Você está na página 1de 7

Endereço da página:

https://novaescola.org.br/conteudo/118/educacao-infantil-lugar-
aprendizagem-creche-pre-escola

Publicado em NOVA ESCOLA 07 de Março | 2018

Educação Infantil

Educação Infantil, lugar de


aprendizagem
Como organizar os espaços da creche e da pré-escola e integrá-los à
rotina pedagógica
Paula Nadal

Para os pequenos, quase tudo na vida é brincadeira. Por isso, na Educação Infantil, não faz
sentido separar momentos de brincar dos de aprender. Essa simultaneidade pede que espaços e
rotina da escola sejam planejados de modo a proporcionar multiplicidade de experiências e
contato com todas as linguagens, o tempo todo. Sem abrir mão, é claro, dos cuidados com
segurança e saúde.

É nesse ambiente de aprendizagem que as crianças vão socializar-se e ganhar autonomia.


"Dentro do espaço da Educação Infantil é necessária a integração entre o educador, o
planejamento pedagógico e a organização dos lugares, que funcionam como mais um elemento
educativo, como se fossem um professor a mais", explica Elza Corsi, formadora do Instituto Avisa
lá, de São Paulo.

Com essa concepção, que vai muito além da visão assistencialista, órgãos como Ministério da
Saúde e Ministério da Educação prepararam documentos para orientar a organização dos
espaços nesse segmento. Nas próximas páginas, você conhece essas indicações e entende como
elas se relacionam com a rotina pedagógica na Educação Infantil.
Administração

A administração da escola é a porta de entrada da instituição. Por ela serão recebidos todos os
familiares, pessoas da comunidade e funcionários. É importante que as áreas administrativas
sejam bem iluminadas e aconchegantes, com passagens sem obstáculos, para facilitar a
circulação de pessoas. Além disso, os horários de funcionamento da instituição e informações
úteis aos visitantes devem ser facilmente localizáveis.

Embora existam alguns espaços de uso exclusivo de adultos, como o almoxarifado, as crianças
também podem, eventualmente, circular pela administração. Por isso, o ideal é evitar degraus e
instalar portas na entrada dos espaços que não devem ser acessados. Lembre-se: as crianças só
circulam pelas áreas administrativas na companhia de um adulto.

1. Recepção Estruture-a como um espaço aconchegante, com poltronas para receber as


pessoas e que ofereça segurança com relação à possível passagem das crianças. Se possível,
tenha banheiros separados para os visitantes e próximos à recepção, além de um local
apropriado para receber os familiares separadamente, quando necessário.
2. Secretaria Aqui ficam boa parte dos arquivos, chaves e materiais que servem à rotina
administrativa da escola. Se possível, equipe este espaço com mesas, cadeiras,
computadores, impressora, quadro de chaves e armário para documentos. E não se
esqueça de afixar placas com os horários de funcionamento e intervalos da secretaria para
evitar esperas.
3. Sala da direção e da coordenação Os gestores da instituição precisam de um local
reservado de trabalho para a realização dos planejamentos de atividades e das reuniões
com professores e familiares das crianças. Procure organizar a sala com as estações de
trabalho do diretor e do coordenador e cadeiras para receber os visitantes.
4. Sala da Equipe É o espaço de encontro, planejamento, descanso, reflexão e formação dos
professores, cozinheiros e demais funcionários da instituição. O ideal é que conte com mesa
para reuniões, armários individuais, livros, cadeiras, computador, impressora e, se possível,
uma bancada para lanches.
5. Consultório Aqui, as crianças que apresentam problemas de saúde são atendidas ou
medicadas por profissionais. O consultório precisa de mesas, cadeiras, maca e lavatório.
Mantenha esta área fechada, sem acesso para as crianças.
6. Almoxarifado Lugar destinado ao armazenamento de equipamentos, materiais
pedagógicos e administrativos que precisam ser estocados longe das crianças. Divida-o em
dois espaços distintos, um para estoque e outro para os materiais de uso, como brinquedos
e colchonetes. No mobiliário, dê preferência a armários amplos, escaninhos e prateleiras.

Áreas de serviço

As áreas de serviço são as mais suscetíveis a acidentes com as crianças no dia a dia da instituição.
Por isso, proteja todas as janelas com telas e instale portas que possam ser trancadas.

A limpeza, sobretudo aqui, é essencial para evitar a contaminação. Pias, sabonete líquido e papel
toalha são fundamentais para a higienização das mãos dos funcionários que trabalham nessas
áreas. Eles também devem utilizar banheiros separados dos demais funcionários e das crianças.

1. Refeitório Única área de serviço dedicada às crianças, o refeitório é um espaço para a


socialização e desenvolvimento das noções de cidadania e da autonomia. Entre 0 e 2 anos,
os pequenos servem-se com auxílio de um educador. A partir dos 3 anos, organize o espaço
para que a criança possa se servir sozinha, apenas com a orientação do professor. Procure
mobiliar o espaço com mesas - o ideal são as de quatro lugares, que propiciam um convívio
mais próximo - e bancos móveis - se possível com braços, para a estabilidade da criança -,
uma bancada para servir como suporte para os pratos na altura dos pequenos, além de
flores, quadros, utensílios decorativos e pias para que todos lavem as mãos. Tenha,
também, mesas e cadeiras para os adultos. Para a utilização do refeitório, as crianças
dividem-se em grupos, começando sempre pelas menores. O refeitório deve ter entre 30 e
40 lugares - sem esquecer um local para os cadeirões e outro espaço onde seja possível
alimentar os pequenos em assentos do tipo bebê-conforto. As refeições - café da manhã,
almoço e lanche da tarde - costumam ser servidas em intervalos aproximados de 3 horas.
2. Cozinha Com piso, teto e paredes de fácil limpeza. O fogão posicionado na área central -
em ilha - melhora o aproveitamento das bancadas. A cozinha precisa de balcão para a
passagem dos alimentos até o refeitório. Lembre-se de instalá-la em um espaço bastante
ventilado e amplo, onde possam ser divididas as áreas de higienização de materiais,
higienização de alimentos, copa, cocção e distribuição dos alimentos. Para evitar
contaminações, os funcionários desta área devem utilizar touca e luvas.
3. Despensa Divide-se entre uma área para a estocagem de alimentos não-perecíveis e uma
área para armazenamento de frios, com freezer e geladeira. A higienização e o
armazenamento correto dos produtos são essenciais. Evite, também, o contato direto dos
alimentos com a luz do sol.
4. Lavanderia Contempla tanque, máquina de lavar e secadora (quando disponível), varal,
prateleiras e armários altos para guardar produtos de limpeza em uso. Procure localizá-la
em um espaço arejado, com acesso independente da cozinha e boa luminosidade natural
para ajudar na secagem das roupas.
5. Limpeza de objetos A escola precisa prever um espaço para a higienização de brinquedos,
colchonetes e demais objetos de uso pedagógico, lavados com água e detergente neutro ao
menos uma vez por semana.
6. Área de serviços gerais Para armazenamento de esfregão, vassouras, rodos, pás e
produtos de limpeza, com armários que possam ser trancados para estocagem de produtos
químicos, tanque e acesso restrito aos funcionários, a fim de evitar acidentes com as
crianças. Também é aconselhável ter um carrinho específico para o transporte dos materiais
de limpeza pela instituição.
7. Depósito de lixo Construído em uma área arejada - preferivelmente externa - e isolada das
demais dependências administrativas, longe do acesso das crianças. O depósito só é
necessário em instituições que produzam mais de 100 litros de lixo por dia. Em escolas que
produzem quantidades menores de resíduos, o ideal é acomodar todo lixo em sacos
lacrados, depositados em latões com tampa instalados na área externa.
8. Área para armazenamento de gás Armazene os botijões de gás em uma área externa,
arejada e que permaneça trancada para evitar acidentes.

Creche (0 a 3 anos)

Até os 2 anos de idade, as crianças apresentam necessidades muito individuais e o educador de


creche tem de saber lidar com essas necessidades ao longo da rotina. "O professor precisa
compreender que os espaços são importantíssimos para a criança", diz a formadora Elza Corsi.

No berçário, atender às necessidades individuais e coletivas é algo extremamente significativo. O


educador tem um papel fundamental nos cuidados para manter a saúde física e psíquica do bebê
- dar colo, dar banho, trocar, alimentar, ninar. Além disso, entre os 0 e os 2 anos, a criança precisa
desenvolver as habilidades iniciais com a linguagem oral e conquistar os movimentos.

Para tanto, o conselho é planejar detalhadamente as atividades que serão realizadas nos espaços
internos e externos da escola. Ainda bebês, é recomendável que as crianças participem das
primeiras rodas de história e de música, além das brincadeiras dentro e fora da sala, que as
desafiem para movimentar-se. Pendurar tecidos no teto ou criar pequenos obstáculos no chão e
paredes da sala de atividades e do solário com papel bolha, papel cartão, tecidos e espuma
podem estimular essas conquistas e tornar os ambientes convidativos. Espelhos também são
essenciais para a descoberta da identidade e da expressividade.

O berço oferece cuidado e aconchego. Mas deve ser utilizado somente por aqueles que ainda não
têm autonomia suficiente para sentar ou engatinhar. A partir dos 8 meses, em média, as crianças
já podem dormir em colchonetes. "Se ela já tem autonomia para engatinhar e, portanto, para
explorar o ambiente, o berço não pode ser uma prisão. O colchonete permite que ela acorde e
imediatamente se envolva com o mundo ao redor", afirma Elza.

O período entre 2 e 3 anos é caracterizado pela formadora como "a adolescência da infância". É
quando as crianças começam a entrar no jogo simbólico, se apropriam da palavra "não", passam
a controlar os esfíncteres e fazem suas primeiras escolhas. Neste período os pequenos aprendem
regras para a boa convivência com os outros e enfrentam os primeiros desafios de autocuidado,
como lavar as mãos, limpar o nariz e calçar o sapato, por exemplo. Mesmo que, nesta fase, as
crianças ainda tenham mais vontade de executar tarefas do que habilidade propriamente dita
para concluí-las, o professor deve estimulá-las e cumprir com o papel de orientador e mediador
de conflitos. Vale aproveitar o ímpeto dos pequenos e contar com a ajuda deles para que
organizem espaços e criem bons hábitos. As atividades com ?melecas? - massinha ou tintas de
pigmentos naturais -, os desenhos e as garatujas são altamente exploráveis, assim como as
brincadeiras e os desafios corporais e linguísticos.

Recomenda-se que, tanto para as turmas de berçário, quanto para as de minigrupo, tenha-se um
educador para cada seis crianças.

Berçário (0 a 2 anos)

1. Sala de repouso Este espaço precisa ser bem arejado e com iluminação controlada para o
conforto dos bebês. Eles podem dormir em berços - separados uns dos outros por pelo
menos 50 cm para facilitar a movimentação dos adultos - ou em colchonetes devidamente
higienizados, para aqueles que começarem a engatinhar. Nas paredes aplique cores suaves
e no piso, revestimento de fácil limpeza. Quando necessário, coloque telas de proteção
contra insetos nas janelas. Roupas de cama e chupetas não podem ser compartilhadas para
evitar a transmissão de doenças. São objetos pessoais, trazidos pelos responsáveis de cada
criança. No caso de berços compartilhados por mais de um bebê, coloque as fotos das
crianças em cada um dos lados do berço e guarde as roupas de cama em saquinhos
plásticos durante o revezamento entre os pequenos. Em certos casos, a sala de repouso
também serve à amamentação, desde que colocadas poltronas para as mães, separadas por
biombos do restante do ambiente. Não esqueça de equipar este espaço com pias para a
lavagem das mãos e água potável para as mães e crianças. Quanto aos colchonetes,
armazene-os em escaninhos, separadamente, com o lençol, ou empilhados, sem o lençol.
2. Fraldário Equipe o espaço de higiene dos bebês com bancada e colchonetes para a troca
de fraldas; prateleiras e armários para guardar as toalhas, as fraldas e os materiais de
limpeza; banheiras feitas de material lavável acopladas às bancadas; cabides para pendurar
toalhas e roupas e lixeiras com tampa acionada por pedal próximas dos trocadores e ao
alcance dos educadores - para descarte rápido da sujeira. Enquanto uma criança toma
banho, mantenha as outras em bebês-conforto.
3. Lactário A higiene no chão, paredes e teto do lactário é fundamental para evitar a
contaminação e preservar a saúde das crianças. Este é o espaço de preparo das mamadeiras
e alimentação dos bebês. Jamais assopre os alimentos. Deixe que esfriem naturalmente. O
ideal é instalar o lactário em um local distante dos banheiros e da lavanderia.
4. Solário Tomar sol é importante para a fixação do cálcio nas crianças. Por isso, ter um
solário - área descoberta para o banho de sol, com localização próxima das salas de repouso
e atividades - compatível com o número de bebês atendidos pela instituição é importante. O
ideal é ter pelo menos 1,5m² por criança, com livre trânsito para os carrinhos e desníveis no
piso para oferecer desafios aos pequenos. As atividades no solário devem acontecer duas
vezes ao dia, sempre antes das 10 e após às 16 horas, sendo meia hora para banho de sol e
entre 40 minutos e uma hora para brincadeiras na área externa. Brinquedos grandes, como
casinhas e balanços, são bem-vindos, assim como mangueiras para refrescar as crianças nos
dias de muito calor.

Minigrupo (2 e 3 anos)
1. Salas de atividades É importante que cada turma de crianças entre 2 e 5 anos tenha uma
sala de atividades com a qual possa manter uma estreita relação de identificação. Este
espaço precisa estimular as explorações, a socialização e privacidade das crianças. Instale
quadro, cabides para mochilas, prateleiras, mesas, cadeiras, almofadas, colchonetes, livros,
relógio, calendário, quadro de nomes e espaço para fixação de trabalhos, ao alcance das
crianças. Um espelho em cada uma das salas ajuda em atividades para o desenvolvimento
da identidade. Pia para a lavagem das mãos, na altura das crianças, e água potável, também
são importantes - desde que cada criança tenha sua caneca individual, higienizada e
facilmente identificável. Uma sugestão é aproveitar os desenhos dos pequenos para
identificar as canecas. Quanto à disposição do mobiliário, evite acumular os móveis
próximos à parede, já que as crianças costumam aglomerar-se nos lugares melhor
estruturados. Organize cantinhos que favoreçam diferentes interações para as crianças.
Mais uma dica: se possível, as salas devem ser ensolaradas, com vista para o lado nascente
do sol. Se houver áreas verdes ao redor do prédio, janelas com peitoril na altura dos
pequenos e os devidos cuidados para garantir a segurança o contato com a natureza
certamente será ampliado.
2. Banheiros Tente garantir um vaso sanitário, um chuveiro e um lavatório para cada 20
crianças. Todas as peças precisam ser baixas. Evite quinas e outros objetos pontiagudos,
assim como chaves ou trincas nas portas. Mantenha o banheiro dos adultos em ambiente
separado, com cabines de vestiário. Para facilitar a mobilidade das crianças e promover a
acessibilidade, construa rampas e coloque barras de apoio nas cabines sanitárias. Sugestão
que, aliás, vale para a acessibilidade de todos os espaços da instituição.

Pré-escola (4 e 5 anos)

A partir dos 3 anos, as crianças são capazes de executar muitas tarefas sozinhas, inclusive as de
autocuidado, ainda que demorem um pouco mais para realizá-las. O tempo de orientação
individual diminui e o professor pode investir muito em atividades que façam com que a criança
entre de vez no jogo simbólico. As brincadeiras que reproduzem os fazeres adultos - casinha,
escritório, médico - são importantes e causam fascínio nos pequenos. Percursos de corrida ou de
obstáculos também proporcionam boas experiências. Nessa fase, as crianças já dominam os
movimentos corporais básicos e precisam aprimorar a corrida, os pulos e as cambalhotas. As
sonecas ao longo do dia também diminuem, assim como os banhos na escola.

Procure desenvolver tarefas fora da sala pelo menos duas vezes ao dia, de 40 minutos a uma
hora. As atividades de linguagem oral e escrita, assim como a exploração de ambientes, também
são importantíssimas. "Entre 3 e 4 anos, a criança já é capaz de ouvir uma história e recontá-la
com começo, meio e fim", observa Elza.

Entre os 4 e os 5 anos, as evidências do pensamento sincrético - que mescla realidade à fantasia


para construir o conhecimento - são cada vez maiores. O professor tem de orientar os pequenos
para que definam melhor as noções de tempo e espaço e comecem a solucionar problemas e
encontrar explicações para os fenômenos naturais.

A rotina na escola tem de ser flexível o bastante para que o professor tome decisões sobre a
duração de cada atividade. Todos os cantos das salas podem ser explorados para estimular a
interação e criar atividades complementares - para garantir a autonomia do ritmo de cada
criança.

1. Salas de atividades Para cada turma de crianças entre 4 e 5 anos organize pelo menos
uma sala de atividades que estimule as explorações, brincadeiras, socialização e privacidade
das crianças. Estruture-as com quadro, cabides para mochilas, prateleiras, mesas, cadeiras,
almofadas, colchonetes, calendário, relógio, livros e espaço para fixação de trabalhos, na
altura das crianças. Também instale armários para guardar roupas, fantasias, brinquedos e
outros materiais pedagógicos. Espelhos ajudam no desenvolvimento e alimentam as
fantasias. Se possível, tenha em sala uma pia para a lavagem das mãos e água potável à
disposição de todos. Caso contrário, tente manter os banheiros infantis próximos. Organize
os cantinhos e faça com que cada um dos espaços da sala tenha algo atrativo e estimulante
para a criança, oferecendo boas atividades complementares.
2. Sala multiuso Embora as salas de atividades já sejam concebidas como salas multiuso, vale
ter um espaço para atividades especiais no planejamento pedagógico da instituição. A sala
multiuso pode servir como alternativa à biblioteca e sala de vídeo. Contribui para as
experiências com diferentes linguagens - plástica, simbólica, musical, oral e escrita. Nela,
procure colocar colchonetes, pufes, almofadas de diferentes tamanhos e texturas, televisão,
DVD, aparelho de som, computador, estantes baixas com livros, além de murais na parede
para a fixação de trabalhos de desenho, pintura e cenários de teatro. Se houver espaço
disponível na instituição, organize um ateliê para ter mais liberdade de exploração de
materiais nos trabalhos de arte, que são de extrema relevância para o desenvolvimento das
crianças.
3. Banheiros As crianças precisam ter o máximo de autonomia nos banheiros. Por isso, tente
garantir um vaso sanitário, um chuveiro e um lavatório para cada 20 crianças. Todas as
peças precisam ser baixas. Evite quinas e outros objetos pontiagudos, assim como chaves
ou trincas nas portas. Mantenha o banheiro dos adultos em ambiente separado, com
cabines de vestiário. Para facilitar a mobilidade das crianças e promover a acessibilidade,
construa rampas e coloque barras de apoio nas cabines sanitárias. Sugestão que, aliás, vale
para a acessibilidade de todos os espaços da instituição.

Áreas externas

1. Pátio coberto Além de ser um bom lugar para brincadeiras em dias de chuva, pode abrigar
as festas e reuniões de pais. O ideal é equipar o pátio com bebedouros baixos, quadros
azulejados para pinturas das crianças e um palco - que pode ser montado com módulos
praticáveis - para apresentações de teatro, música e dança.
2. Parque É um lugar que deve oferecer muita interação e desafios corporais. Estruture-o com
brinquedos - escorregador, balanço, túneis, trepa-trepa, casinha -, bebedouros, bancos,
duchas e torneiras acessíveis às crianças, assim como quadros azulejados para trabalhos
com tinta. Invista, ainda, em pisos variados, como grama, borracha e tanques de areia. O
parquinho contempla espaços ensolarados e sombreados e fica bem longe do
estacionamento da instituição.
3. Espaços Verdes São fundamentais para que as crianças explorem o ambiente e tenham
contato com a natureza. Além do jardim, é possível ter horta e pomar para a realização de
atividades. Mas cuidado na escolha das plantas: sementes, flores e folhas podem ser
levados à boca pelas crianças.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA
Educação Infantil: Muitos Olhares. Zilma Tamos de Oliveira (org.). Editora Cortez, 2007.
Educação Infantil: Creches. Anete Abramovicz e Gisela Wajskop. Editora Moderna, 1999.
Creche: organização, currículo, montagem e funcionamento. Gilda Rizzo. Bertrand Brasil,
2000.
Parâmetros Básicos de Infraestrutura para Instituições de Educação Infantil. MEC, 2006.
Portaria nº 321, de 26 de maio de 1988 - Normas da Vigilância Sanitária para construção de
escolas de Educação Infantil.
Manual de Boas Práticas - Higiene e Cuidados com a Saúde na Educação Infantil. Prefeitura
de São Paulo e COVISA, 2008.

CONSULTORIA
Zilma Ramos de Oliveira, doutora em Psicologia pela Universidade de São Paulo, especialista
em creche e em Sociointeracionismo
Damaris Maranhão e Elza Corsi, formadoras do Instituto Avisa Lá de São Paulo.

AGRADECIMENTOS
CEI Jardim Rodolfo Pirani, São Paulo, SP, tel. (11) 2751-4896
EMEI Profª Maria Alice Pasquarelli, São José dos Campos, SP, tel. (12) 3929-1854
IMI João Lopes Simões, São José dos Campos, SP, tel. (12) 3931-0194