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MATERIAL PARA CURSO PRÁTICO DE DIREITO TRIBUTÁRIO

MAIO 2015 – EVP – PROF. CLAUDIO BORBA

QUESTÕES OBJETIVAS SOBRE


COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA

Orientação sobre o curso


Este material contém a questões de Direito Tributário nos moldes daquelas cobradas nos
últimos concursos pelas diversas bancas examinadoras.

O objetivo do material não é só resolver as questões, mas também fazer uma revisão do Direito
Tributário através das mesmas, possibilitando ao candidato conhecer exatamente como o
conhecimento teórico adquirido tem sido cobrado em concursos nos quais é exigido esse ramo
do Direito.

Abaixo de cada questão consta a base legal que leva à resposta e o gabarito está no final de
cada módulo com alguns comentários necessários.

01- Analisando os institutos da imunidade e da isenção, julgue os itens a seguir:


I. a isenção é uma limitação legal do âmbito de validade da norma jurídica tributária, que
impede que o tributo nasça ou faz com que surja de modo mitigado (isenção parcial);
II. a imunidade é o obstáculo criado por uma norma da Constituição que impede a
incidência de lei ordinária de tributação sobre determinado fato, ou em detrimento de
determinada pessoa, ou categoria de pessoas;
III. ambos os institutos, imunidade e isenção, levam ao mesmo resultado: o não
pagamento de tributo. Porém, os meios pelos quais isso ocorre são totalmente
diferentes. A imunidade dá-se por meio da Constituição, a isenção por meio de lei
(ordinária ou complementar);
IV. a violação de dispositivo que contém isenção importa em ilegalidade e não em
inconstitucionalidade;
V. é incorreto afirmar-se que a imunidade é uma forma qualificada de não incidência.
Estão corretos apenas os itens
a) I e II.
b) I, II e IV.
c) II, IV e V.
d) III, IV e V.
e) I, II, III e IV.
Art. 176, CTN.

02- De acordo com a Constituição Federal, compete aos municípios instituir tributos
sobre:
a) a transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens imóveis ou direitos a eles relativos,
situados em seu território.
b) a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza
ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão
de direitos a sua aquisição.
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c) operações relativas a prestações de serviços de transporte intermunicipal.


d) a propriedade de veículos automotores licenciados em seu território.
e) a propriedade territorial rural.
Art. 156, II, CF.

03- De acordo com a Constituição Federal, não se pode cobrar tributos em relação a
fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou
aumentado. Trata-se do princípio da anterioridade tributária. Entretanto, a própria
Constituição estabelece que ato do Poder Executivo pode elevar alíquotas de
determinados tributos, como, por exemplo:
a) Imposto sobre a renda, imposto sobre produtos industrializados e contribuição social sobre o
lucro líquido.
b) Imposto sobre produtos industrializados, contribuição de intervenção no domínio econômico
sobre combustíveis e imposto sobre importações.
c) Imposto sobre importações, imposto sobre exportações e imposto sobre a renda.
d) Imposto sobre importações, imposto sobre a renda e imposto sobre produtos
industrializados.
e) Contribuição de intervenção no domínio econômico sobre combustíveis, imposto sobre a
renda e imposto sobre exportações.
Arts. 153, § 1º e 177, § 4º, I, b da CF. (Olhar lembrete no gabarito)

04- A Constituição Federal, em seu art. 154, inciso I, prevê a criação de impostos que não
os previstos no art. 153 (que enumera aqueles de competência da União). Sobre esta
competência, usualmente denominada na doutrina “competência residual”, é incorreto
afirmar-se que:
a) o exercício da competência residual é reservado ao legislador ordinário, e não ao
constituinte derivado.
b) consoante entendimento firmado no âmbito do Supremo Tribunal Federal, a não
cumulatividade e não bis-in-idem não precisam ser observados quando da criação de um novo
imposto por meio de emenda constitucional.
c) a exigência de lei complementar é inafastável e, diferentemente do que ocorre para os
impostos discriminados, que têm apenas os seus fatos geradores, bases de cálculo e
contribuintes previstos em lei complementar, no caso da instituição de novo imposto pela
União, no exercício de sua competência residual, exige-se que também a alíquota seja prevista
em lei complementar.
d) admite-se, excepcionalmente, a instituição de novos impostos, no exercício da competência
residual, por meio de medida provisória.
e) a criação de novo imposto, no exercício da competência residual, fica sujeita ao princípio da
anterioridade.
Art. 154, I, CF.

05- Assinale a afirmativa incorreta.


a) A Constituição Federal, além de conter normas instituidoras de tributos, igualmente
contempla, em seus dispositivos, regras voltadas à discriminação das competências tributárias,
a fim de que os entes políticos possam criar seus tributos, dentro das suas respectivas esferas
de atribuições.
b) A Constituição Federal prevê a possibilidade da criação, exclusivamente por lei, de
contribuição de intervenção no domínio econômico relativa às atividades de importação ou
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comercialização de petróleo e seus derivados, gás natural e seus derivados e álcool


combustível.
c) De acordo com o Código Tributário Nacional, a pessoa que alienar sua empresa, o fundo de
comércio ou apenas um estabelecimento da empresa, e o adquirente continuar a respectiva
exploração, sob a mesma ou diversa razão social ou sob firma ou nome individual, a este
último recai a responsabilidade pelos tributos do primeiro devidos até a data da alienação e que
incidam sobre quaisquer daquelas universalidades de coisas.
d) Consoante entendimento do STF, o imposto de transmissão causa mortis é devido pela
alíquota vigente ao tempo da abertura da sucessão e não ao tempo do início do processo de
inventário e partilha.
e) Ainda sobre o imposto de transmissão causa mortis, o cálculo do referido imposto deve
operar-se sobre o valor dos bens na data da avaliação.
Art. 177, § 4º, CF, Art. 133 do CTN e Súmulas 112 e 113 do STF.

06- Diversos fatos podem resultar na desoneração tributária. Assinale, entre as que se
seguem, a forma de desoneração tributária pela qual não nascem nem a obrigação
tributária, nem o respectivo crédito por força do não-exercício da competência a que tem
direito o poder tributante.
a) Imunidade.
b) Não-incidência.
c) Isenção.
d) Alíquota zero.
e) Remissão.
(Olhar lembrete no gabarito)

07- Entre as limitações constitucionais ao poder de tributar, que constituem garantias


dos contribuintes em relação ao fisco, é incorreto afirmar que:
a) os impostos sobre o patrimônio podem ser confiscatórios, quando considerados em sua
perspectiva estática.
b) uma alíquota do imposto sobre produtos industrializados de 150%, por exemplo, não
significa necessariamente confisco.
c) o imposto de transmissão causa mortis, na sua perspectiva dinâmica, pode ser confiscatório.
d) o princípio do não-confisco ajuda a dimensionar o alcance do princípio da progressividade, já
que exige equilíbrio, moderação e medida na quantificação dos tributos.
e) a identificação do efeito confiscatório não deve ser feita em função da totalidade da carga
tributária, mas sim em cada tributo isoladamente.
Jurisprudência do STF (ADC 8-MC, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 13-10-1999,
Plenário, DJ de 4-4-2003. No mesmo sentido: ADI 2.551 – MC-QO, Rel. Min. Celso de
Mello, julgamento em 2-4-2003, Plenário, DJ de 20-4-2006)

08- Analise os itens a seguir, classificando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em
seguida, escolha a opção adequada às suas respostas:
I. de acordo com a Constituição Federal, o imposto sobre a renda e proventos de
qualquer natureza será informado pela generalidade, universalidade e progressividade,
na forma da lei. Pode-se afirmar que o critério da progressividade decorre dos princípios
da igualdade e da capacidade contributiva, na medida em que contribuintes com maiores
rendimentos sejam tributados de modo mais gravoso do que aqueles com menores
rendimentos;
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II. a Constituição estabelece expressamente que o imposto sobre a renda será


progressivo, enquanto o imposto sobre a propriedade imobiliária poderá ser
progressivo;
III. a Constituição traça uma dupla progressividade para o IPTU, quais sejam,
progressividade em razão do imóvel e em razão do tempo;
IV. o princípio da capacidade contributiva não possui significado muito importante para
o IPTU, visto que este tributo se caracteriza por ser um imposto real, sem relação com as
características pessoais do sujeito passivo.
a) Estão corretos somente os itens I e III.
b) Estão corretos somente os itens I, II e IV.
c) Estão corretos somente os itens I e II.
d) Estão corretos somente os itens II e IV.
e) Todos os itens estão corretos.
Arts. 153, § 2º, 156, § 1º, I, 182, § 4º, inciso II e 145, § 1º, CF

09- Segundo o art. 195, caput, da Constituição Federal, a seguridade social será
financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios, e das contribuições sociais que enumera. Sobre estas, é incorreto afirmar
que:
a) ao afirmar que o financiamento da seguridade social se dará por toda a sociedade, revela-se
o caráter solidário de tal financiamento. Todavia, as pessoas físicas e jurídicas somente podem
ser chamadas ao custeio em razão da relevância social da seguridade se tiverem relação direta
com os segurados ou se forem, necessariamente, destinatárias de benefícios.
b) a solidariedade não autoriza a cobrança de tributo sem lei, não autoriza exigência de quem
não tenha sido indicado por lei como sujeito passivo de obrigação tributária, e não autoriza que
seja desconsiderada a legalidade estrita que condiciona o exercício válido da competência
relativamente a quaisquer tributos.
c) as contribuições de seguridade social, sendo tributos, submetem-se às normas referentes às
limitações do poder de tributar, contidas no art. 150 da Constituição Federal, com exceção da
anterioridade geral, em face da norma especial contida no art. 195, § 6º (anterioridade
nonagesimal), especialmente concebida para o condicionamento da instituição de contribuições
de seguridade social.
d) para a instituição de contribuições ordinárias (nominadas) de seguridade social, quais sejam,
as já previstas nos incisos I a IV do art. 195 da Constituição, basta a via legislativa da lei
ordinária, consoante o entendimento pacificado do Supremo Tribunal Federal.
e) as entidades beneficentes de assistência social gozam de imunidade das contribuições para
a seguridade social.
Art. 195 e §§, CF.

10 – A Constituição Federal, entre outras limitações ao poder de tributar, estabelece a


isonomia, vale dizer, veda o tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem
em situação equivalente. Sobre a isonomia, é correto afirmar que:
a) diante da regra mencionada, o tratamento tributário diferenciado dado às microempresas e
empresas de pequeno porte, por exemplo, deve ser considerado inconstitucional.
b) não se permite a distinção, para fins tributários, entre empresas comerciais e prestadoras de
serviços, bem como entre diferentes ramos da economia.
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c) para que um tratamento tributário diferenciado (isenção, por exemplo) seja justificado, não é
necessário haver correlação lógica entre este e o elemento de discriminação tributária.
d) em razão do princípio constitucional da isonomia, não deve ser diferenciado, por meio de
isenções ou incidência tributária menos gravosa, o tratamento de situações que não revelem
capacidade contributiva ou que mereçam um tratamento fiscal ajustado à sua menor expressão
econômica.
e) a isenção, como causa de exclusão do crédito tributário, é, por sua própria natureza, fator de
desigualação e discriminação entre pessoas, coisas e situações. Nem por isso, no entanto, as
isenções são inconstitucionais, desde que reste demonstrado que se teve em mira o interesse
ou a conveniência pública na aplicação da regra da capacidade contributiva ou no incentivo de
determinadas atividades de interesse do Estado.
Art. 150, II, CF.

11 – Entre outras limitações ao poder de tributar, que possuem os entes políticos, temos
a de cobrar tributos em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência
da lei que os houver instituído ou aumentado. Sobre essa limitação, analise os itens a
seguir, classificando-os como verdadeiros ou falsos. Depois, escolha a opção que seja
adequada às suas respostas:
I. a irretroatividade da lei tributária vem preservar o passado da atribuição de novos
efeitos tributários, reforçando a própria garantia da legalidade, porquanto resulta na
exigência de lei prévia, evidenciando-se como instrumento de otimização da segurança
jurídica ao prover uma maior certeza do direito;
II. o Supremo Tribunal Federal tem como referência, para análise da irretroatividade, o
aspecto temporal da hipótese de incidência, ou seja, o momento apontado pela lei como
sendo aquele em que se deve considerar ocorrido o fato gerador;
III. a mesma lei que rege o fato é também a única apta a reger os efeitos que ele
desencadeia, como a sujeição passiva, extensão da responsabilidade, base de cálculo,
alíquotas, deduções, compensações e correção monetária, por exemplo;
IV. a lei instituidora ou majoradora de tributos tem de ser, como regra, prospectiva;
admite-se, porém, a sua retroatividade imprópria.
a) Todos os itens estão corretos.
b) Estão corretos apenas os itens I, II e III.
c) Estão corretos apenas os itens I, III e IV.
d) Estão corretos apenas os itens I, II e IV.
e) Estão corretos apenas os itens I e III.
Art. 150, III, a, CF. (Olhar lembrete no gabarito)

12 - O art. 154, inciso I, da Constituição Federal, outorga à União o que se costuma


chamar de competência tributária residual, permitindo que institua outros impostos que
não os previstos no art. 153. Sobre estes impostos, é incorreto afirmar que:
a) Estados e Municípios não possuem competência tributária residual.
b) Terão de ser, necessariamente, não-cumulativos.
c) Não poderão ter base de cálculo ou fato gerador próprios dos impostos já discriminados na
Constituição Federal.
d) Caso sejam instituídos por meio de medida provisória, esta deverá ser convertida em lei até
o último dia útil do exercício financeiro anterior ao de início de sua cobrança.
e) Para a instituição de tais impostos, há que se respeitar o princípio da anterioridade.
Art. 154, I, CF.
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13 - “A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados − IPI para geladeiras,


fogões, máquinas de lavar e tanquinhos, produtos da linha branca, que encerraria no
próximo dia 31, foi prorrogada por mais três meses. A partir de 10 de novembro entra em
vigor uma nova tabela cujas alíquotas passam a ser estabelecidas com base na
eficiência energética dos produtos, de acordo com a classificação do Programa
Brasileiro de Etiquetagem, coordenado pelo Inmetro. O anúncio foi feito nesta quinta-
feira pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. “Nós estamos desonerando mais os
produtos que consomem menos energia”, explicou. A medida vale até 31 de janeiro de
2010. Segundo ele, as geladeiras, que antes do IPI baixo tinham uma alíquota de 15%, e
recuou para 5%, poderão manter essa mesma alíquota reduzida, mas somente para os
produtos da chamada classe “A”, ou seja, com menor consumo de energia. As
geladeiras da classe “B” passarão a ter uma alíquota de 10% e o restante voltará a ter
um IPI de 15%.” Na notícia acima, identificamos um importante aspecto do IPI – Imposto
sobre Produtos Industrializados. Assinale, entre as opções que se seguem, aquela que
explica e justifica tal aspecto, isto é, somente aquele que a notícia mencionada destacou.
a) Por meio da seletividade, pode-se tributar com alíquotas diferenciadas produtos de acordo
com o seu grau de essencialidade.
b) A notícia demonstra a aplicabilidade do princípio constitucional da capacidade tributária, pois
estabelece alíquotas diferenciadas para as diversas categorias de geladeiras existentes no
mercado.
c) O IPI constitui uma exceção à regra geral da legalidade, já que o Poder Executivo pode, a
qualquer momento, baixar ou restabelecer as suas alíquotas.
d) A não cumulatividade, outra característica do IPI, visa impedir que as incidências sucessivas
nas diversas operações da cadeia econômica de um produto impliquem um ônus tributário
muito elevado, decorrente da múltipla tributação da mesma base econômica.
e) A extrafiscalidade consiste na possibilidade de, por meio de alíquotas diferenciadas,
estimular-se determinado comportamento por parte da indústria e, consequentemente, dos
consumidores.

14- Assinale a opção correta relativa ao sistema tributário nacional.


a) Os tributos devem ter caráter pessoal e ser graduados segundo a capacidade econômica do
contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a
esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio,
os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.
b) O Imposto da União sobre a Propriedade Territorial Rural será fiscalizado e cobrado pelos
Municípios que assim optarem, na forma da lei, desde que não implique redução do imposto ou
qualquer outra forma de renúncia fiscal.
c) Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido,
anistia ou remissão, relativo a impostos, taxas ou contribuições federais, estaduais ou
municipais, só poderá ser concedido mediante lei federal específica, que regule exclusivamente
as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição.
d) O imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis,
por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem
como cessão de direitos a sua aquisição, pode ser progressivo em razão do valor a ter
alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
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e) O imposto sobre transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos,


relativamente a bens imóveis e respectivos direitos, compete ao Município da situação do bem,
ou ao Distrito Federal.
Art. 153, 4º, III, CF.

15- Em relação aos créditos escriturais do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e


Serviços, da competência estadual e do Distrito Federal, é correto afirmar-se que sobre
eles
a) não incide a correção monetária.
b) incide a correção monetária apenas nas hipóteses em que sua incidência for monofásica.
c) incide a correção monetária por força do princípio constitucional da isonomia.
d) não incide a correção monetária quando a legislação estadual não contiver tal previsão.
e) incide a correção monetária, já que é vedado o enriquecimento sem causa do ente
tributante.
Art. 150, I, CF.

16 - Sobre a imunidade constitucional recíproca, de acordo com a Constituição Federal,


é correto afirmar-se que
a) compreende todos os tributos que incidem sobre o patrimônio, a renda ou os serviços, uns
dos outros.
b) protege as pessoas jurídicas de direito público umas das outras, abrangendo quaisquer
espécies de tributos.
c) não compreende os impostos incidentes sobre a produção e a circulação de riquezas (IPI e
ICMS).
d) é extensiva às autarquias e fundações mantidas pelo poder público, no que se refere ao seu
patrimônio, renda ou serviços vinculados a qualquer finalidade.
e) é extensiva às fundações, mas não às autarquias mantidas pelo poder público.
Art. 150, VI, a, CF.

17 - Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a resposta correta.


• Em caso de guerra externa, é vedado à União instituir impostos extraordinários não
compreendidos em sua competência tributária?
• É permitido ao Distrito Federal e aos Municípios instituir contribuição para o custeio do
serviço de iluminação pública?
• É permitido que o serviço de iluminação pública seja remunerado mediante taxa?
a) Não, sim, não
b) Não, não, sim
c) Sim, sim, não
d) Sim, não, sim
e) Sim, sim, sim
Arts. 154, II, 149-A, CF e Súmula 670 do STF

18 - Avalie as indagações abaixo e em seguida assinale a resposta correta.


• Cabe à União exigir o imposto sobre produtos industrializados antes de decorridos
noventa dias da data de publicação da lei que o majorar?
• Empresa pública federal goza de imunidade tributária no que se refere ao patrimônio, à
renda e aos serviços vinculados às suas atividades que não tenham fins lucrativos?
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• Cabe aos Estados e ao Distrito Federal estabelecer hipótese de imunidade tributária em


relação a fato que esteja sujeito à incidência do imposto sobre propriedade de veículos
automotores?
• As contribuições sociais para a seguridade social só poderão ser exigidas após
decorridos noventa dias da data de publicação da lei que as houver instituído ou
aumentado?
a) Não, sim, não, não
b) Não, não, não, sim
c) Sim, sim, sim, não
d) Sim, não, sim, sim
e) Sim, sim, não, não
Arts. 150, § 1º, 150, § 2º e 195, § 6º, CF. (Olhar lembrete no gabarito)

19 - Avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as


falsas; em seguida, marque a resposta correta.
( ) A imunidade tributária conferida pela Constituição Federal a instituições de
assistência social sem fins lucrativos somente alcança as entidades fechadas de
previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários.
( ) É permitido à União exigir imposto sobre a renda auferida por Municípios que
provenha de aluguel de imóveis a eles pertencentes.
( ) O imóvel pertencente a entidade sindical de trabalhadores, ainda quando alugado a
terceiros, permanece imune ao imposto sobre propriedade predial e territorial urbana
(IPTU), desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tal
entidade.
a) V, V, V
b) V, V, F
c) V, F, V
d) F, F, V
e) F, V, F
Súmulas 730 e 724 do STF. (Olhar lembrete no gabarito)

20 - Marque a opção correta.


a) Cabe aos Estados e ao Distrito Federal instituir e cobrar adicional de até cinco por cento do
que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas nos respectivos territórios, a
título de imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, incidente sobre lucros,
ganhos e rendimentos de capital.
b) Não é permitido instituir e cobrar taxa de conservação de estradas de rodagem cuja base de
cálculo seja idêntica à do imposto sobre propriedade territorial rural.
c) O imposto sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos é instituído e cobrado
pelos Municípios.
d) É permitido à União continuar a exigir o imposto sobre movimentação ou transmissão de
valores e de créditos e direitos de natureza financeira, que instituiu com base na Emenda
Constitucional nº 3, de 17 de março de 1993.
e) É permitido à União, aos Estados e ao Distrito Federal instituir, nos respectivos âmbitos de
atuação, contribuições de intervenção no domínio econômico.
Art. 145, § 2º, CF.

21- Avalie o acerto das afirmações adiante e marque com V as verdadeiras e com F as
falsas; em seguida, marque a resposta correta.
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( ) É vedada a edição de medida provisória que implique majoração do imposto sobre


renda e proventos de qualquer natureza.
( ) É vedado conceder, por meio de medida provisória, isenção do imposto sobre
produtos industrializados.
( ) Medida provisória que implique majoração do imposto sobre propriedade territorial
rural só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se houver sido convertida em
lei até o último dia daquele em que foi editada.
a) F, F, V
b) F, V, V
c) V, V, F
d) V, F, V
e) V, F, F
Art. 150, I, CF, art. 76, CTN e art. 62, § 2º, CF.

22- Considerados os temas competência tributária e capacidade tributária ativa, marque


com V a assertiva verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção
correspondente.
( ) A competência tributária é delegável.
( ) A capacidade tributária ativa é indelegável.
( ) A União é quem detém a competência tributária no que toca às contribuições sociais
para o financiamento da Seguridade Social.
( ) Lei complementar pode delegar a qualquer pessoa jurídica de direito público a
competência tributária.
a) V, F, V, V
b) F, V, F, V
c) F, F, V, F
d) V, V, V, F
e) F, V, F, F
Art. 7º e §§, CTN

23- Com atenção aos princípios do sistema tributário nacional, marque com V a assertiva
verdadeira e com F a falsa, assinalando ao final a opção correspondente.
( ) O imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestações de
serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação – ICMS sujeita-
se ao princípio da não-cumulatividade, podendo a lei que o instituir observar o princípio
da seletividade.
( ) O imposto sobre produtos industrializados (IPI) sujeita- se ao princípio da não-
cumulatividade, em função da essencialidade do produto.
( ) O imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza sujeita-se aos princípios da
generalidade, uniformidade e progressividade.
( ) O princípio da legalidade tributária remonta à Declaração dos Direitos do Homem e do
Cidadão.
a) V, F, F, F
b) V, V, V, V
c) F, F, V, V
d) V, F, V, F
e) V, V, V, F
Arts. 155, § 2º, I e III, 153, § 3º, I, 153, § 2º e 150, II, CF.
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24- Considerado o entendimento atualmente dominante no Supremo Tribunal Federal,


assinale a resposta que completa corretamente a assertiva. “A alíquota de contribuição
social destinada ao financiamento da Seguridade Social, majorada por medida provisória
que tenha sido editada na primeira metade do exercício financeiro, objeto de reedição e
conversão em Lei, poderá ser exigida ...”
a) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da Lei resultante da conversão.
b) depois de decorridos noventa dias da data da publicação da medida provisória originária.
c) depois de decorridos noventa dias da data da reedição da medida provisória.
d) no próximo exercício financeiro.
e) depois de decorridos noventa dias do início do próximo exercício financeiro.
Jurisprudência do STF (Olhar lembrete no gabarito)

25- Em atenção ao tema substituição tributária, marque com V a assertiva verdadeira e


com F a falsa, assinalando ao final a opção correta correspondente.
( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo Tribunal Federal, o fato
gerador presumido é provisório e, por isso, dá ensejo à restituição ou complementação
do imposto pago na hipótese de sua não-realização ou realização em dimensão diversa
da presumida.
( ) Segundo o entendimento atualmente dominante no Supremo Tribunal Federal, o fato
gerador presumido não é provisório mas sim definitivo, não dando ensejo à restituição
ou complementação do imposto pago, senão, no primeiro caso, na hipótese de sua não-
realização final.
( ) A substituição tributária progressiva, ou para frente, é técnica de tributação
introduzida no ordenamento jurídico brasileiro pela Emenda Constitucional nº 03, de 17
de março de 2003, e regulamentada pela Lei Complementar nº 87, de 13 de setembro de
1996.
( ) Instituto que atende ao princípio da praticabilidade da tributação, a substituição
tributária pode ser: regressiva, ou para trás, tendo por efeito o diferimento do tributo; e
progressiva, ou para frente, pressupondo a antecipação do fato gerador, calculando-se o
tributo devido de acordo com uma base de cálculo estimada.
a) V, F, F, F
b) F, V, F, V
c) F, V, V, F
d) V, F, V, V
e) V, F, V, F

26- A norma constitucional que determina que o Imposto Territorial Rural (ITR) não
incide sobre pequenas glebas rurais, assim definidas em lei, quando as explore o
proprietário que não possua outro imóvel, veicula uma
a) isenção subjetiva, por levar em conta a condição da entidade familiar.
b) regra de não-incidência da norma tributária.
c) isenção real, por recair sobre coisa.
d) imunidade.
e) elisão lícita imprópria.
Art. 153, § 4º, II, CF

27- Analise as assertivas a seguir, relativas ao Sistema Tributário Nacional, e marque


com V as verdadeiras e com F as falsas; em seguida, marque a opção correta.
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( ) Segundo precedentes do STF, é constitucional a cobrança pelo município de Imposto


Sobre Serviços (ISS) incidente sobre a locação de aparelhos, mesas e terminais de
telefonia e de telecomunicações.
( ) Segundo precedentes do STF, a revogação de isenção torna o tributo imediatamente
exigível, não se aplicando, nessa hipótese, o princípio da anterioridade.
( ) Segundo a jurisprudência do STF, a anistia tributária, por ser matéria de competência
municipal em relação aos tributos que lhe cabe instituir, pode ser estabelecida na lei
orgânica do município.
( ) Segundo precedentes do STF, a imunidade tributária, concedida pelo texto
constitucional para instituições de assistência social sem fins lucrativos, impede a
cobrança de IPTU sobre imóveis da entidade destinados à residência de membros dessa
entidade beneficente.
( ) A imunidade recíproca, prevista na CF/88, impede a incidência de tributos sobre o
patrimônio e rendas dos entes federados, mas essa imunidade não afasta a incidência
de impostos sobre os valores investidos, pelo membro da federação, no mercado
financeiro e as rendas auferidas desse investimento.
a) V, V, F, V, F
b) F, F, V, F, F
c) F, V, V, F, V
d) V, F, F, V, V
e) V, F, V, V, F
Jurisprudência do STF (Olhar lembrete no gabarito)

28- Ainda que atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei, é vedado ao


Poder Executivo alterar as alíquotas do imposto sobre
a) importação de produtos estrangeiros.
b) exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados.
c) propriedade territorial rural.
d) operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.
e) produtos industrializados.
Art. 153, § 1º, CF

29-Considerando o que decorre do sistema constitucional tributário brasileiro, julgue os


itens a seguir, e marque com (V) a assertiva verdadeira e com (F) a falsa, assinalando ao
final a opção correspondente.
( ) A progressividade do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana pode
ser estipulada em função de subutilização do solo urbano.
( ) As alíquotas máximas do Imposto Sobre Serviços de qualquer natureza são
estipuladas por lei complementar.
( ) A chamada “competência residual da União” consiste na possibilidade de instituir
imposto não cumulativo, podendo, eventualmente, a base de cálculo desse ser a mesma
de outro, já prevista na Constituição.
( ) A medida provisória que majore contribuição para o financiamento da Previdência
Social somente poderá surtir efeitos no exercício seguinte se convertida em lei até o
último dia do exercício precedente.
a) V V F V
b) F F V F
c) V F V F
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d) F V F F
e) V F F V
Arts. 182, § 4º, inciso II, 156, § 3º, I, 154, I e 62, § 2º, CF. (Olhar lembrete no gabarito)

30- Parte significativa da doutrina entende que os princípios da legalidade e da


anterioridade tributária constituem regras concretizadoras da segurança jurídica. Sobre
os conteúdos desta, no direito tributário, analise os itens a seguir, classificando-os
como corretos ou incorretos, para, a seguir, assinalar a assertiva que corresponda à sua
opção.
I. Certeza do direito, segundo a qual a instituição e a majoração de tributos obedecem
aos postulados da legalidade, da irretroatividade e das anterioridades de exercício e
nonagesimais mínima e especial, demonstrando a garantia adicional que representam
para o contribuinte se comparadas ao princípio geral da legalidade e às garantias de
proteção ao direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada.
II. Intangibilidade das posições jurídicas, o que se vislumbra, por exemplo, com o
estabelecimento de prazos decadenciais e prescricionais a correrem contra o Fisco.
III. Estabilidade das relações jurídicas, por exemplo, no que diz respeito à consideração
da formalização de um parcelamento de dívida como ato jurídico perfeito a vincular o
contribuinte e o ente tributante.
IV. Confiança no tráfego jurídico, segundo o qual o contribuinte não pode ser penalizado
se agir em obediência às normas complementares das leis e dos decretos.
V. Tutela jurisdicional, que se materializa pela ampla gama de instrumentos processuais
colocados à disposição do contribuinte para o questionamento de créditos tributários,
tanto na esfera administrativa como na esfera judicial.
Estão corretos apenas os itens:
a) I, III e IV.
b) II, III e IV.
c) I, IV e V.
d) III, IV e V.
e) todos os itens estão corretos.
Arts. 150 a 152, CF

31- A Constituição Federal de 1988 veda aos entes tributantes instituir tratamento
desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente, proibida
qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida,
independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos.
Considerando decisões emanadas do STF sobre o tema, assinale a opção incorreta.
a) A exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime de admissão
temporária não constitui violação ao princípio da isonomia tributária.
b) A progressividade da alíquota, que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os
consumidores de energia elétrica, não afronta o princípio da isonomia.
c) A sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras, no tocante à
contribuição previdenciária sobre a folha de salários, fere o princípio da isonomia tributária.
d) Lei complementar estadual que isenta os membros do Ministério Público do pagamento de
custas judiciais, notariais, cartorárias e quaisquer taxas ou emolumentos fere o princípio da
isonomia.
e) Não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime
tratamento desigual a microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade
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contributiva distinta, afastando do regime do simples aquelas cujos sócios têm condição de
disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado.
Art. 150, II, CF e jurisprudência

32- No tocante à imunidade tributária recíproca, assinale o único item que não
corresponde ao entendimento do STF acerca do tema.
a) Sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto.
b) Sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, cujo capital
social seja majoritariamente estatal.
c) Empresa pública a quem a União atribui a execução de serviços de infraestrutura
aeroportuária.
d) Empresa pública encarregada de manter o serviço postal.
e) Caixa de Assistência aos Advogados, vinculada à Ordem dos Advogados do Brasil.
Jurisprudência

33- Sobre competência concorrente da União, Estados, Distrito Federal e Municípios,


assinale a opção incorreta.
a) A competência, privativa ou concorrente, para legislar sobre determinada matéria, não
implica automaticamente a competência para a instituição de tributos.
b) Os entes federativos somente podem instituir os impostos e as contribuições que lhes foram
expressamente outorgados pela Constituição.
c) Os Estados-membros podem instituir apenas contribuição que tenha por finalidade o custeio
do regime de previdência de seus servidores.
d) Norma que pretendesse fixar alíquota mínima igual à da contribuição dos servidores titulares
de cargos efetivos na União, para a contribuição a ser cobrada pelos Estados, pelo Distrito
Federal e pelos Municípios de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, do regime
previdenciário, seria inconstitucional por contrariar o pacto federativo.
e) A expressão "regime previdenciário" de seus servidores, a ensejar a instituição de
contribuição pelos Estados-membros, não abrange a prestação de serviços médicos,
hospitalares, odontológicos e farmacêuticos.
Art. 149, § 1º, CF

34- Em matéria tributária, de acordo com a Constituição Federal, compete à Lei


Complementar, exceto,
a) instituir as limitações constitucionais ao poder de tributar.
b) dispor sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários.
c) estabelecer critérios especiais de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da
concorrência.
d) dispor sobre o adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades
cooperativas.
e) estabelecer tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as
empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados.
Art. 146, II, CF
GABARITO
Competência Tributária
1. E;
2. B;
3. B;
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Lembrete:
Constituição Federal
Art. 177, § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes
requisitos:
I - a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto
no art. 150,III, b;
II - os recursos arrecadados serão destinados:
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural
e seus derivados e derivados de petróleo;
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e
do gás;
c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes.
4. D;
5. A (A Constituição federal não institui tributos, limitando-se apenas a atribuir a competência
para que União, Estados, DF e Municípios os instituam).
6. B;
Lembrete:

NÃO INCIDÊNCIA ISENÇÃO OU ANISTIA


Ausência de disposição legal
Só ocorre Surge até
o fato a
PREVISÃO PREVISÃO obrigação.
jurídico. LEGAL
LEGAL

FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO


GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO

FATO LANÇAMENTO FATO LANÇAMENTO


JURÍDICO JURÍDICO

7. E;
8. E;
9. A;
Lembrete:
Constituição Federal
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência
social de que trata o art. 201
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
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IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

10. E;
11. B;
Lembrete:
Súmula 584 do STF
“Ao IR sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício financeiro
em que deve ser apresentada a declaração.”

Embora a ESAF tenha considerado o gabarito “B”, o STF admite na Súmula 584 a
retroatividade imprópria. Desta forma o gabarito deveria ter sido “A”.
12. D;
13. E;
14. A;
15. D;
16. C;
17. A;
18. B;
Lembrete:
STF
As empresas públicas prestadoras de serviço público distinguem-se das que exercem
atividade econômica. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é prestadora de
serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado, motivo por que está
abrangida pela imunidade tributária recíproca: C.F., art. 150, VI, a. (AC 1.566 MC/MG).

“A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO está abrangida pela


imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da CF (...), haja vista tratar-se
de empresa pública federal que tem por atividade-fim prestar serviços de infra-estrutura
aeroportuária, mediante outorga da União, a quem constitucionalmente deferido, em
regime de monopólio, tal encargo (RE 363.412 - AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 7-8-07, Informativo 475).
19. C;
Lembrete:
Constituição Federal
Art. 150, § 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao
patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades
econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que
haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o
promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
20. B;
21. A;
22. C;
23. A;
24. B;
Lembrete
STF
“Contribuição Social. Anterioridade nonagesimal. Lei 8.787/1989, art. 8º. (...) Por ocasião
do julgamento do RE 169.740, esta Suprema Corte fixou o entendimento de que o prazo
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da anterioridade nonagesimal (art. 195, 6º, da Constituição) deve ter como termo a quo a
edição da MP 63/1989 somente em relação àqueles dispositivos que foram repetidos no
momento de sua conversão na Lei 7.787/1989. Na hipótese de mudança ou introdução
de novos dispositivos no momento da conversão, a contagem do termo da noventena
deve ter início com a edição desta lei.” (RE 199.198, Rel. Min.Ellen Gracie, julgamento
em 28-5-2002, Primeira Turma, DJ de 28-6-2002.) No mesmo sentido: RE 598.268-
AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 23-6-2009, Segunda Turma, DJE de 7-8-
2009; AI 533.244-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 26-5-2009, Segunda
Turma, DJE de 19-6-2009.
25. B;
26. D;
27. C;
Lembrete
O gabarito oficial foi “C”. No entanto, não há uma resposta correta para esta questão e
ela deveria ter sido anulada, conforme as seguintes posições do STF:
STF
Súmula Vinculante 31
“É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS
sobre operações de locação de bens móveis.”

"Revogada a isenção, o tributo torna-se imediatamente exigível. Em caso assim, não há


que se observar o princípio da anterioridade, dado que o tributo já é existente." (RE
204.062, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 27-9-1996, Segunda Turma, DJ de
19-12-1996.)

"Instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos (...). O fato de os


imóveis estarem sendo utilizados como escritório e residência de membros da entidade
não afasta a imunidade prevista no art. 150, VI, alínea c, § 4º, da CF." (RE 221.395, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgamento em 8-2-2000, Segunda Turma, DJ de 12-5-2000.)

"A garantia constitucional da imunidade recíproca impede a incidência de tributos sobre


o patrimônio e a renda dos entes federados. Os valores investidos e a renda auferida
pelo membro da federação é imune de impostos. A imunidade tributária recíproca é uma
decorrência pronta e imediata do postulado da isonomia dos entes constitucionais,
sustentado pela estrutura federativa do Estado brasileiro e pela autonomia dos
Municípios." (AI 174.808-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 11-3-
1996, Segunda Turma, DJ de 1º-7-1996.)
28. C;
29. C;
Lembrete
O gabarito oficial foi “C”. No entanto, não há uma resposta correta para esta questão já
que a última afirmativa é incorreta, uma vez que o art. 62, § 2º da CF aplica-se tão
somente para impostos.
30. C;
31. C;
“A exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime de admissão
temporária atende aos valores e objetivos já antevistos no projeto de lei do
arrendamento mercantil, para evitar que o leasing se torne opção por excelência devido
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às virtudes tributárias e não em razão da função social e do escopo empresarial que a


avença tem.” (RE 429.306, DJE de 16-3-2011).
“não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar
todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. A progressividade da alíquota,
que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia
elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva”. (RE 573.675, DJE de 22-5-
2009, com repercussão geral; RE 642.938-AgR, DJE de 21-6-2012; AC 3.087-MC-QO,
DJE de 21-6-2012).
“... a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras pelo
adicional de alíquota previsto no §1º do art. 22 da Lei 8.212/1991, no tocante à
contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere, à primeira vista, o
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional do § 9º, do art.
195 da CF/88 (AC 1.109-MC, DJ de 19-10-2007). Logo, incorreto.
“A lei complementar estadual do Estado do Rio Grande do Norte (art. 271 da LC
141/1996) que isenta os membros do Ministério Público do pagamento de custas
judiciais, notariais, cartorárias e quaisquer taxas ou emolumentos fere isonomia tributária
disposta no art. 150, II, da CF, pois o texto constitucional consagra o princípio da
igualdade de tratamento aos contribuintes, conforme precedentes do STF” (ADI 3.260,
DJ de 29-6-2007; ADI 3.334, DJE de 5-4-2011).
“não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais,
imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de pequeno porte de
capacidade contributiva distinta, afastando do regime do simples aquelas cujos sócios
têm condição de disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado” (ADI 1.643,
DJ de 14-3-2003; RE 559.222-AgR, DJE de 3-9-2010). Logo, correto.
32. E;
“O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI,
a e § 2º e § 3º da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não
altera a conclusão.” (STF - RE 399.307-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento
em 16-3-2010, Segunda Turma, DJE de 30-4-2010.)
“Em conclusão, o Plenário, por maioria, proveu recurso extraordinário para assentar a
incidência da imunidade recíproca (CF, art. 150, VI, a) de impostos estaduais à
sociedade de economia mista recorrente, a qual atua na área de prestação de serviços
de saúde (Vide Informativo 597)...
Por fim, registrou-se que o pronunciamento da questão posta em sede de repercussão
geral somente aproveitará hipóteses idênticas, em que o ente público seja controlador
majoritário do capital da sociedade de economia mista e que a atividade desta
corresponda à própria atuação do Estado na prestação de serviços à população. (STF -
RE 580.264 - Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, julgamento em 16-12-2010, Plenário,
Informativo 613)
As empresas públicas prestadoras de serviço público distinguem-se das que exercem
atividade econômica. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é prestadora de
serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado, motivo por que está
abrangida pela imunidade tributária recíproca: C.F., art. 150, VI, a. (STF - AC 1.566
MC/MG).
“A INFRAERO está abrangida pela imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150,
VI, a, da CF (...), haja vista tratar-se de empresa pública federal que tem por atividade-
fim prestar serviços de infra-estrutura aeroportuária, mediante outorga da União, a quem
foi constitucionalmente deferido, em regime de monopólio, tal encargo (CF, art. 21, XII,
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c). (STF - RE 363.412- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 7-8-07,
Informativo 475).
33. D;
34. A.
GABARITO
Competência Tributária
1. E;
2. B;
3. B;
Lembrete:
Constituição Federal
Art. 177, § 4º A lei que instituir contribuição de intervenção no domínio econômico
relativa às atividades de importação ou comercialização de petróleo e seus derivados,
gás natural e seus derivados e álcool combustível deverá atender aos seguintes
requisitos:
I - a alíquota da contribuição poderá ser:
a) diferenciada por produto ou uso;
b) reduzida e restabelecida por ato do Poder Executivo, não se lhe aplicando o disposto
no art. 150,III, b;
II - os recursos arrecadados serão destinados:
a) ao pagamento de subsídios a preços ou transporte de álcool combustível, gás natural
e seus derivados e derivados de petróleo;
b) ao financiamento de projetos ambientais relacionados com a indústria do petróleo e
do gás;
c) ao financiamento de programas de infra-estrutura de transportes.
4. D;
5. A (A Constituição federal não institui tributos, limitando-se apenas a atribuir a competência
para que União, Estados, DF e Municípios os instituam).
6. B;
Lembrete:

NÃO INCIDÊNCIA ISENÇÃO OU ANISTIA


Ausência de disposição legal
Só ocorre Surge até
o fato a
PREVISÃO PREVISÃO obrigação.
jurídico. LEGAL
LEGAL

FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO FATO OBRIGAÇÃO CRÉDITO


GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO GERADOR TRIBUTÁRIA TRIBUTÁRIO

FATO LANÇAMENTO FATO LANÇAMENTO


JURÍDICO JURÍDICO

7. E;
8. E;
9. A;
Lembrete:
Constituição Federal
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e
indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
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I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,


incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência
social de que trata o art. 201
III - sobre a receita de concursos de prognósticos.
IV - do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a lei a ele equiparar.

10. E;
11. B;
Lembrete:
Súmula 584 do STF
“Ao IR sobre os rendimentos do ano-base, aplica-se a lei vigente no exercício financeiro
em que deve ser apresentada a declaração.”

Embora a ESAF tenha considerado o gabarito “B”, o STF admite na Súmula 584 a
retroatividade imprópria. Desta forma o gabarito deveria ter sido “A”.
12. D;
13. E;
14. B;
15. D;
16. C;
17. A;
18. B;
Lembrete:
STF
As empresas públicas prestadoras de serviço público distinguem-se das que exercem
atividade econômica. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é prestadora de
serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado, motivo por que está
abrangida pela imunidade tributária recíproca: C.F., art. 150, VI, a. (AC 1.566 MC/MG).

“A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - INFRAERO está abrangida pela


imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da CF (...), haja vista tratar-se
de empresa pública federal que tem por atividade-fim prestar serviços de infra-estrutura
aeroportuária, mediante outorga da União, a quem constitucionalmente deferido, em
regime de monopólio, tal encargo (RE 363.412 - AgR, Rel. Min. Celso de Mello,
julgamento em 7-8-07, Informativo 475).
19. C;
Lembrete:
Constituição Federal
Art. 150, § 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao
patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades
econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que
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haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o


promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
20. B;
21. A;
22. C;
23. A;
24. B;
Lembrete
STF
“Contribuição Social. Anterioridade nonagesimal. Lei 8.787/1989, art. 8º. (...) Por ocasião
do julgamento do RE 169.740, esta Suprema Corte fixou o entendimento de que o prazo
da anterioridade nonagesimal (art. 195, 6º, da Constituição) deve ter como termo a quo a
edição da MP 63/1989 somente em relação àqueles dispositivos que foram repetidos no
momento de sua conversão na Lei 7.787/1989. Na hipótese de mudança ou introdução
de novos dispositivos no momento da conversão, a contagem do termo da noventena
deve ter início com a edição desta lei.” (RE 199.198, Rel. Min.Ellen Gracie, julgamento
em 28-5-2002, Primeira Turma, DJ de 28-6-2002.) No mesmo sentido: RE 598.268-
AgR, Rel. Min. Eros Grau, julgamento em 23-6-2009, Segunda Turma, DJE de 7-8-
2009; AI 533.244-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento em 26-5-2009, Segunda
Turma, DJE de 19-6-2009.
25. B;
26. D;
27. C;
Lembrete
O gabarito oficial foi “C”. No entanto, não há uma resposta correta para esta questão e
ela deveria ter sido anulada, conforme as seguintes posições do STF:
STF
Súmula Vinculante 31
“É inconstitucional a incidência do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISS
sobre operações de locação de bens móveis.”

"Revogada a isenção, o tributo torna-se imediatamente exigível. Em caso assim, não há


que se observar o princípio da anterioridade, dado que o tributo já é existente." (RE
204.062, Rel. Min. Carlos Velloso, julgamento em 27-9-1996, Segunda Turma, DJ de
19-12-1996.)

"Instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos (...). O fato de os


imóveis estarem sendo utilizados como escritório e residência de membros da entidade
não afasta a imunidade prevista no art. 150, VI, alínea c, § 4º, da CF." (RE 221.395, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgamento em 8-2-2000, Segunda Turma, DJ de 12-5-2000.)

"A garantia constitucional da imunidade recíproca impede a incidência de tributos sobre


o patrimônio e a renda dos entes federados. Os valores investidos e a renda auferida
pelo membro da federação é imune de impostos. A imunidade tributária recíproca é uma
decorrência pronta e imediata do postulado da isonomia dos entes constitucionais,
sustentado pela estrutura federativa do Estado brasileiro e pela autonomia dos
Municípios." (AI 174.808-AgR, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 11-3-
1996, Segunda Turma, DJ de 1º-7-1996.)
28. C;
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MAIO 2015 – EVP – PROF. CLAUDIO BORBA

29. C;
Lembrete
O gabarito oficial foi “C”. No entanto, não há uma resposta correta para esta questão já
que a última afirmativa é incorreta, uma vez que o art. 62, § 2º da CF aplica-se tão
somente para impostos.
30. C;
31. C;
“A exclusão do arrendamento mercantil do campo de aplicação do regime de admissão
temporária atende aos valores e objetivos já antevistos no projeto de lei do
arrendamento mercantil, para evitar que o leasing se torne opção por excelência devido
às virtudes tributárias e não em razão da função social e do escopo empresarial que a
avença tem.” (RE 429.306, DJE de 16-3-2011).

“não ofende o princípio da isonomia, ante a impossibilidade de se identificar e tributar


todos os beneficiários do serviço de iluminação pública. A progressividade da alíquota,
que resulta do rateio do custo da iluminação pública entre os consumidores de energia
elétrica, não afronta o princípio da capacidade contributiva”. (RE 573.675, DJE de 22-5-
2009, com repercussão geral; RE 642.938-AgR, DJE de 21-6-2012; AC 3.087-MC-QO,
DJE de 21-6-2012).

“... a sobrecarga imposta aos bancos comerciais e às entidades financeiras pelo


adicional de alíquota previsto no §1º do art. 22 da Lei 8.212/1991, no tocante à
contribuição previdenciária sobre a folha de salários, não fere, à primeira vista, o
princípio da isonomia tributária, ante a expressa previsão constitucional do § 9º, do art.
195 da CF/88 (AC 1.109-MC, DJ de 19-10-2007). Logo, incorreto.

“A lei complementar estadual do Estado do Rio Grande do Norte (art. 271 da LC


141/1996) que isenta os membros do Ministério Público do pagamento de custas
judiciais, notariais, cartorárias e quaisquer taxas ou emolumentos fere isonomia tributária
disposta no art. 150, II, da CF, pois o texto constitucional consagra o princípio da
igualdade de tratamento aos contribuintes, conforme precedentes do STF” (ADI 3.260,
DJ de 29-6-2007; ADI 3.334, DJE de 5-4-2011).

“não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais,


imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de pequeno porte de
capacidade contributiva distinta, afastando do regime do simples aquelas cujos sócios
têm condição de disputar o mercado de trabalho sem assistência do Estado” (ADI 1.643,
DJ de 14-3-2003; RE 559.222-AgR, DJE de 3-9-2010). Logo, correto.
32. E;
“O Serviço Autônomo de Água e Esgoto é imune à tributação por impostos (art. 150, VI,
a e § 2º e § 3º da Constituição). A cobrança de tarifas, isoladamente considerada, não
altera a conclusão.” (STF - RE 399.307-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, julgamento
em 16-3-2010, Segunda Turma, DJE de 30-4-2010.)

“Em conclusão, o Plenário, por maioria, proveu recurso extraordinário para assentar a
incidência da imunidade recíproca (CF, art. 150, VI, a) de impostos estaduais à
sociedade de economia mista recorrente, a qual atua na área de prestação de serviços
de saúde (Vide Informativo 597)...
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Por fim, registrou-se que o pronunciamento da questão posta em sede de repercussão


geral somente aproveitará hipóteses idênticas, em que o ente público seja controlador
majoritário do capital da sociedade de economia mista e que a atividade desta
corresponda à própria atuação do Estado na prestação de serviços à população. (STF -
RE 580.264 - Rel. p/ o ac. Min. Ayres Britto, julgamento em 16-12-2010, Plenário,
Informativo 613)

As empresas públicas prestadoras de serviço público distinguem-se das que exercem


atividade econômica. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos é prestadora de
serviço público de prestação obrigatória e exclusiva do Estado, motivo por que está
abrangida pela imunidade tributária recíproca: C.F., art. 150, VI, a. (STF - AC 1.566
MC/MG).

“A INFRAERO está abrangida pela imunidade tributária recíproca, prevista no art. 150,
VI, a, da CF (...), haja vista tratar-se de empresa pública federal que tem por atividade-
fim prestar serviços de infra-estrutura aeroportuária, mediante outorga da União, a quem
foi constitucionalmente deferido, em regime de monopólio, tal encargo (CF, art. 21, XII,
c). (STF - RE 363.412- AgR, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 7-8-07,
Informativo 475).
33. D;
34. A.