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UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

CURSO DE ENGENHARIA ALIMENTOS


DISCIPLINA DE MECÂNICA DOS FLUIDOS

Estudos Reológicos de Fluidos Não-Newtonianos

Alunos: Fellyphe Augustho Gonzaga Carvalho Rodrigues

Trabalho apresentado
como parte da nota da
disciplina de
Mecânica dos Fluidos
orientada pelo
Professor Itamar
Souza Reges.

Dezembro de 2016
Palmas-TO
Sumário

1 Definições___________________________________________________________3

2 Artigo DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS REOLÓGICOS DA SUSPENSÃO


DA MICROALGA CHLORELLA SP _______________________________________8

3 Trabalho de Reologia de Fluidos não-Newtonianos__________________________10

2
1. Definições

REOLOGIA
É o estudo do comportamento deformacional e do fluxo de matéria submetido a
tensões, sob determinadas condições termodinâmicas ao longo de um intervalo de
tempo. Inclui propriedades como: elasticidade, viscosidade e plasticidade.

VISCOSIDADE
É a medida da resistência interna ou fricção interna de uma substância ao fluxo
quando submetida a uma tensão. Quanto mais viscosa a massa, mais difícil de escoar e
maior o seu coeficiente de viscosidade.
Um fluido é uma substância que se deforma continuamente quando sujeito à
ação de uma força. Os fluidos reais (líquidos, gases, sólidos fluidizados) apresentam
uma resistência à deformação ou ao escoamento quando submetidos a uma determinada
tensão. Para os gases, a viscosidade está relacionada com a transferência de impulso
devido à agitação molecular. Já a viscosidade dos líquidos relaciona-se mais com as
forças de coesão entre as moléculas.

VISCOELASTICIDADE
Os líquidos viscosos não possuem forma geométrica definida e escoam
irreversivelmente quando submetidos a forças externas. Por outro lado, os sólidos
elásticos apresentam forma geométrica bem definida e se deformados pela ação de
forças externas, assumem outra forma geométrica de equilíbrio. Muitos materiais
apresentam um comportamento mecânico intermediário entre estes dois extremos,
evidenciando tanto características viscosas como elásticas e, por este motivo, são
conhecidos como viscoelásticos.

1.1. DEFORMAÇÃO E GRADIENTE DE VELOCIDADE

Considere um fluido contido entre duas placas planas paralelas, de área A,


separadas por uma distância y. Uma força F r é aplicada na parte superior,
movimentando a placa a uma velocidade u r constante em relação à placa inferior, que é
mantida fixa,
Esta força F dá origem a uma força de mesma intensidade, porém em sentido
contrário, a força de cisalhamento, que existe somente devido às forças de coesão do
fluido com as paredes da placa e entre as camadas de fluido, em caso de regime laminar.
A força de cisalhamento dá origem a um gradiente de velocidade dy / du x entre as
placas.
Supondo que não haja deslizamento do fluido nas paredes das placas, a
velocidade do fluido será igual a zero na placa inferior e igual a u na placa superior.
A Lei de Newton da Viscosidade diz que a relação entre a tensão de
cisalhamento (força de cisalhamento x área) e o gradiente local de velocidade é definida
através de uma relação linear, sendo a constante de proporcionalidade, a viscosidade do
fluido. Assim, todos os fluidos que seguem este comportamento são denominados
fluidos newtonianos.

3
Na qual: τyx é a tensão de cisalhamento na direção x, g/cm.s2;
Dy/ Dux é o gradiente de velocidade ou taxa de cisalhamento, s-1;
μ é a viscosidade, cP = 10-2g/cm.s = 0,001kg/m.s = 10-3 N.s

1.2. CLASSIFICAÇÃO REOLÓGICA


Quanto à deformação, os fluidos podem ser classificados em:
- Reversíveis ou elásticos: são sistemas que não escoam; sua deformação é
reversível e o sistema obedece à Lei de Hooke.
- Irreversíveis ou viscosos: são sistemas que escoam; sua deformação é
irreversível e o sistema obedece à Lei de Newton, de viscosidade constante.
Também podem ser classificados quanto à relação entre a taxa de deformação e a
tensão de cisalhamento:
- Fluidos Newtonianos: sua viscosidade é constante, seguem a Lei de Newton.
Esta classe abrange todos os gases e líquidos não poliméricos e homogêneos. Ex.: água,
leite, soluções de sacarose, óleos vegetais.
- Fluidos Não Newtonianos: a relação entre a taxa de deformação e a tensão de
cisalhamento não é constante.
Além disso, os fluidos não newtonianos ainda podem ser classificados em:
viscoelásticos, dependentes e independentes do tempo. A Figura 1 mostra o
comportamento reológicos do fluido newtoniano e dos fluidos não newtonianos
independentes do tempo e a seguir é dada uma breve descrição sobre cada um deles.

Figura 1: Curvas de escoamento de fluidos newtoniano e não newtonianos de


propriedades independentes do tempo de cisalhamento.

1.2.1. FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS INDEPENDENTES DO TEMPO

São aqueles cujas propriedades reológicas independem do tempo de aplicação da


tensão de cisalhamento. São ainda divididos em:
A) Sem tensão inicial – são aqueles que não necessitam de uma tensão de
cisalhamento inicial para começarem a escoar. Compreendem a maior parte dos fluidos
não newtonianos. Dentro desta classe destacam-se: ™
Pseudoplásticos
São substâncias que, em repouso, apresentam suas moléculas em um estado
desordenado, e quando submetidas a uma tensão de cisalhamento, suas moléculas

4
tendem a se orientar na direção da força aplicada. E quanto maior esta força, maior será
a ordenação e, consequentemente, menor será a viscosidade aparente.
Este fluido pode ser descrito pelo Modelo de Ostwald-de-Waele ou Modelo
Power Law (1923, 1925), representado pela Equação:

(2)
Na qual: K é o índice de consistência do fluido, 4 n é a inclinação da curva, neste
caso, menor que 1. (A inclinação da curva só atinge o valor da unidade para taxas de
deformação muito baixas ou muito altas, e o fluido se torna mais newtoniano.)

Ex.: polpa de frutas, caldos de fermentação, melaço de cana. ™

Dilatantes
São substâncias que apresentam um aumento de viscosidade aparente com a
tensão de cisalhamento. No caso de suspensões, à medida que se aumenta a tensão de
cisalhamento, o líquido intersticial que lubrifica a fricção entre as partículas é incapaz
de preencher os espaços devido a um aumento de volume que frequentemente
acompanha o fenômeno. Ocorre, então, o contato direto entre as partículas sólidas e,
consequentemente, um aumento da viscosidade aparente.
Também podem ser representados pelo Modelo de Orswado-deWaele ou Modelo
Power Law (Eq. 2). No entanto, para este caso, n é maior que a unidade.
Exemplos: suspensões de amido, soluções de farinha de milho e açúcar, silicato
de potássio e areia.

B) Com tensão inicial – são os que necessitam de uma tensão de cisalhamentos


inicial para começarem a escoar. Dentre os fluidos desta classe se encontram:
™Plásticos de Bingham
Este tipo de fluido apresenta uma relação linear entre a tensão de cisalhamento e
a taxa de deformação, a partir do momento em que se atinge uma tensão de
cisalhamento inicial. Este comportamento é descrito pela equação:

(3)
Na qual: τ0 é a tensão de cisalhamento inicial,
μ0 é uma constante análoga à viscosidade de fluidos newtonianos.
O sinal positivo de τ0 é utilizado quando τyx é positivo ou negativo, caso
contrário.
Ex.: fluidos de perfuração de poços de petróleo, algumas suspensões de sólidos
granulares.
Herschel-Bulkley
Também chamado de Bingham generalizado. Este tipo de fluido também
necessita de uma tensão inicial para começar a escoar. Entretanto, a relação entre a
tensão de cisalhamento e a taxa de deformação não é linear. Esta relação depende do
expoente adimensional n, característico para cada fluido.

5
(4)
Exite ainda o Modelo de Casson, comumente utilizado para descrever o estado
estacionário de substâncias como sangue, iogurte, purê de tomate, etc. Este modelo é
descrito pela Equação:

(5)

1.2.2. FLUIDOS NÃO NEWTONIANOS DEPENDENTES DO TEMPO

Os fluidos que possuem este tipo de comportamento apresentam propriedades


que variam, além da tensão de cisalhamento, com o tempo de aplicação desta tensão,
para uma velociade de cisalhamento constante.
A) Tixotrópicos Esta classe de fluidos tem sua viscosidade diminuída com o
tempo de aplicação da tensão de cisalhamento, voltando a ficar mais viscosos com
quando esta cessa. Ex.: suspensões concentradas, emulsões, soluções protéicas, petróleo
cru, tintas, ketchup.
B) Reopéticos Já este tipo de fluido apresenta um comportamento inverso ao dos
tixotrópicos. Desta forma, a viscosidade destes fluidos aumenta com o tempo de
aplicação da tensão, retornando à viscosidade inicial quando esta força cessa. Ex.: argila
bentonita.

Figura 2: Curvas de escoamento de fluidos não newtonianos de propriedades


dependentes do tempo de cisalhamento.

1.3. VISCOELÁSTICOS

São fluidos que possuem características de líquidos viscosos com propriedades


elásticas (Modelo de Maxwell) e de sólidos com propriedades viscosas (Modelo de
Kelvin-Voigt), ou seja, possuem propriedades elásticas e viscosas acopladas. Estas
substâncias quando submetidas à tensão de cisalhamento sofrem uma deformação e

6
quando esta cessa, ocorre uma certa recuperação da deformação sofrida
(comportamento elástico).
Um modelo que descreve este tipo de comportamento é o Modelo de Maxwell
(1957):

(6)
Na qual: t0= μ/G é um tempo característico do fluido em estudo,
G é o módulo de rigidez cisalhante do fluido.
G é uma medida da resistência do material contra a distorção cisalhante e seu
valor é igual à inclinação da curva da tensão de cisalhamento vs. a taxa de deformação
na região elástica e é dado em N/m2 ou lbf/in2. Ex.: massas de farinha de trigo, gelatinas,
queijos, líquidos poliméricos, glicerina, plasma, biopolímeros, ácido hialurônico, saliva,
goma xantana.
Existem muitos outros modelos empíricos descritos na literatura, cabendo ao
estudante de engenharia a correta escolha ou proposição de um novo modelo que possa
representar o fluido de interesse adequadamente.

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2. Artigo: DETERMINAÇÃO DOS PARÂMETROS REOLÓGICOS DA
SUSPENSÃO DA MICROALGA CHLORELLA SP

A produção de combustíveis renováveis obteve um grande impulso nos últimos


anos, com o aumento do preço dos combustíveis e as crescentes preocupações com
questões ambientais. Dentre as diversas matérias primas disponíveis na produção de
biocombustíveis, as microalgas surgem como uma alternativa sustentável devido à
elevada produtividade e à falta de necessidade de solos produtivos e água com
qualidade. Levando em conta o interesse crescente na utilização das microalgas como
matéria prima na produção do biodiesel, o objetivo do presente trabalho foi determinar
os parâmetros reológicos de suspensões da microalga Chlorella sp em diferentes tempos
de cultivo, sob seis diferentes condições de temperatura, salinidade e níveis de CO 2,
NO3 e PO4, de modo a, posteriormente, estimar as demandas energéticas de cada etapa.
Para cada uma dessas condições foram feitos testes em reômetro rotacional de cilindros
concêntricos (Brookfield, LVDV). Os resultados mostraram que a suspensão da
microalga Chlorella sp trata-se de um material com características dilatantes, visto que o
incide de comportamento, em todos os casos, resultou em valores superiores a 1.

Figura 3 - Viscosidade aparente da suspensão de Chlorella sp, nas diferentes


condições de processo

Tabela 1: Parâmetros reológicos da suspensão da microalga Chlorella sp .

8
Trabalho de Reologia de Fluidos não-Newtonianos
Respostas
Tensão de Taxa de
1. Dados Plotados: cisalhamento γ(1/s) deformação σ(Pa)
2,6 22,85
5,19 26,29
10,39 31,97
20,77 40,03
41,55 46,83
83,1 56,01
166,2 70,01
332,39 96,43
664,78 130,12

a)

b) Usando o modelo de Casson encontramos a tensão de cisalhamento inicial σo. A


partir dos valores da tabela do exercício, elaborou-se uma outra tabela contendo os
valores da raiz quadrada da Taxa de Deformação e da Tensão de Cisalhamento,
conforme mostrado abaixo:
√γ(1/s) √σ(Pa)
1,612 4,780
2,278 5,127
3,223 5,654
4,557 6,327
6,446 6,843
9,116 7,484
12,892 8,367

9
18,232 9,820
25,783 11,407

Com os dados obtidos foi construído um gráfico onde tais raízes fossem relacionadas.

O modelo de Cassoné expresso pela seguinte equação:


(1)

Onde:
τ = tensão de cisalhamento, Pa, pascal (N/m2);
K0,c = índice de consistência inicial de Casson, (Pa.sn);
Kc = índice de consistência de Casson, (Pa.sn).
= taxa de deformação, 1/s;

Após a Linearização do gráfico foram obtidos as variáveis da equação y =


0,267x + 4,811 e em seguida calculou-se a tensão inicial de cisalhamento:
(1.1)
(1.2)

A tensão inicial de cisalhamento obtida foi de 23,145 Pa

c) Usando o modelo de Bingham encontramos μp e n no qual é expresso pela seguinte


expressão:
(2)
Onde:
τ = tensão de cisalhamento, Pa, pascal (N/m2);
τo= tensão de cisalhamento inicial, Pa, pascal (N/m2);
μ = viscosidade plástica de Bingham Pa, pascal segundo (Kg/m.s);
= taxa de deformação (1/s ).

10
Com os dados da tabela do exercício montou-se outra tabela contendo os valores
de τ - τo e γ, conforme mostrada abaixo:
γ(1/s) τ - τo
5,19 3,145
10,39 8,825
20,77 16,885
41,55 23,685
83,1 32,865
166,2 46,865
332,39 73,285
664,78 106,975

A partir dos dados construiu-se o gráfico a seguir:

Utilizando o modelo de Bingham, temos que:


(2)
Assim:
(2.1)
(2.2)
(2.3)
(2.4)

Criando uma tabela para os valores de e , temos:


Ln (γ) Ln (τ-τ0 )
1,647 1,146
2,341 2,178
3,034 2,826
3,727 3,165
4,420 3,492
5,113 3,847
5,806 4,294

11
6,499 4,673

Em seguida foi plotado o gráfico:

Com o uso da equação linear do gráfico obteve-se as variáveis da equação, que foi y =
0,664x + 0,498.
Com isso,
(2.4)
(2.5)
Logo,

d) Foi feito o gráfico da viscosidade aparente(μ) versus a taxa de


deformação(γ).Usando a razão entre tensão de cisalhamento versus a taxa de
deformação, temos que:

Então,

Com isso montou-se uma tabela para os valores de μ.


Viscosidade aparente (Pa/s)
8,788
5,066
3,077
1,927
1,127
0,674
0,421
0,290
0,196
Com tais dados se plotou um gráfico relacionando Tensão de cisalhamento X
Viscosidade aparente:
12
2- Dados:
Tensão de Taxa de
cisalhamento γ(1/s) deformação σ(Pa)
0,79 4,02
2,77 6,59
5,6 8,35
11,28 10,72
22,5 13,43
33,92 16,05
45,18 17,89
56,7 19,62
68,05 20,8
79,35 22,3
90,65 23,18
a) Construção do gráfico da tensão de cisalhamento versus a taxa de deformação.

b) Foi aplicada a regressão de potência e obteve-se as constantes da Lei de


potência. A Lei de Potência é descrita sendo:

13
(1)
Onde:
τ = tensão de cisalhamento, Pa, pascal (N/m²);
K = índice de consistência, (Pa.sn);
γ = taxa de deformação (1/s)
n = índice de escoamento;
Para:
n = 1, o índice de consistência é igual à viscosidade do fluido;
0 < n < 1 o fluido é pseudoplástico;
n > 1 o fluido é dilatante.
Assim,
(1)
(1.1)
(1.2)
(1.3)
Montando uma tabela com os valores referentes a ln τ e ln y, temos:
Ln (γ(1/s)) Ln (τ(Pa))
1,391 1,391
1,886 1,886
2,122 2,122
2,372 2,372
2,597 2,597
2,776 2,776
2,884 2,884
2,977 2,977
3,035 3,035
3,105 3,105

Com os dados tabelados, construiu-se o gráfico abaixo.

14
Logo,
(1.3)
y = 0,3668x + 1,4871
Dada a equação,

3- Dados:
γ(1/s) σ(Pa)
0,1 4,09
0,25 5,04
0,63 6,6
1,25 7,91
1,99 9,11
3,16 10,45
5,01 12,13
7,94 14
12,59 16,13
19,95 19,07
31,62 22,4
50,11 26,59
a) Foi aplicada a regressão de potência e obteve-se as constantes da Lei de
potência. A Lei de Potência é descrita sendo:

(1)
Assim,
(1)
(1.1)
(1.2)
(1.3)
Montando uma tabela com os valores referentes a ln τ e ln y, temos:
Ln (γ(1/s)) Ln (σ(Pa))
-2,303 1,409
-1,386 1,617
-0,462 1,887
0,223 2,068
0,688 2,209
1,151 2,347
1,611 2,496
2,072 2,639
2,533 2,781
2,993 2,948
15
3,454 3,109
3,914 3,281

Com os dados tabelados, construiu-se o gráfico abaixo.

Logo,
(1.3)
y = 0,3037x + 2,0263
Dada a equação,

4- Dados:
Tensão de Taxa de
cisalhamento γ(1/s) deformação σ(Pa)
0,0127 0,5
0,0198 0,8
0,0317 1,3
0,0503 1,7
0,0797 3,2
0,1262 4,9
0,1999 7,9
0,3166 11,7
0,55016 17,8
0,7945 26,2
1,258 36,6
1,994 50,5

16
3,158 67,6
5,003 88,8
7,925 114,5
12,55 146

a)

b) Foi aplicada a regressão de potência e obteve-se as constantes da Lei de


potência. A Lei de Potência é descrita sendo:

(1)
Assim,
(1)
(1.1)
(1.2)
(1.3)
Montando uma tabela com os valores referentes a ln τ e ln y, temos:
Ln (γ(1/s)) Ln (σ(Pa))
-4,366 -0,693
-3,922 -0,223
-3,451 0,262
-2,990 0,531
-2,529 1,163
-2,070 1,589
-1,610 2,067

17
-1,150 2,460
-0,598 2,879
-0,230 3,266
0,230 3,600
0,690 3,922
1,150 4,214
1,610 4,486
2,070 4,741
2,530 4,984

Com os dados tabelados, construiu-se o gráfico abaixo.

Logo,
(1.3)
y = 0,8394x + 3,2209
Dada a equação,

5- Dados :
y (1/s) τ (Pa)
409,5 98,97
2044,04 194,48
5764,89 294,43
14550,81 424,58
507,89 103,96
873,05 138,62
4891,84 273,77
12194,96 401,99
24320,64 551

18
a)

b) Foi feito o gráfico da viscosidade aparente(μ) versus a taxa de


deformação(γ).Usando a razão entre tensão de cisalhamento versus a taxa de
deformação, temos que:

Então,

Com isso montou-se uma tabela para os valores de μ.


Viscosidade aparente (Pa/s)
0,242
0,205
0,159
0,095
0,049
0,051
0,033
0,029
0,023
Com tais dados se plotou um gráfico relacionando Tensão de cisalhamento X
Viscosidade aparente:

19
a) c) Foi aplicada a regressão de potência e obteve-se as constantes da Lei de
potência. A Lei de Potência é descrita sendo:

(1)
Assim,
(1)
(1.1)
(1.2)
(1.3)
Montando uma tabela com os valores referentes a ln τ e ln y, temos:
Ln (γ(1/s)) Ln (σ(Pa))
6,015 4,595
6,230 4,644
6,772 4,932
7,623 5,270
8,495 5,471
8,660 5,685
9,409 5,996
9,585 6,051
10,099 6,312
6,015 4,595
6,230 4,644
6,772 4,932

Com os dados tabelados, construiu-se o gráfico abaixo.

20
Logo,
(1.3)
y = 0,4135x + 2,0905
Dada a equação,

6-Dados
γ (1/s) σ (Dina/cm²)
0,95 510
4,7 716
12,3 908
40,6 1240
93,5 1620
a)

b) Usando o modelo de Casson encontramos a tensão de cisalhamento inicial σo. A


partir dos valores da tabela do exercício, elaborou-se uma outra tabela contendo os
valores da raiz quadrada da Taxa de Deformação e da Tensão de Cisalhamento,
conforme mostrado abaixo:

21
√γ(1/s) √σ(Pa)
0,975 22,583
2,168 26,758
3,507 30,133
6,372 35,214
9,670 40,249

Com os dados obtidos foi construído um gráfico onde tais raízes fossem relacionadas.

O modelo de Cassoné expresso pela seguinte equação:


(1)
Após a Linearização do gráfico foram obtidos as variáveis da equação y = 0,4984x -
10,905 e em seguida calculou-se a tensão inicial de cisalhamento:
(1.1)
(1.2)

A tensão inicial de cisalhamento obtida foi de


c) Usando o modelo de Bingham encontramos μp e n no qual é expresso pela seguinte
expressão:
(2)
Com os dados da tabela do exercício montou-se outra tabela contendo os valores
de τ - τo e γ, conforme mostrada abaixo:
Tensão de Variação da
cisalhamento γ Tensão de
(1/s) Cisalhamento τ-τ0
0,95 391,081
4,7 597,081
12,3 789,081
40,6 1121,081
93,5 1501,081

22
A partir dos dados construiu-se o gráfico a seguir:

Utilizando o modelo de Bingham, temos que:


(2)
Assim:
(2.1)
(2.2)
(2.3)
(2.4)

Criando uma tabela para os valores de e , temos:


Ln (γ) Ln (τ-τ0 )
6,392 1,548
6,671 2,510
7,022 3,704
7,314 4,538

Em seguida foi plotado o gráfico:

23
Com o uso da equação linear do gráfico obteve-se as variáveis da equação, que foi y =
0,306x + 5,9088.
Com isso,
(2.4)
(2.5)
Logo,

7. Dados:
γ (1/s) σ (Pa)
0,16 225
0,36 256
2,42 528
4,4 740
7 900
13,7 1380

24
a)

b) Usando o modelo de Casson encontramos a tensão de cisalhamento inicial σo. A


partir dos valores da tabela do exercício, elaborou-se uma outra tabela contendo os
valores da raiz quadrada da Taxa de Deformação e da Tensão de Cisalhamento,
conforme mostrado abaixo:
√γ(1/s) √σ(Pa)
0,400 15,000
0,600 16,000
1,556 22,978
2,098 27,203
2,646 30,000

Com os dados obtidos foi construído um gráfico onde tais raízes fossem relacionadas.

O modelo de Casson é expresso pela seguinte equação:


(1)

25
Após a Linearização do gráfico foram obtidos as variáveis da equação y = 0,1441x -
1,7454 e em seguida calculou-se a tensão inicial de cisalhamento:
(1.1)
(1.2)

A tensão inicial de cisalhamento obtida foi de


c) Usando o modelo de Bingham encontramos μp e n no qual é expresso pela seguinte
expressão:
(2)
Com os dados da tabela do exercício montou-se outra tabela contendo os valores
de τ - τo e γ, conforme mostrada abaixo:
Tensão de Variação da
cisalhamento γ Tensão de
(1/s) Cisalhamento τ-τ0
0,36 221,954
2,42 252,954
4,4 524,954
7 736,954
13,7 896,954

A partir dos dados construiu-se o gráfico a seguir:

Utilizando o modelo de Bingham, temos que:


(2)
Assim:
(2.1)
(2.2)
(2.3)
(2.4)

26
Criando uma tabela para os valores de e , temos:
Ln (γ) Ln (τ-τ0 )
6,392 1,548
6,671 2,510
7,022 3,704
7,314 4,538

Em seguida foi plotado o gráfico:

Com o uso da equação linear do gráfico obteve-se as variáveis da equação, que y =


0,4258x + 5,9494.
Com isso,
(2.4)
(2.5)
Logo,

8. Dados:
y (1/s) τ (KPa)
72,13 78,75
76,73 81,5
74,17 80
165,8 103,75
183,38 109
172,87 105,94
253,9 108,75
303,49 121
310,48 122,5
1457,45 188,75

27
1583,76 197,5
1500,96 191,88

a)

b) Foi aplicada a regressão de potência e obteve-se as constantes da Lei de


potência. A Lei de Potência é descrita sendo:

(1)
Assim,
(1)
(1.1)
(1.2)
(1.3)
Montando uma tabela com os valores referentes a ln τ e ln y, temos:
Ln (γ(1/s)) Ln (σ(Pa))
4,278 4,366
4,340 4,401
4,306 4,382
5,111 4,642
5,212 4,691
5,153 4,663
5,537 4,689
5,715 4,796
5,738 4,808

28
7,284 5,240
7,368 5,286
7,314 5,257

Com os dados tabelados, construiu-se o gráfico abaixo.

Logo,
(1.3)
y = 0,2886x + 3,1484
Dada a equação,

3. Referencias Bibliográficas

USP. Reologia de fluidos apostila. 01/03/2005. Fonte:


https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/371659/mod_resource/content/1/REOLOGIA
%20DE%20FLUIDOS%20-%20apostila.pdf ,acesso em:15/11/2017

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