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ESTUDOS PARA CONCURSO

Foco: Professor Ens. Fundamental II – Ciências


Toritama - PE

ASPECTO DO ENSINO DE CIÊNCIAS: Ondas e eletromagnetismo para construção da vida (Ficha 1)

CONCEITO DE ONDA
Ondas são perturbações regulares que se propagam, mas não transportam matéria. As ondas
apenas transportam energia. A Ondulatória é a parte da física que estuda as ondas e os fenômenos relacionados
a elas.

TIPOS DE ONDAS
As ondas que produzimos ao tocar as cordas de um violão ou as que se propagam em um lago onde
atiramos uma pedra são chamadas de ondas mecânicas. Ondas mecânicas são aquelas que precisam de um
meio material para se propagar. As ondas do mar e as ondas que produzimos numa corda de violão, o som,
são exemplos de ondas mecânicas.
Entretanto, nem todas as ondas precisam de um meio para a sua propagação. A luz, por exemplo, é
uma onda emitida pelo Sol que se propaga até a Terra sem haver um meio material entre eles. Isso também
ocorre com as ondas de rádio, as ondas de raio X e as ondas térmicas. Essas ondas denominadas ondas
eletromagnéticas, propagam-se tanto na matéria quanto no vácuo, ou seja, em lugar sem matéria alguma.

As ondas se classificam em ondas mecânicas - aquelas que necessitam de um meio material para se propagar
– e ondas eletromagnéticas – que não precisam de um meio material para se propagarem.

FREQUÊNCIA DE UMA ONDA

Uma das características importantes de qualquer onda é a sua frequência, o número de oscilações
por unidade de tempo.
A unidade mais comum usada internacionalmente para expressar a frequência de uma onda é o hertz,
simbolizado por Hz, que equivale a uma oscilação por segundo.

Assim, por exemplo, dizer que a corda de um violino, colocada em vibração pelo músico, emite uma onda
sonora de frequência 440 Hz, significa dizer que essa onda sonora produzida pelo instrumento realiza 440
oscilações a cada segundo.
OUTROS ELEMENTOS DE UMA ONDA
A onda periódica é caracterizada por alguns elementos, que são:

 Cristas: os pontos mais altos de uma onda são as cristas.


 Vale: os pontos mais baixos de uma onda formam os vales.
 Amplitude: é a distância da posição da corda em repouso a uma crista ou a um vale.
 Comprimento de onda: é a distância entre duas cristas sucessivas ou dois vales sucessivos.
Simbolizamos o comprimento de onda pela letra grega l.
 Período: é o tempo gasto para produzir uma oscilação completa (um ciclo), ou seja, é o tempo em que
a fonte gera um ciclo de subida e um de descida.
 Frequência: número de oscilações completas (ciclos) geradas por unidade de tempo (minuto, segundo
etc.)

Em um mesmo meio de propagação, as ondas de maior comprimento terão a


menor frequência, e as de ondas de maior frequência terão o menor
comprimento de onda.
Lembre-se! A amplitude e a frequência de uma onda dependem do movimento que dá origem a essa onda (nos
desenhos, o movimento das mãos que vibram a corda).

RELACIONANDO PERÍODO E FREQUÊNCIA


Se uma fonte produz um vale e uma crista a cada dois segundos, o intervalo de tempo para um ciclo completo
é 2 segundos; portanto, o período é 2s. Nesse caso, quantas oscilações completas (uma crista mais um vale)
são geradas a cada segundo?
A resposta é meia oscilação, ou meio ciclo, gerada a cada 1s.
Portanto, o número de oscilações por segundo ou frequência é 0,5 oscilação em um segundo. Assim, se
denominarmos o período de T, e a frequência de f, no nosso exemplo, teremos T = 2s e f = 0,5 ciclo por
segundo.
Na linguagem matemática:
e

No Sistema Internacional de Medidas (SI), a unidade do período é o segundo, e a unidade da frequência é o


ciclo por segundo, denominado hertz (Hz). Quando ouvimos dizer que o processador de um computador é de
2,1 gigahertz, isso significa que ele processa 2,1 bilhões de informações por segundo. Quando afirmamos que
a frequência de uma estação de rádio é de 99,7 megahertz, estamos dizendo que a onda de rádio correspondente
a essa estação possui 99,7 milhões de oscilações por segundo.
A EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DAS ONDAS
Em um determinado meio, as ondas se propagam com certa velocidade.
Ou seja, a velocidade de uma onda depende do meio em que ela se propaga. Por exemplo, as ondas
eletromagnéticas se propagam no vácuo com a velocidade de 300 000 km em um único segundo!

Vamos relacionar a velocidade de propagação das ondas com elementos das ondas que já vimos: frequência e
período.
Já sabemos que, para uma determinada velocidade de propagação constante, ou seja, para uma onda se
propagando sem mudar de meio, temos:

em que: v é a velocidade;

é a distância percorrida;

é o tempo.

Como sabemos, sendo o período o tempo necessário para ser produzido um ciclo completo, e comprimento
de onda a largura de uma crista mais um vale, podemos concluir que a onda percorre um comprimento de
onda em um período.
em que: é o comprimento de onda

T é o período

f é a frequência

Acompanhe a situação abaixo, em que relacionaremos a velocidade de propagação, a frequência e período de


uma onda.
Uma onda periódica produzida numa corda tem frequência de 20 Hz e comprimento de onda de 2 m. Calcule
a sua velocidade.

Portanto, a velocidade dessa onda é de 40 m/s


Como a velocidade de uma onda em um determinado meio é constante, podemos constatar que, se
aumentarmos a frequência, diminuirmos o comprimento de onda, e vice-versa.
Concluímos então que a frequência e o comprimento de onda são grandezas inversamente
proporcionais.
O ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
O físico e médico inglês Thomas Young (1773-1829) fez seus experimentos sobre a natureza da luz
acreditando que ela, de forma semelhante ao som, se propagava em ondas.
No entanto, foi o físico e engenheiro francês Augustin Fresnel (1788-1827) quem demonstrou esse fato.
Já vimos que as ondas podem ser mecânicas ou eletromagnéticas. As ondas eletromagnéticas diferem entre si
quanto à frequência. Portanto, podemos organizá-las numa sequência ordenada no sentido crescente das
frequências. Essa sequência é chamada espectro eletromagnético.
No espectro eletromagnético, quanto mais seguimos a direita, maior a frequência e menor o comprimento de
onda.

Cada região desse espectro corresponde a ondas que apresentam determinada faixa de frequência e possui
aplicações distintas. As ondas de luz, por exemplo, ocupam determinada região desse espectro.

Como frequência e comprimento de onda são grandezas inversamente proporcionais, podemos apresentar o
mesmo espectro eletromagnético indicando o sentido crescente das frequências e o sentido decrescente dos
comprimentos de onda. O meio considerado é o vácuo, em que a velocidade da luz é 300 000 km/s.

Como já vimos, quando essas ondas se propagam no vácuo, elas se propagam com a velocidade de 300 000
Km/s. De acordo com a Teoria de Relatividade, de Einstein, esta é a maior velocidade que pode ser alcançada
na natureza.
As velocidades das ondas eletromagnéticas em outros meios terão um valor distinto de seu valor do
vácuo, e sempre menor que ele.

O SOM

Quando você fala, as pessoas que estão em variadas posições


próximas a você geralmente podem ouvi-lo.

Você pode experimentar ficar no meio do pátio da escola, dar


um grito e verificar a localização de quem escutou o seu grito.
Esse “espalhamento” do som ocorre porque o som é uma onda que se propaga de forma semelhante àquelas
que se formam na superfície lisa de um lago quando uma pedra cai ali. A grande diferença é que se propaga
no espaço, em todas as direções.

A produção do som está relacionada com as vibrações de materiais: ao falarmos vibramos as nossas cordas
vocais; vibramos as cordas de um violão ao tocá-lo, a “pele” de um tambor é vibrada quando a batucamos,
etc.

Das fontes sonoras até as nossas orelhas as vibrações produzem ondas que se propagam no meio
material: sólido, líquido e gasoso.

O som movimenta as moléculas de ar e estas batem umas nas outras, transferindo, dessa forma, sua energia
para outra molécula. As vibrações transmitidas são chamadas de ondas sonoras.

As ondas sonoras são ondas mecânicas. O som precisa do meio (ar, água, etc.) para ser produzido. Para além
da atmosfera, no espaço, o silêncio é absoluto, porque no vácuo (onde não há matéria) o som não se propaga.

Todo corpo capaz de oscilar ou vibrar tem a sua frequência natural de vibração. Isso acontece porque o corpo
é constituído por moléculas que vibram. Essas moléculas vibrando em conjunto determinam uma frequência
natural de vibração do corpo.

Uma vara de bambu, um copo, uma ponte. Todos os corpos têm a sua frequência natural de vibração.

Agora, imagine o que acontecerá se, próximo a esses corpos, for emitido um som exatamente na frequência
natural de vibração do corpo? A amplitude de vibração das moléculas vai aumentando, aumentando,
aumentando... E temos a ressonância.

O que acontece com o corpo ao entrar em ressonância? Se for uma estrutura rígida vai acabar rachando!

A ressonância é responsável pela sintonia das estações de rádio e pelo aquecimento dos alimentos no forno de
microondas: as moléculas do alimento entram em ressonância com as microondas, aumentando a sua agitação
térmica e, portanto, sua temperatura.
VELOCIDADE DO SOM

A propagação do som não é instantânea. Podemos verificar esse fato durante as tempestades: o trovão chega
aos nossos ouvidos segundos depois do relâmpago, embora ambos os fenômenos (relâmpago e trovão) se
formem ao mesmo tempo.

A propagação da luz, neste caso o relâmpago, também não é instantânea, embora sua velocidade seja superior
à do som.

Assim, o som leva algum tempo para percorrer determinada distância. Além disso, a velocidade de sua
propagação depende do meio em que ele se propaga e da temperatura em que esse meio se encontra.

No ar, a temperatura de 15ºC a velocidade do som é de cerca de 340m/s. Essa Velocidade varia em 55cm/s
para cada grau de temperatura acima de zero. A 20ºC, a Velocidade do som é 342m/s, a 0ºC, é de 331m/s.

Na água a 20ºC, a velocidade do som é de aproximadamente 1130m/s. Nos sólidos, a velocidade depende da
natureza das substâncias.

QUALIDADES FISIOLÓGICAS DO SOM

A todo instante distinguimos os mais diferentes sons. Essas diferenças que nossos ouvidos percebem se devem
às qualidades fisiológicas do som: altura, intensidade e timbre.

Altura – mesmo sem conhecer música, é fácil distinguir o som agudo (ou fino) de um violino do som grave
(ou grosso) de um violoncelo. Essa qualidade que permite distinguir um som grave de um som agudo se chama
altura.

Assim, costuma-se dizer que o som do violino é alto e o do violoncelo é baixo. A altura de um som depende
da frequência, isto é, do número de vibrações por segundo. Quanto maior a frequência mais agudo é o som e
vice versa. Por sua vez, a frequência depende do comprimento do corpo que vibra e de sua elasticidade. Quanto
maior a atração e mais curta for uma corda de violão, por exemplo, mais agudo será o som por ela emitido.
Intensidade – é a qualidade que permite distinguir um som forte de um som fraco. Ela depende da amplitude
de vibração: quanto maior a amplitude mais forte é o som e vice versa.

Na prática não se usa unidades de intensidade sonora, mas de nível de intensidade sonora, uma grandeza
relacionada à intensidade sonora e à forma como o nosso ouvido reage a essa intensidade. Essas unidades são
o bel e o seu submúltiplo o decibel (dB), que vale 1 décimo do bel.

O ouvido humano é capaz de suportar sons de até 120dB, como é o da buzina estridente de um carro. O ruído
produzido por um motor de avião a jato a poucos metros do observador produz um som de cerca de 140dB,
capaz de causar estímulos dolorosos ao ouvido humano.

A agitação das grandes cidades provoca a chamada poluição sonora composta dos mais variados ruídos:
motores e buzinas de automóveis, martelos de ar comprimido, rádios, televisores e etc. Já foi comprovado que
uma exposição prolongada a níveis maiores que 80dB pode causar dano permanente ao ouvido. A intensidade
diminui à medida que o som se propaga, ou seja, quanto mais distante da fonte, menos intenso é o som.

Timbre – imagine a seguinte situação: um ouvinte que


não entende de música está numa sala, ao lado da qual
existe outra sala onde se encontram um piano e um
violino. Se uma pessoa tocar a nota dó no piano e ao
mesmo tempo outra pessoa tocar a nota dó no violino,
ambas com a mesma força os dois sons terão a mesma
altura (frequência) e a mesma intensidade. Mesmo sem
ver os instrumentos, o ouvinte da outra sala saberá
distinguir facilmente um som de outro, porque cada
instrumento tem seu som caracterizado, ou seja, seu
timbre.

Podemos afirmar, portanto, que timbre é a qualidade


que nos permite perceber a diferença entre dois sons
de mesma altura e intensidade produzidos por fontes
sonoras diferentes.