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MANUAL DO PROFESSOR

OBRA: O LIVRO DAS PORTAS


AUTOR: LUIS VASSALLO ILUSTRAÇÕES: PABLO BRAZ
Editora Patuá

1. Contextualização
Autor e obra
O Livro das portas (Patuá editora - 2015), escrito em prosa por Luis Vassallo (1975) e ilustrado
por Pablo Braz (1981), insere-se no contexto urbano e contemporâneo da produção literária na-
cional, destinada aos estudantes do 4o e 5o anos do Ensino Fundamental I, na esteira de projetos
editoriais que desenvolvem novas formas de pensar o texto escrito e ilustrado e pode ser apreciado
sob a perspectiva do tema que aborda o autoconhecimento, sentimentos e emoções, que coloca o
leitor em um processo de construção de sua identidade, percepções do corpo, levando-o ao amadu-
recimento a partir das reflexões suscitadas pela narrativa que compõe o livro.

Quem é Luis Vassallo?


Publicitário e designer gráfico paulistano. Já publicou os livros À beira do lar (contos) e A grande
viagem do conhecimento (romance juvenil). Tem contos publicados em livros de antologias, revistas
e sites literários e ganhou alguns prêmios literários, como o Prêmio Off Flip, o Prêmio Machado de
Assis (do Sesc-DF), o Prêmio Portal Literal e o Concurso de Crônicas dos 450 anos de São Paulo da
Biblioteca Mário de Andrade.

Quem é Pablo Braz?


Artista plástico de formação, designer gráfico e ilustrador brasiliense. Desenvolve projetos de
design nas áreas de Educação e Artes.

Considerações iniciais – O livro das portas


No livro, a imagem tem papel importante, pois leva o leitor à observação das cores e das for-
mas; associando-se isso ao enredo – e à escolha precisa de palavras – a obra apresenta a relação
texto-imagem de maneira produtiva, intrínseca e dinâmica para promover no leitor a construção dos
sentidos e suas múltiplas vozes.
Essa construção de sentidos passa, também, pela relação que o leitor pode estabelecer com as
questões relacionadas ao autoconhecimento, que passa pela descoberta do novo e as inquietações
geradas por essa descoberta, a ideia de diversidade humana e seus sentimentos, a alegria ou a tris-
teza de se deparar com uma situação desconhecida e as diferentes histórias e suas interpretações
originadas por essas sensações.

2. Orientações para as aulas


Antes de iniciar a leitura do livro propriamente dita, é importante atentar para elementos ex-
ternos que compõem a obra, pois isso colabora – e muito – não só para o fortalecimento de um
comportamento leitor, baseado na observação de partes importantes do objeto, como desenvolve
noções de senso estético, que podem ser ampliadas pelo campo das artes visuais.
Assim, seguem algumas observações iniciais que podem ser realizadas coletivamente com os
alunos antes da leitura do texto:
• apresentação do livro: mostrar a capa, ler o título, o nome do autor, do ilustrador e da editora
e o ano de publicação (quando houver). Com o livro virado para os alunos, localize e mostre
nome do autor, do ilustrador e da editora; apresente a capa e contracapa (ou quarta capa),
nomeando-as.
• expedição de reconhecimento - observação das capas e de seus elementos: a primeira e a
quarta capas (frente e verso, respectivamente) trazem informações para a compreensão lei-
tora. Pode-se, nesse momento, estimular os leitores a observar os aspectos abaixo, propondo
um Roteiro inicial de observações para a capa do livro, que pode ser feito oralmente.

Roteiro inicial de observações


• quem é o autor da obra?
• quem é o ilustrador?
• quais são as cores da capa? Há uma cor predominante?
• há imagens na capa? Se sim, elas são fotos ou ilustrações?
• descreva as imagens e suas cores.
• essas imagens ou cores podem dar “pistas” sobre o tema/assunto do livro? Como você che-
gou a essa hipótese?
Após a conversa inicial, pode-se pedir à turma que escreva as informações apresentadas, o
que fortalece a relação entre oralidade e o registro escrito. Ademais, fazer anotações sobre os livros
lidos, as impressões iniciais a partir de observações, descrever sensações e ideias, contribuem para o
processo de formação dos leitores e de suas histórias de leitura.
• prática leitora: indicação da leitura do livro.
Nessa fase, espera-se que os estudantes estejam autônomos na leitura, isto é, sejam capazes de
ler sem ou com pouca mediação. Isso não exclui a possibilidade de que se realizem, na sala de aula,
leituras coletivas de trechos da obra. Há algumas maneiras de fazer essa leitura. Abaixo, apresentam-
se duas maneiras:
• Leitura feita pelo professor: escolha, de preferência, o trecho inicial do livro, como forma de
“abrir” a leitura e estimular os alunos a continuar lendo. Prepare a leitura: antes de compar-
tilhar o texto com a turma, leia o trecho apresentado com entonação, levando em conside-
ração a pontuação.
• Leitura feita pelo estudante: identifique os alunos que já tenham autonomia leitora, divida o
trecho em partes que correspondam a cada aluno, distribua o trecho a cada um e peça que
preparem a leitura previamente; se possível, ouça a leitura feita pelos alunos antes da apre-
sentação oficial, para que a entonação e o respeito à pontuação estejam adequados.
Nessa fase de formação leitora, sistematizar algumas práticas contribuirá para o desenvolvi-
mento das competências necessárias à proficiência de leitura dos estudantes, bem como para a
ampliação do léxico. Desse modo:
• incentive os alunos a anotar, no mesmo lugar onde escreveram as informações iniciais (Rotei-
ro inicial de observações), as personagens de que mais gostaram e/ou com as quais mais se
identificaram, os trechos do livro que consideraram importantes, o que mais chamou a aten-
ção em cada uma das histórias/capítulos, de qual das histórias mais gostou e por qual razão.
• estimule a busca por palavras desconhecidas de duas maneiras: pelo contexto (por meio da
releitura da frase/parágrafo) e no dicionário (explique que pode haver mais de um significado
para a palavra; se isso acontecer, é importante reler o trecho do livro e substituir por cada um
dos significados para descobrir qual o melhor de acordo com a frase).
Caso a autonomia de leitura não seja preponderante na turma, é importante respeitar as
diferenças de competência leitora existentes na sala de aula; para isso, ao identificar as crianças cuja
leitura é autônoma, proponha a elas que auxiliem os colegas, lendo com eles em diversas situações
para além das aulas de Língua Portuguesa.
Ao diagnosticar as competências leitoras da turma é possível estabelecer um prazo para o fim
da leitura e o início das atividades sobre a obra.
Após a leitura da obra, o ideal é propor reflexões por meio de atividades orais e de escrita.
Em seguida, proponha o Roteiro Pós-leitura, que pode colaborar com a ampliação de pontos
de vista sobre as leituras feitas pela turma.

Roteiro Pós-leitura – oralidade


• Reúna as crianças em uma roda (pode ser na sala ou em algum lugar ao ar livre, se a escola
tiver espaços). Garanta que todos tenham o exemplar do livro em mãos (caso não tenham,
forme duplas ou trios) e as anotações que fizeram para iniciar a conversa.
• As reflexões abaixo são sugestões de como conduzir a atividade. É importante, durante esse
processo, ouvir a fala das crianças com atenção e pedir a todos que façam o mesmo; se possí-
vel, anote as falas dos estudantes, porque elas são interessantes subsídios para compreender
aspectos relativos às práticas de leitura, à história leitora, à formação cidadã por meio da
leitura, à relação leitor-obra.
No caso de O Livro das portas, algumas questões podem ser feitas para promover a conversa:
• qual das portas mais chamou a sua atenção? Por quê?
• qual o trecho do livro de que você mais gostou? Por quê? (Pedir à criança que leia o trecho
de que mais gostou).
• cada história de porta tem uma cor. O que achou dessa ideia?
• e sobre os desenhos das portas: de qual você mais gostou e por quê?
• você conhece outras histórias parecidas com essa? Poderia contar aos colegas?
• você conhece alguma música que tenha a porta como assunto? Poderia cantar aos colegas?
• o que você acha que cada porta representa? (Nesse momento, se possível, explore as metá-
foras contidas em cada uma das histórias: a porta como símbolo da entrada para um lugar
desconhecido dentro de cada um, a porta como possibilidade de atravessar o desconhecido,
a porta como objeto tem vida e dialoga com o indivíduo, a relação entre a porta e as pessoas
e outras que podem ser ditas pelos estudantes)
• teve alguma porta que você imaginou diferente da que estava ilustrada? Por quê? Como
você ilustraria essa porta?

Roteiro Pós-leitura – representação artística


Retome com os alunos O Livro das portas, destacando o fato de a porta ser o motivador de
todas as reflexões dos narradores ao longo do livro.
Abra o livro virado para os alunos e revejam as imagens. Peça a eles que tentem discorrer sobre
qual era a porta por trás da narrativa. Observe quais são os recursos de que se utilizam para recontar
a história e, se possível, anote em seguida.
Relacionando as discussões orais às formas de ampliar os pontos de vista da leitura e representá-la
por meio de outras linguagens, disponibilize papel Kraft em tamanho grande e materiais de desenho (lá-
pis, giz, tinta guache) para que todos representem a sua porta; peça a cada um que coloque o nome em
seu desenho para identificação posterior, pois isso será usado na atividade de escrita que farão a seguir.

Roteiro Pós-leitura – escrita


Com base na imagem de porta que criaram, organize as três propostas de atividade escrita, que
podem ser feitas em sequência ou em diferentes momentos.
Proposta 1: texto com a sua porta.
Peça às crianças que escrevam um texto em prosa ou verso tendo como personagem principal
a porta que desenhou na fase Roteiro Pós-leitura – representação artística.
Proponha aos estudantes as etapas a seguir.
• retome o desenho e observe-o por alguns instantes.
• escolha o tipo de texto que vai escrever: prosa ou poesia. Auxilie os estudantes a escolher
escrever o texto que se sintam mais seguros e mais à vontade para desenvolver. Se necessário,
retome alguns elementos da narrativa e do texto poético.
• preparação para a escrita:
• escolha do tipo de texto
• planejamento do texto: fazer um rascunho com os elementos do texto em prosa: persona-
gem(ns), tempo, espaço, enredo, conflito, resolução/final.
• planejamento do texto poético: fazer um rascunho com assunto, eu lírico, métrica: versos
rimados ou versos livres, curtos ou longos.
• revisão do texto: reveja a ortografia, a pontuação, a escolha das palavras e da estrutura do
texto.
• passe o texto a limpo.
• releia o texto.

Proposta 2: texto com a porta do colega.


Peça aos estudantes que disponibilizem seus desenhos à vista de todos. Estimule-as a circular
pelo local, parar diante dos desenhos, observá-los e fazer a escolha; caso mais de um aluno queira
o mesmo desenho, incentive o diálogo e a conversar para chegar ao consenso de quem ficará com
a imagem.
Retome as etapas de construção do texto da Proposta 1 para a escrita do texto com o desenho
escolhido.
Na etapa de releitura, o aluno que teve a porta escolhida receberá o texto e terá que dar um
retorno para o colega. Saliente a importância da troca de impressões sobre um texto como forma
de estimular a escrita, ampliar a imaginação e o contato com outros escritos; ressalte a importância
de se dirigir ao colega com respeito, empatia e gentileza, ainda que não se tenha gostado do texto,
justificando, cordialmente, seus pontos de vista.
Além disso, oriente o estudante para o retorno de leitura tendo como base os aspectos estru-
turais do texto:
• percebeu algum equívoco de ortografia e pontuação. Se possível, tente corrigir. Caso tenha
dúvida, dirija-se ao professor.
• percebeu incoerência na história (no caso da prosa): procure passagens do texto do colega
em que encontrou essas incoerências e tente explicar a ele seu ponto de vista
• percebeu alguma incoerência no assunto (no caso da poesia): procure palavras do texto do
colega em que encontrou essas incoerências e tente explicar a ele seu ponto de vista.
• pontos positivos do texto: conseguiu “entrar” no texto? Sentiu-se parte da história? A lin-
guagem é clara? Gostaria de reler o texto? Qual foi a parte preferida? Por quê?

Proposta 3: texto com a porta de todos


A Proposta 3 consiste em ampliar as noções de observação, argumentação e consenso dos
alunos, pois a ideia é que escolham um desenho e criem uma história coletiva a partir dessa escolha.
Os desenhos deverão permanecer expostos e à vista de todos.
Oriente a atividade de acordo com os seguintes passos:
1ª etapa – escolha da imagem
• retome o desenho e a observação por alguns instantes.
• proponha a cada aluno a escolha da imagem de que mais gostou. As cinco mais votadas irão
para a “final”.
• das cinco mais votadas, cada um escolhe apenas uma.
• a imagem escolhida terá o texto coletivo criado.

2ª etapa – escrita do texto


O papel do professor nessa etapa é fundamental para direcionar o trabalho. Isso fortalece nos
estudantes a confiança, o espírito de equipe, a empatia, a escuta, a troca e a argumentação.
Os passos a seguir são formas de como organizar a atividade
• o professor será o escriba das ideias que surgir e o responsável por organizar todos os proce-
dimentos da atividade.
• estabeleça os combinados com a turma: peça a todos que levantem a mão para falar e anote
o turno de fala de cada um. Tranquilize os alunos que todos terão seu tempo de fala e darão
sua contribuição para criar a história.
• deixe a imagem no centro, à vista de todos.
• estimule os alunos a falar tudo o que vem à cabeça quando olham para a imagem; é dessa
“chuva de ideias” que começam a brotar uma possível história.
• pergunte sobre os elementos da narrativa: personagens, tempo, espaço, enredo, conflito,
desfecho.
• reúna as ideias principais, organize-as e compartilhe-as com os alunos para aprovação. Caso
gostem, peça que iniciem a escrita da história em uma folha à parte, passe a limpo e entregue
ao professor, que reproduzirá a narrativa em uma folha maior e deixará, se possível, no mural
da sala para que todos tenham acesso ao texto.

3. Orientações gerais
O Livro das portas permite múltiplas leituras e intersecções com outras disciplinas, no sentido
de ampliar as possibilidades de trabalho para além da Língua Portuguesa.
Assim, as orientações apresentadas podem ser feitas em consonância com as áreas de Arte,
Geografia e História e Ciências, predominantemente. Isso não significa, no entanto, que os docentes
de outras áreas do conhecimento não vejam, nessa obra, possibilidades de atuação, tão importantes
para a área da linguagem.

Orientações para um projeto


A leitura de O Livro das portas, como dito anteriormente, pode ampliar-se para constituir-se em
um projeto a ser executado na escola e envolver outros campos do conhecimento com o objetivo de
ampliar os assuntos discutidos na obra e trazer outros olhares.
Diante disso, propõe-se o projeto Portas além da escola.

Etapa 1 – O projeto
O projeto Portas além da escola consiste em levar os alunos ao bairro onde fica a escola para
a realização de uma pesquisa sobre as portas existentes nas diferentes construções.
Para isso, devem ser levados em consideração os seguintes aspectos práticos:
• escolher dia (de preferência ensolarado) e o período: 10 dias (cerca de 30 minutos em cada saída).
• autorização com a direção da escola para a realização do projeto.
• autorização dos pais por meio de carta.
Mediante todas as autorizações, pode-se seguir com etapa da pesquisa

Pesquisa
A proposta de pesquisa a ser compartilhada com os alunos tem as etapas a seguir.
• reconhecimento do local:
1º: andar pelas ruas do bairro onde fica a escola e observar as portas das construções, tentando
descrevê-las.
2º: fotografar as construções, dando destaque para as portas.
• número de portas pesquisadas.
• tipos de portas pesquisadas: quais eram os materiais das portas? De quais tipos de constru-
ções essas portas faziam parte? Elas pareciam pesadas? Ou leves? Eram coloridas?
• foi possível encontrar, durante as pesquisas, portas semelhantes às mencionadas no livro?
• seleção das imagens: depois da etapa de reconhecimento do local e das fotografias das
portas, é o momento de selecionar as imagens que mais chamaram a atenção durante as
pesquisas, escolher uma e dar início à pesquisa.
• pesquisa: procure em livros e na internet possíveis imagens semelhantes à escolhida para ten-
tar situá-la no tempo e começar a compreender alguns aspectos históricos da construção. Em
seguida, voltar ao local onde está a construção e tentar agendar uma conversa com alguém
que esteja por trás da porta (morador, no caso de ser a porta de uma casa; um trabalhador ou
o dono de um estabelecimento, se for a porta de um comércio e assim por diante). Recorra
ao professor de História e de Arte, mostre a foto selecionada e peça orientações a respeito
das construções que confirmem ou refutem as informações encontradas nas fontes de pes-
quisa. O professor de Ciências também poderá contribuir com relação aos possíveis materiais
de que as portas são feitas.
• reunião dos resultados: com base na coleta de informações durante a pesquisa, escreva um
texto que conte a história da porta e da construção da qual ela faz parte.
• apresente os resultados aos outros colegas da escola e aos habitantes do bairro, por meio de
uma exposição das imagens e das respectivas histórias das portas.
• organizar e nomear a exposição.
• fazer os convites, com data, horário, local.

Etapa 2 – Conversa com os docentes


Antes de propor a pesquisa à turma, é importante conversar com os professores das áreas de
Arte, História, Geografia e Ciências, caso a escola os tenha. Sugira a leitura do livro e marque uma
discussão dos aspectos da obra que poderão auxiliar ao longo do projeto.
Apresente a ideia, ouça os comentários e sugestões e faça os possíveis ajustes antes de apre-
sentar aos estudantes.

Conversa com os alunos


Retome o livro e seus aspectos gerais, como personagens, enredo, cenário, as cores e outros
aspectos que achar importante.
Proponha aos alunos a Etapa 1 e as reações iniciais à proposta.
Acompanhe, durante as etapas, o engajamento dos estudantes durante o processo, a intera-
ção com os professores das áreas e a interação entre si e promova, sempre que possível, a troca, a
parceria, o companheirismo e o compartilhamento dos conhecimentos.

Ampliação
Um possível desdobramento da pesquisa é estimular a busca por obras de arte, músicas, filmes,
livros em que uma porta – em seu sentido literal ou figurado – seja o centro das discussões.
Os encaminhamentos a seguir podem colaborar para ampliação da pesquisa:
• divida a turma em grupos de, no máximo, quatro alunos.
• proponha a cada grupo a pesquisa de um campo: artes plásticas e visuais, música, literatura,
filme que tenha como tema central o objeto porta. Se achar pertinente, pode-se aprofundar
em um único campo, por exemplo, o das artes plásticas e visuais, propondo uma pesquisa so-
bre portas em diferentes períodos: um grupo pesquisa a época renascentista, outro, a futurista.
• sugira a escrita e a organização das informações durante todas as etapas de desenvolvimento
da pesquisa. Como resultado, os grupos devem escrever um texto que contenha as descobertas.
• apresentação dos resultados da pesquisa: em um dia previamente combinado, os grupos
deverão apresentar as considerações oralmente e entregar um trabalho escrito ao professor,
que deverá compartilhar com seus colegas docentes de outras áreas, as informações contidas
nos trabalhos.

Referências Bibliográficas
Sites
• A taba – leitura em rede: <http://ataba.com.br/>. Acesso em: 1 maio de 2018.
O site apresenta discussões, vídeos e textos sobre livros e leitura para crianças e jovens.

• Revista Emília: <www.revistaemilia.com.br>. Acesso em: 1 maio de 2018.


O site divulga textos teóricos, resenhas de livros, discussões sobre leitura e literatura para crian-
ças e jovens.

Livros
BAJOUR, Cecília. Ouvir nas entrelinhas. O valor da escuta nas práticas de leitura. São Paulo: Pulo
do Gato, 2012.
CHARTIER, Roger (org.). Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2001.
HUNT, Peter. Crítica, teoria e literatura infantil. São Paulo, Cosac Naify, 2010.
LAJOLO, Marisa; ZILBERMAN, Regina. Das tábuas da lei à tela do computador: a leitura em seus
discursos. São Paulo: Ática, 2009.
SALISBURY, Martin; STYLES, Morag. Livro infantil ilustrado: a arte da narrativa visual. São Paulo:
Rosari, 2013.

Competências e Habilidades da BNCC


As atividades aqui sugeridas, em conformidade com a BNCC, pretendem garantir aos estudan-
tes o fortalecimento das habilidades e competências selecionadas a seguir.

Competências Gerais
Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversi-
dade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades e potencialidades, sem preconceito
de qualquer natureza.

Competências específicas de Ciências Humanas


Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar o respeito à
diferença em uma sociedade plural e promover os direitos humanos.
Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-informacional nos conheci-
mentos das Ciências Humanas, considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para
intervir em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo contemporâneo.
Competências específicas de Linguagens
Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em di-
ferentes campos de atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de
participação na vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática
e inclusiva.
Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísti-
cas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da hu-
manidade, bem como participar de práticas diversificadas e coletivas, da produção artístico-cultural,
com respeito à diversidade de saberes, entidades e culturas.

Competências específicas de Língua Portuguesa


Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável, heterogêneo e sen-
sível aos contextos de uso, reconhecendo-a com meio de construção de identidade de seus usuários
e da comunidade a que pertencem.
Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos diferentes
campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas possibilidades de participar da cul-
tura letrada, de construir conhecimentos (inclusive escolares) e de se envolver com maior autonomia
e protagonismo na vida social.
Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em diferentes cam-
pos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e criticidade, de modo a se expres-
sar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos, e continuar aprendendo.
Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores e ideologias.
Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do senso estético
para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações artístico-culturais como formas de aces-
so às dimensões lúdicas, de imaginário e encantamento, reconhecendo o potencial transformador e
humanizador da experiência com a literatura.
Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas para expandir
as formas de produzir sentidos (nos processos de compreensão e produção), aprender e refletir sobre
o mundo e realizar diferentes projetos autorais.

Habilidades BNCC 1o ao 5o anos

(EF15LP02) Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler (pressuposições antecipadoras
dos sentidos, da forma e da função social do texto), apoiando-se em seus conhecimentos prévios
sobre as condições de produção e recepção desse texto, o gênero, o suporte e o universo temáti-
co, bem como sobre saliências textuais, recursos gráficos, imagens, dados da própria obra (índice,
prefácio etc.), confirmando antecipações e inferências realizadas antes e durante a leitura de textos,
checando a adequação das hipóteses realizadas.
(EF15LP05) Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situa-
ção comunicativa, os interlocutores (quem escreve/para quem escreve); a finalidade ou o propósito
(escrever para quê); a circulação (onde o texto vai circular); o suporte (qual é o portador do texto); a
linguagem, organização e forma do texto e seu tema, pesquisando em meios impressos ou digitais,
sempre que for preciso, informações necessárias à produção do texto, organizando em tópicos os
dados e as fontes pesquisadas.
(EF15LP07) Editar a versão final do texto, em colaboração com os colegas e com a ajuda do profes-
sor, ilustrando, quando for o caso, em suporte adequado, manual ou digital.
(EF15LP15) Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam
uma dimensão lúdica, de encantamento, valorizando-os, em sua diversidade cultural, como patri-
mônio artístico da humanidade.
(EF15LP18) Relacionar texto com ilustrações e outros recursos gráficos.
Habilidades BNCC 3o ao 5o anos

(EF35LP12) Recorrer ao dicionário para esclarecer dúvida sobre a escrita de palavras, especialmente
no caso de palavras com relações irregulares fonema-grafema.
(EF05LP02) Identificar o caráter polissêmico das palavras (uma mesma palavra com diferentes sig-
nificados, de acordo com o contexto de uso), comparando o significado de determinados termos
utilizados nas áreas científicas com esses mesmos termos utilizados na linguagem usual.
(EF04LP05) Identificar a função na leitura e usar, adequadamente, na escrita ponto final, de interro-
gação, de exclamação, dois-pontos e travessão em diálogos (discurso direto), vírgula em enumera-
ções e em separação de vocativo e de aposto.
(EF05LP04) Diferenciar, na leitura de textos, vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos e reconhecer, na
leitura de textos, o efeito de sentido que decorre do uso de reticências, aspas, parênteses.
(EF05LP14) Identificar e reproduzir, em textos de resenha crítica de brinquedos ou livros de literatura
infantil, a formatação própria desses textos (apresentação e avaliação do produto).
(EF04LP21) Planejar e produzir textos sobre temas de interesse, com base em resultados de observa-
ções e pesquisas em fontes de informações impressas ou eletrônicas, incluindo, quando pertinente,
imagens e gráficos ou tabelas simples, considerando a situação comunicativa e o tema/assunto do
texto.
(EF05LP22) Ler e compreender verbetes de dicionário, identificando a estrutura, as informações
gramaticais (significado de abreviaturas) e as informações semânticas.
(EF05LP24) Planejar e produzir texto sobre tema de interesse, organizando resultados de pesquisa
em fontes de informação impressas ou digitais, incluindo imagens e gráficos ou tabelas, consideran-
do a situação comunicativa e o tema/assunto do texto.
(EF35LP18) Escutar, com atenção, apresentações de trabalhos realizadas por colegas, formulando
perguntas pertinentes ao tema e solicitando esclarecimentos sempre que necessário. Compreensão
de textos orais (EF35LP19) Recuperar as ideias principais em situações formais de escuta de exposi-
ções, apresentações e palestras.
(EF35LP21) Ler e compreender, de forma autônoma, textos literários de diferentes gêneros e ex-
tensões, inclusive aqueles sem ilustrações, estabelecendo preferências por gêneros, temas, autores.
(EF35LP25) Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequên-
cias de eventos e imagens apropriadas para sustentar o sentido do texto, e marcadores de tempo,
espaço e de fala de personagens.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e
o ponto de vista com base no qual histórias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e
terceira pessoas.

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