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CICLO DAS ROCHAS1

O solo é o produto da alteração do material de origem (rochas) num determinado


espaço de tempo frente a condições específicas fornecidas pelo clima, relevo e organismos.
Entender as rochas de uma determinada região, e seus componentes minerais auxilia no
entendimento do solo e suas propriedades e características.
A superfície do planeta é recoberta pela litosfera, camada composta por rochas e o
produto de seu intemperismo, o solo. As rochas originam-se inicialmente do resfriamento do
material incandescente que compõe o interior do planeta, e depois dos sucessivos
processos de intemperismo, sedimentação, metamorfismo a que as rochas iniciais estão
sujeitas devido a dinâmica da superfície terrestre (Fig. 1).

Figura 1 – Representação do Ciclo da Rochas


Existem muitas formas de classificar as rochas, mas a classificação mais usual, que
fundamenta a petrologia , é pelo processo de formação.
Quanto ao processo de formação
De acordo com os processos distintos de formação, existem três grandes grupos de
rochas:
ÍGNEAS ou VULCÂNICAS,
METAMÓRFICAS
SEDIMENTARES.
Como dito anteriormente, a origem das rochas existentes inicia com a solidificação
da crosta, inicialmente originaram-se as rochas denominadas de ígneas ou magmáticas por
serem originadas do magma. O desgaste destas rochas e o acúmulo de seus sedimentos
originaram as rochas sedimentares. O resfriamento da crosta com dobras e fraturas,
resultaram em pressões e temperaturas elevadíssimas, originado rochas com características
próprias e denominadas de rochas metamórficas.
As rochas magmáticas, intrusivas e as extrusivas, se originam da consolidação do
magma, são de origem primária e delas se derivam por vários processos as rochas
sedimentares e metamórficas.

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Material elaborado como apoio para o tópico Introdução ao estudo de Minerais e Rochas da Disciplina Solos I
do curso de Agronomia da UTFPR. Não exclui a necessidade de consulta a bibliografia recomendada.
ROCHAS ÍGNEAS
As principais características das rochas ígneas são a dureza elevada e a grande
quantidade de minerais do grupo dos feldspatos. O magma pode resfriar-se tanto de forma
intrusiva (dentro da crosta) quanto de forma extrusiva (fora da crosta terrestre). Se o magma
se consolidar dentro da crosta terrestre, a vários quilômetros de profundidade, dará origem
as rochas intrusivas, plutônicas ou abissais. Como o resfriamento do magma ocorre
lentamente possibilita a formação de cristais mais perfeitos (desenvolvidos) formando uma
textura equigranular, ou seja, uma textura em que os cristais dos minerais que compõem a
rochas puderam desenvolver-se de forma igual, atingido tamanhos semelhantes.
Caso o resfriamento ocorra de forma extrusiva, fora da crosta terrestre, o processo
de resfriamento será muito rápido, de forma que não se formarão cristais na rocha, ela
apresentará uma massa composta por microgrânulos dos minerais, mas sem
desenvolverem estruturas.
Classificação das rochas ígneas:
As rochas ígneas classificam-se pela cor, pela composição química e pelo local de
resfriamento.
Classificação das rochas pela cor
As rochas podem ser classificadas quanto à presença de minerais claros ou escuros
em leucocráticas, melanocráticas e mesocráticas.
LEUCOCRÁTICAS: são rochas que predominam minerais de cor clara (quartzo,
feldspatos, feldspatóides e micas moscovita);
MELANOCRÁTICAS: são rochas em que predominam minerais de cor escura (mica
biotita, piroxênios, anfibólios e peridotos);
MESOCRÁTICAS: rochas em que não há o predomínio de minerais claros ou
escuros.
Classificação pelo local de resfriamento do magma
De acordo com o local em que ocorreu o resfriamento, as rochas ígneas podem ser
classificadas em intrusivas plutônicas ou abissais, intrusivas hipoabissais e extrusivas. As
intrusivas plutônicas ou abissais são aquelas cujo resfriamento ocorreu em grande
profundidade, geralmente a centenas de metros da superfície. O resfriamento ocorre
portanto de forma muito lenta, gerando cristais de tamanho grande, dando origem a textura
fanerítica (com cristais visíveis) porfíritica (e de tamanho grande). Já as intrusivas
hipoabissais se resfriam dentro da crosta, mas mais próximas da superfície, de forma que os
cristais formados serão menores que nas plutônicas, dando origem a textura fanerítica.

Figura 2 – Comparação entre (a) textura afanítica (uma massa indistinta de minerais) (b)
fanerítica (é possível ver os cristais minereais) e (c) porfíritica (cristais de tamanho grande)

a b
Classificação de acordo com a acidez
O SiO2 é responsável pela viscosidade do magma e pela sua acidez. Os magmas e
as respectivas rochas originadas são classificados segundo a acidez como:

Ácidas 65-80% de SiO2


Sub-ácidas 60-65% de SiO2
Sub-básicas 55-60% de SiO2
Básicas 55-45% de SiO2
Ultra-básicas  45% de SiO2

Quanto maior o teor de SiO2 de uma rocha ou mineral, maior é a sua acidez e maior
a sua resistência ao intemperismo, porque a quantidade de sílica presente na rocha será
maior. A viscosidade do magma é importante para a cristalização dos minerais. A
movimentação do magma depende de sua viscosidade, quanto mais ácido mais viscoso é o
magma. Esta característica influenciará a fluidez, podendo impedir ou facilitar o crescimento
de minerais.

Principais rochas ígneas


Intrusivas Plutônicas:
Granito: Os granitos são as rochas mais abundantes nos escudos continentais, dizendo-se
mesmo que estes escudos são graníticos. Como têm muita sílica, os granitos constituem um
magnífico exemplo de rochas ácidas. Do ponto de vista da coloração, os granitos vão desde
cores claras até tons de cinza escuros. A cor dos granitos é dada pelo principal feldspato
presente. São ricos em feldspatos e quartzo, sob clima temperado dão origem a solos de
textura arenosa e fertilidade mediana. Sob clima tropical dão origem a solos de textura
areno-argilosa, pobres em fertilidade.

Sienito: São rochas quimicamente intermediárias, isto é, de pouca sílica, predominando em


sua composição feldspato potássico e anfibólio. Rochas predominantemente leucocráticas
com feldspato de cinza-claro até vermelho-tijolo, são muito empregadas em revestimentos,
dada a sua cor agradável. Decompõem-se com relativa facilidade, dando um solo muito rico
em argila pela quantidade de feldspato que contêm.

Diorito: rochas intermediárias ricas em feldspato, anfibólio, biotita e quartzo (em pequenas
percentagens). Dão origem a solos argilosos e de fertilidade mediana.

Gabro: Rocha intrusiva de caráter básico, sua ocorrência é menor que a do granito e sienito.
È rico em feldspatos e piroxênios, dando origem a solos argilos. Seu correspondente
extrusivo é o basalto.

Peridotito: Rocha constituída quase que exclusivamente de piroxênios e olivinas. Dá origem


a solos argilosos.
Intrusivas Hipoabissais:
Quartzo pórfiro: Rocha leucocrática a mesocrática de estrutura granular, ocorre em
bossas (“stocks”), apófises e lacólitos.

Microssienito: Decompõem-se com relativa facilidade, dando um solo muito rico em argila
pela quantidade de feldspato que contêm. Às vezes dão origem a depósitos de bauxito,
quando as condições são favoráveis.

Microdiorito: Apresenta pequenos cristais de feldspatos, anfibólios e biotita. Eventualmente


cristais de quartzo.
Dolerito: Também chamado de diabásio, é o correspondente intrusivo do basalto. Apresenta
pequenos cristais de quartzo e feldspatos, e coloração escura. Os solos formados sobre
doleritos são argilosos e de boa fertilidade.

Extrusivas:
Riolito: São sempre leucocráticos, por conseguinte, com grande predomínio de quartzo e
feldspato. Em climas temperados dão origem a solos de textura arenosa e baixa fertilidade.

Traquito: Rocha vulcânica em que os feldspatos potássicos são geralmente tabulares com
arranjo subparalelo. Originam solos argilosos.

Andesito: O correspondente extrusivo dos dioritos. É sempre porfirítico e nunca tem quartzo.
Sua identificação macroscópica é fácil, devido a cristalização dos feldspatos calco-sódicos.

Basalto: Geralmente originados de lava negra e densa cujas correntes se encontram


largamente espalhadas em toda a superfície do globo terrestre (figura 21A). É constituído,
principalmente, por piroxênio e por feldspato plagioclásio, tão finamente cristalizados que
não se pode identificá-lo, macroscopicamente. No total, o basalto é feito de feldspato e de
minerais ferromagnesianos em partes iguais. A cor varia de negro absoluto a um cinzento-
escuro um pouco esverdeado. O meláfiro é um basalto de textura amigdalóide, isto é, rico
em vesículas que foram preenchidas, posteriormente, por calcita ou zeólitas.

Ao analisarmos a mineralogia e características das principais rochas ígneas,


percebe-se que o mesmo magma pode dar origem a diversos tipos de rocha, dependendo
do local em que ocorreu o resfriamento (Tabela 1) . Por exemplo, o gabro, o dolerito e o
basalto são formados pelo mesmo tipo de magma (de caráter básico) mas com
resfriamento, respectivamente, em região abissal, hipoabissal e exterior.

Tabela 1 – Quadro resumo da correspondência entre as rochas e classificação de acordo


com acidez, local de formação e cor das principais rochas ígneas
Local de Formação
Acidez Plutônica Hipoabissal Extrusiva Cor
Ácidas Granito Quartzo pórfiro Riolito Leucocráticas

Sienito Micrissienito Traquito


Intermediárias Mesocráticas
Diorito Microdiorito Andesito

Básicas Gabro Dolerito ou Basalto Melanocráticas


Diabásio
Ultrabásicas Peridotito Picrito X Ultramelanocráticas

ROCHAS SEDIMENTARES
São rochas resultantes do depósito e da sedimentação dos produtos do
intemperismo de outras rochas, geralmente apresentando camadas ou indícios de foliação,
resultantes do processo de deposição. Os depósitos de sedimentos recém formados são
moles e incoerentes como a areia de uma praia ou a argila de um manguezal. Com o passar
do tempo e a evolução geológica, entretanto, novas camadas vão se acumulando e criando
espessas formações de sedimentos que podem atingir centenas e até milhares de metros
de espessura.
Sob o efeito das novas camadas, a água é expulsa e os sedimentos mais antigos
vão endurecendo, sofrem o processo de litificação ou diagênese, até formar a rocha dura:
a rocha sedimentar.
Toda rocha sedimentar é proveniente de outra rocha, que passou por processo de
intemperismo, transporte de deposição. Os detritos são retirados da rocha matriz pela ação
do intemperismo e levados para regiões mais baixas, por meio de agentes transportadores
como água, vento e até mesmo geleiras, sendo depositados por fim, em bacias
sedimentares, dando origem as novas rochas. A deposição pode ocorrer ser em ambiente
continental ou aquoso.
Os principais processos de litificação ou diagênse são: Compactação, Dissolução,
Cimentação e Recristalização Diagénetica. Na compactação as partículas de sedimento
acabam sofrendo empacotamento e se solidificando em função de pressão ou agentes
químicos (Fig. 3). Na dissolução ocorre a adesão das partículas da rocha pela dissolução
das partículas originais e conseqüente justaposição. Na cimentação um elemento químico
ou partícula mineral fina entra entre as partículas mais grosseiras, gerando a litificação da
rocha. Na recristalização, neste processo, sob condições de soterramento, ocorrem
mudanças na mineralogia e na textura cristalina do material sedimentar.

Figura 3 – Tipos de sedimentos e a rocha formada. Da esquerda para a direita: cascalho,


areia, silte e argila dando origem a conglomerado, arenito, siltito e argilito.

Agentes de transporte e deposição:


Cada um confere uma característica que, após a rocha formada, permite identificar
qual foi o agente.
a) Água: Transporta por solução (dissolução), suspensão, tração, saltação e rolamento. A
água confere proteção ao transportar, por isso os materiais ficam arredondados ou
facetados, mas sempre lisos e brilhantes (Fig 4).
b) Vento: Transporta por suspensão, saltação e rolamento. Os materiais se chocam muito,
por isso ficam facetados (as vezes arredondados) mas sempre foscos.
c) Gelo: Transporta por arraste ou tração. O gelo não seleciona os materiais transportados,
não gera estruturas.

Figura 4 – Seixos transportados pela água, evidenciado pela forma arredondada.


Arcabouço de Rochas Sedimentares:
Uma rocha sedimentar pode ser comparada a uma parede de tijolos:
Tijolos = granulometria principal (GP)
Argamassa = matriz
Cimento = cimento ou cemento
Quando a granulometria principal é muito fina, não se pode diferenciar as três frações,
ou então ocorre só granulometria principal e cimento. O cimento é a fração que, de fato,
“cola” a rocha sedimentar. Podem ser: Argiloso (fácil de quebrar), Carbonático (reage com
ácidos, cor clara), Silicoso (duros), Óxidos de ferro (cor vermelha ou amarela)

Tipos de Rochas Sedimentares:


São classificadas de acordo com o agente de transporte e tipo de deposição. Podem
ser Clásticas ou detríticas, Orgânicas e Químicas.

Principais rochas sedimentares


CLÁSTICAS:
Psefitos:
Conglomerados: GP: seixos e/ou grânulos arredondados. Matriz: areia, silte ou argila,
qualquer tipo de cimento, estrutura gradacional, origem clástica. (transportado pela água)
Brechas: GP: seixos e/ou grânulos facetados. Matriz: areia, silte ou argila, qualquer
tipo de cimento, sem estrutura , origem clástica. (transportado por vento)
Tilito: GP: seixos e/ou grânulos de várias origens, formas e tamanhos. Matriz: areia,
silte ou argila, qualquer tipo de cimento, sem estrutura origem clástica. (Transportado pelo
gelo)
Psamitos
Arenitos: GP:areia. Matriz: silte ou argila, qualquer tipo de cimento, estrutura
singenética ou epigenética, origem clástica.
Pelitos
Siltito: GP: Silte, matriz argila, cimento: qualquer tipo, estruturas singenéticas e
epigenéticas, origem clástica.
Folhelho: GP: silte e argila, pode conter M.O (folhelho carbonoso ou oleaginoso)
matriz: argila, qualquer tipo de cimento., estrutura folhelhóide, em marcas de ondas, gretas
de contração cruzada e de escorregamento. Origem clástica.
Argilito: GP argila, matriz argila, qualquer tipo de cimento, estruturas epigenéticas e
singenéticas, origem clástica.

QUÍMICAS
Calcário: mineralogia: Calcita ou dolomita, textura micro ou macrocristalina, cimento
carbonático, estrutura em faixas de cores, origem química.
Silexito: mineralogia: sílica, textura micro ou macrocristalina, cimento silicoso, estrutura
em faixas de cores ou gretas de contração, origem química.

ORGÂNICAS
Carvão: mineralogia: Carbono.
Pode ser Turfa, linhito, hulha ou antracito.
A turfa e o linhito são clásticas, a hulha e o antracito são químicas, quase sempre
microcristalinas. O cimento é carbonoso, estrutura planar ou hábito folhelhóide. Origem
orgânica.
Coquina: Apresenta granulometria. Matriz variável, cimento carbonático, estruturas
singenéticas e epigenéticas. Origem orgânica.
Varvito ou ritmito: GP: silte e/ou argila com M.O Matriz argila, cimento argiloso ou
carbonático, estrutura singenética (em varvas) e epigenéticas. Origem organo-clásticas.
ROCHAS METAMÓRFICAS
Metamorfismo é a transformação de uma rocha em outra.
Ocorre através da ação da temperatura, pressão e fluidos quimicamente ativos ou
termo ativos.
Causa o aparecimento de novas texturas e estruturas na rocha original gerando a
rocha metamórfica.

Rocha Ígnea Nova textura


Metamorfismo Nova estrutura
Rocha sedimentar Novos cristais, etc.

Rochas metamórficas podem vir de qualquer tipo de rochas ígneas, sedimentares ou


mesmo outra metamórfica.

Agentes de metamorfismo:
a) Temperatura: Variam de 200 a 800 graus centígrados. É o agente de mudanças
mais importante pois causa recristalização dos minerais da rocha. As fontes mais comuns
de calor são:
1 – Intrusões ígneas: através do plutonismo
2 – Minerais radioativos: Com o passar do tempo transmuta-se emitindo partículas
energéticas que causam um aumento de temperatura.
3 – Fricção de placas costais: A fricção libera calor. É uma característica regional.
b) Pressão: Gera mudanças na textura e estrutura da rocha. Pode ser dividida em dois
tipos:
1 – Pressão dirigida ou de stress: Força cizalhante. Da origem a estruturas planas ou
planares.
2 – Pressão confinada ou hidrostática: Confina esforços, produz agregação de
minerais.
c) Fluidos quimicamente ativos: Elementos que ocupam os interstícios e/ou fendas
entre as partículas da rocha, causando uma resolidificação. Os elementos tema a
capacidade de migrar dentro da rocha. Os mais comuns são os silicatos e carbonatos.
Existem muitos tipos.
É importante lembrar que os três agentes podem atuar conjuntamente, com um dos
três tendo maior importância sobre os demais, porém sempre é possível reconhecer que
agente atuou com mais intensidade na rocha formada.

Tipos de metamorfismo:
O metamorfismo pode ser de caráter local, localizado num ponto, ou regional,
abrangendo vários quilômetros.
Os locais são geralmente os metamorfismo de contato, que ocorrem a partir do contato
de derrames ou intrusões ígneas com a rocha encaixante e os metamorfismos dinâmicos,
que ocorrem devido a pressões dirigidas em locais associados a falhamento e/ou
fraturamento da rocha. Identifica-se pela granulação fina das rochas e orientação dos
grânulos.
Já os regionais podem ser classificados em três categorias: Dinamotermal,
Soterramento ou Confinamento e Oceânico.
O metamorfismo dinamotermal é formado pela ação da pressão dirigida e temperatura.
Surge em regiões de cadeias montanhosas (Andina, Rochosas, Himalaia). Produz gnaisses,
xistos, filitos e ardósias.
O metamorfismo de Soterramento ou Confinamento é causado pelas Rochas Igneas
extrusivas que causam um aumento de temperatura variando entre 400 e 800 graus C e
uma pequena pressão devido ao seu peso As rochas formadas assim tem o prefixo meta no
nome ( ex: metasiltito, meta arenito, etc.) Abrange grandes áreas.
O metamorfismo Oceânico ocorre devido ao aumento de temperatura e pressão
causado pelo peso da água.

Figura 5 – Representação do processo de metamorfismo dinamotermal, que origina as


cadeias de montanha

Classificação da Rochas metamórficas:

A classificação das rochas metamórficas é bastante complexa, pode ser feita com
base no tipo de rocha original, no tipo de metamorfismo ou no grau de metamorfismo. Para
a formação de solos geralmente adota-se a classificação baseada no grau de
metamorfismo, que refletira na dureza da rocha e conseqüentemente no seu grau de
intemperismo, afetando a velocidade de formação dos solos.
Do ponto de vista mineralógico, como as RM provem de todos os tipos de rochas,
podem conter qualquer tipo de mineral. Rochas Metamórficas apresentam os blastos, que
são semelhantes aos pórfiros e clastos. São minerais que sofreram recristalização através
do metamosrfismo.

Principais rochas metamórficas:


Ordenadas das menos metamorfizadas para as mais metamorfizadas:

Ardósia: Possui clorita, cericita, quartzo e pirita em sua composição. É proveniente de


pelitos (siltitos e argilitos metamorfizados.
Filito: Mineralogia formada por clorita, cericita, quartzo finamente moído. Também é
originada de pelitos, mas apresenta grau de metamorfismo maior.
Xisto: Mineralogia formada por clorita, cericita, biotita e lentes de quartzo também é
originada de pelitos, mas apresenta elevado grau de metamorfismo.
Quartzitos: São originados dos arenitos, sendo ricos em quartzo.
Mármore: Possui diversos minerais básicos em sua composição, notadamente a
calcita, galena e clorita, além de quartzo e pirita. Sua origem são as rochas carbonatadas e
possui grau de intemperismo moderado.
Gnaisse: Proveninete do metamorfismo de rochas ígneas ou sedimentares, apresenta
elevado grau de metamorfismo. Sua mineralogia é composta por ortoclásio, quartzo,
epídoto, granada e biotita.
Migmatito: Alto grau de metamorfismo, Apresenta leucossoma e paleossoma, ou seja
em seu processo de formação a rocha se divide, ficando uma parte de cor clara e outra de
cor escura. Se originam de rocha ígnea ou sedimentar.
Milonito: Também são originados de rochas ígneas ou sedimentares, com mineralogia
composta por biotita, feldspatos e quartzo.