Você está na página 1de 7

COLÉGIO NOTRE DAME

ANÁLISE DA OBRA “ÉDIPO REI”, DE SÓFOCLES

Alunos: Ana Canzi, Fábio Siqueira e Lucas Stefanini


Disciplina: Literatura
Série: 1ºC
Professor: Jocilei Dalbosco

Passo Fundo, abril de 2018


1 INTRODUÇÃO

Este trabalho tem o objetivo de apresentar a mais renomada do autor Sófocles.


O livro foi escrito 427 a.c. na forma de uma peça de teatro grega contendo 105
páginas. Onde retrata uma tragédia que acontece na cidade de Atenas. É a primeira
obra de um conjunto que inclui também Antígona e Édipo. Centra-se na família de
Édipo, descrevendo eventos com mais de 8000 anos.
2 BIOGRAFIA DO AUTOR

Sófocles foi um grande escritor e dramaturgo da Grécia antiga. Sua obra Édipo
Rei é considerada sua obra prima.
Nasceu em 497 a.C. em Colono, cidade perto de Atenas. Era filho de mercador
e fazia parte de classe elevada.
Foi o mais celebrado dos dramaturgos nos concursos dramáticos de Atenas e
ainda inovou a construção do teatro grego quando acrescentou um terceiro ator e de
dar um caráter independente ao coro.
Escreveu cerca de 120 peças, na qual a mais famosa é Édipo-Rei onde é
referência para a psicanálise, através de Freud, que elaborou a teoria do complexo de
Édipo. Aristóteles considerava como a tragédia mais perfeita.
Sófocles morreu com noventa anos, no inverno de 406 a.C. a morte de Sófocles
inspirou uma série de histórias apócrifas sobre sua causa.

3 ENREDO

A história começa com um Sacerdote de Tebas que vem implorar a Édipo por
ajuda porque sua cidade passa necessidades. Para decidir o que fazer, o rei Édipo
decide chamar Creonte (seu cunhado) para ir até o Oráculo perguntar o que Apolo
quer que seja feito. O conselho de Apolo é “de limpar a imundície que corrompe este
país, e não a deixar crescer até que se torne inextirpável. ”
Édipo decide ele próprio se encarregar da investigação. Chama, então, Tirésias
– o adivinho da cidade para que ele possa dizer o nome do assassino. Mas Tirésias
vê algo muito mais perturbador: o assassino está tão perto que ninguém imagina quem
é, ele assassinou o próprio pai e casou com a mãe, sem ter nenhuma ideia disso, o
culpado é o próprio Rei.
O horror se instala e Édipo culpa seu cunhado por armar uma brincadeira sem
graça para desmoralizá-lo e tirá-lo do poder. O cunhado nega, mas é afastado da
Corte. A Rainha Jocasta, no entanto, não acredita em previsões e adivinhações. Ela
explica que seu ex-marido – Laio – também recebeu uma notícia terrível do Oráculo:
que ele morreria pela mão de seu filho. Então, quando a criança nasceu ele a mandou
embora a fim de nunca poder se aproximar dele.
Ao narrar a morte de Laio, Jocasta esclarece o acontecimento e assusta Édipo.
Isso porque ele foi um filho “adotivo” de um casal pobre e quando pediu a Apolo que
confirmasse se isso era verdade ou não, Apolo lhe disse que ele mataria seu pai. Com
medo do que poderia acontecer, Édipo foge da cidade e encontra pelo seu caminho
um grupo de homens que o tratam mal. Indignado com isso, ele mata todos, entre
esses homens estava Laio, seu pai. Mas Jocasta está segura de que seu filho com
Laio morreu e o acalma. Nesse meio tempo, o pai adotivo de Édipo morre e ele sente-
se livre da maldição.
Logo Édipo descobre que é filho de Laio e a profecia se realiza. Jocasta se
suicida de desgosto e Édipo fura seus próprios olhos, sendo banido de Tebas.

4 PERSONAGEM

Édipo: Rei de Tebas, casa-se com a própria mãe, mata o próprio pai sem saber sua
verdadeira história e acaba sendo banido por seus atos e por desgosto fura seus
próprios olhos.
Sacerdote: porta-voz da população que transmitia as mensagens do povo à Édipo e
sacerdote de Zeus.
Creonte: irmão da rainha Jocasta, cunhado de Édipo. Ele que assume
temporariamente após Édipo ser banido.
Tirésias: ancião cego e profeta.
Jocasta: mãe e mulher de Édipo, mata-se ao descobrir que Édipo é seu filho.
Mensageiro: quem revela que Édipo tem pais adotivos.
Servo: ex-pastor que tenta matar Édipo quando criança.
Coro: formado por anciões de Tebas. Representa o pensamento da sociedade grega.
Laio: Ex-rei de Tebas, pai de Édipo e assassinado por ele.
5 NARRADOR

Não há narrador nessa obra.

O CORO
Acaba de chegar quem tudo nos vai descobrir! Trazem aqui o divino
profeta, o único, entre todos os homens, que sabe desvendar a
verdade!
Entra TIRÉSIAS, velho e cego, guiado por um menino. Escoltam-no dois
servidores de ÉDIPO. (SÓFOCLES, 2005, p.21)

6 TEMPO

A trama se passa entre 447.a.C. e 438.a.C.

CREONTE
A Esfinge, com seus enigmas, obrigou-nos a deixar de lado os fatos
incertos, ara só pensar no que tínhamos adiante de nós.
(SÓFOCLES, 2005, p. 13)

7 ESPAÇO

A história. se passa na cidade de Tebas na Grécia.

A ação passa-se em Tebas, diante do palácio do rei ÉDIPO. Junto


a cada porta há um altar, a que se sobe por três degraus. O povo
está ajoelhado em torno dos altares trazendo ramos de louros ou
de oliveiras. Entre os anciões está os sacerdotes de Júpiter. Abre-
se a porta central; ÉDIPO aparece, contempla o povo e fala em
tom paternal. (SÓFLOCES, 2005, p. 5)
8 CONCLUSÃO

Após realização desse trabalho aprendemos um pouco sobre cultura grega


retratada nesta importante obra de Sófocles. Na obra Édipo- Rei, tivemos o
conhecimento sobre uma tragédia envolvendo membros de uma família. Podemos
associar com uma das teorias de Sigmund Freud, que é o Complexo de Édipo. A
partir da leitura realizada tivemos a concepção de seus mitos, anciões, oráculos,
videntes e profecias.