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PLANO AÇÃO EMERGÊNCIAS

ABNT NBR 15219:2005 - Plano de emergência contra incêndio - Requisitos

INTRODUÇÃO:
Padronizar os planos de emergência contra incêndio através da adoção de
padrões mínimos, ficando as organizações livres para agregar outros, de
acordo com as suas necessidades ou riscos envolvidos, visando otimizar as
ações próprias e dos socorros públicos ou de terceiros.

OBJETIVOS:
Estabelecer requisitos mínimos para a elaboração, implantação,
manutenção e revisão de um plano de emergência contra incêndio,
visando proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as
conseqüências sociais do sinistro e os danos ao meio ambiente.
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ELABORAÇÃO:
O plano de emergência contra incêndio deve ser elaborado por escrito
por profissional habilitado.

Profissional habilitado:
Profissional com formação em prevenção, combate a incêndio e
abandono de área, com carga horária mínima de:
• 200 h para risco baixo - 300 h para risco médio - 400 h para risco alto
Primeiros-socorros com carga horária mínima de:
• 60 h para risco baixo - 120 h para risco médio - 240 h para risco alto
Análise de risco com carga horária mínima de:
• 60 h para risco baixo - 100 h para risco médio - 140 h para risco alto
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Profissional habilitado:

Ou profissional que tenha elaborado planos de emergência contra


incêndio nos últimos cinco anos, específicos para o risco baixo, médio ou
alto, confirmados por atestado de capacitação técnica emitido por
instituição ou empresa de notório reconhecimento no Brasil.
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ASPECTOS A SEREM DESCRITOS:

• localização (endereço completo, pontos de referência);

• localização da unidade do Corpo de Bombeiros mais próximo;

• existência de Plano de Auxílio Mútuo-PAM;

• tipo de construção (alvenaria, concreto, metálica, madeira etc.);

• ocupação (industrial, comercial, residencial, escolar etc.);

• população (fixa, flutuante);

• característica de funcionamento (horários e turnos de trabalho e os


dias e horários fora do expediente);
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ASPECTOS A SEREM DESCRITOS:


• pessoas portadoras de deficiências (indicar o numero e localização);
• riscos específicos inerentes à atividade (cabine primária, secundária,
caldeira, depósito de inflamáveis etc;
• recursos humanos (indicar NUMERO de brigadistas e bombeiros
profissionais civis);
• materiais existentes:
 extintores de incêndio - sistema de hidrantes;
 chuveiros automáticos;
 sinalização e iluminação de emergência;
 saídas de emergência;
 sistema de detecção e alarme de incêndio.
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IDENTIFICAÇÃO DA BRIGADA:
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Após o levantamento dos aspectos, o profissional habilitado deve realizar


uma análise de riscos da planta com o objetivo de minimizar ou eliminar
todos os riscos existentes.
RESPONSABILIDADE PELO PLANO:
O responsável pela empresa (preposto) e o responsável pela elaboração
do Plano de Emergência contra Incêndio devem assinar o plano.
IMPLANTAÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO:
Requisitos:
• divulgação;
• treinamento;
• exercícios simulados;
• procedimentos básicos nas emergências.
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DIVULGAÇÃO E TREINAMENTO:

• O PAE deve ser divulgado por meio de uma preleção e de um manual


básico que deve ser distribuido aos ocupantes da planta;

• Os visitantes devem ser informados FORMALMENTE sobre o PAE da


planta por meio de panfletos, vídeos ou palestras;

• Uma cópia do PAE deve estar disponível para os profissionais


qualificados em local de permanência humana constante (por
exemplo: portaria, sala de segurança, manutenção, etc.).

• O fluxograma contida no PAE com destaque para as rotas de fuga e


saídas de emergência, deve estar afixada na entrada principal e em
locais estratégicos de cada edificação.
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EXERCÍCIOS SIMULADOS:

Risco baixo ou médio


• simulados parciais - máximo seis meses;
• simulados completos - máximo doze meses.
Para o risco alto
• simulados parciais - máximo três meses;
• simulados completos - máximo seis meses.

Os exercícios simulados devem ser programados com ou sem


comunicação prévia para a população.
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Imediatamente após o simulado, deve ser realizada uma reunião


extraordinária para avaliação e correção das falhas ocorridas.

Deve ser elaborada ata na qual constem:


• data e horário do evento;

• tempo gasto no abandono;

• tempo gasto no retorno;

• tempo gasto no atendimento de primeiros-socorros;


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• atuação dos profissionais envolvidos;

• comportamento da população;

• participação do Corpo de Bombeiros e tempo gasto para sua chegada;

• ajuda externa (por exemplo: PAM - Plano de Auxílio Mútuo etc.);

• falhas de equipamentos;

• falhas operacionais e demais problemas levantados na reunião.


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PROCEDIMENTOS BÁSICOS
Alerta:
Deve contemplar como será dado o alerta em caso de incêndio (por
exemplo: através de alarme, telefone ou outro meio) e como os membros
da Brigada e a população em geral serão avisados sobre o alerta.
Análise da situação:
Deve identificar quem irá realizar a análise da situação, qual a
responsabilidade desta pessoa, a quem ela deverá informar caso seja
confirmada a emergência e demais providências necessárias.
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APOIO EXTERNO:
Deve identificar quem será a pessoa responsável por acionar o CB ou
outro meio de ajuda externa que deve preferencialmente ser realizada por
um brigadista. Deve estar claro que esta pessoa deverá fornecer no
mínimo as seguintes informações:
• nome do solicitante e o número do telefone utilizado;
• endereço completo, pontos de referência ou acessos;
• características da emergência, local ou pavimento e eventuais vítimas e
seus estados.
Uma pessoa, preferencialmente um brigadista, deverá orientar o CB ou o
meio de ajuda externa quando da sua chegada, sobre as condições e
acessos, e apresentá-los ao Chefe da Brigada.
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PRIMEIROS-SOCORROS:
Deve indicar quem são as pessoas habilitadas para prestar os primeiros-
socorros às eventuais vítimas, mantendo ou estabilizando suas funções
vitais (SBV - suporte básico da vida, RCP - ressucitação cardiopulmonar
etc.), até que se obtenha o socorro
especializado.
ELIMINAR RISCOS (CORTE DE ENERGIA E FECHAMENTO DE TUBULAÇÕES):
Deve indicar quem será a pessoa responsável pelo corte da energia
elétrica (parcial ou total) e pelo fechamento das válvulas das tubulações,
se necessário.
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ABANDONO DE ÁREA:
Deve indicar como proceder ao abandono da área parcial ou total, quando
necessário, conforme comunicação preestabelecida, conduzindo a
população fixa e flutuante para o ponto de encontro, ali permanecendo
até a definição final da emergência, com ATENÇÃO as pessoas com
mobilidade reduzida.

ISOLAMENTO DA ÁREA:
Deve indicar a metodologia a ser usada para isolar as áreas sinistradas e as
pessoas responsáveis por este processo.
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CONFINAMENTO DO INCÊNDIO:
Deve indicar a metodologia a ser usada para evitar a propagação do
incêndio e suas conseqüências, bem como as pessoas responsáveis por
este processo.
COMBATE AO INCÊNDIO:
Deve indicar quem irá combater o incêndio e os meios a serem utilizados
em seu combate.
INVESTIGAÇÃO:
Após o controle total da emergência e a volta à normalidade, o Chefe da
Brigada deve iniciar o processo de investigação e elaborar um relatório,
por escrito, sobre o sinistro e as ações de contenção, para as devidas
providências e/ou investigação.
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MANUTENÇÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO:


Devem ser realizadas reuniões com o coordenador geral da Brigada de
Incêndio, os chefes da Brigada de Incêndio, um representante dos
bombeiros profissionais civis e um representante do grupo de apoio, com
registro em ata e envio às áreas competentes para as providências
pertinentes.

CRONOGRAMA:
• Reuniões mensais;
• Reuniões extraordinárias.
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REUNIÃO ORDINÁRIA (mensal):


• calendário dos exercícios de abandono;
• funções de cada pessoa dentro do PAE;
• condições de uso dos equipamentos de combate a incêndio;
• apresentação dos problemas encontrados nas inspeções;
• atualização de técnicas e táticas de combate a incêndios;
• outros assuntos de interesse.
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REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA:
Devem ser realizadas reuniões extraordinárias para análise da situação
sempre que:
• ocorrer um exercício simulado;
• ocorrer um sinistro;
• for identificado um risco iminente;
• ocorrer uma alteração significativa dos processos industriais ou de
serviços, de área ou leiaute;
• houver a previsão de execução de serviços que possam gerar algum
risco.
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REVISÃO DO PLANO DE EMERGÊNCIA CONTRA INCÊNDIO:


O plano de emergência contra incêndio deve ser revisado por profissional
habilitado sempre que:
• ocorrer uma alteração significativa nos processos industriais, processos
de serviços, de área ou leiaute;
• for constatada a possibilidade de melhoria do plano;
• completar 12 meses de sua última revisão.
Nenhuma alteração significativa nos processos industriais, processos de
serviços, de área ou leiaute pode ser efetuada sem que um profissional
habilitado, preferencialmente aquele que elaborou o plano de emergência
contra incêndio, seja consultado previamente e autorize a sua alteração
por escrito.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• NBR 15219:2005 - Plano de emergência contra incêndio – Requisitos.


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