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CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA

LICENCIATURA

Disciplina: Conhecimento Sobre o


Tarefa: Portfólio
Corpo

RA:
Nome: Fatima Aparecida de Lara Turma: DGEFL1802CAPA2O
8067244

Parecer do Tutor:

“Primeira atividade – Biologia Humana”

1) Descreva as diferenças entre os tipos celulares eucarióticas e procarióticas.

A principal diferença entre elas é a ausência de um envoltório nuclear nas


células procarióticas, enquanto as eucarióticas apresentam um núcleo verdadeiro com
um envoltório nuclear elaborado, denominado carioteca.

O material genético(cromossomo) das células procariontes está em contato


direto com o citoplasma, ocupando um espaço denominado nucleoide. Portanto,
podemos dizer que a principal característica dessas células é uma certa pobreza em
membranas, apresentando somente a membrana plasmática. Elas apresentam,
também, um citoplasma simples contendo poucas organelas. De modo geral, as
células procarióticas possuem os chamados polirribossomos, constituídos por
ribossomos ligados a moléculas de RNA mensageiro.

Os seres que são formados pelas células procarióticas são chamados de


procariontes (ou procariotas), sendo representados pelo reino monera, formado pelas
bactérias. Essas células não se dividem por mitose, e sim pela chamada divisão
binária, na qual há a formação de septos da superfície para o interior da célula,
dividindo-a em duas células-filhas.
Já as células eucarióticas são mais complexas que as células procarióticas e,
como o próprio nome diz, apresentam um núcleo verdadeiro organizado e limitado por
uma membrana chamada envoltório nuclear ou carioteca. Aliás, a presença de
membranas é sua principal característica. Essas membranas dividem as células em
compartimentos responsáveis por funções especializadas essenciais para
manutenção e divisão da célula. Essas células apresentam, também, o núcleo e o
citoplasma bem distintos. O citoplasma é bem complexo, delimitado pela membrana
plasmática e divido em compartimentos, nos quais são encontradas as organelas.
Dentre as organelas, estão as mitocôndrias, o retículo endoplasmático liso e rugoso,
o lisossomo, o complexo de Golgi e os ribossomos, responsáveis pelas atividades
metabólicas das células como digestão, respiração, secreção e síntese proteica.

2) Quais são as principais organelas que compõem uma célula eucariótica


animal, com suas respectivas funções?

As principais organelas que compõe a célula eucarionte são a mitocôndria,


retículo endoplasmático rugoso, retículo endoplasmático liso, o lisossomo, o
complexo de Golgi.

Complexo de Golgi: O complexo de Golgi, descrito por Camilo Golgi em 1898, é


formado por vários sacos achatados e empilhados e está relacionado com o retículo
endoplasmático e com a membrana plasmática. Suas funções estão associadas com
o armazenamento e com o transporte de substâncias.

O retículo endoplasmático rugoso é formado por uma extensão da


membrana nuclear que constitui um sistema de tubos conectados, com muitos
ribossomos aderidos; por esse motivo é chamado de rugoso, e a sua função,
juntamente com os ribossomos. Já o retículo endoplasmático liso, que também é
composto por um sistema de membranas, não apresenta ribossomos aderidos; por
isso, é chamado de liso e sua função é a síntese de lipídios. Além disso, são
responsáveis pela formação dos lisossomos, que são como bolsas que contêm
enzimas capazes de digerir substâncias orgânicas e outros micro-organismos que
penetram na célula; portanto, são responsáveis pela digestão celular. Para finalizar,
falaremos da mitocôndria, que, talvez, seja uma das organelas celulares mais
importantes, por ser responsável pela respiração celular. Na verdade, as mitocôndrias
são especializadas na produção de energia celular, a partir da síntese de ATP. A

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produção dessa energia ocorre a partir da retirada de substratos do alimento, como
os lipídios e os carboidratos, além do oxigênio, que é conseguido por meio da
respiração.

3) Como é composta a membrana plasmática?

Os principais componentes da membrana plasmática são os fosfolipídios, os


glicolipídios e o colesterol. As funções dos lipídios na membrana plasmática são de
compor a sua estrutura, participar do reconhecimento celular e garantir a aderência
entre as células na constituição dos tecidos. Os fosfolipídios formam a dupla camada
de lipídios da membrana, garantindo sua estrutura. Os glicolipídios são formados
pelos carboidratos ligados aos lipídios. O colesterol pode ser considerado como o
constituinte mais importante da membrana e está intercalado no interior da bicamada
de fosfolipídios. Pode ser considerado como uma fortaleza da membrana
plasmática, uma vez que diminui a sua permeabilidade.

4) Quais as funções da Mitose? Descreva as suas fases.

A mitose tem como função o processo de divisão celular no qual uma célula
denominada célula-mãe se divide em duas células-filhas geneticamente idênticas.
Pode ser dividida em dois processos: a mitose propriamente dita ou cariocinese, que
é a divisão do núcleo celular, e citocinese, que é a divisão do citoplasma.

Tem como função também reconstituir a perda natural de células. Para facilitar
o entendimento, vejamos alguns exemplos: quando nos ferimos e parte do tecido
epitelial é perdida, inicia-se, entre vários outros processos de recomposição tecidual,
a divisão celular por mitose, a fim de gerar células suficientes para substituir as que
foram perdidas. Também é por mitose que um zigoto se divide várias vezes até formar
um embrião. A mitose é dividida em quatro etapas:

1) Prófase: é a primeira etapa da mitose e caracteriza-se pelo início da condensação


dos cromossomos, sendo possível visualizá-los no microscópio óptico. O nucléolo
desaparece, inicia-se a formação do fuso mitótico e a ruptura do envoltório nuclear.
Alguns autores consideram a existência de uma fase intermediária à prófase e à
metáfase, chamada de prometáfase, cujo principal evento é a ruptura total do
envoltório nuclear, e as cromátides estão ligadas às fibrilas do fuso mitótico através
do centrômero.

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2) Metáfase: nessa etapa, o processo de mitose está no meio e finaliza a
condensação do cromossomo e a formação do fuso mitótico. Os cromossomos ligados
ao fuso mitótico estão dispostos no centro da célula, isso no plano equatorial,
formando a placa equatorial, polos da célula.

3) Anáfase: é a etapa na qual os centrômeros se quebram, separando as cromátides,


e logo se inicia o encurtamento das fibrilas do fuso mitótico, levando consigo uma das
cromátides para os polos da célula.

4) Telófase: é a etapa final da mitose, considerada como a etapa de reconstituição,


na qual se forma o núcleo-filho. Logo depois de os cromossomos filhos terem atingido
os polos, ocorre o desaparecimento do fuso mitótico e a reorganização do envoltório
nuclear, sendo regenerada. Reaparece o nucléolo e os cromossomos começam a se
descompactar. No final da telófase, ocorre a citocinese,

5) Quais os tipos de transporte entre a membrana plasmática? Explique cada


um.

Transporte de moléculas através da membrana plasmática pode ser dividido


em dois tipos principais: o transporte passivo e o transporte ativo.

1)Transporte passivo: é o tipo de transporte em que não há gasto energético. A


molécula passa do meio de maior concentração para o de menor concentração, tendo
um caráter decrescente e bidirecional. Pode ser subdividido em três tipos:

Difusão simples: é o simples movimento de moléculas de pequeno porte


através da bicamada lipídica da membrana plasmática. As moléculas passam do meio
mais concentrado para o menos concentrado, sem gasto de energia.

Difusão facilitada: é o transporte das moléculas do meio mais concentrado


para o menos concentrado com o auxílio de uma proteína transportadora. É um
processo mais rápido que a difusão simples.

Osmose: é um transporte especial, no qual ocorre a difusão da molécula da


água através da membrana, seletivamente permeável, de um meio de alta
concentração de água para um meio de baixa concentração. É semelhante à difusão
simples, porém a osmose é exclusivamente para transporte da água.

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1)Transporte ativo: é o tipo de transporte no qual há gasto de energia. O gasto
energético ocorre porque a molécula deverá ser transportada contra o gradiente de
concentração, ou seja, do meio de menor concentração para o de maior concentração.
Nesse transporte em quantidade, ocorre uma alteração morfológica da superfície
celular para permitir a entrada da célula, mecanismo conhecido como endocitose. A
endocitose pode ser dividida em fagocitose e pinocitose.

A fagocitose é a captação de partículas (bactérias, células cancerosas, células


mortas e restos celulares). Trata-se de um mecanismo de proteção realizado pelos
macrófagos e neutrófilos, que são células de defesa nos mamíferos.

Na pinocitose, a célula capta um fluido extracelular mediante uma invaginação


na membrana, formando vesículas que penetram no citoplasma. A pinocitose pode
ser seletiva ou não seletiva.

O processo inverso à endocitose é a exocitose, que é utilizado pela célula para


liberar ao meio externo macromoléculas como hormônios e enzimas, sendo, portanto,
o processo de secreção celular.

6) Faça uma breve descrição dos tecidos epitelial, conjuntivo, muscular e


nervoso. Analise como esse conhecimento será útil para sua formação.

O tecido epitelial é formado por células justapostas, ou seja, intimamente


aderidas umas às outras, com pouco material extracelular entre elas. Existem dois
tipos de epitélios: o epitélio de revestimento, que, como o próprio nome diz, reveste
as superfícies externas e as cavidades corporais, como pele, cavidade bucal, tubo
digestório etc.; e os epitélios glandulares, formados por células com capacidade de
secreção, como, por exemplo, glândulas salivares e as glândulas sudoríparas cuja
função é secreção. Elas podem ser divididas em exócrinas ou endócrinas. As
glândulas exócrinas secretam seus produtos para a superfície epitelial, enquanto as
endócrinas secretam no meio extracelular, sendo levado pelo sangue.

O tecido conjuntivo apresenta diversos tipos celulares separados por


abundante material extracelular ou matriz extracelular. A matriz extracelular é
composta pelas fibras colágenas e elásticas e por um gel semifluido, denominado
substância fundamental amorfa. A principal célula do tecido conjuntivo é o fibroblasto,
que tem a função de sintetizar as fibras e a matriz extracelular. Do ponto de vista

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funcional, o tecido conjuntivo proporciona a sustentação estrutural e metabólica para
os tecidos e órgãos do corpo humano. Além disso, ele estabelece a integração entre
os diferentes tecidos corporais, bem como regula a troca de nutrientes, gases e
metabólitos entre os tecidos e o sistema circulatório. É, também, o grande responsável
pelo processo de cicatrização. Pode ser classificado em tecido conjuntivo
propriamente dito, tecido cartilaginoso, tecido ósseo e tecido com propriedades
especiais, como o adiposo.

De acordo com suas características morfológicas e funcionais, pode ser


classificado em: tecido muscular estriado esquelético, tecido muscular estriado
cardíaco e tecido muscular liso. O tecido muscular estriado esquelético está preso aos
ossos e possui uma contração rápida, potente e voluntária, isto é, contrai de acordo
com a nossa vontade. Já o tecido muscular estriado cardíaco é o músculo do coração
e também possui uma contração rápida e potente, porém seu controle é involuntário,
ou seja, não precisa de nossa vontade para contrair. O tecido muscular liso, por sua
vez, possui uma contração lenta, fraca e involuntária, e constitui a parede dos órgãos,
como o estômago, os intestinos, o fígado, entre outros.

O tecido nervoso é considerado o mais complexo de todos. Esse sistema


recebe as informações sensoriais(como dor, tato, visão, audição, entre outras) do
meio ambiente e do próprio organismo, processa essas informações e produz uma
resposta que pode ser uma contração muscular, uma secreção hormonal ou até
mesmo uma contração visceral. O neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso,
responsável pela recepção e transmissão das informações sensoriais e motoras.

A compreensão da constituição do corpo humano no nível celular e tecidual por


meio do estudo da biologia humana é essencial para a formação do profissional de
educação no desenvolvimento corporal, é essencial para que o professor de Educação
Física tenha êxito em suas atividades, é importante que conheça a constituição básica
desses tecidos, com o objetivo de trabalhar o indivíduo como um todo e tendo em
mente os mecanismos de funcionamento do corpo humano, podendo evitar lesões ou
facilitando sua recuperação.

7) Quais são as células componentes do tecido ósseo, suas funções e sua


importância durante o processo de reparo ósseo após fraturas?

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O tecido ósseo, é um tipo de tecido conjuntivo especializado, constituído de
células e matriz extracelular calcificada, proporcionando sua rigidez e dureza. As
células do tecido ósseo são: células osteoprogenitoras, osteoblastos, osteócitose
osteoclastos. O tecido ósseo forma o esqueleto, possui importantes funções, tais
como:

1) Proteção de órgãos vitais como encéfalo, medula espinhal e órgãos torácicos


(coração e pulmão).

2) Proteção da medula óssea (produtora de células sanguíneas).

3) Fonte de cálcio e fosfato.

4) Suporte aos tecidos moles (músculos e ligamentos), constituindo alavancas que


ampliam as forças de contrações.

A principal característica do tecido ósseo é a calcificação da matriz extracelular,


conferindo-lhe muita resistência.

8) Quais as células do tecido nervoso e suas funções?

As células do tecido nervoso são os neurônios. O neurônio é a unidade


funcional do sistema nervoso responsável pela recepção e transmissão das
informações sensoriais e motoras. Reconhecemos dois tipos de neurônios, os
aferentes (sensoriais) e os eferentes (motores). Sua funções são:

1) Neurônios aferentes: são responsáveis por transmitir as informações sensoriais


para a medula ou encéfalo (cérebro, tronco encefálico e cerebelo).

2) Neurônios eferentes: transmitem os impulsos (resposta) gerados no SNC para o


órgão efetuador (músculos e glândulas).

Todos os neurônios possuem um corpo, chamado pericário, em que estão


localizados o núcleo e o citoplasma. Do corpo, partem prolongamentos semelhantes
a galhos de árvores, os dendritos, e outro prolongamento longo, delgado e único,
denominado axônio. O axônio é o responsável pela transmissão das informações para
outros neurônios, músculos ou glândulas. A transmissão da informação ocorre através
de um ponto de contato denominado sinapse.

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De acordo com o número de prolongamentos, os neurônios podem ser
classificados em:

1) Neurônio unipolar: possui um único prolongamento a partir do corpo celular, não


sendo encontrado nos seres humanos.

2) Neurônio bipolar: possui dois prolongamentos que saem do corpo celular, um


dendrito e um axônio, sendo encontrados no ouvido interno (gânglio coclear e
vestibular), na retina e na mucosa olfatória.

3) Neurônio pseudounipolar: possui um prolongamento saindo do corpo celular,


que, a seguir, se divide em dois: um se dirige para a periferia e outro para o SNC,
sendo denominados, respectivamente, axônio periférico e axônio central. São os
neurônios sensoriais que transmitem os impulsos nervosos da periferia para a medula
espinhal.

4) Neurônio multipolar: possui mais de dois prolongamentos que saem do corpo


celular, os dendritos e o axônio, sendo a maioria dos neurônios do sistema nervoso.

Células gliais ou neuroglia As células da glia estão localizadas entre os


neurônios, e suas funções não são de gerar impulsos nervosos, mas, sim, de dar
suporte estrutural e funcional para os neurônios. Acredita-se que há cerca de dez
células da glia para cada neurônio. Outras funções relacionadas a essas células, além
de suporte, são de sustentação e defesa do sistema nervoso, revestimento ou
isolamento das fibras nervosas e modulação da atividade neuronal.

Os tipos de neuroglia encontrados no sistema nervoso central são os astrócitos,


os oligodendrócitos, as células ependimárias e as micróglias. No sistema nervoso
periférico, encontram-se as células de Schwann. As principais características e
funções de cada uma dessas células são:

1) Astrócitos: são as maiores células gliais, com o formato de estrela, possuindo


diversos prolongamentos, cujas funções estão relacionadas com as trocas
metabólicas entre neurônios e sangue, oferecendo, também, uma barreira adicional,
denominada barreira hematoencefálica, que controla a entrada de substância no
tecido nervoso, aumentando as defesas do sistema nervoso. Os astrócitos sintetizam

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importantes substâncias para o metabolismo neuronal e removem do meio
extracelular os restos celulares, excessos de neurotransmissores e íons.

2) Oligodendrócito: são menores que os astrócitos e possuem poucas ramificações


e prolongamentos. Estão dispostas em fileiras entre os neurônios e são responsáveis
pela produção e pela manutenção da bainha de mielina, bainha protetora que envolve
os neurônios e aumenta a velocidade da condução nervosa. 3) Células
ependimárias: são as células que revestem as cavidades ventriculares do encéfalo e
do canal medular. Suas funções estão envolvidas com a produção e movimento do
líquor (líquido encefalorraquidiano). O líquor é um fluido aquoso e incolor que tem
como função a proteção mecânica do sistema nervoso central.

4) Micróglias: são as menores das células gliais e têm como função fagocitar resíduos
e estruturas danificadas do sistema nervoso central, tendo, portanto, função de defesa
do tecido nervoso.

5) Células de Schwann: são células que envolvem os axônios do sistema nervoso


periférico, sendo responsáveis pela formação da bainha de mielina desse sistema. Os
neurônios cujos axônios são revestidos pela bainha de mielina são denominados de
mielínicos, enquanto os que a não apresentam são denominados amielínicos. A
bainha de mielina é interrompida entre cada célula de Schwann (SNP) e cada
prolongamento do oligodendrócito (SNC) pelo nódulo de Ranvier. Sua função é
promover isolamento elétrico das fibras, aumentando a velocidade da condução
nervosa, de tal modo que o impulso nervoso em uma fibra mielínica é conduzido cerca
de 100 vezes mais rápido do que na fibra amielínica. O impulso nervoso é passado
de um nódulo de Ranvier para outro nódulo de Ranvier, como se saltasse, sendo,
portanto, chamada de condução saltatória.

Bibliografia:

SILVA, C. T. V. Biologia Humana. Batatais: Claretiano, 2013. Unidades 1, 2, 3 e 4


(confira no Material).

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