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14/03/2013

Reservatório

Rochas permoporosas em subsuperfície dotada de propriedades específicas tais


quais são: a propriedade das rochas, propriedade dos fluidos dentre outras, além do
Fluxo de Fluidos em Meios mais armazena petróleo ou gás, associado ou não.

Porosos

Ana Paula S. C. de Santan 2

Tipos de Reservatório Mecanismos de Produção Primário em reservatório de óleo

Gás em solução P< Psat Capa de Gás


Reservatório de Óleo
Reservatório de Gás

reservatório de óleo com capa de gás

Influxo de água Combinado

Ana Paula S. C. de Santana 3 Ana Paula S. C. de Santana 4


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Principais Propriedades dos fluidos Dados PVT: Propriedades de fluidos


Densidade
Viscosidade Bo, Bg, Bw, Rs, µo, µg, ρo, ρg, ρw, co, cw
E outras Correlações clássicas;
Simuladores com equações de estado (Winprop);
Ensaios laboratoriais como célula PVT para ensaio de liberação diferencial.

Ana Paula S. C. de Santana 5

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Fotos CENPES/PDP/TRA

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Propriedades das misturas de hidrocarbonetos Propriedades das misturas de hidrocarbonetos

Rs= Razão de Solubilidade


Bo = Fator volume de formação do óleo Volume de gás dissolvido nas condições padrões
Rs =
volume de óleo no tanque (medido nas condições padrões)
Volume de óleo + gás dissolvido nas condições p, T
Bo =
volume de óleo no tanque (medido nas condições padrões)
Psat= Pressão de saturação

Bg= Fator volume de formação do gás Acima da Psat, a razão de solubilidade é constante e igual a inicial,

Volume de gás dissolvido nas condições p, T nessa fase reservatório permanece subsaturado, nenhum gás sai de
Bg =
volume de gás (medido nas condições padrões)
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Propriedades das misturas de hidrocarbonetos Propriedades das misturas de hidrocarbonetos

Bt= Fator volume de formação total A densidade é medida em uma escala mais conveniente, o grau API

Volume de óleo + gás dissolvido + gás livre nas condições p, T


Bt =
volume de óleo (medido nas condições padrões)

141,5
API = − 131,5
d
B t = Bo + (R si - R s )Bg
14/03/2013 Ana Paula S. C. de Santana 9 14/03/2013 Ana Paula S. C. de Santana 10

Propriedades das misturas de hidrocarbonetos


Propriedades das rochas

Densidade (do) 1) Porosidade:


ρo
do = Porosidade absoluta – é a relação entre o volume total de vazios de

ρw
uma rocha e o volume total da mesma;

Porosidade efetiva - é a relação entre os espaços vazios


interconectados de uma rocha e o volume total da mesma;
ρlíquido a 20 C
o
ρ líquido a 20 C o
ρlíquido a 60 F
o
d 420 =
20
d 20 = d 60 / 60 oF =
ρ w a 4 oC ρ w a 20 oC ρ w a 60 oF

141,5
° API = − 131,5
d 60 / 60 oF
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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

Porosidade: medidas a partir de amostras (testemunho ou amostra lateral),


2) Permeabilidade absoluta: perfis de poço aberto (neutrão, densidade, RMN e sônico), correlação com
A permeabilidade de um meio poroso é uma medida de sua capacidade de se propriedades sísmicas;
deixar atravessar por fluidos. Ela é dita absoluta quando se trabalha com a
Permeabilidade: medidas a partir de amostras (testemunho ou amostra
idéia de um meio poroso saturado 100% com a mesma fase. Se duas ou mais
lateral), perfil de RMN, flowmeter, testes de pressão.
fases saturam o meio, a capacidade de o reservatório transmitir cada fase é
chamada permeabilidade efetiva para cada fase.

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Fotos CENPES/PDP/TRA

Propriedades das rocha Propriedades das rocha

São importantes para extrapolar os dados de permeabilidade dos É importante reconhecer as diferentes fácies presentes no
pontos em que se tem medição para outras regiões sem dados, a reservatório e definir as correlações para cada fácies.
partir da distribuição de porosidade.
K (mD)

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Fonte: Cosentino (2001) Fonte: Cosentino (2001)

Propriedades das rocha Correlações empíricas entre φ e k Propriedades das rocha

3) Compressibilidade:
A compressibilidade pode ser dividida em três:

- compressibilidade da matriz da rocha;


- compressibilidade total da rocha;
- compressibilidade do volume poroso.

1 ∂V p 1 ∂φ
cf = =
V p ∂p φ ∂p

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Fonte: Cosentino (2001)

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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

3) Compressibilidade: ensaio laboratorial 3) Compressibilidade: correlações de Hall e Newman

No laboratório, a compressibilidade pode ser determinada através da utilização


de dois tipos de carregamento: hidrostático ou uniaxial. No primeiro, que é o
mais simples, é permitida a deformação da amostra perpendicularmente à Hall:
direção do carregamento. No segundo, esta deformação é impedida por meio
do confinamento da amostra.

c f uniaxial = 0,61 c f hidrostático

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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

3) Net to Gross 1) Saturação inicial:


Determinada por perfis elétricos (lei de Archie), prefis de produção, ensaios
laboratoriais (extração e ensaio de pressão capilar)

S oi + S wc + S gi = 1
aRw
S wn =
φ m Rt

Net pay: espessura porosa com óleo;


Net reservoir ou Gross: espessura porosa total (hareia).
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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

2) Pressão capilar: 2) Pressão capilar:


Curva de drenagem: para cálculo dos
A pressão capilar existe sempre que duas ou mais fases estão presentes nos contatos e saturações iniciais;
poros.
pc = po − p w
Curvas de embebição: reproduz
recuperação de óleo por injeção de água;
Fortemente molhável a água: imbebição
de água espontânea até Sor;
Molhabilidade mista: parte do óleo é
recuperado espontaneamente por
imbebição de água e outra parte é
recuperado d eforma forçada;
curva de drenagem Fortemente molhável a óleo: recuperação
de óleo somente por drenagem forçada.
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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

2) Pressão capilar: 2) Pressão capilar:


A medição laboratorial pode ser realizada por três métodos diferentes:
centrífuga (rápido), membrana (demorado, porém mais preciso) e injeção de
mercúrio (rápido). Pode-se ainda determinar a curva de pressão capilar a partir
de dados de perfis de densidade a poço aberto.
FR

Centrífuga Membrana Injeção de Mercúrio

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Propriedades das rocha Propriedades das rocha


PERMEABILIDADE
PERMEABILIDADE
Lei de Darcy
A permeabilidade é a propriedade que caracteriza a facilidade com que o meio poroso
h1 - h 2
permite o fluxo de fluidos em reposta a um dado gradiente de pressão.
É uma medida da condutividade do material poroso para um dado fluido.
q = KA
L
Lei de Darcy γk
K=
h -h µ
q = KA 1 2 KA
L q= ∆P
µL
Q = vazão de água Q = vazão de água
K = constante de proporcionalidade K = constante de proporcionalidade
característica do meio poroso característica do meio poroso
A = área transversal da amostra
A = área transversal da amostra
L = comprimento da amostra
L = comprimento da amostra
Δh = h1 – h2 = diferença de altura dos níveis
Δh = h1 – h2 = diferença de altura dos d’água dos manômetros
níveis d’água dos manômetros K=Permeabilidade
µ= Viscosidade
1 e 2 representam entrada e saída do meio poroso
γ= Peso especifico

Propriedades das rocha Propriedades das rocha


PERMEABILIDADE
PERMEABILIDADE
Lei de Darcy
Lei de Darcy
P1 = γh1
h1 - h 2 γk
q = KA K=
P2 = γh 2 L µ
P1 - P2 kγ h 1 - h 2 kA
h1 - h 2 = q=A q= ∆P
µ µL
γ L
P3 = γ (h1 − L )
Q = vazão de água
K = constante de proporcionalidade
característica do meio poroso

∆P = P3 − P2 = γ (h1 − h 2 − L )
A = área transversal da amostra
L = comprimento da amostra
Δh = h1 – h2 = diferença de altura dos níveis
d’água dos manômetros
k=Permeabilidade
P = Pressão µ= Viscosidade
γ= Peso especifico

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Molhabilidade Embebição e drenagem


A molhabilidade de um reservatório de petróleo controla
sua qualidade ao afetar a quantidade de água a ser produzida

Oil-wet – a água se concentra na parte central dos poros e tende a fluir do Embebição
sistema poroso junto com o óleo
Aumento da saturação do fluido que o molha preferencialmente
a um outro fluido

I. Water-wet – a água fica restrita ao perímetro dos poros e apenas vai


Drenagem
fluir do sistema poroso após haver uma grande produção de óleo.

Redução da saturação do fluido que molha

Ana Paula S. C. de Santana 31 Ana Paula S. C. de Santana 32

Propriedades das rocha Molhabilidade altera as curvas de Kr


1-Waterwet: 2-Oilwet:
cruzamento acima de Sw=50% cruzamento abaixo de Sw=50%
3) Permeabilidade relativa:

No caso em que 2 ou mais fluidos saturam


o meio poroso, a capacidade de
transmissão de um desses fluidos chama-
se permeabilidade efetiva do meio poroso
ao fluido considerado. O quociente entre a
permeabilidade efetiva e a permeabilidade
absoluta (k) do meio é denominado
permeabilidade relativa ao fluido.

curva de
embebição

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Mobilidade Razão de Mobilidade

Relação entre permeabilidade efetiva e a viscosidade.


Relação entre a mobilidade do fluido deslocante e fluido deslocado.

ko
λo =
Ana Paula S. C. de Santana

Ana Paula S. C. de Santana

Mobilidade ao óleo

µo λw (K rw (Sw=1−Sor ) )
M=
kw λo (K ro (Sw=Swc ) )
Mobilidade a água
λw =
µw
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Propriedades das rocha Propriedades das rocha

3) Permeabilidade relativa:
Algumas propriedades que refletem as condições iniciais do
As curvas de permeabilidade relativa são determinadas em laboratório a partir reservatório necessitam ser especificadas para que o simulador
de ensaios (permanente ou transiente) em plugues de rochas. No entanto, a tenha um ponto de partida para iniciar o cálculo. Essas
escala de plugue não representa bem o escoamento que ocorre em escala de
reservatório e, por isso, muitas vezes essas curvas não são representativas para propriedades são:
uso direto no simulador.

- pressão de bolha original;


- pressão inicial do reservatório;
- contato óleo/água, óleo/gás e/ou água/gás;
- saturação inicial dos fluidos: óleo, água e gás;
- datum de referência do reservatório.

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Fotos CENPES/PDP/TRA 38

Aqüíferos Analíticos Informação dos Poços


Locação dos poços;
A presença de aqüíferos conectados a reservatórios de petróleo é muito
comum na natureza, sendo que estes desempenham um importante papel na Método de elevação artificial;
manutenção de pressão no reservatório e, conseqüentemente, da produção. Condições operacionais dos poços (pressão máxima de fundo, vazão máxima, pressão
No entanto, em função da ausência de dados sobre a extensão dos aqüíferos, na cabeça);
uma vez que são poucos os poços perfurados, a zona de água não consegue ser Intervalos canhoneados;
bem representada no modelo do reservatório. Daí a necessidade de aglutinar
um aqüífero analítico no modelo. Essa necessidade é identificada por balanço Capacidade de produção da plataforma de produção.
de materiais, por exemplo.

Óleo
Aquífero

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Informação dos Poços – condições de operação Dados de Histórico


Em geral, se estabelece uma vazão de produção por poço e o poço produz nesta vazão Para reservatórios que possuam um histórico de produção dos poços, o modelo
imposta desde sua abertura até o instante em que o reservatório deixa de ter pressão de simulação deve reproduzir esses dados, além de dados de testes de pressão,
disponível para vencer as perdas de carga inerentes à produção. Inicia-se, então, um perfis de saturação e inícios de chegada da água injetada. Quando o modelo
período de declínio de produção, onde o poço, em questão, produz respeitando a pressão
consegue refletir esses dados, diz-se que o simulador está ajustado.
de cabeça mínima necessária para que os fluidos produzidos consigam entrar no
separador.
100 1.000

80 800

60 600
Qom (m3/day)
BSW - %

40 400

20 200

0 0
1990 1995 2000 2005
(Date)

BSW simulado
Histórico de BSW
Qom simulado
Histórico de qom

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