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TECNICAS DE PUNCTURA

Postura do paciente
De acordo com a localização dos pontos, para que fiquem todos visíveis, destapados e facilmente
acessíveis

Devem evitar-se posturas que provoquem fadiga e/ou outros incómodos (podem levar a lipotimias
e desfalecimentos)

Em geral: Decúbito dorsal, Decúbito ventral, Decúbito lateral

A posição sentada, confortável também é possível, na impossibilidade de qualquer das outras.

Antes de aplicar as agulhas


Desinfetar a pele no ponto a inserir e á sua volta (álcool 75º ou 90º)

Aplicador esterilizado (se for caso disso)

Mãos limpas e desinfetadas

Sempre que possível evitar tocar a lâmina da agulha com os dedos, e retirá-la diretamente para o
aplicador

Localização dos pontos


Os pontos rigorosamente localizados

Métrica tradicional – CUN

Referências anatómicas e sensibilidade na ponta dos dedos


Sensibilidade na ponta dos dedos, e usar:
Maior pressão em pontos mais sensíveis e maior suavidade em fossetas e outros canais

Sentir suavemente a superfície da pele do paciente sem provocar estímulo de contacto que vai
prejudicar a perceção do ponto.

Exemplo: edema cutâneo, com sinal de godet (marca concavidade se se pressionar a pele)

Técnica de punctura:
Orientar bem os dedos

Manipular convenientemente as agulhas

Se o paciente sentir dor, pode haver comprometimento dos resultados terapêuticos

Treinar repetidamente a inserção e manipulação das agulhas em almofadas de papel, algodão,


esponja…e em si próprio.

A possível dor acontece quando a ponta da agulha atinge a pele, se for inserida rápida e
seguramente essa dor não existe.

Pressionar o ponto de inserção tem vantagens

- Fixa a pele para maior rigor

- Permite inserção e aprofundamento de agulhas longas sem torção das mesmas

- Desvia a atenção do paciente, em termos de sensibilidade para a entrada da agulha

Há muitas formas de inserir a agulha


Pressão digital
- Pressionar a vizinhança do ponto com a unha do polegar ou indicador da mão esquerda

- Inserir a agulha segurando o cabo entre o polegar e o indicador da mão direita, rasando a
unha do dedo da mão esquerda (para agulhas curtas)

Agulha longa
- Ponta da agulha entre o polegar e o indicador da mão esquerda (ponta da agulha livre)

- Pode usar-se uma bola de algodão

- Quando a agulha se aproxima da pele, fazê-la penetrar rapidamente


- Movimento enérgico do polegar e indicador da mão esquerda

- Ao mesmo tempo que se empurra o cabo da agulha com os dedos da mão direita,
mantenha a mão esquerda e aprofundar a agulha com a direita

Inserir rapidamente
- Corpo da agulha entre o polegar e o indicador da mão direita (ponta da agulha livre)

- Encostá-la no ponto

- Polegar e indicador da mão esquerda seguram a parte inferior do corpo da agulha

Beliscando
- Prega da pele, com a mão esquerda, entre o polegar e o indicador

- Fazer elevação

- Inserir rapidamente a agulha com a mão direita

- Para locais de pouco tecido

Esticando
- Esticar a pele á volta do ponto com o polegar e o indicador (ou médio) da mão esquerda

- Com a mão direita inserir rapidamente a agulha á profundidade e direcção pretendidas

- Para locais de pele flácida ou com pregas e rugas

Com aplicador esterilizado


- Dar 2 “piparotes” na agulha

- O necessário apenas para introduzir a ponta da agulha

Ângulo de inserção
Fixado e baseado na topologia do ponto e no efeito pretendido a obter

90º
45º

15º
Vertical - 90º

Obliqua – 45º (sobretudo pontos adjacentes a ossos)

Tangencial – 15/20º (puncturas superficiais)

Profundidade de inserção
Ter em conta:

- Topografia do meridiano e do ponto

- Idade do paciente – Crianças e idosos, mais superficial

- Constituição e natureza energética do paciente – Magros e fracos, menos profunda

- Característica da doença

Manipulação da agulha
Há vários processos de obter a chegada de energia ao ponto (chegada da agulha do percurso do
meridiano)

O paciente pode sentir entorpecimento, adormecimento, peso, inchaço, dormência

O acupunctor pode sentir sensação de imã, como se a agulha tivesse siso agarrada pelas
paredes do ponto, de um poço energético.

Puxar e empurrar
Logo que a agulha atravessa a pele e atinge uma certa profundidade, pressionar ambos os lados
do ponto entre o polegar e o indicador da mão esquerda

Puxar e empurrar a agulha com o polegar e o indicador da mão direita.

Só muito raramente não é aplicado. NÃO USAR próximo de órgãos internos, dos olhos e de
vasos sanguíneos expressivos, nessas regiões as agulhas manipulam-se ligeiras e lentamente.

Rodar
Segurar o cabo da agulha

Rodar no sentido dos ponteiros do relógio e em sentido inverso com grande amplitude

Assegurar que o tecido subcutâneo não se entrelaça em redor da agulha.

Puxar, empurrar e rodar


Combinar os 3 movimentos. Logo que a agulha penetra na pele e atinge uma certa profundidade,
produzir sensação energética, logo que esta apareça, reforçar estimulação por movimentos de
raspagem e vibração
Raspar
Pressionar o cabo da agulha com o polegar da mão direita.

Raspar o cabo com a unha do indicador (ou o medio) de alto a baixo.

Fazer vibrar
Segurar o cabo da agulha com a mão direita, puxar e empurrar.

Causas de dor na inserção da agulha


- Dor, logo que a agulha penetra na pele – porque não foi introduzida com a destreza devida ou a
agulha toca partícula de pele

- Dor, quando a agulha penetra profundamente nos tecidos – porque atinge a parede vascular,
periósteo ou tendão

- Dor, quando se roda a agulha com grande amplitude a agulha entrelaça tecido fibroso.

Procedimentos de tonificação e dispersar


Desequilíbrios energético

Quadro excessivo: Shi – Plenitude

Quadro insuficiente: Xu – Vazio

- Se há vazios (T) – Tonificar

Repor em marcha, em função ativar as funções vitais, o vigor indispensável á luta pela
vida/qualidade de vida

- Se há plenitudes (D) – Dispersar

Moderar, neutralizar as energias perturbadas e expulsa-las

Puxar e empurrar a agulha


TONIFICAR: Puxar em patamares suavemente sob a pele empurrar fortemente

DISPERSAR: Empurrar suavemente em patamares puxá-la, sob a pele, com força

Rodar a agulha
TONIFICAR: Enrolar e desenrolar para frente e para trás, lentamente e com pouca amplitude

DISPERSAR: Enrolar e desenrolar para frente e para trás de forma forte e rápida e com maior
amplitude de movimento.
Fechar e abrir o ponto de acupunctura
TONIFICAR: Após retirar a agulha, fechar o ponto com uma ligeira pressão e massagem para
evitar que se escape JING QI (energia vital)

DISPERSAR: Antes de retirar a agulha, rodar várias vezes a agulha de maneira a alargar o ponto
e evacuar o XIE QI (energia perturbadora)

Direção da agulha
TONIFICAR: Picar no sentido da circulação energética

DISPERSAR: Picar no sentido contrário ao da circulação energética

De acordo com os movimentos de respiração


TONIFICAR: na inspiração retirar a agulha e na expiração inserir a agulha

DISPERSAR: na inspiração inserir a agulha e na expiração retirar a agulha

É no momento de pausa que a energia chega aos órgãos

As agulhas são bimetálicas, com polaridades diferentes


Yang (no cabo)

+ +

- -
Yin

FITOTERAPIA – Mais eficaz nos vazios

ACUPUNCTURA – mais eficaz nas plenitudes

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