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Psicopedagogia

Institucional

Psicopedagogia Institucional Autora: Ma. Anna Maria Nascimento Damiani Como citar este documento: DAMIANI, Anna Maria

Psicopedagogia Institucional

Autora: Ma. Anna Maria Nascimento Damiani Como citar este documento: DAMIANI, Anna Maria Nascimento. Psicopedagogia Institucional. Valinhos, 2015.

Sumário

Apresentação da Disciplina

03

Unidade 1: Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

05

Assista a suas aulas

17

Unidade 2: A Psicopedagogia Institucional

25

Assista a suas aulas

45

Unidade 3: Psicopedagogia Hospitalar

53

Assista a suas aulas

71

Unidade 4: O Psicopedagogo e as ONGs

79

Assista a suas aulas

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3 /106 Apresentação da Disciplina Caro(a) aluno(a), A disciplina “Psicopedagogia Institucional” vem atuando com

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Apresentação da Disciplina

Caro(a) aluno(a),

A disciplina “Psicopedagogia Institucional”

vem atuando com muito sucesso nas diversas Instituições, sejam escolas, hospitais, ONGs e empresas. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favorecem, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem em uma instituição. Propõe e ajuda o desenvolvimento dos projetos favoráveis a mudanças, para um melhor aprendizado.

Psicopedagogia Institucional é uma área que estuda o processo de ensino/ aprendizagem. Com isto, apresenta

a missão de resgatar a Instituição

Educacional do fracasso escolar, desde a educação infantil até o nível superior, diminuindo as dificuldades de

aprendizagem encontradas no aprender, buscando o prazer no ato de ensinar.

É uma ciência que estuda o processo de aprendizagem humana, sendo o seu objeto de estudo o ser em processo de construção do conhecimento. A função do psicopedagogo institucional é observar e elaborar estratégias para construção de um novo conhecimento.

Todas as pessoas aprendem de maneiras diferentes, umas mais rapidamente, outras de forma mais devagar, mas todas com competências e habilidades. Há também diferentes formas de ensinar, com tendências pedagógicas diferentes, algumas adequadas para a clientela, outras ainda a adequar. Dentro do processo educacional, os atos de aprender e ensinar

estão interligados entre si e não é possível separá-los. A psicopedagogia institucional surge da necessidade

estão interligados entre si e não é possível separá-los.

A psicopedagogia institucional surge da necessidade de compreender o processo educacional de uma maneira interdisciplinar, buscando fundamentos na pedagogia, na psicologia e em diferentes áreas de atuação focando também na multidisciplinaridade. É mais um avanço na área acadêmica. A construção do sujeito mediando seu conhecimento para tornar a sociedade mais justa, ética e humana.

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A construção do sujeito mediando seu conhecimento para tornar a sociedade mais justa, ética e humana.
Unidade 1 Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil? Objetivos 1. Abordar

Unidade 1

Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

Objetivos

1. Abordar um rastreamento histórico para que se possa entender como e quando, surgiu a psicopedagogia e se é tão importante nos dias de hoje.

2. Conhecer, na visão de vários, autores sua concepção e função.

3. Entender ao longo dos anos como foi lapidado seu objeto de estudo.

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Introdução O pior dano que se pode fazer a uma criança é leva-la a perder

Introdução

Introdução O pior dano que se pode fazer a uma criança é leva-la a perder a
Introdução O pior dano que se pode fazer a uma criança é leva-la a perder a

O pior dano que se pode fazer a uma criança é leva-la a perder a confiança em sua própria capacidade de pensar (Emília Ferreiro)

A psicopedagogia nasceu da necessidade de uma melhor compreensão do processo de

aprendizagem e se tornou uma área de estudo específica, que busca conhecimento em outros

campos e cria seu próprio objeto de estudo (BOSSA, 2000, p. 23). Ocupa-se do processo de aprendizagem humana: seus padrões de desenvolvimento e a influência do meio nesse processo.

1. Linha Histórica da Psicopedagogia

A Psicopedagogia surgiu no Brasil em meados dos anos 1970, devido ao grande número de

crianças com fracasso escolar apresentando dificuldades de aprendizagem em sala de aula, tendo em vista que a psicologia e a pedagogia, isoladamente, não deram conta de resolver tais fracassos. Ainda nesta época, as dificuldades de aprendizagem eram associadas a uma disfunção neurológica denominada de Disfunção Cerebral Mínima (DCM) que virou moda neste período, servindo para camuflar problemas sociopedagógicos.

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Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

7 /106 Cada ainda mencionar que Psicopedagogia foi introduzida aqui no Brasil baseada nos modelos

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Cada ainda mencionar que Psicopedagogia foi introduzida aqui no Brasil baseada nos modelos médicos de atuação e foi dentro desta concepção de problemas de aprendizagem que se iniciaram, a partir de 1970, cursos de formação de especialistas em Psicopedagogia na Clínica Médico- Pedagógica de Porto Alegre, com a duração de dois anos. De acordo com Visca, a Psicopedagogia foi inicialmente uma ação subsidiada da Medicina e da Psicologia, perfilando-se posteriormente como um conhecimento independente e complementar, possuída de um objeto de estudo, denominado de processo de aprendizagem, e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios (VISCA apud BOSSA, 2000, p. 21). Até os anos 1980, a psicopedagogia tratava os sintomas apresentados pelos

alunos com dificuldades de aprendizagem. Nesta época, cabia a ela remediar e, com isto, ainda não possuía um estudo e uma teoria própria de conhecimento.

Em meados dos anos 1990, seu objetivo de estudo passa a ser o processo de aprendizagem visando o fracasso escolar, baseando-se nos trabalhos desenvolvidos segundo Piaget, observando o sujeito e a sua relação com o meio, dando ênfase aos aspectos cognitivos, afetivos e sociais.

Nos dias de hoje a psicopedagogia passa

a ser vista como uma ciência: ela não é apenas mais uma junção da psicologia com a pedagogia, mas possui objetivo

próprio, passa a cuidar do desenvolvimento

e conhecimento humano, um sujeito que

aprende inserido num meio ensinante.

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

2. A Psicopedagogia na Visão dos Estudiosos Alguns estudiosos e suas definições sobre a psicopedagogia

2. A Psicopedagogia na Visão dos Estudiosos

Alguns estudiosos e suas definições sobre a psicopedagogia facilitaram o conhecimento para este mundo até então desconhecido, o aprender a apreender; são eles:

Para Kiguel:

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o aprender a apreender; são eles: Para Kiguel: 8 /106 o objeto central de estudo da
o aprender a apreender; são eles: Para Kiguel: 8 /106 o objeto central de estudo da

o objeto central de estudo da psicopedagogia está se estruturando em torno do processo de aprendizagem humana: seus padrões evolutivos normais e patológicos – bem como a influência do meio (família, escola, sociedade) no seu desenvolvimento. (1991, p. 24).

De acordo com Neves:

no seu desenvolvimento. (1991, p. 24). De acordo com Neves: ] [ [a] psicopedagogia estuda o
no seu desenvolvimento. (1991, p. 24). De acordo com Neves: ] [ [a] psicopedagogia estuda o

] [

[a] psicopedagogia estuda o ato de aprender e ensinar, levando

sempre em conta as realidades interna e externa da aprendizagem, tomadas em conjunto. E, mais, procurando estudar a construção do conhecimento em toda a sua complexidade, procurando colocar em pé de igualdade os aspectos cognitivos, afetivos e sociais que lhe estão implícitos (1991, p. 12).

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

Segundo Scoz, “a psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, e numa ação

Segundo Scoz, “a psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, e numa ação profissional deve englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os” (1994, p. 2). Para Golbert:

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e sintetizando-os” (1994, p. 2). Para Golbert: 9 /106 ] [ o objeto de estudo da
e sintetizando-os” (1994, p. 2). Para Golbert: 9 /106 ] [ o objeto de estudo da

] [

o objeto de estudo da Psicopedagogia deve ser entendido a partir do

enfoque preventivo que considera o objeto de estudo da psicopedagogia o ser humano em desenvolvimento, enquanto educável. E o enfoque terapêutico que considera o objeto de estudo psicopedagogia a identificação, análise, elaboração de uma metodologia de diagnóstico e tratamento das dificuldades de aprendizagem (1985, p. 13).

Para Rubinstein:

dificuldades de aprendizagem (1985, p. 13). Para Rubinstein: num primeiro momento a psicopedagogia esteve voltada para
dificuldades de aprendizagem (1985, p. 13). Para Rubinstein: num primeiro momento a psicopedagogia esteve voltada para

num primeiro momento a psicopedagogia esteve voltada para a busca e o desenvolvimento de metodologias que melhor atendessem aos portadores de dificuldades, tendo como objetivo fazer a reeducação ou a remedição e desta forma promover desaparecimento dos sintomas (1996).

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

10 /106 Do ponto de vista de Weiss, “a psicopedagogia busca a melhoria das relações

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Do ponto de vista de Weiss, “a psicopedagogia busca a melhoria das relações com a aprendizagem, assim como a melhor qualidade na construção da própria aprendizagem de alunos e educadores”. (1991, p. 6).

Essas considerações em relação ao objeto de estudo da Psicopedagogia sugerem que há certo consenso quanto ao fato de que ela deve ocupar-se em estudar a aprendizagem humana, porém é uma ilusão pensar que tal consenso conduza todos a um único caminho.

Falar a construção ou dos rumos da Psicopedagogia no Brasil, é primeiramente reconhecer as contribuições dos profissionais, em especial Jorge Visca, Sara Paín e Alícia Fernández.

Segundo Jorge Visca, a Psicopedagogia, que inicialmente foi uma ação subsidiária da Medicina e da Psicologia, perfilou-se como um conhecimento independente e complementar, possuída de um objeto de estudo – o processo de aprendizagem – e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios (1987).

A Psicopedagogia no Brasil, há trinta anos, vem desenvolvendo um quadro teórico próprio. É uma nova área do conhecimento que traz em si as origens e contradições de uma atuação interdisciplinar, necessitando de muita reflexão teórica e pesquisa (BOSSA, 2000, p.13).

Uma das grandes defensoras da psicopedagogia é Sara Paín. Ela foi professora de psicologia na Universidade

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

11 /106 Nacional de Buenos Aires e Mar Del Plata por quinze anos. Por motivos

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Nacional de Buenos Aires e Mar Del Plata por quinze anos. Por motivos políticos, teve de se exilar na França, onde reside desde 1977. Foi professora da Universidade Paris XIII e da Faculdade de Psicologia em Tolouse. Também trabalhou para a UNESCO em missões de assessoria relacionadas a problemas de inteligência e aprendizagem. Atualmente, participa da formação e pesquisa em várias universidades e centros de educação na França, no Brasil e na Argentina.

No Brasil, foi consultora científica do projeto Geempa (Grupo de Estudos sobre Educação, Metodologia de Pesquisa e Ação) de Porto Alegre e do Cevec (Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz e da Escola Experimental), em São Paulo.

Também desenvolveu várias atividades e ministrou o curso “A função da ignorância na construção do conhecimento”.

Dentre as inúmeras obras e artigos que ela escreveu é possível destacar:

• Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem (tradução no Brasil de 1985).

• A Função da ignorância (tradução no Brasil de 1999).

• Psicometria genética (tradução no Brasil de 1992).

• Teoria e técnica da arte-terapia (Coautoria com Gladys Jarreau).

• A gênesis do inconsciente.

• Psicopedagogia operativa.

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

Glossário Dificuldades de aprendizagem: caracterizam-se fundamentalmente pela presença de dificuldades no aprender,

Glossário

Dificuldades de aprendizagem: caracterizam-se fundamentalmente pela presença de dificuldades no aprender, maiores do que as naturalmente esperadas para a maioria das crianças e por seus pares de turma e é, em boa parte das vezes, resistente ao esforço pessoal e ao de seus professores, gerando um aproveitamento pedagógico insuficiente e autoestima negativa (MALUF, 2013, p. 1).

Patológicos: relacionados a alguma doença ou algum problema que precisa de um tratamento.

Preventivo: tem a meta de refletir e discutir os projetos pedagógico-educacionais, os processos didático- metodológicos e a dinâmica institucional, melhorando de maneira qualitativa os procedimentos em sala de aula, as avaliações, os planejamentos e oferecendo assessoramento aos professores, pedagogos, orientadores (FAGALI; VALE, 2009, p. 9-10).

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Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

Questão para reflexão Retome o texto e faça um rastreamento histórico da Psicopedagogia no Brasil

Questão

para

reflexão

Retome o texto e faça um rastreamento histórico da Psicopedagogia no Brasil e seus precursores. Faça uma reflexão sobre os caminhos percorridos.

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Considerações Finais A Psicopedagogia chegou ao Brasil na década de 1970 devido ao fracasso escolar.

Considerações Finais

A Psicopedagogia chegou ao Brasil na década de 1970 devido ao fracasso

escolar.

Os primeiros cursos de Especialização em Psicopedagogia foram concebidos na visão médica dos problemas de aprendizagem.

Inicialmente, sua conceituação foi pautada na visão médica e psicológica.

Foi uma longa trajetória da concepção da Psicopedagogia, como se pode ver pelos autores, até os a dias de hoje.

A importância dos estudos sobre a Psicopedagogia desenvolvidos por

diferentes autores para uma atuação cada vez mais eficaz e ética no âmbito da

educação.

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Referências ALVES, Maria Dolores; BOSSA Nádia. Psicopedagogia em Busca do sujeito . Disponível em: <

Referências

ALVES, Maria Dolores; BOSSA Nádia. Psicopedagogia em Busca do sujeito. Disponível em: <http://

www.psicopedagogia.com.br/artigos/artigo.asp?entrID=809>.

Acesso em: 14 out. 2014.

BOSSA, N. A. A psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. 2 ed. Porto Alegre:

Artes Médicas Sul, 2000.

Dificuldades de aprendizagem: o que são e como tratá-las? Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

FAGALI, Eloísa Quadros; VALE, Zélia Del Rio do. Psicopedagogia Institucional Aplicada: a aprendizagem escolar dinâmica e construção na sala de aula. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

FERNANDEZ, A. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.

GOLBERT, Clarissa S. Considerações sobre as atividades dos profissionais em Psicopedagogia na Região de Porto Alegre. In: Boletim da Associação Brasileira de Psicopedagogia, ano 4, n. 8, agosto de 1985.

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KIGUEL, Sônia. Normalidade e patologia no processo desaprendizagem: abordagem psicopedagógica. Revista Psicopedagogia, v.10, p.24, 1991.

Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

MALUF, Maria Irene. Crianças com dificuldade de aprendizagem. Direcional Escolas . 10 dez 2013. Disponível

MALUF, Maria Irene. Crianças com dificuldade de aprendizagem. Direcional Escolas. 10 dez 2013.

aprendizagem/ >. Acesso em: 14 out. 2014.

NEVES, Maria. Psicopedagogia: um só termo e muitas definições. Revista da ABBP, n. 21, v.10, p.12, 1991.

RUBINSTEIN, Edith. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: SISTO, Fermino Fernandes. Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, 1996.

SCOZ, Beatriz. Psicopedagogia e Realidade Escolar. Petrópolis: Vozes,1994.

VISCA, Jorge. Clínica pedagógica. Epistemologia Convergente. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

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Unidade 1 • Como e por que Surgiu a Psicopedagogia Institucional no Brasil?

17 /106 Assista a suas aulas Aula 1 - Tema: História da Psicopedagogia - Bloco

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Assista a suas aulas

17 /106 Assista a suas aulas Aula 1 - Tema: História da Psicopedagogia - Bloco I

Aula 1 - Tema: História da Psicopedagogia - Bloco I

aadf36a2db58aaddb490513cf70f098d >. Aula 1 - Tema: Do Trabalho Clínico ao Trabalho

Aula 1 - Tema: Do Trabalho Clínico ao Trabalho Institucional - Bloco II

18 /106 Assista a suas aulas Aula 1 - Tema: Concepção e Função da Psicopedagogia

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Assista a suas aulas

18 /106 Assista a suas aulas Aula 1 - Tema: Concepção e Função da Psicopedagogia Institucional

Aula 1 - Tema: Concepção e Função da Psicopedagogia Institucional - Bloco III

1f280669e8b54d2737c8ddb396248520 >. Aula 1 - Tema: Atuação Institucional - Bloco IV

Aula 1 - Tema: Atuação Institucional - Bloco IV

Questão 1 1. Qual a década em que a psicopedagogia chegou ao Brasil? a) Na

Questão 1

1. Qual a década em que a psicopedagogia chegou ao Brasil?

a) Na década de 1980.

b) Na década de 1990.

c) Na década de 1950.

d) Na década de 1970.

e) Na década de 1920.

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Questão 2 2. Do que se trata a psicopedagogia? a) Trata-se da busca para resolver

Questão 2

2. Do que se trata a psicopedagogia?

a) Trata-se da busca para resolver os problemas de aprendizagem.

b) Trabalha os conteúdos programáticos.

c) Só com sindrômicos.

d) Minimiza dificuldades na comunicação.

e) É um trabalho sem vínculo.

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Questão 3 3. Quando é construída a aprendizagem? a) Na evolução humana. b) Terceira idade.

Questão 3

3. Quando é construída a aprendizagem?

a) Na evolução humana.

b) Terceira idade.

c) Na adolescência.

d) No período gestacional.

e) Desde o nascimento.

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Questão 4 4. A psicopedagogia é uma área de estudos recentes que resultou dos es-

Questão 4

4. A psicopedagogia é uma área de estudos recentes que resultou dos es- tudos e conhecimentos de quais áreas?

a) Medicina e motricidade.

b) Psicologia e pedagogia.

c) Letras e matemática.

d) Engenharia e direito.

e) Gastronomia e estudos sociais.

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Questão 5 5. O profissional do psicopedagogo atua como: a) Autoritário. b) Facilitador. c) Construtor.

Questão 5

5. O profissional do psicopedagogo atua como:

a) Autoritário.

b) Facilitador.

c) Construtor.

d) Mediador.

e) Transformador.

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24 /106 Gabarito 1. Resposta: D. De acordo com o rastreamento histórico, chegou ao Brasil

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Gabarito

1. Resposta: D.

De acordo com o rastreamento histórico, chegou ao Brasil na década de 1970.

2. Resposta: A.

Discute e analisa os problemas de aprendizagem e busca subsídios para entender o aluno.

3. Resposta: E.

Desde o nascimento, efeito de processos naturais e espontâneos do indivíduo que, desde cedo, aprende a sugar, balbuciar, engatinhar garantindo a sua sobrevivência.

4. Resposta: B.

Os primeiros conhecimentos foram da psicologia e pedagogia, mas também com um comprometimento de diversas áreas como a medicina, fonoaudiologia, psicologia e outras.

5. Resposta: D.

Atua como mediador, intervindo entre o indivíduo e suas dificuldades de aprendizagem.

Unidade 2 A Psicopedagogia Institucional Objetivos 1. Pensar sobre como ocorre a aprendizagem humana. 2.

Unidade 2

A Psicopedagogia Institucional

Objetivos

1. Pensar sobre como ocorre a aprendizagem humana.

2. Apresentar o papel do Psicopedagogo Institucional.

3. Refletir como ocorre a prática psicopedagógica na instituição.

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Introdução Lembrando que o objetivo da psicopedagogia é diminuir o fracasso educacional usando a práxis

Introdução

Lembrando que o objetivo da psicopedagogia é diminuir o fracasso educacional usando a práxis psicopedagógica como o conhecimento dos processos de aprendizagem nos seus aspectos cognitivos, emocionais e corporais.

Sendo necessário, na maioria das vezes, que o Psicopedagogo Institucional atue interferindo no planejamento das instituições e desenvolvendo um trabalho de reeducação. Vivenciando e construindo projetos, aprimorando a percepção de si mesmo e do outro, enquanto ser individual, social e cultural.

Para chegar à função do Psicopedagogo Institucional deve-se refletir sobre a importância da aprendizagem humana e

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

suas ligações com emoção, memória e o cognitivo.

A mais nobre aquisição da humanidade é a fala; e as expressões mais úteis à sobrevivência são: os gestos, as escritas, criatividades, habilidades e o corpo em movimento.

1. O Fracasso Escolar

Refletindo sobre o que se leu, será analisado o fracasso escolar com a seguinte inquietação:

O fracasso escolar é de quem ensina ou de quem aprende?

As práticas pedagógicas utilizadas em sala de aula contribuem para que o aluno

aprendente elabore um conhecimento criativo, ativo e crítico nas relações sociais, educacionais e históricas. Discutir

aprendente elabore um conhecimento criativo, ativo e crítico nas relações sociais, educacionais e históricas.

Discutir e analisar os problemas de aprendizagem é buscar subsídios para entender e ajudar o aluno que apresenta dificuldades cognitivas, psicomotoras e afetivas de aprendizagem intrinsecamente ou extrinsecamente na escola, família e sociedade.

A função da educação pode ser apresentada alienando ou libertando, dependendo de como for usada, quer dizer, a educação como tal não é culpada de uma coisa ou de outra, mas a forma como se instrumenta esta educação pode ter efeito alienante ou libertador (PAÍN, 1991, p. 12).

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

Não se pode deixar de pensar que a aprendizagem está entrelaçada com seu meio social, nas suas relações com os outros, se de fato nasce à elaboração e reelaboração de ideias sobre as situações mais simples até as mais complexas que surgem no seu dia a dia; desse modo, não é possível conceber a aprendizagem como um processo mecânico e sem afeto.

No entanto há de se pensar que o processo de aprendizagem acontece através da transmissão de conhecimento, havendo interesse, motivação, conteúdos que sejam significativos e utilizando metodologias que possibilitem ao aluno relacionar o que está aprendendo e o seu meio social.

Vive-se com alguns questionamentos, ora encontram-se respostas ora não, e quando

não se encontra a saída, o que fazer? Como dar continuidade frente ao fracasso escolar?

não se encontra a saída, o que fazer? Como dar continuidade frente ao fracasso escolar?

Quais fatores interferem na aprendizagem dos alunos?

Qual a maior dificuldade de aprendizagem sinalizada na escola?

Existem soluções para minimizar os problemas de aprendizagem na escola?

De quem é a culpa? Existe algum culpado?

Para tanto, deve-se falar de aprendizagem e suas formas de aprender.

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

Para saber mais

Assista à entrevista sobre Fracasso Escolar dada por Bernard Charlot, Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris, pesquisador do Núcleo de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Sergipe.

Disponível em: < http://www.youtube.com/

watch?v=1HUJQlduYzk >. Acesso em: 14 out.

2014.

2. A Aprendizagem

Aprendizagem é o processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados,

como resultado de estudo, experiência, raciocínio e conhecimento. Existem diferentes formas de aprender e várias

como resultado de estudo, experiência, raciocínio e conhecimento. Existem diferentes formas de aprender e várias teorias de aprendizagem. Compartilho a seguir alguns pontos de vista sobre aprendizagem.

• Aprendizagem é uma das funções mentais mais importantes do ser humano.

• A aprendizagem está relacionada à educação e ao desenvolvimento pessoal. Deve ser devidamente orientada, quando o aluno é motivado a aprender, é mais fácil adquirir o conhecimento e transformá-lo em fonte de sabedoria.

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

• A aprendizagem como um estabelecimento de novas relações entre o ser e o meio ambiente tem sido objeto de vários estudos.

• A aprendizagem escolar se vincula com a motivação dos alunos, indicando os objetivos procurados. É intrínseca quando se trata de objetivos internos (curiosidade, necessidades orgânicas e sociais). É extrínseca quando estimulada de fora (exigências da escola, expectativa de benefícios sociais, estimulação da família, do professor ou colega).

• Segundo Amélia Hamze (s/d), colunista do Brasil Escola:

“aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido

através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais”. • Aprender é

através da experiência construída por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais”.

• Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente.

De acordo com a nova ênfase educacional, centrada na aprendizagem, o professor é o coautor do processo de aprendizagem dos alunos. Nesse enfoque centrado na aprendizagem, o conhecimento é construído e reconstruído continuamente.

A aprendizagem e o conhecimento andam juntos para construir a cooperação, criticidade e a criatividade. Estes elementos fomentam a liberdade e a coragem de expressão social, sendo que o aluno se torna o sujeito ator, como protagonista da sua aprendizagem.

Deve-se neste trecho citar o educador Pedro Demo (1997, p. 16),

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trecho citar o educador Pedro Demo (1997, p. 16), 30 /106 Porque nós estamos na educação
trecho citar o educador Pedro Demo (1997, p. 16), 30 /106 Porque nós estamos na educação

Porque nós estamos na educação formando o sujeito capaz de ter história própria, e não história copiada, reproduzida, na sombra dos outros. Uma história que permita ao sujeito participar da sociedade.

Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o mundo globalizado. De acordo

Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o mundo globalizado. De acordo com a nova estrutura educacional, centrada no aluno, portanto na aprendizagem, o professor é o mediador do processo de aprendizagem dos alunos.

Quando a educação é construída pelo sujeito da aprendizagem, no ambiente educacional prevalecem a ressignificação dos sujeitos, competências, habilidades, criatividades, atitudes, respeito, formas de comunicação diferentes, leitura, escrita, caracterizando aprendizagens significativas. Este é um cenário novo da educação que exige uma participação de todos os diretores, coordenadores, orientadores, professores, alunos, familiares e uma equipe multidisciplinar

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

na qual se destaca o Psicopedagogo Institucional, hoje uma ligação importante dentro das instituições educacionais.

Este reorganiza o processo educacional, reorganizando os papéis, mediando novas orientações de tendências pedagógicas facilitando novos saberes a seguir. A Educação nos dias de hoje contempla tempos e espaços novos, tempestades

de ideias, situações problemas surgindo

à produção e manifestações próprias

dos educandos. O professor exerce a sua habilidade de mediador das construções

de aprendizagem e saberes. Mediar é interferir para promover transformações. Como mediador, o professor passa a ser um facilitador do conhecimento e exerce

o seu papel de instigador do processo de aprender dos alunos.

Na relação desse novo panorama pedagógico, professores e alunos interagem usando a empatia, a confiança,

Na relação desse novo panorama pedagógico, professores e alunos

interagem usando a empatia, a confiança,

o diálogo, o aprender a apreender. Isso

é fundamental, pois nesse encontro

professor e alunos vão construindo novos métodos de se praticar a educação. É necessário que o trabalho escolar seja competente, com conhecimento da clientela, ajustando aos métodos o que o aluno já trás da sua história, à cidadania emancipada, que exige sujeitos capazes de transformar a sociedade.

Os objetivos da aprendizagem são classificados em:

• Domínio cognitivo (ligado a conhecimentos, informações ou capacidades intelectuais).

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

• Domínio afetivo (relacionado a sentimentos, emoções, gostos ou atitudes).

• Domínio psicomotor (que ressaltam o uso e a coordenação dos músculos).

No domínio cognitivo há habilidades de memorização, compreensão, aplicação, análise, síntese e a avaliação. No domínio afetivo há habilidades de receptividade, resposta, valorização, organização e caracterização. No domínio psicomotor apresentam-se habilidades relacionadas a movimentos básicos fundamentais, movimentos reflexos, habilidades perceptivas e físicas e a comunicação não discursiva.

E para que a aprendizagem tenha êxito, o Psicopedagogo tem que estar focado em alguns

E para que a aprendizagem tenha êxito, o Psicopedagogo tem que estar focado em alguns pré-requisitos. São eles:

• Afetividade.

• Atenção.

• Memória.

Algumas situações emocionais podem existir para dificultar a aprendizagem, por exemplo, a emoção muitas vezes interfere no processo da informação. Wallon, segundo Almeida (2000), defende que a pessoa é resultado da integração entre afetividade, cognição e movimento. O que é conquistado em um desses conjuntos, interfere nos demais.

O afeto, por meio de emoções, sentimentos

e paixões, sinaliza com o mundo interno e

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

externo, e afeta as pessoas. Para Wallon, que estudou a afetividade geneticamente, os acontecimentos estimulam tanto os movimentos do corpo quanto a atividade mental, interferindo no desenvolvimento.

• O professor, ao observar as emoções dos alunos, pode ter algumas pistas de dificuldades de aprendizagem, se está interferindo em algum ponto, causando apatia para os estudos e pesquisas.

• O professor, ao observar a atenção dos alunos, tem que considerar o que está sendo apresentado para o aluno, se tem significado e representa uma novidade, um desafio.

Muitas vezes a falta de atenção ou desinteresse do aluno decorre do meio escolar ou

Muitas vezes a falta de atenção ou desinteresse do aluno decorre do meio escolar ou de atuações inadequadas à aprendizagem. Cabe ao professor refletir sobre suas propostas e modificá-las sempre que necessário.

A memória é fundamental para a aprendizagem e, segundo Wallon, as pessoas são seres integrados com afetividade, cognição e movimento. Portanto, acontecimentos que afetam e produzem sentidos ficam retidos na memória com mais facilidade.

Aprender e memorizar é saber criar, relacionar e refletir, chegando a sua conclusão final. É tarefa do professor planejar e adotar uma metodologia em que os alunos se adaptem, aprendam e fique na

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

memória, construindo sentido sobre o que se está vendo no seu dia a dia.

Para saber mais

No site Psicopedagogia Brasil – Pensar e Aprender é possível encontrar vários artigos sobre Aprendizagem, bem como sobre vários temas que contribuirão para a sua formação como psicopedagogo institucional.

Disponível em: < http://www. psicopedagogiabrasil.com.br >. Acesso em: 14 out. 2014.

3. Normas e Condutas Éticas no Trabalho Escolar: Código de Ética As questões de natureza

3. Normas e Condutas Éticas no Trabalho Escolar: Código de Ética

As questões de natureza ética são muito importantes em qualquer profissão. No caso da Psicopedagogia, o uso da ética é fundamental, trabalha- se com diagnósticos e intervenção psicopedagógica o tempo todo e a ética se faz presente e passa a ser um norteador das práticas psicopedagógicas.

Segundo Mery (1986), o trabalho psicopedagógico deve estar ancorado em alguns princípios gerais, tais como:

1. Acreditar que todo ser humano tem direito ao pleno acesso ao saber acumulado, representado pela cultura.

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2. Considerar a leitura e a escrita como ferramentas fundamentais de acesso ao saber.

3. Nortear sua prática dentro dos princípios da liberdade do ser.

4. Reconhecer e assumir a dupla polaridade de seu papel-transmissão de conhecimento e compreensão dos fatores psicológicos que interferem no ato de aprender.

5. Reconhecer o papel da família como transmissora da cultura, devendo analisar e compreender os mecanismos dentro da relação familiar que promovem bloqueio da aprendizagem.

6. Reconhecer a escola como espaço privilegiado para a transmissão

da cultura, e também o valor de outras organizações sociais, ainda mantendo postura crítica frente

da cultura, e também o valor de outras organizações sociais, ainda mantendo postura crítica frente às dificuldades geradas pela própria instituição escolar, usando a ética e recursos humanos durante todo o planejamento.

A Psicopedagogia é investigativa para a descoberta das causas dos problemas de aprendizagem, olhando a relação interpessoal docente/discente e suas dificuldades de aprendizagem, não só em um nível intelectual, mas buscando outras variáveis no domínio afetivo- cognitivo-social. Para tal, o profissional de Psicopedagogia tem um Código de Ética elaborado pelo Conselho Nacional, que orienta sobre os princípios,

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responsabilidades, respeito, dentro de um comportamento profissional psicopedagógico que se faz necessário para:

O respeito aos outros profissionais.

• O respeito ao sujeito envolvido no processo clínico e sua família.

• O comprometimento com seu trabalho, buscando através de estudo melhorar sua atuação.

• Saber trabalhar em equipe, ter princípios.

Ser responsável, enfim, ter um comportamento profissional digno, visando sempre ao bem estar de seu paciente, cliente ou aluno.

O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boa relação com os profissionais de outras áreas que

O psicopedagogo procurará manter e desenvolver boa relação com os profissionais de outras áreas que estiverem envolvidos no caso, reconhecendo os casos pertencentes aos demais campos de especialização encaminhando-os a profissionais habilitados e qualificados para o atendimento.

A ética profissional deveria ser uma disciplina para todos os cursos, principalmente para aqueles que irão trabalhar com o desenvolvimento humano, suas dificuldades e seus processos. O profissional sai da Academia, infelizmente, sem esse tino profissional, atuando muitas vezes de forma errada, prejudicando, assim, seu aluno, paciente ou cliente, dependendo de seu campo de atuação.

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Glossário Competências: faculdade para apreciar e resolver qualquer assunto (Dicionário Michaelis, 2009).

Glossário

Competências: faculdade para apreciar e resolver qualquer assunto (Dicionário Michaelis, 2009).

Habilidades: 1 Qualidade de hábil (Que tem capacidade para fazer uma coisa com perfeição e conhecimento do que executa). 2 Capacidade, inteligência. 3 Aptidão, engenho. 4 Destreza. 5 Astúcia, manha. (Dicionário Michaelis, 2009).

Conhecimentos: 1 Ato ou efeito de conhecer (Ter ou chegar a ter conhecimento, ideia, noção ou informação de; Ter experiência de; Discernir, distinguir, reconhecer). 2 Faculdade de conhecer. 3 Ideia, noção; informação, notícia. 4 Consciência da própria existência. (Dicionário Michaelis, 2009).

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39 /106 Questão para reflexão Agora quero convidá-lo para repensar a Instituição Educacional sobre o

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Questão

para

reflexão

Agora quero convidá-lo para repensar a Instituição Educacional sobre o olhar Psicopedagógico.

Leia com atenção o diálogo a seguir.

Dialogo Professor X Aluno:

_ Professora Maria Helena, gostaria tanto de saber ler para poder entender os gibis da turma da Mônica. Aluno M.F. 12 anos.

_ Professora Marli, não consigo copiar do quadro negro porque não

conheço todas as letras

_ Professora Joceli, tenho muito sono em sala de aula, não consigo ouvir

nem aprender.

_Não gosto da escola, não tenho interesse em ouvir a professora, ela grita muito. Aluno D.D. 8 anos.

estou confusa. Aluna L.M. 10 anos.

Aluna L.F. 9 anos.

?

Questão para reflexão Estes são apenas alguns depoimentos dos alunos a procura de socorro educacional.

Questão

para

reflexão

Estes são apenas alguns depoimentos dos alunos a procura de socorro educacional. É possível elencar tantos outros que já foram vivenciados ou relatados por colegas.

As dificuldades descritas pelos alunos apontam as expectativas de aprender, assinalam a vontade de compreender e desenvolver a leitura, a escrita, com o domínio de habilidades para decodificar símbolos, o exercício do controle motor, reconhecimento de letras, palavras e traços, sem contar a afetividade, muito importante no aprender e no ensinar, o significado maior do ato de ler e escrever para transformar.

Sugiro que pare um pouco para refletir, a partir do que já foi estudado, como está ocorrendo a aprendizagem nos dias de hoje? Como é possível atuar para melhorar o processo de aprendizagem?

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?

Considerações Finais (1/2) A psicopedagogia hoje tem por objetivo de estudo a aprendizagem como um

Considerações Finais (1/2)

A psicopedagogia hoje tem por objetivo de estudo a aprendizagem

como um processo individual, em que a trajetória da construção do conhecimento é valorizada e entendida como parte do resultado final.

A sua maior preocupação é o ser que aprende, o ser cognoscente e

o seu objetivo geral é desenvolver e trabalhar esse ser de forma a potencializá-lo como uma pessoa autora, construtora da sua história, de conhecimentos, e adequadamente inserida em um contexto social.

A dificuldade de aprendizagem nessa definição é entendida e trabalhada com um agente dificultador para a construção do aprendiz, que é um ser biológico, pensante, que tem uma história, emoções, desejos e um compromisso político e social.

Os vários profissionais envolvidos na questão aprendizagem perceberam que não bastava retirar o eixo da patologia para que a aprendizagem acontecesse, mas era necessário saber que sujeito era esse, de onde ele vinha e para onde ele queria e podia ir.

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Considerações Finais (2/2) A constatação que apenas uma área do conhecimento não conseguiria respostas absolutas

Considerações Finais (2/2)

A constatação que apenas uma área do conhecimento não conseguiria respostas absolutas e definitivas para a situação deflagrou o que é hoje a Psicopedagogia. A psicopedagogia se propõe a investigar e a entender a aprendizagem com base no diálogo entre várias disciplinas.

Diante deste avanço, a criança que, não conseguindo aprender, é entendida e trabalhada, não como alguém que possui um déficit ou um problema, mas como um aprendiz que possui um estilo de aprender diferente, que está diretamente relacionado ao estilo de família e da comunidade a que pertence.

Em face da complexidade das questões aqui levantadas e da delicadeza do objeto de trabalho, se faz necessário a parceria e ajuda do trabalho de professores, psicólogos e equipe multidisciplinar.

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Referências ALMEIDA, Laurinda R. A Discussão Relacional no Processo de Formação do Docente. São Paulo,

Referências

ALMEIDA, Laurinda R. A Discussão Relacional no Processo de Formação do Docente. São Paulo, Loyola, 2000.

BARONE, Leda Maria. C. Psicopedagogia, o Caráter Interdisciplinar na Formação e Atuação Profissional: considerações a respeito da ética. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

BECKER, Fernando. Educação e construção do Conhecimento. Porto Alegre: Artmed, 2001.

BOSSA, N. A. A Psicopedagogia no Brasil: Contribuições a Partir da Prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

CAMARGO, Marculino. Fundamentos de Ética Geral e Profissional. Rio de Janeiro: Vozes,1999.

CÓDIGO DE ÉTICA DA ABPp. In: Revista Psicopedagogia. São Paulo. v.12, Nº25, p.36-37, ABPp, 1993.

In: Revista Psicopedagogia. São Paulo. v. 15, Nº38, p.2-3, ABPp, 1996.

DEMO, Pedro. Educar pela Pesquisa. Campinas: Autores Associados, 1997.

DICIONÁRIO MICHAELIS. Editora Melhoramentos Ltda, 2009. Disponível em: <http://michaelis.

uol.com.br/moderno/portugues/index.php>. Aceso em: 14 out. 2014.

GASPARIN, João Luiz. Uma didática para a pedagogia histórico-crítica. Campinas, Autores Associados. 2007.

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Unidade 2 • A Psicopedagogia Institucional

HAMZE, Amélia. O que é a aprendizagem? s/d. Disponível em: < http://educador.brasilescola.com/

HAMZE, Amélia. O que é a aprendizagem? s/d. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/

trabalho-docente/o-que-e-aprendizagem.htm>. Acesso em: 14 out. 2013.

MERY, Janine. Pedagogia Curativa Escolar e Psicanálise. Porto Alegre: Artes Médicas,1986.

OLIVEIRA, V. B; BOSSA, N. A. Avaliação Psicopedagógica da criança de zero a seis anos. 18. ed. São Paulo: Vozes, 2009.

PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 4 ed. Porto Alegre: Artmed, 1991. p. 12.

RUBINSTEIN, Edith. A especificidade do diagnóstico psicopedagógico. In: Atuação psicopedagógica e aprendizagem escolar. Petrópolis: Vozes, 1996.

SCOZ, B. Psicopedagogia e a realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem, 15. ed. São Paulo: Vozes, 2008.

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45 /106 Assista a suas aulas Aula 2 - Tema: Fracasso Escolar - Bloco I

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Assista a suas aulas

45 /106 Assista a suas aulas Aula 2 - Tema: Fracasso Escolar - Bloco I Disponível

Aula 2 - Tema: Fracasso Escolar - Bloco I

a50c2e0da8825330bdaa21db2ddc9d5f >. Aula 2 - Tema: Aprendizagem Humana - Bloco II Disponível

Aula 2 - Tema: Aprendizagem Humana - Bloco II

46 /106 Assista a suas aulas Aula 2 - Tema: Papel da Psicopedagogia Institucional -

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Assista a suas aulas

46 /106 Assista a suas aulas Aula 2 - Tema: Papel da Psicopedagogia Institucional - Bloco

Aula 2 - Tema: Papel da Psicopedagogia Institucional - Bloco III

09d453ebde3b158065c3a6c9eb2345f9 >. Aula 2 - Tema: Prática Psicopedagógica - Bloco IV

Aula 2 - Tema: Prática Psicopedagógica - Bloco

IV

Questão 1 1. Qual é o papel da psicopedagogia institucional? a) Analisar e assinalar. b)

Questão 1

1. Qual é o papel da psicopedagogia institucional?

a) Analisar e assinalar.

b) Propor mudanças.

c) Modificar conteúdos.

d) Intervir.

e) Curar.

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Questão 2 2. O psicopedagogo Institucional faz sua interação a partir: a) Da história do

Questão 2

2. O psicopedagogo Institucional faz sua interação a partir:

a) Da história do indivíduo.

b) Mudança da sociedade.

c) Do entorno.

d) Da incorporação e informação.

e) Experiências vividas.

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Questão 3 3. Qual o princípio norteador da psicopedagogia? a) Inclusão do ser humano. b)

Questão 3

3. Qual o princípio norteador da psicopedagogia?

a) Inclusão do ser humano.

b) Integração do transtorno de aprendizagem.

c) Integração entre objetividade e a subjetividade.

d) Integração dos conteúdos.

e) Inclusão da sociedade.

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Questão 4 4. Qual a função da psicopedagogia institucional? 50 /106 a) Identificar. b) Relacionar.

Questão 4

4. Qual a função da psicopedagogia institucional?

50 /106

a) Identificar.

b) Relacionar.

c) Reciclar.

d) Orientar.

e) Ocultar.

Questão 5 5. Qual é a primeira etapa de planejamento para intervir na psicopedagogia institucional?

Questão 5

5. Qual é a primeira etapa de planejamento para intervir na psicopedagogia institucional?

a) Descrição.

b) Identificação.

c) Intervenção.

d) Análise.

e) Relatórios.

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52 /106 Gabarito 1. Resposta: A. Seu papel é analisar e assinalar os fatores que

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Gabarito

1. Resposta: A.

Seu papel é analisar e assinalar os fatores que favoreçam, intervém ou prejudicam uma boa aprendizagem.

2. Resposta: A.

A história do indivíduo é de suma importância para começar um planejamento das ações futuras, diminuindo o fracasso escolar.

3. Resposta: C.

É a integração entre objetividade e a subjetividade, nos processos de ensino- aprendizagem.

4. Resposta: A.

Identificar, analisar, planejar, intervindo através das etapas de diagnósticos e de tratamento em um trabalho interdisciplinar.

5. Resposta: B.

A primeira etapa é a de identificação, o que é apresentado como queixa observada através do cotidiano da instituição.

Unidade 3 Psicopedagogia Hospitalar Objetivos 1. Conhecer a atuação do Psicopedagogo Hospitalar. 2. Conscientizar,

Unidade 3

Psicopedagogia Hospitalar

Objetivos

1. Conhecer a atuação do Psicopedagogo Hospitalar.

2. Conscientizar, discutir e ampliar as ideias dos profissionais da educação e saúde quanto a proporcionar uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas que requerem um cuidado e um olhar especial para o atendimento hospitalar.

3. Relacionar o trabalho psicopedagógico com o contexto de atuação e a equipe multiprofissional ou interdisciplinar.

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Introdução Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe

Introdução

Introdução Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro
Introdução Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro

Nada posso lhe dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse).

Nesta aula você conhecerá um pouco melhor o trabalho do psicopedagogo hospitalar, como atuar em um ambiente hospitalar visando ao sujeito que aprende, com tantas variáveis envolvidas no tratamento dos indivíduos que lá estão.

1. A Função da Psicopedagogia Hospitalar

A função da psicopedagogia hospitalar é muito importante, pois existem algumas dificuldades de aprendizagem dentro do hospital. Crianças e jovens que necessitam de longas internações acabam sofrendo uma carência em relação à aprendizagem, precisam de uma continuidade aos estudos, com muito para fazer nesse “novo” da educação, pois, por meio do acompanhamento educacional dentro do ambiente hospitalar, irão resgatar vários sentimentos, como aceitação, autoestima, segurança, angústias, medos, uma melhor qualidade de vida e a continuidade do desenvolvimento das potencialidades que eles apresentam.

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

A função do psicopedagogo será mediar para que se recuperem sentimentos de autoestima, entre outros,

A função do psicopedagogo será mediar

para que se recuperem sentimentos de autoestima, entre outros, assegurando a valorização da vida do paciente. O psicopedagogo hospitalar situa-se na modalidade da Educação Especial, definindo como suas principais ações as atividades de classes hospitalares para crianças e adolescentes em tratamento de saúde, diminuindo suas dificuldades de aprendizagem.

A proposta da psicopedagogia hospitalar

é ser interlocutor, não só de crianças, mas também de todos aqueles que passam por internações, seja de curta, média ou longa duração, doenças crônicas e de pacientes terminais. O psicopedagogo hospitalar, embasado na teoria e na prática

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

e por ser um profissional interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, está apto a esta modalidade, utilizando todo o seu conhecimento para criar um mundo em que as pessoas se preocupam umas com as outras.

A alternativa de apoio psicopedagógico

ao paciente hospitalizado é interessante

para assegurar-lhe uma boa recuperação,

e tranquilizar as inquietações que surgem de preocupações sobre o tratamento

recomendado e o tempo de hospitalização.

O ambiente hospitalar é um local que

emana diversos sentimentos e sensações:

ora doença ou saúde, imensa tensão ou angústia, alívio, cura ou consolo. Ainda não é fácil distinguir entre a dor e outras agressões de que a criança ou o adulto

são vítimas, como separação da família, mudança de quadro, mudanças da rotina, e procedimentos desconhecidos.

são vítimas, como separação da família, mudança de quadro, mudanças da rotina, e procedimentos desconhecidos.

Os pais e familiares diante da doença, não sabendo como atenuar e controlar o desespero e o sofrimento, poderão desenvolver um controle excessivo diante do paciente. Nesse contexto humanizador se faz necessária a intervenção psicopedagógica, optando por atividades que possam transpor os sentimentos de angústia e solidão, contribuindo não somente com o físico, mas com o cognitivo, afetivo e social também, deixando de lado, por exemplo, as atividades lúdicas centradas na aprendizagem e utilizando um exercício muito mais eficaz, que é o fantástico exercício do olhar além do que

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

os olhos podem ver, é o toque, o carinho, um abraço bem dado, um sorriso ou até mesmo um sofrer junto, pois, com a enfermidade e hospitalização, o paciente assume um estado de espera e passa a conviver com o ócio. É neste momento que o psicopedagogo entra em ação por meio de atividades educativas, em que pretende amenizar o estado ocioso e ocupar o tempo do paciente mediante práticas educativas que estimulem a criação, a socialização, o gosto pela a leitura, música, buscando na educação uma pedagogia transformadora, no sentido de contribuir para a promoção da saúde.

Ao olhar o paciente em sua totalidade, pergunta-se: por que não criar um espaço prazeroso, alegre, lúdico, de expressão?

No qual o sujeito hospitalizado possa jogar, interagir com os outros sujeitos neste período, ocorrendo

No qual o sujeito hospitalizado possa jogar, interagir com os outros sujeitos neste período, ocorrendo assim sua inserção no contexto hospitalar, visto que as ações educativas em ambiente hospitalar representam um adicional de possibilidades, no sentido de abrir

novas perspectivas a favor do tratamento da saúde das pessoas hospitalizadas, compreendidas como indivíduos em estado permanente de aprendizagem

e

desenvolvimento de potencialidades

e

capacidades, em comunicação com a

vida saudável que humanamente inclui

aprender com o estado da doença.

Enquanto psicopedagogos, é possível contribuir para favorecer, na criança e no jovem que se encontram doentes

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

e hospitalizados, autoconhecimento,

desenvolvimento da autonomia, identidade

e responsabilidade no tratamento e nas

necessidades da própria saúde, levando-o a aprender sobre si, desejando modificar

seu estado o mais rápido possível.

2. O Ambiente Hospitalar no seu Contexto

De acordo com Leitão (1990), o hospital

é um ambiente que oferece certa

privação aos estímulos fundamentais ao desenvolvimento infantil por não contar, geralmente, com atividades que considerem as questões sociais, emocionais e motoras da criança. E quanto maior o tempo de tratamento, maior o

estresse, a angústia e o medo da morte, assim como menor é o desenvolvimento da

estresse, a angústia e o medo da morte, assim como menor é o desenvolvimento da criança, já que o tratamento exige uma permanência muito grande em ambiente hospitalar.

Os principais objetivos da psicopedagogia hospitalar podem ser apontados nos seguintes itens:

• Promover a integração entre a criança, a família, a escola e o hospital, amenizando os traumas da internação e contribuindo para a interação social.

• Dar oportunidade ao atendimento às crianças e adolescentes hospitalizados, em busca da qualidade de vida intelectiva e sociointerativa.

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

Aproximar a vivência da criança no hospital à sua rotina diária anterior ao internamento, utilizando o conhecimento como forma de emancipação e formação humana.

• Fortalecer o vínculo com a criança hospitalizada, possibilitando o fazer pedagógico na prática educacional dos ambientes hospitalares.

• Proporcionar à criança hospitalizada a possibilidade de, mesmo estando em ambiente hospitalar, ter acesso à educação.

Conforme tudo que foi apresentado, percebe-se que há necessidade do profissional da educação dentro do ambiente hospitalar. A criança e o jovem

não podem ser prejudicados pelo longo período de internação que sofrem. Neste contexto, o psicopedagogo

não podem ser prejudicados pelo longo período de internação que sofrem. Neste contexto, o psicopedagogo é

o agente de mudanças, pois entende

que o escolar doente não é um escolar comum, ele se diferencia por estar acometido de moléstia, razão pela qual precisou de cuidados médicos, bem como necessita ainda de ajuda para vencer as consequências de sua própria doença (MATOS; MUGGIATI, 2001, p. 39).

O trabalho do psicopedagogo no hospital

é propiciar uma prática educativa

visando à formação integral do aluno

enfermo, numa proposta para amenizar

a possível desmotivação e o estresse

ocasionados pela internação. Diante do exposto, entende-se a necessidade

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

de desenvolver propostas consistentes, tanto do ponto de vista psicopedagógico quanto de apoio teórico, deixando de lado

o assistencialismo ou o recreativo, que na maioria das vezes camuflam o contexto da psicopedagogia hospitalar.

Considerando a legislação federal, a criança hospitalizada é considerada com necessidades especiais, uma vez que sua situação de saúde a impossibilita de estar inserida em seu cotidiano. Essa necessidade especial é temporária, não há dúvidas, se for considerado, por exemplo, uma criança com hepatite: após a cura da enfermidade, retornará à sua rotina de vida.

À sociedade devem-se soluções urgentes

para essa situação, no sentido de que todos os esforços sejam direcionados para

uma ação coletiva, que envolva a família, a escola e o quadro clínico da criança

uma ação coletiva, que envolva a família, a escola e o quadro clínico da criança e do jovem, garantindo que seus direitos sejam preservados nesse momento tão difícil e frágil que é ocasionado pela doença.

Todas as crianças e jovens estão amparados por lei. A educação é um direito de toda e qualquer criança ou adolescente, e isso inclui o universo da criança e do adolescente hospitalizado, que serão referidos daqui em diante apenas como criança hospitalizada. A legislação brasileira reconhece tal direito através da Constituição Federal de 1988, da Lei n. 1.044/1969, da Lei n. 6.202/1975, da Lei n. 8.069/1990, Estatuto da Criança e do Adolescente, da Resolução n. 41/1995 do Conselho Nacional de Defesa dos

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

Direitos da Criança e do Adolescente, da Lei n. 9.394/1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, da Resolução n. 02/2001 do Conselho Nacional de Educação.

A esta modalidade de atendimento

educacional denomina-se Classe Hospitalar, que segundo a Política Nacional de Educação Especial, publicada pelo Ministério da Educação e da Cultura (MEC), em Brasília, em 1994, visa ao atendimento pedagógico e psicopedagógico das crianças e adolescentes que, devido às condições especiais de saúde, encontram- se hospitalizados.

Apesar da existência de legislação sobre

a Classe Hospitalar, demonstrando

que já é reconhecida oficialmente, o

desconhecimento dessa modalidade de atendimento é muito grande, tanto para propiciar a continuidade do processo

desconhecimento dessa modalidade de atendimento é muito grande, tanto para propiciar a continuidade do processo educacional, quanto para fortalecer as ações para a promoção da saúde das crianças e adolescentes em situação de internação. Por isso, a pesquisa realizada por Fonseca (1999) é de relevância indiscutível.

A educação em ambiente hospitalar é um direito de toda criança ou adolescente hospitalizado. Porém, os estudos já realizados demonstram que, na prática, nem todas as crianças usufruem desse direito em virtude do número de hospitais que fazem esse tipo de atendimento. Comparativamente, pode-se entender o hospital para a criança/adolescente como

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

um amplo cenário do qual participam os mais diversos atores, considerando, portanto, esse valioso elenco participante, vê-se como da mais extrema importância a atuação de todos, quanto às suas respectivas atribuições, pela necessidade de preservação da real qualidade de suas tarefas (MATOS; MUGGIATI, 2001, p. 31).

Para saber mais

Para conhecer mais sobre a atuação do

Psicopedagogo Hospitalar, acesse o site:

14 out. 2014.

3. Informações Importantes so- bre o Atendimento Psicopeda- gógico Hospitalar Algumas dicas para o atendimento

3. Informações Importantes so- bre o Atendimento Psicopeda- gógico Hospitalar

Algumas dicas para o atendimento psicopedagógico hospitalar:

Estabelecer uma relação de confiança

e colaboração com toda a equipe multidisciplinar.

• Escute mais e fale menos.

• Informe a equipe médica e educacional sobre os progressos feitos em cada passo dado.

• Estabelecer horários para atendimentos e estudos, respeitando

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a rotina hospitalar.

Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

Sirva de exemplo, mostre seu interesse e entusiasmo pelos alunos pacientes.

• Desenvolver estratégias de replanejamento, por exemplo, existe um problema para ser solucionado, pense, tenha atitude.

• Seja mediador do conhecimento, aprenda com eles ao invés de só querer ensinar.

• Valorize sempre o que o seu aluno paciente criou, mesmo que não tenha feito o que você planejou.

Disponibilize materiais para auxiliar na aprendizagem.

• É preciso conversar, informar e discutir com o seu aluno paciente

sobre quaisquer observações e comentários emitidos sobre ele. • Cada ser humano é único e

sobre quaisquer observações e comentários emitidos sobre ele.

• Cada ser humano é único e singular.

• A cada vida tem sua própria história.

• É preciso saber que o aluno paciente é um ser em evolução. Nunca destrua nada que ele construiu.

• O psicopedagogo ajuda a promover mudanças, intervindo diante das dificuldades que a escola e o estado de doença colocam, trabalhando com os equilíbrios/desequilíbrios e resgatando o desejo de aprender.

• O psicopedagogo não deve ter medo do amanhã, ele acolhe e ensina.

• Sem medo da solidão, da dor, do

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

hoje do agora, ele desenvolve um novo olhar e ensinamentos para a construção de novos saberes, momentos e continuidade do aprender.

• Recupera-se a socialização da criança e do jovem hospitalizado por um processo de inclusão, dando continuidade aos estudos e diminuindo o fracasso escolar.

• Um lugar em que a aprendizagem e o conhecimento superam a dor.

• Deve-se ser sensível para ouvir o não dito, ver além do que se mostra, para encontrar os melhores caminhos para cuidar educar e amar.

64 /106 Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar Para saber mais Crianças internadas no Hospital Geral

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

Para saber mais

Crianças internadas no Hospital Geral do Pirajuçara, em Taboão da Serra, não perdem o ano escolar. Veja uma ação pedagógica que está funcionando.

Disponível em: < http://www.youtube.com/ watch?v=0S1cm0kbujY&feature=related >. Acesso em: 14 out. 2014.

Glossário Interdisciplinar: a convergência de duas ou mais áreas do conhecimento, não pertencentes à mesma

Glossário

Interdisciplinar: a convergência de duas ou mais áreas do conhecimento, não pertencentes à mesma classe, que contribua para o avanço das fronteiras da ciência e tecnologia, transfira métodos de uma área para outra, gerando novos conhecimentos ou disciplinas e faça surgir um novo profissional com um perfil distinto dos existentes, com formação básica sólida e integradora (CAPES, 2009, p. 6).

Multidisciplinar: o estudo que agrega diferentes áreas do conhecimento em torno de um ou mais temas, no qual cada área ainda preserva sua metodologia e independência (CAPES, 2009, p. 6).

Transdisciplinar: a transdisciplinaridade é uma teoria do conhecimento, é uma compreensão de

processos, é um diálogo entre as diferentes áreas do saber e uma aventura do espírito. [

nova atitude, é a assimilação de uma cultura, é uma arte, no sentido da capacidade de articular a multirreferencialidade e a multidimensionalidade do ser humano e do mundo. Ela implica numa postura sensível, intelectual e transcendental perante a si mesmo e perante o mundo. Implica, também, em aprendermos a decodificar as informações provenientes dos diferentes níveis que compõem o ser humano e como eles repercutem uns nos outros. A transdisciplinaridade transforma nosso olhar sobre o individual, o cultural e o social, remetendo para a reflexão respeitosa e aberta sobre as culturas do presente e do passado, do Oriente e do Ocidente, buscando contribuir para a sustentabilidade do ser humano e da sociedade (BARROS, MELLO, SOMMERMAN, 2000; 2002).

]

é uma

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

Questão para reflexão Os profissionais da área da saúde aceitam o profissional da educação? Que

Questão

para

reflexão

Os profissionais da área da saúde aceitam o profissional da educação?

Que tipos de obstáculos podem ser encontrados para a ação educacional na instituição hospitalar?

Existe uma rotina dentro do hospital?

Qual a aceitação dos pais e que problemas podem vir a surgir mediante o trabalho psicopedagógico?

Existe a superproteção dos pais junto a seus filhos e a resistência para que esse trabalho não ocorra?

Quais os desafios a enfrentar que a área da saúde pode trazer para este trabalho?

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Considerações Finais (1/2) O papel do psicopedagogo hospitalar: rever, planejar e replanejar. Que nenhum aluno

Considerações Finais (1/2)

O papel do psicopedagogo hospitalar: rever, planejar e replanejar.

Que nenhum aluno apresenta dificuldades de aprendizagem por sua própria vontade.

O psicopedagogo deve estar atento às dificuldades apresentadas pelos alunos e saber administrar as causas, considerando seu estado de saúde.

Não se pode deixar de pensar que o fracasso escolar também pode ser entendido como um fracasso da instituição, do projeto, por não saber lidar com a diversidade dos seus alunos enquanto ele estava inserido.

É preciso que o psicopedagogo esteja capacitado para adequar as suas práticas psicopedagógicas mediando as diferentes formas de ensinar, pois há muitas maneiras de aprender.

O psicopedagogo deve ter consciência da importância de criar vínculos com

os seus alunos pacientes através das atividades cotidianas, construindo e

reconstruindo sempre novos vínculos afetivos.

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Considerações Finais (2/2) A relação do psicopedagogo no dia a dia em seu leito hospitalar,

Considerações Finais (2/2)

A relação do psicopedagogo no dia a dia em seu leito hospitalar, uma sala de aula informal, torna o aluno paciente capaz ou incapaz no seu desenvolvimento.

Se o psicopedagogo tratá-lo como incapaz, o aluno paciente terá pouca chance para aprender, mas se o psicopedagogo se mostrar preparado para observar, encontrar formas de lidar com as dificuldades, este aluno paciente vai ter mais chances de diminuir ou saber lidar com suas limitações.

Todo processo de aprendizagem, seja aprendizagem no seio familiar seja no estabelecimento de ensino ou hospitalar, deve incluir a realidade cultural, pois é para ela que o aluno paciente se constrói como cidadão.

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Referências BARROS, V. M.; MELLO, M. F.; SOMMERMAN, A. (Orgs.). Educação e transdisciplinaridade I .

Referências

BARROS, V. M.; MELLO, M. F.; SOMMERMAN, A. (Orgs.). Educação e transdisciplinaridade I. Brasília:

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SARGO. Claudete et al. A práxis Psicopedagogia Brasileira. São Paulo: ABPp.1994.

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

SCHILK, Ana Lúcia Tarouquela. A educação além dos muros da escola. 1º Encontro Nacional Sobre

SCHILK, Ana Lúcia Tarouquela. A educação além dos muros da escola. 1º Encontro Nacional Sobre Atendimento Hospitalar. Universidade do Estado de São Paulo.

TEBEROSKY, A.; Cardoso, B. Reflexões sobre o ensino. Campinas/Petrópolis. Unicamp: Vozes, 1994

WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 6. ed. Rio de Janeiro: DP&A; 1999.

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Unidade 3 • Psicopedagogia Hospitalar

71 /106 Assista a suas aulas Aula 3 - Tema: Psicopedagogia e Saúde - Bloco

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Assista a suas aulas

71 /106 Assista a suas aulas Aula 3 - Tema: Psicopedagogia e Saúde - Bloco I

Aula 3 - Tema: Psicopedagogia e Saúde - Bloco I

e628e39fa732f9ecfe9fc6cf1da70054 >. Aula 3 - Tema: Educação e Saúde - Bloco II Disponível

Aula 3 - Tema: Educação e Saúde - Bloco II

72 /106 Assista a suas aulas Aula 3 - Tema: Especificidades do Contexto Hospitalar -

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Assista a suas aulas

72 /106 Assista a suas aulas Aula 3 - Tema: Especificidades do Contexto Hospitalar - Bloco

Aula 3 - Tema: Especificidades do Contexto Hospitalar - Bloco III

- 1d/2774ab16ce6afe03fee3185cd1e59f72 >. Aula 3 - Tema: Atendimento Hospitalar - Bloco IV Disponível

Aula 3 - Tema: Atendimento Hospitalar - Bloco IV

Questão 1 1. Qual a função do psicopedagogo hospitalar? a) Conscientizar e sensibilizar setores da

Questão 1

1. Qual a função do psicopedagogo hospitalar?

a) Conscientizar e sensibilizar setores da saúde e educação.

b) Mediar conflitos.

c) Reparar sofrimentos.

d) Estimular alunos pacientes.

e) Dar suporte aos enfermeiros.

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Questão 2 2. O ambiente hospitalar dá continuidade aos estudos das crianças e jovens hospitalizados;

Questão 2

2. O ambiente hospitalar dá continuidade aos estudos das crianças e jovens hospitalizados; qual o método usado?

a) Respeitando a singularidade de cada aluno paciente.

b) Dando continuidade aos conteúdos programáticos.

c) Adequando o currículo de acordo com o momento.

d) Exercitando o aluno paciente.

e) Mantendo a mesma metodologia da escola de origem.

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Questão 3 3. Para atuar no hospital o psicopedagogo necessita: a) Conhecer todo o processo

Questão 3

3. Para atuar no hospital o psicopedagogo necessita:

a) Conhecer todo o processo hospitalar.

b) Conhecer a equipe médica.

c) Conhecer a família.

d) Observar a equipe técnica de enfermeiros.

e) Conhecer o entorno do hospital.

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Questão 4 4. O atendimento psicopedagógico educacional no ambiente hospitalar deve ser entendido como: a)

Questão 4

4. O atendimento psicopedagógico educacional no ambiente hospitalar deve ser entendido como:

a) Uma escuta psicopedagógica.

b) Uma lamentação ao estudo.

c) Meio corporativo administrativo.

d) Realização pessoal.

e) Interação com o meio.

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Questão 5 5. O psicopedagogo deve estar atento para: a) A angústia do aluno paciente.

Questão 5

5. O psicopedagogo deve estar atento para:

a) A angústia do aluno paciente.

b) As inquietações.

c) As exigências do aluno paciente.

d) As necessidades sociais e educacionais.

e) Desordem do aluno paciente.

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78 /106 Gabarito 1. Resposta: A. Sensibilizar e mostrar o trabalho do psicopedagogo hospitalar, permeando

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Gabarito

1. Resposta: A.

Sensibilizar e mostrar o trabalho do psicopedagogo hospitalar, permeando a educação e diminuindo a dor da criança e jovem hospitalizados.

2. Resposta: A.

Os estudos são planejados mediante

o estado de saúde do aluno paciente,

observando também competências, habilidades e criatividade de cada um.

3. Resposta: A.

É imprescindível compreender e conhecer

toda a estrutura hospitalar, sua rotina, objetivos e metas.

4. Resposta: A.

É uma escuta psicopedagógica e é adequada às necessidades do aluno paciente.

5. Resposta: D.

Ao aluno paciente como um todo, mas principalmente às necessidades sociais e educacionais.

Unidade 4 O Psicopedagogo e as ONGs Objetivos 1. Ampliar o conhecimento sobre as áreas

Unidade 4

O Psicopedagogo e as ONGs

Objetivos

1. Ampliar o conhecimento sobre as áreas de atuação do Psicopedagogo Institucional.

2. Conhecer a forma de atuação do Psicopedagogo nas ONGs.

3. Relacionar o foco em aprendizagem com as diferentes demandas nas áreas de atuação.

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Introdução O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade,

Introdução

Introdução O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade,
Introdução O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade,

O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação, solidariedade e liberdade (Betinho).

Esta aula pretende trabalhar metodologias utilizadas para diagnosticar, planejar ações e avaliações constantes e a criação de parcerias entre profissionais e instituições. Entende- se também que o objetivo da Psicopedagogia para a valorização da ética e da ação de cada participante está na atuação junto a profissionais da ONG, crianças atendidas, familiares ou comunidade.

1. Atuação do Psicopedagogo na ONG

Você entenderá um pouco do que é uma ONG e seu desenvolvimento perante a sociedade, educação e cultura. ONG é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem como objetivo propor e desenvolver programas de responsabilidade social para as instituições públicas e privadas, visando estabelecer padrões adequados de relacionamento com os diferentes públicos impactados por suas atividades.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

Sua atuação na área de educação é muito importante, facilitando o acesso e a permanência

Sua atuação na área de educação é muito importante, facilitando o acesso e a permanência dos que necessitam estudar

e

crescer no mundo contemporâneo

e

tornando a sociedade mais justa e

humana. Ação Educativa – Organização

não governamental que atua no campo do acompanhamento educacional, avaliando os conhecimentos prévios dos alunos e desenvolvendo metodologias adequadas

a cada grupo de estudos, da avaliação

crítica e da proposição de políticas públicas

relacionadas à educação e juventude.

Apesar da diversidade existente entre as ONGs, é possível afirmar que, em seu discurso, a ênfase na mudança social construída coletivamente e democraticamente destina suas ações

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

às crianças, jovens e adolescentes com maiores dificuldades sociais, educacionais e psicológicas.

As ações oferecidas pelas ONGs são voltadas para atividades educacionais, culturais e esportivas, voltadas para a profissionalização dos indivíduos. A partir das ações educacionais busca-se criar e reforçar a renda familiar dos indivíduos. Portanto, a importância dos jovens estarem bem preparados educacionalmente para compartilhar o saber com o seu lado profissional, destacando-se em suas funções futuras.

Conforme se buscou mostrar, a qualidade dos serviços educacionais ofertados pelas ONGs existe desde os anos 1970. Dessa forma, acredita-se que os indivíduos, ao

estarem familiarizados com conhecimentos de leitura, escrita e raciocínio lógico, possuam meios para reclamarem por

estarem familiarizados com conhecimentos de leitura, escrita e raciocínio lógico, possuam meios para reclamarem por seus direitos e contribuírem para a possibilidade de uma construção mais justa, na qual possa haver a plena realização dos direitos humanos.

O espaço do trabalho psicopedagógico vem se ampliando, conquistando uma relação com outras áreas, com outros setores. Nesse sentido, esta aula vem em busca de uma reflexão acerca dos possíveis papéis do psicopedagogo, principalmente junto ao Terceiro Setor.

Não há definição de um papel acabado, mas a construção feita dia a dia, a partir da necessidade e da avaliação constantes e do fracasso escolar. O trabalho

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

desenvolvido pela Psicopedagogia implica um olhar direcionado para o preventivo

e para o curativo e, atualmente, vai

mais além, lançando um olhar para a

interdisciplinaridade, multidisciplinaridade

e transdisciplinaridade e as implicações das ações educativas e dos rumos da aprendizagem.

A Psicopedagogia preocupa-se com todo o contexto da aprendizagem, seja na área clínica, preventiva ou assistencial, envolvendo elaboração teórica para construir uma prática resultando em sua práxis pedagógica, no sentido de relacionar os fatores envolvidos nesse ponto de vista que aperfeiçoa o aprender de cada indivíduo.

Esta aula consiste em um estudo de vários autores, com a leitura e releitura do

Esta aula consiste em um estudo de vários autores, com a leitura e releitura do processo de aprendizagem e do processo de não aprendizagem, em todas as faixas etárias e seu desenvolvimento, bem como da aplicabilidade e conceitos teóricos que lhe deem novos horizontes e significados, gerando práticas mais consistentes no ato de aprender.

A Psicopedagogia nas ONGs é, portanto,

um caminho a ser explorado, implicando uma construção com articulação junto à realidade e aos fenômenos que dela são gerados e que a geram.

A primeira etapa da construção do

trabalho psicopedagógico nas instituições é planejar ações de conhecimento da realidade, seu pensamento, sua função

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

social e cultural de cada comunidade e

para o sistema ao qual ele estará vinculado, ou seja, qual sua missão. Também nessa fase cabe à busca do valor de atuação, que será definido como a abrangência a um grupo específico, a uma localidade ou

a determinada situação problema. Esse

momento inicial dos trabalhos e a busca de uma sondagem prévia do indivíduo e da comunidade são de suma importância para

o desenvolvimento das ações seguintes, de

forma que produzam resultados positivos.

A etapa seguinte é da implantação, de modo geral, de dar forma às ideias que se planejou. É a etapa de aprofundar suas metas e objetivos, criar ferramentas, construir uma equipe de ação, elaborar parcerias multidisciplinares e caminhar

em suas propostas na realização de uma prática psicopedagogia sólida. Após essas ações de conhecimento,

em suas propostas na realização de uma prática psicopedagogia sólida.

Após essas ações de conhecimento, passa-se a agir avaliando e reorganizando cada passo, num movimento espiralado de desenvolvimento com ação e avaliação contínua. É a fase do fazer psicopedagógico, todo seu planejamento vai tomando forma e se exige um olhar atento para sua questão problema.

O acompanhamento escolar e ações com a escola são de suma importância para um trabalho em conjunto com o aluno e sua família. A responsabilidade ambiental e social educando para a vida globalizada, as responsabilidades éticas, com autonomia e identidade de cada aluno, apoio e orientação familiar,

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

mobilização social e participação

comunitária; todas essas ações integram

a criança e o jovem à escola, assim

como uma educação relacionada com a comunidade, ampliando o universo cultural dos alunos, desenvolvendo sociabilidade, conhecimentos, fazeres, valores e habilidades exigidos na vida cotidiana

e explorando com eles oportunidades lúdicas, artísticas e esportivas.

O próximo passo é adequar à metodologia usada para cada caso ao tempo e ao espaço nos quais essas ações se inserem

e um trânsito entre diferentes áreas do conhecimento. A comunicação verbal

e não verbal neste primeiro momento

é muito importante. Explorar esta área

considerando a dinâmica das relações de

um grupo e o contexto histórico-cultural no qual se encontra. O desenho livre expressa muitas

um grupo e o contexto histórico-cultural no qual se encontra.

O desenho livre expressa muitas vezes seu momento; é outro meio de linguagem usada para o conhecimento da realidade.

Deve-se fazer um parêntese importante:

o psicopedagogo não pode usar

seus sentidos de forma comum, ele

precisa ter uma escuta, visão, e uma percepção especializada, para isso

é importante treinar o ouvir, o ver, o

fazer tanto para refletir como para agir

psicopedagogicamente.

O trabalho com o lúdico é um dos melhores instrumentos, sendo que, por meio da ação, reflexão e reorganização, construiu um modo de atuar e avaliar o

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

aluno. Desde as brincadeiras da infância até os jogos mais elaborados, chegando

à sala de aula no raciocínio lógico e na

alfabetização e letramento, é possível detectar as carências que envolvem o indivíduo, levando ao fracasso escolar.

Dessa forma, da junção de todas as vivências pessoais e suas práticas nasce muito mais do que um resultado de soma, mas um trabalho completo, articulando

o já vivido com o novo. O psicopedagogo

conduz todo o seu trabalho apoiando-se nas descobertas das atividades propostas e, com isto, adequa seu trabalho preventivo nos valores educacionais pretendidos e em teorias e práticas que façam sentido.

Como exemplo disso, após uma atividade de leitura de contos de fada em que o

psicopedagogo ousou criar elementos novos na história, com finais diferentes, ele pode observar como os

psicopedagogo ousou criar elementos novos na história, com finais diferentes, ele pode observar como os alunos se sentiram, reações aos fatos novos, linguagem oral, exposição de fatos sobre como tinham se percebido durante tal atividade, sobre quais as relações de cada aluno ou grupo que ali apareceu e sobre o que puderam aprender de si mesmos naquele contexto.

E com tais práticas para o atendimento psicopedagógico, ao invés de uma construção de fora para dentro, optou-se por levar a cabo a definição etimológica da palavra educar – conduzir de dentro para fora. Com tais vivências ancoradas na reflexão, cada psicopedagogo pôde se especializar em suas competências e habilidades, criatividades, e dar asas à

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

espontaneidade, considerada o ponto de partida para impulsionar a ação com as crianças e jovens.

As dinâmicas vão sendo propostas de acordo com a necessidade de cada criança ou jovem, mediando o seu conhecimento com o uso do desenho como importante forma de expressão; de Winnicot e o

brincar individual aliado ao brincar com

o outro, para dar sustentação ao lúdico

presente no ato de aprender; de Paulo Freire e a utopia como necessidade fundamental do ser humano, solidificando

a ideia da busca de um sonho em cada

ação diária; de Freinet e sua máxima “Ao

invés de procurar esquecer a infância, acostume-se a revivê-la” (1996, p. 23).

87 /106 Um ponto forte no trabalho do psicopedagogo é saber compreender a existência do

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Um ponto forte no trabalho do psicopedagogo é saber compreender a existência do outro com um olhar para a complexidade existente sem conceitos definidos. Apesar de toda a preparação, capacitação e estudos realizados, só a ação prática dentro dos grupos, junto a crianças e jovens, dá ao psicopedagogo e aos demais profissionais o olhar para a complexidade, em que mais importante do que ter algo a oferecer é saber compreender a existência do outro.

As brincadeiras soltas também são muito significativas no primeiro momento. Aos poucos, entre eles vão se arranjando e

organizando; é uma forma de observação e deles mesmos criarem formas diferentes

de conduzir as brincadeiras, “[

] onde cada

Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

integrante seria, além de parte do todo, um todo em si mesmo” (ROGERS, 1979, p. 31). Sendo assim, logo as crianças fazem as escolhas das brincadeiras, e se revezavam na organização do espaço físico para tal, exercendo sua cidadania dentro de um grupo com seus pares e resgatando sua autoestima.

Neste trabalho o psicopedagogo escuta e observa os desejos individuais e as possibilidades pelo tempo e espaço, cada criança e jovem tem o direito de expressar seus desejos, angústias e alegrias. Cabe ao psicopedagogo adequar, minimizar suas aflições com atitudes democráticas, valendo-se da crença na existência de uma ética que satisfaça não aos desejos, mas à capacidade de ser aceito e de

aceitar. Um dos maiores desejos é de ser feliz, considerando ética a capacidade do corpo

aceitar. Um dos maiores desejos é de ser feliz, considerando ética a capacidade do corpo e do pensamento em selecionar, nos encontros, o que permite ultrapassar as condições de existência em direção à felicidade, como um aprendizado contínuo.

Outras dificuldades encontradas no trabalho em ONGS são:

• Organização em casa e na escola.

• Brigas entre irmãos, colegas.

• Violência doméstica.

Deixa-se que os grupos se exponham, com cuidado para não virar tumultuo; reorganizam-se tarefas; colocam-se etapas de cada momento. A cada nova questão o grupo pode ser confrontado

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

com suas diferenças e igualdades e provocado a sair em busca de soluções que podem dar conta do problema. Dentro do grupo, as ferramentas são dadas pelo psicopedagogo.

Fora do grupo, as discussões ocorrem com a interferência do psicopedagogo, acrescentando as ferramentas necessárias à ação dos educadores de origem, articulando os conhecimentos adquiridos por estas, estabelecendo diálogo com profissionais de outras áreas, criando uma multidisciplinaridade maior e uma parceria escola-comunidade.

A cada final de trabalho, elabora- se um resumo das atividades com os pontos positivos e negativos para novo replanejamento posterior caso seja

necessário. Não existe um trabalho para solucionar todas as questões existentes no meio educacional. Cada

necessário. Não existe um trabalho para solucionar todas as questões existentes no meio educacional. Cada questão é um universo novo que se abre, gerando uma nova ação e novas consequências, que norteiam novas questões.

É possível dividir o ciclo de vida de um plano de ação educativa e dos projetos específicos que o compõem em quatro momentos, a saber: diagnóstico, planejamento, execução e avaliação. Essas fases estão diretamente relacionadas entre si e caracterizam um processo ininterrupto:

diagnosticar, planejar, implementar, avaliar, replanejar (CENPEC, 2003, p. 4).

Nesse campo de atuação, nas ONGs, o papel do profissional de Psicopedagogia tem sido o de ter uma sensibilidade para

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

olhar o novo e o já realizado, buscando metas e objetivos para avaliar e adaptando os rumos a partir de tais identificações, conflitos e problemas apresentados.

Com este trabalho, há dados estatísticos comprovados de que existe diminuição do índice de evasão escolar das crianças e jovens participantes dos encontros psicopedagógicos.

O trabalho psicopedagógico vem se ampliando, conquistando uma relação com outras áreas, com outros setores. Nesse sentido, este trabalho vem em busca de uma reflexão acerca dos possíveis papéis do psicopedagogo, principalmente junto ao Terceiro Setor. Dentro da psicopedagogia não há a definição de um papel acabado, mas a construção feita dia a dia, a partir da

necessidade, da avaliação e do conhecimento prévio de cada indivíduo. “O trabalho da Psicopedagogia implica

necessidade, da avaliação e do conhecimento prévio de cada indivíduo.

“O trabalho da Psicopedagogia implica um olhar direcionado para o preventivo e para o curativo” (SCOZ, 1992, p. 2) e, atualmente, vai mais além, lançando um olhar para a transdisciplinaridade e as implicações das ações educativas e dos rumos da aprendizagem.

Como Bossa discute, a Psicopedagogia ocupa-se de todo o contexto da aprendizagem, seja na área clínica, preventiva, assistencial, envolvendo elaboração teórica no sentido de relacionar os fatores envolvidos nesse ponto de vista que opera

os fatores envolvidos nesse ponto de vista que opera ] [ esse trabalho consiste numa leitura
os fatores envolvidos nesse ponto de vista que opera ] [ esse trabalho consiste numa leitura

] [

esse trabalho consiste numa leitura e releitura do processo de

aprendizagem e do processo de não aprendizagem, bem como da aplicabilidade e conceitos teóricos que lhe deem novos contornos e significados, gerando práticas mais consistentes (1994, p. 23).

Portanto, a psicopedagogia abre caminhos para construir novos horizontes a serem explorados, implicando uma construção com articulação junto à realidade e aos fenômenos que dela são gerados.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

91 /106 A ética da compreensão é a arte de viver que demanda, em primeiro

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A ética da compreensão é a arte de viver que demanda, em primeiro lugar, compreender de modo desinteressado.

“[

compreenda o incompreensível.” (MORIN, 2001, p. 99).

]

A ética da compreensão pede que se

Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

Para saber mais

No periódico Construção Psicopedagógica, publicado eletronicamente na PEPSIC (Periódicos Eletrônicos em Psicologia), você poderá ampliar seu conhecimento sobre a atuação do Psicopedagogo no Terceiro Setor, com o relato de caso de uma experiência na cidade de Pirapora do Bom Jesus, em São Paulo. Acesse o artigo A atuação da psicopedagogia no terceiro setor: Em busca de um espaço amplo de ação em resgate da cidadania. Disponível em: < http:// pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_ arttext&pid=S1415-69542005000100008 >. Acesso em: 14 out. 2014.

Glossário Evasão escolar: a situação do aluno que abandou a escola ou reprovou em determinado

Glossário

Evasão escolar: a situação do aluno que abandou a escola ou reprovou em determinado ano letivo, e que no ano seguinte não efetuou a matrícula para dar continuidade aos estudos (QEDU, s/d.).

Lúdico: refere-se a uma dimensão humana que evoca os sentimentos de liberdade e espontaneidade de ação. Abrange atividades despretensiosas, descontraídas e desobrigadas de toda e qualquer espécie de intencionalidade ou vontade alheia. É livre de pressões e avaliações (SÁ, 2007).

ONG: Organização Não Governamental; uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem como objetivo propor e desenvolver programas de responsabilidade social para as instituições públicas e privadas, visando estabelecer padrões adequados de relacionamento com os diferentes públicos impactados por suas atividades.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

Questão para reflexão Para contextualizar tudo que você leu sobre a atuação do psicopedagogo nas

Questão

para

reflexão

Para contextualizar tudo que você leu sobre a atuação do psicopedagogo nas ONGs, peço que assista ao vídeo Vivência Psicopedagógica – ONG Operação Resgate – Mutirão/Patos/Paraíba/ Brasil, que aborda o contexto social do Mutirão, um bairro da periferia do sertão paraibano; o trabalho da ONG e suas crianças e adolescentes; e a intervenção psicopedagógica com as professoras.

Em seguida, reflita sobre a possibilidade de elaboração de um projeto para uma ONG em sua cidade, se possível é indicado que visite uma ONG para conhecer o trabalho desenvolvido e verificar se existe na equipe um psicopedagogo.

O vídeo está disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=zRouUbnizaE>. Acesso em: 14 out. 2014.

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Considerações Finais É muito importante ressaltar que o Psicopedagogo Institucional pode desenvolver trabalhos em

Considerações Finais

É muito importante ressaltar que o Psicopedagogo Institucional pode

desenvolver trabalhos em diferentes áreas de atuação, não apenas em

escolas, mas também em hospitais, ONGs, associações e outros.

É possível um belo trabalho psicopedagógico, desde que ocorra o

comprometimento com a causa escolhida, seja ela em qualquer uma das áreas estudadas nesta disciplina.

O psicopedagogo nunca pode perder seu foco, que é a aprendizagem.

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Referências ARON, Ana Maria.; MILICÍC, Neva. Viver Com os Outros : programa de desenvolvimento de

Referências

ARON, Ana Maria.; MILICÍC, Neva. Viver Com os Outros: programa de desenvolvimento de habilidades sociais. Campinas: Editorial PsyII, 1994.

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FREINET, Celestin. Pedagogia do Bom Senso. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia : saberes necessários à prática. São Paulo: Paz e Terra,

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática. São Paulo: Paz e Terra, 2001.

Pedagogia dos Sonhos Possíveis. São Paulo: UNESP, 2001.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

SCOZ, Beatriz et al. Psicopedagogia : contextualização, formação e atuação profissional. Porto Alegre: Artes

SCOZ, Beatriz et al. Psicopedagogia: contextualização, formação e atuação profissional. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992.

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Unidade 4 • O Psicopedagogo e as ONGs

98 /106 Assista a suas aulas Aula 4 - Tema: Ongs e Sociedade - Bloco

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Assista a suas aulas

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Aula 4 - Tema: Síntese Compreensiva da Atuação Institucional - Bloco IV

Questão 1 1. Qual é a função do psicopedagogo nas ONGs? 100 /106 a) Discriminar.

Questão 1

1. Qual é a função do psicopedagogo nas ONGs?

100 /106

a) Discriminar.

b) Acolher.

c) Amparar.

d) Segregar.

e) Facilitar.

Questão 2 2. Qual a primeira etapa de construção do psicopedagogo nas ONGs? 101 /106

Questão 2

2. Qual a primeira etapa de construção do psicopedagogo nas ONGs?

101 /106

a) Reorganizar.

b) Diagnosticar.

c) Acompanhar.

d) Intervir.

e) Sondar.

102 /106 Questão 3 3. Dentro da profissão de psicopedagogo não há definição de um

102 /106

Questão 3

3. Dentro da profissão de psicopedagogo não há definição de um papel

acabado, mas em construção

é fato!

a) Sim.

b) Não.

c) Em alguns casos.

d) Quase nunca.

e) Quase sempre.

Questão 4 4. A intervenção psicopedagógica nas ONGs deve estar direcionada: a) Dimensão preventiva. b)

Questão 4

4. A intervenção psicopedagógica nas ONGs deve estar direcionada:

a) Dimensão preventiva.

b) Terapêutica.

c) Psicológica.

d) Facilitadora.

e) Construtivista.

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Questão 5 5. A primeira atuação do psicopedagogo nas ONGs se deu em meados dos

Questão 5

5. A primeira atuação do psicopedagogo nas ONGs se deu em meados dos anos:

104 /106

a) 1970.

b) 1990.

c) 1920.

d) 1980.

e) 1960.

105 /106 Gabarito 1. Resposta: E. O psicopedagogo tem com uma das funções facilitar o

105 /106

Gabarito

1. Resposta: E.

O psicopedagogo tem com uma das funções facilitar o acesso e a permanência dos que necessitam estudar e crescer no mundo contemporâneo.

2. Resposta: E.

É a partir de uma sondagem prévia que há subsídios para planejar ações.

3. Resposta: A.

O psicopedagogo trabalha hipóteses, existe sempre um começo e meio, jamais um final.

4. Resposta: A.

O psicopedagogo tem como visão, dentro de seu conhecimento, sempre atuar de maneira preventiva antes dos fatos aparecerem ou se agravarem.

5. Resposta: A.

Dado histórico.