência de segunda


lei é também igual à razão dos COP's real e máximo para o ciclo. Essa definição
de eficiência de segunda lei contabiliza todas as irreversibilidades associadas ao
refrigerador, incluindo as transferências de calor com o espaço refrigerado e o
ambiente.

EXEMPLO 1 1-3 Anál ise da exergia de um ciclo de refrigeração por


compressão de vapor
Um ciclo de refrigeração por compressão de vapor que utiliza o refrigerante 1 34-a
como fluido de trabalho é usado para manter um espaço a - 13 ºC pela rejeição de
calor para o ar ambiente a 27 ºC. O R- l 34a entra superaquecido no compressor a
l OO kPa e 6,4 ºC a uma taxa de 0,05 kg/s. A eficiência isentrópica do compressor é
de 85%. O refrigerante sai do condensador a 39,4 ºC como um líquido saturado.
Determine (a) a taxa de resfriamento previsto e o COP do sistema, a exergia
destruída em cada componente básico, (e) a potência mínima de entrada e a eficiên­
(b)
(d)
cia de segunda lei do ciclo, e a taxa total de destruição da exergia.
(continua)
T
(continuoção)
SOLUÇÃO Um ciclo de refrigeração por compressão de vapor é considerado. A
taxa de resfriamento, o COP, as destruições das exergias, a potência mínima de entra-
Wcm da, a eficiência de segunda lei e a destruição total de exergia devem ser determinados.
Hipóteses 1 Existem condições de operação estáveis. 2 As variações das energias
cinética e potencial são desprezíveis.
Análise (a) T-s
O diagrama do ciclo é mostrado na Fig. 1 1 - 1 0. Segundo as Tabs.

} hS11
A-1 1 a A- 1 3, as propriedades do R- 1 34a são:

P = 100 kPa
1 = 239,50 kJ/kg
s 11 = T.at @
IOOkPa + a T.uperaquccido = 0,972 l kJ/kg· K
FIGURA 1 1-1 0 Diagrama = - 26,4 + 6,4 = - 20 ºC
?,, Psat@ 39.4 ºC 1.000 kPa
} his
temperatura-entropia do ciclo de = =
refrigeração de compressão de vapor
considerado no Exemplo 1 1-3.
2
P = P3 = l .000 kPa
= 289, 1 1 kJ/kg
S2 S1
} h3 =
= 0,9446 kJ/kg· K
=
P3 = 1 .000 kPa 1 07,32 kJ/kg
X3 = 0 = 0,39 1 9 kJ/kg·K
S3
h4 = h3 = 107,32 kJ/kg
p4 = l OO kPa } s4 0,4367 kJ/kg·K
h4 = 1 07,32 kJ/kg =

Da definição de eficiência isentrópica,


h 2s - h 1
=
h 2 h1
T/ c
-

289, 1 1 - 239,50
0,85
h 2 - 239,50
= h 2 = 297,86 kJ/kg

}
h 2 = 297 ,86 kJ/kg s2 = O,9983 kJVk cr·K
P2 = 1.000 kPa
b

A carga de refrigeração, a taxa do calor rejeitado e a entrada de potência são


QL = m(h 1 - h4) = (0,05 kg/s) (239,50 - 1 07,32)k1/kg = 6,609 kW
QH = 1n (h2 - h3) = (0,05 kg/s) (297,86 - 1 07,32)kJ/kg = 9,527 kW
Wc 111 = m(h2 - h 1) = (0,05 kg/s) (297,86 - 239,50)k1/kg = 2,9 1 8 kW

Assim, o COP do ciclo de refrigeração torna-se

6,609 kW
COPR = -.- = = 2,265
QL
Wc111 2,91 8 kW

(b) Observe que a temperatura do estado morto é T0 = = 27 + 273 = 300 K. A TH


destruição da exergia em cada componente do ciclo é determinada como segue:
Compressor:
= (300 K) (0,05 kg/s) (0,9983 - 0,972 l )kf'kg·K
= 0,3940 kW
a p_lt_u_l�
C_
����������������������������_ o l_l� l o_s_d_e�
i c_
C_
•__ e_
R_f r_ ra_ç_ã_
e_
i g_ o��!lf!!llll

Condensador:
. . ]
Xdesi, 2-3 = ToSger, 2 - 3 = To m (s3 - S2) [. + ºTH
H

[
= (300 K) (0,05 kg/s) (0,391 9 - 0,9983 ) kJ/kg·K + 9· ����w J
= 0,4303 kW
Válvula de expansão:
= (300 K) (0 ,05 kg/s ) (0 ,4367 - 0,3919)kJ/kg·K
= 0,6725 kW
Evaporador:
. . .
[ ºL
Xdesi. 4-1 = ToSgcr. 4 - 1 = To m (s 1 - S4) - Ti.
]
[
= (300 K) (0,05 kg/s) (0,9721 - 0,4367)kJ/kg· K -
6 ·����w J
= 0,4043 kW
(e) O fluxo de exergia associado com o calor transferido do meio de baixa tempera­
tura é
·
XQ.L = · --
-
= (6,609 kW) 300 K260- K260 K = 1 . 0 1 7 kW
QL
7Q
Ti
Ti

Esta também é a potência de entrada reversível ou mínima para o ciclo:

A eficiência de segunda lei do ciclo é

7/n = -went. - = 2,91 ,0 1178 kWkW = 0,3485 =


Xo.L
34,9%

Esta eficiência também pode ser determinada a partir de 7/n = COPR/COPR. rev• onde
Ti (- 1 3 + 273 ) K
COPR, rev = _ Ti_ = = 6,500
TH [27 - (- l3 )] K

Substituindo,
COPR 2,265
7711 = ---
COPR
= -- = 0,3485 = 34,9%
6,500
.rev
Os resultados são idênticos, como esperado.
(d) A destruição total de exergia é a diferença entre a exergia fornecida (entrada de
potência) e a exergia recuperada (a exergia do calor transferido do meio de baixa
temperatura):
Xdest. <otal = wenl- X<zL = 2,91 8 kW - 1 ,0 1 7 kW = 1,901 kW
(continua)
(continuação)
A destruição total de exergia também pode ser determinada pela soma da destruição
das exergias em cada componente:
Xdes1,101al = Xdest. l -2 + Xdest,2-3 + Xdest, 3-4 + Xdest.4-1
= 0,3940 + 0,4303 + 0,6725 + 0,4043
= l ,901 kW
Os dois resultados são novamente idênticos, como esperado.
Discussão A entrada de exergia no ciclo é igual à entrada de trabalho real, que é 2,92
kW. A mesma carga de resfriamento poderia ter sido realizada por apenas 34,9% des­
ta potência ( 1 ,02 kW) se um sistema reversível fosse utilizado. A diferença entre as
duas potências é igual à exergia destruída no ciclo ( 1 ,90 kW). A válvula de expansão
é o componente mais irreversível, que responde por 35,4% das irreversibilidades no
ciclo. Substituir a válvula de expansão por uma turbina diminuiria as irreversibili­
dades, enquanto diminuiria também a entrada de potência líquida. No entanto, tal
procedimento pode não ser prático em um sistema real. Pode ser mostrado que o
acréscimo da temperatura de evaporação e o decréscimo da temperatura de condensa­
ção provocaria também um decréscimo da destruição da exergia nesses componentes.

1 1 -6 SELECIONANDO O REFRIGERANTE ADEQUADO


Em um projeto de um sistema de refrigeração, existem vários refrigerantes que
podem ser escolhidos, como os clorofluorcarbonos (CFCs), a amônia, os hidro­
carbonos (propano, etano, etileno, etc.), o dióxido de carbono, o ar (no condicio­
namento de ar do avião) e até mesmo a água (em aplicações acima do ponto de
congelamento). A escolha do refrigerante certo depende da situação. Refrigerantes
como R- 1 1 , R- 1 2, R-22, R- 1 34a e R-502 representam mais de 90% desse mercado
nos Estados Unidos.
O éter etílico foi o primeiro refrigerante utilizado comercialmente em siste­
mas por compressão de vapor em 1 850, seguido pela amônia, dióxido de carbono,
cloreto de metil, dióxido de enxofre, butano, etano, propano, isobutano, gasolina e
clorofluorcarbonos, entre outros.
Os setores industrial e comercial de grande porte ficaram muito satisfeitos, e
ainda estão, com o uso da amônia, embora ela seja tóxica. As vantagens da amônia
em relação aos outros refrigerantes são custo baixo; COPs mais altos (e conse­
quentemente um custo com energia mais baixo); propriedades termodinâmicas e
de transporte mais favoráveis, que geram coeficientes de transferência de calor
mais altos (exige trocadores de calor menores e de menor custo); maior faci lidade
de detecção no caso de vazamento e nenhum efeito sobre a camada de ozônio. A
principal desvantagem da amônia é sua toxicidade, que a torna inadequada para
uso doméstico. A amônia é predominantemente utilizada em instalações de refri­
geração de alimentos, como frutas, vegetais, carne e peixe; refrigeração de bebidas
e produtos lácteos como cerveja, vinho, leite e queijo e outros alimentos; produção
de sorvete e refrigeração a baixa temperatura na indústria farmacêutica e outros
processos industriais.
É notável que os primeiros refrigerantes utilizados nos setores comercial de
pequeno porte e doméstico, como o dióxido de enxofre, o cloreto de etileno e
o cloreto de metileno, fossem altamente tóxicos. A ampla publicidade de alguns
casos de vazamento que resultaram em doenças sérias e mortes nos anos 1 920 cau­
sou um movimento popular para a eliminação ou limitação do uso desses refrige­
rantes, criando a necessidade do desenvolvimento de um refrigerante seguro para
a p_lt_u_l�
C_
����������������������������_ o l_l� C_
•__ l o_s_d_e�
i c_ e_
R_ i g_
f r_ ra_ç_ã_
e_ o��!lif1Elllll

uso doméstico. Em 1 928, a pedid o da Frigidaire Corporation, o laboratório de pes­


quisas da General Motors desenvolveu em três dias o R-2 1 , o primeiro membro da
famfüa CFC de refrigerantes. Dos diversos CFCs desenvolvidos, a equipe de pes­
quisa definiu o R- 1 2 como o refrigerante mais adequado para uso comercial e deu
à família CFC o nome comercial de Freon. A produção comercial do R- 1 1 e R- 1 2
foi iniciada e m 1 93 1 por uma empresa conjunta formada pela General Motors e
E.I. du Pont de Nemours and Co., Inc. A versatilidade e o baixo custo dos CFCs
fizeram deles os refrigerantes preferidos. Os CFCs também eram muito utilizados
em aerossóis, nos isolamentos de espuma e na indústria eletrônica, em solventes
para a limpeza de chips de computador.
O R- 1 1 foi usado principalmente em resfriadores de água de alta capacidade
instalados em sistemas de condicionamento de ar em edifícios. Já o R- 1 2 foi utili­
zado em refrigeradores e congeladores domésticos e também em condicionadores
de ar automotivos. O R-22 é utilizado em aparelhos de condicionamento de ar
de janela, bombas de calor, condicionadores de ar de edifícios comerciais e em
grandes sistemas de refrigeração industrial, setor no qual é um forte concorrente
da amônia. O R-502 (uma combinação entre o R- 1 1 5 e o R-22) foi o refrigerante
mais usado em sistemas de refrigeração comercial (como os de supermercados,
por exemplo), porque permite baixas temperaturas nos evaporadores e opera a
compressão de único estágio.
A crise do ozônio causou uma grande agitação na indústria de refrigeração e
condicionamento de ar e motivou uma análise crítica dos refrigerantes em uso. Na
metade dos anos 1 970 percebeu-se que os CFCs permitiam a entrada de mais ra­
diação ultravioleta na atmosfera da Terra, destruindo a camada protetora de ozônio
e contribuindo para o efeito estufa que causa aquecimento global. Como resultado,
o uso de alguns CFCs estão proibidos por tratados internacionais. Os CFCs total­
mente halogenados (como o R- 1 1 , R- 1 2 e R- 1 15) causam um maior dano à cama­
da de ozônio. Os refrigerantes não totalmente halogenados como o R-22 têm cerca
de 5% da capacidade de destruição do R- 1 2. Refrigerantes que não são prejudiciais
à camada de ozônio que protege a Terra contra os prejudiciais raios ultravioletas
foram desenvolvidos. O refrigerante R - 1 2, antes bastante popular, foi quase que
totalmente substituído pelo recém-desenvolvido R- 1 34a sem cloro.
Dois parâmetros importantes que devem ser considerados ao selecionar um re­
frigerante são as temperaturas dos dois meios (o espaço refrigerado e o ambiente)
com os quais o refrigerante troca calor.
Para obter uma transferência de calor a uma taxa razoável, uma diferença de
temperatura entre 5 ºC e 1 O ºC deve ser mantida entre o refrigerante e o meio com
o qual ele troca calor. Para manter um espaço refrigerado a - 1 0 ºC, por exemplo,
a temperatura do refrigerante deve se manter a aproximadamente entre - 20 ºC,
enquanto ele absorve calor no evaporador. A mais baixa pressão de um ciclo de re­
frigeração ocorre no evaporador, e essa pressão deve ficar acima da pressão atmos­
férica para evitar entrada de ar no sistema de refrigeração. Assim, particularmente
nesse caso, um refrigerante deve ter uma pressão de saturação de 1 atm ou mais
alta, a - 20 ºC. A amônia e o R- l 34a são duas dessas substâncias.
A temperatura (e, portanto, a pressão) do refrigerante no lado do condensador
depende do meio para o qual o calor é rejeitado. As temperaturas mais baixas no
condensador (e consequentemente os COPs mais altos) podem ser mantidas se o
refrigerante for resfriado por água líquida em vez de ar. O uso do resfriamento à
água não pode ser economicamente j ustificado, exceto em grandes sistemas in­
dustriais de refrigeração. A temperatura do refrigerante no condensador não pode
cair abaixo da temperatura do meio de resfriamento (cerca de 20 ºC para um re­
frigerador doméstico), e a pressão de saturação do refrigerante nessa temperatura
deve ficar bem abaixo de sua pressão crítica para que o processo de rejeição de
calor seja aproximadamente isotérmico. Se nenhum refrigerante puder atender aos
requisitos de temperatura, então dois ou mais ciclos de refrigeração com diferentes
refrigerantes podem ser usados em série. Tal sistema de refrigeração é chamado de
sistema em cascata e é discutido mais adiante neste capítulo.
Para que tenham características desejáveis, os refrigerantes também não po­
dem ser tóxicos, corrosivos ou inflamáveis, e precisam ser quimicamente estáveis;
além disso, devem ter uma alta entalpia de vaporização (para minimizar a vazão
mássica) e, obviamente, o menor custo possível .
N o caso das bombas d e calor, a temperatura ( e a pressão) mínima d o refrige­
rante pode ser consideravelmente mais alta, uma vez que o calor em geral é ex­
traído de um meio que está bem acima das temperaturas encontradas nos sistemas
de refrigeração.

1 1 -7 SISTEMAS DE BOMBAS DE CALOR


Em geral, a compra e a instalação das bombas de calor acaba saindo mais caro
do que outros sistemas de aquecimento, mas elas economizam dinheiro no longo
prazo em algumas áreas, pois diminuem o valor das contas de energia para aqueci­
mento. Apesar de seus custos iniciais relativamente mais altos, a popularidade das
bombas de calor está aumentando. Nos Estados Unidos, cerca de um terço de to­
dos os lares que abrigam uma única família e foram construídos na última década
é aquecido por bombas de calor.
A fonte de energia mais comum das bombas de calor é o ar atmosférico
(sistemas ar-ar), embora a água e o solo também sejam utilizados. O grande pro­
blema dos sistemas com ar como fonte de calor é o congelamento, que ocorre em
climas úmidos quando a temperatura cai abaixo de 2 ºC a 5 ºC. O acúmulo de
gelo nas serpentinas do evaporador é altamente indesejável, uma vez que atra­
palha seriamente a transferência de calor. Entretanto, é possível descongelar as
serpentinas, revertendo o ciclo da bomba de calor (executando-a como um condi­
cionador de ar), porém isso resulta em redução da eficiência do sistema. Os sis­
temas de fonte a água geralmente utilizam água de poço a profundidades de até
80 m a temperaturas de 5 ºC a 1 8 ºC, e não sofrem o problema de congelamento.
Em geral, esses sistemas têm COPs mais altos, mas também são mais complexos
e exigem acesso fácil a um grande corpo de água, como os lençóis subterrâneos,
por exemplo. Os sistemas com fonte no solo também são bastante complicados,
uma vez que exigem uma tubulação grande colocada a grandes profundidades
onde a temperatura do solo seja relativamente constante. O COP das bombas
de calor geralmente varia entre 1 ,5 e 4, dependendo do sistema uti lizado e da
temperatura da fonte. Uma nova classe de bombas de calor recém-desenvolvidas
e movidas a motor elétrico de velocidade variável tem pelo menos o dobro da
eficiência energética das anteriores.
A capacidade e a eficiência de uma bomba de calor caem significativamente
a baixas temperaturas. Assim, a maioria das bombas de calor com fonte de calor
a ar exigem um sistema de aquecimento auxiliar, como os aquecedores elétricos
ou a gás ou óleo. Como as temperaturas da água e do solo não flutuam muito, o
aquecimento auxiliar talvez não seja necessário para os sistemas de fonte a água
ou solo. Entretanto, o sistema de bomba de calor deve ser suficientemente grande
para atender a carga máxima de aquecimento.
As bombas de calor e os condicionadores de ar têm os mesmos componentes
mecânicos. Assim, não é econômico ter dois sistemas separados para atender aos
requisitos de aquecimento e resfriamento de um edifício. Um sistema pode ser
usado como bomba de calor no inverno e condicionador de ar no verão. Isso é rea­
lizado com a adição de uma válvula reversível ao ciclo, como mostra a Fig. 1 1 -1 1 .
----------------
Capítulo 1 1 • C i c los de R efr i gera çã-
o ,....___

Operação de uma
bomba de calor - Modo de aquecimento
Serpentina externa Válvula reversível

Líquido a alta pressão


Líquido-vapor a baixa pressão
Vapor a baixa pressão
Vapor a alta pressão
Operação de uma
bomba de calor - Modo de refrigeração
Serpentina externa Válvula reversível
«e?::===
-=��
Ventilador

FIGURA 1 1 -1 1 Uma bomba de calor pode ser usada para aquecer uma casa no inverno e
para resfriá-la no verão.

Como resultado dessa modificação, o condensador da bomba de calor (localiza­


do dentro de casa) funciona como o evaporador do condicionador de ar no verão. Da
mesma forma, o evaporador da bomba de calor (localizado fora de casa) serve como
o condensador do condicionador de ar. Esse recurso aumenta a competitividade da
bomba de calor. Essas unidades de dupla finalidade são muito usadas em hotéis.
As bombas de calor são mais competitivas em áreas com grande carga de
resfriamento durante a estação fria e uma carga de aquecimento relativamente pe­
quena durante a estação de aquecimento, como acontece na região sul dos Estados
Unidos. Nessas áreas, a bomba de calor pode atender a todas as necessidades de
resfriamento e aquecimento de prédios residenciais ou comerciais. A bomba de ca­
lor é menos competitiva em áreas nas quais a carga de aquecimento é muito grande
e a carga de resfriamento é pequena, como no norte dos Estados Unidos.

1 1 -8 SISTEMAS INOVADORES DE REFRIGERAÇÃO POR


COMPRESSÃO DE VAPOR
O ciclo de refrigeração por compressão de vapor simples discutido anteriormente
é o ciclo de refrigeração mais utilizado, e é o mais adequado para a maioria das
aplicações de refrigeração. Os sistemas comuns de refrigeração por compressão
de vapor são simples, baratos, confiáveis e praticamente não exigem manutenção
(quando foi a última vez que você consertou seu refrigerador doméstico?). Entre­
tanto, a principal preocupação em grandes aplicações industriais é a eficiência, e
não a simplicidade. Dessa forma, em algumas aplicações, o ciclo de refrigeração
por compressão de vapor simples não é adequado e precisa ser modificado. Agora
discutiremos alguns desses aperfeiçoamentos e modificações.
(j) ® T

t Condensador Diminuição
do trabalho
-

Válvula A Compressor do compressor�: '


de expansão
/1
/ 1
QH 6 / 1
I

0i
1
1
1
2


B Compressor

FIGURA 1 1 - 1 2 Um sistema de refrigeração em cascata de dois estágios com o mesmo refrigerante em


ambos estágios.

Sistemas de refrigeração em cascata


Algumas aplicações industriais exigem temperaturas moderadamente baixas, e o
intervalo de temperatura com o qual trabalham pode ser grande demais para que
um único ciclo de refrigeração por compressão de vapor seja prático. Um grande
intervalo de temperaturas significa um grande intervalo de pressão no ciclo e um
desempenho ruim de um compressor alternativo. Uma forma de lidar com tais
situações é executar o processo de refrigeração em estágios, ou seja, ter dois ou
mais ciclos de refrigeração que operam em série. Tais ciclos de refrigeração são
chamados de ciclos de refrigeração em cascata.
Um ciclo de refrigeração em cascata de dois estágios é mostrado na Fig. 1 1 - 1 2.
Os dois ciclos estão conectados por meio do trocador de calor que fica no meio e
serve como o evaporador para o ciclo superior (ciclo A) e o condensador para o ci­
clo inferior (ciclo B). Considerando que o trocador de calor está bem isolado e que
as variações das energias cinética e potencial são desprezíveis, a transferência de
calor do fluido do ciclo inferior deve ser igual à transferência de calor para o fluido
do ciclo superior. Assim, a relação entre as vazões mássicas em cada ciclo deve ser

( 1 1 -24)
����������������������������_C_a p_lt_u_l�
o l_l� l o_s_d_e�
i c_
C_
•__ e_
R_f r_ e_
i g_ o��"ffFllll
ra_ç_ã_

Da mesma forma,

QL n1B (h 1 - . h4 ) (1 1 -25)
C OP R, cascata =
-
.
W
.
m A (h ) + mB (h - J )
liq , ent
=
6 _
J15 2 11

No sistema em cascata mostrado na figura, admite-se que os refrigerantes de


ambos os ciclos sejam iguais. Entretanto, isso não é necessário, uma vez que não
ocorre mistura no trocador de calor. Portanto, é possível usar refrigerantes com
características mais desejáveis em cada ciclo. Nesse caso, haveria um domo de
saturação separado para cada fluido, e o diagrama T-s de um dos ciclos seria dife­
rente. Dessa forma, nos sistemas reais de refrigeração em cascata, os dois ciclos
se sobreporiam um pouco, uma vez que a diferença de temperatura entre os dois
fluidos é necessária para que ocorra uma transferência de calor.
O diagrama T-s da Fig. 1 1 - 1 2 deixa claro que o trabalho do compressor dimi­
nui e a quantidade de calor absorvido do espaço refrigerado aumenta como resul­
tado do sistema em cascata. Assim, esse sistema aumenta o COP de um sistema de
refrigeração. Alguns sistemas de refrigeração em cascata utilizam três ou quatro
estágios.

EXEMPLO 1 1-4 Um ciclo de refrigeração em cascata de dois estágios


Considere um sistema de refrigeração em cascata de dois estágios entre os limites
de pressão de 0,8 MPa e O, 1 4 MPa. Cada estágio opera em um ciclo de refrigeração
ideal por compressão de vapor com o refrigerante-1 34a como fluido de trabalho. A
rejeição de calor do ciclo inferior para o ciclo superior ocorre em um trocador de ca­
lor contracorrente e adiabático, no qual ambos os fluxos entram a cerca de 0,32 MPa.
(Na prática, o fluido de trabalho do ciclo inferior está a uma pressão e uma tempe­
ratura mais altas no trocador de calor para que a transferência de calor seja eficaz).
Se a vazão mássica do refrigerante no ciclo superior for de 0,05 kg/s, determine
(b)
a vazão mássica do refrigerante no ciclo inferior, a taxa de remoção de calor do
(a)
espaço refrigerado e a entrada de potência no compressor e (e) o coeficiente de per­
formance desse refrigerador em cascata. T

SOLUÇÃO Um sistema de refrigeração em cascata que opera entre os limites de


pressão especificados deve ser considerado. A vazão mássica do refrigerante através
do ciclo inferior, a taxa de refrigeração, a entrada de potência e o COP devem ser h2 = 255,93
determinados.
Hipóteses 1 Existem condições de operação estáveis. 2 As variações das energias
cinética e potencial são desprezíveis. 3 O trocador de calor é adiabático.
Propriedades As entalpias do refrigerante em todos os oito estados são determina­
,..__ _ _,
'1 1 = 239, 1 6

das nas tabelas dos refrigerantes e são indicadas no diagrama T-s. _ __

Análise O diagrama T-s do ciclo de refrigeração é mostrado na Fig. l l - 1 3. O ciclo


A, B.
superior é denominado ciclo e o inferior, ciclo Para ambos os ciclos, o refrige­
rante sai do condensador como líquido saturado e entra no compressor como vapor
saturado.
FIGURA 1 1 -1 3 O diagrama T-s do ciclo
(continua) de refrigeração em cascata descrito no
Exemplo 1 1-4.
(continuação)
(a) A vazão mássica do refrigerante através do ciclo inferior é determinada pelo
balanço de energia do escoamento em regime permanente no trocador de calor
adiabático,

niA (h5 - h8) = n18(h2 - h3 )


(0,05 kg/s)[ (25 1 ,88 - 95,47) kJ/kg] = n18[ (255,93 - 55, 16) kJ/kg]
1n8 = 0,0390 kgjs
(b) A taxa de remoção de calor de um ciclo em cascata é a taxa de absorção de calor
A
do evaporador no estágio inferior. entrada de potência em um ciclo em cascata é a
soma das entradas de potência em todos os compressores:
QL = 1n B (h 1 - h 4 ) = (0,0390 kg/s)[ (239, l 6 - 55, 1 6) kJ/kg] = 7,18 kW

= (0,05 kg/s)[ (270,92 - 25 1 ,88) kJ/kg]


+ (0,039 kg/s) [ (255,93 - 239, 16) kJ/kg]
= 1,61 kW
(e) O COP de um sistema de refrigeração é a razão entre a taxa de refrigeração e a
entrada de potência líquida:
QL 7, 1 8 kW
COPR = - - = -.-- = 4,46
Wiiq. em l ,6 1 kW
.-

Discussão Este problema foi resolvido no Exemplo 1 1 - 1 para um sistema de refri­


geração de único estágio. Observe que o COP do sistema de refrigeração aumenta
de 3,97 para 4,46 como resultado do sistema em cascata. O COP do sistema pode
aumentar mais ainda com o aumento do número de estágios em cascata.

Sistemas de refrigeração por compressão


em múltiplos estágios
Quando o fluido utilizado em todo o sistema de refrigeração em cascata é igual, o
trocador de calor entre os estágios pode ser substituído por uma câmara de mistura
(chamada de separador de líquido), uma vez que ela tem melhores características
de transferência de calor. Tais sistemas são chamados de sistemas de refrigeração
de compressão em múltiplos estágios. Um sistema de refrigeração de compres­
são em dois estágios é mostrado na Fig. 1 1 - 14.
Nesse sistema, o refrigerante líquido se expande na primeira válvula de expan­
são até a pressão do separador de líquido, que é igual à pressão entre estágios do
compressor. Parte do líquido vaporiza durante esse processo. Esse vapor saturado
(estado 3) é misturado ao vapor superaquecido do compressor de baixa pressão
(estado 2), e a mistura entra no compressor de alta pressão no estado 9. Isso é
essencialmente um processo de regeneração. O líquido saturado (estado 7) se ex­
pande através da segunda válvula de expansão até o evaporador, no qual ele retira
calor do espaço refrigerado.
O processo de compressão desse sistema se parece com uma compressão de
dois estágios com resfriamento i ntermediário, e o trabalho do compressor diminui.
---------------
1 1 • C iclos de R efr i gera çã o - Capítulo

T
4

Válvula de Compressor
expansão de alta pressão

® t

Separador
de líquido

Compressor
Válvula de de baixa
expansão
Evaporador pressão

FIGURA 1 1 - 1 4 Um sistema de refrigeração de compressão em dois estágios com separador de liquido.

É preciso tornar cuidado ao interpretar as áreas do diagrama T-s nesse caso, urna
vez que as vazões rnássicas são diferentes nas diversas partes do ciclo.

EXEMPLO 1 1-5 Um ciclo de refrigeração de dois estágios com um


separador de l íquido
Considere um sistema de refrigeração por compressão em dois estágios que opera
entre os limites de pressão 0,8 MPa e O, 1 4 MPa. O fluido de trabalho é o refrigeran­
te- 1 34a. O refrigerante sai do condensador como líquido saturado e é estrangulado
até um separador de líquido que opera a 0,32 MPa. Parte do refrigerante evapora
durante esse processo de separação, e esse vapor é misturado ao refrigerante que sai
do compressor de baixa pressão. Em seguida, a mistura é comprimida até a pressão
do condensador pelo compressor de alta pressão. O líquido do separador de líquido
é estrangulado até a pressão do evaporador e resfria o espaço refrigerado à medida
que é vaporizado no evaporador. Considerando que o refrigerante sai do evaporador
como vapor saturado e que ambos os compressores são isentrópicos, determine a (a)
fração do refrigerante que evapora à medida que ele é estrangulado para o separador
(b)
de l íquido, a quantidade de calor removida do espaço refrigerado e o trabalho do
compressor por unidade de massa do refrigerante que escoa através do condensador
e (e) o coeficiente de performance.

SOLUÇÃO Um sistema de refrigeração por compressão em dois estágios que ope­


ra entre limites de pressão especificados é considerado. A fração do refrigerante que
evapora no separador de líquido, a capacidade de refrigeração, o trabalho por unida­
de de massa e o COP devem ser determinados.
(continua)
T

(continuação)
4
"· = 274,48 kJ/kg Hipóteses 1 Existem condições de operação estáveis. 2 As variações das energias
cinética e potencial são desprezíveis. 3 O separador de líquido é adiabático.
"' = 255,93 Propriedades As entalpias do refrigerante nos diversos estados são determinadas
T-s.
nas tabelas de refrigerante e são indicadas no diagrama
"• = 255 , 1 0 Análise O diagrama T-s do ciclo de refrigeração é mostrado na Fig. 1 1 - 1 5. Ob­
servamos que o refrigerante sai do condensador como líquido saturado e entra no
compressor a baixa pressão como vapor saturado.
(a)separador
A fração do refrigerante que evapora à medida que ele é estrangulado para o
de líquido é simplesmente o título no estado 6, ou seja

x6 h6 h-1. h1 95,41796,7- 55,1 1 6 0'2049


= = =
FIGURA 1 1- 1 5 O diagrama T-s do ciclo
de refrigeração de compressão em dois (b) A quantidade de calor removido do espaço refrigerado e a entrada de trabalho no
estágios descrito no Exemplo 1 1 -5. compressor por unidade de massa do refrigerante que escoa através do condensador
são
qL = ( l - x6) (h1 - hs )
( 1 - 0,2049) [ (239, 1 6 - 55,1 6) kJ/kg] = 146,3 kJ/kg
e

A entalpia no estado 9 é determinada de um balanço de energia na câmara de mistura,

h9 = x6h3 ( 1 - x6)h2
(1) +

h9 = (0,2049 ) (25 1 ,88) + ( 1 - 0,2049) (255,93) = 255, 10 kJ/kg


Dessa forma, s9 0,94 1 6 kJ/kg· K. Assim, a entalpia no estado 4 (0,8 MPa, s4 s9)
= =
é h4 274,48 kJ/kg. Substituindo,
=

Went = ( 1 - 0,2049)[ (255,93 - 239, 1 6) kJ/kgJ + (274,48 - 255,10) kJ/kg


= 32,71 kJ/kg
(e) O coeficiente de performance é
qL 1 46,3 kJ/kg
COPR = - = = 4 47
Went 32,7 1 kJ/kg '

Discussão Este problema foi resolvido no Exemplo 1 1- 1 para um sistema de


refrigeração de estágio único (COP = 3,97) e no Exemplo 1 1 -4 para um sistema
de refrigeração em cascata de dois estágios (COP = 4,46). Observe que o COP
do sistema de refrigeração aumentou consideravelmente em relação à compres­
são de único estágio, mas não mudou muito em relação à compressão em cascata
de dois estágios.

Sistemas de refrigeração com múltiplos


propósitos em u m único compressor
Algumas aplicações exigem refrigeração a mais de uma temperatura. Isso poderia
ser realizado com o uso de uma válvula de expansão separada e um compressor
separado para cada evaporador que opera em diferentes temperaturas. Entretanto,
a p_lt_u_l�
C_
����������������������������_ o l_l� l o_s_d_e�
i c_
C_
•__ e_
R_f r_ ra_ç_ã_
e_
i g_ o�� llf!!llll
Ar da cozinha
T
2

Válvula de
-

t Compressor

CD
1
- -
A (Trajetória alternativa)
1
· - - - - - - - - - - -

FIGURA 1 1- 1 6 Esquema e diagrama T-s d e uma unidade d e refrigerador e congelador com u m compressor.
tal sistema é volumoso e provavelmente não seria economicamente viável. Um
modo mais prático e econômico seria direcionar todas as correntes de saída dos
evaporadores para um único compressor e deixar que ele realizasse o processo de
compressão de todo o sistema.
Considere, por exemplo, uma urudade comum de refrigerador e congelador.
Uma representação esquemática simplificada da urudade e o diagrama T-s do
ciclo são mostrados na Fig. 1 1 - 1 6. A maioria das mercadorias refrigeradas tem
um conteúdo de água alto, e o espaço refrigerado deve ser mantido acima do
ponto de solidificação para evitar o congelamento. O compartimento do conge­
l ador, porém, é mantido a cerca de - 1 8 ºC. Assim, o refrigerante deve entrar no
congelador a cerca de - 25 ºC para se obter uma transferência de calor a uma
taxa razoável . Se uma única válvula de expansão e um úruco evaporador fossem
usados, o refrigerante teria que circular em ambos os compartimentos a cerca
de - 25 ºC, o que causaria a formação de gelo na vizinhança das serpentinas do
evaporador e a desidratação do produto. Esse problema pode ser eliminado pelo
estrangulamento do refrigerante a uma pressão (e temperatura) mais alta para
uso no espaço refrigerado e, em seguida, pelo seu estrangulamento até a pressão
rníruma para utilização no congelador. Todo o refrigerante que sai do comparti­
mento do congelador é posteriormente comprirrudo por um único compressor até
a pressão do condensador.

Liquefação de gases
A liquefação de gases sempre foi uma área importante da refrigeração, uma vez
que muitos processos importantes científicos e de engenharia a temperaturas crio­
gênicas (temperaturas abaixo de cerca de - 1 00 ºC) dependem dos gases lique­
feitos. Alguns exemplos de tais processos são a separação do oxigênio e do ni­
trogênio do ar, a preparação de propelentes líquidos para foguetes, o estudo das
propriedades dos materiais a baixas temperaturas e o estudo de alguns fenômenos
interessantes como a supercondutividade.
A temperaturas acima do valor do ponto crítico, uma substância existe apenas
na fase gasosa. As temperaturas críticas do hélio, hidrogênio e nitrogênio (três
gases l iquefeitos normalmente usados) são de - 268 ºC, - 240 ºC e - 1 47 ºC,
respectivamente. Portanto, nenhuma dessas substâncias existe na forma líquida
Trocador a condições atmosféricas. Além disso, baixas temperaturas dessa magnitude não
podem ser obtidas por técnicas comuns de refrigeração. Assim, a pergunta que
deve ser respondida n a liquefação de gases é esta: Como podemos diminuir a
temperatura de um gás abaixo do valor de seu ponto crítico ?

Compressor de
Vários ciclos, alguns complexos e outros simples, são utilizados com sucesso

múltiplos estágios
para a liquefação dos gases. Abaixo discutimos o ciclo de Linde-Hampson, que é
�----- mostrado de forma esquemática seguido de um diagrama T-s na Fig. 1 1 - 1 7.
t ® O gás a ser liquefeito é misturado à parte não condensada do gás do ciclo
- anterior, e a mistura n o estado 2 é comprimida por um compressor de múl­

Alimentação
tiplos estágios até o estado 3. O processo de compressão se aproxima de um
Regenerador
(entrada de gás) é resfriado em um pós-resfriador por um meio de resfriamento ou por um sis­
processo isotérmjco devido ao resfriamento i ntermediário. O gás a alta pressão

tema separado de refrigeração externa até o estado 4. O gás é resfriado em u m


trocador regenerativo d e calor d e contracorrente pela parte não condensada do
gás do ciclo anterior até o estado 5 , e é estrangulado até o estado 6, que é u m
estado de mi stura saturada d e líquido e vapor. O líquido (estado 7) é coletado
como o produto desej ado e o vapor (estado 8) é direcionado através do regene­
rador para resfriar o gás a alta pressão que se aproxima da válvula de expansão.
Finalmente, o gás não condensado é misturado ao gás de alimentação fresco e
o ciclo se repete.
Esse e outros ciclos de refrigeração utilizados para a liquefação dos gases
T
também podem ser usados para a solidificação dos gases.
3

1 1 -9 CICLOS DE REFRIGERAÇÃO A GÁS


Como foi explicado na Seção 1 1 -2, o ciclo de Carnot (o padrão de comparação
para os ciclos de potência) e o ciclo reverso de Carnot (o padrão de comparação dos
ciclos de refrigeração) são idênticos, exceto que o ciclo reverso de Carnot opera
na direção inversa. Isso sugere que os ciclos de potência discutidos em capítulos
anteriores podem ser usados como ciclos de refrigeração simplesmente pela sua
reversão. Na verdade, o ciclo de refrigeração por compressão de vapor é essencial­
FIGURA 1 1-1 7 O sistema mente um ciclo de Rankine modificado que opera ao contrário. Outro exemplo é
Linde-Hampson para liquefação de gases.
o ciclo reverso de Stirling, que é o ciclo no qual operam os refrigeradores Stirling.
Nesta seção, discutimos o ciclo reverso Brayton, mais conhecido como o ciclo de
refrigeração a gás.
Considere o ciclo de refrigeração a gás mostrado na Fig. 1 1 - 1 8. A vizinhança
está a T0 e o espaço refrigerado deve ser mantido a TL. O gás é comprimido durante
o processo 1 -2. O gás a alta pressão e alta temperatura do estado 2 é resfriado a
pressão constante até T0 pela rejeição de calor para a vizinhança. Isso é seguido
por um processo de expansão em uma turbina, durante o qual a temperatura do
gás cai até T4. (Podemos atingir o efeito de resfriamento usando uma válvula de
expansão em vez de uma turbina?) Finalmente, o gás frio absorve calor do espaço
refrigerado até que sua temperatura se eleve até T1 •
Todos os processos descritos são internamente reversívei s e o ciclo exe­
cutado é o ciclo ideal de refrigeração a gás. Nos ciclos reais de refrigeração a
gás, os processos de compressão e expansão se desviam dos ciclos isentrópicos
e T3 é mais alta do que T0, a menos que o trocador de calor sej a i nfinitamente
grande.
Em um diagrama T-s, a área sob a curva de processo 4- 1 representa o calor
removido do espaço refrigerado e a área interna 1 -2-3-4- 1 representa a entrada
a p_lt_u_l�
C_
����������������������������_ o l_l� C_
•__ l o_s_d_e�
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R_f r_ ra_ç_ã_
i g_e_ o��'f!Flllll

de trabalho líquido. A razão entre essas áreas é o COP do ciclo, que pode ser
expresso por

ql
= ---- ql
--
Wcomp, cnt - Wtu rb. s:ii
COPR = --
wliq.
( 1 1 -26)
ent

onde

Wwrb, sai = h3 - h4
Wcomp. ent = h2 - h1

O ciclo de refrigeração a gás se desvia do ciclo reverso de Carnot porque os


processos de transferência de calor não são isotérmicos. Na verdade, a temperatura
do gás varia de forma considerável durante os processos de transferência de calor.
Consequentemente, os ciclos de refrigeração a gás têm COPs mais baixos com
relação aos ciclos de refrigeração por compressão de vapor ou ao ciclo reverso de
Carnot. Isso também fica evidente no diagrama T-s da Fig. 1 1 - 1 9 . O ciclo reverso T
de Carnot consome uma fração do trabalho líquido (área retangular L A3B), mas
produz uma quantidade maior de refrigeração (área triangular abaixo de B 1 ).
Apesar de seus COPs relativamente baixos, os ciclos de refrigeração a gás têm
duas características desejáveis: eles envolvem componentes simples e mais leves, o
que os torna adequados para o resfriamento de aviões, e podem incorporar a regenera­
ção, que os torna adequados para a liquefação de gases e aplicações criogênicas. Um
sistema de refrigeração de avião de ciclo aberto é mostrado na Fig. 1 1-20. O ar atmos­
férico é comprimido por um compressor, resfriado pelo ar da vizinhança e expandido
em uma turbina. O ar frio que sai da turbina é dirigido diretamente para a cabine.
O ciclo regenerativo a gás é mostrado na Fig. 1 1 -2 1 . O resfriamento regenera­
tivo é atingido inserindo um trocador de calor contracorrente no ciclo. Sem a rege­
neração, a mais baixa temperatura de entrada da turbina é T0, que é a temperatura
da vizinhança ou de qualquer outro meio de resfriamento. Com a regeneração, o FIGURA 1 1 -1 8 Ciclo simples de
gás a alta pressão é resfriado mais ainda até atingir T4, antes de se expandir na tur­ refrigeração a gás.

j
bina. A diminuição da temperatura de entrada da turbina diminui automaticamente
a temperatura de saída da turbina, que é a temperatura mínima do ciclo. Tempe­
raturas extremamente baixas podem ser atingidas pela repetição desse processo. T

Ciclo de
2

ref�igeração
a gas

EXEMPLO 1 1-6 O ciclo simples ideal de refrigeração a gás
Um ciclo ideal de refrigeração a gás que utiliza o ar como meio de trabalho deve 3 A Ciclo de
-< .....1-- Carnot
reverso
- -

manter um espaço refrigerado a O ºF e rejeitar calor para a vizinhança a 80 ºF. A taxa


(a)
de pressão do compressor é 4. Determine as temperaturas máxima e mínima do
ciclo, (b) o coeficiente de performance e (e) a taxa de refrigeração para uma vazão
B

mássica de 0, 1 lbm/s. 4

SOLUÇÃO Um ciclo de refrigeração a gás ideal que utiliza o ar como fluido de


trabalho é considerado. As temperaturas máxima e núnima, o COP e a taxa de refri­
geração devem ser determinados.
Hipóteses 1 Existem condições de operação estáveis. 2 O ar é um gás ideal com
calores específicos variáveis. 3 As variações das energias cinética e potencial são FIGURA 1 1 -1 9 Um ciclo reverso de
desprezíveis. Carnot produz mais refrigeração (área
(continua) abaixo de B 1 ) com menor entrada de
trabalho (área 1A3B).
(continuação)
Análise O diagrama T-s do ciclo de refrigeração a gás é mostrado na Fig. 1 1 -22.
Observamos que esse é um ciclo de refrigeração por compressão a gás e, consequen­
temente, tanto o compressor quanto a turbina são isentrópicos e o ar é resfriado até a
temperatura ambiente antes de entrar na turbina.
(a)isentrópicas
As temperaturas máxima e mínima do ciclo são determinadas pelas relações
dos gases ideais para os processos de compressão e expansão. Utilizan­
do a Tab. A-l 7E,
Saída Entrada
de ar frio de ar quente

(4)(0,7913) 3 , 1 65 � { T
T1 = 460 R h. 1 = 1 09,90 Btu/lbm e P, 1 = 0,79 1 3

FIGURA 1 1-20 Um sistema de P,2 = Ji/ri =


P2
=
h.2 = 1 63,5 Btu/ lbm
2= 683 R (ou 223 ºF)
resfriamento de avião de ciclo aberto.
{ T4 86,7 Btu/lbm
T3 = 540 R � h.3 1 29,06 Btu/lbm e P,3 1 ,3860
= =
P4
(0,25)( 1 ,386) 0,3465 �
h.4 =
P,4 = p P,3 = =
3 = 363 R (ou -97 ºF)

Portanto, a temperatura mais alta e a mais baixa do ciclo são 223 ºF e -97 ºF, res­
pectivamente.
(b) O COP desse ciclo de refrigeração a gás ideal é
ql ql
COPR
wcomp. enl - wlurb.
= -- = -------
wliq. ent
sai

onde
qL = h. 1 - h4 = 109,9 - 86,7 = 23,2 Btu/ lbm
W1urb, sa; = h3 - h.4 = 1 29,06 - 86,7 = 42,36 Btu/ lbm
Wcomp. em = h2 - h1 = 1 63,5 - 1 09,9 = 53,6 Btu/ lbm

refrigerado frio/

Regenerador T

Wuq, ent
FIGURA 1 1 -21 O ciclo de refrigeração a gás com regeneração.
----------------
Capítulo 1 1 • Ci c los de R efr i gera çã-
o ·
- -

T, ºF
Assim
23,2
COPR = = 2,06
53,6 - 42,36
(e) A taxa de refrigeração é
Q,efrig = rn (qi) = (O, l lbm/s ) (23,2 Btu/lbm ) = 2,32 Btu/s

Discussão Observe que um ciclo ideal por compressão de vapor que funciona sob
condições semelhantes teria um COP maior do que 3.

1 1 -1 O SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO POR ABSORÇÃO FIGURA 1 1 -22 O diagrama T-s do ciclo


de refrigeração a gás ideal descrito no
Outra forma de refrigeração que se torna economicamente atraente quando existe Exemplo 1 1-6.
uma fonte de energia térmica acessível a uma temperatura de 1 00 ºC a 200 ºC é a
refrigeração por absorção. Alguns exemplos de fontes de energia térmica aces­
sível incluem a energia geotérmica, a energia solar e o calor rejeitado pelas usinas
de cogeração ou de instalações de vapor para processos, e até mesmo o gás natural
quando ele está disponível a um preço baixo.
Como o nome implica, os sistemas de refrigeração por absorção envolvem a
absorção de um refrigerante por um meio de transporte. O sistema de refrigeração
por absorção mais utilizado é o sistema de amônia e água, no qual a amônia (NH3 )
serve como o refrigerante e a água (H20) serve como o meio de transporte. Ou­
tros sistemas de refrigeração por absorção incluem os sistemas de água-brometo
de lítio e água-cloreto de lítio, nos quais a água serve como refrigerante. Os dois
últimos sistemas se limitam a aplicações de condicionamento de ar, nas quais a
temperatura mínima está acima do ponto de congelamento da água.
Para entender os princípios básicos envolvidos na refrigeração por absorção,
examinemos o sistema NH3 - H20 mostrado na Fig. 1 1 -23. A máquina de refri­
geração de amônia e água foi patenteada pelo francês Ferdinand Carre em 1 859.
Depois de alguns anos, as máquinas com base nesse princípio foram criadas nos
Estados Unidos primariamente para fazer gelo e armazenar alimentos. Olhando
a figura, você observará imediatamente que esse sistema se parece muito com o
sistema por compressão de vapor, exceto que o compressor foi substituído por um
mecanismo complexo de absorção que consiste em um absorvedor, uma bomba,
um gerador, um regenerador, uma válvula e um retificador. Depois que a pressão
do NH3 é elevada pelos componentes na caixa (essa é a única coisa que eles devem
fazer), ele é resfriado e condensado no condensador pela rejeição de calor para a
vizinhança, e depois estrangulado até a pressão do evaporador, quando absorve
calor do espaço refrigerado à medida que escoa através do evaporador. Até aqui,
não há nada de novo, mas explicamos a seguir o que acontece na caixa:
O vapor de amônia sai do evaporador e entra no absorvedor, onde ele se
dissolve e reage com a água para formar o N H3 H 20. Essa é uma reação exotér­

mica, portanto o calor é liberado durante esse processo. A quantidade de NH3 que
pode ser dissolvida em H 20 é inversamente proporcional à temperatura. Assim, é
preciso resfriar o absorvedor para manter sua temperatura a mais baixa possível,

+
e maximizar a quantidade de NH3 que é dissolvida (absorvida) na água. A solu­
ção líquida NH3 H 2 0, que é rica em NH3, é bombeada para o gerador. O calor
é transferido de uma fonte para a solução com o intuito de vaporizar parte desta
V/ Energia i
1

Retificador Gerador
A</ solar 1

'i :
'i
// ::
A</ : 1

Válvula de
expansão Regenerador

t
Evaporador
Puro NH3

t
Água de
resfriamento

FIGURA 1 1 -23 Ciclo de refrigeração por absorção de amônia.

solução. O vapor, que é rico em NH3 , passa através de um retificador que separa
a água e o leva de volta ao gerador. O vapor de NH3 puro a alta pressão continua
sua jornada através do restante do ciclo. A solução quente de NH 3 + H 20, que
é fraca em NH3 , passa através de u m regenerador, onde transfere parte do calor
para a solução rica que sai da bomba e é estrangulada até a pressão do absorve­
dor.
Comparados aos si stemas por compressão de vapor, os sistemas de refrige­
ração por absorção têm uma grande vantagem: comprime-se um líquido em vez
do vapor. O trabalho com escoamento em regime permanente é proporcional ao
volume específico, portanto a entrada de trabalho nos sistemas de refrigeração por
absorção é muito pequena (aproximadamente 1 % do calor fornecido ao gerador) e
quase sempre é negligenciada na análise do ciclo. A operação desses sistemas tem
por base a transferência de calor de uma fonte externa. Assim, os sistemas de re­
frigeração por absorção são frequentemente classificados como sistemas movidos
a calor.
Os sistemas de refrigeração por absorção são muito mais caros do que os
sistemas de refrigeração por compressão de vapor. Eles são mais complexos e
ocupam mais espaço, são menos eficientes e exigem torres de resfriamento maio­
res para rejeitar o calor dissipado, além de sua manutenção ser mais difícil uma
vez que são menos comuns. Portanto, os sistemas de refrigeração por absorção
devem ser considerados apenas quando o custo unitário da energia térmica é bai­
xo e foi planejado para permanecer assim em relação à eletricidade. Os sistemas
de refrigeração por absorção são usados principalmente em grandes i nstalações
comerciais e industriais.
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c_ e__
s d_ e f_r_
R_ e_
i g_ o��-'f!P11111
ra_ç_ã_

O COP dos sistemas de refrigeração por absorção é definido por

= Entrada ( 1 1 -27)
Saída desejada
COPabsorçõo
necessana
, .

Qger + wbomba, ent

O COP máximo de um sistema de refrigeração por absorção é determinado con­


siderando que todo o ciclo é totalmente reversível (ou seja, o ciclo não envolve
irreversibilidades e toda transferência de calor é feita através de uma diferença
de temperatura diferencial). O sistema de refrigeração seria reversível se o calor
da fonte (Qge r) fosse transferido para uma máquina térmica de Carnot, e se o re­
sultado do trabalho dessa máquina térmica (W
= E" rev Qger) fosse fornecido a um
refrigerador de Carnot para remover o calor do espaço refrigerado. Observe que
Ql = w X COPR, rev = E,, revQgerCOPR. rev· Assim, o COP geral (Fig. 1 1 -24) de um To
sistema de refrigeração por absorção em condições reversíveis seria ambiente

C OPrev . absorçõo =
QL
Qger
= 7/1. rc v COPR. rev = ( �) ( � T, )
1 - T,
L
( 1 1 -28) W = 7lrev Qger = 1( �� ) Qger
QL = COPR. rev W = �o�Lh ) W
s O

onde Tu T0 e Ts são as temperaturas termodinâmicas do espaço refrigerado, do


Q
Q L = ( 1 - TTo)(
COPrev. absorção = -
)
ambiente e da fonte de calor, respectivamente. Todo sistema de refrigeração por TL
absorção que recebe calor de uma fonte a T, e remove calor do espaço refrigerado ger ,., T.O _ TL
a TL enquanto opera em um ambiente a T0 tem um COP mais baixo do que o sis­
tema determinado com a Eq. 1 1 -28. Por exemplo, quando a fonte está a 1 20 ºC, o
FIGURA 1 1 -24 Determinação do COP
máximo de um sistema de refrigeração por
espaço refrigerado está a - 1 0 ºC e o ambiente está a 25 ºC, o COP máximo que absorção.
um sistema de refrigeração por absorção pode ter é 1 ,8. O COP dos sistemas de
refrigeração por absorção reais, em geral, é menor do que 1 .
Os sistemas de condicionamento de ar com base na refrigeração por absorção,
chamados resfriadores por absorção, têm melhor desempenho quando a fonte de
calor pode fornecer calor a uma temperatura mais alta com pouca variação (queda)
de temperatura. Os resfriadores por absorção geralmente são classificados a uma
temperatura de entrada de 1 1 6 ºC (240 ºF). Os resfriadores funcionam a tempera­
turas mais baixas, mas sua capacidade de resfriamento diminui bastante com a re­
dução da temperatura da fonte - aproximadamente 1 2,5% para cada queda de 6 ºC
( 1 0 ºF) na temperatura da fonte. Por exemplo, a capacidade cai até 50% quando a
temperatura da água da fonte cai até 93 ºC (200 ºF). Nesse caso, é preciso dobrar
o tamanho (e consequentemente o custo) do resfriador para atingir o mesmo res­
friamento. O declínio da temperatura da fonte afeta menos o COP do resfriador.
O COP cai 2,5% para cada queda de 6 ºC ( 1 0 ºF) na temperatura da fonte. O COP
nominal dos resfriadores por absorção de estágio único a 1 1 6 ºC (240 ºF) varia de
0,65 a 0,70. Assim, para cada tonelada de refrigeração por absorção, uma entrada
de calor de ( 1 2.000 B tu/h)/0,65 = 1 8.460 Btu/h é necessária. A 88 ºC ( 1 90 ºF),
o COP cai 1 2,5%, e portanto a entrada de calor aumenta 1 2,5% para a obtenção
do mesmo efeito de resfriamento. Assim, os aspectos econômicos devem ser ava­
liados com cuidado antes de considerar um sistema de refrigeração por absorção,
particularmente quando a temperatura da fonte está abaixo de 93 ºC (200 ºF).
Outro sistema de refrigeração por absorção bastante conhecido entre as pes­
soas que costumam acampar é um sistema acionado a propano inventado por dois
estudantes suecos. Nesse sistema, a bomba é substituída por um terceiro fluido (o
hidrogênio), tornando-o uma verdadeira unidade portátil.
TÓPICO DE INTERESSE ES PECIAL*

Metal A Geração de potência termoelétrica e sistemas de refrigeração


Todos os sistemas de refrigeração discutidos anteriormente envolvem muitas
partes móveis e componentes complexos e volumosos. Assim, uma pergun­
ta nos vem à mente: Um sistema de refrigeração realmente precisa ser tão
complexo? Não podemos atingir o mesmo efeito de forma mais direta? A
resposta para essa pergunta é sim. É possível usar a energia elétrica mais
FIGURA 1 1 -25 Quando uma das junções diretamente para produzir resfriamento sem envolver nenhum refrigerante ou
de dois metais diferentes é aquecida, uma partes móveis. Abaixo discutimos um desses sistemas, chamado refrigerador
I
corrente flui através do circuito fechado. termoelétrico.
Considere dois fios formados por metais diferentes conectados de am­
bos os lados (junções), formando um circuito fechado. Normalmente, nada
aconteceria. Entretanto, quando um dos lados é aquecido, algo interessan­
te acontece: uma corrente flui continuamente no circuito, como mostra a

Metal A
Fig. 1 1 -25. Isso é chamado de efeito Seebeck, em homenagem a Thomas
Seebeck, que fez essa descoberta em 1 82 1 . O circuito que i ncorpora os efei­
tos térmico e elétrico é chamado de circuito termoelétrico, e o dispositivo
que opera nesse circuito é chamado de dispositivo termoelétrico.
O efeito Seebeck tem duas aplicações importantes: a medição de tempe­
ratura e a geração de potência. Quando o circuito termoelétrico é quebrado,
como mostra a Fig. 1 1 -26, a corrente para de fluir e podemos medir a força
motora (a força eletromotriz) ou a voltagem gerada no circuito com um vol­
FIGURA 1 1 -26 Quando um circuito
tímetro. A voltagem gerada é uma função da diferença de temperatura e dos
termoelétrico é quebrado, uma diferença
potencial é gerada. materiais dos dois fios utilizados. Portanto, a temperatura pode ser medida
simplesmente pela medição das voltagens. Os dois fios utilizados para medir
a temperatura dessa maneira formam um termopar, que é o dispositivo de
medição de temperatura mais versátil e mais amplamente utilizado. Um ter­
mopar comum do tipo T, por exemplo, consiste em fios de cobre e constantan,
Fonte de alta temperatura e produz cerca de 40 µ,V por diferença em ºC.
TH O efeito Seebeck também forma a base da geração de potência termoelé­
� trica. Uma representação esquemática de um gerador termoelétrico é mos­
QH trada na Fig. 1 1 -27. O calor é transferido de uma fonte a alta temperatura
para a j unção aquecida na quantidade QH e é rejeitado da junção fria para
um sumidouro a baixa temperatura na quantidade Qv A diferença entre es­
sas duas quantidades é o trabalho elétrico líquido produzido, ou sej a, we =
QH - QL. Fica evidente na Fig. 1 1 -27 que o ciclo de potência termoelétrica
se parece muito com um ciclo comum de máquina térmica, com os elétrons
servindo como fluido de trabalho. Assim, a eficiência térmica de um gerador
termoelétrico que opera entre os limites de temperatura TH e TL é limitada
pela eficiência de um ciclo de Carnot que opera entre os mesmos limites de
temperatura. Dessa forma, na ausência de irreversibilidades (como o aqueci­
mento T 2R, onde R é a resistência elétrica total dos fios), o gerador termoelé­
trico terá a eficiência de Carnot.
A principal desvantagem dos geradores termoelétricos é sua baixa eficiên­
cia. O futuro sucesso desses dispositivos depende da existência de materiais
com características mais desejáveis. Por exemplo, a tensão elétrica obtida com
os dispositivos termoelétricos aumentou várias vezes com a troca dos pares
de metal para semicondutores. Um gerador termoelétrico prático que utiliza
FIGURA 1 1 -27 Esquema de um gerador
de potência termoelétrica simples.
* Esta seção pode ser ignorada sem perda de continuidade.
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materiais do tipo n (fortemente dopado para criar excesso de elétrons) e do
tipo p (fortemente dopado para criar uma deficiência de elétrons) conectados
em série é mostrado na Fig. 1 1 -28. Apesar da baixa eficiência, os geradores
termoelétricos têm claramente as vantagens do peso e da confiabilidade, e
atualmente são usados em áreas rurais e em aplicações espaciais. Os geradores
termoelétricos de silício e germânio, por exemplo têm sido usados no ônibus
espacial Voyager desde 1 980, e devem continuar gerando potência por muitos
anos mais.
Se Seebeck tivesse sido fluente em termodinâmica, provavelmente teria
tentado reverter a direção do fluxo de elétrons no circuito termoelétrico (apli­
cando externamente uma diferença de potencial na direção inversa) para criar
um efeito de refrigeração. Mas essa honra pertence a Jean Charles Athanase
Peltier, que descobriu esse fenômeno em 1 834. Ele notou durante seus expe­
rimentos que quando uma corrente pequena passava através da j unção de dois
fios diferentes, a junção era resfriada, como é possível observar na Fig. 1 1 -29.
Isso é chamado de efeito Peltier e forma a base da refrigeração termoelétri­
ca. Um circuito de refrigeração termoelétrica prático usando materiais semi­ FIGURA 1 1 -28 Um gerador de potência
condutores é mostrado na Fig. l l -30. O calor é absorvido do espaço refrige­ termoelétrico.
rado na quantidade QL e rejeitado para o ambiente mais quente na quantidade
QH. A diferença entre essas duas quantidades é o trabalho elétrico líquido que
precisa ser fornecido, ou seja, welelr = QH - ºL· Atualmente, os refrigeradores
termoelétricos não concorrem com os sistemas de refrigeração por compressão
de vapor por causa de seu coeficiente de performance mais baixo. Entretanto,
eles estão disponíveis no mercado e são mais adequados para algumas aplica­
ções por causa do tamanho menor, simplicidade, pouco ruído e confiabilidade.

Calor
rejeitado
'-...


Calor
absorvido
/
/
1
EXEMPLO 1 1-7 Resfriamento de uma bebida en latada por um
refrigerador termoelétrico - 1 +
/-"'" '
Um ref1igerador termoelétrico que se parece com uma caixa de gelo pequena é ali­ FIGURA 1 1 -29 Quando uma corrente
mentado por uma bateria de automóvel e tem um COP de 0, 1 . Se o refrigerador res­ passa através da junção de dois materiais
fria uma bebida em uma lata de 0,350 L de 20 ºC até 4 ºC em 30 minutos, determine diferentes, a junção é resfriada.
a potência elétrica média consumida pelo refrigerador termoelétrico.

SOLU ÇÃO Um refrigerador termoelétrico com um COP especificado é usado


para resfriar bebidas enlatadas. O consumo de potência do refrigerador deve ser
determinado.
Hipótese A transferência de calor através das paredes do refrigerador é desprezível
durante a operação.
Propriedades As propriedades das bebidas enlatadas são iguais às da água à tempe­
=
ratura ambiente, p 1 kg/L e e=
4, 1 8 kJ/kg·ºC (Tab. A-3).
Análise A taxa de resfriamento do refrigerador é simplesmente a taxa de diminuição
da energia das bebidas enlatadas,
m = pV = ( l kg/L) (0,350 L) = 0,350 kg
Qresrnamento = me /::,,. T = (0,350 kg) (4, 1 8 kJ/kg·ºC) (20 - 4)ºC = 23,4 kJ

ºresfriamento - --
.
t - = 30 X 60 = O 0 1 30 kW = 1 3 W
Qresfrinmcnto 23 '4 kJ +

/::,,. S

�----t i-----� ll
(continua) FIGURA 1 1 -30 Um refrigerador
termoelétrico.
(continuoção)
Assim, a potência média consumida pelo refrigerador toma-se

W0m =
Qresfriamemo =
COPR
--
1_ 3 W
0, 1 0
= 1 30 W

Discussão N a verdade, o consumo de potência será maior por conta do ganho de


calor através das paredes do refrigerador.

RESUMO
A transferência d e calor das regiões d e temperatura mais baixa ção por compressão de vapor é usar a compressão em múltiplos
para as regiões de temperatura mais alta é chamada de refrigera­ estágios com resfriamento regenerativo. Um refrigerador com um
ção. Os dispositivos que produzem refrigeração são chamados de único compressor pode fornecer refrigeração a diversas tempera­
refrigeradores, e os ciclos nos quais eles operam são chamados turas pelo estrangulamento do refrigerante em estágios. O ciclo de
de ciclos de refrigeração. Os fluidos de trabalho utilizados nos refrigeração por compressão de vapor, após algumas modificações,
refrigeradores são chamados de refrigerantes.Os refrigeradores também pode ser usado para liquefazer gases.
usados com a finalidade de aquecer um espaço pela transferência Os ciclos de potência podem ser usados como ciclos de re­
ciclo reverso Bra ton,
ciclo de refrigeração a gás,y
de calor de um meio a uma temperatura mais baixa são chama­ frigeração, revertendo-os. Desses, o que
dos de bombas de calor. também é conhecido como é usado
O desempenho dos refrigeradores e das bombas de calor é para resfriar aviões e obter temperaturas muito baixas (criogênicas)
expresso pelocoeficiente de pe1formance (COP), que é definido após a sua modificação com regeneração. O resultado do trabalho
como de turbina pode ser usado para reduzir os requisitos de entrada de
trabalho no compressor. Assim, o COP de um ciclo de refrigeração
Saída desejada Efeito de resfriamento
COPR = QL a gás é
Entrada necessária Entrada de trabalho Wliq,ent
Saída desejada Efeito de aquecimento QH COPabsorção
COP6c = Entrada necessária Entrada de trabalho
Wliq, ent Wcomp. ent - Wturb. sai
wliq,ent
Outra forma de refrigeração que se torna economicamente atraente
O padrão de comparação dos ciclos de refrigeração é o ciclo re­ quando existe uma fonte barata de energia térmica à temperatura
verso de Carnot. Um refrigerador ou bomba de calor que opera no de 1 00 ºC a 200 ºC é a refrigeração por absorção,
na qual o refri­
ciclo reverso de Carnot é chamado de refrigerador de Carnot
ou de gerante é absorvido por um meio de transporte e comprimido na
bomba de calor de Carnot, e seus COPs são forma líquida. O sistema de refrigeração por absorção mais am­
plamente utilizado é o sistema de amônia e água, no qual a amônia
COPR. Camot = T T - serve como refrigerante e a água como meio de transporte. A entra­
u/ L
----
da de trabalho na bomba geralmente é muito pequena, e o COP dos
COP Bc,camot = _ l
l TL / TH
sistemas de refrigeração por absorção é definido por

COPabsorção
Saída desejada QL _Sb__
ciclo de refrigeração por
O ciclo de refrigeração mais utilizado é o Entrada necessária Qger + wbomba. ent Qgcr
=

compressão de vapor. Em um ciclo de refrigeração por compressão


de vapor ideal, o refrigerante entra no compressor como vapor satu­ O COP máximo que um sistema de refrigeração por absorção pode
rado e é resfriado até o estado líquido saturado no condensador. Em ter é determinado por meio de condições totalmente reversíveis, o
seguida, ele é estrangulado até a pressão do evaporador e vaporiza­ que resulta em
do até absorver calor do espaço refrigerado.
Temperaturas muito baixas podem ser atingidas pela opera­
ção de dois ou mais sistemas por compressão de vapor em série,
COPrev,absorção = T/t,rev COPR. rev = ( 1 - TTo, )( �
T0 TL )
que são chamados de sistemas em cascata. O COP de um sistema
onde T0, TL e T, são as temperaturas termodinâmicas do ambiente,
de refrigeração também aumenta como resultado da cascata. Ou­
tra forma de melhorar o desempenho de um sistema de refrigera- do espaço refrigerado e da fonte de calor, respectivamente.
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REFERÊNCIAS E SUGESTÕES DE LEITURA


1. ASHRAE, Handbook of Fundamentais. Atlanta: American So­ 4. W. F. Stoecker. "Growing Opportunities for Ammonia Refri­
ciety of Heating, Refrigerating, and Air-Conditioning Engineers, geration." Proceedings of the Meeting of the International lns­
1985. titute ofAmmonia Refrigeration, Austin, Texas, 1 989.
2. Heat Pump Systems-A Technology Review. OECD Report, 5. W. F. Stoecker and J. W. Jones. Refrigeration and Air Condi­
Paris, 1 982. tioning. 2. ed. New York: McGraw-Hill, 1 982.
3. B. Nagengast. "A Historical Look at CFC Refrigerants."
ASHRAEJournal 30, n. 1 1 (November 1 988), pp. 37-39.

PROBLEMAS *
O ciclo reverso de Carnot 11-6C Por que a válvula de expansão não é substituída por uma
1 1-lC Por que estudamos o ciclo de Carnot reverso mesmo sa­ turbina isentrópica em um ciclo ideal de refrigeração por compres­
bendo que ele não é um modelo realista para ciclos de refrigeração? são de vapor?
11-2C Por que o ciclo reverso de Camot executado dentro do domo l l-7C É proposto o uso da água em vez do refrigerante- 1 34a
de saturação não é um modelo realista dos ciclos de refrigeração? como fluido de trabalho nas aplicações de condicionamento de ar,
nas quais a temperatura mínima nunca cai abaixo do ponto de con­
1 1-3 Um ciclo de refrigeração de Carnot operando em regime
gelamento. Você concorda com essa proposta? Explique.
permanente utiliza o refrigerante- 1 34a como fluido de trabalho. O
refrigerante muda de vapor saturado para líquido saturado a 40 ºC 1 1-SC Em um sistema de refrigeração, o calor deve ser rejeitado
no condensador enquanto rejeita calor. A pressão do evaporador é para um meio de resfriamento a 1 5 ºC; nesse caso, você recomen­
T-s
de 1 00 kPa. Mostre o ciclo em um diagrama com as linhas de daria a condensação do refrigerante- l 34a a uma pressão de 0,7 ou
(a)
saturação e determine o coeficiente de performance, a quan­ (b) 1 ,0 MPa? Por quê?
T-s
1 1-9C A área incluída pelo ciclo de um diagrama representa
tidade de calor absorvido do espaço refrigerado e (e) a entrada de
trabalho líquido. a entrada de trabalho líquido do ciclo reverso de Carnot? E quanto
Respostas: (a) 3,72; ( b) 1 28 kJ/kg; ( e) 34,6 kJ/kg ao ciclo de refrigeração ideal por compressão de vapor?
1 1-4E Refrigerante- l 34a entra no condensador de um refrigera­ 1 1-lOC Considere dois ciclos de refrigeração por compressão de
dor de Carnot com escoamento em regime permanente como vapor vapor. O refrigerante entra na válvula de expansão como l íquido
saturado a 90 psia, saindo com um título de 0,05. A absorção de ca­ saturado a 30 ºC em um ciclo e como líquido sub-resfriado a 30 ºC
lor do espaço refrigerado ocorre a uma pressão de 30 psia. Mostre no outro. A pressão do evaporador de ambos os ciclos é igual. Qual
T-s
o ciclo em um diagrama com as linhas de saturação e determine ciclo você acha que terá um COP mais alto?
(a) (b)
o coeficiente de performance, o título no início do processo 1 1-l lC O COP dos ciclos de refrigeração por compressão de
de absorção de calor e (e) a entrada de trabalho líquido. vapor melhora quando o refrigerante é sub-resfriado antes de en­
mtr na válvula de expansão. O refrigerante pode ser sub-resfriado

Ciclos de refrigeração reais por compressão de vapor indefinidamente para maximizar esse efeito, ou existe um limite
1 1-SC O ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor en­ inferior? Explique.
volve irreversibilidades? 11-12E Um refrigerador opera segundo o ciclo ideal de refrige­
ração por compressão de vapor e usa refrigerante- l 34a como flui­
do de trabalho. O condensador opera a 300 psia, e o evaporador,
incentivados a respondê-los. Problemas identificados com "E" estão em
* Problemas identificados com "C" são conceituais, e os estudantes são a 20 ºF. Considerando que um dispositivo de expansão reversível
unidades inglesas, e os usuários do SI podem ignorá-los. Problemas com o
adiabático disponível é utilizado para expandir o líquido que sai do
ícone � devem ser resolvidos usando EES, e as soluções completas, junta­
. condensador, quanto o COP melhoraria utilizando esse dispositivo,
em vez do dispositivo de estrangulamento? Resposta: 1 6 , 5 %
mente com os estudos paramétricos, estão incluídas no CD que acompanha
11-13 Um ciclo ideal de refrigeração por compressão de vapor
resolvidos no computador, de preferência utilizando o programa EES que
este livro. Problemas com o ícone iill! são mais abrangentes e devem ser
que utiliza refrigerante- 1 34a como fluido de trabalho mantém um
acompanha este livro. condensador a 1 .000 kPa e o evaporador a 4 ºC. Determine o COP
desse sistema e a potência necessária para atender uma carga de 1 1-lSE Um refrigerador utiliza refrigerante- 1 34a como fluido de
resfriamento de 400 kW. Respostas: 6,46; 6 1 ,9 kW trabalho e opera segundo o ciclo ideal de refrigeração por compres­
são de vapor. O refrigerante evapora a 5 ºF e condensa a 1 80 psia.
Essa unidade atende uma carga de resfriamento de 45.000 Btu/h.
Determine a vazão mássica do refrigerante e a potência que essa
unidade irá exigir.
1 1-19E a Usando o EES (ou outro programa), repita o
liliiii Prob. l l - 1 8E, substituindo o refrigerante- 1 34a
pela amônia.
1 1-20 Um refrigerador comercial com refrigerante- 1 34a como
t fluido de trabalho é usado para manter o espaço refrigerado a
- 30 ºC, rejeitando o calor dissipado para a água de resfriamento
G)
i
1 que entra no condensador a 1 8 ºC a uma taxa de 0,25 kg/s, saindo
a 26 ºC. O refrigerante entra no condensador a 1 ,2 MPa e 65 ºC,
saindo a 42 ºC. O estado de entrada do compressor é 60 kPa e
Dispositivo de
estrangulamento - 34 ºC, e o compressor deve ganhar um calor líquido de 450 W
(a)
da vizi.nhança. Determine o título do refrigerante na entrada do
i (b)
evaporador, a carga de refrigeração, (e) o COP do refrigerador
@
(d)
e a carga máxima teórica de refrigeração para a mesma entrada
- de potência no compressor.

t
1 Á.gua
26 ºC t 1 8 ºC

FIGURA Pl 1 - 1 3

1 1-14 Um refrigerador usa refrigerante- J 34a como fluido de tra­


balho e opera em um ciclo ideal de refrigeração por compressão de
A
vapor entre 0, 1 2 MPa e 0,7 MPa. vazão mássica do refrigerante
é 0,05 kg/s. Mostre o ciclo em um diagrama T-s com as linhas de
(a)
saturação. Determine a taxa de remoção de calor do espaço re­
(b)
frigerado e a entrada de potência no compressor, a taxa de re­
jeição de calor para o ambiente e (e) o coeficiente de performance.
Respostas: (a) 7 , 4 1 kW; 1 ,83 kW; (b) 9, 23 kW; (e) 4,06
11-15 Repita o Prob. 1 1 - 1 4, considerando uma pressão de con­ FIGURA P l 1 -20
densador igual a 0,9 MPa.
1 1-16 Considerando que a válvula de expansão do Prob. 1 1 - 1 4 é
substituída por uma turbina isentrópica, determine o aumento per­ 1 1-21 O refrigerante-l 34a entra no compressor de um refrige­
centual no COP e na taxa de remoção de calor do espaço refrigera­ rador a 1 00 kPa e -20 ºC a uma taxa de 0,5 m3/min, saindo a 0,8
do. Respostas: 4,2%; 4,2% A
MPa. eficiência isentrópica do compressor é 78%. O refrigerante
11-17 O refrigerante- l 34a entra no compressor de um refrigera­ entra na válvula de expansão a 0,75 MPa e 26 ºC, saindo do evapo­
dor como vapor superaquecido a 0,2 MPa e -5 ºC a uma taxa de rador como vapor saturado a -26 ºC. Mostre o ciclo em um dia­
0,07 kg/s, saindo a l ,2 MPa e 70 ºC. O refrigerante é resfriado no (a
grama T-s com as linhas de saturação e determine ) a entrada de
condensador a 44 ºC e l , 15 MPa e estrangulado até 0,21 MPa. Des­ (b)
potência no compressor, a taxa de remoção de calor do espaço
prezando a transferência de calor e as quedas de pressão nas linhas refrigerado e (e) a queda de pressão e taxa de ganho de calor na
de conexão entre os componentes, mostre o ciclo em um diagrama linha entre o evaporador e o compressor.
(a)
T-s com as linhas de saturação e determine a taxa de remoção de Respostas: (a) 2,40 kW; (b) 6, 1 7 kW; (e) 1 , 73 kPa ; 0,203 kW
calor do espaço refrigerado e a entrada de potência no compressor 1 1-22 a Reconsidere o Prob. 1 1-2 1 . Usando o EES (ou outro
(b) a eficiência isentrópica do compressor e (e) o COP do refrige­ liliiii programa), investigue os efeitos da variação da efi­
rador. Respostas: (a) 9,42 kW; 3 ,63 kW; (b) 74, 1 %; (e) 2,60 ciência isentrópica do compressor, considerando um intervalo de
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60 a 1 00%, e da variação de 0,1 m3/min até 1 ,0 m 3/min da vazão 1 1-25 Um refrigerador real opera segundo o ciclo de refrigeração
volumétrica na entrada do compressor na entrada de potência e na por compressão de vapor, utilizando refrigerante-22 como fluido de
taxa de refrigeração. Trace um diagrama considerando a taxa de trabalho. O refrigerante evapora a - 1 5 ºC e condensa-se a 40 ºC.
refrigeração e a entrada de potência no compressor como funções A eficiência isentrópica do compressor é de 83%. O refrigerante é
da eficiência do compressor para as vazões volumétricas na entrada superaquecido em 5 ºC na entrada do compressor e sub-resfriado
do compressor, correspondentes a O, 1 m 3/min, 0,5 m3/min e 1 ,0 m3/
min e discuta os resultados.
(a)
em 5 ºC na saída do condensador. Determine o calor removido
do espaço refrigerado e o trabalho fornecido, em kJ/kg, bem como
1 1-23 Um refrigerador utiliza o refrigerante- 1 34a como fluido (b)
o COP do ciclo. Defina os mesmos parâmetros, considerando
de trabalho e opera no ciclo ideal de refrigeração por compressão que o ciclo é operado segundo o ciclo de refrigeração por compres­
de vapor. O refrigerante entra no evaporador a 1 20 kPa com um são de vapor ideal entre as mesmas temperaturas de evaporação e
título de 30% e sai do compressor a 60 ºC. Considerando que o condensação. As propriedades do refrigerante-22, considerando a
compressor consome 450 W de potência, determine (a)
a vazão h1
operação real, são: = 402,49 kJ/kg, h2 = 454,00 kJ/kg, h3 =
(b)
mássica do refrigerante, a pressão do condensador e (e) o COP 243, 1 9 kJ/kg. As propriedades do refrigerante-22, considerando a
h2
operação ideal, são: h 1 = 399,04 kJ/kg, = 440,7 l kJ/kg, h3 =
do refrigerador.
Respostas: (a) 0,00727 kg/s ; (b) 672 kPa ; (e) 2,43 249,80 kJ/kg

Ambi
quenteente
Nota: estado l : entrada do compressor; estado 2: saída do compres­
sor; estado 3: saída do condensador; estado 4: entrada do evaporador.

P0
11-26 Um refrigerador utiliza refrigerante- 1 34a como fluido de
trabalho e opera no ciclo de refrigeração por compressão de vapor.
As pressões do evaporador e do condensador são 200 kPa e 1 .400
kPa, respectivamente. A eficiência isentrópica do compressor é de
88%. O refrigerante entra no compressor a uma taxa de 0,025 kg/s
superaquecido em 1 O, 1 ºC e sai do condensador sub-resfriado a
(a)
4,4 ºC. Determine a taxa de resfriamento fornecida através do
(b)
evaporador, a potência fornecida e o COP. Determine os mes­
mos parâmetros, considerando que o ciclo é operado no ciclo de
refrigeração por compressão de vapor ideal entre os mesmos limi­
0 tes de pressão.

x = 0.3CD Ambiente
1 20 kPa
Análise de segunda lei para ciclos de refrigeração por
frio compressão de vapor
1 1-27C De que modo a eficiência exergética de um refrigerador
FIGURA P l 1 -23 operando no ciclo de refrigeração por compressão de vapor é defi­
nido? Forneça duas definições alternativas e explique cada termo.
11-24 O fabricante de um condicionador de ar estabelece uma ra­ l l-28C De que modo a eficiência exergética de uma bomba de
zão de eficiência energética sazonal (REES) de 1 6 (Btu/h)/W para calor funcionando no ciclo de refrigeração por compressão de va­
uma de suas unidades. Essa unidade opera segundo o ciclo normal de por pode ser definida? Forneça duas definições alternativas e mos­
refrigeração por compressão de vapor e utiliza refrigerante-22 como tre que uma pode ser obtida da outra.
fluido de trabalho. Essa REES é própria das condições de operação
em que a temperatura de saturação do evaporador está a - 5 ºC e a ll-29C Considere um compressor isentrópico de um ciclo de re­
temperatura de saturação do condensador está a 45 ºC. Dados sele­ frigeração por compressão de vapor. Qual é a eficiência isentrópica
cionados para o refrigerante-22 são fornecidos na tabela seguinte. e a eficiência exergética desse compressor? Justifique suas respos­
tas. A eficiência exergética de um compressor é necessariamente
T, ºC P,.., kPa h,, kJ/kg h,, kJ/kg s,, kJ/kg·K
igual à sua eficiência isentrópica? Explique.
- 5 42 1 , 2 38,76 248, 1 0 , 9344 1 1-30 Um espaço é mantido a - 23 ºC por um sistema de refrige­
45 1 . 728 101 261,9 0, 8682 ração por compressão de vapor em um ambiente a 25 ºC. O espaço
ganha calor continuamente a uma taxa de 3.500 kJ/h, e a taxa da
(a) Faça um esboço desse condicionador de ar e do seu diagrama rejeição de calor no condensador é de 600 kJ/h. Determine a po­
T-s. tência fornecida, em kW, o COP do ciclo e a eficiência de segunda
(b) Determine o calor absorvido pelo refrigerante no evaporador lei do sistema.
por unidade de massa do refrigerante-22, em kJ/kg. 1 1-31 Bananas devem ser resfriadas de 28 ºC até 1 2 ºC a uma
(e) Determine o trabalho fornecido ao compressor e o calor re­ taxa de 1 . 1 40 kg/h em um refrigerador que opera no ciclo de
jeitado no condensador por unidade de massa do refrigeran­ refrigeração por compressão de vapor. A potência fornecida ao re­
te-22, em kJ/kg. frigerador é de 8,6 kW. Determine (a) a taxa de calor absorvido
das bananas, em kJ/h, e o COP; (b)
a potência mínima entregue 1 1-35 Um refrigerador opera no ciclo de refrigeração por com­
para o refrigerador, e (e) a eficiência de segunda lei e a destruição pressão de vapor ideal que utiliza refrigerante- 1 34a como fluido
de exergia para o ciclo. O calor específico das bananas acima do de trabalho. O refrigerante evapora a - 1 O ºC e condensa-se a
congelamento é 3,35 kJ/kg·ºC. 57,9 ºC, além de absorver calor de um espaço a 5 ºC e rejeitá-lo
Respostas: (a) 6 1 . 1 00 kJ/h; 1 ,97 ; ( b) 0,463 kW; (e) 5,4%; (a)
para o ar ambiente a 25 ºC. Determine a carga de resfriamen­
8 , 1 4 kW to, em kJ/kg, e o COP; (b)
a destruição de exergia em cada um
1 1-32 Um sistema de refrigeração por compressão de vapor ab­ dos componentes do ciclo e a destruição total da exergia no ciclo,
sorve calor de um espaço a O ºC a uma taxa de 24.000 Btu/h e e (e) a eficiência de segunda lei do compressor, do evaporador e
rejeita calor para a água no condensador. A água sofre um aumento do ciclo.
de temperatura de 12 ºC no condensador. O COP do sistema é esti­ 1 1-36 Um sistema de refrigeração opera no ciclo de refrige­
(a)
mado em 2,05. Determine a potência fornecida ao sistema, em ração por compressão de vapor ideal utilizando amônia como
(b)
kW, a vazão mássica de água através do condensador e (e) a efi­ refrigerante. As pressões do evaporador e do condensador são
de 200 kPa e 2.000 kPa, respectivamente. As temperaturas dos
ciência de segunda lei e a destruição da exergia para o refrigerador.
Considere T0 = 20 ºC e cp. água = 4, 1 8 kJ/kg ºC. ·
meios a baixa e a alta temperatura são - 9 ºC e 27 ºC, respecti­
l l-33E Um refrigerador operando no ciclo de refrigeração por vamente. Considerando que a taxa de calor rejeitado no conden­
compressão de vapor utilizando refrigerante- l 34a como fluido re­ sador é 1 8,0 kW, determine (a)
a vazão volumétrica de amônia
frigerante é considerado. A temperatura do espaço refrigerado e o na entrada do compressor, em L/s; (b)
a potência fornecida, e o
ar ambiente estão a 1 Oº F e 80 ºF, respectivamente. O refrigerante­ COP; e (e) a eficiência de segunda lei do ciclo e a destruição to­
- l 34a entra no compressor a 20 psia como vapor saturado e sai a tal da exergia no ciclo. As propriedades da amônia nos diferen­
h s1
h2 1
140 psia e 1 60 ºF. O refrigerante sai do condensador como líquido tes estados são as seguintes: = 1 .439,3 kJ/kg, = 5,8865 kJ/
K, 3
K. Nota:h
saturado. A taxa de resfriamento fornecido pelo sistema é 45.000 kg· v 1 = 0,5946 m3/kg, = 1 .798,3 kJ/kg, = 437,4 kJ/kg,
(a)
Btu/h. Determine a vazão mássica de refrigerante- l 34a e o COP; s3 = 1 ,7892 kJ/kg· K, s4
= 1 ,9469 kJ/kg· estado 1 : entrada
(b) a destruição de exergia em cada um dos componentes do ciclo, do compressor; estado 2: saída do compressor; estado 3: saída do
bem como a eficiência exergética do compressor, e (e) a eficiência condensador; estado 4: entrada do evaporador.
de segunda lei do ciclo e a destruição total de exergia no ciclo. 1 1-37 ti'5t Usando o EES (ou outro programa), repita o pro-
11-34 Um ambiente é mantido a - 1 2 ºC por um ciclo de refri­
� blema anterior considerando que a amônia, o refri­
geração por compressão de vapor que utiliza o R- l 34a como re­ gerante- 1 34a e o refrigerante-22 são utilizados como refrigerante.
frigerante. Calor é rejeitado para a água de resfriamento que entra Além disso, para o caso da amônia, investigue os efeitos das pres­
no condensador a 20 ºC a uma taxa de 0, 1 5 kg/s e sai a 28 ºC. O sões no evaporador e no condensador sobre o COP, a eficiência de
refrigerante entra no condensador a 1 ,2 MPa e 50 ºC e sai como segunda lei e a destruição total da exergia. Considere que a pressão
líquido saturado. Considerando que o compressor consome 2,2 kW do evaporador varia entre 1 00 e 400 kPa, e a pressão do condensa­
(a)
de potência, determine a carga de refrigeração, em Btu/h, e o dor, entre 1 .000 kPa e 2.000 kPa.
(b)
COP; a eficiência de segunda lei do refrigerador e a destruição
Seleção do refrigerante correto
total de exergia no ciclo; e (e) a destruição de exergia no conden­
sador. Considere T0 = 20 ºC e cp.água = 4, 1 8 kJ/kg·ºC. Respostas: l l-38C Ao selecionar um refrigerante para determinada aplica­
(a) 9 . 6 1 0 Btu/h; 1 ,28; (b) 1 5,7%; 1 ,85 kW; (e) 0,349 kW ção, quais qualidades ele deveria ter?
l l-39C Considere um sistema de refrigeração que utiliza o refri­
Água 20 ºC
gerante- l 34a como fluido de trabalho. Para que esse refrigerador
28 ºC O, 15 kg/s
opere em um ambiente a 30 ºC, qual deve ser a pressão mínima de
compressão do refrigerante? Por quê?
1 ,2 MPa
t i 1 ,2 MPa 1 1-40C Um refrigerador a refr igerante- l 34a deve manter o es­
Líquido sat. 50 ºC paço refrigerado a - 10 ºC. Você recomendaria uma pressão para
--
O,
o evaporador de 1 2 MPa ou 0, 1 4 MPa nesse sistema? Por quê?
Condensador 1 1-41 Um refrigerador que opera no ciclo ideal por compressão
de vapor com o refrigerante- l 34a deve manter o espaço refrigerado
Válvula
de expansão Compressor a - 1 O ºC e rejeitar o calor para o ambiente a 25 ºC. Selecione pres­
sões razoáveis para o evaporador e o condensador e explique por
que selecionou esses valores.
1 1-42 Uma bomba de calor que opera no ciclo ideal por com­
pressão de vapor com o refrigerante- l 34a é usada para aquecer
uma casa e mantê-la a 26 ºC, usando água subterrânea a 14 ºC
como a fonte de calor. Selecione pressões razoáveis para o evapo­
rador e o condensador, e explique por que você selecionou esses
FIGURA Pl 1 -34 valores.
� ����������������������������-C_a_p_lt_u_l_
o_l_l�•�C_i_l os�
c_ e__
d_ R_ i g_
e f_r_ ra_ç_ã_
e_ o��- �
Sistemas de bombas de calor e a uma taxa de 0,065 kg/s, saindo a 40 ºC. O refrigerante entra no
1 1-43C Você acha que um sistema de bomba de calor será evaporador a 20 ºC com título de 23% e sai à pressão de entrada
mais eficiente com relação ao custo em Nova York ou em Miami? como vapor saturado. Além disso, o refrigerante perde 300 W de
Por quê? calor para a vizinhança à medida que escoa através do compressor,
1 1-44C O que é uma bomba de calor com água como fonte de saindo dele a 1 ,4 MPa à mesma entropia da entrada. Determine (a)
calor? Compare o COP do sistema de bomba de calor com água os graus de sub-resfriamento do refrigerante no condensador; a (b)
como fonte de calor ao COP de um sistema com ar como fonte vazão mássica do refrigerante; (e) a carga de aquecimento e o COP
de calor. da bomba de calor; (d) a entrada de potência mínima teórica no
compressor para a mesma carga de aquecimento.
1 1-45E Uma bomba de calor utiliza refrigerante- 1 34a como
Respostas: (a) 3,8 ºC; (b) 0 , 0 1 94 kg/s ; (e) 3,07 kW; 4,68;
fluido de trabalho e opera no ciclo de refrigeração por compressão
(d) 0, 238 kW
de vapor ideal. A pressão no condensador é 1 00 psia, enquanto a
temperatura no evaporador é 40 ºF. Qual é o COP dessa bomba de
calor?
1 1-46 Uma bomba de calor opera no ciclo de refrigeração por
compressão de vapor ideal e usa refrigerante- l 34a como fluido de
trabalho. O condensador opera a 1 .000 kPa, e o evaporador, a 200
kPa. Determine o COP desse sistema e a taxa de calor fornecido
para o evaporador, considerando que o compressor consome 6 kW.
�t
1 1-47 Uma bomba de calor opera no ciclo por compressão de
vapor ideal utilizando refrigerante- l 34a como fluido de trabalho.
Essa bomba de calor é utilizada para manter um espaço a 25 ºC
mediante a absorção de calor a uma taxa de 2,7 kW de água geotér­
mica que flui através do evaporador. O evaporador opera a 20 ºC, 20 ºC
e o condensador opera a 1 .400 kPa. O compressor recebe trabalho X= 0,23 t
igual a 20 kJ por quilograma de refrigerante que escoa para ele. Água
(a) Faça um esboço dessa bomba de calor e do seu diagrama T-s. 50 ºC
(b)
Determine a taxa da transferência de calor para o espaço FIGURA Pl 1 -49
aquecido a 25 ºC.
(e) Determine o COP da bomba de calor.
1 1-50 Refrigerante- l 34a entra no condensador de uma bomba de
T
Dados do refrigerante- 1 34a: = 20 ºC: h1 = 79,3 kJ/kg, hv = calor residencial a 800 kPa e 55 ºC a uma taxa de 0,0 1 8 kg/s, saindo
P
261 ,6 kJ/kg; = 1.400 kPa: h1 = 1 27,2 kJ/kg, hv = 276,2 kJ/kg a 750 kPa sub-resfriado em 3 ºC. O refrigerante entra no compres­
1 1-48 Um edifício requer uma bomba de calor de duas toneladas sor a 200 kPa superaquecido em 4 ºC. Determine (a) a eficiência
para manter o espaço interior a 27 ºC, sob uma temperatura exte­
rior de 5 ºC. A bomba de calor opera no ciclo de refrigeração por
(b)
isentrópica do compressor, a taxa de calor fornecida ao ambiente
aquecido e (e) o COP da bomba de ca]or. Determine também (d) o
compressão de vapor normal e utiliza refrigerante- l 34a como flui­ COP e a taxa de calor fornecido para o ambiente aquecido, conside­
do de trabalho. As condições de funcionamento da bomba de calor rando que essa bomba de calor é operada no ciclo por compressão
exigem uma pressão do evaporador de 240 kPa e uma pressão do de vapor ideal entre os limites de pressão de 200 kPa e 800 kPa.
condensador de 1 .600 kPa; o compressor tem uma eficiência isen­
trópica de 85%. Os dados selecionados para o refrigerante- 1 34a são
fornecidos na tabela seguinte.
P, kPa h,, kJ/kg h,, kJ/kg s,, kJ/kg·K
240 -5,37 43 244 0,9222
1 . 600 57,92 134 275 0 , 8982

P s
Para o refrigerante-1 34a a = 1 .600 kPa e = 0,9222 kJ/kg K, ·

h = 285 kJ/kg. Além disso, uma tonelada = 2 1 1 kJ/min.


(a) Faça um esboço dessa bomba de calor e do seu diagrama T-s.
(b)
Determine a potência necessária para acionar a bomba de ca-
lor, em kW, e o COP. Respostas: (b) 2, 14 kW; 3,29
1 1-49 Uma bomba de calor que utiliza o refrigerante- l 34a como
fluido de trabalho é usada para manter um espaço a 25 ºC, absor­
vendo o calor da água geotérmica que entra no evaporador a 50 ºC FIGURA Pl 1 -50
Sistemas de refrigeração i novadores rior e inferior correspondem a 0,4 MPa e 0,5 MPa, respectivamente.
l l-51C O que é a refrigeração em cascata? Quais são as vanta­ Em ambos os ciclos, o refrigerante é líquido saturado, na saída do
gens e desvantagens da refrigeração em cascata? condensador, e vapor saturado, na entrada do compressor, cuja e­
ficiência isentrópica é de 80%. Considerando que a vazão mássica
l l-52C Compare o COP de um sistema de refrigeração em cas­
cata ao COP de um ciclo simples por compressão de vapor que do refrigerante através do ciclo inferior é de O, 1 5 kg/s, determine
opera entre os mesmos limites de pressão. (a) a vazão mássica do refrigerante através do ciclo superior, a(b)
taxa de remoção de calor do espaço refrigerado e (e) o COP desse
11-53C Determinada aplicação exige a manutenção do espaço refrigerador.
refrigerado a - 32 ºC. Você recomendaria um ciclo de refrigera­ Respostas: (a) 0 , 2 1 2 kg/s ; (b) 25,7 kW; (e) 2, 68
ção simples com o refrigerante-l 34a ou um ciclo de refrigeração
em cascata de dois estágios com um refrigerante diferente no ciclo
inferior? Por quê?
11-54C Considere um ciclo de refrigeração em cascata de dois
estágios e um ciclo de refrigeração por compressão de dois está­
gios com um separador de líquido. Ambos os ciclos operam entre
os mesmos limites de pressão e usam o mesmo refrigerante. Qual
sistema você escolheria? Por quê?
Válvula
1 1-55C Um sistema de refrigeração por compressão de vapor de expansão
Compressor
com um único compressor pode processar vários evaporadores que
operam a diferentes pressões? Como?
1 1-56C No processo de liquefação, por que os gases são compri­
midos a pressões muito altas?
1 1-57 (� Um sistema de refrigeração por compressão de
\:ill:;l dois estágios opera com o refrigerante- l 34a entre
t
Condensador
os limites de pressão 1 ,4 MPa e O, 1 O MPa. O refrigerante sai do
condensador como líquido saturado e é estrangulado até um se­
parador de l íquido que opera a 0,4 MPa. O refrigerante que sai
do compressor de baixa pressão a 0,4 MPa também é direciona­ Válvula Compressor
•Went
de expansão
do para o separador de líquido. O vapor do separador de líquido
é comprimido até a pressão do condensador pelo compressor de Evaporador
alta pressão, e o líquido é estrangulado até a pressão do evapora­
dor. Considerando que o refrigerante sai do evaporador como
vapor saturado e que ambos os compressores são isentrópicos, ©
(a)
determine a fração do refrigerante que evapora à medida que
(b)
ele é estrangulado até o separador de líquido, a taxa de calor
removida do espaço refrigerado, considerando uma vazão mássi­ FIGURA Pl 1 -60
ca de 0,25 kg/s através do condensador e (e) o coeficiente de
performance.
1 1-58 Repita o Prob. l l-57, considerando uma pressão do sepa­ 1 1-61 Um sistema de refrigeração por compressão de dois
rador de líquido igual a 0,6 MPa. evaporadores, como o mostrado na Fig. P I 1 -6 1 , utiliza refrige­
1 1-59 � Reconsidere o Prob. 1 1 -57. Usando o EES (ou outro rante- 1 34a como fluido de trabalho. O sistema opera a O ºC no
� programa), investigue o efeito dos diversos refrige­ evaporador 1 , a -26,4 ºC no evaporador 2, e a 800 kPa no con­
rantes para eficiências de compressor de 80%, 90% e 1 00%. Com­ densador. O refrigerante circula pelo compressor a uma taxa de
pare a performance do sistema de refrigeração, considerando os O, l kg/s, e o evaporador a baixa temperatura atende uma carga de
diferentes refrigerantes. resfriamento de 8 kW. Determine a taxa de resfriamento do eva­
11-60 Considere um sistema de refrigeração em cascata de dois porador a alta temperatura, a potência requerida pelo compressor
estágios operando entre os limites de pressão de 1 ,2 MPa e 200 kPa e o COP do sistema. O refrigerante está como líquido saturado
com o refrigerante- l 34a como fluido de trabalho. A rejeição de ca­ na saída do condensador, e como vapor saturado na saída de cada
lor do ciclo inferior para o ciclo superior ocorre em um trocador de evaporador; o compressor é isentrópico.
calor contr