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Rodada #1

Administração Geral e Pública


Professor Marcelo Camacho

Assuntos da Rodada

Administração Geral e Pública

A evolução da Administração Pública e a reforma do Estado: convergências e

diferenças entre a gestão pública e a gestão privada, excelência nos serviços

públicos, excelência na gestão dos serviços públicos. Gestão de Pessoas: conceitos

e práticas relativas ao servidor publico. Análise e descrição de cargos. Sistemas de

informações gerenciais. Gestão do desempenho, gestão por competências. Liderança,

motivação e satisfação no trabalho. poder e autoridade. Educação, capacitação e

desenvolvimento: educação corporativa, educação à distância, planejamento,

desenvolvimento e objetivos do ensino, avaliação. Comportamento, clima, cultura

organizacional, gestão do conhecimento. Planejamento estratégico, Gestão

Organizacional: Planejamento Estratégico: definições de estratégia, condições

necessárias para se desenvolver a estratégia, questões-chave em estratégia. Processos

associados: formação de estratégia, análise, formulação, formalização, decisão e

implementação. Metas estratégicas e resultados pretendidos. Indicadores de

desempenho. Ferramentas de análise de cenário interno e externo. Balanced

Scorecard. Modelagem organizacional: conceitos básicos. Identificação e delimitação


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

de processos de negócio. Técnicas de mapeamento, análise, simulação e modelagem

de processos. Construção e mensuração de indicadores de processos. Gestão de

projetos: planejamento, execução, monitoramento, controle, encerramento. Escritório

de Projetos. Características das organizações formais modernas: tipos de estrutura

organizacional, natureza, finalidades e critérios de departamentalização.

Descentralização x centralização. Comunicação, tomada de decisão, Qualidade de vida

no trabalho. Teoria Geral dos Sistemas. Gestão de risco. O processo racional de

solução de problemas: fatores que afetam a decisão, tipos de decisões. Processo de

mudança: mudança organizacional, forças internas e externas. O papel do agente e

métodos de mudança. Planejamento e gestão estratégica no Poder Judiciário:

Resolução nº 198, de 2014, do Conselho Nacional de Justiça.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

a. Teoria em Tópicos

1. Evolução da Administração Pública

Segundo Bresser Pereira a administração pública em nosso país passou por três

modelos diferentes: a administração patrimonialista, a administração burocrática e a

administração gerencial.

Registre-se que o argumento de Bresser Pereira está fortemente influenciado pela

teoria weberiana (Max Weber), que também influenciou outro autor brasileiro,

Raimundo Faoro, que escreveu o livro “Os donos do poder”. Neste livro, Faoro, na

mesma perspectiva weberiana, demonstra as etapas de administração patrimonialista

e burocrática.

Essas modalidades surgiram sucessivamente ao longo do tempo, não significando,

porém, que alguma delas tenha sido definitivamente abandonada.

Na administração pública patrimonialista, própria dos Estados absolutistas europeus

do século XVIII, o aparelho do Estado é a extensão do próprio poder do governante e

os seus funcionários são considerados como membros da nobreza. O patrimônio do

Estado confunde-se com o patrimônio do soberano e os cargos são tidos como

prebendas (ocupações rendosas e de pouco trabalho). A corrupção e o nepotismo são

inerentes a esse tipo de administração.

A administração pública burocrática surge para combater a corrupção e o nepotismo

do modelo anterior. São princípios inerentes a este tipo de administração a

impessoalidade, o formalismo, a hierarquia funcional, a ideia de carreira pública e a

profissionalização do servidor, consubstanciando a ideia de poder racional-legal.

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Os controles administrativos funcionam previamente, para evitar a corrupção. Existe

uma desconfiança prévia dos administradores públicos e dos cidadãos que procuram

o Estado com seus pleitos. São sempre necessários, por esta razão, controles rígidos

em todos os processos, como na admissão de pessoal, nas contratações do Poder

Público e no atendimento às necessidades da população.

A administração burocrática, embora possua o grande mérito de ser efetiva no

controle dos abusos, corre o risco de transformar o controle a ela inerente em um

verdadeiro fim do Estado, e não um simples meio para atingir seus objetivos. Com isso,

a máquina administrativa volta-se para si mesmo, perdendo a noção de sua missão

básica, que é servir à sociedade. O seu grande problema, portanto, é a possibilidade de

se tornar ineficiente, autorreferente e incapaz de atender adequadamente os anseios

dos cidadãos.

A administração pública gerencial, contudo, apresenta-se como solução para estes

problemas da burocracia. Prioriza-se a eficiência da Administração, o aumento da

qualidade dos serviços e a redução dos custos. Busca-se desenvolver uma cultura

gerencial nas organizações, com ênfase nos resultados, e aumentar a governança do

Estado, isto é, a sua capacidade de gerenciar com efetividade e eficiência. O cidadão

passa a ser visto com outros olhos, tornando-se peça essencial para o correto

desempenho da atividade pública, por ser considerado seu principal beneficiário, o

cliente dos serviços prestados pelo Estado.

A administração gerencial constitui um avanço, mas sem romper em definitivo com a

administração burocrática, pois não nega todos os seus métodos e princípios. Na

verdade, o gerencialismo apoia-se na burocracia, conservando seus preceitos básicos,

como a admissão de pessoal segundo critérios rígidos, a meritocracia na carreira

pública, as avaliações de desempenho, o aperfeiçoamento profissional e um sistema

de remuneração estruturado. A diferença reside na maneira como é feito o controle,

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que passa a concentrar-se nos resultados, não mais nos processos em si, procurando-

se, ainda, garantir a autonomia do servidor para atingir tais resultados, que serão

verificados posteriormente.

Até 1930, tanto Bresser Pereira quanto Faoro, argumentam que o Brasil tinha um

modelo de administração pública patrimonialista, baseado em oligarquias que

ocupavam os principais postos do Estado. Com exceção do Itamaraty, do Exército e do

Banco do Brasil, não existiam burocracias profissionais, mas os cargos eram ocupados

por conveniências políticas das oligarquias.

O quadro abaixo – adaptado do artigo “Do Estado patrimonial ao gerencial” de Luiz

Carlos Bresser-Pereira – demonstra os momentos históricos e as características das

facetas do Estado brasileiro em relação à sua formação social, política, econômica, e

administrativa.

Não há consenso doutrinário sobre o início da sociedade ou economia pós-industrial.

No entanto, a maior parte dos estudiosos entendem que essa fase iniciou-se nos anos

80. Da mesma forma, o Estado gerencial e regulador é considerado por alguns como

tendo seu início a partir do Decreto 200/67, enquanto a maioria entende como sendo a

partir dos anos 90. Para fins de questões em concurso, deve-se seguir a doutrina

majoritária.

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2. Excelência nos Serviços públicos

As mudanças recentes no papel do Estado alteraram o sistema de controle da ação do

Estado; está-se migrando da exigência de rigor nos procedimentos para a exigência de

resultados – inerente a um Estado que se apresenta como provedor de serviços,

capacitador de desenvolvimento e fornecedor de bem-estar. Desta troca de missão se

deriva uma variação na posição do cidadão perante o Estado. O cidadão comum se

preocupa em assegurar-se uma correta e burocrática (homogênea, idêntica e não

discricionária) aplicação da lei e da norma. O cidadão-usuário se interessa por

conseguir o melhor retorno em bens coletivos. Vemos assim, que a Administração

Pública deve deslocar sua atenção para a geração de serviços e bem-estar. A gestão

por resultados é um dos lemas que melhor representa o novo desafio. Isto não

significa que não interessa o modo de fazer as coisas, mas que importa, acima de tudo,

que agora é muito mais relevante o quê se faz pelo bem da comunidade.

Neste sentido a Administração Pública tem se apropriado da lógica gerencial, isto é,

pela racionalidade econômica que procura conseguir eficácia e eficiência. Esta lógica

compartilha, mais ou menos explicitamente, três propósitos fundamentais:

• Assegurar a constante otimização do uso dos recursos públicos na produção e

distribuição de bens públicos como resposta às exigências de mais serviços e menos

impostos, mais eficácia e mais eficiência, mais equidade e mais qualidade.

• Assegurar que o processo de produção de bens e serviços públicos (incluindo a

concessão, a distribuição e a melhoria da produtividade) seja transparente, equitativo

e controlável.

• Promover e desenvolver mecanismos internos que melhorem o desempenho dos

dirigentes e servidores públicos, e, com isso, fomentar a efetividade dos organismos

governamentais, visando a concretização dos objetivos anteriores.

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Estes objetivos, presentes nas atuais demandas cidadãs e pelas quais se orienta a

Gestão por Resultados, são, conjuntamente com a democracia, o principal pilar de

legitimidade do Estado atual.

A geração de resultados pressupõe a satisfação do cidadão com os serviços

executados pela administração pública. Isto é aderente ao modelo de administração

pública gerencial.

Gestão para Resultados é um marco conceitual cuja função é a de facilitar às

organizações públicas a direção efetiva e integrada de seu processo de criação de valor

público, a fim de otimizá-lo, assegurando a máxima eficácia, eficiência e efetividade de

desempenho, além da consecução dos objetivos de governo e a melhora contínua de

suas instituições.

2.1 A gestão por resultados é caracterizada por:

• Uma estratégia na qual se definam os resultados esperados por um organismo

público no que se refere à mudança social e à produção de bens e serviços;

• Uma cultura e um conjunto de ferramentas de gestão orientado à melhoria da

eficácia, da eficiência, da produtividade e da efetividade no uso dos recursos do Estado

para uma melhora dos resultados no desempenho das organizações públicas e de

seus funcionários;

• Sistemas de informação que permitam monitorar a ação pública, informar à

sociedade e identificar o serviço realizado, avaliando-o;

• Promoção da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, mediante um processo

de melhoramento contínuo;

• Sistemas de contratação de funcionários de gerência pública, visando aprofundar a

responsabilidade, o compromisso e a capacidade de ação dos mesmos;

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

• Sistemas de informação que favoreçam a tomada de decisões dos que participam

destes processos.

Para atingir seus objetivos a Gestão por Resultados se articula ao redor de três eixos

principais:

1) aprimorar o desempenho do governo em seu processo de criação de valor e de

produção de resultados;

2) otimizar o sistema de prestação de contas perante a sociedade e a transparência de

sua atuação;

3) implantar sistemas de condução e gestão (com assunção de responsabilidade e

discricionariedade por parte dos gerentes) que promovam a otimização contínua do

desempenho dos servidores públicos como ferramenta-chave ao serviço da

consecução dos eixos antes mencionados.

2.2. A prestação de serviços públicos, no entanto, é regida por requisitos jurídicos.

Estes requisitos são explicitados por Diógenes Gasparini: regularidade, continuidade,

eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia e modicidade.

REGULARIDADE

A regularidade exige que os serviços sejam prestados segundo padrões de qualidade e

quantidade impostas pela Administração Pública tendo em vista o número e as

exigências dos usuários, observando-se, ainda, as condições técnicas exigidas pela

própria natureza do serviço pública e as condições de sua prestação.

CONTINUIDADE

A continuidade impõe ao serviço público o caráter de ser contínuo sucessivo. O serviço

público não pode sofrer solução de continuidade. Vale dizer: uma vez instituído há de

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ser prestado normalmente, salvo por motivo de greve, nos termos da lei

regulamentadora. Não caracteriza descontinuidade da prestação do serviço público

quando interrompido em face de uma situação de emergência ou quando sua

paralisação se der, após competente aviso, por motivo de ordem técnica ou de

segurança das instalações.

EFICIÊNCIA

A eficiência exige que o responsável pelo serviço público se preocupe sobremaneira

com o bom resultado prático da prestação que cabe oferecer aos usuários. Ademais,

os serviços, por força dessa exigência, devem ser prestados sem desperdício de

qualquer natureza, evitando-se, assim, onerar os usuários por falta de métodos ou

racionalização no seu desempenho. Deve-se, ainda, buscar o máximo de resultado

com um mínimo de investimento, barateando a sua prestação e, por conseguinte, o

custo para os usuários.

SEGURANÇA

O serviço público deve ser prestado aos usuários com segurança, tendo em vista a

natureza do serviço. Nada deve ser menosprezado se puder, por qualquer modo,

colocar em risco os usuários do serviço público ou terceiros, ou, ainda, bens públicos e

particulares. Não deve haver qualquer descuido ou omissão, por menor que seja na

execução dos serviços de manutenção dos equipamentos utilizados na prestação dos

serviços públicos. As falhas devem ser imediatamente corrigidas, substituindo-se as

peças impróprias ou promovendo a renovação das mesmas.

ATUALIDADE

A prestação de serviços públicos deve acompanhar as modernas técnicas de

oferecimento aos usuários. Ademais, a atualidade exige a utilização de equipamentos

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modernos, cuidando-se bem das instalações e de sua conservação, visando, sempre, a

expansão e melhoria dos serviços públicos. Esse requisito obriga a uma constante

atualização tecnológica dos serviços públicos.

GENERALIDADE

O oferecimento do serviço público deve ser igual para todos. Satisfeitas as condições

para sua obtenção, deve ser prestado sem qualquer discriminação a quem o solicita.

Essa generalidade é decorrente do princípio da igualdade, tracejado no art. 5 da

Constituição Federal.

CORTESIA

Por este requisito, obriga-se a Administração Pública a oferecer aos usuários de seus

serviços um bom tratamento. Exige-se de quem presta serviço público um tratamento

urbano, sem o desdém daquele que o oferece. A prestação, em tais condições, não é

favor do agente ou da Administração Pública, mas dever de um e de outro e,

sobretudo, um direito do cidadão.

MODICIDADE

Este requisito impõe que os serviços públicos sejam prestados mediante taxas ou

tarifas justas, pagas pelos usuários para remunerar os benefícios recebidos e permitir

o seu melhoramento e expansão. Assim, os serviços públicos não devem ser prestados

com lucros ou prejuízos, mas mediante retribuição que viabilize esses interesses.

2.3 A gestão de resultados ancora-se em uma perspectiva moderna de

contratualização de resultados. A contratualização de resultados é uma prática de

gestão recente, adotada no âmbito das reformas gerenciais a partir dos anos sessenta

e, desde então sua aplicação vem se fortalecendo como uma das estratégias para

modernizar a forma de gerir a máquina pública.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Por meio da contratualização, definem-se claramente os resultados a serem

alcançados e os recursos e medidas ampliativas da autonomia necessárias para atingi-

los. Assim, a contratualização de resultados permite um maior alinhamento à

estratégia de governo, uma vez que há um direcionamento da ação dos órgãos e

entidades na execução de suas políticas públicas.

2. Empreendedorismo governamental e novas lideranças no setor público.

O empreendedorismo governamental não ocorre quando o governo cria e opera

empresas públicas, quando vende produtos e serviços ao mercado. Ele ocorre sempre

quando os gestores públicos aproveitam os recursos disponíveis de novas e melhores

formas, buscando a satisfação e o benefício dos cidadãos.

O conceito de empreendedorismo governamental primeiro surgiu com o livro de

Osborne e Gaebler – “Reinventando o Governo – como o espírito empreendedor está

transformando o setor público”. Estes autores se basearam em estudos de caso

norteamericanos de órgãos e setores governamentais, como escolas e hospitais, que

estavam buscando modificar o modelo burocrático então em voga.

A obra de David Osborne e Ted Gaebler, “Reinventando o governo” (1994), é um dos

marcos na literatura internacional sobre a nova administração pública, notadamente

com relação aos seus reflexos na administração pública norte-americana.

Os autores propõem um modelo que incorpora conceitos que estiveram separados no

desenvolvimento do modelo gerencial inglês, tais como a implantação de uma

administração por objetivos — ou por missões —, a mensuração do desempenho das

agências através dos resultados, a busca da qualidade total como método

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

administrativo, a ênfase no cliente, a transferência do poder aos cidadãos, e tentar

garantir a equidade.

Osborne e Gaebler propõem uma redefinição da atividade governamental. “Nosso

problema fundamental é o fato de termos o tipo inadequado de governo. Não

necessitamos de mais ou menos governo: precisamos de melhor governo. Para

sermos mais precisos, precisamos de uma melhor atividade governamental”. A

atividade governamental é entendida como algo com uma natureza específica, que

não pode ser reduzida ao padrão de atuação do setor privado.

Entre as grandes diferenças, a motivação principal dos comandantes do setor público é

a reeleição, enquanto os empresários têm como fim último a busca do lucro; os

recursos do governo provêm do contribuinte — que exigem a realização de

determinados gastos —, e na iniciativa privada os recursos são originados das compras

efetuadas pelos clientes; as decisões governamentais são tomadas democraticamente

e o empresário decide sozinho ou no máximo com os acionistas da empresa — a

portas fechadas; por fim, o objetivo de ambos é diverso, isto é, o governo procura

fazer “o bem” e a empresa “fazer dinheiro”.

Estas diferenças implicam, necessariamente, em procurar novos caminhos para o

setor público, tornando-o sim mais empreendedor, mas não transformando-o em uma

empresa.

Ao contrário também da epidemia generalizada contra a burocracia que vigorou nos

EUA no começo da década de 80 o “Reinventando o governo” não coloca a culpa dos

problemas governamentais em seus funcionários; o problema não está nas pessoas,

mas no sistema. É a reforma das instituições e dos incentivos que tornará a burocracia

apta a responder novas demandas.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A reforma do sistema significa, ao mesmo tempo, a introdução de métodos voltados

para a produção qualitativa de serviços públicos com a prioridade dada aos clientes e

cidadãos como razões últimas do setor público, o que quer dizer não só que eles

devem ser bem atendidos, mas que devem ser também chamados a participar do

governo, definindo os destinos de suas comunidades.

A maioria dos exemplos do livro de Osborne e Gaebler mostra que a melhor resposta

para tornar melhor um serviço público é chamar a comunidade a participar de sua

gestão, seja fiscalizando, seja trabalhando voluntariamente na prestação de serviços —

constituindo-se numa resposta adequada tanto para a questão da eficiência como

para o problema da transparência. Portanto, a modernização do setor público deve

caminhar lado a lado com o aumento da accountability.

Mas a reinvenção do governo deve ser realizada ainda garantindo o princípio da

eqüidade. Desta maneira, a introdução de mecanismos gerenciais, tais como são

propostos no livro, não é incompatível com a busca de justiça redistributiva, um

conceito que por muito tempo foi abandonado no debate sobre reforma

administrativa. Osborne e Gaebler propõem dez princípios básicos para reinventar o

governo, listados a seguir:

• Governo catalisador: navegando em vez de remar – promove a atuação conjunta:

pública, privada e voluntária (o governo coordena, regula e fomenta – e deixa a maior

parte da execução aos demais atores);

• O governo pertence à comunidade: dando responsabilidade ao cidadão, em vez de

servi-lo – os cidadãos são chamados a participar das decisões que afetam sua

comunidade e a colaborar com a fiscalização/controle dos serviços públicos;

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• Governo competitivo: introduzindo a competição na prestação de serviços – com a

finalidade de aumentar a eficiência (melhorar a qualidade dos serviços, reduzir gastos

e minimizar esforços);

• Governo orientado por missões: transformando órgãos burocratizados – as antigas

regras cedem lugar à missão e aos objetivos organizacionais – relacionados à eficiente

prestação dos serviços públicos e ao fortalecimento da instituição perante a sociedade;

• Governo de resultados: financiando resultados e não recursos – não se financia a

estrutura administrativa, mas a eficiente prestação dos serviços públicos de qualidade

(indicadores devem ser utilizados para avaliar os resultados);

• Governo e seus clientes: atendendo às necessidades do cliente e não da burocracia –

identificar e ouvir os clientes-cidadãos e direcionar os serviços prestados para o

atendimento de suas necessidades;

• Governo empreendedor: gerando receitas ao invés de despesas – governos

empreendedores criam novas fontes de recursos (taxas por serviços específicos,

multas a infratores etc.) e economizam recursos orçamentários para utilizá-los de

maneira mais eficiente no ano seguinte;55

• Governo preventivo: a prevenção em lugar da cura – atuar preventivamente de

acordo com um planejamento pode evitar/minimizar problemas, proporcionar

melhores resultados e permitir a economia de recursos;

• Governo descentralizado: da hierarquia à participação e ao trabalho de equipe – dar

mais autonomia a servidores e equipes, como forma de democratizar a gestão e

agilizar a prestação de serviços;

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• Governo orientado para o mercado: introduzindo mudanças através do mercado –

ora fomentando a atuação dos mercados, ora implantando no meio público

mecanismos/soluções utilizados pelo mercado.

Não se trata aqui de comentar ponto por ponto a lista exposta acima, mas de discutir,

rapidamente, algumas das idéias do “Reinventando o governo”. A primeira refere-se ao

conceito de governo catalisador, que “navega em vez de remar”. O intuito desse

conceito não é tornar o Estado mínimo, mas redirecionar a atividade governamental.

Inclusive, os autores renegam o conceitual privatista, típico do neoliberalismo. “A

privatização é uma resposta, não a resposta”, afirmam Osborne e Gaebler.

O sentido do governo catalisador é reformular as relações Estado/mercado e

governo/sociedade. Neste sentido, o governo empreendedor, catalisador, se aproxima

das idéias de Pollitt, que conceitualiza a relação pública entre cidadãos e governo

como uma parceria e não como uma dependência.

Indo para outra discussão do Reinventando o governo, encontramos um referencial

interligado ao anterior, qual seja, o tratamento da população como cliente e como

cidadão. Cliente dos serviços públicos, que deseja a melhor qualidade possível dos

equipamentos sociais. E cidadão que quer e tem como dever participar das decisões

da comunidade, e por isso a descentralização da autoridade é um objetivo

fundamental para alcançar esse grau de accountability.

No que tange à gestão da burocracia, propõe-se a orientação administrativa por

missões. A partir dela, o governo pode ser mais flexível, como também torna-se mais

fácil a avaliação de cada agência, comparando-se o objetivo inicialmente formulado

com o resultado efetivamente alcançado.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A orientação por missões, portanto, é um mecanismo que congrega os ideais do

Consumerism (flexibilidade) com os da corrente gerencial mais preocupada com a

avaliação de resultados.

Entretanto, a discussão em torno da avaliação de resultados na obra de Osborne e

Gaebler toma um rumo diferenciado daquele proposto pelo gerencialismo puro. Para

os dois autores, a avaliação da eficiência não pode ser dissociada da avaliação da

efetividade.

Pois, se a eficiência mede o custo do que foi produzido, a efetividade mede a

qualidade dos resultados. Desta maneira, “quando medimos a eficiência, podemos

saber quanto nos custa alcançar uma produção determinada; ao medir a efetividade,

sabemos se nosso investimento valeu a pena. Nada mais tolo do que fazer com

eficiência o que não deveria continuar a ser feito”. Osborne e Gaebler tentam definir a

relação entre eficiência e efetividade a partir dos objetivos do governo. E concluem:

“Não há dúvida de que o público quer um governo mais eficiente, mas ele deseja ainda

mais um governo efetivo”.

3. Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada

A grande diferença entre a gestão pública e privada é que as organizações da

Administração Pública se regem por regulamentos e normas dispostos de forma

exaustiva, uma vez que “só podem fazer o que a regra permite”. Já as organizações do

setor privado podem “fazer tudo, exceto o que as regras coíbem”.

Hely Lopes Meirelles lança luz sobre a fundamentação para essa questão no seguinte

trecho: " [...] Na Administração Pública, não há espaço para liberdades e vontades

particulares, deve, o agente público, sempre agir com a finalidade de atingir o bem

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

comum, os interesses públicos, e sempre segundo àquilo que a lei lhe impõe, só

podendo agir secundum legem. Enquanto no campo das relações entre particulares é

lícito fazer tudo o que a lei não proíbe (princípio da autonomia da vontade), na

Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza. A lei, define até onde o

administrador público poderá atuar de forma lícita, sem cometer ilegalidades, define

como ele deve agir [...]".

É o chamado Princípio Administrativo da Legalidade, decorrente do art. 5º da

Carta Magna, aplicada ao setor público, que significa que o agente público deverá agir

em conformidade com a Lei, fazendo estritamente o que esta determina. É o que

alguns autores chamam de legalidade estrita.

Diferentemente do particular, a quem é lícito fazer tudo o que a Lei não proíbe (por

exclusão, portanto), o servidor pode e deve agir exatamente conforme previsto,

limitando-se, assim, sua autonomia. A título de exemplo, pode-se citar a conduta de

um auditor-fiscal ao visitar determinado estabelecimento mercantil e constatar a

existência de recursos não contabilizados. Independentemente da peculiaridade do

contribuinte (rico, pobre, amigo, inimigo), deverá ser lavrado o auto de infração

Gestão Pública Gestão Privada

Só pode fazer o que a lei permite Pode fazer tudo o que a lei não proíbe

3.1 Principais divergências entre a gestão pública e a gestão privada:

Quanto ao interesse: a gestão pública procurará satisfazer o interesse e bem-estar

geral (voltada para o bem público), enquanto a gestão privada procura satisfazer os

interesses de determinados indivíduos ou grupos (voltada para o bem privado). Como

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

o governo detém a autoridade suprema, espera-se que resolva todos os conflitos dos

particulares, garantindo, assim, o bem estar comum.

A gestão privada não tem princípios tão bem definidos como os que regem a

administração pública. A direção das empresas privadas tem liberdade e flexibilidade

para criar sua própria filosofia e segui-la.

Quanto aos recursos: A gestão privada lida com recursos próprios ou de investidores,

e a pública com recursos gerados pelos contribuintes. Observem que enquanto as

empresas privadas obtém recursos pela venda de seus produtos, a administração

pública obtém recursos dos impostos de contribuintes e do financiamento junto ao

mercado financeiro, através da emissão de títulos da dívida pública.

Quanto ao controle: A teoria das proteções especiais; segundo Weber, como os

servidores públicos agem em nome do poder público, dispõem, em virtude disso, de

um certo poder de coação, independentemente de seu nível hierárquico; essa

autoridade, para que não se torne abusiva, necessita de controles, não só de seu

chefe, mas também dos colegas, dos subordinados, do povo e do próprio servidor. A

esse controle, Weber denominou Teoria de proteções especiais.

Quanto aos objetivos: A gestão pública visa a consecução de seus objetivos em prol

do interesse coletivo, sem contudo, buscar lucro em suas atividades.

A gestão privada visa o lucro. Vale ressaltar que as organizações públicas que

oferecem serviços não exclusivos ao Estado (como as empresas públicas, por

exemplo), podem auferir lucro. Assim, os empresários são motivados pela busca do

lucro, as autoridades governamentais se orientam pelo desejo de serem reeleitas.

As empresas normalmente trabalham em regime de competição; os governos usam

habitualmente o sistema de monopólio. No governo, todos os incentivos apontam no

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

sentido de não se cometerem erros. O governo é democrático e aberto; por isso seus

movimentos são mais lentos comparados aos das empresas, cujos administradores

podem tomar decisões rapidamente, a portas fechadas.

Quanto à privacidade: As empresas privadas podem desejar não fornecer

determinadas informações que julgar necessário, por questões de competição, por

exemplo. Na gestão pública, salvo em áreas de segurança do Estado, não pode haver

segredos.

Quanto às carreiras e promoções: As carreiras e promoções são mais flexíveis no

setor privado, podendo ser revista e reestruturada a qualquer momento de acordo

com as necessidades da gestão visando maior satisfação e consequentemente maior

rentabilidade de seus funcionários, na gestão pública as regras estipuladas para cada

órgão devem ser seguidas estritamente.

Quanto à contratação: A gestão privada pode contratar pessoal conforme seu

interesse, sendo por escolaridade, por experiência, por capacidade profissional, até

pelo famoso “QI” (quem indicou!). A gestão pública deve contratar através de

concursos (salvo situações especiais de cargos de confiança).

Quanto à estrutura: A administração pública tem sua estrutura mais verticalizada e

burocratizada, enquanto a gestão privada tende a ser mais horizontalizada e flexível.

Adaptações: enquanto na gestão privada o conceito de custo-benefício orienta o

processo produtivo, na gestão pública tal conceito não pode ser utilizado em toda sua

plenitude, tendo em vista as funções sociais do Estado (alocativa, distributiva, etc.).

Assim, nem sempre o mais barato será o melhor para o ente público. Há de se

considerar o papel social do Estado.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Embora as gestões pública e privada possuam muitas diferenças, algumas

convergências podem ser percebidas, tais como a necessidade de planejamento, foco

no sucesso do cliente e uso de ferramentas de qualidade total, dentre outras. Um

exemplo é o uso dos conceitos de eficiência, eficácia e efetividade para controlar seus

processos.

Segundo Abrucio, a atividade governamental é entendida como algo com uma

natureza específica, que não pode ser reduzida ao padrão de atuação do setor

privado. Entre as grandes diferenças, a motivação principal dos comandantes do setor

público é a reeleição, enquanto os empresários têm como fim último a busca do lucro;

os recursos do governo provêm do contribuinte — que exigem a realização de

determinados gastos —, e na iniciativa privada os recursos são originados das compras

efetuadas pelos clientes; as decisões governamentais são tomadas democraticamente

e o empresário decide sozinho ou no máximo com os acionistas da empresa — a

portas fechadas; por fim, o objetivo de ambos é diverso, isto é, o governo procura

fazer “o bem” e a empresa “fazer dinheiro”

Bem, pessoal, já podemos resolver as questões! Vamos lá‼

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

b. Revisão 1 (questões)

QUESTÃO 01 - (CONSULPLAN / 2012 / TSE / TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Considerando as diferenças entre gestão pública e privada, analise.

I. A gestão privada possui mais autonomia decisória relativamente a gestão pública.

II. A gestão pública sofre mais ingerência política relativamente a gestão privada.

III. A gestão privada de empresas tem objetivos econômicos e sociais com mesmo

peso.

IV. Para a gestão pública, a lucratividade pode ser dispensável.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I, III

b) II, IV

c) III, IV

d) I, II, IV

QUESTÃO 02 - (CONSULPLAN / 2013 / TRE-MG / ANALISTA JUDICIÁRIO –

ESTATÍSTICA)

Atualmente, é possível identificar pelo menos três formas de administração do Estado

brasileiro: a administração patrimonialista, a administração pública burocrática e a

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

administração pública gerencial ou pós-burocrática. Esta última decorre de novas

tarefas atribuídas ao poder público no Estado Social, decorrentes da Constituição de

1988, entre elas a prestação de diversos serviços públicos, como educação e saúde;

regulação de atividades passíveis de externalidades, como a vigilância sanitária e a

proteção ao meio ambiente, as diferentes políticas sociais voltadas ao combate às

desigualdades. Essas novas tarefas requerem uma maior eficiência da máquina

pública com características que considerem seus custos e uma administração menos

hierárquica e mais flexível, tendo por objetivo a melhoria da qualidade dos serviços

prestados ao cidadão. Em relação às características mais relevantes da administração

pública gerencial, analise.

I. Sistemas de gestão e controle centrados em resultados e procedimentos.

II. Menor autonomia gerencial do administrador público.

III. Avaliação e divulgação de efeitos e/ou produtos e resultados tornam-se chaves para

identificar políticas e serviços públicos mais efetivos.

IV. Estruturas de poder mais centralizadas e hierárquicas, permitindo maior rapidez e

economia na prestação de serviços e a participação dos usuários.

V. Contratualização de resultados a serem alcançados com explicitação mais clara de

aportes para sua realização.

VI. Incentivos ao desempenho superior, inclusive financeiro.

VII. Criação de novas figuras institucionais para a realização de serviços que não

configuram atividades exclusivas de Estado, com PPP (Parcerias Público-Privadas),

Organizações Sociais e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)

que podem estabelecer parcerias com o poder público.

Estão corretas apenas as afirmativas:

22
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

a) II, V e VII.

b) II, VI e VII.

c) III, IV, V e VII.

d) III, V, VI e VII.

e) I, II, IV, V e VI.

QUESTÃO 03 - (CONSULPLAN / 2015 / - OFICIAL (CBM SC) / CADETE)

Com referência aos modelos de Administração Pública Burocrática e Gerencial,

relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Administração burocrática.

2. Administração gerencial.

( ) Prega a descentralização, com delegação de poderes, atribuições e

responsabilidades para os escalões inferiores.

( ) Prega o formalismo, rigidez e o rigor técnico.

( ) Pensa na sociedade como um campo de conflito, cooperação e incerteza, na qual

os cidadãos defendem seus interesses e afirmam suas posições ideológicas.

( ) A confiança é limitada, permanentemente controlada por resultados, mas ainda

assim suficiente para permitir a delegação, para que o gestor público possa ter

liberdade de escolher os meios mais apropriados ao cumprimento das metas

prefixadas.

23
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

( ) É autorreferente e se concentra no processo, em suas próprias necessidades e

perspectivas, sem considerar a alta ineficiência envolvida.

A sequência está correta em:

a) 1, 2, 2, 1, 1.

b) 1, 2, 1, 1, 2.

c) 2, 1, 2, 2, 1.

d) 2, 1, 1, 2, 2.

QUESTÃO 04 - (CONSULPLAN / 2015 / - OFICIAL (CBM SC) / CADETE)

O cenário mundial tem sido afetado, nas últimas décadas, por duas grandes

tendências transformadoras: a consolidação dos mecanismos de mercado no âmbito

econômico e a consolidação da democracia, no âmbito político. Assim, o mercado e a

democracia são as bases sobre as quais estão se reestruturando as novas sociedades.

O modelo gerencial contemporâneo prioriza de modo consistente os esforços para

privilegiar o atendimento ao cidadão e tem como princípios, EXCETO:

a) Avaliação da qualidade dos serviços prestados.

b) Manutenção de canais de comunicação com os usuários.

c) Utilização de sistemas rígidos de atendimento ao cidadão.

d) Busca de excelência dos serviços com o estabelecimento de padrões e metas de

qualidade de atendimento.

24
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

QUESTÃO 05 - (FCC / 2010 / BAHIAGÁS / ANALISTA DE PROCESSOS

ORGANIZACIONAIS)

Na administração do Estado moderno, reforma administrativa burocrática trata-se

a) da orientação da transição do Estado burocrático para o Estado gerencial.

b) do processo de transição do Estado patrimonial para o Estado burocrático

weberiano.

c) da gestão do processo de transição da Administração Pública tradicionalista para o

Estado gerencial patrimonial.

d) do processo de transição do Estado burocrático weberiano para o Estado

patrimonial.

e) da reforma da gestão pública orientando o conjunto de atividades destinadas à

execução de obras e serviços, comissionados ao governo para o interesse da

sociedade

QUESTÃO 06 - (FCC / TRF_1a REGIÃO / 2006 / ANALISTA JUDICIÁRIO / ÁREA

ADMINISTRATIVA)

As organizações do setor público:

(A) agem segundo normas genéricas e flexíveis, uma vez que são reguladas pelos

princípios da impessoalidade e do interesse público; as do setor privado seguem

regulamentos exaustivos, exigidos pelos princípios da economicidade e efetividade

que seus gestores são obrigados a seguir.

25
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

(B) são regidas pelos princípios da competitividade e da responsabilidade social,

exigindo dos seus gestores criatividade e flexibilidade; as do setor privado só precisam

seguir as regras informais do mercado acionário.

(C) são regidas pelos princípios da publicidade e da responsabilidade social; as do setor

privado agem segundo os princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade e

eficiência.

(D) agem segundo regulamentos e normas exaustivos, uma vez que só podem fazer o

que as leis autorizam; as do setor privado podem fazer tudo aquilo que as leis não

proíbem.

(E) podem fazer tudo aquilo que as leis não proíbem, segundo o princípio da

legalidade; as do setor privado agem segundo regulamentos e normas exaustivos,

uma vez que só podem fazer o que as leis autorizam.

QUESTÃO 07 - (FCC / METRÔ_SP / 2010 / ANALISTA TRAINEE / ADMINISTRAÇÃO DE

EMPRESAS)

O objetivo da Administração Pública é:

(A) o bem comum da coletividade administrada.

(B) a obtenção de lucro nas suas atividades.

(C) a obtenção de superávit primário.

(D) a satisfação pessoal do Administrador Público.

(E) o cumprimento das metas estabelecidas em acordos internos ou externos.

26
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

QUESTÃO 08 - (FCC / TRT_PI/2010 / ANALISTA JUDICIÁRIO / AREA ADMINISTRATIVA)

Considerando-se os modelos de gestão na Administração Pública e na Administração

Privada é correto afirmar:

(A) Na Administração Pública, ao contrário da Administração Privada, há autonomia

decisória e baixos impactos de ingerências políticas no processo de gestão.

(B) Na Administração Pública um bom ou mau funcionamento não tem impacto

político maior que na Administração Privada.

(C) Enquanto que a Administração Pública é orientada para o lucro, a Administração

Privada é orientada para o bem-estar social e serviços ao cidadão.

(D) Na Administração Privada há autonomia decisória, enquanto que no aspecto

organizacional a Administração Pública é afetada por forças externas.

(E) A rentabilidade é vital para a Administração Pública, enquanto para a Administração

Privada a rentabilidade dos produtos e serviços não é vital para o seu crescimento.

QUESTÃO 09 - (FCC / TRT-RS / 2011 / ANALISTA JUDICIÁRIO / ADMINISTRATIVA)

Com relação às convergências entre a gestão pública e a gestão privada, considere as

afirmativas abaixo.

I. Deve-se gerir um órgão público como quem administra uma empresa, isto é,

buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no cliente

consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado.

II. A gestão pública funciona exclusivamente sob a forma do modelo burocrático, o que

a impede de focar necessidades especiais dos cidadãos.

27
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

III. Os órgãos públicos existem para servir a todos igualmente, independentemente da

capacidade de pagar pelo serviço prestado, o que pode dificultar alcançar a agilidade e

a eficiência das empresas privadas.

IV. Os órgãos públicos devem operar sem levar em conta princípios típicos da gestão

privada, como a economicidade e a eficiência.

V. Os servidores públicos estão submetidos a normas jurídicas e a condições de

trabalho que impedem sua responsabilização diante das possíveis falhas no

atendimento aos cidadãos.

Estão corretas SOMENTE:

(A) I, II, III e IV.

(B) II, III e V.

(C) I e III.

(D) III e IV.

(E) I, III e V.

QUESTÃO 10 - (FCC / 2012 / TST / ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)

Ao tratar de divergências e convergências entre a administração pública e a

administração privada, é correto afirmar:

a) Na administração pública, faz-se diferenciação entre pessoas, o que é regra na

gestão privada, a exemplo da segmentação de públicos e mercados.

b) O conceito de partes interessadas é semelhante para ambos, visto que suas

decisões, focam interesses de grupos mais diretamente afetados por uma questão.

28
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

c) A administração pública só pode fazer o que a lei permite, enquanto a iniciativa

privada pode fazer tudo o que não estiver proibido por lei.

d) A administração possui maior agilidade na área privada, dado que os servidores

públicos possuem menor interesse na gestão e recursos menos competitivos.

e) A administração pública empenha o mínimo de recursos para o desenvolvimento

sustentável, enquanto que na gestão privada, o investimento em sustentabilidade é

diferencial competitivo

29
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

c. Revisão 2 (questões)

QUESTÃO 11 - (FCC / 2012 / TRE-CE - ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE)

As organizações humanas formais, sejam privadas ou públicas, representam uma

espécie de arranjo entre os variáveis objetivos, atividades e recursos, num processo de

gestão conhecido como planejamento, organização, direção e controle, em que os

paradigmas ou modelos de gestão são decididos e implantados para fazer funcionar a

organização. A obtenção de recursos para sustentar o funcionamento da organização

pública difere da organização privada devido:

a) à transformação de desejos em necessidades pela organização pública.

b) ao poder de barganha dos fornecedores de serviços públicos.

c) ao poder de barganha dos Clientes-cidadãos.

d) ao poder extroverso.

e) à liderança em custos dos entes públicos

QUESTÃO 12 - (FCC / 2014 / TRT-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Gestão pública e gestão privada apresentam algumas convergências importantes, mas

também diferenças significativas em decorrência da natureza e regime jurídico

aplicável a cada qual. A respeito do tema, considere:

30
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada,

aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse

público.

II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do

aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública.

III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o

cliente da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los.

Está correto o que consta APENAS em:

a) III.

b) I e III.

c) II e III.

d) I e II.

e) I.

QUESTÃO 13 – (FCC / 2012 / TRT-11 / TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)

Uma gestão pública voltada para a excelência deve:

a) estar focada em resultados e orientada para o cidadão.

b) concentrar seus recursos nos serviços mais rentáveis.

c) priorizar, acima de tudo, a racionalização dos gastos.

d) se pautar apenas no cumprimento das regras formais.

31
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

e) enfatizar as demandas dos setores mais necessitados.

QUESTÃO 14 - (FCC / 2012 / TRT-PE - ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Com relação às convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada,

considere as afirmativas a seguir.

I. As empresas devem suas receitas aos seus clientes. Os governos têm os tributos

como fonte exclusiva de receita.

II. Os clientes só pagam às empresas se comprarem seus produtos, mas pagam ao

governo mesmo que não estejam "consumindo" seus serviços.

III. As empresas normalmente operam em um ambiente competitivo (seus clientes

podem trocar de fornecedor se não estiverem satisfeitos), já os governos sempre

operam por meio de monopólios.

IV. Os cidadãos controlam o governo por meio das eleições, já as empresas privadas

são controladas pelo mercado.

V. A Administração Pública só pode fazer o que estiver autorizado em lei, enquanto o

gestor privado pode fazer tudo que não estiver proibido.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I, III e IV.

b) I e III.

c) II, III, IV e V.

d) II, IV e V.

32
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

e) II e V.

QUESTÃO 15 - (FCC / 2015 / TRE-SE / ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Sobre as convergências e diferenças entre a Administração privada e pública, é correto

afirmar que:

a) os contratos de gestão são característicos do modelo de Administração gerencial, na

medida em que levam ao estabelecimento de metas e o alcance de resultados.

b) a legalidade, a impessoalidade e a hierarquia são pilares principais tanto da

Administração privada, quanto da pública.

c) a contratualização de resultados exige uma parceria público-privada para se

concretizar.

d) o controle por resultados não está relacionado a outras formas de controle, como o

social.

e) a Administração privada é caracterizada por uma gestão gerencial, baseada no

cumprimento de procedimentos e normas, o que é semelhante à Administração

pública.

QUESTÃO 16 - (FCC / 2010 / TCM-CE / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)

O pressuposto central da excelência no serviço público é a:

a) garantia de um atendimento impessoal e padronizado a todos os cidadãos.

33
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

b) obrigação de participação direta dos cidadãos nas decisões em todos os âmbitos da

administração pública.

c) atenção prioritária ao cidadão e à sociedade na condição de usuários de serviços

públicos.

d) publicação de toda a legislação e dos procedimentos que envolvem os atos da

administração pública.

e) redução dos gastos e a racionalização dos serviços em todos os âmbitos da

administração pública.

QUESTÃO 17 - (FCC / 2007 / PREFEITURA DE SP - AUDITOR FISCAL DO MUNICÍPIO)

A questão da excelência dos serviços públicos tem merecido destaque no debate

contemporâneo a respeito do Estado e da Administração Pública. Os padrões

superiores de excelência nos serviços públicos são adquiridos em decorrência,

a) basicamente, da observância do sistema de controle, independentemente das

metas gerenciais estabelecidas.

b) principalmente, da adoção de novas filosofias gerenciais e organizacionais, da

valorização dos recursos humanos e da incorporação, pelos servidores públicos, da

perspectiva da cidadania.

c) especificamente de demonstrarem qualidade na medida em que atendem às

expectativas dos contribuintes independentemente dos custos e da quantidade de

recursos mobilizados.

d) essencialmente, da incorporação pelo servidor de uma nova postura ética e da

generalização de um espírito fiscalizador no setor público.

34
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

e) basicamente da observância das normas que definem as atribuições e

responsabilidades de servidores públicos e usuários.

QUESTÃO 18 - (FCC / PGE_RJ / 2009 / TECNICO SUPERIOR / ADMINISTRADOR)

Dentre os meios utilizados pela Administração Pública para garantir a excelência nos

serviços públicos está a elaboração de compromissos periódicos entre o Estado e

órgãos públicos para a realização de metas por meio de:

(A) contratos de serviço.

(B) auditorias contratuais.

(C) termos de ajustamento de conduta.

(D) pactos gerenciais.

(E) contratos de gestão.

QUESTÃO 19 - (FCC / PGE_RJ / 2009 / TECNICO SUPERIOR / ADMINISTRADOR)

No Brasil, os sistemas de avaliação de desempenho na gestão pública ainda são

incipientes. A gestão por resultados poderia ser priorizada pela iniciativa de:

(A) adotar princípios, tais como: tratar o cidadão como cliente, controle por objetivos e

metas ou governo por parcerias.

(B) redirecionar o sistema de avaliação dentro da administração governamental para

uma ação centrada no eixo da avaliação de custo do serviço prestado.

35
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

(C) elaborar e divulgar sistemas de indicadores de produtividade dos servidores

públicos, punindo os improdutivos com demissão ou redução salarial.

(D) garantir uma ampla divulgação e acompanhamento dos princípios e valores

promovidos pelos órgãos públicos, permitindo o controle pela sociedade.

(E) orientar as políticas de recursos humanos pelos parâmetros de avaliação de

pesquisas de opinião pública.

QUESTÃO 20 - (CESPE / TEM / 2008 / ADMINISTRADOR)

No Estado patrimonial, a gestão política se confunde com os interesses particulares, ao

passo que, no modelo burocrático, prevalece a especialização das funções, e a escolha

dos candidatos aos cargos e às funções públicas é pautada pela confiança pessoal.

36
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

d. Revisão 3 (mapas mentais)

37
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

e. Gabarito

1 2 3 4 5

D D C C B

6 7 8 9 10

D A D C C

11 12 13 14 15

D A A D A

16 17 18 19 20

C B E A ERRADO

38
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

f. Breves comentários às questões

QUESTÃO 01 - (CONSULPLAN / 2012 / TSE / TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Considerando as diferenças entre gestão pública e privada, analise.

I. A gestão privada possui mais autonomia decisória relativamente a gestão pública.

II. A gestão pública sofre mais ingerência política relativamente a gestão privada.

III. A gestão privada de empresas tem objetivos econômicos e sociais com mesmo

peso.

IV. Para a gestão pública, a lucratividade pode ser dispensável.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I, III

b) II, IV

c) III, IV

d) I, II, IV

Comentário:

Analisemos as alternativas:

I- CERTO. A gestão privada tem menos amarras e por isto mais autonomia

decisória.

39
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

II- CERTO. Pela natureza da administração pública há maior ingerência política,

devido a submissão a agendas políticas próprias de cada governo.

III- ERRADO. Nada disso os objetivos econômicos e sociais das organizações

privadas são diferentes das organizações públicas.

IV- CERTO. A gestão pública não se move pelo objetivo do lucro.

Portanto, o gabarito é a alternativa D.

QUESTÃO 02 - (CONSULPLAN / 2013 / TRE-MG / ANALISTA JUDICIÁRIO –

ESTATÍSTICA)

Atualmente, é possível identificar pelo menos três formas de administração do Estado

brasileiro: a administração patrimonialista, a administração pública burocrática e a

administração pública gerencial ou pós-burocrática. Esta última decorre de novas

tarefas atribuídas ao poder público no Estado Social, decorrentes da Constituição de

1988, entre elas a prestação de diversos serviços públicos, como educação e saúde;

regulação de atividades passíveis de externalidades, como a vigilância sanitária e a

proteção ao meio ambiente, as diferentes políticas sociais voltadas ao combate às

desigualdades. Essas novas tarefas requerem uma maior eficiência da máquina

pública com características que considerem seus custos e uma administração menos

hierárquica e mais flexível, tendo por objetivo a melhoria da qualidade dos serviços

prestados ao cidadão. Em relação às características mais relevantes da administração

pública gerencial, analise.

I. Sistemas de gestão e controle centrados em resultados e procedimentos.

II. Menor autonomia gerencial do administrador público.

40
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

III. Avaliação e divulgação de efeitos e/ou produtos e resultados tornam-se chaves para

identificar políticas e serviços públicos mais efetivos.

IV. Estruturas de poder mais centralizadas e hierárquicas, permitindo maior rapidez e

economia na prestação de serviços e a participação dos usuários.

V. Contratualização de resultados a serem alcançados com explicitação mais clara de

aportes para sua realização.

VI. Incentivos ao desempenho superior, inclusive financeiro.

VII. Criação de novas figuras institucionais para a realização de serviços que não

configuram atividades exclusivas de Estado, com PPP (Parcerias Público-Privadas),

Organizações Sociais e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)

que podem estabelecer parcerias com o poder público.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) II, V e VII.

b) II, VI e VII.

c) III, IV, V e VII.

d) III, V, VI e VII.

e) I, II, IV, V e VI.

Comentário:

I. ERRADO. Os controles são centrados em resultados, mas não em procedimentos.

II. ERRADO. A autonomia gerencial do administrador público é maior.

III. CERTO. Há preocupação em avaliar os resultados efetivos.

41
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

IV. ERRADO. Há maior descentralização e diminuição das hierarquias..

V. CERTO. A premissa é a contratualização de resultados.

VI. CERTO. Há maior autonomia financeira e administrativa.

VII. CERTO. A premissa é o estabelecimento de parcerias com as instituições do

terceiro setor, e com o setor privado.

Portanto, o gabarito é a alternativa D.

QUESTÃO 03 - (CONSULPLAN / 2015 / OFICIAL (CBM SC) / CADETE)

Com referência aos modelos de Administração Pública Burocrática e Gerencial,

relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Administração burocrática.

2. Administração gerencial.

( ) Prega a descentralização, com delegação de poderes, atribuições e

responsabilidades para os escalões inferiores.

( ) Prega o formalismo, rigidez e o rigor técnico.

( ) Pensa na sociedade como um campo de conflito, cooperação e incerteza, na qual

os cidadãos defendem seus interesses e afirmam suas posições ideológicas.

( ) A confiança é limitada, permanentemente controlada por resultados, mas ainda

assim suficiente para permitir a delegação, para que o gestor público possa ter

liberdade de escolher os meios mais apropriados ao cumprimento das metas

prefixadas.

42
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

( ) É autorreferente e se concentra no processo, em suas próprias necessidades e

perspectivas, sem considerar a alta ineficiência envolvida.

A sequência está correta em:

a) 1, 2, 2, 1, 1.

b) 1, 2, 1, 1, 2.

c) 2, 1, 2, 2, 1.

d) 2, 1, 1, 2, 2.

Comentário:

Pessoal, vamos fazer as associações

Prega a descentralização, com delegação de poderes, atribuições e responsabilidades para

os escalões inferiores. Administração Gerencial. 2.

Prega o formalismo, rigidez e o rigor técnico. Administração Burocrática. 1.

Pensa na sociedade como um campo de conflito, cooperação e incerteza, na qual os

cidadãos defendem seus interesses e afirmam suas posições ideológicas. Administração

Gerencial. 2. ( Por isto a necessidade de participação da sociedade, com

estabelecimento de parcerias)

A confiança é limitada, permanentemente controlada por resultados, mas ainda assim

suficiente para permitir a delegação, para que o gestor público possa ter liberdade de

escolher os meios mais apropriados ao cumprimento das metas prefixadas.

Administração Gerencial. 2

É autorreferente e se concentra no processo, em suas próprias necessidades e perspectivas,

sem considerar a alta ineficiência envolvida. Administração Burocrática. 1.

43
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Portanto, o gabarito é a alternativa C.

QUESTÃO 04 - (CONSULPLAN / 2015 / OFICIAL (CBM SC) / CADETE)

O cenário mundial tem sido afetado, nas últimas décadas, por duas grandes

tendências transformadoras: a consolidação dos mecanismos de mercado no âmbito

econômico e a consolidação da democracia, no âmbito político. Assim, o mercado e a

democracia são as bases sobre as quais estão se reestruturando as novas sociedades.

O modelo gerencial contemporâneo prioriza de modo consistente os esforços para

privilegiar o atendimento ao cidadão e tem como princípios, EXCETO:

a) Avaliação da qualidade dos serviços prestados.

b) Manutenção de canais de comunicação com os usuários.

c) Utilização de sistemas rígidos de atendimento ao cidadão.

d) Busca de excelência dos serviços com o estabelecimento de padrões e metas de

qualidade de atendimento.

Comentário:

Pessoal, o modelo gerencial contemporâneo é a administração gerencial. Neste

modelo não são estabelecidos modelos de controle rígidos. Esta é uma característica

do modelo burocrático. Portanto, a alternativa C está ERRADA. Todas as demais

alternativas são características da administração gerencial. Sendo assim, o gabarito é

a alternativa C.

44
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

QUESTÃO 05 - (FCC / 2010 / BAHIAGÁS / ANALISTA DE PROCESSOS

ORGANIZACIONAIS)

Na administração do Estado moderno, reforma administrativa burocrática trata-se

a) da orientação da transição do Estado burocrático para o Estado gerencial.

b) do processo de transição do Estado patrimonial para o Estado burocrático

weberiano.

c) da gestão do processo de transição da Administração Pública tradicionalista para o

Estado gerencial patrimonial.

d) do processo de transição do Estado burocrático weberiano para o Estado

patrimonial.

e) da reforma da gestão pública orientando o conjunto de atividades destinadas à

execução de obras e serviços, comissionados ao governo para o interesse da

sociedade

Comentário:

Pessoal, tranquila esta questão! Se o enunciado falar sobre reforma administrativa

burocrática refere-se à passagem do modelo patrimonialista para o modelo

burocrático weberiano. Sendo assim, o gabarito é a alternativa B.

QUESTÃO 06 - (FCC / TRF_1a REGIÃO / 2006 / ANALISTA JUDICIÁRIO / ÁREA

ADMINISTRATIVA)

As organizações do setor público:

45
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

(A) agem segundo normas genéricas e flexíveis, uma vez que são reguladas pelos

princípios da impessoalidade e do interesse público; as do setor privado seguem

regulamentos exaustivos, exigidos pelos princípios da economicidade e efetividade

que seus gestores são obrigados a seguir.

(B) são regidas pelos princípios da competitividade e da responsabilidade social,

exigindo dos seus gestores criatividade e flexibilidade; as do setor privado só precisam

seguir as regras informais do mercado acionário.

(C) são regidas pelos princípios da publicidade e da responsabilidade social; as do setor

privado agem segundo os princípios da legalidade, impessoalidade, publicidade e

eficiência.

(D) agem segundo regulamentos e normas exaustivos, uma vez que só podem fazer o

que as leis autorizam; as do setor privado podem fazer tudo aquilo que as leis não

proíbem.

(E) podem fazer tudo aquilo que as leis não proíbem, segundo o princípio da

legalidade; as do setor privado agem segundo regulamentos e normas exaustivos,

uma vez que só podem fazer o que as leis autorizam.

Comentário:

Pessoal, é fácil ver nas alternativas a resposta. Vamos analisar as alternativas.

Alternativa A: Inverteram as características: as organizações do setor público é que

são regidas por normas rígidas e as do setor privado por normas flexíveis. ERRADO!

Alternativa B: Característica do setor privado: competitividade. ERRADO!

Alternativa C: Até poderíamos admitir que o setor público seja regido pelo princípio

da responsabilidade social, embora esta seja uma categoria imprecisa e típica do setor

46
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

privado. No entanto as organizações privadas não são regidas pelos princípios citados.

São princípios da administração pública. ERRADO!

Alternativa D: Perfeito, foi exatamente o que vimos na aula acima: as organizações do

setor público agem segundo regulamentos e normas exaustivos, uma vez que só

podem fazer o que as leis autorizam; as do setor privado podem fazer tudo aquilo que

as leis não proíbem. CERTO!

Alternativa E: Inverteram a assertiva da alternativa D. ERRADO!

O gabarito é a alternativa D

QUESTÃO 07 - (FCC / METRÔ_SP / 2010 / ANALISTA TRAINEE / ADMINISTRAÇÃO DE

EMPRESAS)

O objetivo da Administração Pública é:

(A) o bem comum da coletividade administrada.

(B) a obtenção de lucro nas suas atividades.

(C) a obtenção de superávit primário.

(D) a satisfação pessoal do Administrador Público.

(E) o cumprimento das metas estabelecidas em acordos internos ou externos.

Comentário:

Pessoal, vimos isto acima na aula: O objetivo da administração pública é o bem comum

da coletividade. Portanto, a alternativa A está CERTA. A alternativa B apresenta o

objetivo da administração privada. As alternativas C, D e E apresentam objetivos que

47
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

podem ser perseguidos pelo gestor pública, mas o alcance destes visa um objetivo

maior, que é o apresentado na alternativa A.

O gabarito é a alternativa A.

QUESTÃO 08 - (FCC / TRT_PI / 2010 / ANALISTA JUDICIÁRIO / AREA

ADMINISTRATIVA)

Considerando-se os modelos de gestão na Administração Pública e na Administração

Privada é correto afirmar:

(A) Na Administração Pública, ao contrário da Administração Privada, há autonomia

decisória e baixos impactos de ingerências políticas no processo de gestão.

(B) Na Administração Pública um bom ou mau funcionamento não tem impacto

político maior que na Administração Privada.

(C) Enquanto que a Administração Pública é orientada para o lucro, a Administração

Privada é orientada para o bem-estar social e serviços ao cidadão.

(D) Na Administração Privada há autonomia decisória, enquanto que no aspecto

organizacional a Administração Pública é afetada por forças externas.

(E) A rentabilidade é vital para a Administração Pública, enquanto para a Administração

Privada a rentabilidade dos produtos e serviços não é vital para o seu crescimento.

Comentário:

Fácil, também não é pessoal? Vejamos as alternativas:

Alternativa A: Limitaram-se a inverter as características citadas: Elas são típicas da

administração privada e não da pública. ERRADO!

48
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Alternativa B: Pelo contrário, o mau funcionamento tem grande impacto na

administração pública. Também tem na administração privada, mas com

consequências diferentes. Na administração pública tem impactos políticos, na

administração privada traz prejuízos aos acionistas. ERRADO!

Alternativa C: Pessoal, é o contrário. A administração pública visa o bem estar do

cidadão e a privada o lucro. ERRADO!

Alternativa D: Perfeito, foi exatamente o que vimos na aula acima: as organizações do

setor público são afetadas pelos grupos da sociedade civil organizada. Assim um

governante ao decidir cortar custos pode sofrer a pressão de grupos organizados da

sociedade que pressionam por maiores benefícios para a população ou parte dela. Por

exemplo, o aumento do salário mínimo. CERTO!

Alternativa E: Inverteram as características. ERRADO!

O gabarito é a alternativa D

QUESTÃO 09 - (FCC / TRT-RS / 2011 / ANALISTA JUDICIÁRIO / ADMINISTRATIVA)

Com relação às convergências entre a gestão pública e a gestão privada, considere as

afirmativas abaixo.

I. Deve-se gerir um órgão público como quem administra uma empresa, isto é,

buscando compatibilizar custos e resultados, atuar com os olhos no cliente

consumidor e tomar decisões rápidas para aproveitar oportunidades de mercado.

II. A gestão pública funciona exclusivamente sob a forma do modelo burocrático, o que

a impede de focar necessidades especiais dos cidadãos.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

III. Os órgãos públicos existem para servir a todos igualmente, independentemente da

capacidade de pagar pelo serviço prestado, o que pode dificultar alcançar a agilidade e

a eficiência das empresas privadas.

IV. Os órgãos públicos devem operar sem levar em conta princípios típicos da gestão

privada, como a economicidade e a eficiência.

V. Os servidores públicos estão submetidos a normas jurídicas e a condições de

trabalho que impedem sua responsabilização diante das possíveis falhas no

atendimento aos cidadãos.

Estão corretas SOMENTE:

(A) I, II, III e IV.

(B) II, III e V.

(C) I e III.

(D) III e IV.

(E) I, III e V.

Comentário:

Analisemos as alternativas:

I. CERTO. Perfeito o dinheiro público também deve ser cuidado com respeito,

primando pelo menor custo e o melhor resultado para o cidadão

II. ERRADO. A gestão pública funciona também em modelo gerencial, buscando

atender às necessidades do cidadão.

III. CERTO. Todos os cidadãos têm direito igualmente aos serviços do Estado.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

IV. ERRADO. A administração pública também deve buscar a economicidade e a

eficiência.

V. ERRADO. Os servidores públicos podem e devem ser responsabilizados por falhas

no atendimento aos cidadãos.

Portanto, o gabarito é a alternativa C.

QUESTÃO 10 - (FCC / 2012 / TST / ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)

Ao tratar de divergências e convergências entre a administração pública e a

administração privada, é correto afirmar:

a) Na administração pública, faz-se diferenciação entre pessoas, o que é regra na

gestão privada, a exemplo da segmentação de públicos e mercados.

b) O conceito de partes interessadas é semelhante para ambos, visto que suas

decisões, focam interesses de grupos mais diretamente afetados por uma questão.

c) A administração pública só pode fazer o que a lei permite, enquanto a iniciativa

privada pode fazer tudo o que não estiver proibido por lei.

d) A administração possui maior agilidade na área privada, dado que os servidores

públicos possuem menor interesse na gestão e recursos menos competitivos.

e) A administração pública empenha o mínimo de recursos para o desenvolvimento

sustentável, enquanto que na gestão privada, o investimento em sustentabilidade é

diferencial competitivo

Comentário:

Vamos à análise das alternativas:

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

A) ERRADO. Na administração pública a regra é a impessoalidade, a não diferenciação

de pessoas, a não segmentação.

B) ERRADO. A ideia de partes interessadas também diverge da administração pública

para a administração privada. Na administração pública a sociedade em geral é a

interessada, enquanto na administração privada os interessados são os acionistas.

C) CERTO. É o que vimos na aula.

D) ERRADO. Não se pode atribuir a maior agilidade ao acesso aos recursos de gestão,

pois a administração pública tem acesso aos mesmos recursos.

E) ERRADO. É o contrário pessoal. Os incentivos para sustentabilidade são maiores na

administração pública, que é o agente que estimula e regula a administração pública

neste sentido.

Portanto, o gabarito é a alternativa C.

QUESTÃO 11 - (FCC / 2012 / TRE-CE - ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE)

As organizações humanas formais, sejam privadas ou públicas, representam uma

espécie de arranjo entre os variáveis objetivos, atividades e recursos, num processo de

gestão conhecido como planejamento, organização, direção e controle, em que os

paradigmas ou modelos de gestão são decididos e implantados para fazer funcionar a

organização. A obtenção de recursos para sustentar o funcionamento da organização

pública difere da organização privada devido:

a) à transformação de desejos em necessidades pela organização pública.

b) ao poder de barganha dos fornecedores de serviços públicos.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

c) ao poder de barganha dos Clientes-cidadãos.

d) ao poder extroverso.

e) à liderança em custos dos entes públicos.

Comentário:

Pessoal, poder de barganha de fornecedores, poder de barganha de clientes e

liderança em custos são variáveis próprias de ambientes competitivos empresariais.

Portanto, estão erradas as alternativas B, C e E. A alternativa A também está ERRADA

pois quem transforma desejos em necessidades é a administração privada, através de

campanhas publicitárias. O que realmente difere a administração pública da

administração privada, dentre as alternativas elencadas, é o poder extroverso do

Estado. O Estado ao contratar com a administração privada tem prerrogativas

excepcionais. A relação não é de equilíbrio, pois o Estado pode determinar clausulas a

seu favor. É o poder do Estado de gerar obrigações unilateralmente.

Portanto, o gabarito é a alternativa D.

QUESTÃO 12 - (FCC / 2014 / TRT-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Gestão pública e gestão privada apresentam algumas convergências importantes, mas

também diferenças significativas em decorrência da natureza e regime jurídico

aplicável a cada qual. A respeito do tema, considere:

I. Os conceitos de eficiência, eficácia e efetividade são próprios da gestão privada,

aplicando-se à gestão pública apenas de forma subsidiária ao princípio do interesse

público.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

II. O princípio da legalidade aplicável à gestão pública possui a mesma conotação do

aplicável à gestão privada, tendo, contudo, maior prevalência na gestão pública.

III. O cliente da iniciativa privada paga, apenas, pelos serviços que utiliza, enquanto o

cliente da Administração pública os financia através de tributos, mesmo sem usá-los.

Está correto o que consta APENAS em:

a) III.

b) I e III.

c) II e III.

d) I e II.

e) I.

Comentário:

Vamos analisar as afirmativas pessoal:

I. ERRADO. Eficiência, eficácia e efetividade devem ser aplicados não de forma

subsidiária, mas sim diretamente ao princípio do interesse público. São aplicáveis

tanto na administração privada quanto na administração pública.

II. ERRADO. O Princípio da Legalidade é totalmente distinto na gestão pública e

privada. O Administrador só pode fazer o que a lei permite, e o particular pode fazer

tudo que a lei não proíbe.

III. CERTO. Segundo Augustinho Paludo: Na Administração Pública o “cliente” paga os

serviços através de impostos, mesmo sem usar – enquanto que na iniciativa privada

ele só paga pelo bem/serviço que compra ou utiliza.

Portanto, o gabarito é a alternativa A.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

QUESTÃO 13 - (FCC / 2012 / TRT-11 / TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA)

Uma gestão pública voltada para a excelência deve:

a) estar focada em resultados e orientada para o cidadão.

b) concentrar seus recursos nos serviços mais rentáveis.

c) priorizar, acima de tudo, a racionalização dos gastos.

d) se pautar apenas no cumprimento das regras formais.

e) enfatizar as demandas dos setores mais necessitados.

Comentário:

Pessoal, o cidadão deve ser o alvo da excelência na prestação de serviços públicos.

Portanto, o gabarito é a alternativa A.

QUESTÃO 14 - (FCC / 2012 / TRT-PE - ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Com relação às convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada,

considere as afirmativas a seguir.

I. As empresas devem suas receitas aos seus clientes. Os governos têm os tributos

como fonte exclusiva de receita.

II. Os clientes só pagam às empresas se comprarem seus produtos, mas pagam ao

governo mesmo que não estejam "consumindo" seus serviços.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

III. As empresas normalmente operam em um ambiente competitivo (seus clientes

podem trocar de fornecedor se não estiverem satisfeitos), já os governos sempre

operam por meio de monopólios.

IV. Os cidadãos controlam o governo por meio das eleições, já as empresas privadas

são controladas pelo mercado.

V. A Administração Pública só pode fazer o que estiver autorizado em lei, enquanto o

gestor privado pode fazer tudo que não estiver proibido.

Está correto o que se afirma APENAS em:

a) I, III e IV.

b) I e III.

c) II, III, IV e V.

d) II, IV e V.

e) II e V.

Comentário:

Vamos analisar as afirmativas, pessoal:

I. ERRADO. Há outras maneiras de se financiar o governo, como a emissão de títulos

da dívida pública.

II. CERTO. Os cidadãos pagam os impostos, mesmo se não usarem os serviços.

III. ERRADO. Algumas vezes o governo atua no mercado competitivo com empresas

públicas e de sociedade de economia mista. Ex: Caixa econômica e Petrobrás.

IV. CERTO. As eleições são uma forma de controlar o governo.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

V. CERTO. Vimos isto!

Portanto, o gabarito é a alternativa D.

QUESTÃO 15 - (FCC / 2015 / TRE-SE / ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA

ADMINISTRATIVA)

Sobre as convergências e diferenças entre a Administração privada e pública, é correto

afirmar que:

a) os contratos de gestão são característicos do modelo de Administração gerencial, na

medida em que levam ao estabelecimento de metas e o alcance de resultados.

b) a legalidade, a impessoalidade e a hierarquia são pilares principais tanto da

Administração privada, quanto da pública.

c) a contratualização de resultados exige uma parceria público-privada para se

concretizar.

d) o controle por resultados não está relacionado a outras formas de controle, como o

social.

e) a Administração privada é caracterizada por uma gestão gerencial, baseada no

cumprimento de procedimentos e normas, o que é semelhante à Administração

pública.

Comentário:

Vamos analisar as alternativas pessoal:

a) CERTO. A Administração Pública se torna uma coleção de contratos, voltados para o

ambiente interno e o externo. No primeiro caso, são firmados contratos de gestão

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

entre órgãos centrais e unidades desconcentradas, baseados em metas e indicadores

previamente definidos.

b) ERRADO. Estes são princípios da administração pública.

c) ERRADO. A contratualização é feita entre órgãos centrais e unidades

desconcentradas, baseados em metas e indicadores previamente definidos.

d) ERRADO. Estão relacionado, pois o controle social é uma forma de processo de

fiscalização e de controle dos gastos públicos, bem como da avaliação dos resultados

alcançados pela ação governamental, ou seja, auxilia no controle dos resultados.

e) ERRADO. São semelhantes quando comparamos pelo paradigma da administração

gerencial, baseada no alcance de resultados.

Portanto, o gabarito é a alternativa A.

QUESTÃO 16 - (FCC / 2010 / TCM-CE / ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO)

O pressuposto central da excelência no serviço público é a:

a) garantia de um atendimento impessoal e padronizado a todos os cidadãos.

b) obrigação de participação direta dos cidadãos nas decisões em todos os âmbitos da

administração pública.

c) atenção prioritária ao cidadão e à sociedade na condição de usuários de serviços

públicos.

d) publicação de toda a legislação e dos procedimentos que envolvem os atos da

administração pública.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

e) redução dos gastos e a racionalização dos serviços em todos os âmbitos da

administração pública.

Comentário:

Fácil esta pessoal! A excelência no serviço público é alcançada quando se atende as

necessidades do cidadão. Portanto, o gabarito é a alternativa C.

QUESTÃO 17 - (FCC / 2007 / PREFEITURA DE SP - AUDITOR FISCAL DO MUNICÍPIO)

A questão da excelência dos serviços públicos tem merecido destaque no debate

contemporâneo a respeito do Estado e da Administração Pública. Os padrões

superiores de excelência nos serviços públicos são adquiridos em decorrência,

a) basicamente, da observância do sistema de controle, independentemente das

metas gerenciais estabelecidas.

b) principalmente, da adoção de novas filosofias gerenciais e organizacionais, da

valorização dos recursos humanos e da incorporação, pelos servidores públicos, da

perspectiva da cidadania.

c) especificamente de demonstrarem qualidade na medida em que atendem às

expectativas dos contribuintes independentemente dos custos e da quantidade de

recursos mobilizados.

d) essencialmente, da incorporação pelo servidor de uma nova postura ética e da

generalização de um espírito fiscalizador no setor público.

e) basicamente da observância das normas que definem as atribuições e

responsabilidades de servidores públicos e usuários.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Comentário:

Pessoal, mencionei anteriormente que a excelência na prestação de serviços públicos

e geração de resultados está associada ao paradigma da administração gerencial. A

administração gerencial preconiza a aplicação adaptada de tecnologias de gestão da

área privada na área pública. Isto implica em valorização dos recursos humanos.

Tudo isto deve visar o atendimento eficaz, eficiente e efetivo das demandas dos

cidadãos.

Portanto, o gabarito é a alternativa B.

QUESTÃO 18 - (FCC / PGE_RJ / 2009 / TECNICO SUPERIOR / ADMINISTRADOR)

Dentre os meios utilizados pela Administração Pública para garantir a excelência nos

serviços públicos está a elaboração de compromissos periódicos entre o Estado e

órgãos públicos para a realização de metas por meio de:

(A) contratos de serviço.

(B) auditorias contratuais.

(C) termos de ajustamento de conduta.

(D) pactos gerenciais.

(E) contratos de gestão.

Comentário:

Atenção pessoal, a forma de se estabelecer compromissos entre a Administração

Pública central e seus órgãos para pactuação de resultados é o contrato de gestão.

Portanto o gabarito é a alternativa E.

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

QUESTÃO 19 - (FCC / PGE_RJ / 2009 / TECNICO SUPERIOR / ADMINISTRADOR)

No Brasil, os sistemas de avaliação de desempenho na gestão pública ainda são

incipientes. A gestão por resultados poderia ser priorizada pela iniciativa de:

(A) adotar princípios, tais como: tratar o cidadão como cliente, controle por objetivos e

metas ou governo por parcerias.

(B) redirecionar o sistema de avaliação dentro da administração governamental para

uma ação centrada no eixo da avaliação de custo do serviço prestado.

(C) elaborar e divulgar sistemas de indicadores de produtividade dos servidores

públicos, punindo os improdutivos com demissão ou redução salarial.

(D) garantir uma ampla divulgação e acompanhamento dos princípios e valores

promovidos pelos órgãos públicos, permitindo o controle pela sociedade.

(E) orientar as políticas de recursos humanos pelos parâmetros de avaliação de

pesquisas de opinião pública.

Comentário:

Pessoal, julguei esta questão como de média dificuldade. Vejamos por que.

Conforme vimos na aula, a gestão por resultados está baseada no atendimento das

necessidades dos cidadãos e é levada a termo através do estabelecimento de

contratos de gestão, com metas finalísticas. Desta forma o gabarito é a alternativa

A.

As alternativas B, C e E trazem perspectivas equivocadas sobre gestão por resultados e

poderíamos facilmente descartá-las. A avaliação não pode estar baseada somente nos

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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

custos, ou servir como elemento punitivo. Muito menos deve se orientar a política de

RH pela opinião pública.

A alternativa D, no entanto, traz uma assertiva que se encaixa na gestão por

resultados, no entanto esta é uma medida acessória para se controlar o alcance das

metas desejadas, através do controle social.

QUESTÃO 20 - (CESPE / MTE / 2008 / ADMINISTRADOR)

No Estado patrimonial, a gestão política se confunde com os interesses particulares, ao

passo que, no modelo burocrático, prevalece a especialização das funções, e a escolha

dos candidatos aos cargos e às funções públicas é pautada pela confiança pessoal.

Comentário:

Pessoal, de fato no modelo burocrático, prevalece a especialização das funções, mas a

escolha para os cargos é feita com base profissional, pelo mérito. É no Estado

Patrimonial, que prevalece a escolha pautada pela confiança pessoal! A afirmativa

está ERRADA!

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