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Acasalamento até a meia-noite 02

Nota da Revisora 1: O Titulo do livro eu mudei. Tail : Rabo/cauda/estremidade


inferior, seria “Escamas e um rabo” -”Escamas(O dragão) e um rabo(o coelho)”
Achei que ficaria melhor … ESCAMAS E UM COELHO. Kkkk …
Nota da Revisora 2: Shifter : Transmorfo, humano que se transforma em um
animal.
Escamas e um Coelho

O mundo paranormal está em caos, Os anciões estão cansados dos


mais jovens vadiarem, causando dificuldades e lutando entre si. Todos que
comparecem à Conferência de UPAC têm agora 24 horas para reivindicar um
companheiro de uma espécie diferente e se não fizerem nunca terão um
companheiro. Por causa do feitiço não há como escapar do Acasalamento até
a Meia Noite.
Beuregard Stratford é um shifter de coelho. Totalmente comum
certo?
Infelizmente, ele é o único shifter coelho branco que existe. Ele
também é amaldiçoado com olhos violetas, hiperatividade, uma fraqueza forte
para qualquer coisa brilhante e uma propensão para deixar chicletes em todos
os lugares.
Quando ele se acha acasalado com Sebastian Drakusm um shifter
de dragão e príncipe da sua espécie, Beaurefard não consegue se comportar
por mais que tente. Ele quer ficar bem, fazer que Sebastian se orgulhe dele,
realmente ele quer, mas as coisas simplesmente acontecem a ele... infortúnios
com chichetes, ficando bêbado sem mencionar o fato de ele ser um coelho e
estar constantemente excitado.
Nada parece bem, ele poderia convencer Sebastian que ele vale
toda a dificuldade ou o príncipe dos dragões lavaria suas mãos.
Capítulo 1

— Bem-vindos. Sou o ancião Elder Burke. — O ancião fez uma


pausa como se esperasse por algo. — Quero agradecer a todos por estarem
aqui esta noite. Esta é uma ocasião importante para nós. Faz 25 anos que a
Grande Guerra entre paranormais terminou, levando uma grande parcela de
nossa população.
Sebastian Drakus olhou ao redor quando o salão ficou em silêncio mortal.
Foi estranho, considerando-se quantas pessoas estavam no local. Ele entortou
seu lábio. Ele odiava multidões.
— Eu gostaria que todos vocês brindassem comigo em memória
daqueles que perdemos. — O ancião ergueu a taça de champanhe e esperou
até que todos erguessem seus próprios copos. — Nunca vamos esquecê-los.
Sebastian levantou o copo e bebeu todo o conteúdo. Não era como ele
pudesse ficar bêbado com só um copo de champanhe. Levaria mais de uma
garrafa para deixá-lo bêbado.
— Como eu disse, esta é uma ocasião importante para todos nós. Faz
25 anos desde que a Grande Guerra terminou, União da Aliança de Cooperação
Paranormal observou e esperou. Vamos esperar mais.
— Os combates entre as espécies devem parar — outro ancião em
uma longa túnica branca disse se adiantando. — Os humanos sabem de nós e
aprenderam a nos aceitar em seu meio. No entanto, sua tolerância não irá
durar tanto tempo. A luta constante entre as comunidades paranormais está
sob escrutínio. Não temos mais o luxo de assistir a resolver os seus próprios
desacordos.
— O Élder Lucas está correto — disse Elder Burke enquanto apontava
para os outros anciões. — Não temos mais a indulgência de esperar que
vocês possam terminar suas disputas mesquinhas, deste modo tomamos
medidas para assegurar que vocês tomem seus lugares entre a nossa
sociedade.
Sebastian olhou em volta quando a multidão começou a ficar inquieta,
todos olhando uns aos outros enquanto o silêncio pairava sobre eles. Elder
Burke fez um gesto para o copo que tinha colocado na mesa. — Vocês todos
já fizeram um brinde comigo, portanto estão agora vinculado às regras que
coloco diante de vós.
— Cada um de vocês tem 24 horas para encontrar e reivindicar o seu
companheiro — disse Elder Lucas. — Se você deixar de reivindicar um
companheiro em 24 horas e trazê-lo diante deste conselho para ser
reconhecido você não terá um companheiro. Você se tornará selvagem em
uma semana.
A boca de Sebastian caiu aberto. Ele não podia acreditar no que estava
ouvindo. Ele tinha vindo para o grande encontro porque tinham lhe mandado.
Se ele tivesse conhecido os planos do conselho, ele teria ficado em casa.
— Por causa de suas brigas contínuas entre as raças, você não pode
reivindicar um companheiro da mesma raça — Elder Burke disse. — Você
deve reivindicar um companheiro de outra espécie.
— Se você deixar de trazer um companheiro diante deste Conselho
até a badalada da meia-noite de amanhã, você será caçado e executado como
um paranormal desonesto.
— Para garantir que você encontrará um companheiro, algo especial
foi adicionado à poção que cada um de vocês bebeu. Ela irá assegurar que a
necessidade de acasalar superará sua necessidade de lutar. É um aditivo
especial que induz o calor de acasalamento em cada um de vocês. Você não
será capaz de negar a necessidade de acasalar.
— E só no caso de você pensar em tentar quebrar esse feitiço, —
Elder Burke disse, — nós adicionamos uma cláusula especial. Qualquer um
que tentar negar as regras desta magia, será imediatamente amaldiçoado
condizente com as suas raças. Vampiros não serão mais capazes de beber
sangue. Shifters não serão mais capazes de mudar. Usuário de magia não
terão nenhuma mágica e assim por diante. Tenho certeza que vocês
entenderam meu ponto.
Os dois anciões sentaram-se com seus companheiros e se voltaram para
enfrentar a multidão. — Agora, crianças, boa sorte. Esperamos ver cada um
de vocês em 24 horas. Que sua caça seja bem-sucedida.
— Foda, Inacreditável. — Sebastian Drakus balançou a cabeça
quando a sala irrompeu em um caos total. Pessoas estavam gritando e
atacando uns aos outros. Ele realmente viu um homem saltar para cima do
palanque e ir atrás de um dos anciãos.
Sebastian ficou ali por um momento e olhou para o conselho de anciãos
chocado, eles não podiam estar sérios. Eles simplesmente não podiam.
Sim, ele queria encontrar um companheiro, mas um de outra espécie?
Quais eram suas escolhas?
Um elfo?
Um puma?
Um vampiro sugador de sangue?
Ele preferia ficar sem um companheiro para o resto de sua vida.
— Isto é inaceitável.
Sebastian olhou para o homem de pé ao seu lado e balançou a cabeça.
Ele concordou.
Se ele não pudesse escolher seu próprio companheiro, ele não queria um
assim.
E ele certamente não escolheria um companheiro de outra espécie. Os
mais velhos podiam se foder, no que dizia respeito a ele.
— Eu estou fora daqui — disse Sebastian caminhando para as portas.
Ele não ficaria por ali e esperaria algum idiota o atacar. Ele já podia ver várias
pessoas olhando para ele, mesmo que estivessem à distância.
Sebastian sabia que ele era intimidante para a maioria das pessoas. Ele
era o maior de sua espécie, em qualquer uma das suas formas. Ele assumiu
que era por isso que muitos estavam apenas olhando para ele em vez de
persegui-lo.
Ele cerrou os punhos enquanto andava mais perto da multidão. O
primeiro filho da puta que saltasse para ele seria ferido. Ele se recusou a ser
acasalado contra a vontade. Se ele não pudesse escolher seu companheiro,
então ele não teria nenhum.
Sebastian se esquivou de um corpo voando por ele. E balançou a cabeça
e continuou andando em direção às portas duplas. O caos na sala foi ficando
pior. As pessoas não estavam apenas lutando mais. Eles estavam mordendo e
arranhando, reivindicando uns aos outros.
Havia dentes em todos os lugares.
Sebastian parou quando um homem em forma de lobisomem pulou na
frente dele. Ele arqueou uma sobrancelha e encarou o homem baixo.
— Nem pense nisso, — ele avisou quando o lobo olhou para cima e
para baixo como se ele fosse um pedaço de carne. — Eu lhe rasgarei.
— Eu posso aguentar. — O homem riu.
Sebastian ficou reto, sabendo que sua altura de dois metros intimidaria o
homem como fez com a maioria das pessoas. — Não, você não pode.
O homem pulou, dentes à mostra e as mãos enroladas em garras.
Sebastian revirou os olhos e deu um soco no maxilar direito. O lobisomem caiu
no chão como uma pedra. Sebastian afastou o homem de sua mente no
momento em que passou por cima dele.
— Ei, Sebastian, vai embora tão cedo?
Sebastian tomou uma respiração profunda e calma e virou-se para olhar
para o homem loiro em pé ao seu lado. Infelizmente, ele conhecia o homem
um pouco bem demais. Eles sairiam juntos no passado. O homem era uma boa
transa mas não era material para acasalar. Ele gostava de jogar no campo um
pouco demais para o gosto de Sebastian.
— Derek.
— O que você acha de nós nos acasalarmos, lindo? — Derek
cantava enquanto se esgueirava para cima de Sebastian. Suas mãos
começaram a correr pelo peito largo de Sebastian. — Nós nos divertimos
antes. Podemos nos divertir novamente.
Derek tinha sido divertido para brincar, mas ele não era material de
longa duração. Ele tinha uma raia independente um pouco demais para o gosto
de Sebastian. Ele preferia seus homens mais submissos. Derek só jogava para
ele.
— Não vai acontecer, Derek. — Sebastian tirou as mãos de Derek
fora de seu peito e o empurrou. Os olhos de Derek ficaram escuros e o canto
dos lábios abaixaram. A raiva encheu sua face.
— Você me deve — Derek rosnou enquanto agarrava a camisa de
Sebastian novamente. — Depois de tudo o que fiz para você, todas as
coisas que eu o deixei fazer a mim. Você me deve.
— Derek, eu não lhe devo nada. Você deixou-me voluntariamente
fazer essas coisas com você. Você não foi forçado. Agora, vamos entrar —
avisou Sebastian. — Eu não quero te machucar.
— Mas você pode. — Os olhos de Derek se iluminaram. Ele apertou
seu corpo de volta contra Sebastian. — Me reclame e você pode fazer o que
quiser comigo.
— Não vai acontecer, Derek.
— Eu posso ser um bom companheiro para você, Sebastian. Eu já sei
o que você gosta.
— Não, Derek!
Sebastian se afastou de Derek novamente e virou-se para sair da sala.
Seus passos vacilaram quando um grande peso caiu às suas costas. Sebastian
agarrou Derek e o arremessou longe, afastando por pouco os dentes afiados
em seu pescoço.
Shifters malditos.
Eles nunca levavam um não como resposta.
Ele se afastou, tentando sair da sala antes que tivesse que lidar com
mais alguns outros idiotas que achavam que seriam bons companheiros. Se
pudesse voltar para seu quarto ele poderia arrumar sua bagagem e sair do
castelo antes que alguém o detivesse.
Assim que Sebastian atingiu as duas grandes portas que levavam para
fora do salão, um outro corpo se chocou contra ele por trás. Sebastian rosnou
e virou-se para enfrentar Derek novamente. E ficou chocado ao ver um duende
caído no chão a seus pés, em vez de Derek.
— Você está bem? — Sebastian perguntou. Ele estendeu a mão
para ajudar o homem a se levantar, franzindo a testa quando o homem
encolheu-se longe dele. Olhos violeta brilhantes piscaram para ele, cheios de
medo. Sebastian tentou suavizar suas feições, agachando na frente do homem
para que seu tamanho não o assustasse mais. — Ei, está tudo bem. Eu não
vou te machucar.
— Meu! — Alguém gritou atrás de Sebastian.
Sebastian olhou para cima a tempo de ver um corpo vindo em sua
direção. Ele rapidamente se levantou e se preparou para o impacto, sabendo
que não poderia pará-lo.
E que ia doer.
O homem vindo para ele estava em forma humana, mas era enorme,
provavelmente algum tipo de shifter lobo ou puma. Sebastian não teve tempo
de dizer antes que o homem caísse nele.
Ele resmungou, seus músculos gritando com o esforço utilizado para
manter o homem fora. Sebastian era um homem grande, mais forte do que a
maioria, mas ainda levou toda sua força para manter o homem afastado.
— Saia de cima de mim! — Sebastian gritou quando ele empurrou o
homem. Ele silvou quando as garras do homem cavaram em sua carne,
rasgando sua camisa de seda branca. Ele adorava aquela camisa. — O que o
inferno é seu problema?
— Ele é meu! — O homem rosnou, flexionando as mãos agarradas.
— Quem? — Sebastian perguntou em confusão. Ele não tinha ideia
do que o homem estava falando.
— Ele!
Sebastian olhou para baixo, para onde o homem apontava, apenas se
lembrando do homem assustado a seus pés quando sentiu braços embrulhar
uma de suas pernas. O homem estava claramente aterrorizado. O pequeno
corpo pressionado contra suas pernas tremia tanto que Sebastian podia sentir
todo o caminho até suas coxas.
Sebastian suspirou e olhou para o homem novamente.
— Veja, é óbvio que ele não quer ser seu, então por que você não o
deixa sozinho e tenta encontrar outra pessoa?
Sebastian normalmente não se envolvia em situações como esta, mas o
homem envolto em torno de suas pernas parecia tão assustado que não podia
se conter, mas sentir pena dele. Ninguém queria ser forçado a acasalar contra
sua vontade, razão principal pela qual Sebastian queria sair do lugar o mais
rápido possível.
— Eu o vi primeiro.
— E? — Sebastian não tinha ideia do que isso tinha a ver com
forçando alguém.
— Ele é meu! — O homem rosnou.
O corpo envolvido em torno da perna de Sebastian estremeceu. Um
gemido de angústia chegou aos seus ouvidos. Sebastian sabia que precisava
fazer algo antes que o shifter atacasse novamente. Ele estendeu a mão e
agarrou o pequeno homem pequeno, afastando-o de sua perna, apesar da luta
do homem.
Ele o levantou, então grunhiu quando o pequeno homem tentou subir
nele. Sebastian quase riu, a estranheza da situação o atingindo. Ele estava
sendo ameaçado por um shifter enquanto um duende tentou usá-lo como uma
árvore.
Sua vida poderia ficar mais estranha?
— Eu quero ele — o shifter rosnou. — Entregue-o.
— Ou o quê? — Sebastian poderia estar divertido com a situação
mas ele não gostava que alguém o ameaçasse. Ele enrolou um braço em torno
do homem que estava se agarrando desesperadamente a ele, levantando-o em
seus braços. Ele olhou para o shifter. — Eu ficarei com ele.
— Eu o vi primeiro — o shifter rosnou. — Ele é meu.
— Não parece do ângulo que eu estou olhando.
O shifter rosnou e avançou. Sebastian ouviu o homem em seus braços
gritar e virou-se, colocando as costas para a ameaça que se aproximava,
protegendo o homem com seu corpo. A dor quebrou o controle que Sebastian
teve sobre si mesmo quando as garras do shifter afundaram em suas costas.
Sebastian rugiu.
Ele segurou o pequeno homem contra seu peito e estendeu as garras em
sua mão, girando em torno e golpeando o shifter. Sangue respingou por toda
parte quando suas garras entraram no peito do shifter.
Ele ouviu um rugido alto e sentiu as garras do shifter afundar em seu
lado. O homem em seus braços gritou e Sebastian sabia que ele tinha sido
atingido também. O cheiro de sangue era grosso no ar, mas também havia
outra coisa.
Fez cócegas aos sentidos de Sebastian e o intrigou. Antes que ele
pudesse acompanhar o doce aroma ou descobrir de onde estava vindo, o
shifter saltou em direção a ele novamente. Toda a força de um shifter louco
bateu Sebastian como um trem de carga.
O homem em seus braços gritou quando Sebastian o soltou.
Alguém bateu em Sebastian por trás.
Ele cambaleou para frente, tropeçando no pequeno homem que ele
estava segurando. Sebastian girou ao redor para ter certeza que ele estava a
salvo apenas a tempo de ver o mergulho do shifter para o homenzinho.
Indo puramente por instinto, Sebastian reuniu fogo em sua garganta e
soltou. Fumaça preta encheu o ar, obscurecendo sua visão do homem pequeno
por um breve momento. Sebastian alcançou através da fumaça e agarrou o
primeiro pedaço de pele que encontrou.
Ele puxou forte dando um suspiro de alívio quando o homenzinho veio
deslizando pelo chão em direção a ele. Ele estava um pouco chamuscado, mas
fora isto parecia bem. Sebastian agarrou o homem em seus braços e correu
para a porta.
Ele as alcançou ao mesmo tempo em que algo se chocou contra ele
novamente. O homenzinho em seus braços voou. Sebastian caiu no chão,
caindo em suas mãos e joelhos. Seus dentes agarrados juntos sobre o lábio
inferior tirando sangue. Ele rosnou e enrolado as mãos em punhos.
Sebastian levantou-se e se virou para olhar para o shifter agachado pelas
portas. Ele cuspiu o sangue em sua boca no chão, limpou o sangue restante de
seus lábios e olhou por um momento depois para o shifter.
— Estou ficando muito cansado dessa merda — Sebastian rosnou.
— Você não está recebendo o rapaz, então caia fora.
— Meu! — O shifter gritou.
Sebastian revirou os olhos.
Ele só queria ir para casa, sem barulho, sem confusão. Ele não queria
lutar seu caminho para fora do maldito castelo. Não parecia que ele ia
conseguir o que queria sem luta.
Claro, se ele tomasse a razão para a luta fora da sala ... Sebastian se
virou para ver o homenzinho que tinha segurado alguns minutos antes
apertado contra a parede, abraçando os joelhos contra o peito. Sebastian fez
um gesto com a mão para o homem se aproximar.
O homem balançou a cabeça freneticamente, seu cabelo ondulado branco
saltando em volta do rosto. Sebastian rosnou mais profundamente, fazendo
gestos com a mão novamente.
— Venha aqui!
Olhos violetas ampliaram com medo. O pequeno homem se levantou e
caminhou a distância entre eles até que ele parou em frente à Sebastian. Seu
corpo magro tremia. Sebastian quase gemeu com a maneira como os olhos do
homem caíram submissivamente para o chão.
— Você quer ser acasalado a este homem? — Ele perguntou baixinho
esperando que sua voz suave acalmasse o homem.
— Não — ele sussurrou. — Por favor.
No momento em que as palavras foram ditas, Sebastian abriu a boca e
soltou uma nuvem de fumaça que envolveu o homem. Essa fumaça não era
puro negro como normalmente seria, mas cinza e tingida com rajadas de
chamas vermelhas.
Era o fogo do acasalamento de sua espécie.
Enquanto ele não trocasse sangue com o homenzinho, os efeitos
durariam poucas horas. Por enquanto, ele marcaria o homem como seu,
advertindo todos os outros para se afastarem dele ou enfrentariam a ira de
Sebastian.
O homem estremeceu e gritou agarrando a nuca. Sebastian sabia que ele
estava sentindo a marca que todos os companheiros sentiram quando eram
reivindicados. O símbolo de vida de Sebastian seria queimado na pele do
homem, só desaparecendo quando ele morresse ou se Sebastian não
completasse o acasalamento nas próximas 24 horas.
Convencido de que o homem estava a salvo do shifter, Sebastian o
agarrou pelo braço e puxou-o para seu lado. Ele se virou para dar ao shifter
um olhar entediado. — Agora não é mais um problema. Ele foi reivindicado
e não está mais disponível.
— Você vai se arrepender — zombou o shifter. — Ele era meu. Ele
vai ser meu novamente.
— Sim, sim. — Sebastian fez um movimento espantando com a
mão livre. — Venha junto cachorrinho pequeno. Já tivemos o bastante de
você.
Sebastian sabia que ele tinha adivinhado a raça shifter quando o homem
rosnou e de repente brotaram peles, presas e duas orelhas pontudas. Havia
algumas coisas que foram imediatamente reconhecível em certas raças ...
como as orelhas e um rabo. Pele era um grande problema, também. Sebastian
tinha escamas.
— Eu vou matar você! — O shifter rosnou.
Sebastian revirou os olhos.
Como se ele nunca tivesse ouvido isso antes. Ele não costumava
começar as lutas, só porque ele odiava o drama envolvido. Mas certamente
terminava uma, dada à chance. Ele não se abaixava em um desafio.
— Quando e onde, bola de pelo?
— Que tal aqui e agora?
— Muito bem — Sebastian virou a cabeça para a esquerda e direita,
estalando as vértebras, em seguida empurrou o homem pequeno ao seu lado
para trás dele. Ele flexionou suas garras e deixou seus dentes estenderem,
uma pequena onda de fumaça sair de suas narinas. E fez um gesto com a mão
para o shifter vir em sua direção. — Vamos chegar a ele então.
O shifter ficou tenso e se agachou como se preparando para atacar.
Sebastian preparou-se para a luta por vir em seguida, e ficou de queixo caído
em estado de choque quando alguém caiu no shifter, mandando-o para o chão.
Antes que o shifter pudesse se levantar ele foi arrancado de um vampiro
que afundou seus dentes profundamente na garganta dele. Um longo gemido
frustrado encheu o ar quando o shifter foi reivindicado por um outro.
Sebastian quase se sentiu mal pelo cara, quase.
O shifter foi erguido de seus pés e arrastado para fora antes que ele
pudesse protestar. Sebastian riu e virou em direção ao seu quarto novamente
só se lembrando novamente do duende quando quase tropeçou nele
novamente.
— Bem, o que vou fazer com você?
A boca de Sebastian caiu aberta quando o homem diante dele de repente
trocou, caindo através de sua roupa para o chão debaixo dele. Ele se abaixou e
começou a peneirar as roupas para apenas pegar a visão de uma pele branca
antes que ele começasse a correr pelo chão.
— Oh não, você não! — Sebastian soltou quando ele agarrou o
coelho pela nuca e levantou-o no ar. Ele olhou para o coelho, um sorriso lento
cruzando seus lábios quando uma ideia veio a ele. — Sim, eu acho que você
vai fazer muito bem.
O coelho começou a lutar. Sebastian silvou quando as patas traseiras do
peludo o atingiram e arranharam seu braço, deixando vergões sangrando
profundamente. — Pare com isso — ele rosnou, sacudindo o coelho. —
Eu não estou machucando você.
O coelho o olhou, achatando suas longas orelhas contra a lateral de sua
cabeça.
— Agora, você será apenas um bom coelho e vamos passar muito
bem — disse ele enfiando o coelho debaixo do braço e caminhando de volta
para a sala de reunião principal em direção à plataforma dos anciãos. A luta
parecia parar quanto mais longe ele entrava na sala, as pessoas se afastavam
para dar -lhes um amplo espaço.
— Você não está sendo um coelho bom — disse Sebastian quando o
coelho continuou a lutar. Sebastian levemente bateu-lhe no traseiro. Ele quase
riu quando o coelho parou de se debater, mas achatou suas orelhas para baixo
da cabeça ainda mais. Pelo menos ele ouviu bem.
— Elder Burke — Sebastian gritou quando chegaram ao palanque,
— Eu gostaria de ter o meu acasalamento gravado.
Sebastian podia sentir o coração do coelho bater como um trovão quando
ele foi mantido para inspeção do ancião. Suas pernas traseiras foram puxados
para cima perto de seu peito, e ele enfiou a cauda entre elas, como se ele
estivesse tentando parecer o menor possível.
Não foi difícil.
A mão de Sebastian era quase tão grande quanto todo o corpo do coelho.
— Sim, bem — o ancião disse: — Eu posso ver a sua marca nele.
Você o marcou?

— Elder. — O homem riu, como se divertisse o bastante. — Dragões


não se marcam.
Sebastian ficou um pouco surpreso quando o coelho em suas mãos de
repente ficou frouxo. Ele sentiu o aperto começar a escorregar e agarrou o
coelho com as duas mãos, segurando-o contra seu peito. A maldita coisa
estava desmaiada.
— Elder, se você não se importa? — Sebastian disse enquanto
tentava um melhor controle sobre o coelho branco.
Ele estava realmente começando a repensar essa coisa de coelho inteiro.
Reivindicando a pequena bola de pelos no momento, parecia a coisa a fazer,
considerando as circunstâncias.
Agora, ele não tinha tanta certeza.
A maldita coisa estava tão mole como um pano de prato. Sebastian
esperava que não tivesse matado o coelho ou lhe dado um ataque cardíaco.
— Muito bem, Sebastian, por favor, ajoelhe-se e ... — O ancião fez
uma careta, em seguida, acenou com a mão para o chão. — Basta colocar o
coelho lá embaixo.
Sebastian se ajoelhou no chão e colocou o coelho para baixo entre ele e
os anciões. No momento em que levantou suas mãos o coelho se moveu.
Sebastian soltou um rugido alto e mergulhou atrás dele, pegando as patas
traseiras do coelho em sua mão antes que a coisa maldita pudesse fugir.
Ele se esforçava para segurar o rapaz. Assim que tinha um aperto firme
ele apertou o coelho firmemente contra o peito. Sebastian podia sentir o
coração do coelho trovejando contra seus dedos. A pequena coisa estava
apavorada.
— Você está bem — sussurrou Sebastian. Ele colocou o corpo do
coelho entre o braço e o corpo e segurou sua mão debaixo dele, os dedos
envolvendo em torno do pescoço do coelho. O coelho puxou quando Sebastian
começou a acariciar sua pele, seu coração batendo ainda mais rápido.
Acalme-se, pequeno. Ninguém vai te machucar.
Pouco a pouco, Sebastian podia sentir taxa do coração do coelho
começar a desacelerar. Demorou alguns minutos antes que o corpo do coelho
relaxasse. Convencido de que o coelho não ia correr, Sebastian olhou para o
ancião.
— Por favor, continue, Elder Burke.
— Sim, bem ...
Elder Burke parecia um pouco desconfortável. Sebastian não se
importou. Ele queria que terminasse logo, assim ele poderia ir para casa. Ele
tinha coisas para fazer. Ele não teve tempo para este jogo que o conselho de
anciãos queria jogar.
Sem falar, o coelho.
Sebastian tinha sido surpreendido quando ouviu as palavras dos anciãos
, não que alguém saberia ao olhar para ele.
Nunca veriam o maior e pior tipo de shifter ser visto boquiaberto, mas
era exatamente como Sebastian tinha se sentido.
— Como Élder do Clã Draconic — Elder Burke disse: — Eu aceito
o seu acasalamento, Sebastian Drakus.
Sebastian não sabia exatamente o que ocorreu quando um acasalamento
foi aceito e registrado pelos anciãos, mas ele não esperava que a agonia que
subiu por sua cabeça a partir da base do pescoço. Sebastian gritou e caiu para
a frente, usando a mão livre para apoiar-se.
O coelhinho apertado contra seu peito gritou.
Era um som horrível e um que Sebastian esperava nunca ouvir
novamente, como as unhas sobre um quadro-negro. Quando a dor começou a
diminuir, Sebastian rapidamente verificou se o coelho ainda estava vivo. Ele
estava respirando pesadamente, mas não parecia muito ferido.
Sebastian deu um suspiro de alívio. Ele não queria que o rapaz morresse.
Acasalamento era coisa muito séria. Um companheiro morto era pior ainda. Ele
olhou para o ancião com um triste olhar. — Isso é tudo? Está feito?
— O acasalamento foi gravado, Sebastian, mas você precisa saber
que há uma cláusula — disse o ancião pegando um envelope de uma mesa
próxima e em seguida, estendeu-o para Sebastian.
Sebastian mal absteve-se de rolar seus olhos quando ele pegou o
envelope, em seguida, colocou-o em seu bolso da camisa. — Claro que há.
— Esse envelope só é para ser aberto assim que seu acasalamento for
consumado e não um momento antes. — O ancião apontou o dedo para
Sebastian. — E lembre-se, Sebastian, você deve proteger o seu
companheiro a todo custo. Suas vidas agora são combinadas. Se ele morrer,
você morre, e vice-versa.
— O quê? — Sebastian se partiu.
Isso não era exatamente o que Sebastian havia planejado quando ele
escolheu o coelhinho. Ele olhou para o coelho em suas mãos quando sensação
de horror o encheu. Parecia a opção ideal, considerando a situação. Ele
reivindicaria o coelho até que este fiasco terminasse então o enviaria em seu
caminho. Enquanto ele não completasse o acasalamento, era perfeitamente
aceitável em seu mundo.
Agora, ele ia ser motivo de riso de seu clã.
— Foda-se! Estou acasalado a um coelho?
Capítulo 2

Beauregard saltou quando ele caiu na cama em que Sebastian jogou-o.


No momento em que ele parou de saltar, ele mudou de volta para sua forma
humana e começou a procurar por algo para se cobrir. Ele precisava recuperar
suas roupas.
Quando ele não conseguiu detectar imediatamente qualquer coisa, se
levantou e caminhou até a penteadeira mais próxima e começou a vasculhar.
Ele jogou camisa após camisa sobre a cabeça. Meias emparelhado pela meia
dúzia de aterrou no chão. Então veio os boxers de seda.
Beauregard levantou um par de boxers de seda preta com coraçõezinhos
vermelhos.
Quem usa essa merda?
Beauregard jogou na pilha crescente no chão. Ele precisava de um bom
par de jeans, uma camisa de algodão simples, e alguns tops altos.
Quem usava toda essa porcaria de fantasia? E como eles poderiam
suportar isso? Tinha que ser incrivelmente desconfortável.
— Que diabos você está fazendo?
Beauregard revirou os olhos e virou-se para enfrentar o dragão. Ele
acenou com a mão para baixo a seu corpo nu. — Eu acho que é bastante
óbvio, até mesmo para você.
— Aparentemente, não — Sebastian disse cruzando seus braços
sobre o peito e arqueando uma sobrancelha escura e preta para Beauregard.
— Se fosse óbvio, eu não teria perguntado.
— Oláaa, eu estou nu.
Sebastian inclinou a cabeça ligeiramente. — Sim, eu posso ver isso.
— Eu preciso de algo para vestir. Minhas roupas estão na sala grande
e dane-se se eu vou desfilar minha bunda nua ao redor para que todos vejam.
As sobrancelhas de Beauregard se ergueram em surpresa quando
Sebastian rosnou e suas características, de repente escureceram.
Uh oh, ele estava em apuros.
Sebastian parecia irritado. A nuvem de fumaça escura que de repente
saiu de suas narinas de Sebastian também não ajudava.
— Você não vai desfilar nu para ninguém ver — retrucou Sebastian.
— Isso está perfeitamente claro? Eu sou o único que pode vê-lo nu.
Os olhos Beauregard se arredondaram.
— Epa, de onde veio isso?
Sebastian piscou como se suas palavras o tivessem surpreendido
também. — Dane-se se eu sei.
Beauregard riu.
De repente ele achava incrivelmente divertido a situação. Ele era um
coelho em pânico, e agora ele estava acasalado a um dragão, um dragão
possessivo. A situação era muito engraçada.
— Não é divertido — disse Sebastian depois de alguns instantes.
— Sim, é.
— Não, não é.
— É, sim. — Para fazer marcar o ponto, Beauregard mostrou a
língua para Sebastian.
— Não é — Sebastian latiu.
— É, sim.
— Que foda, eu estou discutindo com um coelhinho.
Sebastian passou a mão pelo rosto e se virou.
Beauregard sentiu pena do homem. Sebastian não tinha pedido para este
acasalamento não mais do que ele tinha. Provavelmente não era justo com ele
para fazer piada, mesmo que a situação fosse divertida.
— Na verdade, nós somos chamados coelhos — disse Beauregard. –
Somos pequenos mamíferos na família dos leporídeos, da ordem de Lamorpha.
Eu, particularmente, sou um coelho europeu, ou Oryctolagus cuniculus.
— Você é um fodido coelho — Sebastian disparou quando ele virou.
Beauregard levantou uma sobrancelha e sorriu. — Ainda não, mas eu
poderia, ser for dado o incentivo certo.
A boca de Sebastian caiu aberta no mesmo momento que seus olhos se
arregalaram para um tamanho quase impossível.
Beauregard sorriu. Ele estava acostumado a assustar as pessoas. Ele
estava fazendo tudo de sua vida, mesmo em sua própria colônia. Ele só
esperava que não levasse Sebastian a odiá-lo como outros de sua espécie
fizeram.
— Você é sério? — Sebastian perguntou. — Você não compreende a
situação em que estamos?
Beauregard suspirou profundamente e cruzou os braços sobre o peito.
— Eu acho que entendo a situação perfeitamente. Você tentou me usar para
passar a maldição de acasalamento do ancião e voltou a morder-lhe na bunda.
Agora você está preso comigo.
Sebastian piscou por um momento e depois riu enquanto se sentava na
ponta da cama. Ele descansou o seu rosto em suas mãos por um momento e
depois olhou para cima, apertando as mãos e deixá-las oscilar entre os
joelhos.
— Sim, eu acho que resume muito bem.
Beauregard não tinha certeza de como se sentia sobre a tristeza que ele
podia ouvir na voz de Sebastian. Certamente não poderia ser tão ruim assim
ser acasalado a um coelho, certo?
— Será que o destino é tão ruim? — Ele perguntou em voz baixa.
— Você sabe quem eu sou?
— Uh, não realmente — respondeu Beauregard. — Quer dizer, eu
sei que você é um dragão, porque você disse isso, e você foi para Elder Burke
ter o nosso acasalamento gravado. Eu sei que ele é o ancião do clã Draconic, o
seu clã. Também sei que seu nome é Sebastian. — Beauregard encolheu os
ombros. — Mas, eu acho que é só isso.
Sebastian baixou a cabeça para olhar para o chão. Os ombros caídos. Ele
parecia tão abatido. — Meu nome é Sebastian Drakus. Eu sou o príncipe
real do Clã Drakus, a maior ordem de dragões.
— Ok — Beauregard franziu a testa. Isso soou muito extravagante,
mas o que ele sabia da fantasia? Ele morava em um apartamento de estúdio
porque era tudo o que podia pagar com seu magro salário. — E isso
significa o quê?
Cabeça de Sebastian levantou. — Você não sabe?
Beauregard encolheu os ombros. Sentiu-se confuso, e não gostava de
sentir-se confuso. Ele sempre o fez se sentir estúpido. — Não.
Sebastian saltou a seus pés. — Significa que eu sou a porra do
príncipe da minha espécie, maldição.
Beauregard deu um passo para trás, se perguntando se ele precisava
tomar cuidado com este grande homem. Eles deveriam estar acasalados. Tanto
quanto sabia Beauregard, isso significava que um não poderia ferir o outro.
Mas talvez isso fosse apenas em um acasalamento de coelho.
— Parabéns?
Sebastian o olhou por um momento e depois caiu de volta no colchão,
cobrindo os olhos com o braço dele. Sacudindo os ombros enquanto ele ria,
mas Beauregard não achou que o homem estava rindo de felicidade.
Beauregard assistiu Sebastian, imaginando o que ele poderia fazer para
fazer o homem se sentir melhor. Se ele tivesse a sua bolsinha, ele poderia dar
a Sebastian uma de suas bugigangas, mas sua bolsa e tudo o resto estava de
volta ao grande salão de baile. Ele nem sequer tinha qualquer chiclete para
compartilhar.
Os lábios de Beauregard se apertaram enquanto tentava pensar em algo.
Quando uma brisa súbita fria soprou pelo quarto, fazendo-o tremer e
lembrando-lhe que ele estava lá nu, então, uma ideia repentina encheu sua
mente.
Antes que ele pudesse pensar de forma diferente, Beauregard utilizou
suas habilidades de coelho para pular na cama e montar o corpo de Sebastian.
Coelhos poderiam saltar muito alto em forma humana ou transformado.
O braço de Sebastian afastou de sua face, e ele olhou para Beauregard
como se não conseguisse acreditar no que estava vendo. Beauregard sorriu e
balançou os quadris.
— Meu nome é Beauregard Stratford. Eu não sou um príncipe, ou
qualquer coisa remotamente nobre. Eu nem sei quem é meu pai. Eu não sou
muito aceito na minha colônia, porque eu tenho todo esse pelo branco e eu fui
um único filhote. Eu até tenho olhos violetas, e nenhum outro coelho tem. Eu
sou uma anomalia.
As feições de Sebastian tinham começado a suavizar enquanto
Beauregard falava, mas era a única parte de seu corpo que estava. Na
verdade, a parte longa e dura entre as coxas nuas de Beauregard só parecia
ficar mais dura a cada momento. Beauregard arrastou a mão no peito de
Sebastian, abrindo um botão de cada vez até que a camisa do homem estava
aberta.
— No entanto, eu ainda sou um coelho. Dito isto, e considerando que
estamos agora acasalados, você deve saber que os coelhos são clichês. Como
diz o ditado, nós fodemos como coelhos. As cenouras são um afrodisíaco e se
você me irritar vou deixar pelotas em seus sapatos.
Beauregard gritou quando de repente foi agarrado e virado. Sebastian
pressionou-o no colchão e se moveu para ajoelhar-se entre suas coxas. Ele
pairava sobre o topo de Beauregard, braços descansando em cada lado da
cabeça de Beauregard.
— Eu sou um dragão meu pequeno coelho, e eu não sou um clichê em
qualquer forma de palavra. Eu sou grande e ruim. Eu posso te quebrar em dois
sem nem suar. Me irrite e tirarei cada pedacinho de pele do seu corpo.
— Eu posso lamber minhas próprias bolas.
A boca de Sebastian caiu aberta. — Você pode o quê?
— Eu sou um coelho — Beauregard sorriu e balançou as sobrancelhas.
— Somos muito flexíveis.
Uma das sobrancelhas de Sebastian dispararam — O quanto flexível
que estamos falando aqui?
Beauregard puxou as pernas para cima, em seguida, agarrou seus
tornozelos, sem esforço levantando-as por sua cabeça e as apertando no
colchão perto de seus ouvidos. Ele trouxe sua bunda para cima no ar de forma
constrangedora, mas o exalar súbito de ar que saiu de Sebastian valeu a pena.
— Foda!
Beauregard abaixou as pernas para a cama novamente, mantendo os
joelhos flexionados e próximos ao corpo, pressionando em Sebastian. Ele
gostou da sensação do homem grande entre suas pernas. — Aposto que eu
posso lamber suas bolas, enquanto você me fode.
Sebastian fechou os olhos e respirou fundo. O aperto rígido de sua
mandíbula mostrou a Beauregard que Sebastian estava segurando seu controle
por um fio simples.
Beauregard esperava para quebrar esse controle. Seu acasalamento
nunca seria completo a menos que Sebastian transasse com ele.
Beauregard esteve esperando a vida toda para ser fodido por seu
companheiro. E não planejava esperar muito mais tempo agora que ele tinha
encontrado o homem.
Ele só tinha que empurrar Sebastian um pouco mais.
— Eu sou muito, muito flexível, Sebastian. Eu também sou resistente.
Duvido que haja muito a fazer para mim que eu não posso tomar.
— Beau... Beauregard. — Os olhos de Sebastian estavam quase
pretos quando os abriu e olhou para Beauregard. Ele parecia com fome, e não
era do tipo “eu quero comer você” normal. — Você não sabe que você está
dizendo, coelhinho, você realmente não sabe .
— Me tente.
Sebastian rosnou.
Essa foi a única advertência que Beauregard recebeu antes de ser virado
em suas mãos e joelhos. As bochechas de seu traseiro foram separadas e uma
língua comprida e bifurcada acariciou todo seu apertado buraco.
Beauregard gritou, o som enchendo o quarto em sua intensidade. Ele
sentiu vontade de gritar quando Sebastian lambeu sua bunda e outra vez.
Beauregard nunca tinha sentido nada parecido em sua vida.
Inferno, ele nunca tinha imaginado isso, e ele tinha uma grande
imaginação.
Quando a língua bifurcada de Sebastian começou a endurecer e
empurrar em seu ânus , Beauregard gritou. A lambida parou de repente e as
mãos grandes o viraram, e o rosto preocupado de Sebastian olhando para ele.
— Não pare! — Beauregard gritou.
— Nossa, coelhinho, eu pensei que você estivesse ferido.
— Não! — Beauregard rapidamente virou-se e enfiou a bunda para o
ar. — Novamente
— Você é exigente, coelhinho?
— Por favor?
Sebastian riu. — Assim é melhor.
Beauregard gemeu novamente quando a língua bifurcada de Sebastian
voltou a lamber sua bunda. Estando acasalado a um dragão seria muito bom.
Se Sebastian podia fazê-lo ficar em uma pilha gosmenta com apenas sua
língua, Beauregard não podia esperar para descobrir o que ele poderia fazer
com seu pênis.
Beauregard quase protestou quando Sebastian parou de lamber seu
traseiro, até que ele sentiu dois dedos espessos se afundarem em seu ânus.
Considerando que eles eram os primeiros reais objetos “não de plástico” que já
tivera em sua bunda, ele estava definitivamente em favor do real sobre um
vibrador. Havia apenas algo diferente sobre isso, mais erótico.
Beauregard não poderia manter seus altos gemidos para si mesmo. Ele
apenas abriu a boca, e eles se derramaram, crescendo cada vez mais alto
enquanto os dedos de Sebastian afundavam em sua bunda.
Sim, ele gemia alto. Então que foda? Sebastian parecia gostar. E quanto
mais alto Beauregard gritava, mais força Sebastian usava.
Beauregard estava no céu.
— Eu acho que o meu coelhinho gosta disso.
Beauregard assentiu rapidamente, além da fala reconhecível neste
momento. Ele só podia sentir, sentia maravilhosamente bem.
Ele vibrou, olhando onde os dedos Sebastian empurrava para dentro dele
e se espalhando por todo seu corpo inteiro. Cada nervo estava vibrando.
Beauregard inalou nitidamente quando Sebastian tirou os dedos e
substituiu-os com o seu pênis. O homem empurrou lentamente e Beauregard
sentia cada polegada espessa o alongando.
Sebastian agarrou os quadris de Beauregard tão firmemente que ele se
perguntou se não teria hematomas na parte da manhã.
Ele não se importava. E os levaria com orgulho. Eles significavam que ele
tinha acasalado.
Ele sabia da importância deste momento. Assim que Sebastian gozasse
dentro dele, eles seriam verdadeiramente acasalados aos olhos da sua espécie.
Este era o passo final, e então eles seriam acasalados para sempre.
Beauregard só não sabia o que ser acasalado a um dragão significava.
Ele sempre esperou encontrar outro coelho.
Coelhos acasalavam com coelhos. Era uma espécie de tradição.
Outros coelhos entendiam a constante fome sexual, a hiperatividade, a
necessidade de ninho.
O que os dragões faziam?
Beauregard gemeu quando Sebastian começou a bater nele várias vezes.
Só as mãos do homem agarrando seus quadris mantinham Beauregard de
atirar sobre a cama com a força. Sebastian era muito forte, e de uma forma
estranha, Beauregard se descobriu com um enorme tesão.
Talvez por isso Beauregard encontrou-se tão atraído para o dragão.
Coelhos eram criaturas tímidas por natureza, mesmo Beauregard na maioria
dos casos. Ele era incrivelmente despertado pelo poder fluindo através de
Sebastian. O homem nem sequer tinha que tentar. Isto veio naturalmente para
ele.
E, caramba, não era assim tão quente?
— Você é tão apertado — Sebastian rosnou.
Duh! Eu sou virgem, Beauregard pensou mas não colocou seus
pensamentos em palavras. Ele teria dito se ele não estivesse gemendo, o que
simplesmente não era possível.
Quando Sebastian pegou um punhado de seus cabelos, Beauregard
pensou que gozaria ali mesmo.
Ele era um coelho. Eles eram fixados na coisa de puxar cabelo,
escovação, acariciando, qualquer que seja. Era tudo muito excitante.
— Precisamos visitar o meu tatuador — disse Sebastian.
Uma das mãos de Sebastian acariciou sobre a pele de Beauregard.
Beauregard estremeceu com o toque sedoso. Se Sebastian continuasse a se
mover assim, ele poderia fazer qualquer coisa de maldição que ele quisesse.
Beauregard não se importou.
— Eu quero ver meu nome em você quando eu te foder.
Beauregard acenou com a cabeça, tanto quanto ele poderia,
considerando-se que os dedos de Sebastian ainda seguravam seu cabelo. Ele
não tinha ideia do que estava acontecendo a Sebastian, mas se fazer uma
tatuagem fizesse o homem feliz, Beauregard concordaria. O prazer disparando
através de seu corpo no momento era diferente de tudo que ele já tinha
sentido.

— Você está pronto para gozar, meu coelhinho?


— Oh sim.
Beauregard era tão pronto que estava tremendo. Quando a mão de
Sebastian enrolou ao redor do seu pênis foi tudo que Beauregard precisava
para jogá-lo além do limite. Ele gritou em voz alta e gozou em Sebastian e na
cama.
Ondas de êxtase dominaram Beauregard. Joelhos balançaram e
ameaçaram cair. Seu peito parecia apertado, oprimido, como se ele não
conseguisse puxar ar suficiente. Ele podia sentir o círculo apertado dos
músculos contraindo em seu ânus espremendo até a última gota de prazer do
pênis que empurrava dentro dele.
Sebastian, de repente enrijeceu.
Seu rugido sacudiu a cama.
Beauregard começou a sorrir quando sentiu uma súbita sensação de
queimação que começou na nuca em seguida, arrastou por sua espinha
terminando na fenda de sua bunda onde ele estava ligado a Sebastian.
Beauregard inalou agudamente.
A sensação não era desagradável, mas não era exatamente algo que
Beauregard tinha sentido antes. Era como ser tocado por uma chama, mas não
queimava.
Quando lava líquida de repente encheu seu ânus, Beauregard gritou
quando um outro orgasmo o atravessou, um mais intenso do que o seu
primeiro. A sensação de queimação e lava o preenchendo parecia encontrar-se,
esmagaram Beauregard. Ele desmoronou-se na cama, braços e joelhos incapaz
de segurar-se.
Um peso o seguiu para baixo, em seguida, virou-o de lado. Beauregard
suspirou profundamente quando Sebastian o puxou em seus braços para a
curva do corpo grande atrás dele. Era assim que um acasalamento era suposto
ser. Ele só sabia disso.
O riso de Sebastian chamou a atenção de Beauregard. Ele olhou por cima
do ombro para o homem. — O quê?
Os dedos de Sebastian percorriam sua espinha. — Eu acho que não
temos que ver o meu tatuador, afinal.
— Podemos, se quiser. Eu não me importo.
— Não há necessidade. Por alguma razão o meu nome apareceu em
sua pele, na sua coluna. — O sorriso de Sebastian estava muito satisfeito. —
Talvez seja parte da coisa toda do acasalamento.
— Sério?
Beauregard se virou, tentando conseguir uma boa olhada em suas
costas. Ele não podia ver nada pela pele. E franziu a testa, em seguida, se
afastou de Sebastian para chegar ao lado da cama. O homem congelou e
gemeu quando o movimento repentino de Beauregard puxou o pênis de
Sebastian dele.
— Oh, esqueci disso.
— Dê-me um aviso — Sebastian rosnou.
— Desculpe-me. — Beauregard riu quando ele fugiu para a beira da
cama. — Eu não sou exatamente acostumado com isso.
— Coelho, onde você está indo?
— Eu quero ver.
— Ver o quê?
— As marcas nas minhas costas.
Duh!
Beauregard se levantou e caminhou até a primeira porta que encontrou.
Ele rapidamente fechou-a e se recostou contra ela. Ele acenou com a mão na
porta. — Há alguém lá fora, Sebastian.
— Claro que há, Coelho. — Sebastian sorriu. — Eu sou um príncipe
afinal de contas.
— Será que eles têm de ficar mesmo à porta de seu quarto? —
Beauregard estava mortificado. Ele não havia sido exatamente quieto quando
eles estavam tendo relações sexuais. Na hora não tinha parecido um grande
negócio. Sebastian parecia gostar. Mas Beauregard não queria que todos o
ouvissem.
— Relaxe, coelho, eles não dirão uma palavra.
Beauregard franziu a testa. Ele descobriu duas coisas naquele instante.
Um, Sebastian se divertia com seus amigos o ouvindo.
Dois, Sebastian ainda tinha que chamá-lo de qualquer coisa, exceto
coelho.
— Eu tenho um nome, você sabe. É Beauregard — disse Beauregard.
— Você nunca vai me chamar de qualquer coisa, alem de coelho?
Sebastian riu enquanto ele rolava para o lado da cama. — Eu ainda
não decidi.
— Bem, isso não faz sentido.
Realmente, isso não fazia.
— Beauregard parece um nome muito grande para tal pequeno
coelho.
A boca de Beauregard caiu aberta. — Pequeno Coelho?
— Eu quase pensei que você fosse um duende quando eu o conheci.
— Duende! Duende! Vou te mostrar o duende! — Beauregard gritou
quando a raiva o dominou. Ele pulou do outro lado da sala. Levou três saltos e
ele estava em Sebastian. Antes que ele pudesse realmente atacar, ele estava
virado e preso ao colchão. O grande corpo de Sebastian o prendendo contra a
cama.
— E agora você sabe por que eu o chamo de coelho.
Beauregard franziu o cenho quando Sebastian bateu na ponta do nariz.
Ele ainda estava irritado com Sebastian por chamá-lo de duende. E não queria
ficar feliz, mesmo que o sorriso de Sebastian iluminasse o quarto.
— Você gosta de pular em todos os lugares como um coelho.
Beauregard revirou os olhos. — Duh, eu sou um coelho.
— E assim como bonito.
Indignação encheu Beauregard. — Olá! Eu sou sexy não, bonito.
— Claro que você é. — Sebastian sorriu. — Mas também é
bonito.
Coelho bufou. — Tudo bem, contanto que eu seja sexy, acho que
posso ser bonito, também.
— Isso é muito generoso da sua parte, Coelho. — Sebastian riu.
Beauregard, de repente percebeu o quão maravilhoso o corpo
pressionado duramente sobre ele sentia. Seu coração pulou uma batida
quando viu o fogo começar a queimar nos olhos de Sebastian. Numa escala de
1 a 10, Sebastian foi definitivamente para vinte. O calor em seus olhos
poderiam derreter aço.
Beauregard abriu as pernas e trouxe os joelhos até enrolar no corpo de
Sebastian. Ele soube o instante em que o pênis de Sebastian ficou duro. Os
olhos do homem de prata escuro, tornaram-se quase pretos.
— Enquanto eu estou sendo generoso ... — palavras de Beauregard
sumiram quando um sorriso lento, sensual começou a cruzar os lábios de
Sebastian.
O homem chegou de repente até que eles estavam face a face.
Beauregard inalou nitidamente quando Sebastian enganchou os braços sob as
pernas de Beauregard e puxou-os até o peito.
Beauregard estava eternamente grato por ter tido acabado de ter
relações sexuais quando a cabeça do pênis de Sebastian começou a empurrar
nele. O homem não era exatamente pequeno em qualquer lugar.
Sebastian sorriu e meteu fundo em Beauregard, roubando o ar de seus
pulmões quando o prazer tomou conta dele.
— Enquanto você está sendo generoso, Coelho, por que não vemos o
quão flexível você realmente é?

Capítulo 3

Sebastian percebeu que havia um peso pesado, morto em seu peito


assim ele acordou. Ele normalmente não tinha algo em cima dele, então ele
percebeu de imediato. Abrindo os olhos, Sebastian sorriu quando viu a cabeça
branca de Beauregard aconchegada em seu peito. Parecia que seu coelhinho
tinha encontrado um lugar para dormir.
Podia sentir sua ereção matinal pressionar para cima entre as coxas de
Beauregard, mas sabia que o homem estaria muito dolorido para ele aliviar a
dor que estava se construindo lentamente em suas bolas. Ele tinha tomado
Beauregard duas vezes na noite anterior e o homem era virgem.
Infelizmente, Sebastian não tinha sabido até depois da segunda vez. Ele
teria que falar com seu coelhinho para ser sincero com ele. Omissão não era
uma mentira, mas era perto o suficiente. Ele teria levado Beauregard
lentamente em vez de trepar com ele como um homem possuído.
Sebastian acariciou com a mão pelo cabelo branco sedoso de
Beauregard. Ele era um homem possuído e se não fosse o bastante, ele tinha
acasalado com um coelho em pânico, e ele não conseguia se sentir incômodo
por isto. Isso por si só confundia Sebastian mais do que tudo.
Ele era um dragão, e um príncipe para sua espécie. E tinha que acasalar
com outro dragão e continuar a linhagem de dragão.
Ele sempre soube disso. E ate mesmo esperava. O que não esperava era
um coelho como companheiro.
Sebastian sorriu quando Beauregard murmurou em seu sono e empurrou
na sua mão. Ele estava começando a acreditar que seu coelhinho era carente
de afeto. Beauregard parecia ansiar cada toque que Sebastian lhe dava. Ele
teria que lhe perguntar sobre isso em algum ponto.
Resignado a não ter sua diversão matinal, Sebastian riu desse
pensamento, e cuidadosamente rolou Beauregard para o colchão e colocou os
cobertores em torno de seu companheiro. Beauregard se mexeu por um
momento depois acalmou e voltou a dormir.
Sebastian olhou e então revirou os olhos quando percebeu que estava
olhando. Beauregard era tão bonitinho ... err ... sexy. Ele era de tirar o fôlego.
Sebastian poderia olhar para ele por horas e nunca se cansar.
Havia algo sobre ter um companheiro tão pequeno e delicado que
chamavam os instintos mais básicos de Sebastian. Ele não achava que iria se
sentir assim se ele tivesse acasalado com outro dragão, mesmo um pequeno
dragão. Beauregard era outra história, no entanto.
Sebastian sentia-se protetor, possessivo, e intrigado tudo de uma vez.
Ele mataria qualquer um que mexesse com Beauregard. Isso era um fato. Mas
alguma coisa lhe disse que ele também mataria qualquer um que fizesse um
movimento em seu coelho, também. O simples pensamento de alguém colocar
as mãos em Beauregard foi suficiente para fazer começar a fumaça girar fora
de seu nariz.
Não era bom!
Sebastian respirou fundo, limpando e se forçando a afastar-se de seu
companheiro. Ele não faria nada se ele continuasse ali olhando Beauregard,
não importava o quanto ele queria.
Ele precisava se limpar, vestir-se e descobrir como sair da sede do
conselho. Estar longe de casa por longos períodos de tempo não era fácil. Ele
tinha muito trabalho a fazer. A única razão que ele tinha ido ao encontro foi
porque era obrigatório. Caso contrário, ele teria enviado alguém em seu lugar.
Sendo um príncipe de seu clã não era um trabalho tão glamoroso como
todos pensavam. Ele tinha responsabilidades que ele não podia ignorar, tanto
para o seu clã como para todos os shifter. Ficar no castelo do conselho só quis
dizer que o trabalho em casa ficava acumulando, esperando por ele.
Sebastian foi para seu banheiro. Talvez um longo banho quente afastasse
a necessidade que ele sentia a subir de volta na cama com Beauregard e
passar o dia conhecendo cada centímetro do glorioso corpo do homem.
Sebastian foi direto para o chuveiro e o ligou. Assim que a água estava
quente o suficiente, ele entrou.
Uma coisa sobre ser um dragão, quanto mais quente o banho, mais ele
gostava. Ele ficou sob o spray de água molhando seu cabelo. Levou apenas
alguns minutos para lavar os cabelos e enxaguar.
Seu problema veio quando ele começou a esfregar seu corpo. No
momento em que suas mãos começaram a se mover sobre seu corpo, ele não
conseguia parar de pensar sobre como Beauregard tinha feito a mesma coisa
na noite anterior.
Apesar de sua falta de experiência, Beauregard parecia saber
exatamente onde tocar Sebastian para despertá-lo a um passo de febre. Ele
sabia exatamente onde morder e beliscar, e apenas o quando duramente. Ele
sabia onde lamber, onde chupar e apenas onde tocar Sebastian até que não
saber seu próprio nome.
Só de pensar na noite anterior fez Sebastian alcançar seu pênis. Se ele
não podia foder seu coelho, certamente poderia pensar nisto. Ele colocou os
dedos em volta do seu duro pênis e começou a se acariciar.
Movendo-se lentamente no início, depois, com velocidade crescente
enquanto imagens de Beauregard no auge da paixão encheram sua cabeça.
Beauregard parecia não ter inibições. Ele estava disposto a tentar e fazer
qualquer coisa.
Sua boca, certamente não tinha filtro. Quanto mais Beauregard ficava
excitado, mais alto seus gritos ficavam. Sebastian sabia que ele iria
rapidamente tornar-se viciado em fazer seu coelho gritar de prazer. Em algum
momento, ele sabia que precisava examinar por que ele se sentia tão poderoso
quando Beauregard perdia sua cabeça.
Agora, no entanto, a elevação de pressão em suas bolas estava tomando
toda a sua atenção.
Sebastian inclinou a cabeça para trás contra a parede do chuveiro e abriu
as pernas. Ele acariciou seu pênis dolorido com uma mão e com a outra
apertou suas bolas.
Em sua cabeça, ele imaginou que Beauregard fazia isto. Ele quase podia
ver o homem em seus joelhos chupando-o. Isso foi algo que não tinha feito
ainda, mas Sebastian planejava resolver hoje.
Ele sentiria os lábios de Beauregard em torno de seu pênis mesmo que
fosse a última coisa que fizesse.
Ele queria afundar as mãos nos cabelos brancos do homem enquanto
fodia sua boca. Aqueles lindos e grossos lábios de Beauregard estavam
destinados a ser acondicionados em torno de seu pênis. Sebastian apostaria
sua vida nisto.
Sua respiração tornou-se curta, seus olhos se fecharam. Ele acariciou
cada vez mais rápido, esfregando o polegar sobre a pequena fenda no topo de
seu pênis a cada passagem de sua mão. Suas pernas começaram a tremer
quando a pressão subiu para uma intensidade inimaginável.
Sebastian, de repente enrijeceu e enfiou seus quadris para frente,
apertando sua mão enquanto dirigia seu pênis em sua mão firme. Um gemido
baixo foi arrancado de seus lábios quando ele gozou, disparando jatos de
sêmen por toda a parede do chuveiro.
Sebastian acariciou-se mais algumas vezes enquanto se encostava na
parede. Tinha sido muito intenso. Sebastian não sabia se era as imagens de
Beauregard chupando-o que fez melhor ou o que, mas foi o orgasmo mais
poderoso que ele conseguia se lembrar de ter pela sua própria mão.
Sebastian balançou a cabeça e terminou de lavar-se. Assim que ele
estava limpo, desligou a água e saiu pegando uma toalha para secar-se. Ele
rapidamente secou seu corpo e em seguida o cabelo.
Sebastian pendurou a toalha sobre a porta do chuveiro, em seguida,
virou-se para o balcão do banheiro e no espelho que pendia sobre ele. Ele
precisava escovar os dentes, raspar a barba e então começar a pensar sobre o
seu dia e o que precisava ser feito para que ele pudesse ir para casa.
Sebastian deu uma olhada no espelho e soltou um som que ele esperava
que nunca ouvisse novamente.
Era de puro terror. Seus olhos se arregalaram quando ele se inclinou
mais perto do espelho e olhou para si mesmo. Certamente era uma invenção
da sua imaginação. Não havia nenhuma maneira possível que seu lindo cabelo
preto de repente tivesse uma mecha branca nele.
Não era possível!
Sebastian balançou a mão e tocou a faixa branca.
Porra, era real.
A mecha de cabelo branco puro cerca de uma 5 centímetros de largura
tinha crescido ao lado de sua cabeça perto de sua têmpora. O contraste entre
o seu próprio cabelo preto e os novos cabelos brancos era intensamente
aparentes.
— Beauregard! — Sebastian gritou com os dentes cerrados.
Ele apertou os lábios e caminhou de volta para o quarto. Ele só sabia que
seu coelhinho tinha algo a ver com isso. Ele o viu dormindo, todo estirado no
colchão em total abandono e sua raiva começou a minguar.
Beauregard realmente era excepcionalmente bonito, e sim, até sexy. Ele
estava estendido de costas, uma perna estendida para baixo, uma perna
flexionada no joelho. Seus braços estavam estendidos cada um de um lado. O
lençol tinha deslizado para baixo e agora ameaçava expor a ereção matutina
de Beauregard.
Sebastian gemeu. Ele estava bem e verdadeiramente fodido se apenas a
mera visão da pele nua de seu coelho poderia levá-lo a estourar bolhas de
raiva com tesão no espaço de alguns segundos. Se Beauregard soubesse sobre
a influência que ele tinha, Sebastian sabia que ele nunca iria ouvir o final da
mesma. O que ele precisava fazer era se certificar de que Beauregard nunca
descobrisse.
Sebastian soltou um suspiro pesado, em seguida, caminhou em direção
ao seu armário. Ele precisava de algum tempo longe de Beauregard para que
ele pudesse considerar suas opções. Bloquear o homem longe parecia certo,
muito melhor do que descobrir agora.
Mas conhecendo Beauregard, mesmo depois de apenas um número de
horas, Sebastian sabia que o homem apenas fugiria ou falaria doce para sair
de qualquer gaiola que Sebastian o trancasse. Ele não podia esperar para ver
como o pessoal da casa trataria Beauregard. Ele não tinha nenhuma dúvida
que o coelhinho estaria mandando no local dentro de uma semana.
Sebastian vestiu-se, puxando um par de calças pretas e uma camisa
branca. Ele decidiu abrir mão do paletó e gravata por agora. Ele poderia
colocá-los mais tarde.
Agora, ele tinha que descobrir o que exatamente ele poderia fazer com a
mecha de cabelo branco para minimizar a atenção que ela ganharia.
Quando ele entrou no banheiro, uma ideia lhe ocorreu. Sebastian olhou-
se no espelho por alguns instantes, em seguida, começou a rir. Ele pode
realmente ser capaz de tirar isto da visão. Cuidadosamente como ele pode,
Sebastian separou os cabelos brancos do preto e começou a trançá-lo. Ele
amarrou uma faixa de borracha pequena em torno do fundo e deixou a trança
cair de volta contra o seu corpo.
O cabelo de Sebastian não era tão longo quanto o de Beauregard, que ia
até quase a cintura, mas o fez cair bem passando dos ombros. A trança
pequena de cabelo branco na verdade parecia melhorar suas características,
chamando a atenção para o seu queixo quadrado e maçãs do rosto firme. E
ainda fez os olhos de prateados se destacarem.
Nada mau.
Satisfeito que ele não se parecia com uma aberração completa,
Sebastian voltou para o quarto. Ele jogou o lençol por cima Beauregard
novamente, então saiu do quarto, fechando a porta suavemente atrás dele.
— Interessante penteado de cabelo, Sebastian.
Sebastian revirou os olhos enquanto olhava do outro lado da sala para
Galan, seu segundo em comando. O homem estava sentado em uma pequena
mesa perto da janela, uma xícara de café em uma mão, e um livro na outra.
— Bom dia, Galan.
— Pelo barulho que ouvi antes, ele certamente parece ser bom para
um de nós.
— Acho que você não encontrou seu companheiro ainda?
Os olhos de Galan se estreitaram. — Para que diabos eu preciso de um
companheiro?
Sebastian pensou sobre o sexo inacreditável que ele tinha tido na noite
anterior e no coelho sexy que dormia em sua cama, em seguida, balançou a
cabeça. Se Galan não sabia, Sebastian não estava prestes a lhe dizer.
— Não espere muito tempo, meu amigo. Os Elders afirmaram que nós
só temos 24 horas ou nós ficaremos selvagens. — Sebastian bateu no seu
relógio de pulso. — O tempo está se esgotando.
— Que seja. — bufou Galan.
Sebastian revirou os olhos e decidiu deixar Galan aos seus próprios
pensamentos. O homem ainda tinha até meia-noite para encontrar seu
companheiro. Eram apenas nove horas da manhã agora.
— Meu companheiro está dormindo.
Galan bufou.
Sebastian levantou uma sobrancelha. — Há alguma coisa divertida sobre
o que eu disse?
— Estou surpreso que ele está respirando. — Galan riu. — Com todo
o barulho que vocês dois fizeram na noite passada, eu tinha certeza de que ele
estaria morto agora.
Sebastian fez uma careta quando sentiu seu rosto corar. Ele não corava.
— Meu companheiro é muito entusiasmado.
— Aparentemente. — riu Galan.
— Ele é também muito flexível. Ele pode dobrar em maneiras que você
nunca imaginou. — Sebastian sorriu. Isto deveria chamar a atenção de
Galan.
Sebastian sabia que ele estava certo quando o sorriso de Galan se
afastou para ser substituído por uma expressão que era parte intriga e parte
inveja. — Quão flexível?
— Ele pode lamber minhas bolas enquanto eu o fodo.
— Droga.
Galan engoliu com tanta força que Sebastian ouviu do outro lado do
corredor. Ele riu e atravessou a sala para se servir de uma xícara de café.
— Eu quero um guarda atribuído para meu companheiro. Ele ficará
perto dele em todos os momentos. — Sebastian franziu a testa por um
momento. — É melhor você colocar dois guardas. Beauregard tem dificuldade
escrito em todo ele.
— Eu não tenho certeza do que digerir primeiro... — disse Galan —
… o fato de que seu companheiro tem o nome de Beauregard ou o fato de que
ele pode precisar de dois guardas? Ele é realmente muito problema?
Sebastian riu. — Eu suspeito que ele é.
— Problema para o clã?
— Não. — Sebastian balançou a cabeça. — Não, eu acho que ele
só vai ser um problema para mim.
— Será que ele tem um problema com dragões?
— Não exatamente. Na verdade, eu nem acho que ele pensou sobre
isso. Beauregard é.. — Sebastian franziu a testa enquanto tentava descobrir a
melhor maneira de descrever seu coelhinho.
— Acordado, aparentemente.
Sebastian balançou ao redor para ver seu sonolento companheiro na
porta do quarto. Ele tinha apenas um lençol em volta do seu corpo nu e ficou
ali, limpando a mão em seu rosto. Ele parecia tão sexy como o inferno com
seus cabelos em desalinho, o rosto brilhando com sono.
Sebastian franziu o cenho quando notou uma mecha de cabelo preto do
lado do rosto de Beauregard. Era no mesmo lugar que a mecha de cabelo
branco em sua cabeça. De alguma forma, ele tinha a impressão profunda que
Beauregard tinha algo a ver com as duas mechas.
— Bom dia, Coelho.
Beauregard piscou por um momento, então franziu o cenho.
— Estamos de volta para isto? Meu nome é Beauregard, e não Coelho.
Sebastian sorriu. — Eu gosto de Coelho.
— Você vai...
Galan começou a rir histericamente, chamando a atenção de Sebastian.
Ele se virou para encarar seu segundo em comando. — Algo que você
gostaria de dizer?
— Você está acasalado a um coelho?
Sebastian estremeceu quando um rosnado baixo soou do outro lado da
sala. Ele podia ver o desastre vindo antes que acontecesse. Sebastian se virou
e pegou Beauregard em torno da cintura e o segurou evitando-o de atacar
Galan.
— Não, Coelho, não ataque Galan.
Galan pareceu chocado quando Beauregard rosnou e avançou para ele,
apesar de Sebastian ter os braços em volta da cintura do homem.

Beauregard poderia ser um coelho, mas ele era um coelho maldito forte.
Foi duro para Sebastian segurá-lo.
— Beauregard! — Sebastian rosnou. — Isso é o suficiente.
Beauregard parou de se debater quase tão rápido como tinha começado
e se virou para olhar para Sebastian. — Agora você usa o meu nome?
Sebastian riu e puxou Beauregard apertado contra ele. — Eu gosto de
Coelho.
— Você já disse isto, Sebby.
Sebastian piscou.
— Sebby?
Beauregard não parecia arrependido quando deu de ombros.
— Se você pode me chamar do que quiser, então eu posso fazer o
mesmo.
— E você não poderia escolher algo mais ... viril?
— Bass, Bash, Batty, Basty, Sebby, Doodlebutt, Se...
— Doodlebutt? — Sebastian interrompeu.
Beauregard sorriu. — Sim, faz Sebby parecem bastante viril, não é?
— Eu gosto desse cara, Sebby.
Sebastian rosnou e estreitou os olhos enquanto olhava para o seu
segundo em comando. Uma baforada de fumaça escapou de suas narinas.
— O Coelho pode escapar de me chamar por apelidos. Você não vai.
Galan engoliu novamente seu rosto empalidecendo. — Desculpe,
Sebastian, não vai acontecer novamente.
— Uau, isso é muito legal — disse Beauregard. — Você pode fazer
isso sempre que você quer?
Sebastian se afastou e franziu a testa para baixo em seu coelho quando
o homem tentou olhar para cima em seu nariz. — O que você está fazendo?
— Tentando ver de onde a fumaça vem. — Cabeça Beauregard
virou tentando obter um melhor olhar para cima nas narinas Sebastian.
— Beauregard!
— Uh...oh, você está usando meu nome de novamente .— Beauregard
recostou-se para olhar para o rosto de Sebastian. — O que eu fiz de errado
desta vez?
— Não é educado tentar olhar dentro do nariz de alguém.
— Eu estava apenas curioso. — Lábio inferior de Beauregard deslizou
para fora. — Nossa, o que há com vocês e todas as suas regras? Não faça
isso. Não faça aquilo. Está ficando a um ponto onde um cara tem que pedir
permissão para cagar.
— Beauregard!
— O quê?
Sebastian gemeu quando o riso de Galan encheu a sala. Ele nunca iria
ouvir o final disto. Seu companheiro era incorrigível e Galan não estava
fazendo nada para ajudar a situação com toda a sua diversão.
— Galan, o Coelho perdeu a roupa quando ele se transformou na noite
passada. Eles devem estar em algum lugar perto da entrada para o grande
salão de baile. Por favor, você pode ir buscá-las para ele?
Galan ainda estava rindo quando ele ficou de pé e se dirigiu para a porta.
Ele parou na porta e olhou por cima do ombro. — Qualquer coisa que você
precisa enquanto estou fora?
— Comida! — Beauregard gritou.
— Uh, tudo bem. — Galan franziu a testa. — Que tipo específico de
alimento? O que os coelhos comem?
— Eu sou um coelho, o que você acha?
— Grama?
Beauregard rosnou e avançou.
Sebastian revirou os olhos e apertou os braços em volta da cintura de
Beauregard. Ele podia ver o que seu futuro ia ser. Ele passaria todo seu tempo
evitando estes dois de brigar.
— Galan, vá e traga algo para Beauregard comer, e sem grama.
— Certo, patrão. — Galan riu, em seguida, saiu da sala.
Sebastian esperou até que Galan fechasse a porta, em seguida, virou
Beauregard em seus braços para que eles estivessem enfrentando um ao
outro. — Coelho, você realmente precisa parar de tentar atacar Galan. Ele é
meu braço direito. Ele não vai a lugar nenhum.
— Bem, não sou eu... — lábio inferior de Beauregard deslizou para
fora outra vez.
Sebastian teve que admitir que ele ficou intrigado com a maneira que o
lábio inferior exuberante ficava preso fora da boca de Beauregard. Era
incrivelmente quente e o fez pensar em seu desejo desta manhã, para ter seu
pênis na boca de Beauregard.
Sebastian gemeu e tentou controlar a sua libido. Ele tinha outras coisas
que ele precisava se concentrar, não na boca luxuriosa de Beauregard. Ele
estava fazendo um bom trabalho em controlar seus instintos, até que ouviu
Beauregard inalar fortemente.
— O quê?
— Eu posso sentir seu cheiro — sussurrou Beauregard quando ele
deixou cair o lençol que estava em torno dele.
Sebastian cheirou o ar, mas não cheirava nada. Ele franziu a testa
quando o rosto de Beauregard ficou corado. — Coelho?
Beauregard inclinou a cabeça para trás, arqueando o pescoço e fechando
os olhos. Suas mãos agarraram a camisa de Sebastian como se ele cairia no
chão se ele não fizesse isto. Sebastian começou a ficar preocupado quando
Beauregard gemeu, seu corpo todo tremendo.
— Beauregard, o que está errado?
Houve algum tipo de condição que shifters coelho tinham que ele não
sabia? Beauregard estava em algum tipo de ataque? O tremor no corpo de
Beauregard disse que era uma possibilidade muito real.
Os olhos de Beauregard de repente se abriram e, em seguida, Sebastian
inalou fortemente. Os olhos violeta do homem tinham escurecido, ficando roxo
escuro. O que era tão estranho nisso foi que o branco dos olhos de Beauregard
tinha sumido quase totalmente, deixando nada além de um globo roxo.
— Preciso! — Beauregard rosnou.
Sebastian caiu contra a mesa quando Beauregard atacou. Havia uma
insinuação de violência nos movimentos de Beauregard, mas Sebastian não
achou que o homem pretendia feri-lo. Beauregard estava simplesmente
tentando rasgar suas roupas.
— Beauregard! — Sebastian gritou quando ele agarrou os pulsos do
coelho e os manteve longe do seu corpo. Ele não tinha ideia do que de repente
estava acontecendo com Beauregard. E também não sabia como se sentia
sobre esse lado selvagem de Beauregard, excitado?
— Preciso! — Beauregard rosnou novamente. Em vez de atacar
Sebastian, ele começou a se esfregar contra ele.
Sebastian piscou por um momento, em seguida, empurrou a perna entre
as coxas de Beauregard. O homem gemeu e imediatamente começou a
cavalgar nela, subindo e descendo o impulso das pernas entre as dele.
Sebastian podia sentir uma raia molhada mergulhar em na perna da calça pelo
pau duro esfregando contra a sua coxa.
Suas sobrancelhas subiram para encostar em seu couro cabeludo quando
Beauregard gozou contra ele, em seguida, gritou antes de cair em seus braços.
A mancha molhada na perna da calça aumentou, e Sebastian sabia que seu
coelhinho tinha acabado de gozar.
Ele prendeu a respiração instável, tentando acalmar o pulso disparado.
Sebastian não conseguia se lembrar da última vez que ele já tinha visto algo
tão erótico em sua vida, achava que nunca. Ele estava tão excitado agora que
provavelmente poderia gozar de ter uma perna entre suas coxas também.
Agora, ele era o único com necessidade.
— Beauregard.
— Huh? — Beauregard levantou a cabeça do peito de Sebastian e
olhou para ele com olhos atordoados.
Sebastian pegou um punhado de cabelos Beauregard e puxou para baixo
até que o homem entendeu e caiu de joelhos. Ele fez um rápido trabalho de
desfazer suas calças e puxando seu pênis duro para fora.
Um puxão pequeno no cabelo de Beauregard e céu envolveu Sebastian.
Ele gemeu e apertou ainda mais quando Beauregard começou a chupar. Ele
estava certo. Beauregard tinha os lábios perfeitos para chupar pau. O homem
era natural.
— Foda-se, Beauregard... — Sebastian gemeu — ...sua boca é
perfeita.
Beauregard murmurou algo irreconhecível, em seguida, voltou a chupar
e lamber. Sebastian fez muito bem, gostou de cada passada da língua de
Beauregard e sugando tudo em sua boca, até que os dedos Beauregard
tocaram suas bolas.
Tendo alguém jogado com suas bolas, ou lambendo ou espremendo, era
um prazer pessoal de Sebastian. Ele gostou mais disto do que ter seus
mamilos tocados ou seus lóbulos mordiscados. Ele adorava.
Quando Beauregard apertou seu saco Sebastian rugiu e encheu a boca
do coelhinho com a seu orgasmo. Ondas de prazer inacreditável correram por
ele, fazendo com que seus joelhos tremessem e ameaçassem dobrar.
Sebastian descansou as costas contra a mesa para evitar de cair no
chão enquanto Beauregard lambeu-o até limpar, então, cuidadosamente o
colocou de volta em suas calças, fechando-a depois.
Sebastian afrouxou seu aperto no cabelo Beauregard e permitiu ao
homem que se levantasse. Beauregard se inclinou para ele, descansando a
cabeça contra seu peito de Sebastian. Sebastian passou os braços em torno de
seu coelho e descansou seu queixo em cima da cabeça de Beauregard.
— Então, Coelho, o que foi aquilo? — Sebastian perguntou após um
momento de silêncio. — Você foi de zero a excitado como o inferno em
cinco segundos. Eu não estou reclamando, veja bem. Estava quente como o
inferno. Eu só tipo quero saber o que era aquilo tudo.
— Eu podia sentir seu cheiro — disse Beauregard se inclinou para trás
para que pudesse olhar para cima.
— Eu tomei um banho esta manhã. — Sebastian sabia que não
tinha mau cheiro.
— Você estava excitado.
Sebastian ficou boquiaberto. — E você podia sentir o cheiro de minha
excitação?
— Os coelhos têm um ótimo senso de cheiro.
Os cantos da boca de Sebastian começaram a se curvar para cima, em
seguida, uma risada pequena escapou de seus lábios. Em questão de
momentos, a diversão da situação ficou mais dura, e sua risada se transformou
em uma pequena gargalhada.
— Coelho, você é um verdadeiro deleite.
— Eu também sou bom em chupar pau.
— Sim, você é. — Sebastian riu.
Beauregard sorriu e balançou para trás e para frente. — Eu gostei
chupar seu pau.
Raiva súbita cegou Sebastian. Ele rosnou profundamente na garganta e
levantou Beauregard por seus braços até que seus rostos estavam a poucos
centímetros de distância. — Não tenho nenhum desejo de ouvir sobre os
homens em seu passado. Eu sou o seu presente e seu futuro. Não haverá
outros homens.
Os olhos de Beauregard se arregalaram quando ele piscou. — Hum,
que os outros homens?
As sobrancelhas de Sebastião se reuniram em uma careta. — Você
disse.
— Eu não disse nada — protestou Beauregard. — Você foi o único
que disse outros homens.
Sebastian estava confuso, e ele não gostava de sentir-se confuso. Ele
baixou Beauregard no chão, em seguida, empurrou a mão pelo cabelo num
gesto agravado. — Não houve outros homens?
— Não, eu lhe disse na noite passada. Eu era virgem até que você me
acasalou.
— Então como você ... — Sebastian fechou a boca. Ele realmente
não tinha ideia de como perguntar para Beauregard como ele havia dado tal
sexo oral especialista sem fazer que o homem soasse como uma completa
puta.
— Como eu o quê?
— Não se preocupe.
— Não, eu realmente gostaria de saber o que...
A porta se abriu. Beauregard guinchou e trocou, tudo em um piscar de
olhos. A boca de Sebastian caiu aberta, enquanto observava um coelho branco
correr pelo piso de madeira para o quarto. Quando ele olhou para cima, Galan
estava lá, olhando atentamente.
— Isso era Beauregard? — Galan perguntou.
— Sim .
As sobrancelhas de Galan se ergueram. — Ele realmente é um coelho?
Sebastian sorriu, cruzando os braços sobre o peito. — Sim, meu
companheiro realmente é um coelho.

Capítulo 4
Beauregard correu para debaixo da cama e se escondeu, seu coração
batendo um milhão de batimentos por minuto. Ele correu para cima e
pressionou seu corpo contra a parede sob a cabeceira da cama. Ele não sabia
quem estava entrando mas não queria que ninguém o visse nu, exceto
Sebastian.
Os mitos eram verdadeiros. Shifters de coelho tinham muito tesão. Eles
gostavam de fazer sexo e tão frequentemente quanto possível. No entanto,
eles só gostavam de ter relações sexuais com seus parceiros. Uma vez
acasalados era o fim.
Em outra coisa, os coelhos eram mais leais do que qualquer outro tipo de
shifter. Eles nem mesmo tinham relações sexuais antes de serem reivindicados
por seus companheiros. Não era apenas considerado de mau gosto. Era a
tradição.
Beauregard duvidou que Sebastian entendia o compromisso que ele fez
quando tinham acasalado. Beauregard nunca teria desejo de estar com outra
pessoa enquanto ele vivesse. Todos os seus interesses sexuais eram agora
firmemente fixos em seu companheiro.
Beauregard não podia se conter em se perguntar se Sebastian sentiria o
mesmo. O homem parecia bastante possessivo, mas o que sabia Beauregard
sobre shifters dragão? Talvez Sebastian não se importava em ser
companheiros, mas ele gostava de compartilhar seus brinquedos?
Quanto mais Beauregard se apertava contra a parede, mais deprimido
ficava. Ele não deveria ter acasalado com um dragão. Ele deveria ter acasalado
com outro coelho. É assim que as coisas funcionavam.
Os anciãos tinham realmente ferrado com todos quando decidiram jogar
o seu jogo. Beauregard não pode se conter, mas esperava que o karma
voltasse e mordesse o traseiro dos anciões. Seria bom para eles.
— Coelho?
Beauregard hesitou por cerca de um segundo depois caminhou até os
braços de Sebastian. Sebastian se inclinou e o pegou, embalando-o seus
braços e perto de seu peito. Os olhos de Beauregard quase viraram em sua
cabeça quando Sebastian começou a acariciá-lo. Coelhos eram criaturas muito
táteis. Eles queriam sempre tocar.
— Ei, Coelho, o que o deixou tão perturbado? — Sebastian
perguntou enquanto o carregava até a cama e sentava. Ele se esticou na cama
e colocou Beauregard ao seu lado. — Galan não vai te machucar, Coelho, eu
prometo.
Beauregard mudou de volta para sua forma humana e pressionou seu
corpo ao longo de Sebastian. Ele gostou da proximidade que ele sentiu quando
foi empurrado contra a segurança do corpo maior de Sebastian.
— Eu não tenho medo de Galan, — Beauregard disse enquanto
puxava os botões da camisa de Sebastian. — Embora ele pode querer
reconsiderar ter medo de mim. Eu posso ser apenas um coelho, mas eu ainda
posso fazer alguns danos sérios.
— Se você não tem medo de Galan, então por que você correu?
— Eu estava nu.
Duh!
— Coelho, Galan viu homens nus antes. Além disso, você é lindo.
Você não tem nada do que se envergonhar.
— Eu não tinha vergonha. — Beauregard rosnou e se afastou de
Sebastian. — Eu estava sendo leal, mas eu acho que dragões não sabem
nada sobre isso.
Beauregard estava irritado, e ele sabia disso. Ele simplesmente não
conseguia parar. Sebastian, como seu companheiro, deveria estar tão
preocupado quanto ele, mas o homem nem parecia perturbado.
— Desculpe-me?
Os olhos de Beauregard se estreitaram quando ele detectou a violência
mal controlada na voz de Sebastian. Talvez ele tenha cruzado a linha um pouco
com esse comentário sobre dragão, mas ele estava chateado.
— Você me ouviu! — Beauregard agarrou. — Você deveria ter
estado tão preocupado como eu estava com outra pessoa me vendo nu, mas,
aparentemente, não importa para você. Talvez eu devesse desfilar nu pelo
castelo inteiro?
— Você não faria tal coisa!
— Tente me parar, — Beauregard rosnou quando ele pulou da cama e
correu para a porta. Ele tinha acabado de agarrar a maçaneta da porta quando
Sebastian o agarrou por trás. Beauregard gritava enquanto ele estava
balançando-se do chão.
Seus braços e pernas agitavam freneticamente enquanto ele era jogado
pelos ares. Ele caiu na cama, saltando várias vezes antes de parar suas costas.
Beauregard inclinou-se nos cotovelos e olhou para o homem ameaçador de pé
no final da cama, os braços cruzados e as sobrancelhas puxadas para baixo em
uma careta.
— Agora, você quer explicar a declaração ou eu preciso bater em sua
bunda cheia?
As sobrancelhas de Beauregard se juntaram quando seu pênis
estremeceu com as palavras de Sebastian. Aparentemente ele gostou da ideia
de ter seu traseiro espancado. Não era uma surpresa. Sebastian deve ter
pensado assim, também, porque ele de repente começou a rir.
— Oh, Coelho, o que vou fazer com você?
— Um ... — Beauregard olhou para baixo em seu pênis duro. —
Eu posso ter algumas ideias.
Sebastian riu e balançou a cabeça. — Não desta vez, Coelho. Eu quero
saber o que você quis dizer com o que você disse. E desta vez, se você não
me disser, eu não vou bater em você.
Beauregard gemeu e caiu de volta no colchão. Essa coisa de
acasalamento ia levar algum tempo para se acostumar. Sebastian parecia
pensar que ele tinha o direito a cada pensamento de Beauregard. Ele tipo
lembrava o líder de sua colônia, somente que Sebastian era muito mais sexy.
— É errado para alguém além do meu companheiro me ver nu.
— Eu concordo, mas o que isso tem a ver com a maneira como você
está se comportando?
— Eu? — Beauregard estalou enquanto se sentava. — E você?
Você nem sequer piscou quando Galan me viu. Era como se você não tivesse
nenhum problema que ele me visse nu.
Sebastian suspirou profundamente e se aproximou para se sentar na
borda da cama. Ele estava franzindo a testa, e Beauregard não achou que era
uma coisa boa. Mas que inferno, o que ele sabia? Ele pensou que seu
companheiro não queria que ninguém o visse nu.
— Beauregard, é errado desfilar nu na frente dos outros, mas somos
shifters — Sebastian disse finalmente. — Alguém é obrigado a vê-lo nu em
algum ponto.
— Não, isso é errado. — Por que Sebastian não entendia isso? —
Nós nunca mudar de volta na frente dos outros. Apenas os nossos
companheiros podem nos ver nus. É um ponto de honra para shifters coelho.
Sebastian sorriu de repente, sua careta desaparecendo. Ele fez um gesto
com as mãos para Beauregard se aproximar. Beauregard nem sequer titubeou.
Ele adorava estar nos braços de Sebastian. Ele deslizou pelo colchão e subiu no
colo de Sebastian.
— Ok, me escute, Beauregard. Eu lhe direi que estou acostumado a
ver outros shifters nus. É difícil não ver quando você é tão grande como nós
somos quando mudamos. No entanto, o que foi dito, eu prefiro que ninguém o
veja nu. — Sebastian bateu o dedo na ponta do nariz de Beauregard. —
E eu aprecio o fato de que é um ponto de honra para você não deixar ninguém
vê-lo nu. Mas, no futuro, eu também apreciaria se você se abstivesse de
depreciar os dragões, visto que sou um deles.
— Desculpe — murmurou Beauregard enquanto olhava para suas
mãos enquanto as torcia nervosamente. Sebastian estava certo. Ele não
deveria ter levado sua raiva e confusão em cima dos dragões. Sua pele estava
com Sebastian. — Você só parecia não se importar, o que me deixou com
raiva.

— Coelho, nós tivemos menos de 24 horas juntos. Vai levar algum


tempo para que nós dois nos acostumemos um com o outro. Só porque eu não
tive tempo para reagir a Galan entrando na sala não significa que eu não teria
feito uma birra de proporções épicas se ele o visse nu.
Beauregard começou a sorrir para as palavras de Sebastian. Birra de
proporções épicas? Ele gostou do som do disso. — Sério?
— Realmente. — Sebastian ergueu o queixo de Beauregard e inclinou
a cabeça para cima. — Você é meu companheiro, e ninguém deveria vê-lo
nu, exceto eu, se for possível. Eu apreciaria se você continuasse a manter esse
corpo lindo somente para meus olhos.
— Eu posso fazer isso. — Beauregard sorriu. Ele poderia fazer o
que seu companheiro tinha pedido e manter sua honra. Poderia haver um
melhor compromisso? — Eu sinto muito sobre o que eu disse. Eu não sei
nada sobre outros dragões além do fato de que você é enorme e respira fogo.
— Tecnicamente, Coelho, não cuspimos fogo. Há uma glândula na
garganta que transporta um gás que se inflama quando nós o liberamos.
Chamamos-lhe de bolsa de fogo. Quando a usamos, nós podemos empurrar
fogo por nossas bocas ou fumaça pelo nariz.
— Isso é como você faz esses anéis de fumaça.
— Sim.
Beauregard riu. — Isso é tão legal.
— É também a forma como marcamos nossos companheiros. Quando
eu acasalei com você, eu soprei uma fumaça especial que é reservada apenas
para os nossos companheiros. Marquei-o aqui. — Os dedos de Sebastian
pastavam a volta de Beauregard desde o topo de sua coluna, até o traseiro.
— Qualquer outro dragão que o ver saberá que você pertence a mim.
Beauregard puxou a trança de cabelo branco na têmpora de Sebastian.
— Esta é a forma de um coelho marcar seus companheiros.
Sebastian fez uma careta. — Eu já suspeitava disso.
— Você não gosta?
— Eu não esperava, isso é tudo. — Sebastian franziu a testa e sorriu.
— Foi um pouco surpreendente quando acordei esta manhã e fui até o
banheiro só para encontrar uma mecha de cabelo branco na minha cabeça.
— Eu gosto do que você fez com ele. — Beauregard esfregou a
trança entre os dedos até chegar ao fim. Olhou Sebastian cautelosamente sem
saber da reação do homem às suas palavras. — Isso seria muito legal com
algumas pérolas nele.
As sobrancelhas de Sebastian subiram um pouco. — Na verdade, isso
não é uma má ideia.
— Eu tenho algumas contas que você poderia gostar.
— Você se importaria de colocá-las para mim?
Beauregard sorriu. — Eu preciso da minha bolsa.
— Bolsa?
Beauregard revirou os olhos quando Sebastian o fitou com o olhar ferido
no rosto. — Sim, bolsa. É de um verde neon em forma de coelho que eu
amarro ao redor da minha cintura. Eu mantenho tudo lá dentro.
— Bem, Galan trouxe suas roupas — Sebastian levantou Beauregard
cima dele e sentou-o na cama antes de se levantar. — Eu vou pegá-las.
Beauregard mal podia conter sua ânsia quando Sebastian saiu do quarto.
Ele amava sua bolsinha. Tá certo, era estranho para um homem adulto levar
uma, e ele tinha recebido muitas piadas para fazer isso, mas sua mãe tinha lhe
dado e ele amava o saquinho verde.
Sebastian voltou para a sala um momento mais tarde, com uma grande
pilha de coisas em suas mãos. Ele colocou-os na cama ao lado de Beauregard.
Havia uma outra carranca no rosto. Beauregard estava começando a se
perguntar se era um olhar permanente sobre o seu rosto.
— O quê?
— Onde está o resto das suas coisas?
— Oh, eu tenho um pequeno saco no dormitório de coelho.
— Dormitório de coelhos?
Beauregard riu quando ele chegou para a sua bolsa de coelho verde
neon. — Sim, a menos que você seja da realeza, você fica no dormitório
quando você vem para o castelo do conselho. Somente os coelhos governantes
sobem para os quartos. O resto de nós compartilhamos um grande quarto.
— Bem, não mais. Vou mandar Galan atrás de suas coisas. Você ficará
comigo de agora em diante.
Beauregard irradiou.
— Você quer ficar comigo, não é?
Beauregard de repente percebeu que sua cabeça estava inclinada para
baixo e Sebastian não podia ver seu sorriso. Ele olhou rapidamente para cima
e sorriu ainda mais. — Eu sou seu companheiro. Eu tenho que ficar com
você agora. Além disso, eu não acho que você iria caber nas camas do
dormitório, a menos que se transformasse em um pretzel.
— Eu preferiria não tentar isso. — Sebastian riu.
Beauregard riu e, em seguida, começou a cavar através de sua bolsa. Ele
tirou três sabores diferentes de ChapStick 1, porque você pode nunca ter
demasiados. Ele também tirou um iPod, clipes, duas tampas de garrafas de
metal, um pacote de chiclete sabor melancia, um grampo de cabelo, duas
pedras brancas polidas, um esmalte brilhante verde neon, três esferas de
vidro, e uma colher de prata .
— Isso é uma verdadeira coleção que você tem lá, Coelho.
— Oh sim, eu gosto de colecionar coisas. — Beauregard levantou
três contas pequenas. — Estas são todas as que tenho agora, mas tenho
um frasco inteiro de contas em casa, algumas realmente agradáveis também.
Sebastian sentou na beira da cama e inclinou a cabeça para o lado. —
Bem, vá em frente, Coelho, coloque-as no meu cabelo.
Beauregard estava praticamente vertiginoso quando ele puxou a trança
de Sebastian. Ele cuidadosamente trabalhou uma primeira, depois duas, e,
finalmente, três contas no final de trança de Sebastian antes de colocar o laço
de volta no lugar.
— Bom — Beauregard deixou a trança cair nas costas e gentilmente
afagou-as. — Isso deve funcionar muito bem. Quando eu chegar em casa,
vou encontrar mais algumas pérolas para você. Eu tenho algumas muito
bonitas que combinam com seu cabelo. — Beauregard inclinou a cabeça um
pouco, enquanto olhava para Sebastian. — Há alguma cor específica que
você gosta?
— Tenho certeza que o que você encontrar, será perfeito Coelho. —
Sebastian se aproximou e puxou o cabelo de Beauregard. — E você, não vai
colocar contas em seu cabelo?

1 - Marca brilho labial.


— Eu não tenho mais nada comigo. O resto da minha contas estão em
casa.
— Eu estaria disposto a compartilhar.
— Oh, não. — Beauregard rapidamente balançou a cabeça. — Eu
dei essas contas para você. Eu posso encontrar outra coisa para colocar no
meu cabelo quando eu chegar em casa.
— Coelho, você não estará indo para casa, lembra-se?
— Oh sim, certo. — Beauregard franziu a testa. — Estamos indo
para sua casa, não estamos?
— É a sua casa agora, também.
— Sim? — Beauregard começou a sorrir novamente. Ele gostou do
som disto, partilhando a casa com Sebastian. — Como é a nossa casa?
— Vivemos em um grande castelo esculpido na encosta de um
rochoso penhasco. É enorme, talvez até maior do que o castelo do conselho, e
pode abrigar centenas de pessoas.
A boca de Beauregard caiu aberta. — Centenas de pessoas vivem lá?
— Oh não, Coelho, há várias pessoas que vivem lá, principalmente o
círculo interno e aqueles que trabalham na minha propriedade, mas outros
dragões vêm e vão o tempo todo. Eu estou na fila para ser o próximo líder do
meu clã de dragão. Eu tenho um monte de funções.
— Qualquer coisa que eu possa ajudá-lo?
— Oh, eu suspeito que você será capaz de ajudar-me com muitas
coisas.
Beauregard sorriu novamente quando Sebastian sorriu. Isso o fez sentir-
se quente por dentro. Foi uma sensação estranha, sendo tão contente que
Sebastian estava feliz. Beauregard se perguntou se tudo era parte da coisa
toda de acasalamento.
Ele realmente não sabia muito sobre o acasalamento. Como o único
coelho branco em sua colônia, ele era uma espécie que olhava de fora para
dentro. A maioria dos coelhos de suas colônia o evitava. Ele era considerado
uma anomalia.
Não que isso o incomodava, enquanto sua mãe estava viva. Ela adorava.
Mas agora que ela tinha ido embora, Beauregard sentia falta de ter uma família
a quem recorrer quando os outros riam dele ou o evitavam. Ele só esperava
que não tivesse muitas destas experiências quando ele chegasse na casa de
Sebastian.
Claro que, sendo um coelho em um castelo cheio de dragões seria um
com certeza uma louca experiência. Beauregard franziu o cenho para esse
pensamento. — Sebastian, existem outros coelhos na sua casa?
— Não, você será o único.
— Ninguém vai me comer, não é?
— Não. — Sebastian riu. — Os coelhos estão definitivamente fora
do menu.
— Você realmente come coelhos? — Beauregard ficou chocado e
um pouquinho assustado, para não mencionar com nojo. — Eca.
— Coelho , eu sou carnívoro. Eu como carne e muita, mas posso dizer
honestamente que eu não posso me lembrar de comer coelho. Eu prefiro algo
um pouco maior, como um lado da vaca.
— Eu sou vegetariano.
Sebastian riu novamente. — Então eu vou ter certeza de obter uma
abundância da fruta e legumes.
— E chicletes.
A sobrancelha esquerda de Sebastian subiu. — Goma de mascar?
Beauregard alcançou na pilha de coisas de sua bolsa e pegou o pacote de
chiclete, segurando-o para Sebastian. — Eu amo chiclete. Melancia é o
melhor, mas cereja também é muito bom. E eu posso fazer as maiores bolas.
Assista.
Beauregard desembrulhou um pedaço e colocou na boca, mastigando
rapidamente. Assim que a goma tinha sido suficientemente mastigada e estava
macia o suficiente, ele começou a soprar uma bola. Ela cresceu e cresceu e
cresceu e estourou.
Beauregard piscou quando Sebastian entrou em risos histéricos, rolando
na cama. Ele torceu o nariz quando ele começou a coçar a goma de mascar,
em seguida, gemeu quando ele percebeu que tinha chiclete sobre o rosto
inteiro. Não seria a primeira vez, e definitivamente não a última.
Ele começou a descascá-lo, enrolar em uma minúscula bola entre os
dedos enquanto a retirava. Ele lançou um rápido olhar sobre Sebastian. O
homem estava rolando para frente e para trás na cama enquanto ele
continuava a rir. Beauregard franziu a testa e enfiou a pequena bola de chiclete
entre a armação da cama e o colchão. Ele a pegaria mais tarde e colocaria no
lixo.
— Não foi tão engraçado — bufou Beauregard.
Realmente, não era.
— Oh, Coelho, você é tão bonito.
— Lá vem você com essa coisa de bonito novamente. — Beauregard
cruzou os braços sobre o peito e olhou. — Eu quero ser sexy, não bonito.
Beauregard inalou nitidamente quando de repente ele foi agarrado e
rolado debaixo de Sebastian. O homem o prendeu à cama, o seu peso mais
pesado tornando quase impossível mover-se. O rosto de Sebastian pairando
diretamente sobre o seu.
— Você é muito sexy, Beauregard, nunca duvide disso. Eu não acho
que eu já conheci alguém que pode despertar-me tão rápido quanto você.
Beauregard sabia que Sebastian falava a verdade. Ele podia vê-lo no
escurecimento dos olhos prateados e do pau duro do homem contra sua coxa.
Beauregard ofegou quando a excitação o inundou.
— Como você faz isso comigo? — Ele sussurrou.
— Faço o que, Coelho?
Beauregard sentiu seu rosto corar quando ele desviou o olhar do olhar
intenso de Sebastian. Ele não tinha certeza se queria admitir a Sebastian o
quanto o homem o afetou. Parecia que daria a Sebastian muito poder sobre
ele, o que não poderia ser bom.
— Perguntei-lhe algo.
— E? — Beauregard bufou como ele olhou para Sebastian. — Você
pode ser meu companheiro, mas você não é meu senhor e mestre. Eu não
tenho que responder o que eu não quiser.
— Beauregard, o que no inferno acontece com você? — Sebastian
perguntou empurrando longe de Beauregard e levantando-se. — Eu lhe fiz
uma pergunta simples. Eu não estava exigindo nada.
Beauregard suspirou e sentou-se. Pelo menos, sua excitação tinha ido
embora. Os ombros caíram quando ele levantou-se silenciosamente e começou
a se vestir. Esta montanha-russa de emoções pela qual ele estava passando
realmente começava a pesar nele. Em um momento ele estava feliz e excitado.
No seguinte, ele estava triste e desanimado. Com certeza haveria algum tipo
de meio termo?
— Você vai me ignorar, Beauregard?
Beauregard parou de amarrar os cadarços verde neon de seus sapatos e
olhou para Sebastian. Parecia que ele não conseguia controlar sua raiva. Seus
braços estavam cruzados sobre o peito, mas Beauregard podia ver suas mãos
em punhos cerrados. A carranca no rosto desenhou as sobrancelhas do homem
para baixo em uma careta.
O coração de Beauregard caiu e a boca do estômago começou a doer. Ele
não queria que Sebastian ficasse irritado com ele, mas ele queria manter
algumas coisas privadas. Se ele desse muito mais para Sebastian, o que ele
teria deixado para si?
— Eu não quero ignorá-lo, mas eu não quero responder.
— Por que não?
Beauregard estourou uma respiração profunda. — Porque se eu te der
tudo, não haverá nada mais para mim.
— Com exceção de mim.
— E isso vai durar apenas o tempo suficiente para alguém tirar sarro
do fato de que você está acasalado a um coelho em pânico.
Beauregard sabia disso no fundo de seu coração. Ele era um coelho
acasalado a um dragão e um coelho estranho nisso. Sebastian poderia estar
apaixonado por ele agora, mas no momento em que alguém fizesse piada de
seu acasalamento, Sebastian iria deixá-lo.
— Você é meu companheiro, — Sebastian disse. — Para mim,
isso é tudo que eu preciso saber. Você pertence a mim tanto quanto eu
pertenço a você. A nossa relação pode ter começado um pouco estranha...
Beauregard bufou alto. Sebastian ignorou e continuou falando.
— … e outras coisas, mas isso não significa que não estamos
encaixados. Quando eu te dei minha marca de acasalamento e meu aceite,
quer dizer que vou dar o meu total empenho para nós estarmos juntos. Eu não
me importo se outras pessoas discordam de nosso acasalamento. Não é da
maldita conta deles.
Beauregard olhou para suas mãos, olhando de uma unha na outra.
— Incomoda-me que eu sou tão afetado por você — ele sussurrou.
— É como se eu não tivesse nenhuma vontade própria. Sinto-me feliz quando
você está feliz, triste quando você está triste. Sinto o cheiro quando você está
excitado e você é tudo no que posso pensar.
Quando Sebastian agachou na frente dele, Beauregard ainda tinha de
inclinar a cabeça para trás para olhar para o rosto do homem. Ele era
realmente alto.
— Me escute, amor, — Sebastian disse pegando o rosto de
Beauregard entre suas mãos. — As coisas que você está sentindo, a
montanha-russa que você está montando? Eu estou montando, também. Faz
parte do ritual de acasalamento que cada par acasalado atravessa.
— Será que diminui algum dia?
— Não da maneira que você poderia esperar, eu sinto muito dizer.
Nossos lados shifters estão se acostumando uns com os outros tanto quanto o
nosso lado humano. É como ter quatro de nós nesta relação de duas pessoas.
As coisas podem ficar um pouco confusas.
— Eu que o diga. — Beauregard bufou.
— Mas isso fica mais fácil com o tempo. Qualquer relação shifter, ou
não, precisa de tempo para resolver. Precisamos conhecer um ao outro. A
conexão entre nós cresce a cada minuto que passa. — Sebastian sorriu com
tristeza. — Eu imagino com tempo suficiente, você saberá o que estou
sentindo.
— É por isso que fico tão excitado quando você fica? — Beauregard
respirava pesado, nervoso. — Eu me sinto como uma puta completa. Você
respira de forma diferente, e tudo o que posso pensar é estar nu com você. Eu
não me importo se alguém nos viu. Eu só quero você.
O riso de Sebastian foi atado com um tremor ligeiro. — Eu não posso
dizer que estou particularmente incomodado por isto, Coelho. Eu gosto de
você quente e com tesão.
— Sim, mas isso tem que ser o tempo todo?
— É justo. Se eu fico com tesão ao ver você, você deve estar com
tesão se eu respirar.
Beauregard engoliu em seco quando o calor de excitação começou a
enchê-lo novamente. — Como está sua visão agora?

Capítulo 5

Sebastian sacudiu um fio de cabelo perdido de sua testa depois riu


quando viu Beauregard fazer a mesma coisa no espelho do banheiro. —
Você parece maravilhoso, amor.
— Eu pareço um idiota. — Beauregard puxou a gravata em sua
garganta.
Sebastian virou-se e endireitou a gravata borboleta de Beauregard. —
Você parece perfeito.
— Eu nunca usei um terno como esse em minha vida.
— O jantar hoje à noite é estritamente black tie, Coelho. Não temos
escolha.
Lábio inferior de Beauregard escorregaram para fora. — Bem, eu não
tenho que gostar.
— Vai ficar tudo bem, amor. — Sebastian sorriu. Ele estava
incrivelmente divertido com a irritação de Beauregard. — Nós vamos sair
para jantar, se misturar um pouco, pouco depois, voltamos e fazemos muito
sexo de coelho quente.
— Sério? — Isso pareceu animar Beauregard.
— Vamos ter uma explosão.
Sebastian enfiou o braço para fora. Beauregard sorriu e passou o braço
dentro. Juntos, eles saíram do banheiro e, em seguida, fora de seus quartos.
Beauregard parecia muito mais à vontade andando ao lado de Sebastian, até
as pessoas começaram a olhar para eles.
— Porque todo mundo está olhando? — Beauregard sussurrou.
— Porque eu estou com o homem mais impressionante daqui?
— Você é tão cheio de si. — A risada de Beauregard encheu o
corredor, fazendo com que mais pessoas o fitassem.
Sebastian sabia que parte do charme de Beauregard era a alegria que
parecia vir tão naturalmente a ele. Ele fez com que todos ao seu redor
ficassem felizes, incluindo Sebastian. Os últimos dias de estar acasalado ao seu
coelhinho tinham aberto os olhos de Sebastian à como ele havia se tornado
tenso. Ele tinha certeza que Beauregard iria curá-lo em questão de semanas.
Sebastian nunca havia estado tão intrigado com alguém. Ele sabia que
parte da intriga veio do vínculo de acasalamento, mas não tudo. Ele nem
sequer pensou que as regras do conselho tinham muito que fazer com isto. Era
Beauregard.
Sebastian tinha esquecido do envelope que o Élder Burke tinha lhe dado
após seu acasalamento ter sido gravado até que a encontrou em suas calças
ontem. Quando ele o leu, ele começou a ficar irritado com sua ousadia
completa.
— Todos os companheiros devem reivindicar fisicamente uns aos
outros pelo menos uma vez a cada 24 horas até a próxima conferência do ano
bissexto. Se não o fizerem, fará com que você perca a sua capacidade de
mudança permanente. Você será caçado para a segurança de todos, se você se
tornar selvagem. Agora que o seu acasalamento foi gravado, este é o único
companheiro que você terá.
Então Beauregard saiu do banheiro nu e toda sua raiva tinha sumido em
um piscar de olhos de Beauregard. Se o conselho determinasse que ele tivesse
que acasalar com o seu coelho, pelo menos, uma vez a cada 24 horas, quem
era ele para argumentar?
— Vai haver dança? — Beauregard perguntou. — Eu adoro dançar.
— Tenho certeza que haverá. — Sebastian gostou da ideia de dançar
com Beauregard, balançando-o ao redor da pista de dança em seus braços.
— Talvez nós poderemos dar uma volta no salão depois do jantar?
— Sim!
Sebastian riu quando Beauregard agarrou sua mão e começou a rodopiar
em círculos debaixo do braço. Ele virou-se e voltou-se até que ele parou de
repente. Seus olhos pareciam um pouco vidrados.
— Opa — Beauregard sussurrou enquanto ele enfiou uma mão para
firmar-se. — Vertigens.
Sebastian balançou a cabeça e puxou Beauregard de volta em seus
braços. — Vamos lá, tonto B, vamos comer.
— Eles vão servir vegetais, não vão?
— Sim, amor, eles terão legumes.
— Isso é bom porque eu não posso comer carne, você sabe. Isso me
faria mal.
— Não se preocupe, Coelho, eles têm
— Sebastian.
Sebastian parou. Seu estômago fechado quando ele se virou para ver
Derek de pé na porta pela qual ele e Beauregard tinham acabado de passar.
Ele não gostou do olhar no rosto do homem. Havia uma pitada de malícia.
— Olá, Derek.
— Quem é o bonitinho?
— Este é Beauregard, meu companheiro. — Ele arqueou uma
sobrancelha para Derek. — Onde está o seu?
— Oh. — Derek acenou com a mão no ar. — Ele está em algum
lugar.
— Talvez você devesse procurá-lo.
Sebastian realmente queria se afastar de Derek antes que o homem se
tornasse louco, como ele sabia que Derek podia. Era uma das principais razões
que Sebastian nunca havia perseguido um relacionamento com o homem. Ele
poderia ser uma dor real se ele não conseguisse as coisas à sua maneira.
— Eu esperava que pudéssemos jantar juntos.
No passado, Sebastian teria considerado o sorriso que Derek deu-lhe
como sensual, mas não mais. Ele tinha visto o sorriso sensual em um pequeno
coelhinho branco, e Derek nem sequer chegava perto.
— E talvez um pouco mais tarde — Derek continuou enquanto seu
olhar ficava enevoado.
— Não, obrigado, Derek. — Sebastian apertou sua mão em
Beauregard, quando o homem começou a ficar incomodado. — Estou
acasalado agora e isso significa que só será com o meu companheiro.
— Ele? — Derek zombou quando ele virou os olhos para Beauregard.
— Você não precisa dele, Sebastian. Eu posso lhe dar muito mais do que ele
pode. Você sabe que eu posso.
— Não importa, Derek. Estou acasalado a Beauregard, e isso é o fim.
— Você me deve — Derek rosnou.
— Eu não lhe devo nada.
— Será que ele sabe sobre mim? — Derek apontou para Beauregard.
— Será que ele sabe o que fizemos juntos, o que significávamos um para o
outro?
— Eu nunca fiz nenhuma promessa para você ou até mesmo dei a
entender que não haveria algo entre nós além de algumas noites de sexo. —
Sebastian cerrou uma de suas mãos em um punho. A outra estava
acondicionada em torno de seu companheiro, impedindo-o de correr.
Beauregard parecia muito chateado. — Tudo o que se passou entre nós
aconteceu antes de eu conhecer meu companheiro e não pode ser usado
contra mim. Confio que Beauregard acredite em mim quando digo que isso
nunca vai acontecer novamente.
— Eu confiei em você quando você disse que iria cuidar de mim, e
você me jogou fora pelo quê? — Derek zombou. — Um coelho?
— Cuidado, Derek, você está cruzando uma linha aqui que você não
quer cruzar — rosnou Sebastian. — Beauregard está fora dos limites.
— Ele está?
Sebastian sentiu um pedaço de algo semelhante a medo deslizar para
baixo pelo frio e calculista olhar que Derek deu a Beauregard. Ele puxou o
coelho um pouco mais perto de seu lado como se ele pudesse protegê-lo do
ódio que brilhava nos olhos de Derek.

— Fique longe de Beauregard, Derek, — Sebastian advertiu. —


Eu quero dizer isso. Se alguma coisa acontecer com ele, eu te considerarei
pessoalmente responsável.
— Eu não sonharia em ferir um fio de cabelo na cabeça do pequeno
coelho.
Sebastian assistiu por outro momento e depois afastou-se, finalmente
virando e andando pelo corredor novamente. Quando ele olhou para trás por
cima do ombro, Derek ainda estava a observá-los.
— Quem era?
Sebastian quase gemeu. Ele realmente não queria ter essa conversa com
seu companheiro, mas ele deveria, considerando-se o confronto pelo qual
tinham acabado de passar, Beauregard merecia algum tipo de explicação.
— Derek e eu saímos algumas vezes, muito antes de te conhecer.
— Você teve relações sexuais com esse homem?
Sebastian suspirou e parou de andar. Ele virou o rosto para Beauregard.
— Eu estive vivo por muito tempo, Beauregard. Eu tive relações sexuais com
um monte de gente, homens e mulheres. Mas no minuto em que acasalei,
tudo parou. Eu não vou ter relações sexuais com mais ninguém além de você
para o resto da minha vida. Eu prometo.
Beauregard engoliu em seco e baixou os olhos. — Ele disse que você
fez coisas juntos ... coisas como você faz comigo?
Foda-se!
— Sim e não — ele respondeu. — Derek gosta de dor. Eu não
acredito que você goste.
— Eu ...
— Beauregard, sejamos honestos aqui. Você pode ser flexível como o
inferno e gostar das coisas um pouco áspera na ocasião, mas você realmente
não gosta da dor, não é?
Beauregard encolheu os ombros. — Talvez eu goste.
— Você não gosta, confia em mim. — Sebastian sabia disto no
fundo de sua alma. — Derek é uma puta de dor. Ele gosta de ser chicoteado
até que ele tenha vergões nas costas. Ele gosta de ser submisso, ser fodida
por um monte de homens ao mesmo tempo. Inferno, ele vai lamber minhas
botas se eu dizer a ele que faça isso. E isso não é quem você é.
Beauregard estremeceu. — Ele gosta de ser chicoteado?
— Sim, ele gosta.
— E isso é o que você fez com ele?
— Eu e um monte de outros homens. — Sebastian respirou fundo,
enquanto tentava descobrir o quanto podia dizer a seu companheiro. — Era
divertido brincar com Derek na ocasião, mas nunca joguei sozinho. Era sempre
um grupo juntos. Por que ele me escolheu eu nunca vou saber.
Beauregard de repente riu, o que confundiu totalmente Sebastian. —
Eu sei exatamente por que ele escolheu você. E não me importo o que
aconteceu entre vocês no passado. Você pertence a mim agora, e se ele se
atrever a colocar um dedo em você, ele vai saber exatamente como ferozes
um coelho podem ser.
Sebastian piscou. — Você não está zangado?
— Oh, estou muito bravo, mas não com você. Ele não tinha o direito
de confrontar-nos no caminho como ele fez, especialmente porque ele tem um
companheiro, assim como você. O que foi simplesmente rude, mas sabia
exatamente o que ele estava fazendo. Ele queria que eu soubesse sobre vocês
dois.
— Você acha, hein?
— Eu sei disso.
Sebastian ficou surpreso. Beauregard realmente fazia sentido, agora que
ele pensava sobre isso. Derek estava acasalado. Ele estava acasalado. O que
deveria ter sido o fim de tudo, mas, aparentemente, Derek tinha outras ideias.
Sebastian ainda estava um pouco perturbado pela maneira que Derek
tinha olhado para Beauregard. Foi pura maldade. Ele sabia que se Derek
encontrasse Beauregard sozinho, o homem iria fazer algo drástico, algo que
poderia prejudicar seu coelhinho. Ele teria que falar com Galan sobre conseguir
para seu companheiro um guarda no minuto em que chegasse em casa.
— Vamos, amor, vamos comer em seguida, dançar um pouco. —
Sebastian balançou as sobrancelhas. — Então, podemos voltar ao nosso
quarto e foder como coelhos.
Uma das sobrancelhas de Beauregard disparou. — Divertido.
Sebastian riu. — Eu penso assim.

Sebastian apreciou o jantar muito mais do que ele pensava que iria. Ele
normalmente odiava os jantares do conselho que teve que participar, como
representante de seu clã. A vibração constante de Beauregard e sua natureza
maravilhosa em quase tudo, fez parecer muito mais divertido.
— O que há nesta salada? — Beauregard perguntou antes de colocar
outra garfada na boca. Ele parecia tentar colocar algo em sua boca e começou
a passar o garfo ao redor com seus lábios até que ele abriu e comeu.
Sebastian fez uma careta. — Eu não sei exatamente, mas eu acho que
eu poderia descobrir.
— É mara...maravilhoso.
As sobrancelhas de Sebastian subiram. Beauregard estava gaguejando?
Ele rapidamente olhou para o copo de vinho, mas estava vazio. Um olhar ainda
mais rápido em torno deles mostrou que o estranho comportamento de
Beauregard ainda não havia sido notado por ninguém, ainda.
— Beauregard... — Sebastian sussurrou enquanto se inclinou perto
do ouvido de seu companheiro. — Você andou bebendo?
— Nãoooo. — Beauregard riu e cobriu sua boca. — Eu não...não
be...be...Eu odeio álcool.
— Talvez alguém escorregou um pouco de vinho em seu copo ou algo
assim.
A cabeça de Beauregard parecia rolar quando ele se virou para olhar
para o copo. Ele o pegou e virou de cabeça para baixo. — Não, nenhum vinho.
Sebastian pegou o copo e colocou-o sobre a mesa. Ele quase pulou da
cadeira quando sentiu a mão de Beauregard pegar sua virilha debaixo da mesa
um momento mais tarde. Ele rapidamente chegou debaixo da mesa e agarrou
a mão de Beauregard, mas não antes do homem abrir o zíper da calça e enfiar
a mão dentro.
— Beauregard!
— Oh, ele está louco por mim. — Beauregard encostou a cabeça no
ombro de Sebastian. — Você vai para ... para ... — Beauregard franziu a
testa por um momento, em seguida, um sorriso largo espalhou-se em seu
rosto. — Você vai me bater?
Sebastian gemeu quando várias cabeças se voltaram em sua direção.
Beauregard não tinha sido tão bem com sua última declaração. Alguém
sentado perto deles tinha ouvido falar dele. Ele queria afundar em um buraco.
— Existe um problema com seu companheiro, Sebastian?
Por favor, onde está o buraco quando eu preciso dele, Sebastian
perguntou quando ele se virou para olhar para Elder Burke, que se sentou
apenas alguns assentos de distância. Ele tentou soar confiante quando ele
respondeu. — Não, Elder Burke, não há nada de errado com o meu
companheiro.
— Ele parece um pouco ... — O ancião franziu a testa. — ...
Embriagado.
Sebastian fez uma careta. Ele podia ouvir a desaprovação na voz de
Elder Burke. — Acho que algo não lhe caiu bem — disse Sebastian,
enquanto tentava segurar as mãos de Beauregard. Não foi fácil. Parecia que
havia uma centena de mãos em Beauregard, todos eles destinados a sua
virilha.
— Há maçãs em sua salada?
— Maçãs?
O ancião sorriu. — Shifters Coelho têm uma suscetibilidade especial com
maçãs, Sebastian, especialmente maçãs verdes. Afeta-os como uma garrafa
inteira de uísque irlandês afetaria você. Verifique a sua salada.
Sebastian estava curioso e um pouco assustado. Beauregard tinha
parado de tentar entrar em sua calça para tentar deslizar sob a mesa.
Sebastian passou um braço em volta da cintura de seu companheiro e
segurou-o em sua cadeira, em seguida, agarrou o garfo de Beauregard e
começou a procurar através de sua salada.
— Eu estou quente.
Sebastian tinha acabado de avistar um pedaço de maçã picada, quando
ele se virou para ver Beauregard tentando tirar sua camisa. Ele tinha os botões
de cima alguns já desfeitos e foi puxando freneticamente em sua gravata
borboleta.
Sebastian apenas sabia que isso não ia acabar bem. Ele se levantou,
puxando Beauregard com ele. Curvando-se, ele colocou seu ombro em sua
cintura e o levantou por cima de seus ombros.
— Obrigado pelo maravilhoso jantar, Elder, mas eu acho que é melhor
que eu leve meu companheiro de volta para o nosso quarto .
— Sim, eu posso ver isso. — O ancião tinha um leve sorriso no
rosto. — Tente não ficar tão irritado, Sebastian. Ele pode não ter sabido que
havia maçãs na salada.
Sebastian abriu a boca para responder, mas tudo o que saiu foi um grito
alto quando duas mãos desceram duro em sua bunda. Beauregard estava rindo
histericamente. Sebastian revirou os olhos e só saiu do grande salão. Ele só
tinha chegado ao corredor quando as mãos de Beauregard deslizaram dentro
de sua calça e agarraram sua bunda.
— Beauregard — ele retrucou baixando rapidamente seu companheiro
a seus pés e agarrou-o pelos braços, chacoalhando-o — Pare com isso. Este
não é o lugar para isso. Você precisa se comportar.
— Sinto muito — sussurrou Beauregard.
Sebastian suspirou. Sentia-se um monstro. Os olhos de Beauregard
estavam arredondados e cheios de lágrimas. Sebastian tirou uma suave mecha
de cabelo branco para trás do rosto de Beauregard, mas o homem se afastou
dele. Fez uma pausa, a mão suspensa no ar entre eles.
— Beauregard, você acha que eu vou bater em você?
— N...n...não.
Beauregard poderia ter negado, mas Sebastian podia ver a verdade em
seu rosto pálido. — Beauregard, eu nunca bateria em você, nunca.
— Posso ... posso ir agora?
Sebastian fez uma careta. Alguma coisa estava acontecendo com
Beauregard, e era mais do que apenas as maçãs. O homem, que tinha estado
cheio de alegria apenas momentos atrás, fazendo passos de dança e tentando
entrar nas calça de Sebastian, de repente estava aterrorizado.
— O que está errado, Coelho?
— Nada.
— Você está mentindo para mim, Coelho. Sermos honestos um com o
outro é muito importante.
Beauregard apertou os lábios e se recusou a responder. Sebastian sabia
que não ia obter nenhuma resposta de Beauregard quando ele estivesse nesta
condição. Às vezes Beauregard era teimoso demais para seu próprio bem.
— Vamos, Coelho, vamos voltar para o nosso quarto. Podemos
conversar lá.
— Eu quero dançar — disse Beauregard. — Você disse que iriamos
dançar.
— Querido, você não está em condições de dançar agora. Você está
bêbado como um gambá.
— Gambás ficam bêbados?
— Uh, eu acho que eles poderiam, mas eu estava apenas usando uma
figura de linguagem.
— Oh.
Sebastian passou um braço em volta dos ombros de Beauregard e
começou a conduzi-lo de volta para seus quartos. Ele precisava descobrir o que
exatamente estava acontecendo com seu companheiro, mas ele precisava
levá-lo para a cama primeiro.
— Oh, — Beauregard sussurrou.
De repente ele parou e pressionou o rosto contra as janelas que dava
para uma pequena varanda. Sebastian olhou além de seu companheiro para a
varanda de pedra pequena. Ele poderia apenas imaginar o que viu seu
companheiro.
A varanda era pequena, fechada em três lados. A pequena fonte estava
no meio do pátio, iluminado por luzes penduradas por todas as três paredes ao
redor da varanda. Parecia um paraíso.
— Vamos amor, vamos dançar — Sebastian disse abrindo as portas e
levando Beauregard para a varanda.
— Mas não há música.
— Vou fazer música para nós.
Sebastian caminhou até a borda da fonte e apertou Beauregard em seus
braços. A cabeça do homem mal veio para o meio do peito. Sebastian riu e
passou os braços em torno de coxas de Beauregard, levantando-o no ar, até
que ficaram face a face. Beauregard riu e rapidamente colocou seus braços em
torno do pescoço de Sebastian.
— Enrole suas pernas na minha cintura, amor.
Logo que ele fez isto Sebastian o puxou para perto. — Pronto?
Beauregard tinha um enorme sorriso no seu rosto quando ele balançou a
cabeça. Sebastian começou a dançar ao redor do balcão enquanto ele
cantarolava. Para ser honesto ele estava apenas se movendo em círculos, mas
Beauregard parecia gostar, e isso era tudo que importava para Sebastian.
Ele soltou um suspiro aliviado quando Beauregard se aconchegou nele,
enterrando o rosto em seu pescoço. Ele inclinou a cabeça ligeiramente para
encostar Beauregard e apenas dançaram, cantarolando uma melodia fora do
comum.
Este estava certo.
Esta foi a maneira que deveria ser entre companheiros.

Capítulo 6

Sebastian olhou para o assento ao lado dele. Beauregard estava


praticamente pulando na cadeira enquanto observava pela janela. Eles
estavam a menos de uma milha do castelo de Sebastian, mesmo que eles já
estavam em suas terras.
Beauregard parte parecia ansioso e parte animado. Sebastian não podia
esperar para ver qual parte venceria. Beauregard estava provando ser
bastante interessante. Sebastian estava começando a se perguntar se o
Conselho de Anciãos realmente sabiam o que estavam fazendo quando
decidiram jogar seu joguinho.
Sebastian ficou intrigado com Beauregard em uma base de minuto a
minuto. Sebastian tinha certeza que ele tinha tido mais sexo nos oito dias
desde que ele tinha acasalado do que no ano passado. Beauregard estava
constantemente excitado e não tinha inibições quando se tratava de sexo. Ele
estava disposto a tentar qualquer coisa.
Nos últimos dias, ele tinha espancado Beauregard até que o homem
gozou sem nem ser tocado, amarrado Beauregard para a cama e transado com
ele até estar inconsciente, e descoberto o quão flexível seu coelhinho
realmente era. E mais outra semana, ele esperava que dominassem a arte.
Só de pensar nisso Sebastian ficou duro.
Beauregard inalou de repente e se virou em seu assento. Seus olhos
ganharam o olhar que Sebastian estava vindo rapidamente a reconhecer como
seu olhar de excitação. A cor violeta ficou roxa escura, e o branco dos olhos
começaram a desaparecer. Era quente e uma maneira instantânea de saber
que Beauregard estava com tesão.
— Preciso — Beauregard rosnou enquanto subia no assento.
— Estamos quase em casa, Coelho.
— Não importa. Precisamos agora.
Sebastian seria eternamente grato por ele ter uma limusine com uma
divisória de vidro fume entre o banco da frente e o banco traseiro. Beauregard
patinou em todo lugar e depois deslizou para o chão, quando Sebastian
começou a colocar a divisória para cima.
Suas calças foram desfeitas e seu duro pênis estava bem no fundo da
boca de Beauregard, antes que até mesmo que a divisória tivesse acabado de
subir. Gemidos altos de excitação encheram a traseira do carro. Sebastian não
sabia se eles vieram dele ou de seu coelho. Não importava. Os lábios em volta
do seu dolorido pênis estavam evaporando cada pensamento racional de sua
cabeça.
Beauregard pode ter sido um virgem inexperiente quando tinha
acasalado mas o homem levou para o sexo melhor do que ninguém que
Sebastian já conhecera. Ele estava se tornando rapidamente o melhor parceiro
sexual da vida de Sebastian. E estava feliz porque ele conseguir manter o
coelhinho sexy. Ninguém chupava um pênis como Beauregard.
Em questão de minutos, Beauregard tinha Sebastian se contorcendo no
assento, os dedos afundando profundamente nos cabelos brancos do homem.
O prazer que corria através de seu corpo foi suficiente para fazer que
Sebastian gemesse alto. Ele não se importava se Galan ou seu novo
companheiro puma ouvissem.
Quando Beauregard gentilmente revirou suas bolas, Sebastian soube que
estava tudo acabado para ele. Rugiu seu orgasmo. Seu coração trovejou no
peito, enquanto enchia a boca de Beauregard com os jatos quentes de seu
orgasmo.
Sebastian baixou a cabeça para trás na cadeira e esperou que seu
coração voltasse a bater normalmente, mais uma vez. Seu corpo estremeceu
quando Beauregard continuou a lamber seu pênis sensível, limpando cada
última gota de sêmen de sua pele.
— Venha cá, amor. — Sebastian estendeu as mãos para Beauregard.
Ele sabia o que o homem estava precisando. Ele sempre estava depois de lhe
dar uma chupada. Bem, na verdade, Beauregard estava com muito tesão o
tempo todo.
Beauregard ansiosamente subiu no colo de Sebastian. Sebastian
levantou-o e moveu-o em torno, até que ele estava de frente ao carro, suas
costas encostadas no peito de Sebastian. Sebastian lentamente desabotoou as
calças jeans de Beauregard e tirou seu pênis duro.
— Ouça-me, Coelho — ele murmurou no ouvido de Beauregard,
quando ele começou a acariciar o pau dure e sedoso do homem — Eu quero
que você faça algo por mim.
— Sim, qualquer coisa!
— Você precisa ouvir o que eu quero antes de concordar.
Sebastian estava preocupado com o medo de Beauregard de ser visto nu
por qualquer pessoa além dele. Não foi tanto que ele quisesse que os outros
vissem seu companheiro nu, porque ele não o queria. Mas apensas queria que
Beauregard ficasse confortável em torno de outras pessoas nuas.
Dragões se transformavam sempre que podiam. Em um determinado
momento, alguém poderia se transformar e ficar nu ali. Sebastian teve que
começar a fazer Beauregard se acostumar a isso porque ele não queria que o
homem se assustasse.
— Eu faria qualquer coisa para você, Sebastian, — Beauregard
ofegou. — Eu confio em você.
Sebastian fechou os olhos quando as palavras Beauregard caíram sobre
ele. Ele quase desistiu de seu plano. Ele queria a confiança de Beauregard
quase tanto quanto ele queria seu coração. Se esse tiro saísse pela culatra
Sebastian nunca se perdoaria.
Ele abriu os olhos e olhou para o seu coelhinho. Algo flutuava através
dele e criou um nó na garganta que tornava quase impossível de engolir. Talvez
ele estivesse fora de si tentando fazer com que Beauregard se acostumasse a
estar perto de pessoas nuas. Talvez ele devesse apenas tomar o que ele tinha
em seus braços e ser grato.
— Você sabe como você é precioso para mim, coelhinho?
Beauregard apenas piscou para ele.
Sebastian sorriu e inclinou-se para colocar um pequeno beijo nos lábios
de Beauregard. Ele rapidamente se transformou em um beijo tão cheio de
paixão que quase queimou os lábios de Sebastian. Sebastian esqueceu tudo
sobre expor Beauregard as coisas novas e desfrutou o desejo de seu
companheiro por ele.
Ele continuou acariciando o pênis de Beauregard até que o homem
arqueou no ar e gritou. Sebastian estava fascinado pela imagem que
Beauregard apresentava quando ele chegava ao clímax. Seu rosto estava
corado. Seus lábios se separaram quando ele gemeu. Seus olhos escuros e
roxos estavam ofuscados enquanto voltavam lentamente para a sua cor violeta
natural.
— Tão sexy, — Sebastian gemeu. Ele riu levemente quando o rubor
de Beauregard aprofundou. — Você é muito sensual Coelho, de fato. Gosto
de ver você gozar. Gosto de saber que eu sou o único a trazer tal prazer a
você.
— O que...o que você quer que eu faça?
— Não se preocupe, Coelho, não era importante.
— Você tem certeza?
Sebastian sorriu. — Eu tenho certeza.
Beauregard o assistiu por um momento e depois acenou com a cabeça
antes de pegar um lenço de papel para limpar a si mesmo. Depois que ele
jogou o guardanapo no lixo, ele pegou um outro e limpou a mão de Sebastian.
— Se arrume Coelho, estamos quase em casa.
Beauregard rapidamente se livrou da evidência de suas brincadeiras no
banco de trás, em seguida, enfiou-se de volta em suas calças, fechando-as. Ele
saltou sobre o banco e começou a olhar pela janela novamente quase como se
não tivessem acabado de transar.
Sebastian sentiu-se colocado de lado. Ele estendeu a mão agarrou o
cabelo de Beauregard e o puxou até que o homem olhou para ele.
— O quê?
— Venha sentar-se comigo.
Sebastian estava exultante quando Beauregard deslizou todo o assento
com o mesmo entusiasmo que tinha quando ele foi até a janela. Ele pegou
Beauregard e o colocou em seu colo, envolvendo seus braços em torno dele.
— Eu acho que você vai gostar do nosso castelo, Coelho. Há muitos
lugares para coelhinhos correrem e brincarem.
— Sim?
Sebastian riu da emoção no rosto de Beauregard. Ele apertou o botão e
abaixou a divisão entre o motorista e banco traseiro. Galan estava dirigindo,
seu companheiro novo no banco ao lado dele. A cada poucos minutos Galan
olhava no espelho retrovisor. Ele tinha um enorme sorriso no rosto. Sebastian
apenas arqueou uma sobrancelha para Galan e rapidamente o homem voltou a
olhar para a frente.
— Podemos parar por um minuto? — Beauregard perguntou. —
Eu não me sinto tão bem.
— É claro. — Sebastian franziu a testa enquanto olhava para Galan.
— Encoste.
Galen concordou e rapidamente o carro parou do lado da estrada. Ele
estava fora do carro e abrir a porta de trás tão rápido. Sebastian facilitou
Beauregard fora do banco de trás e ajudou a levantar-se ao lado do carro,
segurando-se a ele para ele não escorregasse na neve que ainda cobria o chão.
— Como você se sente agora, Coelho? — Ele tinha feito tudo o que
podia para garantir que Beauregard não comesse mais maçãs então ele não
poderia estar bêbado ou ter outra ressaca. A última tinha sido ruim o
suficiente.
Sebastian não gostou da palidez do rosto de Beauregard. Ele parecia
pálido. E tinha uma mão apertada contra seu estômago. A outra estava
pairando perto de sua boca. Sebastian estava com medo de que isso
significava.
Quando Beauregard de repente cobriu a boca e olhou em volta
freneticamente, Sebastian sabia que sua preocupação era certa. Ele agarrou
Beauregard e levantou-o para os arbustos ao lado da estrada.
Beauregard imediatamente caiu de joelhos na neve e começou a vomitar
nos arbustos. Os sons que ele fazia eram horríveis. Sebastian não entendia
como um homem tão pequeno poderia fazer tal barulho grande.
— Galan, pegue-me algo para limpar sua boca e uma garrafa de água
da geladeira pequena.

— Sim, Sebastian, — Galan respondeu antes de correr de volta


para o carro. Ele estava de volta em um momento, um pano molhado em uma
mão e uma garrafa de água na outra. Ele segurou-os para Sebastian.
— Você terminou, coelhinho?
Coelho concordou com a cabeça e recostou-se contra Sebastian. Seu
rosto estava totalmente pálido, e suas mãos tremiam enquanto flutuava no
peito dele. Sebastian começou gentilmente limpar seu rosto, em seguida,
ofereceu-lhe um pouco de água para lavar a boca.
— Sentindo-se melhor, amor?
— Eu quero morrer — Beauregard gemeu.
A pequena risada escapou dos lábios de Sebastian antes que ele pudesse
impedi-lo. — Desculpe, Coelho, não vai acontecer.
Beauregard olhou.
— Você comeu algo que não caiu bem? Maçãs ou qualquer outra coisa
que eu preciso saber? — Sebastian fez uma careta quando os olhos
Beauregard se afastaram dele. — Coelho?
— Deve ser toda a emoção — disse rapidamente Beauregard. — Eu
não tomei café da manhã antes de sairmos. Eu estava muito enjoado até sobre
levar algo para comer na estrada.
— Bem, então isso é provavelmente o que te fez tão mal. —
Sebastian levantou-se e levantou Beauregard em seus braços. Ele o levou para
o carro e deslizou delicadamente no banco com Beauregard ainda em seus
braços. Beauregard aconchegou-se em seus braços, enfiando seu rosto sob o
queixo de Sebastian. Sebastian sorriu quando Beauregard deixou escapar um
pequeno suspiro. — Está melhor, Coelho?
— Sim — murmurou Beauregard como se estivesse começando a
adormecer. Ele bateu no peito de Sebastian. — Eu gosto daqui.
— Tudo bem, descanse aí. Eu vou deixar você saber quando
chegarmos em casa.
Beauregard estava dormindo antes que eles chegassem ao grande pátio
em frente ao castelo. Sebastian decidiu deixá-lo dormir. Quando o carro parou
e Galan abriu a porta, Sebastian saiu com Beauregard embalado em seus
braços.
— Ele está bem, Sebastian?
— Eu acho que sim. Ele não tomou café da manhã, e eu acho que
toda a emoção tomou o preço. Você e seu companheiro podem trazer nossas
malas? Eu vou levar Beauregard para cima. Acho que é melhor para ele
apenas dormir agora.
Galan assentiu e foi para a traseira do carro. Sebastian reajustou
Beauregard para melhor segurá-lo então então, levou-o a grandes passos na
direção do castelo.
Ele ficou muito triste que Beauregard estava dormindo na sua chegada.
Ele tinha certeza que a primeira visão do imponente castelo que ele viveria de
agora em diante teria sido divertido. Mas, a saúde Beauregard veio antes de
diversões.
— Príncipe Sebastian.
Sebastian sorriu e acenou quando viu seu mordomo de longa data. —
Olá, Carlos. Espero que tudo tenha corrido bem por aqui?
Sebastian sabia que sim ou Carlos teria o chamado. O homem não era
nada mais que eficiente. Carlos estava trabalhando para a família Drakus
desde antes de Sebastian nascer. Às vezes parecia que o homem sempre
esteve lá.
— Tudo está como deveria ser, senhor.
— Eu gostaria que uma bandeja de comida fosse levada aos meus
aposentos, Carlos, sem carne ou maçãs. Algo digno de um vegetariano.
Pela primeira vez desde que ele se lembrou, Carlos parecia perturbado.
— Um vegetariano, senhor?
Sebastian balançou a cabeça para o homem dormindo em seus braços.
— Este é Beauregard, meu companheiro. Ele não come carne. E também não
comeu hoje já que estava muito animado para vir aqui. Ele precisa comer. E
leve o suficiente como é, não deve perder nenhuma das refeições.
— Seu companheiro, senhor? — Carlos perguntou. — E ele é um
vegetariano?
— Ele é um shifter coelho, Carlos.
Os olhos de Carlos se arregalaram. — Um coelho, senhor?
— Sim. Os olhos de Sebastian se estreitaram. — Você tem um
problema com isso?
— Não, senhor, claro que não. — Carlos ajeitou a gravata e alisou o
exterior de seu paletó. — Eu vou ter que informar o cozinheiro que coelho não
está mais no menu.
— Sim, faça isso. — Sebastian mal suprimiu o sorriso ameaçando
romper. — Beauregard ficaria muito triste se nós comêssemos um de seus
parentes. E informe a equipe que vai haver um coelho no local. Qualquer um
que tenta prejudicá-lo de qualquer maneira responderá a mim.
— Sim, senhor, imediatamente, senhor.
Sebastian esperou para sorrir até que Carlos tivesse saído da sala. Ele
sabia que Beauregard ia ser uma surpresa para seu clã, mas ele achava que
com o mandato do conselho, todos estariam ocupados demais em encontrar
seus próprios companheiros que se preocupar com o seu.
Sebastian correu até a grande escadaria aos seus aposentos no segundo
andar. Ele empurrou a porta aberta e entrou pela sala de estar grande para o
quarto principal. Sendo o príncipe de seu clã lhe dava regalia. Não só ele tinha
um quarto principal do tamanho das casas da maioria das pessoas, mas uma
sala de estar, sala de jantar privativa, e spa com banheira grande.
Quando ele colocou Beauregard na cama, uma ideia começou a crescer
em sua mente. Ele tirou os sapatos de Beauregard fora, em seguida o cobriu
com um cobertor. Assim que seu coelho estava dobrado na cama, ele
silenciosamente rastejou para fora do quarto, fechando a porta, a deixando só
um pouquinho aberta. Ele queria ser capaz de ouvir Beauregard, quando ele
acordasse.
Quando ele entrou na sala de estar principal, foi diretamente para a área
de secretária em uma pequena alcova fora da sala e pegou o telefone. Ele
bateu levemente os dedos sobre a mesa enquanto esperava o telefone
responder.
— Ah, Carlos — disse ele, quando o homem pegou a outra
extremidade. — Por favor, peça para Harlan vir aos meus aposentos.
— Agora mesmo, senhor.
— Oh, e quem tem os quartos próximo a mim, os que partilham uma
parede com minha varanda?
— Os quartos estão vagos no momento, senhor. Eles geralmente são
reservados para visitas.
— Bom, eu quero que eles fiquem vazios. Atribua visitantes a um
outro quarto. Tenho planos para os quartos.
— Muito bem, senhor.
Sebastian desligou o telefone e pegou um bloco de papel. Ele se sentou e
começou a desenhar e fazer anotações. Ele tinha algo especial planejado para
o seu coelhinho, algo que ele sentiu que qualquer coelho gostaria. Ele só tinha
que descobrir como fazer isso sem Beauregard descobrir.
— Entre — ele gritou quando ouviu uma batida na porta. Ele olhou
para cima, quando abriu, em seguida, voltou para fazer anotações quando viu
Harlan e Galan entrando. Ambos os homens se aproximaram e pararam na
frente de sua mesa.
— Galan, eu gostaria que você me encontrasse um jardineiro de
interiores, alguém que sabe sobre vitrais, e um arquiteto. Eu não ligo para o
que vai custar. Eu os quero aqui o mais rapidamente possível.
— Posso perguntar para quê? — Galan perguntou.
Sebastian sorriu quando ele olhou para cima de suas notas. — Quero
transformar o quarto ao lado em um jardim de inverno para Beauregard, em
algum lugar ele possa estar em forma de coelho. O inverno ainda está nos
atingindo muito duro. Ele precisa de algum lugar dentro para correr e brincar.
— Um vitral?
Sebastian balançou a cabeça. — Eu imaginei que poderia colocar em
algumas janelas grandes para que a luz solar pudesse entrar, em seguida
adicionar grama e arbustos e outras coisas. Mas eu quero barras de segurança
sobre o vidro. Espero que possamos chegar a algo que irá mantê-lo seguro,
mas não fazê-lo sentir como se estivesse em uma jaula.
— Eu posso realmente conhecer alguém que pode ajudar com isso —
disse Harlan. — Peter, que trabalha no arsenal, faz vitrais como um hobby.
Ele pode ser capaz de descobrir alguma coisa para você.
— Peter? — Sebastian tentou imaginar o armeiro fazendo grandes
vitrais. A imagem simplesmente não se formaria. Peter era enorme. Ele
trabalhava dia após dia no arsenal, forjando espadas e facas ou armas. Ele
fazia tudo no departamento de arma.
Ele também era careca, tinha numerosas cicatrizes em seu corpo devido
ao trabalho em torno de metal quente, e rosnava para quase todos. Devia
haver graça e um toque delicado para fazer vitrais. Peter não se encaixa nessa
imagem.
— Uh, sim, se você acha que ele poderia ajudar, seria ótimo.
— Vou falar com ele — disse Harlan.
— Eu esqueci de perguntar, Harlan, você encontrou o seu companheiro?
Harlan sorriu. — Eu encontrei, uma pequena e doce raposa chamado
Jeremy.
— Bem, parabéns, meu amigo. Você vai ter que trazê-lo para
Beauregard conhecê-lo. Eu acho que ele vai se sentir um pouco desconfortável
sendo um shifter pequeno no mundo dos dragões. Ele poderia usar um amigo
para entender como ele se sente.
— Uma ideia excelente, Sebastian. Vou trazer por Jeremy ainda hoje.
Sebastian balançou a cabeça. Ele se preocupava muito que Beauregard
iria se sentir desconfortável estando em um castelo cheio de dragões. Ter
alguém por perto que entendia seu medo lhe faria bem, embora, Sebastian
quisesse conhecer esta raposa antes dele deixar seu companheiro ao seu
redor.
— Jeremy não come coelhos, não é?
Harlan piscou. — Uh, eu não sei, mas apenas por precaução, eu vou
dizer-lhe que coelho está fora do menu.
— Está fora do menu para todos nós. Eu já disse Carlos para informar
o cozinheiro. Não haverá mais coelho servido neste castelo. — Sebastian
estremeceu. — Você pode imaginar como horrorizado Beauregard ficaria se
nós servíssemos coelho no jantar?
— Vamos ser gratos que vacas não podem trocar ou estaríamos todos
em apuros — disse Harlan.
— Certo. — Sebastian riu. — Com este novo mandato do
conselho, precisamos manter o controle de quem e o que nós temos aqui no
castelo. Eu não quero que ninguém se sinta como se eles precisassem estar
em temor por suas vidas.
— Eu vou pedir para Carlos fazer uma lista — disse Galan. — Se
alguém sabe o que está acontecendo aqui, é Carlos.
— Boa ideia.
E foi. Sebastian não sabia o que ele faria sem Carlos. O homem
administrava praticamente todo o castelo, o que deixava Sebastian livre para
liderar o clã de dragões que ele supervisionava. Carlos era um salva-vidas, e
muito competente.
— Ok, se não há mais nada que eu preciso saber, eu gostaria de dois
guardas designados para manter Beauregard seguro. — Sebastian balançou a
cabeça em direção Galan. — Pegue dois de nossos homens de maior confiança,
de preferência aqueles que não estão distraídos por seus novos companheiros.
Eles precisam estar em seus dedos do pé em torno de Beauregard.
— Existe algo que eu preciso saber sobre o seu companheiro,
Sebastian? — Harlan pediu.
Galan começou a rir. — Ele não é como qualquer coelho que você já
conheceu antes.
Harlan parecia tão confuso que Sebastian não poderia deixar de rir.
— Beauregard é uma força da natureza. Ele não aceita ordens muito
bem, e ele meio que tende a fazer as coisas por sua própria conta. Eu não
quero suprimir seu espírito, mas ele deve ser protegido.
— Claro que ele deve — Harlan concordou, — mas apenas quanto
de uma força é ele?
Galan disparou em gargalhadas histéricas. Sebastian estava mais
contido. Ele apenas sorriu. — Beauregard é único.
— Único? — Galan latiu. — Você o chama de único?
Sebastian se irritou um pouco da diversão de Galan. Beauregard era
único. Não havia outro coelho na existência como ele. Ele tinha personalidade,
mesmo que ele não tivesse estilo. A ideia de estilo de Beauregard consistia em
cadarços combinando com a cor de seu esmalte.
— Beauregard é único.
— Certo. — Galan riu.
Sebastian olhou, estreitando os olhos para o seu segundo em comando.
Ele cruzou os braços sobre o peito e arqueou uma sobrancelha para o homem.
— Diga-me que se, ser capaz de lamber minhas bolas enquanto eu o
fodo se ele não é único.
Galan engasgou com seu riso.
Os olhos de Harlan se arregalaram. — Ele pode lamber suas bolas,
enquanto você transa com ele?
Sorriso de Sebastian era quase de orelha a orelha. — Ele é muito
flexível.

Capítulo 7

Beauregard abriu os olhos, piscando rapidamente enquanto olhava em


volta. Ele não estava mais na limusine e realmente não tinha ideia de onde ele
estava, mas com certeza era um lugar agradável. Ele estava deitado em uma
cama grande de quatro colunas, um dossel branco sobre sua cabeça.
O quarto tinha paredes brancas com grandes vigas de madeira escuras
cruzando o teto arqueado. Beauregard se sentou e olhou em volta um pouco
mais, espantado com o tamanho do quarto. Parecia maior do que seu
apartamento inteiro.
A cama, em que ele se sentava, estava contra a parede. Diretamente em
frente da cama havia uma pequena área de estar com uma namoradeira
colocada diretamente em frente a uma lareira de pedra enorme. Para ambos os
lados da lareira portas de vidro duplo levavam para fora.
Tapeçarias coloridas penduravam da parede ao lado de espadas e facas e
escudos com dragões sobre eles. Beauregard sentiu como se estivesse em um
castelo medieval, exceto pelas poucas conveniências modernas que ele podia
ver — o grande televisor tela plana pendurado sobre a lareira, os telefones, e a
mesa que estava no canto com um laptop nela.
Era legal. Se umas bugigangas fossem adicionadas aqui e ali, o lugar
poderia ser realmente elegante. Beauregard jogou para trás o enorme
edredom de plumas brancas em que ele estava abrigado e saiu da cama
grande. Ele riu quando realmente teve que deslizar os últimos centímetros
para sair da cama. Era tão longe do chão duro de madeira.
Beauregard procurou ao redor até que ele avistou seus sapatos. Ele
rapidamente puxou-os e amarrou os cadarços verde neon. Ele não podia
esperar até que as coisas dele chegassem e ele poderia colocar outra cor. Ele
gostava de mudar de cores frequentemente. O impedia de se sentir obsoleto.
Beauregard caminhou até a maior porta de quarto que já viu e abriu
apenas uma fresta para que ele pudesse espiar para fora. Ele abriu para uma
sala ainda maior, esta decorado como uma sala de estar. Beauregard saiu e
fechou a porta atrás dele.
Ele podia ouvir vozes vindo do outro lado da sala, uma pequena alcova
de algum tipo, mas ele não podia ver ninguém. Podia ouvir o timbre rico de
Sebastian quando ele falava, e seguiu nessa direção.
Quando ele contornou a arcada que levava à pequena alcova, Beauregard
parou, se perguntando se seria rude apenas entrar. Dois homens muito
grandes estavam falando com Sebastian, mas nenhum deles era tão grande
quanto seu companheiro.
— Sebastian? — Ele sussurrou suavemente. Beauregard se encolheu
quando três cabeças viraram em sua direção até que ele avistou uma sorrindo
para ele. Ele rapidamente atravessou a sala e tomou a mão que Sebastian
estendeu a ele, inclinando-se em seus braços.
— Ei, amor, como você está se sentindo?
— Um pouco confuso — respondeu Beauregard. — Eu pensei que você
ia me acordar quando chegarmos em casa.
— Você parecia muito cansado. Decidi que precisava descansar mais.
— Oh .
— Você já conheceu Galan — Sebastian disse fazendo um gesto para
os outros homens na sala. — Este é Harlan. Ele é comandante de meus
guerreiros.
— Você tem guerreiros? — Beauregard estava realmente começando
a se sentir como se estivesse nos tempos medievais. Castelos, dragões,
guerreiros, espadas nas parede que não era medieval, ele não sabia o que era.
— Claro que sim. — Sebastian riu. — Este é um castelo, apesar
de tudo. O que seria se não houvesse guerreiros?
— Um... um castelo?
Sebastian riu. — É verdade, mas não teria o mesmo estilo, se eu não
tivesse guerreiros para preenchê-lo. A maioria deles são apenas shifters
dragão não acasalados. Cada dragão é obrigado a servir no meu exército por
um período de dois anos. Depois disso, eles são autorizados a permanecer no
meu serviço ou passar para outras atividades.
— Eles são obrigados a servir? — Beauregard franziu a testa. —
Sebastian, eu não tenho que servir, não é? Eu não vou fazer um guerreiro
muito bom.
— Não, amor, você não é obrigado a servir. Além do fato de que você
é um coelho e não um dragão, você é acasalado. Só dragões não acasalados
estão autorizados a servir. Não é permitido a nenhum dragão acasalado até
sair do seu período de serviço. Uma vez que são acasalados eles não podem
mais servir.
— Por que não?
Sebastian sorriu e abraçou Beauregard. — Como proteger os nossos
companheiros se torna a nossa prioridade número um depois de acasalar isso
significa que um guerreiro não pode dar a sua total dedicação a servir-me se
tiverem um companheiro. Suas lealdades estarão divididas.
— Será que você serviu?
— Beauregard... — Galan disse, parecendo totalmente presunçoso,
— … você está olhando para único dragão de nascimento nobre que já serviu.
No passado, a nobreza eram imunes a servir. Sebastian, no entanto, sentiu
que era seu dever servir junto com todos os seus guerreiros.
— Seu pai teve um ataque — acrescentou Harlan. — Mas
Sebastian ganhou mais respeito de seus guerreiros do que qualquer outro
príncipe real na existência. Ele não esperava nenhum tratamento especial, e
ele não conseguiu nenhum. Ele trabalhou tão duro quanto qualquer outro
guerreiro em treinamento.
Beauregard ficou impressionado, e apenas um pouco orgulhoso, a ser
acasalado a um homem que não aceitava sua posição como lhe era devido. Ele
foi rapidamente começando a compreender que Sebastian tinha um senso de
honra tão forte quanto o seu.
— Eu acho que foi uma escolha muito sábia — disse Beauregard. —
Um guerreiro tem a certeza de respeitar um homem encarregado mais se esse
homem sofreu as mesmas coisas que ele. Há uma melhor compreensão do que
é esperado e o que eles passam.
— Sim — Sebastian refletiu, olhando para Beauregard, estranhamente
— era exatamente o meu pensamento.
Beauregard encolheu os ombros. — Faz sentido.
— Estou feliz que você pense assim. Eu só estou um pouco surpreso
que você saiba disto. Eu não achei que os coelhos tinham exércitos ou
nobreza.
— Nós realmente não, não como você, mas não é preciso ser um
gênio para entender que os homens serão mais dispostos a seguir alguém que
tenha experimentado o que eles. Se você tem alguém que tem uma posição
elevada sobre eles, mas nunca fez um pouco de trabalho, os homens não vão
respeitá-los.
Harlan começou a bater palmas, o que fez Beauregard saltar. Ele se virou
para olhar para o homem, sem saber exatamente o que estava acontecendo.
— Você disse que ele era único — disse Harlan depois que ele parou
de bater palmas. — Eu não sabia que também significava que ele era
inteligente também. Ele fará um bom companheiro para você, Sebastian .
— Eu não poderia concordar mais, — Sebastian disse se
aconchegando mais perto de Beauregard.
Beauregard não entendeu muito bem o que estava acontecendo, mas
enquanto ele estivesse envolvido nos braços de Sebastian, não se importava
muito.
— Então, eu chego a ver este castelo de vocês?
— É claro, Coelho. — Sebastian aproveitou e pegou um pedaço de
papel sobre a mesa enquanto ele olhava para Galan. — Por favor, veja se
todas as providências serão tomadas, Galan. E Harlan, vou precisar desses
dois guerreiros o mais rapidamente possível.
Assim que os dois homens assentiram, Sebastian passou o braço em
volta dos ombros de Beauregard e levou-o para fora da alcova. Ele acenou com
a mão ao redor da sala grande.
— Como você pode ver, esta é a sala de estar.
— Sim, eu imaginei. — Beauregard riu.
— Pois bem, vamos levá-lo à varanda. A vista de lá é que tem que ser
vista para ser acreditada.

Beauregard estava curioso, especialmente quando Sebastian pegou um


grande manto preto e envolveu-o em torno de seus ombros. Ele quase sorriu
quando Sebastian puxou o capuz sobre sua cabeça e amarrou o casaco.
— Eu vou ter uma capa feita especialmente para você, uma forrada
com pele de lince branco. Ele vai ficar uma beleza em você.
Beauregard franziu a testa. — Hum, talvez poderíamos fazê-lo com
imitação de pele? Sou amigo de um shifters lince e vestindo um manto feito de
sua pele seria apenas errado. Seria como fazer um chapéu de pele de coelho.
Sebastian riu. — Eu acho que poderia ser arranjado, mas eu ainda acho
que a pele branca ficaria melhor em você. Ela ficaria maravilhosa com seu
cabelo.
Beauregard sentiu-se melhor sabendo que Sebastian entendia sua
aversão a ter um casaco de pele real. Ele só não entendia por que ele
precisava de um manto até Sebastian o levar para a varanda e a primeira
explosão de ar frio bater-lhe.
— Ainda é inverno aqui — ele engasgou quando viu a paisagem
coberta de neve abaixo da varanda. Havia neve branca, tanto quanto ele podia
ver, pontilhada aqui e ali com as árvores e a casas ocasionais. Parecia uma das
maravilhas do inverno.
— Estamos bem no alto das montanhas aqui, coelho. Deveríamos ter
neve por outro par de meses. Assim que a neve derreter, teremos chuva por
algum tempo, depois o sol vem e no verão vai estar aqui. Inverno não estará
de volta durante vários meses.
— Vi uma grande lareira no quarto. Eu não acho que os meses de
inverno serão um problema.
— Há também uma lareira na sala e no banheiro. Nós vamos ficar
muito quentes. Eu modernizei o castelo cerca de dez anos atrás. Por que sofrer
quando podemos ter conveniências modernas?
— Sim, eu vi a grande TV e o laptop. — Beauregard ficou surpreso
quando o rosto de Sebastian corou. Ele não achava que o grande dragão era
capaz de ficar envergonhado. Aparentemente, ele estava errado. — Isso é
tão bonito. Você está corando.
— Não estou. — Lábio inferior Sebastian empurrou para fora, mas ele
parecia feliz, não bravo.
— Está sim. — Beauregard riu quando ele se virou para olhar para trás
sobre a paisagem. Ele sentiu o corpo de Sebastian contra ele o cobrindo e
esquentando por trás. — Isso é incrível, Sebastian. É tudo seu?
— Nosso, amor, isso é tudo nosso.
— Nosso? — Beauregard olhou por cima do ombro. — Sério?
— Sim, realmente.
Beauregard não sabia o que dizer. Sebastian estava compartilhando tudo
com ele. Beauregard não tinha muito, certamente nada parecido com o que
Sebastian tinha, mas ele estava disposto a compartilhar o que ele tinha.
Beauregard desabotoou sua bolsa de coelho e tirou sua pequena coleção
de itens até que ele encontrou o seu chiclete. Ele estendeu um pedaço para
Sebastian. — Quer um chiclete?
— Coelho, eu não mastigo chiclete.
— Oh. — Beauregard franziu a testa enquanto ele olhou para dentro
de sua bolsinha. Seu chiclete era seu bem mais precioso em sua bolsa. O que
mais ele poderia compartilhar com Sebastian? Ele tinha duas pedras polidas
brancas. Ele realmente não precisam tanto delas. — Quer uma pedra?
— Você pode mantê-la.
Beauregard piscou várias vezes enquanto olhava em sua bolsa. Lágrimas
estavam começando a se formar nos cantos. Ele não acha que Sebastian
estaria interessado em seus brilhos labiais ou seu esmalte. Sebastian tinha
ficado chocado quando Beauregard tinha pintado as unhas. Ele não tinha dito
nada, mas Beauregard sabia.
— Eu tenho uma colher de prata — disse Beauregard, puxando-a
para fora de sua bolsa e segurando-a para Sebastian. — Você pode ter isso.
— Coelho, eu estou bem, — disse Sebastian. — Você pode mantém
seu material.
Beauregard começou a se sentir estúpido, algo que normalmente só
sentia quando estava em casa rodeado por os outros coelhos na sua colônia.
Ele sempre se sentiu preso em casa, seja em forma humana ou deslocado para
um coelho. Ele nunca sentiu que realmente pertencia. E estava começando a
se sentir assim novamente.
Sebastian não queria nada que ele tinha. Ele provavelmente sentia que
tudo era lixo estúpido como todos os outros fizeram. Beauregard entendeu que
as coisas que ele coletava eram estranhas, mas ele nunca soube o que podia
pegar o seu interesse ou como ele podia ser capaz de usá-lo em seu
artesanato.
Ele gostava de fazer coisas com as mãos, geralmente joias como brincos
e pulseiras e grampos de cabelo decorado. Às vezes, ele até fez pequenas
bolsas de joias. Ele só não achava que alguém como Sebastian estaria
interessado em nada disso.
Beauregard colocou tudo de volta em sua bolsa, mesmo o seu chiclete, e
fechou. Ele não estava com disposição para chiclete agora. Geralmente fazia
sentir-se feliz e saltitante mas, no momento, ele estava tão longe da sensação
de maneira como ele poderia imaginar estar.
— Podemos voltar para dentro? — Beauregard perguntou. —
Estou ficando com frio.
— Bem, não podemos deixar isto acontecer — disse Sebastian quando
ele levou-os de volta em direção à grande porta de vidro duplo. — Eu tenho
arranjado para Carlos nos traga algo para comer. Está com fome?
— Quem é Carlos?
— Isso seria eu, jovem senhor.
Beauregard empurrou ao redor para ver um homem bastante firme,
olhando em pé na pequena área de refeições com uma bandeja de comida em
suas mãos. O homem colocou-a para baixo e puxou a tampa de prata onde
apareceu vários pratos diferentes.
— Eu trouxe-lhe uma variedade de itens, jovens senhores. Temos
salada de macarrão penne com tomates secos, uma seleção de legumes
cortados, e algum pão doce especial de Jenna. Para a sobremesa, cheesecake
e Jenna faz um de mousse de chocolate muito bom. — Carlos cruzou as
mãos atrás das costas quando ele olhou para Beauregard. — Se houver algo
mais que você deseje, por favor, não hesite em me dizer.
— Quem é Jenna?
— Jenna é a esposa de Carlos e nossa cozinheira — explicou
Sebastian. — Ela é o mestre da cozinha.
Carlos sorriu. — Muito bem, senhor.
Beauregard sorriu, embora ele ainda não se sentisse tão bem. — Você
disse cheesecake mousse de chocolate?
— Eu disse, jovem senhor.
— Por favor, me chame de Beauregard. — Ele apontou atrás dele
para Sebastian. — Ele gosta de me chamar de Coelho, mas...
— Eu não sonharia com isso, senhor.
Apesar do nó na boca do estômago, Beauregard poderia sentir-se
contente para Carlos. O homem parecia duro, mas bom de qualquer maneira.
Ele não podia esperar para conhecer sua esposa. Ele só esperava que ela fosse
tão agradável.
— Devo te servir um pedaço de cheesecake mousse de chocolate,
Beauregard?
Beauregard sorriu. Ele começou a abrir a boca para responder para
Carlos quando Sebastian falou por trás dele.
— Primeiro comida depois sobremesa, Carlos. Beauregard estava
doente em nosso caminho até aqui. Ele precisa de algo leve em seu estômago
antes que ele pule para a sobremesa.
Beauregard franziu a testa. — Se você diz — disse ele se virando para
olhar para Sebastian. — Eu acho que cheesecake é exatamente o que eu
quero.
— Depois que você comer algum alimento real.
— Sebastian, eu...
— Por favor?
Beauregard revirou os olhos. Não havia nenhuma maneira que ele poder
negar Sebastian quando o homem disse: por favor. Ele se virou para encarar
Carlos, surpreso quando viu um lampejo de diversão no rosto do homem. Ele
não teria pensado o homem pomposo iria mostrar qualquer emoção.
— Vamos tentar a salada de macarrão em primeiro lugar.
Carlos assentiu. — Excelente escolha, jovem senhor.
Beauregard fez o seu caminho até a mesa e sentou-se enquanto Carlos
lhe servia um prato. Ele olhou para o prato de comida que Carlos colocou na
frente dele. Não havia como ele podia comer tanto.
— Uh, Carlos, você sabe.... Eu sou um coelho, certo?
— É claro, o jovem senhor, príncipe Sebastian explicou-me quando
você chegou.
— Príncipe Sebastian. — Beauregard riu. — Sim, eu nunca vou me
acostumar a isso.
— A Casa de Drakus tem uma história longa e ilustre, jovem senhor,—
disse Carlos. — Eu ficaria feliz em explicar isso para você quando você tiver
o tempo.
Beauregard piscou. — Um... com certeza.
Sebastian riu quando ele se sentou do outro lado da pequena mesa de
Beauregard. Ele gesticulou para o prato cheio de comida. — Coma, Coelho.
Eu quero ver você limpar pelo menos metade do prato antes de sair desta
mesa.
— Metade? — Beauregard engasgou quando ele olhou para o prato.
— Sebastian, eu nem sei se eu posso comer um quarto deste. Coelhos não
comem muito.
— Apenas tente, ok?
— Eu vou tentar — disse ele quando pegou o garfo e cavou na comida
— mas eu não estou fazendo nenhuma promessa.
— Assim que você comer, eu vou lhe mostrar o resto do castelo.
Beauregard acenou com a cabeça pois ele tinha a boca cheia de comida.
Assim que ele terminou de mastigar e engolir a comida deliciosa, ele olhou
para Carlos. — Este é realmente bom. Por favor, diga a sua esposa obrigado
por mim.
— É claro, o jovem senhor. — Carlos curvou a cabeça levemente,
em seguida, saiu da sala.
Beauregard voltou sua atenção para a sua comida e o homem sentado
em frente a ele. — Você não vai comer?
— Eu tive o café da manhã antes de sairmos do castelo do conselho.
Eu também não fiquei doente no caminho para cá. Eu estou bem.
Beauregard bufou e voltou a comer. — Eu sou um Coelho, não um
bebê.
— Beauregard!
Beauregard colocou o garfo em cima da mesa, de repente, não mais
faminto. Por que Sebastian usando seu nome neste especial que tom chocado
fazia-o se sentir como merda em um dia quente de verão? Não era justo.
— Sinto muito.
Ele parecia estar dizendo que muito ultimamente. Talvez ele nunca iria se
encaixar aqui. Não faria sentido. Ele não se encaixava em nenhum outro lugar.
O estômago de Beauregard de repente começou a rolar. Ele cobriu a boca com
a mão e olhou ao redor freneticamente.
— Banheiro — ele gritou por entre os dedos.
— Por aqui — Sebastian apontou quando ele se levantou e correu em
volta da mesa. Beauregard correu para a porta que Sebastian apontou. Ele fez
isso para o banheiro a tempo de cair de joelhos e vomitar no banheiro. Ele
vomitou até não sobrar nada em seu estômago.
Um pano frio alisou sua testa. Beauregard gemeu e baixou a cabeça em
seus braços. Ele sentiu a morte requentada. Ele nunca queria comer outra
coisa em sua vida.
— Estou realmente começando a ficar preocupado com você,
Beauregard, — Sebastian disse calmamente ao lado dele. — Esta é a
segunda vez hoje que você passa mal. Eu acho que talvez você precisa ver um
médico.
— Não. — Beauregard balançou a cabeça até seu estômago ameaçar
se rebelar novamente. — Eu só preciso descansar.
Ele não queria ver um médico. Ele suspeitava que sabia exatamente o
que estava errado com ele. Só não esperava isso, considerando que ele tinha
acasalado com um dragão. E certamente não estava pronto para contar a
Sebastian o por que ele estava doente.
Com a forma como as coisas estavam indo, ele não tinha certeza se iria
estar em torno tempo suficiente para explicá-lo. Sebastian parecia estar
irritado com ele cada vez que Beauregard se virava. Não seria muito tempo
antes do homem ficar farto e o jogar fora.
Beauregard queria ser bom, realmente ele queria. Pareceu-lhe que não
importava o quão duro ele tentava, não conseguiu encaixar com outras
pessoas. Conformismo não era algo que ele era muito bom, mas talvez se ele
se esforçasse o suficiente, ele poderia ser. Beauregard não conseguia pensar
em nada que ele não estava disposto a fazer para poder ficar com Sebastian,
até mesmo desistir do seu chiclete.
— Podemos ver o seu castelo um pouco mais tarde? — Beauregard
perguntou quando ele virou a cabeça para olhar para Sebastian. — Estou
muito cansado.
— É claro, amor, o que você precisar.
Havia um monte de coisas que Beauregard precisava mas ele não pediria
nada. Ele estava sendo o suficiente de um inconveniente para Sebastian.
Ele não queria fazer ondas mais do que ele realmente tinha que fazer.
Ele deu a Sebastian um sorriso fraco. — Eu só quero tirar um cochilo.
Capítulo 8

Sebastian andava em círculos entre a mesa e a janela. Ele estava saindo


de sua mente. Beauregard estava doente, e ele sabia disso. Inferno, todos
sabiam disso. Somente todos fingiam que nada estava acontecendo. Mesmo o
médico estava agindo assim.
Beauregard estava dormindo por grandes períodos por quase uma
semana. Quando ele estava acordado, ele ficava doente do estômago. Ele
estava pálido e perdendo peso. No segundo dia, Sebastian bateu o pé e
chamou o médico.
E a visita em si fez Sebastian querer rosnar e esmagar algo com os
punhos. Beauregard se recusou a ser examinada pelo médico com ele no
quarto. Sebastian tinha protestado, mas o médico maldito havia apoiado seu
companheiro.
Quando o médico saiu, ele havia anunciado que Beauregard estava
saudável e bem, algo que Sebastian sabia que seu companheiro não estava.
Beauregard continuou a estar doente, mesmo depois do médico voltar o que
tinha sido dias atrás.
Ninguém disse a Sebastian o que estava errado com seu companheiro. O
alimento que era trazido quase não era tocado. Beauregard ficava acordado
uma hora aqui ou ali, mas nunca o suficiente para Sebastian realmente
questioná-lo.
Nem mesmo os trabalhadores na porta ao lado fazendo toneladas de
ruídos enquanto eles adaptavam o local e transformou-o em um viveiro de
plantas parecia incomodar Beauregard. Ele só dormiu apesar do barulho. Se
Sebastian não obtivesse algumas respostas em breve, ele machucaria alguém.
— Sebastian?
Sebastian virou, franzindo a testa quando percebeu que não tinha ouvido
ninguém entrar — Galan.
— O material de Beauregard chegou. Onde você gostaria que eu
colocasse?
— Você pode trazer os objetos pessoais aqui. Todo o resto pode ser
colocado em um armazém até Beauregard decidir o que quer fazer com ele.
Galan torceu os lábios em torno por um momento enquanto o homem
franzia o cenho. — Há apenas quatro caixas, Sebastian. Não há nada para
colocar em armazém.
— Quatro caixas?
Galan assentiu. — Fiquei um pouco surpreso comigo mesmo. Eu acho
que todos os móveis vieram com o apartamento. Seus pertences pessoais
couberam todos em quatro caixas de papelão, e apenas isso. Simplesmente
não havia muito para embalar.
— Talvez ele mantém algumas de suas coisas em outro lugar ou algo
assim. — Tinha que haver uma explicação do porque Beauregard não ter
mais coisas para embalar de seu antigo apartamento.
— Sebastian, há uma caixa de roupas, uma caixa de livros, e duas
caixas de probabilidades e extremidades. — Galan riu um pouco. — E
quando eu digo probabilidades e extremidades, quer dizer, probabilidades e
extremidades. Ele recolhe algumas das coisas mais estranhas.
— Bem, basta trazê-la aqui, então. Beauregard vai querer as coisas
dele perto dele quando ele acordar.
— Ele ainda está dormindo?
— Sim, e eu quero saber o porquê. O médico continua a dizer-me que
ele está bem, mas sei que ele não está. Ninguém fica doente e dorme muito a
menos que eles estejam doentes. Se alguém não me disser logo, talvez eu
possa ter de chamar o Conselho e obter a sua assistência.
— Você já perguntou para Beauregard?
— Como? — Sebastian disparou enquanto balançava as suas mãos
para o ar. — Ele está sempre dormindo. Ele acorda o tempo suficiente para
comer uma coisinha, que nunca é suficiente, e brincar, e então ele está de
volta a dormir.
Sobrancelhas de Galan se ergueram. — Ele acorda para brincar?
— Sim.
— E você deixa?
— Parece ser a única coisa que o impede de ficar doente. Se eu me
recuso a brincar com ele, ele fica chateado e, em seguida, ele corre para o
banheiro e vomita. Pareceu-me mais fácil brincar com ele depois que ele
comeu alguma coisa e depois deixá-lo voltar a dormir em vez de discutir com
ele sobre isso.
Sebastian passou as mão pelos cabelos. Ele estava no final da sua
sanidade. Ele queria seu companheiro, feliz e exuberante de volta. Ele não
queria passar uma hora com seu companheiro de brincadeiras e depois não
tendo ninguém para compartilhar sua vida. Ele queria seu relacionamento com
Beauregard fosse mais do que sexo, não importava o quão bom fosse.
— Eu não sei. — Sebastian plantou as mãos na cintura e inclinou a
cabeça para trás para olhar para o teto. — Talvez eu esteja fazendo algo
errado, e Beauregard está dormindo, para evitar-me. Quero dizer realmente, o
que eu sei sobre coelhos? Ele poderia ser...
— Sebastian — sussurrou Galan.
Sebastian olhou para encontrar o seu segundo em comando olhando do
outro lado da sala. Sebastian seguiu o seu olhar para ver um coelho branco
pulando fora do quarto. O coelho pulou para o outro lado da sala e da direita
para a porta principal. Beauregard parou e olhou por cima do ombro, como se
esperando.
Curioso, Sebastian se aproximou e abriu a porta. Beauregard pulou para
fora da porta e começou a descer o corredor. Sebastian o seguiu alguns passos
atrás do coelho. Ele podia ouvir Galan atrás dele.
Beauregard pulou para o corredor, parando a cada poucos metros para
cheirar alguma coisa, então pulando por diante. Quando chegaram ao topo da
escadaria, Sebastian debateu entre pegar Beauregard e levá-lo para baixo.
Parecia um longo caminho para baixo para um coelho pular.
Antes que ele pudesse decidir, Beauregard pulou para o degrau abaixo
dele, então o próximo, e o próximo, até que ele desceu todos. Sebastian e
Galan seguiram logo atrás dele. Várias pessoas pararam para olhar. Sebastian
apenas deu de ombros e seguiu o coelho.
Beauregard parou na porta de vaivém que levava para a cozinha e olhou
para Sebastian. Sorrindo para o seu coelho, Sebastian esticou o braço e
empurrou a porta, segurando-a até Beauregard pular dentro, então seguiu-o.
Beauregard foi até a geladeira. Sebastian se aproximou e abriu a porta.
Beauregard levantou-se em suas pernas traseiras, repousando as pernas da
frente na borda da geladeira, e começou a farejar, o pequeno nariz rosa
praticamente vibrando. Ele parecia particularmente interessado na gaveta de
vegetais.
Sebastian agachou-se e abriu o compartimento. As patas traseiras de
Beauregard cutucaram como um louco enquanto ele tentava subir ao longo da
borda na gaveta. Sebastian sorriu e levantou Beauregard, até que ele pudesse
subir dentro. Ele deslizou para baixo e se sentou no chão ao lado da gaveta e
viu seu companheiro começar a roer as verduras na gaveta. Foi a primeira vez
em dias que Sebastian tinha visto seu companheiro ter qualquer tipo de
apetite. Ele não se importava se eles estavam sentados no chão da cozinha
com a porta da geladeira aberta. Se Beauregard estava com fome, ele poderia
ter o que quisesse.
Beauregard parecia ter nenhuma aversão especial a qualquer coisa na
gaveta. Ele mastigou alface, cenoura, pimentão e aipo. Quando ele chegou a
um abacate grande, ele apenas olhou para Sebastian.
Sebastian riu e pegou uma faca sobre o balcão. E cuidadosamente
retirou o abacate e removeu o caroço. Depois de cortar o que restava em
pequenas seções na palma da sua mão, ele segurou sua mão para Beauregard.
O coelho comeu todas as últimas fatias, em seguida, lambeu a mão de
Sebastian. Assim que ele ficou satisfeito, Beauregard saiu para fora da caixa e
atravessou de volta para Sebastian. A boca de Sebastian caiu aberta quando
ele subitamente encontrou-se com um homem nu.
— Preciso de um banho.
Sebastian rapidamente despiu sua camisa e a colocou sobre os ombros
de Beauregard, sabendo que o homem não gostava que alguém o visse nu. Ele
abotoou-o, então pegou Beauregard em seus braços e se levantou.
Ele queria dizer algo para Beauregard quando ele o levou para fora da
cozinha, mas estava com medo de perturbar a silenciosa trégua que parecia
estar acontecendo entre eles. Além disso, ele não sabia o que diria se ele não
dissesse nada.
Ele levou Beauregard até a grande escadaria e pelo corredor até seu
quarto. Quando chegou ao banheiro, ele colocou Beauregard no balcão do
banheiro e se virou para ligar a água na banheira. Ele ainda acrescentou
alguns sais de banho.
— Você está bravo comigo? — Beauregard sussurrou por trás dele.
— Não — Sebastian disse calmamente, sem voltar-se para seu
companheiro: — Eu não estou louco, mas estou confuso.
— Sebastian.
— Sim?
— Peço-lhe que olhe para mim?
Sebastian suspirou profundamente, em seguida, virou para olhar para
seu companheiro. — Por que você não sobe na banheira? Podemos falar,
enquanto você está na imersão.
Beauregard apertou os lábios e subiu na banheira. Sebastian esperou até
que a banheira ter enchido então desligou a água. Ele entregou uma toalhinha
a Beauregard e uma barra de sabão.
— Eu sei que maças o deixam bêbado. Aprendi isto no castelo do
conselho. O que está fazendo você doente desta vez? Há alguma outra fruta
que eu preciso saber?
— As cenouras são um afrodisíaco.
— Você mencionou antes. Qualquer outra coisa que eu preciso saber?
— Eu sou um Coelho.
— Eu estou ciente disso.
Beauregard olhou para as bolhas na banheira por um momento e depois
olhou para ele. — Coelhos são únicos no mundo shifter. Acho que todas as
espécies têm uma coisa ou outra que eles podem fazer, e os coelhos não são
diferentes.
— Beauregard, você está incoerente. Só me diga.
O coração de Sebastian começou a bater freneticamente quando os olhos
de Beauregard se encheram de lágrimas.
Beauregard teria algum tipo de doença?
Ele estava morrendo?
Que estava errado com seu companheiro?
— Estou grávido.

Beauregard sentiu as lágrimas deslizar pelo seu rosto quando Sebastian


levantou-se e saiu do banheiro sem uma palavra. Ele puxou os joelhos até o
peito e passou os braços em torno deles. Ele fechou os olhos e baixou a cabeça
para baixo sobre os joelhos.
Sendo acasalado era estúpido. Sua antiga casa e vida era muito solitário
e infeliz, mas pelo menos ele não sentia como seu coração estivesse sendo
arrancado do peito, como ele sentia agora. Beauregard só queria se enroscar
em um buraco em algum lugar e se esconder.
Ele não queria mais estar acasalado. Demorou tanto e deu quase nada
em troca. Claro, o sexo era grande, e Beauregard adorava estar com
Sebastian, mas essa dor, essa profunda dor que ele tinha em seu coração
simplesmente não valia isso. Doía muito.
Beauregard não achou que ele pediu muito, não realmente. Ele tentou
realmente duro não fazer bagunça, embora soubesse que ele tendia a fazer
exatamente isso. Ele tentou ser bom. Ele tinha ainda tentado realmente duro
para não deixar sua goma de mascar em todo o lugar. Ele só queria ser aceito
e queria algo em troca.
Agora nunca iria acontecer. Sebastian o odiava. O homem não podia
sequer falar com ele. Beauregard recostou-se na banheira e esfregou o
pequeno inchaço crescendo em seu abdômen. Era pequeno agora, mas só iria
crescer ao longo das próximas semanas.
Beauregard realmente não tinha ideia do que ele ia dar à luz,
considerando que ele tinha acasalado com um dragão. Só o tempo diria. E
tanto quanto ele estava preocupado com isso, não poderia deixar de estar
animado que ele ia ter um bebê.
Ele só queria que Sebastian sentisse o mesmo. Um pequeno soluço
escapou dos lábios de Beauregard, enquanto ele pensava na probabilidade de
que Sebastian nunca pudesse querer uma criança criada entre eles. Tão
irritado como ele parecia, era uma possibilidade muito real. Sebastian tinha
ficado chocado o suficiente para estar acasalado a um coelho. Esta com certeza
iria jogá-lo para fora.
Quando a água começou a esfriar, Beauregard saiu e se secou. Ele
esvaziou a banheira e limpou o banheiro, então foi em busca de suas roupas.
Ele ficou surpreso quando encontrou uma roupa dobrada na extremidade da
cama, mas imaginou que alguém tinha colocado para ele. Assim que ele estava
vestido, sua bolsa com segurança presa ao cinto, ele saiu do quarto.
Dois homens muito grandes instantaneamente saltaram de sua posição
sentada. Beauregard começou a ficar com medo até que ele reconheceu um
deles como Harlan. Ele apertou a mão contra seu peito até seu coração parou
de trovejar, em seguida, acenou para eles.
— Olá, Harlan, é bom ver você de novo.
— Beauregard — disse Harlan, balançando a cabeça para trás. Ele fez
um gesto para o outro homem. — Este é Omar. Fomos atribuídos por
Sebastian para ser seus guardas.
— Guardas? — Beauregard sussurrou. — Eu preciso de guardas?
— Você está acasalado ao príncipe dragão, Beauregard, e você vive
em um castelo cheio de dragões.
— Bom ponto. — Beauregard olhou ao redor da sala de estar. —
É ... uh ... Sebastian está por aqui? — Ele soube pela maneira que Harlan
hesitou e olhou para Omar que Sebastian o havia deixado. Eles nem sequer
tinham que dizer qualquer coisa.
Beauregard não conseguia pensar em uma coisa a dizer para quebrar o
silêncio pesado. Harlan e Omar pareciam muito nervosos também. Eles nem
sequer olhavam Beauregard no rosto. — Certo... bem... hum... eu acho que
vou voltar para meu quarto.
Beauregard virou-se para voltar para a sala privativa quando ouviu
Harlan clarear sua voz. Ele fechou os olhos, preparando-se para o que Harlan
tinha a dizer, mas tinha medo que ele já sabia.
— Sinto muito, Beauregard, mas você foi transferido para outro
quarto.
Os joelhos de Beauregard quase se dobraram da agonia pura que o
rasgou ao meio. Não só Sebastian não queria falar com ele, como não o queria
no mesmo quarto. Sebastian o estava chutando para fora.
Beauregard sabia que viria em algum momento. Ele sabia desde o início.
Ele tinha apenas começado a acreditar que ele e Sebastian podiam realmente
ter algo especial juntos. Ele tinha começado a acreditar no sonho.
Era estúpido, e ele só tinha culpar a si mesmo. Ele deveria ter se
lembrado de como era quando estava na colônia de coelhos. Sendo o coelho
branco apenas fez as coisas sido muito difíceis. Ele suportou isso dia após dia,
lembrando-se que havia alguém lá fora para ele, só para ele, alguém que o
amaria e o quereria apesar de tudo.
Mas não havia. Não havia ninguém lá fora para ele. Tudo tinha sido um
sonho, e tinha sido estúpido nisso. Quem queria um coelho branco que se
embebedava com maçãs e chiclete mastigados?
— Beauregard?
— Deixe-me pegar minhas coisas.
— Eu mudei-as enquanto você estava de banho.
Beauregard sentiu como se cada palavra que saia da boca de Harlan
fosse um tapa em sua cara. Sebastian estava com tanta pressa para se livrar
dele, que nem sequer tinha lhe permitido arrumar suas próprias coisas.
Beauregard adivinhou que praticamente dizia tudo ali mesmo.
Beauregard apertou os lábios e caminhou em direção à porta. Harlan e
Omar o seguiram logo atrás. Harlan quando abriu a porta para ele, Beauregard
deu mais uma olhada no quarto, o lugar que ele tinha sido feliz por pouco
tempo, então se virou e saiu.
Não parecia haver qualquer razão para ficar por perto. Não havia nada
para ele aqui e ele, obviamente, não era querido. Beauregard deixou cair as
mãos até cobrir seu abdômen quando ele percebeu que nem mesmo seu filho
estava sendo desejado.
Beauregard foi escoltado pelo corredor para outro conjunto de escadas
que nunca tinha visto antes, em seguida, até o terceiro andar. Seu quarto
estava na extremidade de um longo corredor. Beauregard não se importou.
Qualquer lugar era melhor do que ficar onde ele não era desejado.
Harlan abriu a porta, e Beauregard entrou sem sequer olhar para o
quarto. Ele simplesmente não ligava. Ele sentiu um tipo de entorpecido no
momento.
— Sinto muito, Beauregard — disse Harlan.
Beauregard assentiu com tristeza. — Não é sua culpa sua.
— Assim que ele se acalmar...
Beauregard levantou a mão. — Por favor, não. Ele fez sua escolha.
— Há algo que você precisa?
Beauregard não conseguia conter as lágrimas em seus olhos de deslizar
pelo seu rosto quando ele se virou para olhar para o pequeno quarto que tinha
sido escoltado, a prisão que Sebastian o tinha colocado.
— Não, eu não preciso de nada — ele sussurrou. — Não mais.
Capítulo 9

Sebastian tomou o último gole da garrafa de uísque em seguida,


esmagou-a contra a lareira. Foi a terceira garrafa que ele tinha bebido, e ele
ainda não podia esquecer as palavras que Beauregard tinha sussurrado a ele.
Seu companheiro estava grávido. Seu exuberante, bonito, mentiroso, e
enganador companheiro estava grávido. Sebastian grunhiu e pegou outra
garrafa. Se ele já descobrisse quem tinha feito sexo com Beauregard, ele
arrancaria membro a membro.
— Você não acha que teve o suficiente?
— Não! — Sebastian rosnou. Quando Galan tentou tomar a garrafa
de suas mãos, Sebastian mostrou suas garras para ele. — Deixe-me
sozinho, porra.
— Sebastian, esta não é a maneira de lidar com isso. Fale com
Beauregard.
— Beauregard! Beauregard! — Ele agarrou. — Eu não quero
ouvir seu nome novamente. Ele mentiu para mim e me enganou. Ele não
merece ter seu nome falado nesta casa. Na verdade, eu vou torná-lo um
decreto real. Seu nome nunca deve ser falado nesta casa novamente.
— Sebastian, você não quer fazer isso.
— O inferno que eu não quero! — Sebastian bateu a garrafa em
cima da mesa com tal força que a garrafa estilhaçou. — Ele é suposto ser meu
companheiro. Ele me traiu. Ele me disse que era virgem. Ele mentiu. Eu
deveria ter sabido melhor. Nenhum homem pode dar uma chupada daquele
jeito e ainda ser virgem. Ele provavelmente dormiu com cada coelho em sua
colônia. Quem sabe quem é o pai de seu filho?
A dor na mão de Sebastião pelo vidro quebrado não foi nada comparado
à dor em seu coração. Ele estava pronto para dar a Beauregard seu coração, e
o homem tinha cuspido em seu rosto. Não admira que Beauregard tinha
dormido tanto. Ele queria evitar dizer a verdade a Sebastian.
— Você pode estar errado — disse Galan.
— Eu não estou errado. — Sebastian olhou para Galan, que parecia
estar do lado de Beauregard. — Nós só acasalamos há duas semanas e ele
já sabe que está grávido. Não importa quantas vezes nós já transamos, e ele
não pode ser meu.
— Sebastian
— Ele provavelmente sabia antes de nós acasalarmos. Eu aposto que
o nosso encontro foi tudo planejado. Ele provavelmente planejou a coisa toda.
— Sebastian riu asperamente. — Pegar um príncipe e viver a vida na
riqueza.
— Porra Sebastian, você está sendo ridículo. Beauregard te adora. Ele
certamente não planejou o decreto dos anciãos. Ele é tão vítima aqui como
você é.
— Ah, certo. — Sebastian acenou com a mão para Galan. — Ele
provavelmente tem um amante em algum lugar. Aposto que sabia do decreto
e realmente esperava pegar um idiota. Ele só precisava esperar para o
próximo cara, aquele que por acaso era um príncipe.
— Deus, você está tão cheio de si mesmo, — zombou Galan. —
Espero que ele tenha mesmo um amante. Pelo menos, então ele poderia ter
tido alguém que o queria pelo que ele era e não porque ele estava preso a
alguém.
A boca de Sebastian caiu aberta quando seu amigo mais antigo e mais
confiável o traiu. — Você não quis dizer isso.
— O inferno que eu não quis. Você não fez nada a não ser mostrar
seu título nobre de senhor sobre a cabeça de Beauregard desde o início,
mostrando-lhe a sorte que era ser acasalado a um príncipe dragão. E que ele
deveria agradecer a sua estrela da sorte.
Galan bateu as mãos em cima da mesa e se inclinou para a frente. —
Espero que ele nunca o perdoe por isso. Você não o merece. Ele é doce e
gentil, e ele te ama, e você o tratou como se ele fosse uma aberração. Você
desdenha de suas roupas, sua escolha de sapatos, até mesmo de seu esmalte.
Você faz ele se sentir como se houvesse algo errado com ele, que é
exatamente o que todo mundo tem feito a ele toda sua vida. Por que você
deveria ser diferente só porque você é seu companheiro?
Sebastian rosnou e lançou-se através da mesa para Galan. Ele não se
lembrava de já estar com tanta raiva em sua vida. Ele queria machucar Galan,
para machucá-lo tanto como ele estava sofrendo.
Galan estava esperando por ele quando ele veio do outro lado da mesa, e
ele não estava tão embriagado como Sebastian estava. Pelo menos, é o que
ele disse a si mesmo quando ele se levantou do chão alguns segundos depois.
— Já acabou? — Galan perguntou.
— Não, é pouco.
Sebastian atacou novamente, e mais uma vez, e Galan estava pronto
para ele. Desta vez, Sebastian aterrou de cabeça para baixo em sua mesa. Ele
arquejou fortemente quando a dor tomou seu corpo. Ele sabia que poderia
vencer Galan. Ele era maior e mais forte. Ele simplesmente não parecia ser
capaz de vencê-lo no momento.
— Sebastian, eu não quero brigar com você, mas...
— Bom, então, apenas me deixe sozinho.
— Sebastian...
— Basta ir, Galan —Sebastian disse cobrindo os olhos com o braço.
Ele realmente queria estar sozinho para que ele pudesse curar seu
coração partido em particular. Ele não queria que outras pessoas soubessem o
quanto ele tinha sido traído por Beauregard e quanto ele tinha sido
machucado. Sentia-se como seu coração tivesse sido desnudado para que
todos o vissem.
— Eu vou sair, mas eu quero que você me escute primeiro — disse
Galan.
— O quê?
— Você precisa realmente pensar sobre isso, Sebastian. Eu realmente
acredito que Beauregard não te traiu. Talvez ele não sabia até agora. Ele
certamente teria dito se tivesse sabido. Ele é seu companheiro. Ele precisa de
você tanto quanto você precisa dele.
Sebastian não se moveu até que ouviu a porta bater logo atrás de Galan.
Ele sentou-se lentamente, observando o corte sangrento em sua mão quando
ele fez.
Ele deve ter cortado a mão em algum momento durante a luta ou na
garrafa de uísque quebrada. Era profundo. Ia precisar de pontos.
Sebastian olhou ao redor, até que ele avistou o telefone no chão. Ele se
abaixou e pegou. Depois de desligá-lo por um momento, ele ergueu o receptor
novamente e esperou que Carlos atendesse.
— Sim, senhor?
— Carlos, chame o médico. Acho que preciso de pontos.
— Agora mesmo, senhor.
Sebastian desligou o telefone, em seguida, puxou a camisa e enrolou-a
na mão sangrando. Foi estúpido lutar com Galan. Sebastian poderia ser maior
e mais forte, mas eles eram muito iguais. Além disso, Galan era seu melhor
amigo.
Ele tinha ficado tão zangado com o que Galan estava dizendo. Ele parecia
estar do lado de Beauregard, não do de Sebastian. Ele parecia não entender
como Sebastian se sentia traído, o quanto seu coração estava quebrando.
Não era justo. Sebastian nunca pediu para ter um companheiro coelho.
Ele nunca pediu para ser acasalado. Isso tudo foi culpa dos anciões. Se eles
não tinham feito seu decreto, ele nunca estaria nessa bagunça.
E a pior parte, a parte que realmente doía em Sebastian e o fazia sentir
mais dor, foi o pensamento de que Beauregard nunca poderia ter dito a
verdade sobre todas as coisas que ele disse e fez, que tudo poderia ter sido
uma mentira.
Ele estava tão atordoado por Beauregard. O homem era incrível. Ele
tinha pegado o interesse de Sebastian desde o início. Sabendo que ele havia
sido tomado por um tolo era uma pílula amarga para engolir.
Saber que a criança que Beauregard levava não era sua o fez querer
vomitar. Não conseguia pensar em nada maior do que ser capaz de criar uma
criança com Beauregard. Ele nem sabia que era uma possibilidade.
Havia uma parte de Sebastian, que estava animado com a ideia,
intrigado. Um pequeno coelho branco que pareceria como seu companheiro
teria sido um sonho. Mesmo um dragão teria sido alegremente aceito.
E tanto quanto Sebastian esperava que ele fosse capaz de engravidar
outra criança, ele não sabia se ele poderia deixar passar o fato de que
Beauregard tinha mentido para ele. Se não poderia haver honestidade entre os
companheiros, então o que adiantava ser acasalado?
Companheiros deveriam ser uma equipe. Sebastian deveria ter sido
capaz de confiar em Beauregard mais do que confiava em qualquer pessoa, até
mesmo Galan. Ele não sabia se eles poderiam superar tudo isso algum dia, ou
mesmo se pudessem. Talvez eles nunca deviam ter estado juntos em primeiro
lugar.
— Ouvi dizer que você está procurando um amigo.
Sebastian olhou para cima, surpreso ao ver Derek em pé na sua porta.
— Derek, o que você está fazendo aqui?
Derek deu de ombros e passeou na sala, arrastando os dedos ao longo
das costas de uma cadeira. — Eu costumava vir aqui o tempo todo. Não se
lembra? Você me convidou.
Sebastian suspirou. Ele realmente não queria lidar com isso no
momento. Ele tinha muito outras coisas, coisas importantes para serem
pensadas. Ele não tinha necessidade de estar lutando contra os avanços de um
brinquedo de foda anterior.
— Derek, o que você quer?
Derek atravessou a sala e veio para ficar entre as pernas de Sebastian.
Ele passou um único dedo para baixo no peito nu de Sebastian. — Eu
apenas pensei em vir e tentar consolá-lo.
— Consolar-me? — Sebastian fez uma careta. Havia algo de errado
com essa afirmação. — Sobre o que você precisa me consolar?
— Um passarinho me contou que seu companheiro não estava
disponível para cuidar de suas ... — Derek olhou para virilha de Sebastian...
— suas necessidades mais viris.
Sebastian instantaneamente descobriu que Derek sabia que Beauregard
tinha estado doente. Ele só não entendia como Derek sabia. Não tinha sido um
segredo, exatamente, mas também não tinha sido transmitido também.
— Meu companheiro cuida de minhas necessidades muito bem,
obrigado.
Sebastian agarrou as mãos de Derek e empurrou-o. Dentro de um
momento, Derek estava de volta. Ele teve que dar isso ao homem, ele era
persistente. Sebastian simplesmente não estava interessado. Ele tinha um
companheiro que amava.
Mesmo enquanto pensava nas palavras, a realidade delas bateu em
Sebastian, e ele inalou agudamente. Galan estava certo. Ele estava sendo um
idiota. Beauregard era seu companheiro, e isso significava para melhor ou para
pior. Não significava que ele chutaria seu companheiro no primeiro sinal de
problemas.
Beauregard tinha sido honesto em seus sentimentos por Sebastian. Ele
não entendia como Beauregard poderia estar grávido, mas ele sabia que seu
companheiro haveria dito algo no minuto em que ele soubesse. Beauregard
não havia mentido. Ele não havia traído Sebastian.
Sebastian, por outro lado, havia traído seu companheiro. Ele tinha
tratado Beauregard de forma tão mesquinha que duvidava que o homem iria
perdoá-lo. Ele não culparia Beauregard, no mínimo, mas ele tinha que tentar.
— Derek, eu não tenho tempo para isso — disse Sebastian quando ele
empurrou Derek embora de novo. Ele precisava chegar à Beauregard e
implorar por seu perdão.
— Você nunca tem tempo para mim — lamentou Derek.
— Derek, você tem um companheiro. Eu tenho um companheiro. Deixe
ir. Isso não vai acontecer. — Sebastian balançou a cabeça quando ele pulou
fora da mesa, em seguida, partiu para a porta.
— Eu deveria ser seu companheiro!
Sebastian virou para gritar indignado com Derek apenas a tempo de ver
um flash de prata. No instante seguinte, a agonia torturante explodiu em seu
ombro. Os joelhos de Sebastian cederam à dor intensa.
— Derek, o que ... — Sebastian olhou para Derek em confusão.
— Você é meu — Derek rosnou. — Você sempre foi meu. Eu não vou
deixar alguma aberração peluda nos separar agora.
Derek adiantou-se e puxou a faca para fora do ombro de Sebastian.
Sebastian gritava em agonia enquanto a faca foi arrancada livre. Ele ofegava
fortemente até que viu Derek levantar a faca no ar. Ele rapidamente levantou
as mãos para parar Derek quando a faca começou a descer novamente.
— Derek, pare!
Os olhos de Derek estavam selvagens, uma pitada de loucura fazendo
com que parecessem mais brilhantes. Sebastian não achou que Derek ia parar
até que um deles estivesse morto. Ele não planejava que fosse ele. Ele tinha
muito para viver.
— Foda! — Sebastian gritou quando Derek começou a esfaquear
ele. Vários de seus golpes conseguiram passar e se afundou nas mãos de
Sebastian, até que se transformaram nada mais que uma confusão sangrenta.
Sebastian tentou lutar contra Derek enquanto ele lutava para ficar de pé.
Assim que ele ficou de pé, ele saltou para trás vários passos e abriu a
boca, explodindo Derek com uma grande bola de fogo. Ele desejava que seu
pequeno escritório fosse maior e ele pudesse se transformar. Ele poderia
acabar devorando Derek. Claro, ele pode ter indigestão depois, mas o homem
teria ido.
As sobrancelhas de Sebastian subiram quando a fumaça se dissipou, e
Derek ainda estava ali, um pouco chamuscado, mas nenhum desgaste para o
pior. Derek era um shifter puma. Ele deveria ter queimado pela chama.
— Você não acha que poderia se livrar de mim tão facilmente, não é?
— Derek sorriu. — Meu companheiro não vai me deixar morrer.
Sebastian fez uma careta. Isso não poderia ser bom. Por outro lado,
Sebastian duvidou que o companheiro de Derek soubesse que ele estava aqui.
Ninguém queria o seu companheiro babando atrás de outra pessoa.
— Você será meu.
— Eu não penso assim — disse Sebastian quando ele lentamente se
afastou de Derek. Se ele pudesse sair de seu estúdio sobre a entrada de dois
andares, ele poderia mudar, e então Derek não seria capaz de lutar com ele.

Derek gritou e levantou o punhal na mão. Sebastian saiu correndo. Ele


não era estúpido. Ele sabia que lutar com Derek em sua forma humana seria
sua perdição. Ele não estava disposto a ficar por aqui e deixar o homem
continuar a esfaqueando-o.
Algo pesado se chocou contra Sebastian assim que ele chegou à porta.
Ele passou voando, batendo na porta de entrada de mármore duro e
deslizando do outro lado dela. Pelo tempo que ele virou, Derek estava quase
sobre ele.
Sebastian mudou em um instante. Ele sentiu-se crescer maior, mais
forte. Quando ele abriu os olhos e olhou para baixo, Derek era apenas uma
partícula, uma partícula pequena e irritante. Sebastian rugiu e encheu a sala
de um tom cavernoso. Ele ouviu as portas se abrirem e as pessoas começarem
a correr, enquanto enchia o saco fogo com fumaça e se preparou para explodir
Derek em chamas.
— Sebastian, não!
Sebastian virou a cabeça para ver de Galan no topo das escadas.
Beauregard estava ao lado dele, a boca aberta em choque. Sebastian inclinou-
se para seu companheiro e exalou um ruído.
Para sua surpresa, Beauregard adiantou-se e estendeu a mão para ele.
Sebastian abaixou a cabeça até Beauregard poder alcançar seu focinho. Prazer
de proporções intensas fluíam através dele quando Beauregard acariciou a mão
sobre o focinho.
— Você é maravilhoso — murmurou Beauregard, — muito maior do
que eu esperava.
Sebastian retumbou novamente.
— Não! — Alguém abaixo dele gritou. — Você fica longe dele. Ele
é meu!
Sebastian sacudiu longe de Beauregard e se virou para olhar para baixo
em Derek. Ele abriu a boca novamente, com a intenção de queimar Derek
onde ele estava.
— Sebastian, não! — Galan gritou novamente. — Você não pode
matá-lo. Ele está vinculado a seu companheiro. Matará seu companheiro
também.
Sebastian rugiu. Ele queria matar Derek. Era a melhor escolha. Derek
nunca iria parar. Sebastian podia ver nos olhos do homem. Ele simplesmente
não parava.
— Por favor, Sebastian?
Sebastian balançou volta ao redor para ver Beauregard olhando para ele.
Ele ronronou suavemente.
— Ele está doente, e ele precisa de ajuda, mas não é culpa de seu
companheiro. Se você matar Derek, você mata seu companheiro. Quem quer
que seja, ele não merece isso.
Sebastian estava dividido, sua necessidade de proteger Beauregard era
tão poderoso que quase o consumiu.
— Por favor? — Beauregard sussurrou.
Sebastian se virou para olhar para trás, para Derek, com a intenção de
fazer o homem ir embora. Ele não mataria Derek, simplesmente porque
Beauregard pediu-lhe que não o fizesse. Sebastian esperava que Derek tivesse
entendido que a aberração peluda tinha acabado de salvar sua vida.
Quando ele olhou para baixo, Derek estava longe de ser visto. O pânico
se estabeleceu de imediato. Ele ouviu Galan gritar, em seguida, gritou
Beauregard. Sebastian voltou a tempo de ver Derek mudando em sua forma
de puma e saltar em Beauregard.
Cada pensamento de não matar Derek deixou a sua cabeça, quando os
dentes afiados de Derek viraram-se para Beauregard. Sebastian rugiu tão alto
que as janelas tremeram. Ele ignorou o olhar horrorizado de Beauregard e
virou-se para Derek, pegando-o pelas pernas traseiras.
Sebastian levantou-o no ar. Ele tinha toda a intenção de comer o
homem. Derek tinha ameaçado seu companheiro. Isto não poderia ser
permitido. Apesar dos pedidos de Beauregard, Derek precisava morrer.
Sebastian balançou Derek pronto para abrir a boca e comer o puma, quando as
portas da frente, de repente se abriram e uma rajada de ar frio bateu
Sebastian, congelando-o em seu lugar.
— Você não pode matá-lo, Drakus — um homem com uma túnica
escura disse quando ele correu para dentro — Ele pertence a mim.
Sebastian soltou uma nuvem de fumaça negra com raiva. Ele não
conhecia este homem. Suas palavras não significavam nada diante de proteger
Beauregard.
— Derek é o meu companheiro. Se você matá-lo, você me mata.
Sebastian bufou. Quando Derek começou a lutar, ele sacudiu a cabeça
rapidamente até o puma parar. Ele não estava com vontade de ouvir outras
pessoas. Ele tinha que salvar seu companheiro de Derek.
— Por favor. — O estranho levantou a mão. — Por favor, não
machuque-o. Derek precisa de ajuda. Ele não precisa morrer.
— Sebastian.
Cabeça de Sebastian voou até a porta aberta. Mais três homens estavam
de pé lá. Sebastian imediatamente os reconheceu como anciões. Um deles era
Elder Burke, o mais velho do clã Draconic. Os outros dois eram anciões
também, mas Sebastian não sabia quais.
— Sebastian, deixe Derek ir — disse Elder Burke.
Sebastian foi incapaz de resistir a um comando de um ancião. Isso é o
que os fez anciões. Ele abriu a mandíbula e deixou as patas traseiras de Derek
saírem de sua boca. O puma caiu no chão com um baque forte.
Elder Burke arqueou uma sobrancelha enquanto os outros dois anciões e
o estranho corriam para verificar o Derek. — Isso não foi exatamente o que
eu quis dizer, Sebastian.
Sebastian inclinou a cabeça um pouco, realmente não se importando, e
deixando o ancião saber disso.
Elder Burke fez um gesto para a forma de Sebastian, em seguida, cruzou
os braços sobre o peito. — Troque, Sebastian.
Sebastian soltou um rugido alto de protesto ao mesmo tempo em que
sentia o seu corpo de dragão seguindo a demanda do ancião. Ele gemia
enquanto a dor fluía por todo o corpo enquanto ele mudou de volta para sua
forma humana e caiu no chão, pousando em suas mãos e joelhos.
Sebastian respirou fundo e se empurrou de volta para se sentar em sua
bunda. Quando olhou para cima, Elder Burke estava de pé sobre ele, entre ele
e Derek.
— Ele tentou me matar — disse Sebastian lentamente enquanto
observava os outros atenderem a Derek. — Ele tentou matar Beauregard.
— Eu sei, Sebastian, — Elder disse Burke. — Myron veio para
nós quando ele descobriu as intenções de seu companheiro. Ele sabia que
Derek precisava ser parado, mas ele não queria que ele fosse prejudicado.
Tenho certeza que você pode entender, Sebastian. Eles são companheiros,
apesar do que Derek fez.
— Eu só quero que ele vá para onde ele nunca possa machucar
Beauregard novamente.
Sebastian estava cansado. A dor no ombro e nas mãos foi aumentando.
Apesar de sua mudança, ele tinha sofrido um dano grave e perdeu muito
sangue. E sabia que ele precisava conseguir tratamento médico em breve, mas
tudo o que ele realmente queria fazer era enroscar-se e dormir com seu
companheiro.
— Beauregard. — Sebastian olhou em direção ao topo da grande
escadaria, mas ele não podia ver seu companheiro. Ele lutou para chegar a
seus pés. — Onde está Beauregard?
— Acalme-se, Sebastian — disse Elder Burke quando ele colocou a mão
no ombro ileso de Sebastian e pressionou. — Galan levou seu companheiro
para o seu quarto. Ele colocou guardas para ficar de fora da porta de
Beauregard. Ele está seguro.
Aliviado não poderia sequer começar a descrever como Sebastian se
sentiu. Seus ombros caíram enquanto ele suspirava profundamente e se
acomodava no chão. Sua cabeça estava começando a girar. Ele mal conseguia
mantê-la quando Elder Burke agachou-se ao lado dele.
— Precisamos levá-lo a um médico — disse Elder Burke.
Sebastian pensou que era uma ideia muito boa. Ainda assim, ele não
quis baixar a guarda até que ele soubesse com certeza que Derek já não era
uma ameaça. Ele acenou com a mão na direção de Derek.
— O que vai acontecer com ele?
— Derek e seu companheiro serão movidos para um local seguro até
sua ligação poder ser restabelecida, e livrar de Derek sua influência.
— Minha influência? — Sebastian rosnou.
— Eu tenho medo que você involuntariamente criou uma conexão com
Derek durante seus momentos juntos, o que interfere com o vínculo entre ele
e seu companheiro.
— Mas eu nunca ...
Elder Burke fez um gesto para interromper Sebastian. — Não foi nada
que você estava ciente, Sebastian, mas sim algo único para submissos shifters
puma. Derek era suscetível a você, e em seu estado atual, ele realmente
acredita que ele é a melhor escolha de companheiro para você, mesmo ele
sentindo uma conexão com seu próprio companheiro.
— Isso soa muito fodido.
— Você pode imaginar como seu companheiro se sente? — O ancião
perguntou a Sebastian mas realmente não achou que foi uma pergunta. Mais
como um comunicado. — Myron sente o vínculo de acasalamento, mas ele
tem que reconhecer o vínculo de Derek tem com você ou potencialmente
perder seu companheiro de sempre.
— Eu não quero ter um vínculo com Derek — disse Sebastian. — Eu
nunca fiz. Nós só brincamos algumas vezes. Inferno, nem sequer jogamos
sozinhos. Havia sempre outras pessoas lá. Por que ele não tem um vínculo
com um deles?
— Quem pode dizer? Basta dizer que, Derek desenvolveu uma
conexão com você. Essa conexão precisa ser cortada e aquele com seu
companheiro reforçado. Assim que estiver feito isto, Derek já não desejará
estar com você, apenas com seu companheiro.
— Boa sorte para Myron então. — Sebastian balançou a cabeça.
— Ele vai precisar dela.

Capítulo 10

— Você tem certeza que ele está bem, Galan?


— Ele está bem, Beauregard, apenas alguns arranhões e riscos. Ele
precisava de alguns dias de repouso para se recuperar, mas o médico disse
que ele está bem.
Beauregard franziu a testa e se afastou da janela para olhar através da
sala de Sebastian para o segundo em comando. Tinha sido uma semana desde
que Derek atacou Sebastian, e Beauregard ainda tinha que ver o homem.
Durante a luta, Galan tinha levado Beauregard de volta para a segurança
de seu pequeno quarto e montou guarda fora de sua porta. A comida era
trazida, e um médico veio examinar Beauregard, mas não Sebastian.
Beauregard não foi autorizado a sair de seu quarto.
— Posso vê-lo?
Beauregard queria desesperadamente ver Sebastian, para se assegurar
que seu companheiro estava realmente bem. Ele tinha visto o sangue, as
feridas. Ele sabia que as lesões foram mais severas do que um raspão e
arranhões. Estava matando-o por dentro não sendo permitido ao lado de seu
companheiro.
— Isso não é uma boa ideia, Beauregard.
— Não, claro que não — Beauregard sussurrou quando ele se virou
para trás para olhar para fora da janela. Ele realmente não via nada não, as
montanhas cobertas de neve ou campos de branco puro diante dele. Ele não
viu nada, exceto o ódio nos olhos de Sebastian. E duvidou que ele jamais
esqueceria.
— Ele virá vê-lo quando ele estiver pronto, Beauregard.
Beauregard tapou a boca para não rir histericamente. Sebastian não
estava indo para vir vê-lo. Sebastian não poderia suportar a visão dele. Seria
ainda pior agora. Beauregard não conseguia esconder sua condição mais.
Ele estava longe o suficiente na gravidez agora que ele podia descobrir o
sexo do bebê, se ele realmente quisesse saber. Na outra semana, ele tinha
acabado de começar a adicionar peso enquanto o bebê cresceu para o
tamanho de nascimento. Ele seria tão grande quanto uma casa. E que tinha
certeza que o deixaria atraente aos olhos de Sebastian.
Não!
Beauregard desejava que pudesse mudar de volta para sua forma de
coelho, mas o médico tinha advertido contra isso. Estava muito adiantado em
sua gravidez e podia prejudicar o bebê. Tanto quanto Beauregard desejava não
estar gravido, ele ainda não faria nada para prejudicar seu filho. Era tudo o
que tinha deixado de Sebastian.
— Eu acho que vou tirar um cochilo — disse ele enquanto abaixou a
mão e virou-se para olhar para Galan. Ele podia sentir os olhos do homem
observando cada movimento seu, e era enervante. Beauregard sentia como se
Galan pudesse ler cada emoção sua.
O homem tinha gentileza, mas não havia uma pitada de piedade em seus
olhos quando ele olhou para Beauregard. Galan era o único homem que sabia
tudo o que aconteceu entre Beauregard e Sebastian. Beauregard gostava do
rapaz, mas ele não podia ajudar, mas se sentir ressentido. Galan também era
seu carcereiro.
— Você precisa de alguma coisa?
— Não.
Ela foi a resposta constante de Beauregard atualmente. O que ele
precisava, ele não poderia ter. O que foi oferecido, ele não queria. Beauregard
sentiu como se ele vivesse em uma bolha de algodão. Nada vinha, e nada saia.
Na maioria das vezes, ele nem sabia que hora do dia era.
— Talvez depois de descansar um pouco, podemos dar um passeio
fora, tomar um ar fresco.
Beauregard sabia que Galan estava apenas tentando ajudar, para dar-lhe
algo para olhar para frente. Ele tentou dar um pequeno sorriso para Galan para
deixar o homem saber que ele apreciou o gesto. Ele sabia que não funcionou
quando Galan franziu a testa.
— Ele virá vê-lo tão logo ele possa, Beauregard.
— Sim, é claro.
Se Sebastian realmente quisesse vê-lo, ele teria vindo antes. Mas ele não
fez, e Beauregard sabia disso. Se Sebastian estava tão saudável e energético
como Galan disse que ele estava, então não havia nada para impedi-lo de vir.
Beauregard, de repente se sentiu exausto. E quase o fez rir. Ele não tinha
feito nada exceto olhar para fora de sua janela por horas, mas ele se sentia
como se tivesse corrido uma maratona. Ele sabia que parte disso era estar
grávido, mas outra parte foi a destruição completa de seu coração e alma. E
nenhuma quantidade de sono pode corrigir isso.
Beauregard se aproximou e subiu na cama. Ele puxou as cobertas até ao
pescoço e fechou os olhos. Um momento depois, a porta fechou
silenciosamente, e ele sabia que Galan tinha saído. Só então Beauregard
deixou suas lágrimas caírem. Não eram muitos, apenas algumas. Ele já
derramou a maioria delas.
Ele acariciou a mão para baixo sobre o estômago dilatado, mais uma
lágrima caindo quando sentiu um movimento pequeno debaixo da sua mão.
Não era justo que ele não tinha alguém para compartilhar isso. Sebastian
deveria ter estado aqui para compartilhar sua alegria, e porque ele não estava,
a alegria de Beauregard foi rapidamente desaparecendo.
Ele não quer ficar sozinho por tudo isso. Ele não quis criar esta criança
sozinho. Tudo o que ele podia ver à sua frente era anos e anos de momentos
especiais e ninguém especial para compartilhar com ele. O que não era justo
para ele ou seu filho.
Seu filho merecia um pai, alguém para rir com ele, beijar seus
ferimentos, e protegê-lo dos males do mundo. Ele merecia alguém que o
amasse. Ele não merecia ser trazido para o mundo em que Beauregard vivia.
Beauregard simplesmente não conseguia terminar as coisas como ele
sabia que deveria. O puxar para amar e proteger seu filho era mais forte do
que sua necessidade de deixar a dor da rejeição de Sebastian para trás.
Beauregard se acalmou quando ouviu a porta do quarto ser aberta, então
calmamente fechada. Ele podia ouvir a respiração de alguém enquanto ele
caminhou lentamente pelo chão para ficar ao lado da cama. Não era Galan. Na
última semana, Beauregard tinha me acostumado aos passos de Galan. Esses
não eram seus.
Quando a cama mergulhou com o corpo de um homem se estendeu atrás
dele, o doce aroma masculino de Sebastian envolveu Beauregard, e ele quase
gritou. Apenas por morder os lábios que ele segurou o som desesperado atrás
deles.
— Eu sei que você está acordado, Beauregard, — Sebastian disse
suavemente como seu braço envolveu em torno de Beauregard. — Eu posso
ouvir seu coração batendo.
Beauregard apertou os olhos fechados tão firmemente quanto ele
poderia, como se esse gesto pudesse manter suas lágrimas presas. — O
que você quer? — sussurrou. Ele não conseguia pensar em uma única razão
para Sebastian estar aqui a menos que fosse para impulsionar ainda mais a
faca em seu coração.
— Eu senti sua falta, Coelho.
Beauregard enfiou a mão na boca quando um soluço rompeu seus lábios.
Sebastian estava empurrando a faca mais profundamente. Ele estava
acenando algo na frente de Beauregard, algo que ele nunca poderia ter.
— Ssshhh, amor, não chore. — Sebastian aninhou a cabeça atrás
de Beauregard, enquanto suas mãos acariciavam para cima e para baixo nos
braços de Beauregard. — Estou aqui agora, e eu não vou a lugar nenhum.
Isso chamou a atenção de Beauregard. Ele limpou as lágrimas dos seus
olhos, em seguida, olhou por cima do ombro. — Por quê?
— Aqui é onde eu pertenço.
— Você pertenceu aqui antes. — Ele não conseguia manter a dor
em sua voz. — Não pareceu importar para você, antes.
— Eu estava errado. — Sebastian respirou fundo. — Eu sei que o
que temos entre nós é muito especial para deixar ir. Eu não sei como isto vai
funcionar, mas eu não quero perder você. Eu vou fazer o que eu preciso fazer
para nos manter juntos .
Beauregard franziu a testa. A mão de Sebastian tremia enquanto ele
roçava o abdômen de Beauregard. Ele não gosta do olhar comprimido no rosto
de Sebastian, especialmente quando ele não estava olhando para seu
estômago.
— Se ser o pai dessa criança é o que eu preciso fazer, então eu vou
fazê-lo. Não posso prometer que vou esquecer as circunstâncias em torno de
sua criação, mas eu serei um bom pai. Ele nunca saberá de nada, receberá
apenas amor e aceitação de mim.
Beauregard não sabia como responder a isso. A alegria que ele tinha
começado a sentir agora que Sebastian estava de volta, estava girando
lentamente em temor, e agora, raiva. Sebastian pensou que ele estava sendo
tão generoso, oferecendo-se para ser o pai de uma criança, que eles fizeram
juntos.
Beauregard afastou de Sebastian e moveu-se para sentar-se no lado
oposto da cama dele. Ele queria bater em Sebastian, para acertar alguma
coisa. Ele queria alguém para entender a raiva que sentia, a angústia que o
consumia se apoderou dele, como um vício.
— Você precisa ir — Beauregard sussurrou em meio às lágrimas. —
Meu filho não precisa de um pai. Ele tem a mim.
— Beauregard!
Beauregard não se importava que Sebastian tinha usado seu tom de
castigo usual quando falava seu nome. Era geralmente a única vez que
Sebastian usava. Normalmente, Beauregard sentia mal. Desta vez, ele
simplesmente não se importava.
— Por favor, vá.
— Beauregard, eu estou tentando...
— Eu sei que você está tentando fazer — Beauregard soltou quando
ele saltou para seus pés. Ele se virou para encarar Sebastian. Quando a boca
Sebastian caiu aberta, ele assumiu que era por causa de seu ataque de raiva.
Ele estava errado.
— Você está enorme .
Beauregard revirou os olhos, mesmo quando ele passou os braços
protetoralmente em torno de seu estômago. — Sem merda. Isso é o que
acontece quando você ficar grávido.
— Mas ... — Sebastian levantou-se e fez um gesto na direção do
estômago de Beauregard. — Como você pode ficar tão rápido assim tão
grande? Algo de errado com o bebê?
— Você quer dizer além do fato de que seu pai não quer ele, não.
— Pai! — Sebastian passou uma mão pelo cabelo. — Como eu posso
ser o pai? Estamos juntos há menos de três semanas.
Beauregard sentiu o sangue desaparecer de seu rosto quando ele de
repente percebeu porque Sebastian estava se comportando do jeito que ele
estava, por que o homem tinha estado tão bravo quando descobriu que
Beauregard estava grávido. Cada sonho, cada esperança que Beauregard já
teve de ficar com Sebastian se quebrou em um piscar de olhos.
Beauregard tapou a boca quando a verdade bateu-lhe na cara. — Você
acha que eu menti para você sobre ser virgem — ele sussurrou. — Você acha
que essa criança é de outro.
— Não importa, Beauregard. Eu disse a você que eu vou ser o pai e...
— Seu filho da puta. — Raiva diferente de tudo que ele já sentiu levou
tomou conta de Beauregard. — Saia! Saia e não volte nunca mais.
— Beauregard!
— Você não me chama de Beauregard, seu idiota! — Beauregard
gritou. Ele estendeu a mão para o criado-mudo e pegou um jarro de vidro de
água, em seguida, jogou tão duro quanto ele podia, em Sebastian.
— Beauregard! — Sebastian gritou quando ele pulou para fora do
caminho, desviando do jarro. Ele bateu na parede, quebrando e pulverizando a
água por toda a parede e chão. — Que diabos está errado com você?
— Saia! — Beauregard gritou, batendo o pé. Ele começou a pegar
qualquer coisa que ele poderia colocar as mãos em seguida, jogava-os em
Sebastian. Alguns acertaram o alvo, algumas erraram. Ele continuava jogando
até que Sebastian, de repente o agarrou pelos braços e sacudiu-o.
— Isso é o suficiente!
— Não me toque — rosnou Beauregard quando ele arrancou seus
braços longe de Sebastian. — Você nunca me tocará novamente.
— Que diabos está errado com você?
Sebastian parecia tão confuso, tão horrorizado com o comportamento de
Beauregard, que ele não poderia deixar de rir, mas era um riso frio. Que
detinha nada além de desprezo pelo homem que ele pensava que amava.
— Não há nada de errado comigo que não vai ser curado quando você
se for.
— Beauregard, eu não entendo...
— Você não entende? — Beauregard zombou. — Eu sou um
coelho, seu babaca. Meu período gestacional é de 40 dias. Quarenta dias!
Beauregard assistiu o sangue drenar do rosto de Sebastian quando a
verdade o atingiu. Seus olhos se arregalaram e uma expressão de dor, entrou
neles. A mão de Sebastian veio e pegou ele. Beauregard recuou até que
Sebastian baixou a mão.
— Eu nunca menti para você — sussurrou Beauregard.
— Eu não sabia, Beauregard.
— Você não perguntou. — a mandíbula de Beauregard se contraiu.
— Você nunca sequer me deu a chance de explicar. Você só achava que eu
era culpado e me chutou para fora como se eu não significasse nada para
você.
— Oh, Coelho, Eu...
— Não! — Beauregard cerrou os punhos. — Você não pode me
chamar mais disso. Você não tem mais esse direito.
— Sinto muito.
— E você acha que torna tudo melhor? — Um soluço escapou de
Beauregard. — Eu pensei que as coisas seriam diferentes aqui, que eu seria
aceito, que eu teria alguém que me amasse tanto quanto eu, mas é ainda pior
do que viver na colônia. Ignoraram-me a maior parte do tempo, mas pelo
menos eles nunca me deram esperança.
— Por favor, Eu ...

Beauregard virou as costas para Sebastian e foi até olhar pela janela
novamente. Parecia que ele olhava pela janela muito. — Eu gostaria que você
saísse.
Beauregard se abraçou até que ouviu a porta fechar atrás de Sebastian.
Ele caiu no chão e encostado na parede quando angústia encheu cada célula
do seu corpo. Profundos soluços sacudiram seu corpo enquanto lágrimas fluíam
tão livremente pelo seu rosto que turvaram sua visão.
Tristeza e desespero rasgou seu coração, tornando difícil para respirar, e
se mover. Ele nem sequer teve a energia para protestar quando Galan
levantou-o e levou-o para fora do quarto e pelo corredor até a escadaria.
Quando Galan o levou ao quarto de Sebastian, poucos minutos mais
tarde, Beauregard começou a lutar. Este não era o lugar onde ele deveria estar.
Ele havia sido expulso deste quarto.
— Sshhh, pequeno, você vai perturbar o bebê, se você continuar
assim.
— Eu quero voltar para o meu quarto.
— Este é seu quarto, pequeno.
Beauregard balançou a cabeça. — Isso nunca foi o meu quarto.
— Bem, é agora — Galan colocou Beauregard na cama. — Você
precisa de um lugar seguro para ter esse bebê, e este é o lugar mais seguro
em todo o castelo.
— Mas.
Galan agachou-se na frente de Beauregard. Ele sorriu quando ele
estendeu a mão para empurrar uma mecha de cabelo para trás do rosto de
Beauregard, a aconchegá-lo atrás da orelha. — Você precisa pensar no bebê
agora, Beauregard.
— Eu não deveria estar aqui, Galan.
— Aqui é exatamente onde você deveria estar.
— Ele pensou que eu menti para ele. — Este conhecimento torceu e
virou dentro dele até que sua cabeça ficou nebulosa com a dor. De repente ele
estava gelado. Seus dentes batiam, e seu corpo começou a tremer. — Estou
cansado.
— Vamos lá então. — Galan ajudou Beauregard a deitar na cama,
em seguida, puxou os cobertores por cima dele. — Você vai dormir. Vou me
certificar que todas suas coisas sejam trazidas aqui para quando você acordar.
— Eu preciso de cobertores.
— Você está com frio?
— Não. — Beauregard balançou a cabeça. — Eu vou começar a
nidificação2 em breve. Eu preciso de cobertores e travesseiros.
Galan sorriu. — Eu vou ver o que posso conseguir.
Beauregard agarrou a borda do cobertor e puxou-o até sua bochecha.
— Eu não quero ver Sebastian.
— Ele realmente está arrependido, Beauregard. Talvez você devesse
apenas falar com ele.
— Não tenho nada a dizer a ele.
— Beauregard ...
— Estou cansado. Vou dormir agora. — Beauregard fechou os olhos
e rezou para que fosse verdade, que o sono iria levá-lo imediatamente.
Ele queria dormir durante o tempo que ele pudesse, então ele não teria
que enfrentar a vida sem o homem que amava.

2 - Nidificação é a ação de alguma espécie de animal construir seu ninho. É muito comum aos pássaros no período de
incubação de seus ovos. Em algumas espécies tanto o macho como a fêmea constroem o ninho; em outras, somente
a fêmea.
Os presentes começaram a chegar na manhã seguinte.
Beauregard quando acordou, o quarto estava cheio de ramos de flores
em todas as cores imagináveis. Beauregard cuidadosamente os colocou fora de
seu quarto.
Após as flores vieram as caixas de joias, um colar de diamantes, uma
pulseira de rubi, até mesmo um anel com uma esmeralda enorme no meio
dela. Beauregard olhou para cada um, em seguida, fechou as caixas sem tocá-
los. Ele colocou fora de seu quarto.
No terceiro dia, chegou os chocolates, caixas e caixas deles. Havia caixas
de prata, caixas de ouro, caixas com coelho em forma de chocolate. Era como
nirvana de chocolate. Beauregard colocou fora de sua porta.
No quarto dia, um manto de pele branca bonita combinando com botas
até o joelho e luvas chegaram. Beauregard não conseguiu impedir de seus
dedos acariciarem ao longo da pele macia e branca. Um rápido olhar para o
rótulo assegurou-lhe que era imitação de pele. O coração de Beauregard doía
um pouco quando ele colocava cuidadosamente os presentes fora de sua porta.
No quinto dia, Galan chegou com uma grande caixa branca em suas
mãos. Ele apenas balançou a cabeça enquanto ele a colocava na cama. —
Você sabe, você vai ter que falar com ele em alguma hora.
— Não, eu não.
— Ele estragou tudo, Beauregard. Isso não significa que ele não te
ama.
— Ele não pode comprar meu afeto.
— Eu não acho que isso é o que ele está tentando fazer, pequeno.
Acho que ele está tentando mostrar-lhe como ele está arrependido.
— Como eu acreditasse — Beauregard bufou.
— Agora, quem está sendo pouco razoável? — Galan perguntou,
pouco antes dele sair do quarto.
Beauregard suspirou. Ele estava cansado e irritado, e ele sabia disso. E
não podia culpar somente os hormônios da gravidez. Ele ainda estava irritado
com Sebastian, e nenhuma quantidade de presentes ia mudar isso.
Sebastian estava enviando presentes que para ele eram muito
romântico. Beauregard tinha certeza que ninguém mais teria sido feliz, mas
não eram ele. Eles não falavam de sua personalidade ou que quem dava tinha
colocado todo o pensamento neles. Eles eram presentes que qualquer um
daria.
Sabendo que o último presente a ser entregue seria o mesmo,
Beauregard pegou a caixa para carregá-lo fora de sua porta. Ele não queria
nem olhar. O barulho repentino dentro da caixa chamou sua atenção, no
entanto, a curiosidade o fez abrir a caixa.
Os olhos de Beauregard se arregalaram quando ele começou a puxar
caixa após a caixa de contas fora da caixa maior. Elas vieram em várias formas
e tamanhos. Em seguida foram as caixas de pingente, joias e ferramentas de
artesanato.
Quando ele terminou, a cama estava coberta de tudo seria necessário
para fazer centenas de pulseiras e colares, talvez até mesmo brincos.
Beauregard sentou-se e encarou, perplexo.
Beauregard sorriu pela primeira vez em dias e pegou a primeira caixa de
contas. Sebastian tinha encontrado seu único ponto fraco, a única coisa
garantida para chegar até ele quando nada mais conseguiria. Beauregard só
tinha que saber se o seu presente para Sebastian seria aceito.
Capítulo 11

Sebastian estava sentado atrás de sua mesa, a nova que tinha sido posta
em desde o ataque de Derek, e tomou outro gole de seu uísque. Ele desejava
que pudesse se embebedar em um estupor, mas ele queria estar alerta no caso
de algo acontecer com o bebê.
O bebê, agora havia algo para lhe dar mais um motivo para tomar uma
bebida.
Ele ia ser pai.
Ele não tinha ideia de quando ele acasalou com Beauregard que era
mesmo uma possibilidade. Agora que ele tinha, ainda estava em estado de
choque.
Sebastian colocou sua bebida sobre a mesa, em seguida, embalou a
cabeça entre as mãos. Ele nem sequer tinha a alegria de compartilhar as
notícias de Beauregard com ele. Ele havia ficado longe de seu companheiro e
deixou uma ferida aberta e sangrando em seu lugar.
Ele tinha fodido tão ruim que Beauregard nunca iria perdoá-lo. A
garganta de Sebastian doía com a derrota. Ele nunca iria se perdoar. Como ele
poderia até mesmo começar a pensar que Beauregard iria traí-lo? Não era sua
personalidade.
Sebastian tinha saltado para a primeira conclusão, quando confrontado
com o anúncio de Beauregard. O que ele disse sobre ele que a traição tinha
sido o seu primeiro pensamento? O que isso dizia sobre o mundo em que
viveu?
Ele havia tentado durante dias descobrir alguma maneira de fazer
Beauregard concordar em vê-lo. Ele tinha enviado presentes, os quais tinham
sido devolvidos. Ele tinha pairado fora da porta de Beauregard. Ele tinha até
mesmo levado o sofá para dormir no corredor, no caso Beauregard precisar de
alguma coisa no meio da noite.
Ele era patético, e ele sabia disso, mas não conseguia pensar em outra
maneira de chegar até Beauregard além de forçar seu caminho dentro e exigir
que Beauregard falasse com ele. Sebastian riu e inclinou a cabeça para trás em
sua cadeira. Talvez esse fosse o caminho a percorrer?
— Entre — Sebastian gritou quando alguém bateu na porta do
escritório. Ele sabia que não era a única pessoa que ele realmente queria ver.
Galan entrou, uma mão atrás das costas. — Eu tenho algo para você.
Sebastian franziu a testa e sentou-se reto observando a curva irônica nos
lábios de Galan. Ele umedeceu os lábios nervosamente. — O quê?
Galan estendeu um saco de retalhos pequenos com laços de couro. Havia
mais cores sobre ele do que Sebastian pensava existir no arco-íris. Ele pegou-
o, confuso, e imediatamente percebeu que tinha algo pesado dentro.
Curioso, desamarrou a bolsa e olhou dentro. A luz da sala brilhou na
prata. Sebastian puxou a peça para fora surpreso ao descobrir uma pulseira.
— É um bracelete da sorte — disse Galan.
— Eu posso ver isso. — E ele via.
Contas coloridas decoravam a pulseira. Sebastian reconheceu-os como
as contas que tinha cuidadosamente escolhido na loja. Ele também escolheu os
enfeites que ele tinha dado a Beauregard, mas ele não tinha escolhido o
enfeite que pendurava da pulseira.
Sebastian ergueu-o contra a luz para ver melhor. Quando o fez, uma
risada escapou de sua boca. Era o primeiro som alegre que ele soltava em
dias. O enfeite pendurado na pulseira era pequeno e branco e em forma de
coelho.
— Será que ele me verá? — Sebastian olhou para Galan,
esperançoso. Ele sentiu seu desejo despencar quando Galan balançou a
cabeça.
— Não, ainda não. — Galan sorriu. — Mas não vai demorar.
Galan começou a voltar para a porta, parando quando ele chegou lá e
olhando por cima do ombro. — Ele o procurará, mas ele precisa de tempo e
você precisa lhe dar esse tempo. Eu não tenho certeza de que eu teria a
nobreza em meu coração para perdoar o meu companheiro e ele fizesse
comigo o que você fez, mas eu não sou Beauregard.
Sebastian balançou a cabeça.
Ele daria a Beauregard o tempo que ele precisasse se isso significasse
que ele poderia voltar a vida do seu companheiro. Ele só esperava que seu
companheiro se apressasse. Ele estava perdendo sua mente por estar longe de
Beauregard.
E não poderia mesmo usar o mandato dado a ele pelos anciãos que
ordenava que o acasalamento fosse consumado pelo menos uma vez a cada 24
horas ou perderiam a capacidade de trocar permanente.
Segundo o médico, foi dada uma pausa no mandato quando Beauregard
ficou grávido.
Começaria novamente depois que o bebê nascesse, mas até então,
Sebastian teria que esperar o perdão de Beauregard.
Iria ser uma longa e excruciante espera.

Sebastian arqueou uma sobrancelha quando Galan entrou em seu


escritório no dia seguinte, com as mãos ao seu lado. Galan não tinha outro
saco de retalhos na mão.
Ele sabia.
Ele olhou.
Os ombros de Sebastian caíram em decepção, e ele se sentou na sua
cadeira.
— O que posso fazer por você hoje, Galan?
Galan sorriu e estendeu os punhos cerrados. — Outro presente de seu
admirador secreto.
Sebastian abriu a mão, surpreso quando Galan deixou cair um pequeno
enfeite na palma da mão. Ele segurou-o contra a luz. Era um dragão negro.
Sebastian riu e empurrou seu pulso que estava com a pulseira para fora.
— Você se importaria? — Ele perguntou quando levantou o enfeite
negro.
Galan pegou o enfeite e cuidadosamente anexou-o à pulseira. Assim que
ele terminou, se afastou e ficou para trás e fez um ligeiro arco. — Eu o verei
logo, meu príncipe.
— Será que ele me verá?
— Logo — Galan gritou quando ele saiu do escritório.
— Em breve... — Sebastian resmungou, sua boca diluindo com
desagrado. — Seria bom o “logo” chegar muito rápido.

O logo se arrastou por dias.


Galan continuou a trazer para Sebastian um enfeite novo a cada dia,
anexando-os à sua pulseira.
A caixa pequena de prata com símbolos Célticos gravados nela veio um
dia depois do enfeite de dragão negro.
A maçã vermelha brilhante que ele recebeu no terceiro dia o fez rir até
que sua barriga doesse. Ele começou planos naquele dia para plantar árvores
de maçã na primavera.
O enfeite de cenoura de ouro chegou no quarto dia. Sebastian lembrou-
se que Beauregard tinha lhe falado que cenouras eram um afrodisíaco para
coelhos. As implicações por trás do enfeite fez Sebastian se contorcer com
necessidade.
O enfeite branco de floco de neve chegou no quinto dia e o fez sorrir
novamente. A neve ainda estava cobrindo o chão fora. Naquele dia, Sebastian
ordenou que mais lenha fosse trazida para dentro e depois pediu outra capa de
pele, esta em preto.
Galan entregou no sexto dia um enfeite de sapato de bebê em prata, que
fez Sebastian apertar suas mãos em punhos e pressionar os lábios até que ele
pudesse pedir para que ele o colocasse na pulseira sem chorar. Depois que
Galan saísse, Sebastian começou a fazer compras para um berçário.
A pérola branca envolta em filigrana de prata, que chegou no sétimo dia
o deixou confuso, mas Sebastian sabia que detinha algum significado para
Beauregard, então ele não o questionou. Ele encomendou um punhado de
pequenas pérolas para colocar entre cada enfeite.
Quando um encanto de prata pequena em forma de um coração partido
chegou ao oitavo dia, Sebastian começou a chorar. Naquela noite, ele colocou
Galan para cuidar dele e do bebê e embebedou-se até um estupor.
Quando ele acordou na manhã seguinte sua boca parecia que estava
cheia de algodão, e sua cabeça estava estourando. Mesmo respirando mal. Ele
ficou sob o spray do chuveiro quente até que a água gelasse, então arrastou-
se em seu quarto temporário e se vestiu. Pelo menos, ele esperava que fosse
temporário.
Sebastian estava sentado ao lado de sua cama, amarrando seus sapatos
quando ouviu uma batida na porta. — Entre — ele gritou.
Ele esperava Galan, então ficou surpreso quando um conjunto de
pequenos pés cobertos em botas pararam na frente dele. A respiração de
Sebastian ficou presa na garganta quando ele olhou para cima lentamente.
Sua mente mal registrou o casaco de pele branco. Tudo o que ele viu foi seu
companheiro.
— Beauregard.
Beauregard estendeu a mão fechada.
Sebastian parou por um momento e depois levantou a mão para o ar
com as palmas para cima. Beauregard deixou cair algo pequeno nela.
Sebastian não queria tirar os olhos de seu companheiro, mas o pequeno item
era importante o suficiente para Beauregard lhe entregar pessoalmente, assim
ele desviou o olhar para sua mão.
Sebastian olhou para a palma da mão.
Lágrimas picaram seus olhos quando viu o pequeno enfeite de ouro na
palma da sua mão.
Eram dois corações entrelaçados em conjunto, dois corações completos.
Ele desajeitadamente limpou a garganta e tentou encontrar sua voz.
— Será que você pode colocá-lo para mim? — Ele perguntou, tão
casualmente como ele conseguiu.
Ele assistiu Beauregard com olhos famintos quando o homem pegou o
enfeite de sua mão e em habilmente colocou-o em sua pulseira. Quando
Beauregard moveu-se para se sentar na cama ao lado de Sebastian. O silêncio
do seu companheiro começou a deixá-lo desconfortável. O homem não tinha
dito uma palavra desde tinha entrado no quarto.
— Você me perdoa? — Ele finalmente perguntou quando não
aguentava mais o silêncio.
Ao invés de responder, Beauregard enfiou a mão no casaco, tirou um
caderno e entregou a ele. Sebastian franziu a testa quando pegou o caderno e
em seguida abriu-o, suas sobrancelhas se ergueram.
— Como cuidar corretamente do seu shifter coelhinho — ele leu em voz
alta. O livro foi claramente escrito à mão, mas o que era? O livro era dividido
em várias seções: de alimentos, saúde, gravidez, entretenimento e até
mesmo sexo.
Sebastian ficou surpreso com o pequeno sorriso nos lábios de
Beauregard, quando ele olhou para ele. — O que é isso?
— Você precisa saber como cuidar adequadamente de seu coelho. —
Beauregard esticou o braço e virou para a primeira página. — Você verá no
prefácio. Este manual funciona apenas para coelhos que são acasalados à
príncipes dragão.
Sebastian engoliu em seco.
Ele se aproximou e estendeu a mão com a palma para cima.
Ele esperou.
Beauregard pareceu hesitar por um momento então colocou sua mão
menor na dele entrelaçando os dedos juntos.
Sebastian fechou os olhos e respirou apenas por um momento,
saboreando a sensação da pele de seu companheiro contra a sua.
Ele nunca tinha sentido nada tão precioso em sua vida. Ele só tinha que
descobrir como dizer a Beauregard o quanto ele era querido. E nem se
importava se ele soasse tolo.
Sebastian abriu os olhos e deslizou fora da cama, virando até que ele
pudesse se ajoelhar aos pés de Beauregard. Ele abaixou a cabeça e levou a
mão de Beauregard aos seus lábios. Ele nem sequer beijou-o, apenas apertou-
as contra sua boca. Um soluço escapou de seus lábios macios quando sentiu a
outra mão de Beauregard no seu cabelo.
— Eu sinto muito, Beauregard. Eu fui um completo idiota e ... e ...
— Sebastian sentiu as lágrimas em seus olhos quando ele levantou a cabeça.
— Se você me perdoar, eu juro que nunca se arrependerá. Eu vou passar o
resto da minha vida lhe mostrando isto.
— Eu só quero que você confie em mim.
A voz de Beauregard era tão suave que Sebastian teria perdido se ele
não estivesse tão perto. Seu peito apertou. Ele teve que fazer Beauregard
entender que ele acreditava nele, que confiava nele. Ele era apenas um idiota.
— Beauregard, amor, eu confio em você. Eu juro. — Sebastian
baixou a cabeça quando a vergonha o dominou. — O momento em que você
me disse que estava grávido deveria ter sido de alegria para nós dois. Em vez
disso, transformou-se em um pesadelo. Eu não posso voltar no tempo. Eu sei
disso. Mas eu ... eu ...
Sebastian enterrou o rosto no colo de Beauregard quando a
desesperança de sua situação o atingiu. Não importava o que ele dissesse, não
importava o que ele fizesse, se Beauregard não o perdoasse, Sebastian sabia
que sua vida teria acabado. Ele não poderia viver sem seu coelho. Ele não
queria.
— Eu sinto muito, Coelho — ele sussurrou desesperadamente. Seu
coração bateu dolorosamente no peito quando o peso de seus pecados
começou a arrastá-lo para baixo. — Eu te amo tanto, e eu sei que não
mereço, mas por favor me perdoe. Eu juro que não duvidarei novamente de
você.
— Eu te perdoo.
As palavras foram sussurradas suavemente, mas Sebastian ouviu alto e
claro. Um soluço estrangulado rompeu por entre seus lábios cerrados.
Transformou-se em outro soluço, depois outro, até que Sebastian estava
chorando no colo de Beauregard. Todo o tempo ele sentiu os dedos de
Beauregard passarem por seus cabelos, acalmando-o.
Quando ele finalmente se acalmou e retomou o controle de si mesmo,
Sebastian fungou, em seguida, levantou a cabeça para olhar Beauregard.
Lágrimas brilhavam nos cílios de Beauregard. Sebastian inalou suavemente e
enxugou-as.
— Não, não, você não pode chorar.
—Querido, eu estou grávido. Eu choro por qualquer coisa.— Beauregard
riu, em seguida, pegou o rosto de Sebastian. — Eu também vomito toda
hora, faço algumas combinações de alimentos realmente interessantes e faço
xixi três milhões de vezes por dia.
Por alguma razão, Sebastian não tinha nem pensado sobre o bebê até
este ponto. Ele tinha estado muito ocupado pensando em Beauregard, talvez.
Mas, de repente, o fato de que seu companheiro muito grávido sentou-se na
frente dele atingiu Sebastian na cabeça.
Ele se inclinou para trás e olhou para a barriga de Beauregard que estava
grande e distendida. Ele começou a estender a mão para tocar Beauregard,
mas depois hesitou, olhando para o rosto do homem. — Posso?
Beauregard assentiu. — É seu bebê.
— Eu sei. — As mãos de Sebastian tremiam quando ele estendeu a
mão para tocar Beauregard. Seu estômago estava firme sob as mãos,
arredondadas. — Está tudo bem com o bebê?
— Sim .
— De quanto tempo você está?
Beauregard franziu a testa.
Sebastian rapidamente percebeu como tinha formulado suas palavras.
— Não, por favor, eu ... nós nunca conversamos sobre isso, e eu não sei. Eu
só estou tentando descobrir quanto tempo temos até esse carinha chegar aqui.
Isto é tudo. Eu juro.
Beauregard assentiu. — Acho que faltam duas semanas ou mais para
isso.
— Isso não nos deixa um monte de tempo, então, não é? —
Sebastian ficou de pé e estendeu a mão. — Eu tenho algo que eu quero te
mostrar.
Beauregard o fitou interrogativamente mas pegou a mão de Sebastian.
Sebastian gentilmente o levantou e levou-o. Harlan e Omar o seguiam
enquanto caminhavam até o segundo andar.
Sebastian parou na porta ao lado que levava a seus aposentos e virou-se
para Beauregard, com medo de que o homem pudesse ficar com raiva pelo que
ele tinha feito. Ele só queria mostrar ao seu companheiro que ele aceitava seu
filho, e esta tinha sido a única coisa que ele poderia pensar em mostrar.
— Se você quiser mudar algo é só dizer, ok?
Beauregard franziu a testa, obviamente confuso. Sebastian abriu a porta
e levou seu companheiro até o berçário que tinha criado para seu bebê.
Beauregard se afastou e entrou mais no quarto. Ele estava de boca aberta,
enquanto olhava para tudo.
Sebastian ficou perto da porta apertando as mãos enquanto esperava
pelo veredicto de seu companheiro. Beauregard iria odiar? Amar? Sentir
ciúmes porque ele não tinha ajudado? Sebastian tinha feito a coisa certa no
projeto de um berçário sem falar com seu companheiro?
— O que você acha? — Ele finalmente perguntou quando não
aguentava mais o silêncio.
— Você fez tudo isso? — Beauregard perguntou quando ele se virou
em um círculo.
— Sim. Liguei para o ancião de sua colônia de coelho e perguntei tudo
que um bebê coelho precisava. Eu queria ter certeza de que o rapaz tinha tudo
para dar-lhe um bom começo. Veja. — Sebastian disse se aproximando e
apontando a área de brincar de pano que tinha colocado dentro. Havia caixas
para se esconder e túneis para atravessar e escalar, tudo embrulhado em um
pano colorido para que o bebê não se ferisse. — O ancião disse que iria
nascer um coelho, mas que seria capaz de mudar para a forma humana depois
que ele tivesse uma semana. Eu queria ter certeza de que ele teria um lugar
seguro para brincar em qualquer forma .
— E o berço?
Sebastian sorriu enquanto olhava outro lado do quarto para o berço
antigo em madeira. Era o dobro do tamanho de um berço regular. — Foi meu.
Meu pai o fez para mim quando minha mãe estava grávida.
— Isso explica por que é tão grande.
— Bebês Dragões precisam de espaço para dormir.
— Você esteve ocupado.
Sebastian olhou ao redor do quarto e tentou vê-lo através dos olhos de
Beauregard. As paredes tinham sido pintadas de uma cor azul claro. Uma
matriz colorida de animais, árvores e nuvens foram pintados em um mural de
um lado do quarto para o outro.
O berço de madeira antiga tinha uma cômoda de madeira que tinha sido
totalmente abastecida. Um móbile de dragões voadores em diversas cores
diferentes estava pendurado sobre o berço. Havia estantes cheias de livros, um
armário cheio de roupas, brinquedos e caixas transbordando.
Seu filho não sentiria falta de nada.
— Você gostou?
— Você parece ter pensado em tudo.
Sebastian sentiu seu coração gelar. — Eu queria que você soubesse
que eu estava falando sério. Eu sei que você está carregando meu filho, uma
criança que eu quero muito. Eu queria que você soubesse que acredito em
você, que eu sei que você estava me dizendo a verdade.
O olhar fixo de Beauregard ficou pesado. Sebastian engoliu em seco. Ele
rapidamente levantou a mão. — Antes que você diga qualquer coisa, eu tenho
mais uma coisa que eu quero te mostrar. Comecei este no dia em que te
trouxe para casa.
Sebastian caminhou até uma porta no lado distante do quarto, longe da
entrada do corredor. Ele parou e esperou que Beauregard se juntasse a ele.
— Feche os olhos, Coelho.
Beauregard franziu a testa, mas fez como Sebastian pediu. Sebastian
esperou por um momento e depois abriu a porta. Ele cuidadosamente escoltou
Beauregard no meio da sala, em seguida, puxou-o a parar.
— Ok, Coelho, abra seus olhos.
Beauregard abriu os olhos e quase instantaneamente inalou. —
Sebastian.
— Há uma porta que leva de volta aos nossos quartos, bem como a
um para o berçário — disse Sebastian. Ele apontou para o outro lado da
grande sala. — E essas portas duplas abrem-se para a nossa varanda. No
verão, você pode abri-las e obter uma brisa fresca aqui.
— Como ... como você fez isso?
— Demorou um pouco de planejamento e uma grande quantidade de
trabalhadores. O arquiteto tinha que equipar o chão para segurar o solo que o
jardineiro necessitava para plantar grama e árvores. As flores foram um pouco
mais fácil, pois elas não precisam de muita terra.
Sebastian começou a ficar animado com o olhar espantado no rosto de
Beauregard. Ele começou a andar, querendo mostrar tudo a Beauregard.
— E aqui, olhe ... — Sebastian apontou. — Eles descobriram uma
maneira de colocar um sistema de irrigação, então tudo pode ser regado. O
jardineiro vai vir duas vezes por semana para capinar e tal, mas ele disse que
com o sol em cima janelas, tudo deve crescer muito bem. Assim você e o
bebê terão um lugar para correr e brincar como se fosse um ambiente natural.
Ele caminhou de volta para o lado de Beauregard, ansioso por sua
reação. — É seguro aqui, Beauregard, tanto para você quanto para o bebê.
Não há plantas venenosas. Não há maneira nenhuma de alguém entrar. Você
pode trocar e vir aqui sempre que quiser.
— Você fez isso por nós? — Beauregard sussurrou. — Para nós
dois?
— Bem, eu ... — Sebastian lambeu os lábios secos. — Você é
um coelho. Nosso bebê vai ser um coelho. Vocês dois precisam de um lugar
seguro para correr e brincar. Você precisa de um lugar onde você não vai ficar
muito gelado no inverno ou muito quente no verão e eu pensei que você
gostaria disto.
Sebastian olhou ao redor e de repente sentiu como se tivesse cometido
um grande erro. Beauregard não estava dizendo nada. Ele não estava nem
olhando ao redor da sala. Ele estava apenas olhando para Sebastian com uma
expressão curiosa em seu rosto que Sebastian não poderia decifrar.
— Beauregard?
— Você me ama — sussurrou Beauregard.
— Sim.
Uma lágrima arrastou pelo rosto de Beauregard.
— Não, não, não chore, Coelho. — Sebastian se sentia como um
idiota mais uma vez. Ele sabia que essa era uma ideia estúpida. Quem já tinha
ouvido falar de um parque interno de coelho? — Você não deveria chorar.
Se você não gostar dele...
— Eu amo isso. — Beauregard irradiou. — E eu te amo.
Sebastian engoliu em seco. Pura alegria o dominou.
— Sim?
Beauregard sorriu e começou a recuar, entortando o dedo para
Sebastian. Seus olhos violeta começaram a escurecer. — Eu posso não ser
tão flexível quanto eu normalmente sou, mas ainda podemos bagunçar este
lugar. Como você se sente sobre fazer sexo ao ar livre?
Sebastian engoliu em seco.
Sentia-se como seu coração tinha saltado direito em sua garganta.
— Eu sou muito favorável.

Capítulo 12

Se ele colocasse as mãos em Sebastian, iria matá-lo.


Beauregard atacou a porta para seus quartos tanto quanto sua cintura
permitia e abriu-a. Os dois guardas do lado de fora de sua porta saltaram e se
viraram para olhá-lo.
— Onde está o dragão cuspidor de fogo com quem estou acasalado?
— Eu ... er ... — um guarda gaguejou.
— Eu acredito que ele está em seu escritório — o outro respondeu
rapidamente.
Beauregard abriu caminho passando pelos guardas e pisou pelo corredor
até o topo da grande escadaria. Ele podia ouvir os guardas sussurrando uns
aos outros enquanto eles o seguiam.
Ele os ignorou.
— Sebastian Drakus — gritou Beauregard no topo de seus pulmões, —
traga seu escamoso e preto rabo de dragão aqui neste minuto.
A porta do escritório bateu aberta. Sebastian e Galan vieram correndo
para fora. — O que está errado? — Sebastian perguntou quando ele
começou a subir as escadas. — É o bebê?
— Você fez isso comigo, seu filho da puta — gritou Beauregard no
topo de seus pulmões. — Meus tornozelos estão inchados. Não consigo ver
meus pés e minhas costas doendo. Você pode muito bem estar carregando o
próximo bebê porque eu não vou fazer isso.
Sebastian piscou e fez uma pausa em uma dos degraus. — Coelho?
— Eu não quero mais fazer isso — Beauregard começou a chorar.
Sebastian estava lá em um segundo, seus braços envolvendo
Beauregard.
— Ah, Coelho, tudo bem. Será rápido e acho isso, amor, vamos ter
um lindo bebê que vai parecer com você, com seus olhos violeta grandes e sua
pele macia e branca. Ele vai ser bonito.
— Eu estou enorme — lamentou Beauregard enterrando o rosto no
pescoço de Sebastian. — Eu vou dar à luz a um elefante.
— Não, amor, eu tenho certeza que vai ser só um coelho.
— Coelhos são pequenos como eu. — Beauregard olhou para sua
barriga imensa. — Este não é um coelho.
— No seu livreto não dizia que poderia haver mais de um bebê
coelho? — Sebastian perguntou ficando de pé. Ele ajudou Beauregard e
começou levando-o para o corredor, de volta aos seus quartos.
— Sim, mas...
— Então talvez a gente precise comprar outro berço, hmmm? Nós
nunca discutimos isso. Talvez nós teremos gêmeos ou trigêmeos.
— Trigêmeos!
— É uma possibilidade, amor, você sabe disso. — Sebastian
acariciou a mão de Beauregard. — Lembre-se do que disse o ancião da
colônia? Você poderia ter até cinco filhotes em uma ninhada.
— Cinco? — Beauregard sentia as pernas bambas. — O que
faríamos com cinco filhos?
— Construiríamos um grande berçário. — Sebastian riu.
— Eu estou assustado, Sebastian, — Beauregard admitiu pela
primeira vez. — O que eu sei sobre criar um bebê?
— Nós, amor, estaremos criando o bebê, e não apenas você. E nós
vamos descobrir isso. Você não estará sozinho nisto.
— Não, mas ... aahhh! — Beauregard gritou quando uma dor
súbita e profunda envolveu seu abdômen. Ele nunca tinha sentido uma agonia
tão intensa em sua vida. Seus joelhos se dobraram e ele agarrou seu
companheiro. Sebastian o pegou antes que ele pudesse bater no chão e
levantou-o em seus braços.
— Beauregard?
— Eu acho que ... Eu acho que o bebê está chegando.
— Merda, merda, merda — Sebastian começou a praguejar enquanto
corria pelo corredor. — Galan, chame o médico. Beauregard está entrando
em trabalho de parto.
Os minutos seguintes foram um borrão de atividades enquanto
Beauregard foi levado às pressas para o quarto, despido e colocado no ninho
de cobertores e travesseiros que ele construiu no canto da sala. Ele assistia a
tudo como se estivesse observando através de um nevoeiro, a dor rasgando
seu abdômen era tudo o que podia se concentrar.
Tão de repente quanto havia começado a agitação parou. Beauregard
sentiu uma mão golpear seu estômago nu e se virou para ver Sebastian
estendido ao seu lado. Ele deu a seu companheiro um sorriso fraco.
— Hey.
— Ei, Coelho.
— Eu acho que é isso.
Sebastian sorriu. — Eu acho que é.
— O médico está a caminho?
Beauregard deu um suspiro de alívio quando Sebastian balançou a
cabeça. Ele estava morrendo de medo que alguma coisa desse errado. Ele
queria o bebê mais do que qualquer coisa, exceto talvez Sebastian. Ele não
poderia viver sem seu companheiro, e não apenas porque UPAC disse isso.
A Cooperação da União da Aliança Paranormal, ou Conselho de Anciãos
mais como lhes chamavam, tinha jogado o jogo e ganhado, onde Beauregard e
Sebastian entendiam. Eles eram duas espécies diferentes de shifter que
desejavam passar o resto de suas vidas juntos, porque eles se amavam, não
porque tinha que ser.
— Precisa de alguma coisa, amor?
Beauregard começou a sacudir a cabeça quando outra dor rasgou através
dele. Ele sentiu por todo seu corpo até os dedos dos pés. E gritou até que sua
voz quebrou. Quando a dor começou a diminuir, ele notou Sebastian segurando
sua mão. Ele olhou, surpreso ao ver a expressão de dor no rosto do seu
companheiro.
— Sebastian?
— Isso foi muito intenso.
Beauregard piscou. O rosto de Sebastian estava realmente pálido. —
Você sentiu isso?
— Não como você , mas ... — Sebastian fez uma careta. — Eu
realmente odeio ver você com dor, Coelho. Sinto-me responsável.
O riso escorregou por entre os lábios de Beauregard. — Você é
responsável, papai.
— Papai? — Sebastian começou a sorrir. Ele cresceu e cresceu até o
rosto todo iluminou. — Eu gosto disso ... papai.
— Do que você acha que ele iria chamá-lo? Mãe?
Rosto de Sebastian fechou — Acho que realmente nunca pensei sobre
isso.
— Bem ... — Beauregard fez uma careta quando outra onda de dor
começou. — Você pode querer pensar sobre isso, porque o bebê está a
caminho.
— Não, não! — Sebastian disse severamente, seus olhos indo
selvagem. — Não até que o médico chegue aqui.
Beauregard balançou a cabeça. Ele tinha o desejo incontrolável de
empurrar. — Sem escolha— ele ofegou.
— Beauregard, não! — A voz de Sebastian estava cheio de pânico
quando ele olhou para a metade inferior do corpo de Beauregard. — Cruze
as pernas ou algo assim.
— Sebastian! — Beauregard gritou até que a dor forçou sua voz em
um grito alto. No momento em que ele desceu, Sebastian estava ajoelhado
entre suas pernas, gotas de suor escorrendo de sua testa.
Sebastian colocou as mãos pelos cabelos, em seguida, olhou para ele.
— Ok, podemos fazer isso. Eu li tudo o que os anciãos poderiam
encontrar sobre coelhos. Eu não posso entender o útero temporário e coisa de
canal de parto, mas eu tenho toda a confiança de que podemos fazer isso.
Beauregard teria se sentido muito mais seguro nas palavras de Sebastião
se as mãos do homem não estivessem tremendo. — Estou com medo.
— Não há nada a temer. As pessoas têm bebês todos os dias. Nós
vamos fazer tudo certo. — Os lábios de Sebastian balançaram quando ele
tentou dar um fraco sorriso. — E o médico ficará surpreso quando ele
chegar e ver que não precisamos mais dele?
Beauregard admirou a tentativa de Sebastian no humor. Ele estava
apenas com dor demais para responder a ela. Tudo começou em seu abdômen
e envolveu todo o caminho em torno de seu meio à suas costas. Beauregard
sentia como se garras estivessem tentando rasgá-lo de dentro para fora.
— Ok, amor, empurre.
Beauregard empurrou. Ele não tinha outra escolha. Ele empurrou e
grunhiu, se esticando enquanto empurrava o bebê para fora. Ele ouviu
Sebastian exclamar, mas estava ofegante demais para olhar. Ele apenas fechou
os olhos e deixou sua cabeça cair para trás contra a pilha de travesseiros.
— Olhe o que você fez, Coelho.
Beauregard abriu os olhos e olhou para cima. Sebastian tinha um
pequeno embrulho envolto em um cobertor azul embalado em suas mãos. Ele
colocou-o no peito de Beauregard. Beauregard abriu a boca em espanto.
— Um coelho preto — ele sussurrou. — É um coelho preto.
— Ele é. — Sebastian sorriu como o pai novo orgulhoso que ele estava.
— Parte sua parte minha.
Beauregard tentou tocar o bebê quando outra dor rasgou através dele.
Ele engasgou. — Sebastian, eu não acho que terminamos.
Sebastian foi rápido, muito mais rápido do Beauregard teria imaginado.
O coelho preto foi cuidadosamente transferido para uma cesta e Sebastian
passou a trabalhar em entregar o próximo bebê, um lindo dragão branco.
Mas Beauregard não tinha terminado. Após o nascimento do bebê
dragão, um terceiro bebê entrou para a família, que misturava tanto
Beauregard quanto Sebastian. Era um coelho, mas ele tinha asas como um
dragão, uma combinação de ambos, talvez?
Beauregard embalou-o contra o peito enquanto Sebastian trouxe a cesta
e pegava os dois outros bebês. Ele percebeu as lágrimas escorrendo pelo rosto
de Sebastian quando ele olhou para os bebês.
— Olhe para eles, Coelho — Sebastian sussurrou. — Olhe o que
fizemos.
Beauregard riu do temor na voz de Sebastian. O homem parecia nunca
ter visto um bebê antes. Beauregard ainda sentia dores e tontura e estava
mais cansado do que ele já se lembrava de ter estado em sua vida.
Mas ele estava feliz, e ele estava com Sebastian e seus bebês.
Por agora, isso era o suficiente.

Beauregard colocou o último bebê para dormir no berço com seus irmãos
depois silenciosamente na ponta dos pés saiu do berçário, fechando a porta
atrás dele. Ele se encostou na porta e sorriu levemente.
Levou uma eternidade para conseguir que os três pequeninos fossem
dormir. Shifter bebês não eram nada como bebês humanos, especialmente
aqueles que aprenderam rapidamente que tinham seus pais envoltos em torno
de seus pequenos dedos.
Sebastian era um otário para um gemido ou um choro. Ele vinha
correndo ao menor som. Os bebês demoraram cerca de uma semana para
descobrir isso. Logo que eles aprenderam a mudar a forma humana, não havia
nenhuma parada neles. Eles queriam Sebastian todo o tempo.
Beauregard tinha um pouco de inveja disso, mas ele tinha sua própria
conexão com os bebês. Eles o queriam quando precisavam de um abraço ou
estavam se sentindo chateados. Eles queriam Sebastian quando queria jogar
ou sentiam medo.
Beauregard pensou que tudo funcionou no final alguma forma.
Ainda assim, após apenas um par de meses, ele teve um tempo difícil em
se lembrar como era a vida antes dos bebês. Ele também muitas vezes tinha
dificuldade em lembrar que ele era acasalado e não apenas um pai.
Os bebês demandavam um monte de seu tempo, especialmente quando
eles aprenderam que o menor e mais especial de todos eles era um coelho que
arrotava fogo e podia voar. Havia agora extintores de incêndio em todos os
cômodos da casa, e nunca uma janela aberta.
Beauregard empurrou para longe da porta do berçário quando a porta
externa se abriu. Ele sorriu quando viu Harlan e seu companheiro, Jeremy,
entrar — Ei, pessoal, eu realmente aprecio isso. Sebastian e eu não tivemos
um momento sozinho em séculos.
— Não é um problema. — Harlan sorriu. — Nós amamos ver os
bebês sempre que temos a chance.
Beauregard apontou um dedo para Harlan. — Cuidado com o que você
diz, meu amigo, ou eu poderia levá-lo a sério.
Jeremy riu e propositadamente empurrou contra seu companheiro. —
Não deixe o grandalhão enganá-lo. Ele ama os bebês, mas mais do que
algumas horas e ele começa a puxar seu cabelo para fora.
— Não se preocupe, Harlan, não será mais do que um par de horas.
Sebastian e eu só precisamos de um par de horas de tempo de adulto.
Harlan e Jeremy sorriram. Harlan acenou com a mão para ele. — Vá,
divirta-se. Nós estaremos aqui. Galan está de plantão para o caso de precisar
de alguma coisa, e Carlos e Jenna nos ajudarão um pouco. Ficaremos bem.
Beauregard não era estúpido o suficiente para discutir. Ele pegou sua
bolsinha e prendeu-a em seu cinto. Ali tinha todos os suprimentos que ele
precisava. Agora, ele só precisava encontrar seu companheiro.
Ele acenou adeus e saiu pela porta. Ele suspeita que Sebastian estava
em seu escritório. Que é onde ele geralmente estava neste momento do dia.
Beauregard saltou pelos degraus quando desceu as escadas.
Ele tinha acabado de chegar no final das escadas quando a porta do
escritório se abriu e Sebastian saiu com outro homem que parecia ligeiramente
familiar. Beauregard parou no último degrau, não tendo certeza se ele deveria
se aproximar ou não. Sebastian estava franzindo a testa.
— Sebastian?— Beauregard sabia que ele provavelmente não deveria
interromper, mas não gostava de ver Sebastian carrancudo. Ele preferia ser
castigado do que ver a frustração no rosto de Sebastian. — Está tudo bem?
Sebastian e o outro homem viraram-se. Sebastian sorriu no momento
em que avistou Beauregard. — Ei, coelhinho, venha conhecer Elder Solaris.
Beauregard se aproximou, olhando para o outro homem, desconfiado.
Nada de bom jamais vinha de uma visita de um ancião UPAC. Ainda assim,
Beauregard assentiu respeitosamente. Ele nunca envergonharia seu
companheiro na sua própria casa.
— Elder Solaris.
— Beauregard, não é? — O ancião perguntou.
— Sim.— Beauregard respirou um pouco mais fácil quando sentiu
Sebastian envolver seu braço em volta de seus ombros.
— Eu entendo que parabéns estão em ordem.
Beauregard olhou para Sebastian por um momento e depois acenou para
o ancião. — Sim, obrigado.
— E como estão os pequeninos? — O ancião perguntou. — Você
tem três, estou correto?
— Sim.
Beauregard se perguntou o quanto Sebastian havia dito ao ancião. Ele
não estava preocupado com o coelho ou o bebê de dragão que ele tinha dado à
luz. Eles seriam aceitos por toda a sociedade shifter.
Sua preocupação era com o menor, o híbrido de ambos ele e Sebastian.
Beauregard passou o suficiente por sua vida sendo diferente e condenado ao
ostracismo por causa dessa diferença. Ele não queria isso para seu filho.
— Agradeço pelo seu interesse, ancião — disse Sebastian. — Todos
os três são saudáveis e felizes. Eu poderia levá-lo para vê-los, mas é a sua
hora de dormir, e é tão difícil fazê-los dormir ao mesmo tempo.
Beauregard respirou aliviado. Sebastian não ia dizer mais nada ao ancião
sobre os bebês do que isso. Ele deveria ter sabido. Sebastian era ferozmente
protetor de seus filhos. Nada ia passar por um pai dragão.
— Bem. — O ancião juntou as mãos na frente dele. — Eu só queria
parar e assegurar-lhe que Derek já não seria um problema. Sua conexão com
você foi quebrada, e ele está totalmente ligado com o seu companheiro.
Os olhos de Beauregard se arregalaram quando ele de repente percebeu
de onde ele reconheceu o ancião. Ele era um dos homens que tinham vindo,
quando Derek atacou Sebastian. Apesar das palavras do ancião de garantia,
Beauregard imediatamente entrou em alerta.
— Onde ele está? — Perguntou.
— Ele está seguro. Seu companheiro levou-o para casa na América.
Mas não se preocupe, a conexão foi totalmente quebrada. Derek está
atualmente no meio do calor de acasalamento e totalmente ligado ao seu
companheiro. — O ancião voltou sua atenção para Beauregard. — Myron
envia seus cumprimentos pelo caminho, e ele espera ser capaz de lhe
agradecer por toda a vida de Derek na próxima reunião.
Beauregard enrijeceu. Não havia nenhuma maneira que ele queria ir
buscar em qualquer lugar perto do louco do Derek. Ele também não queria
Sebastian perto dele.
— Vamos ver — disse Sebastian rapidamente. — Eu acho que nós
vamos dar-lhe um pouco de tempo antes de concordar em encontrar qualquer
um deles em qualquer lugar. Eu não vou ter meu companheiro colocado em
perigo.
— Muito bem. — O ancião acenou com a cabeça. — Eu posso
entender sua preocupação, mas o próximo encontro não é antes de quatro
anos. Há tempo de sobra para o vínculo de Derek com seu companheiro
crescer e fortalecer, assim como há entre você e seu companheiro.
— Nosso vínculo é perfeito — protestou Beauregard. Ele estava
irritado que alguém questionando o vínculo que tinha com Sebastian.
— Bom, bom — disse o ancião. — Fico feliz em ouvir isso. Nem
todo mundo tem sido tão afortunados como vocês dois.
— Então talvez você anciãos deveriam ter pensado nisso antes de
começar a se intrometer em nossos acasalamentos — Beauregard resmungou.
— Beauregard! — Sebastian exclamou.
— Oh, por favor. — Beauregard revirou os olhos. — Você estava
pensando a mesma coisa.
O canto da boca Sebastian se contraiu. — É verdade, mas eu não disse
isso.
— Então me processe. Eu sou um coelho.
— Então é uma coisa boa que eu tenho essa atração para sua bunda
de coelho.
O ancião riu.
Beauregard começou a se contorcer. Ele podia sentir o cheiro da
excitação começando a aparecer em seu companheiro, e foi tornando-se duro
como uma rocha. Se ele não saísse logo, não ia se importar que o ancião
estava parado lá. Ele atacaria Sebastian de qualquer maneira.
— Eu preciso falar com você quando você tiver terminado aqui,
Sebastian —disse Beauregard se afastando dos braços de seu companheiro.
— Eu vou esperar por você em seu escritório.
Ele se virou e sorriu para o ancião o melhor que pôde. — Foi bom
vê-lo novamente. Por favor dê os meus cumprimentos para o resto do
conselho. — Beauregard inclinou a cabeça, em seguida, afastou-se tão
rápido quanto seu pau duro permitiria.
Beauregard ouviu Sebastian dizendo adeus ao ancião enquanto corria
para o escritório e fechou a porta atrás dele. Ele tinha tirado sua roupa antes
de chegar à mesa. Dobrou e colocou-as de lado, em seguida pegou seu
material de sua bolsa de coelhinho e colocou-o sobre a mesa.
Eles tinham três lindos bebês.
Por agora, não precisavam de mais. Os preservativos eram uma
necessidade definitiva até que eles escolhessem ter filhos novamente.
Beauregard ainda se lembrava da dor do parto. Seria algum tempo antes que
ele estivesse pronto para fazer isso novamente.
Depois que tudo foi arranjado, Beauregard colocou seu corpo nu sobre a
mesa de Sebastian, com um plugue firmemente inserido em seu ânus. Ele
colocou as mãos por cima da sua cabeça e plantou os pés na borda da mesa,
em seguida, espalhou seus joelhos. Ele queria que Sebastian perdesse sua
mente quando ele entrasse. E essa exibição deveria fazê-lo.
Beauregard estava contando os dias até que o médico o liberasse para
retomar as relações sexuais com seu companheiro. Os empurrões que tinham
feito um ao outro desde que os bebês nasceram eram grandes, mas não
ajudavam na conexão que Beauregard sentia quando Sebastian transava com
ele. Isso é o que ele precisava.
Beauregard ficou tenso quando ouviu a porta abrir. Ele estava tão
empolgado e pronto para gozar, que um vento forte poderia ter jogado ele
sobre a borda. Seu corpo doía para ser tocado, e acariciado. Seu ânus doía
para ser preenchido apenas como Sebastian poderia fazer. Fazia muito tempo.
— Ei, amor, o que aconteceu? — Beauregard sorriu quando ouviu
Sebastian inalar fortemente. — Foda — o homem murmurou.
Beauregard inclinou-se nos cotovelos e piscou para Sebastian. — Eu
prefiro que você me foda.
— Está tudo bem? — Sebastian perguntou rapidamente. Ele parecia
hesitante, mas seus olhos estavam com fome comendo Beauregard. — O
médico o liberou?
Beauregard ergueu o pedaço de papel que o médico tinha lhe dado. Ele
sabia que Sebastian não faria amor a menos que ele estivesse completamente
saudável. Sebastian era fanático em cuidar dele e de sua saúde.
— Eu tenho a nota do médico bem aqui. — Beauregard deixou a
nota cair no chão e agarrou seu pênis, acariciando-se como incentivo para
Sebastian se apressar o inferno para cima. Ele queria algo longo e duro em seu
ânus logo. — E um preservativo.
O riso de Sebastian encheu o ar quando ele atravessou a sala, tirando
sua roupa enquanto andava. — Eu sempre soube que você era um coelho
inteligente.
Beauregard irradiou.
— Agora … — Sebastian disse, quando deixou cair a última de suas
roupas no chão e inclinou-se sobre o corpo de Beauregard— ... o que mais
você tem para mim?
Beauregard sorriu e trouxe as pernas para cima para embrulhar em torno
da cintura de Sebastian. — Vai ser muito melhor se eu te mostrar — disse
ele enquanto ele agarrava o cabelo de Sebastian e puxava sua cabeça para
baixo para um beijo.
Sebastian deixou-o ter seu modo por cerca de dez segundos antes de
assumir o beijo, atacando a boca de Beauregard com uma fome que o fez
tremer. Não havia nada na terra como ser reivindicado por um dragão.
— Senti sua falta, Sebastian, — Beauregard sussurrou quando
subiram em busca de ar.
— Eu não fui a qualquer lugar, amor.
Beauregard inclinou a cabeça para trás quando Sebastian começou a
acariciar seu pescoço. Sentiu-se quente. Anéis de eletricidade percorreram seu
corpo acendendo todas as terminações nervosas.
— Sentindo falta disto — Beauregard assobiou quando os lábios de
Sebastian arrastaram até seu mamilo e travou sobre ele. Ele arqueou,
empurrando seu mamilo na boca de Sebastian. Sebastian sabia exatamente
como duramente mordiscar e lamber para enviar disparos de êxtase pelo corpo
de Beauregard.
— Eu posso ver que você sentiu minha falta. — Sebastian sorriu
quando ele levantou a cabeça. — Você me trouxe um presente.
Beauregard inalou nitidamente quando Sebastian se abaixou e sacudiu o
plugue em seu ânus, empurrando-o contra a sua próstata. Ele reforçou as
pernas em volta da cintura de Sebastian e levantou a bunda para fora da borda
da mesa.
— Sebastian — ele gritou.
— O meu coelhinho quer alguma coisa?
— Sim! — Beauregard gritou.
— Ah, agora vamos ver... — Sebastian puxou o plugue e deixou-o
cair sobre a mesa. Beauregard sentiu atrapalhado por aí e, em seguida, um
momento depois o comprimento quente de Sebastian empurrava nele. —
Esse foi o som que eu estava esperando.
Um grito agudo caiu dos lábios de Beauregard quando Sebastian agarrou
seus quadris e engatou-os ainda mais. Beauregard puxou as pernas para cima,
joelhos dobrados tão alto quanto podia obtê-los. Eles roçavam sua axila.
— Pegue seus tornozelos, Coelho.
Beauregard arqueou uma sobrancelha, mas fez como Sebastian pediu,
esticando as pernas até que ele pudesse pegar seus tornozelos. As mãos de
Sebastian cobriram as suas e empurrou-as ainda mais, até que seus
tornozelos estavam em torno de suas orelhas. Ele mudou o ângulo de seu
corpo. O pênis de Sebastian batia na doce mancha de Beauregard com cada
estocada.
— Porra, eu amo como você é flexível — Sebastian rosnou enquanto
batia em Beauregard. — Um dia desses eu vou te amarrar assim, e fodê-lo
até que você fique inconsciente.
Beauregard pensou que era um grande plano. Suas mãos seguraram
mais apertado nos cabelos de Sebastian, então deslizaram por suas costas até
o pescoço do homem. Suas unhas saíram e riscaram nas costas de Sebastian.
Sebastian gritou e bateu em Beauregard. Rolos de fumaça negra
começaram a sair das narinas de Sebastian. A mesa rangeu sob o poder de
golpes de Sebastian. O corpo de Beauregard doía. O mundo começou a centrar
para o pênis duro em seu corpo e o homem que pairava sobre ele.
Quando os dentes afiados de Sebastian afundaram em seu pescoço os
gritos de Beauregard encheram a sala. Um orgasmo de proporções épicas
correu por Beauregard. Jatos quentes saíram de seu pênis intocado entre seus
corpos.
Ele gemeu e baixou a cabeça para a frente quando de repente Sebastian
pegou no ar. Suas pernas foram retiradas e as mãos fortes agarraram o seu
traseiro separando as bochechas de sua bunda enquanto Sebastian continuava
a bater nele.
Beauregard esperava que Sebastian se sentasse em uma das cadeiras do
estúdio ou, no mínimo, o empurrasse contra uma parede. Ele não esperava
que o grande homem ficasse ali, levantando-o para cima e para baixo,
espetando-lhe uma e outra vez.
Beauregard olhou para Sebastian. Sentindo-se com 10 metros de altura
quando viu o desejo ardente nos olhos de Sebastian, do jeito que sua
mandíbula estava fechada. O homem estava perto, tão perto. Beauregard
podia vê-lo. Ele podia sentir isso na tensão do corpo de Sebastian.
Sem pensar nas consequências, Beauregard inclinou-se e afundou os
dentes em um dos músculos peitorais de Sebastian. Um ligeiro sabor
acobreado encheu sua boca ao mesmo tempo em que o rugido feroz de
Sebastian encheu seus ouvidos.
Fogo lambeu junto aos ombros de Beauregard e coluna vertebral. Jatos
poderosos de lava quente encheu seu traseiro. Beauregard gritou quando seu
corpo aqueceu. Ele estava cercado, dentro e fora pelo fogo de um dragão, seu
dragão.
Sebastian estava ofegante quando ele pousou delicadamente Beauregard
para baixo sobre a mesa e se inclinou sobre ele. Beauregard ainda podia sentir
treme pequena agitação em seu companheiro grande. Ele estendeu a mão e
alisou o cabelo encharcado de suor do rosto de Sebastian.
— Amo você, Sebby.
Sebastian fez uma tentativa indiferente de um rosnado, então começou a
rir. — Eu adoro ser fodidamente acasalado a um coelho.

Fim

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