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História da Arte: da Tradição à

Contemporaneidade

André Dorigo
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
A busca pela eternidade:
Arte na Mesopotâmia e no Egito

História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo


Arte na Mesopotâmia
• Mesopotâmia significa “entre rios” e corresponde aos
atuais Iraque e Síria. A produção excedente de
alimentos fez com que estados fossem criados, os
quais eram administrados através de cidades.
• A arte mesopotâmica se voltava para exaltar os deuses
e também os governantes, responsáveis pela proteção
da região. Imensos templos foram erguidos (zigurates)
e a torre de Babel bíblica talvez tenha sido um deles.
• A escultura foi a forma de arte mais praticada. Em
pequeno tamanho ou monumentais, podendo ser em
pedra (assírios e babilônicos) ou em tijolos revestidos
(babilônicos).
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História da antiga Mesopotâmia

• SUMÉRIOS (c.3500 a.C – c.2300 a.C). A Suméria se


situava na baixa Mesopotâmia. Aos sumérios é
atribuída a invenção da escrita cuneiforme e da
roda. Se organizavam em cidades-estado, sendo a
mais importante Ur.
• ACÁDIOS (c.2300 a.C – c. 2000 a.C). A Suméria foi
conquistada e unificada no reinado de Sargão I (2270-
2215 a.C). Os acádios adotaram e desenvolveram
muitos aspectos da civilização suméria.
• HITITAS (c.2000 – c.1200 a.C). Viviam na atual Turquia
e chegaram a dominar o norte da Síria e do Líbano.

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História da antiga Mesopotâmia
• BABILÔNIOS (c.1800 – c.1600 a.C. e 605 – 550 a.C.).
Houve dois importantes momentos dos babilônios.
Com Hamurabi (1792 a.C.- 1750 a.C.) que introduziu
o seu famoso código de leis e séculos depois com
Nabucodonosor II (605 a.C – 562 a.C.).
• ASSÍRIOS (c.1600 a.C – 605 a.C). Seu território inicial
era o norte da Mesopotâmia e chegaram a dominar
da Pérsia ao mediterrâneo (entre 800 a.C – 605 a.C).
• PERSAS (550 a.C. – 330 a.C.): ocupavam o território
do atual Irã e chegaram a dominar da Líbia à Índia
em seu apogeu. O Império Persa foi dominado por
Alexandre, o Grande, em 330 a.C.

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1) Estátua de venerador sumério em pose de oração c. 2750 - 2500 a.C.
2) Placa com a escrita cuneiforme, séc. 14 a.C. Era produzida pela pressão de uma haste
de junco sobre a argila molhada. Várias línguas da mesopotâmia foram registradas dessa
maneira.
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Estandarte Real de Ur, Mesopotâmia, c.3000 a.C. Feito com plaquetas de
pedra lapis-lázuli (fundo azul escuro) e conchas com areia (figuras).
Museu Britânico de Londres.

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Lira da Rainha Pu-Abi
Encontrada no seu túmulo
no cemitério real de Ur, se
destinava a oferecer
música depois da sua
morte. Um escravo foi
sacrificado junto ao
instrumento. c.2600-2400
a.C. 112 cm de altura.
Feito com madeiras,
conchas, pedra lapis-lázuli
(fundo azul escuro) e ouro.
(figuras). Museu Britânico,
Londres.
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1) Cabeça de Sargão I, cobre, 37 cm de altura, Museu do Iraque, Bagdá, c. 2334 - 2279 a.C.
2) Estátua de Gudea sentado (soberano da cidade de Lagash) c. 2144 -2124 a.C, diorita, 45
cm, Museu
História da Arte: do Louvre,à Paris.
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Estela de Naram-sin.
Naram-sin aparece no alto da
peça, com o capacete com
chifres c. 2200 a.C. calcário
rosa, altura 210 cm. Museu do
Louvre. A narrativa da vitória é
feita de maneira nova, com
movimento ascendente, em
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade vez de faixas horizontais.
André Dorigo
O Zigurate de Ur, foi construído em c. 2100 a.C. O Zigurate é um templo religioso
construído como uma pirâmide escalariforme. No nível mais alto encontra-se o
santuário, ao qual se chegava por escadarias.
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O Zigurate de Ur foi construído em c. 2100 a.C. pelo soberano de Lagash, Gudea, para
a deusa da lua, Nannar. Possuía planta retangular e as paredes eram revestidas de
tijolos coloridos. Foi reerguido por Nabucodonosor II, que reinou entre 605 – 562 a.C. Por
conta disso, é um dos templos que se conservam em melhor estado atualmente.

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Escultura assíria: Touro androcéfalo alado, c. 710 a.C., Procedente
do Palácio de Sargão II, na atual Khirsabad. Museu do Louvre, Paris.
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Eram consideradas figuras guardiães para afastar os maus espíritos.André Dorigo
Escultura assíria: Assurbanipal II, Caça ao leão (detalhe). Século 7 a.C.
Comprimento total do painel em calcário: 224 cm, Museu Britânico, Londres.
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Porta de Ishtar no Museu Pergamon de Berlim e detalhe de seu portão. A porta de Ishtar
era o oitavo portal da cidade de Babilônia. Foi erguido por ordem de Nabucodonosor II, em
homenagem àquela deusa babilônica. Possuía fileiras de azuleijos azuis brilhantes mesclados
História
com da Arte:
faixas em da Tradição à Contemporaneidade
relevo. André Dorigo
Porta de Ishtar no Museu Pergamon de Berlim e detalhe de seu portão. A porta de Ishtar
era o oitavo portal da cidade de Babilônia. Foi erguido por ordem de Nabucodonosor II, em
homenagem àquela deusa babilônica. Possuía fileiras de azuleijos azuis brilhantes mesclados
com faixas em relevo.
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Pieter Bruegel, A torre de Babel, 1563, óleo sobre painel, 114 x 155cm, Museu de História da
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Arte, Viena.
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Charles Chipiez, 1884, Reconstituição da cidade de Pesépolis (atual Irã) em perspectiva
olho de pássaro.
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1) Coluna com capitéis em forma de touros da antiga Persépolis, Museu Nacional do Irã, Teerã.
2) Charles Chipiez,1884. Reconstituição do telhado da Apadana
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Capitel de coluna com grifos da antiga Persépolis, Irã.
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Ruínas de Persépolis, atual Irã, palácio de Dario I.

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