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Clippings de 05 a 09 de Fevereiro, 2018

Direito Internacional
Na quinta-feira (08), o Senado aprovou a adesão brasileira ao Tratado sobre o Comércio de
Armas (TCA), que deverá seguir para a promulgação do Presidente da República, Michel
Temer. Segundo a notícia, o Brasil deverá ser o 90º país a ratificar o tratado, que já se
encontra em vigor desde 2014.
• Vale lembrar: O Brasil assinou o Tratado sobre o Comércio de Armas em 2013.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o país participou ativamente do
processo de negociação desse tratado desde seus primeiros momentos, apoiando a
adoção de um instrumento internacional juridicamente vinculante que regulamentasse
as transferências internacionais de armas convencionais, com o objetivo de reduzir a
possibilidade de que tais armas sejam desviadas para o mercado ilícito – evitando,
portanto, que contribuam para conflitos internos e alimentem a violência armada.

Clippings de 05 a 09 de Março, 2018


Direito Internacional
A partir do próximo sábado (17), a Corte Internacional de Justiça (CIJ) iniciará o julgamento
de uma ação da Bolívia contra o Chile pela devolução da soberania de um território perdido
na Guerra do Pacífico (1879 – 1883). Embora o Chile alegasse que a CIJ não tinha jurisdição
sobre o assunto, a corte determinou ter competência sobre o caso, que será julgado na próxima
semana.

Clippings do dia 12 a 16 de Março de 2018


Direito Internacional
Na quarta-feira (14), o Presidente filipino, Rodrigo Duterte, anunciou a saída de seu país do
Tribunal Penal Internacional (TPI). Em fevereiro de 2018, o TPI anunciou a abertura de uma
investigação preliminar sobre mortes na guerra contra as drogas, lançada por Duterte em
2016.
• Vale lembrar: Com sede na Haia (Países Baixos), o TPI iniciou suas atividades em
julho de 2002. Subsidiariamente ao Poder Judicial dos Estados, processa e julga
acusados de crimes de genocídio, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e
crimes de agressão. O TPI julga apenas indivíduos – diferentemente da Corte
Internacional de Justiça, que examina litígios entre Estados.

Clippings de 19 a 23 de Março de 2018


Direito Internacional
Na segunda-feira (19), teve início a última fase do julgamento entre Bolívia e Chile na Corte
Internacional de Justiça (CIJ) sobre a obrigação ou não do Chile negociar com a Bolívia sobre
uma saída para o mar. O processo, iniciado em 2013, encontra-se em fase de declarações
finais da parte dos países até a próxima quarta-feira (28). Encerrada essa fase, os juízes da CIJ
terão alguns meses para emitir a decisão, que poderá ser feita no final de 2018 ou no início de
2019.
• Vale lembrar: Após a vitória do Chile na Guerra do Pacífico (1879 – 1884), novos
limites foram acordados pelo Tratado de Paz de 1904, vigente até hoje. Por esse
tratado, a Bolívia perdeu seu acesso ao mar, que, atualmente, é feito por portos
chilenos mediante o pagamento de taxas. A demanda da Bolívia perante a Corte
Internacional de Justiça (CIJ) refere-se à uma obrigação chilena de negociar uma saída
soberana para o mar para a Bolívia e a violação dessa obrigação por parte do Chile.

Clippings de 16 a 20 de Abril de 2018


Direito Internacional
No domingo (15), o governo da Guatemala realizou referendo sobre a uma disputa fronteiriça
com Belize. De acordo com o resultado do pleito, o povo guatemalteco decidiu levar a
questão a julgamento na Corte Internacional de Justiça (CIJ). Segundo o Ministério das
Relações Exteriores brasileiro, o Brasil, como parte do Grupo de Amigos do Processo de
Transição Guatemala-Belize, ratifica seu empenho em apoiar os dois países a encontrar uma
solução definitiva para a questão, capaz de promover a estabilidade e a segurança regionais.

Clippings de 02 a 06 de Julho de 2018


Direito Internacional
Na quarta-feira (04), a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o Brasil
pela falta de investigação, de julgamento e de punição dos responsáveis pela tortura e
assassinato do jornalista Vladimir Herzog, ocorrido em 1975. Segundo a notícia, desde 1976,
os familiares de Herzog moveram ações na Justiça brasileira até que o caso chegasse à CIDH.
Ainda de acordo com a notícia, a CIDH considerou o crime como de lesa-humanidade, de
modo que o Brasil não poderia invocar a prescrição do caso.
• Vale lembrar: Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog apresentou-se às autoridades
militares, para depor, voluntariamente, no DOI-CODI. À época, as autoridades
brasileiras informaram a morte de Herzog como um suicídio, versão contestada pelos
familiares. Em 1992, uma nova investigação foi iniciada, porém arquivada, devido à
Lei de Anistia. Em 2008, o caso teria sido arquivado novamente, por prescrição.
Ainda na quarta-feira (04), o Alto-Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos
criticou as autoridades de Myanmar pela crise rohingya e pediu ao Conselho de Segurança das
Nações Unidas que encaminhe o país ao Tribunal Penal Internacional (TPI) imediatamente.
• Vale lembrar: Os membros da etnia rohingya, muçulmana, possuem raízes centenárias
em Myanmar, mas sofrem crescente discriminação desde um surto de violência
sectária, no país, em 2012. O governo de Myanmar é majoritariamente budista e alega
que os rohingya querem criar um Estado muçulmano autônomo no país. A recente
onda de violência no país começou em agosto de 2017, quando efetivos armados do
Exército de Salvação Rohingya de Arakan (ARSA) atacaram cerca de 20 instalações
governamentais no estado de Rakhine. Desde então, milhares de rohingya fugiram
para o país vizinho, Bangladesh.