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1. INTRODUÇÃO
A NR1 dispõe sobre a obrigatoriedade do cumprimento das normas regulamentadoras de Segurança e
Saúde no Trabalho (SST), trata da competência dos diversos órgãos envolvidos e das responsabilidades do
empregador e dos empregados. São também apresentados conceitos de termos e expressões, aplicáveis às
normas regulamentadoras.
Segundo Sebastião Geraldo de Oliveira, Desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 3.ª
Região, o princípio constitucional de que a saúde é direito de todos e dever do Estado (art. 196), adaptado
para o campo do Direito do Trabalho, indica que a saúde é direito do trabalhador e dever do empregador,
razão pela qual o empregado não pode estar exposto a riscos que possam comprometer seu bem-estar físico,
mental ou social1. Veremos que o conceito de empregador alcança não somente empresas privadas, mas
também órgãos e entidades públicas, contratantes de empregados celetistas.

2. CUMPRIMENTO DAS NRs


As normas regulamentadoras são de observância obrigatória pelas empresas privadas, pelas empresas
públicas e por todos os órgãos públicos (administração direta e indireta, dos Poderes Legislativo e
Judiciário) que possuam empregados contratados e regidos pela CLT. Ainda que a empresa ou órgão tenha
apenas um empregado celetista, estará obrigada(o) a cumprir o disposto nas NRs. Conforme o item 1.1, estão
obrigados(as) ao cumprimento das NRs:

O empregador (empresa ou órgão) ficará sujeito à autuação, pelo Auditor Fiscal do Trabalho (AFT),
em caso de não cumprimento das disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho.

2.1 Demais disposições relativas à segurança e saúde no trabalho


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As empresas, entidades e órgãos que contratem empregados celetistas não ficam desobrigados da
observância de outras normas pelo simples fato de cumprirem o disposto nas NRs. Assim, devem também
submeter-se a outras disposições relativas à segurança e saúde no trabalho previstas nos códigos de obras,
regulamentos sanitários dos Estados ou municípios em que se localizem, ou ainda nas convenções ou acordos
coletivos de trabalho.

Além da NR

Segurança e Saúde no Trabalho e os servidores públicos

Os requisitos de segurança e saúde no trabalho referentes aos servidores públicos municipais,


estaduais ou federais devem constar no seu respectivo estatuto. A Lei 8.112/1990, que dispõe sobre o
regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas
federais, carece de disposições efetivas de proteção à segurança e saúde desses servidores. Houve uma
alteração relativamente a essa matéria, ainda que tímida, em 2009, com a publicação da Lei 11.209,
que incluiu o art. 206-A à Lei 8.112/1990, com a seguinte redação:
“O servidor será submetido a exames médicos periódicos, nos termos e condições definidos em
regulamente”.
A regulamentação do art. 206-A ocorreu com a publicação do Decreto 6.856/2009, que dispôs sobre a
realização dos exames médicos periódicos dos servidores públicos federais.

3. ÓRGÃOS COMPETENTES EM MATÉRIA DE SEGURANÇA E SAÚDE NO


TRABALHO
As atribuições relativas à inspeção da Segurança e Saúde no Trabalho no Brasil estão a cargo dos
seguintes órgãos do Poder Executivo, integrantes do Ministério do Trabalho e Emprego:

3.1 Órgão Nacional


Atualmente, o órgão nacional competente em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) é a
Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), que realiza suas atribuições com o Departamento de Segurança e
Saúde no Trabalho (DSST). Observem que a redação atual do item 1.3 da NR1 se refere à SSST – Secretaria
de Segurança e Saúde no Trabalho – e o item 1.10, à SSMT – Secretaria de Segurança e Medicina do
Trabalho – SSMT. Ambas as denominações concernem ao mesmo órgão nacional, que existiu em épocas
diferentes. Os itens que contêm a sigla SSST foram publicados em 1993, e aquele em que consta SSMT foi
publicado dez anos antes, em 1983. Então, onde se lê SSST ou SSMT na NR1, leia-se SIT/DSST.

3.1.1 Competências do órgão nacional


Os itens 1.3 e 1.3.1 estabelecem as competências do órgão nacional. Dentre essas competências estão a
gestão das atividades de inspeção da segurança e saúde no trabalho e a atribuição de conhecer em última
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instância os recursos voluntários ou de ofício. A figura a seguir apresenta as competências do órgão nacional
conforme o disposto nos itens 1.3 e 1.3.1:

Além da NR

Programa Nacional de Alimentação do Trabalhador

Como mostrado na figura anterior, a gestão do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é uma
das atribuições do órgão nacional. O PAT foi instituído pela Lei 6.321/1976 e regulamentado pelo
Decreto 5/1991. É um programa que visa o fornecimento de alimentação (refeição ou cesta de
alimentação) aos trabalhadores de baixa renda, assim entendidos aqueles que recebem até cinco
salários mínimos. O empregador pode optar pela autogestão do serviço de alimentação ou contratação
de terceiros (convênios). As empresas participantes do PAT recebem incentivos fiscais, e a
participação do trabalhador é limitada a 20% do custo direto da refeição. A SIT é o órgão gestor do
PAT, com o DSST, responsável pelas atividades de coordenação, orientação, controle e supervisão do
programa.

Sobre o PAT vejam a seguir questão do CESPE/2013, cujo gabarito é ERRADO:

Embora esteja previsto no capítulo constitucional dos direitos e deveres individuais e coletivos, o
Programa de Alimentação do Trabalhador ainda não foi implementado, pois aguarda a aprovação
de lei regulamentadora nesse sentido.

3.1.1.1 Conhecimento em última instância dos recursos voluntários ou de ofício


Sempre que o AFT, durante procedimento fiscalizatório, constatar a existência de violação de preceito
legal, ele deverá lavrar o auto de infração correspondente (art. 628 da CLT), excetuando-se, por óbvio, as
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situações em que a dupla visita2 se faz obrigatória. O auto deve ser lavrado em três vias com a seguinte
destinação: a 1.ª via será entregue no protocolo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
(SRTE), para instauração do processo administrativo em 48 horas contados de sua lavratura; a 2.ª via será
entregue ao autuado; e a 3.ª via deve ser mantida com o autuante. A partir do recebimento do auto de infração,
a empresa terá um prazo de dez dias corridos para protocolar defesa, formalizada por escrito e instruída com
documentos que a fundamentarem. Uma vez apresentada defesa, ela será analisada pelo setor de Multas e
Recursos, que decidirá por sua procedência (total ou parcial) ou pela sua improcedência. Observem, então,
que a primeira análise do processo administrativo do Auto de Infração ocorre em nível regional. Se a defesa
for considerada improcedente, o auto de infração será reputado subsistente e a empresa receberá, via postal,
a comunicação para recolher a multa administrativa referente à infração cometida. Caso não concorde com a
imposição da multa, a empresa deverá protocolar recurso voluntário na SRTE (órgão regional), porém o
recurso será enviado a Brasília para ser analisado (conhecido) pelo órgão nacional.
Por outro lado, se a defesa for considerada procedente, ou seja, acatada, o auto de infração será
reputado insubsistente, e o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego deverá apresentar recurso de
ofício ao órgão nacional para apreciação. Vejam a redação do art. 36 da Portaria 148/1996, que regula o
processo administrativo das multas administrativas:

Do Recurso de Ofício: Art. 36. De toda decisão que implicar arquivamento do processo, a autoridade prolatora recorrerá
de ofício à autoridade competente de instância superior.

O acatamento da defesa (auto de infração insubsistente) implicaria o arquivamento do processo, daí a


obrigatoriedade do recurso de ofício. Vejam que essa é a segunda e última instância administrativa para
conhecimento de recursos. A figura a seguir apresenta de forma simplificada o processo de imposição de
multas administrativas decorrentes da lavratura de autos de infração:

3.2 Órgão Regional


Com a publicação do Decreto 6.341 em 03.01.2008, o órgão regional (unidade descentralizada)
competente em matéria de Segurança e Saúde no Trabalho passou a ser denominado Superintendência
Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em substituição à nomenclatura anterior, Delegacia Regional do

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Trabalho (DRT). Cada um dos 26 Estados da Federação, além do Distrito Federal (DF), conta com uma
SRTE, cuja sede é localizada na capital do Estado correspondente e no DF. Vejam que na redação do item
1.4 da NR1 ainda consta a nomenclatura antiga – Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Apesar disso,
devem ser consideradas corretas as questões nas quais está incluído o antigo nome, pois essa ainda é a atual
redação da norma.

3.2.1 Competências do órgão regional – SRTE


Os órgãos regionais têm a função de execução da fiscalização das atividades relacionadas à SST,
dentro dos limites de sua jurisdição, que corresponde ao respectivo Estado ou DF. A figura a seguir mostra as
competências do órgão regional conforme item 1.4 da NR1:

Sobre esse assunto vejam a questão do CESPE/2008 cujo gabarito é CERTO:

A DRT é o órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e
medicina do trabalho.

Observem que mesmo com a nomenclatura antiga (DRT) a questão foi considerada correta. O item
3
1.4.1 estabelece outras atribuições do órgão regional, as quais são apresentadas na figura a seguir:

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Durante o procedimento fiscalizatório, o AFT poderá notificar a empresa a adotar as medidas


necessárias ao cumprimento das normas regulamentadoras de SST. Como exemplo, podemos citar:
disponibilizar instalações sanitárias separadas por sexo, constituir CIPA ou indicar designado, disponibilizar
assento para as atividades que possam ser realizadas na posição sentada. O procedimento da Notificação será
visto no capítulo referente à NR28.
Caso seja constatado o descumprimento dos preceitos legais ou regulamentares de SST, o Auditor
Fiscal do Trabalho deverá lavrar o auto de infração. O auto de infração considerado subsistente ensejará a
aplicação da penalidade (multa), depois de concluído o processo, sem prejuízo do contraditório e ampla
defesa. Observem que ao AFT cabe a lavratura do auto de infração, não sendo sua atribuição a imposição
da multa, que cabe ao Superintendente Regional do Trabalho e Emprego.
No que se refere ao Embargo e à Interdição, esses são procedimentos de urgência de caráter
preventivo e têm como consequência a paralisação total ou parcial das atividades sempre que for
constatada a existência de situação de grave e iminente risco à segurança, saúde e integridade física dos
trabalhadores. Veremos em detalhes o tema “Embargo e Interdição” no capítulo da NR3.
Sempre que o Auditor Fiscal do Trabalho constatar a existência de insalubridade no ambiente de
trabalho, deverá notificar a empresa para que providencie, dentro do prazo determinado, as medidas de
controle necessárias para sua eliminação ou neutralização. A neutralização do agente insalubre corresponde à
manutenção de sua concentração ou intensidade em valores abaixo dos limites de exposição, conforme o
disposto na NR15.
As ações fiscalizatórias iniciam-se em regra a partir de Ordens de Serviço emitidas pela chefia da
fiscalização, mas também podem começar a partir de requisições judiciais para realização de perícias no
ambiente de trabalho.
Destaco que não existe mais a exigência de registro, no MTE, do Médico do Trabalho ou Engenheiro de
Segurança do Trabalho.

3.3 Dupla subordinação do AFT


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Os Auditores Fiscais do Trabalho têm dupla subordinação: ao órgão nacional e ao regional, diferindo,
entretanto, conforme o órgão:

• subordinação administrativa ao órgão regional, no caso, a Superintendência Regional do Trabalho e


Emprego, com base de atuação a Lei 8.112/1990;
• subordinação técnica ao órgão nacional, no caso, a Secretaria de Inspeção do Trabalho, com base de
atuação o Decreto 4.552/2002, que aprovou o Regulamento da Inspeção do Trabalho (RIT).

4. CONCEITOS IMPORTANTES DA NR1


A NR1 apresenta a definição de vários termos utilizados pelas demais NRs, e é fundamental ter o
domínio deles.
Empregador: Empresa individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica,
admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços. Existem outras entidades que se equiparam ao
empregador, desde que admitam trabalhadores como empregados. São elas:

• os profissionais liberais;
• as instituições de beneficência;
• as associações recreativas;
• outras instituições sem fins lucrativos.

Dessa forma, um asilo de idosos de caráter filantrópico, sem fins lucrativos, que contrata empregados
para cuidar dos velhinhos, é equiparado a empregador, estando sujeito ao cumprimento das NRs.
Empregado: A pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência desse e mediante salário.
Empresa: O estabelecimento ou o conjunto de estabelecimentos, canteiros de obra, frente de trabalho,
locais de trabalho e outras, constituindo a organização de que se utiliza o empregador para atingir seus
objetivos.
Estabelecimento: Cada uma das unidades da empresa, funcionando em lugares diferentes, tais como:
fábrica, refinaria, usina, escritório, loja, oficina, depósito, laboratório. Chamo a atenção do leitor para a
redação do item 1.6.2:

Para efeito de aplicação das Normas Regulamentadoras – NR, a obra de engenharia,


compreendendo ou não canteiro de obra ou frentes de trabalho, será considerada como um
estabelecimento, a menos que se disponha, de forma diferente, em NR específica.

Temos então que, regra geral, a obra de engenharia deve ser considerada como estabelecimento, exceto
nos casos em que norma específica disponha de maneira diferente. Nesse sentido, vejam a redação do item
4.2.1 da NR4, que dispôs de outra forma sobre o conceito de estabelecimento:

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Para fins de dimensionamento, os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de


1 (um) mil empregados e situados no mesmo estado, território ou Distrito Federal não
serão considerados como estabelecimentos, mas como integrantes da empresa de
engenharia principal responsável, a quem caberá organizar os Serviços Especializados em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (grifo meu).

Veremos esse assunto no capítulo da NR4.


Canteiro de obra: Área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e
execução a construção, demolição ou reparo de uma obra. Como exemplo de áreas que servem de apoio à
execução de uma obra temos: a carpintaria, o almoxarifado, e as áreas destinadas à armazenagem dos
vergalhões de aço.
Frente de trabalho: Área de trabalho móvel e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e
execução à construção, demolição ou reparo de uma obra. Como exemplo, podemos citar: os serviços de
pavimentação de uma rua e a construção de uma estrada ou de uma linha férrea, pois, à medida que a obra vai
avançando, a frente de trabalho também se desloca, daí seu conceito ser uma área de trabalho móvel.
Tanto o canteiro de obras quanto a frente de trabalho são áreas de trabalho temporárias. Atenção para a
diferença entre eles:

Setor de serviço: A menor unidade administrativa ou operacional compreendida no mesmo


estabelecimento. Por exemplo, o setor das máquinas injetoras, o setor de prensas etc.
Local de trabalho: Área na qual os trabalhos são executados. Podemos entender que o local de
trabalho é a área existente em um setor de serviço, onde as atividades são realizadas.

5. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA
O item 1.6.1 dispõe sobre a responsabilidade de aplicação das NRs, na situação em que exista um
grupo econômico. O item fala em grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, que
corresponde à figura do grupo econômico, e, segundo Maurício Godinho Delgado4, define-se como:

A figura resultante da vinculação justrabalhista que se forma entre dois ou mais entes favorecidos
direta ou indiretamente pelo mesmo contrato de trabalho, em decorrência de existir entre esses
entes laços de direção ou coordenação em face de atividades industriais, comerciais, financeiras,
agroindustriais ou de qualquer outra natureza econômica.

A responsabilidade das empresas participantes do grupo econômico é solidária, o que significa que a
empresa principal e cada uma das subordinadas são igualmente responsáveis, ainda que o serviço não lhes
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tenha sido diretamente prestado. Importante lembrar que a solidariedade não se presume, ela decorre da lei
ou da vontade das partes.

6. DELEGAÇÃO DAS ATRIBUIÇÕES


O item 1.5 da NR1 dispõe que as atribuições de fiscalização e/ou orientação às empresas, relativas ao
cumprimento dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho, poderão ser
delegadas a outros órgãos federais, estaduais e municipais, mediante convênio autorizado pelo Ministro do
Trabalho. Vejam, porém, a redação do art. 19, inciso III, do Decreto 4.552/2002, que aprovou o Regulamento
da Inspeção do Trabalho (RIT):

É vedado às autoridades de direção do Ministério do Trabalho e Emprego:


III – conferir qualquer atribuição de inspeção do trabalho a servidor que não pertença ao Sistema Federal de Inspeção do
Trabalho.

Dessa forma, de acordo com o RIT, é vedado atribuir as competências relativas à inspeção do trabalho
a qualquer servidor que não pertença ao Sistema Federal de Inspeção do Trabalho. Temos aqui um
descompasso entre o item 1.5 da NR1 e o art. 19, inciso III, do RIT. Como nenhum desses dispositivos foi
revogado expressamente, minha sugestão é que, no momento da prova, o candidato decida pela redação de um
ou de outro, de acordo com o contexto da questão. Se a questão se referir expressamente ao RIT, vá por esse
regulamento; ao contrário, se se tratar da NR1, não tenha dúvida em considerar essa norma. Caso esse assunto
seja cobrado em prova discursiva, é importante conhecer ambos.

7. OBRIGAÇÕES DO EMPREGADOR
Cabe ao empregador não somente cumprir as leis e as normas regulamentadoras referentes à segurança
e saúde no trabalho, mas também exigir seu cumprimento pelos trabalhadores (= fazer cumprir) e também
pelas empresas que prestam serviço em seu estabelecimento.
O empregador deverá elaborar ordens de serviço que informem aos empregados os procedimentos
relativos à segurança e saúde no trabalho a serem adotados durante a execução de suas atividades, bem como
os riscos aos quais estarão sujeitos. A ciência aos empregados sobre o conteúdo dessas ordens de serviço
pode ser feita por meio de comunicados, cartazes ou ainda meios eletrônicos, por exemplo, e-mails.
A empresa deve informar aos empregados os riscos aos quais eles estão submetidos durante a
realização de suas atividades, instruindo-os quanto às precauções a tomar, no sentido de evitar acidentes
do trabalho ou doenças ocupacionais, prestando informações pormenorizadas sobre os riscos da operação
a executar e do produto a manipular5.
Também devem ser informados os procedimentos adotados pela empresa para prevenir e limitar esses
riscos, por exemplo, a instalação de ventilação exaustora para captação de poluentes (agentes químicos) na
fonte.
Ademais, o empregador tem a obrigação de disponibilizar aos empregados os resultados das
avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho, como dosimetrias de ruído, avaliações de
concentração de aerodispersoides (poeira, fumo, névoas e neblinas), gases e vapores presentes no ambiente.

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Devem ser informados aos empregados os resultados dos exames médicos e exames complementares
de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores tenham sido submetidos. Destaco que cabe ao
empregador tão somente encaminhar os resultados dos exames ao obreiro, não devendo ter acesso ao seu
conteúdo, cuja cópia deve integrar o prontuário clínico individual do trabalhador, sob responsabilidade do
médico coordenador do PCMSO.
Nesse sentido, vejam a redação do item 7.4.5 da NR7:

Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames


complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em
prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade do médico-coordenador do
PCMSO.

Durante o procedimento fiscalizatório do cumprimento da legislação de segurança e saúde do


trabalho, a empresa deverá permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização.
Dentre estes estão os membros eleitos da CIPA. Essa permissão está limitada à fiscalização da legislação de
segurança e saúde do trabalho, e não da legislação trabalhista como um todo. Por exemplo, caso o AFT
inicie a fiscalização do pagamento das guias de recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS), a empresa não será obrigada a permitir que os representantes dos trabalhadores acompanhem esse
procedimento fiscalizatório.
Também cabe ao empregador elaborar procedimentos a serem observados no caso de acidentes ou
doenças relacionadas ao trabalho, por exemplo, para qual hospital o acidentado deverá ser encaminhado e de
quem será essa responsabilidade.

8. OBRIGAÇÕES DOS EMPREGADOS


Cabe aos empregados cumprir não somente a legislação sobre SST (disposições legais e
regulamentares), mas também as ordens de serviço expedidas pelo empregador, para sua segurança e também
de terceiros.
Os empregados devem usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) fornecido pelo empregador,
porém destaco que isso deve ser a última opção do empregador, que deverá priorizar a adoção de medidas de
proteção coletiva. No entanto, uma vez provido o EPI, o empregado deverá usá-lo para os fins a que se
destina.
Os empregados também deverão submeter-se aos exames médicos previstos nas NRs, em especial
aqueles dispostos na NR7 (PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), para
verificação de sua aptidão física e mental para o trabalho que exerceram, irão exercer ou exercem.
Lembrando que submeter-se aos exames médicos não significa pagar por eles. Todo o custo referente aos
exames médicos, inclusive o do transporte até o local onde serão realizados, é de responsabilidade do
empregador.
Os empregados também devem colaborar com a empresa na aplicação das NRs, a qual pode se dar por
meio da comunicação aos seus superiores sobre situações que estejam oferecendo risco para o próprio

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trabalhador ou terceiros, por exemplo, piso escorregadio de uma rampa, fiação elétrica desprotegida
oferecendo risco de choque elétrico, iluminação deficiente em determinado setor (risco ergonômico) etc. Na
verdade, é importante que os empregados conheçam todos os procedimentos de segurança para a realização
da sua atividade, a fim de garantir a sua segurança. Sabemos que tais procedimentos podem ser informados
por meio de ordens de serviço, mas veremos também que algumas NRs obrigam as empresas a ministrar
treinamentos específicos para a execução de determinadas atividades e conscientização da necessidade de
adoção de procedimentos de segurança apropriados.

9. ATO FALTOSO
O ato faltoso é aquele que ocorre quando o empregado, sem justificativa, se recusa a cumprir qualquer
das obrigações atribuídas a ele, conforme o disposto no item 1.8. Vejam a figura a seguir:

O ato faltoso pode ter como consequência a demissão por justa causa quando presentes, por exemplo,
elementos como desídia ou indisciplina. Vejam a redação do art. 482, “e” e “h”, da CLT:

Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador:


e) desídia no desempenho das respectivas funções;
h) ato de indisciplina ou de insubordinação.

Devemos distinguir ato faltoso de ato inseguro. O ato inseguro refere-se a uma cultura ultrapassada,
baseada no comportamento do trabalhador, atribuindo a este toda a culpa no caso de acidentes do trabalho.
Essa expressão constava na antiga redação do item 1.7, “b”, inciso I, que foi revogado pela Portaria SIT
84/2009. De acordo com Sebastião Geraldo de Oliveira6, o combate aos chamados atos inseguros entrava o
desenvolvimento de uma cultura de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, e infelizmente ainda
é uma postura dominante no Brasil. Segundo o ilustre jurista,

[...] quando ocorre um acidente, as investigações, normalmente conduzidas por prepostos do


empregador, sofrem forte inclinação para constatar um “ato inseguro” da vítima , analisando
apenas o último fato que desencadeou o infortúnio, sem aprofundar nos demais fatores da rede
causal, até por receio das consequências jurídicas ou para não expor a fragilidade do sistema de
gestão de segurança da empresa. [...] Ademais, no campo da responsabilidade civil, quando fica
comprovado que o dano ocorreu “por culpa exclusiva da vítima”, não cabe indenização alguma.

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[...] Essa tendência de culpabilizar a vítima está impedindo que haja progresso nas políticas de
segurança e saúde do trabalhador no Brasil, tanto que os índices de acidentes do trabalho
continuam elevados.

10. ALCANCE DAS NRs


As normas regulamentadoras não se aplicam somente às empresas, órgãos e entidades que contratem
empregados celetistas. Outras categorias de trabalhadores, por exemplo, os trabalhadores avulsos e rurais,
também encontram-se sob a égide das normas regulamentadoras.

10.1 Trabalhador avulso


O item 1.1.1 da NR1 estabelece que as normas regulamentadoras se aplicam, no que couber, aos
trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos
das respectivas categorias profissionais.
Segundo o art. 9.º, inciso VI, do Decreto 3.048/1999, trabalhador avulso é:

“aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo
empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão de obra, nos termos da Lei n.º 8.6307 [...], de 25 de
fevereiro de 1993, ou do sindicato da categoria [...]”.

Cabe destacar, então:

• os trabalhadores avulsos podem prestar serviços de natureza urbana ou rural;


• a principal característica do trabalho avulso é a necessária intermediação da contratação da mão de
obra pelo Órgão Gestor de Mão de Obra ou pelo sindicato profissional.

A intermediação da mão de obra dos trabalhadores avulsos rurais e urbanos (por exemplo, os
chamados “chapas”, aqueles que realizam carga e descarga de caminhões de diversas empresas, como
distribuidoras de bebidas, e hortifrutigranjeiros, ou nas Centrais de Abastecimento) é feita pelo sindicato
profissional, conforme regulamentado pela Lei 12.023/2009. Já intermediação da mão de obra dos
trabalhadores avulsos portuários é efetuada pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), que deve ser
constituído pelo Operador Portuário, conforme determina o art. 32 da Lei 12.815/2013, que regulamenta,
dentre outras, as atividades desempenhadas por esse órgão.
A expressão “no que couber” presente no item 1.1.1 da NR1 significa que as entidades ou empresas
tomadoras do serviço desses trabalhadores avulsos ou os sindicatos das respectivas categorias profissionais
deverão observar o disposto nas normas regulamentadoras, naquilo em que tais normas forem aplicáveis ao
trabalho dos avulsos.
Por exemplo, as entidades ou empresas tomadoras ou ainda o sindicato da categoria profissional devem
elaborar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e o Programa de Prevenção de
Riscos Ambientais (PPRA), previstos respectivamente nasNR7 e NR9, considerando os riscos das
atividades dos trabalhadores avulsos. Levando em conta como atividades principais desses trabalhadores a
carga e descarga de mercadorias, várias outras NRs se aplicam aos avulsos, dentre elas: NR11 – Transporte,

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Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais e NR17 – Ergonomia. É de observar que o item 1.1.1
da NR1 não incluiu expressamente o OGMO como um dos responsáveis pelo cumprimento das NRs
relativamente aos avulsos portuários.
No entanto, o item 29.1.4.2 da NR29 – Segurança e Saúde no Trabalho Portuário dispõe expressamente
sobre a responsabilidade desse órgão:

Compete ao OGMO ou ao empregador:


a) proporcionar a todos os trabalhadores formação sobre segurança, saúde e higiene
ocupacional no trabalho portuário, conforme o previsto nesta NR;
[...]
c) elaborar e implementar o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA– no
ambiente de trabalho portuário, observado o disposto na NR9;
d) elaborar e implementar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional –
PCMSO, abrangendo todos os trabalhadores portuários, observado o disposto na NR7.

Sobre esse assunto, vejam questão do CESPE/2007, que reproduz o texto do item 1.1.1 da NR1, cujo
gabarito é CERTO:

As disposições contidas nas NR aplicam-se, no que couber, aos trabalhadores avulsos, às


entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e aos sindicatos representativos das respectivas
categorias profissionais.

10.2 Trabalhadores rurais


Considerando as especificidades de algumas atividades econômicas, foram publicadas normas
regulamentadoras particulares a tais atividades, conhecidas também como normas setoriais. Esse é o caso das
atividades na agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura, abrangidas pela NR31. A
discussão que aqui se propõe é se as demais NRs, além da NR31, se aplicam ao trabalhador rural. Vejamos:
A Lei 5.889/1973, que estabelece as normas do trabalho rural, dispõe em seu art. 1.º:

As relações de trabalho rural serão reguladas por esta Lei e, no que com ela não colidirem, pelas normas da
Consolidação das Leis do Trabalho [...].

Ou seja: A CLT aplica-se ao trabalho rural naquilo em que não colidir com a Lei 5.889/1973. É de
concluir, portanto, que os arts. 154 a 201 da CLT, do Título II, Capítulo V – Da Segurança e da Medicina do
Trabalho, regulamentados pelas normas regulamentadoras, alcançam o trabalho rural, desde que não
contrariem o disposto na Lei 5.889/1973.
Vejamos, por exemplo, os arts. 187 e 188 da CLT: tais artigos dispõem sobre os procedimentos de
segurança relativos a Caldeiras, Fornos e Recipientes sobre Pressão, atualmente regulamentados pela NR13
(Caldeira, Vasos de Pressão e Tubulações) e também pela NR14 (Fornos). A Lei 5.889/1973 não estabelece
nenhum procedimento de segurança acerca de tais equipamentos, tampouco a NR31. E esses equipamentos

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são utilizados no setor sucroalcooleiro, no qual prevalece a atividade agroeconômica, e os trabalhadores


são considerados rurais. Dessa forma, na omissão da Lei 5.889/1973 e da própria NR31, depreende-se que
os artigos da CLT citados se aplicam ao trabalho rural, bem como as próprias NR13 e a NR14. Para não
deixar dúvidas, vejamos também a redação do item 31.3.3 da NR31:

31.3.3. Cabe ao empregador rural ou equiparado:


d) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde
no trabalho;

Observem que a própria NR31, que regulamenta o trabalho rural, prevê a obrigatoriedade do
cumprimento, pelo empregador, das disposições regulamentares sobre SST, dentre as quais se incluem as
demais normas regulamentadoras. Sobre esse tema, vejam a seguinte questão do concurso do Tribunal
Regional do Trabalho da 15.ª Região/2013, cujo gabarito é CERTO:

Aplicam-se ao trabalhador rural as normas de segurança e medicina do trabalho.

NR 1 – LISTA DE QUESTÕES

QUESTÃO 1 – ENG SEG/INPI/CESPE/2013


Com base nas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, julgue o item subsequente.
1. As empresas que integram grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica são solidariamente responsáveis,
para efeito de aplicação das normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

QUESTÃO 2 – ENG SEG/INPI/CESPE/2013


Acerca da saúde e segurança no trabalho, julgue o item que se segue.
1. Compete à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, nos limites de sua jurisdição, atender requisições judiciais para
realização de perícias sobre segurança e medicina do trabalho nas localidades onde não houver médico do trabalho ou engenheiro de
segurança do trabalho registrado no Ministério do Trabalho.

QUESTÃO 3 – ENG SEG/SERPRO/CESPE/2013


Julgue os itens a seguir, que dizem respeito às atribuições dos órgãos e instituições relacionados à segurança e saúde do
trabalhador.
1. No âmbito regional, a execução da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho compete à Superintendência
Regional de Registro do Trabalhador e Emprego (SRTE).
2. Compete à Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho a fiscalização de empresas no exterior no que diz respeito ao
cumprimento dos preceitos legais sobre segurança e medicina do trabalho de trabalhadores brasileiros.

QUESTÃO 4 – MED TRAB/SERPRO/CESPE/2013


Com base na legislação trabalhista e previdenciária brasileira, julgue o item a seguir:
1. O empregador deve informar aos trabalhadores os riscos profissionais que possam ser originados nos locais de trabalho; os meios
para prevenir e limitar tais riscos; os resultados dos exames médicos e complementares de diagnóstico a que os próprios

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trabalhadores forem submetidos; bem como os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.

QUESTÃO 5 – ENG SEG/MPU/CESPE/2013


Julgue o item a seguir, com base nas disposições gerais da NR-1.
1. O empregado que justificadamente deixa de submeter-se aos exames médicos previstos em norma reguladora não comete ato
faltoso nem está sujeito às penalidades dispostas em lei pertinente.

QUESTÃO 6 – AFT/MTE/CESPE/2013
Conforme disciplina a CLT quanto ao uso de EPI, julgue o item abaixo.
1. Os empregados celetistas devem observar as normas de segurança e medicina do trabalho, constituindo ato faltoso sua recusa
injustificada as instruções de segurança expedidas pelo empregador e a recusa ao uso de EPI.

QUESTÃO 7 – ENG SEG/CAM DEP/CESPE/2012


A prevenção de acidentes e a melhoria das condições do ambiente do trabalho são previstas na legislação brasileira de forma
incisiva, como, por exemplo, na Constituição e na Consolidação das Leis do Trabalho. Acerca desse assunto, julgue o item seguinte:
1. É dever das empresas adotar as medidas que lhes sejam determinadas pelo órgão regional competente e instruir os empregados,
por meio de ordens de serviço, quanto às precauções a serem tomadas para se evitarem acidentes do trabalho ou doenças
ocupacionais.

QUESTÃO 8 – AUX ENFERM TRAB/EBC/CESPE/2011


Considerando que a superintendência regional do trabalho e emprego (SRTE) é o órgão regional competente para executar as
atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho, julgue os itens seguintes, relativos às competências das SRTEs:
1. Paralelamente ao elenco de competências que lhes são atribuídas, as SRTE, em seu âmbito de atuação, contam com rol de
restrições que incluem a proibição de impor penalidade a infratores.
2. As SRTE têm competência para embargar obra e interditar estabelecimentos, setor de serviço, canteiro de obra, frente e locais de
trabalho, máquinas e equipamentos.
3. Notificar as empresas, estipulando prazos para eliminação e(ou) neutralização de situações de insalubridade constitui competência
das SRTE.

QUESTÃO 9 – TEC SEG/EBC/CESPE/2011


A respeito de órgãos e instituições relacionados a saúde e segurança do trabalhador, julgue o próximo item.
1. O Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho está vinculado à Secretaria de Relações do Trabalho, órgão do MTE.

QUESTÃO 10 – ENG SEG/CORREIOS/CESPE/2011


Julgue os itens subsequentes, acerca da aplicação das normas regulamentadoras (NR) referentes à segurança do trabalho.
1. Empregado é a pessoa física ou jurídica que presta serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e
mediante salário.
2. Frente de trabalho é a área de trabalho fixa e temporária onde se desenvolvem operações de apoio e execução à construção,
demolição ou reparo de uma obra.
3. Empregador é a empresa individual ou coletiva que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, remunera e dirige a
prestação pessoal de serviços.

QUESTÃO 11 – ENG SEG/MPU/CESPE/2011


Julgue o item a seguir, de acordo com as NR relativas a segurança e medicina do trabalho.
1. A observância das NR não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições que, com relação à matéria, sejam
incluídas em códigos de obras ou regulamentos sanitários dos estados ou municípios, e outras oriundas de convenções e acordos
coletivos de trabalho.

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QUESTÃO 12 – ENG SEG/MPU/CESPE/2010


Julgue os itens a seguir, de acordo com as NR relativas a segurança e medicina do trabalho.
1. As atribuições de fiscalização e (ou) orientação às empresas com relação ao cumprimento dos preceitos legais e regulamentares
sobre segurança e medicina do trabalho são delegáveis a outros órgãos federais, estaduais e municipais, mediante convênio
autorizado pelo MTE.
2. Para efeito de aplicação das NR, a obra de engenharia, compreendendo ou não canteiro de obra ou frentes de trabalho, é
considerada como um estabelecimento, a menos que se disponha, de forma diferente, em NR específica.

QUESTÃO 13 – TEC SEG/FUB/CESPE/2009


Julgue o item seguinte, a respeito das normas regulamentadoras (NR) relativas à segurança e medicina do trabalho, que são de
observância obrigatória pelas empresas privadas e públicas e pelos órgãos públicos da administração direta e indireta.
1. As disposições contidas nas NR não se aplicam aos trabalhadores avulsos, às entidades ou empresas que lhes tomem o serviço e
nem aos sindicatos representativos das respectivas categorias profissionais.

QUESTÃO 14 – ENG SEG/TRT 5ª/CESPE/2008


“Na atualidade, as rápidas mudanças tecnológicas e uma economia que se globaliza a passos gigantescos apresentam novos
desafios e geram pressões sem precedentes em todos os âmbitos do mundo do trabalho, avalia o diretor-geral da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). O órgão, ligado à Organizações das Nações Unidas, estima que o custo direto e indireto de acidentes
e doenças do trabalho possa chegar a 4% do produto interno bruto (PIB) do mundo. Isso equivale a mais de 20 vezes os
investimentos globais de assistência de desenvolvimento oficial. No Brasil, também se estima que, além do incalculável prejuízo
social, os acidentes e doenças de trabalho atinjam aproximadamente 4% do PIB nacional, levando-se em conta, além do setor
privado, o segmento informal e rural, os funcionários públicos, os cooperados e os autônomos. A circulação de informações continua
sendo um fator de suma relevância para a saúde e segurança no trabalho, avalia o diretor técnico da Fundação Jorge Duprat
Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (FUNDACENTRO).”
Internet: <www.reporterbrasil.org.br> (com adaptações).
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
1. São deveres dos empregados informar ao empregador os riscos profissionais que possam originar-se nos locais de trabalho,
solicitar os resultados dos exames médicos e de exames complementares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem
submetidos e divulgar os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho.

QUESTÃO 15 – TEC SEG/PREF. VITÓRIA/CESPE/2008


Um trabalhador agropecuário de 17 anos de idade, vítima de um acidente de trabalho, foi sugado em um processo de
armazenamento de grãos de soja em um silo condenado de uma fazenda e morreu asfixiado. O adolescente estava há menos de
três meses trabalhando na fazenda e não poderia, segundo a delegacia regional do trabalho (DRT), estar exercendo nenhuma
atividade em área de risco e insalubre. De acordo com o programa de prevenção de riscos ambientais (PPRA), havia irregularidades
no silo, constatando-se a impossibilidade de sua utilização, mostrando que os proprietários já sabiam que os silos não podiam ser
utilizados.
Com referência à situação hipotética acima e às normas regulamentadoras (NR) relativas à medicina e segurança do trabalho, julgue
os itens a seguir.
1. A Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST) é o órgão nacional competente para coordenar as atividades relacionadas
com a segurança e medicina do trabalho.
2. A DRT é o órgão regional competente para executar as atividades relacionadas com a segurança e medicina do trabalho.
3. Na situação hipotética em apreço, mesmo ao constatar os problemas na fazenda, a DRT não pode multar, pois não possui
competência para impor penalidades para a empresa.
4. Na situação hipotética em questão, era obrigação do trabalhador adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as
condições inseguras de trabalho.
5. É obrigação do empregador dar conhecimento aos empregados de que serão passíveis de punição pelo descumprimento das
ordens de serviço expedidas.

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QUESTÃO 16 – ENG SEG/PREF RIO BRANCO ACRE/CESPE/2007


Em referência à NR1 – Disposições Gerais, julgue o item a seguir:
1. As NR relativas à segurança e medicina do trabalho são de observância obrigatória pelas empresas privadas com regime de
contratação pela (CLT). Essa observância é facultativa para empresas públicas e órgãos públicos da administração direta e indireta,
bem como para os órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, mesmo com empregados regidos pela CLT.

QUESTÃO 17 – AFT/MTE/ESAF/2010
Analise as proposições a seguir e assinale a opção correta.
I. A observância, em todos os locais de trabalho, das normas SMT, desobriga as empresas, no campo do direito do trabalho, a
cumprirem outras disposições afins que estejam sob a égide do direito sanitário, tais como códigos de obras ou regulamentos
sanitários dos Estados ou Municípios em que se situem os respectivos estabelecimentos.
II. Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho,
exponham o trabalhador de modo permanente, não ocasional nem intermitente, aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou
associação de agentes prejudiciais à saúde ou à integridade física.
III. A descaracterização da insalubridade ou periculosidade, segundo as normas do Ministério do Trabalho, far-se-á por meio de perícia
a cargo de profissional legalmente habilitado, registrado no Ministério do Trabalho, ou por laudo emitido pela Fundacentro.
(A) Todas as proposições estão erradas.
(B) I e III estão corretas.
(C) I e II estão corretas.
(D) Todas as proposições estão corretas.
(E) II e III estão corretas.

NR 1 – GABARITOS

QUESTÃO RESPOSTA

1 1. CERTO. Item 1.6.1

2 1. CERTO. Item 1.4.1 “e”.

1. ERRADO. Item 1.4.


3
2. ERRADO. Item 1.3.

4 1. CERTO. Item 1.7 “c”.

5 1. CERTO. Item 1.8.1.

6 1. CERTO. Item 1.8. c/c 1.8.1.

7 1. CERTO. Item 1.7 “a” e “b”.

1. ERRADO. Item 1.4.1 “b” da NR1.

8 2. CERTO. Art. 161 da CLT.

3. CERTO. Item 1.4.1 “d”.

9 1. ERRADO.

1. ERRADO. Item 1.6 “b”.

10 2. ERRADO. Item 1.6 “g”.

3. CERTO. Item 1.6 “a”.

11 1. CERTO. Item 1.2.

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1. CERTO. Item 1.5.


12
2. CERTO. Item 1.6.2.

13 1. ERRADO. Item 1.1.1 da NR1.

14 1. ERRADO. Item 1.7 “c”.

1. CERTO. Item 1.3.

2. CERTO. Item 1.4.

15 3. ERRADO. Item 1.4.1 “b”.

4. ERRADO. Item 1.7 “a”.

5. ERRADO. Antiga redação do item 1.7 inciso III da NR1.

16 1. ERRADO. Item 1.1.

GABARITO: A

I. ERRADO. Item 1.2.


17
II. ERRADO. Súmula 47 do TST.

III. ERRADO. Artigo 195 da CLT.

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